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EDITORIAL

“TV” RED+ “PRIME” BLACK

S

opram ventos de mudança! Esta é uma frase que todos estamos cansados de ouvir. De uma forma ou de outra, acabamos sempre por ser atropelados pela expressão. E a conjuntura da actual crise - muito bem promovida pelos noticiários - traz-nos uma série de “iluminados” que vão repetindo a frase numa tentativa de adivinharem o futuro. Uns são profetas dos tablets! Outros das “redes sociais”! E claro, há ainda os resistentes do papel! Confundem-se formas de comunicar com a própria comunicação.

Existe um ditado chinês que diz: «Quando o sábio aponta para a Lua, o tolo olha para o dedo!». É, de certa forma, o que se está a passar. Na realidade o que mudou foi o mundo de quem lê. Hoje todos nós temos variadíssimas formas de receber as notícias. Mais, podemos seleccionar sobre que temas recebemos, quando as recebemos, onde as recebemos, de que forma as recebemos. Nesta equação, apenas existem duas constantes de entre tantas variáveis: o leitor - que sempre existirá - e a notícia. Compreender isto é meio caminho andado! Quem produz conteúdos tem de ser capaz de compreender a melhor forma de maximizar os seus recursos, de modo a conseguir chegar ao seu público no maior número de formas possível.

E

nesta dinâmica, concluímos que quem tem o “comando” desta situação é, final e irremediavelmente o público, o leitor. Mas este público quer ainda ter uma relação diferente com os media de um modo geral e com as publicações em particular. Querem ler mas também comentar. Querem sentir-se parte do processo e não apenas um número! Aqui, na tvPRIME, tivemos esse exemplo dessa relação. Com a passagem do papel para o digital, a adesão foi massiva. Não apenas no número de visitas - que tem subido de forma exponencial - mas na forma como se passou a ter uma relação mais próxima com os leitores. Uns comentam no site, outros no mural do facebook, outros por email... mas existe essa comunicação. E ao desafio que fizemos para novos talentos para a redacção, a resposta foi esmagadora. Assim e aproveitando para dar as boas vindas a todos os novos colaboradores da tvPRIME, a equipa cresce a cada dia da forma que sempre sonhamos... para cada vez ser de um maior número de amantes de séries e cinema!

Um forte abraço a todos,

Marco António dos Reis

If it’s Primetime TV, it’s on TV Prime!

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46

Hereafter: Outra

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SUMÁRIO

Californication ZOOM [06] ON TV [10] SÉRIES [14] ALTA DEFINIÇÃO [34] CINEMA [40] KIDS [58]


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Uma FamĂ­lia Muito Moderna

Vida

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A Origem

Dexter

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Tron

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ZOOM

Um ‘Mentalista’ bastante mais rico

Ao que tudo indica o actor Simon Backer, protagonista da série ‘O Mentalista‘, assinou com a casa mãe – que é como quem diz a Warner Bros. Television – um novíssimo contrato de 30 milhões de dólares. O contrato original do protagonista da série, que nos EUA é exibida pela CBS e em Portugal pela RTP2 e AXN, tinha uma duração de cinco anos, recomendando a prudência uma renovação. E esta renovação veio para Simon com, além dos 30 milhões de dólares, uma participação maior nos lucros da venda da série, tanto de forma directa (a estações de televisão por todo o Mundo), bem como na venda de DVD e Blu-ray. Na série Simon é Patrick Jane, um homem excêntrico com o talento de observar cada detalhe e deduzir acontecimentos e emoções. Aproveitando esta sua capacidade, a Agência de Investigação da Califórnia contrata-o para consultor, sendo esta uma porta para que o próprio Patrick investigue e descubra o assassino da sua mulher e filho. Criada por Bruno Heller, o mesmo que criou a série ‘Rome‘, a série ‘O Mentalista‘, conta ainda com as participação Robin Tunney no papel da agente Teresa Lisbon.

‘Drive Angry’ A Summit Entertainment lançou um novo trailer internacional de Drive Angry 3D, com Nicolas Cage e Amber Heard nos principais papéis. Este relata-nos a história de Milton (Nicolas Cage), um homem em fúria que inicia uma perseguição mortal contra o homem que assassinou a sua filha. Drive Angry 3D é realizado por Patrick Lussier. O argumento também é de Lussier, escrito em parceria com Todd Farmer. A estreia está marcada para 25 de Fevereiro, nos Estados Unidos.

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‘FRINGE’

Conseguirá sobreviver à sexta-feira? Nestas coisas não há como os americanos! Depois da FOX passar a série ‘Fringe’ para a sexta-feira à noite, um horário conhecido por ser recorrente ‘última morada’ para séries de sci-fi, a estação decidiu lançar uma campanha baseada nas mensagens da ‘resistência’. Assim, foi lançado uma promo com citações daqueles que se preocupam com a extinção da série, tendo ido ao pormenor irónico de baptizar de “Firefly” o primeiro episódio deste novo escalonamento. Lembramos que “Firefly” é o nome de uma das séries canceladas depois de entrar neste mesmo horário. A primeira sexta-feira de “Fringe” será a 21 de Janeiro, esperando os fãs da série que seja “o primeiro dia do resto da sua vida”.

Morreu Pete Postlethwait O actor britânico Pete Postlethwaite de 64 anos, morreu no segundo dia de 2011, em Shropshire, Inglaterra, vítima de cancro testicular, doença que lhe tinha sido diagnosticada em 1990. Postlethwaite teve algumas participações memoráveis, como no filme ‘Em Nome do Pai’, que lhe rendeu uma nomeação para melhor actor secundário nos Óscares de 1994, ou em ‘Os Suspeitos do Costume’, onde interpretou o papel de Kobayashi. Considerado por Steven Spielberg como um dos melhores actores do mundo, recentemente tivemos a oportunidade de ver Postlethwaite em ‘A Origem’ e ‘A Cidade’.

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ZOOM

‘Glee’

Entrada em contagem decrescente para a 2ª temporada A série que mudou o panorama televisivo, apresenta-se em grande forma a partir do dia 9 de Janeiro, na FOX Life. A FOX Life dedicou ainda o primeiro dia do ano aos fãs de ‘Glee’, emitindo o especial ‘Glee: Glee – Superstars’, com os três episódios mais emblemáticos da primeira temporada.

Os ‘Gleeks’ podram assim deliciar-se com os episódios ‘The Power of Madonna’ e ‘Theatricality’, não esquecendo o episódio ‘Dream On’ que contou com a presença de Neil Patrick Harris (na foto) – papel que valeu ao actor o Emmy Award na categoria de Melhor Participação Especial.

Ataque de Spielberg

Apercebendo-se da relevância da televisão, Steven Spielberg promete “invadi-la” à sua maneira A tvPRIME já havia noticiado que a DreamWorks iria produzir, durante o próximo ano, a série ‘Terra Nova’, com estreia prevista para 2012. Agora é uma outra superprodução, também com a chancela do estúdio de Steven Spielberg, que está a fazer furor. Trata-se de ‘Falling Skies‘ e é escrita por Robert Rodat, o mesmo de ‘O Resgate do Soldado Ryan‘. A série é referenciada na imprensa como um cruzamento entre ‘V‘ e ‘The Walking Dead‘, e contará a história de uma invadido extra-terrestre. O produtor Mark Verheiden, que já produziu sucessos televisivos como ‘Heroes‘, ‘Battlestar Galactica‘ ou ‘Smallville‘, marca a diferença da série no facto de não se focar tanto o aspecto da invasão, mas o da resistência humana no pós invasão. A protagonizar a série estará Noah Wyle (ER), tendo ao seu lado as belas Moon Bloodgood (Journeyman) e Sarah Carter (Shark). A primeira temporada tem 10 episódios previstos para meados de 2011, sendo uma das mais fortes apostas da TNT para este ano.

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Definitivamente fora dos cinemas?

ZOOM

‘24’

Parece que a corrida de Jack Bauer para o grande ecrã encontrou mais um enorme obstáculo. O estação FOX rejeitou o argumento de Billy Ray (‘State of Play - Ligações Perigosas’) na sua abordagem cinematográfica da série ‘24’, segundo a revista americana ‘ Entertainment Weekly’. Perante a óbvia questão de “chegará a séria algum dia ao cinema” o produtor executivo Howard Gordon disse: «Tanto quanto eu sei, está em suspensão animada».

Bebé a bordo

Com a crítica rendida é tempo de constituir família A actriz Natalie Portman sai com uma enorme felicidade de 2010. Dificilmente o ano lhe poderia ter corrido melhor. Depois do aclamado sucesso do filme ‘Black Swan’, que lhe confere o respeito da crítica e admiração do público, além de a projectar para a corrida ao Óscar de Melhor Actriz em 2011, a actriz alcança o sucesso na sua vida particular. A actriz encontrou o amor, durante a rodagem do filme realizado por Darren Aronosfsky, junto do bailarino e coreografo Benjamin Milepied. Agora a bela Natalie prepara-se agora para consumar a união sendo mãe. Um ano em cheio!

‘Tropa de Elite 2’ é um fenómeno no Brasil Do Brasil chegam-nos as notícias que a sequela de ‘Tropa de Elite’, o ‘Tropa de Elite 2’, está a ser um sucesso esmagador de bilheteira, tendo mesmo já ultrapassado o blockbuster ‘Avatar’. De resto, o filme tornou-se o maior sucesso de sempre nacional, alcançando mais de 10 milhões e meio de espectadores. O record era pertença de ‘Dona Flor e seus Dois Maridos’, corria o ano de 1976.

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ONTV Estreia do mês

‘Avatar’

‘AVATAR’ Estreia dia 28 de Janeiro, às 22h30, no TVCine HD Pela primeira vez na televisão portuguesa e em Alta Definição James Cameron traz-nos a mais fantástica aventura de todos os tempos, com ‘Avatar’. Um filme único, que nos conduz através de um mundo espectacular, muito para além da imaginação, onde um humano inicia uma missão que implica transformar-se num Avatar: uma mente humana num corpo alienígena. Dividido entre dois mundos, inicia uma luta desesperada pela sua própria sobrevivência e do mundo alien quejá considera a sua casa. “Avatar” apresenta-nos uma nova geração de efeitos especiais, oferecendo uma experiência cinematográfica totalmente nova que abre caminho a uma nova era de filmes de ficção científica. Um filme absolutamente imperdível, assinado por James Cameron, com Sam Worthington, Zoe Saldana e Sigourney Weaver. Para ver dia 28 de Janeiro, às 22h30, no TVCine HD

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Estreia

‘Nas Nuvens’

Estreia dia 30 de Janeiro, às 21h30, no TVCine 2 George Clooney é Ryan Bingham, um profissional cuja função é despedir pessoas para reduzir custos às empresas. Ryan leva uma vida vazia passada entre aeroportos, quartos de hotel e carros de aluguer. Mas esta vida – que ele tanto preza - parece estar prestes a acabar, quando também a sua empresa parece querer cortar nas despesas. E logo numa altura em que Ryan está prestes a atingir os 10 milhões de milhas no cartão de passageiro frequente e em que conheceu aquela que parece ser a mulher dos seus sonhos…

Para ver dia 30 de Janeiro, às 21h30, no TVCine 2

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‘Castle’

ONTV

Estreia da 3ª Temporada

O AXN estreia a 3ª temporada de Castle, série protagonizada por Nathan Fillion, na próxima Sexta 21 de Janeiro às 22h25. Nick Castle (Nathan Fillion) é um escritor de romances policiais charmoso e bem sucedido, que parece ter tudo – fama, fãs e mulheres –, mas vive aborrecido com todo o sucesso alcançado. Quando um assassino começa a recriar os crimes escritos por Nick nos seus romances, a detective novaiorquina Kate Beckett (Stana Katic – 007 Quantum of Solace) pede-lhe ajuda para resolver os casos. Kate Beckett é uma detective muito inteligente e muito agressiva, que leva o seu trabalho muito a sério e mantém as investigações sob controlo muito apertado. Nick tem um estilo muito liberal de abordar os casos, que choca com a abordagem conservadora de Beckett, o que vai provocar uma tensão permanente entre os dois, levando-os a situações de grande perigo mas também a um possível romance. Agora que Nick está no centro da acção e sente a adrenalina de estar envolvido na resolução de casos complexos, uma dúvida percorre o seu pensamento… será que é apenas pela emoção de procurar o criminoso, ou estará antes relacionado com o facto de Kate Beckett ser uma mulher muito atraente?

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MÊS

BRUCE WILLIS De ‘Modelo e Detective’ a estrela de Cinema. Este mês o Canal Hollywood exibe os filmes mais emblemáticos de um dos actores mais conhecidos dos nossos tempos, Bruce Wills. Este mês, veja ou reveja, ‘O Sexto Sentido’, ‘O Protegido’, ‘O 5º Elemento’, ‘Sin City - A Cidade do Pecado’, ‘Operação Especial’, ‘Die Hard A Vingança’ e ‘Armageddon’ cujo protagonista é o herói do mês.

10 JAN | 21:30

‘O Protegido’

23 JAN | 22:00

‘Operação Especial’

Estreia

31 JAN | 21:30

‘Armageddon’

‘O Sexto Sentido’ Segunda 03-01-2011 | 21:30 ‘O Protegido’ Segunda 10-01-2011 | 21:30 ‘O 5º Elemento’ Domingo 16-01-2011 | 22:00 ‘Sin City - A Cidade do Pecado’ Segunda 17-01-2011 | 23:05 ‘Operação Especial’ Domingo 23-01-2011 | 22:00 ‘Die Hard A Vingança’ Segunda 24-01-2011 | 21:30 ‘Armageddon’ Segunda 31-01-2011 | 21:30

‘Niñas Mal’

Segunda 24 de Janeiro às 17h30 | Novos Episódios: Segunda a Sexta às 17h30 Niñas Mal é uma série centrada em três miúdas “bem”, Greta, Adela e Nina, que fazem tudo menos seguir à risca os altos padrões de vida e as regras que os seus pais lhes estabeleceram. Como castigo, eles mandam-nas para a única escola de boas maneiras que existe na cidade, o que acaba por uni-las em torno dos seus interesses e ideais.

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DEXTER

18 UMA FAMÍLIA MUITO MODERNA

20 MELHORES SÉRIES DE 2010: PARTE 2

24 CALIFORNICATION

séries

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TEXTO POR HUGO PAGANI

GRANDE PLANO

DEXTER Quando ‘Dexter’ surgiu, em 2006, mal se sabia que esta iria ser uma série que quebraria todas as barreiras sobre a temática dos serial killers, trazendo-nos uma visão privilegiada dos pensamentos e motivações que movem a nossa personagem. Dexter trabalha na polícia de Miami e é perito em análise de sangue. Tem uma irmã, Debra, e uma namorada chamada Rita. A sua vida seria completamente normal e rotineira, se não existisse um pequeno segredo acerca de Dexter: ele é um assassino, mais concretamente um serial killer de serial killers.

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GRANDE PLANO

Tudo começou quando o seu pai adoptivo, Harry, descobriu o lado sombrio de Dexter, durante a sua adolescência, tendo criado regras e ensinado o filho a matar, mas mais importante ainda... quem matar. O código de Harry ficou marcado na mente de Dexter, tendo como código de conduta matar somente os que merecem: pedófilos, assassinos, psicopatas, violadores, pessoas que Dexter sabe como pensam e como agem, pois eles são, acima de tudo, iguais a ele. Por isso, Dexter sabe onde e como encontrá-los, muitas vezes antes da polícia, saciando a sua fome assassina e alimentando o seu estranho companheiro, “dark passenger”. Na primeira temporada, a rotina de Dexter é interrompida por um novo assassino que surge em Miami, que mata prostitutas e separa, cirurgicamente, partes dos seus corpos, não deixando qualquer vestígio de sangue. Dexter percebe que está a lidar com uma “espécie” diferente, um verdadeiro artista que lhe deixa mensagens que somente ele percebe. Mas à medida que desvenda a identidade de The Ice Truck Killer, Dexter começa a descobrir as razões psicológicas que o levam a ser como é, acabando por entender o seu lado mais obscuro. De temporada para temporada acompanhamos uma evolução em Dexter, que pode ser comparada ao desenvolvimento natural de uma criança até à sua fase adulta, que até ao início da série limitava-se a alimentar o seu "dark passenger", usando as regras criadas pelo seu pai adoptivo, Harry, sem grandes questões ou ambições. Na primeira temporada acompanhámos o início desta evolução, o nascimento de uma nova consciência que altera a percepção de Dexter face aos que o rodeiam e aos aspectos que realmente são importantes na sua vida, para além do insaciável "dark passenger". Na primeira temporada, a rotina de Dexter é interrompida por um novo assassino que surge em Miami, que mata prostitutas e separa, cirurgicamente, partes dos seus corpos, não deixando qualquer vestígio de sangue. Dexter percebe que está a lidar com uma “espécie” diferente, um verdadeiro artista que lhe deixa mensagens que somente ele

percebe. Mas à medida que desvenda a identidade de The Ice Truck Killer, Dexter começa a descobrir as razões psicológicas que o levam a ser como é, acabando por entender o seu lado mais obscuro. De temporada para temporada acompanhamos uma evolução em Dexter, que pode ser comparada ao desenvolvimento natural de uma criança até à sua fase adulta, que até ao início da série limitava-se a alimentar o seu “dark passenger”, usando as regras criadas pelo seu pai adoptivo, Harry, sem grandes questões ou ambições. Na primeira temporada acompanhámos o início desta evolução, o nascimento de uma nova consciência que altera a percepção de Dexter face aos que o rodeiam e aos aspectos que realmente são importantes na sua vida, para além do insaciável “dark passenger”. Na segunda temporada, descobertas as razões que levaram Dexter a ser como é, uma pessoa desprovida de sentimentos e com uma sede de sangue que controla os seus ímpetos, começa a ser explorado o dilema sobre os seus actos e a aceitação de uma personalidade quebrada e imperfeita, que somente quer levar uma vida normal, ao mesmo tempo que tenta controlar uma incrível vontade de saciar a fome que o atormenta.


Esta temporada explora novas vertentes na psicologia de Dexter, quando este se vê confrontado com a possibilidade de ter alguém com quem partilhar os seus feitos e as suas necessidades, como forma de aliviar a pressão e as responsabilidades da sua vida dupla. Mas o que antes era simples, agora torna-se complicado. Na quarta temporada, Dexter tenta gerir o seu tempo entre todas as funções que assume: marido, pai, irmão, perito de sangue e assassino.

Para ajudar, é descoberto um cemitério no fundo do mar, criado por Dexter, pelos corpos desmembrados que foi atirando ao longo dos seus anos de caça a serial killers. A polícia vê-se com um novo assassino entre mãos, que apelidam de Bay Harbor Butcher. Com isto gera-se um verdadeiro jogo do gato e do rato, entre Dexter e o FBI/Polícia de Miami. As habilidades de Dexter são postas à prova, ao mesmo tempo que enfrenta uma crise de identidade, que é magistralmente inserida no contexto da procura deste novo assassino. Na terceira temporada tudo está calmo na vida de Dexter, assumindo uma fase adulta face aos que o rodeiam. Observamos uma intensidade maior na sua relação com Rita, quando esta descobre que está grávida. Dexter vê-se confrontado com o papel de pai e de marido, numa fase em que descobrimos que apesar de ele não sentir emoções, possui um grande coração. Mas o grande catalisador de eventos desta temporada é a desobediência de Dexter face ao código de Harry, quando este mata alguém inocente, despoletando uma série de acontecimentos que o levam a encontrar alguém com quem pode partilhar os seus segredos mais íntimos, o promotor público Miguel Prado. Mas será que o código de Harry permite o luxo de ter amigos? Será que o “dark passenger” descobriu um companheiro?

Tudo se complica ainda mais quando observamos um crescente confronto entre Dexter e o seu nemesis, o fantástico John Lithgow, um assassino conhecido por Trinity Killer. Dexter embarca numa estranha amizade com Trinity, quando vê o assassino como fonte de inspiração, sabendo de antemão a rivalidade que os divide. Mas é esta estranha amizade que sentencia a sua vida como marido e pai, ao vermos um dos mais trágicos season finale dos últimos anos. Creio que no ano passado, somente o fim da sexta temporada de ‘Lost’ deverá ter criado um final tão emotivo quanto o da quarta temporada de ‘Dexter’, quando este é confrontado com o assassinato de uma das mais queridas personagens desta série, a sua mulher Rita. O último marco de Trinity... a eterna lembrança de que Dexter é o culpado pela sua morte. E é com este cenário que se dá início à quinta temporada de ‘Dexter’, a primeira temporada que começa exactamente onde a outra terminou. Nesta quinta temporada, somos colocados num novo cenário. Neste, a feliz vida familiar que se foi construindo ao longo dos últimos anos é derrubada, surgindo uma série de responsabilidades que Dexter desconhece. Todos os actos têm uma consequência e, nesta quinta temporada, Dexter defronta um inimigo desconhecido: a sua consciência.


SÉRIES TV

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UMA FAMÍLIA MUITO MODERNA A revista Time proclamou-a como “a mais engraçada e nova comédia familiar do ano” e a Academia das Ciências e das Artes da Televisão entregou-lhe sete Emmy, a par de outras sete nomeações. A multiculturalidade dos Pritchett, os atribulados Dunphy e os gays Tucker já nos são, assim, bastante conhecidos e dispensam qualquer tipo de formalidades ou apresentações, não fossem eles o modelo da típica família americana. Nesta segunda temporada (já estreada em Dezembro na Foxlife), continuaremos a assistir a desacatos, problemas domésticos e situações que têm tanto de hilariantes como de problemáticas. A relação do casal gay será aprofundada, não só com o aparecimento, na série, da mãe de Cameron, mas também com o crescimento de demonstrações físicas de afecto entre ele e Mitchell. Jay e Gloria fazem as delícias de muitos, não só

pelo fogo latino da colombiana, mas também pelas desavenças culturais que os dois enfrentam, tanto em feriados como no próprio estilo de vida. Será interessante continuar a assistir à penetração das tradições latinas no tradicionalismo americano que Jay tanto tenta impor à família, como já pudemos denotar no divertidíssimo episódio da celebração do Natal. Já os Dunphy serão sempre os Dunphy, uma família tipicamente americana com três filhos muito diferentes que tenta fazer o seu melhor, dia após dia. E, assim, entre bricolages e problemas domésticos, celebrações e problemas de adolescentes confusos, a família diverte-nos através de situações com as quais todos nós nos identificamos de alguma maneira. Prepare-se para mais uma grande temporada da série que documentaria o bom e o mau da vida familiar americana, num estilo descontraído de humor sarcástico e diálogos inteligentes com um estilo de filmagem que a tudo se assemelha a um reality show que nos vicia e delicia.

TEXTO POR JOANA RUTE CARMO


As Melhores Séries de 2010

Na continuação da consulta realizada no final de 2010, aqui ficam os resultados do Top 5, com a consagração de ‘Perdidos’. Textos por Marco António dos Reis

5º Lugar - ‘Mad Men’

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Por detrás de todos os casos de enorme sucesso, está uma história interessante e digna de contar e tornar a contar. Era uma vez um argumentista chamado Matthew Weiner. Em 1999 criou uma série chamada The Sopranos. Todas as estações de televisão disseram que a série não tinha lugar no panorama televisivo americano… todas menos a HBO! E The Sopranos foi um sucesso que catapulta a HBO para o reconhecimento do público e da crítica. Em 2007, o mesmo Matthew Weiner ofereceu à HBO a sé-

rie Mad Men. A estação disse que não era uma boa série para filmar, juntamente com todas as outras estações de televisão americanas… mais uma vez, todas menos uma: a AMC. E aqui está o início do que é uma das maiores séries dos últimos anos, vencedora – pela primeira vez na história – de três Emmy para Melhor Série Dramática consecutivos. De forma resumida, Mad Men segue as vidas dos homens e mulheres que trabalham em Nova Iorque, na década de 60, numa competitiva agência de publicidade.

Don Draper (Jon Hamm), a personagem principal, é o bem sucedido director criativo da Sterling Cooper. Casado com Betty (January Jones), pai de dois filhos, Draper é a figura do anti-herói, um homem discreto e atormentado por um passado problemático que procura ocultar de toda a gente e a todo o custo. A série mostra-nos um mundo, afinal, não tão diferente do nosso, onde tudo é uma criação de Marketing, como bem o exprime Don numa das suas falas: «O que chamas amor foi inventado por tipos como eu para vender nylons.»


Dexter Morgan (Michael C. Hall) trabalha para a polícia Metropolitana de Miami na área forense, com uma especial capacidade para a interpretação e recriação das cenas do crime. À noite decide recolher a “corja” que o sistema deixou passar e fazer justiça pelas suas próprias mãos, de forma metódica e sistemática: um verdadeiro serial killer.

4º Lugar - ‘Fringe’

3º Lugar - ‘Dexter’

Criada pelo fenómeno J.J. Abrams, a série apresenta uma visão absolutamente renovada da Sci-Fi. Assim, acompanhamos a agente do FBI Olivia Dunham (Anna Torv) numa constante procura de respostas improváveis. Aliada ao génio do Dr. Walter Bishop (John Noble), um físico cujas metodologias são muito pouco ortodoxas e que passou a última década internado num hospício, a agente Dunham vai apercebendo-se que também ela foi vítima das experiências do alucinante Dr. Bishop. A história converge numa série de teorias da física moderna, com especial enfoque para as dimensões e universos paralelos, aqueles onde existe um outro “Eu”.

E chegamos ao pódio. Em 2006 surgiu nas nossas televisões e desde então nunca mais de lá saiu. Dexter é o anti-herói, um homem que mata sem remorsos, alguém que luta na procura de uma emoção. Frio e calculista,

Não sendo uma série de “fácil consumo”, tem vindo a sofrer bastante com as baixas audiências que ameaçam a sua descontinuidade… o que seria uma pena. Obrigatória para quem gosta de Sci-Fi de qualidade.

Há, no entanto, neste “monstro” algo de muito humano, algo de muito próximo, algo que nos faz acompanhar cada homicídio na procura de uma resposta, de uma revelação, de uma regeneração. Ainda assim, é estranho gostar assim de um assassino…

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A prata vai para... 2º Lugar

‘Glee’

O

que é “Glee”? “Glee” é a maior lufada de ar fresco que a televisão recebeu neste século. A série criada em 2009 por Ian Brennan, Brad Falchuk e Ryan Murphy, apresenta a vida de um grupo de adolescentes a viver o período de liceu. Até aqui, nada de

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novo. Onde tudo muda é no facto de todos pertencerem ao clube de canto do liceu: Glee Club. A partir daqui, vão desfilando, episódio após episódio, uma série de interpretações (brilhantes) dos temas mais populares das últimas cinco décadas, extraordinariamente musicados, muitas das vezes misturados entre si através de magníficos mashups.

As vozes de Lea Michele (Rachel Berry), Cory Monteith (Finn Hudson) e Amber Riley (Mercedes Jones) presenteiam-nos com os maiores sucessos da POP, introduzidos por vezes com humor, outras com muita emoção e, de quando em vez, de forma naif (para não dizer de forma forçada). Cada episódio é uma pérola no panorama televisivo. Vale a pena ver, e rever!


... e a série do ano é:

1º Lugar

C

om mais de 20% dos votos, a série do ano é mesmo Lost. Aliás, ainda poucos perceberam como conseguiram os senhores dos Emmy não lhe dar a estatueta. Concordo que terá durado tempo demais. E concordo que o final foi fraco e inconclusivo. Mas a verdade é que não estamos a falar de uma série, mas sim “da série”. Aquela que mudou tudo. Aquela que nos fez esbugalhar os olhos semana após semana em frente ao ecrã. Aquela

‘Perdidos’ sobre a qual todos tinham uma teoria.

J

.J. Abrams, Jeffrey Lieber e Damon Lindelof criaram uma ilha mística, onde um avião se despenha e grande parte dos seus passageiros sobrevive. Mas nesta ilha nada é como parece e cada um vive (e sente) a ilha de forma diferente. John Locke (Terry O’Quinn) por exemplo, levanta-se da sua cadeira de rodas e consegue voltar a andar. Liderada, ironicamente, por Jack

Shephard (Matthew Fox) – Shephard = Pastor -, todos levam para a ilha fantasmas do passado que têm de purgar. Juntam-se os sonhos, os universos paralelos, os buracos no tempo e, claro, a religião. Tudo é válido para tentar explicar o que é a ilha. No meio de tantas incertezas, apenas uma constante: a sempre presente luta do “Bem” contra o “Mal”. Se ainda não viu, compre a série completa (ou peça ao Pai Natal) e veja-a toda de uma vez. Vai ver que não se vai arrepender.

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FLASHFORWARD

CALIFORNICATION ‘Californication’

Estávamos em Outubro de 2009 quando Robert Greenblatt – Presidente da Showtime – anunciava que a série ‘Californication’ iria ter mais uma – a quarta – temporada. A série, que é presença assídua da RTP2, conquistou um público de dois milhões de telespectadores em três anos, um resultado sensacional para a estação de ‘Dexter’ e ‘Weeds’. Previstos para 2010, será apenas em Janeiro de 2011 que os 12 episódios verão a luz do dia, nos EUA.

Mas afinal, o que é ‘Californication’? Criada por Tom Kapinos, a série surge no “pequeno ecrã” em 2007, acompanhando a boa tradição SHOWTIME, chocando com o tema e linguagem. David Duchovny – o famoso agente especial Mulder em ‘Ficheiros Secretos’ – é Hank Moody. deleine Martin), uma adolescente com dificuldade em encontrar o seu lugar no mundo e que ao mesmo tempo adora, idolatra e educa o pai, com quem vive a espaços. Hank é um escritor que se debate entre o seu talento literário, o abuso de drogas e álcool, a forma descontrolada com que dorme com qualquer mulher (e que qualquer mulher dorme com ele), a sua ex-mulher e a sua filha. O seu agente, Charlie Runkle (Evan Handler), também não o ajuda a encontrar os melhores caminhos, entre o seu vício em cocaína e um invulgar apetite sexual (cumprido com a sua mulher, até esta se fartar).

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No entanto, o verdadeiro ponto fraco de Hank é a sua ex-mulher Karen (Natascha McElhone), amor da sua vida e que tenta desesperadamente reconquistar. Nem o novo casamento de Karen faz Hank desistir. Apenas lhe dá ainda maior vontade de infernizar-lhe e boicotar-lhe a relação, de forma desconcertante (e muitas vezes hilariante). A verdadeira relação séria de Hank é mesmo com a sua filha Becca (Ma-

A série, que toca em diversos pontos sensíveis nas relações modernas, está escrita de forma inteligente em torno do que Duchovny consegue fazer da personagem. E a verdade é que ele está muito bem! É uma espécie de cão sarnento, que aos poucos começamos a achar graça, terminando por levá-lo para casa... para o voltar a pôr na rua uma semana depois, claro!

O que esperar de uma 4ª temporada?

[Revelações] Após a 3ª temporada

onde muito aconteceu, a expectativa é grande. Em jeito de balanço, Hank tinha-se envolvido – inadvertidamente – com a enteada de Karen (a sua futura-ex-mulher), a bela Mia Lewis (Madeline Zima). Acontece que, além das relações de parentesco com o seu rival, a jovem Mia era menor de idade e, não bastando isso, decidiu escrever um livro a relatar

as suas aventuras com o escritor. A 4ª temporada servirá para compreender como Hank conseguirá escapar das acusações de abuso de menores, mas principalmente como reagirão Karen e Becca, até aqui o seu porto de abrigo.

Controvérsias à parte

A série tem estado envolta em controvérsia desde o primeiro dia. Primeiro foram os anunciantes que ameaçaram retirar os seus spots do ar, no canal. Convencidos principalmente pelas audiências, voltaram com a palavra atrás. Depois foram os próprios ‘Red Hot Chilly Peppers’. A banda acusou a estação de “referência não autorizada ao seu álbum de originais” com o mesmo nome. Naturalmente que processaram e perderam, já que o termo é do domínio público e refere a forma como o estado do Oregon é pródigo em... relações sexuais esporádicas fáceis e inconsequentes (‘Californication’ = Californicação).

TEXTO POR MARCO ANTÓNIO DOS REIS


LIGHTS OUT

e pois do filme ‘Th força imensa. De o irá trazer ficção e com uma eir à ta Jan vol es, de car á Ós est O pugilismo ra a corrida aos dução para e bem lançado pa t’. Ainda sem tra Fighter’, que parec vo título ‘Lights Ou sti apresenta ’, ge su zes o Lu de com X -se agam a nova série da FO a chamar-se ‘Ap , um vir ary rá Le de k po tric e Pa qu ie l de Português, a sér ight Club’) no pape Holt McMallany (‘F ês nd Irla or act o ex-pugilista. HISTÓRIA

acional, onde se pugilismo intern r anos de glória no po agora confrontado é do ary ssa Le pa k ter Patric Depois de de Pesos Médios, o sua dependência nd sob Mu do tem o a eã cas sagrou Camp r a sua família. Em ém-formada nta rec ste ), su ack de rm efa Co e Mc com a difícil tar Theresa (Catherin ceira do agreosa an fin esp e a e ad as ilid estab as suas três filh o ou nada para a uc acaba por po ary do Le uin a, trib ist em medicina, con à carreira de pugil sar res car ainda reg sta de de ho De a. o son agiot gado. Mantendo ie or de dívidas de um hreiber) e o seu pa lho como cobrad Sc ba tra blo Pa um r r po ita o ace tad k’). te Johnny (represen ea en Br ag on e ris ão (‘P irm o seu cy Keach resentado por Sta treinador Pops, rep t’ lo que ‘Lights Ou k ‘Lights’ Leary, pe a um KO) e tagonista é Patric gia pro alo do (an ’ me zes no o Lu De resto, ‘Apagam-se as trocadilho entre é um engraçado . a)’ cen (de ‘Lights Fora Treats guionistas em ‘In do por rren Leight, ambo Wa liza e rea am ser ckh a Za oto n pil Criada por Justi ent’). lt), verão o episódio atm Ho Tre com (‘In ram rba lha rto Ba ment’ (onde traba Wire’) e por Norbe FX e a ‘Th e com d’ ria iel Sh rce he ma pa Clark Johnson (‘T evision Studios, nu a cargo da Fox Tel A produção está Productions. gal. estreia em Portu não tem data de de Janeiro, ainda 11 dia r rea est Previsto

A 2ª temporada da série ‘The Listner’, que já tinha sido anu bro de 2009 pela CTV nciada em Novem, depois de cancelada pela FOX em Julho tem agora data de do mesmo ano, estreia. Será a 23 de Janeiro de 2011. Assim, a Canadiana CTV avança “sozinha” neste projecto, com mais à frente e com a expectativa de bons resultados con seguir facturar nas tions’. habituais ‘syndicaA história de ‘The Lis tner’ gira em torno de Toby Logan (Craig paramédico que tem Olejnick), um a capacidade de ouv ir os pensamentos Percebendo que mu das outras pessoas. itas vezes não estão em condições de fala ajudar os seus pac r, Toby decide ientes, investigando como aconteceram Na linha de ‘Mediu os seus acidentes. m’ e de ‘Tru Calling ’, rec orrendo a ‘flashback as memórias dos sus s’ para integrar peitos do nosso her ói, a série conta ain ças de Mylène Dinh-R da com as presenobic no papel da nam orada Olivia Fawcet como o colega e ‘sid t, Ennis Esmer e-kick’ Osman ‘Oz’ Bey e Lisa Marcos Charlie Marks. como a Detective Criada por Michael Amo, a série obteve grandes resultados Unidos, estando est fora dos Estados a 2ª temporada a ser produzida de forma da, com os olhos pos muito determinatos nos mercados eur opeu e sul-american o.

TEXTOS POR MARCO ANTÓNIO DOS REIS

THE LISTNER


SÉRIES TV

THE EVENT A grande aposta na área da ficção para a reentré em Setembro de 2010, da NBC, foi sem dúvida o 'The Event'. Uma aposta feita com uma forte promoção em torno do misterioso "Acontecimento" ('Event'), que prometia transformar a América (que para os americanos é o Mundo). Desta forma, a estação procurou reposicionar-se no universo da ficção com um produto diferenciador. Com o final de séries de culto como '24' e 'Perdidos', antecipava-se com enorme entusiasmo aquela que – depois do falhanço de 'Flash Forward' – prometia assumir o papel principal, no que às grandes conspirações televisivas diz respeito. [Revelações] E é neste contexto que surge 'The Event'. O enredo gira em torno de Sean Walker (Jason Ritter), programador de videojogos. Como (quase) todos os programadores, vive solitário entre os livros de Stephen King e o jogo 'World of Warcraft'. É então que se apaixona por Leila (Sarah Roemer), uma bioquímica da MIT (Massachusetts Institute of Technology). Apaixonados e com o casamento marcado, Leila desaparece súbita e misteriosamente durante um cruzeiro romântico. Desesperado, Sean procura a ajuda do futuro sogro Michael (Scott Patterson), que também está envolvido em todo o "Evento". E é com base na investigação do desaparecimento da noiva, que Sean se depara com uma grande conspiração que envolve agências de segurança e de inteligên-

cia do governo americano. Assim, descobre que desde 1944 estas têm conhecimento de um grande “Evento” que está próximo, “Evento” esse que poderá mudar a história da humanidade. Esse "Evento" está directamente relacionado com a Penitenciária de Mount Inostranka, no Alaska, onde são mantidos prisioneiros em isolamento, com especial relevância para a sua líder, Sophia (Laura Innes). A série, criada em 2006 por Nick Wauters, terá sido oferecida em 2009 ao canal NBC, pelo produtor Steve Stark, tendo sido encomendada a produção do piloto em Fevereiro de 2010. Daí à passagem a série foi um passo, com uma excelente resposta nos visionamentos, estando para já previstos 13 episódios, numa primeira temporada (ainda a decorrer nos EUA). De resto, este mesmo piloto foi exibido durante a Comic Con de 2010, tendo tido uma óptima receptividade, aumentando as expectativas do canal em relação à sua mais promissora aposta. Numa tentativa de manter o interesse do público, os produtores da série não prolongaram o mistério do que é o “Evento” por um tempo infindável, sendo possível percebê-lo logo no segundo episódio da série. No entanto, e como em todas as grandes séries, este é apenas o princípio, a ponta do iceberg... Esta é uma produção de Evan Katz, ex-produtor de '24', numa parceria entre a Universal Media Studios e a Steve Stark.

TEXTOS POR MARCO ANTÓNIO DOS REIS


O que acontece em Las Vegas... é julgado em Las Vegas! Criada por Kevin Kennedy e Niels Mueller (‘O Assassínio de Richard Nixon’), a série ‘The Defenders’ ganhou em Portugal, às mãos da FOX, o título ‘Defesa à Las Vegas’. E não poderia ter sido mais bem escolhido. A série tem, logo à partida, o mérito de devolver James Belushi a um papel que ele domina como poucos: o “bom trapaceiro”. Depois, trá-lo de volta a um formato de Comédia Dramática, saindo das já muito vistas sitcoms, onde evolui desde os tempos de ‘Working Stiffs’ (ao lado de Michael Keaton) até ao recente ‘According To Jim’. Para além de Jim surge ainda Jerry O’Connell, um muito talentoso actor que já provou o seu valor em filmes como ‘Stand By Me – Conta Comigo’, ao lado do saudoso River Phoenix. No entanto, Jerry conquistou a sua notoriedade na série ‘Sliders’, onde juntamente com três amigos tentavam regressar a casa, viajando entre dimensões paralelas.

HISTÓRIA O estado de Las Vegas é sobejamente conhecido de todos pelos seus excessos. Jogo e prostituição passeiam lado a lado e a lei parece conhecer uma subversão especial. Neste contexto, dois advogados assumem uma postura diferente, mais descontraída na reserva moral e mais agressiva no Marketing. A firma de Morelli & Maczmarek é lideradea por Nick (Jim Belushi) um advogado com muita conversa e pouca moral, que faz tudo para conseguir uma boa e saborosa vitória. No entanto, e apesar do seu ar de intrujão, é um “coração mole”, um sentimental, capaz de ajudar os mais necessitados. A sua vida gira em torno do seu trabalho, depois de perder o seu casamento, que tenta recuperar nos tempos livres (de forma desastrada). Com ele está Pete (Jerry O’Connell), um jovem ambicioso cujo seu “único” vício é perder tudo nas mesas de jogo. Envolvido sexualmente com a geralmente sua adversária Meredith Kramer (Natalie Zea), não hesita em usar esse envolvimento para ganhar vantagem... e ela também não! Enquanto a sorte sorri para as suas carreiras legais, os dois parceiros não têm mãos a medir com os problemas nas suas vidas pessoais. Com Pete a tentar encontrar a sua nova conquista amorosa num bar de strip em Las Vegas, Nick foca a sua atenção em reparar o seu problemático casamento e tentar ficar mais próximo da sua mulher e filho. ESTREIA: Quarta-feira, dia 05 de Janeiro, às 21h30 Emissão: Quartas-feiras, às 21h30 Repetição: Sábados, às 04h05

THE GATES O que acontece em Las VeUm verdadeiro “Três-em-Um” de criaturas A série ‘The Gates’ explora um filão já muito visto na televisão – as criaturas fantásticas – com uma nova premissa: juntou Vampiros, Lobisomens e Bruxas. E para que a festa fosse completa, colocou-os a viver em comunidade, juntamente com seres humanos, num grande condomínio fechado chamado ‘The Gates’. Este espaço de vários hectares de área tem como regra que todos vivam como humanos, tentando assim perpetuar a relação entre as espécies. [Atenção: Revelações] A história apresenta uma comunidade que vive num enorme condomínio privado chamado

‘The Gates’. Este é um complexo de dimensões extraordinárias, composto por núcleos de casas e uma zona comercial. É aí que irá trabalhar o novo Chefe de Polícia Nick Monohan (Frank Grillo), recrutado após um incidente em Chicago enquanto detective de homicídios. Com o desenrolar do enredo, vamos descobrindo Claire Radcliff (Rhona Mitra), uma Vampira dona de casa, quase desesperada pela forçada reabilitação, jovens adolescentes Lobisomens (muito ‘Twilight’) a revoltarem-se contra as regras, e um par de Bruxas, com destaque para a bela Chandra West como Devon, a dissimulada dona de um ervanário. Todos têm que conviver de acordo com regras internas, tentando assim fazê-lo tranquilamente e em equilíbrio com os humanos. Claro que tudo isto é muito mais fácil de dizer do que fazer! Criada por Richard Hatem e Grant Scharbo, ‘The Gates’ terminou (a custo) a primeira temporada, com as audiências a cair a pique desde o primeiro episódio. Desta forma, a ABC já a cancelou, sendo esta a primeira e única temporada. ESTREIA: Terça-feira, dia 18 de Janeiro, às 22h20 Emissão: Terças-feiras, às 22h20 Repetição: Sábados, às 02h35

SÉRIES TV

DEFESA À LAS VEGAS


Antevisão

Globos de Ouro 2011 Com a entrada no novo ano, chegam também as duas mais aguardadas cerimónias de entrega de prémios para os amantes do cinema. Falamos dos ‘Golden Globes’, ou em bom português os Globos de Ouro, e dos ‘Oscars’, Óscares na língua de Camões. E o pontapé de saída é dado pelos Globos de Ouro, um verdadeiro “Dois em Um” em Hollywood.

E

Texto: Marco António dos Reis o arranque da 68ª cerimónia de entrega dos Globos de Ouro está marcado para a madrugada de dia 17 de Janeiro (domingo para segunda), com apresentação de Rick Gervais (‘The Office - A Empresa’ e ‘Extras - Figurantes’). Como aperitivo sabemos que o prémio Cecil B. DeMille será entregue a Robert de Niro e o prémio ‘Miss Golden Globe’ irá para Gia Mantegna (filha de Joe Mantegna e Arlene Vrhel). Os Globos de Ouro, prémios da imprensa estrangeira acreditada em Hollywood (Hollywood Foreign Press Association) têm registado uma importância crescente, devido, sobretudo, ao facto de captarem dois universos: o Cinema e a Televisão.

E não sendo a principal cerimónia em nenhuma das disciplinas, acaba por ser um fortíssimo indicador para ambas. Mas vamos por partes. Para a televisão estes são os prémios de consagração, passados que estão os ‘Emmy’, assumidamente feitos pelo e para o mundo da televisão. Ao contrário dos ‘Emmy’, entregues no final de Agosto (ou início de Setembro), no arranque da nova temporada de Inverno (a mais importante em televisão), os Globos de Ouro apresentam-se em Janeiro, numa forma de encerramento do ano.

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‘Boardwalk Empire’

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Uma das principais favoritas a série do ano Muitos também vêem nestes a primeira avaliação das novas temporadas e uma antecipação dos Emmy 2011, daqui por seis meses. E nesta área não houve surpresas nas nomeações. Lá estão os suspeitos do costume. Na comédia marcam presença ‘Glee’, ‘Modern Family’, ‘30 Rock’ e ‘The Big Bang Theory’, enquanto no drama, as habituais ‘Mad Men’, ‘Dexter’ e ‘The Good Wife’. No entanto e num ano de grandes estreias, surgem em grande força as recém-chegadas ‘Boardwalk Empire’, ‘The Big C’ e ‘The Walking Dead’ (esta última, a capa do número um da tvPRIME digital). E é por aqui que as coisas podem ser verdadeiramente interessantes.

Séries: Drama No drama, ‘Mad Men’ é o alvo a abater e dificilmente ‘Dexter’ e ‘The Good Wife’ terão a força suficiente para destronar o tricampeão em título. Assim, as expectativas recaem em ‘Boardwalk Empire’, coproduzida por Martin Scorcese e criada pelo “ex-Soprano”

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Terence Winter. A magnífica série pode mesmo ser aquilo que faltava para levar Matthew Weiner finalmente ao “tapete”. Nos actores, Steve Buscemi (‘Boardwalk Empire’) tentará intrometer-se nas possíveis dobradinhas de Hugh Laurie (‘House’), Jon Ham (‘Mad Men’) e Michael C. Hall (‘Dexter’). Enquanto isso, e no sector feminino, e contra a favorita Julianna Margolies (‘The Good Wife’) apresenta-se em grande força Elisabeth Moss (‘Mad Men’), mas também Kyra Sedgwick (‘The Closer’), esta última actual detentora do Emmy e vencedora da categoria de Drama nos Globos de Ouro em 2007.

‘The Big C’

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‘Uma Família Muito Moderna’

Séries: Comédia

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Nesta área, a novata ‘The Big C’ terá muita dificuldade em contrariar a qualidade esmagadora dos três favoritos: ‘Glee’ (vencedor em 2009), ‘30 Rock’ (vencedor em 2008 e detentor de três Emmy) e ‘Modern Family’. Sendo estes prémios pródigos em variar – os estrangeiros são assim, diriam os americanos –, a série ‘Modern Family’ apresenta mesmo uma elevada dose de favoritismo.

Já no Globo de Melhor Actor, Jim Parsons (‘The Big Bang Theory’) deverá repetir o Emmy, destronando Alec Baldwin, vencedor das duas últimas edições.

Para as senhoras está guardada aquele que poderá ser o ponto alto da noite para ‘The Big C’, com a vitória de Laura Linney. A verdade é que as vencedoras dos anos anteriores Toni Collette e Tina Fey (2 vezes) não se apresentam em grande forma e aquela que reuniria maior consenso, Jane Lynch de ‘Glee’ (Sue Sylvester), estranhamente não aparece nomeada. A não esquecer Edie Falco, a nossa conhecida ‘Nurse Jackie’.


‘A Origem’

Cinema No cinema começa a ponte dos Globos de Ouro para os Óscares. A mais ou menos um mês do Mundo parar em frente à televisão para presenciar um dos mais aguardados espectáculos do ano, os Globos de Ouro marcam uma forte tendência de voto. E nas nomeações surge a primeira surpresa: não estão nomeados alguns dos filmes mais falados do ano como ‘Shutter Island’, de Scorcese, e ‘Winter’s Bone’, de Debra Granik, estrela dos festivais de cinema independente. No entanto, os principais estão lá. Na linha da frente, ‘Inception - A Origem’, de Christopher Nolan, que deverá ter um choque de frente com ‘The Fighter’. Depois de ‘Rocky’ ter feito estragos em 1976, David O. Russell promete trazer o

boxe de volta à cerimónia. Nos antípodas das lutas e batalhas está outro dos favoritos, ‘Black Swan’, de Darren Aronofsky. Dificilmente o Globo de Ouro para o melhor Filme Dramático sairá deste triângulo, assim como dificilmente o ‘Alice In Wonderland’, de Tim Burton, não ganhará o prémio de melhor Filme de Comédia ou Musical.

Are All Right’) são os grandes favoritos. Contra si a questão dos votos divididos, uma vez que Depp está nomeado em dois filmes e Bening está nomeada, com Julianne Moore, no mesmo filme. Mas contra Annette corre ainda o talento da sua rival de nomeação e co-apresentadora da cerimónia dos Óscares 2011, Anne Hathaway (‘Love and Other Drugs’), bem como

Contra Burton luta o musical ‘Burlesque’, de Steven Antin, com a espantosa voz da dotada Christina Aguilera. Ao nível dos actores e começando pelas Comédias e Musicais, Johnny Depp (‘Alice In Wonderland’ e ‘The Tourist’) e Annette Bening (‘The Kids

a sua “companheira” Julianne Moore (‘The Kids Are All Right’).

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‘A Rede Social’ .

No drama, e no que aos homens diz respeito, Colin Firth (‘The King’s Speech’) poderá finalmente levar o galardão para casa, vendo como o seu mais forte competidor James Franco (‘127 Hours’), também ele co-apresentador da próxima cerimónia dos Óscares.

Não seria de estranhar que, na maioria dos casos, as nomeações cinematográficas sejam coincidentes. Mais que isso, é bastante provável que venhamos a ter uma referência com elevado grau de exactidão, no que aos

Ficamos assim na expectativa do que o primeiro grande evento de 2011 nos irá trazer, numa cerimónia que será conduzida pelo comediante Ricky Gervais, actor das premiadas ‘The Office’ e ‘Extras’.

No lado feminino e às repetentes Hale Berry (‘Frankie and Alice’) e Nicole Kidman (‘Rabbit Hole’), juntam-se Jennifer Lawrence (‘Winter’s Bone’) e Natalie Portman (‘Black Swan’), as verdadeiras favoritas. Assim estão lançados os dados para o que vão ser os Globos de Ouro, mas a rimar de forma determinada com os Óscares 2011.

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vencedores diz respeito.

Nicole Kidman em ‘Rabbit Hole’ .


‘Black Swan’

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AXN Segunda 17 de Janeiro à 1h00 (v.o.) Sexta 21 de Janeiro às 0h15 (v.l.) SONY Segunda 17 de Janeiro à 1h00 (v.o.) Domingo 23 de Janeiro às 21h45 (v.l.)

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38 SALT

38 O ETERNO SOLTEIRÃO

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JACUZZI: O DESASTRE DO TEMPO

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MIÚDOS GRAÚDOS

DVD Blu-ray

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2010 UNIVERSAL.ALL RIGHTS RESERVED. © LAYOUT & DESIGN 2010 CASTELLO LOPES MULTIMÉDIA

Dolby e o símbolo são marcas registadas da Dolby Laboratories Licensing Corporation.

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AVISO: O proprietário do “copyright” fez o licenciamento do filme (incluíndo a sua banda sonora) contido neste DVD, exclusivamente para uso doméstico. Qualquer cópia, edição, aluguer, troca, sub-aluguer, empréstimo, apresentação pública, difusão e/ou emissão deste DVD, ou parte dele, não autorizado, está proibido e qualquer destas acções faz incorrer em responsabilidades passíveis de acção judicial que poderão estar sujeitas a procedimento criminal. Dados correctos salvo erro tipográfico.

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DVD ZON PRESENTE DE MORTE

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DIELINE

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ALTA DEFINIÇÃO

DVD/BD MIÚDOS E GRAÚDOS Uma das comédias mais divertidas do Verão chega agora em DVD e BluRay. ‘Miúdos e Graúdos’ segue cinco amigos que, após a morte do seu treinador de basquetebol, voltam a reunir-se por um fim-de-semana. Não existe nada de novo nesta história, mas funciona, pois tem momentos bastante divertidos, que de certeza vão agradar o espectador. O elenco está cheio de grandes nomes da comédia e todos eles fazem o seu trabalho sem grandes destaques. O aspecto mais negativo foi mesmo Dennis Dugan, cuja realização foi bastante fraca. Distribuidora: Pris Audiovisuais/Sony Extras: • O riso é contagioso: Cenas de apanhados • Gag Reel • Elenco do Miúdos e Graúdos

A verdade é que ‘Miúdos e Graúdos’ diverte sem nunca se destacar dentro do género, mas os fãs de Adam Sandler têm aqui uma proposta interessante para ver com a família e amigos.

TEXTO POR JOÃO COSTA

DVD MACGRUBER - LICENÇA PARA ESTRAGAR

Distribuidora: Castello Lopes Extras: Não tem

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Tendo passado recentemente pelas salas portuguesas, chega agora ao mercado doméstico esta paródia tardia que mistura acção e comédia num filme que deixa a clara sensação de estar fora do seu tempo, ou não estivéssemos perante um claro “look-alike” de uma das maiores séries dos anos 80, ‘MacGyver’, obviamente. Mas as influências não se ficam por aí e este filme vai buscar ideias a ‘007 – James Bond’ e a mais uma quantidade de filmes (melhores) que já usaram e abusaram desta fórmula gasta do típico fulano duro de roer a quem se tem de recorrer quando mais ninguém é capaz de fazer o serviço! Mas nunca poderiamos dormir descansados se confiássemos a salvação do mundo ao nosso excêntrico e irreverente MacGruber, que tem tanto de cómico como de ridículo! Esta personagem nasceu no famoso programa televisivo de sketches humorísticos do ‘Saturday Night Live’ (SNL), da cadeia de televisão americana NBC, neste caso dedicado à série ‘MacGyver’. As parecenças são mais do que muitas, a começar pelo trocadilho no nome escolhido para a nossa personagem principal, passando pelo vestuário, a própria caracterização e até o genérico do filme, tudo faz lembrar o mítico ‘MacGyver’! Este é, portanto, e acima de tudo, um filme cómico para não levar a sério e para ser visto como tal, onde o ridículo está presente em cada cena! O filme consegue cumprir minimamente esse papel, conseguindo criar cenas verdadeiramente hilariantes de tão ridículas que são, em especial a cargo de Will Forte e Kristen Wiig, que trabalham juntos nos sketches do SNL e têm aqui toda a liberdade para dizerem e fazerem o que bem lhes apetece! Em conclusão, pode dizer-se que ‘MacGruber’ cumpre minimamente as suas funções e consegue entreter, mas na verdade é dirigido a um público muito específico de espectadores que possa ter algum interesse e curiosidade em ver como seria um ‘MacGyver’ a “brincar” e que, claro, acompanha a presença de ‘MacGruber’ na televisão. TEXTO POR NUNO FERNANDES


ALTA DEFINIÇÃO

DVD/BD SALT Após a estreia de ‘Salt’ nas salas de cinema em Agosto, chegou agora o seu lançamento em DVD e Blu-Ray. Será que vale a pena adicioná-lo à colecção? O filme conta-nos a história de Salt, uma agente da CIA, que tem de fugir após um desertor a acusar de ser uma espia russa. O argumento do filme é bom, com uma história sempre a tentar confundir o espectador até termos a certeza de quem Salt realmente é, apesar de ter algumas falhas desnecessárias que podiam ter sido corrigidas.

Distribuidora: Pris Audiovisuais/Sony Extras: • Versão original + 2 montagens alargadas nunca vistas nos cinemas! • A maior heroína de filmes de acção / Disfarce de Espia: as várias faces de Evelyne Salt • Entrevista à rádio com o realizador Philip Noyce / Comentários dos autores

‘Salt’ nunca é aborrecido, sempre com excelentes sequências de acção. Mas o maior destaque que podemos dar a ‘Salt’ é o trabalho feito por Angelina Jolie, que foi simplesmente exemplar. O resto do elenco também não desilude, fazendo o seu trabalho sem comprometer. A parte final indica que uma sequela é provável, e será com gosto que voltarei a acompanhar ‘Salt’. Não é memorável, mas os fãs do género têm aqui uma boa opção.

TEXTO POR JOÃO COSTA

DVD ETERNO SOLTEIRÃO Enquanto crescemos e nos adaptamos àquela que será a nossa vida, muitas são as vezes que desejamos um recomeço e muitas são as vezes que esse recomeço existe e é retratado em inúmeros filmes. São histórias que facilmente apresentam ao espectador personagens que crescem a olhos vistos e dão uma sensação de satisfação por se verificar uma evolução coerente ao longo de toda a obra.

Distribuidora: ZON Lusomundo Extras: • Trailer

Contudo, a faixa etária que abrange as personagens é raro ultrapassar os 40 anos de idade, mas ‘Eterno Solteirão’ apresenta essa mesma ideia com uma personagem masculina, interpretada por Michael Douglas, já nos seus 60 anos. Ficamos assim a conhecer Ben Kalmen, um ex-vendedor de automóveis que agora tem problemas de coração, está divorciado, com uma filha que continua a tentar dar ao seu rebento uma relação mais próxima com o avô enquanto este está mais preocupado em ter uma vida boémia e em tentar lançar-se novamente no mercado de trabalho para suportar o seu estilo de vida. Cabe agora ao espectador descobrir se Kalmen vai finalmente endireitar a sua vida ou se, como se costuma dizer, “burro velho não aprende línguas”.

TEXTO POR MARCO ALMEIDA

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Do realizador Steve Pink, este filme estreou nos cinemas portugueses em Setembro de 2010, mas só agora pode ser adquirido. Conta com uma história em que um grupo de quatro amigos, Adam (John Cusack), Lou (Rob Corddry), Nick (Craig Robinson) e Jacob (Clark Duke) se sentem frustrados e extremamente decepcionados com as suas vidas, cada qual por sua razão: o primeiro, por ter ficado sem a namorada; o segundo, porque apesar de passar a vida a sair à noite, não consegue ser bem-sucedido com as mulheres; o terceiro porque tem uma esposa que controla todos os seus passos; e o último porque é o típico nerd, completamente viciado em videojogos que fazem com que praticamente não saia de casa.

Distribuidora: ZON Lusomundo Extras: • Trailer

A história começa a tornar-se numa verdadeira comédia a partir do momento em que estes quatro amigos vão para um resort de esqui e, numa das noites lá passadas, decidem embebedar-se no jacuzzi do resort. No dia seguinte, o grupo de amigos acorda ressacado, e com uma surpresa – o regresso ao ano de 1986! A partir deste momento, eles têm que aproveitar a segunda oportunidade que lhes é dada para alterar tudo aquilo que tinham feito no passado, para que obtenham mudanças que se venham a repercutir de forma positiva no futuro.

ALTA DEFINIÇÃO

DVD JACUZZI - O DESASTRE DO TEMPO

É em busca destas mudanças que se desenrola todo o resto do filme. Curiosamente, a primeira parte remete-nos rapidamente para ‘A Ressaca’, dado que nesse filme um grupo de amigos também vai de férias e se embebeda, acordando com uma enorme ressaca, mas não se lembrando de nada do que haviam feito na noite anterior. TEXTO POR JOANA CARRETO

DVD HACHIKO - AMIGO PARA SEMPRE

Distribuidora: ZON Lusomundo Extras: • Trailer

‘Hachiko – Um Amigo Para Sempre’ é ideal para os que são amantes de cães. Se não o é, não desligue o seu leitor. “Hachi” vai ensiná-lo a ser. É certo que passou um pouco despercebido no grande ecrã, num ano em que filmes como ‘Toy Story 3’ e ‘A Origem’ levaram os portugueses ao cinema. Capaz de comover os mais imperturbáveis, ‘Hachiko’ promete ser uma boa aposta para uma visualização caseira, num ambiente mais familiar e aconchegante. Com um argumento que nos poderia remeter para um filme de domingo à tarde, consegue surpreender pela subtileza com que transmite emoções. Baseada numa lenda japonesa, a película conta a história de um cão dedicado ao seu dono. Até aqui nada de novo, se atendermos a outros filmes do mesmo género. O que nos prende é a prova de devoção do canídeo a Parker (Richard Gere), mesmo depois da morte deste. A presença deste actor tem também um toque de surpresa. Habituados a vê-lo apaixonado por “um sonho de mulher”, desta vez mostra-nos a verdadeira essência da relação com o melhor amigo do homem: a lealdade. Este elenco de qualidade conta ainda com a presença de Sarah Roemer, actriz que podemos acompanhar actualmente na série ‘O Evento’. Um filme com uma banda sonora adequada aos momentos mais emocionantes e um final memorável. Estes aspectos destacam-no de metragens do mesmo género, principalmente pela forma como, harmoniosamente, alterna entre momentos de intensidade e de leveza. Ter ‘Um Amigo Para Sempre’ está agora ao seu alcance. Procure-o em DVD.

TEXTO POR JOANA DA NOVA

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TRON

44 O TURISTA

46 HEREAFTER A OUTRA VIDA

52 BRULESQUE

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cinema

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O PREÇO DA TRAIÇÃO

20.JAN

HEREAFTER

»

»

CALENDÁRIO

6.JAN

»

O TURISTA AS VIAGENS DE GULLIVER

VAIS CONHECER O HOMEM DOS TEUS SONHOS UM ANO MAIS

13.JAN

»

TRON: O LEGADO

27.JAN

FORA DA LEI

»

O AMOR É O MELHOR REMÉDIO

»

BIUTIFUL

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A MESMA MÁQUINA, MAIS JOGADORES

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JAN. T.O.: Tron  Realização: Joseph Kosinski  Elenco: JJeff Bridges, Garrett Hedlund e Olivia Wilde  Género: Acção, Aventura, Ficção-Científica  Produção: Disney Pictures e LivePlanet

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ste ano, a Disney trouxe um presente para os mais graúdos: ‘Tron: O Legado’. O filme foi um dos mais aguardados neste final de 2010 (mercado norte-americano) / início de 2011 (mercado Português). E nem as notícias que vêm do outro lado do Atlântico, anunciando que o filme está a ser um ‘flop’ de bilheteira, nos retiram o entusiasmo. É que para os mais velhos – como eu – esta é uma estreia com uma grande carga emocional. Não apenas pela aventura que se adivinha com uma enormidade de efeitos visuais e sequências de acção 3D de cortar a respiração, mas pelo revisitar da história de 1982.

Talvez ainda mais até pelo que representou, na altura para um miúdo de 10 anos, o imaginário do homem se confrontar com a sua própria criação. Dos jogos de gladiadores modernos num universo onde a nossa mente definia as regras. A história de ‘Tron’ de 1982 Chegado ao mundo pelas mãos de Steven Lisberger – esta foi mesma a sua “obra-prima” – a versão original de ‘Tron’ apresentou um Jeff Bridges em versão “anos 80”. Bridges trazia já na bagagem alguns bons filmes como ‘Thunderbolt and Lightfoot – A Última Golpada’, ao lado de Clint Eastwood, mas também o peso de uma família

de actores, entre o seu pai Lloyd Bridges e irmão Beau Bridges (com quem viria a contracenar no filme ‘Os Fabulosos Irmãos Baker’). Jeff teve aqui a sua grande oportunidade de passar a protagonista numa super produção de Hollywood... e aproveitou-a! Jeff representou Kevin Flynn, um jovem hacker que programava para uma gigantesca empresa tecnológica chamada ENCOM. Com o sonho de poder um dia programar na sua própria empresa, Flynn acaba por ver o seu trabalho roubado por Ed Dillinger (David Warner). E enquanto Dillinger é promovido a vice-presidente da ENCOM, Flynn acaba despedido,


Ameaçado pela tentativa frustrada de Flynn o desactivar, consegue apanhá-lo num fabuloso ray-scan, passando o nosso herói de carne e osso para o formato digital, dentro do próprio ‘MCP’. Aqui

filho Sam e a sensual Olivia Wilde no papel de Quorra. Na base da história está o desaparecimento de Flynn anos antes, deixando o seu filho Sam, ainda criança, sem qualquer explicação. [Revelações] Após ter tomado conta da ENCOM, Flynn criou um clone digital de si mesmo com o nome – claro está – de CLU. O objectivo era ajudar o programa de Bradley com o nome TRON. No entanto, uma nova ameaça surge de um programa sem “usuário”, chamado ISO. TRON vê os ISO como

assumem a imagem do seu criador, sendo que Flynn assume então a identidade do seu programa CLU. Juntamente com um outro programa chamado RAM, são levados à imagem de Dillinger, SARK, que lhes dá a escolher entre aceitarem o ‘MCP’ como seu mestre ou lutas de gladiadores até à morte. Naturalmente que escolhem a segunda! CLU irá juntar-se aos seus TRON, programa do seu amigo Bradley, e a YORI, programa da Dr.ª Lora – namorada de Bradley – acabando por vencer o ‘MCP’ e Dillinger/ SARK.

vírus e tenta apagá-los. No entanto, Flynn acha que são uma evolução natural e para impedir este processo de eliminação decide reformatar TRON, transformando-o no impiedoso RIZZLER. No processo, Flynn acaba por ir parar – de novo – ao mundo digital, ficando aprisionado. No final de um ciclo de 100 anos digitais – 15 anos humanos – sem encontrar Flynn no sistema, CLU envia uma mensagem a Bradley na procura de auxílio. Mas, é Sam que acaba por entrar na máquina...

O novo ‘Tron’ Depois da Disney nos brindar a meio do ano com ‘O Príncipe da Pérsia’, surge agora mais uma aposta numa fantástica aventura. Steven Lisberger regressa desta vez como produtor, dando a cadeira da realização ao estreante Joseph Kosinski. Agora, o jovem de 35 anos (e digital) Jeff Bridges terá uma luta titânica com o velho Jeff Bridges de 60 anos. De volta está também o actor Bruce Boxleitner no papel de Alan Bradley (e TRON), o grande amigo de Flynn. A juntar à festa está o actor Garrett Hedlund (Pratroclus em ‘Tróia’) no papel do seu

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abrindo uma pequena loja de jogos de arcada, com o sugestivo nome de ‘Flynn’s’. No entanto, o programa que Dillinger havia criado para proteger a ENCOM de invasores – o ‘Programa de Controlo Mestre’, ‘MCP’ – ganha vida própria através da sua inteligência artificial, e põe em marcha um plano com a intenção de apoderar-se do próprio pentágono. Entre a espada e a parede, Dillinger acaba por tornar-se um aliado humano do ‘MCP’.

Uma nota final para a beleza feminina que, nesta produção, surge numa dose invulgar. Olivia Wilde (a “número 13” da série ‘House’) encabeça a lista de mulheres belas em “lycra e cabedal”, seguida de perto por Beau Garret (ex-cara da ‘GUESS!’) e as ‘Siren’ (Sereias) Serinda Swan (a Zatara de ‘Smallville’), Yaya DaCosta (Nico Slater na série ‘Ugly Betty’) e Elizabeth Mathis (Nicole do filme ‘Imparável’).

TEXTO POR MARCO ANTÓNIO DOS REIS

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O TURISTA 07

JAN. T.O.: The Tourist  Realização: Florian Henckel von Donnersmarck  Elenco: Johnny Depp, Angelina Jolie e Paul Bettany No geral, a trama é simples. Estamos perante um turista norte-americano que corre a Europa para ultrapassar as desilusões de amor, até deparar-se com uma beldade envolta em mistério que rapidamente transforma a sua vida. Frank Tupelo (Johnny Depp) é interpelado por Elise Clifton-Ward (Angelina Jolie) no comboio que parte de Paris. Começa então a desenrolar-se a trama e Veneza afigura-se o destino ideal para a viagem destes dois gigantes juntos pela primeira vez no grande ecrã. No filme escrito e realizado pelo galardoado realizador Florian Donnersmarck (‘A vida dos outros’, Óscar para melhor filme estrangeiro em 2007), é apresentado um misto de romance e acção, onde o pobre turista (interessante atentar no multifacetado Depp a interpretar um personagem absolutamente simplista) é atirado com Elise para uma rede de ilusões e segredos, através da qual o par vive perigosas aventuras à medida que a paixão se desenrola. É de esperar uma Angelina Jolie na sua zona de conforto, o mesmo registo dos últimos filmes Wanted (2008) e o mais recente Salt (2010), onde nos habituou ao forte domínio da acção, género no qual a actriz ganhou reconhecimento. Apesar de contar com uma parelha de protagonistas explosiva (o que parece estar em voga em Hollywood), ‘O Turista’ parece não ter caído nas boas graças da crítica. Aponta-se principalmente a fraca aposta na exploração da trama e dos personagens, sendo que o filme de Donnersmarck apenas ganha pontos pelo seu marcante sentido estético. Longe de ser a viagem perfeita, a partida está marcada para dia 6 de Janeiro, nos cinemas Nacionais.

TEXTO POR PEDRO RODRIGUES

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O AMOR É O MELHOR REMÉDIO

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JAN. “Há muita coisa que não compreendo sobre a vida… encontramos milhares de pessoas… de repente, encontramos a pessoa… e a nossa vida muda… para sempre!” ‘O Amor é o Melhor Remédio’ estará brevemente nas salas de cinema e pretende tocar todo o público mais sensível com esta encantadora história de amor. Jamie é um sedutor nato que conquista tudo o que é mulher com toda a sua descontracção e machismo. Não só a vida sexual de Jamie corre bem, mas também a sua vida profissional, pois com o lançamento de uma fórmula inovadora de Viagra fará o maior sucesso. Jamie conseguirá deste modo ter todo o dinheiro que tanto ambiciona e, consequentemente, todas as mulheres que usa para seu próprio prazer e satisfação da sua auto-estima. No entanto, num dos acasos da vida (tão habituais neste tipo de filme) encontra a mulher que o vai mudar por completo, Maggie. Uma mulher com um feitio forte, que consegue menosprezar inteligentemente o tão gabado Jamie. Através do trailer pude notar que nem tudo é maravilhoso ou divertido neste romance e, como é habitual, aparece sempre um lado dramático que irá contrastar com o cómico romance. Maggie, ao que parece, está doente, pelo que não se sabe o que acontecerá na vida deste casal. T.O.: Love and Other Drugs  Realização: Edward Zwick  Elenco: Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Judy Greer, Hank Azaria  Género: Acção, Aventura, Ficção-Científica  Distribuição: ZON Lusomundo

Um filme que irei sem dúvida ver, pois parece-me ser um excelente trabalho a nível de argumento e interpretações, algo que já está a ser reconhecido através destas nomeações. ‘O Amor é o Melhor Remédio’ estará disponível no grande ecrã para mostrar que, sem dúvida, o melhor remédio para Jamie e Maggie é o Amor. TEXTO POR RITA SANTANA

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HEREAFTER: OUTRA VIDA

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lint Eastwood, o galardoado realizador de filmes como ‘Million Dollar Baby’ e ‘Gran Torino’, traz agora aos grandes ecrãs uma produção de cariz diferente. Desta vez, Eastwood, aventura-se num novo registo e aparece-nos com um filme que trata o sobrenatural, um mundo para além da vida terrena que conhecemos. ‘Hereafter’, em português ‘Hereafter – Outra Vida’, com argumento de Peter Morgan, reconhecido por filmes como ‘O Ultimo Rei da Escócia’, ‘Frost/Nixon’ ou ‘A Rainha’, entre outros, conta-nos a história de três pessoas que, em diferentes partes do mundo, experienciam a morte de maneiras distintas. Em ‘Hereafter’, George é um trabalhador americano que, detentor do dom especial de conseguir comunicar com um mundo sobrenatural, um mundo para além da morte, costumava exercer a profissão de médium na cidade de São Francisco; Marie Lelay é uma jornalista francesa que, encontrando-se na Tailândia quando ocorreram os Tsunamis de 2004, quase perde a vida nesta tragédia; e por último, Marcus, um jovem rapaz inglês que vê desaparecer, de um momento para o outro, o seu irmão gémeo, a pessoa que lhe era mais próxima, e que parte numa busca incessante por respostas para essa perda. Este thriller dramático que é ‘Hereafter’ traz-nos, assim, a história de três pessoas que, apesar de se encontrarem em partes muito distintas do globo, a muitos quilómetros de distância entre elas, acabam, de algum modo, por ver as suas vidas cruzadas. Quem dá vida às personagens de ‘Hereafter’ é um elenco constituído quer por veteranos já reconhecidos pelo mundo cinematográfico quer também por estreantes. Clint Eastwood escolhe novamente para a sua produção o actor Matt Damon, como já tinha ocorrido em ‘Invictus’. O já experiente actor, com vários filmes em produção no momento, interpreta o papel de George, o homem possuidor de dons sobrenaturais. Faz

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JAN. também parte do elenco a actriz francesa Cécile de France, que encarna o papel de Marie, a jornalista francesa que quase perde a vida durante os Tsunamis. Como estreantes temos os jovens gémeos George e Frankie McLaren, que interpretam os papéis dos gémeos ingleses Marcus e Jason. Fazem ainda parte do elenco os actores Thierry Neuvic, Lyndsey Marshal e Bryce Dallas Howard, entre outros. Este filme não trata apenas uma história focada em três personagens principais, não é apenas um thriller que explora o sobrenatural. A obra vem também relembrar-nos de tragédias que aconteceram ainda há pouco tempo pelo mundo – reaviva-nos a memória acerca da tragédia natural que foi o Tsunami de 2004 e do atentado por mãos humanas que decorreu na estação do metro de Londres, em 2005 – é esta aliás uma das características que define o argumentista Peter Morgan, a exploração de situações verídicas nos seus roteiros. Para além disto, o potencial de ‘Hereafter’ assenta também no modo como é explorada, de um modo que parece ser sério e não excessivamente fantasioso, a ligação que alguém pode ter com um mundo sobrenatural e as respostas, que em circunstâncias de perda e de situações onde a morte quase vence, as pessoas têm, em muitos casos, necessidade de desvendar. ‘Hereafter’ é o mais recente filme de Clint Eastwood que chega a Portugal neste novo ano de 2011, tendo já data de estreia agendada para 20 de Janeiro. É um filme que merece ser visto, nem que seja pelo legado de qualidade já deixado até aqui por Eastwood, que raramente desilude. A juntar a isto será também interessante averiguar como este conceituado realizador de filmes dramáticos, adiciona a esta nova produção o componente sobrenatural, embarcando num registo até aqui novo para si. TEXTO POR CATARINA LOPES


T.O.: Hereafter  Realização: Clint Eastwood  Elenco: Matt Damon, Cécile De France e Bryce Dallas Howard  Género: Drama

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BIUTIFUL 27

JAN. T.O.: Biutiful  Realização: Alejandro González Iñárritu Elenco: Javier Bardem, Maricel Álvarez e Hanaa Bouchaib  Género: Drama Após várias vitórias, como em Cannes, onde Javier Bardem arrecadou o prémio de melhor actor, e uma nomeação nos Globos de Ouro, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, ‘Biutiful’ está prestes a chegar a Portugal, e a expectativa não podia ser maior. O filme conta a história de Uxbal, um trágico herói, pai de dois filhos, que sente a proximidade da morte. Ele luta contra uma realidade distorcida e um destino que está contra ele, impedindo-o de amar e perdoar, para sempre. Segundo esta história, e as imagens que temos visto, Biutiful parece vir a ser um drama forte, com uma história intensa e poderosa, na linha dos trabalhos anteriores de Alejandro González Iñárritu, como ‘Babel’ e ‘Amor Cão’. Bardem, pelos prémios que já ganhou e elogios que recebeu, volta a provar que é um actor fenomenal com este ‘Biutiful’, e após as suas interpretações em filmes como ‘Este País Não É Para Velhos’ (com o qual ganhou um merecido Óscar) e ‘Vicky Cristina Barcelona’, temos aqui, sem dúvida, um dos melhores actores da actualidade. ‘Biutiful’ tem tudo para tornar-se um clássico de 2011, e um filme que ficará nas mentes dos portugueses por muito tempo. Resta-nos esperar por 27 de Janeiro, data de lançamento nos cinemas nacionais, para comprovarmos se vive em relação ao seu potencial.

TEXTO POR JOÃO COSTA

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EM CENA

A TEMPO E HORAS

6.5/10 T.O.: Due Date  Realização: Todd Phillips  Elenco: Robert Downey Jr., Jamie Foxx, Zach Galifianakis, Michelle Monaghan  Género: Comédia  Distribuição: Columbia TriStar Warner “A Tempo e Horas”, a comédia que junta novamente o actor Zack Galifianakis e o realizador Todd Phillips, é uma espécie de road movie que tenta, descaradamente, repetir o sucesso atingido com “A Ressaca”, através de eventos embaraçosos que esta dupla atravessa. Zack Galifianakis regressa com a mesma personagem de “A Ressaca”, um homem criança que neste filme tem o mandato de irritar e dificultar a vida a Robert Downey Jr.. Mas essas acções são geradas por uma enorme necessidade de aceitação face à personagem sarcástica e de temperamento colérico que é Peter Highman (Downey Jr.). Estas duas personagens juntam-se devido a uma série de infortúnios que se iniciam no aeroporto de Atlanta, onde Peter Higham está prestes a embarcar no voo de regresso a casa, em Los Angeles, para assistir ao parto do seu primeiro filho. Sem grande esforço, Ethan Tremblay (Galifianakis) consegue que ambos sejam expulsos do avião e, por conseguinte, vêem os seus nomes adicionados à lista negra, o que os impede de voltar a voar. Vendo-se obrigado a arranjar um meio de transporte alternativo, Higham acaba por juntar-se a

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Tremblay numa viagem de carro contra o tempo. “A Tempo e Horas” faz-nos recordar a comédia de 1987, protagonizada por Steve Martin e John Candy, “Antes Só Que Mal Acompanhado”, mas sem tanta consistência no lado cómico, ou mesmo na química entre a dupla de actores. Robert Downey Jr. mantém o seu registo cool a que já nos habituou, com uma personagem citadina e de temperamento por vezes difícil. Zack Galifianakis é o oposto, um simplório «wannabe» sem qualquer sentido das suas limitações. Quanto às interpretações secundárias, destaca-se Juliette Lewis (com uma excelente interpretação de uma traficante de droga, perita em marijuana) e Jamie Foxx (amigo de longa data de Peter Highman). Todd Phillips consegue criar a química necessária entre estas duas personagens, através de uma série de acontecimentos cómicos que tanto roça o absurdo como a insensibilidade. Apesar dum argumento que não impressiona, “A Tempo e Horas” consegue manter uma consistência narrativa que torna este num espectáculo de entretenimento despreocupado, atingindo grande parte dos objectivos propostos pelo género.

TEXTO POR HUGO PAGANI


EM CENA

SKYLINE

O ALVO SOMOS NÓS

T.O.: Skyline  Realização: Colin Strause, Greg Strause  Elenco: Eric Balfour, Donald Faison e Scottie Thompson Género: Acção, Aventura, Ficção-Científica ‘Skyline – O Alvo Somos Nós’, é o novo projecto de Colin e Greg Strause, dois irmãos que foram responsáveis pelos efeitos visuais de diversos filmes, como ‘Avatar’ ou ‘O Livro de Eli’. Os irmãos Strause (como gostam de ser conhecidos) estrearam-se na realização de longas-metragens com a terrível sequela ‘Alien vs Predator: Requiem’, em 2007. Por isso, o que esperar do novo filme desta dupla, sobre uma raça alienígena que invade o nosso planeta e começa a sugar humanos, como se fosse um aspirador a limpar as migalhas de um tapete? Se falarmos somente de efeitos visuais, que foi a grande arma para publicitar este filme, podemos deduzir e concluir que nesse campo os irmãos Strause estão como peixe na água. Mas ‘Skyline’ prova que efeitos visuais de topo não superam um fraco argumento. ‘Skyline’ é uma mistura entre ‘Guerra dos Mundos’, ‘Cloverfield’ e ‘Dia da Independência’, onde acompanhamos um grupo de pessoas que se vêem enclausuradas num apartamento e que observam o desenrolar dos acontecimentos à distância, até à altura em que decidem arriscar a fuga para o exterior. Sendo este um filme que está, durante

4/10 grande parte do tempo, restringido a um pequeno espaço, é essencial que exista uma história envolvente com personagens convincentes, que é precisamente o contrário do que sucede em ‘Skyline’. Com diálogos provenientes de um filme de série B e uma história que tem tanto de aborrecida como de inexistente, ‘O Alvo Somos Nós’ oferece um espectáculo entediante, onde a empatia com as personagens nunca chega a existir. O elenco, que considero capaz, apesar de muitas críticas apontarem o contrário, limitase a arrastar o argumento desenvolvido por Joshua Cordes e Liam O’Donnell (reputados responsáveis de efeitos visuais, à imagem dos irmãos Strause), estreantes nestas andanças. A sequência final é a cereja no topo do bolo, de uma desgraça que dura cerca de 90 minutos, com uma conclusão precipitada e descabida. Com uma sequela já em desenvolvimento, ‘Skyline’ é um projecto que deveria ter tido lançamento directo para DVD, justificandose como possível entretenimento de domingo à tarde. TEXTO POR HUGO PAGANI

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EM CENA

BURLESQUE T.O.: Brulesque  Realização: Steve Antin  Elenco: Cher, Christina Aguilera e Alan Cumming  Género: Musical, Drama

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epois de ‘The Glass House: The Good Mother’ (2006), o célebre actor oriundo daquela que é a cidade dos anjos, Steve Antin, decide lançar-se novamente numa área em que é pouco experiente, isto é, como realizador. Desta decisão surge ‘Burlesque’, um drama musical, como seria de esperar, uma vez que conta com a presença das inconfundíveis e poderosas divas da pop Christina Aguilera e Cher que, apesar de pouco experientes na representação, prometem surpreender na grande tela. ‘Burlesque’ conta-nos a história de vida de Ali (Christina Aguilera), uma jovem, proveniente de uma pequena localidade de Iowa, com uma voz belíssima que facilmente se destacaria pela positiva e que, de modo a combater uma vida difícil com um futuro que lhe parecia trazer poucos frutos, decidiu mudar-se para Los Angeles, a verdadeira meca dos artistas, em busca do seu sonho: ser uma estrela. O que Ali nunca imaginara foi que a sua vida mudasse drasticamente após ter conhecido o Burlesque Lounge, deixandose maravilhar pelo seu guarda-roupa e pelas performances das dançarinas. Apesar de ter tido melhores dias, ainda se encontrava majestoso: o Burlesque permanecia activo, mas numa evidente decadência, sendo apenas suportado pelo esforço de Tess (Cher), uma dançarina reformada que lutava diariamente para manter os espectáculos vivos. Repleto de romances, personagens mais dadas ao esoterismo, amizades, inimizades e muita música e glamour, mergulharemos no mundo que Ali se viu submersa mal se deparou com o cabaret. Como é de esperar, grande parte do filme

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6/10

passar-se-á no supracitado Burlesque Lounge, uma espécie de bar/cabaret do qual não se pode dissociar a sensualidade e a beleza, assim como o lado mais negro da vida artística. Talvez seja arriscado por parte do realizador apostar numa estrela tão pouco experiente neste grande mundo que é a Sétima Arte como protagonista, o que nos faz questionar se não deveria ser Cher a ocupar este lugar, tendo em conta a sua curta mas mais vasta carreira como actriz, comparativamente a de Christina Aguilera. Em contrapartida, esta é dotada de um carisma surpreendente, bastante perceptível nos seus espectáculos enquanto artista da voz mas, mesmo que esta vacile, a situação será certamente remediada pela presença das restantes estrelas que pisarão os cenários que darão origem ao filme, como Eric Dane e Kristen Bell. Apesar destes riscos tomados pelo realizador, o filme tem tudo para se tornar um sucesso. Para uns será uma história apaixonante, outros provavelmente ficarão indiferentes e, para os mais críticos e cépticos, não passará de mais um filme que conta a história de alguém que parte em busca de um sonho, mas uma verdade é inquestionável: um filme que nos faça sonhar, que seja capaz de nos fazer sorrir e com uma mensagem positiva nunca é demais. Estreou em Portugal no dia 30 de Dezembro e resta-nos deixar-nos envolver por todo este ambiente de cabaret, repleto de luzes estonteantes, cores quentes e sedutivas, associadas à sensualidade da figura feminina e à sua voz, rodeado de um ambiente boémio que nos faça colocar esta mais recente produção de Steve Antin lado a lado com os grandes filmes do ano como, por exemplo, ‘A Origem’ e ‘Shutter Island’, entre outros. TEXTO POR RAQUEL SOUSA


EM CENA T.O.: Little Fockers  Realização: Paul Weitz  Elenco: Ben Stiller, Teri Polo, Robert De Niro, Jessica Alba, Owen Wilson, Barbra Streisand  Género: Comédia  Distribuição: ZON Lusomundo

NÃO HÁ FAMÍLIA PIOR!

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Depois de um árduo trabalho de reconciliação entre sogro e genro, parecia que tudo estava mais calmo, no entanto, Jack não descansa a sua cabeça e arranja maneira de pôr tudo novamente num grande reboliço. Desta vez, Greg terá de provar à família, principalmente a Jack, que está apto para tomar o lugar de patriarca da família Fockers. Como se pode calcular, a tarefa não foi fácil e mais uma vez nos deparamos com mais uma grande confusão na vida desta caricata família. Esta saga tem habituado o seu público a grandes representações e não foi desta que nos desiludiu. Um elenco sempre bem conseguido, equilibrado e com um espírito de união que se sente em todas as cenas. É sempre de salientar o tão admirado Robert De Niro, que mais uma vez encarnou brilhantemente

esta personagem duvidosa, carrancuda e rígida, que tanto assusta Greg. Greg, interpretado por Ben Stiller, que com o tom cómico que lhe é característico consegue, com grande naturalidade, pôr uma sala de cinema a rir com a sua ingenuidade, uma personagem que sem dúvida marcou a carreira deste actor. A entrada de Jessica Alba foi um ponto a favor neste filme, não só porque o público masculino agradece, mas porque a sua personagem insólita aparece e actua de uma maneira incrédula que leva o público a não perceber bem aquela criatura misteriosa, mas ao mesmo tempo, muito espampanante, dando um toque surrealista a todas as confusões em que o Greg, involuntariamente, se vê colocado. O elenco mais jovem, composto pelos filhos de Greg, está também muito bem enquadrado e com aquela gracinha que as crianças das suas idades têm neste tipo de filme. Um enredo que, a meu ver, está bem construído, com quadros que captam bem a atenção dos espectadores, conseguindo fazer um filme leve, animado, surreal e caricato, com uns laivos de melodrama que reforça o tão

esperado final feliz. A banda sonora ajuda bastante nesta comédia, apesar de muitas vezes ser esquecida. Aquelas músicas mais misteriosas, pesadas, com graves e alguns agudos escondidos, tornam, neste caso, a personagem Jack muito engraçada enquanto prepara as investigações e as suas missões secretas. Para Greg, toda a melodia que soe animada e um pouco ridícula encaixa bem nesta personagem.

EM CENA

Depois dos grandes sucessos “Um Sogro do Pior” e “Compadres do Pior” junta-se à saga mais um filme ao estilo a que nos têm habituado. “Não Há Família Pior” é a comédia que faltava para compilar este drama caricato que vive a família Fockers.

É de salientar o grande final do filme, não só porque mostra inteligência pela utilização da ideia, mas também pelo trabalho de bastidores, nomeadamente o trabalho de pesquisa, pois revela que conhecem o seu público e o que normalmente a sociedade faz com os famosos vídeos do Youtube. É verdade que este filme não traz nada de novo à nossa cultura cinematográfica, mas é um filme adequado para toda a família, óptimo para se vender no Natal, como tal tem de ser visto como entretenimento e não outra coisa para além disso. “Não Há Família Pior” promete um serão animado e descontraído a todos os que queiram assistir a esta novidade de Natal. Conseguirá Greg passar no teste e provar que realmente consegue tomar o posto de patriarca da família? Ou será uma desilusão para todos?

TEXTO POR RITA SANTANA

7/10 55


EM CENA

SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO

T.O.: Scott Pilgrim vs. the World  Realização: Edgar Wright  Elenco: Michael Cera, Mary Elizabeth Winstead e Kieran Culkin  Género: Comédia Quando fui ao cinema ver ‘Scott Pilgrim contra o mundo’, estavam

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uns senhores na fila atrás da minha que de vez em quando deixavam escapar uns comentários como “Mas que palhaçada que isto é!”. A sério. A sério? Se calhar estavam à espera do típico herói inocente que luta contra tudo e contra todos pelo seu amor, que por sua vez atravessa algumas dúvidas. No fim, o herói quase morre, não lhe valesse no último segundo um belo movimento de punhos e zás! O rival está estendido no chão, morto, sobre uma poça de sangue, e o nosso herói reconquista a sua amada e ficam juntos para sempre. E, note-se, para os mais cépticos, que toda a história é tomada como altamente realista! Tudo o resto é “fantochada”, como diz o outro. Contudo, “inovador” seria a palavra que eu escolheria para caracterizar um filme como ‘Scott Pilgim contra o mundo’. Nesta história, o nosso herói é, tal como o título indica, Scott Pilgrim, um rapaz canadense de 22 anos que toca baixo numa banda, os Sex Bob-Omb. Scott vive no seu apartamento reduzido,

que partilha com o seu amigo homossexual, Wallace que é quem lhe paga tudo. Depois de o nosso herói namorar com uma miúda chinesa de 17 anos, Knives Chau, Ramona Flowers aparece na sua vida e Scott vai fazer de tudo para ficar com ela, até mesmo derrotar os sete ex-namorados malvados de Ramona, dotados de poderes especiais e que formaram um legião para o matar. E é aqui que chegamos a uma nova forma de entretenimento, a um novo género que não é só comédia, não é só romance, não é só aventura, mas a juntar a isto tudo temos uma homenagem ao mundo dos videojogos e dos livros de banda desenhada. Desde referências a vários jogos famosos como ‘Pac-Man’ e ‘Zelda’ até ao facto de as lutas entre Scott Pilgrim e os ex-namorados de Ramona serem típicas de um videojogo com golpes extraordinários, ninguém fica magoado, e após a derrota, os inimigos do nosso herói desaparecem, deixando umas moedinhas no seu lugar. Por isso, para aqueles que gostam de videojogos, este filme vai ser um dos melhores que já viram, com

10/10 certeza. Por outro lado, ‘Scott Pilgrim contra o mundo’ deixa de parte todo o aborrecimento, visto que as cenas do filme avançam de umas para as outras a 100 à hora sem nunca perder o sentido e o melhor é que isto até lhe dá graça. Adeus aos diálogos dramáticos, adeus às apresentações indirectas dos locais/ personagens (aqui o necessário é dado a conhecer aos espectador através de pequenos balões com informação), adeus às paisagens com música de fundo. Este filme é directo, dinâmico e divertido. “Os filmes são feitos para entretenimento, tal como os jogos e os livros, então vamos juntar o melhor dos três e fazer um filme nunca antes visto”, provavelmente pensou Edgar Wright, realizador de ‘Scott Pilgrim contra o mundo’. E devo dizer que pensou bem, muto bem e depois foi só juntar imaginação e criatividade e o resultado foi um filme único e espectacular!

TEXTO POR RITA PRATA


NINGUÉM É INOCENTE

5.5/10

EM CENA

STONE

T.O.: Stone  Realização: John Curran  Elenco: Edward Norton, Milla Jovovich e Robert De Niro  Género: Comédia

Nove anos depois de terem trabalhado juntos em ‘Sem Saída’, Robert De Niro e Edward Norton reencontram-se no novo filme de John Curran, ‘Stone – Ninguém é Inocente’. Neste reencontro, Stone (Edward Norton), um incendiário condenado, tenta manipular um oficial da prisão, Jack Mabry (Robert De Niro), envolvendo-o num plano para garantir a sua liberdade condicional, usando a sua bela esposa, Lucetta (Milla Jovovich). Este thriller dramático fala-nos de personagens que se encontram perdidas na sua existência, tendo a religião como sustento, numa vida desprovida de felicidade, como é o caso de Jack (Robert De Niro) e Madylyn Mabry (Frances Conroy), que têm a capacidade de viver o seu dia-a-dia juntos, mas mais distanciados que nunca. Stone, uma personagem em busca de redenção, engendra um plano para garantir a sua liberdade condicional. Mas durante esse processo, assistimos a uma mudança de personalidade, uma quebra do antigo “eu”, tornando-se numa pessoa sã e jubilosa, confiante no plano que decorre a seu favor. Para a execução de tal plano entra Lucetta, a sua mulher, capaz de tudo para atingir os seus objectivos. Milla Jovovich traz-nos uma personagem que tanto tem de manipuladora como de carente, com aventuras carnais que podem ser vistas como um escape à

solidão que a assola, enquanto aguarda pela libertação do seu amado.

A exploração do vazio destas personagens leva-nos a percorrer uma linha ténue entre o certo e o errado, onde a fé na religião é algo que está sempre presente, tanto na motivação para alterações de vida, como no preenchimento de uma vida sem significado. Mas todo este drama se desenrola de uma forma um pouco impessoal, onde nunca chegamos a sentir a empatia necessária para nos preocuparmos com o destino das nossas personagens, seja ela um prisioneiro em busca da liberdade, um oficial que cede à tentação como forma de sentir ou mesmo uma mulher que ultrapassa as suas carências e necessidades em relacionamentos ambíguos.

Apesar de interpretações seguras, tendo em conta o calibre dos actores não seria de esperar o contrário, tudo soa demasiado entediante, numa história que se arrasta. O que tenciona ser complexo e de múltiplas camadas, acaba por ser inconsistente e supérfluo. TEXTO POR HUGO PAGANI

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ENTRELAÇADOS

62 AS AVENTURAS DE SAMMY

63 AS VIAGENS DE GULLIVER

kids

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ENTRELAÇADOS

8/10

TEXTO POR RITA PRATA

T.O.: Tangled  Realização: Nathan Greno & Byron Howard  Elenco: Mandy Moore, Zachary Levi, Donna Murphy  Género: Comédia, Família  Estúdios: Disney Depois de receber poderes curativos procurado do reino, numa das suas de uma planta mágica à nascença, fugas à polícia real, escala a torre a princesa Rapunzel foi raptada de Rapunzel e acaba refém desta. por Mother Gothel, uma velha que Rapunzel vê em Flynn uma esperança procurava a juventude eterna e os poderes rejuvenescedores da planta presentes no cabelo da bebé.

Assim

sendo, a princesa acaba por crescer

trancada numa torre altíssima, isolada do mundo, sob a vigilância de

Gothel.

Mas a nossa heroína agora é crescida e os seus desejos de conhecer o mundo

lá fora tornam-se cada vez mais fortes.

Um dia, Flynn Ryder, o bandido mais

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de concretizar o seu sonho de sair

da torre e, após um mútuo acordo, a bela princesa e o bandido charmoso

partem para a melhor, mais excitante e mais cabeluda aventura da vida deles.

Estamos perante ‘Entrelaçados’, a

mais recente animação de princesas da

Disney.

A história de ‘Entrelaçados’ é baseada no conto da Rapunzel, dos irmãos


Grimm, com uma pincelada dos tempos modernos. E a meu ver, isto diz tudo, uma vez que se ultrapassou os tradicionais filmes de princesas que

só às crianças (e mais em especial às raparigas) interessava, isto é, uma

donzela em perigo, muita música, pouca acção e pouco humor.

Filmes com

moral, é certo, mas que pouco nos tocavam.

Contudo, este filme, ainda dentro da categoria de princesas, distancia-se completamente dos outros: a donzela é decidida, aventureira e destemida. O príncipe encantado é ladrão, cómico, cobarde e, no seu íntimo, tem um bom

coração.

No fundo, o carácter das

personagens foi melhor explorado, tornando a história mais credível e

apaixonante, capaz de nos envolver.

Claro que aqui também tem um papel importantíssimo a própria animação, que marca pela positiva, estando muito bem conseguida, com cenários fantásticos executados ao pormenor e personagens muito expressivas.

De tudo isto, resulta um filme entusiasmante, divertido, adorável e, sem dúvida, para toda a família, desde miúdos a graúdos. A Disney está no bom caminho.

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KIDS

Megamind

8/10 A aposta para o final de 2010 da Dreamworks foi ‘Megamind’, uma animação em 3D que conta com as vozes de Tina Fey, Will Ferrell, Brad Pitt, entre outros. O filme conta-nos a história do vilão Megamind, um alien azul com uma cabeça desproporcionada, que passou toda a sua vida a tentar dominar Metro City. Todas as suas tentativas surgem fracassadas pela existência de Metro Man, o “defensor” da cidade e obstáculo de Megamind. O desaparecimento de Metro Man dá início ao domínio de Megamind em Metro City, mas brevemente este descobre que, sem alguém contra quem combater, o seu “trabalho” rapidamente se torna monótono. É a partir daqui que o vilão deci-

6/10 ‘As Aventuras de Sammy: A Passagem Secreta’, também em 3D, é um trabalho europeu que conta a história de Sammy, uma tartaruga que persegue o sonho de voltar a encontrar Shelly, uma outra tartaruga sua amiga. Ao empreender a viagem de uma vida, típica da sua espécie, Sammy defrontase com os mais variados perigos e, ao longo dessa jornada, observa a forma como o Homem tem vindo as destruir habitats, plantas e animais.

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O aquecimento global é o tema dominante ao longo de todo o filme, fazendo com que o mesmo tenha uma forte mensagem ambiental com intenção de sensibilizar pequenos e graúdos para

de criar um novo super-herói contra o qual poderá exercer os seus maquiavélicos planos. Toda a história desenvolve-se, então, num tom apressado e divertido, onde não faltam piadas maduras e bem conseguidas e efeitos 3D bastante interessantes. De notar, ainda, uma muito bem conseguida banda sonora com temas originais e clássicos como “Back in Black” de AC/DC. ‘Megamind’ aposta numa história com uma mensagem que não passa despercebida sem, contudo, tornar-se demasiado moralista. ‘Megamind’ é uma aposta forte da Dreamworks Animation, apesar da tecnologia 3D ainda não convencer muitos dos espectadores mais exigentes.

As Aventuras de

Sammy

este problema. O filme passa, ainda, uma forte história de amor e amizade que, com certeza, não passará ao lado dos espectadores. Os efeitos 3D, não tão emocionantes como em outros trabalhos de animação que surgem em Hollywood, são da produção belga deste filme, que arrisca de forma consistente na produção de efeitos em termos dimensionais. ‘As Aventuras de Sammy: A Passagem Secreta’ revela-se um filme para toda a família, repleto de magia, amizade e muita diversão, apesar de uma certa previsibilidade da história.


‘As Viagens de Gulliver’ é mais uma aposta na tecnologia 3D pela Twentieth Century Fox, que pega no clássico homónimo de 1792 e lhe dá uma perspectiva cómica acerca do “gigante” e das suas aventuras em Liliput, a célebre localidade onde os habitantes têm um tamanho reduzido, pelo menos, na óptica de Gulliver. Jack Black é quem interpreta a personagem principal do filme, contando este ainda com participações de Jason Segel, Emily Blunt, entre outros. O filme é realizado por Rob Letterman, que se deu a conhecer com filmes como ‘O Gang dos Tubarões’ e ‘Monstros vs. Aliens’. O filme conta a história de Lemuel Gulliver, correspondente de um jornal norte-americano que se desloca a uma terra desconhecida sob o pretexto de escrever uma história sobre o Triângulo das Bermudas. Essa terra desconhecida, Liliput, surge como um mundo alternativo fantástico onde Gulliver se irá tornar uma

KIDS

antevisão

figura de referência, pois é o único diferente. Levado pela sensação de adoração, Gulliver, mentindo, vangloria-se pelas mais variadas invenções do mundo e pelos seus actos em importantes acontecimentos históricos. Acabando por liderar os liliputianos numa batalha e colocando estes “pequenos” habitantes em perigo, Gulliver procura uma solução para os problemas que provocou, advindo daí uma mensagem acerca da verdadeira grandeza de um homem. ‘As Viagens de Gulliver’ prometem uma comédia para todas as idades, característica que Jack Black já nos habituou nos seus anteriores filmes. O 3D, neste filme, promete uma abordagem bastante interessante desta tecnologia, afastando-a simplesmente dos filmes de animação e abrindo terreno para uma completa experiência a três dimensões. Espera-se um filme vibrante e muito divertido! TEXTOS DE SARA KARIM

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(PT) A tvPRIME é uma publicação dedicada à divulgação do melhor que se faz no mundo do entretenimento com passagem pela televisão, com espe...

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