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Campinas março 2014

Ano 12 N0 143

Vândalos quebram 30 ônibus no Carnaval

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vandalismo mais uma vez esteve presente no Carnaval de Campinas. O saldo foi: 30 ônibus depredados e prejuízo financeiro de R$ 80,55 mil. Além disso, como o número de ônibus avariados foi grande e a VB Transportes e Turismo teve a maioria dos veículos quebrados (25 dos 30 ônibus), a concessionária foi obrigada a operar com escala de férias e, com isso, mais de 35 mil passageiros foram afetados nos dias seguintes ao feriado.

Colaborador mostra o que sobrou das janelas arrancadas em veículo da VB Transportes

Páginas 6 e 7

Buracos estragam veículos Quem circula pelos bairros Gargantilha, Recanto dos Dourados, Monte Belo e Carlos Gomes conhece bem as estradas de terra por onde circulam as linhas 350, 358 e 322 ‒ Village Campinas, que são as três de Campinas com o pior itinerário da cidade. O resultado: ônibus quebrados constantemente e passageiros prejudicados com a falta de manutenção das ruas. Página 12 Ônibus levanta poeira antes de chegar ao ponto

Pádova tem estação de tratamento para reúso de água

Pense verde! Recicle a informação: passe este jornal para outro leitor. Recicle o papel: não jogue este impresso em vias públicas.

Pág. 11


A sociedade do medo A cidade de Campinas, mais uma vez, conseguiu colocar o seu nome estampado nas manchetes policiais. Como todo ano, sempre no Carnaval, vândalos destroem os ônibus do transporte coletivo urbano das concessionárias, veículos que são utilizados por milhares de usuários da nossa comunidade. O que chama a atenção de muitas pessoas é que, como sempre, os alvos são sempre os mesmos: os veículos que pertencem às concessionárias. Quando há depredação ou os ônibus são queimados, por coincidência, é claro, o patrimônio destruído é sempre o das empresas associadas à Transurc. Isso nos faz lembrar do livro Crônica de uma morte anunciada, do autor colombiano Gabriel García Márquez, porque se encaixa perfeitamente no que ocorre em Campinas há anos. Na obra, o escritor conta, na forma de uma reconstrução jornalística, a história do assassinato de Santiago Nasar pelos irmãos gêmeos Pedro e Pablo Vicário. Acusado por Ângela Vicário de tê-la desonrado, o jovem Santiago Nasar foi morto a facadas pelos seus irmãos. Mas o que chama a atenção nessa obra é que toda a localidade fica sabendo antes da vingança iminente, mas nada faz para salvar Santiago de seu trágico destino, anunciado logo na primeira linha do romance. O mistério do livro está em descobrir quem desonrou

Ângela, que mente sobre a autoria para proteger alguém de quem ela gostava. Vivemos em uma sociedade permeada pelo medo e, para lembrar o escritor moçambicano Mia Couto, destacamos a frase de que “há quem tenha medo de que o medo acabe”. Ele discorre sobre a nossa indignação em relação ao medo. “A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome e, como militares sem farda, deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e discutir razões. As questões de ética são esquecidas, porque está provada a barbaridade dos outros e, porque estamos em guerra, não temos de fazer prova de coerência, nem de ética nem de legalidade”, afirma Couto, outro autor que merece ser lido pelos que ainda têm senso crítico. No próximo Carnaval, caso seja mantido o status quo dos anos anteriores, assistiremos novamente às cenas de barbárie e de vandalismo e, mais uma vez, a impunidade triunfará. O que nos restará é ver a imagem de Campinas desgastada nas manchetes de jornais, tomando espaço nas páginas de jornais impressos, linhas e imagens nos sites de notícias e nas redes sociais e alguns minutos em reportagens factuais nas emissoras de rádio e de televisão.

Smartphone Atualmente, é comum ver todo jovem mexendo o tempo todo no celular. Não desgrudam nem quando conversam com alguém, muito menos quando estão sozinhos. Ninguém mais está só, mas nunca as pessoas foram tão solitárias.

Um oferecimento:

Conselho Editorial: Belarmino da Ascenção Marta Júnior, Joubert Beluomini, José Roberto Felício, Hélio Bortolotto Júnior, Armando Corrêa Damaceno, Ennio Viegas de Oliveira Paes Júnior, Allex Villaça, Sergio Finatti e Laércio Reis Coordenação e edição: Paulo Barddal e Natashy Duarte Textos: Natashy Duarte

Projeto gráfico: Ricardo Cruzeiro Fotos: Gustavo Magnusson Revisão: Marco Antonio Storani Editoração: Natashy Duarte Jornalista responsável: Paulo Barddal (MTb 20.856) Visite nosso site: www.transurc.com.br Telefone para contato: (19) 3731-2600

Redação: Rua 11 de Agosto, 757, Centro. CEP 13013-101, Campinas, SP Anúncios: JML/Imediata - (19) 3232-4900 T iragem: 35 mil exemplares Impressão: GrafCorp Publicação mensal para distribuição gratuita entre clientes e colaboradores da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).


Campinas, março de 2014

3 PA S S E E S C O L A R

33 mil estudantes já fizeram Cadastramento Escolar

Família comparece à Transurc para fazer o cadastramento

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Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc) já realizou o cadastramento do Bilhete Único Escolar de 33 mil estudantes. Desde que o cadastramento começou, em 6 de janeiro, já foram feitos 22.058 novos cartões. No ano passado, já haviam sido feitos 10.942

cadastros durante o processo de antecipação. Para conseguir o benefício, os alunos interessados que ainda não têm Bilhete Único Escolar devem apresentar o Atestado de Matrícula para Aquisição do Passe Escolar, devidamente preenchido, em um dos postos de atendimento da Transurc. “O formulário para cadastramento para estudantes que ainda não possuem o benefício está disponível no site www.transurc.com.br, na sede da associação ou nos postos de venda dos terminais Central, Ouro Verde, Campo Grande e Barão Geraldo. O horário de atendimento, em todos os postos, é de segunda a sextafeira, das 8h às 17h”, explica Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc. A entrega do formulário preenchido deve ser feita em um dos postos de

Recarga no Pq. São Jorge Faz apenas dois meses que a Padaria Irmãos Moura integra a Rede Credenciada Transurc, mas já vê bons resultados. “O pessoal está gostando bastante, tanto os clientes antigos quanto os novos que apareceram”, conta Jucimara de Souza Silva, balconista. É que, quando os usuários

de cartão Bilhete Único Comum vão recarregar, sempre aproveitam para levar pão, balas, salgados e o que mais tiverem vontade. A padaria, que conta com mercearia e confeitaria, fica no Parque São Jorge.

Recarga fácil para usuário de BU

atendimento físicos mencionados acima. A partir da entrega do formulário por parte dos estudantes, a Transurc tem prazo legal de até 15 dias para verificar a documentação, emitir a Carteira de Frequência e o cartão Bilhete Único Escolar para os alunos que ainda não o possuem. Quem pode utilizar O Passe Escolar pode ser utilizado pelos estudantes que residam a mais de 1.000 metros do estabelecimento de ensino. O benefício é usufruído pelos alunos que cursam Ensino Fundamental, Médio, supletivos ou cursos profissionalizantes técnicos de nível médio. O processo de Cadastramento do Passe Escolar é amparado pelo Decreto nº 13.807, de 12 de dezembro de 2001, regulamentado pela Lei nº 9.788, de 2 de julho de 1998. O benefício do Passe Escolar concede um desconto de 60% em relação ao valor da tarifa vigente.


RTIG

Benditos sejam os fones de ouvido Vandalismo Tahiana Carnielli Não dá para entender. Todo Carnaval esses vândalos quebram e bagunçam. Cadê a segurança? Não tem e mais uma vez as empresas e pessoas de bem que pagam por isso. Temos de cobrar dos governantes mais segurança: chega de vandalismo no transporte. Silva Cristiano, no Facebook

Escolas nas Garagens Li no jornal O Coletivo que o Programa Escolas nas Garagens está com inscrições abertas e deixo minha opinião. Gostaria de saber se é possível a organização/criação de um passeio com adultos? Mesmo hoje a vida das pessoas sendo mais agitada, creio que não seria uma ideia ruim: abrir inscrições para que as pessoas tenham conhecimento do trabalho que há por trás do transporte coletivo. Gabriel, por e-mail Resposta: Gabriel, obrigada pela sugestão. O Programa Escolas nas Garagens tem sua programação voltada para crianças entre 10 e 11 anos de idade, com atividades específicas para essa faixa etária, o que inviabiliza a sua sugestão. Mesmo assim, muito obrigada por participar. FALE CONOSCO! Envie comentários, críticas e sugestões para o jornal O Coletivo: Rua 11 de Agosto, 757, Centro. CEP 13013-101. Ou envie e-mail para jornal@transurc.com.br.

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á faz um ano e meio que a Lei nº 14.350/12, que proíbe os passageiros de ônibus a ouvirem aparelhos sonoros sem fone de ouvido, vigora, mas mesmo assim tem gente que insiste em burlar a lei, que prevê até a expulsão dos “sem noção” dos veículos. Segundo a lei, cobradores e motoristas devem orientar o passageiro a usar fones de ouvido, num primeiro momento, mas, se a advertência não for acatada, a polícia pode ser acionada para retirálo à força. Contudo, como no Brasil há leis que pegam e outras não, essa é uma que parece que não vingou ainda. Uso transporte coletivo para ir e voltar do trabalho todos os dias da semana e o hábito deselegante de alguns passageiros e transeuntes portarem seus celulares com o recurso mp3 ajustado no último volume, sem a companhia do agradável e discreto fone de ouvido, permanece. É um martírio. Os presentes são obrigados a compartilhar do gosto musical alheio, que particularmente, em sua grande maioria, é duvidoso e incomoda os ouvidos. E, como se não bastasse, a maioria tem o costume de cantarolar alto as letras das músicas, sem a mínima preocupação. É uma tremenda falta de respeito com o próximo. Pergunto-me por que senso coletivo é algo desconhecido por essas pessoas, que não conseguem ao menos parar para pensar em como estão sendo inconvenientes e desagradáveis. É uma questão intrigante, pois o preço de um fone de ouvido é pífio se comparado ao valor dos aparelhos que os “agressores de tímpanos” portam. Considero, é claro, que muitos são relaxados a ponto de perder os acessórios, uma vez que hoje em dia é muito difícil os aparelhos virem sem o fonezinho mágico. Outra dúvida que sempre me aflige é o local onde também foram esquecidos a educação e o bomsenso, pois (o leitor vai concordar) ninguém é

obrigado a suportar aquilo que as pessoas estão escutando, e tampouco a fazer parte de suas conversas enquanto falam ao telefone ou conversam entre si: baixar o tom de voz é de excelente grado também. Talvez você imagine que as minhas críticas são porque as músicas não são do meu estilo musical preferido. No entanto, mesmo que todos ouvissem bandas de rock em alto e bom som, eu teria a mesma vontade de jogar os aparelhos pela janela. Como o próprio nome diz, transporte público, coletivo, é aquele compartilhado com o próximo, local onde nossa individualidade tem de ceder espaço para o bem-estar geral. Nossos ônibus podem ser locais agradáveis, silenciosos, se cada um fizer a sua parte. Já faz um ano e meio que não é necessário nem mais ter bom-senso e educação: basta respeitar a lei. Tahiana Carnielli é jornalista com especialização em moda e usa o transporte público todos os dias.


Campinas, março de 2014

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PROGRAMA SOCIAL

Escolas nas Garagens começa em março para estudantes

Crianças conhecem centro de Campinas em passeio

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Programa Escolas nas Garagens, que é voltado para alunos do 5° ano do Ensino Fundamental de escolas públicas estaduais e municipais de Campinas, começa as atividades deste ano em 10 de março com a participação da Escola Estadual Professora Castinauta de Barros Mello e Albuquerque pela manhã. No período da tarde, participam os alunos da Escola Estadual Professora Magali Valério.

Concorrido, o programa tem vagas a partir de abril. As escolas interessadas devem entrar em contato com a Diretoria de Comunicação da Transurc pelo telefone (19) 3731-2643 e informar quantas turmas irão ao passeio. Na semana em que a visita for realizada, a Transurc entrará em contato com a escola e solicitará o envio da lista de alunos, das autorizações dos pais ou responsáveis e do nome dos acompanhantes adultos (um para cada grupo de 15 crianças). “O programa existe desde 2004 e é uma iniciativa da Transurc e das concessionárias do transporte coletivo urbano de Campinas. Desde o início, já participaram 95 mil crianças. Somente em 2013, 104 escolas públicas enviaram seus alunos para o programa, com uma média de 35 estudantes em cada turno. Como a procura é sempre alta, pedimos que as escolas reservem as datas e garantam as

visitas o quanto antes”, esclarece Paulo Barddal, diretor de Comunicação e Marketing da Transurc. No passeio, que acontece todos os dias, de manhã e à tarde, os alunos recebem informações sobre cidadania e preservação ambiental e conhecem pontos históricos da cidade. No Centro, as crianças tomam um lanche na Choperia Giovannetti. Depois vão até uma das garagens das concessionárias, onde conhecem a rotina do sistema e o processo de manutenção dos veículos. Em seguida, assistem a uma peça de teatro e participam de um concurso de pintura mensal, cujo vencedor ganha, para ele e para a família, um passeio na maria-fumaça, que circula entre Campinas e Jaguariúna, cortesia da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). Ao final do passeio, no retorno à escola, os alunos recebem um kit escolar com caneta, régua, adesivos e cadernos. O programa também tem o apoio da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).

Feira de livros tem desconto de até 70% A Livraria Leitura promove uma Feira do Livro no Campinas Shopping, na Praça de Eventos, até 23 de março. São mais de cinco mil publicações, entre best-sellers, livros infantis, didáticos, de autoajuda e de autores consagrados, com até 70% de desconto. O objetivo é oferecer livros com valores promocionais, segundo a gerente da livraria, Dalcelene Salviano. “Temos

livros com preços a partir de R$ 5,99. Com isso, facilitamos a acesso das pessoas às publicações e incentivamos a leitura”, afirma. Ela explica ainda que os preços dos livros foram negociados com as editoras especialmente para o evento. “As publicações com desconto são exclusivas da feira e não poderão ser encontradas em livrarias”, comenta.

Serviço Feira do Livro Local: Campinas Shopping. Rua Jacy Teixeira de Camargo, 940, Jardim do Lago – Campinas. (19) 3727-2300 Data: 10 de janeiro a 23 de março Horário: segunda a sábado, das 10h às 22h/domingos e feriados, das 12h às 22h Entrada: gratuita


Campinas, março de 2014

7 VANDALISMO

Saldo do Carnaval é de 30 ônibus depredados

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vandalismo mais uma vez esteve presente no Carnaval de Campinas. O saldo foi: 30 ônibus depredados e prejuízo financeiro de R$ 80,55 mil. Além disso, como o número de ônibus avariados foi grande e a VB Transportes e Turismo teve a maioria dos veículos quebrados (25 dos 30 ônibus), a concessionária foi obrigada a operar com escala de férias e, com isso, mais de 35 mil passageiros foram afetados nos dias seguintes ao feriado. Os veículos da VB Transportes só puderam ser liberados para reparos após a vistoria dos peritos da Polícia Civil, que foi feita na manhã da Quarta-Feira de Cinzas. Por causa do feriado, que impossibilitou a compra de determinadas peças e acessórios, ao menos sete linhas foram prejudicadas pelo vandalismo. Entre elas estavam as linhas 134 ‒ Terminal Barão Geraldo, 220 ‒ Terminal Campo Grande, 316 ‒ Parque Cidade, 317 ‒ Jardim São José/São Marcos, 330 ‒ Unicamp/Inclusivo, 331 ‒ Terminal Barão/Rodoviária, 332 ‒ Terminal Barão Geraldo/Inclusivo e 333 ‒ Terminal Barão Geraldo. Com isso, mais de 45 mil pessoas que usam essas linhas diariamente foram afetadas. “É lamentável que a população seja, mais uma vez, prejudicada por conta do vandalismo”, afirma Paulo Barddal, diretor da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).

Caixa do cobrador também foi alvo dos vândalos

Prejuízo já é de R$ 530,55 mil em 2014 É apenas o terceiro mês do ano, mas as concessionárias do transporte público de Campinas já somam R$ 530,55 mil de prejuízo por conta do vandalismo. Além dos 30 veículos danificados no Carnaval, que contabilizaram o prejuízo financeiro de R$ 80,55 mil, há os três carros queimados e nove danificados durante protesto em 13 de janeiro no Terminal Vida Nova, que causaram prejuízo de R$ 450 mil. A justificativa para o vandalismo foi a morte de 12 pessoas na região. Naquele mês e agora em março, diversas linhas tiveram de reduzir a operação pela falta dos veículos, prejudicando mais uma vez a população.

O que talvez muitos não saibam é que a manutenção dos veículos é um dos itens para o cálculo do

preço da passagem, que precisa ser constante por causa da depredação dos ônibus. Câmeras foram as primeiras a serem destruídas

Janelas arrancadas e bancos destruídos na madrugada

O primeiro ataque aconteceu às 6 horas do dia 1º contra o ônibus que fazia a linha 134. Na Avenida John Boyd Dunlop, após a ponte da Rodovia Anhanguera, os vândalos arrancaram cinco quadros de janelas e um alçapão de emergência. Na madrugada do dia 2 de março, mais cinco ônibus foram depredados. O primeiro desse dia foi o da linha criada especialmente para atender os foliões (Terminal CentralAmarais): foi o ônibus de prefixo 2640, às 4h20, na Avenida Brasil. O veículo teve a janela de emergência e as luminárias internas quebradas e a caixa do cobrador foi arrancada. Um carro que fazia a linha 134 foi atacado às 6h30, na Avenida John Boyd Dunlop, no mesmo dia. Ele teve um quadro de janela e um vidro da porta dianteira arrancados. O terceiro foi o ônibus de prefixo 2995, da Itajaí Transportes Coletivos, às 6h50, na Avenida John Boyd Dunlop, sobre a ponte da Rodovia dos Bandeirantes. Os vidros das janelas de emergência, dos lados direito e esquerdo, e o vidro vigia traseiro foram quebrados. As borrachas de vedação também foram arrancadas. Às 7 horas, outro ônibus da linha 134 foi atacado por vândalos na Avenida Carlos

Lacerda, próximo do Terminal da Vila União. Foram arrancados dois quadros de janelas e uma câmera de segurança. O quinto veículo, ônibus também da VB, de prefixo 1085, que fazia a linha Terminal Shopping Dom Pedro-Terminal Ouro Verde, também foi atacado quando transitava na Avenida Carlos Lacerda, pelos mesmos vândalos que atacaram o anterior. Eles embarcaram próximo do Terminal Ouro Verde e, logo em seguida, iniciaram a depredação. Foram arrancados cinco quadros de janelas e um vidro vigia traseiro. Ainda na segunda-feira, dia 3, dois veículos da VB, que faziam a linha especial de Carnaval, foram atacados às 5h, logo depois de deixarem a Estação dos Amarais, na altura do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), na Avenida Brasil. No primeiro, os vândalos quebraram uma câmera de segurança, a caixa do cobrador, o cordão da campainha e rasgaram a cortina que fica atrás do cobrador. O segundo veículo teve duas câmeras de segurança quebradas. Faltavam dois dias para terminar a Operação Carnaval. Na mesma madrugada, cinco veículos da VB foram atacados por vândalos, dois da Itajaí Transportes Coletivos e um da

Expresso Campibus. A madrugada de terça-feira, dia 4, foi a pior. No total, foram 14 veículos danificados, somando um prejuízo de R$ 40 mil. Mais uma vez o articulado da linha 134 foi alvo, além do carro que fez a linha 179 ‒ Jd. São Domingos/Terminal Mercado I e de todos os que atendem as linhas 316, 317, 330, 331, 332 e 333. Na última noite, mais oito ônibus foram atacados. Cinco veículos da VB foram depredados por vândalos, dois da Itajaí Transportes Coletivos e um da Expresso Campibus. Os criminosos quebraram vidros laterais e de vigia, câmeras de segurança, luminárias internas, caixas dos cobradores, arrancaram janelas, bancos e alçapões de emergência, rasgaram os bancos e apedrejaram os vidros traseiros dos veículos. Todos os ataques aconteceram durante a madrugada, após os vândalos deixarem os locais onde acontecem as festas de Momo. “Os atos de vandalismo ocorreram da meianoite às 7h30 da manhã, durante os cinco dias de Carnaval. Durante o percurso, os vândalos começavam as depredações. Como todo ano, a impunidade prevaleceu por falta de segurança”, afirma Barddal.


Palavras Cruzadas Diretas É verdade que no Hemisfério Sul a água desce pelo ralo sempre no sentido anti-horário e no Hemisfério Norte acontece o inverso? Sim e não. A explicação para este fenômeno foi dada pelo matemático francês Gaspard Gustave de Coriolis (1792-1843). Ele observou que o percurso dos objetos sofre um leve desvio em sistemas de rotação uniforme, como a Terra. Nosso planeta gira do oeste para o leste, mas sua velocidade rotacional é muito mais lenta nas extremidades. Por causa disso, um objeto que se desloca dos polos para o Equador tenderá a mudar sua trajetória um pouco para oeste. No norte, isso significa virar à direita e no sul, à esquerda. Por isso, no Hemisfério Sul, a água desceria pelo ralo sempre no sentido anti-horário. Se estivéssemos no Hemisfério Norte, o turbilhão viraria para o lado oposto. Só que a influência do fenômeno é tão pequena que é muito difícil comprová-la em pias ou ralos. Por que, nas propagandas, os relógios sempre marcam a hora 10h10? O costume foi adotado por causa da agradável simetria gerada pelos ponteiros. Além disso, surgiu em sua discussão o fato de os ponteiros em 10h10 formarem um sorriso no relógio, ao passo que a marcação também simétrica de 8h20 mostraria uma boca triste. Finalmente, são muitas as marcas que trazem o logotipo logo acima do ponto central do relógio! Neste caso, os ponteiros em 10h10 emolduram a marca, gerando um movimento natural dos olhos das pessoas para ela. Se o coelho não bota ovos, por que ele é o símbolo da Páscoa? Segundo a lenda, uma mulher teria pintado e escondido alguns ovos para que os filhos procurassem num domingo de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um coelho passou correndo por elas. Os meninos imaginaram que o animal trouxera o presente. No antigo Egito, o coelho era o símbolo da fertilidade. Mas por que presentear com ovos? O ovo significa renascimento e ressurreição. Simão, o cireneu que ajudou Cristo a carregar a cruz até o Calvário, era vendedor de ovos. Depois da crucificação os ovos teriam ficado coloridos. Fonte: Guia dos Curiosos


Campinas, março de 2014

9 IMPOSTO DE RENDA

Receita Federal lança app para dispositivos móveis

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Declaração do Imposto de Renda 2014 já pode ser feita no site www.receita.fazenda.gov.br até o dia 30 de abril, com multa prevista de R$ 165,74 para o contribuinte que perder a data. O Programa Gerador de Declarações (PGD) do Imposto de Renda 2014 (ano-base 2013) e o Receitanet, programa para enviar a declaração, estão disponíveis para download no site. O uso de disquetes foi abolido. O aplicativo do IR 2014 para tablets e smartphones (m-PGD) também está disponível neste ano. O m-PGD não poderá ser usado por quem fez doações no ano-calendário (2014) e no exercício (2013) teve rendimentos recebidos acumuladamente (RRA), rendimentos no exterior ou com exigibilidade suspensa, ou precise importar valores de aplicativos auxiliares, como Carnê-Leão, Atividade Rural, Ganho de Capital e Moeda Estrangeira. Dispositivos móveis que usam o sistema iOS (Apple) não salvam automaticamente a declaração após a transmissão. Por isso o contribuinte deve fazer uma cópia para não perder as informações

preenchidas. Outras mudanças prometem facilitar o preenchimento da declaração neste ano. A primeira é a possibilidade de fazer a inserção automática dos dados no programa. Contribuintes que receberem o comprovante eletrônico de rendimentos das fontes pagadoras (como empresas empregadoras) podem optar pelo recurso. Informações de reembolsos e pagamentos fornecidas por planos de saúde por meio eletrônico também podem ser informadas automaticamente, o que livra o contribuinte da necessidade de digitar todos os dados. Outra novidade é a declaração prépreenchida, que poderá ser utilizada por contribuintes com certificação digital e que tenham feito a Declaração do Imposto de Renda 2013 (ano-base

Atenção às regras da Declaração do Imposto de Renda para não cair nas garras do leão

2012). Quem tiver procuração eletrônica também pode lançar mão do novo recurso, mas é preciso que a fonte pagadora tenha entregue a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf) 2014, para o cruzamento dos dados. O download da declaração prépreenchida pode ser feito por meio do portal e-CAC, da Receita Federal.

Conheça as regras para declarar em 2014 Estão obrigados a declarar neste ano todas as pessoas físicas que, no acumulado de 2013, receberam rendimentos superiores a R$ 25.661,70. O valor é 4,5% maior que no ano passado. Também deve declarar quem recebeu, em 2013, rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, acima de R$ 40 mil. A Declaração do IRPF 2014 é obrigatória para quem obteve, em qualquer mês de 2013, ganho

de capital (lucro) na venda de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou fez operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas. Também declara quem adquiriu posse ou propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil. A declaração deve ser preenchida ainda pelos que passaram à condição de residentes no Brasil, em qualquer mês do ano passado, e que estavam

nesta condição em 31 de dezembro de 2013. A regra também vale para quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital obtido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias a partir do contrato de venda. Quem obteve, no ano passado, receita bruta superior a R$ 128.308 de atividade rural também deve declarar.


CURSOS TÉCNICOS

Estão abertas inscrições para formação gratuita

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Ceketec Objetivo estará com inscrições abertas para o Pronatec, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, do governo federal, entre os dias 17 e 21 de março. As inscrições podem ser feitas on-line no site www.ceketec.com.br, no link PRONATEC. Os interessados podem escolher entre os cursos técnicos gratuitos de Informática, Enfermagem ou Gastronomia, todos reconhecidos e certificados pelo MEC.

Para se inscrever no Pronatec, os alunos devem ter segundo grau concluído, ou mesmo faculdade. A seleção é feita por meio da nota do Enem e há o limite de idade de 59 anos. Quem nunca fez o Enem e também tem interesse em fazer o Pronatec pode se inscrever, mas só será convocado a partir da terceira chamada. O resultado da primeira chamada sairá no dia 25 de março. No Ceketec Objetivo, os cursos oferecidos têm duração de um a dois anos com aulas nos períodos da tarde

e da noite, com 30 vagas por turma. Informática terá duração de 14 meses; Gastronomia, 18 meses, ambos nos períodos da tarde e da noite; e Enfermagem, 24 meses, somente no período noturno. Os cursos técnicos e o material didático são gratuitos. Informações pelo e-mail: pronatec@ceketec.com.br, pelo telefone (19) 3272-2530 ou ainda pessoalmente no próprio Ceketec, na Avenida Rio de Janeiro, 327, São Bernardo, em Campinas.

MERCADO DE TRABALHO

Vagas em produção estão entre as mais procuradas Vagas para operador de produção e auxiliar administrativo foram as mais procuradas entre janeiro e fevereiro por pessoas que buscam novas oportunidades de trabalho no Portal Emprega Campinas. As demais vagas mais procuradas são de motorista, logística, vigilante, soldador, caixa e atendente comercial. Porém, a maior quantidade de vagas oferecidas é para atendente de Call

Aquele que não consegue perdoar aos outros destrói a ponte por onde irá passar.

Center. A pesquisa, feita nos dois primeiros meses do ano no site com os internautas que procuram uma nova ocupação, também apontou que 53% do público que acessa as ofertas de vaga é feminino, contra 47% do masculino. Universitários somam 45% dos candidatos, em seguida vêm os com formação técnica/profissionalizante, que são 32%.

Francis Bacon (1561-1626), político inglês

Desses que procuram por novas vagas, 56% estão desempregados e 37% estão empregados e buscam nova oportunidade. A renda de quase 60% dos candidatos do site não atinge R$ 15 mil ao ano. O Emprega Campinas é visitado diariamente por 72% das pessoas que responderam à pesquisa e querem trocar de trabalho.

Se fizéssemos todas aquelas coisas de que somos capazes, nós nos surpreenderíamos a nós mesmos.

Thomas Edison (1847-1931), inventor estadunidense


Campinas, março de 2014

11 REÚSO DE ÁGUA

Pádova reaproveita água na garagem

Ônibus é lavado com água da estação de tratamento

reúso da água traz benefícios ambientais significativos, com a diminuição do volume de água gerado e com a redução da poluição hídrica, uma vez que os efluentes são tratados e reaprovei-

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tados. É por isso que a empresa de ônibus Coletivos Pádova construiu uma estação de tratamento de água própria em sua garagem, em Sousas. Além de reutilizar a água usada na lavagem dos veículos e evitar o desperdício, as cisternas fazem a captação da água da chuva. São armazenados 20.000 litros de água que possibilitam a lavagem de 10 ônibus por dia, em média. Para limpar cada carro, são usados aproximadamente 1.200 litros de água e, dessa quantia, apenas 100 litros são perdidos com evaporação e no piso. O restante volta para a cisterna que armazena a água da chuva. Esses efluentes passam por tratamento até ficarem adequados para serem usados novamente. Ou seja, toda água utilizada é tratada e continua dentro da garagem, não sendo enviada para a rede de esgoto. A Coletivos Pádova consegue ficar até três meses sem captar água da chuva, mas, com a estiagem ocorrida no início deste ano, o volume de água nas cister-

611.266 foi a média de passageiros por dia útil que utilizaram o Sistema InterCamp no ano passado. Essa quantidade seria capaz de encher oito estádios do Maracanã ao mesmo tempo. nas caiu pela metade. Desde que optou por fazer o tratamento e usar sua própria água, a empresa também viu economia. “Agora pago 1/3 do valor da conta de água que pagava antigamente”, relata Hélio Bortolotto Júnior, diretor da empresa.

Evite o desperdício em casa

Tanques separam água da chuva, efluentes e água tratada que será reutilizada

A Sanasa recomenda que a população economize água neste período de estiagem e proíbe o uso de água tratada para limpeza e lavagem de calçadas e de veículos. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 0800 7721 195 ou nos postos descentralizados da autarquia. Outras medidas que podem ser tomadas no dia a dia são evitar tomar banhos demorados e fechar a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba. Na cozinha, feche a torneira enquanto ensaboa a louça. Uma forma

também de economizar é colocar água com detergente até a metade da pia e deixar a louça de molho. Depois de ensaboar, encha a pia com água limpa e enxágue de uma vez. Na lavanderia, deixe acumular roupa para lavar de uma só vez. Só ligue a máquina quando ela estiver cheia. No tanque, mantenha a torneira fechada enquanto ensaboa e esfrega a roupa. Aproveite a água que usou para ensaboar as roupas para lavar o quintal. Por último, verifique os vazamentos.


Campinas, março de 2014

12 ITINERÁRIO

Solavancos quebram ônibus das linhas 350, 358 e 322

Estudantes pegam ônibus na estrada do Gargantilha

T

odo início de ano são publicadas reportagens sobre os buracos causados pelas chuvas de verão nas ruas de Campinas, que causam estragos nos ônibus. Neste ano, apesar da estiagem, os veículos e passageiros ainda enfrentam

problemas nos itinerários do transporte público. O problema está nas ruas de terra sem manutenção. Quem circula pelos bairros Gargantilha, Recanto dos Dourados, Monte Belo e Carlos Gomes conhece bem as estradas de terra por onde circulam as linhas 350 ‒ Gargantilha/Estação Cidade Judiciária, 358 ‒ Recanto dos Dourados/Estação Cidade Judiciária e 322 ‒ Village Campinas, que são as três de Campinas com o pior itinerário da cidade. A pior, a linha 350, enfrenta 15,50 km de terra na ida e na volta e a consequência disso os passageiros conhecem bem: ônibus quebrados, que não vencem passar por manutenção. Segundo a VB Transportes e Turismo, a cada 20 dias um veículo que opera nas linhas 350 e 358 é reformado. Os custos são oito vezes maiores do que nos ônibus que circulam em outros trechos. “Tem até

chassi trincado. O custo de manutenção fica, em média, R$ 972,00 em veículos que passam em ruas pavimentadas. Já nesses, chegam a R$ 7.776,00”, explica Antonio Cataneo, gerente de Manutenção da empresa. Os parafusos dos bancos, o motor e o piso também são afetados pelos solavancos. Essas linhas levam, em média, 13 passageiros, o que corresponde a 111 pessoas por dia, e só ficam lotadas nos horários de pico. A Prefeitura de Campinas informa que os bairros ficam numa área de proteção ambiental e por isso as vias não podem ser asfaltadas. Segundo assessoria de imprensa, a Administração Regional 14 garante que faz manutenção constante das estradas de terra, principalmente nos itinerários de ônibus, e que as ruas estão em boas condições. Mas, para conferir as condições das estradas, é só trafegar nas linhas que fazem esses itinerários.


O Coletivo edição 143