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mar SĂŁo Miguel Ă  Beira-en tos Apontam

Mafalda Moniz,Victor Hugo Forjaz e Vanessa Branco


Prefácio Em regra, a orla costeira abrange uma faixa ao longo do litoral - a zona terrestre de protecção -, cuja largura máxima é de 500 metros, contados a partir do limite da margem das águas do mar e uma faixa marítima de protecção que tem como limite inferior a barométrica de -30.

Classificar a orla costeira ou - mais correcto, em meu entender - as orlas costeiras, dada a biogeodiversidade

dos espaços, como áreas protegidas é muito importante porque permite proteger a sua integridade biofísica, com a valorização dos recursos existentes e defender a conservação dos valores ambientais e paisagísticos em presença, através da regulação dos usos e actividades permitidas ou não em cada área. Os espaços naturais desempenham funções muito importantes para as pessoas e a sua protecção podem não só contribuir para o desenvolvimento sócio-económico-cultural dos locais, mas também para o reforço da identidade regional, do bem-estar humano e da qualidade de vida.

Mas as orlas costeiras não são só importantes para as pessoas. Algumas são áreas importantes para as aves -

Important Bird Areas (IBA) -, assim designadas pela BirdLife International, organismo internacional não-governamental mundialmente reconhecido pelo desenvolvimento de medidas de protecção das aves e dos seus habitats. As IBA são espaços onde encontramos habitats que acolhem aves providas do estatuto de conservação desfavorável. Em particular nos Açores, as IBA acolhem sobretudo aves marinhas – como o garajau e o cagarro – que ocupam troços das arribas ou falésias costeiras. E não podemos esquecer ainda a diversidade geomorfológica da costa, nem a imensidão de recursos marinhos existentes.

Em suma, os troços litorais, principalmente em ilhas, são um mundo novo a descobrir por todos (residentes

ou visitantes).

Daí a importância da sua conservação. Mas esta intenção só será alcançada com cidadãos informados,

conhecedores dos seus direitos e responsabilidades. Ana Marçal

Directora dos Serviços de Ambiente de São Miguel / Parque Natural de São Miguel Licenciada em Sociologia e Mestre em Gestão Pública


A Primavera aproxima-se nas ilhas do As plantas começam a florir Os dias ficam maiores E chegam cagarros e garajaus para se

Título São Miguel à beira-mar - Apontamentos Textos Mafalda Moniz e Victor Hugo Forjaz Ilustrações Vanessa Branco Edição Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, 2010 Tiragem 1000 exemplares (1ª edição) Impressão Nova Gráfica, Lda. Depósito Legal 321217/10 ISBN 978-989-816-4025 Agradecimentos: Prof. Doutora Ana Neto, Universidade dos Açores Mestre Dr. Frederico Cardigos, Dir. Regional dos Assuntos do Mar Mestre Drª Ana Marçal, Dir. Serviços de Ambiente de Ilha/Parque Natural de S.Miguel José António Rodrigues, Publiçor


os Aรงores

reproduzir


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2 Das origens… As raízes das primeiras ilhas açoreanas possivelmente surgiram há cerca de 34-36 milhões de anos, enquanto as gigantescas Placas Norteamericana e Euroasiática se afastavam uma da outra. Desses megamovimentos resultou o magestoso Oceano Atlântico. Das enormes profundidades e das gigantescas fracturas dali resultantes brotaram as rochas que constituíram as primeiras ilhas, ilhotas e baixios dos Açores. Enfim, a sobrevivência do património geológico açoreano, até à respectiva conquista, sempre resultou de titânicos confrontes entre o “fogo” das lavas ascendentes e as fúrias das maresias e das chuvas arrasadoras! Santa Maria tem conseguido resistir a mais de 8 milhões de intenso desgaste. Porém, como deixou de ser revigorada por magmas e lavas, há milhões de anos que se encaminha em fase de extinção vulcânica. A vizinha e pequena ilha das Formigas aflorou há mais de 4 milhões de anos mas também se encontra vulcânicamente extinta. Seguiu-se a edificação, faseada (como todas as restantes ilhas) de S. Miguel, há cerca de 4 milhões de anos. Os primeiros grandes vulcões micaelenses centraram-se na área de Nordeste-Tronqueira-Água Retorta e constituíram o espesso Complexo Vulcânico do Nordeste. Também se encontra vulcânicamente extinto. Há cerca de 3 milhões de anos surgiu o vulcão da Povoação (e complexos associados) que estiveram activos cerca de 2 milhões de anos. Deste modo a primeira ilha de S. Miguel passou a ocupar uma área substancialmente maior, ou seja, do Nordeste aos extremos da Povoação. Mas a Mãe Natureza, por motivos decerto indecifráveis, destruiu o núcleo do vulcão da Povoação em sucessivos abatimentos. Gerou-se, deste modo, uma enorme caldeira que deixou de o alimentar com magmas de rochas fundidas. Assim, extinguiu-o e passou a ser uma paisagem de vulcanicidade extinta! O vulcão das Furnas e as estruturas associadas (o Complexo Vulcânico das Furnas) apareceram e desenvolveram-se como os anteriores, mas permanecem adormecidos. Assim o demonstram a sismicidade, as fumarolas, as lamas ebulientes e as águas “quimicamente poliglotas” de tão formosa caldeira! Aliás, em 1630, sendo a caldeira terreno cultivado por uma persistente comunidade de jesuítas, uma terrível erupção, semelhante à de Vesúvio-Pompeia, alterou profundamente a fisiografia local.


3 Conclusão geral: a primeira ilha de S. Miguel estendeu-se do Nordeste às Furnas e “cresceu” faseadamente. A ilha entrou, novamente, em fase de repouso vulcânico. Porém, há cerca de 500 mil anos, os mecanismos geológicos que regem a expansão do fundo atlântico, entraram em buliçosas convulsões. Assim se constitui a ilha das Sete Cidades, separada da 1ª ilha de S. Miguel por um extenso canal. No Complexo Vulcânico das Sete Cidades já ocorreram erupções em tempos históricos (após a “conquista” antrópica) quer no interior da caldeira quer nos mares vizinhos (como a célebre ilhota Sabrina, de 1810). Sete Cidades é um vulcão adormecido. O canal Sete Cidades-S.Miguel encurtou quando surgiu o Complexo Vulcânico do Fogo, há cerca de 250 mil anos. Trata-se de outro conjunto vulcânico adormecido mas que “goza” de particular importância, ou seja, em determinadas zonas, permite a produção de geoelectricidade recorrendo-se a poços extractivos de vapor e de águas hipertérmicas. Em 1563 duas terríveis erupções, uma lávica (na Ribeira Seca) e outra explosiva (no interior da caldeira do Fogo) modelaram a topografia do centro da ilha. Ao longo dos últimos 50 mil anos as duas ilhas (Sete Cidades e S. Miguel) uniram-se através de centenas de derrames de vulcões fissurais (lavas e piroclastos). Deste historial resumido e divulgativo deduz-se que existe uma topografia litoral bem específica, ou seja: a) As formações geológicas (vulcânicas ou sedimentares) mais recentes conduzem a costas de média a baixas alturas; b) Nas formações geológicas mais antigas predominam geometrias costeiras com elevados níveis topográficos ou ravinamentos profundos. A biodiversidade insular depende, consequentemente, da paisagem geológica e da vulcanodiversidade. [Outros espaços seriam necessários para melhorar explicações…]


4 Garajau-comum (Sterna hirundo hirundo) e Garajau-rosado (Sterna dougallii) Aves marinhas migratórias, vulgarmente designadas por andorinhas-do-mar. A população mundial de garajau-comum é muito superior à do rosado, daí ser considerada apenas vulnerável. Ambas as espécies nidificam em falésias costeiras e ilhéus. Contudo as posturas são diferentes: 2 a 3 ovos para os comuns e apenas 1 para os rosados.


5 O garajau-rosado ĂŠ ligeiramente mais pequeno e com guias da cauda mais longas. Os adultos reprodutores tĂŞm uma tonalidade rosada no peito, daĂ­ o seu nome.

as


6 Cagarro (Calonectris diomedea borealis ) Esta espécie marinha apenas recorre a terra para nidificar. A orla costeira e os ilhéus dos Açores, são o habitat de nidificação de cerca de 70% da população mundial. A postura de apenas 1 ovo ocorre nos finais de Maio e caso seja destruído, o casal não nidifica mais nesse ano. Os juvenis aquando do seu primeiro voo (Outubro/Novembro) são frequentemente encandeados pelas luzes das estradas, correndo sérios riscos de morte por atropelamento. A sua população é considerada vulnerável.


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Gaivota-de-patas-amarelas (Laurus michahellis atlantis) A gaivota é uma ave marinha residente nos Açores durante todo o ano. É uma espécie oportunista, utilizando quase todo o tipo de alimentos na sua dieta, inclusivamente lixo, daí que a sua população se encontre em franca expansão. Na Lagoa do Fogo, em São Miguel existe uma grande colónia.

Frulho (Puffinus baroli baroli) Espécie muito ruidosa em terra e silenciosa no mar.

Nos Açores existem colónias de nidificação nas costas e ilhéus de todas as ilhas à excepção da Terceira. O seu período reprodutor estende-se de Dezembro a Maio. Espécie considerada vulnerável.


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“Deb ruan do al Exist guma em p s das r Que p aias suas de ca arece baías lhau Para m ser s rola os ser excel dos entes es viv os lá m aloja oradias dos.”


9 Bracel-da-rocha (Festuca francoi) Planta endémica dos Açores que habita litorais costeiros expostos à brisa marítima. Foi usada no passado para fabricar brochas de caiar, etc.

Perrexil-do-mar (Crithmum maritimum) Planta vascular da orla costeira, também conhecida como funcho-marítimo. As suas folhas carnudas já foram em tempos, muito utilizadas para saladas e cortumes.


Vidália (Azorina vidalii) Planta endémica costeira dos Açores.

Cresce nas fendas das falésias costeiras mas também em vertentes abruptas com depósitos arenosos. É o único género endémico dos Açores e uma das mais bonitas espécies vasculares.

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11 Urze (Erica azorica) Arbusto endémico dos Açores. Habita desde os 10 aos 2000 m. Nas zonas costeiras mostra-se muito resistente aos ventos fortes.

Salsa-burra (Daucus carota) Planta endémica dos Açores, comum em pastagens e em terrenos junto ao mar.


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Pau-branco (Picconia azorica) A única árvore endémica dos Açores. Habita entre os 50 e 600 m, dispersa nas florestas costeiras de faia-da-terra, incenso e urze. A sua madeira foi muito utilizada na marcenaria. Daí talvez o seu desaparecimento em grandes massas.

Metrosídero

(Metrosideros excelsa)

Espécie natural da Nova Zelândia. O Metrosídero é amplamente utilizado como árvore ornamental e de abrigo nas zonas costeiras. Em plena maturidade pode exceder os 20 m de altura.


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Líquene (Ramalia azorica)

Este líquene de astes amarelas é endémico dos Açores. Existe em grande abundância em rochas costeiras de algumas ilhas. Os líquenes são fundamentais para a génese dos solos, pois produzem ácidos que deterioram o substrato em que estão implantados. São também excelentes indicadores da qualidade do ar.

Litorinas (Littorina striata) Molusco de pequenas dimensões característico da franja superior do supralitoral.

Zona supralitoral Zona entre-marés

nível máximo da preia-mar

Poça de maré

nível mínimo da baixa-mar

Zona infralitoral


Caranguejo-fidalgo

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(Grapsus grapsus)

Este caranguejo habita transversalmente toda a zona entre-marés. Os juvenis são acastanhados e os adultos avermelhados.

-mar ularis) o d o ç i ran Our hinus g c e r e a h esde a (Sp d a d a r t de ncon Espécie e idal até aos 100m o o tipo tod ert zona int de. Povoa quase nte nos ue da profundi , mas é mais freq . ha ato de substr os, de areia e roc ist iâmetro fundos m çar os 13 cm de d nde an uma gra izai u s Pode alc s o P . anos racter e viver 12 de cromática e ca manho da e ta variabili spinhos grossos d rar re gar -se por te em o hábito de a flar e .T reduzido lgas para se camu ea conchas proteger.


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Lapa mansa (Patella candei) A lapa mansa tem a concha mais escura, mais lisa e mais fina e o seu pé é de cor cinzento escuro. Habitam costas rochosas expostas à acção das ondas. As lapas pastam… Alimentam-se de algas, raspando a rocha.

Lapa brava (Patella ulyssiponensis áspera) A lapa brava ou de fundo tem a concha mais clara, espessa com bordos irregulares (pode atingir os 10 cm) e o pé musculoso é amarelado. Utilizam o pé musculoso para locomoção e fixação à rocha. Habitam costas rochosas submersas expostas à acção das ondas.

Craca (Megabalanus azoricus) As cracas são crustáceos que vivem fixos nas rochas. Apenas as fases larvares vivem em água livre. A sua estrutura protectora bem parece um cone em ponto pequeno. Distribuem-se desde a zona entre-marés até aos 12 metros de profundidade. A espécie Megabalanus azoricus deve o seu nome ao facto de ter sido originalmente descrita para os Açores. Posteriormente foi identificada noutros locais como, por exemplo, no Arquipélago da Madeira.


Anémona

(Aiptasia mutabilis)

Estrela-do-mar-vermelha (Ophidiaster ophidianus)

Vive preferencialmente em substratos rochosos, desde a zona intertidal até aos 20 m, podendo ocorrer em menor frequência até aos 100 m de profundidade. Pode alcançar os 30 cm de diâmetro total. Possui cinco braços e a superfície do corpo está coberta de uma delicada granulação desprovida de espinhos.

Existe no infralitoral, debaixo de pedras ou saliências, em locais abrigados das ondas. De coloração acastanhada a azulada. Podem possuir mais de 100 tentáculos.

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ctopus vulgaris) (O m u m co o lv o P

ente em locais Vive preferencialm 00 metros. É um rochosos e até aos 2 ços e distinguema br 8 m co e od p ló cefa meas porque os -se os machos das fê eiro braço direito rc te o m tê s ro ei m pri lta capacidade de modificado. Tem a ibilidade. mimetismo e de flex

Moreia-pintada (Muraena helena) Este peixe sem escamas, de corpo alongado e comprido (até 1,3 m) é conhecido pelos seus hábitos nocturnos e carnívoros. A sua técnica de ataque consiste em esconder-se em fendas e grutas para avistar a presa. Vive até os 300 m.


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Garoupa (Serranus atricauda) Vive em zonas costeiras de mares tropicais e temperados. A garoupa é hermafrodita e reproduz-se nos Açores entre Julho e Setembro. Habita até aos 90 m. A garoupa é carnívora mas tem uma boca protáctil, ou seja, a cavidade bucal expande-se criando uma pressão negativa que provoca uma corrente de água que leva a presa a entrar na boca.

Sargo O sargo é uma espécie tipicamente costeira que não se aventura a mais de 50 m de profundidade. Ao anoitecer podemos encontrá-lo na zona de rebentação, a alimentar-se. É aqui, entre as rochas e algas, que procura pequenos invertebrados, como ouriços e bivalves. Trata-se de uma espécie hermafrodita cujos machos podem converter-se em fêmeas quando o número destas é demasiado baixo.

(Diplodus sargus cadenati)

(Diplodus vulgaris)


Peixe-rainha (Thalassoma pavo)

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Vive em associação com as rochas. Espécie hermafrodita, em que as fêmeas maiores transformam-se, com a idade, em machos. Estes possuem uma coloração verde alaranjada brilhante, com duas bandas verticais atrás das Alga vermelha (Falkenbergia rufolanosa) barbatanas peitorais. Alga vermelha em forma de tufos, característica do infralitoral rochoso.

Peixe-rei (Coris Julis) Habita o substrato rochoso. Podemos encontrá -los até aos 120 m de profund idade. A coloração da fê mea é diferente da do m acho. Enterra-se na are ia durante a noite ou em caso de se sentir ameaçado.


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Veja (Sparissoma cretense) Habita junto ao substrato rochoso. As fêmeas desta espécie têm uma coloração mais viva. As suas mandíbulas e dentes estão adaptados à raspagem dos tapetes de algas calcárias e dos invertebrados a elas associados.

Cavaco

(Scyllarides latus)

Entre Maio e fins de Setembro os cavacos encontramse a profundidades entre os 5 e os 40 metros, para reprodução. Depois disso mergulham para profundidades maiores. A sua captura é proibida entre 1 de Maio e 31 de Agosto. Durante o Verão alimentam-se de lapas. Abrótea (Phycis phycis) Habita o substrato rochoso. Podem ser encontradas até aos 600 m. Tem hábitos nocturnos (caça). Durante o dia pode ser observada em grutas e fendas rochosas. Alimenta-se de invertebrados e pequenos peixes.


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Mero (Epinephelus marginatus) Habita junto ao substrato rochoso. Trata-se de um peixe territorial e que frequentemente está em grutas e fendas rochosas e que pode atingir dimensões superiores a 1,5 m. Os adultos alimentam-se de peixes e os juvenis de crustáceos. Nos Açores é interdita a pesca desta espécie por caça submarina.


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Salmonete (Mullus surmuletus)

Este peixe habita substratos arenosos prรณximos de zonas rochosas. Podemos encontrรก-los dos 5 aos 400 m de profundidade. O salmonete varre os fundos de areia nas nossas costas alimentando-se de pequenos invertebrados que extrai do sedimento arenoso.

Ratรฃo ou Uja (Dasyatis pastinaca) Habita fundos arenosos entre os 5 e os 200 m de profundidade. Alimenta-se de crustรกceos e moluscos. Cauda de comprimento igual a uma vez e meia o da cabeรงa e do tronco; com espinho venenoso de bordo serrilhado e face dorsal com prega longitudinal. Pode atingir 2,5 m de comprimento.


Complexo Vulcânico das Sete Cidades

2424 Complexo Vulcânico da Povoação Complexo Vulcânico do Nordeste

Ilha Sabrina

Complexo Vulcânico dos Picos erupções históricas

Complexo Vulcânico do Fogo

Nas rochas costeiras e praias de calhau rolado Muita biodiversidade existe para descobrir Algas, crustáceos e peixes por todo o lado, Só nos falta conhecer, amar e com cuidado usufruir!

Complexo Vulcânico das Furnas


Mafalda Moniz Biologia

Notas:

Victor Hugo Forjaz Geologia

Vanessa Branco Ilustração


O caderno São Miguel à Beira-mar compõe-se de apontamentos breves sobre alguma da geobiodiversidade na orla costeira. A elaboração dos textos e das ilustrações foi pautada pela preocupação em divulgar os valores e os recursos naturais da nossa costa. Acreditamos poder contar consigo nesta missão sensibilizadora e avançarmos definitivamente para a preservação da natureza, responsabilidade primeira de todos aqueles que dela usufruem.

Edição:

Pub. n.º 48

Apoios:


São Miguel à Beira-mar – Apontamentos