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Sumário



5a série 5M1 – Professora Simone C. Santos A Leitura (texto de opinião) A leitura é muito importante, algumas pessoas não gostam de ler, mas muitas gostam. Quem lê fica mais esperto. Eu acho que ler é muito bom, porque as pessoas aprendem novas palavras, que as ajudam na interpretação de textos. Além disso, é divertido, e o conhecimento só pode ser encontrado através da leitura. Ler é muito bom e importante para a nossa vida, pois traz a todos os leitores de verdade muito conhecimento. Bruno Yukio Sasaoka Ferreira – 5M1 —— Preconceito (texto de opinião) O preconceito acontece, na maioria das vezes, com pessoas que têm características diferentes, sejam negras, mestiças, com deficiência ou até com as que usam óculos. Na minha opinião, o preconceito não deveria existir, pois só porque uma pessoa é de outra cor, ou tem alguma deficiência não significa que pode deixar de fazer várias coisas que as demais fazem. Sempre devemos lembrar que todos são iguais e nunca devemos ter preconceito, é por isso que é necessário fazer campanhas para que isso não aconteça mais. Eduarda Elvira Candéa Pilatti – 5M1 —— Leitura (texto de opinião) A leitura pode ser feita em livros de histórias, gibis, jornais e em vários outros suportes. Usamos a leitura também para estudar. Na minha opinião, ler é muito bom, dá prazer e é importante, pois a leitura é necessária no dia a dia. Ler traz mais conhecimento, sabedoria e com ela a gente aprende novas palavras para enriquecer nosso vocabulário, tendo mais opções para usar 1






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caso esqueça uma palavra, por exemplo, numa prova. Acho, portanto, que devemos ler porque é muito importante para tudo e para a vida. Fernando Liedmann – 5M1 —– Bullying (texto de opinião) O bullying é uma prática que acontece cada vez mais nas escolas. Essa prática consiste em agredir psicologicamente outras pessoas, o que pode trazer sérios problemas na adolescência e até na fase adulta, podendo causar timidez ou temperamentos explosivos. Eu não acho legal praticar bullying, porque as pessoas ficam constrangidas e isso não é engraçado. A maioria dos casos de bullying ocorre com vítimas chamadas de ”nerds” ou com pessoas homossexuais. Então, se você notou que seu filho sofre bullying, ou pratica, converse com ele, porque talvez isso cause problemas na justiça para a sua família. Fernando Vicente Dacól – 5M1 —- Bullying (texto de opinião) O bullying está crescendo muito hoje em dia nas escolas. O bullying é uma agressão sentimental, psicológica que pode, muitas vezes, magoar uma pessoa. Tirar sarro, xingar e outras formas de desrespeitar são maneiras de praticar o bullying, e isso pode resultar em processo e até em prisão. Eu acho que o bullying é uma coisa muito ruim que tem gente que faz, mas acho também que elas não gostariam que fizessem com elas. Isso é uma coisa que deveria acabar, pois pode machucar muito uma pessoa. Portanto, pense bem, se você pratica o bullying: ”Você gostaria que também fizessem isso com você?” Eu acho que a resposta é não, pois magoa muito uma pessoa. Então não faça bullying, pois é uma coisa ruim. Gabriela Gonçalves Pereira – 5M1 —- Bullying (texto de opinião) O bullying é praticado normalmente em escolas, e, na maioria dos casos, por adolescentes. Existem muitas maneiras de fazer esse tipo de agressão. Na minha opinião, essa maldade não deveria ser praticada, pois a pessoa que sofre o bullying pode ficar traumatizada. E o agressor também pode ter os seus problemas. Portanto, o bullying é muito ruim tanto para as pessoas que praticam quanto para as que sofrem






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as ofensas. Quem pratica deve ser conscientizado e parar de agredir, e as vítimas de bullying não devem fazer isso nunca, nem como defesa, pois isso pode até dar cadeia e a pessoa pode se meter em confusões. Gabriella de Souza Antero – 5M1 —- Preservação do Planeta (texto de opinião) A preservação do planeta, tão discutida nos dias de hoje, envolve a reciclagem e a responsabilidade. Tarefas que estão nas nossas mãos. Cuidar do nosso mundo é muito importante, e acho que todos nós temos que fazer a nossa parte, pois é o nosso futuro e o dos que amamos (além dos que ainda virão) que está em jogo. Recicle, economize água, ajude o planeta para que seus futuros parentes tenham mais condições de uma vida saudável. Indianara Julia Anzolin – 5M1 —- Preservação do Planeta (texto de opinião) No nosso tempo, discutimos muito sobre a preservação do planeta, porque pessoas estão desmatando as florestas; carros e mais carros estão poluindo o ar, causando cada vez mais o aquecimento global, que é a origem de muitos problemas. Acho muito importante preservarmos o planeta, pois um dia poderemos mostrar aos nossos filhos e netos um mundo bom, saudável e com oportunidades de enxergar o mundo maravilhoso em que vivemos. Então, depois de tudo o que foi dito, é importante que todas as pessoas se conscientizem para depois não se arrependerem. Jakeline Andrade Monteiro – 5M1 —- Preservação do Planeta (texto de opinião) Vivemos em um planeta onde a poluição atinge índices muito altos, então a preservação é muito importante, pois, se não preservarmos o planeta, iremos morrer. Eu acho muito importante preservar o planeta, pois nós podemos precisar dele mais do que pensamos. Além disso, quem gostaria de viver no meio do lixo e da poluição? Eu não gostaria. Se continuarmos assim (sem preservar o planeta) nossos filhos e netos não irão conhecer essa coisa linda e perfeita que é a natureza, então eu acho que preservar o planeta é nossa obrigação. Lara Pilz Alves de Oliveira – 5M1 —- Leitura (texto de opinião) A leitura influencia






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muito as pessoas que, com esse hábito, podem aprender, todos os dias, a fazer muitas coisas. Leitura, para mim, é legal, se eu leio um livro pelo qual eu me interesso, continuo lendo outros livros. As pessoas deviam ler mais para se dar bem na vida. A leitura pode influenciar a fazer o bem, também ajuda em projetos contra o preconceito, racismo e bullying. Além disso, os leitores podem, com as informações que aprenderam por meio da leitura, ajudar a preservar o planeta. Luca Amorim Barbosa – 5M1 —- Preservação do Planeta (texto de opinião) Vivemos em um planeta bem bonito, mas existem muitas pessoas que não acham isso, pois estão desmatando-o, poluindo-o e queimando-o. Não devemos desmatar nosso maravilhoso planeta, nem desperdiçar água, nem o poluir nosso ambiente, pois, assim, não teremos rios nem água para tomar, além de outros prejuízos que podem ocorrer. Devemos, então, preservar o planeta, assim não só estaremos nos ajudando, como também estaremos deixando o mundo em boas condições para a vida das outras gerações. Lukas Pfeiffer – 5M1 —– O poder da leitura (texto de opinião) Leitura é algo que se faz para estudar, para pesquisar e para aprender. Com a leitura podemos compreender melhor todas as coisas que a gente vêà nossa volta. Na minha opinião, ler é muito mais do que maravilhoso e não tem nem como descrever a sensação de acompanhar uma boa história. Essa atividade pode divertir, emocionar e, inclusive, fazer alguém raciocinar bem melhor. Com a leitura, a gente pensa com mais clareza nas coisas que a gente faz e também podemos aproveitar melhor o nosso tempo. Ler é algo importante para a mente e para a vida. É algo que não tem comparação, por isso faça com que as pessoas ao seu redor leiam sempre. Mirella Novaki dos Santos – 5M1 #### 5a série 5T2 – Professora Yara Reis —– Barulhos Estranhos Olá, meu nome é Luíza. No ano passado, minha família e eu fomos viajar para a casa da minha avó, no interior de São Paulo. Chegando lá, encontramos meus primos, Alexis e Vinícius,






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que também foram viajar. A casa de minha avóé grande e tem flores por todos os lados. Tem cheiro de fazenda, mas não é... Dormíamos em uma casa de madeira rosa, bem velha e com sete cômodos. Durante uma semana, eu escutei barulhos estranhos de manhã, e assumo: estava com muito medo! Comentei sobre isso com meus primos, mas eles, como são mais velhos, riram de mim. Depois tentei me abrir e desabafar com o galo Fred, mas acho que ele não entendeu muito bem. Então, tomei uma decisão: eu mesma descobriria o que era e de onde vinham aqueles barulhos naquela noite mesmo! Às 5h em ponto, o barulho começou e eu logo fui procurar. Procurei embaixo da cama, dentro do armário, no travesseiro, no sapato, na varanda... e nada! Tentei encontrar nos outros cômodos da casa e, quando cheguei na cozinha, o barulho ficou bem maior. De repente, vi minha avó e pulei no colo dela. Depois, percebi o que era. Na verdade, era apenas a máquina de pão, preparando um gostoso café da manhã. Nunca mais esqueci esse dia tão engraçado de minha vida! Allana Junkes Gebeluca – 5T —- DEU A LOUCA NOS CONTOS DE FADA Havia uma menina que tinha um sapato vermelho muito bonito. Como ela só usava esse sapato, ficou conhecida como Sapatinho Vermelho. Ela tinha o cabelo longo e loiro, e morava em uma torre muita alta com sua mãe, que gostava de costurar. Entretanto, toda vez que costurava, ela espetava o dedo, ficava com raiva e dormia. O sono tomava conta da mãe e dos sete irmãos anões de Sapatinho: Soneca, Dengoso, Dunga, Feliz, Atchim, Mestre e Zangado. Sapatinho Vermelho tinha uma avó que era uma modelo famosa e rica, Elena Bünchen. Ela só podia visitar sua avó de dez em dez anos, quando o seu cabelo já estava bem grande para servir como corda para descer da torre. Passados dez anos... Sapatinho Vermelho desceu da torre para visitar sua avó. O caminho para a mansão da velha matriarca era muito longo e cansativo. Quando sapatinho chegou no meio da floresta, encontrou uma casa coberta de doces. Era a casa






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da Bruxa e do Lobo Mal, e lá parou para ver o que estava acontecendo. – Já estou cansada de aparecer nesses filmes patéticos, em que eu sempre sou a malvada, para ganhar dinheiro. Ou você vai trabalhar ou cai fora daqui. – disse a Bruxa para o Lobo. Sapatinho Vermelho viu perto da casa de doces uma maçã e pegou-a para levar para sua avó, mas ela não sabia que a maçã estava envenenada. Sapatinho Vermelho seguiu, então, o seu caminho para a mansão. A menina encontrou o Lobo na floresta e perguntou a ele: – O que você está fazendo aqui, Lobo? – A Bruxa me colocou para fora de casa até eu arrumar um emprego decente, mas eu estou ficando com muita fome, e, como não vou conseguir correr atrás de você, terei que jantar a sua avó, que não pode correr. O Lobo tentou fugir. Enquanto Sapatinho corria atrás dele, perdeu um de seus sapatos. A menina correu tanto que acabou se perdendo na floresta. Então, sentou-se em um toco de madeira e começou a chorar. Nisso, a fada madrinha apareceu e perguntou: – Por que você está chorando, Sapatinho? – Porque o Lobo vai devorar a minha vovó. Tudo o que eu mais queria agora era uma bicicleta e um GPS, para eu chegar mais rápido na casa dela. A fada madrinha realizou o desejo da pobre menina. Chegando à casa da vovó, Sapatinho escondeu-a. Logo depois chegou o Lobo: – Abra essa porta, Sapatinho, senão eu vou assoprar e assoprar até a casa cair! Sapatinho não respondeu. Então o Lobo começou a assoprar e a casa caiu. Sapatinho implorou para o Lobo não comê-las. O Lobo então disse que não faria mal a ninguém, se Sapatinho lhe desse a maçã que estava na mão dela. Sapatinho deu-lhe a maçã e assim que ele mordeu a fruta, caiu no chão. Sapatinho Vermelho tocou uma flauta e os animais vieram retirar o corpo do Lobo dali. Ela conseguiu achar o seu sapato. E assim todos viveram loucamente felizes para sempre. Clara Angel Marinho Batista —- BRANCA MODERNA Em um palácio havia uma rainha que ficava sempre no celular. Ela ligava para seus amigos e sempre perguntava quem era a mais






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moderna do reino. Eles sempre diziam que era ela! Até que um dia, Branca Moderna comprou um celular ainda mais moderno que o da rainha. Esta ligou para um de seus amigos e fez a mesma pergunta de sempre. Dessa vez, eles disseram que a Branca Moderna era a mais moderna do reino. A rainha ficou furiosa com e contratou um ladrão para roubar o celular da Branca Moderna, e, depois sumisse com a moça. Para concretizar o plano, o bandido levou Branca Moderna para uma loja de celulares. Chegando lá, Branca Moderna ficou maravilhada com os aparelhos. O ladrão ficou arrependido de ter aceitado a ordem da rainha e falou para Branca Moderna fugir para bem longe, e, para enganar a rainha, pegou na loja um celular igual ao da menina. Branca Moderna pegou sua moto e saiu correndo para a floresta, mas a gasolina de sua moto acabou bem na frente de uma casinha com um carro cheio de diamantes na garagem. A garota entrou na casa que tinha uma sala com uma TV pequena, um rádio e um telefone. No quarto havia um computador, uma impressora, um telefone sem fio e uma TV gigante. Ela acabou adormecendo em uma das caminhas tão pequenas... Os anões chegaram e viram que a TV da sala estava ligada. Então, eles subiram e viram uma moça deitada nas caminhas. Esperaram a moça acordar para perguntar quem era ela. A menina acordou e viu os anões. O ladrão chegou ao reino e entregou o celular falso para a rainha. Ela viu que não era o da Branca Moderna e mandou prender o homem no calabouço. Ela descobriu onde a Branca Moderna estava e se vestiu de vendedora de cosméticos. Na casa dos anões, Branca Moderna estava lavando a louça quando a rainha apareceu disfarçada e, além de oferecer belas maquiagens, deu a ela um celular ultramoderno. Branca Moderna ficou no celular até desmaiar. Os anões viram a rainha e perseguiram-na até o penhasco onde ela caiu. Branca Moderna ficou deitada uma caixa dourada, cravada de diamantes. No outro dia, um príncipe apareceu e ao se deparar com a moça adormecida, viu o






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celular ao lado dela e logo mandou uma mensagem. Assim que a mensagem foi enviada, Branca Moderna acordou e voltou ao normal. Branca Moderna e o Príncipe se casaram e viveram felizes fazendo muitas compras. Estefani Francis Ramos – 5T2 —- O pesadelo da Chapeuzinho Em uma linda tarde, Chapeuzinho estava no seu computador, conversando com seus amigos no MSN, quando escutou sua mãe chamando-a. Chapeuzinho correu para a cozinha ver o que era. Sua mãe estava preparando biscoitos para que a menina levasse para a sua vovozinha. Chapeuzinho pensou em ir de bicicleta, mas escolheu ir de Limusine, pois a estrada estava cheia de buracos. Quando entrou na Limusine, Chapeuzinho percebeu que o motorista não era muito simpático. Quando olhou com mais atenção viu que era o Lobo Mal que estava dirigindo o carro. Chapeuzinho ficou preocupada, pois pensou que o Lobo poderia ter feito alguma maldade com a sua avó. Já na casa da vovó, escutou alguns barulhos, gritos e viu vários carros estacionados na garagem da casa. Quando Chapeuzinho abriu a porta encontrou vários velhinhos e velhinhas jogando bingo. Foi logo perguntar a sua avó o que era aquilo. A boa velhinha falou que só era uma pequena diversão que ela e seus amigos faziam todos os domingos. Já do lado de fora da casa o Lobo percebeu o que estava acontecendo e deu um telefonema. Chapeuzinho queria saber para quem aquele animal malvado estava ligando, ela achou que era mais um dos seus planos para tentar destruir a família dela. Quando olhou para a rua, viu que estavam vindo duas viaturas da polícia para a casa e pensou rapidamente: “por que eles pararam na casa da minha avó se não há nada de errado aqui?” Chapeuzinho ficou olhando para os policiais. Quando perguntaram o que estava acontecendo, Chapeuzinho olhou pela janela e falou que apenas sua avó estava se divertindo com seus amigos. Quando um dos policiais entrou na casa, todos pararam o que estavam fazendo e ficaram olhando assustados. Chapeuzinho perguntou o que






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estava acontecendo, os policiais falaram que todos estavam presos, pois descobriram que a vovó era foragida da polícia, porque fazia bingos clandestinos com prêmios roubados. Chapeuzinho ficou apavorada, pois não pensava que sua avó podia fazer isso. A velhinha foi presa e ficará dez anos na cadeia. Quando amanheceu, Chapeuzinho percebeu que tudo isso era apenas um sonho. Isabelle Moreira de Oliveira —- Chapeuzinho Modernizada Era uma vez, a Chapeuzinho Modernizada. Certo dia, ela saiu de sua casa para ir à casa de sua avó e pegou um GPS e seu carrinho elétrico. Havia dois caminhos, o da Avenida Paulista e o da Avenida São Floresta. O primeiro era mais longe, mas também mais seguro, o segundo era mais perto, porem mais perigoso. Então, sua mãe disse: - Vá pela Avenida Paulista! - Claro, mamãe. – respondeu a menina. Chapeuzinho pensou melhor e decidiu ir pela Av. São Floresta, que era mais rápido. Na avenida, ela andou, andou, andou até que encontrou um guarda que disse: - Olha, menininha, essa rua tem dois caminhos até o destino que você deseja. Vá por este porque no outro aconteceu um acidente terrível. O que Chapeuzinho não sabia é que o suposto guarda era o Lobo Mau, que se apressou pelo outro caminho, prendeu a vovó e coloco-a em um elevador que subia até o céu, onde ninguém poderia ver. Então, pegou sua maquiagem elétrica, se fantasiou de vovó e disse: - Estou lindo? Quer dizer, estou linda? Logo aquela menininha vai chegar e eu vou mandá-la para o mesmo lugar que a avó e depois vou cozinhá-las no microondas! Quando a Chapeuzinho chegou, estranhou a suposta avó e perguntou: - Vovó, por que esses olhos tão grandes? - É para te olhar melhor... - Por que essas orelhas tão grandes? - É para te ouvir melhor... - E para que essa boca tão grande? - Para comer você e tua avó! Hahahahahhaa - Ha há há você, seu Lobo! Eu sou agente do FBI e você está preso. E assim, todos foram felizes para sempre menos o lobo que disse: - Odeio meu trabalho! Júlia Benteo Martins —- A Bela Adormecida e






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o Mano Era uma vez, uma rainha que estava esperando uma filha. Ela morava em Veronaville, uma bela cidade. O único problema dessa cidade é que tinha uma mulher muito malvada chamada Malévola. Quando a filha dessa rainha nasceu, o rei resolveu fazer uma “balada”. Ligou o seu computador e mandou convite para todos os seus contatos do MSN, entretanto, esqueceu da Malévola, que era uma amiga da rainha. Malévola ficou furiosa e resolveu fazer uma maldade contra a rainha: - Quando a filha dessa traidora completar dezesseis anos, ela vai entrar na internet e então, eu ativarei um vírus que vai fazer ela e toda a cidade dormirem! - E o que mais? - perguntou seu leal amigo, corvo Zamuras. - Zamuras! É só isso! - Só? Que ideia mais sem graça... Malévola se irritou tanto que jogou um celular na cabeça de Zamuras. E completou: - Agora espere aqui, que eu vou demorar um pouquinho para me arrumar... Na hora da balada, vieram três vendedoras: uma de celulares, outras de roupas e uma de computadores. Elas presentearam a garotinha com um celular, uma roupa, e quando foram dar o computador, Malévola chegou e explicou tudo que ia fazer. A rainha, então, perguntou por que ela faria isso. Malévola respondeu: - Por que você acha? Eu sou sua amiga e você nem pra me convidar para a balada de um ano da sua filha! Por isso ela vai sofrer! - E sumiu em um piscar de olhos. A vendedora de computadores disse que ia tentaria instalar um antivírus que pudesse reduzir os anos que a menina passaria dormindo. Quando a garota completou dezesseis anos, começou a avistar umas luzes na cobertura de seu apartamento. Como era muito curiosa, subiu de elevador até a cobertura e viu um computador. Não resistiu e foi navegar na internet. Percebeu que estava acontecendo alguma coisa estranha. Todos os habitantes dessa cidade dormiram profundamente. Muitos anos se passaram até um “mano” ficar sabendo que essa menina era muito bonita. Quis saber onde ela estava e qual era o seu nome. - Ela está na cobertura do apartamento do






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rei e da rainha, o nome dela é Aurora. O “mano”, que se chamava Jack, pegou seu carro conversível e foi atrás dela. Malévola ficou sabendo e colocou uma armadilha para que ele não conseguisse entrar: Mas ele, que era muito esperto, transformou seu carro em um avião e rapidamente chegou até a cobertura. Chegando lá pensou: ”Vou beijá-la. É como fazem nos contos de fadas.” Ele beijou-a e ela se apaixonou por ele no mesmo instante. Pegaram o carro conversível e foram direto para Las Vegas se casar; passaram as núpcias na Disney. Muitos anos se passaram, Aurora engravidou de duas meninas e convidou Malévola para a balada de um ano delas. Com isso, acabaram se tornando grandes amigas. Entretanto, quando Aurora engravidou novamente e esqueceu-se de convidar sua grande amiga. Isso provocou uma grande vingança de Malévola. Mas essa é outra história... Nathalia Weber Casarin - 5T2 —- A idosa misteriosa Em um bairro velho, com casas antigas, morava uma senhora de mais ou menos noventa anos. Ela era muito misteriosa e tinha um problema de saúde: diabete. Quando eram onze horas da manhã, ela apagou todas as luzes da casa, desligou tudo – TV, luzes... – e a casa ficou escura e silenciosa. Um de seus vizinhos, o Carlos, ficou preocupado e resolveu observar. Quando passou uma hora ela acendeu todas as luzes, ligou a TV e sentou para assistir ao seu programa. Passados três dias, a curiosidade do vizinho aumentou e ele não agüentou: resolveu falar com o filho da vovozinha e ele também ficou preocupado e os dois bolaram um plano. O plano foi Carlos chamar a vovozinha para um café na casa dele enquanto o filho Marcos entrava na casa. Quando Marcos entrou, procurou, investigou e nada. Então, foi ao encontro de Carlos e sua mãe. Quando a velhinha voltou para casa, Marcos contou para Carlos que não havia encontrado nada e Carlos resolveu ir ele mesmo. No dia seguinte, Carlos esperou a velhinha apagar todas as luzes, desligar a TV e entrou na casa. Carlos começou a ficar com medo, pois estava um grande silêncio. De repente ele






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tropeça, bate a mão no interruptor e acende a luz, quando para a sua surpresa o mistério é desvendado: a idosa comia chocolate escondido, já que não podia por ser diabética, e então apagava as luzes para que ninguém percebesse. Carlos foi correndo contar para Marcos e dali em diante Marcos passou a morar com sua mãe. Rafaelle Rodrigues de Lima 5T2 #### 6m1 O MENINO SOU UM MENINO QUE GOSTA DE OBSERVAR, PENSAR, IMAGINAR. SOU UM MENINO QUE GOSTA DE AJUDAR E DE AMAR. SOU UM MENINO QUE NÃO PRECISA ATACAR E HUMILHAR. SOU UM MENINO QUE JÁ APRENDEU QUE O AMOR DEVE ILUMINAR. ESTE SOU EU: UM MENINO QUE ESTÁ CRESCENDO. Felipe Cavalcanti de Lima Rodrigues -6M1 —- Despesa Despesa Comprei um carro, uma piscina e um jarro. Comprei uma casa, uma vila e a NASA. Fiquei pobre, não consigo pagar nada, o dinheiro não me cobre, gastei demais para nada. Gabriel Dubow Selleiro -6M1 —– Tempo Tempo é raro Passa rápido... Passa tempo O tempo passa... Rápido passa O tempo... Igor Jean Moraes -6M1 —- Artistas Os artistas são: Pessoas que amamos Pessoas que compreendemos. Os artistas são: Estrelas, planetas e o meu caderno que cabe o mundo lá dentro. Os artistas são: tudo isso numa forma só... nossos pais. Izabelle Klariane Massolin da Costa -6M1 —- Amanhã Amanhã pode ser tarde demais Para amar Amanhã talvez não haja paz E o mundo em guerra vai estar. Amanhã pode ser tarde o suficiente Para pedir desculpas Amanhã você pode estar rente A sua culpa. Amanhãé tarde demais Para agradecer Amanhã talvez não haja mais Amor para receber. Amanhãé tempo de sonhar E largar a escuridão Amanhã ainda dá para pensar Que existe solidão? Juliana Klamas -6M1 —- A Menina A menina Criança Tão pequenina Mas deixa a esperança. Ah menina! Nunca se esqueça não... No mundo dos grandes Não se perca em vão. Menina Dos olhos grandes Todo assustados Ainda balança Na minha canção. Juliana Mysczak 6M1 —- Explosão Pode ser um






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estouro de alegria Um estouro de bombas Ou estouro de amor. O estrago de um lugar Um estrago no pulmão Um estrago no coração... Luã Tulio Fortes Jachtchechen 6M1 —- Política Políticos corruptos sem vergonha de roubar, sem respeito com o povo que não sabe nem falar. Em época de eleição prometem o que podem e o que não podem, para qualquer cidadão que não pensa na situação. Quando eleitos não atendem aos pedidos nem cumprem o prometido só pensam em roubar dinheiro do povo sofrido. Raphael Marzalek Blasi -6M1 —- Borracha A borracha apaga tudo, Apaga sonho imaginado, Apaga o desenho rabiscado, Apaga a escultura mais detalhada, Apaga a palavra errada, Apaga a linha desenhada, Apaga o sentimento mais profundo, Apaga o sumiço mais doido, Apaga o meu poema escrito. Vivian Maria Korb -6M1 #### 6T2 O que me faz feliz Um abraço apertado, um beijo roubado, a presença de amigos, inclusive os antigos. Uma festa agitada, uma casa de pousada, o pôr-do-Sol, um novo girassol. Um colo que me acolhe, um coração que me ame, colher o que a gente planta, com as sementes da vida. Atitudes intensas, errar e se arrepender, tirar lições, aprender a viver. . Ana Mahara Fernandes Calizario 6T2 —- Ler Ler é um ato Um ato não, um hábito Uma ação que deve ser praticada sempre Sem preguiça, sem desprezo Ou mais pra frente, sentirá o peso O peso de não saber falar em público De mal saber declamar um poema De nem sequer compreender O que um sábio tem a dizer Tudo é pura consequência De um passado sem cultura Sem livros, sem o tal hábito de ler O poema que escrevo nesse momento Não tive tanto trabalho, Tudo saiu num momento Por quê? Ah... Pois sim, eu leio! E acho melhor parar de escrever E recomeçar a ler. Giulia Mendes Tebinka Gonçalves 6T2 —- Soneto Brasil Brasil é o país tropical É o país da vida É o país do carnaval É o país da paisagem bonita Mas é o país da favela Da pobreza que se rebela das balas perdidas e assim, vidas destruídas Da política os votos em vão é o berço da corrupção Ah! Esse






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bando de ladrão Mas a grande verdade É o país da dupla realidade Brasil, meu país, digo com orgulho e sinceridade. Helena de Paula Wagnitz 6T2 —- Eu sou Eu sou a solidão Procurando uma companhia Eu sou o Sol Procurando uma praia Eu sou a semente Procurando a terra Eu sou o beijo Procurando uma boca Eu sou a estrela Que procura a sua constelação Eu sou o padre Procurando a sua bíblia Eu sou o lápis Procurando um papel Eu sou a sede Que procura a água Eu a fome Procurando o alimento Eu sou o noivo Que procura por sua noiva O que eu sou? Eu sou uma criança Que procura a sua FELICIDADE!!!!! Kayk Bueno Martins 6T2 —- Dê amor a quem o ama Ainda vejo flores lindas Raios de sol nascendo Brinco debaixo de chuva Sinto ar fresco do vento Deitada no verde da grama Namoro olhando as três marias Belas estrelas num céu limpo Que majestade a lua cheia O zumbido de uma abelha Numa flor colhendo mel O trabalho das formigas Para o inverno, se for cruel Os pássaros ainda cantam Anunciando a primavera Faço parte desta natureza Rios, mares e florestas Somos filhos da terra Nossa morada, nosso lar Vamos preservar e amar Tudo o que existe entre o céu e o mar Abrace com carinho uma árvore Não a deixe cair Dê amor quem o ama Não se deixe perder por aí Cuide bem da sua imagem Que por dentro é tão linda Diga sempre “eu te amo” Para toda sua família Somos filhos da terra Nossa morada, nosso lar Vamos preservar e amar Tudo o que existe entre o céu e o mar Nyananda Jully de Souza Rocha 6T2 —- Amizade Amigos... Nunca são demais Pessoas extremamente especiais Que nunca nos deixaram, jamais. Há sempre um amigo especial Aquele a quem você conta seu maior segredo Aquele que não o deixa na mão Até no desespero. Afinal, todos são importantes São amigos de verdade Com eles não há tristeza Apenas toda a felicidade. Yuri Fuchs Peters 6T2 #### SER POÉTICO Texto para Ser Poético – Fundamental 2 7a série 7M1 – Professora Simone C. Santos A menina “invisível” (Crônicas) Até que ponto podemos dizer que é






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normal misturar fantasia e realidade? Onde está a linha que diz o que está certo ou errado? Até que ponto uma pessoa pode confundir... confundir.... Ah, sei lá... Júlia era uma menina fanática pelo Quarteto Fantástico. Ela sempre fingia que era a Mulher Invisível e sempre tentava ficar transparente, atravessar paredes e outras coisas. Certo dia, ela perguntou à mãe: – Mãe, por que eu não posso ficar invisível e atravessar paredes como a Mulher Invisível? A mãe respondeu: – Porque você não tem o traje dela, filha. Mas, no seu aniversário, eu darei um de presente para você. Julia saiu feliz dali e esperou ansiosa até que finalmente o seu aniversário chegou. Sua mãe lhe entregou o tão sonhado presente. A garota imediatamente abriu o pacote e vestiu a tão esperada fantasia da Mulher Invisível. – EU SOU A MULHER INVISÍVEL!!! – disse Júlia empolgada. Seus pais ficaram no sofá, rindo da felicidade da filha. – Eu vou atravessar a parede! Agora eu posso, porque eu tenho o traje!!! Então, ela correu pra trás, depois correu em direção à parede e... bateu a cabeça e caiu desmaiada. A menina foi levada ao hospital e perdeu a memória por algum tempo, mas, segundo a sua mãe, Júlia ficou muito feliz. Ainda no leito do hospital, a garota disse: – Eu consegui!!! Atravessei a parede da sala de casa e vim parar aqui!!!! Aline Lima Lirani – 7M1 —- SER POÉTICO Texto para Ser Poético – Fundamental 2 7a série 7M1 – Professora Simone C. Santos O ladrão (Crônica) Vivemos uma época tão cheia de conflitos, ausências e desentendimentos que, às vezes, nem sabemos mais quem são as pessoas que estão ao nosso redor. Uma mulher foi assaltada por um ladrão perto de sua casa. Desesperada, liga para a polícia: – Por favor, policial! Um ladrão levou minha bolsa com todos os meus documentos e meu dinheiro! – Não se preocupe, nós recuperaremos seus pertences para a senhora. Vamos investigar o seu caso. – diz o policial. Depois de alguns dias, a mulher recebeu o telefonema do policial: – Encontramos o autor do crime, senhora, sua bolsa está conosco. Pode






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vir buscá-la. – Nossa, obrigada! Mas, policial, o dinheiro ainda está na bolsa? – pergunta a mulher. – Sinto muito, o ladrão usou o dinheiro para pagar as contas de casa, segundo ele. – respondeu o policial. A mulher para por um minuto e pergunta: – E quem seria esse homem? O policial responde: –É o senhor Valmir de Souza. A mulher grita espantada: – O meu marido?! Andréa Lima Lirani – 7M1 SER POÉTICO Texto para Ser Poético – Fundamental 2 7a série 7M1 – Professora Simone C. Santos —- Notícias (Crônica) Chegou o tempo em que as pessoas vivem falando dos presos, ou como todo mundo fala ”daqueles que estão atrás das grades”. Só que todos já estão cansados de ouvir que tem preso para todos os gostos, quero dizer, crimes, como roubo e assassinato, ou problemas de comportamento, como, loucura e vícios. Então a gente diz que o mundo acabou, mas sabemos que há a esperança de tudo mudar no nosso mundo. Mas, exatamente na hora dessa reflexão, vem uma notícia dessas ”Vaca e unicórnios viram atração na China”. Cara, de onde vem isso? Unicórnios e cavalos com chifres brilhantes! Outra notícia, bem antiga, que me deixou indignada foi que, na Austrália, um idoso foi considerado inocente depois de ser enforcado. Isso aconteceu em 1922. Se o nosso mundo já era assim nessa época, imagina daqui a 30 anos!!! Eu, com certeza, vou tomar muito cuidado com as pessoas e as notícias, pois elas representam o que acontece no mundo. Então, realmente, o mundo acabará, a não ser que as pessoas mudem e façam o mundo mudar para que ele não fique ainda pior do que já está. Camila Witkowsky Sampaio – 7M1 —- SER POÉTICO Texto para Ser Poético – Fundamental 2 7a série 7M1 – Professora Simone C. Santos Chapéu de livro (Crônica) Uma vez, um pedreiro chamado Paulo estava trabalhando em uma obra e o sol estava muito forte. Então achou vários livros no caminho de volta para sua casa e pensou em fazer chapéus de papel para se proteger do sol. Quando chegou em casa, pediu para sua mulher alcançar uma tesoura para recortar






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folhas e fazer um chapéu. Voltou para a obra e lá começou a fazer os chapéus. Quando seu patrão viu aquilo (Paulo fazendo chapéus), ficou bravo, pois ele estava parado sem produzir. Então o patrão disse para o Paulo que, se ele não parasse com aquilo e começasse a trabalhar, ele seria despedido. Paulo, então, parou e voltou a trabalhar. Depois do trabalho, voltou para casa com os livros e muito triste, sua mulher viu sua aparência tristonha e perguntou o que havia acontecido. Paulo contou toda a história para sua mulher. Ela ficou mais brava do que seu patrão e disse para Paulo parar de bobagem, guardar os livros e criar uma biblioteca para ajudar outras pessoas em vez de ficar fazendo chapéus. João Gabriel Linhares Pulner – 7M1 —SER POÉTICO Texto para Ser Poético – Fundamental 2 7a série 7M1 – Professora Simone C. Santos Os grandes momentos (Crônica) Na minha sala, tem um garoto chamado Jonathan. Eu o conheço desde a 3a série. Nunca me dei muito bem com garotos. Mas no ano passado, Jonathan e eu nos tornamos amigos. Depois de uns dois meses, nos consideramos amigos do peito. O problema é que, a partir daí, eu comecei a olhar para ele, como alguém mais do que um amigo do peito. É típico: uma garota apaixona-se pelo melhor amigo. Mas é claro que ela não tem coragem de contar a ele. Essa garota era eu. O problema é que nós já estamos na metade do 2o semestre e o ano está quase acabando. Eu não aguento mais. Preciso contar que gosto dele. A única solução que achei foi fazer atletismo, pois o Jonathan faz, então poderíamos conversar durante os treinos – eu sei, eu sou brilhante. Durante a aula de atletismo, nós estávamos correndo. Até que, de repente, o Jon – apelido que eu dei pra ele – caiu e torceu o tornozelo. Provavelmente ele iria ter que frequentar as aulas, só não iria poder participar delas. Então, numa jogada rápida, consegui cair –às vezes penso que eu seria uma ótima atriz – e eu comecei a gritar. Eu estava gritando de dor, mas, na verdade, não estava doendo. Era para que todos pensassem






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que eu também havia torcido o tornozelo. Como já disse, eu sou brilhante, mas eu acho que o Jon é mais brilhante do que eu. Sabe por quê? Porque ele não torceu o tornozelo como eu pensei... ele apenas caiu. Quem apenas cai?! Bom, foi pela tranquilidade dele, que eu descobri que ele não havia se machucado. E então, como ele é um cavalheiro, me ajudou a levantar e perguntou se eu estava bem. E eu, com aquela cara de vergonha, respondi que sim. Pra evitar mais uma pergunta, eu disse que eu estava gritando simplesmente porque sou menina e posso ter meus ataques. Além de tudo isso, raspei o joelho, e quem já raspou o joelho sabe que dói muito. Depois da minha tentativa fracassada de ficar um tempo com ele, resolvi tomar uma atitude diferente. Era uma quarta-feira, depois do treino. Estávamos muito cansados. Mas, mesmo assim, pra relaxar um pouco, eu o convidei pra ir à lanchonete, que fica ao lado do colégio. Mas foi aí que eu percebi a burrada que fiz. Imagina o meu estado depois de um treino. Eu estava suada, cansada, e o pior, sem maquiagem. Mas como eu já tinha convidado, não dava pra dar o bolo, né? Na verdade, até dava; era só eu fingir que eu tinha desmaiado. Normalmente, eu escapo das provas desse jeito. O jeito foi chegar na lanchonete daquele jeito mesmo. A única esperança que eu tinha era aquele conselho: uma pessoa tem que gostar de você pelo o que vocêé. Putz, o que eu era? Eu era uma adolescente, suada, cansada, sem maquiagem, e com aquela cara de defunto. Nós chegamos à lanchonete e pagamos os refris. Então, fomos nos sentar no meio fio da rua –tá eu sei que não é nada romântico, mas se fosse para ser romântico, eu estaria parecendo uma princesinha. E comecei a conversar com ele normalmente. Não, não era normalmente, porque eu estava tremendo, e com aquele frio na barriga. O pior, eu estava com o maior medo de pagar mico, porque eu tremia tanto que quase não conseguia segurar o refri. Imagine se eu o derrubasse ali?! Mal sabia eu que o que estava por vir era muito pior. Conversa vai, conversa vem, resolvi






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perguntar se ele gostava de alguém. Então para a minha surpresa – e pra que eu ficasse babando, parecendo que eu vi o Justin Bieber – ele disse: “Olha, eu não quero que você me entenda mal, mas eu gosto e vou ter um encontro com esse alguém. Eu não preciso nem dizer que depois da parte do ”eu gosto”, eu nem prestei atenção no que ele disse. Bom, não tive mais dúvidas. E num impulso, beijei-o. Então, nesse momento, algo aconteceu. Eu ouvi uma voz muito afeminada – mas parecia a de um garoto – que gritou: “ TIRA AS SUAS MÃOS DO MEU BOFE!!! AGORA! SUA COISINHA DESPRESÍVEL! É claro que eu abri os olhos, e ... eu estava beijando o vento. O Jon tinha se esquivado. Então, eu fiquei surpresa e, quando olhei pra calçada, tinha um garoto lá. O Jonathan estava com uma cara de espanto, parecia que ele tinha visto o Michael Jackson andando por ali. Bom, como isso era meio impossível, eu imaginei que ele ficou assim, ou porque eu tentei beijá-lo, ou por causa daquele garoto gritando ali. O garoto começou a gritar com o Jon e ficava dizendo: ”Eu te amava sabia, seu traíra?”, ”Eu vou ficar com a guarda da Lady Chery, vocêé um péssimo exemplo para o nosso bichinho de pelúcia!”. Foi aí que tudo começou a ficar claro ... JONATHAN ERA GAY! Aquele parado na nossa frente era o seu namorado. Então, achei aquele garoto muito familiar. Era o Mark da nossa sala. E era com ele que o Jon iria ter um encontro ... ai que horror. Eu nunca paguei um mico tão grande na minha vida. O pior foi ter que ver os dois na aula – todo dia – e também ter que aguentar as minhas amigas me zoando a cada cinco minutos. Ai........ ninguém merece. Jamile Haddad Baruki – 7M1 #### 7M2 Tempo de eleições Aqui estamos de novo, diante das eleições para Presidente da República. Sempre que isso acontece, são prometidas muitas coisas: ”eu vou diminuir os índices de pobreza”, ”vou aumentar a renda deste país”, ”haverá saúde e educação para todos”, etc. Agora, se isso tudo fosse verdade, nosso país não teria tão altos índices de violência, tanta gente sem






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moradia, tanta pobreza, etc. Os candidatos sempre vêm prometendo tantas coisas, porém, quase nunca os pedidos do povo são realmente atendidos. Eu ainda não posso votar, mas não é por isso que eu não sei o que está acontecendo, até porque quem for eleito, será aquele que governará o país de todos, inclusive o meu. O interessante é ver o que os candidatos são capazes de fazer por votos. Não digo que está havendo corrupção agora, por parte desses dois candidatos que concorrem atualmente à presidência, mas quem de nós nunca ouviu sobre as barbáries que acontecem por aí no mundo político? Dinheiro roubado de diversas maneiras, colocado em diversos lugares, o mensalão, enfim... Os diversos casos de corrupção que existem. Com esse tipo de atitude acontecendo, como podemos realmente acreditar em quem vamos votar? Como saberemos se eles vão fazer um bom trabalho por nós? Como eles representarão o Brasil em que eu, você e todos nós vivemos? Isso tudo, claramente ninguém sabe. Por isso, quem for votar, tente pesquisar sobre os candidatos, dialogue com amigos, vizinhos, não importa, porque nem todos possuem a mesma opinião sobre as coisas. Tente saber mais sobre os candidatos, procurando conhecê-los melhor, estando a par do que fizeram, do que pretendem, se já estiveram envolvidos em algum escândalo e se desempenharam um bom trabalho quando foram eleitos anteriormente para outros cargos. Alan Tamir Grosz - 7M2 —- Parabéns Brasil! A Gazeta do Povo fez uma reportagem no dia 05/10/2010 sobre o novo deputado estadual intitulado Tiririca, que foi eleito no dia 03/10/2010 com aproximadamente um milhão e trezentos mil (1.300.000) votos. A reportagem diz que, ou o povo não sabe votar, ou votaram nele como uma forma de protesto. Então, imagine o que aconteceria se todos votassem em candidatos como Tiririca, candidatos despreparados e não acostumados com o sistema governamental e, ainda, sem estar envolvidos nas famosas ”panelinhas” políticas. Provavelmente nós teríamos governantes que não saberiam o que fazer e o pior para






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os nossos super políticos é que eles não saberiam o que fazer com esse novo deputado, considerado, como a própria Gazeta do Povo apresentou em reportagens posteriores ”pedra no sapato”. A maior prova disso é a tentativa de tirar o deputado estadual Tiririca do poder, alegando que ele é analfabeto. Uma outra pergunta que cabe aqui é: se ele não pode governar por ser analfabeto porque deixaram ele se candidatar? Voltando ao pensamento de votar em candidatos despreparados, quem sabe se ao invés de anular o voto ou deixá-lo em branco uma excelente forma de protesto seria votarmos em candidatos com a menor chance de ganhar. Talvez assim, conseguíssemos mudar todos os políticos e finalmente controlar o governo, pois afinal de contas, os políticos nada mais são que empregados que recebem um salário desnecessariamente altíssimo para não fazer o que precisamos que é controlar o dinheiro arrecadado através de impostos de uma maneira que supra a nossa necessidade de segurança, saúde e educação. O que mais me deixa indignada não é termos um Tiririca no governo, mas o povo esquecer de que nós é que mandamos no país e, portanto, nos governantes. Votar no Tiririca não é tão ruim quando olhamos para quem está na nossa presidência da República. Um homem que fala em cadeia nacional que não lê, não gosta de ler e precisa seus relatórios transformados em vídeo, pois não consegue processar a leitura. Não fala adequadamente nosso idioma. Não sabe outras línguas e durante todo o seu mandato nunca estudou. O que temos como exemplo? Todas as pessoas em geral querem ser jogadoras de futebol ou políticos. Ganhar dinheiro fácil. O Tiririca ser analfabeto é”fichinha” perto do nosso ilustríssimo senhor Presidente Luís Inácio Lula da Silva, vulgo Lula. Isso é nome de presidente? Parabéns Brasil! Gabriela Ribas Chimelli - 7M2 —- O Voto Obrigatório A lei de meu país obriga a população a votar em um candidato, que acreditam que melhor governará. Mas será que todas as pessoas têm a consciência do voto? Pois bem,






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eu acredito que não. Algumas pessoas nem se importam em quem votar, muitos pegam o primeiro panfleto que encontram na rua e votam no número que ali está. Alguns governantes (certamente corruptos) doam cestas básicas às famílias mais carentes e assim vendem o voto. Por isso , muitos que não mereciam são eleitos, e estes não cumprem com as suas promessas e obrigações, tornando-se pior a situação do nosso país. Será que é isso que queremos? Ver o Brasil com índices de pobreza e violência aumentando cada vez mais? Ou queremos um país diferente? Nós queremos governadores mais justos, que cumpram seus deveres, investindo principalmente em saúde, educação e segurança, para que o Brasil mude e continue mudando. Mas para isso acontecer, as pessoas precisam pesquisar e saber o histórico dos candidatos que pretendem votar, porém nem todos têm essa preocupação. Um exemplo: Como alguém pode votar no Tiririca? Ele chama a população de ”abestados”, faz apenas brincadeiras e não leva a política a sério e mesmo assim, foi um dos mais votados! Isso me parece um descaso. Onde que os brasileiros estavam com a ”cabeça”? Mas agora ele foi denunciado por ser supostamente analfabeto. Se o voto não fosse obrigatório, provavelmente as pessoas que votariam, seriam aquelas realmente interessadas e que querem um Brasil diferente. Então, será que o voto obrigatório é o correto? Isabella Tosta Massuda 7M2 —- Bullying O bullying e o cyberbullying são casos muito sérios que acontecem em vários lugares. O bullying é praticado por um grupo de pessoas que fazem pessoas sofrerem humilhações dos colegas. Um exemplo do bullying na escola: Um menino que sofria humilhações por causa de sua altura, ele era muito baixo perto das outras pessoas de sua sala. Algumas pessoas começaram, humilhá-lo e agredi-lo. Até que um dia ele estava muito nervoso com a situação, levou uma arma para a escola e matou as pessoas do grupo e depois se matou para não sofrer com outras pessoas humilhações diferentes. O cyberbullying é o bullying virtual. Como no






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bullying ele possui as mesmas características. Um exemplo de cyberbullying: Uma pessoa invade sua conta do MSN se passa por você e começa a xingar seus amigos ou fazer algo mais sério para sacanear a pessoa . Se você for vítima de bullying ou cyberbullyng, vá até uma delegacia, a pessoa que praticou o bullying pagará uma multa de danos morais, que pode chegar a cinco mil reais. Larissa Arias Gonzalez Cancela 7M2 #### 8M1 O menino que encolheu Ele tinha 11 anos, estudava na 6.a série, acabara de chegar em casa, no fim da tarde, tinha um metro e meio e, enquanto jantava, sentia levemente seus pés se afastando do chão, quando olhou viu uma diferença mínima :”deve ser coisa da minha cabeça”pensou, e voltou a comer. Já eram dez horas da noite e a sensação de estar encolhendo estava aumentando. Agora já se via nitidamente a diferença: tinha encolhido uns quinze centímetros. Seus chinelos estavam folgados e já pisava na barra da calça; desesperado, mas ainda assim dormiu. Acordara pior de como havia dormido, agora com menos de um metro, suas calças já estavam quase caindo e sua camisa vinha até o joelho. Não aguentava mais aquilo, nem queria pensar como ficaria daqui um ou dois dias, abriu a janela do 17o andar e se jogou. Chrystian Takeo Gayer Shiruo - 8m1 —O Sufocador Ela era estudante de ciências contábeis, tinha 23 anos e morava com seus pais. Tarde da noite quando bateu o sono em Fernanda, dirigiu-se ao seu quarto, arrumou a cama e deitou para dormir. Já estava em sono profundo quando sentiu algo estranho, parecia um pesadelo, um peso sobrenatural tomou conta de seu corpo, não conseguia se mover e tinha a sensação de estar sendo sufocada. Tentou gritar e se mover, porém, nada conseguiu. Quando estava ficando totalmente sem ar, sentiu o peso ir embora. Passou a noite em claro. No outro dia ninguém acreditava nela, todos disseram que foi um pesadelo, mas ela jurava que não foi. Resolveu dormir na casa de uma amiga para sentir-se mais segura. Ocorreu tudo bem durante a noite,






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então, retornou à sua casa. O tempo passou normalmente e, pensando que aquele dia chuvoso de agosto fosse mais um dia comum, foi para cama, estava enganada, pois umas duas horas depois, quando estava em pleno sono, foi atacada novamente pelo ”peso sufocador”. Desta vez o sufoco foi mais forte e ela quase morreu. Após o ataque que quase a levou à morte, decidiu dormir no quarto de visitas. Neste quarto passou noites tranquilas, até mais um ataque do sufocador, que dessa vez deixou Fernanda totalmente sem ar. Ela desmaiou, quando acordou, se deu conta de que não estava no quarto de visitas, aliás, ela não reconhecia o lugar em que estava. Era um lugar horrível, cheio de tochas, ela ouvia pessoas gritando, porém, não via ninguém, até que viu uma fumaça preta se aproximando dela. Fernanda desapareceu na fumaça e até hoje ninguém sabe onde ela está e o que aconteceu. Gabriel Soldi Monteiro da Rocha - 8M1 —- Fogo e terra Gabriela Souza de Siqueira Este era para ser um dia normal para mim, como todos os outros, eu estava indo para o colégio, mas eu sabia que algo estava fora do normal, pois os animais se recolheram, o céu estava mais escuro do que normal. Apesar de ser uma manhã de verão, o vento soprava fortemente em meu rosto, bagunçando meus cabelos, na mesma hora, me senti totalmente estranho, com certo embrulho no estômago. Você deve estar se perguntando que sou eu, bem, meu nome é Joe, tenho 17 anos e tenho um dom de controlar a natureza, se é que isso é um dom... Desci do carro, entrei na floresta e encontrei-a silenciosa demais, nenhum ruído, nada, apenas o vento. Encostei minhas mãos na terra e senti uma força nunca vista, ela estava perto, eu podia sentir seus passos se aproximando de mim. Desencostei da terra, me virei para trás rapidamente e levei um susto. Lá estava ela, toda de preto, de costas para mim, seus cabelos negros como um eclipse até a cintura, muito lisos, sem nenhum fio fora do lugar, sua roupa colada em seu corpo, ressaltando suas belas curvas. Era Tabytha, a mulher que eu sempre irei






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amar, mas que, por causa de uma maldição, tive de matá-la. Não sei como ela estava em minha frente. - Olá - disse ela com um tom seco. - C-c-como? - forcei as palavras que não queriam sair. - Simples, você se esqueceu de me matar completamente, e a maldição do fogo se apoderou de mim, e agora vou vingar-me de ti. Ela se virou para mim e seus olhos mudaram da cor cinza-azulada para assumir as chamas, eles começaram a “pegar fogo” e ela veio furiosamente em minha direção. Tabytha agarrou meu pescoço com uma força sobrenatural e me colocou contra uma árvore. - Por quê? Por que você está fazendo isso? - Falei enquanto ela me estrangulava. Ela me jogou do outro lado da floresta. - Por que eu pensei que você me amasse o bastante para me deixar possuir um poder, o poder do fogo, isso foi bom para mim, eu me sinto mais forte, mais poderosa... - Mais perigosa, e fora de controle, foi por isso que a matei, eu não queria te perder, mas sabia que isso teria de acontecer, então para você não sofrer mais, eu a matei, mas foi porque eu te amo, só isso, Tabytha! - Tentei explicar para ela. Tabytha olhou em meus olhos, e o fogo diminuiu, mas ainda estava ali. - Não quero saber, mas eu me sinto bem do mesmo jeito, e agora quero te matar. - então ela jogou um jato de fogo em minha direção, e eu me desviei rapidamente. Eu não queria machucá-la, mas se ela continuasse assim, eu teria que me defender. Ela arreganhou os dentes para mim e o fogo em seus olhos aumentou ainda mais, fazendo-me recuar uns três passos. - O que foi covarde? Não tem coragem de me matar agora? - Ela falou ferozmente, jogando outro rio de fogo sobre mim, mas eu revidei fazendo uma árvore de tamanho adulto brotar do chão e impedir seu ataque. A árvore virou cinzas, mas consegui me defender. Depois de uma luta sangrenta, desisti, fiquei de joelhos e disse: - Chega! Mate-me se quiser! - levantei as mãos para cima, como um ato de rendição. Ela se aproximou de mim sorrindo maldosamente, suas mãos pegavam fogo, com o maior prazer, ela ergueu-me no ar e me jogou longe. Não






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me lembro de nada mais, a não ser do fato de eu estar em chamas. Ordenei à natureza que apagasse o fogo e então as chamas cessaram. - Você não morreu? - Gritou Tabytha. Logo seus olhos cinzentos se transformavam novamente em fogo, mas antes que ela agisse contra mim, eu a embrulhei com galhos e a aprisionei. Aproximei-me dela e a beijei. No mesmo instante, ela pegou fogo por inteira, queimando os galhos, a mim e o que estava em nossa volta. - Tabythaaaa! - Gritei, seus olhos queimavam em fúria, ela tremia e me mostrava os dentes como um cão feroz, e com um horrendo grito de dor o fogo saiu de dentro dela, fazendo seu corpo cair sem vida para o lado. Eu sabia que ela estava morta, desta vez não restava dúvidas. Pedi á terra que a enterrasse naquele mesmo lugar, e sem os meus comandos uma rosa vermelha brotou da terra, e viverá naquele lugar por toda a eternidade. Gabriela Souza de Siqueira - 8M1 —- Como o Palco, o Parque Era mais um dia de trabalho duro. Vida sofrida, dura e perigosa essa. Correndo risco a cada metro percorrido em uma das cidades mais populosas do mundo. Muitos carros, motos e até caminhões disputando o mesmo espaço. Discussões, acidentes e mortes. Assim era o dia de Dionísio. Passado o dia na rua, uma entrega aqui, outra ali e o mais rápido o possível. Quanto antes voltasse para a empresa, mas serviço pegava e mais dinheiro ganhava. Não era tanto assim. Mas dava pra comer e pagar a prestação da moto. Estava no meio do trânsito, em plena segunda-feira, quando viu uma moça na calçada e uma estranha força sobrenatural que o tomava diariamente o invadiu e entre o vislumbre e uma manobra e outra entre os carros, virou na próxima rua, contornou o quarteirão e parou ao lado da moça. Apresentou-se a ela como fotógrafo e perguntou se ela tinha interesse em ganhar algum dinheiro com fotos. A moça achou estranha a pergunta e tentou escapar. Ele com a voz suave disse que era para uma campanha de conscientização ecológica. As fotos seriam tiradas em um parque e ao natural do jeito que ela estava vestida. A garota






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se animou, afinal, estava precisando de dinheiro. Para dar mais ênfase ao que estava falando, Dionísio mostrou um envelope pardo, bem recheado e lacrado. Foi suficiente para convencer a garota a subir em sua moto e saírem em direção ao Parque do Estado. À tarde, Dionísio estava de volta á empresa. Antes de entrar no prédio, tirou o envelope pardo de dentro da jaqueta e jogou-o na lixeira. Uns garotos que ficavam na frente do prédio, viram o motoboy se desfazendo do embrulho e correram para pegar, disputando entre si. Um dos meninos pegou o envelope e saiu correndo vitorioso. Ao abrir, encontra um monte de jornal, cortado em forma de retângulo, amarrado com vários elásticos. Dentro do prédio, Dionísio pensava em como era fácil enganá-las, bastava dizer o que queriam ouvir. Falar tranquilamente e pronto. Com essa, já são nove mulheres, amanhãé outro dia, mais um dia de trabalho duro. Leandro Takahashi da Costa - 8M1 —- As chaves do Reino de Deus As chaves do Reino de Deus Já era noite, eu estava cansado, dormindo profundamente, quando acordei com estrondo, um barulho ensurdecedor. Olhei, pisquei, olhei novamente, não acreditava no que via, uma imagem irreal, de um homem, mas apenas seu rosto, sem corpo nem foco. Com medo, fechei os olhos e rezei, imediatamente o homem falou: ”Sou Deus, filho, tu rezas para mim.“ Fiquei exasperado, sem saber o que dizer. Deus então, notando minhas dúvidas, iniciou: ´´Tu irás ficar com minhas chaves, as chaves para entrar no céu! Deverás levá-las em segurança e sigilo até o Vaticano, és uma missão complicada, que irá exigir muito de ti¡‘ Já se passaram dois dias desde aquela inusitada visita, o que mais me intriga foi a forma como tudo ocorreu, Deus sumiu como aparecera, sem titubear, deixar vestígios, e pior, sem me dar explicação alguma. Por que eu? O que poderia acontecer se eu falhasse? Aquilo tudo era mesmo verdade? Logo eu, um ateu, com o destino do mundo entregue por Deus em minhas mãos. Por que não um fiel, ou alguém mais preparado? Mesmo que não fosse






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religioso, sentia que precisava cumprir minha missão, Deus confiou em mim, não poderia falhar, muito menos deixar as almas de bilhões de pessoas à maré da sorte. Então já havia comprado as passagens, acabara de embarcar no avião rumo a Itália, sem escalas, iria cumprir meu objetivo o mais rápido que pudesse. Após oito horas de vôo (nas quais estudei como iria chegar até o Vaticano, o que iria fazer ao chegar, até rezei, na esperança de que o Senhor tornasse a aparecer para me ajudar, em vão), embora morto de cansaço, aluguei um carro e rumei em direção ao Vaticano, onde cheguei aproximadamente uma hora depois. Então, ao entrar como visitante, assim como todos os que ali estavam, Ele apareceu de novo, mas somente para mim, ninguém podia vê-lo. Foi me guiando por lugares inacessíveis a pessoa comuns, salas restritas, e ninguém parecia se importar com meus avanços, ou não viam, ou fingiam não ver, talvez eu estivesse oculto em nome de Deus, um Deus que nem sequer eu acreditava. Uma meia hora depois, ali estava eu, na última sala, o quarto do Papa, e ele me esperava na porta, com um sorriso estampado na cara, então me recebeu, recolheu as chaves, que eram simples, normais, contradizendo sua importância, seu paradigma. Ao tomar posse das chaves o Papa iniciou uma explicação: ´´ Essas são as chaves do Reino de Deus, meu filho, você salvou o mundo. Só um ateu, contra toda a fé existente no mundo poderia recebê-las do Senhor e entregar-me sem chamar atenção das trevas. Caso você fosse indiscreto e descoberto, o juízo final chegaria, e todas as almas estariam condenadas.“ Então rumei com destino ao meu lar, com a consciência tranquila, pois cumprira com minha missão, pena que sem obter todas as respostas de que gostaria. Mas quem sou eu para me opor ao plano do Todo Poderoso, ao qual passei a acreditar e freqüentar sua casa semanalmente. Lucas Hoppen Bianchini - 8m1 —- A cantiga Solitário com a guitarra De cantiga suave e melódica, Ambicioso à procura As insígnas: espíritos veem encarniçados de ira E a dolorida






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morte prevê Dominar sua alma amedontrada e perdida Em Evilpaths uma das pequenas ilhas do arquipélago das Ilhas Maldivas corria o verão do século XVll. Marcus, um guitarrista e compositor, seguia com vagar por uma estrada solitária e no meio do nada, montado em um cavalo de carnes magras e desidratadas. Marcus estava no meio do nada, apenas á procura de inspiração para suas músicas, só que por estar meses sem uma direção, por estar perdido, nada lhe vinha a mente. Resolveu, então, fazer uma visita a um amigo que já não via há tempos, ele era um monge de Evilpaths, lugar em que havia muitos sacerdotes. Essa visita iria lhe fazer bem, já que não entrava em contato com ninguém há muito tempo. Declinando o dia, a noite já surgia, ainda via-se o crepúsculo, aquecido dos perigos que diziam existir naqueles descampados, Marcus resolveu dormir um pouco. O seu cavalo parecia insatisfeito e decidiu por si só apressar os passos despertando Marcus de seu breve cochilo, ele voltou na posição de montar, abriu os seus olhos lentamente, depois de já acordado, percebeu que estava no rumo errado, tinham entrado em uma trilha já desusada e perdida com o tempo, as árvores faziam muitas sombras com a luz da Lua cheia. -Etaa monhaz - assim chamava o seu cavalo - por quais caminhos fostes se meter! Estamos perdidos, creio que já não mereces comer mais de minha comida por esta sua falta. Aliás, falando em comida, estou com uma fome! - disse Marcus, tirando um saco de comida de suas coisas e pegando um punhado e enfiando em sua boca com gosto. Continuaram avançando cada vez mais naquela trilha desconhecida, em um determinado lugar de sua jornada começou a aparecer uma nuvem de cinzas, acompanhada de cantos que diziam palavras desconhecidas e indecifráveis, o que os colocou em uma situação de muita cautela. Guiando Monhaz até atrás de uma imensa árvore, como prevenção para que ninguém os notasse. Ficaram ali um bom tempo esperando ver o que aconteceria por causa daquela fumaceira e aquelas vozes. Mas, de repente, nada se






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via nem ouvia, Marcus achou que fosse apenas uma peça das boas que sua imaginação havia lhe aplicado, dessa forma, continuou seu caminho. Poucos passos a frente Marcus viu um amontoado de galhos queimados, provando-lhe que tudo o que ele havia visto não era imaginação. Mas no lugar do ocorrido, realmente não havia ninguém, o lugar era aberto, uma pequena clareira, e as árvores em volta tinham seus troncos marcados com símbolos que pareciam estar em chamas, aquilo o apavorou e, admirado, saltou de seu cavalo, ficou um longo tempo observando aquilo. Tomado por um sentimento estranho que misturava insegurança e pavor, Marcus desmaiou, caindo ao chão. Súbito, se levantou ainda um pouco tonto, tentou dominar seus movimentos, voltando, aos poucos, em si, caminhou até seu cavalo e, de suas coisas, tirou uma guitarra surrada, em seguida, voltou e se sentou no tronco que restava de uma árvore caída. Estava tomado por um poder que era maior que ele, estava tomado por uma enorme inspiração obscura, fez um acorde, preparou sua garganta e começou a tocar, com um dom que só poderia ser do além. Uma medonha e sombria cantiga, as árvores começaram a balançar e uma brisa muito forte se formou em volta de Marcus. Os símbolos ficaram ainda mais flamejantes com as palavras que foram cantadas: ”Venha, mestre, o liberto Das malditas e sombrias trevas, venha a mim nefasto ser invoque a fúria cruel e macabra do rock e domine a sua floresta” Do meio das moitas e brenhas retumbaram sinistros ruídos e rosnados, olhos irados e rubros apareceram na escuridão. A floresta se encheu de sons animalescos e de vultos esvoaçados, que bramiam contra a lua, exibiam suas enormes presas. A clareira permaneceu em um tipo de transe, rendido a estímulos extraordinários, soando cantigas tenebrosas que pareciam ser lidas nas árvores. Tatiana Veras - 8 M1 —- 8m2 —O segredo de um beco sem saída. Em uma noite fria, eu caminhava pelas ruas da cidade, havia recém brigado com minha esposa Lisa, que me traía com um amigo de






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infância e médico da família, Matheus. Era inverno e o vento soprava muito forte, como um suspiro, um suspiro de morte, mas naquele estado, pouco me importava. Passei na frente de um bar pouco movimentado e resolvi entrar. Uma mulher muito atraente e com uma bela voz cantava, sentei-me para apreciar, pedi uma cerveja para tentar afogar as mágoas, mas não parecia estar dando certo. Ao final daquela música, ela veio e sentou-se ao meu lado. Começamos a conversar ela me disse seu nome, era Manoela, estava solteira, cantava naquele bar há dois meses, contei-lhe toda a minhas história, inclusive que havia recém brigado com minha esposa, ela se mostrou muito preocupada e atenciosa. Conversamos por mais uma horas, até o momento em que estavam fechando o bar, ela pegou suas coisas, e se despediu. Ofereci-me para acompanhá-la, pois estava sozinha. Ela suspirou, abaixou sua cabeça, e respondeu que preferia, para a minha segurança, que voltasse para casa, e a deixasse seguir. Despedi-me dela e deixei que ela seguisse na frente, quando estava quase a perdendo de vista, comecei a segui-la. Fomos até um beco sem saída, onde me escondi atrás de uma caçamba e ela seguiu até o final, onde encontrou mais uma pessoa. Ela começou a gritar frases em outra língua, penso que era em Chinês ou Tailandês, não podia compreender. Depois ela passou a falar meu idioma, dizia palavras assustadoras, permaneci imóvel por alguns minutos, depois percebi que deveria sair correndo, e foi o que tentei fazer, até que ouvi a sua voz dizendo: ”Não pedi que não me acompanhasse? O que você esta fazendo aqui?” - Permaneci imóvel, não consegui responder, o medo me dominava, então em um piscar de olhos, vi ela aparecer em minha frente, com lábios vermelhos e ensanguentados, braços arranhados e seu vestido rasgado. Ela chegou mais perto e gritou pedindo uma resposta. Respondi apenas que achei perigoso o fato de ela estar sozinha em uma noite escura como aquela e pensei que algo ruim poderia acontecer a ela, e resolvi protegê-la, ela se calou e olhou






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para a pessoa que a acompanhava. Foi então que eu senti a presença de algo muito ruim, virei-me e, um homem com aparência assustadora olhou-me, abriu a boca, seus dentes eram afiados, e triplicaram de tamanho naquele momento. Manoela empurrou-me para atras dela, e disse a ele ”Ele é um homem bom,e de família, não permitirei que faça isso com ela.” o homem olhou a ela com um olhar ameaçador,e ao mesmo tempo, ela sussurrou que eu deveria sair correndo, ir para casa,e não voltar nunca mais para aquele beco. Eu obedeci e saí correndo,porém minha curiosidade de jornalista não permitiu que simplesmente fosse embora sem ver o final daquela grande assustadora história. Então esperei trás de uma árvore e vi aquele homem devorando a bela Manoela. Avistei policiais parados na esquina do lado, fui pedir socorro a eles, que me acompanharam até o beco. Quando chegamos não havia nem sinal de Manoela, nem do homem, muito menos de sangue. Fomos até o local em que antes os dois conversavam e alguns tijolos pareciam se mover, ouvi um grito vindo de longe, sim, era a bela voz de Manoela. Os policiais tiraram os tijolos da parede e encontramos apenas o vestido de Manoela, intacto. Juliane Furbringer - 8M2 —- O velhote Um conceituado advogado estava indo trabalhar, como de costume, dirigindo seu Mercedes preto. Ele nunca seguiu lei alguma, incluindo as de trânsito, e, ao passar pelo sinal vermelho em frente ao seu escritório, acaba atropelando um velhote. Esse velhote não tinha um fio de cabelo sequer, andava com certa dificuldade e vestia-se elegantemente. A caminho do hospital, veio a falecer. Desde então, a vida do advogado nunca mais foi a mesma. A propósito, ele ignorou o fato de ter tirado a vida de uma pessoa, pois não tinha escrúpulos. No dia posterior ao incidente, dirigindo na mesma rua em que matara o velho, avistou um outro senhor, muito parecido com o falecido, que o olhava fixamente. Ao chegar ao seu escritório de advocacia, o idoso o esperava na porta, e lhe entregou um bilhete, no qual estava escrito: “Pena de morte”. O






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advogado percebeu que os dois velhos eram idênticos, mas achou que estava exagerando e não deu importância ao fato ocorrido. No segundo dia após o acontecido, tudo parecia estar bem, até que, quando saiu do trabalho, percebeu que seu carro havia sido roubado. Ninguém viu nada. Pensou que tomaria as providências necessárias no outro dia de manhã. Enquanto voltava para casa de táxi, passou ao seu lado o carro desaparecido. O motorista abriu o vidro, era aquele mesmo velho, e jogou, para o advogado, bilhete, nele estava escrito a mesma frase, com um detalhe a mais: ”Pena de morte, amanhã”. Agora sim, ele começava a ficar assustado. Três dias depois de atropelar e matar o velhote, o advogado recebe um telefonema de seu sócio, antes de sair de casa, dizendo que o escritório havia sido incendiado. Não acreditou. Só podia ser coisa do velho, pensou. Ele e a família saíram para ver o ocorrido. Tudo estava destruído, porém ninguém havia morrido. Naquela mesma hora, o celular toca de novo. Era um vizinho informando que sua casa estava em chamas. O advogado não conseguia acreditar. De repente, como saído de lugar nenhum, aparece na sua frente o velhote, que lhe entrega um papel no qual está escrito: “Pena de morte, hoje”. Então, o homem conta o que vinha acontecendo para sua família, conta sobre o velho. Ele mostra o papel, mas ninguém via papel algum, nem velho nenhum. O advogado, agora apavorado, se afasta lentamente e ao atravessar a rua, é atropelado por um Mercedes preto, o seu carro desaparecido, vindo a falecer a caminho do hospital, exatamente como o velhote. Rafael de Menezes Artigas - 8M2





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