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João Greno Brogueira

Comportamento Informacional No Twitter

Faculdade de Letras da Universidade do Porto Licenciatura em Ciência da Informação Disciplina de Comportamento Informacional Prof. Dr. Armando Malheiro

Porto, Julho de 2009


Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Comportamento Informacional

SUMÁRIO INTRODUÇÃO ORIENTAÇÃO TEÓRICA E ORGANIZACIONAL O INQUÉRITO CONCLUSÃO BIBLIOGRAFIA/FONTES DE INFORMAÇÃO REFERIDAS ANEXOS MODELO DO TWITTER

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Comportamento Informacional

RESUMO Comportamento Informacional no Twitter Este estudo versa sobre o Comportamento Informacional no Twitter. Reporta os resultados dum Inquérito sobre o tema. Método Quadripolar e seus quatro pólos são nele utilizados. PALAVRAS-CHAVE: twitter, comportamento informacional, ciência da informação, método quadripolar, pólo epistemológico, pólo teórico, pólo técnico, pólo morfológico, metodologia, ciência.

ABSTRACT Information Behavior on Twitter This study deals with the Information behaviour on Twitter. Reports the results of a survey about the subject. Quadripolar method and its four poles are used in it. KEYWORDS: twitter, information behavior, quadripolar research, information science, epistemological pole, theoretical pole, technical pole, morphological pole.

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IINTRODUÇÃO

O presente trabalho foi desenvolvido no âmbito da unidade curricular, Comportamento Informacional, da licenciatura em Ciência da Informação. Nos dias que correm é notória a necessidade de informação. Esta assume um papel cada vez mais relevante na sociedade actual. A facilidade de produção, armazenamento e recuperação desta é algo que o cidadão comum reivindica. A Sociedade da Informação coloca à nossa disposição redes sociais onde esses anseios são tornados realidade. Uma das que está mais na moda é o Twitter e será o objecto deste estudo. O Twitter é uma rede social livre e gratuita baseada num serviço de micro-blogging que permite aos seus utilizadores enviar e ler mensagens conhecidas como tweets. Os tweets são são mensagens de texto até 140 caracteres, que aparecem na página do Twitter do utilizador que os enviou e naqueles que decidiram seguir esse determinado utilizador conhecida como seguidores “followers” -- tornando-se assim subscritores. Os pode restringir a entrega dos seus tweets ao seu círculo de amigos ou, por omissão, permitir um acesso aberto. Os utilizadores podem enviar e receber tweets via o site doTwitter, SMS ou aplicações cliente externas (as mais conhecidas são o tweetdeck e o seesmic). O serviço é gratuito via Internet, por SMS pode incorrer nas respectivas taxas do operador em causa. Criado em 2006 por Jack Dorsey, o Twitter ganhou notabilidade e popularidade em todo o mundo. Por vezes, é descrito como o "SMS da Internet ", uma vez que fornece a funcionalidade, através da sua aplicação Programming Interface (API), para desktop e outras aplicações web-based para enviar e receber mensagens curtas de texto, muitas vezes “engarrafando” o serviço por escesso de tráfego. Um estudo recente da Universidade de Harvard concluiu que apenas 10% dos usuários produzem 90% do conteúdo. O Twitter tem uma importância social, cultural e empresarial considerável evidenciada recentemente pelas Eleições no Irão e pela morte do Michael Jackson. Ele é muito usado pelos jornalistas que buscam novas notícias para os seus jornais, rádios e televisões.

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ORIENTAÇÃO TEÓRICA E ORGANIZACIONAL

Com o objectivo de facilitar o enquadramento deste estudo, foram criados e adaptados vários modelos conceptuais que caracterizam a relação entre os principais elementos interactivos que suportam toda a investigação, nomeadamente: a Informação (Social), a Ciência da Informação, o Método Quadripolar, o Sistema da Informação da FEUP, o Website do SDI, a Usabilidade e o Utilizador. Informação Perante a mutiplicidade de abordagens existentes, no presente, com o intuito de definir informação, ficamo-nos por aquela que tenta congregar de forma mais concisa e abrangente o conceito em causa. Assim sendo diremos que informação é o “conjunto estruturado de representações mentais e emocionais codificadas (signos e símbolos) e modeladas com/pela interacção social, passíveis de serem registadas num qualquer suporte material (papel, filme, banda magnética, disco compacto, etc.) e, portanto, comunicadas de forma assíncrona e multidireccionada”[1]. Destacaremos deste enunciado dois aspectos relevantes para este estudo: 1. O primeiro tem a ver com o fenómeno info-comunicacional (informação – conjunto estruturado de representações mentais e emocionais codificadas - signos e símbolos - e modeladas com/pela interacção social) + (comunicação – partilha de ideias e emoções entre os seres humanos de forma assíncrona e multi-direccionada). 2. O segundo menciona o registo da informação sobre um determinado suporte. No que respeita ao TWITTER, este potencia o acesso e uso de objectos manipulados digitalmente, que são essencialmente mensagens (com um máximo de 140 caracteres) acompanhados ou não de imagens, videos. Ciência da Informação A informação – assim definida e contextualizada - torna-se o objecto científico da Ciência da Informação. Esta epistemologicamente sustentada afirma-se através duma estrutura teóricometodológica muito sua e sólida dentro do “paradigma emergente pós-custodial, informacional e científico, pelo contributo e simbiose da Arquivística, da Biblioteconomia/Documentação, dos Sistemas de Informação e da Museologia (renovada e não patrimonialista)”[2]. Relativamente ao seu campo de estudo e actuação, esta envolve três áreas activamente interrelacionadas: o Comportamento Informacional (área mais relevante para este estudo), a Gestão da Informação e a Organização e Representação da Informação. Quanto a “cada uma delas ou nas suas diversas intersecções desenvolvem-se os ramos aplicacionais quer envolvendo os constructos convencionais (Arquivo, Biblioteca, Centro de Documentação), quer a implementação e desenvolvimento de sistemas informáticos (sistemas tecnológicos de informação) na óptica dos utilizadores/clientes em contextos orgânicos, subsumidos na teoria sistémica pelo conceito operatório de Sistema de Informação”[3].

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Método Quadripolar A Ciência da Informação tem como dispositivo metodológico global o Método Quadripolar. Este proposto por P. De Bruyne em 1974 [4] procura, responder à oposição redutora entre a investigação “quantitativa” e “qualitativa”. Tem por base a interacção dinâmica dos pólos epistemológico, teórico, técnico e morfológico. Este estudo usa esse método de investigação, assumindo assim que o método científico é um conjunto de processos ou operações mentais aplicadas no decorrer duma dada investigação. Pretende-se garantir o uso deste método como suporte à investigação efectuada, no decorrer deste estudo. O pólo epistemológico é o responsável pela construção do objecto científico, definindo os limites da problemática de investigação durante todo o processo. Pode igualmente dar-se uma reformulação dos paradigmas e dos critérios de cientificidade (fidelidade e validade). Estando presente ao longo de toda a pesquisa é o garante da objectividade e da ruptura com o senso comum. O pólo teórico, por sua vez, orienta a elaboração das hipóteses e a construção dos conceitos (lugar da formulação sistemática dos problemas das hipóteses e teorias). Trata da construção dos quadros referenciais que desempenham um papel construtivo e dinâmico (sem ser apenas uma citação, uma compilações de autores, ou junção de teorias). O investigador “dialoga” com as teorias com as quais trabalha desde o início do estudo mantendo essa postura durante todo o processo do acto de investigação. A concepção daí resultante pressupõe, portanto, uma construção ao longo de toda a investigação. A discussão das teorias decorrerá nesta etapa dando lugar ao objecto de conhecimento científico que dará origem ao quadro referencial do estudo. No pólo técnico, efectiva-se, “por via instrumental, o contacto com a realidade objectivada, aferindo-se a capacidade de validação do dispositivo metodológico, sendo aqui que se desenvolvem operações cruciais como a observação de casos e de variáveis, a avaliação retrospectiva e prospectiva, a infometria e até a experimentação mitigada ou ajustada ao campo de estudo de fenomenalidades humanas e sociais, tendo sempre em vista a confirmação ou refutação das leis postuladas, das teorias elaboradas e dos conceitos operatórios formulados”[5]. As operações técnicas de recolha de dados são escolhidas, analizando-se a existência ou não de limites do ponto de vista epistemológico. O pólo técnico, per si, não garante rigor nem clareza de conclusões exigindo para tal precisão na sua construção. No pólo morfológico os resultados ganham forma e organização com vista à sua apresnetação. Segundo De Bruyne et al.[6] a estruturação do objecto científico está ligada ao pólo morfológico e pode ser exprimido através de três características importantes: 1. “ao nível da exposição do objecto de conhecimento, de uma forma superficial pelo estilo através do qual o investigador exprime os resultados mas, fundamentalmente, pela construção de modelos, que podem ser lineares ou «tabulares», de tipo simbólico ou icónico.” 2. “A causação é uma posição de coerência lógica e/ou significativa que articula os factos científicos numa configuração operativa.” 3. permitir um maior grau de objectividade dos resultados da investigação, que se pode concretizar de várias formas.

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O Inquérito

3. 1. Caracterização da Amostragem A amostragem foi constituída por 133 inquéritos, a adultos, membros de redes sociais, originários de 24 países, dos quais 108 responderam integralmente ao inquérito (como se poderá ver pela imagem aqui junto). 10 dos indivíduos optaram por ocultar o seu IP pelo que não foi possível determinar a sua nacionalidade. Gráfico da Participação no Inquérito

Os 25 que não responderam completamente ao inquérito são os que não têm conta no Twitter. A participação foi voluntária e teve origem numa solicitação de colaboração no inquérito, via WEB, com indicação do tema e do link da “survey”. Os inquéritos foram disponibilizados online através do site www.polldaddy.com . Os inquéritos foram elaborados em Inglês para possibilitar que fossem respondidos por pessoas de vários países. No caso presente mais de 20 países. Resalte-se a participação intensa de pessoas dos Estados Unidos que totalizaram 50% dod inquiridos. O site já mencionado onde foi alojada e tratada a informação é recentíssimo e ofereceu a possibilidade de efectuar o inquérito à escala da “aldeia global”.

Relação dos Países que Participaram no Inquérito Licenciatura em Ciência da Informação - João Greno Brogueira – Julho de 2009

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3. 2. Análize e Comentário dos Resultados

Tempo de Utilização do Twitter Uma das primeiras coisas que se procurou apurar foi há quanto tempo cada um dos inquiridos utilizava o Twitter e há quanto tempo tinham conta. A primeira conclusão que se tirou é a de que a grande maioria das pessoas inquiridas tinham conta no Twitter há menos de meio ano, totalizando cerca de 41,67%. Concluiu-se igualmente que dos 108 entrevistados 21,3% nunca usaram o Twitter, ou seja cerca de 23 pessoas, apesar de terem conta nunca a tinham usado (talvez por se terem inscrito há muito pouco tempo). Utilizadores experientes, ou seja, com mais de 2 anos de Twitter apenas 4,63%. Com entre 1 ano e 2 a percentagem foi de 8,33%. Gráficos e Tabela de Resultados 1

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Uso do Twitter para Futilidades

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As respostas a esta questão de usar o Twitter para falar de coisas triviais manifestam claramente que entre os utilizadores adultos a ideia de falar de banalidades está claramente afastada com uma percentagem de 78,70% de Nãos. O Twitter foi lançado como uma rede de mensagens de 140 caracteres que tem como mote “What are you doing?” , ou seja, “O que é que está a fazer?” e este é sem dúvida a razão do seu sucesso. Vejamos porquê. Em sentido lato falar sobre o que se está a fazer pode permitir, e permite, uma grande quantidade de mensagens que fariam sentido, talvez, como sms’s , já que estes são efémeros e têm um destinatário preciso. Vindas do mundo dos telemómeis os utilizadores não se apercebem que na “Twittoesfera” as mensagens permanecem e na grande maioria dos casos são publicas.

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Finalidade de Utilização do Twitter

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Este conjunto de perguntas pretendia determinar com que finalidade os utilizadores usam o Twitter: 1. Para se auto-promoverem 2. Para promoverem o seu site na WEB 3. Para promoverem o seu Blog 4. Para promoverem uma Marca 5. Para promoverem uma Companhia

Verificou-se que usam o Twitter essencialmente para promoverem o seu Blog e o seu Site (respectivamente 15,7%+18,5% e 13%+13,9%), embora a promoção da sua imagem tenha tido uma boa votação contudo como “Mildly Agree” o que possivelmente tem a ver com a ideia de que se auto-promover não é visto como um objectivo “socialmente aceitável”. A promoção de Marcas de de Companhias teve igualmente uma votação muito significativa.

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Diferentes Formas de Utilização do Twitter

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Procurou-se apurar se os utlizadores optavam por separar seu tipo de actuação no Twitter usando para tal várias contas. Tentou-se determinar, igualmente, a existência da preocupação de ter uma unidade de conteúdos em cada conta do Twitter. Visados os utilizadores que publicam notícias em várias línguas, ou que falam sobre vários temas e como tal terão preocupação de procurar uma unidade de conteúdos que os identifique com um público alvo. Tal indicação é particularmente importante quando é sabido que a cada conta podem-se associar seguidores “followers”. Estes ao receberem todas as notícias publicadas por um dado utilizador não estarão, por certo, interessados em receber conteúdos fora da sua área de interesse, que considerarão ruído. Tal pode contribuir para uma quebra de seguidores. Determinou-se que apenas 15,7% dos inquiridos têm mais do que 1 conta no Twitter. Cerca de 55,6% declararam colocarem notícias em apenas uma língua por conta enquanto 44,4% não tinham essa preocupação. 87% não acharam relevante ter várias contas, uma por cada assunto. Quanto à partilha de links nas notícias 63% disseram que o faziam. Apenas 23,1% indicaram partilhar videos através das notícias. Mais de 90% não esperava comentários às suas notícias. Licenciatura em Ciência da Informação - João Greno Brogueira – Julho de 2009

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Organização dos contactos no Twitter

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Interessava-nos determinar de que forma os utilizidores decidiam seguir ou não um dado autor. Porque a publicação de conteúdos só faz sentido se houver leitores/seguidores no Twitter tal facto tem grande relevância. A grande maioria não se sente obrigado a seguir alguém só porque é seguido ( o que denota uma forte preocupação com a qualidade dos conteúdos em contra ponto com as relações sociais e de cordialidade ou retribuição que possam existir). Também para a maior parte dos inquiridos revelou ter a comunhão de interesses como a principal razão da decisão de seguir alguém. Sobre se costumavam deixar de seguir quem publica frequentemente sobre coisas privadas, fúteis, banais as respostas foram mais equilibradas, contudo a maioria disse que sim (tal é patente pelos 37% de nem concorda nem discorda). Procuramos também saber se os links publicados são seguidos em maior ou maior número caso estes sejam publicados ou não por utilizadores seguidos. A conclusão a que chegamos é a de que os links são muito mais facilmente seguidos quando divulgados por pessoas que nós seguimos do que por desconhecidos. Tal dever-se-á ao facto da confiança que se vai alicerçando em quem é seguido, quer pela qualidade dos conteúdos, quer pela dos próprios links, o que revela um padrão de comportamento. Existirão outros motivos que reforçam esta atitude sendo eles o facto da grande maioria das url’s publicadas serem-no na forma abreviada (por causa do limite dos 140 caracteres) o que pode suscitar receios, em termos de segurança. Os destinos dessas mesmas url’s, que redireccionam o visitante para um dado site, não são à partida passíveis de ser determinados pelo que a sua segurança não pode ser verificada.

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Motivação para optar por um contacto

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Quando se opta por um dado utilizador a ser seguido tal faz-se essencialmente por este ter um blog interessante (18,5%+30,6%) ou um site interessante (17,6%+32,4%) o que denota uma forte preocupação com a qualidade dos conteúdos. Em seguida faz-se porque um dado amigo nos recomendou aquele utilizador do Twitter. Por fim a decisão de seguir alguém no Twitter é tomada como retribuição de este nos seguir após uma análize dos conteúdos do seu Twitter.

Contudo os resultados são indicadores de que, um elevado número de inquiridos, não tem uma grande consciência das razões dos seus comportamentos, já que respondem a todas as possíveis situações maioritariamente com um não concordo nem discordo. Este meio termo é evidenciador duma ideia clara sobre o assunto.

Tal facto deve advir do facto do Twitter ser algo de utilização recente (a grande maioria dos inquiridos tem conta à menos de um ano) e estes processos de decisão levam seu tempo a aprimorar e amadurecer.

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Frequência de Noticiar no Twitter

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Uma das partes essênciais do Twitter é o fluxo de notícias e por isso procuramos determinar se os inquiridos publicavam notícias com regularidade ou não. Concluímos que 74,1% achavam que publicavam com regularidade. Colocada a questão de se achavam que publicavam de forma irregular 48,1% responderam afirmativamente. Tal situação denota uma ainda grande indefinição do que é publicar regular ou irregularmente no Twitter. Quanto à determinação da frequência da publicação 83,3% dos inquiridos afirma publicar uma vez por dia e 82,4% diz publicar mais do que uma vez por dia. Tal tipo de respostas denota uma grande falta de consciência quanto à frequência com que se publica, pois tão depressa se diz que se publica uma vez por dia como logo a sequir se diz que se publca várias vezes ao dia. (Atribuimos isto à grande maioria dos utilizadores serem-no há menos de 1 ano e como tal de certa forma inexperientes). No que respeita a publicarem sempre que o sintam interessante a resposta foi estranhamente negativa (62%) o que denota que a publicação no Twitter a nível dos inquiridos (essencialmente utilizadores adultos e com responsabilidades profissionais) não é assim tão expontânea como poderia parecer ou eventualmente seria de desejar.

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Meios utilizados para publicação

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Procuramos com esta questão apurar qual os meios utilizados para a publicação de tweets. Sem dúvida alguma que o meio de publicação mais utilizado é através da página do utilizador no Twitter com cerca de 43,5%+19,4% das respostas. Apesar de 50% dos inquiridos serem dos Estados Unidos não manifestaram uma grande predilecção por publicação por SMS. As duas aplicações cliente mais conhecidas, o TweetDeck e o Seesmic não revelaram grande aceitação. Alguma expressão tiveram os outros meios de publicação que tiveram 14,8%. Possivelmente PDA’s ... Mas sem dúvida alguma que a forma mais preferida é directamente no Twitter.

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Frequência de leitura das novas notícias

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Uma das partes essênciais do Twitter é a leitura de notícias e por isso procuramos determinar se os inquiridos procedem à leitura das notícias com regularidade ou não. Concluímos que 65,7% achavam que liam com regularidade. Colocada a questão de se achavam que consultavam as novas notícias de forma irregular 57,4% responderam afirmativamente. Mais um resultado surpreendente e contraditórios só justificável por a maior parte dos utilzadores do Twitter ser cliente há menos de um ano, sendo a ideia de ler com regularidade e irregularidade ainda pouco clara. Quanto à determinação da frequência de leitura 79,6% dos inquiridos afirma ler uma vez por dia e 72,2% diz ir ler mais do que uma vez por dia. Tal tipo de respostas denota uma grande falta de consciência, quanto à frequência com que se consultam as novas notícias, pois tão depressa se diz que se lê uma vez por dia, como logo a seguir se diz que se lê várias. No que respeita a lerem sempre que o sintam interessante a resposta foi positiva (59,3%) o que reforça a ideia de que a leitura é mais feita por impulso do que por método.

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Contribuição do Twitter para melhora de relações

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Perguntamos, por fim, aos inquiridos se achavam que a sua participação no Twitter melhorava as suas relações pessoais e profissionais. Quanto às relações pessoais 73,1% disseram que o Twitter não as melhora e 26,9% disseram que sim. No que toca às relações profissionais 55,6% disseram que não e 44,4% concordaram que o Twitter melhora suas relações profissionais. Estas respostas confirmam que o Twitter não é, para a grande maioria, uma forma de comunicação interpessoal. O facto das relações profissionais surgirem com um valor mais alto advem do facto dos inquiridos serem todos profissionais adultos que usam o Twitter especialmente para benefício, optimização, potenciação de sua profissão.

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4. Conclusão Este estudo permitiu o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos durante o semestre e foi um desafio à capacidade de análise de de síntese. Não iremos tecer muitas considerações sobre os resultados do inquérito pois estas já forma feitas acima quando comentamos passo a passo os dados obtidos. O Twitter, objecto de estudo, está ainda na sua adolescência e como tal merece ser seguido de perto. Foi uma oprtunidade de interiorizar a necessidade da dinâmica de aperfeiçoamento das ferramentas de estudo mediante e durante a execução do mesmo. Se começassemos agora tudo seria diferente. Fica aqui o agradecimento ao Professor da Disciplina pela convicção com que transmite os conhecimentos. Pena é que não haja a possibilidade de trabalhar a vertente experimental por um período mais prolongado.

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Bibliografia/Fontes de informação Referidas:

1 SILVA, Armando Malheiro da – A Informação: da compreensão do fenómeno e construção do objecto científico. Porto: Edições Afrontamento, 2006. ISBN: 978-072-36-0859-5. 2 SILVA, Armando Malheiro da – A Informação: da compreensão do fenómeno e construção do objecto científico. Ob. Cit. 3 SILVA, Armando Malheiro da – A Informação: da compreensão do fenómeno e construção do objecto científico. Ob. Cit. 4 Cf. DE BRUYNE, P. ; HERMAN, J. ; DE SCHOUTHEETE, M. - Dynamique de la Recherche en Sciences Sociale. Paris: P. U. F., 1974, 240 p.

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Anexos

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