JORNAL DE NEGÓCIOS - #325

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As lições do

Mais de um ano depois, levar o escritório para casa criou novos Kaio Augusto

“O

último a sair apaga a luz.” Muitos trabalhadores devem ter dito ou ouvido essa frase em março de 2020, quando foi decretada oficialmente a pandemia de Covid-19 no Brasil. Desde então, a mesa de jantar e alguns outros ambientes de casa tiveram de ser adaptados para abrigar novas estações de trabalho, com a adoção imediata do home office para que muitas empresas continuassem suas atividades. Porém, o retorno aos escritórios parece um plano para o futuro, já que os protocolos sanitários continuam em vigor há mais de um ano.

Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em novembro de 2020 trabalhavam de casa cerca de 7,3 milhões de brasileiros. O Sudeste concentra cerca de 58,3% dessa população, sendo a região com o maior número trabalhadores em regime de home office. Uma das empresas que se apressaram a adotar esse estilo de trabalho foi a DK2 serviços de segurança e monitoramento, que colocou seus colaboradores para atuar em casa logo no início das restrições. Para a sócia-diretora da DK2, Karina Camargo, o primeiro desafio na época foi encontrar formas de se

adaptar à nova rotina. “Foi um momento de aprendizado para lidar com reuniões virtuais e a gestão dos processos. Aumentamos o número de conferências e encontramos ferramentas que ajudassem acompanhar as entregas de cada um. A maior questão que tivemos no começo e que ainda se mantém é lidar bem com a comunicação”, afirma. Um dos principais fatores que foram afetados por esse longo tempo de trabalho remoto foi o relacionamento entre os funcionários. Karina conta que algumas pessoas mostraram que sentiam falta dessa relação interpessoal, o que afetou a produtividade. “Chegou uma determinada

época que dava para perceber que a equipe estava desmotivada, porque sentiam a necessidade da coisa física. Muitas vezes, ficar em casa faz com que você acabe se envolvendo também com os problemas domésticos”, analisa a empresária. Essa percepção não foi exclusividade de Karina; outros profissionais também tiveram de se adequar à nova realidade. Isso fez com que buscassem ajuda em mentorias para lidar com a situação, como conta o consultor do Sebrae-SP Wilson Borges de Carvalho. “Muitos empresários relataram que buscaram terapias, aconselhamentos e o Sebrae para trabalhar não só a gestão dos Para Karina Camargo, sócia da DK2, a maior dificuldade do home office ainda é lidar com a comunicação entre a equipe


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