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O ÚLTIMO NÚMERO (Augusto dos Anjos)

Hora da minha morte. Hirta, ao meu lado, A ideia estertorava-se... No fundo Do meu entendimento moribundo Jazia o Último Número cansado. Era de vê-lo, imóvel, resignado, Tragicamente de si mesmo oriundo, Fora da sucessão, estranho ao mundo, Como o reflexo fúnebre do incriado: Bradei: - Que fazes ainda no meu crânio? E o Último Número, atro e subterrâneo, Parecia dizer-me: “É tarde, amigo! Pois que a minha autogênica grandeza Nunca vibrou em tua língua presa, Não te abandono mais! Morro contigo!”

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A MEGERA DOMADA (Luís Mauro Rocha) Que qual feia e ingrata, Essa aritmética maluca. Como me irrita e maltrata, A velha me funde a cuca. Na álgebra eu nunca acho, O bendito valor do “X”. Choro, afinal que faço? Nem com reza e nem com giz. É a tal logica do teorema, Da Euclidiana geometria. Encontro em cada problema, Uma ducha de agua fria. Uma caixa preta e vazia. É para mim a matemática. Não vejo qualquer poema, Nessa megera antipática. O que eles disseram?! Não é nada disso. Uma a uma é fala fátua, precipitada. Pois estudas firme, não sejas omisso. E terás a seus pés a megera domada.

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“Os três deuses mais importantes eram: Zan, ou o éter, a atmosfera; Crono, o tempo e Ctônia a deusa terra. Zan ou Zeus foi o criador que adornou Ctônia (a terra) com os aspectos e as formas do cosmo. O tempo (Crono) foi o meio que ele usou. Zeus acrescenta forma e proporção a uma terra irregular e disforme. Fez dela o mais bonito dos planetas. Por isso ele foi recompensado ganhando os números, recebendo o uno (Número um) o Deus supremo, a identidade e a lógica”. (livros secretos dos fenícios - adaptação)

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PREFÁCIO DESDE O TEMPO EM QUE OS SERES HUMANOS DEIXARAM AS CAVERNAS E PASSARAM A SE ORGANIZAR NAS PRIMEIRAS COMUNIDADES PRIMITIVAS, OS NÚMEROS VÊM EXERCENDO GRANDE FASCÍNIO SOBRE TODOS. Com o descobrimento do fogo, a invenção da roda, das máquinas a vapor, os navios, os aviões... Até o superdesenvolvimento tecnológico com a informática, os celulares, os tabletes, a robótica, a nanotecnologia, a manipulação genética e muito outros produtos da revolução tecnológica dos dias atuais os números adquirem cada vez maior importância. PITÁGORAS foi um dos primeiros grandes matemáticos reconhecidos. Desde o século VI AC (antes de cristo) vem influenciando decisivamente essa ciência, tendo seu nome associado a várias teorias como o Teorema de Pitágoras, Números perfeitos e figurados, seção áurea e música das esferas. Além do aspecto científico decisivo da matemática, ela também é associada, em vários momentos, ao misticismo, à fantasia, à metafísica, à paranormalidade e mais algumas viagens místicas, o que finaliza por trazer novas descobertas, teses fundamentais que fazem avançar à teoria dos números. É o famoso dito popular: “muitas vezes Deus escreve certo por linhas tortas”.

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Muita gente conhece os mistérios que envolvem datas espetaculares como 12/12/2012 ou a tenebrosa magia do número 666, o número da besta fera e o respeito pelo número sete (sete estrelas errantes e sete dias na semana). Segredos que vão percorrendo a história humana envolvendo os Números, essa criação matemática. Pitágoras fundou uma seita religiosa que se baseava no estudo dos algarismos e acreditava que os números exerciam grande influência no destino das pessoas.

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HOJE, ALGUMAS HISTÓRIAS SÃO LIDAS NAS TELAS DOS COMPUTADORES. Tabletes e livros eletrônicos trazem enormes vantagens na leitura de obras escritas. Assim é possível fazer Interação. Links nos levam a épocas passadas. Um conto narrativo retrata um lugar qualquer do globo terrestre. Em uma plataforma multimídia é possível visualizar esse local com um simples toque na tela. Mesmo a imaginação mais fantástica, utópica e sobrenatural é possível chegar até nós por meio virtual. No início o escritor tinha unicamente sua pena para escrever e emocionar os leitores. Depois é agregado o desenhista, o pintor, os artistas das gravuras, dos quadrinhos e outras técnicas, dando mais qualidade ao sonho e a fantasia. Agora se juntam os profissionais de Tecnologia da Informação dando asas à capacidade inventiva daqueles que ousam embrenharse pelo mundo da literatura. Existem várias possibilidades de som, imagem, palavras e movimentos, agora uma coisa é certa, perde-se muito dos gestos, representações, pausa, altura da voz, contato, cheiro... Utilizadas nas histórias contadas ao vivo, “olho no olho”, por narradores bem humorados, empolgados e irradiantes que se apresentam contando suas histórias nas calçadas, praças, escolas, salas e quintais das casas.

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No terreiro da residência vendo balões subirem ao ar e com a imaginação solta. As histórias de assombrações, os contos místicos, causos irreais e subjetivos... Atraem a atenção de todos. Felizes os contadores de histórias inopinados que conseguem mexer com a subjetividade, as abstrações, medos, desejos e sonhos dos ouvintes. Esse era o contador mais conhecido, mais procurado. Juntava muita gente para ouvi-lo. Aquele sítio. Vacas pastando, cavalos no terreiro, pés de cajus, mangas, bananas, jacas, jabuticaba, Guabiraba, tamarindo, Cambuí, remela de cachorro e outras frutas que talvez nem existam mais. De vez em quando passava por ali um mascate, artistas acompanhando um pequeno circo mambembe, trabalhadores do parque de diversão, um pai de santo que ensinava várias canções como esta: “Lá vem Zé Lá vem Zé Oh! Lá vem Zé La da jurema Lá vem Zé Do Juremá Lá na estação central Ouvi o apito do trem Feliz de quem Zé quer bem Triste de quem Zé quer mal” Dessa vez passou um homem, boa prosa, contador de causos. Ele contava histórias conhecidas, outras inventadas.

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Aquela roda de pessoas inebriadas em torno dele. Joana parteira, dessas que n茫o existem mais, o adolescente estudante, primos, amigos... Risos, gargalhadas, palmas... Com certeza contava uma hist贸ria das boas. Essa era conhecida, mas ele inventava algumas coisas pra hist贸ria ficar mais bonita:

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“... PASSÁROS GIGANTES SOBREVOAVAM O CÉU DAQUELA CASA. Casarão misterioso, solar, semelhante à frontaria. Proibido para todas as crianças que moravam no lugar. Mal assombrada, perigosa. Quanto mistério ronda o espectro dessa habitação de morcego que vai se deteriorando com o tempo. Cada vez mais abandonada. Dizem que nela tem um tesouro enterrado, uma botija, baú com ouro, prata e diamante. Quem encontrasse ficaria rico. Ela está numa cova protegido por fantasmas. Ai de quem aproximar-se. E aqueles pássaros enormes sobrevoando os ares, roncando, gritando, lançando uivos de lancinantes plangências, assustando. Quando o primeiro gigante passou no céu as pessoas deramse as mãos, disseram que era o fim do mundo. Inimigo fizeram as pazes, dívidas foram perdoadas, porque lá era assim: no fim da vida os credores perdoavam seus devedores e os inimigos faziam as pazes. A casa velha já sem telhado e deteriorada por água de chuva. Coberturas derrubadas pela ventania. O matagal, giesta Glauco, crescendo, a urze virando mata fechada, quase floresta. Pedro conheceu o medo de menino vendo de longe o lugar antigo dos donos daquelas terras, moradia dos temores misteriosos que ousam assombrar os que povoam. Contam que ali já foi a sede de um reino cujo esplendor se espalhava por toda parte: rios, matas cachoeiras, tudo limpinho sem poluição industrial ou humana. Pássaros, animais silvestres, enfim todas as formas de vidas convivendo em harmonia. Ouro, prata, diamante e outras pedras preciosas refulgiam em todo seu esplendor não significando com isso riqueza material e sim enfeites para as ruas e casas daquele local deixando-as brilhantes e bonitas. Todos tinham direito a alimentação diária, escola e saúde. Cada um produzia

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de acordo com suas possibilidades e recebiam o que necessitavam, tudo era bem repartido não havia ambição, nem fome, nem violência. Um reino da abundância e da liberdade. Em sua entrada uma coroa enorme e muito brilhante iluminava o céu em noites de lua cheia e durante os momentos de relâmpagos tão raros, mas que ousavam enfeitar o firmamento em breves períodos chuvosos. Um lugar onde tudo resplandecia iluminado por uma força interior infinita em sua importância e bondade. Esse reino, que perdurou milhares de ano, foi desafiado, invejado e ameaçado por forças oponentes. Para não ser extinto tornou-se encantado aos olhos do ser humano. Foi deixado um letreiro em sua entrada que até hoje está à espera de uma civilização de sábios e sábias que o decifre, pois com a revelação do que está escrito o reino se desencanta e reaparece ocupando novamente a dimensão humana. Ele cresceu ouvindo essa história. Jovem de compleição robusta agora já podia nadar no rio, caçar, pescar de canoa. Naquele dia, silêncio aldeão, remava feito um galé. Sem perceber acaba sendo carregado por uma correnteza que o arrasta por um túnel. Não tem como retornar, prostado. O rio bravio, a fúria das águas, o túnel escurecendo, olhos de fogo em sua frente, caranguejos gigantes fecha-lhe a passagem, empurra-o e ele vai, azoratado, túnel adentro com destino indefinido. O barco estanca. Ele com receio e o medo puxa aí ele via caranguejos gigantes, aratus voadores, siris com duas cabeças, chama marés se arrastando, peixes bois sem cabeça... Cenas semelhantes àquelas saídas da literatura fantástica. Era tudo real, estava ali na sua frente. Depara-se transtornado no meio das ostras, sururus, uma escada. Sobe correndo. Não vê luz.

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Sente-se perdido num verdadeiro labirinto sem saída. Perambula por aqueles becos. Escuridão, silêncio... o túnel vai tirando sua força. Aquelas grotas, o coração batendo alto, receptáculos dos mistérios, veículos místicos onde verdades enigmáticas poderiam ser transmitidas. Enxerga a luz. Está no casarão. Obliterou-se, para, desmaia, dorme. O que ocorreu? Passava o tempo, arvores cresciam, pequenos insetos nasciam, cresciam e morriam, tudo passava e o sol posicionado ali naquele mesmo lugar, sem movimento, parado. O planeta não se movia. O sol na altura da colina um palmo acima do morro, fixo. A terra parou. Ele sempre sobre um móvel, não percebia, mais de dez movimentos exercitava essa rocha gigante que estava sob seus pés. Naquele momento paralisou-se, não se mexia. O sol não saia do lugar, o tempo parou como se tivesse virado pedra. Sonha com todo tesouro escondido que está dentro daquela casa e uma voz lhe diz assim: se está no inferno vai conversar com o capeta! Acorda decide procurar aquele tesouro, a botija sonhada por todos daquela região. Quem a encontrasse se tornaria a pessoa mais rica do mundo. Ele encontrou a botija! Ouro? Prata? diamante? Dentro daquele baú cadernos amarelados pelo tempo continham segredos que todos há muito procuravam. Cadernetas revelavam os segredos de estudos que os pitagóricos tinham feito sobre os números influenciando a personalidade, destino, alma...das pessoas, talvez por não acreditarem que essa diferença e semelhança que existem entre os seres humanos: alguns mais calmos, outros mais bravos, pessoas bondosas, gente má, autoritários, invejosos, outros democráticos, justos, altruístas...isso não pode ser obra do infinito singular acaso.

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“VADE RETRO! TUDO QUE É ILUSÃO VOLTE PARA O REINO DA FANTASIA.” A tampa do baú tinha um quadro numérico com uma singularidade curiosa. A soma em todas as colunas, linhas e diagonais é a mesma e sempre se repete, inclusive quando formadas as colunas de cabeça para baixo.

Sem palavras

96 88 6I I9

II 69 86 98

89 9I I8 66

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68 I6 99 8I


Poesia com nĂşmeros

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O contador disse tudo isso num fôlego só. A história tinha mistério, monstros, bicho estranho... Começa a juntar gente: agricultores, estudantes, vendedores, fazendeiros, donas de casa, aposentados... cada um quer ficar no melhor lugar, mais próximo do contador. Ele se esforça, donaire, faz charme, passa a mão no cabelo e continua... “...PÍTAGORAS, PÍTAGORAS, PITÁGORAS... AQUELE NOME FICOU MARTELANDO NA CABEÇA DE PEDRO. Um caderninho com todos os segredos da numerologia veio parar em suas mãos e não era para ser guardado a sete chaves. Todo mundo precisava saber que antes dos números serem objetos de pesquisas e estudos científicos eles exerciam influências no destino de pessoas que de maneira mística estudaram-nos antes de se tornarem ciência. E agora com esse segredo em posse, todos e todas precisavam saber quem foi Pitágoras, números e numerologia. Intrigava-o saber que da “magia”, do misticismo, do irreal, fez-se todo um esforço humano que culminou na lógica, no experimento, no real.

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-Por que nos cadernos tinha o nome de Pitágoras? quem foi esse tal Pitágoras? -pergunta entusiasmada Joana que ouvia toda aquela história. Acorda a menina dos meus olhos com o barulho de sua formosura estonteante que deuses ergueram tamanho templo à magnitude? não digo a beleza dos olhos, boca, língua... aí tão concreto digo a beleza do ser. Contador de história gosta de fazer uma glosa, dizer verso, para animar os ouvintes. “...Pitágoras de Samos nasceu em 569 AC. Samos onde ele passou os primeiros anos de sua vida é uma extensa e sinuosa ilha do mar Egeu, defronte à costa da Ásia Menor. Foi filósofo, matemático e ocultista, fundador da Escola Pitagórica. Reverenciado pela história como o pai da matemática e da filosofia. Pitágoras foi, como muitos outros cientistas, muito mais do que isso. Com o conhecimento que ele tinha adquirido nas iniciações das Pirâmides (do livro dos Fenícios), foi considerado um dos maiores homens de seu tempo, equivalente a Leonardo Da Vinci durante o Renascimento. Ele é o ponto inicial da matemática, lógica, filosofia e monoteísmo tal como prevalece até hoje. “Ferecides que alguns dizem ter se reencarnado em Pitágoras foi um dos sete sábios helênicos. E essa história de ter se reencarnado se deve a uma maneira de dizer que os conhecimentos de Ferecides foram

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retransmitidos por Pitágoras. Esse sábio buscou uma compreensão para a origem dos números no estudo do conhecimento secreto dos Fenícios. Para ele os três deuses mais importantes eram Zan, ou o éter, a atmosfera, crono, o tempo e ctônia a deusa terra. Zan ou Zeus foi o criador que adornou Ctônia (a terra) com os aspectos e as formas do cosmos. O tempo (crono) foi o meio que ele usou. Zeus acrescenta forma e proporção a uma terra irregular. Por isso ele foi recompensado ganhando os números, ganhando o uno (Número um) o Deus supremo, a identidade e a lógica”. -Mitologia, adoro mitologia. -Disse Joana “...Nessa breve relato, que acabo de fazer, está o germe e a síntese da grande preocupação dos humanos com Deus, com o espaço, a medida, lugares e quantidades em detrimento de um esforço com o entendimento e preservação do ser e o seu significado. Gerou esse paradigma na raça humana onde ter é mais importante que ser. Essas histórias foram se acumulando e se aperfeiçoando através dos aedos e contadores no transcorrer do tempo retecendo-se infinitamente, assim busca-se o ofício de ir adiando a morte de Pitágoras, revolvelo com as palavras um fiar desfiar incansável. -Pitágoras? -Mas que nome estranho, não tinha um nome mais bonito? Era assim mesmo! existia interação, as pessoas perguntavam...

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“...Antes de tudo, disse o contador, vou falar sobre a origem de seu nome. Pyth-agor, ligado ao Oráculo de Delfos. Antes de ser chamado Delfos, este famoso oráculo era conhecido como Pythia e foi fundado no século VIII AC, embora o local tenha sido usado para práticas xamânicas desde o século XI AC, ou seja, no mesmo período em que Salomão construía seu Templo. Vou lembrar vocês que o Templo do Oráculo de Delfos possuía as mesmas medidas sagradas da Câmara dos Reis e do Templo de Salomão. Certamente uma coincidência. A história mitológica deste templo dizia que no local vivia uma gigantesca serpente chamada Pythia, Ela deu origem ao nome Píton. Diz ainda que Apolo, o deus solar, havia dominado e derrotado esta serpente e, a partir do corpo dela, construiu o oráculo. A simbologia desta história é óbvia. A serpente Pythia, representa a kudalini sendo dominada pelo aspecto Crítico-Solar, resultando em um estado de consciência elevado. O famoso “Conhece a ti Mesmo”. Pitágoras e a Sociedade Pitagórica viveram através de seus discípulos ilustres como Sócrates, Platão,o primeiro que citou a Atlântida, lar de todo o conhecimento ocultista, em seus textos Critias e Timaeus, Aristóteles e finalmente Alexandre, o Grande. Pitágoras recrutava jovens “Livres e de Bons Costumes” para serem seus estudantes. A palavra livre para os pitagóricos não tinha conotação de escravo liberto, mas sim de livres pensadores. Uma das frases mais importantes de Pitágoras é “Nenhum homem que não controla a própria vida pode ser considerado livre”. -Você está falando muito desse matemático! Para de enrolar! Eu quero saber o que estava escrito nos cadernos! Abre logo

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os cadernos! Disse um homem cansado de trabalhar o dia inteiro e que tinha se juntado ao grupo para ouvir a conversa. - Pedro encontrou os cadernos de Pitágoras. Esses que carrego comigo até hoje! Disse Felício. Pedro abre o primeiro caderno: pedaços separavam-se, estava velho, rasgado, escorchado saído após engonço de dentro daquele baú. Tinha dificuldade para ler, tinha dificuldade em entender que a matemática, num certo período histórico, esteve associada ao conhecimento do destino, da alma, personalidade, sorte e outros elementos místicos do ser humano. No primeiro caderno estava anotado: O maior tesouro nesse mundo é a vida da gente. Sem ela: ouro, prata, diamante, dinheiro...não servem pra nada! Os números que estão escritos nesse caderno têm o poder de decifrar a vida do ser humano. Eles compõem aquilo que os nãos iniciados chamam de numerologia e que dizem ser a ciência que estuda a influência dos números como valor qualitativo na vida do ser humano e do universo. A numerologia nos revela que ela se baseia na teoria de que há uma ordem, uma Inteligência subjacente a todo o universo. No plano Universal, os números são representados através das figuras geométricas que compõem todo o mundo material. No plano do ser humano, os números qualitativamente e

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energeticamente trazem informações, revelando as influências positivas e as negativas na vida de cada pessoa. Revelando também os seus potenciais, habilidades, talentos, dificuldades e períodos favoráveis ou não na vida de cada pessoa, para fazer um projeto, pessoas que combinam profissão adequada e como podemos eliminar obstáculos e pontos obscuros. Os números também podem ser excelentes auxílios para encontrarmos o nosso ponto de equilíbrio com as forças vitais do universo. O nome da pessoa e a data do nascimento compõem um conjunto de energias, um código energético. O estudo desse conjunto de informações possibilita a pessoa conhecer, os números, energias, que fazem parte e regem a sua vida. Esse estudo também favorece o conhecimento das características essenciais que definem a identidade, as potencialidades, bem como as áreas de dificuldades e as tendências presentes nos períodos de vida de cada pessoa”. A matemática ciência, matéria estudada nas escolas, através de contos e histórias estava envolta em mistérios e o contador ali bem na frente de todos contando segredos do homem chamado pai da matemática.

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Ele tinha o número como suprema realidade metafísica e contava várias lendas: Uma delas dizia que no dia de sua morte subornaram um individuo com o proposito de simular a aparição de uma serpente, o que levaria todos a acreditar que ele era um Deus, pois a serpente simbolizava a deificação e sua epifania ao lado de um homem falecido significava que o mesmo tinha se tornado um herói superior, portanto aos simples mortais. Pitágoras aparece como professor de geometria, amante da liberdade amigo e libertador de escravos ou servos em nome da independência e da liberdade interior e inclusive teve seu discípulo Empedocles atirado a cratera de um vulcão para provar sua divindade. Por fim para encerrar esse pequeno histórico de lendas, dizem que Pitágoras nasceu certa vez como Aitalides e era considerado o filho de Hermes que lhe pediu para escolher qualquer coisa exceto a imortalidade. Aitalides fez o pedido que estivesse vivo ou morto pudesse conservar uma lembrança das coisas que lhe tinham acontecido. “Hora da minha morte, estirada ao meu lado no fundo do meu entendimento moribundo jazia o último número cansado” -Atenção para a mensagem final do primeiro caderno. Continua o contador.

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“...Se você quer conhecer como se dá essa relação nome/número para definir o destino das pessoas veja os outros cadernos contidos no baú. Pedro começou a tremer, não é fácil deparar-se com segredos que tem a ver com o seu destino. O que será que ele me revela? Será bom, ou não? O que me espera na próxima esquina? “Com a desenvoltura dos que nada temem, acostumado a enfrentar os segredos da sobrevivência ele arranca a tampa da próxima caixa e começa a ler”. Essa história estava prometendo e as pessoas juntavam-se para ouvir: tem mistério, magia, misticismo. O que estava ainda por sair de dentro daquele bendito baú que todos pensavam ser um tesouro de ouro e prata enterrado nos cafundós daquela casa abandonada? Como sempre acontece nesses momentos pais ouviam, crianças brincavam, jovens requestavam e alguns mais ousados aproveitavam a distração de todos que estavam ouvindo o conto para namorar escondido no oiteiro por trás das plantações. “Aqui não, dizia uma menina assustada.” “Mas afinal o que tinha no baú?” continua essa história! Em todo lugar tem os apressadinhos, impacientes.

Ele mostra a tabela de Pitágoras escrita no caderno.

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O nome tem poder! A Numerologia é um estudo, muito mais, dos nomes do que dos números. “Os nomes têm o poder de levantar os seres do ermo de nós mesmos. Acordá-los”. Cada nome tem um encantamento que seria desfeito a partir da interpretação de um relacionamento nome/número que deixaria descoberto a revelação, personalidade, destino, da pessoa.

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TABELA PITAGÓRICA

1 A J S

2 B K T

3 C L U

4 D M V

5 E N W

6 7 F G O P X Y

8 H Q Z

Números Mestres: 11 - 22 - 33 ALGUMAS ENERGIAS REFERENTES AO NOME DE NASCIMENTO:

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9 I R &


- Missão de Vida ou destino. - Número da Alma. - Ausência

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Junto à tabela Pitagórica estavam às significações gerais dos números. Cada número tinha o seu significado, tanto positivo como negativo. O importante era saber usar cada energia (número), com consciência: fazer bom uso das energias positivas, eliminando com sabedoria as energias negativas, para que pudesse atingir o equilíbrio. O contador, a essa altura mostrava alguns opúsculos ou cadernos amarelados e pede para uma pessoa ler aquelas anotações. Joana, que estava escutando tudo com atenção, começa a leitura daqueles vademécuns.

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LIVRO I CARACTERISTICAS DOS NÚMEROS

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CARACTERÍSTICAS POSITIVAS DOS NÚMEROS O número um é o Primeiro. É aquele que habitualmente consegue alcançar a sua meta. Determinado, independente, criativo, dinâmico, original, corajoso, e pioneiro. Espírito empreendedor, ação, liderança, originalidade, intelectualidade. Ativo, energético, positivo, e com iniciativa. O número dois é de natureza solidária, sempre busca ver os dois lados da situação. Tem senso de harmonia, equilíbrio, ritmo, justiça, compreensão, cautela, cooperação, diplomacia, companheirismo e mediação. É amável, ponderado, sociável, adaptável, paciente e gentil. O número três é a energia da alegria, e essencialmente da juventude e da comunicação. É criativo, otimista, extrovertido, bem humorado, entusiasmado, original, Independente, boa índole, sensibilidade artística, magnetismo, gentileza, amizade e criatividade. O número quatro é o trabalho. É organização, disciplina, ordem, meta, esforço, propósito, perseverança, razão, lealdade, dignidade, honestidade, espírito prático, realização, segurança, persistência, confiança e franqueza.

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O número cinco é o número da liberdade, da mudança e da experiência. É versátil, aventureiro, independente, curioso, sensual, desembaraçado, ousado e adaptável. Aversão à rotina, magnetismo, intelectualidade, gosto por viagens, experiências variadas, percepção aguçada através dos cincos sentidos. O número seis é o número da família da amizade e da união. Harmonia, estabilidade, ordem, segurança, aconselhamento, conciliação, criatividade artística, bondade, cooperação, compreensão e responsabilidades sociais, justiça, companheirismo . É o número do casamento e do equilíbrio. O número sete é o número do conhecimento. É intelectual, científico, estudioso, introspectivo, enigmático, investigativo, seletivo, racional, analítico. Tem força mental, qualidades psíquicas, reflexão, sutileza, sensibilidade, sabedoria e espiritualidade o que leva a uma grande ligação com o mundo não perceptível. O número oito é o número da conquista. É a ligação entre o plano material com o Plano espiritual. É poder, habilidade executiva, responsabilidade, determinação, solidez, confiança, justiça, prestígio, organização e sucesso material. Caráter forte, liderança, força e senso prático. O número nove é o amor na sua mais alta expressão. É a compaixão, doação, intensidade, generosidade, bondade, compreensão, desapego, inspiração, humanitarismo, sensibilidade, talento artístico, paciência, idealismo, ampla

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visão do mundo, tolerância, virtude, confiança, força de vontade e grandeza. O número Zero é considerado a fonte de todos os números. Tem como definição o divino. Contém todas as energias, também é o símbolo do universo.

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CARACTERISTICAS NEGATIVAS DOS NÚMEROS Número um: autoritarismo, egoísmo, orgulho, dependência, individualismo, egocentrismo, medo, covardia, agressividade, dificuldade em ouvir opiniões alheias, teimosia, instabilidade, preguiça e presunção. Número dois: incerteza, indecisão, dependência, submissão, passividade, instabilidade, timidez, apatia, descontentamento, supersensibilidade, Indiferença, incompreensão, ficar capacho dos outros e brutalidade. Número três: impulsividade, hipocrisia, pessimismo, introversão, inibição, mau humor, desperdício, falar mal dos outros, crítica, ansiedade, lamuria, superficialidade, falsidade, intolerância, ciúmes, timidez, presunção e dificuldade com a expressão verbal. Número quatro: autocrítica, rigidez, conservadorismo, perfeccionismo, frieza, rudeza, opressão, detalhismo, limitação, Irritabilidade, impaciência, miserabilidade, dogmático, preguiça, indelicadeza, monotonia, desumanidade e ineficiência. Número cinco: irresponsabilidade, inquietação, medo de mudanças, desconfiança, desconsideração, instabilidade,

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infidelidade, indecisão, insatisfação, tensão, ansiedade, superinduigente com bebidas e drogas, sensacionalista e perversidade.

Número seis: dominação, intromissão, moralismo, conservadorismo, ciúmes, desequilíbrio, incompreensão, arrogância, presunção, teimosia, orgulho, ansiedade, injustiça, perfeccionismo, desafeto. Número sete: timidez, solidão, sarcasmo, ceticismo, descrença, melancolia, depressão, vulnerabilidade, Insegurança, desânimo, rebeldia, nervosismo, dissimulação, indiferença, reclusão, confusão mental, incompreensão, inconstância e malícia. Número oito: egoísmo, materialismo, ambição excessiva, autoritarismo, intolerância, impaciência, opressão, injustiça, manipulação, inimizade, destruição, covardia, vingança, dependência, medo, falta de ação, avareza e fraqueza. Número nove: amargura, sacrifício, insociabilidade, revolta, apego, falta de perspectiva, restrição, desconfiança, egoísmo, instabilidade, incompreensão, ficar superemotivo, indiscrição, grosseria, nervosismo, falta de ética, severidade.

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O mistério dos números