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revista

issn 0103•572x

revista abigraf 256 novembro / dezembro 2011

a r t e & i n d ú s t r i a g r á f i c a • a n o x x x VI • n o v / d e z 2 0 1 1 • nº 2 5 6


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Acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul

ISSN 0103-572X Publicação bimestral Órgão oficial do empresariado gráfico, editado pela Associação Brasileira da Indústria Gráfica/Regional do Estado de São Paulo, com autorização da Abigraf Nacional Rua do Paraíso, 533 (Paraíso) 04103-000  São Paulo  SP Tel. (11) 3232-4500  Fax (11) 3232-4550 E-mail: abigraf@abigraf.org.br Home page: www.abigraf.org.br

Tropical, óleo sobre tela, 42,5 × 50 cm

REVISTA ABIGRAF

Presidente da Abigraf Nacional: Fabio Arruda Mortara Presidente da Abigraf Regional SP: Levi Ceregato Conselho Editorial: Cláudio Baronni, Egbert Miranda, Fabio Arruda Mortara, Flávio Tomaz Medeiros, Guilherme Granzote Calil, Levi Ceregato, Manoel Manteigas de Oliveira, Mário César de Camargo, Plinio Gramani Filho e Ricardo Viveiros

Assinatura anual (6 edições): Brasil: R$ 60,00 América: US$ 70,00 Europa: US$ 80,00 Exemplar avulso: R$ 12,00 (11) 3159-3010

4 REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Em plena fase de reestruturação, a Escola Senai Theobaldo De Nigris comemora quatro décadas dedicadas ao ensino profissionalizante nas áreas gráfica e de celulose e papel, renovando‑se a partir das demandas do mercado.

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arte & indús tria gráfica • ano xxxvi • n ov/dez 2011 • nº 2 5 6

A publicidade no papel

Profissionais discutem os desafios e oportunidades da publicidade na mídia impressa frente à difusão dos meios eletrônicos. A convergência entre os vários veículos de comunicação e o perfil multiplataforma das empresas são as principais tendências.

ro 2011

Editoração Eletrônica: Studio52 Impressão e Acabamento: Gráfica Bandeirantes Capa: Laminação Soft Touch, Hot Stamping e Relevo (com fitas MP do Brasil): UVPack

40 anos de Artes Gráficas

A obra de Ado Malagoli evidencia uma perfeita integração entre técnica e emoção, com os temas sendo tratados com toques que vão do romantismo ao realismo. Como professor, promoveu uma revolução no ensino das artes plásticas, instigando seus alunos para o moderno.

revista abigraf 256 novemb ro / dezemb

Elaboração: Clemente & Gramani Editora e Comunicações Ltda. Rua Marquês de Paranaguá, 348, 1º andar 01303-905  São Paulo  SP Administração, Redação e Publicidade: Tel. (11) 3159-3010  Fax (11) 3256-0919 E-mail: gramani@uol.com.br Diretor Responsável: Plinio Gramani Filho Redação: Tânia Galluzzi (MTb 26.897), Ada Caperuto, André Mascarenhas, Clarissa Domingues, Marco Antonio Eid, Milena Prado Neves, Ricardo Viveiros e Tainá Ianone Revisão: Giuliana Gramani Colaboradores: Álvaro de Moya, Claudinei Pereira e Claudio Ferlauto Edição de Arte: Cesar Mangiacavalli Produção: Rosaria Scianci

À frente do seu tempo

Capa: O Gato Preto, óleo sobre tela, 64,7 × 54 cm, 1954 Autor: Ado Malagoli


O Brasil em Frankfurt

18 50 96 108 114

A Revista Abigraf entrevista Sérgio Machado, presidente do Grupo Editorial Record, sobre a participação brasileira na principal feira do setor editorial no mundo. Para ele, o momento favorável da economia do País foi decisivo para os resultados positivos durante o evento.

Descortinando oportunidades

Para os mais de 500 congressistas que participaram do 15 -º Congraf, realizado em Foz do Iguaçu no começo de outubro, as novas tecnologias serão decisivas para que o setor se reinvente e continue a crescer.

Offset + digital

Em artigo que antecipa as tendências da Drupa 2012, o jornalista Andrew Tribute discute a integração da impressão offset com a tecnologia digital em um único workflow, as ferramentas que já estão disponíveis e aponta os nichos de mercado mais interessantes para a impressão digital.

Os caminhos de Plácido Loriggio

Sem se enquadrar no perfil do gráfico tradicional, ele escreveu seu nome na história do setor ao participar ativamente da modernização de uma das mais importantes empresas do segmento, além de contribuir para as entidades da classe.

Thomas Baccaro investe em fine art

Depois de destacar‑se na fotografia publicitária, o fotógrafo quer dedicar‑se cada vez mais à linguagem como uma expressão artística. Em novembro levou sua visão do cotidiano da gente do agreste para Nova York. No começo de 2012 será a vez de São Paulo receber a mostra “Silêncio”.

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Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini

Neste ano, 102 empresas, através de 284 produtos, concorrem ao maior prêmio da indústria gráfica nacional. Os vencedores serão conhecidos no dia 22 de novembro, em festa que acontece no Expo Barra Funda.

Editorial/Fabio Arruda Mortara�����������������������������6 Rotativa�������������������������������������������������������������8 Lançamento Livro Ricardo Viveiros��������������������42 Economia/ Região Norte�����������������������������������70 Opinião/ José Conrado Santos/ PA��������������������74 Gráfica Belvedere/ AM��������������������������������������76 Gráfica Alves/ PA���������������������������������������������78 Gráfica Sagrada Família/ PA�����������������������������80 Impressões/ Cláudio Baronni����������������������������82

Sustentabilidade/ Prêmio Sociambiental������������83 IBF/ 50 Anos����������������������������������������������������90 Drupa 2012�����������������������������������������������������92 Open House Heidelberg������������������������������������94 Quadrinhos/ Álvaro de Moya���������������������������102 Ilustração/ Victor Leguy����������������������������������103 Olhar Gráfico/ Cláudio Ferlauto�����������������������104 Sistema Abigraf���������������������������������������������118 Mensagem/ Levi Ceregato������������������������������122

NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

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editorial

Fabio Arruda Mortara

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Nacional) e do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP)

Indústria gráfica e o resgate da Agenda 21

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cerca de oito meses da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o Meio Ambiente, a Rio+20, a ser realizada em junho de 2012, a indústria gráfica brasileira antecipa-se na defesa de medidas essenciais para a erradicação da miséria, inclusão social, melhoria da qualidade da vida e preservação ambiental. São itens constantes da quase esquecida Agenda 21, o principal documento da Eco 92, realizada há vinte anos no Rio de Janeiro, na qual os chefes de Estado de todo o mundo comprometeram‑se com metas ainda não cumpridas. Acreditamos que, independentemente da ONU e do contexto internacional, o Brasil tem condições de fazer essa grande lição de casa em prol do desenvolvimento. Por isso, no 15 º‒  Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica (Congraf), realizado de 8 a 11 de outubro em Foz do Iguaçu, aprovamos por unanimidade um documento contendo propostas a serem defendidas pela Abigraf Nacional. Dentre as prioridades, uma das mais prementes é ligada à cadeia produtiva da comunicação impressa: a educação pública de qualidade para todos os brasileiros impossibilitados de pagar escolas particulares. Por isso, propomos, enfaticamente, que 10% do PIB seja investido no ensino. Nesse sentido, também sugerimos a ampliação dos programas governamentais de compras de livros, tanto em número de exemplares, quanto de títulos e gêneros. Entendemos como um avanço a inclusão, já implementada, de obras de literatura e de interesse geral, além das didáticas. Contudo, a imensa diversidade do conhecimento no mundo contemporâneo abre espaço para que os alunos das escolas públicas recebam uma gama mais ampla de livros. Também deve ser ampliada a compra de material escolar básico, como cadernos, lápis, borracha e régua. Sugerimos que mais governos estaduais e municipais engajem-se nesse esforço. Contribuiria ainda para o incremento dos nossos padrões educacionais a oferta irrestrita de papel importado para o segmento editorial. REVISTA ABIGRAF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

A recém‑adotada exigência de licença prévia de importação deixa o empresário gráfico refém de monopólios, cujo volume de produção nem sempre atende à demanda nacional. Com menos insumos disponíveis para esse mercado, o risco de reajuste nos preços é real. Outra medida de estímulo à educação seria isentar os cadernos e materiais escolares de todos os impostos, barateando o seu custo e facilitando a compra por parte de famílias de menor renda. Defendemos, também, a implantação de bibliotecas públicas nos municípios brasileiros, no mínimo de uma para cada trinta mil habitantes. A “Carta de Foz do Iguaçu” contém ainda propostas para a saúde, outro fator condicionante ao sucesso da meta de erradicação da miséria e melhoria da qualidade da vida: defendemos a isenção de impostos incidentes sobre as embalagens dos medicamentos. Tal medida baratearia o custo dos remédios. O mesmo raciocínio aplicase às embalagens dos produtos que compõem a cesta básica. Sem a pesada carga tributária, haveria reflexos positivos no preço dos alimentos, cuja tendência de elevação tem sido objeto de crescente preocupação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Preconizamos também a desoneração da folha de pagamento, que levaria à formalidade um grande número de trabalhadores e reduziria os custos de produção, refletindo em produtos gráficos mais acessíveis. Em contraste com essa proposta, a nova lei relativa ao aviso prévio, estendendo-o a até 90 dias, onerará ainda mais as empresas. A qualidade da vida é outro desafio crucial. Por isso, propomos a criação de linhas de crédito, com juros diferenciados, para investimentos em produção limpa nas gráficas. O setor há tempos preocupa-se com isso, e muitos avanços já se verificaram. Porém, a disponibilidade de recursos possibilitaria que milhares de pequenas gráficas, a maioria nesse parque empresarial, pudessem realizar essa lição de casa da sustentabilidade. Educação, saúde, segurança alimentar, inclusão social e salubridade do habitat são as bases de sustentação da humanidade no século XXI. Por isso, a indústria gráfica brasileira mobiliza‑se no sentido de contribuir para o sucesso do Brasil no cumprimento desse compromisso essencial com a presente e as futuras gerações. fmortara@abigraf.org.br


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IMPRESSÃO PROFISSIONAL


Compulaser lança Caderno Profissão 2012 Plural certifica provas digitais E

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o dia 20 de outubro, a Compu­ laser lançou o Caderno Profissão 2012 para gráficos e designers. Se­ guindo a temática “Brasil, um país de cores” o produto, repleto de imagens e acabamentos especiais, objetiva embasar o trabalho dos profissionais de cria­ção através de mos­truá­rios de tipos de pa­péis, re­ levos, laminações, ho­lo­gra­f ias, hot stamping, vá­rios tipos de dobras e cortes, tabela de aproveitamen­ to de papel, comparativo de cores Pantone e CMYK, informações para fechamento de arquivo, glos­sá­rios e normas, além de uma seção es­

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pe­cial com informações técnicas referentes à produção gráfica. Renato Oliveira, diretor co­mer­ cial da Compulaser, que contou com o patrocínio da HP para o projeto, viu neste produto uma forma di­fe­ren­cia­da de pre­sen­tear clien­tes. Com a ajuda do designer

Darcio Andrade, a ideia transfor­ mou-se em um caderno com um novo conceito re­f e­r en­c ial que pretende fazer parte do dia a dia de designers e gráficos. O lança­ mento ocorreu na Escola Senai Theo­bal­do De Nigris. www.compulaserg.com.br

www.plural.com.br

Bignardi cria nova identidade para o Eco Millennium O Grupo Bignardi desenvolveu

Gedigi debate impressão digital em junho de 2012

maior congresso sobre mer­ cado, aplicações e tec­no­lo­gias de impressão digital já tem data e local confirmados. A II Con­ ferência de Impressão Digital – Gedigi será rea­li­za­da no dia 11 de junho de 2012, no Hotel Mak­ soud Plaza, em São Paulo. Com o tema geral “A mídia impressa no futuro”, o evento trará es­pe­

m outubro a Plural con­ quistou a ISO 12.647/7 – Pro­ vas Digitais, certificação que comprova que a gráfica con­ fec­cio­na provas digitais de co­ res de acordo com os requisi­ tos estabelecidos pela norma in­ter­na­cio­nal, o que garan­ te a padronização e fidelida­ de de cores na impressão off­ set. Os soft­wares e hard­wares utilizados para a confecção de provas digitais são certifi­ cados pela ISO. A  verificação das provas é rea­li­za­da por pa­ râmetros colorimétricos e os perfis são aplicados de acor­ do com o tipo de papel: cou­ ché, supercalandrado, LWC , offset e jornal. Cada prova di­ gital recebe um selo de ga­ rantia da certificação aceito in­ter­na­cio­nal­men­te.

cia­lis­tas internacionais, além de programação completa de pa­ lestras divididas em dois subte­ mas: estratégico e tecnológico. As palestras estratégicas deba­ terão assuntos como os merca­ dos de impressão digital, venda de soluções, cases de sucesso em impressão digital e mí­dias so­ ciais. As  palestras tecnológicas

versarão sobre o mundo das im­ pressoras digitais, a importância da automação do fluxo de traba­ lho, soluções para impressão di­ gital e web-to-​­print. No final do evento será lançado o livro Futuro da Impressão Digital: Drupa 2012. O evento será organizado pela APS Feiras e Eventos. www.gedigi.org.br

um novo conceito para a linha de pa­péis reciclados Eco Millennium, carro chefe da Bignardi Pa­péis. A nova apresentação vem ao en­ contro dos valores que a empresa trabalha há anos. A embalagem é transparente, para demonstrar a aparência do papel reciclado, va­ lorizando também o lado so­cial do papel. Para passar a ideia de que a ­união é capaz de promover a sus­ tentabilidade, a embalagem é per­ sonalizada com bonequinhos de papel de mãos dadas. www.grupobignardi.com.br

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CONCEITOS JTA

Transformando ideias em realidade. Ferrostaal Equipamentos e Soluções Ltda • São Paulo: (11) 5522-5999 • Rio de Janeiro: (21) 2537-8603 • Amazonas: (92) 3622-4026 • Bahia/Sergipe: (71) 3357-0671 • Ceará: (85) 3476-1021 • Espírito Santo: (27) 3254-1377 • Goiás/Distrito Federal/Tocantins: (62) 3232-8800 • Minas Gerais: (31) 3299-0500/9165-9196 • Paraná: (41) 7813-2937 - ID 85*220655 • Alagoas/Pernambuco/Paraiba/Rio Grande do Norte: (81) 3421-4379 • Rio Grande do Sul/Santa Catarina: (51) 3325-2346 • www.ferrostaal.com.br • graphic.br@ferrostaal.com


Mudança no conselho da KBA A pós o rea­l i­n ha­m en­to bem-​ s­ ucedido da Koe­nig & Bauer AG, o presidente Helge Hansen solici­ tou ao conselho a antecipação de sua substituição para permitir en­ tregar as ré­deas da empresa a um novo sucessor no final de outu­ bro. Em decisão unânime do con­ selho fiscal, Claus Bolza Schüne­ mann, então vice-​­presidente, foi no­m ea­d o para ocupar o cargo. “Como reconhecido es­pe­cia­lis­ta

Claus Bolza Schünemann

de engenharia de impressoras e representante da família de fun­ dadores, Claus Bolza-​­Schünemann tem todas as qualificações ne­ces­ sá­r ias para assumir o comando e para defender o nosso desen­ volvimento contínuo”, afirmou o conselho em comunicado ofi­cial. www.kba.com

WG Papéis amplia frota A fim de oferecer aos gráficos as melhores soluções em ne­gó­cios,

Um convite à preservação Para comunicar a certificação FSC, a Paper Express enviou para

alguns clien­tes um convite à preservação da natureza. O kit personalizado tem formato de um envelope com as laterais abertas. Usando elementos da identidade vi­sual adotada pela Paper Express, as folhagens do envelope ganham vida e con­ti­ nuam a arte do envelope. As fo­ lhas verdes são da semente do palmito jussara, encaminhado na embalagem convidando o clien­te a adotar medidas que

preservam o meio am­b ien­te, plantando a árvore e imprimin­ do suas peças na Paper Express. “A Paper já adota medidas sus­ tentáveis há muitos anos, desde ajustes nas instalações prediais, passando por equipamentos ecológicos, matéria-​­p rima de fornecedores certificados e des­ tino adequado para re­sí­duos. A  certificação é uma compro­ vação desta política”, afirma Fabio Arruda Mortara, diretor executivo da Paper Express. www.paperexpress.com.br

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recentemente a área de logística da WG Pa­péis foi alvo de investi­ mentos na aquisição de dois cavalos mecânicos Mercedes-​­Benz e duas carretas tipo sider, ideais para o transporte de papel. Ao anun­ ciar a compra dos veí­cu­los, Márcio Burssed, diretor co­mer­cial da em­ presa, ressaltou que com a fi­lial do Rio de Janeiro, em operação des­ de maio, houve necessidade de agilizar o transporte de cargas. Os dois veí­cu­los pesados estão destinados às operações envol­ vendo grandes volumes, mas o foco principal da WG Pa­péis con­ tinua sendo o atendimento a clien­tes de pequeno e médio por­ te. “Não medimos esforços para atender os prazos acordados com nossos clien­tes”, frisa Burssed, explicando que os demais veí­cu­los da empresa são indispensáveis, es­pe­cial­men­te para assegurar um bom atendimento em São Paulo, onde há sistema de rodízio. Localizada na zona leste de São Paulo, a matriz tem a seu favor a proximidade com vias que dão acesso a diversas re­giões: Marginal Tie­tê, Fernão Dias, Rodovia Ayrton Senna, Via Dutra e Ro­doa­nel. A fi­lial do Rio de Janeiro foi instalada no bairro da Penha, o que também facilita o fluxo das entregas. www.wgpapeis.com.br


Avery Dennison atualiza formulações A

Avery Dennison está oferecendo ao mercado brasileiro uma nova geração de adesivos hot melt. Trata-se da nova versão da linha S2045, a S2045N. En­ tre os be­ne­fí­cios do novo produto es­ tão melhor adesão, tack ini­cial, coe­são e desempenho em baixas temperaturas,

redução de emissão de compostos or­ gânicos voláteis (VOCs) e melhor dispo­ nibilidade global de ma­té­rias-​­primas. A empresa também aprimorou as li­ nhas DFAM 430 e 450, que passam agora a contar com as mesmas vantagens da linha S2045N. www.averydennison.com.br

Suzano venderá ativos para diminuir dívida E

m entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Antonio Ma­ciel Neto, presidente da Suzano Papel e Celulo­ se, afirmou no final de outubro que a empresa ven­ derá tudo o que puder para diminuir sua dívida até o início das atividades da fábrica de celulose no Ma­ ranhão, previsto para 2013. Até agosto, após a divul­ gação dos resultados do segundo trimestre, o foco da Suzano era a necessidade de controlar os cus­ tos. Agora, com a disparada do dólar e a consequen­ te elevação no nível de endividamento, as atenções concentram-se na solidez financeira da companhia. A empresa tem como meta manter um nível de alavancagem, definido pela relação entre dívida líqui­ da e ebitda, de até 3,5 vezes. No terceiro trimestre, po­ rém, o indicador chegou a 4,2 vezes, ante 3 vezes no segundo trimestre. A alta foi causada principalmen­ te pelo impacto da valorização do dólar nas dívidas em moe­da estrangeira da companhia. A Suzano re­ gistrou no trimestre pre­juí­zo líquido de R$ 425,56 mi­ lhões, ante lucro de R$ 272,84 mi­lhões no mesmo pe­ río­do do ano passado. De  acordo com a empresa, caso o dólar tivesse encerrado o trimestre em R$ 1,70, o resultado líquido seria neutro. A receita líquida so­ mou R$ 1,22 bi­lhão de julho a setembro, número 6,1% su­pe­rior ao do mesmo pe­río­do de 2010, quando fi­ cou em R$ 1,15 bi­lhão. A preo­cu­pa­ção maior da Su­ zano não é momentânea, mas sim com 2013, quan­ do a si­tua­ção das dívidas deve atingir o momento mais delicado, já que os investimentos na fábrica em construção no Maranhão terão sido rea­li­za­dos e o re­ torno terá início apenas a partir de novembro. Ape­ sar dos números desfavoráveis no mercado de celulo­ se, responsável por aproximadamente 40% da receita da companhia, Antonio Ma­ciel não cogitou eventu­ ais novas alterações no cronograma da unidade do Maranhão, projeto ava­lia­do em US$ 3 bi­lhões.

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11 NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF dru1202_105x180+3_BR.indd 1

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Xeikon reforça presença na América do Sul A Xeikon está expandindo

Luiz Caropreso assume gerência de negócios da Diginove No início de outubro a Digino­

MWV Rigesa inaugura segunda unidade Caixa Pronta A MWV Rigesa inaugurou no dia 4 de outubro sua segunda uni­ dade Caixa Pronta, em Curiti­ ba, Paraná. A primeira unidade está localizada em São Paulo. O  modelo de ne­g ó­c ios é ex­ clusivo da empresa e consiste em uma unidade que fornece embalagens prontas, monta­ das, para os produtores de fru­ tas, legumes, verduras e, ainda, para in­dús­trias dos segmentos automotivo, metalomecânico e químico da re­gião, trazendo a agilidade de ter o produto para pronta entrega e na quantida­ de necessária para cada si­tua­ ção. Na nova unidade serão ofe­ recidas embalagens para o setor

hortifrutigranjeiro, como toma­ te, laranja, fruta de caroço, ba­ nana e legumes leves como pi­ mentão e berinjela. Para o setor in­dus­trial, será disponibilizada a linha de Bulk Container para 200 e 1.000 litros, embalagens customizadas, além das tec­no­ lo­gias Mill Mate para paletes de papel kraft de fibra longa e de impressões sofisticadas, Rige­ graphics. O Estado do Paraná é um dos maiores produtores de tomates do Brasil, além de ser forte também em outras frutas e legumes. A nova unidade está localizada na BR 116, km 110, nº 22.301, no bairro Tatuquara. www.mwvrigesa.com.br

ve, es­pe­cia­li­z a­da na representa­ ção e co­mer­cia­li­za­ção de soluções para acabamento em impressos digitais sob demanda ou uni­tá­ rios, anunciou Luiz Antonio Caro­ preso como seu novo gerente co­ mer­cial. Com mais de 25 anos de ex­pe­riên­cia em ­­áreas re­la­cio­na­das a mar­ke­ting e vendas, com passa­ gens por atividades de consulto­ ria, gerência co­mer­cial da Comar­ pe Embalagens e Ac­tion Gráfica Digital, Caropreso foi gerente exe­ cutivo da ABTG e de mar­ke­ting da Abigraf. “Luiz Caropreso é um pro­ fis­sio­nal que tem uma ampla visão do mercado e que, certamente, somará muito à nossa equipe, so­ bretudo na ação e divulgação de nossas tec­no­lo­gias e marca junto ao segmento gráfico. É mais uma peça que se junta à já engrenada equipe da Diginove”, disse Silvane Salamoni, diretora da empresa.

sua rede de distribuidores na América do Sul. A Davis Gra­ phics co­mer­cia­li­z a­rá no Chi­ le a série de impressoras di­ gitais Xeikon 3000, voltadas para a impressão de etique­ tas, enquanto a PTC Graphic Systems venderá os mesmos sistemas no Brasil. Os  novos acordos permitirão à Xeikon am­pliar sua presença na Amé­ rica do Sul, uma vez que a GSI já vende os equipamentos na Colômbia. A  Xeikon elegeu a Davis Graphics e a PTC como distribuidores em função da ex­pe­riên­cia de ambas as em­ presas no segmento gráfico, es­p e­c ial­m en­te no mercado de etiquetas autoadesivas. “Temos percebido um forte crescimento do mercado bra­ sileiro, sobretudo no campo das etiquetas. Muitos gráfi­ cos consideram que a impres­ são digital é a tecnologia ­ideal para responder ao aumento da demanda, tanto do pon­ to de vista da produtividade quanto da qualidade”, afirmou Miguel Troccoli, gerente da PTC no Brasil. www.xeikon.com

www.diginove.com.br

Agfa lança :Arkitex Graphix RIP 9

A Agfa anunciou durante a Ipex Expo 2011,

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rea­li­za­da em outubro em Vie­na, na Áustria, o lançamento de sua nova solução para fluxo de trabalho em jornais :Arkitex Graphix RIP 9. Integrada à plataforma :Arkitex (pacote de aplicativos para ge­ren­cia­men­to de fluxo de trabalho para jornais), a solução traz como novidade o suporte à tecnologia:Sublima, REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

que consiste no uso de retículas em frequên­ cia cross modulated, que permite que se mes­ clem as melhores características dos padrões AM e FM (estocástica) para obtenção de ima­ gens vi­sual­men­te mais atraen­tes, com maior nível de detalhes e qualidade. A gama tonal obtida pode ficar entre as porcentagens de 1 e 99 para ­­áreas de máxima

e mínima (tamanhos máximos e mínimos das retículas). O novo :Arkitex Graphix RIP 9 tam­ bém rea­li­za o trabalho aprimorado com da­ dos de cor, rodando em máquinas de 64 bits, e pode trabalhar com vá­rios tipos de docu­ mentos PDF. Sua estrutura está toda ba­sea­da na plataforma Harlequin. www.agfagraphics.com


Cresça Cresçacom comaaencadernadora Müller Martini. Acoro A7

Os impulsos para o crescimento são necessários aos impressores e encadernadores, devido à constante mudança no mercado da indústria gráfica. Para segmentos editorial/promocional e jornais, a Müller Martini, como fornecedora de sistemas, possui soluções de acabamento de impressão que vão além das suas expectativas, da mesma forma, para o segmento de embalagens e de impressão de segurança, a Müller Martini possui soluções de impressão rotativa offset ou híbrida. Nossa tecnologia é flexível, extremamente automatizada e permite rápidas trocas de trabalhos. O resultado: mesmo tiragens menores serão produzidos eficientemente e com rentabilidade, no menor tempo possível e a um custo baixo para a sua empresa.

- Sistema Digital Solution, para acabamento de impressos produzidos digitalmente. - Tecnologia avançada, para modernas salas de expedição de jornais; - Sistemas de encadernação, para a produção de impressos encadernados em lombada quadrada: revistas, livros, catálogos e etc; - Sistemas de livros de capa dura e máquina de costura, para livros finamente encadernados com lombadas perfeitamente arredondadas, montagem perfeita e sobrecapas precisamente ajustadas;

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- Sistemas de impressão offset rotativa, para produção e acabamento em linha de produtos impressos de alta qualidade, especialmente embalagens flexíveis, rótulos termo encolhíveis e etiquetas autoadesivas ou termo.

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Xerox apresenta nova linha de impressoras e multifuncionais

A Xerox lançou em outubro sete

novos produtos em primeira mão no Brasil: a impressora monocro­ mática Phaser 304, as multifun­ cionais WorkCentre 3045B e 3045I e as impressoras Phaser 6000 e 6010, além das multifuncionais WorkCentre 6015B e 6015I, as qua­ tro últimas em cores. O objetivo da Xerox é trazer para o consumi­ dor final todos os be­ne­fí­cios da alta tecnologia Xerox a melhores custos e reposição de suprimen­ tos, permitindo qualidade nas cores impressas e alta velocida­ de na produção de materiais em preto e branco. O di­f e­r en­c ial da compa­ nhia com o lançamento das novas linhas de impressoras e

multifuncionais “Entry Level” da Xerox é a adoção de produtos simples, mas com alta tecno­ logia, agregando design extre­ mamente compacto a produtos mais leves e que fun­cio­nam si­ len­cio­sa­men­te, sem ruí­dos, com garantia de 12 meses. Os equi­ pamentos poderão ser adquiri­ dos através de revendas Xerox ou pela loja vir­tual da empresa. A tecnologia HiQ ­ Led permite que as impressoras se ­ jam su­p e­r io­r es e mais baratas do que aquelas a laser, uma vez que pos­ suem menos pe­ ças móveis. Com

resolução de até 1.200 × 2.400 dpi, os equipamentos Xerox têm controle mais exato da intensida­ de da luz. As máquinas pos­suem um dispositivo de computador

integrado que se comunica com os dio­dos para garantir intensi­ dade uniforme da luz emitida, além de corrigirem o registro de cor automaticamente.

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Foi dada a largada para a Office PaperBrasil Escolar 2012 Faltando ainda dez meses para a próxima edição, os preparativos para a Office PaperBrasil Escolar já estão em andamento. O lança­ mento ofi­cial foi rea­li­za­do no dia 25 de outubro na sede da Fran­ cal Feiras, em São Paulo. A fei­ ra representa o principal encon­ tro ­anual do se­ tor de produtos e serviços para es­c ri­t ó­r ios, pa­ pe­la­rias e esco­ las. Durante o evento, toda a cadeia produtiva (fabricantes, va­ rejistas, atacadistas, distribuido­ res, supermercadistas, compra­ dores corporativos) reú­ne-se para estreitar o re­la­cio­na­men­to e rea­li­ zar ne­gó­cios. A  Office PaperBra­ sil é o maior evento de ne­gó­cios do setor nas Américas e a segun­ da maior do mundo, gozando de

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reconhecimento nos cinco con­ tinentes. Para muitos fabrican­ tes internacionais, ela representa a porta de entrada para o merca­ do brasileiro e os demais paí­ses da América Latina. “Com 25 edi­ ções rea­li­z a­das, a Office Paper­ Brasil tem uma imagem conso­ lidada como a o p o r t u ni da d e certa para a rea­li­ za­ção dos ne­gó­ cios deste setor tanto no merca­ do interno quan­ to no externo. Estamos muito sa­ tisfeitos com a grande adesão dos expositores no lançamento da edição 2012 e honrados pela con­ fian­ç a que depositam na feira”, comentou Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras, logo após o lançamento. www.officepaperescolar.com.br


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Nova Mercante tem novo espaço para armazenagem L ocalizado próximo à Rodo­ via Ayrton Senna, em São Pau­ lo, a Nova Mercante inaugurou em setembro um armazém três vezes maior do que o atual no bairro do Belenzinho, com ca­ pacidade para estocar cerca de seis toneladas de papéis, em condições técnicas ideais. Se­ gundo Felipe Moblize, diretor

superintendente da Nova Mer­ cante, o novo investimento foi feito pensando no atendimento aos clientes, no crescimento da empresa e do mercado. “Além disso, representa o nosso com­ promisso com os resultados da cadeia da comunicação impressa e os mercados da embalagem.” www.novamercante.com.br

Centenário da primeira máquina Roland

Vindos de Paris, os engenheiros

Louis Faber e Adolf Schleicher se associaram iniciando, em 1871, a produção de impressoras lito­ gráficas automáticas em Frank­ furt, na Alemanha. Poucos anos depois, em 1875, já em Offen­ bach, Alemanha, ingressaram no mercado internacional exportan­ do uma impressora Albatros para São Petersburgo, na Rússia. Mas foi somente após o falecimen­ to de ambos — Faber em 1896 e Schleicher em 1910 — que a em­ presa lançou o primeiro equipa­ mento com a marca Roland, em 1911, conquistando uma meda­ lha de ouro na Feira Internacional de Turim, na Itália. Naquela épo­ ca, sua denominação era Faber

& Schleicher AG . Em 1957 a ra­ zão social foi modificada para Ro­ land Offsetmaschinenfabrik Faber & Schleicher AG. Seguiu-se nova mudança, em 1979, após a fusão com a Maschinenfabrik AugsburgNuremberg (MAN), um acionis­ ta antigo e poderoso, surgindo, então, a MAN Roland Druck­mas­ chi­nen AG, transformada, a partir de 2008, em manroland AG. Cem anos se passaram desde que a primeira impressora Roland saiu da fábrica em Of­fen­b ach. Hoje, presente em todas as partes do mundo, a marca representa uma das três mais importantes forne­ cedoras de impressoras para a indústria gráfica. www.manroland.com

International Paper reestrutura áreas financeira e de RH Com o objetivo de fortalecer os

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ne­gó­cios na América Latina, a In­ ter­na­tio­nal Paper América Latina (IP) reestruturou duas ­­áreas es­ tratégicas no Brasil: diretoria fi­ nanceira e diretoria de recursos humanos. Dois executivos da IP, que atua­vam em outras unida­ des fora do País, foram transfe­ ridos para o Brasil. O americano Doug Hae­fer assumiu a posição de diretor de recursos humanos da IP América Latina. O executivo está na companhia desde 1995, quando iniciou seus trabalhos na fábrica de Ohio, e assumiu vá­rias posições com crescentes

imprimir e escrever) e plantas de conversão de CPG (papel cor­ rugado para embalagens), nos

Doug Haefer, novo diretor de recursos humanos da IP América Latina

responsabilidades na fábrica de Riverdale. Mais recentemente, atua­va como gerente de RH para o negócio de P&CP (papel para

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Marc Van Lieshout, novo diretor financeiro da IP América Latina, nas áreas de finanças e TI

Estados Unidos. Já o belga Marc Van Lieshout ocupa agora o car­ go de diretor financeiro da IP América Latina, sendo respon­ sável pela liderança das ­­áreas de finanças e TI. Marc será mem­ bro tanto do Lead Team da IP na América Latina quanto do Lead Team de Finanças em Memphis, Estados Unidos. O  executivo está na In­ter­na­tio­nal Paper des­ de 1989 e ocupou vá­rios cargos nas ­­áreas de finanças e ne­gó­cios em diversos paí­ses, incluindo Bél­ gica, França, Marrocos, México, Rússia e Estados Unidos. www.internationalpaper.com.br


ENTREVISTA Ada Caperuto

Sérgio Machado

O sucesso do livro brasileiro em tempos de economia estável Sérgio Machado explica os bons resultados das editoras nacionais na Feira de Frankfurt e fala sobre as perspectivas para o livro impresso nos próximos anos.

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oltando da Feira de Frankfurt, o principal evento do setor edi­to­ rial, que ocorreu no início de outu­ bro, Sérgio Machado, presidente do Grupo Edi­to­r ial Record — que reú­ ne os selos Record, Bertrand, Civilização Bra­ sileira, José Olympio, Best Seller e Verus —, conversou com a Revista Abigraf. Ele fala so­ bre os resultados positivos do Brasil no even­ to no mundo, es­pe­c ial­men­te em decorrência do programa de incentivo à tradução lançado pela Fundação Bi­blio­te­ca Na­cio­nal, e também do bom momento econômico do País. Acesso ao

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livro, incentivo à leitura, con­teú­do digital, im­ pressão sob demanda e outros temas são abor­ dados nesta entrevista, concedida diretamen­ te de Nova York, onde Machado estava, para conversar com editores dos Estados Unidos. Quais foram os resultados da Record na feira de Frankfurt? O fato de o Brasil ser o país ho­me­na­gea­do em 2013 fez aumentar o interesse das editoras alemãs. Percebemos isso durante a feira, mas a Lu­c ia­n a Villas Boas, nossa diretora edi­to­ rial, visitou as editoras antes do evento e em


cada uma delas conseguiu direitos autorais de obras que serão publicadas pela Record nos próximos meses. Foi um ano mais produtivo que os an­te­r io­res, com muitos autores novos. O que o senhor apontaria como diferenciais nesta edição da feira em relação às an­te­r io­res? Vou a Frankfurt há 35 anos, normalmente para comprar. Porém, hoje não existe mais o elemento surpresa. Anos atrás, não havia essa disponibili­ dade de comunicação. Agora temos oportunida­ de de ver catálogos com antecedência, participar de reuniões face a face. Com isso, podemos per­ ceber melhor o que cada editor tem a nos dizer e decidimos melhor. Temos acesso a livros que se­ quer estão escritos, resumos, teses. Fomos com uma equipe grande, de oito pes­soas, justamen­ te para ma­pear essas coisas, localizar o que nos interessava. Eu costumo dizer que a semana an­ tes da feira é a mais quente do evento, porque você tem que resolver antes, decidir, para não deixar um livro entrar em leilão, por exemplo. O fato de o nosso país ser o ho­me­na­gea­do em Frankfurt 2013 trará algum tipo de vantagem? Não, o que tem valor para o mercado edi­to­r ial é o bom momento da economia na­cio­nal. É a esta­ bilidade que o nosso país alcançou e que, espero, consiga manter. São essas as condições ne­ces­sá­ rias para o mercado edi­to­r ial se manter aqueci­ do. E isso ocorreu depois de um longo pe­r ío­do de ajuste, foi muito difícil. Não é uma coisa que acontece da noite para o dia, a economia só cres­ ce quando se começa a acumular a certeza de que essa estabilidade irá se manter. Hoje, o Bra­ sil é um país que desperta interesse mun­d ial. Somos, enfim, parceiros importantes das comu­ nidades economicamente bem estabelecidas. Em 2010, de acordo com a CBL, o número de exemplares vendidos cresceu 8,3% se considerar­ mos apenas as vendas ao mercado. Como o senhor avalia estes resultados e quais se­r iam os motivos para esse crescimento? É importante observar que o mercado brasilei­ ro está em expansão. E isso em um cenário de eco­no­mias estagnadas — como é o caso da Eu­ ropa. Os motivos dessa expansão são ób­v ios, a melhoria da renda da classe média, o surgi­ mento de uma nova classe média. E há tam­ bém os motivos culturais. É claro que é neces­ sário, antes, resolver o problema da educação, pois não há educação sem leitura. Quan­d o

se fala em crescimento econômico, você pen­ sa logo em seguida em educação. E, quando pensa nisso, pensa em leitura. Você puxa uma ponta dessas e as outras vêm atrás. O proble­ ma é que leva tempo, não é uma coisa que se compre na esquina, não se importa de Mia­mi. É um processo que leva gerações. Mas é algo que, de certa forma, já começou. Ainda não al­ cançou a velocidade desejada. Mas, como está em movimento, quem está nesse ônibus está feliz. O ônibus não está parado, vai devagar, mas segue andando. Há quem questione que o motorista dirige mal, mas, cada vez mais, ele está querendo melhorar suas técnicas de dire­ ção e há esperança que, em uma parada qual­ quer, possamos melhorar de ônibus também. Se as vendas cresceram, é correto inferir que as pes­soas estão lendo mais. O que, em sua opi­nião, o brasileiro está buscando para ler? Não existe resposta para essa pergunta. Há vá­ rias respostas e elas são mutantes. Este é um momento no qual percebemos dois fatos novos. Um é o leitor jovem, que, nessa última geração, real­men­te cresceu pela primeira vez. Basta ob­ servar na lista de mais vendidos a preponderân­ cia de livros para esse segmento. É talvez o que mais cresce. E também o segmento feminino, não apenas no Brasil; as mulheres do mundo inteiro leem mais que os homens. Mas elas são mais cons­cien­cio­sas, não vão diminuir a comida em casa para comprar um livro. Contudo, à me­ dida que começam a sentir uma sobra na recei­ ta disponível, incorporam-na ao mercado com­ prador rapidamente. Vemos isso no exemplo da Avon, que se transformou em um canal impor­ tante nas vendas de livros. No entanto, a pró­ pria natureza do mercado edi­to­rial é tão interes­ sante que permite trabalhar, si­mul­ta­nea­men­te, outros nichos. Não é porque um segmento se mostra mais dinâmico que ficamos impedidos de trabalhar outros sem tantas luzes sobre eles, como os romances históricos e os livros de não ficção, por exemplo — são diferentes editoras no mercado, e cada uma tem diferentes vocações. Em sua opi­nião, o que in­f luen­cia as pre­fe­rên­cias de leitura dos brasileiros? A internet é a grande in­f luên­c ia hoje. As co­ munidades [nas redes sociais] e essa multipli­ cação de intercâmbio. Antes você não tinha como se aproximar, por exemplo, de um grupo de jovens, saber a opi­nião deles. Hoje existem NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

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comunidades de fãs e a editora pode alimentar isso. O boca a boca sempre foi a melhor divul­ gação e a internet deu uma turbinada nisso.

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para queimar, e não creio que estejamos, nesse momento, prontos para isso. Além disso, o tablet não é o mais adequado — é pesado, não pode ser lido sob qualquer tipo de iluminação —, mas sim o e-​­rea­der. E acho que, antes, vem a questão de política edu­ca­cio­nal.

Outro ponto relativo a Frankfurt: persiste a preo­ cu­pa­ção com o digital. Há quem diga que o livro impresso não morre jamais. O  senhor concorda com este ponto de vista? Falando sobre a impressão sob demanda, para a Essa preo­cu­pa­ção já foi maior em outros anos. Record, o que representa a possibilidade de impri­ Eu participei de um seminário como represen­ mir livros em sistema que tem a característica de tante da América Latina, fui convidado para trabalhar com tiragens menores? discutir a questão do e-​­book. Uma das perguntas O meu catálogo é basicamente todo de licen­ foi esta: quanto tempo levaria para o livro ele­ ças. Estão vinculadas a contratos de direi­ trônico atingir o per­cen­tual de 10% de partici­ tos autorais que, para serem renovados, exi­ pação, que seria o patamar para dizer que a coisa gem novos adian­ta­men­tos. Então, o on demand começou a ter relevân­ clássico não tem valor cia? A meu ver, existem econômico para a edito­ três condições ne­ces­sá­ ra. Usamos esses equi­ Hoje, o Brasil é rias para esse negócio pamentos para tiragens um país que desperta começar a andar. A pri­ abaixo de mil, 800, 700 meira é o aparelho lei­ exemplares, e acima de interesse mundial. tor, o rea­der, que tem que 300, que tem deman­ Somos, enfim, ser bom, barato e bem da fraca, mas constante. difundido. E não temos parceiros importantes isso no Brasil. O segun­ Outros aspectos em des­ das comunidades do é a disponibilidade e taque no momento são a va­r ie­d a­de de con­teú­do. queda nas vendas de li­ economicamente bem Também não temos no vra­r ias “físicas” e o cres­ estabelecidas. Brasil. E, terceiro, a ex­ cimento das li­vra­r ias di­ pe­r iên­c ia de compra, o gitais, como a Amazon, site de vendas, deve ser muito informativo, con­ por exemplo. Como o senhor vê esse cenário? ter os chamados metadados, entrevistas, rese­ Conversei sobre isso com editores americanos nhas, resumos, imagens; ser um site que real­ agora mesmo, na minha passagem por aqui. men­te simplifica o processo de compra, com O mercado digital, seja ele do e-​­book ou como navegação intuitiva, bem feita. As nossas li­v ra­ co­mer­c ial digital, é muito dependente da li­ rias são muitos boas, mas não estão nesse pa­ vraria. Os sites melhoraram muito, mas a li­ tamar. Enquanto essas três condições não esti­ vraria tem um papel in­subs­t i­t uí­vel na divul­ verem resolvidas, é impossível calcular o prazo gação das novidades, na cria­ção da demanda. para isso acontecer. O que estamos fazendo é A grande questão é se essa demanda será exer­ nos preparar no Brasil. Precisamos fazer, não cida na compra de um exemplar físico ou digi­ adian­t a ignorar. A nossa parte é favorecer a tal. Eu acredito que sempre haverá espaço para questão do con­teú­do e estamos fazendo isso. os dois. Esta é a aposta da Barnes & Noble. Eles estão com ideias interessantes. Por exem­ Durante a Bie­nal do Livro do Rio de Janeiro [se­ plo, se você tiver o Nook, o rea­der deles, e exer­ tembro], o ministro da Educação, Fernando Had­ cer a compra [de um livro digital] dentro de dad, anunciou a possibilidade de o Governo Fe­ uma loja da rede, eles saberão que você está no deral distribuir tablets aos alunos de escolas IP [Internet Protocol] deles e te darão um des­ públicas, em substituição aos livros. Qual sua conto de 10%. Isso é justamente para estimu­ opi­nião sobre isso? lar a ida à livraria e, ao mesmo tempo, evitar Esta é a parte mais fácil do tripé, o custo [do que a loja vire um show­room e você acabe com­ equipamento], mas só isso não será su­f i­c ien­ prando na Amazon. O que concluo é que o jogo te e pode até ser prematuro, não ter utilidade. está no primeiro tempo, é muito difícil fazer Gasta-se um dinheiro que não temos disponível uma previsão sobre quem será o vencedor. REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011


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ARTE

Ado Malagoli Sem preconceitos e seguro do que almejava, o artista optou pelo Sul, pelas imagens gaúchas, pelo ensino de jovens pintores e a criação de museus. Não fez concessões, mas, a si mesmo, concedeu o direito de ser feliz, de viver com arte. Ricardo Viveiros

1 (página anterior) Vidas Secas: O grito, óleo sobre tela, 125 × 94 cm 2 (ao lado) Permanência do Tempo, óleo sobre tela, 73 × 59,5 cm

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Destinada à formação de mão de obra es­pe­ cia­li­za­da para a indústria e o comércio, seus cur­ sos de desenho receberam nomes como Volpi, Bonadei, Zanini e Rebolo (com quem Malagoli pintou painéis). Era ensino pro­f is­sio­na­li­zan­te, noturno, para pes­soas de baixa renda. Em es­ pe­cial, imigrantes que chegavam para “fazer a América”, mesmo que ao sul do Equador… Nos anos seguintes, de 1922 a 1928, Malagoli seguiu o mesmo caminho que os demais formados pela EPM: o Liceu de Artes e Ofí­cios de São Paulo. Lá, sob a orien­ta­ção dos professores ita­lia­nos Giuseppe Barchita e Enrico Vio (que o proibia de apagar erros, porque era vergonhoso), estu­ dou e trabalhou ao lado de Rebolo, Volpi e Za­ nini, alguns dos quais in­te­g ra­r iam, um pouco mais tarde, o emblemático Grupo Santa Helena. 5

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A arte como razão de viver

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ouco se conhece da sua origem sim­ ples e oriunda da imigração ita­lia­ na para o Brasil. Ado Malagoli nas­ ceu no dia 28 de abril de 1906 em Araraquara, interior de São Paulo, cidade que também deu ao Brasil e ao mundo outros nomes da cultura: o produtor de cine­ ma Herbert Richers, o gravador Lívio Abramo, a antropóloga Ruth Cardoso, o escritor Ignacio de Loyola Brandão e o diretor tea­tral José (Zé) Celso Martinez Corrêa.

A busca do mundo

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3. Os Restos do Tempo, óleo sobre tela, 46 × 33 cm 4. Sem Título, Serigrafia 5. Retrato de Ruth Malagoli, óleo sobre tela, 65 × 54 cm, 1948

Aos oito anos, órfão de pai e mãe, Malagoli dei­ xou a sua “Morada do Sol” rumo à capital do Es­ tado, onde foi viver com parentes. Como sempre soube o que desejava ser na vida, aos 16 anos diplomou-se em Artes Decorativas pela Escola Pro­f is­sio­nal Masculina, no bairro proletário do Brás. Hoje conhecida como Escola Técnica Es­ta­ dual Getúlio Vargas, esse educandário desem­ penhou relevante papel na formação de vá­r ios artistas plásticos que se tor­na­r iam famosos.

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Aos 22 anos, Malagoli vai para o Rio de Ja­ neiro, onde ingressa na respeitada Escola Na­cio­ nal de Belas Artes. Cinco anos depois, passa a fa­ zer parte do Núcleo Bernardelli, movimento em busca da liberdade de expressão. Aos 30 anos de idade forma-se pela Enba. Sua pintura, des­ de sempre, foi comprometida com os temas do co­ti­dia­no; seus primeiros quadros trazem o ros­ to da gente sofrida e alegre das favelas ca­r io­cas, em irônica mescla so­cio­ló­g i­ca. Em 1935, Mala­ goli recebe menção honrosa no Salão Na­cio­nal. O mundo oferecido

Mas foi aos 36 anos, com a tela “Por quê?”, que o artista tem o primeiro momento marcante da carreira. Malagoli conquista o Prêmio de Via­ gem ao Estrangeiro, no mesmo disputado salão.


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6. Nu Feminino, óleo sobre tela, 61 × 50 cm 7. A Capela, óleo sobre tela, 81 × 60 cm, 1989 Imagens: acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul

revista issn 010 3•572

arte & in dústri

a gráfic a • ano x xxvi • no v/dez

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Entre 1943 e 1946 o artista vive nos Es­ tados Unidos (Los Angeles, Chicago e Nova York), estuda nas universidades de Nova York e Co­ lumbia, interagindo com os brasileiros Edson Motta e Dja­ nira. No último ano de sua permanência nos EUA , a Galeria Ca­r een Gems, em NY, rea­l i­za uma ex­ posição in­d i­v i­dual do pintor. Todas as obras são vendidas, e uma delas é adqui­ rida pelo político e mecenas Nelson Roc­ke­fel­ler. De volta ao Brasil, Malagoli expõe aqui, na Argentina e na França (Salão de Outono). Em 1948 casa-se com Ruth, amor de toda a vida. Participa da I Bie­n al de São Paulo, em 1951. Monta ateliê no Rio de Janeiro e frequen­ ta as rodas de artistas da cidade. Era um boê­ mio e aventureiro “saudável”, como definia sua mulher. Tanto que se meteu na construção de uma estrada de rodagem em re­g ião inóspita. Com as mãos arrebentadas pela picareta, desis­ tiu e voltou para casa. Mas, claro, com muitas e ricas imagens na memória… Em 1952, com uma carreira promissora, Malagoli opta por viver em Porto Alegre. Sua atitude sur­preen­de colegas e críticos, mas seu coração e sua mente estavam seguros da esco­ lha. Aceita convite ofi­cial do governo do Estado do Rio Grande do Sul e assume a cadeira de Pin­ tura da Escola de Belas Artes. Em 1957, no cargo de diretor da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Estado, cria o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs).

Com uma visão além de seu tempo, desper­ tou a crítica negativa de colegas, pais e até mes­ mo de alunos mais ortodoxos. Muitas vezes, ouviu que em suas aulas se “desaprendia pin­ tura”. Foi o primeiro a introduzir debates entre os alunos, com cada um criticando o trabalho do outro e, assim, crescendo juntos na pintura e na vida. “Eu não posso ficar corrigindo qua­ drinhos”, dizia. E ensinava a ­criar sem limites, pesquisar e descobrir, transcender como cabe na verdadeira arte. Nos anos 1960, Malagoli pintou os primei­ ros “ca­sa­r ios”, expôs e recebeu prê­mios no Bra­ sil, voltando a via­jar para a Europa. Mais tarde, em mea­dos de 1980, aposentado das funções públicas, retoma pinturas com temas re­li­gio­sos, sob certo lirismo, e experimenta algumas abs­ trações. Sua obra demonstra uma perfeita in­ tegração entre técnica e emoção. Os temas são tratados com ampla visão da vida e trazem to­ ques que vão do romantismo ao rea­lis­mo, mas sempre com profundo respeito e amor. Há em suas telas a nítida determinação em mostrar que viver é difícil, mas vale a pena. Ado Malagoli morreu em 4 de março de 1994 em Porto Alegre (RS). Dois anos antes, o museu que fundou passou a ter seu nome: Mu­ seu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Mala­ goli. Diz o respeitado crítico de arte e escritor Jacob Klintowitz: “Eu o conheci bem e era im­ possível não gostar dele. Homem moderado, delicado, afável. Sua pintura tinha uma pátina de amor invisível”. 7

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revista abigra f 256 novem bro / dezem

bro 2011

O mundo escolhido

Capa

O Gato Preto, óleo sobre tela, 64,7 × 54 cm, 1954

Fruto de incontestável vocação, aluno de gran­ des mestres, possuidor de técnica apurada, ca­ paz de olhar o mundo além do aparente, com absoluto domínio das ma­té­r ias-​­primas e do instrumental da pintura e compromisso com a inovação permanente, Malagoli realizou uma verdadeira revolução no ensino das artes plás­ ticas. Soube, respeitando o estilo acadêmico em seus fundamentos, instigar seus alunos para o moderno. A rigor, antecipava o futuro.

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O legado de Frei Velloso Obras impressas no final do século XVIII pela Casa Tipográfica do Arco do Cego tinham o objetivo de resgatar décadas de atraso na produção de conhecimento em Portugal e impulsionar sua mais cara colônia.

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Ada Caperuto

ra o final do século XVIII, e o Brasil vivia ainda na penumbra da falta de livros e da proibição terminante — por parte da Coroa portuguesa — de imprimir-se qualquer tipo de publicação. Nascido em Minas Gerais, onde hoje é o município de Tiradentes, o frei José Ma­r ian­no da Conceição Velloso se tornaria uma das figuras centrais em um movimento de resgate das ciên­cias e das letras, em um Portugal devastado pelas guerras. Primo de Joaquim José da Silva Xa­v ier, o Tiradentes, frei José Ma­r ian­no era professor de matemática, retórica e ciên­cias naturais na capital da colônia quando, em 1782, iniciou uma expedição botânica que durou oito anos e percorreu as ca­pi­ta­nias do Rio de Janeiro e de São Paulo. Essas via­gens renderam a publicação da obra Flora Fluminensis, com a descrição e ilustrações de aproximadamente 1.400 es­pé­cies botânicas e importantes estudos sobre es­pé­cies vegetais. Em 1790, Frei Velloso mudou-se para Lisboa, onde se tornou diretor da Tipografia Calcográfica, Tipoplástica e Literária do Arco do Cego. Além da intenção de resgatar décadas de atraso na produção de conhecimento em terras portuguesas, outro objetivo da casa publicadora fica claro nas palavras do próprio re­li­g io­so, preservadas na dedicatória do tomo I da coleção O Fazen­ deiro do Brasil: “…trasladar em Português to­ das as me­mó­r ias estrangeiras que fossem con­ ve­nien­tes aos estabelecimentos do Brasil, para o melhoramento de sua economia rural, e das fábricas que dela dependem, pelas quais ajuda­ dos, houvessem de sair do atraso e da atonia em que atual­men­te estão, e se pusessem ao nível com os das Nações nossas vizinhas, e rivais no mesmo continente, assim na quantidade como na qualidade dos seus gêneros e produções”. REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Parte da produção dos quase três anos de fun­c io­na­men­to da Tipografia do Arco do Cego pode ser conhecida na mostra organizada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo de outubro a novembro. Entre as 70 obras expostas estavam gravuras e livros, que se complementam com mais 30 obras impressas em outras oficinas, de autoria de Frei Velloso, ou sob sua supervisão — ma­te­ rial se­le­cio­na­do por Cristina Antunes, curadora da Bi­blio­te­ca Bra­si­lia­na Guita e José Mindlin, à qual pertence o acervo, e Ermelinda Pataca, professora doutora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Nas palavras da curadora, trata-se de importante legado para o desenvolvimento e a difusão das ciên­cias na transição do século XVIII para o XIX em Portugal e, es­pe­cial­men­te, no Brasil. Arco do Cego

Incorporada por decreto à Impressão Régia em 1801, a Tipografia do Arco do Cego era um dos mais modernos centros de produção gráfica da Europa. Junto a ela fun­cio­ na­va uma fundição de tipos e uma escola de gravura para formar gente capaz de ilustrar os livros. Eram, ao todo, 60 fun­cio­ná­ rios, entre gravadores, desenhistas e iluminadores. Apesar de sua vida curta, nela Frei Velloso publicou mais de 60 obras, sem contar as de autoria dos seus colaboradores, entre tratados de história natural, obras filosóficas traduzidas de diversas línguas e trabalhos voltados para a indústria e para a arte da ilustração, do desenho, da pintura e da arquitetura. Com a transferência da corte para o Brasil em 1808, Velloso voltou para o Rio e conseguiu uma ordem para que fossem despachados para lá não só os exemplares das obras publicadas, como as chapas abertas na Oficina do Arco do Cego, os estudos inacabados e demais pa­péis de sua pro­prie­da­de in­te­lec­tual. Morreu antes que isso acontecesse, em 14 de julho de 1811, mas seu espólio está hoje conservado pela Fundação Bi­blio­te­ca Na­cio­nal. E, melhor, pode ser acessado no site http://bndigital. bn.br/200anos/tipografia.html.


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21º‒

Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini

Gráficas estão mais seletivas na escolha das peças

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Cresce o padrão médio de qualidade dos trabalhos inscritos no maior concurso do setor gráfico brasileiro.

a noite de 22 de novembro o Expo Barra Funda abre mais uma vez suas portas para a cerimônia de entrega do Prêmio Brasileiro de Excelência Gráfica Fernando Pini. Já incorporado ao calendário como a grande festa da indústria gráfica, o evento encerra o ano para o setor, oportunidade na qual os profissionais encontram clien­tes, fornecedores e mesmo seus principais concorrentes, celebrando suas conquistas e fazendo um balanço do pe­r ío­do. Nesta 21ª‒ edição, 102 empresas, representadas por 284 produtos, passaram para a segunda fase do concurso, concorrendo ao conta-​­fios dourado em 60 ca­te­go­r ias (dis­tri­buí­das em 11 segmentos). No total, 164 gráficas, de 14 estados, inscreveram 950 peças no prêmio. Ainda serão dis­tri­buí­ dos três prê­mios de Atributos Técnicos do Processo — chamados de Grand Prix —, que reconhecem a Melhor Impressão, o Melhor Acabamento Cartotécnico e o Melhor Acabamento Edi­to­r ial entre todos os produtos finalistas. O concurso também entrega prê­mios para fornecedores do setor gráfico em 13 ca­te­go­r ias. No ano passado, 1.285 produtos, inscritos por 175 empresas, participaram da primeira fase do concurso. “As gráficas estão cada vez mais seletivas no momento da escolha dos materiais que en­ via­rão ao concurso. Podemos perceber isso pela elevação no padrão médio das peças em todas as ca­te­go­r ias”, afirma Francisco Veloso, coor­de­na­dor do Prêmio Fernando Pini desde 1999. REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Inscrições 950 produtos 164 empresas 14 estados Finalistas 284 produtos 102 empresas 12 estados Distribuição por estados – Finalistas Estado Produtos Empresas

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Esse aumento na qualidade dos trabalhos permeou praticamente todas as ca­te­go­r ias, segundo o coor­de­na­dor, com destaque para revistas, livros e embalagens, que brilharam em função da diversificação dos recursos de enobrecimento aplicados e do uso de materiais di­fe­ren­cia­dos. “Sentimos também um cuidado extra na fase de pré-​­impressão, que se refletiu, por exemplo, na qualidade das imagens”. Uma novidade no regulamento da edição 2011 do concurso foi a exclusão da categoria de impressão digital em função da maturidade da tecnologia. “An­te­r ior­men­te, havia uma diferença clara entre o que era impressão digital e offset, disparidade que não existe mais. O que fizemos foi só adequar o concurso à rea­li­da­de do mercado”, explica Veloso. Outra inovação foi o uso do tablet da Apple como plataforma de pon­tua­ção na primeira fase do julgamento, que ocorreu no início de outubro. Cada jurado usou o iPad de forma in­di­v i­dua­li­za­da, possibilitando que as notas fossem computadas em tempo real, evitando a transcrição das ava­lia­ções e conferindo maior segurança e rapidez ao processo. A segunda etapa aconteceu nos dias 9 e 10 de novembro. Entre as empresas finalistas, Ipsis, Facform, Log & Print e Plural são as que concorrem com o maior número de produtos: 20, 18, 14 e 12, respectivamente. Os vencedores serão conhecidos em festa comandada pela jornalista Izabella Camargo e encerrada com show de Lulu Santos. Nas páginas seguintes apresentamos a relação completa dos finalistas.


Trabalhos finalistas classificados por categoria Os vencedores de cada categoria serão anunciados na cerimônia de entrega do XXI Prêmio Fernando Pini, no dia 22 de novembro de 2011

LIVROS Livros de Texto Ipsis Gráfica e Editora Produto: Casa Velha Cliente: Instituto Cultural Cidade Viva Ipsis Gráfica e Editora Produto: Memória Colonial do Ceará, 1618/1720 Cliente: Editora Colofon Ipsis Gráfica e Editora Produto: Versos de Circunstâncias – Carlos Drummond de Andrade Cliente: Instituto Moreira Salles Geo‑Gráfica e Editora Produto: A Bíblia da Inovação Cliente: Leya/Lua de Papel Geo‑Gráfica e Editora Produto: 25 Anos da Companhia das Letras – Coleção Prêmio Nobel Cliente: Companhia da Letras Livros Culturais e de Arte Ipsis Gráfica e Editora Produto: Bíblia Carlos Araujo Cliente: Artinspirit Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: Fotografias – Araquém Alcântara – Grupo Qualicorp Cliente: Araquém Alcântara Fotografia e Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: A Paisagem do Rio de Janeiro na Gravura Cliente: G.Ermakoff Casa Editorial Ipsis Gráfica e Editora Produto: Terra Brasil Cliente: Araquém Alcântara Fotografia e Editora Formag’s Gráfica e Editora Produto: Ama – Sustentabilidade Moda Cultura Cliente: Iodice Livros Institucionais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Theatro Municipal do Rio de Janeiro / Um Século em Cartaz Cliente: Jauá Empreendimentos Culturais

Ipsis Gráfica e Editora Produto: Jules Sauer – O Caminho das Pedras Cliente: Victor Burton Design Gráfico Ipsis Gráfica e Editora Produto: Conselho Federal de Farmácia – 50 anos Cliente: Conselho Federal de Farmácia Gráfica e Editora GSA Produto: Relatório do Bandes (Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo) Cliente: Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo Pigma Gráfica e Editora Produto: Book Budweiser Cliente: Camacho Promoções Livros Infantis e Juvenis Stilgraf Artes Gráfica e Editora Produto: Adélia Cozinheira Cliente: WG Produto RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Disney Enciclopédia de Personagens Animados (6 vols.) Cliente: Babel Editora de Livros Corprint Gráfica e Editora Produto: Buriti Mirim 1 Cliente: Editora Moderna Ibep Gráfica Produto: O Acampamento de Tinker Bell Cliente: Ibep Editora Ibep Gráfica Produto: Tinker Bell em Apuros Cliente: Ibep Editora Livros Ilustrados e Livros Técnicos Ipsis Gráfica e Editora Produto: Dicionário Ilustrado do Vinho do Porto Cliente: CJ‑31 Design e Comunicação Sociedade Vicente Pallotti Produto: O Livro Ilustrado Sul Sports Cliente: Sul Sports Revista Sociedade Vicente Pallotti Produto: Entre Dois Mundos Cliente: Instituto Ling

Sociedade Vicente Pallotti Produto: Livro Maracanã Cliente: Clube dos 13 Gráfica e Editora Posigraf Produto: Maquiagem O Boticário Cliente: Botica Comercial Farmacêutica Livros Didáticos Corprint Gráfica e Editora Produto: Conect – História 2 Cliente: Editora Saraiva Corprint Gráfica e Editora Produto: Conect – Gramática Cliente: Editora Saraiva Corprint Gráfica e Editora Produto: Buriti Ciências 2 Cliente: Editora Moderna Ricargraf Gráfica e Editora Produto: Ventana vol. 1 (aluno) Cliente: Editora Moderna Ricargraf Gráfica e Editora Produto: Ventana vol. 1 (professor) Cliente: Editora Moderna Guias, Manuais e Anuários Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: 35º Anuário CCSP Cliente: Produx Ipsis Gráfica e Editora Produto: Guia Chic: um Guia de Moda e Estilo para o Século XXI Cliente: Senac – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial Facform Impressos Produto: Manual de Eventos Festivos do Nordeste Cliente: Globo Nordeste Gráfica Santa Marta Produto: Anuário do Ceará Cliente: Empresa Jornalística O Povo Litocomp Indústria Gráfica e Editora Produto: Catálogo de Oficina Embraer modelo 2 Cliente: Onda Set

NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

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REVISTAS Revistas Periódicas de Caráter Variado sem Recursos Gráficos Especiais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista Mag nº 23 Cliente: Lumi 5 Propaganda, Marketing e Eventos Ipsis Gráfica e Editora Produto: Revista Airborne Tam Cliente: New Content Editora e Produtora Ibep Gráfica Produto: Trip nº 193 Cliente: Trip Editora e Propaganda Ibep Gráfica Produto: Trip nº 191 Cliente: Trip Editora e Propaganda Ibep Gráfica Produto: Revista Mit nº 41 (março 2011) Cliente: Custom Editora Revistas Periódicas de Caráter Variado com Recursos Gráficos Especiais Facform Impressos Produto: Engenho de Gastronomia Cliente: Revista Engenho Sociedade Vicente Pallotti Produto: About Shoes Cliente: About Editora Ipsis Gráfica e Editora Produto: Gourmet Life Cliente: Siquini Gráfica Editora e Fotolito Ibep Gráfica Produto: Bíblia do Pescador 2011 Cliente: Editora Grupo Um Rona Editora Produto: Imobiliare Cliente: AD2 Editora

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Revistas Infantis/Juvenis ou de Desenhos Log & Print Gráfica e Logística Produto: Sociedade da Justiça – Nova Fase – Novas Ameaças Cliente: Panini Brasil Log & Print Gráfica e Logística Produto: Hulk Anual Cliente: Panini Brasil Log & Print Gráfica e Logística Produto: Marvel Terror 2 Cliente: Panini Brasil Log & Print Gráfica e Logística Produto: Supreendentes X‑Men Destroçados Cliente: Panini Brasil Aquarius SBC Editora Gráfica Produto: Prancheta de Pintura Disney nº 8 Cliente: Editora Abril REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Revistas Institucionais Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Interyachts Cliente: Marzi – Interyachts Corgraf Gráfica e Editora Produto: Pré‑Impressão “Sigep 9º Prêmio Paranaense” Cliente: Sigep – Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná Ipsis Gráfica e Editora Produto: Unique Magazine Cliente: Com Forward Marketing Ipsis Gráfica e Editora Produto: Amarello nº 6 Cliente: Tomas Biagi Carvalho Gráfica Print Indústria e Editora Produto: Revista Corpo e Arte Cliente: Rocha e Lino e Cia.

JORNAIS Jornais Diários Impressos em Coldset Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S.Paulo (a) Cliente: Empresa Folha da Manhã Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S.Paulo (b) Cliente: Empresa Folha da Manhã Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S.Paulo (c) Cliente: Empresa Folha da Manhã Empresa Folha da Manhã Produto: Folha de S.Paulo (d) Cliente: Empresa Folha da Manhã S/A O Estado de S.Paulo Produto: O Estado de S.Paulo – edição 18/07/11 Cliente: S/A O Estado de S.Paulo Jornais de Circulação Não‑Diária Sociedade Vicente Pallotti Produto: Kzuka Cliente: RBS Ogra Indústria Gráfica Produto: Paper 40 Cliente: International Paper Plural Editora e Gráfica Produto: Universo Gastronômico nº 15 Cliente: Ombrello Editora Gráfica e Editora Posigraf Produto: Le Monde Diplomatique nº 50 Cliente: Polis Instituto de Estudos, Formação e Assessoria CGB Artes Gráficas Produto: Jornal Tudo Cliente: Jornal Tudo

PRODUTOS PARA IDENTIFICAÇÃO Rótulos Convencionais sem Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Café Brasil Cliente: Cia. Cacique de Café Degráfica Impressos Produto: Cevada Live Solúvel Cliente: Farinhas Integrais Cisbra Gráfica Rami Produto: Cerveja Petra Weiss Bier 500 ml Cliente: Cervejaria Petrópolis Gráfica Rami Produto: Cerveja Petra Bock 500 ml Cliente: Cervejaria Petrópolis Multilabel do Brasil Produto: Sorvete Yogo Molico – Nestlé – Frutas Vermelhas Cliente: Jaguar Plásticos Rótulos Convencionais com Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Vinho Sinuelo Cliente: Irmãos Molon Gráfica Rami Produto: Amaciante Ypê Intenso 2 litros Cliente: Química Amparo Gráfica Rami Produto: Coral Tinta Acrílica Rende Muito – Balde 18 litros Cliente: Fibrasa Nordeste Gráfica Rami Produto: Licor Galys – Mint Chocolate 700 ml Cliente: Destillerie Stock do Brasil Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Vodka Zvonka 960 ml Cliente: Dubar Indústria e Comércio de Bebidas Rótulos em Autoadesivo sem Efeitos Especiais Indemetal Gráficos Produto: Whey Excell 90 Cliente: New Millen Demográfica Impressos Produto: Xarope de Morango Fórmula Cliente: Best Indústria e Comércio de Bebidas Degráfica Impressos Produto: Vinho Fino Tinto Seco Gamay Cliente: Vinhos Salton Brazicolor Indústria Gráfica Produto: Beneditino Vinho Tinto Licoroso Doce Cliente: Predebon Com. Serviços


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Ibema Speciala. O futuro ganha mais cor. O presente ganha mais branco. A Ibema trabalha de forma sustentável, sempre pensando no futuro. Um futuro com mais cor, mais sorrisos e mais diversidade. Ao mesmo tempo em que busca preservar o meio ambiente e valorizar os aspectos sociais, a Ibema enfatiza também as suas relações com os clientes, oferecendo sempre produtos inovadores dentro do segmento de papelcartão. Produtos em constante evolução, como o novo Ibema Speciala - um papelcartão premium, com alta rigidez, graças à pasta mecânica em seu interior, e a maior brancura da categoria. Com o Speciala, as expectativas do mercado são superadas, alcançando um branco inigualável no presente. E muita cor no futuro.

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Ready do Brasil Indústria e Comércio Produto: Amber Lager Número 3 Cliente: Grimor Rótulos em Autoadesivo com Efeitos Especiais Degráfica Impressos Produto: Vinho Casa Geraldo Reservado Cliente: LC Marcon Indústrias Degráfica Impressos Produto: Vinho Vivere Cliente: Vinícola Goes e Venturini Degráfica Impressos Produto: Vinho Dal Pizzol 200 Anos Cliente: Vinícola Monte Lemos Gráfica Reúna Produto: Salton 100 Anos Cliente: Vinhos Salton Gráfica Reúna Produto: Guatambu Luar do Pampa Cliente: Guatambu Indústria e Comércio de Alimentos Etiquetas P+E Galeria Digital Produto: Pulseira Swatch Cliente: Swatch Sky Artes Gráficas Produto: Tag Envelope Brooksfield Super 150 Cliente: Via Veneto Sky Artes Gráficas Produto: Tag Ecko Function Cliente: TBC Gestão de Marcas Sky Artes Gráficas Produto: Tag Primavera Cliente: Cia. Hering Grafdil Impressos Produto: Tag Chave Inverno 2011 Cliente: Biamar Malhas e Confecções

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Adesivos Indemetal Gráficos Produto: Adesivo Ceratti Cliente: Ceratti Sky Artes Gráficas Produto: Cromos para Livro Ilustrado Carros 2 Cliente: Editora Abril Sky Artes Gráficas Produto: Cromos Zoiones Cliente: Orbis Editora Sky Artes Gráficas Produto: Cromos e Cards para Livro Ilustrado Princesas Cliente: Editora Abril Gráfica Coppola Produto: Bloco de Stickers Cliente: Joy Paper REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

ACONDICIONAMENTO Embalagens Semirrígidas sem Efeitos Gráficos Caeté Embalagens Produto: Embalagem para Hamburger Cliente: Pampa Burger Imprint 2011 Gráfica e Editora Produto: Caixa Box Farmoquímica Cliente: Farmoquímica Exklusiva Gráfica e Editora Produto: Sugary Glow Cliente: Luiza Dal Cosméticos Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro – Congraf Produto: Óllio Sensações de Amêndoas Cliente: Jequiti Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Nova Linha de Embalagens Sadia Cliente: BRF – Brasil Foods Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Grafdil Impressos Produto: Caixa Vert Castanha Cliente: Dimed Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cartucho Coração Napolitano Cliente: Cacau Show Kriativa Gráfica e Editora Produto: Embalagem Box Retangular Unitário Cliente: Technos da Amazônia Serzegraf Produto: Embalagem Chocolate Trufado ao Leite Cliente: Pão de Açúcar Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro – Congraf Produto: Caixa Sabonetes Sabores Jequiti 50 g Cliente: Jequiti Embalagens Semirrígidas com Efeitos Gráficos Especiais Box Print Grupograf Produto: Estojo Floratta Rose Amour Mães 11 Cliente: Botica Comercial Farmacêutica Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro – Congraf Produto: Caixa Celular Xperia (Neo) Cliente: Foxconn Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro – Congraf Produto: Trufa Leite 28% de Cacau 220 g Cliente: Ibac – Cacau Show

Indústria e Comércio Gráfica Conselheiro – Congraf Produto: Cacau Fashion Morango 100 g Cliente: Ibac – Cacau Show Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Linha de Cartuchos Talento Edição Especial – Trufas e Frutas Vermelhas Cliente: Chocolates Garoto Embalagem de Micro‑Ondulados Gráfica e Editora Sarapuí Produto: Cartucho Cachaça Santo Grau Cliente: Natique Escala 7 Editora Gráfica Produto: Cartucho Amarula 750 ml Cliente: Bacardi Brasil Makro Kolor Gráfica e Editora Produto: Bipack Green Label Cliente: Diageo Brasil Makro Kolor Gráfica e Editora Produto: Duo Pack Buchanan’s – Duty Free Cliente: Diageo Brasil Corgraf Gráfica e Editora Produto: Destinatário Silgitz Cliente: Silgitz Laboratório Embalagens Sazonais Facform Impressos Produto: Baú do Galo da Madrugada Cliente: Globo Nordeste Facform Impressos Produto: DVD Fim de Feira Cliente: Banda Fim de Feira P+E Galeria Digital Produto: Caixa Bradesco Cliente: Bradesco Jofer Embalagens Produto: Nestlé Ovo Gold 330 g Cliente: Nestlé Brasil Brasilgráfica Indústria e Comércio Produto: Caixa Panettone Brasilgráfica 2010 Cliente: Brasilgráfica Indústria e Comércio Embalagens Impressas em suportes metálicos Real Steel Corte e Impressão Produto: Latas Philips Walita Cliente: Philips Walita Real Steel Corte e Impressão Produto: Lata Coleção Quebra‑Cabeça Cliente: Santa Edwiges Real Steel Corte e Impressão Produto: Latas Vintage Cliente: Santa Edwiges


WS Real Print Produto: Latas Festival de Trufas Cliente: Litografia Palmira WS Real Print Produto: Latas Vampiro Cacau Show Cliente: Litografia Palmira Embalagens Flexíveis Plasc – Plásticos Santa Catarina Produto: Looney Jumbo Pack M – 26 Unidades Cliente: Aloés Indústria e Comércio Inapel Embalagens Produto: Tempero Knorr Meu Frango – Limão com Orégano Cliente: Unilever Brasil Peeqflex Indústria e Comércio Produto: Biscoitos Ecológicos Disney – Fadas e Carros Cliente: Pelagio Inapel Embalagens Produto: Purê de Batatas 1.000 g Cliente: Ajinomoto Interamericana Indústria e Comércio Papéis Amália Produto: Chamex Super International Paper Cliente: International Paper do Brasil Sacolas Facform Impressos Produto: Sacola Revista Engenho Cliente: Revista Engenho Facform Impressos Produto: Sacola Rio Ave Cliente: Rio Ave Facform Impressos Produto: Sacola Globo Nordeste Cliente: Globo Nordeste Grafdil Impressos Produto: Sacola Rachel De Martini Cliente: Rachel De Martini Confecções Qualigraf Editora e Gráfica Produto: Sacola ZGT Jeans Cliente: Zigurat Confecções

PROMOCIONAL Pôsteres e Cartazes Facform Impressos Produto: Cartaz Dia do Mídia Cliente: Globo Nordeste Efeito Visual Serigrafia Produto: Pôster Fiado só Amanhã Cliente: Simon VS Digital Produto: Quiosque Chopp Brahma Cliente: Gestão e Pilz Vektra Gráfica e Editora Produto: Cartaz Eristof Cliente: Bacardi Martini do Brasil

Papéis Amália Produto: Banner Natal Coca‑Cola Cliente: Coca‑Cola Recofarma Indústria do Amazonas Catálogos Promocionais e de Arte, sem Efeitos Gráficos Especiais Ipsis Gráfica e Editora Produto: Catálogo da Exposição de Arte Waltercio Caldas – A Série Negra Cliente: Gabinete de Arte Raquel Arnaud Alpha Ultrapress – Beta Imagem Empresa Fotográfica Produto: Catálogo Fazenda Ouro Branco Cliente: Ant’s Design Companhia da Cor Stúdio Gráfico Produto: Palavra Cerzida Cliente: Simone Villani e Flávia Drummond Naves Nova Digital Soluções Personalizadas Produto: Legendary Routes – Route 66 Cliente: Auto Entretenimento Formag´s Gráfica e Editora Produto: Casa Cor Book Colection Rio de Janeiro Cliente: Editora de Cor Catálogos Promocionais e de Arte, com Efeitos Gráficos Especiais RR Donnelley Editora e Gráfica Produto: Paula Fernandes – Ao Vivo Cliente: Talismã Adm. de Shows e Ed. Musical Leograf Gráfica e Editora Produto: Book de Diretrizes da Marca Eudora Cliente: O Boticário Mais Artes Gráficas e Editora Produto: Catálogo Mood Cliente: Cyrela Brasil Reality Makro Kolor Gráfica e Editora Produto: Catálogo Conceito Loja Anália Franco Dzarm Cliente: Cia. Hering Midiograf Gráfica e Editora Produto: Catálogo Carolina Ferrarini Cliente: Renan Francys Pissolatto Relatórios de Empresas Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Relatório Anual Bradesco Cliente: Camarinha Ipsis Gráfica e Editora Produto: Relatório de Atividades IFHC 2010 Cliente: Instituto Fernando Henrique Cardoso

Leograf Gráfica e Editora Produto: Relatório Anual Invepar Cliente: Investimentos e Participações em Infraestrutura Mais Artes Gráficas e Editora Produto: Relatório de Sustentabilidade Tractebel 2011 Cliente: Tractebel Energia Rona Editora Produto: Relatório Mendes Junior Cliente: Mendes Junior Trading Engenharia Folhetos Publicitários P+E Galeria Digital Produto: Skate Cliente: ZGDM Ricargraf Gráfica e Editora Produto: Portfólio Cliente: Diageo Prosign Indústria e Comércio Produto: Jogo Americano Cliente: Prosign Ind. e Comércio Mais Artes Gráficas e Editora Produto: Cartela de Cores Lycra Cliente: Invista Tecnologia Textil Ind. Com. Mais Artes Gráficas e Editora Produto: Fichas Pascal Campo Belo Cliente: SKR Incorporação e Construção Kits Promocionais Litografia Bandeirantes Produto: Cartucho Promocional “Belezas Naturais – Terra Brasil” Cliente: Litografia Bandeirantes Grafitusa Produto: Vale Cliente: Vale Maxi Gráfica e Editora Produto: Baú Portinari Cliente: Assoc. Cultural Candido Portinari Antilhas Produto: Embalagem Maternidade Mamãe Bebê Natura Cliente: Natura Cosméticos Formag´s Gráfica e Editora Produto: Book Técnico Cliente: Grupo Doria Displays, Móbiles e Materiais de Ponto de Venda de Mesa Stilgraf Artes Gráficas e Editora Produto: Display Transitions Cliente: Full Jazz P+E Galeria Digital Produto: Gaiola Tam Cliente: Tam Vektra Gráfica e Editora Produto: Móbile Eristof Cliente: Bacardi Martini do Brasil

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Gráfica Universal Produto: Display Dom Porfirio Cliente: BB Tobacco Unibrac Indústria Comércio Embalagens Produto: Display de Mesa Renew Gold Cliente: Avon Cosméticos Displays e Materiais de Ponto de Venda de Chão Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Rio Cliente: McDonald’s Brasil Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Piratas do Caribe Cliente: The Walt Disney Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Caminhão Transformers Cliente: Hasbro Brasil Escala 7 Editora Gráfica Produto: Display Portal Gillette Cliente: Procter & Gamble Unibrac Indústria Comércio Embalagens Produto: Display de Chão Renew Gold Cliente: Avon Cosméticos Calendários de Mesa e de Parede Ipsis Gráfica e Editora Produto: Calendário Studio SC 2011 Cliente: Studio SC Fotografia Facform Impressos Produto: Calendário de Mesa Tecpel Cliente: Tecpel Facform Impressos Produto: Calendário de Mesa 50 Anos Coral Cliente: Tintas Coral Facform Impressos Produto: Calendário Renato Filho Cliente: Renato Filho Facform Impressos Produto: Calendário Movimentos Cliente: Theatro Municipal do Rio de Janeiro

COMERCIAL

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Cartões de Mensagem Facform Impressos Produto: Cartões Personalizados Futebol Cliente: Globo Nordeste Efeito Visual Serigrafia Produto: Catálogo Mag Design Cliente: Mag Design P + E Galeria Digital Produto: Avião Sadia Cliente: Sadia Mais Artes Gráficas e Editora Produto: Cartão de Aniversário Cliente: M. Bistrô

Ativaonline Editora e Servicos Gráficos Produto: Cartão de Natal Especial – Hospital 9 de Julho Cliente: Hospital 9 de Julho Convites Facform Impressos Produto: Convite Warner Bros Cliente: Warner Bros Ultrapress Editora Gráfica Produto: Convite de Formatura – Viçosa Julho de 2011 Cliente: Formandos de Viçosa de Julho de 2011 Mais Artes Gráficas e Editora Produto: Convite de Casamento – Natalia e Eduardo Cliente: Natalia e Eduardo Gráfica Águia Produto: Convite Julio de Felicitações Cliente: Vitor Hayashida Corgraf Gráfica e Editora Produto: Casamento Patrícia e Alexandre Cliente: Danielle Arte Cartões de Visita Grafiset‑Gráfica e Serviços de Off‑Set Produto: Cartão de Visita Mercopan Cliente: Mercopan J. Di Giorgio & Cia. Produto: Cartão de Visita Peixe Comunicação Cliente: Peixe Comunicação Art Cart Artes Gráficas Produto: Cartão de Visita Ateliê Vanustas Cliente: Ateliê Vanustas Multipla BR Produto: Cartão de Visitas Especial Cliente: Relíquias do Mundo Gráfica Águia Produto: Cartão de Visita Cliente: Imperium Papelarias P + E Galeria Digital Produto: Blocos Age Cliente: Age Comunicação GM Minister Editora Produto: Pasta com Bolsa Vale Cliente: Vale do Rio Doce Efeito Visual Serigrafia Produto: Papelaria HH Inteligência Cliente: HH Inteligência Assessoria Empresarial GH Comunicação Gráfica Produto: Pasta com Corte para Cartão Cliente: Massi Car Service

Corgraf Gráfica e Editora Produto: Papelaria DMS Grupo de Comunicação Cliente: DMS Grupo de Comunicação Formulários Contínuos, Jato e Mailer Cinco Gráfica Produto: Formulário Transonix Cliente: Transonix Gráfica Ipê Produto: Nota Fiscal Cliente: Brascampo Produtos Agropecuários Gráfica Ipê Produto: Nota Fiscal Idealiza Cliente: J. Bortoto Gráfica e Editora Impressos de Segurança Casa da Moeda do Brasil Produto: Selo Comemorativo Theatro Municipal de São Paulo Cliente: ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos Contiplan Indústria Gráfica Produto: Diploma Cliente: Prefeitura Municipal de Malhada Contiplan Indústria Gráfica Produto: Ingresso Cliente: CVC – Comunidade de Vida Cristã Primi Tecnologia Produto: Selo de Vistoria Cliente: SMTR – Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro Primi Tecnologia Produto: Ciat Cliente: SMTR – Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro Cadernos Escolares Espiralados ou Costurados ou Colados ou Argolados ou Grampeados, com Capa Dura ou Capa Flexível, conforme Norma 15733 Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Universitário Capa Dura Top Jolie 10 Matérias Cliente: Tilibra Produtos de Papelaria Tilibra Produtos de Papelaria Produto: Caderno Universitário Capa Dura Princesas 1 Matéria 96 Cliente: Tilibra Produtos de Papelaria Ótima Gráfica Produto: Coleção Linha Dolls Cliente: Ótima Gráfica Agendas Viena Gráfica e Editora Produto: Agenda Prime – Wood Cliente: Dr. Micro Sistema de Ensino 

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Facform Impressos Produto: Agenda Ariano Suassuna Cliente: Marluce e Eurico Grafset Gráfica e Editora Produto: Agenda Espiral Mini Cliente: Grafset Gráfica e Editora Print Midia Produto: Agendas Schulz Cliente: Gráfica e Editora Print Midia Ótima Gráfica Produto: Coleção Agenda Projeto Tamar Cliente: Projeto Tamar

PRODUTOS IMPRESSOS EM ROTATIVA OFFSET HEATSET Revistas Semanais Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece nº 556 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Revista Quem Acontece nº 562 Cliente: Editora Globo Plural Editora e Gráfica Produto: Revista Hola! nº 58 Cliente: Editora Siquini Plural Editora e Gráfica Produto: Revista Hola! nº 63 Cliente: Editora Siquini Plural Editora e Gráfica Produto: Revista Hola! nº 46 Cliente: Editora Siquini Revistas em Geral Log & Print Gráfica e Logística Produto: Casa Vogue nº 311 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Vogue nº 395 Cliente: Editora Globo Log & Print Gráfica e Logística Produto: Vogue nº 393 Cliente: Editora Globo Plural Editora e Gráfica Produto: Revista Rolling Stone nº 59 Cliente: Spring Ibep Gráfica Produto: Revista Daslu nº 46 Cliente: Trip Editora e Propaganda

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Catálogos Promocionais Plural Editora e Gráfica Produto: Natura Ciclo 14, 2011 Cliente: Natura Log & Print Gráfica e Logística Produto: Catálogo Colheita Jequiti Ciclo 09/2011 Cliente: SS Comércio de Cosméticos e Produtos de Higiene Pessoal REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Plural Editora e Gráfica Produto: Natura Ciclo 13, 2011 Cliente: Natura Plural Editora e Gráfica Produto: Catálogo LJ Femininas Marisa Cliente: Marisa GM Minister Editora Produto: Book Coca‑Cola 125 Razões Cliente: Coca‑Cola

São Francisco Gráfica e Editora Produto: As Maravilhas do Mundo Cliente: São Francisco Gráfica e Editora Vektra Gráfica e Editora Produto: Festas Brasileiras Cliente: Gráfica Vektra Kriativa Gráfica e Editora Produto: Agenda Litokromia 2011 Cliente: Litokromia

Encartes e Folhetos Promocionais Sociedade Vicente Pallotti Produto: Tok Cliente: Tok Comércio de Vestuário Sociedade Vicente Pallotti Produto: Zaffari Economizar é Comprar Bem Cliente: Cia Zaffari Sociedade Vicente Pallotti Produto: Deltasul Cliente: Deltasul Ibep Gráfica Produto: Revista C&A – Outubro – nº 9 Cliente: Trip Editora e Propaganda Ibep Gráfica Produto: Revista C&A – Dezembro – nº 11 Cliente: Trip Editora e Propaganda

Calendários Gráfica Gonçalves Produto: Calendário 2011 – Floresta Amazônica Cliente: Gráfica Gonçalves Corgraf Gráfica e Editora Produto: Calendário de Parede Corgraf Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Facform Impressos Produto: Calendário Facform Cliente: Gráfica Facform Gráfica e Editora Posigraf Produto: Calendário Posigraf 2011 Cliente: Posigraf Antilhas Produto: Calendário Antilhas 2011 Cliente: Antilhas Embalagens Editora e Gráfica

Jornais Plural Editora e Gráfica Produto: Jornal Metrô SP nº 1116 – 11/08/2011 Cliente: Publimetro Plural Editora e Gráfica Produto: Jornal Metrô SP nº 1083 – 27/06/2011 Cliente: Publimetro Plural Editora e Gráfica Produto: Jornal Metrô SP nº 1105 – 27/07/2011 Cliente: Publimetro Plural Editora e Gráfica Produto: Jornal Metrô SP nº 1055 – 16/05/2011 Cliente: Publimetro Ediouro Gráfica e Editora Produto: Jornal Peru Molhado nº 1039 Cliente: Editora Miramar

PRODUTOS PRÓPRIOS Kits Promocionais P + E Galeria Digital Produto: Caixa P+E Cliente: P+E Ótima Gráfica Produto: Kit Ótima Cliente: Ótima Gráfica

Catálogos e Folhetos em geral Corgraf Gráfica e Editora Produto: Manual de Pré‑Impressão 4ª Edição “Corgraf” Cliente: Corgraf Gráfica e Editora Eskenazi Indústria Gráfica Produto: Catálogo Promocional Eskenazi Cliente: Eskenazi Indústria Gráfica Efeito Visual Serigrafia Produto: Mostruário de Texturas 2011 Cliente: Efeito Visual Serigrafia Maxi Gráfica e Editora Produto: Vinil Maxi Gráfica Cliente: Maxi Gráfica Gráfica Coppola Produto: Fôlder Apresentação Coppola Cliente: Coppola Gráfica Revistas Próprias Maxi Gráfica e Editora Produto: Revista ABCDesign Maxi Gráfica nº 34 Cliente: Infólio Editora e Maxi Gráfica e Editora Rona Editora Produto: Palíndromo #1 Cliente: Rona Editora Ibep Gráfica Produto: Revista Sua Expressão nº 4 Cliente: Ibep Gráfica


Sacolas Próprias Cartonagem Hega Produto: Sacola Promocional Hega Jeans Cliente: Cartonagem Hega Facform Impressos Produto: Sacola Facform Cliente: Gráfica Facform Editora Gráfica Everest Produto: Sacola Gráfica Everest Cliente: Gráfica Everest Mais Artes Gráficas e Editora Produto: Sacola Provas – Mais Artes Gráficas Cliente: Mais Artes Gráficas e Editora Antilhas Produto: Sacola Embanews 2011 Cliente: Embanews

IMPRESSÃO SERIGRÁFICA Impressão em Serigrafia Imagem Brasil Impressão Digital Produto: Backlight Florata Dia das Mães Cliente: O Boticário Multipla BR Produto: Cartaz Argilotherapy Cliente: All Nature Prosign Indústria e Comércio Produto: Pasta Kit Treinamento Cliente: Prosign Indústria e Comércio Sutto Artes Gráficas Produto: Calendário Caesar Park Cliente: Merchand Design Sutto Artes Gráficas Produto: Jogo Americano + Porta Copo – Caesar Park Faria Lima Cliente: Marcelo Lopes Design

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NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

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Um poema de Ricardo Viveiros, escrito há quinze anos, vem a público como obra infanto-​­juvenil, com ilustrações do artista plástico Rubens Matuck e prefácio de Ziraldo.

Um poe­ta sonhador, esperançoso, mas solitário, ainda que cercado por muitas pes­soas, recebe do destino uma surpresa que se torna a motivação de sua vida: o amor, fruto de uma amizade verdadeira com um frágil filhote de passarinho, caí­do ao acaso, na janela de seu apartamento. Juntos eles crescem e sonhos começam a surgir. Mas o poe­ta logo percebe que a vida é imprevisível como a maré dos ocea­nos, do mesmo modo que traz coisas boas, também as leva. Essa é a história contada no livro O Poe­ta e o Passarinho (Editora Biruta). É a vigésima-​ ­quarta obra na carreira do jornalista e escritor Ricardo Viveiros e a primeira destinada ao público infanto-​­juvenil. A metáfora sua­ve sobre a perda foi redigida há quinze anos, quando o primogênito do autor, Ricardo Viveiros Filho, de 26 anos, e sua neta de apenas sete meses foram vitimados por um acidente de automóvel.

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Ricardo ao lado da esposa Marcia Cárdenas Viveiros e os filhos Miguel e Felipe REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

O jovem, também pai de outros dois filhos, era cartunista e chegou a trabalhar como ilustrador para a Revista Abigraf.  Diz um provérbio popular que é melhor acender uma vela do que amal­d i­çoar a escuridão. A “vela” de Ricardo Viveiros foi o texto, que simboliza essa perda, como tentativa de assimilar um dos momentos mais difíceis da vida do autor. Resgatado depois de 15 anos, o poe­ma foi repartido com amigos, como Rubens Matuck e Ziraldo. Inspirado pela leitura dos versos, o artista plástico fez uma série de ilustrações com lápis de cor alemão em papel de arroz chinês e presenteou Viveiros, com a sugestão para que ele lançasse um livro. Autor de obras bio­grá­fi­cas, didáticas, corporativas e de poe­mas para o público adulto, Viveiros recebeu incentivo do cartunista Ziraldo para fazer um livro direcionado ao público infanto-​­juvenil. Essa manifestação concretizouse no prefácio, escrito es­pe­c ial­men­te para O Poe­ta e o Passarinho, projeto que, de ime­d ia­to, interessou à Editora Biruta.  Para a campanha de divulgação à imprensa, a agência Rino Com desenvolveu fôlderes, banners e displays, agregando uma novidade: um folheto-​­re­lea­se com a foto conceitual da campanha — uma gaiola aberta com o livro saindo em busca de sua liberdade.   O lançamento aconteceu no dia 23 de outubro na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim, zona sul de São Paulo. Mais de quinhentas pes­soas pres­ti­g ia­ram Ricardo Viveiros na tarde de autógrafos.


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Comunicação reinventada Com o advento da internet e seu crescente uso como meio de comunicação, a publicidade no meio impresso ganha um novo papel. Milena Prado Neves

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N

a década de 1990, a rede mun­ de pes­soas (com 16 anos ou mais) usuá­r ias da dial de computadores dava os pri­ internet. Marcos Swarowsky, vice-​­presidente meiros passos para consolidar-se de veí­cu­los do IAB Brasil, esclarece que o cres­ como ferramenta de trabalho e cimento da publicidade nos meios digitais se meio de comunicação indispensáveis. No iní­ deve ao aumento do acesso à internet. “O Bra­ cio dos anos 2000, ela já era uma rea­l i­d a­de e sil é o terceiro país em vendas de novos com­ marcava seu papel na vida moderna. Es­sen­cial putadores e, consequentemente, os internau­ ao trabalho, à troca de informações e à conec­ tas consomem con­teú­do e serviços digitais tividade mun­d ial, a internet ganhou maior ex­ nestes equipamentos e nas novas tec­no­lo­ pansão com o desenvolvimento de novos dis­ gias que permitem acesso à rede, como celula­ positivos, em es­pe­c ial os portáteis, como os res, tablets e vi­deo­ga­mes. As 100 maiores em­ no­te­books, tablets e smartphones. presas brasileiras já investem 13,4% de seu De olho neste mercado, a receita publicitá­ orçamento em meios digitais”.   ria no universo online não para de crescer. O im­ O vice-​­presidente afirma ainda que, apesar presso, por sua vez, convida seus leitores a visi­ disso, hoje o per­cen­t ual do tempo de uso dos tarem sites na internet, fazendo a ponte entre o meios digitais é maior que o de investimento papel e páginas na rede repletas de animações, neste canal — ou seja, há muita audiência online informações mais atua­li­za­das e, claro, mais pu­ para pouca publicidade. “Essa equação, no en­ blicidade. Segundo o Interactive Advertising tanto, tende ao equilíbrio, pois o mesmo acon­ Bureau Brasil (IAB) — com dados do Projeto In­ teceu com a televisão em outra época. Vivere­ termeios —, o faturamento com publicidade em mos ainda um ‘amadurecimento digital’ por parte dos profissionais 2010, somados todos os da área que estão nas meios de comunicação, empresas, ou seja, nos foi de R$ 26,2 mi­l hões clien­tes, mas também — um crescimento de dos profissionais que es­ 18% em relação a 2009. tão nas agên­cias”, prevê. Somente a mídia digital expandiu 28% na com­ Dados do Ibope/ paração 2009-​­2010. En­ Niel­s en revelam que quanto isso, jornal teve a participação de mer­ aumento de 3,4% e re­ cado dos jornais vem vista de 14,9%. No que caindo ano a ano: em tange à participação de 2001 ela era de 21,2%, mercado destes veí­c u­ chegando a 12,4% em los, em 2010 o quadro 2010. O mesmo ocor­ foi o seguinte: jornal, re com as revistas, que “O impresso está migrando 12,36%; revista, 7,5% detinham 10,6% em e internet, 4,64%. rápido para o digital e oferecerá 2001 e fecharam 2010 com 7,5%. A internet, toda a riqueza desta mídia. enquanto isso, subiu Conectados Planejar uma campanha de 1,5% em 2003 para Com base nos dados multiplataforma é algo bem 4,6% em 2010. do Ibope, Intermeios, Apesar destes nú­ Anatel, Comscore e E-​ mais complexo e trabalhoso”. meros, Roberto Muy­ ­Bit, o IAB informa que Marcos Swarowsky, vice-presidente laert, presidente da As­ o Brasil fechou o ano de de veículos do IAB Brasil so­c ia­ç ão Na­c io­n al dos 2010 com 74  milhões

REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011


Editores de Revistas (Aner), afirma que o sucesso da internet se deve em grande parte ao impresso. “As revis­ tas podem ter perdido espaço para a internet, mas é importante lem­ brar que muito do con­ teú­do na rede provém das publicações im­ pressas. Por exemplo, entre janeiro e agosto de 2011, o site da re­ vista Capricho recebeu cerca de 72  milhões

“As revistas podem ter perdido espaço para a internet, mas é importante lembrar que muito do conteúdo na rede provém das publicações impressas.” Roberto Muylaert, presidente da Aner

de visitas. Além disso, ambas as mí­d ias estão crescendo, embora a in­ ternet tenha uma per­ centagem maior por ser uma mídia nova”. Efraim Kapulski, presidente da As­so­cia­ ção Brasileira de Mar­ ke­ting Direto (Abemd), explica que o impres­ so continua muito im­ portante no projeto de uma campanha, desde que levados em conta fatores essenciais para

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a ação. “Se bem planejada e executada, dificil­ a mobilidade está em expansão, um caminho mente uma peça impressa deixará de dar um sem volta. Estudo rea­l i­za­do entre as­so­c ia­dos bom retorno. Por isso, agên­cias e fornecedores do IAB projeta investimento de R$ 3,04 bi­l hões de mar­ke­t ing direto têm feito uso constante em 2011. Para fisgar este público ultraconec­ das mais avançadas possibilidades de comu­ tado, as campanhas estão cada vez mais con­ nicação, como sistemas vergindo em diversas de CRM, meios digitais mí­d ias. “As editoras de revista estão se trans­ e de impressão perso­ formando em empresas nalizada”. Os números multiplataformas. Tudo da Abemd confirmam tende a se tornar multi­ as explanações de Ka­ mídia. O impresso con­ pulski. Segundo a en­ ti­nua­rá a ter uma posi­ tidade, o mar­ke­ting di­ ção relevante tanto para reto vem crescendo a a publicidade quanto no taxas su­pe­r io­res a 12% segmento de revistas ao ano na última déca­ de consumo”, explica da, chegando a uma re­ o presidente da Aner. ceita de R$ 21 bi­l hões em serviços prestados Efraim Kapulski, da em 2009. O  aumento Abemd, apoia a opi­nião “A integração das plataformas projetado pelas empre­ da Aner. “A integração sas do setor é de pou­ das plataformas impres­ impressa e eletrônica co mais de 16% ao ano sa e eletrônica vem sen­ vem sendo praticada pelo até 2014. “O  setor de do praticada pelo merca­ mercado de marketing gráficas — impressão do de mar­ke­ting direto direto de maneira plena”. de maneira plena. Acre­ para mar­k e­t ing dire­ Efraim Kapulski, presidente da Abemd dito também que entra­ to — apresentou um mos em uma época de incremento de 9% em 2009, comparado ao ano an­te­r ior, com recei­ convivência mais intensa entre os vá­r ios canais tas estimadas de pouco mais de R$ 3 bi­l hões, de comunicação, integrando-se a fim de pro­por­ índice que comprova a importância das peças cio­nar os melhores resultados para as marcas. Não há supremacia entre um e outro, mas as impressas”, diz o presidente da Abemd. condições mais adequadas em que cada um deve ser utilizado, seja isoladamente ou em conjun­ Multiplataformas Ao final de 2011, os investimentos em mí­ to. Os anun­cian­tes sabem que precisam de to­ dia display (banners na internet) devem cres­ das as formas de comunicação, cada qual em seu cer 25%. Isso será equivalente a R$ 1,55 bi­ momento e com seus objetivos específicos”. lhão em anún­cios online. Outro R$ 1,55 bi­l hão O vice-​­presidente do IAB acredita que os im­ virá do ­search (publicidade através de buscas pressos con­ti­nua­rão a existir e, da mesma for­ na rede). Estes números representarão 10% do ma, a publicidade nestes meios permanecerá. total. Em um universo de 215 milhões de ce­ “O impresso está migrando rápido para o digi­ lulares, a mobilidade será cada vez maior, seja tal e oferecerá toda a riqueza desta mídia. Pla­ no celular, no­te­books ou tablets. As informa­ nejar uma campanha multiplataforma é algo ções também são do IAB, com dados do Ibope, bem mais complexo e trabalhoso. Vejo como um grande desafio da nossa entidade ­atuar na Intermeios, Anatel, Comscore e E-​­Bit. As previsões para este ano são de que a ven­ simplificação de se planejar e executar o meio da de smartphones ultrapasse a de computadores digital, mas não voltaremos à simplicidade do desktops, no­te­book e tablets. Mais um sinal de que modelo ultrapassado de TV apenas”. REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011


Quem patrocina as fronteiras do futuro vale muito. Mais que agradecer, queremos demonstrar todo o nosso reconhecimento aos nossos patrocinadores. Obrigado por trazer novos horizontes para o futuro da Indústria Gráfica.

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15º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica

Transformando ameaças em oportunidades O 15º‒ Congraf discute os desafios impostos pelas mídias digitais e conclui que a indústria gráfica pode usar as novas tecnologias para se reinventar e continuar a crescer.

H

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dias de palestras, reuniões e muitas trocas de ex­pe­r iên­cias, mais de 500 congressistas puderam refletir sobre os rumos da indús­ tria gráfica no Brasil e no mundo. Muito longe da resignação ou do desânimo que a si­tua­ção poderia suscitar, os sentimentos

predominantes durante o encontro foram de ­união e de otimismo dian­te das pers­ pectivas para o setor. “A indústria gráfica está numa encruzilhada, e esse congres­ so capta bem o momento. Porque, como toda encruzilhada, ela pode representar

André Mascarenhas

á um consenso em torno do fato de que a indústria gráfica terá de se reinventar para res­ ponder às novas demandas de comunicação cria­das a partir da consolida­ ção das mí­d ias e tec­no­lo­g ias digitais. E sa­ ber exatamente como sobreviver a estas mudanças parece ser o grande desafio im­ posto ao setor. A verdade, entretanto, é que há mais oportunidades do que amea­ças no meio dessa encruzilhada. Pelo menos esta foi uma das conclusões centrais do 15 º‒ Congresso Brasileiro da In­ dústria Gráfica (Congraf), rea­l i­za­do entre os dias 8 e 11 de outubro na cidade pa­ra­ naen­se de Foz do Iguaçu. Nos quase quatro REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Nacional e do Sindigraf


é importante que as gráficas se insiram no processo de comunicação de seus clien­tes. “Ser parte do processo é gerar demanda, in­ clusive aquelas que não exis­tiam antes, de­ senvolver produtos e soluções que o clien­te nem imaginava que precisaria”, exemplifi­ ca o consultor. Para o também consultor e es­pe­cia­lis­ta em conflito de gerações Sidnei Oliveira, o setor deve reinventar o produ­ to gráfico. “É preciso ficar de olho no com­ portamento do consumidor e inovar. Mas inovação não significa, ne­ces­sa­r ia­men­te, fazer tudo novo. Um produto antigo tem sempre o seu valor, e muitas vezes preci­ sa apenas ser re­po­si­c io­n a­do, melhorado e adaptado”, opinou durante a palestra “O perfil do novo consumidor – Geração Y”. Nesse sentido, explica Oliveira, é preciso tanto amea­ças como grandes oportunida­ des”, resumiu, na abertura do encontro, o presidente interino da Confederação Lati­ no-​­A mericana da Indústria Gráfica (Con­ latingraf), Mário César Martins de Ca­ margo, que comandou a assembleia geral da entidade durante o Congraf, reunindo representantes do Brasil, Argentina, Chi­ le, Paraguai e Uruguai. A própria mudan­ ça conceitual que marcou a concepção do evento refletiu o momento descrito por Mário César. Pela primeira vez, a grade de palestrantes deixou as discussões de as­ pectos co­ti­d ia­nos da indústria um pouco de lado para olhar de maneira mais abran­ gente para o futuro de toda a cadeia da comunicação impressa. Para o presiden­ te da ABTG, Reinaldo Espinosa, mais do que apresentar respostas, a proposta do encontro era suscitar a discussão. “Nosso objetivo é confundir, não explicar, ou seja, que todos saiam daqui pensando em como será o futuro da nossa indústria”, provocou Espinosa, também na abertura do evento. Quem assistiu à maioria das palestras pôde deixar o Congraf com algumas boas conclusões sobre os rumos do setor. Para o consultor gráfico Hamilton Terni Cos­ ta, que apresentou a palestra “O futuro da gráfica e a construção de valor nas rela­ ções comerciais”, as empresas que conse­ guirem ser mais do que fornecedores esta­ rão a meio caminho do sucesso nesse novo cenário. Nesse sentido, explicou Hamilton,

(E/D) Sidney Paciornik, presidente da Abigraf Regional PR e Claudio Baronni, presidente do Conselho Diretivo da ABTG

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15º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica

Fabio Mestriner

Bruno Mortara

que as empresas tenham es­tra­té­g ias para atingir o novo consumidor, de preferência com originalidade. “Lembrem-se sempre de que os jovens estão se conectando não só com os aparelhos, mas com as pes­soas e com o mundo. Há crian­ças hoje que só que­ rem usar cadernos que tenham selo de sus­ tentabilidade. É preciso ficar atento a estes comportamentos”, alertou.

Sidnei Oliveira

Mariela Castro

difundida em mea­dos da década passada, a mensagem tornou-se moda de mar­ke­ting entre as empresas que pre­ten­d iam surfar, sem grandes esforços cria­ti­vos, na onda da sustentabilidade. Por isso, uma das conclu­ sões centrais do Congraf foi exatamente

Flavio Botana

no sentido de reforçar a necessidade de se munir a indústria gráfica com mais infor­ mações em prol do caráter altamente sus­ tentável do produto impresso. Neste sen­ tido, o exemplo mais lembrado foi o da já bem sucedida Campanha de Valorização do

Sustentabilidade

Usar as novas mí­d ias digitais a favor da in­ dústria gráfica não significa, no entanto, que o setor deva ignorar um dos principais de­sa­f ios impostos por este novo cenário: a equivocada as­so­cia­ção do produto impres­ so com a devastação de florestas. Quem nunca recebeu um e-​­mail com uma men­ sagem de rodapé, supostamente “ecologi­ camente correta”, alertando o destinatário contra o “desperdício” de papel? Bastante

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Durante o Congraf foi realizada assembleia geral da Conlatingraf, com a participação de representantes da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai

Mesa constituída na abertura do congresso (E/D): Vitor Paulo de Andrade, presidente da Andipa; Jair Leite, presidente do Sigep; Reinaldo Espinosa, presidente Executivo da ABTG; James Hermes dos Santos, presidente do Conselho Diretivo da Abigraf Nacional; Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Nacional; Felipe Gonzalez, secretário de Turismo de Foz do Iguaçu, representando o prefeito; Sidney Paciornik, presidente da Abigraf PR; Mário César de Camargo, presidente interino da Conlatingraf; e Eduardo Quartim Chede, presidente da Abiea

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15º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica

Papel e da Comunicação Impressa, promo­ vida pela Abigraf Na­cio­nal, que tem o mote “Imprimir é dar vida”. Lançada no ano pas­ sado, com o apoio de dezenas de entidades de classe, a ini­cia­ti­va tem difundido com sucesso a ideia de que o papel no Brasil, além de facilmente reciclável, provém to­ talmente de florestas plantadas, que ainda

retiram da atmosfera toneladas de gases que provocam o efeito estufa. Na palestra “Ten­dên­c ias tecnológicas – Con­ver­gên­c ias de mí­d ias ou substitui­ ção?”, o diretor da ABTG Certificadora, Bru­ no Mortara, lembrou que, além de ter uma elevada pegada de carbono, a indústria de hard­ware é responsável pela produção de

toneladas de lixo eletrônico, altamente po­ luen­te e cujo descarte surge como o verda­ deiro desafio ecológico desta década. Isso sem falar nos enormes riscos à saú­de pro­ vocados pela prospecção dos metais ne­ ces­sá­r ios para a produção desses equipa­ mentos. Na opi­nião de Bruno Mortara, a indústria gráfica deve aprofundar essas

Educação e cria­ti­vi­da­de: as chaves para o crescimento P

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ara a maioria dos participantes do 15º Congraf, o balanço do principal fórum de dis­ cussões acerca das perspectivas da indústria gráfica brasileira foi bastante positivo. Quem pôde acompanhar algumas das mais de vinte palestras rea­li­za­das ao longo de cinco dias de evento, no Mabu Thermas Resort, em Foz do Iguaçu (PR ), saiu com a impressão de que o setor irá se manter forte enquanto o Brasil con­ti­nuar a crescer. O presidente da Abigraf Na­cio­nal, Fabio Arruda Mortara, re­ sumiu esse sentimento ao fim do encontro. Segundo ele, a qualidade dos palestrantes deu os sub­sí­dios para reflexões aprofundadas sobre o futuro. “Os resultados das análises que fizemos das amea­ças e oportunidades no setor, principalmente vendo as amea­ças como oportunidades, e não como um fato ruim, foram positivos. O Brasil está crescendo e precisa muito da indústria gráfica. Por isso, a mensagem que fica do Congraf é de muito otimismo”, disse Mortara. As palavras do dirigente ecoa­ram algu­ mas das principais palestras do congresso. Um dos pontos mais reforçados ao longo do encontro foi justamente a necessidade de se elevar a qualidade da educação brasileira para que o crescimento econômico que se tem observado nos últimos anos seja sus­ tentável. E, de acordo com o presidente do Conselho de Acompanhamento e Controle So­cial do Fundeb, o so­ció­lo­go Cesar Callegari, a indústria gráfica seria uma das principais be­ne­fi­cia­das com eventuais me­lho­rias nessa área. “Quan­do avança a educação, automati­ camente avança a indústria gráfica”, lembrou Callegari, que proferiu a palestra “Educação de qualidade como fator de sustentabilida­ de do desenvolvimento”. Na  apresentação, pon­tua­da por dados sobre a si­tua­ção da

educação brasileira, o so­ció­lo­go mostrou um dos motivos pelos quais a indústria grá­ fica americana produz anual­m en­t e mais de US$  130 bi­lhões, enquanto a produção brasileira está na casa dos US$  17  bi­lhões: nos EUA , os investimentos anuais por aluno são, em média, de US$  9,9 mil, enquanto que no Brasil estão na casa de US$  1 mil. “Investir mais e melhor em educação é um com­ promisso de natureza estratégica”, resumiu Callegari. “Minha esperança é que a indústria gráfica do Brasil se po­si­cio­ne”. A provocação deu resultados. Ao fim do Congraf, Mortara anunciou que a Abigraf apoiaria a proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, no âmbito do Plano Na­cio­nal de Educação, de investimento de 10% do PIB brasileiro em educação a partir de 2012. Cotidiano Para além da discussão política, o Congraf mostrou também a importância da reflexão para tomada de decisões práticas e ime­ dia­ta­men­te aplicáveis para a melhoria dos ne­gó­cios. Na  ava­lia­ção do presidente da Abigraf-PR , Sidney Pa­cior­nik, o Congraf foi um sucesso ao despertar nos congressistas análises não tão fáceis de se fazer no dia a dia. “No co­ti­dia­no, o empresário nem sempre tem tempo e sub­sí­dios para ava­liar melhor as suas es­tra­té­gias e ações. Aqui pudemos ter muito conhecimento e troca de ex­pe­riên­cias que nos darão embasamento para repensar nossas empresas”. Para Sidney, uma das prin­ cipais reflexões é sobre o quanto as empresas precisam trabalhar a intangibilidade, ou seja, melhorar suas marcas, reputação, cria­ti­vi­da­ de e mar­ke­ting. “É preciso focar menos em produto e mais no que podemos fazer real­ men­te para melhorar o negócio do clien­te.

Não só produzir o que nos pedem. Temos que nos antecipar e sugerir soluções”. As colocações do presidente da Abigraf-PR refletem as conclusões de uma das apresen­ tações mais disputadas do Congraf. Na pa­ lestra “Economia, sustentabilidade e futuro”, a es­pe­cia­lis­ta em economia cria­ti­va e susten­ tabilidade Lala Deheinzelin explicou por que entre 1981 e 2011 os aspectos intangíveis (marca, reputação, cria­ti­vi­da­de, cultura, design etc.) saltaram de 17% para 70% do valor de uma empresa. Os números dizem muito sobre uma das principais características que norteiam a chamada economia cria­ti­va. In­ vestir no capital so­cial e humano, na cultura, na inovação e na cria­ti­vi­da­de é a regra básica para as empresas que querem sobressair no presente e no futuro de alta competitividade. A orien­ta­ção da consultora para o setor gráfico é usar a economia cria­ti­va, a intan­ gibilidade e se renovar. “Cada vez mais as pes­soas querem ex­pe­riên­cia quando adqui­ rem um produto ou serviço. A  ex­pe­riên­cia pro­por­cio­na­da pelo impresso é muito mais rica do que a do mundo vir­tual, por exemplo. Por isso, é preciso conhecer o clien­te e o que ele quer, produzir por demanda e pensar na função, e não simplesmente na forma”. Na opi­nião do presidente da ABTG , Rei­ naldo Espinosa, essas conclusões devem ser, literalmente, tiradas do papel. Ou seja, mais do que colocá-​­las em prática, os em­pre­sá­rios do setor devem perceber que sua atividade é a impressão, seja ela em insumos de ce­ lulose ou sobre outras su­per­fí­cies. “O  Brasil está crescendo e precisamos aproveitar as oportunidades. Se vamos imprimir no papel, no vidro ou na parede, e com qual tecnolo­ gia, não importa muito. O que precisamos é ocupar os espaços”, concluiu. 

REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011


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15º Congresso Brasileiro da Indústria Gráfica

Mário César de Camargo

Hamilton Terni Costa

análises e usá-​­las como sub­sí­d ios na dis­ cussão sobre as vantagens e desvantagens do digital. “O meu instinto diz que a indús­ tria gráfica não precisa se desesperar. Mas precisamos de es­tra­té­g ias mais inteligen­ tes. E temos também que tomar algumas medidas em relação à indústria da comu­ nicação eletrônica, que tem se aproveitado da dificuldade de articulação da indústria gráfica para ganhar espaço”.

Lala Deheinzelin

Cesar Callegari

Mas o exemplo maior da ­união do setor se deu com a aprovação da Carta de Foz do Iguaçu (veja box), que encerrou com chave de ouro o congresso. O documento, que aponta os caminhos pelos quais a indústria gráfica brasileira pode contribuir para a erradicação da miséria no Brasil, foi assinado por todos os presidentes regionais da Abigraf presen­ tes no encerramento do evento. A carta traz, ainda, um apelo de toda a indústria gráfica

União

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Em meio a tantos de­sa­ fios e oportunidades, o 15 º‒ Congraf provou, acima de tudo, a capa­ cidade de mobilização do setor gráfico. Lide­ rado pelo presidente da Abigraf Na­c io­n al, Fa­ bio Arruda Mortara, o evento foi promovi­ do pela Abigraf Na­cio­ (E/D) Manoel Manteigas de Oliveira, diretor da Escola Senai Theobaldo De Nigris, nal em parceria com a e Reinaldo Espinosa, presidente executivo da ABTG Abigraf-PR , e contou com apoio técnico da ABTG. Além do Paraná, representantes de 17 regionais estiveram presentes no con­ gresso: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pa­raí­ba, Pernambuco, ­Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Nor­ te, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Fabio Mortara também presidiu uma reunião com os pre­ sidentes das regionais da Abigraf e de sin­ dicatos da indústria gráfica de 15 estados, em plena tarde de domingo. No encontro, os dirigentes discutiram soluções para a am­plia­ção do projeto Semana de Artes Grá­ ficas, da ABTG, para todos os estados onde a Abigraf possui representações. REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

José Carlos Brunoro

em prol da am­plia­ção dos investimentos em educação no Brasil. Desta forma, a Abigraf tornou-se a primeira entidade representa­ tiva da indústria brasileira a apoiar a meta de investimento de 10% do PIB em educa­ ção, proposta atual­men­te em discussão no âmbito do Plano Na­cio­nal de Educação, em tramitação no Congresso Na­cio­nal. De acor­ do com Fabio Arruda Mortara, além de ali­ nhado com os objetivos do Governo Federal para a erradicação da miséria, um even­tual endosso da proposta pelo governo trará be­ ne­fí­cios para o setor. “Somos uma indústria que, para crescer, depende que a educação se consolide como uma prio­r i­da­de de toda a so­cie­da­de. Com mais gente alfabetizada, mais livros e impressos serão produzidos”, resumiu Mortara ao fim do congresso. Patrocinadores do 15º- congraf Ibema, Sebrae Nacional, International Paper, Senai-PR, Calcgraf, Manroland, Metrics e Zênite Sistemas


Abigraf defende investimento de 10% do PIB em educação O encerramento do 15º Congraf foi mar­ cado pela assinatura de um documento que defende, entre outras medidas, a des­ tinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para a educação a partir de 2012. Dessa forma, a Abigraf tornou-se a primeira entidade representativa do setor in­dus­trial a apoiar a meta, atual­men­te em discussão no âmbito do Plano Na­cio­nal de Educação (PNE), em tramitação no Congresso Na­cio­nal. A proposta é parte da Carta de Foz do Iguaçu (ao lado) e foi endossada por todos os presidentes regionais da Abigraf presentes no últi­ mo dia do evento. Além da destinação dos recursos, o documento traz outras propostas ligadas ao setor gráfico que tra­riam be­ne­fí­cios para a educação, saú­de e segurança alimentar. O PNE é o principal plano de diretrizes e metas do Ministério da Educação (MEC) para os próximos dez anos. Além de esti­ pular o volume do investimento público em educação, o projeto inclui, entre ou­ tros objetivos, a universalização do ensino dos 4 aos 17 anos, a elevação da média das escolas brasileiras no Índice de De­ senvolvimento da Educação Básica (Ideb) e no Programa In­ter­na­cio­nal de Ava­lia­ção de Alunos (Pisa) e o incentivo à formação ini­cial e con­ti­nua­da de professores. As discussões mais acaloradas acerca do PNE, entretanto, giram mesmo em tor­ no do por­cen­tual de investimento. O texto original do projeto fala em “am­pliar pro­ gressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do País”. Mas o tema é tão sensível que o próprio ministro da Educação, Fernando Haddad, procurou se des­viar da polêmica. “Não vai ser menos que 7% e nem mais do que 10%. Esperamos contar com a participação do Congresso”, desconver­ sou Haddad na oca­sião. Entre os profis­ sionais da educação, porém, o assunto é unanimidade. No  dia 26 de outubro, a Confederação dos Trabalhadores em Edu­ cação (CNTE), ligada à CUT, organizou uma marcha em Brasília para defender os 10%. Na oca­sião, representantes da entidade le­ varam milhares de assinaturas em prol da proposta para o relator do PNE na Câmara, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR). Até o fechamento desta edição, o PNE ainda não havia sido colocado em votação.

Carta de Foz do Iguaçu

áfica em prol Manifesto da indústria gr asileiro br o do desenvolviment

stria Gráfica – Congraf, indus­

ngresso Brasileiro da Indú Reunidos em Foz do Iguaçu, no 15º Co documento, sob a ileiras, aprovaram por unanimidade este

triais gráficos, de todas as re­giões bras miséria, reiterado apoio ao compromisso de combater a chancela ofi­cial da Abigraf Na­cio­nal, em ão das Nações nizaç Orga tura da 66ª Assembleia Geral da pela presidente Dilma Rousseff na aber Unidas, em 21 de setembro. os e em nações graves crises fiscais nos Estados Unid Neste momento de incertezas ante as anitário, contri­ hum r valo so­cial intensiva, além de seu europeias, entendemos que a inclusão is às oscilações etíve susc interno, tornando-​­nos menos buirá para o fortalecimento do mercado s nos últimos ileiro bras ô­mi­ca de mais de 40 milhões de internacionais. A ascensão so­cioe­co­n modo mais de mos rásse , contribuindo para que supe anos comprovou a correção dessa tese rápido e eficaz a crise de 2008. tre as pro­vi­dên­ relevantes a serem so­lu­cio­na­dos. Den Contudo, o País ainda tem problemas comunicação da utiva prementes é ligada à cadeia prod cias a serem tomadas, uma das mais os de pagar litad ssibi impo idade para todos os brasileiros impressa: a educação pública de qual escolas particulares. pras de livros, dos programas governamentais de com Nesse sentido, propomos a am­plia­ção um avanço a o com os to de títulos e gêneros. Entendem tanto em número de exemplares, quan ticas. Contu­ didá das além literatura e de interesse geral, inclusão, já implementada, de obras de para que os ço espa abre ento no mundo contemporâneo do, a imensa diversidade do conhecim am­plia­da a ser deve bém gama mais ampla de livros. Tam alunos das escolas públicas recebam s que mais rimo Suge a. régu o cadernos, lápis, borracha e compra de ma­te­rial escolar básico, com mento incre o para a aind ria jem-se nesse esforço. Contribui governos estaduais e municipais enga to­rial. edi­ ento segm o para a irrestrita de papel importado dos nossos padrões educacionais a ofert péis pa­ de tipos ns algu licença prévia de importação para Assim, a recém-​­adotada exigência de , mos insu es dest ores eced ultar a competição entre os forn deveria ser revista. Ao restringir e dific . a medida press­ io­na os preços para cima lares de to­ seria isentar os cadernos e materiais esco ação Outra medida de estímulo à educ de menor ias l í­ m fa­ de parte o e facilitando a compra por dos os impostos, ba­ra­tean­do o seu cust ileiros, bras ios p í­ c i­ n mu­ nos ção de bi­blio­te­cas públicas renda. Defendemos, também, a implanta 10% que õe prop ileiro bras l habitantes. O setor gráfico no mínimo de uma para cada trinta mi do PIB seja investido em educação. erradicação da di­cio­nan­te ao sucesso da meta de No âmbito da saú­de, outro fator con­ icamentos. med dos ens stos incidentes sobre as embalag miséria, sugerimos a isenção de impo ens dos alag emb às a-se é­dios. O mesmo ra­cio­cí­nio aplic Tal medida ba­ra­tea­ria o custo dos re­m tivos posi xos refle ria have , a. Sem a pesada carga tributária produtos que compõem a cesta básic a­ção p u­ ­ c preo ente cresc de a de elevação tem sido objeto no preço dos alimentos, cuja tendênci a, aind os, ndem Defe ). FAO ( Agricultura e Alimentação da Organização das Nações Unidas para a­ trab de ero núm de gran que levaria à formalidade um a desoneração da folha de pagamento, mais acessíveis. ução, refletindo em produtos gráficos prod lhadores e ba­ra­tea­ria os custos de s de crédito, linha de ão ç cial. Por isso, propomos a cria­ Qual­i­da­de da vida é outro desafio cru­ há tempos, tor, O se cas. gráfi entos em produção limpa nas com juros di­fe­ren­cia­dos, para investim recursos de de ilida onib disp já se verificaram. Porém, a preoc­ u­pa-se com isso, e muitos avanços ssem pude ial, r a­ s re­ p em­ ue gráficas, a maioria nesse parq possibilitaria que milhares de pequenas ilidade. rea­li­zar essa lição de casa da sustentab gráfica em favor ubstancia a contribuição da indústria cons s O conjunto de nossas proposta ien­te saudável é b am­ meio e ado, alimentado, com saú­de de um Brasil melhor. Povo culto, educ ria. misé sem país vimento, na busca por um a es­sên­cia ­da democracia e do desenvol Abigraf Na­cio­nal Foz do Iguaçu, Paraná, 11 de outubro de 2011.

57 NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF


Fotos: Everton Amaro e Julia Moraes

Industriais gráficos tomam posse na Fiesp, em diretoria liderada por Paulo Skaf Reeleito para o mandato 2011–​­2015, Skaf irá trabalhar ao lado de líderes da indústria paulista, representada em todos os seus segmentos.

E

58

m cerimônia rea­li­za­da no dia 26 de setembro, no Tea­t ro Municipal de São Paulo, tomou posse para o mandato 2011-​­2015 o presidente da Federação das In­dús­t rias do Estado de São Paulo (­Fiesp) e do Centro das In­dús­trias do Estado de São Paulo (­Ciesp), Paulo Skaf. A ssumiram também Benjamin Steinbruch, como 1º‒ vice-​­presidente; João Guilherme Sabino Ometto, 2º‒ vicepresidente; e Josué Ch­ris­tia­no Gomes da Silva, 3º‒ vice-​­presidente. As demais vice-​ ­pre­si­dên­cias — que reú­nem 21 representantes de diversos segmentos produtivos — foram ocupadas por nomes de destaque na indústria paulista. Entre eles, o ex-​­presidente da Abigraf Na­cio­nal e do Sindigraf- SP, Mário César Martins de Camargo. Também tomou posse como diretor da ­Fiesp o ­atual presidente da As­so­cia­ção e do Sindicato, Fabio Arruda Mortara. No total, foram apresentados 132 dirigentes da ­Fiesp e 134 do ­Ciesp. A cer imônia, que foi também pres­t i­g ia­d a por Max Schrappe, ex-​ ­v ice-presidente da ­Fiesp, e ex-​­presidente da Abigraf Na­cio­nal, ABTG e SindigrafREVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

SP, contou com a presença do governador do Estado, Geraldo Alckmin; do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; dos ministros de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, e do Esporte, Orlando Silva; do comandante da Ae­ro­náu­ti­ca, Juniti Saito; do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do TRE, Ricardo Lewandowski; além de inúmeras outras autoridades dos poderes ju­ di­ciá­r io, legislativo e executivo. Um dos destaques, além do ex-​­governador José Serra foi a presença do ex-​­presidente Fernando Henrique Cardoso, muito aplaudido por todos. A ­Fiesp representa 131 sindicatos patronais, reunindo cerca de 150 mil in­dús­trias de todos os segmentos. Organizada em 51 di­re­to­r ias regionais, a Federação tem representatividade es­ ta­dual e comporta, ainda, o centro de estudos Instituto Roberto Simonsen (IRS), as unidades do Serviço Na­cio­nal de Aprendizagem In­dus­trial de São Paulo (Senai) e do Serviço So­cial da Indústria de São Paulo (Sesi). O ­Ciesp reú­ne cerca de 10 mil empresas as­so­cia­das e suas controladoras, bem como diversas as­so­c ia­ções ligadas ao setor produtivo. O  Centro está representado por 43 di­re­to­r ias regionais e distritais em todo o Estado.


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No momento em que cresce a demanda por profissionais qualificados, a escola moderniza-se e espera atender mais de oito mil alunos em 2014. Tânia Galluzzi

Escola Senai Theo­bal­do De Nigris está completando 40 anos. E chega a essa marca não apenas comemorando as conquistas do passado, mas, sobretudo, olhando para o horizonte, projetando as necessidades da indústria da comunicação nas próximas décadas e preparando-se para atendê-​­las através de um amplo projeto de rees­tru­tu­ra­ção. Ele começou a ser de­li­nea­do em 2006, envolvendo a instituição como um todo: reforma pre­d ial, aquisição de novos equipamentos, atua­li­za­ção, am­plia­ção e cria­ção de novos cursos, com

62 REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011


Escola Senai Theobaldo De Nigris acompanha a evolução da indústria

investimentos da ordem de R$ 30 mi­l hões. Assim como a Theo­bal­do De Nigris, todas as demais unidades do Senai-SP estão passando por esse processo. A estrutura física da escola está sendo modificada com a finalidade de modernizar as instalações, pro­por­cio­nan­do mais conforto aos alunos e docentes, assim como reduzindo o impacto am­bien­tal da unidade e aproveitando melhor seus recursos. Os novos espaços já estão recebendo equipamentos de última geração. Na área de impressão offset, destaca-se uma máquina que emprega tecnologia de secagem ul­tra­v io­le­ta. Em flexografia, a estrela é uma nova impressora de banda estreita para rótulos

Theobaldo De Nigris (1907–1990), foi presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e do Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo. Contribuiu decisivamente para a instalação do Colégio Industrial de Artes Gráficas em 1971, que, em justa homenagem, passou a se chamar Escola Senai Theobaldo De Nigris, em agosto de 1974

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Theobaldo De Nigris apresenta a maquete do complexo escolar do Senai em São Paulo, em 1969, que viria a ser inaugurado em 1971 com o nome de Colégio Industrial de Artes Gráficas. À sua direita, de terno claro, Rubens Amat Ferreira, presidente da Abigraf

e etiquetas, com seis unidades de impressão. O acabamento foi incrementado com linhas de lombada canoa, dobradeiras e máquinas de corte e vinco es­pe­cial­men­te desenhadas para o segmento de embalagem. A pré-​­impressão vem recebendo novos soft­wares e os la­bo­ra­tó­rios am­ plia­ram suas operações com modernos sistemas de medição, ensaios e testes. A renovação das instalações das escolas que cons­ti­tuem o Senai-SP é acompanhada pelo rea­ li­nha­men­to das grades curriculares. Na verdade, elas nunca foram estáticas. Ajustes para que os cursos sigam os movimentos da indústria fazem parte da dinâmica das escolas; todavia,

64

o que ocorre agora vai além. “Trata-se de um ponto de inflexão, uma vez que a metodologia de ensino está sendo alterada”, afirma Ma­ noel Manteigas de Oliveira, diretor da Theo­ bal­do De Nigris. Partilhando de uma tendência mun­d ial no ensino pro­f is­sio­na­li­zan­te, as unidades do Senai-SP estão abandonando a metodologia com base em con­teú­dos, substituindoa pela metodologia com base em com­pe­tên­cias. Essa metodologia fundamenta-se no conceito de que formar um pro­f is­sio­nal é muito mais do que alimentá-lo de conhecimento. É garantir que ele possa mobilizar, além do conhecimento, habilidades e atitudes. O que passa a nortear 

Industriais italianos visitam as instalações na rua Bresser, na Mooca. Novembro de 1971

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Escola Senai Theobaldo De Nigris

Em 1971, com o apoio da associação italiana de fabricantes de máquinas gráficas (Acimga), seis especialistas vieram da Itália para colaborar na estruturação do Ciag. Na foto aparecem três deles (assinalados E/D): Sergio Vay, Gian Moccagatta e Bruno Cialone. À esquerda de Bruno, Humberto Orlando, diretor do colégio.

o desenvolvimento do curso é a solução de problemas que o indivíduo vai enfrentar dentro da indústria, trazendo a rea­l i­d a­de da fábrica para a sala de aula. Essa mudança deverá reforçar ainda mais o alto índice de empregabilidade dos cursos técnicos oferecidos pelo Senai-SP. De um modo geral, no pe­r ío­do de um ano após a conclusão do curso, 86% dos alunos egressos do Senai estão

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REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011


2004 2005

2006

2007 2008

2009 2010

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Primeira turma de formandos do Curso Superior de Tecnologia Gráfica, em 2002

empregados. Esse resultado é fruto da organização da instituição, dos recursos tecnológicos dos quais dispõe e do fato de os cursos refletirem as necessidades da indústria. Por oferecer oportunidades reais de trabalho na indústria, o Senai é muito procurado. Ao longo de seus quase 70 anos, que serão completados em 2012, o Senai consolidou-se no Brasil como a opção de formação que garante empregabilidade, fazendo com que seus cursos tenham, anual­men­te, mais candidatos do que vagas. É o que acontece

na Theo­bal­do De Nigris. De acordo com o diretor da escola, se em alguns cursos a procura recuou ligeiramente, não é porque o interesse pela área caiu, e sim pelo fato de o Senai ter inaugurado novas escolas em São Paulo. Con­c luí­do todo o processo de rees­tru­tu­ra­ ção, a Escola Senai Theo­bal­do De Nigris projeta chegar a 2014 com um total de 8.225 matrículas ativas, o que representa crescimento de 57% em relação aos números de 2011. Mais do que a expansão quantitativa, que não pode ser posta de lado em função da expansão do mercado, a instituição estará qualitativamente mais bem organizada para con­t i­nuar contribuindo para o desenvolvimento da indústria.

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Escola Senai Theobaldo De Nigris

O ínício

A Theobaldo De Nigris no início da década de 1970

anos depois, as duas unidades tiveram suas operações integradas nas mesmas instalações. Em 1979 teve início a oferta do curso técnico de Celulose e Papel para atender à crescente demanda desse segmento. Com a implan­ tação, em 1998, da Faculdade de Tecnologia Gráfica, o Senai tornou-se a primeira institui­ ção da América Latina a oferecer um curso su­pe­rior nesse segmento. Em abril de 2002, Escola Senai Felício Lanzara, no Cambuci o curso foi reconhecido pelo MEC , tendo sido ava­lia­do com a menção “A”. primeira escola de artes Os cursos de pós-​­gra­dua­ção gráficas do Senai foi instala­ começaram a ser oferecidos da em 1945 no bairro do Be­ em 2005. Atual­men­te, as Es­ lém, em São Paulo, destina­ colas Senai Theo­bal­do De da à formação de aprendizes Nigris e Felício Lanzara e a para atender à demanda dos Faculdade Senai de Tecno­ estabelecimentos gráficos logia Gráfica compõem o na cidade, que, naquela épo­ mais importante centro de ca, empregavam cerca de tecnologia gráfica do Hemis­ 12.000 trabalhadores. Nos fério Sul, atuan­do em quatro anos seguintes o Senai pau­ vertentes de prestação de lista intensificou a oferta de serviço: educação pro­fis­sio­ cursos e treinamentos e, em Felício Lanzara (1895–1962), fundador nal, assessoria técnica e tec­ 1951, transferiu a Escola de da Gráfica Lanzara, foi presidente do nológica, pesquisa aplicada Artes Gráficas para um novo Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo no biênio 1938/39. e informação tecnológica. edifício, no bairro do Cam­ Em novembro de 1962, a Escola de A  formação pro­f is­s io­n al é buci, tra­di­cio­nal reduto da Artes Gráficas do Cambuci, em sua homenagem, passou a ser conhecida oferecida desde o nível bá­ indústria gráfica na capital. como Escola Senai Felício Lanzara sico até a pós-​­gra­d ua­ç ão. Em 1962, essa unidade pas­ sou a se chamar Escola Senai Felício Lanzara, em homenagem ao importante líder do setor gráfico. Em 1971, com a coo­pe­ra­ção técnica da ita­lia­na Acimga (As­so­cia­zio­ne Costruttori Ita­ lia­ni Macchine Grafiche ed Affini — as­so­cia­ção dos fabricantes ita­lia­nos de máquinas gráficas e afins), o Senai-SP inaugurou o Colégio In­dus­ trial de Artes Gráficas na Moo­ca, onde passou a oferecer o curso técnico em Artes Gráficas, incorporando Theo­bal­do De Nigris ao nome três anos depois, em deferência ao empresário, um dos principais ex­poen­tes do setor. Sete

A

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69


ECONOMIA Texto e dados: Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf

Perfil da indústria gráfica na região Norte do Brasil Após os perfis das regiões Sul e Nordeste, damos continuidade à série com o mapeamento econômico da indústria gráfica brasileira, apresentando os dados da região Norte fornecidos pelo Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf.

e Suriname, além do território da Guiana Francesa). A economia da re­g ião baseia-se nas atividades industriais, de extrativismo vegetal e mineral, inclusive de petróleo e gás natural, agricultura e pe­c uá­r ia, além das atividades turísticas. Em 2008, o seu Produto Interno Bruto (PIB) representava 5,3% do na­cio­nal. A participação per­ cen­tual de cada estado no PIB na­cio­nal está apresentada na tabela 1. A indústria também exerce grande importância na captação de receitas financeiras. O Polo In­dus­trial de Manaus, composto por mais de 500 in­dús­trias de va­r ia­dos segmentos (ele­troe­le­trô­ni­co, químico, informática, fabricação de motos, bicicletas e alimentício, por exemplo), é um dos grandes destaques desse setor da economia.

A

re­g ião Norte é a mais extensa das cinco re­g iões brasileiras, com uma área de 3.869.637 km² (42,27% do território brasileiro). É formada por sete estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, e faz fronteiras com seis paí­ses sul-​­americanos (Bolívia, Peru, Colômbia, Ve­ne­zue­l a, Guiana

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que se expandiu através de políticas de incentivos fiscais, é outro destaque na Re­g ião Norte. Figura 2: Porte das indústrias gráficas na Região Norte – 2010

Micro 84,6%

Pequeno 13,8%

Tabela 1: Participação dos estados da região Norte no PIB nacional – 2008 Produto Interno Bruto a preços correntes (Mil Reais)

Participação na Região Norte

Participação no PIB nacional

Pará

64.836.944

40%

2,1%

Amazonas

46.822.572

29%

1,5%

Rondônia

17.888.006

11%

0,6%

Tocantins

Estados

13.090.837

8%

0,4%

Acre

6.730.107

4%

0,2%

Amapá

6.683.188

4%

0,2%

Roraima

4.889.303

3%

0,2%

160.940.957

100%

5,3%

Total

Médio 1,6% Fonte: MTE/RAIS 2010. Elaboração: Decon/Abigraf.

Tabela 2: Resumo dos indicadores da região Norte do Brasil Acre Amapá Amazonas Estados

Pará

Fonte: IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf.

Rondônia Roraima

Figura 1: Distribuição do emprego na indústria gráfica por porte de empresa – 2010 250 ou mais

0,4% 0,3%

De 100 a 249

1,1% 1,0%

De 50 a 99 De 20 a 49

70

Características geográficas

■ Brasil ■ Região Norte

Área

1,9% 2,0%

15.865.678 hab. (IBGE/2010)

Densidade

3,77 habitantes /km² Indicadores

81,8% 81,0% 8,2% 9,7%

Fonte: MTE/RAIS 2010. Elaboração: Decon/Abigraf.

IDH médio PIB PIB per capita Fonte: Wikipedia

REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

3.869.637,9 km²

População

6,6% 6,0%

Até 19 Nenhum

Tocantins

0,764 (PNUD/2005) R$ 154,7 bilhões (IBGE/2008) R$ 10.216,43 (IBGE/2007)


Tabela 3: Dados gerais da indústria gráfica na região Norte do Brasil – 2008 e 2010 2008

Número de estabelecimentos Número de funcionários Número de funcionários / estabelecimento Valor bruto da produção industrial (R$ milhão) Balança comercial (US$ FOB milhões)

2010

% NO PERÍODO

Norte

BRASIL

% Particip.

Norte

BRASIL

% Particip.

602

19.006

3,2%

689

20.007

3,4%

4.583

209.736

2,2%

4.714

220.796

2,1%

7,6

11

6,8

11

280

28.569

1,00%

291

29.717

4,5%

– 28,42

– 114,42

– 30,71

– 160,19

Norte

BRASIL

14%

5%

3%

5%

– 10%

0%

4%

4%

Exportação (US$ FOB milhões)

2,43

255,71

1%

6

248,97

2%

147%

– 3%

Importação (US$ FOB milhões)

30,85

370,12

8%

37,72

409,16

9%

19%

11%

Fonte: MTE/RAIS, AliceWeb/MDIC, PIA/IBGE. Elaboração: Decon/Abigraf

Figuras 3 e 4: Distribuição do emprego do setor gráfico na região Norte e no Brasil por faixa de remuneração e por nível de escolaridade

Rendimento em salários mínimos

Faixa de remuneração

Nível de escolaridade

Ignorado

Superior completo

Mais de 20,00

Superior incompleto

Entre 15,01 e 20,00 Entre 7,01 e 15,00 Entre 4,01 e 7,00

5% 5% 52%

Médio completo 2%

66%

6%

5%

27%

Fundamental completo

32% 45%

Entre 1,01 e 2,00 4%

11% 10%

Médio incompleto

11%

Entre 2,01 e 4,00

Até 1,00

9% 6%

Fundamental incompleto 57%

Analfabeto

8%

9%

16%

7% 5% 0% 0,2%

■ Brasil ■ Região Nordeste

Fonte: MTE/RAIS 2010. Elaboração: Decon/Abigraf.

A indústria gráfica na região

A importância do setor gráfico da re­g ião confirma-se com os dados estatísticos que revelam sua participação no contexto na­ cio­n al, como a produção, quantidade de empresas e o perfil da mão de obra. O valor da produção in­dus­trial gráfica no Norte em 2010 foi de R$ 280 mi­l hões (Fonte: IBGE, com estimativa do Decon/ Abigraf). De acordo com os dados do Ministério do Trabalho (MTE/RAIS), seu setor gráfico reú­ne 689 empresas, número que corresponde a 4% das 20.007 existentes em todo o País (Tabela 3). Entre 2008 e 2010, esse contingente apresentou crescimento de 14%, muito su­pe­r ior à média na­ cio­nal, de apenas 5% no pe­r ío­do. Com relação à mão de obra, a re­g ião Norte emprega 4.714 dos 220.796 postos de trabalho gerados pelo setor em todo o território na­cio­nal (2,2% dos fun­cio­ná­r ios gráficos). Quan­to à balança co­mer­c ial do setor, segundo a Secretaria de Comércio Ex­te­r ior

(Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ex­te­r ior (MDIC), a re­ gião Norte exportou, em 2008, US$ 2,4 mi­ lhões e importou US$ 30,8 mi­lhões em produtos gráficos, gerando déficit co­mer­cial de US$ 28,4 mi­lhões. Em 2010, o déficit foi su­ pe­r ior ao do ano de 2008, com US$ 30,7 mi­ lhões negativos, resultado das importações no valor de US$ 36,7 mi­lhões e exportações de apenas US$ 6,0 mi­lhões. Apesar do valor

muito baixo das exportações da re­g ião em 2010, o aumento foi de 147% em relação ao ano de 2008 (Tabela 1). Perfil das gráficas e do emprego no setor

O perfil dos estabelecimentos gráficos na re­g ião Norte assemelha-se ao da média na­ cio­nal, já que 81% das empresas lá se­d ia­ das empregam até 19 pes­soas e no Brasil

Tabela 4: Emprego e estabelecimentos gráficos por região – 2010 Emprego

%

Estabelecimentos

%

Número de Funcionários / Estabelecimento

135.908

61%

10.081

50%

13,5

Sul

45.776

21%

4.617

23%

9,9

Nordeste

23.290

11%

2.976

15%

7,8

Centro-​­Oeste

11.108

5%

1.644

8%

6,8

Norte

4.714

2%

689

4%

6,8

Total

220.796

100%

20.007

100%

11,0

Região

Sudeste

Fonte: MTE/RAIS 2010. Elaboração: Decon/Abigraf.

NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

71


Figuras 5 e 6: Distribuição do emprego e estabelecimentos por Estado da região Norte – 2010 Funcionários

Estabelecimentos

Rondônia 21%

Pará 24% Amazonas 21%

Amazonas 45%

Rondônia 14%

Tocantins 14%

Roraima 1%

Acre 5% Amapá 5%

Roraima Amapá 1% Acre 5% Tocantins 3% 9%

Fonte: MTE/RAIS 2010. Elaboração: Decon/Abigraf.

72

REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Tabela 5 – Valores consolidados anuais do comércio exterior da indústria gráfica na região Norte do Brasil (milhões US$) Período Exportação Importação

Saldo comercial

2000

2,3

10,7

– 8,4

2001

0,4

14,0

– 13,6

2002

0,7

16,5

– 15,8

2003

1,1

18,1

– 17,1

2004

1,7

29,6

– 27,9

2005

4,4

44,4

– 40,0

2006

1,8

18,0

– 16,2

2007

1,4

15,8

– 14,3

2008

2,4

30,8

– 28,4

2009

5,2

29,5

– 24,3

2010

6,0

36,7

– 30,7

Fonte: AliceWeb/MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf.

Balança comercial

Os estados da re­g ião Norte não con­t ri­ buem muito para a balança co­mer­cial do setor e importam muito mais que exportam, provocando um saldo negativo em sua balança co­mer­cial há onze anos. Muitas das importações de produtos gráficos que têm entrado no País foram por intermédio de compras feitas pelo Estado do Amazonas, por concentrar a Zona Franca de Manaus. A média de importações ao longo dos últimos onze anos foi de US$ 24 mi­l hões anuais em produtos gráficos comprados no ex­te­r ior. Já a média das exportações ao longo desse pe­r ío­do foi de apenas US$ 2,5 mi­l hões. É importante destacar que no ano de 2010 a re­g ião importou US$ 36,7 mi­l hões em produtos gráficos, o que causou déficit co­mer­c ial de US$ 30,7 mi­l hões.

Figura 7: Evolução das importações anuais das indústrias gráficas na região Norte e taxa média cambial (2000 a 2010)

Valores em milhões US$ FOB

o percentual de empresas com o mesmo porte é de aproximadamente 82%. Em relação às gráficas que não têm nenhum empregado (normalmente empresas fa­mi­lia­res), a re­g ião tem per­cen­tual de aproximadamente 10%, enquanto a média na­cio­nal é de 8,2% (Figura 1). Do ponto de vista da oferta de empregos e do número de estabelecimentos gráficos, a re­g ião Norte é a mais carente da indústria gráfica brasileira. É responsável por apenas 2% do emprego e 3% das gráficas. Na Tabela 4, podemos observar que o porte médio das empresas na re­g ião é idêntico ao da Centro-​­Oeste, com aproximadamente 7 empregados por estabelecimento gráfico, média in­fe­r ior à na­cio­nal, que é de 11 empregados por estabelecimento. Com relação à remuneração, o salário médio no Norte é in­fe­r ior à média na­cio­ nal. A parcela de empregados que recebem até um salário mínimo corresponde a 8%, sendo o dobro do restante do País (4%). Já os que recebem entre 1 e 2 sa­lá­r ios mínimos correspondem a 57% e representam a maioria na re­gião, sendo que a média na­cio­ nal desta faixa sa­la­r ial corresponde a 45% do total. A Figura 3 representa as faixas salariais na indústria gráfica comparando a re­g ião Norte com a média na­cio­nal. A baixa remuneração reflete o grau de escolaridade dos empregados gráficos. A maioria dos empregados na re­g ião Norte (66%) têm até o Ensino Médio completo, superando a média na­cio­nal, que é de 53%. Já a parcela de fun­cio­ná­r ios que cursaram o Ensino Su­pe­r ior completo é mui-

45

3,5

40

3,0

35

2,5

30 25

2,0

20

1,5

15

1,0

10

0,5

5 0

2000

2001

2002

2003

2004

■ Importação  Fonte: AliceWeb/MDIC. Elaboração: Decon/Abigraf.

2005

2006

2007

■ Taxa de câmbio

2008

2009

2010

0

Taxa média cambial

Pará 33%

to baixa, corresponde a apenas 6% no Norte, enquanto que a média na­c io­n al é de aproximadamente 10% (Figura 4). Os estados do Amazonas, Pará e Rondônia são os que mais concentram o emprego e os estabelecimentos do setor gráfico no Norte, abrigando a quase totalidade das gráficas e emprego desses estados nas suas respectivas capitais. Manaus reú­ne 99% das gráficas e 92% do emprego do Amazonas, tendo ainda o maior índice de fun­cio­ná­r ios por empresa (média de 15,7). Os dados mostram que no Estado de Roraima há apenas 10 gráficas, empregando 42 fun­cio­ná­r ios que estão alocados na sua capital, Boa Vista (Tabela 5).


ECONOMIA

indústria gráfica no norte

Concorrência e preços cada vez mais baixos Empresários gráficos do Amazonas, Pará e Tocantins manifestam sua preocupação com a concorrência vinda de outros estados e a prática de preços irreais

N

a expectativa da prosperidade econômica dos próximos anos — com a construção da Usina Belo Monte, no Pará, e a rea­li­za­ção dos jogos da Copa em 2014 —, a re­g ião Norte sofre hoje os reflexos de um setor gráfico saturado, fator este que culmina na forte concorrência sentida por todas as gráficas da re­gião. De acordo com o sócio pro­prie­tá­r io da Gráfica Ziló, instalada em Manaus (AM), Eduar­do Siqueira de Mo­raes, um dos motivos de tanta competição é o reflexo da maior facilidade em adquirir equipamentos novos e modernos, como as impressoras quatro cores. “A re­g ião de Manaus é muito próspera, por isso tem despertado o interesse de diversas empresas de se instalarem aqui”, disse Esmeralda de Mo­raes Campos, gerente de produção da Gráfica Lumel da Amazônia. Na opi­nião de João Ricardo Bonafé, diretor co­mer­cial da Belvedere, também de Manaus, o mercado está muito acirrado, pelo fato de as gráficas trabalharem com preços agressivamente baixos. “Isso nos obriga a ra­cio­na­li­zar custo e benefício”, diz. “Estamos em um ano atípico por vá­r ios fatores e isso faz com que os parceiros trabalhem mais cautelosamente em vista de um futuro incerto. Mas estamos cien­tes de que é um pe­r ío­do passageiro”, disse o diretor co­mer­cial da Belvedere. Apesar da grande oferta de serviços impressos na cidade de Palmas (TO), Marcus Antonio Barros Toledo, gerente da Gráfica Ipanema, relata que a disputa é leal. O município, de mais de 235 mil habitantes, possui, de acordo com ele, cerca de 40 empresas neste segmento. O mais difícil, na opi­nião de Marcus Toledo, é acompanhar os baixos preços dos concorrentes, que trabalham com a margem de lucro no limite. “Nosso di­fe­ren­cial está na qualidade dos nossos impressos e nos prazos de entrega”.

Na capital do Pará, Belém, a si­tua­ção não é diferente. Paulo Alves Jú­nior, diretor da Gráfica Alves, relata que até mea­ dos de 2005 o mercado gráfico em Belém estava aquecido. “Nessa época era mais fácil. Nós tínhamos mais estrutura do que as demais e o conceito de trabalho era bem diferente do que existe hoje”. Segundo ele, um grande problema que tem afetado as empresas do Norte é a “importação” de impressos de outros estados. “Infelizmente os pa­raen­ses não valorizam a produção interna. Não levam em consideração a qualidade, mas sim o fato de o produto ter vindo de fora do Pará”, explicou. Essa disputa acirrada acabou por se refletir nos preços, que di­mi­nuem cada vez mais. “Chegamos a fazer uma ação frente ao governo para tentar ­f rear as compras governamentais de impressos de outros estados. Amenizou a si­tua­ção, mas não resolveu completamente”. A aposta da Gráfica Alves é em um novo conceito. Por meio de uma parceria com a Konica Minolta será montado um show­room na empresa, informa Paulo Alves. “Sairemos da estrutura formal de visitar o clien­te, fazendo com que ele se interesse em nos visitar”. “Com a entrada de gráficas de outros estados, que competem com custos mais baixos, principalmente de impostos e de frete, o mercado ficou bastante concorrido”, revelou José Conrado Azevedo Santos, diretor-​­presidente da Gráfica Sagrada Família e presidente da Abigraf Re­gio­nal Pará e também da Federação das In­dús­trias do Estado. Para tentar reverter a si­tua­ção, o recurso é inovar. No próximo ano, a Gráfica Sagrada Família pretende incorporar ao seu portfólio a impressão digital de grandes formatos e investir em inovações na área de comunicação vi­sual, com lonas e adesivos, além de transfers para camisas, abadás e bandeiras. NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

73


O P I N I Ã O

José Conrado Santos

Presidente da Abigraf Regional do Pará e da Federação das Indústrias do Estado do Pará

Desenvolvimento consciente impulsiona setor gráfico na Amazônia evolução tecnológica e o consequente avanço nos parques gráficos são os grandes indutores do crescimento da indústria gráfica na região Norte, garantindo a competitividade do setor e criando as condições necessárias para continuar crescendo. Esse boom que a indústria gráfica vivencia tem impulsionado o desenvolvimento do setor. O Estado do Pará figura como um dos mais importantes mercados na região Norte, com cerca de 250 gráficas, a maioria micro e pequenas empresas. Na capital, Belém, gráficas modernas têm condições de fornecer qualidade e preços em uma conjuntura de competição frente às demais regiões do País. Os dois principais jornais paraenses, O Liberal e o Diário do Pará, são exemplos de parques gráficos alinhados com o que há de mais avançado na indústria. Os empresários estão investindo cada vez mais para diversificar os produtos e conquistar o público. E quando falamos de investimentos, não é apenas em equipamentos e tecnologias. Um dos principais pontos diz respeito à necessidade de as empresas ampliarem sua inteligência gerencial, investindo na melhoria da capacitação profissional, por ser o caminho mais imediato para gerar competitividade. As gráficas estão mais atentas e sabem que, ainda que pequenas ou médias, é possível concorrer até mesmo com grandes corporações.

74 REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

E isso não ocorre apenas porque de tempos para cá o acesso à tecnologia foi ampliado, pois qualidade não depende apenas de investimento em máquinas. Isso está mais diretamente vinculado a um ganho de consciência, de melhor gerenciamento das empresas e de empenho em produzir trabalhos acima dos padrões. É preciso saber pensar, saber fazer, para que os equipamentos, mesmo as tecnologias mais modernas, obtenham o melhor desempenho. As parcerias com o Sesi e o Senai para a capacitação e qualificação constante de mão de obra, bem‑estar e saúde do trabalhador também demonstram a preocupação clara e inequívoca dos empresários do setor com as questões sociais. São os investimentos que possibilitam superar dificuldades, como a falta de mão de obra qualificada e a carência na formação profissional no setor, para transformar a capacidade produtiva em ganho de competitividade. O crescimento constante e sólido também evidencia um alto grau de responsabilidade ambiental, maturidade empresarial e visão de futuro do setor gráfico regional. Pois apenas uma produção mais limpa e eficaz pode conseguir, nesta sociedade do conhecimento, transformar a superação de processos arcaicos em fator de competitividade e lucratividade no mercado globalizado em que vivemos. grafica@sagradafamilia.com.br


Gráfica Belvedere/AM

mais o seu parque gráfico. Nele foram instalados equipamentos simples — outra Multilith de igual mo­ delo, uma Hamada 800, uma Solna 125, uma Aure­ lia e uma Solna bicolor 225. Sempre reinvestindo no próprio negócio, foi possível dar outro salto. “Final­ mente, conseguimos adquirir, da linha Heidelberg, uma GTO 46 com numerador, uma GTO 52 4 cores e, ainda, uma bicolor Sormz”, conta João Ricardo. Hoje, a Gráfica Belvedere conta com 19 cola­ boradores e trabalha em parceria com oito empre­ sas de terceirização, que prestam serviços de pré-​ ­impressão e acabamento. Em seu parque gráfico são impressos diferentes tipos de materiais, como pan­ fletos, jornais, revistas es­pe­cia­li­za­das, manuais, re­ cibos, boletos, blocos, pa­péis timbrados e outros. Porém, de certo modo, a empresa especializou-se na confecção de livros de autores da re­g ião ama­ zônica. “Dentro da rea­li­da­de ­atual, estamos traba­ lhando com contratos exclusivos, ocupando 70% da capacidade produtiva”, revela o diretor co­mer­cial. João Ricardo Bonafé, diretor comercial

De coadjuvante a protagonista A Gráfica Belvedere, de Manaus, foi criada para ser apenas uma atividade extra, mas a paixão dos fundadores pelo negócio de impressão trouxe muitas mudanças em um curto espaço de tempo. Ada Caperuto

76

& GRÁFICA BELVEDERE Tel. (92) 3233.1689 www.graficabelvedere.com.br

uan­do decidiu em­preen­der um negócio próprio, no início da década de 1990, a família Bonafé escolheu dar passos pe­ quenos e cautelosos. Pedro Ricardo e a esposa, Maria de Nazaré, começaram a fazer im­ pressos gráficos nos finais de semana, para com­ plementar a renda. Os dois nem imaginavam que aquele trabalho “extra” se tornaria sua principal fonte de ganho: a Gráfica Belvedere. E a expan­ são, muito mais que o fato de se tornar um negó­ cio lucrativo, se deu por uma razão que, não raro, atinge quem trabalha nesse ramo: a família Bo­ nafé se apaixonou pela arte de produzir impres­ sos. Instalada no centro da capital do Amazonas, a Belvedere, em um curto espaço de tempo, gerou uma boa margem de lucro, o que tornou possível investir em equipamentos para aumentar a pro­ dução e atender os clien­tes que começaram a se multiplicar. O diretor co­mer­cial João Ricardo Bo­ nafé lembra que a primeira evolução se concreti­ zou com a compra de uma impressora de uma cor Multilith 1850. Com ela, a gráfica passou a ofere­ cer diferentes tipos de materiais, principalmente itens do segmento co­mer­cial. Com o passar do tempo e o incremento nos ne­ gó­cios, os em­pre­sá­rios foram melhorando cada vez

REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Buscando sempre o melhor

Em uma área total de 900 metros quadrados — so­ mados a sede administrativa e o parque gráfico —, a Belvedere produz mensalmente cerca de 60 to­ neladas de impressos. “Nossos principais avanços foram no conhecimento de novas tec­no­lo­g ias e na aquisição de máquinas apro­pria­das para executá-​ ­los. Só é possível manter-se no mercado estando atua­l i­z a­do, aumentando a capacidade de produ­ ção, melhorando a qualidade e reduzindo custos”, declara João Ricardo. Os principais setores aten­ didos pela Belvedere são a indústria, o comércio e agên­cias de publicidade de Manaus, do Estado e de toda a re­g ião amazônica. “Acreditamos que o principal di­fe­ren­cial está no atendimento perso­ nalizado da empresa com relação à clien­te­la, pro­ curando o melhor serviço e suprindo as dificulda­ des dos parceiros. O ponto forte da gráfica hoje é o atendimento di­fe­ren­cia­do, que vê o clien­te como um ‘amigo’, bem como o prazo de entrega e a facili­ dade no pagamento. Também existe a preo­cu­pa­ção com o meio am­bien­te, quanto ao uso ra­cio­na­li­za­ do da matéria-​­prima e o máximo reaproveitamento das sobras de ma­te­r ial gráfico”. Seguindo esta linha de pensamento, João Ri­ cardo anuncia que, dian­te de um mercado compe­ titivo em sua re­g ião, a empresa tem cons­c iên­c ia da necessidade de adquirir equipamentos capa­ zes de oferecer maior precisão e rapidez. Por isso mesmo, em um futuro breve, a gráfica deverá in­ corporar a tecnologia de impressão digital aos ser­ viços que oferece — perspectiva que faz parte do planejamento da Belvedere para 2012.


Gráfica Alves/PA

Mudando conceitos na região Norte A Gráfica Alves se destaca ao inovar em tecnologia e atendimento na capital paraense, crescendo sem deixar de lado a responsabilidade social.

Paulo Alves, diretor-presidente

Ada Caperuto

78

undada em Belém (PA) no início dos anos 1990, a Gráfica Alves surgiu da intenção de seu ­atual diretor-​­presidente, Paulo Alves, de passar a produzir pa­péis timbrados para seus clien­ tes do ramo de papelaria, no qual atua­va até então. Assim, ele comprou duas impressoras Catu 510, mas, como não sabia operá-​ ­las, e sem encontrar fun­cio­ná­r ios para isso, deixou os equipamentos parados em um galpão cons­truí­do para este fim. Uma parceria com um amigo do ramo gráfico permitiu a Paulo começar a ­atuar no setor. E melhor: seu filho, Paulo Alves Jr., rapidamente se entusiasmou pelas artes gráficas. Aconteceu logo que viu a imagem se formar com a tinta que deu vida ao primeiro cartaz feito nas antigas Catu. Eram 2 horas da manhã e ele não esperou amanhecer. Correu para acordar o pai e anunciou: “É esse o negócio que eu quero fazer!”. Os rumos da ini­c ian­te Gráfica Alves também foram mudados por in­f luên­cia de Luiz Metzler — uma das figuras mais caras aos profissionais gráficos de todo o País, falecido no ano passado —, então representante da Heidelberg. Foi com seu apoio que Paulo Jr. e o pai perceberam que era possível am­pliar os ne­gó­cios da gráfica, que então contava com as duas Catu, uma Solna 125, duas 505 e uma guilhotina. Em 1998, dian­te da oferta de uma GTO 4 cores, Paulo não hesitou: vendeu todas as REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Paulo Alves Jr., diretor administrativo

máquinas, mais um carro de luxo que sequer tirara da garagem e, com a colaboração de um amigo que emprestou dinheiro, comprou o equipamento. Isso marcou o início da es­pe­cia­l i­za­ção da gráfica nos segmentos pro­mo­cio­nal e edi­to­r ial. Em 2001, veio nova proposta: a compra de uma Speed­ mas­ter, um CtP e uma guilhotina Polar — na época, do total de 65 CtP que exis­tiam no Brasil inteiro, o equipamento da Gráfica Alves era o único em toda a re­g ião Norte e Nordeste. “Fomos pioneiros em tecnologia e também na mudança de conceitos, na maneira de trabalhar”, diz Paulo Jr. Capacitação profissional

Para entrar em um mercado competitivo, com empresas de sólida ex­pe­r iên­cia, o diretor da Gráfica Alves teve a ideia de contratar um treinamento em produção gráfica pela Escola Senai Theo­bal­do De Nigris. Convidou as agên­c ias de publicidade, fez corpo a corpo e lotou o auditório. “Em oito meses, conquistamos 30% do mercado pro­mo­c io­n al, nosso parque gráfico saiu

do deserto para o oá­sis. Modernizei tudo, informatizei, contratei gente para fazer orçamento e hoje temos 33 fun­cio­ná­r ios”. A Gráfica Alves saiu de uma área de 300 metros quadrados para outra quatro vezes maior — espaço este que deverá triplicar de tamanho em breve, se depender da vontade de Paulo Jr. O grande crescimento vem acompanhado de responsabilidade so­cial. Há anos, a empresa colabora com campanhas de Natal e demais projetos voltados para comunidades carentes. “Reformamos uma igreja centenária da re­ gião com a ajuda de amigos. Foi uma maneira de dar a contrapartida por tudo o que conquistamos”, afirma o empresário. Desde o ano passado, a empresa oferece serviços digitais, mas os planos não param por aí. Sem esmiuçar as es­tra­té­g ias do cria­ti­vo diretor da Alves, adian­ta-se que, de novo, a gráfica pretende ser pioneira em sua re­g ião, ao oferecer um serviço inédito para os autores do Norte. No entanto, mais do que o serviço gráfico, a proposta de Paulo Jr. é ir além, com uma ini­cia­ti­va que será ainda mais inovadora do que aquela que a Gráfica Alves já rea­l i­z a anual­men­te: um tour de barco pela orla de Belém, com o capricho de renovar o roteiro con­ti­nua­men­te. “O clien­te entra no barco de manhã e sai à tarde, mas está proibido de falar sobre impressos”, diz o empresário, que não deixou desaparecer o brilho dos olhos daquele rapaz que, certa madrugada, se encantou ao ver o papel manchado de tinta. & GRÁFICA ALVES Tel. (91) 3277.9800 www.graficaalves.com.br


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toda impress達o tem uma cara


Sagrada Família/PA

Impulsionada pela inovação José Conrado Azevedo Santos, presidente da empresa

Aos 55 anos de existência, administrada pela terceira geração de fundadores, gráfica paraense supera metas de desempenho com investimento em renovação estrutural e tecnológica. Ada Caperuto

80

a Gráfica Sagrada Família, sediada em Belém (PA), passou seus primeiros 20 anos atuan­do no setor nos mesmos moldes de muitas empresas fundadas naquele pe­r ío­do: uma tipografia com apenas uma máquina ma­nual, para a produção de impressos comerciais e de papelaria, como cartas e envelopes timbrados. Fundada em 1956, somente em 1978, depois de superar até mesmo uma adversidade — um incêndio que destruiu máquinas e estoques de matéria-​­prima —, a empresa pa­raen­se deu início a seu processo de renovação tecnológica. No início dos anos 1990, a sede foi transferida para um grande galpão, às margens de uma das principais ro­do­v ias do Estado, onde haveria espaço para acomodar os novos equipamentos adquiridos: impressoras offset em diferentes formatos e com capacidade para produzir trabalhos de até 4 cores, além de guilhotina automática e demais máquinas de acabamento. Em 2003, a Sagrada Família inaugurou um novo parque gráfico na sede onde antes fun­c io­n a­v am apenas o escritório REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

administrativo e de vendas e o departamento de arte e fotolito digital. As operações nesse local foram ini­cia­das com apenas uma impressora 4 cores, mas novos equipamentos foram agregados, incluindo um CtP sem químicos e máquinas para acabamentos especiais. Hoje, somados os dois parques fabris, a empresa totaliza 5 mil metros quadrados de área cons­truí­ da. Atendendo aos segmentos edi­to­r ial, co­ mer­cial e de papelaria, a gráfica tem como principais clien­tes as agên­cias de publicidade e presta serviços para todo o Pará e estados vizinhos, além de atender capitais de outras re­g iões. Nova geração

A Gráfica Sagrada Família é administrada pela segunda geração de descendentes dos fundadores José Marques Azevedo dos Santos e sua esposa Maria de Lourdes. Só­c ios, os irmãos José Conrado e João Carlos já prepararam a terceira

geração: Fábio Augusto, diretor executivo e de produção, e Maurício, diretor de vendas, ambos filhos do presidente José Conrado, que também ocupa este cargo na Federação das In­dús­trias do Estado do Pará (Fie­pa) e na Abigraf Re­g io­nal Pará, sendo vice-​­presidente da Confederação Na­cio­nal da Indústria (CNI). Com 30 fun­cio­ná­r ios e uma produção média de 4 milhões de impressos por mês, a Sagrada Família foi a primeira empresa no Estado do Pará a obter a certificação Forest Stewardship Council (FSC), em 2011. “Estamos também entre os pioneiros no uso do fotolito digital, de sistemas automatizados e padronização dos processos”, afirma José Conrado. Todo o acabamento é feito internamente, o que resulta em agilidade. “Acredito que nosso di­fe­ren­cial é ser a única empresa do Estado a ter impressora 4 cores no formato folha inteira e corte e vinco também neste formato. Temos equipamento e mão de obra treinada, inclusive para acabamentos especiais, como capa dura, laminação BOPP fosca e brilho, verniz total ou com reserva, costura, corte e vinco e outros”, acrescenta o presidente. Desde 2008, a empresa oferece impressão digital em formatos de até 30 × 60 cm, para pequenas tiragens e dados variáveis, e desde o ano passado conta com impressora digital com 1 m de boca. Na estrutura, entre as mais recentes expansões, destacase a construção do novo almoxarifado e a rees­tru­tu­ra­ção total do parque gráfico, com a instalação de telhas térmicas. “Isso mantém a temperatura sem va­ria­ções e controla a alta umidade da nossa re­g ião, mantendo as características do papel perfeitas para a impressão”, explica José Conrado. Foram também adi­cio­na­dos dois terrenos para es­ta­cio­na­men­to e carga/descarga de materiais. Como resultado desses investimentos e da contínua renovação tecnológica, a empresa superou em 60% a meta de produção prevista para o primeiro semestre deste ano. Em 2012, a estratégia de crescimento está atrelada aos serviços digitais de grandes formatos, além da conclusão da reforma, que dará nova fachada à Sagrada Família. & GRÁFICA SAGRADA FAMÍLIA Tel. (91) 3249.5800 www.sagradafamilia.com.br


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IMPRESSÕES

Claudio Baronni

Presidente do Conselho Diretivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG)

Quem tem medo da mídia digital? epois de muitos seminários, conversas, leitura e observação, quero dividir com você, leitor, minhas considerações a respeito da peleja entre a mídia impressa e a digital. Opto por dividi‑las em itens e deixar claro, sempre que possível, minhas conclusões a respeito de cada uma. Tecnologia x aplicação. Vejo que os recursos oferecidos pela tecnologia digital são muito mais amplos do que os que estão sendo utilizados pela grande maioria. Isso sinaliza um forte potencial de crescimento para as mídias digitais, oferecendo perigo crescente à mídia em papel. Públicos. Os públicos consumidores da mídia baseada em papel e da mídia digital se mostram diferentes. Produtores de conteúdo parecem ter aprendido que não basta replicar nos meios digitais o mesmo produto distribuído pelos veículos impressos. Talvez a única convergência de produtos iguais para as duas mídias sejam os livros e mesmo assim dependendo do tipo de literatura. Capacidade de gerar receita. Ainda não se conhece a fórmula adequada de gerar receita com a mídia digital, pelo menos em patamar comparável àquela auferida pela mídia impressa. Convivência ou substituição. Acredito ter aprendido que mais importante do que a mídia a ser utilizada é o valor do conteúdo que está sendo apresentado. Proteger as marcas fortes criadas ainda na mídia impressa é tarefa crucial para desenvolvê‑las nos meios digitais, valorizando‑as perante o público que já conquistaram e também diante dos grupos a serem alcançados.

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Apesar de um proeminente editor profetizar que para cada leitor em papel que morre nasce um leitor que jamais o tocará, defendo que as mídias impressa e digital conviverão disputando públicos, que se alternarão a consumir informação e conteúdo nas duas vertentes, escolhendo o suporte conforme o momento, a emoção, o local, a conveniência e tantos outros aspectos, por um período que não me atreveria a tentar adivinhar. claudiobaronni@abril.com.br


Sustentabilidade Ada Caperuto

Experiências responsáveis

Dando sequência à série de artigos iniciada na edição nº‒ 254, a Revista Abigraf apresenta os cases de mais cinco empresas inscritas no 2º‒ Prêmio Abigraf de Responsabilidade Socioambiental.

R

esponsáveis nos quesitos, deman­ das e re­le­vân­cias re­la­cio­na­das à so­ cie­d a­de e ao meio am­bien­te, cinco empresas gráficas — Gráfica e Edi­ tora Adonis (Americana/SP), Gráfica Cometa (La­jea­do/RS), Gráfica Coppola (São Paulo/SP), Gráfica Editora Aquarela (Ba­r ue­r i/SP) e Gráfi­ ca e Editora Brasil (Brasília-DF) — relatam seus projetos inscritos na segunda edição do prêmio cria­do pela Abigraf em 2009 para contemplar as ini­cia­ti­vas de in­dús­trias gráficas que já des­ cobriram a importância de manter uma postu­ ra ética com as pes­soas e o planeta, e, assim, alcançar o verdadeiro sucesso co­mer­cial. GRÁFICA E EDITORA ADONIS

Fundada em 1961 em Americana (SP), a Adonis é es­pe­cia­li­za­da em embalagens, rótulos e cai­ xas para la­bo­ra­tó­r ios e atua também na impres­ são de livros para o público infanto-​­juvenil des­ de 2005. Foi a partir desta última atividade que surgiu o projeto “Como nasce um livro”, inscrito na categoria “So­cial” do prêmio da Abigraf. Di­re­cio­na­do às crian­ças e jovens de escolas públicas e particulares da re­gião, o projeto tem o objetivo de ­criar cidadãos-​­leitores e valorizar os profissionais envolvidos com a produção literá­ ria da re­gião. De modo lúdico, o programa é rea­ li­za­do durante três horas na sede da empresa.

No final das atividades do projeto “Como nasce um livro”, da Gráfica Adonis, as crianças participantes podem escolher dois livros e levá-los como presente

Começa com um resgate, em audiovisual, da história do livro, destacando também a impor­ tância do papel e a responsabilidade necessária na preservação do meio am­bien­te. Em seguida, os participantes têm a opor­ tunidade de conhecer todas as fases de produ­ ção de um livro, desde a concepção do tema, o processo da escrita, as revisões e as ilustra­ ções, bem como o processo técnico de editora­ ção, impressão, corte e montagem. Monitores, contadores de his­tó­r ias e escritores se revezam na rea­l i­za­ção das atividades, para dar mais di­ namismo à visita, que inclui também um tour pelo parque gráfico da Adonis. Ao final, os alunos são convidados para um lanche, no refeitório da empresa, um momento que trabalha a interatividade e o divertimento. No final das atividades, as crian­ças e jovens po­ dem escolher dois  livros e levá-​­los como pre­ sentes do projeto. Também levam para casa o “Livro em branco”, um convite à prática da es­ crita, que contém  em sua capa a foto tirada no primeiro momento da visita, com o objeti­ vo de estimular o jovem a produzir e ilustrar o seu próprio texto, tomando como base todo o conhecimento adquirido na visita, mais uma carta-​­resposta, a ser en­v ia­da para a editora. Após o retorno, as  redações são se­le­cio­na­ das pelo conselho edi­to­r ial formado por profes­ sores da língua portuguesa e os melhores tex­ tos são reunidos em um livro, com direito a lançamento e noite de autógrafos. Os 50 tex­ tos se­le­cio­na­dos entre os visitantes do ano de 2009 estão reunidos no livro Letra Viva, lan­ çado no Tea­tro Municipal Lulu Benencase, em Americana, com a participação de 1.200 con­ vidados. Com tiragem ini­cial de 1.000 exem­ plares, o livro foi escrito por autores mirins de 13 mu­ni­cí­pios do in­te­r ior paulista. Registrando 15 mil visitas das escolas  du­ rante o ano de 2010, o projeto  superou em mui­ to as cinco mil do ano an­te­rior. Além das escolas NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

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Sustentabilidade

dotadas de condições para cus­tear a participa­ ção de seus alunos no projeto, a Adonis dispo­ nibiliza o programa gratuitamente, em diversas datas ao longo do ano, para escolas, entidades e instituições sociais que não dispõem de recur­ sos. Dentre os dois mil textos en­v ia­dos duran­ te o ano de 2010, 100 foram se­le­cio­na­dos e em 11 de junho de 2011 foi lançada a 2 ª‒ edição do livro Letra Viva,  com tiragem de 2.000 exem­ plares, com cem novos escritores mirins de  15 mu­ni­cí­pios do in­te­r ior paulista. GRÁFICA COMETA

Área verde da Gráfica Cometa, onde é feito o plantio de mudas de árvores nativas 

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A Cometa, de La­jea­do (RS), que produz prin­ cipalmente rótulos, etiquetas e embalagens e emprega cerca de 100 fun­cio­ná­r ios, apresentou projetos em ambas as ca­te­go­r ias contempladas pelo prêmio. O case Am­bien­tal foi “A serviço da prevenção da poluição em prol do meio am­bien­ te”, que começa por seu sistema de gestão, certi­ ficado pelas normas ISO 9001:2008 Sistemas de Gestão da Qua­li­da­de e 14001:2004 Sistemas de Gestão Am­bien­tal. As ações da empresa estão ba­sea­das em uma política am­bien­tal que visa à melhoria contínua do sistema de gestão, a par­ tir da redução dos impactos, cons­c ien­t i­za­ção de fun­cio­ná­r ios e interação positiva com a co­ munidade. Alguns dos principais pontos des­ se sistema são destacados no projeto. Todos os líquidos gerados no processo produtivo na la­ vagem de chapas, calhas e demais itens são ca­ nalizados para uma estação de tratamento de efluen­tes, cons­truí­da em 1997. Na aquisição de novos equipamentos são analisados os níveis de impacto am­bien­tal, op­ tando-se por aqueles que minimizem estes efei­ tos. Nos últimos dez anos, a Cometa substituiu mais de vinte máquinas por tec­no­lo­gias mais ágeis, com consumo de energia otimi­ zado e menor geração de re­ sí­duos. Como solução para as ma­té­r ias-​­primas, foram adotadas tintas de base ve­ getal, acon­d i­c io­n a­d as em embalagens metálicas re­ cicláveis. Como resultado do sistema de gestão am­ bien­t al, pode ser destaca­ da a eliminação de filmes, fotolitos e líquidos revela­ dores e fixadores altamen­ te contaminantes, a partir

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da instalação de CtP para gravação das cha­ pas em processo automático. Além da recicla­ gem de 960 quilos de embalagens metálicas, em 2010, to­néis metálicos de 200 litros são re­ tornados ao fornecedor de ál­cool para o reapro­ veitamento. As estopas foram subs­ti­tuí­das por toa­l has laváveis, eliminando assim o resíduo de estopas contaminadas equivalente a 3.900 toa­l has/mês. As esteiras de pano nas máqui­ nas offset passaram a ser usadas nos dois lados, reduzindo em 50% a geração desse resíduo. Perante os fun­cio­ná­r ios, o Sistema de Ges­ tão Am­bien­tal trabalha para cons­cien­ti­zar, por meio de vá­r ios programas que contemplam a identificação de alternativas preventivas e ini­ cia­ti­vas para o uso cons­cien­te dos recursos na­ turais, a coleta seletiva e o correto destino de produtos químicos e de todos os tipos de re­sí­ duos. A Cometa mantém ainda uma área ver­ de com mais de 40 mil metros quadrados, onde promove gestos concretos em prol do meio am­ bien­te, como o plantio de mudas de árvores nativas e os cuidados pos­te­r io­res para que se desenvolvam de maneira saudável. Na ca­te­go­rial “So­cial”, a Cometa inscreveu o case “Interação positiva com a comunidade pelo desenvolvimento de pes­soas”. Empresa fa­mi­ liar, integrada por diretores que têm a cultura voltada ao desenvolvimento humano, a gráfica tem um baixo índice de rotatividade trabalhis­ ta. Este resultado em muito se deve aos be­ne­ fí­c ios oferecidos e aos cuidados de seguran­ ça adotados. A empresa também oferece, por meio da As­so­cia­ção Atlética Cometa, ativida­ des esportivas, de lazer e de confraternização. Para a comunidade existem diferentes pro­ jetos, como o “Calendário de parede e de mesa”, que tem o objetivo de divulgar a cultura do Vale do Taquari. O projeto “Desenvolvimen­ to So­cial” é rea­l i­za­do em parceria com a Apae de La­jea­do, com a doa­ção ­anual de valor cor­ respondente à manutenção de dois alunos nas atividades educacionais da entidade. Desde 2005, a empresa destina trimestralmente 1% do valor de seu imposto de renda para o Con­ selho dos Direitos da Crian­ça e do Adolescente do município (Comudical). No projeto “Adoção de Escola”, a gráfica apoia, desde 2000, a Escola Municipal de En­ sino Fundamental Universitário. São rea­l i­za­ das ações sociais de acordo com as necessidades apresentadas pela instituição. Já foram via­bi­li­ za­das, por exemplo, a climatização de salas de


aula e a doa­ção de materiais culturais, pedagó­ gicos e para informática. Sobressai o patrocínio ao programa “Vamos Cuidar do Brasil – Con­ ferência Na­c io­nal Infanto-​­Juvenil pelo Meio Am­bien­te”, rea­l i­za­do pelo Ministério do Meio Am­bien­te em 2003. Dentre os trabalhos apre­ sentados pelos alunos, o projeto “Água, fonte de vida” foi uma das propostas se­le­cio­na­das na fase es­ta­dual e, mais tarde, classificado para a fase final na­cio­nal. Além desse trabalho, a es­ cola teve pre­mia­do também o melhor cartaz, sobre o mesmo tema. GRÁFICA COPPOLA

Se­d ia­d a na capital paulista, a Coppola concor­ reu na categoria “Am­bien­tal”, com o case “Lan­ çamento selo Coppola compromisso com o meio am­bien­te”. Es­pe­c ia­l i­z a­d a no segmento pro­mo­cio­nal, a empresa tem 25 anos de atua­ ção e, nos últimos anos, tem reforçado as ações em torno da responsabilidade am­bien­t al em seu processo produtivo. Para consolidar seu empenho neste sentido, a gráfica lançou em dezembro de 2010 o selo Coppola Compro­ misso com o Meio Am­bien­te, que sintetiza e simboliza todas as ações adotadas em prol do desenvolvimento sustentável. Ele abran­ ge a certificação FSC, o uso de processos e in­ sumos am­bien­tal­men­te menos agressivos e a destinação correta dos re­sí­duos. Neste grupo de ini­cia­ti­vas sobressai a ho­ mologação, junto ao fornecedor, de tintas à base de soja, com aquisição dos ro­yal­ties para uso do selo Printed with Soy Ink em seus pro­ dutos e nos de seus clien­tes. Ao utilizar tintas de impressão à base de bio­com­po­nen­tes, a Co­ ppola reduz as emissões de compostos orgâni­ cos voláteis, que prejudicam a saú­de e con­tri­ buem para a de­te­r io­ra­ção da camada de ozônio. Além disso, essas tintas facilitam a reciclagem de suas embalagens e demais materiais. Para evitar o desperdício de insumos e ma­ té­r ias-​­primas, a empresa implantou um soft­

Para divulgar o selo Coppola Compromisso com o Meio Ambiente, a gráfica desenvolveu um kit promocional

ware de integração e fluxo de trabalho que faz a conexão da impressão com a pré-​­impressão, ga­ rantindo, assim, maior produtividade e menor gasto de papel para certo tipo de serviço. Na pré-​­i mpressão foi instalado o proces­ so de gravação de chapa CtP com equipamen­ to do tipo “chemistry free” (livre de química), que também economiza 50% de energia em seu fun­cio­na­men­to. Outro item que está embutido no selo de compromisso lançado pela Coppola é o di­re­cio­na­men­to dos re­sí­duos para a corre­ ta destinação. A empresa investiu em uma es­ trutura que permite ge­ren­ciar o ma­te­r ial des­ cartado na produção, procedimento rea­l i­za­do por empresa homologada. A Coppola fez, ainda, um grande investi­ mento para obter a certificação FSC (Forest Stewardship Council), que assegura a origem am­bien­t al­men­te correta do papel usado pela gráfica, e também na capacitação dos fun­cio­ná­ rios, na organização e no controle de todo pro­ cesso produtivo. Para divulgar o selo, a Coppo­ la desenvolveu um kit pro­mo­cio­nal composto por um fôlder explicativo de todos os proces­ sos, uma etiqueta com aroma vegetal, uma cai­ xa empastada com papel derivado de madeira, uma folha impressa em papel semente para que seja plantada, um bloco de rascunho que agrega todas certificações conquistadas pela empresa e um lápis feito de graveto. GRÁFICA EDITORA AQUARELA

Em suas mais de cinco décadas de ex­pe­r iên­ cia no mercado gráfico, a Aquarela, de Ba­r ue­r i (SP), inscreveu o case Am­bien­tal “Imprimindo um mundo melhor”, que transmite a preo­cu­pa­ ção da empresa com o impacto de seus proces­ sos no meio am­bien­te. Dessa forma, a empresa

A Gráfica Aquarela trocou a iluminação da área da produção, aumentando o nível de iluminamento em praticamente duas vezes e reduzindo o consumo de energia elétrica em 25%

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Este caderno foi impresso em papel reciclado Eco Millennium 90 g/m², produzido pela Bignardi Papéis

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adotou diversas ações de preservação am­bien­ tal, que tiveram início com a certificação no Programa Fíbria de Ecoe­f i­ciên­cia, cuja aborda­ gem se preo­cu­pa com todas as fases de fabri­ cação dos produtos e serviços, buscando pro­ duzi-​­los de modo inteligente e com qualidade, utilizando cada vez menos recursos naturais. A certificação nesse programa foi o primei­ ro passo, já que muitas ideias para a melhoria dos processos em médio e longo prazos surgi­ ram desse esforço ini­cial. Uma delas foi trocar a iluminação da área da produção, o que per­ mitiu aumentar o nível de iluminamento em praticamente duas vezes e reduzir o consumo de energia elétrica em 25%. Outra medida é o ge­ren­c ia­men­to de re­sí­duos sólidos e líquidos gerados no processo de produção, que são se­ gregados, classificados, transportados e desti­ nados corretamente. Os re­sí­duos líquidos são armazenados em cisterna adequada e recolhi­ dos por empresa habilitada. Os sólidos são se­ parados, armazenados em con­têi­ne­res de 1.000 litros e destinados de acordo com os tipos. A Aquarela substituiu insumos, adotando, por exemplo, tintas com baixo índice de ­óleos minerais e tintas com zero VOC (compostos or­ gânicos voláteis), que resultam em am­bien­te de trabalho mais saudável e menores riscos de po­ luição atmosférica. As chapas convencionais fo­ ram trocadas pela Energy Elite, cujo impacto am­bien­tal se revela na redução do consumo de energia elétrica — são economizados, em mé­ dia, 5 mil kwh/mês. Também foram adotadas as chapas Azura, com tecnologia chemistry-​­f ree, que fez reduzir etapas nos processos, eliminar re­sí­duos químicos e diminuir custos. Por fim, sobressai o soft­ware Ink Optmizer, que diminui em cerca de 15% o consumo de tintas. Outra ini­cia­ti­va adotada foi a ava­lia­ção dos gases de efeito estufa (GEE) emitidos, de acordo com a base de dados do Carbon Project Disclo­ sure. Os resultados desta ini­cia­ti­va dão conta que o volume de GEE que deixou de ser emitido em 2009 foi de 0,2 tonelada. Até junho de 2010, essa redução foi de 0,3 tonelada de CO₂. So­bres­saem, ainda, a implantação da norma ISO 12647 (menor gasto de papel); desativação da máquina de goma e da queima de chapas (re­ dução no consumo de energia elétrica); adoção de logística reversa de embalagens (menos re­ sí­duos sólidos); uso de PET reciclado e de emba­ lagens recicladas do tipo longa-​­v ida como ma­ téria-​­prima (reaproveitamento de materiais). REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Cartaz usado no processo de conscientização dos colaboradores, nas diversas atividades desenvolvidas pela Gráfica e Editora Brasil

GRÁFICA E EDITORA BRASIL

Com parque fabril e sede em Brasília (DF), a em­ presa participou da pre­mia­ção com o case “Sis­ tema de gestão am­bien­tal Gráfica Brasil”, que traduz a adoção de diversas ini­cia­ti­vas em prol de seus fun­cio­ná­r ios, da so­cie­da­de, do País e de todo o planeta. Por este motivo, a empresa re­ cebeu a certificação FSC e seu sistema de gestão am­bien­tal está certificado pela ISO 14001:2004. Como parte do processo de certificação foram de­sen­c a­dea­d as diversas ações para reduzir o consumo de água, energia elétrica e combustí­ veis e minimizar a emissão de efluen­tes. Como metodologia de medição, foi adotado o crité­ rio da pro­p or­c io­n a­l i­d a­de, mensurando-se o consumo destes itens em relação à produção. No processo de cons­c ien­t i­za­ção dos cola­ boradores foram desenvolvidas diferentes ati­ vidades, como o evento de lançamento da cam­ panha am­bien­tal, a apresentação de um coral formado por trabalhadores da empresa, uma prova de conhecimentos com pre­mia­ção para os melhores colocados e uma campanha de re­ dução do consumo de água e energia elétrica na residência dos colaboradores. Merece destaque o Desafio do Conhecimento, no qual todos os colaboradores receberam uma cartilha que trata de questões re­la­cio­na­das ao meio am­bien­te e o sistema de gestão da gráfica. Foi estipulado um valor em dinheiro para aqueles que conquista­ ram melhor resultado em diferentes ca­te­go­r ias, sendo R$ 500,00 para os primeiros colocados, R$ 300,00 para os segundos, R$ 150,00 para os terceiros e R$ 50,00 para todos que tiveram nota acima de 7. Cerca de 60% dos fun­cio­ná­ rios receberam a pre­mia­ção, sendo que mais de 90% tiveram nota acima de 5 na prova.


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É P L A N T A D A. . A cadeia produtiva do papel e da comunicação impressa vem realizando uma campanha de informação sobre o que produz para a sociedade. Esclarecer dúvidas e, principalmente, trazer à luz da verdade algumas questões ligadas à sustentabilidade. A principal delas é deixar claro que, as árvores destinadas à produção de papel provêm de florestas plantadas, e que essas são culturas, lavouras, plantações como qualquer outra. Somos uma indústria alinhada com a ecologia e a natureza, ou seja, as nossas impressões são extremamente conscientes porque utilizamos processos cada vez mais limpos. E, mesmo assim, buscamos todos os dias novas tecnologias de produção que respeitem ainda mais o equilíbrio do meio ambiente. Somos uma indústria que traz prosperidade para o País e benefícios para todos os brasileiros. Temos imenso orgulho de saber que cada vez que imprimimos um caderno, um livro, uma revista, um material promocional ou uma embalagem, estamos levando conhecimento, informação, democracia e educação a todos. Imprimir é dar veracidade, tornar palpável. Imprimir é assumir compromisso. Imprimir é dar valor. Principalmente à natureza. I M P R I M I R

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IBF comemora 50 anos expandindo atuação internacional Posicionada entre as maiores fabricante mundiais de chapas para impressão, a empresa vem ganhando terreno em importantes mercados, como o alemão. Tânia Galluzzi

Fábrica localizada em Xerém, Rio de Janeiro. Suas três linhas de produção estão instaladas em uma área construída de 38.000 m2, dentro de uma área total de 330.000 m2

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IBF – Indústria Brasilei-

ra de Filmes, deve fechar 2011 com uma receita de US$ 150 mi­l hões, o que representa crescimento de 5% em relação ao ano passado. Desse total, US$ 30 mi­l hões vêm de ne­gó­c ios fora do Brasil, faturamento 15% maior do que o alcançado em 2010. E a expansão no mercado externo deve aprofundar-se no médio prazo, a despeito da crise in­ter­na­cio­nal. A presença da IBF em outros paí­ses não é novidade. Remonta a 1970, quando a companhia instalou a IBF Cor­po­ra­tion em Nova Jersey, nos Estados Unidos, empresa de capital 100% brasileiro, com o propósito de distribuir seus produtos na América do Norte. De lá para cá o aprendizado foi longo e rendeu à empresa a participação em 70 paí­ses, nos cinco continentes. O que é recente é a conquista de espaços no concorrido mercado europeu. In­d i­v i­dual­ men­te, a Alemanha já é o segundo principal comprador de chapas da IBF, perdendo apenas para os Estados Unidos. Olhando a América Latina como um bloco, a re­g ião pula para a primeira colocação no ranking de exportação da IBF, ficando a Alemanha

em terceiro lugar. “O mercado alemão não é apenas muito competitivo, mas também muito exigente. Montamos uma estrutura local, com executivos e técnicos alemães, e há dois anos estamos vendo nossa participação crescer”, afirma Luiz Nei ­A rias, diretor co­mer­c ial. Além da Alemanha e dos Estados Unidos, a empresa mantém profissionais em bases estratégicas como Argentina, México e Índia. Os bons frutos colhidos em outros paí­ ses estão sendo fundamentais para ocupar a capacidade produtiva da fábrica da IBF, no Estado do Rio de Janeiro, em um momento em que a demanda no mercado interno mostra-se oscilante. “Tivemos meses bons e ruins em 2011, certamente um ano menos aquecido do que foi 2010”, comenta o diretor co­mer­cial. Há três anos a participação de mercado permanece a mesma: 40% no segmento de chapas analógicas, 50% no mercado de filmes e 30% em chapas digitais, sendo que, de acordo com estimativas da própria IBF, a indústria gráfica na­cio­ nal consome cerca de 17 milhões de metros quadrados de chapas offset por ano. A expectativa era de que a fatia de mercado da empresa acompanhasse a expansão


Luiz Nei Arias, diretor comercial, e o pai, Sabino Arias, diretor-presidente, comandam a empresa

da capacidade produtiva, que saltou de 16 milhões para 36  milhões de metros quadrados em 2009. Porém, o tempo de aprendizado para a operação da terceira linha de produção de chapas foi maior do que o esperado, fazendo com que a empresa desperdiçasse oportunidades em 2010. Produção afinada, a IBF prepara agora dois produtos para conquistar novas fa­tias de mercado. Estão em fase de teste duas linhas de chapas sem processamento quími-

co, uma para tecnologia térmica e outra vio­ le­ta, que devem ser lançadas no primeiro trimestre de 2012. A força das chapas digitais

As chapas empregadas em sistemas de gravação direta, chamadas de chapas digitais, são hoje o carro-​­chefe da IBF. De acordo com Luiz Nei, existem 1.100 CtPs em uso no Brasil. “Aproximadamente 60% do mercado já fez a migração do analógico para o

digital e, quando atinge-se esse patamar, a adesão é ainda mais rápida. A tecnologia ficou mais acessível, assim como não há mais dificuldade em encontrar profissionais para operar esses sistemas”. O executivo admite que a diferença de preço entre a chapa analógica e a digital continua grande, entre 50 e 60%; contudo, uma movimentação no mercado de com­mo­di­ties pode favorecer a tecnologia digital. “A alta da prata elevou em 80% o custo dos filmes. Assim, o que a gráfica gasta com filmes e chapas no processo analógico acaba sendo mais do que gastaria com as chapas digitais”. A IBF, que conta atual­men­te com 900 fun­c io­n á­r ios, trabalha com a perspectiva de crescimento de 15% em 2012. Afora o esforço de suas equipes, ela espera que a crise in­ter­na­cio­nal não seja duradoura e que os investimentos previstos para o País em função dos eventos esportivos aqueçam a indústria gráfica. Olhando mais adian­te, à sombra da evolução das mí­d ias digitais, o diretor co­ mer­cial afirma que a empresa está certa de que venderá chapas ainda por muitos anos, o que não a impede de buscar novas tec­no­ lo­g ias e par­ce­r ias. “O re­la­cio­na­men­to que cons­truí­mos em 50 anos com a indústria gráfica é nosso maior patrimônio e, se tivermos de buscar novas tec­no­lo­g ias para manter essa parceria, é o que faremos”. & IBF Tel. (21) 2103.1000 www.ibf.com.br

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Messe e MDK lançam a Drupa 2012 Organizadores esperam receber 400 mil visitantes, de 130 países. Em função da crise, as atenções voltamse para as economias emergentes, dentre as quais o Brasil se destaca como um dos principais mercados. Tânia Galluzzi

N

o dia 4 de outubro a Messe Düsseldorf e a MDK Feiras Internacionais promoveram em São Paulo o lançamento da Drupa 2012, maior feira mundial do setor gráfico, que acontece de 3 a 16 de maio do próximo ano, na cidade de Düsseldorf, na Alemanha. Na apresentação à imprensa, os executivos alemães tiveram de se equilibrar entre a necessidade de mostrar números positivos em relação ao evento, no qual se espera atingir o mesmo público registrado em 2008 (390 mil visitantes),

e os atuais indicadores da indústria gráfica europeia, que refletem a crise vivida pela re­g ião. “Mais uma vez será utilizada toda a área disponível. Teremos 56 paí­ses expositores, com uma forte presença da delegação chinesa. O espaço de exposição já está todo fechado, mas, devido às fusões e in­sol­vên­cias que aconteceram nos últimos três anos, algumas empresas não se apresentarão”, afirmou Werner Dornscheidt, presidente da Messe. Na 15 ª‒ edição da mostra, montada pela primeira vez em 1951, a impressão digital ocupará 40% da área, repercutindo as mudanças que vêm ocorrendo no setor. Assim como aconteceu na feira de 2008, perto de 60% dos visitantes devem ser estrangeiros e a MDK estima crescimento na participação de brasileiros. Há três anos, 4.600 brasileiros estiveram na Drupa, soma 30% su­pe­r ior à da Drupa 2004. “Esperamos ter mais de 5.000 brasileiros em 2012”, disse Lauri Müller, diretor da MDK . Em 2008, 16.000 latino-​­americanos pres­t i­g ia­ram a feira, assim como 6.000 chineses — a aposta é que esse número suba para 10.000 no ano que vem — e 10.000 in­d ia­nos.

A expansão desses grupos pode compensar uma possível queda na frequência de visitantes europeus, que tra­di­cio­nal­men­te compõem 60% dos visitantes estrangeiros na Drupa, por conta da ­atual conjuntura. E os números revelados por Markus Hee­r ing, diretor da Federação de Construtores de Máquinas e Instalações da Alemanha (VDMA), responsável pela área gráfica e de papel, expõem os estragos do mau momento econômico. Segundo ele, o mercado gráfico mun­dial perdeu cerca de 40% de seu faturamento entre 2008 e 2010. Até 2008, os mercados mais importantes para a indústria de máquinas

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eram os Estados Unidos e a Europa, e ainda não há sinais de recuperação entre os compradores norte-​­americanos. Na ava­lia­ção do diretor da VDMA , na Europa a si­tua­ção é diferente. Os paí­ ses de língua alemã apresentam traços positivos, mas na Inglaterra a si­t ua­ç ão mantémse difícil e há uma pequena melhora no Leste Europeu. De 2008 para cá, o faturamento das empresas ligadas à VDMA caiu de 9 bilhões de euros para 6 bilhões e a entidade perdeu 10% de seus as­so­cia­dos em função de fa­lên­cias. De acordo com o executivo, enquanto alguns mercados estão enfraquecidos, outros surgem como importadores de máquinas. “Um dos maiores é a Ásia, encabeçada pela China, assim como a

Índia e seus periféricos e a América do Sul, sobretudo o Brasil. O Brasil está hoje entre os três maiores mercados para a exportação de máquinas”. O diretor da VDMA revelou que o crescimento da exportação de máquinas gráficas da Alemanha para o Brasil entre 2008 e 2011 está na casa dos dois dígitos, com um volume acima dos 100 milhões de euros. Para Lauri Muller, a cu­r io­si­da­de com relação ao cenário europeu pode encorpar o grupo de brasileiros na Drupa 2012. “Além disso, o empresário que não vai à Drupa perde oito anos de informação”. A presença de expositores nacionais, contudo, sofreu uma baixa. Em 2012, sete e não oito empresas estarão em Düsseldorf.

Lauri Müller (em pé), diretor da MDK, estima que cerca de 5.000 brasileiros visitarão a Drupa 2012. Ao seu lado, da direita para a esquerda, Werner Dornscheidt, presidente da Messe Düsseldorf, a intérprete Ingrid Orglmeistr, e Markus Heering, diretor da VDMA

Número de expositores e visitantes na drupa – 1951/2008 Ano

Expositores

Países

Alemanha

Países estrangeiros

Área total m²

Alemanha

Países estrangeiros

Total de Visitantes

Visitantes estrangeiros

1951

  527

10

486

    41

  18.450

17.360

   1.090

195.185

1954

  764

13

643

  121

  35.000

30.089

   4.911

226.388

1958

  688

13

492

  196

  43.000

33.840

   9.160

185.936

1962

  678

16

426

  252

  48.000

32.000

  16.000

180.483

1967

  945

19

518

  427

  57.785

36.785

  21.000

214.694

1972

  958

27

521

  437

100.789

62.962

  37.827

268.713

20%

1977

1.108

22

547

  561

  96.639

54.585

  42.054

284.806

43%

1982

1.275

29

581

  694

104.291

52.289

  52.002

293.059

43%

1986

1.465

33

617

  848

122.711

61.228

  61.483

373.656

46%

1990

1.760

36

686

1.074

126.811

63.672

  63.139

444.214

52%

1995

1.670

44

686

  984

142.056

68.632

  73.424

395.098

49%

2000

1.943

50

765

1.178

158.875

75.726

  83.149

428.248

47%

2004

1.866

52

715

1.151

161.332

71.199

  90.133

394.478

55%

2008

1.953

53

703

1.250

174.681

70.769

103.912

390.044

59%

NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

93


Flexibilidade é a palavra de ordem Dieter Brandt, presidente da Heidelberg América do Sul, apresentou a Ricoh Pro C901

A Heidelberg abriu as portas da PMA para apresentar a sua versão de um fluxo de trabalho híbrido, no qual o destaque foi a impressora digital Ricoh Pro C901.

C

94

om o objetivo de apresentar ofi­ cial­men­te ao mercado a impressora que dá início à parceria da Heidel­ berg com a Ricoh, a fabricante alemã pre­ parou uma programação es­pe­cial na Print Media Academy (PMA) entre 29 setembro e 1º‒ de outubro. O espaço, localizado na Escola Senai Theo­bal­do De Nigris, em São Paulo, recebeu cerca de 160 em­pre­sá­r ios gráficos. A tônica do evento foi a flexibili­ dade possibilitada pelas soluções que esta­ vam sendo mostradas, para pré-​­impressão, com a Suprasetter 105 e as estações Pri­ nect; impressão, com as impressoras SM 74-4 com Prinect Easy Control, SM 52-4 Anicolor e Ricoh Pro C901 Graphic Arts Edi­t ion; e acabamento, com as dobradei­ ras Stahlfolder Easyfold e Stahlfolder KH 78, a guilhotina Polar 66 X e a coladeira Eu­ robind 600 PUR . O foco: gráficas que tra­ balham com pequenos e mé­d ios volumes que já ingressaram ou pretendem en­ trar no segmento digital. “Estamos oferecendo uma combinação in­ teligente entre a impressão off­ set e a digital, acompanhada de sistemas de acabamento para uma produção híbrida”, afir­ mou Die­ter Brandt, presidente da Heidelberg América do Sul. Através da Ricoh Pro C901 Gra­ phic Arts Edi­t ion, a Heidelberg quer atingir o que chama, dentro do mercado di­ gital, de segmento value, que engloba pro­ REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

dutos rentáveis mesmo com tiragens mais baixas como folhetos, catálogos, livretos e provas de impressão. Tal segmento inclui sistemas que oferecem velocidade de pro­ dução entre 50 e 90 páginas por minuto, com um volume mensal de 80 a 300 mil páginas do formato A4. A Pro C901 foi apresentada como a im­ pressora mais rápida e produtiva do seg­ mento value. Ela atinge velocidade nomi­ nal de 90 páginas A4 por minuto, rodando substrato entre 60 e 300 g/m², com veloci­ dade constante independente da gramatu­ ra e imprimindo frente e verso. O equipa­ mento usa toner químico que dispensa o uso de óleo, resultando em impressões com menor brilho, mais semelhantes ao offset. Outra característica ressaltada foi o fato de o equipamento ser, entre os concorrentes, o que tem o maior número de peças e itens que podem ser trocados pelo próprio ope­ rador, dispensando visitas técnicas. Além dos cartuchos de toner, que podem ser subs­t i­t uí­dos durante a impressão, usuá­ rios avançados são capazes de substituir a

unidade de fusão, os filtros de pó e os rolos de alimentação das bandejas, por exemplo. Considerando que boa parte das grá­ ficas que se interessarão pela Ricoh Pro C901 tem máquinas offset e sistemas de pós-​­impressão, a Heidelberg optou por tra­ zer para o Brasil sua versão mais básica, composta pelas unidades de alimentação de alto volume, de impressão e a de acaba­ mento padrão (grampo). O preço para essa configuração é de R$ 390 mil. De acordo com Da­nie­la Bethonico, gerente de produ­ to para soluções planas, o custo por folha, levando em conta um impresso no forma­ to A3 em modo duplex, com cobertura do toner em 35% da área, ex­ce­tuan­do o custo do papel, é de R$ 0,33. A Pro C901 ficará no posto de filha única por pouco tempo. Ain­ da em 2011 a Heidelberg do Brasil inclui­ rá outro modelo no portfólio digital, a Ri­ coh Pro C751. Lançada em maio deste ano, a máquina utiliza o mesmo toner de sua irmã, porém tem como mira volumes ain­ da menores, trabalhando com velocidade nominal de até 75 páginas por minuto.

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Convite para evento de golfe da Heidelberg/Ricoh

Litografia e digital. Uma mistura que se completa A próxima Drupa vai mostrar que tradicionais fornecedores de equipamentos e sistemas offset têm a sua atenção cada vez mais voltada para a tecnologia digital.

E 96

Andrew Tribute

stá se tornando cada vez mais comum encontrar gráficas que usam mais de uma tecnologia de impressão. Na maioria dos casos trata-se de acrescentar a impressão digital para complementar uma operação predominantemente offset. Isso permite aos impressores offset lidar de maneira rentável REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

com trabalhos de tiragens curtas, pro­pi­ cian­do atender serviços para os quais a impressão offset não é mais adequada — como no caso de fotolivros —, além de permitir a entrada no segmento de impressão de dados variáveis e até mesmo acrescentando serviços com ferramentas ba­sea­das na internet. Para o impressor offset con­ven­cio­nal, no entanto, normalmente as tec­no­lo­g ias offset e digital são utilizadas separadamente, em diferentes workflows, e a tecnologia de impressão é escolhida na hora de se orçar um trabalho, e não durante a produção. A tendência como veremos na Drupa 2012, que ocorrerá de 3 a 16 de maio, será trabalhar em um workflow comum para a maioria dos trabalhos e, no momento da

produção, escolher a tecnologia de impressão. Para que isso ocorra, o resultado das duas tec­no­lo­g ias deve ter o mesmo aspecto tanto em termos de qualidade de imagem quanto de compatibilidade de cores. No lançamento este ano da parceria da Heidelberg com a Ricoh, na digi:media, em Düsseldorf, um workflow conjunto e compatibilidade de cores foi o principal tema da mensagem da Heidelberg sob o título HEI Flexibility. Isto foi demonstrado através da produção de um pacote de ações de mar­ke­ ting para um evento de golfe cujos diferentes itens foram impressos usando tec­no­lo­ gias offset e digital e no qual a aparência dos diferentes produtos finais era praticamente idêntica. O trabalho foi todo baseado no


Venha para a Vivox workflow da Heidelberg com um processo conjunto de ge­ren­cia­men­to de cores. O que foi apresentado também integrou a impressora digital jato de tinta de embalagens da Heidelberg no mesmo workflow, além de uma gama de sistemas de acabamento da empresa. No Reino Unido a Heidelberg também demonstrou como este fluxo de trabalho pode ser am­plia­do para abarcar a cadeia de valor através da ligação com a empresa Red Tie, de soluções web-to-​­print através da computação em nuvem, para a rea­li­za­ção de pedidos online e comunicação via internet com os seus clien­tes. Onde a impressão digital se enquadraria

O exemplo da Heidelberg foi uma comprovação do que pode ser feito e hoje estamos vendo essas coisas acontecendo, com muitos gráficos usando diversos equipamentos diferentes. O uso da impressão digital para rea­li­zar trabalhos que antes se­r iam feitos em offset, apesar de a impressão digital ser um processo mais adequado por conta da baixa tiragem do trabalho, é apenas parte da maneira como a impressão digital está complementando a offset. Trata-se de uma evidência de como os gráficos acharam importante implantar a tecnologia digital para fornecer um serviço mais completo a seus clien­tes sem deixar de lucrar. Essa é uma solução para quando não é rentável imprimir trabalhos de baixa tiragem usando tec­no­lo­g ias offset. Hoje a impressão digital de todos os fornecedores pode se equiparar à impressão offset em termos de qualidade e reprodução de cores. Embora a impressão digital tenha sido o centro das atenções em edições an­te­r io­ res da Drupa, a tecnologia offset continuou a se desenvolver e se tornar mais efi­cien­te e adequada para pequenas tiragens. Algumas gráficas digitais consideraram ser necessário investir no processo offset para poder atender uma gama maior de trabalhos. Nessas si­t ua­ções nota-se geralmente que uma gráfica digital acrescentará a impressão offset com tecnologia Direct Imaging – gravação da imagem diretamente na impressora, usando, por exemplo, equipamentos da Presstek. Uma razão para isso é o fato de que as gráficas digitais

não querem se es­pe­cia­l i­zar em offset e as impressoras DI podem ser operadas praticamente da mesma forma que os equipamentos digitais, porém com custos muito semelhantes ao processo de impressão offset. Jeff Jacobsen, presidente da Presstek, afirma o seguinte: “Utilizamos o termo ‘suprindo a lacuna’. Os clien­tes estão tendo grandes dificuldades, já que 80% de todas as nossas impressões em quatro cores são de tiragens in­fe­r io­res a 5.000 unidades e, para fazer isso de forma efi­cien­te, você não pode usar eletrofotografia, porque o toner é muito caro e a tecnologia jato de tinta ainda não chegou lá. Entre 500 e 20.000 impressões, a tecnologia DI oferecerá a maior qualidade ao menor custo unitário”. A impressão digital para baixas tiragens passou por um grande desenvolvimento na última década. Embora grande parte da atenção estivesse voltada para as impressoras de alta produtividade da HP Indigo, Kodak e Xerox, vimos grandes progressos nas ­­áreas de produção em volumes mé­d ios e pequenos. Um anúncio recente nesse nicho veio com um desenvolvimento conjunto de uma nova geração de impressoras incorporando tec­no­lo­g ias existentes da Canon e da Océ. Estamos agora vendo outra fun­cio­na­li­ da­de sendo acrescentada a estes equipamentos. Isto pode se dar através de uma quinta unidade de impressão, para a inserção do equivalente a um revestimento ou verniz. Um exemplo pode ser observado com a Xerox 1000 Color Press, na qual a tinta seca transparente permite que efeitos especiais, como verniz localizado (spot), sejam acrescentados aos impressos. A Kodak Nexpress pro­p or­c io­n a uma fun­c io­n a­l i­d a­d e semelhante. Há tamanhos maiores de formatos sendo oferecidos. A Xerox iGen4 EXP opera com folhas de até 66 cm de comprimento, permitindo que uma gama maior de trabalhos possa ser rea­li­za­da no equipamento. A Kodak Nexpress SX também oferece uma capacidade de tamanho de folha similar. Isso, no entanto, só é parte da maneira como a impressão digital pode complementar a offset e am­pliar os serviços que os gráficos podem prestar a seus clien­tes. A chave para as gráficas otimizarem seus ne­gó­ cios hoje é serem capazes de efe­t uar uma grande va­r ie­d a­de de serviços e produtos

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NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

97


integrados. O segredo é fazê-lo através do aprimoramento do fluxo de trabalho, para que ele se torne acessível a cada vez mais clien­tes e que seja mais fácil a adaptação. Isso consiste em usar o fluxo de trabalho a fim de atingir novos clien­tes, para os quais comprar impressão é um procedimento normal, bem como facilitar para os compradores de impressão. A impressão tem sido sobretudo uma operação entre empresas (B2B – business to business). Pedidos rea­l i­z a­dos via internet e fluxo de trabalho online, bem como a impressão digital, estão tornando a atividade uma operação entre a gráfica e o consumidor (B2C – business to costumer). Impressão de precisão – Mudando o modelo de negócios

98

Uma boa referência pode ser vista na Pre­ ci­sion Printing, gráfica se­d ia­d a no Reino Unido. A Pre­ci­sion era uma típica gráfica offset de médio porte e investiu em tecnologia digital pela primeira vez em 2005, com uma impressora HP Indigo. Por alguns anos seu negócio na área digital apenas complementava o processo con­ven­cio­ nal de impressão para pequenas tiragens compatíveis com sua impressão offset. Depois da última Drupa, em 2008, a Pre­ ci­sion mudou suas operações comerciais ao desenvolver seu próprio fluxo de trabalho para automatizar todos os seus processos, acrescentando ferramentas de pedidos web-to-​­print bastante avançadas por meio de uma alian­ça com a es­pe­cia­l is­ta ita­l ia­na Pixelartprinting. Isso permitiu à Pre­ci­sion dobrar seu volume de ne­gó­c ios em cinco anos, tendo que contratar poucos fun­cio­ ná­r ios a mais. Seu volume de ne­gó­cios com impressão offset mudou pouco naquele pe­ río­do, apesar de um aumento na capacidade através de uma nova impressora Heidelberg de 10 unidades. O aumento se deu por conta de mudança para uma operação B2C com pedidos feitos online e uma produção automatizada através de seu fluxo de trabalho, permitindo que um grande número de trabalhos pequenos fosse processado por meio de suas quatro impressoras HP Indigo. Ao mesmo tempo, o acréscimo da impressão de dados variáveis possibilitou à empresa oferecer um leque muito maior de serviços para seus clien­tes B2B. REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Um soft­ware para web-to-​­print e um fluxo de trabalho integrado são a chave para tornar o processo de impressão mais efi­ cien­te, como a Pre­ci­sion fez. Esse tipo de fluxo de trabalho será um dos itens-​­chave que diversas empresas irão expor na Drupa. A Kodak será uma delas, mostrando esse soft­ware com suas Soluções de Fluxo de Trabalho Unificado (Uni­fied Workflow So­ lu­tions), que ligam o fluxo de trabalho co­ mer­cial líder de mercado da Prinergy às soluções de portal InSite, junto com os dados variáveis da Dar­w in e as soluções web-to-​ ­print da Kodak para sistemas de impressão offset, flexográfica e digital. A maior parte dos principais fornecedores do setor gráfico irá expor abordagens semelhantes de fluxo de trabalho, que enfocam diferentes elos da cadeia de valores para possibilitar aos gráficos am­pliar o escopo de seus ne­gó­c ios. Eu também esperaria ver muitos fornecedores menores de sistemas mostrando novos soft­wares no espaço da Drupa Inno­va­tion Park para um melhor trabalho com webto-​­print e comunicação em vá­r ias mí­d ias. A otimização da imposição cria um novo negócio

O conceito de trabalho ba­sea­do em webto-​­print para o qual estamos voltando nossas atenções agora é o soft­ware de fluxo de

trabalho es­pe­cia­li­za­do para otimizar o carregamento e a programação de trabalhos na impressora. Nos últimos anos, es­pe­cial­ men­te na Alemanha, houve um grande crescimento das ferramentas para web-to-​­print e os gráficos estão usando soft­wares es­pe­ cia­li­za­dos para agrupar vá­r ios trabalhos na mesma máquina. Para isso eles estão usando sobretudo impressoras offset de grande formato, ao invés de equipamentos digitais. Uma empresa bem conhecida quanto a isso é a Vistaprint, mas acho que o melhor indicativo do que está acontecendo é a Flyer­ alarm, que atua com diversas impressoras offset Heidelberg e KBA de grandes formatos, bem como equipamentos digitais, sendo todos os pedidos de trabalho feitos via internet, através de seus sites e lojas online na Europa. Eles atual­men­te processam uma média de 10.000 pedidos por dia, dos quais 99% são feitos online. Uma das chaves para tamanha efi­ciên­cia são as rápidas preparações e o reduzido número de fun­cio­ná­ rios necessário para operar as impressoras offset modernas de grandes formatos. Empresas como a Flyeralarm desenvolveram seu próprio soft­ware de workflow e agrupamento de trabalhos para ­c riar esta grande área de ne­gó­c ios. Atual­men­ te esse soft­ware está disponível junto a alguns fornecedores para permitir a outros

Site da Flyeralarm para a realização de pedidos de serviços de impressão


gráficos entrar nesta área de web-to-​­print para grandes volumes. A Litho Technics tem uma solução para gerar automaticamente complexos sistemas de imposição para integrar diversos trabalhos em uma única folha. Um usuá­r io é a MPG ­Books, uma das impressoras de livros líderes do Reino Unido. Eles precisavam aumentar a capacidade de 400 para 600 títulos por mês e viram a possibilidade de agrupar diversos trabalhos como uma nova solução. A empresa atingiu esse objetivo reduzindo também o número de fun­cio­ná­r ios na área de planejamento da produção. Colin Gammon, gerente técnico de pesquisa e desenvolvimento da MPG ­Books, afirmou: “O soft­ware nos ajudou a manter a empresa altamente competitiva por meio da redução pela metade de nossos gastos com mão de obra. O recurso AutoLay­out nos permite colocar mais serviços em uma única página, o que reduz perdas e acelera a execução do trabalho”. É possível ver também a solução integrada aos pacotes de fluxo de trabalho de outros fornecedores. Isso inclui a Fujifilm Europa, que a acrescentou a seu pacote de soluções de workflow XMF, e a EFI, que a utiliza com alguns de seus sistemas de gestão da informação (MIS – Management In­for­ma­tion Systems). Fornecedores tradicionais passam para o digital

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Uma das ten­dên­c ias-​­chave a ser vista na Drupa é a entrada de alguns fornecedores de impressoras offset no mercado digital. A Heidelberg já anunciou sua parceria com a Ricoh e os primeiros sistemas já foram instalados. A Manroland anunciou uma parceria com a Océ, empresa que pertence à Canon. A KBA também entrará neste segmento através de uma parceria com a RR Donnelley, maior grupo gráfico do mundo, que desenvolveu suas pró­prias impressoras jato de tinta e está li­cen­cian­ do sua tecnologia junto à KBA para que esta possa fabricá-​­las. Os equipamentos jato de tinta da Manroland e da KBA estarão voltados para impressores offset tradicionais de grandes volumes que ­atuam com livros, mala direta, revistas e jornais, com o intuito de mudar os modelos de ne­gó­cios para gráficas nestes mercados. REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Qual o papel do offset no futuro?

Até o presente momento, a maioria das impressoras jato de tinta de alta velocidade foi vendida para gráficas que oferecem serviços de impressão para produtos transacionais e poucos impressores comerciais investiram nessa tecnologia. Nos Estados Unidos, em particular, alguns impressores de livros instalaram tais sistemas, principalmente da HP e da Kodak. Eles os usaram para que tiragens de livros coloridos com até 5.000 exemplares se tornassem viáveis com tal tecnologia, permitindo aos editores reduzir seus níveis de estoque de livros impressos em offset, cujas tiragens pedidas são geralmente maiores por conta da tentativa de se obter um preço unitário menor. Um bom exemplo é a King Printing, pequena gráfica de livros nos Estados Unidos. Ela foi a primeira empresa do ramo a investir em impressoras jato de tinta de alta velocidade para a impressão de livros e agora possui dois equipamentos, sendo que um terceiro já foi comprado. Eles acreditam que, com o sucesso dessa tecnologia em ajudar os clien­tes editores a mudar seus modelos de ne­gó­cios, podem reduzir paulatinamente suas operações de impressão offset e se tornarem uma empresa totalmente voltada para a impressão digital. Aditya Chinai, presidente da King Printing, declara: “Estamos nos tornando gestores de estoques para nossos clien­tes, à medida que eles buscam diminuir sua armazenagem e seus custos. Com a tecnologia jato de tinta, a frequência de pedidos aumenta e o tamanho das tiragens diminui. Podemos ter 10 pedidos para 50 có­pias de um título, ao invés de uma tiragem maior. Trata-se agora de impressão com base em pedidos, e não impressão para especulação”. Acredita-se que, com a entrada da Manroland e da KBA no mercado digital, os impressores de livros e revistas possivelmente instalarão equipamentos jato de tinta de alta velocidade para otimizar os ne­gó­cios dos clien­tes do segmento edi­to­r ial.

Talvez o ponto mais importante que os gráficos precisam entender sobre o impacto de novas abordagens de workflow, web-to-​­print e impressão digital seja que elas lhes permitem trabalhar com seus clien­tes para ajudá-​­los a mudar sua maneira de fazer ne­gó­ cios. O novo horizonte para os impressores consiste em ser um fornecedor de comunicação em diversas mí­d ias, sendo a impressão apenas uma delas. Está sendo oferecida aos clien­tes dos gráficos toda uma nova maneira de se comunicar e uma gama de novos fornecedores. As novas ferramentas de web-to-​­print e workflow permitem ao gráfico facilitar o trabalho com seus clien­ tes, ou lhes oferecer uma grande va­r ie­da­ de de serviços para se tornarem prestadores de serviço mais completos. Isso não quer dizer que o offset vai desaparecer, muito pelo contrário. O offset con­ti­nua­rá sendo o principal foco da maior parte dos ne­gó­ cios das gráficas, mas, sem a impressão digital e os fluxos de trabalho automatizados ba­sea­dos na internet, os clien­tes estarão cada vez mais se afastando de gráficas que ­atuem exclusivamente com offset. Embora muitos analistas e a imprensa irão novamente chamar a Drupa 2012 de “Drupa Jato de Tinta”, na rea­l i­d a­de ela será a “Drupa Digital”, ou seja, um evento cons­truí­do em torno da maneira como o fluxo de trabalho e as tec­no­lo­g ias de impressão digitais vão liderar a transformação do setor gráfico em uma indústria de comunicação de múltiplas mí­d ias.

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squeça o filme. Embora o ilustrador Dave Gibbons seja consultor da produção, Alan Moo­re — tal como nas versões holly­w oo­d ia­n as de seus textos – abomina Watchmen nas telonas. Fellini também achava impossível verter quadrinhos para o cinema. Esse grupo gótico de “super-​­he­róis” foi concebido pelo escritor e o desenhista em 1986/87 em uma série de 12 gibis, que alcançou um sur­preen­den­te sucesso, ainda maior ao ser publicado em forma de livro, tal como a Panini ainda hoje tem nas li­v ra­r ias. É o nicho certo para uma obra tão complexa e adulta. Ini­cia­do pelos autores como uma crítica aos grupos convencionais de super-​ ­he­róis, a cria­ti­v i­da­de e audácia do entrelaçamento das si­tua­ções e as sub-​­leituras e seu aprofundamento, sem limites, conseguiram ­criar uma das maiores obras dos comic ­books. O título parte do poe­ta Juvenal, em suas Sátiras, “Qui cus­to­ diet cus­to­dioes?” (Quem vigia os vigilantes?) e cria um grupo esdrúxulo de personagens doen­ tios que se reú­nem quando um ex deles é assassinado. Então uma avalanche de cria­t i­v i­d a­ de recheia-se de idas e vindas,

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Álvaro de Moya é autor do livro Vapt-Vupt. REVISTA ABIGRAF NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

criticando o mundo real. O personagem Dr. Manhattan reflete: “Eu leio átomos. Vejo o antigo espetáculo que gerou tais pedras. Além do mais, a vida humana é breve e mundana”. Referindo-se a “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, Alan Moo­ re disse que Frank Miller pretendia salvar os super-​­he­róis e conseguiu: as superproduções de Holly­wood passaram a se ba­sear no seu sucesso de bilheteria para repetir os quadrinhos nas telonas, depois de Superman. Moo­ re, porém, com Watchmen quis matar os “ridículos justiceiros com fan­ta­sias de circo”.


Galeria da SIB - Sociedade dos Ilustradores do Brasil

Autor: VICTOR LEGUY victor.guy@gmail.com Capa do livro “Ostinato, the New Rise”. Cliente: Editora Ape, 2010. Técnica: Grafite e guache.

www.sib.org.br


ESCOLHAS. […] Ao ter de fazer escolhas, talvez o melhor passo seja escolher, primeiramente, os valores, as convicções e os princípios que prezamos para tentar priorizar as alternativas possíveis. ¶ E, depois de feita a escolha, o jeito é compremeter-se com ela, honrá-la. O esforço que tal compromisso exige é, sem dúvida, o pedaço mais árduo da jornada. ¶ Sim, porque, no processo da escolha, o difícil é justamente renunciar às alternativas que não foram contempladas. Sem renúncia não há escolha e sem escolha não há liberdade. n Rosely Sayão.

por uma internet livre e por uma cultura aberta tanto na parte de hardware quanto de software, Jobs conseguia ser mais radical do que Bill Gates, historicamente o grande antagonista da cultura open source, quando o assunto era lógica proprietária. […] ¶ Isso não tira a genialidade do morto. Mas é bom separar uma coisa da outra. Um bom homem de negócios não é, necessáriamente, um homem bom. n Alexandre Matias, Link, O Estado de S. Paulo

Pensem no que significa o Google. Por meio dele, não há informacão impossível de filtrar. Ele e similares

O problema das novas gerações não é o acesso

filtram tudo para você. Quando estiver naufragando

à informação. É aprender a fazer escolhas. Com

ao navegar, eles irão lhe enviar uma tábua de salvação,

milhares de boas tipografias disponíveis em seus

usando tudo que sabem sobre você. ¶ Assim, se você

desktops, por que escolher esta e não aquela outra?

costuma entrar na Amazon, eles lhe propõem livros

E as cores? Se o designer não criar sua própria paleta, e compras que "deveriam" lhe interessar. Em vez de

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originária de observações e reflexões sobre seu

abrir seus horizontes, o mundo da navegação apenas

meio ambiente cultural e natural, de onde

reforça seus hábitos e interesses. É assim nas redes

arrancará suas cores? E como combiná-las

sociais […] Para conhecer alguém diferente é preciso

se não souber escolhê-las? s Claudio Ferlauto

aventurar-se na praça pública […]. ¶ Errônea, portanto,

Muitos ficaram revoltados com a forma como Richard Stallman, pai do movimento do software livre, se referiu à morte de Jobs. "Como o prefeito de Chicago Harold Washington disse uma vez sobre o ex-prefeito corrupto Daley, eu não estou feliz que ele está morto, mas estou feliz que ele tenha ido embora", escreveu em seu site. "Ninguém merece morrer – nem Jobs nem o senhor Bill, nem pessoas culpadas de coisas piores que eles. Mas todos nós merecemos o fim da influência maligna de Jobs na computação das pessoas". […] ¶ Mas, mesmo sendo radical e desagradável (características típicas de seu próprio personagem), Stallman não falou nenhuma bobagem. Afinal, é bom separar o homem do personagem, uma fusão que o próprio Jobs gostava de alimentar. Pois ele senta-se no extremo oposto de Stallman no espectro da cultura open source. Enquanto este advoga

a impressão que a web abre mentes e caminhos.

REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

Em muitos sentidos, ela os fecha de vez […]. s Ricardo Semler, Folha de S.Paulo

Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que desejam ir para o Paraíso não querem morrer para chegar lá. ¶ Assim, a morte é o destino final do qual todos nós partilhamos. Ninguém jamais escapou dela. E é assim que as coisas deveriam ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção de toda a vida. Ela é o grande transformador da vida. Ela tira do caminho o que é velho e abre espaço para o que é novo. n Steve Jobs CUBISMO. No sentido mais geral a colagem é o inverso da série: a inclusão de várias representações em uma única imagem. […] Ainda que a palavra escolhida faça referência um pouco demais àquelas obras cubistas cujo motivo era decomposto e depois "colado de novo" — material e mentalmente —, pois esse mesmo


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movimento de decomposição + recomposição é encontrado em outra parte e com frequência. Nos futuristas italianos, com essas telas que se apresentam expressamente como o registro do múltiplo no único, cinco posições de dançarina ou doze posições do rabo de um cachorro […]. Ou ainda […] nas "piscinas" de David Hockney ou em seus retratos compósitos, feitos de dezenas de fotos justapostas — e acompanhadas

de um discurso estranhamente ingênuo, em que tanto o cubismo como o analitismo são redescobertos. […] ¶ O cubismo nasceu de uma reação contra o subjetivismo do ponto de vista e a hipertrofia do acidental; ele visava recuperar, pela multiplicação e pela combinação de pontos de vista e de aspectos, uma ideia mais essencial do motivo. n Jacques Aumont, in O olho interminável

AS PRIMEIRAS PALAVRAS DE UM LIVRO SÃO COMO OS TÍTULOS DE FILMES Ideia original, Marcel Duchamp, autorretrato, 1958. Duchamp,Cameo/Abrams, 1996

Barcelona, na verdade, é formada por três cidades, de natureza claramente distintas, a mais nova em volta de uma mais velha, que, por sua vez, abriga o núcleo antigo. Na periferia, cercada de rodovias, ficam os subúrbios industriais que cresceram no pós-guerra da ditadura franquista; sÃo frutos do crescimento desordenado e incontrolado das décadas de 1950 e 1960, estendendo-se ao sul até o rio Llobregat e ao norte até o Besós. […] Nessa área fica a grande rede oitocentista do Eixample, ocupando a planície costeira que interrompe a cordilheira e desce até o Mediterrâneo: com suas quadras e esquinas cortadas por aveni-

Apropriação, Milton Glaser e Bob Cato, pôster para LP, 1966.

Milton Glaser Graphic Design The Overlook Press, 973

das mais largas, compondo um desenho repetitivo de quadrados com os ângulos chanfrados, postos no papel em 1859 e quase todos preenchidos em 1910. Então, dentro desse reticulado, quando ele se encontra com a baía, o andamento uniforme das unidades se rompe, elas se amontoam em desordem, e surge um conjunto irregular, de onde brotam saliências de aspecto mais antigo: velhas torres quadradas, pináculos góticos. é a cidade velha, o Barri Gótic, À esquerda ergue-se o Montjuic. Mais adiante desdobra-se a superfície lisa do Meditarrâneo, azul, sedosa, cintilante […]. Robert Hughes, in Barcelona.

Las Vegas. Aprender com a paisagem existente é a maneira de ser um arquiteto revoluCultura internerd, autoria controversa ou colaborativa, 2011. Internet

cionário. Não de um modo óbvio, como fosse "arrasar Paris para começar de novo", como propunha Le Corbusier nos anos 1920, mas de um modo distinto, mais tolerante: pondo em questão a nossa maneira de olhar as coisas. ¶ A rua comercial, como a Strip de Las Vegas – que é um exemplo por excelência – desafia o arquiteto, a assumir um olhar positivo, e não apenas olhar por cima dos ombros. Os arquitetos perderam o hábito de observar o seu entorno do modo imparcial, sem pretender juízos de valores, convencidos que estão que a arquitetura moderna ortodoxa é progressista, quando não revolucionária, utópica e purista; e se sentem insatisfeitos com as condições existentes na realidade. ¶ A arquitetura moderna tem sido tudo, menos tolerante: os arquitetos preferiram transformar a paisagem a melhorar aquilo que já estava lá. Robert Venturi, Steven Izenour e Denise Scott Brown, in Aprendiendo de Las Vegas, 1978, Gustavo Gigli.

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O anônimo não deveria ter biografia. Pois tem. Marcel Duchamp viveu inversamente à relação direta […] entre artista moderno e exposição pública. […] Teve a vida mais ou menos comum ao indivíduo do século XX, sem glamour. Passou fazendo o mínimo esforço possível. ¶ Como dizia, procurava respirar, apenas. ¶ O Da Vinci da modernidade foi um indivíduo discretíssimo, o reverso da personalidade pública de Picasso. O grande iconoclasta da arte moderna era um tímido avesso ao sucesso, que evitou. Irônico, cético e ascético, foi, na terra dos ícones de massa […], um ilustre desconhecido. Ilustre de fato

Havia quem não quisesse trocar seus rolos de manuscritos pelos recentes e revolucionários códex, nos idos da Idade Média. Os aristocratas do início do século XVI, por sua vez, abominavam os primeiros livros impressos com os tipos móveis de Gutenberg: preferiam livros produzidos por escribas, com iluminuras douradas e outros detalhes sofisticados e personalizados; assim como hoje muitos leitores, que adoram abominar os livros

Rolo – tira de papiro ou pergaminho com textos manuscritos, que era guardada enrolada em duas varas.

O códex vai acabar com os rolos

eletrônicos, afirmam com veemência que "o livro não vai acabar"… e que a sensação de manusear contemporânea, dandy e possuidor de um só terno, um livro não será substituída pelo contato frio das arredio à polêmica e polêmico ainda hoje, foi o artista superfícies dos tablets. Mas a fila anda. ¶ O livro, que, antes de qualquer um, se deu conta do sistema como conhecemos hoje, originário do códex – da arte em toda a sua eficácia institucional e ideológica. folhas costuradas na lombada ­–, é uma experiência Com Duchamp entra em crise uma certa visão ingênua humana de pouco mais de 500 anos. Ele moldou e romântica da arte e do artista. ¶ A atitude estética uma sociedade que o canadense Marshal McLuhan duchampiana, a "beleza da indiferença", é capítulo à parte chamou de a Galáxia de Gutenberg, habitada pelo homem tipográfico. Este modelo vive seus últimos na arte moderna. O rigor da ideia, a precisão da concepção, momentos (considerar aqui o tempo histórico, a assepsia da execução são os procedimentos […] deste não o tempo do nosso cotidiano ou mesmo o espírito francês, cartesiano, sobretudo. […] Assim pretendia de nossas vidas­). ¶ O códex já foi considerado abolir num preciso lance de dados a qualificação tradicional por muitos como um fato mais importante para do artista expressa no ditado francês bête comme un o homem do que a invenção da tipografia. E não peintre (estúpido como um pintor). Trata-se de voltar vai desaparecer em poucas décadas. Talvez nem à cosa mentale [ideia de Da Vinci], pois a pintura, desde desapareça, apenas mude de status e função, assim como o teatro não desapareceu com a chegada o impressionismo, tinha se tornado, para ele, algo da do cinema, nem este com a chegada da TV, ordem da retina, da sensação, não da inteligência. e nem esta com a internet, super rápida e quase n Paulo Venâncio Filho, prefácio de Duchamp, uma biografia, cinematográfica, que está prestes a entrar em de Calvin Tomkins, Cosac Naif, 2005. nossas vidas por meio da TV, dos tablets, telefones (que de telefone não têm mais nada) e outras mídias que estão sendo gestadas cotidianamente augusto de campos e julio plaza 1976 na mente do homem contemporâneo. Para o empresário norte-americano David Spadafora, marcel duchamp é um nome bem conhecido "a revolução digital é boa para mas poucos conhecem bem marcel duchamp o objeto físico [livro]", visto muitos fizeram marcel duchamp sem saber que o estavam fazendo que, para muitos usuários, (eu também) ele não é apenas o texto, mas como poderíamos saber? mas um objeto de estima e afeição. ¶ É mais duchamp é o maior inventor anônimo do século provável que o modelo de negócios editorial aos poucos desapareça antes do livro. E esta é uma realidade ele foi sendo desenterrado: latente e ameaçadora na medida que um dos debaixo da montanha picassiana poucos gigantes que dominam nossas vidas – sob o brilhante arabesco dos klees e kandinskys Google, Apple, Amazon, Orkut, Facebook­– sob os cristais perfeitos de mondrian decidir que, além de distribuir e vender, vai editar lá estava ele os livros. E aqui a discussão não será mais sobre o intacto livro, mas sobre o conhecimento. Ou, mais corretano meio do refugo e dos detritos mente, sobre controle do conhecimento. "o bonito marcel duchamp ¶ Previsões previsíveis como "tablets podem ser que pintava sobre enormes placas de vidro" a tendência do futuro"são uma falácia. como disse anita malfatti Eles apenas vão mudar nossos hábitos de leitura. relembrando Nova York de 1917 Mas isso é um outro assunto. Claudio Ferlauto ele era, para poucos. Antecipador e inspirador da arte

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Códex ou códice – peça formada por folhas sobrepostas (primeiramente em papiro, depois em velino, couro de vitelo), costuradas na lombada.

Leitor de livros – aparelho com tela para leitura de e-books e outras mídias digitais, que se aproxima dos livros tradicionais com a utilização do chamado papel eletrônico, que não utiliza luz por meio de telas de cristal líquido.


história viva

Foto: Álvaro Motta

Plácido Loriggio não vem de uma família de gráficos, não trabalhou em uma empresa da área para depois abrir a sua própria e nunca dormiu entre resmas de papel. Mesmo assim, viveu intensamente a industrialização e profissionalização do setor, em vários momentos capitaneando tais mudanças. Tânia Galluzzi

P

Plácido Loriggio O engenheiro que virou gráfico

or caminhos que só o destino capricho­ so pode traçar, um dia Plácido Lorig­ gio entrou por uma porta como diretor técnico de uma empresa de engenha­ ria e saiu pela outra com o convite para integrar a equipe da maior gráfica da América Latina em volume de produção. Assim quis o acaso, assim quis Plácido Loriggio, elaborador de sua própria ventura. Formado em Engenharia Civil pela Es­ cola Politécnica da USP, com mestrado em Siste­ mas Estruturais também pela Poli, Plácido diz que os ensinamentos que real­men­te embasa­ ram a sua carreira ele recebeu ainda na adoles­ cência. Aos 13 anos foi trabalhar na serralheria do avô, cujo contador ensinou ao garoto o fun­ cio­na­men­to contábil e administrativo de uma empresa. Antes de terminar a faculdade, Pláci­

do dava aulas de Álgebra e Geo­me­tria no pró­ prio cursinho da Poli, atividade que manteve ao finalizar o curso, quando começou a exercer a profissão que escolheu de forma independen­ te. Foi professor em alguns co­lé­g ios e também na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, tendo publicado oito livros. Em 1967, casado com Maria de Lourdes e com três filhos, Plácido foi admitido como coor­de­na­dor do departamento de engenharia de uma construtora. Cinco anos depois estava em outra empresa do ramo quando uma reu­ nião mudou o rumo de sua carreira. “Estáva­ mos fazendo uma obra de am­plia­ção na Abril, lá na Marginal Tie­tê, e fui chamado para uma reunião com toda a diretoria da gráfica. O mer­ cado vivia o boom dos fascículos e a Abril havia


comprado duas grampeadeiras e não tinha onde pôr. A reunião era para me dizer que eu teria de construir a nova área com as máquinas dentro”, diverte-se Plácido. “Eles achavam que eu coloca­ ria mil empecilhos, encarecendo a obra e esten­ dendo e muito o prazo. Como eu estava acostu­ mado com obras públicas, ha­bi­tua­do a construir via­du­to no centro de São Paulo com pedestre passando embaixo, disse que seria fácil. A di­ retoria ficou de queixo caí­do e depois de quin­ ze dias me chamaram para trabalhar com eles”. O que os executivos da Abril viram em Plácido foi algo que marcou toda a sua história na grá­ fica: seu comprometimento, tanto com o clien­te quanto com o grupo do qual fazia parte. Justamente devido a esse comprometimen­ to, Plácido só pode aceitar a proposta da Abril um ano depois. Em 1973 lá estava ele como ge­ rente geral de utilidades e obras da gráfica. Sua ascensão foi paulatina e consistente. No ano se­ guinte foi promovido a diretor de produção, de­ pois diretor superintendente da gráfica, até che­ gar à vice-​­presidência do grupo Abril em 1985, cargo que ocupou até 1998. Nesses 25 anos, Plácido se tornou um dos agentes da transformação da gráfica da Abril. “Quan­do comecei as matrizes dos textos eram feitas de chumbo. Na pré-​­impressão tínhamos 350 artistas, que retocavam os filmes na unha. Eu olhava aquilo tudo e dizia: ‘vocês são má­ gicos’”. Plácido mexe um pouco mais em seu baú de me­mó­r ias. “A gráfica tinha serralheria, mecânica, até carro era consertado lá dentro. Aos poucos fomos mudando isso, eliminan­ do os serviços que não tinham relação com o negócio principal da gráfica”. 3

1

2

Reconhecimento

Parte do respeito que Plácido conquistou com a diretoria da Abril veio do fato de trabalhar como se a empresa fosse dele. Seu lema era “pense sempre, dian­te de cada decisão, como você agiria se a em­ presa lhe pertencesse”. Isso deu seguran­ ça a Roberto Civita para delegar-​­l he o co­ mando da gráfica. “Entendia a gráfica como minha e colocava em cada função apenas pes­soas competentes. Prio­r i­z á­ va­mos o treinamento contínuo e a equi­ pe estava sempre via­jan­do para conhecer ex­pe­r iên­cias de sucesso”. Já a consideração dos colegas e su­ bordinados Plácido alcançou através da transparência. Outro de seus lemas era “co­ municar sempre e diretamente a todos os fatos relevantes da empresa”. Na sua administração, o quadro de avisos da gráfica atingiu 95% de credibilidade junto aos empregados. Foi essa a postura que adotou após enfren­ tar a pior greve ocorrida na Abril. A paralisação fez com que, pela primeira e única vez na his­ tória da publicação, a revista Veja não saís­se, durante a crise brasileira dos anos 80. “Resol­ vemos implantar um programa de encontros in­ formais com os fun­cio­ná­r ios visando estreitar nosso re­la­cio­na­men­to. Eu me reunia com oito fun­cio­ná­r ios de cada vez, todos do mesmo ní­ vel, e eles po­d iam perguntar o que quisessem. Nessas oportunidades eu aproveitava para pas­ sar conceitos, fazendo com que vi­ven­cias­sem a administração de uma empresa montando uma

Plácido e alguns dos personagens com os quais conviveu. (E/D): 1 Tereza Cerutti, proprietária da Cerutti; Victor Civita, presidente da Abril; e Cid Frugoli (que substituiu Plácido na direção da gráfica) 2 Com Roberto Civita 3 Com o jornalista Thomaz Souto Correa (E)

NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011 REVISTA ABIGRAF

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4 À esquerda de Plácido: Victor Civita; o presidente da República, João Figueiredo, e o governador do Estado de São Paulo, Paulo Maluf 5 A homenagem pelos 20 anos de empresa 6 Com Roberto Civita em um evento sobre qualidade na Abril

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5

sorveteria fictícia. Falá­ vamos de qualidade, de formação de preço, de concorrência. O mais incrível é que, como dono de empresa, em cinco minutos o funcio­ nário mais radical vi­ rava o capitalista mais feroz”. Quan­do Plácido deixou a Abril ela era outra. De 3.500, o qua­ dro fun­cio­nal limitavase a 1.500 profissionais, que pro­du­ziam 20 ve­ zes mais do que duas décadas antes, e a redação de vá­r ias revistas já havia sido transferida para

REVISTA ABIGRAF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

o edifício na Marginal Pi­ nheiros, cuja reforma foi liderada por Plácido. Mas um dos manda­ mentos que fazem parte também do decálogo de Plácido para uma adminis­ tração eficaz aproximouo da ABTG: “o executivo deve transmitir o que sabe aos seus fun­cio­ná­rios e dar exemplo o tempo todo”. Le­ vado à entidade por Peter Rohl, na época fun­cio­ná­rio da Abril, no início da déca­ da de 80 integrou um gru­ po de dirigentes para lutar pela difusão do conheci­ mento no setor. Esse traba­ lho o colocou como presi­ dente do conselho diretivo da ABTG em 1983, coor­de­ na­dor do grupo de ne­go­cia­ ções trabalhistas da Abi­ graf em 1985 e, já em 1996, como primeiro presidente do Organismo de Norma­ lização Se­to­r ial, o ONS 27. Egresso da Abril, Plá­ cido teve duas ex­pe­r iên­ cias, entre 1998 e 1999, que ele classifica como malucas: uma como pre­ sidente da Comissão de Concessões de Ro­do­v ias da Secretaria de Transpor­ tes do Estado de São Paulo e outra como coor­de­na­dor da área de importa­ ção e exportação da Secretaria da Agricultura. Na primeira teria ficado apenas poucos dias, não fosse a insistência de Mário Covas, então governador do Estado e colega de Poli, que o fez permanecer no cargo por cinco longos meses. “Minha forma de pensar a administração não é compatível com órgãos públicos”. A segunda foi ainda mais rápida, só 30 dias. Aos 80 anos, Plácido diverte-se com as au­ las de ita­lia­no, nas quais discute arte, literatura e política, com seus cinco netos e com a pintu­ ra, vivendo sua aposentadoria com a tranqui­ lidade de quem, durante a ativa, seguiu à ris­ ca a premissa de que a vida particular merece a mesma atenção dedicada ao trabalho.


SÓ NÃO SABEMOS QUEM GANHOU MAIS COM A SUA PARTICIPAÇÃO, VOCÊ OU A GENTE.

A todos os que participaram da Semana de Artes Gráficas: A sua presença fez toda a diferença e queremos agradecer por cada dia. Em todos os estados por onde passou, o evento trouxe muito conhecimento para o setor. Mais uma vez agradecemos o grande número de pessoas que compareceu e aprendeu com nossos seminários. A todos os participantes, um muito obrigado.

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O mais recente trabalho de Thomas Baccaro estará em exposição no início de 2012 no espaço A Estufa, em São Paulo. Tânia Galluzzi

Thomas Baccaro 1. The Garden, 2011 


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Silêncio

2. The Heaven, digital 5D, Chile, 2009 3. Library, Rolleiflex 6 × 6 cromo 120 mm, NY, 2010 4. Police, Rolleiflex 6 × 6 cromo 120 mm, NY, 2010 5. Leather Back II, cromo 135 mm, Serrita (PE), 2005 6. Lords, negativo P&B 135 mm, 1998

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C

onsolidado na Europa e Estados Unidos, o mercado de fotogra­ fia fine art está despontando no Brasil. Enquanto em muitos paí­ ses a fotografia há tempos é usa­ da como suporte por artistas de primeira linha, por aqui esse conceito começa a ganhar força entre os co­le­cio­na­do­res, im­pul­sio­na­do sobretu­ do por uma geração de jovens que se encantam com as imagens, dia­lo­gam com elas e querem tê-​­las como peças de decoração. É na esteira desse movimento que está apoiada a nova fase do trabalho do fotógrafo Thomas Baccaro, que voltou para o País após uma temporada de um ano em Nova York. De­ pois de expor na cidade norte-​­americana em no­ vembro, em março do próximo ano ele deverá estar mostrando seus registros em São Paulo, no espaço A Estufa, na Vila Madalena. Chama­ da de “Silêncio”, a exposição traz 30 imagens em tamanho grande, impressas digitalmente em papel de algodão com pigmentos minerais, sem agentes de bran­quea­men­to óptico, es­pe­cial­men­ te desenvolvido para garantir a longevidade da

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reprodução. “Trabalhei no laboratório de Silvio Pinhatti no final dos anos 90, ainda com o pro­ cesso químico de am­plia­ção. Fa­zía­mos có­pias para gente como Bob Wolfenson e Mário Cra­ vo Neto e chegávamos a ficar uma noite intei­ ra em cima de uma única foto. Hoje todo esse processo artesanal é feito no computador. Mes­ mo assim, acompanho muito de perto a impres­ são das minhas có­pias, fazendo tiras de teste e tudo mais”, comenta Thomas. Não por acaso as reproduções da exposição “Silêncio”, para a qual o fotógrafo está buscando patrocínio, serão feitas por Silvio Pinhatti e Marcelo Lerner. A descoberta da fotografia

Nascido em Olinda, Pernambuco, em 1975, Thomas descobriu a fotografia ainda garoto, no pe­r ío­do em que conviveu com o fotógrafo e artista plástico baiano Mário Cravo Neto. Ape­ sar de sua formação técnica em Agronomia, aos 19 anos optou pela cidade de São Paulo, atuan­ do como assistente de Thomas Susemihl e Ma­ nolo Moran e em agên­cias de publicidade como

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Em 2000, o fotógrafo fixou-se em Reci­ fe, aproveitando a carência de fotógrafos pu­ bli­ci­tá­r ios na re­g ião, cidade que o segurou por nove anos. No retorno à capital paulista, o que o público está vendo na exposição “Silêncio” é algo bem diverso do que foi exposto em Nova York, além de mais recente. O trabalho reflete a DPZ e a Almap/BBDO. O dese­ jo de desenvolver uma lingua­ gem própria levou-o de volta ao Nordeste. Entre 1997 e 1998 fez duas longas via­gens ao sertão focado, principalmente, no ho­ mem do sertão e sua relação com o am­bien­te em que vive. Essa é a faceta de Thomas que os nova-​ ­iorquinos viram em novembro. Convidado por Liza Papi, pro­ fessora de História da Arte na St. John’s University, Thomas inte­ grou um grupo de fotógrafos na mostra “Entre a luz e a sombra,

7. Brincando entre Luz e Sombra, negativo P&B 135 mm 8. Snowstorm, digital 5D, NY, 2010 9. Fusão. Prêmio Jovem Revelação de Artes Plásticas do Museu de Arte Contemporânea de Americana, São Paulo, negativo P&B, 1998 10. Ocean of Clouds, digital 5D, Paraty, 2011

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a vontade de Thomas de compartilhar o mo­ mento mágico e solitário no qual o fotógra­ fo olha na caixinha escura formada pelo visor da câmera. “Não fiz essas fotos de forma pla­ nejada. São instantes de vá­r ias jornadas, com paisagens das Américas Latina e do Norte e da Europa. Depois percebi que se ­uniam pela aura de mistério e segredo”. Empenhado em de­ dicar-se cada vez mais à fine art, Thomas tem outros ensaios praticamente prontos, como o “New York ­Street View”, com recortes dos per­ sonagens que po­voam a capital do mundo, que também deve virar exposição em 2012.

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& THOMAS BACCARO Tel. (11) 6434.1331 www.thomasbaccaro.com.br

aspectos da cultura popular brasileira”, rea­li­za­ da no Bra­zi­lian Endowment for the Arts. Cou­ be a Thomas mostrar sua arte através da vida diá­r ia da gente do agreste.

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117 NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF


Sistema Abigraf Notícias

Iniciativa público-privada estimula a leitura A indústria gráfica comemora a inauguração da 12ª biblioteca pública e a doação de mais de 7 mil livros, em sete anos de participação no projeto “São Paulo: Um Estado de Leitores”.

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ma so­cie­da­de com acesso à educação de qualidade é o primeiro e mais importante pas­ so para uma nação desenvolvi­ da. E, para atingir esse objetivo, a promoção do livro e da leitu­ ra é fundamental. Seguindo esta prerrogativa, em 2003 a Secreta­ ria de Estado da Cultura de São Paulo lançou o programa “São Paulo: Um  Estado de Leitores”. A  ini­cia­ti­va, que tem entre suas principais metas zerar o núme­ ro de cidades paulistas sem bi­ blio­te­cas públicas, busca estimu­ lar a leitura por prazer e facilitar o acesso aos livros. O  projeto é desenvolvido em parceria com as prefeituras dos mu­ni­cí­pios e a ini­cia­ti­va privada. Cien­te da sua responsabilidade so­cial, a indús­ tria gráfica paulista, através da Abigraf-SP e do Sindigraf-SP, par­ ticipa da ação desde 2005. Des­ de então, foram implantadas 12 bi­blio­te­cas, com a doa­ção total de 7,2  mil livros, desde clássicos da literatura até os mais recentes romances de autores nacionais. A última doa­ç ão aconteceu em 22 de setembro, na cidade de Areal­va. O  município da re­ gião de Bauru, de 7,5 mil habitan­ tes, recebeu 600 obras. De acor­ do com o presidente da Abigraf Na­cio­nal e do Sindigraf-SP, Fabio Arruda Mortara, o apoio às polí­ ticas de estímulo à leitura é um dos pilares da atua­ção das enti­ dades representativas da indús­ tria gráfica. “Em um país em que os padrões educacionais deixam tanto a desejar, o livro impresso REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

representa a ferramenta mais ime­dia­ta de acesso ao conheci­ mento e é condição fundamen­ tal de ingresso no primeiro mun­ do”, disse Mortara. Participaram do evento o prefeito de Areal­va, Elson Banuth Barreto, o 1º vice-​ ­presidente da sec­cio­nal de Bau­ ru da Abigraf-SP, Ricardo Carri­ jo, o coor­de­na­dor do programa, José Luiz Goldfarb, e o presiden­ te da Câmara Municipal de Areal­ va, Eliseu Gonçalves Lopes, além de autoridades locais. Prateleiras cheias Aberta em 2005, a Bi­blio­te­ca Pú­ blica Municipal Professora Tere­ zinha Costa e Silva, de Gastão Vidigal, foi a que mais angariou títulos para as suas prateleiras: em quase sete anos reuniu cer­ ca de 16 mil exemplares, graças às doa­ções mensais de quase 200 leitores. Instalada no mes­ mo ano, a Bi­blio­te­ca Municipal Doutor João Baptista Berardo, em Jardinópolis, possui 9,3  mil livros. De acordo com Marisa Mu­ nhoz Martins, chefe de setor, o incremento é resultado de doa­ ções dos munícipes e de novas aquisições da prefeitura. Com uma média mensal de 100 visitantes, a Bi­blio­te­ca Muni­ cipal de Monte Castelo, em fun­ cio­na­men­to desde 2006, atingiu a marca de mais de 3 mil livros. Na­ quele ano também foi aberta, em Santo Antônio do Pinhal, a Bi­ blio­te­ca Pública Municipal Mon­ teiro Lobato e a Bi­blio­te­ca do Pro­ fessor, que, juntas, pos­suem mais

de 12 mil livros à disposição dos cidadãos, que pe­r io­d i­c a­m en­te são incentivados a frequentar o espaço por meio de ações como a Semana do Monteiro Lobato e o concurso de poe­mas e contos. Além do acervo próprio com quase 13  mil livros, a Bi­blio­te­ca Pública Municipal Se­bas­tião Al­ meida de Oliveira, da cidade de Tanabi, disponibiliza mais 3,7 mil exemplares, que são empresta­ dos pelos leitores, segundo Ode­ te Alves de No­vaes Bertossi, au­ xiliar da secretaria municipal de educação. Inaugurada também em 2006, a bi­b lio­t e­c a recebe mais de 330 pes­soas por mês. Nesses sete anos de partici­ pação no programa “São Paulo: Um Estado de Leitores”, a Abigraf Na­cio­nal já doou livros para as bi­ blio­te­cas nas cidades de Gastão Vidigal, Taquaral, Jardinópolis, Monte Castelo, Tanabi, Santo An­ tônio do Pinhal, Monteiro Lobato, Osasco, Santo Antônio do Jardim, Sagres, Dumont e, mais recente­ mente, Areal­va. Além dos 600 li­ vros indicados pela Secretaria da Educação do Estado, as bi­blio­te­ cas receberam um computador para auxiliar na gestão do acer­ vo. O saldo pode ser constatado: todas elas am­plia­ram seus acer­ vos desde então, a partir de doa­ ções de munícipes e da própria prefeitura. Faltava, portanto, um estímulo ini­cial para que a po­ pulação dessas cidades am­plias­ se o desejável acesso ao livros — o que foi plenamente atendido pela Abigraf/Sindigraf.


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Qualificação aos gráficos A Semana de Artes Gráficas capacita profissionais de oito cidades paulistas, além das capitais de Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, garantindo o aprimoramento dos profissionais do setor.

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ncerrando o calendário 2011, a Semana de Artes Gráficas (SAG) comemora o sucesso das 11 edições deste ano, incluin­ do as rea­li­za­das nas capitais Re­ cife, Belo Horizonte e Porto Ale­ gre. A expansão do programa para outros estados foi via­bi­li­ za­da pela parceria firmada entre a Abigraf Na­cio­nal e o Sebrae Na­cio­nal (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). No Estado de São Paulo, os gráficos da cidade de Campinas e re­gião puderam participar da semana de cursos e palestras de aprimoramento, que aconteceu entre os dias 26 e 30 de setem­ bro. Cerca de 439 profissionais compareceram à sexta edição do programa no município. Or­ ganizada pela terceira vez, a SAG de Ba­rue­ri foi rea­li­za­da de 24 a 28 de outubro. Entre março e agosto, as SAGs foram promovidas nas cidades paulistas de Sorocaba (28 de março a 31 de abril), Araçatu­ ba (25 a 29 de abril), Bauru (23 a 27 de maio), São José dos Cam­ pos (27 de junho a 1º de julho), Ribeirão Preto (25 a 29 de ju­ lho) e São José do Rio Preto (22 a 26 de agosto). Com um programa de se­mi­ ná­rios e palestras sobre gestão, produção e vendas na área grá­ fica, a SAG é uma das mais bem sucedidas ini­cia­ti­vas de capaci­ tação e atua­li­za­ção pro­f is­sio­nal cria­das pelo setor gráfico, rea­li­ za­da pela Abigraf-SP, com pro­ gramação organizada pela ABTG e apoio do Sindigraf-SP.

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advogado e empresário José Ephim Mindlin — falecido em 2010 —, na manhã de 21 de ou­ tubro, o presidente da Federa­ ção das In­dús­trias do Estado de São Paulo (­Fiesp) e do Serviço de Aprendizagem In­dus­trial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, realizou homenagem póstuma, tornando o bi­b lió­f i­l o patrono da Escola Senai de Ba­rue­ri. ”José Mindlin foi um empresário de sucesso, que esteve à frente do seu tempo. Ele já discutia inova­ ção há 40 anos, e para nós é um orgulho e um privilégio no­mear a Escola Senai de Ba­rue­ri em sua homenagem, porque tudo aqui­ lo que Mindlin simboliza essa es­ cola do Senai representa para a cultura, educação e espírito inovador”, reconheceu Skaf. Fábio Arruda Mortara, pre­ sidente da Abigraf Na­cio­nal e

Paulo Skaf

Homenagem a José Mindlin Em reconhecimento à trajetó­ ria em­pre­sa­rial e enorme con­ tribuição na área de cultura do REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

do Sindigraf-SP, revelou que foi com muito en­tu­sias­mo que sou­ be, no início do ano, que a Esco­ la Senai de Ba­rue­ri receberia o nome de José Mindlin. “Me or­ gulho de tê-lo encontrado em duas oca­siões e ter tido a opor­ tunidade de conhecer sua ma­ ravilhosa bi­blio­te­ca e coleção de gravuras. Portanto, é com grande satisfação que registro o batismo deste novo centro de excelência de ensino nas ar­ tes gráficas com o nome de tão ilustre pessoa”, declarou. A família de Mindlin foi re­ presentada pelos filhos Sérgio e Sonia. “É muito emo­cio­nan­te receber em nome do meu pai essa homenagem tão es­pe­cial. Particularmente, acho apro­pria­ do a escola ter o nome dele, que sempre foi uma pessoa volta­ da para a cultura e tecnologia”, declarou Sérgio. Inaugurada em 29 de janei­ ro de 2009, a unidade de Ba­ rue­ri da Escola Senai oferece 32 cursos de ini­cia­ção pro­f is­sio­nal para jovens, nas ­­áreas de artes gráficas, ele­troe­le­trô­ni­ca, in­dus­ trial, CLP, automação in­dus­trial, robótica, logística, gestão e hi­dráu­li­ca e pneumática.

Campanha de Valorização do Papel ganha destaque em exposição Mostra com equipamentos e impressos históricos foi organizada em paralelo ao 1º Encontro da Indústria Gráfica do Espírito Santo.

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ea­li­z a­da como evento pa­ ralelo ao 1º Encontro da In­ dústria Gráfica do Espírito San­ to, a exposição “Imprimir é dar vida” ficou em cartaz de 16 a 30 de setembro, na Assem­ bleia Legislativa de Vitória (ES). A mostra e o encontro foram promovidos pela Abigraf Re­ gio­nal do Espírito Santo e Sin­ dicato das In­dús­trias Gráficas (Siges). Pautada pela intenção de divulgar a Campanha de Valorização do Papel e da Co­ municação Impressa, ini­cia­ti­va da Abigraf Na­cio­nal, a exposi­ ção “Imprimir é dar vida” apre­ sentou a evolução da indústria gráfica ao longo do tempo. Fo­ ram expostos equipamentos de impressão utilizados nas primeiras décadas do século XX até os dias atuais, além de materiais gráficos históricos, como jornais e painéis. A necessidade de ra­cio­na­ li­z a­ção dos recursos naturais e o compromisso com a pre­ servação am­bien­tal foram te­ mas debatidos durante o 1º En­ contro da Indústria Gráfica do Espírito Santo, que teve o ob­ jetivo de fortalecer o segmen­ to gráfico capixaba e discutir ações para a maior integração do setor. O evento apresentou uma programação diversifica­ da, com uma série de ativida­ des rea­li­z a­das em diferentes


locais da cidade de Vitória. A te­ mática am­bien­tal foi discutida nos dias 20 e 21 de setembro, em palestras sobre perspectivas tecnológicas e sustentáveis, e também no Fórum de Sustenta­ bilidade da Cadeia Produtiva do Setor Gráfico. Este último con­ tou com a participação do vice-​ ­presidente da Confederação Na­ cio­nal da Indústria (CNI), Lucas Izoton; do gerente de produtos da Heidelberg, João Rocco; e do diretor da Escola Senai Theo­bal­ do De Nigris, Ma­noel Manteigas de Oliveira. Entre os palestran­ tes convidados estava Alessan­ dra Gaspar Costa, diretora exe­ cutiva da As­so­cia­ção Portuguesa de Certificação (Apcer) no Bra­ sil, entidade certificadora refe­ rência em Portugal, com atua­ ção destacada no país pelo rigor nos padrões de exigência. Durante o fórum, os em­pre­ sá­rios puderam entrar em con­ tato com novas tec­no­lo­gias que reduzem os impactos no meio

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No 1º Encontro da Indústria Gráfica do Espírito Santo foi realizada reunião da Abigraf Nacional com representantes de 13 estados

am­b ien­t e: equipamentos de impressão que utilizam tintas ecológicas e CtPs sem quími­ ca e com menor consumo de água, entre outras novidades. “O fórum teve o propósito de mostrar aos capixabas, em es­ pe­c ial aos micro e pequenos em­p reen­d e­d o­res, a via­b i­li­da­ de do uso dessas tec­no­lo­gias limpas. As  pes­soas costumam achar que ser sustentável de­ manda altos gastos, mas, ao

contrário, se considerada a re­ lação custo-​­benefício, os inves­ timentos acabam sendo muito mais econômicos”, destacou o presidente da Abigraf-ES/Siges, João Baptista Depizzol Neto. O evento também abrangeu a reunião da Abigraf Na­cio­nal, com a presença de profissionais de destaque no setor, entre eles o presidente da entidade e do Sindigraf-SP, Fabio Arruda Morta­ ra, e representantes da indústria

gráfica de treze estados. “Esta­ mos muito satisfeitos de, pela primeira vez, reunir o setor nes­ te evento, promovendo a cons­ cien­t i­z a­ç ão do em­p re­s a­r ia­d o e também a sua maior intera­ ção com os diversos segmentos da indústria. Foi uma excelente oportunidade para apresentar a relevância econômica do setor, além de reforçar a importância do papel na vida das pes­soas”, ressaltou Depizzol Neto.

Mensagem aos sócios e patrocinadores da Abigraf

Abigraf Na­cio­nal agradece por mais um ano de parce­ ria com seus só­cios colabora­ dores e patrocinadores. A con­ tribuição destas empresas foi es­sen­cial para tornar possível a rea­li­za­ção dos diversos even­ tos organizados pela entidade com o objetivo de aprimorar o setor gráfico na­cio­nal. A lista de só­cios-co­l a­b o­ ra­do­res é integrada por: As­ so­cia­ção Brasileira de Comu­ nicação Em­pre­sa­rial (Aberje); Adobe Systems Brasil; Advan­ car Representações; Arconvert Brasil; As­so­cia­ção Na­cio­nal de Publicações Técnicas, Dirigidas e Es­pe­cia­li­za­das (Anatec); Auto Adesivos Paraná; Bobst Group La­ti­noa­me­ri­ca do Sul; Bottcher

do Brasil; Cre­deal Manufatura de Pa­péis; Cromos Tintas Grá­ ficas; Crown Roll Leaf do Bra­ sil; Delta Service Processamen­ to de Dados; Dia­cel GD; Ecalc Informática; EFI Brazil; Epapeis Representação Co­mer­cial; FCC Comunicação Vi­sual; Fotobras Fotossensíveis do Brasil; Fur­ nax Co­mer­cial Importadora; IBF – Indústria Brasileira de Filmes; Indústria Gráfica Foroni; João Ricardo Scortecci de Paula Edi­ tora; Konica Minolta Business So­lu­tions do Brasil; Maittra In­ dústria e Comércio de Artefa­ tos de Papel; Malaga Produtos Metalizados; MBSet In­dus­trial; Offtex Indústria e Comércio Têxtil; Papelaria São Miguel; Planalto Indústria de Artefatos

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NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011  REVISTA ABIGR AF

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MENSAGEM

Levi Ceregato

Presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) Regional São Paulo

A causa da competitividade na agenda do desenvolvimento

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ara a indústria gráfica brasileira, cuja balança comercial, como vem ocorrendo com quase todos os setores da manufatura, vem acumulando déficit crescente, é muito importante o redirecionamento que parece estar em curso na política econômica e na visão das autoridades do setor. Um exemplo é a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de reduzir por duas vezes consecutivas a taxa básica de juros. Dimensionando melhor o significado da redução da Selic, somente a última queda de 0,5 ponto percentual significou  economia de R$ 8,5 bilhões para o governo no pagamento do serviço da dívida pública. Estima‑se que em 2011 a União terá de despender R$ 250 bilhões para arcar com os juros. Nos últimos oito anos, foram mais de R$ 2 trilhões. São recursos vultosos alimentando a ciranda financeira atrelada ao endividamento público, que beneficia somente o setor bancário. Assim, as entidades de classe representativas da indústria de transformação e de todos os setores produtivos devem reforçar a atitude positiva do governo, incluindo algumas práticas de defesa comercial, e das autoridades monetárias. É preciso que o juro continue caindo em nosso país. Ecoam como improcedentes as reações de alguns segmentos quanto ao risco de descontrole inflacionário. Afinal, não temos inflação de demanda. Nosso setor é exemplo disso. Quantas gráficas não estariam conseguindo atender neste momento ao seu volume de pedidos e, por isso, aumentando preços? Ora, sabe‑se que as pressões inflacionárias decorrem da majoração das commodities, da energia e de fatores vinculados à conjuntura internacional. Nesse novo contexto, em que o governo parece ter percebido a importância de resgatar a competitividade de nossa economia, em especial da indústria, há outras importantes tarefas estratégicas a serem cumpridas. Já passou da hora de se realizarem as reformas estruturais, como a tributária, a trabalhista e a REVISTA ABIGR AF  NOVEMBRO/ DEZEMBRO 2011

previdenciária. O anacronismo desses três sistemas é um dos mais perversos algozes das empresas brasileiras, onerando demasiadamente seus custos. O Brasil precisa de um sistema tributário que estimule e não reprima a economia e menos burocrático. Também não podemos continuar com  encargos sociais sobre a folha de pagamentos que reduzam o salário real dos trabalhadores e agravem a rubrica orçamentária das empresas referente aos recursos humanos. E, ainda, não podemos continuar gerando pesado déficit para pagar aposentadorias tão baixas, às quais estão “condenados” hoje os trabalhadores brasileiros. Outra ação urgente é o combate rigoroso à corrupção. Aliás, se esta fosse radicalmente menor, já poderíamos estar pagando menos impostos. O dinheiro desviado pela improbidade é cobrado da sociedade, que não pode mais continuar financiando políticos, dirigentes e ocupantes de cargos públicos que não primam pela ética e a prática da lei. Assim, que a presidente Dilma Rousseff continue firme na sua atitude de demitir os transgressores e investigar até as últimas consequências toda e qualquer denúncia. E que se mantenha o apoio ao mercado interno, amplamente difundido pela presidente. De fato, ele é prioritário e deve ser cada vez mais estimulado e fortalecido. Para o enfrentamento do cenário adverso do imbróglio fiscal dos Estados Unidos e nações européias, são muito válidas as lições de 2008 e 2009. À época, a ascensão socioeconômica de milhões de brasileiros nessa década e a adoção de medidas anticíclicas que lhes permitiram consumir com responsabilidade, deram ao País a possibilidade de emergir rapidamente e sair fortalecido da crise mundial do sub‑prime. Considerando o atual dinamismo de nossa economia, temos oportunidade histórica e mais tranquilidade para solucionar os problemas persistentes do Custo Brasil, como os impostos, encargos sociais e a corrupção, que atentam contra a competitividade nacional. Portanto, cabe aos setores produtivos cobrarem e apoiarem atitudes dos governantes que atendam a essas prioridades de nossa agenda do desenvolvimento. A indústria gráfica paulista, aliada à nacional, está plenamente engajada nessa causa da competitividade. lceregato@abigraf.org.br


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Revista Abigraf 256  
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