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EDITORIAL EDIÇÃO 1 | 2014 Agora, após o COP15, sabemos que nossos líderes mundiais não estão mesmo interessados em criar metas realizáveis para a redução do impacto de nossas atividades sobre o planeta. Assim, nossa responsabilidade é ainda maior. O presidente Lula aproveitou bem a inoperância e indecisão dos outros representantes mundiais para capitalizar para si (e também para o Brasil) uma posição de liderança em relação às intenções do encontro de Copenhague. Faço votos de que as metas propostas pelo governo brasileiro na Dinamarca sejam realizadas. Nossa vida no planeta depende de atos concretos que reduzam não só os gases de efeito estufa, mas o impacto de nossas atividades. Vimos que os políticos mundiais, na sua grande maioria, não têm o poder que alardeiam. Estão sujeitos a pressões do capitalismo ganancioso destrutivo, como disse Alan G reenspan, ex-chefe do FRB (Federal Reserve Bank), o Banco Central dos norteamericanos. É preciso que assumamos atitudes de redução de consumo em nossas vidas. Temos que aprender a utilizar os recursos não renováveis à nossa disposição de forma racional e inteligente. É primordial que manifestemos nosso des-

contentamento para que nossos repre-sentantes eleitos tomem atitudes reais de acordo com as autênticas necessidades de sobrevivência da humanidade. Mais importante ainda é que saiamos de discursos vazios e partamos para ações concretas. Nesta edição, por exem -plo, destacamos empresas que fazem mais do que só cumprir a lei: executam ações socioambientais que não possuem uma ligação direta com suas áreas de atuação. São excelentes exemplos que devem ser seguidos por outras instituições, sejam elas de iniciativa privada ou pública. Assumimos várias metas de neutralização de emissões a partir de 2014. Na próxima edição revelaremos detalhes.

AV. RIO BRANCO, BOA VISTA CEP: 53337-881 FAX: (81) 3444-8877 FONE: (81) 4336-8082 RECIFE - PERNAMBUCO

EXPEDIENTE

EDITOR EXECUTIVO Bosco Carvalho bosco@revistaecomag.net EDITORA EXECUTIVA lzabela Carvalho izabela@revistaecomag.net EDITOR FOTOGRÁFICO Edmar Wellington edmar revislaecomag.net COMERCIAL Ana Maria Camargo anamaria@ecomag.net DIRETORA INTERNACIONAL

Elke Seiwert elke©revistaecomag.net PROJETO GRÁFICO Carlos Nascimento DESIGN GRÁFICO/ DIAGRAMAÇÃO Ygor Amorim REVISOR Fernando Martins IMPRESSÃO Paper Design


SUMÁRIO

EDIÇÃO 1 | 2014

E E E E 06

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DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA O LIXO E SEUS SOBREVIVENTES VOCÊ CONHECE A TETRA PAK? CAPA A HORA DO PLANETA 9 PEQUENAS COISAS

QUE VOCÊ PODE REUTILIZAR

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ONGS SUSTENTÁVEIS COLUNA ZÉ ONÉRIO

E E E 10

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18


AMAZÔNIA

EDIÇÃO 1 | 2014

desmatam

E 06

A ECOMAG junto com o Greenpeace, com um resultado positivo: A queda na zônia.


mento na

, traz nesta edição, uma reportagem tendência do desmatamento na Ama-

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AMAZÔNIA EDIÇÃO 1 | 2014

Tendência de desmatamento cai na Amazônia

Governo anuncia tendência de queda das taxas de desmatamento, mas Terras Indígenas e Unidades de Conservação continuam sendo afetadas.

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A tendência de desmatamento da Amazônia caiu 19% entre agosto de 2013 e janeiro de 2014, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Com base em dados do Deter, sistema oficial de alertas para suporte à fiscalização e controle do desmatamento, o anúncio foi feito no início da tarde de hoje, em Brasília, pela ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira, que estava na companhia de todos os secretários dos Estados da Amazônia Legal. O Deter não mede o desmatamento real, mas pode dar sinais de suas tendências. Quatro meses antes, na primeira medição do desmatamento feita após a aprovação do novo Código Florestal, em novembro do ano passado, era menor a comitiva junto à ministra para anunciar os mais de 5.800 quilômetros quadrados de floresta derrubada no período entre agosto de 2012 e julho de 2013 – um aumento de 28% do desmatamento em comparação com o mesmo período do ano anterior. “Deter mostra a tendência. Por isso, o anúncio de hoje representa um bom número, mesmo não sendo o suficiente, tampouco definitivo”, disse Marcio Astrini, da campanha da Amazônia do Greenpeace Brasil. “Porém, enquanto o governo continuar promovendo obras de infraestrutura que levam desmatamento e especulação fundiária à Amazônia, afrouxando a legislação que protege a floresta e aceitando negociar com

a bancada ruralista, a possibilidade de diminuir Unidades de Conservação e Terras Indígenas já demarcadas, o alarme irá continuar tocando. E se isso ocorre, os números bons de hoje podem não se sustentar no futuro.” Forte indício desta situação está na fala da ministra Izabella, que demonstrou preocupação com o retorno de desmatamentos em grandes áreas com mais de mil hectares. Ela também admitiu que “o Brasil ainda não consegue identificar o que é legal e o que é ilegal no desmatamento das florestas”. Outro dado alarmante é que, dos 323 alertas de desmatamento registrados no período, 19 encontram-se dentro de Terras Indígenas ou Unidades de Conservação, áreas que deveriam registrar índice zero de desmatamento.


E 09


CAPA EDIÇÃO 1 | 2014

O

LIXO

E seus sobreviventes.

Estudo inédito do Ipea, revela que são 400 mil os catadores de resíduos no Brasl. Eles têm baixa escolaridade e a maioria é formada por homens, negros e jovens. A surpresa é que 58% contribuem para a Previdência, metade usufrui de esgot em casa, quase um quinto tem computador e somente 4,5% estão abaixo da linha da miséria.

“Trata-se de uma mazela de ordem ambiental com solução à vista.”

E 10

São dois grandes problemas distintos contudo tão interligados quanto gêmeos siameses. O primeiro são os lixões a céu aberto existentes em quase todos os municípios brasileiros. Trata-se de uma mazela de ordem ambiental com solução à vista. O outro problema é social - as legiões de brasileiros que sobrevivem nesses lixões como catadores de resíduos sólidos, uma das mais insalubres e indignas atividades econômicas humanas. Para resolver o problema dos depósitos de lixo a céu aberto, o Congresso Nacional aprovou, em 2010, uma lei instituindo uma política nacional para os resíduos; e o Ministério do Meio Ambiente, por sua vez, determinou que os municípios têm até agosto de 2014 para criar aterros sanitários e iniciar a coleta seletiva. Até agora, 10% dos municípios tomaram providências. Contudo, trata-se de um problema de vontade política. A verdadeira encruzilhada está em como promover a inclusão social dos catadores. Mas quantos são eles? Onde estão e como vivem? Do que afinal precisam? Para tentar encontrar respostas a essas questões, o Instituto de Pesquisa Económica Aplicada (Ipea) fechou parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República e com a Secretaria de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado, publicado sob o título

de Diagnóstico sobre Catadores de Resíduos Sólidos, apresenta uma radiografia que guarda uma série de novidades, algumas surpreendentes. A primeira novidade diz respeito ao tamanho desse grupo social. São 400 mil catadores de resíduos sólidos em todo o Brasil. Somados os membros das famílias, chegam a 1,9 milhão de brasileiros que sobrevivem do lixo. A maioria dos catadores é formada por homens jovens, negros ou pardos. Eles têm baixa escolaridade e vivem nas cidades com uma renda média de R$ 571,56. O estudo também descortina uma série de contrastes. Um deles é a diferença da situação do Nordeste em relação às demais regiões. O Nordeste é pior em tudo. Em seguida, em uma situação quase semelhante aparece a região Norte. Outro aspecto que chama a atenção nessa pesquisa é o fato de que apenas 10% do contingente de catadores está organizado em cooperativas. A surpresa foi encontrar estatísticas positivas em meio a esse grupo social. Mais da metade deles (58%) contribui com a Previdência Social. Como estão basicamente em grandes ou médias cidades. 99% moram em residências com energia elétrica e 48% usufruem de sistema de saneamento básico. A maior das surpresas foi constatar que somente 4.5% das (amibas de catadores sobrevivem com menos de Rã 70


per capita mensais, a cifra que estabelece a linha abaixo da pobreza absoluta. “Quando imaginamos um catador de lixo, desenhamos a imagem de uma pessoa na extrema pobreza”, diz Albino Rodrigues Alvarez, técnico de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos Regionais, Urbanos e Ambientais (Dirur), do Ipea. e um dos coordenadores do estudo, junto com os técnicos Sandro Pereira Silva e Fernanda Lira Goes. “Mas como a linha é baixa, menos de R$ 70 per capita, alguma coisa os catadores sempre conseguem pegar. Esse é o atrativo da rua: a pessoa remexe o lixo e descobre coisas de algum valor para vender’: Inéditos, esses dados começaram a ser divulgados na segunda semana de agosto, nas Conferências Estaduais de Meio Ambiente, organizadas principalmente para subsidiar governos que ainda não adotaram ações efetivas para acabar com os lixe. es até agosto de 2014, conforme previsto na Lei 12.305/2010,0 Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Resultado do cruzamento de dados dos Censos Demográficos 2008 e 2010 do IBGE, o diagnóstico faz parte de um rol de 14 cadernos com a descrição minuciosa da situação dos resíduos sólidos do país, produzidos pelo Ipea para subsidiar o governo federal na elaboração e na implantação do PNRS. Esse diagnóstico também servirá de base para uma nova pesquisa que o instituto iniciará no fim de 20131 em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho. “Vamos aprofundar o conhecimento sobre os catadores, explorar a situação social, formas de arranjos, dentre outros aspectos dessa população”, adianta Alvarez. M

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CAPA EDIÇÃO 1 | 2014 URBANOS Um dos dados constatados neste diagnóstico é que 93% dos catadores são urbanos. Esse número supera a taxa de urbanização do país: 85%. Eles moram em residências com aproximadamente quatro pessoas e a taxa de coabitação com crianças é maior do que a média nacional. Nos domicílios com catador, a razão de dependência é de 50% em relação às crianças. Ou seja, crianças são 50% da população. E mais: das crianças de zero a três anos que residem em casa com catador, 22,7% frequentam creche. Nos domicílios com algum catador, há 99% de acesso à energia elétrica e 49,8% usufruem de saneamento básico, com água encanada e rede de esgoto. Seguindo a diferenciação por região, no Norte, 12% usufruem desse serviço, até porque, na Amazônia, o saneamento básico existe em poucas cidades. Outra novidade é que 17,7% dos domicilios de catadores têm computador.

No Amazonas, as catadoras chegam a 40%, enquanto são apenas 17% no Rio Grande do Norte e 15% em Roraima. Em nenhum estado o número de mulheres supera o de homens. Contudo, quando os catadores se organizam em cooperativas, as mulheres superam os homens. “Observei nas visitas às cooperativas que elas aparentam ser mais sensíveis a essas organizações e os homens mais refratários a cumprir uma disciplina de trabalho”, explica o coordenador da pesquisa. “Por isso as mulheres têm assumido a liderança nas cooperativas”. As melhores surpresas, aliás, estão concentradas entre os catadores organizados em cooperativas. “Quase podemos dizer que existe uma elite (entre aspas porque essa população é muito pobre) de catadores em cooperativas, pessoas que conseguem mais que os outros”, acrescenta Alvarez. «Por outro lado, há uma massa de catadores bastante sacrificada”. O coordenador da pesquisa relata que, ao visitar vários MULHERES Inicialmente uma ati- bicões pelo Brasil, é comum ouvir revidade masculina, as mulheres já latos de catadores que consideram a representam 31,1% do total de bra- insalubridade do lixo melhor do que sileiros que se declararam ao IBGE viver de pequenos bicos nas ruas. catadores de resíduos. Esse percen- “Eles dizem que catar lixo pode paretual varia muito entre os estados. cer mais degradante, higienicamente

mais constrangedor, mas, de alguma maneira, é mais garantido porque é um ponto. A rua tende a ser mais violenta, até porque trabalham isoladamente”, explica. RENDA O estudo constata que, em 2010, o rendimento médio dos catadores era de R$ 571,56. Todavia, há variações regionais. Ao cruzar os dados, percebeu-se que, no Nordeste, a renda média é de R$ 459. No Sudeste, R$ 629. Quando se considera os domicílios em que há pelo menos um catador, a renda média per capita da família cai para R$ 235,60. Contudo, é três vezes e meia acima da linha da miséria absoluta - são aqueles cuja renda familiar per capita está abaixo de R$ 70 mensais. Entre os estados, a maior renda ficou com Santa Catarina (R$ 701) e a menor com a Paraíba (R$ 391). Outro dado interessante é que, diferentemente da realidade percebida na região Norte, Roraima se sobressai com uma renda acima de R$ 700 e por ser o estado com menos catadores de resíduos sólidos (apenas 263), concentrados em Boa Vista. São Paulo é o estado com o maior número absoluto de catadores, quase 80 mil, 20% do total. “Os catadores e suas famílias são alvo de pre-

O QUE PENSAM OS CATADORES

São multas as ideias e debates sobre como aproveitar a implantação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos para promover a inclusão social dos catadores. Mas afinal, o que pensam os principais interessados? “Ninguém consegue implantar os aterros ou ajudar os catadores por causa de problemas políticos”, aponta Raimunda Alves Ribeiro, diretora da Central das Cooperativas de Catadores de Resíduos Sólidos do Dis-

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trito Federal (Centcoop), que reúne 25 cooperativas da capital federal. Raimunda mostra-se bem informada sobre o PNRS e sobre a situação do grupo em outros estados. Segundo ela, catadores em todo o Brasil, organizados ou não em cooperativas, estariam disputando os lixões com as grandes empresas que prestam serviços de coleta para as prefeituras. As empresas ganham por tone-lada recolhida e despejam o lixo, sem tra-

tamento, nas áreas indicadas pelas prefeituras. “Elas resistem à coleta seletiva e ao fim dos lixões; pressionam os políticos porque não é interessante investimento dos governos em reciclagem e em inclusão social”, acrescenta. “O lixo é uma fonte de riqueza que poderia muito bem ter uma destinação social se pudesse ser adequadamente coletado”, faz coro Rónei Alves, também catador de Brasília.


ocupação e, sobretudo, das políticas públicas de inclusão social e geração de renda”, informa Daniel Gobbi, assessor da Secretaria Nacional de Articulação Social, da Secretaria-Geral da Presidência da República, um dos responsáveis pela difusão do estudo do Ipea nos estados e municípios. Em agosto, Gobbi esteve em João Pessoa para apresentar o diagnóstico dos catadores da Paraíba no Congresso Estadual do Meio Ambiente. Foi quando informou que a Paraíba é o estado onde os catadores estão em pior situação econômica. ESCOLARIDADE Quanto ao nível de escola-ridade, 20,5% dos catadores

se declararam analfabetos. Ou seja, são aqueles que não sabem escrever sequer o próprio nome. No Nordeste, 34%; no Sudeste, 13,4%. Ou seja, a taxa de analfabetismo entre eles é acima da média nacional, de 7,9% da população com mais de 18 anos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o Pnad 2011. Um olhar mais detalhado revela que 24,5% dos catadores com 25 anos ou mais têm pelo menos o ensino fundamental completo. Esse número evidencia a baixa escolaridade entre os que passaram pela escola e que, provavelmente, estudaram somente três ou quatro anos. Estes integram

a massa de analfabetos funcionais. Por outro lado, 11% dos catadores com mais de 25 anos declararam ter o ensino médio. O estudo revela que 58% dos catadores contribuem para a Previdência como autônomos ou facultativos. Ao verem esse dado, os técnicos deduziram que os catadores que integram esse percentual podem estar em momento de entrada ou de saída de emprego e, para não perder o vínculo, continuam pagando a contribuição previdenciária. Do total de catadores que contribuem com a Previdência Social por estado, os do Espírito Santo são os que contribuem mais: 83%.

A DIFÍCIL LUTA PELA IMPLANTANÇÃO DE ATERROS SANITÁRIOS A implantação do Plano Nacional de Resíduos Sólidos tem enfrentado muitas barreiras. A primeira delas foi o trâmite de 20 anos no Congresso Nacional espe-rando aprovação. A dificuldade atual é o cumprimento do prazo para extinção dos lixões em todo o país. O Ministério do Meio Ambiente definiu o mês de agosto de 2014 como limite para que os 5.570 municípios acabem com os lixões e adotem, como medida de emergência, os aterros sanitários. Também é o prazo para que instituam a coleta seletiva e a reciclagem dos resíduos sólidos. Mas implantar um sistema desses é caro e, por isso, essa realidade está longe de se materializar. “Todo dia tem prefeito em Brasília pedindo mais prazo”, afirma Júlio Cesar Roma, coordenador de Estudos em Sustentabilidade Ambiental da Diretoria de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea. Segundo ele, faltando menos de um ano para finalizar o prazo, apenas 10% dos municípios

10%

DOS MUNICÍPIOS apresentam planos para a extinção dos lixões

apresentaram seus planos municipais para extinção dos Bicões. O instituto participa do PNRS e de sua implantação desde o início. Os pesquisa-dores do órgão elaboraram diagnósticos de áreas diferentes, participaram de todas as etapas de implantação do plano, incluindo as audiências públicas realizadas em cada região do Brasil. Esses encontros desembocaram na audiência nacional que deu uma forma definitiva ao plano. No momento, a fase é de implantação do PNRS, mas os prazos começam a vencer.

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EMPRESA AMIGA EDIÇÃO 1 | 2014

VOCÊ CONHECE A TETRA PAK? E O CICLO DE VIDA DA EMBALAGEM?

“Antes presente só nas caixinhas de leite, hoje as embalagens cartonadas já são usadas para acondicionar todos os tipo de produtos, de molho de tomate a água de coco. Essas caixinhas são produzidas pela Tetra Pak que, há 53 anos no Brasil, investe pesado no desenvolvimento de pesquisas e embalagem. Segundo o portal Mundo Marketing, a Tetra Pak não se considera uma empresa de embalagens, mas sim de soluções e segurança alimentar.”

Matéria-prima O papel utilizado nas embalagens da Tetra Pak® vem exclusivamente de florestas certificadas e controladas pelo FSC®. Já os fornecedores de polietileno e de alumínio são certificados pela ISO 140001. Transporte Todo o processo de transporte de matérias-primas é planejado para minimizar o consumo de combustíveis e a poluição. Em Ponta Grossa (PR), as bobinas de papel chegam do fornecedor por via férrea.

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MATÉRIA-PRIMA

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TRANSPORTE

Fabricação e E da confecção das em da por metas, proced que diminuem os i Todos os processos p tecnologia de ponta o alimento de forma

Consumo A vida garante a se de nutricional do rão consumidos, sitar de refrigera vendas. A diversid bém oferece conf

FABRICAÇÃO & ENVASE


Envase Cada etapa mbalagens é estruturadimentos e instruções impactos ambientais. produtivos empregam a para acondicionar a asséptica e segura.

A embalagem longa egurança e a qualidaos alimentos que sealém de não necesação nos pontos de dade de formatos tamforto ao consumidor.

CONSUMO

Reciclagem Nas fábricas de papel, um equipamento chamado hidrapulper agita as embalagens com água, hidratando as fibras de celuloses e separando-as do polietileno e do alumínio. As fibras de papel recicladas podem se transformar em caixas de papelão, tubetes, chapas, palmilhas, produtos em polpa moldada, entre outros. O polietileno e o alumínio separados na indústria de papel são destinados à fabricação de placas e telhas para a construção civil. Outra alternativa é a extrusão e granulação desse material para a confecção de inúmeras pelas, como canetas, vassouras etc. O polietileno e o alumínio também podem ser submetidos à separação térmica. Com essa tecnologia, o polietileno é transformado em parafina, usado como combustível ou aditivo em lubrificantes e detergentes. Já o alumínio é recuperado na forma de pó ou lingotes de alta pureza, retornando para a indústria de fundição.

Coleta Seletiva Após o consumo, as embalagens seguem para a coleta seletiva. A Tetra Pak investe em diversas ações de conscientização para a reciclagem e oferece apoio técnico a prefeituras e cooperativas de catadores. Nos centros de triagem, os diferentes tipos de materiais recicláveis são separados, compactados em fardos e enviados para a indústria recicladora.

COLETA SELETIVA

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RECICLAGEM

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EVENTOS EDIÇÃO 1 | 2014 Sempre buscando inovações no segmento, a empresa aposta nas embalagens para alimentos sólidos, como feijão pronto. Os lançamentos devem contribuir para o crescimento de 7% a 8% esperado para este ano, de acordo com reportagem do Mundo Marketing. Muito mais do que uma embalagem, a empresa teve em sua essência a preocupação em levar o alimento da melhor forma possível a qualquer distância. “A Tetra Pak, de alguma forma, tem participação na evolução da indústria alimentícia. O alimento era in natura no Brasil. Num país com dimensão continental e uma população tão grande, ele não chegava às pessoas da forma correta”, explica Eduardo Eisler, Vice-Presidente de Estratégia de Negócios da Tetra Pak no Brasil, em entrevista ao Mundo do Marketing. Em 2009 foram 10 bilhões de embalagens vendidas no Brasil e, esse ano, a expectativa é chegar a 11 bilhões.

“Não entender o que está acontecendo em cada categoria significa perder espaço no mercado. Se a Tetra Pak levar conceito, embalagem e demanda do consumidor, estaremos prestando um serviço diferenciado para o cliente. É assim que somos percebidos com valor”, Uma das mais recentes inovações da Tetra Pak foi a comercialização de água de coco em embalagens cartonadas: “Jogava-se água de coco fora no Brasil. Usava-se a polpa e a casca, mas a água era descartada. Utilizamos o mesmo processo do leite para criar a embalagem e levar o produto ao consumidor que mora onde não há coqueiros”, diz o executivo para a reportagem do Mundo Marketing.

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O passo as embalagens para próximo A Hora do são Planeta é um movimenalimentos sólidos, como feijão, milho to global que une as pessoas para proteger eo planeta. ervilha.A levouano, cin-a No nova final detecnologia março de cada co anos para ser desenvolvida, foi lanHora do Planeta reúne comunidades de todo çada em 2009 e hoje é utilizada por emo mundo que celebram um compromisso presas como Camil, Quero Jurema. com o planeta, desligando luzese por uma hora designada. Para manter o grau denoinovação, a TetraPak Será realizada sábado, 29 de marnão tira os olhos do consumidor. A empresa ço, das 20h30 as 21h30, no seu fuso horário faz de duas a três pesquisas por mês e investe local. tanto emAconhecimento quanto empresa Hora do Planeta temuma como objede consumo como a Unilever. “Não entender tivo incentivar uma comunidade global ino que está acontecendo em cada categoria sigterconectada para compartilhar as oportuninifica perder espaço no mercado. Se a Tetra dades e os desafios da criação de um mundo Pak levar conceito, embalagem e demanda do sustentável. consumidor, estaremos prestando um servi Incentivando pessoas, empresas e goço diferenciado para o cliente. É assim que vernos para mostrar liderança em soluções somos percebidos valor”, conta Eislera ambientais através com de suas ações, usando Hora do Planeta como uma plataforma para mostrar ao mundo o que eles estão tomando medidas para reduzir seu impacto ambiental. A Hora do Planeta pede a todos para terem responsabilidade pessoal por seu impacto sobre o planeta e fazer mudanças comportamentais para facilitar um estilo de vida sustentável. Dar o primeiro passo é tão fácil como desligar as luzes. Desligando suas luzes na Hora do Planeta você está reconhecendo e celebrando o seu compromisso de fazer algo mais para o planeta que vai além da hora. A WWF acredita que o simbolismo do momento é extremamente importante em trazer pessoas e comunidades em conjunto em todo o mundo.


DICAS EDIÇÃO 1 | 2014

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PEQUENAS COISAS QUE VOCÊ PODE REUTILIZAR EM CASA.

Mesmo sendo muito importante, o processo de reciclagem utiliza energia, combustível e tempo de transporte dos caminhões que fazem a coleta do lixo nas residências para depois levar os resíduos às cooperativas e recicladores. Isso sem contar a energia das máquinas, o transporte do produto reciclado até as novas fabricas, etc. Todas essas tarefas são necessárias para mitigar os danos ambientais, mas também geram emissões que podem desequilibrar o efeito estufa, contribuindo para o aquecimento global. Por isso, antes de enviar um item para a reciclagem, é importantíssimo que ele tenha sido usado ao máximo. Com o prolongamento da vida útil do objetos por meio da reutilização, o processo de reciclagem se torna muito mais qualitativo.

1.

Reutilize cobertores e toalhas. Caso você tenha animais, estique os cobertores e toalhas em um local onde eles possam sentar e dormir. As toalhas velhas também podem se tornar panos de chão;

3.

Essa é para reutilizar a energia do calor. Em épocas frias, após utilizar o forno do fogão, deixe a porta do mesmo aberta para esquentar o ambiente, após desligá-lo.

6.

Reutilize as sobras e cascas de alimentos e todo o material orgânico da sua casa fazendo a compostagem.

8.

Roupas velhas podem virar panos de limpeza. Também é possível transformar sua camiseta velha em uma bolsa sustentável

2.

As sementes de frutas e vegetais não precisam ir para o lixo. Plante-as no quintal ou em pequenos vasos e faça uma horta caseira;

4. 5.

A borra de café pode ser ótima aliada para o crescimento sadio de suas plantas. Reutilize caixas de papelão e plástico bolha para acondicionar louças e itens frágeis quando for organizar uma mudança.

7.

Reutilize embalagens de manteiga e margarina para guardar sobras de comida em geral.

9.

Reutilize o recheio dos travesseiros e edredons velhos para fazer almofadas. Aproveite também para transformar as fronhas do travesseiro como trapos

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ONG’S EDIÇÃO 1 | 2014

ONG’S DA

SUSTENTABILIDADE GREENPEACE O Greenpeace é uma Ong que atua em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, sua sede está estabelecida na Holanda, no entanto, possui departamentos dispersos por todo o globo. Sua atuação está vinculada à preservação da natureza em âmbito global. Para a manutenção de suas ações utiliza de recursos financeiros que são provenientes de doações oriundas de cidadãos comuns, uma vez que essa não se submete a aceitar verbas oferecidas por governos ou empresas. O Greenpeace realiza ações ousadas em nome da natureza. SOS MATA ATLÂNTICA A Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização não-governamental. Entidade privada, sem vínculos partidários ou religiosos e sem fins lucrativos, foi criada em 1986 e tem como missão defender os remanescentes da Mata Atlântica, valorizar a identidade física e cultural das comunidades humanas que os habitam e conservar os riquíssimos patrimônios natural, histórico e cultural dessas regiões, buscando o seu desenvolvimento sustentado. A Fundação foi criada em 1986. Possui, atualmente, 200 mil filiados. O Grupo de Voluntários da Fundação existe desde 1997.

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AKATU Defende o ato de consumo consciente como um instrumento fundamental de transformação do mundo, já que qualquer consumidor pode contribuir para a sustentabilidade da vida no planeta por meio da aquisição de produtos e serviços que sejam socialmente justos, economicamente viáveis e ecologicamente limpos. Para que o consumo consciente seja possível, o Akatu mobiliza as pessoas por meio da sensibilização educadora, mostrando que o consumidor tem no ato da compra um instrumento de construção da sustentabilidade da vida no planeta. WWF É composta por organizações e escritórios em diversos países que têm como característica a presença tanto local quanto global e o diálogo com todos os envolvidos na questão ambiental: desde comunidades como tribos de pigmeus Baka nas florestas tropicais da África Central, até instituições internacionais como o Banco Mundial e a Comissão Européia. Com quase cinco milhões de associados distribuídos em cinco continentes, a Rede WWF é a maior organização do tipo no mundo, atuando ativamente em mais de cem países, nos quais desenvolve cerca de 2 mil projetos de conservação do meio ambiente.


COLUNA EDIÇÃO 1 | 2014

COLUNA DO ZÉ ONÉRIO

“O lixo é o maior causador da degradação da natureza e sua produção tem aumentado assustadoramente no planeta. Cada pessoa produz, em média, cerca de um quilo de lixo por dia, sendo inevitável o desenvolvimento de uma cultura de reciclagem, tendo em vista a escassez dos recursos naturais e a falta de espaço para condicionar tanto lixo.”

A sustentabilidade ambiental e a preservação do meio ambiente são assuntos dos mais pautados nos últimos anos, principalmente o desenvolvimento sustentável e a conscientização ecológica das sociedades. A reciclagem faz parte desta nova corrente de sustentabilidade e é importante para a conservação do meio ambiente. Basicamente, reciclar é trazer de volta ao ciclo produtivo o que se joga fora, é uma maneira de poupar energia e recursos naturais, evitando que esse lixo se degrade na natureza. O primeiro passo para incorporar a reciclagem na rotina diária é separar tudo o que seja fonte de riqueza e possa ser reaproveitado de alguma forma no futuro, de preferência separando o lixo orgânico do inorgânico. O lixo é o maior causador da degradação da natureza e sua produção tem aumentado assustadoramente no planeta. Cada pessoa produz, em média, cerca de um quilo de lixo por dia, sendo inevitável o desenvolvimento de uma cultura de reciclagem, tendo em vista a escassez dos recursos naturais e a falta de espaço para condicionar tanto lixo. Foi na década de 80 que a reciclagem passou a ser vista como uma medida concreta de evitar o desperdício, pois houve um aumento na produção de embalagens descartáveis e, consequentemente, na produção de lixo. A partir daí, empresas e ONGs passaram a divulgar a importância da coleta seletiva na sociedade e passaram a ser organizadas diversas campanhas de conscientização a favor da reciclagem. Um dos benefícios da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado dentro dos municípios, muitas pessoas tem buscado trabalho

neste setor, conquistando renda para toda a família. As administrações públicas têm incentivado a organização de novas cooperativas de catadores de papel e alumínio, tornando-as uma boa realidade para quem está desempregado. É comum encontrá-las nos centros urbanos, assim como a iniciativa de coleta seletiva. Um exemplo, é que durante minha gestão como prefeito de Indaiatuba, entre 2005 a 2008, foi implantado o projeto do Biodiesel urbano produzido a partir do óleo saturado de cozinha, evitando que ele fosse mandado para os lençóis freáticos e aterros sanitários. O fato é que hoje a consciência ecológica e a preservação ambiental são fundamentais para manter a qualidade de vida da população e garantir recursos naturais a gerações futuras. A reciclagem surge como uma opção para amenizar esses impactos, já que muitos materiais jogados no meio ambiente demoram anos e anos para se decompor. Não contribuir com a harmonia do meio ambiente é o maior erro que humanidade pode cometer contra si própria. É necessário que pequenos atos ecológicos comecem a ser praticados desde cedo, assim como a educação ambiental. A natureza agradece!



ECOMAG