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Introdução

Num contexto contemporâneo onde as heresias proliferam e muitos dizem ser a Bíblia um livro de lendas ou de histórias antigas, espero com este trabalho poder contribuir para expor justamente o contrário no que diz respeito a veracidade das Escrituras, no tocante a ser ela a verdadeira e única Palavra de Deus. Faremos uma análise de profecias e suas simbologias e seu minucioso cumprimento histórico ao longo dos anos, expondo a realidade de que Deus é quem escreve a história do homem na Terra. Que o Senhor possa abençoar este trabalho e todos aqueles que entrarem em contato com ele. Pr. Cesar Cezar

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Capítulo 1 Juntando as Peças de um Magnífico Quebra-Cabeças

Vamos como que “viajar” pela história e algumas porções da Bíblia, aquelas que se fizerem necessárias para entendermos os pontos que somados como “as partes de um quebra-cabeça”, nos vão dando um vislumbre dos propósitos e realizações do Santo Espírito, conduzindo para o cumprimento cabal cada profecia, até que se cumpra o tempo da esperada segunda vinda de nosso Salvador. Certa vez disse Jesus a uma mulher samaritana: “A salvação vem dos judeus” (João 4:22b), tomando então, como ponto de partida esta informação crucial para nosso estudo, voltemos nossos olhos para a nação de Israel, “termômetro do mundo”, a fim de analisar como se cumpriram parte destas promessas. No evangelho de Mateus, no capítulo 24 e versículos 32 a 35, encontramos a seguinte mensagem: 3


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“Aprendei pois esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que já está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que Ele está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.” Ao passarmos um “pente fino” nestes versículos, iremos perceber um fato curioso. Jesus está narrando os acontecimentos escatológicos que haveriam de se suceder desde a queda de Jerusalém até o seu próximo advento, a saber, a sua segunda vinda. Interessante é perceber que Ele, lança mão de uma parábola, onde uma “Figueira” é o assunto principal para ato seguinte, arrematar dizendo:

“... Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam...” Ora, a que tipo de geração o Senhor poderia estar se referindo? Seria aquela geração de pessoas que viviam com Ele, naquela época? É evidente que não poderia ser, pois se levarmos em conta que cada geração tem em média 70 anos, já teriam se passado nestes 2000 anos, ao menos 28 gerações, e “estas coisas”, as 4


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quais, Jesus se referiu na parábola em questão, aquelas que culminariam com a sua vinda, aparentemente ainda não teriam se cumprido, ficando dúvidas quanto a veracidade das palavras de Jesus. Uma exegese textual mais detalhada nos revelará uma questão pertinente a este ponto, no mínimo interessante. Qual seria então a geração em evidência aqui? Se não era sobre gerações de homens, qual poderia ser a geração a qual estava então discorrendo o Senhor Jesus? Aqueles que estão pouco familiarizados com o modo peculiar do Senhor comunicar verdades espirituais podem até ficar sem entendimento, porém, lançaremos mão de alguns versículos bíblicos que nos revelam este jeito inerente ao Mestre de se expressar através de parábolas (ver Mateus 13:10/17) para se fazer entender. Ao relembrarmos de textos como João 2:19, onde lemos:

“E Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias Eu o levantarei.” Todos ao seu redor ficaram perplexos com esta declaração, pois Jesus mencionou estas palavras, estando no próprio átrio do templo! Ao que atônitos, responderam-lhe (versículo 20):

“Disseram pois os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?” Perceba que para todos ali presentes estava evidente que Jesus estava se referindo ao templo de Jerusalém, local em que Ele estava, porém, o Senhor estava na verdade referindo-se a 5


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sua morte e ressurreição, falando sobre o “templo de seu corpo!” (versículo 21/22). Ao lermos o evangelho de Mateus no capítulo 15, a partir do versículo 29, nos deparamos com a segunda milagrosa multiplicação dos pães, onde a partir de sete pães e alguns peixinhos, o divino Senhor alimenta uma multidão de quatro mil homens, sem mencionar mulheres e crianças. Ato seguinte, Jesus entra num barco com seus discípulos a fim de ir a Magdala (versículo 39) e de repente, durante a travessia, diz aos seus discípulos (capítulo 16, versículo 6):

“Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus.” Ora, todos nós sabemos que o fermento é um ingrediente básico para fazer pão, então os seus discípulos, pensaram logicamente que Jesus estava dizendo para que eles nunca deixassem de sair sem ter consigo alguns pães, para se fosse o caso, multiplicá-los para uma nova multidão faminta (versículo 7). Então, o Senhor lhes declara abertamente:

“Por que arrozoais entre vós, homens de pouca fé, sobre não vos terdes fornecido de pão?(...) Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis (...) da doutrina dos fariseus” (ler versículos de 8 a12) Neste mesmo capítulo 16 do evangelho de Mateus, logo mais adiante a partir do versículo 18a, temos outro exemplo clássico de como Jesus conversava com as pessoas, afim de fazê-los refletir sobre o que Ele dizia, e que apesar de parecer uma coisa, na verdade era outra. Diz assim o referido versículo:

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“Pois Eu também te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja...” Ao ouvirem Jesus falar isto, muitos pensaram que certamente a “pedra” fosse Pedro, a partir daí, até mesmo doutrinas se levantaram neste sentido. Porém ninguém pode ignorar que o próprio Pedro afirmou que ele não era esta “pedra”, este fundamento, mas sim Jesus, pois sabia que o Senhor estava se referindo a si mesmo na declaração acima. Veja o que Pedro diz em relação a isto em Atos 4, versículos de 8 a 12:

“E Pedro cheio do Espírito Santo, lhes disse: (...) Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a quem vós crucificaste e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós. Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina...” Analisando por este prisma, e desviando o foco da atenção para o cerne da questão, a parábola da figueira, vamos entender que, se a geração aludida não era “geração de homens”, e conhecendo agora o modo como Jesus dialogava, parece então, ser lógico perceber que o Senhor estava se referindo, a geração da “Figueira”!

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ISRAEL - Profecias e Acontecimentos Extraordinários e os Reflexos de um Povo