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OPINIÃO

Um dia sem seguro O mercado de seguros cresce não apenas porque há um grupo de pessoas interessadas em ganhar dinheiro. É claro que ganhar dinheiro faz parte do jogo capitalista e da própria vida. Mas, o seguro é mais que isso. O seguro tem um caráter social que extrapola as questões ligadas a mercado, lucros, vendas ou estratégias mercadológicas. Um texto, assinado pelo então presidente da Fenaseg, João Elísio Ferraz de Campos, fala desta questão com muita propriedade. Apesar de ter sido publicado em 2005, na edição do dia 19 de maio do Jornal do Brasil, o texto continua bem atual e achei que merecia ser reproduzido para conhecimento de nossos leitores. “Em uma reunião em Buenos Aires, com seguradores de vários países das Américas, conversando sobre o papel do seguro na sociedade, chegamos à conclusão – quase unânime – que ele é um ilustre desconhecido e pouco reconhecido pela opinião publica em geral. Sem entrar na discussão das causas ou dos esforços que devem ser feitos para mudar essa situação, o certo é que o setor de seguros, previdência complementar e capitalização são responsáveis pelo dinamismo de diversos segmentos da economia que os números, por si só, nem sempre revelam. “O que significam os R$ 29,4 bilhões de indenizações e benefícios pagos no ano passado? Se analisarmos, por exemplo, o ramo de automóveis, vamos constatar que o valor de R$ 6,9 bilhões pago em cerca de 1,8 milhão de sinistros equivale à metade do faturamento de uma montadora como a Volkswagen, que produz cerca de 570 mil veículos por ano e tem 24 mil empregados. E as 170 mil indenizações anuais (média de R$ 22 mil) por óbitos representam cerca de 30% dos falecimentos ocorridos na faixa etária da população economicamente ativa (entre 20 e 74 anos). “Meu sentimento é que as pessoas, embora suas vidas estejam marcadas individual e coletivamente pela proteção dos seguros, não tem consciência da sua importância. E não têm porque é muito difícil imaginar como seria um dia sem seguro, ou seja, um dia em que os riscos de todas as atividades humanas deixariam de estar cobertos por seguros. “Se isso acontecesse, os aviões não levantariam vôo, os navios não largariam dos portos e o transporte de pessoas em geral não funcionaria pela falta da proteção do seguro de vida e acidentes pessoais. Milhares de atendimentos médico-hospitalares não se realizariam sem seguro saúde. Milhares de veículos, provavelmente, não circulariam porque seus proprietários não correriam o risco de acidentes sem o seguro de automóveis. Conseqüentemente, milhares de oficinas e seus empregados não teriam trabalho e poucos carros novos seriam vendidos. “Quase ninguém se arisca a retirar um veículo das concessionárias sem antes fazer o seguro. As grandes indústrias parariam de produzir porque os empresários, certamente, não admitiriam que seus investimentos e seus empregados ficassem expostos aos riscos sem a cobertura do seguro. O comércio sofreria um impacto sem precedentes, com os produtos presos em seus depósitos e impedidos de chegar a seus destinos, dentro dos países e no exterior, por falta da cobertura do seguro; e o desenvolvimento tecnológico ficaria estagnado porque nenhum avanço acontece, nenhum satélite é lançado ao espaço sem proteção do seguro. “De um modo geral, todas as pessoas e atividades seriam afetadas em suas vidas e seus negócios se houvesse “um dia sem seguro”. Os prejuízos sócio-econômicos equivaleriam aos de uma imensa greve geral sem piquetes e passeatas, mas com seqüelas que permaneceriam indefinidamente no inconsciente das pessoas. Se acontecesse “um dia sem seguro”, e se esse dia fosse o dia 11 de setembro de 2001, por exemplo, as vítimas do atentado de Nova Iorque não receberiam as indenizações, calculadas entre US$ 70 bilhões e US$ 100 bilhões, por morte, danos materiais, lucros cessantes etc. “O papel do seguro, em seu conceito mais abrangente, é esse: dar às pessoas tranqüilidade para sonhar, ousar e realizar a certeza de que os riscos de viver e trabalhar têm a proteção de uma instituição: a instituição seguro. Um fato narrado pelo escritor italiano Giovanni Pappini em uma de suas histórias sobre uma visita a Nova Iorque retrata bem essa questão. Diz Pappini que, muito impressionado com a grandiosidade da cidade vista dos últimos andares do Empire State Building, lhe parecia impossível que os homens tivessem sido capazes de construir tudo aquilo. “O empresário Henry Ford, também presente, ao ouvir o comentário, teria argumentado: ‘O senhor se engana quando pensa que essa cidade foi feita pelos homens. Quem a fez foram os seguros. Sem seguro não teríamos os edifícios, porque nenhum homem se atreveria a trabalhar nessas alturas com o risco de cair e morrer, deixando sua família na miséria; sem seguro, nenhum empresário investiria milhões em uma construção como esta sabendo que uma simples fagulha poderia reduzir tudo em cinzas; sem seguro, nada circularia pelas ruas porque ninguém correria o risco de, a qualquer momento, sofrer um acidente sem cobertura. E isso não acontece só nos Estados Unidos, mas em todo mundo, cuja tranqüilidade repousa sobre a base dos seguros’.” Percebam vocês que a importância do seguro para a sociedade não é algo defendido por seguradoras apenas. O seguro não é apenas uma atividade econômica – ainda que o seja e das mais importantes. É antes de tudo parte da própria história da nossa sociedade moderna. O texto de João Elísio Campos Ferraz é primoroso por nos levar a tentar imaginar um dia sem seguro. Você consegue?

José Romulo da Silva Presidente do Sincor-ES

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EXPEDIENTE

SEDE PRÓPRIA Endereço:- Rua Frederico Lagassa, Nº 30 Conj. 509/512 - Edf. Scheila - Bairro Gurigica, Vitória, Espírito Santo Site: www.sincor-es.com.br E-mail: sincor-es@sincor-es.com.br Diretoria Presidente: José Romulo da Silva 1º Vice-Presid.: José Alexandre Cid Pinto 2º Vice-Presid.: Leovigildo José Bello 1º Secretário: Renato Silva de Bittencourt 2º Secretário: Antonio Nelson B. Fortunato 1º Tesoureiro: Antonio José Alvarenga Imperial 2º Tesoureiro: Leonardo Souza Bergamini Diretor Social: Luiz Amaury Gontijo Dir. Marketing: Paulo Henrique Rocha Latado Dir. Informática: Jaime Balbino de Oliveira Dir.Rel.c/Merc.: Neudon de Almeida Valadão Suplentes Ana Julia Merotto e Luiz Cláudio Firme Pina Conselho Fiscal Maria Angélica Batista, Luiz Carlos da Silva Porto e Rene Neves Farias Suplente Nicolau Marino Calabrez Delegados Representantes junto a Fenacor-Efetivos José Romulo da Silva e José Alexandre C.Pinto Delegados Representantes junto a Fenacor-Suplentes Deusdete Mantovanelli e Santa de Luziê Laiber Oliveira Jornalista Marcilene Forechi Diagramação Ivo Tadeu Basilio Impressão GM Gráfica e Editora Ltda

Telefones para Contato SINCOR-ES Geral....................................... 2125-6666 ................................................ 2125-6667 Deptº Adm./Financ.................. 2125-6669 Cadastro Corretor................... 2125-6676 Atend. D.P.V.A.T..................... 2125-6674 Fax......................................... 2125-6672 Revista Sincor-ES.................. 2125-6671 Clube Vida em Grupo ............ 2125-6670 Empresas Coligadas CREDICORES....................... 3315-5027 ............................................... 3315-5028 FUNENSEG-ES..................... 2125-6673 ............................................... 2125-6683 ASSESSORIA JURÍDICA...... 2125-6675 (MOSCON E ASSOCIADOS ADVOCACIA)


SUMÁRIO

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Notícias

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Sala de Visitas

10 12

8ª Feijoada Club Gourmet

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Entrelinhas

18 19

Social

Mercado

Artigo

BILHETE DO PRESIDENTE

“Para maiores de 60 anos (e para os vão chegar lá)” Recebi por email estas dicas para quem já passou dos 60 e também para quem não chegou ainda a essa idade. Não consegui encontrar o(a) autor(a). É uma relação de medidas para se viver melhor. A primeira delas: É hora de usar o dinheiro (pouco ou muito) que você conseguiu economizar. Use-o para você, não para guardá-lo e não para ser desfrutado por​aqueles que ​não​tem a menor noção do​sacrifício​que você fez para consegui-lo. Geralmente as pessoas que não estão sequer na família: genros, noras, sobrinhos. Lembre-se que não há nada mais perigoso do que um genro​ou uma nora​com ideias. Atenção: não é tempo para maravilhosos investimentos, por mais que possam parecer, eles só trazem problemas e é hora de ter muita paz e tranquilidade. 2. PARE de PREOCUPAR-SE COM​ A SITUAÇÃO FINANCEIRA dos filhos e netos. Não se sinta culpado por gastar o seu dinheiro​ consigo mesmo. Você provavelmente já ofereceu o que foi possível na infância e juventude como uma boa educação. Agora, pois, a responsabilidade é deles. 3. JÁ NÃO é época de sustentar qualquer pessoa​ de​sua família. Seja um pouco egoísta, mas não usurário. Tenha uma vida saudável, sem grande esforço físico. Faça ginástica moderada (por exemplo, andar regularmente) e coma bem. 4. SEMPRE compre o melhor e mais bonito. Lembre-se que, neste momento, um objetivo fundamental é de gastar dinheiro com você, com seus gostos e caprichos e do seu parceiro. Após a morte o dinheiro só gera ódio e ressentimento. 5. NADA de angustiar-se com pouca coisa. Na vida tudo passa, sejam bons momentos para serem lembrados, sejam os maus, que devem rapidamente ser esquecidos. 6. Independente da idade, sempre mantenha vivo o amor. Ame o seu parceiro, ame a vida, ame o seu próximo… LEMBRE-SE !! “Um homem nunca é velho enquanto se lhe reste a inteligência e o

afeto”. 7. Seja vaidoso. Cabeleireiro frequente, faça as unhas, vá ao dermatologista, dentista, e use perfumes e cremes com moderação. Porque se agora você não é bonito, é, pelo menos, bem conservado. 8. NADA de SER MUITO MODERNO. É triste e doloroso ver pessoas com penteados e roupas feitas para os jovens. 9. SEMPRE mantenha-se atualizado. Leia livros e jornais, ouça rádio, assista bons programas na TV, visite Internet, com alguma frequência, envie e responda “e-mails” use as redes sociais, mas sem estresse ou para criar um vício. Chame os amigos. 10. Respeite a opinião dos JOVENS. Muitos deles estão melhor preparados para a vida, como nós quando estávamos a sua idade. 11. Nunca use o termo “no meu tempo¨. Seu tempo é agora, não se confunda. Pode lembrar do passado, mas com saudade moderada e feliz por ter vivido. 12. NÃO caia em tentação de viver com filhos ou netos. Apesar de ocasionalmente ir alguns dias como hóspede, respeite a privacidade deles, mas especialmente a sua. ​​ Se você perdeu o seu parceiro, obtenha uma pessoa para ir morar com você e trabalhar com as tarefas domésticas, e tomar esta decisão somente quando não mais possa dar de si e o fim esteja próximo. 13. Pode ser muito divertido conviver com pessoas de sua idade. E o mais importante, não vai funcionar com qualquer um. Mas sim se você se reunir com pessoas positivas e alegres, nunca com “velhos amargos”. 14. Mantenha um hobby. Você pode viajar, caminhar, cozinhar, ler, dançar, cuidar​de um gato, d ​ eu ​ m cachorro, cuidar de plantas, cartas de baralho, golfe, navegar na Internet, pintura, trabalho voluntário em uma

ONG, ou coletar alguma coisa. Faça o que você gosta e o que seus recursos permitem. 15. ACEITE convites. Batizados, formaturas, aniversários, casamentos, conferências … Visite museus, vá para o campo… o importante é sair de casa por um tempo. Mas não fique chateado se ninguém o convidou. Certamente, quando você era jovem também não convidava seus pais para tudo. 16. Fale pouco e ouça mais. Sua vida e seu passado só importam para você mesmo. Se alguém lhe perguntar sobre esses assuntos, seja breve e tente falar sobre coisas boas e agradáveis. Jamais se lamente de nada. Fale em um tom baixo, cortês. Não critique qualquer coisa, aceite situações como elas são. Tudo está passando. Lembre-se que em breve voltará para sua casa e sua rotina. 17. Dores e desconfortos, apresentará sempre. Não os torne mais problemático do que são. Tente minimizá-los. No final, eles só afetam você e são problemas seus e do seu médico. Lamentações nada conseguem. 18. Permaneça apegado à religião. Mas orando e rezando o tempo todo como um fanático, não conseguirá nada. Se você é religioso, viva-o intensamente, mas sem ostentação. A boa notícia é que “em breve, poderá fazer seus pedidos pessoalmente​”​ 19. Ria-se muito, ria-se de tudo. Você é um sortudo, você teve uma vida, uma vida longa, e a morte só será uma nova etapa, uma etapa incerta, assim como foi incerta toda a sua vida. 20. Não faça caso do que dizem a seu respeito, e menos do que pensam de você. Se alguém lhe diz que agora você não faz nada de importante, não se preocupe. A coisa mais importante já está feita: você e sua história, boa ou ruim, seja como foi. Agora se trata de uma jubilação, o mais suave, em paz e feliz possível. LEMBRE-SE: “A vida é muito curta para beber vinho ruim”

Revista Sincor-ES

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NOTÍCIAS

844 processos do DPVAT encaminhados no 1º semestre Nos primeiros seis meses de 2016, o Sincor-ES encaminhou 844 processos do Seguro DPVAT à Centauro Seguradora, o que gerou R$ 3.600.497,12 em indenizações. O mês de julho foi o mês que teve a maior demanda, com 178 processos encaminhados. Os números se referem aos processos por morte, invalidez e reembolso de despesas médico-hospitalares. O Sincor-ES realiza em sua sede o atendi-

mento gratuito a vítimas de acidentes e seus beneficiários que têm direito a indenizações do Seguro DPVAT. No local ou por telefone é possível se informar sobre quais são os documentos necessários e quais as condições – estabelecidas por lei – para ter direito ao seguro. “Muitas pessoas nos procuram e são atendidas por pessoas treinadas e que conhecem o assunto”, afirma José Romulo da Silva, presidente do Sincor-ES.

Atendimento do Seguro DPVAT MESES/ANO 2016

Nº PROCESSOS PAGOS

POR MORTE-R$

POR INVALIDEZ-R$

POR DAMS-R$

TOTAL DAS INDENIZAÇÕES

JANEIRO

116

185.625,00 (16)

339.718,61 (73)

21.469,26 (27)

546.812,87

FEVEREIRO

114

290.250,00 (27)

213.069,97 (54)

23.602,45 (33)

526.922,42

MARÇO

108

194.544,64 (22)

194.576,85 (55)

24.428,23 (31)

413.549,72

ABRIL

63

126.677,31 (11)

114.405,73 (30)

16.854,80 (22)

257.937,84

MAIO

123

175.177,28 (22)

274.142,43 (66)

18.095,54 (35)

467.415,50

JUNHO

142

292.245,59 (26)

341.874,70 (74)

24.036,41 (42)

658.156,70

JULHO

178

319.488,52 (33)

386.751,34 (99)

23.462,46 (46)

729.702,32

TOTAL

844

1.398.383,34

1.864.539,63

151.949,15

3.600.497,12

BME completa 30 anos e ganha informativo especial

Será no dia 3 de setembro o aniversário de 30 anos do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo, que tem como comandante atual o tenente-coronel Pires. O Sincor-ES, a pedido do comandante, editou mil exemplares do informativo “O Combatente”, edição especial que conta a história do batalhão desde sua fundação, em setembro de 1986. No informativo, foi encartado material alusivo ao atendimento gratuito prestado pelo Sincor-ES às vítimas de acidentes de trânsito e beneficiários

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do Seguro DPVAT. A edição especial foi distribuída ao público que visitou a exposição do BME no Shopping Vitória. O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, destaca que o sindicato sempre esteve presente nas festividades do BME, tanto nos aniversários como nas solenidades dos Destaques Operacionais, imprimindo ainda todas as edições do Informativo “O Combatente”. A parceria se justifica pelo espaço cedido pelo BME para a divulgação do trabalho de atendimento realizado junto aos beneficiários do Seguro DPVAT.

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Indenizações Pela primeira vez na história da Seguradora Líder, houve uma redução no volume de indenizações pagas em 2015: 15% em relação ao ano de 2014. Deste total, a maior queda aconteceu nas indenizações por morte, que auferiu baixa de 19%. Os casos de invalidez permanente registram redução de 13% em igual período e as despesas médicas, tiveram queda de 18%. O presidente da companhia, Ricardo Xavier, disse que vários fatores contribuíram para este resultado, como a menor produção de automóveis, a adoção de equipamentos de seguranças e diminuição da velocidade nas vias, além da lei seca. O perfil predominante das vítimas é de homens jovens em idade ativa.

Seguro DPEM Diante de um cenário preocupante com o futuro do seguro DPEM, que não está sendo comercializado por nenhuma seguradora, desde que a Bradesco decidiu parar as vendas, a Susep informou à Marinha do Brasil que a exigibilidade do produto foi suspensa. A decisão é temporária e não interfere na obrigatoriedade do DPEM, já que seria necessária outra Lei para revogar a de Nº 8.374/91.

Multas A Lei nº 13.281, que altera o Código de Trânsito Brasileiro, foi sancionada em maio mas só passa a valer a partir de novembro deste ano. Na prática, a nova lei aumenta o valor das multas de trânsito em até 66,12%. Multas leves passarão de R$ 53,20 para R$ 88,38; as consideradas médias, passam de R$ 85,13 para R$ 130,16; aquelas infrações consideradas graves terão os valores reajustados de R$ 127,69 para R$ 195,23; já as gravíssimas, irão de R$ 191,54 para R$ 293,47. As multas ainda podem ser multiplicadas por até 10 vezes dependendo da gravidade da infração. A multa por falar ou manusear o celular enquanto dirige, por exemplo, passará de R$ R$ 85,13 para R$ 293,47. Já no caso da Lei Seca, o valor passará de R$ 1.915,40 para R$ 2.934,70.


NOTÍCIAS

Missa em memória as vítimas de acidentes de trânsito

Acidentes De janeiro até o dia 30 de junho deste ano, foram registrados 1.539 acidentes nas rodovias federais que cortam o Espírito Santo, com 87 mortes, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). No ano passado, foram registrados 4.753 acidentes com 172 mortes. O Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Espírito Santo (BPTran) ainda não tem os dados relativos a acidentes nas rodovias estaduais. Em 2015, foram registrados na Grande Vitória 21.727 acidentes com 222 mortes.

Segurança

O Campinho do Convento da Penha foi ocupado mais uma vez para a Missa em Memória das Vítimas de Acidentes de Trânsito, realizada no dia 7 de agosto. Neste ano, com o tema “A fé nos sustenta em todas as situações”, pessoas que perderam amigos ou parentes em acidentes, celebram 10 anos do encontro. O evento marca ainda o “Dia Estadual em Memória às Vítimas de Acidentes de Trânsito”, instituído pela Lei Estadual Nº 9.689, e celebrado no primeiro domingo de agosto. O encontro tem como objetivo reunir pessoas em solidariedade a centenas de vítimas da violência no trânsito. O Sincor-ES é um dos parceiros na realização da atividade, contribuindo com a impressão dos panfletos e aluguel de

ônibus para transportar pessoas do interior. Para o presidente José Romulo da Silva, é um momento importante, pois proporciona momentos de reflexão para toda a sociedade. “Quando morre alguém em um acidente de trânsito, não são apenas os amigos e os familiares que sofrem. A sociedade sofre, pois muitos dos acidentes poderiam ser evitados com mais responsabilidade de quem está ao volante”, afirma. O delegado Fabiano Contarato, que atuou por mais de 10 anos à frente da Delegacia de Delitos de Trânsito e atualmente atua na Corregedoria Geral do Estado, é um apoiadores do projeto. Segundo ele, o Espírito Santo é um dos mais violentos no trânsito do país, com cerca de mil mortes por ano. O delegado lembra que as famílias que perdem alguém em um acidente sofrem com a perda em si, com a certeza da impunidade dos culpados e com o abalo que ocorre em suas vidas. “Essa celebração é um ato simbólico, que vai além da religião. Trata-se de um momento para, juntos, pedirmos paz pela vida”, afirma Contarato.

A ONU instituiu uma década inteira, começando por 2011 e terminando em 2020, para que os países reduzissem o número de mortos em acidentes de trânsito. Nos cinco primeiros anos, a meta é a redução de mortes à metade, com o objetivo de poupar 5 milhões de vidas. O Brasil está longe de atingir a meta, pois reduziu apenas em 6% o número de mortes. Até janeiro deste ano, 626 projetos tramitavam na Câmara dos Deputados, para modificar o Código de Trânsito Brasileiro. Todos os anos, 1,25 milhão de pessoas morrem e 50 sofrem lesões por causa da violência no trânsito. Os países considerados em desenvolvimento, apesar de contarem com 54% da frota de todo o mundo, respondem por 90% do número total de vítimas, sendo que 40% das mortes se concentram em três países: Índia, China e Brasil.

Extensão A Escola nacional de Seguros oferece o curso de extensão Contratos Eletrônicos de Seguros, a partir de 26 de agosto, no Rio de Janeiro (RJ). Durante as aulas, ministradas pelo advogado Júlio Almeida, serão apresentados os fundamentos e características do contrato em meio eletrônico, suas aplicações e repercussões na sociedade brasileira. Almeida acredita que o consumo de seguros via internet tende a avançar.

Revista Sincor-ES

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NOTÍCIAS

A importância do RC Profissional para corretores “Seguro

de RC Profissional, um tipo de proteção em casos que fujam ao controle e exijam algum tipo de acionamento por responsabilidade.”

“O corretor de seguros não é um simples vendedor de seguros; ele é um profissional com responsabilidades previstas na lei e que devem ser observadas”. Com esta afirmação, o presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, destaca a importância do corretor de seguros para o mercado e também sua responsabilidade junto aos clientes, seguradoras com as quais trabalha e a sociedade. José Romulo chama a atenção dos associados para a importância de contratar um Seguro de RC Profissional, um tipo de

proteção em casos que fujam ao controle e exijam algum tipo de acionamento por responsabilidade. “O Sincor-ES mantém parceria com seguradoras para que os associados possam contratar o Seguro RC Profissional com valores acessíveis”, afirma o presidente. O RC Profissional para corretores de seguros não é obrigatório, mas já existe um projeto em tramitação no Senado – Projeto de Lei 7/2013 – que pretende tornar a contratação obrigatória. O argumento é que não existe qualquer mecanismo

legal que garanta ao segurado reparação quanto a possíveis danos praticados pelos corretores de seguros, que são os principais intermediários nas operações de Seguros. Os interessados em saber mais sobre o RC Profissional devem entrar em contato com o Sincor-ES e falar com Dagmar por telefone (2125-6666 ou 2125-6667) ou por e-mail (dagmar@sincor-es.com.br). Também é possível fazer uma visita ao sindicato, que fica na avenida Leitão da Silva, em Vitória, das 8h ao meio-dia e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Parceria para recuperação de créditos previdenciários O Sincor-ES estabeleceu uma parceria com a Oliveira & Carvalho, empresa sediada na cidade do Rio de Janeiro, para intermediar as ações de recuperação de créditos previdenciários de empresas corretoras de seguros associadas. No dia 27 de julho, o consultor da empresa Bruno Salgado fez uma palestra para os interessados – que se inscreveram previamente – com informações sobre o dispositivo legal que garante a recuperação dos créditos e sobre os documentos necessários para o processo. A empresa se propõe a realizar uma análise das folhas de pagamentos dos últimos cinco anos e elabora um relatório com a classificação das verbas pagas em relação à possibilidade de recuperação. São as classificações ou rubricas: 1) prováveis de recuperação, 2) possíveis de recuperação e 3) recu-

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peração remota. Segundo informou Bruno Salgado, as empresas corretoras de seguros pagam contribuição previdenciária adicional de 2,5% por equiparação às Instituições financeiras, além dos 20% de INSS patronal, totalizando 22,5%. Decisão do STJ, no entanto, descaracterizou as empresas corretoras de seguros como instituições financeiras. Com isso, o percentual devido ao INSS é de apenas 20%.

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A proposta apresentada pelo consultor estabelece a suspensão do pagamento destes 2,5% adicionais e a recuperação (de forma administrativa e imediata) dos valores pagos a maior nos últimos cinco anos. Quem optou por incluir sua empresa no projeto irá pagar honorários à empresa no caso de êxito na ação de recuperação e na medida em que a empresa utilizar os créditos apontados.


NOTÍCIAS

Reuniões com café da manhã Todas as reuniões mensais de diretoria do CVG-ES serão realizadas nos espaços das mantenedoras ou em locais locados por elas, conforme ficou decidido na reunião do dia 4 de agosto. As últimas reuniões já ocorreram neste formato e esta última foi realizada na Padaria Monte Líbano, em Santa Lúcia, espaço reservado para a reunião e café da manhã oferecido pela Icatu Seguros, mantenedora representada pelo gerente local, Rafael Avolio. As reuniões ocorrerão sempre no início da manhã e a mantenedora anfitriã irá oferecer o café. O CVG-ES é presidido atualmente por Antonio Santa Catarina e tem como associadas seguradoras mantenedoras, corretores de seguros pessoa física e jurídica e prestadores de serviços na área de seguros.

Essa heterogeneidade é um diferencial da instituição no Espírito Santo, que se destaca ainda por ter como exigência para ser sócio apenas ser associado ao Sincor-ES, sem qualquer custo adicional. Os mantenedores contribuem como uma taxa mensal de R$ 150,00, para as seguradoras, e R$ 50,00 para as empresas corretoras. Os benefícios aos participantes são os mesmos oferecidos pelo Sincor-ES, entre eles as palestras e os eventos festivos. Na reunião de diretoria do dia 4 foram discutidos, entre outros assuntos, a criação de placa de homenagem, distribuição de camisas para a Feijoada do Club Gourmet e a parceria com as mantenedoras para a realização de palestras especificas para o ramo de pessoas, que serão desenvolvidas ao longo de 2017.

Associação O Instituto Brasileiro de Autorregulação do Mercado de Corretagem de Seguros, Resseguros, Capitalização e de Previdência Complementar Aberta (Ibracor) iniciou o processo de adesão de seus associados. Para se associar basta acessar o site (www.ibracor.org. br) e preencher o cadastro. Será encaminhada uma senha para o e-mail informado. De posse da senha, o interessado poderá entrar em cadastro de associados e solicitar sua associação ao instituto. É condição para se associar ter feito adesão ao Código de Ética, o que pode ser feito eletronicamente no momento do envio da solicitação.

Desconfiança Em agosto de 2015, o SPC Brasil divulgou pesquisa indicando que, no ano anterior, apenas 6% dos consumidores on-line contrataram seguro pela internet. O perfil indicado na pesquisa era predominantemente masculino (8%), de pessoas pertencentes à classe A e B (10%), com idade entre 35 e 49 anos e com gasto médio de R$ 1.206,00 em contratações.

Novas regras para planos de saúde Unimed Vitória As empresas corretoras de seguros que mantêm planos de saúde com a Unimed Vitória devem ficar atentas às novas regras para movimentação. A mudança ocorre devido às demandas judiciais, auditorias e notificações da ANS. Confira: – As assinaturas dos termos de inclusão, declaração de saúde ou qualquer outro termo constante no processo deve ser idêntica àquela que consta no documento de identificação do beneficiário anexado ao processo; – Todos os campos dos termos devem ser obrigatoriamente preenchidos corretamente, inclusive o campo “complemento” referente ao endereço, com letra legível, bem como todos os campos referentes às assinaturas que constarem no termo devem ser assinados e datados. – A documentação anexada, muitas delas por se tratarem de cópias e ou documentos escaneados, devem estar legíveis e sem cortes. – Os termos não podem conter rasuras, seja o termo de inclusão ou declaração de saúde. Por menor que seja a rasura, o termo deve ser refeito em novo formulário. – O comprovante de residência deve ser de, no máximo três meses a contar da data atual, em nome do titular ou, caso esteja em nome de outra pessoa, que esta tenha comprovação de vínculo com o titular. – Os comprovantes de vínculo devem conter data de inclusão/contratação, descrição de cargo, assinaturas e carimbos. Em caso de termo de filiação deve ser datado e também assinado pela associação. Carteiras de identidade profissional são aceitas desde que juntamente com comprovante de pagamento da anuidade. – Termos referentes a contratos pessoa jurídica que tragam especificados no contrato social o sócio administrador devem ser assinados pelos mesmos, independente de quantos sócios forem.

Revista Sincor-ES

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NOTÍCIAS

Sincor-ES recebe doações para Campanha do Agasalho costumam fazer doações em qualquer época do ano, pois sabem da ação que o Sincor-ES realiza. Segundo ele, uma doação, no entanto, o deixou especialmente feliz. Trata-se de um jovem, Gabriel Amorim de Oliveira, de 18 anos, que mora no município da Serra – região metropolitana – e que não tem qualquer relação com o mercado de seguros. Ele ficou sabendo das campanhas que o Sincor-ES realiza e tomou a iniciativa de contribuir. José Romulo diz que é um prazer enorme ajudar quem precisa e saber que a ação do Sincor-ES tem sido capaz de ins-

Também doaram: Atendendo ao apelo contido na edição 226 da Revista Sincor-ES, que circulou no mês de julho, várias pessoas fizeram doações para a Campanha do Agasalho, realizada pelo sindicato e cuja destinação são instituições e famílias da Grande Vitória e do interior. O presidente José Romulo da Silva diz que muitos dos associados e outras pessoas ligadas ao mercado de seguros

José Romulo da Silva, Marcelo Portela, Maria Angélica Baptista e Matheus Pessotti Basilio

Biblioteca amplia acervo O acervo da Biblioteca do Sincor-ES foi ampliado no mês de julho e já conta com mais de 600 livros. São publicações na área de seguros, marketing, administração, vendas e direito do seguro, além de revistas e outras publicações editadas pela Escola Nacional de Seguros. A Biblioteca do Seguros fica na sede do Sincor-ES e é aberta ao público, de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia e das 13h às 17h, inclusive para empréstimos aos associados. Confira no BOX os novos títulos.

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Os novos livros da biblioteca

– Seguro de Riscos de Engenharia. Instrumento do Desenvolvimento. Autor: Ernesto Tzirulnik. – A abertura do mercado brasileiro de resseguros e a oportunidade de negócios para empresas estrangeiras: as peculiaridades de Porto Rico. (Tese). Autor: Gustavo Palheiro Mendes de Almeida. – O Contrato de Seguro de acordo com o Código Civil Brasileiro. Autor: Ernesto Tzirulnik, Flávio de Queiroz B. Cavalcanti e Ayrton Pimentel. – Ambiente econômico do seguro e resseguro. Autor: Evandro R. Marin.

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pirar pessoas. “Quando vemos um jovem como o Gabriel com atitudes tão solidários, somos levados a crer que nosso trabalho tem dado resultados em duas frentes distintas: quando ajudamos quem precisa e quando somos fonte de inspiração para que outros façam o bem”, afirma. O Sincor-ES recebe doações durante todo o ano e intensifica as campanhas por ocasião da chegada do inverno – que este ano foi mais rigoroso do que em anos anteriores –, dia das crianças e Natal. Podem ser doadas roupas, brinquedos, livros, material de higiene e limpeza, sapatos e roupas de cama.

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SALA DE VISITAS

Palestra sobre seguro incêndio

O diretor territorial da Mapfre Seguradora, Antonio Edmir Ribeiro, visitou o Sincor-ES acompanhado do gerente da sucursal Vitória, Elson de Azevedo Junior. Além da cortesia da visita, eles puderam conversar com o presidente José Romulo da Silva, sobre assuntos de interesse do mercado e dos corretores de seguros. Também discutiram a possibilidade de realizar conjuntamente uma palestra voltada para coberturas do ramo incêndio.

Convênio para RC Profissional

O presidente do Sincor-ES recebeu, no dia 26 de julho, a visita de Maria Nazareth Ayres Carneiro Filha, da Berkley Seguradora. O motivo da visita foi tratar do convênio com o sindicato para a contratação do Seguro RC Profissional para corretores de seguros associados.

Apresentação e produtos Os representantes da Travelers Seguros Brasil S/A, Ricardo Ferreira e Monique Andrade, visitaram o Sincor-ES no dia 9 de agosto. Os executivos respondem pela Superintendência Comercial e pela gerência Comercial RJ/ES e participaram da reunião de diretoria para apresentar a linha de produtos da seguradora que estão sendo comercializados no Brasil e dados da seguradora, que adquiriu o controle acionário da J. Malluceli. A diretora do Sincor-ES, Maria Angélica Batista, esteve presente na visita.

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8ª FEIJOADA CLUB GOURMET

Sucesso total a 8ª Feijoada Club Gourmet Sincor-ES O ano de 2016 marca a realização da 8ª edição da Feijoada Club Gourmet Sincor-ES, realizada n o dia 21 de agosto, repetindo o sucesso das edições anteriores. O evento, que reuniu 350 pessoas, ocorreu no Cerimonial Oásis, em Santa Lúcia e foi organizado pelo Sincor-ES. Além da tradicional feijoada, houve sorteio de brindes oferecidos pelas companhias seguradoras parceiras do sindicato e a comemoração do Dia

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dos Pais. O som do ambiente ficou por conta do grupo de pagode Samba Sim, contratado para animar os convidados. As camisas-convite para a feijoada foram adquiridas, em quase sua totalidade, pelas seguradoras. Por meio de um acordo firmado com o Sincor-ES, 50% das camisestas foram distribuídas para corretores de seguros associados ao sindicato. “Essa é uma condição porque acreditamos que os associados

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ao sindicato devem ser considerados por sua responsabilidade compromisso”, afirma o presidente José Romulo da Silva. Compraram as camisas: Banestes Seguros, Belo Dente, Bradesco Seguros, Classic Seguros, HDI Seguros, Icatú Seguros, Mapfre Seguros, MetLife Seguradora, Mongeral Seguros, Porto Seguro, SulAmérica Seguradora, Tokio Marine Seguradora, Seguros Unimed, Sompo Seguros e Dekra.


8ª FEIJOADA CLUB GOURMET

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MERCADO

Seguradoras priorizam atendimento aos clientes Todos tomaram conhecimento do desabamento ocorrido no dia 19 de julho, no condomínio Grand Parc Residencial Resort, localizado na Praia do Canto, em Vitória, que destruiu a área de lazer e provocou a morte de um funcionário. Os moradores dos 160 apartamentos tiveram que deixar o local até que sejam feitas todas as perícias na estrutura dos edifícios. No subsolo, havia cerca de 300 veículos no momento do desabamento e que ficaram soterrados. Como não há previsão para a retirada dos escombros e dos carros, as seguradoras que possuem veículos segurados no local, iniciaram o pagamento das indenizações de forma a minimizar, pelo menos em parte, o problema dos moradores. De acordo com o coordenador do Comitê de Gestão de Crise do Grand Parc, as perícias ainda estão sendo realizadas, passado mais de um mês da tragédia. Não existe previsão ainda, segundo o comitê, para o início da remoção dos entulhos. O Sincor-ES fez um levantamento das seguradoras que estão providenciando os pagamentos das indenizações de seus clientes:

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- ALLIANZ SEGUROS-(Também responsável pela contratação do Seguro Condomínio): informou que, independente do Seguro do Condomínio, concluiu o pagamento da indenização dos veículos. - ALFA SEGURADORA: informou estar finalizando os processos com indenização integral nos casos em que a documentação estiver completa. - BANESTES SEGUROS: Após o desabamento, liberou carro reserva e iniciou o processo de regulação dos sinistros. - BRADESCO SEGUROS: Liberou carros reserva e iniciou o processo de indenização. O objetivo é minimizar o impacto provocado pelo incidente no dia a dia de seus clientes. - HDI SEGUROS: Iniciou o processo de regulação dos sinistros de forma a pagar as indenizações. - MAPFRE SEGUROS: Adiantou o procedimento de carro reserva a todos seus segurados que tiveram seus veículos sinistrados com pagamento integral das indenizações. - SULAMÉRICA SEGUROS: Foi iniciado logo após o acidente um plano de contingência com foco na celeridade do processo de recepção e análise de sinistros. - TOKIO MARINE SEGURADORA: Liberou de imediato o carro reserva para seus segurados e iniciou os procedimentos para pagar as indenizações. - PORTO SEGURO: Iniciou a regulação dos sinistros tão logo foram comunicados e providenciou o pagamento das indenizações a seus clientes.

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MERCADO

Retomado ciclo de palestras Os encontros mensais realizados pelo Sincor-ES e CVG-ES, com patrocínio da Escola Nacional de Seguros, serão retomados no mês de setembro, com a palestra “Educação Financeira”, proferida pelo professor André Sá. O encontro será no dia 13, no Hotel Bristol Century Plaza, na Praia de Camburi,

em Vitória. As vagas são limitadas a 50 pessoas, capacidade máxima do auditório, e as inscrições devem ser feitas até o dia 6, pelo e-mail dagmar@sincor-es.com.br. André Sá, além de professor, é consultor em seguros. Possui graduação em Comunicação Social pela Universidade do Estado da Bahia.

Diretores do CVG-ES e Sincor-ES que participaram da última palestra no mês de junho

Liquidação A liquidante da Companhia Mutual de Seguros, que está em liquidação extrajudicial, publicou na edição de 10 de agosto do Diário Oficial da União, aviso aos credores da seguradora convocando-os para que apresentem suas declarações de crédito até 23 de setembro de 2016. Essas declarações de crédito deverão ser feitas com observância no modelo disponível no site (www.mutualseguros.com.br) ou na sede da companhia. Junto com as declarações, serão exigidos documentos comprobatórios dos respectivos créditos. As possíveis dúvidas poderão ser esclarecidas pelos telefones (11)2495-6550 e (11) 2495-7910.

Jornalismo em seguros ganha prêmio nacional A disseminação da cultura de seguros e a maior conscientização da sociedade brasileira sobre as oportunidades e os benefícios envolvidos na contratação de um seguro estarão em evidência nos próximos meses, com a primeira edição do Prêmio Nacional de Jornalismo em Seguros, idealizado pela Fenacor em parceria com a CNseg e a Escola Nacional de Seguros (ENS). O lançamento do prêmio foi no dia 15 de junho, no Auditório da ENS, no Centro do Rio. As inscrições para participar das seis categorias da premiação (veja as categorias no BOX) devem ser feitas no site da Fenacor até o dia 17 de outubro. Poderão ser inscritos os trabalhos jornalísticos veiculados entre 14 de março e 14 de outubro deste ano. O prêmio vai contemplar reportagens nas mídias impressa e digital, rádio e televisão, englobando todos os ramos de seguros gerais, capitalização, vida, saúde, previdência complementar aberta e resseguros. Os vencedores serão conhecidos na festa de premiação marcada para o dia 30 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro. O papel do corretor de seguros, como assessor/consultor do segurado

na proteção contra imprevistos, também estará em foco na categoria Prêmio Especial/Corretor de Seguros, que pretende reforçar a importância da atuação destes profissionais como principal canal de distribuição de seguros no Brasil. Nesta

categoria poderão concorrer trabalhos veiculados nas mídias impressa, televisão, rádioe webjornalismo. A escolha dos vencedores ficará a cargo dos próprios corretores de seguros, por meio de votação on-line.

As seis categorias do Prêmio Mídia impressa: Artigos e reportagens publicados em jornais e revistas de caráter preponderantemente jornalístico, de circulação nacional ou regional. Televisão: Reportagens produzidas e veiculadas por emissoras de televisão abertas e fechadas, em território nacional. Rádio: reportagens produzidas e veiculadas por emissoras de rádio abertas, em território nacional. WebJornalismo: reportagens publicadas em websites e portais de caráter preponderantemente jornalístico. Podem concorrer veículos on-line de todas as editoriais (exceto blogs não jornalísticos), incluindo aqueles especializados em seguros, economia e finanças. Prêmio imprensa especializada do mercado de seguros: Inclui reportagens sobre o mercado de seguros veiculadas na imprensa especializada, envolvendo todas as mídias. Estão excluídos os informes publicitários e projetos de marketing. A comissão de seleção avaliará a participação de blogs que inscreverem trabalhos nesta categoria. Prêmio especial/corretor de seguros: Reportagens veiculadas em todas as mídias, com foco exclusivo na atuação dos corretores de seguros, como principal canal de distribuição de seguros no Brasil, e no reconhecimento da importância destes profissionais como consultores especializados, que agregam valor ao produto final.

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MERCADO

Susep responde denúncia encaminhada pelo Sincor-ES O Sincor-ES encaminhou nova denúncia à Susep, por meio da Fenacor, que foi recebida pela autarquia no dia 28 de julho. Desta vez, o sindicato denunciou a Innova Associação de Benefícios e Soluções Assistência Automotiva 24h, que operam sem a devida autorização com a venda de seguros para veículos. A Susep, segundo informa o presidente José Romulo da Silva, instaurou procedimento de atendimento ao consumidor (PAC) e encaminhou a denúncia ao “departamento competente” para que sejam apurados os indícios de irregularidades. José Romulo informa ainda

que, caso sejam apurados os indícios, as medidas tomadas pela Susep serão em caráter administrativo. Para o presidente do Sincor-ES, apesar de ter aberto o procedimento a partir da denúncia, as medidas tomadas demonstram o quanto a Susep é ineficiente no combate á ação das seguradoras piratas. “As medidas demonstram que devemos continuar a encaminhar as denúncias diretamente ao Ministério Público e à Polícia Federal, pois a Susep não tem, no âmbito de sua competência, como aplicar sanções ou tomar qualquer providência”, afirmou.

Nova Lei obriga vistoria em prédios Vereadores aprovaram uma nova lei que obriga todos os edifícios com mais de três pavimentos a passarem por vistorias, visando verificar a existência de riscos em suas estruturas. A aprovação da lei ocorreu por unanimidade e obriga os proprietários e condomínios a realizar vistorias nos edifícios residenciais com mais de três andares, prédios públicos, cinemas, shoppings, igrejas e outros estabelecimentos comerciais para verificar a existência de rachaduras, fissuras ou mesmo comprometimento de suas estruturas. A lei prevê ainda que, após cinco anos da emissão do Habite-se, será necessária a realização da primeira inspeção. Prédios com mais de cinco anos terão um ano após a publicação da lei para fazer a inspeção. Os laudos

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deverão ser produzidos por engenheiros e arquitetos registrados nos Conselhos Regionais da categoria profissional, e entregues à Prefeitura Municipal de Vitória. Após esta inspeção, os edifícios deverão cumprir prazos para renovação dos laudos conforme o tempo das construções. A PMV tem 60 dias após a publicação no Diário Oficial para regulamentar e estabelecer as punições que deverão sem impostas aos condomínios que não realizarem a vistoria e não entregarem o laudo exigido à PMV. Após a entrega e havendo correções a serem realizadas, é necessário que o condomínio, o proprietário ou o síndico tomem providências, pois poderão ser responsabilizados em caso de acidentes, desabamentos ou outros problemas nas estruturas.

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Seguro compacto

A SulAmérica apresentou ao mercado o SulAmérica Auto Compacto, um produto inovador voltado para veículos de passeio e pick-ups com diversas coberturas. O seguro contempla a cobertura compreensiva (colisão, roubo/furto e incêndio), cobertura para terceiros (responsabilidade civil facultativa – RCF) e coberturas opcionais de vidros, lanterna, farol e retrovisor, assistência 24 horas (reboque 400 km e socorro mecânico), carro reserva e danos morais. De acordo com o vice-presidente de Auto e Massificados, Eduardo Dal Ri, o seguro foi desenvolvido a partir dos resultados de um estudo de comportamento dos segurados que apontou as coberturas e serviços mais utilizados. “Os corretores também foram muito importantes no processo de desenvolvimento desse produto, ajudando a proporcionar a melhor experiência aos nossos clientes”, diz. Um diferencial do produto é que no momento do sinistro o segurado pode escolher entre duas opções de franquia, definindo a mais adequada ao seu orçamento. Além disso, o valor é cerca de 20% mais barato que o seguro convencional. Ao escolher a franquia Produto Compacto, que abrange as oficinas da rede referenciada SulAmérica, o cliente paga o menor valor. Já na Livre Escolha, que permite que ele escolha uma oficina de sua preferência, é cobrado um valor maior.

Congresso

Gestores de saúde, médicos, juízes, desembargadores, promotores e advogados de todo o país participam de 24 a 26 de agosto, do Congresso Brasileiro Médico Jurídico, em Vitória. O evento tem como foco a judicialização da saúde – que ocorre quando pacientes precisam ir à Justiça para garantir atendimento – e vai apresentar dados sobre a situação no país. Também estão na pauta de discussão a realidade e as perspectivas do Sistema Único de Saúde (SUS), financiamento público, medicamentos de alto custo e os reflexos da crise financeira na saúde pública.


MERCADO

“Esperamos mais diálogo com a Susep”

Mais diálogo com os corretores de seguros é o que espera o presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, a partir da posse de Joaquim Mendanha de Ataídes no cargo de superintendente da Susep. José Romulo diz que há uma expectativa grande com um corretor de seguros na Susep, pois há muitas demandas da categoria que precisam ser ouvidas. “Nos últimos anos, a relação da

Susep com os corretores de seguros tem sido um tanto atribulada, em função de medidas que não prezam pela importância do corretor para o mercado de seguros”, afirmou. Entre as demandas, José Romulo destaca a volta da emissão das carteiras de identidade profissional, que foram suspensas ainda na gestão de Luciano Portal Santanna. Além disso, o presidente vê uma atuação da autarquia muito tímida quando o assunto é fiscalização do mercado e combate à pirataria. “Nós temos nos últimos anos uma invasão de associações que comercializam produtos de seguros e que tem sido ignoradas pela Susep, atuando livremente no que depender de alguma fiscalização”, diz. Joaquim Mendanha de Ataídes é corretor de seguros e presidente do Sincor-GO, tendo sido reeleito para o quadriênio 2014/2017. Corretor de seguros desde a década de 80, o novo superintendente da Susep é cooperado fundador, conselheiro e diretor Administrativo da Credicor-GO, assim

como primeiro-secretário da Fenacor. “É muito bom saber que teremos alguém com quem dialogar na Susep, um corretor de seguros que conhece bem as demandas do mercado e a importância do corretor de seguros nesse contexto”, afirma José Romulo. Em entrevista exclusiva ao Portal CQCS, Mendanha afirmou que as prioridades de sua gestão foram “definidas de acordo com a orientação do Ministério da Fazenda, a quem cabe traçar as diretrizes para a política nacional de seguros”. Segundo ele, de pronto, o foco será direcionado para a devida proteção dos consumidores e para a conduta ética de todos os entes supervisionados. “O objetivo é permitir que o setor possa funcionar bem e de forma disciplinada”, acrescentou. Joaquim Mendanha disse ainda na entrevista que, como empreendedor desse setor há quase três décadas, sabe bem como o mercado de seguros funciona. “Conheço suas reais demandas”, observou.

Sompo Seguros apresenta produtos para corretores O presidente do Sincor-ES recebeu no dia 11 de agosto a visita dos executivos da Sompo Seguros Eduardo Fazio, Alexandre Henry de Oliveira e Wellington Carlos, respectivamente diretor Comercial RJ/ES/NNE, gerente de Filial e Analista Técnico. Eles estavam acompanhados de Marcelle Altoé Boldrin, responsável pelo atendimento aos corretores de seguros no Espírito Santo. Os executivos fizeram uma apresen-

tação da seguradora para 40 corretores de seguros e destacaram os produtos disponíveis para comercialização. A Sompo Seguros engloba a Yasuda e Marítima e é uma das maiores seguradoras do Japão. Uma importante característica da seguradora, segundo destacaram seus executivos, é que não há parceria com bancos para a venda de seus produtos. A apresentação ocorreu no Auditório Pedro de Paula Pinto, às 9 horas, e foi precedida de café da manhã.

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MERCADO

Por que pagar o imposto sindical?

Muitos corretores de seguros questionam o motivo de pagar a contribuição sindical anualmente, a diferença desse imposto e a contribuição mensal associativa e ainda a destinação dos recursos. O presidente do Sincor-ES, José Romulo da Silva, esclarece que a contribuição sindical, ou imposto sindical, é devida por todos os trabalhadores brasileiros inseridos em uma categoria profissional. Está fundamentado pela lei e é de caráter compulsório. José Romulo destaca que as empresas optantes pelo Simples Nacional estão isentas do pagamento. “Mas, é preciso que comuniquem ao Sincor-ES, por e-mail, para que o envio da cobrança seja suspenso”, diz. Importante lembrar também,

diz ele, que as empresas corretoras pagam o imposto na pessoa jurídica e o corretor de seguros paga na pessoa física. A destinação dos recursos está prevista na CLT da seguinte forma: Confederação (5%), federação (15%), Ministério do Trabalho e Emprego (20%) e Sindicato (60%). Como se trata de um imposto obrigatório, o não-pagamento pode ocasionar o bloqueio do pagamento das comissões, além de cobrança judicial. De acordo com a Circular Susep Nº447/2012, art. 2, as seguradoras devem exigir a comprovação do recolhimento para liberar os valores devidos a título de comissões. No caso da contribuição associativa, o presidente explica: “O imposto sindical é obrigatório, sendo devido por todos os trabalhadores da categoria profissional. Já a contribuição associativa é devida apenas pelos trabalhadores que se associam ao sindicato de sua categoria. A associação ao sindicato não é obrigatória, segundo a Constituição”, afirma.

Negócios 360º

Pela quinta vez consecutiva, o Grupo Bradesco Seguros é líder do Anuário Época Negócios 360º, na categoria “Seguros”. Além de liderar o ranking das 50 maiores do setor, o Grupo se destacou nas categorias: Desempenho Financeiro e Governança Corporativa. O evento, promovido pela revista Época Negócios e publicado pela Editora Globo, ocorreu nesta segunda-feira, 1º de agosto, em São Paulo. Os organizadores do evento também fizeram uma homenagem póstuma a Marco Antonio Rossi, Presidente do Grupo Segurador, falecido em novembro de 2015. O Anuário Época Negócios 360º, parceria entre a revista Época Negócios e a Fundação Dom Cabral, realiza uma análise completa das maiores empresas do Brasil, que são avaliadas em seis dimensões mais importantes para o êxito delas, sinalizando o seu papel na sociedade. São elas: saúde financeira, qualidade da governança corporativa, capacidade de inovação da empresa, as políticas de recursos humanos, responsabilidade socioambiental e como a empresa planeja seu futuro.

Banestes Seguros é a seguradora mais lembrada em Colatina A Banestes Seguros (Banseg) é a empresa campeã no segmento “Seguradora” do Recall de Marcas de Colatina 2016, o que mostra a preferência dos capixabas que moram no Noroeste do Estado pela companhia. O primeiro lugar foi conquistado com a preferência de 40% dos três mil entrevistados na pesquisa realizada nos meses de abril e maio. A entrega do prêmio aconteceu no dia 13

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de agosto em Colatina. Neste ano a Banseg já venceu, também, como seguradora mais lembrada, o Recall de Marcas de Linhares e no ano passado ganhou pela décima vez o Recall de Marcas do Espírito Santo, realizado pelo jornal A Gazeta, de Vitória. O Diretor Presidente Elcio Alvares ao comentar o resultado afirmou que “a repetição da preferência do capixaba pela Banseg é um claro reconhecimento da excelência de seus produtos e serviços e que tem a preocupação de investir em todas as regiões do Estado, oferecendo suporte e assistência aos clientes de Norte a Sul do Espírito Santo”. O Diretor Presidente lembrou que vencer o recall mostra que não só a “marca, mas os produtos e serviços oferecidos pela Banseg são aprovados pelos capixabas”. E

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destacou o fato de ela concorrer com as maiores empresas seguradoras do mundo em um mercado muito concorrido, como é o do Estado. “A escolha, por outro lado, nos obriga a melhorar a cada dia”, conclui. Além da preferência do público a Banestes Seguros tem se destacado, também, nas avaliações técnicas do Valor 1000, publicado pelo jornal Valor Econômico, que a coloca como uma das empresas mais rentáveis do Brasil, e na da 500 Maiores Empresas do Espírito Santo, produzido pelo Ideies, da Federação das Indústrias do Espírito Santo, que a destaca como a terceira maior do setor financeiro no Estado. O Recall de Colatina está na sua décima-quinta edição e a Banseg já o venceu em 11 diferentes vezes.


Deixei para amanhã, e agora?

Ditos populares parecem estar um tanto fora de moda nos últimos tempos e muitos sequer são lembrados pelos mais jovens. Ancorados no senso comum e nas trivialidades do cotidiano, os ditos populares se constituem como parte da nossa cultura. Um dos que mais me chama a atenção é o famoso “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje”. Quem já não passou pela situação difícil – às vezes incontornável – de não ter tempo para realizar uma tarefa, simplesmente, porque ela não foi realizada quando havia tempo? A sensação de que corremos contra o tempo parece ter se intensificado nos últimos anos e podemos dizer que se constitui em uma marca da modernidade. É cada vez mais comum ouvir e pronunciar a expressão “não tenho tempo”... Mas, já parou para pensar no quanto de tempo você realmente precisa para desempenhar cada uma das suas tarefas? Já pensou em quanto tempo você gasta para organizar aquilo que precisa fazer? Ou ainda quanto tempo perde procurando por algo que não teve tempo de guardar adequadamente? Exemplos não faltam, tampouco companhia no time dos sem-tempo. Caso você tenha feito essas perguntas e percebido que se encaixa no perfil, seu primeiro impulso pode ser correr para o Google e buscar alguma informação que lhe diga como usar melhor o tempo, ou como fazer o tempo render, ou como acabar com o tempo perdido. Entre outras coisas, acredito que vá encontrar

algumas prescrições, em cinco, dez ou vinte lições, fórmulas para gerenciar o tempo e ser mais produtivo. Vá em frente, busque informações... Mas, eu gostaria de sugerir que, em vez de buscar fórmulas ou métodos para aproveitar melhor o tempo, você busque compreender melhor sua relação com o tempo. Eu explico. Por mais bem-intencionada que uma pessoa seja, ela não será capaz de fazer funcionar um método para todos com igual eficácia. Isso por um motivo muito simples: a experiência com o tempo é algo singular, é individual, é subjetiva. No máximo, alguém poderá sistematizar uma série de ações realizadas por outras pessoas ou grupos de pessoas, em momentos específicos, de forma a que elas orientem nos desafios que se apresentam como iguais ou semelhantes. Parece confuso? Nem tanto. Alguém pode lhe dizer que uma das formas de aproveitar melhor o tempo – e não perder tempo – é fazer um planejamento minucioso de suas atividades, estabelecendo prioridades para a realização de cada uma das tarefas. Aparentemente, isso seria muito fácil, mas a questão se complica quando você se vê obrigado a estabelecer prioridades. A questão se complica quando é necessário estabelecer uma ordem de importância para tudo o que precisa fazer. E se complica mais ainda quando você é obrigado a usar como critério de prioridade aquilo que se relaciona a algum ganho advindo do tempo economizado.

ENTRELINHAS

Por Marcilene Forechi*

A minha sugestão é mudar a pergunta. Em vez de perguntar como posso ter mais tempo para fazer tudo o que precisa fazer, você deve perguntar: o que preciso, realmente, fazer? Você pode descobrir que muito do que acredita ser necessário fazer não é tão necessário assim... Você pode perceber que muitas das necessidades que tem são provenientes de motivações imperativas, que não estão ligadas às suas necessidades, mas a desejos que circulam como naturais na sociedade. Outro complicador quando alguém tenta monetizar o tempo – tempo é dinheiro, outro dito popular – é não dar a devida importância para ações que não são consideradas no senso comum como importantes ou necessárias. Mudar sua relação com o tempo, talvez, leve você a perceber que dispor de um tempo para o ócio, para a contemplação, para a vida, pode significar mais autoconhecimento e, consequentemente, mais tempo para saber a diferença entre o que é importante e o que é necessário. * Jornalista, mestre em educação e doutoranda em Educação na UFRGS. Produz conteúdo e presta consultoria na elaboração e desenvolvimento de projetos de comunicação e educação corporativa. Atua como facilitadora em cursos e treinamentos em comunicação organizacional, relacionamentos interpessoais, redação empresarial e mídias sociais. marcileneforechi@terra.com.br

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SOCIAL

Por Boris Narjack

Mais clicks da Feijoada

Visita de família

O corretor de seguros João Luis Pacheco e a jornalista Marcilene Forechi visitaram o Sincor-ES, no dia 28 de julho, acompanhados dos filhos do casal, João Marcelo e Luis Miguel. Marcilene é a editora da Revista Sincor-ES e, de passagem por Vitória, aproveitou para conversar com o presidente José Romulo sobre a publicação e os projetos que tem desenvolvido.

Encontro de mulheres

O Sincor-RS realizou no dia 12 de agosto o 10º Encontro Feminino de Corretoras de Seguros, no Centro de Eventos do Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. , com palestras voltadas para o universo feminino. Em todo o Rio Grande do Sul, há 1.204 mulheres corretoras de seguros. Entre as palestrantes, estiveram Simone Leite, presidente da Federasul; Maria Helena Monteiro, da Escola Nacional de Seguros; as jornalistas Isabel Ferrari e Laura Medina; e a consultora motivacional Leila Navarro.

Curtas

Sincor-DF – Vai realizar no dia 19 de novembro a Festa do Mercado de Seguros Edição 2016 com a Premiação do XVI Troféu Alvorada. Além do congraçamento e da integração entre os profissionais do mercado de seguros, o Sincor-DF vai divulgar e entregar as premiações referentes ao troféu, destaque para as seguradoras e profissionais do mercado. Sincor-MG – A solenidade do Prêmio Inconfidência Mineira será realizada no dia 10 de novembro, no Minas Tênis Clube. Na ocasião será prestada uma homenagem ao deputado federal Lucas Vergílio pelas ações dele em prol da categoria.

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ARTIGO

CÂMARA DOS DEPUTADOS Aprovada cobertura de danos em carro vendido sem aviso prévio

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, aprova o Projeto de Lei nº 1.012 de 2011, de autoria do Deputado Geraldo Resende (PMDB/MS), que altera do art. 785 do Código Civil, para incluir o parágrafo 3º prevendo a indenização de seguro de veículo transferido sem prévia comunicação ao segurador. A proposta não pretende obrigar o pagamento de indenização nas hipóteses em que o veículo seja submetido a riscos graves ou constatada má-fé por parte do segurado ou adquirente, após a transferência. O principal objetivo é assegurar que, mantidas as situações de risco, os eventuais prejuízos sejam efetivamente cobertos pela seguradora, hipótese já reconhecida pelo Poder Judiciário, através da Sumula nº 465 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que possui o seguinte teor: “Ressalvada a hipótese de efetivo agravamento do risco, a seguradora não se exime do dever de indenizar em razão da transferência do veículo sem a sua prévia comunicação”. Sumula nº 465 (STJ) Pelo projeto, se não ocorrer emendas, será acrescido no artigo 785 do Código Civil o parágrafo 3º com a seguinte redação: § 3º - A transferência de veículo sem prévia comunicação ao segurador não

o exime do dever de indenizar, salvo hipótese de efetivo agravamento do risco ou comprovada má-fé do segurado ou adquirente”. (NR) A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados, ao analisar a preposição, entendeu que: “De fato, tendo havido, pelo segurado original, o pagamento tempestivo do prêmio e tendo ocorrido o sinistro em período coberto pela apólice contratada, a negativa de cobertura securitária pela simples inexistência de comunicação prévia da alienação do veículo – sem que os riscos de sinistro tenham, naquele caso concreto, aumentado – representa uma ofensa inegável ao equilíbrio e à boa-fé que devem nortear as relações contratuais de consumo. Significa, por um lado, uma imposição excessiva ao consumidor e, por outro, uma vantagem exagerada, com consequente enriquecimento sem causa, do fornecedor de seguros”. A aprovação do Projeto de Lei na Câmara foi sob a ótica da proteção ao consumidor, que no entendimento do Relator Weliton Prado – Deputado Federal PMB/ MG, a proposta é coerente e consolida garantia reconhecida pela jurisprudência do STJ, merecendo irrestrito apoio dos deputados. O Parecer da Comissão de Defesa

do Consumidor (CDC) foi encaminhado para publicação no dia 12/08/2016 e o próximo passo é o envio do Projeto de Lei para a análise pela Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e posteriormente, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) Apesar de ser admitida a transferência do contrato pela alienação ou cessão de bem segurado, atualmente, só produz efeito perante a seguradora, quando ela é avisada por escrito em documento assinado pelo cedente e pelo cessionário, sendo motivo de recusa de cobertura securitária, caso ocorra sinistro sem este comunicado. Com a alteração da lei, incluindo o parágrafo 3º no artigo 785 do Código Civil, na forma proposta, o segurado será beneficiado, pois, a negativa somente poderá ocorrer no caso de agravamento de risco ou má-fé, agilizando assim o pagamento de indenização securitária, sem a necessidade de ajuizamento de ação judicial visando obrigar a seguradora a cumprir com o contrato de seguro. Por Elias Moscon, Assessor Jurídico SINCOR-ES, Professor da Escola Nacional de Seguros (Unidade-Vitória/ES) e advogado especialista em direito do seguro sócio do escritório Moscon Advogados. e-mail: eliasmoscon@moscon.adv.br site: www.moscon.adv.br

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Revista SINCOR-ES nº 227 Agosto 2016  

8ª Feijoada Club Gourmet SINCOR-ES

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