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Todos os direitos cedidos em definitivo à Editora: A. D. SANTOS EDITORA Al. Júlia da Costa, 215 80410-070 - Curitiba - Paraná - Brasil +55(41)3207-8585 www.adsantos.com.br editora@adsantos.com.br

Capa: Igor Braga Diagramação: Manoel Menezes Acompanhamento editorial: Priscila R. Aguiar Laranjeira Impressão e acabamento: Gráfica Impressul

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) SILVA, Milton Vieira da Demônios Territoriais / Milton Vieira da Silva – Curitiba: A. D. SANTOS EDITORA, 2012. 120 p. ISBN – 978.85.7459-284-8 CDD 220 1. Estudos Bíblicos CDD 299.6 1. Religião da África Negra

2. Interpretação Bíblica 2. Religiões comparadas 3. Doutrina

1ª Edição: Agosto / 2012 – 3.000 exemplares. Proibida a reprodução total ou parcial, por quaisquer meios a não ser em citações breves, com indicação da fonte.

Edição e Distribuição:


Antes de ler... ste é um livro polêmico. Uns vão gostar; outros, detestar. E Uns vão concordar com o que lerem, outros vão discordar radicalmente e ainda execrar o autor. É bom que hajam outros pontos de vista, pensamentos diferenciados. O fundamental é que todos concordem que há, entre céus e terra, mais mistérios do que se pode imaginar. Por isso, não há como afirmar ou negar fenômenos do mundo sobrenatural, sua influência no mundo natural e seus efeitos. O que está aqui exposto, é resultado de estudos, pesquisas, experiências próprias, observações, opiniões de especialistas e, acima de tudo, naquilo que diz a Bíblia sobre o tema. Cabe a você tirar suas próprias conclusões, mas o meu desejo é que você seja esclarecido e seja verdadeiramente livre de toda a influência demoníaca, pois foi para a liberdade que Cristo nos criou. S.V. Milton

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PREFÁCIO esde a primeira edição do meu livro Demônios FamiliaD res , tenho sido abordado por grande número de pessoas que 1

me fazem uma série de perguntas sobre vários aspectos da demonologia. A maioria deseja saber mais sobre o modo de operar das várias castas desses seres sobrenaturais, como atacam no mundo visível das formas e como podem influenciar nas vidas das pessoas. Ao me propor escrever algo sobre este grupo de representantes dos poderes das trevas, estabeleci como objetivo principal mostrar onde mais se concentram essas facções do exército satânico e como agem quando acionados pelos despachos2 nas encruzilhadas, cemitérios, matas, pedreiras, cachoeiras, rios, mares e outros locais indicados para arriar3 oferendas. A partir dos locais em que exercem influência, os demônios territoriais passam a interagir com seus semelhantes nos lares, nas escolas, nos lugares públicos e até nas igrejas, aumentando seu poder de “fogo” contra pessoas ou grupos facilmente influenciáveis, sem vida espiritual ativa, e que não professam o Senhor Jesus como único Salvador. As energias negativas que estes seres infernais expandem nos locais em que se con1 2 3

Editora A.D. Santos Ltda. Curitiba-Pr Oferenda aos espíritos depositada em lugares previamente indicados pelas entidades. Ato de colocar as oferendas, depositar.

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centram, podem ser percebidas por pessoas mais sensíveis, geralmente mais espirituais, detentoras de um conhecimento mais avançado do mundo sobrenatural. Os espíritas, e particularmente os médiuns, por exemplo, sentem o que chamam de “fluidos” dos espíritos e até podem saber quais estão entocados no local para atacarem os incautos. Os verdadeiros cristãos, alicerçados no conhecimento e sabedoria da Palavra de Deus, também sentem esta “presença” maligna, têm poder espiritual para rejeitar quaisquer influências negativas, e podem anular eventuais “setas” atiradas contra eles numa autêntica batalha espiritual. Quando a pessoa não tem conhecimento das Escrituras, não professa uma vida cristã definida e nem acredita ser uma vítima em potencial dos ataques demoníacos, mais constantemente recebem em cheio estas más influências. Começa então a acontecer-lhe coisas estranhas, como a perda de negócios praticamente feitos, perdas inexplicáveis de bens, prejuízos financeiros, desentendimentos repentinos com a família, sócios e amigos, “enganos” inexplicáveis nas contas e previsões orçamentárias, além de uma série de fatos que deixam as pessoas boquiabertas, sem entenderem como puderam errar em coisas tão corriqueiras, o que nunca acontecera antes. Tenho consciência de que a simples leitura será insuficiente para convencê-lo de que poderá ser alvo de ataques dos demônios territoriais. É preciso uma atitude mais determinada para a pessoa se convencer de que a coisa está feia e que é necessário procurar ajuda espiritual para anular as influências negativas (e poderosas), que impedem a vítima ter um raciocínio mais lúcido, criativo e positivo em sua vida. Esta é uma das principais características da ação dos demônios territoriais. A Bíblia diz que eles atuam em blocos e iv


influenciam na perda da percepção da lógica que os seres humanos têm em seus raciocínios. No caso do endemoninhado gadareno, narrado nos evangelhos (mais adiante falaremos sobre isso), observa-se como estas castas são poderosas, atacam a consciência, provocando a perda do “eu” e dando a impressão de uma loucura incurável e cruel que dura até matar a vítima de sofrimentos e terror. Isso acontece porque a maioria dos seres humanos está desprovida do amparo e proteção do remissor sangue de Jesus, não atentando para o poder que há no mundo subjetivo, oculto e totalmente fora do compreensível pelo raciocínio lógico. Basta uma passada rápida diante de um despacho arriado na porta de um cemitério para atrair a malignidade daqueles espíritos que foram invocados no local. Estas não são historinhas que a tradição popular sustenta através dos tempos, mas situações reais vividas por milhares de pessoas ao redor do mundo, cujas vidas se resumem numa tristeza profunda, pobreza, infelicidade e constantes lamentações. Pessoas que moram próximas a cemitérios, a locais onde anteriormente foram zonas do meretrício, lugares de rochedos e pedras, matas e florestas, estão sujeitas a estas influências. Não é necessário ser especialista em especulação imobiliária para saber que terrenos e casas próximas a cemitérios, valem bem menos que em outros lugares. Não pelos mortos, que não podem mais fazer bem ou mal, mas pelo miasma que fica no ar, não visto, mas sentido, rejeitado inconscientemente, levando a lembrar o fim trágico do corpo em sua última morada. Ninguém deseja ligar o seu dia a dia a uma “paisagem” constantemente lembrando o fim, a morte e tudo que se não deseja na vida terrena.

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Quem não conhece a passagem da tentação de Jesus no deserto? O que o Filho de Deus teria ido fazer naquele local? A Bíblia diz claramente que ele fora para ser “tentado”. Claro, havia lá um número significativo de demônios territoriais que costuma habitar os lugares áridos (Leia Mt 12.43). Era lugar propício para Satanás aparecer e desencadear o grande debate cósmico entre Jesus, o Ungido de Deus, Príncipe da Luz e da Paz, e o príncipe das trevas, senhor dos poderes destruidores do mal. O que Jesus ensina sobre “espíritos imundos” que vagam pelos lugares áridos? O que ele diz sobre “casa limpa”? Os que conhecem a Bíblia sabem que a consequência da indiferença com as questões espirituais, o desconhecimento das causas das influências malignas, é um constante ataque ao espírito e ao físico por demônios que vagam pelos campos, matas, pedreiras, cemitérios, desertos e outros “lugares áridos”, mas não gostam disso, preferindo os corpos das pessoas onde se alojam para se expressarem. O texto em análise leva a duas conclusões fundamentais que devem ser atenciosamente observadas. A primeira é a de que a pessoa sem vida espiritual ativa está sujeita a um ataque de espíritos malignos das trevas, à escravidão a uma vida medíocre, sem presente nem futuro, prisioneira dos vícios, da miséria e da infelicidade constante, sem contar as doenças físicas e psicológicas, severas algozes de quem está longe de Deus e suas misericórdias, únicas armas imbatíveis contra o poder do mal no plano invisível. A segunda é a de que o cristão sincero, conhecedor do potencial que tem contra os poderes malignos pela graça do Espírito Santo, pode lutar contra as maquinações do diabo e vencer. Não pelo merecimento humano, mas pelo plano cósvi


mico de Deus através da sua eterna Justiça, consolidada pela obra de Jesus na cruz, beneficiando todos que crerem nessa Providência. Demônios territoriais, os familiares, as diversas castas que povoam o mundo invisível das trevas estão sob o domínio de Deus, que concedeu a primazia do poder a Jesus Nazareno, provada e comprovada pela sua vitória no deserto e o ressurgimento depois da morte na cruz. A instrumentação usada por Satanás na tentativa de anular o único poder capaz de vencê-lo em quaisquer terrenos é nula, foi uma tentativa vã. Os demônios continuam suas ações nefastas, mas só alcançam os incautos de espiritualidade dúbia, que rejeitam o conhecimento do “manual do fabricante”, a Bíblia Sagrada. Em que território é a sua “briga” contra os demônios? Talvez você tenha um desejo sexual incontido, quem sabe, propensão ao homossexualismo, pode ser que seja viciado em bebidas alcoólicas? Muitos outros desejos extremamente prejudiciais poderão estar ameaçando a sua felicidade. Isso tem quase todas as chances de ser ataque de demônios. Você pode estar vivendo em um mundo desconhecido e perigoso, mas há esperança. Existe uma saída!

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ÍNDICE Introdução_______________________________________1 1. Em terreno inimigo, todo cuidado é pouco ____________7 2. Quem são os demônios territoriais __________________21 3. Demônios das nações e reinos _____________________35 4. Fatos do plano invisível __________________________45 5. Onde moram os piores demônios __________________51 6. As armas da sua luta não são carnais ________________57 7. Lembrete oportuno na guerra espiritual ______________61 8. Como reconhecer sintomas de ataque _______________67 9. Livre-se disso enquanto pode ______________________75 10. Não volte ao espojadouro _______________________83 11. Antes de encerrar..._____________________________89 Conclusão _____________________________________101 Livros pesquisados e recomendados__________________105

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INTRODUÇÃO avia um lugar mal-assombrado numa enorme fazenda de H cafeicultura no norte do estado do Paraná, nos anos 1960. Numa depressão entre dois morros, deixaram em pé um fechado bosque de árvores nativas e cortado por um caminho estreito, só possível atravessar a pé ou a cavalo. A mata media aproximadamente, um quilômetro em sua largura, mas era muito comprida, chegando à divisa da propriedade. Era voz corrente em toda a região que, à noite, no interior do bosque, ouviam-se vozes humanas, gemidos e lamentos. Os que juraram ter ouvido essas manifestações do além, acrescentaram que sentiram arrepios da nuca aos calcanhares. Outros garantiram ter ouvido sons diferentes vindos do interior da mata e pouquíssimos se arriscavam atravessar o local à noite, temendo os ataques das assombrações noturnas. Eu conheci o local, durante o dia, naturalmente. Ouvi as histórias de muitos antigos moradores do local, já muito diferente do que era antes, cada um contando a sua e uma mais horripilante do que a outra. A causa de todo aquele assombro teria sido o assassinato de uma mulher pelo marido ciumento, que a matou a facadas, desconfiado de que estaria sendo traído. O espírito dela, segundo diziam, não tinha encontrado sossego no além e vagava à noite pelo bosque pedindo justiça para a sua alma descansar em paz.

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É interessante observar-se estas histórias do folclore popular. Algumas narrativas percebem-se fantasiosas, recheadas de ingredientes muito pouco digeríveis pela mente racional, mas alguns lances dão mesmo o que pensar, embora não se devam conceber tais narrativas como verdades sem o amparo da pesquisa historicamente comprovada, o que é muito difícil em relação ao sobrenatural. Entretanto, quando se trata do oculto, não deve ser descartada nenhuma possibilidade, a mais comum é a de que o local sirva de morada às castas demoníacas, aproveitando-se da crença popular em consequência de tragédias reais, como o assassinato brutal daquela mulher, cujo marido nem tinha certeza da sua traição. Mesmo que tivesse, isso não lhe daria o direito de tirar a vida da esposa, um ato totalmente comandado por demônios obsessores. Eles não “largam” suas vítimas enquanto não as convencem de cometerem loucuras, incompreensíveis à apreciação do raciocínio lógico. Essas histórias muitas vezes são reforçadas por “exemplos” impossíveis de serem contestados. São testemunhados por pessoas sérias, que não costumam inventar estórias para “boi dormir”, como popularmente se diz. Alguns afirmam que “o cavalo de fulano refugou e não passou pelo local”. Apontam um “seu Zé” das quantas, que ainda mora na casa tal até hoje. O homem apontado confirma a história com entusiasmo vivo, acrescenta novos dados e ainda apresenta o cavalo vidente. Isso não é uma prova concludente, mas o bicho está lá, por via das dúvidas. Não é bom, no processo investigativo, descartar essas histórias como pura fantasia, sem nenhuma lógica. Satanás aprecia muito quando não se acreditam nele e em suas ações malignas, impostas para prejudicarem pessoas criadas à ima2


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gem e semelhança de Deus. Assim, ele poderá agir à vontade, acobertado pela incredulidade que impede a busca de proteção contra os males espirituais. Folclores existem, histórias deslavadas, espalhando um monte de bobagens, mas a realidade está tão próxima da fantasia que, às vezes, ambas se confundem a ponto de não se saber onde termina uma e começa a outra. Uma dessas fantasias que se confundem com a realidade é a crença generalizada de que os espíritos dos mortos podem encarnar-se nos corpos dos vivos e se manifestarem através da mediunidade. A Bíblia afirma categoricamente que os mortos não estão cônscios de nada e nada podem fazer de bom ou de mal (Gn 2.17; 3.19; Ez 18.4). Se é assim, como explicar o transe mediúnico? A Bíblia também é enfática nesse particular: São espíritos de demônios territoriais (1Jo 5.19; Ap 12.9). São estes que se manifestam em locais tidos como mal-assombrados, causando arrepios nos mais sensíveis, gemendo e emitindo sons lúgubres que os animais percebem mais facilmente -veja o caso dos demônios que Jesus permitiu a invocação numa manada de porcos (Mt 8.30-32). Somente o espírito é capaz de discernir a diferença entre fantasia e realidade com clareza, sem nenhuma confusão gerada pela dúvida como consequência do desconhecimento. Essa idéia de que espíritos de mortos ficam vagando é pura fantasia. Jesus disse claramente que são os demônios que vagam sem rumo, prontos a “encarnarem” no primeiro médium que abrir a sua mente para recebê-los. Mortos também não reencarnam como creem os cardecistas e adeptos de diversos segmentos do espiritismo e de outras formas de ocultismo. Muito menos se “apossam” dos corpos dos vivos, são os demônios que fazem isso, quase sempre os territoriais, que imitam vozes dos falecidos, revelam “segredos” só conhecidos pela família como for-

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ma de identificação. São estes mesmos que produzem energias negativas e escravizam pessoas com doenças e crueldade. A presença demoníaca e tão real e perturbadora que Jesus considerou Satanás como “governante deste mundo” (Jo 12.31; 14.30; 16.4). Que mundo seria esse ao qual Jesus de referia? O mundo real, palpável, tangível, concreto, visível em suas formas e conteúdos, o qual está em oposição à verdade de Jesus, à Justiça de Deus e aos ensinos da tolerância que leva à paz pelo amor verdadeiro. Este é o mundo tenebroso onde o ódio suplanta o amor, com os poderosos sempre “engolindo” os menos favorecidos, causando guerras e mortes sem fim, um caos eterno. Satanás tentou Jesus oferecendo-lhe “todos os reinos deste mundo” (Mt 8.4-10). Alguém poderá oferecer a outro o que não tem? A propriedade da matéria é, por enquanto, das hostes ocultas do mal porque todo bem material é finito. Deus permite que a matéria seja manipulada pelo diabo no mundo visível, conforme se observa numa passagem conhecida do livro de Jó, capítulo primeiro. Por isso, quem está sob influência dos demônios, sente os primeiros efeitos de seus ataques nos bens, nos “valores deste mundo”, conforme aconteceu com Jó. Se Jesus não soubesse que Satanás realmente poderia dar-lhe todos os reinos do mundo, a oferta não constituiria uma tentação. Conclui-se que o diabo é o “deus deste sistema de coisas” (2 Co 4.4), ou seja: o mundo injusto e tenebroso em que pode movimentar-se, manifestar-se e tornar real a sua presença em lugares de sua preferência, como aconteceu no deserto nos tempos de Cristo e continua acontecendo hoje, ocasiões em que os próprios demônios, usando médiuns como instru-

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mentos, ordenam despachos e oferendas, conforme as “falanges”4 que se pretendam agradar. Por que alguns lugares, conhecidos como “imantados”5 pelos ocultistas são preferidos pelos demônios? É uma estratégia de guerra muito comum, a ocupação de territórios que ofereçam segurança, comida farta, água e facilidades para um ataque com grandes possibilidades de vitória. A Bíblia diz que Satanás não governa seu mundo sozinho, nem manipula pessoas no mundo real sem o seu exército de súditos, prontos para agirem seguindo suas ordens. O apóstolo Paulo, na conhecida passagem de Efésios 6.12, esclarece uma característica destes demônios: “Mantenham-se firmes contra as maquinações do diabo porque nossa luta não é contra a carne e o sangue, mas contra os governantes deste mundo” (Leia o texto todo). Esta é uma revelação do Espírito Santo a Paulo, fundamental na guerra espiritual que se trava no dia a dia contra os poderes das trevas. O apóstolo foi um homem privilegiado com as orientações de Deus e especialmente escolhido para repassar estes onhecimentos às futuras gerações. A Bíblia diz que cristãos autênticos não pertencem a este mundo (Jo 17.14). E, se este mundo é governado pelo diabo, cristãos de toda terra estão em território inimigo, tornando-se necessário implantar aqui o reino de Deus, até que Jesus prenda Satanás e suas hostes para sempre no lago de fogo e enxofre, vindo finalmente reinar com a sua Igreja em a nova Jerusalém celestial. O texto das páginas a seguir pretende mostrar as consequências nefastas para a vida espiritual e material de pessoas sem Deus e que resistem à verdade. Ninguém poderá vencer 4 5

Grupos de demônios comandados por um “chefe”, seguindo uma hierarquia. É chamado de imã objetos que, segundo creem os ocultistas, atraem energias positivas.

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ou desviar-se das armadilhas sutis do mal sem orientação segura do Espírito Santo através da Palavra de Deus. Para isso, é fundamental conhecer o inimigo, suas estratégias e poder de fogo, assim como também saberá que armas poderá usar nesta guerra sem tréguas, utilizando o poder disponível no mundo invisível da luz em que tudo é claro e perceptível pela revelação divina. }|

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Em Terreno INIMIGO, Todo Cuidado É Pouco

xistem verdades que a humanidade devia conhecer e pratiE car a milênios, mas permanecem escondidas pela cegueira de homens e mulheres que preferem ignorar a realidade de um mundo hostil e cruel. Por exemplo, diante da pergunta “quem realmente governa o sistema mundano, sua organização social, política e econômica?” A maioria das pessoas, sem dúvida, responderia que “Deus está no comando, dirigindo tudo com sabedoria e bondade”. Parece uma verdade inquestionável, mas Deus realmente está no comando somente das vidas das pessoas que O amam e procuram seguir seus ensinamentos. Um número incontável 7


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de pessoas está sempre questionando: “se Deus está no comando, por que permite a fome, a miséria, a morte de criancinhas por inanição, as guerras cruéis e tudo que não presta neste mundo de horrores?” A resposta a esta pergunta milenar e existencialista está na narrativa bíblica do início da civilização humana. O livro de Gênesis revela que Deus fez um mundo bom e tudo que há sobre a Terra era muito bom e continua sendo. A deturpação da bondade não é obra de Deus. Então, como pode Satanás governar um mundo criado perfeito por Deus, bom e abençoado? Pela lógica, seria impossível essa apropriação indébita pelo diabo, mas as escrituras fazem uma revelação estarrecedora: o mundo foi criado para o homem e tudo que nele há santificado para seu proveito, mas ele, pessoalmente, passou uma procuração ao diabo, dando-lhe direitos totais sobre a Terra e toda a criação de Deus. Entretanto, o ser humano, coroa da criação de Deus, não assumiu a responsabilidade pelo erro e, questionada sobre a sua imprudência, Eva se justificou com uma afirmação que ecoa ainda hoje e ecoará pela eternidade: “A serpente me enganou...” (Gn 3.13). É incrível como homens e mulheres não aprenderam como a história se repete todos os dias. A “serpente” continua enganando, cegando, tapeando, levando de roldão a maioria da humanidade, geração após geração. Os humanos continuam sempre fazendo as vontades da serpente, no erro, na rejeição de todo bem que Deus lhe deu. O mais interessante dessa história fantástica de desobediência e entrega é que, ao homem Adão, Deus não atribuiu culpa por “ouvir a serpente”, mas por “dar ouvidos à mulher” (v. 17). O diabo, transfigurado em serpente, havia feito uma negociação, literalmente rasteira, com Eva, sabendo que a ordem de não comer do fruto fora dado a ele, Adão, antes mesmo do surgimento da mulher no cenário

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do planeta. Mais trágico ainda, criada a partir de uma costela dele. O fato é que homens continuam errando por si mesmos na guarda de segredos e execução de suas responsabilidades e, muito mais, por “darem ouvidos às mulheres”, sem atentarem para aquilo que Deus falou e continua falando. Adão e Eva se colocaram sob o comando do diabo por livre e espontânea vontade e não por falta de aviso. Não é de causar espanto que o mundo esteja sob a maldição da desobediência do Éden, e que Satanás faça suas estripulias em toda extensão terrena, usando homens e mulheres que livremente se colocam como seus “cavalos” para satisfazerem sua ordenança, espalhando a dor e o sofrimento onde inicialmente seria o paraíso, criado para a felicidade e deleite desta obra prima de Deus. Desde então, homens e mulheres estão diuturnamente à mercê dos poderes das trevas nos domínios do inimigo. No mesmo verso 17 de Gênesis, Deus diz: “Maldita a terra por causa de ti; (Adão) com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos e cardos também te produzirá; e comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão até que tornes à terra porque dela fostes tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (VV. 18,19). Se você prestar atenção à ênfase “maldita é a terra por causa de ti”, entenderá porque o sistema de governo terreno é diabólico e os governos humanos estão aí para massacrarem. Todos governam sob a égide das trevas como resultado desta terrível maldição. Entretanto, e apesar dela, Deus abriu uma porta de escape para os que entenderem isso e aceitarem essa realidade: a Providência para a restauração da criatura humana como ser, inicialmente criado bendito e bom.

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Naquele distante dia no deserto, Jesus mostra a Providência do Pai e toda extensão da Sua misericórdia. É como se Jesus estivesse dizendo à humanidade: “coragem! Vocês não estão sozinhos. A minha vitória é a de vocês porque não poderiam vencer sozinhos. Suas armas não serão as espadas e lanças, mas o meu exemplo de amor e fé”. Resumindo, a “guerra” é espiritual, com poder dado por Deus através de Jesus Cristo. Isso não dispensa a eficiência do treinamento dos soldados que devem estar atentos às armadilhas do inimigo. A estratégia dele é minar o vigor espiritual das pessoas, atacar o físico e o psicológico, destruindo a vida, dom mais precioso de Deus. Neste embate no plano espiritual, “dar ouvidos à mulher”, não representa um homem frouxo, manipulável, mas “ouvir conselhos de homens” em termos espirituais. Eva foi a mãe de toda humanidade (Gn 3.20) e esta (a humanidade), passa por uma das dispensações em que Deus trabalha com a Igreja na continuidade do seu plano salvífico até à nova Jerusalém no final dos tempos. Esta caminhada é possível pela graça e na força do Espírito Santo, mas a guerra contra o mal é necessária sempre, sem tréguas, para que os salvos continuem firmes com Jesus e, os que ainda não entenderam a mensagem cristã, abram os olhos para Verdade e entendam que a “casa paterna” não é deste mundo e nem lá entram a carne e o sangue contaminados. Na batalha espiritual é necessário resistir ao engano de Satanás, não dar ouvidos aos homens enganadores, pregadores de falsas religiões, mentirosos, soberbos e sem amor a si e aos outros. Esta é a pior das armadilhas de Satã aos que não crescem spiritualmente, ela captura milhões e leva para o abismo sem piedade. O que entristece ainda mais os que amam a Justiça, é que a Bíblia diz que as pessoas conhecem o bem e o mal

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(Gn 3.22), mas continuam praticando o que não convém, num desafio e afronta direta ao Criador.

1.1. Na toca do inimigo. m Israel e toda região havia uma pequena serpente conhecida como áspide, muito venenosa e traiçoeira. Diz a lenda que a rainha do Egito, Cleópatra, se fez picar por uma delas, cometendo suicídio. Elas viviam em tocas comumente existentes em barrancos. Ali, capturavam e matavam pequenos roedores, insetos e pássaros que se aventuravam entrar na toca (Is 11.8). As crianças aprendiam desde cedo a não enfiarem a mão nas tocas para não se arriscarem a uma picada quase sempre fatal. A pior ameaça desses animais era a capacidade de se tornarem quase invisíveis aos olhos humanos, ficando difícil enxergá-los antes do ataque, o que os tornava ainda mais perigosos e temidos, ainda mais ante a grande possibilidade de encontros inesperados, quase sempre desvantajosos para os seres humanos. O terreno preferido para as serpentes eram os desertos, sob pedras e em restos de árvores secas (Pv 30.19). No livro de Jeremias (8.17), os inimigos de Israel são comparados às serpentes e o próprio Satanás é chamado de serpente em Apocalipse (12.9 e 20.2). Os jornaleiros experientes jamais facilitavam em terrenos suspeitos e muito menos se arriscavam diante de uma toca qualquer, temendo desagradáveis surpresas que poderiam esconder-se em seu interior. Na luta espiritual, a mesma prudência é fundamental. Poderá evitar um confronto desnecessário, com grandes chances de ser desastroso para quem se arriscar por si mesmo, acreditando em seus próprios poderes.

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É necessário à humanidade (e aos cristãos em particular), desenvolver a consciência de que seu verdadeiro inimigo é o diabo. Ele pode fazer o possível e o impossível para destruir homens e mulheres, levando suas almas para o inferno. Lamentavelmente, existem pessoas que não acreditam na existência do inferno, mas existe uma grande possibilidade de serem estes os primeiros a chegarem lá. Este é o destino do mundo maldito, condenado por Deus. Ele sim tem como única preocupação salvar pessoas para um tempo novo levando-as para um lugar novo, transformando-as em novas criaturas enquadradas no plano de salvação em Jesus. Por estar em território inimigo, cristãos se deparam a todo o momento com a áspide ameaçadora, pronta para o bote e inocular seu veneno mortal. Por isso, todo cuidado é pouco, exigindo máxima atenção aos menores sinais da ação inimiga, muita oração e jejum, leitura da Palavra, vigor espiritual e muito esforço para não dar brechas às hostes invernais do mundo invisível, entocadas em lugares onde campeia o pecado, observando tudo com olhares malignos, prontos para assaltarem na primeira oportunidade. Isso é fácil compreender quando lemos o que escreveu o apóstolo João em sua primeira carta, capítulo 5, verso 19: “Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo jaz no maligno”. A Bíblia ensina que Satanás nada tem de bom para oferecer às pessoas e, se o mundo inteiro compactua com o maligno, salve raras exceções, entende-se que suas organizações não estão estruturadas no plano de Deus, e que todo sistema é hostil aos que creem e desejam seguir os ensinamentos do Mestre. Este mesmo apóstolo (João) escreveu na mesma carta, capítulo 2, verso 15: “Não ameis o mundo e nem o que no 12


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mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele”. É preciso entender que “mundo” a que se refere o apóstolo, não é o planeta Terra, mas o sistema de governo, o sistema social injusto implantado pelo homem, as concupiscências da carne que existem, a cobrança para a prática do mal, o sistema econômico cruel que favorece uns poucos em detrimento de muitos e onde a medida do ter nunca enche. Este é o mundo mal, governado do invisível por Satanás e seus exércitos de demônios. Ele (este mundo) está morto para Deus, estava para o apóstolo Paulo, e deve estar também para todas as pessoas sensatas. Neste sistema, a guerra maior do cristão se trava na defesa da sã doutrina, livrando-a dos equívocos e engodos satânicos, fazendo sobressair suas convicções, a sua fé e o poder de Deus contra as injustiças de um sistema falho e falido, incapaz de estabelecer a verdadeira paz, trazendo a felicidade tão desejada por homens e mulheres através da história. Caso sejamos capazes de discernir esta realidade, certamente seremos bons soldados, não em defesa da Ecologia, causadora de tanta preocupação terrena, mas de algo muito mais abrangente e profunda: a salvação das almas, a derrota dos planos malignos de Satanás e o estabelecimento do reino que se concretizará com a entronização de Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Desembainhe sua espada espiritual, sua guerra é no âmbito do sobrenatural.

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Este é um assunto polêmico, mas irresistível, pois é certo que existe muito mais no mundo espiritual do que podemos imaginar. Questões que p...

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