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Jornal Regional • Periodicidade Mensal • Director: Miguel António Rodrigues • Edição nº 69 • 24 Janeiro 2019 • Preço 1 cêntimo

Valor Local Natação Adaptada do Alhandra Sporting Club

Um mergulho nas emoções de atletas especiais Destaque na 10,11 e 12

Megaplantação de cannabis a caminho do concelho de Benavente

Exclusivo

Hotel de luxo pode ser realidade no Mouchão do Lombo do Tejo Ambiente na 17

Economia na 8


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Falta de Iluminação da antena da rádio KFM preocupa autarcas e população de Azambuja Miguel A. Rodrigues inexistência da luz piloto na torre da rádio KFM situada em Casais do Regedor, em Azambuja, levou a que a vereadora Maria João Canilho, do PSD, questionasse numa das últimas reuniões de Câmara, o presidente da autarquia, Luís de Sousa, sobre o assunto, mostrando visível preocupação com as possíveis consequências. A vereadora pediu ainda um estudo sobre outras antenas na mesma situação no concelho. Com a queda do helicóptero do INEM no norte do país ainda na memória, alguns moradores da zona, também abordaram os serviços de Proteção Civil e o Valor Local, mostrando-se preocupados com a evidência em causa. Aliás alguns moradores referiram mesmo à Proteção Civil que não conseguiam contactar a rádio, que emite a partir de Azambuja, mas tem os estúdios na margem sul, mais propriamente no Seixal. Luís de Sousa, presidente da Câmara de Azambuja, disse em reunião do executivo desconhecer a situação mas já solicitou à Proteção Civil que fizesse um levantamento sobre a sinalização das antenas do concelho, revelando ao Valor Local que mantêm alguma preocupação sobre a torre da KFM e a da Cadeia de Alcoentre.

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O autarca refere que existem sanções que o município pode aplicar nestes casos, mas que vai aguardar pelo relatório da Proteção Civil Municipal que está em curso. Contatado pelo Valor Local, Lister Silva, administrador da KFM, cuja rádio emite em simultâneo com a Rádio do Seixal (RDS), salientou ser desconhecedor da situação, em causa, que se está a passar no seu património. O administrador disse à nossa reportagem estranhar a situação, já que a manutenção da torre e dos equipamentos de radiodifusão são feitos por uma empresa externa e como tal “não deveria estar a acontecer, porque temos profissionais contratados para esse serviço”. Aliás, segundo o administrador, a situação é ainda mais estranha porque habitualmente, a iluminação piloto na torre é composta por duas lâmpadas. Quando uma avaria, a outra fica em serviço. Lister Silva vinca, por outro lado, que a empresa proprietária vai iniciar diligências para resolver a situação. Abordado no início da semana pelo nosso jornal, o responsável diz que o caso vai ser resolvido “para a próxima semana”. A antena da KFM e respetivos equipamentos estão de resto nos

depósitos de água de Casais do Regedor, mais propriamente na Rua dos Apóstolos. A rádio que existe há perto de um ano, resultou da compra da antiga Rádio Ribatejo. A empresa preferiu não manter os estúdios em Azambuja, tendo deixado as instalações até aqui ocupadas pela antiga

“Águas da Azambuja” visto que o seu emissor ainda está nos depósitos de água. No tempo da Rádio Ribatejo, a emissora local não pagava a energia tendo em conta o estatuto de interesse municipal, conferido pela Assembleia Municipal de Azambuja, em virtude do trabalho levado a cabo no conce-

rádio no concelho de Azambuja, apesar de emitir 24 horas por dia como é nos dito pelo responsável Lister Silva. Diz o administrador que a presença da rádio vai ser aumentada em Azambuja, com o que considera ser uma aposta do seu grupo: “uma entrevista de uma hora ao presidente da Câ-

mento da energia voltou à tona. Alguns deputados municipais questionaram o executivo sobre quem suportaria a eletricidade, tendo em conta o fim da Rádio Ribatejo e o afastamento da KFM do concelho de Azambuja. Em resposta ao Valor Local, a administração da Águas de

Estado de coisas na antena da KFM é motivo de apreensão

emissora na loja 4 do Centro Comercial Atrium, e presentemente utiliza os estúdios da RDS, no Seixal, onde emite programação conjunta. No entanto, a torre representa uma despesa para a empresa

lho até dada altura da sua existência. Agora a situação é diferente, o que levou a um processo negocial com a empresa de águas que, nesta altura, suporta a eletricidade da KFM, sem que se note grande presença desta

mara”, e “um carro decorado para reportagens”, numa próxima fase. Diz mesmo que “não voltou as costas à população de Azambuja.” Recentemente em Assembleia Municipal, esta questão do paga-

Azambuja, confirmou a existência de negociações com a nova rádio, e que tal não implica custos acrescidos para os clientes, remetendo para informação interna, todo o tipo de negociações com esta entidade.

Câmara de Arruda apresenta novo logótipo Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos apresentou no dia 12 de janeiro a sua nova identidade gráfica. Trata-se de um logótipo “mais moderno e estilizado”,

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que vai funcionar com nova imagem gráfica nos documentos oficiais e no site do município. A nova imagem, criada pelo gabinete de comunicação do municí-

pio, vai ser utilizada a par do brasão, já que esta pretende ser “uma referência mais moderna e identificativa”, de acordo com o presidente da Câmara, André Rijo. A nova imagem que foi apresentada no âmbito da comemoração do 121.º aniversário da restauração do concelho, “passará a integrar a comunicação externa produzida pela autarquia à qual se junta o slogan- ‘Arruda dos Vinhos – Vale Encantado´.” A nova identidade gráfica assenta na premissa “Arruda dos Vinhos – o melhor de dois mundos, onde o rural e o urbano convivem em harmonia às portas de Lisboa”. Assumem-se como valores da marca “Arruda dos Vinhos”: a ruralidade, o urbano delimitado, e a simbiose entre os dois; a qualidade de vida e a valorização das tradições”, segundo a autarquia. Trata-se de um tributo ao que é Arruda dos Vinhos na sua essência - “um território singular localizado numa zona de fronteira entre a região saloia e o Ribatejo e

próximo de Lisboa, marcado pela cultura da vinha e a produção de vinho”. A juntar a isto, acrescenta-se o património imaterial associado às lendas e à “Bruxa d’Arruda”, com património que integra a 2.ª linha defensiva das Linhas de Torres, tudo abraçado por um “Vale Encantado”. A nova imagem foi apresentada,

ao mesmo tempo, que os vereadores do executivo deram a conhecer as linhas programáticas dos seus pelouros para 2019, numa cerimónia que decorreu no Jardim do Morgado na sede de concelho. André Rijo, presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, elogiou o trabalho dos técnicos municipais, e reforçou que

a nova identidade será uma mais valia na comunicação do município. O novo logotipo é composto por imagens estilizadas de objetos que melhor caracterizam Arruda dos Vinhos. Entre esses objetos, encontra-se “o Lenço Saloio, o Barrete, a Erva de Arruda, a Taça de Vinho, as Parras e as Uvas, o Património e a Gastronomia.”

Oestecim: Alunos do Oeste recebem kits de educação ambiental

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Comunidade Intermunicipal do Oeste, em parceria com a Associação Gestora de Resíduos, Equipamentos Elétricos e Eletrónicos- ERP Portugal e a Novo Verde, entregou, no dia 9 de janeiro, kits de educação ambiental a uma turma do 4º ano dos 12 municípios da Região Oeste, numa iniciativa que decorreu no Polidesportivo Municipal da Lourinhã. Este é um projeto que atribuiu cerca de 4000 kits e faz parte de um conjunto de iniciativas de educação para a economia circular, realizadas e previstas no âmbito do protocolo celebrado em 2018 entre a Oestecim e a Novo Verde, em vigor até 2021. Alinhada com as políticas públicas nacionais e europeias, a iniciativa teve por objetivo promover a adoção do comportamento de reciclagem e consequente alcance das metas nacionais estabelecidas até 2020, sem esquecer o compromisso de neutralidade carbónica e a progressiva eliminação do uso de plástico. O Presidente da Oestecim, Pedro Folgado, aproveitou para salientar o facto de se tratar de um evento intermunicipal que afirma a identidade do Oeste e o trabalho em conjunto que tem vindo a ser desenvolvido, entregando aos alunos “um kit que ensina não só como fazer a reciclagem, mas também a perceber e a conhecer a Região Oeste, que é hoje uma referência nacional e internacional.”


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Bombeiros de Azambuja com novo quartel até 2021 novo quartel dos Bombeiros de Azambuja deverá ser uma realidade até 2021. A garantia foi dada pelo presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Luís de Sousa, durante a sessão solene dos 86 anos da instituição que aconteceu nos dias 19 e 20 de janeiro. Luis de Sousa, ao Valor Local, diz fazer questão de “ajudar os bombeiros de Azambuja na resolução deste problema nos próximos dois anos”, acrescentando que espera ainda enquanto presidente da Câmara “colocar a primeira pedra desse quartel há muito pedido pelos soldados da paz”. Em declarações exclusivas ao Valor Local, Luís de Sousa, salienta que estão a decorrer negociações e que em breve no âmbito do PDM será cedido à autarquia um terreno junto à Quinta da Marquesa. Esse mesmo terreno será posteriormente cedido aos bombeiros para alavancar esse projeto. Luís de Sousa salienta que esta é uma necessidade urgente, vincando estar em sintonia com a direção dos bombeiros de Azambuja. Todavia em dia de aniversário, o presidente da Câmara foi mesmo um “mãos largas” tendo presenteado os bombeiros de Azambuja, também com um autotanque de grande capacidade no valor de 70 mil euros. Ao Valor Local, o autarca referiu o papel importante dos soldados da paz na proteção civil, e anunciou já ter protocolado com os bombeiros de Alcoentre a compra de um

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veículo de desencarceramento no valor de 200 mil euros, valor esse justificado pelo equipamento que o mesmo inclui. Para os bombeiros de Azambuja,

gentes. As prendas não acabaram por aqui, pois está em fase de conclusão a aquisição de um outro veículo, desta vez destinado ao combate de incêndios flores-

nem sempre foram fáceis. Desde 2012 que a associação pretendia uma Equipa de Intervenção Permanente, algo só agora possível, bem como o Posto de

gências do Centro de Saúde de Azambuja, foi perdida a oportunidade de reivindicar um reforço de meios em contrapartida, “mas não o soubemos exigir”.

Corporação recebeu autotanque pela Câmara de Azambuja

o dia de anos foi mesmo de prendas, porque para além da viatura cedida pela Câmara Municipal, os voluntários inauguraram ainda uma ambulância INEM e um Posto INEM, bem como uma viatura de transporte de doentes não ur-

tais. André Salema, presidente da direção dos bombeiros de Azambuja, que não poupou elogios à Câmara Municipal e ao seu presidente, fez saber que as negociações com a autarquia e com o INEM

Emergência Médica do Instituto Nacional de Emergência Médica. “Tratou-se de um percurso muito complexo, mas que viu no passado mês um ponto final”. O dirigente lembrou, ainda, que no passado com o encerramento das ur-

Desde 2006 até hoje e depois de muitas negociações, o Posto de Emergência Médica do Instituto Nacional de Emergência Médica é uma realidade. Uma realidade só possível, segundo André Salema, graças à persistência do atual co-

mandante Ricardo Correia, que foi inclusive o padrinho da ambulância cedida pelo Estado aos bombeiros de Azambuja. Sobre esta nova viatura, Ricardo Correia lembrou que há um ano tinha como um dos objetivos conseguir a ambulância do INEM para Azambuja. Mas também a viatura de combate a fogos florestais e um novo veículo de transporte de doentes não urgentes. Em 2019, o comandante diz ter ficado contente por ter conseguido esses objetivos, mas referiu que não esperava uma viatura de grande capacidade. Este é um veículo que vem substituir um outro que já não oferece condições de segurança, e que para além de servir para reabastecer outros carros, também servirá para “a subsistência das nossas populações, do nosso sector agrícola e industrial em caso de impactos causados pela interrupção do fornecimento do serviço de águas”, refere o operacional. Sobre o posto de emergência médica, Ricardo Correia, recorda que o assunto nem sempre foi pacífico, no entanto, o mesmo foi conseguido “mesmo contra todas as crenças internas e externas, dado o tempo que já havia passado e todas as tentativas sem sucesso”. Este posto que surge na relação de parceria entre o INEM e os bombeiros de Azambuja, “permitirá muito em breve garantir uma resposta sustentada em ambiente profissional, ainda mais musculada, 7 dias por semana, 24 horas por dia”.

Brigada do Amarelo repete sucesso em Vila Franca s alunos da Escola Básica 1,2,3 do Bom Sucesso, em Alverca receberam no passado dia 11 de janeiro, a décima edição da “Brigada do Amarelo”. Esta é uma iniciativa que visa incutir comportamentos socialmente sustentáveis junto das crianças, nomeadamente, no que toca à reciclagem, sendo feita em parceria com a Valorsul. O projeto que envolve várias centenas de crianças dos municípios abrangidos pela empresa de reciclagem, tem tido no município de Vila Franca de Xira, uma aceitação acima da média, tendo ficado em segundo lugar no que toca às quantidades de reciclagem de embalagens de plástico. A esta iniciativa, juntou-se pela primeira vez, uma outra, desta feita sobre a reciclagem de papel, com o nome de “Qual é o Seu Papel?”, que convida a comunidade educativa a envolver-se também na correta utilização do ecoponto azul e na recolha de

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papel em condições de reciclagem. Estes projetos são destinados aos alunos desde o pré-es-

colar até ao 3.º ciclo do ensino básico. No Projeto “Brigada do Amarelo”

participam 33 escolas, num universo de cerca de seis mil alunos. Sendo que para esta primei-

Comunidade educativa tem aderido com entusiasmo ao projeto

ra edição do Projeto “Qual é o Seu Papel?”, registou-se a adesão de sete escolas, envolvendo

mais de 2 mil 500 alunos. O desafio da “Brigada do Amarelo” é que os alunos recolham entre janeiro e maio um mínimo 70 embalagens, devidamente separadas e acondicionadas. Todas as escolas que atingirem este valor mínimo terão acesso a um prémio monetário, até um máximo de mil euros por escola. Quanto ao projeto “Qual é o Seu Papel?”, será atribuído um prémio de 20 euros por cada tonelada de papel/cartão recolhido, até ao limite de 500 euros. Alberto Mesquita, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, elogiou os alunos e também os professores e auxiliares no que toca ao comprometimento para com este projeto. O autarca salientou, por outro lado, o empenho dos encarregados de educação, já que estes têm um papel fundamental nos comportamentos dos filhos, que a par com a instituição escola acaba por ser determinante.


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Finalmente acordo assinado par as obras na Nacional 3 entre Azambuja e Carregado Estrada Nacional 3 vai ser finalmente reabilitada. A obra já foi protocolada entre a Câmara de Azambuja, as Estradas de Portugal e o Governo. Esta requalificação implica a construção de duas rotundas na zona industrial de Azambuja, e tem em vista a redução da sinistralidade naquela via que tem um forte movimento de veículos pesados, fruto das empresas de logística ali situadas. Ao todo e segundo a entidade que gere as estradas de Portugal, passam diariamente naquela via cerca de nove mil veículos por dia, sendo que 22 por cento corresponde a viaturas pesadas. A obra consistirá na execução de duas rotundas, nos pontos indicados, e na requalificação do troço que as irá ligar, incluindo a reabilitação de paragens de autocarros e restabelecimento de percursos pedonais. António Laranjo, presidente do conselho de administração da Infraestruturas de Portugal, referiu ao Valor Local que a urgência desta obra implicava que o município de Azambuja tivesse de a comparticipar. “O senhor presidente da Câmara disse que não se sentia confortável com essa questão. Percebo. Mas temos de entender que os dinheiros do Orçamento de Estado não são ilimitados”, referiu António Laranjo que diz reconhecer a importância desta obra

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para a segurança da Nacional 3 e para a atividade económica. Em declarações ao Valor Local, o responsável do conselho de administração da Infraestruturas

chegar a todas as prioridades”. Por isso, António Laranjo destaca que a colaboração do município para o arranque desta obra foi determinante ao nível finan-

pagamento de 250 mil euros, referente a 50 por cento do valor das duas rotundas. À Infraestruturas de Portugal, caberá a beneficiação do troço entre as ro-

fraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins presente na homologação do documento, salientou também o empenho de ambas entidades para a resolução do

de Portugal lembrou que a entidade que preside tem a seu cargo um país inteiro, cerca de 12 mil 500 quilómetros de estradas para gerir. “Temos um plano de investimentos muito forte, mas ainda assim há necessidades de financiamentos para podermos

ceiro. Para o responsável, este projeto, embora fosse uma das prioridades, poderia não avançar de imediato tendo em conta o seu financiamento. O custo estimado para esta intervenção é de 850 mil euros. Ao município de Azambuja caberá o

tundas, que terá um separador central composto por pinos sinalizadores e a melhoria do pavimento. António Laranjo acredita que com estas medidas melhorese as condições de segurança e fluidez do trânsito. Já o secretário de Estado das In-

problema que se arrasta há décadas e que tem vindo a ser colocado na agenda pelo movimento cívico Plataforma EN3. O governante destacou a importância deste acordo para a melhoria das condições de segurança, tendo em conta o movimento

de viaturas pesadas e de ligeiros naquela via. Luis de Sousa, presidente da Câmara de Azambuja, congratulou-se com este protocolo. Em declarações ao Valor Local, o autarca refere que a situação não é a ideal, e que preferia não ter de investir os cerca de 250 mil euros numa obra que é da responsabilidade do Estado. “No fundo são 250 mil euros que a Câmara poderia empregar noutra obra que servisse melhor a população”, refere o autarca que destaca ainda assim que o investimento é importante, tendo em conta o número de óbitos naquela via. Luis de Sousa vinca a participação do secretário de Estado neste processo. “Foi quem abriu a porta a tudo isto”. “Quero realçar também a abertura do presidente da IP e dos técnicos numas negociações que nem sempre foram fáceis.”, concluiu. O autarca lembra que está em conclusão a revisão do Plano Diretor Municipal e que este poderá abrir a porta à conclusão da variante que foi iniciada nos primeiros mandatos de Joaquim Ramos, na zona industrial de Vila Nova da Rainha. Trata-se de um velho projeto que vai sendo acabado à medida que as empresas se vão fixando naqueles lotes de terreno, mas que com a revisão do PDM, esse processo poderá acelerar.

Parque de recreio inclusivo inaugurado em Alverca cidade de Alverca, no concelho de Vila Franca de Xira, tem desde o passado dia 18 de janeiro o primeiro espaço de recreio totalmente inclusivo. Fica situado no Jardim José Álvaro Vidal. Contudo o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, vincou que nos próximos anos, a autarquia vai abrir mais espaços do género no território vilafranquense. Este espaço que pretende ser inclusivo, através dos seus acessos e da própria construção a pessoas portadoras de deficiência, fez parte integrante das obras de requalificação que todo o jardim tem vindo a receber nos últimos meses. Ao todo, foram investidos na requalificação do jardim que integra este espaço inclusivo, cerca de 450 mil euros, valor que abrangeu igualmente as piscinas de Alverca. Um valor considerado justo pelos

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autarcas da União de Freguesia de Alverca e Sobralinho e presidente do Município. Alberto Mesquita salientou que este espaço é

fundamentalmente para as crianças, nomeadamente, as da Chasa e Cercitejo. O autarca refere que o local está

Jardim de Alverca de cara lavada e mais inclusivo

a partir de agora disponível, mas que deve ser preservado por todos, e que as próprias crianças devem olhar para a sua preserva-

ção. Alberto Mesquita reforçou as palavras do presidente da junta, vincando que há muito que o jardim merecia esta requalificação.

Para o presidente, este espaço criado há algum tempo, necessitou destas obras de atualização “porque hoje em dia há outros equipamentos e outras necessidades, e foi isso que aqui fizemos”. Alberto Mesquita fala num novo espaço de recreio “para todos” tendo em conta a estratégia do município em que a “inclusão” é a palavra chave. “Este espaço tem uma particularidade que nos enche de orgulho tendo em conta a componente da inclusão de forma objetiva, clara e inequívoca e isso só se faz com iniciativas como esta”. Segundo o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, até ao momento desenvolveram-se três fases do projeto, sendo que o município já está a trabalhar numa quarta fase, ascendendo o investimento na totalidade, depois de todas as fases, a cerca de um milhão de euros.


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Poço do Estanqueiro- o poço dos namorados António da Cunha e Manuel Bolieiro falam da importância deste poço para a população

Foi aqui que tudo começou para este casal Poço do Estanqueiro, local de muitas memórias para a população de Foros de Salvaterra, foi recentemente requalificado. Já foi ex-libris em tempos, e ponto de encontro, em décadas passadas, onde os rapazes faziam a corte às raparigas da terra, ou onde homens e mulheres eram contratados para irem trabalhar no campo. Noutra altura, o local até chegou a ser chamado de Cruzamento do Eucalipto. O poço é muito antigo. António da Cunha, 75 anos, lembra-se de o seu irmão nascido em 1930, entretanto falecido, se lembrar do local quando ainda era muito pequeno. Ao lado do poço havia um tanque retangular que estava sempre cheio de

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água e onde existia uma bomba de ferro, alvo de brincadeiras dos rapazes. A estrada que não estava alcatroada até à década de 50 era atravessada por manadas de gado em carroças que paravam para beber água do poço. António da Cunha lembra-se das “rapariguinhas bem vestidas ao domingo que andavam por aqui e depois iam até mais adiante, sempre com os rapazes a deitarlhes o olho, até enxotavam os miúdos mais pequenos, para ficarem com o poço só para eles, quando as moças viessem buscar água”. Mas ao domingo também apareciam os capatazes junto ao poço para arranjarem trabalhadores para a semana se-

guinte. Algum comércio aglomerou-se junto ao poço. Chegou a existir uma taberna, bem como uma vendedora de pevides na rua. “Com oito tostões comprava-se pevides para se comer durante uma tarde inteira”. Mas também um homem a vender pepinos, que se cortavam e comiam na rua. “Homens, rapazes e raparigas estavam sempre ansiosos pelo domingo para virem para aqui”, refere António da Cunha. Sua irmã, Fernanda da Cunha, 66 anos, não esconde – “Foi neste local que comecei a catrapiscar o meu marido, ele andava aqui à volta do poço de bicicleta pasteleira. Mas até me lembro de andar por aqui um Carlos Manuel que fazia cavali-

nhos, sempre muito vaidoso.” O ritual do namoro tinha as suas peculiaridades. À época e depois de umas horas à volta do poço, o rapaz chamava a rapariga e dizia: “Ò menina psstttt fique para trás que quero falar consigo”. No seu caso, foi junto ao poço que conheceu João Silva, 69 anos, que viria a ser o seu marido. Estão juntos há 48 anos. João Silva conta-nos que quando chamou Fernanda da Cunha, esta o “atendeu logo”, e as primeiras palavras foram – “Oh menina preciso de falar consigo por amor. Podemos namorar?” Não recebeu logo resposta positiva, só depois de lhe escrever uma carta uns dias mais tarde é que conseguiu ter a aceitação de

Fernanda. “Foi um namoro de muito respeito, só de apertos de mão, mas um dia roubou-me um beijo. Não gostei muito e até me zanguei”. Casaram dois anos depois, e Fernanda conta que “já ia grávida”, ri-se. “Na altura era tudo à fugida”. Depois do casamento nasceram filhos. Este casal sempre viveu em Foros de Salvaterra, e o poço é testemunha da longa relação. Mas o Poço do Estanqueiro não era apenas local de convívio, e de amizade mas também de muitas zaragatas entre os homens já alcoolizados. “Andavam à bordoada com o cajado”.Já agora, e para não esquecer: a água do poço era muito “boa” e “procurada por gentes de todo o

lado.” A obra de requalificação do poço esteve a cargo da Câmara de Salvaterra e da União de Freguesias de Salvaterra e Foros de Salvaterra. A pia e a bomba de água foram doadas por fregueses, enquanto as duas autarquias procederam à colocação de calçada na envolvência do poço. Depois do 25 de abril, foi implantada a água da rede, e a população deixou de vir ao poço, que foi evidenciando sinais de degradação, até ter sido alvo de obras. “Esta era uma ambição nossa quando tomei posse”, refere o presidente da junta, Manuel Bolieiro. A população gostou da obra, destinada a não deixar cair no esquecimento o poço.

Junta recupera sinal de paragem de autocarro a localidade de Foros de Salvaterra, junto à Nacional 114-3, é possível avistar um sinal dos muito antigos a indicar paragem de autocarro. A União de Freguesias de Salvaterra e Foros de Salvaterra, conseguiu recuperar este sinal, em pedra. A memória recua ao tempo em que este tipo de sinal de pedra com fundo branco e o desenho a preto de um autocarro eram comuns um pouco por toda a parte. Manuel Bolieiro, presidente a junta de freguesia, refere que já são poucas as paragens de autocarro no Ribatejo com este tipo de sinal, o que faz com que a localidade ostente agora uma espécie de relíquia. Bolieiro conta que numa noite de “muita chuva”, a GNR ligou-lhe a dar conta de uma grande inundação na Várzea Fresca. Era preciso proceder ao desentupimento das manilhas. “Qual não foi o meu espanto quando começámos a escavar, e deparámo-nos com este sinal de autocarro, que estava bastante danificado, partido”, diz, referindo que após esse dia, o sinal foi para o estaleiro da junta para ser recuperado. No concelho de Salvaterra será neste momento o único sinal deste tipo. Há cerca de dois meses, que o Sinal está agora de pedra e cal na principal via de Foros sinal está colocado junto à paragem de autocarro num das entradas da localidade.

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Novo logótipo de Vila Franca evidência símbolos do concelho igações Fortes” é o mote da campanha de promoção que levou a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira a criar uma nova identidade gráfica. Tendo como ponto de partida, a Ponte Marechal Carmona como elemento central, o município quis plasmar ali o que de melhor o concelho tem para oferecer. A imagem que a partir de agora vai vigorar no site, papel timbrado, e viaturas do município, foi feita integralmente pelos técnicos municipais e representa “uma imagem mais moderna coadunada com os tempos atuais”. O novo logótipo que se junta assim ao brasão do concelho de Vila Franca de Xira, será em breve “um elemento diferenciador e identificativo visualmente daquele concelho”, deu a conhecer em conferência de imprensa, o presidente da Câmara, Alberto Mesquita. “Uma escolha feliz”, vincou, dando conta que para se chegar a

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este trabalho final, muitos outros desenhos ficaram pelo caminho. Para o autarca, esta nova imagem é uma mais-valia “que nos identifica perfeitamente naquilo que é o ex-libris da nossa região, que é a ponte de Vila Franca de Xira”. Em termos simbólicos, na ponte Marechal Carmona, estão representados nos seus arcos o “abraço” e as cores simbolizam “muito mais”. O vermelho - a alegria das festas, a valentia dos homens e das mulheres, a história edificada. O azul - o rio Tejo, a frente ribeirinha, as gentes do rio, varinos e avieiros, o património azulejar, o lazer e desporto náutico. O ocre o dourado dos campos e do trabalho da lezíria, das descobertas arqueológicas, do brilho do património, a união dos territórios urbano e rural. O verde - a natureza no interior rural, o estuário do Tejo, a serenidade dada pela facilidade de acessos para fruição; e

o preto representa a união, afirmação, estrutura. Ao todo são cinco as cores representadas nos cinco arcos da Ponte de Vila Franca de Xira, também ela cheio

de significado, “já que foi esta a ponte onde se fez a primeira travessia de automóvel entre as margens esquerda e direita do Tejo na região de Lisboa.”

Para o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, este logo representa bem toda uma identidade do concelho. Para o autarca, era impossível colocar

todas as freguesias no desenho, reforçando que o mesmo “vem ao encontro daquilo que temos vindo a fazer, nomeadamente, a promoção do nosso concelho”, a que se juntam as campanhas televisivas de 150 segundos, entre outras. Segundo o autarca, é importante passar a imagem de que Vila Franca de Xira está “a dois passos de Lisboa”, reforçando que em termos de entidade de turismo, o autarca refere preferir estar no Turismo de Lisboa porque “é de lá que vem o grosso dos turistas que chegam a Portugal”. “Como estamos a 15 minutos de comboio de Lisboa, temos de fazer um esforço para atrair essas pessoas a Vila Franca”. O autarca vinca que as atividades realizadas no concelho, os parques, os passeios ribeirinhos, os vinhos, a gastronomia “constituem-se como motes para atração do turismo para o que de melhor Vila Franca oferece.”

Aviação Executiva em Alverca pode potenciar a Região lberto Mesquita, presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, continua a defender a utilização da pista da antiga base aérea de Alverca para aviação executiva, mesmo após o anúncio do novo aeroporto no Montijo. Às portas de Lisboa e quando está decidido adaptar a Base Aérea do Montijo para servir de apoio ao Aeroporto da Portela, Alberto Mesquita, considera esta uma boa oportunidade para voltar a falar do assunto. Em declarações ao Valor Local, o

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autarca lembra que está em curso uma nova campanha de dinamização de Vila Franca de Xira e com o aumento dos turistas, esta pode ser uma solução, por exemplo “para os executivos ou para turistas mais abastados.” O presidente destaca também que a decisão “Montijo” já veio tarde, mas que é importante do ponto de vista da decisão, já que o impasse que durava há quase 50 anos e que culminou com o desaire do aeroporto da Ota, não foi benéfico para os territórios, nomeadamente, os que estavam mais

perto do projeto abandonado pelo governo de Sócrates. “Já desde a década de 60 que se fala numa alternativa ao aeroporto da Portela. Era importante tomarse uma decisão”, refere o edil que lamentou o abandono do projeto do aeroporto para Ota: “Foi uma pena, pois não tínhamos de atravessar pontes. Estava mais perto de Lisboa e vinha criar boas condições económicas e sociais para a região”. Sobre Alverca, o autarca revela que tem mantido a ideia de aproveitar a pista para a aviação exe-

cutiva, nomeadamente, para quem tenha o seu próprio avião, e para “quem quer chegar a determinados locais sem as grandes dificuldades da Portela que já não consegue acolher estes voos”, que na opinião do autarca podem passar para Alverca que já tem alfândega e Serviços de Estrangeiros e Fronteiras. Alberto Mesquita diz que tem feito sentir esse desejo aos governantes, sempre que estes visitam o concelho de Vila Franca de Xira: “Digo-lhes que estamos a perder uma ótima oportunidade”.

Pista da OGMA tem potencial para aviação executiva

O autarca salienta mesmo que tem mantido conversas com a administração da Embraer, empresa que adquiriu o capital das OGMA, e que tem manifestado a sua opinião no mesmo sentido “para sensibilizar os decisores políticos para o aproveitamento daquela pista”. No entanto há ainda dificuldades no que toca ao alojamento. Vila

Franca tem para já apenas um hotel, sem contar com o alojamento local e outras pequenas unidades de charme. Essa é uma matéria que também preocupa os autarcas. Nesse sentido, Alberto Mesquita acredita que se a aviação executiva for uma realidade em Alverca, facilmente os privados constatarão essa necessidade e essas unidades vão aparecer.


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Mega plantação de cannabis a caminho do concelho de Benavente Sílvia Agostinho concelho de Benavente prepara-se para receber um avultado investimento por parte do gigante canadiano, Tilray, líder mundial na produção de cannabis para fins medicinais. Neste momento, e segundo documentação a que o Valor Local teve acesso, estará em marcha um contrato de promessa de compra com um proprietário local, José António Alves Inácio. Contactado pela nossa reportagem, este refere que não quer dar pormenores do negócio que visa a aquisição de 261 hectares na freguesia de Benavente tendo em vista o cultivo daquela planta medicinal, até porque lhe foi pedido “sigilo” por parte dos investidores. O negócio ainda estará um pouco no segredo dos deuses. O proprietário local diz apenas que quando for assinada a escritura “esses valores se saberão porque nessa altura serão públicos”. José António Alves Inácio não quis referir se o negócio em perspetiva será bom ou mau, apenas se limitou a dizer que “estão em perspetiva valores no âmbito daquilo que são os preços de mercado”. O terreno em causa situa-se na Herdade de Porto Seixo, em Benavente, numa parcela de terreno compreendida entre a concessão da A10 e a Estrada dos Alemães. A recente aprovação e publicação em Diário da República, em 18 de julho de 2018, da nova lei que aprova o cultivo da planta para fins medicinais no nosso país já provocou uma avalanche de pedidos junto da entidade reguladora, o Infarmed. No caso do investimento em Benavente, o mesmo prevê uma exploração composta por 10 pavilhões com o total de 67.521,75m2 de área de implantação/construção; instalação social com 3500m2 de área de implantação/constru-

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ção; instalação técnica com um total de 1279,50m2 de área de implantação/construção, e a construção de seis estufas com uma área de implantação de 139.279,00m2. O projeto prevê-se que seja executado em seis fases. A intenção da empresa canadiana já ganhou o estatuto de Projeto de Interesse Público por parte do município. Atenta a documentação consultada pelo nosso jornal, a exploração em perspetiva não apresenta condicionantes de maior quanto à sua implantação, tendo já recebido o parecer favorável do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). Tendo em conta a atribuição do PIP não terá a Tilray de solicitar a Avaliação de Impacte Ambiental, “existindo o compromisso de efetuar todas as infraestruturas necessárias”. Em reunião de Câmara, o presidente da autarquia, Carlos Coutinho, saudou este investimento que tem o máximo apoio do município. O autarca lembrou que a lei apenas conheceu a abstenção por parte do CDS-PP tendo sido favoravelmente votada pelos outros partidos. A possibilidade de poder vir a gerar 500 postos de trabalho, torna “este investimento importante não só para o município como para o país”. Portugal dispõe de condições mais do que atrativas para este cultivo, a tal ponto que o Infarmed pensa criar uma secção apenas para autorizações relativas à cannabis, não estando posta de parte a implantação de quotas para o seu cultivo. “Portugal pode ser um grande produtor de cannabis na Europa e isso será fator de competitividade e de rentabilidade”. Coutinho concretizou que o município “não pode passar ao lado deste investimento”, e que já terá sugerido a implantação de uma vertente mais científica do projeto junto dos investidores,

como um laboratório no concelho. O vereador do Partido Socialista, Pedro Pereira, que levantou a questão em reunião de Câmara lamentou o facto de primeiramente, este tema, ter sido debatido numa reunião de Câmara privada. O autarca que se diz a favor da cannabis para fins medicinais, lamenta contudo que o município se contente com “a ambição de receber a plantação e a secagem, ficando de fora desta vertente a mão-de-obra especializada, situada fora de Benavente e provavelmente no estrangeiro.”. “A plantação e secagem pode dar trabalho/emprego a muitas pessoas, mas é trabalho pouco ou nada qualificado, pouco ou nada especializado. Não é este o tipo de investimento que defendo para o município!”, diz num comunicado enviado às redações. Referiu ainda que outros municípios re-

jeitaram este tipo de investimento porque “o dinheiro não é tudo” “Queremos ser conhecidos no município de Benavente pela plantação do arroz de qualidade e excelência? Certo! Ou queremos ser conhecidos pela plantação de cannabis? Deixo a questão para reflexão e debate”, concluiu, questionando ainda da possível existência do cultivo da planta já estar a ter lugar no território da Herdade de Porto de Seixo, ao arrepio da lei. Carlos Coutinho repudiou veementemente a consideração do vereador da oposição- “O que está a dizer é uma profunda mentira, espero que esse tipo de informação enviesada que pode andar a circular por aí não traga desconforto aos investidores, e a um projeto que estamos a fazer todos os possíveis para conseguir trazer para o município”. O Valor Local contactou a empresa canadiana Tilray endereçando um conjunto de questões acerca do in-

vestimento no concelho ribatejano, mas até à data de fecho não recebemos as respostas. A Tilray criou uma sucursal da empresa mãe em Portugal em 2017, ano em que também arrancou com a plantação no nosso país. Tem sede no Parque Tecnológico de Cantanhede. No último ano tem anunciado a contratação de cada vez mais pessoal, num investimento de 20 milhões de euros que espera concretizar até 2020. A empresa está no setor no seu país de origem desde 2014. Em Cantanhede possui quatro hectares para estufas e produção ao ar livre. Presente na última Web Summit, decorrida em Lisboa, o CEO da Tilray, Brendan Kennedy, afirmou que “o mercado de produção de produtos derivados da canábis está apenas no início e deverá levar ao surgimento de uma indústria avaliada em 150 a 200 mil milhões de dólares em muito pouco tempo”. Sendo esta uma “mudança de paradigma”

para 11 países em cinco continentes onde a cannabis medicinal já é permitida, Para se poder cultivar esta planta no âmbito daquilo que são os novos fins, o regulador, Infarmed, assume as funções de supervisão da extração e fabrico, comércio por grosso, distribuição às farmácias, importação e exportação, trânsito, aquisição, venda e entrega de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da cannabis destinadas a uso humano para fins medicinais. Na análise dos pedidos, considerando a amplitude da legislação, anteriormente produzida, de 93 e 94, já são exigidos requisitos relacionados com as instalações, equipamentos, procedimentos, segurança, idoneidade (da empresa, sócios, gerentes, responsável técnico, agricultores), origem do material vegetal e destino do produto, boas práticas agrícolas, de fabrico, de distribuição, entre outros.”

Em Benavente a empresa vai ocupar uma área de 261 hectares


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Paulo Franco, vereador das atividades económicas

Comerciantes de Alenquer fizeram perto de um milhão de euros em negócio no Natal O responsável autárquico faz um balanço positivo de mais um concurso de compras nas lojas do concelho. Este ano com o dobro da adesão dos lojistas. O empreendedorismo e as exportações das empresas é outro dos temas abordados través do programa de fomento do empreendedorismo do município de Alenquer, que tem sido possível ajudar “mais as empresas do concelho na captação de investimento e nas exportações”, de acordo com o vereador das atividades económicas, Paulo Franco, em entrevista ao Valor Local. Neste domínio destaca um protocolo de cooperação efetivado com o município chinês de Qingtian e com a Liga de Chineses em Portugal através do setor do vinho, e em breve para o setor das carnes através da exportação. A Câmara de Alenquer está também a estabelecer parcerias com o Senegal, uma economia emergente em território africano, “e que está a apostar muito na área da construção, sendo esta uma alternativa importante para uma parte do tecido empresarial do concelho”. O município e várias empresas do concelho vão participar este ano numa feira na capital do país, Dakar. Ainda neste capítulo do empreendedorismo, o município continua a dar seguimento a este conceito junto das escolas, que já tem caráter obrigatório, e faz parte do plano curricular. “Embora a nossa prioridade não seja ‘fabri-

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car’ empresários, apenas transmitir aos alunos conhecimento caso um dia mais tarde possam querer implementar o seu próprio negócio, ou criar o seu emprego. Fomentar a criatividade e o esforço”. “Queremos criar uma cultura do empreendedor”, refere Paulo Franco. A incubadora de empresas é outro dos projetos, sendo que neste momento são nove os negócios implantados, tendo sido firmada uma parceria com o Centro de Empreendedorismo e Inovação do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE). Funciona na sala de imprensa do Pavilhão Municipal de Alenquer. Quatro empresas estão fisicamente no local. As restantes “em modo virtual” usufruem de serviços da Câmara como domiciliação de morada, sala para reuniões, serviço de correspondência empresarial, e mentoria por parte do ISCTE.” A incubadora poderá receber mais empresas no espaço em ambiente co-work. O valor da renda é simbólico. Cerca de 50 euros mensais. Alguns projetos fora do concelho aproveitaram esta oportunidade. Em breve vão-se instalar dois novos projetos, relacionados com o desenvolvimento de rotas turísticas do vinho. Saíram

Vereador destaca as principais concretizações no pelouro das atividades económicas

vencedores no concurso “Wine Discoveries” no âmbito da “Cidade Europeia do Vinho”. Obras no mercado municipal vão arrancar No âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) foi apresentada uma candidatura para a requalificação daquele equipamento num total de 423 mil euros com 85 por cento de financiamento comunitário. A candidatura foi apresentada em finais de 2019, sendo uma ação

do PEDU para Alenquer aprovado em 2015. Aguarda por luz verde da CCDR-Centro. “Não só queremos reabilitar como revitalizar”, refere. O estado em que se encontra o mercado há muito que é um problema para quem faz negócio no local. O telhado está muito degradado, as condições são precárias, por isso a obra há muito que é urgente. Cartão Vantagem Tradicional Foi lançado no mandato passado, o cartão que permite a quem

fizer compras no comércio tradicional de Alenquer usufruir de descontos. Paulo Franco faz um balanço positivo e adianta que cerca de 100 lojas aderiram a esta ferramenta, “que facilita a fidelização entre clientes e lojistas”. Este ano, e no âmbito do concurso “Alenquer + Natal é no Comércio Tradicional” que compreende o sorteio de vouchers de compras, viagens através de uma agência local, e um automóvel através de um concessionário do concelho, participaram 149 lojas (o dobro em comparação com

NERSANT divulga programa de apoio à reabilitação urbana NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, vai promover em fevereiro uma sessão de apresentação do IFRRU 2020, instrumento financeiro do Portugal 2020, tendo em vista o apoio a ações de reabilitação urbana no edificado. Este instrumento pretende, assim, facilitar o acesso a financiamento por parte dos promotores de investimentos na área da reabilitação urbana, melhorando as condições de financia-

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mento, adequadas às circunstâncias e especificidades dos projetos, e diversificando a oferta de soluções de financiamento em condições mais favoráveis do que as disponíveis no mercado. Esta iniciativa tem, assim, o objetivo de contribuir para a revitalização dos centros urbanos em todo o território nacional, através da promoção da habitação, fixando a população e atraindo novos residentes, e da expansão das atividades económicas,

criadoras de emprego e de riqueza. Estas e outras informações vão ser prestadas na sessão de esclarecimentos organizada pela NERSANT na Startup Santarém, a partir das 16h00 do dia 19 de fevereiro. O programa integra a apresentação do IFRRU 2020, por Dina Ferreira, como vogal executiva da Estrutura de Gestão do IFRRU 2020 e da ARU - Área de Reabilitação Urbana da Câmara Municipal de Santarém.

Através do IFRUU, os proprietários podem ter acesso a diversos benefícios fiscais

edições anteriores) num total de 72 mil 132 senhas. “Cada senha corresponde a 10 euros em compras, logo podemos inferir que as pessoas fizeram compras no valor de 721 mil euros durante o período de Natal no comércio do concelho”. Esta realidade é sintomática, nas palavras do vereador, “de que as pessoas e os comerciantes já estão à espera desta oportunidade proporcionada por esta nossa iniciativa”. O automóvel foi para uma munícipe de Olhalvo, através de uma compra naquela freguesia.


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Natação Adaptada do Alhandra Sporting Club

Um mergulho nas emoções de atletas especiais Sílvia Agostinho ão sete e meia da manhã de mais um domingo, em que Carlos Mendes se prepara para um novo treino nas Piscinas Baptista Pereira, em Alhandra. É um dos atletas da secção de natação adaptada do Alhandra Sporting Club e no seu currículo conta com mais de 20 medalhas, algumas de participação em torneios, mas há também primeiros lugares. Foi a amputação dos membros inferiores, que o veio a colocar tempos mais tarde em contacto com a prática da modalidade. Devido a um quadro muito agravado de diabetes tipo 1, quando tinha 40 anos teve de ser submetido à intervenção cirúrgica em causa. “Já não aguentava as dores, e a amputação foi o caminho a seguir”. Atualmente tem 56 anos. Pelo caminho, Carlos Mendes foi submetido com sucesso a um transplante de rim. Durante sete anos fizera hemodiálise. Encontramo-lo em sua casa, onde começava a tomar o pequeno-almoço, uma torrada com um batido de aveia, linhaça e

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mel. O esforço físico de mais de uma hora nas piscinas obriga a uma primeira refeição reforçada. Mais do que uma vez por semana entrega-se às maravilhas da água, do exercício, e fundamentalmente do convívio com os outros colegas, todos eles mais jovens, e com idade para serem seus netos. “Uma família!”, não tem dúvidas em salientar. A família tem tido também muita importância neste transpor de obstáculos na vida de Carlos Mendes. Por outro lado, optou por aceitar as consequências da doença para poder seguir em frente na sua vida, embora a amputação da segunda perna tivesse sido pior do que a primeira – “Rebentou um bocadinho comigo, fuime muito abaixo”. Quanto a apoios do Estado, dado o quadro de invalidez, refere que acaba por ser suficiente, mas porque não vive sozinho, e a companheira trabalha, “caso contrário não chegava”. A ideia da natação adaptada surgiu um dia quando se encontrou com Manuela Ralha, atual vereadora na Câmara, praticante des-

A família da Natação Adaptada do Alhandra

ta modalidade, após ter sofrido um acidente que a colocou em cadeira de rodas há vários anos.

Para Carlos Mendes, fez-se luz após essa conversa. Há 13 anos que faz parte da família da nata-

ção adaptada em Alhandra. Nesta nova fase da sua vida, procura “portar-se bem”. Desde

os 11 anos que sofre de diabetes tipo 1. Mas a vida adulta foi repleta de muitos excessos. A pro-


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Janeiro 2019 fissão de camionista não ajudou. “Tento controlar ao máximo a minha doença. Aprender a dizer que não, quando vejo muitos bolos, mas o desporto tem-me ajudado muito. A natação tem sido benéfica para tudo.” Seguimos depois rumo às Piscinas Baptista Pereira no seu veículo adaptado. Cumpre sempre o ritual de beijar uma pequena cruz pendurada no espelho retrovisor – “Quando vamos para a estrada, vamos para a guerra. Temos de ter cuidado por nós e pelos outros”, diz. Chegados ao Alhandra, ficamos a conhecer os colegas de Carlos Mendes. Alguns estão na natação adaptada desde que a modalidade foi introduzida no clube há cerca de cinco anos, outros foram-se juntando entretanto. Em comum, o gosto pela prática, mas também as amizades que foram construindo ao longo dos anos. Muitos têm-se destacado na modalidade ao alcançarem pódios em campeonatos e troféus regionais. Mariana Lucas, de 17 anos, está no Alhandra há um ano e meio, e a experiência conta que “é muito boa”. Inicialmente inscreveu-se na secção apenas para ter contacto com uma atividade física, mas como entretanto foi desafiada para a vertente da competição decidiu abraçar esse desafio. Está no Secundário a estudar gestão e programação de sistemas informáticos, e o facto de não poder

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Natação adaptada mudou a vida destes jovens

ver, não a faz esmorecer quanto aos seus objetivos. “Quando estou a nadar sinto que estou a libertar tudo, sinto-me bem e a pôr uma energia enorme dentro de mim”. Por outro lado, “a amizade criada é fantástica, quer quando estamos em competição, quer nas alturas em que convivemos uns com os outros”. Fernando Daniel, de 13 anos, é outro dos atletas. O seu problema de deficiência intelectual tam-

bém não é impeditivo de prosseguir os seus objetivos. Gosta do convívio entre colegas e de ganhar prémios também. O atleta recebe um grande abraço de um dos responsáveis da secção antes de ir dar mais umas braçadas neste treino de domingo. Portadora de uma síndrome que não a deixa verbalizar as suas emoções, Gabriela Matos é outra das praticantes da modalidade. A mãe, Ana Cristina Matos,

refere que a trouxe para o Alhandra Sporting Club há dois anos. O desenvolvimento psicossocial “melhorou imenso”, nomeadamente, “a nível da sua interação com os outros”. “Apesar de não falar, começou a ser mais expansiva e expressiva, arranjando forma de comunicar com os outros através de gestos muito simples”, conta a mãe. Gabriela sempre nadou. A vinda para a secção foi natural, até porque a

treinadora Susana Ferreira “tem uma forma muito especial de lidar com as crianças”. Na escola, é também uma criança autónoma, “embora tenha um currículo diferente dos outros miúdos”. Numa competição que teve lugar, este mês, em Santa Maria da Feira, no Troféu das Fogaceiras, Gabriela Matos, conseguiu alcançar diversos primeiros lugares, nos 50 e nos 25 metros costas. Para a atleta “é muito impor-

tante quando lhe dizemos que teve um bom resultado”. “Ela suplanta-se muitas vezes na natação”, refere a mãe, concluindo – “O mais importante para nós é que seja uma criança feliz, realizada, que se sinta bem”. Para se conseguir mais apoios, que são sempre escassos, “temos de batalhar muito e temos esperança no projeto assinado entre a Câmara e a Associação de Natação de Lisboa” (ver página 12). Beatriz Penelas, 19 anos, está no primeiro ano do ensino superior numa universidade em Santarém, no curso de “Acompanhamento de Crianças e Jovens”. Sendo praticante há quatro anos, não tem dúvidas em salientar o quanto este desporto acaba por a motivar. “Conseguimos ver a vida de outra forma, criamos grandes amizades, ajudamo-nos mutuamente e isto é o mais importante de tudo”. Mas também a nível físico, os benefícios são inegáveis – “Já não tenho tantas dificuldades em sair da cadeira de rodas para a piscina, os meus músculos estão também mais fortalecidos”. O apoio da família, como não podia deixar de ser, é também ele “muito importante”. O pai está sempre nas bancadas a incentivar, e embora “não o veja porque quando estamos dentro de água não conseguimos ouvir, só de saber que ele está ali, dá-me um grande estímulo”. Nem sempre é fácil conciliar os


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São muitas as medalhas que Carlos Mendes já conquistou

Beatriz Penelas conseguiu melhorar a vários níveis a sua saúde estudos com a prática da natação, mas como este é o seu único escape, não vai deixando de comparecer nas piscinas. No futuro, gostaria de abraçar a profissão de professora primária ou educadora de infância. “Tenho o sonho de ser alguém profissionalmente na ajuda da educação das crianças, dar-lhes motiva-

ção, para que sejam boas pessoas no futuro”. “Aqui no Alhandra vivemos um clima de autêntica diversão entre nós todos, é ótimo estar aqui”, diz Diogo Marques, 19 anos, um jovem que se iniciou há pouco tempo na modalidade a convite de Susana Ferreira, tendo alcançado até à data vários lugares no

pódio nas mais diversas competições. Com 15 atletas em competição, e 10 na formação, o Alhandra Sporting Club abarca nesta modalidade, pessoas com vários níveis de deficiência: motora, intelectual, invisuais, surdos, transplantados. Segundo a treinadora Susana Ferreira, o acompanha-

mento a cada atleta tem de ser diferenciado, porque quem não vê, é diferente de quem não ouve. Os apoios para as deslocações, e no fundo à secção garantem a cobertura da estadia, “mas podiam ser superiores”. “Dá para ficarmos nas camaratas das pousadas da juventude”. Estamos a falar quase sempre

em viagens ao norte do país, onde a modalidade está mais desenvolvida. Na zona de Lisboa, e centro do país, a modalidade ainda dá os primeiros passos. No final da nossa reportagem, missão cumprida em mais um dia de treinos para Carlos Mendes. Já a preparar-se para a pró-

xima competição em Póvoa de Varzim e Coimbra. “Sinto-me muito bem aqui, com estes miúdos que são muito agradáveis. Todos eles surpreendem-me. Uma malta fantástica que recebe também muito carinho dos pais. Alguns têm idade para serem meus netos. É muito gratificante”.

Vila Franca de Xira adere a programa de natação adaptada para alunos das escolas concelho de Vila Franca de Xira foi pioneiro ao aderir ao recente programa de Natação Adaptada para Populações Especiais. Esta foi uma iniciativa da Federação Nacional de Natação com a Associação de Natação de Lisboa e destina-se aos alunos dos agrupamentos de escolas daquele concelho. O protocolo foi assinado no passa-

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do dia 18 de janeiro, e tem como objetivo aumentar e melhorar a capacidade funcional dos alunos, bem como fomentar a prática da natação na população escolar com deficiência. Segundo o município de Vila Franca de Xira, a atividade extracurricular vai decorrer nas piscinas municipais de Vila Franca de Xira e Alverca, e nas Piscinas Baptista

Pereira em Alhandra, abrangendo neste primeiro ano 44 alunos dos Agrupamentos de Escolas de Alhandra, Sobralinho, São João dos Montes, Castanheira do Ribatejo, Reynaldo dos Santos e Alves Redol (Vila Franca de Xira) e a Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca. António Silva, presidente da Federação Portuguesa de Natação, elo-

giou o empenho da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, destacando que desde sempre, o município de Vila Franca acolhe sem reservas estas iniciativas que representam mais-valias para os praticantes. Alberto Mesquita, presidente do município, vincou a importância deste protocolo e o seu impacto na vida das crianças com deficiência do concelho de Vila

Franca de Xira. Aliás o presidente da Câmara destacou que este dia era um dia com muito significado para o município. Pela manhã inaugurou um parque infantil para crianças com necessidades especiais, onde a inclusão foi plena, com a interação de crianças de várias escolas, e mais tarde a assinatura deste protocolo seria mais um passo nessa inclusão.

Este protocolo vem permitir às crianças das escolas do concelho de Vila Franca de Xira a prática da natação adaptada. Algo que pode, segundo o presidente da Câmara, ter um papel muito importante na vida destas crianças, criando condições para a prática da natação, deixando em aberto: “Quem sabe se não teremos aqui atletas paraolímpicos” justificou.


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“Deuses caídos”: Quando quem amamos não é quem idealizámos forma como amamos, e com quem nos relacionamos, revela o nosso mais profundo ser. Algumas pessoas vivem o amor de forma saudável, sem se socorrerem do parceiro para descarregar frustrações, mau-feitio ou qualquer tipo de agressividade física ou psicológica. No entanto, na nossa vida, conhecemos todo o tipo de pessoas. Algumas procuram amar e ser amadas, mas também há aquelas que querem amar, mas não conseguem, que se tornam dependentes, que se acomodam às relações, que só procuram sexo, que são inseguras, ciumentas e desconfiadas, ou que apenas querem alguém que as sirva. Muitas relações amorosas tornamse tóxicas porque os parceiros não se conhecem verdadeiramente. Tentam ser algo que não são, ou exigem que o outro seja aquilo que não é. Assim, vivem numa ilusão que os leva a permanecer como dois estranhos! No livro “Deuses Caídos”, poderá aprender a identificar as tendências de comportamento de 14 Personalidades Amorosas que, de amorosas, pouco ou nada têm! São, na sua maioria, comportamentos rígidos nas dinâmicas amorosas que, normalmente, não acabam bem. No final do livro é

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apresentado um tipo de Personalidade Amorosa que todos/as gostaríamos de ser e/ou encontrar … Os Parceiros Saudáveis no Amor! No jogo amoroso da paixão, normalmente, existe a preocupação de se parecer a melhor pessoa do mundo para o outro. Além disso, os novos amantes “endeusam-se” mutuamente. Ou seja, aos olhos de alguém que está apaixonado, o parceiro é visto pelo que é, pelo que faz parecer que é, e pelas qualidades que lhe são atribuídas. Sendo assim, não é difícil compreender por que motivo, no início de uma relação amorosa, os parceiros se tornam “perfeitos” (como se fossem deuses), aos olhos do outro, e são colocados num “altar” que alimenta o seu imaginário. Portanto, salvo raras exceções, na fase da paixão, tudo parece um mar de rosas; no entanto, passado algum tempo começam a surgir as diferenças, os defeitos e as incompatibilidades. E se estes “espinhos” fizerem parte da estrutura de personalidade do/a parceiro/a? E se esse deus, outrora adorado, não passa de um humano com (muitos) defeitos? É neste momento que cai o pano. O amado sai do pedestal imaginário e “desce à terra”. Aquele deus, afinal, é feito de “carne e osso”, como qualquer um

de nós! Neste altar de “Deuses Caídos” temos vários tipos de pessoas: as desesperadas por relações amorosas, que têm em comum o facto de se terem anulado emocional ou romanticamente, ao longo de vários anos; as dependentes emocionais. Esta dependência manifesta-se através de um amor exigente, apoiado na carência e na necessidade de receber atenção e cuidados; os crentes platónicos, presos a paixões impossíveis, ou “amores” não correspondidos; os parceiros camaleónicos que estão numa relação amorosa, mas anulam-se e se tornam-se verdadeiros “clones” dos parceiros. Parecem esponjas a absorver tudo o que os/ as parceiros/as dizem e fazem, e assumem isso como se fizesse

parte da sua própria personalidade, os parceiros “sabonete” que são aquelas pessoas que “fogem” quando sentem que a relação está a ficar mais “séria”; os acomodados.Isto é, quando estão numa relação, não apresentam qualquer tipo de iniciativa. Funcionam, essencialmente, em “piloto automático”, mostrando-se pouco atentas às necessidades ou pedidos de atenção dos/as parceiros/as. Te-

Janeiro 2019 Fernando Mesquita

mos ainda os “meninos da mamã, que à primeira vista, parecem homens adultos, prontos para enfrentar a vida de forma independente, mas a verdade é que têm um terrível segredo... não largaram as “saias” das mães!, têm de tomar uma decisão importante valorizam mais a opinião da mãe do que a sua! Temos ainda os “Só Amigos”, em que cada vez mais encontramos casais que mais parecem amigos que amantes, pois não existe qualquer tipo de contacto sexual entre ambos. Os “Só Amigos” diferenciam-se dos parceiros acomodados porque investem na relação amorosa, partilham tarefas, são afetuosos e mostram-se atentos às necessidades, ou pedidos de atenção, dos/as parceiros/as. No entanto, ainda que tudo pareça perfeito, não procuram, ou evitam, os/as parceiros/as em contextos sexuais. O acumulador de conquistas amorosas, os viciados em sexo, os fantasmas digitais são outros destes deuses caídos Mas felizmente há pessoas que vivem o amor de forma saudável, sem se socorrerem do parceiro para descarregar frustrações, mau-feitio ou qualquer tipo de agressividade física ou psicológica. Ao contrário das Personalida-

des Amorosas apresentadas anteriormente, os Parceiros Saudáveis no Amor têm grande flexibilidade psicológica. Muitas relações amorosas tornam-se tóxicas porque os parceiros não se conhecem verdadeiramente. Tentam ser algo que não são, ou exigem que o outro seja aquilo que não é. Assim, vivem numa ilusão que os leva a permanecer como dois estranhos! Quem está numa relação amorosa saudável sente-se respeitado/a, desejado e amado. Não lhe é exigido que mude, porque é aceite tal como é! Isto quer dizer que, aos olhos do outro, é visto/a como perfeito/ a? Claro que não! Mas existe a convicção de que a haver alguma mudança, esta deve acontecer dentro do próprio. Não lhe deve ser imposta! A possibilidade de conhecer alguns dos “deuses caídos”, apresentados neste livro, poderá ajudar o/a leitor/a a conviver com as particularidades pessoais e/ou relacionais do/a seu/sua parceiro/a. Amar é aceitar o/a parceiro/a com as suas qualidades e defeitos. Cabe a cada um de nós descobrir se queremos, ou não, permanecer com determinadas características de um “deus caído”!

Reclame primeiro, pague depois! Serviços públicos, contratos privados

Mário Frota*

daí todas as consequências… Para os serviços públicos, em geral, uma velha máxima que vem do direito romano: “solve et repete”! Em tradução livre: “Pague primeiro, reclame depois!” Porém, para os serviços públicos essenciais (água, energia eléctrica, gás natural, gás de petróleo liquefeito canalizado, comunicações electrónicas, serviços postais, saneamento e recolha de lixos…), cujos contratos têm a pe-

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culiaridade de ser contratos de consumo, a regra que vigora é a dos contratos privados: cada um dos contraentes tem o direito de recusar a prestação enquanto o outro não cumprir devidamente as obrigações a seu cargo. Se o fornecedor se propuser cobrar a mais, se não especificar convenientemente o montante exigido, se não apresentar uma factura de harmonia com o que a lei estabelece, é lícito ao consumidor não pagar, reclamando.

Reclamar, primeiro, pagando só e tão só – quando houver uma decisão definitiva sobre a reclamação. Ao contrário, aliás, do que acontece com os impostos, onde, por exemplo, há que pagar primeiro, seguindo-se, se for o caso, a reclamação. As empresas vêm, porém, com o beneplácito de algumas das entidades reguladoras, impondo nos contratos, à revelia dos princípios e das normas, que se pague pri-

Ficha técnica: Valor Local jornal de informação regional Propriedade e editor: Propriedade: Metáforas e Parábolas Lda – Comunicação Social e Publicidade • Gestão da empresa com 100 por cento de capital: Sílvia Alexandra Nunes Agostinho; NIPC 514 207 426 Sede, Redação e Administração: Rua Alexandre Vieira nº 8, 1º andar, 2050-318 Azambuja Telefones: 263 048 895 - 96 197 13 23 Correio eletrónico: valorlocal@valorlocal.pt; comercial@valorlocal.pt Site: www.valorlocal.pt Diretor: Miguel António Rodrigues • CP 2273A • miguelrodrigues@valorlocal.pt Redação: Miguel António Rodrigues • CP 2273 A • miguelrodrigues@valorlocal.pt • 961 97 13 23; Sílvia Agostinho • CP 6524 A • silvia-agostinho@valorlocal.pt • 934 09 67 83 Multimédia e projetos especiais: Nuno Filipe Vicente multimédia@valorlocal.pt Colunistas: Rui Alves Veloso, Augusto Moita, Acácio Vasconcelos, José João Canavilhas, António Salema “El Salamanca” Paginação, Grafismo e Montagem: Milton Almeida • paginacao@valorlocal.pt Cartoons: Bruno Libano Departamento comercial: Rui Ramos • comercial@valorlocal.pt Serviços administrativos: Metaforas e Parabolas Lda - Comunicação Social e Publicidade N.º de Registo ERC: 126362 Depósito legal: 359672/13 Impressão: Gráfica do Minho, Rua Cidade do Porto –Complexo Industrial Grunding, bloco 5, fracção D, 4710-306 Braga Tiragem média: 8000 exemplares Estatuto Editorial encontra-se disponível na página da internet www.valorlocal.pt

meiro, reclamando-se depois. Esta cláusula é naturalmente abusiva. E deve ser excluída dos contratos por imposição das entidades reguladoras em cada um dos domínios em que tal ocorra. Ou por reacção dos consumidores sempre que se confrontem com situações destas. Se houver resistência por parte dos fornecedores (dos serviços ou empresas de serviços públicos essenciais), o caminho adequado é o do recurso aos tribunais arbitrais de conflitos de consumo. Aos quais os fornecedores se não podem eximir, como sucederia se acaso os tribunais arbitrais funcionassem aqui como voluntários, como ocorre na generalidade das situações. Pedindo-se, desde logo, e como medida cautelar, que o fornecedor não use a ameaça de “corte” como forma de coagir a pa-

gar o que não deve ou nas condições exigidas, definindo-se os termos do que deve pagar, se for o caso. Nos serviços públicos essenciais, em relação a dívidas prescritas, os fornecedores usam a ameaça de “corte” como meio para obter a concordância dos consumidores num dado plano de pagamento, em manifestação autêntica de máfé, proibida por lei. Daí que, nestas hipóteses, se não possa considerar haver um efectivo “reconhecimento de dívida”! Aliás, advogados de uma das operadoras de comunicações electrónicas, com um despudor manifesto, quando os consumidores invocam extrajudicialmente a prescrição (e, no “vale tudo” a que se assiste, estavam a exigir o pagamento de facturas de há cinco anos a quem jamais fora cliente da em-

presa!), escrevem-lhes pateticamente, confundindo-os, nestes termos: “quanto à prescrição, cumpre-nos transmitir-lhe que é nosso entendimento que a prescrição é um instituto jurídico que pode, uma vez invocada, inviabilizar a cobrança judicial do valor, não extinguindo, porém, a obrigação natural do pagamento. Assim, o pagamento no montante de … deve ser efectuado nos próximos 8 dias por cheque ou vale postal, em nome de …, a enviar para a morada do meu escritório” E com “manobras destas” levam, tantas vezes, os néscios à certa! *apDC – DIREITO DO CONSUMO - Coimbra


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Opinião 15

A invasão de Azambuja esde a década de sessenta do século passado, ou até mesmo antes, assistimos a um fenómeno urbano que se tem vindo a expandir até aos nossos dias: a migração de pessoas, por vezes famílias inteiras, para o litoral, particularmente para as agora chamadas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Vieram de todo o lado porque havia aí trabalho e instalaram-se. Foi assim que nasceram as que são hoje as grandes cidades portuguesas. Gaia, Matosinhos, a Maia, Valongo, Vila do Conde à volta do Porto, Amadora, Sintra, Odivelas, Seixal, Almada, Alverca, à roda de Lisboa, para citar algumas. Mas não foram apenas essas cidades que foram crescendo. Também o espaço intersticial entre elas foi ocupado, fazendo com que hoje, na área metropolitana de Lisboa, seja tudo um espaço urbano quase contínuo num raio de trinta ou mais quilómetros de Lisboa. Com duas condições: que a zona fosse servida por algum meio de transporte ou, no mínimo, permitisse o uso de automóvel próprio; e com as ressalvas determinadas pelas restrições ambientais. Não passa pela cabeça de ninguém construir na lezíria ou no Parque da Serra de Sintra…bem, se calhar passa, mas creio que, até agora,

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as câmaras têm sido rigorosas nessa avaliação. É claro que uma concentração de três milhões de pessoas num mesmo contínuo urbano implica a construção de estradas e autoestradas que deem escoamento ao tráfego que se gera quotidianamente. Ainda por cima com o peso do movimento pendular casa/emprego, porque muito

poucos trabalham na cidade onde vivem. Nesse caso acho que os poderes políticos, independentemente da cor, deram uma resposta cabal – com a devida ajuda dos fundos europeus. As autoestradas construídas ou ampliadas à volta de Lisboa, a CRIL e a CREL, novas travessias do Tejo e respetivos acessos permitem uma mobilidade na Gran-

de Lisboa que não existia há trinta ou quarenta anos atrás, apesar de o número de viaturas em circulação ter crescido trinta vezes. Mas também as muitas vias se esgotam e entopem. É por isso cada vez mais fundamental o uso dos meios de transporte ferroviários, quer na expansão da rede de metro quer na melhoria das redes suburbanas. Que, em Lisboa são quatro: a de Azambuja, a de Cascais, a de Sintra e a do Pragal. É notório que não existe já espaço nos Mem Martins, Carcavelos e Póvoas para que se possa construir sem criar uma densidade urbana tal que comece a criar perturbações mentais nas pessoas. Conhecem de certeza os meus amigos aquela experiência que fizeram com ratinhos. Foram metendo ratinhos numa jaula até que havia tantos que começaram a matar-se uns aos outros…Eu não quero com isto dizer que a área metropolitana de Lisboa tem zonas povoadas de tal maneira que andem os vizinhos aos tiros uns aos outros, mas que existem áreas problemáticas também por excesso de população, existem. Com o grau de atração que Lisboa exerceu ao longo dos anos sobre as populações do resto do País e a anarquia com que o processo se desenvolveu a conse-

Joaquim António Ramos quência foi que as zonas habitáveis da área metropolitana de Lisboa se esgotaram. Mas a que vem toda esta história, perguntarão os que se dão ao trabalho de ler as minhas crónicas. Tem que ver com o facto de que, acho eu, a próxima avalanche de atração de pessoas vai ser o eixo Castanheira, Vila Nova da Rainha e Azambuja. Particularmente Azambuja. A Castanheira já tem pouco espaço para crescer e Vila Nova da Rainha tem questões ambientais que a prejudicam. Aliás, eu acho que esse é um movimento que já se vê em Azambuja. Vê-se nas coisas boas, como na recuperação do edificado que se observa por toda a Vila, e nas coisas más como na inexistência de casas para alugar. Conheço duas ou três famílias que moravam na linha de Sintra e que, no último ano, se mudaram para cá. Conheço várias outras que apenas não vêm para cá viver porque não arranjam casas. É inevitável: o próximo “boom” da procura de habitação vai ser Azambuja, terminal duma ferrovia suburbana – ainda por cima com a criação do passe social! Estive uns tempos na Dinamarca e morava num sítio a trinta e cinco minutos de

Os três pilares da educação ivemos hoje num mundo conturbado onde a falta de educação se manifesta nos mais simples atos da nossa vida quotidiana. A deseducação é um facto incontornável e foco potenciador de incivilidades várias que, se projetam, em situações de desrespeito, de intolerância, de perversidade e de violência física e verbal gratuítas. Urge, uma mudança conceitual, atitudinal e educacional para que as gerações vindouras se tornem mais humanizadas (mais educação, melhores princípios e vinculação a valores). Para tanto, é indispensável a tomada de melhores atitudes e de ações concretas por parte de todos os agentes educativos. Colateralmente, existem outras instituições (associações, agremiações, clubes, grupos e outros congéneres), que têm um papel importante na formação cívica dos jovens, mas nunca um papel substitutivo. Por consequência, estes três pilares são, no nosso ponto de vista, primordiais: BASE; CONSOLIDAÇÃO e AFIRMAÇÃO.

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PILAR 1 – BASE: “O núcleo familiar e o estado” Progenitores e avós; outros parentes e amigos; Estado Naturalmente assegurar os cuida-

dos básicos da criança: amor, afeto, saúde, alimentação, vestuário, apoio e orientação no ensino, diversão, proteção e segurança. Transmitir educação, princípios e valores aos adolescentes: através da constância dos bons exemplos éticos, morais da vida em sociedade, dos progenitores e ascendentes e, que se consubstanciam na assunção de valores educativos, como: - Humildade, hombridade e honradez, ética atitudinal e comportamental, convívio intergeracional, fraternidade, gratidão, generosidade e altruísmo, simpatia e empatia, afeto e amor, positivismo, alegria e felicidade, tolerância, sensatez e perdão, respeito pelo semelhante (sem discriminações), sobretudo pelos professores e pelo planeta (preservação do ambiente). Transmitir princípios de parcimónia financeira, de racionalização na utilização das novas tecnologias (redes sociais) e estimular o gosto pelo estudo e a necessidade do conhecimento (apoio e orientação) o gosto prazeroso pelas múltiplas artes, pela música popular e erudita, pela atividade desportiva, por viagens (estudo) e fundamentalmente, pela leitura. E, nos momentos apropriados, uma palavra de estímulo, uma recompensa ou uma punição!

Compete ao Estado: apoiar as famílias desestruturadas e carenciadas, por um mínimo de dignidade humana. Providenciar assertivamente a reeducação dos jovens internados em Instituições de Reabilitação e, a ocupação dos jovens conhecidos por “nem-nem” (nem estudam nem trabalham), através da incorporação no Serviço Militar (uma especialização profissional) ou trabalho cívico (bombeiros, limpeza de matas, cursos), obviando a ociosidade potenciadora da delinquência. Período: Educação de base, naturalmente ao longo da vida da criança e do adolescente e tendente à sua humanização e consciencialização do seu papel e importância social. PILAR 2 – CONSOLIDAÇÃO: “A escola” Conselho diretivo/pedagógico; Professores Introdução da Disciplina de Civilidade e Cidadania (com notação):Preparação cívica e de cidadania (aculturação) para o mundo do trabalho ou o prosseguimento dos estudos a nível universitário. Módulos programáticos: 1. Introdução aos Comportamentos de Civilidade: éticos, morais e de responsabilidade social. Puni-

ção (Introdução ao Código Civil); 2. Introdução às Relações Interpessoais e Sociais (interação pessoal, grupal e social. Sexualidade, etc.); 3. Introdução aos Comportamentos de Cidadania (Introdução à Constituição da República Portuguesa – CRP -); Introdução à política; 4. Introdução genérica à deontologia e, direitos e deveres laborais (Introdução ao Código do Trabalho) 5. Linguística: capacitação analítica, crítica, expositiva e comunicacional. Período: Nos últimos 4 ou 5 anos do Ensino Secundário Obrigatório (a convencionar) Adequado à idade mental do aluno e objetivando o conhecimento e a consolidação educacional e a formação cívica e de cidadania. Extensivo aos alunos das vias profissionalizantes, que deverão ter no futuro, um papel preponderante nas qualificações digitais e industriais (automação). Desconhecemos se esta disciplina foi entretanto introduzida nos currículos do ESO. Mas como, há já alguns anos que defendemos esta premissa, aqui fica a nossa opinião fundamentada. PILAR 3 – AFIRMAÇÃO: “A organização e o trabalho”

comboio de Copenhague. Quem lá vivia preferia fazer trinta e cinco minutos num comboio confortável e pontual do que viver no meio da confusão! E isto foi há mais de trinta anos… Azambuja tem que se preparar para crescer harmoniosamente e conseguir dar resposta a essa inevitável procura. Já está a acontecer. A invasão está aí. Está na mão de todos, particularmente dos poderes públicos, impedir que exploda descontroladamente, criando planos para um crescimento populacional ordenado. Não acho que isso seja mau para Azambuja: vai permitir o desenvolvimento da economia, do comércio, da construção e, por arrastamento, doutras atividades económicas. Vai tornar maioritária a função de dormitório que já tem um pouco hoje em dia. Mas isso é inevitável: Lisboa espalhase em mancha de óleo e chegou a nossa vez.

Augusto Moita CEO; DRH e Chefias

A organização deve promover: 1. Uma excelente integração, acolhimento e socialização dos jovens trabalhadores. Acompanhamento e formação inicial (mentoria) competências hard & soft skills. Consciencialização sobre a Missão, Visão, Cultura e Valores da organização e sua Responsabilidade Social. Comunicação/informação sobre a política de higiene e segurança, carreira profissional, progressão, responsabilidades e benefícios, nomeadamente aos trabalhadores-estudantes. 2. Competências hard: formação profissional diagnosticada como necessária (DNF) à organização e de acordo com as aptidões e expetativas dos trabalhadores, ao longo da sua vida profissional (ALV); 3. Competências soft (comportamentais): necessárias à organização e de que apresentamos alguns exemplos: comprometimento; liderança; trabalho em equipa; ética e deontologia profissional; gestão da emoção e dos conflitos, técnicas de negociação, tomada de decisão, comunicação e comportamento organizacional, etc.. 4. Sempre a meritocracia através

da avaliação de desempenho; para estimular a motivação profissional e a satisfação pessoal através da igualdade de oportunidades, da retribuição e de recompensas equitativas e igualitárias de género. 5. E estimular o empreendedorismo e a inovação com foco no talento através da autonomia do jovem (potenciando a sua criatividade), objetivando a competitividade e a produtividade das organizações, com vista a geração de mais riqueza, para melhores salários e aplicar em I&D – Investigação e Desenvolvimento. Período: Durante a vida profissional. Decisivo para a afirmação do jovem e o seu contributo para a sociedade. Só potenciando melhores cidadãos poderemos ter políticos impolutos! Reflitamos e, um excecional 2019 para todos!


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Os conteúdos são da exclusiva responsabilidade da ACISMA - Associação, Comércio, Indústria e Serviços do Município de Azambuja

Alentejo 2020 abre candidaturas a 14 de janeiro para o Património Cultural e Natural O Programa Operacional Alentejo 2020 abre um concurso ALT20-14-2019-01 a partir do dia 14 de janeiro, no âmbito do Património Cultural e Natural - Eixo Prioritário Ambiente e Sustentabilidade. O objetivo específico é promover a valorização dos ativos naturais e histórico-culturais para consolidar a Região como destino turístico. Esta valorização está associada a uma oferta qualificada e ajustada às características ambientais, naturais e patrimoniais, reforçando

a sua identidade de território de qualidade, e a prioridade de investimento é a conservação, proteção, promoção e desenvolvimento do património cultural e natural. Os beneficiários são, de acordo com o disposto no artigo 115º do RE SEUR, entidades da Administração pública Central, Autarquias Locais e suas associações (fora do âmbito dos Pactos de Desenvolvimento e Coesão Territorial) e Entidades privadas sem fins lucrativos.

Abrange também os agentes culturais e organizações não-governamentais da área do ambiente e proteção da natureza (ONGA), mediante protocolo ou outras formas de cooperação com as entidades referidas anteriormente, sendo a área geográfica a NUT II do Alentejo. O período de candidaturas decorre de 14 de janeiro até 30 de abril de 2019. Fonte: Alentejo 2020

Novo Fundo de Capital de Risco beneficia 'startups' portuguesas O Plano de Investimento para a Europa, Plano Juncker, apoia um investimento de 25 milhões de euros do Grupo do Banco Europeu de Investimento (BEI) para um fundo de capital de risco lançado pela empresa portuguesa Indico Capital Partners. O fundo visa identificar e apoiar as empresas mais promis-

soras no início da sua fase de arranque, com especial incidência nas Tecnologias Digitais e na Inteligência Artificial. O fundo é também apoiado pelo InnovFin, o Programa da UE para a Inovação nas Pequenas e Médias Empresas, financiado pelo Horizonte 2020. Até dezembro de 2018, o FEIE - Fundo Europeu para Inves-

timentos Estratégicos, no cerne do Plano Juncker, já tinha mobilizado 371,2 mil milhões de euros de investimentos adicionais, incluindo mais de 8,8 mil milhões de euros em Portugal, prevendo-se que 856 000 pequenas e médias empresas beneficiem de um melhor acesso ao financiamento. Fonte: Rep. CE Portugal

Candidaturas à Linha de Apoio para Valorização Turística do Interior Está aberto até 30 de novembro o novo AVISO para apresentação de candidaturas à Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior, no âmbito do Programa Valorizar. A Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior tem como objetivo apoiar o investimento em projetos e iniciativas que, por meio de atividades com relevância ou interesse para o Turismo, contribuam para o desenvolvimento do interior e para a coesão económica e social do território, em linha com o PNCT - Programa Nacional para a Coesão Territorial. A elevada adesão a este instrumento e os bons resultados alcançados pelas candidaturas aprovadas até agora, são a evidên-

cia de uma dinâmica de investimento e desenvolvimento turístico nos territórios de baixa densidade, determinando a oportunidade para o lançamento de um novo AVISO cujo prazo decorre entre 17 de dezembro de 2018 e 30 de novembro de 2019. Com um orçamento de 10 milhões de euros o AVISO destinase a projetos que contribuam para: A valorização do património natural, através da oferta de atividades turísticas que concorram para a fruição sustentável desse património e para o posicionamento internacional de Portugal como destino competitivo para a prática dessas atividades;

A valorização do património cultural e que contribuam para o reforço da atratividade dos destinos, nomeadamente no âmbito do desenvolvimento de rotas e de redes de “saber fazer tradicional”; A valorização dos recursos endógenos das regiões ou de desenvolvimento de novos serviços turísticos nomeadamente os que se desenvolvam no âmbito do enoturismo, turismo militar, turismo termal, turismo literário e do turismo equestre; O desenvolvimento de redes de oferta de infraestruturas de apoio ao autocaravanismo. Fonte: Portugal 2020.


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Hotel de luxo pode ser realidade no Mouchão do Lombo do Tejo Sílvia Agostinho esde o ano passado que um vídeo promocional com o nome “Ilha de Lisboa” está disponível na plataforma youtube. Após uma pesquisa conseguimos descortinar que se trata do Mouchão do Lombo do Tejo. O vídeo dá conta de uma série de atrativos que este local, concelho de Vila Franca de Xira, encerra. O apelo é ao turismo no local e são destacados, entre outros pontos de interesse, a proximidade ao aeroporto de Lisboa e também ao futuro aeroporto do Montijo, à Ponte Vasco da Gama, e até à pista de Alverca no caso de vir a receber jatos privados. No vídeo assiste-se ao desfile das mais valias do local, para além de todo um cenário bucólico com animais, plantações, e essencialmente muito verde. Anunciam-se outras possibilidades, como um hotel. O lazer e o desporto também andam de mãos dados neste produto “Ilha de Lisboa” com atividades a nível da vela, kitesurfing, equitação, passeios de charrete. O investimento, segundo a Câmara de Vila Franca, ao nosso jornal, rondará os 20 milhões de euros. Nos últimos anos, a possibilidade de intensificação da atividade neste património tem sido alvo de discórdia. Em 2010, e no decorrer de uma visita ao local já se anunciava que esta podia ser a primeira ilha do Estuário do Tejo a receber turismo de natureza, na sequência de um acordo com um protocolo assinado entre promotores, autarcas e organismos públicos. De lá para cá, não foram conhecidas novas notícias quanto a este projeto. O Valor Local contactou a Real Mou-

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chão Lombo do Tejo, proprietária da pequena ilha e responsável pelo projeto, para nos dar a conhecer o que está em marcha no local, mas não obtivemos resposta. Ao Valor Local, o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita, refere que ao longo dos anos têm dado entrada na autarquia muitos pedidos de licenciamento de atividades nos mouchões, sendo que a que está em causa é a que tem mais possibilidades de avançar. “Temos de encontrar soluções equilibradas a nível do turismo e da agricultura, sob pena de nada fazermos pelo território, e corrermos o risco de se perder esse património natural, como está a acontecer com o mouchão da Póvoa”, constata, saudando por isso a iniciativa privada em causa que “está a cuidar daquele mouchão”. “Se o Mouchão da Póvoa também tivesse alguém no local a preservar o espaço, aquele rombo não teria acontecido. Tudo o que está a acontecer no mouchão da Póvoa é trágico, e ainda não começaram as obras, nem se sabe quando vão ter início”. Acresce ainda que “o Estado diz que é proprietário daquele mouchão mas depois não tem condições de zelar pela preservação do espaço”. Assim sendo, refere o município, que tem conhecimento do projeto que está a ser desenvolvido no Mouchão do Lombo do Tejo em articulação com o promotor, “tendo em conta todos os aspetos associados à sua exigência e complexidade.” Mesquita confirma que está previsto de facto um hotel de luxo no Mouchão do Lombo do Tejo. Quando se questiona sobre a le-

Mouchão do Lombo do tejo apresentado como a maior ilha privada da Europa

galidade da construção tendo em conta uma série de condicionantes ao abrigo do Plano de Ordenamento da Reserva Natural do Estuário do Tejo, o autarca, refere que terá de ser encontrada uma solução no contexto das edificações existentes no local, (tidas como ilegais no entender dos ambientalistas) no núcleo urbano do mouchão, que permitam essa construção futura. Já tiveram lugar reuniões na CCDR-LVT, no ministério do Ambiente, e na Agência Portuguesa do Ambiente. O autarca está em crer que desta feita se conseguirá trilhar um caminho que possa levar à consolidação de um projeto turístico ambiental. Para Alberto Mesquita, as vantagens são bastante apreciáveis – “Mais postos de trabalho, mais atividade e sobretudo a preservação do próprio mouchão”. Os mouchões estão identificados no Plano de Ordenamento da Reserva Natural do Estuário do Tejo como áreas de intervenção específica, sendo prioritárias ações

para a recuperação dos habitats e da paisagem, a manutenção das utilizações necessárias à conservação dos recursos naturais e a promoção de ações de investigação científica e de sensibilização, bem como de desenvolvimento local, nomeadamente, manter a integridade física dos mouchões, e dos seus habitats naturais, através da contenção dos processos erosivos que ameaçam a sua estabilidade e através da promoção de atividades sustentáveis. Ao longo dos anos, muitas têm sido as vozes discordantes quanto aos usos e à intensidade da marca humana naqueles territórios selvagens, nomeadamente, através de grupos ambientalistas do concelho que alegavam das diversas “intervenções ilegais” realizadas neste mouchão em concreto. Numa notícia de fevereiro de 2008, da agência Lusa, em que citava o grupo Xiradania, esta associação ambiental dava conta das denúncias que, ao longo dos tempos, endereçou às entidades estatais

relacionadas com “obras de ampliação de caminhos, e de edifícios pré-existentes, bem como a construção de outros novos”, representando “um aumento da área construída de quase 130 por cento”. As ilegalidades, segundo o movimento Xiradania, estendiamse ainda à construção de um cais ilegal, e à destruição do coberto vegetal da zona entre as marés nas áreas adjacentes ao cais préexistente. Foram levantados diversos autos à empresa Real Mouchão do Lombo do Tejo, no entanto, as entidades estatais à época, de que é exemplo a diretora da Reserva Natural do Estuário do Tejo desvalorizaram em parte o nível de críticas. A empresa visada garantia que tinha agido dentro da legalidade ao manter a mesma área de construção que existia nos anos 60, 25 mil metros quadrados e que as obras nos edifícios tinham o objetivo de manter o aspeto visual das construções. Já o cais, segundo os proprietários, também se en-

contrava legalizado. O Valor Local contactou nos últimos meses alguns ambientalistas como Hélder Careto da Quercus que afirmou desconhecer o projeto. Carla Graça, da associação ambientalista Zero, referiu saber que o projeto já fora submetido à CCDR-LVT. Sendo que a lei na sua opinião acaba por ser dúbia, “se por um lado parece restringir as intervenções relacionadas com a construção, e ampliação, por outro permite excecionalidades, incentivando o aparecimento de estruturas, sob o chapéu da lógica de turismo de natureza”. Numa visita recente ao vizinho Mouchão da Póvoa, maio de 2018, altura em que anunciou obras de reabilitação no valor de 1,7 milhões de euros, João Pedro Matos Fernandes, ministro do Ambiente, apenas admitia turismo de visitação no local muito abalado pelos reveses ambientais (rombo grave num dos diques de proteção), excluindo qualquer tipo de atividade que incluísse dormidas.

Depois da tragédia de Borba

Proteção Civil de Alenquer encerra estrada que liga às pedreiras Proteção Civil de Alenquer continua a manter encerrada a estrada que liga a Estrada Nacional 518 à Aldeia do Bairro, zona de laboração de pedreiras. Nesta altura, a Camara Municipal de Alenquer aguarda pela apresentação de um projeto por parte das empresas com atividade extrativa no local, com vista à recuperação do caminho, e a suas expensas. A tragédia de Borba ocorrida a 19 de novembro com o colapso da estrada municipal 255, onde cinco pessoas acabariam por perder a vida no seu atravessamento, junto à atividade de extração de pedreiras de mármore, veio soar todas as campainhas. No caso de Alenquer, e da via em causa, o troço encerrado atravessa a Serra de

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Ota e não oferece condições para a circulação automóvel. Pedro Folgado, presidente da Câmara Municipal de Alenquer, refere que neste momento encontra-

se a aguardar pelo projeto, que será validado pela autarquia. O autarca crê que esta é uma situação que não se deverá arrastar por “muito mais tempo”. As condi-

Corte de estrada continua a prolongar-se até ser apresentado um estudo

ções meteorológicas têm atrasado o desenrolar das obras, mas de acordo com o autarca, deverão arrancar a breve trecho. A inclinação é um dos fatores que está a ser estudado, porque a estrada deve conhecer um trajeto “um pouco mais abaixo”. Pedro Folgado não esconde que o que aconteceu em Borba acelerou o processo nas pedreiras em Alenquer, pese embora “já tivesse sido detetado ali um problema”. Recorde-se que em reunião de Câmara, a CDU questionou da existência de crateras abertas, sem se ter em conta os devidos planos de recuperação”, e incitou a Câmara a fazer pressão junto do ministério da Economia no sentido de serem apresentados relatórios com mais regularidade.

A Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do concelho de Alenquer (ALAMBI) tem alertado para o facto de as empresas do setor extrativo que laboram no concelho não terem apresentado ao longo dos anos os respetivos planos de recuperação paisagística. Folgado refere que esta questão não foi falada na reunião tida com as diferentes empresas. De acordo com a Alambi, os industriais não têm respeitado os limites dos planos de lavra e aproximaram demasiado as escavações da via pública que atravessa o local, criando com isso uma situação de risco. Por outro lado, e ainda segundo a Alambi, “as entidades fiscalizadoras demitiram-se das suas responsabilidades de fiscalização da atividade, fazendo

crer aos industriais que podiam fazer tudo o que quisessem, e que os documentos legais inerentes ao licenciamento da atividade, eram mera burocracia que podiam ignorar depois de obtida a licença de exploração.” Em comunicado acrescenta ainda “que foi anunciada uma verba superior a cem milhões de euros, a incluir no próximo Quando Comunitário de Apoio, para “a recuperação paisagística de pedreiras”, o que constitui “um prémio oferecido a quem não cumpre, e a garantia de que neste setor o crime compensa”. “Os empresários arrecadaram as verbas que deviam ter gasto na recuperação das pedreiras, e agora a Europa vai pagar-lhes aquilo que eles mesmos deveriam ter pago”, conclui a associação.


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Janeiro 2019

Tauromaquia Azambujense

António Salema “El Salamanca”

ser ganadero nestes tempos que correm é muito difícil. Um toiro, para ser criado são precisos quatro anos e o custo dessa criação é muito elevado. Os valores que vêm da parte dos empresários tauromáquicos por seu lado não são compatíveis com os custos dos ganaderos e então vemos e com alguma razão os criadores com menos afición a porem de parte o bravo e a lançarem um charolês às vacas bravas para terem crias para carne. Afinal de contas um cruzado com seis meses já tem valor para ser negociado. É preciso ter muita, mas muita afición para ser ganadero de toiro bravo.

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Ana Rita, Cavaleira Tauromáquica jovem artista, natural do Concelho de Azambuja, mas residente no Cartaxo, vai ser como é sabido homenageada em Valencia e surgem notícias de que poderá atuar na bela capital levantina no decorrer da feira da cidade. É uma distinção e uma atuação importante, porque todos os toureiros lutam para triunfar e assim terem de seguida mais contratos. Ana Rita, tem neste ano de 2019, a previsão de uma boa temporada em Espanha. A sua pátria taurina.

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Toiros Célebres casa Pinto Barreiros, teve um toiro de nome Ratón que foi de sobrero para Madrid, Las Ventas e teve de ser lidado e morto por Manolete. Esse toiro, saiu triunfador, assim como “El Monstruo” que o lidou e matou saindo em ombros pela porta grande. Manolete nunca mais parou até aquela desditosa corrida de Liñares que lhe ceifou a vida. Outro toiro célebre pertencia à casa de João Assunção Coimbra. Era um toiro originário de uma ganadaria do país vizinho e saiu com tal qualidade que acabou por ser o triunfador daquele dia na feira de Madrid. O êxito foi tão grande que o Maioral Real José Tavares teve direito a volta triunfal.

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Adeus, Joaquim Bastinhas oi no último dia de 2018, que o mundo taurino chorou a partida de um dos seus. Joaquim Bastinhas, falecia aos 62 anos após um internamento prolongado no Hospital da Cruz Vermelha em Lisboa. O cavaleiro de Elvas fora intervencionado ao aparelho digestivo, tendo surgido, entretanto, algumas complicações durante o pós-operatório e das quais nunca veio a recuperar. Com uma carreira de 35 anos, Joaquim Bastinhas era um dos mais acarinhados cavaleiros portugueses.

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Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira vai promover no dia 5 de fevereiro um colóquio sobre a Maçonaria e Vila Franca de Xira Segundo uma nota daquela autarquia, será convidado para falar sobre o assunto o professor António Ventura, que para além de escritor é também historiador e professor catedrático da Universidade de Lisboa. A mesma nota da Junta de Freguesia, presidida por João Santos, dá conta que serão abordados vários temas relacionados com a cidade e com aquela sociedade secreta, nomeadamente, “com a história e vivência humanística, tão desconhecida do meio”. Serão ainda abordadas histórias locais, em que se desvendará um pouco a importância da maçonaria para a construção social de Vila Franca de Xira e do país. A iniciativa acontece no salão nobre da Junta de Freguesia pelas nove da noite.

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Vandalismo em Foros de Salvaterra preocupa população e autarcas presidente da União de Freguesias de Salvaterra de Magos e Foros de Salvaterra, Manuel Bolieiro, lamentou no Facebook, os constantes atos de vandalismo contra a propriedade pública. Com efeito, já são muitos os desabafos que este autarca tem nas redes sociais, denunciando alguma frustração para com os atos de vandalismo, impossíveis de controlar pelos autarcas e populações, deixando essa missão para as forças de segurança. No passado dia 16 de janeiro, a população deu conta de vários contentores do lixo derrubados na via pública. Nas casas de banho públicas, também se verificaram situações lamentáveis com chuveiros e tubos de sanitários partidos. O autarca assume alguma frustração, algo que já não é a primeira vez que acontece, referindo que “naquela noite em que o frio era muito intenso, até parecia que quem não tinha nada para fazer, achou que era boa ideia vir vandalizar o património público”, conforme as fotos o demonstram, desabafou Manuel Bolieiro.

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cavaleiro tauromáquico Azambujense a residir há cerca de uma década na Califórnia, Estados Unidos da América, espera poder ajudar a dignificar a tauromaquia com a sua presença na ópera “Carmen” de Bizet. A peça vai estrear em breve no Teatro Gallo na localidade de Modesto, Califórnia. Em declarações ao Valor Local, Paulo Jorge Ferreira refere que tudo começou com um convite endereçado por Roy Stevens, organizador do espetáculo que questionou o cavaleiro do seu interesse em representar a tauromaquia e aparecer pela primeira em palco montado a cavalo. A resposta por parte do cavaleiro foi positiva, e sendo assim fará em palco “uma demonstração de alta escola”, referindo ao Valor Local que aceitou este convite “de bom grado, tratando-se de uma peça tão famosa e com tanta importância a nível mundial”. Paulo Jorge Ferreira salienta que esta é uma estreia “quer a participar numa peça de teatro, quer mesmo a entrar com um cavalo em palco para fazer parte da mesma”. O cavaleiro azambujense refere ter boas expetativas e acrescenta: “Acima de tudo vou tratar de dignificar e elevar um pouco mais alto a nossa tauromaquia”. Paulo Jorge Ferreira vai de resto continuar pelo menos por mais dez anos nos Estados Unidos. O cavaleiro renovou recentemente o seu contrato com a Coudelaria de Jorge Martins, e assim ficara na Califórnia até 2029. O cavaleiro salienta que as coisas têm corrido bem nos Estados Unidos e que foi quase natural a proposta da renovação de contrato. Paulo Jorge Ferreira salienta que “a coudelaria está no seu maior momento de sempre, depois de no ano passado ter vendido três cavalos ao Maestro Pablo Hermozo de Mendoza”. Para breve, terão lugar mais algumas surpresas que o deixam orgulhoso, sobretudo depois de vários anos de trabalho naquele local “e também de algum sacrifício, mas com a ajuda de Deus tenho sido retribuído com todas estas alegrias”. O cavaleiro diz não ter intenções de continuar a tourear para lá de 2029 sendo possível também o seu regresso a Portugal a qualquer momento: “A minha vontade é regressar à minha terra, pois ano após ano torna-se mais difícil aguentar as saudades com o passar do tempo”, deixando em aberto que regressará a Portugal antes do fim do contrato.

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Ser Ganadero

Maçonaria em Vila Franca de Xira

Instantâneos 19 Paulo Jorge Ferreira integra peça “Carmen” de Bizet

Grupo Desportivo de Azambuja inaugura Sala de Troféus Foto: António Leal

completar 69 anos de existência, o Grupo Desportivo de Azambuja (GDA), tem levado a cabo um conjunto de atividades relacionadas com o seu aniversário. No passado dia 19 de janeiro, o clube inaugurou a sua sala de troféus, onde expõe todas as taças e medalhas adquiridas ao longo de uma vida dedicada ao desporto. A sala adaptada e decorada pelo clube destina-se a homenagear também os sócios que têm feito a diferença no GDA. Para além dos troféus, estão também expostos momentos do passado do clube, através de várias fotografias, onde é evidente o legado do GDA. As comemorações que começaram no início de janeiro e vão até ao início de fevereiro, tiveram assim um dos seus pontos altos, para além do habitual hastear das bandeiras no início das comemorações. O fecho é feito, este ano, com um jantar, onde serão atribuídas as mais diversas distinções aos sócios e aos atletas que mais se destacaram no clube na época anterior.

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Cartoon Bruno Libano


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Jornal Valor Local Edição Janeiro 2019  

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