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CENTRO UNIVERSITÁRIO FUNDAÇÃO DE ENSINO OCTÁVIO BASTOS CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

WILLAN RICARDO NOVAES

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SP 2018 CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS


WILLAN RICARDO NOVAES

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

Trabalho Final de Graduação apresentado ao curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Fundação de Ensino Octávio Bastos na cidade de São João da Boa Vista – SP como requisito nal da disciplina TFG e conclusão de curso.

Orientador: Prof. Fabrício Ribeiro dos Santos

SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SP 2018 CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS


Agradecimentos Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado como oportunidade de cursar Arquitetura e Urbanismo pois sem ele nada disso seria possível, agradeço também a Nossa Senhora Aparecida e Mãe Rainha que por muitas vezes não deixaram o meu medo ser maior que minha fé. Agradeço a minha mãe Ana Aparecida dos Santos Novaes e meu pai Luis Ricardo Novaes onde sempre me ajudaram e deram total apoio nos estudos para que esse momento de minha vida fosse possível. Também agradeço a Graziela Piccolo que esteve comigo por toda essa caminhada tanto na vida social quanto na vida acadêmica sendo minha companheira de sala, amiga e namorada sempre me ajudando e dando força nos momentos mais difíceis, também agradeço aos meus colegas de sala em especial Vanessa Cerri e Kaio Augusto que estiveram desde o começo enfrentando todos os momentos de estresse e alegrias. Ao meu professor orientador Fabrício Ribeiro dos Santos Godoi por todo auxilio e acolhimento onde se dispôs em ajudar e passar todo o seu conhecimento no qual foram essenciais para desenvolvimento desse projeto.

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Resumo A relação entre homem e o animal doméstico vem sendo cada vez mais próxima, e com isso a falta de conscientização entre os mesmos acabam tendo como consequência dessa relação o abandono. É por esse entre outros motivos que os grandes centros urbanos estão lotados desses animais abandonados nas ruas, vivendo de forma miserável e muitas vezes sofrendo os maus tratos da população que pouco se importa com esses animais que tanto necessitam de carinho e atenção. Com isso, o presente trabalho aborda a todo esse contexto entre as relações, abandono, necessidades e qualidade de vida, para que de forma digna esses animais possam ter um local com todos os cuidados necessários e atendimento. Portanto, o trabalho tem como base um projeto de um Centro de Tratamento e Acolhimento dos Animais Abandonados, onde através de sua arquitetura dispor de todas as instalações necessárias para o atendimento e acolhimento desses animais, local este que também será acessível à população tanto para meios de visitação e conscientização, mas também para os que necessitarem de atendimento e serviços veterinários.

Palavras-chave: Animais, Abandono, Centro.

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Abstract The relationship between man and the domestic animal is becoming closer, and with it the lack of awareness between them end up having as a purpose of this relationship the abandonment. It is for this reason among other reasons that the great urban centers are full of these abandoned animals on the streets, living miserably and often suffering the ill-treatment of the population that cares little for these animals that need so much care and attention. With this, the present work approaches to all this context between the relations, abandonment, needs and quality of life, so that in a digniď€ ed way these animals can have a place with all the necessary care and care. Therefore, the work is based on a project of a Center for Treatment and Reception of Abandoned Animals, where through its architecture have all the necessary facilities for the care and reception of these animals, which will also be accessible to the population both for means of visitation and awareness, but also for those who need care and veterinary services.

Keywords: Animals, Abandonment, Center.

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Lista de Figuras Figura 1 - Desenho animais domésticos.................................................13

Figura 21 - Mapa uso e ocupação do solo................................................56

Figura 2 - Animais domésticos.................................................................17

Figura 22 - Mapa gabarito de altura...........................................................57

Figura 3 - Estimativa de animais domésticos no Brasil..........................18

Figura 23 - Mapa uxo viário.........................................................................58

Figura 4 - Porcentagem de animais abandonados São Paulo..........18

Figura 24 - Topograa do terreno.................................................................59

Figura 5 - Animal Abandonado...............................................................19

Figura 25 - Estudo bioclimático.....................................................................60

Figura 6 - Quantidade de cães e gatos abandonados......................20

Figura 26 - Zona bioclimática.......................................................................61

Figura 7 - Principais motivos que levam ao abandono.......................21

Figura 27 - Tabelas de diretrizes construtivas bioclimáticas......................63

Figura 8 - Quantidade de animais gerados por um casal em 10

Figura 28 - Plano diretor.................................................................................64

anos............................................................................................................24

Figura 29 - Animal Refuge Centre................................................................66

Figura 9 - Visão animal.............................................................................31

Figura 30 - Arquitetos de Arons en Gelauff.................................................66

Figura 10 - Audição animal......................................................................32

Figura 31 - Fachada Animal Refuge Centre...............................................67

Figura 11- Olfato animal...........................................................................32

Figura 32 - Localização Animal Refuge Centre..........................................67

Figura 12 - Modelo de canil.....................................................................37

Figura 33 - Relação do entorno Animal Refuge Centre............................68

Figura 13 - Localização de São Sebastião da Grama -SP...................40

Figura 34 - Implantação Animal Refuge Centre........................................68

Figura 14 - Centro de Zoonoses de São Sebastião da Grama -SP.....42

Figura 35 - Vistas Animal Refuge Centre.....................................................69

Figura 15 - Animais nas ruas de São Sebastião da Grama -SP............43

Figura 36 - Estudos da forma.........................................................................70

Figura 16 - Animais do abrigo..................................................................46

Figura 37 - Estudos de circulação................................................................71

Figura 17 - Cães e gatos do abrigo........................................................50

Figura 38 - Dados sobre a ventilação local................................................72

Figura 18 - Localização do terreno.........................................................53

Figura 39 - Aberturas zenitais........................................................................73

Figura 19 - Fotos do terreno.....................................................................54

Figura 40 - Modelo de abertura zenital.......................................................73

Figura 20 - Mapa da cidade...................................................................55

Figura 41 - Fluxo do ar....................................................................................73

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Figura 42 - Aberturas para ventilação....................................................73

Figura 66 - Detalhes construtivos internos do South Los Angeles animal

Figura 43 - Plantas do programa de necessidades..............................74

care center & Community center...............................................................92

Figura 44 - Fotos do Animal Refuge Centre...........................................75

Figura 67 - Tierheim Berlim.............................................................................94

Figura 45 - Organograma de proximidades..........................................75

Figura 68 - Lago do Tierheim Berlim..............................................................94

Figura 46 - Estudos de insolação e iluminação.....................................76

Figura 69 - Pátio interno do Tierheim Berlim.................................................95

Figura 47 - Lago ao lado do Animal Refuge Centre............................77

Figura 70 - Localização do Tierheim Berlim.................................................95

Figura 48 - Cores utilizadas no Animal Refuge Centre.........................78

Figura 71 - Entorno do Tierheim Berlim.........................................................96

Figura 49 - South Los Angeles animal care center & Community

Figura 72 - Vista superior do Tierheim Berlim................................................96

center.........................................................................................................80

Figura 73 - Detalhes internos do Tierheim Berlim.........................................97

Figura 50 - Arquiteta Rania Alomar.........................................................80

Figura 74 - Estudos da forma.........................................................................98

Figura 51 - Área externa do edifício.......................................................81

Figura 75 - Estudos de circulação................................................................99

Figura 52 - Localização do edifício.........................................................81

Figura 76 - Área interna do Tierheim Berlim.................................................99

Figura 53 - Entorno do edifício.................................................................82

Figura 77 - Dados sobre a ventilação local..............................................100

Figura 54 - Implantação do edifício.......................................................82

Figura 78 - Vista dos canis...........................................................................101

Figura 55 - Imagens do edifício...............................................................83

Figura 79 - Vista interna dos canis..............................................................101

Figura 56 - Estudos da forma....................................................................84

Figura 80 - Planta do programa de necessidades...................................102

Figura 57 - Estudos de circulação...........................................................85

Figura 81 - Cemitério do Tierheim Berlim...................................................103

Figura 58 - Dados sobre a ventilação local...........................................86

Figura 82 - Organograma de proximidades.............................................103

Figura 59 - Vista dos canis........................................................................87

Figura 83 - Estudos de insolação e iluminação........................................104

Figura 60 - Sistema de ventilação...........................................................87

Figura 84 - Interior do complexo do Tierheim Berlim................................105

Figura 61 - Plantas do programa de necessidades..............................88

Figura 85 - Detalhes do interior Tierheim Berlim........................................106

Figura 62 - Foto área externa..................................................................89

Figura 86 - Tabela do programa de necessidades.................................122

Figura 63 - Organograma de proximidades..........................................89

Figura 87 - Fluxograma de setorização.....................................................123

Figura 64 - Estudos de insolação e iluminação.....................................90

Figura 88 - Plano de massas........................................................................125

Figura 65 - Detalhe fachada South Los Angeles animal care center & Community center....................................................................................91

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Sumário INTRODUÇÃO AO TEMA....................................................................................................................................................11 JUSTIFICATIVA....................................................................................................................................................................12 METODOLOGIA..................................................................................................................................................................14 CAPÍTULO 1. ABORDAGENS SOBRE O TEMA ANIMAIS DOMÉSTICOS..............................................................................15 1.1. Relação do homem e animal doméstico............................................................................................................................................16 1.2. Animais domésticos...............................................................................................................................................................................18 1.3. Abandono de animais...........................................................................................................................................................................19 1.4. Métodos de prevenção ao abandono...............................................................................................................................................23 1.5. Castração..............................................................................................................................................................................................24 1.6. Conscientização da população..........................................................................................................................................................25 1.7. Políticas públicas....................................................................................................................................................................................25 1.8. Registro (microchip)..............................................................................................................................................................................26 1.9. Controle de comércio de animais........................................................................................................................................................27 1.10. Centro de zoonozes.............................................................................................................................................................................27 1.11. Ong’s e abrigos....................................................................................................................................................................................28 1.12. Direito animal.......................................................................................................................................................................................29 1.13. Comportamento animal.....................................................................................................................................................................31

CAPÍTULO 2. DIRETRIZES DE PROJETO PARA ABRIGO DE CÃES E GATOS.....................................................................33 2.1. Concepções para projeto de um abrigo............................................................................................................................................34

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CAPÍTULO 3. HISTÓRICO DO LOCAL, CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DA GRAMA - SP........................................................39 3.1. Localização............................................................................................................................................................................................40 3.2. Abandono de animais domésticos na cidade...................................................................................................................................41 3.3. Abrigo da cidade..................................................................................................................................................................................44

CAPÍTULO 4. ESTUDO URBANO..........................................................................................................................................51 4.1. Área da implantação............................................................................................................................................................................52 4.2. Terreno....................................................................................................................................................................................................52 4.3. Localização do terreno.........................................................................................................................................................................53 4.4. Mapa da cidade com localização do terreno...................................................................................................................................55 4.5. Mapa de uso e ocupação do solo.......................................................................................................................................................56 4.6. Mapa gabarito de altura......................................................................................................................................................................57 4.7. Mapa uxo viário....................................................................................................................................................................................58 4.8. Mapa topograa do terreno................................................................................................................................................................59 4.9. Estudo bioclimático...............................................................................................................................................................................60 4.10. Zona bioclimática................................................................................................................................................................................61 4.11. Plano diretor de São Sebastião da Grama........................................................................................................................................64

CAPÍTULO 5. ESTUDOS DE CASO........................................................................................................................................65 5.1. Animal Refuge Centre...........................................................................................................................................................................66 5.2. South Los Angeles animal care center & Community center.............................................................................................................80 5.3. Tierheim Berlim........................................................................................................................................................................................94

CAPÍTULO 6. PREMISSAS DE PROJETO..............................................................................................................................108 6.1. ANVISA - RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004............................................................................................................................109 6.2. Código Sanitário Decreto nº 12.342, de 27 de setembro de 1978....................................................................................................113 6.3. CFMV - Resolução nº 1015, de 9 de novembro de 2012....................................................................................................................115 6.4. Parâmetros de projeto.........................................................................................................................................................................119 6.5. Programa de necessidades................................................................................................................................................................120 6.6. Tabela do programa de necessidades.............................................................................................................................................121 6.7. Fluxograma de Setorização................................................................................................................................................................123 6.8. Plano de massas...................................................................................................................................................................................124

REFERÊNCIAS...................................................................................................................................................................126 Referências estudos de caso.....................................................................................................................................................................128

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Introdução ao tema Este trabalho nal de graduação (TFG), no curso de Arquitetura e Urbanismo tem por nalidade mostrar o quanto é importante e abrangente o assunto relacionado ao abandono de animais nas ruas. Junto a essa problemática, esse TFG tem por objetivo buscar alternativas e soluções para melhoria da qualidade de vida dos animais, projetando um equipamento que atenda às necessidades dos animais de forma digna e com qualidade. Os animais de estimação estão cada vez mais próximos das famílias e do lar, fazendo parte dos gastos nanceiros e também como um membro da família, mas em contraponto temos outra realidade em questão ao abandono de animais nas ruas e de grandes centros que já vem de longa data, e esse problema só não é maior devido aos cuidadores independentes que brigam e lutam pela vida e direitos desses animais. O tema escolhido tem como objetivo a elaboração de um centro de tratamento e acolhimento dos animais abandonados na cidade de São Sebastião da Grama – SP, onde a realidade hoje é lamentável por conta da falta de interesse do poder público e da falta de conscientização da sociedade. Diante disso o trabalho também busca entender o panorama atual da gestão pública e da sociedade, pelo qual os animais são abandonados.

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Justicativa Atualmente a cidade de São Sebastião da Grama - SP traz uma realidade difícil, no qual a questão é o grande número de casos de abandonos de animais nas ruas e no perímetro urbano da cidade. Existe na cidade um abrigo no qual tem suas limitações, mas que procura atender de forma digna e acolhedora em suas instalações esses animais, que chegam sem aviso prévio. Cada um destes animais tem uma necessidade especial de cuidado e atenção, mas sem uma estrutura adequada, alguns não conseguem sobreviver, e com o passar do tempo a quantidade de animais foi aumentando demasiadamente, a ponto de o local não suportar a quantidade e não estar mais apropriado para o abrigo desses animas, acarretando casos de doenças, falta de espaço, falta de ajuda dos órgãos públicos etc, chegando ao ponto do abrigo não querer mais assumir toda essa responsabilidade e reivindicar na prefeitura um local para esses animais. A cidade conta com um pequeno e precário centro de zoonoses, que dicilmente abriga e suporta todos esses animais que a cada dia vem aumentando pelas ruas e arredores da cidade. O dever do centro de zoonoses do município é cuidar e tratar dos animais doentes, mas o órgão não recolhe os animais das ruas, não promove castrações, gerando grande acúmulo de animais abandonados. E isso se torna um problema não apenas para saúde, mas também para o meio ambiente. Portanto, o tema surgiu pela necessidade em resolver os problemas locais e de modo que possa ser elaborado uma nova proposta de projeto arquitetônico que viabiliza amparar essa realidade. Com a proposta de criar um local que possa ser digno a esses animais, na elaboração de um projeto harmônico, aberto e com vegetação, dando ideia de um lar e mudando essa visão de um local abandonado e de desinteresse da população.

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A experiência de viver no local de estudo facilita entender as demandas da cidade e de como é importante o assunto, buscando entender e diagnosticar quais são as necessidades presentes. Outro ponto determinante é o fator nanceiro ligado a essa problemática, com a criação de um local público/privado voltado aos animais domésticos, de forma que possa ser rentável para contribuição da manutenção do local, no qual oferecerá atividades clínicas e de recuperação, visitas abertas ao público, prestação de serviços para a comunidade em geral e trabalhos para conscientização sobre o abandono e adoção de animais.

Figura 1: Desenho animais domésticos. Fonte: Crematório amigos de patas.

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Metodologia Para desenvolvimento desse trabalho servirão como base as referências projetuais analisadas através dos estudos de casos, que também servem como referencial teórico, prático e de levantamentos para a elaboração da proposta de projeto. Buscar artigos, bibliograas e teses que possam colaborar no entendimento das relações do homem e o animal doméstico, os maus tratos e abandonos, o estudo do comportamento animal, a legislação vigente, os direitos dos animais, e como está a situação dos animais no Brasil em relação a quantidade de humanos. Pesquisas em bibliograas digitais, bem como auxilio da internet para estudos e levantamentos de dados informativos. Em apoio a esse embasamento, foram realizadas visitas ao abrigo existente da cidade buscando informações, entendimentos especícos, levantamentos fotográcos e demais dados para entender as principais necessidades e fatores determinantes para o assunto dentro e fora das imediações. As pesquisas bibliográcas foram escolhidas por conta do tema e servem como base geral para o desenvolvimento do trabalho.

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CapĂ­tulo

Abordagens sobre o tema animal domĂŠstico


1.1 Relação do homem e o animal doméstico A relação do homem e animal doméstico já vem de longa data conforme citado por Darwin (1876 apud FUCHS 1987), que escreveu: “o relacionamento entre Homo sapiens e alguma espécie animal é tão antigo quanto a história da evolução humana”. Além de antigo, o relacionamento humano com animais domésticos denota uma certa necessidade em nossas suas vidas. Até recentemente, a maioria dos especialistas acreditava que os seres humanos e os cães já viviam juntos desde a préhistória, mas uma pesquisa mais recente do DNA dos cães provou que seres humanos e cachorros podem estar convivendo há mais de cem mil anos. Os cães não matam seres humanos porque em cem mil anos de evolução eles desenvolveram sua capacidade de inibir a agressividade contra os seres humanos, e estes desenvolveram sua capacidade de cuidar da agressividade do cão (GRANDIN; JOHNSON, 2006 apud HEISEN, 2009). Segundo CARDOSO (2013), há diversas teorias que justicam a domesticação dos cães, e o animal que contribui para essa domesticação foram os lobos. Esse processo de domesticação surgiu através da procura de restos de comidas deixados pelos caçadores trazendo assim essa aproximação entres eles. Já outras teorias apontam que a domesticação surgiu através da adoção de crias de lobos órfãos os quais seus pais morreram devido ao ataque da população humana, sendo assim criando essa aproximação devido a sua necessidade de alimentação. Já GUILLOUX (2011), cita que esse processo de domesticação se deu através da seleção pelos humanos dos animais mais dóceis para serem seus companheiros, fazendo com que o mesmo aceitasse a presença do homem para o auxiliar na caça e pastoreio.

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Segundo MAGNABOSCO (2006), a domesticação dos cães foi um processo simultâneo em várias partes do mundo, e o surgimento das primeiras raças ocorreu há cerca de 200 anos. E seu aumento da população se alavancou já na Era Moderna que a partir de então vem causando descontrole e casos de doenças. Os gatos domésticos surgiram em um processo de domesticação há cerca de 10 mil anos, a partir da África, e se expandiram para as terras do Egito, onde se tornaram além de um animal doméstico, uma gura mitológica (CARDOSO, 2013). Segundo MAGNABOSCO (2006), para o povo do Egito onde o gato era considerado um animal que trazia espíritos dos deuses para os humanos, tinha como função proteger dos ratos os silos que armazenavam cereais. A deusa Bastet, divindade da fertilidade e felicidade, era representada por uma mulher com a cabeça de um gato. Após a invasão romana no Egito esses animais foram levados para a Europa sendo um símbolo de vitória e com leis que os protegiam (MAGNABOSCO, 2006). E depois de domesticados, os gatos se espalharam por todo continente, a pé, a barcos e por comboios e transportes que os humanos usavam para viagens (CARDOSO, 2013). As teorias nos mostram como foram surgindo essa domesticação através de diversas pesquisas e conclusões, e a forma de como esses animais chegaram até nos dias de hoje em nossos lares para nos trazerem alegria e amor (gura 02).

Figura 2: Animais domésticos. Fonte: Revista, Istoé.

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1.2 Animais domésticos O Brasil tem a segunda maior população de cães e gatos do planeta, com 101,1 milhões, perdendo apenas para os Estados Unidos, com 146 milhões de animais. Apesar da popularidade mundial do gato, o Brasil é um dos poucos onde este animal é o companheiro preferido (ABINPET, 2012). O cão está em primeiro lugar como o animal de estimação preferido dos brasileiros, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET, 2012) são cerca de 35,7 milhões (gura 3). Em uma escala menor, como na cidade de São Paulo, não há dados ociais que demonstram a quantidade de animais existentes nas ruas devido aos frequentes casos de abandono. O presidente da Arca Brasil, Marco Campi, estima que estes representam cerca de 10% dos animais que vivem em residências (Folha de S. Paulo, 2013). Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina

Posição 1º 2º 3º 4º 5º

Animal Cães Peixes Gatos Aves Outros

Número em milhões 35,7 25 19,8 18,5 2,1

Figura 3: Estimativa de animais domésticos no Brasil. Fonte: ANDA, 2014. Adaptado pelo autor.

Cães e Gatos Abandonados na cidade de São Paulo Gatos 18%

Veterinária e Zootecnia da USP em conjunto à Prefeitura de São Paulo estimou que há 2,5 milhões de cães e 562 mil gatos domésticos na capital (Folha de S. Paulo, 2013). Portanto estimase que na cidade de São Paulo tenha cerca de 306,2 mil animais abandonados (gura 4).

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Cães 82%

Figura 4: Porcentagem de animais abandonados São Paulo. Fonte: autoria própria.


1.3 Abandono de animais A situação de animais abandonados nas ruas está cada vez mais delicada, e isso representa uma questão de saúde pública. É visível que ao se passar diante das ruas de qualquer cidade podemos nos deparar com esses animais, com aparência sofrida e que tem por instinto a sobrevivência, revirando lixo para se alimentar com os restos de comidas. Animais estes que por consequência do seu modo de vida podem causar grandes problemas urbanos como transmissão de doenças, acidentes e sem contar que estão sempre sujeitos a maus tratos da sociedade (gura 5).

Figura 5 : Animal Abandonado. Fonte: Gazeta Caldas, RAPOSO, Beatriz.

Segundo levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2014) estima-se que há no Brasil cerca de 30 milhões de animais abandonados, entre eles 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães (gura 6).

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Nos grandes centros urbanos como São Paulo, é considerado que para cada cinco habitantes há um animal. Cerca de 10% estão abandonados nas pequenas cidades e em muitos casos o número chega a ¼ da população humana.

20 milhões “Somos sempre nós que abandonamos os cães, na natural ingratidão com que sacricamos as melhores afeições aos interesses e conveniências. Não tenho notícia de cachorro que se houvesse, de vontade própria, separado do dono,

10 milhões

abandonando o amigo por mais negra que fosse a miséria que com ele partilhasse. O homem é diferente. É a criatura que mais depressa e com a maior facilidade esquece as amizades. A natureza humana é muito ordinária. E ainda há gente que emprega a palavra “cão” como insulto, como injúria!” Vivaldo Coaracy (1882-1967: engenheiro, jornalista e escritor brasileiro).

Figura 6: Quantidade de cães e gatos abandonados. Fonte: OMS, 2014. Elaborado por: JUSTUS, 2014

Diante dessas informações pela qual é alarmante a grande quantidade de animais abandonados nas ruas, nos leva a entender quais são os motivos que levam ao abandono desses animais, onde muita das vezes a falta de planejamento das pessoas para a adquirir um animal faz com que essa consequência resulte ao abandono e maus tratos.

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Abaixo está uma pesquisa realizada em abrigos dos EUA, pela revista "Journal of Applied Animal Welfare Science", em 2007, onde mostra quais os principais motivos alegados pela população que levam a cometer esse ato cruel e criminoso, de abandonar seu animal (ANDA, 2014).

Cães

Gatos

20,2% - Destrutivo dentro de casa

37,7% - Suja a casa

18,5% - Suja a casa

16,9% - Agressivo com as pessoas

12,6% - Destrutivo fora de casa

14,6% - Destrutivo dentro de casa

12,1% - Agressivo com as pessoas

11,4% - Destrutivo fora de casa

11,6% - Tem vicio de fugir de casa

9,0% - Morde

11,4% - Ativo demais

8,0% - Não se adapta com animais

10,9 % - Requer muita atenção

6,9% - Requer muita atenção

10,7% - Late ou uiva muito

6,9% - Não amistoso

9,7% - Morde

4,6% - Ativo demais

9,0% - Desobediente

4,6% - Eutanásia por desobediência

Figura 7: Principais motivos que levam ao abandono. Fonte: ANDA, 2014. Adaptado pelo autor.

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Ao se adquirir um animal de estimação a pessoa deve ter mente que esse animal tem suas necessidades, também ter consciência e responsabilidade com o mesmo, anal tanto cães como gatos ambos necessitam de cuidado médico, alimentação, carinho, atenção entre outros cuidados que qualquer animal de estimação necessita. Em nosso país a falta de leis competentes e efetivas e a falta de políticas públicas relacionadas a defesa e direito animal, principalmente em relação aos maus tratos, mesmo que qualquer violência ao animal seja crime faz com que a defesa destes animais seja falha, fazendo com que esse agravamento de abandono seja ainda maior, dicultando o controle de animais abandonados nas cidades. Por esses e outros motivos os animais acabam sendo abandonados sem apreço nenhum pelo seu dono.

Em uma importante publicação feita pela Médica Veterinária Silvia Schultz (2009), ela cita que: Estima-se que, de 10 animais abandonados, 8 já tiveram um lar. São animais que, por um motivo ou outro, foram rejeitados, não superaram as expectativas de seus “donos” e por isso, foram descartados. Cresceram demais, adoeceram, não foram educados o suciente, geraram gastos e aborrecimentos. Creio que os motivos sejam muitos, mas o principal deles: a grande falta de conhecimento das pessoas acerca do querepresenta de fato ter um animal em casa. Quando adquirimos um animal de estimação, seja ele da espécie que for, estabelecemos com ele um vínculo poderoso, e devemos estar preparados para uma relação duradoura de talvez, 15 a 20 anos. Durante este tempo, devemos arcar com uma série de responsabilidades para com o nosso animal que inclui, por exemplo, educá-lo e protegê-lo apesar de tudo. Devemos ter em mente que cães crescem, e podem se transformar de lhotinhos fofos e inofensivos à enormes, enlouquecidos e potenciais destruidores de plantas, casas e jardins. Devemos pensar também que nosso cão ou gato nem sempre terá o temperamento que desejamos. Muitas vezes eles são antissociais e ariscos, brigam, mordem e arranham, nos tiram a paciência com seus latidos insistentes,

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fazem “xixi” fora do lugar o tempo todo, aparentemente tentando nos enlouquecer. Em função disso, muita pessoas não conseguem entender a real responsabilidade de ter um animal. Tratam seus animais como objetos, se desfazendo deles diante do primeiro obstáculo. Ouvi de um professor há alguns dias atrás que “animais são tudo na vida de alguém até que comecem a causar problemas. ” Sim, é a verdade. O animal é tudo na vida de muitos donos, até que adoeça; até que comece a latir demais; até que morda alguém. A partir daí, passa a ser um problema, e como todo problema, tende a ser dispensado. SCHULTZ, (2009).

Outro ponto notável que leva ao abandono é a reprodução indiscriminada que muitas vezes é ocasionada pelos próprios donos, que optam por essa prática sem muitas vezes saber o destino desses animais, pois se os mesmos tivessem conhecimento e vontade de castrar seus animais, facilmente esses números que foram apresentados teriam uma diminuição considerável. Esse descontrole tende a se agravar de forma cada vez mais acelerada se não houver bom senso e sensibilidade do ser humano e punho rme dos gestores públicos diante desse problema. Uma iniciativa entre as comunidades é essencial principalmente pela conscientização de uma guarda responsável e controle da reprodução desses animais.

1.4 Métodos de prevenção ao abandono Há diversas maneiras e soluções para combater o abandono, basta serem colocadas em prática, de forma ética e prossional, com os animais, tendo como objetivo combater ou amenizar esse grande problema que vem se crescendo constantemente. Podemos citar alguns dos pontos importantes para conscientização e controle para a diminuição desses animais abandonados. Estão citados nas páginas a seguir meios que podem contribuir de forma relevante a esse controle, pois controlar essa população indesejada é fundamental para a saúde humana, animal e ambiental.

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1.5 Castração A castração animal é umas das melhores maneiras de combater o aumento indesejado de animais e muito ecaz. Procedimento este muito recomendado pelos médicos veterinários. A castração traz benefícios ao animal e tranquilidade ao seu dono, sem contar que é um grande aliado para controlar a população de animais abandonados. Tal cirurgia traz benefícios a esse animal como mudanças comportamentais, e diminuição no risco de algumas doenças, entre outros benefícios ao seu bem-estar. Para Cessarini (2016), a castração é uma das melhores formas de resolver o problema de abandono animal pois através da cirurgia consegue-se impedir a procriação desenfreada. A gura 8 nos mostra a quantidade de animais que podem ser gerados por um casal no tempo médio de 10 anos: Com base nessas informações podemos observar a quantidade de animais que podem ser despejados em nossas ruas se não houver combate e controle sobre estes, e o quanto é importante a castração de animais tanto domésticos quanto aos abandonados, e o grande problema que pode ser gerado pela falta desse efetivo controle. Figura 8: Quantidade de animais gerados por um casal em 10 anos. Fonte: American Humane Association. S D.

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1.6 Conscientização da População A conscientização da população perante a guarda responsável seria outro grande passo como uma das soluções para a amenização desse problema. Criar uma medida efetiva a favor do controle de animais com intuito de minimizar essa questão diante da educação das classes sociais, onde as classes mais baixas são as menos informadas sobre a consciência do abandono fazendo com que o mesmo tenha, responsabilidade de cuidar do seu animal com segurança e dignidade. Conscientizar sobre castrações, campanhas de vacinação entre outros temas relacionados seria de grande importância, para tentar amenizar essa situação.

1.7 Políticas Públicas Outro fator fundamental para controle dos casos de abandono é uma boa política pública, mas que diante de nossa situação atual há um descaso pela luta e combate a essa problemática. Atualmente, muitas vezes são pessoas da sociedade civil tomando frente pela causa animal exercendo funções que não competem a elas e sim aos órgãos públicos. Se houvesse mais interesse por parte dos órgãos municipais esse problema seria certamente mais controlado diante a população animal. As políticas públicas envolvem vários processos, desde a elaboração até a implementação de atividades que buscam resultados, dessa forma o poder político envolve uma distribuição dentro do seu poder que buscam minimizar conitos diante dos seus processos de decisão a favor do meio social.

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Segundo BONETTI (2007, p.74): Entende-se por políticas públicas o resultado da dinâmica do jogo de forças que se estabelece no âmbito das relações de poder, relações essas constituídas pelos grupos econômicos e políticos, classes sociais e demais organizações da sociedade civil. Tais relações determinam um conjunto de ações atribuídas à instituição estatal, que provocam o direcionamento (e/ou o redirecionamento) dos rumos de ações de intervenção administrativa do Estado na realidade social e/ou de investimentos. Cabe ao poder público exclusivamente tratar o problema de abandono de animais como questão de saúde pública, pois é o órgão que determina as atividades a serem exercidas ao combate desse problema de forma ética. Signica que compete ao órgão público cuidar e melhorar as condições de vida da população reduzindo riscos de doenças que podem ser transmitidas por zoonoses, e também na saúde emocional para aqueles que não suportam ver o sofrimento desses animais nas ruas.

1.8 Registro (microchip) Uma nova forma de controle de cães e gatos existente, mas ainda pouco conhecida é a utilização do microchip, onde esse método é ecaz e seguro. Esse microchip é implantado sobre a pele do animal e contém um código com informações especícas sobre o animal e seu dono. Em alguns lugares o uso deste método já se torna obrigatório. Na cidade de Sorocaba – SP já foi criado um projeto de lei para a utilização desse procedimento para todos os tipos de animais mamíferos e répteis com intenção de coibir os grandes casos de abandono animal na cidade. Procedimento esse em parceria com a prefeitura para ajudar no custeio de sua implantação (VALQUEIRE, VET CENTER).

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1.9 Controle do comércio de animais O controle de venda de animais é um fator que por má scalização também pode gerar ainda mais casos de abandono animal. Um exemplo a ser citado é o caso do modismo de raças de animais, quando muitas vezes a pessoa compra o animal por impulso ou falta de consciência, devido a raça desse animal ser considerado “do momento” ou ainda por “status”, sem perceber as consequências que o mesmo pode trazer. Tal atitude pode conduzir ao abandono de algum outro animal existente no lar. O controle e combate a criadouros irregulares favorece a diminuição de casos de abandono, contribuindo de forma signicativa. O ideal não é comprar um animal e sim adotá-lo, mas de forma responsável.

1.10 Centro de zoonozes Quando o assunto é sobre animais abandonados logo nos referimos aos centros de zoonoses, pois este é o mais conhecido ambiente referente ao assunto, até mesmo pelas famosas “carrocinhas”. Atualmente grande parcela atua somente na apreensão e guarda de cães e gatos abandonados (TOYOTA, Fábio). O Centro de Zoonoses é um órgão responsável pelo desenvolvimento de ações que tem como objetivo o controle de doenças transmitidas por animais (zoonoses). Além dos animais domésticos, atuam no controle de morcegos, ratos, mosquitos, baratas entre outros que são transmissores de doenças. As atividades destinadas aos Centros de Zoonoses não têm por nalidade abrigar e promover doações para estes animais recolhidos na cidade. A alta demanda e a falta de um local destinado a essas atividades, e a falta de espaços especícos a esse público faz com que sejam tomadas medidas como a eutanásia, depois de um certo tempo de apreensão, pois as cidades não contam com um local com as condições necessárias para esses animais.

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1.11 Ong’s e Abrigos As Ong’s são organizações não governamentais, que consistem em trabalho voluntário sem ns lucrativos, através de iniciativas privadas e por incentivos do governo. Diante do caso de abandono de animais é comum encontrarmos movimentos relacionados a esta causa de proteção animal. A primeira associação protetora dos animais no Brasil é a UIPA (União Internacional Protetora dos Animais fundada ainda no século XX. Em 1983 quando um jornalista suíço Henri Ruegger indignado pelos maus tratos de um cavalo no centro da cidade de São Paulo e ao denunciar tomou ciência que o país não tinha entidade destinada a proteção animal. (UIPA, 2016). Após esse acontecimento, o jornalista fez uma publicação de um artigo sobre os maus tratos gerando manifestações e incentivo na luta contra os maus tratos aos animais (UIPA, 2016). Os Abrigos são locais destinados e construídos para alojar determinados animais onde muitas vezes é um local totalmente inapropriado perante suas instalações, mas que através da iniciativa dos cuidadores independentes se torna o único local de acolhimento a esses animais que na maioria das vezes chegam com diferentes necessidades. Os abrigos são responsáveis por grande parcela dos animais abandonados nas cidades, pois mesmo com diculdades nanceiras conseguem se manter através de doações e serviços comunitários da população. No Brasil existem muitos Abrigos e Ong’s para os animais abandonados, mas não foram identicados locais com projetos adequados de arquitetura com um planejamento e espaço ideal destinado a esses animais, onde grande parte são adaptados dentro do local existente, contudo, existe um manual elaborado pela Funasa onde constam as diretrizes para projetos físicos a centros de zoonoses com especicações e dimensões mínimas para um local agradável e que possa proporcionar o bem-estar animal.

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1.12 Direito Animal Abandonar animais é crime federal (Lei 9.605/98) essa é principal lei que protege os animais, mais conhecida como Lei dos Crimes Ambientais. Art.32 – Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Pena: detenção, de três meses a um ano, e multa. §1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para ns didáticos ou cientícos, quando existirem recursos alternativos. §2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Cabe ao poder público diante a Constituição Federal de 1.988 diz em seu artigo 225, Parágrafo 1°. VI – promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e conscientização pública para a preservação do meio ambiente; VII – proteger a fauna e a ora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies e submetam os animais a crueldade.

Além da lei dos crimes ambientais, existe o decreto-lei nº 24.645, de 10 de julho de 1934, que deniu maus-tratos contra animais. Entretanto, já foi revogado pelo Decreto nº 11, de 18 de janeiro de 1991 e este revogado pelo Decreto nº 761, de 19 de fevereiro de 1993. Todavia, o dispositivo ainda serve de base, pois é o único que disserta sobre os maus-tratos (SOUZA, 2014).

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O chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, usando das atribuições que lhe confere o artigo 1º do Decreto nº 19.398, de 11 de novembro de 1930, Decreta: Art. 1º Todos os animais existentes no País são tutelados do Estado. [...] Art. 3º Consideram-se maus-tratos: I - Praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal; II - Manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz; [...] IV - Golpear, ferir ou mutilar voluntariamente qualquer órgão ou tecido de economia, exceto a castração, só para animais domésticos, ou operações outras praticadas em benecio exclusivo do animal e as exigidas para defesa do homem, ou no interesse da ciência; V - Abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência [...] XXII - Ter animal encerrado juntamente com outros que os aterrorizem ou molestem; XXIII - Ter animais destinados à venda em locais que não reúnam as condições de higiene e comodidade relativas;

Vê-se que escassos são os dispositivos federais que tratam da tutela jurídica dos animais, em especial dos animais domésticos, seres esses que vem ganhando tanto espaço nas famílias brasileiras e também na mídia. (SOUZA, 2014).

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1.13 Comportamento animal Todo animal necessita de um espaço físico seja ele para se alimentar, se deitar, levantar, car em pé, se espreguiçar e coçar. O espaço ideal é aquele que o mesmo consegue fazer seus movimentos básicos, a modo que atenda a sua necessidade. Os animais domésticos possuem necessidades quantitativas e qualitativas. A necessidade quantitativa é referente a ocupação do espaço, distância e território. A qualitativa se refere as necessidades do espaço bem como para alimentação e cuidados corporais. (BROOM, D. M. p. 112, 2010). Algumas características do cão e do gato são diferentes em relação ao ser humano, o que faz com que se torne necessário entender alguns aspectos relacionados ao seu comportamento. Após entender um breve histórico de suas origens e dados sobre as causas de abandono, é importante também entender suas percepções e a maneira de como se comportam dentro de determinado ambiente, com intuito de criar um espaço adequado que atenda às suas necessidades. Tanto os cães como os gatos possuem alguns sentidos peculiares e nesse assunto serão abordados os principais sentidos desses animais. Visão: Alguns acreditam que os animais enxergam tudo em preto e branco, e isso é apenas um mito, pois eles são capazes de enxergar todas as cores como os humanos. Os humanos possuem três tipos de cones visuais que são estimulados por luzes diferentes (vermelho, verde e azul). Os cães possuem dois cones visuais que são estimulados por duas cores (azul e amarelo). Comparando ao

Figura 9: Visão animal. Fonte: VisãoVet.

humanos os cães têm a visão das cores de forma mais desbotada.

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Audição: A audição tanto do gato quanto do cão é

no caso dos gatos o uso do olfato para voltar a sua casa.

consideravelmente superior ao dos seres humanos.

Comparando com o ser humano no qual essa sensibilidade

Este é o principal meio de orientação da maioria dos

pode chegar em apenas 5 milhões.

animais, eles podem ouvir o som até quatro vezes mais distantes do que nós, enquanto nós homens escutamos até cerca de 20 KHz eles escutam sons de até 60KHz.

Figura 11: Olfato animal. Fonte: OsPaparazzi, 2012.

Além dos sentidos dos animais é muito importante entender o Figura 10: Audição animal. Fonte: Bruno Sant’Ana, Comunicação auditiva.

seu comportamento através da sua linguagem corporal, tentado entender o que ele precisa, pois é com isso que eles se

Olfato: Cães e Gatos se orientam fundamentalmente pelo cheiro, este sentido é tão desenvolvido que os cães chegam a auxiliar em diversas áreas essa sua habilidade como em resgates, detecção de drogas e rastreio, onde sua capacidade pode chegar a 75% de acerto. O cão possui cerca de 300 milhões de células auditivas, e o gato cerca de 200 milhões, com isso eles podem achar comida, se diferenciar de outro animal e

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expressam, um exemplo quando o cão está com medo ou assustado eles cam com sua face mais voltada para o chão e seu rabo encolhido entre as pernas. Já o gato usa a calda com principal meio de mostrar seu comportamento, quando este por ela fazendo movimentos leves signica que ele está tranquilo, quando a cauda está em ritmo acelerado signica que ele está desconfortáveis e quando está com o pelos arrepiados aparenta estar assustado.


CapĂ­tulo

2

Diretrizes de projeto para abrigo de cĂŁes e gatos


2.1 Concepções para projeto de um abrigo A WSPA BRASIL Sociedade Mundial de Proteção Animal desenvolveu um guia para concepção de projeto para abrigos de animais, onde evidencia que as necessidades dos animais cães e gatos vão além de alimentação, higiene e cuidados médicos, essas informações nos permitem desenvolver melhor a qualidade de vida dos animais.

Segundo a WSPA um abrigo tem 3 tarefas fundamentais: 1 - Ser um refúgio seguro para os animais que dele precisam: 2 - Funcionar como local de passagem, buscando a recolocação desses animais para lares denitivos; 3 - Ser um núcleo de referência em programas de cuidados, controle e bem-estar animal.

O documento declara que o espaço deve ser destinado e pensado seguindo as necessidades dos animais divididas em 5 categorias:

1 – Necessidade siológica e sensorial: alimentação adequada, prevenção de doenças, atividades, exercícios e estímulos sensoriais como visual, auditivo, olfativo e tátil; 2 – Físicas e ambientais: espaço adequado e suciente para todas atividades, como descanso, dormir, abrigar, esconder ou isolar, condições higiênicas, sol/sombra adequado, garantir boas condições de temperatura, insolação e ventilação e iluminação; 3 – Necessidades comportamentais: local destinado para que o animal possa se socializar podendo expressar seu comportamento natural, como marcar território e brincar, com possibilidade de escolha e preferência.

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4 – Sociais: atividades em companhia de pessoas e de animais com outros animais para integração dos mesmos respeitando a hierarquia. 5 – Psicológicas e cognitivas: medidas que previnam o tédio, o stress e a frustação, além do medo e ansiedade assegurando tratamento que evite o sofrimento mental. A partir desses dados podemos entender quais são as necessidades fundamentais para elaboração de um projeto arquitetônico que atenda a essas necessidades do animal, levando em consideração todos esses aspectos para se tornar o ambiente projetado mais agradável e funcional.

Para a Funasa (2007) a implantação de um centro de zoonoses na cidade deve-se levar em consideração alguns pontos determinantes na escolha do terreno como:

a) Abastecido de energia elétrica, água e instalações telefônicas, de forma a atender à demanda; b) Dispor de rede de esgoto apropriada, ou outra forma de destino tecnicamente viável, evitando-se a contaminação ambiental; c) Distante de mananciais e áreas com risco de inundação; d) Áreas que possuam lençol freático profundo; e) Considerar acréscimo mínimo de 100% à área de construção, para efeito de cálculo da área do terreno; f) A área do terreno deve ser suciente para garantir o acesso e manobra de caminhão de médio porte; g) De fácil acesso à comunidade para a qual a instituição prestará seus serviços, por vias públicas em condições permanentes de uso; h) Distante de áreas densamente povoadas, de forma a evitar incômodos à vizinhança; i) Distante de fontes de poluição sonora.

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Quanto a abrigos ou centros de animais abandonados não há normas e leis federais regulamentam esse tipo de projeto, portanto as diretrizes projetuais para o projeto tomaram como base as Diretrizes para Projetos Físicos de Unidades de Controle de Zoonoses e Fatores Biológicos de Risco, criado em Brasília - DF no de 2007 pela FUNASA onde nele constam todos os ambientes necessários para o projeto de centro de zoonoses.

De acordo com o programa, os ambientes são divididos em áreas ou blocos como técnico administrativo, controle animal, armazenagem, manipulação e serviços gerais.

Segundo Funasa (2007), segue as dimensões ideais para canis individuais e coletivos:

- Canil Coletivo: dimensionar cada módulo considerando área mínima de 0,50m² por cão, alojando no máximo, 30 cães em cada canil coletivo. A área de cada módulo não deverá ser inferior a 4,00m²; - Canil Individual: dimensionar cada módulo considerando área mínima de 1,20m² e altura mínima de 1,20m. Os módulos não devem ser superpostos e a observação deve ser feita pela parte frontal e pela parte superior; - Canil individual de observação: a área mínima por canil individual, é de 1,20 m²; - Canil individual para adoção: a área mínima por canil individual, é de 1,20 m²; - Gatil Coletivo: a área mínima para 5 gaiolas, é de 7m²;

A seguir estão as recomendações gerais para um canil segundo Funasa, (2007).

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- Fechar com alambrado a parte superior dos canis coletivos a 2,10m de altura; - Executar as divisórias entre os canis coletivos e a circulação interna da edicação, com perl de 3/8 sobre mureta de alvenaria de 1,00m de altura; - Prever portas com 2.10m de altura que abram para fora dos canis, facilitando o manejo de animais; - Prever boa ventilação e iluminação natural para todos os canis, considerando o odor e a umidade local; - Prever canaletas com grelhas para escoamento dos dejetos e sobras de ração, evitando-se o sistema fechado de esgoto; - Prever circulação interna para serviços e externa para público; - Prever bebedouros e comedouros em todos os canis;

Segundo o Etólogo Tausz, (2016) para que os canis tenham uma grande eciência e qualidade de vida para os animais é necessário que o mesmo tenha uma área coberta e uma área descoberta, que trata-se do solário, pois o sol é o melhor e mais importante contribuinte para saúde e prevenção de doenças.

Figura 12: Modelo de canil. Fonte: TAUSZ, 2016.

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Para Tausz, (2016) com embasamento em seus estudos o mesmo cita as medidas mínimas de cada animal por porte ou tamanho: Para cães de grande porte – (dogue alemão) – um quarto de 2 m x 2 m ou seja 4 m2. Um dogue alemão deitado ocupa uma área que mede 1,50 m x 1,50 m e terá uma folga de 50 cm para poder se mexer e se revirar na sua cama. Para cães de médio porte – (boxer) – um quarto de 1,5 m x 1,5 m ou seja 2,25 m2. Um boxer ocupa 1 m x 1 m e terá uma folga de 50 cm, mais 0,50 cm na largura para a passagem de um humano de um cômodo para o outro. Para cães de pequeno porte – (poodle toy) – quarto de 1 m x 1 m ou seja 1 m2. Um poodle toy ocupa 0,50 m x 0,50 m e terá 50 cm para poder se mexer e mais 0,50 cm na largura. No caso de ser um casal, pode-se colocar um beliche conforme planta baixa e corte, mas a área ocupada necessária seria a mesma.

Para o projeto de um canil, além de suas dimensões mínimas devemos também levar em consideração todas as condicionantes desse espaço, como ventilação e iluminação natural, para que o projeto seja ecaz e atenda a todas as necessidades do animal de forma digna e funcional para sua qualidade de vida.

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Capítulo

3

Histórico do local: Cidade de São Sebastião da Grama - SP


3.1 Localização A cidade de São Sebastião da Grama pertencente ao estado de São Paulo é um pequeno município do interior do estado, segundo IBGE, 2017 conta com uma população de aproximadamente 12 mil habitantes, a cidade faz divisa com a conhecida Poços de Caldas – MG. A cidade de São Sebastião da Grama cou bastante conhecida na região pelo potencial em seus grãos de café.

Figura 13: Localização de São Sebastião da Grama -SP. Fonte: IBGE, 2017.

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3.2 Abandono de animais domésticos na cidade A cidade de São Sebastião da Grama, já a bastante tempo vem sendo reconhecida pelos casos de abandonos de animais domésticos e a maioria desses animais são cães que cam vagando pelas ruas, pois devido à falta de iniciativa e interesse do poder público, essa população de animais vem aumentando frequentemente. A cidade hoje conta com um centro de Zoonoses que há anos está em inatividade e de portas fechadas, pois sua única utilidade é como abrigo de alguns cães recém abandonados que cam por hora no canil do centro até serem levados ao abrigo existente na cidade. As imagens abaixo nos mostram a triste realidade em que se encontra o centro de zoonoses da cidade, e como estes animais se encontram em local totalmente improvisado e inapropriado para sua estadia.

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Figura 14: Centro de Zoonoses de São Sebastião da Grama -SP. Fonte: acervo próprio 22/04/2018.

Em um pequeno levantamento feito diante as ruas da cidade, pode-se observar que há em média de 1 a 2 animais em cada rua da cidade, podendo ser eles animais abandonados ou animais que possuem dono, mas que por falta de consciência do mesmo eles estão soltos perambulando pelas ruas.

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Figura 15: Animais nas ruas de São Sebastião da Grama -SP. Fonte: acervo próprio 22/04/2018.

Os casos de abandono na cidade se tornaram mais frequentes após a iniciativa de uma pessoa da comunidade, que por amor aos animais optou em fazer de seu próprio patrimônio um abrigo para esses cães e gatos abandonados, e foi a partir deste momento, após a sua popularização a cidade passou a ser considerada um ponto de “despejo” dos mesmos, pois seus respectivos donos saberiam que por via das dúvidas na cidade haveria quem os pegassem para cuidar e se caso não acontecesse isso cariam dispostos a sofrer os maus tratos levando consequentemente a morte. Essa triste realidade também é frequente não somente na cidade de São Sebastião da Grama mas também em várias outras cidades que por falta de interesse público essa população errante vem aumentando a cada dia mais, pois se não fossem os cuidadores independentes passarem a cuidar desses animais, a situação de nossas cidades poderiam estar em calamidade devido ao grande aumento e frequente descontrole dessa população.

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3.3 Abrigo da cidade O abrigo da cidade é de propriedade da cuidadora independente Denilza Souza, pessoa bastante conhecida na cidade não só pelas causas animais, mas também por ser vereadora do município. Denilza Souza considera-se precursora das causas animais da cidade e região na luta pelos direitos e defesa animal, foi a partir dela que outros cuidadores independentes tomaram força e iniciativa pela causa animal. O abrigo já existe a cerca de 10 anos tendo sempre seus altos e baixos, mas que em nenhum momento ela deixou e pensou em abandonar esses animais. Hoje com uma quantidade muito grande de animais a qual Denilza se responsabiliza, a sua propriedade já não comporta a todos esses animais, portanto uma parcela está em outro local arrendado para abrigo. Hoje a única ajuda que ela tem para cuidados desses animais diante o poder público é a ração para alimentação. O abrigo vive em grande parte de doações e prestação de serviços comunitários feitos por um médico veterinário e auxílios de pessoas da comunidade.

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Figura 16: Animais do abrigo. Fonte: acervo prรณprio 05/04/2018.

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Em visita ao abrigo e residência da própria Denilza Souza foi realizado uma entrevista não estruturada, onde abordamos algumas perguntas pontuais para sabermos como é a realidade atual do abrigo e suas principais necessidades e características.

1 - Qual a quantidade de animais existentes no abrigo? São em torno de 400 animais entre cães e gatos, no abrigo estão cerca de 120 animais, no outro local destinado como abrigo contam cerca de 230 animais, e no centro de zoonoses da cidade cerca de 50 animais.

2 - Quantidade de cães? Qual a média de Fêmea e Macho? 70% são fêmeas, pois elas são as principais descartadas pela população, por esse motivo são gerados ainda mais casos de animais abandonados pelas ruas através da procriação, e cerca de 30% apenas são machos.

3 - Quantidade de gatos? Qual a média de Fêmea e Macho? Acontece o mesmo caso dos cães são cerca de 70% fêmeas e 30% machos.

4 - Em média quantos animais chegam até ao abrigo? Pode variar muito, pois é muito relativo, mas em geral na média podem chegar de 5 até dez animais.

5 - Quais os principais motivos do abandono de animais? - Falta conscientização; - Falta de condição nanceira;

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- Uma certa faixa da população carente que não tem zelo e consciência pela vida do animal; - Falta de política pública; (grande parte são cuidadores independentes que assumem a responsabilidade de cuidar desses animais).

6 - Dos animais que chegam até o abrigo na maioria do que eles mais necessitam? A maioria de atendimento veterinário, após isso alimentação.

7 - Qual a maior necessidade do abrigo? Espaço e estrutura adequada para todo tipo de atendimento e necessidade.

8 - Como são divididos os animais dentro do abrigo? Por anidade, mesmo tendo um animal grande com pequeno eles podem se dar bem e conviver juntos, mas isso não quer dizer que não haja brigas e mortes dentro do abrigo devido à falta de estrutura e apoio a esses animais.

9 - Qual a quantidade de animais que são adotados? Muito pouco, e na maioria das vezes acabam aumentando do que diminuindo quando se propõe a algum tipo de adoção na cidade, talvez falte um local apropriado para esse tipo de campanha.

10 - Conhece algum abrigo ou centro de zoonoses que funciona de forma correta na região? Na cidade de Casa Branca - SP possui um abrigo similar, e nas demais cidades apenas pequenos cuidadores independentes que por falta de lugar e ajuda tem muita diculdade para trabalhar diante essa causa.

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Na cidade de São José do Rio Pardo – SP está em pauta a aprovação de um projeto de abrigo para os animais abandonados.

11 - Diante sua experiência qual seria uma forma interessante para a diminuição de casos de abandonos? - Castrações de baixo custo ou gratuitas - Conscientização, principalmente escolar - Serviços veterinários de baixo custo para a população mais carente comprovada. No decorrer da conversa Denilza Souza cita que diante toda a sua experiência que obteve, dentro desses 10 anos em que ela está à frente da causa animal, um centro de atendimento e acolhimento, com serviço veterinário, serviços a baixo custo e meios de conscientização com as pessoas entre outros serviços que poderiam manter o centro e atender a população seria de grande e importante interesse social em ambas as partes. Denilza Souza cita também que em uma conversa sua com um antigo gestor público da cidade o mesmo a questiona com a seguinte pergunta. “Para que serve cachorro? Ela responde que, realmente cachorro não serve para nada, do mesmo jeito que idoso também não serve para nada, que criminoso e bandido que lotam as penitenciarias do pais inteiro que sobrevivem nas custas do nosso dinheiro também não servem para nada, e que na verdade eles são um mal para a sociedade que quando eles estão nas ruas eles dizimam quem serve, no entanto as penitencias são uns depósitos de gente má e inútil, o asilo é um depósito de gente que já não servem e não produz, os hospitais também são um deposito de gente doente que também não serve pra nada, do mesmo modo os animais, os canis são depósitos de bichos que não servem pra nada, pois não existe abrigo de vaca, de galinha e de porco porque eles são comidos eles servem, então o ser vivo que não serve pra nada não serve pra nada, do mesmo jeito que um dia nós também não vamos servir para nada.”

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Portanto após visita e conhecimento real das condições desses animais, pode-se observar o quanto é problemática essa realidade tanto para os animais quanto para a população, pois tudo isso mostra que a necessidade de um centro de tratamento e acolhimento para a cidade é de uma importância bastante signicativa para os direitos e bem-estar animal e para a saúde pública. A proposta não é apenas um centro de tratamento, mas também como um centro educacional que vise a qualidade da saúde pública e animal, buscando trazer as relações entre homem e animal, a sociedade e o meio ambiente, e que essa integração seja única pois ambos merecem uma boa qualidade de vida.

Figura 17: Cães e gatos do abrigo. Fonte: acervo próprio 05/04/2018.

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CapĂ­tulo

4

Estudo urbano


4.1 Área da implantação Para a escolha do terreno para implantação do projeto do Centro de Tratamento e Acolhimento Animal, foram analisados alguns aspectos físicos e urbanísticos como, localização, dimensões do local, acessibilidade, análise do entorno, ventos predominantes, orientação solar entre outras análises que pudessem contribuir para a denição do terreno. Seguindo também algumas orientações da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) o qual cita algumas características ideais atribuídas ao terreno para elaboração de tal proposta como, ser afastado do centro urbano e de áreas densamente povoadas, boa acessibilidade e tráfego, e um terreno que tenha área suciente para atender a toda a demanda.

4.2 Terreno O terreno escolhido está em um local menos adensado e bem localizado, situa-se em uma região industrial da cidade com uma distância considerável das residências existentes, o terreno tem cerca de 10 mil m² e ca próximo a principal via de entrada da cidade, facilitando o acesso e com boa visibilidade ao público, pois diante da tamanha projeção de projeto de nada adianta implantar esse projeto em um local afastado onde teria pouca visibilidade e importância na cidade, com isso o terreno se localiza dentro da malha urbana da cidade mas de forma que não interfere na qualidade de vida do local. O local também apresenta uma boa situação acústica diante aos ruídos dos animais devido ao seu desnível, pois assim ele ca cercado pelas laterais formando um isolamento garantindo o bem-estar para o Centro e para a população existente no entorno, e também por não ter construções próximas ao entorno, será também favorecido pela ventilação e iluminação natural.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

52


4.3 Localização do terreno

Norte

Norte

Figura 18: Localização do terreno. Fonte: Google Earth Pro, 2018. Adaptado pelo autor.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

53


O terreno escolhido ca entre as ruas Newton Silvestre Frozoni e Vereador José Vasconcelos dos Reis, entre as áreas industriais e a de utilização pública, como as de convívio existente na pista de entrada da cidade, onde as pessoas usam para caminhar, se exercitar e praticar esporte.

Figura 19: Fotos do terreno. Fonte: acervo próprio (01/05/2018).

A escolha da área para desenvolvimento do projeto não foi somente pela boa localização, mas sim pelo potencial da região onde está inserida na cidade. A seguir foram desenvolvidas algumas análises pontuais mostrando a potencialidade do local onde o projeto tende a ser implantado.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

54


4.4 Mapa da cidade com localização do terreno O presente mapa da cidade mostra suas divisões por bairros e onde está localizado o terreno dentro da malha urbana do município. Divinolândia DIVINOLÂNDIA

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m 1500

Vargem Grande do Sul

Figura 20: Mapa da cidade. Fonte: autoria própria.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

55


4.5 Mapa de uso e ocupação do solo O mapa abaixo mostra qual a situação do entorno do terreno escolhido e com isso podemos observar a boa localização em que o mesmo se encontra dentro da cidade, outro ponto forte do terreno é a grande área livre que o mesmo obtém ao seu redor fazendo que o Centro que evidenciado e longe das residências locais, para não causar incômodo e transtorno Divinolândia

para a população da local.

DIVINOLÂNDIA

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Vargem Grande do Sul

Figura 21: Mapa uso e ocupação do solo. Fonte: autoria própria.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

56

Hotel Cemitério Terreno Projeto

3

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AGRGAL PÃO O-NE


4.6 Mapa gabarito de altura De acordo com o gabarito de altura das edicações da cidade grande parte não passa de 3 pavimentos, e perante o entorno do terreno as edicações não ultrapassam 2 pavimentos, o que favorece a elaboração do projeto seguindo as características do entorno. Divinolândia DIVINOLÂNDIA

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m 1500

Vargem Grande do Sul

Figura 22: Mapa gabarito de altura. Fonte: autoria própria.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

57


4.7 Mapa uxo viário Analisando a movimentação, a rua que está ao lado Sul do terreno é a que mais tem uxo de veículos e pessoas, isso se dá por ser a avenida de acesso principal a cidade, e além disso possui quadras e parques públicos. A rua voltada a Norte, onde também é um pouco movimentada, mas entre horários especícos, pois é um caminho onde as pessoas usam para ir Divinolândia

ao trabalho.

DIVINOLÂNDIA

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Vargem Grande do Sul

Figura 23: Mapa uxo viário. Fonte: autoria própria.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Via Local

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SANTA CASA DE MISERICORDIA


4.8 Mapa topograa do terreno Ao visitar o terreno pode se observar a topograa existente no local, onde as extremidades do terreno possuem uma declividade que ambos os lados se encontram com a parte central da área, já a parte central do terreno é bastante plana onde favorece a distribuição dos canis, pode se notar também qual a região de escoamento da água no terreno, pois esse conhecimento da área é de extrema importância para as diretrizes de projeto. A imagem abaixo mostra qual é a situação da parte central

Terreno

do terreno onde se pretende implantar o projeto.

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Figura 24: Topograa do terreno. Fonte: autoria própria.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

59


4.9 Estudo bioclimático A análise da insolação no terreno mostra os pontos a serem trabalhados no projeto para favorecimento e abrigo da insolação direta nos ambientes, pois um bom entendimento deste é de extrema importância para o desenvolvimento projetual. O vento predominante no terreno vem de Leste e segue para oeste em grande parte do dia. Através da carta solar abaixo podemos observar como a insolação vindo de Norte é mais intensa sobre o terreno, com base nessas informações será necessário um bom desenvolvimento para devidos cuidados com a insolação do local, e também do seu aproveitamento em determinadas épocas do ano.

N L

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Figura 25: Estudo bioclimático. Fonte: Google Earth e SOLAR. Adaptado pelo autor.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

60


4.10 Zona bioclimática Segundo NBR 15220 é possível analisar que a cidade de São Sebastião da Grama - SP é considerada como pertencente a (Zona 3) conforme o mapa abaixo.

Figura 26: Zona bioclimática. Fonte: Zoneamento bioclimático brasileiro NBR 15220.

Com base nessas informações poderão ser adotadas algumas orientações e diretrizes construtivas para o projeto facilitando o entendimento de suas condicionantes para concepção formal.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

61


As estratégias adotadas segundo a zona bioclimática são BCFIJ.

B – zona de aquecimento solar da edicação; A forma, a orientação e a implantação da edicação, além da correta orientação de superfícies envidraçadas, podem contribuir para otimizar o seu aquecimento no período frio através da incidência de radiação solar. A cor externa dos componentes também desempenha papel importante no aquecimento dos ambientes através do aproveitamento da radiação solar.

C – zona de massa térmica para aquecimento; A adoção de paredes internas pesadas pode contribuir para manter o interior da edicação aquecido.

F – zona de desumidicação (renovação do ar); As sensações térmicas são melhoradas através da desumidicação dos ambientes. Esta estratégia pode ser obtida através da renovação do ar interno por ar externo através da ventilação dos ambientes

I + J – zona de ventilação; A ventilação cruzada é obtida através da circulação de ar pelos ambientes da edicação. Isto signica que se o ambiente tem janelas em apenas uma fachada, a porta deveria ser mantida aberta para permitir a ventilação cruzada. Também deve-se atentar para os ventos predominantes da região e para o entorno, pois o entorno pode alterar signicativamente a direção dos ventos.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

62


As aberturas para ventilação e sombreamento das aberturas devem ser: Aberturas para ventilação Médias

Sombreamento das aberturas Permitir sol durante o inverno

Os tipos de vedações externas, Vedações externas Parede: Leve reetora Cobertura Leve Isolada As estratégias de condicionamento térmico passivo para a Zona Bioclimática 3, Estação Verão Inverno

Estratégias de condicionamento térmico passivo J) Ventilação Cruzada B) Aquecimento solar da edicação C) Vedações internas pesadas (inércia térmica

Para concluir o estudo segue abaixo tabela com o resumo das estratégias bioclimáticas e suas recomendações construtivas, conforme NBR 15220. Zona Verão

3

aberturas para ventilação

estratégias

A (em % da área de piso)

sombreamento das aberturas

Inverno

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U

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Fso

≤ 3,56 (parede leve reetora)

≤ 4,3

≤ 4,0

≤ 2,0 (leve isolada)

≤ 3,3

≤ 6,5

Figura 27: Tabelas de diretrizes construtivas bioclimáticas. Fonte: Zoneamento bioclimático brasileiro NBR 15220.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

63


4.11 Plano diretor de São Sebastião da Grama Para o presente trabalho o plano diretor da cidade se torna inutilizável devido à falta de informações e leis pertinentes a área urbana quanto ao terreno. O plano diretor e o código de obras não apresentam nenhum fator apropriado para desenvolvimento de projetos e construções. Portanto ca claro que ambos não estão sendo utilizados para os parâmetros projetuais dentro do terreno escolhido para o projeto.

Figura 28: Plano diretor. Fonte: Ojornalzinho, PENNA, Fernanda, 2018.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

64


CapĂ­tulo

5

Estudos de caso


5.1 Animal Refuge Centre

Arquitetura Floor Arons (1968) e Arnoud Gelauff (1963) fundaram os arquitetos de Arons en Gelauff em 1996. O escritório emprega atualmente uma equipe de 16 prossionais. A empresa se concentra em projetos de habitação em larga escala, com especialização em habitação e atendimento para idosos e especialistas em BIM. Em seus projetos, criam arquiteturas lindas e muito especícas de programas aparentemente comuns. Analisam minuciosamente as questões e respondem

Figura 29: Animal Refuge Centre. Fonte: Archdaily,2008

Arquitetos: Arons en Gelauff Architecten Localização: Amsterdam, Holanda Equipe Arquitetônica: Adrie Laan, Rianne Kreijne, Joost van Bergen, Miren Aramburu, Mariska Koster, Claudia Temperilli, Oliver Rasche Arquiteto Paisagista: DRO Amsterdam, Ruwan Aluvihare Engenheiro/Arquiteto: Van Rossum, Amsterdã Engenheiro de Instalação: W + R instalações, Utrecht Contratante: BAM, Amsterdam Cliente: Agência de Gestão de Projectos Amsterdam, Stichting Dierenopvancentrum Amsterdam. Área Construída: 5.800m² Ano do projeto: 2007

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

66

com um conceito audacioso e atraente. Seus edifícios são arquiteturas prazerosas e sustentáveis, igualmente apreciadas pelo público em geral e pelos prossionais do campo arquitetônico. Alguns projetos de assinatura são o complexo de atendimento residencial em Roterdã, um edifício de apartamentos.

Figura 30: Arquitetos de Arons en Gelauff. Fonte: Arons en Gelauff, 2012.


Contexto: Histórico da Edicação

Localização

Foi desenvolvido após a união de dois abrigos existentes na cidade sendo necessário um novo local para os animais. A partir dessa união surgiu o Centro de Refúgio aos Animais que é o maior abrigo existente para animais do país; seu custo para execução cou em torno de 4,1 milhões de euros e o projeto foi concluído em 2007. O Centro abriga em torno de 180 cães e 480 gatos e é cuidado por cerca de 30 funcionários. Também conta com uma clínica veterinária e outros serviços como banho e tosa, promove adoções dos animais abandonados,

Figura 32: Localização Animal Refuge Centre. Fonte: Google Earth.

colocação de microchip e sioterapia. Todos os anos cerca de 2.000 cães e gatos passam pelo centro.

Localizado em Amsterdam na Holanda, o Centro está inserido em uma parte mais afastada do centro da cidade de Amsterdam, onde através do levantamento pode-se observar a diversidade existente e a preocupação em relação ao entorno e com a população local.

Figura 31: Fachada Animal Refuge Centre. Fonte: Archdaily,2008.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Relação com o entorno No levantamento do entorno pode-se observar uma

O terreno em forma triangular faz divisa com um córrego

variedade de usos das quadras existentes próximas as

existente, criando assim um local protegido, calmo e

mediações do Centro de Refúgio aos Animais.

afastado das margens das ruas. O edifício foi projetado voltado para o interior, formando uma proteção dos ruídos internos que podem ser transferidos para o externo causado pelos animais, causando um abafamento do som.

Figura 34: Implantação Animal Refuge Centre. Fonte: Archdaily,2008. Figura 33: Relação do entorno Animal Refuge Centre. Fonte: Google Earth.

A fachada principal está voltada de frente a uma avenida

- Área Industrial

- Área Residencial

de 4 vias de circulação de mão dupla favorecendo a vista

- Área Comercial

- Animal Refuge Centre

para o Centro. O entorno também apresenta uma boa arborização onde em grande parte a vegetação está presente.

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68


Partido arquitetônico É um edifício marcante que busca servir adequadamente os seus usuários e que se integra com o meio inserido através de sua plasticidade e concepção projetual e tem como partido uma edicação em forma de “pente” usual para a tipologia de sua construção. Consiste em um longo corredor de serviços servindo uma série de canis colocados perpendicularmente e separados por pequenos espaços formando uma praça central ligada entre os mesmos, e as placas que formam a fachada na tonalidade verde faz com que o edifício se misture com a vegetação local criando uma harmonização entre os espaços.

Figura 35: Vistas Animal Refuge Centre. Fonte: Archdaily,2008.

Crítica Um ponto crítico que podemos citar é que, por mais que o partido dos arquitetos eram fazer com que o edifício se integrase no local inserido através das cores envolvidas nas fachadas, essa mistura de cores pode causar um impacto visual diante a paisagem e também para quem passar no local que até mesmo nem conheça o edifício.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Forma A concepção formal do projeto surgiu através da necessidade de adaptação ao terreno de formato irregular, além da tentativa de minimizar os ruídos causados pelos animais. Sua composição orgânica possibilitou a criação de dois grandes espaços centrais formando um pátio aos animais e para atender suas necessidades conta com dois pavimentos.

É um

projeto arrojado e que foge dos padrões trazendo para a proposta estratégias e estética diferenciada e um espaço bastante humanizado destacando sua funcionalidade. 2 pavimentos

Forma com função acústica

1 pavimento

Forma que seguiu a topograa do terreno

Gatil

Facilidade na Setorização

Pátios centrais

Canil

Figura 36: Estudos da forma. Fonte: Archdaily,2008. Adaptado pelo autor.

O edifício é todo voltado para o interior a m de reduzir os níveis de ruído excessivo dos latidos. No segundo pavimento do edifício, estão acomodados os gatis, agindo como uma área de abafamento do som.

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Circulação / Fluxo Pavimento Térreo

Primeiro Pavimento

Acesso a área de quarentena

Entrada principal

Entrada de veículos

Circulação Vertical

Fluxo de circulação

Perante a análise da circulação dentro do edifício pode se observar que os meios de acessos e locomoção da parte interna do centro está de forma clara e funcional em todos os setores, onde os acessos aos canis abrangem toda a extensão das instalações. A circulação e acesso externo é especico e claro onde possui um acesso somente para a área de quarentena e outro como acesso principal ao Centro.

Figura 37: Estudos de circulação. Fonte: Archdaily,2008. Adaptado pelo autor.

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Ventilação A temperatura máxima do local é em torno de 20º C, então não é um local muito quente o que faz com que não precise muito da ventilação em excesso. Quando há necessário de uma melhor ventilação quase todos os ambientes possuem janelas que podem ser abertas e fechadas conforme a necessidade. Distribuição da direção do vendo em (%)

Estatística Meteorológica (Ano)

Figura 38: Dados sobre a ventilação local . Fonte: Windnder.

Os ventos predominantes na região se distribuem mais para sul e oeste e nesta direção está localizada a maior fachada do edifício, sendo a que mais recebe essa ventilação direta favorecendo uma boa ventilação para os ambientes quando necessário.

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A solução adotada pelos arquitetos diante do sistema de ventilação que também servem de iluminação natural foram as aberturas zenitais dispostas em pontos estratégicos dentro dos ambientes. Figura 40: Modelo de abertura zenital. Fonte: Edique.

Abertura Zenital

Abertura Zenital

A ventilação natural está presente diante as disposições dos ambientes e suas aberturas favorecendo a entrada, circulação e saída do ar.

Figura 39: Aberturas zenitais. Fonte: Archdaily,2008. Adaptado pelo autor. Figura 41: Fluxo do ar. Fonte: Archdaily,2018. Adaptado pelo autor.

Além da boa localização das janelas, o sistema de

Aberturas para ventilação e iluminação nas fachadas

ventilação e iluminação zenital é uma boa estratégia para o problema causado por pontos que necessitam de uma melhor estratégia. As aberturas zenitais com domo favorecem a iluminação e ao mesmo tempo uma boa circulação de ar nos ambientes através de suas aberturas laterais que fazem com que facilite a troca do ar nos ambientes desejados.

Figura 42: Aberturas para ventilação. Fonte: Archdaily,2008. Adaptado pelo autor.

Ao analisar sobre a ventilação e iluminação natural pode-se observar a relação entre os espaços cheios e vazios que formam a estrutura do edifício onde tem como ponto forte essa valorização do conforto de seus usuários, tanto os animais quantos as pessoas que frequentam esses ambientes.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

73


Programa de necessidades O Animal Refuge Centre conta com uma variedade de serviços, onde o animal recolhido tem atendimento médico, se necessária para uma observação mais detalhada tem um espaço de quarentena destinado para análise de possíveis doenças, e se caso estiver saudável pode ser colocado nas áreas dos canis até ser disponibilizado para adoção. A setorização segue diante dos grandes corredores que se unem formando um só caminho resultante de suas formas orgânicas, o sistema adotado favorece a circulação das pessoas ao redor das instalações através de seus grandes corredores facilitando a execução e locomoção para desenvolvimento de suas atividades. Estimativas em % de áreas por setor Canis: 60% Administrativo: 20% Salas de Apoio e Serviços: 10% Circulação 10%

Organização funcional

Figura 43: Plantas do programa de necessidades. Fonte: Archdaily,2008. Adaptado pelo autor.

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74


A área administrativa está na parte central, junto com a entrada principal que faz ligação para os demais ambientes de apoio facilitando o acesso em ambas às localidades de forma bem resolvida, separando as áreas onde possuem os canis e demais atividades. Ainda na parte central estão dispostos o setor médico e o setor de serviços que atua com uma divisão entre cães e gatos colocados em posições diferentes.

Figura 44: Fotos do Animal Refuge Centre. Fonte: Archdaily,2008.

Os canis se assemelham pelas suas disposições, sendo uma das soluções adotadas pelos arquitetos a forma de como foram distribuídos formando um pátio central ou solário, garantindo um local de bem-estar a estes animais, se tornando um ambiente ao ar livre, mas totalmente fechado em relação ao exterior.

Figura 45: Organograma de proximidades. Fonte: autoria própria.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Iluminação / Insolação

Latitude: 52.379189 Cidade : Amsterdam, Holanda

O edifício foi trabalhado encima da iluminação solar. Os canis foram projetados com uma área coberta, como um abrigo das intempéries do tempo e uma parte descoberta, para a utilização da iluminação necessária para os animais. O estudo de insolação foi feito na fachada dos canis, considerando Amsterdam como uma cidade fria quase todo ano os fatores de

Planta Térreo

incidência solar quase não prejudicam o bem-estar dos animais através das fachadas do edifício.

A maior incidência solar no edifício está para a Beiral para proteção da incidência solar Área coberta do canil

parte Sul, mas como mostra o levantamento acima pode-se observar que em todos os lados da edicação tem incidência solar direta.

Solário do canil com proteção da sacada Gatil Canil

Corte Esquemático

Elevação Figura 46: Estudos de insolação e iluminação. Fonte: Archdaily,2008. Adaptado pelo autor.

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Sustentabilidade Um ponto que podemos considerar como sustentável para esse projeto é a questão da permanência do córrego no entorno da edicação, pois o mesmo serve como uma segurança e uma melhora na qualidade no ar e de vida das pessoas e animais. A manutenção da arborização existente é considerada um fator muito importante em âmbitos ambientais e sustentáveis. Quanto a técnicas e métodos sustentáveis aplicados pouco se fala sobre a edicação e não há nenhuma informação sobre o assunto diante ao projeto.

Figura 47: Lago ao lado do Animal Refuge Centre. Fonte: Archdaily,2008.

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Sistema Construtivo O Animal Refuge Centre tem como principal material construtivo na sua estrutura o concreto, mas o que chama atenção para a sua edicação são os painéis de 1,5mm de espessura de aço zincado utilizados no revestimento exterior das fachadas. Esses painéis são de 5,40m, sua pintura é em pó e segue doze tonalidades de verde que tem como referência a grama existente no local, com intuito de se formar uma continuidade do verde existente na paisagem. Com essa estratégia adotada o edifício traz uma sensação de pertencer ao local e não causa grandes impactos a paisagem urbana.

Figura 48: Cores utilizadas no Animal Refuge Centre. Fonte: Archdaily,2008.

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Considerações nais Após a análise e estudo do Animal Refuge Centre os pontos mais importantes no projeto foi a disposição formal do edifício e de como estão setorizados os canis que foram projetados a modo de amenizar os ruídos internos, juntamente formando uma área central de convívio para esses animais. Outro ponto que pode ser destacado é a fácil circulação entre os ambientes que percorrem por toda extensão da edicação. São esses os pontos que poderão servir de referência para um possível estudo de projeto para centro de tratamento animal.

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5.2 South Los Angeles animal care center & Community center

Arquitetura RA-DA DESIGN E ARQUITECTURA

RA-DA é um escritório de design e arquitetura, foi fundada em 2006 por Rania Alomar depois de uma década de atuação como líder de design para as prestigiadas empresas de arquitetura dos EUA. Seu escritório caracteriza-se pele interesse em programas complexos e clientes rigorosos, o que faz seu trabalho se manter dentro das tecnologias disponíveis no setor arquitetônico. Busca desenvolver seus projetos com Figura 49: South Los Angeles animal care center & Community center Fonte: Archdaily,2013.

Arquitetos: RA-DA Localização: Los Angeles, Estados Unidos Designer Lead: Rania Alomar Gestor de Projeto: Soa Ames Designers: Carolyn Telgard, Jesse Madrid Engenheiro Estrutural: John Labib & Associates Engenheiro Civil: Consultoria RBF, EW Moon. Escritório de Especicações: Chew Especicações Contratante: Mackone Desenvolvimento Inc. Proprietário do Edico: Escritório de Engenharia da Cidade de Los Angeles Área Construída: 24.000 m² Ano projeto: 2013

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grande energia e habilidades associadas a uma empresa jovem liga a tecnologia 3D que facilita nos estudos. Também busca sempre interesse em novas tecnologias, materiais e soluções construtivas para sua construção e soluções sustentáveis.

Figura 50: Arquiteta Rania Alomar. Fonte: RA-DA DESIGN E ARQUITECTURA.


Contexto: Histórico da Edicação

Localização

O edifício possui uma variedade de serviços e atendimentos aos animais como clínicas, escritórios, área de quarentena para os animais em estado de atenção, estacionamento próprio e visitação para o público. Possui cerca de 270 canis juntamente a um pequeno boulevard que se liga aos canis criando pequenos pontos de descanso, assim os caminhos se cruzam dentro das instalações.

Figura 52: Localização do edifício. Fonte Google Earth.

Localizado em Los Angeles nos Estados Unidos, está localizado em um polo comercial e industrial, e com pouca área residencial. Sua situação dentro da quadra é em um terreno de esquina que favorece a sua visibilidade de ambos os lados das ruas, facilitando o acesso diante as ruas movimentadas da região. As suas cores da fachada são diferenciadas e faz com que o edifício se destaque na área Figura 51: Área externa do edifício. Fonte: Archdaily,2013.

onde está situado.

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Relação com o entorno Em levantamento ao entorno do edifício pode-se

Na implantação do edifício pode-se observar as disposições

observar que o mesmo está inserido em um local

dos ambientes dentro do terreno e a forma de como eles se

estratégico da cidade, onde há poucas residências, um

interligam, formando uma linguagem diferenciada dos

local voltado somente para comércios e industrias.

padrões existentes.

Diante do local e terreno foi possível criar uma nova possiblidade de espaço diferenciado para o Centro de Animais.

No seu entorno encontra-se indústrias

desativadas, ativas, clínica médica, estacionamentos e estacionamento dos ônibus escolares.

Figura 54: Implantação do edifício. Fonte: Archdaily,2013. Figura 53: Entorno do edifício. Fonte: Google Earth. Adpatado pelo autor.

- Área Industrial

- Estacionamento ônibus

- Industria Inativa

- Estacionamento carros

- Clínica Médica

- South Los Angeles Animal

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As áreas foram bem distribuídas dentro do terreno, atendendo a todo o programa.


Partido arquitetônico O partido do projeto é de criar um local com ambiente acolhedor que transmite segurança e respeito pelos animais. A disposição dos canis de forma intercalada e de faces diferenciadas, propõem uma nova organização modicando a realidade dos canis existentes. Junto a essa solução foi criada uma arborização adequada deixando o local mais agradável e ocupacional. Sua fachada de forma interativa e com volumetria trapezoidal faz com o projeto se torne marcante não só pela forma, mas também pela composição e detalhes distribuídos em sua fachada.

Figura 55: Imagens do edifício. Fonte: Archdaily,2013.

Crítica positiva Uma crítica positiva ao projeto são as formas no qual foram trabalhadas as aberturas, mesmo por não ser uma maneira usual o projeto trouxe uma forma inovadora diante do conceito de abrigo de animais, outro ponto que pode ser citado são os detalhes nas fachadas com a mescla da tinta verde que trouxe um destaque a mais para o edifício.

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Forma A composição formal do edifício é inspirada em formas trapezoidais que serviram com inspiração para o projeto e volumetria, esses elementos podem ser vistos nas fachadas, na estrutura e nas pinturas. Os canis foram projetados e orientados de forma a reduzir a quantidade de alojamentos voltados uns aos outros com intenção de reduzir os ruídos causados pelos animais. Formas Trapeziodais

Arborização estratégica

1 pavimento

Forma funcional e acessível

Linhas retas

Figura 56: Estudos da forma. Fonte: Archdaily,2013. Adaptado pelo autor.

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Canis com disposições diferenciadas


Circulação / Fluxo

Principais uxos de circulação interna Entrada

Estacionamentos

Saída

Estacionamentos Estacionamentos

Orientação dos Canis Circulação Externa

Entrada e Saída

Fluxo de circulação Interna

Figura 57: Estudos de circulação. Fonte: Archdaily,2013. Adaptado pelo autor.

Toda a circulação foi elaborada para que tudo fosse visível desde o estacionamento até os canis. A forma como as pessoas entram nas instalações faz com que o ambiente seja intuitivo e convidativo devido às disposições diferenciadas das circulações diante os canis. Na parte interna um grande corredor liga todas as salas e serviços, com duas diferentes entradas facilitando a distribuição e circulação para os ambientes.

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Ventilação As janelas do edifício estão posicionadas de forma que possa captar a melhor ventilação possível para os ambientes facilitando a circulação de ar. Pouco se fala em técnicas adotas para esse projeto sobre a ventilação. A temperatura máxima do local é em torno de 22º C, então não é um local muito quente o que faz com que não precise muito da ventilação em excesso. Quando há necessidade de uma melhor ventilação quase todos os ambientes possuem janelas que podem ser abertas e fechadas conforme a necessidade. Estatística Meteorológica (Ano)

Distribuição da direção do vendo em (%)

Os ventos predominantes na região se distribuem mais para oeste onde, no centro a fachada lateral direita voltada para o oeste é a que mais recebe essa ventilação direta favorecendo uma boa ventilação para os ambientes quando necessário.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Figura 58: Dados sobre a ventilação local . Fonte: Windnder.


Para os canis o uso dos gradis de proteção permite uma boa ventilação no interior do alojamento, favorecendo a circulação de ar direta para dentro do ambiente.

A arborização existe ao redor dos caninas favorece para uma ventilação mais agradável nos dias mais quentes juntamente com sombreamento necessário de acordo com a posição do sol. Figura 59: Vista dos canis. Fonte: Archdaily,2013. Adaptado pelo autor.

Sistema de ventilação por convecção natural

Figura 60: Sistema de ventilação. Fonte: Archdaily,2013. Adaptado pelo autor.

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Programa de necessidades O Centro tem uma variedade de funcionalidades ligadas em dois blocos, onde no maior bloco estão as áreas de serviços como clínica, área médica, salas de apoio, sala de quarentena, entre outras salas. No segundo bloco está localizado o pequeno centro comunitário onde são promovidas as ações de doações, conscientizações e demais atividades.

Organização funcional Clínica Sala de Aplicação Equipe de Apoio Sala de Isolamento

Saída

Estacionamentos

Área Médica Armazenamento de Alimentos Sala de Quarentena

Entrada

Sala de Eutanásia Pequenas Salas de Apoio Centro Comunitário Área de Tranferência

Área de Treinamento Animal Canis Pátio de Descanso Circulação Estimativas em % de áreas por setor Canis: 50% Salas de Apoio e Serviços: 20% Administrativo: 20% Circulação 10%

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Estoque

Lavagem Veículos

Área de Carga Estacionamentos Estacionamentos Entrada e Saída

Figura 61: Plantas do programa de necessidades. Fonte: Archdaily,2013. Adaptado pelo autor.


O Centro está situado de forma que possa se tornar o mais visível e acessível possível. Nas áreas externas estão situados os estacionamentos públicos de fácil e direto acesso, pois de ambos os lados do edifício que faz divisa com a rua eles são encontrados, na parte posterior estão os canis juntamente com áreas de treinamento de descanso e áreas verdes. A arborização existente colocada de forma intencional faz com que crie barreiras verdes de forma a amenizar os ruídos causados pelos animais. A principal via de circulação é uma extensão do jardim e os demais caminhos fazem todas as ligações a essa via principal de circulação. Um ambiente mais calmo e convidativo faz despertar o interesse das pessoas para dentro do centro para visitas e com interesses em adoção.

Figura 63: Organograma de proximidades. Fonte: autoria própria.

Figura 62: Foto área externa. Fonte: Archdaily,2013.

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Iluminação / Insolação As iluminações nos ambientes são através das janelas bem posicionadas e através de claraboias nos telhados. Podemos considerar que a insolação e iluminação está uniformemente em quase todos os lados do edifício. O local não tem grandes temperaturas, o que faz com que a insolação ajude no controle interno da temperatura em certas épocas. Latitude: 34.052235 Cidade : Los Angeles, EUA Área coberta do canil

Proteção de insolação

Solário do canil

Figura 64: Estudos de insolação e iluminação. Fonte: Archdaily,2013. Adaptado pelo autor.

Podemos chamar atenção também na disposição dos canis no qual cada bloco tem uma disposição diferenciada, assim a iluminação e insolação entre eles variam de acordo com o horário. Considerando a orientação do Norte diante ao terreno juntamente com a carta solar podemos observar como esses canis recebem essa isolação.

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Sustentabilidade O edifício possui certicação LEED Silver, pois foram tomadas medidas para regular a iluminação, controle da temperatura e qualidade ambiental. Outros fatores sustentáveis existentes no edifício foi a utilização de materiais de construção reciclados tanto para o interior quanto o exterior. O telhado possui painéis solares que cobrem grande parte da área juntamente com claraboias que favorecem a iluminação natural em determinados ambientes. O edifício se torna único ao buscar em sua construção diminuir impactos ambientais e sociais.

Figura 65: Detalhe fachada South Los Angeles animal care center & Community center. Fonte: Archdaily,2013.

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Sistema Construtivo Para a fachada exterior o edico possuiu um sistema de escala que são painéis de compostos pré-fabricados que diminuíram o custo do material e suas diversas tonalidades de verdes tem como representação a escama de répteis formando um detalhe marcante diante de sua tonalidade cinza que envolve grande parte da edicação. Tanto os materiais externos e internos possuem material reciclado. No interior do edico as tubulações são todas aparentes com intuito de diminuir gastos, essas tubulações pintadas de verde dá a sensação de amplitude para o interior do ambiente. A cobertura possui estrutura metálica que é de baixo custo e fácil instalação.

Figura 66: Detalhes construtivos internos do South Los Angeles animal care center & Community center. Fonte: Archdaily,2013.

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Considerações nais Após análise e estudo do South Los Angeles Animal Care Center os principais pontos foram a forma de como os canis foram implantados, em blocos onde cada bloco está voltado a uma orientação diferente com intuito de bloquear o contato visual dos animais, tirando eles da situação de car frente a frente. Outro ponto que se torna um diferencial no projeto é a circulação externa com arborização e pontos de áreas verdes que fazem sombreamento natural para os canis e para os visitantes que estiverem frequentando o local, essa arborização faz com que o local que mais agradável e confortável. Sobre a edicação as cores em destaque com as cores neutras funcionaram muito bem diante do contexto, fazendo com que o edifício tenha ar de modernidade, e a forma como foram feitas as distribuições internas também podemos levar em consideração. Esses foram os pontos que mais chamaram atenção e que poderão servir de referência para estudo e desenvolvimento do futuro centro de tratamento animal.

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5.3 Tierheim Berlim

Arquitetura O arquiteto Dietrich Bangert estudou arquitetura na Technische Hochschule Darmstadt e na Technische Hochschule em Berlin, trabalha na prossão desde 1969 já e tralhou em grandes escritórios de arquitetura e o último escritório que liderou foi o escritório BJSS até 1922. Foi professor em Nova York na Syracuse School of Architecture em 1984 a 1986 e 2006 a 2007 como professor na Technical University of Darmastadt.

Figura 67: Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.

Arquiteto: Dietrich Bangert Localização: Falkenberg , Alemanha Área Construída: 160.000 m² Ano do projeto: 2001

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Figura 68: Lago do Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.


Contexto: Histórico da Edicação

Localização

O Tierheim Berlim é considerado um dos maiores e modernos abrigos de animais do mundo. Com uma enorme área em toda sua extensão seu custo para execução cou em torno de 33 milhões de euros e grande parte desse dinheiro foi arrecadado através de doações. Tem capacidade para 1.400 animais de várias espécies, passa pelo abrigo por ano em média 12.000 animais. Considerado um marco da arquitetura contemporânea, o espaço já foi até espaço para gravação do cinema.

Figura 70: Localização do Tierheim Berlim. Fonte: Google Earth.

Localizado em Falkenberg na Alemanha, o Centro está inserido em uma parte próxima da cidade onde através do levantamento pode-se observar que o edifício está em um local aberto e com poucas construções ao se entorno.

Figura 69: Pátio interno do Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.

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Relação com o entorno No levantamento do entorno pode-se observar que o

A topograa da região é bastante plana e isso favoreceu a

contexto onde o edifício está inserido é um local todo

sua distribuição no lote e mesmo o bom aproveitando da

voltado para o uso residencial.

área pode-se notar que ainda existem bastantes áreas verdes ao redor do edifício e isso possibilita a diminuição de ruídos que podem ser causados de dentro das instalações do complexo.

Figura 71: Entorno do Tierheim Berlim. Fonte: Google Earth.

- Área Residencial - Tierheim Berlin

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Figura 72: Vista superior do Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.


Partido arquitetônico O partido adotado para elaboração do projeto tomou diretriz a partir que o complexo pudesse ser expansível de acordo com a necessidade, se adaptando a demanda existente e foi através das suas formas projetuais que o projeto buscou seguir esse partido. A utilização da iluminação natural e de espaços amplos também seguiram com ponto forte adotado no partido do projeto trazendo conforto aos seus usuários.

Figura 73: Detalhes internos do Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.

Crítica Um ponto crítico que podemos citar é que, diante a grande extensão do complexo e sua diversidade o mesmo sofre a falta de algum elemento decorativo como o uso de cores para os ambientes e instalações, o local parece meio sem vida e com ar de tristeza devido a sua neutralidade de cores.

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Forma A concepção da forma surgiu conforme o intuito de se criar uma espécie de cidade para os animais onde dentro desse local se integrasse todo o espaço necessário para qualquer tipo de atendimento e necessidade. Sua forma circular central e com áreas de serviço ao entorno faz com que o edifício tenha uma boa acústica em relação ao entorno. O fator principal para essa forma circular é que a expansão para novos setores dentro do complexo se torne mais fácil sem fugir de suas origens.

Arborização nas áreas de convívio Forma com função acústica

Distribuição bem setorizada

Favorecimento da iluminação e ventilação natural Pátios centrais Figura 74: Estudos da forma. Fonte: Tierschutz Berlin.

O edifício é voltado para o interior a m de reduzir os níveis de ruídos que poderiam incomodar a população residente do local.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Circulação / Fluxo

Acesso de Serviços

Eixos de Circulação Eixos de Circulação

Acesso Principal Figura 75: Estudos de circulação. Fonte: Tierschutz Berlin. Adaptado pelo autor.

A circulação dentro do complexo é um ponto forte do projeto, devido as suas amplas áreas e espaços de circulação dentro das instalações que são favoráveis e muito acessível.

Grandes caminhos e bom dimensionamento

zeram com que a circulação tanto interna quanto externa não fossem um problema para o projeto e sim um ponto Figura 76: Área interna do Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.

favorável.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Ventilação A temperatura máxima do local é em torno de 28º C, então não é um local muito frio o que faz com que precise de uma boa ventilação. Locais com amplitude conforme o projeto faz com que essa ventilação seja favorável em quase todos os ambientes.

Estatística Meteorológica (Ano)

Distribuição da direção do vendo em (%)

Figura 77: Dados sobre a ventilação local . Fonte: Windnder.

Os ventos predominantes na região se distribuem para norte e nordeste e nesta direção está localizada a fachada circular dos canis que está na parte central do complexo.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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A solução adotada pelos arquitetos diante do sistema de ventilação que também servem de iluminação natural foram as aberturas zenitais dispostas em pontos estratégicos dentro dos ambientes.

Nos canis a utilização dos gradis de proteção permite uma boa ventilação no interior do alojamento, favorecendo a circulação de ar direta para dentro do ambiente.

Figura 78: Vista dos canis. Fonte: Tierschutz Berlin. Adaptado pelo autor.

A junção dos canis com uma marquise circular formando um pátio central permite fazer um sombreamento para os animais e a sua cobertura faz com que o ambiente que protegido e favorável a ventilação cruzada. Figura 79: Vista interna dos canis. Fonte: Tierschutz Berlin. Adaptado pelo autor.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Programa de necessidades O Tierheim Berlim tem uma grande rede serviços e atendimento, após a sua nova ampliação passou a receber outros tipos de animais além de cães e gatos. A sua setorização conseguiu se manter de forma que cada tipo de animal tivesse o seu abrigo e o seu local necessário, sendo assim uma setorização segura e ecaz.

Organização funcional

Tierheim Berlim

Casa da aves aquáticas

Posto de emergência

Casa de pombos

Casa dos passáros Lago

Campo de treinamento

Administração Área de Adoção

Canis, centro de treinamento e reabilitação para cães, adoção de gatos, estação de animais exóticos

Área de Salvamento

Coelhos e Hamsters Playground dos cães

Centro Médico

Lago

Animais de fazenda

Lago

Lago

Cemitério

Parque de Parque de eventos

W.C

Café W.C

Gatis

Figura 80: Planta do programa de necessidades. Fonte: Tierschutz Berlin. Adaptado pelo autor.

CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

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Inspeção Entrega de animais Hall Entrada


O Complexo está dimensionado de forma que possa se tornar o mais acessível e funcional possível dentro de suas instalações. Suas áreas internas estão distribuídas de forma setorial facilitando a circulação e a busca pelo determinado serviço. A centralidade dos canis diante todo o complexo que chamou atenção se tornando um espaço diferenciado das características padrões usualmente, através de sua implantação. Outro ponto dentro desse programa é a utilização de um cemitério próprio dentro da instalação devido contar com uma grande variedade de animais o complexo se preocupou em ter um espaço destinado ao sepultamento desses animais algo que em nenhum outro referencial foi encontrado.

Figura 82: Organograma de proximidades. Fonte: autoria própria.

Figura 81: Cemitério do Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.

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Iluminação / Insolação O principal sistema de iluminação são as grandes aberturas zenitais dispostas em pontos estratégicos tanto nos canis quanto na edicação, a maneira de como foram utilizadas essas aberturas possibilitam a presença da iluminação durante o dia todo, conforme o sol vai mudando o seu posicionamento, e nesse mesmo espaço o canil conta com área a coberta para proteção de insolação. Nos espaços internos outro sistema de iluminação utilizado foram grandes aberturas laterais que favorecem tanto para a iluminação quanto a ventilação do local. Solário com cobertura

Latitude: 51.586 Cidade : Falkenberg

Abertura Zenital

Amplitude adequada

Figura 83: Estudos de insolação e iluminação. Fonte: Tierschutz Berlin. Adaptado pelo autor.

No estudo de insolação diante ao complexo pode-se observar que a maior incidência solar está concentrada ao sul e levando em consideração que a cidade em maior parte do ano ela tem uma temperatura mediana podemos considerar perante ao complexo que suas estratégias climáticas em relação a iluminação e insolação estão adequadas.

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Sustentabilidade Pode ser considerado como um método sustentável a forma de como foi trabalhado o sistema de ventilação e iluminação do complexo pois em todos os ambientes tanto como canis e áreas administrativas receberam essa estratégia que tem como meio a economia de energia elétrica entre outros benécos que esse aproveitamento do meio natural pode fornecer. Outro ponto a ser destacado é a manutenção do lago existente utilizado de forma visual ao complexo e também a manutenção da arborização existente.

Figura 84: Interior do complexo do Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.

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Sistema Construtivo Para a construção desse projeto as técnicas construtivas utilizadas foram o concreto armado aparente e o vidro que se alinhou juntamente a estética da edicação, em grande parte não foram utilizados pisos e sim cimento queimado que além de car bonito externamente diminui o custo da obra. As colunas armadas são peças chave para o sistema estrutural de concreto armando e tomaram diversas formas dentro do complexo servindo não apenas de um elemento estrutural, mas também com peça estética para o complexo.

Figura 85: Detalhes do interior Tierheim Berlim. Fonte: Tierschutz Berlin.

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Considerações nais Após a análise e estudo do Tierheim Berlim os pontos mais importantes do complexo que poderão servir como referência projetual são a forma de como foi trabalhada e tratada a questão da iluminação dentro dos ambientes e dos canis pelas grandes aberturas zenitais, foi uma forma diferente desenvolvida em um alojamento animal onde teve a junção da abertura formando um solário para o animal e também com a cobertura para o abrigo. Outro ponto a destacar é a complexidade e distribuição dos diversos tipos de animais residentes, onde cada tipo ou espécie tinha o seu local reservado e adequado.

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CapĂ­tulo

6

Premissas de Projeto


6.1 ANVISA - RDC nº 306, de 07 de dezembro de 2004 O regulamento da Anvisa aplica-se aos geradores de Resíduos de Serviço da Saúde, podendo ser utilizado tanto para humanos quanto para estabelecimentos animais, portanto dentro da resolução foi destacado o seguinte capitulo que mostra como deve ser o manuseio externo dos RSS gerados pelo estabelecimento. 15 - ARMAZENAMENTO EXTERNO 15.1 O armazenamento externo, denominado de abrigo de resíduos, deve ser construído em ambiente exclusivo, com acesso externo facilitado à coleta, possuindo, no mínimo, 1 ambiente separado para atender o armazenamento de recipientes de resíduos do Grupo A juntamente com o Grupo E e 1 ambiente para o Grupo D. O abrigo deve ser identicado e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos, ter fácil acesso para os recipientes de transporte e para os veículos coletores. Os recipientes de transporte interno não podem transitar pela via pública externa à edicação para terem acesso ao abrigo de resíduos. 15.2 - O abrigo de resíduos deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados, com capacidade de armazenamento compatível com a periodicidade de coleta do sistema de limpeza urbana local.

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O piso deve ser revestido de material liso, impermeável, lavável e de fácil higienização. O fechamento deve ser constituído de alvenaria revestida de material liso, lavável e de fácil higienização, com aberturas para ventilação, de dimensão equivalente a, no mínimo, 1/20 (um vigésimo) da área do piso, com tela de proteção contra insetos. 15.3 - O abrigo referido no item 15.2 deste Regulamento deve ter porta provida de tela de proteção contra roedores e vetores, de largura compatível com as dimensões dos recipientes de coleta externa, pontos de iluminação e de água, tomada elétrica, canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgoto do estabelecimento e ralo sifonado com tampa que permita a sua vedação. 15.4- Os resíduos químicos do Grupo B devem ser armazenados em local exclusivo com dimensionamento compatível com as características quantitativas e qualitativas dos resíduos gerados. 15.5 - O abrigo de resíduos do Grupo B, quando necessário, deve ser projetado e construído em alvenaria, fechado, dotado apenas de aberturas para ventilação adequada, com tela de proteção contra insetos. Ter piso e paredes revestidos internamente de material resistente, impermeável e lavável, com acabamento liso. O piso deve ser inclinado, com caimento indicando para as canaletas. Deve possuir sistema de drenagem com ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. Possuir porta dotada de proteção inferior para impedir o acesso de vetores e roedores.

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15.6 - O abrigo de resíduos do Grupo B deve estar identicado, em local de fácil visualização, com sinalização de segurança RESÍDUOS QUÍMICOS, com símbolo baseado na norma NBR 7500 da ABNT. 15.7 - O armazenamento de resíduos perigosos deve contemplar ainda as orientações contidas na norma NBR 12.235 da ABNT.

15.8 - O abrigo de resíduos deve possuir área especíca de higienização para limpeza e desinfecção simultânea dos recipientes coletores e demais equipamentos utilizados no manejo de RSS. A área deve possuir cobertura, dimensões compatíveis com os equipamentos que serão submetidos à limpeza e higienização, piso e paredes lisos, impermeáveis, laváveis, ser provida de pontos de iluminação e tomada elétrica, ponto de água, preferencialmente quente e sob pressão, canaletas de escoamento de águas servidas direcionadas para a rede de esgotos do estabelecimento e ralo sifonado provido de tampa que permita a sua vedação. 15.9 - O trajeto para o traslado de resíduos desde a geração até o armazenamento externo deve permitir livre acesso dos recipientes coletores de resíduos, possuir piso com revestimento resistente à abrasão, superfície plana, regular, antiderrapante e rampa, quando necessária, com inclinação de acordo com a RDC ANVISA nº. 50/2002. 15.10 - O estabelecimento gerador de RSS cuja geração semanal de resíduos não exceda a 700 L e a diária não exceda a 150 L, pode optar pela instalação de um abrigo reduzido exclusivo, com as seguintes características:

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• Ser construído em alvenaria, fechado, dotado apenas de aberturas teladas para ventilação, restrita aduas aberturas de 10X20 cm cada uma delas, uma a 20 cm do piso e a outra a 20 cm do teto, abrindo para a área externa. A critério da autoridade sanitária, estas aberturas podem dar para áreas internas da edicação; • Piso, paredes, porta e teto de material liso, impermeável e lavável. Caimento de piso para ao lado oposto ao da abertura com instalação de ralo sifonado ligado à instalação de esgoto sanitário do serviço. • Identicação na porta com o símbolo de acordo com o tipo de resíduo armazenado; • Ter localização tal que não abra diretamente para área de permanência de pessoas e, circulação de público, dando-se preferência a locais de fácil acesso à coleta externa e próxima a áreas de guarda de material de limpeza ou expurgo.

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6.2 Código Sanitário Decreto nº 12.342, de 27 de setembro de 1978 A prefeitura de São Sebastião da Grama não tem em seu código de obras uma determinação especíca relacionado a construções de estabelecimentos veterinários na cidade, sendo assim segue o decreto estadual n° 12.342 de 27 de setembro de 1978, onde estão presentes todas as características e normas gerais, que devem ser adotados em casos especícos como este conforme segue o capitulo abaixo. CAPÍTULO XXIII Estabelecimentos Veterinários e Congêneres e Parques Zoológicos Artigo 271 - Os hospitais, clínicas e consultórios veterinários, bem como os estabelecimentos de pensão e adestramento, destinados ao atendimento de animais domésticos de pequeno porte, serão permitidos dentro do perímetro urbano, em local autorizado pela autoridade municipal, e desde que satisfeitas as exigências deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. Artigo 272 - Os canis dos hospitais e clínicas deverão ser individuais, localizados em recinto fechado, providos de dispositivos destinados a evitar a exalação de odores e a propagação de ruídos incômodos, construídos de alvenaria com revestimento impermeável, podendo as gaiolas serem de ferro pintado ou material inoxidável, com piso removível. Artigo 273 - Nos estabelecimentos de pensão e adestramento, os canis poderão ser do tipo solário

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individual, devendo, neste caso, ser totalmente cercados e cobertos por tela de arame e providos de abrigo. Artigo 274 - Os canis devem ser providos de esgotos com destino adequado, dispor de água corrente e sistema apropriado de ventilação. Artigo 275 - Os jardins ou parques zoológicos, mantidos por entidades públicas ou privadas, poderão localizar-se no perímetro urbano municipal e deverão satisfazer aos seguintes requisitos: I localização aprovada pelo Poder Público Municipal; II - jaulas, cercados, fossos e demais instalações destinadas à permanência de aves ou animais, distanciados 40 m no mínimo, das divisas dos terrenos vizinhos e dos logradouros públicos; III - área restante, entre instalações e divisas, somente utilizável para uso humano; IV - manutenção em perfeitas condições de higiene. Artigo 276 - Os jardins ou parques zoológicos existentes no perímetro urbano, na data da publicação deste Regulamento, que não atendam aos requisitos do artigo anterior, serão fechados ou removidos no prazo de um ano, a critério da autoridade sanitária, que levará em conta as condições locais e os eventuais prejuízos à saúde pública. Parágrafo único - Para ns decorrentes da deterioração do meio ambiente é obrigatória a licença de instalação do órgão encarregado da proteção ambiental. Portanto será com base nessas especicações no qual a cidade segue como diretriz o projeto tomara partida para o seu desenvolvimento.

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6.3 CFMV - Resolução nº 1015, de 9 de novembro de 2012 A presente resolução que entrou em vigor no ano de 2014, estabelece as condições para o funcionamento de um estabelecimento veterinário e de atendimento para animais de pequeno porte, e essas condições serviram para serem enquadradas dentro do plano da proposta projetual do centro. Das Clínicas Veterinárias Art. 4º Clínicas Veterinárias são estabelecimentos destinados ao atendimento de animais para consultas e tratamentos clínico-cirúrgicos, podendo ou não ter cirurgia e internações, sob a responsabilidade técnica e presença de médico veterinário. §1º No caso de haver internações, é obrigatório o funcionamento por 24 horas, ainda que não haja atendimento ao público, e um prossional médico veterinário em período integral. §2º Havendo internação apenas no período diurno, a clínica deverá manter médico veterinário e auxiliar durante todo o período de funcionamento do estabelecimento. §3º A opção de internação em período diurno ou integral e de atendimento cirúrgico deverá ser expressamente declarada por ocasião de seu registro no Sistema CFMV/CRMVs. Art. 5º São condições para funcionamento de Clínicas Veterinárias:

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I - Setor de atendimento: a) sala de recepção; b) consultório; c) geladeira, com termômetro de máxima e mínima para manutenção exclusiva de vacinas, antígenos e outros produtos biológicos; d) sala de arquivo médico, que pode ser substituída por sistemas de informática; II – Para o caso de o estabelecimento optar pelo atendimento cirúrgico, setor cirúrgico: a) sala para preparo e recuperação de pacientes, contendo: 1. sistemas de aquecimento (colchões térmicos e/ou aquecedores); 2. sistemas de provisão de oxigênio e ventilação mecânica; 3. armário de fácil acesso com chave para guarda de medicamentos controlados e armário para descartáveis necessários a seu funcionamento; 4. no caso dos medicamentos sujeitos a controle, será obrigatória a sua escrituração em livros apropriados, de guarda do médico veterinário responsável técnico, devidamente registrados nos órgãos competentes. b) sala de antissepsia e paramentação com pia e dispositivo dispensador de detergente sem acionamento manual; c) sala de lavagem e esterilização de materiais, contendo equipamentos para lavagem, secagem e esterilização de materiais.

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d) a sala de lavagem e esterilização de materiais pode ser suprimida quando o estabelecimento utilizar a terceirização destes serviços, comprovada pela apresentação de contrato/convênio com a empresa executora; e) Sala cirúrgica: 1. mesa cirúrgica impermeável e de fácil higienização; 2. equipamentos para anestesia inalatória, com ventiladores mecânicos; 3. equipamentos para monitorização anestésica com no mínimo temperatura corporal, oximetria, pressão arterial não- invasiva e eletrocardiograma; 4. sistema de iluminação emergencial própria; 5. foco cirúrgico;

6. instrumental para cirurgia em qualidade e quantidade adequadas à rotina; 7. aspirador cirúrgico; 8. mesa auxiliar; 9. paredes impermeabilizadas de fácil higienização, observada a legislação sanitária pertinente; 10. sistema de provisão de oxigênio; 11. equipamento básico para intubação endotraqueal, compreendendo no mínimo tubos traqueais e laringoscópio; 12. sistema de aquecimento (colchão térmico);

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III - Para o caso de o estabelecimento optar pela internação, setor de internação, devendo dispor : a) mesa e pia de higienização; b) baias, boxes ou outras acomodações individuais e de isolamento compatíveis com os animais a elas destinadas, de fácil higienização, obedecidas as normas sanitárias municipais e/ou estaduais; c) local de isolamento para doenças infectocontagiosas, no caso de internação; d) armário para guarda de medicamentos e descartáveis necessários a seu funcionamento; e) no caso dos medicamentos sujeitos a controle, será obrigatória a sua escrituração em livros apropriados, de guarda do médico veterinário responsável técnico, devidamente registrados nos órgãos competentes. IV - Setor de sustentação: a) lavanderia; b) depósito/almoxarifado; c) instalações para descanso, preparo de alimentos e alimentação do médico veterinário e funcionários, quando houver funcionamento 24 horas; d) sanitários/vestiários compatíveis com o número de funcionários; e) setor de estocagem de medicamentos e fármacos; f) unidade de conservação de animais mortos e restos de tecidos; Parágrafo único. A clínica deverá manter contrato/convênio com empresa devidamente credenciada para recolhimento de cadáveres e resíduos hospitalares.

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6.4 Parâmetros de projeto A população a ser atendida pelo Centro de Tratamento e Acolhimento dos Animais Abandonados terá como público alvo cães e gatos de pequeno porte, população está a qual se necessita de infraestrutura direcionada na cidade, e na qual foi trabalhada a problemática do presente trabalho. Com base nos dados obtidos o Centro terá capacidade de atendimento para entorno 300 animais sendo eles cães e gatos.

- Capacidade para abrigo de 250 cães; - Capacidade para abrigo de 50 gatos;

Em relação ao seu funcionamento, do centro terá em torno de 15 funcionários, desde o atendimento até a limpeza. Portanto estima-se os seguintes funcionários para funcionamento do estabelecimento. - 1 Diretor - 1 Recepcionista - 2 Secretaria - 1 Fiscalização - 1 Pré atendimento - 2 Médicos Veterinários - 1 Banho e Tosa - 1 Venda de Produtos

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- 2 Limpeza - 2 Limpeza dos Canis e Gatis - 1 Jardineiro

A proposta para o Centro é oferecer um atendimento digno tanto aos animais residentes, quanto para o público em geral que necessitar de algum atendimento ao seu animal, com intuito de serviços a baixo custo para a população mais carente comprovada.

6.5 Programa De Necessidades e Pré-Dimensionamento Para a denição do programa de necessidades do Centro foram levados em consideração todos os estudos desenvolvidos e informações para o funcionamento do Centro. Foram divididos por departamento todos os ambientes necessários para o projeto, e o pré-dimensionamento desses ambientes tomaram como partida nos referenciais didáticos com livros como o NEUFERT, Arte de projetar arquitetura e também projetos arquitetônicos executados servindo com grande referência para projeto.

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6.6 Tabela do programa de necessidades e pré-dimensionamento Departamentos

ADMINISTRAÇÃO

PROCEDIMENTOS

Quant.

Setor / Função

Área Unit. (m²)

Área (m²)

1 1 1 1 1 1 1 1 2

Hall de Entrada Recepção Secretaria Diretoria Sanitário Diretoria Sala de Reunião Almoxarifado Fiscalização Sanitários Circulação

15 20 15 15 5 25 10 10 10 30%

15 20 15 15 5 25 10 10 20

2 2 1 1 1 1 1 1 2 2 1 1 1 1 1 1 1 2

Consultório Ambulatório Laboratório Sala de Cirurgia Sala de Esterilização Sala de Antessepsia Sala de Observação Sala de Recuperação Sala de Internação Sala de Isolamento Área de Serviço Depósito e Preparo de Alimentos Sala de Medicamentos DML Almoxarifado Abrigo de Resíduos Cozinha Sanitários Funcionários Circulação

20 10 15 35 15 15 15 15 15 15 10 15 10 10 15 10 20 10 30%

40 20 15 35 15 15 15 15 30 30 10 15 10 10 15 10 20 20

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1 1 1 2 1

Banho e Tosa Venda de Produtos Atendimento Veterinário Sanitários Depósito Circulação

30 50 10 5 15 30%

30 50 10 10 15

2 1 2

Sala de Aula Auditório Sanitários Públicos Circulação

50 100 15 20%

100 100 30

40 20 15 10 5 5 7 1 1 2 1

Canil Individual + Solário Canil Coletivo + Solário Gatil Individual + Solário Gatil Coletivo + Solário Quarentena Canil + Solário Quarentena Gatil + Solário Canil para Adoção Área de atividades para cães Área de atividades para gatos Estoque e Preparo de Alimentos Serviços Circulação

10 30 10 15 5 2 3 70 30 25 10 40%

400 600 150 150 15 4 21 70 30 25 10

INTEGRAÇÃO

2 1 1 1 2

Espaços para convivência Paisagismo Circulação externa Lanchonete Sanitários

* * * 20 10

* * * 20 20

LOGÍSTICA

15 1

Estacionamentos Coleta de Resíduos

* 5

* 5

SERVIÇOS

EDUCACIONAL

ABRIGO

Figura 86: Tabela do programa de necessidades. Fonte: autoria própria.

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6.7 Fluxograma / Setorização O uxograma mostra uma breve setorização dos ambientes dispostos dentro do terreno, com isso facilita o entendimento de sua funcionalidade e também de sua circulação e acessos para devidos usos que se dispõem dentro do Centro. Área de Serviços

Laboratório

Depósito e Preparo de Alimentos

Sanitários

Consultório

Ambulatório

Sala de Medicamentos

Consultório

Ambulatório

Sala de Esterilização

Almoxarifado

Sala de Observação

Sala de Isolamento

Sala de Internação

Sala de Recuperação

Acesso Emergêncial

Acesso Funcionários

Sanitários

Sala de Aula

Circulação

Cozinha Sala de Antessepsia

Sala de Cirurgia

DML

Abrigo de Resíduos Acesso Animais

Sanitários

Estoque e Prep. Alimentos

Canis

Atividades Cães

Estoque e Prep. Alimentos

Gatis

Atividades Gatos

Lanchonete

Auditório Sanitários

Sala de Aula

Sanitários

Acesso Secundário

Acesso Animais

Sanitários Fiscalização

Diretoria Sala de Reunião

Atendimento Veterinário

Serviços

Banho e Tosa Sanitários

Hall

Abrigo de Resíduos Recepção

Secretaria

Vendas de Produtos

Depósito

Almoxarifado Estacionamentos

Acesso Principal

Acesso Estacionamentos Serviços

Acesso Animais

Figura 87: Fluxograma de setorização. Fonte: autoria própria.

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6.8 Plano de massas Com o plano de massas é possível entender através de volumetrias preliminares de como será a disposição dos blocos no terreno, divididos por setorização facilitando o uxo e criando caminhos entre os blocos favorecendo a circulação dentro do Centro e também contribuindo para uma boa ventilação.

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Através do estudo do entorno do terreno foi possível criar uma prévia da disposição dos ambientes, de forma que busca minimizar dinamicamente os efeitos para a população do entorno, por isso os canis caram dispostos ao lado mais distante das casas próximas ao lote, a m de diminuir os ruídos que serão ocasionados pelos animais. Ainda em relação ao estudo do entorno, o Centro cará disposto na parte mais plana do terreno sendo possível trabalhar com o paisagismo em todo o seu entorno, no qual contribuirá também para reduzir os efeitos sonoros e amenizar os odores que poderão ser ocasionados. Já os demais ambientes foram dispostos de modo a facilitar o acesso da população e dos funcionários do Centro, distribuídos por setor a m de melhorar o uxo. Legenda: Logistíca Administração Serviços Educacional Integração Abrigo Canis/Gatis Procedimentos Circulação Paisagismo N

Infraestrutra L

O S

Figura 88: Plano de massas. Fonte: autoria própria.

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Referências estudos de caso

ARCHDAILY. Animal Refuge Centre / Arons en Gelauff Architecten, 2008. Disponível em: <https://www.archdaily.com/2156/animal-refugecentrearons-en-gelauff-architecten>.Acesso em: 20 de março 2018. ARCHDAILY. South Los Angeles animal Care and Community Center. Disponível em: <https://www.archdaily.com/407296/south-losangelesanimal-care-center-and-community-center>.Acesso em: 21 março de 2018. ARONS EN GELAUFF ARCHITECTEN. Disponível em: <https://aronsengelauff.nl/other/5-star-shelter>. Acesso em: 20 março de 2018. HOLYWESTIE. É um parque não é um abrigo de cães, 2011. Disponível em: <https://holywestie.com.br/e-um-parque-nao-e-um-abrigo-decaes/>. Acesso em: 22 março de 2018. RA-DA DESIGN AND ARCHITECTURE. Disponível em: <https://www.ra-da.com/animal-south-la-animal-care-facility>. Acesso em: 21 de março 2018. TIERSCHUTZ BERTLIN. Disponível em: <http://www.tierschutz-berlin.de/>. Acesso em: 22 março de 2018. WINDFINDER. Disponível em: < https://www.windnder.com/#14/-21.7226/-46.8140>. Acesso em: 21 março de 2018.

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CENTRO DE TRATAMENTO E ACOLHIMENTO DOS ANIMAIS ABANDONADOS

Centro de Tratamento e Acolhimento dos Animais Abandonados  

Trabalho de conclusão de curso Arquitetura e Urbanismo - UNIFEOB - Caderno TFG1

Centro de Tratamento e Acolhimento dos Animais Abandonados  

Trabalho de conclusão de curso Arquitetura e Urbanismo - UNIFEOB - Caderno TFG1

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