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A FORMAÇÃO DA CIDADE A história de Matão se inicia com a ocupação dos campos da “... região do planalto ocidental paulista onde se assentam o município de Araraquara e extensíssimas zonas em seu redor, ou mesmo as grandes distâncias, onde antes eram fronteiras indefinidas ou mal definidas dentro do território da então Capitania, depois Província e atual Estado de São Paulo, recebia, antigamente, diversas denominações.” (LEITE, 1992, p. 11). Esta era a posição da imensa área onde futuramente Matão nasceria. (Figura 7) A Manoel Martins dos Santos Rego, cirurgião mór do Regimento de Voluntários Reais de São Paulo, foi concedida uma sesmarias nos sertões de Araraquara, a chamada sesmarias do Pinhal. Os “sertões de Araraquara” correspondiam a toda a zona ocupada pelos municípios de Rio Claro, Brotas, Araraquara, entre outros municípios. Araraquara foi desmembrada da freguesia de Piracicaba, comarca de Itu, Bispado de São Carlos, por Alvará de El Rei D. João VI, em 22 de agosto de 1817, porém antes disso já havia moradores no lugar. Nessa época os sertanistas usavam duas rotas para entrar no interior do Estado. Essas duas rotas partiam dos campos de Araraquara e no meio delas estava localizada a área onde futuramente Matão surgiria. Posteriormente, o café trouxe para província de São Paulo um extraordinário desenvolvimento. Velhas fazendas se renovam e nascem inúmeras outras, e assim, abrem-se novas áreas de cultivo no interior da província. Uma “onda verde” se espalhou ocupando o lugar das matas e campos nativos. Desse modo, o café chega a São Carlos, pelo Conde Pinhal, o Senhor Carlos José de Arruda Botelho.

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