500 auditores, 250 técnicos, em auditoria de campo, para 1.250 órgãos. Não podemos ver mesmo. Precisamos do auxílio dos controladores dos demais sistemas de controle. Aí que se encaixam o controle interno e a parceria que pretendemos estabelecer, já de longa data, com o Parlamento, para a devida fiscalização. Denúncias anônimas é um bom método de descobrir problemas. Cinco por cento das vezes são denúncias que nos chegam na ouvidoria. Informações de terceiros: 14%, às vezes, o licitante perdedor da licitação, não o ganhador. O perdedor diz que é uma fraude, porque não ganhou. Agora, quando ganha, acha um espetáculo a licitação. Vinte e seis por cento dos problemas ocorrem porque são feitas auditorias internas nas instituições. Controles internos funcionando são 51%. Então, se um prefeito dúvida se deve ou não instituir um controle interno que funcione, basta ele somar controles internos funcionando, com auditoria interna e terá 77% de chance de descobrir os problemas e corrigi-los antes que o Tribunal de Contas chegue. O que nos importa é que os problemas sejam resolvidos. Não queremos, necessariamente, achar o problema para punir o prefeito, para sancionar. Pelo contrário, o sonho dourado da auditoria é não precisar constatar falhas. Talvez não tenhamos emprego no dia em que isso acontecer. Talvez iremos nos dedicar a uma outra atividade. Que bom se o mundo ficasse assim. Justamente porque o ser humano é imperfeito e as instituições são imperfeitas, por terem a formação de como conduzimos as nossas coisas, há a necessidade de controle. Sem controle as coisas não funcionam. É necessária a existência do Sorria, você está sendo filmado para que os comportamentos mudem. Foi necessário aumentar o valor das multas no Código de Trânsito Brasileiro para que colocássemos cinto de segurança, senão ninguém colocaria. Então, é necessária, sim, a atividade de controle. E os planos para a diminuição, por hipótese, seriam: intensificar a auditoria externa – dobrar o quadro do Tribunal de Contas –, daria para fazer isso, mas não é o mais eficaz, vai a 11%; aumentar os recursos nas áreas afetadas, investir em tecnologia da informação e elaborar sistemas, melhora 12%; treinar e capacitar pessoas, 16%; instituir um código de ética profissional no âmbito da administração pública com punição no caso de desvios, melhora também. Mas melhorar o controle interno vai a 44%. Então, o investimento em capacitação e estrutura é eficaz e produz resultados. Mas,
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Seminário - O PAPEL DA CCJ NO PARLAMENTO MUNICIPAL - Tarde