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IBGE

Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica


Presidenta da República Dilma Rousseff

Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão Miriam Belchior

Ministro da Saúde Alexandre Padilha Secretaria de Vigilância em Saúde Jarbas Barbosa

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE Presidenta Wasmália Bivar Diretor-Executivo Nuno Duarte da Costa Bittencourt ÓRGÃOS ESPECÍFICOS SINGULARES Diretoria de Pesquisas Marcia Maria Melo Quintslr Diretoria de Geociências Wadih João Scandar Neto Diretoria de Informática Paulo César Moraes Simões Centro de Documentação e Disseminação de Informações David Wu Tai Escola Nacional de Ciências Estatísticas Denise Britz do Nascimento Silva

UNIDADE RESPONSÁVEL Diretoria de Pesquisas

Secretaria de Vigilância em Saúde

Coordenação de População e Indicadores Sociais Claudio Dutra Crespo

Departamento de Análise de Situação de Saúde Deborah Carvalho Malta Coordenação-Geral de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis Marta Maria Alves da Silva


Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Diretoria de Pesquisas Coordenação de População e Indicadores Sociais

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Rio de Janeiro 2013


Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Av. Franklin Roosevelt, 166 - Centro - 20021-120 - Rio de Janeiro, RJ - Brasil ISBN 978-85-240-4289-8 (CD-ROM) ISBN 978-85-240-4278-2 (meio impresso) © IBGE. 2013 Elaboração do arquivo PDF Roberto Cavararo Produção de multimídia LGonzaga Márcia do Rosário Brauns Marisa Sigolo Mônica Pimentel Cinelli Ribeiro Roberto Cavararo Capa Marcos Balster Fiore e Renato Aguiar - Coordenação de Marketing/Centro de Documentação e Disseminação de Informações - CDDI


Sumário Apresentação Introdução Notas técnicas População de estudo Aspectos de amostragem Coleta dos dados Aspectos éticos Análise dos resultados Características do ambiente escolar e entorno Estrutura de informação e comunicação Alimentos comercializados Estrutura para atividades físicas Outras características Características da população de estudo Aspectos básicos Aspectos socioeconômicos Escolaridade dos pais Número de residentes por domicílio Trabalho entre escolares Posse de bens e serviços Contexto familiar


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Conhecimento dos pais ou responsáveis acerca do tempo livre dos escolares Falta às aulas sem permissão dos pais ou responsáveis Presença dos pais ou responsáveis durante as refeições Verificação dos deveres de casa pelos pais ou responsáveis Entendimento dos pais ou responsáveis quanto aos problemas e preocupações dos filhos Hábitos alimentares Consumo de alimentos marcadores de alimentação saudável Consumo de alimentos marcadores de alimentação não saudável Hábito de tomar café da manhã Hábito de comer assistindo à TV Alimentação na escola Prática de atividade física Atividade física acumulada Atividade física globalmente estimada Aulas de Educação Física na escola Hábito sedentário: tempo assistindo TV Cigarro, álcool e outras drogas Cigarro e outros produtos do tabaco Álcool Uso de drogas ilícitas Saúde sexual e reprodutiva Iniciação sexual Uso de preservativos Acesso na escola a informações sobre sexualidade Violência, segurança e acidentes Segurança no trajeto casa-escola ou no espaço escolar Envolvimento em briga com armas Agressão física por adulto da família Lesões e ferimentos sofridos Violência no trânsito Bullying Hábitos de higiene Lavar as mãos Saúde bucal Escovação dos dentes Relato de dor de dente Frequência de ida ao dentista


Sumário________________________________________________________________________________________

Percepção da imagem corporal Atitude em relação ao peso corporal Saúde mental Sentimento de solidão Perda do sono em decorrência de preocupações Existência de amigos Uso de serviço de saúde Prevalência de asma Tabelas de resultados 1 Características do ambiente escolar e entorno 1.1 Estrutura de informação e comunicação 1.1.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir biblioteca, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.1.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala ou laboratório de informática para uso dos alunos, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.1.3 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso direto a computadores (notebooks, PC, palm, tablets) da escola na sala de aula, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.1.4 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso à Internet através de equipamentos da escola, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.1.5 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala para os recursos de mídia/comunicação, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

1.2 Alimentos comercializados 1.2.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir cantina, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.2.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram existência de ponto alternativo de venda de produtos alimentícios, dentro ou na entrada da escola (ex.: ambulante/carrocinha), por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.3 Estrutura para atividades físicas 1.3.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir quadra de esportes, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.3.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pista para corrida/atletismo, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.3.3 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pátio para a prática regular de atividade física com instrutor, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.3.4 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir piscina em condições de uso, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.3.5 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir vestiário em condições de uso para os alunos, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012


Sumário________________________________________________________________________________________

1.3.6 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram oferecer atividades esportivas para os alunos, fora do horário de aula regular, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 1.4 Outras características 1.4.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, em escolas que informaram ter conhecimento de consumo de cigarro por professores nas suas dependências, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.4.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, em escolas que informaram ter conhecimento de consumo de cigarro por alunos nas suas dependências, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.4.3 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, em escolas que informaram possuir política sobre proibição do uso do tabaco, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 1.4.4 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em que, a localidade onde a escola está situada foi considerada, nos últimos 12 meses, área de risco em termos de violência (roubos, furtos, assaltos, troca de tiros, consumo de drogas, homicídios, etc.), por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2 Características da população de estudo 2.1 Aspectos básicos 2.1.1 - Estimativa do total de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.1.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por idade, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


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2.1.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por cor ou raça, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.2 Aspectos socioeconômicos 2.2.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por nível de instrução da mãe, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.2.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por nível de instrução do pai, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.2.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por classe de número de residentes no domicílio, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.2.4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, que possuem, ou não, algum trabalho/emprego/negócio e receberam dinheiro, ou não, por desempenhar esta atividade, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 2.2.5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que possuem bens e/ou serviços no domicílio, por tipo de bens e/ou serviços e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.3 Contexto familiar 2.3.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que moram, ou não, com pai e/ou mãe, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.3.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, cujos pais ou responsáveis sabiam o que eles faziam durante o tempo livre, nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.3.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que faltaram às aulas ou à escola sem permissão dos pais ou responsáveis, nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


Sumário________________________________________________________________________________________

2.3.4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que costumam fazer refeições em cinco ou mais dias na semana com a presença dos pais ou responsáveis, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.3.5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, cujos pais ou responsáveis verificaram se os seus deveres de casa (lição de casa) foram feitos, nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.3.6 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, cujos pais ou responsáveis entenderam seus problemas e preocupações, nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.3.7 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental cujos pais ou responsáveis mexeram em suas coisas sem a sua concordância, nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.4 Hábitos alimentares 2.4.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por frequência de consumo alimentar, nos últimos sete dias, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo o alimento consumido - Brasil – 2012 2.4.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por frequência de consumo alimentar, nos últimos sete dias, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo o alimento consumido - Municípios das Capitais e Distrito Federal – 2012 2.4.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, com consumo alimentar maior ou igual a cinco dias, nos últimos sete dias, por alimento marcador de hábito saudável e não saudável, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.4.4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por alimento marcador de hábito saudável (feijão) e frequência de consumo, nos últimos sete dias, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


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2.4.5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por alimento marcador de hábito saudável (frutas frescas) e frequência de consumo, nos últimos sete dias, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.4.6 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por alimento marcador de hábito não saudável (guloseimas) e frequência de consumo, nos últimos sete dias, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.4.7 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por alimento marcador de hábito não saudável (refrigerante) e frequência de consumo, nos últimos sete dias, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.4.8 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que costumam tomar café da manhã cinco ou mais dias da semana, por sexo e dependência administrativa da escola, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.4.9 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, cuja escola oferece comida, por sexo e dependência administrativa da escola, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 2.4.10 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, que costumam comer a comida oferecida pela escola, por sexo e dependência administrativa da escola, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.4.11 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, que costumam comer quando estão assistindo à TV ou estudando, por sexo e dependência administrativa da escola, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.5 Prática de atividade física 2.5.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por tempo de atividade física acumulada, nos últimos sete dias, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.5.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, com 300 minutos ou mais de atividade física acumulada, nos últimos sete dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


Sumário________________________________________________________________________________________

2.5.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por frequência de aulas de educação física na escola, nos últimos sete dias, por sexo, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.5.4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que tiveram dois ou mais dias de aulas de educação física na escola, nos últimos sete dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.5.5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que costumavam assistir duas ou mais horas de televisão, num dia de semana comum, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.5.6 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, que fizeram 300 minutos ou mais de atividade física globalmente estimada, nos últimos 7 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6 Cigarro, álcool e outras drogas 2.6.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que experimentaram cigarro alguma vez, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, usaram outros produtos de tabaco: cigarros de palha ou enrolados à mão, charuto, cachimbo, cigarrilha, cigarro indiano ou bali, narguilé, rapé, fumo de mascar, etc., por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que fumaram cigarros pelo menos um dia, nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 7 dias, estiveram na presença de pessoas que faziam uso de cigarro, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


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2.6.5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em cujas residências pelo menos um dos pais ou responsáveis fuma cigarros, por sexo e dependência administrativa da escola, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.6 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental cuja família se importaria muito, caso soubesse que o estudante fuma cigarros, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.7 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, dentre os que fumaram nos últimos 12 meses, que tentaram parar de fumar neste mesmo período, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.8 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que experimentaram bebida alcoólica alguma vez, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.9 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que tomaram uma dose de bebida alcoólica alguma vez, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.10 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que consumiram bebida alcoólica pelo menos um dia, nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.11 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que já sofreram algum episódio de embriaguez, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.12 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental cuja família se importaria muito caso o estudante chegasse bêbado em casa, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


Sumário________________________________________________________________________________________

2.6.13 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que tiveram problemas com a família ou amigos, perderam aulas ou brigaram, uma ou mais vezes, porque tinham bebido, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.14 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que usaram drogas ilícitas alguma vez, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.15 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que fumaram maconha nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.16 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, dentre os que usaram algum tipo de droga alguma vez, que utilizaram maconha, por frequência de uso da droga, nos últimos 30 dias, sexo e dependência administrativa, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.6.17 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, dentre os que usaram algum tipo de droga alguma vez, que utilizaram crack, por frequência de uso da droga, nos últimos 30 dias, sexo e dependência administrativa, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.7 Saúde sexual e reprodutiva 2.7.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que tiveram relação sexual alguma vez, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.7.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, dentre os que já tiveram relações sexuais, que usaram preservativo na última relação sexual, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.7.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que receberam orientação na escola, sobre aids ou outras doenças sexualmente transmissíveis, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


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2.7.4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que receberam orientação na escola, sobre aquisição gratuita de preservativo, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.7.5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que receberam orientação na escola, sobre prevenção de gravidez, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.7.6 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, dentre os que já tiveram relações sexuais, em que um dos parceiros usou algum método para evitar a gravidez e/ou doenças sexualmente transmissíveis (DST) na última relação sexual, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8 Violência, segurança e acidentes 2.8.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental por frequência com que, nos últimos 30 dias, os colegas da escola os trataram bem e/ou foram prestativos com eles, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental por frequência com que, nos últimos 30 dias, se sentiram humilhados pelas provocações de colegas da escola, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, esculacharam, zombaram, zoaram, caçoaram, mangaram, intimidaram ou humilharam algum de seus colegas da escola tanto que ele ficou magoado, aborrecido, ofendido ou humilhado, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, não compareceram à escola por falta de segurança no trajeto casa-escola ou na escola, por local e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


Sumário________________________________________________________________________________________

2.8.5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que estiveram envolvidos, nos últimos 30 dias, em alguma briga na qual alguma pessoa usou arma de fogo, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.6 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que estiveram envolvidos, nos últimos 30 dias, em alguma briga na qual alguma pessoa usou arma branca, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.7 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, foram agredidos fisicamente por um adulto da família, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.8 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, não usaram cinto de segurança quando estavam em veículo motorizado dirigido por outra pessoa, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.9 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, que nos últimos 30 dias dirigiram veículo motorizado, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.10 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, andaram em veículo motorizado dirigido por alguém que havia consumido alguma bebida alcoólica, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.11 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que referiram uso de capacete, dentre os que andaram de motocicleta nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.8.12 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que foram feridos seriamente uma ou mais vezes, dentre os que sofreram ferimentos sérios nos últimos 12 meses, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


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2.9 Hábitos de higiene 2.9.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, nunca ou raramente lavaram as mãos antes de comer, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.9.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, nunca ou raramente lavaram as mãos após usar o banheiro ou o vaso sanitário, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.9.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 30 dias, nunca ou raramente usaram sabão/sabonete quando lavaram as mãos, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.10 Saúde bucal 2.10.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que escovaram os dentes três ou mais vezes por dia, nos últimos 30 dias, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.10.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que tiveram dor de dentes, nos últimos 6 meses, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.10.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por frequência de ida ao dentista, nos últimos 12 meses, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.11 Percepção da imagem corporal 2.11.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por autopercepção da imagem corporal, sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.11.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por atitude em relação ao peso corporal, sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


Sumário________________________________________________________________________________________

2.11.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que vomitaram e/ou ingeriram laxantes para perder peso ou evitar ganhar peso, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.11.4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que ingeriram medicamentos, fórmulas ou outro produto para perder ou manter o peso, sem acompanhamento médico, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.11.5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que ingeriram medicamentos, fórmulas ou outro produto para ganhar peso ou massa muscular, sem acompanhamento médico, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.12 Saúde mental 2.12.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que se sentiram sozinhos na maioria das vezes ou sempre, nos últimos 12 meses, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.12.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que perderam o sono devido a preocupações na maioria das vezes ou sempre, nos últimos 12 meses, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.12.3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que não têm amigos próximos, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 2.13 Uso de serviço de saúde 2.13.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que, nos últimos 12 meses, procuraram algum serviço ou profissional de saúde para atendimento relacionado à própria saúde, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012


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2.14 Prevalência de asma 2.14.1 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que tiveram chiado (ou piado) no peito, nos últimos 12 meses, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 2.14.2 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que tiveram episódio de asma alguma vez na vida, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal – 2012 Referências Glossário

Convenções -

Dado numérico igual a zero não resultante de arredondamento;

..

Não se aplica dado numérico;

...

Dado numérico não disponível;

x

Dado numérico omitido a fim de evitar a individualização da informação;

0; 0,0; 0,00

Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado numérico originalmente positivo; e

-0; -0,0; -0,00

Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado numérico originalmente negativo.


Listas Siglas das Unidades da Federação RO - Rondônia AC - Acre AM - Amazonas RR - Roraima PA - Pará AP - Amapá TO - Tocantins MA - Maranhão PI - Piauí CE - Ceará RN - Rio Grande do Norte PB - Paraíba PE - Pernambuco AL - Alagoas SE - Sergipe BA - Bahia MG - Minas Gerais ES - Espírito Santo RJ - Rio de Janeiro SP - São Paulo PR -Paraná SC - Santa Catarina RS - Rio Grande do Sul MS - Mato Grosso do Sul MT - Mato Grosso GO - Goiás DF - Distrito Federal


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Municípios das Capitais Porto Velho/Rondônia Rio Branco/Acre Manaus/Amazonas Boa Vista/Roraima Belém/Pará Macapá/Amapá Palmas/Tocantins São Luís/Maranhão Teresina/Piauí Fortaleza/Ceará Natal/Rio Grande do Norte João Pessoa/Paraíba Recife/Pernambuco Maceió/Alagoas Aracaju/Sergipe Salvador/Bahia Belo Horizonte/Minas Gerais Vitória/Espírito Santo Rio de Janeiro/Rio de Janeiro São Paulo/São Paulo Curitiba/Paraná Florianópolis/Santa Catarina Porto Alegre/Rio Grande do Sul Campo Grande/Mato Grosso do Sul Cuiabá/Mato Grosso Goiânia/Goiás Brasília/Distrito Federal


Apresentação

A

segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE foi realizada em 2012, a partir de convênio celebrado entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e o Ministério da Saúde, com o apoio do Ministério da Educação. Dela resultou esta publicação, com a qual espera-se ampliar o conhecimento sobre a saúde dos adolescentes e subsidiar as políticas públicas relativas a este grupo. A publicação apresenta os resultados da investigação sobre os fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes, pesquisados entre os escolares do 9º ano do ensino fundamental, bem como informações básicas das escolas fornecidas pelos diretores das unidades selecionadas, ou seus responsáveis. Ressalte-se a significativa ampliação da abrangência geográfica, em relação à edição anterior da pesquisa, que passou a conter dados para o conjunto do País, as Grandes Regiões, além dos 26 Municípios das Capitais e o Distrito Federal. Este volume contém notas técnicas, com a descrição da pesquisa e considerações metodológicas, breve análise dos resultados e um conjunto de tabelas com informações que traçam um perfil da situação dos estudantes e de alguns aspectos do ambiente escolar, no que tange à prevalência de fatores de risco comportamentais para doenças e agravos não transmissíveis. Com os resultados da PeNSE, o Ministério da Saúde e o IBGE aprimoram a análise das características de saúde da população brasileira. As instâncias executivas e legislativas, os Conselhos de Saúde e os demais agentes relacionados aos setores de saúde e educação terão parâmetros para a orientação e a avaliação de um conjunto de políticas destinadas aos adolescentes e escolares.


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As informações ora divulgadas estão disponíveis no CD-ROM que acompanha a publicação e no portal do IBGE na Internet, onde também podem ser consultadas através do Sistema IBGE de Recuperação Automática - Sidra. O Ministério da Educação teve fundamental colaboração, tanto ao disponibilizar o cadastro de escolas utilizado para a seleção da amostra, quanto ao divulgar a realização da pesquisa para as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação.

Marcia Maria Melo Quintslr Diretora de Pesquisas


Introdução A adolescência é uma fase da vida que tem características próprias, marcada pela passagem da infância para a idade adulta, com mudanças físicas e emocionais, ampliação no campo da socialização, uma evolução não linear de experiências e autonomia, inclusive no campo da sexualidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO), os limites etários que definem esta fase são 10 e 19 anos (CURRIE et al., 2012). Embora a adolescência tenha características específicas e marcas que a distinguem, ela é vivenciada de formas diferenciadas por cada sujeito, em cada sociedade, num determinado tempo histórico, em cada grupo social e cultural. Portanto, a adolescência exige um olhar específico para as suas particularidades (CAMPOS, 2011). Os adolescentes, ao mesmo tempo em que experimentam mudanças biológicas, cognitivas, emocionais e sociais, vivenciam um importante momento para a adoção de novas práticas, comportamentos e ganho de autonomia e, também, de exposição a diversas situações que envolvem riscos presentes e futuros para a saúde. A exposição a diversos fatores de risco comportamentais, como tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo, tem, com frequência, início na adolescência. Estes fatores estão associados ao desenvolvimento da maioria das doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, diabetes e câncer, que lideram as causas de óbito na vida adulta, no País e no mundo (BRASIL, 2011). É também na adolescência que ocorre a puberdade e, frequentemente, o início da atividade sexual. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (United Nations Children’s Fund - Unicef), é de grande importância investir em serviços e conhecimentos sobre saúde sexual e


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reprodutiva para indivíduos na fase inicial da adolescência (ADOLESCÊNCIA..., 2011). A orientação e o cuidado podem resguardar o adolescente da gravidez precoce e do contágio de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a AIDS. Outro aspecto relevante na saúde dos adolescentes resulta do fato de que as causas externas (lesões, acidentes, violências etc.) são a principal causa de morte e importante causa de sequelas e incapacidades entre os adolescentes e jovens no Brasil. Estas causas de morte refletem a exposição a situações de risco vividas pelos adolescentes e que podem ser prevenidas, em grande parte, por mudanças no ambiente social e no comportamento desta parcela da população. No Brasil, o acesso à escola é de 97,4% para a população de 6 a 14 anos e de 87,7% na faixa etária de 15 e 19 anos de idade, independentemente da classe de rendimento mensal (PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMIÍLIOS 2011, 2012). Portanto, a escola constitui-se como importante locus no monitoramento da saúde do escolar. É comum entre os especialistas da educação afirmar que a escola e a família compartilham funções sociais, políticas e educacionais, na medida em que contribuem e influenciam na formação do cidadão. A família, como agente socializador, como rede de apoio e desenvolvimento humano; e a escola, como um contexto diversificado de desenvolvimento e aprendizado, um local de diversidade cultural, atividades, regras e valores. Um ambiente onde ocorre a construção de laços afetivos e o preparo para a inserção dos indivíduos na sociedade (POLONIA; DESSEN, 2005; RAMIRES, 2004). Segundo a OMS, no mundo, mais de 100 países já fazem monitoramento da saúde dos estudantes, ajudando na modificação de currículos e estruturando programas de saúde voltados para a faixa etária dos adolescentes (CURRIE et al., 2008b, 2012)1. No Brasil, em resposta a essas questões, se dá a implantação do Sistema Nacional de Monitoramento da Saúde do Escolar, que surge como uma resposta ao Programa Saúde na Escola - PSE instituído pelo Decreto nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007, que tem como objetivo integrar as redes públicas de educação básica e de atenção à saúde nos territórios de responsabilidade das Equipes de Saúde da Família, com a finalidade de contribuir para a formação integral dos estudantes da rede pública de educação básica por meio de ações de prevenção, promoç��o e atenção à saúde. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE, primeira iniciativa nacional, que perguntou diretamente aos adolescentes sobre fatores de risco e proteção, constitui um importante instrumento para subsidiar com informações os gestores, dando sustentabilidade ao Sistema Nacional de Monitoramento da Saúde do Escolar e apoiando as políticas públicas de proteção a saúde dos adolescentes.

1 Para informações complementares sobre o assunto, consultar também o documento: TRENDS in the prevalence of sexual behaviors. National Youth Risk Behavior Survey - YRBS: 1991-2007. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention CDC, [2007]. Disponível em: <https://ppt-elect.center-school.org/providers/304/yrbs07_us_ sexual_behaviors_trend.pdf>. Acesso em: maio 2013.


Introdução______________________________________________________________________________________

Pioneira não só em seu objeto como em seu método, a PeNSE, já em sua primeira edição realizada em 2009, ousou lançar mão de tecnologias inovadoras, como o Personal Digital Assistent - PDA, que permitiram que o escolar respondesse diretamente a um questionário eletrônico, sem que houvesse necessidade de interferência do entrevistador. Tal método permitiu que a pesquisa fosse realizada simultaneamente por um grande número de escolares, de forma independente e espontânea, resguardada a privacidade e o sigilo das informações. Além disso, a PeNSE incorporou práticas participativas ao incluir, em seus trabalhos, reuniões e discussões conjuntas entre representantes e gestores da Saúde e da Educação em diferentes esferas administrativas e de governo. Estas reuniões de esclarecimento e mobilização, que contaram com a participação dos responsáveis pela vigilância das doenças e agravos não transmissíveis dos estados e municípios envolvidos, além de diretores de escolas e representantes das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, contribuíram para o êxito da pesquisa, que teve apenas uma recusa, entre todas as 1 507 escolas selecionadas no País, em 2009. Em 2012, mantendo a mesma metodologia, a PeNSE entrevistou 109 104 escolares em 2 842 escolas, ocorrendo cinco recusas. Nesta edição, a PeNSE teve ampliada a sua abrangência geográfica, para além da representatividade nos Municípios das Capitais e no Distrito Federal, como realizado em 2009. A PeNSE 2012 incluiu uma amostra de escolas que permite a representação nacional e a estratificação para as Grandes Regiões do Brasil, passando a fornecer dados e indicadores mais adequados para retratar o País e que permitem comparabilidade com indicadores internacionais. A PeNSE 2009 abordou diversos temas e questões importantes para o conhecimento da saúde dos escolares, compreendendo: aspectos socioeconômicos; contextos social e familiar; hábitos alimentares; prática de atividade física; experimentação e consumo de cigarro, álcool e outras drogas; saúde sexual e reprodutiva; violência, segurança e acidentes; e percepção da imagem corporal, entre outros aspectos. Em 2012, foram introduzidos novos temas e questões, como: trabalho entre escolares; hábitos de higiene; saúde mental; uso de serviços de saúde; e prevalência de asma, entre outros. Em alguns temas, novas perguntas foram adicionadas ou alteradas, no sentido de facilitar a obtenção das respostas e/ou adequá-las ao cálculo de indicadores e parâmetros internacionais.


Notas técnicas População de estudo A população-alvo da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar PeNSE 2012 foi formada por escolares do 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série) de escolas com um total de 15 estudantes ou mais nesse ano letivo, públicas ou privadas, de todo o território brasileiro. O cadastro utilizado para a seleção da amostra pesquisada foi formado pelas escolas de ensino fundamental listadas pelo Censo Escolar 2010, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, que informaram possuir turmas de 9º ano do ensino fundamental nos seus turnos diurnos. A escolha do 9º ano do ensino fundamental teve como justificativas o mínimo de escolarização considerada necessária para responder ao questionário autoaplicável e também a proximidade da idade de referência preconizada pela Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO), que é de 13 a 15 anos. Decidiu-se excluir do cadastro de seleção as escolas com um total de menos de 15 escolares no 9º ano do ensino fundamental, pois, embora representassem mais de 20% das escolas, abarcavam apenas 3% do total de matriculados, com um grande contingente dessas escolas espalhadas por municípios do interior. Considerou-se, portanto, que a seleção de uma ou mais escolas desse subconjunto representaria grande esforço de coleta para pouco retorno em termos de informação. Dessa maneira, o cadastro de seleção da amostra foi constituído por 42 717 escolas que informaram possuir turmas do 9º ano do ensino fundamental, sendo 7 519 destas distribuídas pelos Municípios das Capitais e o Distrito Federal e o restante, 35 198, pertencentes aos demais municípios do País.


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Aspectos de amostragem A PeNSE 2012 investigou alguns fatores comportamentais de risco e de proteção à saúde em uma amostra de estudantes que estavam frequentando o 9º ano (antiga 8ª série) do ensino fundamental, no turno diurno de escolas públicas ou privadas, situadas nas zonas urbanas ou rurais de um conjunto de municípios situados no território brasileiro. A amostra foi dimensionada de modo a estimar parâmetros populacionais (proporções ou prevalências) em diversos domínios geográficos: cada um dos 26 Municípios das Capitais e o Distrito Federal, o conjunto dessas capitais, cada uma das cinco Grandes Regiões do País (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste), além do País como um todo. Nesta publicação, são apresentados um conjunto bastante extenso de tabelas com as estimativas pontuais das prevalências de vários aspectos investigados, bem como os respectivos intervalos de 95% de confiança para os parâmetros estimados. Para atender aos objetivos da pesquisa, a amostra de estudantes foi composta por alunos de escolas públicas e privadas dos 26 Municípios das Capitais e o Distrito Federal e de municípios selecionados entre os demais. Para isso foi feita uma estratificação do território nacional da seguinte forma: • Cada um dos 26 Municípios das Capitais e o Distrito Federal foi definido como um estrato geográfico; e • Os demais municípios foram agrupados em cada uma das cinco Grandes Regiõesa que pertencem, formando cinco estratos geográficos. Em cada um dos 27 estratos formados pelos Municípios das Capitais e o Distrito Federal, foi dimensionada e selecionada uma amostra de escolas. Essas escolas foram visitadas e suas turmas de 9º ano do ensino fundamental foram relacionadas. Em seguida, foi selecionada uma amostra de turmas em cada escola e os respectivos alunos foram convidados a responder o questionário da pesquisa. Assim, foi obtida uma amostra independente de estudantes em cada uma das 27 capitais. Após testes preliminares indicarem que a seleção direta de escolas nos estratos formados por municípios fora das capitais resultaria num grande espalhamento geográfico, com poucas escolas sendo visitadas, num grande número de municípios, foi introduzido mais um estágio de seleção, o de municípios. No entanto, a seleção de municípios individualmente em cada estrato, além de também espalhar a amostra, esbarraria no problema da grande heterogeneidade entre os tamanhos dos municípios (medidos pelo número de turmas de 9º ano do ensino fundamental registrado no Censo Escolar 2010), o que levaria à necessidade da seleção de um grande número de municípios para se obter uma quantidade suficiente de escolas para a seleção da amostra. Assim, a opção adotada foi agrupar os municípios seguindo critérios de homogeneidade e vizinhança, obtendo grupos de 300 a 600 turmas aproximadamente, e, em seguida, selecionar uma amostra desses grupos em cada Grande Região, de onde foram selecionadas as escolas que fazem parte da amostra e que tiveram seus alunos entrevistados. Este procedimento, além de reduzir o custo total da pesquisa, também diminuiu o tempo de coleta e tornou o controle dos trabalhos de campo menos complexo, já que fez com que as escolas, selecionadas para se obter os resultados fora das capitais, ficassem concentradas em municípios vizinhos.


Notas técnicas__________________________________________________________________________________

Portanto, a pesquisa tem planos amostrais distintos para os estratos geográficos dos Municípios das Capitais e para os cinco estratos geográficos formados pelos demais municípios. No primeiro caso, dos Municípios das Capitais, as escolas são as unidades primárias de amostragem (UPA) e as turmas das escolas selecionadas são as unidades secundárias de amostragem (USA). No caso dos municípios que não são capitais, as unidades primárias de amostragem são os agrupamentos de municípios, as unidades secundárias de amostragem são as escolas e as turmas dessas escolas são as unidades terciárias de amostragem (UTA). Em ambos os casos, todos os alunos das turmas selecionadas, presentes no dia da coleta de dados, formaram a amostra de estudantes e foram convidados a participar da pesquisa. O esquema de seleção de amostra para a PeNSE 2012 pode ser resumido na figura a seguir. Figura 1- Esquema de seleção da amostra da PeNSE 2012 por tipo de estrato

Estratificação da PeNSE 2012 Capitais Estrato = Capital UPA = Escola USA = Turma

Não Capitais Estrato = Grande Região Geográfica, exceto capitais UPA = Grupo de Municípios USA = Escola UTA = Turma UPA: Unidade Primária de Amostragem USA: Unidade Secundária de Amostragem UTA: Unidade Terciária de Amostragem

O tamanho da amostra em cada estrato foi calculado para fornecer estimativas de proporções (ou prevalências) de algumas características de interesse, em cada um dos estratos geográficos, com um erro máximo aproximado de 3% em valor absoluto ao nível de confiança de 95%. Para tanto, foi dimensionada a amostra, considerando que a prevalência (proporção) é da ordem de 0,5 (ou 50%), pois, para proporções desse valor, a variância dos estimadores amostrais é máxima. Os estratos formados pelo cruzamento dos estratos geográficos com a dependência administrativa das escolas foram utilizados apenas para alocação da amostra, de maneira a garantir a presença de escolas públicas (federais, estaduais ou municipais) e privadas na amostra, de forma aproximadamente proporcional à sua existência no cadastro de seleção.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

As amostras dos estratos formados por cada capital foram obtidas em dois estágios. Primeiro foram selecionadas as escolas (unidades primárias de amostragem), por meio de método de seleção com probabilidades proporcionais ao tamanho. A medida de tamanho considerada na seleção das escolas foi o número total de turmas de 9º ano do ensino fundamental em cada uma delas, conforme o cadastro de escolas do Censo Escolar 2010. Cada uma das escolas, selecionadas nesse primeiro estágio, foi visitada para construção de uma lista atualizada de turmas de 9º ano, existentes em 2012. Após a obtenção dessas listas, foram selecionadas as turmas (unidades secundárias de amostragem) de 9º ano a serem efetivamente pesquisadas em cada uma das escolas selecionadas no primeiro estágio. Para os estratos geográficos formados pelos demais municípios, a seleção foi em três estágios. No primeiro estágio, foram selecionados grupos de municípios (unidades primárias de amostragem) com probabilidades proporcionais ao número total de turmas de 9º ano do ensino fundamental dos municípios agrupados; no segundo estágio, foram selecionadas escolas (unidades secundárias de amostragem) com probabilidades proporcionais ao número de suas turmas de 9º ano; e, após a atualização da lista de turmas de 9º ano das escolas selecionadas, foram selecionadas, no terceiro estágio, as turmas (unidades terciárias de amostragem) cujos alunos formaram a amostra de estudantes em cada estrato. Em ambos os casos – estratos geográficos dos Municípios das Capitais e estratos geográficos formados pelos demais municípios – foi selecionada, aleatoriamente e com probabilidades iguais, uma turma em cada escola selecionada que tivesse uma ou duas turmas de 9º ano do ensino fundamental, e duas turmas em cada escola com três ou mais turmas desses escolares. Em cada uma das turmas selecionadas, todos os alunos foram convidados a responder o questionário da pesquisa, eliminando-se, desta maneira, a necessidade de mais um estágio de seleção (seleção de alunos na turma selecionada), o que aumentaria as dificuldades operacionais da pesquisa, sem o correspondente ganho significativo de precisão. O emprego de planos amostrais conglomerados geralmente resulta em redução de custos para amostras de igual tamanho total em comparação com a amostragem aleatória simples, por concentrar a amostra nos conglomerados selecionados, reduzindo seu espalhamento geográfico. Por outro lado, o impacto sobre a precisão costuma ser negativo, no sentido de que amostras conglomeradas de igual tamanho que uma amostra aleatória simples tendem a fornecer estimativas com maior variância. Uma medida usual do impacto do emprego de amostragem conglomerada (ou de amostragem usando planos complexos, em geral) é o chamado efeito do plano amostral (epa), definido como a razão entre a variância do estimador sob o plano conglomerado e a variância do estimador sob uma amostra aleatória simples de igual tamanho. Portanto, para estimar uma proporção da ordem de 50%, com uma margem de erro k e nível de confiança de 95%, pode-se estimar um tamanho (em número de alunos) para um plano amostral conglomerado em estágios e seleção com probabilidades proporcionais a uma medida de tamanho pela fórmula: 1,962 2 n = epa. 4k 2 1 + 1,96 N4k2


Notas técnicas__________________________________________________________________________________

Onde: n é o tamanho da amostra de alunos num determinado estrato geográfico, considerando o plano amostral utilizado; N é o total de alunos no cadastro nesse estrato geográfico; k é a margem de erro desejada; e epa é uma estimativa do efeito de conglomeração, pelo fato de se utilizar uma amostragem de conglomerados em vez de uma amostra aleatória simples de alunos. Os valores de epa para proporções em variáveis socioeconômicas da pesquisa do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica - SAEB 2003 foram analisados e decidiu-se utilizar o terceiro quartil desses valores em cada estrato de interesse (capitais e Distrito Federal) como fator de ajuste para o dimensionamento da amostra da pesquisa aqui considerada. Dessa forma, assegura-se que cerca de 75% das variáveis teriam estimativas com precisão igual ou melhor que aquela especificada para dimensionamento da amostra. Exemplificando, se o valor de epa for igual a 3,5 num certo estrato de interesse, considerando uma margem de erro de 0,03, o número de alunos na amostra desse estrato é dado por: n = epa.nAAS = 3,5.1068 = 3738 Onde: n é o número esperado de alunos na amostra com o plano amostral da pesquisa, utilizando amostragem de conglomerados; nAAS é o tamanho de uma amostra aleatória simples de alunos para satisfazer as condições exigidas de precisão; e epa é o efeito de conglomeração considerado. Vê-se que o efeito de conglomeração funciona como um fator de correção para o tamanho da amostra no caso de se optar por uma amostra de conglomerados. Para determinar o tamanho da amostra de turmas selecionadas em cada estrato, divide-se n pelo número médio de alunos por turma do 9º ano do ensino fundamental, conforme obtido no cadastro de seleção da amostra de escolas. Supondo que esse número médio, para o estrato do exemplo anterior, fosse de 30 alunos por turma, seria preciso uma amostra de aproximadamente 125 turmas para poder obter os 3 738 alunos necessários. O número de escolas do primeiro estágio foi obtido dividindo-se o número de turmas da amostra pelo número médio de turmas das escolas do cadastro em cada estrato. A Tabela 1 mostra os tamanhos de amostra calculados (planejados) e coletados por estágio de seleção (escolas, turmas e alunos) para as capitais, o Distrito Federal e os estratos formados pelos demais municípios. O cadastro de seleção da amostra foi composto pelas escolas listadas pelo Censo Escolar 2010, sendo a coleta de dados realizada no primeiro semestre de 2012. As informações sobre os números de alunos matriculados e de alunos que frequentam regularmente as aulas nas turmas selecionadas de 9º ano do ensino fundamental das escolas foram por elas fornecidas no momento da pesquisa.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1 - Tamanhos das amostras planejados e coletados, segundo o estrato geográfico - 2012 Amostra planejada/esperada

Amostra pesquisada Alunos

Estrato geográfico

Total

Escolas (1)

Turmas (2)

Alunos (2)

Escolas

Turmas

Matricu-

Fre-

lados (3)

quentes (3)

Presentes/frequentes (3)

Respondentes

3 004

4 288

131 741

2 842

4 091

134 310

132 123

110 873

109 104

Norte (não capitais)

292

389

11 272

270

345

11 089

10 914

9 303

8 802

Nordeste (não capitais)

308

385

11 150

279

352

11 376

11 183

9 493

9 460

Sudeste (não capitais)

257

371

11 867

247

362

12 604

12 527

10 145

9 945

Sul (não capitais)

237

348

9 384

235

351

10 171

10 167

8 943

8 731

Centro-Oeste (não capitais)

357

540

15 094

342

462

14 638

14 026

11 149

11 021

Porto Velho

53

78

2 404

49

76

2 549

2 531

2 072

2 002

Rio Branco

41

60

2 575

38

60

2 085

2 072

1 737

1 735

Manaus

44

67

2 376

41

64

2 518

2 517

2 043

2 019

Boa Vista

48

82

2 432

47

86

2 450

2 450

2 042

2 027

Belém

47

68

2 440

44

68

2 509

2 339

1 978

1 974

Macapá

58

92

3 016

56

90

3 006

2 959

2 441

2 437

Palmas

45

64

2 165

42

61

2 140

2 087

1 789

1 778

São Luis

65

89

3 081

62

86

3 127

3 094

2 676

2 675

Teresina

63

83

2 624

55

80

2 740

2 718

2 482

2 377

Fortaleza

54

78

2 564

52

79

2 728

2 656

2 270

2 266

Natal

65

89

2 836

63

90

2 943

2 943

2 385

2 384

João Pessoa

83

102

3 038

75

97

3 222

3 221

2 612

2 610

Recife

71

97

3 289

70

99

3 718

3 705

3 010

3 006

Maceió

48

68

2 304

40

60

2 239

2 143

1 825

1 819

Aracaju

66

90

2 780

63

92

3 196

3 167

2 648

2 640

Salvador

47

75

2 470

46

77

2 589

2 454

2 070

2 064

Belo Horizonte

68

109

3 457

68

102

3 284

3 270

2 759

2 754

Vitória

69

97

2 808

64

88

2 526

2 501

2 161

2 140

Rio de Janeiro

58

85

2 869

54

84

2 900

2 851

2 424

2 413

São Paulo

50

86

2 832

50

88

3 070

3 007

2 464

2 408

Curitiba

46

79

2 581

43

76

2 477

2 463

2 174

2 153

Florianópolis

68

89

2 662

67

105

3 011

2 992

2 771

2 539

Porto Alegre

54

69

1 987

52

64

1 752

1 742

1 456

1 455

Campo Grande

56

74

2 194

55

76

2 355

2 215

1 987

1 953

Cuiabá

47

70

2 082

43

65

2 136

2 123

1 545

1 539

Goiânia

82

121

3 841

77

112

3 792

3 727

3 055

3 044

Distrito Federal

57

94

3 267

53

94

3 370

3 359

2 964

2 934

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012. Nota: O cadastro de seleção da amostra foi composto pelas escolas listadas pelo Censo Escolar 2010, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP. (1) Tamanhos de amostra calculados. (2) Valores esperados. (3) Informações obtidas nas escolas pesquisadas.


Notas técnicas__________________________________________________________________________________

Do total de escolas selecionadas para a amostra, 162 não foram pesquisadas por diversos motivos, tais como: inexistência de turmas de 9º ano do ensino fundamental, greve no período de coleta ou recusa por parte da direção da escola. Esses motivos também levaram à prorrogação do prazo de coleta para o segundo semestre em alguns municípios, quando geralmente aumenta a evasão escolar. A Tabela 2 mostra o total de escolas não participantes da pesquisa, segundo o motivo da não coleta. Deve-se levar em conta a desatualização cadastral pelo fato de a seleção das escolas ter sido realizada em cadastro formado a partir das informações do Censo Escolar 2010 e a coleta ter sido realizada em 2012. Destaque-se que as perdas de tais escolas estão dentro dos padrões de pesquisas semelhantes realizadas pelo IBGE e outros órgãos de estatística. Tabela 2 - Número de escolas não participantes, segundo o motivo de não coleta - 2012 Motivo de não coleta

Número de escolas

Total

162

Escola com menos de 15 alunos no 9º ano

54

Escola desativada

21

Impedida

2

Não visitada

2

Recusa

5

Sem turma de 9º ano

78

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Pelas informações obtidas das próprias escolas pesquisadas, como pode ser observado na Tabela 1, um total de 132 123 alunos de 9º ano do ensino fundamental frequentavam habitualmente as aulas, porém, na data de coleta dos dados, apenas 110 873 desses estudantes compareceram às aulas, representando aproximadamente 84% do total. Do total de estudantes presentes na data da pesquisa nas turmas selecionadas, 1 651 não desejaram participar e 118 não informaram sexo ou idade, sendo excluídos da base de dados apenas para efeito da tabulação dos resultados da pesquisa. O número de alunos presentes na data da pesquisa e excluídos da mesma, pelos motivos relatados, representam aproximadamente 1,6% do total de presentes. Portanto, as ausências e recusas redundaram num número de respondentes da pesquisa que representa perto de 83% dos alunos de 9º ano do ensino fundamental que costumam frequentar as aulas nas escolas pesquisadas. Os pesos amostrais foram calculados para os alunos respondentes da pesquisa de maneira a representar os alunos matriculados no 9º ano do ensino fundamental que frequentam regularmente as aulas, de acordo com as informações obtidas das escolas pesquisadas. Desse modo, o peso de um determinado estudante para os estratos formados por municípios que não são capitais é dado pelo produto dos pesos da seleção do primeiro estágio (grupo de municípios ou unidade primária de amostragem), da seleção do segundo estágio (escola ou unidade secundária de amostragem) e da seleção do terceiro estágio (turma ou unidade terciária de amostragem), com a correção devido à ausência dos alunos que regularmente frequentam a escola, porém estavam ausentes na data da pesquisa. Portanto o peso do aluno l, da turma k, da escola j, da unidade primária de amostragem i, do estrato h, é dado pela fórmula:


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

whijkl = whiwhijwhijk , l = 1, 2, ..., Phijk whi = Th 2Thi whij = whijk =

Thi nhiThij Thij Fhijk nhij Phijk

Onde: whi é o peso da unidade primária de amostragem i, do estrato h; whij é o peso da escola j, da unidade primária de amostragem i, do estrato h; whijk é o peso da turma k, da escola j, da unidade primária de amostragem i, do estrato h; Th é o número de turmas do estrato h; Thi é o número de turmas da unidade primária de amostragem i, do estrato h; Thij é o número de turmas da escola j, da unidade primária de amostragem i, do estrato h; nhi é o tamanho da amostra de escolas da unidade primária de amostragem i, do estrato h; nhij é o tamanho da amostra de turmas da escola j, da unidade primária de amostragem i, do estrato h; Phijk é o número de alunos respondentes da turma k, da escola j, da unidade primária de amostragem i, do estrato h; e Fhijk é o número de alunos frequentes da turma k, da escola j, da unidade primária de amostragem i, do estrato h. Para os estratos formados pelas capitais, a fórmula simplifica, pois só existem os dois últimos estágios de seleção. O peso do aluno l, da turma k, da escola j, do estrato h, é dado pela fórmula : whjkl = whjwhjwhjk , l = 1, 2, ..., Phjk whj =

Th nhThj

whjk =

Thj Fhjk nhj Phjk


Notas técnicas__________________________________________________________________________________

Onde: whj é o peso da escola j, do estrato h; whjk é o peso da turma k, escola j, do estrato h; Th é o número de turmas do estrato h; Thj é o número de turmas da escola j,do estrato h; nh é o tamanho da amostra de escolas do estrato h; nhj é o tamanho da amostra de turmas da escola j, do estrato h; Phjk é o número de alunos respondentes da turma k, da escola j, do estrato h; e Fhjk é o número de alunos frequentes da turma k, da escola j,do estrato h. Para o ajuste dos pesos, foram utilizadas as informações sobre totais de turmas e alunos matriculados nas escolas segundo dados do Censo Escolar 2012, realizado pelo INEP. Nesta publicação, são apresentadas as estimativas para várias características populacionais, para cada estrato geográfico considerado, e os respectivos intervalos de confiança estimados, para um nível de confiança de 95%. As estimativas de variância utilizadas para construir os intervalos de confiança foram calculadas pelo método do conglomerado primário, implementado através do software SAS. Cabe ainda ressaltar que nos resultados tabulados o percentual de não informados foi distribuído proporcionalmente entre os respondentes.

Coleta dos dados Nesta edição da pesquisa, o questionário para coleta dos dados dos escolares foi ampliado em relação ao questionário da PeNSE 2009, visando aumentar a comparabilidade com pesquisas internacionais conduzidas pela Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention - CDC), como a Global School-Based Student Health Survey - GSHS e o Youth Risk Behavior Surveillance System - YRBSS. A pesquisa sobre o estudante foi realizada utilizando o smartphone, no qual foi inserido o questionário estruturado, autoaplicável, com módulos temáticos que variam em número de perguntas. Os assuntos contemplados nas edições da PeNSE realizadas em 2009 e 2012 foram: características sociodemográficas, alimentação, imagem corporal, atividade física, tabagismo, consumo de álcool e outras drogas, rede de proteção, saúde bucal, comportamento sexual, violência, e acidentes. A maioria das perguntas foi mantida da mesma forma e são inteiramente comparáveis. Algumas novas perguntas foram acrescentadas nesses módulos comuns, as quais são descritas na apresentação de resultados; outras sofreram alterações, o que eventualmente limita a comparabilidade do indicador especifico. A PeNSE 2012 ampliou seu escopo, inserindo questões referentes a trabalho, hábitos de higiene, saúde mental, uso de serviços de saúde e prevalência de asma. A antropometria não foi realizada em 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

A PeNSE 2012 introduziu um segundo questionário, referente ao ambiente escolar, aplicado ao diretor ou responsável pela escola e preenchido pelo agente de coleta do IBGE, incluindo temas sobre estrutura da escola, dimensão, espaços, equipamentos, práticas, políticas e situações do entorno. As perguntas versam sobre características gerais da escola (esfera administrativa, níveis de ensino, número de salas, número de alunos matriculados, valor da mensalidade); estrutura de informação e comunicação (biblioteca, sala com recursos de mídia, laboratório de informática, Internet, disponibilização de recursos de informática em sala de aula); alimentos comercializados (cantina e ponto alternativo); estrutura para atividades físicas (pátio, quadra de esportes, vestiário, pista de atletismo, piscina); atividades e políticas (conselho escolar, atividade extraclasse, ambientes livres de tabaco); e aspectos de localização da escola quanto a risco de violências. Os questionários do estudante e do ambiente escolar também estão disponibilizados no portal do IBGE na Internet. A coleta dos dados foi realizada pelos agentes de coleta do IBGE, no período de abril a setembro de 2012.

Aspectos éticos Participaram da pesquisa os alunos que concordaram com o “Termo de Consentimento Livre e Esclarecido”, colocado na primeira página do smartphone utilizado para a aplicação do questionário, e eles decidiram preencher ou não as questões. Foram considerados no levantamento das estatísticas relacionadas aos fatores de risco e proteção para as doenças e agravos não transmissíveis os adolescentes que marcaram no quadro apropriado a sua concordância em participar da pesquisa. A pesquisa não oferecia riscos à saúde do escolar, mas poderia suscitar sensibilidade, por parte do aluno, a alguma questão investigada. Desse modo, medidas foram tomadas para proteger o adolescente e deixá-lo confortável. A participação foi voluntária e o estudante tinha a possibilidade de deixar de responder qualquer pergunta ou todo o questionário. As informações do estudante são sigilosas e a escola também não foi identificada. O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) prevê autonomia do adolescente para tomar iniciativas, como responder um questionário que não ofereça risco a sua saúde e que tenha como objetivo claro subsidiar políticas de proteção à saúde para esta faixa etária. A realização da pesquisa foi precedida de contato com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação e com a direção das escolas selecionadas em cada município. A PeNSE 2012 foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa - Conep (Registro nº 16.805).


Análise dos resultados Características do ambiente escolar e entorno A estrutura física da escola, seus espaços e equipamentos, possuem grande importância no cumprimento de suas funções sociais. Segundo Santos, “a função está diretamente relacionada com sua forma; portanto, a função é a atividade elementar de que a forma se reveste” (SANTOS, 1985, p. 51). Desse modo, os lugares na escola, além de sua importância como palco para a prática pedagógica de ensino, estão dotados de significados e transmitem uma importante quantidade de estímulos, conteúdos e valores que a criança internaliza e aprende (ESCOLANO, 1998, p. 27). A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012, com o objetivo de caracterizar o ambiente escolar e o espaço onde está inserida a escola que abriga os alunos do 9º ano do ensino fundamental, objeto da pesquisa, aplicou um questionário para investigar questões relacionadas à estrutura da escola, dimensão, espaços, equipamentos, práticas, políticas e situações do entorno, e cujas informações pudessem ajudar a caracterizar a situação de exposição a fatores de risco e proteção dos escolares. Dentre as várias questões existentes, algumas foram selecionadas e serão apresentadas considerando o número de 3 153 314 escolares estimados. Vale ressaltar que as características levantadas se referem a uma amostra representativa do conjunto de escolas do Brasil que possuem 15 ou mais alunos matriculados no 9º ano do ensino fundamental em turmas regulares diurnas.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Estrutura de informação e comunicação No Brasil, a biblioteca é um recurso disponível para 86,7% dos escolares do 9º ano do ensino fundamental, não sendo observadas diferenças significativas quanto à dependência administrativa da escola, com 86,0% para os estudantes da rede pública e 89,9% para os da rede privada. Essas proporções apresentaram variação entre as Grandes Regiões, indo da menor, 78,7% na Região Centro-Oeste, para os alunos da rede pública, e alcançando 100% para os alunos da rede privada na Região Sul. Nos Municípios das Capitais, a proporção de alunos com esse recurso disponível foi menor em Cuiabá (86,4%) e Belém (86,7%), atingindo 100% em Boa Vista, Fortaleza, Vitória, Curitiba e Florianópolis (Tabela 1.1.1). As escolas oferecem sala ou laboratório de informática para uso de 88,9% dos alunos, não sendo significativamente diferente para os alunos nas escolas públicas (88,3%) ou privadas (85,3%). Esse recurso é oferecido a uma proporção maior de alunos na Região Sul (92,8%) e menor na Região Norte (80,2%). A existência de sala com recursos de mídia/comunicação atinge a 59,5% dos escolares, sendo mais frequente para os alunos da rede privada (86,6%) do que para os da rede pública (53,9%). O acesso à Internet, com equipamentos da escola, é facultado a 84,2% dos escolares, apresentando maior proporção na Região Sul (98,1%) e menor, na Região Norte (78,1%). O acesso a computadores da escola, pelos alunos, na sala de aula, atinge a 21,3% dos escolares, sendo mais frequente para os alunos das escolas privadas (39,4%) do que para os das escolas públicas (17,6%), e maior, também, para os escolares da Região Centro-Oeste (31,7%) e menor para os da Região Sul (9,6%) (Tabelas 1.1.2,1.1.3,1.1.4 e 1.1.5).

Alimentos comercializados Procurando disciplinar a venda de alimentos nas cantinas localizadas dentro das escolas, tanto públicas quanto particulares, alguns governos estaduais, municipais e distritais regulamentaram, via leis ou portarias, a venda de produtos considerados não adequados para o consumo, sobretudo diminuindo o acesso à alimentação inadequada e favorecendo escolhas alimentares mais saudáveis, buscando proteger, assim, a saúde dos estudantes. O governo federal, através da Portaria Interministerial nº 1.010, de 8 de maio de 2006, instituiu as diretrizes para a promoção da alimentação saudável nas escolas de educação infantil, fundamental e nível médio das redes pública e privada, em âmbito nacional. Esta Portaria, no Art. 3º, inciso IV, define, como um dos eixos para a promoção da alimentação saudável, a restrição ao comércio e à promoção comercial, no ambiente escolar, de alimentos e preparações com altos teores de gordura saturada, gordura trans, açúcar livre e sal e incentivo ao consumo de frutas, legumes e verduras (BRASIL, 2006). A PeNSE 2012 levantou a presença de cantina e de pontos alternativos de venda de alimentos nas escolas e o tipo de alimento vendido. Cerca de metade dos escolares (48,9%) estudavam em escolas com cantina e 42,8%, em escolas com ponto alternativo de venda no interior destas ou em sua entrada. A presença de cantinas foi muito maior para os estudantes das escolas privadas (94,8%) do que para os estudantes da rede pública (39,4%), porém, para o ponto alternativo de venda, essas proporções não apresentaram diferenças significativas na mesma magnitude: 44,8% para os alunos da rede pública e 33,3% para os da rede privada.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

A oferta de bebidas e alimentos na cantina é apresentada de acordo com o percentual de escolares expostos a essas opções de consumo. Dentre os itens perguntados, destacaram-se como os que estão disponíveis, nas cantinas, para um maior número de escolares: os salgados de forno (39,4%), o suco ou refresco natural de frutas (34,1%) e as guloseimas (balas, confeitos, doces, chocolates, sorvetes e outros) (32,0%). Frutas frescas ou salada de frutas foram os itens de alimentos disponibilizados para a menor proporção de escolares, na cantina (11,1%). O comportamento da exposição a esses itens por esfera administrativa é apresentado no Gráfico 1, onde pode ser observado que uma maior proporção de alunos das escolas da rede privada está exposta ao consumo de alimentos na cantina, sendo que, quanto ao tipo de alimento disponibilizado em maior ou menor frequência, se assemelham entre si e acompanham o resultado geral para o País.

Privada

37,3

60,3 24,1

Balas, confeitos, doces,chocolates, sorvetes e outros

Frutas frescas ou salada de frutas

Sanduiches

Salgadinhos industrializados

Salgados de forno

5,4

16,9

21,7

22,3

Biscoitos ou bolachas salgadas ou doces

54,5

54,8 28,9 14,1

Salgados fritos

15,4

51,5

52,4 Leite ou bebida a base de leite

18,1 Bebidas açucaradas

25,1 Suco/refresco natural de frutas

Refrigerante

20,3

52,7

59,0

69,6

77,1

%

89,8

Gráfico 1 - Proporção de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por dependência administrativa da escola, segundo as opções de bebidas e produtos alimentícios vendidos na cantina - Brasil 2012

Pública

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Da oferta de bebidas e alimentos no ponto alternativo de venda, de acordo com o percentual de escolares expostos, destacaram-se, dentre os itens perguntados, como os que estão mais disponíveis: as guloseimas (balas, confeitos, doces, chocolates, sorvetes e outros) (33,2%), os salgados fritos (29,6%) e os salgadinhos industrializados (29,1%), todos considerados como alimentos não saudáveis. A exposição ao consumo, pelos escolares, de bebidas e alimentos no ponto alternativo de venda, por esfera administrativa, é apresentada no Gráfico 2, onde pode ser observado que, em vários itens, uma proporção maior de alunos das escolas da rede pública está exposta ao consumo de alimentos nesse ponto alternativo, com destaque para as guloseimas (balas, confeitos, doces, chocolates, sorvetes e outros) (34,9%), os salgados fritos (31,4%) e os salgadinhos industrializados (30,9%). Em relação, porém, a algumas bebidas e alimentos considerados mais saudáveis, a disponibilidade nos pontos alternativos é similar entre os escolares da rede privada e os da rede pública, respectivamente, como: sucos e refresco de fruta natural (15,8% e 15,0%) e leite ou bebidas à base de leite (9,2% e 8,7%). As frutas frescas figuram como o item menos disponibilizado, tanto na rede privada quanto na pública (aproximadamente 3,0% em ambas).


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

3,5

Frutas frescas ou salada de frutas

Sanduiches

Balas, confeitos, doces,chocolates, sorvetes e outros

Biscoitos ou bolachas salgadas ou doces

Salgadinhos industrializados

Salgados de forno

Salgados fritos

Leite ou bebida a base de leite

Bebidas açucaradas

Suco/refresco natural de frutas

Refrigerante

Privada

3,5

13,8

12,9

25,7

17,6

24,5

31,0 20,7

21,6 15,6

21,0 9,4

8,7

18,1

19,4

16,1

15,0

16,9

23,6

31,4

%

35,0

Gráfico 2 - Proporção de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por dependência administrativa da escola, segundo as opções de bebidas e produtos alimentícios vendidos no ponto alternativo de vendas - Brasil - 2012

Pública

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

A comparação dos resultados apresentados nos Gráficos 1 e 2 indica que muitas dessas diferenças encontradas, tanto entre a cantina e o ponto alternativo de venda, como entre a rede pública e a rede privada, guardam relação com as políticas de alimentação escolar implementadas no País2 e as legislações de controle, mais eficazes na rede pública e para as cantinas do que para os pontos alternativos de venda.

Estrutura para atividades físicas A atividade física também é objeto de várias políticas de promoção à vida saudável e tem na escola um importante ponto de apoio e disseminação. A PeNSE 2012 levantou a disponibilidade de alguns espaços e equipamentos destinados para a prática de esportes e atividade física. Dentre esses recursos, destaca-se a quadra de esportes, disponível para 79,4% dos escolares, sendo em uma proporção maior na rede privada (93,4%) do que na pública (76,4%). O pátio da escola é utilizado para a atividade física, com instrutor, para 52,2% dos escolares, numa proporção de 59,7% na rede privada e 50,6% na rede pública. A disponibilidade de vestiários em condições de uso para os alunos atinge 28,5% deles, sendo maior a cobertura dos estudantes das escolas privadas (66,8%) do que das públicas (20,5%) A pista de corrida e/ou atletismo é oferecida para apenas 1,9% dos estudantes, nas proporções de 5,9% na rede privada e de 1,0% na pública. A piscina também é pouco disponibilizada para os estudantes (6,7%), sendo muito diferenciada a oferta para os alunos da rede privada (35,3%) em relação à oferta para os da escola pública (0,7%).

2 Para informações complementares sobre o assunto, consultar o documento: BRASIL. Ministério da Saúde. Política nacional de alimentação e nutrição. 2. ed. rev. Brasília, DF, 2003. 48 p. (Série B. Textos básicos de saúde). Disponível em: <http://www4.planalto.gov.br/consea/documentos/saude-e-nutricao/politica-nacional-de-alimentacao-e-nutricao-pnan>. Acesso em: maio 2013.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Embora disponibilizando menor estrutura de apoio às atividades físicas, é a escola pública que mais oferece atividade esportiva aos alunos, fora do horário regular de funcionamento da escola. Cerca de 61,5% dos escolares da escola pública contam com esse recurso, contra 38,3% na escola privada. Ao considerar, porém, as atividades esportivas fora do horário regular de funcionamento da escola, oferecidas mediante pagamento, essa proporção se inverte, com a rede privada passando a disponibilizar esse recurso para 83,6% dos alunos, permanecendo a rede pública com praticamente o mesmo percentual (61,9%) (Tabela 1.3.6).

Outras características A maior parte dos adolescentes estuda em escolas que informaram possuir política sobre proibição do uso do tabaco (89,3%), não sendo significativa a diferença entre as esferas administrativas pública (90,3%) e privada (84,6%) (Tabela 1.4.1). Em relação às escolas onde o diretor ou responsável referiu conhecimento quanto ao consumo de cigarro, na escola, por professores, ou alunos, essas ocorrências atingiram os percentuais de 15,8% dos escolares, para o caso de consumo de cigarro por professores, e de 19,6% dos escolares, para esta ocorrência entre os alunos. Em ambas as situações, a diferença entre as esferas administrativas das escolas foi significativa, com proporções de 5,9% de escolares na rede privada e 17,8% na rede pública, para o caso de consumo de cigarro por professores, e de 3,3% e 22,9%, respectivamente, para o caso de consumo de cigarro por alunos. Essas proporções apresentaram variações importantes entre as Grandes Regiões. As Regiões que apresentaram as maiores proporções para o consumo de cigarro pelos professores foram Nordeste (23,3%) e Centro-Oeste (20,1%); para a ocorrência de consumo de cigarro pelos alunos, foram as Regiões Centro-Oeste (32,1%), Sul (20,7%) e Norte (20,6%) (Tabelas 1.4.2 e 1.4.3). A PeNSE 2012 também levantou informações quanto à situação de risco, em termos de violência, na região onde se encontra a escola. Esta informação foi obtida através do questionário do ambiente escolar, respondido pelo diretor ou responsável pela escola. Tendo em vista aqueles que informaram que a escola estava situada em área considerada como de risco para a violência, a maior parte do tempo ou todo o período, nos últimos 12 meses, 17,9% dos alunos do 9º ano do ensino fundamental estudavam em escolas consideradas em áreas de risco, nas proporções de 5,5% para a rede privada e de 20,4% para a rede pública (Tabela 1.4.4). Quanto às Grandes Regiões, apesar de não serem estatisticamente significativas as diferenças entre as proporções, elas oscilaram entre 27,8%, no Centro-Oeste, e 10,9%, no Sul. Diferenças significativas foram obtidas para as capitais, com proporções que variaram de tal forma que as maiores foram observadas em Belo Horizonte (46,2%), Maceió (45,9%) e Salvador (41,6%) e as menores proporções, em Cuiabá (8,2%), Rio Branco (10,9%) e Rio de Janeiro (11,0%).

Características da população de estudo Aspectos básicos A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012 estimou em 3 153 314 o número de escolares do 9º ano do ensino fundamental frequentando escola no País. Desse total, 1 508 703 (47,8%) são do sexo masculino e 1 644 612 (52,2%), do sexo feminino. Na análise por Grandes Regiões, observa-se que o Sudeste (44,3%) concentra o maior percentual estimado desses escolares. Em seguida, figuram Nordeste (25,3%), Sul (14,6%), Norte (8,0%) e, por último, Centro Oeste (7,9%). A população


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

estimada segundo a dependência administrativa da escola foi composta por 2 611 931 (82,8%) alunos que estudavam em escolas públicas e 541 384 (17,2%), em escolas privadas (Tabela 2.1.1). A estrutura etária3 observada entre os participantes da pesquisa revelou que 86,0% dos escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental tinham 13 a 15 anos de idade, segmento etário preconizado pela Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) como referência para os estudos de adolescentes escolares. Cabe ressaltar que 45,5% tinham 14 anos de idade. As estimativas de escolares no grupo de 13 a 15 anos de idade, por Grandes Regiões, somaram os seguintes percentuais: Sul (91,1%), Sudeste (89,%), Centro-Oeste (86,4%), Nordeste (79,9%) e Norte (76,7%). O maior percentual de escolares com idade igual ou inferior a 13 anos foi encontrado na Região Nordeste (1,7%). Nas Regiões Norte (22,3%) e Nordeste (18,4%), foram encontrados os maiores percentuais estimados para idade igual ou superior a 16 anos (Tabela 2.1.2). A distribuição estimada dos escolares segundo a cor ou raça, no País, mostra maiores proporções de pardos (42,2%) e brancos (36,8%). Nos demais grupos de cor ou raça, as proporções foram: 13,4% para pretos, 4,1% para amarelos e 3,5% para indígenas. Na distribuição por Grandes Regiões, tem-se os maiores percentuais de declaração da cor branca na Região Sul (57,8%), da cor parda na Região Norte (57,3%) e da cor preta na Região Sudeste (15,6%), embora seja Salvador, na Região Nordeste, a capital com o maior percentual de escolares que informaram a cor preta (32,7%) (Tabela 2.1.3).

Aspectos socioeconômicos Os fatores socioeconômicos exercem papel fundamental no desenvolvimento físico, psicológico e social das crianças e adolescentes. As desigualdades socioeconômicas são importantes determinantes sociais da saúde da população em geral e deste segmento especificamente. Isso porque, de fato, são as condições econômica, cultural, biológica e ambiental, nas quais os indivíduos e grupos familiares estão inseridos, que se constituem em fatores diferenciais da situação de saúde. Os estudos que enfatizam as desigualdades sociais e a saúde dos adolescentes são recentes e ainda carecem de medidas mais adequadas para este grupo etário, uma vez que é difícil obter informações de adolescentes sobre a posse de bens e serviços e de outros dados socioeconômicos, resultando em percentual elevado de respostas em branco ou incompletas, segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) (CURRIE et al., 2008a, 2008b). A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012 levantou alguns aspectos socioeconômicos dos escolares de modo a obter indicadores que estabeleçam diferenciais das condições de vida do público-alvo estudado. Neste sentido, investigou-se a escolaridade dos pais, o número de residentes no domicílio do estudante, o trabalho entre os escolares, o número de banheiros do domicílio, a posse de bens e a disponibilidade do serviço doméstico no domicílio do escolar.

3

A amostra não foi calculada para desagregar as informações por grupos etários.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Escolaridade dos pais A escolaridade dos pais, e em particular a da mãe, é considerada um importante fator de proteção para a saúde de crianças e adolescentes. A forte associação com as condições econômicas confere a essa variável a possibilidade de ser utilizada como uma importante proxy das condições socioeconômicas, assim como ocorre em diversos estudos estatísticos relativos às famílias. Na PeNSE 2012, foi analisada tanto a escolaridade materna, quanto a paterna. O percentual de escolares cujas mães não possuíam qualquer grau de ensino ou possuíam somente o ensino fundamental incompleto foi de 34,5% no País. Por outro lado, a proporção de escolares cujas mães tinham o nível superior completo foi de apenas 8,9%. A proporção de escolares cujas mães não possuíam qualquer grau de ensino ou possuíam somente o ensino fundamental incompleto foi mais elevada na Região Nordeste (45,0%) e menor na Região Sudeste (28,1%). As Regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram os maiores percentuais de escolares que informaram a escolaridade da mãe equivalente ao ensino superior completo (10,1% e 9,4%, respectivamente). Os alunos que não souberam informar a escolaridade materna totalizaram 18,4% (Tabela 2.2.1). Há que se ressaltar as percentagens mais elevadas de alunos de escolas privadas cujas mães tinham ensino médio completo ou superior completo. As diferenças são ainda marcantes quando se observam as frequências de escolares da rede pública cujas mães sequer completaram o ensino fundamental. O Gráfico 3 explicita as desigualdades educacionais das mães dos estudantes do 9º ano do ensino funamental, conforme a dependência administrativa da escola.

Privada

14,8 10,2

Não soube informar

Ensino superior completo

Ensino médio ou 2º grau completo

Ensino superior incompleto

3,2

4,8

7,0

6,2

Ensino médio ou 2º grau incompleto

Ensino fundamental ou1º grau completo

Ensino fundamental ou 1º grau incompleto

Sem instrução

0,9

4,9

8,4

9,1

9,7

17,8

19,2

25,2

28,7

29,9

Gráfico 3 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por dependência administrativa da escola, segundo o nível de instrução da mãe Brasil - 2012 %

Pública

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

O percentual de escolares cujos pais não tinham qualquer grau de ensino ou tinham somente o ensino fundamental incompleto foi de 35,7%, percentual um pouco mais elevado do que o materno. Por outro lado, a proporção de escolares cujo pai tinha o nível superior completo foi de apenas 8,0%. A proporção de escolares cujo pai não tinha qualquer grau de ensino ou tinha somente o ensino fundamental incompleto foi mais elevado na Região Nordeste (49,2%) e menor na Região Sudeste (26,9%). As Regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentaram os maiores percentuais de escolares que informaram ter pai com ensino superior completo (9,4% e 9%, respectivamente). Os alunos que não souberam informar a escolaridade paterna totalizaram 23,7% (Tabela 2.2.2). Com relação à escolaridade do pai, as diferenças entre alunos de escolas públicas e privadas também são acentuadas, sendo também maior a proporção de alunos de escolas privadas cujos pais ossuem graus de ensino mais elevados (Gráfico 4).

Privada

Não soube informar

Ensino superior completo

Ensino superior incompleto

Ensino médio ou 2º grau completo

2,5

4,0

7,6

14,2

19,4

24,6

27,0

23,5 5,4

Ensino médio ou 2º grau incompleto

5,1

8,6

Ensino fundamental ou1º grau completo

Ensino fundamental ou 1º grau incompleto

Sem instrução

2,0

5,4

10,1

13,6

27,0

Gráfico 4 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por dependência administrativa da escola, segundo o nível de instrução do pai Brasil - 2012 %

Pública

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Número de residentes no domicílio A PeNSE 2012 levantou o total de moradores que residiam no domicílio do escolar e mostrou que 50,8% dos estudantes viviam em domicílios que tinham 3 a 4 moradores, e 34,1%, em residências com 5 a 6 moradores (Tabela 2.2.3). A média de moradores, neste estudo, foi de 4,6 moradores, superior, portanto, aos dados obtidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2011, que apontou uma densidade domiciliar de 3,3 moradores para o conjunto da população do País.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Trabalho entre escolares A Constituição Federal do Brasil, em seu Art. 7º, inciso XXXIII, considera menor o trabalhador de 16 a 18 anos de idade (BRASIL, 2013). Ao menor de 16 anos é vedado qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz a partir de 14 anos, quando é admissível o contrato de aprendizagem, o qual deve ser feito por escrito e por prazo determinado, conforme dispõe o Art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT4. Na edição da PeNSE 2012, foi inserido o tema trabalho entre escolares, isto é, foi observado o percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que possuíam, ou não, algum trabalho, emprego ou negócio e que recebiam dinheiro, ou não, por desempenhar esta atividade. Os dados da pesquisa revelaram que 86,9% dos escolares responderam não trabalharam, 11,9% responderam trabalhar e receber dinheiro para desempenhar as atividades, e 1,2% responderam trabalhar sem remuneração. O maior percentual de escolares que responderam não trabalhar está na Região Sudeste (88,5%), mas são os Municípios das Capitais da Região Nordeste que concentram os maiores índices dos que informaram não trabalhar: Recife (92,3%), São Luís (91,9%) e João Pessoa (91,6%). Os dados também revelaram que o maior percentual de escolares que responderam trabalhar com remuneração está na Região Sul do País, aproximadamente 15,1%. O Município de Campo Grande, na Região Centro-Oeste do País, concentrou o maior percentual de estudantes que declararam trabalhar sem remuneração, com 2,4% (Tabela 2.2.4).

Gráfico 5 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que informaram ter algum trabalho, emprego ou negócio exercido atualmente, por grupos de idade, segundo as Grandes Regiões - 2012

24,5

Norte

Nordeste

13 anos ou menos

14 anos

19,9 12,8 9,9

9,9 7,5

11,9 14,4

16,2

19,4 15,2 11,3 7,8

11,0 8,1

21,2

22,6 17,7

22,1 17,3 11,2 Brasil

28,0

29,5

%

8,6

O Gráfico 5 mostra a evolução do percentual de menores que trabalharam, observando-se tendência de elevação conforme o aumento da idade. Dentre os estudantes com 13 anos ou menos de idade, 8,6% responderam ter algum trabalho, emprego ou negócio. A Região Sul apresentou as maiores proporções para este indicador, em relação às demais regiões do País, não só entre os estudantes com 13 anos ou menos de idade (11,9%), como também entre aqueles com 16 anos ou mais (29,5%).

Sudeste

15 anos

Sul

Centro-Oeste

16 anos ou mais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012. 4 A legislação recente sobre o trabalho admissível para as crianças e adolescentes no Brasil encontra-se incorporada nesta Consolidação, no Título III, Capítulo IV - Da proteção do trabalho do menor. Para informações complementares sobre o assunto, consultar: BRASIL. Decreto nº 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Diário Oficial [dos] Estados Unidos do Brasil, Poder Executivo, Rio de Janeiro, ano 82, n. 184, 9 ago. 1943. Seção 1, p. 11937. Com alterações posteriores. Disponível em: <http://www.presidencia.gov.br/legislacao>. Acesso em: maio 2013.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Posse de bens e serviços A PeNSE 2012 inseriu questões sobre a posse de bens no domicílio de residência do aluno, tais como: existência de computador (de mesa, ou netbook, laptop etc.), excluindo-se tablet e palm top, acesso à Internet e se alguém que morava com o adolescente tinha carro, entre outras questões. Também foi investigada a existência do serviço de empregado(a) doméstico(a) na residência do escolar. Os dados da pesquisa mostraram que 95,5% dos estudantes das escolas privadas e 59,8% dos alunos das escolas públicas do País declararam possuir algum tipo de computador (de mesa, netbook, laptop). Entretanto, 97,7% dos escolares que frequentavam o 9º ano do ensino fundamental das escolas privadas da Região Sul declararam possuir computadores no domicílio, a maior percentagem observada entre as regiões. Com relação ao acesso à Internet, 93,5% dos escolares da rede privada e 53,5% da rede pública do País responderam acessá-la em casa. As maiores proporções foram observadas na Região Sul (96,4%), para os estudantes de escolas privadas, e na Região Sudeste (66,0%), para aqueles das escolas públicas, entretanto, somente 40,9% dos estudantes de escolas públicas na Região Norte e 35,5% dos estudantes de escolas públicas na Região Nordeste declararam possuir computador no domicílio (Tabela 2.2.5). Perguntados sobre se alguém que morava no mesmo domicílio do estudante tinha carro, 80,3% dos alunos de escolas privadas e 44,0% dos estudantes de escolas públicas do País responderam afirmativamente. O maior percentual foi observado na Região Sul, tanto entre os estudantes da rede privada (93,1%), quanto entre os da rede pública (67,0%). Quando perguntados sobre a existência de banheiros com chuveiro dentro de casa, 95,7% dos escolares responderam possuir ao menos um nessas condições. As Regiões Sul (99,3%) e Norte (86,9%) apresentaram, respectivamente, o maior e o menor percentual de escolares que responderam possuir banheiro com chuveiro. Informaram não ter banheiros com chuveiro dentro de casa 4,3% dos escolares pesquisados. Desses, 5,1% eram alunos de escolas públicas e 0,2%, de escolas privadas. Os indicadores resultantes do tópico posse de bens demarcaram algumas desigualdades de acesso às tecnologias de informação e comunicação, bem como com relação à posse de um dos ícones de status socioeconômico na sociedade brasileira, que é o carro. Há diferenciais expressivos entre os estudantes de escolas públicas e privadas, sendo o acesso a esses bens menos comum entre os escolares do ensino público. Considerando o serviço de empregados domésticos remunerados, 27,3% dos alunos de escola privada e apenas 6,5% dos alunos de escola pública responderam ter em seus domicílios a existência desse serviço em cinco ou mais dias da semana. Esse percentual é maior entre os escolares da Região Norte, tanto da rede privada (40,4%), quanto da rede pública (9,0%) (Tabela 2.2.5). Segundo as Grandes Regiões, nota-se que no Norte e Nordeste do País a proporção de estudantes que referiram a posse de bens é preponderantemente menor do que nas demais regiões. No entanto, em relação à existência de empregado(a) doméstico(a), as proporções se invertem, isto é, as Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste revelaram menores proporções de estudantes que informaram este serviço cinco dias ou mais da semana no domicílio (Gráfico 6).


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

64,5

59,9

71,8

69,9

62,9

56,3

Nordeste

Sudeste

Banheiro(s) com chuveiro

Computador (de mesa, ou netbook, laptop, etc)

Carro

Empregado(a) doméstico(a) 5 ou mais dias da semana

Sul

10,2

10,0

9,4

10,7

12,1

31,1

42,9

44,5

41,5 31,3

46,0 10,1

Norte

Brasil

98,6

99,3 71,6

78,9

72,3

99,0

89,8

60,4 50,2

66,0

86,9

95,7

%

Gráfico 6 - Percentual de escolares frequentando o 9o ano do ensino fundamental que informaram possuir bens e/ou serviços no domicílio, por tipo de bens e/ou serviços, segundo as Grandes Regiões - 2012

Centro-Oeste

Acesso à Internet

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Contexto familiar A concepção e a estrutura familiar têm atravessado mudanças expressivas, por diversas razões, dentre as quais se destacam a redução da fecundidade, a mudança das composições e formatos de família, o crescimento dos divórcios e o aumento do percentual de famílias monoparentais. Há, também, o aumento dos conflitos entre pais e filhos e a mudança nas relações de poder em decorrência dos adolescentes assumirem papel mais ativo na tomada de decisões na família. Esta transição tende a ser mais fácil quando existe comunicação entre pais e filhos e compartilhamento de tempo e experiências (RODRÍGUEZ et al., 2005). Com o propósito de analisar o contexto familiar dos estudantes, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012 investigou os alunos do 9º ano do ensino fundamental e mediu indicadores como: presença dos pais ou responsáveis na residência, conhecimento dos pais ou responsáveis sobre o tempo livre dos filhos, falta às aulas sem o consentimento dos pais ou responsáveis, e presença dos pais ou responsáveis durante as refeições. Nesta edição da pesquisa, foram também acrescentadas variáveis relacionadas a questões como: verificação dos deveres (lições) de casa pelos pais ou responsáveis, entendimento dos pais ou responsáveis quanto aos problemas e preocupações dos filhos e atitude dos pais ou responsáveis no que diz respeito a mexer em algo pessoal dos filhos sem a sua concordância.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Utilizando dados da PeNSE 2009, alguns autores concluíram que residir com ambos os pais teve efeito protetor quanto aos hábitos de fumar, beber ou usar drogas. Além disso, a supervisão familiar também foi importante na prevenção desses hábitos. Práticas, tais como fazer pelo menos uma refeição com os pais ou responsáveis, na maioria dos dias da semana, e o fato de os pais ou responsáveis saberem o que os adolescentes faziam em seu tempo livre, mostraram-se de efeito protetor quanto a hábitos de risco (MALTA et al., 2011a; OLIVEIRA-CAMPOS et al., 2013). A PeNSE 2012 revelou que, considerando os dados do País, 62,1% dos escolares responderam morar em lares com a presença de pai e mãe; 28,5% informaram morar só com a mãe; e 4,0%, só com o pai. Os que responderam não morar nem com a mãe nem com o pai totalizaram 5,4%. Na análise por Grandes Regiões, observa-se que as Regiões Nordeste (66,3%) e Sul (65,8%) apresentaram os maiores percentuais de escolares morando com a mãe e o pai. As Regiões Sudeste (31,5%), Centro-Oeste (31,1%) e Norte (28,0%) concentraram os maiores percentuais de escolares morando apenas com a mãe. A Região Norte apresentou não só as maiores proporções de escolares morando só com o pai (5,3%), como também de escolares que não moravam nem com a mãe nem com o pai (9,2%), valores estes maiores do que a média nacional (Tabela 2.3.1).

Conhecimento dos pais ou responsáveis acerca do tempo livre dos escolares A comunicação constitui-se como um importante pilar de sustentação no contexto familiar, atuando como um importante fator de proteção no período da adolescência. A facilidade de comunicação com os pais reduz os riscos de comportamentos inadequados e depressão. Adolescentes com facilidade de comunicação com as suas mães foram mais propensos a demonstrarem excelente ou boa autopercepção do estado de saúde e menos propensos a serem, em idade precoce, sexualmente ativos, fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas, conforme a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) (CURRIE et al., 2008a). Os resultados da PeNSE 2012 revelaram que 58,5% dos escolares do País declararam que os pais ou responsáveis sabiam o que eles faziam em seu tempo livre nos últimos 30 dias. As Regiões Centro-Oeste (60,1%), Sul (60,0%) e Sudeste (59,2%) apresentaram os maiores valores. A proporção dos escolares do sexo feminino que declararam que os pais ou responsáveis estavam informados sobre suas atividades no tempo livre foi de 62,1%, enquanto para os escolares do sexo masculino o percentual foi de 54,5% (Tabela 2.3.2). Este indicador apresentou variação conforme a dependência administrativa da escola, estando os pais ou responsáveis dos estudantes das escolas privadas mais informados sobre o uso do tempo livre dos filhos (68,6%) que os pais ou responsáveis dos alunos das escolas públicas, cuja proporção foi de 56,3% (Gráfico 7).


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Gráfico 7 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, cujo(s) responsável(is) sabia(m) o que o escolar fazia durante o tempo livre, nos últimos 30 dias, por dependência administrativa da escola, segundo as Grandes Regiões - 2012

Brasil

Norte Privada

Nordeste

Sudeste

Sul

58,8

58,4

67,5

72,8 56,3

69,5 55,6

65,7 52,8

56,3

65,1

68,6

%

Centro-Oeste

Pública

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Falta às aulas sem permissão dos pais ou responsáveis Outro importante fator de proteção à conduta de risco para a saúde (uso de tabaco, álcool e outras drogas ilícitas e violência) dos adolescentes é o fato de ocorrer acompanhamento, pelos pais, das atividades dos filhos. O interesse dos pais pela vida cotidiana dos filhos, dos lugares que frequentam e se faltam às aulas sem sua autorização, diminui o envolvimento dos filhos em situações de violência e acidentes. A PeNSE 2009, com dados que retrataram exclusivamente os Municípios das Capitais e o Distrito Federal, revelou que 18,5% dos estudantes relataram faltar à escola sem o consentimento dos pais ou responsáveis. Os dados da PeNSE 2012, por sua vez, mostraram que o percentual de escolares do 9º ano do ensino fundamental que faltaram às aulas, nos 30 dias anteriores à pesquisa, sem permissão dos pais ou responsáveis, foi de 25,8%. No conjunto das capitais esta proporção foi de 26,0%, maior, portanto, do que o resultado obtido em 2009. A pesquisa revelou ainda que a proporção dos escolares do sexo masculino que declararam faltar às aulas sem autorização dos pais ou responsáveis foi de 28,0%, enquanto a do sexo feminino foi de 23,8%. Os estudantes de escolas públicas são os que mais faltaram às aulas sem autorização dos pais ou responsáveis 28,2%, versus 14,4% dos alunos das escolas privadas. A Região Sudeste (30,3%) registrou o percentual mais elevado, enquanto a Região Nordeste (19,1%) obteve o menor percentual de escolares que faltaram às aulas sem autorização dos pais ou responsáveis. Os Municípios das Capitais com as maiores frequências foram Cuiabá (33,2%), São Paulo (30,9%) e Campo Grande (27,4%), enquanto as menores frequências foram observadas em Aracaju (16,1%), Teresina (17,4%) e Maceió (18,6%) (Tabela 2.3.3)


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Brasil

Privada

Nordeste

Sudeste

Sul

29,6 15,3

26,4 13,0

14,7

20,1

34,6 Norte

13,8

22,9

15,2

14,4

28,2

%

Gráfico 8 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que faltaram às aulas ou à escola, nos últimos 30 dias, sem permissão dos pais ou responsáveis, por dependência administrativa da escola, segundo as Grandes Regiões - 2012

Centro-Oeste

Pública

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Presença dos pais ou responsáveis durante as refeições A importância da relação positiva entre pais e filhos tem sido registrada como importante fator na redução de riscos. Os hábitos de conversar, passear e realizar as refeições em família são comportamentos que têm se mostrado como fator protetor para os adolescentes em relação a condutas de risco (CURRIE et al., 2008b). Os resultados da PeNSE 2012 mostraram que 66,4% dos escolares faziam cinco ou mais refeições na semana com a presença dos pais ou responsáveis. Na Região Sul, foi observado o maior percentual (71,1%) e, na Região Sudeste, o menor (64,6%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as respostas desagregadas por sexo ou por dependência administrativa da escola. Com relação aos Municípios das Capitais, a maior proporção foi observada em Florianópolis (71,5%) e a menor, em Salvador (47%) (Tabela 2.3.4).

Verificação dos deveres de casa pelos pais ou responsáveis Alguns autores consideram que o acompanhamento dos deveres de casa é visto como uma forma positiva de filhos e pais interagirem e estes acompanharem o desenvolvimento dos filhos na escola (CARVALHO, 2004; RAMIRES, 2004). O conhecimento dos pais sobre os fatos da vida dos filhos previne ou minora os riscos aos adolescentes, à medida que as atividades destes estão supervisionadas (RODRÍGUEZ et al., 2005). O hábito dos pais ou responsáveis verificarem se foram feitos os deveres de casa dos escolares também foi investigado na PeNSE 2012. Do total de escolares, 32,3% responderam que seus pais ou responsáveis acompanharam seus deveres de casa, sendo observado maior percentual entre os estudantes das escolas públicas (33,4%) versus 26,8% das escolas privadas. Na análise por Grandes Regiões, verificou-se na Região


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Nordeste (37,7%) o percentual mais elevado e, na Sudeste (29,9%), o menor. Com relação aos Municípios das Capitais, São Luís (35,3%) registrou o maior percentual de alunos com acompanhamento dos deveres pelos pais ou responsáveis. Entre os meninos, 33,5% informaram que, nos 30 dias anteriores à pesquisa, os pais ou responsáveis verificaram se os deveres de casa foram feitos. Entre as meninas, este percentual foi de 31,1%. (Tabela 2.3.5).

Entendimento dos pais ou responsáveis quanto aos problemas e preocupações dos filhos Os laços afetivos familiares asseguram apoio psicológico e social, dando melhores condições para que os filhos enfrentem as dificuldades causadas pelo cotidiano. Esses laços ajudam no desenvolvimento de habilidades e competências sociais, favorecendo o relacionamento em casa e na escola (POLONIA; DESSEN, 2005). A PeNSE 2012 verificou com que frequência, nos últimos 30 dias, os pais ou responsáveis entenderam os problemas e preocupações dos filhos. Dos escolares pesquisados, 45,8% responderam que os pais ou responsáveis se preocupavam com os seus problemas e preocupações. Os escolares do sexo masculino (47,2%), tiveram mais atenção dos pais ou responsáveis do que as meninas (44,6%). As Regiões Sudeste (46,8%) e Nordeste (46,4%) registraram os maiores percentuais neste indicador, enquanto a Centro-Oeste (43,4%), o menor. O Município do Rio de Janeiro foi a capital onde este indicador apresentou a proporção mais elevada, 47,8% (Tabela 2.3.6).

Hábitos alimentares O hábito alimentar é formado de modo gradual ao longo da vida, ocorrendo principalmente durante a primeira infância (BRASIL, 2005b). Hábitos inadequados na infância e na adolescência podem ser fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis na idade adulta (ANDING et al., 1996). Os aprendizados e costumes adquiridos no período da infância e adolescência repercutem sobre o comportamento alimentar, a percepção da autoimagem, a saúde individual, os valores, as preferências e o desenvolvimento psicossocial (OLIVEIRA; SOARES, 2002). Diversos estudos têm demonstrado hábitos alimentares pouco saudáveis entre os adolescentes, principalmente entre os que pertencem às classes econômicas mais favorecidas, (NUNES; FIGUEIROA; ALVES, 2007; LEVY et al., 2010). Este grupo etário consome alimentos usualmente ricos em gorduras, açúcares e sódio, contando apenas com uma pequena participação de frutas e hortaliças (TORAL; CONTI; SLATER, 2009). Entre os adolescentes provenientes de famílias menos favorecidas, o consumo de alimentos como o arroz e o feijão são mais frequentes (SANTOS et al., 2005; VEIGA; SICHIERI, 2006). Ainda no que se refere ao padrão de consumo alimentar dos adolescentes, estudos internacionais confirmam as linhas gerais sobre o tema apontadas pela Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO), a qual preconiza que é importante desenvolver hábitos de alimentação saudável entre crianças e adolescentes para sua manutenção na vida adulta e consequente redução de risco de doenças crônicas e obesidade (CURRIE et al., 2012). Dentre os hábitos considerados saudáveis, destacase o consumo de frutas e hortaliças como potencial fator de proteção para excesso de peso, doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 (CURRIE et al., 2012).


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2009, realizada com os alunos do 9º ano do ensino fundamental, com recorte geográfico para o conjunto dos Municípios das Capitais e Distrito Federal, demonstraram que a maioria dos estudantes consumia regularmente feijão (62,6%), leite (53,6%) e guloseimas (doces, balas, chocolates, chicletes, bombons ou pirulitos) (50,9%). Por se tratar de assunto que requer atenção especial, a PeNSE 2012 também identificou a frequência semanal5 de consumo de alimentos considerados como marcadores de alimentação saudável (feijão, hortaliças cruas ou cozidas6, hortaliças cruas7, hortaliças cozidas8, frutas e leite) e de alimentação não saudável (frituras, embutidos, biscoitos salgados e doces, salgados fritos, salgados de pacotes, guloseimas9 e refrigerantes), em cinco dias ou mais na semana.

Consumo de alimentos marcadores de alimentação saudável Os marcadores de alimentação saudável foram verificados conforme a frequência semanal de consumo. No que se refere à frequência de cinco dias ou mais na semana anterior à da pesquisa, os dados da PeNSE 2012 apontaram que 69,9% dos escolares consumiram feijão; 43,4%, hortaliças10; 30,2%, frutas frescas; e 51,5%, leite (Tabela 2.4.1 e 2.4.3). A menor proporção de escolares que consumiram feijão foi obtida na Região Norte (41,4%). Quanto ao consumo de hortaliças, também considerando a mesma frequência semanal, os escolares da Região Centro-Oeste apresentaram o mais elevado percentual (51,2%). O consumo de frutas frescas foi referido por 26,7% dos estudantes da Região Norte; 28,4%, do Sul; 28,9%, do Nordeste, 31,7%, do Sudeste; e 32,9%, do Centro-Oeste. O consumo de leite entre os escolares da Região Nordeste (39,9%) foi menor em relação àquele referido por estudantes das demais Regiões (Tabela 2.4.1 e 2.4.3)

Consumo de alimentos marcadores de alimentação não saudável O consumo de guloseimas (doces, balas, chocolates, chicletes, bombons ou pirulitos) em cinco dias ou mais na semana foi referido por 41,3% dos escolares. Em conjunto com o consumo de biscoitos salgados (35,1%) e de refrigerantes (33,2%), estes foram os marcadores de alimentação não saudável mais referidos pelos escolares, reafirmando as conclusões já observadas na PeNSE 2009 acerca do padrão regular e elevado de consumo de alimentos não saudáveis por parcela significativa dos estudantes brasileiros (Tabelas 2.4.1 e 2.4.3). O Gráfico 9 mostra a variabilidade na frequência semanal de consumo dos alimentos marcadores de alimentação saudável e não saudável.

5

Os resultados obtidos para os sete últimos dias antes da pesquisa foram considerados como frequência semanal.

6

Hortaliças cruas ou cozidas: abóbora, alface, brócolis, chuchu, couve, espinafre, tomate etc., exceto batata e aipim (mandioca/macaxeira). 7

Hortaliças cruas: alface, cebola, cenoura, pepino e tomate.

8

Hortaliças cozidas:, abóbora, brócolis, cenoura, chuchu, couve, espinafre, etc., exceto batata e aipim (mandioca/macaxeira).

9

Guloseimas: balas, bombons, chicletes, chocolates, doces, ou pirulitos.

10

Na Tabela 2.4.1, o percentual de hortaliças corresponde ao indicador calculado, considerando as respostas obtidas para as três perguntas existentes no questionário, referentes ao consumo de hortaliças em geral, cruas ou cozidas.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Gráfico 9 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por consumo alimentar na última semana, segundo o alimento consumido Brasil - 2012 Feijão

6,6

4,6 5,3

Frutas frescas

69,9

14,6

19,7

13,0

13,7

Hortaliças cozidas

Biscoitos doces

14,5

Biscoitos salgados

14,2

Embutidos

9,0

7,8

7,4

16,9 14,3

13,8

13,9

15,0

Salgado de pacote Salgados fritos

Nenhum dia

12,4 15,0

39,7

9,8

21,0

1 dia

2 dias

9,3

5,6

7,0

5,7

13,5

26,6 51,5

12,6

8,7

13,3

32,5

9,4

35,1

17,6 11,4

12,6

8,3 13,4

6,8

33,2 12,9

17,3

3 dias

14,7

41,3 9,5

20,3

26,0

34,8 13,9

22,7 15,1

30,2

8,4

11,6

14,8

25,7 11,6

11,2

15,0

18,7

9,0

20,3

30,0

Leite

11,9

12,2

37,4

Hortaliças cruas

Refrigerante

6,6

21,3

Hortaliças

Guloseimas

6,9

8,8 13,0

4 dias

5,3 6,8

13,0 15,8

5 dias ou mais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Hábito de tomar café da manhã Quanto ao hábito de tomar café da manhã, alguns estudos mais recentes o associam a um maior consumo de micronutrientes e a hábitos alimentares mais adequados, os quais incluem o consumo de frutas e hortaliças e menor consumo de refrigerantes (AFFENITO, 2007; UTTER et al., 2007; TIMLIN et al., 2008; HAUG et al., 2009). Na edição de 2012, a PeNSE incorporou o quesito sobre o hábito de tomar café da manhã e os resultados apontaram que 61,9% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental costumavam ter esta prática cinco dias ou mais na semana, sendo esta mais elevada entre os meninos (69,5%) e entre os alunos de escolas públicas (63,1%). Este comportamento foi mais frequentemente observado nas Regiões Nordeste (71,2%) e Norte (70,2%) (Tabela 2.4.8).

Hábito de comer assistindo à TV Estudos com adolescentes apontam que o tempo de exposição à televisão está associado a distúrbios alimentares. No que diz respeito ao hábito de comer enquanto assiste televisão, estudo realizado na Espanha, durante o ano acadêmico de 2004-2005, com 1 165 estudantes nas idades de 14 a 16 anos, apontou que os adolescentes que apresentavam distúrbios alimentares foram os que estavam expostos por mais tempo à televisão (CALADO et al., 2010). Os resultados da PeNSE 2012 mostraram que o percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que costumavam comer enquanto assistiam à TV ou estudavam foi de aproximadamente 64,0%, não havendo diferença relevante por sexo e dependência administrativa da escola. A Região Sudeste (67,9%) apresentou a maior proporção desse hábito entre os adolescentes (Tabela 2.4.11).

%


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Alimentação na escola A quase totalidade (98,0%) dos estudantes de escolas públicas no País respondeu que a escola oferece comida. Além disso, esse padrão se mantém de modo semelhante nas Grandes Regiões brasileiras. Os resultados da PeNSE 2012 demonstram que o percentual de estudantes que referiram a oferta de alimentação pelas escolas privadas foi significativamente menor, 41,4%, entretanto, o hábito11 de consumir a comida entre os escolares não foi elevado, sendo de 22,8% entre aqueles que estudavam em escolas públicas e de apenas 11,9% para os alunos das escolas privadas. Os escolares do sexo masculino foram mais frequentes em responder afirmativamente ao hábito de comer a comida oferecida pela escola do que os do sexo feminino: 18,2% e 13,9%, respectivamente. Os escolares da Região Centro-Oeste foram os que mais referiram consumir a comida oferecida pela escola (20,2%), enquanto a menor proporção, 10,7%, foi observada na Região Sul (Tabela 2.4.9).

Prática de atividade física Estudos enfatizam como sendo importante a construção do hábito da prática de atividade física desde a infância (SEABRA et al., 2008). Estimular esta prática em crianças e adolescentes é importante para uma vida adulta mais ativa. É recomendado que nesta faixa etária os jovens pratiquem pelo menos uma hora (60 minutos) de atividade física moderada a vigorosa diariamente, ou 300 minutos de atividade física acumulados por semana, segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) (CURRIE et al., 2008a). Estudo recente, usando dados de mais de 100 países, mostrou que apenas 20,0% dos adolescentes de 13 a 15 anos de idade realizam atividade física diária com duração de uma hora ou mais, sendo este percentual maior entre os meninos (CURRIE et al., 2008a; HALLAL et al., 2010). A pouca atividade física é um importante fator predisponente à obesidade, uma vez que esta resulta do desequilíbrio entre a ingestão e o gasto energético (CASTANHEIRA; OLINTO; GIGANTE, 2003). A escola é um espaço privilegiado de difusão de informação para crianças e jovens sobre a importância da prática de atividade física para promoção de uma vida com mais saúde, desenvolvendo o interesse dos alunos pelas atividades, esportes e exercícios abordados nas aulas de Educação Física. Em 2012, buscando a comparabilidade com dados internacionais, o módulo do questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE aplicado aos estudantes do 9º ano do ensino fundamental foi modificado em relação à edição anterior, e, a partir dos resultados obtidos, foram considerados ativos aqueles escolares que acumularam 300 minutos ou mais de atividade física por semana. Foram classificados como insuficientemente ativos aqueles que tiveram 1 a 299 minutos de atividades física por semana, os quais foram subdivididos em dois grupos: os que praticaram 1 a 149 minutos, e os que praticaram 150 a 299 minutos. Foram considerados inativos os estudantes que não praticaram atividade física no período.

11

Considerou-se como hábito de consumir comida na escola a ingestão de merenda/almoço em pelo menos três dias da semana.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Nesta edição, os ativos foram calculados por dois diferentes indicadores: atividade física acumulada e atividade física globalmente estimada.

Atividade física acumulada Este indicador foi obtido somando-se os tempos de atividade física acumulada, nos últimos sete dias, investigados em seis questões, que tratam de três diferentes domínios: deslocamento para a escola, aulas de Educação Física na escola, e outras atividades físicas extraescolares. Usando este indicador de tempo de atividade física acumulada nos três domínios, a análise dos dados da PeNSE 2012 apontou que 30,1% dos escolares eram ativos, ou seja, praticaram 300 minutos ou mais de atividade física por semana. A maioria dos adolescentes, 63,1%, foi classificada como insuficientemente ativa e 6,8%, como inativa. As porcentagens de estudantes considerados ativos, observadas entre as Grandes Regiões, variaram de 36,3%, na Região Sul, a 25,2%, na Região Nordeste (Gráfico 10). No que se refere à prática de atividade física entre os meninos e as meninas e entre os que frequentavam escolas públicas ou privadas, houve relevante diferença. O percentual de escolares que informaram a prática, por 300 minutos ou mais, de atividade física acumulada nos últimos sete dias antes da pesquisa foi de 39,1%, para o sexo masculino, e de 21,8%, para o sexo feminino. Entre os adolescentes que estudam em escolas públicas, a proporção de atividade física acumulada igual ou superior a 300 minutos foi de 34,7%; entre os alunos das escolas privadas, 29,1% (Tabela 2.5.2).

Gráfico 10 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por duração semanal de atividade física acumulada, segundo as Grandes Regiões - 2012 Centro-Oeste

Sul

Sudeste

Nordeste

5,8

35,5

3,4

25,8

32,8

5,9

27,5

38,0

10,5

Norte

7,1

Brasil

6,8

32,9

36,3

25,6

42,2

40,0

38,3

30,5

22,1

25,2

23,5

29,4

24,9

30,1 %

Inativo

1 a 149 min

150 a 299 min

300 min ou mais

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Atividade física globalmente estimada Este indicador, introduzido para comparação internacional, foi resultado de uma única questão, que investigava a realização de atividade física por pelo menos uma hora por dia. Este indicador foi apresentado como tempo de atividade física globalmente estimado. Os resultados da PeNSE 2012 mostraram que 20,2% dos escolares praticavam uma hora de atividade física em pelo menos cinco dias por semana, sendo 27,9%, para os estudantes do sexo masculino, e 13,1%, para os do sexo feminino. Os estudantes das escolas privadas obtiveram porcentagem de 22,0%, enquanto 19,8% foi a proporção para aqueles das escolas públicas (Tabela 2.5.6). Este indicador também demonstrou diferenças importantes quanto à prática de atividade física entre meninos e meninas e por dependência administrativa da escola.

Aulas de Educação Física na escola A escola é um espaço privilegiado para a prática de atividade física de crianças e jovens. Além disso, é um espaço importante para a promoção de saúde, desenvolvendo o interesse dos alunos pelas atividades, esportes e exercícios. A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) determina a obrigatoriedade da prática de aulas de Educação Física nas escolas (BRASIL, 1996). Este incentivo é fundamental para que a prática de esportes se consolide como hábito saudável desde a adolescência. O Gráfico 11 mostra o percentual de escolares por frequência semanal de aulas de Educação Física nos últimos sete dias antes da pesquisa, segundo as Grandes Regiões.

Gráfico 11 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por frequência semanal de aulas de educação física na escola, segundo as Grandes Regiões - 2012 1,9 2,6 17,5

Centro-Oeste

35,8

34,5

7,7 2,9 2,2

Sul

8,3

21,9

40,6

24,1 1,9 2,9

Sudeste

15,0

51,0

25,6

3,7 1,3 2,7

28,1

Nordeste

44,6

20,3

3,0 1,7 3,0

Norte

24,7

40,3

27,5

2,8 1,9 2,7

Brasil

18,3

43,1

27,3

6,7 %

Nenhum dia

1 dia

2 dias

3 dias

4 dias

5 a 7 dias

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

As proporções de adolescentes por frequência de aulas de Educação Física na semana anterior à entrevista foram de 18,3%, para aqueles que não frequentaram nenhuma aula, e 38,6%, para os que frequentaram dois dias ou mais (Tabela 2.5.3). Entre os meninos, a proporção dos que informaram dois dias ou mais de aulas de Educação Física foi de 40,6%; entre as meninas, 36,8%. As porcentagens observadas entre os alunos das redes privada e pública foram, respectivamente, 30,5% e 40,3%. É importante destacar que essas diferenças por sexo e dependência administrativa da escola não foram estatisticamente significativas. A mesma característica, analisada por Grandes Regiões, apresentou os maiores percentuais na Região Sul (69,7%) e os menores, na Região Nordeste (27,3%) (Tabela 2.5.4).

Hábito sedentário: tempo assistindo TV Um importante indicador de sedentarismo é o hábito de assistir televisão (SCHOENBORN, 2004). A OMS recomenda que crianças não devem estar mais que uma ou duas horas em frente à TV e video game diariamente. O tempo em frente à TV também está associado ao consumo de alimentos calóricos, refrigerantes e baixo consumo de frutas e vegetais, além de pouco gasto de energia (CURRIE et al., 2008a). Dados da Pesquisa de Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar (Health Behaviour in School-Aged Children - HBSC), realizada no período de 2009 a 2010, em mais de 40 países da Europa e América do Norte apontaram que 56,0% dos alunos com 11 anos de idade relataram o hábito de assistir duas horas ou mais de televisão por dia, e que entre os alunos de 13 anos e 15 anos de idade esses percentuais foram de 65,0% e 63,0%, respectivamente (CURRIE et al., 2012). Os motivos pelos quais as crianças e adolescentes têm sido menos ativos passam pelo aumento do tempo frente à TV, Internet e video game, reduções de aulas de Educação Física nas escolas e de opções de lazer ativo, em função da violência e da mobilidade urbanas, assim como pelo aumento da frota automobilística e a preocupação dos pais com a segurança (RODRÍGUEZ, 2005). Na PeNSE 2009, no conjunto dos Municípios das Capitais e Distrito Federal, 79,4% dos adolescentes informaram assistir a duas horas ou mais diárias de televisão. Este indicador permaneceu praticamente inalterado na PeNSE 2012, 78,6%. No País, em 2012, o hábito de assistir a duas horas ou mais de televisão, num dia de semana comum, foi relatado por 78,0% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental. Entre os escolares do sexo feminino, 79,2% mencionou este hábito, enquanto para os do sexo masculino esta proporção foi de 76,7%. Os percentuais observados entre os adolescentes das escolas privada e pública foram 77,5% e 78,2%, respectivamente. A Região Sudeste apresentou a maior frequência do hábito de assistir a duas horas ou mais diárias de televisão (80,2%) (Tabela 2.5.5).


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Cigarro, álcool e outras drogas Cigarro e outros produtos do tabaco O tabaco é um dos determinantes mais importantes para o desencadeamento das doenças crônicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO), o tabaco é líder nas causas de mortes preveníveis no mundo. Além disso, o início do tabagismo em idade precoce está associado ao aumento da chance de uso de outras substâncias, como álcool e drogas ilícitas. Assim, um ponto-chave na saúde pública é prevenir, ou pelo menos retardar, a iniciação deste hábito (WHO, 2008). A experimentação de cigarro geralmente ocorre na adolescência. A maioria dos adultos fumantes já eram tabagistas aos 18 anos, segundo a OMS (CURRIE et al., 2012). A adoção de comportamentos prejudiciais à saúde é influenciada por uma série de fatores e, dentre os principais, está o exemplo vindo da família. Vários estudos têm apontado hábitos familiares como um importante fator de risco ou de proteção para o consumo de tabaco. Isso se deve ao fato desse consumo ser apreendido, predominantemente, a partir de interações estabelecidas entre os jovens e seus contextos próximos de socialização, como a família, a escola e o grupo de amigos (PAIVA; RONZANI, 2009). Os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012, realizada com os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, mostraram que a experimentação do cigarro foi de 19,6%, sendo a maior frequência de experimentação observada na Região Sul (28,6%) e a menor, na Região Nordeste (14,9%). Entre os Municípios das Capitais, Campo Grande apresentou a maior proporção (37,1%) de escolares que já fizeram uso do cigarro alguma vez na vida, seguido de Curitiba (31,7%). Não houve diferença significativa na distribuição por sexo. Em relação à dependência administrativa da escola, a frequência de experimentação foi maior entre os estudantes das escolas públicas (20,8%) do que das escolas privadas (13,8%) (Tabela 2.6.1). Na PeNSE 2012, a população de escolares com 15 anos que experimentaram cigarro em idade igual ou inferior aos 13 anos foi de 15,4%. Conforme a Pesquisa de Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar (Health Behaviour in School-Aged Children - HBSC), da OMS, para países da Europa e América do Norte, os adolescentes com 15 anos que experimentaram cigarro com idade igual ou inferior a 13 anos foi de 24,0% (CURRIE et al., 2012). Os dados da PeNSE para as capitais brasileiras mostraram que o número de escolares que experimentaram cigarro alguma vez na vida reduziu de 24,2%, em 2009, para 22,3%, em 2012 (Tabela 2.6.1). O uso atual de cigarros foi medido pelo consumo feito nos últimos 30 dias, independentemente da frequência ou intensidade do consumo. A partir deste recorte temporal, constatou-se que 5,1% dos escolares haviam fumado cigarro. As Regiões Sul (7,6%) e Centro-Oeste (6,4%) apresentaram os maiores percentuais de escolares fumantes e as Regiões Nordeste (2,9%) e Norte (3,8%), os menores percentuais. Os Municípios das Capitais com as maiores proporções de escolares fumantes no período foram Campo Grande, com 12,4%, e Florianópolis, com 9,7%, enquanto Salvador e Aracaju registraram as menores frequências: respectivamente, 3,2% e 3,4% (Tabela 2.6.3). Ao comparar os dados das pesquisas de 2009 e 2012, verifica-se que o percentual de escolares que fizeram uso de cigarros nos últimos 30 dias manteve-se estável, em torno de 6,0%.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

A PeNSE 2012 perguntou também sobre o uso, nos últimos 30 dias, de outros produtos de tabaco: cigarro de palha ou enrolados a mão, charuto, cachimbo, cigarilha, cigarro indiano ou bali, narguilé, rapé e fumo de mascar. No Brasil, 4,8% dos escolares consumiram outros produtos de tabaco. Nas Regiões Sul (7,9%) e Centro-Oeste (7,1%), estão as maiores proporções de escolares que consumiram esses produtos de tabaco. Nas Regiões Sudeste, Norte e Nordeste, o consumo de outros produtos de tabaco pelos escolares foi de 5,8%, 2,2% e 1,6%, respectivamente. Esse consumo se deu em maiores proporções pelos estudantes do sexo masculino (5,4%) do que entre os do sexo feminino (4,3%) e não apresentou diferença entre os estudantes das escolas públicas (4,9%) e das escolas privadas (4,5%) (Tabela 2.6.2). No Brasil, 59,9% dos escolares declararam que estiveram na presença de fumantes na semana anterior à pesquisa. A Região Nordeste (62,0%) apresentou o maior percentual de escolares que estiveram na presença de pessoas que faziam uso de cigarro e, entre os Municípios das Capitais, São Luís (49,6%) correspondeu ao menor percentual, enquanto Porto Alegre (63,7%), ao maior. A proporção de meninas (62,4%) que referiram a presença de fumantes foi maior do que a dos meninos (57,3%). Com relação à dependência administrativa da escola, 61,5% dos estudantes de escolas públicas estiveram na presença de pessoas que fumam, contra 52,3% dos escolares da rede privada (Tabela 2.6.4). Segundo a PeNSE 2012, 29,8% dos escolares brasileiros que frequentavam o 9º ano do ensino fundamental informaram que pelo menos um dos responsáveis era fumante. No Município de Porto Alegre, esta proporção alcançou 40,9% e, em Florianópolis, 34,9%. Os percentuais de escolares do sexo masculino (28,3%) e do feminino (31,2%) que referiram ter pelo menos um dos responsáveis fumante é praticamente a mesma. Nas escolas públicas, 32,2% declararam pais ou responsáveis fumantes, e na rede privada, 18,4% (Tabela 2.6.5). A PeNSE 2012 investigou a percepção dos escolares sobre qual seria a reação de sua família caso soubessem que eles eram fumantes. Os dados mostraram que aproximadamente 91,7% dos escolares no Brasil declararam que sua família se importaria muito caso soubesse que eles fumavam. Foram constatadas variações entre a percepção dos estudantes de escolas públicas (91,1%) e de escolas privadas (94,8%). Entre escolares do sexo masculino (91,4%) e do feminino (92,1%), a diferença não foi significativa (Tabela 2.6.6). Dentre os escolares que fumaram nos 12 meses anteriores à entrevista, 65,4% tentaram parar de fumar. A iniciativa de tentar parar de fumar não apresentou grandes diferenças entre os escolares dos sexos masculino, 65,2%, e feminino, 65,5%, nem entre os estudantes de escolas públicas (66,0%) e da rede privada (61,5%) (Tabela 2.6.7).

Álcool O consumo de bebida alcólica é um dos principais fatores de risco para a saúde no mundo e está envolvido em mais de 60 diferentes causas de problemas de saúde, constituindo uma importante questão para os indivíduos e sociedades (PATTON et al., 2009; RHEM et al., 2009). O álcool pode alterar o desenvolvimento do cérebro nos adolescentes, influenciando o desenvolvimento cognitivo, emocional e social (TAPERT et al., 2004). O uso precoce do álcool está associado a problemas de saúde na idade adulta, além de aumentar significativamente o risco de se tornar consumidor em excesso ao longo da vida (STRAUCH et al., 2009; MCCAMBRIDGE; MCALANEY; ROWE, 2011). O consumo excessivo de bebida alcoólica na adolescência está associado a insucesso


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

escolar, acidentes, violências e outros comportamentos de risco, como tabagismo, uso de drogas ilícitas e sexo desprotegido, segundo a OMS (PECHANSKY; SZOBOT; SCIVOLETTO, 2004; ANDRADE et al., 2012; CURRIE et al., 2012).

Experimentação precoce de bebidas alcoólicas A experimentação da bebida alcoólica foi avaliada na PeNSE, tanto em 2009 como em 2012, com a pergunta Alguma vez na vida, você já experimentou bebida alcoólica? Em 2012, esse indicador correspondeu a 70,5% para o conjunto dos Municípios das Capitais, mantendo-se estável em relação a 2009 (71,4%). Os dados da PeNSE 2012, para o País, mostraram que 66,6% dos escolares já haviam testado a bebida alcoólica, sendo esse indicador maior nas Regiões Sul (76,9%) e Centro-Oeste (69,8%) e menor nas Regiões Norte (58,5%) e Nordeste (59,6%) (Tabela 2.6.8). Como este questionamento permite interpretações tais como provar bebidas e testar o sabor, a PeNSE 2012 inseriu uma nova pergunta para medir a experimentação de uma dose de bebida, que é a seguinte: Alguma vez na vida você tomou uma dose de bebida alcoólica? Desta forma, o questionário tornou-se comparável aos questionários internacionais, e o indicador tornou-se mais específico. Ao perguntar se o escolar tomou ao menos uma dose de bebida alcoólica, correspondendo a uma lata de cerveja, uma taça de vinho, uma dose de cachaça, ou uísque, a PeNSE 2012 mostrou que 50,3% dos escolares responderam positivamente, variando de 56,8%, na Região Sul, a 47,3%, na Região Nordeste. Os resultados revelaram também que as meninas (51,7%) apresentaram uma proporção maior nesse indicador do que os meninos (48,7%). Na comparação entre os Municípios das Capitais, os escolares de Campo Grande relataram o maior consumo de uma dose de bebida alcoólica, 62,3% (Tabela 2.6.9). Considerando a pergunta Que idade você tinha quando tomou a primeira dose de bebida alcoólica, que pretende retratar o uso precoce de bebidas alcoólicas, levantado pela PeNSE 2012, observou-se que, entre os adolescentes com idade de 15 anos, 31,7% tomaram a primeira dose com 13 anos ou menos. Este percentual oscilou de 26,7%, na Região Norte, a 43,2%, na Região Sul.

Consumo atual de bebida alcoólica O consumo atual de bebida alcoólica entre os escolares, avaliado pelo consumo feito nos 30 dias que antecederam a pesquisa, foi de 26,1% no Brasil e não apresenta diferenças relevantes entre os sexos masculino (25,2%) e feminino (26,9%). Entre os alunos de escolas privadas e públicas, este indicador foi, respectivamente, 23,0% e 26,7%. Os Municípios das Capitais com os maiores percentuais de escolares que consumiram bebida alcoólica no período considerado, foram Porto Alegre (34,6%) e Florianópolis (34,1%), enquanto os menores percentuais foram registrados em Belém (17,3%) e Fortaleza (17,4%) (Tabela 2.6.10). Os dados da PeNSE para os Municípios das Capitais, em 2009 e 2012, não mostraram diferenças de grande magnitude. Em 2009, o consumo de bebida alcoólica nos últimos 30 dias foi de 27,3% e, em 2012, 26,8%.

Local de obtenção da bebida alcoólica Entre os escolares que consumiram bebida alcoólica 30 dias antes de responder ao questionário da PeNSE, a forma mais comum de obtê-la foi em festas (39,7%), com amigos (21,8%), ou comprando no mercado, loja, bar ou supermercado (15,6%). Outros 10,2% dos escolares adquiriram bebida alcoólica para o consumo durante o período considerado, na própria casa.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

A proporção de meninas foi preponderantemente maior em relação à proporção de meninos que informaram adquirir bebida alcoólica em uma festa (44,4% e 33,9%), com amigos (23,0% e 20,4%) ou em casa (11,2% e 8,8%, respectivamente). Por outro lado, entre os meninos, a proporção dos que adquiriram bebida alcoólica no mercado, loja, bar ou supermercado (21,9%) supera a proporção de meninas (10,5%) que mencionaram estes locais ao adquirir bebida alcoólica (Gráfico 12).

Gráfico 12 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, que informaram consumo de bebida alcoólica, nos últimos 30 dias, por sexo, segundo o local ou forma que foi adquirida a bebida - Brasil - 2012 Em uma festa

33,9 23,0 20,4

Com amigos Mercado, loja, bar ou supermercado

10,5

Em casa Dinheiro a alguém para comprar Vendedor de rua

44,4

8,8

21,9

11,2

3,1 3,4 1,7

4,4 6,1 7,1

Outro modo

Masculino

% Feminino

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Episódio de embriaguez Cabe ainda ressaltar que 21,8% dos escolares já sofreram algum episódio de embriaguez na vida. Os escolares da Região Sul apresentaram o maior percentual (27,4%), e os da Região Nordeste, a menor frequência (17,3%). A proporção de alunos das escolas públicas com episódio de embriaguez foi maior do que a observada nas escolas privadas: 22,5% e 18,6%, respectivamente (Tabela 2.6.11). Nos Municípios das Capitais, 24,3% dos estudantes relataram episódios de embriaguez em 2012. Houve um aumento em relação a 2009, quando este percentual foi de 22,1%. No que diz respeito à percepção dos escolares sobre a reação de sua família, caso eles chegassem em casa bêbados, 89,7% dos adolescentes afirmaram que a família se importaria muito, 5,9% se importaria um pouco, 1,7% não se importaria e 2,7% não souberam responder. A percepção dos escolares sobre a desaprovação dos pais ou responsáveis em relação à embriaguez dos seus filhos foi maior na Região Nordeste (91,8%) e menor na Região Centro-Oeste (87,9%). Segundo os dados da PeNSE 2012, as famílias de grande parte dos escolares da rede privada (91,6%), como das escolas públicas (89,3%), iriam se importar muito caso os adolescentes chegassem em casa bêbados (Tabela 2.6.12).


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Com relação ao consumo de álcool, 10,0% dos estudantes relataram ter tido problemas com suas famílias ou amigos, faltaram às aulas ou se envolveram em brigas, porque tinham bebido. A proporção de escolares que declararam problemas com o consumo de álcool variou de 11,5%, na Região Centro-Oeste, a 8,4%, na Região Nordeste. O percentual de escolares que declararam problemas com o consumo de álcool foi discretamente maior entre as meninas (10,4%) do que entre os meninos (9,5%).

Uso de drogas ilícitas O uso intenso de cannabis, também conhecida por maconha, está relacionado a uma série de problemas, incluindo comprometimento cognitivo, baixo desempenho escolar, deterioração e abandono, externalização de problemas, tais como a tomada de riscos, agressão e delinquência e problemas de internalização, como depressão e ansiedade, segundo a OMS (CURRIE et al., 2012). Segundo a pesquisa HBSC, da OMS, 17,0% dos adolescentes com 15 anos dos países da Europa e da América do Norte relataram uso de maconha pelo menos uma vez em suas vidas, e 8,0%, pelo menos uma vez nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa (consumo recente). Os meninos são mais propensos a usar maconha e sofrem influências sociais de amigos ou irmãos mais velhos. Nos Estados Unidos, 30,0% dos meninos e 26,0% das meninas fumaram maconha pelo menos uma vez na vida, assim como 16,0% dos meninos e 12,0% das meninas fumaram maconha nos 30 dias anteriores à pesquisa, segundo a OMS (CURRIE et al., 2012).

Uso de drogas ilícitas alguma vez na vida A PeNSE 2012 investigou o uso de drogas ilícitas tais como: maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume, ecstasy. Os dados evidenciaram que 7,3% dos escolares já usaram drogas ilícitas. Considerando as Grandes Regiões, os maiores percentuais foram observados nas Regiões Centro-Oeste (9,3%) e Sul (8,8%). Analisando os resultados segundo os Municípios das Capitais, os maiores percentuais foram encontrados em Florianópolis (17,5%) e Curitiba (14,4%), enquanto os menores, em Palmas e Macapá (aproximadamente 5,7% em ambas). Os escolares do sexo masculino, com 8,3%, foram mais frequentes no uso de drogas ilícitas no Brasil. Entre os escolares do sexo feminino, o percentual foi de 6,4%. A proporção de estudantes de escolas públicas que fizeram uso de drogas ilícitas foi de 7,5%, e a dos escolares da rede privada atingiu 6,5% (Tabela 2.6.14). Considerando os escolares com 15 anos que usaram drogas antes dos 13 anos de idade, o percentual para o conjunto do País foi de 2,6%, variando de 1,2%, na Região Norte, a 4,4%, na Região Sul. A PeNSE 2009 identificou que a experimentação de drogas ilícitas foi de 8,7% para o conjunto dos alunos pesquisados nos Municípios das Capitais. Em 2012, a proporção para este indicador, entre os adolescentes que frequentavam o 9º ano em escolas dos Municípios das Capitais do País, foi de 9,9%, representando um ligeiro aumento em relação ao resultado observado há três anos atrás. Em 2009, os meninos entrevistados, que relataram o uso de drogas ilícitas, representavam 10,6% e entre as meninas o percentual foi de 6,9%. Em 2012, os percentuais no conjunto dos Municípios das Capitais por sexo masculino e feminino foram 10,7% e 9,2%, respectivamente.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Ainda na comparação dos resultados para estudantes dos Municípios das Capitais do País, observa-se que, em 2009, a proporção de estudantes de escolas públicas que fizeram uso de drogas ilícitas atingiu 9,0%, e a da rede privada foi de 7,6%. Em 2012, as proporções de estudantes por esfera administrativa da escola alcançaram 10,6%, entre os alunos da rede pública, e 7,8%, entre os da rede privada.

Uso de maconha e crack O consumo atual de maconha é medido por aqueles que usaram esta droga nos 30 dias que antecederam a data da pesquisa. Quando considerado o consumo atual de maconha para o total dos escolares pesquisados no País, a proporção foi de 2,5%. Os percentuais por sexo, neste indicador, foram de 3,1%, para os escolares do sexo masculino, e 2,0%, para os do sexo feminino. Os escolares residentes na Região Sul apresentaram maior consumo atual de maconha (3,6%). O menor percentual foi observado na Região Nordeste, 0,9%. Considerando os Municípios das Capitais, Florianópolis apresentou a maior proporção do consumo atual de maconha (10,1%) (Tabela 2.6.15). Os resultados da PeNSE 2012 também mostraram que, considerando exclusivamente os escolares que usaram drogas ilícitas alguma vez na vida, 34,5% utilizaram maconha (Tabela 2.6.16) e 6,4% (Tabela 2.6.17) usaram crack, nos 30 dias que antecederam a pesquisa. Em relação ao conjunto de escolares do País frequentando o 9º ano do ensino fundamental, 0,5% relataram o uso de crack no período.

Saúde sexual e reprodutiva Um dos principais aspectos na adolescência é a iniciação da vida sexual. O comportamento sexual é diferente entre adolescentes de várias regiões do mundo (WELLINGS et al., 2006). Estudos realizados no Brasil e no mundo mostram que a vida sexual dos adolescentes tem início cada vez mais cedo e que a precocidade está associada ao sexo desprotegido e ao maior número de parceiros ao longo da vida (SHAFII; STOVEL; HOLMES, 2007). A precocidade da primeira relação sexual pode trazer consequências graves para a saúde dos adolescentes. O não uso do preservativo ou seu uso inadequado podem acarretar não só a infecção por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e HIV, como provocar gravidez indesejada (GRANERO; PONI; SÁNCHEZ, 2007). Fatores do contexto familiar e da escola podem ser protetores para o comportamento sexual de risco. Estudo sobre a influência dos fatores contextuais no comportamento sexual de adolescentes, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2009, realizada com os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, mostrou que viver com ambos os pais, ter um maior envolvimento familiar e monitoramento parental, além de receber orientações sobre saúde sexual e reprodutiva na escola, têm impacto positivo no comportamento sexual de adolescentes, como menor chance de ter relação sexual precocemente e realizar sexo desprotegido (OLIVEIRA-CAMPOS et al., 2013). A educação sexual na escola é importante para dar orientação adequada para a primeira relação sexual dos adolescentes. Ações dos Ministérios da Saúde e da Educação têm implantado programas de acesso aos meios e métodos anticoncepcionais para evitar a gravidez precoce e prevenir as DSTs e a AIDS.


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Nesse sentido, a primeira edição da PeNSE, realizada em 2009, teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre a saúde dos escolares, com relação às orientações recebidas na escola sobre saúde sexual, DSTs e AIDS, prevenção de gravidez e aquisição gratuita de preservativos. Sob esses aspectos, a PeNSE 2009 mostrou que 89,4% dos estudantes das escolas particulares e 87,5% dos alunos das escolas públicas responderam ter recebido orientação sobre DSTs e AIDS. Com relação a receber informações sobre gravidez na adolescência, 82,1% dos escolares da rede privada e 81,1% da pública responderam positivamente. Quanto a orientações sobre como adquirir gratuitamente preservativos, 71,4% dos alunos de escolas públicas e 65,8% de escolas privadas disseram receber tais informações.

Iniciação sexual As pesquisas têm mostrado que a iniciação sexual de adolescentes do sexo masculino é mais precoce do que a observada para o sexo feminino. Pesquisa realizada no Estado de Lara, na Venezuela, com 2 070 estudantes do 7º, 8º e 9º anos demonstrou que 27,0% dos meninos e 3,8% das meninas já haviam tido relações sexuais. Deste contingente, 54,9% dos alunos e 23,5% das alunas tiveram sua primeira relação sexual aos 12 anos de idade (GRANERO; PONI; SÁNCHEZ, 2007). Estudo realizado na Europa e na América do Norte, Global School-Based Student Health Survey - GSHS, pela Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO), apontou que 26,0% dos escolares com 15 anos de idade já haviam tido relação sexual (CURRIE et al., 2012). No Brasil, dados da PeNSE 2009, para o conjunto dos Municípios das Capitais, revelaram que 30,5% dos escolares do 9º ano do ensino fundamental já haviam tido relação sexual alguma vez na vida, sendo em maior proporção para os meninos (43,7%) do que para as meninas (18,7%), bem como entre aqueles que estudam em escola pública (33,1%) e com idade acima de 15 anos (47,3%). O uso do preservativo na última relação sexual foi de 75,9%, e também foi a “camisinha” (74,7%) o método contraceptivo mais utilizado na última relação sexual. Os resultados da PeNSE 2012, para o Brasil, revelaram que 28,7% dos escolares já tiveram relação sexual alguma vez na vida. As proporções deste indicador foram de 40,1% entre os meninos e de 18,3% para as meninas. Com relação à dependência administrativa da escola, 30,9% dos estudantes de escolas públicas e 18,2% dos estudantes de escolas privadas declararam que tiveram relação sexual. A Região Norte apresentou o maior percentual (38,2%) de escolares para este indicador, seguida das Regiões Centro-Oeste (32,1%), Sudeste (29,1%), Sul (27,3%) e Nordeste (24,9%) (Tabela 2.7.1).

Uso de preservativos Quanto à informação sobre o uso de preservativos, os dados da PeNSE 2009 mostraram que, no conjunto dos Municípios das Capitais do País, dentre os 30,5% de escolares que tiveram relação sexual, 75,9% disse ter usado preservativo na última relação sexual. Segundo dados de estudo divulgado pela OMS, realizado em mais de 40 países, em 2005 e 2006, entre adolescentes com 15 anos de idade, 77,0% relatou o uso de preservativo na última relação. Nos Estados Unidos, um inquérito realizado em 2007, entre alunos do 9º até o 12º ano (equivalente ao Ensino Médio), verificou que, entre escolares que tiveram relação sexual, 61,5% usou preservativo durante a última experiência (CURRIE et al., 2008a; MALTA et al., 2011b).


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Os resultados da PeNSE 2012 revelaram que, quanto ao uso de preservativos pelos escolares, dos 28,7% que declarou relação sexual alguma vez na vida, 75,3% disse ter usado preservativo na última vez. Desse total, 77,1% é do sexo masculino e 71,8%, do sexo feminino. Com relação à dependência administrativa da escola, não houve diferença significativa: 75,0% corresponde a estudantes da rede privada, e 75,4%, da rede pública. Com relação às Grandes Regiões, os percentuais ficaram próximos: a Região Norte registrou o mais elevado, 77,1%, e a Região Nordeste, 74,0%, apresentou a menor proporção (Tabela 2.7.2).

Acesso na escola a informações sobre sexualidade A PeNSE 2012 mostrou que 89,1% dos escolares disseram ter recebido informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e AIDS na escola. Em relação à dependência administrativa da escola, não houve diferença entre escolares de escolas públicas (89,2%) e privadas (88,7%). Na análise por Grandes Regiões, a Região Sul (91,4%) obteve o maior percentual, vindo, em seguida, as Regiões Nordeste (90,3%), Norte (88,9%), Centro-Oeste (88,7%) e, por último, a Região Sudeste (87,9%) (Tabela 2.7.3). A proporção dos alunos entrevistados que receberam orientação na escola sobre como adquirir preservativos gratuitamente foi de 69,7%. Em relação à dependência administrativa da escola, o percentual encontrado entre os estudantes da rede pública (72,3%) foi maior do que o registrado entre os da rede privada (56,7%). A Região Centro-Oeste apresentou o maior percentual (73,3%), enquanto a Sudeste, o menor percentual (68,1%) (Tabela 2.7.4). Cerca de 82,9% dos escolares responderam ter recebido orientação na escola sobre prevenção de gravidez. Não foram verificadas diferenças significativas entre escolares de escolas públicas (83,3%) e escolas privadas (80,8%). A Região Sul (86,2%) registrou o maior percentual; a Região Sudeste, o menor, 81,0% (Tabela 2.7.5).

Violência, segurança e acidentes Em 2002, a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization WHO), no relatório mundial sobre violência e saúde definiu a violência como: “Uso da força física ou do poder real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha qualquer possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação” (KRUG et al., 2002, p.5, tradução nossa). O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990) constitui uma das estratégias do Estado e da sociedade para preservar os direitos fundamentais da população brasileira nessas faixas etárias. O Estatuto assegura que nenhuma criança ou adolescente deve ser objeto de discriminação, negligência, exploração, violência, crueldade ou agressão dentro ou fora da família. Estabelece também que todos os profissionais que trabalham com crianças e adolescentes têm o dever de comunicar aos Conselhos Tutelares situações de maus tratos (BRASIL, 1990). A violência intrafamiliar se caracteriza por todo tipo de agressão que prejudique o bem estar, a integridade física ou psicológica, a liberdade, ou o direito de desenvolvimento de algum membro da família. Segundo a OMS, podem ser distinguidos quatro tipos de violência contra a criança e o adolescente: a física, a sexual, a emocional ou psicológica


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e a negligência, as quais podem resultar em danos ao seu crescimento, desenvolvimento psicológico e maturação. Esses tipos de violência são, na maioria das vezes, encobertos e revelam uma triste realidade: a família, da qual se espera a proteção e o apoio, pode também ser fonte de risco (MASCARENHAS et al., 2010). Estudo realizado na Europa e na América do Norte, Global School-Based Student Health Survey - GSHS, pela OMS, apontou que 14,0% dos alunos com 11 anos de idade estiveram envolvidos em uma briga com luta física, por pelo menos três vezes, nos 12 meses anteriores à pesquisa. Este percentual é igual a 13,0% aos 13 anos, e 10,0% aos 15 anos de idade. A prevalência de luta física relatada na maioria dos países diminui com o aumento da idade, ou seja, é maior entre os adolescentes com idades de 11 a 13 anos do que entre os mais velhos, de 15 anos ou mais. No total, 25,0% dos meninos e 7,0% das meninas afirmaram ter se envolvido em uma briga com luta física, por pelo menos três vezes, nos 12 meses anteriores à pesquisa (CURRIE et al., 2012). A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012, realizada com os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, investigou temas relacionados a vários aspectos em que a violência pode afetar aos escolares, como: sentimento de insegurança no deslocamento para a escola e no espaço escolar, envolvimento em brigas com armas de fogo e branca, agressão física perpetrada por adulto da família, lesões e ferimentos sofridos, violência no trânsito, e bullying.

Segurança no trajeto casa-escola e no espaço escolar Em 2012, os resultados da PeNSE mostraram que, no País, a proporção de estudantes que deixaram de ir à escola, nos 30 dias anteriores à pesquisa, por não se sentirem seguros no caminho de casa para a escola ou da escola para casa, foi de 8,8%. Observou-se que este percentual foi maior entre os alunos de escolas públicas (9,5%) do que entre aqueles de escolas privadas (5,0%). A proporção de alunos que deixaram de ir à escola porque neste ambiente não se sentiam seguros alcançou 8,0%. A frequência foi maior entre os alunos de escolas públicas (9,1%) do que de escolas privadas (4,4%). Na Região Sudeste, 9,9% dos estudantes faltaram às aulas por insegurança no trajeto casa-escola e 8,7%, por insegurança no espaço escolar (Tabela 2.8.4).

Envolvimento em briga com armas No que se refere às brigas com arma branca, 7,3% dos escolares declararam envolvimento, nos 30 dias que antecederam a pesquisa, sendo este mais frequente em alunos do sexo masculino (10,1%) do que do sexo feminino (4,8%). Os alunos de escola pública que se envolveram em algum episódio dessa natureza corresponderam a 7,6%, enquanto os de escola privada foram 6,2%. A Região Centro-Oeste apresentou o maior percentual de envolvidos neste gênero de briga, 8,4% (Tabela 2.8.6). O envolvimento em brigas com arma de fogo foi declarado por 6,4% dos escolares, sendo também mais frequente entre alunos do sexo masculino (8,8%) do que do sexo feminino (4,3%). Observaram-se diferenças entre as esferas administrativas das escolas, no que diz respeito ao envolvimento em briga com armas de fogo, sendo 6,7% para estudantes de escolas públicas e 4,9% para estudantes de escolas privadas. A Região Centro-Oeste também registrou a maior proporção de estudantes que participaram de brigas em que havia arma de fogo, 8,0% (Tabela 2.8.5).


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Agressão física por adulto da família A informação sobre agressão física efetuada por um adulto da família, nos 30 dias que precederam a pesquisa, foi mencionada por 10,6% dos escolares no País. Este tipo de violência foi declarada por 11,5% das meninas e 9,6% dos meninos (Gráfico 13).

Gráfico 13 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental que informaram ter sido agredidos fisicamente por um adulto da família, nos últimos 30 dias, por sexo, segundo as Grandes Regiões - 2012

Brasil

Norte

Nordeste Masculino

Sudeste

Sul

11,7

9,3

13,3

8,8

12,9

11,0

8,4

7,8

11,0

9,2

11,5

9,6

%

Centro-Oeste

Feminino

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

O percentual registrado entre estudantes de escolas públicas foi maior (10,8%) do que entre os que frequentavam escolas privadas (9,9%). A Região Sudeste apresentou proporção de 12,0% de adolescentes que sofriam agressão física praticada por alguém da família, sendo o maior percentual verificado entre as Grandes Regiões (Tabela 2.8.7). Observou-se, ainda, em todas as Grandes Regiões do País, que entre as meninas era mais elevada a proporção que sofria agressão física praticada por familiar. Nas Regiões Sul e Sudeste, 13,3% e 12,9%, respectivamente, das adolescentes se disseram vítimas de agressão por alguém da família ao menos uma vez, nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Lesões e ferimentos sofridos A parcela de escolares do 9º ano do ensino fundamental que afirmaram ter sido seriamente feridos, uma ou mais vezes, nos 12 meses que antecederam a pesquisa, foi de 10,3% no País, sendo 11,8% do sexo masculino e 8,9%, do feminino. No que diz respeito à dependência administrativa da escola, as proporções foram de 10,6% para os estudantes de escolas públicas e 8,8% para os de escolas privadas. Dentre as Grandes Regiões, o Norte apresentou o maior percentual (12,5%) de estudantes que vivenciaram essa situação (Tabela 2.8.12). Observou-se ainda que nos Municípios de Boa Vista e de Macapá as proporções de estudantes que relataram a ocorrência de ferimentos sérios foram as mais elevadas: 15,4% e 14,6, respectivamente.


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Violência no trânsito Os acidentes de trânsito constituem uma das principais causas de morte e hospitalizações de jovens e adolescentes no Brasil. Tanto os resultados da PeNSE 2009 como os da PeNSE 2012 revelaram que parcela significativa de alunos do 9º ano do ensino fundamental não respeitavam as leis de trânsito ou se expunham a riscos. Fatores como o não uso de cinto de segurança em veículos motorizados, a não utilização de capacete em motocicletas, a direção de veículo motorizado, assim como o transporte em veículos conduzidos por pessoas que ingeriram bebida alcoólica foram relatados nas duas edições da pesquisa. “Os resultados estão de acordo com as elevadas taxas de morbimortalidade de jovens no país por [acidentes de transporte terrestre] (ATT), o que reforça a importância de ações educativas para adolescentes [...], além de fiscalização rigorosa” (MORAIS NETO et al., 2010, p. 3043)

Uso de cinto de segurança Do conjunto de adolescentes, 16,1% relatou não ter usado cinto de segurança, nas ocasiões em que encontravam-se em veículo motorizado dirigido por outra pessoa. Observou-se que 17,5% das meninas e 14,6% dos meninos não usaram cinto de segurança nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os alunos de escolas públicas, o percentual foi de 17,5%, maior do que o registrado para os estudantes de escolas privadas (10,8%). A Região Nordeste apresentou a maior proporção de escolares que não cumpriam essa norma básica de segurança no trânsito, 23,3%. Nas Regiões Sul e Centro-Oeste, foram encontrados os menores percentuais de estudantes que não utilizaram cinto de segurança (Tabela 2.8.8).

Direção de veículo motorizado A direção de veículo motorizado nos 30 dias que antecederam a pesquisa foi declarada por 27,1% do total de escolares. É importante ressaltar que os estudantes que responderam à PeNSE 2012 eram adolescentes, na sua maioria, com idades de 13 a 15 anos. No País, a idade mínima permitida para dirigir é de 18 anos, segundo as leis que regem o Código de Trânsito Brasileiro. A proporção dos alunos que dirigiram veículos motorizados (38,6%) foi mais que duas vezes superior à das alunas (16,6%). A Região Norte apresentou o maior percentual (34,7%) de alunos que disseram ter dirigido nos 30 dias anteriores à data da pesquisa (Tabela 2.8.9).

Transporte em veículos motorizados dirigidos por motoristas que consumiram bebida alcoólica Os dados da PeNSE 2012 mostraram que 22,9% do total de escolares foram transportados, nos 30 dias anteriores à pesquisa, em veículos motorizados dirigidos por motoristas que consumiram bebida alcoólica. Os estudantes de escolas privadas estiveram mais expostos a esse risco, 25,8%, do que os de escolas públicas, 22,3%. O CentroOeste, dentre as Grandes Regiões, apresentou o maior percentual de estudantes (26,8%) que respondeu ter andado em veículos motorizados nessa condição (Tabela 2.8.10).

Uso de capacete ao andar de motocicleta Do conjunto de estudantes, 19,3% declararam não ter usado o capacete, nas ocasiões em que andaram de motocicleta, nos 30 dias anteriores à pesquisa. A não utilização desse equipamento foi maior entre estudantes do sexo feminino (21,7%) do que do masculino (16,9%).


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Dentre as Grandes Regiões, a Centro-Oeste (94,0%) e a Sul (93,1%), respectivamente, registraram as maiores parcelas de estudantes que usaram o capacete. O Município do Rio de Janeiro apresentou a menor proporção de estudantes que referiram a utilização de capacete, 33,1%.

Bullying O bullying (do Inglês, bully = valentão, brigão) compreende comportamentos com diversos níveis de violência, que vão desde chateações inoportunas ou hostis até fatos francamente agressivos, sob forma verbal ou não, intencionais e repetidas, sem motivação aparente, provocados por um ou mais alunos em relação a outros, causando dor, angústia, exclusão, humilhação, discriminação, entre outras sensações. Outros membros da comunidade escolar podem ser afetados pelo bullying, envolvendo frequentemente os mesmos atores, nas mesmas posições de agente e de vítima. Tratase de situações em que se constatam relações de poder assimétricas entre agente(s) e vítima(s), nas quais se tem dificuldade de defesa. Na literatura especializada, adota-se também o termo vitimização. Esse tipo de atitude deve ser identificado como violência pela comunidade escolar e deve ser trabalhada para a construção de um ambiente saudável (LIBERAL, et al., 2005). Dados da Pesquisa de Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar (Health Behaviour in School-Aged Children - HBSC), da OMS, para países da Europa e América do Norte, mostraram que 13,0% dos alunos com 11 anos de idade sofreram bullying na escola, por no mínimo duas vezes nos dois meses anteriores à pesquisa: 12,0%, aos 13 anos, e 9,0%, aos 15 anos de idade (CURRIE et al., 2012). Estudo realizado em 50 estados e no Distrito de Columbia, nos Estados Unidos, com 15 503 estudantes, em 158 escolas, revelou que 20,1% dos estudantes foram vítimas de bullying na escola nos 12 meses que antecederam a pesquisa, sendo ele mais frequente entre as meninas (22,0%) do que entre os meninos (18,2%), segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention - CDC) (YOUTH..., 2012). Os resultados da PeNSE 2012 mostraram que 57,6% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental foram bem tratados pelos colegas quase sempre ou sempre. Cerca de 62,8% das alunas declararam ter sido bem tratadas pelos colegas, enquanto entre os meninos esse percentual foi de 52,0% (Tabela 2.8.1). Em relação ao fato de sofrer bullying pelos colegas de escola, 7,2% dos escolares afirmaram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações, no conjunto do Brasil. Os percentuais foram maiores entre os estudantes do sexo masculino (7,9%) do que do feminino (6,5%). Entre os alunos de escolas privadas, a proporção foi de 7,9% e entre aqueles de escolas públicas, 7,1%. Os resultados da PeNSE 2012 demonstraram que 20,8% dos estudantes praticaram algum tipo de bullying (esculachar, zoar, mangar, intimidar ou caçoar) contra os colegas, levando-os a ficarem magoados, incomodados ou aborrecidos, nos últimos 30 dias anteriores à pesquisa. Foi observado que a prática de bullying era proporcionalmente maior entre os estudantes do sexo masculino (26,1%) do que do feminino (16,0%) (Tabela 2.8.3).


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Hábitos de higiene A promoção dos hábitos de higiene, abastecimento adequado de água e saneamento básico são componentes que trazem implicações amplas no estado geral de saúde dos indivíduos (CURTIS, 2000). Nos países em desenvolvimento, as infecções respiratórias e as doenças diarreicas são responsáveis por um grande número de óbitos em crianças; ambas as causas podem ser facilmente evitáveis por meio da prática de lavagem adequada das mãos. Doenças causadas por helmintos e algumas infecções oculares também podem ser prevenidas por meio da lavagem das mãos, segundo a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) (KRUG et al., 2002). Em pesquisa conduzida em nove países da África, com escolares de 13 a 15 anos de idade, 62,2% relatou que lavava as mãos regularmente antes das refeições; 58,4%, após utilizar o banheiro; e 35,0% higienizava as mãos utilizando sabão (PENGPID; PELTZER, 2011). Em 2012, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE, realizada com os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, introduziu em seu questionário o módulo sobre higiene, com as seguintes variáveis: lavar as mãos antes de comer, lavar as mãos após uso do banheiro ou vaso sanitário, e usar sabão/sabonete ao lavar as mãos.

Lavar as mãos De acordo com os resultados da PeNSE 2012, em relação aos hábitos de higiene, 15,2% dos escolares responderam que nunca ou raramente lavaram as mãos antes de comer, nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os adolescentes do sexo masculino, este percentual foi de 14,4%; para os do sexo feminino, foi registrada uma proporção de 16,0%. Em todas as Grandes Regiões, o percentual de escolares que nos últimos 30 dias informou nunca ou raramente lavar as mãos antes de comer foi menor do que 20%, sendo a Região Sul a que apresentou a menor proporção, 13,5% (Tabela 2.9.1). Por outro lado, a quase totalidade dos alunos pesquisados (91,8%) afirmou ter lavado as mãos após uso do banheiro ou vaso sanitário. Nas escolas públicas, 8,6% dos alunos responderam não lavar as mãos após uso do banheiro ou vaso sanitário nos 30 dias prévios à pesquisa. Nas escolas privadas, esse percentual foi de 6,4%. Essa proporção foi menor para os escolares do sexo feminino (7,0%) do que entre aqueles do sexo masculino (9,5%). A Região Sul apresentou as menores proporções (6,4%) (Tabela 2.9.2). Tendo em vista que a maior parte dos alunos declarou lavar as mãos antes de ingerir alimentos e após uso do banheiro, ressalta-se ainda que 9,1% dos escolares do 9º ano do ensino fundamental nunca ou raramente usaram sabão/sabonete quando lavaram as mãos nos 30 dias que antecederam a pesquisa. Essa proporção foi maior entre os meninos (10,0%) do que entre as meninas (8,3%). Em relação à dependência administrativa da escola, a maior frequência de escolares que não usaram sabão/ sabonete para lavagem das mãos, ou o fizeram raramente no período, foi de 9,6% nas escolas públicas e 7,0% nas escolas privadas. O menor percentual entre os estudantes foi verificado na Região Sul (8,1%) (Tabela 2.9.3).

Saúde bucal A saúde bucal é modulada pelas atitudes individuais, tanto por fatores de risco comuns a outras doenças crônicas, como dieta rica em açúcar, uso de tabaco e bebidas alcoólicas, quanto por fatores de proteção, como exposição adequada ao flúor e boa higiene oral. A escovação regular dos dentes, pelo menos duas vezes ao dia, é um dos


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

métodos mais eficazes para prevenir cárie dentária e doenças periodontais (ADDY et al., 1994). Estudos nessa área mostram que indivíduos mais jovens costumam relatar maior frequência de visitas ao dentista e de higiene oral. Segundo o inquérito nacional sobre saúde bucal, SB Brasil 2003, realizado pelo Ministério da Saúde (PROJETO..., 2005), 48,5% dos adolescentes relataram visita ao dentista há menos de um ano, e 23,0%, entre um e dois anos. No estudo de Lisbôa e Abegg (2006), 67,0% dos indivíduos de 15 a 19 anos de idade relataram visita ao dentista há menos de um ano, no entanto 44,0% afirmaram ir ao dentista apenas quando têm dor. As mulheres apresentaram percentual de escovação mais frequente do que os homens. Entre os adolescentes de 14 a 19 anos de idade, 54,0% afirmaram escovar os dentes três vezes ao dia, e 34,0% relataram usar fio dental. A cárie dentária acomete todas as faixas etárias e é a doença crônica mais comum em crianças de 5 a 17 anos de idade, ainda que medidas simples, como a higiene oral adequada, possam evitá-la. Para os jovens, além de causar dor, a cárie dentária pode afetar o desempenho escolar e social, com grande impacto na qualidade de vida. Estudos demonstraram que escolares com dor de dente apresentaram maior índice de dentes cariados, perdidos ou obturados, indicando maior necessidade de tratamento. Aqueles que não relataram ter sentido dor nos últimos três meses mostraram-se mais satisfeitos com a aparência de seus dentes (RIHS et al., 2008). Pesquisa conduzida em nove países da África, com escolares de 13 a 15 anos de idade, apontou que 77,3% escovava os dentes mais de uma vez por dia. Dados da Pesquisa de Comportamento de Saúde em Crianças em Idade Escolar (Health Behaviour in School-Aged Children - HBSC), da Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO), realizada na Europa e na América do Norte, apontaram que 65,0% dos alunos com 11 anos de idade escovavam os dentes mais de uma vez por dia. Este percentual é igual a 64,0% entre os alunos de 13 anos, e 65,0% entre aqueles com 15 anos de idade (CURRIE et al., 2012). No Brasil, estudo conduzido com dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar PeNSE 2009, realizada com os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, apontou que a frequência de escovação dentária três ou mais vezes ao dia foi de 73,6% dos escolares, enquanto 4,8% relatou não escovar os dentes ou escovar apenas uma vez ao dia. Em 2012, foi incluído no questionário da PeNSE um novo indicador neste módulo: ir ao dentista nos últimos 12 meses.

Escovação dos dentes A proporção de escolares do 9º ano do ensino fundamental que declararam escovar os dentes três ou mais vezes ao dia foi de 68,4%, sendo ela maior entre as meninas (72,1%) do que entre os meninos (64,3%). Os alunos de escola pública que referiram três ou mais escovações diárias representaram 69,1%, enquanto entre os da escola privada este percentual foi menor, 64,8%. As maiores frequências desse hábito foram observadas entre os adolescentes das Regiões Norte (74,8%) e Nordeste (70,8%), quando comparados aos das outras Grandes Regiões (Tabela 2.10.1).

Relato de dor de dente O sintoma de dor de dente, nos últimos seis meses, foi relatado por 19,0% dos escolares entrevistados na PeNSE 2012. Esta queixa foi mais frequente nos alunos do sexo feminino (21,0%) do que entre os do sexo masculino (16,9%). Verificou-se que os adolescentes que estudavam em escola pública registraram maiores percentuais (20,0%)


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

de relato de dor de dente, nos últimos seis meses, do que os estudantes de escola privada (15,1%). Os dados da PeNSE 2012 indicaram que, entre os estudantes do 9º ano do ensino fundamental das Regiões Centro-Oeste e Sul, 21,0% e 20,5%, respectivamente, afirmaram ter sentido dor de dente nos últimos seis meses (Tabela 2.10.2).

Frequência de ida ao dentista Mais de 1/3 dos alunos do 9º ano do ensino fundamental (36,4%) declarou não ter ido ao dentista nenhuma vez no último ano, sendo que o percentual dos meninos (39,0%) foi maior do que o das meninas (34,0%). O percentual de alunos de escola pública que não frequentaram o consultório odontológico no último ano foi de 39,0%. Entre os alunos de escola privada, foi observada a mais alta proporção dos que informaram três visitas ou mais ao ano, 44,0% (Tabela 2.10.3).

Percepção da imagem corporal A adolescência é um período de transição para a vida adulta e, por isso, traz muitas mudanças, tanto a nível biológico, quanto cognitivo, emocional e social. Trata-se de um momento de adoção de novas práticas e comportamentos, ganho de autonomia e mesmo exposição a diversas situações. A adolescência é ainda uma fase, na vida das pessoas, marcada por transformações físicas que podem interferir na formação da sua autoimagem corporal. Num período de transição, em que não se é criança nem adulto, tanto o déficit como, principalmente, o excesso de peso, podem gerar insatisfação e até mesmo distorções em relação à forma como o próprio corpo é percebido.

%

Nesse sentido, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012, realizada com os alunos do 9º ano do ensino fundamental, avaliou a percepção desses estudantes acerca de sua imagem corporal, com base nas categorias relativas a seu peso: magro ou muito magro, normal, gordo ou Gráfico 14 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano muito gordo (Tabela 2.11.1). No do ensino fundamental, por sexo, segundo a autopercepção nível nacional, a maioria, 61,9%, da imagem corporal - Brasil - 2012 relatou encontrar-se em uma faixa de peso normal; 22,0% se 64,7 achava magro ou muito magro; 59,3 e 16,2%, gordo ou muito gordo. Chama a atenção o fato de que 19,1% das alunas se consideraram gordas ou muito gordas, ao passo que uma proporção menor 18,8 17,4 17,2 (13,1%) dos estudantes do sexo 12,2 masculino se incluiu nessa cate3,4 4,2 0,9 1,9 goria (Gráfico 14).

Muito magro(a)

Magro(a)

Normal

Gordo(a)

Muito gordo(a)

De acordo com os resultados examinados, segundo a Masculino Feminino dependência administrativa da Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, escola, destaca-se que 22,8% Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012. dos alunos das escolas privadas se achavam gordos ou muito gordos, enquanto que uma parcela menor, 14,9% dos que frequentavam escolas públicas, percebiam-se dessa maneira (Tabela 2.11.1).


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Em 2012, o percentual de escolares que se avaliaram dentro de um padrão de normalidade, no que se refere ao peso, era de 59,1% em escolas situadas nos Municípios das Capitais e no Distrito Federal, enquanto, em 2009, 60,1% dos estudantes informaram a mesma condição. Segundo resultados da PeNSE 2009, foi registrado excesso de peso, em 23,0% dos estudantes, e obesidade, em 7,3%. Embora o excesso de peso e a obesidade atinjam os adolescentes de maneira geral, entre as meninas a parcela que se declarou com excesso de peso foi sempre superior àquela registrada entre os meninos. O exame dos dados de acordo com as Grandes Regiões revela que a proporção mais elevada de alunos que se achavam gordos/muito gordos, 19,6%, encontrava-se na Região Sul, seguida pela Região Sudeste, com 17,4% de estudantes que assim se consideravam. Além disso, cabe ressaltar que as Regiões Norte e Nordeste apresentavam os percentuais mais elevados de estudantes que declararam ter peso normal, em torno de 64,0%. Entre os Municípios das Capitais, Porto Alegre foi o que apresentou a maior parcela de alunos que se percebiam gordos/muito gordos, 22,7%, seguido por Florianópolis, com 21,9%. Em Curitiba, foi observada a maior proporção de estudantes do sexo feminino que assim se declararam (27,5%), seguindo-se Porto Alegre, com 26,8% de alunas que se consideraram na mesma situação. Comparando-se os dados de 2012 com os da edição anterior da pesquisa, realizada em 2009, os percentuais são semelhantes.

Atitude em relação ao peso corporal Ao analisar os dados da PeNSE 2012 acerca da atitude dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental em relação ao peso corporal, por sexo, no País (Tabela 2.11.2), observou-se que 1/3 aproximadamente (31,1%) das escolares estavam tentando emagrecer e 16,0% delas tentavam engordar, enquanto, entre os meninos, um percentual menor (21,0%) tinha como objetivo perder peso e 19,6% desejava ganhar peso (Gráfico 15).

Gráfico 15 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por sexo, segundo a atitude em relação ao peso corporal - Brasil - 2012 %

38,9

33,9

31,1 21,1

Fazendo nada

Tentando perder peso Masculino

19,6

20,4

16,0

Tentando ganhar peso

19,1

Tentando manter o mesmo peso Feminino

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

É importante notar que 19,1% das alunas do 9º ano do ensino fundamental se achavam gordas ou muito gordas e, no entanto, uma proporção maior (31,1%) relatou que tentava perder peso. Considerando as escolas das redes pública e privada, observou-se que existe uma diferença de mais de 12 pontos percentuais entre os alunos das escolas particulares que tentaram perder peso (36,4%) e aqueles que frequentavam escola pública e tomavam essa atitude (24,2%).

Indução de vômitos ou ingestão de laxantes Com base nos resultados da PeNSE 2012, observa-se que a proporção de alunos do 9º ano do ensino fundamental, no País, que, nos últimos 30 dias, utilizaram o método de provocar o vômito ou tomar laxantes foi de 6,0%, e que 6,2% recorreram a medicamentos, fórmulas ou outro produto para ganhar peso ou massa muscular. Para o conjunto do País, o procedimento de induzir o próprio vômito ou de tomar laxantes foi um pouco mais comum entre as meninas que entre os meninos: 6,4% e 5,7%, respectivamente (Tabela 2.11.3). Nas escolas públicas, o percentual de alunos que adotou esse tipo de procedimento foi cerca de 5,0%, enquanto nas escolas particulares essa proporção atingiu 6,3%, diferença estatisticamente significativa (Tabela 2.11.3). Em relação às Grandes Regiões, os percentuais de estudantes que se utilizaram da prática de provocar o vômito, com exceção da Região Nordeste (5,2%), apresentaram variações de 6,2% a 6,5%. Na maioria das Grandes Regiões, esse tipo de atitude foi mais comum entre os estudantes do sexo feminino do que entre aqueles do sexo masculino. Na Região Nordeste, essa situação se inverteu, observando-se proporções de 4,9% das meninas e 5,5% dos meninos adotando esse recurso.

Ingestão de medicamentos, fórmulas ou outro produto A análise dos resultados acerca da ingestão de medicamentos, fórmulas ou outro produto com a intenção de ganhar peso ou massa muscular, sem acompanhamento médico, mostrou que 6,2% dos estudantes recorreram a esse procedimento. Chamou a atenção o fato de que 8,4% dos escolares do sexo masculino declararam ter tomado essa atitude, enquanto a metade desse percentual (4,2%) dos alunos do sexo feminino declararam tê-lo feito, nos 30 dias que precederam a PeNSE 2012. O fato da parcela de meninos que tomaram essa atitude ser o dobro daquela das meninas deve-se, possivelmente, à busca de um corpo forte e musculoso. O percentual de alunos que ingeriram medicamentos, fórmulas ou outro produto com a intenção de ganhar peso ou massa muscular foi mais elevado (6,4%) nas escolas públicas do que nas particulares (5,1%). Na maioria das Grandes Regiões brasileiras, a parcela dos estudantes que tomou essa atitude esteve em torno de 6,4%. A exceção ocorreu na Região Sul, onde uma proporção menor de escolares utilizou medicamentos, fórmulas ou outro produto com a finalidade de aumentar o peso ou a massa muscular (4,9%). Nas Regiões Norte e Centro-Oeste, foram encontradas as maiores diferenças entre os percentuais de estudantes do sexo masculino e do feminino que se utilizaram desse recurso. Na Região


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Norte, esses percentuais foram de 9,3% entre os meninos e 4,1% para as meninas. Na Região Centro-Oeste, 9,1% dos meninos e 3,7% das meninas relataram o uso de medicamentos, fórmulas ou outro produto com o objetivo referido. O município onde a maior parcela de estudantes lançou mão desse recurso foi Boa Vista (9,3%), seguido de São Luís (8,0%), Salvador (7,9%) e Macapá (7,7%). O Município de Cuiabá registrou a maior diferença na proporção de meninos (11,0%) e meninas (3,1%) que desejavam ganhar peso ou massa muscular através de medicamentos, fórmulas ou outro produto, 7,9 pontos percentuais, seguido de Macapá (11,7% entre os meninos e 4,1% para as meninas), com 7,6 pontos percentuais (Tabela 2.11.5).

Saúde mental A Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization - WHO) define como saúde mental um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do stress rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade (PROMOTING..., 2004). Há um vínculo entre transtornos de saúde mental na adolescência e problemas de saúde pública, os quais podem ser classificados em quatro grupos: emocionais, de comportamento, de concentração e com drogas (SANTOS et al., 2011). Devido às particularidades biopsicossociais, a adolescência é uma etapa da vida que apresenta vulnerabilidades a diversos agravos sociais, que geram demandas familiares, comunitárias e para os serviços de saúde (COSTA; BIGRAS, 2007). A parte específica de saúde mental, do questionário da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012, realizada com os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, tem o objetivo de identificar situações de sofrimento subjetivo, como o sentimento de solidão e a dificuldade de conciliar o sono em função de preocupações. Aborda também a questão de ter ou não amigos próximos, um aspecto importante para se avaliar o bem-estar e a capacidade de relacionamento e de interação social dos adolescentes.

Sentimento de solidão Nesse contexto, a análise dos resultados da Tabela 2.12.1 revelou que 16,5% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental no Brasil declararam ter se sentido sozinhos nos 12 meses que antecederam à pesquisa. Contudo, a desagregação por sexo aponta para resultados bastante diferentes entre meninos e meninas: enquanto 21,7% dos escolares do sexo feminino declararam ter experimentado esse sentimento, entre aqueles do sexo masculino a proporção foi de 10,7%. Ao analisar os resultados por dependência administrativa da escola, observa-se que há pouca diferença entre os percentuais relativos às escolas privadas e públicas. Nos Municípios das Capitais, 11,1% dos meninos sentiam-se sozinhos, sendo que o dobro das meninas (22,2%) referiram esse sentimento. Tomando-se as Grandes Regiões, observou-se uma variação de 15,5% (Nordeste) a 18,2% (Centro-Oeste) nos percentuais de estudantes que declararam ter esse sentimento. O estudo por Grandes Regiões reforça a constatação de que o sentimento de solidão é mais frequente entre as meninas, pois, em quase todas as Grande Regiões, o percentual de meninos que relatou sentir-se só foi menos da metade do percentual de meninas na mesma situação.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

O Município de Campo Grande foi a capital em que se registrou a maior parcela de escolares que informaram o sentimento de solidão (18,7%), nos 12 meses anteriores à realização da PeNSE 2012, seguido por Belém (18,4%), Natal (18,2%) e Palmas (18,0%). A menor proporção foi encontrada no Município de Belo Horizonte (14,6%). Em três municípios, Campo Grande, Palmas e Curitiba, ¼ das meninas (25,0%) referiu esse sentimento. Entre os alunos do sexo masculino, o maior percentual de meninos que se sentiram sós foi encontrado no Município de Belém (14,5%). Embora os resultados registrados para escolas particulares e públicas sejam muito próximos, vale destacar que dois Municípios das Capitais registram proporções muito diferentes: em Vitória, 20,1% dos estudantes de escolas públicas e 12,3% dos estudantes de escolas particulares relataram ter sentido solidão no ano que antecedeu à pesquisa; e, em Teresina, 20,6% dos alunos de escolas privadas e 15,8% dos alunos de escolas públicas declararam esse mesmo sentimento.

Gráfico 16 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, que se sentiram sozinhos na maioria das vezes ou sempre, durante os últimos 12 meses, por sexo, segundo as Grandes Regiões - 2012

%

21,7 10,7

Brasil

21,3 10,3

Norte

10,6

Nordeste

10,5

Sudeste

Masculino

24,0

23,4

22,4

19,3

12,0

10,8

Sul

Centro-Oeste

Feminino

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Perda do sono em decorrência de preocupações A parcela de estudantes do 9º ano do ensino fundamental no Brasil que declarou ter perdido o sono devido a preocupações, na maioria das vezes ou sempre, nos últimos 12 meses, foi de 9,7% (Tabela 2.12.2). Observou-se que, entre as estudantes, a proporção das que perdiam o sono era de 12,8%, ao passo que, entre os estudantes do sexo masculino, era de 6,3%. No âmbito dos Municípios da Capitais, as preocupações afetavam o sono de 13,5% das meninas e de 6,4% dos meninos.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Na análise por Grandes Regiões, as proporções de escolares que relataram ter perdido o sono em decorrência de preocupações variaram de 9,1% (Norte) a 10,3% (Centro-Oeste). As Regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentaram as maiores diferenças percentuais no que se refere à distribuição por sexo. No Sudeste, 13,8% das meninas perderam o sono em decorrência das preocupações e 6,6% dos meninos foram acometidos pela perda do sono por este motivo. No Centro-Oeste, as proporções foram, respectivamente, de 13,3% e 7,0%. Os Municípios de Salvador, Campo Grande e Manaus registraram as maiores proporções de escolares com dificuldade de dormir devido a preocupações: respectivamente,11,7%, 11,5% e 11,1%. Observou-se que os maiores percentuais de estudantes do sexo feminino que declararam perder o sono em razão de preocupações encontravam-se nos Municípios de Salvador (15,1%), Campo Grande (14,9%) e São Paulo (14,8%). Campo Grande também apresentou a maior parcela de meninos (8,2%) que referiram ter perdido o sono face às preocupações que os afligiam.

Existência de amigos No que se refere às interrelações sociais, a maioria (91,2%) dos escolares do 9º ano do ensino fundamental no Brasil afirmou ter, no mínimo, três amigos próximos, e somente 3,5% deles declararam não ter amigos próximos, sendo 4,6%, meninos, e 2,5%, meninas (Tabela 2.12.3). A comparação desses resultados com aqueles sobre sentir-se só (Tabela 2.12.1) demonstram, conforme mencionado anteriormente, que 16,5% dos estudantes declararam ter se sentido só nos 12 meses que precederam a pesquisa, sendo 10,7% do sexo masculino e 21,7% do sexo feminino. Examinando-se as respostas dos estudantes às questões que tratam das relações interpessoais, como não ter amigos próximos, por sexo e segundo as Grandes Regiões, observa-se que entre os estudantes do sexo masculino é sempre mais elevado o percentual dos que declararam não ter amigos próximos. Destacam-se as Regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde as proporções de alunos sem amigos foi mais que o dobro do que as encontradas para as alunas. Ainda no tocante às Grandes Regiões, ao analisar a parcela de estudantes que tinham amigos, observou-se que a maioria, independentemente do sexo, tinham, no mínimo, três amigos. As proporções variavam pouco, entre 90,0% e 92,0% nas cinco Grandes Regiões (Tabela 2.12.3). A situação das capitais brasileiras em relação a esse indicador não apresentou muitas diferenças: a maioria dos estudantes relatou ter, no mínimo, três amigos e, ao analisar as diferenças por sexo, verificou-se que os percentuais são muito próximos, variando de 90,0% a 93,8%. A exceção ocorre com o Município de Campo Grande, onde 89,5% dos estudantes do sexo masculino e 72,9% daqueles do sexo feminino declararam ter, no mínimo, três amigos (Tabela 2.12.3).


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Observou-se que 21,7% das alunas do 9º ano do ensino fundamental no País referiram ter experimentado o sentimento de solidão, na maioria das vezes ou quase sempre, percentual duas vezes superior ao dos meninos (10,8%). Verificou-se ainda que, no País, entre as meninas, os distúrbios de sono eram mais frequentes (12,8%) do que entre os meninos (6,3%). Assim, percebe-se que as escolares do sexo feminino estavam mais expostas aos riscos para a saúde, que horas perdidas de sono por motivos que as preocuparam muito podem provocar. Por outro lado, verificou-se que a maioria dos estudantes (91,2%) tinha, no mínimo, três amigos e que somente 3,5% não tinha amigos próximos. Entre as meninas, esse percentual era ainda menor, 2,5%.

Uso de serviços de saúde Na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012, realizada com os estudantes do 9º ano do ensino fundamental, foi inserido o módulo sobre uso de serviços de saúde. Alguns trabalhos apontam as dificuldades de acesso aos serviços de saúde pelos adolescentes (MARQUES, QUEIROZ, 2012). Uma pesquisa realizada em escolas no Município de Niterói, Rio de Janeiro, no período de outubro de 2003 a junho de 2004, com estudantes de 12 a 17 anos de idade, observou que 46,0% dos adolescentes entrevistados sentiram necessidade de procurar algum serviço de saúde nos três últimos meses. Quanto à procura por este serviço, 47,7% dos adolescentes afirmaram que os fatores associados a esta demanda foram: estudar em escola privada; e estar em tratamento de doença e sentir necessidade de procurar o serviço. Os motivos para a não procura do serviço foram: considerar a doença como não grave; preguiça; falta de tempo; o responsável não poder levá-lo; e o não funcionamento do serviço de saúde (CLARO et al., 2006). As perguntas inseridas no questionário da PeNSE 2012 relativas ao uso de serviços de saúde pretendiam observar as seguintes questões: se os escolares procuraram algum serviço ou profissional de saúde para atendimento relacionado à própria saúde; qual serviço de saúde foi procurado mais frequentemente; se houve procura por algum Posto de Saúde (Unidade Básica de Saúde); e se os escolares foram atendidos na última vez em que procuraram algum Posto de Saúde. Os dados obtidos pela PeNSE 2012 mostram que 48,2% dos escolares procuraram algum serviço ou profissional para atendimento relacionado à própria saúde, nos últimos 12 meses, sendo essa procura mais frequente entre os estudantes do sexo feminino (49,1%) do que do sexo masculino (47,2%). Quanto à dependência administrativa da escola, a procura dos serviços de saúde foi maior entre os estudantes de escolas privadas (55,8%) do que os de escolas públicas (46,6%). As Regiões Sudeste e Nordeste apresentaram um maior percentual de procura por esses serviços: cerca de 49,0 % dos alunos (Tabela 2.13.1). Entre os escolares que informaram a procura por algum serviço de saúde (48,2%), o serviço mais procurado por estes alunos foi o Posto de Saúde (47,9%), figurando, a seguir, o consultório médico particular (22,4%). Quando a análise considera a dependência administrativa da escola, as proporções se invertem, ou seja: a procura por estudantes da rede pública é maior ao posto de saúde, enquanto o consultório médico é procurado mais frequentemente pelos estudantes das escolas privadas, conforme demonstra o Gráfico 17.


Análise dos resultados___________________________________________________________________________

Gráfico 17 - Percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental, por dependência administrativa da escola, segundo o serviço de saúde procurado mais frequentemente, nos últimos 30 dias - Brasil - 2012 14,2

Posto de Saúde (Unidade Básica de Saúde) Consultório médico particular

17,2

Hospital

9,6

Consultório odontológico Farmácia Laboratório ou clínica para exames complementares Consultório de outro profissionalde saúde (fonoaudiólogo, psicólogo, etc.) Pronto-socorro ou emergência Serviço de especialidades médicas ou Policlínica Serviço de atendimento domiciliar Outro

56,3 43,2

6,1

12,9

11,3

3,9 2,4 4,5 2,1 2,9 1,4 3,4 1,4 0,9 0,7 0,1 0,1 2,6 2,5

Pública

% Privada

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.

Prevalência de asma A asma é a doença crônica de maior preva­lência na infância e adolescência, caracterizada por inflamação brônquica com hiperresponsividade das vias aéreas inferiores e limitação variável ao fluxo aéreo, reversível espontaneamente ou com uso de broncodilatadores, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - SBPT (IV DIRETRIZES..., 2006). Esta doença acarreta custos elevados para o sistema de saúde, interfere na qualidade de vida dos indivíduos e no absenteísmo na escola. Além disso, quando não controlada, pode ser fatal (GLOBAL..., 2000; ROSA, 2009). A utilização de questionários padronizados, como os do Estudo Internacional sobre Asma e Alergias na Infância (International Study of Asthma and Allergies in Childhood - ISAAC), tem sido importante na comparabilidade de inquéritos sobre o assunto, por apresentarem boa sensibilidade e especificidade na identi­ficação de casos em estudos populacionais, orientados para escolares da faixa etária de 6 a 7 anos e para adolescentes de 13 a 14 anos de idade (SOLÉ, 1998). Em estudo12 realizado em 2007, utilizando o questionário ISAAC em um município na região da Amazônia Brasileira (Tangará da Serra, em Mato Grosso), observou-se que a prevalência de asma, nos 12 meses anteriores à pesquisa, entre adolescentes de 13 a 14 anos de idade, foi de cerca de 15,9% (ROSA, 2009). Entre as causas predisponentes da

12 Este estudo foi desenvolvido como produto do projeto de pesquisa "Avaliação dos efeitos da queima de biomassa na Amazônia Legal à saúde humana", financiado com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Mato Grosso, Centro Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e do projeto PAPES IV FIOCRUZ/CNPq, vinculado ao Instituto Milênio, que está inserido à rede de Large Scale Biosphere-Atmosphere Experiment in Amazonia (LBA, Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia).


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

asma, são citados: fatores genéticos; urbanização; aumento da densidade populacional; fatores ambientais, como poluição; alérgenos; tabaco; nutrição; infecções; e estilo de vida (COOPER; RODRIGUES, BARRETO, 2012). Com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a prevalência da asma entre os adolescentes, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE 2012, realizada com os estudantes do 9o ano do ensino fundamental, incorporou este tema, incluindo questões também investigadas no ISAAC, ao perguntar se o escolar teve chiado (ou piado) no peito e asma alguma vez na vida, nos 12 meses anteriores à pesquisa. Os resultados apontaram que 23,2% dos escolares tiveram chiado no peito no período, sendo este mais frequente entre as meninas (24,9%) do que entre os meninos (21,4%). Não foram observadas diferenças significativas entre estudantes das escolas públicas e da esfera administrativa privada. A Região Sudeste apresentou o maior percentual de escolares com chiado no peito (24,9%), e a Região Nordeste, o menor (19,8%). De acordo com os dados da PeNSE 2012, os escolares com asma foram 12,4% no País, variando de 18,4%, na Região Norte, a 11,4%, na Região Sudeste (Tabelas 2.14.1 e 2.14.2).).


Tabelas de resultados


1 CaracterĂ­sticas do ambiente escolar e entorno


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.1.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir biblioteca, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir biblioteca Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

486 368

362 685

610 050

2 243 100

2 144 587

2 341 613

169 286

144 461

194 112

499 561

462 592

536 530

Norte

22 860

16 293

29 427

194 114

177 820

210 407

Porto Velho

1 065

335

1 795

5 706

4 460

6 952

Rio Branco

748

97

1 399

5 180

4 062

6 299

3 583

462

6 704

27 644

22 366

32 921

627

87

1 167

5 715

4 915

6 516

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista

5 617

2 625

8 608

11 187

8 151

14 223

Macapá

Belém

788

215

1 360

6 280

5 248

7 312

Palmas

446

141

750

3 913

3 011

4 815

122 009

106 601

137 418

535 182

452 497

617 866

3 840

1 707

5 973

11 985

9 202

14 769

Teresina

3 924

2 281

5 566

9 135

7 178

11 092

Fortaleza

14 963

9 530

20 395

19 726

14 723

24 729

Nordeste São Luís

Natal

3 649

2 358

4 940

6 345

4 971

7 719

João Pessoa

3 317

1 862

4 772

6 300

4 972

7 628

Recife

8 186

4 464

11 908

15 528

11 866

19 190

Maceió

4 141

2 318

5 964

6 928

4 269

9 587

Aracaju

3 170

2 030

4 310

4 714

3 523

5 904

Salvador

7 766

3 086

12 445

21 966

16 781

27 151

Sudeste

255 661

134 704

376 617

949 593

902 547

996 638

Belo Horizonte

7 709

4 143

11 274

25 805

20 358

31 252

1 516

809

2 222

2 940

2 349

3 532

Rio de Janeiro

Vitória

18 837

10 500

27 174

47 894

35 868

59 920

São Paulo

40 800

21 315

60 285

159 115

128 024

190 205

49 935

33 587

66 284

397 832

380 098

415 566

Curitiba

Sul

6 838

2 464

11 212

20 439

16 593

24 284

Florianópolis

1 752

974

2 530

5 328

3 770

6 885

Porto Alegre

4 309

2 110

6 508

11 641

8 775

14 508

35 902

24 997

46 808

166 379

157 729

175 030

Campo Grande

1 601

312

2 890

9 679

7 674

11 683

Cuiabá

2 197

918

3 476

6 250

4 397

8 103

Goiânia

6 918

4 383

9 453

12 844

10 225

15 462

10 981

6 698

15 264

29 375

22 007

36 743

Centro-Oeste

Distrito Federal


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.1.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir biblioteca, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir biblioteca Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Limite inferior Brasil Total dos Municípios das Capitais

Privada

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Total

Limite superior

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Limite superior

86,7

81,8

91,6

89,9

84,3

95,5

86,0

80,3

91,7

94,8

92,9

96,7

94,1

90,5

97,7

95,0

92,8

97,3

Norte

86,5

76,0

97,0

91,3

78,4

100,0

86,0

75,7

96,2

Porto Velho

92,1

84,7

99,5

100,0

100,0

100,0

90,8

82,1

99,4

Rio Branco

97,4

92,2

100,0

100,0

100,0

100,0

97,0

91,1

100,0

Manaus

99,1

97,3

100,0

100,0

100,0

100,0

99,0

97,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

86,7

75,8

97,5

92,5

81,4

100,0

84,0

69,3

98,7

Boa Vista Belém Macapá

97,3

93,5

100,0

88,7

67,5

100,0

98,5

95,5

100,0

Palmas

97,7

94,3

100,0

81,0

56,0

100,0

100,0

100,0

100,0

82,8

65,0

100,0

97,8

96,0

99,5

80,0

59,2

100,0

Nordeste São Luís

89,1

81,7

96,4

86,2

72,1

100,0

90,0

81,4

98,7

Teresina

96,1

90,7

100,0

100,0

100,0

100,0

94,5

87,0

100,0

Fortaleza

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Natal

96,9

92,4

100,0

100,0

100,0

100,0

95,2

88,4

100,0

João Pessoa

92,5

86,8

98,2

100,0

100,0

100,0

88,9

80,7

97,1

Recife

93,2

87,3

99,1

95,7

89,3

100,0

91,9

83,7

100,0

Maceió

86,8

74,1

99,5

87,1

64,0

100,0

86,7

71,8

100,0

Aracaju

91,8

85,4

98,2

94,8

87,4

100,0

89,8

80,5

99,2

Salvador

89,6

79,8

99,4

100,0

100,0

100,0

86,5

73,9

99,0

86,3

83,3

89,2

83,9

77,2

90,7

86,9

85,2

88,7 100,0

Sudeste

98,4

96,1

100,0

93,4

84,2

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Rio de Janeiro

88,9

80,3

97,5

71,3

50,4

92,2

98,5

95,5

100,0

São Paulo

97,5

92,5

100,0

100,0

100,0

100,0

96,8

90,7

100,0

Belo Horizonte Vitória

97,6

97,1

98,1

100,0

100,0

100,0

97,3

96,7

97,9

Curitiba

Sul

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Florianópolis

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Porto Alegre

98,4

95,3

100,0

100,0

100,0

100,0

97,9

93,6

100,0

81,5

73,1

89,9

97,6

95,5

99,8

78,7

68,8

88,6

Campo Grande

88,2

79,1

97,3

100,0

100,0

100,0

86,5

76,2

96,9

Cuiabá

86,4

76,3

96,5

100,0

100,0

100,0

82,5

69,6

95,4

Goiânia

93,6

87,8

99,3

100,0

100,0

100,0

90,4

82,0

98,9

Distrito Federal

92,7

84,7

100,0

100,0

100,0

100,0

90,3

79,7

100,0

Centro-Oeste

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.1.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala ou laboratório de informática para uso dos alunos, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala ou laboratório de informática para uso dos alunos Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

461 344

331 339

591 349

2 318 688

2 243 389

2 393 987

161 970

137 216

186 724

470 879

433 217

508 541

Norte

17 886

12 609

23 164

183 320

168 345

198 294

Porto Velho

1 065

335

1 795

6 035

4 824

7 246

Rio Branco

748

97

1 399

5 114

3 972

6 256

3 262

172

6 352

22 947

17 280

28 614

627

87

1 167

4 998

4 063

5 933

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista

3 663

1 013

6 313

11 641

8 469

14 812

Macapá

Belém

820

233

1 408

6 085

4 999

7 170

Palmas

486

177

795

3 527

2 592

4 462

94 419

77 348

111 490

555 278

525 404

585 151

2 966

1 132

4 800

8 791

5 915

11 667

Teresina

2 876

1 420

4 333

8 612

6 647

10 578

Fortaleza

13 636

8 263

19 009

19 726

14 723

24 729

Natal

3 067

1 819

4 315

5 859

4 470

7 247

João Pessoa

2 851

1 430

4 272

6 541

5 246

7 836

Recife

6 985

3 303

10 667

14 314

10 759

17 869

Maceió

4 086

2 026

6 145

6 585

3 964

9 207

Aracaju

2 882

1 767

3 997

4 456

3 232

5 680

Salvador

6 765

2 105

11 424

24 635

19 561

29 708

Sudeste

269 421

141 900

396 942

1 025 599

960 037

1 091 160

Belo Horizonte

8 254

4 678

11 830

17 137

11 735

22 540

Nordeste São Luís

Vitória

1 516

809

2 222

2 940

2 349

3 532

Rio de Janeiro

23 242

14 350

32 133

46 828

34 936

58 720

São Paulo

40 800

21 315

60 285

149 987

118 102

181 872

48 375

32 269

64 482

377 310

370 912

383 709

Curitiba

Sul

5 278

1 920

8 636

17 480

13 426

21 534

Florianópolis

1 752

974

2 530

5 328

3 770

6 885

Porto Alegre

4 309

2 110

6 508

11 589

8 727

14 451

31 242

23 431

39 054

177 182

162 550

191 814

Campo Grande

1 256

131

2 381

11 186

9 369

13 004

Cuiabá

2 197

918

3 476

7 577

5 893

9 261

Goiânia

6 222

3 694

8 750

11 371

8 680

14 062

10 359

6 139

14 579

29 592

22 174

37 010

Centro-Oeste

Distrito Federal


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.1.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala ou laboratório de informática para uso dos alunos, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala ou laboratório de informática para uso dos alunos Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Limite inferior Brasil Total dos Municípios das Capitais

Privada

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Total

Limite superior

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Limite superior

88,3

85,5

91,1

85,3

82,1

88,5

88,9

86,2

91,7

89,7

86,9

92,5

90,1

86,3

93,8

89,6

86,1

93,1

Norte

80,2

71,1

89,3

71,4

60,8

82,1

81,2

71,7

90,6

Porto Velho

96,6

92,4

100,0

100,0

100,0

100,0

96,0

91,1

100,0

Rio Branco

96,3

90,7

100,0

100,0

100,0

100,0

95,8

89,4

100,0

Manaus

83,2

70,5

95,9

91,0

72,9

100,0

82,2

68,1

96,2

Boa Vista

88,7

79,0

98,4

100,0

100,0

100,0

87,4

76,8

98,1

Belém

78,9

66,7

91,2

60,3

33,0

87,6

87,4

75,3

99,5

Macapá

95,1

90,5

99,6

92,4

77,5

100,0

95,4

90,7

100,0

Palmas

89,9

79,8

100,0

88,3

66,5

100,0

90,1

79,0

100,0

81,9

77,7

86,1

75,7

71,7

79,7

83,0

78,4

87,7

Nordeste São Luís

66,2

53,5

78,9

66,6

40,9

92,2

66,0

51,5

80,6

Teresina

84,5

74,3

94,7

73,3

50,8

95,8

89,1

78,5

99,7

Fortaleza

96,2

90,9

100,0

91,1

79,1

100,0

100,0

100,0

100,0

Natal

86,6

78,0

95,2

84,1

69,0

99,1

87,9

77,5

98,4

João Pessoa

90,3

83,5

97,1

85,9

71,5

100,0

92,3

85,0

99,7

Recife

83,7

74,4

93,0

81,7

66,8

96,6

84,7

72,8

96,7

Maceió

83,7

71,4

96,0

85,9

70,1

100,0

82,4

65,3

99,5

Aracaju

85,4

77,2

93,7

86,2

72,7

99,7

84,9

74,5

95,3

Salvador

94,7

88,9

100,0

87,1

71,3

100,0

97,0

91,0

100,0

92,7

87,9

97,5

88,5

81,6

95,3

93,9

90,1

97,6

Sudeste

74,6

62,7

86,4

100,0

100,0

100,0

66,4

51,4

81,4

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Rio de Janeiro

93,4

85,9

100,0

88,0

71,8

100,0

96,3

89,2

100,0

São Paulo

93,0

85,2

100,0

100,0

100,0

100,0

91,3

81,6

100,0

Belo Horizonte Vitória

Sul

92,8

89,7

95,9

96,9

90,8

100,0

92,3

88,6

95,9

83,4

69,6

97,3

77,2

40,1

100,0

85,5

72,4

98,7

Florianópolis

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Porto Alegre

98,1

94,4

100,0

100,0

100,0

100,0

97,4

92,4

100,0

84,0

67,9

100,0

84,9

75,4

94,5

83,8

66,4

100,0

Curitiba

Centro-Oeste Campo Grande

97,3

92,0

100,0

78,4

41,4

100,0

100,0

100,0

100,0

Cuiabá

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Goiânia

83,3

75,0

91,6

89,9

79,8

100,0

80,1

69,0

91,1

Distrito Federal

91,8

83,9

99,7

94,3

83,4

100,0

90,9

81,0

100,0

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.1.3 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso direto a computadores ( notebooks , PC , palm , tablets) da escola na sala de aula, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 (continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso direto a computadores (notebooks, PC, palm, tablets) da escola na sala de aula Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

213 186

91 425

334 947

457 695

310 104

605 285

73 485

53 148

93 822

123 487

91 960

155 013

Norte

7 400

3 617

11 184

38 123

24 260

51 987

Porto Velho

637

17

1 257

3 362

2 054

4 670

Rio Branco

-

-

-

331

-

878

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista Belém

-

-

-

641

-

1 898

126

-

373

212

-

520

2 785

349

5 221

2 832

838

4 827

Macapá

474

16

932

2 610

1 513

3 707

Palmas

204

-

431

432

21

843

33 094

26 409

39 779

85 197

54 981

115 413

São Luís

1 320

46

2 595

539

-

1 320

Teresina

168

-

498

349

-

1 035

Fortaleza

5 547

1 352

9 742

2 121

-

4 318

Natal

1 094

301

1 887

995

134

1 856

Nordeste

João Pessoa

1 054

151

1 957

1 785

839

2 731

Recife

2 817

131

5 504

4 420

1 714

7 126

Maceió

204

-

605

-

-

-

Aracaju

1 127

358

1 897

1 674

744

2 604

Salvador

4 571

579

8 563

11 045

6 033

16 057

Sudeste

143 411

22 284

264 538

240 894

117 031

364 757

Belo Horizonte

2 761

479

5 043

524

-

1 245

312

-

636

545

142

948

Vitória Rio de Janeiro São Paulo Sul Curitiba

8 247

2 114

14 380

13 034

4 886

21 181

29 500

12 107

46 893

60 139

31 102

89 177

13 116

4 392

21 841

30 909

8 035

53 782

343

-

1 016

1 054

-

2 500

Florianópolis

321

32

611

1 011

438

1 584

Porto Alegre

1 682

225

3 138

526

-

1 167

16 164

11 822

20 506

62 571

-

131 945

486

-

1 212

400

-

850

Centro-Oeste Campo Grande Cuiabá

821

-

1 673

1 545

356

2 734

Goiânia

2 303

696

3 911

3 528

1 626

5 430

Distrito Federal

4 579

1 363

7 794

7 832

2 759

12 905


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.1.3 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso direto a computadores ( notebooks , PC , palm , tablets) da escola na sala de aula, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso direto a computadores (notebooks, PC, palm, tablets) da escola na sala de aula Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Privada

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite inferior Brasil Total dos Municípios das Capitais

Pública

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Limite superior

21,3

14,0

28,6

39,4

28,8

50,0

17,6

11,6

23,5

27,9

23,3

32,6

40,9

32,6

49,1

23,5

17,9

29,1

Norte

18,1

13,1

23,2

29,6

13,6

45,5

16,9

10,1

23,7

Porto Velho

54,4

39,2

69,6

59,8

24,5

95,1

53,5

36,8

70,1

Rio Branco

5,4

-

14,3

-

-

-

6,2

-

16,3

Manaus

2,0

-

6,0

-

-

-

2,3

-

6,8

Boa Vista

5,3

-

11,5

20,1

-

55,9

3,7

-

9,1

Belém

29,0

14,5

43,5

45,8

16,8

74,9

21,3

6,6

36,0

Macapá

42,5

28,3

56,6

53,4

17,5

89,3

40,9

25,6

56,2

Palmas

14,3

3,7

24,8

37,2

4,3

70,0

11,0

0,4

21,7

14,9

10,0

19,8

26,5

21,2

31,9

12,7

6,9

18,6

São Luís

10,5

2,2

18,7

29,6

4,8

54,5

4,0

-

9,9

Teresina

3,8

-

9,3

4,3

-

12,7

3,6

-

10,6

Fortaleza

22,1

9,6

34,6

37,1

14,4

59,8

10,8

-

21,7

Nordeste

Natal

20,3

9,7

30,8

30,0

10,5

49,5

14,9

2,7

27,2

João Pessoa

27,3

16,0

38,6

31,8

8,6

54,9

25,2

12,6

37,8

Recife

28,4

15,6

41,3

32,9

8,0

57,9

26,2

11,7

40,7

Maceió

1,6

-

4,8

4,3

-

12,8

-

-

-

Aracaju

32,6

20,2

45,0

33,7

13,8

53,7

31,9

16,1

47,7

Salvador

47,1

31,5

62,7

58,9

26,7

91,0

43,5

26,0

61,0

27,5

13,0

42,0

47,1

32,7

61,5

22,0

10,4

33,7

Sudeste

9,6

2,6

16,7

33,5

10,0

56,9

2,0

-

4,9

Vitória

19,2

8,3

30,1

20,6

0,5

40,6

18,5

5,6

31,4

Rio de Janeiro

28,4

15,8

40,9

31,2

10,6

51,8

26,8

11,0

42,6

São Paulo

43,7

29,3

58,1

72,3

47,6

97,0

36,6

20,4

52,8

9,6

3,5

15,7

26,3

16,6

35,9

7,6

2,3

12,8

5,1

-

11,0

5,0

-

15,1

5,2

-

12,3

Belo Horizonte

Sul Curitiba Florianópolis

18,8

9,1

28,5

18,3

1,9

34,8

19,0

7,3

30,7

Porto Alegre

13,6

3,9

23,3

39,0

11,0

67,1

4,4

-

9,9

31,7

-

63,9

43,9

33,1

54,8

29,6

-

66,5

Centro-Oeste

6,9

0,3

13,6

30,4

-

69,0

3,6

-

7,7

Cuiabá

Campo Grande

24,2

10,3

38,1

37,3

5,5

69,2

20,4

5,3

35,5

Goiânia

27,6

16,9

38,3

33,3

13,2

53,4

24,8

12,3

37,4

Distrito Federal

28,5

15,7

41,3

41,7

18,1

65,3

24,1

9,2

38,9

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.1.4 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso à Internet através de equipamentos da escola, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 (continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso à Internet através de equipamentos da escola Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

446 120

327 564

564 675

1 928 085

1 774 325

2 081 845

155 889

131 793

179 985

383 733

347 182

420 284

Norte

17 984

13 343

22 624

140 912

114 228

167 597

Porto Velho

1 065

339

1 792

4 666

3 371

5 961

Rio Branco

748

99

1 397

4 842

3 681

6 002

3 131

59

6 204

13 722

8 600

18 844

627

90

1 164

4 701

3 855

5 546

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista Belém

3 322

773

5 872

8 029

5 434

10 624

Macapá

820

236

1 404

5 738

4 750

6 726

Palmas

486

179

792

3 527

2 641

4 413

85 377

77 274

93 481

459 469

439 452

479 486

Nordeste São Luís

2 614

1 083

4 145

7 487

5 067

9 907

Teresina

2 876

1 454

4 299

5 769

3 908

7 629

Fortaleza

13 636

8 312

18 959

17 536

12 519

22 554

3 241

2 003

4 479

3 730

2 490

4 970

Natal João Pessoa

2 774

1 369

4 180

5 604

4 337

6 870

Recife

6 148

2 933

9 362

11 808

8 479

15 137

Maceió

3 249

1 451

5 047

2 776

1 011

4 540

Aracaju

2 736

1 680

3 793

3 858

2 716

5 001

Salvador

4 254

480

8 028

23 789

19 113

28 466

263 255

146 359

380 152

815 929

676 539

955 318

Belo Horizonte

8 254

4 878

11 630

14 056

9 279

18 834

Vitória

1 516

809

2 222

2 902

2 303

3 500

Sudeste

Rio de Janeiro

22 550

14 068

31 033

40 827

29 127

52 527

São Paulo

40 800

21 516

60 084

115 906

84 704

147 108

48 375

32 277

64 473

369 407

364 404

374 410

Curitiba

5 278

1 965

8 591

16 502

12 736

20 268

Florianópolis

1 752

974

2 530

5 328

3 770

6 885

Porto Alegre

4 309

2 116

6 502

9 845

6 960

12 731

31 128

24 478

37 778

142 368

86 916

197 821

Campo Grande

1 601

312

2 890

10 998

9 138

12 859

Cuiabá

2 197

918

3 477

7 577

5 892

9 261

Goiânia

5 847

3 580

8 114

9 443

7 055

11 832

10 056

5 894

14 218

22 767

15 560

29 974

Sul

Centro-Oeste

Distrito Federal


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.1.4 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso à Internet através de equipamentos da escola, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental nas escolas em que os alunos têm acesso à Internet através de equipamentos da escola Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Brasil

Privada

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Total

Limite superior

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Limite superior

84,2

79,9

88,6

91,6

87,0

96,2

82,7

77,6

87,8

84,7

80,5

88,8

94,8

91,5

98,1

81,1

75,7

86,5

Norte

78,1

69,4

86,8

94,7

88,1

100,0

76,4

67,3

85,5

Porto Velho

80,7

68,8

92,6

100,0

100,0

100,0

77,3

63,5

91,1

Rio Branco

95,3

89,8

100,0

100,0

100,0

100,0

94,7

88,3

100,0

Manaus

61,8

43,9

79,7

96,0

87,3

100,0

57,1

37,7

76,6

Boa Vista

94,7

87,4

100,0

100,0

100,0

100,0

94,1

85,9

100,0

Belém

74,2

58,1

90,3

90,7

72,4

100,0

69,0

49,5

88,5

Total dos Municípios das Capitais

Macapá

95,0

87,8

100,0

100,0

100,0

100,0

94,3

86,1

100,0

Palmas

98,4

95,3

100,0

88,3

66,5

100,0

100,0

100,0

100,0

82,7

77,9

87,6

87,6

77,2

97,9

81,9

74,7

89,1

Nordeste São Luís

84,0

70,7

97,2

80,7

52,6

100,0

85,2

70,5

99,9

Teresina

75,2

62,2

88,3

100,0

100,0

100,0

67,0

50,5

83,5

Fortaleza

93,4

86,8

100,0

100,0

100,0

100,0

88,9

78,0

99,8

Natal

75,2

63,2

87,2

94,9

85,1

100,0

63,7

46,9

80,4

João Pessoa

88,5

81,2

95,9

97,3

92,0

100,0

84,7

74,8

94,7

Recife

81,6

69,6

93,5

86,6

62,7

100,0

79,2

65,5

92,8

Maceió

56,5

36,9

76,0

79,5

54,0

100,0

42,1

17,5

66,8

Aracaju

88,1

79,3

96,9

94,9

85,2

100,0

83,8

71,1

96,5

Salvador

89,3

78,7

99,9

62,9

26,5

99,2

96,6

89,9

100,0

81,8

73,9

89,8

91,2

84,6

97,8

79,2

69,4

89,0

Sudeste Belo Horizonte

87,9

77,5

98,2

100,0

100,0

100,0

82,0

67,1

97,0

Vitória

99,1

97,4

100,0

100,0

100,0

100,0

98,7

96,1

100,0

Rio de Janeiro

89,0

79,6

98,4

92,5

78,4

100,0

87,2

74,9

99,5

São Paulo

82,1

69,9

94,4

100,0

100,0

100,0

77,3

62,1

92,5

98,1

97,3

99,0

100,0

100,0

100,0

97,9

96,9

98,9

Sul Curitiba

95,7

89,5

100,0

100,0

100,0

100,0

94,4

86,4

100,0

Florianópolis

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Porto Alegre

89,0

79,5

98,5

100,0

100,0

100,0

85,0

72,2

97,7

81,9

59,2

100,0

92,7

85,1

100,0

79,9

53,6

100,0

98,5

95,6

100,0

100,0

100,0

100,0

98,3

95,0

100,0

Cuiabá

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

100,0

Goiânia

84,8

74,5

95,1

91,0

74,4

100,0

81,4

68,3

94,4

Distrito Federal

82,2

70,4

93,9

97,1

91,3

100,0

76,9

61,6

92,3

Centro-Oeste Campo Grande

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.1.5 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala para os recursos de mídia/comunicação, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala para os recursos de mídia/comunicação Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

468 503

338 598

598 409

1 404 739

1 307 751

1 501 727

163 834

138 801

188 867

369 369

331 207

407 531

Norte

20 396

15 780

25 013

106 980

96 522

117 439

Porto Velho

1 065

335

1 795

4 257

2 876

5 637

Rio Branco

748

97

1 399

3 083

1 866

4 300

3 198

131

6 265

17 853

11 644

24 062

627

87

1 167

4 215

3 172

5 258

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista

5 650

2 648

8 653

7 917

4 896

10 938

Macapá

Belém

701

151

1 251

6 046

4 955

7 136

Palmas

492

179

805

2 265

1 567

2 963

110 609

97 768

123 450

299 120

255 779

342 461

Nordeste São Luís

4 060

1 934

6 187

6 859

4 138

9 580

Teresina

3 576

1 951

5 200

5 324

3 301

7 348

Fortaleza

12 096

6 772

17 421

14 875

9 597

20 153

3 137

1 896

4 379

5 233

3 887

6 579

Natal João Pessoa

3 205

1 754

4 656

4 809

3 447

6 172

Recife

7 821

4 096

11 546

9 585

6 200

12 969

Maceió

4 141

2 318

5 964

5 615

3 040

8 190

Aracaju

2 982

1 862

4 103

4 175

2 944

5 406

Salvador

6 681

2 042

11 321

14 455

9 289

19 621

263 549

136 321

390 777

675 941

592 136

759 746

Belo Horizonte

7 567

4 034

11 100

20 841

15 330

26 352

Vitória

1 441

733

2 149

2 398

1 770

3 025

Sudeste

Rio de Janeiro

22 926

13 724

32 129

22 856

12 503

33 210

São Paulo

40 800

21 315

60 285

138 233

105 349

171 117

43 669

22 918

64 420

221 764

205 049

238 478

Curitiba

6 838

2 464

11 212

15 385

11 120

19 649

Florianópolis

1 476

876

2 076

4 648

3 130

6 165

Porto Alegre

4 132

1 935

6 329

9 671

6 732

12 609

30 279

21 818

38 741

100 934

90 156

111 713

Sul

Centro-Oeste Campo Grande

1 460

189

2 731

5 813

3 860

7 766

Cuiabá

1 418

371

2 464

4 697

2 907

6 487

Goiânia Distrito Federal

4 915

2 764

7 067

7 910

5 481

10 339

10 678

6 380

14 975

20 354

13 155

27 552


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.1.5 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala para os recursos de mídia/comunicação, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir sala para os recursos de mídia/comunicação Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Brasil

Privada

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Total

Limite superior

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Limite superior

59,5

56,3

62,7

86,6

82,8

90,3

53,9

49,6

58,1

75,6

71,8

79,3

91,1

87,8

94,4

70,3

65,4

75,1

Norte

50,8

46,0

55,5

81,5

70,1

92,9

47,4

41,5

53,2

Porto Velho

72,4

59,5

85,2

100,0

100,0

100,0

67,7

52,9

82,5

Rio Branco

62,9

46,0

79,9

100,0

100,0

100,0

57,7

39,0

76,4

Manaus

66,8

51,4

82,2

89,3

67,9

100,0

63,9

47,0

80,8

Boa Vista

76,3

63,7

89,0

100,0

100,0

100,0

73,8

59,9

87,6

Belém

70,0

55,7

84,2

93,0

83,1

100,0

59,5

40,9

78,0

Total dos Municípios das Capitais

Macapá

92,9

87,0

98,8

79,0

51,3

100,0

94,8

89,6

100,0

Palmas

61,8

43,7

79,9

89,5

69,6

100,0

57,9

38,1

77,7

51,6

41,4

61,9

88,7

84,8

92,5

44,7

33,6

55,9

Nordeste São Luís

61,5

48,3

74,7

91,1

78,8

100,0

51,5

35,5

67,6

Teresina

65,5

52,5

78,5

91,1

78,8

100,0

55,1

38,6

71,6

Fortaleza

77,8

66,8

88,7

80,8

64,4

97,3

75,4

60,8

90,0

Natal

81,2

70,8

91,6

86,0

71,1

100,0

78,6

64,8

92,3

João Pessoa

77,1

67,4

86,7

96,6

89,9

100,0

67,9

55,0

80,8

Recife

68,4

56,3

80,5

91,5

82,2

100,0

56,7

41,0

72,5

Maceió

76,5

61,2

91,9

87,1

64,0

100,0

70,2

49,8

90,7

Aracaju

83,3

74,6

92,1

89,2

77,1

100,0

79,6

67,5

91,6

Salvador

63,7

48,9

78,6

86,0

69,0

100,0

56,9

39,4

74,4

67,2

63,4

71,1

86,5

80,6

92,5

61,9

55,6

68,1

Sudeste Belo Horizonte

83,4

73,4

93,4

91,7

80,2

100,0

80,8

68,3

93,3

Vitória

86,2

78,0

94,4

95,1

88,0

100,0

81,5

70,1

93,0

Rio de Janeiro

61,0

47,1

75,0

86,8

72,2

100,0

47,0

28,9

65,2

São Paulo

87,3

77,4

97,2

100,0

100,0

100,0

84,1

71,9

96,4

57,8

54,4

61,3

87,5

74,3

100,0

54,2

52,7

55,8

Curitiba

81,5

69,4

93,6

100,0

100,0

100,0

75,3

59,9

90,7

Florianópolis

86,5

74,8

98,2

84,2

57,3

100,0

87,2

74,6

99,9

Porto Alegre

85,2

74,9

95,4

95,9

87,7

100,0

81,3

67,9

94,7

Sul

52,9

43,8

61,9

82,3

74,9

89,8

47,7

37,3

58,2

Campo Grande

56,9

42,4

71,4

91,2

73,7

100,0

52,0

36,3

67,6

Cuiabá

62,6

46,9

78,2

64,5

32,5

96,5

62,0

44,0

80,0

Goiânia

60,7

48,9

72,6

71,0

50,6

91,5

55,7

41,3

70,1

Distrito Federal

71,3

57,9

84,7

97,2

91,8

100,0

62,5

45,5

79,6

Centro-Oeste

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.2.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir cantina, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 (continua) Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir cantina Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

513 049

312 690

713 408

1 026 638

484 224

1 569 051

174 523

149 441

199 605

225 755

190 045

261 464

Norte

22 855

18 356

27 354

78 673

30 986

126 360

Porto Velho

1 065

335

1 795

5 110

3 770

6 451

Rio Branco

636

12

1 261

204

-

502

3 006

40

5 971

8 309

3 024

13 593

501

10

992

5 670

4 848

6 493

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista

6 074

3 087

9 061

6 168

3 331

9 006

Macapá

Belém

888

292

1 483

5 201

4 019

6 384

Palmas

550

225

875

-

-

-

123 435

106 403

140 466

235 705

229 407

242 003

Nordeste São Luís

4 214

2 063

6 366

1 250

-

2 911

Teresina

3 924

2 281

5 566

7 093

5 107

9 079

Fortaleza

14 184

8 813

19 555

795

-

2 355

Natal

3 649

2 358

4 940

1 457

540

2 373

João Pessoa

3 317

1 862

4 772

932

152

1 712

Recife

8 239

4 535

11 944

4 420

1 734

7 107

Maceió

4 754

2 688

6 820

4 633

2 058

7 209

Aracaju

3 343

2 205

4 480

3 499

2 273

4 726

Salvador

7 766

3 086

12 445

4 659

1 074

8 244

Sudeste

286 618

88 443

484 793

462 354

-

994 962

Belo Horizonte

8 254

4 678

11 830

9 701

5 424

13 978

Vitória

1 452

748

2 155

1 544

964

2 123

Rio de Janeiro

24 797

15 594

34 000

1 745

-

5 169

São Paulo

40 800

21 315

60 285

85 990

53 215

118 765

44 812

24 493

65 131

161 844

110 012

213 675

Curitiba

6 838

2 464

11 212

17 706

13 509

21 902

Florianópolis

1 752

974

2 530

1 121

-

2 547

Porto Alegre

3 469

1 542

5 395

3 904

1 287

6 521

35 330

23 197

47 462

88 062

13 619

162 505

Campo Grande

1 601

312

2 890

7 488

5 268

9 709

Cuiabá

2 197

918

3 476

6 130

4 258

8 003

Goiânia

6 272

3 847

8 698

965

-

2 048

10 981

6 698

15 264

30 059

22 591

37 526

Sul

Centro-Oeste

Distrito Federal


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.2.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir cantina, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 (conclusão) Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir cantina Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Privada

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Brasil

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Limite superior

48,9

35,5

62,3

94,8

87,2

100,0

39,4

18,8

60,0

56,7

52,0

61,5

97,0

94,8

99,3

42,9

37,1

48,8

Norte

40,5

23,1

57,9

91,3

85,9

96,7

34,8

15,2

54,5

Porto Velho

84,0

74,1

93,9

100,0

100,0

100,0

81,3

69,7

92,8

Rio Branco

13,8

2,6

25,0

85,0

56,5

100,0

3,8

-

9,5

Manaus

35,9

19,4

52,4

83,9

53,6

100,0

29,8

12,6

46,9

Boa Vista

97,3

93,2

100,0

79,9

44,1

100,0

99,2

97,6

100,0

Belém

63,1

48,0

78,3

100,0

100,0

100,0

46,3

27,6

65,1

Macapá

83,8

74,1

93,5

100,0

100,0

100,0

81,6

70,6

92,6

Palmas

12,3

4,0

20,6

100,0

100,0

100,0

-

-

-

45,3

40,0

50,6

98,9

97,6

100,0

35,3

31,3

39,3

São Luís

30,8

17,4

44,1

94,6

86,8

100,0

9,4

-

21,2

Teresina

81,1

70,0

92,2

100,0

100,0

100,0

73,4

58,5

88,3

Total dos Municípios das Capitais

Nordeste

Fortaleza

43,2

28,7

57,6

94,8

84,8

100,0

4,0

-

11,8

Natal

49,5

36,6

62,4

100,0

100,0

100,0

21,9

8,7

35,0

João Pessoa

40,9

28,1

53,6

100,0

100,0

100,0

13,2

2,7

23,7

Recife

49,8

36,3

63,2

96,4

89,2

100,0

26,2

11,7

40,6

Maceió

73,6

58,8

88,5

100,0

100,0

100,0

58,0

35,9

80,0

Aracaju

79,7

70,1

89,3

100,0

100,0

100,0

66,7

51,9

81,5

Salvador

37,5

22,2

52,7

100,0

100,0

100,0

18,3

4,7

32,0

53,6

24,0

83,2

94,1

80,4

100,0

42,3

-

90,3

Sudeste Belo Horizonte

52,7

39,1

66,3

100,0

100,0

100,0

37,6

22,3

52,9

Vitória

67,2

54,8

79,6

95,8

87,5

100,0

52,5

36,6

68,4

Rio de Janeiro

35,4

22,2

48,6

93,9

82,2

100,0

3,6

-

10,6

São Paulo

61,8

47,6

76,1

100,0

100,0

100,0

52,3

35,5

69,1

45,0

34,6

55,5

89,7

78,0

100,0

39,6

25,0

54,2

Curitiba

90,0

80,9

99,1

100,0

100,0

100,0

86,6

74,8

98,5

Florianópolis

40,6

24,2

57,0

100,0

100,0

100,0

21,0

-

43,3

Porto Alegre

45,5

30,0

61,0

80,5

54,8

100,0

32,8

14,5

51,2

Sul

49,7

16,3

83,2

96,1

92,7

99,5

41,7

0,8

82,5

Campo Grande

71,1

58,6

83,6

100,0

100,0

100,0

66,9

52,9

80,9

Cuiabá

85,2

74,8

95,6

100,0

100,0

100,0

80,9

67,7

94,1

Goiânia

34,3

22,8

45,7

90,7

77,2

100,0

6,8

-

14,3

Distrito Federal

94,3

87,7

100,0

100,0

100,0

100,0

92,4

83,6

100,0

Centro-Oeste

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.2.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram existência de ponto alternativo de venda de produtos alimentícios, dentro ou na entrada da escola (ex.: ambulante/carrocinha), por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 (continua) Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram existência de ponto alternativo de venda de produtos alimentícios, dentro ou na entrada da escola Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

180 150

84 002

276 298

1 168 086

973 406

1 362 766

57 898

41 457

74 339

180 731

152 714

208 748

Norte

7 600

2 216

12 983

116 348

50 298

182 399

Porto Velho

139

-

411

1 710

646

2 775

Total dos Municípios das Capitais

Rio Branco Manaus Boa Vista

-

-

-

2 982

1 729

4 235

1 707

-

4 482

13 886

8 155

19 618

120

-

355

1 980

999

2 961

2 356

264

4 449

8 105

4 965

11 246

Macapá

474

16

932

2 346

1 268

3 424

Palmas

40

-

118

1 367

678

2 056

37 917

30 154

45 679

446 064

349 806

542 322

Belém

Nordeste São Luís

743

-

1 605

3 301

1 397

5 204

Teresina

1 258

177

2 339

3 055

1 382

4 728

Fortaleza

2 531

91

4 971

4 043

805

7 281

Natal

1 430

492

2 367

3 743

2 402

5 084

João Pessoa

1 183

192

2 173

3 263

1 988

4 537

Recife

3 833

1 067

6 598

11 982

8 432

15 532

Maceió

1 930

208

3 652

3 027

851

5 204

939

203

1 675

1 056

259

1 853

3 668

-

7 549

16 410

11 190

21 629

Sudeste

117 311

22 150

212 472

403 457

254 301

552 613

Belo Horizonte

4 104

1 251

6 957

11 748

6 842

16 653

Aracaju Salvador

Vitória

781

236

1 326

972

529

1 415

9 989

2 914

17 065

18 113

8 668

27 558

10 748

-

22 879

33 462

11 302

55 622

7 908

-

17 276

126 771

98 511

155 031

1 818

-

3 919

8 352

4 343

12 361

Florianópolis

262

-

557

552

59

1 045

Porto Alegre

1 235

-

2 680

3 365

1 438

5 292

9 415

5 998

12 832

75 446

40 432

110 459

770

-

1 815

2 759

1 045

4 474

Rio de Janeiro São Paulo Sul Curitiba

Centro-Oeste Campo Grande Cuiabá

580

-

1 256

752

-

1 634

Goiânia

4 130

1 856

6 405

4 958

2 792

7 124

Distrito Federal

1 132

-

2 854

13 442

7 245

19 638


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.2.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram existência de ponto alternativo de venda de produtos alimentícios, dentro ou na entrada da escola (ex.: ambulante/carrocinha), por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012 (conclusão) Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram existência de ponto alternativo de venda de produtos alimentícios, dentro ou na entrada da escola Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Privada

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Brasil Total dos Municípios das Capitais Norte

Pública

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Limite superior

42,8

36,2

49,4

33,3

25,4

41,3

44,8

37,8

51,8

33,8

29,5

38,1

32,2

24,5

39,9

34,4

29,2

39,5

49,5

26,0

73,0

31,1

14,2

48,1

51,5

24,4

78,6

Porto Velho

25,1

11,3

39,0

13,0

-

37,2

27,2

11,7

42,7

Rio Branco

49,0

31,3

66,7

-

-

-

55,8

37,1

74,6

Manaus

49,5

32,6

66,3

47,6

0,4

94,9

49,7

31,7

67,8

Boa Vista

33,1

18,4

47,8

19,1

-

53,7

34,6

18,9

50,4

Belém

54,0

38,3

69,6

38,8

10,6

67,0

60,9

42,7

79,1

Macapá

38,8

24,8

52,9

53,4

17,5

89,3

36,8

21,7

51,9

Palmas

31,5

16,0

47,0

7,3

-

21,5

34,9

17,4

52,5 74,0

61,0

52,6

69,4

30,4

21,9

38,9

66,7

59,4

São Luís

Nordeste

22,8

11,4

34,1

16,7

-

35,2

24,8

11,1

38,5

Teresina

31,7

18,6

44,8

32,1

8,5

55,6

31,6

15,8

47,4

Fortaleza

19,0

7,8

30,1

16,9

1,1

32,7

20,5

5,1

35,9

Natal

50,2

37,2

63,1

39,2

17,9

60,4

56,2

40,3

72,1

João Pessoa

42,7

30,1

55,4

35,6

11,5

59,8

46,1

31,5

60,6

Recife

62,2

49,1

75,2

44,8

20,1

69,5

70,9

56,5

85,3

Maceió

38,9

21,3

56,4

40,6

13,2

68,0

37,9

15,2

60,6

Aracaju

23,2

11,8

34,7

28,1

8,7

47,4

20,1

6,1

34,2

Salvador

60,5

45,4

75,7

47,2

13,3

81,1

64,6

47,6

81,6 51,2

Sudeste

37,3

23,8

50,8

38,5

27,7

49,3

36,9

22,6

Belo Horizonte

46,5

33,0

60,1

49,7

24,9

74,5

45,5

29,5

61,5

Vitória

39,3

25,9

52,8

51,6

25,2

77,9

33,0

18,5

47,6

Rio de Janeiro

37,4

23,7

51,2

37,8

15,8

59,9

37,3

19,8

54,7

São Paulo

21,6

9,8

33,3

26,3

0,7

52,0

20,4

7,2

33,6

29,3

23,5

35,2

15,8

1,9

29,8

31,0

25,6

36,4

Sul Curitiba

37,3

21,9

52,6

26,6

-

55,3

40,9

23,2

58,5

Florianópolis

11,5

3,3

19,7

15,0

-

31,2

10,4

1,0

19,7

Porto Alegre

28,4

14,7

42,1

28,7

0,7

56,6

28,3

12,6

44,0

34,2

24,9

43,5

25,6

17,4

33,8

35,7

24,0

47,4

Campo Grande

27,6

13,7

41,5

48,1

5,3

90,9

24,7

10,5

38,8

Cuiabá

13,6

2,7

24,6

26,4

-

54,3

9,9

-

21,3

Goiânia

43,0

31,0

55,0

59,7

39,4

80,1

34,9

21,1

48,7

Distrito Federal

33,5

19,7

47,3

10,3

-

25,3

41,3

24,1

58,5

Centro-Oeste

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.3.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir quadra de esportes, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir quadra de esportes Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

504 923

353 636

656 209

1 993 322

1 817 990

2 168 654

176 123

150 908

201 338

460 747

423 380

498 114

Norte

23 026

17 223

28 829

163 083

142 543

183 623

Porto Velho

1 065

335

1 795

5 330

4 019

6 641

Rio Branco

748

97

1 399

4 534

3 311

5 756

3 452

328

6 577

18 388

12 077

24 699

627

87

1 167

5 533

4 677

6 390

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista

6 074

3 087

9 061

11 377

8 254

14 500

Macapá

Belém

888

292

1 483

5 600

4 458

6 743

Palmas

550

225

875

3 729

2 794

4 663

101 612

77 280

125 945

295 021

190 053

399 989

Nordeste São Luís

3 593

1 652

5 534

8 404

5 556

11 253

Teresina

3 924

2 281

5 566

8 299

6 266

10 332

Fortaleza

14 184

8 813

19 555

16 806

11 613

21 998

3 452

2 186

4 718

4 317

2 974

5 660

Natal João Pessoa

3 155

1 699

4 611

5 814

4 428

7 200

Recife

8 206

4 468

11 945

10 370

6 846

13 895

Maceió

4 754

2 688

6 820

3 811

1 505

6 116

Aracaju

3 290

2 148

4 432

3 923

2 740

5 107

Salvador

7 766

3 086

12 445

20 724

15 374

26 074

294 204

146 402

442 005

997 240

865 105

1 129 376

Belo Horizonte

8 254

4 678

11 830

23 188

17 529

28 847

Vitória

1 516

809

2 222

2 834

2 223

3 444

Sudeste

Rio de Janeiro

25 631

16 170

35 092

43 836

31 879

55 793

São Paulo

40 800

21 315

60 285

159 903

128 653

191 152

49 935

33 587

66 284

392 368

382 595

402 141

6 838

2 464

11 212

19 432

15 294

23 569

Sul Curitiba Florianópolis

1 752

974

2 530

5 161

3 592

6 730

Porto Alegre

4 309

2 110

6 508

10 835

7 856

13 814

36 146

23 930

48 361

145 609

103 827

187 392

Centro-Oeste Campo Grande

1 601

312

2 890

10 483

8 573

12 392

Cuiabá

1 934

724

3 143

6 668

4 881

8 456

Goiânia

6 779

4 240

9 318

11 631

8 962

14 301

10 981

6 698

15 264

29 817

22 365

37 269

Distrito Federal


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.3.1 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir quadra de esportes, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir quadra de esportes Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Brasil Total dos Municípios das Capitais Norte

Privada

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Total

Limite superior

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Limite superior

79,4

72,7

86,1

93,4

91,1

95,8

76,4

68,4

84,5

90,3

88,3

92,2

97,9

96,5

99,4

87,6

85,0

90,3

74,4

63,2

85,5

94,3

90,8

97,9

72,2

60,5

83,9

Porto Velho

87,0

77,9

96,0

100,0

100,0

100,0

84,8

74,2

95,3

Rio Branco

86,8

75,7

97,9

100,0

100,0

100,0

84,9

72,3

97,5

Manaus

69,3

54,4

84,2

96,3

88,6

100,0

65,8

49,4

82,3

Boa Vista

97,1

92,7

100,0

100,0

100,0

100,0

96,8

91,9

100,0

Belém

90,0

80,5

99,5

100,0

100,0

100,0

85,4

72,0

98,9

Macapá

89,3

81,4

97,3

100,0

100,0

100,0

87,8

78,8

96,8

Palmas

95,9

89,9

100,0

100,0

100,0

100,0

95,3

88,5

100,0

50,0

30,4

69,6

81,4

72,5

90,3

44,1

23,8

64,5

Nordeste São Luís

67,5

54,9

80,1

80,6

58,1

100,0

63,1

48,1

78,2

Teresina

89,9

81,9

98,0

100,0

100,0

100,0

85,9

74,8

96,9

Fortaleza

89,3

81,3

97,4

94,8

84,8

100,0

85,2

73,3

97,1

Natal

75,4

64,1

86,6

94,6

84,3

100,0

64,8

49,4

80,2

João Pessoa

86,2

79,2

93,3

95,1

88,2

100,0

82,1

72,4

91,7

Recife

73,0

61,7

84,3

96,0

91,1

100,0

61,4

46,1

76,7

Maceió

67,2

50,7

83,7

100,0

100,0

100,0

47,7

24,7

70,6

Aracaju

84,0

74,9

93,1

98,4

95,3

100,0

74,8

60,7

88,8

Salvador

85,9

75,2

96,6

100,0

100,0

100,0

81,6

68,0

95,2

Sudeste

92,4

84,1

100,0

96,6

92,2

100,0

91,3

81,2

100,0

Belo Horizonte

92,3

85,9

98,8

100,0

100,0

100,0

89,9

81,4

98,3

Vitória

97,6

94,9

100,0

100,0

100,0

100,0

96,4

92,2

100,0

Rio de Janeiro

92,6

85,2

100,0

97,0

91,1

100,0

90,2

79,3

100,0

São Paulo

97,9

93,6

100,0

100,0

100,0

100,0

97,3

92,1

100,0

Sul Curitiba

96,4

90,5

100,0

100,0

100,0

100,0

95,9

89,2

100,0

96,3

92,0

100,0

100,0

100,0

100,0

95,1

89,4

100,0

Florianópolis

97,6

94,1

100,0

100,0

100,0

100,0

96,9

92,1

100,0

Porto Alegre

93,5

87,5

99,4

100,0

100,0

100,0

91,1

82,9

99,2

73,2

49,4

97,1

98,3

95,9

100,0

68,9

39,9

97,9

Centro-Oeste Campo Grande

94,5

87,9

100,0

100,0

100,0

100,0

93,7

86,2

100,0

Cuiabá

88,0

77,9

98,2

88,0

65,8

100,0

88,0

76,6

99,4

Goiânia

87,2

79,6

94,8

98,0

94,0

100,0

81,9

71,1

92,7

Distrito Federal

93,7

86,7

100,0

100,0

100,0

100,0

91,6

82,3

100,0

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.3.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pista para corrida/atletismo, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pista de corrida/atletismo Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

32 069

20 140

43 999

26 679

17 116

36 241

10 619

3 785

17 453

9 687

4 210

15 164

Norte

254

-

574

6 360

1 897

10 823

Porto Velho

139

-

411

435

-

1 038

Rio Branco

40

-

118

-

-

-

Total dos Municípios das Capitais

Manaus

-

-

-

-

-

-

Boa Vista

-

-

-

129

-

383

Belém

-

-

-

510

-

1 509

Macapá

-

-

-

321

-

730

Palmas

76

-

224

120

-

355

6 901

344

13 458

2 530

-

6 079

Nordeste São Luís

-

-

-

-

-

-

Teresina

220

-

651

-

-

-

Fortaleza

665

-

1 971

-

-

-

Natal

585

-

1 237

-

-

-

-

-

-

178

-

526

653

-

1 935

422

-

1 250

João Pessoa Recife Maceió

409

-

1 211

-

-

-

Aracaju

127

-

375

189

-

561

1 427

-

4 225

-

-

-

11 929

5 284

18 574

4 419

-

9 808

Salvador Sudeste Belo Horizonte

603

-

1 786

647

-

1 917

Vitória

283

-

621

-

-

-

Rio de Janeiro São Paulo Sul Curitiba

-

-

-

1 963

-

5 815

2 684

-

7 949

-

-

-

12 401

5 025

19 776

9 786

6 832

12 739

828

-

2 453

1 831

-

3 862

Florianópolis

294

-

836

976

-

2 360

Porto Alegre

1 277

24

2 529

495

-

1 467

585

-

1 397

3 584

-

8 185

Centro-Oeste

-

-

-

-

-

-

Cuiabá

Campo Grande

311

-

920

-

-

-

Goiânia

-

-

-

523

-

1 245

Distrito Federal

-

-

-

947

-

2 805


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.3.2 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pista para corrida/atletismo, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pista de corrida/atletismo Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Privada

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite inferior Brasil

Pública

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Limite superior

1,9

1,4

2,3

5,9

3,7

8,1

1,0

0,7

1,4

2,9

1,6

4,1

5,9

2,2

9,6

1,8

0,8

2,9

Norte

2,6

0,9

4,4

1,0

-

2,4

2,8

1,0

4,7

Porto Velho

7,8

-

16,6

13,0

-

37,2

6,9

-

16,3

Rio Branco

0,7

-

2,0

5,3

-

16,5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista

2,0

-

6,1

-

-

-

2,3

-

6,7

Belém

2,6

-

7,8

-

-

-

3,8

-

11,3

Macapá

4,4

-

10,0

-

-

-

5,0

-

11,4

Palmas

4,4

-

10,6

13,7

-

38,7

3,1

-

9,1

1,2

0,6

1,8

5,5

0,9

10,2

0,4

-

0,9

São Luís

Nordeste

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Teresina

1,6

-

4,8

5,6

-

16,4

-

-

-

Fortaleza

1,9

-

5,7

4,4

-

13,1

-

-

-

Natal

5,7

-

12,0

16,0

-

32,6

-

-

-

João Pessoa

1,7

-

5,1

-

-

-

2,5

-

7,4

Recife

4,2

-

10,1

7,6

-

22,0

2,5

-

7,4

Maceió

3,2

-

9,5

8,6

-

24,8

-

-

-

Aracaju

3,7

-

8,8

3,8

-

11,2

3,6

-

10,6

Salvador

4,3

-

12,6

18,4

-

49,9

-

-

-

Sudeste

1,2

0,5

1,8

3,9

2,0

5,9

0,4

-

0,9

Belo Horizonte

3,7

-

8,7

7,3

-

21,1

2,5

-

7,4

Vitória

6,3

-

13,8

18,6

-

39,2

-

-

-

Rio de Janeiro

2,6

-

7,7

-

-

-

4,0

-

11,8

São Paulo

1,3

-

3,9

6,6

-

19,3

-

-

-

Sul

4,8

3,2

6,5

24,8

17,2

32,4

2,4

1,7

3,1

9,7

0,4

19,1

12,1

-

34,7

9,0

-

18,8

Florianópolis

17,9

0,0

35,9

16,8

-

43,6

18,3

-

40,4

Porto Alegre

10,9

1,4

20,4

29,6

3,8

55,4

4,2

-

12,2

1,7

-

4,0

1,6

-

4,1

1,7

-

4,1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Cuiabá

3,2

-

9,4

14,1

-

39,6

-

-

-

Goiânia

2,5

-

5,9

-

-

-

3,7

-

8,8

Distrito Federal

2,2

-

6,4

-

-

-

2,9

-

8,6

Curitiba

Centro-Oeste Campo Grande

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.3.3 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pátio para a prática regular de atividade física com instrutor, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativa, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pátio para a prática regular de atividade física com instrutor Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

322 774

240 306

405 243

1 319 195

1 086 507

1 551 884

112 763

90 863

134 662

295 682

258 055

333 309

14 108

10 978

17 238

110 427

61 880

158 973

Porto Velho

710

141

1 279

3 176

1 956

4 396

Rio Branco

112

-

332

1 107

259

1 954

Total dos Municípios das Capitais Norte

Manaus

785

-

1 589

19 019

13 033

25 005

Boa Vista

417

-

886

3 681

2 649

4 713

4 862

1 964

7 760

5 550

2 864

8 236

Macapá

Belém

197

-

473

1 885

970

2 800

Palmas

347

80

614

3 067

2 115

4 019

93 155

79 847

106 462

267 756

249 562

285 949

Nordeste São Luís

2 553

762

4 345

7 729

4 942

10 517

Teresina

2 997

1 517

4 477

6 916

4 887

8 946

Fortaleza

10 071

5 579

14 563

8 216

4 309

12 122

2 432

1 266

3 598

3 753

2 454

5 053

Natal João Pessoa

2 357

1 087

3 627

4 296

3 063

5 528

Recife

7 302

3 856

10 748

11 301

7 813

14 790

Maceió

2 660

1 111

4 209

2 927

942

4 911

Aracaju

1 896

971

2 822

1 750

891

2 609

Salvador

5 347

757

9 937

10 981

5 814

16 148

Sudeste

160 390

80 659

240 122

601 295

395 500

807 089

Belo Horizonte

6 952

3 692

10 213

12 154

7 882

16 426

963

364

1 562

1 825

1 283

2 368

Vitória Rio de Janeiro

11 962

5 002

18 923

26 162

15 341

36 984

São Paulo

28 723

10 922

46 524

93 307

60 627

125 987

32 860

21 267

44 452

220 530

126 241

314 819

Curitiba

Sul

3 556

678

6 433

13 639

9 507

17 772

Florianópolis

1 133

430

1 836

3 454

2 451

4 458

Porto Alegre

3 942

1 812

6 071

10 976

8 152

13 801

22 262

11 188

33 336

119 188

104 540

133 836

Campo Grande

1 460

189

2 731

7 498

5 409

9 587

Cuiabá

1 681

544

2 819

3 814

2 266

5 361

Goiânia

3 780

1 673

5 888

9 959

7 434

12 485

Distrito Federal

3 565

720

6 411

17 538

10 396

24 680

Centro-Oeste


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.3.3 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pátio para a prática regular de atividade física com instrutor, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativa, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir pátio para a prática regular de atividade física com instrutor Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Privada

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Brasil

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Total

Limite superior

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Limite superior

52,2

44,6

59,7

59,7

54,9

64,5

50,6

41,2

59,9

57,9

53,0

62,8

62,7

55,0

70,4

56,2

50,3

62,2

Norte

49,8

29,1

70,4

57,8

45,6

70,0

48,9

25,5

72,3

Porto Velho

52,8

37,5

68,2

66,6

29,6

100,0

50,5

33,7

67,3

Rio Branco

20,0

6,1

34,0

15,0

-

43,5

20,7

5,4

36,1

Manaus

62,9

46,6

79,1

21,9

-

48,7

68,1

51,5

84,7

Total dos Municípios das Capitais

Boa Vista

64,6

50,1

79,2

66,5

25,4

100,0

64,4

48,9

79,9

Belém

53,7

38,0

69,4

80,0

59,8

100,0

41,7

23,3

60,1

Macapá

28,7

16,0

41,3

22,1

-

50,7

29,6

15,7

43,4

Palmas

76,5

62,2

90,7

63,0

30,7

95,4

78,4

62,9

93,9

45,5

38,8

52,2

74,7

70,7

78,6

40,0

33,3

46,8

Nordeste São Luís

57,9

44,4

71,3

57,3

30,7

83,9

58,1

42,4

73,7

Teresina

73,0

60,6

85,3

76,4

54,7

98,1

71,6

56,7

86,4

Fortaleza

52,7

38,2

67,2

67,3

44,8

89,9

41,7

23,5

59,8

Natal

60,0

47,3

72,6

66,6

46,6

86,6

56,3

40,3

72,4

João Pessoa

64,0

51,8

76,1

71,1

48,6

93,5

60,6

46,4

74,9

Recife

73,1

61,2

85,1

85,4

66,8

100,0

66,9

51,9

81,9

Maceió

43,8

26,6

61,0

56,0

28,8

83,1

36,6

14,7

58,5

Aracaju

42,4

29,6

55,3

56,7

35,7

77,8

33,4

18,0

48,7

Salvador

49,2

33,6

64,8

68,9

43,2

94,5

43,2

25,6

60,8

54,5

40,0

69,1

52,7

47,5

57,8

55,0

35,3

74,8

Sudeste Belo Horizonte

56,1

42,4

69,8

84,2

64,4

100,0

47,1

31,2

63,0

Vitória

62,6

49,0

76,1

63,5

38,4

88,7

62,1

46,2

78,0

Rio de Janeiro

50,8

36,6

65,0

45,3

23,1

67,4

53,8

35,6

72,0

São Paulo

59,5

45,2

73,8

70,4

46,2

94,6

56,8

40,1

73,4

55,2

36,6

73,9

65,8

59,9

71,7

53,9

33,5

74,3

Curitiba

63,0

47,0

79,0

52,0

16,3

87,7

66,7

49,6

83,8

Florianópolis

64,8

48,3

81,3

64,7

41,7

87,6

64,8

44,2

85,5

Porto Alegre

92,1

83,4

100,0

91,5

75,3

100,0

92,3

82,0

100,0

Sul

57,0

46,7

67,3

60,5

46,7

74,4

56,4

42,4

70,3

Campo Grande

70,1

56,9

83,2

91,2

73,7

100,0

67,0

52,5

81,6

Cuiabá

56,2

39,9

72,6

76,5

48,0

100,0

50,3

31,6

69,1

Goiânia

65,1

53,6

76,5

54,6

33,4

75,9

70,1

56,7

83,6

Distrito Federal

48,5

34,0

63,0

32,5

10,1

54,9

53,9

36,4

71,4

Centro-Oeste

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.3.4 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir piscina em condições de uso, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir piscina em condições de uso Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

190 742

138 470

243 014

19 181

6 502

31 859

78 953

60 373

97 534

8 880

3 631

14 128

9 844

6 997

12 692

2 114

1 192

3 036

Porto Velho

574

59

1 089

246

-

729

Rio Branco

104

-

250

-

-

-

1 168

-

2 385

-

-

-

417

-

886

-

-

-

1 958

-

4 067

-

-

-

Total dos Municípios das Capitais Norte

Manaus Boa Vista Belém Macapá

396

11

782

422

-

1 004

Palmas

388

105

671

456

-

983

42 423

27 086

57 760

4 095

-

8 333

São Luís

1 941

209

3 674

473

-

1 401

Teresina

1 166

128

2 204

-

-

-

Nordeste

Fortaleza

8 581

4 062

13 101

795

-

2 355

Natal

2 614

1 468

3 759

-

-

-

João Pessoa

1 545

468

2 622

-

-

-

Recife

4 985

1 565

8 405

233

-

690

Maceió

2 273

571

3 976

-

-

-

Aracaju

2 417

1 348

3 486

-

-

-

Salvador

3 292

429

6 154

853

-

2 527

Sudeste

110 369

61 740

158 999

6 102

-

16 025

Belo Horizonte

3 379

716

6 042

647

-

1 917

505

79

932

-

-

-

Vitória Rio de Janeiro São Paulo Sul

8 880

2 517

15 243

458

-

1 357

18 701

3 911

33 491

-

-

-

7 052

3 122

10 982

974

-

2 202

1 655

-

3 712

596

-

1 765

Florianópolis

452

80

823

378

4

752

Porto Alegre

706

-

1 687

-

-

-

21 053

10 625

31 480

5 896

-

12 374

1 125

20

2 229

-

-

-

Curitiba

Centro-Oeste Campo Grande Cuiabá

984

97

1 872

316

-

937

Goiânia

3 818

1 834

5 801

245

-

725

Distrito Federal

4 928

1 787

8 070

2 761

-

6 742


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.3.4 - Estimativas, total e percentual de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir piscina em condições de uso, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir piscina em condições de uso Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Privada

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite inferior Brasil

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Limite superior

6,7

5,0

8,3

35,3

30,2

40,4

0,7

0,2

1,2

12,4

9,7

15,2

43,9

35,7

52,1

1,7

0,7

2,7

Norte

4,8

3,5

6,0

40,3

30,8

49,9

0,9

0,5

1,3

Porto Velho

11,2

1,8

20,5

53,9

16,5

91,3

3,9

-

11,5

Rio Branco

1,7

-

4,2

13,9

-

35,3

-

-

-

Manaus

3,7

-

7,8

32,6

-

69,3

-

-

-

Boa Vista

6,6

-

14,0

66,5

25,4

100,0

-

-

-

Belém

10,1

-

20,7

32,2

3,9

60,6

-

-

-

Macapá

11,3

2,0

20,5

44,6

9,2

80,0

6,6

-

15,5

Palmas

18,9

6,1

31,8

70,5

40,1

100,0

11,7

-

24,7

5,9

3,9

7,8

34,0

18,5

49,5

0,6

0,0

1,2

Total dos Municípios das Capitais

Nordeste São Luís

13,6

3,1

24,0

43,6

15,8

71,4

3,6

-

10,4

Teresina

8,6

0,9

16,2

29,7

6,7

52,7

-

-

-

Fortaleza

27,0

14,0

40,1

57,4

34,7

80,0

4,0

-

11,8

Natal

25,3

14,2

36,5

71,6

51,7

91,5

-

-

-

João Pessoa

14,9

5,0

24,7

46,6

21,9

71,3

-

-

-

Recife

20,5

8,2

32,8

58,3

35,2

81,4

1,4

-

4,1

Maceió

17,8

4,6

31,0

47,8

20,9

74,7

-

-

-

Aracaju

28,1

16,2

40,1

72,3

54,2

90,4

-

-

-

Salvador

12,5

2,7

22,3

42,4

10,2

74,6

3,4

-

9,9

8,3

5,0

11,7

36,2

30,0

42,5

0,6

-

1,5

Sudeste Belo Horizonte

11,8

3,3

20,3

40,9

16,1

65,8

2,5

-

7,4

Vitória

11,3

2,0

20,7

33,4

8,9

57,8

-

-

-

Rio de Janeiro

12,4

3,8

21,1

33,6

12,6

54,7

0,9

-

2,8

9,1

1,7

16,5

45,8

18,1

73,5

-

-

-

1,7

1,0

2,5

14,1

9,4

18,8

0,2

-

0,5

São Paulo Sul Curitiba

8,3

-

16,8

24,2

-

52,3

2,9

-

8,6

Florianópolis

11,7

4,0

19,4

25,8

5,6

45,9

7,1

-

14,3

Porto Alegre

4,4

-

10,4

16,4

-

37,6

-

-

-

10,9

8,7

13,0

57,2

44,1

70,3

2,8

-

6,1

8,8

0,3

17,3

70,3

31,8

100,0

-

-

-

Cuiabá

13,3

2,5

24,1

44,8

12,3

77,2

4,2

-

12,3

Goiânia

19,2

9,8

28,7

55,2

33,7

76,7

1,7

-

5,1

Distrito Federal

17,7

6,6

28,7

44,9

21,3

68,4

8,5

-

20,2

Centro-Oeste Campo Grande

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela1.3.5 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir vestiário em condições de uso para os alunos, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir vestiário em condições de uso para os alunos Dependência administrativa da escola Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Privada

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

361 278

218 629

503 926

535 191

276 640

793 742

131 311

108 202

154 421

144 248

113 988

174 508

Norte

18 678

13 337

24 018

25 951

20 045

31 857

Porto Velho

1 029

299

1 760

2 202

1 118

3 285

Rio Branco

748

97

1 399

1 065

147

1 984

3 452

328

6 577

6 302

1 804

10 799

330

-

701

670

71

1 270

Total dos Municípios das Capitais

Manaus Boa Vista

5 650

2 648

8 653

2 817

647

4 986

Macapá

Belém

766

199

1 332

2 238

1 154

3 322

Palmas

290

47

533

1 235

474

1 996

68 375

56 251

80 499

54 907

25 378

84 437

São Luís

2 817

908

4 726

1 792

-

3 695

Teresina

2 367

973

3 761

1 055

46

2 064

Fortaleza

11 087

6 470

15 705

2 473

28

4 918

2 574

1 407

3 741

1 889

774

3 004

Nordeste

Natal João Pessoa

2 784

1 436

4 132

3 431

2 274

4 589

Recife

6 355

2 677

10 033

5 695

2 833

8 557

Maceió

3 936

1 982

5 890

3 683

1 275

6 092

Aracaju

2 592

1 495

3 688

1 414

478

2 350

Salvador

4 037

203

7 871

1 593

-

3 881

214 482

72 782

356 182

360 845

111 813

609 878

Belo Horizonte

6 372

3 059

9 684

11 950

6 963

16 937

Vitória

1 250

618

1 883

1 209

633

1 784

Sudeste

Rio de Janeiro

15 517

7 309

23 726

29 810

18 219

41 400

São Paulo

32 708

14 471

50 945

38 674

13 429

63 919

34 817

26 994

42 641

62 828

4 337

121 319

Curitiba

4 211

1 060

7 361

3 331

513

6 149

Florianópolis

1 364

617

2 112

1 941

459

3 424

Porto Alegre

3 516

1 417

5 616

2 230

441

4 020

24 926

19 174

30 677

30 660

8 225

53 095

Campo Grande

1 178

58

2 298

2 053

500

3 607

Cuiabá

1 511

408

2 615

2 398

835

3 962

Goiânia

3 924

1 849

5 999

2 030

652

3 409

Distrito Federal

8 943

4 768

13 117

9 067

3 037

15 097

Sul

Centro-Oeste


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela1.3.5 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir vestiário em condições de uso para os alunos, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram possuir vestiário em condições de uso para os alunos Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Privada

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Brasil

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Limite inferior

Limite superior

28,5

17,1

39,9

66,8

60,7

73,0

20,5

10,3

30,7

39,1

34,3

43,8

73,0

66,0

80,0

27,4

22,1

32,8

Norte

17,8

15,3

20,4

76,5

70,8

82,2

11,5

9,1

13,9

Porto Velho

43,9

28,7

59,1

96,6

89,7

100,0

35,0

19,0

51,1

Rio Branco

29,8

13,4

46,2

100,0

100,0

100,0

19,9

3,8

36,1

Manaus

31,0

15,4

46,5

96,3

88,6

100,0

22,6

7,2

37,9

Boa Vista

15,8

5,0

26,5

52,6

6,8

98,4

11,7

1,3

22,1

Belém

43,7

27,9

59,4

93,0

83,1

100,0

21,2

5,7

36,6

Total dos Municípios das Capitais

Macapá

41,4

27,2

55,5

86,2

63,1

100,0

35,1

20,0

50,2

Palmas

34,2

17,9

50,5

52,7

19,4

86,0

31,6

13,7

49,5

15,5

9,5

21,6

54,8

50,6

59,0

8,2

2,9

13,5

Nordeste São Luís

25,9

12,8

39,1

63,2

38,1

88,3

13,5

0,2

26,8

Teresina

25,2

13,3

37,1

60,3

36,1

84,6

10,9

0,7

21,2

Fortaleza

39,1

25,1

53,1

74,1

52,2

96,0

12,5

0,5

24,6

Natal

43,3

30,4

56,2

70,5

50,9

90,2

28,4

13,3

43,4

João Pessoa

59,8

47,4

72,1

83,9

65,2

100,0

48,4

34,0

62,9

Recife

47,4

33,8

60,9

74,3

56,9

91,7

33,7

18,6

48,9

Maceió

59,8

42,8

76,7

82,8

62,3

100,0

46,1

23,0

69,1

Aracaju

46,6

33,5

59,8

77,5

61,1

94,0

27,0

11,2

42,7

Salvador

17,0

4,4

29,5

52,0

18,7

85,3

6,3

-

15,1

41,2

17,6

64,7

70,4

61,7

79,1

33,0

9,7

56,4

Sudeste Belo Horizonte

53,8

40,3

67,3

77,2

57,2

97,2

46,3

30,3

62,4

Vitória

55,2

41,6

68,8

82,5

60,3

100,0

41,1

25,0

57,2

Rio de Janeiro

60,4

46,7

74,1

58,7

36,9

80,6

61,3

43,8

78,9

São Paulo

34,8

21,1

48,5

80,2

58,7

100,0

23,5

9,0

38,1

21,3

8,3

34,2

69,7

59,9

79,6

15,4

0,3

30,4

Curitiba

27,7

13,4

41,9

61,6

25,2

98,0

16,3

2,9

29,7

Florianópolis

46,7

30,8

62,6

77,9

59,5

96,2

36,4

15,9

57,0

Porto Alegre

35,5

20,7

50,2

81,6

61,2

100,0

18,7

4,4

33,0

Sul

22,4

11,0

33,8

67,8

54,3

81,2

14,5

2,0

27,0

Campo Grande

25,3

11,9

38,6

73,6

36,1

100,0

18,4

5,3

31,4

Cuiabá

40,0

23,8

56,2

68,8

38,3

99,2

31,7

13,5

49,9

Goiânia

28,2

17,4

39,0

56,7

35,5

78,0

14,3

4,7

23,9

Distrito Federal

41,4

27,1

55,6

81,4

64,6

98,2

27,9

11,3

44,4

Centro-Oeste

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012.


___________________________________________________________ Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012

Tabela 1.3.6 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram oferecer atividades esportivas para os alunos, fora do horário de aula regular, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(continua)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram oferecer atividades esportivas para os alunos, fora do horário de aula regular Dependência administrativa da escola Privada

Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Pública Intervalo de confiança de 95%

Total Limite inferior Brasil

Intervalo de confiança de 95%

Total Limite superior

Limite inferior

Limite superior

452 054

333 627

570 481

1 613 480

1 498 777

1 728 183

154 028

130 177

177 880

336 448

297 803

375 092

Norte

17 144

10 645

23 643

136 632

128 340

144 924

Porto Velho

891

198

1 583

4 875

3 554

6 196

Total dos Municípios das Capitais

Rio Branco Manaus Boa Vista Belém

434

-

1 031

3 295

2 013

4 576

3 262

172

6 352

21 523

15 607

27 439

627

87

1 167

5 406

4 543

6 268

3 712

1 102

6 322

10 303

7 216

13 390

Macapá

778

212

1 344

4 559

3 339

5 779

Palmas

550

225

875

3 424

2 469

4 379 484 476

107 815

98 813

116 816

402 838

321 200

São Luís

4 005

1 868

6 143

6 961

4 217

9 704

Teresina

2 961

1 417

4 506

7 547

5 567

9 526

Fortaleza

18 729

Nordeste

14 963

9 530

20 395

13 873

9 018

Natal

3 649

2 358

4 940

6 168

4 793

7 544

João Pessoa

3 205

1 754

4 656

6 171

4 820

7 522

Recife

7 715

4 000

11 430

9 451

6 225

12 676

Maceió

4 754

2 688

6 820

4 767

2 191

7 343

Aracaju

3 005

1 908

4 102

3 888

2 671

5 106

Salvador

5 736

1 117

10 355

18 139

12 663

23 614

Sudeste

249 663

133 739

365 586

665 965

628 154

703 776

Belo Horizonte

6 618

3 143

10 093

15 209

9 935

20 483

Vitória

1 471

765

2 178

2 540

1 916

3 164

Rio de Janeiro

19 243

10 633

27 854

19 542

10 099

28 985

São Paulo

34 863

16 455

53 271

107 854

73 930

141 779

43 108

24 734

61 482

293 326

223 141

363 510

Curitiba

5 278

1 920

8 636

10 385

6 338

14 432

Florianópolis

1 695

914

2 476

3 112

1 598

4 626

Porto Alegre

4 309

2 110

6 508

7 067

4 482

9 652

Sul

34 324

23 106

45 542

114 720

106 493

122 947

Campo Grande

1 601

312

2 890

10 624

8 691

12 557

Cuiabá

1 934

724

3 143

5 272

3 635

6 909

6 211

3 682

8 739

9 595

7 016

12 173

10 558

6 279

14 838

14 899

7 940

21 858

Centro-Oeste

Goiânia Distrito Federal


Tabelas de resultados____________________________________________________________________________

Tabela 1.3.6 - Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9 º ano do ensino fundamental em escolas que informaram oferecer atividades esportivas para os alunos, fora do horário de aula regular, por dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95%, segundo as Grandes Regiões, os Municípios das Capitais e o Distrito Federal - 2012

(conclusão)

Estimativas, total e percentual, de escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental em escolas que informaram oferecer atividades esportivas para os alunos, fora do horário de aula regular Dependência administrativa da escola (%) Grandes Regiões, Municípios das Capitais e Distrito Federal

Total

Total

Limite inferior Brasil Total dos Municípios das Capitais

Privada

Intervalo de confiança de 95%

Total

Limite superior

Pública

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Total

Limite superior

Intervalo de confiança de 95% Limite inferior

Limite superior

65,6

60,9

70,3

83,6

78,2

89,1

61,9

55,9

67,9

69,5

64,9

74,1

85,6

79,7

91,6

64,0

58,3

69,7

Norte

61,4

58,6

64,3

70,2

56,1

84,4

60,5

58,1

62,9

Porto Velho

78,4

66,6

90,2

83,6

58,6

100,0

77,5

64,4

90,7

Rio Branco

61,2

44,6

77,9

58,0

15,3