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NOVO Duncan MacLeod

AMANHECER

ORLA DA CIDADE TEM SOLUÇÃO


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Julho de 2016 | Vilas Magazine | 3


q vai mal cena da cidade

Mande sua foto registrando algum flagrante inusitado da cidade, com breve descrição, para redacao@vilasmagazine.com.br

As chuvas de junho derrubaram uma árvore na av. Praia de Pajussara, em Vilas do Atlântico. Não houve prejuízos materiais nem pessoas feridas, mas a mesma sorte pode não haver com uma outra, na av. Praia de Copacabana, que aguarda apenas o melhor momento para cair

www.vilasmagazine.com.br Publicação mensal de propriedade da EDITAR - Editora Accioli Ramos Ltda. Rua Praia do Quebra Coco, 33. Vilas do Atlântico. Lauro de Freitas. Bahia. CEP 42700-000. Tels.: 0xx71/3379-2439 / 3379-2206 / 3379-4377. Diretor-Editor: Carlos Accioli Ramos (accioliramos@vilasmagazine.com.br) Dire­to­ra: Tânia Ga­zi­neo Accioli Ramos Gerente de Negócios: Álvaro Accioli Ramos (alvaro@vilasmagazine.com.br) Assistentes: Leandra da Cruz Almeida e Vanessa dos Santos e Silva Contatos: comercial@vilasmagazine.com.br Gerente de Produção: Thiago Accioli Ramos. Assistente: Bruno Bizarri Adm./Financeiro: Miriã Morais Gazineo (financeiro@vilasmagazine.com.br) Assistente: Leda Beatriz Gazineo (comercial@vilasmagazine.com.br) Distribuição: Álvaro Cézar Gazineo (responsável) Tratamento de imagens e CTP: Diego Machado Redação: Rogério Borges (coordenador) Colaboradores: Jaime Ferreira (articulista), Thiara Reges (repórter freelancer). PARA ANUNCIAR: comercial@vilasmagazine.com.br 0xx71 3379-2439 / 3379-2206 / 3379-4377 CONTATO COM A REDAÇÃO: redacao@vilasmagazine.com.br Tiragem desta edição: 32 MIL EXEMPLARES Im­pressa na Log & Print (Vinhedo/SP).

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Revista mensal de serviços e facilidades, distribuída gra­ tuitamente em todos os domicílios de Vilas do Atlântico e condomínios residenciais de Lauro de Freitas, Es­trada do Coco e região (Busca Vida, Abran­tes, Ja­uá, Ja­cuí­pe, Gua­ra­juba, Stella Maris, Pra­ia do Flamengo e parte de Itapuã). Disponível também em pontos de distribuição criteriosamente selecionados na região. As opiniões expressas nos artigos publicados são de responsa­ bilidade de seus autores e não refletem, necessariamente, as da Edi­tora. É proibida a reprodução total ou parcial de matérias, gráficos e fotos publi­cadas nesta edição, por qualquer me­io, sem autorização expressa, por escrito da Editora, de acordo com o que dispõe a Lei Nº 9.610, de 19/2/1998, sobre Di­reitos Autorais. A revista Vilas Magazine não tem qualquer responsabilidade pelos serviços e produtos das empresas anunciados em suas edições, nem assegura que promessas divulgadas como publicidade serão cumpridas. Cabe ao leitor avaliar e buscar informações sobre os produtos e serviços anunciados, que estão sujeitos às normas do mercado, do Código de Defesa do Consumidor e do CO­NAR – Con­ selho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária. A revista não se enquadra no conceito de fornecedor, nos termos do art. 3º do Código de Defesa do Consumidor e não pode ser responsabilizada pelos pro­ dutos e serviços oferecidos pelos anunciantes, pela impossibilidade de se deduzir qualquer ilegalidade no ato da leitura de um anúncio. No entanto, com o objetivo de zelar pela integridade e cre­di­bilidade das mensagens publicitárias publicadas em suas edições, a Editora se reserva o direito de recusar ou suspender a vei­culação de anúncios que se mostrem enganosos ou abusivos, por constrangimentos causados ao consumidor ou empresas. A revista Vilas Magazine u­ti­liza conteúdo edi­to­ri­al fornecido pela Agência Fo­lhapress (SP). Os títulos Vilas Ma­­gazine e Boa Dica – Facilidades e Serviços, constantes desta edição, são marcas regis­tradas no INPI, de propriedade da EDITAR – Editora Accioli Ramos Ltda.


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Editorial

Contribuições Ao longo de 17 anos de circulação a revista Vilas Magazine consolidou um espaço pró­ prio na comunicação social de Lauro de Freitas, privilegiando o jornalismo hiperlocal e o serviço de informação comercial – por meio do nosso conhecido caderno de classificados, uma marca registrada plenamente consolidada na região e até fora de seus limites. A maciça presença do empresariado local nas nossas páginas é que permite manter em circulação uma revista de médio porte como é a Vilas Magazine, sem custos para o leitor – e potencializando assim a audiência das peças publicitárias. A garantia aos anunciantes de retorno do investimento em vendas completa o ciclo virtuoso. Trata-se de um modelo editorial único, desenvolvido especificamente para a realidade de Vilas do Atlântico e Lauro de Freitas, que vem sendo moldado e aperfeiçoado, ao longo do tempo. Para isso, a contribuição dos nossos leitores e anunciantes é fundamental. Nem todas as sugestões que nos chegam são exequíveis ou se encaixam no perfil editorial que adotamos, mas todas são rigorosamente consideradas, avaliadas. Continuamos abertos a contribuições de ideias, opiniões, críticas.

Cidadania Às vésperas de mais uma eleição ressurge a esperança de que alguma coisa mude para melhor. A cada dois anos renovamos essa fé em nós mesmos e no futuro e não cabe mais a ideia de que política é assunto que não nos diz respeito. A difícil situação que atraves­ samos está diretamente ligada às escolhas que fizemos e está na hora de reconhecer isso, assumir responsabilidades. São responsabilidades equivalentes à atitude de não jogar lixo na rua, principalmente se depois pretendemos reclamar de bueiros entupidos por onde a água da chuva não consegue escoar. Ou à civilidade no trânsito, que por si só seria capaz de amenizar o es­ gotamento do nosso sistema viário. Ou ainda ocupar vagas reservadas aos portadores de necessidades especiais, também estacionar sobre as calçadas, desrespeitar os limites do seu vizinho, esquecendo que os nossos se calam quando começam os dos outros, e tantos outros importantes valores inerentes à pessoas que se dizem civilizadas e/ou cidadãs.

Alvará

Carlos Accioli Ramos Diretor-editor

À vizinhança preocupada, a prefeitura de Lauro de Freitas informa que na esquina da av. Praia de Itamaracá com av. Praia de Pajussara, em Vilas do Atlântico, o que vai abrir terá que ser mesmo um restaurante. Entre as condicionantes do alvará consta a proibição de eventos de qualquer natureza, “especialmente shows musicais” com venda de ingresso. O local também não poderá ser alugado para a realização de qualquer outra atividade que não a de servir refeições, como acontece em qualquer restaurante. A conferir.

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Registros & Notas

ARQUIVO PESSOAL

RENOVAÇÃO O empresário Eduardo Carballo, ao lado dos que lhe são caros – a esposa Raquel e os filhos Pedro e Tiago –, passou uma temporada na Espanha, resgatando valores familiares, em Aboal, aldeia de Mondariz, província de Pontevedra, onde nasceu seu pai e ainda vivem parentes. ARQUIVO PESSOAL

ROTARY O Conselho Diretor do Rotary Club Lauro de Freitas, para a gestão 2016/17, já está atuando à frente dos serviços sociais voltados para a comuni­ dade. A posse aconteceu em so­ lenidade no auditório do Colégio Mendel, em Vilas do Atlântico. A nova diretoria está cons­ tituída por Almir Cerqueira, presidente; Luís Aparecido Car­ doso, vice-presidente; Leandro Andrade Reis Santana (foto), secretário; Valdemar Leal Pe­ reira, tesoureiro; Joaquim Jo­sé Freire Ramos, diretor de Protocolo; Marivaldo Batista da Paixão, diretor de desenvolvimento do quadro associativo; Milton Ribeiro Freitas, diretor de administração; Ademil­ son Mendonça de Oliveira, diretor da comissão de Projetos Humanitários; Coriolano Oliveira Filho, diretor de imagem pública; Otávio Luiz Gaino, diretor de Fundação Rotária; Haroldo Lima Neto, diretor da comissão Pró Juventude e Manuel Ale­ gria Mendes, conselheiro do Rotaract. EDMAR DE PAULO

RETORNO Verena Loureiro retoma o departa­ mento de Eventos do Riverside Hotel. Graduada em Administração com especialização em Hotela­ ria, Verena retorna ao Riverside, onde atuou por oito anos na mesma área. Sua meta é reposicionar a estrutura daquele equipamento no mercado de eventos da região. Vai se reportar diretamente à gerente geral, Rosangela Schindler, outra profis­ sional que está de volta ao Riverside

NOVO COMANDO A tenente Naila Cassia Reis Menezes de Paula recebeu do capitão Marcos Carrilho Simões Filho o comando da Base Comunitária de Segurança de Itinga, em solenidade no auditório da Unime, em 30 de junho. Julho de 2016 | Vilas Magazine | 7


cidade

Barraqueiros propõem estrutura sustentável para atender a praia de Vilas do Atlântico

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ma proposta da Associação dos Barraqueiros de Vilas do Atlântico para a orla tem potencial para evitar a favelização da praia depois da derrubada das barracas. A prefeitura de Lauro de Freitas já havia apresentado as soluções previstas para Ipitanga e Buraquinho. Em Vilas do Atlântico, os próprios barraqueiros se encarregaram de encomendar uma so­ lução arquitetônica que tivesse potencial para ser aprovada pela Superintendência de Patrimônio da União. Conforme adiantado pela Vilas Magazine na edição de junho, a proposta é montar quiosques – barracas de menor porte – junto às ilhas de entrada no calçadão, nos acessos às alamedas. O calçadão seria desviado naqueles pontos para passar por trás das novas barracas, um nível acima delas. A proposta é montar uma “barraca ecológica” com área construída de 110 m² e soluções avançadas, como o uso de containers como base estrutural – uma alternativa cada vez mais usada em pro­ jetos arquitetônicos sustentáveis. Um dos aspectos mais interessantes é que as novas barracas estarão abaixo do nível do calça­ dão, sem impactar a paisagem. As janelas e

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portas externas serão em vidro temperado de 8 mm e 10 mm de espessura. A estrutura é modular, sem a neces­ sidade de fundações ou cobertura. A estrutura metálica original do container é a própria base das barracas, cada uma com dois módulos de 12m x 2,7m e 5,95m x 2,7m. Acima da cobertura haverá pergolados de madeira e policarbonato para evitar acúmulo de água pluvial. Um piso em cerâmica está previsto para todo o projeto, fixado com material líquido colante – e não argamassas. Internamente, o forro será em PVC e nas paredes internas, nas divisórias de ambientes, será utilizado um mate­ rial chamado “steel frame”, composto por gesso acartonado e estrutura de divisórias em aço galvanizado. Nas áreas molhadas será utilizado gesso acartonado

especial, resistente à umidade. Na área de cozinha, junto aos fogões, o gesso acartonado será resistente ao fogo. As instalações hidráulicas e sanitárias – ponto sensível da questão envolvendo as barracas de praia – terão tratamento bio­ químico de resíduos, utilizando tratamento com bactérias em gel nas fossas químicas. O resultado garantido pelo memorial descritivo do projeto é que a água des­ cartada terá 95% de pureza, podendo mesmo ser utilizada na irrigação de plantas e gramados. Ministério Público Na última audiência pública de con­ ciliação sobre o processo do Ministério Público Federal que pede a remoção das barracas de praia em Lauro de Freitas, no final de maio, o juiz Carlos d’Ávila Teixeira


deixou claro que não haveria naquele momento um ultimato ao prefeito Márcio Paiva (PP), para promover a derrubada em prazo certo. E marcou nova audiência de conciliação para 26 de setembro – uma garantia de que, pelo menos até lá, tudo continua como está. O prazo de quatro meses pode ser importante para viabilizar as soluções propostas pela prefeitura de Lauro de Freitas e pela associação de barraqueiros para as três praias da cidade, antes da demolição das barracas. A própria advo­ gada dos barraqueiros de Vilas do Atlân­ tico já não pediu, durante a audiência, a manutenção das barracas na areia, mas apenas prazo para se construir o projeto alternativo. Já a presidente da Associação de Moradores de Vilas do Atlântico (Amova) Janaína Ribeiro, que também falou ao juiz durante a audiência, disse que a comu­ nidade quer manter as barracas e pediu a gestão da orla para a entidade, mas Carlos d’Ávila Teixeira descartou a possi­ bilidade, reafirmando que a competência é do município. A hipótese de firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para manter as estruturas atuais foi descartada porque a ação já foi ajuizada.

A ideia de ocupar residências da orla para instalar barracas, que chegou a ser discutida, foi anteriormente descartada pela prefeitura porque a área é de uso residencial. Já os jardins na frente das residências, de acordo com posiciona­

Projeto arquitetônico para as novas barracas prevê baixo impacto ambiental e paisagístico

mento emitido na última audiência de conciliação da Justiça Federal, devem ser recuperados pelo poder público federal – o que ainda pode levar anos. Por isso os barraqueiros projetam as novas estru­ turas para a área do calçadão e não para a área pública hoje ocupada. Técnicos da Superintendência de Patrimônio da União (SPU) vêm fazendo medições topográficas na orla de Lauro de Freitas para determinar qual é a área pertencente à União e ao município. No trecho da praia de Ipitanga que pertence a Lauro de Freitas as novas barracas deverão ser instaladas no espaço que hoje serve como estacionamento de veículos, no contexto de uma obra de contenção da orla. O projeto já foi apro­ vado pela SPU, já tem fonte de financia­ mento e empreiteira contratada. Serão 14 quiosques em sete módulos – o mesmo modelo projetado para Buraquinho, que u terá onze módulos.

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cidade

Audiência pública de conciliação da Justiça Federal (abaixo): sem ultimatos para der­ rubada de barracas. Acessos de alamedas à orla poderão ser readequados para abrigar projeto sustentável (dir.). Técnicos da SPU fazem medições topográficas na orla de Vilas do Atlântico: definindo o patrimônio da União

NOSSA OPINIÃO

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pedido de derrubada das barracas de Lauro de Freitas foi formulado há mais de cinco anos, logo depois da demolição das estruturas que ocupavam a parte da praia de Ipitanga que pertence a Salvador. Na ocasião, o juiz Carlos D´Ávila, da 13ª Vara Cível Federal, negou o pedido e deu início ao processo de conciliação que deve se estender para além de setembro. Já naquela época se dava as barracas como irregula­ res, mas o juiz destacava que “soa precipitado falar-se em demolição ou remoção”. Determinou que a pre­ feitura se abstivesse de expedir alvarás, autorizações, licenças ou congêneres para instalação, construção, reconstrução e funcionamento de barracas ao longo da faixa de marinha, até nova decisão da Justiça Federal, mas manteve tudo de pé. Os barraqueiros também foram intimados a se abster de realizar quaisquer obras de construção, re­ construção, reforma e adaptação. Na mesma altura o

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Ibama e o Instituto Chico Mendes (ICMbio) passaram a integrar o processo, bem como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que fariam a inspeção sanitária das barracas. Mas os anos correram e nenhuma solução de fato foi apresentada para substituir as barracas que seriam removidas. A atual gestão municipal chegou a apresentar uma proposta de projeto para a orla, com um calçadão que ocupava toda a área pública, que acabou engavetada. Hoje a prefeitura procura viabilizar os projetos de Ipitanga e Buraquinho, enquanto os barraqueiros de Vi­ las do Atlântico desenvolveram uma proposta própria. A corrida agora é contra o tempo, para que se chegue ao dia da decisão judicial – já francamente prevista – com as novas estruturas de pé e dentro da lei. É essencial que se mantenha algum tipo de pre­ sença organizada nas praias, afastando o risco de favelização da orla de Lauro de Freitas.


Praia Acessível recebe idosos da Accabem

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departamento de Acessibilidade da prefeitura de Lauro de Freitas promoveu, em cinco de junho, mais uma edi­ ção do projeto Praia Acessível. A ação de incentivo, que é realizada sempre no último final de semana do mês, aconteceu com a participação de mais de 40 Pessoas com Deficiência (PcD) ou mobilidade reduzida, sendo 30 idosos atendidos pela Asso­ ciação Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes (ACCABEM) e de outros deficientes que tiveram uma manhã de banho de mar assistido, acompanhado de café da manhã. Como parte da programação, foi instalada a calçada Itineran­ te, projeto de responsabilidade social da Faculdade Maurício de Nassau,que possibilitou vivenciar as dificuldades que cidadãos que possuem mobilidade reduzida ou deficiência enfrentam diariamente para se locomover. A calçada trouxe diversos obstá­ culos que simulam o ambiente real encontrado pelos deficientes e idosos em seu dia a dia para transitar pela cidade. Buracos, sacos de lixo, rampas e até um telefone público foram espalhados por todo o percurso. Vendadas e apenas com o auxílio de uma bengala, as pessoas tiveram que se aventurar e sentir na pele as contrariedades que os deficientes podem encontrar.

O diretor do depar­ tamento de Acessibili­ dade, Vander Santos, afirma ainda que o projeto é uma forma de trazer igualdade de oportunidade para as pessoas com deficiên­ cia e mobilidade redu­ zida de usufruírem do lazer na praia. “Toda a equipe do DAC e par­ ceiros estão empenha­ dos em proporcionar um dia especial, com dedicação voltada ao bem-estar das pessoas que estarão conosco durante a Praia Aces­ sível”, diz Santos. Segundo a coordenadora do projeto, Josenita Almeida, o evento contou também com a participação de pessoas com deficiência intelectual e auditiva. “Os participantes tiveram momentos de integração para que possamos estimular o convívio e o lazer, am­ pliando o projeto com a inclusão dessas pessoas”, explicou.

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cidade

Rotary Club Lauro de Freitas incentiva arte a alunos da rede pública

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conteceu dia 31 de maio o encerramento do projeto Pintando o Sete com o Rotary, em parceria com a Secretaria de Educação de Lauro de Freitas, através do DIVIPAC. Envolvendo 300 alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, num concurso de pintura com o objetivo de incentivar a criatividade dos alunos por meio da arte, participaram do projeto alunos do 3º ano, na faixa etária dos oito aos 10 anos, de cinco escolas municipais. Coordenado pelo professor Antônio Cláudio, representando a Divipac/ Naef, o projeto buscava estimular a criatividade dos alunos. Na primeira etapa, as escolas municipais Capitulino dos Santos (Areia Branca), Jacira Ramos (Itinga), Jovina Rosa (Portão), Infância Feliz (Centro) e Catarina de Sena (Vida Nova), realizaram as pinturas, selecionando cinco alunos por unidade escolar (25 alunos) para participar da etapa final. Alunos entusiasmados, professores empolgados e mães corujas acom­ panhavam de perto a etapa final do projeto, julgados por uma comissão formada por Ana Lúcia Gomes (Coordenadora do Núcleo de Senhoras do Rotary), Marivaldo Paixão (Rotary Club Lauro de Freitas) e Sônia Machado (DIVIPAC), que apresentaram suas avaliações: 1° lugar, Ailton Santos da S. Junior (Escola Catarina de Sena), premiado com uma bolsa de estudos para um curso de pintura na Arte Cedraz; 2° lugar, Abraão Cerqueira (Escola Jacira Fernandes Mendes) e 3° lugar, Evelin Nicole (Escola Jovina Moreira Rosa), ambos premiados com kits de pintura e livros para colorir. A gestora Jandira Santos, da escola Capitulino Santos, destacou “Iniciativas como esta desenvolvida pelo Rotary, através do Projeto Pintando o Sete cola­ boram positivamente para mudança da rotina escolar, desenvolvendo o gosto pela arte e a alegria”. Os vinte e cinco selecionados receberam medalhas de participação e o material necessário para as pinturas foi cedido aos alunos pelo Rotary Club Lauro de Freitas. A escola vencedora, Catarina de Sena, ganhou 60 caixas de Lápis de cor e a professora, um Kit de pintura e livros para colorir. Prestigiaram o evento de encerramento, o presidente do Rotary Club Lau­ ro de Freitas, José Bonifácio, além dos rotarianos Jaime de Moura Ferreira, Coriolano Oliveira, Ademilson Mendonça e Marivaldo Paixão, a Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas, representantes da Secretaria de Educação (DIVIPAC), gestores, mães, alunos e professores.

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Professor Antonio Claudio, coordenador do pro­jeto, e o presidente do Rotary Club, José Bonifácio Silveira Gomes (de amarelo) premiaram os alunos vencedores


Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas e parceiros promovem a 1ª edição do projeto Rios de Poesias

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Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas e a Escola Ana Lúcia Ma­ galhães, com o apoio da Secretaria de Educação do município, objetivando motivar a inclusão de jovens estudantes no segmento literário, através da poesia, e conscientizar as pessoas sobre a impor­ tância da preservação do Meio Ambiente, promoveram em junho, a primeira edição do Projeto Rios de Poesias. Participaram 25 poetas, estudantes da instituição de ensino, que apresen­ taram a uma comissão constituída por acadêmicos da Academia de Letras e Artes de Lauro de Freitas, poemas com conteúdo bem reflexivo sobre a preser­ vação dos rios. Os vencedores foram: 1° lugar, Raiane Souza, com o poema “Rios”; 2° lugar,

Marcos Vinícius, com o poema “Rios de Água” e Janderson Santos, poema “Rio Majestoso”, e 3° lugar, Brenda Melissa, que apresentou o poema “Rio Joanes”. Todos foram premiados com livros de autores do município. O projeto foi coordenado pelo acadêmico e educador, An­ tônio Cláudio, com o apoio de co nf ra d es d a A ca d e m i a d e Letras e Artes de Lauro de Frei­ tas, tendo par­ ticipação direta da presidente

Janeide Borges. Presentes na premiação, além da equipe que constituiu a comissão, a aca­ dêmica e conferencista, Dulce Sampaio, professores, convidados da área da arte e cultura e o presidente do Rotary Club Lauro de Freitas, José Bonifácio Silveira Gomes, que elogiou a iniciativa e a im­ portância da continuidade do evento. O evento ainda teve um passeio de barco pelo Rio Joanes, mostrando aos alunos participantes a triste realidade em que se encontra este importante rio.

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cidade

Espaço abandonado do Terminal Turístico será Centro de Cultura

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área anexa ao Terminal Turístico Mãe Mirinha de Portão, hoje aban­ donada, deve ser transformada num Centro de Referência de Cultura Popular, por meio de parceria da prefeitura de Lauro de Freitas com a iniciativa privada. De acordo com o secretário municipal de Cultura André Siqueira, responsável pela área e que assumiu a pasta em abril último, o prefeito Márcio Paiva (PP) já deu sinal verde para a iniciativa. Siqueira diz que já tem dez empresários interes­ sados em tocar o projeto por concessão do município. A ideia básica é remover o que hoje são ruínas na área do terminal turístico junto ao rio Joanes e ali construir um palco fixo, com camarotes, para apresen­ tações culturais. “O Bankoma, que hoje faz ensaios no Pelourinho, poderia fazer

O secretário de Cultura André Siqueira diante das ruínas do terminal turístico: planos para a recuperação podem ser adiados pelo ano eleitoral

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lá”, projeta André Siqueira. Quiosques para alimentação seriam construídos pela iniciativa privada para bancar a recuperação do espaço. “Nada luxuoso”, diz ele, “mas bem funcional”. Outra estrutura prevista para aquela área é a Casa da Capoeira. Siqueira, que é mestre de capoeira angola, quer estimu­ lar a prática do esporte entre as crianças e adolescentes da cidade, em especial as de Portão. Uma feira de artesanato permanente é outra das propostas do secretário para o espaço que, de acordo com ele, será limpo em breve para apresentação aos possíveis investidores. A intenção é cercar o espaço o mais brevemente possível. Devido ao abandono, as ruínas vêm sendo desmontadas por populares que retiram telhas, madeiramento dos te­

lhados e tudo o que pode ser carregado. Como as estruturas se destinam a demo­ lição não tem havido grande preocupação por parte da prefeitura. O projeto de concessão do espaço à iniciativa privada só não andou ainda, de acordo com Siqueira, por conta de análi­ ses relacionadas ao ano eleitoral, quando a prefeitura tem limitações legais para o que pode ou não fazer. O secretário tinha reunião marcada com a Procuradoria do município para avaliar o que fazer. Siqueira, entretanto, tem um “plano B”. A Casa da Capoeira poderá ser ins­ talada onde hoje funciona o Museu ..., que agora vai ser montado no espaço onde já funcionou o Banco de Serviços, no Centro. A Casa do Povo de Santo, outro projeto da secretaria de Cultura, vai ocupar o pré­ dio do terminal turístico onde atualmente funciona a secretaria. Os departamentos da Cultura mudam para o prédio novo anexo ao terminal rodoviário de Portão, ao lado do terminal turístico.


Comerciantes do Centro reagem a proposta de estacionamento pago

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implantação do estacionamento pago em via pública – a chamada “zona azul” – foi o tema principal da reunião da Associação de Comercial de Lauro de Freitas com empresários do Centro, realizada em primeiro de julho. O encontro faz parte de um ciclo debates mensais. A avenida Praia de Copacabana, em Vilas do Atlântico, é uma das “áreas piloto” que a prefeitura vem estudando para implantar o estacionamento pago. No verão especialmente, a via fica lotada com automóveis dos banhistas que fre­ quentam a praia. Os outros locais da cidade que devem receber o sistema incluem Buraquinho, Jardim Aeroporto, o entorno do Largo do Caranguejo, Portão e Ipitanga. A ideia é implantar o sistema por etapas e não todas de uma vez. A ideia ainda é preli­ minar, avisou a prefeitura. O tempo de permanência no Centro deverá ser de uma hora, com tolerância

de mais uma. O usuário deverá pagar R$ 3 por hora pelo direito de estacionar em via pública. Os comerciantes protestaram contra a ideia, mesmo em termos preliminares, já que uma das vantagens do comércio de rua em relação aos shopping centers é ter estacionamento gratuito. A prefeitura argumenta que o estacionamento pago permitirá fluxo maior de consumidores na área comercial da cidade, uma vez que a disponibilidade de vagas, na prática, vai aumentar – em função da limitação de tempo de estacionamento. Uma das ideias sugeridas pelos co­ merciantes é que o estacionamento pago funcione apenas durante o horário ban­ cário, quando há maior fluxo de pessoas. O presidente da Associação Comercial Ricardo Souza diz que qualquer mudança que implique em aumento dos custos dos empresários ou que vá impactar o faturamento das empresas tem que vir precedido de muito debate com os

empresários. A liberação de alvarás para estabele­ cimentos comerciais que não têm vagas de estacionamento foi objeto de críticas de comerciantes que foram obrigados a oferecer vagas para os seus clientes. A criação de medidas de inibição do comércio ambulante também foi assun­ to da reunião. Um canal de denúncia junto ao poder público que possa coibir o comércio clandestino fez parte das reivindicações. Reunião da Associação Comercial no Centro: estacionamento pago gera polêmica

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cidade

Plano prevê abastecimento de água integrado para Lauro de Freitas Mário Marques

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ampliação do sistema adutor da Barragem de Santa Helena para o reservatório da Barragem Joanes II e a implantação imediata de nova es­ tação elevatória na Barragem de Santa Helena é uma das propostas do Plano de Abastecimento de Água da Região Metropolitana de Salvador, Santo Amaro e Saubara (Parms). A Joanes II fica a montante da Bar­

Apresentação do Plano de Abas­te­­ci­ mento de Água da Região Me­tro­politana de Salvador, Santo Amaro e Saubara (Parms): soluções para o abas­tecimento de água também em Lauro de Freitas

ragem Joanes I, localizada no Jambeiro, em Lauro de Freitas, onde também é feita captação de água para abastecer a

Região Metropolitana de Salvador (RMS). O objetivo da ampliação é incrementar a oferta existente em 2,55 m³ por segundo. O plano foi apresentado no mês passado na Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) por técnicos da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento do Estado e beneficiará mais de 3,6 milhões de pessoas com investimentos de quase R$ 7 milhões. De acordo a secretaria, o plano indica, para os próximos 25 anos, alternativas de solução integrada do abastecimento nos municípios de Simões Filho, Lauro de Freitas e Salvador. Cássio Peixoto, titular da secretaria, disse que o Parms envolve muito mais que estudos populacionais e demandas de cada cidade envolvida. “Representa diagnósticos dos sistemas de abasteci­ mentos de água existentes, a exemplo dos mananciais, barragens, captações, adutoras, estações elevatórias e de tra­ tamento e redes de distribuições”, disse. De acordo com ele, “hoje demos mais um grande passo no sentido de evitar futuras crises hídricas”.

Operação São João tirou ambulantes da av. Praia de Itapoan

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superintendência de Ordem Públi­ ca da prefeitura de Lauro de Freitas desencadeou em junho a operação “São João Ordenado”, para fiscalizar pu­ blicidade irregular e o comércio informal não licenciado em locais públicos. Diver­ sos pontos foram visitados. Um deles foi a av. Praia de Itapoan, em Vilas do Atlântico, junto ao posto de combustível, onde ambulantes irregulares costumam fazer ponto. Segundo Emerson Macedo, superin­ tendente de Ordem Pública, nenhum

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produto foi apreendido. “Só apreendo em caso de reincidência ou desacato”, disse. A operação integrou uma série de ações focadas no período de festas juninas, com o objetivo de manter o ordenamento de espaços públicos e do trânsito de veículos e pedestres. De acordo com a prefeitura, uma grande quantidade de vendedores am­ bulantes vindos de Salvador e de outros municípios vizinhos chegam a Lauro de Freitas no período de festas. A ação visa também coibir a atuação desse comércio irregular, inclusive para não prejudicar os comerciantes regulares da cidade, que cumprem obrigações fiscais. O órgão fis­ calizador também retirou a publicidade irregular com a finalidade de diminuir a poluição visual. Pessoas interessadas em explorar o comércio informal e implantar peças de propagandas devem procurar a secretaria de Planejamento e Gestão Urbana de Lauro de Freitas 15 dias antes de cada evento, para que o pedido possa ser avaliado pelo órgão competente. A ação visa coi­bir o comércio ir­regular, in­clu­sive em defesa de co­­merciantes re­gulares da ci­da­de, que cumprem obrigações fiscais

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Grupo Vidas em Cena anima São João em escola de Itinga

festa de São João da Escola Santa Júlia, em Itinga, teve a participação dos alunos do projeto Vidas em Cena, desenvolvido pela Base Comunitária de Segurança (BCS) local. Os alunos-atores apresentaram o espetáculo “Um conto nordestino de João e Maria”. Eles interagiram com a plateia, arrancaram sorrisos e fizeram todos dançar ao som de canções juninas. O projeto consiste em aulas de teatro, ministradas pelo soldado Prins, para crianças e adolescentes moradores do entorno da BCS. Para a tenente Naila Cassia Reis Menezes de Paulo, comandante da BCS de Itinga, a iniciativa possibilita aos jovens desenvolverem novas formas de expressão, além de mostrar outras perspectivas de futuro, inclusive profissional. “Os alunos também passam a enxergar o policial como educador e transformador da sociedade e não como um agente repressor”, destacou.

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cidade

Parceria da Prefeitura com a Base Aérea de Salvador beneficia 114 munícipes

VIVIANE SALES

Estudantes na abertura do curso: formação profissional

Cadetes Mirins serão capacitados pelo Senac

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Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, por meio das secre­ tarias de Turismo, Esporte e Lazer e de Educação, contempla crianças da rede municipal de ensino no Programa Forças no Esporte (Profesp) em parceria com a Base Aérea de Salvador. A iniciativa do governo federal, através do Ministério da Defesa e dos Ministérios do Esporte, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, é realizada em diversas unidades militares da Marinha, Exército e Aeronáutica por todo o Brasil. O programa que está em Lauro de Freitas desde 2013, atu­ almente conta com 114 crianças de sete a 12 anos e tem como objetivo promover por meio da prática esportiva, a integração e a prevenção da marginalidade e violência de crianças e ado­ lescentes, através de mecanismos que possibilitem sua inclusão social, valorização da cidadania, permanência nas atividades físicas, esportivas e de lazer. As crianças do projeto tiveram a oportunidade de ver de perto o símbolo das Olimpíadas 2016, que acontece no Rio de Janeiro em agosto. A garotada de Lauro de Freitas posou ao lado da Tocha, dentro da Base Aérea.

Lavagem da Rua Treze mobiliza e anima comunidade de Portão

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oradores e amigos realizaram, em 12 de junho, a edição deste ano da tradicional Lavagem da Rua Treze de Portão. A comemoração anual tem contribuído no reforço da cultura local com a valorização de símbolos bem marcantes para a comunidade, como as baianas e a charanga. VIVIANE SALES

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Escola de Cadetes Mirins de Lauro de Freitas abriu no mês passado um Curso de Formação e Capacitação Profissional para 33 alunos que foram contratados, por um ano de trabalho remunerado, pelo projeto Jovem Aprendiz, em 12 empresas do município. Antes de começarem a trabalhar os jovens serão ca­ pacitados durante 90 dias pelo reconhecido trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Para o secretário de Educação de Lauro de Freitas Vanilson

Centro Educacional Paraiso promove recital cultural

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Centro Educacional Paraiso promoveu, dia 11 de junho, o Recital CEP Cultural 2016, com o tema “Sustentabi­ lidade”, quando foram apresentados espetáculos de arte, música, dança, teatro e audiovisual, abordados por múltiplos ângulos. “Aprendemos que uma vida auto-sustentável é uma vida com mais qualidade. Além de encontrar maiores motivações para uma rotina saudável, faz-se necessário a valorização do ‘eu’ através do encontro consigo mesmo”, enfatizou a diretora da instituição, Valéria Vaz. Nas apresentações muito criativas, os alunos mostraram que podem se organizar e criar, com a mediação dos profes­


FOTOS: AGENTES PARAÍSO

MAILSON SANTOS

Luz, a educação com eficiência é, também, capacitação profissional e emprego para os jovens: “a distância entre o sonho e a conquista é a atitude e eu parabenizo e agradeço a sensibilidade desses empresários de Lauro de Freitas”, disse. O trabalho da professora Eliana Barcelar, diretora da Escola de Cadetes Mirins e do professor Rogério Jardim, assessor técnico da instituição, tem feito a diferença com resultados que traduzem mudança de vida e esperança para os jovens e adolescentes alunos da Instituição. Para o professor Rogério, é preciso sair da triste realidade onde adolescentes se perdem na vida, por falta de trabalho, de educação. “O que se faz para o bem da Educação, sempre resultado em mudança, em positividade, em resgate na autoestima dessas crianças e adolescentes”, garante. Convidado especial, o ex-prefeito Marcelo Abreu, fundador da Escola de Cadetes Mirins, parabenizou a direção, a equipe, os alunos e destacou a atitude nobre dos empresários presentes, que abriram suas empresas para contratar adolescentes. O Projeto Jovem Aprendiz é uma parceria entre a secretaria municipal de Educação, o Senac e a Superintendência Regional do Trabalho (SRTE), que determina a negociação geradora de empregabilidade para o município e pela Consolidação das Leis de Trabalho, com registro e anotação na carteira de trabalho.

Proerd, programa educacional da PM, forma mais 560 crianças

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Polícia Militar da Bahia, através da 52ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), formou 560 crianças e adolescentes no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), em solenidade realizada dia 14 de junho. Durante três meses, o soldado Lesley e a subtenente Juracy, que integram a 52ª CIPM, ministraram as aulas nas instituições de ensino para alunos de 1°, 2° e 3° da Rede. Os três primeiros colocados no concurso de redação foram contemplados com bicicleta, tablet e celular, respectivamente, além do sorteio de brindes para os demais alunos que participaram do programa. De acordo com a PM, o Proerd tem como objetivo ensinar às crianças e adolescentes a resistirem às pressões para o uso de drogas. É um programa internacional e de caráter social e preventivo posto em prática por policiais militares selecionados e capacitados. Desde que iniciou a implantação do programa na Bahia, em 2003, a PMBA já formou 387 mil alunos e a expectativa é formar, até o fim deste semestre, mais 36 mil jovens em todo estado.

P sores, projetos artísticos de relevância conceitual e cultural. A participação das famílias dos alunos foi um dos destaques positivos do evento. Alguns ficaram surpresos com as múltiplas inteligências e talentos de seus filhos, até então, desconhecidos. “Eventos como este, tem importância fundamental na futura vida profissional do jovem, não somente para a arte e sim para qualquer área de atuação, pois eles passaram por um processo produtivo, onde tiveram que cumprir etapas com planejamento e disciplina”, destacou Valéria Vaz. Atuaram como jurados Luan Andrade (Getom), Roquelina Santos (Conselho de Cultura de Lauro de Freitas) e o diretor da Prepara Cursos, Bruno Sampaio. O evento também contou com o envolvimento de Alexandre Sena (artes e audiovisual), Anália do Vally (teatro, dança e figurino), Paulo Vizeu e Francisco (música). Na coordenação geral, Felipe Lucena e Moises Malheiros.

Alunos aprovam música clássica nas escolas

arceria entre a Secretaria de Educação e o Teatro Castro Alves, viabilizou apresentações em julho das cameratas da Orquestra Sinfônica da Bahia em escolas muncipais de Lauro Freitas. Sob coordenação musical de Fátima Morais, a camerata iniciou suas apresentações na Escola Municipal Pedro Paranhos, em Portão, recepcionados pela diretora professora Inês Raquel, a vice, Joceane Santana e a coordenadora, Graça Chaves. O regente Rogério Fernandes, interagia com as crianças, à cada execução, falando sobre os autores e os instrumentos musicais utilizados nas apresentações. Depois de uma música de Vivaldi, a camerata apresentou uma “carreirinha” de música do folclore infantil brasileiro, cantadas pelos alunos. A Divisão de Ações Afirmativas (Dafir), que está à frente dessas ações pela Secretaria de Educação da Semed, é dirigida pela pedagoga Rosângela Accioly. VIVIANE SALES

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espaço aberto

Que futuro queremos para Lauro de Freitas? Edson Pitta Lima

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entro de pouco mais de três me­ ses estaremos elegendo novo executivo e novo legislativo para o município de Lauro de Freitas. O que esperar desses novos gestores? Desde 2000, encerrada a gestão de Roberto Muniz, o município vem sofrendo com a falta de criatividade das gestões que, quando realizam algo, não se diferencia dos antecessores: cooptam o legislativo com cargos e empregos para apadrinhados, pavimentam algumas ruas, tapam buracos pessimamente – o buraco de hoje é sempre o calombo de amanhã –, reformam ou constroem escolas, mas insistem em um modelo de educação que há décadas vem sendo reprovado, reformam e implantam novos equipamentos de saúde, mas mantém serviços de baixa qualidade, com o cidadão enfrentando filas humilhantes quando não são atendidos em corredores e até no chão, coletam o lixo nos bairros centrais e de classe média, enquanto nos bairros pobres os montões de lixo atraem ratos, falam em qualidade ambiental, enquanto os esgotos correm pelos logradouros, e no final da gestão, deixam a administração inchada e com rombo elevado em suas finanças, conforme queixa dos seus sucessores. Nenhuma iniciativa municipal de impacto relevante na melhoria urbana ocorreu nos últimos 16 anos, e os gestores ficaram dependendo de iniciativas dos governos federal e estadual para lançar, como programas seus, a exemplo do sistema de esgoto, tantas vezes anunciado e nunca concretizado, ou a construção de casas do programa Minha Casa, Minha Vida sem a devida infraestrutura de serviços de responsabilidade do município

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e que caminham para se transformarem em futuros favelões verticais. Até mesmos nossos representantes nos legislativos estadual e federal, que aqui residem, não apresentam contribuições relevantes para justificar os votos que recebem da nossa comunidade, apenas desfrutam dos seus mandatos, atuando obedientemente a cúpula dos seus partidos. As gestões municipais sem programas e ações para atração de atividades econômicas, quando não se omitiram, buscaram criar obstáculos aos empresários interessados em se instalar no município. Pela sua posição na região metropolitana, recursos naturais e contingente de população de renda elevada, são muitos os empresários que buscam apoio da gestão municipal e que não recebem a devida atenção, a exemplo do proposto em 2010 para instalação de um “cluster” de informática, aproveitando a presença de unidades de ensino superior e instalações do Senai. Enquanto isso, a população aumenta em termos exponenciais – orgulho de muitos gestores – gerando expansão urbana descontrolada, deterioração da qualidade dos serviços públicos municipais ofertados, problemas de saneamento e drenagem dos rios e das comunidades em níveis insuportáveis, tudo isso resultando na redução da qualidade de vida, que no passado foi a marca do município. Acelerado pela construção do Metrô e Via Metropolitana, caso nada diferente seja feito, marcha, inexoravelmente, Lauro de Freitas, para se transformar em um bolsão de pobreza, violência, insalubridade, e consequente baixíssima qualidade de vida, a exemplo dos municípios limítrofes às grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília entre outras. Os moradores com maiores posses, continuarão a se fechar em condomínios ou

migrarão para melhores plagas, o que já vem ocorrendo hoje em dia. E os que ficam, que amam as comunidades em que vivem, o que farão? Os cidadãos que amam Lauro de Freitas, que aqui moram há muitos anos e não querem sair daqui, precisam reagir para estancar esse processo. E esse estancamento se inicia com a escolha de um gestor que tenha raízes no município e se preocupe com o seu futuro, que pense em viver e morrer no município e não em utilizá-lo como escada para voos políticos maiores. Precisamos romper com o atual revezamento de poder entre partidos e gestores, que já foram testados e reprovados ao comprovarem não possuirem capacidade de pensar diferente, de estancar definitivamente essa perversa lógica de redução da qualidade de vida. Um gestor que utilize o planejamento como instrumento de gestão, que reúna equipe escolhida por critérios de mérito profissional, que tenha criatividade para soluções urbanísticas inovadoras, que trabalhe com estrutura enxuta nas atividades meios (parece piada mas, nosso município com população quinze vez menor que Salvador e área de apenas 59 km² tem mais secretarias municipais que a capital), que mantenha relações com o legislativo com base em melhores serviços ofertados e apresentação de proposições que busquem beneficiar a coletividade, que pense um modelo de educação diferente, similar às que em muitos municípios do país têm dado certo, que exija e pressione o governo estadual para que os rios que passam pelo nosso território não sejam esgotos domésticos dos municípios vizinhos, que não admita filas e situações humilhantes nos postos e hospitais do município e que cuide do bem-estar dos inúmeros bairros que concentram população mais carente. O exemplo de Salvador, onde a admi-


eleições 2016

nistração do democrata ACM Neto está transformando em local de orgulho para os seus cidadãos, é perfeitamente viável um projeto de desenvolvimento urbano e econômico que discipline o crescimento do município, busque a melhoria do meio ambiente, e oferte serviços de qualidade elevada em educação, saúde, saneamento, moradia a seus cidadãos. Lauro de Freitas, apesar de estar mais uma vez com suas finanças no buraco, é o quarto município mais rico do estado, conforme dados da SEI, somente superado por Salvador, Camaçari e Feira de Santana, municípios de dimensões muito maiores. Nosso município é um caso típico de modelo de desenvolvimento endógeno, espontâneo, que pela sua posição geográfica na Região Metropolitana, recursos naturais e população com renda elevada, atrai iniciativas empresariais de variados segmentos. Com todo esse potencial e eleitores conscientes de que está na hora de nos livrarmos da mesmice do passado, tenho a esperança de que o futuro do nosso município, que será decidido em outubro por nós, eleitores, estará, a partir de 2017, no comando de um gestor com o compromisso de iniciar um processo de fazer de Santo Amaro de Ipitanga um dos melhores lugares do país para se viver. Edson Pitta Lima, professor adjunto aposentado da Faculdade de Ciências Econômicas da Ufba, coordenador do Plano Diretor do Complexo Petroquímico de Camaçari e do Plano de Habitação Orientada de Camaçari - PHOC (1973/74), secretário de Planejamento Ciência e Tecnologia da Bahia (1974/79), diretor de Recursos Humanos, de Administração e de Finanças da Usiba (1985/89), subsecretario de Habitação, de Defesa Civil e de Desenvolvimento Urbano de Salvador (2008/10), empresário dos ramos de livraria e ensino de idiomas e morador de Lauro de Freitas.

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DEM define Chico Franco para concorrer à prefeitura em Lauro de Freitas

s partidos que vão lançar candidato às prefeituras nas eleições deste ano já se movimentam para organizar a campanha, que ficou mais curta: em vez dos três meses de antes, agora são 45 dias, com início em 16 de agosto. Outra mudança relevante é que os políticos podem se apresentar como précandidatos sem configurar propaganda eleitoral antecipada, desde que não peçam explicitamente o voto de ninguém. Os pré-candidatos também podem divulgar posições pessoais sobre questões políticas, inclusive em redes sociais ou em eventos com cobertura de imprensa. Em Lauro de Freitas, há pelo menos dois pré-candidatos declarados em eventos partidários, além do prefeito Márcio Paiva (PP), postulante natural à reeleição. Um deles é Moema Gramacho (PT), que realizou em maio um encontro com a militância petista para prestar contas do mandato de deputada federal e colocou seu nome à disposição para concorrer à prefeitura de Lauro de Freitas. Em junho foi a vez do Democratas (DEM) realizar um encontro dos précandidatos a prefeito em toda a Bahia, quando o nome de Chico Franco – longamente conhecido na cidade – foi lançado para concorrer à prefeitura de Lauro de Freitas pela legenda. Detendo atualmente 12 prefeituras,

inclusive a de Salvador, o DEM quer obter um “crescimento exponencial” nas eleições municipais deste ano. O partido vai lançar candidaturas que considera competitivas em 120 cidades da Bahia. A expectativa é quintuplicar o número de municípios sob o comando da legenda a partir de 2017. Hoje com 360 diretórios municipais organizados na Bahia, o DEM realizou o encontro para orientar os pré-candidatos nas áreas jurídica, contábil e de comunicação, explicando as mudanças da legislação eleitoral, as normas para gastos, arrecadação e propaganda, além de dar dicas sobre marketing político e redes sociais. Além de Chico Franco em Lauro de Freitas, a lista de pré-candidatos da legenda inclui nomes competitivos como Júnior Marabá em Luís Eduardo Magalhães e Zito Barbosa em Barreiras. No Norte, Márcio Jandir disputa em Juazeiro. No Sul, Fernando Gomes é o nome do partido em Itabuna. Além das 120 candidaturas próprias às prefeituras, o DEM participará de chapas como vice em mais de 100 outros municípios. Chico Franco (DEM), que vem com o apoio de ACM Neto, é pré-candidato à prefeitura local para concorrer com Mo­ ema Gramacho (PT), outra pré-candidata já declarada em evento partidário

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região

Terminal aeroporto do metrô terá decisão técnica, diz Rui Costa

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governador Rui Costa (PT) disse à reportagem da Vilas Magazine, em junho, que “chegaremos a um entendimento que atenda a concepção técnica do município de Lauro de Freitas e atenda a necessidade do metrô” no que se refere à localização do terminal de ônibus que será integrado à estação aeroporto. Será essa a estação que servirá Lauro de Freitas num primeiro momento. “Vejo como legítimo o município querer discutir a posição de uma estação, absolutamente natural”, disse o governador, mas “são negociações mais técnicas, de engenharia e estrutura urbana e cabe aos técnicos conversar”. Para ele, “haveremos de chegar – os técnicos – à melhor posição, que atenda, repito, as necessidades técnicas do metrô”. Rui Costa destaca que a localização do terminal não é como “um ponto de ônibus, não tem o mesmo grau de mobilidade de

um ponto de ônibus” e que há “algumas opções, mas não são tantas opções”. Ele acredita que “com certeza se chegará a um acordo” e garantiu que o cronograma está mantido: “não vai atrasar”. O local de construção do terminal tornou-se objeto de polêmica depois que o prefeito Márcio Paiva (PP), de Lauro de Freitas, questionou o projeto da CCR Metrô Bahia de instalar o equipamento no canteiro central do Km 0 da Estrada do Coco. Na visão do prefeito, a localização não é interessante para o município. Para o presidente da CCR Metrô Bahia Luis Valença, o assunto “está praticamente resolvido”. De acordo com ele, “o terminal do aeroporto está em discussão com a prefeitura de Lauro de Freitas” e a empresa já apresentou três alternativas. “Elas estão sendo discutidas, o prefeito de Lauro de Freitas já deu declarações decorrentes dessas discussões, então

está praticamente resolvido”, afirmou. “Nós estamos aguardando os últimos detalhes para anunciar a posição do terminal, que vai ficar, enfim, do lado da estação do metrô, como tem que ser, em algum ponto ali, entre o monumento e aquelas edificações que tem do lado direito da via”, explicou Valença. Márcio Paiva lembra que a estação de Lauro de Freitas é que está prevista para o Km 3,5 da Estrada do Coco. Ele disse à Vilas Magazine que aguarda a apresentação do novo projeto. O governador e o presidente da CCR Metrô Bahia falaram à reportagem durante a inauguração do Centro de Controle Operacional da empresa, em Pirajá, Salvador. A empresa opera o sistema de metrô de Salvador e Lauro de Freitas por meio de uma parceria público-privada com o Governo do Estado. Rui Costa disse que as obras da Linha 2 estão dentro do calendário. “Nas últimas negociações da integração nós mostramos para os empresários que quanto mais rápido ela for concluída, maior será o ganho para todos, inclusive para o sis-

Paredão de telas compõe a sala principal do Centro de Controle Operacional do metrô

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FOTOS: MANU DIAS

Rui Costa e Luis Valença no Centro de Controle Operacional da CCR Metrô Bahia: aeroporto está “praticamente resolvido” tema de transporte”, lembrou. O próximo terminal a ser integrado será a Estação da Lapa, com mais de 100 linhas de ônibus. A integração dos terminais de ônibus às estações do metrô é essencial para a plena utilização do sistema – e para a própria mobilidade urbana, beneficiando diretamente os passageiros. A nova rodoviária de Salvador já será construída integrada ao metrô. Daí a importância da definição do terminal aeroporto, que na prática, pelo menos durante algum tempo, é a estação que vai atender Lauro de Freitas. A construção da extensão da linha até o Km 3,5 da Estrada do Coco, já prevista, depende da demanda de passageiros atingir determinado pico. Para o governador, Salvador terá a melhor mobilidade do País, com veículos sobre trilhos, ônibus e novas vias. “Nós inauguramos agora a Orlando Gomes, que se integrará à 29 de Março” e o “próximo passo será a inauguração do trecho da 29 de Março que dá acesso à BR-324, no mês de setembro”. Dois anos De acordo com Luis Valença, em dois anos de operação o metrô já realizou 16 milhões de embarques. “Temos 300 agentes de segurança e nenhum inciden-

te de segurança pública foi registrado”, destacou. “Esse centro de controle é capaz, com essa equipe, de operacionalizar tudo isso de forma automática, segura e pontual” – garantiu Valença – “o metrô é de fato seguro, limpo e confortável”. Oitocentas câmeras distribuídas por todo o sistema metroviário garantem o acompanhamento em tempo real do que está acontecendo nos trilhos, nas oito estações e, em breve, também dentro dos trens. Rui Costa destacou que o vídeomonitoramento abrange ainda vários pontos das passarelas de acesso às estações. “Nós vamos compartilhar essas imagens com o Centro de Comando da Secretaria de Segurança Pública”, disse. O novo centro será inaugurado este mês e reunirá informações e imagens de todo o estado. “Estamos fazendo a mesma parceria com as concessionárias da BR-324 e BR-116 e do Litoral Norte” – com isso possibilitando maior rapidez nas ações e reações das polícias Civil e Militar. Para acompanhar o que é captado pelas câmeras, 40 funcionários monitoram 44 telas LCD de 55 polegadas, controladas por um gerenciador de imagens com 44 saídas gráficas. O sistema é informatizado, com circuito fechado de TV, conce-

bido para operar 24 horas por dia, sete dias por semana, sendo capaz de gravar, exibir, recuperar e processar as imagens. VLT ESTENDIDO Rui Costa afirmou que chegaremos a 2017 “com a plena integração dos ônibus com o metrô e já queremos ter em andamento a construção o VLT, que vai sair de Paripe para Calçada e com uma extensão para a Lapa”. O governador acrescentou que o VLT poderá ser estendido para a região metropolitana, integrando os municípios de Candeias, Simões Filho, Dias d’Ávila e Camaçari por ligação ferroviária. Às oito estações da Linha 1 que já estão em funcionamento vão se somar as 12 estações da Linha 2 que estão sendo construídas, além de outras três que terão as obras iniciadas – incluindo a estação aeroporto, que servirá Lauro de Freitas. Serão 41 quilômetros de linhas e uma frota de 40 trens – o terceiro maior sistema do país, depois de São Paulo e Rio de Janeiro. “Hoje operamos com intervalos de seis minutos no horário de pico, o que nos dá uma capacidade de 200 mil passageiros por dia”, detalhou Valença. Cada trem tem capacidade para mil passageiros. A expectativa da empresa é oferecer um trem a cada três minutos no horário de pico. Julho de 2016 | Vilas Magazine | 23


De difícil acesso, Barra Grande, no Piauí, recebe ‘brisa cosmopolita’, mas se mantém deliciosamente pacata

Roberto de Oliveira / Folhapress

turismo

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ssim que as portas do avião se abrem, um bafo de ar quente invade o interior da aeronave, num choque térmico de arrepiar. Chegamos a Teresina, sob o calor escaldante que ultrapassa os 40°C, normal para os habitantes da capital do Piauí, a única da região Nordeste que fica longe da brisa litorânea. De lá, serão cinco horas de carro até as proximidades da divisa com o Estado do Ceará, onde fica Barra Grande, praia recém-descoberta pelos amantes da natureza e do kitesurfe. Pouco depois das 17h, começa um intenso movimento em direção ao areal: é a hora do pôr do sol, um espetáculo à beira-mar, numa singela vila de pescadores. O vaivém das pipas coloridas no céu reflete-se nas águas do mar, cujas tonalidades oscilam entre o verde-esmeralda e o azul-turquesa. É como se a vivacidade da paisagem recebesse novos contornos graças ao leve toque da mão do homem. De agosto a dezembro, o vento nordeste passa por toda a costa da região com muita intensidade, o que é ideal para impulsionar as pipas do kitesurfe. Com elas, o esportista ‘voa’ ao mesmo tempo em que desliza sobre a água com uma prancha presa aos pés. Durante esse período do ano, a orla de Barra Grande fica apinhada de kitesurfistas, que vêm sobretudo da Europa (de países como Alemanha, França e Itália) para passar longos dias na água até que o sol se ponha. Já apelidada de ‘meca do kitesurfe’, a vila tem seu nome definitivamente cravado no mapa-múndi do esporte. Além disso, está inserida na Rota das Emoções, traçado turístico que liga Fortaleza (CE) a

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UMA BRISA PARA CADA UM No pequeno litoral do Piauí, ventos do kitesurfe e praias desertas colocam Barra Grande no roteiro internacional do ecoturismo


São Luís (MA), passando pelo litoral oeste cearense, onde fica a praia de Jericoacoara, seguindo ainda pelo delta do Parnaíba e pelos Lençóis Maranhenses, roteiro, digamos, obrigatório para os adeptos do ecoturismo. Turista pratica kitesurfe em Barra Grande, no Piauí

ventos do kite Nos últimos dez anos, Barra Grande vem assistindo a uma importante transformação, impulsionada especialmente pelos kitesurfistas. Hoje, a vila de 1.800 moradores, situada a cerca de 400 quilômetros de Teresina, permanece pacata, protegida principalmente em razão da dificuldade de acesso ao local. Ao mesmo tempo, respira uma brisa cosmopolita, trazida por gente oriunda de diferentes partes do planeta. Como acontece em tantos paraísos à beira-mar, muitos forasteiros chegam para relaxar, esquecer a vida, mas se apaixonam e acabam ficando. Há quem goste de comparar Barra Grande à Jericoacoara de 20 anos atrás. Nas ruas de areia do povoado piauiense, além de pousadas, há bares, cafés e restaurantes de estilo ‘rústico-chique’, cujas portas se abrem somente após o pôr do sol. Quase todas desertas e extensas, as praias convidam o visitante a trafegar descontraído, livre de pudores, sobre a areia fofa, deixando-se levar pelos encantos da paisagem. Na maré baixa, é possível caminhar por cerca de 3 quilômetros mar adentro e relaxar em piscinas naturais de águas mornas e cristalinas sentindo o vento na pele. O Piauí tem o menor trecho do litoral brasileiro, com apenas 66 quilômetros de extensão – a Bahia é dona do maior pedaço, uma faixa de cerca de 1.000 quilômetros. É pequenino, sim, mas, como dizem orgulhosos os piauienses, de “uma beleza sem fim”.

‘Veio um tal de gringo, que eu nem sei de onde é’

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rabisco de cores de kitesurfistas em Barra Grande vai cedendo espaço ao crepúsculo. Severo do Nascimento, 59, não arreda pé até o céu começar a cravejar-se de estrelas. Percebe a presença de forasteiro e engata uma prosa, daquelas que prometem arrastar-se para longe de qualquer sinal de precipitação. “Primeiro, veio o pessoal de São Paulo e um tal de gringo, que nem sei de onde é”, conta o pescador, nascido e criado em Barra Grande. Com a chegada dos estrangeiros, explodiu aquele ciclo típico de lugares descobertos pelo turismo: espantam-se da beira-mar os nativos, os preços da terra disparam e abrem-se caminhos para empreendimentos voltados para atender aos visitantes. “A gente só sabia o que era pesca e roça”, lembra Severo, fitando o mar no infinito. “As coisas não tinham valor por

aqui. Vinte anos atrás, uma senhora, moradora dessas bandas, trocou o terreno dela de frente para o mar por um radinho de pilha.” Hoje, comida, bebida, estadia, passeios, tudo tem valores tabelados pela nova lei de oferta e procura. O leque de opções é vasto, das mais simples às sofisticadas. Um dos restaurantes mais moderninhos, com refeições por cerca de R$ 100 no total, é o La Cozinha, comandado pelo chef belga Hervé Witmeur, 31, outro forasteiro que ali se aquietou. No espaço, onde se mesclam a cozinha francesa e a brasileira, são usados produtos orgânicos colhidos na horta da casa. Nas mesas ao redor, outro cardápio também é vasto: o de idiomas. Inglês, francês, alemão, holandês, italiano. “Isso aqui virou outro mundo”, surpreende-se. “E imaginar que a luz elétrica só chegou a Barra Grande em 1990. Tomávamos banho nos lagos, pegávamos água na cacimba.” Esse tal de kitesurfe, segundo conta o pescador, assusta os peixes, leva-os para longe, mas trouxe para esse pedacinho do Piauí coisas que “nem pensávamos que existissem”. u Julho de 2016 | Vilas Magazine | 25


turismo

Trilha na chegada à praia de Itã, em Cajueiro da Praia

Cajueiro da Praia preserva tesouros na terra e no mar raias desertas, clima de vila, babel de idiomas e muito esporte náutico. Assim é Barra Grande, que ainda não virou alvo do turismo de massa. O refúgio pertence a Cajueiro da Praia, cidade de 7.000 habitantes. Atrás da igreja do vilarejo, uma estradinha de pedra de 8 quilômetros leva à cidade. Em grande parte do percurso, não há vivalma; fica só a sensação de ser parte de um cenário exuberante. Motivo de orgulho da cidade, o cajueiro-rei, árvore que, segundo os moradores, chega a 8.810 metros quadrados, é patrimônio natural. Disputa o título de maior do mundo com o de Pirangi (RN). Uma das praias centrais ostenta outra vegetação característica do Estado: um extenso carnaubal, que adorna as dunas do lado direito da baía. Da carnaúba, palmeira nativa do Nordeste, extrai-se a cera que, além do uso automotivo, entra na composição de cosméticos, remédios etc.

Roberto de Oliveira / Folhapress

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Roberto de Oliveira / Folhapress

banhistas na praia de barra Grande, no Piauí

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Vizinha das carnaúbas fica a base do Projeto Peixe-Boi Marinho. É na deserta praia de Itã, cujas águas lembram as do Caribe, que está a torre de observação do mamífero, a cerca de 3 km da costa. O acesso à praia, sombreada por mangues, é feito por uma trilha desenhada no verde. Se será possível avistar o peixe-boi, é impossível prever, mas uma coisa é certa: sentar-se à sombra e olhar para o mar iluminado pelo sol a pino é outro momento gratificante.


Rolam pedras

Pedras lembram um pássaro alimentando um filhote, no parque de Sete Cidades

s lentes dos óculos estão embaçadas, a visão embaralhada, a camisa lavada de suor. O sol quente anuncia: faz mais de 40°C. Até onde a vista alcança, a paisagem é composta de rochas. Habituado ao calor constante, o guia, de olhos bem treinados, vê muito mais que a aspereza das pedras: “Olhe! Repare no bico de uma águia! Você se deu conta de que parece um casal se beijando?”. Especialista nesse jogo de procurar formas inusitadas, instigado por incomum curiosidade, Osiel de Araújo Monteiro ganhou o apelido de Curiólogo. Seus 39 anos de vida vêm sendo dedicados a explorar o parque nacional de Sete Cidades, área de transição entre a caatinga e o cerrado que se esparrama na região nordeste do Piauí. O nome do parque faz referência aos sete grupos de formações rochosas, apelidados de ‘cidades’, esculpidas ao longo dos últimos 200 milhões de anos pela ação do vento, da chuva e do calor. “As pedras falam. Como toda a natureza, elas só precisam de um intérprete atencioso para entendê-las”, diz. Sem perceber, faz poesia. Conta que, quando criança, era ninado pela avó, que o fazia dormir ouvindo histórias dos sete reinos de pedra. Orientado pelo olhar dele, o visitante entra na brincadeira e não demora a enxergar nas pedras esculturas de animais, figuras humanas e o que mais a imaginação permitir: estão lá o busto de dom Pedro 1º, um cavalo-marinho, um elefante, um cachorro, o mapa do Brasil e até mesmo uma boa quantidade de falos. Outro atrativo especial do lugar são as pinturas rupestres (das quais cerca de 1.500 estão catalogadas). Datadas de mais de 6.000 anos, são estudadas por arqueólogos de vários países. Em uma delas, o controverso escritor suíço Erich von Däniken, autor de “Eram os Deuses Astronautas?”, teria enxergado a estrutura helicoidal do DNA. De dezembro a julho, com as chuvas, aumenta o volume da queda da cachoeira do Riachão, formam-se as piscinas naturais, e a vegetação fica ainda mais verde. De carro, o passeio dura quatro horas,

Roberto de Oliveira / Folhapress

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um percurso de aproximadamente 15 quilômetros. Há quem encare a trilha a pé ou de bicicleta. Independentemente da escolha, a companhia de um guia é indispensável. Os passeios organizados por esses profissionais custam de R$ 40 a R$ 80. As excursões com dez integrantes, que duram de duas a três horas, têm preços que variam de R$ 5 a R$ 10 por pessoa, dependendo do roteiro. grita, que eu te escuto Localizado a cerca de 200 quilômetros de Teresina, o parque de Sete Cidades foi criado em 1961, com o objetivo de preservar ecossistemas naturais de relevância ecológica e beleza cênica. Além de pesquisas científicas e atividades de educação ambiental, a área também é destinada ao turismo ecológico e à recreação em contato com a natureza. Ocupa uma área de 62 quilômetros quadrados (mais de 6.000 campos de futebol). Desse total, menos da metade é aberta à visitação pública. A maior parte da flora encontrada ali é típica do cerrado: espécies como murici, bacuri, pequi e pauterra. Nas manchas da caatinga, são avistados juazeiros, juremas, aroeiras e cactos,

como o xique-xique e a coroa-de-frade. O visitante pode ter a chance de assistir à revoada de bandos de papagaios. Suçuarana, veado-mateiro, tatu, mocó, paca, tamanduá-mirim, cutias e répteis também podem dar o ar da graça. É comum falcões tropicais e gaviões se manterem à espreita no caminho, bem lá no alto das rochas. Três cidades servem de base para o turista: Piripiri, Brasileira e Piracuruca. Seja qual for a escolha, vale esticar até a simpática Pedro 2º, distante cerca de 40 quilômetros do parque. Existe um mirante instalado no morro do Gritador, que, a 720 metros acima do nível do mar, possibilita uma vista panorâmica da vegetação nativa e dos imensos paredões de rocha. O morro recebeu esse nome por causa do eco produzido no local. Antigamente, segundo a lenda difundida pelos moradores, as comunidades que moravam em cima e embaixo do morro se comunicavam “na base do grito”. A paisagem inspira Curiólogo: “Quem me dera, em vez de morrer, virar pedra. Havia de ser uma bem grande, como aquela”, disse o guia, apontando para a montanha. Roberto de Oliveira / Folhapress.

COMO CHEGAR A capital Teresina recebe vôos a partir de todas as capitais brasileiras. De Teresina, para chegar a Barra Grande, deve-se seguir até Parnaíba pela BR-343 e, de lá, pegar a BR-402, chamada de Rota Turística; no caminho entre Teresina e Parnaíba está o parque de Sete Cidades. Em Barra Grande não há postos de combustível ou caixas eletrônicos; para visitar o parque de Sete Cidades, a melhor estrutura está em Piripiri.

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cOMPORTAMENTO

BORDAR, TRICOTAR E CURAR Atividades manuais ajudam na autoestima e na redução de dor, ansiedade e da pressão arterial, dizem estudos

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os 23 anos, a fotógrafa Caroline Curti foi pega de surpresa ao descobrir que tinha um cisto no ovário direito e teria que fazer uma cirurgia de emergência para retirar o órgão e as trompas. Foram quatro dias à espera da autorização do plano de saúde para fazer uma cirurgia minimamente invasiva. Como a situação pedia pressa e a resposta não veio, Caroline teve que se submeter à operação aberta, com um corte igual ao de uma cesariana. “Foi tudo muito traumático, me senti mutilada.” Dois anos se passaram e Caroline foi atrás de um projeto antigo: aprender a bordar. Assistiu a um curso e decidiu que contaria sua história com um desenho de um útero sem o ovário direito. “Quando terminei o bordado, fiquei muito emocionada. Ele ajudou a encerrar um capítulo. Foi um processo de aceitação do meu novo corpo como ele é, independentemente de ter uma cicatriz ou um ovário a menos. Foi como se eu dissesse: ’agora estou pronta para continuar’.” Para a designer Marina Dini, 29, a atividade a ajuda a se concentrar apenas naquele momento, a relaxar e a tirá-la da frente das telas e do excesso de informações. “É uma atividade que me traz calma e estimula a reflexão, principalmente quando estou ansiosa”, diz. Histórias como a de Ca28 | Vilas Magazine | Julho de 2016

roline e Marina mostram como bordar e tricotar pode trazer benefícios para a saúde. E estudos e especialistas garantem que esses efeitos são maiores do que se pensava. O cardiologista americano Herbert Benson, professor de medicina integrativa de Harvard, afirma que atividades como bordar e tricotar induzem a um estado de relaxamento similar ao da meditação. Depois que se passa da curva inicial de aprendizado, elas podem reduzir os batimentos cardíacos, a pressão arterial e os níveis de hormônios ligados ao estresse. Caroline Curti, 25, fez um bordado no qual retrata a retirada de seu ovário direito Danilo Verpa / Folhapress

Uma pesquisa da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, com 38 mulheres com anorexia, mostrou que para mais de 70% delas a atividade reduziu a intensidade de medos e pensamentos sobre o distúrbio alimentar. Outro estudo, publicado no ‘Journal of Neuropsychiatry & Clinical Neurosciences‘, apontou que praticar crochê e tricô reduz as chances de transtornos cognitivos leves e perda de memória. O estudo foi feito com 1.321 pessoas entre 70 e 89 anos. A atividade também pode ajudar a reduzir a dor, segundo pesquisa com pacientes com dores crônicas do sistema público de saúde inglês. Elko Perissinotti, ex-vice-diretor do Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria da USP, lembra ainda que atividades complementares reduzem o uso de opioides no tratamento de dor crônica. “Na psiquiatria essas atividades fazem toda a diferença, como no tratamento de depressão, ansiedade e esquizofrenia, mas há benefícios também na clínica médica.” Nenhum dos estudos, porém, desvendou por quais mecanismos esses benefícios surgem. Alguns pesquisadores especulam que as atividades manuais promovem o desenvolvimento de vias neurais do cérebro que ajudam a manter a saúde cognitiva. Perissinotti vai na mesma linha. Para ele, essas práticas provocam uma espécie de reorganização no cérebro e na bioquímica cerebral. “Ainda há uma pequena resistência à alta eficácia dessas atividades como aliadas, mas novos estudos vão mudar isso em um futuro breve.” Com o New York Times / Mariana Versolato e Gabriela Malta / Folhapress


bruno poletti / Folhapress

Marina Dini, 29, que diz que bordar a deixa mais calma

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comportamento

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m 1830, São Paulo viveu um aconteci­ mento emocionante: foram instalados na cidade alguns lampiões de azeite e as pessoas puderam aproveitar a noite, marcar encontros (a cidade do Rio de Janeiro foi a primeira a ter iluminação à base de óleos vegetais e animais, em 1794). Luz elétrica para valer só chegou quase cinquenta anos depois, quando colocaram seis lâmpadas numa estação de trem. Quando o sol baixava, dava para conversar, jantar ou até ler um pouco. Mas vela era um item caro e um tanto perigoso de modo que o uso era comedido e as pessoas obedeciam a escuridão. Usavam-na para, de fato, dormir. Talvez seu ânimo não seja feito para tanta pasmaceira, mas seu corpo é. Nosso controle circadiano, período de aproximadamente 24 horas que regula o ciclo biológico, é sensível à iluminação. “Enquanto há luz, o corpo não entende que deve sentir sono. A sonolência que sentimos hoje está mais para estafa. O cérebro emite um alerta vermelho, não um lembrete amigável de que

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O celular deve ser a coisa que mais prejudica o sono de alguém saudável. E, ao contrário da TV, que tem um uso passivo e fica longe dos olhos, esses aparelhos ficam a polegadas do nosso nariz Camila Hirotsu, especialista em sono

devíamos ir para a cama”, explica Camila Hirotsu, especialista em sono do departamento de psicobiologia da Unifesp. Aos poucos, fomos criando as condições ideais para nos mantermos acordados. Primeiro, trocamos as velas por lâmpadas. Aí tivemos a ideia de substituílas por lâmpadas brancas cada vez mais potentes (embora não haja estudo sobre isso, especialistas acreditam que elas sejam piores para o sono do que aquelas amarelas). Em seguida vieram os televisores, computadores, os tablets e por fim decidimos que seria razoável responder a um e-mail de trabalho ou ter uma conversa calorosa por mensagem de texto um segundo antes de capotarmos na cama. “O celular deve ser a coisa que mais prejudica o sono de uma pessoa saudável”, diz Hirotsu. Não contentes em emitirem luz, esses aparelhos eletrônicos emitem luzes azuis, as mais eficientes para inibir a secreção de melatonina, o hormônio do sono. “E diferentemente, da televisão, que oferece um uso passivo e fica longe dos olhos, esses aparelhos ficam a polegadas do nosso nariz, promovem a interação. Uma coisa é assistir a um filme antes de dormir, outra é ter uma conversa sobre um assunto importante”, afirma Hirotsu. O problema dos aparelhos eletrônicos é que eles inibem e superficializam o sono em duas frentes: primeiro, emitindo a luz azul que atravessa os olhos, bate na glândula pineal (que controla ciclos vitais, incluindo o circadiano) e nos deixa alerta. Segundo, ativando nossos neurotransmissores de vigília com atividades excitantes, que aumentam a produção de cortisol, hormônio que, em excesso causa estresse e picos de ansiedade. A essa altura você já deve ter concluído que é melhor colocar o celular numa caixa e jogá-lo no oceano uma hora antes de ir dormir. Se foi isso que você pensou, a recomendação médica vai por aí. Já o tradutor Gabriel Antunes, 32, achou por bem comprar uns óculos de lente laranja que barram a luz azul azul. “É um pouco ridículo e evito usá-los quando tenho companhia, mas funcionam. Continuo jogando videogame ou trabalhando

no computador até tarde e mesmo assim consigo sentir sono. Antes eu podia jogar até as 3h sem um bocejo”, diz ele. É possível comprar esses óculos em lojas de material de construção ou na internet, por cerca de R$ 40. Existem ainda filtros de tela por US$ 30. Quem gosta de ler na cama ou acha imprescindível ter uma luz acesa à noite pode usar lâmpadas avermelhadas, as que menos prejudicam a secreção de melatonina. Outro truque é usar a função “night shift” (disponível para iPhone) ou aplicativos como f.lux, Twilight e Bluelight Filter (para computador e celular, com versões pagas e gratuitas), que deixam as cores do aparelho mais quentes depois de certo horário. “Os estudos sobre a eficácia desses mecanismos são pequenos, mas eles fazem sentido e é possível que funcionem. Melhor do que usar o celular no brilho máximo certamente é”, diz o neurologista Leonardo Ierardi, especializado em sono. Outro artifício é o uso de suplementos de melatonina que, embora não sejam regulamentados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), são adquiridos no exterior ou em lojas de suplemento pela internet. “A melatonina é uma substância razoavelmente segura. Para idosos, que têm uma redução natural na produção, podemos indicá-la. Mas não é um sonífero nem resolve o problema de quem abusa de eletrônicos”, afirma Ierardi. A melatonina não induz o sono, mas facilita o estado de sonolência. O hormônio tem seu pico de liberação algumas horas depois que adormecemos, mas sem um ambiente escuro de verdade, o corpo não produz melatonina. Estudos apontam que é por conta da luminosidade e da consequente falta de melatonina que trabalhadores noturnos têm três vezes mais chance de desenvolver alguns cânceres, como o de mama. A moral da história é que existe um arsenal tecnológico para amenizar os efeitos da tecnologia no seu sono. Ou você pode tentar uma equação menos contraditória que envolve apenas escuridão e uma dose saudável de tédio. Juliana Cunha / Folhapress.

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VIDA SAUDÁVEL

Menopausa exige alimentação natural para controlar sintomas

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s sintomas da menopausa surgem com força a partir dos 45 anos e, para controlá-los, é preciso ter uma alimentação balanceada. Como ocorre em outras fases da vida, comer é sempre muito bom, mas exige cuidados com os exageros e pratos muito industrializados.

CONTRATE COM SEGURANÇA

“Em primeiro lugar, a alimentação deve ser variada e composta por alimentos que ofereçam as quantidades necessárias de nutrientes. O consumo moderado de alimentos ricos em fitoestrógeno [soja] pode ser um hábito de vida saudável e benéfico”, diz a nutricionista

Erika Romano. Para Erika, é importante ter uma boa programação alimentar para não passar apuros. “A mulher não deve fugir de alimentos de que gosta. Ela deve comê-los com prazer e programação.” Além de ingerir alimentos naturais, fugindo de enlatados, embutidos ou excessivamente industrializados, a mulher deve ter tranquilidade na hora de comer, evitando compensar a ansiedade com comida. “Na hora da refeição, a mulher deve

l Confira sempre a qualidade do serviço antes de contratá-lo. l Certifique-se de que o anunciante possua referências confiáveis. l Requeira sempre nota fiscal do serviço contratado, é um direito seu. l Os textos e responsabilidades de fornecimento desses serviços são única e exclusivamente do anunciante.

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tentar não pensar nos problemas. Ela deve procurar buscar o prazer e a sensação de bem estar, mesmo que a refeição seja composta apenas de uma fruta”, afirma o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli. Obesidade Um dos problemas que podem acompanhar a menopausa é o ganho de peso, muito associado à falta de atividade física de algumas mulheres nessa faixa etária. Para compensar, é preciso comer direito. “Nem toda mulher engorda na menopausa. São inúmeros os fatores que podem levar ao ganho de peso nessa fase da vida, entre eles a inatividade física e até mesmo fatores psicológicos e fisiológicos que podem provocar o aumento da ingestão de alimentos”, diz a nutricionista Edvânia Soares.

Consumo de cálcio tem de ser reforçado O endocrinologista Renato Zili afirma que junto com a menopausa vem a perda de massa óssea. Por isso, é importante consumir alimentos ricos em cálcio, como vegetais com folhas verdes escuras e derivados de leite desnatados. “As dietas normalmente são pobres em cálcio e existe um declínio importante da massa óssea nos cinco primeiros anos da menopausa”, diz o especialista. William Cardoso / Folhapress.

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VIDA SAUDÁVEL

Uso de antiácidos pode piorar sintomas de doença no estômago

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ensação de estufamento e de que o alimento está parado no estômago, azia e queimação são sinais de uma dificuldade para a digestão e até podem, eventualmente, ser resolvidos com antiácidos ou remédios para a dor de estômago. Mas, segundo especialistas, se esses sintomas aparecem com frequência após as refeições, tomar qualquer medicação sem a orientação médica pode agravá-los ou até camuflar uma doença mais grave, como um câncer. Isso porque esse conjunto de sintomas é caracterizado como dispepsia, que é um série de manifestações clínicas relacionadas à má digestão recorrente e que, segundo o gastroenterologista Tiago Szego, podem indicar doenças como gastrite, refluxo, alergias alimentares, úlcera e até câncer no intestino. “Não está correto

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ficar tomando medicação sem prescrição médica e também se medicar sem saber ao certo a doença”, afirma. O endoscopista Alfio Paglia aponta o risco: “Imagine que o paciente esteja apresentando um mau funcionamento da digestão e começa a fazer uso desses antiácidos. Por certo tempo, ele vai sentir um alívio, mas se isso é recorrente, ele pode estar mascarando uma úlcera, um tumor”, afirma.

O médico critica a facilidade de acesso à grande variedade de medicamentos relacionados à digestão sem a necessidade de receita. O uso de anti-inflamatórios e analgésicos também deve ser acompanhado pelo médico, porque eles podem irritar o estômago e aumentar o desconforto. Entre as indicações para evitar doenças digestivas e a indigestão, a Sociedade Brasileira de Gastroenterologia recomenda que a alimentação seja feita em local tranquilo, que a pessoa com a devagar, evite refeições volumosas, reduza o consumo de alimentos gordurosos, condimentados e ácidos e não fume.

Saber causa é o que define o tratamento

A dispepsia tem cura, mas é necessário saber sua causa. “São diversas as possibilidades, então não é possível pontuar especificamente um tratamento”, afirma o gastroenterologista Tiago Szego. O tratamento consiste no combate à causa da dispepsia e em muitos casos na mudança de hábitos alimentares e do estilo de vida. “Por isso, ela sempre deve ser investigada”, afirma o endoscopista Alfio Paglia. Bárbara Souza / Folhapress.


CONTRATE COM SEGURANÇA

l Confira sempre a qualidade do serviço antes de contratá-lo. l Certifique-se de que o anunciante possua referências confiáveis. l Requeira sempre nota fiscal do serviço contratado, é um direito seu. l Os textos e responsabilidades de fornecimento desses serviços são única e exclusivamente do anunciante. Julho de 2016 | Vilas Magazine | 35


VIDA SAUDÁVEL

Tratamento cedo evita dor causada por desvio na coluna

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scoliose é um desvio da coluna que, na maioria dos casos, começa a aparecer na infância ou adolescência. Portanto, quanto mais cedo for tratada, maior é a chance de ser corrigida. A escoliose pode ter diversas causas, mas a principal é a genética, em que a criança nasce com ela ou desenvolve depois. “Felizmente, a grande maioria das escolioses familiares é leve e o único tratamento necessário consiste em orientação postural e atividades físicas que desenvolvam a coluna simetrica-


mente”, afirma o ortopedista Pil Sun Choi. Mas a doença também pode ser adquirida por maus hábitos na fase de crescimento. “Sedentarismo, muitas horas em frente ao computador ou videogames com postura errada e sobrecarga da coluna com mochilas escolares podem ser fatores para agravar a doença, que atinge de 2% a 3% dos adolescentes”, ressalta o neurocirurgião Alexandre Elias. Outro fator que pode contribuir para o surgimento da escoliose é a falta de condicionamento físico. Isso ocorre porque, com a musculatura mais fraca no tronco, a coluna pode se entortar por causa da postura errada. Portanto, o indicado para quem tem tendência familiar ou está sentindo a musculatura mais fraca é fazer atividade física, principalmente as aeróbicas (caminhada, corrida, natação, bicicleta, hidroginástica), de três a cinco vezes por semana, exercícios de fortalecimento dos músculos do tronco e alongamentos. Mas

antes é preciso procurar um especialista. “O diagnóstico e o acompanhamento médico regular podem identificar precocemente os casos, principalmente aqueles que estão piorando, e recomendar o tratamento mais apropriado, inclusive a cirurgia”, acrescenta Elias. Segundo o médico, as cirurgias têm uma maior chance de resolver os sintomas e evitar a piora. Respirar fica mais difícil em estágio grave A pessoa que não trata a escoliose pode ter um agravamento da doença com o passar dos anos, com dores fortes nas pernas, nas costas e nas nádegas, outros danos à coluna e até problemas respiratórios. “Uma curva espinhal grave pode reduzir a quantidade de espaço dentro do peito, tornando difícil para os pulmões vir a funcionar corretamente”, diz o neurocirurgião Alexandre Elias. Bárbara Souza / Folhapress.

Mitos e verdades sobre a coluna

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odo mundo conhece um caso. Dor de coluna. O mal que atinge cerca de 54 milhões de brasileiros, de acordo com levantamento da Agência Brasil, é também um problema de saúde pública, segundo a Organização Mundial de Saúde. Por ser comum, as pessoas acabam achando que sabem tudo sobre o assunto. No entanto, é necessário separar o que é fato de boato. O ortopedista e coordenador do Grupo de Cirurgia de Coluna Minimamente Invasiva do Hospital São José, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Pil Sun Choi, lista os principais mitos e verdades relacionados ao tema. Continua na pág. 64 u

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seus direitos

Como a doméstica e a diarista têm a aposentadoria Conheça os direitos e as regras para as profissionais terem os benefícios da Previdência Social

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número de empregadas domésticas que passou a contribuir com a Previdência Social vem aumentando todos os anos. Entre 2004 e 2014, por exemplo, 40,3% das profissionais contribuíam para ter acesso à aposenta-

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doria e a outros direitos. Dez anos antes, o percentual era de 27,8%, de acordo com informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo advogados, o INSS concede o benefício mesmo aos trabalhadores

domésticos sem a comprovação das contribuições. Eles deverão provar que trabalharam com direito a carteira assinada por, no mínimo, 15 anos, se tiverem a idade básica exigida para se aposentar por idade (de 60 anos, para mulheres e


65 anos, para homens). Para o benefício por tempo de contribuição, são 30 anos de pagamentos à Previdência, para mulheres, e 35 anos, para homens. “Para evitar perder esse tempo comprovando o trabalho, a segurada deve pedir ao INSS o Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Nesse documento, ela poderá consultar, com detalhes, se as contribuições foram pagas pelos patrões”, afirma o advogado previdenciário Rômulo Saraiva. Outro item que merece atenção da categoria é o Simples Doméstico. Por

ele, o patrão paga 8% sobre o salário para o FGTS; 8% de INSS; 0,8% sobre o salário para o seguro contra acidentes de trabalho e 3,2% para o pagamento da indenização para demissão sem justa causa. Já para quem tem contribuições em atraso, uma saída é procurar uma agência do INSS para regularizar a situação. O servidor irá calcular os valores a serem quitados. Há cobrança de juros e multa. Profissionais têm regras diferentes As diaristas possuem regras dife-

rentes para conseguir os benefícios da Previdência Social. Por não terem carteira assinada, elas precisam estar inscritas como contribuinte individual e efetuar o recolhimento da contribuição previdenciária, mensalmente, de acordo com seus rendimentos. A inscrição pode ser feita pela internet ou em uma agência do INSS. Desde maio do ano passado, as diaristas já podem se cadastrar como empreendedoras individuais, pagando uma alíquota reduzida de contribuição correspondente a 5% do salário mínimo. Juliano Moreira / Folhapress.

COMUNICADO AO MERCADO ANUNCIANTE Reiteramos aos nossos clientes anunciantes que o pagamento da publicação de anúncios deve ser efetuado exclusivamente na rede bancária, com boleto bancário. Não recebemos, em qualquer circunstânia, pagamentos na sede da revista. Julho de 2016 | Vilas Magazine | 39


moda & beleza

De olho na validade Maquiagem vencida pode gerar reações alérgicas na pele; para evitá-las, conserve o produto e fique atento a questões de higiene

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Rivaldo Gomes / Folhapress

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runa Munhoz, 25 anos, é responsável pelo blog “Vaidosa e Feminina” (www.vaidosaefeminina.com) e, por conta disso, recebe sempre novidades do mundo da maquiagem. “Abro e testo todos os produtos, mas alguns não são para o meu tom ou tipo de pele. Então, como não uso sempre, acabam vencendo”, diz ela. Quando isso ocorre, Bruna não pensa duas vezes e joga o produto fora. “É uma pena perder a maquiagem, mas prefiro não arriscar, pois tenho medo da reação da pele.” Ter essa preocupação é importante, afirma Joana Tebar Figueira, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Os cosméticos vencidos podem causar irritações, reações alérgicas e até processos inflamatórios na pele.” Em caso de reações como vermelhidão, aspecto áspero ou coceira após a utilização de um determinado produto, é indicado retirar a maquiagem na hora e suspender seu uso. O dermatologista Gilvan Alves explica que esses cosméticos possuem substâncias conservantes que impedem a colonização e proliferação de fungos e bactérias. “Quando a maquiagem vence, essas substâncias deixam de agir e permitem que o produto se torne um meio de cultura para esses microrganismos.” É importante ficar atento também à conservação correta dos produtos. Um dos pontos é nunca deixar a maquiagem

A blogueira Bruna Munhoz fica ligada na data de validade das suas maquiagens

no banheiro, por se tratar de um local com umidade. “Carregar uma nécessaire cheia para todos os lugares ou deixá-la no carro também não é indicado, pois isso fará com que os produtos sofram grande variação de temperatura. Leve na bolsa somente o essencial”, ensina a dermatologista Livia Pino. Carla Albuquerque, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, diz que verificar sempre os produtos é primordial. “Alterações de cor, de cheiro e de consistência devem acender o sinal de alerta. Se perceber alguma dessas mudanças, não utilize-o mais.”

Maquiagens que entram em contato direto com os olhos exigem atenção redobrada. A borda dos olhos e os cílios possuem bactérias que, em baixa quantidade, não são capazes de provocar reações. “Mas, quando a mulher passa rímel nos cílios e devolve o pincel no potinho, ela está ‘guardando’ esses microrganismos e permitindo que eles acumulem. Então, acabam se tornando suficientes para gerar uma infecção”, explica a oftalmologista Juliana Freitas. Para diminuir esse risco, segundo a especialista, é importante limpar o pincel do rímel após a utilização. Julia Couto / Folhapress.


Lauro de Freitas sedia evento da doutrina espírita

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contece de 24 a 30 deste mês, a 17ª Semana Espírita das instituições de Lauro de Freitas, promovida em vários locais da cidade. O evento, que conta com o apoio da Federação Espírita do Estado da Bahia / Conselho Regional 1 (região metropolitana) , é coordenado por Anivan Ferreira Nery.

PROGRAMaÇÃO 24, Domingo 18h45: Momento de Ar­te; 19h: Abertura e Prece; 19h10: Palestra “Minha Vida na outra Vida”, com Paulo de Tarso. Local: Cineteatro de Lauro de Freitas. 25, Segunda-feira 19h45: Momento de Arte; 20h: Palestra “Centro Espírita: Casa de Serviços”, com Edinólia Peixinho. Local: Centro Espírita Mensageiro do Amor. Rua São João, 5.­ Vila Praiana. 26, Terça-feira 19h45: Momento de Arte; 20h: Palestra “Em defesa da vida”, com André Luiz Peixinho. Local: Centro Espírita Amor e Sabedoria. Rua José Petitinga, 180. ­ Portão.

Tel.: 3379­-2238. 27, QUARTA-FEIRA 19h45: Momento de Arte; 20h: Palestra “Educação para plenitude do ser”, com Marco Antonio. Local: Grupo Espírita Paz e Caridade. Rua Abelardo Andréa, 1. Centro. Tel.: 3378­-3637 28, QUINTA-FEIRA 19h45: Momento de Arte; 20h: Palestra “O Espírita e a Humanidade”, com Marcel Mariano Cadidé. Local: Grupo Espírita Renovação. Loteamento Jardim Centenário, Qd S, Lt 10. Itinga. Tel.: 3252­1045. 29, SEXTA-FEIRA 19h45: Momento de Arte. 20h: Palestra “Lei de causa e efeito”, com Rosiane Massariol. Local: Centro Espírita Viajores Eternos.  Rua  Aristides  Pereira,  Qd  B,  Lt  21. Itinga. Tel.: 3377-­1451. 30, SÁBADO Encerramento. 19h45: Momento de Arte; 20h: Palestra “Espiritualidade e Sociedade”, com José Medrado. Local: Centro Espírita Semeadores do Amor. Av. Praia de Tramandaí, Qd. 1. Lt 1. Vilas do Atlântico, Tel.: 98822-0221.

O médium José Medrado é o palestrante do sábado, encerrando o evento PROMOÇÃO/REALIZAÇÃO Centro Espírita Amor e Sabedoria; Grupo Espírita Paz e Caridade; Centro Espírita Esclarecimento do Amor; Grupo Espírita Renovação; Centro  Espírita  Mensageiros  do  Amor; Centro Espírita Viajores Eternos; Casa de Caridade Adolfo Bezerra de Menezes; Centro Espírita Semeadores do Amor; Sociedade Espírita Allan Kardec; Centro Espírita Casa de Francisco; Casa Espírita Consciência e Vida.

Informações pelos telefones: 99979-8862 / 99957-6791 / 3379-2416.

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Jaime de Moura Ferreira Ad­mi­nistrador, consultor organizacional, professor universitário, escritor, sócio fundador do Rotary Club Lauro de Freitas. E-mail: jamoufer@atarde.com.br

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Sabedoria universal

odo ser humano busca viver feliz. Quer seja pelo uso do ter, ou pela realização do ser. O ideal seria que se aplicassem as duas forças (ter e ser). Isso se torna mais difícil. O ter surge do impulso capitalista, que é orientado na infância e vai até a morte. Sem dúvidas a materialidade é uma conquista humana que evoluiu pelas suas diversas etapas enfrentadas. A busca do ter é uma obrigação de todos, desde que seja do resultado de um trabalho digno, constante, útil e dentro dos padrões éticos de uma sociedade legalista. Essa conquista jamais deverá reduzir a dignidade humana, nas suas múltiplas facetas. Porém, viver apenas no prazer material é buscar o despenhadeiro da decepção. O ser representa a expressão do caminhar espiritual humano, dentro de modelos éticos e utilização de valores morais; da dignificação pelo caráter e honra; e da aceitação dos semelhantes pela bondade, simplicidade e elegância no proceder. A observância das virtudes será o guia para a manifestação do ser integral. Segundo Charles Chaplin (16/4/1889 – 25/12/1977, ator, diretor, humorista, escritor e músico britânico) “não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui. O verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza dos seus ideais”. No viver feliz, que é uma expressão da sabedoria universal, o ser humano deve entender que a mente divina sustenta o universo infinito e a vibração positiva do seu pensamento atrai ondas semelhantes. Assim, evitará a emissão mental negativa, não se deixará sugestionar pelo desânimo e acolherá as emanações luminosas. Também,

42 | Vilas Magazine | Julho de 2016

precisa saber que a capacidade de luta que há no espírito, necessário se faz a existência das adversidades, para se revelarem. Colhe-se o que se semeia, por isso, plante, hoje, as sementes de otimismo e amor, para garantir um futuro de felicidade e de alegria. Lembre-se que a vida não é feita apenas de defeitos, rancores e tristezas; há belezas e alegrias escondidas, inclusive nas pequenas coisas. Mantenha a alma transbordante de satisfação e busque o lenitivo para o espírito perturbado, quando os fatos e as mensagens negativas lhe chegarem. Evite rodear-se de pessoas negativas, que reclamam permanentemente de suas condições de vida. Tenha cuidado com os que se achegam. Não há pior inimigo que um falso amigo. Busque a amizade verdadeira, evitando os que lhe elogiam, por interesse, pois a confiança se finda quando a desconfiança começa. Dessa forma tente descobrir a verdade que existe em todas as pessoas. Evite críticas permanentes. Mostre, tão somente, o próprio exemplo, com trabalho, atitude e comportamento. Evite premiar ou elogiar a quem não merece. Pouco importa o que as pessoas comentarão. Busque eternizar a amizade com os que se mantêm ao seu lado, não importa a ocasião. “Não é digno saborear o mel, aquele que se afasta da colmeia com medo das picadas das abelhas” (Shakespeare). Quando os valores materiais escaparem do seu controle, não se deve chorar pelas coisas que se foram. Pode-se até sorrir por elas terem existido. Nesse instante, use a inteligência, determinação e a vontade para que se consiga reavê-los. Modifique seu modo de pensar, para o bem. Viver feliz é promover a vida de acordo com as condições socioeconômicas, culturais, materiais, físicas e idade cronológica,

bem como buscar, permanentemente, a evolução do ser. A dor espiritual e a insatisfação da perda material, se bem administradas, poderão impulsionar a sabedoria. Jamais se compare com qualquer outro ser humano, pois o Grande Deus o fez único. Lembre-se que na natureza existem milhares de zebras, porém nenhuma delas possui as listras iguais. Não deixe que a luz se apague com essas perdas, para não ter que enfrentar as trevas. Busque entender que existem semelhantes em situações bem piores que a sua. Todos têm mágoas, queixas e estão sujeitos à calúnia. Porém, nunca se deixe abater por esses sentimentos. O problema desaparece à proporção que aumenta a sua confiança. Lembre-se que o alcance de um ser humano deve ultrapassar seus próprios limites. E nada de orgulho, pois ele não é sadio. Sintase feliz por ter superado os momentos negativos. Evite deixar de ser feliz, por causa da idade. “Nenhum ser humano sábio desejou ser mais jovem”. Quando for depreciado pela velhice, responda apenas: “atingi a velhice, porque não morri quando moço”. Também, não deixe que a velhice apague sua condição de idoso. Quanto à sabedoria, se o ser humano escolhe o caminho da retidão, ela aparece, normalmente, com o passar dos anos. No entanto, evite demonstrála, abertamente. “O ser humano sábio deve ter a grandeza interior comparável à do mar, que se coloca abaixo do nível dos rios para receber as águas e energias de todos eles”. “Somos o que fazemos, mas somos, prin­­cipalmente, o que fazemos para mu­dar o que somos” (Eduardo Galeano).

Vilas Magazine | Ed 210 | Julho de 2016 | 32 mil exemplares  

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