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The Best Journal For You!

Friday, February 1st of 2019

Albertina Moura

www.braziliantimes.com

O mercado de Antiguidades e as redes sociais Não é só o tempo que determina o valor de uma antiguidade. Móveis e objetos antigos têm uma série de características que indicam a sua origem, o seu estado de conservação e, principalmente, o seu preço. Durante a II Guerra Mundial, economistas europeus recomendavam o investimento em artes e antiguidades. Passadas décadas do fim do conflito, o mercado de antiguidades e objetos de arte continua em expansão em todo mundo e no Brasil, apesar de mais tímido, é promissor. De acordo com o engenheiro Jadson Reis, amante de antiguidades, comprar móveis e produtos antigos é um investimento, diferente da decoração moderna. ‘’Se

você compra um conjunto de cadeiras antigas, vai poder revendê-las por um bom preço quando cansar da decoração, por exemplo. Já os móveis contemporâneos perdem o seu valor”. Em meio aos tradicionais antiquários espalhados pelo mundo surge um novo conceito de vendas online de antiguidades aliado às redes sociais. Essa parcela do e-commerce vem se afirmando como uma imensa vitrine virtual que ultrapassa as barreiras físicas e oferece ao consumidor objetos antigos para todos os gostos e bolsos. O leque de peças disponíveis vai de lustres, abajures e arandelas passando por cristais, porcelanas e bronzes do séc XIX até peças de design

Perfil no instagram da Objeto Antigo

do século XX. Para Marcelo Roquette, proprietário do perfil @objetoantigo, a apresentação transparente das peças facilita sua escolha pelos clientes e a divulgação de seus preços nos posts agiliza as negociações. “Tudo acontece de modo mais dinâmico nas negociações online” afirma. Ao se referir a esse segmento ele destaca que, aliadas à expertise na seleção de suas peças, a credibilidade e a confiança são as chaves de seu sucesso. Com clientes em diversos estados, seus negócios já ultrapassam as fronteiras nacionais, atendendo também a clientes brasileiros residentes nos EUA que compram para presentear amigos e familiares no Brasil.

Entrevista Exclusiva de Perla ao Brazilian Times

Nascida na cidade de Caacupé, Cordillera, Paraguaio, Perla, a cantora e compositora e ficou conhecida em todo Brasil, nos anos de 1970 e 1980 com sucessos como “Fernando”, “ Índia”, “Pequenina”, “Galopeira”, entre tantas outras canções que marcam sua carreira, além dos cabelos negros, lisos e compridos, que eram uma de suas marcas. A entrevista, a princípio formal, mudou o rumo, quando eu, David Faria, que também assino Valdez no sobrenome, revelei minha ascendência paraguaia. Foi então que o idioma português foi substituído por espanhol e guarani e entre trechos de suas canções célebres e os gritos de sua papagaia Loli, Ermelinda Pedroso Rodríguez D’Almeida, cujo nome artístico é Perla, se revelou e nos contou sobre sua vida, suas histórias de infância e sua carreira como a famosa cantora.

Capa do LP de Perla nos anos 80.

Perla confessa que a paixão pela música surgiu logo na infância “quando pequena, minha orquestra eram os pássaros e os sons da mata, o vento, o som das folhas” e através de sua voz, durante a entrevista, reproduziu diversos sons de pássaros, para exemplificar sua “orquestra inicial”. Religiosa, Perla nos mostrou em sua casa, seus santuários e terços, muitos deles, presentes de amigos e fãs, e afirmou sobre a importância de Deus e dos bons pensamentos em sua vida. Oriunda de uma famí-

Maurino Araújo:

Fale com os colunistas: sugestões, críticas e pautas pelo email: braziliantimescolunaamdf@gmail.com

lia de músicos paraguaios, fazia parte do grupo “Las Maravillas del Paraguay” com o pai e os irmãos. No início da década de 1970, em busca de crescimento em sua carreira, deixou o grupo e veio para o Brasil, onde, com os anos consagrou-se como uma premiada cantora de rádio e televisão. Dentre suas milhares de apresentações, Perla nos contou, que uma das mais marcantes, foi no garimpo de Serra Pelada. “Muitos artistas e cantores se apresentaram no garimpo de

Albertina Moura, orgulhosa com LP autografado de Perla.

Um artista Plástico Singular

Considerado por muitos como um expressionista barroco, é um artista emocionalmente contemporâneo dos mestres escultores mineiros do século XVIII.

Maurino nasceu na cidade mineira de Rio Casca no dia 28 de maio de 1943, como membro de uma família que, segundo ele, fazia de tudo, o que era necessário para a sobrevivência. Autodidata, foi operário, servente de pedreiro, ajudante de balcão e contador em obras. Sob a influência de seus avós, que eram ceramistas, Maurino começou a trabalhar com o barro. Ainda criança, mudou-se para o Paraná e distante do barro começou a desenhar.; Na adolescência o artista descobriu a madeira e logo foi influenciado pelo estilo barroco; no barro não encontrava a firmeza que buscava. Maurino estudou durante seis anos em um seminário franciscano em São João del-Rei-MG e foi ali que conheceu as obras do Aleijadinho. Encantado pela obra do mestre passou a estudá-las minuciosamente. Das expressões ao corte da madeira, nada escapou da sua visão. A impressão foi tanta que ficou gravada em sua mente durante todos esses anos, deixando em suas obras leves resquícios dessa poderosa influência. Em 1965 Maurino se transfere para a capital Belo Horizonte. Somente em 1970 Maurino passou a se dedicar exclusivamente à sua arte. Como muitos outros artistas brasileiros, começou ouro que foi uma loucura no Brasil, naquela época. Recebíamos nosso pagamento em lingotes de ouro”. Entre diversas canções como “Ouça” de Maysa e “Besame Mucho” da mexicana Consuelo Velasques, em uma apresentação privada que nos foi presenteada

Maurino Araújo

mostrando suas obras em uma feira de artesanato na belíssima Praça da Liberdade em Belo Horizonte. Gradativamente foi ganhando notoriedade entre os críticos e apreciadores de arte popular. Sem preocupações com estilos ou classificações acadêmicas seu trabalho começa a “ganhar” o Brasil e o mundo. Sob a influência do tempo em que passou no seminário, a obra de Maurino é formada em sua maioria por esculturas sacras. Com o desencanto que se apoderou dele, Maurino deixou o seminário e passou a se dedicar somente à sua arte. O tema sacro, segundo ele, não foi escolha, mas imposição do próprio espírito. De enormes blocos de madeira Maurino fazia surgir Santanas, Franciscanos, Cristos e Madonas, esculpidos e encarnados com um processo criado pelo por Perla, a entrevista prosseguiu de modo encantador. Perla revelou que além de cantora, desde o inicio de sua carreira é a responsável por suas produções e adornos, além de uma expressiva artista plástica, cujas telas, doa em prol de entidades beneficentes.

próprio artista: cêra, cola branca, tinta xadrez e até querosene para acentuar o envelhecimento das peças. As cores são escuras e sombrias. Maurino até hoje trabalha preferencialmente com o cedro, utilizando-se do formão e da grosa para retirar da madeira pesados blocos esculturais. Começando como distração, a escultura tornou-se gradativamente a expressão do seu íntimo e uma necessidade do seu espírito, o que também pode ser constatado em seus desenhos e pinturas. Maurino de Araújo já mostrou suas obras em importantes mostras dedicadas à arte brasileira realizadas no Brasil e no exterior. Esteve em edições da Bienal de São Paulo e chegou a expor no Museu Guggenheim (EUA). Atualmente vive e trabalha na capital mineira. Seu repertório é composto de tendências que vão das guarânias e boleros a versões de músicas pertencentes ao mundo pop, ficando conhecida como cantora romântica. Nas próximas edições acompanhem a entrevista completa.


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