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setembro / 2017

Motivação por meio da gestão

Mesa Brasil VTRP

Administrar o voluntariado é tão essencial quanto gerir os demais colaboradores de uma instituição. Itens como processo de seleção, organização das atividades e reconhecimento ajudam na manutenção desses profissionais

Ao receber voluntários, um dos desafios é saber como gerenciá-los. Para conseguir interessados fiéis, é importante iniciar esse processo desde a seleção. Segundo o especialista em voluntariado empresarial e consultor em Responsabilidade Social Marcos Paulo dos Reis, o trabalho precisa ter ligação com o interessado. “Quem é apaixonado pelo que faz garante resultados excepcionais”, observa. Em algumas entidades, os processos seletivos duram meses, nos quais os candidatos passam por palestras, consultas psicológicas e um período de estágio. Entretanto, ele explica que nem sempre é necessária uma seleção elaborada: “O importante é compreender as preferências de cada um, para melhor encaminhá-los”. Os aprovados devem passar ainda por uma capacitação. É necessário que o voluntário tenha a mesma importância que os outros colaboradores. A organização deve estabelecer um plano de trabalho, com datas e horários fixos. “Sem acompanhamento, ele logo desiste. Com disciplina, o trabalho é mantido”, garante Reis. A entidade deve cuidar para não depender do voluntário para a realização de

suas atividades essenciais. “Eles podem atuar no que é importante, desde que sua falta não gere problemas. Festividades, projetos e mutirões são bons exemplos”, indica. Outro item importante é o reconhecimento. “O pagamento deles é o sorriso da criança, o abraço do idoso e o agradecimento da empresa. Um projeto de reconhecimento fideliza o colaborador”, aponta. Para otimizar o gerenciamento das entidades, o Programa Sesc de Voluntariado oferece oficinas de Gestão. Por meio delas, os gestores compreendem melhor o que significa ser voluntário e recebem informações sobre direitos e deveres, legislação vigente e diversas dicas para fazer com que o trabalho seja ainda melhor. Com linguagem ágil e prática, a partir de 2018 a capacitação terá duração de quatro horas.

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Cruzeiro do Sul participou, no primeiro semestre de 2017, da Oficina de Gestão. O diretor, Alberi da Silva, e as monitoras Luize Kreute e Angela Hass receberam lições sobre gestão e manutenção dos voluntários. “Para mim, serviu como uma atualização dos conhecimentos. Já para as monitoras gerou novos aprendizados e reforçou a ideia de comprometimento”, explica. Segundo ele, a oficina é fundamental para transmitir o real sentido do voluntariado e orientar como as entidades devem conduzi-lo. “Compreendemos qual o tipo de assistência de que esses colaboradores necessitam, assim como vimos a importância de incentiválos, para que se sintam animados durante o trabalho”, explica.

Seleção com excelência Confira algumas dicas para um processo seletivo de voluntários mais eficiente: Ao entrevistar o candidato, ouça atentamente seus interesses, para compreender seu perfil Verifique se o interessado tem a ver com a instituição, pois não adianta contratar alguém que não se interessa pelo tipo de atividade ofertada Realize testes psicotécnicos para avaliar as capacidades de cada um Tenha datas e horários preestabelecidos e verifique se o interessado terá disponibilidade Deixe claro qual será a função exercida e as exigências aos colaboradores. Isso evita futuros desentendimentos Para mais informações sobre o Programa Sesc de Voluntariado, acesse: www.sesc-rs.com.br/acaosocial/voluntariado


na prática

com a palavra, a Slan

Educação voluntária de qualidade Juntos, os Centros Lenira, Pedro Albino e Nora somam 270 jovens atendidos. Atualmente, a entidade conta com três pessoas ligadas ao Programa Sesc de Voluntariado, além de seus colaboradores fixos e outros profissionais provenientes de demais programas sociais. Segundo a diretora do Centro Lenira, Leda Fronchetti Johann, o voluntariado qualifica o trabalho no Slan. “Temos funcionários, mas como a demanda é muito grande, precisamos também da atuação dos voluntários”, explica. Segundo ela, graças à boa formação da preparação de voluntariado, quem chega até a instituição por meio do Programa agre-

ga muito conhecimento. “Os voluntários têm feito a diferença”, comemora. Divulgação/Slan

Com foco em prestar auxílio à juventude, a Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Slan) completará em 2018 seis décadas de atuação, disponibilizando atividades para jovens de 6 a 15 anos. O local funciona em duas modalidades: oferece educação infantil em turno integral e também o serviço de convivência e de fortalecimento de vínculos, onde os pequenos participam de atividades no turno inverso ao da escola. Por lá, são ministradas oficinas de música, leitura, teatro, horta e artesanato, por exemplo. A Slan é mantenedora em Lajeado de três locais de atendimento.

Atividades divertem e ensinam crianças e adolescentes dos três centros de atendimento do Slan

com a palavra, o voluntário

Arquivo Pessoal

A história de cada um

Voluntária Elizete Vargas atua no centro Lenira, da Slan Foi enquanto fazia faculdade que a voluntária Elizete Vargas começou a realizar atividades filantrópicas. Formada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Ciências Sociais pela Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc),

ela iniciou atuando em projetos com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Há mais de 20 anos, a professora dedica algumas horas de seu dia para ajudar os outros. Atualmente, ela trabalha no Centro Lenira, da Sociedade Lajeadense de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Slan). Por meio do projeto Leitores da Paz, crianças de 9 a 13 anos ouvem histórias, aprendem e refletem sobre suas vidas. “Estamos desenvolvendo uma atividade na qual os alunos falam um pouco de si e eu vou anotando tudo. A ideia é escrever um livro com a trajetória de cada um. Em vez de só trabalhar com contos de fora, leremos a nossa própria história”, explica Elizete. Além do estímulo à leitura, o pro-

jeto faz os pequenos refletirem sobre temas do cotidiano. Assuntos como a importância da família, os diferentes tipos de estruturas familiares e também a etiqueta à mesa são exemplos já abordados. Para Elizete, o trabalho é muito gratificante. “Oferecendo outra perspectiva para as crianças, formaremos adultos conscientes e uma sociedade melhor”, evidencia. Neste ano, ela participou da capacitação oferecida pelo Programa Sesc de Voluntariado. Mesmo atuando há bastante tempo na área, a oficina lhe trouxe novos conhecimentos. “Trabalhamos questões como ética no trabalho e organização das atividades. Percebi a seriedade do que faço e o quanto se necessita de uma preparação.”

AGENDA

Cursos de Preparação

Oficina de Gestão

17 a 19/Outubro

17 a 19/Outubro

21 a 23/Novembro

24/Outubro

Local: Sesc Centro – Porto Alegre Horário: 9h

Local: Sesc Ijuí Horário: 9h

Local: Sesc Centro – Porto Alegre Horário: 9h

Local: Sesc Ijuí Horário: 9h

Profile for Sesc RS

Informativo Voluntariado Sesc - setembro 2017  

Publicação trimestral sobre o Programa Sesc de Voluntariado.

Informativo Voluntariado Sesc - setembro 2017  

Publicação trimestral sobre o Programa Sesc de Voluntariado.

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