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Cartas para a próxima estação

THE HELL’S KITCHEN PROJECT BALBOA

COQUETEL MOLOTOV POLÍTICA E CIDADANIA COVER UP ARTE NA PELE


Editorial

M

ais uma edição da Revista Sétimo Selo sendo publicada hoje, e nesta edição vocês vão poder conferir uma excelente entrevista com uma das melhores bandas que Belo Horizonte tem nesses últimos tempos. Quase Coadjuvante é o tipo de banda que tem letras fortes, marcantes, tristes, mas ao mesmo tempo vem uma pegada crua, intensa, visceral que nos deixa anestesiados por um bom tempo tentando digerir tudo o que acabou de acontecer com você. No dia 6 de Outubro eles lançaram o seu 1º CD o já bem criticado “Cartas para a próxima estação” que acabou de sair do forno então, não deixem de conSétimo Selo 3

ferir.Nesta edição temos também a cobertura feita no 1º Festival de Tatuagem organizado pelos tatuadores da Savassi, além de um bate papo esperto com a banda The Hell’s Kitchen Project que recentemente lançou o álbum “A Hell of a Day” e o clipe da música “Balboa”, música e clipe que valem a pena demais vocês verem pela porrada sonora que eles passam e o clipe remetem bem a isto. Como sempre a ideia de independência continua e sempre vai estar rpesente em nossas edições. Esperamos que vocês se divirtam bastante e nos ajudem a melhorar o nosso conteúdo cada vez mais. Façamos todos juntos!!!


O que você vai ver nesta edição:

Cover Up Cobertura do 1º Festival de Tatuadores da savassi pág.5

Ilustrador Convidado Fernando Cunha é o nosso ilustrador desta edição. pág. 27

Entrevista COQUETEL MOLOTOV Quase Coadjuvante’s? Política, será que realmente estamos preparados Confira você mesmo aqui pág.11 para exercer o direito do voto??

Videoclipe THKP Você ainda não viu??!! pág.23

pág.29

OQMRPA - SHOWS E EVENTOS Fique por dentro dos melhores shows independentes pág. 33

Contato Críticas, sugestões!! Falem conosco

pág. 35

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Cover

A

Os caras do Caixa 2 e sua Skull Art. Confiram mais em: caixa2artesanato.blogspot. com

Matheus Animadab, conhecido também como “MA3US”.

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Sétimo Selo cobriu o Visceral Art Tatto Festival: 1º Encontro de tatuadores da Savassi que rolou entre os dias 18 e 19 de agosto no Hotel Quality. Aqui vocês encontram um pouco do que rolou....


Up!

Pra quem acha que tatuagem não é informação! tabutattoo. com.br

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Olha ai os meninos da Souless tattoo mandando benzasso! E o ganhador do prêmio “Melhor Skatchbook” tattooregae.com.br

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Visceral Art Tattoo Festival

1º Encontro de tatuadores da Savassi Evento realizado nos dias 18 e 19 de Agosto Studios PARTICIPANTES: Pietá Tattoo Bozó Tattoo TattooReggae Souless Tattoo Caverna Tattoo Stattoos Tatuagem Tattoo e Companhia Armani Tattoo e Piercing Produção: Armani tattoo e piercing

Apoio: Old School Tattoo Machines Endemicos Soundz Sétimo Selo 8


ORIGEM DA PALAVRA “TATTOO” E A IMPORTÂNCIA CULTURAL NO MUNDO A palavra tatuagem origina-se do inglês tattoo, o pai da palavra “tattoo” foi o capitão James Cook, que escreveu em seu diário a palavra “tattow”, também conhecida como “tatau”, uma onomatopeia do som feito durante a execução da tatuagem, em que se utilizavam ossos finos como agulhas, no qual batiam com uma espécie de martelinho de madeira para introduzir a tinta na pele. O conceito de “origem independente” se adéqua a tatuagem, pois ela foi inventada várias vezes, em diferentes momentos e partes da Terra, em todos os continentes, com maior ou menor variação de propósitos, técnicas e resultados Charles Darwin, quando escreveu o livro “A Descendência do Homem” em 1871, afirmava que do Pólo Norte à Nova Zelândia não havia aborígine que não se tatuasse, para entender o conceito de multinascimento, alguns críticos supõem que a tatuagem estava na bagagem das grandes migrações dos grupos humanos e por isso passou de um povo para o outro. A polêmica sobre a tatuagem Tailandesa O governo da Tailândia decidiu orientar os famosos estúdios de tatuagem tailandesa a não fazer tatuagens com motivos budistas em estrangeiros que não seguem os preceitos da religião por considerar isso uma “prática ofensiva” ao budismo. As formas geométricas da tatuagem tailandesa atraíram um séquito de turistas ávidos por tatuar os belos desenhos, mas muitos tailandeses consideraram uma ofensa a Buda o uso ornamental de símbolos considerados sagrados. Apesar de não ser oficialmente proibida, a confecção das tatuagens simbólicas em turistas estrangeiros, as autoridades da Tailândia querem contar com o apoio dos estúdios de tatuagem para não fazer os desenhos em quem não sabe o significado religioso deles. Sétimo Selo 9


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Entrevista ! ! ! e t n a v u j d a o C Quase o Horrorizand m o s e d s o c i n téc desde 2009

S.S: Conte-nos um pouco da idéia de montar a banda e de onde veio o nome Quase Coadjuvante? Como vcs se conheceram? Apresentem a banda tbm... Jonathan, beleza. Acho que começou em 2005. Eu gravava umas coisas toscas usando o gravador de som do windows 98, e aí eu mandava pruma meia dúzia de amigos (inclusive pra você, né?) e aí tinha a Mary que gostava um bucado das musicas. Foi ela quem começou a procurar gente pra montar a banda. Foi ela quem me apresentou o Filipe, já o Marcelo e o Tiago eu conheci por serem figuras da cena mesmo. Atualmente somos 4: eu toco guitarra e canto, Marcelo é o baixista, Tiago o guitarrista e Filipe o baterista.. S.S: O que vocês fazem além da Sétimo Selo 11

música? Jonathan: O Tiago é funcionário público, o Filipe trabalha numa empresa que manda ele ir pra China a cada 4 meses, a gente nao faz ideia do que ele faz. O Marcelo largou tudo pra viver de música e ele tem se dado bem, é o único músico de verdade da banda. Eu produzo uns vídeos numa agencia de debutantes. Sei tudo que uma garota de 15 anos ouve hoje em dia. S.S: A banda tem uma pegada indie, às vezes tem nuances de Power pop e ao vivo vcs são mais sujos, viscerais, como vcs classificariam o som que vcs fazem? Jonathan - Rock romântico, passivo-agressivo com uma pitadinha de ideia errada..


S.S: E quais as referências artísticas dos integrantes? Filipe - As minhas sâo: AC/ DC, punk rock 90s, blink 182, Fugazi, Rage Against the Machine, Tool, Special Others e Samiam. Tiago - Rock 90s / 00s, entre outras coisas, Oceansize, Diesel, Radiohead, Jeff Buckley e Elliott Smith. Jonathan - Mineral, Violins, Nirvana, Valv, Placebo (o das antiga era massa, né?), Sparklehorse, Pavement e claro, o Elliotão aí que o Tiago já citou.

S.S:Qual foi o melhor show de vocês até hoje? Tiago - Com certeza foi o show que abrimos pro Violins. Jonathan - Ah, eu acho que foi o show que demos na abertura do transborda de 2011. Aquele ali foi bastante emocionante, viu... S.S: Contem ae uma situação mais engraçada ou constrangedora que a banda já passou??

Filipe - Essa eu vou contar! Teve um show que a gente deu no finado Conservatório Music Bar. Foi em 2010. Público pagante: 5 pessoas. Repetindo: 5 pessoas! E Marcelo - Red Hot Chilli Peppers, eu tinha chamado um amigo pra Noção de Nada, American Foot- ir no show pela primeira vez. Vou ball, Karate e Gilberto Gil. resumir como foi o show: Era 1 da madrugada e o Jonathan já tinha ligado pra deus e o mundo e ninguém aparecia. Eu acho que a fossa bateu em todo mundo, sei lá. Eu só sei que o Marcelo tocou com a cabeça apoiada na parede por que não conseguia ficar em Créditos: Jey Andie pé e no final do show o Jonathan Sétimo Selo 12


debochou do dono da casa. Talvez tenha sido o show mais vísceral que já demos, mas só 5 pessoas assistiram, incluindo meu amigo que não apareceu em mais nada.. S.S: Em 2009 foi lançado o elogiadíssimo E.P. Tributo ao que ainda está por vir, o que ainda está por vir? Tem previsão de lançamento de algum cd? Filipe - Sim! Terminamos as gravações essa semana! Foram 11 meses, cara! Nem entramos tantas vezes no estúdio, o problema é conciliar tempo e o dinheiro de todo mundo. É foda, mas finalmente vai sair. “Cartas Para a Próximas Estação” deve ser lançado entre a segunda e terceira semana de setembro. 10 musicas, algumas já são conhecidas do pessoal, outras a gente nunca tocou ao vivo. O show de lançamento está marcado pro dia 6 de outubro no Sesc Palladium.

S.S: Além do E.P., vcs tem algum outro material lançado? Filipe - Lançamos o Dual Single de Genio Ruim/Entardecer ano passado. Elas também estarão no disco.

É que dessa vez, faltou bebida a fim de sustentar o nosso jogo sujo

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Créditos: Casa Fora do Eixo Minas

S.S: O dual single foi gravado já com duas guitarras? Qual foi a diferença sentida por vcs nesta mudança? Jonathan- O Dual single já tem umas 3 guitarras, mas foram gravações minhas, mesmo. (risos) O Tiago entrou na metade das gravações do ‘Cartas’. O resultado foi ótimo! Desde o início a gente deu total liberdade pra que ele trouxesse as suas ideias. Me surpreendeu bastante. Foi como se a gente já tivesse tocado junto em outras bandas. S.S: Em 2012 vocês lançaram um clipe para a música Entardecer.Contem um pouco pra nós, como foi o processo de criação e execução deste clipe em um


entardecer de domingo. Como foi ter a galera toda reunida para uma última despedida?? Tiago: eu tinha acabado de entrar pra banda e o pessoal já estava pensando em lançar algo mais novo... por que o single já tinha saído há algum tempo e o cd estava relativamente longe de ficar pronto. A isso se somou o fato do Jonathan ter que se mudar da casa onde ele morava, onde era o QG de várias coisas pessoais importantes... a casa ia ser demolida, aí o Jonathan teve a ideia de fazer o clipe a partir de uma festa de despedida da casa. Aí ele bolou o esquema, convidamos a galera, chamamos os amigos e tudo rolou naturalmente... a escolha da música, inclusive... foi bem natural que fosse a “Entardecer”... rolou uma tarde com um bando de amigos curtindo um som e foi isso... nada muito elaborado. Só a espontaneidade da amizade e tal.. Para curtir: www.facebook.com/ quasecoadjuvante

S.S: Falando agora um pouco mais sobre o Álbum, quais são as expectativas para ele, planejam alguns shows fora de Minas?? Jonathan - Velho... eu espero por esse disco desde que eu não tinha banda. (risos)... tá foda pra dormir. É ansiedade, pessimismo e felicidade o tempo inteiro. Quanto aos shows fora de minas, vai depender do cd, né? Tem que ver se o povo vai gostar do disco, primeiro. (risos). S.S: E como foi o processo de criação, execução do álbum? Demorou muito tempo para ficar pronto?? Jonathan - Pra mim, ele tá sendo criado desde 2005 (risos). ‘Vitrine de Salão’, por exemplo, foi uma das primeiras coisas que eu compus na vida e ela vai estar no disco. ‘Velha Inconvêniencia’ é outra mais antigona, também. Mas foi ótimo demorar esse tempo todo. Tivemos que errar bastante, voltar vários degraus quando achávamos que já estava tudo pronto, brigar pra caralho também. E se eu soubesse que ia valer tão a pena como está valendo, cara... Tá só alegria agora.. Sétimo Selo 14


S.S: Vcs buscam inspiração também na Cena Independente?

Tiago: Você diz bandas? Tem várias que gostamos muito. A finada Valv é uma baita influência. Tem o Cães do Cerrado, Lupe de Lupe, Festenkois, Constantina, Aldan, Valsa Binária, uma nova The Us, a Pêlos, entre outros. S.S: O que vcs acham dos coletivos que de um tempo pra cá vem abrindo mais espaço para as bandas Independentes e autorais? Tiago - Então... são sensacionais. A galera da linha de frente dessas iniciativas é super empolgada, acredita que pode mudar a cena cultural do local onde agem e de fato o fazem, de acordo com a possibilidade/limitação de cada um. Recentemente mesmo estivemos em Ipatinga e em Governador Valadares... os coletivos de lá, Pé de Cabra e Pedra Negra, respectivamente, foram super legais, honestos e bacanas. Achamos que são iniciativas hiper-válidas. Jonathan – Eu acho que esses shows de Ipatinga e Valadares foram um belo de um tapa na cara. No de Ipatinga por exemplo, tocamos pra Sétimo Selo 15

sei lá, pra 20, 30 pessoas. E inexplicavelmente rolou cachê. No final do show eu já tava tirando grana do bolso pra pagar a caralhada de cerveja que tinha tomado e aí o Petrônio (carinha que organizou o evento) me aparece com uma grana da bilheteria pra gente. Aquilo emocionou pra caralho. S.S: Existe espaço na mídia para as bandas independentes? Jonathan - Eu não faço ideia. Juro por deus. Tem tempos que não vejo tv. Tiago - Poderia ter mais... tem, mas sinto que só pra determindos independentes e tal.

Créditos: Ana Sonali

S.S:Pra vcs, quais ainda são os empecilhos que as bandas inde-


pendentes e autorais ainda têm diante de público e/ou organizadores de evento em geral?

Tiago: Rola uma cultura de “subestimar” determinadas bandas. Achamos meio estranho até em que medida e como as pessoas determinam quem merece ou não estar em algum evento, merece ou não ter seu nome colocado em determinado cartaz, merece ou não ser considerada profissional, boa ou até ser remunerada por seu trabalho. Enfim... é um processo que ainda está em amadurecimento e achamos que tem muita coisa pra mudar. Tem muita coisa boa acontecendo, muita coisa sendo conduzida de forma legal, muita gente de boa fé... mas também muitos “obscurismos” (risos). Aos poucos pode ser que isso se torne mais profissional, mais claro de fato. O lance de público é mais complicado ainda... eu não consigo entender de fato o que faz uma pessoa gostar de determinada banda, o que faz ela querer apostar de tal forma nessa banda a querer que ela se destaque, cresça, querer acompanhá-la... enfim... pergunta complicada essa e com certeza eu estou sendo meio incompleto aqui, mas é mais ou

menos isso. Jonathan - Na boa, as pessoas não vão mudar. O que eu sinto é que em BH, transparência, respeito, visibilidade e diálogo existem de acordo com o que você é na cena. Você tem que ter contatos, tem que ter os broder, tem que curtir, distribuir sorrisos e pagar pau pra coisas que não gosta se tiver a fim de conseguir um pouco mais de atenção. Mas não é assim no trabalho?! na faculdade? Eu acho até meio ingênuo reclamar dessas coisas. As coisas são assim em qualquer relação onde há algum jogo de interesse. Eu particularmente prefiro ser livre. Tiago - Polêmico... (risos)

Créditos: Jey Andie

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Um tributo

S.S: Vcs

ao que ain da está po r vir... o pior est á por vir O livro qu e eu não escrevi, o fracasso que eu nã o escolhi. realmente se consid-

eram Quase Coadjuvantes?

Às vezes o nome faz bastante sentido sim (risos).

Créditos: Ana Sonali

S.S: E pra galera que quiser conhecer mais sobre vcs, ver o clipe. Ouvir as músicas acompanhar a banda nas redes sociais... Pra ouvir: www.quasecoadjuvante.tnb.art.br Pra ver: www.youtube.com/quasecoadjuvante Pra curtir: www.facebook.com/ quasecoadjuvante

S.S: Querem deixar uma mensagem para os fãs, para os nossos leitores? O espaço é de

S.S: Em “Dê Valor a Alguma coisa” vcs dizem que a gente tem se matar por alguém... Por quem

vocês...

vcs se matariam?rs Todos - Ninguém.

Jonathan - Abraço pra todo mundo que acompanha a gente aí! Pra quem não gosta também! Contagem no sangue! Sétimo Selo 17


“Cartas para a próxima estação”. Gravado no Estúdio Casa Antiga/Giffoni por Fabrício Galvani e Sérgio Giffoni entre Setembro de 2011 e agosto de 2012, exceto por “Um bom começo”, gravado em casa por Jonathan Tadeu. Mixado e masterizado por Fabrício Galvani. 1º Álbum de estúdio da banda Quase Coadjuvante Lançado no dia 06/10/2012 no teatro de bolso Júlio Mackenzie, Sesc Palladium.

Um show simplesmente épico......

É fácil forjar é fácil te amar..... Sétimo Selo 18


eu não vou idealizar sonhos,

Créditos: Pablo Bernardo

não vou, vou idealizar. não vou, não Sétimo Selo 19


Créditos: Jey Andie Sétimo Selo 20


CONTATOS:

SĂŠtimo Selo 21

quasecoadjuvante@


@gmail.com/ www.quasecoadjuvante.tnb.art.br

CrĂŠditos: Pablo Bernardo SĂŠtimo Selo 22


#Resenha

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Video Clipe Balboa é o 1º videoclipe de uma das melhores e mais inusitadas bandas de BH, a The Hell’s Kitchen Project (THKP), inusitada porque a banda é um trio que desde 2006 faz muito barulho (no bom sentido é claro) com apenas baixo, bateria e voz!! Segundo Fernando Cravieé, baixista da banda, o que ele mais curtiu no clipe, “ foi a participação ativa que tivemos na experiência de produção como um todo”. Os caras trabalharam desde a produção do conceito até de fato colocarem a mão na massa junto com os produtores Leonardo GoodGog e Fred Tonucci. John Bazko, vocal, ressaltou que rolaram muitos diálogos com eles que se mostraram bem abertos, já que a ideia de um clube da luta, tema do vídeo, vem da própria música Balboa, pois a letra trata de tomar porrada e ficar em pé, e que pode dar a volta por cima. Para Léo Braca, baterista, o mais primordial para que as expectativas fossem alinhadas e todo mundo trabalhasse seguindo o mesmo norte, foi o tempo de conversas e de pré-produção. John ainda destaca que “ foi um envolvimento muito bom, coeso, honesto. E que gerou ótimos frutos pra gente. Gostamos demais de participar e estar presente. Foi um projeto realizado dentro de planejamento e colaboração”. Uma das curiosidades do videoclipe é que grande parte dos “lutadores” eram amigos, colegas ou conhecidos. Somente uns dois sabiam lutar de verdade. O resto foi na base do que já havia visto ou feito na vida em relação a dar porrada, e com isso o clipe ficou bem natural. Sem falar na equipe de produtores que estiveram com eles o tempo todo, tinha maquiadora, produtora, diretores, assistentes de produção... “ E sempre a chuva forte caia, como em muitos eventos da THKP, a chuva sempre está lá ou para benzer ou para atrapalhar, nunca sabemos...”

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#Resenha Os caras produzem um petardo sonoro, bem diferente e atual ao mesmo tempo, com uma pegada dançante só com a cozinha da banda! Banda esta que é formada pelas levadas criativas do contrabaixo de Fernando Craviée (Malk), a conduta hostil da bateria de Leo Braca (Buddha) e a versatilidade do vocal de John BaZko. Eles já rodaram por festivais como Escambo (Sabará – MG), Jambolada (Uberlândia – MG), Flaming Festival (BH – MG), Flashrock 2010 (BH – MG), Se Rasgum (Belém – PA), Futurama (Salvador – BA) e Conexão Vivo (Governador Valadares, Uberlândia e Belo Horizonte – MG), fazendo com que o trio dividisse o palco com artistas de destaque no cenário nacional e as portas da cozinha se abrissem para o Brasil. Recentemente, eles lançaram o álbum a “A Hell of a Day”

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Video Clipe

O disco, produzido por Chico Neves, “tem como inspiração o dia a dia de qualquer pessoa, com uma proposta de contar uma vivência infernal, que todos já passaram ou podem passar. Seja por uma briga com o chefe, com o(a) namorado(a) ou simplesmente um dia em que “tudo está errado”, desde o despertar até a hora de deitar, passando pelos desafios até a catarse existentes neste dia...” Fiquem ligados, porque no dia 23/10 o THKP irá se apresentar no museu Inimá de Paula, com o Hell’s convida, e em novembro tem mais!!!

Créditos: Alexandre Baxter/Alicate

Contatos: www.thkproject.com www.facebook.com/thkproject www.twitter.com/thkproject www.youtube.com/thkproject Sétimo Selo 26


Banda Paz-me Feitos à imagem e semelhança são todos pequenos e falhos. Refletem o nada. Será isso o que sou? Sempre buscando nas tapeçarias retorcidas da violência refinada novas formas de infringir sofrimento. Sente o cheiro do gotejamento de sangue bestial? Perseguem novas maneiras de violar a agradável inocência. Com isso suas blasfêmias se configuram do lado de dentro de minha pálpebra. Crimes hediondos trabalhados em sangue, ossos, carne e sêmen. Através de meu evangelho reúna as crianças amaldiçoadas e juntos devemos lamentar e celebrar a configuração que nos tornou o que somos, hoje e sempre. Talvez possa parecer que não perceba sua dor. Talvez pareça que estou alheio ao seu sofrimento. Mas esta é minha natureza tão semelhante a tua. É difícil pensar com a cabeça nublada por culpa. Eu fui pregado em uma cruz de carvalho e quando caminho arrasto-a comigo. Eu sou o messias. Aquele que desceu. E em seus atos insistem em me pregar uma vez mais. Trancafiado nesta sala escura. Neste século negro. Eles cospem em minha cara. Mutilam minhas palavras. Fragmentam a verdade. Aprisionaram o rei divino. É de se surpreender que eu adoeça e morra? Fernando Cunha Sétimo Selo 28


Coquetel Molotov

As eleições PASSARAM e candidatos disputaRAm a conquista do seu voto custe o que custar. Fazendo promessas indecorosas e até mesmo prometendo mundos e fundos. Até onde vai o limite pela cobiça do poder??? até onde O NOSSO VOTO É INFLUENCIÁVEL???? Será que VOCÊ REALMENTE ESCOLHEU O CANDIDATO CERTO???

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“Estamos mais uma vez às vésperas de uma eleição. Dessa vez, os cargos em disputa são em nível municipal. Em um país com mais de cinco mil municípios, os preparativos para a realização do pleito eleitoral exigem procedimentos muitas vezes dignos de uma aventura. Um país que, usando auxílio de tecnologia avançada, implantou o processo de votação e de apuração mais preciso e rápido do mundo. País que exporta para nações de várias partes do mundo essa sistemática. Um orgulho nacional! Deveria ser também um orgulho os resultados advindos de todo o empenho realizado para a escolha dos administradores públicos, mas não é bem assim. Vivemos ainda em uma nação onde a “coisa pública” é tratada por muitos como “coisa privada”. Cotidianamente acompanhamos denúncias das mais variadas, de mau uso de recursos

públicos. São desvios de verbas cometidos das mais diversas, criativas e hábeis formas, por servidores temporários (prefeitos, vereadores e outros) e por servidores admitidos a partir de concursos. São fraudes envolvendo desvio ou roubo de medicamentos, com internações forjadas ou procedimentos não executados. É desvio de recursos para a merenda escolar, superfaturamento para a obtenção de equipamentos para uso em repartições oficiais. Só para citar alguns. São inúmeros e diversos os meios e as formas para apossarem-se do dinheiro que pertence à população, pois esta o gera a partir de seus impostos recolhidos. Nossa sociedade precisa urgentemente fazer-se presente de fato, quando o que estiver em jogo for o seu interesse. E ter a consciência plena de ser a detentora e a produtora dos recursos que para si devem retornar. A palavra cidadania,

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tão ena moda, precisa deixar de ser cíclica como são todos os modismos e passar a ser de uso cotidiano também. Assim como são as articulações de todos os inescrupulosos que buscam lucros onde deveriam apenas e somente proceder com seus deveres. Assim, nós a sociedade que contribui e a quem deve retornar em forma de serviços e benefícios, devemos usar com a plenitude que nos garantem todas as leis e princípios universais, os nossos direitos. Pouco nos informamos. Permitimos que o comodismo nos mantenha distantes dos processos que a nós mesmos beneficiariam. Ficamos à parte quando na verdade apenas o exercício diário e a busca da cidadania plena permitiriam o acesso a tudo o que produzimos e mantemos com nossos recursos. Aponto o processo do pleito municipal nesse texto. Mas sabemos o quanto em todos os diver-

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sos níveis em nosso país estamos ainda longe de uma harmonia entre o “público” e o “privado” quando se trata de uso de recursos públicos. Assistimos agora ao processo de julgamento do “mensalão”, para exemplificar. Sou pessoalmente um dos maiores críticos em relação à forma como algumas categorias de servidores oficiais são privilegiadíssimas em suas posições, quando comparadas à grande maioria da população. Muitos desses parecem viver em “suíças” perfeitas, lindas e utópicas e isso tudo em solo tropical. O Brasil é ainda uma sociedade em formação, mas não estamos mais em séculos passados. Estamos em plena era dos maiores avanços científicos e tecnológicos e injustamente os avanços sociais andam em passos lentíssimos. Não é favor algum sermos bem atendidos em qualquer espaço público que seja. É um dever do Es-


tado que sustentamos. Nós somos o Estado juntamente com as organizações oficiais criadas para servir-nos. Quando em algum momento de sua vida uma pessoa postula tornar-se um servidor público, junto com esta decisão deve estar também uma plena consciência de que o faz espontaneamente e que sua função a partir de então terá como finalidade “servir” ao cidadão. Servir aqui no sentido nobre e elevado do termo. Os tempos onde o servir era apenas reservado aos escravos e serviçais quase desumanizados, foram sepultados. Mas desafortunadamente ainda testemunhamos práticas quase medievais. O Brasil é um continente, nós os residentes em grandes cidades temos possibilidade de buscar nossos direitos, contudo, ainda acontecem injustiças terríveis e várias, basta corrermos os olhos por jornais e demais veículos de

comunicação. Disso devemos nos envergonhar e usarmos nossa melhor energia e educação formal para mudarmos. Hoje, nesse momento estamos diante da possibilidade de exercermos o único processo justo e equilibrado para escolhermos aqueles que serão os tutores de nosso bem maior, o exercício da cidadania plena. Servidores temporários escolhidos por nós façam-se merecedores da confiança depositada em vocês.” Edison Elloy é: Músico, compositor e poeta!

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O que + rola por aí... Lançamento do 1º cd da Banda Quase Coadjuvante intitulado de “Cartas para a próxima estação” Quando: 06/10 (Sábado) Horário: 20h Onde: Sesc Palladium Teatro de Bolso Júlio Mackenzie Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro, BH/MG Ingressos: R$ 20(inteira) / R$10 (meia) - à venda na bilheteria do teatro. O álbum está disponível para download nos sites: www.quasecoadjuvante.com.br www.quasecoadjuvante.bandcamp.com

Pelos lança o novo EP "Olho do mundo", dia 11 de outubro, no Teatro Marília. Em cada um, um mundo de memórias, sonhos, cores, gestos e sons. Um mundo dentro de cada pessoa. E um mundo lá fora que encara, julga, provoca e tem que ser enfrentado. “Olho do mundo” é uma síntese do universo que cada música pode ser. Versos intensos, riffs viscerais, ritmos marcantes, e tudo é sobre sentimento e sensação. A banda Pelos traz novas canções de seu mundo para novos mundos. Quando: 11/10 (Quinta) Horário: 21h Onde: Teatro Marília, Av. Prof Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, BH/MG Ingressos: R$ 15 Sétimo Selo 33


Evento

Shows

Show com as bandas: Mad Sneaks Jack Roldana Metamorfone Modz Discotecagem: Guilherme Leite (Jack Roldana) Produção: GL Produções Raio X Música Matriz Casa Cultural Quando: 12/10 (Sexta) Horário: 21h Matriz Casa Cultural Rua Guajajaras,1363,Terminal JK, Centro, BH/MG +Informações: (31) 3212-6122. Ingressos: R$12 (Antecipado) R$15 (Portaria)

Studio Zero Quando: 14/10 (Domingo) Horário: 17h Palácio das Artes Sala Juvenal Dias Av. Afonso Pena, 1537, Centro, BH/MG Ingressos: R$10

O COLETIVO é um projeto cultural voltado para bandas independentes, buscando a inclusão desses artistas em espaços distintos, fomentando a produtividade musical na capital mineira, mesclando diferentes gêneros/estilos, a fim de promover acesso ao material autoral e interpretações inéditas produzidas. Sétimo Selo 34


FALE COM A G s a b , a t s i v e r a d r a p i c i t r a p a r Pa n e s o d s é v a r t a r a t c a t n o c s o n a t ! s ê c o v s o m a d r a u g A . o x i a b a dereços

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Revista Sétimo Selo - 3ª Edição