– Como sou presidente e responsável pelo Prêmio das Crianças do Mundo, estou particularmente satisfeita que tudo funciona. Perceber que nossos colegas de escola realmente entendem o que queremos ensinar dá uma ótima sensação. Também é maravilhoso votar e mostrar meu apoio às pessoas que lutam por nós, crianças. Acredito que nosso apoio pode ajudá-las a conseguir continuar sua luta e seu importante trabalho, diz Bora.
Bem-vindos à nossa Votação Mundial no Congo! Bora e as outras embaixadoras visitaram todas as crianças da escola da BVES para meninas vulneráveis. Elas falaram sobre os direitos das meninas e o programa do Prêmio das Crianças do Mundo. Agora é hora da Votação Mundial.
TE X To: andre as lönn FOTOs: JOHAN B JERKE
Resgatada
Quatro dias depois, Bora acordou em um hospital. Outro grupo armado atacou os soldados que a sequestraram e depois certificou que todos os feridos fossem levados para o hospital. – Não sei se os soldados continuaram a me violentar mesmo quando eu estava inconsciente, mas creio que sim, pois eu estava muito ferida. Eu não conseguia ficar de pé ou andar, e os médicos me mantiveram no hospital por mais de três meses. Inicialmente, eu só queria morrer, mas então eu decidi que, na verdade, queria viver. 36
Após algum tempo, Bora chegou à organização BVES, que cuida de crianças vítimas da guerra. – Foi maravilhoso vir para cá! Era como voltar para casa. Aqui há muitas meninas que têm experiências semelhantes e apoiamos umas às outras. Finalmente posso voltar para a escola! Aqui aprendemos muito sobre os direitos da criança, principalmente através do trabalho com o programa do Prêmio das Crianças do Mundo.
escolheram como presidente. Fiquei feliz, porque considero isso muito importante! Através da revista O Globo, aprendi que meus direitos foram violados, primeiro quando meu pai não cuidou de mim apenas por eu ser menina, e depois, quando os soldados abusaram de mim. Minhas próprias experiências me fizeram querer lutar pelos direitos das meninas. Como Embaixadora do Prêmio das Crianças do Mundo, posso realmente fazê-lo. – Ao falar nas escolas, esperamos que outras meninas não tenham que enfrentar as mesmas coisas pelas quais
muitas de nós, embaixadoras, passamos. Portanto, também é importante falar sobre os direitos das meninas tanto para meninas quanto para meninos. Se os meninos aprendem sobre os direitos das meninas agora, é menos provável que tratem suas filhas ou outras meninas como meu pai e os soldados me trataram. Nas visitas às escolas, encontramos até mesmo meninos que foram criançassoldado, mas não tenho medo de contar minha história. O Prêmio das Crianças do Mundo me deu coragem, e isso é importante demais para ficar com medo!
Embaixadora dos Direitos da Criança
Bora e nove outras meninas foram treinadas como embaixadoras dos direitos da criança, para falar nas escolas sobre os direitos das crianças, especialmente os direitos das meninas, e o Prêmio das Crianças do Mundo. – As outras meninas me
Almofada de tinta contra fraude eleitoral Todos os eleitores devem mostrar o dedo mínimo direito. A cor da almofada de tinta impossibilita que se vote duas vezes.