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Onde Esporte e Fé se conectam

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Fabio Maciel Fábio

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José Luís Vidigal Jacob Mulenga Portugal

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Alexander Samedov

Jun Marques Davidson

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CONTEÚDO

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Marcos Senna:

O espanhol Marcos Senna percebeu que Cristo, e não as circunstâncias da vida, proporciona alegria e paz.

Fábio Maciel:

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AFP/Getty Images

Federico Lopez Claro/STR/Getty Images

O Goleiro brasileiro Fábio passou por provas difíceis, mas as dificuldades o levaram a Cristo.

14 Jacob Mulenga:

Jun Marques Davidson:

O japonês Jun Marques Davidson começou de forma egoísta a busca da fama, mas ele descobriu que o propósito da sua vida era muito maior.

Popperfoto/Getty Images

Ele não jogou futebol até iniciar o ensino médio. A rápida ascensão de Jacob Mulenga o levou a depender de Deus.

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Alexander Samedov:

Issouf Sanogo/Getty Images

O russo Alexander Samedov sofria com perguntas sobre sua vida e sua carreira, até que encontrou algo que trouxe as respostas que ele buscava o tempo todo.

Kevin C. Cox/Getty Images

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FotoArena/Getty Images


Fábio Maciel O Goleiro brasileiro Fábio passou por provas difíceis, mas as dificuldades o levaram a Cristo

LatinContent/STR / Getty Images

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s fãs chamam Fábio de “A muralha azul”, uma barreira que nenhuma bola pode ultrapassar, e o consideram um herói. Mas, para o goleiro brasileiro Fábio Deivson Lopes Maciel, que ganhou muitos títulos e esteve na seleção brasileira em todos os níveis, o caminho para os títulos é o que é mais importante. Em 2007, sua carreira foi interrompida quando ele rompeu os ligamentos do joelho esquerdo durante um jogo chave para seu clube, o Cruzeiro. Críticos disseram que ele não voltaria a jogar. “Foi um momento difícil, mas importante para eu rever a minha maneira de viver e foi essencial para que Deus pudesse trabalhar na minha vida de uma forma que eu nunca havia permitido. Deus tornou-se a base da minha vida”, relembrou Fábio. O jogador sofreu uma lesão no joelho esquerdo quando seu joelho direito bateu na trave durante um jogo. A circunstância era estranha e por isso muitos

Homens e mulheres estão servindo a equipes esportivas como mentores e conselheiros para a vida e fé. duvidaram da veracidade da contusão. O questionamento das pessoas foi um problema a mais para Fábio. “As pessoas duvidavam do meu caráter, diziam que eu estava mentindo, que eu tinha sido retirado da equipe”, lembra o goleiro. “A dor me trouxe para mais perto de Deus. Era a dor de uma lesão, da perda de um título, de ver o mundo duvidando do meu caráter que me levou à maior e melhor decisão da minha vida: Aceitar Jesus como meu Senhor e Salvador. Eu entreguei toda a minha vida a ele”, acrescentou. Apesar da afirmação médica de que Fábio só voltaria a jogar em seis meses, ele estava de volta ao campo na metade do tempo previsto. Na temporada seguinte, o Cruzeiro estava na final mais uma vez, e desta feita a equipe venceu. “Muitos diziam que eu não ia mais jogar futebol ou retornar ao Cruzeiro”, recorda Fábio. “Mas, a minha recuperação veio de Deus, assim como a oportunidade de andar com Ele e a posição onde estou hoje. Deus é incrível. Exatamente um ano após os momentos difíceis que eu passei, Ele me recuperou. A dor que eu passei se transformou em uma grande vitória. Joguei 200 jogos pelo Cruzeiro, fui campeão e considerado o melhor goleiro de um grande torneio”, compartilhou agradecido o goleiro Fábio. Outro título seguido em 2013 e Fábio foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro. As experiências o levaram ao entendimento de que Deus é real e dirige todas as coisas. “Tudo o que aconteceu na minha vida foi planejado por Deus. Ele determinou tudo. Minha base é Deus na minha vida. Ele me colocou em lugares e me deu coisas que eu nunca imaginei. Nem em meus maiores sonhos eu imaginei a vida e a família abençoada que eu tenho hoje. Ele é um Deus verdadeiro, que faz as coisas acontecerem”, finalizou Fábio. 3


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Francisco Leong/AFP//Getty Images


Jacob Mulenga Ele não jogou futebol até iniciar o ensino médio. A rápida ascensão de Jacob Mulenga o levou a depender de Deus

VI Images via Getty Images

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utebol nem sempre esteve no topo da lista de esportes favoritos de Jacob Mulenga, jogador da seleção de Zâmbia. Quando ele era mais jovem, estava comprometido com um esporte semelhante ao automobilismo. Durante a semana ia à escola, mas os fins de semana eram preenchidos com o automobilismo. O futebol só se tornou parte de sua vida mais tarde, na escola. Ainda assim ele disse que “apenas assistia”. O futebol era apenas diversão. “Eu não joguei em qualquer equipe juvenil ou escolinhas - apenas jogava para me divertir na escola. Eu aprendi muito, basicamente, assistindo jogos na televisão”, esclareceu Jacob Mulenga. Mas, após finalizar a escola, ele decidiu levar o futebol a sério. “Eu resolvi que antes de decidir o que fazer com minha vida, jogaria futebol por um tempo para ver o que aconteceria. Kalusha (Bwalya), ex-jogador e treinador da Zâmbia me viu jogar e disse: ‘ Você sabe que você pode se destacar no que faz’. Para mim, era um sonho. Eu fazia piada sobre isso com meus amigos e dizia que um dia eu jogaria futebol profissional”, contou Mulenga. Apesar de não jogar futebol até o final de sua carreira, sua ascensão ao nível profissional foi rápida. Ele foi da seleção da Zâmbia, quando tinha 20 anos, e marcou em seu primeiro jogo - uma vitória de 1x0 contra o Togo- nas eliminatórias da Copa do Mundo. De lá ele foi para os dois próximos jogos de qualificação para a Copa do Mundo no Senegal e Mali e tornou-se uma fixação na seleção de Zâmbia. Mas, seu rápido sucesso não se transformou em confiança. “Foi assustador. Eu estava nervoso. Era um mundo totalmente diferente para mim”, disse ele. “Eu nunca havia sido exposto ao público antes. Eu não tinha ideia do que envolvia jogar em uma equipe nacional. Você ouve e lê sobre isso; Você se coloca em uma posição em que está pronto para ser criticado. Tudo o que você faz bom ou mau - vai ser comentado, alguém dirá algo sobre isso”, comentou Mulenga. Ele foi se acostumando com a situação, aos poucos.

Em 2010 ele marcou dois gols em dois jogos na Copa da África. As duas Copas da África seguintes, em 2012 e 2013, no entanto, resultaram em decepção. Ele não jogou em nenhuma delas, inclusive em 2012, quando Zâmbia ganhou o título. “Para mim, foi muito difícil. Saber que em 2010 eu tive um grande papel na Copa da África e depois não fazer parte da equipe?! Isso foi um grande golpe para mim. Eu fiquei feliz com o título, mas todas as vezes que alguém falava sobre isso, eu lembrava de que não joguei na equipe”, lamentou o jogador. “Eu perguntei muitas vezes a Deus a razão do que estava acontecendo comigo. Eu orava e perguntava: O que eu fiz para merecer isso? Todas as outras pessoas estão bem e comigo é diferente. Por quê? - Por que isso, por que aquilo...”, questionava Mulenga. “O primeiro de tudo eu aprendi foi: pare com os porquês. Você não está no controle, Deus me dizia. Não importa o quanto você tente, você não está no controle das coisas que acontecem. Se eu não tivesse Jesus eu estaria completamente perdido”, reconheceu Jacob Mulenga. “Eu sei que sou extremamente abençoado. Eu sou alguém que pode fazer qualquer coisa no futebol. Mas, eu também sei que a minha força não vem de mim. Ela vem do alto. Deus não vai levá-lo para o próximo nível, se você não sabe como lidar com a pressão. Porque quanto mais alto você vai, pior (a pressão) torna-se”, compreendeu Mulenga.

Atletas internacionais estão ajudando e incentivando uns aos outros. Isso os ajuda a compreender que o seu valor é baseado em quem eles são e não no que eles fazem. “Tudo o que é construído sem Deus não vale a pena construir. Eu não vou sentar aqui, mentir e dizer que eu vivo uma perfeita vida, totalmente temente a Deus. Às vezes eu tenho problemas, minha fé é testada. Há tantos desafios, tantas coisas que acontecem e aí você quer alguém para conversar. Eu penso que quando você traz alguém para a fé em Cristo, você realmente tem que ajudá-lo a entender que Deus será o centro de sua vida. Deus não está dizendo que você não vai ter desafios. Você terá. Como cristão, você vai ter problemas. Mas você sabe que em tudo isso, você vai ser vitorioso”, encerrou Jacob Mulenga. 5


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Francois Nel/ S P O RGetty T S S P EImages CTRUM

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Epsilon/Getty Images / Getty Images

rescendo em família separada por suas crenças religiosas, Alexander Samedov decidiu que iria viver sua vida a sua maneira e em seus próprios termos. Até que uma dificuldade surgiu e ele foi ficou à procura de respostas. Samedov representou a Rússia, internacionalmente, jogando na seleção Sub-21 e na seleção principal de futebol. Também jogou em vários dos melhores clubes da Rússia e nesse período começou a ter problemas em sua carreira e na vida pessoal. Foi quando as perguntas começaram, incialmente em sua mente e depois verbalmente. “Por um bom tempo, eu vivi minha vida a minha maneira. Mas chegou um momento em que comecei a ter problemas na minha carreira e vida pessoal. Eu já era um adulto e pensava sobre essas dificuldades. Então eu conheci a Yulia, minha atual esposa. Ela era cristã, ia à igreja. Vendo

os meus problemas, ela simplesmente me disse: ‘Sasha, as coisas são assim e assim’. Eu fui para a igreja uma vez e depois outra e eu entendi. Minha vida começou a mudar.”, reconheceu Samedov. Embora o atleta pensasse que “a leitura não era a coisa mais importante” para ele crescer (isso porque ele foi para a escola de esportes e “havia prestado mais atenção no esporte” do que nas aulas), ele adorava ler a Bíblia e isso o ajudou a se tornar comprometido com Cristo.

“Servimos a Igreja local.” Mas, ler a Bíblia é diferente. É uma mudança bem-vinda, muito diferente da leitura árdua de palavras sem vida das páginas de um livro escolar ou qualquer outro livro. “Eu não olho para a leitura da Bíblia como a leitura de


Alexander encontrou direção ao ler a Bíblia. No Movimento esportivo “obediência à Bíblia” é um valor fundamental para tudo o que é feito dentro e fora da quadra de esportes. sucesso e o fracasso agora era outra. Ele busca a Deus que, por sua vez, responde suas orações e orienta-o, conforme a bíblia diz. Deus tem usado a esposa de Samedov para mostrar-lhe o caminho certo. “Foi assim que aconteceu na minha vida. Foi com a ajuda da minha esposa que as coisas começaram a mudar”, concluiu Samedov.

EuroFootball/Getty Images

outros livros, porque a Bíblia é algo espiritual, é sobre a fé. A Bíblia nos ensina, fornece orientação para nossas vidas”, explica o jogador. Esses ensinos têm guiado o atleta em sua carreira. Samedov começou no Spartak Moscou, quando tinha 16 anos. Cinco anos mais tarde mudou-se para o FC Lokomotiv Moscou, onde jogou por quatro anos, antes de defender o FC Moscou, em duas temporadas. Depois de ter sucesso lá, ele deu um salto para um clube maior, o Dínamo Moscou, e fez parte da equipe em três temporadas, enquanto fazia sua primeira aparição na seleção principal da Rússia em 2011. A equipe venceu a Eslováquia, durante um jogo de qualificação para a Euro 2012. Esse sucesso levou-o de volta ao FC Lokomotiv na temporada seguinte, quando começou a se destacar ainda mais e tornou-se atacante titular, além de favorito dos fãs. A essa altura, já havia respostas para as perguntas que Samedov tinha sobre a vida e a maneira de lidar com o

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O espanhol Marcos Senna percebeu que Cristo, e não as circunstâncias da vida, proporciona alegria e paz

arcos Senna sofreu quatro lesões no joelho ao longo de sua carreira. Seria compreensível se ele estivesse cansado, desanimado ou desiludido com o futebol. Mas ocorre exatamente o oposto com o astro do futebol espanhol. “Eu tive quatro lesões no joelho, mas com a ajuda de Deus, eu penso que eu respondi bem e até mesmo experimentei alegria em meio a tudo isso. Eu não sei de outro jogador, com lesões semelhantes, que foi capaz de continuar jogando no mesmo nível, assim como eu. Dou graças, honra e glória a Deus pela força que Ele me deu”, disse o jogador. “Estou em paz. Eu sei que Deus tem um propósito em nossas vidas. Se eu sofro alguma contusão, sei que isso aconteceu por alguma razão e eu entendo que vou melhorar com o tempo. Eu entendo que Deus vai continuar cuidando de mim e, por essa razão eu me mantenho tranquilo”, acrescentou Senna. O atleta nasceu no Brasil, em meio a uma realidade pobre, e começou a jogar futebol nas ruas aos seis anos de idade. Tornou-se um cidadão espanhol depois que Luis Aragonés, treinador do Villarreal CF, 10


pediu para que ele jogasse pela seleção espanhola. “Eu não ia desistir da minha nacionalidade de nascimento (brasileiro). Naquela época, eu acreditava que era a melhor jogada, e um privilégio ter dupla nacionalidade e ainda ter a oportunidade de jogar pela Espanha, uma das melhores seleções do mundo. A verdade é que isso mudou a minha vida. Tem sido extraordinário”, comentou o jogador. Senna jogou em duas Copas do Mundo, além de ajudar a Espanha a vencer a Eurocopa de 2008, derrotando a Alemanha por 1 x 0 em seu primeiro título europeu desde 1964. Várias publicações consideraram Senna o melhor jogador do torneio, depois que ele ajudou a Espanha a se tornar a primeira seleção invencível na Eurocopa desde o feito da seleção alemã, em 1996. De novembro de 2006 até junho de 2009, ele também ajudou a Espanha a vencer 35 jogos consecutivos, igualando-a ao recorde da seleção brasileira. Posteriormente, auxiliou a Espanha a conquistar o recorde de 15 vitórias seguidas, além de colaborar para que a Espanha se tornasse a número 1 no ranking mundial pela primeira vez na história do país. As vitórias consecutivas terminaram na semifinal da Copa das Confederações com uma triste derrota pelo placar de 2 x 0 para os Estados Unidos. “Ganhar o Campeonato Europeu, em 2008, foi um dos destaques da minha carreira e uma celebração maravilhosa”, disse ele. “Nós acabamos vencendo nos pênaltis. Eu sabia que eu seria um dos batedores de pênalti. Nós praticamos pênaltis no dia anterior, mas no dia do jogo, tínhamos jogado 90 minutos e mais 30 minutos de tempo extra. Eu estava exausto e tinha câimbras por todo o corpo. No entanto, quando chegou a hora, eu estava calmo e senti que o Espírito de Deus veio sobre mim, dando-me paz e clareza. Com a ajuda dele, eu fui capaz de chutar a bola com confiança, marcar e ajudar a Espanha a sair vitoriosa. Eu sabia que Deus estava no comando e tinha um plano para eu honrá-lo com esta realização”, acrescentou. “No dia da final, eu estava completamente focado no jogo. Foi um grande dia, especialmente com toda a Espanha participando da celebração. Quando ganhamos, foi um momento de grande alegria para todos os jogadores. Nossa vida nunca 11


Joe Klamar / Getty Images Emmanuel Dunand/AFP/Getty Images

mais seria a mesma, por fazermos parte da vitória do campeonato. E mais importante que isso era o fato de que a minha vida nunca mais seria a mesma por causa do meu relacionamento com Jesus”, destacou Senna. Esse relacionamento com Jesus começou durante uma curta reunião com atletas do time do São Caetano, no Brasil, e tem feito toda a diferença em sua vida. “Eles me convidaram para uma reunião e eu fui,” lembra Senna. “Naquela época eu não sabia muito sobre a Bíblia. Na minha infância, eu ia à igreja com a minha mãe, mas quando cresci eu parei de ir, não me recordo o motivo. Eu não fui batizado e nem tive um comprometimento maior, mas eu aprendi algumas coisas com a minha mãe e minha avó. Eu tinha 25 anos - quase 26 - quando eles me convidaram para a reunião. Eu gostei e continuei indo. Em seguida, oito meses depois que me tornei um crente em Cristo, a equipe Villarreal firmou comigo e entrei para uma igreja 12

em Villarreal, onde fui batizado”, contou o jogador. Para o atleta, fama, dinheiro e outras coisas materiais não são suficientes para satisfazer ninguém. “Se você está preocupado, precisando de alguma coisa, eu não creio que o dinheiro seja a resposta. Mas o Espírito de Deus está acima de todas as coisas. Deus pode lhe dar a felicidade, paz e alegria. Só falar sobre isso me faz sorrir. Isso me fez muito feliz e mudou minha vida em todos os sentidos. É a melhor decisão que qualquer pessoa pode tomar em sua vida”, garante Senna. “Agora estou realmente em paz, porque tenho a certeza de que Deus tem um propósito para a minha vida. Se eu sofrer alguma lesão, é por alguma razão. Deus está cuidando de mim, e por causa disso, eu sou capaz de ser calmo e confiante, e experimentar grande alegria”, concluiu Senna.


Charlie Crowhurst/Getty Images

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Derek Leung/Getty Images

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ara Jun Marques Davidson, jogador de futebol japonês, a religião sempre pareceu muito complicada: As normas, os regulamentos, a estrutura. Criado em Tóquio, no Japão Davidson tinha pouco interesse em Cristo, mesmo sua mãe sendo cristã. Em vez disso, ele tinha os olhos focados em uma coisa: o futebol. Havia sinais de que ele poderia ser um brilhante jogador desde sua infância. Aos 15 anos ele deixou o Japão para jogar futebol em uma escola internacional na Inglaterra. Sucesso, dinheiro e fama tornaram-se sua motivação principal na vida. Atingir status de superstar na esfera de futebol tornou-se seu objetivo.

Servindo através do esporte em todos os países em cada cidade. E foi na Inglaterra, quando ele estava sozinho em um país estrangeiro, mal capaz de comunicar-se, quase sem conhecer ninguém, que ele percebeu que podia haver algo mais na vida além do futebol. “Foi difícil ficar sozinho em um país estrangeiro. E foi aí que eu comecei a entender a minha necessidade de Deus. Por iniciativa própria, comecei a freqüentar uma igreja e aprendi mais sobre o que significava ser um crente em Cristo. Eu entreguei minha vida a Ele e encontrei a paz e a confiança que eu nunca havia sentido antes. Meu propósito de ir para a Inglaterra era o futebol, mas o propósito de Deus era me preparar para o meu futuro”, ponderou Davidson. Depois da Inglaterra, Davidson e sua família mudaramse para a Califórnia a fim de ficarem juntos, enquanto ele jogava futebol no colégio. Ele estava cercado por outros cristãos comprometidos na equipe, como se Deus estivesse trazendo-o para um amadurecimento após o renascimento que ele teve na Inglaterra. “Mais uma vez Deus estava me moldando, providenciando companheirismo e

encorajamento cristão”, disse Davidson. Após concluir o ensino médio, Davidson voltou ao Japão para jogar futebol profissional. Seu regresso ao lar foi um choque entre dois ideais. Quando ele deixou o Japão, quatro anos antes, seu coração e sua mente eram completamente diferentes. Ele era conduzido pelo egoísmo, determinado a realizar um impacto no futebol para obter muito dinheiro e fama. Ao regressar, quatro anos depois, ele se tornara uma pessoa mais altruísta, e queria usar o futebol como uma avenida para impactar outras pessoas com o evangelho em seu país. “Eu penso que Deus me fez um jogador de futebol para fazer algo maior, para servi-lo. Não há muitos cristãos no Japão, por isso é muito difícil seguir e ter uma fé crescente em Cristo”, comentou Davidson. “Eu acredito que Deus me levou para a Inglaterra e Califórnia para eu pudesse conhecer muitos cristãos e pessoas com muita fé, pois isso me ajudou a crescer e aprender mais sobre Deus”, acrescentou. Seu retorno ao Japão o fez perceber suas mudanças, a atuação de Deus em sua vida, e como Ele poderia usá-lo para impactar outras pessoas. “Desde que entreguei a minha vida a Deus, minha perspectiva mudou”, disse Davidson. “Eu comecei a pensar Etsuo Hara/Getty Images


em como eu poderia usar a minha vida, minha posição, para compartilhar o evangelho. Deus estava me mostrando que a minha carreira era menos sobre mim e tudo sobre ele.” Desde que voltou ao Japão a performance do volante tem sido constante. Ele passou suas três primeiras temporadas na segunda divisão da Liga J do Japão e ajudou a sua equipe a subir para a primeira divisão do Japão, em 2004. As seis temporadas seguintes foram na primeira divisão da Liga J, seguidas por duas temporadas em divisões inferiores, incluindo uma temporada com o Carolina RailHawks nos Estados Unidos. Ele passou 2012 e 2013 jogando para o Vancouver Whitecaps na Liga principal de Futebol e foi contemplado com o prêmio do Whitecaps FC “Jock MacDonald - Prêmio do Herói não celebrado”, em 2012, por sua presença constante em campo. “Servir a Deus através do esporte é importante para mim. Eu tento compartilhar o evangelho, servir aos outros e ser um exemplo. Nem sempre é simples. Quando a competição fica difícil, e eu cometo erros, peço perdão e peço a Deus para me usar. Minha carreira está em Suas mãos e procuro segui-lo onde quer que Ele possa me levar, mesmo se e quando o futebol não está envolvido – por que o meu propósito é servi-lo”, destacou Davidson.

Fora da temporada, o jogador faz trabalho missionário por meio de um grupo de ministério esportivo e agora seu coração e mente estão em um lugar muito diferente de onde estavam há 15 anos. Sua vida já não é sua; ela pertence a Deus. Seu futebol já não é seu também, pertence a Deus. O que levou a ambos: a rendição e a paz.

O Movimento esportivo ajuda atletas a viver e compartilhar suas histórias de fé no mundo dos esportes. “José da Bíblia, no Antigo Testamento, é o meu exemplo. Ele era um garoto normal que Deus transformou em um grande homem”, conta Davidson. “Mesmo quando seus irmãos o venderam como escravo, e seu futuro parecia sombrio, José procurou viver para o seu Deus. Então, quando ele foi abençoado com grande poder e influência, ele usou sua função para ajudar aos outros e fazer a obra de Deus “, acrescentou o jogador. 17



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