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OPENARENA

XV Newsletter do Observatório Político Setembro 2018 - Janeiro 2019

(RE)AÇÃO ESTUDANTIL

PONTUALIDADES

MOVIMENTOS ESTUDANTIS

ESTÁGIO A LUPA

CONFERÊNCIAS

EU, PLACE JOVEM, BRANDING POLÍTICO

AGENDA REVIEW REVIEW & AGENDA & PREVIEW PREVIEW


Direção do Observatório Político Cristina Montalvão Sarmento Suzano Costa Patrícia Oliveira

Editorial Cristina Montalvão Sarmento

Edição Sara Teixeira

Colaboradores Cláudia Lauren Inês Colaço João Silva

Capa SETH presents his new solo show ‘Range Ta Chambre’ - Julho 2016

Contactos Rua Almerindo Lessa Polo Universitário do Alto da Ajuda 1349-055 Lisboa Telf. (+351) 213 619 430 geral@observatoriopolitico.pt www.observatoriopolitico.pt


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Editorial Cristina Montalvão Sarmento

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Pontualidades Cristina Montalvão Sarmento

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Estágio à Lupa Sara Teixeira

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Conferências Lisbon Talks – Democracia e Resiliência g7+ | Clube de Lisboa

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iDebate – European Citizens Fórum dos Cidadãos | IFILNOVA

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Eu, Jovem, Político Núcleo de Alunos de Ciência Política do ISCTE-IUL

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Agenda | Review & Preview


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EDITORIAL

Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento Coordenadora do Observatório Político (ISCSP- ULisboa)

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Como vem sendo habitual, a participação nas conferências e a organização dos diferentes debates que o Observatório Político promove é descrita e avaliada pelos estagiários do OP, assim como a agenda realizada e a prevista, de modo a manter informada a comunidade académica do Observatório Político. Refira-se ainda que à data de circulação desta OPen Arena, está já em distribuição a Revista Portuguesa de Ciência Política, números 9 e 10, referentes ao ano de 2018 que representa sempre o esforço maior de dar a a conhecer e atualizar o que os investigadores realizam no universo da ciência política nacional. Tendente à progressiva internacionalização, a RPCP tem registado um crescente interesse de investigadores estrangeiros e apraz-nos registar que a introdução das mais recentes técnicas de identificação internacionais de artigos científicos certamente potenciará esse interesse e obrigará a novos desenvolvimentos na gestão da Revista. Mais uma vez é de justiça agradecer aos estagiários e à equipa de gestão do OP o seu continuado empenhamento.

OPen Arena é o veículo de informação da associação de investigadores que agregada em torno do interesse pela ciência da política se reúne no Observatório Político. O mote deste número é a (Re) Ação estudantil, tema caro aos jovens estagiários do OP, e a grande parte do público alvo, a que a atuação do Observatório Político se dirige. O tema resulta de se terem comemorado os 50 anos dos acontecimentos que marcaram Maio de 68 em França, neste ano de 2018. A data foi assinalada no dia 26 de de Setembro de 2018 no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Numa sessão organizada pelo Dr. Paulo Martins, que presidiu ao debate, entre o Dr. José Rebelo e o Dr. Ferreira Fernandes, que partilharam as suas memórias como jornalistas que vivenciaram a época. Foi ainda realizada uma sessão de abertura, alargando-se o debate à década de 60, cuja breve síntese é agora apresentada na secção das pontualidades. Aberto o diálogo, sobre a posição dos estudantes, uma nova secção emergiu na OPen Arena, dedicada à atuação política dos mais jovens, aqueles que nos diversos núcleos de alunos das licenciaturas em Ciência Política das Universidades Portuguesas são atuantes e desejam um veiculo de expressão.

Cristina Montalvão Sarmento Dezembro de 2018

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PONTUALIDADES Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento Coordenadora do Observatório Político (ISCSP- ULisboa)

Contestações da década de 60. Maio de 68 em debate.

go da década reconhecem-se ideias e práticas contestatárias que originaram confrontações políticas fortemente simbolizadas. A expressão geração maio de 68 ou geração de sessenta tem uma carga ideológica e política identificada com um importante radicalismo de posições políticas.

Na história política recente do mundo ocidental, na década de sessenta do século XX, uma data tem projeção inusitada: 1968. Em parte esta data é real, outra parte, é simbólica e mítica. Tanto nos Estados Unidos da América do Norte, quanto na Europa, 1968 está intrinsecamente conotado com as Universidades. A agitação estudantil precedeu a agitação política. Esta espalhou-se de Berkeley à London School of Economics, da Sorbonne à Universidade Livre de Berlim. Todavia a compreensão do fenómeno estudantil obriga à perceção da complexidade das características do tempo de contestação em que se inserem, uma realidade histórica e política que permite compreender o mito associado à data de Maio de 68.

Seria restritivo apenas considerarmos as contestações dos estudantes. Estas não foram fenómenos isolados. Reconhecem-se numa sucessão de ideias e acontecimentos a que se apontam relações estreitas e múltiplas conexões a grupos sociais, cuja amplitude na prática está ainda mal revelada, e se identificam numa amálgama de algo tão distinto como os Beatniks e Hippies ou a criação da denominada Internacional Situacionista. A partir destas ligações e no âmbito de alguns estudos de ciência política certos autores não hesitaram em agrupar este conjunto de ideias e práticas sob a designação geral de contracultura, que em sentido estrito, se caracterizaria pelo denominador comum da crítica ao princípio da racionalidade técnica e do super-desenvolvimento das sociedades industriais.

A compreensão da década de 60 Tem sido frequente a afirmação que um dos processos mais elaborados de aquisição do domínio ativo e passivo da sociedade é a substituição dos seus valores dominantes. É neste sentido que nos interessa a década de 60. Esta é um período muito rico e variado, e ainda suficientemente amplo e representativo para o desenvolvimento do tema das contestações. Ao lon-

A referida contracultura, em termos conceptuais, está intimamente ligada ao que se chamou freudomarxismo. A esta corrente de ideias associa-se fortes influências dos trabalhos da Escola de Frankfurt. As ligações en-

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canções de Joan Baez, Bob Dylan ou Jim Morrison são contestatários e a espiritualidade hindu e música

tre Hegel, Freud e Marx assumem particular destaque em Herbert Marcuse, um dos mentores da escola. Interessa aqui, particularmente, o facto de Marcuse ser apontado como modelo ideológico das contestações dos jovens americanos europeus, da new-left e das contestações francesas.

de Ravi Shankar são invocados em particular pelos Beatles, o que fará da Rota Indiana para Katmandu um problema social e político. Neste contexto floresce o Student Power (Berkely, 1964; Stanford, Harvard e Princeton a partir de 1967) que juntamente com o Black Power a New Left e a proclamação do Civil Rights Act caracterizaram a década norte-americana.

O tempo das contestações As contestações são primeiramente identificadas no Norte do continente americano e giram em torno da contestação à estratégia americana no Sudoeste Asiático (“falcões” versus “pombas”) a que não é alheia a permanência desde os anos 50, do Serviço de Controlo da Lealdade (1947) e Lei McCarran-Walter (1953).

Sem esquecer as reações a Sul. Quer na Argentina, com o apoio da Igreja Católica e no Brasil, a Juventude Universitária Católica, as contestações sucedem-se e são já aberturas resultantes do Concílio Vaticano II, da reunião de Medellin, II CELAM em 1968. De assinalar ainda os confrontos nas Universidades Mexicanas e do Uruguai.

A guerra do Vietname e o Vietname dividido levam aos primeiros apelos à resistência, marchas pela paz e à recusa do registo militar e o que a obra The sixties and the end of Modern America de David Steigerwald, bem caracteriza. As retro-tendências são múltiplas, desde as comunidades discordantes; as revoluções pacíficas: dos Beatnicks aos Hippies (que o mítico livro de Jack Kerrouac, On the Road, de 1957 anunciou). O fascínio pelos agentes alucinogénios e os alargadores de consciência assumem com Thimothy Leary (The Politics of Ecstasy, 1968) a notoriedade. Na música os poemas das

Na Europa, não são apenas “Les enfants de la patrie»: que de Nanterre a Paris, contestam; Em Berlim, defende-se a implantação da ‘Universidade Livre’ que em Londres se denominará ‘anti-universidade’. Em Itália, Roma e Milão, o mote das contestações serão as reformas legais em Itália. Em Espanha destacam-se as ações dos sindicatos no meio estudantil e em Amsterdão surgem os provos; sucedem-se, mais contidos, os incidentes a Leste, que a Primavera de Praga suscitará;

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Quadro 1 local

início

França

Nanterre   Criação de uma UniverMovimento de sidade Crítica 22 de Março   Temática Situacionista Paris Sociedade do Espetáculo Berlim Criação da Universidade Livre/Crítica

Alemanha

tema

Reino Unido Itália

Londres

Espanha

Madrid

Criação de sindicatos Estudantis

Holanda

Amsterdão

Provos

Bélgica

Louvaina Bruxelas

Questão Linguística Reforma da Universidade

Roma Milão

Criação da Anti-Universidade Ações estudantis, autodenominadas maoístas

3 de maio, processo contínuo marcado por etapas charneiras. Noite das barricadas e 10 - 11 de maio, manifestações a 13 de maio, ocupações de fábricas a partir de 14 de maio até à generalização de greves em 22 de maio, declaração rádio difundida do General de Gaulle e manifestação dos Campos Elísios em 30 de maio. Criação da Universidade Crítica de Berlim numa reunião que teve lugar a 11 de julho de 1967 na presença de Herbert Marcuse. Atentado a Rudi Dustksche em 11 de abril de 1968 London School of Economics and Political Science. 1ª reunião em 31 de Janeiro de 1967 Greve geral em 19|20 Fev. 1968 Emendas ao Regulamento Universitário | Lei de reforma Universitária 2 314 Ocupação da Universidade em 25 de Março  Em 1964-65 fortes contestações.    Caputxinada - reuniões dos sindicatos Recusa do armamento nuclear; Provotariado Ocupação das casas abertas; Bicicletas brancas A agitação e a oposição dos estudantes flamengos face à existência de uma secção de língua francesa Ocupação da Universidade

Quadro 2 Portugal Crise de 1962 Lisboa, Porto, Coimbra

Crise de 1969 Coimbra (Alberto Martins, Carlos Santarém, Pio Abreu e Rui Namorado) Lisboa (A. Costa, Jaime Gama)

Motivo Simbólico Contestação ao Decreto-lei 40 900 (regime das ativ. Circum-escolares) Proibição do Encontro e comemorações dia do Estudante

Caracterização/ Meios Contestação à reforma Revistas: Via Latina; Vértice Expulsão de 50 estudantes

Inauguração do edifico das Matemáticas (Al- Uma Universidade Nova berto Martins pede a palavra) A crise de 1969 ocupa um lugar especial no imagiVaga de agitação especialmente após a morte nário da Academia de Coimbra. (...). Foi um temdo estudante de Direito José António Ribeiro po de criatividade quotidiana, de imaginação; mas também de uma serenidade tácita que serviu a oudos Santos em outubro de 1972. sadia estratégica.

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O quadro 1, ilustra, no espaço europeu os processos e motivos das contestações. O destaque francês resulta sobretudo da adesão dos sindicatos de operários franceses e da greve geral que se seguiu que paralisou a França. Em Portugal, em 1962, as ações circum-escolares despoletam reações e em 1969 revindica-se a Nova Universidade (quadro 2). Concluindo, podemos afirmar que um pouco por toda a parte, 1968 marca a linha de vértice de uma dupla vertente, primeiro, contestatária e a seguir progressivamente normalizadora da ordem estabelecida. À sincronização dos acontecimentos corresponde a semelhança dos seus conteúdos. Os jovens contestatários não puseram em causa, as relações entre a natureza, a técnica e o conhecimento, mas revelam na prática social, a complexa rede de interações inexplorada, entre o conhecimento académico e a vida social. A comunidade baseada nos valores técnicos e industriais sofreu uma crítica da tecnocracia ainda mais do que qualquer das ideologias tradicionais. A contestação girou em torno de eixos muito precisos. A crítica assume-se abertamente contra as potências tutelares, a favor de um personalismo social; contra o mito da objetividade da ciência em favor das profundezas intelectuais; contra a ordem estabelecida, em prol de uma crítica permanente; contra o poder e a autoridade advoga-se o uso de armas sugeridas pela imaginação criativa. Os jovens estudantes dissidentes e contestatários terão encontrado no seu contexto his-

tórico guerrilheiros ao modo de Guevara e Crasto para os quais a revolução se fez sem partido; a dinâmica de Mao para obter a revolução cultural vitoriosa aonde tinha falhado a revolução económica e política, e em Trotsky a crítica ao modelo imperialista e burocrático, que em alternativa só podia ser substituída pela revolução permanente e pela arte. Um conceito de geração metodologicamente válido e operacional inclui uma periodização, mas também um critério de relevância histórica. Uma geração é um escol que se envolve numa ação de influência nos destinos históricos. Neste caso, temos formas de participação política não convencional e heterodoxa que introduzem uma nova temática. Esta geração, pode ser essencialmente caracterizada como especialmente crítica, emancipatória e antitotalitária – abrindo-se a via exploratória para a explicação teórica. A caracterização da nossa cultura política europeia sofreu importantes modificações e a crise denominada “Maio de 68” não foi a perturbação propriamente dita, da história da cultura política do século XX, mas é um excelente ponto de partida para revelar as mudanças. Lisboa, Dezembro de 2018 Cristina Montalvão Sarmento

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ESTÁGIO À LUPA

Sara Teixeira Membro Associado do OP

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dentro das salas de aulas, mas sim de uma complementaridade que em muito vem da capacidade de cada pessoa em procurar oportunidades de enriquecimento pessoal, e consequentemente profissional.

lá a todas e a todos! O meu nome é Sara Teixeira e sou licenciada em Relações Internacionais, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Neste momento encontro-me no primeiro ano de Mestrado em Comunicação e Política no ISCTE-IUL e uma parte muito importante do meu percurso académico até ao dia de hoje passou pelo Observatório Político.

Neste sentido, durante os passados três anos, foquei-me e entreguei-me a muitos projetos que vieram a despertar em mim um gosto pela área da investigação, que de certo modo, encaminhou o meu rumo até ao OP.

Participei no programa de estágios curriculares e profissionais do OP quando estava no meu terceiro ano de Licenciatura e devo começar por dizer que apesar das minhas expectativas elevadas, o estágio que realizei superou-as.

Quanto à investigação em si, não a considero um fim, mas sim um meio pelo qual podemos adquirir e amplificar os conhecimentos que temos sobre as mais diversas temáticas. No meu caso, apesar da afinidade que sempre tive pelas Relações Internacionais, considerei desafiante e necessário explorar outras áreas que também suscitavam em mim curiosidade e urgência no entendimento, como é o caso da Ciência Política e da Comunicação.

Quando iniciei os meus estudos na Licenciatura apercebi-me que o mundo académico não consistia apenas no contexto de aprendizagem

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O motivo pelo qual digo ser uma necessidade, é entender o mundo que nos rodeia, e refletir sobre o impacto que os indivíduos que participam ativamente na sociedade civil podem ter, se também assim o entenderem.

Outro dos grandes projetos em que tive o prazer de participar foi a Spring Research School, um projeto de internacionalização do ensino que trouxe a Portugal alunos dos Estados Unidos. Tive a oportunidade de contactar diretamente com os mesmos e trocar impressões sobre áreas de estudos semelhantes, em pontos do planeta completamente diferentes, sendo que para além disso, organizámos um evento de grande interesse para o entendimento do contexto político português, mediado por momentos culturais, que tanto identificam o nosso país.

Relativamente ao contexto académico, o programa de estágios no Observatório Político, veio juntar aquele que foi o meu conhecimento durante a Licenciatura às competências que adquiri em contextos extracurriculares, mostrando-me onde poderia haver uma relação simbiótica dos dois.

Dito tudo isto, resta-me apenas salientar o motivo que torna o Observatório Político numa organização na qual tive o gosto de participar, que são as pessoas que o coordenam. Em especial à Patrícia Tomás, pelo excelente trabalho que desenvolve no acompanhamento do grupo de estagiários, e à Professora Cristina Montalvão Sarmento por entender que a investigação da Ciência Política é também uma oportunidade de formar jovens para a continuidade. Levo desta experiência imensas competências profissionais, mas levo também a recordação de uma excelente dinâmica de grupo com quem tive o prazer de trabalhar.

Com a oportunidade de contacto e de descoberta de instituições nas diferentes esferas políticas portuguesas, posso dizer que adquiri novas fontes de pesquisa e ferramentas de trabalho que se refletiram no melhoramento da minha aprendizagem académica. Neste sentido, foi-me dada a oportunidade de explorar os meus conhecimentos de comunicação, aplicando-os de um modo muito prático à ciência política. Tendo participando na montagem das últimas duas edições da Newsletter - OPenArena, que tem vindo a ficar melhor a cada dia que passa, principalmente em virtude das pessoas que dispensam do seu tempo para dar a oportunidades de aprendizagem aos estagiários.

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ESTÁGIOS DO OBSERVATÓRIO POLÍTICO

Candidaturas selecionadas da 1ª Fase do VIII Programa de Estágios João Silva | Andressa Costa | Ana Camacho | Inês Colaço | Cláudia Lauren

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Os pedidos de estágio devem ter correspondência com as áreas de intervenção do Observatório Político e situar-se em proposta de desenvolvimento de tarefas em Estudos Políticos, Relações Internacionais, Comunicação e Imagem, Secretariado e Informática, entre outras. tendo a duração máxima de três meses.

Observatório Político vai já na 2ª fase da VIII edição do programa de estágios académicos e curriculares, destinado a proporcionar aos jovens estudantes e recém-licenciados uma experiência de desenvolvimento de funções em contexto de trabalho numa associação científica. O programa de estágios do Observatório Político permite uma mais eficaz transição das instituições académicas para o mercado de trabalho, contando com uma elevada taxa de sucesso na inserção dos seus estagiários no contexto profissional.

Para mais informações viste o nosso site, www.observatoriopolitico.pt, ou contacte-nos por email: estagios@observatoriopolitico.pt.

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LISBON TALKS DEMOCRACIA E RESILIÊNCIA por Cláudia Lauren e João Silva

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conferência Democracia e Resiliência, organizada pelo g7+ e pelo Clube de Lisboa e que decorreu na sexta-feira, 19 de outubro, na sede do g7+ em Lisboa. Os temas abordados giraram à volta dos problemas experienciados pelas democracias mais recentes no processo de transição e consolidação democráticas e a democracia vista enquanto cooperação estratégica global, humanista e internacionalista.

Xanana Gusmão e Jorge Sampaio na conferência Democracia e Resiliência. Fotografia: Neusa Ayres.

da independência no referendo de Timor-Leste de 1999 perante as instâncias internacionais, Jorge Sampaio, Presidente da República Portuguesa de 1996 a 2006. Do lado timorense, com um papel ímpar na autodeterminação do povo timorense e combatente ativo na resistência desse povo à invasão indonésia, Xanana Gusmão, Presidente da República Democrática de Timor-Leste de 2002 a 2007.

Jorge Sampaio a pronunciar-se sobre o estado atual das democracias no mundo na conferência Democracia e Resiliência. Fotografia: Neusa Ayres.

Foi a 20 de julho que o g7+ inaugurou o seu hub europeu. Esta organização intergovernamental sem fins lucrativos, empenhada em conferir valores internacionalistas ao desenvolvimento regional de democracias frágeis, ganhava então um centro de debate e pesquisa em Lisboa, na Avenida 24 de julho. Foi nesse espaço que decorreu, a 19 de outubro, a Conferência “Democracia e Resiliência”, a que o Observatório Político atendeu, na pessoa de dois dos seus estagiários, Cláudia Lauren e João Silva. A conferência, organizada em parceria com o Clube de Lisboa, punha lado a lado duas figuras pulsantes da luta pela independência de Timor-Leste. Do lado português, com um especial empenho na gerência da vitória a favor

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Hélder Costa, secretário-geral do g7+, dava o mote à conferência, assegurando que “a luta pela independência de um povo é a luta de todos nós”. Ana Lourenço, a jornalista moderadora do debate, baseando-se nessa ideia, induzia Sampaio a pronunciar-se sobre o estado atual das democracias no mundo. Reconhecendo as mudanças trazidas pelo colapso da União Soviética e pela ascensão de novos atores regionais, Sampaio constatava que, nas democracias atuais, “é difícil ter esperança, mas é indispensável que ela exista.” Isto porque, defende o ex-Presidente de Portugal, “temos de ter como objetivo não deixar ninguém para trás”, conjugando a nossa acção pessoal com um sentido nacional e internacionalista, dando um contributo para a paz e a cooperação entre os povos.


Xanana Gusmão e Jorge Sampaio na conferência Democracia e Resiliência. Fotografia: Neusa Ayres.

Na mesma linha de raciocínio, Xanana Gusmão confirmava que “a democracia só pode ser produzida numa situação de paz”. Para que se possa cumprir o 16.º objetivo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (“Paz, Justiça e Instituições Eficazes”), é fundamental que as sociedades se construam tendo por base a paz porque, sem esta, as outras componentes não são possíveis de realizar. A visão internacionalista defendida por ambos terá também de ser complementada, acrescenta Gusmão, com uma visão local e que respeite “as características próprias de cada país”. “A democracia é um processo lento de interiorização da sociedade” e que, apesar de se poder pensar que é um sistema imperfeito e falível, mesmo quando aplicada em países frágeis, é esse o caminho de perseverança e resiliência que tem de ser seguido, remata o ex-Presidente de Timor-Leste.

Os problemas que as democracias maduras e consolidadas atualmente enfrentam, com especial ênfase no caso português, foram ainda trazidos a debate por Jorge Sampaio e vários intervenientes da audiência. “Temos, nas nossas sociedades, falta de transparência e accountability” que carecem de instrumentos válidos e úteis para a combater. Na opinião de Sampaio, é preciso um investimento maior na literacia cívica e política por forma a estimular a cidadania ativa, porque senão perdurará a “grande descrença nas instituições políticas” que “não dão resposta às aspirações das pessoas” atualmente. Urge, assim, uma renovação e uma abertura, especialmente nos partidos políticos portugueses, reitera. No final da conferência, num momento claramente emotivo, Xanana ofereceu ainda uma lembrança e uma salenda (cachecol tradicional timorense) a Sampaio como símbolo da amizade que os une. Amizade essa que espera que seja replicada com a mesma intensidade nas relações entre os países do mundo.

Foto de grupo após a conferência Democracia e Resiliência. Fotografia: Neusa Ayres.

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iDEBATE – I DEBATE, THEREFORE I LEARN (2017-2019) CO-FUNDED BY THE EUROPE FOR CITIZENS PROGRAMME OF THE EUROPEAN UNION Por Inês Colaço e João Silva

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o passado dia 29 de outubro, realizou-se, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/NOVA), o evento internacional iDebate. Sob o mote “I debate, therefore I learn”, vários membros de representações internacionais oriundos da Croácia, Eslovénia, Hungria, Itália e Portugal tiveram a oportunidade de debater os seus projetos e estabelecer pontes entre os seus trabalhos de investigação. A sessão, coorganizada pelo Fórum dos Cidadãos e pelo Instituto de Filosofia da Universidade Nova de Lisboa (IFILNOVA), arrancou com a apresentação das duas entidades envolvidas: primeiramente, falou Fabrizio Macagno, pela parte da IFILNOVA, que é uma unidade de investigação da FCSH/NOVA cujo objetivo estudo se foca na área da ação humana na construção de níveis éticos, políticos e aesthetic, articulando novas teorias a campos empíricos, e

praticando intervenção direta em práticas sociais. Seguiu-se uma apresentação do projeto Fórum dos Cidadãos por Patrícia Oliveira, coordenadora executiva do think-tank. Em traços gerais, o Fórum visa compreender as preferências dos portugueses sobre diversos temas políticos caso tivessem o tempo, a informação e as condições ideias para refletir e debater – isto é feito através da realização regular de assembleias de cidadãos nas quais estes têm a oportunidade de expressar e debater as suas visões. Os cidadãos presentes são selecionados por sorteio, de modo a que representem a diversidade da sociedade portuguesa. No final de cada assembleia, inferem-se conclusões que figurarão num relatório mais abrangente e amplo sobre o tema a enviar para as entidades governamentais para que estas possam ter em consideração a opinião deste painel de cidadãos independentes.

Patrícia Oliveira, coordenadora executiva do Forúm dos Cidadãos

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Professora Dina Mendonça, investigadora do IFILNOVA

Professor Robert Clowes, investigador do IFILNOVA

Primeiro Jorge Botelho Moniz, que articulou a sua apresentação entre os conceitos de secularização e a pós-democracia, abordando ainda o declínio de memória política patente na Europa, e, seguidamente, Patrícia Tomás, que inferiu diversas conclusões acerca da fraca participação política dos jovens portugueses. Para tal, a investigadora recorreu à apresentação de casos de estudo de vários protestos, nomeadamente os que se verificaram em Portugal no período de austeridade, com a denominada “Geração à Rasca” e a música dos Deolinda – “Parva que Sou” - que inspirou a onda de manifestações sob este mote. Fez-se também um comparativo entre alguns movimentos deste género, nomeadamente, as revoltas da Primavera Árabe, protestos na Grécia ou o movimento do comediante Beppe Grilo, 5 Estrelas.

Posteriormente seguiu-se uma Round Table que contou com a exposição das atividades empreendidas por vários investigadores. Dina Mendonça, do IFILNOVA, que discorreu sobre o tema da Filosofia para Crianças, um modelo de pensamento crítico implementado desde tenra idade em crianças no pré-escolar e em escolas de 1º e 2º ciclos através do qual as crianças podem questionar(-se) sobre os mais variados temas por forma a desenvolver mecanismos de análise aprofundada da realidade que lhes permitam estimular e desenvolver a sua mente e o seu pensamento. Robert Clowes, também investigador do IFILNOVA, alertou os presentes para a Ecologia Cognitiva na era da Tecnologia de “cloud”, extrapolando os seus trabalhos e as suas pesquisas para casos práticos da realidade, inferindo acerca do “efeito Google” e do processo de “extended mind”, proposto por David Chalmers, que propõe uma análise dos dispositivos eletrónicos da era contemporânea enquanto extensões da mente do sujeito que os utiliza.

Após a pausa para almoço, seguiu-se uma reunião à porta fechada com todos os membros envolvidos no projeto onde se discutiram os temas abordados na sessão e na qual se procedeu à troca de experiências com base nos eventos locais que cada uma das delegações cria e patrocina nos seus países de origem.

O Observatório Político, para além de ter contado com a presença de todos os seus estagiários na plateia, viu dois dos seus investigadores associados exporem os seus temas de trabalho.

Jorge Botelho Moniz, investigador associado do Observatório Político

Patrícia Tomás,, investigadora associada do Observatório Político

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Eu, Jovem, Político

Diogo Alexandre Núcleo de Alunos de Ciência Política (NACP) - ISCTE-IUL

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queceram-se das suas responsabilidades democráticas e deixaram-se reduzir a comissões de festas e a tubos de ensaio para pseudo projetos do ministério da educação.

sta nova seção da newsletter - Eu, Jovem, Político, criada pelos estagiários Cláudia Lauren, Inês Colaço e João Silva do VIII Programa de estágios do Observatório Político, dará voz aos núcleos de estudantes das licenciaturas em Ciência Política portuguesas. A primeira coluna aqui apresentada é assinada por Diogo Alexandre, membro do Núcleo de Alunos de Ciência Política do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa. (O conteúdo é da exclusiva responsabilidade do seu autor)

Enquanto estudantes e enquanto políticos, as nossas falhas traduziram-se num entrave ao desenvolvimento e à inclusão de todas/os na nossa sociedade e que, consequentemente, se traduziu numa das taxas mais baixas de participação eleitoral da Europa e num movimento estudantil mais morto que as ideias e vontades que o sustentaram durante anos. Culpo, sobretudo, as decisões tomadas no parlamento que institucionalizaram e sufocaram o movimento estudantil e a inércia e alienação política dos estudantes perante estas regressões democráticas.

O retrocesso democrático é um reflexo da educação? Com o começo deste novo ano letivo 2018/2019 marcámos cerca de 43 anos de ensino público em regime democrático. Também faz mais ou menos 43 anos que se escreveu na constituição que a partir de então, em Portugal, a educação passaria a ser “gratuita e universal”.

As opções políticas dos governos, ao longo destes anos pós regime ditatorial, foram reflexo das necessidades políticas de manter o modelo de ensino tradicional. O mesmo modelo baseado no existente há séculos. Um modelo completamente falhado que tem origem no modelo de ensino que era imposto aos operários em formação ou aos seus filhos. Isto é, um modelo fundamentado na competição entre alunos e formatação dos mesmos para que fossem mais eficientes, produtivos e acríticos.

Foram 43 anos de luta estudantil e política, para manter a escolaridade como um direito fundamental. Nestes anos algo falhou - reduziu-se drasticamente os espaços democráticos e de processos de tomada de decisão onde os estudantes podiam intervir, o movimento estudantil dividiu-se e institucionalizou-se, as associações de estudantes es

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Estas opções políticas foram o maior inimigo no processo de criação de uma sociedade inclusiva, progressista e desenvolvida. Em Portugal vivenciamos um período inédito no que concerne à afluência das urnas durante as eleições. Desde as eleições legislativas para a constituinte em 1975 (91,66% da população votante participou), passando pelas eleições de 2002 (onde participaram 61,48%) e chegando às últimas legislativas, em 2015, onde somente participou 55,8% da população votante, isto é, de aproximadamente 9 milhões e seiscentas mil pessoas, somente 5 milhões e quatrocentas votaram. Esta elevada percentagem de abstenção é sobretudo nas camadas etárias mais jovens da nossa sociedade.

(espírito crítico e contestatário, gestão e trabalho em equipa, representação e direitos dos estudantes); que os estudantes não têm espaços nem oportunidades para analisarem criticamente as funções e o seu papel nas escolas e nestas estruturas de participação organizada, movimentos ou órgãos de decisão; que existem poucas oportunidades que favoreçam de forma informal ou através da educação não formal as aprendizagens e tentativas de participação dos estudantes. Concluímos que rumamos para uma sociedade em que a/o cidadã/ão que diz não, que procura alternativas ao que o incómoda foi superado pelo “bom cidadão” obediente que incorporou um discurso paternalista e inferiorizado sobre si: os jovens não se interessam.

A participação das/os jovens portuguesas/es em projetos políticos e movimentos sociais diminuiu de forma preocupante. O seu reflexo é a degradação do movimento estudantil. Cada vez mais os estudantes vêem a sua opinião silenciada, desacreditada e desvalorizada, pelo que a voz dos jovens dentro de órgãos de decisão públicos, seja a nível nacional, na sua cidade ou até mesmo na escola, foi completamente extraviada e enfiada em organizações e projetos que em vez de os potencializar ou dar espaço para que a sua opinião seja ouvida, são meras estruturas para criar a ilusão de poder e decisão, como a estrutura tradicional de Associação de Estudantes, os gabinetes da juventude da maior parte dos municípios, ou os processos de consulta levados a cabo por diferentes instituições públicas com responsabilidades no domínio da juventude.

Se não há oportunidades de aprendizagem, se os modelos são desfocados do processo e focam-se apenas no resultado, se as vontades dos consequentes governos tendem a esvaziar ou a controlar os espaços de poder e decisão dedicados às/aos estudantes, resta-me concluir que a contínua e cada vez mais recorrente desconsideração pela voz das/os jovens nos processos de tomada de decisão é grandemente alimentada pela atual gestão democrática das escolas e pelo próprio modelo de ensino. Podemos encontrar, enquanto políticos e politólogos várias respostas para o problema da participação, para o retrocesso democrático e para a passividade, seja dos estudantes ou da sociedade como um todo, perante a perda de voz e de direitos. Mas sabemos, pela nossa experiência histórica, que a educação é o veículo para a transformação social. Sabemos o reflexo que uma educação pública, gratuita, de qualidade e que fomente sentido crítico tem no futuro de um país. Isso nós sabemos. Falta-nos contestar, organizar e cumprir.

Se analisarmos a evolução dos órgãos de representação dos estudantes nas suas escolas, os vários modelos de gestão das escolas, de estruturas, organizações estatais ou municipais direcionadas para a juventude e o próprio conceito de juventudes partidárias, podemos concluir que os jovens têm poucas oportunidades para desenvolverem competências relacionadas com participação

Texto por Diogo Alexandre.

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AGENDA | REVIEW Julho 2018

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Lançamento da XIV Newsletter - OPen Arena, dedicada ao tema “Portugal de Janela Aberta”.

Encerramento das candidaturas para a 1ª Fase do VIII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

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A Coordenadora do Observatório Político, Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento participou enquanto oradora no colóquio “Política e Comunicação: a década de 60 em debate”, realizado no âmbito do 50º aniversário do “Maio de 68”, que teve lugar no auditório Soares Barata do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

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O Início do período de férias do Ob-

servatório Político.

Setembro 2018

Outubro 2018

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Abertura das candidaturas para a 1ª Fase do VIII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

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Início da 1ª Fase do VIII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

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A Investigadora Associada do Observatório Político, Patrícia Oliveira, organizou na Universidade do Minho, na qualidade de Coordenadora Executiva do Fórum dos Cidadãos (IFILNOVA), um dos quatro debates previstos no âmbito do projeto europeu iDebate - I debate, therefore I learn.

Os Investigadores Associados do Observatório Político, do ISCSP – Ulisboa, Patrícia Tomás e Jorge Botelho Moniz, estiveram presentes enquanto oradores no evento internacional iDebate project: Europe for citizens - Civic participation and young people, organizado pelo Fórum dos Cidadãos/IFILNOVA, tendo levado a debate os temas “Youth political participation: attitudes and challenges” e “Secularization as post-democracy? Analysis of the processes of secularization and political participation in Europe”. O evento contou ainda com a participação dos investigadores do IFILNOVA, Dina Mendonça – “Philosophy for Children and Participation in Democratic Life” e Robert William Clowes – “The Cognitive Ecology of the Age of Cloud Technology”.

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A Investigadora Associada do Observatório Político, Patrícia Tomás, foi entrevistada para analisar a temática da participação cívica e política dos jovens em Portugal, pela jornalista e editora-executiva da Revista Visão, Catarina Guerreiro. A peça foi realizada no âmbito do Programa Fronteiras XXI, da RTP3 em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos, com a temática “Jovens de costas voltadas para a política?”.

Novembro 2018

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A Investigadora Associada do Observatório Político, do ISCSP-ULisboa, Cristiana Oliveira, esteve presente na conferência internacional “City Nation Place Global’18”, que decorreu em Londres.

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Abertura do Call for Papers para o número 11 e 12 | 2019 da Revista Portuguesa de Ciência Política | Portuguese Journal of Political Science.

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Disponibilização do e-Working Paper #82, da autoria do Membro Associado do Observatório Político, Luís Sargento Freitas, intitulado “Analyzing the Common Agricultural Policy as a case of conceptual shifts (1957 – 2016)”.

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Disponibilização do e-Working Paper #83 da autoria do membro associado Cláudia Favarato, sobre o tema “From Ritual Infanticide to Political Power.

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O Observatório Político e a Universidade da Beira Interior - UBI foram parceiros na iniciativa “iDebate - I debate, therefore I learn” implementado em Portugal pelo Fórum dos Cidadãos. .

Dezembro 2018

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Abertura das candidaturas para a 2ª fase do VIII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

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A Coordenadora do Observatório Político do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas - ISCSP/ULisboa, a Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento, esteve na Universidade da Beira Interior - UBI para apresentar a obra intitulada “Tradição, Razão e Mudança” da autoria do investigador doutorado do OP, Professor Doutor Samuel De Paiva Pires.

5

Lançamento do livro “Tradição, Razão e Mudança - Na encruzilhada entre liberalismo, conservadorismo e comunitarismo”, da autoria do Investigador Doutorado, Professor Doutor Samuel De Paiva Pires, no ISCSP-ULisboa. A apresentação da obra esteve a cargo da coordenadora do Observatório Político, Professora Doutora Cristina Montalvão Sarmento, do Investigador Doutorado e membro do conselho científico, Professor Doutor José Adelino Maltez e da Dra. Ana Rodrigues Bidarra.

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AGENDA | PREVIEW

Disponibilização do e-Working Paper #84 da autoria do membro associado Andressa Costa, sobre o tema “Corrupção e cultura política em tempos de crise: implicações para a democracia brasileira”.

Janeiro 2019

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Início da 2ª Fase do VIII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político.

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Disponibilização do e-Working Paper #85 da autoria do membro associado Sara Teixeira, sobre o tema “Portugal e a autodeterminação de género: uma análise discursiva”.

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Encerramento das candidaturas para a 2ª Fase do VIII Programa de Estágios Académicos e Curriculares do Observatório Político. Lançamento da Revista Portuguesa de Ciência Política | Portuguese Journal of Political Science, número 9 | 2018.

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Encerramento do Call for Papers para o número 11 e 12 | 2019 da Revista Portuguesa de Ciência Política | Portuguese Journal of Political Science.

Lançamento da Revista Portuguesa de Ciência Política | Portuguese Journal of Political Science, número 10 | 2018.

Distribuição da Revista Portuguesa de Ciência Política | Portuguese Journal of Political Science, número 9 e 10 | 2018.

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NÃO FAZEMOS POLÍTICA,MAS EXPLICAMOS

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