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CAPA

Sílicas pirogênicas

Alta pureza no controle da reologia

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2ª CAPA Um mundo em transformação. Soluções Miracema-Nuodex para Lubrificantes. Essa é a química.

Confiabilidade e experiência. O mercado de Lubrificantes em busca de inovação. Essa química tem a marca Miracema-Nuodex. Aditivos e insumos para lubrificantes extrema pressão antidesgaste lubricidade anticorrosivos adesividade melhoradores de índice de viscosidade abaixadores de ponto de fluidez

· · · · · · ·

pacotes emulgadores demulsibilidade detergentes antiespumante ésteres biocidas ácidos graxos

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www.miracema-nuodex.com.br

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Editorial

EXPEDIENTE REVISTA LUBGRAX Ano II Nº 13 – Novembro/Dezembro 2011

Capa:

Foto: Imagem gentilmente cedida por Wacker Chemie AG Produção: Alex S. Andrade Diretor

Sérgio Ávila Editoras responsáveis

O JABUTI E A TRANSPARÊNCIA

V

ocê já ouviu o ditado (mineiro) “há um jabuti na árvore?” Eu não o conhecia, até a manhã deste ensolarado dia primaveril.

Não é que, com base no comentário sempre competente e esclarecedor de minha xará Miriam, (a Leitão, jornalista

Maristela Rizzo – MTB 25.781 maristela@lubgrax.com.br

de economia da TV Globo) é possível

Miriam Mazzi – MTB 20.465 miriam@lubgrax.com.br

da lá pelas bandas do Planalto Central:

Editor de arte

concluir uma prática que julgava sepultaa manobra de dados em benefício do desempenho do governo. Ora, jabuti não sobe em árvores, certo? Alguém o “plantou” ali, da mesma forma

Alex S. Andrade alex@artediagramacao.com.br

que – lamentavelmente – números e índices são “semeados” por alguns órgãos ligados

Editora de fotografia

ao governo para maquiar cenários, tornando-os menos preocupantes, principalmente

Iara Morselli iara@lubgrax.com.br Núcleo comercial

Daives Marangoni de Góes daives@lubgrax.com.br Circulação e assinaturas

Salete Rodrigues salete@lubgrax.com.br

Pré-impressão e Impressão

Referência Gráfica

Lubgrax é uma publicação da Sergio Avila Editora e Eventos, dirigida a profissionais e executivos de toda a cadeia produtiva, distribuição e principais segmentos industriais consumidores de lubrificantes, óleos, fluidos e graxas, associações, entidades, universidades entre outros. Circulação: Nacional

Tiragem: 5 mil exemplares

quando um novo exercício se aproxima e, mais ainda, quando a credibilidade no governo despenca na exata medida da degola de ministros suspeitos de corrupção. Não faz sentido entrar no mérito deste ardiloso e sagaz jabuti, até porque o tempo se incumbirá de elucidar o mentor de tal traquinagem. Mas, em função de estarmos quase cerrando as portas de 2011, acredito que valha a pena uma reflexão aprofundada sobre os valores que nos norteiam e a falta de questionamentos que nos escapam pelo excesso de tarefas cotidianas, mas que reforçam a crença inverossímil de a corrupção e os desmandos políticos serem males crônicos do Brasil. Precisamos largar ao longo do caminho desastroso deste 2011 – pelo menos para muitos segmentos da economia – a ambiguidade e a falta de coragem para assumir desacertos. Números, indicadores e estatísticas vindas do governo embasam todos os projetos que as companhias elaboram para o ano seguinte. Que dirá em relação ao Brasil, País que é visto por especialistas de todo o mundo como fonte certa e segura para investimentos. A transparência, em todas as ocasiões, é o bem maior que as autoridades podem e devem conceder à população de uma forma geral, e aos empresários, em particular. Ou vice-versa. Até porque, cá entre nós, será que alguém ainda acredita que jabutis escalam galhos?

Rua da Consolação, 359 – conjunto 14 01301-000 – São Paulo, SP, Brasil Tel (11) 3151-5140 sergioavilaeditora@sergioavilaeditora.com.br

Tenham um excelente 2012, repleto de paz, saúde e prosperidade. E que o próximo ano seja um marco na moralização do Brasil.

ASSINATURAS

assine@lubgrax.com.br ou ligue (11) 3151-5140 Assinatura anual R$ 95,00 Preço por exemplar: R$ 19,00 Subscription other countries US$ 150.00 Air mail: US$ 200.00 Preço de exemplares atrasados: R$ 25,00

Boa leitura! Miriam Mazzi

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Foto: Evonik Industries AG

Sumário

Simpósio AEA

Sílicas pirogênicas

12

32

Perfil do Fabricante Klüber

Aerossóis

26

42

8

LUBGRAX ONLINE

4

Castrol fecha acordo com Siemens A Siemens Wind Power, um dos principais fornecedores de soluções de energia eólica fechou um contrato com a Castrol Industrial para fornecimento do Castrol Optigear Synthetic X 320, produzida na planta de Warminster, nos Estados Unidos. Este produto atenderá 100% das necessidades caixas de redutores de suas turbinas eólicas.

Descoberta de petróleo de boa qualidade na Bacia de Santos Análises preliminares indicam que este petróleo possui a mesma qualidade daquele encontrado nos poços pioneiros, com cerca de 36o API. Esta descoberta confirma o potencial de petróleo de boa qualidade nas porções de águas rasas no sul da Bacia de Santos.

4•

Editorial

3

Entrevista

8

Sílicas pirogênicas

12

Artigo técnico – Dow

16

Produtos & Ser viços

22

Caderno Consumo

25

Lubrificantes aerossóis

26

IV Simpósio Internacional de Números do setor

30

Lubrificantes, Aditivos e Fluidos AEA

32

Negócios – Lubrisint

36

Fiscalização – ANP

40

Perfil do Fabricante – Klüber

42

Guia Lubgrax

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Editorialista Convidado

50

Lubgrax Online

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Relação dos Anúnciantes EMPRESA

PÁGINA

MIRACEMA-NUODEX.......................................................................................................... 2ª CAPA

E

47

PROMAX ..................................................................................................................................... 15 HARO ........................................................................................................................................ 17 ANALYSER .............................................................................................................................19

E

47

LWART ........................................................................................................................................ 21 INTERTANK ................................................................................................................................... 23 PLASTIFLUOR................................................................................................................................. 29 CABOT .................................................................................................................................31

E

47

LUMOBRAS ...........................................................................................................................33

E

47

LUPUS ........................................................................................................................................ 35 METACHEM ................................................................................................................................... 37 ARINOS ...............................................................................................................................41

E

47

AFS .......................................................................................................................................... 47 BANDEIRANTE BRAZMO ....................................................................................................... 47

E

4ª CAPA

BOZZA ....................................................................................................................................... 47 ECOFUEL ...................................................................................................................................... 47 FORTINBRÁS.................................................................................................................................. 47 HILLMAN ..................................................................................................................................... 47 IORGA ........................................................................................................................................ 47 MÜNZING .................................................................................................................................... 47 QUANTIQ

.................................................................................................................................... 47

TROY ......................................................................................................................................... 47 ASSOCIQUIM/SINCOQUIM ........................................................................................................... 3ª CAPA Revista Lubrificantes • novembro/dezembro 2011 •

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Entrevista

Uma tríade de sucesso

Por Maristela Rizzo

H

á 54 anos aportada no Brasil, a Castrol acompanhou de perto todo o desenvolvimento industrial a automotivo do País, apresentando como valores a tríade tecnologia de ponta, qualidade premium e alta performance.

6•

Diferenciais que fazem com que hoje a empresa esteja passando por seus melhores momentos. Glauco Moraes, diretor da América do Sul da Castrol Industrial que, juntamente com o gerente de marketing e serviços técnicos, Roberto Saruls, cedeu uma entrevista à Revista Lubgrax para falar sobre a ­atuação

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da empresa e suas perspectivas dentro do mercado brasileiro, afirma que a empresa “está passando por uma fase importantíssima, onde várias aprovações em OEMs foram concluídas e outras estão em fase final de aprovação para melhor atender o mercado Sul-americano”. Situação que Charles Wakefield, criador da Castrol, nem imaginava quando, em 1899, com 39 anos, tomou a iniciativa de gerar seu próprio negócio, em Londres. Mas, que já mostrava sinais dos valores que permeiam a empresa atualmente. Tanto que o “pequeno” negócio de Wakefield revolucionou o mercado de lubrificantes nos transportes, como locomotivas e maquinário pesado. Sucesso que fez com que a Castrol, 112 anos depois, se transformasse em uma gigante, que hoje agrega 12.000 profissionais em mais de 130 países e fosse englobada em 2000 pelo Grupo British Petroleum, transformando-se em sinônimo de qualidade em engenharia de produtos. No Brasil sua atuação não foi muito diferente. Presente em solo nacional desde 1957, testemunhou o nascimento da indústria automobilística brasileira. Tanto que foi um dos primeiros fabricantes a lançar óleos em recipientes plásticos no País e o primeiro a oferecer lubrificantes sintéticos de alta performance, ainda em 1992. A estrutura da Castrol Brasil está dividida entre os dois principais pólos industriais do Brasil: a matriz, que abriga a diretoria geral e os departamentos de vendas, marketing, e finanças, está em Barueri (São Paulo) e a fábrica e laboratório na cidade do Rio de Janeiro, em uma área com cerca de 20.000 m2, sendo a maior e mais moderna da América Latina. “Os valores que norteiam a Castrol estão presentes em cada um de nossos produtos, e se estendem por todas as áreas de sua operação, garantindo-lhe o respeito do consumidor brasileiro, e das principais montadoras e importadores de veículos instaladas no país”, garante Glauco Moraes.

Glauco Moraes, diretor da América do Sul da Castrol Industrial

Revista Lubgrax: Atualmente, qual é o volume de produção anual e a capacidade produtiva da Castrol? Glauco Moraes: A planta do Rio de Janeiro possui capacidade para 6 milhões de litros e 92 tanques. O depósito pode armazenar até 1,5 milhão de litros de produto acabado, acondicionados em tambores e embalagens plásticas.

Trabalhamos com nossos clientes para explorar os benefícios de seus produtos e melhorar os processos, atingindo um patamar de excelência”, Glauco Moraes

Revista Lubgrax: Quais os principais segmentos de atuação da Castrol? Roberto Saruls: Atuamos em diversos setores da indústria, como automotivo, açúcar e álcool, cimento, energia eólica, metalurgia, mineração e siderurgia. Revista Lubgrax: Desses mercados, certamente o industrial é um dos que ganhou grande destaque no cenário nacional. A que se deve esta performance? Glauco Moraes: Todos os dias, a Castrol Industrial utiliza sua experiência em desenvolvimento de fluidos, para melhorar a qualidade de seus produtos, e assim atender o mercado. Revista LUBGRAX novembro/dezembro 2011 •

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Entrevista

Estamos passando por uma fase importantíssima para a empresa onde várias aprovações em OEMs foram concluídas

Este intenso processo resultou em uma vasta linha de classe mundial de alta performance que são testados em centros tecnológicos espalhados em pontos estratégicos. Trabalhamos com nossos clientes para explorar os benefícios de seus produtos e melhorar os processos, atingindo um patamar de excelência. Os serviços oferecidos procuram aumentar o desempenho e rentabilidade dos clientes, solucionando os maiores desafios de implementação. Procuramos oferecer a experiência global e conhecimento de aplicações através de nossa rede de especialistas em pesquisa, engenharia e vendas. E para maior comodidade dos clientes, trabalhamos com uma ampla rede de vendas diretas e suporte de canais de distribuição. Com isso, queremos aumentar a produtividade e ajudar o mercado a atingir seus objetivos ambientais.

Revista Lubgrax: Qual o foco, em termos de produtos, dentro do mercado de lubrificantes, óleos, fluidos e graxas? Roberto Saruls: Focamos com excelência em dois grandes grupos de produtos: metalworking (fluidos de usinagem de processo) e lubrificantes de alta performance (graxas, óleos de engrenagem e lubrificantes especiais). Revista Lubgrax: Dos itens produzidos pela Castrol quais são os campeões de venda? Roberto Saruls: Os campeões de venda são os fluidos de corte sintéticos e semissintéticos, que aumentam a produtividade e performance, atingem as metas ambientais, sendo seguro à saúde e meio ambiente, e reduzem os consumos de fluidos solúveis. Há também as graxas de alta performance, que reduzem

Hysol 48 BF em processo de corte

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os gastos de manutenção e o custo total do processo. Revista Lubgrax: Dos produtos mais recentes, quais são as principais apostas da empresa? Roberto Saruls: Na área de usinagem (metalworking) destacamos dois produtos de usinagem solúvel. Um é o Hysol 48 BF, desenvolvido com nova tecnologia de aditivação. Isto garante ao produto alta bioestabilidade, permitindo a redução significativa no uso de aditivos biocidas, mantendo também o produto isento de formação de odores desagradáveis. É um produto multifuncional, tendo aditivos de performance que permitem que ele seja aplicado tanto em metais ferrosos, como em alumínio, atendendo às necessidades mais críticas de todo o segmento industrial. Este produto foi aplicado com sucesso em diversos clientes de grande porte da Castrol Industrial, reafirmando suas qualidades citadas acima. O segundo é o fluido de corte solúvel base vegetal Carecut S 142 BF (PS 10011), inteiramente isento de oléo mineral de petróleo. O Carecut S 142 BF é isento de boro, componentes clorados e outros aditivos, nocivos ao ser humano e ao meio ambiente, permitindo que a emulsão seja facilmente descartada com tratamentos convencionais. Este produto possui excepcional desempenho em usinagem de alumínio, e foi testado e aprovado em nosso centro de pesquisa nos Estados Unidos. É recomendado para diversos tipos de operações em diferentes tipos de materiais. Além disso, garante a proteção do equipamento e peças contra corrosão, prolongando a vida útil da ferramenta. Já, na área de graxas de alta performance, temos as graxas Molub-Alloy 860 e Molub-Alloy 4080/460-2 formuladas com base mineral, sabão complexo de lítio, e a tecnologia de micropartículas de sólidos, que fazem o preenchimento

Molub-Alloy após 10 campanhas de trabalho

dos vales da rugosidade, distribuindo uniformemente a carga e proporcionando menor fricção entre as superfícies em atrito. Estas graxas foram testadas por mais de dois anos em vários laminadores nas mesmas condições para planos e longos, e os resultados foram bastante satisfatórios, tanto no tocante às exigências da aplicação, evitando que a água e carepa entrassem no mancal, como também estendeu de uma para dez campanhas o intervalo de lubrificação, em alguns casos chegando até 25 campanhas. Além de trazer benefícios na operação, reduziu custos com lubrificante, descarte, mão-de-obra e substituição de rolamentos. Revista Lubgrax: Há lançamentos previstos? Roberto Saruls: Além dos produtos citados anteriormente, será lançado em 2012 o Hysol MB 10 BF, que é um produto ­semisintético, microemulsão, livre de boro, superbioresistente. A Castrol sempre foi reconhecida

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Entrevista

Roberto Saruls, gerente de marketing e serviços técnicos

“Com o fortalecimento da produção local no setor de auto peças, novas montadoras, investimentos nas área de mineração, siderurgia e construção, o mercado de lubrificantes só tende a crescer

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como um empresa de alta tecnologia lançando produtos inovadores que conferem uma performance excelente para todos os nossos clientes e não poderia ser diferente este ano com lançamento de vários produtos e outros na fase de preparação para lançamento. Glauco Moraes: Estamos passando por uma fase importantíssima para a empresa, onde várias aprovações em OEMs foram concluídas e outras em fase final de aprovação para melhor atender o mercado Sulamericano. Além do Brasil, estamos apresentando forte crescimento na Argentina, Chile e Peru e estamos realizando trabalhos intensos para alavancarmos nossas atividades na Colômbia. Revista Lubgrax: Quais as perspectivas da empresa para o mercado de lubrificantes e graxas no Brasil, tendo em vista que há intensa atividade industrial no País?

Glauco Moraes: A Castrol Industrial visa sempre fortalecer as linhas onde já somos fortes e investir em novos produtos e segmentos que o mercado demanda. Dentro da estratégia da Castrol Mundial, o Brasil se destaca pelo crescimento do mercado industrial e expectativa de crescimento para os próximos anos. Acompanhamos os investimentos que estão sendo feitos em todos os setores que atuamos e, portanto, antecipamos o início do nosso planejamento estratégico para os próximos cinco anos, que era previsto somente para o final do próximo ano. O objetivo do planejamento é identificar toda e qualquer oportunidade que o mercado nos apresenta em seus vários segmentos bem como antecipar as necessidades de produtos, serviços e estrutura organizacional para atender o crescimento e expectativa de nossos clientes. Estamos reforçando nossa oferta de produto e serviço que vem apresentando uma atratividade excelente com novos negócios sendo fechados e muitos outros em fase de oferta. Roberto Saruls: O Brasil faz parte do BRIC e é um País estratégico na economia mundial. Com o fortalecimento da produção local no setor de auto peças, novas montadoras, investimentos nas área de mineração, siderurgia e construção, o mercado de lubrificantes só tende a crescer. Revista Lubgrax: Sabemos que a Castrol procura incentivar intensamente o esporte mundial. No próximo ano a empresa já tem perspectivas de patrocínios? Roberto Saruls: A Castrol é patrocinadora da Eurocopa e será uma das principais patrocinadoras da Copa do Mundo no Brasil. Estamos extremamente felizes de poder participar do megaevento que faz todos os brasileiros vestirem uma só camisa, a Copa do Mundo. Acreditamos que será um momento especial para o Brasil, onde todos estarão focados no objetivo de fazer esta a melhor Copa do Mundo.

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Sob nova direção A Lubgrax ganha a partir de janeiro uma nova administração. A Sell Solutions Editora adquiriu junto à Sergio Ávila Editora o direito de uso da marca Lubgrax, que hoje congrega cinco produtos: a revista Lubgrax, o Lubgrax Meeting, o portal Lubgrax.com, a Pesquisa Lubgrax de Fornecedores e o Anuário Lubgrax. O diretor da Sergio Ávila Editora, Sergio Ávila, permanecerá como membro do Conselho Editorial de todos os produtos da marca. Comandada pelos executivos Sérgio Suassuana, diretor comercial, Joel Hissa Leite, diretor financeiro, e Carlos Hissa Leite, gerente comercial, que agregam mais de 20 anos de atuação no mercado financeiro e de revistas segmentadas. Os diretores da jovem Sell Solutions criaram recentemente a revista Eletrolojas, com circulação nacional e voltada ao varejo de eletroeletrônicos, eletroportáteis, informática, personal care,fitness etc, que já nasceu vitoriosa, com cerca de 30 investidores na primeira edição. Apesar do novo organograma, a publicação Lubgrax manterá a equipe de redação e mesmas propostas lançadas durante o 2º Lubgrax Meeting, realizado em agosto deste ano. De acordo com Sérgio Suassuna, a intenção da Sell Solutions com esta nova aquisição é ampliar seu portfólio de produtos de comunicação e se direcionar para novos desafios, entre eles a área de eventos. Com esta mudança, o mercado pode aguardar para 2012 uma nova dinâmica para todos os produtos sob o guarda-chuva da marca Lubgrax. Aguardem!

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Sílicas pirogênicas

Aditivo efetivo

Quimicamente definida como um dióxido de silício, produto incolor, com pureza superior e, consequentemente, baixíssimo teor de umidade, a sílica pirogênica tem como função principal no lubrificante o controle de sua reologia. Mas há outras e versáteis. Tanto que as perspectivas dos fornecedores é de crescimento ou retomada do setor no próximo ano. Por Miriam Mazzi

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endo como função técnica a atuação no espessamento dos lubrificantes (controle de reologia), as sílicas pirogênicas atuam ainda como agente estabilizante de suspensão, aditivo auxiliar de dispersão, estabilizante térmico e antissedimentante. “Além disso, promovem transparência, hidrofobicidade e propriedades dielétricas”, completa Camila Pecerini, chefe de produto – América Latina da área Inorganic Materials da Evonik, empresa que oferece uma ampla linha de sílicas pirogênicas, intitulada Aerosil, importadas de suas unidades instaladas no exterior. “Esta linha nos permite trabalhar tanto com sílicas hidrofílicas como hidrofóbicas”, esclarece.

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Para a chefe de produto da Evonik, este segmento não encontrou muitas dificuldades ao longo de 2011, mas períodos de redução do ritmo. “Não houve, exatamente, dificuldades. O mercado como um todo apresentou desaceleração, mas não deixou de crescer, o que indica que o País responde bem à crise internacional, inclusive no setor de lubrificantes“, assegura ela. A profissional destaca que a a Evonik oferece uma linha de sílicas pirogênicas de amplo espectro de aplicações, com ótimo desempenho e qualidade, o que, de certa forma, garante boa participação de mercado. “Nossos clientes podem sempre contar com produtos diferenciados, específicos para as necessidades do mercado e que são atualizados e aperfeiçoados constantemente“, garante. De acordo com Camila, a Evonik está otimista quanto ao crescimento em 2011 sobre o período anterior. “A economia interna, ainda que com certa desaceleração, tem apresentado crescimento. Diversos setores industriais que fazem uso das sílicas pirogênicas apresentam incremento de seus negócios“, justifica. . Para o próximo ano, Camila informa que será de continuidade de desenvolvimento, especialmente no mercado interno. “Os produtos Evonik estão em constantes atualizações, para que tenham melhor desempenho e sejam utilizados em diferentes aplicações. O grupo investe, anualmente, €300 milhões em pesquisas e desenvolvimento de produtos, o que coloca a Evonik como uma importante fonte de inovações e soluções“, declara. A Evonik, grupo industrial alemão, é um dos líderes mundiais em especialidades químicas. As atividades da empresa se concentram nas principais megatendências de saúde e nutrição, eficiência de recursos e globalização. No ano fiscal de 2010, aproximadamente 80% das receitas da área química da Evonik foram geradas em segmentos em que é líder de mercado. A companhia atua em mais de cem países no mundo inteiro. No ano fiscal de 2010, mais de 34.000 colaboradores geraram vendas em torno de €13,3 bilhões e um lucro operacional (EBITDA) de cerca de €2.4 bilhões.

No Brasil, a história da Evonik Industries começou em 1953. A empresa conta hoje com cerca de 500 colaboradores no País. Os produtos da marca são utilizados como matériaprima em importantes setores industriais, como: automotivo, biodiesel, borracha, construção civil, farmacêutico, nutrição animal, papel e celulose e plásticos. Ajustar o foco Distribuidor das sílicas pirogênicas fabricadas pela Cabot, a Bandeirante Brazmo, conforme Marcio L. Nascimento, gerente de mercado, têm sua maior utilização em graxas em geral, atuando como agentes tixotrópicos e espessantes. Assim como a Evonik, as sílicas comercializadas pela Bandeirante Brazmo vêm do exterior, porque, conforme explica Nascimento, “não existe produção local.“ Segundo o gerente de mercado da Bandeirante Brazmo, a maior dificuldade para concorrer neste mercado em 2011, foi a concorrência com itens similares, que apresentam preços bem mais baixos. “Produtos que concorrem com as sílicas pirogênicas, como as argilas organofílicas, por exemplo, custam duas vezes menos, no entanto, as argilas organofilicas não resistem às altas umidades e nem às altas temperaturas, já as sílicas pirogênicas tratadas resistem“, argumenta. Apesar disso, Nascimento prevê crescimento em 2011 de dois dígitos, acima de 10%. Quanto ao próximo ano, a Bandeirante Brazmo deverá priorizar o ajuste no foco neste segmento

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Camila Pecerini, chefe de produto – América Latina da área Inorganic Materials da Evonik

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Sílicas pirogênicas das questões relacionadas à segurança, saúde ocupacional e meio ambiente.

Marcio L. Nascimento, gerente de mercado da Bandeirante Brazmo

ao lançamento de produtos, com a expectativa de recuperação na economia brasileira. Fundada em 1882, a Cabot Corporation é fornecedora globas de especialidades e sua sede está localizada em Boston, Massachusetts (EUA). Os principais produtos são negro de fumo, óxidos metálicos, fluídos de perfuração entre outros. A empresa opera 39 fábricas localizadas nos EUA e em 20 outros países. No Brasil, desde 1997 é signatária do Programa Atuação Responsável, coordenado pela Abiquim, ano em que iniciou sua política de certificação nas normas da série ISO, com a certificação ISO 9002, que se refere à qualidade. No ano seguinte, foi uma das 100 primeiras empresas a serem certificadas na série ISO 14001. Seguindo o processo de melhoria contínua, a Cabot Brasil vem desenvolvendo trabalhos em busca da certificação também em Segurança e Saúde Ocupacional - OSHAS 18000. Nos dois últimos anos, a empresa investiu cerca de US$ 1,2 milhões em ações voltadas à prevenção, preservação e melhoria

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Ampliar oferta ao mercado André Rosa, sales manager South America da Wacker, explica que, quimicamente, a sílica pirogênica é um dióxido de silício, produto incolor, com pureza superior a 99,8% (alta pureza) e, consequentemente, baixíssimo teor de umidade. A companhia oferece ao mercado a sílica pirogênica – HDK® com dois tipos principais: hidrofílica (não tratada) e a hidrofóbica (tratada). De acordo com o geRente de vendas, o tipo mais utilizado em lubrificantes é o HDK® N20 – hidrofílico, “porém, de acordo com o tipo de lubrificante e aplicação, pode-se utilizar os tipos hidrofóbicos“, esclarece, complementando que a sílica pirogênica é um aditivo muito efetivo e, por isso, com apenas pequenas quantidades, confere benefícios fundamentais para lubrificantes, tais como: controle da viscosidade; evita o escorrimento do lubrificante durante a sua aplicação; aumenta a resistência à umidade e propicia uma boa fluidez durante a aplicação do lubrificante. Para explicar o fato de toda a sílica pirogê-

André Rosa, sales manager South America da Wacker

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nica utilizada no mercado brasileiro ser importada, Rosa argumenta que, “infelizmente nosso mercado ainda não comporta a instalação de uma fábrica no Brasil, devido à alta tecnologia e custos envolvidos, para uma eventual produção local“, diz, acresc entando que, por isso, a sílica pirogênica HDK® é produzida somente na Alemanha e, mais recentemente, na China. Sobre o comportamento do segmento em 2011, Rosa pondera que a maior dificuldade, sem dúvida alguma, foi o aumento dos custos nas principais matérias-primas, principalmente a partir do 2º quadrimestre deste ano. “A principal conquista foi ampliar nossa oferta de produto ao mercado local“, comemora. A Wacker, de acordo com o gerente de vendas, vem em um crescimento contínuo nos últimos anos, que deverá se repetir este ano, “porém em um percentual um pouco menor

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que os anos anteriores, devido à crise mundial com maior impacto na Europa, sede de nossa empresa.“ Para o próximo ano, a Wacker vem trabalhando para ampliar sua oferta de produto ao mercado em geral e, consequentemente, também ao mercado de lubrificantes, por meio também do desenvolvimento de sílicas hidrofóbicas para lubrificantes especiais. A Wacker é um dos líderes globais em capacidade produtiva e participação de mercado para a sílica pirogênica. O “HD” da marca HDK®, significa “altamente disperso” em inglês e o “K” representa em alemão a palavra sílica, ou seja, HDK® - Sílica altamente dispersa. A empresa oferece ao mercado de lubrificantes os óleos de silicone – AK, com diversas viscosidades e produzidos na fábrica brasileira situada em Jandira, interior paulista, onde esta há mais de 30 anos.

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Artigo Técnico - Dow

Cuidado com fluidos de baixo custo Fluidos hidráulicos baratos podem representar riscos ocultos tanto para os equipamentos quanto para os operadores Por Martin Greaves, lider dettecnologia UCON™,fluidos e lubrificantes UCON™ e Pete Pendergast, gerente sênior de marketing, fluidos e Lubrificantes UCON™

O

s fluidos hidráulicos base água glicol (WGHF, da sigla em inglês) são os mais indicados para aplicações que necessitam de resistência ao fogo. Além de sua baixa flamabilidade, o custo desses fluidos também é relativamente baixo, o que faz deles uma opção atrativa para uso hidráulico em geral. Entre os líderes de mercado estão os fluidos UCON™ Hydrolubes da The Dow Chemical Company, utilizados como componente base em muitos fluidos hidráulicos águaglicol formulados de marcas renomadas, que contam com um histórico de qualidade comprovado em condições de campo exigentes. Nos últimos anos, o aumento nos gastos com equipamentos, combustíveis, mão-deobra e seguros, entre outros, tem levado muitos operadores de equipamentos hidráulicos a cortarem custos em várias áreas, incluindo a dos fluidos hidráulicos e outros suprimentos operacionais. Medida esta, que, por sua vez, tem levado ao uso de WGHFs alternativos de preço inferior ao de marcas estabelecidas. O problema, porém, é que alguns produtores desses fluidos acabam economizando com matérias-primas e controle de qualidade para conseguir manter o baixo custo do produto, realidade que muitas vezes se traduz em fluidos baratos que podem esconder surpresas desagradáveis que podem custar caro. Fluidos conceituados, desempenho confiável A importância de se escolher e usar flui-

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dos hidráulicos conceituados e desenvolvidos com base em alta tecnologia, não pode ser subestimada considerando os requisitos de lubrificação, anticorrosão e outras propriedades de desempenho. Formulados de maneira homogênea e balanceada, os fluidos UCON™ Hydrolubes são produzidos a partir de uma base água-glicol pura, espessada com componente base lubrificante de polialquileno glicol (PAG) solúvel em água. Contêm

Os fluidos UCON Hydrolubes são fluidos hidráulicos à base água glicol utilizados em aplicações exigentes que necessitam de resistência ao fogo.

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aditivos que melhoram as propriedades de lubrificação e oferecem resistência à corrosão tanto em fase vapor quanto líquida. Testados para o Padrão 6930 da Classificação de Flamabilidade de Fluidos Industriais e aprovados pela Factory Mutual como produtos Resistentes ao Fogo FM Approved*, os fluidos hidráulicos UCON™ Hydrolubes têm um desempenho comprovado há mais de 50 anos em áreas de serviços exigentes, tais como usinagem, indústria automotiva, acearia, fundição e outros setores onde há risco de incêndio. Outra importante vantagem de se usar produtos conceituados se refere ao conteúdo conhecido e homogêneo de sua formulação, que permite que os usuários entendam e gerenciem problemas ambientais, de saúde e segurança relacionados ao uso adequado desses produtos. “Fluidos baratos”, problemas ocultos Diferentemente dos fluidos engenheirados, como os UCON™ Hydrolubes – que têm um histórico de desempenho comprovado e são reconhecidos por sua qualidade superior e homogênea - o conteúdo, homogeneidade e desempenho de muitos WGHFs de baixo custo são uma incógnita. Que tipos de surpresas estão escondidas nos fluidos baratos comercializados atualmente? Alguns fluidos hidráulicos água-glicol de baixo custo apresentam problemas sérios relacionados ao desempenho e segurança - resultado da baixa qualidade do glicol utilizado na formulação do fluido. Os glicóis, que são ingredientes base dos WGHFs, contribuem para que os fluidos hidráulicos tenham uma boa estabilidade em baixas temperaturas – fator importante quando os equipamentos estão expostos a elas. Fluidos hidráulicos base água-glicol conceituados, contêm apenas glicol “extrapuro” de alta qualidade – dietileno glicol, por exemplo . Uma vez extrapuros, os materiais oferecem

resultados altamente previsíveis e homogêneos para as formulações de fluidos. Os efeitos ambientais, de saúde e segurança dos glicóis virgens em fluidos hidráulicos têm sido amplamente estudados, o que permite que fabricantes e operadores gerenciem o uso adequado dos fluidos. Por outro lado, análises recentes de várias amostras de um fluido barato - realizadas nos laboratórios de fluidos e lubrificantes da Dow - revelaram a presença de vários produtos de glicol desconhecidos e outras impurezas que podem prejudicar o desempenho de lubrificação e representar possíveis riscos para a saúde dos operadores. Surpreendentemente, os glicóis específicos e outras substâncias não eram detalhadas nas descrições de ingredientes na Ficha de Segurança de Produtos Químicos (MSDS) conforme exigido pela Norma 29 CFR 1910.1200 de Comunicação de Perigo da Administração de Saúde e Segurança Ocupacional (OSHA) dos EUA. Glicóis bottoms** ou glicóis tails***: um problema Amostras analisadas apresentaram variações significativas no conteúdo, o que sugere que na formulação do produto foram utilizados glicóis de menor custo, conhecidos como glicóis bottoms (fundos de coluna de destilação de glicóis) ou glicóis tails (cadeias heterogêneas e não controladas de glicóis). Diferentemente dos glicóis extrapuros, cujo conteúdo é homogêneo, os glicóis bottom geralmente contêm uma mistura de componentes e impurezas. A composição dos glicóis bottoms pode variar de um fabricante para outro. De um mesmo fabricante, a composição de um glicol bottom pode também apresentar variações significativas de uma fábrica para outra e de um lote para outro. Embora os glicóis bottom possam ser apropriados para muitas aplicações, não são a melhor opção para fluidos hidráulicos confiáveis.

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Artigo Técnico - Dow Produtos à base de glicol extrapuro contêm apenas dietileno glicol extrapuro. Por que isso é importante? Porque o desempenho dos WGHFs formulados com glicol bottoms não será homogêneo, o que pode colocar os equipamentos hidráulicos em risco. Embora os fluidos hidráulicos base água-glicol sejam relativamente seguros mediante condições normais de uso, se os perigos do conteúdo dos fluidos não forem explicitados, os usuários podem estar expostos a substâncias desconhecidas, o que pode significar riscos para a saúde.

Os fluidos UCON™ Hydrolubes são fluidos engenheirados que oferecem a devida proteção contra o desgaste e a corrosão que podem danificar os equipamentos hidráulicos. Essa proteção evita paralizações e amplia a vida útil dos equipamentos.

Quando glicóis bottoms são usados em fluidos hidráulicos água-glicol, os fluidos podem conter níveis variáveis de etileno glicol, dietileno glicol, trietileno glicol e tetraetileno glicol, juntamente com outras impurezas.

Resultados de análises de fluidos A Figura 1 mostra a falta de homogeneidade em três amostras de fluidos hidráulicos água-glicol de preço inferior analisadas pela Dow. A literatura e a Ficha de Segurança de Produtos Químicos para esse produto em particular descreve-o como um “fluido formulado com dietileno glicol” (DEG). A análise da primeira e terceira amostras, porém, detectou a presença de monoetileno glicol, trietileno glicol e tetraetileno glicol, além do dietileno glicol. A segunda amostra continha trietileno glicol e tetraetileno glicol, além de dietileno glicol. As quantidades de diferentes tipos de glicóis eram variáveis em cada amostra. Embora as informações forne-

Figura 1 – Comparação de Três Lotes de um Fluido Hidráulico Água-Glicol Barato

Etileno Glicol % peso/peso

Amostra 1

Amostra 2

Amostra 3

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7,7 Abaixo do limite de detecção 7,7

Dietileno Glicol % peso/peso

Trietileno Glicol % peso/peso

Tetraetileno Glicol % peso/peso

Nitrito PPM

Nitrito PPM Abaixo do limite de detecção

28,9

4,7

0,5

3,8

35,2

12,9

0,8

9,6

1,2

27,6

4,7

0,4

3,1

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Fa At E2


cidas para os fluidos indicassem a ausência de nitritos, essa impureza foi detectada em duas das amostras analisadas. Essa incoerência sugere claramente que o produto não foi produzido com DEG extrapuro. Conteúdos irregulares de glicol afetam o desempenho do fluido O desempenho com relação ao desgaste e a proteção contra corrosão dos fluidos hidráulicos podem ser prejudicados pela falta de uniformidade no conteúdo de glicol. Todos os WGHFs contêm pacotes de aditivos que incluem modificadores de fricção, cuja função é oferecer o desempenho necessário contra desgastes, além de inibidores que protegem os sistemas hidráulicos contra a corrosão. Os pacotes de aditivos são feitos

sob medida para que uma determinada formulação tenha um desempenho excelente. Isso é importante porque a atividade de superfície dos modificadores de fricção e o desempenho dos anticorrosivos dependem significativamente dos componentes do fluido base. Se a composição do fluido é sempre a mesma – se ele invariavelmente contém dietileno glicol extrapuro – por exemplo – o mesmo pacote de aditivo oferecerá proteção uniforme contra o desgaste e poderá ser utilizado em todos os lotes do fluido. Porém, se a composição de glicol base variar de um lote para outro, o que pode ocorrer quando se utiliza glicóis bottom em um WGHF, a atividade de superfície dos modificadores de fricção será alterada, prejudicando o desempenho do fluido

100% Nacional

Faixa: 10 ppm a 100% de água Atende normas ASTM D1533, E203-08

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Artigo Técnico - Dow contra o desgaste. Isso pode ser altamente prejudicial para o desempenho dos fluidos quanto à proteção contra desgaste no caso de bombas hidráulicas, levando a uma redução significativa no tempo de vida útil do equipamento. Os operadores devem solicitar dados sobre o desempenho de bombas hidráulicas às empresas que oferecem fluidos hidráulicos água-glicol contendo glicóis bottom. O glicol não inibido pode ser mais corrosivo do que a água devido à formação de ácidos orgânicos durante o uso hidráulico. Se o conteúdo de glicol de um WGHF é desconhecido ou varia de lote para lote, o conteúdo do inibidor e a taxa de adição têm de ser continuamente ajustados, caso contrário, a proteção contra a corrosão não será otimizada. Se os inibidores dos fluidos não forem mantidos a níveis excelentes, podem não conseguir passivar os ácidos para protegerem as superfícies metálicas. E isso pode significar a necessidade de paralizações para limpeza e reparos, danos ao equipamento e tempo de vida útil reduzido. Se os produtores de WGHFs baratos reconhecessem que a composição base de seus fluidos varia de lote para lote, poderiam alterar os pacotes de aditivo de acordo com essas alterações. No entanto, isso exigiria trabalho e gastos adicionais, o que pode não ser sustentável segundo seu modelo de negócios de fluidos de baixo custo. A análise realizada nos laboratórios da Dow indica que não foram realizados os ajustes de aditivos necessários nas amostras dos produtos. No caso do fluido hidráulico base água-glicol de baixo custo avaliado pela Dow, a composição variável de glicóis bottom também não haviam sido incluídas na Ficha de Segurança de Produtos Químicos do produto. No lugar de uma reformulação contínua que responda pelo conteúdo variável de glicol, as diferenças no conteúdo desse

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componente nesses produtos parecem ser ignoradas pelo fornecedor e os pacotes de aditivos não são alterados. Possíveis riscos para a saúde do trabalhador Fluidos hidráulicos base água-glicol conceituados são reconhecidos pela segurança que oferecem quando adequadamente manuseados, instalados e mantidos. Porém, o conteúdo variável de glicol de alguns desses fluídos, e a falta de exatidão das Fichas de Segurança que acompanham esses produtos representam um possível risco para a saúde de seus usuários. A falta de informações completas sobre o real conteúdo de glicol base e sobre os limites de exposição ocupacional para essas substâncias podem levar os operadores a se exporem além das diretrizes aceitáveis para a saúde e segurança do ser humano. Glicóis bottom também podem conter nitritos residuais. A presença de nitritos nos glicóis bottom utilizados em WGHFs é particularmente preocupante porque esses fluidos podem também conter aminas secundárias, havendo a possibilidade de formação de nitrosaminas cancerígenas por meio de uma reação química desses materiais. Se a presença dessas impurezas não é considerada e tão pouco informada, os operadores podem estar expostos a substâncias cancerígenas e não terem conhecimento disso. Fluidos de baixo custo: o barato pode sair caro O antigo ditado “o barato pode sair caro” aplica-se perfeitamente aos fluidos hidráulicos. Quando se paga menos por um fluido hidráulico base água-glicol, a economia alcançada não é real se o fluido que você utiliza não protege seu equipamento do desgaste e corrosão ou expõe os operadores a possíveis riscos para a saúde. Para um ótimo desempenho e segurança dos operadores, vale a pena pagar um pouco mais

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Greaves é responsável pela investigação, desenvolvimento e comercialização de lubrificantes sintéticos de alta performance industrial. Bacharel e doutor em Química pela Universidade de Aston, no Reino Unido, Greaves já apresentou e publicou mais de 40 trabalhos técnicos e patentes por meio de conferências e revistas.

* As Aprovações FM fazem parte do grupo FM global, Laboratório de Testes Reconhecido em todo os Estados Unidos e aprovado pela OSHA. * Glycol bottoms: fundos de coluna de destilação de glicóis **Glycol tails: cadeias heterogêneas e não controladas de glicóis

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por um fluido engenheirado no qual você pode confiar em vez de optar por um fluido barato e arriscado. Peter Pendergast há 22 anos trabalha na The Dow Chemical Company, na qual atuou como gerente de Marketing Global para a divisão Dow Fluidos & Lubrificantes de 2005 a 2009,quando foi nomeado para o cargo atual de vice-presidente de vendas para a divisão Dow Building Solutions. Possui diploma de bacharel em Marketing pela Michigan State University e mestre em Administração de Empresas pela DePaul University. Martin Greaves atua como líder em tecnologia para Dow Lubrificantes e Aditivos de combustível, uma unidade de negócios da The Dow Chemical Company. Neste cargo,

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Produtos & Serviços

Com a proximidade da entrada em vigor da nova fase do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores para modelos a diesel, o Proconve 7, a Simrit – divisão de produtos especiais e industriais da Freudenberg-NOK – amplia a sua presença entre os produtores nacionais de motores com o fornecimento de uma série de componentes exclusivos, capazes de reduzir o atrito e as emissões. Entre os negócios conquistados com o avanço da legislação está o fortalecimento da parceria com a MWM International. As novas unidades MaxxForce 4.8H e 7.2H, aplicadas em veículos pesados brasileiros e exportadas para vários países, estão sendo equipadas com selos para hastes das válvulas, retentores dianteiros de virabrequim e o-rings dos cilindros desenvolvidos pela empresa. Nas unidades diesel Euro V, a vedação das válvulas é um dos pontos críticos. Os selos precisam garantir a melhor lubrificação para as hastes e, ao mesmo tempo, restringir fugas de gases e a carbonização do lubrificante. Também é fundamental que a passagem de óleo

Fotos: Banco de imagesn da Freudenberg Group

Vedações sustentáveis

através dos selos das válvulas, para dentro dos cilindros ou dutos do cabeçote, seja mínima, garantindo que o propulsor atenda aos limites de emissões e tenha um baixo consumo de lubrificante. A Simrit possui uma ampla linha de retentores, vedações e coxins. São mais de 500 mil componentes em catálogo e, para usos especiais, 850 matériasprimas e 1,4 mil compostos. Seus produtos podem ser encontrados nos mais diversos setores industriais, em empresas de energia, equipamentos médicos, eletrodomésticos, motores, aviões, navios, motos, máquinas agrícolas e de construção, entre milhares de aplicações.

A Freudenberg-NOK é uma joint venture formada pela união do grupo alemão Freudenberg com a fabricante japonesa de vedações NOK. Suas unidades de negócios FreudenbergNOK, Corteco, Simrit e Dichtomatik atuam em vários segmentos, como o automotivo, reposição e industrial. No Brasil desde 1973, a Freudenberg-NOK possui unidade fabril em Diadema (SP), onde trabalham cerca de 500 colaboradores. Além de atender a todas as montadoras e principais indústrias do País, exporta para diversos pa��ses da América Latina, Estados Unidos e Europa.

Clariant reforça presença na China Foto: Banco de imagens da Clariant

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A Clariant, suíça líder em especialidades químicas, anunciou a inauguração de sua fábrica em etoxilação Daya Bay em Huizhou, província de Guangdong, na China. A planta não só beneficia os clientes com a produção local, mas também traz know-how global e tecnologia no desenvolvimento de produtos para o mercado local. A construção da usina é fundamental para a estratégia global da Clariant em continuar a desenvolver os mercados emergentes. A fábrica em Daya Bay também

é a primeira planta de etoxilação da Clariant na Ásia, bem como o maior site mundial da companhia na região. “Em linha com nossa estratégia de expansão regional de negócios, demos mais um passo importante e se trata de outro grande investimento da Unidade de Negócios ICS na China, depois de configurar a nossa MPP (Multi-Purpose Plant) em Zhenjiang há dois anos (foto). A planta de Daya Bay, que cobre 80 mil m2, tem uma capacidade inicial perto de 50 mil toneladas por ano.

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Primeiro Parque Eólico da Petrobras entra em operação comercial A Petrobras informa que as usinas Potiguar, Cabugi, Juriti e Mangue Seco, que compõem o Parque Eólico de Mangue Seco, já estão operando comercialmente no Rio Grande do Norte. Com investimento de R$ 424 milhões, o primeiro Parque Eólico da Petrobras entrou em operação comercial oito meses antes do compromisso assumido com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Os contratos de venda de energia para as usinas foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009 e são válidos por 20 anos. O certame de 2009 previa que a energia gerada pelas usinas seria disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional em 1º de julho de 2012, mas a Petrobras antecipou o cronograma e todo o parque eólico está em operação comercial desde 1º de novembro, com a entrada em operação da última usina, a Juriti. Localizadas no entorno da Refinaria Potiguar Clara Camarão, às margens da Rodovia RN 221, em Guamaré, as usinas são constituídas por 52 aerogeradores de 2 megawatts (MW) cada. Estas características fazem com que o Parque Eólico de Mangue Seco possua a maior capacidade instalada no país com este tipo de aerogerador (104 MW), suficientes para suprir energia elétrica a uma população de 350.000 habitantes. Cada aerogerador, com um peso de cerca de 300 toneladas, é composto por uma torre de concreto e

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aço de 108 metros de altura e um conjunto de três pás de fibra de vidro, com 42 metros de comprimento. O sistema de transmissão de cada unidade é constituído de uma rede de distribuição interna de 34,5 quilovolts (kV), uma subestação elevadora de 34,5/138 kV e de uma linha de transmissão de 138 kV. A usina Cabugi foi construída em parceria com a Eletrobrás; a usina Mangue Seco, em parceria com a Alubar Energia; e as usinas Potiguar e Juriti, em parceria com a Wobben WindPower. A implantação do Parque Eólico de Mangue Seco está alinhada com a estratégia da Petrobras de se consolidar como uma empresa de energia, apresentando elevado conteúdo de responsabilidade ambiental, gerando energia elétrica com fonte limpa e renovável.

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Produtos & Serviços Acordos setoriais determinarão política reversa para lubrificantes O Ministério do Meio Ambiente lança este mês os dois primeiros editais para criação de acordos setoriais com

orientações estratégicas para a implementação da logística reversa de lâmpadas fluorescentes e de embalagens e resíduos de óleos lubrificantes. Previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos, os acordos setoriais criam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto, envolvendo desde o fabricante até o consumidor, passando pelo poder público, comerciantes e distribuidores a tarefa de dar a destinação correta para o resíduo. O anúncio foi feito pelo diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvano Silvério, em Recife (PE), durante a abertura a 4ª Audiência Pública do Plano Nacional de Resíduos Sólidos da região Nordeste. Silvério também informou que até o final do ano deverá ser publicado o edital do acordo setorial de embalagens em geral, que abrange o maior volume de resíduos. O Brasil gasta R$ 8 bilhões por ano por não reciclar, que é o valor para resolver o questão do manejo adequado do resíduos sólidos”, ressaltou.

Em 2010, 35% do óleo lubrificante comercializados no Brasil foram coletados, em uma das primeiras iniciativas de logística reversa. Com o acordo setorial, espera-se que todo produto que chegue ao consumidor volte para o fabricante para destinação correta após o uso.A publicação do edital é o primeiro passo para a responsabilização compartilhada pelo destino final do resíduo. Silvério disse que o debate sobre resíduos sólidos pegou por conta da consciência ambiental que cresce no Brasil. A mobilização se mostra na quantidade de participantes nesta audiência pública. “Se fosse há um ano e meio o número seria menor”, destacou o diretor. De acordo com o diretor, o Ministério do Meio Ambiente vai ajudar estados e municípios na elaboração dos planos estaduais e municipais de gestão integrada de resíduos sólidos e no fortalecimento de consórcios intermunicipais para a construção de aterros sanitários. (Fonte: Jornal Dia Dia).

Cosan é a segunda importadora de óleo básico do País A Cosan Lubrificantes e Especialidades, dona da marca Mobil, se tornou o segundo maior importador de óleos básicos do Brasil desde que ingressou no segmento, em maio deste ano. A empresa tem capacidade de armazenar 180 mil barris na Ilha do Governador (RJ) e vendeu 106 mil barris nos últimos seis meses, com receita de US$ 25 milhões. “Entramos no negócio com o objetivo de otimizar os ativos de produção de lubrificantes, mas enxergamos oportunidades de ganho de escala, com baixo

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investimento e forte geração de caixa. Há de 75% a 85% de óleos básicos em cada litro de lubrificante”, explica Nelson Gomes, presidente da subsidiária. A Petrobras, segundo o executivo, atende 50% das necessidades do País no segmento. O restante precisa ser importado. O suprimento da Cosan é fornecido pela ExxonMobil e Vopak, com comercialização junto a Castrol, Shell, Fuchs e Ipiranga, entre outros clientes. A Cosan L&E prevê iniciar a fabricação em escala comercial de óleos básicos renováveis em 2012, a par-

tir da parceria recém-firmada com a Amyris. Em três anos de operação a idéia é ganhar larga escala, com várias plantas e preços competitivos. Desde 2008, quando conquistou a licença da marca Mobil, a Cosan L&E ampliou seu market share de 10,6% para 13,8%. É o terceiro maior produtor de lubrificantes do país, com receita líquida anual da ordem de US$ 552 milhões. Vem comercializando 1,1 milhão de barris/ ano e conta com capacidade para ofertar 1,4 milhão de barris/ano.

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Aeross贸is:

Praticidade gera lucratividade

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Lubrificantes em aerossóis

Facilidade que atrai Do lado dos consumidores está a praticidade de aplicação e manuseio e da parte dos fornecedores um segmento muito interessante em termos de lucratividade. Fatores que fazem com que o setor de lubrificantes aerossóis mantenha crescimento significativo e investimentos por parte dos fabricantes. Por Maristela Rizzo

O

segmento de lubrificantes aerossóis segue com performance crescente dentro do mercado brasileiro, apresentando vantagens tanto para o seu fornecedor como para o cliente. Para o fabricante, estes produtos oferecem um excelente nicho de negócios por sua boa lucratividade e aceitação do mercado. Já, no ponto de vista dos clientes, os aerossóis são produtos de fácil manuseio e aplicação, podendo ser utilizados somente na quantidade necessária, sem excessos e desperdícios. São fatores que fazem com que este mercado tenha previsão de crescimento de aproximadamente 16% ao ano. “A perspectiva do mercado brasileiro de aerossol é de altíssimo crescimento do consumo e de propelentes”, informa Vinicius de Medeiros, diretor técnico comercial da Lubriquim. “Este é um mercado que está bem ‘aberto’, onde se tem várias oportunidades de crescimento e desenvolvimento de soluções para os clientes, com boa lucratividade”. Devido as características citadas acima e

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pelo fato desses produtos utilizarem propelentes (gases/solventes) inócuos à camada de ozônio e baixa toxicidade aos seres vivos, os lubrificantes envasados na forma de aerossol encontram aplicações diversas nos mais variados segmentos industriais, de serviços e até domésticos. “As maiores dificuldades desse setor são encontradas nos preços dos insumos, principalmente no que tange ao conjunto válvula/atuadores, latas e rótulos para quantidades pouco expressivas. Já, dentre as maiores evoluções, vemos o crescimento do mercado alimentício e de bebidas, com os produtos food grade, e oficinas automotivas, incluindo concessionárias e tratamentos superficiais com protetivos metálicos”, afirma o sócio-gerente da Trispray Aerossóis Técnicos, Antonio Malkov. Para Medeiros, apesar de estes produtos terem um custo maior que os a granel, o mercado já está sendo visto pelos setores da indústria envolvidos (manutenção/suprimento/engenharia) como uma solução em vários casos. Fator este aliado a evolução dos propelentes e gases utilizados, como o Dimetiléter (DME), propelente

Vinicius de Medeiros, diretor técnico comercial da Lubriquim

“Dentre as maiores evoluções, vemos o crescimento do mercado alimentício e de bebidas, oficinas automotivas e tratamentos superficiais com protetivos metálicos”, Antonio Malkov, sócio-gerente da Trispray Aerossóis Técnicos. alternativo aos Alcanos, que são os mais utilizados no mundo. O DME tem alta solubilidade com água e pode produzir fórmulas em combinação com BIP (Butano, Iso-Butano e Propano), com diminuição significativa de VOC (Volatile Organic Compounds), ou Compostos Orgânicos Voláteis. “Com a política de não poluição e de impedir ataques a camada de ozônio, não são mais utilizados gases/propelentes tóxicos e poluentes CFC, dentre outros. Isto tem sido um grande avanço neste mercado e contribui muito para que seja melhor aproveitado”, garante o profissional. Confiança Estas vantagens inerentes aos lubrificantes aerossóis faz com que as fabricantes acreditem no potencial deste segmento e na possibilidade de ampliação no uso desses produtos. Este é o caso da Trispray que hoje detém um volume atual de aproximadamente 3.800 lata/mês tendo como setor de atuação os aerossóis técnicos e market share de 26%. “São produtos de alto desempenho para aplicações industriais, não podendo ser comparados a empresas voltadas a venda de varejo, como é o caso de desengripantes”, ressalta Carlos Strassmann, sócio-gerente da empresa. A fabricante, que fechou o último trimestre de 2011 com crescimento de vendas em torno de 8%, já está em fase inicial da construção de um novo galpão industrial (pré-moldado) em Vargem Grande Paulista (São Paulo). A ação visa o mercado exportador e a ampliação de sua atuação como envasadora terceirizada. “Atualmente, somos fornecedores deste serviço para a Fuchs do Brasil S/A e Wurth do Brasil

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Lubrificantes em aerossóis

Ari Geronimo, gerente industrial da Raiden

Peças de Fixação (tipo privat lavel), dentre outras”, informa Malkov. A Raiden, apesar de afirmar que o valor comercializado pela empresa ainda não é significativo, algo em torno de 2 mil a 2.500 peças por mês, já se prepara para se tornar mais competitiva. De acordo com Ari Geronimo, gerente industrial da empresa, a fabricante acaba de desenvolver um novo fornecedor de insumos e serviços para seus produtos. “Nós forneceremos o concentrado e os mesmos devolverão envasados. Desta forma nos tornaremos mais competitivos, já que temos aproximadamente 30 itens em aerossóis destinados as mais variadas aplicações”, anuncia. Geronimo acrescenta que o novo projeto, intitulado Aerossóis, vislumbra parceria com as

“Nossos produtos são de alto desempenho para aplicações industriais, não podendo ser comparado a empresas voltadas a venda de varejo”, Carlos Strassmann, sócio-gerente da Trispray. 28 •

empresas no âmbito da reciclagem das embalagens utilizadas, que normalmente gera grandes problemas para usuários de grandes volumes. Além disso, o programa Aerossóis inclui investimento em equipamentos de envase dos produtos Raiden em aerossóis, com perspectiva de ocorrer em 2012. Para tanto, a empresa realizou intensas pesquisas para melhor conhecimento da aceitação e necessidades dos produtos em aerossóis no mercado. “Vislumbramos, com isso, um grande nicho a ser explorado, porém com produtos de alta tecnologia agregada, pois o segmento de produtos para aplicações simples, como os desengripantes e desmoldantes a base de silicone, já é extremamente concorrido”. Este trabalho da Raiden levou a empresa a criar o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos em Aerossóis, cujo objetivo será desenvolver novos produtos específicos de tecnologia atual e moderna, aliado ao respeito às normas ambientais, de segurança e performance ao produto final. “Nossos produtos em aerossol serão totalmente isentos de Propano Butano, gás normalmente utilizado para envase, cujo odor é forte e com grande rejeição por parte dos usuários. Com isso, garantiremos melhor qualidade e custos acessíveis a todos os usuários, desde o pequeno até o grande consumidor”, garante Geronimo. Outra empresa que também pretende “aquecer” sua comercialização em 2012 é a Lubriquim. A empresa está desenvolvendo e implantando estes produtos em seus clientes e distribuidores, com o objetivo de atingir uma boa fatia de mercado. “Estamos implantando nossas novas tecnologias habituais e colocando-as em aerossóis. Além disso, estamos investindo muito em marketing visual, que no mercado de varejo é muito importante”, salienta Medeiros. “Temos muito trabalho a fazer e a crescer, encontrando melhorias em gases e propelentes, mais voltados ao meio ambiente, sem nunca deixar a performance de lado”. Desengripantes

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Já, dentro do setor de lubrificantes multiuso, a Orbi Quimica, através de sua marca White Lub Super, prevê chegar, brevemente, a margem de 1 milhão de unidades comercializadas mensalmente. Atualmente, a linha da fabricante detém uma média de 550 mil unidades vendidas por mês. Seu amplo domínio de mercado é responsável por grande parte do faturamento da empresa, que prevê continuar o ritmo de crescimento nas vendas do produto para os próximos meses até atingir a margem estimada. Hoje, o White Lub Super é líder absoluto no mercado de lubrificantes multiuso e o carrochefe da Orbi Química, empresa 100% nacional que atua na produção e comercialização de produtos químicos de alta performance para os segmentos automotivo, industrial e de construção civil. Também é considerada uma das marcas mais conhecidas do mercado segundo estudo da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção). “O White Lub Super é a marca mais conhecida no segmento de desengripantes lubrificantes. Por ser um produto biodegradável, de fácil aplicação e com um custo benefício satisfatório, lideramos este mercado com ampla margem sobre a concorrência”, afirma Osvaldo Collado, gerente industrial da Orbi Química. “Acreditamos plenamente no aumento da demanda devido a fatores como busca do mercado por produtos ecologicamente corretos, custo benefício e logística de distribuição”. Com uma fórmula exclusiva à base de óleo vegetal, o White Lub Super possui propriedades únicas, que garantem ótimo desempenho na manutenção e conservação de máquinas e peças nos setores industrial, mecânico e doméstico. De fácil aplicação, o produto cria uma película protetora e lubrificante sobre as superfícies, protegendo contra ferrugem e oxidação. Seu poder de aderência também cria uma barreira perfeita contra a umidade, enquanto que a ação penetrante do óleo foi especialmente elaborada para desengripar com muita facilidade porcas e parafusos, o que reduz tempo,

“Acreditamos plenamente no aumento da demanda devido a fatores como busca do mercado por produtos ecologicamente corretos, custo benefício e logística de distribuição”, Osvaldo Collado, gerente industrial da Orbi Química. esforço e custo nas manutenções de máquinas e equipamentos em geral. Além do White Lub Super, a Orbi Química comercializa mais de 100 produtos, entre lubrificantes, aditivos, selantes, adesivos, acessórios e itens de conservação, que atendem aos padrões e exigências de órgãos como Inmetro, Anvisa e ANP.

White Lub Super: previsão de chegar a 1 milhão de unidades no varejo

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Números do setor • De acordo com o Boletim da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em setembro de 2011 a produção brasileira de petróleo foi de 2.099 Mbbl/d (mil barris por dia), o que representa aumento de aproximadamente 5,1% na comparação ao mesmo mês em 2010 e de aproximadamente 2,3% em relação a agosto. Foram produzidos 65 MMm³/d (milhões de metros cúbicos por dia) de gás natural, um acréscimo de aproximadamente 2,1% frente ao mesmo mês em 2010 e redução de aproximadamente 1,9% na comparação com o mês anterior. A produção de petróleo e gás em setembro totalizou 2.509 Mboe/d (mil barris de óleo equivalente por dia). •

• • Já a produção do Pré-sal foi de 113,1 Mbbl/d de petróleo e 3,5 MMm³/d de gás natural, totalizando 135,0 Mboe/d em barris de óleo equivalente, aumento de 1,4% em relação ao mês passado. • Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam superávit da balança comercial em outubro de US$ 2,355 bilhões, resultado de exportações de US$ 22,140 bilhões e importações de US$ 19,785 bilhões. O saldo de outubro supera em 28,9% o superávit do mesmo mês de 2010. • As exportações registraram no mês uma média diária de US$ 1,107 bilhão, 20,5% maior que em outubro do ano passado. Nas importações, a média diária foi de US$ 989,3 milhões, o que significa um crescimento de 19,5% em relação ao mesmo mês de 2010. • No acumulado de janeiro a outubro, o superávit comercial soma US$ 25,390 bilhões, 74,8% a mais que no mesmo período de 2010 (US$ 14,522

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bilhões). As exportações somam US$ 212,139 bilhões, com média diária de US$ 1,015 bilhão. O crescimento é de 29,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações acumulam no ano US$ 186,749 bilhões, com média diária de US$ 893 5 milhões. A alta das importações em relação aos dez primeiros meses de 2010 é de 24,9%. Também deve encerrar o ano com saldo bastante positivo o mercado de caminhões. Segundo estimativas do setor, as vendas neste ano serão recordes e alcançarão 170 mil unidades. No início de outubro a MAN/Volkswagen e a Ford anunciaram investimentos de R$ 1,5 bilhão, nos próximos cinco anos, em aplicação de capacidade e em novos produtos. Além disso, outras quatro novas fabricantes – três chinesas e uma americana – confirmaram construção de fábricas no País. A Petrobras prevê triplicar as exportações de petróleo até 2020, alcançando entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de barris por dia, disse o presidente-executivo da estatal, José Sérgio Gabrielli, que considerou Estados Unidos e China os mercados mais importantes para a companhia brasileira. A petroleira espera aumentar a produção de petróleo para 3,9 milhões de barris por dia até 2015 e 4,9 milhões até 2020, contra os 2,1 milhões de barris produzidos este ano, o que poderia fazer do Brasil um dos três maiores produtores de petróleo do mundo, segundo Gabrielli. A Petrobras também comunicou recentemente a nova descoberta de petróleo na extremidade sudoeste da área de concessão Walker Ridge, localizada em águas profundas na porção norte-americana do Golfo do México. A descoberta confirma o potencial do Terciário Inferior nesta área. A descoberta de Logan está localizada a cerca de 400 km (250 milhas) ao sudoeste de Nova Orleans, em uma lâmina d’água de aproximadamente 2.364 metros (7.750 pés). A Statoil é a operadora, com participação de 35%. A Petrobras América Inc., detém 35%, enquanto a Ecopetrol America e a OOGC detêm participações de 20% e 10%, respectivamente. No Golfo do México, a Companhia é a operadora

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dos campos de Cascade (100%) e Chinook (66,7%) e detém participação nas descobertas de Saint Malo (25%), Stones (25%) e Tiber (20%), todas contendo importantes reservas de petróleo no Terciário Inferior. Além disso, a Petrobras tem participação nas recentes descobertas de Hadrian South (23,3%), Hadrian North (25%) e Lucius (9.6%), todas com importantes reservas de petróleo e no Mio-Plioceno. • Por conta do vazamento de óleo, a Chevron foi multada em R$ 50 milhões pelo Ibama. “A multa não serve

para compensação ambiental. A responsabilidade direta da Chevron (no acidente na Bacia de Campos) é total. Está no contrato de concessão que a empresa exploradora tem que responder pelas licenças, por todo o processo e por todas as consequências”, disse o assessor da diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Sílvio Jablonski.”Deve acontecer no Brasil o mesmo do Golfo do México. A multa à BP chegou a US$ 75 milhões. Para os gastos com limpeza e recuperação eles voluntariamente criaram um fundo de US$ 20 bilhões, e a gestão desse fundo não foi feita pela BP. A BP está sendo penalizada por US$ 20 bilhões mais US$ 75 milhões”, relatou o representante da ANP.

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Fotos: João Oliveira

IV Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos

AEA discute tendências e desafios do setor

Cinco palestrantes brasileiros e sete painelistas, dos quais cinco internacionais, debateram no dia 27 de outubro, no Hotel Renaissance, em São Paulo, as tendências e os desafios do setor na 4ª edição do Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, evento promovido pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, que recebeu 272 participantes, entre eles 15 estrangeiros. 32 • AEA_13.indd 32

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A

pós a solenidade de abertura, conduzida pelo presidente da AEA, Antonio Megale, e por Simone Hashizume, diretora da entidade e uma das coordenadoras do evento, a palestra inaugural da 4ª edição do Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos foi de Luis Afonso Pasquotto, vice-presidente da Cummins para a América Latina, por meio da qual expôs “Lubrificantes:expectativas dos consumidores” e resumiu que os usuários comuns de produtos automotivos estão em busca de preços mais baratos e confiam demais nos fabricantes e em marcas conhecidas no mercado, enquanto os usuários profissionais estão em busca de qualidade e desempenho. Ambos, porém, buscam a longevidade, ou seja, maior intervalo de troca de lubrificantes.

No primeiro painel do IV Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, três executivos internacionais expuseram sobre “Óleos Básicos”. Mike Brown, diretor técnico da SK Lubricants Americas, Ed Potter, diretor de vendas da Neste Oil, e Martin Krevalis, da Exxonmobil Chemical, cuja sessão foi moderada por Pedro Nelson Belmiro, do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP). Neste painel, os três profissionais indicaram tendências e desafios tecnológicos dos óleos básicos, sempre lastreados na economia de consumo e eficiência energética, parâmetros essenciais no custo operacional de frota e performance de motores. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) e o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) foram responsáveis pelas palestras “A qualidade dos lubrificantes no Brasil” e

Antonio Megale, presidente da AEA, durante palestra de abertura do IV Simpósio Internacional

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IV Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos

Simone Hashizume, diretora da entidade e uma das coordenadoras do evento

Field, gerente de óleos lubrificantes de cárter automotivo da Infineum, e de Cláudio Williams Azevedo Lopes,gerente de vendas da Afton Chemical, respectivamente com os temas “Synthetic biology to create high performance lubricant base oils”, “Fluidos hidráulicos, transmissão e freio úmido para máquinas agrícolas”, “European experience with Euro V engines and lubricants” e “Características de lubrificação para motocicletas com motores quatro tempos”. Este painel também foi mediado por Pedro Nelson Belmiro, do IBP. Nos debates, em lugar de Ian Field, participou Marco Aurélio Cunha, também da Infineum. As 12 apresentações do IV Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos focaram como principal desafio, a partir de agora, a redução de emissão de CO2, concomitante à economia de consumo e eficiência energética. Coube a Sergio Luiz Viscardi, diretor da AEA e também coordenador do evento, o

“Requisitos de avaliação da conformidade para fluidos de freio”, respectivamente conduzidas por Maria da Conceição França e Fabio Ferreira Real, que mostraram os atuais estágios de regulação e de fiscalização do setor no Brasil. Tecnologia em foco A segunda parte do programa do simpósio começou com duas palestras sobre tecnologia de lubrificantes. Rafael Antonio Bruno, do Centro de Tecnologia da Mahle Metal Leve, abordou sobre “Desafios e potenciais na interação entre óleo lubrificante e componentes nos motores modernos”, enquanto Carlos Mussato, engenheiro de Produto Senior, da ZF, falou sobre “Influência da tribologia na performance da transmissão”. O Painel Tecnologia contou com a participação de Eduardo Baralt, cientista da Novvi SA, de Marcos Davi Rufino dos Santos, gerente de vendas da ChevronOronite, Ian

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Luiz Pasquotto: Vice-Presidente corporativo da Cummins e Presidente Cummins para America do Sul

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e participantes estrangeiros, prova de que o Brasil, 6º maior produtor de automóveis e 5º de motocicletas, está entre os mais importantes mercados internacionais também em óleos lubrificantes.

Mike Brown: Gerente Técnico de negócios na área de lubrificantes e óleos de base na SK Lubrificantes, Américas.

encerramento do IV Simpósio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, no qual destacou a grande presença de convidados

Rafael Bruno: Engenheiro de Tecnologia de Produto da MAHLE.

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Negócios

Mais combustível para queimar

Uma balzaquiana com fôlego renovado. Esta é a Lubriquim, rebatizada Lubrisint como resultado da recente parceria com a alemã Avia-Bantleon, um dos maiores fabricantes de óleos em nível mundial. O objetivo do negócio é gerar uma grande sinergia entre as atividades de ambas as empresas para introduzir novos e avançados lubrificantes no mercado brasileiro. Expansão da fábrica e atuação sulamericana são algumas das prioridades. Por Maristela Rizzo e Miriam Mazzi

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la nasceu Lubriquim, em 1982, utilizando know-how europeu para atuar na fabricação de lubrificantes (óleos e graxas) especiais, sintéticos e de grau alimentício de alta performance, desengraxantes biodegradáveis e ecológicos/grau alimentício e aditivos especiais, destinados para os segmentos alimentício, farmacêutico, usinas de cana-de-açúcar, metalúrgica/metalmecânica e outros. A partir da parceria estabelecida em novembro com a alemã Avia-Bantleon, empresa

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fundada há mais de 90 anos como fabricante de casco, couro e carrinho de graxa, óleo vegetal e sabão em pó, e cujas atividades atuais focam o mercado de lubrificantes, a Lubriquim passa a assinar Lubrisint e a integrar uma rede global de alta tecnologia voltada ao mercado de lubrificantes. De acordo com o diretor técnico comercial da empresa, Vinícius Medeiros, a parceria partirá do Brasil, no curto prazo, e alcançará a Argentina no médio prazo, englobando, com o alongamento dos meses, toda a América do Sul. “Isto porque a Avia já possui empresas parceiras em todo o mundo e a Lubriquim/ Lubrisint Lubrificantes Sintéticos Especiais é a mais nova integrante deste seleto grupo”, justifica. . A princípio a Lubrisint utilizará a planta da parceira brasileira, em Diadema, na Grande São Paulo, porém Medeiros adianta que já está em implantação a modernização da unidade, além da elaboração de um

projeto de expansão da fábrica e futura mudança de endereço. Um dos pontos altos da nova parceria é a tecnologia que será importada da Avia-Bantleon, membro do grupo suíço Avia Internacional, inaugurado em 1927, e detentor de bandeiras em mais de 2900 postos de gasolina e serviços espalhados por 14 países. “Para agregarmos a nossa alta tecnologia estaremos online com os engenheiros da Avia-Bantleon e usaremos também seus laboratórios de desenvolvimento e pesquisa, fazendo com que as duas empresas alavanquem mais ainda os excelentes produtos já existentes”, explica Medeiros, completando que haverá um intercâmbio de tecnologias para o desenvolvimento de novas soluções para os clientes, com produtos e soluções customizados e foco no cliente. A parceria entre as empresas também trará ao mercado nacional, além de produtos e soluções de qualidade e alta performance, tecnologias de ponta para otimização e controle dos produtos que serão comercializados, com um novo conceito de gerenciamento de fluidos e assistência técnica. Consolidação no setor metal-mecânica O desenvolvimento dos novos produtos ficará a cargo de ambas as empresas e sua distribuição ocorrerá por intermédio do Grupo Avia – inicialmente pela Avia-Lubrisint no Brasil e Argentina e pela Avia-Bantleon na Europa. “As marcas, a partir da entrada da Lubriquim no Grupo Avia, serão unificadas e comercializadas individualmente e as linhas atualmente produzidas continuam as mesmas, porém com o aval da marca Avia International”, esclarece. Estrategicamente, no início a

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Negócios

Vinicius Medeiros, diretor técnico comercial da Lubriquim

Avia-Lubrisint atuará junto aos clientes da AviaBantleon já existentes no Brasil, pois, conforme Medeiros, a companhia não tem grande atuação no segmento metal-mecânica, o que permitirá expandir sua atuação. “Mas o foco principal será consolidar uma maior participação no mercado da indústria de autopeças e metal-mecânica, em máquinas e equipamentos empregados no transporte de cargas, em operações agrícolas e de navegação, em minerações, construção e na indústria de geração de energia, especificamente na linha de lubrifican-

tes de tecnologia superior, óleos semissintéticos e minerais para corte integrais e solúveis, óleos para estamparia e fluídos hidráulicos especiais”, lista o diretor, reforçando que a ampla cesta de produtos conta com o know-how da Avia-Bantleon, em conjunto com produtos como graxas especiais e óleos sintéticos já fabricados pela Avia-Lubrisint. “Com isso, certamente conseguiremos complementar e otimizar nossa linha”, diz. Para o próximo ano, a expectativa da nova Lubrisint é de forte expansão e de maior participação nos mercados nos quais a companhia não atua no momento, tanto na América do Sul quanto na Europa. “Isto porque as empresas se complementam, passando a mirar mercados não tão explorados anteriormente”, reforça. A aposta no mercado brasileiro é grande de acordo com o diretor técnico, principalmente em função da experiência e tradição de quase três décadas da Lubriquim no País. “Estes anos aperfeiçoaram nossa capacidade de antever tendências e perspectivas de crescimento do mercado local”, diz, argumentando que a constatação também favoreceu o negócio com a Avia-Bantleon que, por sua vez, é a primeira empresa de lubrificantes/combustíveis/gás da Suíça, segunda da França e quarta da Alemanha (Grupo Avia), o que permite à companhia uma visão global e totalmente favorável ao mercado brasileiro.

Quem é quem

Fundada há quase 30 anos, a Lubriquim iniciou suas atividades com tecnologia européia para a fabricação de lubrificantes (óleos e graxas) especiais, sintéticos e de grau alimentício de alta performance, desengraxantes biodegradáveis e ecológicos/grau alimentício e aditivos especiais, destinados para os segmentos da indústria alimentícia, farmacêutica, usinas de cana-de-açúcar, metalúrgica/ metal mecânica. Dona de bandeiras com logotipos vermelhos em mais de 2900 postos de gasolina e serviços distribuídos 14 países, a Avia nasceu em 1927 na Suíça, fruto da associação de sociedades petrolíferas e produtores de lubrificantes independentes, os quais se debatiam com a concorrência agressiva das grandes companhias multinacionais e mundiais. Em 1960, esse grupo se

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reagrupou na Avia Internacional, reunindo empresas independentes de outros países. Atualmente, o Grupo Avia é composto por 85 empresas independentes. A Avia Internacional, cuja sede é em Zurich, coordena as atividades além das fronteiras nacionais, zelando pela difusão das informações e pelo respeito da imagem de marca em escala internacional. A Hermann Bantleon foi fundada há mais de 90 anos como fabricante de casco, couro e carrinho de graxa, óleo vegetal e sabão em pó. Hoje, as atividades da empresa têm foco em lubrificantes, inibidores de corrosão e serviços de otimização de processo integrado. Como acionista e membro alemão do Grupo Avia Internacional, a Bantleon gera parte de suas receitas com vendas de óleo combustível, gás e aquecimento.

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Fiscalização

ANP amplia escritório em São Paulo Com as melhoras da nova unidade, a ANP pretende ampliar sua atuação tanto no desenvolvimento do setor de biocombustíveis, como no programas de fiscalização, como o PML e Gás legal. Por Maristela Rizzo

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o dia 24 de novembro a ANP apresentou ao mercado seu novo escritório regional em São Paulo, que foi totalmente modernizado e ampliado. Criada desde o início da ANP, a sede agora está preparada também para a chegada de novos servidores, oriundos de futuros concursos públicos. Com isso a agência pretende aumentar sua capilaridade, atendendo as novas demandas que surgiram nos

Sede ANP São Paulo: modernizada e ampliada para receber novos servidores

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últimos anos, entre elas o desenvolvimento do setor de biocombustíveis, tendo como missões a criação do programa do biodiesel, a nova atribuição da ANP de fiscalizar toda a cadeia do etanol, desde sua origem nos produtores até sua comercialização, além da descoberta do pré-sal no litoral paulista. Indo ao encontro a dessas metas, Alcides Araújo dos Santos, coordenador geral da ANP - São Paulo, informa que, apesar de o escritório da ANP em São Paulo tradicionalmente ter como foco a fiscalização do mercado de combustíveis, em especial na revenda varejista, já está sendo preparado para a implantação de um núcleo de fiscalização de produção em plataformas, visando atender às novas demandas do Estado desde a descoberta de petróleo na camada do pré-sal. Segundo ele, na lista de prioridades do escritório regional está a manutenção do trabalho que já vem sendo realizado no segmento da revenda de combustíveis líquidos, e a ampliação da atuação nos outros segmentos de mercado. “Entre esses segmentos está o de lubrificantes, que envolve os importadores e produtores de óleos lubrificantes acabados, além dos coletores e rerrefinadores de OLUC; produtores e distribuidores de etanol; distribuidores e revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP); combustíveis de aviação, dentre outros”, lista Santos. Entre as vantagens do escritório regional da ANP, Santos ressalta que a regionalização tem um

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papel importante no sentido de tornar a agência mais conhecida da população, por meio da promoção de seminários, workshops e debates realizados em conjunto com universidades, governos estaduais e municipais, órgãos de defesa do consumidor e empresas do setor. Adequação Um dos esforços da ANP que tem recebido destaque no mercado de lubrificantes é o PML – Programa de Monitoramento dos Lubrificantes, que tem por objetivo acompanhar sistematicamente a qualidade dos óleos lubrificantes comercializados no País, além de proporcionar ferramenta importante para o direcionamento das ações de fiscalização da ANP. Com isso, a unidade da ANP em São Paulo utiliza as informações do PML, além de denúncias oriundas do próprio setor, para programar suas ações de fiscalização nos produtores que não estão em conformidade com a Resolução ANP 18/2009. “Muitas empresas do segmento de lubrificantes já estão plenamente adequadas às resoluções da ANP para o setor, mas ainda existem aquelas que insistem em operar à margem da legislação, e a ANP não está alheia a este problema”, alerta Santos. De acordo com Santos, dados recentes do PML, divulgados no Boletim Bimestral do Monitoramento dos Lubrificantes, indicam que a ANP ainda tem um longo caminho a ser trilhado no combate e na regulação do mercado de lubrificantes, em especial nas nãoconformidades de registro de produtos, rótulos e qualidade. Somente em 2011, com dados de janeiro a outubro no Estado de São Paulo, foram realizadas mais de 50 ações de fiscalização em produtores de lubrificantes, resultando em 40 autuações e duas interdições.

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Além das iniciativas mencionadas, o coordenador também ressalta as ações da ANP com o Programa Gás legal, lançado em setembro de 2010, e que tem como objetivo combater o comércio irregular de gás de botijão (GLP), que coloca em risco a segurança do consumidor, e o programa “ANP Interior”, projeto elaborado com o objetivo de aumentar a interação entre a ANP e a sociedade em todas as regiões do interior do Estado, por meio de seminários, mini-cursos e atendimento ao público. “Para o ano de 2012 a unidade da ANP em São Paulo pretende retomar o programa “ANP Interior”, levando a ANP para o interior do Estado, com o foco específico no Gás Liquefeito (GLP)”, anuncia. Atualmente o escritório da ANP em São Paulo atende todo o Estado de São Paulo e o Estado do Paraná e o mercado pode acessá-lo através do Centro de Relações com o Consumidor - CRC, no telefone 0800 970 02 67, ou pelo “Fale Conosco” no site eletrônico da ANP www.anp.gov.br.

“Na lista de prioridades do escritório regional está a manutenção do trabalho que já vem sendo realizado no segmento da revenda de combustíveis líquidos, e a ampliação da atuação nos outros segmentos de mercado”, Alcides Araújo dos Santos, coordenador geral da ANP - São Paulo

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Perfil do fabricante

Klüber na era da sustentabilidade Além de se mostrar consolidada no setor de lubrificantes especiais, a empresa agora quer mostrar ao mercado brasileiro os reais ganhos com a sustentabilidade como forma de diminuição de consumo, aumento de eficiência energética e ganhos de crédito de carbono.

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ompletando 40 anos de atuação no mercado brasileiro, a Klüber hoje se mostra uma empresa consolidada no fornecimento de lubrificantes especiais. Foco este que gerou mais um desafio para a empresa nos últimos anos: mostrar para seus clientes que sustentabilidade pode ser um bom negócio. Hoje, todos os produtos da empresa, globalmente, encontram-se atrelados aos princípios de alta tecnologia, economia de energia, eficiência energética e redução de custos. “Queremos oferecer para os nossos clientes soluções que os ajudem a diminuir custos, aumentar sua eficiência energética e aumentar a utilização de produtos amigáveis, utilizando como ape-

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lo os créditos de carbono”, informa Enrique Garcia, diretor – geral da empresa para a América do Sul. Segundo ele, o Brasil, em razão da evolução da economia e das suas atividades industriais e da tendência de ser um grande pólo de produção de energia renovável, é um mercado muito importante para a Klüber Lubrication e para o Grupo Freudenberg ao qual pertence. García explica que, pelo fato de a empresa atuar em diversos nichos, a organização busca inovar e contribuir para melhorar os resultados das indústrias que atuam em setores tradicionais para a empresa no mundo e em setores que representam novos espaços. Entre os mercados

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tradicionais estão as indústrias automotiva, siderúrgica, farmacêutica, alimentícia, cimento, mineração, alimentos e açúcar e álcool e, entre os novos, as indústrias de petróleo e gás, energias renováveis (energia eólica), naval, ferrovias, além da ampliação da participação da empresa na indústria automobilística em razão da chegada de algumas montadoras asiáticas (japonesas, chinesas e coreanas). Mercados estratégicos Em razão do grande potencial de expansão do setor de energia eólica no Brasil, a Klüber Lubrication desenvolveu uma linha completa de soluções de alto desempenho em lubrificação para o segmento, com soluções que contribuem para maior eficiência dos elementos e maior confiabilidade operacional. O gerente de mercado de madeira e energia eólica, Fabio Zanella, explica que as turbinas eólicas funcionam como moinhos acionados pelo vento e produzem energia elétrica por meio de um gerador, sendo este um processo que necessita de lubrificação constante. “As turbinas não podem parar e o lubrificante da Klüber Lubrication proporciona confiabilidade necessária e longos períodos de relubrificação, suportando longos períodos de utilização”, informa. No setor de petróleo e gás, a exploração da camada do pré-sal traz perspectiva de altos investimentos nas indústrias inseridas no segmento. Neste sentido, García explica que a Klüber Lubrication está preparada para fornecer soluções com alta tecnologia para atender os desafios em lubrificação das empresas desta atividade industrial. Outro setor de atenção é a indústria naval, em que a Klüber Lubrication anuncia o desenvolvimento de um óleo sintético biodegradável e não tóxico. Esta solução é usada para lubrificar caixas de engrenagens de navios, especialmente para propulsores e hélices de leme, sendo uma alternativa ambientalmente compatível com o óleo mineral e que, ao mesmo tempo, oferece a confiabilidade exigida por

essas engrenagens em suas rigorosas necessidades de lubrificação. “Os derramamentos de óleo nos oceanos não são causados apenas por grandes acidentes com navios. Conforme o transporte marítimo aumenta, crescem também as perdas de óleo causadas por vazamentos em razão de desgastes normais, pequenos acidentes ou erros de operação, representando ameaça constante ao meio ambiente”, conta Jorge de Oliveira, gerente de mercado. Na indústria automotiva, na qual a empresa já tem grande participação com soluções de lubrificação das máquinas em montadoras e autopeças, a companhia tem perspectiva de crescer no setor em razão da chegada de montadoras asiáticas no País. “Com um desempenho excelente da indústria automotiva, o Brasil está deixando de ser importador para se tornar um dos maiores fabricantes mundiais de veículos e a Klüber Lubrication está atenta aos movimentos deste mercado para fornecer soluções que garantam ganhos em produtividade para esta exigente indústria”, comenta Roberto Pecchia, gerente de mercado automotivo. Mercados tradicionais O plano da Klüber Lubrication também mantém foco na expansão em indústrias tradicionais já atendidas. Uma delas é a de açúcar e álcool, para a qual desenvolve lubrificantes especiais que geram economia de mais de 40% dos custos com lubrificação dos equipamentos, pois pode atingir até cinco safras sem troca. Os produtos aplicados em moendas de cana-de-açúcar são desenvolvidos com tecnologia que permite reduzir custo sem agredir o meio ambiente, já que são biodegradáveis. No caso da indústria de alimentos, os lubrificantes food grade apresentam grande crescimento no mercado nacional. “Nos últimos dez anos, a Klüber Lubrication cresce mais de 10% ao ano no segmento de food grade, com fornecimento de soluções em lubrificação que atendem as rígidas exigências desta indústria

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Enrique Garcia, diretor geral da empresa para a América do Sul.

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Perfil do fabricante e que contribuem para a otimização dos processos em função da redução do tempo de manutenção das máquinas, aumento da vida útil dos equipamentos e da produtividade”, conta Oliveira. Nos setores de mineração e cimento, a empresa tem participação ativa há mais de 30 anos. Sobre estas áreas, Francesco Lanzillotta, gerente de mercado indústria pesada, ressalta a atenção ao desenvolvimento de soluções em lubrificação que contribuem para ganhos em eficiência e escala de produção em função da melhora do desempenho das máquinas e redução do tempo de manutenção. Cases comprovados Falando especificamente de indústria alimentícia, a Klüber Lubrication apresenta como exemplo a indústria cervejeira para mostrar como sua linha de lubrificantes food grade pode contribuir para a redução do

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consumo de energia e de emissão de CO, atendendo todas as exigências da indústria alimentícia. De acordo com Jorge Efrain Rey de Oliveira, gerente de mercado da Klüber, a indústria cervejeira necessita de uma forte estrutura de energia para produção, armazenagem e envasamento em grande escala, resultando em altos custos. Na produção os compressores de refrigeração e de ar e um conjunto de engrenagens chegam a gastar 200 kW (kilowatt), 300 kW e 450kW, respectivamente. Neste caso, o uso de lubrificantes especiais da Klüber garante eficiência que chega a um equivalente entre 0,5% e 15%, gerando economia de 1.500 MW/h (Megawatt/hora), o que equivale a R$ 220 mil ao ano; tomando como base um cálculo de R$ 0,15 centavos por kW/h. No caso da redução de emissão de CO₂ na atmosfera, Oliveira informa que os cerca de 500.000 GW/h (Gigawatt/hora) gastos pela indústria brasileira de alimentos geram quase 160 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Uma cervejaria que economiza cerca de 224.400 kW/h, incorre na redução de mais de 70 toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. “É um grande benefício para a sociedade, conquistado com a simples substituição dos lubrificantes convencionais pelas soluções especiais”, reitera. O consultor técnico em sustentabilidade e eficiência energética da empresa, Irajá Ribeiro, completa que a redução de energia e emissão de CO2 é obtida em cadeia para os fabricantes de alimentos e operadores de instalações de produção, pois representa parte significativa no custo de operação total. O especialista afirma que a energia não resulta apenas em custos para o usuário, mas é uma das principais fontes de emissão de CO2 prejudiciais ao planeta. Portanto, quando uma indústria de alimentos obtém resultados significativos em seu processo da fabricação, reduz custos da produção e contribui para o meio ambiente.

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Já, na indústria siderúrgica, a empresa comprova que a utilização de soluções especiais de lubrificação da Klüber Lubrication gera resultados tangíveis no que diz respeito à redução de custos em razão do menor consumo de lubrificantes e, sobretudo, pelo menor número de parada da linha de produção para substituição dos rolamentos, um fator que gera grande ganho em produtividade. “Em uma indústria siderúrgica, cada parada dos equipamentos gera perdas significativas de produtividade, o que representa grandes prejuízos financeiros”, ressalta Rodrigo Madeira, gerente de mercado da Klüber Lubrication. No processo de lingotamento contínuo, etapa de produção em que o aço líquido é transformado em aço sólido, pode-se citar um exemplo de um lingotamento de tarugos de seis veios que tinha consumo anual de graxas convencionais de 10 a 12 mil kg ao ano. Com o uso de graxas especiais da Klüber o consumo caiu para cerca de 4 mil kg ao ano, um consumo três vezes menor. No que se refere ao desgaste dos rolamentos do equipamento, Madeira conta que, enquanto o uso de graxas

convencionais ocasionava a substituição de cerca de 60 rolamentos por equipamento ao ano, o uso de graxas especiais da empresa as quebras por problemas de lubrificação forma reduzidas a zero. Este tipo de resultado é principalmente percebido nas partes mais críticas do equipamento como câmara de spray e mesa extratora. Madeira atribui os resultados das soluções de lubrificação da Klüber Lubrication ao alto padrão de qualidade da empresa, disponibilidade de engenheiros para entender as especificidades de cada equipamento, especificando o lubrificante correto a cada aplicação e auxiliando na transição de produto e durante seu uso. Além de todo o suporte os lubrificantes da empresa têm o seu uso recomendado pela maioria dos fabricantes de máquinas e equipamentos. “A Klüber Lubrication é fornecedora de excelência para as principais usinas siderúrgicas do Brasil e do mundo. No mercado nacional, a indústria conta com o benefício da produção local, que tem o benefício da confiabilidade de logística e preço competitivo”, comenta o executivo.

Certificação internacional

O engenheiro químico Irajá Bernardino Ribeiro Júnior, consultor técnico de Sustentabilidade e Eficiência Energética da Klüber Lubrication, é uma das únicas seis pessoas em todo o Brasil a possuir a certificação CMVP (Certified Measurement & Verification Professional), título internacional que reconhece a competência de um profissional para assinar qualquer projeto de medição e verificação de desempenho de energia. A certificação tem validade de quatro anos e é concedida pelo EVO (Efficiency Valuation Organization) e pelo AEE (Association of Energy Engineers) e segue o protocolo PIMVP (Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance). Ela garante que todos os processos de medição e verificação estejam dentro de padrões que são adotados inclusive pela ONU (Organização das Nações Unidas). Foi a partir da frustração de não conseguir provar a real eficiência e performance do lubrificante sintético especial da Klüber Lubrication para os clientes que nasceu a busca de Ribeiro pelo projeto e a consequente certificação. “Sabia que o nosso produto trazia economia de energia para o cliente, mas sempre era questionado: você consegue provar?” De uma matéria da televisão falando sobre créditos de carbono

que surgiu a ideia de passar essa proposta aos clientes. Nascia, assim, o projeto de eficiência energética. Inovador já naquela época, ele foi apresentado em detalhes por Ribeiro no Innovation Championship de 2007, o campeonato mundial de inovação da Klüber Lubrication. O projeto foi vencedor e, a partir daí, foi dado o passo para a implantação. A empresa apostou na ideia e partiu para o desenvolvimento e implantação, com formação de uma equipe interna, com Ribeiro como o líder da aplicação e Enrique Garcia, diretor geral para América do Sul, e Rosemeire Zilse, gerente de vendas e marketing, como patrocinadores da ideia. Ribeiro conta que o projeto está ganhando escalabilidade e será expandido para outros países. Será formado ainda este ano um Energy Efficiency Team Global, com cerca de dez ou 12 pessoas de diversos países, com o objetivo de criar uma metodologia única de medição e verificação de eficiência energética, para que todas as subsidiárias apliquem da mesma forma, com a atuação de um líder local. Assim, Ribeiro conta que percebe uma mudança de conceito na empresa, com soluções mais completas e que oferecem “economia de energia e eficiência energética”, com maior valor agregado aos clientes.

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LUBGRAX ONLINE 1ª PESQUISA LUBGRAX SORTEARÁ IPAD AOS RESPONDENTES A Sergio Ávila Editora, responsável pela publicação da revista Lubgrax sorteará entre os respondentes da 1ª Pesquisa Lubgrax de Fornecedores no mercado de lubrificantes, óleos, fluidos e graxas um Ipad. Para responder a pesquisa basta entrar no site www.lubgrax.com.br e acessar o banner que se encontra no lado direito da página (veja imagem ao lado). O levantamento conta com dois formatos: o primeiro tem por objetivo investigar e reconhecer, junto aos fabricantes de lubrificantes, óleos, fluidos e graxas os melhores fornecedores (matérias-primas, embalagens, equipamentos, instrumentos de análise e laboratório, sistemas de filtragem, transporte e logística) no ano de 2011. Já o segundo visa reconhecer os trabalhos realizados pelos fornecedores no quesito Sustentabilidade Ambiental e Social.

CASTROL INDUSTRIAL FECHA ACORDO MUNDIAL COM A SIEMENS A Siemens Wind Power, um dos principais fornecedores de soluções de energia eólica fechou um contrato com a Castrol Industrial, para fornecimento do Castrol Optigear Synthetic X 320, produzida na planta de Warminster, nos Estados Unidos. Este produto atenderá 100% das necessidades caixas de redutores de suas turbinas eólicas. Além disso, produtos complementares, como fluidos hidráulicos e graxas de alta perfomance, impulsinarão os objetivos da Siemens. Ao longo dos últimos cinco anos, a Castrol Industrial tem fornecido à Siemens Wind Power lubrificantes de alta qualidade, e pacotes mundialmente padronizados para o primeiro enchimento e aplicações contínuas de manutenção. A Castrol Industrial, estuda a possibilidade de fabricar o produto na planta de Taichang, na China, para atender a crescente demanda do mercado local. Atualmente, a produção da Europa atende o mercado chinês.

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DESCOBERTA DE PETRÓLEO DE BOA QUALIDADE NA BACIA DE SANTOS O novo poço, informalmente conhecido como Patola, está localizado em profundidade de água de 299 metros, a cerca de 200 km da costa do Estado de São Paulo Análises preliminares indicam que este petróleo possui a mesma qualidade daquele encontrado nos poços pioneiros, com cerca de 36o API. Esta descoberta confirma o potencial de petróleo de boa qualidade nas porções de águas rasas no sul da Bacia de Santos. A descoberta foi comprovada através de amostragens de petróleo em rochas do pós-sal. Este reservatório situa-se a cerca de 2.160 metros de profundidade. A Petrobras dará continuidade às atividades e investimentos previstos no Plano de Avaliação, incluindo a perfuração de outros poços na área e a continuidade do Teste de Longa Duração (TLD) que está em andamento nos poços 1-SPS-56 e 1-SPS-57. Crédito: AGÊNCIA PETROBRAS

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Editorialista Convidado

Os incríveis usos dos lubrificantes em aviação

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odos usamos lubrificantes, os mais variados, e dificilmente nos dedicamos a compreender como funcionam e como as qualidades dos produtos encontrados no mercado preenchem nossas necessidades. Como qualquer outro produto, a tecnologia de lubrificação evoluiu lentamente desde os tempos antigos até os anos 1900. Somente a partir dessa época é que os fabricantes e usuários começaram a direta ou indiretamente se envolverem na busca de produtos capazes de reduzir o atrito e incrementar o funcionamento de mecanismos e de equipamentos em geral. A partir (*) Ozires Silva dos 1950 as associações de classe começaram a se envolver e buscar lubrificantes melhores e mais especializados em termos de onde e quando deveriam ser aplicados. Um longo e eficaz projeto de pesquisas e desenvolvimento, gerando os resultados

que tanto nos beneficiam, nos dias de hoje. Nas décadas de 1970 e 1980, as tecnologias de hidroprocessamento, especialmente as de hidrocraqueamento do petróleo, com a adição de outras matérias-primas, permitiram a fabricação de óleos de categorias separadas segundo classificações, devidas a suas diferenciações positivas sobre aplicações anteriores. Esse trabalho, feito em conjunto da API – American Petroleum Institute* e da ASTM - American Society for Testing and Materials, ampliaram as alternativas para conseguir produtos melhores e de excepcional desempenho sob severas condições de uso. Foi por meio da ampliação desses conhecimentos, o licenciamento mundial generalizado de novas tecnologias, sob classificações estabelecidas e amplamente aceitas, que se

(*) Ozires Silva é oficial da Aeronáutica e engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Destaca-se por sua contribuição no desenvolvimento da indústria aeronáutica brasileira. Capitaneou a equipe que projetou e construiu o avião Bandeirante. Liderou em 1970 o grupo que promoveu a criação da Embraer, uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo. Deu início à produção industrial de aviões no Brasil. Presidiu a empresa até 1986, quando aceitou o desafio de ser presidente da Petrobras, onde atuou até 1989. Em 1990, assumiu o Ministério da Infra-Estrutura e, em 1991, retornou à Embraer, desempenhando um papel importante na condução do processo de privatização da empresa, concluído em 1994. Também atuou como presidente da Varig por três anos (2000-2003) e criou em 2003 a Pele Nova Biotecnologia, primeiro fruto da Academia Brasileira de Estudos Avançados, empresa focada em saúde humana, cuja missão é a pesquisa, desenvolvimento e produção de tecnologias inovadoras na área de regeneração e engenharia tecidual. Ozires Silva também faz parte de uma série de conselhos e de associações de classe. Desde 2008 é reitor da Unimonte.

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Foto: Banco de Imagens Embraer

criou diferentes tipos de óleos, de excepcional estabilidade e desempenho, para serem usados em condições mais exigentes, de meio ambiente e de local de aplicação em relação aos produtos antecessores. Estes novos produtos, hoje distribuidos com marcas e origem as mais diversas, encontraram variedades de usos, com acentuado êxito no mercado mundial. Desde então novos aperfeiçoamentos na lubrificação entraram em uso, via um extraordinário e eficiente esforço de pesquisas e desenvolvimentos de novos aditivos. Tudo isso foi particularmente útil para se obter óleos e graxas especiais para variadas aplicações, particularmente os atualmente em uso normal nos aviões. As modernas aeronaves, voando a altitudes excepcionalmente altas, com pressões atmosféricas e temperaturas baixas, colocam as partes móveis a operar sob condições extremas. Esses componentes dos aviões submetem-se a temperaturas desde 50º, quando no solo, e na estratosfera, a condições que podem estar a 60º C abaixo de zero. Até meados de 1950, os motores que impulsionavam os aviões eram semelhantes aos dos automóveis de hoje, ou sejam, equipados com cilindros e pistões e funcionando de forma alternativa. Foi aí que começou uma radical mudança por intermédio de notável substituição de paradigmas, encaminhados pela criação do motor a reação, cujo pioneiro, Frank Whittle, da Inglaterra, tornou realidade. Em 1929, Whittle tinha escrito uma tese argumentando que os aviões teriam de voar em altas altitudes, onde a resistência do ar é muito menor – por-

tanto de menor consumo de combustível -, tornando-os capazes de alcançar grandes distâncias a altas velocidades, impossíveis de serem consguidas pelos tradicionais motores convencionais, acionando hélices. A propulsão a jato não estava em seu pensamento naquela fase, mas ele continuou tentando criar um novo sistema de propulsão para os aviões. O motor a jato provou ser um vencedor, particularmente na América do Norte, onde a tecnologia foi recebida com entusiasmo. Hoje esse tipo de motor domina o mercado e materializou os sonhos de Whittle, permitindo aos aviões voarem a grandes altitudes e a velocidades não possíveis com os motores a pistão, usados no passado. Mas, desde o início, esses novos sistemas de propulsão para os aviões enfrentaram sérios problemas de lubrificação. Um primeiro item, e da maior importância, o da alta rotação. As turbinas precisam girar a rotações por minuto

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Bandeirante: primeiro avião comercializado pela Embraer, cuja concepção esteve a cargo da equipe capitaneada por Ozires Silva, em seu voo inaugural, em 22 de outubro de 1968, em São José dos Campos (SP), onde está localizado o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA)

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Editorialista Convidado nismos de sustentação aerodinâmica, nos quais as partes em movimento não se tocam. Ou sejam, mancais a ar! Assim, a lubrificação, no passado encarada somente como requisito para engraxar as partes, ganhou sofisticação e muito melhores resultados, chegando-se a longevidade dos equipamentos que não se conseguiria vislumbrar há poucas décadas. Deste modo, enquando houver mecanismos ou conjuntos mecânicos se movendo, com eixos e rodas em trabalho, a lubrificação estará presente, em escala de alta importância, em face do que se pode obter em termos de eficiência e de rendimento das mais modernas máquinas.

Foto: Banco de Imagens Embraer

muito maiores, quando comparadas com outros motores, como os a combustão interna e elétricos em geral. Rotações como 15 mil giros por minuto são comuns em aviões utilizados normalmente. Valores bem mais altos são necessários aos motores instalados nos helicópteros, que precisam de pesos e dimensões menores. Nessas máquinas normalmente são usados motores que podem girar a cerca de 100 mil rotações por minuto, cujos mancais precisam ser lubrificados sob críticas condições de operação e de refrigeração. Estes motores foram possíveis gaças à criação de mancais modernos, fabricados com extrema precisão e com materiais especiais, ou alternativamente, com o uso de engenhosos meca-

KC-390: o maior avião brasileiro, encomendado à Embraer pela Força Aérea Brasileira (FAB), com o objetivo de ampliar missões de reabastecimento em voo e transporte de tropas e cargas, que deverá entrar em operação em 2016

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3ÂŞ CAPA

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4ª CAPA Nossa química, seu caminho. A Bandeirante Brazmo é referência na distribuição de soluções químicas para o mercado de lubrificantes.

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