Linguados mais comercializados Embora sejam registradas mais de 30 espécies de linguados marinhos ou estuarinos no Sudeste e Sul do Brasil, a seguir são apresentadas algumas das mais representativas na pesca comercial, por atingirem os maiores tamanhos:
Linguado-areia (Paralichthys isosceles e P. triocellatus)
São espécies marinhas que atingem cerca de 40 cm de comprimento total. São encontrados desde o Brasil até a Argentina, em geral em profundidades entre 50 e 200 m, principalmente em fundos de areia.
Linguado-vermelho (Paralichthys orbignyanus)
ta do Chile) e no Atlântico Sul desde o Sudeste do Brasil até a Argentina, em geral em profundidades entre 10 e 200 m, principalmente em fundos de areia.
São espécies marinho-estuarinas, que atingem cerca de 1 m de comprimento total. São encontrados desde o Sudeste do Brasil até a Argentina, em geral, entre a costa e 50 m de profundidade. São migrantes obrigatórios que utilizam o estuário como área de crescimento.
Linguado-branco (Paralichthys patagonicus)
É uma espécie marinha que atinge cerca de 60 cm de comprimento total. São encontrados no Pacífico Sul (cos-
Formas de linguados – a. linguado-zebra; b. língua-de-mulata; c. linguado-remo; d. linguadinho-ocelado. Abaixo pequeno linguado – Etropus longimanus
las e polvos, e crustáceos, como camarões e caranguejos. Por sua vez, quando adultos, são também alimento de peixes demersais, especialmente tubarões e raias, que se alimentam no fundo. Os linguados são considerados peixes nobres e algumas espécies possuem grande interesse comercial. São capturados especialmente com arrasto duplo (tangones) e emalhe. A frota de arrasteiros de tangones que atua no Sul do Brasil está sediada, em maior número, em Itajaí, Santa Catarina, e desembarca tanto no porto de origem como em Rio Grande. Os
desembarques em Rio Grande se originam, em geral, da pesca ao sul de Torres. Na pesca dirigida a peixes são utilizadas redes maiores e de maior tamanho de malha no saco que na pesca de camarão. Essa pescaria é mais freqüente entre o outono e a primavera, capturando principalmente linguado-branco (Paralichthys patagonicus) e linguado-vermelho (Paralicnthys orbignyanus), além de outras espécies de peixe como a abrótea (Urophycis brasiliensis) e cabrinha (Prionotus punctatus). No emalhe são utilizadas malhas com 16 a 18 cm entrenós opostos e
tanto a pesca artesanal como industrial direcionam, em alguns períodos do ano, a pesca para estas espécies de linguado. Devido ao grande esforço de pesca, as capturas vêm decaindo nos últimos anos, e para manutenção do mercado tanto interno como externo, algumas técnicas de reprodução, visando o cultivo de algumas espécies, têm sido desenvolvidas ao redor do mundo, incluindo iniciativas no Sul do Brasil, mas ainda em nível experimental. Fonte: ICMbio/ Cepsul Colaboração: Roberta Aguiar dos Santos
Revista SINDIPI
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