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Entrevista Ridley Scott

last session Entrevista Ridley Scott

Culto

as sugestões de...

Peeping Tom

Ricardo David Lopes

televisão

Especial

Temporada 2010-2011

75 anos 20th Century Fox

Top 10

estreias em destaque

Das bilheteiras nas últimas semanas.

Ela é demais para mim!...

últimas...

Contraluz...

A chegar... Críticas...

O Sexo E A Cidade 2

septembro 2010 preço 3euros

www.thelastsession.com

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número

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EntrevistaRidley Scott

Robbialac... Pinta a vida.

Robbialac


E ntrevista Ridley Scott The Last Session Ficha técnica

Director Susana Moura

Editorial Sonho Nem sempre é fácil construir um sonho. É natural que eles apareçam, todas as noites, todos os dias, a todas as horas, enquanto acordados ou a dormir. São esses sonhos que nos movem, que nos fazem sorrir quando tudo à volta troveja. Pelos caminhos do sonho somos guiados a cada frame de um filme, a cada segundo de uma música, a cada linha de um livro, a cada passo de um percurso. A tudo isto chamamos vida. Para viver o sonho, é preciso fazê-lo nascer, alimentá-lo, acarinhá-lo e dar-lhe corpo, consistência e razão para viver. Quando os sonhos se prolongam no tempo e se continuam sempre a alimentar de outros sonhos de outras pessoas em união, nascem histórias e exemplos como a 20th Centuty Fox, que celebra este ano o seu 75º aniversário, que aqui celebramos. A carreira de sonho de Ridley Scott é também visitada nestas páginas numa passagem pelos momentos marcantes, do futuro ao passado, que inspiraram tantos outros sonhos, tal como os de Mário Gomes, um jovem realizador de ascendência portuguesa que nos dá a conhecer um pouco do seu trabalho e da sua perspectiva sobre o cinema. Na televisão damos um salto aos sonhos do futuro e espreitamos o que por aí vem em 2010e 2011. Queiram sonhar e juntem-se a quem queira sonhar convosco, tal como esta equipa fantástica que me acompanha. Vale sempre a pena sonhar! José Soares

Índice 4 Entrevista Ridley Scott

Culto Peeping Tom

As suguestões de... Ricardo David Lopes

televisão

Especial 75 anos - 20th Century Fox

Top 10 Das bilheteiras nas últimas semanas

Estreias em Destaque Ela é demais para mim! Contraluz O Sexo E A Cidade 2

Temporada 2010-2011

Rumores, Amores e Outras Dores Últimas A chegar... Estreias Críticas... Os piores dos últimos tempos

Editor Jonathan Almeida

Editor Adjunto Sara Almeida

Colaboração nesta edição Fátima Casanova Filipe Coutinho João Santos Pedro Soaraes Sara Galvão Miguel Ferreira

Design & Fotografia Verónica Nunes

Imagens Arquivo The Last Session Atalanta Filmes Castello Lopes Multimédia Costa do Castelo Filmes Ecofilmes Fox Portugal LNK Audiovisuais ZON Lusomundo Audiovisuais Midas Filmes New Leneo Cinemas Pantheon Entertainments Prisvideo Sony Pictures Portugal Universal Pictures Portugal Valentim de Carvalho Multimédia Vitória Filmes Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema Columbia TriStar Warner Portugal

Imagem da Capa Direitos reservados

The Last Session

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EntrevistaRidley Scott

Do Futuro ao Passado De Blade Runner a Robin Hood

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Entrevista Ridley Scott Chegar, Ver e Vencer

O Homem que Admirava Kubrick

Embora tenha começado no mundo do quadrado mágico, tendo treinado as suas capacidades de realizador ao leme de séries televisivas e tenha trabalhado em cerca de dois mil e setecentos anúncios, foi no grande ecrã que Ridley Scott deixou uma marca para a posteridade. Embora o seu primeiro trabalho (The Duellists (1977)) tenha reunido uma dose de consenso aprazível, seria no campo da ficção científica que o seu talento viria a conquistar o universo da cinefilia, nomeadamente com aquelas que são, discutivelmente, as suas melhores obras, Alien (1979) e Blade Runner (1982). Partindo do mundo de possibilidades gerado por Star Wars (1977), Scott resolveu abordar as temáticas do futuro e do espaço de forma ligeiramente distinta, explorando veementemente a psique dos seus personagens. E fá-lo através de actores fortes, dotados de personalidades que enchem o ecrã e permitem ser manipulados numa inteligente jogada para jogar com as audiências. Se é verdade que as fitas sci-fi mencionadas representaram um massivo sucesso de crítica, estabelecendo Scott como um dos mais importantes realizadores dos anos 80, o triunfo nas bilheteiras não partilhou do mesmo tipo de equilíbrio. No que a Alien diz respeito, do modesto orçamento de 11 milhões de dólares, Scott conseguiu fazer com que a Fox encaixasse mais de 80 milhões de dólares. O caso muda de figura quando se menciona Blade Runner cujo sucesso apareceu anos mais tarde quando foi unanimemente considerado um “fenómeno” de culto. Aquele que foi, durante muito tempo, encarado com o rótulo de “filme incompreendido” é hoje uma dos mais importantes trabalhos da área.

Ridley Scott nasceu e cresceu no Reino Unido envolto com numa educação assaz militar. O seu pai pertenceu aos Royal Engineers e o seu irmão alistou-se na Merchant Navy. Após formar-se em 1963, candidatou-se a um trabalho como aprendiz de set designer no mais famoso canal de televisão britânico: a BBC. Acabou por ganhar reconhecimento trabalhando em dois produtos de sucesso relativo sucesso comercial. Primeiramente foi parte activa do policial Z-Cars e depois contribui para a surreal experiência de ficção científica que foi Out of the Unknown. Todavia, para poder ter proliferado no canal britânico e mais tarde ter visto o seu nome nos créditos da série de culto Doctor Who, Scott teve que passar um importante teste enquanto estagiário da BBC. Esse teste foi superado com a reinvenção de Paths of Glory, a intemporal obra-prima de Stanley Kubrick, que Scott transfigurou e transformou numa curtametragem. Quando, anos mais tarde, questionado acerca da sua criação, Scott replicou “…this was in the 60s with the BBC. Of course it was never aired, Kubrick would sue me, but I’ve always had tremendous respect for him”.

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EntrevistaRidley Scott A Versatilidade Uma das características mais notáveis de Ridley Scott e que fazem dele um dos realizadores contemporâneos mais fascinantes é, precisamente, a sua versatilidade. A forma como consegue percorrer, género após género, com o mesmo grau de qualidade e sucesso, tanto de crítica como de box office, revela-se assaz fascinante. Para a relembrar segue-se uma lista de alguns dos seus mais emblemáticos filmes que, de certo modo, comprovam a dita versatilidade.

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The Duellists.1977

Alien.1979

Blade Runner.1982

The Duellists é um filme muito competente e, não seja por mais, será sempre um marco na carreira do realizador e para aqueles que o admiram, pelo simples facto de ter sido a sua primeira criação. Mas não é um projecto de estreia qualquer. Cannes mostrou isso mesmo atribuindo o galardão a Scott a propósito da categoria “Best Debut Film”. Este filme de época vê a sua narrativa decorrer durante a época Napoleónica e acompanha os desentendimentos entre dois oficiais franceses e as consequências que daí resultam. O filme foi inicialmente, e justamente diga-se, louvado pela sua autenticidade histórica e pelo rigor na utilização do guardaroupa e representação dos comportamentos militares da época. Ademais, The Duellists prima pela mestria de Scott na condução do conflito e na filmagem das sequências de acção. Talvez não seja a sua obra mais perfeita do realizador, mas foi aqui que tudo começou. Foi aqui que Scott começou a aprimorar aquelas que viriam a ser as suas melhores e tão reconhecidas qualidades.

“In space no one can hear you scream”. Através de uma das taglines mais brilhantes da história cinematográfica, é dado o mote para um jogo psicológico invariavelmente intenso acerca da condição humana em situações extremas. Scott opta, e bem, por uma narrativa inicial pautada, dando a conhecer alguns dos espaços mais importantes da nave, a Nostromo. Daí em diante, torna-se num regalo visual poder observar o seu trabalho atrás das câmaras. A direcção de actores também é muito aprazível pelo que os intervenientes parecem nunca ter visto uma fita de terror juvenil. E, diga-se, ainda bem que assim o é. O histerismo nem sempre é utilizado pelas pessoas pelo que esse é um facto que fica bem patente, mesmo aquando dos eminentes ataques do alien. Ora, alien esse que é uma fabulosa criação de H. R. Giger e “interpretado” por um dançarino masai de seu nome Bolaji Badejo. Destaca-se ainda a excelente sonoplastia que cria uma tensão incrível. Envolve por completo o espectador e mantém-no na corda bamba durante os momentos mais críticos, enquanto Scott inventa e reinventa formas de fazer cinema.

Adaptado do livro Do Androids Dream of Electric Sheep? do mestre de ficção científica Phillip K. Dick, Blade Runner relata o tempo em que a integridade humana é ameaçada pelos denominados replicants (andróides perfeitamente concebidos com o íntimo desejo de serem seres humanos). Para combater e proteger a autenticidade humana foi criada a “Blade Runner”, uma associação/ corporação que persegue e abate estes mesmos andróides. Entre os Blades Runners encontra-se o mais mediático de seu nome Rick Deckard (Harrison Ford) que tem como missão abater quatro replicants foragidos. Ridley Scott idealizou um cenário perfeito contrastando unicamente com a filosofia de Dick culminando em um universo fabuloso com efeitos especiais fabulosos para a época e extremamente consistentes para os nossos dias. Aliás, todo esse universo é irresistivelmente noir, culminando em sci-fi noir de grande amplitude técnica. A chuva intensa, os cenários escuros, a não exacerbação relativamente à tentação do abuso no que toca ao uso dos mesmos, sendo estes meramente decorativos, tornam esta obra num dos produtos mais visualmente belos que por terras da sétima arte já apareceram.


Entrevista Ridley Scott Thelma & Louise.1991

Gladiador.2000

Hannibal.2001

Um dos filmes referência dos anos 90. Uma história de libertação, anarquia e muita diversão. Uma espécie de road movie distinto do habitual. Elevou Brad Pitt ao estrelato e consolidou Gina Davis e Susan Sarandon como um dos mais brilhantes pares na história da cinefilia. Poderia ser apenas mais um filme bom. Mas o apurado e calmamente desenvolvido argumento, a implementação de um ritmo narrativo aprazível e a qualidade das interpretações fazem de Thelma & Louise algo mais do que um simples buddy movie. E claro, qualquer produção cinematográfica que detenha Harvey Keitel e Michael Madsen à luz da mesma câmara merece um outro olhar. Sobretudo quando esse olhar pode assistir ao crescimento da tocante relação que se desenvolve, paulatinamente, entre Sarandon e Davis naquelas que forma interpretações dignas de rasgados elogios. Ridley Scott, como sempre, apostou na sua capacidade em percorrer vários géneros da cinfelia, e fê-lo com enorme senso de qualidade já que, em instância última, Thelma & Louise merece ficar na retina das audiências.

Um dos filmes mais importantes que iniciou o novo milénio foi, sem dúvida alguma, Gladiator. Vencendo cinco estatuetas douradas em doze nomeações, o aclamado produto de Scott trouxe à memória intemporais épicos como Spartacus, Ben-Hur ou The Fall of the Roman Empire. “What we do in life echoes in eternity” diz Maximus (Russel Crowe) a dada altura, e sente-se a intenção de Scott ver o seu produto ecoado nas paredes da história da Sétima Arte. Certamente lutou por isso. Deu vida a uma comovente história de bravura e heroísmo em prol de nobres objectivos que servem os propósitos das mais profundas considerações acerca dos direitos humanos (numa altura em que estes não estavam nem perto de existirem). Há denodo no trabalho do realizador, um ímpeto calculista que visou oferecer algo mais do que uma linha narrativa básica e linear. Consegue-o. Apoiado numa composição sonora de Hans Zimmer notável e numa interpretação de Crowe de bradar aos céus, Scott é capaz de fazer um jogo de mise en scène reluzente, contrastando a beleza da fotografia com o poder do drama.

Hannibal é um Scott mais comercial. Menos transparente e invariavelmente menos inspirado. Mas nem por se apoiar numa construção já existente (onde Hopkins, Demme e Foster fizeram de Silence of the Lambs uma obra-prima) poderá ser esta considerada uma obra inferior. O realizador dedica-se ao thriller psicológico e nele é muito hábil, sobretudo no que toca à manipulação dos espaços, na desconstrução da negra beleza visual e, como sempre, na direcção de actores. Custando cerca de 88 milhões de dólares, Hannibal foi capaz de trazer mais de 350 milhões aos cofres da MGM representando, acima de tudo, um entretenimento notável que ajudou a consolidar Hannibal Lecter como um dos maiores e mais assustadores vilões da história da Sétima Arte. Louva-se a forma como Scott é capaz de jogar com o factor “suspense” e como procura administrar doses de adrenalina às suas audiências. Apesar do sucesso de bilheteira, deve ser mencionado que Hannibal foi bastante criticado pela sua violência explícita acusada, frequentemente, de ser desnecessária.

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EntrevistaRidley Scott

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Matchstick Men.2003

Kingdom of Heaven.2005

American Gangster.2007

Roger Ebert disse, a propósito deste filme, “Valores máximos com louvores. Engenhoso. Um filme realmente maravilhoso”. Sumariamente, seria possível descrever deste modo esta obra tamanhamente subvalorizada. Não só estamos perante uma das últimas grandes interpretações de Nicolas Cage, como há a desmistificação de que o género em que se insere ainda pode funcionar, desde que filmado com a c riatividade suficiente para não cair em armadilhas proporcionadas pelo próprio ímpeto aquando da escrita de algo “inteligente”. É um filme inegavelmente mais leve, descarrega várias doses de humor negro e apoia-se na capacidade dos actores surpreenderem as audiências com os seus truques de “ilusionismo”. Mas as palavras não são usadas com contornos de desvalorização. Há um forte sentimento de dever cumprido, não só porque Matchstick Men entretém grandemente, mas também porque acaba por ser recompensador na mensagem transmitida.

Crucificado pela versão que foi parar às salas de projecção, louvado pelo director’s cut. É deste modo que Kingdom of Heaven mostra os potenciais benefícios em deixar os realizadores dos filmes controlarem a sua visão até ao término dos seus processos. Mas mais importante do que isso, a fita prova cabalmente que Ridley Scott sabe como dirigir um épico. Já o havia provado em Gladiator e volta a fazê-lo nesta incrível jornada pelo século XII e pelo mundo das cruzadas, independentemente das fraquezas da versão teatral. Ganha a tantos outros épicos como Troy ou Alexander the Great pela forma como explora o estudo do comportamento humano. É dado azo a um processo de dissecação dos motivos pelos quais os indivíduos se motivam a entrar em confrontos bélicos e dá-se menos destaque à acção propriamente dita. Como sempre, a honra está no cerne dos comportamentos e por ela defendem-se pátrias, povos e procuram-se conquistar novos mundos.

Esta não é, definitivamente, a típica história de droga num mundo difícil, pretensioso e corrupto. American Gangster conta a história de um tipo mau com bons valores e de um tipo bom com maus valores. Valores esses, que a nível ético e moral fazem, por si só, a distinção entre dois mundos, onde, mais uma vez, os problemas raciais, a prostituição e a ideologia do “faço tudo por dinheiro” são hábitos do dia-a-dia. Mas esta polarização de valores dá um brilho especial à violência sem a violência estar presente. Proveniente deste facto, resulta um filme com uma intensidade única, demonstrando que um filme sobre droga não precisa de estar exclusivamente recheado de violência gratuita. Esta fita ainda tem espaço (e reserva bastante) para uma crítica bastante áspera aos soldados norte-americanos que combateram no Vietname. A derrota pode muito bem ter sido proveniente do consumo de drogas (como o ópio) por parte dos “bravos” soldados ditando a morte de milhares de militares. Ainda uma palavra para a corrupção policial, que nos deixa a questionar “Se as próprias pessoas que nos deviam proteger encobrem os criminosos, quem é que nos vai proteger?”. É deste modo que Ridley Scott brinca com a polémica enquanto entretém o espectador.


Entrevista Ridley Scott Traços Distintivos O trabalho de Ridley Scott atrás das câmaras é reconhecido como sendo, não raras vezes, pitoresco, muito graças à importância que atribui ao poder da imagem reflectida no grande ecrã. Não é, por tal consideração, surpreendente verificar que uma significativa parte do trabalho de Scott apela à beleza da fotografia, quer em casos onde o cenário é vasto e épico (Gladiator ou Blade Runner), que no que diz respeito a obras mais modestas (como Matchstick Men cuja recriação de espaços que evoquem a claustrofobia é particularmente notável). Scott também tem por hábito enfatizar a força do sexo feminino, e a verdade é que vários dos seus filmes elevam a condição da mulher na ainda desequilibrada luta de sexos. Thelma & Louise e GI Jane são dois exemplos disso mesmo. Todavia, o filme que melhor exemplifica esta acepção terá que ser Alien, onde Sigourney Weaver não só catapultou para o estrelato, como se estabeleceu numa mediática estrela de acção e num ícone feminino.

No campo da composição sonora, o realizador tende a ser consistente nas suas escolhas. Não raras vezes colaborou com Hans Zimmer, compositor que ajudou à grandiosidade de algumas das suas obras. Scott também trabalhou com Vangelis e Jerry Goldsmith em mais do que uma ocasião. À semelhança de um dos seus ídolos, Stanley Kubrick, Ridely Scott mostra-se extremamente exigente aquando da rodagem das sequências. Por um lado, realça a importância de utilizar pelo menos três câmaras ao mesmo tempo de modo a produzir um trabalho de edição mais competente, e por outro mostra-se intransigente na direcção de actores, forçando, frequentemente, os intérpretes a repetir as cenas filmadas. Aquando da rodagem de Blade Runner, Scott ficou conhecido como Blood Runner.

O Futuro Passado Estreou este mês nas nossas salas Robin Hood, filme que, mais uma vez, demonstra a versatilidade do realizador e a sua visão muito própria. Afinal, a sua mais recente fita inova a fórmula do lendário homem dos bosques, mostrando a vida de Robin Longstride antes de se tornar num fora-da-lei. Scott volta a realizar um épico após Gladiator e Kingdom of Heaven. As comparações tornam-se inevitáveis e, infelizmente para Scott, as críticas não foram as mais positivas. Ainda assim, este é um regresso ao passado aprazível que reforça a noção de que ninguém filma sequências épicas como o cineasta em questão. Robin Hood marca também a quinta colaboração entre Russel Crowe e Scott. O futuro do realizador reserva dois projectos totalmente distintos. Primeiramente irá dedicar-se à ficção científica, encontrando-se a trabalhar na prequela de Alien. Seguidamente regressará ao mundo do crime com The Kind One, uma trama que relata a vida de Danny Landon na Los Angeles dos anos 30. Landon é um amnésico a trabalhar para um poderoso mafioso que vê a sua situação ganhar contornos mais complexos quando se apaixona pela mulher do seu patrão.

Existe ainda um outro projecto sci-fi cujo envolvimento de Scott foi anunciado recentemente. Trata-se da adaptação literária de The Forever War, de Joe Haldeman. O livro retrata a história de um homem enviado para o espaço para lutar contra um inimigo alienígena. Quando regressa percebe que o planeta envelheceu vinte anos enquanto que ele só tem mais uns meses do que tinha quando inicialmente abandonou a Terra. De referir que o cineasta já contratou um argumentista e, inspirado James Cameron como o próprio afirma, irá render-se à recente moda do cinema a três dimensões. Scott também anunciou que iria fazer parte de mais dois projectos: um capítulo da trilogia Red Riding e Brave New World (diz-se que Leonardo DiCaprio irá colaborador novamente com o realizador). O dinamismo de Ridley Scott fica provado, não só pelo vasto rol de filmes que dirigiu no passado, como pela constante actividade que demonstra no presente. Tudo isto pautado por um inegável e invejável carimbo de qualidade que fazem de Scott, um dos mais impressionantes realizadores da Sétima Arte contemporânea.

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Top 10 Das bilheteiras nas últimas semanas 1º_O Aprendiz de Feiticeiro Sinopse Balthazar Blake é um mestre feiticeiro, na moderna Manhattan dos dias de hoje, que tenta defender a cidade do seu inimigo Maxim Horvath. Balthazar não consegue fazê-lo sozinho e recruta Dave Stutler, aparentemente um rapaz vulgar que demonstra um talento escondido. O feiticeiro oferece ao seu cúmplice involuntário um curso intensivo na arte e ciência da magia e, juntos, estes parceiros improváveis lutam para travar as forças das trevas. Será necessária toda a coragem que Dave conseguir reunir para sobreviver ao treino, salvar a cidade e conquistar o amor, à medida que se vai tornando O Aprendiz de Feiticeiro... Data de estreia

2010-08-26

Título original

The Sorcerer’s Apprentice

Realizador

Jon Turteltaub

Actores

Nicolas Cage, Jay Baruchel, Monica Bellucci, Alfred Molina, Teresa Palmer, Toby Kebbell

Produção

Columbia Pictures

País

EUA

Ano

2010

Género

Acção/ Aventura

Classe etária

M12

Duração (minutos)

110

2º_Salt Sinopse Como uma agente da CIA, Evelyn Salt (Angelina Jolie) fez um juramento ao dever, honra e país. Mas a sua lealdade será testada quando um desertor a acusa de ser uma espiã russa. Até a situação ser resolvida, Salt decide fugir, usando todas as suas habilidades e anos de experiência como agente secreto para escapar à captura. Ela tenta provar sua inocência, mas os seus esforços começam a pôr em causa as suas motivações, enquanto a captura continua eminente, a verdade por trás da sua identidade contínua em questão: “Quem é Salt?” Data de estreia

2010-08-19

Título original

Salt

Realizador

Phillip Noyce

Actores

Liev Schreiber, Angelina Jolie, Chiwetel Ejiofor, Yara Shahidi, Gaius Charles

Produção

Columbia Pictures

País

EUA

Ano

2010

Género

Acção/ Triller

Classe etária

M12

Duração (minutos)

97

3º_Os Mercenários Sinopse Os Mercenários é um filme de acção sobre um grupo de mercenários contratado para se infiltrar num país sul-americano e tirar do poder um ditador fora de controle. Logo no início da missão, estes começam a perceber que as coisas não serão tão fáceis quanto imaginavam, e vêem-se no meio de uma intrincada rede de mentiras e traições. Uma vida inocente é colocada em risco e os mercenários têm de encarar desafios em escalada crescente de dureza, os quais podem inclusive destruir a unidade da própria equipa.

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Top 10Das bilheteiras nas últimas semanas Data de estreia

2010-08-13

Título original

The Expendables

Realizador

Sylvester Stallone

Actores

Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Jason Statham, Jet Li, Mickey Rourke, Sylvester Stallone

Produção

Millennium Films

País

EUA

Ano

2010

Género

Acção/ Aventura

Classe etária

M16

Duração (minutos)

104

4º_Toy Story 3 Sinopse Os criadores dos filmes “Toy Story” reabrem a caixa de brinquedos e trazem de volta aos espectadores o mundo encantador de Woody, Buzz e do gangue de personagens favoritas em Toy Story 3.

Data de estreia

2010-07-29

Título original

Toy Story 3

Realizador

Lee Unkrich

Actores

Vozes de: André Maia, Carlos Freixo, Carlos Macedo, José Raposo, Miguel Ângelo, Paulo B

Produção

Pixar Animation Studios

País

EUA

Ano

2010

Género

Animação

Classe etária

M6

Duração (minutos)

103

5º_O Último Airbender Sinopse Aang, um menino de 12 anos, tem de aprender a dominar os seus poderes para tentar salvar o mundo. Numa era perdida, a humanidade dividiu-se em quatro nações: Água, Terra, Fogo e Ar. Dentro de cada nação, há uma ordem de homens e mulheres especiais, chamados Dobradores, que são capazes de manipular os seus elementos nativos num tipo de luta, o Bending, que combina artes marciais e mágicas. Para manter o equilíbrio entre as nações, em cada geração nasce um Avatar, um dobrador que é capaz de controlar todos os quatro elementos, um escolhido que manifesta o espírito de todo o mundo em forma humana.

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Top 10 Das bilheteiras nas últimas semanas Data de estreia

2010-08-12

Título original

The Last Airbender

Realizador

M. Night Shyamalan

Actores

Jackson Rathbone, Dev Patel, Cliff Curtis, Nicola Peltz, Noah Ringer, Jessica Andres, Seychelle Gabriel

Produção

Paramount Pictures

País

EUA

Ano

2010

Género

Acção/ Aventura

Classe etária

M12

Duração (minutos)

103

6º_Cartas Para Julieta Sinopse Uma jovem americana de féris em Verona, Itália, encontra cartas de amor antigas para uma tal de Juliet, que nunca chegaram a ter resposta. Agora, a curiosidade vai levá-la a responder ao seu remetente desencadeando assim uma série de acontecimentos que farão da sua vida uma extraordinaria historia em busca do amor.

Data de estreia

2010-08-19

Título original

Letters to Juliet

Realizador

Gary Winick

Actores

Amanda Seyfried, Marcia DeBonis, Gael García Bernal, Giordano Formenti, Paolo Arvedi

Produção

Summit Entertainment

País

EUA

Ano

2010

Género

Comédia

Classe etária

M12

Duração (minutos)

106

7º_A Origem Sinopse Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um talentoso ladrão, o melhor na arte da extracção: ele rouba segredos e ideias às pessoas directamente das profundezas das suas mentes, durante os sonhos – estado em que a nossa mente está mais vulnerável. A rara habilidade de Cobb fez dele uma das pessoas mais influentes neste novo mundo de espionagem empresarial, mas também fez dele um fugitivo internacional e custou-lhe tudo o que já amara. Mas agora foi-lhe oferecida uma oportunidade para se redimir. Um último trabalho pode devolver-lhe a sua antiga vida. Em vez do assalto perfeito, Cobb e a sua equipa de especialistas têm exactamente de fazer o inverso: instalar uma ideia na mente de alguém. Se tiverem sucesso, poderá ser o crime perfeito. Mas todo o cuidado é pouco, pois têm um perigoso inimigo cada vez mais perto, que só Cobb poderia ter visto aproximar-se. Este Verão, a tua mente é a cena do crime.

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Top 10Das bilheteiras nas últimas semanas Data de estreia

2010-07-22

Título original

Inception

Realizador

Christopher Nolan

Actores

Leonardo DiCaprio, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Marion Cotillard, Ken Watanabe

Produção

Columbia Tristar Warner

País

EUA

Ano

2010

Género

Ficção Científica

Classe etária

M12

Duração (minutos)

143

8º_Miúdos e Graúdos Sinopse Com Adam Sandler, Kevin James, Chris Rock, David Spade e Rob Schneider, esta é uma comédia sobre cinco homens que em crianças eram os melhores amigos, e que agora se juntam de novo para passar o fim-de-semana do feriado de 4 de Julho, e conhecer as respectivas famílias. No entanto, rapidamente vão perceber que ser adulto, não significa ter crescido...

Data de estreia

2010-08-05

Título original

Grown Ups

Realizador

Dennis Dugan

Actores

Adam Sandler, Salma Hayek, Steve Buscemi, Kevin James, Maria Bello, Rob Schneider, Chris Rock

Produção

Columbia Tristar Warner

País

EUA

Ano

2010

Género

Comédia

Classe etária

M12

Duração (minutos)

102

9º_Contraluz Sinopse Várias pessoas sem ligação entre si estão em situações de extremo desespero quando algo inesperado acontecwe que irá mudar radicalmente o rumo das suas vidas. Caberá a cada um moldar o seu destino de modo a reencontrar a felicidade. Mas há destinos que só se alcançam depois de alterar o dos outros.

Data de estreia

2010-07-22

Título original

Contraluz

Realizador

Fernando Fragata

Actores

Joaquim de Almeida, Michelle Mania, Ana Cristina de Oliveira, Scott Bailey, Ana Lopes

Produção

Virtual Produção de Audiovisuais

País

Portugal

Ano

2010

Género

Drama/ Aventura/ Romance

Classe etária

M12

Duração (minutos)

90

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Top 10 Das bilheteiras nas últimas semanas 10º_Presente de Morte Sinopse Norma e Arthur Lewis formam um casal suburbano que recebe de presente uma estranha caixa de madeira. Um bilhete informa-os que a tal caixa promete conceder aos seus donos a quantia de 1 milhão de dólares apertando apenas um botão; mas, pressionando o botão, isso simultaneamente causa a morte de uma pessoa em algum lugar do mundo - alguém que eles nem conhecem. Com apenas 24 horas em poder da caixa, Norma e Arthur passam a enfrentar um dilema moral e encaram a verdadeira natureza humana.

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Data de estreia

2010-08-26

Título original

The Box

Realizador

Richard Kelly

Actores

Cameron Diaz, James Marsden, Frank Langella, Michael Zegen, Celia Weston, Gillian Jacobs

Produção

Darko Entertainment

País

EUA

Ano

2009

Género

Terror

Classe etária

M12

Duração (minutos)

116


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