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Edição Nº 5

Goiânia, dezembro de 2019

Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás

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Comissão Nacional de Folclore desenvolve um trabalho em prol da preservação do patrimônio imaterial brasileiro, ampliando a visão que defende os bens culturais na sua expressão artística e científica, congregando as Comissões de Folclore nos vários estados. Em decorrência dessa mobilização integrada, foi criada em 1958, a Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, implementada por Édson Carneiro, que iniciou o mapeamento do acervo cultural popular nos estados. Ele tratava mais especificamente sobre questões que dizem respeito à salvaguarda do patrimônio imaterial ou intangível diante da promulgação do Decreto nº 3.551 de 4 de agosto de 2000, que instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial. O registro, da forma como foi concebido, não prevê medidas de proteção propriamente ditas, apenas assegura a catalogação dos bens imateriais e o compromisso de ampla divulgação e inscrição, além do processo de registro dos bens culturais de natureza imaterial, que constituem o patrimônio cultural brasileiro e cria o Programa Nacional do Patrimônio Cultural. Patrimônio cultural imaterial ou patrimônio cultural intangí-

vel é uma categoria definida pela Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, adotada pela UNESCO, em 2003. Ela abrange as práticas, representações, expressões, conhecimentos e competências – bem como os instrumentos, objetos, artefatos e espaços culturais que lhes estão associados – que as comunidades, grupos e, eventualmente, indivíduos reconhecem como parte de seu patrimônio cultural. Este patrimônio cultural imaterial, transmitido de geração para geração, é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função do seu meio envolvente, da sua interação com a natureza e da sua história, e confere-lhes um sentido de identidade e de continuidade, contribuindo assim para promover o respeito da diversidade cultural e a criatividade humana. Cabe destacar que o Estado de Goiás, em 2015, promulgou a Lei Estadual nº 8.408, de 8 de julho de 2015, que dispõe sobre o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural do Estado de Goiás e cria o Programa do Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás.

A Comissão Goiana de Folclore é pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos e de caráter cultural. Para dar cumprimento ao seu estatuto, pretende, por meio de projetos, realizar não apenas a pesquisa, o registro e o estudo do patrimônio cultural de Goiás, mas também promover encontros que possibilitem a discussão e a divulgação desse patrimônio. Trata-se de uma condição importante para preservar, valorizar e revitalizar a nossa cultura e, desse modo, fortalecer as identidades locais, tendo em vista que a manifestação folclórica é própria de uma comunidade, de uma localidade. O Estado de Goiás, em todas as suas regiões, possui um rico patrimônio cultural popular que se caracteriza pela diversidade de expressões musicais, dramáticas, coreográficas, literárias, culinárias e artesanais. Esse tipo de bem cultural é constituído ao longo da formação histórica de cada uma dessas regiões, resultante dos cruzamentos de imaginários e de práticas culturais das etnias e grupos humanos que aportaram no Estado. Esse patrimônio cultural, por isso mesmo, é o fundamento e a representação, continuamente atualizada da memória social do povo goiano.


#editorial Um dedo de prosa: quem somos?

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Comissão Goiana de Folclore (CGF) foi criada em Goiânia, no dia 21 de dezembro de 1948, com a finalidade de identificar, “preservar” e incentivar as manifestações folclóricas do Estado valorizando, assim, a memória e a origem dos goianos. Com este perfil, trará de volta valores que aos poucos desaparecem de nossas ruas, cidades, povoados e fazendas. Acreditamos ser profundamente necessário não se distanciar de nossa cultura caipira/raízes, sua música, seus cantadores, seus causos e cantos, pois é aí também que mora a verdadeira alma da cultura brasileira. Sem dúvida alguma, o Estado de Goiás merece uma atenção maior com relação à preservação de suas raízes culturais. Os precursores à frente da Comissão Goiana de Folclore foram: Colemar Natal e Silva, Cônego José Trindade e Regina Lacerda. Mais tarde vieram outros continuadores para direção da CGF, na sequência: Maria Augusta Calado, Álvaro Catelan, Bariani Ortencio, Fátima Paraguassú e nós (atual gestão), nessa tarefa buscando, principalmente, descentralizar o conhecimento do folclore goiano por meio da criação de novas Comissões Municipais de Folclore. Atualmente, já somamos trinta e sete filiadas, sendo elas: Palmeiras de Goiás, Inhumas, Petrolina de Goiás, Silvânia, Santa Cruz de Goiás, Santo Antônio de Goiás, Sanclerlân-

dia, Urutai, Pires do Rio, Itaguari, Uruaçu, Itaberaí, Alexânia, Matrinchã, Caldazinha, Heitoraí, Cezarina, Damolândia, Pirenópolis, Luziânia, Monte Alegre de Goiás, Formosa, Guapó, Nova Veneza, Santa Bárbara, Itauçu, Bela Vista de Goiás, Aparecida de Goiânia, Anicuns, Trindade, Abadiânia, Senador Canedo, Campos Belos, Cavalcante, Iporá, Crixás e Pilar de Goiás As raízes culturais de um povo não podem se perder no tempo. É importante que sejam preservadas, buscando-se formas e locais para que se perpetuem. Daí a importância de se criar uma Comissão Municipal de Folclore voltada para a verdadeira cultura popular: músicas, rezas, compositores, artesãos, poetas, artefatos de trabalho, contadores de causos, violeiros, cantigas de trabalho comunitário (mutirões, lavadeiras, fiandeiras), comidas e vestimentas típicas, enfim, falando do folclore e das tradições goianas de modo geral. Amparados pela perspectiva de valorização e visando validar o nobre trabalho das comissões regionais, além de promover e respaldar manifestações folclóricas, nos dispomos com garra e perseverança no gratificante trabalho pelo resgate das nossas virtuosas origens. Izabel Signoreli

Presidente da Comissão Estadual de Folclore Secretária da Comissão Nacional de Folclore

Presidentes das Comissões Municipais de Folclore (GO)

Nosso povo, nossa gente! Presidente de honra:

Bariani Ortencio Presidente da Comissão Goiana de Folclore:

Izabel Signorelli Contatos: (62) 98125-5526 comissaogoianadefolclore@hotmail.com

Adalto Bento Leal (Senador Canedo) Adelmar Santos de Araújo (Caldazinha) Albani Barbosa e Silva (Itaguari) Amanda Cavalcanti Carneiro (Pires do Rio) Athaide Neta (Iporá) Cleumar de Oliveira Moreira (Inhumas) Creuza Arrais (Itaberaí) Cristiano Pedroso (Santa Cruz de Goiás) Dionília Aline de Castro (Anicuns) Eleuzenira Maria de Menezes (Guapó) Iraci Vieira de Oliveira (Damolândia) João Almir Mendes de Sousa (Luziânia) Lucilene Ferraz de Abreu (Crixás) Luiz Paulo Marques(Abadiânia) Márcia Pereira Rodrigues (Trindade) Editores: Cleumar O. Moreira Izabel Signoreli

Equipe editorial Presidentes das Comissões Municipais

Michael Laiso Felix (Alexânia) Natalícia Pereira (Campos Belos) Nazareth Cândida de Freitas (Santo Antônio de Goiás) Nelli Gaspio (Monte Alegre de Goiás) Nilda Simone Siqueira (Aparecida de Goiânia) Patrícia Marcelina Loures (Nova Veneza) Pedro Henrique Pimentel Gontijo (Pilar de Goiás) Petronilho Moura (Cesarina) Reinaldo dos Anjos Sousa (Cavalcante) Sebastião de Souza Barbosa (Itauçu) Séfora Eufrásia Pina (Pirenópolis) Silvaline Pinheiro (Uruaçu) Susana Martins de Oliveira (Bela Vista de Goiás) Tais Cardoso Lopes (Palmeiras de Goiás)

Revisão textual Creuza Arrais

Fotografias: Colaboradores Edição gráfica: Cleumar O. Moreira


Só sei que foi desse tipo... NOSSO CURRALINHO É SHOW!!!

trabalho reconhecido

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A Comissão Itaberina de Folclore, presidida pela irmã Creuza Arrais, foi organizadora deste importante Festival de Contadores de Histórias. Este aconteceu na cidade de Itaberaí-GO. Foram muitos dias de atividades associando cultura, folclore e leitura!

No dia 02/11/2019, na cidade de Crixás-GO, durante o Festival Gastronômico do Pequi, a Comissão Goiana de Folclore, representada pela presidente Izabel Signoreli, recebeu honraria por ser uma esfera que luta pela cultura popular e pelo folclore no Estado de Goiás.

esse trem cheira turismo!

por toda a companhia

A Comissão Itaguarina de Folclore, presidida pela irmã Albani Barbosa e Silva, acompanhou a Folia dos Cumpade. O Evento aconteceu no município de Itaguari-GO, entre os dias 13 a 17/11/2019. O ponto da saída deu-se da Fazenda Pastim, sob a organização dos compadres Leandro Siqueira, José Watson Júnior e Marcos Vinícius Ramos (embaixadores). O objetivo da festança é atrair jovens para a Folia, fortalecendo a devoção e levando o Evangelho para as famílias que estão sediadas, basicamente, na zona rural de Itaguari. A missão é fortalecer a tradição religiosa em Goiás.

A Comissão Santacruzana de Folclore, presidida pelo irmão Cristiano Pedroso, acompanhou a execução do “XX Seminário intitulado Nos Trilhos da Cultura e Turismo”. O Evento começou às 8h, com um delicioso café da manhã. Houve muitas apresentações musicais, palestras e lançamento de livro. O objetivo do Seminário foi de sensibilizar os poderes constituídos do Estado e do Município, bem como a população goiana, acerca da importância do turismo na região da estrada de ferro. A proposta é reativar a linha férrea para fins turísticos.


Só sei que foi desse tipo...

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ler é viver! No dia 20/11/2019, no IFG-Câmpus Inhumas, a família Oliveira Moreira, o Hospital de Câncer de Goiás, a Editora Kelps, o IFG-Câmpus Inhumas, a Comissão Goiana de Folclore e a Comissão Inhumense de Folclore (entre outros parceiros), inspirados nas ações do Dr. Wagner Miranda, fizeram o lançamento do projeto “Estante da Vida”. A Estante contém centenas de títulos, com diversos autores goianos (poesias, crônicas, histórias, livros acadêmicos). A Estante tem natureza itinerante e percorrerá inúmeras instituições da região metropolitana de Goiânia, objetivando arregimentar fundos para a construção do HCG em Inhumas-GO. Os livros têm valor único de R$ 10,00; você saca o livro e deposita o valor em um cofre em anexo à Estante. Todo o dinheiro arrecadado será revertido para o Hospital. Caridade e solidariedade podem salvar vidas, assim como a leitura.

viva santo reis!!! A Comissão Iporense de Folclore, presidida pela irmã Athaide Neta acompanhou, no dia 22/11/2019, a apresentação da Folia de Reis na Paróquia São Paulo VI em Iporá-GO. Vivas aos Três Reis Santos meu povo!

ficar na chapada não é ruim!

Neste último dia 22/11/2019, aconteceu na Chapada dos Veadeiros, no município de Alto Paraiso, o Encontro de Saberes Tradicionais. As localidades de São Jorge, Moinho e Sertão foram transformadas em centros pesquisas, de produção de remédios naturais, de rezas e de identificação de plantas do cerrado. Alto Paraíso foi palco de muitos debates, de inúmeras rodas de conversa, de feiras e de oficinas. Viva a nossa Chapada.

AhuuUuu! Não é lobisomem!

o som da viola bateu! No dia 25/11/2019, domingo, a dupla de violeiros Zelão e Raí, da Comissão Inhumense de Folclore, se apresentou na TV Brasil, no Programa do Luis Rocha (Brasília-DF). Essa dupla é boa por demais! Os nossos violeiros duetaram com Cacique e Pajé; Divino e Donizete e com o Pardalzinho. Viva a nossa viola! Viva Tião Carreiro, meu povo!

A irmã Dionília Castro, presidente da Comissão Anicuense de Folclore, ministrou um círculo de leituras, no dia 23/11/2019, no Lago das Rosas em Goiânia-GO. O Evento visa, por meio da leitura, desenvolver as potencialidades interiores, buscando a compreensão da verdadeira essência humana. Ubuntu a todos!


#poetizando Infância

no bambuzal, que nossas lendas eram verdadeiras, misteriosas. Sonhar ao ler Monteiro Lobato, na Biblioteca Nadir Arataki e Ursulino Leão, Vivendo em pensamentos travessuras e conhecendo reinos distantes! Devanear-se quando ouvia as histórias de assombrações, sentada na varanda, com os olhos arregalados e cabelos arrepiados. E o medo de dormir... Mãos más... Começar a driblar o preconceito e se superar, por meio do intelecto... Infância! Infância! Tempo querido jamais esquecido! Fonte: SIQUEIRA, Nilda Simone. Coletânea Contos e Poesias. Goiânia: Kelps, 2019. Colunista: Nilda Simone Siqueira Comissão Aparecidense de Folclore

CONTA “OTA”

Pescaria de cumpade é oto níve... Galinha com Pequi Ingredientes 1 galinha picada e temperada. 2 chávenas de banha. 1 litro de pequi. 3 chávenas de arroz. 1 colher (sopa) de açafrão. 3 pimentas frescas (bode e/ou de cheiro). 6 dentes de alho 1 cabeça de cebola. Cheiro verde (a gosto). Sal (a gosto)

Modo de preparo Em uma panela, coloque a banha, a cebola e o alho para fritar. Vá pingando água até dourar bastante (não deixe que os ingredientes queimem). Após dourar, adicione a galinha e frite-a (continue pingando água para dourar). Depois de fritar a galinha, escorra toda a banha. Na mesma panela, adicione o açafrão e o pequi, refogue-os e acrescente pimenta, cebola (picada) e o arroz. Refogue tudo por 2 minutos (não pare de mexer). Terminado esse processo, adicione água (de preferência quente) até cobrir toda a mistura. Assim que levantar fervura, diminua o fogo e cozinhe por 20 minutos. Por último, acrescente o cheiro verde. Colunista: Iraci Vieira de Oliveira Comissão Damolandense de Folclore.

Dois compadres, um minero e o outro goiano, fazendo uma pescadinha em um córrego próximo a Turvânia, começam uma prosa: Sentado no barranco, o minerim fala para o goiano: ─ Ô sô, ocê sabe o que qué dizê a sigra do seu estado? (GO)? O goiano responde: ─ Uai sô, eu num sei quê qué isso não! ─ Ô sô, ocê é bestaião memo... É GONORANTE Ai então o goiano retruca: ─ Ô sô, e ocê sabe lá a sigra do seu, MG? O mineiro responde: ─ Uai, coisinha... Sei não... ─ MAIS GONORANTE.

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#culinária

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Verdes sonhos de minha infância! Quando pensava que meu mundo era a casa de meus pais. Brincando nas águas claras do riacho e ouvindo as batidas do monjolo, misturadas ao cantar da inhuma no brejo cheio de flores de São José. Saudade! Dos pés de goiaba, da fazenda grama! Das brincadeiras com Nilza Helena, de casinhas e cozinhadinhas. Com Panelinhas e fogãozinho, embaixo das mangueiras, de brincar de esconde-esconde com meus primos nas noites de luar! Ou sair correndo a pegar grilos, pensando poder iluminar a escuridão da noite! Abrir a janela nas luas claras e ver as vacas ruminando! A matinê de carnaval na casa de vovó Geozina, ao som das marchinhas. Do parquinho, rindo com minha prima Davila, na frente da igrejinha. Acreditar que o saci, derrubava as roupas do varal e que vivia


Direto do Canastra

#acontecenças em Goiás 04/12/2019 – O Prof. Cleumar de Oliveira (Mestre Cantador) se apresenta em Inhumas-GO, às 20h, no Auditório da Escola American Power. O Pocket Show prima por MPB e rock nacional, além de muita música goiana. O valor dos ingressos será revertido para a compra de bicicletas que serão doadas, no Natal, para crianças carentes. 05/12/2019 – Lançamento do Filme “O Divino e Sua Corte”, com Pompeu Christovam de Pina. Filme de Gisela Maria e Eliane de Castro. Será no Cine Pireneus, às 20h. Entrada franca! 06/12/2019 – Lançamento de Livro. Autor: João Almir Mendes de Souza “Tinguis! De Repente 50 (1978-2018)” (19h, Centro de Cultura e Convenções de Luziânia-GO).

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06 à 08/12/2019 – Recital e Cantata de Natal (Luziânia-GO). 07/12/2019 – Inauguração do Museu Iaiá Procópia, na cidade de Monte Alegre de Goiás-GO. A Comunidade Kalunga Riachão agradece. Ático Vilas Boas da Mota. Boletim 1 Ano 1. Nº 1 Goiânia: Dezembro, 1977.

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ste Boletim fecha um ciclo das atividades da Comissão Goiana de Folclore de época. Essa fonte contém textos de Vilas Boas (apresentando o histórico da CGF), de Amália Hermano Teixeira (coletânea de lendas e histórias populares do norte de Goiás); de Maria Augusta Callado de Saloma Rodrigues (retratando a dança do Tapuio - manifestação de origem indígena encontrada no norte de Goiás), Bernardo Elis (anotações sobre o folclore goiano), Regina Lacerda (artigo sobre a Comunicação Folk) e Bariani Ortencio (com registros e estudos da Cozinha Goiana). O boletim é uma representativa fonte de estudos e pesquisas para os folcloristas e agentes culturais. Composição da Comissão Goiana de Folclore (1977) Amália Hermano Teixeira. Ático Vilas Boas da Mota. Basileu Toledo França. Bernardino da Costa. Bernardo Ellis de Campos Curado. Braz de Pina. Colemar Natal e Silva. Elder Camargo Passos. Emilio Vieira. Maria Augusta Callado de Soloma Rodrigues. Nelly Alves de Almeida. Regina Lacerda. Waldomiro Bariani Ortencio

21/12/2019 – O Grupo “O Barracão”, o Instituto Bertran Fleury e a Pousada Dona Sinhá convidam para a performance “Coisas Perdidas”, cujo texto é de Elder Rocha Lima. A apresentação acontecerá na Pousada Dona Sinhá (Rua Padre Arnaldo, n° 13), às 19h30m, na Cidade de Goiás.

sapeca, língua! • Chega de cheiro de cera suja. • Um ninho de carrapatos, cheio de carrapatinhos, qual o bom carrapateador, que o descarrapateará? • O desinquivincavacador das caravelarias desinquivincavacaria as cavidades que deveriam ser desinquivincavacadas. • A vaca malhada foi molhada por outra vaca molhada e malhada. Fonte: Todamateria.com.br. Acesso: 08/11/2019.


#causo

O caso da Galinha Garnisé como desacato à autoridade. Acho que ele pegou a mulher dele com outra mulher. O negócio aqui está fedendo azeite quente. Corre, policial, senão vamos ter um enterrado e outro preso. Quando os policiais chegaram, a cena descrita ainda se repetia. Sem entender o porquê da polícia ali, a mulher tentou explicar que se tratava de uma Garnisé a ser servida no almoço. Mas cadê a dita cuja? Esperta como ninguém, a galinhazinha desapareceu no mato. A prova se fora. Cambada de vizinhos desocupados! Não têm nada mais pra fazer além de tomar conta da vida dos outros? Tudo em vão. O Cleosvaldo foi

Se vocês não chegarem logo, pode acontecer uma tragédia. A mulher parece desesperada, pois corre sem parar, pra cima, pra baixo, em círculo. Já levou meia dúzia de tombos. Levanta e sai correndo de novo, apavorada com medo de ser atingida pelo marido. O homem deve estar com o capeta no couro, pois grita e gesticula sem parar, xingando a coitada de galinha, de “sapatão” e um monte de outros palavrões que não me atrevo a repetir, pois o senhor pode entender

algemado e preso. Amargou na cadeia por bons trinta dias, pois além do porte ilegal de arma de fogo, a história de um homem querendo matar uma galinha Garnisé a tiro de espingarda não convenceu o juiz. Só sei que até hoje o Cleosvaldo não pode ouvir nem ver nada que lembre galinha. Dizem que o pobre sequer olha para os próprios “ovos” (03/12/2006) Colunista: Creuza Arrais Comissão Itaberina de Folclore

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damente atrás da Garnisé, e o homem, com a espingarda em punho, corre atrás das duas. A cena durou algum tempo, pois a galinha era danada de esperta. Tudo teria terminado bem se não fosse a chegada de alguns vizinhos que tinham ido fazer a feira. De longe, o que se via era um homem armado com uma espingarda correndo atrás de uma mulher pelo pasto afora. O vizinho fez o que achou mais prudente. Ligou para a polícia: ─ Olha, sou morador do Jardim Primavera. Cheguei da feira inda agorinha e tem um homem enlouquecido com uma espingarda em punho, correndo atrás da mulher no meio da saroba.

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Quinta-feira. Entardecer quente, mormacento. A galinha Garnisé já era adulta e ainda não botara um único ovo. Isto estava deixando o Seu Quinca bastante irritado: ─ Onde já se viu tamanho ­absurdo?! Uma galinha de quase três anos que nunca botou um só ovinho? Deve ser “sapatão”. Vou tratar de vendê-la na feira de domingo. Cleosvaldo, o filho, ouvindo isto, decidiu comprar a tal galinha Garnisé para o almoço de domingo, com sua esposa. Para os dois era carne suficiente. Comprou a Garnisé “sapatão” e a levou para casa. No domingo de manhã, chamou a mulher para que matassem a Garnisé e preparassem o almoço, pois o sol já dava sinal de horas altas. A mulher propôs realizar o serviço, mas Cleosvaldo não permitiu. Ele mesmo mataria a galinhazinha. Já havia planejado todo o evento domingueiro. ─ Deixa que esta eu mato, mulher. É serviço pra homem. ─ Tudo bem, Cleosvaldo. Então, torça bem o pescoço dela, dê um forte puxão, rodopie a Garnisé e ela morre ligeirinho. Matar galinha é técnica. ─ Nada disto. Eu escolho como faço o serviço. ─ Se você quiser, pode pegar um pedaço de pau e dar logo uma paulada na cabeça dela. É bater e matar. ─ Eu já disse que eu escolho a forma de fazer o serviço, mulher. Quero matar a galinha Garnisé com minha espingarda “folobé. Não dê palpite. Corre atrás da bichinha para encantoá-la, que o resto é comigo. Assim aconteceu. No meio do pasto, a mulher corre treslouca-


#crenças não é xaropada! “Sampatia” para limpar a casa

Que Santo é hoje?!

Manipulação • Macerar as ervas (esmagar) com as mãos. • Colocar o unguento dentro de um borrifador com água. • Deixar o borrifador com o unguento repousando por uma hora. • Borrifar todos os cômodos da casa. • Fazer esse procedimento sempre que sentir o ambiente com as energias “pesadas”.

Xarope contra gripe Coisas • 1 colher de café de açafrão. • 1 colher de chá de mel. • 1 colher de chá de caldo de limão. Manipulação • Misturar tudo e tomar. Fazer essa medida 2 vezes ao dia.

01/11 – Todos os Santos. 02/11 – São Lázaro. 05/11 – Santa Isabel. 19/11 – São Roque Gonzales. 22/11 – Santa Cecília. 24/11 – Cristo Rei. 27/11 – Nossa Senhora das Graças. 30/11 – Santo André (Apóstolo).

Fonte: https://jovenscatolicos.com.br.

TEM FESTA NO RANCHO

aniversariantes

06/11 – Creuza Arrais (Itaberaí). 11/11 – Jéssica Emídio (Santa Cruz).

“benzição” para desengasgo Os únicos remédios conhecidos, além do tradicional tapa nas costas, são de cunhos místicos, constituídos de orações a São Brás, padroeiro dos engasgados. Quando alguém se engasga, devem-se fazer os seguintes pedidos, enquanto se lhe bata nas costas: “São Brás... São Brás... Desafogue por detrás”. “São Brás Bispo! Homem bom, mulher má, esteira velha, ceia má. Foi Deus Nosso Senhor que disse que hás de desengasgar”! Colunistas: Bariani Ortêncio e Susana Martins de Oliveira Comissão Goiana de Folclore e Comissão Belavistense de Folclore

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Coisas • 3 galhos de arruda. • 3 folhas de guiné. • 3 galhos pequenos de manjericão. • Meio litro de água. • 1 borrifador.

calendário de pesca Nova (Ruim)

Crescente (regular)

Cheia (ótima)

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Profile for Adriana Almeida

Informativo Comissão Goiana de Folclore  

Edição nº 5 / dezembro 2019

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