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revista

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revista abigraf 257 janeiro / fevereiro 2012

a r t e & i n d ú s t r i a g r á f i c a • a n o x x x VII • j a n / f e v 2 0 1 2 • nº 2 5 7


Grand Prix de melhor imPressão do Brasil mais uma vez Conquistamos

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troFéus

PRÊMIO DE EXCELÊNCIA GRÁFICA

FERNANDO PINI 2011 AgRADEcEMOS AOS cLIEntES, fORnEcEDORES E cOLABORADORES POR MAIS EStA cOnquIStA!


HéLio de aLmeida

H

Categoria grand Prix MELHOR IMPRESSÃO DO BRASIL

IPSIS GRÁFICA E EDITORA Livro TERRA bRASIl Cliente: araquém alCântara fotografia e editora

Categoria livros Culturais e de arte

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Categoria revistas PeriódiCas

revista MAG Nº23 CLiente: Lumi 5 propaGanda, marketinG e eventos

Categoria revistas instituCionais

revista UNIQUE MAGAZINE CLiente: Com Forward marketinG

ipsis Gráfica e editora ipsis.com.br


Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905  São Paulo  SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: gramani@uol.com.br Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, André Mascarenhas, Clarissa Domingues, Marco Antonio Eid, Milena Prado Neves, Ricardo Viveiros e Tainá Ianone Revisão: Giuliana Gramani Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudinei Pereira e Claudio Ferlauto Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci e Livian Corrêa Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão: Atrativa, Ricargraf e Stilgraf Acabamento: Gráfica Aquarela Capa: Laminação, Reserva de verniz texturizado, Hot Stamping e Relevo (com fitas MP do Brasil): UVPack

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Assinatura anual (6 edições): Brasil: R$ 60,00 América: US$ 70,00 Europa: US$ 80,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

Das dificuldades da infância humilde Valdir Rocha tira força e inspiração para criar uma arte única. Usa a técnica para estabelecer provocações temáticas, onde espectros humanos buscam um lugar no mundo dos vivos ou dos mortos.

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O que vem por aí

Nem céu de brigadeiro, nem tempestade arrasadora. Especialistas analisam o cenário econômico europeu e norte‑americano e os possíveis reflexos da crise instalada na região sobre o Brasil.

30 Relacionamento estreito

A cada edição o Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica evidencia os benefícios da interação entre cliente e gráfica. Os dois lados ganham em qualidade, produtividade e superação de expectativas.

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arte & indús tria gráfica • ano xxxvii • jan/fev 2012 • nº 2 5 7

ro 2012

Presidente da Abigraf Nacional: Fabio Arruda Mortara Presidente da Abigraf Regional SP: Levi Ceregato Gerente Geral: Lygia Flores Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Egbert Miranda, Fabio Arruda Mortara, Levi Ceregato, Lygia Flores, Plinio Gramani Filho e Ricardo Viveiros

Livre pensar

revista abigraf 257 janeiro / feverei

ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000  São Paulo  SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Confidência, desenho a china marker sobre papel impresso

REVISTA ABIGRAF

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Capa: Desdém, papel seco sobre papel tingido na massa, 15 × 24 cm, 1984 Autor: Valdir Rocha


Vida longa às revistas

O presidente da Aner, Roberto Muylaert, fala à Revista Abigraf com otimismo sobre o mercado de revistas no Brasil. Para ele, a tendência é de crescimento para os próximos anos, tanto em termos de circulação quanto de publicidade.

Os “causos” de Cristovam Linero

Ex‑presidente do Sigep e da Abigraf‑PR, o empresário, homem de personalidade forte, mantém‑se na ativa, dedicando‑se à empresa de forma séria, honesta e generosa, da mesma forma que lutou pelas causas das pequenas gráficas.

As voltas que o mundo dá

Depois de 30 anos, Ninian Richardson, diretor da UVPack, conseguiu realizar um sonho de infância: restaurar e pilotar um antigo e lendário avião de caça inglês. Agora parte para o desafio de construir outra aeronave histórica, de 1915.

Alma estradeira

18 68 88 104

Em 20 anos de carreira, Caio Vilela teve a oportunidade de conhecer 75 países. Do Brasil só não visitou o Amapá. Pé na estrada, câmera na mão, imagens publicadas em jornais e revistas, o fotógrafo quer agora dedicar‑se aos livros e às exposições.

Editorial/ Fabio Arruda Mortara������������������������ 6 Rotativa��������������������������������������������������������� 8 Opinião/ Sérgio Tavares/TO���������������������������26 Prêmio Theobaldo De Nigris��������������������������54 Artigo Drupa 2012���������������������������������������60 Bracelpa/ Balanço 2011�������������������������������64 International Paper/ Balanço 2011����������������66 APP/Cathay�������������������������������������������������70 Gráfica Midiograf/ PR�����������������������������������72 Gráfica Prosign/RJ���������������������������������������74 Heidelberg/ Nova dobradeira�������������������������76 Gráfica Efeito Visual/ SP�������������������������������78

Lamimax/ Crescimento���������������������������������80 Ferrostaal/ Nova diretoria�����������������������������82 Sustentabilidade/ Prêmio Socioambiental������83 HP/ Novidades 2012������������������������������������90 Olhar Gráfico/ Cláudio Ferlauto���������������������92 Quadrinhos/ Álvaro de Moya�������������������������96 Ilustração/ Lucia Hiratsuka����������������������������97 Bottcher do Brasil����������������������������������������98 Agfa Graphics/ Ampliação���������������������������100 Prolam/ 15 Anos����������������������������������������102 Sistema Abigraf�����������������������������������������110 Mensagem/ Levi Ceregato��������������������������118

JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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editorial

Fabio Arruda Mortara

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional) e do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP)

Atenção e cautela em 2012 pelas oportunidades que estão por vir

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ano de 2011 chegou ao fim com perspectivas sombrias para a economia global, principalmente sob a ótica dos países desenvolvidos, que viram suas dívidas públicas e déficits nominais minarem qualquer possibilidade de crescimento sustentável para os anos que estão por vir. Nesse contexto, o papel de liderança firme e propositiva desempenhado pela Alemanha e pela França é de suma importância, como destacou o primeiro ministro francês, François Fillon, em palestra recente na Fiesp. Fillon afirmou que a governança da União Europeia é agora fundamental, e que o equilíbrio fiscal e orçamentário do bloco passa a ser mandatório para a saúde da moeda e da própria comunidade.  Embora para o Brasil os resultados não tenham sido necessariamente preocupantes, a desaceleração observada no segundo semestre do ano passado acendeu a luz amarela do setor produtivo nacional e indica que os próximos meses poderão nos trazer surpresas. Do ponto de vista da indústria gráfica brasileira, o cenário para o ano que se inicia sugere atenção e cautela. A começar pela recente elevação dos custos dos financiamentos para as pequenas e médias empresas, que, com a escassez de recursos no mercado internacional, passaram a concorrer pelos empréstimos com as empresas de grande porte, até então acostumadas a levantar dinheiro lá fora. Como mais de 96% de nosso setor gráfico é formado por pequenas e médias empresas, caso os bancos permaneçam arredios ao risco, é possível que continuemos com dificuldades para emprestar dinheiro nos meses vindouros. Ainda como decorrência da crise, a redução nas possibilidades de exportações para as gráficas brasileiras deve acirrar a disputa pelo mercado interno. Isso sem falar na crescente oferta de embalagens e produtos editoriais impressos no exterior. As dificuldades enfrentadas pelos países desenvolvidos tendem também a acarretar uma REVISTA ABIGRAF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

redução das verbas destinadas para as áreas de marketing das multinacionais, geralmente os primeiros departamentos a sofrerem cortes em situações de crise. Uma das consequências é a queda na demanda por impressos promocionais. No segmento editorial, o raciocínio é parecido: com o financiamento publicitário em declínio, é natural que as editoras adiem seus planos de expansão. Mas as dificuldades apresentadas não devem ser motivo para desânimo. A boa notícia é que, para os empresários brasileiros que forem prudentes e criativos, há boas oportunidades no médio e longo prazo. E não estamos falando apenas do aquecimento do setor promocional no segundo semestre, provocado pelas eleições municipais, em que a propaganda impressa é decisiva. Embora visto como problemático por alguns analistas, o crescimento do endividamento das famílias observado desde janeiro de 2005 não tem comprometido a renda dos brasileiros, que vem crescendo ao longo dos últimos anos. Isso significa que as famílias têm contado com uma folga em seus orçamentos, que pode ser direcionada, entre outras coisas, para o consumo de bens não duráveis — e, no caso da indústria gráfica, isso implica em mais livros e revistas sendo produzidos. Chama a atenção ainda o fenômeno conhecido como “bônus demográfico”, descrito pelo economistachefe do Santander em recente palestra, e que decorre da mudança da estrutura etária da pirâmide populacional brasileira. Ou seja, ao contrário do quadro anterior à década de 1980, quando a maioria da população tinha menos de 20 anos de idade, nos próximos 40 anos a massa dos brasileiros terá entre 20 e 60 anos. Ou seja, o Brasil contará com maior disponibilidade de pessoas economicamente ativas. Obviamente que, para que isso se converta em uma oportunidade real de desenvolvimento, serão necessários investimentos em educação (e, para isso, nosso pleito de que o País invista 10% de seu PIB em educação é fundamental) e na formação técnica de sua mão de obra. Um prato cheio para as gráficas, que deverão estar aptas a produzir livros, manuais, apostilas e cadernos para suprir esse mercado. Pense e lute por isso. fmortara@abigraf.org.br


Centro logístico em Araçariguama (SP)

Furnax comemora bons resultados com estande na Drupa C

Comissão Europeia visita International Paper No dia 30 de novembro a In­ter­ na­tio­nal Paper do Brasil (IP) rece­ beu representantes da Comissão Europeia em sua área florestal, localizada em Mogi Gua­çu, in­te­ rior de São Paulo. A vinda do gru­ po ao Brasil faz parte de um pro­ grama de visitas estabelecido por meio de um convênio recente­ mente firmado entre a Agência de Promoção de Exportações e In­ vestimentos do Governo Brasileiro (Apex-​­Brasil), a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu. Para essa visita inédita de estreitamento de laços comerciais, a unidade da IP foi indicada para que a comissão

pudesse conhecer o processo de silvicultura (plantio de eucalipto) no País, focando a produtivida­ de e sustentabilidade do setor de papel e celulose. Durante o en­ contro, os integrantes passaram pelo laboratório, viveiro e área de plantio. A In­ter­na­tio­nal Paper pos­ sui 102  mil hectares de florestas, sendo 72  mil hectares de reflo­ restamento de eucalipto e mais de 26  mil hectares dedicados às florestas nativas. As florestas ocu­ pam ­­áreas no Estado de São Pau­ lo e a companhia produz mais de 16 milhões de mudas por ano. www.internationalpaper.com.br

Printbag conclui primeira etapa da nova fábrica F

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oi inaugurada em novembro a primeira fase da nova fábri­ ca da Printbag em Santa Catari­ na. Além de modernas, as novas instalações atendem às exi­gên­ cias sociais e sustentáveis, en­ tre elas a conquista do selo FSC. A empresa tem agora o que há de mais ­a tual em tecnologia

para produção de sacolas e cai­ xas, incluindo uma máquina au­ tomática para montagem de sa­ colas inédita na América do Sul, linhas de corte e vinco auto­ máticas e uma nova impresso­ ra Heidelberg Speed­mas­ter CD 5 cores + verniz. www.printbag.com.br

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

om 17 anos de atua­ção, o Gru­ po Furnax está começando 2012 com novidades que vão desde o aumento de sua atua­ção em ní­ vel na­cio­nal a uma nova identi­ dade vi­sual. Trabalhando com a co­mer­cia­li­za­ção de equipamen­ tos e insumos para atender aos mercados de embalagens e grá­ fico, a Furnax tem apresentado nos últimos anos crescimento significativo. Além da matriz em São Paulo, o grupo conta com 10.000 metros quadrados em área de estocagem para pron­ ta entrega e uma fi­lial localizada em Recife, Pernambuco. Em 2011 a empresa duplicou o núme­ ro de representantes, o que lhe possibilitou am­pliar sua atua­ ção na­cio­nal e permitiu atender de maneira mais abrangente to­ das as re­giões. O  aumento da

demanda resultou também no incremento da equipe técnica, que tem passado por treinamen­ tos e ava­lia­ções. Para acompa­ nhar esse movimento, a comuni­ cação da Furnax também passou por alterações e em 2012 ofi­cia­ li­za este novo momento da his­ tória do grupo. Dentre as mu­ danças, a empresa apresenta ao mercado um novo slogan (Furnax, a melhor solução para o seu negócio) e um site total­ mente reformulado e rees­tru­ tu­r a­do com informações mais completas sobre seus produtos. Drupa – Em maio a empresa esta­ rá presente na Drupa celebrando as mudanças e os bons resulta­ dos do grupo em 2011. A Fur­ nax terá um estande próprio, localizado no pavilhão 11, D69. www.furnax.com.br

Konica Minolta reformula gerenciamento de contas internacionais A Konica Minolta reestruturou seu acesso de conta global. O de­ partamento Global Major Account (GMA) está agora mais ope­ra­cio­ nal para empresas internacionais, visando atender as demandas es­ tratégicas de pesquisas corpora­ tivas. As  configurações do GMA estão centradas em programas globais transparentes de gestão e serviços de impressão, incluin­ do projeto in­ter­na­cio­nal de ges­ tão, implementação, fornecimen­ to de serviços e ge­ren­cia­men­to de contas re­la­cio­na­das. “Com a uti­ lização do programa Optimized

Print Service (OPS), a Konica Mi­ nolta transformou o que era con­ siderado um desafio em um bene­ fício para serviços internacionais, adaptando-os aos níveis locais”, comentou Takahito Mitsuhashi, diretor co­mer­cial, de mar­ke­ting e soluções. A Konica Minolta forne­ ce análise profunda da frota, oti­ mização, integração de multifun­ cionais periféricas e impressoras dentro dos processos do clien­te. Fazem ainda parte do escopo con­ sultoria e garantia de economia no consumo de energia. konicaminolta.com.br


Ibema e Papirus abandonam fusão

A pa­ra­naen­se Ibema – Cia. Brasi­ leira de Papel e a paulista Papirus Indústria de Papel comunicaram no dia 20 de dezembro o encer­ ramento do processo que tinha como objetivo a fusão das duas empresas. Acio­nis­tas e executivos das com­p a­nhias acreditam nos be­n e­f í­cios e na importância da

consolidação, questões que fica­ ram ainda mais evidentes durante as ne­go­cia­ções. Entretanto, no co­ municado as empresas afirmaram que a ­atual conjuntura do mer­ cado de capitais torna inoportu­ nas as condições para entrada de um acio­nis­ta investidor, compro­ metendo o contexto econômico-​

f­ inanceiro do projeto. Ibema e Papirus con­ti­nua­rão atuan­do no mercado de papel-​­cartão de for­ ma totalmente independentes e, como sempre o fizeram, respei­ tando os ditames de mercado e da livre concorrência. www.ibema.com.br www.papirus.com.br

Alphaprint apresenta linha chinesa de impressoras offset Hans Gronhi, fabricante chinês de equipamentos com sede na província de Liao­ning, na re­gião nordeste do país, é a mais nova representada da Alphaprint. Para apresen­ tá-la, a empresa promoveu um open house nos dias 22 e 23 de novembro em seu show­room, em São Paulo. A im­ pressora que dá início à parceria e que esteve exposta foi a GH 524, máquina quatro cores, totalmente automatiza­ da, com formato 1/4 de folha. Todos os acertos de registro e de controle de tinta são feitos remotamente, além de o equipamento ser totalmente integrado à pré-​­impressão. Um sistema de perfuração de pré-​­registro monitorado por câmeras aprimora o po­si­cio­na­men­to da chapa na máquina, permitindo um acerto extremamente rápido na troca de trabalhos, sua principal característica. A veloci­ dade máxima é de 12.000 folhas por hora. O equipamen­ to destina-se a gráficas que trabalham com pequenas ti­ ragens e vá­rias trocas de trabalho em um mesmo dia. De acordo com Marcos Prado, gerente de produto da Alphaprint, a escolha da Hans Gronhi se deu, sobretudo, pelo fato de se tratar de um fabricante com mais de 30 anos no mercado, dotado de uma fábrica moderna e com perspectiva de crescimento. “Estamos ava­lian­do a possi­ bilidade de trazer equipamentos de formatos maiores”, comentou o gerente. Prêmio da HP Indigo – Durante o Kick Off Latin Ameri­ ca 2012 rea­li­za­do pela HP Indigo entre os dias 2 e 4 de novembro em Lima, no Peru, a Alphaprint foi contem­ plada com o prêmio de melhor TCE da América Latina. O TCE (Total Customer Ex­pe­rien­ce) é o índice usado pela HP para medir a satisfação dos clien­tes com seus distri­ buidores. “Para a Alphaprint, o prêmio tem uma impor­ tância gigantesca, pois não é um reconhecimento da HP, mas sim do usuá­rio. Significa que os esforços da empre­ sa e de seus colaboradores e o empenho no constante treinamento e qualificação, desde vendedores até téc­ nicos e atendentes, atingiram o objetivo de oferecer sempre as melhores soluções”, comenta Alberto Freitas, diretor co­mer­cial da Alphaprint. www.alphaprint.com.br

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Manroland em processo de insolvência Foi apresentado no dia 25 de

Tetra Pak registra recorde de produção A

Tetra Pak anunciou em dezembro recor­ de de produção em 2011, com a entrega de 12 bilhões de embalagens no País, o que re­ presenta um crescimento de aproximada­ mente 1 bilhão de embalagens em apenas um ano. São quase 60 embalagens consumi­ das por cada brasileiro nesse ano. De acor­ do com Paulo Nigro, presidente da Tetra Pak Brasil, é um aumento de quase 10% em rela­ ção a 2010 e reflete o esforço da companhia em manter os investimentos mesmo duran­ te o pe­río­do da crise econômica mun­dial. “O crescimento no País é fruto do rea­li­nha­ men­to estratégico da companhia, que teve o foco em inovação e am­plia­ção do portfó­ lio de embalagens, com novas aberturas, formatos e volumes”, explicou o executivo.

www.tetrapak.com.br

EFI adquire a Alphagraph A Electronics For Imaging, Inc.

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(EFI) anunciou em dezembro a aquisição da Alphagraph Team GmbH. Com sede em Essen, Ale­ manha, a Alphagraph é fornece­ dora de soft­wares MIS/ERP (sis­ temas de informações para o ge­ren­cia­m en­to e planejamen­ to de recursos corporativos) no setor de impressão, incluin­ do a Prinance, Printy e Primus. “Apesar do panorama econômi­ co de­sa­f ia­dor, a EFI apresentou

um crescimento sólido na Eu­ ropa. Com a inclusão da Alpha­ graph, estamos intensificando os investimentos na equipe e na presença no mercado euro­ peu”, afirmou Paul Cripps, di­ retor de ge­ren­cia­men­to da EFI. “Com os clien­tes e as equipes da Alphagraph am­plia­re­mos a força dos ne­gó­cios e do supor­ te que disponibilizamos para o crescente número de clien­tes eu­ ropeus”. A Alphagraph fará parte

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

do portfólio de APPS (aplicati­ vos de soft­wares) da EFI, que re­ gistrou um aumento de 44% na receita nos últimos nove meses de 2011. A EFI pretende integrar o suporte e as operações da Al­ phagraph à organização existen­ te de APPS, que con­ti­nua­rá ven­ dendo as soluções EFI PrintSmith, EFI Pace, EFI Monarch e EFI Radius para a indústria e oferecendo su­ porte à base de clien­tes existen­ te da Alphagraph. www.efi.com

novembro petição para ini­ ciar o processo de insolvên­ cia com o tribunal distrital de jurisdição em Augsburg, Ale­ manha, depois das ne­go­cia­ ções com um po­ten­cial inves­ tidor falharem na reta final. Ao mesmo tempo, a empre­ sa entrou com um pedido de autoadministração, a fim de finalizar os esforços de rees­ tru­tu­ra­ção em curso. O obje­ tivo da diretoria executiva da Manroland é resgatar as uni­ dades-​­chave. O  processo de insolvência ini­cia­do oferece a oportunidade de intensifi­ car a rees­tru­tu­ra­ção e orien­ tar a empresa durante essa fase. A decisão de solicitação de insolvência foi de­sen­c a­ dea­da por nova queda dra­ mática na entrada de pedi­ dos desde mea­dos de julho e que piorou recentemente. Embora ainda haja interes­ se em sistemas de impressão da Manroland, os clien­tes es­ tão enfrentando dificuldades na obtenção de fi­nan­cia­men­ to dian­te da crise econômica. Ao mesmo tempo, a concor­ rência, em face do declínio de pedidos, levou a uma pressão ainda maior sobre os preços e, portanto, diminuição das margens. O  volume do mer­ cado é agora apenas 50% do nível an­te­rior ao início da cri­ se em 2008, segundo infor­ mações da empresa. Até o final do ano, as atividades da Manroland, que emprega 6.500 pes­soas, das quais 5.000 na Alemanha, con­ti­nuavam sem alterações. www.manroland.com


Semana Internacional em março no Anhembi Na semana de 12 a 16 de mar­

Estabelecida parceria entre Müller Martini e Rima‑System (E/D): Felix Stirnimann, membro do Conselho Executivo da Müller Martini; Bruno Müller, CEO da Müller Martini; Horst Steinhart e Axel B. Tübke, presidentes da Rima‑System; Christian Tübke, membro do Conselho da Rima‑System; Daniel Langenegger, membro do Conselho Executivo da Müller Martini; e Klaus Kalthoff, vice-presidente Executivo da Rima‑System

Empresas es­p e­cia­li­z a­das em acabamento de impressão, a Müller Martini e a Rima-​­System firmaram um acordo de coo­pe­ ra­ção em dezembro aproveitan­ do a sinergia dos seus processos e adequando suas linhas de pro­ dutos para atender às necessida­ des do mercado. Essa operação inclui equipamentos para trans­ porte de cadernos impressos, corte circular em linha, produção de pacotes, barras e rolos de ca­ dernos impressos, bem como pa­ letização, complementada pela

assistência técnica MMServices, da Müller Martini, e pelos centros de produtos da Rima-​­System. Para Axel B. Tübke, presiden­ te da Rima-​­System, essa parceria irá be­ne­f i­ciar os clien­tes com a melhor tecnologia disponível na área de acabamento. “Juntos, estamos assegurando os inves­ timentos e a base para o máxi­ mo aproveitamento de impres­ soras e sistemas de saí­das de rotativas”, reforça Bruno Müller, presidente da Müller Martini. www.mullermartini.com.br

ço será rea­li­z a­da no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, a terceira Sema­ na In­ter­na­cio­nal de Máquinas e Equipamentos para Emba­ lagem e Impressão. A semana com­preen­de três eventos: a 8ª Brasilpack (Feira In­ter­na­cio­nal da Embalagem), a Expográfica (Feira In­ter­na­cio­nal da Indústria Gráfica, Papel e Tecnologia) e a 4ª Flexo Latino-​­América (Fei­ ra In­ter­na­cio­nal de Flexografia), feiras que atendem a indústria convertedora de embalagem e a indústria gráfica, chegando até o produto final. Segundo a Reed Exhi­bi­tions Alcantara Ma­ chado, a data foi escolhida com base em decisões estratégicas atendendo aos interesses das empresas expositoras. “Colo­ camos a Semana In­ter­na­cio­nal como primeiro evento do nos­ so calendário para im­pul­sio­nar

as vendas desde o ínicio do ano. As nossas feiras costumam mo­ vimentar de três a quatro me­ ses da produção total do setor, que, com esse estímulo, deve se manter em trajetória positiva ao longo deste ano”, afirma Li­lia­ne Bortoluci, diretora da Semana. Até o final de dezembro já estavam confirmadas as pre­ senças dos seguintes exposi­ tores: Altec, BST Latina, Cio­la, Corona, HGR , Laserflex, Maq­ plas, Mainard, Máquinas San­ toro, Mega ­Steel, Polimáquinas, Prestmac, Trata, Tudela, Vemax, Wortex, Esna, New Sino, Ro­ land, SRPack, Ribran, Golden Fix, Comexi e Vivacor. SEMANA INTERNACIONAL DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS PARA EMBALAGEM E IMPRESSÃO De 12 a 16 de março de 2012 Pavilhão de Exposições do Anhembi São Paulo SP Informações: (11) 3060.5012 info@semanadaembalagem.com.br www.semanainternacional.com.br

Inovação da Renz é premiada Promovido há oito anos pela in­

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dústria gráfica alemã para pre­ miar produtos inovadores, o evento PrintStars foi rea­li­z a­d o no dia 10 de novembro último, em Stuttgart, Alemanha, tendo como patrono Phillip Roes­ler, mi­ nistro da Economia e Tecnologia daquele país. Na categoria de Acabamento, a Chr. Renz GmbH conquistou o

prêmio de prata com o sistema mul­ti­fun­cio­nal de perfuração AP Renz 360‑120 Digi BL BL para a in­ dústria de ca­len­dá­rios. Ao  rece­ bê-lo, Peter Renz, CEO do grupo, afirmou: “Com esse sistema nós cria­mos um produto único. Esta­ mos no caminho certo”. O incre­ mento de 60% na produtividade em relação aos sistemas de pro­ dução similares impressionou o

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

júri. Outra característica es­p e­ cial do produto apresentado pela Renz é o iné­ dito sistema de empilhamento in­ teligente, que pro­ por­c io­na uma en­ trega escalonada, ­ideal para ca­len­dá­ Multifuncional de perfuração rios personalizados. Renz AP360-120 Digi BL BL www.renz.com


A Druck Chemie sempre foi verde. Só faltava a cor. A identidade da Druck Chemie agora é verde. Uma cor que

destinação dos produtos após o uso. Criar soluções de alta

vem ao encontro dos valores que desde sempre guiaram

qualidade para o segmento químico gráfico levando a sério

nosso trabalho: inovar em produtos e serviços compatíveis

a questão ambiental é o nosso compromisso.

com o meio ambiente. Reconhecidamente certificada na gestão de resíduos desde 1998, a empresa oferece coleta e

Druck Chemie. Do início ao fim, uma boa impressão.


Avery Dennison tem novo gerente para a América do Sul No

final de novembro a Avery Denis­ son comuni­ cou a no­mea­ ção de Jorge Luis Ore­jue­la como o novo gerente geral da sub-​­re­gião SSAS (Spanish-​­S pea­k ing South America, ou América do Sul Hispa­ no-​­Falante) para a divisão de ma­ teriais para rótulos e embalagem. Ore­jue­la começou sua carreira na Avery Dennison da Colômbia, em 1999, como gerente geral de roll ma­te­rials, passando no ano se­ guinte para a gestão em geral da mesma divisão no México, sendo

transferido em 2002 para o Bra­ sil, onde permaneceu até o novo cargo. Com um profundo conhe­ cimento do mercado de autoade­ sivos, Jorge cuidará da Argentina, Chile, Colômbia e re­gião Andina. www.averydennison.com.br/

Marcus Melo no comando da Multiverde C

om o com­ promisso de for tale cer a a t u a ­ç ã o d a Multiverde Pa­ péis Especiais no mercado brasi­ leiro, expandindo os ne­gó­cios da indústria principalmente no seg­ mento de pa­péis finos para im­ pressão e de pa­péis de segurança,

Marcus Vinicius Borba de Melo assumiu o cargo de presidente, em 1º de outubro, substituindo Alain Minerbo. À frente da área co­mer­cial da empresa desde 2007, quando a unidade pertencen­ te à Votorantim Celulose e Pa­ pel mudou de mãos, o executivo se mostra con­f ian­te em relação ao futuro. “O setor de papel está passando por muitas mudanças e há boas perspectivas de evolução para empresas que, como a Mul­ tiverde, têm foco em pa­péis com alto valor agregado”, disse ele ao assumir o novo cargo. Segundo o executivo, a Mul­ tiverde re­p o­si­cio­na­r á em breve a linha de pa­péis finos para im­ pressão. Além de renovação do conceito de marca, serão introdu­ zidas novas cores em todas as ca­ te­go­rias de produtos. Já o Projeto de Pa­péis de Segurança, em anda­ mento, deverá ser consolidado no primeiro semestre de 2012. Milton Rodrigues Alves, que era coor­de­na­dor de vendas, assu­ me a posição de gerente co­mer­ cial e tem planos de rees­tru­tu­rar a rede de distribuição, expandindo os ne­gó­cios em todo o Brasil. www.multiverdepapeis.com

Nova gerente de marketing na Epson D

esde no­ vembro a ge­ rência de mar­ k e ­t i n g d a Epson do Bra­ sil está nas mãos de Simone Camargo. A executiva tem passa­ gem pela Whir­pool e pela Mabe Eletrodomésticos, com mais de 15 anos de ex­p e­r iên­cia na área de mar­ke­ting. É  formada em En­ genharia de Alimentos pela Uni­ camp, pós-​­gra­dua­da em Admi­ nistração de Empresas/Mar­ke­ting

14 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

pela Fundação Getúlio Vargas e possui MBA Executivo pela Fun­ dação Dom Cabral/Kellogg ­School of Management. A pro­f is­sio­nal integrou-se à equipe da Epson com o desafio de melhorar os investimentos em ge­ ração de demanda, sistematizar os processos da área de mar­ke­ting e contribuir com o desenvolvimen­ to de uma visão e atua­ção mais estratégica da marca. www.epson.com.br

Milton Fetter assume cargo de direção na IBF Brasil A

pós dez anos de atua­ ção como as­ sessor da vice-​ ­p residência e gerente de mar­ke­ting e exporta­ ção da IBF Brasil, com sede no Rio de Janeiro, em novembro de 2005 Milton Fetter mudou-se para Nova Jersey, nos Estados Unidos, assumindo a gerência geral da IBF Cor­po­ra­tion – USA. Cumprida com sucesso essa etapa da sua carrei­ ra, o executivo retornou ao nos­ so país para exercer a direção co­ mer­cial do departamento Graphix da IBF Brasil. Importante fabrican­ te de chapas e filmes gráficos, a IBF – Indústria Brasileira de Filmes foi fundada em 1961 e situa-se en­ tre os quatro maiores produtores de chapas offset do mundo. Com capacidade para atender a de­ manda total do mercado latino-​ ­americano, exporta seus produ­ tos para 70 paí­ses. Drupa – Mais uma vez a empre­ sa participará da Drupa como ex­ positora, no pe­río­do de 3 a 16 de maio, com o seu estande localiza­ do no pavilhão 9, à rua C, nº 62. www.ibf.com.br


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Suzano amplia linha de papéis couché

A Suzano Papel e Celulose aca­ ba de reformular sua linha de pa­péis revestidos, com o Cou­ ché Suzano Image. Com tona­ lidade di­fe­ren­cia­da e alinhada aos padrões de qualidade das gráficas, o novo couché com­ plementa a linha de pa­péis re­ vestidos off-​­machine da Suza­ no. “O Couché Suzano Image garante impressão com cores muito mais vivas, gerando exce­ lentes resultados no acabamen­ to final, já que possui tonalida­ de mais branca”, explica André de Marco, gerente do grupo de

produtos da unidade de papel da Suzano. O novo produto subs­ titui o Couché Suzano. O lançamento chega ao mercado nas ver­ sões Matte, com bai­ xo brilho e indicado para trabalhos em que há grande quantidade de texto, e Gloss, re­ comendado para tra­ balhos com imagens coloridas, por permitir a valo­ rização dos recursos gráficos e das cores. O  Couché Suzano Image está disponível nas gra­ maturas 90, 115, 150 e 170 g/m². A  empresa também atendeu a um antigo pedido do mercado e apresenta o Kromma Gloss na versão 70 g/m². Este papel cou­ ché on-​­machine, disponível nas versões Silk (semibrilho) e Gloss (brilho), é indicado para produ­ tos como revistas, fôlderes, ca­ tálogos e tem o custo/benefício como seu principal atrativo. www.suzano.com.br

Posigraf é premiada no Gold Ink Awards

A Posigraf, gráfica do Grupo Po­

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sitivo, foi reconhecida pelo tercei­ ro ano consecutivo no prêmio Gold Ink. A empresa se destacou nas ca­ te­go­rias Calendário (Calendars) e Li­ vros (Fine ­Books), sendo que os dois produtos pre­mia­dos foram desen­ volvidos pelo estúdio de cria­ção da Posigraf, Positivo Comunicação Gráfica. O  Gold Ink Awards, pre­ mia­ção que ocorre em Chicago, nos Estados Unidos, é uma das mais abrangentes competições de produtos gráficos. REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

Bignardi conquista certificação para papel Eco Millennium C

om parque industrial localizado em Jundiaí (SP), a Bignardi Papéis ob­ teve a certificação ABNT NBR 15755:2009 – Conteúdo de fibras recicladas – Especificação, para a sua linha de papéis Eco Millennium. Na fabrica­ ção desses papéis a Bignardi trata as aparas pré- e pós-consumo e não usa o processo de branqueamento, considerado agressivo ao meio am­ biente pelo total de água utilizado no processo e utilização de produ­ tos químicos agressivos. Atualmente a produção é de cerca de 25 mil toneladas, o que responde por 30% do mercado nacional. “Participamos do processo de normalização e nos preparamos para a certificação, providenciando a modernização do parque industrial e também trabalhando junto aos aparistas e recicladores responsáveis pela logística reversa do papel. A certificação é um grande passo para demonstrarmos à sociedade e aos nossos clientes a seriedade e a trans­ parência da Bignardi na fabricação do papel reciclado Eco Millennium”, ressalta o coordenador de qualidade Reinaldo Balbuena. A empresa é detentora também dos selos FSC (Forest Stewardship Council) e Cerflor (Programa Brasileiro de Certificação Florestal).

Ibema ganha prêmio internacional A Ibema – Companhia Brasilei­ ra de Papel recebeu no dia 15 de novembro o Prêmio Pulp & Pa­ per In­ter­na­tio­nal PPI 2011. A em­ presa foi destaque na catego­ ria Campanha Pro­mo­cio­nal do Ano, com a apresentação do case “1º Prêmio Ibema Gravu­ ra”, concorrendo com empre­ sas de vá­rios continentes, como a Asia Pulp and Paper, da Indo­ nésia, Grupo Portucel Soporcel, de Portugal, e com a america­ na Sappi. Organizado pela Risi, provedora de informações para a indústria mun­dial de produ­ tos florestais, o PPI homenageia liderança, visão, inovação e rea­ li­za­ções estratégicas dentro da indústria de celulose e papel.

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O Prêmio PPI é o único prêmio global dedicado a reconhecer as rea­li­za­ções de empresas, indus­ triais e profissionais no setor de celulose e papel. A entrega dos tro­féus foi rea­ li­za­da em Bruxelas, na Bélgica. O  representante da Ibema no evento, Fernando Sandri, falou na oportunidade que o fato de a Ibema sagrar-se finalista do Prê­ mio Pulp & Paper In­ter­na­cio­nal já foi uma honra muito grande. “O 1º Prêmio Ibema Gravura não representa apenas uma campa­ nha pro­mo­cio­nal, mas o resga­ te da cultura e da educação jun­ to aos uni­ver­si­tá­rios brasileiros”, disse Sandri. www.ibema.com.br

Vivox recebe selo FSC

istribuidora de pa­péis para a in­ dústria gráfica e edi­to­rial com sede em São Paulo, a Vivox, rea­f ir­man­ do seu compromisso com a pre­ servação am­bien­tal, conquistou

em novembro a certificação FSC. Isso garante o fornecimento de pa­péis pro­ve­nien­tes de florestas manejadas e fontes controladas. www.vivox.com.br


Versatilidade na dobra

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ENTREVISTA Milena Prado

Para Roberto Muylaert, presidente da Aner, mesmo com a chegada dos e‑readers, smartphones e tablets, e da perspectiva de uma geração que já “nasce” conectada, as revistas deverão manter seu espaço junto aos leitores e anunciantes.

Foto: Toni Pires/Spring

Roberto Muylaert

Revistas devem crescer junto com o PIB nacional

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presidente da As­so­cia­ção Na­cio­nal dos Editores de Revistas (Aner), Roberto Muy­laert, acaba de come­ morar os 25 anos da entidade com o lançamento do livro História Revista, um re­ lato, através das capas das principais revistas publicadas nos últimos anos, que denota as mudanças no mercado edi­to­r ial no pe­r ío­do de tempo que coincide com a trajetória da Aner. Para Muy­laert, a obra é uma ini­cia­ti­va inédita no setor, já que abrange, em sua primeira par­ te, todas as editoras as­so­cia­das à Aner, que pro­ duzem 90% das revistas em circulação no País. Em entrevista concedida à Revista Abigraf, ele

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

falou sobre o ­atual momento deste mercado, revelando também os de­s a­f ios futuros e as expectativas do setor para os próximos anos. Como está hoje o mercado edi­to­r ial de revistas, e de que forma tem evo­luí­do o faturamento do setor nos últimos anos? O Brasil é um dos poucos paí­ses em que têm crescido a circulação e a publicidade de revis­ tas, não obstante a entrada da mídia digital. Nossa receita ­anual é de R$ 5 bi­lhões, sendo que nos últimos 10 anos a expansão foi de quase 200%. São 30 milhões de leitores, 450 milhões de exemplares/ano e 4.700 títulos. Ademais,


temos 7% do share de publicidade, contra 65% da televisão. A tendência é crescer, até porque a revista é o melhor meio para anun­ciar produ­ tos mais sofisticados ou outros cujas qualidades precisam ser bem explicadas.

rio­di­ci­da­de mensal. O senhor acredita que este seria um nicho importante no mercado edi­to­r ial? Em um país de dimensões continentais como o Brasil, é importante focar nos mercados regio­ nais para ­criar uma relação mais estreita com o leitor. Nem sempre o que fun­cio­na na re­g ião Sudeste é sucesso na re­g ião Nordeste. É tam­ bém uma ótima maneira de desenvolver talen­ tos locais, já que as principais editoras estão localizadas em São Paulo, mesmo a Editora Glo­ bo, cuja sede de suas organizações concentra as atividades no Rio de Janeiro.

Apesar disso, percebe-se que, a cada ano, um número considerável de novos títulos entram e saem de circulação. Alguns são dis­tri­buí­dos apenas poucos meses e desaparecem. Qual é a média de sobrevivência de revistas novas? O número de títulos não para de crescer desde 2001. Em 2009, por exemplo, havia 4.432 re­ vistas. Em 2010, esse número subiu para 4.705. Segundo dados da Ipsos Marplan, cerca de 30% É difícil obter um número preciso de quan­ da classe C (renda de R$ 1,2 mil a 1,8 mil) lê retos títulos entram e saem vistas por empréstimo, 35% de circulação, o mercado é por compra, 28% por assiO número de muito dinâmico. Em épo­ natura ou compra por outra ca de Copa do Mundo ou pessoa de casa, 16% lê no lotítulos não para de Olim­pía­d as, o número de cal de trabalho e 6% em oucrescer desde 2001. publicações one-​­s hot au­ tros meios de acesso. Como o menta.  As editoras tam­ Em 2009, por exemplo, senhor enxerga estes dados bém aproveitam fenômenos e o que o mercado edi­to­r ial havia 4.432 revistas. pretende fazer em relação a ­teens, como Justin Bie­ber, para investir em publica­ Em 2010, esse número este público? ções com esse foco. Tam­ A classe C está se tornando subiu para 4.705. bém é importante men­cio­ uma consumidora fiel de re­ nar casos como o da revista vistas, seja por meio de as­ Status, que estava há anos fora do mercado e foi sinaturas, compra em banca ou empréstimo. relançada em 2010 pela Editora Três.  Desde 2010, as editoras vêm lançando tí­ tulos com foco nesse público, em seg­ mentos como culinária, celebri­ Qual segmento de revistas mais tem crescido? De um modo geral as revistas destinadas à clas­ dades, feminina, arquitetura se ascendente no Brasil, o que decorre da melho­ e decoração e automoti­ ria das condições de renda das pes­soas. Na época vo. Essa tendência do nada “saudoso” Plano Cruzado, em que todo deverá crescer mundo tinha dinheiro na mão, por algum tem­ nos próxi­ po, as revistas tiveram recordes de venda, o que mos anos, prova que, havendo condições, as pes­soas com­ a c o m p a ­ pram. Como exemplo de sucesso nas publicações nhando o au­ dirigidas às classes ascendentes temos a revista mento do poder Minha Casa, da Abril. Da Editora Alto Astral des­ aquisitivo desse gru­ taco a Shape, para um público feminino que tem po. O fato de que as pes­ um perfil atua­li­za­do. A segmentação é a essência soas aproveitam a oportu­ do nosso negócio. Existe uma revista para cada nidade de ler onde for possível gosto, preferência. No Brasil, temos publicações mostra a abrangência do interesse por revistas e o grande número de de moda para classe C e para a classe AA.  leitores/exemplar, o que favorece a Recentemente a Abril Mídia divulgou que fará venda de publicidade e os resultados investimentos em publicações regionais com pe­ alcançados com os anún­cios. JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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out of home, mas sem deixar de lado a qualidade do con­teú­do e a maneira atraen­te de tratar os assuntos, em qualquer segmento. É por isso que as revistas con­ti­nuam sendo um sucesso. Com o advento da tecnologia digital, os editores de revistas são também agora agentes de inovação, crian­do con­teú­do para os olhos, mãos e ouvidos dos leitores. O mercado está se movimentando para ­criar e adaptar o con­teú­do para a mídia di­ gital. As versões eletrônicas oferecem inúmeras oportunidades para os editores. Um diretor de arte não precisa escolher somente uma imagem para ilustrar uma matéria; ele pode colocar uma galeria de fotos ou até mesmo um vídeo. Os edi­ tores estão aprendendo a lidar com esse leque de escolhas e oportunidades oferecido pela mí­ dia digital. É um processo no qual nem sempre se acerta da primeira vez, já que tudo ainda é O que é vital para editoras: receita publicitária muito novo. Com relação à publicidade, mes­ mo quando é veiculada nas páginas de uma re­ ou assinaturas? A receita publicitária é sempre mais importan­ vista digital, ela é computada para este meio eletrônico. Por isso, estamos te que a receita de circulação, fazendo esforços para que es­ embora uma boa circulação A classe C ses resultados sejam conside­ seja es­sen­c ial para a venda da publicidade. está se tornando uma rados méritos de quem real­ men­te vendeu a publicidade, consumidora fiel de ou seja, as revistas. Qual a importância das novas tec­no­lo­g ias de impressão revistas, seja por Quais são as expectativas do para as editoras? meio de assinaturas, mercado edi­to­rial para 2012? As gráficas que pos­suem tec­ Acompanhando os índices no­lo­gias mais modernas, com compra em banca da economia como um todo, mais investimentos, afastam ou empréstimo. a expectativa é de crescimen­ da competição as mais atra­ to médio da ordem de 3% a sadas. É o caso da tecnologia que permite imprimir cadernos com maior nú­ 5%, não obstante o fato de que alguns nichos mero de páginas de uma vez, o que barateia o podem crescer bem mais. custo e diminui o tempo de impressão. O qua­ dro ­atual do Brasil é de grande disputa entre A Aner acaba de completar 25 anos de história. as gráficas à cata dos editores, que são favore­ Como o senhor enxerga os próximos que virão? cidos por preços mais baixos resultantes des­ Os próximos 25 anos serão bastante empol­ sa concorrência. Por outro lado, o papel pesa gantes para o mercado de revistas.  O Progra­ mais no orçamento das editoras em geral do ma Vale Cultura deverá ser regulamentado ano que vem e isso será bastante positivo para o que a impressão. nosso setor. Também esperamos que a econo­ A que o senhor credita o sucesso das revistas mia brasileira continue a crescer, cimentando o mesmo em tempos de tablets, smartphones e perfil consumidor da classe C. Grande parte da população brasileira será composta por nativos tantas outras tec­no­lo­g ias? As editoras de revistas agora são empresas mul­ digitais e isso certamente in­f luen­cia­rá a manei­ timídia, disponibilizando con­teú­do no impres­ ra como o mercado de revistas opera.  Mas tudo so, na internet, em tablets, smartphones e media pode acontecer nos próximos 25 anos. REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


Valdir Rocha


ARTE

A arte, no trabalho deste criador sem compromissos com “ismos”, é um instrumento para discutir o mais antigo conflito da humanidade: vida × morte. E ele o faz de maneira única, com doce crueldade. Ricardo Viveiros (ABCA)

 1 Geografia, óleo sobre tela,

190 × 140 cm


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No teatro da morte, os atores da vida

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aldir de Oliveira Rocha nas­ ceu na periferia da zona les­ te de São Paulo, no dia em que se lembrava o sexto ano dos ataques nu­c lea­r es que des­truí­ram Hiroshima e Na­ gasaki, no Japão, ocorridos pouco antes do fim da Segun­ da Guer­ra Mun­d ial. Nasceu na condição de sobrevivente: estava sentado, com o cordão umbilical enrolado no pescoço, roxo, quase as­f i­x ia­do. Foi o sexto dos sete filhos de um casal sim­ ples. Euclydes, o pai, era encarregado da car­ pintaria da Estrada de Ferro Central do Brasil. Verginia, a mãe, uma típica dona de casa. Ele um homem severo, ela uma delicada mulher. Os dois voltados ao trabalho e à educação dos filhos. E em tempos bem difíceis… O primeiro contato de Valdir com a arte foi na atividade de servente de pedreiro. A arte de mexer e remexer o cimento nos mutirões que o pai fazia com os filhos para ir construindo a casinha de cada um, o que lhes foi bastante útil a cada matrimônio. E, ao futuro artista, proporcionou as primeiras noções de formas, tonalidades, texturas.

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2 Confidências, Confissões e Delações, lápis dermatográfico “China Marker” sobre papel impresso, 26,5 × 53 cm 3 Roupa Nova, óleo sobre tela 4 Floral, pintura feita no iPad 5 Multidão, nanquim e conté sobre papel, 24,3 × 15,7 cm

24 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

Com uma hérnia congênita, sequela de nas­ cimento só operada aos 11 anos, Valdir foi “mi­ mado” pela família, o que o tornou caseiro e amigo dos livros. E como estudar era um luxo impossível, foi dos irmãos o único que rompeu a barreira do antigo curso primário. Depois de concluir o gi­na­sial, iniciou a vida pro­f is­sio­ nal como office boy e foi fazer o co­le­g ial à noite. 3

Como o emprego era no centro paulistano, Val­ dir pôde conhecer todos os museus e ga­le­rias do então circuito das artes de São Paulo. O menino cu­r io­so soube expor-se às dife­ rentes formas de expressão artística, sem pre­ conceitos e sem medo de in­f luên­cias. Aprendeu


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6

6 Desafiante, gravura em metal 7 Confidências, Confissões e Delações, lápis dermatográfico “China Marker” sobre papel impresso, 26,5 × 53 cm 8 Vivaz, pintura feita no iPad

de verdade e rapidamente. Como não havia re­ cursos para entrar em um curso específico, tornou-se autodidata, pesquisando todo tipo de ma­te­r ial, até os ruins. Somou ex­pe­r iên­cias, não ten­dên­cias. Muito cedo descobriu que não seria possível viver da arte. Optou viver para ela. E conseguiu. Seguiu o exemplo paterno de ética e trabalho e foi à luta em busca de um lu­ gar ao sol na terra da garoa. Diplomou-se em Letras e depois em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Obteve mestrado e douto­ rado. Decidiu ser empresário na área jurídica, crian­do a bem sucedida Editora Dia­lé­ti­ca. Vocacionado para a arte

& VALDIR ROCHA Tel. (11) 5084-4544 www.valdirrocha.art.br revista issn 010 3•572

x

a gráfic a • ano x xxvii • ja n/fev 201 2 • nº 2 5 7

revista abigra f 257 janeir o / fevere

iro 2012

arte & in dústri

Capa

Desdém, pastel seco sobre papel tingido na massa, 15 × 24 cm

Mas Valdir nunca deixou de viver intensamen­ te a sua vocação: desenhou, pintou, gravou em metal e esculpiu. A mulher, Lídia, que conheceu quando ainda le­cio­na­va Comunicação em co­lé­ gios, foi a sua maior incentivadora. E não esta­ va errada. Desde 1967 foram vá­r ias exposições individuais, dezenas de livros sobre a sua obra (incluindo teses acadêmicas) e, em 2009, a rea­ li­za­ção de um grande sonho: o Lugar Pantem­ porâneo. Trata-se de um amplo e moderno es­ paço cultural para imagens, livros e debate de ideias na elegante re­g ião dos Jardins, na capi­ tal de São Paulo. Por ele já passaram importan­ tes artistas e intelectuais em legítima ação pelo conhecimento, sempre com respeito e liberda­ de. No Pantemporâneo está o principal acervo das obras de Valdir Rocha. São desenhos, pinturas, gravuras e escultu­ ras que nos trazem suas raí­zes, vi­vên­cias, des­ cobertas, ale­g rias, an­g ús­t ias e, em es­pe­c ial, questionamentos. Valdir cria no palco do tea­tro da morte, mas com a interpretação dos atores da vida. Trabalha formas, estabelece volumes, emprega cores, provoca rea­ções com absoluta coragem. O artista não data nenhuma de suas obras, a cria­ção transcende ao tempo. Sua arte é única. Porém, ironicamente, abri­ ga todas as escolas, mestres e propostas inova­ doras. Trata-se de um guerrilheiro responsável,

que usa a técnica com qualidade para estabele­ cer provocações temáticas. Suas figuras, nas quais a cabeça se destaca, são espectros huma­ nos em busca de um lugar no mundo dos vivos ou dos mortos, mas, exigindo atenção. As cabeças em sua obra representam o li­ vre pensar; com olhos abertos buscam outras visões e sem orelhas ouvem o silêncio. Mesmo na maturidade, o artista segue jovem e inquie­ to. Quer entender e ser entendido, descobrir. A sensação do observador é de que seu trabalho está voltado à desconstrução. Entretanto, su­ tilmente, leva-​­nos a inventar horizontes como uma necessária saí­da. 8

Na arte de Valdir estão presentes desde a sua pequena cabeça de bebê roxa e sufocada pelo cordão umbilical, passando pelas recorda­ ções da guerra e pelo cimento mexido para cons­ truir as casinhas populares na periferia, até a grandeza da alma humana na explosão do so­ nho. Uma arte universal, porque suas figuras são possíveis em qualquer parte do mundo. Em seus trabalhos, o figurativo vai des­ de Marilyn Monroe até o mais humilde cida­ dão anônimo. São tons som­brios, escuros, nos quais as cores quentes têm a função de luz. En­ tretanto, as pes­soas são retratadas com doçu­ ra e cruel­da­de, como é próprio da vida. E todas são protagonistas no palco iluminado da emo­ ção em que Valdir Rocha exerce seu ofício de cria­dor nas artes plásticas. JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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O P I N I Ã O

Sérgio Tavares

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) Regional Tocantins e do Sindicato das Indústrias Gráficas de Tocantins

Espírito associativista ão falarei aqui de assuntos técnicos ou econômicos, sobre as tendências de mercado ou, ainda, sobre as tecnologias que envolvem nosso campo de trabalho e de produção, pois temos estas informações veiculadas diariamente através das várias opções midiáticas, incluindo aí o vasto universo da internet. Pretendo abordar algo que tem sido muito discutido nas diversas esferas da sociedade. De maneira geral, quando vemos tantos problemas sociais, econômicos e políticos em nosso país, temos a certeza de que precisamos nos unir para conseguir transformar a realidade que nos cerca. A velha máxima de que “uma andorinha só não faz verão” traduz, nitidamente, a ideia de que sem união nada pode acontecer em favor de todos. Já há alguns anos venho aprendendo e a cada dia ratificando o conceito de união, de unanimidade, de unicidade. Se pensarmos nas definições de cada uma dessas palavras, vemos que todas, embora com significados diferentes, convergem para aquilo que é único: concórdia, adesão, aliança, o mesmo parecer, estar junto num mesmo propósito, num mesmo objetivo. Isso não exclui as possibilidades de assumir posturas diferentes, de se ter opiniões próprias, pensamentos divergentes. Ao contrário, é bastante saudável e enriquecedora a discussão em torno das várias ideias e pareceres sobre um mesmo tema. Creio que o momento é apropriado para pensarmos em UNICIDADE, não somente como pontos fixos, espaços métricos completos e compactos, contração uniforme, crenças e fé no âmbito de nossas próprias empresas, mas também como a representação de todo um segmento industrial de relevância no cenário econômico do nosso país: a indústria gráfica. Definir juntos 26 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

onde e como trabalharemos a fim de alcançar as realizações de nossos sonhos, objetivos e metas, nos conduz àquele que constitui, talvez, o nosso maior desafio: o fortalecimento da indústria gráfica brasileira. À frente desse desafio contamos com uma equipe comprometida que compõe a Abigraf Nacional, com uma diretoria dinâmica e disposta a buscar soluções, esmerando‑se, ao máximo, para alcançar a unicidade do setor. Estou certo que essa busca da unicidade não cabe unicamente à Abigraf Nacional, senão a todos nós que compomos este circuito da indústria gráfica. Necessário, para tanto, é almejar um espírito associativista — desafio este não menos difícil! Assim, devemos sempre ter em mente a busca contínua do alvo a que nos propusemos: trabalhar incansavelmente pelos interesses daqueles que depositaram em nós a sua confiança. É ter a certeza de que, ao participarmos de nossas reuniões de trabalho, retornaremos às nossas bases com propostas motivadoras e concretas para nossas ações, visando a um interesse comum, já mencionado aqui. Acredito sim que será possível nos fortalecermos, desde que deixemos de lado nossos interesses pessoais e que passemos a agir como um só corpo, somando ideias, no sentido de fortalecer a todos. Essa é, ou deveria ser, a esperança de todos que acreditam num mundo melhor.

sergio@provisao.net


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Fotos: Álvaro Motta

Tânia Galluzzi

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usco a relação com o ob­ servador, e o objeto im­ presso permite um re­la­ cio­na­men­to íntimo com o meu interlocutor. Pen­ sando nos sentidos de que dispomos, é a mídia mais completa”. Assim o co­ municador vi­s ual Ricardo Gouveia de Melo, da 4Ventos, define a importân­ cia do produto impresso, que há muito faz parte de sua vida pro­f is­sio­nal e cujo respeito cimentou seu re­l a­c io­n a­men­to com a Facform, a gráfica mais pre­mia­d a na 21ª- edição do Prêmio Fernando Pini. Em 1997 Ricardo produziu seu primeiro ma­te­r ial na Facform. “Temos uma parce­ ria que vai além da relação clien­te/gráfi­ ca. A Facform faz parte do meu processo de cria­ção e dentro dessa mídia secular estamos sempre buscando elementos ino­ vadores, sur­preen­den­tes, que pro­por­cio­ nem impacto emo­c io­n al”. O comunica­ dor cuidou da agenda Aria­no Suas­su­na, vencedora na categoria Agendas. Essa ligação é a meta de muitas gráfi­ cas, uma vez que sinaliza re­la­cio­na­men­tos duradouros e pro­f í­cuos, que rendem tra­ balhos constantes, di­fe­ren­cia­dos e mere­ cedores de reconhecimento, como os cria­ dos pelo fotógrafo Araquém Alcântara. Ele, com 44 livros publicados, começou a trabalhar com a Ipsis há seis anos e juntos já conquistaram mais de 12 prê­mios, en­ tre Pinis, Theo­bal­dos de Nigris e Bennys. “Com a Ipsis a coisa toda fun­cio­na como música. Chegamos a fazer dois livros em 15 dias graças a uma equipe dedicada e que sabe reconhecer quem faz materiais di­fe­ren­cia­dos”, afirma Araquém.

(E/D): Valdézio B. Figueiredo, vice-presidente da Abigraf Regional Pernambuco; Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Nacional e do Sindigraf-SP; Levi Ceregato, presidente da Abigraf Regional SP; Eduardo Quartim Chede, presidente da Abiea ; Jair Leite, presidente do Sigep; e Sidney Paciornik, presidente da Abigraf Regional Paraná

Conhecido por suas fotos de nature­ za, Araquém conta que valeu a pena ter deixado as exposições de lado, concen­ trando-se na produção de obras impres­ sas. “Os livros correm o mundo e projetam meu trabalho mun­d ial­men­te”. Em 2011 a Ipsis levou para casa cinco conta-​­f ios dourados, dois com livros produzidos pelo fotógrafo: Terra Brasil, que recebeu o Grand Prix Melhor Impressão e Araquém Alcântara Fo­to­g ra­f ias, na categoria Livros Culturais e de Arte. “Há excelentes gráficas no mercado, mas os anos de convivência fazem com que a rea­li­za­ção do trabalho seja facilita­ da. A Stilgraf acolhe muito bem os proje­ tos, como se fossem seus, e a cultura que conseguimos construir faz com que pos­ samos cumprir e superar as expectativas dos clien­tes”, afirma o produtor gráfico Fábio Cardoso, da Produx, responsável por duas peças vencedoras, o 35 º‒ Anuá­ rio CCSP e o livro Adélia Cozinheira, des­ taques nas ca­te­go­r ias Guias, Manuais e Anuá­r ios e Livros Infantis e Juvenis. O

anuá­rio também conquistou o Grand Prix Melhor Acabamento Edi­to­r ial. Se os cria­t i­vos sentem-se mais con­ fortáveis com esse modelo, o pes­soal da produção entende essa proximidade como um facilitador da qualidade e de seu pró­ prio fluxo de trabalho. “A parceria com a Log & Print vem de longa data, do tem­ po em que a gráfica fazia parte do grupo. Por isso, trabalhamos de forma muito es­ treita, apoiados em normas, em provas homologadas, rotina que faz com que os nossos clien­tes, os anun­cian­tes e mesmo o consumidor final recebam o melhor produto possível”, conta Robson Bezer­ ra, gerente de operações industriais da Editora Globo. Estão sob sua batuta as revistas Quem Acontece, cuja edição 556 ganhou a categoria Revistas Semanais, e Vogue, vencedora na categoria Revistas em Geral com a edição 393. A disputa

As quatro gráficas citadas compõem, ao lado da P+E Galeria Digital, o grupo de empresas mais pre­mia­d as em 2011. Re­ petindo a dobradinha de 2010, só que em posições trocadas, Facform e Ipsis lidera­ ram a contagem com seis e cinco tro­féus respectivamente. Stilgraf, Log & Print e P+E levaram para casa quatro conta-​­f ios dourados cada uma. Vale destacar o de­ sempenho da P+E. Diferente das demais — frequentadoras as­sí­duas da lista dos mais pre­mia­dos, figurando entre os dez maiores ganhadores do prêmio soman­ do os resultados de todas as edições —, a P+E recebeu seus primeiros dois tro­féus em 2010. “A obtenção dos seis prê­m ios tem como principal segredo o sucesso JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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que temos obtido em promover a ­u nião dos colaboradores da P+E em torno do objetivo comum de oferecer aos clien­tes uma qualidade de serviços e atendimen­ to que não é encontrada em outras em­ presas de impressão digital ou que ­atuem no segmento de pequenas tiragens”, afir­ mou Eden Ferraz, sócio-​­p ro­p rie­t á­r io e diretor-​­f inanceiro. Com o resultado alcançado no 21º‒ Prêmio, a Facform subiu uma posição no ranking geral do prêmio, ficando atrás ape­ nas da Pancrom, que esteve ausente da competição em 2011. Log & Print perma­ nece em quinto, Ipsis sobe para oitavo, Stil­ graf mantém a nona posição e a P+E con­ quista uma colocação, agora aparecendo em 22º‒ lugar. No ranking por segmento não houve alteração nas primeiras posições. No total, 39 gráficas e 12 fornecedo­ res foram pre­mia­dos na festa que aconte­ ceu na noite de 22 de novembro no Expo Barra Funda, em São Paulo. Das gráfi­ cas vencedoras, 26 estão localizadas em São Paulo, cinco no Rio Grande do Sul, quatro no Paraná, duas no Rio de Janei­ ro, uma em Pernambuco e uma em Mi­ nas Gerais. Entre elas, aparecem sete no­ mes novos: Coppola (SP), Grafdil (RS), Nova Digital (SP), Primi (SP), Prosign (RJ), Unibrac (SP) e Vicente Pallotti (RS).

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Os calouros

Acumulando 10 tro­féus no Prêmio Gaú­ cho de Excelência Gráfica, a Vicente Pallotti já havia sido finalista no Fernan­ do Pini em 2009. Desta vez inscreveu-se em 30 ca­te­go­r ias, teve oito peças entre as finalistas e levou a melhor com duas: re­ vista About ­Shoes e jornal Kzuka, nas ca­te­ go­r ias Revistas Pe­r ió­d i­cas de Caráter Va­ ria­do Com Recursos Gráficos e Jornais de Circulação Não Diá­r ia. “O prêmio mostra que temos qualidade para brigar de igual para igual com qualquer gráfica”, disse Júlio Cesar Gostisa, diretor executivo. Há 10 meses na empresa, ele foi contrata­ do para rejuvenescer e pro­f is­sio­na­li­zar a administração da gráfica, fundada há 87 anos. Voltada para o mercado edi­to­r ial re­g io­nal, mesmo com alguns clien­tes em outros estados a empresa não pretende ter uma atua­ção na­cio­nal, de acordo com Júlio Cesar. “Nossa ideia não é expandir, e sim mostrar para os clien­tes que nessa área a parceria e a proximidade com o for­ necedor contam muito”. A Vicente Pallotti possui dois parques gráficos no Rio Gran­ de do Sul, um em São Leo­pol­do, dirigido por Júlio César e com 285 fun­cio­ná­r ios, e outro em Santa Maria. Também do in­te­rior gaú­cho, a Grafdil, localizada em Dois Irmãos, vinha batendo

na trave desde 2005, quando mandou suas peças pela primeira vez para o Prêmio Bra­ sileiro de Excelência Gráfica. Em 2011 inscreveu sete produtos, tendo três como finalistas, recebendo um conta-​­f ios dou­ rado com a caixa Vert Castanha, vencedo­ ra na categoria Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos. “Toda a equipe da Grafdil é muito empenhada em garantir a excelência dos trabalhos rea­li­za­dos. In­ vestimos em treinamento e equipamentos para manter a qualidade que vendemos aos nossos clien­tes. Como somos certifi­ cados com a ISO 9001, nossos processos são padronizados, o que também favore­ ce a produção correta dos trabalhos”, co­ mentou Jenifer Schneider Fagundes, ge­ rente co­mer­cial. Com 85 colaboradores, a Grafdil produz há 40 anos rótulos, em­ balagens, sacolas e brindes promocionais como agendas e cadernos. Para Mauricio Michels, gerente co­mer­ cial da gráfica Coppola, a conquista é o ponto de partida para novas vi­tó­r ias. Esta foi a segunda edição em que a Coppola par­ ticipou, sendo que as duas peças inscritas ficaram entre as finalistas. A vencedora foi o Bloco de Sticker, na categoria Adesivos. “Começaremos o ano já pensando quais materiais poderemos inscrever na próxi­ ma edição. O prêmio é muito importan­ te para a fidelização do clien­te. Sentimos isso durante a festa, para a qual levamos o pes­soal que desenvolveu o bloco”. Entre os fornecedores, destacou-se a Heidelberg, a única que ganhou dois tro­ féus, vencendo em Equipamentos de Im­ pressão Plana e Equipamentos para Aca­ bamento Gráfico. Das 13 ca­te­go­r ias, só quatro repetiram os pre­mia­dos de 2010: Equipamentos para Impressão Digital, com a HP; Tintas, com a Sun Chemical, Verni­ zes, com a Overlake; e Equipamentos para Acabamento Gráfico, com a Heidelberg. Coor­de­na­da e organizada pela ABTG, com o apoio da Abigraf Na­cio­nal, a pre­ mia­ção teve como patrocinadores Sebrae Na­c io­n al, In­ter­n a­t io­n al Paper – Cham­ bril, HP, Kodak, Nova Mercante, Agfa Graphics, Antalis, BR Mobile, Goss, Gru­ po Bignardi, Ibema, Heidelberg, Müller Martini, Real Graphics e Trends of Print. A cerimônia de entrega foi encerrada com show de Lulu Santos.


Ser vencedora deste prêmio é motivo de orgulho para nós, motivo de festa no mercado gráfico e motivo de satisfação para quem usa nossas blanquetas!

Categoria Blanquetas

21º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica

Inovação e Compromisso com o Planeta.


Ranking Geral do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini 1991–2011 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

19 20

21

22

23

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25

26

34

EMPRESA 91–01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 TOTAL Pancrom 27 9 9 8 9 12 2 5 — 3 — 84 51 Facform — 1 2 2 6 6 10 6 7 5 6 Burti 33 7 — — — — 7 — — — — 47 RR Donnelley 28 1 2 3 — 1 — 2 1 1 — 39 36 Log & Print/Globo Cochrane 8 1 1 2 2 4 3 4 3 4 4 32 Brasilgrafica 15 1 2 1 2 — 1 1 3 3 3 Quebecor/Melhoramentos 22 1 2 — — — — — — — — 25 22 Ipsis — — — — 1 — — 2 6 8 5 21 Stilgraf 3 2 — 1 3 1 1 2 1 3 4 Relevo Araujo 17 — — 1 1 — — — — — — 19 18 Plural — 1 2 2 1 1 1 1 4 3 2 Bandeirantes/Sesil 15 — — — — — — 1 — 1 — 17 17 Ibep — — — — 1 2 3 4 4 2 1 Kriativa/Litokromia 6 — 6 1 — — — 2 — 1 — 16 Araguaia/Padilla 14 — — — — 1 — — — — — 15 Abril 8 3 1 — — — — 1 — — — 13 Escala 7 7 — — 1 — 1 1 — 2 — — 12 Prol/Oesp 9 — 1 1 — — 1 — — — — 12 12 Rami 2 1 1 1 1 2 — 1 1 1 1 ABNote / Interprint 9 — — — 1 1 — — — — — 11 11 Inapel 5 — — — — 2 — 1 1 1 1 Antilhas 3 2 1 1 1 — — — 2 — — 10 10 Geo-Gráfica — 1 — 2 2 2 — 2 — — 1 10 Makro Kolor 4 — — 1 2 1 1 — — — 1 10 Sky — — — — 2 1 1 3 2 — 1 9 Laborprint 1 — 1 — — 1 1 1 1 3 — 9 Oceano — 2 2 4 — 1 — — — — — 9 Ótima 3 — 1 1 1 1 1 — — 1 — 8 Aquarela 5 — — — — — 1 2 — — — 8 Gegraf 1 — 2 1 1 — 1 1 1 — — 8 Metalúrgica Prada 3 — 1 — 1 1 1 1 — — — 8 O Estado de S. Paulo 2 — 1 1 1 1 1 — 1 — — 8 Posigraf 1 — — — 2 1 — 1 1 1 1 8 Santa Inês 5 — — — 1 2 — — — — — 7 43 Gráfica 7 — — — — — — — — — — 7 Empax (Peeqflex) 1 1 1 1 1 — 2 — — — — 7 Ibratec 1 — — 2 2 — 1 — — 1 — 7 Mais Artes Gráficas — — — — 1 1 1 1 1 1 1 7 Photon 2 1 1 3 — — — — — — — 7 Vifran 7 — — — — — — — — — — 6 Congraf 3 1 1 — — — — — — — 1 6 Degráfica — — — — — — — 1 2 2 1 6 Formato 2 — — 1 2 1 — — — — — 6 Impresul 3 1 1 — — — — 1 — — — 6 P+E — — — — — — — — — 2 4 6 SM 6 — — — — — — — — — — 6 Toyster 6 — — — — — — — — — — 5 BMK 3 1 — 1 — — — — — — — 5 Gonçalves 4 1 — — — — — — — — — 5 Ipê 1 — — — 1 1 1 — — — 1 5 Magistral 1 — — — — — 3 — — 1 — 5 Paranaense 5 — — — — — — — — — — 5 Rosset 2 — — — — — 1 1 1 — — 5 Silfab 2 1 — — — — — 1 — 1 — 4 Águia 2 — 1 — — — — — 1 — — 4 Arizona — — 1 1 1 1 — — — — — 4 Calcografia 3 — 1 — — — — — — — — 4 Color-G 3 — 1 — — — — — — — — 4 Corgraf — — — — — 1 — 1 — 1 1 4 Corprint — — — — — — 2 — 1 — 1 4 Dom Bosco 2 1 — 1 — — — — — — — 4 Efeito Visual — — — — — — — — 1 1 2 4 Grafiset — — — — — — 1 1 1 1 — 4 Jofer 2 — — — — 1 — — — — 1 4 Maredi 4 — — — — — — — — — — 4 Margraf 4 — — — — — — — — — — 4 Ogra — 2 — — — 1 — — 1 — — 4 Paper Express 2 1 — 1 — — — — — — — 4 Print Press 1 1 1 — — 1 — — — — — 4 Santa Marta 2 — — — — — — — 1 1 — 4 Shellmar 4 — — — — — — — — — — 4 Tilibra 3 — — — — — — — — — 1 4 Wertvool 4 — — — — — — — — — — 3 Atrativa — — — — 1 — — 1 1 — — 3 Automação — — — — — — — 1 1 1 — 3 Casa da Moeda — — — — — — 1 1 1 — — 3 Escola Senai 3 — — — — — — — — — — 3 Folha da Manhã 1 — — — — — — 1 — — 1 3 Grupo Artes 2 — — — — — — 1 — — — 3 Kingraf 3 — — — — — — — — — — 3 Laborgraf 2 — — — — — 1 — — — — 3 Maxigráfica — — — — — — 1 1 — — 1 3 Metalúrgica Matarazzo 3 — — — — — — — — — — 3 Origami 2 1 — — — — — — — — — 3 Plasc — — — — — — 1 1 — 1 — 3 Printpack 3 — — — — — — — — — — 3 Prodesmaq 1 — 1 1 — — — — — — — 3 Rona — — — — — — — 1 1 — 1 3 Tarfc — — — — — — — — 1 2 — 3 UVPack — 2 — — — 1 — — — — — 2 A Notícia 1 1 — — — — — — — — — 2 Agdirect/Alphagraphics — — — — — — — — 1 1 — 2 Artpress 2 — — — — — — — — — — 2 Bartira 2 — — — — — — — — — —

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

EMPRESA Cartonagem Hega Cromosete Digital Arte Divisa Efeito Graph Gráfica Reúna Hobby Ideal Idealgraf Imagem Brasil Imagem MKT Imprensa Oficial M.W. Barroso Matiz Mattavelli Merchan Designer Midiograf Neoband O Globo Prakolar Real Steel Rigesa RWA Sarapuí Tyrex Ultrapress/Alpha Vektra Vicente Pallotti 27 Alcobac Ápice Athalaia Ativa Box Print Caderbrás Caeté Colorpixel Cometa Compulaser Contiplan Converplast Coppola Corset Delta Publicidade Digital Impressão Dixie Toga Dois A Publicidade DRQ Ediouro Empr. Artes e Projetos Flamar GH Grafdil Gráfica e Editora GSA Gráfica Escolar Grafiset-Gráfica Grafitusa Grafon's Cards Graphos Infoglobo Intelcav Internacional Jandaia /Bignardi Jelprint Kartoon Kards Leitura e Arte Lis Litocomp Mácron Martigraf Matesc MC Cartões Minister Nova Digital Novelprint Papéis Amália Post Script Prime Printers Primi Prosign Ral Print Ricargraf Romiti São Francisco Sutto The Image Press Tuicial UBEA Ultraprint Ultraset Unibrac Vox WS Real Print Ycar York

91–01 — 1 — — — — 2 — — — — — 1 2 2 — — — 2 — — — — — 2 — — — — 1 — 1 1 1 — — — — — 1 — — — — 1 1 1 — 1 — — — — 1 — — 1 1 1 — — — — — — 1 — 1 — 1 — — — 1 — 1 — — — — — 1 — — — — — — 1 — 1 — 1 —

02 — — — — 1 — — — — — — — 1 — — 1 — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — 1 — —

03 1 — 1 — 1 — — — 1 — — — — — — 1 — — — 1 — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1

04 — 1 — — — — — — — — 1 — — — — — — — — 1 — 1 — 1 — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — —

05 — — 1 — — — — — 1 — 1 — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — 1 — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — 1 — — — — — 1 — — — — — — — — — — —

06 — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — 1 — — — — — —

07 — — — 1 — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — 1 — — — — — — — — — — — 1 — 1 — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — 1 — — — — — — —

08 — — — 1 — — — 1 — 1 — — — — — — — 1 — — — — — — — 1 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — —

09 — — — — — — — — — 1 — 1 — — — — — — — — 1 — 1 — — 1 — — — — — — — — — 1 — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — — — — 1 — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

10 — — — — — 1 — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — 1 — — — 1 — — — — — — — — — 1 — — — — — — — — — — — — — — — 1 — 1 — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — — —

11 TOTAL 2 1 2 — 2 — 2 — 2 — 2 1 2 — 2 — 2 — 2 — 2 — 2 — 2 — 2 — 2 — 2 — 2 1 2 — 2 — 2 — 2 1 2 — 2 — 2 — 2 — 2 — 2 1 2 2 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 1 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 1 1 — 1 — 1 1 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 1 1 — 1 — 1 — 1 — 1 1 1 1 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 — 1 1 1 — 1 — 1 — 1 —


15 Araguaia/Padilla

Ranking do Prêmio de Excelência Gráfica Fernando Pini por Segmento 1991–2011

Toyster 16 Relevo Araujo 17 Maredi Ogra

8 Posigraf

35

Prol/Oesp

35

640

9 Aquarela

30

590

Ediouro

3 Ipsis 280 4 Quebecor/Melhoramentos 250 5 Prol/Oesp 190

10 Arizona

25

6 Geo-Gráfica 7 Burti

Quebecor/Melhoramentos 11 Coronário

25

1 RR Donnelley 2 Pancrom

8 Bandeirantes/Sesil 9 Corprint 10 Imprensa Oficial 11 Cromosete

175

4 Sky 5 Prakolar

45 40

30

Corset

40

Hega

30

Margraf

40

60

Rigesa

30

Quebecor/Melhoramentos

40

30

6 Prodesmaq 7 Makro Kolor

40

Margraf

30

Paranaense

40

RR Donnelley

30

Brazicolor

45

80

145

8 43

20 Efeito Graph

55 50 45

Printpack 18 Corgraf

LIVROS

55

21 Alcan

25

Dixie Toga

19 Midiograf

25

Posigraf Unibrac

35

22 Agaprint

20

35

Burti

20

20 Formato 21 Bandeirantes/Sesil

35 35 35 30

Tarfc 9 Artpress

35

Celocort

20

20

30

Flamar

20

Grafitusa

25

Facform

20

Grafitusa

30

Grafdil

20

Mácron

25

80

São Francisco

20

Pancrom

30

Makro Kolor

20

Mais Artes

25

65

Santa Marta

20

25

Matttavelli

20

Maxigráfica

25

145 120

50

12 Athalaia

10 Águia

25

15

Gráfica Reúna

25

Printpack

20

RR Donnelley

25

23 Aymorés

15

Ultraprint

25

Matesc

50

Corgraf

15

Mack Color

25

Stilgraf

50

O Estado de S. Paulo

15

Novelprint

25

Cia. Brasileira de Latas

15

22 Atrativa

20

12 Facform

45

Rona

15

11 M.W. Barroso

20

Laborprint

15

Color G

20

Posigraf

45

Sociedade Vicente Pallotti

15

Ral Print

20

Litokromia/Kriativa

15

Congraf

20

13 Santa Marta 14 Formato

40

Stilgraf

15

Tyrex

20

Nobelplast

15

Efeito Graph

20

35

13 Color G

10

12 Cometa

15

Nova Página

15

P+E

20

15 Abril

30

Congraf

10

Inapel

15

P+E

15

Papéis Amália

20

Bartira

30

DRQ

10

Midiograf

15

Ricargraf

15

Santa Marta

20

Corgraf

30

Fabracor

10

Peeqflex

15

Romiti

15

Ibep

30

Gráfica Print Indústria

10

RR Donnelley

15

RWA

15

Hobby Supervac

15

16 Aquarela

25

Laborgraf

10

Tekne

15

SR

15

Holográfica

15

Escolas Salesianas

25

Laborprint

10

Ultraprint

15

24 Águia

10

Leograf

15

Litokromia

25

Maisgraf

10

13 Aquarela

10

Color G

10

Minister

15

17 Laborgraf

20

Makro Kolor

10

Automação

10

Converplast

10

Neoband

15

Lis

20

Plural

10

Color G

10

Ápice

10

Paper Express

15

Makro Kolor

20

Estética

10

Prosign

15

Vicente Pallotti

20

Exklusiva

10

Tarfc

15

Idealgraf

10

24 Alcobac

10

18 Araguaia/Padilla

JORNAIS

15

Atrativa

15

Águia

15

Flamar

15

Gráfica e Editora GSA

15

Graphos

15

ACONDICIONAMENTO

1 O Estado de S. Paulo 2 Folha da Manhã

160

3 Plural 4 Bandeirantes/Sesil

105

370

Igel

10

Arizona

10

Litografia Bandeirantes

10

Athalaia

10

200

Matiz

10

Comunicare

10

60

3 Antilhas 4 Metalúrgica Prada

160

Paranaense

10

Fabracor

10

50

Peeqflex/Empax

160

Rona

10

Formag's

10

145

Rosni

10

GH

10

140

Ultrapress/Alpha

10

Gráfica e Editora GSA

10

130

Zaraplast

10

Ideal

10

Imagem MKT

10

Impresagraf

10

Ingra

10

10

40

DBA Dorea Books

10

Pancrom

40

Efeito Graph

10

Efeito Visual

10

Empresa de Artes

10

Ibep

30

Escala 7

10

Info Globo

Ideal

10

Impresul

7 Araguaia/Padilla 8 Burti

35 30

5 Santa Inês 6 Ibratec 7 Facform 8 Pancrom

125 100

30

9 Vifran 10 Escala 7

9 O Globo

25

Shellmar

90

10

Ogra

25

W.S. Real

Laborprint

10

Prol/Oesp

25

Laser Print

10

Magistral

10

10 Delta Publicidade

20

12 Ediouro

10

Escobar

10

Margraf

10

7 Ipsis 8 Burti

140

Sarapuí 16 Plasc 17 Gegraf

Laser Print

10

85

3 Escala 7

305

Litocomp

10

80

Facform

305

Litografia Bandeirantes

10

4 Stilgraf 5 Gegraf

290

Nova Digital

10

150

Pallotti

10

6 Makro Kolor 7 Aquarela

135

Primacor

10

120

Ricargraf

10

8 Litokromia/Kriativa 9 Silfab

115

RWA

10

110

Trindade

10

100

Typelaser

10

100

Vektra

10

York

10

300

35

3 Degráfica

150

185

65 55 45 45

Real Steel

45

Papéis Amália

1 Rami 2 Brasilgrafica

75

Magistral 18 Kingraf

IDENTIFICAÇÃO

95

110

315

65

1 Log & Print/Globo Cochrane 330 2 Abril 280 3 Araguaia/Padilla 145

120

10

90

15 Jofer

15

5 Ibep 6 Bandeirantes/Sesil

Ótima

15

Lis

140

595

70

Log & Print/Globo Cochrane

19 Caeté Metalúrgica Matarazzo 20 Box Print

PROMOCIONAL 1 Pancrom 2 Burti

20

20

11 Atrativa

Pancrom

11 Congraf 12 Gonçalves

90

13 Rosset 14 43

Jornal do Commércio

REVISTAS

4 Oceano

15

230

120

5 Posigraf 6 A Notícia

19 Bigraf

1 Brasilgrafica 2 Inapel

23 Coronário

40 40 35 35 30

10 Impresul Laborprint 11 Ipsis 12 Águia Photon 13 Laborgraf 14 Sky

75 70 70

COMERCIAL

65 60

1 ABNote/ Interprint Relevo Araujo

Critérios utilizados na pontuação Fo­ram com­pu­ta­dos 10 pon­tos para cada pri­mei­ro lu­gar con­quis­ta­do des­de a pri­mei­ra edi­ção do prê­mio, em 1991. As men­ções hon­ro­sas, cri­té­rio vá­li­do até 1997 e, de­pois, os se­gun­do e ter­cei­ro lu­ga­res, que vi­go­ra­ram até 2000, re­ce­be­ram 5 pon­tos cada. Os fi­na­lis­tas, na for­ma­ta­ção ela­bo­ra­da a par­tir de 2001, so­mam 5 pon­tos, ex­ ce­tuan­do as em­pre­sas ven­ce­do­ras, que re­ce­bem os 10 pon­tos. O ranking completo está disponível no www.abigraf.org.br

2 Ótima 3 Águia

265 265 215 175

4 RR Donnelley 5 Ipê

160

6 Facform

130

155

JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

35


6 Tilibra 7 SM Gráfica

130

22 TypeBrasil

15

8 Formato

30

105

Vektra

15

Impresul

30

Pix

10

Litokromia

10

8 BMK

100

23 Agaprint

10

9 Efeito Visual

25

Prodesmaq

10

Magistral

10

Arizona

10

Gonçalves

25

Tecnic—pias

10

Matiz

10

The Image Press

10

Prol/Oesp

10

Rosset

10

Calcografia

100

9 Pancrom 10 Dom Bosco

85

Ativaonline

10

Maxi

25

80

Bahia

10

Ogra

25

11 Print Press 12 Quebecor/Melhoramentos

75

Bignardi

10

10 Aquarela

20

70

Brasilgrafica

10

Hega

20

13 Casa da Moeda

65

Caderbrás

10

Relevo Araujo

20

Litokromia/Kriativa

65

Fotolito Grafa

10

Stilgraf

20

Mais Artes Gráficas

65

Gráfica e Editora GSA

10

Tarfc

20

11 P+E

10

IMPRESSÃO SERIGRÁFICA 1 Sutto 2 Imagem Digital Brasil

10

CONFORMIDADE COM A NORMA NBR ISO 12647-2

40

Origami 14 Grupo Artes 15 Ogra

65

Grafiset-Gráfica

10

11 Box Print

15

10

Águia

15

10

1 Log & Print/Globo Cochrane 2 Rona

80

Intelcav

3 GH 4 Martigraf

20

60 50

Laborgraf

10

Compulaser

15

Prosign

10

3 Stilgraf

10

16 Grafiset

Tekne

10

45

Midiograf

10

Divisa Editora

15

Jandaia/ Bignardi

45

Pia Sociedade

10

Makro Color

15

Stilgraf

45

Positiva

10

UVPack

15

17 Automação

40

Potyguara

10

12 Atrativa

10

Corgraf

40

Prime Printers

10

Grafdil

10

Makro Kolor

40

Prospecto

10

Grafitusa

10

18 Formato

35

Sulforms

10

Halley

10

Sky

35

Sutto

10

Ibep

10

Wertvool

35

Tekne

10

Imprensa Oficial

10

19 Aquarela

INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

3 Rosset 4 Pancrom

55

1 Stilgraf 2 Abril

40

Arizona

15

35

3 Colorpixel

10

70

30

Ultrapress/Alpha

10

Internacional Gráfica

10

30

Ultraprint

10

Ótima

10

Facform

25

Coronário

30

Ultraset

10

Kriativa

10

UVPack

25

Graphon

30

Vox

10

Laborprint

10

Kartoon Kards

30

Litokromia

10

Senai

30

10

Toyster

30

ROTATIVA

Maredi Mattavelli

10

1 Plural 470 2 Log & Print/Globo Cochrane 290 3 Oceano 145

Photon

10

Bandeirantes/Sesil

10

Positiva

10

Box Print

10

Quebecor/Melhoramentos

10

Geográfica

10

Rona

10

Ibratec

10

25 25

Contiplan

25

Flamar

25

Laborprint

25

4 Ibep 5 Burti

Maredi

25

6 Araguaia/Padilla

Photon

25

Ycar

25

21 Efeito Visual

20

GH

20

GM Minister

20

Idealgraf

20

Impresul

20

Jelprint

20

MC Cartões

20

P+E

20

Paper Express

20

22 Congraf

15

Efeito Graph

15

Holográfica

15

Ipsis

15

Margraf

15

Nova Grafons

140

Quebecor 7 Posigraf 8 Abril

Wertvool 8 Abril 9 Alcan

20 20 15 10

10

Litokromia

10

10

Matiz

10

40

Ultrapress/Alpha

10

Prol/Oesp

10

35

Van Moorsel

10

Rigesa

10

3 PRÊMIOS ◆◆Brasilgrafica

70

2 PRÊMIOS ◆◆Efeito Visual ◆◆Plural ◆◆Vicente Pallotti

20 15

PRODUTOS PRÓPRIOS 200 125

IMPRESSÃO DIGITAL

ATRIBUTOS TÉCNICOS

1 Paper Express 2 Ibep

95

1 RR Donnelley 2 Pancrom

50

80

3 Brasilgrafica

40

3 Laborprint 4 RWA

70

40

55

5 Log & Print/Globo Cochrane 6 Agdirect

50

Ipsis 4 Geográfica 5 Burti

45

Facform

20

7 Digital Impressão 8 Digital Arte

35

P+E

20

30

Quebecor/Melhoramentos

20

30 20

75

Facform

30

Stilgraf

20

65

Wertvool

20

50

9 Makro Kolor 10 Tarfc

20

15

5 Burti 6 Ipsis

Posigraf

15

7 Posigraf

45

11 Divisa

10

Antilhas

10

Primi Tecnologia

15

Vektra

45

Imagem MKT

10

Arizona

10

R.S. de Paula

15

8 Corgraf

30

Leitura e Arte

10

Bandeirantes/Sesil

10

São Francisco

15

Flamar

30

Neoband

10

Ibratec

10

15

6 Alcan

fornecedores premiados

Cartão para Impressão com e sem Revestimento Papirus

Chapas para Impressão Kodak

Equipamentos de Impressão Plana Heidelberg

Equipamentos para Acabamento Gráfico Heidelberg

Equipamentos para Impressão Rotativa Manroland

Equipamentos para Impressão Digital HP

Equipamentos para Pré‑Impressão Agfa

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

4 PRÊMIOS ◆◆Log & Print ◆◆P+E ◆◆Stilgraf

Tuicial

90

Blanquetas Bottcher

5 PRÊMIOS ◆◆Ipsis

São Francisco

3 Antilhas 4 Mais Artes Gráficas

Adesivos Henkel

6 PRÊMIOS ◆◆Facform

45

20

11 Vicente Pallotti

Empresas premiadas em 2011

40

25

Ediouro

1 Pancrom 2 Facform

7 Quebecor/Melhoramentos

25

30

9 Margraf 10 Bandeirantes/Sesil

CONFORMIDADE COM A NORMA NBR ISO 12647-7

95

Bandeirantes/Sesil

Color G

15

1 Brasilgrafica 2 RR Donnelley

5 Burti 6 Antilhas

20 Burti

36

50

6 Jofer

Papel para Impressão com e sem revestimento International Paper Sistema de Provas Epson (T&C) Tintas Sun Chemical Vernizes Overlake

10

1 PRÊMIO ◆◆Cartonagem Hega ◆◆Congraf ◆◆Coppola ◆◆Corgraf ◆◆Corprint ◆◆Degráfica ◆◆Folha da Manhã ◆◆Geo-Gráfica ◆◆Grafdil ◆◆Gráfica Reúna ◆◆Grafiset-Gráfica ◆◆Ibep ◆◆Inapel ◆◆Ipê ◆◆Jofer ◆◆Mais Artes Gráficas ◆◆Makro Kolor ◆◆Maxigráfica ◆◆Midiograf ◆◆Nova Digital ◆◆Posigraf ◆◆Primi ◆◆Prosign ◆◆Rami ◆◆Real Steel ◆◆Rona ◆◆Sky ◆◆Tilibra ◆◆Unibrac ◆◆Vektra

30 15


Cada um dos Pini que a FacForm conquistou tem um significado especial. E já são mais de cinquenta. O significado maior, no entanto, está expresso no próprio Pini, como reconhecimento ao trabalho de toda a nossa equipe. Um trabalho incansável, realizado para a satisfação de quem mais importa pra gente: o nosso cliente. Rua Barão de Água Branca, 521 Boa Viagem • Fone: (81) 3339.6566 www.facform.com.br www.facebook.com/facform www.facform.com.br/blog


38 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


39 JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF


40 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


41 JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF


21º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini 2011 LIVROS Livros de Texto Geo‑Gráfica e Editora Produto: 25 Anos da Companhia das Letras – Coleção Prêmio Nobel Cliente: Companhia da Letras

Livros de Texto Geo‑Gráfica e Editora

Livros Culturais e de Arte Ipsis Gráfica e Editora

Livros Culturais e de Arte Ipsis Gráfica e Editora Produto: Fotografias – Araquém Alcântara – Grupo Qualicorp Cliente: Araquém Alcântara Fotografia e Editora Livros Institucionais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Theatro Municipal do Rio de Janeiro / Um Século em Cartaz Cliente: Jauá Empreendimentos Culturais

Livros Infantis e Juvenis Stilgraf Artes Gráficas e Editora

Livros Infantis e Juvenis Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Adélia Cozinheira Cliente: WG Produto Livros Ilustrados e Livros Técnicos Gráfica e Editora Posigraf Produto: Maquiagem O Boticário Cliente: Botica Comercial Farmacêutica

Livros Institucionais Ipsis Gráfica e Editora

Livros Didáticos Corprint Gráfica e Editora Produto: Conecte – História 2 Cliente: Editora Saraiva

Livros Didáticos Corprint Gráfica e Editora

Guias, Manuais e Anuários Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: 35º Anuário CCSP Cliente: Produx

Livros Ilustrados e Livros Técnicos Gráfica e Editora Posigraf Guias, Manuais e Anuários Stilgraf Artes Gráficas e Editora

42 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


REVISTAS Revistas Periódicas de Caráter Variado sem Recursos Gráficos Especiais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista Mag nº 23 Cliente: Lumi 5 Propaganda, Marketing e Eventos Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais Sociedade Vicente Pallotti Produto: About Shoes Cliente: About Editora Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos Log & Print Gráfica e Logística Produto: Surpreendentes X‑Men Destroçados Cliente: Panini Brasil

Revistas Periódicas de Caráter Variado sem Recursos Gráficos Especiais Ipsis Gráfica e Editora

Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais Sociedade Vicente Pallotti

Revistas Institucionais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Unique Magazine Cliente: Com Forward Marketing

JORNAIS Jornais Diários Impressos em Coldset Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S.Paulo – Edição 30114 – 14/09/2011 Cliente: Empresa Folha da Manhã

Jornais Diários Impressos em Coldset Empresa Folha da Manhã

Jornais de Circulação Não‑Diária Sociedade Vicente Pallotti Produto: Kzuka Cliente: RBS

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO

Revistas Institucionais Ipsis Gráfica e Editora

Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos Log & Print Gráfica e Logística

Rótulos Convencionais sem Efeitos Especiais Gráfica Rami Produto: Cerveja Petra Weiss Bier 500 ml Cliente: Cervejaria Petrópolis

Jornais de Circulação Não‑Diária Sociedade Vicente Pallotti

Rótulos Convencionais sem Efeitos Especiais Gráfica Rami

JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

43


Rótulos Convencionais com Efeitos Especiais Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Vodka Zvonka 960 ml Cliente: Dubar Indústria e Comércio de Bebidas

Rótulos Convencionais com Efeitos Especiais Brasilgráfica Indústria e Comércio

Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Vinho Fino Tinto Seco Gamay Cliente: Vinhos Salton Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Gráfica Reúna Produto: Guatambu Luar do Pampa Cliente: Guatambu Indústria e Comércio de Alimentos

Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais Degráfica Impressos

Etiquetas Sky Artes Gráficas Produto: Tag Ecko Function Cliente: TBC Gestão de Marcas Adesivos Gráfica Coppola Produto: Bloco de Stickers Cliente: Joy Paper

Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Gráfica Reúna

ACONDICIONAMENTO Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Nova Linha de Embalagens Sadia Cliente: BRF – Brasil Foods

Etiquetas Sky Artes Gráficas

Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Grafdil Impressos Produto: Caixa Vert Castanha Cliente: Dimed Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro – Congraf Produto: Caixa Celular Xperia (Neo) Cliente: Foxconn

Adesivos Gráfica Coppola Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos Brasilgráfica Indústria e Comércio

Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Grafdil Impressos

44

Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro – Congraf 

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


Embalagem de Micro‑Ondulados Makro Kolor Gráfica e Editora Produto: Duo Pack Buchanan’s Cliente: Diageo Brasil Embalagens Sazonais Jofer Embalagens Produto: Nestlé Ovo Gold 330 g Cliente: Nestlé Brasil Embalagens Impressas em suportes metálicos Real Steel Corte e Impressão Produto: Latas Philips Walita Cliente: Philips Walita Embalagens Flexíveis Inapel Embalagens Produto: Tempero Knorr Meu Frango – Limão com Orégano Cliente: Unilever Brasil

Embalagens Sazonais Jofer Embalagens Embalagem de Micro‑Ondulados Makro Kolor Gráfica e Editora

Sacolas Facform Impressos Produto: Sacola Revista Engenho Cliente: Revista Engenho

PROMOCIONAL Pôsteres e Cartazes Facform Impressos Produto: Cartaz Dia do Mídia Cliente: Globo Nordeste

Sacolas Facform Impressos

Catálogos Promocionais e de Arte, sem Efeitos Gráficos Especiais Nova Digital Soluções Personalizadas Produto: Legendary Routes – Route 66 Cliente: Auto Entretenimento Catálogos Promocionais e de Arte, com Efeitos Gráficos Especiais Midiograf Gráfica e Editora Produto: Catálogo Carolina Ferrarini Cliente: Renan Francys Pissolatto

Embalagens Flexíveis Inapel Embalagens

Embalagens Impressas em suportes metálicos Real Steel Corte e Impressão

Relatórios de Empresas Mais Artes Gráficas e Editora Produto: Relatório de Sustentabilidade Tractebel 2011 Cliente: Tractebel Energia

Catálogos Promocionais e de Arte, sem Efeitos Gráficos Especiais Nova Digital Soluções Personalizadas Pôsteres e Cartazes Facform Impressos

Catálogos Promocionais e de Arte, com Efeitos Gráficos Especiais Midiograf Gráfica e Editora

46

Relatórios de Empresas Mais Artes Gráficas e Editora 

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


Folhetos Publicitários P+E Galeria Digital Produto: Skate Cliente: ZGDM Kits Promocionais Maxi Gráfica e Editora Produto: Baú Portinari Cliente: Assoc. Cultural Candido Portinari

Folhetos Publicitários P+E Galeria Digital

Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa P+E Galeria Digital Produto: Gaiola Tam Cliente: Tam Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Unibrac Indústria Comércio Embalagens Produto: Display de Chão Renew Gold Cliente: Avon Cosméticos

Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Unibrac Indústria Comércio Embalagens

Calendários de Mesa e de Parede Facform Impressos Produto: Calendário Renato Filho Cliente: Renato Filho

Kits Promocionais Maxi Gráfica e Editora

COMERCIAL Cartões de Mensagem P + E Galeria Digital Produto: Avião Sadia Cliente: Sadia Convites Facform Impressos Produto: Convite Warner Bros Cliente: Warner Bros Cartões de Visita Grafiset – Gráfica e Serviços de Off‑Set Produto: Cartão de Visita Mercopan Cliente: Mercopan Papelarias Corgraf Gráfica e Editora Produto: Papelaria DMS Grupo de Comunicação Cliente: DMS Grupo de Comunicação

Calendários de Mesa e de Parede Facform Impressos

Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa P+E Galeria Digital

Cartões de Mensagem P + E Galeria Digital

Convites Facform Impressos

Cartões de Visita Grafiset – Gráfica e Serviços de Off‑Set

48

Papelarias Corgraf Gráfica e Editora 

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


www.logprint.com.br

QUALIDADE, INTELIGÊNCIA & RESPEITO EDITORIAL

CORPORATIVO

PROMOCIONAL

Livros

Manuais da Indústria Automobilística

Folhetos Promocionais / Catálogos

Livros de Arte / Ilustrados

Manuais da Indústria Eletroeletrônica

Pôsteres e Cartazes

Livros Didáticos / Infantis

Manuais da Indústria de Telecomunicações

Encartes / Suplementos

Revistas de Banca

Catálogos de Produtos

Calendários / Peças Promocionais

Revistas e Jornais Corporativos

Relatórios Técnicos

Folders Institucionais

Guias / Anuários

Embalagens em papeis Cartão e Micro-Ondulado

Malas diretas

Ru mo à

çã Certifica

o-

por:

NBR I 14001 SO

Inventário de gases de efeito estufa, elaborado

Outub /2011 ro

Comercial: (11) 3037-8276


Formulários Contínuos, Jato e Mailer Gráfica Ipê Produto: Nota Fiscal Idealiza Cliente: J. Bortoto Gráfica e Editora

Formulários Contínuos, Jato e Mailer Gráfica Ipê

Impressos de Segurança Primi Tecnologia Produto: Ciat Cliente: SMTR – Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro Cadernos Escolares Espiralados ou Costurados ou Colados ou Argolados ou Grampeados, com Capa Dura ou Capa Flexível, conforme Norma 15733 Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Universitário Capa Dura Top Jolie 10 Matérias Cliente: Tilibra Produtos de Papelaria

Impressos de Segurança Primi Tecnologia

Agendas Facform Impressos Produto: Agenda Ariano Suassuna Cliente: Marluce e Eurico

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET Revistas Semanais Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece nº 556 Cliente: Editora Globo

Cadernos Escolares Espiralados ou Costurados ou Colados ou Argolados ou Grampeados, com Capa Dura ou Capa Flexível, conforme Norma 15733 Tilibra Produtos de Papelaria

Revistas em Geral Log & Print Gráfica e Logística Produto: Vogue nº 393 Cliente: Editora Globo

Agendas Facform Impressos

Catálogos Promocionais Plural Editora e Gráfica Produto: Catálogo LJ Femininas Marisa Cliente: Marisa

Revistas em Geral Log & Print Gráfica e Logística

Revistas Semanais Log & Print Gráfica e Logística Catálogos Promocionais Plural Editora e Gráfica

50 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


Encartes e Folhetos Promocionais Ibep Gráfica Produto: Revista C&A – Dezembro – nº 11 Cliente: Trip Editora e Propaganda Jornais Plural Editora e Gráfica Produto: Jornal Metrô SP nº 1083 – 27/06/2011 Cliente: Publimetro

PRODUTOS PRÓPRIOS Kits Promocionais Vektra Gráfica e Editora Produto: Festas Brasileiras Cliente: Gráfica Vektra

Jornais Plural Editora e Gráfica

Encartes e Folhetos Promocionais Ibep Gráfica

Calendários Facform Impressos Produto: Calendário Facform Cliente: Gráfica Facform Kits Promocionais Vektra Gráfica e Editora

Catálogos e Folhetos em Geral Efeito Visual Serigrafia Produto: Mostruário de Texturas 2011 Cliente: Efeito Visual Serigrafia Revistas Próprias Rona Editora Produto: Palíndromo #1 Cliente: Rona Editora Sacolas Próprias Cartonagem Hega Produto: Sacola Promocional Hega Jeans Cliente: Cartonagem Hega

IMPRESSÃO SERIGRÁFICA Impressão em Serigrafia Prosign Indústria e Comércio Produto: Pasta Kit Treinamento Cliente: Prosign Indústria e Comércio

Calendários Facform Impressos

Revistas Próprias Rona Editora

Catálogos e Folhetos em Geral Efeito Visual Serigrafia

Sacolas Próprias Cartonagem Hega Impressão em Serigrafia Prosign Indústria e Comércio

JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

51


INOVAÇÃO TECNOLÓGICA Inovação Tecnológica ou Complexidade Técnica do Processo Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Linha de Cartuchos Halls XS 30 Drops Cliente: Kraft Foods

CONFORMIDADE COM A NORMA NBR NM – ISO 12.647‑2 Impressão em Offset Plana e Rotativa Offset Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Shape Ed. 25 Cliente: Editora Alto Astral

Inovação Tecnológica ou Complexidade Técnica do Processo Brasilgráfica Indústria e Comércio

Impressão em Offset Plana e Rotativa Offset Log & Print Gráfica e Logística

CONFORMIDADE COM A NORMA NBR – ISO 12.647‑7 Provas Digitais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Provas Digitais Brilho Cliente: Stilgraf

Grand Prix – Atributos Técnicos do Processo Melhor Impressão Ipsis Gráfica e Editora Produto: Livro Terra Brasil Cliente: Araquém Alcântara Fotografia e Editora

Provas Digitais Stilgraf Artes Gráficas e Editora

Melhor Acabamento Cartotécnico P+E Galeria Digital Produto: Gaiola TAM Cliente: TAM Melhor Acabamento Editorial Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: 35º Anuário CCSP Cliente: Produx

Melhor Acabamento Cartotécnico P+E Galeria Digital

Melhor Impressão Ipsis Gráfica e Editora

Melhor Acabamento Editorial Stilgraf Artes Gráficas e Editora

52 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


21º Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini 2011

Patrocínio Diamante

Patrocínio Ouro

Patrocinadores

Patrocínio Prata Patrocinadores

Patroc

Patrocinadores

Patrocinadores Patrocinadores

Patrocinadores

Patrocinadores Bronze Patrocinadores

Realização:

Apoio:

ealização:

alização:

Patrocinadores

Apoio:

Realização:

Realização: Apoio ABIGRAF SP

SINDIGRAF SP​ Realização:

ABPO

Realização: Realização: ABRAFORM

Apoio: Realização:

ANATEC ANAVE

SENAI

ABRE

ANER

ABAP

ABRELIVROS

ANJ

ABFLEXO/FTA

ABRO

BR Mobile

ABTCP

EMBANEWS

ABIEA

Apoio:

ABIMFI

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FUNDAÇÃO GUTENBERG JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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XVIII Prêmio Theobaldo De Nigris

Brasil brilhou em Montevidéu

A

s gráficas brasileiras so­bres­s aí­r am no XVIII Concurso Latino-Americano de Produtos Gráficos Theo­bal­do De Nigris, promovido pela Confederação Latino-​­Americana da Indústria Gráfica (Conlatingraf), de 24 a 28 de outubro de 2011 em Montevidéu, no Uruguai. O Brasil foi o país mais pre­mia­do, conquistando o primeiro lugar em 18 ca­te­go­r ias, seguido pelo México e a Argentina, com 14 tro­féus cada. Repetindo a façanha das três edições an­te­ rio­res, mais uma vez a Ipsis foi a maior ganhadora dos tro­féus “Gráfica de Ouro”, com quatro conquistas, mesmo número alcançado pela mexicana Offset San­tia­go, superando-a, porém, no critério de desempate, com cinco pratas contra apenas uma da concorrente. Entre as demais gráficas brasileiras destacaram-se também a Mais Artes Gráficas e a Stilgraf, com dois tro­féus ouro. Ficaram com um troféu ouro cada a Facform, RR Donnelley, Escala 7, Delta Publicidade, Antilhas, Compulaser, Contiplan, Corgraf, Grafiset e Plural. HISTÓRIA

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Por oca­s ião da 42 ª‒ assembleia geral da Conlatingraf, em abril de 1991, na cidade de San José, na Costa Rica, o presidente da entidade, Francisco Val­d i­v ie­so, lançou o Concurso Latino-​­Americano de Produtos Gráficos. Ficou decidido que a pre­mia­ção se daria a cada dois anos, si­mul­ta­nea­men­ te aos congressos da confederação. A primeira edição aconteceu na cidade de Caracas, Ve­ne­zue­la, em outubro do mesmo ano, durante o XIII Congresso da Conlatingraf. Aprovando sugestão de Val­d i­v ie­so, o concurso recebeu a denominação de Theo­bal­ do De Nigris, em homenagem a um dos fundadores da Abigraf e presidente da Conlatingraf no pe­r ío­do de 1971 a 1973, in­dus­trial gráfico que colaborou decisivamente para im­pul­sio­nar a atividade as­so­ cia­ti­va no Brasil e foi um dos precursores da integração gráfica na América Latina. Sete anos depois, na 56ª‒ assembleia, em São Paulo, atendendo a uma proposição do REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

diretor executivo da Conlatingraf, Tomás Dominguez, o concurso passou a ter a pe­ rio­d i­ci­da­de ­anual, sempre no mês de outubro, durante a rea­li­za­ção das assembleias gerais da entidade. EMPRESAS BRASILEIRAS VENCEDORAS

● ● ●

EMPRESA Ipsis

4

5

7

Mais Artes Gráficas

2

1 —

Stilgraf

2 — 2

Facform

1

4

2

RR Donnelley

1

2

6

Escala 7

1

1 —

Delta Publicidade

1 — 1

Antilhas

1 — —

Compulaser

1 — —

Contiplan

1 — —

Corgraf

1 — —

Grafiset

1 — —

Plural

1 — —

Posigraf

— 2

1

Vektra

— 1

2

Ipê

— 1

1

Gonçalves

— 1 —

Multilabel

— — 2

Ibep

— — 1

Ibratec

— — 1

Just Editora

— — 1

Log & Print

— — 1

Ótima

— — 1

Rosset

— — 1

Total

18 18 30

● Ouro  ● Prata  ● Certificado de Qualidade

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PAÍSES VENCEDORES PAÍS

GANHADORES BRASILEIROS DO TROFÉU “GRÁFICA DE OURO”

Corgraf Gráfica e Editora

Brasil

18

18

30

México

14

16

24

Argentina

14

14

22

Chile

9

7

25

Colômbia

4

3

6

Peru

3

3

7

Uruguai

1

1

1

Equador

1

1

Venezuela

1

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ECONOMIA Texto e dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

AGB Photo Library

Cautela para esperar a bonança

Estudo elaborado pelo Decon/Abigraf mostra que a crise de endividamento desencadeada em países da Europa e nos Estados Unidos deverá ter reflexos no Brasil, mas essa não é a primeira crise enfrentada pelo setor, que convive com mudanças de paradigmas há mais de uma década.

É 56

conhecido o ditado que garante: “de­ pois da tempestade vem a bonança”. Em 2008, quando a economia mun­ dial foi se­r ia­men­te abalada, nosso país sentiu o reflexo não como a “maroli­ nha” prevista pelo ex-​­presidente Luiz Iná­ cio Lula da Silva: choveu forte na lavoura de alguns em­pre­sá­r ios, mas não foi exata­ mente a precipitação de granizo que se viu em paí­ses da Europa e nos Estados Unidos. Em artigo elaborado para a Messe Düs­ seldorf, organizadora da Drupa, o jornalista Wil­liam Mitting, editor da revista britâni­ ca FOW, es­pe­cia­l i­za­d a no mercado finan­ ceiro, considera que o pior daquela reces­ são já está no passado; contudo, “vencemos uma tempestade apenas para enfrentar outra”. No entanto, sem perder de vista a

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

perspectiva da bonança vindoura, ele aler­ ta que, a exemplo do que ocorreu em ou­ tras oca­siões, este pode ser um momento de nova reor­ga­ni­za­ção do setor gráfico. “As em­ presas que emergiram da última recessão fi­ zeram-no mais fortes e sá­bias e estão com­ petindo em uma indústria menor. À medida que a economia se recupera, esses ne­gó­cios terão uma posição pri­v i­le­g ia­da para colher as recompensas de sua determinação”, diz o es­pe­c ia­l is­t a em assuntos econômicos e no mercado de impressão, no texto intitu­ lado “Como a crise econômica vai moldar o futuro e impactar a Drupa 2012”. Nova tempestade

A análise elaborada pelo Departamento de Estudos Econômicos (Decon) da Abigraf

apresenta uma resumida retrospectiva so­ bre as causas da ­atual crise e os seus pro­ váveis impactos sobre o setor gráfico. Nos EUA , o quadro ­atual de endividamento foi causado principalmente pelo adia­men­to constante da reforma no sistema de segu­ ridade so­cial, incluindo-se aqui os sistemas de saú­de, assistência so­cial e previdência. Este impasse tem origem política e decorre da polarização entre as visões dos partidos republicano e democrata sobre como o go­ verno deve ­atuar na área so­cial e onde cor­ tar gastos desse tipo. O fi­nan­cia­men­to das guerras no Orien­te Médio e a política ado­ tada para reverter a crise no mercado imo­ bi­liá­r io, em 2008, agravaram tal quadro de endividamento, que saltou de US$ 5,6 tri­ lhões ao final do governo Clinton (ano


Venha para a Vivox 2000) para US$ 14,3 tri­l hões em 2011 e chegará a US$ 16 tri­l hões até o final do governo Obama, em 2012. Na Europa, a crise foi originada pela en­ trada precipitada de eco­no­mias frágeis na zona do euro. A adesão à moe­da única ocor­ reu sem que, antes disso, regras de discipli­ na fiscal fossem impostas. Alguns paí­ses con­traí­ram créditos a custos muito baixos, dando-​­l hes a falsa sensação de prosperida­ de. Com isso, foram adia­d as as reformas estruturais (mesmo que impopulares) que po­de­r iam garantir o equilíbrio das contas e estimular o aumento da produtividade nes­ sas eco­no­mias, aprofundando os desequi­ líbrios que já exis­tiam antes do euro. O ní­ vel de endividamento na re­g ião chegará a quase US$ 17 tri­l hões ao final de 2012. O fato de os paí­ses europeus estarem presos a uma única moe­da e a somente um banco central agrava o problema, pois im­ pede que eles desvalorizem suas moe­d as para rea­ni­mar as eco­no­mias, o que ba­ra­ tea­r ia as exportações e estimularia o tu­ rismo — importante fonte de renda para a re­g ião. Além disso, os juros pagos pelos governos para rolar as suas dívidas, a cada nova queda dos níveis de rating, têm se tor­ nado mais elevados, encarecendo ainda mais o processo de captação de recursos e retardando a possibilidade de recuperação. Para pio­rar, não há um fundo adequado de socorro aos paí­ses endividados. Em dezembro de 2011, o acordo firma­ do entre 17 paí­ses da ­União Europeia ins­ tituiu mecanismos de controle para que haja certa disciplina fiscal entre os paí­ses-​ ­membros. Qualquer déficit su­pe­r ior a 3% do PIB será punido e o teto da dívida pú­ blica foi fixado em 60%. Fica a conclusão de que a solução para os dois continentes será a adoção de políticas de austeridade. Elas virão sob a forma de demissões e cor­ tes de sa­lá­r ios de fun­cio­ná­r ios públicos, re­ duções de be­ne­fí­cios pre­v i­den­ciá­r ios e can­ celamentos de projetos de investimentos em in­f raes­tru­tu­ra. Tais medidas exigirão sa­cri­f í­cios por parte da população por um longo pe­río­do e recairão principalmente so­ bre a camada mais pobre, menos qualifica­ da e mais dependente de be­ne­fí­cios sociais.

Futura bonança

Para o jornalista Ricardo Amorim — em matéria publicada na revista Liderança em dezembro de 2011 —, com as grandes os­ cilações nas bolsas mundiais, do Brasil in­ clusive, a economia de todos os paí­ses irá desacelerar, e esse choque externo tende a reduzir o crescimento do PIB brasilei­ ro, principalmente no primeiro semestre. Porém, segundo sua ava­l ia­ção, na segun­ da metade de 2012 a si­tua­ção começará a mudar, e os próximos anos serão de melho­ ria e desenvolvimento para Brasil, China e Índia. De acordo com o estudo do Decon/ Abigraf, a redução do ritmo de crescimen­ to das eco­no­mias europeias, resultante do citado enxugamento, significará menor demanda por produtos e serviços oferta­ dos pelos demais paí­ses do globo. A con­ corrência em todos os mercados também ficará mais acirrada. Para a indústria gráfica brasileira, que exporta 1,4% da sua produção e importa 2,3% do que é consumido no mercado in­ terno, a menor demanda in­ter­na­cio­nal não chega a ser um fato preo­cu­pan­te — direta­ mente. Os impactos serão indiretos: as em­ presas multinacionais que operam nesses mercados e no Brasil, e que compram pro­ dutos gráficos, terão que restringir gastos com propaganda e mar­ke­t ing para com­ pensar eventuais perdas na matriz. Isso poderá afetar o segmento gráfico de im­ pressos comerciais. A queda no ritmo de crescimento da economia afetará a ativi­ dade nos setores compradores de emba­ lagens, fato que se somará à já observada queda na impressão de alguns tipos de em­ balagens, principalmente as de plástico, de­ corrente de mudanças de hábito da popu­ lação, na linha da sustentabilidade. Nesse ponto, o papel-​­cartão e o papelão ondula­ do, por suas características de maior reci­ clabilidade, poderão ganhar mais espaço. Para Ricardo Amorim, ao mesmo tempo que a renda vem sendo mais bem dis­t ri­ buí­da, cresce a preo­cu­pa­ção com a susten­ tabilidade em paí­ses como Brasil, China e Índia. Ele garante que o cenário é otimista. “Estes paí­ses têm características comuns: são populosos e têm oferta de mão de obra.

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Mais gente ganhando salário, logo, tem-se um grande mercado consumidor. Nos anos seguintes, as decisões sustentáveis desses três paí­ses emergentes vão se tornar há­ bitos mundiais”, escreveu o es­pe­c ia­l is­t a. O estudo da Abigraf também sa­lien­ta a importância das compras governamentais de produtos gráficos, principalmente dos segmentos edi­to­r ial e de cadernos, já que fun­cio­nam como uma espécie de amorte­ cedor em tempos de crise. As novas medi­ das lançadas pelo governo Dilma para es­ timular a economia, como as concessões de ae­ro­por­tos e ro­do­v ias, desonerações de impostos em setores estratégicos, a re­ dução de IOF aplicado aos empréstimos à pessoa física e o controle de preços admi­ nistrados, certamente ate­nua­rão os efei­ tos descritos sobre o setor da turbulência in­ter­n a­c io­n al. Além das compras públi­ cas, na opi­nião de Ricardo Amorim exis­ tem outros setores de po­ten­cial crescimen­ to. Em suas palavras, nos últimos 15 ou 20 anos houve uma maciça transferência de capital e de renda para os paí­ses expor­ tadores de com­mo­di­ties, principalmente o Brasil. “Não é só a produção mun­d ial que está se deslocando para os paí­ses emergen­ tes, a indústria financeira também. Bancos como Santander e HSBC já ganham/lucram mais no Brasil do que em seus paí­ses de origem, Espanha e Inglaterra, respectiva­ mente. Com a crise na Europa e a economia

global em observação, é nos emergen­ tes que ambas as instituições financeiras buscam alento”, aponta. Reorganização

Em seu artigo para a Messe Düsseldorf, Wil­l iam Mitting ressalta os mais recen­ tes momentos de crise pelos quais a indús­ tria gráfica mun­d ial passou, entre eles o de 2008, quando um grande número de em­ presas gráficas foram forçadas a fechar suas portas. No entanto, ele define este cenário como “a tempestade perfeita”, pois, após os pio­res dias, veio um momento de reor­ga­ni­ za­ção positivo para o setor. Seu texto traz o comentário de Andrew Brown, diretor de relações públicas da BPIF (As­so­cia­ção Britâ­ nica de In­dús­trias Gráficas): “As empresas descobriram que, para atrair capital exter­ no para investimentos, elas precisavam dar uma ênfase renovada na definição de obje­ tivos específicos para qualquer gasto de ca­ pital, ligado a resultados tangíveis e men­ suráveis (…). Outros tiveram de diminuir seus planos de investimento ou procurar financiá-​­los a partir dos lucros. Até certo ponto esta é uma prática saudável, que em muitos casos resulta em planos de investi­ mentos mais cuidadosos e/ou faz as empre­ sa repensarem se os ativos existentes estão sendo utilizados corretamente”. Mitting também lembra que, mesmo antes da crise de 2008, a indústria gráfica

já estava sofrendo com o advento da inter­ net e procurava novos modelos de ne­gó­ cios. O editor da FOW analisa que está cla­ ro que, assim como os demais setores, a indústria gráfica também precisa se adap­ tar para sobreviver aos tempos difíceis em termos econômicos. E isso também ocor­ re com os fornecedores de equipamentos e insumos, que passaram a se preo­c u­par em oferecer novos serviços aos seus clien­ tes. “As recessões são uma parte difícil, mas es­sen­c ial, do ciclo da economia. Du­ rante bons tempos econômicos, as empre­ sas se tornam ine­fi­cien­tes, os mercados são distorcidos por um fluxo insustentável de fundos e novos lançamentos ­criam um ex­ cesso de capacidade que só se torna visível quando a onda de prosperidade baixa”. Ricardo Amorim alerta que, apesar do nosso significativo crescimento, isso não significa que teremos um “céu de brigadei­ ro”. Ele afirma que os próximos meses se­ rão turbulentos, mas, de maneira geral, te­ remos crescimento econômico nestas duas décadas que acabam de começar. “O pri­ meiro semestre de 2012 será ruim, com baixos índices de crescimento, começando a melhorar a partir do segundo. De 2013 para frente, teremos um longo ciclo de cres­ cimento e de mais tranquilidade. O me­ lhor, neste momento, é ficar com o dinhei­ ro em caixa, não se endividar. Recomendo a adoção de uma postura defensiva”.

Crescimento da Produção nos Segmentos da Indústria Gráfica Brasileira – em Quantum (IBGE) Produção Física em quantidades (ton)

Embalagens Impressas

No Mês dez 2011 / dez 2010

4º trimestre 2011 / 4º trimestre 2010

No Período 2º Semestre 2011 / 1º semestre 2010

No Período 2º Semestre 2011 / 2º semestre 2010

12 Meses jan-dez 2011 / jan-dez 2010

– 7,4%

6,0%

6,0%

6,1%

3,6%

0,89%

– 6,8%

8,5%

7,9%

6,6%

5,1%

3,35%

– 10,4%

– 5,7%

– 3,0%

3,6%

– 3,1%

– 9,95%

Produtos Gráficos Editoriais

– 27,9%

– 15,7%

– 9,4%

33,7%

4,3%

6,34%

Jornais*

– 6,0%

– 9,8%

– 8,8%

0,6%

– 7,3%

– 8,41%

18,4%

37,5%

7,4%

7,0%

9,2%

– 5,89%

– 16,1%

– 6,2%

– 4,4%

16,2%

2,0%

0,74%

Embalagens Impressas de papel ou papelão de uso geral Embalagens Impressas de plástico

Impressos Comerciais

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No Mês dez 2011 / nov 2011

TOTAL ABIGRAF

Fonte: Recorte Especial da PIM-PF/IBGE para a Abigraf. Elaboração: Websetorial

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

*Jornais:índices apenas para fins comparativos.


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A Drupa promete surpresas no acabamento Para fazer frente a uma pressão competitiva cada vez maior, as gráficas procuram otimizar e automatizar seus processos. Na área de acabamento, os fabricantes de equipamentos estão apresentando inovações constantes a fim de acompanhar tecnologicamente os novos recursos gráficos, inclusive na impressão digital. Ao mesmo tempo, as soluções oferecidas também precisam atender padrões ambientais, serem diferenciadas e adequadas para impressões de pequenas tiragens.

A

Michael Seidl

Automação: atingimos o limite?

Nos últimos anos, os sistemas de enca­ dernação tornaram-se altamente auto­ matizados. Na Drupa 2012 veremos se há novos desenvolvimentos nessa área. Tho­ mas Krischke, gerente co­mer­c ial de pós-​ ­impressão da Heidelberger Druckmaschi­ nen, acredita que a tendência dominante é uma guinada rumo a uma maior efi­ciên­cia e produtividade. No acabamento, ele expli­ ca, a automação serve principalmente para reduzir tempos de acerto para pequenas ti­ ragens que mudam frequentemente, o caso mais extremo sendo a tiragem de uma úni­ ca cópia na impressão digital. Com tiragens maiores, no entanto, a produtividade do processo como um todo é o fator-​­chave. A automação tem sido um dos princi­ pais focos do desenvolvimento tecnológico na Müller Martini. Para ela, operações mais simples e inteligentes resultam em acertos mais rápidos e na possibilidade de evitar er­ ros, e, portanto, em uma maior produtivi­ dade. “À medida que as tiragens di­mi­nuem, a automação do fluxo de trabalho e a orga­ nização dos processos comerciais, como a logística, tornam-se ainda mais importan­ tes”, enfatiza o presidente Bruno Müller. “Ainda não atingimos o limite”, acres­ centa Jan Oldenkott, gerente de vendas da

Foto: Horizon

Drupa 2012 certamente tra­ rá ideias novas em tec­no­lo­ gias de acabamento. Os fa­ bricantes estão trabalhando pesado para ­criar produtos novos ou aprimorados. E isso é muito bom, porque vai representar uma injeção de âni­ mo para o setor. Depois de anos difíceis em decorrência da crise financeira, a Dru­ pa vem no momento certo para mostrar

que a indústria gráfica está se recuperando das perdas sofridas a partir da última edi­ ção. Embora mercados em expansão como a China, a Índia e a América do Sul estejam crescendo em um bom ritmo, o cenário não é tão animador na Europa e nos Estados Unidos. O mercado da impressão está mu­ dando e as tiragens encolhendo, com me­ nores margens e clien­tes mais sensíveis, o que obriga a um rígido controle na política de custos. Essa si­tua­ção requer o desenvol­ vimento de novas soluções tanto para a im­ pressão quanto para o acabamento. Tempo é dinheiro e cada erro tem um impacto no resultado final. Isso se aplica tanto a gran­ des tiragens quanto a impressos digitais uni­tá­r ios. Durante anos, o acabamento fi­ cou relegado a um segundo plano no pro­ cesso de produção, mas essa si­tua­ção mu­ dou. Atual­men­te não faz sentido ter uma impressora offset rápida, ou a última má­ quina de impressão digital, se o acabamen­ to não é adequado e o papel economizado na impressão é desperdiçado no proces­ so de dobra ou se um único fotolivro dei­ xa a linha de produção cortado em ângu­ lo. A tecnologia moderna de acabamento é sofisticada e inovadora e pode se manter em pé de igualdade com os mais recentes desenvolvimentos na indústria gráfica.

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A AFC-​­746F, a mais recente máquina totalmente automatizada de dobra combinada da Horizon, demonstra como tempos de acerto de menos de dois minutos podem ser facilmente obtidos com máquinas de formato B1

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


Foto: Duplo Int.

Foto: Heidelberger Druckmaschinen AG

as mudanças de for­ mato são rea­l i­z a­d as por servomotores de precisão em todas as posições relevantes. “Na luta por contratos de jornais, os baixos custos uni­t á­r ios são essenciais. A deman­ da por uma quase pa­ ridade entre resulta­ dos líquidos e brutos torna-se prio­r i­d a­de”, explica Jürg Möckli, presidente da Ferag. Mas a automação so­ zinha não é su­fi­cien­te. Atingir rapidamente uma velocidade pro­ dutiva ao se mudar de um trabalho para A alceadeira-​­grampeadeira Heidelberg Stitchmaster ST 450 é equipada com um sistema de drive modular que permite que os módulos individuais sejam o próximo é igual­ interrompidos separadamente para economizar energia mente importante. MBO. “A próxima etapa no acabamento será A automação também é a ordem do dia a impressão de livros sob demanda”. Sua para a Horizon. Como a tendência é de tira­ ideia é produzir cada livro com um formato gens cada vez menores, esforços de automa­ diferente. Olaf Wallner, gerente de mar­ke­ ção estão voltados para a configuração das ting, vendas e serviços da Kugler-​­Womako, máquinas, que precisam ser rápidas e sim­ vê duas ten­dên­cias-​­chave: um alto nível de ples. Se uma máquina precisa processar cin­ automação em eco­no­mias in­dus­tria­li­za­das co ou seis trabalhos diferentes em um dia e rápidas trocas de formato com lotes pe­ (o que não é raro atual­men­te), a diferença quenos a mé­dios. As exi­gên­cias, ele diz, são por um número reduzido de fun­cio­ná­r ios e alta produtividade, o que só pode ser obtido com um elevado grau de automação. “Em resposta à pressão dos clien­tes, os fabricantes desenvolveram máquinas totalmente automatizadas”, afirma Kai Büntemeyer, presidente da Kolbus. “Mas elas geralmente não são usadas para mo­ dernizar processos de produção tradicio­ nais, manuais. O desenvolvimento de má­ quinas só atingiu o limite no sentido de que elas não podem, em si mesmas, se­ rem mais automatizadas. Contudo, ain­ da há muito po­ten­cial no que diz respeito a seus usuá­r ios”. Na Ferag, es­pe­cia­l is­ta suí­ça em revis­ tas e jornais, os processos automáticos de novo sistema conversão vêm como padrão em seus tam­ Omultifuncional de bores de alceadeiras-​­g rampeadeiras gra­ acabamento Duplo DC‑745 maior automatização, ças ao sistema de pré-​­configuração Pre­ permite ao mesmo tempo em que Tronic. Quan­do é economicamente viá­vel, possibilita velocidades mais altas

entre um operador altamente treinado le­ var 10 ou 15 minutos para configurá-la e uma pessoa com menos conhecimento pre­ cisar de apenas 5 minutos para fazer a mes­ ma tarefa sem desperdiçar papel é consi­ derável. Robin Gree­nhalgh, presidente da Duplo In­ter­na­tio­nal, concorda: “A automa­ ção vai se desenvolver ainda mais porque cada vez mais ­­áreas da indústria gráfica irão precisar dela”. Gree­n halgh cita como um bom exemplo novos sistemas multi­ funcionais de acabamento que permitem uma maior automação, ao mesmo tempo em que pro­pi­ciam maiores velocidades. Eles permitem a perfuração em duas direções, visando à produção efi­cien­te de cupons, tí­ quetes e mala direta, que até recentemen­ te estava restrita a processos tradicionais, como a impressão offset. Acabamento digital: um segmento que está crescendo

O aumento no número de unidades de pro­ dução digitais aumentou naturalmente a demanda por soluções de acabamento de alto desempenho. A MBO tem uma ampla gama de soluções a oferecer, desde desbo­ binamento, dobras de vinco e corte trans­ versais (com a opção de corte para vá­r ios comprimentos e até mesmo chip-​­outs de diferentes comprimentos), até sistemas to­ talmente automatizados para cadernos, folhetos e fo­ lhas uni­tá­r ias. “Podemos separar diferentes miolos na produção de livros sob demanda por título e en­ viá-​­los diretamen­ te para a encaderna­ ção sem costura. Podemos até mes­ mo lidar com dife­ rentes quantida­ des de cadernos por mio­lo”, expli­ ca Jan Oldenkott. A E.C.H. Will oferece uma solução integrada de acabamento para a pro­ dução de altos volumes de livros impressos digital­ mente, en­v ian­do para o pro­ cesso de encadernação os mio­los JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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Foco no acabamento sustentável

A ecologia e a sustentabilidade são alvo de muito interesse, e não apenas na impres­ são tra­d i­cio­nal. A tendência é tão relevan­ te para o setor de acabamento quanto para toda a indústria gráfica, e os participantes do mercado devem responder à altura, es­ pe­cial­men­te porque isso está se tornando uma exigência importante do clien­te. Uma máquina de acabamento gasta bem menos energia do que uma de impressão. Minimizar o consumo de energia ainda é um dos principais objetivos no desenvol­ vimento da tecnologia de acabamento na Heidelberg. Sua alceadeira-​­g rampeadeira está equipada com um sistema de drive mo­ dular que permite que módulos individuais sejam interrompidos separadamente para economizar energia. Durante a configura­ ção, apenas o alimentador necessário está em operação, e não a máquina toda. Cada alimentador tem seu próprio ser­voa­c io­ na­men­to, que para automaticamente caso haja um erro. Outras máquinas só param depois de dois ou três cadernos, o que aca­ ba gerando desperdício. Com uma produ­ ção a­ nual estimada de 15 milhões de cader­ nos A4 de 36 páginas, isso resulta em uma economia de 5 toneladas de papel no ano. Há alguns anos a Müller Martini mon­ tou seu programa “Going ­g reen” [Tornan­ do-se verde]. “É importante para nós mos­ trarmos esse comprometimento am­bien­tal através de nossa EcoBinder”, diz Olaf Wall­ ner, da Kugler-​­Womako. Este equipamen­ to de encadernação faz livros em espiral encadernados em papel 100% ecologica­ mente corretos e recicláveis. Esses são os

Foto: E.C.H. Will

cons­ti­tuí­dos por folhas individuais. O siste­ ma oferece alta produtividade, menor des­ perdício de papel, flexibilidade completa de formato e tempos mínimos de acerto. A Müller Martini desenvolveu uma das primeiras soluções industriais integradas para o acabamento de produtos impressos digitalmente, instalando-a em sistemas de al­cea­men­to, encadernação sem costura e produção de capa dura em todo o mun­ do. Mas as soluções digitais da empresa são desenvolvidas tendo em vista uma in­ tegração de ponta a ponta de todos os pro­ cessos, desde os dados de pré-​­i mpressão até o produto final. Para Kai Büntemeyer, da Kolbus, não existe acabamento digital. O  resultado do processo de acabamento, ele afirma, é sempre um produto físico. Há, no entan­ to, o acabamento para produtos impressos digitalmente. A Kolbus oferece duas solu­ ções, o EPCO e a INDI. A primeira [em in­ glês, sigla para Eletrofotográfico e Publica­ do pelo Clien­te], envolve produtos uni­tá­rios de alta qualidade com um valor de dez eu­ ros. A  INDI [ou Impressão Digital In­dus­ trial, na sigla em inglês] se refere à elabora­ ção totalmente automatizada de produtos com um valor de dez euros. “Nos últimos dois anos o EPCO respondeu por 25% de nossas vendas. A  INDI é um experimento de grande escala, mas tem resultados me­ lhores do que a impressão digital, com uma capacidade de um milhão de páginas A4 por hora. Estamos esperando os fabricantes de máquinas de impressão nos alcançarem”.

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O DCbook da E.C.H. Will é uma solução integrada de acabamento para uma produção de alto volume de livros impressos digitalmente

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primeiros produtos a serem fabricados ex­ clusivamente a partir de papel — uma ofer­ ta de mercado completamente nova. A pe­ gada am­bien­tal de um sistema ope­ra­cio­nal de acabamento precisa ser considerada ten­ do em vista sua produtividade real. “O de­ senvolvimento de sistemas que oferecem uma produtividade líquida ótima é uma maneira altamente eficaz de reduzir a pega­ da am­bien­tal. Isso é algo com o que estamos comprometidos”, afirma Kai Büntemeyer. A Ferag AG sempre acreditou em pa­ drões ambientais severos. A empresa usa apenas recursos energéticos renováveis, re­ torna seu excedente de calor para um sis­ tema de recuperação de energia e deman­ da a maior efi­c iên­c ia energética possível em todos os seus processos operacionais. Os engenheiros usam soft­wares de simula­ ção para ­criar e desenvolver componentes e sistemas otimizados, ao passo que os siste­ mas de produção usam motores e módulos elétricos de ponta. Isso resulta, é claro, em processos de acabamento que são o mais possível ecologicamente corretos. Qual é o potencial de inovação?

A palavra “inovação” tem sido usada em excesso. Existe ainda algum po­ten­cial de inovação no setor de acabamento? A Ho­ rizon aponta: “A inovação é definida como a introdução de novos produtos, ideias ou métodos”. A Müller Martini oferece alguns exemplos: os diversos atributos de contro­ le de qualidade que estão sendo integrados em máquinas de acabamento; automação completa; o sistema digital de fluxo de tra­ balho Connex com plataformas padroniza­ das; e a ampla gama de soluções digitais que foram desenvolvidas recentemente. Exis­ tem ainda as máquinas de alta produtivi­ dade para operação em diversos turnos, que agora oferecem uma operação mais intuiti­ va e um leque maior de variantes. Há tam­ bém um sistema de encarte, feito para aten­ der as necessidades individuais de jornais de todos os tamanhos. Pode então ainda haver algum po­ten­ cial para inovação no acabamento? “Seria um tema de conversa interessante para um almoço de ne­gó­cios”, diz Kai Büntemeyer. “Você pegaria uma colher e discutiria a


Foto: Ferag AG

necessidade de inovação neste utensílio testado e aprovado. Isso estaria no mesmo nível de um livro”. Entre o editor e o consu­ midor há certamente processos complexos que escondem um po­ten­cial infinito para inovações, mas eles são quase todos explo­ rados através da recombinação de ideias de outras ­­áreas. “Então, sinceramente, pro­ po­r ía­mos um uso moderado da palavra inovação”, conclui Büntemeyer. Na Heidelberg, a inovação está sendo conduzida tanto pelo desenvolvimento téc­ nico quanto pela tecnologia de aplicação. Sua dobradeira mais recente com um sis­ tema de desvio duplo do fluxo pneumáti­ co é um exemplo perfeito de como uma ca­ racterística técnica inteligente pode levar a um ganho considerável em produtivida­ de. “Para mim, a medida de uma inovação é se ela oferece um benefício significativa­ mente maior para o clien­te”, opina Thomas Krischke, da Heidelberg. É imperativo, no momento, desenvolver as aplicações corretas para as novas ten­dên­ cias que estão surgindo na impressão digi­ tal. Nos últimos anos vimos a mudança das câmeras fotográficas de filme para as digi­ tais no mercado de consumo. Para os im­ pressores, isso significou novos produtos, como fotolivros e cartões personalizados. Diversas novas regulamentações estão de­ mandando modificações nas embalagens; exi­gên­cias de segurança estão se tornan­ do mais severas; e em alguns casos o texto em braille é agora obrigatório. As gerações futuras de impressoras jato de tinta tam­ bém cria­rão novas oportunidades de ne­ gó­cios. Todos esses desenvolvimentos vão gerar novas exi­gên­cias para a indústria de acabamento. “O que nos inspira é o fato de que ainda surgirão desenvolvimentos ba­ sea­dos em papel que precisam de soluções”, diz Robin Gree­nhalgh, da Duplo. “Distinguimos entre inovações tecno­ lógicas e de processo”, afirma Jürg Möckli, da Ferag. As duas são mu­tua­men­te depen­ dentes e envolvem par­ce­r ias entre a Fe­ rag enquanto fornecedora de sistemas e o consumidor. Além da inovação visando à efi­ciên­cia, que pretende diminuir os cus­ tos uni­tá­r ios na produção em massa, há a inovação em soluções específicas para em­ presas que buscam adentrar um nicho de

Na Ferag, especialista suíça em revistas e jornais, processos automáticos de acerto vêm como padrão em seus tambores de alceadeiras-​­grampeadeiras UniDrum, graças ao sistema de pré-​­configuração PreTronic

mercado. Um exemplo de inovação na Ferag é o sistema de acabamento integrado com polissacos, al­cea­men­to, gram­p ea­men­to, inserção e empacotamento. Drupa 2012: o ponto de referência do setor

A cada quatro anos, a indústria gráfica se reú­ne em Düsseldorf para determinar o ritmo para os próximos anos. Para ante­ cipar o que as empresas planejam mostrar na área de acabamento, consultamos algu­ mas delas. A Müller Martini apresentará novas soluções que cobrem seu abrangen­ te portfólio de produtos, com um foco es­ pe­cial nos serviços MMServices. A MBO vai expor novamente no Hall 6, junto com ou­ tros fabricantes de sistemas de acabamen­ to. A  MB Bäuer­le pretende mostrar seus últimos desenvolvimentos em soluções automatizadas de dobra e envelopamento. A Kugler-​­Womako levará uma máquina que determina novos padrões em processos, qualidade do produto final e usabilidade, além de oferecer inovações reais nesse seg­ mento do mercado com valor agregado para o consumidor. “Infelizmente, a impres­ são digital está se mostrando atual­men­te uma barreira para as inovações no setor”, diz Kai Büntemeyer. “Grandes orçamen­ tos estão sendo blo­quea­dos enquanto as pes­soas esperam para ver qual papel a im­ pressão digital terá no futuro”. Büntemeyer acredita que a indústria de tec­no­lo­g ias de

impressão terá de eliminar esse obstáculo na Drupa 2012. A Kolbus estará tentando fazer isso com suas pró­prias apresentações, mas também vai mostrar máquinas de en­ cadernação de livros totalmente convencio­ nais a preços sur­preen­den­te­men­te acessí­ veis. Para a Horizon, a contagem regressiva para a Drupa começou há anos. Em 2012, a empresa pretende enfocar mais as tec­no­lo­ gias de acabamento para produtos impres­ sos digitalmente do que na última Drupa. A Ferag quer concentrar-se na otimização de processos para uma maior efi­c iên­c ia e reduções significativas nos custos uni­ tá­r ios, conceitos inovadores de controle e novas soluções de valor agregado. Com toda a certeza, a Drupa 2012 será um evento empolgante.

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Celulose e papel têm ano de estabilidade no volume produzido

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Receitas com as exportações brasileiras, no entanto, registraram aumento de 6,4% em 2011, conforme os dados divulgados pela Bracelpa.

e acordo com balanço divulgado em dezembro atividade econômica, o risco de aumento da inflação, pela As­so­cia­ção Brasileira de Celulose e Papel a questão cam­bial e o reflexo da economia in­ter­na­cio­ (Bracelpa), o setor na­cio­nal de celulose encer­ nal sobre as com­mo­di­ties são os principais fatores que raria o ano com 14,2 milhões de toneladas pro­ in­f luen­ciam, hoje, as decisões da indústria. duzidas. O montante é relativamente similar ao regis­ trado nos dois anos an­te­r io­res. A produção de papel Base florestal também não teve uma grande expansão, chegando pró­ No médio e longo prazos, a expectativa do setor de pa­ xima de 9,8 milhões de toneladas — va­r ia­ção peque­ pel e celulose brasileiro é avançar nos planos de expan­ na na comparação com 2009 e 2010. As exportações são da base florestal. Para tanto, as empresas estão se preparando para investir em do setor de celulose e papel, tec­no­lo­g ias de plantio ainda por outro lado, tiveram uma mais modernas, ba­sea­das em elevação de 6,4% na receitas, estudos genéticos. “Esse avan­ totalizando US$ 7,2 bi­l hões. ço será pri­mor­d ial para aten­ A Europa aparece como der a demanda mun­d ial, que, principal destino da celulo­ de acordo com a Organização se brasileira, representando das Nações Unidas para Agri­ 46% da receita de exportação, cultura e Alimentação (FAO), seguida pela China, com 25%, e pela América do Norte, com será de 8 bilhões de habitan­ 19%. “Cerca de 80% de toda a tes em 2025”, declarou Eliza­ nossa produção de celulose é beth. Para ela, esse crescimen­ exportada, e boa parte para to po­pu­l a­c io­n al demandará os paí­ses europeus. Portanto, um esforço global para ali­ para nós é fundamental que a mentar, vestir e dar confor­ Europa se estabilize economi­ to aos habitantes do planeta camente”, afirmou Eliza­beth sem exaurir os recursos na­ de Car­va­lhaes, presidente exe­ turais. “Preservando as matas cutiva da Bracelpa. Em relação nativas, as florestas plantadas ao papel, os maiores importa­ para fins industriais poderão dores con­ti­nuam a ser os paí­ suprir a necessidade de maté­ ses da América Latina, res­ Elizabeth de Car­va­lhaes, presidente executiva da Bracelpa ria-​­prima para a produção de ponsáveis por 56% do total da receita de exportação. madeira, carvão para uso energético, diferentes tipos Na sequência, estão Europa e América do Norte, respec­ de papel — de embalagens, papel-​­cartão, para fins sa­ tivamente, com 18% e 10%. A executiva afirmou que, ni­tá­r ios e de imprimir e escrever — e outros produtos embora estáveis, os resultados da produção na­c io­nal de amplo consumo. Isso representa uma grande opor­ são positivos, es­pe­cial­men­te dian­te da crise financei­ tunidade para o Brasil nos próximos anos, pela exce­ ra vi­ven­cia­da pelos Estados Unidos e pela ­União Euro­ lência alcançada no plantio florestal”, esclarece Eliza­ peia. “O setor manteve o patamar de 2010, considerado beth. Ainda de acordo com a presidente da Bracelpa, a um ano de bom desempenho. Mas o cenário da econo­ necessidade de consumo de papel para imprimir e es­ mia mun­d ial é preo­cu­pan­te. Por isso, no curto prazo, crever no mundo crescerá, nos próximos 15 anos, cer­ as empresas de celulose e papel, in­f luen­cia­das pela ins­ ca de 1,5%. Por sua vez, a demanda por pa­péis tissue e tabilidade nos principais mercados mundiais, adotarão de embalagem aumentará 2,5%. medidas austeras, para contenção de caixa”. No merca­ BRACELPA do brasileiro, a redução das expectativas em relação à www.bracelpa.org.br

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IP: um ano de conquistas e desafios

m dia depois de comemorar a conquista da linha de pa­péis Chambril, que recebeu o troféu de Melhor Papel para Impressão com e sem Revestimento no 21º‒ Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, a In­t er­n a­t io­n al Papel reuniu seus executivos e apresentou à imprensa o balanço do ano. Grandes realizações Para a companhia, uma sobrepujando os fortes das principais fabricanentraves macroeconômicos. tes globais de pa­p éis de Esta pode ser a síntese de imprimir e escrever, há 2011 para a International bem mais para ser celePaper, que foi consagrada brado em um ano de granpor diferentes premiações. des de­sa­f ios econômicos, como foi 2011. No exercício que se encerrou, a empresa obteve outros reconhecimentos. Consagrou-se como a Melhor Empresa para Trabalhar na área de Papel e Celulose, pela revista Exame, publicação da Editora Abril. A mesma editora promoveu outra seleção, da revista Você S/A, destacando as melhores empresas para se começar a carreira e escolhendo a companhia como uma das Jean-​­Michel Ri­bie­ras, presidente da International Paper do Brasil mais interessantes para os jovens profissionais. Pela sétima vez consecutiva, a área de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da IP recebeu o Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Clien­te, na categoria Papel e Celulose. Para o presidente, Jean-​­Michel Ri­bie­ras, isso é um reflexo de tudo o que vem sendo rea­li­ za­do pela empresa. “Estes prê­mios surgem como resultado de todo esforço e dedicação nos trabalhos rea­li­za­dos”. Mas nem só de tro­féus se faz um bom ano corporativo. Ri­bie­ras ressaltou que & INTERNATIONAL PAPER 2011 foi um pe­r ío­do de grandes de­sa­f ios ma­ Tel. (11) 3797.5797 croe­co­nô­mi­cos no mundo todo. “Apesar disso, www.internationalpaper.com.br REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

tivemos muitas rea­l i­z a­ções e seguimos crescendo na América Latina. Este foi um ano de anún­cios de investimentos importantes, como os rea­l i­za­dos para a instalação da caldeira de bio­mas­sa na unidade de Mogi-​­Gua­çu (SP), com previsão para ser con­c luí­da em 2013, trazendo impactos econômicos e socioambientais muito positivos”, afirmou, referindo-se aos US$ 90 mi­ lhões para a implantação do sistema que permitirá que a fábrica opere com 90% de energia renovável. O executivo da IP pondera ainda que nesse ano a atua­ção do poder público foi mais ativa na questão do papel imune, isento de tributação, muitas vezes utilizado indevidamente. “Vemos uma diferença de atitude do governo no sentido de conter estes des­v ios, que movimentam altos valores e, se somados, per­mi­ti­ riam que a IP adquirisse cerca de três máquinas novas para suas fábricas no País”, explicou. Prévia dos números

O balanço final de 2011 ainda não foi divulgado pela IP, mas, segundo dados do terceiro semestre, divulgados em outubro, o lucro ope­ra­ cio­nal do pe­r ío­do foi de US$ 571 mi­l hões, em comparação aos US$ 483 mi­l hões no segundo trimestre de 2011 e US$ 752 mi­l hões no mesmo pe­r ío­do de 2010.  Para 2012, a companhia não espera que os entraves desapareçam, pelo contrário. Ainda assim as expectativas são otimistas. “Não será um excelente pe­r ío­do para a economia mun­ dial, mas será positivo para a América Latina como um todo. O Brasil deve con­t i­nuar crescendo e junto com ele a classe média, que terá ainda mais acesso ao crédito. Por isso, contamos com esta re­g ião para con­t i­nuar a expansão do grupo”, revelou. Segundo Ri­bie­ras, um dos principais problemas deverá ser a volatilidade do câmbio, mas o País deve superar tal desafio. “Conseguiremos ultrapassar mais esta barreira, pois temos bons profissionais e boas fábricas, tudo o que precisamos para um futuro positivo. Não será um ano fácil, mas sigo otimista, prefiro ver as coisas assim”, concluiu.


história viva

Maio de 1998

Com dedicação professoral, Cristovam Linero Sobrinho foi um defensor incansável das causas das micro e pequenas gráficas, disseminando ações e posturas muito antes de se falar em boas práticas. Tânia Galluzzi

Janeiro de 1990

Cristovam Linero, a voz da pequena gráfica

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eu pai trabalhou em uma gráfica que atendia muita miudeza em cartões de urgência. Eram principalmente cartões e convites, feitos em processo tipográfico e de tiragens pequenas. Quem fazia a distribuição dos tipos nas caixas normalmente eram os aprendizes. Certo dia meu pai estava compondo um texto relativamente extenso e o garoto da distribuição estava com o serviço atrasado. Começaram, então, a faltar alguns materiais e ele pediu ao rapaz que os pro­vi­den­cias­se. Como estava demorando meu pai foi ver o que estava acontecendo e, mostrando-​­lhe o texto, pediu um acento circunflexo caixa alta. Logo o aprendiz lhe passou os acentos e em seguida cochichou para outro fun­cio­ná­r io: Eu não encontrava a letra que o Sr. Linero me pediu, pois ele deu um apelido ao “E com chapeuzinho”. Chamou de circunflexo. Esse pequeno relato faz parte do livro Causos da Nossa Indústria Gráfica, coletânea com a qual Cristovam Linero Sobrinho homenageia os profissionais do setor, que, segundo ele, com bravura persistem nesta atividade de­sa­f ia­do­ra, mantendo e gerando novos empregos e riquezas para o País. Ao afirmar isso, está falando de si próprio, empresário gráfico que é, há mais de 60 anos dedicando-se ao setor de forma séria, honesta e generosa.

Natural de Ponta Grossa e radicado em Curitiba, Cristovam Linero é filho de um dos gráficos pioneiros da cidade de Irati, Afonso Linero, que fundou a empresa no in­te­r ior do Paraná em 1930. Aos 13 anos arranjou seu primeiro emprego com carteira assinada: auxiliar administrativo em uma tipografia, no mesmo pe­r ío­do em que o pai transferiu a gráfica para Curitiba. Durante o dia era empregado e à noite ajudava os ne­gó­cios da família. Em 1953, Afonso e o sócio resolveram vender a Gráfica Linero, comprada por Cristovam e seus irmãos Pedro (já falecido), Arthur e Hilário. “Eram tempos difíceis. Na época, apenas a Pa­ra­n aen­se tinha máquinas offset. Trabalhávamos com tipografia produzindo de tudo, principalmente impressos administrativos, com exceção de etiquetas. Até 1960 só a família trabalhava na gráfica”, conta Cristovam. A mudança aconteceu por conta da aquisição da Gráfica Vitória, que pos­suía oito fun­cio­ ná­r ios. O nome da adquirida foi adotado, Pedro deixou a empresa para montar sua própria gráfica e Luiz, o caçula, juntou-se à equipe. Mesmo assim Cristovam con­ti­nua­va fazendo de tudo um pouco. Mais ligado ao setor administrativo, não se fazia de rogado quando era preciso operar uma máquina. Porém, ele já começava a


despertar para a importância da correta formação de custos para a saú­de financeira e lucratividade da empresa, cuidado que o acompanharia por toda sua carreira. A empresa cresceu. Em 1974 conquistou sua sede própria. Qua­tro anos depois a primeira impressora offset. Em 1980 a segunda máquina, quando então a Vitória entrou para o segmento pro­mo­cio­nal. “Chegamos a ter 38 fun­cio­ná­r ios. Atual­men­te contamos com uma equipe mais enxuta, 14 pes­soas, mesmo porque em 1990 a empresa foi dividida em três”. Vida associativa

Na esteira de seu interesse pela formação de custos na indústria gráfica, acrescida pela vontade de colaborar para o desenvolvimento do setor, veio a aproximação com o as­so­cia­t i­v is­ mo, no início da década de 70. Em pouco tempo tornou-se membro atuan­te do Sindicato das In­dús­trias Gráficas do Estado do Paraná (Sigep) e, com o acirramento da concorrência, que tornava mais crítica a gestão dos custos, Cristovam colaborou de forma decisiva para a elaboração de uma tabela de preços de for­mu­lá­r ios. “Essa tabela foi amplamente adotada pelas empresas da re­g ião e funcionou por muitos anos, permitindo que as pequenas gráficas pudessem competir de forma mais justa no mercado”. A preo­cu­pa­ção com as pequenas empresas levou Cristovam a uma peregrinação para ensinar os em­pre­sá­r ios a formarem suas planilhas de custos. Ele via­ja­va pelo Paraná e chegou a circular no in­te­r ior de São Paulo falando sobre a necessidade de di­men­sio­nar corretamente os custos, de praticar preços adequados e a in­f luên­cia dessas ações no desempenho geral de uma empresa. “Minha luta sempre foi pelo pequeno gráfico”. Com essa bandeira foi presidente da Abigraf Regional Paraná e do Sigep em duas gestões, entre 1977 e 1983, época em que colocou o Paraná como o primeiro Estado a conseguir a isenção da incidência do ICMS sobre o produto gráfico para o consumidor final, assim como do IPI. Cristovam manteve-se na diretoria da as­so­cia­ção até 2004, função que dividiu com outras como a de diretor da Federação das In­dús­trias do Estado do Paraná (Fiep), e conselheiro do Senai e o Sesi. Há três anos afastou-se das entidades, sustentando apenas o cargo de suplente no sindicato, mas diz que hoje, aos 75 anos, trabalha ainda mais. “Por um lado temos mais facilidades em função da evolução tecnológica, mas

trabalhamos com prazos muito curtos”. Depois de tantos anos de militância, Cristovam queixa-se que o gráfico está muito preo­cu­pa­do em crescer, porém sem saber se os resultados que obtém são real­men­te positivos. Em 2002 chegou a publicar um ma­nual para o empresário gráfico, repassando temas como o ma­pea­men­ to dos custos. Sustenta também que as entidades po­de­r iam orien­tar melhor as pequenas empresas na área tributária. Homem de personalidade forte — “não levo desaforo pra casa e não aceito coisa errada” —, Cristovam está há 51 anos casado com ­Juecy, com a qual teve três filhos: Josemar, que cuida da parte de produção da gráfica, Joseli, responsável pelas finanças da Vitória, e Jeferson, que auxilia os clien­tes no design e desenvolvimento das peças.

Cristovam Linero Sobrinho e família (E/D): a filha Joseli Linero Khoury; o filho Josemar Linero; a esposa Juecy Doniak Linero. Sentado, o filho Jeferson Linero

Foto de março de 1961, ano em que se casou

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Florestas plantadas

Visão sustentável Evento realizado em São Paulo proporcionou troca de experiências entre Brasil e Indonésia sobre sustentabilidade.

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a manhã de 7 de dezembro, a Watsons Comunicação realizou o I Painel de Visão Sustentável: Indonésia, em São Paulo. O evento deu início a um diá­lo­go ins­ti­ tu­cio­nal entre Indonésia e Brasil, com o obje­ tivo de ­criar um espaço para o setor produtivo de celulose, papel e gráfico, na discussão de te­ mas sobre gestão, regulamentações e certifica­ ções florestais. O programa contou com pales­ tras de Patrick Moo­re, presidente da consultoria am­bien­t al canadense GreenS­pi­r it Stra­te­g ies; Maria Teresa Rodrigues Rezende, secretária-​ ­executiva do Inmetro-​­Cerflor-PEFC; Se­bas­tião Valverde, diretor cien­tí­f i­co da So­cie­da­de de In­ vestigações Florestais e professor do Departa­ mento de Engenharia Florestal da Universida­ de Federal de Viçosa; e José Humberto Chaves, gerente executivo de planejamento florestal do Serviço Florestal Brasileiro. De acordo com Geraldo Ferreira, diretor da Cathay Brasil, o evento é uma possibilidade de informar o mercado sobre questões relativas à sustentabilidade. “Por meio do conhecimento que almejamos transmitir em painéis como este, pretendemos formar um setor mais cons­ cien­te e conhecedor das práticas que devem e precisam ser adotadas”. A escolha da Indoné­ sia para compor esta edição deve-se ao fato de o país asiá­ti­co apresentar panorama econômi­ co semelhante ao brasileiro e, assim, as ações propostas enquadram-se nas reais possibilida­ des nacionais. “Em geral, para encontros como este são convidadas nações com uma rea­l i­d a­ de diferente da nossa. Porém, as atividades desenvolvidas por elas nem sempre se mos­ tram viáveis para os paí­ses que têm uma si­tua­ ção econômica menos pri­v i­le­g ia­d a”, comentou Geraldo Ferreira.

REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

Com um ponto de vista contrário ao de grande parte dos ativistas mundiais, mas em conso­ nância com a indústria gráfica, Patrick Moo­re defendeu o uso de árvores de florestas planta­ das para a produção de todo e qualquer item passível de ser con­fec­cio­na­do a partir da ma­ deira. “Usar essa matéria-​­prima como recurso não é o problema, mas sim desmatar as ­­áreas e não reflorestar”, afirmou. Uma pesquisa sobre os níveis de emissão de gás carbônico apresentada por ele durante o pai­ nel revelou que a madeira está abaixo do aço e do concreto no ranking das fontes ori­gi­ná­r ias de CO₂, configurando-se como a menor geradora. “A produção de outros insumos em substituição à madeira polui muito mais. Por isso meu lema é: plante mais árvores e use mais madeira”, de­ clarou. Patrick informou ainda que as fábricas de papel e celulose da Indonésia têm a mesma preo­cu­pa­ção am­bien­tal das brasileiras. No ponto de vista de Se­bas­tião Valverde, o evento permitiu aos presentes entenderem que as florestas brasileiras são extremamente sus­ tentáveis, além de reforçar a importância de o País manter sua competitividade, para não perder espaço para outras nações. Maria Teresa, do Inmetro, ressaltou que o Programa Brasileiro de Certificação Flores­ tal (Cerflor), reconhecido pelo Program for the Endorsement of Forest Cer­ti­f i­ca­tion Schemes (PEFC), foi adotado ofi­cial­men­te no Brasil por constituir um sistema de regulamentação que observa práticas “am­bien­tal­men­te corretas, so­ cial­men­te justas e economicamente viáveis”, e que alcança a maior extensão de área de manejo florestal certificada no mundo. A expectativa, segundo Geraldo Ferreira, é promover este painel uma vez por ano. Para a próxima edição, os organizadores deverão con­ vidar representantes da China. A Cathay Bra­ sil ­apoiou a ini­cia­ti­va, que também recebeu in­ centivo da So­cie­da­de Brasileira de Silvicultura (SBS), Fundação para a Conservação e a Produ­ ção Florestal do Estado de São Paulo, Inmetro-​ ­Cerflor, So­cie­da­de de Investigação Florestal da Universidade Federal de Viçosa (SIF-​­UFV), As­so­ cia­ção Brasileira de Desenvolvimento de Lide­ ranças (ABDL) e o Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Am­bien­te (SFB-​­MMA).


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Mi­dio­graf/PR

Competência para ocupar espaços Para ter sucesso em um mercado competitivo, a paranaense Midiograf buscou nichos de atuação, cresceu e se destacou.

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este ano, a Mi­d io­g raf, se­d ia­da em Londrina (PR), completará duas décadas de existência. Quan­do, em 1992, os irmãos Edson e Nivaldo Benvenho cria­r am a empresa, os dois já vislumbravam o caminho que lhes cria­r ia

condições para ter sucesso em um mercado altamente competitivo: buscar nichos disponíveis e ocupar espaços ainda não preen­chi­dos. “Começamos bem pequenos, com equipamentos manuais, oferecendo apenas impressão e sem fun­cio­ná­r ios nos primeiros meses”, lembra Nivaldo. Em menos de um ano, a empresa iniciou sua expansão, que segue até os dias atuais, em que, mensalmente, são convertidas cerca de 150 toneladas de papel. Hoje seus serviços contam com o suporte de departamentos bem estruturados, desde a pré-​­impressão, com sistema digital CTcP (Computer to Con­ven­tio­nal Plate), até o acabamento, que oferece diferentes soluções. Alguns investimentos recentes so­bres­saem nessa trajetória de 20 anos, sempre buscando novos mercados carentes de atendimento. Em 2006, um dos nichos que a gráfica buscou ocuA Midiograf, dos irmãos Nivaldo e Edson Benvenho (E/D) teve a sua qualidade par foi o digital, com a cria­ção da reconhecida mais uma vez com a conquista do Prêmio Fernando Pini

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marca Mi­d io­g raf Personale, a unidade destinada à produção de baixa tiragem e personalização de materiais gráficos. “Nossa re­g ião tem 2.300 in­dús­trias e aproximadamente 25.000 empresas de comércio e serviços. Isso nos obriga a ter um mix de produtos para alcançar um faturamento satisfatório. Assim, oferecemos desde o serviço digital, passando pela linha pro­mo­cio­ nal e edi­to­r ial. Começamos, em 2011, a produzir também embalagens”, explica Nivaldo. Serviços via internet

Um dos diferenciais da gráfica é a Midio Store (www.mi­d ios­to­re.com.br), uma loja de atendimento online que disponibiliza diversos produtos com quantidades e características pré-​­definidas e ofertas especiais para personalização de dados. Este serviço é es­pe­cial­men­te utilizado em materiais pré-​­prontos, como agendas, convites, cartazes, crachás e envelopes, entre outros itens, que podem receber impressão pos­te­r ior de acordo com o pedido dos clien­tes. Outro serviço es­pe­cial online é o Conta Giro, a conta corporativa aberta pelos compradores que necessitam de grandes quantidades de ma­ te­rial impresso. A proposta é oferecer um custo/ benefício favorável, pois o clien­te decide quanto irá imprimir e até mesmo se deseja alterar algum dado no ma­te­r ial encomendado. Além disso, o serviço elimina a necessidade de estoque de materiais, já que é impresso sob demanda somente nas tiragens solicitadas.

Trajetória premiada

Paralelamente à expansão estrutural, a Mi­ dio­g raf vem investindo na es­pe­c ia­l i­z a­ç ão de recursos humanos e capacitação de profissionais, hoje em número de 187 pes­soas. “Trabalhamos em uma área cons­truí­da de pouco mais de 6.500 metros quadrados e contamos com um es­ta­cio­na­men­to para 200 veí­cu­los e ampla área de lazer para os fun­cio­ná­r ios”, enumera Nivaldo. O atendimento é rea­l i­z a­do pela matriz e pelas filiais, sendo três no Paraná — Maringá, Cascavel e Curitiba —, além de Flo­r ia­nó­po­l is (SC) e Campinas e São Paulo (SP). Quar­ta maior vencedora do Prêmio Oscar Schrappe Sobrinho, no Paraná, com 17 tro­féus conquistados, a empresa classificou-se entre os finalistas em vá­rias edições do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini. Consagrou-se em 2007 com o primeiro lugar na categoria Produtos para Identificação, repetindo o feito em 2011 com o troféu de Catálogos Promocionais e de Arte com Efeitos Gráficos Especiais. É a concretização, com muita competência e trabalho, dos objetivos perseguidos pelos irmãos Benvenho desde muito jovens. Hoje, a Mi­d io­g raf transforma o papel em pre­mia­dos trabalhos impressos, mas a história não termina aí. “Temos sonhos a rea­l i­zar, queremos ser uma das melhores empresas para se trabalhar. Também pretendemos aumentar nossa participação no segmento de embalagens cartonadas”, resume Nivaldo.

& MIDIOGRAF GRÁFICA E EDITORA Tel. (43) 3378.4393 www.midiograf.com.br

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Prosign/RJ

A Prosign completou dez anos de existência em 2011 e comemora o início de um novo ciclo com a conquista de seu primeiro prêmio nacional de excelência gráfica.

Uma década de conquistas

Clarissa Domingues

reconhecimento recebido por um trabalho intenso desde o começo. Assim se expressou Felipe Monteiro, sócio-​­diretor da gráfica Prosign, para descrever a conquista pela primeira vez do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini, em 2011, na categoria

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(E/D): José Carlos Monteiro, diretor comercial; Sabrina Monteiro, diretora financeira; Felipe Monteiro, diretor industrial; e Aline Bastos, gerente comercial.

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Impressão em Serigrafia, após acumular cinco tro­féus do Prêmio Werner Klatt, promovido pela Abigraf-RJ. O momento foi mais que oportuno, uma vez que a gráfica ca­r io­ca, instalada no bairro de São Cristóvão, comemora dez anos de atividades. “Isso nos im­pul­sio­na e nos mostra que estamos no caminho certo”, acrescenta o empresário. A Prosign já nasceu com um efi­cien­ te parque in­dus­trial, com mil metros quadrados de área e cerca de cem fun­cio­ná­rios, tendo como


equipamentos principais uma impressora offset bicolor e seis máquinas semiautomáticas de serigrafia. Desde o início, a gráfica sempre se mostrou competitiva, apresentando um crescimento gradativo, com diversificação do portfólio de serviços e contínua inovação. Entre os impressos produzidos pela Prosign estão adesivos, bandôs, banners, car­dá­pios, jogos americanos, displays, embalagens e envelopamento de frotas. Estes materiais são elaborados a partir dos processos de impressão offset, flexográfico, serigrafia e digital, aplicados aos mais diferentes substratos, desde o papel até materiais rígidos ou flexíveis. Cenografia e eventos

Em 2009 a Prosign instalou uma fi­l ial em Jacarepaguá, cujas atividades estão di­re­ cio­na­d as à impressão de itens de cenografia, materiais de PDV e produtos para eventos. “Nosso crescimento foi gradativo, de acordo com a demanda de mercado. Com o aumento da força de vendas e, consequentemente, a entrada de novos clien­tes, vimos a necessidade de expandir nossa produção. Adquirimos durante esses dez anos novos e modernos equipamentos. Montamos nossa primeira fi­lial, totalmente dedicada aos serviços de impressão para as ­­áreas de cenografia e eventos. Com isso, estamos nos tornando cada vez mais completos e es­pe­cia­li­ za­dos”, conta Felipe. Juntas, as duas unidades da Prosign cons­t i­t uem hoje um parque gráfico de seis mil metros quadrados, que emprega 300 fun­cio­ná­r ios, alian­do aspectos fundamentais para seu bom po­si­cio­na­men­to no mercado, como cumprimento de prazos, garantia de con­f ia­bi­li­da­de e preços competitivos. As iniciativas voltadas ao meio am­bien­te também merecem destaque. A gráfica possui um sistema de reaproveitamento da água da chuva, utilizada para lavagem de telas de impressão, e todos os re­sí­duos gerados são separados para reciclagem ou reutilização. Completando o ciclo das boas práticas, a Prosign apoia a ONG Adapt Surf, que ensina o esporte para de­f i­cien­tes físicos.

Analisando a recente conquista, o diretor da gráfica acredita que o prêmio simboliza a superação do principal desafio: crescer e se firmar em um mercado já consolidado. “Porém, eu acredito que conquistamos nosso espaço. Con­ti­nuar a crescer e se atua­l i­zar neste mercado tão concorrido, sem perder a qualidade e prezando sempre a boa parceria com os clien­tes, é nosso objetivo e uma meta diá­r ia”, resume Felipe Monteiro.

& PROSIGN INDÚSTRIA E COMÉRCIO Tel. (21) 2580-​­2629

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Produtividade é destaque na nova dobradeira A Heidelberg mostra solução de impressão e acabamento para o segmento editorial. A inovação ficou por conta do conceito diferenciado de alimentação da dobradeira Stahlfolder TD 94, capaz de produzir 18.000 cadernos editoriais por hora.

Alexandre Machado, gerente de produto de acabamento da Heidelberg, deu informações aos convidados sobre as características do novo equipamento

D

epois de reunir gráficas dedicadas às baixas tiragens no final de setembro, entre 17 e 19 de novembro a Heidelberg chamou as empresas de médio e grande portes para conhecer duas soluções: a nova dobradeira Stahlfolder TD 94, focada no segmento edi­to­r ial, e o Prinect Inpress Control, sistema de controle e medição de cor e registro, em operação na impressora offset plana Speed­mas­ter SM 102. O evento ocorreu na Print Media Academy (PMA), em São Paulo. Lançamento no Brasil, a TD 94 apresenta um conceito di­fe­ren­cia­do de alimentação. Ao invés de entrarem pela largura, as folhas entram na máquina pelo sentido do comprimento, o que, segundo o fabricante, garante um ganho de produtividade de 30% a 40%, uma vez que é possível colocar mais folhas na mesa alimentadora. Essa mudança exige, contudo, alterações na imposição das páginas. Voltada para a produção de formatos maiores e especiais, quando utilizada em conjunto com o segundo esquadro lateral op­cio­nal, na segunda ou terceira estação de dobras paralelas, o equipamento

pode dobrar dois produtos si­mul­t a­nea­men­te com con­teú­dos diferentes. As estações de dobras paralelas modulares podem ser acio­na­das em ângulo ou em linha. A dobradeira apresenta ainda alimentador do tipo palete, dispositivo pneumático que garante a produção dupla dos cadernos editoriais dobrados com produtividade de até 18.000 cadernos/hora. Este sistema é um di­fe­ren­c ial para clien­tes com alta produção de ma­te­r ial gram­pea­do e colado em coladeiras de lombada quadrada de alta produtividade e pode ser acoplado também nas dobradeiras TD 112 e TD 142. De acordo com Alexandre Machado, gerente de produto de acabamento da Heidelberg, a TD 94 tem a produtividade de duas dobradeiras convencionais, compensando seu custo. Comparada a outros modelos da mesma categoria da própria Heidelberg, a nova dobradeira tem preço cerca de 60% maior, custando 240 mil euros FOB. Já em fun­cio­na­men­to em algumas impressoras no Brasil, o Prinect Inpress Control foi agora apresentado pela primeira vez na SM 102. O sistema rea­li­za a medição de cor e registro em qualquer velocidade de impressão. Cada folha impressa é monitorada com alta precisão durante a produção e, se necessário, encaminha automaticamente informações de correção para a estação de comando Prinect Press Center, sem a necessidade de parada da máquina. No caso da impressora que foi exposta, uma oito cores com reversão, foram instaladas duas unidades de medição espectrofotométrica, uma na quarta e outra na oitava unidade de impressão. & HEIDELBERG Tel. (11) 5525-​­4500 www.heidelberg.com

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Efeito Visual/SP

Efeitos diferenciados

Criada há 23 anos, em um pequeno espaço doméstico, a Efeito Visual Serigrafia cresceu aliando qualidade a inovação. Hoje, emprega 40 funcionários e possui um parque gráfico de mil metros quadrados. Clarissa Domingues

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(E/D): Rosinete Sanches, diretora de novos projetos; Reinaldo Araújo, diretor comercial e Rosilene Araújo, diretora de arte: desenvolvendo técnicas que estimulem os sentidos visual, tátil e olfativo

própria, em um galpão de 100 metros qua­ drados. Foram adquiridas mais duas me­ sas de impressão ma­nual, uma secadora, uma gravadora de matriz e uma guilhotina

Fotos: Álvaro Motta

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m 1988, os irmãos Reinaldo e Rosilene Araú­jo percebe­ ram que a ­união de seus co­ nhecimentos, como serígra­ fo e ilustradora, poderia gerar um negócio inovador. Assim surgiu a ideia para um em­ preen­d i­men­to que começou sem muitos recursos financeiros, em um pequeno es­ paço na casa dos pais. No início os irmãos cria­vam logomarcas e identidades visuais para empresas e prestavam serviços de impressão de cartões de visita, papelaria e convites de casamento, com a técnica de serigrafia em alto-​­relevo. Em pouco tem­ po, a qualidade dos impressos destacou-se, conquistando uma carteira de clien­tes ­fiéis e, em 1989, a Efeito Vi­sual Serigrafia foi ofi­cial­men­te fundada. As indicações para futuros trabalhos aumentavam cada vez mais e logo veio a necessidade de am­pliar a área gráfica. Nesse pe­río­do, Severino Araú­ jo, pai de Reinaldo e Rosilene, passou a fa­ zer parte da so­cie­d a­de. Com seus investi­ mentos, em 1990 a empresa ganhou sede

ma­nual. O crescimento permitiu a con­ tratação dos dois primeiros fun­cio­ná­r ios, um deles de­f i­cien­te auditivo. Com a entrada de mais uma pessoa da família no negócio, a irmã Rosinete San­ ches, a área co­mer­cial ganhou novo fôle­ go. Porém, com as mudanças no mercado, a oferta de novas soluções em impressão e o consequente aumento da concorrência, a gráfica perdeu alguns de seus clien­tes. Nesse momento foi fundamental ter cria­ ti­v i­da­de para buscar alternativas e manterse no ramo. “Nossa força para superar essa fase sempre veio da ­união e cumplicidade da família”, conta Reinaldo Araú­jo. Por outro lado, o pe­r ío­do também trou­ xe vantagens competitivas. A tecnologia UV permitiu o desenvolvimento de efeitos com vernizes, crian­do texturas personalizadas que trouxeram clien­tes com novo perfil e


abrangência de novos segmentos, como o edi­to­r ial e o gráfico. Essas soluções, alia­das ao foco da empresa, voltado ao atendimento de necessidades específicas, geraram tam­ bém o desenvolvimento da impressão brail­ le com uso de verniz transparente e o pro­ duto Tecipaper (tecido acoplado com papel), novidade para a área de acabamento e ­ideal para livros capa dura, agendas, embalagens, revistas e diversos outros produtos. Hoje, a Efeito Vi­sual tem sede em Piri­ tuba, bairro de São Paulo, e emprega 40 co­ laboradores. Seu parque gráfico, com uma área de mil metros quadrados, possui três impressoras serigráficas e uma guilhotina semiautomática, três curadoras de seca­ gem UV, dez mesas de impressão ma­nual, uma mesa de gravação de matrizes de me­ tro quadrado e um setor de flocagem com cem metros quadrados, dotado de equipa­ mento desenvolvido es­pe­c ial­men­te para atender grandes demandas de produção. Além disso, a empresa mantém par­ce­r ias comerciais com fornecedores de tinta para o desenvolvimento ou aprimoramento de vernizes, e também com gráficas e empre­ sas de acabamento, para serviços que ne­ cessitem de impressão offset, hot stamping, corte e vinco ou laminação. A qualidade dos produtos da Efeito Vi­ sual foi novamente reconhecida por meio do maior prêmio brasileiro de excelência gráfica, o Fernando Pini 2011. Nesta edi­ ção, a gráfica foi contemplada na catego­ ria de Livros Infantis e Juvenis com a obra Adélia Cozinheira, produzida em conjunto com a Stilgraf Artes Gráficas, e na categoria Catálogos e Folhetos em Geral, com a peça “Mos­truá­r io de Texturas 2011”. No passa­ do, a empresa já havia sido pre­mia­da outras duas vezes. A empresa pretende intensificar sua atua­ção no segmento gráfico, edi­to­rial e corporativo. Os planos são aprimorar o de­ senvolvimento de técnicas que estimulem os sentidos vi­sual, tátil e olfativo.

na técnica são encaminhados para um processo seletivo. Para 2012 existe o plano de promo­ ver ações com os fa­mi­lia­res de colaboradores, com o objetivo de cons­c ien­t i­z á-​­los sobre cui­ dados com a saú­de. Além dis­ so, deverão ser intensificadas as ações junto ao Centro Bra­ sileiro de Apoio Pedagógico ao De­f i­cien­te Vi­sual. & EFEITO VISUAL SERIGRAFIA Tel. (11) 3901.0430 www.efeitovisual.com.br

Consciência social

Outra característica da gráfica são suas ações sociais que be­ne­f i­ciam jovens da re­ gião, por meio de cursos de serigrafia ofere­ cidos gratuitamente. Aqueles que desenvol­ vem habilidade ou se mostram interessados

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Lamimax/SP

Há mais de 20 anos, a Lamimax oferece serviços de acabamento que embelezam e enriquecem trabalhos gráficos nos mais diversos segmentos. Milena Prado (E/D): os diretores Reinaldo Aluz Santos e Arthur Machado Filho: busca constante de novas soluções tecnológicas

Reinventar-se é o segredo

Fotos: Álvaro Motta

ersonagem de uma história recen­ te de evolução nos processos de acabamento gráfico, a Lamimax segue uma trajetória de mais de 20 anos na oferta de soluções de enobrecimen­ to para os mais diferentes tipos de impressos. Localizada no bairro do Belém, zona leste de São Paulo, a empresa começou a ­atuar com ser­ viços de plastificação, que, nos anos 1990, eram o único di­fe­ren­c ial disponível no Brasil para agregar valor aos produtos gráficos. Com a evolução do mercado e a chegada ao País dos inovadores materiais e tec­no­lo­g ias de

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laminação, a empresa ampliou seu portfólio e passou a oferecer novos materiais aos clien­tes. “A Lamimax teve condições de começar a aten­ der os mais va­r ia­dos segmentos, como o de em­ balagens, o pro­mo­cio­nal e o edi­to­r ial”, explica o diretor Arthur Machado Filho. Hoje, a Lami­ max presta serviços de laminação BOPP fosca e com brilho, 3D (janela) e Pet 3D (pedra); além de plastificação fosca e com brilho e aplicações de verniz UV high gloss, fosco, com glitter e tex­ turizado. Atenta à abertura de novos nichos de mercado, a Lamimax ampliou o leque de servi­ ços disponibilizados aos clien­tes. “Passamos a trabalhar também com hot stamping”, comenta o diretor Reinaldo Aluz Santos. Para Arthur, o setor de acabamentos gráfi­ cos se reinventa cada vez mais, pois tem o dever de agregar valor ao produto final, independen­ temente do tipo de impresso ou do segmento a que se destina. “Com a aplicação de laminados, o impresso fica mais valorizado e, assim, pro­ por­cio­na­mos um destaque maior no mercado competitivo que temos hoje”, afirma. A concor­ rência é, de fato, um problema. Na ava­l ia­ção de Reinaldo, a demanda tem di­mi­nuí­do, principal­ mente depois da multiplicação de dispositivos que possibilitam o acesso à informação digital, como tablets e smartphones. Outro problema é a equiparação tecnológica. “Há uma grande ofer­ ta de equipamentos gráficos, e isso acirra a dis­ puta por trabalho e reduz as expectativas de grandes investimentos no setor”, reflete.


Os diretores da Lamimax ­creem que a saí­ da, mais do que investir em novas tec­no­lo­gias, é estar atento às mudanças no perfil dos clien­tes. “Para atender às diversas exi­gên­cias que as grá­ ficas nos fazem, firmamos par­ce­r ias com for­ necedores, inovamos, pesquisamos e aplicamos novas soluções tecnológicas”, diz Arthur. Embalagens

Em termos de mercado, a Lamimax está perce­ bendo um crescimento no volume de encomen­ das na área de embalagens. Para Reinaldo, a de­ manda em alta nasce da necessidade que este segmento tem de apresentar con­t i­nua­men­te novidades que sobressaiam entre a infinida­ de de produtos oferecidos aos consumidores. “Um bom acabamento enriquece os impressos e desperta o olhar de quem compra. Um exem­ plo são as embalagens de perfumes e de pane­ tones, que se atua­li­za­ram nos últimos anos e têm apresentado um trabalho que visa agradar cada vez mais o clien­te final”. Ava­l ian­do 2011, os em­pre­sá­r ios afirmam que, assim como para as demais empresas do setor gráfico, este foi um pe­r ío­do sem grandes conquistas. No entanto, eles garantem que a superação em momentos de crise está no DNA da Lamimax. “Temos em nossa história mui­ tas recordações de tempos difíceis, que supera­ mos muito bem por nos colocarmos sempre ao lado do clien­te, buscando as melhores alterna­ tivas. Essa ­união permite que juntos encontre­ mos soluções, sejam elas quais forem”, desta­ ca Arthur. E esta crença é a aposta de Reinaldo para começar bem 2012. “A expectativa para este ano é de uma economia mais estagnada, com mais batalhas para manter clien­tes. Mas tenho certeza que con­t i­nua­re­mos em frente, com o mesmo espírito de sucesso”.

& LAMIMAX Tel. (11) 2698.6400 www.lamimax.com.br

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Mudanças na Ferrostaal Nova diretoria anuncia estratégias para 2012, dando prioridade à qualidade dos produtos representados para ampliar sua participação no mercado.

O

ano de 2012 começou com grandes e importantes mudanças para a Fer­ ros­taal no Brasil. A primeira delas é a substituição dos seus dois principais exe­ cutivos. Fábio Lobo assumiu o cargo de di­ retor-​­presidente, sucedendo Mario Barce­ los, e Richard Möller é o novo diretor geral de operações de equipamentos, no lugar de Carlos Alberto Ruop­po­li. De acordo com os novos dirigentes, essa modificação na estrutura da Fer­ros­taal já vinha sendo estudada no último ano e foi conversada em detalhes com a matriz na Alemanha, com a antiga diretoria e com os representados, dos quais receberam todo o apoio. “Nossa expectativa em relação às mudanças é dar continuidade ao excelente

trabalho feito an­te­r ior­men­te, preparar a empresa para o futuro, adequando-a às con­ dições de mercado, con­ti­nuar com o concei­ to forte de parceria com as nossas repre­ sentadas e com os clien­tes e, ob­v ia­men­te, crescer”, disse o diretor-​­presidente. Outra novidade anun­c ia­d a foi o in­ teresse do grupo MPC – Münchmeyer Petersen & Co. em adquirir as ações da Fer­ros­t aal, até então pertencentes à In­ ter­na­t io­nal Petroleum Investment Com­ pany (Ipic), detentora de 70% da empresa desde 2009. A ne­go­cia­ção, que teve início em novembro de 2011, aguarda aprovação dos órgãos reguladores para ser finalizada. O grupo MPC tem 165 anos de história e atua nas ­­áreas de construção naval, fundos de investimentos, co­mer­cia­l i­za­ção de aço e de máquinas em diferentes segmentos. “Com a MPC, além do retorno às nossas raí­ zes alemãs, teremos um parceiro efetivo jo­ gando a nosso favor”, afirmou Fábio Lobo. Diferentemente da Ipic, a MPC atua de ma­ neira direta nos investimentos, participan­ do ativamente das decisões da empresa.

Perfis

Fábio Lobo, administrador de empresas e engenheiro, está há 21 anos na Fer­ros­taal. Sua trajetória começou no Rio de Janeiro, na área de projetos. Após um curto pe­r ío­ do foi para os Estados Unidos, onde atuou por cinco anos no segmento de projetos e máquinas especiais. Depois, passou 13 anos no Chile, na área de projetos, depar­ tamentos de turbinas, compressores e má­ quinas madeireiras. Em seguida, ficou três anos no Peru, como presidente, quando foi convidado a assumir a presidência da Fer­ ros­taal no Brasil. Richard Möller é forma­ do em desenho in­dus­trial e iniciou sua car­ reira em uma empresa fabricante de tintas gráficas. Após es­pe­c ia­l i­za­ção no ex­te­r ior, voltou para o Brasil e trabalhou por nove anos na Auto-​­Grafica Cor­po­ra­tion, até a in­ corporação desta pela Fer­ros­taal, em 1999. Até 2002 Richard permaneceu como geren­ te de pré-​­impressão, sendo pos­te­r ior­men­ te transferido para a gerência da área de rotativas Manugraph.

Planos para o futuro

Fábio Lobo assumiu o cargo de diretor-presidente

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Richard Möller é o novo diretor geral de operações de equipamentos

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Segundo informações de Richard Möller, em 2011 a Fer­ros­taal manteve os mesmos números de 2010, con­tra­r ian­do as expec­ tativas do início do ano. “Para obter resul­ tados mais expressivos estamos implemen­ tando uma forma de trabalho, tanto interna quanto externa, com es­tra­té­g ias e modelos de atua­ção mais unificados. Com isso pre­ tendemos conseguir mais dinamismo”, explicou o diretor geral. Fabio Lobo revelou que a perspecti­ va da Fer­ros­t aal para este ano é crescer com resultados positivos e que a empre­ sa está aberta a outras representadas, in­ dependentemente do país. “A nossa visão é atender bem ao clien­te com as melhores marcas disponíveis”, afirmou. Neste sentido, a entrada da Fer­ros­taal no segmento de equipamentos digitais é um novo nicho que está sendo estudado. “A impressão digital é muito importante estrategicamente para o futuro da compa­ nhia. Por isso, estamos abertos e interes­ sados em seguir olhando as possibilidades em relação a esse mercado”, contou Richard.

Mario Barcelos: novos desafios no Grupo Ferrostaal

Após deixar a presidência da Ferros­ taal Equipamentos e Soluções, a par­ tir de agora Mario Barcelos se dedicará a projetos estratégicos como a recente estruturação e início da representação da Ryobi nos Estados Unidos e Canadá. Precursor do sucesso da Ryobi no Brasil, Barcelos colocará toda a sua experiên­ cia a serviço do desenvolvimento de ati­ vidades nessa área e também na aber­ tura de novos negócios, tanto no Brasil quanto nos países da América.


Sustentabilidade Ada Caperuto

Sustentáveis com toda a responsabilidade

Acima, festa de Natal realizada pela Sangar no Lar Ebenezer, em 2010. Ao lado, evento McDia Feliz na loja McDonald’s do Shopping Plaza Sul

Conheça aqui os cases de quatro empresas que disputaram o 2º‒ Prêmio Socioambiental da Abigraf. Eles mostram que a indústria gráfica está cada vez mais presente e atuante quando o assunto é preservar a qualidade do planeta e transformar as pessoas.

A

s paulistas Gráficos Sangar e Mat­ tavelli Gráfica e Editora, a curiti­ bana IBBS e a gaú­cha Krim Bureau Brasil são algumas das empresas que inscreveram seus projetos no 2 º‒ Prêmio Abigraf de Responsabilidade So­cioam­bien­tal, concurso promovido e rea­l i­za­do pela Abigraf Na­cio­nal em junho de 2010. Destacamos nes­ te número da Revista Abigraf os cases destas in­ dús­trias gráficas que disputaram a pre­mia­ção nas ca­te­go­r ias Am­bien­tal e So­cial. Ficam as su­ gestões para que, na próxima edição do prêmio, mais e mais empresas estejam presentes para mostrar a força do setor quando o assunto diz respeito a sustentabilidade.

Gráficos Sangar

Fundada há mais de 40 anos, a Sangar inscre­ veu na categoria So­cial o case “Construindo um mundo melhor”, que trata de diferentes ações, uma vez que a responsabilidade so­cial está in­ tegrada à sua cultura or­ga­n i­z a­c io­nal. Vá­r ios projetos são rea­l i­za­dos pela empresa paulista, a exemplo do apoio financeiro a entidades be­ neficentes, como o Instituto Crian­ça É Vida, As­so­cia­ção Cavaleiros da Gua­ra­pi­ran­ga, Fun­ dação Antonio Prudente e Fundação Abrinq JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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Sustentabilidade

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— nesta, tanto como sócio-​­mantenedor quan­ colaboradores da importância de preservar o to como “Empresa Amiga da Crian­ça”, selo que meio am­bien­te, incentivando-os a agir de modo recebem as empresas que cumprem com as prá­ sustentável não apenas dentro da empresa, mas ticas exigidas em prol das crian­ças —, além da também fora dela, com a qual foram arrecada­ doa­ção de cestas básicas para a As­so­cia­ção da dos cerca de 900 kg de papel, 200 kg de plásti­ Medula Óssea (Ameo) e as paróquias São João co, 120 litros de óleo e 8.115 pilhas e ba­te­r ias. de Brito e Sagrada Família, para as quais dis­ Em 2010, a “Campanha Inovar Sangar” teve o ponibiliza ainda recursos em dinheiro e pro­ objetivo de estimular, através do trabalho em dutos para apoio às atividades e festas. Para equipe, ações que visavam a preservação am­ todas as entidades, também são cedidos re­ bien­tal, reduzindo custos e buscando a inova­ gularmente materiais para atividades educa­ ção. Os projetos cria­dos pelos fun­cio­ná­r ios fo­ tivas e lúdicas, destinados às crian­ças por elas ram ava­l ia­dos, aprovados e implementados. mantidas, além de impressos como pa­p éis Desta campanha resultaram, entre outras con­ quistas, a implantação de produção mais limpa timbrados e folhetos. Os colaboradores da Sangar ­atuam como em seus processos, desde utilização de produ­ vo­lun­tá­r ios durante a Campanha do Agasalho, tos químicos menos agressivos ao meio am­bien­ arrecadando peças e distribuindo-as às insti­ te até o desenvolvimento de novas embalagens tuições, e fazem ações pontuais, como orga­ em parceria com fornecedores, além da utiliza­ nização de festas beneficentes do Lar Ebene­ ção de cisternas, que contribui para a redução zer, que abriga crian­ças de rua, e a creche CEI do recurso natural água. Helena Iracy Junqueira, vizinha da empresa há quase 40 anos. Sobressai a ação voltada há IBBS Rótulos e Etiquetas sete anos ao Grupo de Apoio ao Adolescente e à A IBBS Rótulos e Etiquetas, empresa localizada Crian­ça com Câncer (­Graacc). No evento ­anual na capital pa­ra­naen­se, inscreveu na categoria McDia Feliz, do McDonalds, a Sangar “adotou” Am­bien­tal o case “Uma empresa ecorresponsá­ a loja da rede no Shopping Plaza Sul e, com a vel”, que está ba­sea­do em três procedimentos ajuda de 40 colaboradores vo­lun­tá­r ios em mé­ fundamentais, implementados pela política de dia, rea­l i­za um trabalho de estímulo, com en­ gestão am­bien­tal: a Vermicompostagem, a Es­ trega de brindes aos consumidores para com­ tação de Tratamento de Efluen­tes (ETE) e a Ges­ prarem o san­duí­che BigMac, cuja renda obtida tão de Re­sí­duos – sendo o princípio dos 3R s (Re­ com as vendas é revertida para a instituição. duzir, Reutilizar e Reciclar) o ponto de partida Na categoria Am­bien­tal, a empresa inscre­ de cada um deles. veu o case “Eco Sangar – Programas de destinação e cons­cien­ti­za­ção am­bien­ tal”. O projeto parte da missão de pro­ mover o conceito sustentável dentro do am­bien­te corporativo. Anual­men­ te, a gráfica rea­l i­za campanhas e di­ vulgações dirigidas à preservação e re­ dução dos impactos ambientais. Com este objetivo, foi implementado um plano ba­sea­do nos 3Rs, uma política am­bien­tal que abrange toda a gestão do negócio, desde a escolha de parcei­ ros até a destinação adequada de re­sí­ duos; os programas de cons­cien­ti­za­ção e educação am­bien­tal, com o treina­ mento contínuo de colaboradores, e a Semana do Meio Am­bien­te, que ofere­ ce palestras e demais atividades sobre diversos temas na área. Dentre este conjunto de ações, destaca-se a Campanha “Colaborador Verde” (2009), para cons­c ien­t i­z ar os Estação de tratamento de efluentes para reutilização de água na IBBS REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012


A Vermicompostagem é um sistema de reci­ clagem no qual a matéria orgânica é digerida por minhocas e excretada em forma de húmus, que possui excelentes pro­prie­da­des físico-​­químicas para fertilização do solo e adubação das plan­ tas. Com isso são reciclados re­sí­duos orgânicos, como vegetais in natura do refeitório, guardana­ pos, filtro, borra de café/chá, podas de folhas e gramas do jardim. Além de evitar o envio de 170 kg mensais de re­sí­duos para o aterro sanitá­ rio, ela economiza recursos da compra de adubo para o jardim, floreiras, vasos e canteiros. A Estação de Tratamento de Efluen­tes (ETE) contemplou projeto de engenharia, estrutura metálica, caixas de reservatório de água/lodo/ efluen­te, sistema de filtragem, análises e en­ saios de toxicidade com bac­té­r ias Vibrio Fis­ cheri, que determinam a toxicidade de solos e sedimentos, além dos meios aquáticos. A nova estação já está em fun­cio­na­men­to e em fase fi­ nal de testes para o sistema de reú­so da água. A  ETE é devidamente monitorada e controla­ da pe­r io­d i­ca­men­te através de análises labora­ toriais. As últimas análises, efe­tua­das em mar­ ço de 2011, permitem ini­ciar o reú­so da água. Além de atender aos requisitos ambientais da Secretaria Municipal de Meio Am­bien­te (Sema) e de legislações ambientais nacionais, estadu­ ais e municipais, o sistema gera economia de custos re­la­cio­na­dos ao consumo de água tra­ tada e fornecida pelo sistema de abastecimen­ to público, bem como daqueles re­la­cio­na­dos à destinação de re­sí­duos. Na Gestão de Re­sí­duos, todos os materiais descartados são classificados segundo a sua origem ou periculosidade e destinados adequa­ damente conforme legislação e PGRS (Progra­ ma de Gestão de Re­sí­duos Sólidos), devidamen­ te comprovados através de laudos ambientais e planilhas de controle. Esse processo envolve: coleta seletiva (coletores di­fe­ren­cia­dos onde o lixo seco ou reciclável é separado na origem e recolhido em coleta es­pe­c ial); e reciclagem (processo de reaproveitamento de toner, car­ tuchos, papel, papelão e plástico), que ajuda a diminuir a quantidade de re­sí­duos en­v ia­dos a aterros sa­ni­tá­r ios e a necessidade de extração de matéria-​­prima diretamente da natureza. Krim Bureau Brasil

O projeto “Capoeira para crescer” foi o case ins­ crito pela gaú­cha Krim Bureau Brasil na catego­ ria So­cial. A ini­cia­ti­va, que busca a inclusão so­ cial por meio do esporte, é inédita na capital do

Rio Grande do Sul, ao oferecer, gratuitamente, aulas de capoeira para alunos portadores de de­ fi­ciên­cia física ou mental da Coo­pe­ra­ti­va Crê­ Ser. O projeto é fruto de uma parceria entre a As­so­cia­ção Esporte Na­cio­nal Capoeira e a Krim Bureau Brasil e conta com incentivo do Pro­ grama Municipal de Apoio e Promoção do Es­ porte (Proes­por­te) da Secretaria Municipal de Esportes, Re­crea­ção e Lazer. Conforme o coor­de­na­dor do projeto, o mes­ tre de capoeira Delmar Perroni, a busca pelo autoconhecimento e a valorização das po­ten­ cia­l i­da­des individuais e coletivas são algumas

Projeto “Capoeira para crescer”, iniciativa da Krim Bureau Brasil

das características que tornam o esporte di­fe­ ren­cia­do. Há 15 anos atuan­do neste segmento, Perroni destaca que o projeto trabalha de ma­ neira integrada os três do­mí­nios de aprendiza­ gem do ser humano: psicomotor, afetivo/so­cial e cognitivo, buscando estimular a participação esportiva e so­cial das pes­soas com de­f i­ciên­cia no co­ti­d ia­no. As aulas ocorrem desde 2007, às terças e quintas-​­feiras, com duração de 1h30. Atual­men­te, um grupo de 50 pes­soas — com idade mínima de 21 anos — participa das ati­ vidades que envolvem reforço muscular, mo­ vimentos, acro­ba­c ias, musicalidade e conhe­ cimentos da história da capoeira e do Brasil. A expectativa é de que a primeira turma sir­ va como exemplo para a adesão de novos par­ ceiros, como escolas, organizações não gover­ namentais (ONGs) e instituições que atendam pes­soas com de­f i­ciên­cia física ou mental. As empresas podem aderir ao trabalho através do Proes­por­te, recebendo um crédito de 70% do valor investido para pagamento do ISSQN de Porto Alegre. JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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Sustentabilidade

Mattavelli Gráfica e Editora

Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

A política am­bien­t al da Mattavelli Gráfica e Editora, de São Paulo, é muito forte e está sedi­ mentada em todos os setores da empresa. Isto está explícito no case “Preservação am­bien­tal na prática”, inscrito na categoria Am­bien­tal. Com sistema de gestão am­bien­tal reconhe­ cido e certificado pela ISO 14001 desde 2009, a gráfica trabalha dia­r ia­men­te para a melhoria contínua do desempenho am­bien­t al, através da redução da carga de poluição gerada em seus processos produtivos, do controle de insumos e ma­té­r ias-​­primas que evitam o desperdício de recursos naturais, bem como o controle dos re­ sí­duos industriais que são recolhidos somen­ te por empresas autorizadas pela Cetesb e com

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Mattavelli

Certificado de Aprovação de Re­sí­duos Indus­ triais (Cadri). Certificada pelo Forest Steward­ ship Council (FSC) e pela American Soy­bean As­so­cia­tion (ASA), também se preo­cu­pa em ofe­ recer produtos e serviços em conformidade com as normas ambientais. A busca pela redução do impacto am­bien­tal na prática também influenciou no desenvolvi­ mento do Opaque 832, um verniz feito à base de água que não contém solventes voláteis nem produtos tóxicos e metais pesados em sua com­ posição, mas que apresenta o mesmo efeito da laminação fosca. O produto ainda gera econo­ mia de tempo e de energia, pois dispensa a tro­ ca de máquina para a finalização do ma­te­r ial. Devido aos componentes de baixo custo e à fá­ cil aplicação, o verniz reduz em até 50% o custo dos materiais em comparação com a laminação REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

fosca. Além disso, graças à formulação, somada ao processo produtivo empregado, os materiais feitos com o Opaque 832, por serem à base de água, se decompõem em até seis meses. Para incentivar a prática da preservação do meio am­bien­te, a Mattavelli ainda oferece aos clien­tes workshops que envolvem cons­cien­ti­za­ ção am­bien­tal, prática estendida aos colabora­ dores e fornecedores. Outra maneira encontra­ da pela empresa para colaborar com a natureza teve início em janeiro de 2011. A gráfica conse­ guiu junto à Cetesb licença para se tornar um ponto de coleta de pilhas e ba­te­r ias usadas. A empresa recebe os descartes e se encarrega do acon­d i­cio­na­men­to até a coleta ser efe­tua­da por uma empresa es­pe­cia­li­za­da. Na categoria So­ cia l, a Mattavel li inscreveu o proje­ to “Há seis décadas praticando respon­ sabilidade so­c ial”, já que essas noções fa­ zem parte da empre­ sa desde sua cria­ção, em 1947, quando o fundador Benedicto Mattavelli começou a vender as primeiras aparas de papel para reciclagem e a doar o dinheiro para entida­ des assistenciais. Ini­ cia­do há mais de 60 anos, este trabalho continua a ser rea­l i­ za­do todos os meses: destina o ma­te­r ial para empresas de reciclagem e doa o valor arrecada­ do com a venda do ma­te­rial a obras assistenciais como Fundação Abrinq, Médicos sem Frontei­ ras, Centro Espírita Bezerra de Menezes e Igreja Anglicana, entre outras. Em dezembro de 2010, a empresa mobi­ lizou todos os fun­c io­ná­r ios para a doa­ção de 500 brinquedos ao ­Graacc. A Mattavelli tam­ bém rea­l i­za ações de arrecadação de alimentos não perecíveis, destinados a comunidades ca­ rentes no in­te­r ior de São Paulo. Através da im­ pressão de ma­te­r ial de divulgação como fôlde­ res, há dois anos a empresa apoia a ONG Atitude Paradesportiva, entidade sem fins lucrativos que promove atividades físicas de qualidade para crian­ças e jovens entre 8 e 14 anos com de­f i­ciên­cias físicas ou paralisia cerebral.


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Em foco

Sonho de menino Entre um e outro novo recurso de acabamento, Ninian Richardson encontra tempo para dedicar-se à arte da restauração de aviões antigos. Tânia Galluzzi

Ni­nian Richardson, diretor técnico da UVPack Acabamentos Especiais

oi acalentando um sonho de crian­ça que Ni­nian Richardson, diretor técnico da UVPack Acabamentos Especiais, envolveu-se em um projeto inusitado: a restauração de um ­avião monomotor da década de 1930. Mas não se trata apenas de uma ae­ro­na­ve antiga. Estamos falando de um Tiger Moth, usado para treinar pilotos da Real Força Aérea Britânica antes e durante a Segunda Guer­ra Mun­dial, fabricado na Inglaterra e no Canadá pela inglesa De Havilland. O interesse de Ni­nian começou em sua infância na Inglaterra. Ele morava ao lado de um ae­ro­por­to particular, o Fairoaks Airport, e o vai e vem dos ­aviões fazia parte de sua rotina. Lá havia três Tiger Moth e desde a primeira vez que os viu ficou fascinado pelo pequeno biplano. O desejo de voar o levou ao curso de piloto co­mer­cial e à África, como piloto de taxi aé­reo. Anos mais tarde reviveria a emoção de menino reen­con­t ran­do o Tiger Moth ao assistir o filme Entre Dois Amores (Out of Africa), no qual Robert Redford guia o monomotor pela mesma rota que Ni­nian costumava fazer. A vida deu suas voltas e Ni­nian parou de voar pro­f is­sio­nal­men­te em 1975, quando veio para o Brasil. Montou uma empresa de representação no Rio de Janeiro e depois a UVPack,

em São Paulo, sufocando por quase 30 anos a vontade de dirigir o a­ vião inglês. Nesse pe­r ío­do Ni­nian não abandonou completamente sua primeira atividade. Sócio do Aeroclube de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, voa­va até com certa regularidade, o que, para ele, fun­cio­na­va como uma terapia. Foi em Bragança que a operação de restauro do Tiger Moth aconteceu. Ni­nian estava via­jan­do pela Europa com a família em 2005 quando, seguindo algumas indicações, foi parar em Newtownards, na Irlanda do Norte, onde encontrou a ae­ro­na­ve abandonada em um hangar, em péssimas condições. Colocou tudo em um con­têi­ ner e trouxe para o Brasil, dando início a uma aventura de cinco anos. Sonho concretizado

A palavra certa é aventura, porque não há uma trajetória li­near para esse tipo de restauro. O caminho é difícil, cheio de des­v ios e encruzilhadas, sobretudo pelo fato de Ni­n ian não visar apenas ao restauro, e sim colocar a ae­ro­na­ve no ar. “O projeto todo foi um desafio, da busca e recuperação das peças à montagem do ­avião a partir dos desenhos originais. Porém, o mais difícil foi conseguir a autorização da Anac para voar, o que demorou um ano”, conta Ni­nian. O Tiger


Moth faz parte da história da avia­ção brasileira. Integrou a frota da Avia­ção Naval e da Força Aérea Brasileira e dois exemplares ainda podem ser vistos, um no Museu Ae­roes­pa­cial, no Rio de Janeiro, e outro no Museu da TAM, em São Carlos (SP). Mas o ­avião de Ni­nian é o único da América do Sul homologado pela Anac. Nessa empreitada contou com a ajuda de um clube de afi­cio­na­dos, The Moth Club, que reú­ne pes­soas espalhadas pelo mundo e que compartilham a mesma paixão, além de alguns obstinados como ele aqui no Brasil. Todas as peças usadas são originais, incluindo os parafusos, que há mais de 70 anos eram produzidos de forma artesanal em uma fábrica inglesa, fechada há muito tempo. Ni­nian teve de garimpá-​­los em vá­r ios paí­ses, assim como outras peças. Parte da fuselagem foi re­cons­truí­da utilizando spruce, madeira empregada na versão original. Enquanto aguardava a autorização para voar, Ni­n ian fez um curso na Inglaterra, es­ pe­c ia­l i­zan­do-se na condução do monomotor. A homologação saiu em setembro e desde então ele foge de São Paulo pelo menos uma vez por semana para esquecer o mundo aqui embaixo. “A minha vontade de voar voltou mais forte do que nunca”. Tanto é que o empresário já está envolvido em uma nova façanha. Vai

reconstruir outra ae­ro­n a­ve histórica, um Sopwith Camel, de 1915, que cruzou os ares europeus durante a Primeira Guer­ra. Não há nenhum voan­do no mundo hoje e o desafio agora é recompor o ­avião a partir dos desenhos originais. “É um projeto coletivo. Há outras quatro pes­soas, na Inglaterra e na França, cada uma reconstruindo um exemplar. Calculo que gastaremos 12 mil horas e a ideia é tê-​­los voan­do em 2016, festejando o centenário de seu primeiro voo e quem sabe reconstituindo a maior batalha da Primeira Guer­ra, em 1918, entre o biplano Camel, pilotado pelo canadense Roy Brown, e o triplano Fokker Dr, comandado por Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho”. A propósito, nessa batalha, que aconteceu no Vale do Somme, na França, o lendário Barão Vermelho foi derrotado pelo piloto canadense. Como o alemão também estava sendo atacado do solo pelo exército australiano, há con­tro­ vér­sias com relação à origem do tiro que o matou. Interessou-se & NINIAN RICHARDSON pela empreitada? Ni­n ian está Tel. (11) 3838.1855 procurando envolver mais genE-​­mail: ninian@uvpack.com.br te nessa saudável loucura. JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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(E/D): Alfredo Cors, diretor da área de impressoras jato de tinta; Renato Barbieri, diretor da área de impressoras a laser; Renato Ferreira, diretor da área de enterprise; Bruno Freitas, analista do International Data Corporation (IDC); e Fernando Lewis, vice-presidente do Grupo de Imagem e Impressão da HP Brasil

HP aponta tendências para o mercado de impressão Explosão de conteúdo e migração da impressão analógica para digital são alguns dos movimentos que orientarão o setor.

N

o dia 22 de novembro, a HP Brasil reuniu a imprensa es­pe­cia­li­za­da em São Paulo para apresentar ten­dên­cias para o mercado de impressão, assim como soluções para os segmentos doméstico e corporativo (pequenas e mé­d ias empresas). Dentro da HP, a área de impressão cresceu globalmente mais de US$ 7 bi­l hões desde 2001, sendo o Brasil o foco para os próximos anos. O panorama foi exposto por Fernando Lewis, vice-​­presidente da área de imagem e impressão da HP Brasil, dando conta de quatro grandes movimentos que nor­tea­rão a impressão no mundo pelo menos até 2013 e que provocarão o crescimento das páginas digitais. Trata-se da explosão de con­teú­do im­pul­sio­na­da pelas redes sociais e outras ferramentas da web, a mobilidade e o maior acesso à internet alavancada pelo uso de tablets e smartphones,

a migração da impressão analógica para a digital e a expansão dos serviços ba­sea­dos em novos modelos de negócio. Hoje, a HP HW (hard­ware) detém 65% de participação de mercado no Brasil, a maior presença entre os mercados em crescimento. Na Índia, a fatia de mercado da empresa é de 55%, no México de 53%, na Rússia de 42% e na China de 39%. Um das apostas da HP para manter as curvas ascendentes é o desenvolvimento de soluções que aproveitem a tecnologia de cloud computing

(computação em nuvem). Hoje, dentro do segmento doméstico e de pequenas e mé­ dias empresas, 10 milhões de impressoras estão conectadas à internet no mundo, soma que deve pular para 50 milhões no final de 2012. A base ­atual na América Latina é de 1,8 milhão de equipamentos ligados na web, e a estimativa para o final de 2012 é de 3 milhões. Mesmo afirmando que 40% das impressoras

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vendidas no Brasil em 2011 contam com tal tecnologia (e-​­print), o executivo admitiu que a cloud print não vem crescendo como o esperado, sobretudo em função das questões que envolvem a segurança dos dados. As oportunidades de crescimento na sea­ra da indústria gráfica são proporcionais ao tamanho dos mercados. Segundo a HP, mais de 95% das páginas gráficas ainda são analógicas. O maior espaço está no segmento edi­to­r ial, que tem menos de 1% das páginas impressas digitalmente. Na área de embalagens 1% já é produzido digitalmente, em mar­ke­ting collateral (ma­te­r ial de apoio a vendas e serviços) 3% das páginas são digitais, índice que sobe para 18% em informativos corporativos, 31% em malas diretas e impressos transacionais, 37% em sinalização e 84% no segmento fotográfico. Outsourcing

Fernando Lewis também destacou a expansão do mercado de terceirização de impressão, lá fora chamado de Managed Print Service (MPS, serviços ge­ren­cia­dos de impressão). A previsão é de que até 2014 a HP dobre o número de páginas contratadas por empresas, segmento que atual­men­te cresce quatro vezes mais rápido que o mercado de hard­ware. Complementando tais perspectivas, Bruno Freitas, analista sê­nior do In­ter­na­tio­nal Data Cor­po­ra­tion (IDC), deu alguns números do mercado brasileiro de impressão, especificamente o atendido por impressoras e multifuncionais para os segmentos doméstico e de pequenas e mé­dias empresas. Esse mercado, além de já possuir algumas características presentes nos paí­ses desenvolvidos, vem apresentando taxas constantes de crescimento, registrando incremento de 3% no terceiro trimestre de 2011 em relação ao primeiro trimestre do ano e 7% quando comparado ao mesmo pe­r ío­do de 2010. Foram co­mer­c ia­l i­z a­dos 1.311.529 equipamentos de impressão, sendo 78% jato de tinta, 21% laser e 1% impressoras matriciais. A receita bruta gerada foi de aproximadamente US$ 343 mi­l hões. & HP Tel. (11) 4197.8000 www.hp.com.br


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A importância da palavra que já foi publicada. Conceito –­Palíndromo, relação em publicação plural. O tema trabalhado no primeiro número da publicação, que tem como conceito Palíndromo, da Rona Editora, foi a relação. Relação impressa em 28,5 x 42 cm. Impressa em nossa consciência gráfica e no inconsciente do leitor. Relação apresentada em página branca para o texto, a arquitetura, o poster, a crônica-­carta, a ilustração, o autorretrato no design, o olhar que captura – fotografa a moda, a publicidade em dois sentidos – dois canais, o velho, o novo, o tradicional, o futuro, o papel e a tecnologia, a relação entre todos estes elementos conduzida pelo design ou reconduzidas através do design. Tudo isto está agora impresso, agrupado para se desagrupar, ordenado para ser desordenado. Publicação para ser lida, vista, sentida e exposta. Publicação trancada em si, envolta em seu berço, sua caixa, que, aberta para o nosso olhar, expande seu conteúdo na ordem que recebemos e na ordem que destinaremos ao nosso exemplar, que assim se tornará único. Palíndromo em qualquer sentido é uma volta às melhores referências locais, que já são nacionais, internacionais, mas preservam a essência constante da regionalidade atemporal dos mineiros envolvidos com suas relações profissionais neste projeto. Sobre o tema – Márcia Larica e Olímpia Helena Couto; Arquitetura – Gustavo Penna; Arte – Rogério Fernandes (fotografia de Marco Mendes); Crônica – Mary Figueiredo (ilustração de Gabriel Figueiredo); Design – Alessandra Maria Soares; Fotografia – Jomar Bragança; Moda – Tereza Santos e Thelma Vilas Boas; Publicidade – Carla Madeira; Tecnologia – Koji Pereira. Relações articuladas e projetadas com concepção e coordenação editorial da Greco Design.

Visões, relações e impressões do AMOR, do PONTO DE VISTA INCOMUM, da ARTE, das CADEIRAS NA VARANDA, do DESIGN x PESSOAS, das INFLEXÕES, da UNIVERSAL SINGULARIDADE, para toda AÇÃO uma RELAÇÃO e do PAPEL COMO TECNOLOGIA, E NÃO TECNOLOGIA COMO PAPEL.

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Para expressar esta visão plural do tema, diversos processos de impressão, tipos de papel e acabamentos foram utilizados. Não para potencializar o discurso latente dos textos, imagens e técnicas. Não para comemorar uma relação fértil e produtiva dos 35 anos da Rona Editora com o mercado mineiro de design , publicidade e comunicação. E sim para imprimir, registrar, resgatar e documentar uma relação criativa, forte, pulsante, um ciclo com o mercado ao longo destes anos.

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olhar& compor

O olhar. Assim como o escritor tem na leitura sua matéria-prima criativa, os designers contemporâneos têm a sua no olhar, na escrita e na leitura. Anotar. Grande parte das anotações resultantes do olhar são observações verbais e traços com as ideias iniciais. Estruturar. O grid/grade é uma estrutura. Ela começa de modo simples: definir o que está em cima e o que está embaixo, o que vai à esquerda ou à direita.

A tablet do escriba grego e

O Poder da Escrita, de Ladislas Mandel Se para a escrita para ler o designer gráfico deve seguir as

A página. Sempre pensar na página dupla, que é o modo como ela é visualizada pelo usuário.Toda página tem uma carga de simetria que pode se transformar em assimetria.

convenções estabelecidas pela sociedade dos leitores, o

A tipografia. Caligrafia, lettering/desenho de letras e tipografia não são a mesma coisa: as três atividades apenas têm uma coisa em comum, a letra.

do leitor (que era também a sua) o pensamento do autor. Ele

A composição. Compor a página ou o texto é como compor música: é necessário pensar em ritmo, harmonia, silêncios e vazios. O layout é a interpretação dos elementos da composição, sejam eles textos, imagens, contextos ou superfícies.

7 j cƒ ß ∫∫∫ y 94 REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

Interpretação. O resultado é a composição organizada segundo a interpretação dos editores e dos designers: uma partitura para ser interpretada pelo leitor ou usuário. Quando bem composta realiza uma de suas funções, que é comunicar.

mesmo não acontece com a escrita para ver, publicitária. Nesse caso, o designer gráfico, para criar o choque visual do consumidor potencial, deve surpreender pela originalidade provocante, mostrando sua “diferença”. ¶ Não esqueçamos que nas grandes épocas da tipografia, antes de sua produção industrial, o tipógrafo procurava traduzir na linguagem visual procurava, como o pintor, exprimir em sua obra o que havia de comum entre ele e seu público. Atualmente, muitas vezes, como o que acontece nas artes plásticas, ele procura mostrar sua diferença, sua originalidade, o que pode provocar uma ruptura com o público, que não mais se identifica com a obra. Nas épocas clássicas, cada cultura, com a intenção de conservação, considerava geralmente as outras culturas como bárbaras. ¶ Atualmente, graças ao extraordinário desenvolvimento das trocas e apesar da grande disparidade dos padrões de vida dos povos, uma espécie de consenso universal foi estabelecida. Entretanto, se hoje em dia aceitam-se mais facilmente as manifestações culturais dos outros povos com suas diferenças, é, sem dúvida, graças à redução delas em objetos de arte, desligados tanto de suas funções sociais originais quanto de seus significados espirituais. ¶ Acontece o mesmo hoje em dia no supermercado global dos caracteres, onde o autor de uma escrita (desligada de sua função) é rapidamente desapossado de sua obra. ¶ Uma escrita existe apenas graças ao seu destinatário, que, por meio de sua leitura, aprimora a obra, dando-lhe vida. ¶ O critério “eu gosto” ou “eu não gosto” dos leitores não envolvidos resume essas obras do espírito a simples objetos de consumo sem alma. ¶ Nunca é demais insistir sobre a responsabilidade do tipógrafo e do designer gráfico diante do leitor: do tipógrafo em seu papel de fiel transmissor do pensamento do autor; do designer gráfico dentro de sua formação pela imagem da psicologia daquele que passa e registra. In O Poder da Escrita, Rosari, SP


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Quadrinhos

De IndianaJones a

Tintin “Eis com vocês Tintin, minha obsessão há trinta anos”, oferece Steven Spielberg aos fãs de cinema e quadrinhos.

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Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt.

Q

uan­do lhe traduziram, em 1981, o artigo de um jornal francês que comparava a figura central do seu mais recente filme, In­dia­na Jones e os Caçadores da Arca Perdida, a Tintin, Steven Spiel­berg perguntou: “O que é Tintin?”. Sua assessora trouxe-​­lhe um exemplar de As sete esferas de cristal, explicando que havia outras 22 his­tó­r ias com o personagem Tintin, um repórter adolescente que percorre o mundo vivendo todo o tipo de aventura, sempre acompanhado pelo inseparável Milu, seu cãozinho ter­r ier branco. Cria­do em 1929 por Hergé, pseudônimo do belga Geor­ ges Remi, para o semanário católico “Le Petit Ving­tiè­me”, Tintin era tão popular na Europa quanto desconhecido na América.

Apaixonado pelo personagem, depois de uma série de tentativas frustradas Spiel­berg encontrou em Peter Jackson, diretor neo­ze­lan­den­ se da saga O Senhor dos ­Anéis, o parceiro ­ideal para tornar rea­li­da­de o projeto de levar para as telas As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne. Jackson colocou à sua disposição todos os recursos do seu fantástico estúdio digital de efeitos especiais Weta para produzir o filme em

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Na foto superior (E/D), Peter Jackson e Steven Spielberg caracterizados como os atrapalhados detetives Dupont e Dupond, vistos em cena do filme (acima), com Tintin

animação e 3D. Foi utilizada a técnica de captura de performance, filmando atores vestidos com marcadores digitais que permitem transformar as imagens em desenhos, conservando até mesmo as expressões faciais. Trinta anos depois de descobrir Tintin, Spiel­ berg concretiza um sonho, produzindo o seu primeiro filme animado, digital e em 3D.


Galeria da SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil

Autor: LÚCIA HIRATSUKA l.kioko@terra.com.br Capa do livro “A Visita”. Cliente: Editora DCL, 2011. Técnica: Aquarela, grafite e sumiê.

www.sib.org.br


Böttcher amplia presença no Brasil

F

undada em 1725, na cidade de Colônia, Alemanha, a Böttcher tem uma traje­ tória de nada menos que 280 anos de atividade, estando presente hoje em mais de 80 paí­ses, com um número su­pe­r ior a 80.000 clien­tes. No Brasil, onde mantém fi­lial desde 2000, a companhia está estrutu­ rada em duas unidades: o parque fabril ins­ talado na cidade paulista de Jun­d iaí e o es­ critório administrativo na capital do Estado. Para o diretor administrativo Fábio Baiadori, a empresa se destaca não apenas pela quali­ dade de seus produtos, como também pela excelência do atendimento. “Nossos produ­ tos são elaborados em conjunto com os fa­ bricantes das máquinas de impressão, sen­ do testados, aprovados e certificados pelas maiores autoridades do assunto. São ofere­ cidos por consultores altamente capacitados, não somente nos produtos, como nos proces­ sos dos clien­tes. Nossa presença global faz

Ganhadora do Prêmio Fernando Pini 2011 como melhor fornecedor de blanquetas, a empresa dá início à construção de uma segunda planta industrial no País.

Fotos: Álvaro Motta

Tainá Ianone

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Fábio Baiadori, diretor administrativo

com que características de cada país não pas­ sem despercebidas”. Atendendo hoje cerca de 2.400 clien­tes em todo o Brasil, a Böttcher demonstra, na prática, que sua chegada ao País foi bem diferente da expectativa ini­cial do mercado. “Lembro muito bem das primei­ ras visitas, quando alguns clien­tes falavam que nosso sistema não fun­cio­na­ria no Brasil. Na verdade, desde o começo, levávamos aos clien­tes uma mudança de cultura nos siste­ mas de trabalho. Hoje, com nosso sucesso, temos a certeza de que o brasileiro aprende rápido e gosta do que é bom”. Com planos de instalar filiais em ou­ tras duas capitais brasileiras em 2012, a Böttcher conta com uma equipe de 40 pes­ soas, incluindo os colaboradores diretos e indiretos. Entre os principais produtos do portfólio oferecido pela empresa no País, estão os rolos de borracha, seu carro-​­chefe, além de químicos e auxiliares de impressão e


blanquetas, produto que recebeu o troféu de me­ lhor fornecedor do Prêmio Brasileiro de Exce­ lência Gráfica Fernando Pini no final de 2011. Em termos de atendimento, Fábio Baiadori revela que os consultores da Böttcher, quando solicitados, fazem o acompanhamento da ins­ talação e, pos­te­r ior­men­te, do uso do ma­te­r ial em máquina para que não ocorram problemas. “Temos uma equipe de consultores cobrindo a maior parte do Brasil, e todos eles são facil­ mente localizados pela nossa página da web ou ligando para nossos es­cri­tó­r ios”. Modernizan­ do sua estrutura ope­ra­cio­nal, recentemente a empresa investiu na implantação do sistema de gestão SAP, bem como na formação de equipes para adequação à Politica Na­cio­nal de Re­sí­duos Sólidos. “Muito em breve, todos os clien­tes poderão se be­ne­f i­ciar da nossa expertise para trabalhar de acordo com a PNRS de maneira efi­cien­te e correta”. Novo parque industrial

Sem ter am­plia­do a linha de produtos no último ano, a Böttcher prepara novidades para a maior feira mun­d ial do setor. “Em 2011 trabalhamos os produtos lançados na Expoprint em 2010 e estamos com muitas novidades para 2012, mas é claro que ainda não podemos revelar, pois só serão apresentadas na Drupa”. Um dos princi­ pais projetos para o ano que começa agora é a

construção da nova planta de rolos de borra­ cha no Brasil, com início das obras em feve­ reiro e conclusão prevista para novembro de 2012. “Com certeza, será a fábrica mais moder­ na e mais completa de cilindros de borracha da América Latina”, comenta o diretor. A Böttcher se orgulha de ter feito uma co­ nexão direta entre o que existe de mais ­atual no mercado de impressão alemão e a rea­li­da­de brasileira. “Com isso, independentemente de co­mer­cia­l i­zar os produtos, deixamos à dispo­ sição de clien­tes, parceiros e interessados cur­ sos técnicos e assessoria completa na busca de soluções e me­lho­r ias e com excelente custo/be­ nefício, uma postura que garantiu a existência da empresa por tantos anos e irá preservá-la por muitos outros”, conclui Fábio Baiadori.

BOTTCHER www.bottcher.com.br

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Agfa apresenta nova estrutura fabril e nacionaliza produção Única indústria no Brasil a fabricar chapas e químicos auxiliares no mesmo local, a unidade da Agfa em Suzano (SP) recebeu um grande investimento, nacionalizou a produção e multiplicou por dez a sua capacidade produtiva em chapas digitais. Tânia Galluzzi

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A

pós 15 meses de obras e investimento de US$ 20 mi­l hões, a fábrica da Agfa, em Suzano, está agora preparada não só para fabricar toda a linha de chapas analógicas e digitais da empresa (com exceção de um único modelo, base prata), como também para abastecer o mercado brasileiro e exportar para os paí­ses da América Latina. O anúncio foi rea­li­za­do no dia 17 de novembro, quando a empresa inaugurou a nova estrutura da plan­ ta no in­te­r ior de São Paulo, em evento que con­ tou com a participação de jornalistas, políticos e autoridades locais. Com a rees­t ru­t u­ra­ç ão, a fábrica teve sua área am­plia­da em 20% e a perspectiva é que seu faturamento cresça até 10% em 2012 em fun­ ção da am­plia­ção do portfólio de chapas digi­ tais, que passou de uma para cinco, além do au­ mento da capacidade produtiva, que, em chapas digitais, deve crescer 10 vezes. As chapas digi­ tais correspondem agora a 90% da produção em Suzano. Outro foco são os químicos auxiliares, sendo a unidade de Suzano a única a fabricar chapas e químicos si­mul­ta­nea­men­te. O principal benefício da na­cio­na­li­za­ção da produção, segundo Fabrizio Valentini, presi­ dente da Agfa Graphics Brasil e América La­ tina, é a agilidade nas entregas, que se soma à

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diminuição dos custos com importação e frete. “Quan­do importamos ficamos sujeitos a vari­ áveis externas que não podemos controlar e, para garantir o fornecimento ao clien­te, temos de manter um estoque muito grande. Produ­ zindo tecnologia brasileira ganhamos agilida­ de e flexibilidade para atender as necessidades de cada clien­te”. Com a produção de quatro novos modelos de chapas digitais no País, a estimativa é do­ brar a produção da fábrica, chegando a produ­ zir mais de 14 milhões de metros quadrados nos próximos anos. “A América Latina é um mercado cada vez mais importante. No ano 2000, representava 4% do faturamento global da empresa. Hoje, já é mais de 10%”. Da produ­ ção da fábrica de Suzano, 60% fica no Brasil e o restante vai para outros paí­ses da América La­ tina. De acordo com dados da empresa, o mer­ cado mun­d ial de chapas offset em 2009 foi de 650 milhões de metros quadrados, sendo que o consumo ­anual de chapas no Brasil gira em torno de 18 milhões de metros quadrados. Chapas livres de químicos

Dos quatro novos modelos de chapas fabricados em Suzano, dois dispensam o uso de químicos em seu processamento. “O mercado brasileiro


está respondendo muito bem às chapas livres de químicos”, afirmou Paulo Ama­ ral, diretor co­mer­cial. Com a nova estru­ tura, a unidade está produzindo as cha­ pas digitais :Azura (chemistry-​­free), :Elite (térmica), :N94-​­VCF (vio­le­ta sem quími­ co) e :N91-V (vio­le­ta), bem como a P970, que já era fabricada em Suzano. Das cha­ pas analógicas, serão mantidas a P51 e a N555. A Agfa detém 37% do mercado no segmento de chapas no Brasil e 50% na América Latina, participação que deve aumentar com o investimento em Suza­ no. Em termos mundiais, o mercado de chapas offset é dominado pela Kodak, Fuji e Agfa, que juntas têm 75% do bolo. A Kodak é líder na América do Norte, a Fuji na Ásia e a Agfa na Europa e América Latina. Ques­t io­n a­d o com relação à concorrên­ cia dos produtos asiá­ti­cos, Fabrizio Valentini afirmou não temer os chineses. “O mercado aqui se caracteriza pela alta va­r ia­ção no con­ sumo dos produtos e a dificuldade de impor­ tação. Nós temos flexibilidade e rapidez de resposta, além da con­f ia­bi­l i­d a­de e garantia de fornecimento. Os chineses têm bons preços, mas nós temos as ferramentas e a garra para competir com eles”. Durante a apresentação, a diretoria fez ques­ tão de ressaltar o fato de a planta de Suzano, na qual trabalham 232 profissionais, ter uma operação sustentável. Triplamente certificada

— ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001 —, a fá­ brica possui estação de tratamento de efluen­ tes, com duto direto entre a unidade e a Sa­ besp, possibilitando que a água devolvida ao Rio Tie­tê esteja 100% pura. As embalagens dos produtos, cerca de 120 toneladas por ano, são recicladas na própria fábrica em parceria com uma coo­pe­ra­ti­va, além de contar com incinera­ dor de re­sí­duos industriais sólidos certificado com capacidade para 600 toneladas/mês. Nes­ sa linha, Eduar­do Sousa, gerente de mar­ke­ ting para a América Latina, aproveitou o even­ to para divulgar o Ma­nual de Sustentabilidade Agfa 2011, ma­te­r ial educativo que reú­ne dados para gráficas de todos os portes que buscam condições mais sustentáveis de produção.

(E/D):Raul Gonçalves, gerente de distribuição da Agfa Brasil; Carlos Henrique, gerente de inkjet da Agfa Brasil; Yves Jadoul, presidente da Belgalux (Câmara de Comércio Belgo‑Luxemburguesa no Brasil); Fabrizio Valentini, presidente da Agfa América Latina; Eduardo Sousa, gerente de marketing da Agfa América Latina; e Paulo Amaral, diretor comercial da Agfa Brasil

& AGFA GRAPHICS www.agfa.com

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Fotos: Álvaro Motta

Prolam e termolaminação, a valorização do produto gráfico

Há 15 anos no mercado brasileiro, a empresa foi pioneira no País ao introduzir a termolaminação, processo que contribui para o industrial gráfico agregar maior valor ao material impresso.

O 102

desafio para o ­atual cenário econômico é encontrar caminhos que tragam melhores resultados para os ne­gó­cios. Isso em qualquer atividade, e na indústria gráfica não é diferente. Na área do acabamento, uma solução que vem sendo cada vez mais utilizada é a termolaminação, que agrega qualidade e maior valor aos produtos impressos. “Foi-se o tempo em que o acabamento gráfico era visto apenas como mais uma etapa da produção gráfica. No passado, devido à reduzida oferta de tipos de insumos para acabamento, as opções ficavam restritas à plastificação, algumas va­ rie­da­des de vernizes e hot stamping. Além REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

da pouca visibilidade dos impressos quanto à sua apresentação final, a baixa produtividade e o alto custo dos processos não empolgavam os em­pre­sá­ Marcos Marcello e Sergio Bonotto, diretores da Prolam: pioneirismo e liderança rios, bem como seus no fornecimento de filmes e equipamentos para termolaminação clien­tes”, avalia Marcos Marcello, diretor de impressos. “Com as apresentações fosca, mar­ke­ting da Prolam Termolaminação. alto brilho, holográfico 3D ou prata, a terNos últimos 15 anos muitas foram as molaminação estabeleceu uma nova diinovações tecnológicas no setor. Entre elas, mensão na valorização de produtos ima introdução de novos processos como a pressos, como livros, cadernos, materiais termolaminação — que teve a Prolam como promocionais, embalagens especiais e oupioneira — representou um avanço signi- tros. O crescimento de mercado ocorreu ficativo na proteção e enobrecimento dos de uma forma rápida, devido à introdução


das termolaminadoras automáticas, equipamentos de alta produtividade e custo bastante acessível. Com elas, as gráficas am­pliam seus recursos na área de acabamento, prestadores de serviços tornamse mais competitivos e o resultado é um crescimento firme e contínuo do setor. Aos olhos dos clien­tes finais, um impresso, quando termolaminado, passa a ser visto como um produto com qualidade su­pe­r ior”, declara o executivo. De acordo com Marcos Marcello, ultimamente o que tem chamado a atenção de quem atua no setor é a constatação da relevância que o acabamento gráfico tem na margem resultante da venda de impressos. “Um produto que recebe uma termolaminação com BOPP fosco pode ter seu valor de venda sensivelmente aumentado se comparado ao mesmo item somente impresso e sem contar com esse recurso”. Em sua

novidades, destacam-se o Prolam Soft ­Touch, filme fosco com camada extramate 50% maior e toque extremamente aveludado; o Prolam Soft Touch Metalizado; o Prolam Scuff Free fosco, filme com resistência à abrasão três vezes maior; e o Prolam Oxibio. Este último, atendendo ao conceito da sustentabilidade, é uma película

plástica aditivada, que se degrada por oxidação através do contato com o oxigênio, a luz e o calor, com um tempo previsto de degradação que pode ser até 100 vezes menor que o plástico não aditivado. Marcos Marcello informa que a Prolam oferece ao mercado seu conhecimento sobre o assunto, capacitando empresas com suporte e treinamento técnico e co­mer­ cial. Além dos filmes, a empresa co­mer­cia­ li­za termolaminadoras automáticas, tendo vendido mais de 50 unidades. Para prestar atendimento efi­cien­te, além da sede na capital paulista e das filiais no Rio de Janeiro e no Recife, deverão ser abertas duas novas instalações em 2012. “Capilaridade de vendas é a ordem do dia, na Prolam”, conclui o empresário, prometendo uma grande novidade ainda para este ano. & PROLAM TERMOLAMINAÇÃO Tel. (11) 3616.3400 www.prolam.com.br

opi­nião, os em­pre­sá­r ios sempre tiveram os olhos voltados para as impressoras offset, o que faz sentido, pois esta é a raiz do negócio. “Porém, considerando que uma termolaminadora custa menos de 10% do valor de uma impressora offset de qualidade e que ela aumenta a capacidade de alavancar o faturamento das gráficas e melhorar o seu resultado, esse é um caminho seguro a ser trilhado. A Prolam, com seus produtos e serviços, oferece os meios para chegar lá”. Quinze anos de sucesso

Certificada com a ISO 9001, em 2000, precursora e detentora da liderança no mercado da termolaminação no Brasil, a Prolam sempre esteve à frente na introdução de novos produtos. Entre as mais recentes

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Caio Vilela

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F OTOG R A F I A

“Viajar é descobrir que todas as pessoas estão erradas a respeito dos outros países.” Aldous Huxley, escritor inglês. Tânia Galluzzi

 1 Gruta Luminosa,

Parque Estadual Intervales

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Viajar é preciso

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2 Bola improvisada feita pelos alunos da escola de Moshi, Tanzânia 3 Centro histórico de Sanaa, capital do Iêmen

onversar com Caio Vilela, 41 anos, é partilhar o prazer de via­ jar, de travar contato com luga­ res e culturas diferentes, de viver além das fronteiras. É também concordar com a frase de Aldous Huxley. “Te­ mos uma visão distorcida de muitos lugares. Tinha muito receio de ir à África, por conta da vio­lên­cia, das doen­ças, e descobri um continen­ te apaixonante, o melhor lugar para fotografar. Outro exemplo: o Irã. Pegue a hospitalidade do nordestino, multiplique por 10, some a educa­ ção do inglês e você terá o ira­nia­no”. A vonta­ de de ganhar o mundo levou Caio à fotografia. Em 1991 começou a trabalhar como guia de eco­ turismo enquanto cursava Geo­g ra­f ia na USP, conduzindo grupos de estudantes e turistas pelo Brasil. Para ganhar uns trocados a mais e fi­nan­ciar suas via­gens, montava álbuns de foto­ grafia para escolas. No último ano da faculdade,

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um amigo apresentou-o ao editor de turismo do Jornal da Tarde, Hélio Guimarães, que procura­ va alguém que falasse sobre ecoturismo na­cio­ nal. Feita a ponte, a primeira pauta foi o desco­ nhecido câ­nion do Guar­te­lá, no Paraná, ficando Caio responsável pelas fotos e pelo texto. A cada 15 dias, ele era responsável pela contracapa do caderno de turismo, e o jornal começou a apos­ tar nas reportagens. “Era ainda a época do uso de filme. Aprendi na prática. Sugeria o local e tinha de trazer fotos publicáveis”. Com a paridade do câmbio imposta pelo go­ verno Collor, Caio juntou 12 mil dólares e par­ tiu para Londres, de lá seguindo para a Ásia e o Orien­te Médio. O dinheiro durou seis meses e rendeu um amplo ma­te­r ial fotográfico, que abriu as portas da Editora Abril. A primeira re­ vista a se interessar pelas suas fotos foi a Qua­ tro Rodas, que publicou matéria sobre a estrada mais alta do mundo, na montanha Khardong La, na divisa entre a Índia e a China. A partir daí, além de turismo, Caio passou a cobrir ou­ tras edi­to­r ias, como cultura e gastronomia. Muitas vezes acompanhava jornalistas, nou­ tras cuidava de tudo, porém o maior prazer estava em propor os temas, pesquisar locais e via­bi­l i­zar as via­gens. Pé na estrada

Sempre trabalhando de forma independente, em 20 anos Caio conheceu 75 paí­ses em todos os continentes, incluindo a Antártida, chegan­ do a via­jar sete meses por ano. No Brasil só não visitou o Amapá. “Passei por lá mas não pos­ so dizer que conheço”. Seu trabalho já foi pu­ blicado em jornais e revistas como Folha de S.Paulo, Rolling Stone, Playboy, Elle, Via­gem & Turismo, Horizonte Geo­g rá­f i­ co e Vida Simples e hoje ele se considera metade fotógrafo e metade jornalista. Tal combinação rendeu li­ vros e exposições e Caio está cada vez mais envolvido com esse tipo de projeto. Desde o nascimento de seu primeiro filho, em 2003, anda mais se­ letivo com relação às pautas, procurando ficar menos tem­ po fora de São Paulo. Dando continuidade ao tema aborda­ do no livro lançado em 2009 pela Panda ­Books, Futebol sem 


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4 Mercado de Djenné, Mali 5 Entardecer no Kilimanjaro 6 Pelada em parque de Cotonou, Benin

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& CAIO VILELA Tel. (11) 9885.0731 www.caiovilela.com.br REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

Fronteiras – Retratos da Bola ao Redor do Mundo, Caio trabalha agora no livro Peladas. “Já tenho muito ma­te­r ial, mas ainda quero fotografar o futebol de rua na Ásia Central, na América Cen­ tral, na re­g ião dos Bálcãs e no Leste Europeu. Estou enquadrando o projeto na Lei Rouanet e pretendo lançá-lo antes da Copa do Mundo”. A ideia do tema surgiu por acaso, a partir de uma foto de crian­ças brincando com uma bola feita no Irã em 2004. “Comecei a clicar gente jo­ gando bola e da noite para o dia vi surgir o inte­ resse das pes­soas por essas imagens”. O cu­r io­so é que Caio não joga futebol e não tem um time do coração. “Gosto do balé, do ri­tual, além de o futebol ser um assunto muito dinâmico. Dá pra fotografar do detalhe ao panorama”. Mais adian­ta­do que o Peladas está o proje­ to Futebol, arte do Oiapoque ao Chuí, retratando o futebol de rua pelo Brasil. Para este falta cli­ car gente comum chutando a bola em pontos específicos, como uma plataforma de petró­ leo, o presídio de Bangu e os pampas gaú­chos. Há ainda um terceiro projeto envolvendo a pe­ lota, tratando do futebol de rua no mundo ára­ be. Ele já rendeu uma exposição no Mercado Central de Doha, no Catar, em 2010, com ima­ gens produzidas sob encomenda para o comi­ tê Qatar Bidding Na­tion 2022. Contudo, a pro­ dução do livro foi interrompida pelos recentes acontecimentos na re­g ião. Mesmo com as reportagens, Caio continua como guia de ecoturismo. Todos os meses de abril e outubro acompanha grupos em endu­ ros a pé de 17 dias pelo Campo Base do Eve­ rest. Para a mesma agência também faz algumas via­gens pelo Brasil. Ele ainda abre espaço para ­atuar como fixer (produtor de campo) para três canais de TV, dois ale­ mães e um finlandês, organizando a produ­ ção de programas es­ peciais no Brasil. Por falar em terras bra­ sileiras, Caio deixa a dica de um lugar que falta conhecer por aqui, o Parque Na­cio­ nal do Vale do Pe­r ua­ çu, em Minas Gerais, onde só se entra com autorização do Iba­ ma e que concentra as maiores cavernas do País. Que tal?


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Sistema Abigraf Notícias

Setor gráfico unido para enfrentar 2012

Foto: Roberto Loffel

Com a participação de 17 presidentes e cinco representantes de regionais da Abigraf, a Assembleia Nacional foi um momento de reforçar a necessidade de formar sólidas parcerias para o desenvolvimento do setor gráfico.

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ealizada em São Paulo, em 22 de novembro, a 19ª As­ sembleia Geral Extraordinária da Abigraf Nacional foi a últi­ ma reunião da entidade em um ano marcado pela forte parti­ cipação das regionais. A união, em um momento de incertezas como vivemos hoje, é um dos trunfos do setor gráfico para se manter saudável e competiti­ vo. Outro é o otimismo. “O em­ presário deve ter a mente con­ fiante, como muitas pessoas presentes aqui, que são vito­ riosas por representarem as in­ dústrias em seus municípios e estados. Formamos uma cor­ rente positiva para a realização de grandes eventos e para re­ presentar o industrial gráfico”, declarou o presidente da Abi­ graf SP, Levi Ceregato, logo após a instalação da assembleia pelo presidente do conselho direti­ vo da Abigraf Nacional, James Hermes dos Santos. A presença de 22 estados, entre presidentes ou represen­ tantes das regionais da Abi­ graf no País, mostrou que exis­ te um indiscutível interesse de colaborar para definir os rumos do setor em tempos de novos

impasses. “A indústria gráfica enfrenta hoje o maior desafio desde Gutenberg. O  Brasil tem si­tua­ção diferente e melhor que a de muitos paí­ses da Europa e também dos Estados Unidos, mas cabe a nós buscar os ru­ mos consistentes, adequados e cria­ti­vos para que nossa indús­ tria se repense e supere este entrave, que não é apenas eco­ nômico. A pauta da reunião de hoje é importante e desejo que consigamos obter avanços im­ portantes. Que se reforce e so­ lidificação da nossa Abigraf e, acima de tudo, saiamos daqui com os resultados positivos de nosso trabalho”, declarou o pre­ sidente da Abigraf Na­c io­n al, Fabio Arruda Mortara. As pautas trazidas pelas re­ gionais reforçaram aspectos que pri­v i­l e­g iam a busca da competitividade do setor em cada estado, também por meio da ­união de esforços. Este foi um dos temas abordados pelo presidente da Abigraf PE, Eduar­ do Carneiro Mota, que falou so­ bre a necessidade de formar par­ce­rias com outras entidades de defesa dos pleitos da indús­ tria, para fortalecer as ini­cia­ti­vas

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perante o poder público. “Pre­ cisamos que a Abigraf Na­cio­ nal esclareça para todas as re­ gionais que estas precisam da parceria com as federações da indústria de seus estados”, dis­ se ele, destacando também a importância de valorizar a pre­ sença dos sindicatos patronais perante a as­so­cia­ção. O vice-​­p residente da Abi­ graf PI, Odimilson Pereira, pro­ pôs que se am­p lias­s e a com­ petitividade do setor em todos os estados, combatendo a con­ corrência des­leal exercida pelas chamadas “gráficas de pasta” — empresas que vencem licitações de serviços gráficos para os go­ vernos municipais e estaduais, mas que não pos­suem parques gráficos, trabalhando com a ter­ ceirização da impressão. “As  re­ gionais têm um desafio muito grande para vencer este impas­ se. Nossa intenção é que a Abi­ graf Na­cio­nal crie uma certifi­ cação na­cio­nal, um laudo que ateste a efetiva existência de um parque in­dus­trial pelas em­ presas que participam das lici­ tações. Com esse documento vamos enfrentar a concorrência des­leal dos pregões”, declarou.

O programa da assembleia também incluiu a aprovação do orçamento para 2012 e uma apresentação elaborada pelo Departamento de Estudos Eco­ nômicos da Abigraf, que de­ monstrou os possíveis reflexos da crise na zona do euro nos ne­ gó­cios do setor. Fabio Mortara fez um balanço dos resultados do 15º Congresso Brasileiro da In­ dústria Gráfica (Congraf), rea­li­za­ do em outubro com a presença de 544 participantes. Foram também apresenta­ dos os números de 2011 do Gra­ phia, o grupo de exportações do setor gráfico, e da ABTG, por seu presidente executivo, Rei­ naldo Espinosa. A novidade foi a apresentação do Projeto In­ cremento da Competitividade do Setor Gráfico 2012–2013, por Leila Vasconcelos, cuja equipe de trabalho está buscando um termo aditivo na parceria en­ tre a Abigraf Na­cio­nal e o Se­ brae Na­cio­nal para a rea­li­za­ção da Semana de Artes Gráficas em todos os estados onde existem regionais da entidade. Convidado pela presidên­ cia executiva, Carlos Aníbal Fer­ nandes de Almeida Ju­nior, CEO


da área de papel da Cia. Su­ zano, anunciou o lançamento da Campanha Cartão Na­cio­nal (PCN), promovida pela Bracelpa. Por sua vez, Dalton Pastore, pre­ sidente do Fórum Permanen­ te da Indústria da Comunica­ ção (Forcom), apresentou uma prévia do V Congresso Brasilei­ ro da Indústria da Comunicação em 2012, organizado pela As­so­ cia­ção Brasileira de Agên­cias de Publicidade (Abap). Encerrando os trabalhos, Fa­ bio Mortara convidou a todos para as reuniões de planejamen­ to estratégico da Abigraf Na­cio­ nal, a serem rea­li­za­das nos dias 23, 24 e 25 de março de 2012. A próxima reunião executiva fi­ cou marcada para 23 de janeiro, e a nova assembleia para 18 de junho, em Brasília (DF).

Participantes Abigraf Na­cio­nal James Hermes dos Santos, pre­ sidente do conselho diretivo; Fa­ bio Arruda Mortara, presidente da diretoria executiva; Flávio To­ maz Medeiros, diretor financei­ ro e secretário “ad hoc”; Ricardo Marques Coube, diretor admi­ nistrativo; e Max H. G. Schrappe, parceiro honorário. ABTG Reinaldo Espinosa, presidente. Regionais da Abigraf Distrito Federal: João Batis­ ta Alves dos Santos, presiden­ te. Espírito Santo: João Baptis­ ta Depizzol Neto, presidente, Tullio Samorini, vice-​­presidente; e Cristhine Samorini, diretora. ­Goiás: Antônio de Sousa Almei­ da, presidente. Maranhão: Ro­ berto Carlos Moreira, presiden­ te. Mato Grosso do Sul: Ju­lião Flaves Gaú­na, presidente. Minas Gerais: Vicente de Paula Aleixo Dias, presidente, e David Lara, vice-​­presidente. Paraná: Sidney

Pa­cior­nik, presidente. Pernambuco: Eduar­do Carneiro Mota, presidente, Valdézio B. Figueire­ do, vice-​­presidente, e João Car­ los Macedo, gerente executivo. ­Piauí: James Hermes dos Santos, presidente, e Odimilson Alves Pereira, vice-​­presidente. Rio de Janeiro: Carlos Augusto Di Gior­ gio Sobrinho, presidente, e Mar­ cus A. C. Lopes, vice-​­presidente. Rio Grande do Norte: Alexandre Firmino Melo Filho, presiden­ te. Rio Grande do Sul: Silvio José dos Santos, vice-​­presidente; e Angelo Garbarski, diretor. Santa Catarina: José Fernando da Sil­ va Rocha, presidente. São Paulo: Levi Ceregato, presidente, e Umberto Gian­no­bi­le, diretor. Sergipe: Walter Castro dos San­ tos, presidente. Tocantins: Sér­ gio Carlos Ferreira Tavares, presi­ dente. Sindicatos SC – Sindicato das In­dús­trias Gráficas de Blu­ menau, Osvaldo Lu­cia­ni, presi­ dente; Sindicato das In­dús­trias Gráficas de Flo­ria­nó­po­lis, João Baptista Cardoso, presidente in­ terino; Sindicato das In­dús­trias Gráficas de Chapecó, Cidnei Ba­ rozzi, presidente; Sindicato das In­dús­trias Gráficas de Cri­ciú­ma,­ Enéas da Silva Ribeiro. Colaboradores do Sistema Abigraf An­dréia Cuen­cas, coor­de­na­do­ra administrativa das regionais; Fá­ tima Sola, gerente administrati­ va e financeira; Lygia Flores, ge­ rente geral; Nílsea Borelli Rolim de Oliveira, gerente do depar­ tamento jurídico; Patrícia Mar­ rone, coor­de­na­do­ra do depar­ tamento econômico; Wagner Silva, gerente do Graphia. Convidados Carlos Anibal: CEO da área de papel da Suzano; Edgard Vazun: diretor da Suzano; Dalton Pas­ tore: presidente do Forcom; Lei­ la Vasconcelos: consultora para assuntos Sebrae.

A verdade sobre a indústria do papel Reportagem especial da revista Super Interessante revela verdades e mitos sobre ações de sustentabilidade ambiental.

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m matéria de capa da edição nº 299, de dezembro de 2011, a revista Super Interessante (Editora Abril) revela verdades e derruba mitos sobre a questão da sustentabilidade. A reporta­ gem “Guia verde politicamente incorreto”, assinada pelo repór­ ter Maurício Horta, destaca, em primeiro lugar, a indústria do papel, sob o intertítulo “Falsos vilões”. O texto aponta exatamente o que vem defendendo a Abi­ graf Na­cio­nal por meio da Campanha de Valorização do Papel e da Comunicação Impressa. De acordo com a matéria da revis­ ta, o reflorestamento contribui para eliminar gases de efeito es­ tufa (GEE) da atmosfera: “A lógica é simples: ao crescer, a árvo­ re absorve CO², fazendo o famoso sequestro de carbono, que é armazenado na celulose usada para a produção de papel”, des­ taca Maurício Horta. Ele ainda revela que, em nosso país, a in­ dústria de celulose e papel emite 21  milhões de toneladas de CO², mas as florestas plantadas de pinus e eucalipto sequestram 64 milhões de toneladas de CO². “Ou seja, essa conta dá supe­ rávit”, escreveu o repórter. De fato, como bem vem alertando a Abigraf Na­cio­nal em sua campanha lançada em junho de 2010, que tem o mote “Imprimir é dar vida”, cem por cento da maté­ ria-​­prima da indústria do setor de papel e celulose vem de flo­ restas plantadas. “A matéria, de suma importância para o setor gráfico, desmistifica algumas das armadilhas cria­das nos últi­ mos anos pelo chamado mar­ke­ting am­bien­tal, que, entre ou­ tras noções equivocadas, tem se valido da disseminação de mensagens pregando a eliminação dos impressos como forma de preservar o meio am­bien­te”, comentou Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Na­cio­nal. Além da campanha, a atua­ção da indústria gráfica brasileira em prol da preservação am­bien­tal e da redução das emissões dos GEE não se resume à men­cio­na­da campanha. É parte do pla­ nejamento estratégico da Abigraf Na­cio­nal e de suas regionais, bem como de seu braço técnico, a ABTG, o apoio e organização de palestras, se­mi­ná­rios e workshops com o intuito de disseminar as boas práticas ambientais no setor. Em 2011, foram rea­li­za­dos onze eventos com esses objetivos. A cada dois anos a as­so­cia­ção também entrega o Prêmio Abi­ graf de Responsabilidade So­cioam­bien­tal, que tem como meta valorizar as ações am­bien­tal­men­te sustentáveis no âmbito da indústria gráfica brasileira. Isso sem men­cio­nar os esforços indi­ viduais de parte significativa das empresas do setor, que, para atender às demandas do mercado, têm buscado, cada vez mais, certificações ambientais como FSC e Cerflor. JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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Sistema Abigraf Notícias

ABTG inicia 2012 com a formação de cinco grupos de trabalho Equipes desenvolvem ações para temas que abrangem desde a gestão do negócio gráfico até os aspectos da sustentabilidade.

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o final de 2011, a ABTG estru­ turou um grupo de traba­ lho para elaborar a revisão de seu Planejamento Estratégico, de acordo com os estatutos sociais da entidade, que pre­ vê esta ação a cada nova ges­ tão de um Conselho Diretor. Para assessorar este processo foi contratada a Mandelli/Lorig­ gio Consultores As­so­cia­dos, de Antonio Francisco Loriggio, que coordenou o grupo de traba­ lho integrado pelo presidente executivo Reinaldo Espinosa, o vice-​­presidente executivo João Elcio Luon­go Ju­nior, o presiden­ te do conselho diretivo Claudio Baronni, o vice-​­presidente Bru­ no Cia­lo­ne, o diretor financeiro Fabio Arruda Mortara, o diretor técnico Ma­noel Manteigas de Oliveira, a gerente de opera­ ções Aparecida Soa­res Stucchi, o vice-​­diretor técnico Eneias Nunes da Silva, a coor­d e­n a­ do­ra técnica Andrea Ponce, o conselheiro Francisco Veloso, o superintendente do ONS 27 Bruno Mortara e o gerente do grupo de exportação da Abi­ graf (Graphia), Wagner J. Silva. O grupo se reuniu em se­ tembro último com o objeti­ vo de refletir sobre objetivos e metas da entidade. Entre os principais produtos gerados por esta atividade pode-se destacar a revisão da missão, que passou a ser “liderar e fo­ mentar o desenvolvimento tec­ nológico da indústria de comu­ nicação gráfica no Brasil, por meio da cria­ç ão, captação e difusão de conhecimento e do

as­so­cia­ti­vis­mo de profissionais e empresas”. O trabalho tam­ bém determinou uma nova Política da Qua­li­da­de da ABTG, que, em linhas gerais, preten­ de aprimorar e sistematizar as es­t ra­té­g ias para atingir suas propostas de atua­ção perante o setor gráfico. As reuniões de revisão estabeleceram quatro frentes de ações, focadas nos seguintes aspectos: mercado/ produtos/clien­tes, representa­ tividade da entidade, avanço das mí­dias digitais e sustenta­ bilidade. A partir desses temas, foram sugeridas ações a serem implementadas por cinco gru­ pos de trabalho, escolhendose um responsável para cada um, que deverão apresentar seus planos de ações. São eles: Conhecimento Técnico (Bru­ no Mortara), As­s o­c ia­t i­v is­m o, Abrangência Na­cio­nal (Reinal­ do Espinosa), Sustentabilidade (Ma­noel Manteigas de Oliveira) e Gestão (Claudio Baronni). Balanço do ano A ABTG encerrou 2011 com nú­ meros positivos em todas as suas atividades. Em relação ao programa de palestras elabora­ do para o 15º Congresso Brasi­ leiro da Indústria Gráfica, uma pesquisa apontou um índice de 96,65% de participantes que indicaram estar “satisfeitos” ou “muito satisfeitos” com o con­ teú­do apresentado. Este dado é reforçado pela procura de down­loads das palestras regis­ trada no site na entidade, com mais de mil acessos.

O programa Semana de Artes Gráficas, cujo con­teú­do também é responsabilidade da ABTG, registrou o total de 4.673 pes­soas inscritas por 461 em­ presas. Somente neste projeto, desde 2006, foram atendidos mais de 12 mil profissionais. Em seu núcleo de Consulto­ ria e Treinamento, a ABTG regis­ trou o total de 3.016 horas de serviços prestados para 13 es­ tados e o Distrito Federal. Ape­ nas a ABTG Jú­nior, consultoria di­re­cio­na­da às pequenas grá­ ficas, realizou 21 diag­nós­ti­cos em 2011. Em parceria com a Di­ gigraf e as regionais da Abigraf, a ABTG apresentou, em dez ca­ pitais brasileiras, o Seminário Gratuito de Impressão Digital, além de rea­li­zar 30 treinamen­ tos e palestras em 15 unidades da federação. Ainda em 2011, o núcleo anunciou novos projetos, a exemplo do PAP (Programa de Aumento da Produtividade), que tem o objetivo de identi­ ficar problemas e buscar solu­ ções para o aumento de produ­ tividade das empresas. Outra novidade são os pacotes de palestras para as Abigraf regio­ nais, com vá­rias opções de títu­ los, sempre com foco na me­ lhoria dos processos, produtos e pes­soas. Também para as re­ presentantes de outros esta­ dos, a ABTG coloca em prática os cursos técnicos e de ges­ tão, programas intensivos de 20 horas segmentados em di­ ferentes ­­áreas, da produção à administração e vendas.

Tales Vinicius Ximenes Carvalho

Abigraf Ceará tem nova diretoria

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m eleições rea­li­z a­das no dia 9 de novembro foi de­ finida a nova diretoria que comandará a Abigraf Re­gio­ nal Cea­rá nos próximos dois anos, assim composta: Presidente: Tales Vinicius Ximenes Carvalho. Vice-​ ­p residente: Vi­v ian Nicolle Barbosa de Alcântara. 1º- Secretario: Fábio Gomes Brasil. 2º- Secretario: Francisco Eu­ lálio San­tia­go. 1º- Tesoureiro: Frederico Ricardo Cos­ ta Fernandes. 2º- Tesoureiro: Antônio Osvaldo Rodrigues. Suplentes da diretoria: Vi­ cente de Paulo Vale Mota, Fernando Antônio Assis Es­ teves, Mes­sias Victor Martins, Eguiberto Gomes de Sousa, Gilberto Jorge R. Lima e José Nilson C. Albuquerque. Suplentes do conselho fiscal: Fernando Helio Martins Bri­ to, Valmir Alves de Oliveira e Djalva Cruz de Araú­jo. Conselho fiscal: Luiz Francisco Jua­ça­ba Esteves, Raul Fon­ tenele Filho e Pedro Jorge Joffily Bezerra. 

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Para competir nos novos tempos

Recorde de público

Seminário organizado pela ABTG trouxe temas essenciais para gestores da indústria gráfica, que precisam lidar com a nova realidade do mercado e do setor.

Em 2011, mais de 4.600 gráficos reuniram-se nas Semanas de Artes Gráficas realizadas em onze cidades brasileiras.

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ni­cia­ti­va es­sen­cial para o apri­ moramento dos profissionais gráficos, a Semana de Artes Gráficas (SAG) tem, a cada ano, superado expectativas e rece­ bido um número crescente de participantes. Rea­li­z a­da pela Abigraf SP, com programação organizada pela ABTG, apoio do Sindigraf  SP e patrocínio do Sebrae Na­cio­nal (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a agen­ da de 2011 foi encerrada com saldo positivo, resultado da grande presença de gráficos e da am­plia­ção do programa para outros estados. O projeto, rea­li­za­do desde 2006 em mu­ni­cí­pios paulistas, chegou em 2011 às capitais de Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul, locais que receberam, juntos, 1.300 par­ ticipantes. Essa mudança po­ sitiva no programa foi possível graças à parceria da Abigraf Na­ cio­nal com o Sebrae Na­cio­nal. “Expandir o projeto para ou­ tros estados foi es­sen­cial para promover a capacitação em nível na­cio­nal, extensão e pa­ dronização de conhecimentos e competitividade da indús­ tria gráfica”, relatou Fabio Arru­ da Mortara, presidente da Abi­ graf Na­cio­nal e do Sindigraf SP. Nas cidades paulistas de Sorocaba, Araçatuba, Bauru, São José dos Campos, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto,

Campinas e Ba­rue­ri, o progra­ ma de aprimoramento gratui­ to aos fun­cio­ná­rios e execu­ tivos gráficos reuniu mais de 3.400 profissionais. “Os núme­ ros recordes de participantes, mesmo em mu­ni­cí­pios onde já ocorreram diversas edições, mostram o acerto desse mo­ delo de projeto, agora com o fundamental apoio do Sebrae Na­cio­nal”, disse Fabio Mortara. Com se­m i­n á­r ios e pales­ tras sobre gestão, produção e vendas na área gráfica, a SAG 2011 teve como novidade a in­ clusão das palestras “Sebrae – Técnicas de sustentabilidade para micro e pequenas empre­ sas gráficas” e “Programa Gra­ phia – Projeto de exportação do setor gráfico”. “As SAGs têm levado conhe­ cimento e tecnologia às gráfi­ cas de todos os tamanhos, e em lugares distantes, até então quase inacessíveis”, declarou o presidente da Abigraf Re­gio­ nal São Paulo, Levi Ceregato. Calendário 2012 Para o próximo ano já está aprovada a rea­l i­z a­ç ão das SAG s nos estados de Tocan­ tins, Rio Grande do Norte e Es­ pírito Santo, além de São Pau­ lo. De  acordo com Mortara, o plano da as­so­cia­ção é, até 2013, rea­li­zar o evento em cada um dos 22 estados que possui uma re­gio­nal da Abigraf. “A di­ retoria da Abigraf pretende prosseguir de maneira firme e forte na rea­li­za­ção da Semana de Artes Gráficas, sempre me­ lhorando e aperfeiçoando a gestão”, finaliza Levi.

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ncerrando seu programa de palestras de 2011, a ABTG pro­ moveu o seminário “Planeja­ mento estratégico para uma era de incertezas” em 5 de dezem­ bro. O evento, rea­li­za­do no au­ ditório da entidade durante um dia inteiro, trouxe palestras de dois importantes es­pe­cia­lis­tas. O engenheiro Flávio Botana, professor de Gestão da Qua­li­da­ de e Gestão da Produção na Fa­ culdade Senai de Artes Gráficas e consultor pela ABTG, apresentou dois temas. O primeiro foi “Pro­ dutividade – Otimização dos re­ cursos existentes – Como medir, ava­liar e corrigir”, orientando os em­pre­sá­rios e gestores a desco­ brir e explorar os “va­zios” pro­ dutivos de suas fábricas, trans­ formando-os em horas ativas e rentáveis. Botana destacou as seis grandes perdas que afetam a produtividade, em geral de­ correntes de: acerto, ajustes pós-​ ­acerto, redução de velocidade, problemas de produção, proble­ mas de programação e paradas administrativas. Ele revelou as melhores propostas para ocupar o recurso “gargalo” como fonte de aumento da produtividade, além de analisar e propor solu­ ções para os problemas com uso de ferramentas da qualidade. O palestrante também apre­ sentou o módulo “RH – Desen­ volvimento de equipes – Pes­soas melhores fazendo empresas me­ lhores”, que mostra como desen­ volver uma metodologia capaz de ­criar ou melhorar as equipes de liderança e operação, com o intuito de atender as expectati­ vas de desempenho que o mun­ do moderno exige. O consultor explicou o conceito de Equipes

3 Cs – Confiáveis, Capacitadas/ Treinadas, Comprometidas/Mo­ tivadas —, ressaltando o papel do líder e de que maneira ele pode desenvolver suas equipes. Também apresentando duas palestras no seminário promo­ vido pela ABTG, o administrador de empresas José Pires de Araú­jo Jr., professor da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica, consultor as­so­cia­do da ABTG e autor do li­ vro Caminhos da Estratégia, fa­ lou primeiramente sobre o tema “Mar­ke­ting – crian­do valor para o clien­te”. Ele demonstrou a im­ portância do conceito de “valor” para o clien­te e como isso pode ser fundamental na elaboração de um plano de mar­ke­ting para a empresa. Segundo o es­pe­cia­lis­ ta, “valor” é a “qualidade da per­ cepção que o clien­te tem sobre nós e que o leva a nos preferir, re­ comendar e retribuir nossa con­ tribuição de forma justa”. A partir disso, ele demonstrou como uti­ lizar o conceito no planejamento estratégico da empresa. Seu segundo tema foi “Es­ tratégia – Vendendo mais va­ lor e menos preço”, que teve o objetivo de identificar outras formas de competir no merca­ do gráfico que não seja apenas com foco no preço e no “ven­ der mais valor agregado e ob­ ter mais lucro”. Segundo Araújo Jr., para a cria­ção de um am­bien­ te propício à geração de valor é necessário entender quais são os recursos estratégicos da empre­ sa. “O mundo mudou, as novas tec­no­lo­gias cria­ram novos mer­ cados e novos de­sa­f ios. Para so­ breviver neste novo mundo é ne­ cessário planejamento e visão”, destacou o palestrante. 


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Juca Kfouri vê na autoconfiança o remédio contra o pessimismo Almoço de fim de ano realizado pela Abigraf Regional São Paulo em dezembro reuniu seus dirigentes, associados e convidados.

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s as­s o­c ia­d os da Abigraf-SP desfrutaram no dia 6 de de­ zembro de almoço de fim de ano, que contou com a presen­ ça do jornalista esportivo Juca Kfouri. O evento reuniu deze­ nas de em­pre­sá­rios, fornecedo­ res e dirigentes do setor gráfico paulista, além de representan­ tes de outras entidades da in­ dústria e da imprensa es­pe­cia­li­ za­da no Espaço Ágappe, na zona oes­te de São Paulo. O presidente da Abigraf-SP, Levi Ceregato, foi o responsável por dar as boas-​ ­vindas aos convidados com um discurso marcado pela valoriza­ ção do as­so­cia­do. “Apenas uma entidade unida e coe­sa tem con­ dições de aproximar seus plei­ tos das verdadeiras demandas de seus as­so­cia­dos”. O dirigen­ te destacou ainda a importân­ cia do fortalecimento do mer­ cado interno brasileiro como forma de conter o déficit na ba­ lança co­mer­cial do setor: “A fór­ mula para reverter este quadro é complexa, mas, se pudéssemos dar a ela um norte, acredito que a nossa luta deveria ser em fa­ vor do fortalecimento do mer­ cado interno. E  aqui não esta­ mos falando apenas em facilitar

a vida do consumidor para que ele gaste mais, mas em fortale­ cer também os elos produtivos do mercado na­cio­nal”. Em seguida, a economista Patrícia Marrone apresentou as projeções do Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf Na­cio­nal para o fechamento da indústria gráfica em 2011 e ex­ pectativas para 2012, mostrando para o ano que se inicia perspec­ tivas pouco animadoras, uma vez que há previsão de queda para a demanda de produtos im­ pressos por parte da ­União Eu­ ropeia, abalada pela mais grave crise dos últimos 80 anos. Mais otimista, o jornalista Juca Kfouri lembrou que as pes­ quisas e projeções não são infa­ líveis. “Temos que tomar cuida­ do com as pesquisas. Elas devem ser bem lidas e bem entendidas. E não há pesquisa que se sobre­ ponha à intuição de quem sem­ pre fez aquilo”, disse Juca, que deu exemplos do universo es­ portivo e jornalístico para lem­ brar aos presentes que está na autoconfiança o caminho mais seguro para o sucesso. “O  mais importante é que con­f ie­m os no taco da gente. Devemos ter como postura enfrentar as si­ tua­ções com a certeza de que vamos vencer”, ressaltou. No encerramento, o presi­ dente da Abigraf Na­cio­nal, Fabio Arruda Mortara, destacou que a indústria gráfica chegou ao fim de 2011 com um resultado mais positivo do que se esperava. “Ti­ vemos um ano bom dian­te do cenário que se desenhava”, en­ fatizou, após lembrar que, em 2010, a projeção para 2011 era de retração da indústria.

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Crescimento de 45% nas exportações O Graphia comemora o aumento das vendas internacionais de produtos gráficos em 2011, em comparação ao ano anterior, mesmo com a relação cambial desfavorável.

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ano de 2011 foi bastante positivo para o Graphia, grupo de exportação de pro­ dutos e serviços gráficos cons­ ti­tuí­do no âmbito da Abigraf Na­cio­nal, em parceria com a Agência Brasileira de Promo­ ção de Exportações e Inves­ timentos do governo federal (Apex-​­Brasil). Apesar da rela­ ção cam­bial bastante desfavo­ rável originada pela valoriza­ ção do real, o grupo conse­ guiu um vigoroso crescimen­ to, registrando aumento de cerca de 45% na comparação com o ano an­te­rior. Segundo o gerente do Gra­ phia, Wagner Silva, este im­ portante incremento nas ex­ portações do setor se deve principalmente à intensificação de es­tra­té­gias para a conquista de clien­tes e divulgação do tra­ balho desenvolvido pelos grá­ ficos no Brasil. “A qualidade dos nossos produtos foi reconheci­ da lá fora através da pre­mia­ção in­ter­na­cio­nal de duas empre­ sas participantes do Graphia, com destaque em veí­cu­los in­ ternacionais como o La Papelería de Hoy, com circulação em toda a América Latina, e On ­Board Hospitality, dos Estados Unidos”, comentou o gerente. O ano também foi de par­ ticipações do grupo como ex­ positor nos principais eventos do setor no Brasil e no mun­ do, a exemplo da feira Office PaperBrasil Escolar 2011, que gerou ne­gó­cios potenciais da

ordem de US$ 1,5 mi­lhão. Den­ tre as feiras mundiais, desta­ que para a Paperworld (Ale­ manha); An­f aeo e Expopack (México); Envase (Argentina); e IFSA, Publishing Business, Print Buyers e Globalshop (Estados Unidos). “Além disso, rea­li­z a­ mos nove missões comerciais em diversos paí­ses da Amé­ rica Central, no México, Esta­ d os Unid os , Portugal e In­ glaterra. Tam­ bém participa­ mos de um projeto de vendas em terras norte-​­americanas, com rodadas de ne­g ó­c ios, e organizamos três proje­ tos compradores, trazen­ do 14 clien­tes para visitar as empresas no Brasil”. O que esperar de 2012 Certamente o cenário in­ter­ na­cio­nal do comércio ex­te­rior para 2012 não é tão favorável, e provavelmente implicará na redução das importações pe­ los paí­ses que estão sendo afe­ tados pela ­atual crise financei­ ra, que teve início em 2011 em alguns paí­s es europeus, re­ sultando em reuniões entre os principais líderes do bloco para a busca de soluções. As expectativas são de que o Graphia repita, em 2012, a mesma história de sucesso de 2008, quando, mesmo com to­ dos os de­sa­f ios, conseguiu um incremento de 4% nos ne­gó­ cios gerados pelo projeto de exportação. “Julgamos pos­ sível minimizar os impactos,


devido principalmente à nossa estratégia de buscar clien­tes no ex­te­rior que de­ mandem produtos gráfi­ cos de alto valor agregado, e, portanto, menos suscetí­ veis aos efeitos das reduções de escala geradas pela per­ da de poder aquisitivo dos consumidores nos merca­ dos internacionais”, explica Wagner. Para atingir tais ob­ jetivos, o grupo já tem pla­ nejada a participação como expositor em seis importan­ tes feiras internacionais. De­ verá, ainda, receber a visita de jornalistas estrangeiros às empresas participantes do projeto, que ajudarão a pro­ mover e divulgar a imagem e o compromisso com a sus­ tentabilidade do setor gráfi­ co brasileiro no mundo todo. “No âmbito dos ne­g ó­cios, rea­li­za­re­mos 13 missões co­ merciais no ex­te­rior, partici­ paremos de rodadas de ne­ gó­cios nos Estados Unidos e organizaremos dois projetos compradores, trazendo um grupo de clien­tes do ex­te­ rior para visitar as empresas do projeto no Brasil”. Mesmo com estas ações, o Graphia tem para este ano expectativas mais conserva­ doras que as conquistadas em 2011. Mas, ainda assim, acredita que será um ano positivo. “Esperamos atingir um crescimento de 22% em 2012, se comparado ao ano an­te­rior. Porém, esta pers­ pectiva poderá ser revista de acordo com a desvalori­ zação ou não da nossa moe­ da e com a real dimensão do impacto gerado pela crise fi­ nanceira da Europa em nos­ sos mercados-​­alvo”, projeta Wagner Silva.

O ano da comunicação Dalton Pastore anuncia o V Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, o primeiro com a participação de todo o mercado, que acontecerá em São Paulo de 28 a 30 de maio.

O

encontro dos profissionais de comunicação já tem data marcada. De 28 a 30 de maio de 2012, no Sheraton São Pau­ lo World Trade Center, será rea­ li­za­do o V Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, antigo Congresso Brasileiro de Publicidade (vide box). A no­ vidade foi anun­cia­da pelo pu­ blicitário Dalton Pastore, ­atual presidente do Fórum Perma­ nente da Indústria da Comuni­ cação (ForCom), que será res­ ponsável pelo con­t eú­d o do evento, cuja coor­de­na­ção es­ tará sob a responsabilidade da As­so­cia­ção Brasileira de Agên­ cias de Publicidade (Abap). A decisão surgiu de uma votação que reuniu dirigentes das 37 entidades representati­ vas de vá­rios setores ligados à comunicação brasileira e que compõem o ForCom, como a Abigraf, a As­so­cia­ção Brasi­ leira de Anun­cian­tes (Aba), a As­so­cia­ção Brasileira das Em­ presas de Pesquisa (Abep) e a As­so­cia­ção Na­cio­nal dos Edi­ tores de Publicações (Anatec). Na  oca­sião, e por aclamação unânime, Luiz Lara, presiden­ te da Abap, foi escolhido para che­f iar o congresso. É esperada a participação de dois  mil delegados, 300 a mais que na última edição, rea­ li­z a­da em 2008, quando ain­ da se limitava a um encontro exclusivamente de pu­b li­ci­t á­ rios. “A proposta principal deste evento é ser a grande reunião de todos os membros da indús­ tria da comunicação brasileira para discutir todas as questões relevantes do setor”, informa Dalton Pastore.

faculdades de comunicação do mundo oferecem hoje em seus cursos. “Uma outra irá ex­ plorar a questão da cria­ti­vi­da­ de como objetivo de sucesso e riqueza”, acrescentou. Para mais informações so­ bre o V Congresso Brasileiro da Indústria de Comunicação entre em contato com a Abap pelo telefone (11) 3074-​­2162, ou visite o site www.congressodecomunicacao.com.br.

Dalton Pastore

Programação Há seis meses, as entidades coor­de­na­das pelo ForCom vêm trabalhando na programação. Pastore informou que, ao todo, serão 15 temas e 15 comissões, dos quais há um definido: o fu­ turo da comunicação. “Já te­ mos 12 comissões formadas e alguns assuntos ainda estão em discussão. Mas podemos adian­tar que o con­teú­do prin­ cipal desta edição será a liber­ dade de expressão, tanto de imprensa quanto de manifes­ tação co­mer­cial”. O publicitá­ rio salientou que a importân­ cia deste tema deve-se ao fato de ser um assunto que, infeliz­ mente, está frequentemente em pauta. “Sempre há aqueles que se consideram com sabe­ doria para definir o que os ou­ tros devem ler, ouvir e assis­ tir, seja por arrogância ou por medo. O preço da liberdade é a eterna vigilância”, afirmou. A previsão era ter, até o meio de janeiro, a grade do congresso completamente definida. Ainda assim, Pastore anunciou que haverá uma co­ missão que tratará do futuro da profissão, tendo como base o con­teú­do que as principais

Mais de 50 anos de história

A ntes de ser denominado

Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação, o evento era um encontro restrito apenas aos profissionais da publicidade. O primeiro rea­li­zou-se em 1957, quando foram lançadas as bases da atividade publicitária no Brasil, fundamentais para a cria­ção da Lei n-º 4.680, que reconheceu a profissão. Como resultado importante daquela edição, destaca-se também a concepção do Instituto Verificador de Circulação (IVC ). O  principal foco de discussões do segundo Congresso, rea­li­za­do em 1969, foi a relação entre agên­ cias e anun­cian­tes, culminando na cria­ção da bonificação por volume (BV ), aprovada em plenário. Em 2008, aconteceu o IV Congresso Brasileiro de Publicidade, exatamente três décadas após o terceiro evento, de 1978, que resultou na cria­ção do Conselho Na­cio­ nal de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

JANEIRO/ FEVEREIRO 2012  REVISTA ABIGR AF

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MENSAGEM

Levi Ceregato

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) Regional São Paulo

Olhar para o mercado interno é a chave contra a desindustrialização

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cenário da economia global e nacional, no ano que se inicia, exigirá dos empresários organizados em entidades patronais como esta que presido uma postura corajosa e proativa com vistas ao enfrentamento das mudanças estruturais que a crise internacional irá nos impor. Nesse contexto, a unidade que temos observado em torno da Associação Brasileira da Indústria Gráfica é fundamental para que tenhamos força para fazer valer os pleitos do nosso setor. Mas, se do ponto de vista associativo o cenário é positivo, as perspectivas econômicas, nos últimos anos, têm se mostrado perigosas para a nossa indústria. E não estamos falando aqui da suposta retração do mercado dos produtos impressos por conta do advento das mídias digitais. Muito pelo contrário! Acreditamos que, apesar do alarde em torno destas novas tecnologias, o mercado para os produtos impressos continuará a crescer no Brasil, como resultado do recente alargamento na renda dos brasileiros. Nossa maior ameaça, todavia, reside na própria dinâmica da economia nacional, que ao longo dos últimos anos tem sofrido um penoso processo de desindustrialização, resultado do elevado Custo Brasil, das taxas de câmbio favoráveis às importações e, cada vez mais, da falta de salvaguardas comerciais e de uma política industrial que valorize e incentive o desenvolvimento da indústria gráfica brasileira. Como se sabe, o impacto deste cenário para o nosso setor é o galopante déficit em nossa balança comercial. Segundo as projeções mais recentes, a indústria gráfica brasileira fechou 2011 com saldo negativo de US$ 238 milhões. A fórmula para reverter este quadro é complexa, mas tenho a convicção de que a chave para solucionar o problema está no fortalecimento de nosso mercado interno. E não se trata apenas de facilitar o crédito ao consumidor, tarefa assumida com competência pelos últimos governos. Refiro‑me à necessidade de se reforçar o apoio aos elos produtivos do mercado nacional, único caminho para que a indústria brasileira volte a crescer de forma sustentável. REVISTA ABIGR AF  JANEIRO/ FEVEREIRO 2012

Não por acaso, a Abigraf tem defendido a política de redução da Taxa Básica de Juros colocada em prática pelo Banco Central em agosto do ano passado. Com condições mais fáceis para a tomada de crédito, tanto a indústria quanto os trabalhadores se beneficiam. Entretanto, apenas a atuação das autoridades monetárias, no ritmo em que estas vêm colocando suas políticas em prática, não será suficiente para conter a crescente onda de importação de produtos gráficos. E se as reformas estruturais por tanto tempo reivindicadas pelo setor industrial brasileiro têm se mostrado praticamente inviáveis de serem implementadas, faz‑se premente sugerirmos microrreformas e medidas pontuais que atenuem esses desequilíbrios às autoridades responsáveis. Por este motivo, a Abigraf vem procurando manter bons canais de interlocução com os entes públicos em diferentes níveis de governo. O pleito mais recente encabeçado por nossas entidades, entretanto, preocupa não apenas por sua dimensão econômica, mas por possuir também um forte componente estratégico, que pode prejudicar não somente a indústria gráfica, mas todo o plano de desenvolvimento da Nação. Estamos falando da importação de livros didáticos por editoras brasileiras no âmbito do Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD), do governo federal. Em linhas gerais, ocorre que o Ministério da Educação (MEC) tem comprado livros produzidos por gráficas estrangeiras. Ou seja, no fim das contas, o contribuinte brasileiro paga pela geração de empregos em gráficas de países como Chile e Peru. Isso sem falar nos impostos que deixam de ser pagos e reinvestidos por aqui. Antes que nos chamem de protecionistas, vale ressaltar que, com a importação de livros didáticos, estamos indiretamente exportando, de graça, todo o conteúdo de nossas obras educacionais. E num mundo cada vez mais competitivo, nos parece descabido que entreguemos, assim de bandeja, informações tão estratégicas aos nossos concorrentes internacionais. lceregato@abigraf.org.br


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Revista Abigraf 257  
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