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Arte, Cultura e Cotidiano - Ano III - Edição IV - Dezembro 2011

Quem canta

seus males espanta.

ARTES VISUAIS

DANÇA

MÚSICA

TEATRO

Sérvulo Esmeraldo: Homenagem à vida e obra.

Ana Botafogo: Uma carreira na ponta dos pés.

Entrevista: David Duarte fala sobre composição.

A arte milenar e o palco centenário.


Arte em uma revista VIVA! Pode não parecer, mas fazer uma revista é uma arte. É a arte de unir o gráfico, as palavras e transformar os sons do pensamento em texto. Lançar uma nova revista é como uma estreia. Ao invés de abrirem-se as cortinas, abrem-se as páginas. O frio na barriga tão natural para os artistas, nós também podemos sentir com essa revista. Percebemos que além de educar através do ensino das artes, temos o dever de informar e multiplicar a essência da cultura. Por isso, criamos um novo projeto gráfico moderno e de fácil leitura para todos. Música, Teatro, Artes Plásticas e Dança produzidos no Ceará, no Brasil e no mundo estarão entre as linhas desta revista e o conteúdo será bem diversificado. Dicas, entrevistas com grandes artistas, história da arte, programação cultural e, é claro, as novidades da escola estarão nesta publicação. Uma revista que se propõe a levar arte para alunos, pais, professores, profissionais e apreciadores da cultura, valorizando a arte local e inspirando-se em toda a história, formas e conceitos de arte. Não queremos que a arte termine ao fechar da revista. Desejamos que após cada leitura, nossos leitores possam ter novos olhares sobre as diversas formas de expressão artística. Foi assim que pensamos em uma revista que continua VIVA, mesmo depois de fechada.

Boa leitura!

VIVA ESCOLA DE ARTES Presidente Luiza Magalhães Diretora Administrativa Cintia Magalhães Diretora Pedagógica Lilia Rios Coordenadora Musical Lia Venturieri Colaboradores que participaram dessa edição Adayline Rodrigues, Cláudio Fontenele, Dayvid Lima, Gabriel Peixoto, Glairton Santiago, Kildary Pinho, Leandro Cavalcante, Marcelo Holanda e Antônio Marcos Cardoso.

VIVA REVISTA AGÊNCIA MAESTROS Diretor Geral Vinicius Augusto Diretora de Projetos Priscille Gomes Coordenadora de Projeto Camilla Machado Jornalista Responsável Carolina Carvalho DRT 2653 Designer e Diagramadora Mônica Meneses Produtora Gráfica Lucyanna Adrião

AGRADECIMENTOS Angela Gurgel Arthur Cesár David Duarte Dodora Guimarães Isabel Gurgel Lahisla Vilar Larissa Costa Lúcia Sampaio Ricardo Abuhab Sérvulo Esmeraldo Sofia Linhares DADOS TÉCNICOS Tiragem: 5.000 exemplares Distribuição: Gratuita e dirigida Impressão: Gráfica Tipogresso

Av. Desembargador Moreira, 629 - Meireles - Fortaleza - Ceará contato@vivaescola.com.br - www.vivaescola.com.br Telefones: (85) 3131.6560 / 3131.6562


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QUEM CANTA

Quem nunca cantarolou um trecho da música favorita? Gostar de cantar é algo muito comum e pode ser acessível a todos que desejam aprender.

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COMPOSITORES

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HOMENAGEM

Sérvulo Esmeraldo conquistou espaço na história das artes plásticas. Nessa edição, nossa homenagem é dedicada à sua vida e obra.

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VIVA ESCOLA

Curiosidades sobre os mestres Alberto Nepomuceno, Villa Lobos e entrevista com David Duarte sobre a composição musical no Ceará.

Excelência em estrutura, metodologia e equipe para você e sua família estudarem música, teatro, artes plásticas e dança.

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DANÇA

As apresentações de balé encantam pela graciosidade , mas a dedicação das bailarinas, como Ana Botafogo, merece ainda mais admiração.

LUTHIERIA

Talento é necessário, mas não é suficiente para fazer boas apresentações. O cuidado e a manutenção dos instrumentos também são essenciais.

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DECORAÇÃO

Instrumentos musicais podem compor a decoração da sua casa. Leia o bate-papo com Sofia Linhares e confira as dicas para acertar na escolha.

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BATERIA

A história e importância da bateria estão retratadas em uma matéria especial com nossos professores e no ensaio de Marcelo Holanda.

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TEATRO

A história do teatro é antiga e espaços como o centenário Theatro José de Alencar proporcionam ainda mais charme a esta arte.


QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA Cantar deixa a vida mais feliz e plena. Estudar com acompanhamento profissional faz toda diferença nos resultados e o canto coral pode ser uma boa opção para os mais tímidos.

Q

uem nunca se surpreendeu cantando no chuveiro? A engraçada situação é mais comum do que se pensa. Cantar faz parte do nosso instinto. A voz é o instrumento mais antigo da humanidade e já vem “instalada” em nosso corpo. Utilizá-la é tão natural para nós quanto respirar ou se alimentar. É claro que talento, técnica e dedicação diferenciam um grande cantor de um cantor de chuveiro, mas não é preciso ser especialista para perceber que o hábito de cantar deixa a vida mais feliz. O famoso dito popular, que dá nome a esta matéria, sempre esteve certo. A ciência afirma que o canto pode mesmo melhorar a vida, inclusive no aspecto profissional. O paulista Ricardo Abuhab, aluno de canto da VIVA Escola de Artes, é empresário e radialista e conta que cantar melhorou sua vida profissional. “A rotina de um empresário é pautada em reuniões com clientes e fornecedores, falamos muito ao telefone e por vezes, ainda temos que dar treinamentos ou palestras, portanto, tudo relacionado à voz. Então, vejo que estudar canto não é algo exclusivo para quem quer cantar, é direcionado para pessoas que precisam usar a voz como instrumento de trabalho e sabem o quanto é importante se comunicar bem.” Assim, a voz tem um papel primordial na comunicação e no relacionamento humano. Desde o surgimento do homem na terra, fomos descobrindo como utilizar esse recurso. Começamos experimentando sons e somando a eles a carga dramática das sensações que gostaríamos de comunicar. Depois descobrimos que era possível encadear esses sons em

Alimentação influencia? A maçã tem efeito adstringente, ao contrário do chocolate, do leite e dos queijos, que engrossam a saliva e podem atrapalhar a vibração das pregas vocais. Evite também bebidas quentes como o café que podem ressecar a laringe.

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A voz muda quando é gravada? A voz humana alcança frequências de onda entre 100 e 10.000 hertz que podem não ser plenamente captadas pela maioria dos gravadores ou telefones. Por isso, muitas vezes o timbre é alterado e até distorcido.


melodias e começamos a história da música. Mas não é apenas com empirismo que podemos entender nossa voz. A ciência também é necessária para entender como tudo isso funciona. Os sons que produzimos se originam pela vibração de duas cordas vocais, localizadas em nossa laringe. O ar que vem de nossos pulmões passa pelas cordas e produz vibrações. O som produzido vai variar de acordo com o tamanho das cordas vocais e com a tensão aplicada nelas. Outra variável é o próprio tamanho das cordas vocais que muda dependendo do sexo e da constituição física. Todas essas variações dividem as vozes em seis tipos principais: Contralto, Mezzo-Soprano ou Soprano para as mulheres e Baixo, Barítono ou Tenor para homens. Essa classificação ajuda o cantor a compreender a sua tessitura vocal, ou seja, a capacidade que sua voz tem para alcançar determinadas notas musicais. Outro fator que ajuda muito a todos os cantores é o aprendizado da técnica vocal que deve ser ensinada e acompanhada de perto por um professor. Com ela, é possível melhorar a tensão aplicada às cordas vocais e, consequentemente, melhorar a afinação, ressonância e potência da voz. Para Glairton Santiago, professor de canto da VIVA, “procurar um bom professor de canto deve ser o primeiro passo para quem deseja cantar. É necessário ter boa disciplina e perseverança para obter um bom aprendizado e desenvolvimento técnico.” Mesmo para quem não quer cantar profissionalmente, as aulas de técnica

“Estudar canto tem inúmeros benefícios como o desenvolvimento da comunicação, sociabilidade, criatividade e memória. Além do prazer de fazer música com o próprio corpo transformando emoções em melodias.”

A voz envelhece? Sim, com a idade todo o corpo muda. A redução de movimentos das articulações, alterações hormonais/emocionais, maus hábitos, calcificação das cartilagens, atrofia da musculatura laríngea ou perda da capacidade pulmonar alteram a voz.

vocal podem ser muito úteis. Glairton ressalta que “estudar canto tem inúmeros benefícios como o desenvolvimento da comunicação, sociabilidade, criatividade e memória. Além do prazer de fazer música com o próprio corpo transformando emoções em melodias e podendo tocar o outro de uma forma tão especial.” Outros benefícios também são relatados pelo professor e regente do Coral VIVA Leandro Cavalcante. “As vantagens de cantar são muitas. A gente aprende a respirar melhor, a se portar melhor e é uma forma de tentar dizer o que a palavra não consegue. O canto é uma ótima atividade no sentido neurológico também, porque mexe com muitas áreas de uma só vez, além de deixar a um passo da atuação e da representação, que é outra atividade interessantíssima pra desenvolver mente, corpo e espírito.”

“A prática do canto é uma ótima aliada para aliviar o estresse, além de ajudar a trabalhar a respiração de forma correta, beneficiando diretamente a saúde do corpo.” Vantagens não faltam, nem estão restritas apenas aos profissionais. Glairton avisa que “Mesmo para quem não tem planos de ser um cantor profissional, a prática do canto é uma ótima aliada para aliviar o estresse, além de ajudar a trabalhar a respiração de forma correta, beneficiando diretamente a saúde do corpo.” Respirar corretamente faz bem para a saúde e é fundamental para o canto. Por isso, boa parte das aulas se dedica aos exercícios respiratórios, ajudando no controle do ar para melhorar a execução das notas. Para Leandro, “Canto é 70% respiração, 29% transpiração e no 1% que sobra você dilui todos os outros fatores como talento e tudo mais.”

Como é o efeito “voz de pato”? O som da voz é projetado através do ar que tem velocidade média de 1.191 km/h. O gás hélio aumenta essa velocidade para 3.207 km/h e isso distorce o timbre de nossa voz. Apesar de engraçada, a experiência é muito perigosa.

Conheça alguns dos professores de Canto da VIVA Escola de Artes:

Glairton Santiago, Professor de Canto na VIVA Escola de Artes. Licenciado em música pela Universidade Estadual do Ceará.

Leandro Cavalcante Professor de contrabaixo e regente do Coral Viva na VIVA Escola de Artes. Licenciado em música pela Universidade Estadual do Ceará .

A VOZ MELHORA no chuveiro? A superfície dura e lisa dos azulejos reflete o som sem nenhuma absorção, isso aumenta a reverberação (o tempo em que as ondas sonoras permanecem no ambiente depois de emitidas) prolongando e encorpando o som.


QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA A importância da respiração também é destacada pelo professor Glairton que afirma que “A respiração é o dínamo da voz. Todo o trabalho técnico do canto gira em torno de uma boa respiração. O cantor só consegue desenvolver habilidades mais refinadas na medida em que consegue ter um bom domínio da respiração.” Assim como a respiração, o repouso também é essencial para quem utiliza muito a voz. Quando dormimos, o nosso cérebro libera um hormônio chamado serotonina que funciona como uma “vassourinha”, limpando o organismo, eliminando toxinas, cicatrizando feridas e recuperando também a voz. Outros hábitos devem fazer parte da rotina dos cantores. Não fumar, nem consumir qualquer tipo de droga, hidratar-se bem e evitar falar em ambientes ruidosos. Além desses cuidados básicos, a ajuda de um profissional pode fazer toda diferença. Glairton orienta que “todos devem fazer uma avaliação com um otorrinolaringologista para verificar a saúde vocal.” Leandro é ainda mais enfático quanto aos cuidados necessários para cuidar bem da voz. “Cui-

“Cuidar da voz exige muitos sacrifícios e prevenir nunca é demais.” dar da voz exige muitos sacrifícios e prevenir nunca é demais.” Outra dúvida comum é sobre a idade mais adequada para iniciar o estudo do canto. Para Glairton, a “idade não é um pré-requisito para se cantar. Gostar de cantar é o suficiente para um começo que traga prazer e motivação. Isso falando para aqueles que pretendem desenvolver um estudo formal. Mas de um modo geral, o canto é recomendado para todos sem efeitos colaterais.” O ideal é que essas práticas comecem desde cedo, mas nada impede que um adulto também possa dedicar-se a usar melhor sua voz. As crianças têm mais propensão para aprender a cantar, mas geralmente não é a idade que facilita ou atrapalha quando precisamos nos expressar ou quando estamos aprendendo a cantar.

Vozes em números: O Guinness Book conferiu diversos recordes relacionados com a voz humana, entre eles, o título de maior extensão vocal humana pertence a Tim Storms (USA) por atingir dez oitavas, de G/G#-5 a G/G#5 (0.7973 Hz - 807.3 Hz) em 2008.

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A brasileira Georgia Brown possui os recordes de nota vocal mais aguda (G10) que é inaudível ao ouvido humano e somente captada por ressonadores, além da maior extensão vocal feminina atingindo 8 oitavas, de G2 a G10.

No repertório clássico, a obra de Mozart reúne dois extremos. A nota mais aguda para um soprano que é um G5 está na obra I Popoli di Tessaglia e a nota mais grave que é um D1 está na ária de Osmim, em O Rapto do Serralho.


Leandro explica que “o que há nas crianças é o desprendimento de algumas amarras sociais e psicológicas que podem se tornar obstáculos e são muitos os adultos que não conseguem contornar isso tão fácil. Mas cantar, todo mundo pode, em todo canto, o tempo todo e no tempo que for.” O canto pode ser uma ótima ferramenta para vencer esses obstáculos emocionais e sociais, principalmente nas práticas em grupo. Não é à toa que é cada vez mais comum encontrar grupos de Corais dentro de empresas, onde os colaboradores se tornam cantores durante algumas horas. O cantar em coral proporciona uma grande integração entre as pessoas, o que é visto com bons olhos

“o canto é recomendado para todos sem efeitos colaterais”

Em 2005, Adam Lopez atinge um C#8, a nota vocal mais aguda emitida por um homem e em 2010, Roger Menees alcança o recorde da nota vocal mais grave atingida por um ser humano, que é o F#-6 (0.393 Hz).

pelos setores de Recursos Humanos e pelos diretores de empresas. Com essas atividades lúdicas, a produtividade tende a melhorar, porque o canto favorece a redução do estresse e, consequentemente, o colaborador se sente cada vez melhor. As atividades artísticas e o cantar em grupo contribuem muito para o aprimoramento individual e o convívio em grupo. Leandro afirma que “o canto certamente alivia tensões e ajuda a aumentar a produtividade profissional. Quando ficamos em dia com nosso corpo, com a nossa mente e com as nossas necessidades espirituais, tudo flui melhor, em todas as áreas.” Para o aluno Ricardo Abuhab, esse ganho de produtividade expande-se além do âmbito profissional e gera qualidade de vida. “Aprender técnicas para controle da voz, postura e técnicas de respiração ajudam na comunicação, no desempe-

A contralto Clara Butt emitia um C2, exatamente como Pauline Viardot. A poderosa Yma Sumac emitia um Db1 e Marian Anderson, em uma gravação de Schubert, Der Tod und das Mädchen, emite um G1.

nho do trabalho como também ajudam a se desgastar menos, assim sobra mais energia quando chega no final do dia e você precisa estudar ou quer ir pra academia ou ainda simplesmente fazer um happy hour com amigos.” Seja sozinho no chuveiro, na ópera ou em um coral, cantar continua espantando a preguiça, a indisposição e aumentando a qualidade de vida de quem pratica. Você pode não se tornar um grande cantor, mas deve encantar sempre que precisar da sua voz.

Serviço:

Cursos de Canto da VIVA Escola de Artes: Canto Popular, Canto Erudito, Canto Coral Infantil e Canto Coral Adulto. Informações: 3131.6560/3131.6562 www.vivaescola.com.br/cursos

Confira a Frequência de cada voz Voz de

Frequência

Crianças “Os” adolescentes “As” adolescentes Idosos

250 a 270 Hz 90 a 120 Hz 180 a 220 Hz 120 a 180 Hz

Obs.: Quanto menor a freqüencia sonora, mais grave (ou grossa) é a voz.


HOMENAGEM A vida e a obra de um artista nunca estão separadas. É assim com Sérvulo Esmeraldo e a sua contribuição para as artes visuais.

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o alto da Chapada do Araripe podemos contemplar a raiz do pensamento geométrico tão presente no imaginário e na obra de nosso homenageado. Conhecendo sua história, percebemos que não foi apenas a geometria que ele herdou e projetou de sua terra. Foi em 1929 que os moradores da pequena cidade do Crato, no interior do Ceará, viram nascer Sérvulo Esmeraldo. Um cearense singular que alguns anos mais tarde iria conquistar renome internacional como escultor, gravador, ilustrador e pintor. A infância interiorana marcada pela simplicidade foi o berço da inventividade do artista que com apenas sete anos já copiava os desenhos de revistas. Talento que progrediu para o retrato dos familiares e para a criação dos bonecos com argila. Aos poucos, as brincadeiras de criança foram substituídas pelas peraltices da adolescência e levaram Sérvulo a sair de sua cidade para estudar no Liceu do Ceará, em Fortaleza.

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Foi na capital cearense que o Cine Majestic testemunhou o encontro de Sérvulo com alguns membros da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP), da qual tornou-se associado em 1947, marcando o início de sua trajetória artística. Suas primeiras xilogravuras com formas puras em preto e branco sur-

“A arte é sua vida, sua maneira de viver e sua razão de ser.” giram das aulas de pintura com Jean Pierre Chabloz e da convivência com Inimá de Paula, Antonio Bandeira e Aldemir Martins. Experiência que foi complementada em São Paulo quando participou da montagem da 1ª Bienal Internacional de Artes e trabalhou como ilustrador e gravador do Correio Paulistano. Mesmo nesse início da carreira, Sérvulo já demonstrava sua dedicação em fomentar a arte no Ceará e em repre-

sentar nosso Estado com grande estilo por onde fosse. Em 1956, ele funda o Museu de Gravura em sua cidade natal e em 1957 realiza sua primeira exposição individual no renomado Museu de Arte Moderna - MAM/SP. Esse grande feito para um jovem artista era apenas o trampolim para voos ainda maiores. Depois da temporada paulista, viaja para Europa como bolsista do governo francês e torna sua obra mais abstrata, substituindo o figurativismo das formas puras por um concretismo consciente. Dessa fase, destacam-se os “Excitáveis”, que são compostos por caixas cobertas de acrílico dentro das quais elementos móveis respondem à eletricidade estática gerada ao se friccionar a tampa. Com tamanha criatividade, Sérvulo ganha cada vez mais notoriedade por suas obras, mas outra parte de sua história chama ainda mais nossa atenção. Um documentário da TV Assembléia revela que ele arriscou sua vida diversas vezes para levar alimentos e remédios à Alemanha Oriental, até en-


tão separada pelo Muro de Berlim. Posturas como essa nos fazem reconhecer que Sérvulo Esmeraldo é um homem à frente de seu tempo não apenas na sua obra, mas também no seu cotidiano. Com esse mesmo pensamento vanguardista, em 1978, ele retorna à Fortaleza para promover a arte contemporânea e dedica-se à arte pública, espalhando mais de 40 esculturas suas pelos prédios e pontos turísticos da cidade. Em 1986, idealiza a Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras para transformar a capital cearense em anfitriã fixa de grandes exposições. Em 2011, uma ampla retrospectiva expôs 117 belas obras de Sérvulo em uma exposição comemorativa que revela um pouco da trajetória de sua vida e obra. Observando as peças, percebemos que não é à toa que Sérvulo fala que a arte é sua vida, sua maneira de viver e sua razão de ser. Em 65 anos de carreira, Sérvulo Esmeraldo tornou-se um dos principais escultores em atividade, consagrando seu nome com extensa representatividade na história da arte brasileira, além de conquistar espaço nos principais acervos internacionais. Desde o Crato, ele ensinou ao mundo que a inspiração é, na verdade, uma busca incessante pelo que está além.


MÚsica para decorar

Sua casa e seu ambiente de trabalho podem ficar ainda mais bonitos. Escolha um instrumento musical que combina com você e aproveite uma convivência especial com seus amigos e seus familiares.

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m ambiente deve expressar calor humano, conforto, bem-estar e a música pode ajudar bastante o decorador que busca esses objetivos. Uma boa trilha sonora pode tornar o ambiente ainda mais aconchegante, mas engana-se quem acha que a música só pode estar presente através dos sons. Também é possível colocá-la em um ambiente incluindo instrumentos musicais como objetos de decoração. Com algumas peças que evoquem a música, sua casa ou seu ambiente de trabalho podem transmitir um ar mais ousado ou conservador, dependendo apenas de quais itens você irá adquirir. Instrumentos utilizados em consertos, óperas e sinfônicas, como os pianos de cauda, violoncelos, harpas, violinos e alguns sopros, são uma ótima opção para compor um ambiente

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clássico. Já os instrumentos modernos, como a guitarra e a bateria, são perfeitos para ambientes bem joviais. Independente do estilo preferido, é preciso observar alguns detalhes para acertar na composição. Escolher um instrumento que faça parte da sua história e de seus familiares, analisar o espaço que tem disponível e ainda se ele irá se harmonizar com o ambiente onde será colocado são apenas alguns dos cuidados que merecem atenção antes da compra. A Revista VIVA conversou com Sofia Linhares para saber um pouco mais sobre a decoração de ambientes com instrumentos musicais. VIVA - Com que tipo de decoração os instrumentos musicais combinam? Quais são os mais frequentes?

Sofia Linhares - Eles podem complementar diversos estilos de decoração, do clássico ao mais despojado. Vale levar em conta o mais adequado para cada ambiente, considerando as preferências dos moradores e o espaço disponível. Além de beleza e personalidade, um instrumento musical traz ao ambiente um estímulo à convivência, todos podem se reunir para ouvir um familiar mostrar seus dotes artísticos e curtir a companhia das pessoas queridas em um momento especial. VIVA - Os instrumentos musicais indicam sofisticação? Se mal usados eles podem “poluir” o ambiente? Sofia Linhares - O instrumento na decoração evoca o jeito de ser do morador e mostra muito mais que sofisticação. Ele guarda outros significados,


como revelar uma sensibilidade aguçada e o apreço pela arte e pela cultura. Já a boa integração de um instrumento à ambientação depende do bom gosto do cliente e do bom senso do profissional à frente do projeto, no sentido de harmonizar o décor ao instrumento musical, que é uma peça bem marcante, com o estilo, as cores e os materiais presentes no espaço. Também é essencial prestar atenção na funcionalidade e na circulação de

“Além de beleza e personalidade, um instrumento musical traz ao ambiente um estímulo à convivência.”

pessoas quando o desejo é utilizar um instrumento de maiores dimensões, como um piano, um violoncelo ou até mesmo uma harpa. VIVA - Geralmente em qual cômodo eles seriam colocados? Por quê? Sofia Linhares - Em um estar clássico, por exemplo, nada mais elegante que acrescentar um piano, se a amplitude do espaço permitir, assim como um quarto de adolescente fica super charmoso com uma guitarra ou um violão. O quarto é realmente uma ótima opção, eleito como o lugar por excelência de expressão dos gostos e particularidades de cada morador. O home office é outro lugar onde instrumentos ficam interessantes, principalmente os de sopro, como um belo sax. Quem gosta de bateria,

deve pensar em um espaço próprio para ela, com isolamento acústico apropriado. A garagem seria uma ótima ideia! Enfim, o importante é que o instrumento musical esteja contextualizado, que faça sentido dentro da decoração e da vida das pessoas que ali habitam.

Serviço Musical Aldeota Instrumentos e acessórios musicais. Revendedor autorizado dos Pianos Fritz Dobbert, Yamaha e Roland. Informações: 3131.6565 www.emusical.com.br


COMPOSITORES No dia 7 de outubro é comemorado o Dia do Compositor Brasileiro. Nada melhor para homenagear a música brasileira do que compartilhar um pouco sobre a história de dois grandes compositores.

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música brasileira é repleta de talentos e todos reconhecem que Alberto Nepomuceno e Villa-Lobos são referências dessa nossa história, mas o que poucos sabem é que eles tiveram mais em comum do que apenas o extraordinário talento. Alberto Nepomuceno presenteou o Brasil com seu primoroso dedilhar nos pianos e com a beleza de suas composições. Foi autor das óperas “Artemis”, “Abul” e também da inacabada “O Garatuja” que era baseada na obra de José de Alencar e tinha cunho nacionalista. A busca pela valorização do Brasil, da música e dos músicos brasileiros esteve presente em sua carreira, tornando-o conhecido como o “Pai do Nacionalismo na música erudita brasileira”. Já Heitor Villa-Lobos foi um dos compositores brasileiros mais reconhecidos dentro e fora do país. Famoso pelo seu trabalho ex-

Alberto Nepomuceno

Dicas para você que deseja ouvir e conhecer mais sobre esses dois grandes coMpositores brasileiros. Documentário para a TV PERFIL - Alberto Nepomuceno: Vida, Música e Nacionalismo

Produzido pela TV Assembleia Ceará, pode ser assistido pela internet através do canal www.youtube.com/tvassembleiaceara. O vídeo inclui entrevistas com descendentes do maestro e músicos que tocam suas obras.

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tremamente nacionalista e apaixonado pelos sons da nossa terra, Villa-Lobos soube retirar da natureza e do folclore popular inspiração para suas composições. Mas antes de ser consagrado como o maior compositor modernista do Brasil por obras como “As Bachianas” e “Trenzinho Caipira”, o ainda jovem e expoente Villa-Lobos teve sua trajetória impulsionada pelo maestro e compositor cearense Alberto Nepomuceno. Em um dos últimos concertos que realizou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Nepomuceno revelou seu entusiamo pela genialidade de um jovem compositor chamado Heitor Villa-Lobos. A admiração do maestro cearense era tanta que ele convenceu seu editor a publicar, nos versos de suas obras, uma composição de Villa-Lobos. Alberto Nepomuceno intuia que o jovem talento daria continuidade ao pioneirismo de seus trabalhos e usou sua influência para divulgar o trabalho de Villa-Lobos. Nepomuceno acreditava tanto em nossa música que foi um dos primeiros a incluir instrumentos e sonoridades do nosso país para a música erudita. No canto lírico, ele ousou e enfrentou a crítica da época ao compor canções com letras em português e costumava argumentar que “não tem pátria um povo que não canta em sua língua”. A relação dos dois compositores em momentos diferentes da carreira foi importante para a continuidade da composição erudita no Brasil. Villa-Lobos, no início de sua carreira, e Nepomuceno, já em seus últimos momentos de vida, promoveram um passar de bastão crucial para nossa cultura.

Heitor Villa-Lobos

CD Nepomuceno: Piano Works

Suíte Antiga op.11, Sonata em Fá Maior op.9 e Cinco Pequenas Peças para mão esquerda estão no CD.

CD - Villa-Lobos Conducts Villa-Lobos - Box Com 6 CDs

O box inclui as Bachianas Brasileiras, Choros e a Sinfonia nº 4 “A Vitória”.

DVD - Villa-Lobos Uma Vida de Paixão (2000)

Direção: Zelito Viana Com: Marieta Severo, Letícia Spiller, Antonio Fagundes e Marcos Palmeira.


PERFIL DAVID DUARTE

O músico e compositor David Duarte fala sobre o papel e importância do compositor.

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David Duarte conseguiu colocar suas canções autorais no topo das rádios de Fortaleza. As músicas “O que eu queria”, “À toa”, “Valeu a pena esperar” e “Conjunção Feliz” marcaram os mais de 23 anos de carreira. David também é autor da música “Compositor”, que expressa os sentimentos de quem cria novas músicas. Hoje, ele está refletindo mais uma vez sobre a função de compositor e aplicando todo o sentimento e talento em novas canções. Ele dividiu esses pensamentos com a Revista VIVA, durante esta entrevista.

“Eu me considero mais compositor do que intérprete.” VIVA - O trabalho do compositor e do intérprete tem a mesma importância? DAVID DUARTE - Para mim, o compositor tem mais importância, porque o trabalho do compositor é mais suado. É ele quem leva o pensamento vivo, a ideologia e é ele quem forma opinião. Eu me considero mais compositor do que intérprete, muito embora as pessoas gostem muito de me ouvir cantando e em alguns momentos eu também até gosto de me ouvir cantando, mas eu considero mais o meu trabalho de compositor. VIVA - Para o compositor, qual a sensação de ouvir as pessoas cantando uma composição sua? DAVID DUARTE - Hoje é uma sensação mais natural. É muito bom ouvir na rádio, mas principalmente saber que as pessoas se sensibilizaram com aquele trabalho. Quando um intérprete grava uma música de um compositor é porque ele se identificou com os elementos da melodia, com aquilo que a letra quer dizer ou que o compositor acertou na faixa de mercado que ele quer atingir. É um termômetro de que o trabalho está dando certo. VIVA - Você tem uma música chamada “Compositor”. Essa metalinguagem foi usada para expressar esse trabalho de composição? DAVID DUARTE - Sim, a metalinguagem é um dos recursos mais interessantes em qualquer tipo de arte. Essa música foi uma experiência minha quando eu estava repensando alguns valores. Ela foi escrita em 2006 e hoje, estou repensando novamente esses valores. Tenho inclusive feito músicas novas mais perenes com muita letra e um refrão legal. A música “Compo-

sitor” usou essa metalinguagem propositalmente, porque queria expressar como é angustiante você ir deitar e surgir uma música naquela reflexão no travesseiro. Você tem que levantar, porque a música te chama de tal forma que você sabe que tem que levantar e escrever. Pelas situações lamentáveis que eu já tive com esquecimento, eu sei que não dá para deixar para o outro dia. Tem que levantar, pegar o papel ou o violão e fazer a música mesmo ou pelo menos esboçar. Hoje, a gente tem os adventos dos celulares, gravadores, mp4 e tantos outros. Durmo com um deles do lado da cama e tenho muita coisa no meu celular. Quando estou quase dormindo e vem uma música, eu gravo aquela frase ou aquele trecho logo, pelo medo de perder. Porque nesse processo de criação, principalmente antes do sono, existe uma atmosfera de abertura espiritual que é diferente do estado de vigília. Então, algumas coisas vêm sob esse estado quase onírico que não viriam normalmente quando estamos acordados. Eu gosto muito dessa música.

“ A metalinguagem é um dos recursos mais interessantes em qualquer tipo de arte.” VIVA - Sites de compartilhamento e redes sociais podem auxiliar o compositor, especialmente em um mercado não tradicional como o Ceará? DAVID DUARTE - Ajuda muito, mesmo para quem não tem muitos seguidores. Eu, particularmente, tenho interagido pouco no “My space”, mas utilizo muito o Facebook, o Tumblr, o Twitter e o Soundcloud. Eu faço a música, faço a pré-produção, compartilho na internet, as pessoas opinam e eu já tenho um feedback do público. Eu passo semanas só olhando o movimento, mas quando eu quero interagir eles servem como um termômetro. Por exemplo, quando você publica uma composição que gera muitas curtições, muitos comentários e outra que gera poucas interações, você tem uma referência do que as pessoas querem ouvir e sentir. Também acho que as redes sociais podem ser perigosas, porque tem muitas máscaras e tudo pode ser muito pueril, mas as pessoas estão ali e acaba servindo como unidade de medida. VIVA - O compartilhamento de composições na internet pode auxiliar também como registro das obras? DAVID DUARTE - Sim. A postagem

está lá registrada para sempre e serve no processo para legitimar a autoria da composição. Às vezes, eu reluto em colocar uma música que esteja disputando em festivais ou concursos para não perder a característica de ineditismo ou ainda para evitar que o júri possa alegar que a composição já está publicada em algum lugar, porque isso pode prejudicar em algum aspecto. A questão autoral hoje é muito deflagrada, mas eu nunca me preocupei muito com isso não. Como meu trabalho é muito autêntico, é difícil alguém dizer que fez uma música minha. Até porque ele vai ter que comer muito feijão, ter muito tutano e muita bala na agulha para dar continuidade ao trabalho, sem parecer que aquela música minha está isolada do todo. VIVA - Você compõe letra e música de seus trabalhos. Por quê? DAVID DUARTE - Eu sou um compositor sem parceiro, mas eu não desisti de acreditar que eu possa encontrar alguém até para fazer um CD inteiro comigo. Não existe uma falta de abertura e sim uma falta de identificação. VIVA - O trabalho de composição também pode ser uma opção de hobby, algo lúdico? DAVID DUARTE - Sem dúvida, principalmente, porque o compositor tem mesmo que partir do lado lúdico. Quem faz música como hobby também pode compor sem a responsabilidade profissional, sem se preocupar se está bom. Até porque nós vemos cada coisa no mercado fonográfico atual que poderia ter sido composto até por uma criança. Quem está começando a transitar nesse universo da criação primordial deve mesmo aproveitar para compor, porque para quem já atua profissionalmente há muito tempo é difícil sair dessa carapaça da responsabilidade com o mercado. Eu tenho feito muito isso. Quando estou no carro, deixo meu celular ligado no play e algumas vezes até surge algo bom que aproveito para compor um trecho, mas nem sempre é assim. Outras vezes, começo a rir do que saiu e acho que tem que ser assim mesmo, algo leve. A música é uma arte para o alívio das pessoas, tem que ser um processo de desintoxicação espiritual e um desbloqueio mental. Acho que essa é a função da arte e a função do compositor é ter compromisso com isso. Espero que meu trabalho seja cada vez mais a representação de tudo que estou falando aqui.


Uma Escola VIVA Como entender uma escola Viva, que exala aroma musical, com gosto de sons, arte, dança e melodias? Não é preciso entender, basta sentir. Como já dizia Clarice Lispector: “Viver ultrapassa qualquer entendimento”.

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palavra arte possui uma sonoridade diferenciada. Sentir e vivê-la é um presente, uma oferta de ser mais feliz, mais humano. Ensinar arte é para poucos. Não basta ter simplesmente um espaço físico, professores e alunos. É preciso ter “o algo a mais” que inspira, motiva, embala, faz dançar e admirar. Em 2003, a VIVA nasceu e hoje é uma das melhores escolas de artes do Brasil. Ao longo de seus 08 anos, a escola busca oferecer uma estrutura ímpar. São mais de trinta salas climatizadas e adaptadas de acordo com o curso ministrado. O auditório, com capacidade para 100 pessoas, é mais um espaço onde os alunos podem colocar em prática todo o seu aprendizado através dos recitais promovidos mensalmente e adquirirem mais conhecimento participando de eventos como os bate-papos musicais onde músicos e amantes da música se encontram para trocar ideias. Para proporcionar maior conforto aos alunos e professores, a escola conta com um sistema de segurança interno, estacionamento próprio e serviço de café. Tudo pensado e realizado com todo o carinho para que a VIVA seja, verdadeiramente, uma segunda casa. Dizem que o segredo do sucesso está na busca pela perfeição, em

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aprimorar talentos e querer ser cada vez melhor. Para isso, todos os alunos, que desejam ser músicos profissionais ou não, têm à sua disposição um estúdio para ensaios e uma sala exclusiva para o coral. Além de música, a VIVA possui cursos para diversas formas de arte: dança, teatro e artes plásticas para adultos e crianças, todos cuidadosamente planejados de forma que todos os alunos tenham a oportunidade de expor seus trabalhos em espaços projetados e desenvolvidos especialmente para

“Ensinar arte é para poucos. Não basta ter simplesmente um espaço físico, professores e alunos. É preciso ter “o algo mais” que inspira, motiva, embala, faz dançar e admirar.” essa função como nossa sala de eventos e galeria de arte. As aulas tem duração de 50 a 120 minutos, de acordo com o curso escolhido. Esse é o tempo necessário para que as informações sejam passadas e aprendidas. Os instrumentos utilizados durante as aulas de música na escola são da própria instituição, mas é de fundamental importância que

cada aluno tenha seu próprio instrumento para a prática em casa. A arte de tocar, cantar, interpretar, dançar ou pintar é ensinada por professores qualificados e rigorosamente selecionados. Ao todo são 30 professores que compõem o corpo docente da escola. Todos eles são profissionais da arte, possuem formação superior e mesclam conteúdo de qualidade com métodos pedagógicos funcionais. Para ensinar os novos passos, os professores devem conhecer a verdadeira necessidade de conhecimento de seus alunos e o nível que podem alcançar. Tudo isso é feito com muito companheirismo, amizade, disciplina e conhecimento. Lilia Rios, diretora pedagógica da escola, afirma que “os professores são os instrumentos para o ensino da arte. Eles possuem uma postura diferenciada. Ensinam a arte diariamente com disciplina e educação. A relação deles com os alunos é uma troca de bons valores, tão raros hoje em dia”. Uma escola Viva em todos os sentidos da palavra. Viver é uma arte, viva! Conheça nossos cursos e encante-se.

Serviço:

Cursos: Música, Teatro, Artes Plásticas e Dança para os públicos adulto e infantil. Informações: 3131.6560/3131.6562 www.vivaescola.com.br/cursos


TOS N E IM

O

DEP

esta exproporcionando e m m ve Viva a os, a. A cada Há quase seis an aprender músic e ar sin en é e serviços, ima qu alidade dos seus periência riquíss qu a ra ho el m Escola dos profesperíodo letivo a na qualificação e st ve in e os rs vos cu nosso cresimplementa no relevante para o r to fa o m co o estado por destac sores. Também co que nos é pr gi gó da pe e rt de funcioso supo cola. Em 8 anos cimento o valio Es da o çã re di e s seus alunação bem o perfil do parte da coorde to ui m e ec nh s projetos la já co namento, a Esco ao idealizar novo a nç ra gu se ta dá mui nos, o que nos . sso festival es sõ ci e tomar de talhes para o no de os tim úl os o do esse traEstamos ajustand o resultado de to r ve e nt ca ifi at te gr dedicação anual e é bastan perto com muita de m be os am panh balho que acom unos. um dos nossos al da ca r po e carinho

Dayvid Lima Professor da VIVA Escola de Artes

Lucia Sampaio Castelo avó de Iana e Marina Castelo (alunas de violão e piano)

Acredito na importância da educação musical para o desenvolvimento e formação da criança. Encontramos na VIVA tudo aquilo que procurávamos. Local onde o aluno vive a música intensamente, não só pelo aprendizado em si, mas pela oportunidade de desenvolver a sensibilidade e a expressão musical. A música entrou na vida da Iana e da Marina através da VIVA. Agradecemos a todos que fazem esta escola e que com o seu empenho difundem a música que passa a fazer morada na vida de tantos.

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família e desicos na minha ús m o nh te is fãs de rock. a, po s tios, que são ado pela músic eu de m ro s e lo tiv pe es te e do da músiSempr palmen ou. Com o estu enciado princi ud m flu in da i vi fu o ha in en daí m que a música de pequ endi também VIVA e a partir pr na A . ei es tr ad en iz os am sa, que me vas Com 13 an musical e fiz no escola como es o a st m go nu eu te m en i lm ssos amigos. incipa ca, expand o realmente no as pessoas, pr sã a s m re xi so ro es ap of te os pr formação de realmen a casa e onde stante para a nd ba gu m se ue a rib um nt é co anual sta e ganha um parece at is e o festival àquilo que go ta s ci ai re m o os uc o, ss po um o agradecer à Além di m ele se dedica oas. Eu só poss si ss as pe is as po tr o, ou ic um mús so para as . para mostrar is na minha vida espaço a mais cia que ela tem ân rt po im la VIVA pe

Arthur César Aluno de Bai xo há 3 anos na escola

Confira o s depoim ento professor es, familia s de nossos res e alun os.

aluna antora e C Costa tes Larissa A Escola de Ar da VIV

a tinha feito aula cantar, mas nunc de to ui m ei st comecei a ter Eu sempre go 2006. A partir daí, em VA VI a er ec nh cipalmente com a de canto até co das à música, prin na cio la re ias nc ilhosa. Além de ótimas experiê Veras, que é marav Lia ra so es of pr diversas ativiajuda da minha orciona aos alunos op pr la co es a s, to e o interesse bons professore mais o conhecimen z ve da ca ar or la oferecer seus dades para aprim o o fato de a esco im ót ho Ac l. ica us e para crianças, pelo universo m as idades, inclusiv s da to de s oa ss uito importante serviços para pe que a música é m m tra os m e qu s o. A cada dia pois há estudo ento do ser human vim ol nv se de o e dos a escola de para a formação e mostrando a to do an ov in m ve VA que passa, a VI e é. artes completa qu


aconteceu Vários eventos movimentaram a VIVA Escola de Artes esse ano. Dando sempre destaque para as artes, música, teatro, canto e dança, a escola ofereceu muitas oficinas e bate-papos gratuitos para os alunos e para o público em geral.

A Companhia Experimental de Música Erudita criada e idealizada oficialmente no ano de 2011, sob a direção artística do Professor Vitor Philomeno e tendo o compositor Leandro Cavalcante como seu Regente, foi responsável pelos Master Class realizados na escola. Canto e técnica vocal com Tati Helene, flauta transversal com Duo Movimentar e canto e performance com Mere Oliveira.

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O já tradicional Bate-papo Musical, realizado mensalmente, agregou ainda mais conhecimento aos nossos alunos, pais, convidados e visitantes. Saiba o que rolou em cada edição do segundo semestre. Em agosto, Gabriel Peixoto apresentou as técnicas de Cajon. Ele explicou a história do instrumento e mostrou suas diversas utilizações. O instrumento de percussão que teve origem no Peru Colonial foi trazido ao Brasil pelos escravos africanos e ganhou inúmeros adeptos. Os ouvintes puderam manusear alguns modelos de cajon e conferir suas diferentes formas. Para finalizar a apresentação, a aluna de canto Luciana interpretou alguns sambas acompanhada pelos professores da escola. Em setembro, o professor de canto Glairton Santiago apresentou técnicas para as diversas interpretações de vozes mistas como Backing Vocal e mostrou como as vozes de apoio são essenciais para aumentar a sonoridade vocal, criar a harmonia, além de auxiliar no embelezamento da melodia. A apresentação empolgou a todos com um coro de vozes afinadas que cantou diversos trechos para demonstrar as dicas e conselhos apresentados. Em outubro, o piano foi representado pela professora Paula Jucá que apresentou um estudo sobre as técnicas pianísticas de Paulo Richerme. O Bate-papo mostrou que essa técnica pode ser aplicada a qualquer peça musical para alcançar uma execução clara e precisa, focando no treinamento de cada movimento realizado ao ato de tocar piano.


aconteceu De 21 a 24 de novembro, aconteceu a nossa IV Semana da Música. A primeira noite recebeu nossos alunos e professores na abertura da Semana. A primeira apresentação foi instrumental e contou com o sax de Antonio Barbosa e o piano de Daniel Barreto de Andrade. Seguimos com a música brasileira de Luciana Campos, Roney César Oliveira Rocha e Pedro Henrique G. Carvalho. A Banda VIVA encerrou a noite mostrando o rock de Leticia Ibiapina, Arthur César, Rafael Melo, Pedro Henrique e Ronald Soares.

A segunda noite contou com abertura de Fred Marques, Thiago Colares, Juvencio, Misael e Eduardo Santos. A apresentação foi seguida do Bate-Papo Musical sobre Arranjo com Lia Veras, acompanhada por Rebeca Câmara, Eduardo Holanda, Rodrigo BZ e Rafael Braga. A terceira noite foi dedicada ao tradicional Encontro de Corais que teve a participação de 07 grupos. Coral Viva, Coral da IFCE, Coral Master Mapurunga, Coral Canta Jazz, Coral BNB, Coral Moenda de Canto e Coral CAMED apresentaram um repertório diversificado em nosso palco.

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Para encerrar a IV Semana da Música, os alunos e professores de Canto homenagearam a obra de Djavan com a interpretação de músicas consagradas deste artista brasileiro e o repertório da noite foi apresentado assim: Professores Glairton Santiago, Lia Venturieri, Lia Veras, Liana Fonteles, Mairton Paiva e Shirley Diógenes. Música: Seduzir Ana Cecília Sobreira Girão Música: Lambada de Serpente Júlia Câmara Barros Pinto Música: Você bem sabe Eduardo Henrique Simões de Carvalho

Música: Maria das Mercedes Maria Célia, Luana e Marina Música: Lilás Carolina Diógenes Moreira Música: Correnteza Maria Beatriz Bezerra Pereira Música: Açaí Letícia Leitão Serpa Música: Cigano Amélia Alfa Machado Barros Música: Avião Guilherme de Alencar Timóteo Música: Linha do Equador Jaqueline Monica Ponte Música: Alegre Menina Odete Menescal Música: Sim ou Não

Antônia Hemily dos Anjos Oliveira

Música: Meu bem Querer Brenno de Oliveira Pontes Música: Flor de Lis Janaina de Barros Braga Música: Capim Révia Lima Música: Pétala Felipe Câmara Barros Pinto Música: E que Deus ajude Joanna Porto Nagib Música: Azul Bruno da Silva Santos Música: Sina Paulo César Praciano de Sousa Música: Retrato de Vida Larissa Costa Silva Santos Música: Samurai Larissa Costa Silva Santos Música: Samurai Thiago Martins do Nascimento Música: Tanta Saudade Sara Alves Almeida de Sousa Música: Oceano Luciana Campos da Rocha Música: Se


à Procura da batida perfeita

QUAL É O SEU PRATO PREFERIDO? Presentes na gastronomia e na bateria, os pratos fazem grande sucesso nas duas artes. Conversamos com os professores de bateria da VIVA sobre quais as preferências de cada um e eles mostraram que sabem do que realmente gostam no som e na mesa.

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Gabriel Peixoto

Prato na Bateria: Os pratos que eu mais curto são os de liga B15 ou B18, pois trazem uma concentração maior de bronze e garantem uma sonoridade mais brilhante, além de respostas mais rápidas. Na minha bateria alguns pratos não podem faltar. São eles: Splash B15 Groove da Octagon e Mini-Chine da mesma série do anterior. É sempre bom ter pratos de efeitos por perto, vão servir como uma carta na manga na hora em que a música precisar de uma sutileza que faça diferença. Prato na Mesa: Eu como de tudo, nunca tive nenhum tipo de problema quanto a isso. Para mim, prato bom é o prato cheio! Mas tem uma comida que eu não consigo resistir que é um baião de dois com nata feito pela minha mãe. Não tem como não pecar por gula quando ela decide fazer.


Ritmo, concentração e percepção espacial são alguns dos muitos benefícios de aprender a tocar bateria e o barulho típico de suas lições já não é mais um problema com o advento das novas tecnologias.

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u quero tocar bateria!” Está afirmação pode fazer tremer as almas dos pais que muitas vezes respondem com uma pergunta: “Você tem certeza de que não quer tocar outro instrumento?” Na maioria dos casos, não tem volta. O melhor a fazer é incluir o aprendizado da bateria dentro da rotina da criança e os resultados podem ser melhores do que o esperado. O estudo de bateria desenvolve as habilidades motoras e dá mais rapidez ao raciocínio, principalmente quando é iniciado ainda na infância. “As crianças têm uma maior facilidade em executar alguns exercícios e assimilar a sonoridade por ainda estarem em fase de formação motora e psíquica, é a época da curiosidade. Elas acabam se dedicando mais e colhendo frutos dessa dedicação um pouco mais cedo”, explica o professor de bateria e percussão Gabriel Peixoto. O desafio para os adultos geralmente tende a ser um pouco maior, mas nada impede o aluno de começar a estudar em qualquer idade. O esforço compensa. Outras características que são desenvolvidas pelos alunos de bateria são a autoconfiança e a capacidade de

Cláudio Fontenele

concentração necessárias em qualquer faixa etária. Este desenvolvimento acaba sendo aplicado em outras áreas, ajudando também no aprendizado do ensino tradicional (do fundamental até a faculdade) e no ambiente profissional. Mas estudar bateria sozinho não garante a evolução das habilidades técnicas com o instrumento. O professor de bateria Cláudio Fontenele avisa que “é importante procurar um professor ou uma escola especializada. Um acompanhamento vai fazer to-

“O melhor a fazer é incluir o aprendizado da bateria dentro da rotina da criança e os resultados podem ser melhores do que o esperado.” tal diferença. Outra dica importante é procurar uma turma e começar a tocar junto com amigos, em algum grupo. É muito bom para a percepção musical e principalmente para o baterista adquirir firmeza em manter o andamento das músicas”. Para os alunos que ainda não têm a bateria em casa o professor Cláudio ressalta que “o aluno deve comprar logo um par de baquetas e ficar pratican-

Prato na Bateria: Gosto de um set up de pratos mais enxuto. Costumo usar apenas chimbal, prato de condução e um prato de ataque. As vezes, uso um prato de ataque a mais. Busco ter a sonoridade do jazz no som dos pratos, por isso, gosto mais de pratos com sonoridade aberta, mais leve e com uma resposta rápida. Prato na Mesa: Eu sempre costumo dizer que meu prato favorito é comida! Não tenho muitas restrições nesse quesito. Mas se for pra escolher, eu acho que sou do time das massas, lasanhas e pizzas!

do os exercícios em casa em alguma superfície de borracha, um tapete, ou mesmo na cama etc. Só não vale quebrar as coisas dentro de casa pra não te proibirem de tocar! Este exercício é muito bom pra adquirir mais prática e segurança no manuseio das baquetas.” Em mais de 100 anos de história, a bateria evoluiu bastante e esteve presente em quase todos os ritmos e momentos importantes da música popular. Rock, jazz, samba, hip hop dependem muito de um bom baterista para acontecer. Mais recentemente, outra novidade está mudando os rumos do estudo deste instrumento. A Bateria Eletrônica tem sido aprimorada pelos grandes fabricantes, possibilitando maior número de timbres, formatos e, o melhor, o músico pode estudar utilizando fones e protegendo os ouvidos dos vizinhos. Neste início de século XXI, os pais podem ficar mais tranquilos quando seus filhos pedirem uma bateria no Natal.

Serviço:

Curso de Bateria - VIVA Escola de Artes Informações: 3131.6560/3131.6562 ww.vivaescola.com.br/cursos

Marcelo Holanda

Prato na Bateria: Atualmente estou usando um Hi Hat Quick Beat 13” da Zildjan, um ride 22” High Defintion da Zildjan e um crash 16” Sabian. Gosto desses pratos, porque eles combinam com minha personalidade musical. Entretanto, é sempre interessante o baterista ter outros sets de pratos, para sempre diversificar seu som. Prato na Mesa: Sou muito bom de garfo. Gosto de massas, carnes, sushi, comidas regionais etc.


VITRINE bateria A bateria pode ter inúmeras configurações. Você pode escolher entre as peças com variadas dimensões, além de optar por ter mais ou menos itens. Confira algumas possibilidades para incrementar seu som. BATERIAS ACÚSTICAS Bateria Configuração Básica composta por 1 Bombo 20”, 2 tons (10” e 12”), 1 surdo de 14”, 1 caixa 14” madeira com estante, 1 estante girafa, 1 máquina de chimbal, 1 prato 16”, 1 para de prato 14”, banco e pedal. Dolphin Completa: R$ 999,00 X Pro Completa: R$ 1.100,00 Prime Americana Completa: R$ 1.460,00* * com 02 estantes de prato, 01 girafa e 01 reta e peles hidráulicas Bateria Configuração Reduzida composta por 01 Bombo 18”, 2 tons (8” e 10”), 01 surdo de 14”, 01 caixa 12” madeira com estante, 01 estante girafa, 01 máquina de chimbal, 01 prato 16”, 1 para de prato 14”, banco e pedal. Prime Americana Jazz: R$ 1.460,00* * com 02 estantes de prato , 01 girafa, 01 máquina de chimbal, 01 prato 16”, 01 par de prato 14”, banco e pedal Bateria com Expansão do Kit composta por Bumbo 22”, 03 tons (08, 10 e 12), 2 surdos (14” e 16”) e caixa (14”) com estante. Prime Europa Birch: R$ 2.990,00* * com 02 estantes de prato (01 reta e 01 girafa), 01 máquina de chimbal, pedal, banco e peles hidráulicas. BATERIAS DIGITAIS

Bateria Configuração Básica composta por 1 módulos de sons, pads que simulam tambores, 01 rack, pedal e suportes de pratos. Roland HD1: R$ 2.890,00 Roland TD4K2: R$ 4.800,00 Roland TD9 KX2: R$ 9.850,00 Staff Drum c/módulo Alesis: R$ 3.200,00 Módulo Alesis DM 5: R$ 1.800,00

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PEÇAS AVULSAS

PRATOS Zidjian Set 14” HH + Crash 16” + Ride 20”: R$ 1.999,00

PELES Encore by Remo Kit 10” + 12” + 14” porosa, caixa +20”: R$ 232,00

PEDAIS Pedal XPRO Duplo: R$ 500,00 Pedal XPRO Simples: R$ 240,00 Pedal TAMA Duplo HP 910: R$ 1.900,00 Pedal Yamaha Simples R$ 285,00

BANCOS XPRO SELIM: R$ 399,00 XPRO: R$ 130,00 MAPEX T 770: R$ 635,00

ACESSÓRIOS Baqueta - VIC VRTH MOD NOVA PONTA MADEIRA (par): R$ 18,00 Porta Baqueta - Ibanez: R$ 105,00 Porta Baqueta - Zildjian: R$ 175,00 Vassourinha - Ibanez (par): R$ 90,00 Conjunto Bag para bateria - Rockbag: R$ 525,00

VIDEOAULAS Maurício Barbosa - Curso de Bateria Vol.2: R$ 37,00 Douglas Las Casas - ICortando Caminhos R$ 50,00 Duda Neves - Bateria Total: R$ 54,00 Aquiles Priester - Inside my drums: R$ 54,00

Parcelamos em até 10 vezes nos cartões de crédito. As fotos desta página são meramente ilustrativas. Os preços podem ser alterados sem aviso prévio. Consulte disponibilidade de modelos em nossas lojas.

Serviço:

Loja Eletrônica Musical Loja Aldeota Musical Av. Des. Moreira, 629 - Meireles Rua Pedro Pereira, 614 - Centro Informações: (85) 3464.2450 Informações: (85) 3131.6565 www.emusical.com.br


Presente na história humana há muitos anos, a bateria mudou bastante até alcançar a forma como é conhecida hoje. Seus ritmos e timbres despertam paixões e mostram que sua importância para a música é muito maior do que seu tempo.

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bateria é um instrumento relativamente novo, com pouco mais de 100 anos. Alguns podem até pensar que isso não é recente, mas comparando com outros instrumentos como o cravo com mais de 700 anos ou mesmo com a história da música, percebemos que esse instrumento é apenas um “adolescente”. A história da bateria se confunde com a história do Jazz, um estilo criado no início do século XX, em New Oleans, nos Estados Unidos. Nessa época, esse estilo musical era formado basicamente por sopros e instrumentos de percussão como o bumbo, caixa, blocos e pratos de choque. Muitos desses músicos eram oriundos de bandas marciais que saíam desfilando pela cidade em praças, bailes e até funerais. As bandas de “fanfarras”, como eram popularmente conhecidas, tocavam o RAGTIME que é um estilo envolvente e vibrante. Eram necessárias pelo menos três pessoas para tocar esses instrumen-

tos de percussão. Um para tocar o bumbo, outro para tocar a caixa e outro para tocar os blocos. Com o surgimento do pedal, nasceu a possibilidade de uma só pessoa tocar esse set de percussão sozinho. O primeiro pedal foi inventado em 1910, por William Ludwig, e seus primeiros modelos eram feitos de madeira. Com o aumento da procura, foi inventado o pedal de aço que evoluiu e continua sendo usado até hoje. A estante de caixa também foi outra invenção simples, mas muito importante para a praticidade da bateria. Antes, a caixa ficava apoiada em cadeiras ou era pendurada no pescoço do músico, causando muito desconforto. Somando os pedais e a estante de caixa nasceu a bateria como um instrumento executado por uma única pessoa e não mais por três. Seu primeiro nome foi trap set. Ao longo dos anos, a bateria foi sendo adaptada para todos os estilos e ritmos musicais, de modo gradual


ENSAIO A HISTÓRIA DA BATERIA

e natural. Até a década de 50, a bateria era usada quase exclusivamente em bandas de jazz e big bands. Esse instrumento pode ser tocado basicamente por baquetas de madeira, de feltro e vassourinha (brushes). Seu corpo (tambores) costuma ser construído com madeira, mas há também modelos feitos com acrílico. A caixa pode ser também de aço. A configuração mais comum é uma caixa, um bumbo, tom 1, tom 2, surdo e pratos. Os pratos são construídos com liga de bronze, liga de ouro ou latão. Cada prato tem uma função, forma e tamanho específico. O chimbal ou hi-hat é tocado com o pé e acionado com o pedal. O ride ou condução é um prato suspenso por uma estante específica e ainda há os pratos de ataques como o crash, o china e splash. Suas medidas são projetadas em polegadas, pois esta é a unidade de medida adotada no país onde são produzidas, os Estados Unidos. As peles dos tambores, antes eram feitas de couro de animal, porém, devido à dificuldade de

afinação, à conscientização ambiental e ao surgimento de novas tecnologias, as peles naturais são substituídas pelos práticos e versáteis modelos de nylon. No início da década de 80, temos outro marco da história da bateria. Surge a bateria eletrônica que utiliza sons pré-gravados, chamados de pads, e ainda podem servir como samplers. O

“Somente com o surgimento do pedal, nasceu a possibilidade de uma só pessoa tocar esse set de percussão sozinho.” baterista pode configurar a bateria do jeito que achar mais adequado para seu som. Pode colocar ou tirar quantos tambores ou pratos desejar. Essa versatilidade transforma a bateria em um instrumento bem grande ou bem simples, dependendo do estilo e local onde for tocar.

O baterista, como qualquer outro músico, tem que desenvolver sua coordenação motora, sua concentração e disciplina. Um dos grandes diferenciais desse aprendizado é o fato de também precisar desenvolver a coordenação motora dos pés. O baterista utiliza os quatro membros para tocar e isso exige um pouco mais de concentração para executar todos os movimentos necessários com naturalidade. A bateria é um instrumento musical que envolve crianças e adultos pelo seu tamanho, seu formato e seu som. Um instrumento pulsante, vibrante e envolvente que conqusitou e continua conquistando uma multidão de fãs pelo mundo.

Marcelo Holanda

Graduado e Bacharel em Música pela Universidade Estadual do Ceará, Especialista em Cultura Folclórica pela CEFET-CE e professor de bateria da VIVA.


balÉ uma carreira na ponta dos pés

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asta aprender a andar. Às vezes nem isso é necessário. Quando a melodia toca, o corpo sente e se move voluntária ou involuntariamente para acompanhar a graciosidade dos sons. Outras vezes, o som nem existe e o corpo se move guiado pela imaginação. Com o passar dos anos, alguns dançarinos desejam se aprofundar e outros veem a dança apenas como brincadeira ou diversão. O fato é que profissionais, amadores e apreciadores podem sentir que a dança irriga a alma de emoção e liberdade. Alguns estudos apontam que a dança teve o seu início ainda na pré-história, quando os homens batiam os pés no chão. No século XIX, surgiram as danças feitas em pares, como a valsa, a polca e o tango. A dança é consequência da necessidade de expressão do homem e pode ser classificada em três formas: a étnica, a folclórica e a teatral.

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O balé classico é um estilo de dança teatral que se originou na Itália renascentista durante o século XV e se desenvolveu ainda mais na Inglaterra, Rússia e França como uma forma de dança de concerto. Dizem que o balé é uma arte difícil, que exige muita disciplina e técnica, mas é muito além. Para ser uma bailarina é preciso vocação. Não é a pessoa

“Para ser uma bailarina é preciso vocação. Não é a pessoa que escolhe o balé é ele que a escolhe.” que escolhe o balé, é ele que a escolhe. Pierre Beauchamp teve papel fundamental para estabelecer as regras do balé clássico. Foi Beauchamp quem fixou as cinco posições como são executadas até hoje. Graças a ele, o balé

tornou-se um estudo metódico, sistemático e profissional com passos cada vez mais complexos, batizados na língua francesa. Por isso, é comum vermos a escrita ballet. O Brasil conta com profissionais muito talentosos. Esse ano, a bailarina Ana Botafogo completou 35 anos de carreira e, como a biografia dela diz, foi uma carreira desenhada na ponta dos pés. Ana Botafogo é primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981, ano que ingressou na companhia de dança brasileira após ser aprovada num concurso público. Ana Botafogo iniciou seus estudos de balé clássico ainda pequena em sua cidade natal. Frequentou a Academia Goubé na Sala Pleyel (França), a Academia Internacional de Dança Rosella Hightower (França) e o Dance Center-Covent Garden (Inglaterra).


Foi na França, mais precisamente na Ballet de Marseille, do famoso coreógrafo Roland Petit, que a bailarina brasileira dançou como profissional pela primeira vez. Ao longo de sua carreira, Ana Botafogo já interpretou os papéis principais de todas as mais importantes obras do repertório da dança clássica. Destacam-se suas performances em produções completas como Coppélia, O Quebra Nozes, Giselle, Romeu e Julieta, Don Quixote, La Fille Mal Gardée, O Lago dos Cisnes, Floresta Amazônica, A Bela Adormecida, Zorba o Grego, A Megera Domada e Eugene Onegin. A bailarina também levou para diversas capitais brasileiras os espetáculos ‘’Ana Botafogo In Concert’’ e ‘’Três Momentos do Amor’’. Ana Botafogo é considerada, tanto pelo público como pela crítica, uma das mais importantes bailarinas brasileiras por sua técnica, versatilidade e arte.


QUAL A ORIGEM DO BALÉ? O balé surgiu nas cortes italianas no século XV, mas desenvolveu-se principalmente nas cortes da França. A influência francesa foi marcante para o início do balé e por isso, seu vocabulário é todo composto pelo idioma francês até hoje.

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COMO SURGIU A PALAVRA BALLET? A palavra francesa ballet origina-se da palavra italiana “balleto” que é o diminutivo de ballo (dança). A palavra Ballo surge do latim “ballare” que significa dançar e é derivada do grego “βαλλίζω” (ballizo), que significa “dançar, saltar sobre”.


Para entender um pouco mais sobre essa arte conversamos com Adaylne Rodrigues que é bailarina e professora da VIVA Escola de Artes. VIVA: Quais os benefícios estudar e praticar algum estilo de balé? ADAYLINE: Os beneficios são inúmeros, não só no balé. A dança, em geral, proporciona equilíbrio, flexibilidade, força, coordenação motora e melhora a respiração. Através dela, você expressa as suas emoções e as de outras pessoas que, muitas vezes, nunca foram vividas por você. O balé aumenta a flexibilidade e força muscular; melhora o condicionamento aeróbico, a coordenação motora e o convívio social; combate medos, depressão, baixa estima, stress e timidez; além de previnir e melhorar problemas posturais. Sem falar que auxilia no relacionamento com as pessoas, proporciona amizades e crescimento emocional, além de ainda ajudar a formar o pensamento mais rápido e eficaz. São muitas as vantagens.

Adayline Rodrigues Professora de Balé da VIVA Escola de Artes.

QUAIS OS METÓDOS de formação?

Os principais metódos de formação do balé clássico são o italiano Cecchetti, o inglês Imperial, o americano Balanchine e o russo Vaganova. Este último é o mais utilizado nas principais escolas e companhias do mundo, como o Balé Bolshoi.

VIVA: Para quem não quer ser bailarino profissional, qual a vantagem das aulas de dança? ADAYLINE: A dança é uma atividade física que pode ser usada como excelente terapia, por que ela gera uma sensação de bemestar físico e mental. Mesmo quem não deseja ser profissional pode usufruir muito das aulas de balé. Virtudes como concentração, comprometimento, responsabilidade, senso estético são apenas alguns dos aprendizados que o balé proporciona. Outro ponto interessante é que ele também desperta seus praticantes para o mundo competitivo e mostra que dedicação, respeito ao próximo e humildade são

QUAIS OS TIPOS DE TUTU? O tutu faz parte do vestuário do balé desde 1820, mas só recebeu esse nome em 1881. O modelo romântico utiliza uma saia alongada até o joelho, já o tutu italiano é composto por saias curtas e rígidas, como pétalas ao redor do quadril.

tudo. Por tudo isso, quem dança é mais feliz. VIVA: O balé é recomendado para todas as pessoas? ADAYLINE: Claro, a dança é uma atividade física disponível para todas as pessoas. Não existe restrição. Apenas alguns passos que podem ser adaptados de acordo com cada um. VIVA: Com que idade deve-se começar a dançar? ADAYLINE: Deve começar quando sente vontade de aprender, em qualquer idade. Crianças tendem a ter mais facilidade por serem mais flexíveis, além de terem mais energia a ser gasta e, consequentemente, mais disposição. VIVA: Quais são as características principais para quem quer ser um bom bailarino/bailarina? ADAYLINE: Acredito que determinação, força de vontade, amor pelo que faz, humildade, respeito, expressão corporal/facial e técnica. Essas qualidades colocam no bolso qualquer bailarina de genética “perfeita” (magra, alta, músculos alongados e flexível). VIVA: O que a Ana Botafogo representa para o balé clássico? ADAYLINE: Todas as bailarinas significam força de vontade. Ana Botafogo está além. Ela tem o carisma que muitas outras bailarinas não tem. Assistindo a uma apresentação dela, você pode notar muito mais do que a excelência ténica. Ela transmite paixão, expressão na dança. Isso é arte e pode ser uma inspiração para todos.

Serviço:

Curso de Dança VIVA Escola de Artes

Informações: 3131.6560/3131.6562 www.vivaescola.com.br/cursos

COMO SURGIU A SAPATILHA DE PONTA?

No século XVIII, o balé romântico buscou negar a força da gravidade para dar mais graciosidade à dança e iniciou a utilização das sapatilhas de pontas pelas mulheres. Maria Taglione foi a primeira bailarina a utilizá-las em 1826.


Luthieria: Um conserto para novos concertos

Uma letra faz toda a diferença. Na palavra conserto muda o sentido. Concerto com “c”, é um espetáculo musical, uma harmonia de instrumentos ou vozes. E conserto com “s” é a ação de fazer algum reparo. Neste caso, os dois caminham juntos para que a harmonia seja perfeita.

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sala é ampla. Vários instrumentos musicais bem dispostos mostram sua beleza no reflexo bem lustrado de seu material. O som que sai através de cada toque em uma tecla ou corda nos leva a um paraíso musical. A Loja Musical Aldeota, localizada dentro da VIVA Escola de Artes, atende não só a quem deseja comprar um instrumento, mas também a quem deseja apenas fazer uma manutenção ou conserto no seu equipamento. Para isso, existe um espaço reservado chamado Luthieria. A palavra de origem francesa se refere à construção e à manutenção de instrumentos musicais e é de fundamental importância para os músicos. O carinho e o trabalho constante com o instrumento levam os músicos a consertá-lo inúmeras vezes. Quando já não


tem mais jeito aquele velho amigo fica guardado como uma relíquia, algo sagrado, parte de uma história única que não pode ser revivida, mas que ao ser lembrada traz à tona sentimentos e sensações. Antônio Marcos de Sousa Cardoso, popularmente conhecido como Marquinhos, é o responsável pelos consertos dos instrumentos musicais. Geralmente, os instrumentos que ele conserta são de corda como cavaquinho, contrabaixo, guitarra. Colagem e regulagem, troca de acessórios, tudo isso faz parte do cotidiano do jovem luthier de apenas 26 anos. “Alguns dias são mais tranquilos, mas geralmente é bem movimentado e precisamos ser bem habilidosos para cumprir todos os prazos com muito capricho.” afirma o autodidata que foi construindo seu caminho. “Ninguém

nunca reclamou dos meus consertos”, conta o luthier orgulhoso. Como se tivessem vontade própria algumas peças às vezes teimam em não entrar, testando a paciência do jovem rapaz que começou a se interessar pela arte de ser luthier quando começou a tocar violão. “Tudo começou de ouvido. Percebia que o meu violão estava com sons desarmônicos, levava para consertar e observava o conserto. Quando chegava em casa, desmontava todo ele e montava de novo.” Ao ser perguntado sobre qual é o segredo do seu trabalho ele afirma: “trabalhar com amor, com dedicação independente da marca do instrumento e ter talento. Com esforço e determinação tudo se consegue.”

Não há como duvidar. A música por si já é uma superação, a harmonia, a exigência, esta última presente no olhar atento dos músicos ao resgatar seu instrumento das mãos de Marquinhos, sejam eles adultos, jovens, crianças ou idosos. Desde a idade média até hoje, o trabalho do luthier é considerado uma função nobre. Com toda a tecnologia, com toda a preocupação em comprar o mais novo, ter o mais moderno, a luthieria e o trabalho do luthier dão uma lição: quanto mais antigo um instrumento, mais qualidade e valor ele tem, inclusive, sentimental. Por isso, só quando conserto termina é que começam os outros concertos.

Serviço:

Luthieria Musical Aldeota Informações: (85) 3131.6565


teatro umA ARTE MILENAR e um palco centenรกrio

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registro da origem do teatro é controverso e criatividade não falta para inventar as mais distintas teorias. Utilizado inicialmente para representar o Sagrado e levar uma mensagem de fé às multidões, o teatro sempre foi percebido como um recurso riquíssimo para trabalhar a mente, o corpo e, principalmente, para propagar ideias. Somente na Grécia, depois de alguns séculos, a religião deixa de ser o tema principal das interpretações. Por isso, as versões mais aceitas sobre o nascimento do teatro com o formato que conhecemos hoje é creditado ao povo grego. Independente de como ou onde surgiu, sabe-se que o teatro é uma arte milenar essencial para o ser humano. Seu nome seria uma derivação da palavra theaomai que significa olhar com atenção, perceber e contemplar. Mas muito além do simples sentido da visão, esse olhar do teatro leva os atores e o pú-

“Ser aplaudido, sentir a receptividade do público instantaneamente, poder exercitar várias personalidades e dar vida a vários personagens é uma das coisas que mais me encanta na arte de atuar. ” blico a uma experiência instigante que interpreta e descobre o significado escondido atrás do que parece óbvio. Drama e comédia unem-se no palco para estabelecer diálogos sobre a nossa existência, questionar nossos valores, crenças e expor o outro a ponto de tornálo cada vez mais próximo de nós mesmos. Essas características transcendem o idioma em que são interpretadas e aqui no Brasil não foi diferente. No século XVI, o teatro chegou às nossas terras tupiniquins ainda com objetivos religio-

Kildary Pinho

Professor de Teatro da VIVA Escola de Artes, Ator e diretor de Teatro

sos, mas aos poucos encontrou outros temas para ganhar o reconhecimento da crítica e do público. Uma história de modificações e aprimoramentos, que serviu de espelho e alvo para pessoas como Kilday Pinho. Ele é professor de teatro da VIVA Escola de Artes e encontrou nessa arte uma forma de aprender mais sobre si mesmo e sobre os outros. Amante do teatro há mais de 20 anos, ele exerce as multifacetadas funções que compõe os espetáculos e assim o ator, escritor, diretor vai somando a experiência acumulada, a constante atualização e a sensibilidade de artista. Tudo isso para tornar-se cada vez mais completo. Essa dedicação que é recompensada a cada espetáculo. “Ser aplaudido, sentir a receptividade do público instantaneamente, poder exercitar várias personalidades e com isso dar vida a vários personagens é uma das coisas que mais me encanta na arte de atuar.” afirma Kildary Pinho. Mas engana-se quem pensa que o teatro é apenas para aqueles que desejam torna-se profissionais. A diversidade de funções, mesmo para quem está no palco, é grande e quase todos os talentos artísticos podem ser aproveitados no palco do teatro. Com disciplina e concentração, os alunos mais expansivos podem ganhar papéis de protagonistas. Quem canta pode atuar com musicais ou cantarolar em uma peça contemporânea. Os dançarinos também podem usar seu ritmo e força corporal para dar mais vivacidade às cenas. São muitas as possibilidades. Kildary nos lembra que os mais tímidos também devem participar, porque “o teatro ajuda a vencer a timidez, ensina a projetar a voz, proporciona mais auto-confiança e tende a aumentar a auto-estima” Benefícios que não param por aí. “O teatro trabalha a mente e o corpo. Treina a memorização, a expressão dos sentimentos, incentiva a leitura, desperta e instiga as pessoas, a terem uma visão muito mais ampla”, afirma Kildary. Esta amplitude do teatro pode ser percebida inclusive em seu nome versátil que refere-se ao mesmo tempo à arte de interpretar e ao local onde acontece. Mais interessante é perceber que em qualquer um de seus significados, o teatro continua sendo apaixonante.


O Brasil possui alguns dos palcos mais bonitos do mundo e Fortaleza é agraciada com uma verdadeira preciosidade cultural cujas paredes guardam risos, choros, aplausos. Falamos do gigante Teatro José de Alencar que, com seus 101 anos de vida, é considerado peça fundamental no cenário cultural cearense. Abrangente, espaçoso, onde sempre cabe mais um. Nervosismo, surpresa, ansiedade, inquietação, tantos sentimentos já passaram por esse espaço localizado no centro de Fortaleza. Desde 1910 até hoje, o Theatro José de Alencar desempenha importantes papéis na vida cultural cearense.

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Para ser construído, foi preciso importar da Escócia a estrutura de metal. Ele foi inaugurado oficialmente no dia 17 de junho de 1910, com a banda sinfônica do Batalhão de Segurança. A ideia inicial do capitão Bernardo José Mello, responsável pelo projeto arquitetônico do Theatro, era de criar um teatro - jardim. Mas o jardim só foi construído bem depois, na reforma de 1974 a abril de 1975. O TJA, como é popularmente conhecido, é considerado uma referência artística e turística nacional. Visitas guiadas acontecem diariamente, exceto nas segundas-feiras. Tendo como um dos guias o bailarino Hugo Bianchi, ícone do balé cearense.

O teatro que tem o nome inspirado no autor cearense José de Alencar, na década de 80 passou por uma grande reforma e teve sua área ampliada. Atualmente, conta com outros três palcos menores, além do principal, e possui biblioteca, Centro de Artes Cênicas e salas de ensaios. Patrimônio histórico cultural desde os anos 60, o TJA continua sendo palco de grandes espetáculos.

Serviço:

Curso de Teatro para adultos e crianças da VIVA Escola de Artes

Informações: (85) 3131.6560/ 3131.6562

www.vivaescola.com.br/cursos Teatro José de Alencar Informações: 3101.2567



Revista VIVA - Dezembro 2011