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MANIOC.org Conseil général de la Guyane


ETATS UNIS DU BRÉSIL B E R N E

F R O N T I È R E S ENTRE LE BRÉSIL ET LA GUYANE

FRANÇAISE

MANIOC.org Conseil général de la Guyane


FRONTIÈRES ENTRE LE BRÉSIL ET LA GUYANE FRANÇAISE

MÉMOIRE PRÉSENTÉ PAR LES

ÉTATS UNIS DU BRÉSIL

Gouvernement te la (Modération Suisse ARBITRE Choisi selon l e s stipulations du Traité conclu à Rio-de-Janeiro, le 1 0 Avril

1897

ENTRE

LE B R É S I L ET LA

FRANCE

TOME PREMIER

1 8 9 9

MANIOC.org Conseil général de la Guyane


AVERTISSEMENT

Le Mémoire et les Documents soumis par les ÉtatsUnis du Brésil à l'Arbitre

forment sept Volumes

dont deux Atlas : ТОМЕ I : Mémoire Brésil Arbitre

présenté

au Gouvernement

par

de la Confédération

choisi selon les stipulations

à Rio de Janeiro, la France;

les Etals-Unis

du

Suisse,

du Traité

conclu

le 10 avril 1807, entre le Brésil et

avec douze cartes.

ТОМЕ II : Documents justificatifs Mémoires, Traités et

autres

: — Lettres Royales, documents

diploma­

tiques. ТОМЕ III : Documents justificatifs

: — Mémoires et

Protocoles de la Conférence de Paris en 1855 et 1856, accompagnés de quelques notes explicatives ou rec­ tificatives. TOMES IV et V : L'Oyapoc et l'Amazone,

de J. Caetano

MANIOC.org Conseil général de la Guyane


vi

AVERTISSEMENT

da Silva, 3me édition, Paris, 1 8 9 9 ; avec u n Som­ m a i r e et plusieurs notes. ATLAS :

1) Atlas contenant un choix de cartes antérieures Traité conclu à Utrecht le 11 avril

1713

au

entre le Por­

tugal et la France. 100 fac-simile de cartes. 2) Commission Araguary,

Brésilienne

d'exploration

du

Haut

1896 : Trois cartes.

Berne, le 4 avril 1 8 9 9 .

MANIOC.org Conseil général de la Guyane


SOMMAIRE DU

TOME

I.

Positions g é o g r a p h i q u e s de q u e l q u e s points du Territoire c o n t e s t é e n t r e le Brésil et la France et d e c e r t a i n s p o i n t s des c ô t e s voisines

XIX

1° Latitudes

xx

2° Longitudes : Méridien de Rio de Janeiro

xxii

Méridiens de Paris et de Greenwich

xxiii

QUESTION DE FRONTIÈRES ENTRE LE BRÉSIL ET LA GUYANE FRANÇAISE. MÉMOIRE OU EXPOSÉ DES DROITS DU BRÉSIL

1

Les q u e s t i o n s à régler et les pouvoirs de l'Arbitre — — — —

1

Limite m a r i t i m e » Limite intérieure » Le Compromis de 1897 e n t r e le Brésil et la France . . . . 2 Convention de V i e n n e , d u 12 mai 1815, e n t r e le Portugal et la France, et Acte final d u Congrès de Vienne, du 9 juin 1 8 1 5 ; — le Prince Régent de Portugal et d u Brésil s'engage à restituer à Sa Majesté Très Chrétienne la Guyane française « jusqu'à la rivière d'Oyapock, dont l'embouchure est située entre le 4e et le 5e degré de latitude s e p t e n t r i o n a l e , limite que le Portugal a toujours considérée c o m m e celle qui avait été fixée par le Traité d'Utrecht » ; et les deux Parties s'engagent à procéder « à la fixation définitive des limites des Guyanes portugaise et française c o n f o r m é m e n t au s e n s précis de l'Article 8e d u Traité d'Utrecht. » 4

— Convention c o n c l u e à Paris le 28 août 1817 entre le Portugal et la France : — le Roi de Portugal et du Brésil « s'engage à re-


VIII

SOMMAIRE

m e t t r e à S. M. Très C h r é t i e n n e la Guyane française « j u s q u ' à la rivière d'Oyapock, dont l ' e m b o u c h u r e e s t s i t u é e e n t r e le 4e et le 5e degré d e l a t i t u d e s e p t e n t r i o n a l e , et j u s q u ' a u 332e d e g r é de l o n g i t u d e à l'Est de l'île de Fer, par le parallèle de 2° 2 4 ' de l a t i t u d e s e p t e n t r i o n a l e » (Art. 1er) ; les d e u x Parties s ' e n g a g e n t « à fixer d é f i n i t i v e m e n t les l i m i t e s des Guyanes f r a n ç a i s e et p o r t u g a i s e c o n f o r m é m e n t au s e n s p r é c i s de l'Article 8 d u Traité d'Utrecht, et a u x s t i p u l a t i o n s de l'Acte de V i e n n e » (art. 2) 6 — L'Article 8 du Traité d'Utrecht fut la s e u l e d e s s t i p u l a t i o n s a n t é r i e u r e s revalidée e n 1815 et 1817 7 — P o u v o i r s de l'Arbitre e n ce qui c o n c e r n e la l i m i t e m a r i t i m e . 8 — Pouvoirs de l'Arbitre en ce qui c o n c e r n e la l i m i t e i n t é r i e u r e . 11

II Détermination des lignes réclamées par les deux Parties .

.

.

12

— E m b o u c h u r e de l'Oyapoc o u V i n c e n t P i n ç o n . S i g n a l é e par d e s m o n t a g n e s à l'Ouest » — S o u r c e de l'Oyapoc o u V i n c e n t Pinçon 13 — L'Araguary, au S u d du Cap d u Nord 14 — Cap d u Nord : l'ancien et le m o d e r n e » — Le Cap du Nord forme la l i m i t e o c c i d e n t a l e de l ' e m b o u c h u r e de l'Amazone 15 — L'Araguary e s t d o n c u n affluent de l'Amazone 19 — Confluent de l'Araguary d a n s l'Amazone 20 — Haut-Araguary, e x p l o r a t i o n s d e 1 7 9 8 , 1891 et 1 8 9 2 ; s o u r c e de c e t t e rivière 21 — Principaux affluents du Haut-Araguary. Le Mapary . . . . 23 — La s o u r c e principale du bras principal de l'Araguary e s t le point de départ de la l i g n e i n t é r i e u r e r é c l a m é e par la F r a n c e . . . 26 — Cette l i g n e n e p e u t p a s , p r o b a b l e m e n t , arriver a u Rio B r a n c o . Elle est a r r ê t é e par la frontière h o l l a n d a i s e au 58e d e g r é de l o n g i t u d e Ouest d e Paris o u par le territoire d e s s o u r c e s d e l'Essequibo, que la F r a n c e n e d i s p u t e pas à l'Angleterre 26 — S o u r c e de l'Essequibo, d'après les Anglais 27 — Les d e u x l i g n e s i n t é r i e u r e s de la prétention f r a n ç a i s e d a n s la vallée d u Rio Branco, d'après les c a r t e s a n g l a i s e s et d'après Coudreau 28

III Les t e r r i t o i r e s c o n t e s t é s

30

— Le territoire m a r i t i m e . Sa superficie

»


SOMMAIRE

— — — —

Les territoires i n t é r i e u r s . Leur superficie Superficie totale des territoires c o n t e s t é s Cours d'eau entre l'Oyapoc et l'Araguary Presque t o u s les n o m s g é o g r a p h i q u e s actuels de sont c o n n u s depuis la fin du xvie siècle — Carte de la Guyane par Gabriel Tatton, 1608 — Prétendu bras septentrional de l'Araguary — Affluents du Bas Araguary — Son a n c i e n affluent Amanahy, Mayacary ou Batabuto

IX

30 32 » c e t t e région 33 34 » 35 36

. . .

— La région des lacs 37 — A n c i e n n e c o m m u n i c a t i o n , par des canaux intérieurs et des lacs, e n t r e l'Oyapoc et l'Araguary 38 — Le Carapaporis, l'Amapà et le Mayacaré » — Le Calçoene, le Cunany et le Cassiporé 40 — Anciens n o m s du Cap d'Orange. Ce cap est signalé par des m o n t a g n e s , à l'Ouest » — Population des territoires c o n t e s t é s 41 Occupation militaire du territoire entre l'Oyapoc et l'Amapà Pequeno par la France en 1836, malgré l'Acte de Vienne et la Convention de 1 8 1 7 . Évacuation de ce territoire par les Français, en 1840 43 Arrangement de 1841 pour la neutralisation du territoire e n t r e l'Oyapoc et l ' A m a p áPequeno Partie méridionale du « Contesté » maritime, n o n neutralisée. Partie septentrionale du « Contesté » maritime

» » 45

IV Découverte, en 1 5 0 0 , du littoral Nord du Brésil et de la Guyane par Vincent Pinçon 47 Pinçon n'a donné son n o m à a u c u n e rivière 48 La Mer Douce de Pinçon était l'Amazone Le territoire de la rive g a u c h e de la Mer Douce était

» nommé

Paricura » La Mer Douce n o m m é e aussi Paricura et Marañon. La baie de Maranhão 49 Désaccord sur la latitude de la Mer Douce ou Marañon. . . 51 Le Marañon des cartes du xvie siècle 51 Fausses latitudes et fausses longitudes 55 La ligne de d é m a r c a t i o n e n t r e les p o s s e s s i o n s portugaises et e s p a g n o l e s stipulées à Tordesillas e n 1844 55 Droits du Portugal, puis du Brésil, à la limite de l'Oyapoc o u Vincent Pinçon et aux territoires du bassin de l'Amazone. R é s u m é des a r g u m e n t s du Portugal et du Brésil

57


X

SOMMAIRE

V - E x p l o r a t i o n s , a u xvie s i è c l e du littoral Nord du Brésil et de c e l u i d e la Guyane 60 — P r e m i e r é t a b l i s s e m e n t p o r t u g a i s à Maranhão (1536-38) . . 61 — Orellana et l e s p i l o t e s p o r t u g a i s 62 — E x p é d i t i o n s p o r t u g a i s e s vers l'Amazone 63 — Les Français c o m m e n c e n t à visiter vers 1583 le littoral Nord du Brésil 65 E x p l o r a t i o n s a n g l a i s e s et h o l l a n d a i s e s de la Guyane c o m m e n c é e s en 1594 Noms indigènes 1596

des

rivières

de

la

Guyane

vulgarisées

P i n e s Bay, n o m a n g l a i s

65 dès 66 67

Voyage de La Ravardière à la Guyane e n 1 6 0 4 . Jean Mocquet. 68 O c c u p a t i o n de la rive g a u c h e de l'Oyapoc par les Anglais en 1604 Premiers zone

68 é t a b l i s s e m e n t s h o l l a n d a i s et a n g l a i s d a n s l'Ama69

P r e m i è r e c o n c e s s i o n f r a n ç a i s e d e s territoires s i t u é s e n t r e l'Amaz o n e et l'Orénoque 70 O c c u p a t i o n de l'île de Maranhão par les F r a n ç a i s on 1 6 1 2 . 71 Expédition p o r t u g a i s e o r g a n i s é e à P e r n a m b u c o s o u s la c o n d u i t e de Jérôme d'Albuquerque p o u r r e p r e n d r e l'île de M a r a n h ã o . 72 Combat de G u a x e n d u b a , 1614 » L'île de Maranhão r e p r i s e par les Portugais 73

VI

O c c u p a t i o n de P a r á par les P o r t u g a i s , 1 6 1 6 74 C o n c e s s i o n s faites par les Rois d'Espagne, de 1501 à 1 6 0 4 , c o n c e r n a n t la Guyane et l'Amazone 75 Le Roi d'Espagne et d e P o r t u g a l d i s p o s é à i n c o r p o r e r au Brésil u n e partie de la Guyane, 1621 » G o u v e r n e m e n t g é n é r a l d u Maranhão 77 Les Anglais et les Hollandais d a n s l'Amazone et la Guyane. Concessions anglaises » — Les P o r t u g a i s de P a r á c h a r g é s par le Roi d ' E s p a g n e et de Portugal d ' e x p u l s e r l e s Hollandais et les Anglais qui o c c u p a i e n t la rive g u y a n a i s e de l ' A m a z o n e 78 — P r e m i è r e s o p é r a t i o n s d e s P o r t u g a i s de P a r á c o n t r e les Hollandais


SOMMAIRE

xi

et les Anglais (1622-1625). Prise de plusieurs forts par les P o r t u gais » - Prise du fort anglais de Taurege sur la rive g a u c h e de l'Amazone (1629) 80 - Prise des forts anglais de Philippe et de C u m a ú (Macapá) sur la m ê m e rive (1631 et 1632) 81 - Le fort de C u m a ú o u M a c a p á avait été construit et o c c u p é par les Anglais et n o n par les Français c o m m e le croyait en 1629 l'Ambassadeur de France à Lisbonne 82 - Expédition de Pedro Teixeira (1637-1639) - Création de la Capitainerie du Cap du Nord définitive au Brésil (1637)

et

son

83 annexion »

- La rivière de Vincent Pinçon, limite septentrionale de la Capitainerie du Cap du Nord 84 - En 1 6 3 9 , les Portugais occupaient effectivement la rive g a u c h e de l'Amazone. T é m o i g n a g e du P. Christoval de Acuña » - Le Portugal proclame son i n d é p e n d a n c e et se sépare de l'Espagne (1640) 85 - Traité de paix de 1668 entre le Portugal et l'Espagne. . . 86 - T é m o i g n a g e s des Portugais, des Anglais et des Hollandais au xviie siècle m o n t r a n t qu'il n'y avait pas des Français établis entre l'Oyapoc et l'Amazone » - Expédition des Portugais de Parà contre les Hollandais qui avaient occupé l'île de Maranhão ( 1 6 4 2 - 1 6 4 4 ) 89 - Les Hollandais expulsés du littoral entre le Mayacaré et le Cassiporé par les Portugais de P a r á (1646) » - Les m i s s i o n n a i r e s portugais 94 - Établissements des Portugais sur la rive g a u c h e de l'Amazone après 1626 » - Occupation d u Jary par les Portugais en 1 6 5 4 . Importance de cette occupation 96 - Premier fort portugais s u r l'Araguary

97

VII Les c o n c e s s i o n s françaises en Guyane. Premiers

essais de

coloni-

sation des Français, c o m m e n c é s e n 1 6 2 6 . Toujours à l'Ouest de l'Oyapoc

98

Premières colonies françaises : à Sinamary (1626) et à Conanama (1628)

99

Compagnie française du Cap du Nord ou de la Guyane (1633). Elle n'entreprend rien Insuccès des nouvelles tentatives françaises 1643 et 1652

100 de colonisation

en 102


XII

SOMMAIRE

C a y e n n e colonie h o l l a n d a i s e de 1656 à 1 6 6 4 103 — Prise de C a y e n n e par les Français en 1 6 6 4 104 — Limites de la Guyane française d'après son g o u v e r n e u r Le Febvre de la Barre (1666) : l'Yapoco (Oyapoc), à l'Est, et le Maroni, à l'Ouest 105 — Cayenne prise et i n c e n d i é e par les Anglais (1667) 106 — R é o c c u p é e par les Français à la suite de la paix de Bréda (1667) » — C a y e n n e , prise par les Hollandais e n 1 6 7 4 , d e v i e n t u n e c o l o n i e h o l l a n d a i s e j u s q u ' à l'année 1676 107 Reprise d e Cayenne par l e s F r a n ç a i s e n 1 6 7 6 . Occupation définitive du littoral e n t r e l'Oyapoc et le Maroni par les F r a n ç a i s (1677) 108

VIII La Guyane I n d i e n n e d'après Le Febvre de la Barre. . . . 110 - Le pays e n t r e l'Amazone et l'Oyapoc p r e s q u e i n c o n n u aux F r a n çais (1666) » - Les Français c o m m e n c e n t à franchir l'Oyapoc e n 1679 p o u r aller trafiquer a v e c les I n d i e n s du Brésil et l e u r a c h e t e r des esclaves 111 - Arrestation de p l u s i e u r s traiteurs f r a n ç a i s par les P o r t u gais 113 - Mesures p r i s e s par le Portugal p o u r e m p ê c h e r le trafic d e s F r a n çais s u r l e s t e r r e s du Cap du Nord 113 - O r d o n n a n c e du Roi de Portugal pour la c o n s t r u c t i o n de p l u s i e u r s forts d a n s la Guyane Portugaise 116 - Expédition p o r t u g a i s e au Nord de l'Araguary s o u s la c o n d u i t e d'Antonio d'Albuquerque (1687) 117 - Missionnaires p o r t u g a i s a u Nord de l'Araguary 121 N o u v e a u fort p o r t u g a i s sur la rive s e p t e n t r i o n a l e de l'Araguary (1687) 122 Les F r a n ç a i s , s o u s le c o m m a n d e m e n t de de Ferrolle, font u n e r e c o n n a i s s a n c e s u r le fort de l'Araguary (1688) » - Situation e x a c t e du fort de l'Araguary d'après de Ferrolle . 123 - Le c o m m a n d a n t du fort p o r t u g a i s , e n r é p o n s e à la s o m m a t i o n de de Ferrolle, d é c l a r e q u e , « en vertu de la d o n a t i o n faite à Bento Maciel P a r e n t e , l e s l i m i t e s d e s p o s s e s s i o n s p o r t u g a i s e s é t a i e n t à la rivière du Cap d'Orange, appelée par les Portugais rivière de Vinc e n t P i n ç o n , et par les Français Oyapoc » 124 Carte de la Guyane F r a n ç a i s e par de Ferrolle et Froger ( 1 6 9 6 ) . 126 Texte de F r o g e r »


SOMMAIRE

xiii

- Rectifications 127 - Expédition du Marquis de Ferrolle à l'Amazone. Il s'empare d e s forts portugais du P a r ú et de C u m a ú , ou M a c a p á(31 mai 1697), rase le p r e m i e r et laisse une garnison française dans ce d e r nier.. . . . 130 - Le fort de C u m a ú est repris par les troupes portugaises de Pará sous la c o n d u i t e du capitaine F. de Souza Fundão (28 juin 1697). » -

Correspondance entre Antonio d'Albuquerque, g o u v e r n e u r de Maranhào et Pará, et le marquis de Ferrolle, g o u v e r n e u r de la Guyane Française 131

- Un Mémoire signé par de Ferrolle le 20 juin 1698 m o n t r e qu'il savait, par une lettre d'Albuquerque, q u e le Vincent Pinçon d e s Portugais était l'Oyapoc, près de Cayenne, et qu'il n'y avait en Guyane d'autre rivière n o m m é e Oyapoc 132 - Instruction française du 2 s e p t e m b r e 1699 135 - Le n o m Oyapoc appliqué par de Ferrolle à u n e île de l'Amazone 136 - Dans les négociations de 1700 et 1713 il s'agissait d'une rivière et non d'une île 138

IX Négociations à Lisbonne, traité de limites

de

1698 à 1700, pour la c o n c l u s i o n d'un 140 à 1 8 4

— Ambassade du Président Rouillé à Lisbonne

140

— Mémoires et lettres officielles — Premier Mémoire de l'Ambassadeur Rouillé — Le Mémoire français prétend que la moitié Nord du bassin de m a z o n e est u n e appartenance de l'île de Cayenne — Ce que valaient les c o n c e s s i o n s faites par les Rois de France.

142 150 l'A155 »

— Le titre portugais » — Premier Mémoire du Gouvernement Portugais en r é p o n s e à celui de l'Ambassadeur de France 156 — Dans les pièces é c h a n g é e s , la limite r é c l a m é e par le Portugal et refusée par la France e s t la rivière de Vincent P i n ç o n , o u d'Ojapoc, Oyapoc ou Yapoco 163 — Deux passages du p r e m i e r Mémoire portugais à expliquer : — latitude de l'Oyapoc, et distance de l'Oyapoc à Cayenne. 166 à 1 8 4 — Il s'agissait du seul Oyapoc existant, celui du Cap d'Orange. — Fausse latitude d o n n é e à l'Oyapoc. Explication

169 171

Cartes du xvie et du xviie siècle » — Carte de la France par N. Sanson, en 1 6 5 8 . F a u s s e s latitudes. » Cartes de l'Amazone, en 1691 et 1707, par le P. Samuel Fritz. Opi-


SOMMAIRE

XIV

n i o n de La C o n d a m i n e s u r c e s d e u x c a r t e s . Le Vincent P i n ç o n de c e s d e u x cartes par 2 ° , 5 0 ' de lat. Nord e s t i n c o n t e s t a b l e m e n t l'Oyapoc 172 — F a u s s e l a t i t u d e du Cap d'Orange et d e l ' e m b o u c h u r e de l'Oyapoc d'après p l u s i e u r s g é o g r a p h e s et c a r t o g r a p h e s du xviie s i è c l e . 175 — Le G o u v e r n e u r de la Guyane Française plaçait en 1696 le Cap d'Orange par 2° de lat. Nord 177 — Distance e n t r e le Cap d'Orange et c a r t e s françaises d e l'époque

Cayenne. Exagérée s u r

des 178

— La rivière d u Cap d'Orange a é t é très c l a i r e m e n t d é s i g n é e d a n s les Mémoires é c h a n g é s 180 — P a s s a g e i m p o r t a n t de la Réplique de l'Ambassadeur Rouillé. Ce p a s s a g e m o n t r e qu'il s'agissait de la s e u l e rivière Oyapoc c o n n u e , celle d u Cap d'Orange 181 — Le Traité p r o v i s i o n n e l de L i s b o n n e , d u 4 Mars 1 7 0 0 . — E x a m e n de c e traité — L i m i t e s d u territoire limites

. .

.

184

190 n e u t r a l i s é . Le litige c i r c o n s c r i t e n t r e ces 190

— Louis XIV n e p r é t e n d a i t p a s au Rio Branco 191 — L'Oyapoc d o n t parle ce traité n e p o u v a i t ê t r e q u e la rivière d u Cap d'Orange 191

X

— Q u e s t i o n d e la S u c c e s s i o n d ' E s p a g n e . Le Portugal allié d'abord à la France. Traité d'Alliance s i g n é à Lisbonne le 18 j u i n 1 7 0 1 . 199 — Le Portugal s e s é p a r e de la F r a n c e p o u r s'allier à l'Autriche, à l'Angleterre e t à la Hollande. Traité d e L i s b o n n e , du 16 m a i 1703 200 — — — — —

N é g o c i a t i o n s qui p r é c é d è r e n t la r é u n i o n d u Congrès d'Utrecht. 201 Mémoires p o r t u g a i s d u 1 4 D é c e m b r e 1 7 1 1 et de Janvier 1 7 1 2 . 203 Congrès d'Utrecht. . 204 « E x p o s i t i o n spécifiée d e s offres d e la F r a n c e » (11 Février 1 7 1 2 ) . 204 « D e m a n d e s spécifiques d e S. M. le Roi de Portugal » (5 Mars 1712) : 205

— C o n f é r e n c e du 9 Février 1 7 1 3 . D i s c u s s i o n e n t r e l e s P l é n i p o t e n t i a i r e s f r a n ç a i s (Maréchal d'Huxelles e t Abbé de Polignac) et les P o r t u g a i s (Comte d e Tarouca e Dom Luis da Cunha) . 2 0 6 à 213 — Les P l é n i p o t e n t i a i r e s e n litige

français p r o p o s e n t u n p a r t a g e d e s

terres 207

— Les P l é n i p o t e n t i a i r e s p o r t u g a i s d é c l a r e n t qu'ils n e p o u v a i e n t c o n v e n i r d'un p a r t a g e q u e par le parallèle de 3°45' Nord . . 209


SOMMAIRE

XV

Ce parallèle ayant été proposé c o m m e ligne transactionnelle, il est évident que la limite r é c l a m é e par le Portugal se trouvait au Nord 210 - Carte française plaçant l'embouchure de 4eme degré

l'Oyapoc au

Nord du 212

- Ce que d e m a n d a i e n t les Plénipotentiaires français . . . . 212 - Carte portugaise plaçant l'embouchure de l'Oyapoc ou Vincent Pinçon par 3° 45' Nord 214 - L'Oyapoc ou Vincent Pinçon par 4° portugais Manoel Pimente] (1712)

6'

selon le

cosmographe 214

- I n t e r v e n t i o n de la Reine d'Angleterre ; transaction arrangée : — Louis XIV se décide à r e n o n c e r à toutes ses p r é t e n t i o n s sur le territoire en litige e n é c h a n g e du d é s i s t e m e n t par le Portugal de ce qui lui avait é t é garanti en Espagne par les Alliés . . . . 215 - Traité d'Utrecht, entre le Portugal et la France, s i g n é le 11 avril 1713 216 - La limite a c c e p t é e par la France était la m ê m e refusée par elle e n 1 7 0 0 , c'est-à-dire, l'Oyapoc, Japoc o u Vincent P i n ç o n , qui se j e t t e à la m e r près du Cap d'Orange 220 - Le Vincent Pinçon des a n c i e n n e s cartes

2 2 4 à 227

- Le m o t — m o n t a g n e s — à l'Ouest du Vincent Pinçon suffit pour identifier cette rivière avec l'Oyapoc 224 - La q u e s t i o n du Vincent Pinçon primitif n'a pas d'importance dans ce débat. En 1700 et 1 7 1 3 , ce n o m a été identifié avec c e u x d'Oyapoc, Japoc ou Yapoco 226

XI - D'après le Traité d'Utrecht, la c h a î n e de partage des e a u x formait la limite i n t é r i e u r e depuis la source de l'Oyapoc jusqu'à celle du Maroni 228 - Après 1725 on c o m m e n c e , à Cayenne, à déplacer vers le Sud le Japoc o u Vincent P i n ç o n d'Utrecht 229 - M. de Charanville i n v e n t e u n Japoc p r è s du Cap du Nord. . » - La Condamine fait e n 1 7 4 5 du Vincent Pinçon — Oyapoc deux rivières distinctes, s e basant s u r les cartes de Dudley . . . » - Dudley avait d é d o u b l é le Vincent Pinçon-Oyapoc, trompé par u n e carte, s a n s a u c u n e valeur, du premier João Teixeira. . . . » - Quelques Portugais, après 1 7 4 5 , acceptent la distinction faite par La Condamine, m a i s en s o u t e n a n t toujours que l a limite d'Utrecht était la rivière du Cap d'Orange 230 - Carte portugaise de 1 7 4 9 , copiant pour cette partie la carte de La Condamine

231


XVI

SOMMAIRE

— Limites é t a b l i e s par le Traité d'Utrecht, d'après le G o u v e r n e m e n t F r a n ç a i s , e n 1 7 7 6 et 1777 : le Mayacaré e t u n e l i g n e droite tirée v e r s l'Ouest 232 — Deux p o s t e s français établis e n 1 7 7 7 et 1 7 8 2 s u r le territoire contesté 233 — Le Carapaporis était alors pour la France la limite d'Utrecht. » — La France c o m m e n c e en 1783 à d é s i r e r l'Araguary e t s e m o n t r e d i s p o s é e à offrir u n e c o m p e n s a t i o n au Portugal 233 — Opinion de A. d e Saint-Quantin s u r la p r é t e n t i o n f r a n ç a i s e a u Bas Araguary 234 — Les Portugais occupent l'Araguary e t le S u c u r u j ú ( 1 7 9 1 ) . Retrait d e s d e u x p o s t e s français 235 — G u e r r e s e n t r e l e Portugal c l la F r a n c e e n E u r o p e » — Traités d e paix d e 1 7 9 7 , 1801 et 1 8 0 2 . Nouvelles l i m i t e s i m p o s é e s a u Portugal v a i n c u . Il ne s'agissait pas alors d'interpréter le Traité d'Utrecht 236 — Tous c e s traités o n t é t é d é c l a r é s n u l s e t n o n a v e n u s . . . . » — D o c u m e n t s p o s t é r i e u r s à c e s traités, p r é s e n t é s au t o m e II. . 2 4 2 — Clauses e s s e n t i e l l e s de la C o n v e n t i o n de V i e n n e , d u 1 2 m a i 1 8 1 5 ; de l'Acte final d u Congrès d e V i e n n e , d u 9 j u i n 1 8 1 5 ; e t d e la Convention de Paris d u 2 8 a o û t 1817, déjà r e p r o d u i t e s (pages 4 à 11). — A r r a n g e m e n t d e 1841 p o u r la n e u t r a l i s a t i o n d'une partie d u territoire c o n t e s t é ( p a g e s 4 5 e t 4 4 ) . — Discussion d e 1855 e t 1856 243

XII — Limite m a r i t i m e

244

— Limite i n t é r i e u r e

»

APPENDICE

RELATION DES DOCUMENTS PRÉSENTÉS DANS LES TOMES II, III, IV et

V ET DANS LES

DEUX ATLAS

247

CARTES A LA FIN DU TOME I

:

N° 1 . — Carte du Territoire à l'Est du Rio Branco, 1 8 9 8 . Échelle 1 : 4 0 0 0 0 0 0 . Cette carte m o n t r e l e s l i g n e s f r o n t i è r e s r é c l a m é e s r e s p e c t i v e m e n t par le Brésil et par la F r a n c e . N° 2 . Sources de l ' E s s e q u i b o et partie du bassin Branco d'après les cartes V, VI et VII de l'Atlas

inférieur de H.

du Rio Coudreau.


SOMMAIRE

XVII

Échelle 1 : 4 000 0 0 0 . Cette carte contient le tracé des deux l i g n e s intérieures

de

la prétention

française

dans le

bassin

du

Rio

Branco. № 3. Carte de la région guyanaise. Échelle 1 : 4 000 000. Celte carte, outre le tracé des l i g n e s frontières réclamées par le Brésil et la France, contient le tracé des frontières d'après les Traités d'Utrecht (1713), de Paris (1797), de Badajoz (6 j u i n 1801), de Madrid (29 s e p t e m b r e 1801) et d'Amiens (27 mars 1 8 0 2 ) , ainsi que les l i m i t e s déclarées dans l'Article 107 de l'Acte du Congrès de Vienne (9 j u i n 1815) et dans la Convention de Paris d u 28 août 1 8 1 7 . N° 4 . — Partie de l'Amérique de P. Keer, 1 6 1 4 . N° 5. —

de Cl. de Jonghe, vers 1 6 4 0 .

N° 6. — Carte du b a s s i n de l'Amazone, du comte de P a g a n , 1655. N° 7. -

Partie de l'Amérique de Pierre Du Val, 1 6 6 4 .

N° 8. — Partie de « La Mer de Nort » de P. Du Val, 1 6 7 9 . N° 9. — Pays des Caribes de Guiane, de Manesson Mallet, 1 6 8 3 . N° 10. — Partie de la Carte m a n u s c r i t e de l'Amazone, de 1 6 9 1 , par le P. S a m u e l Fritz. N° 1 1 . Carte du G o u v e r n e m e n t de Cayenne, par Froger et de Ferrolle, 1698 et 1 6 9 9 . N° 12. — Partie de la Carte de l'Amazone, par le Père S. Fritz, gravée à Quito en 1707

b


POSITIONS

GÉOGRAPHIQUES DE

QUELQUES

POINTS ENTRE

LE

DU

TERRITOIRE

BRÉSIL

ET

LA

CONTESTÉ

FRANCE

ET DE

CERTAINS POINTS DES CÔTES VOISINES


POSITIONS o

I)

GÉOGRAPHIQUES LATITUDES COSTA

TARDY CARPENTIER

NOMS AZEVEDO

DE

4°20'42"

N.

4°22'12"

4°12'30"

N.

4°11'20"

0

4 1 3 ' 1 6 " , 7 N. —

de l

'

U

a

ç

4°15'

á

du

Cassiporé

5°52'15"

N.

3°49' 3 "

N

4°56'10"

N.

4"20'Í3"

N.

3"48'30"

N.

N.

4 ° 1 2 ' 2 1 " , 7 N.

N.

4 ° 2 1 ' 1", 9 N .

Cap d'Orange Bouche

2",4

MOUCHEZ

MONTRAVEL

4° 5 ' 4 9 " 4°22'40"

N.

0

5 4 9 ' 5 " N.

3 ° 5 0 ' 1 0 " 9 N.

2°55' 5 " N.

2 ° 4 8 ' 3 2 " 8N.

2°32'42"

N

N.

2 ° 3 2 ' 4 3 " 6N.

2°32'42"

d u Mayacaré

2°23'17"

N.

2°23'40"

N.

2°25'

N.

2°23'20"

N.

de l'Amapá

9'58",4N.

2°10'20"

N.

2 1 0 ' 5 4 " 3 N.

2°10'

N.

3"

3

( Pointe Nord-Ouest

2°12'13" 5 N

2°12'13"

N.

f C a b o d o N o r t e (Pte N o r d - E s t ) .

2°15'30"

N.

2°14'15"

N.

Bouche du Carapaporis

1°51'50"

N.

Cabo Raso d o Norte

1°40'10"

N.

1°14'34"

N.

Ile d e Maracá

Ile

de l ' A r a q u i ç a u á

de l'Araguary

l°50'38"

N.

1 ° 5 1 ' 4 7 " 2N.

do (Point de

départ

N.

1°12'

N.

0°39'30"

N.

0°55'

N.

1°14'10" 9 N.

(rive

Araguary, canal ) gauche de l'Amazone. amazonien déjà)

N.

1°40'17"

l°21' 1 ° 1 4 ' 1 0 " 1N.

Baïlique (Pointe Nord)

Furo Grande

1°52'30"

Point terminal

(rive

o b s t r u é e n 1834. ( d r o i t e d e l ' A r a g u a r y ) . 0° 2 ' 1 5 "

N.

Confl. d e la c r i q u e M a y a c a r é d e la c r i q u e

U

r

u

c

S.

0°34'

S.

0°34'30"

S.

1°26'34"

S.

1°26'34"

S.

l°20'19",6 N.

ú

O°56'45"

N.

2° 3 ' 3 2 " , 6N Confluent Entrée

de l'Igarapé

da

Serra.

d e la r i v . T a r t a r u g a l

.

. .

1°58'41",9N 1°47' 2 " , 4 N

ou Ama-

nahy, a u lac de Duas Boccas BRAGA CAVALCANTE

P o i n t d e la d e r n i è r e o b s e r v a t i o n p r è s d e Confluent d u Moruré —

d u Falcino

Porto Grande (Araguary)

0°57'50"

N.

0'17'

(Batabuto),

rive g. d e l'Araguary (crique obstruée). Confluent

0'50"

S.

0°13'30"

1°.27'6 " S.

0° 0 ' 5 0 "

N.

0°43' 1" N ,

(*) L a l a t i t u d e d e C a y e n n e , d ' a p r è s R O U S S I N , e s t 4 ° 5 6 ' 2 8 " N . (**) L a l a t i t u d e d e M a c a p á , d ' a p r è s L A CONDAMINE, e s t 0 ° 3 ' N . (***) P e u t - ê t r e 2 ° 3 3 ' .

1 ° 2 0 ' 4 3 " 7N.


i ì

2°) LONGITUDES

LONGITUDES

MÉRIDIEN

DE R I O DE

COSTA

TARDY

AZEVEDO

DE MONTRAVEL

9° 6 '

Cap

U

a

ç

á

S°20'46" .

AZEVEDO

34°36'36"

r

24"

34°

8 ° 2 4 ' 9",6

53°54' 9",45

8°19'39",9

d'Orange

Bouche du Gassiporé

8 13'15"

53°51'21" 53 24'29',6

8°17'25"

0

7'49'39"

7°40'55"

7°41'

9"

7°40'24"

53»45'50" 55°28'15"

53°48' 53°20'14" 53°10'59"

53° 3'15",5 52°59'59",6

53° l ' 4 2 " , 5

53° 5 ' 1 5 " 53° 2'30"

53°55' 5

52°58'30"

7°54'57"

7°34'40"

53° 3'24"

7°31' 7e,s

7°31'55"

53° 2'39"

m

a

p

á

7°23'34",5

7°20'19",5

7°24'50"

l Pointe Nord-Ouest

52°56' 9",5

7°27'55" 7° 7'50"

52°55' 9",1 52 40'32",7

7°21'25"

52°49'56",5

7°23'23"

M a r a c á ) Cabo d o Norte (Pointe Nord-Est) Bouche du Carapaporis

7°10'17 , 7

Cabo Raso d o Norte

6°48'02',9

Confluent du Piratuba

6°43'45" 6°41'15", 6° 44 15" 6°47'19",6

7°19'21",5

de l'Araquiçaua

0

52

,

0 5 0

,

"54 ',5

53° 5'52"

52°34'

0

7°11' 9"

7 ° 1 5 ' 9"

52°41'44"

52°45'44"

6°47'

6 45'40",3

6°57'18"

Grossa

6°52'41" droite

50°50'Í3"

50°43' 1 " , 5

50°45'18"

50°59'45",6

50°41'28",5

50°42'16"

50°34'51"

50°38'16"

51° l ' 4 6 " 50'43'

9"

50°42'45" 50°35'55",5

0

30 50'40",!s

50°29'42", 5

32°17'35"

49°54' 6 "

Q

0

52 16'15",5

, 3

50'18'll" 30°21'30"

50°25'30"

4 9 ° 5 6 ' 1",5

50° 3 ' 5 1 " 50° 7 ' 3 9 "

4 9 ° 3 4 ' 6" 49° '56" 49°57'40",6

0

52 27'55"

50"45' 1 "

30°33'44"

0

49'54'25",5

50'31'46"

49°56 46" 0

49 56'46"

52°17'

6°57'55"

5'14"

7°53'18",9

52°23'15"

52°28'30"

5 0 ° 3' 1 "

31°35'49"

51°35'49"

6° 5 ' 1 4 "

49°15'35"

33°23'52",9

7°31'43"

50°45'30"

3°20'15" Mayacaré

(Batabuto».

gauche de l'Araguary (crique obstruée) Confluent d e la Crique U r u c ú (obstruée). .

. .

48°23'16"

50°12'40"

4°42' 5"

P a r á (ville de)

5°17'51",8

50°30'50"

5°19' 5 "

47°52'26" 50°49'40"

50°48' 6 " , s

48°30'36"

48"29'26"

48°27'52",8

rive

.

.

7° 4 ' 6", 4 6°57'

52°34'41",4

7°14'40",5

7°25'52",5

52°56'27",5

C o l o n i e P e d r o II

7°48'22"

53°18'57"

Confluent d u Tracajatuba

7°48'50"

A m a p á (village de)

7°36'31",8

53°19'25" 5 3 ° 7 ' 6",8

Confluent de l'Igarapé da Serra

50°14'27",4

50°13'20",8 5

7°32'59",85 .

52°45'15',5

52°27'36",6

1°,6

Confluent de l'Aporema

55° 3'35",35

7°32'58",3 5

E n t r é e d e la r i v i è r e T a r t a r u g a l o u A m a n a h y a u l a c d e 50°47'12",3

7°36'51",3 BRAGA CAVALCANTE

BRAGA CAVALCANTE

54°30'35"

52°10'21"

8°37'

:54"27 35"

52° 7 ' 2 1 "

8°28'45"

53°59'20"

51°39' 6 "

8°18'

53°48'35"

51°28'21"

BRAGA CAVALCANTE

P o i n t d e l a d e r n i è r e o b s e r v a t i o n p r è s d e la s o u r c e .

49°15'35" 5 1 " 2 ' 6"

53°22'20"

5°12'55"

Ponta Tigioca

. .

50"51"30"

de

Cabo Magoary

d e la rivière Fréchal

50°51'16"

(rive g a u c h e d e

des

Crique

5 1 ° 8' 1 "

52"52'

52°24' 5 "

6°4G'25"

a m a z o n i e n déjà ) Point t e r m i n a l (rive o b s t r u é e n 1S34. ( l ' A r a g u a r y ) . .

la

51° 4'15",6

50 31'55",1 50 20 8",7

52'44'39',5

6°46'25"

M a c a p á (ville

51°25'36"

5 1

0

0

Ile Bailique (Pointe Nord) Furo Grande do ( Point d e départ Araguary, canal ) l'Amazone)

0

51 23'45",15 51°27'46''

5 1 ° 3 1 ' 7"

52°38'25"

52°14'20" 52°11'50'' 52 17'34",6

MOUCHEZ

51°28'45",75

55 11 44"

7°29'24",s

A

CARPENTIER

0

5 1 ° 5 0 ' 0",«

53°11'30"

7°32'40",5

51 34'30",6

MOUCHEZ

53°21'50"

7»32'24"

de

51°37'46"

5 1 ° 5 5 ' 5 5 " , 65

7°51'25" 7°32'48"

Confluent

52°13'47",7

51°40'10"

33"43'59",15

du Calçoene

Ponta

52°16'22".2

53°57'30" 53°54'4i",o

53°50'14",9

du Mayacaré

54°34' 1 " 7

8°13'24",15

Ile d e

TARDY I de MONTRAVEL

33°48'59",7 5

'

DE G R E E N W I C H

COSTA

55°52'44",6

0

7°37'40"

Bouche du Cunany

de l

MÉRIDIEN

AZEVEDO

CARPENTIER

8°18'24",75

Pointe Cassiporé

PARIS

E MONTRAVEL

TARDY

COSTA MOUCHEZ

8°2G'35" 8°22'09",6 '

CARPENTIER

9° 3'26",7

8°23'34",6 5 de l

DE

NOMS

MÉRIDIEN

JANEIRO

r j

,

• •

(*) R i o d e J a n e i r o ( O b s e r v a t o i r e ) : 4 3 ° 1 0 ' 2 1 " O u e s t d e G r e e n w i c h ; 45°30'35" O u e s t d e Paris (**) L a l o n g i t u d e d e C a y e n n e , d o n n é e p a r R o u s s i n , e s t 9 ° 8 ' 1 4 " 53 0 . d e R i o ; 54°38'49" 5 5 0. d e 18 5 3 " , 3 3 0 . d e G r e e n w i c h .

Paris;

50°25' 1",5


QUESTION DE FRONTIÈRES ENTRE LE BRÉSIL ET LA GUYANE FRANÇAISE

M

E

M

O

I

R

E

OU

EXPOSE DES DROITS DU BRÉSIL

Le différend q u e la R é p u b l i q u e d e s É t a t s - U n i s du B r é s i l et la R é p u b l i q u e F r a n ç a i s e , p a r le C o m p r o m i s d u 10 avril 1 8 9 7 , signé à R i o d e J a ­

Les questions à régler et les pouvoirs de l'Arbitre.

n e i r o , ont convenu de s o u m e t t r e à l ' a r b i t r a g e du G o u v e r n e m e n t de la C o n f é d é r a t i o n S u i s s e , porte s u r deux lignes frontières à établir e n t r e le B r é s i l et la G u y a n e F r a n ç a i s e : 1° La ligne q u ' o n appelle limite

maritime,

la

généralement

— parce qu'elle doit former

la

frontière de la p a r t i e m a r i t i m e du t e r r i t o i r e contesté,

Limite maritime.

c ' e s t - à - d i r e la ligne q u i , p a r t a n t du littoral, suit le c o u r s de la rivière Japoc

ou Vincent

Pinçon

déter­

m i n é e p a r l'Article 8 du Traité conclu à U t r e c h t le 11 avril 1713 e n t r e le P o r t u g a l et la F r a n c e ; 2° La limite intérieure

q u i , p a r t a n t du J a p o c ou

V i n c e n t P i n ç o n , doit se diriger vers l'Ouest p o u r 1

Limite intérieure.


2

QUESTION DE FRONTIÈRES

compléter la frontière entre le B r é s i l et la colonie française. Le

Compromis de 1897.

« L'Arbitre », déclare le Compromis, « sera i n ­ vité à d é c i d e r quelle est la rivière Pinçon

Japoc

et à fixer la limite intérieure

Les deux p r e m i e r s

ou

Vincent

du territoire.

articles de cet

»

instrument

é n o n c e n t les p r é t e n t i o n s respectives du B r é s i l et de la F r a n c e et la mission de l'Arbitre au sujet de c h a ­ c u n e des deux lignes frontières : « Article 1

er

1

( ).

« La R é p u b l i q u e d e s E t a t s - U n i s prétend q u e , conformément ticle 8 du Traité cent Pinçon

du

Brésil

au sens précis de

d'Utrecht,

le rio Japoc

ou

l'ArVin-

est l'Oyapoc, qui se jette dans l ' O c é a n

à l'Ouest du C a p d ' O r a n g e et q u i , par son t h a l w e g , doit former la ligne frontière. « La R é p u b l i q u e F r a n ç a i s e p r é t e n d q u e , con1

( ) Texte portugais : « Artigo 1. « A R e p u b l i c a d o s E s t a d o s U n i d o s do B r a s i l pretende que, conforme o sentido preciso do Artigo 8° do Tratado de Utrecht, o rio Japoc o u Vicente Pinsão é, o Oyapoc que d e s a g u a n o O c e a n o a Oéste do C a b o d ' O r a n g e , e que pelo s e u t h a l w e g deve ser traçada a linha de l i m i t e s . « A R e p u b l i c a F r a n c e z a p r e t e n d e que, conforme o sentido preciso do Artigo 8 do Tratado de Utrecht, o rio Japoc ou Vicente Pinsão é o rio Araguary (Araouary) que desagua n o O c e a n o ao Sul do Cabo do Norte e q u e pelo seu t h a l w e g deve ser traçada a linha de l i m i t e s . o

« O Arbitro resolverá definitivamente sobre as pretencões das duas Partes, a d o p t a n d o e m s u a s e n t e n c a , que será obrigatoria e s e m appellacão, u m dos dous rios pretendidos o u , si a s s i m e n t e n d e r , algum d o s rios c o m p r e h e n d i d o s entre elles. »


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

3

formément au sens précis de l'Article 8 du Traité trecht,

la rivière

la rivière Araguary l'Océan

Japoc

ou Vincent

(Araouary),

au Sud du Cap

d'U-

Pinçon

est

qui se jette dans

Nord

et q u i , par son

thalweg, doit former la ligne frontière. « L'Arbitre se p r o n o n c e r a définitivement s u r les p r é t e n t i o n s des deux Parties, adoptant d a n s sa sen­ t e n c e , qui sera obligatoire et sans appel, l'une des deux rivières énoncées, ou, à son choix, l ' u n e de celles qui sont comprises e n t r e elles. 1

« Article 2 ( ). « La R é p u b l i q u e d e s E t a t s - U n i s d u

Brésil

p r é t e n d que la limite i n t é r i e u r e , dont u n e partie a été r e c o n n u e provisoirement par la Convention du 1

( ) Texte portugais : « Artigo 2. « A R e p u b l i c a d o s E s t a d o s U n i d o s d o B r a s i l pretende que o limite interior, parte do qual foi reconhecido p r o v i s o r i a m e n t e pela Convenção de P a r i z de 28 de Agosto de 1 8 1 7 , é o parallelo de 2 24', q u e , partindo do Oyapoc vá terminar na fronteira da G u y a n a Hollandeza. o

o A F r a n c a p r e t e n d e que o limite interior é a linha q u e , partindo da cabeceira principal do braco principal do Araguary, siga para Oéste p a r a l l e l a m e n t e ao rio Amazonas até encontrar a m a r g e m esquerda do rio Branco e c o n t i n u e por esta m a r g e m até e n c o n t r a r parallelo que p a s s e pelo p o n t o e x t r e m o da serra de

Acaray.

« O Arbitro resolverá definitivamente qual é o limite interior, adoptando e m sua s e n t e n ç a , que será obrigatoria e s e m appellação, u m a das linhas pretendidas pelas d u a s Partes ou e s c o l h e n d o c o m o solução i n t e r m e d i a , a partir da cabeceira principal do rio adoptado c o m o s e n d o o Japoc o u Vicente Pinsão até á fronteira da G u y a n a H o l l a n d e z a , a divisão de a g u a s da bacia do A m a z o n a s , que n'esta região é constituida e m quasi sua totalidade pelas c u m i a d a s da serra de Tumucumaque. »


4

QUESTION DE FRONTIÈRES

28 Août

1817, est

sur le parallèle de 2° 24' q u i ,

p a r t a n t de l ' O y a p o c , va se t e r m i n e r à la frontière de la G u y a n e H o l l a n d a i s e . « La F r a n c e prétend que la limite i n t é r i e u r e est la ligne q u i , p a r t a n t de la source principale de l ' A r a guary,

c o n t i n u e par

rivière des Amazones,

l'Ouest, p a r a l l è l e m e n t à la j u s q u ' à la r e n c o n t r e de la

rive gauche du Rio Branco,

et suit cette rive j u s q u ' à

a r e n c o n t r e du parallèle qui passe par le point extrême des m o n t a g n e s de

Acaray.

« L'Arbitre résoudra définitivement quelle est la limite i n t é r i e u r e ,

adoptant dans sa sentence, qui

sera obligatoire et sans appel, u n e des lignes reven­ diquées par les deux Parties, ou choisissant comme solution i n t e r m é d i a i r e , à p a r t i r de la source p r i n c i ­ pale de la rivière adoptée comme étant le Japoc Vincent

Pinçon

ou

j u s q u ' à la frontière hollandaise, la

ligne de partage des eaux du bassin des A m a z o n e s q u i , dans cette région, est constituée dans sa presque totalité par la ligne de faite des monts Humac.

Tumuc

»

11 convient de r a p p r o c h e r ici de ces stipulations les engagements pris par la F r a n c e et le P o r t u g a l au sujet de la G u y a n e , après les guerres de la R é ­ volution et du p r e m i e r Empire F r a n ç a i s , alors que tous les traités e n t r e ces deux Puissances se trou­ vaient r o m p u s et a n n u l é s . Les voici : Convention de 1815.

1). Convention

de Vienne

du 12 mai 1815 :


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

« Article

5

2 . — Son Altesse Royale » (le Prince

Régent du Royaume de P o r t u g a l et de celui d u B r é s i l ) « voulant t é m o i g n e r de la m a n i è r e la plus incontestable sa considération

envers

Sa Majesté

Louis XVIII, s'engage à restituer et déclare qu'Elle restitue à Sadite Majesté la G u y a n e jusqu'à

la rivière

d'Oyapock,

située entre le quatrième tude Nord,

Française

dont l'embouchure est

et le cinquième

limite que le Portugal

degré de lati-

a toujours

consi-

dérée comme celle qui avait été fixée par le

Traité

d'Utrecht. « L'époque

de la remise

de cette

colonie à

Sa Majesté Très-Chrétienne sera d é t e r m i n é e , dès q u e les circonstances le p e r m e t t r o n t , p a r u n e conven­ tion particulière e n t r e les deux Cours. L'on procédera à l'amiable,

aussitôt q u e faire se p o u r r a , à la

fixation définitive des limites des Guyanes et Française,

conformément

au sens précis des stipu-

lations de l'Article 8 du Traité 2). Article Vienne,

d'Utrecht

107 de l'Acte

le 9 juin

Portugaise

final

1

» ( ).

du Congrès

de

2

1815( ) :

« Son Altesse Royale le P r i n c e Régent du Royaume du P o r t u g a l et de celui d u B r é s i l , pour manifester d ' u n e m a n i è r e incontestable sa considération parti­ culière pour Sa Majesté Très-Chrétienne, s'engage à

1

( ) D E CLERCQ, Recueil

des Traités

— BORGES DE CASTRO, Collecção 2

( )

de la France,

de Tratados

BORGES DE CASTRO, V , 1 8 2

de Portugal,

T. II, p. 5 1 5 . T. V, p . 5 2 .

et s u i v . ; DE CLERCQ, II, 5 6 7 et

suiv.

Traité de Vienne 1815.


6

QUESTION DE

FRONTIÈRES

r e s t i t u e r à Sadite Majesté la G u y a n e jusqu'à située

la rivière entre

d'Oyapock,

le quatrième

latitude septentrionale,

Française

dont l'embouchure

et le cinquième

est

degré de

limite que le Portugal

a tou-

jours considérée comme celle qui avait été fixée par le Traité

d'Utrecht.

« L'époque de la remise de cette colonie à Sa Majesté Très-Chrétienne sera d é t e r m i n é e , dès que les circonstances le p e r m e t t r o n t , par u n e convention particulière entre les deux Cours; et l'on à l'amiable, définitive

des limites

Française,

de 1817.

3).

des Guyanes

conformément

huitième du Traité Convention de 1817.

d'Utrecht.

er

et

l'Article

»

Convention de Paris, Portugal et la France( )

« Article 1 . — Sa

fixation

Portugaise

au sens précis de

du 28 août 1817, entre :

1

le

procédera

aussitôt que faire se p o u r r a , à la

Majesté

Très-Fidèle

étant

a n i m é e du désir de m e t t r e à exécution l'Article CVII de l'Acte du Congrès de V i e n n e , s'engage à r e m e t t r e à Sa Majesté Très-Chrétienne dans le délai de trois mois, ou plus tôt si faire se peut, la G u y a n n e F r a n ç a i s e jusqu'à la Rivière d'Oyapock,

dont l'em-

e

bouchure est située entre le 4 et le 5° degré de latitude septentrionale, l'Est de l'Ile

et jusqu'au 322° degré de longitude de Fer,

par

le parallèle

24 minutes de latitude septentrionale « Article 2. — On 1

( ) 2

BORGES D E CASTRO,

V,

371

procédera ; DE

( ) Voir la Carte du Territoire

CLERCQ,

à l'Est

III,

à

de 2 degrés

(2). immédiatement 102.

du Ri o Branco

où les d e u x


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

7

des deux parts à la n o m i n a t i o n et à l'envoi des Commissaires pour fixer définitivement Guyannes

Française

les limites des

et Portugaise,

conformément

au sens précis de l'Article VIII du Traité aux stipulations

d'Utrecht,

et

de l'Acte du Congrès de Vienne;

dits Commissaires devront t e r m i n e r

leur

lestravail

dans le délai d'un an au plus t a r d , à dater du j o u r de leur r é u n i o n à la G u Y a n n e . Si, à l'expiration de ce t e r m e d'un a n , lesdits Commissaires respectifs ne parvenaient pas à s'accorder, les deux Hautes Contractantes

procéderaient

arrangement,

sous la médiation

tagne,

et toujours

à l'amiable

VIII du Traité

garantie

de cette Puissance.

à un

autre

de la Grande

conformément

l'Article

Parties

d'Utrecht,

Bre-

au sens précis conclu

de

sous la

»

Ainsi, l'Article S du T r a i t é d ' U t r e c h t

fut la

seule des stipulations a n t é r i e u r e s revalidée par la F r a n c e , d'un côté, et par les Royaumes du P o r ­ t u g a l et du B r é s i l , de l'autre, à V i e n n e , en 1815, c o m m e à P a r i s , en 1817. Les deux Parties s'enga­ g è r e n t alors, par trois fois, à fixer définitivement les limites de leurs G u y a n e s « à l ' a m i a b l e . . . toujours conformément du Traité

d'Utrecht.

Dans u n e

au sens précis de l'Article

et VIII

»

dépêche en date du 5 juillet 1 8 4 1 ,

l i g n e s , celle d u parallèle de 2° 2 4 ' Nord, et celle du 322'"° degré d e l o n g i t u d e Est de l ' I l e d e F e r (58° Ouest de P a r i s ) se t r o u v e n t tracées.


8

QUESTION DE FRONTIÈRES

adressée à la Légation de F r a n c e à R i o d e J a n e i r o , et c o m m u n i q u é e

au Gouvernement Brésilien,

le

Ministre des Affaires É t r a n g è r e s , M . GUIZOT, disait : « ... Avant q u e la question soit arrivée à des t e r m e s aussi s i m p l e s , il faut d'abord s ' e n t e n d r e s u r l ' i n t e r ­ prétation de l'Article 8 du T r a i t é d ' U t r e c h t . . . » Pouvoirs Pouvoirs do l'Arbitre de l'Arbitre en concerne ce qui concerne la limite maritime. maritime.

En ce q u i c o n c e r n e la limite maritime, donc,

simplement

d'interpréter

il s'agit,

l'Article

8

du

T r a i t é d ' U t r e c h t . C'est ce q u e le B r é s i l et la F r a n c e demandent

à

l'Arbitre,

en

1 invitant

à

déclarer

« q u e l l e est la rivière J a p o c ou V i n c e n t P i n s o n ». L'Arbitre p e u t ainsi se p r o n o n c e r , non

seulement

p o u r la rivière d ' O y a p o c ou p o u r celle d ' A r a g u a r y , réclamées r e s p e c t i v e m e n t p a r le B r é s i l et p a r la F r a n c e , m a i s e n c o r e p o u r l ' u n e de celles qui coulent s u r le t e r r i t o i r e contesté c o m p r i s e n t r e les deux rivières r é c l a m é e s , pourvu q u e le cours d'eau choisi soit, selon l u i , le Japoc ticle 8 du Traité

ou Vincent

Pinçon

de l'Ar-

d'Utrecht. 1

Voici le texte français de cet Article ( ) : « VIII. — Afin de p r é v e n i r toute occasion de d i s ­ corde q u i p o u r r o i t n a î t r e e n t r e les Sujets de la Cou-

1

( ) Texte p o r t u g a i s : « VIII. — A fim de p r e v e n i r toda a o c c a s i ã o de discordia, q u e poderia haver e n t r e os v a s s a l o s da Coroa de F r a n ç a , & os da Coroa d e P o r t u g a l , S u a Magestade Christianissima desistirá para s e m p r e , como

presentemente

d e s i s t e por este Tratado p e l o s t e r m o s

mais


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

9

r o n n e de F r a n c e & ceux de la Couronne de P o r t u g a l , Sa Majesté T r e s - C h r é t i e n n e se desistera p o u r toujours, c o m m e Elle se desiste dés à p r e s e n t par ce T r a i t é , d a n s les t e r m e s les plus forts & les plus a u t e n t i q u e s , & avec toutes les clauses r e q u i s e s , c o m m e si elles étoient inserées icy, t a n t en son n o m , q u ' e n celuy de ses h o i r s , successeurs & h e r i t i e r s , de tous droits & p r é t e n t i o n s qu'Elle p e u t ou p o u r r a p r é t e n d r e s u r la p r o p r i é t é des terres, appellées du Cap-du-Nord, situées entre la rivière des Amazones, ou de Vincent

Pinson,

& celle de

& Japoc

sans se réserver ou r e t e n i r

a u c u n e portion desdites t e r r e s , afin qu'elles soient desormais possedées p a r Sa Majesté P o r t u g a i s e , ses h o i r s , successeurs & h é r i t i e r s avec tous les droits de Souveraineté, d'absolue Domaine, c o m m e

faisant

puissance, &

d'entier

p a r t i e de ses Etats,

&

q u ' e l l e s lui d e m e u r e n t à p e r p e t u i t é , sans q u e Sa Majesté P o r t u g a i s e , ses h o i r s , successeurs & h é r i t i e r s , p u i s s e n t j a m a i s être troublez d a n s ladite possession,

f o r t e s , & mais a u t e n t i c o s , & c o m todas as c l a u s u l a s q u e se r e q u e r e m , c o m o s e ellas aqui f o s s e m d e c l a r a d a s , a s s i m e m s e u n o m e , c o m o de s e u s D e s c e n d e n t e s , S u c c e s s o r e s , & Herdeiros, d e t o d o , & q u a l q u e r direito, & p e r t e n c ã o q u e póde, ou poderá ter sobre a propriedade das Terras chamadas do Cabo do Norte, & situadas entre o Rio das Amasonas, & o de Japoc ou de Vicente Pinsão, s e m reservar, ou r e t e r porcão a l g u m a das ditas T e r r a s , para q u e ellas sejão p o s s u i d a s daqui e m diante por Sua Magestado P o r t u g u e z a , s e u s D e s c e n d e n t e s , S u c c e s s o r e s , & Herdeiros, c o m todos o s direitos de S o b e r a n i a , Poder a b s o l u t o , & inteiro D o m i n i o , c o m o parte de s e u s E s t a d o s , & lhe fiquem p e r p e t u a m e n t e , s e m q u e Sua Magestade P o r t u g u e z a , s e u s D e s c e n d e n t e s , S u c c e s s o r e s , & Herdeiros possão j a m a i s s e r p e r t u r b a d o s n a dita p o s s e por Sua Magestade Christianiss i m a , s e u s D e s c e n d e n t e s , S u c c e s s o r e s & Herdeiros »


10

QUESTION DE FRONTIÈRES

par Sa Majesté Tres-Chrétienne, ny p a r ses h o i r s , s u c ­ cesseurs & h e r i t i e r s . » « ... Ce n'est pas le sens de l'Article 8 s e u l e m e n t , c o m m e on a c o u t u m e de le r é p é t e r , m a i s bien le sens et l'esprit du T r a i t é d ' U t r e c h t

tout e n t i e r

que les P l é n i p o t e n t i a i r e s sont chargés

d'interpré­

ter », a dit le 20 s e p t e m b r e 1855 le P l é n i p o t e n t i a i r e 1

F r a n ç a i s , BARON HIS DE BUTENVAL ( ) .

L'Article 8, revalidé en

1815, est le seul qui

reste en vigueur, m a i s le B r é s i l r e c o n n a î t que p o u r l ' i n t e r p r é t e r , p u i s q u e des contestations se sont éle­ e

vées dès le xviii siècle au sujet de la situation du J a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n , tous les autres articles du Traité doivent être

étudiés, de m ê m e que le

Traité provisionnel du 4 m a r s 1700, qui avait n e u ­ tralisé la p a r t i e des Terres du Cap d e N o r d , c'està-dire de la G u y a n e , située e n t r e la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e en aval du fort de C u m a ú ou Macapá, le rivage de la m e r et la R i v i è r e « O j a p o c ou de Vincent Pinson

», traité qui fut

expressément

a n n u l é p a r l'Article suivant de la Paix d ' U t r e c h t : « Article 9. — E n c o n s é q u e n c e de l'Article p r é ­ cédent,

Sa Majesté Portugaise p o u r r a faire rebâtir

les forts d ' A r a g u a r i et de C a m a ü , ou M a s s a p á , aussi bien que tous les a u t r e s qui ont été démolis, en exécution du Traité provisionnel fait à L i s b o n n e 1

( ) Protocoles Brésilienne me

la 2

de la Conférence et Française,

sur

à Paris, e

la délimitation

des

Guyanes

1855-1856. Procès-verbal de

s é a n c e (p. 41 de la 2 é d i t i o n a n n e x é e au p r é s e n t Mémoire).


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

11

le 4 m a r s 1700, e n t r e Sa Majesté Portugaise de glorieuse

mémoire,

ledit

Traité

PIERRE I I ,

provisionnel

r e s t a n t n u l , et de nulle vigueur en v e r t u de celuycy

» L'Article

8 du

Traité

d'Utrecht

n e désigne

a u c u n e limite intérieure c o m p l é t a n t vers l'Ouest celle du J a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n , et ce fut pour suppléer à cette omission q u e d a n s la Convention de P a r i s du 28 août 1817 on a adopté le parallèle de e

2° 24' Nord d e p u i s l ' O y a p o c j u s q u ' a u 5 2 2 degré de longitude Est de l ' I l e d e F e r , soit 58° de l o n g i t u d e Ouest de P a r i s . Cette frontière s'arrête

aujourd'hui

à la rive droite de l ' A w a ou H a u t M a r o n i , u n e déci­ sion a r b i t r a l e de l ' E m p e r e u r de R u s s i e , en date du 25 m a i 1 8 9 1 , ayant a t t r i b u é à la H o l l a n d e le ter­ r i t o i r e c o m p r i s e n t r e cette rivière et son affluent le Tapanahoni. P o u r la fixation de la limite intérieure,

l'Arbitre se

trouve investi des pouvoirs déclarés d a n s l'Article 2 du Compromis. 11 lui a p p a r t i e n t de r é s o u d r e le diffé­ r e n d en choisissant, soit la frontière que propose le Brésil,

soit celle q u e propose la F r a n c e ,

soit,

c o m m e solution i n t e r m é d i a i r e , la ligne de p a r t a g e des eaux q u i , d a n s le massif des m o n t s

Tumucu-

m a q u e , forme la l i m i t e s e p t e n t r i o n a l e du bassin de l ' A m a z o n e depuis la source principale

du Japoc

Vincent

la

Pinçon

hollandaise.

d'Utrecht

jusqu'à

ou

frontière

Pouvoirs de l'Arbitre ' A r b i t r e l en ce ce qui qui concerne concerne la limite la limite intérieure. intérieure. d e


QUESTION DE FRONTIÈRES

12

11

Détermination des lignes réclamées par les deux Parties.

L'Oyapoc

ou

Vincent

Pinçon,

depuis

son

e m b o u c h u r e j u s q u ' a u parallèle de 2° 2 4 ' Nord, p u i s , vers l'Ouest, ce parallèle j u s q u ' à l'Awa ou H a u t M a r o n i , f o r m e n t les deux lignes frontières r e v e n ­ diquées p a r le B r é s i l . Leur tracé s u r u n e carte moderne

de la G u y a n e

ne

p e u t d o n n e r lieu à

a u c u n désaccord sérieux, le cours de l ' O y a p o c et une grande partie

de celui de l'Awa

ayant

été

explorés. Tout au plus il y aura lieu de faire plus t a r d , s u r les lieux, q u e l q u e s corrections de l o n g i ­ t u d e p o u r les différents points du cours s u p é r i e u r de ces deux rivières. Il p a r a î t avéré q u e le C a m o p i n'est q u ' u n affluent, et non la b r a n c h e principale du fleuve, c o m m e on le croyait autrefois. Embouchure de l'Oyapoc.

L ' e m b o u c h u r e de l ' O y a p o c se trouve par 4° 1 3 ' 1 6 " de l a t i t u d e Nord et 8° 22' 09" de longitude Ouest de 1

Rio d e J a n e i r o , soit 5 3 ° 5 2 ' 4 4 " de P a r i s ( ) : elle est Signalée par des montagnes.

parfaitement

signalée,

à l'Est

par

le

Cap

d ' O r a n g e , à l'Ouest p a r p l u s i e u r s montagnes « d'au­ t a n t plus r e m a r q u a b l e s q u e ce sont les p r e m i è r e s 1

( ) D'après le capitaine de c o r v e t t e J. DA COSTA AZEVEDO, de la m a r i n e b r é s i l i e n n e , e n 1857 (plus tard amiral et BARON DE LADARIO).


BRÉSIL ET GUYANE

FRANÇAISE

13

h a u t e s t e r r e s q u e l'on découvre en v e n a n t du C a p 1

d e N o r d » ( ) , m o n t a g n e s qui déjà é t a i e n t indiquées près de la rive occidentale du V i n c e n t p a r des c a r t o g r a p h e s d u

xvi

e

Pinçon

siècle. Cette position

g é o g r a p h i q u e , de m ê m e que celles des p r i n c i p a u x points de la côte e n t r e le C a p d ' O r a n g e et le C a p Raso

d o N o r t e , n'a

été

établie avec précision

q u e de nos j o u r s , car avant le T r a i t é

d'Utrecht,

et m ê m e a p r è s , les cartes et les a u t e u r s d o n n a i e n t parfois des l a t i t u d e s

plus

méridionales

au

Cap

d ' O r a n g e , ce qui n'a r i e n de s u r p r e n a n t q u a n d on e

sait q u e s u r des cartes françaises du xvii siècle, et même pour

la

France,

on constate des e r r e u r s

semblables. L ' O y a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n a sa source s u r le versant s e p t e n t r i o n a l des m o n t s T u m u c u m a q u e , à p e u près d a n s la l a t i t u d e du C a p R a s o d o N o r t e , et il coule d a n s la d i r e c t i o n générale du Sud

au

Nord. S u r le versant opposé de ce massif se t r o u v e n t 2

les s o u r c e s du J a r y , affluent de l ' A m a z o n e ( ) et celle du M a p a r y , affluent de l ' A r a g u a r y .

1

()

Description

géographique

de la Guyane,

par « le S.

n i e u r de la Marine et du Depost des Plans », P a r i s , 2

()

« § 4 1 . — . . . Rivière

trouvent voisines à celles

Iary....

Les s o u r c e s

du Yapoco,

BELLIN,

Ingé-

1763, p. 2 7 3 .

de

c e t t e rivière

se

dont il a é t é parlé au § 36 ».

— « § 5 6 . . . . La rivière Y a p o c o d é b o u c h e par 4 ° 1 5 ' de l a t i t u d e

sep-

t e n t r i o n a l e près d u C a p d ' O r a n g e . Cette rivière e s t celle qui,

dans

le T r a i t é d e p a i x d ' U t r e c h t , a été déclarée sions

portugaises

Negro),

en

1768,

» Roteiro par l'abbé

(Routier), JOSÉ

MONTEIRO

l'Académie Royale d e s S c i e n c e s de L i s b o n n e , a u t o m e VI d e s Noticias

para

a Historia

la limite des

écrit DE

posses-

à Barcellos NORONHA,

publié

(Rio par

e n 1 8 5 6 , s o u s le n° 1,

das Naçöes

Ultramarinas.

Tex-

Source

do

l'Oyapoc.


QUESTION

14

DE

FRONTIÈRES

La ligne de la p r é t e n t i o n française c o m m e n c e à l ' e m b o u c h u r e de la rivière A r a g u a r y

(Araouari)

« q u i se jette d a n s l ' O c é a n a u Sud d u C a p N o r d », au Sud du Cap du Nord.

dit l'Article 1er d u Compromis. Il y a dans ces p a r a g e s deux C a p s d u N o r d :

Cap du Nord. L'ancien et le moderne.

l'ancien Cabo

do Norte

des P o r t u g a i s , ou pointe

Nord-Est de l'île d e M a r a c â , p a r 2 ° 15' 5 0 " de lati­ 1

tude s e p t e n t r i o n a l e ( ) , e t , u n peu plus au Sud, p a r 1°40'10",

2

le Cap R a s o d o N o r t e ( ) , a u q u e l on d o n n e

plus g é n é r a l e m e n t a u j o u r d ' h u i le n o m de C a p d u N o r d . Tous les deux se trouvent désignés sous ce m ê m e n o m d a n s la d e r n i è r e Carte des Côtes de la Guyane

depuis

Cayenne

jusqu'à

l'embouchure

de

l ' A m a z o n e p u b l i é e p a r le Ministère d e la Marine de 3

F r a n c e ( ) .Celuide l'île de M a r a c á porte cette l é ­ gende : — « C a p N o r d des a n c i e n s géographes ». FROGER en 1 6 9 6 , PIERRE BARRÈRE e n

1762

et

1 7 4 3 , BELLIN en

1 7 6 5 , A.-H. BRUÉ en 1 8 2 6 , et p l u s i e u r s

a u t r e s géographes de n o t r e siècle, y p l a ç a i e n t le C a p du Nord

SIMON MENTELLE,

d a n s sa carte d e la

te p o r t u g a i s : — « § 4 1 . . . . R i o I a r y . . . . As fontes d e s t e rio ficam v i s i n h a s as do rio Y a p o c o referido n o § 36 ». — « § 36. — . . . . No c a b o d e O r a n g e d e s e m b o c a o rio Y a p o c o e m 4 g r á o s e 15 m i n u t o s d e l a t i t u d e s e p t e n t r i o n a l . E s t e é o q u e s e declarou p o r l i m i t e d o s Dominios p o r t u g u e z e s n o Tratado da paz de Utrecht » . . . . 1

COSTA AZEVEDO.

2

D ' a p r è s COSTA AZEVEDO, et d'après MOUCHEZ, 1 ° 4 0 ' 1 7 " .

( ) ( ) 3

( ) N° 2 7 2 9 - 1 0 5 , Dressée d'après les documents les plus récents et les observations faites... par M. E. MOUCHEZ, capne de Frégate. — Dépôt des Caries et Plans de la Marine, 1 8 0 8 . Dernières corrections essentielles, décembre 1 8 8 5 , secondaires, décembre 1893. 4

( )

l'Atlas

s

L e s c a r t e s d e FROGER e t de D E L'ISLE p o r t e n t l e s N° 8 5 e t 8 9 d a n s

Brésilien.

Celle de BARRÈRE s e t r o u v e d a n s s a Nouvelle

Rela-


BRÉSIL

ET

GUYANE

FRANÇAISE

Guyane, publiée d a n s l'Atlas de l'abbé LESCALLIER, en

1791,

et

15

RAYNAL, DANIEL

le BARON WALCKENAER, en

1857,

p o u r ne citer q u e des F r a n ç a i s , d o n n a i e n t m ê m e à l'île de M a r a c á le nom portugais d' « I l e d u Gap N o r d (1). » Cette île ou, si l'on veut, le Cap R a s o d o N o r t e , selon l'opinion g é n é r a l e m e n t acceptée a u j o u r d ' h u i , m a r q u e la l i m i t e occidentale de l ' e m b o u c h u r e de l ' A m a z o n e , qui se trouvait jadis vers l ' O y a p o c et le C a p d ' O r a n g e

d'après

SAINT-ELME REYNAUD

Le Cap du Nord forme la la limite limite occidentale occidentale de de l'embouchure l'embouchure de l'Amazone. de l'Amazone.

(2) et

CAETANO DA SILVA ( 3 ) .

« De là », écrivait, en 1 7 5 1 ,

LA CONDAMINE,

en p a r -

tion de la France Équinoxiale, Paris, 1 7 4 5 ; de BELLIN, cartes N° 29 et № 4 6 , d a n s s o n Allas Maritime et d a n s sa Description géographique de la Guyane. De la Carte de l'Amérique du Sud par BRUÉ, Géographe du Roi, il y a e u p l u s i e u r s é d i t i o n s , de 1826 à 1 8 5 4 . (1) Carte de SIMON MENTELLE, r é d u i t e par BONNE, i n g é n i e u r - h y d r o g r a p h e de la Marine, N° 32 d a n s l'Atlas de RAYNAL. On y voit : « Maraca o u Isle du Cap Nord ». — LESCALLIER : « La rivière d ' A r a o u a r i a s o n e m b o u c h u r e près celle du f l e u v e d e s A m a z o n e s , à e n v i r o n u n d e g r é de l a t i t u d e Nord. A d o u z e l i e u e s au Nord-Ouest o n trouve le C a p d e N o r d , ensuite l'île du Cap de Nord, et e n d e d a n s d'elle la rivière de C a r a p a p o u r i . » (Exposé des moyens de mettre en valeur et d'administrer la Guiane... p a r DANIEL LESCALLIER, ancien Ordonnateur de cette colonie, 1 édition, P a r i s , 1791.) re

— WALCKENAER : « L'île de Maraca ou du Cap Nord n'est s é p a r é e d e l ' e m b o u c h u r e de la M a p a q u e par u n canal de deux l i e u e s . . . . » (Mémoire, daté du 10 m a r s 1 8 5 7 , p . 14 d u t o m e 75 des Nouvelles Annales des Voyages, 15 de la 3 série, P a r i s , 1837.) me

me

(2) Mémoire sur la partie de la Guyane qui s'étend entre l'Oyapok et l'Amazone, cl sur la communication de l'Amazone au lac Mapa par la rivière Saint—Hilaire, d a n s le Bulletin de la Société de Géographie de Paris, janvier 1859. re

me

(3) L'Oyapoc et l'Amazone, 1 édition, P a r i s , 1 8 0 1 ; 2 , R i o d e J a n e i r o , 1 8 9 5 ; 3 , P a r i s , 1 8 9 9 , §§ 9 à 15. me

D'après D'apres La Condamine. La Condamine.


16

QUESTION DE FRONTIÈRES

lant de l'île B a i l i q u e , qu'il n o m m a i t de la P é n i ­ t e n c e , et d'où il poursuivait son voyage de P a r a à G a y e n n e , « de là, nous a t t e i g n î m e s en deux j o u r s , ainsi que je l'avais p r é v u , le Cap de Nord mine sans équivoque

l'embouchure

qui ter-

de l'Amazone

du

côté de l'Ouest. Si on p r e n d vers l'Est la p o i n t e de M a g u a r i p o u r l'autre t e r m e , la b o u c h e du fleuve a u r a , suivant m e s r o u t e s , u n peu m o i n s de 50 lieues m a r i n e s , et environ 60 lieues c o m m u n e s ; et si on veut a b s o l u m e n t c o m p r e n d r e celle de la rivière de P a r a , l ' e m b o u c h u r e totale a u r a plus de 70 de ces d e r n i è r e s (1). » Déjà, en 1745, devant l'Académie des Sciences, il avait dit, en lisant la Relation

de son voyage (2) :

« Je n e pouvois la t e r m i n e r » (sa carte) « sans voir la vraie e m b o u c h u r e de l ' A m a z o n e et sans son bord septentrional

jusqu'au

Cap de Nord,

suivre où finit

son cours » (P. 182). « ...Quelques lieues au-dessous du P a r a , je traversai la bouche orientale de l ' A m a ­ z o n e ou le b r a s de P a r a , séparé de la vraie e m b o u ­ c h u r e ou de la b o u c h e occidentale par la g r a n d e isle c o n n u e sous le n o m de J o a n e s , et plus o r d i -

(1) D E LA CONDAMINE, Journal du voyage fait par ordre du Roi, à l'Équateur; servant d'introduction historique à la mesure des trois premiers degrés du méridien. Par M. DE LA CONDAMINE. P a r i s , I m p r i m e rie Royale, 1 7 5 1 , p. 2 0 1 . (2) Relation abrégée d'un voyage fait dans l'intérieur de l'Amérique Méridionale, depuis la côte de la Mer du Sud, jusqu'aux côtes du Brésil & de la Guiane, en descendant la Rivière des Amazones, lûe à l'Assemblée publique de l'Académie des Sciences, le 2 8 avril 1 7 4 5 , par M. DE L A CONDAMNE, de la même Académie. Paris, 1745.


BRÉSIL

nairement

E T GUYANE

au P a r a , sous

(P. 188). « ....Entre

FRANÇAISE

17

le n o m de M a r a j o

Macapa

et le Cap du

»

Nord,

d a n s l'endroit où le g r a n d canal du fleuve se trouve le plus resserré par les isles, et s u r t o u t vis-à-vis de la grande

bouche de

l'Amazone

du côté du Nord...

Les I n s t r u c t i o n s

l'Arawary,

celles de

1847,

rédigées p a r

entre

dans

» (P. 195).

Nautiques

pas m o i n s c o n c l u a n t e s s u r

qui

françaises

ne

sont

D'après les Instructions ce point. On lit danslesinstructions nautiques françaises. TARDY DE MONTRAVEL (1) : françaises.

« . . . Les b o u c h e s de l ' A m a z o n e sont comprises e n t r e le Cap M a g o a r i et le Cap de Nord;

ce sont

les limites q u e la géographie m o d e r n e l e u r a assi­ gnées, bien qu'il fut p l u s r a t i o n n e l , ce m e s e m b l e , de c o m p r e n d r e

son e m b o u c h u r e

totale e n t r e

la

pointe T i j o c a » ( T i g i o c a ) « et le C a p d e N o r d . . . » (P. 4 6 ) . « ...Nous avons vu, à la fin du

chapitre

p r é c é d e n t , q u e l'on était c o n v e n u de d o n n e r pour limites à l ' e m b o u c h u r e de l ' A m a z o n e le Cap Nord,

de

d ' u n côté, et la pointe M a g o a r i , de l ' a u t r e »

(P. 4 8 ) . « . . . P a r m i p l u s i e u r s rivières q u i se j e t t e n t d a n s l ' e m b o u c h u r e du

fleuve

e n t r e la pointe P e ­

d r e r a » ( P e d r e i r a ) « et le C a p d e N o r d , la cipale

est celle

d'Araouary....

Cette rivière

prindé­

bouche u n peu au Nord de l'île B a i l i q u e , la plus s e p t e n t r i o n a l e du groupe de l'Ouest.... »

(1) Instructions pour naviguer sur la côte septentrionale du Brésil et dans le fleuve des Amazones, par M . L . TARDY DE MONTRAVEL, capitaine de corvette, commandant le brick La B o u l o n n a i s e , chargé en 1 8 4 2 et 1 8 4 5 de la reconnaissance hydrographique de ces parages. Paris, Imprimerie Royale, 1 8 4 7 .

2


18

QUESTION

Et

dans

les

DE FRONTIÈRES

dernières

I n s t r u c t i o n s publiées à

P a r i s p a r le m i n i s t è r e de la Marine (1) : « Les b o u c h e s de l ' A m a z o n e depuis la pointe T i j o c a » ( T i g i o c a ) «jusqu'au prennent

un

espace

de

Cap

de Nord,

180 m i l l e s . »

« . . . P a r m i p l u s i e u r s rivières qui se jettent bouchure

du fleuve entre

d r e i r a ) « et le Cap d'Araguary,

(P. 4 5 . ) dans

la pointe Pedrera

Nord,

com­

la principale

l'em» (Pe-

est celle

que l'on croit c o m m u n i q u e r p a r des

canaux i n t é r i e u r s avec celle d ' O y a p o c k et avec le lac M a p a , au Sud de la G u y a n e . Cette rivière d é ­ b o u c h e u n peu au Nord de l'île B a i l i q u e , la p l u s s e p t e n t r i o n a l e du g r o u p e de l'Ouest; le proroca » {pororoca,

n o m i n d i g è n e du mascaret) « est d ' u n e

violence e x t r ê m e à son e m b o u c h u r e . Depuis

cette

rivière j u s q u ' à 33 milles p l u s au Nord, la côte du continent

suit

la

d i r e c t i o n N.-N.-E.,

alors

elle

s'infléchit de deux q u a r t s e n v i r o n vers le Nord, p u i s elle n e t a r d e pas à se diriger b r u s q u e m e n t dans l'Ouest p o u r former le Cap de Nord, bouchure

de l'Amazone.

limite de l'em-

Elle p r e n d e n s u i t e la di­

rection N.-N.-O., qui est celle

de la

G u y a n e . » (P. 58-59). « . . . Le Cap Nord, la limite

N.-O.

de l'embouchure

côte

de la

qui forme-

des Amazones,

est

bas et boisé, m a i s s e n s i b l e m e n t p l u s élevé que les

(1) N° 5 7 4 . Guyane Française et fleuve des Amazones, publié par le Service des Instructions, sous le Ministère du Vice-Amiral GicQUEL DES TOUCHES, Ministre de la Marine et des Colonies. P a r i s , Imprim e r i e Nationale, 1877.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

t e r r e s voisines, qui

sont

souvent

19

inondées...

»

(P. 75). L'Instruction n a u t i q u e anglaise d o n n e la m ê m e limite à l ' e m b o u c h u r e de l ' A m a z o n e du côté du

Instruction nautique anglaise.

Nord (1). « Du Cap dit

M.

Raso

ÉMILE

nales (de

do Norte

LEVASSEUR,

l'Amazone)

au C a p M a g u a r y »,

« les bouches s e p t e n t r i o ­ ont

500

kilomètres

l a r g e u r ; «lu C a p M a g u a r y à la pointe la

bouche m é r i d i o n a l e en a

61....

M. Emile Levasseur.

de

Tigioca,

La force

du

c o u r a n t amazonien se fait s e n t i r j u s q u ' à 500 k i l o ­ m è t r e s » (50 lieues m a r i n e s ) , « au delà de l'em­ b o u c h u r e dans

la d i r e c t i o n

du N . - N . - E . et

met de puiser en p l e i n e m e r

u n e eau

per­

presque

d o u c e . . . . » (2). Après toutes ces a u t o r i t é s , il est p e r m i s d'affirmer, m a l g r é la déclaration faite d a n s le Compromis, q u e l ' A r a g u a r y ne se j e t t e pas dans l ' O c é a n , p u i s q u e la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e ne finit q u ' a u

Cap

R a s o d o N o r t e ou m ê m e à l'ancien C a b o d o N o r t e , d a n s l'île de M a r a c á , de sorte q u e la rivière q u e la F r a n c e d e m a n d e m a i n t e n a n t a u nom d ' u n Traité par

lequel elle a r e n o n c é à toute p r é t e n t i o n

sur

(1) « ... The coast from the m o u t h of the A r a g u a r y r u n s about N. by E. for a d i s t a n c e of 2 5 m i l e s to Cape North, which forms the westernmost limit of the mouth of the Amazon... » (The South America Pilot, Part. I.... Compiled by Staff Commander J A M E S P E R N , R. N., Third edition. Published by order of the Lords Commissioners of the Admiralty. L o n d r e s , 1885, p. 438). (2) Le Brésil, par E. L E V A S S E U R , Membre de l'Institut, Professeur au Collège de France et au Conservatoire des Arts et Métiers, 2e é d i t i o n , P a r i s , 1 8 8 9 , p. 4 .

L'Araguary est un affluent de l'Amazone.


20

QUESTION DE FRONTIÈRES

l ' A m a z o n e , se trouve être

i n c o n t e s t a b l e m e n t un

affluent de ce fleuve. de

Confluent Confluent l'Araguary. l'Araguary.

Le confluent de l ' A r a g u a r y , au Nord de

Ponta

G r o s s a , se trouve par 1° 14' 34" de l a t i t u d e Nord et 6° 4 7 ' 1 9 " de longitude Ouest de R i o d e

Janeiro.

C'est c e r t a i n e m e n t le point de d é p a r t de la p r e m i è r e ligne r é c l a m é e p a r la F r a n c e , car cette rivière n'a pas p l u s i e u r s issues, soit plus au Sud, s u r l ' A m a ­ z o n e , soit au Nord,

sur la m e r ,

c o m m e on

p r é t e n d u . A n c i e n n e m e n t , et e n c o r e

au

l'a

commen­

c e m e n t de ce siècle, l ' A m a z o n e d é t a c h a i t un b r a s , qui allait a b o u t i r à l ' A r a g u a r y , p r è s du confluent de

cette r i v i è r e .

C'était le F u r o G r a n d e

(grand

canal) de l ' A r a g u a r y (1). Son p o i n t de d é p a r t s u r la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e se trouvait à environ vingt milles m a r i n s de P o n t a G r o s s a . Un a u t r e bras m o i n s i m p o r t a n t , le F u r o P e q u e n o , p é n é t r a i t dans

les

Grande,

terres trois milles en pour

formant u n e

se

réunir

a m o n t du

bientôt

Furo

à celui-ci

en

île. Les deux points de d é p a r t ,

sur

la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e , n ' é t a i e n t donc pas des b o u c h e s de l ' A r a g u a r y , c a r ce c a n a l , vue sa direction et la force du c o u r a n t a m a z o n i e n , normalement fleuve

qui allaient

affluent. l

parcouru

Le

Furo

ainsi

par

les eaux

grossir

Grande,

qui

du

celles figure

était grand

de

son

encore

( ) Furo, canal qui relie d e u x rivières. Paranámirim, canal qui c o m m e n c e et finit dans la m ê m e rivière. Par l e s n o m b r e u x bras qu'il j e t t e , l ' A m a z o n e devient parfois le tributaire de s e s affluents.


21

BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

aujourd'hui anglaises,

s u r les cartes était

marines

entièrement

lors de l'exploration faite par

françaises

obstrué

et

en

1857,

COSTA AZEVEDO,

et déjà

en 1834 il avait cessé d'être u n canal de c o m m u n i ­ cation (1). Quant a u p r é t e n d u b r a s s e p t e n t r i o n a l de l ' A r a g u a r y , d é b o u c h a n t dans le canal de M a r a c á sous le « n o m m o d e r n e » de C a r a p a p o r i s p a p o u r i ) , et qui d a n s la discussion

(Cara-

diplomatique

de 1855 et 1856 était e n c o r e , p o u r le G o u v e r n e m e n t F r a n ç a i s , le vrai V i n c e n t P i n ç o n d ' U t r e c h t , on verra au c h a p i t r e suivant, q u ' i l n'a j a m a i s existé. La p r e m i è r e ligne p r é t e n d u e p a r la F r a n c e

suit

le thalweg de l ' A r a g u a r y (Article 1er du Compromis) j u s q u ' à « la source p r i n c i p a l e du bras p r i n c i p a l » de

Haut Araguary. Haut Araguary.

cette rivière (Article 2), source qui est le p o i n t de départ de la deuxième ligne, parallèle à l ' A m a z o n e . Le H a u t A r a g u a r y qu'au

parallèle de

a été exploré en 1798 j u s -

2° 10' Nord par le l i e u t e n a n t -

(1) Journal d'un voyage sur la côte méridionale de la Guyane, par Ch. PENAUD, lieutenant de vaisseau, commandant la goélette « La Béar naise ». — Février, mars, avril, 1836, dans les Annales Maritimes et Coloniales, 1 8 3 0 , 2° p a r t i e , t o m e I I , p. 421 et suiv. p . 4 4 7 : — « Je retournai d a n s le F u r o p o u r e n d e s s i n e r le c o u r s et y avancer le p l u s possible. Je pénétrai à u n mille plus avant que le p o i n t o ù n o u s n o u s é t i o n s arrêtés le 21 » (le 21 m a r s , le l i e u t e n a n t PENAUD avait p é n é t r é d a n s le F u r o , par l ' A r a g u a r y , j u s q u ' à quatre milles trois quarts), « m a i s les arbres abattus et les b r a n c h e s qui se crois a i e n t m ' e m p ê c h è r e n t d'aller p l u s l o i n . Pour d é g a g e r c e t t e crique, il faudrait trois o u quatre j o u r s d'un travail r e n d u très pénible par le g r a n d n o m b r e de m a r i n g o u i n s que l'on trouve s o u s les f o u r r é s . L ' i n dien Joseph m'a dit qu'il y a deux ans, se trouvant dans l ' A r a o u a r i , la mer étant grosse au large, il voulut se rendre aux îles de l'entrée de l'Amazone par le Furo, et qu'il fut arrêté par les mêmes difficultés que j'ai rencontrées. »

Exploration de 1798.


22

QUESTION

colonel

DE

FRONTIÈRES

PEDRO ALEXANDRINO DE SOUZA,

de l ' a r m é e p o r t u ­

gaise, et d'après cette exploration on estimait que la de de

source Source l'Araguary. Araguary,

source p r i n c i p a l e de la rivière devait se trouver plus a

u

Nord, à environ 2° 30' de l a t i t u d e . HUMBOLDT,

au c o m m e n c e m e n t du siècle, fait m e n ­

tion de celle exploration Régions Équinoxiales

dans

son

Voyage

aux

du Nouveau Continent :

« Ils (les P o r t u g a i s ) ont fait examiner avec soin, par le colonel

DE SOUZA,

la latitude des sources de

cette d e r n i è r e ( l ' A r a g u a r y ) ; ils l'ont trouvée plus s e p t e n t r i o n a l e q u e son e m b o u c h u r e , ce q u i a u r a i t fait p l a c e r la frontière d a n s la latitude du Calsoene

»

(Tome IX, p . 257). Et dans u n a u t r e e n d r o i t (Tome X, p . 158), il place cette source p a r 2° 30' de latitude Nord et 55° 10' de longitude Ouest de P a r i s . La bouche du C a l ç o e n e se trouve par 2° 32' 42". Explorations Des explorations accomplies en 1891 et 1896 par de 1891 et 1890. de1891et 1896. M. FELINTO ALCINO BRAGA CAVALCANTE, capitaine d'état-

major de l'armée b r é s i l i e n n e , sont venues confirmer ces d o n n é e s q u e la fantaisie de c e r t a i n s c a r t o g r a p h e s m o d e r n e s avaient fait oublier. Le capitaine CAVALCANTE,

BRAGA

en r e m o n t a n t le bras principal de l ' A r a ­

g u a r y , est arrivé j u s q u ' à la latitude de 2° 30' Nord, p a r 9 degrés

de

longitude

Ouest

de R i o ,

soit

54° 30' 35" Ouest de P a r i s , sans pouvoir a t t e i n d r e la source de cette rivière. Les obstacles q u ' i l r e n c o n t r a et le m a n q u e de vivres le forcèrent de r e n o n c e r à pousser plus loin son exploration. La source doit se trouver n o n loin de cet endroit, aux environs de 2° 35' de latitude Nord, s u r le versant m é r i d i o n a l d ' u n


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

23

contrefort des T u m u c u m a q u e s , e n t r e le Y a u ê et le M o t u r a , affluents de l ' O y a p o c . L ' A r a g u a r y coule vers le Sud j u s q u ' a u p r e m i e r degré de l a t i t u d e Nord, puis il suit vers l'Est ce pa-

Principaux affluents affluents du

rallèle j u s q u ' a u confluent du F a l c i n o , où il r e p r e n d Haut

Araguary,

la direction du Sud, p o u r se d i r i g e r vers l'Est après

Haut Araguary,

avoir reçu le M a p a r y . Les principaux affluents de sa

Le Mapary.

rive

Le Mapary.

gauche

sont

le

Tapiry,

le

Trajauhy,

le

C a c u h y et le F a l c i n o ; ceux de la rive d r o i t e , le M u r u r é et le M a p a r y ou A m a p a r y . La source du T r a j a u h y n ' e s t pas éloignée de celle du C a n a b u l y , t r i b u t a i r e du C a l ç o e n e . Tous ces affluents o n t été explorés, totalement ou en p a r t i e , par le capitaine

BRAGA

CAVALCANTE

et les

m e m b r e s de la Commission b r é s i l i e n n e q u ' i l d i r i ­ geait, en 1 8 9 6 . La source du M a p a r y est située audessus du parallèle de 2e Nord, e n t r e le M o t u r á e t le J i n g a r a r y , affluents de l ' O y a p o c . Te M a p a r y reçoit les eaux du A n i c o h y , de l ' I t a h y , du T a c a n a p y et du C u p i c h y , tous affluents de sa rive d r o i t e . L'Agam i u a r e et le U r u a i t ú ( O u r o u a ï t o u ) , explorés par COUDREAU,

ont été r a t t a c h é s à l ' I t a h y par supposition.

Le capitaine le colonel

BRAGA CAVALCANTE

SOUZA

en 1 7 9 8 , q u e la b r a n c h e p r i n c i p a l e

de l ' A r a g u a r y Sur ce point venue

a pu constater, c o m m e

est celle q u i vient du encore

confirmer

et

Nord (1).

la d e r n i è r e exploration compléter

une

est

information

(1) Le c o l o n e l S O U Z A n'a a t t a c h é a u c u n e i m p o r t a n c e au M a p a r y . d o n t il s'est b o r n é à i n d i q u e r le confluent, s a n s m ê m e le n o m m e r .


24

QUESTION DE FRONTIÈRES

a n c i e n n e , car d a n s u n Routier portugais de la p r e ­ m i è r e moitié du xviiie siècle, on lit le passage s u i ­ vant : « Vient

après

la rivière A r a g u a r y . . . .

Elle a

q u e l q u e s affluents ou b r a s . L'un est n o m m é M a p a r y , et on y trouve du cacao et u n peu de girofle. Les F r a n ç a i s v i e n n e n t c l a n d e s t i n e m e n t à ce b r a s p o u r y cueillir du cacao. On y trouve des bois de b o n n e qualité (1). » Sur u n e c a r t e de la G u y a n e dressée à P a r i s en 1766

p a r PHILIPPE BUACHE, le M a p a r y p r e n d sa source

p r è s de l ' O y a p o c et se j e t t e d a n s l ' A o u a i r i e

ou

2

A r a g u a r y ( ). Malgré la confusion p r o d u i t e p a r u n e c a r t e de la G u y a n e p u b l i é e en 1 8 8 6 , s u r laquelle les s o u r c e s du C a s s i p o r é se t r o u v a i e n t à côté de celles de l ' O y a p o c ( 3 ) , l ' e x p l o r a t e u r HENRI COUDREAU, en

1895,

et

M. HENRI FROIDEVAUX, en

1895,

avaient

s o u p ç o n n é q u e le M a p a r y était u n affluent de l ' A r a (1) « S e g u e s e o Rio A r a g u a r y . . . T e m a l g u n s r i o s collateraes o u b r a ç o s . Um s e c h a î n a M a p a r y , o n d e ha c a c a o e a l g u m cravo, e por e s t e b r a ç o v e m o s F r a n c e z e s a furto fazer c a c a o . T e m boas m a d e i r a s . » Bibliothèque Publique d ' E v o r a , Manuscrit CXV, 2-15 a № 1 5 . Copie de la m a i n du Père BENTO DA FONSECA, Jésuite, m i s s i o n n a i r e a u M a r a n h ã o et a u P a r á . (2) Esquisse inédite de la Guyane, par Pu. BUACHE, d'après différents documents. 1 7 6 6 . P l a n c h e VI d a n s le Mémoire de M. HENRI FROIDEVAUX, Explorations françaises à l'intérieur de la Guyane pendant le second quart du xviiie siècle ( 1 7 2 0 - 1 7 4 2 ) , Paris, 1 8 0 5 . L'original de l'esquisse se trouve à la Bibl. Nat. de P a r i s , Cartes, K1 653. 3

( ) Le tracé d u c o u r s d u C a s s i p o r é s u r cette c a r t e de 1 8 8 6 a été fait d'après u n Capitaine. BLANC qui l'aurait exploré en 1 8 8 2 e n lui d o n n a n t p o u r affluents le J o u i s a , la R i v i è r e B l a n c h e e t l ' I s s a j o u l ; m a i s o n n e t r o u v e a u c u n e m e n t i o n de c e t t e exploration d a n s le Bulletin ni d a n s l e s Comptes Rendus de la Société de Géographie d e P a r i s


BRÉSIL E T GUYANE FRANÇAISE

25

g u a r y . « Serait-ce le M a p a r i , qui se jetterait alors d a n s l ' A o u a r i ou A r a g o u a r y ? » d e m a n d a i t M. DEVAUX

d a n s u n e note au Mémoire des irruptions

Portugais pendantes les

du Pará

de la France(1).

q u a t r e rivières,

Mapari,

sur les terres de la Guyane Et

COUDREAU

Agamiouare,

FROI-

des dé-

: — « Mais

Ourouaïtou,

C a r o n i , sont-elles bien les f o r m a t e u r s du

C a c h i p o u r et ne seraient-elles pas plutôt les for­ m a t e u r s de l ' A r a g u a r y ? L ' A r a g u a r y est u n fleuve p l u s i m p o r t a n t q u e le C a c h i p o u r , et ii s e m b l e r a i t , à l'inspection de la c a r t e , q u e les q u a t r e rivières devraient l o g i q u e m e n t a p p a r t e n i r au p r e m i e r . C'est là u n point q u e de nouvelles explorations p o u r r o n t seules éclaircir(2). » La Commission mixte, b r é s i l i e n n e - f r a n ç a i s e , qui se

trouve

m a i n t e n a n t s u r le t e r r i t o i r e

contesté,

p o u r r a f a c i l e m e n t c o m p l é t e r les explorations faites, c o n s t a t e r q u e le b r a s p r i n c i p a l de l ' A r a g u a r y e s t (1) Manuscrit de la Bibl. Nat. de P a r i s (Ms. fr., N° 6 2 3 5 , p . 1 3 - 1 8 ) , publié par M. FROIDEVAUX, c o m m e pièce justificative, d a n s son travail déjà cité (Explorations françaises... 1 7 2 0 - 1 7 4 2 ) . Ce m a n u s c r i t m o n t r e e n c o r e q u e des e x p é d i t i o n s p o r t u g a i s e s r e m o n t a i e n t l ' A r a g u a r y , et qu'un m o i n e de P a r a avait i n f o r m é q u e le Motura se trouvait p r è s de l ' A r a g u a r y : — « Un Père de St-Antoine de P a r a a dit au Sr DE CHASSY qu'il étoit avec le d é t a c h e m e n t qui fut chez les C o u r o u a n e s » ( 1 7 4 4 ) , « et que d a n s u n a u t r e , il avoit vu les e n d r o i t s o ù les F r a n ç o i s ont é t é , o u celui de LA JEUNESSE, qui, par Montura, fut assez près de l ' A o u a r y . » (2) H. COUDREAU, Aperçu général des Tumuc-Humac (Bulletin de la S o c . de Géographie, Paris, T o m e XIV, p . 4 2 ) . COUDREAU avait déjà rapporté q u ' u n Indien du C a s s i p o r é , se trouvant aux s o u r c e s de l ' O y a p o c , avait d e s c e n d u un d e s p r é t e n d u s f o r m a t e u r s du C a s s i p o r é , qui l'avait c o n d u i t à l ' A r a g u a r y (Voyage à travers les Guyanes et l ' A m a z o n i e , P a r i s , 1 8 8 7 , p . XXVI).


-26

QUESTION

DE FRONTIÈRES

celui q u i vient d u Nord, et p r é c i s e r la position d e la source de cette r i v i è r e . La distance exacte e n t r e ce p o i n t et celui de la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e sous le m ê m e m é r i d i e n , est u n é l é m e n t

indispensable

pour l'établissement jusqu'au Rio B r a n c o

de la

ligne parallèle p r é t e n d u e p a r la F r a n c e , l a q u e l l e , n a t u r e l l e m e n t , doit a c c o m p a g n e r toutes les s i n u o ­ sités de cette rive g a u c h e . Point de d é p a r t de la ligne intérieure française.

Sur les c a r t e s N° 1 et № 3 annexées au p r é s e n t Mémoire, on a tracé la ligne i n t é r i e u r e de la p r é t e n ­ tion française, en p r e n a n t , c o m m e p o i n t de d é p a r t , la position d u H a u t A r a g u a r y , où s'arrêta la der­ n i è r e exploration b r é s i l i e n n e , p a r 2° 30' de l a t i t u d e Nord. Le p o i n t de la rive g a u c h e d e

l'Amazone

c o r r e s p o n d a n t à cette l o n g i t u d e de 9° Ouest de R i o , 54° 30' 35" Ouest de P a r i s , se trouve a u F u r o d e A r r a y o l l o s , e n t r e les confluents du T o h e r é et du Jary,

p a r l ° 2 5 ' 5 0 " de l a t i t u d e Sud. La d i s t a n c e

e n t r e les deux parallèles est de 434,6 k i l o m è t r e s . Cette

ligne

ne

peut pas, pro­ bablement, ar­ river

au

Rio

Tracée à cette d i s t a n c e , la ligne parallèle à la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e coupe l ' O y a p o c , p u i s les monts T u m u c u m a q u e

et p l u s i e u r s affluents du

Branco.

H a u t J a r y , m a i s , aussitôt a p r è s , et aux e n v i r o n s du J a r y et du P a r ú , elle est a r r ê t é e p a r le t e r r i t o i r e hollandais

p r é c i s é m e n t à 58° Ouest de P a r i s ou

522° Est de l ' I l e d e F e r , c'est-à-dire au m é r i d i e n que

LORD

WELLINGTON,

d a n s le b u t de couvrir la

G u y a n e B r i t a n n i q u e , avait proposé c o m m e l i m i t e e x t r ê m e de la p r é t e n t i o n méridien

q u i fut adopté

française vers

l'Ouest,

dans la Convention de


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

27

P a r i s du 28 août 1817, s u r l a q u e l l e , paraît-il, le G o u v e r n e m e n t F r a n ç a i s s'appuyait à l'occasion de l'arbitrage de son différend avec la H o l l a n d e au sujet

de la frontière

occidentale

de la

Guyane

F r a n ç a i s e (1). Cette ligne i n t é r i e u r e n e p e u t donc pas arriver au R i o B r a n c o , si les d o n n é e s q u e nous possédons s u r la l a t i t u d e des m o n t s T u m u c u m a q u e à cet endroit sont exactes. Dans le cas où la frontière hollandaise des T u m u c u m a q u e , e n t r e l ' I t a n y et le C u t a r i , se trouverait plus au Nord, la ligne de la prétention française c o n t i n u e r a i t vers l'Ouest et t r a ­ verserait

le C a p ú et l ' A p i n i a u ,

formateurs

du

T r o m b e t a s , p o u r ê t r e de nouveau a r r ê t é e , cette fois p a r le t e r r i t o i r e

des sources de l ' E s s e q u i b o ,

q u e la F r a n c e n e dispute pas à l ' A n g l e t e r r e . La source p r i n c i p a l e de l ' E s s e q u i b o , ou S i p ó , est située, selon SCHOMBURGK, p a r 0 ° 4 1 ' de latitude Nord, ou, selon la correction faite p a r C. CHALMERS, GAY SAWKINS et CHARLES BROWM, p a r 0 ° 4 4 ' 5 0 " et 5 9 ° 1 5 ' d e

longitude Ouest de G r e e n w i c h ,

61°35'14"

Ouest

de P a r i s . Le coude formé, p l u s i e u r s m i n u t e s au Sud de cette source, p a r les plateaux et les m o n t s d ' A c a r a y , b a r r e , à environ 0°42' de latitude Nord, le passage d e la ligne i n t é r i e u r e

française.

Si,

(1) Los Mémoires d e s d e u x Parties n'ont j a m a i s é t é p u b l i é s , m a i s dans la d é c i s i o n arbitrale d e l'Empereur d e R u s s i e , r e n d u e le 2 5 m a i 1 8 9 1 , o n lit le p a s s a g e s u i v a n t : « . . . Considérant q u e l a Convention d u 2 8 a o û t 1 8 1 7 , qui a fixé l e s c o n d i t i o n s d e la r e s t i t u t i o n de la G u y a n e F r a n ç a i s e à la F r a n c e par le P o r t u g a l , n'a j a m a i s é t é r e c o n n u e par l e s P a y s Bas.... »


28

QUESTION

m a l g r é cet seulement

DE

FRONTIÈRES

obstacle, on a d m e t q u ' e l l e doive interrompue pour reprendre

être

à l'Ouest

des m o n t s d ' E s s a r y , cette ligne i n t é r i e u r e se p r é ­ s e n t e r a i t d a n s le bassin du R i o B r a n c o au Nord de la ligne d r o i t e q u i doit ê t r e t i r é e d u p o i n t e x t r ê m e des m o n t s

d'Acaray

jusqu'au

p o i n t de la

rive

g a u c h e de cette rivière s i t u é à la m ê m e l a t i t u d e , et elle c o u p e r a i t e n s u i t e cette ligne droite p o u r a r r i v e r enfin au R i o B r a n c o . Dans le bassin de cette rivière, le t e r r i t o i r e contesté se t r o u v e r a i t ainsi

divisé en

deux sections r a t t a c h é e s p a r le p o i n t d ' i n t e r s e c t i o n des deux l i g n e s . La ligne parallèle à la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e , q u i devrait former p a r t o u t la l i m i t e m é r i d i o n a l e des t e r r i t o i r e s r é c l a m é s p a r la F r a n c e , d e v i e n d r a i t , d a n s le bassin du R i o B r a n c o ,

limite

s e p t e n t r i o n a l e à l'Est p o u r r e d e v e n i r l i m i t e Sud à l'Ouest;

et r é c i p r o q u e m e n t ,

devrait ê t r e toujours la

la

ligne droite, q u i

limite Nord,

formerait

à

l'Est la l i m i t e Sud et à l'Ouest la l i m i t e Nord. 11 faut ajouter q u e , d ' a p r è s COUDREAU, la source la plus m é r i d i o n a l e de l ' E s s e q u i b o , se trouverait par 1°7' de l a t i t u d e Nord et 6 1 ° 2 ' 4 0 " de l o n g i t u d e Ouest de P a r i s . Bien q u ' i l paraisse é t r a n g e q u e SCHOMBURGK et les a u t r e s explorateurs anglais se soient t r o m p é s d e p r è s d ' u n d e m i - d e g r é de l a t i t u d e , on doit t e n i r c o m p t e de ce r e n s e i g n e m e n t . S'il était confirmé, et si la ligne de la p r é t e n t i o n a r r ê t é e à l'Est p a r

française n ' é t a i t

le t e r r i t o i r e

hollandais,

pas elle

p a s s e r a i t alors f r a n c h e m e n t , d'après COUDREAU, au Sud des m o n t s et des plateaux d ' A c a r a y , et elle


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

29

arriverait sans entrave à la rive g a u c h e

du

Rio

B r a n c o , c o m m e le m o n t r e la carte N° 2 c i - a p r è s . La position trop s e p t e n t r i o n a l e de la source

du

bras p r i n c i p a l de l ' A r a g u a r y e n t r a î n e toutes ces complications et toutes ces i n c e r t i t u d e s au sujet de la ligne i n t é r i e u r e française. Et c e p e n d a n t , au m o ­ m e n t de la négociation des Traités de 1801 et 1802, la position s e p t e n t r i o n a l e de cette source n ' é t a i t pas u n fait i g n o r é . A cette é p o q u e , c o m m e il sera m o n ­ tré p l u s loin, la limite i n t é r i e u r e

que la F r a n c e

victorieuse imposait au P o r t u g a l était u n e ligne droite, Est-Ouest, passant au Nord des m o n t s T u m u c u m a q u e , parce que la F r a n c e

de

s'attribuait

alors la p a r t i e m é r i d i o n a l e des possessions

hollan­

daises en G u y a n e , c ' e s t - à - d i r e , des t e r r i t o i r e s qui forment encore a u j o u r d ' h u i la G u y n e Hollandaise et de ceux à l'Ouest q u e l ' A n g l e t e r r e a c o n q u i s en 1805. La p r é t e n t i o n à u n e ligne parallèle à l ' A m a ­ z o n e , ligne q u i n ' a été établie d a n s a u c u n t r a i t é , ne fut formulée officiellement q u ' e n 1856, et elle n'a j a m a i s été l'objet d ' u n e discussion e n t r e les deux G o u v e r n e m e n t s . On ignore j u s q u ' à p r é s e n t

quels

sont les titres de la F r a n c e à l'appui de cette p r é ­ tention.


QUESTION

30

DE

FRONTIÈRES

111

Les territoires contestés.

La contestation e n t r e le B r é s i l et la F r a n c e p o r t e , c o m m e on vient de le voir, s u r u n t e r r i t o i r e m a r i ­ t i m e et s u r u n e b a n d e

de t e r r i t o i r e i n t é r i e u r

qui

l o n g e r a i t les G u y a n e s H o l l a n d a i s e et A n g l a i s e et a r r i v e r a i t p e u t - ê t r e au R i o B r a n c o . Le territoire maritime.

Le t e r r i t o i r e m a r i t i m e , p a r f a i t e m e n t d é l i m i t é , est c o m p r i s e n t r e l ' e m b o u c h u r e de l ' O y a p o c , près du C a p d ' O r a n g e , la m e r j u s q u ' a u C a p d u N o r d , la rive g a u c h e de l'estuaire de l ' A m a z o n e

jusqu'au

confluent de l ' A r a g u a r y , le t h a l w e g de ce c o u r s d'eau, la l i g n e q u i , à p a r t i r de sa s o u r c e , se

dirige

vers l'Ouest et c o u p e l ' O y a p o c , et le thalweg de cette rivière d e p u i s le point de r e n c o n t r e de la ligne i n Sa superficie, superficie.

t é r i e u r e j u s q u ' à la m e r . La superficie de ce territoire est d ' e n v i r o n 6 1 , 2 0 0 k i l o m è t r e s c a r r é s .

Territoires intérieurs.

On a déjà fait r e m a r q u e r que la zone i n t é r i e u r e contestée s ' a r r ê t e très p r o b a b l e m e n t s u r la frontière h o l l a n d a i s e du 5 8

m e

degré Ouest de P a r i s ; mais en

a d m e t t a n t qu'elle puisse dépasser cette

longitude

p o u r aller s ' a r r ê t e r au Sud des m o n t s

d'Acaray,

près

des s o u r c e s

de l ' E s s e q u i b o ,

la

superficie

approximative de ces différents t r o n ç o n s serait :


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

31 kil. carrés

a) Territoire c o m p r i s entre l ' I t a n y , le H a u t O v a p o c , le parallèle de 2° 24' Nord et,

les

intérieurs.

au Sud. la ligne de p a r t a g e des eaux sur les m o n t s et plateaux de T u m u c u m a q u e . .

8.100

b) Territoire des bassins du J a r y et du P a r ú , c o m p r i s e n t r e les m o n t s de T u m u c u m a q u e , au Nord, et la ligne parallèle à l ' A m a z o n e , au Sud

6.700 14.800

c) Au delà du 5 8 entre

m e

degré Ouest de P a r i s ,

les c h a î n e s de T u m u c u m a q u e

et

d ' A c a r a y et la ligne parallèle à l ' A m a z o n e .

11.900 26.700

Si l'on admet q u e , m a l g r é l'obstacle de la c h a î n e d ' A c a r a y , la ligne parallèle à l ' A m a ­ zone monts

doive être c o n t i n u é e d'Essary

dans

à l'Ouest des

le bassin

du

Rio

Branco : d) Tronçon de l'Est formé, au Sud, par la ligne droite p a r t a n t de la pointe d ' A c a r a y et, au Nord, par la ligne parallèle à la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e

1 • 150

e) Tronçon d'Ouest formé, au Nord, p a r la ligne droite et, au Sud, p a r la ligne p a r a l ­ lèle à l ' A m a z o n e

5.800

superficie Superficie des territoires territoires intérieurs.


32

QUESTION

DE

FRONTIÈRES

La superficie du t e r r i t o i r e contesté clans le bassin du R i o B r a n c o s e r a i t de 14.360 kil. c a r r é s a u lieu de 4 . 9 5 0 , si

a raison en p l a ç a n t plus a u Nord

COUDREAU

q u e les e x p l o r a t e u r s anglais la s o u r c e de l ' E s s e q u i b o et la ligne de p a r t a g e des eaux. Dans ce cas, la s u p e r ­ ficie des différentes sections du t e r r i t o i r e i n t é r i e u r contesté s'élèverait Superficie totale superficie des territoires c contestés. ontestés.

à environ 4 1 . 0 6 0 k i l . c a r r é s .

Le p r e m i e r chiffre, 3 1 . 6 5 0 , a d d i t i o n n é

à

celui de

la superficie du t e r r i t o i r e m a r i t i m e , d o n n e un total de 9 2 . 8 5 0 ; le second,

de 4 1 . 0 6 0 ,

u n total de

102.200 kilomètres carrés. Cours d'eau d'eau Sur e n t r e l'Oyapoc et l'Araguary. g u a r y et l'Araguary.

le t e r r i t o i r e

contesté c o m p r i s e n t r e

l'Ara-

et l ' O y a p o c , les c o u r s d'eau q u i se d é v e r s e n t

d a n s la m e r et q u i o n t q u e l q u e i m p o r t a n c e ,

soit

r é e l l e , soit s e u l e m e n t h i s t o r i q u e , s o n t , en c o m m e n ­ ç a n t p a r le Sud : Carapaporis (Carapapouri), A m a p á (Mapa), Mayacaré, Calçoene (Carsewene), Cunany (Counani), Cassiporé (Cachipour), Uaçá (Ouassa). Le Carapaporis parler,

et le Mayacaré,

n e sont

à proprement

p l u s des rivières, m a i s bien de

s i m p l e s c a n a u x p a r lesquels s'écoule le trop-plein de q u e l q u e s lacs d e la région. L ' U a ç á a p o u r af­ fluents le

Curipy

et l ' A r u c a u á ,

( A r c o o a , A r r a c o w ) , d'après BRIELL TATTON

et

dont

le n o m

LAWRENCE KEYMIS, GA­

ROBERT HARCOURT,

était a p p l i q u é p a r


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

33

les I n d i e n s , il y a deux siècles, à la b r a n c h e p r i n ­ cipale de la rivière (1). Presque tous les n o m s géog r a p h i q u e s actuels se r e t r o u v e n t dans les r e l a t i o n s anglaises et hollandaises des d e r n i è r e s a n n é e s du e

xvi siècle et du c o m m e n c e m e n t du xviie. KEYMIS, en 1590, fait m e n t i o n des rivières suivantes : l ' A r r o w a r i ( A r a g u a r y ) ; l ' I w a r i p o c o , qu'il d i t être la plus g r a n d e de toutes, m a i s q u i n ' é t a i t a u t r e chose que le canal du C a r a p a p o r i s à p e i n e e n t r e v u p a r lui d a n s son voyage du confluent de l ' A r a g u a r y à l'embouchure

de l ' O y a p o c ,

comme

l'a

prouvé

CAETANO DA SILVA (§§ 1171 à 1 1 8 9 ) ; le Maipari,

ce

qui p a r a î t être u n e faute d ' i m p r e s s i o n , p o u r

Mai-

cari;

le Coanaini

( C u n a n y ) ; le Caipourogh

s i p o r é ) ; et, a u delà du C a p Cecyll l'Arcooa

( A r u c a u á ) et le Wiapoco,

(Cas-

(Cap d ' O r a n g e ) , nom indigène

qui, ayant été écrit p a r u n A n g l a i s , doit être p r o ­ n o n c é et o r t h o g r a p h i é à la française, de m ê m e

q u e I w a r i p o c o , doit être

Aïouaripoco.

Ouayapoco, rendu par

GABRIELL TATTON, dans sa carte de

1608, d o n n e : Rivière Arowary;

Point

Perilous

( C a p R a s o d o N o r t e ) ; Carrapaporough

Isles

(1)

LAWRENCE

Performed

KEYMIS,

and written

4 Relation in the yeare

of the second voyage lo Guiana. 1 5 9 6 . L o n d r e s , 1 5 9 6 , petit in-4".

— G A B R I E L T A T T O N , Carte d e la G u y a n e , d e s s i n é e à L o n d r e s e n 1608 s u r p a r c h e m i n (Musée Britannique, Cartes m a n u s c r i t e s , N ° 5 4 , 2 4 9 N ; Fac-similé № 5 4 d a n s l'Allas Brésilien). S u r c e t t e carte les l e t t r e s C. M. H., C. E . I L , C. T . H., et C. E. F., i n d i q u e n t l e s n o m s des capitaines MICHAEL H A R C O U R T , E D W A R D H A R V E Y , THOMAS HARCOURT et E D W A R D F I S C H E R , et le point terminal de leurs explorations. —

ROBERT HARCOURT,

A Relation

of a voyage to Guiana,

Londres,

1 6 1 5 , petit in-4°.

7,

Presque Presque tous tous les les n o m s géogra­ phiques actuels de cette région s o n t connus depuis la fin du xvie siècle.


34

QUESTION DE FRONTIÈRES

(îles C a r a p a p o r i s , q u i d e v i n r e n t l'île de ou d u C a p d u N o r d ) ; lac Maccary cary;

rivières Coshebery

et rivière

(Calçoene),

( C u n a n y ) , Cassapourough

Maya-

Comawiny

( C a s s i p o r é ) ; Cap

Si-

cell ( C e c i l l ou d ' O r a n g e ) ; et rivières Arracow

et

Wiapoco.

HARCOURT, en

Arrawary,

Point

Islands, purogh,

rivières Maicary, Cap Cecill,

ou Arikary

m é e Quanaoueny Arrocawo

,

:

Rivière

Carripapoory

Connawini

et

rivières Arracow

et

CassiWiapoco.

Rivières Arewari;

(Mayacaré);

v i e n t Corrosuine pouri;

1 6 1 5 , donne

Perilous

JOANNES DE LAET (1) :

carte de Tatton. Carte Tatton. de 1608.

Maracá

Makary

Carsewinnen,

qui

s u r sa c a r t e ; Clapepouri,

nom­

s u r cette m ê m e c a r t e ; et

de­

Casse-

Wiapoco.

L ' e x a m e n de la belle carte de TATTON, j u s q u ' i c i inédite, dessinée en

1 6 0 8 d ' a p r è s les

documents

q u e v e n a i e n t de l u i f o u r n i r ROBERT HARCOURT et ses c o m p a g n o n s , m o n t r e q u e le littoral et les e m b o u ­ c h u r e s des rivières e n t r e le Cap d ' O r a n g e

et

le

c a n a l de C a r a p a p o r i s n ' o n t pas subi des c h a n g e ­ m e n t s aussi c o n s i d é r a b l e s q u e le faisaient c r o i r e les nombreuses

incorrections

des

cartes

a p r è s 1 5 9 8 , dressées d ' a p r è s la des textes a n g l a i s , ou

imprimées

mauvaise

lecture

d ' a p r è s les r e n s e i g n e m e n t s

p e u p r é c i s de q u e l q u e s voyageurs. Ainsi u n

pré-

Prétendu bras septentrional de l ' A r a g u a r y q u i P r é t e n d u bras bras t e n d u septentrional septentrional . . . . . . i n - î . i i . 1 de l'Araguary. de l'Araguary. s e r a i t la rivière de C a r a p a p o r i s d é b o u c h a n t d a n s (1) J . DE LAET, Beschrijvinghe 1630;

Novus

L e y d e , 1640.

Orbis,

Leyde,

van

West

Indien,

1 6 3 0 ; L'Histoire

du

Leyde, Nouveau

1625

et

Monde,


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

35

le canal de ce n o m , à l'Ouest du C a p R a s o d o N o r t e , et q u i , d a n s la discussion d i p l o m a t i q u e de 1 8 5 5 et 1 8 5 6 , était p o u r la F r a n c e

le véritable

V i n c e n t P i n ç o n d u T r a i t é d ' U t r e c h t , la frontière q u ' e l l e r e v e n d i q u a i t , n e se trouve p a s s u r la c a r t e de TATTON (voir d a n s l'Atlas

le N ° 5 4 ) . Ce c a n a l et la

rivière d ' A r a g u a r y avaient p o u r t a n t été explorés en

1 6 0 8 par

les

EDWARD HARVEY.

capitaines

C'est à u n e

MICHAEL HARCOURT et mauvaise

interpréta­

tion d u texte de KEYMIS p a r JODOCUS HONDIUS, en 1 5 9 8 , c o m m e l'a m o n t r é

CAETANO DA SILVA ( § § 5 9 8 à 4 1 8

et 1 1 7 1 à 1 2 0 8 ) , q u ' i l faut a t t r i b u e r l ' i n v e n t i o n de la b r a n c h e s e p t e n t r i o n a l e rapport

de l'Araguary. Dans u n

en date du 1ER avril 1 8 5 7 , le c a p i t a i n e

PEYRON, c o m m a n d a n t l'aviso français « le Rapide », c h a r g é d'explorer

le p r é t e n d u

Vincent

Pinçon-

C a r a p a p o r i s , a déclaré : « Il n'y a plus a c t u e l l e ­ m e n t de c o m m u n i c a t i o n possible avec la b r a n c h e Sud et si elle a existé autrefois ce n e peut ê t r e q u e d a n s u n t e m p s t r è s éloigné. » Au c h a p i t r e p r é c é d e n t , il a été question du confluent de l ' A r a g u a r y d a n s l ' A m a z o n e , de sa source, de son

cours s u p é r i e u r et de ses p r e m i e r s

affluents,

d o n t le p r i n c i p a l est le M a p a r y . Le Tracajatuba l'Aporema,

a n c i e n n e m e n t Maporema,

et

sont, s u r le

t e r r i t o i r e c o n t e s t é , les seuls affluents i m p o r t a n t s d u B a s A r a g u a r y . L ' A p o r e m a a p o u r t r i b u t a i r e s les petites r i v i è r e s , ou igarapés,

da P r a t a , do Cobre

(rive droite) e t E u z e b i o (rive g a u c h e ) , n o m t r a n s ­ formé en Z e i b a s u r de récentes cartes françaises. Au

Affluents du Bas Araguary.


36

QUESTION DE FRONTIÈRES e

e

xvii siècle et au c o m m e n c e m e n t d u xviii , u n c o u r s Son ancien affluent, Amanahy, Mayacary ou Batabuto.

d'eau

assez i m p o r t a n t ,

l'Amanahy

(la

Manaye,

selon les F r a n ç a i s ) , a u j o u r d ' h u i Tartarugal,

se

jetait dans l ' A r a g u a r y sous le n o m de Mayacary

ou

de Mayacaré

a p r è s avoir traversé p l u s i e u r s lacs. e

Des cartes françaises du xvii siècle le d é s i g n a i e n t sous le n o m de Batabouto.

Le confluent de ce M a y a ­

c a r é , q u ' o n p e u t a p p e l e r du Sud, s u r la rive g a u c h e de l ' A r a g u a r y , se t r o u v a i t par 1 ° 2 0 ' 1 9 " de l a t i t u d e Nord et 7 ° 4 ' 6 " de l o n g i t u d e Ouest de R i o

(52°34'41"

Ouest de P a r i s ) d ' a p r è s COSTA AZEVEDO. C'est s u r la pointe occidentale de ce confluent q u e se trouvait le fort p o r t u g a i s d ' A r a g u a r y , dont p a r l e n t les Traités de 1 7 0 0 et de 1 7 1 3 (1). Mais, en 1 7 2 8 , d ' a p r è s u n routier portugais

q u e possédait le P è r e BENTO DA

FONSECA (2), on constata que l ' A m a n a h y avait p r i s u n e d i r e c t i o n différente et q u ' i l se jetait d i r e c t e m e n t d a n s la m e r après avoir traversé le lac de ou Macary,

a u j o u r d ' h u i lac da Jaca

Camacary

(3). Déjà, en

1 7 2 5 , le r o u t i e r d u c a p i t a i n e PAES DO AMARAL s i g n a ­ lait l ' I g a r a p é p u c ú dans le canal de C a r a p a p o r i s , n o m q u i s'appliquait à la rivière C a r a p a p o r i s ou à la c r i q u e M a c a r y u n p e u p l u s au Nord. En 1 8 5 7 , et b i e n avant, l ' A m a n a h y

(1)

C. D A S I L V A ,

n ' a v a i t p l u s de c o m m u -

§§ 1 9 5 4 à 1 9 5 9 , 2 2 2 2 à 2 2 2 4 .

(2) Bibliothèque d'Évora,

Ms. CXV, 2-15 a, № 15.

(3) On a v o u l u d e r n i è r e m e n t p r o u v e r q u e ce n o m était u n e r é m i n i s c e n c e de Japoc. Jaca, en f r a n ç a i s Jac, e s t t o u t b o n n e m e n t le n o m p o r t u g a i s d u fruit d u Jaquier, et o n sait q u e c e t arbre n'avait p a s e n c o r e é t é i n t r o d u i t en A m é r i q u e à l'époque du T r a i t é d'Utrecht.


BRÉSIL E T GUYANE FRANÇAISE

37

nication avec le C a r a p a p o r i s et se dirigeait déjà vers le Nord à travers les lacs D u a s B o c c a s , C a j u b i m , C o m p r i d o , P r a c u b a , C u r u x á et A m a p á . Il est d e v e n u de la sorte u n affluent de l ' A m a p á . Ce d e r n i e r , qui formait le cours s u p é r i e u r du caré

Maya-

du Nord, s'est frayé un passage vers la m e r ,

plus au Sud, et est devenu une rivière i n d é p e n d a n t e . Quant au M a y a c a r é du Sud il était encore en 1791 u n déversoir du grand d'El

Rey

ou L a g o

lac On ç a p o y e n n e ,

Real, improprement

Lago

nommé

1

a u j o u r d ' h u i L a g o N o v o ( ) ; mais ce canal était déjà e n t i è r e m e n t o b s t r u é lors de l'exploration b r é s i l i e n n e de 1857. Une c r i q u e r a t t a c h a i t a n c i e n n e m e n t le lac O n ç a p o y e n n e a u M a y a c a r é du Nord. Tout le pays à l'Est de l ' A p o r e m a et au Nord de

(1) On lit d a n s le Voyage à travers les Guyanes par COUDREAU ( P a r i s . 1 8 8 7 , p . 3 6 ) : — « Ce n o m de lac du Roi, dit la l é g e n d e , v i e n t de c e q u ' u n Roi de F r a n c e avait jadis e n v o y é des h o m m e s p ê c h e r par là. » Le n o m — Lago d'El Rey — est p o r t u g a i s : on le trouve d a n s le j o u r n a l d e l'expédition de 1 7 9 1 du capitaine MANOEL JOAQUIM D'ABREU (Revue de l'Inst. Hist. et Géog. du Brésil, T. XI de 1 8 4 8 , 2 p a r t i e ) . On trouve e n c o r e ce lac s o u s le n o m de — Lago Real — s u r d e s c a r t e s p o r t u g a i s e s du x v i i i e s i è c l e . La p r e m i è r e carte française qui r e p r é s e n t e ce lac est celle de, LEBLOND, de 1 8 1 4 (Carte spéciale de l'Araguary), m a i s elle n'est q u e la r é d u c t i o n d'une carte p o r t u g a i s e , car p l u s i e u r s n o m s , p a r m i l e s q u e l s celui de — Lago Real — y s o n t écrits en p o r t u g a i s . On y voit a u s s i , i n d i q u é s en p o r t u g a i s , les e m p l a c e m e n t s des trois p o s t e s p o r t u g a i s établis en 1 7 9 1 à l ' e n t r é e du F u r o G r a n d e (Arrayal), sur la p o i n t e Sud de l ' A r a g u a r y ( D e s t a c a m e n t o ) et s u r la p o i n t e s e p t e n t r i o n a l e du S u c u r u j ú , a u Nord de l ' A r a g u a r y ( V i g i a ) . La c r i q u e M a y a c a r é , r e l i a n t le lac O n ç a p o y e n n e o u d'El R e y à l ' A r a g u a r y , existait e n c o r e , et le C a r a p a p o r i s , s a n s c o m m u n i c a tion avec l ' A r a g u a r y , coulait de l'Ouest vers l'Est, p a r c e q u e l ' A m a n a h y ( T a r t a r u g a l ) suivait e n c o r e c e l l e d i r e c t i o n . M E


38

a a

QUESTION DE FRONTIÈRES

l ' A r a g u a r y j u s q u ' à l ' A m a p á est couvert de lacs.

région lacs. région des des lacs.

,

.

,

,

« La région qui a le m i e u x conserve ses d'eau l a c u s t r e », dit

ÉLISÉE RECLUS,

nappes

« est celle du ter­

r i t o i r e c o n t e s t é f r a n c o - b r é s i l i e n , e n t r e les rivières M a p a G r a n d e ( A m a p á ) et A r a g u a r y : les p o i n t e s basses qui f o r m e n t la p é n i n s u l e d i t e C a p d e N o r d et Ancienne communication,par Ancienne comdes canaux par inmunication, des canaux intérieurs et des lacs, entre térieurs et des l' O y a p o c e t let' O l'Araguary. yapoc et et

l'Araguary

l'île non m o i n s basse de M a r a c a m a s q u e n t le pays des lacs. A une époque relativement des e a u x

jusqu'à

récente, cette zone

douces se prolongeait beaucoup plus au Nord l'Oyapoc, et des bateliers pouvaient faire un

voyage de p l u s de trois c e n t s k i l o m è t r e s c o n s t a m ment p a r les lacs, les rivières et les bayous, e n t r e l ' A m a z o n i e et la G u y a n e F r a n ç a i s e . D'après les officiers du fort français de M a p á , q u i subsista de 1836 à 1841 » (1840), « des e m b a r c a t i o n s de 40 ton­ n e s a u r a i e n t e n c o r e suivi ce c h e m i n vers le milieu du siècle ». (Nouvelle Géographie

Universelle,

Tome

XIX, 1 8 9 4 , p g . 2 6 - 2 7 ) . Le Carapaporis, Le Carapaporis, l'Amapá et le Mayacaré. et l e Mayacaré.

On a déjà p a r l é (lu Carapaporis,

le p r é t e n d u

V i n c e n t P i n ç o n des F r a n ç a i s d a n s la discussion de 1855 et 1856. L ' e m b o u c h u r e de cette r i v i è r e , qui n'est p l u s q u e le déversoir du lac da J a c a ou lac M a c a r y , se trouve p a r 1 ° 5 1 ' 5 0 " de l a t i t u d e Nord. En a l l a n t vers le C a p d ' O r a n g e , on arrive d'abord à l ' e m b o u c h u r e de la rivière Amapá,

p a r 2 ° 9 ' 5 8 " de

l a t i t u d e . Ce c o u r s d ' e a u , c o m m e il a été dit p l u s h a u t , allait d é b o u c h e r p l u s au Nord, sous le nom de Mayacaré,

,

p a r 2 ° 2 3 l 7 " , m a i s il a fini p a r p r e n d r e

t o u t a fait la d i r e c t i o n d ' u n b r a s q u i s'était formé plus bas et q u i était déjà c o n n u des P o r t u g a i s , en


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

39

1706. C'est s e u l e m e n t au d é b u t de n o t r e siècle qu'il c o m m e n ç a à ê t r e désigné p a r le n o m

d'Amapá.

Le BARON WALCRENAER, c o n s e r v a t e u r des c a r t e s à

la Bibliothèque Royale, a u j o u r d ' h u i

Bibliothèque

Nationale de P a r i s , p a r l e ainsi de la découverte de cette rivière p a r les F r a n ç a i s , e n 1855 (1) : « Toute la côte, j u s q u ' à la rivière de V i n c e n t P i n ç o n , é t a n t i n o n d é e p é r i o d i q u e m e n t de la m ê m e m a n i è r e , il était impossible d'y fonder u n établisse­ m e n t sans de g r a n d e s e n t r a v e s et s a n s faire d e s dépenses

é n o r m e s . Le g o u v e r n e u r a u r a i t

alors se fixer à l ' e m b o u c h u r e du Carapapoury rivière

de Vincent

Pinçon;

désiré ou

m a i s la rivière n ' e s t

p l u s q u ' u n c o u r s d ' e a u i n t é r i e u r , sans issue d a n s la m e r ; l ' e m b o u c h u r e a é t é o b s t r u é e p a r des sables qui s'élèvent a u - d e s s u s des g r a n d e s m a r é e s , et q u i n e p e r m e t t e n t p l u s d'y p é n é t r e r . C'est ce q u i arrive souvent d a n s ce pays, où les eaux sont c o n s t a m m e n t en m o u v e m e n t , et les c o u r a n t s d ' u n e

effrayante

rapidité... « Vis-à-vis de la p o i n t e s e p t e n t r i o n a l e de l'île Maraca,

ou île du Cap Nord,

trouvé une rivière

les explorateurs ont

grande et profonde,

qui n'était pas

(1) Mémoire sur les nouvelles découvertes géographiques faites dans la Guyane Française et sur le nouvel établissement formé àl'île de Mapa. Accompagné d'une carte. Dans l e s Nouvelles Annales des Voyages et des Sciences Géographiques, T o m e 75 d e la c o l l e c t i o n , et 1 5 d e la 3e série, P a r i s , 1 8 5 7 . P g . 9 et 1 0 . Ce Mémoire a trait à l'occupation m i l i t a i r e d ' u n e partie d u territoire c o n t e s t é o r d o n n é e par le g o u v e r n e m e n t d e LOUIS-PHILIPPE e n violation d e l'Acte d e V i e n n e et de la Convention de 1 8 1 7 .


40

Q U E S T I O N DE

connue jusqu'à

ce jour.

FRONTIÈRES

Il y a q u e l q u e s a n n é e s , c'était

u n r u i s s e a u , q u i , m ê m e clans les h a u t e s m e r s , ne pouvait

être

fréquenté

que

par

des

pirogues.

A u j o u r d ' h u i , c'est u n fleuve clans lequel on trouve de vingt à v i n g t - c i n q pieds de basse m e r .

Après

l'avoir p a r c o u r u p e n d a n t q u a t r e l i e u e s , on arrive d a n s le s u p e r b e lac de Mapa, qui a c i n q u a n t e milles au m o i n s de c i r c o n f é r e n c e , et d a n s lequel se trou­ vent p l u s i e u r s îles élevées qui n e sont j a m a i s i n o n ­ dées c o m m e les t e r r e s e n v i r o n n a n t e s . . . . » Après l ' A m a p á et l ' a n c i e n M a y a c a r é , Le Calçoene, Le Calçoene, le Cunany le Cunany et le Cassiporé. et le Cassiporé.

s u r cette côte les rivières Calçoene

et Cunany,

p a r 2°49'07", le ruisseau

i g a r a p é Tralhote, et l'Oyapoc.

(Carsewene),

dont l ' e m b o u c h u r e est située par 2°32'42" de latitude,

Le Cap d'Orange LeetCap d'Orange l'Oyapoc.

viennent

la rivière Cassiporé

(Cachi-

p o u r ) , p a r 5°49'05", et enfin, le Cap limite

ou

d'Orange,

o r i e n t a l e de la baie où se j e t t e n t

l'Oyapoc,

ainsi q u e l ' U a ç á et le O u a n a r y , t r i b u t a i r e s de son Anciens n o m s du noms Anciens Cap d ' O r a n g e . Cap d ' O r a n g e .

estuaire. Le n o m h o l l a n d a i s de ce cap fut i n t r o d u i t en 1625 par

J.

DE

LAET.

celui de Cap Signalé p a r les montagnes signalé p a r les de l'Ouest. d e

l'Ouest.

En 1596,

Cecill.

KEYMIS

lui

avait

donné

« Lorsque n o u s a r r i v â m e s »,

dit-il, « au cap Nord de cette baie (auquel avons d o n n é le n o m de Cap

Cecyll),

nous

n o u s vîmes

deux hautes montagnes, ayant l ' a p p a r e n c e de deux îles, mais faisant p a r t i e de la t e r r e f e r m e . . . (1). » Mais, s u r u n e c a r t e de la G u y a n e p u b l i é e en 1598 (1) Relation c i t é e , p . 3 :

« W h e n w e e c a m e to the n o r t h - l i e d

lad of this bay ( w h i c h w e n a m e d G a p e C e c y l l ) w e s a w e two mountaines

like two i l a n d e s b u t they j o y n e w i t h t h e m a y n e . . . . »

high


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

41

p a r JODOCUS HONDIUS, ce c a p p o r t e , d ' a p r è s RALEGH,

le n o m de G. de la C o n d e , t r a n s f o r m é l ' a n n é e s u i ­ vante en C . d e l a C o r d e et de la C o r d a p a r LEVINUS HULSIUS. D'après JAN DE LAET, il avait été appelé p a r ­ fois Cap du Nord. Corde

et Orange

C'est sous les n o m s de

Conde,

q u ' o n le trouve s u r les cartes du

xviie siècle avant q u e le n o m h o l l a n d a i s ait p r é v a l u . On m a n q u e de r e n s e i g n e m e n t s s u r le chiffre de la p o p u l a t i o n

s u r les t e r r i t o i r e s

contestés. « A

l'Ouest », dit ÉLISÉE RECLUS, « toute la vallée du Rio B r a n c o est devenue i n c o n t e s t a b l e m e n t b r é s i ­ l i e n n e p a r la l a n g u e , les m œ u r s , les r e l a t i o n s poli­ t i q u e s et c o m m e r c i a l e s . Quant aux r é g i o n s i n t e r m é ­ d i a i r e s , q u e p a r c o u r u r e n t CREVAUX, COUDREAU et BAR-

BOSA RODRIGUES, elles sont habitées p a r des p o p u l a ­ tions i n d i e n n e s c o m p l è t e m e n t i n d é p e n d a n t e s , éva­ luées p a r COUDREAU à 12.700 i n d i v i d u s . Le t e r r i t o i r e r é e l l e m e n t contesté e n t r e la F r a n c e et le B r é s i l c o m p r e n d u n e superficie évaluée a p p r o x i m a t i v e m e n t à celle de q u i n z e d é p a r t e m e n t s français et n ' a y a n t pas p l u s de 5.000 h a b i t a n t s policés, u n seul s u r 50 k i l o m è t r e s c a r r é s » (1). Aujourd'hui

la

population

du t e r r i t o i r e

entre

l ' O y a p o c et l ' A r a g u a r y dépasse de b e a u c o u p

ce

chiffre. Dans u n r a p p o r t officiel, le chef de bataillon (1) Nouv. Géog. Un., T o m e XIX. 1 8 9 4 , p. 8 5 . E. RECLUS d o n n e , avant c e p a s s a g e , la superficie des territoires en litige, d e l ' A t l a n t i q u e j u s q u ' a u R i o B r a n c o , e t il ajoute : — « Toutefois le débat n'a d'importance réelle q u e pour le contesté de la c ô t e , e n t r e l ' O y a p o k et l ' A r a g u a r i . »

Population des

territoires contestés.


42

QUESTION DE FRONTIÈRES

E. PÉROZ, c o m m a n d a n t les t r o u p e s de la

Guyane

F r a n ç a i s e , e s t i m a i t , en 1 8 9 5 , qu'il y avait 8 ou 10.000 B r é s i l i e n s établis s u r ce t e r r i t o i r e (1). Au C a l ç o e n e et s u r t o u t vers l ' i n t é r i e u r , d a n s la région a u r i f è r e où le C a n a b u l y , u n des affluents de cette rivière,

et. d ' a u t r e s

c o u r s d'eau

prennent

s o u r c e s , il y a, d e p u i s la découverte des

leurs placers

en 1894, u n e p o p u l a t i o n flottante assez n o m b r e u s e , composée d ' a v e n t u r i e r s de différentes n a t i o n a l i t é s . C'est la seule p a r t i e du t e r r i t o i r e contesté où l'on trouve des F r a n ç a i s . P a r t o u t a i l l e u r s , la population est p r e s q u e e x c l u s i v e m e n t b r é s i l i e n n e , de n a i s s a n c e ou d ' o r i g i n e , et les q u e l q u e s r é s i d a n t s

étrangers

q u ' o n y voit sont P o r t u g a i s . Au C a l ç o e n e , il y a des Brésiliens

s u r t o u t d a n s le c o u r s i n f é r i e u r de la

rivière, où des é t r a n g e r s qui s'occupent,

p o u r la

p l u p a r t , du c o m m e r c e des t r a n s p o r t s se sont établis d e p u i s 1 8 9 4 . On y voit u n g r a n d n o m b r e de n è g r e s de la G u y a n e H o l l a n d a i s e , des F r a n ç a i s ,

des

A n g l a i s , et q u e l q u e s A m é r i c a i n s du Nord. Sur la rive g a u c h e d e l ' A r a g u a r y , s u r

l'Apo-

r e m a et d a n s le lac d ' A m a p á p l u s i e u r s B r é s i l i e n s é t a i e n t déjà établis lors des explorations françaises 2

de 1836 ( ). De l ' A m a p á j u s q u ' à l ' O y a p o c , on n e (1) « Les h u i t o u dix m i l l e h a b i t a n t s fixés a c t u e l l e m e n t s u r le Contesté s o n t B r é s i l i e n s de c œ u r et p a t r i o t e s d a n s l ' â m e . » Rapport daté d e C a y e n n e , le 27 m a i 1 8 9 5 , a d r e s s é a u G o u v e r n e u r de la c o l o n i e ; publié a u Moniteur Officiel de la Guyane Française, Supplément d u 2 2 j u i n 1 8 9 5 . (2) Journal d'un voyage sur la côte de la Guyane, par CH. PENAUD, lieutenant de vaisseau, commandant la goélette « La Béarnaise », d a n s


B R É S I L E T GUYANE FRANÇAISE

43

voyait à ce m o m e n t que q u e l q u e s villages d ' I n d i e n s . En 1856, le G o u v e r n e m e n t de

malgré

LOUIS-PHILIPPE,

l'Acte de V i e n n e et la Convention de 1 8 1 7 , établit s u r l ' A m a p á u n poste m i l i t a i r e évacué le 10 j u i l ­ let 1840 à la suite des r e p r é s e n t a t i o n s du B r é s i l et de l ' i n t e r v e n t i o n a m i c a l e du G o u v e r n e m e n t a n g l a i s . Une

colonie

militaire

brésilienne,

qui

subsiste

e n c o r e , avait été établie s u r la rive g a u c h e de l ' A r a g u a r y . Elle fut i n a u g u r é e le 29 avril 1810 sous le n o m de Colonie D o m P e d r o II, par le c a p i t a i n e du génie

u n e lieue en

JOSÉ FREIRE DE ANDRADE PARREIRAS,

aval de la ferme du B r é s i l i e n

Occupation militaire du t e r r i t o i r e e n t r e l'Oyapoc et l'Amapá Pequeno p a r la F r a n c e en 1 8 3 6 . Évacuation de ce t e r r i t o i r e en 1 8 4 0 .

JOÃO MANOEL FERREIRA,

q u i s'était établi s u r l ' A r a g u a r y en 1821 (1). L'évacuation du poste français de l ' A m a p á avait été o b t e n u e sans c o n d i t i o n s , m a i s en 1 8 4 1 , par u n échange

de notes

à Rio de

Janeiro,

il a été

convenu de m a i n t e n i r « le statu quo actuel en ce q u i c o n c e r n e l ' i n o c c u p a t i o n du poste de Mapá(2). » Cet a r r a n g e m e n t de 1841 a a m e n é tion de la partie l'Oyapoc

et

du territoire

l'Amapá

la

neutralisa-

contesté située

Pequeno,

où se

entre

trouvait

le poste évacué (3). Le G o u v e r n e m e n t de P a r a l e s Annales

Maritimes

et Coloniales,

a

2e P a r t i e , T o m e II, 1 8 3 6 , p p . 4 2 4 ,

4 2 5 , 4 2 6 , 427 et 4 5 8 . (1) R a p p o r t J. F.

DE

en

ANDRADE

2

( ) Dépêche du de

France

Brésilien.

date

du

PARREIRAS

5

mai

1840 adressé par

le

a u P r é s i d e n t de la P r o v i n c e de

capitaine

Para.

5 j u i l l e t 1 8 4 1 , d e M. GUIZOT, a d r e s s é e a u

à Rio de

Réponse du

Janeiro

et c o m m u n i q u é e au

Ministre des

Affaires

Ministre

Gouvernement

Étrangères

du

Brésil

statu quo,

déclara

e n d a t e du 1 8 d é c e m b r e 1 8 4 1 . (3) « L ' a r r a n g e m e n t d u neutre

le t e r r i t o i r e

entre

5 juillet l'Amapá

1 8 4 1 , sur (ou

Mapá)

le

et

l'Oyapock

en

Accord de 1 8 4 1 p o u r la n e u ­ t r a l i s a t i o n du territoire entre l'Oyapoc e t l'A­ m a p á Pequeno.


44

QUESTION

donc pu Partie Partie méridionale du Contesté » maritime.

des actes

continuer

DE

FRONTIÈRES

à exercer très

de j u r i d i c t i o n

au

Sud

régulièrement de la

région

n e u t r a l i s é e , p u i s q u e , en 1815 et 1817, le P o r t u ­ gal

avait été m a i n t e n u d a n s la possession du t e r r i ­

toire c o n t e s t é . COUDREAU, en

1885, fait

mention

de p l u s i e u r s a u t o r i t é s b r é s i l i e n n e s c h a r g é e s de la police et de la p e r c e p t i o n des impôts, au lac D u a s B o c c a s , c'est-à-dire d a n s le district du T a r t a r u g a l , c o m m e d a n s les districts de l ' A p o r e m a et de l ' A r a g u a r y (1). Cette p a r t i e du « Contesté » a toujours relevé des a u t o r i t é s a d m i n i s t r a t i v e s et j u d i c i a i r e s de M a c a p á , et c'est e n c o r e d a n s cette ville q u e les é l e c t e u r s de la rive g a u c h e de l ' A r a g u a r y et des d i s t r i c t s de l ' A p o r e m a et du T a r t a r u g a l

allaient

déposer l e u r s votes aux élections b r é s i l i e n n e s , m ê m e à l'époque de l ' E m p i r e . Sur les lacs qui se suivent e n t r e l ' A m a p á P e q u e n o et le T a r t a r u g a l et, s u r t o u t d a n s les r i c h e s p r a i r i e s arrosées p a r l ' A p o r e m a et ses affluents, il y a u n g r a n d n o m b r e d ' é t a b l i s s e m e n t s brésiliens : fermes à bétail

(fazendas

de

gado), petites

plantations

(sitios) et m a i s o n s

de

commerce.

population

La

s ' a d o n n e p r i n c i p a l e m e n t à l'élevage, à l'exploitation du c a o u t c h o u c et a u t r e s g o m m e s forestières, à la p e t i t e c u l t u r e , à la pèche et à la p r é p a r a t i o n de différentes salaisons. Un c o m m e r c e assez i m p o r t a n t a t t e n d a n t u n e s o l u t i o n définitive » (ÉMILE LEVASSEUR, de l'Institut de F r a n c e , La France et ses colonies, P a r i s , 1 8 0 5 , T o m e III, p . 5 5 2 ) . (1) Coudreau, Voyage à travers les Guyanes et l'Amazonie, Paris, 1 8 8 7 , T o m e II, p p . 5 2 , 5 3 , 7 5 , 79 et 8 1 .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

45

se fait e n t r e cette région et P a r á . E n 1 8 8 3 , CouDREAU c o m p t a i t

trente-cinq

petites

fermes

dans

la région des lacs e n t r e l ' A m a p á P e q u e n o et le T a r t a r u g a l . Plus au Sud, d a n s le d i s t r i c t de l ' A p o rema,

se t r o u v a i e n t , et se t r o u v e n t e n c o r e , les

fermes les p l u s i m p o r t a n t e s . Le bétail y fut i n t r o ­ d u i t avant 1817 par PROCOPIO ROLLA et LYRA LoBATO, de M a c a p á (1). P a r m i les fermes à bétail, dont q u e l q u e s u n e s , pour ces r é g i o n s , sont v é r i t a b l e m e n t de petits villages, on p e u t citer : s u r l ' A p o r e m a , N a z a r e t h . Sam José, L i v r a m e n t o , Todos-os-Santos, Santa Cruz, Deus-te-Guarde, Santa Maria, EspiritoS a n t o , B o n i t o et C o n c e i ã o ; s u r l ' i g a r a p é E u z e b i o , S a m B e n t o et C a r m o ; et, s u r l'igarapé do C o b r e , S a m P e d r o . Sur la rive g a u c h e de l ' A r a g u a r y , S a n t a M a r g a r i d a p a r a î t être la ferme la p l u s i m p o r t a n t e . On y voit d ' a u t r e s é t a b l i s s e m e n t s au n o m b r e desquels A s s u m p ç ã o ,

S.

Joaquim,

S a n t a A m e r i c a , A r û , P a r a t ú , Boa V i s t a , L i v r a m e n t o et S a m S e b a s t i ã o . Au Nord, s u r le territoire . .

...

., .

neutralisé

en 1841, se

t r o u v e n t les villages d A m a p ã , C a l ç o e n e , C u n a n y , C a s s i p o r é , U a ç á , A r u c a u á et C u r i p y , q u i . il y a

Partie Partie septentrionale septentrionale du d u « Contesté » mC ao rn it tei smt ée .

«

maritime.

q u e l q u e s a n n é e s e n c o r e , formaient a u t a n t de capi­ t a i n e r i e s i n d é p e n d a n t e s , dont les chefs é t a i e n t choi­ sis p a r la p o p u l a t i o n . R é c e m m e n t , ils se sont m ê m e d o(1)n nD'après é u n e uorganisation u n di ecviapnat l en o. t a i r e n contrat signé m par

à M a c a p á , en 1 8 4 7 , ils é t a i e n t déjà propriétaires de la « fazenda de gado » n o m m é e N a z a r e t h , sur l ' A p o r e m a .


46

QUESTION DE FRONTIÈRES

Il a été dit p l u s h a u t q u ' e n février 1836, il y avait déjà q u e l q u e s B r é s i l i e n s établis s u r le lac

d'A-

m a p á . Aussitôt après l'évacuation du poste français, des é m i g r a n t s

et

des

allés s'établir

sur

déserteurs

la

brésiliens

rive g a u c h e

de

sont

l'Amapá

P e q u e n o . E n 1849, le petit village q u ' i l s f o n d è r e n t n e comptait q u e 25 h a b i t a n t s ; en 1857, il en c o m p ­ tait 158, y c o m p r i s ceux des e n v i r o n s . A cette époque déjà, A m a p á avait des r e l a t i o n s de c o m m e r c e plus i m p o r t a n t e s avec P a r a

q u ' a v e c C a y e n n e (1). Au­

j o u r d ' h u i , la p o p u l a t i o n du village et des e n v i r o n s est, p a r a î t - i l , de plus de 600 h a b i t a n t s , p r e s q u e tous n é s au B r é s i l ou d a n s le t e r r i t o i r e n e u t r e , m a i s de p a r e n t s b r é s i l i e n s ou d ' o r i g i n e b r é s i l i e n n e . Le vil­ lage de C u n a n y , en 1837, comptait 40 h a b i t a n t s ; celui de C a s s i p o r é , 80. Ils étaient tous B r é s i l i e n s , sauf u n F r a n ç a i s de passage à C u n a n y et q u e l q u e s créoles de C a y e n n e à C a s s i p o r é .

E n 1 8 9 5 , il y

avait au village de C u n a n y 284 h a b i t a n t s b r é s i l i e n s ou

descendants

Cayenne

et

un

de

Brésiliens,

Portugais;

un

natif

à Cassiporé,

de 120

h a b i t a n t s , tous d ' o r i g i n e b r é s i l i e n n e , c o m m e aussi 80 à U a ç á et 70 à C u r i p y . A r u c a u á avait 60 h a b i ­ tants, tous i n d i e n s .

(1) Rapport e n date d u 2 9 juillet 1 8 5 9 , d u c o m m a n d a n t COSTA AzeVEDO, chef de la c o m m i s s i o n b r é s i l i e n n e qui a e x p l o r é le territoire c o n t e s t é . Valeur de l'exportation d ' A m a p á en 1857 (poisson salé et colle de p o i s s o n ) : — 5.588

milréis.

pour P a r a , 6.960

milréis; pour C a y e n n e ,


B R É S I L E T GUYANE F R A N Ç A I S E

47

IV

On sait q u e toute la côte s e p t e n t r i o n a l e du B r é s i l , Y compris celle d u t e r r i t o i r e contesté, fut décou-

Ddééccoouuvveerrttee,, en 1500, en 1500, du du littoral Nord verte en 1 5 0 0 p a r le n a v i g a t e u r espagnol VICENTE l i tdt ou r aBl r éNs iol r d du Brésil et d e l a etG u y a n e YAÑEZ PINÇON, VICENTIANES OU VICENTIAÑS, c o m m e , p a r par Vincent abréviation, on le d é s i g n a i t souvent dans les docu- de Plai n çGuyane on. par Vincent

m e n t s d e l ' é p o q u e . Après avoir découvert, v e n a n t de l'Est, u n g r a n d fleuve (Rio G r a n d e ) qu'il Santa

Maria

de la Mar Dulce,

nomma

et qui avait à son

e m b o u c h u r e les îles de Marinatãbalo

l

( ), il p o u r ­

suivit son voyage vers le Nord-Ouest j u s q u ' a u golfe de P a r i a , en l o n g e a n t la côte. S u r ce trajet il r e m a r q u a un cap qu'il n o m m a de San

Vicente

d ' u n a u t r e voyage, e n t r e p r i s avec

(2). Au r e t o u r

JUAN. DIAZ DE SOLIS,

il suivit de n o u v e a u , e n 1 5 0 9 , mais d a n s la direction opposée, le littoral de P a r i a au cap de S. R o q u e , (1) Marinatãbalo, Lettres patentes signées à G r e n a d e le 5 sept e m b r e 1 5 0 1 ; — Marina tambal, lettre d'Angelo TRIVIGIANO, d é c e m b r e 1 5 0 1 ; — Marinatabal, m a n u s c r i t à la Bibl. d e F e r r a r e ; — Marinatambal, Recueil d e FRACANZIO DE MONTALBBODO, 1 5 0 7 ; — Mariatambal, ANGHIERA; Marinatanbal, OVIEDO. (2) On peut voir au Vol. II, Documents, s o u s l e N° 1 , la t r a d u c t i o n des p a s s a g e s e s s e n t i e l s d e la « Capitulacion » s i g n é e à G r e n a d e , le 5 s e p t e m b r e 1 5 0 1 , et d o n t le texte e s p a g n o l c o m p l e t se trouve au § 2 6 2 9 de C. DA SILVA, L'Oyapoc.

Pinçon.


48

QUESTION DE FRONTIERES

t r o u v a n t c e r t a i n e s p a r t i e s de la côte i n o n d é e s , p r o ­ bablement

le delta de l ' O r é n o q u e et les « Pays 1

noyés » du Cap d ' O r a n g e à l ' A m a z o n e ( ). Il n ' a d o n n é son n o m à a u c u n e rivière, à a u c u n pays, ce q u i , d ' a i l l e u r s , n ' é t a i t pas d a n s les h a b i ­ tudes des n a v i g a t e u r s de cette é p o q u e . La Mer D Doouuccee de P i n ç o n é t a i té t a i t ll '' A Am m aa zz oo nn ee d

e

P i n ç o n

Le g r a n d fleuve q u ' i l avait n o m m é Santa de la Mer

douce

était sans conteste

a c t u e l , et d ' a p r è s les r e n s e i g n e m e n t s l u i - m ê m e , avant 1510, à

Maria

l'Amazone fournis

par

PIERRE MARTYR D'ANGHIERA,

la

région q u i s ' é t e n d a i t s u r la rive droite était appelée tt ee rr rr ii tt oo iirree p a r les I n d i e n s Camamóro, d e sa rr ii vv ee ggaauucchhee o u g u y a n a i s e , Paricora, mm meé « Regionem éé tt aa ii tt nnoom appellant Paricura. Paricura.

Le

celle de la rive g a u c h e , ou m i e u x Paricura indigenæ

Regio a u t e m a b ejus fluminis O r i e n t e , d i c i t u r : ab O c c i d e n t e , Paricóra 1

:

Mariatambal. Camomórus

(2). »

( ) A N G H I E R A , De orbe nouo Decades, 2 Décade, Liv. VII : — « Après s'être e n t e n d u avec c e s C h i a c o n u s (chefs i n d i e n s ) , V I N C E N T Y A Ñ E Z c o n t i n u a s o n v o y a g e . Il trouva à l'Est des pays a b a n d o n n é s à c a u s e d e s f r é q u e n t e s i n o n d a t i o n s , e t , s u r de g r a n d s e s p a c e s , d e s t e r r e s m a r é c a g e u s e s ; m a i s il n e r e n o n ç a pas à s o n e n t r e p r i s e avant d'avoir m e

atteint la p o i n t e e x t r ê m e du c o n t i n e n t Celle p o i n t e s e m b l e vouloir aller a u d e v a n t de l ' A t l a s . Elle r e g a r d e c e t t e partie de l ' A f r i q u e q u e l e s P o r t u g a i s o n t appelée le C a p d e B o n n e E s p é r a n c e . . . » ( ) Texte de la 1 Décade, i m p r i m é en 1 5 1 1 à S é v i l l e , fol. iiij (P. MARTYRIS... Opera, N° 66 de la Bibliotheca Americana vetustissima de H. HARRISSE) : — « P [ r o ] v i n t i a m a p p e l l a n t i n d i g e n e Mariatambal. R e g i o a u t ē ab e i u s f l u m i n i s o r i e n t e Camomorus dicit~ : ab o c c i d e n t e Paricura ». — T e x t e d e l'édition de 1 5 5 1 , de A l c a l a ( N °88 de la Bibl. Am. vet.) : — « R e g i o n ē appellant i n d i g e n æ Mariatambal. Regio a u t e m ab e i u s fluminis o r i e n t e Camomórus dicitur : ab o c c i ­ d e n t e Paricóra. » (De orbe nouo Decades, 1 D é c , Liv. IX, fol. cv); « Le Livre X a é t é écrit e n 1 5 1 0 , d o n c le livre IX avant » (Note de M. HENRI HARRISSE). 2

r e

re


BRÉSIL E T GUYANE FRANÇAISE

49

Dans sa déposition faite à S é v i l l e le 2 1 m a r s 1 5 1 5 au c o u r s du procès i n t e n t é p a r Couronne,

PINÇON

déclara

DIEGO COLON

que, dans

son voyage

de 1 5 0 0 , il avait découvert la Mar Dulce, cette eau d o u c e

c o n t r e la « et q u e La La Mer

s'avance d a n s la m e r q u a r a n t e

lieues » ; q u ' i l avait découvert de m ê m e « la p r o vince q u i s'appelle Paricura

», et q u ' i l avait e n ­

suite « longé l a côte j u s q u ' à la b o u c h e du D r a ­ g o n » (1). Son c o m p a g n o n

MANOEL

D E VALDOVINOS,

d o n t le t é m o i g n a g e a été reçu le 1 9 s e p t e m b r e 1 5 1 5 , d o n n a i t m ê m e à cette mer d'eau Rio

de Paricura

JUAN

RODRIGUEZ,

nom par

(2). Mais déjà u n a u t r e t é m o i n , le 6 avril 1 5 1 3 , avait p r o n o n c é le 3

de Marañon

ANGHIERA

douce le n o m de

( ), m e n t i o n n é

aussitôt

après

d a n s u n e lettre e n date d u 1 8 d é c e m b r e

de cette m ê m e a n n é e . Bientôt, c e n o m , r é p é t é p a r d ' a u t r e s t é m o i n s du procès en 1 5 1 5 , et et

ENCISO

OVIEDO

qu'ANGHIERA,

r é p a n d i r e n t par l e u r s livres, s u p ­

p l a n t a e n t i è r e m e n t celui de M a r D u l c e . Dans l'édition de 1 5 1 6 ,

ANGHIERA,

(1) « . . . q u e d e s c u b r i ó é halló la mar

dulce,

a p r è s le passage

é q u e s a l e 40 l e g u a s

e n la m a r el agua d u l c e , é a s i m i s m o d e s c u b r i ó esta p r o v i n c i a q u e s e llama Paricura,

e c o r r i ó l a costa d e l u e n g o hasta la boca del D r a g o . »

D é p o s i t i o n r e p r o d u i t e par NAVARRETTE, Colleccion mientos,

é d i t i o n de

documentos

inéditos

de Viajes

y

descubri-

1 8 8 0 , T. I I I , p . 5 5 1 , e t d a n s la Colleccion

de ultramar,

o

2 S e r i e , T o m e VII, 1er De los

de Pleitos

de Colon, Madrid 1 8 9 4 , p . 2 6 9 . 2

( ) « . . . é dieron nombre

Paricura,

e n u n rio g r a n d e a n e g a d o , donde

agua dulce m a s de treinta teando 3

fallaron

al cual

pusieron

e n la m a r q u e salia del rio el

l e g u a s , é d e alli salieron é fueron

cos-

fasta P a r i s . . . » In NAVARRETE, é d . d e 1 8 8 0 , T. I I I , p. 5 5 7 ;

( ) Pleitos.

Т. I, p . 2 7 7 . 4

Douce nommée aussi Paricura aussi Paricura n .. ee tt M M aa rr aa ñ ñ oo n


50

QUESTION

DE FRONTIÈRES

r e

déjà cité ( 1 décade), e n i n t e r c a l a i t u n a u t r e d a n s lequel il parlait du M a r a ñ o n , q u i paraissait u n e m é d i t e r r a n é e , et p l u s loin il disait : « num appellant

hunc fluvium

r e g i o n e s , Mariatambal,

Maragno-

incolæ : adjacentes a u t e m Camamorum

et

Pari-

e

coram. » ( 2 d é c a d e , liv. I X . ) OVIEDO

en

1526

parlait d u M a r a ñ o n , q u e

PINÇON

lui

avait d i t à p l u s i e u r s r e p r i s e s avoir découvert en 1 5 0 0 , large de q u a r a n t e lieues à son e m b o u c h u r e e t d o n t les eaux s'avançaient q u a r a n t e lieues d a n s la m e r (1). Quand p l u s t a r d il c o m p l é t a son travail, il ajouta q u e le Marañon

avait porté q u e l q u e t e m p s

le n o m de Mer Douce (2). « Le p r e m i e r q u i découvrit le

Marañon

YAÑEZ

, disait-il,

PINZON....

ce fut le pilote

VICENTE

Je l'ai c o n n u et f r é q u e n t é . . . et il

m ' a r a c o n t é q u e , avec q u a t r e petites caravelles, il avait r e m o n t é ce fleuve q u i n z e

o u vingt

lieues

l'an 1 5 0 0 . . . . » (3).

(1) « . . . Pero e s t e n i otro d e l o s q u e y o h e visto ni oydo n i leydo h a s t a a g o r a , n o s e y g u a l a çõ el rio Maranon, q u e e s ala parte d e l l e u ã t e , e n la m i s m a c o s t a , el qual t i e n e e n la boca q u ã d o e n t r a e n la m a r q u a r e n t a l e g u a s , y m a s d e o t r a s t ã t a s d e n t r o e n ella s e coje agua d u l c e d e l d i c h o r i o . Esto o y yo m u c h a s v e c e s dezir al p i l o t o VICENTE YAÑEZ PINÇON, q u e fué el p r i m e r o d e l o s Christianos q u e vido e s t e rio M a r a ñ o n y e n t r ó p o r el c o n u n a caravella m a s d e v e y n t e l e g u a s » OVIEDO, De la natural hystoria de las Indias, T o l è d e , 1 5 2 6 , fol. 1 0 . (2) « . . . Este e m b o c a m i e n t o . . . s e l l a m ó u n t i e m p o Mar Dulce.... Hist. General de las Indias, Liv. XXI, Chap. III.

»

(3) « . . . El p r i m e r o q u e d e s c u b r i ó el rio Marañon fué el piloto VICENTE YAÑEZ PINZON

Yo le c o n o s c í é t r a c t é . . . y el m e d i x o q u e

con

q u a t r o caravelas p e q u e ñ a s avia e n t r a d o e n e s t e rio q u i n c e ó v e y n t e l e g u a s el a ñ o d e m i l e q u i n i e n t o s a ñ o s . » (Hist. Gen. de las Indias. Liv. X X I V , Cap. I I ) .


BRÉSIL

E T GUYANE FRANÇAISE

Déjà d a n s la lettre citée, d e

51

1 5 1 3 , ANGHIERA

signa-

D Dééssaaccccoorrdd sur la latitude

lait le désaccord des m a r i n s au sujet de la latitude sur lad e latitude la de la Mer D o u c e de

M e r DOUCE Douce MER ou ou M M aa rr aa ññ oo nn ..

PINÇON.

« Le n o m i n d i g è n e du fleuve est Maragnon.

Plu­

sieurs m a r i n s p l a c e n t son e m b o u c h u r e sous la ligne équinoxiale, s'accordent

d'autres à

la

remettent

reconnaître

au delà.

qu'arrivés

Tous

dans

ces

parages ils p e r d e n t de vue le pôle a r c t i q u e . (1) » Le S a n t a M a r i a de la M a r D u l c e , q u i s u r la carte de

JUAN DE LA COSA,

de

est le g o l f e d e S a n t a duxviesiècle.

1500,

M a r i a , sous l ' é q u a t e u r (2), c o m m e n ç a à être placé plus au Sud, d ' a b o r d sous ce m ê m e n o m de Mer Douce

ou sous celui de Paricura,

e n s u i t e sous le

nom de M a r a ñ o n . Ce d e r n i e r avait été a p p l i q u é pos­ t é r i e u r e m e n t à u n e baie à l'Est, le M a r a n h ã o a c t u e l , q u i était p r o b a b l e m e n t la B o c a d e l o s L e o n e s (3), découverte carte de

aussi p a r

1519,

de

PINÇON

MAIOLLO,

en

1500.

Sur u n e

on voit la Mare

au Sud de l ' é q u a t e u r , ayant à l'Ouest la côte de curia,

et, p l u s loin, vers l'Est, le Maraglion

Dolce Pari(Atlas,

(1) « Flumini e s t nomen p a t r i u m M a r a g n o n u s . S u b æ q u i n o c tiali locant linea p l æ r i q u e n a u t æ fluminis ejus fauces : trans lineam alii restituunt. Se ibi p o l u m A r c t i c u m a m i t t e r e p a t e n t u r o m n e s . » (Opus epistolarum PETRI MARTYRIS, A l c a l a d e l l e n a r e s , 1 5 3 0 , Epist. DXXXII, datée d e V a l l a d o l i d , l e XVIII d é c e m b r e 1513). o

Le M a r a ñ o n Le d e sM ac raar ñi eosn e s c as ri èt ec lse . d u d XVIE

(2) Atlas a n n e x é , Carte N 1 : G. de St Mia ( G o l f e d e S a n t a M a r i a ) , et d a n s s o n e x t r é m i t é o c c i d e n t a l e — El macareo, — c'est-àdire le m a s c a r e t , ou pororoca, qui avait m i s e n d a n g e r les c a r a v e l l e s de P i n ç o n . (3) Déposition de GARCIA FERRANDO, c h i r u r g i e n , u n d e s c o m p a g n o n s de PINÇON d a n s l'expédition d e 1 4 9 9 - 1 5 0 0 . Cette d é p o s i t i o n , qui e s t u n e d e s plus i m p o r t a n t e s , a é t é faite l e 1ER o c t o b r e 1 5 1 5 (Pleitos de Colon, I, 1 8 8 à 1 9 0 ) .


52

QUESTION DE FRONTIÈRES

Carte N° 1A). S u r u n e a u t r e , d u m ê m e c a r t o g r a p h e , datée de 1527, le g r a n d fleuve, au Sud de l ' é q u a t e u r , porte le n o m de Paricura la côte Paricura.

la Dulce,

ayant à l'Ouest

Le M a r a n h ã o actuel y est r e p r é ­

s e n t é à l'Est, sous le n o m d e M a r a ñ o n , e n t r e le P a r i c u r a et le c a p de S. R o q u e (N° 4 de l'Atlas).

La

fausse l a t i t u d e d o n n é e au p r e m i e r M a r a ñ o n a fait c r o i r e q u e la baie et la M e r D o u c e n e faisaient q u ' u n seul

fleuve.

On s u p p r i m a g é n é r a l e m e n t des

c a r t e s le n o m du M a r a n h ã o

o r i e n t a l , et on n e

r e p r é s e n t a sous le n o m de M a r a ñ o n q u e la Mer Douce,

p a r f a i t e m e n t c a r a c t é r i s é e , m a l g r é son dépla-

c e m e n t v e r s le S u d , p a r la côte de Paricura,

comme

d a n s la c a r t e de T u r i n d e 1525 et d a n s celle de RIBEIRO,

DIOGO

s

de 1529 (N° 2 et 4 d a n s l'Atlas). S u r cette der­

n i è r e , o u t r e le n o m P a r i c u r a , il y a cette légende : « Le fleuve d e M a r a ñ o n est t r è s g r a n d ; les n a v i r e s y e n t r e n t p a r l'eau d o u c e , et ils trouvent

de l'eau

douce vingt lieues en mer » (« . . . El Rio de Marañon es m u y g r a n d e & e n t r a n ê el navios por agua dulce & 2 0 . leguas ê la m a r t o m ã a g u a d u l c e »). « Le p h é n o m è n e de la mer douce », a dit

HUMBOLDT,

« a p p a r t i e n t , d a n s ces parages é q u a t o r i a u x , s e u l e m e n t à l ' e m b o u c h u r e de l ' A m a z o n e » (Examen critique de l'histoire de la géographie du Nouveau Continent, 1 8 5 9 , t. V, p . 02-65). Et

TARDY

é d . de

D E MONTRAVEL

:

« Dans cet espace de m e r c o m p r i s e n t r e le c a p M a g o u a r y et le C a p N o r d , on r e n c o n t r e l'eau d u fleuve projetée a u large s a n s m é l a n g e sensible avec l ' e a u de la m e r , tandis q u e j e n ' a i r e m a r q u é , à l ' e m b o u c h u r e


BRÉSIL E T GUYANE FRANÇAISE

53

d ' a u c u n e rivière a u t r e q u e celle des A m a z o n e s , les eaux ê t r e douces à six milles au large de la côte. » (Revue Coloniale,

août 1 8 4 7 , p . 4 0 9 - 4 1 0 . )

En 1 5 3 1 , le c a p i t a i n e

DIOGO L E I T E ,

envoyé en explo­

r a tion au littoral Nord, p r e n a i t la baie de M a r a n h ã o p o u r le fleuve M a r a ñ o n , et dès lors s u r les cartes portugaises ce nom r e p a r a î t a p p l i q u é à la baie. Des c a r t o g r a p h e s é t r a n g e r s c o p i e n t ces d o c u m e n t s . Avec le voyage

d'ORELLANA,

q u i , en d e s c e n d a n t le

M a r a ñ o n , depuis le confluent du N a p o , est v e n u sortir à la m e r le 2 6 août 1 5 4 2 (1), on c o m m e n c e , à p a r t i r de 1 5 4 4 , ou, p e u t - ê t r e , de 1 5 4 3 , à placer sous l ' é q u a t e u r l ' e m b o u c h u r e de la M e r D o u c e de

PINÇON,

en conservant au fleuve le nom de M a r a g n o n , ou en lui d o n n a n t ceux de R i o de O r e l l a n a et R i o des A m a z o n e s : cartes de et 1 5 6 8 ) ,

(1558 LUIS

(1563),

CABOTTO

DIOGO

(1561),

LAZARO

et plu­

VELHO

s i e u r s a u t r e s . Mais q u e l q u e s c a r t o g r a p h e s , DESMENS HOMEM

(1544?),

(1559),

CAROTTO,

HOMEM

(1568, 1571, 1580)

BARTHOLOMEU

VAZ D O U R A D O

(1544),

DESCELIERS

(1550),

comme ANDRÉ

p o u r r é t a b l i r le M a r a g n o n - A m a z o n e

(1) La lettre d u 2 0 j a n v i e r 1 5 4 3 , d'Oviedo, écrite de S t - D o m i n g u e et a d r e s s é e a u cardinal BEMBO, c o n t i e n t les p r e m i è r e s n o u v e l l e s de ce voyage d'après le r é c i t oral d'ORELLANA l u i - m ê m e (publiée e n 1 5 5 6 d a n s le r e c u e i l de RAMUSIO, T . I I I , s o u s ce titre : — La navigation del grandissimo F i u m e M a r a g n o n posto sopra la Terra ferma delle Indie Occidentali, scritta per el Magnifico Signor CONSALVO FERNANDO d'Oviedo, Historico della Maesta Cesarea nelle dette Indie). Le journal du P. CARVAJAL, d o n t OVIEDO a d o n n é plus tard u n e r e p r o d u c t i o n p r e s q u e t e x t u e l l e , n'a é t é publié i n t é g r a l e m e n t q u ' e n 1 8 9 4 par TORIBIO MEDINA. En Avril 1 5 4 3 , après avoir été à C u b a g u a et à S t - D o m i n g u e , ORELLANA arrivait à L i s b o n n e .


54

QUESTION

DE FRONTIÈRES

sons l ' é q u a t e u r , l u i font place e n s u p p r i m a n t , a u lieu de les r e c u l e r vers l'Occident et vers le Nord, des rivières et des caps i n d i q u é s a u p a r a v a n t et d o n t la l a t i t u d e et la longitude a u r a i e n t dû s u b i r les m ê m e s c o r r e c t i o n s . D'autres, c o m m e Dieppe

(1579),

VAUDECLAYE,

de

m a i n t i e n n e n t l ' A m a z o n e a u Sud de

l ' é q u a t e u r et font de ce fleuve p r e s q u e u n t r i b u t a i r e de la baie de M a r a n h ã o , ayant c o m m e affluents le P i n a r é ( P i n d a r é ) et le T a p i c o r u ( I t a p i c u r ú ) qui se j e t t e n t p o u r t a n t d a n s cette b a i e . En MERCATOR,

1569,

GÉRARD

d a n s sa g r a n d e m a p p e m o n d e gravée (1),

r e p l a ç a i t l ' e m b o u c h u r e du

Maragnon-Amazone

p a r 2° 1/2 e t 5 ° de l a t i t u d e Sud. Il fut suivi en cela p a r p l u s i e u r s c a r t o g r a p h e s de son siècle et m ê m e par quelques-uns

e

d u xvii siècle. C'est ainsi q u e

pendant longtemps, et encore au commencement du x v i i i e siècle, il a r é g n é u n e g r a n d e

incertitude

s u r les vraies positions g é o g r a p h i q u e s des différents p o i n t s de la côte e n t r e l ' A m a z o n e et le golfe de Paria. Comme

s u r les cartes le M a r a g n o n

d'ORELLANA,

a n t é r i e u r e s au de

MERCATOR

voyage

et de ses

élèves est b i e n l ' A m a z o n e . Les n o m s — A m a z o n e et O r e l l a n a — y sont é c r i t s , et s u r la m a p p e m o n d e du m a î t r e on lit : « Le fleuve Marañon YAÑEZ

PINÇON

en l ' a n n é e

en l'année

1542

(1) N° 19 d a n s

par

l'Atlas.

a été découvert p a r 1499,

FRANÇOIS

VINCENT

et il a été p a r c o u r u

ORELLANA

d a n s l'espace


BRÉSIL

E T GUYANE

FRANÇAISE

55

de 8 m o i s , p e n d a n t 1600 l i e u e s , p r e s q u e d e p u i s sa source j u s q u ' à son e m b o u c h u r e ; il garde ses eaux douces j u s q u ' à 40 lieues en m e r . » (« fluuius i n u e n t u s fuit à 1499,

Marañon

VINCENTIO YAÑEZ PINÇON,

an :

& an : 1542, totus a fontibus fere ad ostia

vsq~ n a u i g a t u s a

FRANCISCO OREGLIANA

leucis 1660,

m e n s i b u s 8, dulces in m a r i seruat a q u a s vsq~ ad 40 leucas ».) Si les l a t i t u d e s d o n n é e s d a n s les d o c u m e n t s d u xvie

et du

toral

x v i i e siècle

p o u r les p o i n t s de tout ce

lit-

é t a i e n t souvent fausses, il est clair q u e les

e r r e u r s devaient être bien plus considérables encore en ce q u i c o n c e r n e les l o n g i t u d e s . E t cela n ' é t a i t pas u n fait p a r t i c u l i e r à cette r é g i o n et à l ' A m é ­ r i q u e d u S u d , c o m m e le savent tous ceux q u i o n t lu des travaux d'histoire g é o g r a p h i q u e . M. GRANDIDIER, e n é t u d i a n t les cartes d u

x v i eau

e

xviii siècle, a con­

staté p o u r l'île de M a d a g a s c a r des différences bien p l u s c o n s i d é r a b l e s , des différences de 18 degrés p o u r les latitudes et d e 52 p o u r les l o n g i t u d e s . Une carte du

xvi

e

siècle p l a ç a i t cette île e n t r e les parallèles

de 7 et 20 d e g r é s S u d ; u n e a u t r e , e n t r e ceux de 25 et 58 d e g r é s , alors q u e les l a t i t u d e s vraies des p o i n t e s Nord et Sud de l'île s o n t :

11°59'52" et

25° 3 8 ' 55" (1). A u j o u r d ' h u i , et d e p u i s l o n g t e m p s , on sait q u e la

(1)

graphie

ALFRED

GRANDIDIER,

de Madagascar,

d e l'Institut de F r a n c e , Histoire P a r i s , 1892, p. 5 2 .

de la

géo-

FFaauusssseess ll aa tt ii tt u ud d ee ss et f a u s s e s l oetn gfiatuusdseess.

longitudes.


56

La ligne de démarcation démarcation stipulée dd aa nn ss ll e T rr aa ii tt éé eT de Tordesillas de Tordesillas (1494). (1494).

QUESTION

fameuse ligne

DE FRONTIERES

de d é m a r c a t i o n ,

stipulée e n t r e le

P o r t u g a l et l ' E s p a g n e d a n s le Traité de T o r d e sillas

(1494), n e laissait pas à la p r e m i è r e de ces

P u i s s a n c e s u n e aussi g r a n d e é t e n d u e de t e r r e s e n A m é r i q u e q u e le croyaient les P o r t u g a i s ; m a i s e n O r i e n t , les E s p a g n o l s se t r o m p a i e n t eux a u s s i , c a r ils o n t r é c l a m é du P o r t u g a l et ils o n t o b t e n u , p a r la c o n v e n t i o n de S a r a g o s s e (1529), u n e i n d e m n i t é en a r g e n t c o m m e prix des î l e s M o l u q u e s , q u e les P o r t u g a i s d é t e n a i e n t , et ils o n t o c c u p é e n s u i t e les P h i l i p p i n e s , q u i se t r o u v a i e n t aussi d a n s l ' h é m i ­ sphère du P o r t u g a l . « Les choses », c o m m e l'a très b i e n dit

CAETANO

DA SiLVA (1), « n e se r é g l a i e n t pas au seizième siècle p a r les c o n d i t i o n s actuelles

de la science

Depuis

la d é c o u v e r t e de l ' A m a z o n e , alors appelé gnon,

Mara-

le P o r t u g a l s o u t e n a i t q u e le T r a i t é de T o r -

d e s i l l a s l u i avait adjugé à l'avance les deux b o r d s de l ' e m b o u c h u r e du g r a n d fleuve. » Lorsque, en Elvas,

1 5 2 4 . au congrès de B a d a j o z

r é u n i afin

d'interpréter

l'arrangement

et de

T o r d e s i l l a s , les r e p r é s e n t a n t s du P o r t u g a l p o s a i e n t s u r l e u r s c a r t e s la l i g n e de p a r t a g e à l'Ouest d u M a r a g n o n , les E s p a g n o l s c o m p r e n a i e n t p a r f a i t e ­ m e n t q u e c'était de l ' A m a z o n e g u y a n a i s q u ' i l s'agissait (2).

avec

son

bord

Mais ce n ' e s t p a s s e u l e m e n t s u r le Traité de T o r (1)

CAETANO DA SILVA,

(2) L'Oyapoc

L'Oyapoc

et l'Amazone,

§§1615

et l ' A m a z o n e , § § 1 6 2 3 e t s u i v a n t s .

et s u i v a n t s .


B R É S I L E T GUYANE FRANÇAISE

57 e

d e s i l l a s , cité souvent et m a l à propos au xvii et

l e u r s o u v e r a i n , qui était en m ê m e t e m p s Roi de

D r o i t s d uu PPoorr ­tugal.puis du B rr éessi il ,l ,à à llaa B d ee ll ii m m ii tt ee d ll '' O Oy y aa p po o cc o ou u Vincent Pin­ V i n c e n t P i n ç o n e t a u xt e ret r i taux o i r eterritoires s çon du b a s s i n de d b a sz soinne .d e l ' uA m l'Amazone. Résumé des Raérsguummée n t s du Portugal des a r gBrésil. uments et du

P o r t u g a l et d ' E s p a g n e , c h a s s è r e n t de ces parages

duPortugaletduBrés

e

m è m e au xviii siècle, q u e le P o r t u g a l , d a n s la discussion d i p l o m a t i q u e de 1699, basait son droit : il le basait p r i n c i p a l e m e n t s u r la c o n q u ê t e du t e r r i toire c o m p r i s e n t r e la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e et la rivière de V i n c e n t

P i n ç o n , c o n q u ê t e réalisée

p a r les P o r t u g a i s de P a r a , lesquels, autorisés p a r

les H o l l a n d a i s et les A n g l a i s , les seuls é t r a n g e r s q u i y avaient fondé des é t a b l i s s e m e n t s ; il le basait e n c o r e s u r les Lettres p a t e n t e s du 14 j u i n

1657,

p a r lesquelles PHILIPPE IV d ' E s p a g n e , I I I ed u n o m en P o r t u g a l , avait d o n n é p o u r l i m i t e s e p t e n t r i o ­ nale

au

Brésil

qui

était,

de

prétendue

la rivière de V i n c e n t temps

immémorial,

p a r les P o r t u g a i s .

la

Pinçon, frontière

Après les

de 1700 et de 1 7 1 5 , le P o r t u g a l

Traités

basait

encore

son droit s u r ce fait : q u e le G o u v e r n e m e n t F r a n ­ çais, en s i g n a n t ces deux t r a i t é s , n e pouvait i g n o r e r q u e la rivière de V i n c e n t

Pinçon,

ou

Oyapoc,

O j a p o c , J a p o c était l ' O y a p o c , la rivière du C a p d ' O r a n g e , la seule rivière O y a p o c qui ait

existé

avant 1713 et m ê m e a p r è s cette d a t e . En ce q u i c o n c e r n e les t e r r i t o i r e s i n t é r i e u r s q u e la réclamait alors

au xvii

qu'il

e

siècle, le P o r t u g a l

occupait

la

rive

gauche

France

a répondu de

l'Ama­

z o n e , a p r è s l'expulsion des A n g l a i s et des H o l ­ l a n d a i s ; q u e la F r a n c e n'avait j a m a i s essayé un établissement

q u e l c o n q u e d a n s ces p a r a g e s ;

que


58

QUESTION DE FRONTIÈRES

le fait de l ' e n t r é e c l a n d e s t i n e de q u e l q u e s ç a i s dans l ' A m a z o n e

Fran­

p o u r trafiquer avec les I n ­

d i e n s , c o m m e le faisaient d ' a u t r e s é t r a n g e r s , ne pouvait c r é e r u n t i t r e en faveur de la F r a n c e . Et le B r é s i l ajoute m a i n t e n a n t : q u e l ' o c c u p a t i o n , p a r la F r a n c e , de la côte m a r i t i m e e n t r e l ' O y a p o c et le Maroni

e

au xvii siècle, ne lui d o n n a i t et n e lui

d o n n e , d ' a p r è s tous les m a î t r e s du Droit

Interna­

tional, a u c u n t i t r e p o u r p r é t e n d r e dépasser la ligne de p a r t a g e des eaux où p r e n n e n t l e u r s sources les rivières q u i se d é v e r s e n t s u r cette c ô t e ; q u e

les

concessions

au

faites

xviie siècle, de

par

les Rois de

territoires

Couronnes d ' E s p a g n e

qui

France,

appartenaient

aux

et de P o r t u g a l , n ' o n t été,

p o u r ce q u i est du bassin de l ' A m a z o n e et du t e r r i ­ toire e n t r e l ' O y a p o c et le C a p d e N o r d , a v a n t le Traité d ' U t r e c h t , q u e des concessions s u r le p a p i e r , j a m a i s suivies d ' u n e p r i s e de possession; q u e ces t e r r i t o i r e s , d é c o u v e r t s p a r l ' E s p a g n e , avaient été l'objet d ' u n e série de c o n c e s s i o n s faites p a r les Rois d ' E s p a g n e et de P o r t u g a l , et aussi de p l u s i e u r s concessions faites p a r les Rois d ' A n g l e t e r r e et p a r les États Généraux de H o l l a n d e ; q u e l ' A n g l e t e r r e et la H o l l a n d e q u i ont eu des postes fortifiés et des factoreries d a n s l ' A m a z o n e , et q u i p o s s è d e n t des colonies i m p o r t a n t e s à l'Ouest de la G u y a n e F r a n ­ ç a i s e , ne d i s p u t e n t au B r é s i l a u c u n t e r r i t o i r e au Sud de la ligne de p a r t a g e des eaux formée

par

les m o n t s de T u m u c u m a q u e

que

et d ' A c a r a y ;

lorsque la F r a n c e a occupé C a y e n n e

et la côte


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

59

e n t r e l ' O y a p o c et le M a r o n i , les P o r t u g a i s é t a i e n t déjà m a î t r e s de la rive gauche de l ' A m a z o n e d e p u i s son e m b o u c h u r e j u s q u ' a u delà du confluent du R i o N e g r o ; qu'ils

occupaient

le

cours i n f é r i e u r

p r i n c i p a u x affluents de la rive g a u c h e de

des

l'Ama­

z o n e , ce q u i l e u r d o n n a i t u n t i t r e q u i allait j u s q u ' à la ligne

de p a r t a g e

Tumucumaque,

des eaux s u r

les

p u i s q u e la F r a n c e

monts ne

de

pouvait

l e u r opposer en 1699 et 1 7 1 3 , c o m m e elle n e p e u t opposer

aujourd'hui

au

Brésil,

ni

l'occupation

effective du cours s u p é r i e u r de ces rivières, ni u n texte q u e l c o n q u e de t r a i t é en v i g u e u r a t t r i b u a n t à la G u y a n e

F r a n ç a i s e quoi q u e ce soit d a n s le

bassin de l ' A m a z o n e .


60

QUESTION

DE FRONTIÈRES

V

Explorations, La d é c o u v e r t e au XVIIe s i è cle, d ul i t t o -f l e u v edes A m a z c l e , du l i t t o a ll N No o rr d d dduu rr a B r é s i l et de B r é s i l et de c e l u i de l a y ai n ede . cGeul u la

du

l i t t o r a l Nord du B r é s i l , d u

o n e s et des cotes de la G u y a n e

due aux E s p a g n o l s ainsi q u ' i l a été rappelé(1).

est

De 1502 à 1 5 1 5 , p l u s i e u r s P o r t u g a i s v i s i t è r e n t c e r t a i n e s p a r t i e s de ces côtes, les u n s c h a r g é s offi­ c i e l l e m e n t de les e x p l o r e r , d ' a u t r e s d a n s u n b u t c o m m e r c i a l . Les d é t a i l s m a n q u e n t s u r ces voyages et on p e u t à p e i n e c i t e r q u e l q u e s n o m s d ' e x p l o r a (1) Sur la p r é t e n d u e d é c o u v e r t e de l ' A m a z o n e p a r 1 4 8 8 , — avant CAETANO

DA

la d é c o u v e r t e

SILVA,

de

§§ 1 5 3 1 à 1 5 3 6 .

l'Amérique Il t e r m i n e

par

JEAN

ainsi s o n

c e t t e l é g e n d e : — « . . . Mais d a n s l e s m ê m e s livres o ù

en

COUSIN

— voir

COLOMB,

examen

DES

de

MARQUETZ

»

( e n 1 7 8 5 ) « a t t r i b u e aux D i e p p o i s la d é c o u v e r t e de l ' A m é r i q u e , il l e u r attribue é g a l e m e n t la d é c o u v e r t e de l ' I n d e et la d é c o u v e r t e d e s M o l u q u e s . . . Et pour a r r a c h e r à

COLOMB,

à

GAMA

et à

MAGELLAN

gloire l a b o r i e u s e , il s e fonde s u r des d o c u m e n t s p r i v é s q u e M.

lui-même c o n f e s s e n ' a v o i r p u r e t r o u v e r

CELIN

leur

ESTAN-

E s t - c e là de l'his-

toire ? » «

DESMARQUETS,

la seule

autorité

s u r la m a t i è r e », dit M.

EDOUARD

LE

CoRBEILLER(Rev. de la Soc. de Géog., P a r i s , 1 8 9 8 , p. 5 7 6 ) . « Q u a n t a u x v o y a g e s du D i e p p o i s e t de

JOÃO VAZ

JEAN

CORTE R E A L ,

COUSIN

n e r a de l e s p a s s e r e n s i l e n c e » (H. 1884,

t. I, p . 5 0 7 ) .

FISKE,

e n 1 4 8 8 , de

JOÃO R A M A L H O

en 1490,

e n 1 4 6 4 o u 1 4 7 4 , le l e c t e u r n o u s HARRISSE,

parlant de

Christophe

COUSIN

pardon-

Colomb,

: « ...

the

Paris,

evidence

a d d u c e d in s u p p o r t o f t h e story will hardly bear a critical e x a m i n a tion » (The Discovery

of America,

Londres, 1892, T.I, 150).

Sur u n e p r é t e n d u e e x p l o r a t i o n de l ' A m a z o n e avant

ORELLANA

par


BRÉSIL

ET

GUYANE

FRANÇAISE

61

t e u r s : JOÃO COELHO, en 1 5 0 2 ou 1 5 0 3 (1) ; JOÀO DE LISBOA;

DIOGO RIBEIRO, t u é p a r les I n d i e n s ; FER-

NAM FROES, q u i s'était fait a c c o m p a g n e r des pilotes FRANCISCO CORSO et. PERO CORSO. Ces t r o i s

derniers

furent arrêtés p a r les E s p a g n o l s à S a i n t - D o m i n ­ gue,

après avoir p a r c o u r u les côtes s e p t e n t r i o n a l e s

du B r é s i l a u S u d de l ' E q u a t e u r , et p r o b a b l e m e n t les b o u c h e s de l ' A m a z o n e , p u i s q u e q u e l q u e s car­ tographes, p a r m i lesquels GUTIERREZ, o n t d o n n é à l'extrémité occidentale de ce fleuve le n o m d e C a p C o r s o , devenu après C a p R a s o . En 1 5 1 5 et 1 5 1 1 , des navires portugais dépassaient m ê m e les côtes de la G u y a n e , c o m m e le m o n t r e n t des r e p r é s e n t a t i o n s faites à L i s b o n n e p a r l ' a m b a s s a d e u r

d'Espagne, 2

citées p a r SANTARÉM, et deux passages d e HERRERA ( ). En

1 5 5 6 , u n e colonie

le

portugaise fut fondée sous

n o m de Nazareth, d a n s l'île de

Dix navires avaient q u i t t é L i s b o n n e ,

miieerr PPrreem établissement M a r a n h ã o . établissement portugais sous la con- àà M a r a n h ã o (1536-38). (1536-38).

A L L E F O N S C E ( J E A N F O N T E N E A U ) , voir l e s §§ 1 5 4 0 à 1 5 4 8 d e C . D A d a n s l e s q u e l s il e s t m o n t r é q u e le p a s s a g e cité de la Cosmographie de c e pilote n'est q u ' u n e traduction modifiée d u t e x t e d'Enciso. J. A L L E F O N S U E s'attribue e n 1 5 4 2 l e s e x p l o r a t i o n s e s p a g n o l e s dont parle ENCISO et ajoute u n p a s s a g e d e sa c o m p o s i t i o n o ù il dit q u e , de son temps, d e u x n a v i r e s q u i r e m o n t a i e n t l ' A m a z o n e et la P l a t a s e r e n c o n t r è r e n t s u r « u n grand l a c qui e s t a u d e d a n s d e la terre d u B r é s i l ». JEHAN SILVA

(1) Cité, d e m ê m e q u e le t r o i s i è m e et l e s d e u x d e r n i e r s , d a n s u n e lettre d e F E R N A M F R O E S , datée de S a i n t - D o m i n g u e , a u x A n t i l l e s , le 3 0 juillet 1 5 1 4 , e t a d r e s s é e a u Roi d e P o r t u g a l (publiée p a r C A P I S TRANO D E ABREU, Descobrimento do Brasil, Rio de Janeiro, 1885, P. 6 7 à 7 0 ) . 2

( )

VICOMTE

diplomaticas

D E SANTARÉM,

de Portugal,

Quadro elementar I I , pp. 2 0 et 2 1 ;

das relações politicas e Hist. gen. de los

HERRERA,


62

QUESTION DE FRONTIÈRES

d u i t e du c a p i t a i n e

AYRES

avec des colons

CUNHA,

DA

et n e u f cents h o m m e s d ' a r m e s d o n t plus de c e n t cavaliers. Tous a r r i v è r e n t à d e s t i n a t i o n excepté le navire s u r l e q u e l se trouvait le chef de l'expédition, et qui s ' é t a n t s é p a r é des a u t r e s , p é r i t corps et b i e n s s u r cette côte. Les c o l o n s , en b u t t e aux hostilités des I n d i e n s ,

eurent

à soutenir un

long

siège.

Réduits en n o m b r e par les m a l a d i e s et les c o m b a t s , à b o u t de r e s s o u r c e s , ils a b a n d o n n è r e n t l'île en 1538. deux

Orellana et et les Dans pilotes p o r t u g a i s . le 3 0 portugais.

l e t t r e s datées

mai

1544,

lorsqu'il

de S é v i l l e , le 9 et s'occupait

paratifs de son voyage de r e t o u r à demandait

ORELLANA

permission

à

l'Empereur

d'engager

des

des

pré­

l'Amazone,

pilotes

la

V

CHARLES

portugais,

c o m m e é t a n t les seuls q u i c o n n a i s s a i e n t « la côte d u fleuve » où il allait se r e n d r e , p a r s u i t e de l e u r s voyages c o n t i n u e l s en ces parages (1). Et il

hechos

de

Oceano

los

Castellanos

en

las

Islas

y Tierra

Firme

del

Mar

(Dec. I, Liv. X, Chap. xvi, et Dec. II, Liv. I, Chap. xii).

(1) Arch. d e s I n d e s à S é v i l l e ,

1 4 3 - 3 - 1 2 . Lettre

du 9 mai

1544 :

— « . . . Asi m i s m o h a g o s a b e r á Vuestra Majestad q u e n o s e halla marinero viaje, por

castellano

excepto

los

la c o n t i n u a

que

s e p a la c o s t a del rio

portugueses, navegacion

que

que por

tienen

para d o n d e e s gran

mi

noticia

della

alli t i e n e n , y asi por

esto,

c o m o p o r q u e n a v e g a n e n p i e z a s ligeras y b i e n a d e r e z a d a s , c o n v i e n e llevarlos e s t a j o r n a d a . . . . que

Vuestra

Majestad

» —

e s t a j o r n a d a , á lo m e n o s piloto p o r t u g u é s

Lettre

manda sea

que quiera

que

du 3 0 mai ningun

: —

« ... y pues

portugués

servido de dar l i c e n c i a

ir, al q u e se le p o n g a

pase

en

á cualquier

l o d o el l i m i t e

q u e Vuestra Majestad f u e r e s e r v i d o para q u e n o h a g a d e s e r v i c i o

á

Vuestra Majestad, y e n e s t o s e t e r n a t o d a la vigilancia y c u i d a d o q u e c o n v i e n e ; p o r q u e V u e s t r a Majestad e s t é cierto q u e s e n o s o n los p i l o t o s p o r t u g u e s e s , n o hay otro n i n g u n o q u e sepa t a n b i e n aquella n a v e g a -


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

63

e m m e n a en effet u n pilote portugais,

GIL GOMES ( 1 ) .

On

ignore si u n e expédition

portugaise qui se

p r é p a r a i t en 1 5 4 4 et 1 5 4 5 à L i s b o n n e p o u r o c c u ­ per l ' A m a z o n e , et dont le c o m m a n d e m e n t avait été confié

au c a p i t a i n e

JOÃO

SANDE,

DE

a été c o n t r e -

m a n d é e , ou si, étant p a r t i e , elle a fini plus d é s a s t r e u s e m e n t e n c o r e q u e celle Vers 1 5 4 6 ,

LuiZ

DE MELLO

d'ORELLANA.

DA

SILVA,

Capitaine d'une

caravelle p o r t u g a i s e , explora le cours i n f é r i e u r de l ' A m a z o n e et, p r o b a b l e m e n t , la côte de la G u y a n e , c a r il relâcha

à l'île M a r g u e r i t e . 11 y r e n c o n t r a

quelques-uns

des

compagnons

(2), qui

(D'ORELLANA

avaient pu é c h a p p e r après la m o r t de l e u r chef. Vers 1553,

il o b t i n t du Roi

DOM JOÃO I I I

la c a p i t a i n e r i e ou

g o u v e r n e m e n t de P a r a , et q u o i q u e l'original de cette concession

n'ait pas été retrouvé j u s q u ' i c i ,

il est

c e r t a i n q u ' e l l e fut m e n t i o n n é e en 1 6 0 8 d a n s

un

r a p p o r t du P r o c u r e u r de la Couronne de P o r t u g a l , ou Avocat g é n é r a l d u Royaume p a r t i t de L i s b o n n e

à la

(3).

MELLO

tête d ' u n e

DA

SILVA

expédition

c i ó n por la c o n t i n u a c i ó n q u e por alli t i e n e n ; y p u e s que t a n t o n o s importa llevar p e r s o n a q u e lo s e p a , Vuestra Majestad sea servido d e lo m a n d a r p r o v e e r l l o . . . . » — Ces deux l e t t r e s o n t é t é p u b l i é e s i n t é g r a l e m e n t par T O R I B I O M E D I N A , Descubrimiento del Rio de las Amazonas segun la relación hasta ahora inédita de Fr. Gaspar de Carvajal, S é v i l l e , 1 8 9 4 , p . 2 0 7 et 2 0 9 . (1) Toribio MEDINA, ouvr. c i t é , p . CCVII de l'Introd. hist. (2) G A B R I E L S O A R E S D E S O U Z A . Noticia do Brazil, terminée en Liv. I, Chap. 4 ; et le P . V I C E N T E D O S A L V A D O R , Historia do Brazil, m i n é e e n 1 0 2 7 , Liv. II, Chap. 1 4 . ( 3 ) V I C O M T E D E P O R T O - S E G U R O ( V A R N H A G E N ) , Historia Geral do zil, 2 6 1 .

1587,

terBra-

Expéditions portugaises vers l'Amazone vers l'Amazone (1546-1554).

(1546-1554).


64

QUESTION D E FRONTIÈRES

c o n s i d é r a b l e , q u i fit naufrage à l ' e n t r é e d u P a r a , le 11 n o v e m b r e 1554 (1). D'autres expéditions portugaises vers l ' A m a z o n e et la G u y a n e , restées i n c o n n u e s j u s q u ' i c i , o n t dû avoir lieu. On sait q u e les d o c u m e n t s des Archives de T o r r e

do Tombo

en P o r t u g a l

n e sont pas

catalogués, n i m ê m e classés m é t h o d i q u e m e n t , de sorte q u e les r e c h e r c h e s n'y offrent pas les facilités q u ' o n trouve au Record Office de L o n d r e s ou a u x Archives des différents Ministères en F r a n c e . Il arrive e n c o r e q u ' u n g r a n d n o m b r e de d o c u m e n t s o n t été d é t r u i t s à l'occasion d u t r e m b l e m e n t d e terre et des i n c e n d i e s de 1735 à L i s b o n n e ; q u e d ' a u t r e s , m ê m e officiels et o r i g i n a u x , se t r o u v e n t enfouis d a n s des collections privées, passent de temps e n t e m p s d a n s les ventes p u b l i q u e s et vont souvent à l ' é t r a n g e r . Mais il y a u n fait q u i est indicatif d ' u n e exploration p o r t u g a i s e , au m o i n s , s u r les côtes de la G u y a n e , vers 1580 : c'est q u e les p r e m i è r e s cartes

hollan­

daises q u i p r é s e n t e n t u n C a p d u N o r d d a n s cette région d o n n e n t ce n o m écrit e n portugais, — C a b o

(1) U n e caravelle s e u l e m e n t avec s o n é q u i p a g e e t s e s p a s s a g e r s , et u n e c h a l o u p e avec 18 h o m m e s , p a r m i l e s q u e l s le c h e f d e l'expédition et le p è r e d u c h r o n i q u e u r VICENTE DO SALVADOR, p u r e n t é c h a p p e r a u d é s a s t r e , et a r r i v è r e n t à l'île d e ST D o m i n g u e . Une d é p ê c h e d e l'Ambassadeur d ' E s p a g n e à L i s b o n n e d o n n a i t à c e t t e e x p é d i t i o n , avant s o n d é p a r t , 8 o u 9 caravelles et p l u s i e u r s e m b a r c a t i o n s d'un p l u s faible t i r a n t d ' e a u ; GABRIEL SOARES e t VICENTE DO SALVA-

DOR, 5 v a i s s e a u x , 2 c a r a v e l l e s , et 3 5 0 h o m m e s d o n t 5 0 c a v a l i e r s ; LOPEZ VAZ ( 1 5 8 7 , d a n s le r e c u e i l de HAKLUYT, r é i m p r e s s i o n de 1 8 1 1 . t o m e I V , p . 2 9 4 - 2 9 5 ) , 1 0 v o i l e s , 8 0 0 h o m m e s ; la carte e s p a g n o l e c o n t e m p o r a i n e ( N °13 d a n s l'Atlas brésilien), 6 voiles, 6 0 0 h o m m e s .


BRÉSIL ET

GUYANE

FRANÇAISE

d o N o r t e , — c o m m e celle de 1585 (Atlas brésilien.

N° 50).

65

JAN VAN

DOET,

VAN L A N G E R E N ,

de

q u i écrit

aussi ce n o m en portugais s u r u n e carte q u i , bien que gravée p o u r u n ouvrage paru en 1596, a dû être dessinée bien avant cette date (Atlas

brésilien,

№ 4 1 ) , déclare q u ' i l l'a c o r r i g é e d ' a p r è s des cartes portugaises (« . . . ex optimis Lusitanicis cartis hydrog r a p h i c i s delineata atq. e m e n d a t a »). Avant 1580, les navires français ne f r é q u e n t a i e n t au B r é s i l q u e le littoral c o m p r i s e n t r e le cap de S. R o q u e et la Rivière q u ' i l s n o m m a i e n t des V a s e s , —

l'Ariró, — à Angra dos

R i o d e J a n e i r o . La c a r t e de

Reis,

n o n loin de

Les Français commencent com mencement à visiter 5 8 3 vers vers 11583 le littoral Nord du du Brésil. Brésil.

JACQUES DE VAUDECLAYE,

faite à D i e p p e en 1579 ( N . 25 de l ' A t l a s

brésilien)

m o n t r e q u e , à cette date e n c o r e , les D i e p p o i s , a u x ­ quels on a voulu a t t r i b u e r la d é c o u v e r t e de l ' A m é ­ r i q u e , de l ' I n d e et des M o l u q u e s , ne c o n n a i s s a i e n t r i e n de l ' A m a z o n e . C'est s e u l e m e n t vers 1585 q u e des navires français c o m m e n c e n t à aller d a n s cette direction p o u r trafiquer avec les sauvages. Ce r e n ­ s e i g n e m e n t est d o n n é p a r

SIR

WALTER

(1),

RALEGH

m a i s il est p r o b a b l e q u ' i l a u r a p r i s p o u r le M a r a n o n - A m a z o n e , le M a r a n h ã o d o n t

lui

auraient

p a r l é les deux c a p i t a i n e s français q u ' i l a v u s . Les Hollandais

se m o n t r e n t d a n s l ' A m a z o n e

avant

1598 (2). E n 1594 des n a v i r e s français sous la con(1) The Guyana, (2)

J.

discoverie

of

the

large,

rich,

and

beautiful

Empyre

of

L o n d r e s , 1 5 9 6 , p. 2 1 . DE

LAET,

é d . f r a n ç a i s e de 1 6 4 0 . Liv. X V I I , Chap. V : — « Voilà

p o u r q u o i l'an 1 5 9 8 . et m e s m e a u p a r a v a n t , les m a r c h a n d s

d'Amstelo5

Explorations Explorations anglaises j^L^ues et hollandaises de la Guyane commencées] en 1594.

en 1594.


66

QUESTION DE FRONTIÈRES

d u i t e de J A C Q U E S

RIFFAULT,

visitent l'île d e M a r a n h ã o ,

et u n g e n t i l h o m m e de la T o u r a i n e , y reste au m i l i e u

VAUX

CHARLES

DES

des sauvages. La m ê m e

a n n é e c o m m e n c e n t les expéditions anglaises vers la G u y a n e . Les p r e m i è r e s sont celles d e S I R DUDLEY

(1594-1595) et de

ROBERT

(1595)

SIR W A L T E R RALEGH

d o n t les o p é r a t i o n s se b o r n e n t à l'île d e la T r i n i t é et à l ' O r é n o q u e . Ils n e visitent a u c u n p o i n t d u t e r r i t o i r e en litige e n t r e le B r é s i l et la F r a n c e (1). E n 1596,

LAURENCE

2

( ), envoyé d ' E u r o p e p a r

explore l ' e s t u a i r e de l ' A m a z o n e ,

RALEGH,

WALTER

KEYMIS

d e p u i s le confluent de l ' A r a g u a r y j u s q u ' a u C a p d e N o r d , et e n s u i t e les côtes de la G u y a n e j u s q u ' à l ' O r é n o q u e . On a déjà m e n t i o n n é les n o m s i n d i ­ gènes

des r i v i è r e s ,

depuis

l'Araguary

jusqu'à

l ' O y a p o c , q u ' i l fut le p r e m i e r à faire c o n n a î t r e en E u r o p e . Noms indigènes des rivières de la Guyane vulgarisés dès 1596.

Le n o m de la r i v i è r e d u cap d ' O r a n g e était é c r i t p a r l u i , à l'anglaise — Wiapoco, — Ouayapoco.

— En 1 5 9 7 ,

nouvelle exploration

— q u ' o n doit lire

LEONARD BERRIE

fait u n e

p o u r le compte de

RALEGH,

d a m e t a u t r e s , é s q u i p è r e n t l e u r s n a v i r e s pour aller v e r s c e s c o s t e s , afin d'establir u n trafique a v e c l e s s a u v a g e s qui y h a b i t e n t . . . » (1) The

the coast nata, the

voyage

Santa sholders

HAKLUYT,

of

of Paria

Sir

ROBERT DUDDELEY to the yle

: with

his returne

Cruz,

Sant

called

the Abreojos

réimpression

de

Iuan 1811,

homeward

de Puerto and tom.

of Trinidad

by the yles Rico,

Mona,

the yle of

IV, p.

56

and

of

GraZacheo,

Bermuda,

à 61 ; —

in RALEGH,

o u v r . c i t é , 159G, r e p r o d u i t d a n s le recueil de HAKLUYT, t o m . I V . (2) A

relation

of

the second

voyage

to Guiana,

p a r LAWRENCE

KEYMIS, L o n d r e s , 1 5 9 6 ; r e p r o d u i t par HAKLUYT, t. I V , é d . 1 8 1 1 .


BRÉSIL

ET

GUYANE

depuis le C a p d e N o r d

FRANÇAISE

jusqu'à

67

l'Orénoque

Il m o n t a i t u n e p i n a c e , — « a pinesse

called

Watte », — qui se trouva en d a n g e r d a n s une près

d'un

(§§ 2 5 5 0

cap

(2), C.

DA SilVA

(1).

fait

the baie,

remarquer

à 2 5 5 2 ) q u e cette baie « ne peut ê t r e q u e le

large évasement du canal de C a r a p a p o r i , e n t r e le Cap N o r d et l'île de M a r a c á . »

lui

aussi

avait eu u n e pinace, le « Discoverer » (« a smal

Pyn-

KEYMIS,

nace », d a n s l'édition o r i g i n a l e ; « a small pinesse dans l'édition

HAKLUYT;

parva Pynass,

»,

dans la t r a d u c ­

tion de D E BRY). C'est c e r t a i n e m e n t

à un de ces

navires, et plus p r o b a b l e m e n t à celui qui s'est trouvé en d a n g e r d a n s la « baie » ou canal de

Carapa-

poris

attribuer

(C.

DA SILVA,

§

2552),

qu'il

faut

l ' a p p a r i t i o n , dès 1 5 9 8 , d ' u n e « Baie de la P i n a c e » s u r les cartes : Pinis Pines Baÿo BRY,

1599),

Baye

(JODOCUS

(LEVINUS HULSIUS,

Pynes

bay (P.

1599),

KŒRIUS,

HONDIUS,

Pynis

1598),

Baya

(DE

3

1 0 1 4 ) ( ).

(1) The third voyage set forth by S I R W A L T E R R A L E G H to Guiana, with a pinesse called The Watte, in the yeere 1 5 9 6 . Written by M. T H O M A S M A S H A M a gentleman of the companie. Recueil de H A K L U Y T , t o m e I V ( r é i m p r e s s i o n ) , p p . 1 8 9 et s u i v a n t e s .

(2) « .... W e e m a d e the lande w h i c h appeared l o w e , and t r e n d e d n e e r e s t as w e e fell with it, S o u t h and by East, North and by W e s t , a b o u t two d e g r e e s 1 / 2 t o w a r d the North. Right o n head of u s w a s a cape or head l a n d , so t h a t had w e e b e e n e s h o t a little further into the bay, the w i n d e b e i n g m o r e Northerly, w e e s h o u l d hardly h a v e d o u b l e d il off. For with m u c h a d o e m a k i n g m a n y b o o r d s , and s t o p p i n g every tyde, it w a s the T u e s d a y following before w e e cleered o u r s e l v e s of the bay, and r e c o v e r e d the C a p e . . . . » ( M A S H A M , c i t é , p . 1 9 0 ) . C) Toutes c e s cartes s e t r o u v e n t d a n s l'Atlas brésilien ( N ° 4 5 , 4 6 , et 5 6 ) , de m ê m e q u e celles d e H A R M E N et M A R T E N J A N S S , 1 6 1 0 ( N ° 55, B. de Pinas). C . D E J O N C H E , 1 6 4 0 (Pynes Bayo, N° 6 5 ) . On p e u t citer e n c o r e : M A T H E U N E R O N I , 1 6 0 4 (Ms. Bibl. Nat. de Paris, B. de Pinses);

47

Pines Bay, Bay. nom anglais.

nom anglais


68 Voyage de La Ravardière à la Guyane 1604.

QUESTION D E FRONTIÈRES

En 1604, a lieu le p r e m i e r voyage des F r a n ç a i s vers la G u y a n e , voyage décrit assez c o n f u s é m e n t par JEAN

MOCQUET

(1). Un navire p a r t i de Cancale, sous

le c o m m a n d e m e n t du chevalier s e i g n e u r de

LA RAVARDIÈRE,

DANIEL D E LA TOUCHE,

j e t t e l ' a n c r e aux e n v i r o n s

du cap C a y p o u r , « l ' u n des caps p r è s la rivière des A m a z o n e s », d ' a p r è s

MOCQUET,

m a i s q u i p a r a i t être

le cap C a s s i p o r é , p r è s de la rivière ( C a s s i p o r é ) de

De ce p o i n t ,

KEYMIS.

Caipurogh

LA

RAVARDIÈRE

se r e n d au « P a y s d e Y a p o c o » ou « I a p o c o ( 2 ) », habité

par

des I n d i e n s

ennemis

de

Cayenne, et g o u v e r n é s par le « roi (pag. 85 de

ceux

ANACAJOURY

édition de 1665) ou «

MOCQUET,

de »

ANA-

» (pag. 107). Arrivés le 9 avril au soir, les

CAIOURY

F r a n ç a i s , très bien accueillis par le chef i n d i e n , n e q u i t t e n t le « P a y s d e Y a p o c o » que le 1 5 . Ils se r e n d e n t e n s u i t e à l'île de C a y e n n e , où ils r e s t e n t jusqu'au

18 m a i ,

faisant des

é c h a n g e s avec les

n a t u r e l s . Quittant alors la G u y a n e , ils font voile vers C u m a n á , avant d ' e n t r e p r e n d r e

leur

voyage

de r e t o u r à C a n c a l e . Occupation de la r i v e g a u c h e de l'Оуарос par les Anglais 1604.

LA LEIGH

RAVARDIÈRE

était

à peine p a r t i , que

d é b a r q u a i t s u r la rive g a u c h e de

ou Y a p o c o (22 m a i 1604), p r e n a i t G.

JANSSONIUS,

1 0 0 6 (Pinis

Bibl. Nat. de S t o c k h o l m (Atlas

br.,N° 61, B.

(1) Voyages tales

faits

par

Bay); (Pynes

de Pinas);

en Afrique, IEAN MOCQUET.

J.

N. J . Asie,

VAN

VISCHER,

Indes

l'Oyapoc

possession

globe de Gustav

HAUER,

Bay);

CHARLES

LANGEREN,

Adolf,

Globe, 1 6 3 0

1 6 5 2 (Pynes Orientales

du

B.). &

Occiden-

É d i t i o n s : P a r i s , 1 6 1 6 et 1 6 1 7 ;

Rouen,

1 6 4 5 et 1 6 6 5 ; P a r i s , 1 8 3 0 . 2

( ) Partout

d a n s le t e x t e d e

MOCQUET

m a t i è r e s , il y a aussi — I a p o c o — ,

— Y a p o c o — ; à la Table des

et le r e n v o i , voyez

Yapoco.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

69

pays au n o m du Roi d ' A n g l e t e r r e , et fondait s u r le v e r s a n t occidental du Mont C a r i b o t e , a u j o u r d ' h u i L u c a s , e n t r e le W a n a r y (ancien R i o d e C a n o a s ) et l ' O y a p o c , u n e colonie anglaise, à laquelle il d o n n a i t le n o m de P r i n c i p i u m (1), et qui a subsisté j u s q u ' à la m o r t

de son chef en

1006.

ROBERT

HAUCOURT,

arrivé à la tète d ' u n e nouvelle expédition, établis­ sait au m ê m e e n d r o i t , en 1608, u n e seconde colonie anglaise, r e t i r é e trois a n s après et rétablie en 1617 par le c a p i t a i n e les capitaines

EDWARD HARVEY.

MICHAEL HARCOURT

Deux de ces officiers, et ce m ê m e

HARVEY,

faisaient en 1608 u n e exploration du Bas A r a g u a r y , qu'ils furent les p r e m i e r s à r e m o n t e r , et dont il a déjà été q u e s t i o n . De 1608 à 1609), il y eut u n e a u t r e exploration des côtes de la G u y a n e p a r le capi­ taine

ROBERT

THORNTON.

A cette é p o q u e , les voyages des H o l l a n d a i s et des A n g l a i s à la G u y a n e et à l ' A m a z o n e devenaient

plus

fréquents.

Les

p r e m i e r s possédaient

déjà s u r la rive g a u c h e d ' u n affluent m é r i d i o n a l de l ' A m a z o n e , — le X i n g ú , — des p l a n t a t i o n s et les deux forts d ' O r a n g e et de N a s s a u . Dans u n e lettre adressée à de « P o r t ROE

ROBERT

CECIL,

d'Espaigne,

déclarait

et datée

COMTE D E S A L I S B U R Y ,

connaître

Trinidad, »

SIR

mieux

tout

que

Anglais vivant les côtes situées e n t r e

THOMAS

autre

l'Amazone

(1) Recueil de PURCHAS, 1 6 2 5 , T. IV, p. 1 2 5 2 - 1 2 5 5 , lettre de CHARLES LEIGH,

pers,

du 2 juil. 1 6 0 4 , a d r e s s é e à s o n f r è r e ; et Calendar Colonial

Conseil Privé.

Series,

T. I, 1 5 7 4 - 1 6 6 0 ,

p. 5, lettre

of Slate du

même

Paau

p rr ee m miieerrss P éé tt aa bb ll ii sssseemm ee nn t s hollandais heto l laanngdl aa ii ss e t daanngsl a i s l'Amazone.

l'Amazone.


QUESTION

70

et

l'Orénoque

VEL

et

THOMAS

(1).

Les

TYNDALL

naise de l ' A m a z o n e les I n d i e n s vaient

DE FRONTIERES

capitaines

exploraient

Clo-

WILLIAM

la rive

guya-

d a n s la région occupée p a r

Tapujusús

les A n g l a i s ) ,

( T a p o y w a s o o z e , écri­

et

y établissaient

bientôt

u n e p l a n t a t i o n . Vers 1 6 1 0 , les H o l l a n d a i s avaient des factoreries et des postes fortifiés d a n s la r é g i o n des T u c u j ú s , e n t r e le J a r y et M a c a p á , s u r la rive septentrionale

de l'Amazone. Des A n g l a i s et des

I r l a n d a i s c o m m e n ç a i e n t à s'y établir de m ê m e . Première concession française des territoires situés entre 1 Amazone e t l'Orénoque.

C ' e s t ici q u e se place la p r e m i è r e concession faite p a r les Rois de F r a n c e des t e r r e s de la G u y a n e , qui a p p a r t e n a i e n t aux Rois d ' E s p a g n e et de P o r ­ tugal. HENRI

En

1605,

LA

fut

RAVARDIÈRE

nommé

par

IV « l i e u t e n a n t - g é n é r a l du Roi ès c o n t r é e s de

l ' A m é r i q u e , d e p u i s la rivière des A m a z o n e s j u s ques à l ' I s l e d e

la

Trinité

», région d é c o u v e r t e

p a r les E s p a g n o l s , où ils avaient essayé parfois de s'établir, n o t a m m e n t à C a y e n n e , où se t r o u v a i e n t les t e r r e s c o m p r i s e s e n t r e le V i n c e n t P i n ç o n

et

l'Amazone

et

r e v e n d i q u é e s p a r les P o r t u g a i s ,

d o n t p l u s i e u r s p o i n t s é t a i e n t occupés à cette d a t e p a r les A n g l a i s et les H o l l a n d a i s .

Mais, il fut

c h a r g é , aussitôt a p r è s , d'aller vérifier d a n s le M a r a nhão

des P o r t u g a i s ce q u ' i l y avait de vrai d a n s

le récit de

CHARLES

DES

VAUX

au sujet des r i c h e s s e s

(1) P a s s a g e d'un e x t r a i t de c e d o c u m e n t d a n s le Calendar Papers,

Colonial

Series,

1574-1600,

p . 11 : —

of

SALISBURY. Has s e e n m o r e of t h e c o a s t , from t h e river A m a z o n Orinoco,

t h a n any E n g l i s h m a n

alive

»

Stale

« SIR THOMAS ROE to to


BRÉSIL

E T GUYANE FRANÇAISE

71

du pays et des excellentes dispositions des I n d i e n s , q u i , disait ce d e r n i e r , voulaient « recevoir le Chris­ t i a n i s m e » et d e m a n d a i e n t au Roi de F r a n c e « de l e u r envoyer q u e l q u e p e r s o n n e de qualité p o u r les m a i n t e n i r et d é f e n d r e de tous l e u r s e n n e m i s (1) ». A son r e t o u r ,

LA RAVARDIÈRE

se désista de sa con-

cession en G u y a n e , « et il sollicita d ' a u t r e s Lettres p a t e n t e s , p o u r aller fonder u n e colonie au Sud de la ligne 1

ER

équinoxiale.

Elles

lui

furent

accordées

le

octobre 1 6 1 0 (2), à la condition expresse de n ' o c ­

c u p e r q u e c i n q u a n t e lieues de c h a q u e côté d u p r e ­ m i e r fort q u ' i l b â t i r a i t . Ce fut alors q u e , o u t r e p a s ­ s a n t ses pouvoirs, il e n t r e p r i t le g r a n d essai m a n q u é d ' u n e F r a n c e É q u i n o x i a l e . » (C.

DA

SILVA,

§

34.)

La c o m p a g n i e q u i devait se charge3r des frais de l'expédition ne p u t ê t r e organisée q u ' e n 1 6 1 2 , avec l'appui de la famille des

RAZILLI.

de g e n t i l s h o m m e s s ' e n r ô l è r e n t . ÇOIS D E

RAZILLI

et

NICOLAS

DE

Un g r a n d n o m b r e

LA RAVARDIÈRE, F R A N -

HARLAY

DE

SANCY,

furent

n o m m é s « l i e u t e n a n t s - g é n é r a u x du Roi aux I n d e s O c c i d e n t a l e s et t e r r e s d u B r é s i l » p a r la Régente DE MÉDICIS,

MARIE

q u i l e u r accorda en m ê m e t e m p s

ses é t e n d a r d s et sa devise. Quelques c e n t a i n e s de volontaires p a r t i r e n t de C a n c a l e s u r trois n a v i r e s , et, arrivés à l'île de M a r a n h ã o ( 6 août 1 6 1 2 ) , ils y fondèrent

la ville de S a i n t - L o u i s . L ' a n n é e

vante,

RAVARDIÈRE

(1)

l'Isle

LA

CLAUDE D'ABBEVILLE,

de Maragnan,

(2) 10

octobre

entreprit

vers le P a r a

sui­ une

Hist. de la Mission des Pères Capucins

en

P a r i s , 1 6 1 4 , p . 15.

1010,

d'après u n e

(Noticia dos manuscriptos...

correction

faite

na Bibl. Real de Paris,

par

p. 27).

SANTAREM

Occccuuppaattiioonn O de l'île d e de M Maarraannhhã ãc o pp aa rr F rr a an n çç a a ii ss ll ee ss F (1612). (1612).


72

QUESTION

DE FRONTIÈRES

expédition q u ' i l poussa j u s q u ' à la rivière d e P a c a j a s . Il c o m m e n ç a i t e n s u i t e à r e m o n t e r le P a r i j ô (Toc a n t i n s ) l o r s q u ' i l d u t r e b r o u s s e r c h e m i n à la n o u ­ velle d ' u n e r e c o n n a i s s a n c e l'aile d a n s l'île de M a r a nbão,

p a r le c a p i t a i n e

portugais

MORENO,

g o u v e r n e u r d u fort de C e a r á .

Les P o r t u g a i s - B r é s i l i e n s

MARTIN

avaient

SOARES

commencé

(1615) par établir à J e r i c o a c o a r a , ou B u r a c o d a s T a r t a r u g a s , u n fort q u i était u n poste d'observa­ tion, et q u e son c o m m a n d a n t , réussit

MANOEL

à d é f e n d r e , le 12 j u i n

Combat de Guaxenduba (1614).

Un

D'EÇA,

1614, c o n t r e u n e

a t t a q u e d i r i g é e p a r le c a p i t a i n e Du ciers de L A

D E SOUZA

PRAT,

u n des offi­

RAVARDIÈRE.

Brésilien,

JÉROME

D'ALBUQUERQUE,

q u i avait

élevé ce fort, fut investi d u c o m m a n d e m e n t l'expédition

organisée

à Pernambuco

de

pour r e ­

p r e n d r e le M a r a n h ã o . Le 26 octobre 1614, il opéra son d é b a r q u e m e n t s u r le c o n t i n e n t d a n s la baie de San-José,

à l'endroit nommé

G u a x e n d u b a , où

u n c a m p r e t r a n c h é fut aussitôt c o n s t r u i t . Quelques j o u r s a p r è s , les F r a n ç a i s c o m m e n c è r e n t les h o s t i ­ lités, e t , le 1 9 n o v e m b r e , sous la c o n d u i t e de D E P E ZIEUX,

ils s u b i r e n t de g r a n d e s p e r t e s d a n s u n e a t t a q u e

contre G u a x e n d u b a ,

la m a r é e basse n ' a y a n t p a s

permis à

de d é b a r q u e r l u i - m ê m e avec

LA RAVARDIÈRE

u n e a u t r e c o l o n n e q u i devait p r e n d r e p a r t au c o m b a t . Une s u s p e n s i o n d ' a r m e s fut signée (27 novembre) après échange d'une correspondance chevaleresque entre

LA

(1) Une

RAVARDIÈRE lettre

de

et

D'ALBUQUERQUE

LA RAVARDIÈRE

du

(1). Deux e n -

23 n o v e m b r e

commençait


BRÉSIL

ET

GUYANE

FRANÇAISE

73

voyés, l'un F r a n ç a i s , l ' a u t r e P o r t u g a i s , p a r t i r e n t p o u r l ' E u r o p e , m a i s l ' a n n é e suivante (juillet) des r e n f o r t s a r r i v è r e n t de B a h i a et de P e r n a m b u c o à d'ALBUQUERQUE

et celui-ci a n n o n ç a à

LA RAVARDIÈRE

qu'il

venait de recevoir en m ê m e t e m p s l'ordre de r o m p r e la trêve. Quelques mois a p r è s arrivait u n e troisième expédition p a r t i e de P e r n a m b u c o sous le c o m m a n ­ dement

d'ALEXANDRE DE MOURA,

composée de troupes

de d é b a r q u e m e n t et d ' u n e flottille de neuf voiles. Ne pouvant t e n i r tète à ses adversaires, très s u p é r i e u r s en

nombre,

LA

capitula le 2

RAVARDIÈRE

novem­

b r e 1 6 1 5 (1). ainsi : — « La c l é m e n c e du grand capitaine D ' A L B U Q U E R Q U E , qui fut vice-roi de S a M a j e s t é D O M E M M A N U E L a u x I n d e s O r i e n t a l e s , se m o n t r e en v o u s par la courtoisie que v o u s t é m o i g n e z à m e s soldats f r a n ç a i s , et par le soin q u e v o u s avez eu de d o n n e r u n e sépulture aux m o r t s , parmi l e s q u e l s il e n est u n q u e j ' a i m a i s c o m m e u n frère, car il était brave et de b o n n e m a i s o n . Je l o u e Dieu, et si n o u s n o u s r e n c o n t r o n s de n o u v e a u les a r m e s a la m a i n , j ' e s p è r e qu'il prendra s o u s sa protection ma j u s t e c a u s e . . . . » D E L A S T R E , qui était un j e u n e c h i r u r g i e n parisien, fut e n v o y é au c a m p e m e n t b r é s i l i e n pour p a n s e r les b l e s s é s des deux partis : — « Jamais », dit-il, « j e n'ai vu de si h o n n ê t e s g e n s , et si entiers c o m m e ils s o n t , m a i s ils avaient bien b e s o i n de m o i . M. D E L A R A V A R D I È R E l e s a b i e n obligés de préférer leurs b l e s s é s aux s i e n s , m a i s la F r a n c e n e sera j a m a i s s a n s courtoisie. » (1) Dans les Mémoires é c h a n g é s à L i s b o n n e e n 1699 e n t r e l'Amb a s s a d e u r R O U I L L É et le G o u v e r n e m e n t Portugais il a aussi été q u e s tion d u M a r a n h ã o , ce pourquoi il a p a r u utile de d o n n e r ici un r é s u m é de c e s é v é n e m e n t s , sur l e s q u e l s on p e u t c o n s u l t e r C L A U D E D ' A B B E V I L L E , ouvrage c i t é ; Y V E S D ' É V R E U X , Suite de l'histoire des choses plus memorables advenues en Maragnan ès années 1 6 1 3 & 1 6 1 4 , P a r i s , 1 6 1 5 ; D E L A S T R E , Histoire véritable de ce gui s'est passé de nouveau entre les François et les Portugois en l'isle de Maragnon, P a r i s , 1 6 1 5 (publiée s a n s n o m d'auteur, r é i m p r i m é e e n 1 8 7 6 ) ; D I O G O DE C A M P O S M O R E N O , Jornada do Maranhão ( 1 é d i t i o n , de l'Acad. Royale des S c i e n c e s de L i s b o n n e ; 2 , de C . M E N D E S D ' A L M E I D A , a c c o m p a g n é e de n o t e s , R i o , 1 8 7 4 ) ; R O B E R T S O U T H E Y , History of Brazil; PORTO S E G U R O , Historia Geral do Brazil, 2e é d . r e

m e

L'île Maranhão reprise par les P o r t u g a i s (1615).

de


QUESTION DE FRONTIÈRES

74

VI

Occupation de Para p a r par l eses s P Poorrttuuggaaiiss (1616).

Aussitôt a p r è s ,

ALEXANDRE

D E MOURA,

en exécution e

des o r d r e s du Roi P H I L I P P E ITI de P o r t u g a l , IV du nom en E s p a g n e (l'union des deux C o u r o n n e s a d u r é de 1 5 8 0 à 1 6 4 0 ) expédia de M a r a n h a õ ( 2 5 d é ­ cembre

1615)

TELLO BRANCO

le c a p i t a i n e

FRANCISCO CALDEIRA D E CAS-

p o u r aller o c c u p e r l ' A m a z o n e et véri­

fier ce q u i se passait d a n s les t e r r e s du C a p d e N o r d , où, d'après p l u s i e u r s avis r e ç u s , les A n g l a i s et les H o l l a n d a i s c o m m e n ç a i e n t à s'établir. La ville de B e l é m d e P a r á fut fondée alors

(1616)

à côté d u

fort c o n s t r u i t p a r cet officier s u r la rive droite de la b r a n c h e o r i e n t a l e de l ' A m a z o n e , q u e les P o r t u g a i s d é s i g n a i e n t déjà e n 1 5 6 1 sous le n o m de R i o P a r a (Carte de

BARTHOLOMEU VELHO,

N° 1 4

d a n s l'Atlas,

R. paraa). Vers 1 6 1 6 , les H o l l a n d a i s c o n s t r u i s i r e n t p l u s loin u n t r o i s i è m e fort d a n s l ' A m a z o n i e , s u r la rive droite à l ' e n d r o i t n o m m é alors M a r i o c a y ensuite Les

et

Gurupá. hostilités

commencèrent

peu

après,

cette

m ê m e a n n é e , avec la prise d ' u n navire h o l l a n d a i s par

PEDRO TEIXEIRA.

LES I n d i e n s ayant m i s e n d a n g e r

l ' é t a b l i s s e m e n t de P a r a , il fallut d'abord les v a i n c r e


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

75

ou s'en faire des alliés. Les m i s s i o n n a i r e s p o r t u g a i s se m e t t a n t à l ' œ u v r e , ont alors r e n d u à la civilisation d a n s le bassin de l ' A m a z o n e des services aussi

im­

p o r t a n t s q u e d a n s les a u t r e s r é g i o n s du B r é s i l . Jusqu'à l ' a n n é e 1604, les Rois d ' E s p a g n e avaient fait

de

nombreuses

concessions

concernant

la

G u y a n e , et q u e l q u e s - u n e s m ê m e , de 1501 à 1544, concernant

la rive m é r i d i o n a l e d u

Marañon

ou

c oonncce s s i o n ss C espagnoles espagnoles concernant concernant l'Amazone l'Amazone e t la G u y a n e e t(1501-1604). la Guyane

(1501-1604).

A m a z o n e (Voir e x t r a i t s , Documents Tome II, N° 1). L ' i m p u i s s a n c e q u e les g o u v e r n e u r s espagnols de l'île de

la T r i n i d a d et de la G u a y a n a , ou G u y a n e ,

avaient m o n t r é e à d é f e n d r e c o n t r e les A n g l a i s et les H o l l a n d a i s la côte e n t r e l ' O r é n o q u e et l ' A m a z o n e , avait fait c o m p r e n d r e aux conseillers de la C o u r o n n e d'Espagne

qu'il

était préférable

de confier

aux

P o r t u g a i s de P a r a le soin de c o n t r e c a r r e r s u r la rive guyanaise de l ' A m a z o n e et s u r u n e p a r t i e des Terres

du

Cap

du

Nord,

ou

Province

des

A r u a c a s , les a t t a q u e s et les essais de colonisation des A n g l a i s

et

des

« rebelles

» de H o l l a n d e ,

voués s u r t o u t , d a n s ces p a r a g e s , à la découverte des r i c h e s s e s d u fabuleux El D o r a d o . Par u n e d é p ê c h e en date d u 4 n o v e m b r e 1 6 2 1 , le Conseil de r é g e n c e du Royaume de P o r t u g a l

fut

i n s t r u i t « des m e s u r e s q u i allaient ê t r e prises d a n s le b u t de p e u p l e r et fortifier la côte qui s'étend du

Le Roi dLe 'Espagne et de P o r t u g a l e tddePi sopr ot us ég a l à incorporer disposé au B r é s i l à incorporer une partie résil de au l a BGuyane (1621).

B r é s i l à S a n t o T o m é de G u a y a n a et B o c a s d e l de la Guyane D r a g o , et les rivières de cette côte » (1). (1) « Por aviso d e 4 de Novembro de 1 6 2 1 , foram c o m m u n i c a d a s

(1621).


76

QUESTION DE FRONTIÈRES

Le r é p e r t o i r e de législation q u i d o n n e l'extrait de cette d é p ê c h e n ' i n d i q u e pas le n o m de l ' a u t o r i t é espagnole qui l'a s i g n é , m a i s c e t extrait est confirmé par u n d o c u m e n t espagnol de la m ê m e é p o q u e , lequel p a r l e de la n é c e s s i t é de « coloniser la côte q u i va d u B r é s i l à S a n t o T o m é d e G u a y a n a et B o c a s d e l D r a g o , et de fortifier les rives d e s cours d'eau d o n t la l a r g e u r ne p e r m e t t r a i t pas à l'artillerie placée s u r u n e rive de p o r t e r j u s q u ' à l ' a u t r e ». Et le d o c u m e n t espagnol a j o u t e : — « Et bien que ces territoires tiennent transférer

à la Couronne

de C as tille,

à la Couronne

serait plus avantageux

de Portugal

les

parce que cela

; et p u i s q u ' i l y a des nouvelles

d ' é t a b l i s s e m e n t s fondés p a r des Anglais landais

appar-

on pourrait

et des

Hol-

s u r l ' a u t r e rivage, on p o u r r a i t envoyer faire

u n e r e c o n n a i s s a n c e , et, d'après son r é s u l t a t , p r e n ­ dre u n e r é s o l u t i o n et faire le nécessaire p o u r les chasser » (1).

as providencias q u e se i n t e n t a v a m dar, a fim de povoar e fortificar a c o s t a q u e corre d o B r a z i l a t é S . T h o m é d e G u a y a n a e B o c a s d é D r a g o e a s m a i s d'aquelles rios » (Collecção Chronologica da Legislação

Portugueza,

por

J . - J . JUSTINO DE ANDRADE E SILVA,

Lisbonne,

1 8 5 5 , T o m e III, p . 5 7 ) . (1) T e x t e e s p a g n o l d e c e d o c u m e n t (Musée B r i t a n n i q u e , E g e r t o n i a n Collection, Ms. 1 1 5 1 , fol. 3 6 ) : — « . . . q u e s e poblase la c o s t a q u e corre d e l B r a s i l h a s t a S a n t o T o m é d e G u a y a n a y B o c a s d e l D r a g o y de los d e m a s rios y los q u e fueren t a n a n c h o s q u e n o a l c a n c e la artilleria d e u n a parte á otra s e fortifiquen y aunque esta conquista es de la Corona de Castilla se podria encomendar a la de Portugal por venirles mas a quenta, y q u e por la noticia q u e ay d e q u e e n la otra costa ay p o b l a c i o n e s d e Ingleses y Olandeses se podria e m b i a r a r e c o n o z e r y c o n f o r m e lo q u e h u v i e s e podrá t o m a r r e s o l u c i o n y p r e v e n i r lo n e c e s a r i o para e c h a r l o s ».

\


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

Par O r d o n n a n c e royale du

77

juin 1 6 2 1 ,

13

PHILIPPE I V

a séparé du Gouvernement général du B r é s i l

les

c a p i t a i n e r i e s du M a r a n h à o et du P a r a , y c o m p r i s

général de Maranhão.

le territoire de C e a r á , p o u r en former u n a u t r e . Les possessions

de

la Couronne

de P o r t u g a l

dans

l ' A m é r i q u e d u S u d furent ainsi partagées en deux États (Estados) : celui du M a r a n h ã o , ayant capitale

la ville de S a m

pour

L u i z d e M a r a n h ã o , et

celui du B r é s i l , dont la capitale c o n t i n u a à être la ville de B a h i a . Le n o m b r e des A n g l a i s et des H o l l a n d a i s dans l'Amazone

allait en g r a n d i s s a n t depuis 1 6 1 6 , et

l e u r s voyages à la G u y a n e d e v e n a i e n t plus f r é q u e n t s . L e

Le b o u r g m e s t r e de F l e s s i n g u e , J A N D E M O O R , était a la tête d ' u n e c o m p a g n i e p o u r exploiter les établis-

Les

Anglais et les Hollandais l e s Hdans ollandais dans l'Am azone e t l 'laA mGa uz oy n a ne e . Concessions et ala Guyane, nglaises.

Concessions ANGLAISES.

s e m e n t s fondés d a n s cette p a r t i e du B r é s i l .

Par

Lettres p a t e n t e s du 2 8 août 1 6 1 5 , le Roi d ' A n g l e ­ terre, SIR

JACQUES

THOMAS

compris

accordait

ER

I ,

CHALLONER

entre

et

JOHN

l'Amazone

à

ROBERT

HARCOURT.

le t e r r i t o i r e

ROVENSON

et l ' E s s e q u i b o .

d ' a u t r e s Lettres p a t e n t e s , le 1

ER

s e p t e m b r e 1 6 1 9 , il

renouvelait

cette concession au bénéfice du

mière);

5

le

spéciale à (1) Calendar 56,

associé, d a n s l ' e n t r e p r i s e

de l ' A m a z o n e , of State

5 7 . HARCOURT, d a n s

Papers,

au

Colonial

sa Relation

Dessequebe,

and

part

of G u i a n a ,

(dédicace)

betweene

s c i t u a t e in A m e r i c a

capitaine

Series,

p a t e n t e s de 1 6 1 5 é t a i e n t « for the planting of Land

pre­

avril 1 6 2 6 , il faisait u n e concession

HARCOURT,

colonisation

Par

ROGER

1 5 7 0 - 1 6 0 0 , p. 1 5 et dit

q u e les

and inhabiting

the river

de

Lettres

of all tract

of Amazones,

u n d e r the Equinoctial

Line. »

&


78

QUESTION DE FRONTIÈRES

NORTH, frère de LORD NORTH(1);

le

1 9 mai

1 6 2 7 , il

transférait cette concession au DUC DE BUCKINGHAM, au COMTE DE PENBROKE et à l e u r s associés au

nombre

de c i n q u a n t e - d e u x , a p p a r t e n a n t p o u r la p l u p a r t à la 2

n o b l e s s e ( ) . La c o m p a g n i e , d ' a p r è s u n

prospectus

i m p r i m é , se proposait de coloniser la G u y a n e , y c o m p r i s le fleuve des A m a z o n e s , —

« the

royal

river of A m a z o n ». — ROGER NORTH, r e p r é s e n t a n t d u DUC DE Buckingham, p r é s i d e n t de la c o m p a g n i e , devait ê t r e le g o u v e r n e u r des é t a b l i s s e m e n t s a n g l a i s , d a n s l ' A m a z o n e (3). Les a ii ss D'après NORTH, les P o r t u g a i s d e P a r a , vers 1 6 2 2 , Les P P oo rr tt u ug ga de P a r a chargg ées s par p a rle lRoi eRois u b i r e n t u n é c h e c en a t t a q u a n t les A n g l a i s et les d ' E s p a g n e d ' E s p a g n e eett H o l l a n d a i s s u r la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e . de P de P oo rr tt u ug ga a ll d'expulser d ' e x p u l s e r E n 1 6 2 5 , ayant r e ç u des renforts et c o m p t a n t les Holland aa ii ss et An- déjà p a r m i les I n d i e n s u n g r a n d n o m b r e d'alliés, d e t ll eess Anglais. glais. l e s P o r t u g a i s , sous la c o n d u i t e des c a p i t a i n e s BENTO Premières Premières MACIEL PARENTE et Luiz ARANHA DE VASCONCELLOS, opérations offensives opérant parfois s é p a r é m e n t , s ' e m p a r è r e n t des forts des Portugais des Portugais h o l l a n d a i s de M u t u r ú et M a r i o c a y ( G u r u p á ) , s u r (1623-1625). (1623-1625). o p é r a t i o n s

la rive droite de l ' A m a z o n e , et e u r e n t a s o u t e n i r

Prise P de rise plusieurs forts hollandais plusieurs forts et anglais. hollandais et anglais.

p l u s i e u r s c o m b a t s sur le fleuve. Un de ces e n g a g e m e n t s e u t l i e u au confluent d u C a j a r y , où, a p r è s u

n

e

l o n g u e r é s i s t a n c e , le c a p i t a i n e PIETER ARIANSSON,

de F l e s s i n g u e ,

alla s ' é c h o u e r

et fit s a u t e r

son

n a v i r e . Un poste fortifié que MACIEL PARENTE v e n a i t (1) Calendar

cité, p. 70.

{2) Calendar,

p. 84.

(3) Calendar,

p. 85.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

79

d'établir s u r cette rive fut p r i s et b r û l é en octobre p a r ce m ê m e MACIEL

P.

ARIANSSON

(1).

éleva à M a r i o c a y (1625) le fort de

PARENTE

Saint-Antoine

de

Gurupá,

qui

resta

définiti­

v e m e n t occupé et devint, p a r la suite, le c e n t r e des o p é r a t i o n s c o n t r e les é t r a n g e r s . En 1625,

PEDRO TEIXEIRA

dais du X i n g ú , p u i s

s'empara des forts h o l l a n ­

de celui

de

Mandiutuba

(25 mai) n o u v e l l e m e n t c o n s t r u i t s u r la rive droite de l ' A m a z o n e p a r

NIKOLAAS

arrivé au c o m ­

OUDAEN,

m e n c e m e n t de l ' a n n é e avec des renforts, sous l'es­ corte de l ' a m i r a l

LUCIFER.

s i r e n t à se sauver, avec

Les H o l l a n d a i s qui r é u s ­ se r é f u g i è r e n t chez

OUDAEN,

les A n g l a i s , d a n s la « Province des I n d i e n s T u c u j ú s », c'est-à-dire, sur la rixe guyanaise zone,

de

l'Ama-

d o n t le canal occidental était n o m m é alors,

p a r les P o r t u g a i s , « R i o d e F i l i p p e ». Là, d ' a p r è s u n m a n u s c r i t du Musée B r i t a n n i q u e , les A n g l a i s possédaient déjà, en 1623, deux é t a b l i s s e m e n t s s u r le C a j a r y : T i l l e t i l l e , six lieues en a m o n t du con­ fluent de cette r i v i è r e , et U a r i m i u a c a , cinq lieues 2

plus l o i n ( ) . C'est p r o b a b l e m e n t

( 1 ) VICENTE DO SALVADOR, Historia Berredo,

Annaes historicos

do Estado

au confluent

do Brasil,

du

1 6 2 7 , liv. V , c h a p . IX;

do Marauhão.

L i s b o n n e , 1749,

§§ 499 à 5 1 3 ; Brief notes

of the business

of Buckingham,

1 6 2 6 , a t t r i b u é e s à R. NORTH (Record Office,

1 6 mars

L o n d r e s ) ; Journal par

Mrs

pour

les

visiter

du

Directeurs la

coste

voyage de

de

faict par

la Compagnie Gujane,

of the Amazon les peres

for the

de families

des Indes

Dulie ennoyes

Occidentales

par GESSE DES FOREST, British Mu-

s e u m , SLOANE MS. 1 7 9 B ) . 2

( ) « . . . Le

Mardy

premier jour de

novembre

(1625) nous

u a s m e s p r è s de PIETER JANSS a n c h r é de la Riuiere de Tauregue,

arrihabi-


80

QUESTION DE FRONTIÈRES

C a j a r y q u e se t r o u v a i e n t , en 1 6 2 5 , les deux p r e ­ m i e r s postes fortifiés démolis p a r

s u r la rive

TEIXEIRA

g a u c h e de l ' A m a z o n e a p r è s u n c o m b a t d a n s lequel l'Irlandais g l a i s , et

c o m m a n d a n t des A n ­

PURCELL,

JAMES

furent faits p r i s o n n i e r s . Un t r o i ­

OUDAEN

s i è m e poste anglais à q u i n z e lieues de cet e n d r o i t , et m o i n s i m p o r t a n t q u e les a u t r e s , se r e n d i t et fut é g a l e m e n t rasé (1). Quarante-six H o l l a n d a i s sous la c o n d u i t e du l i e u t e n a n t

PIETER

DE

réussi­

BRUYNE

r e n t à d e s c e n d r e l ' A m a z o n e et a l l è r e n t se fixer s u r la

rive g a u c h e de l ' O y a p o c , où l ' a m i r a l

LUCIFER,

envoyé p a r la Compagnie hollandaise des I n d e s O c c i d e n t a l e s p o u r y é t a b l i r u n fort, les r e n c o n t r a en

1627 et a p p r i t des survivants le

récit de ce

2

Le 28 s e p t e m b r e 1 6 2 9 , ce m ê m e Prise du fort désastre ( ). anglais de T E I X E I R A m e t t a i t le siège devant le fort de T a u r e g e , Taurege. sur la rive gauche sur la rive gauche ou guyanaise de l'Amazone, au de l'Amazone (1629). t a l i o n d e s Hirlandois. riuiere

d'Okiarj

Le Jeudy

» (Okaiari,

nous fusmes

cartes

e n t r é s d e u a n t la

hollandaises;

Cayary

ou

C a j a r y ) « 40 m i n u t e s au zud de la l i g n e e n t r e i c e l l e et u n e isle qui est au d e u a n t . Le m e s m e i o u r on n o u s m e n a voir Tillelille

habita-

t i o n s d e s A n g l o i s six l i e u e s d e d a n s ladicte riuiere et a une l i e u e e n terre.

N o u s les t r o u v a s m e s a s s e s

a g r e a b l e s p o u r e s t r e u n l i e u de

c a m p a g n e p a r s e m e e de p e t i s b o c a g e s et de q u e l q u e s e t a n g s , m a i s le l i e u e s t e n la p l u s part arride. — Le S a b m e d y q u a t r i e s m e n o u s arriv a s m e s a u n a v i r e . — Le D i m a n c h e c i n q u i e s m e on n o u s m e n a a meouaka

Ouar-

a u t r e h a b i t a t i o n d e s A n g l o y s cinq l i e u e s p l u s h a u t q u e

l'autre et s u r la m e s m e r i u i e r e cestoit a u s s i u n e a g r e a b l e aux deux places les t o u b a c » (Journal

demeure

A n g l o i s a v o i e n t force c h a m p s p o u r p l a n t e r le

c i t é , SLOANE MS 1 7 9 B ) .

( 1 ) BERREDO, o u v r a g e c i t é , §§ 5 5 5 à 5 4 2 . ( 2 ) JOANNES DE LAET, Historie tinghen Comp.

der des

geoctroyeerde Indes

ofte iaerlijck

West-Indische

Occidentales),

Leyde,

verhael

Compagnie ELSEVIER,

van

de

(Annales

verrichde

la

1G44, Li v. IV,


BRÉSIL

ET GUYANE

FRANÇAISE

81

confluent du M a r a c a p u c ú , q u e les H o l l a n d a i s et les A n g l a i s n o m m a i e n t

rivière de T a u r e g e . Les

c o m b a t s a u t o u r du fort d u r è r e n t j u s q u ' a u 24 octobre, date de sa r e d d i t i o n . Le c o m m a n d a n t de T a u r e g e était le m ê m e

JAMES

que

PURCELL

MACIEL

PARENTE,

en

1627, avait a m e n é en E s p a g n e , où il avait été m i s en l i b e r t é , et les h o m m e s qu'il avait sous ses o r d r e s é t a i e n t tous des I r l a n d a i s ou des A n g l a i s , p a r m i lesquels il y avait p r o b a b l e m e n t q u e l q u e s H o l l a n ­ d a i s . Après avoir démoli T a u r e g e ,

rentra

TEIXEIRA

à G u r u p á , où aussitôt après il eut à r e p o u s s e r u n e a t t a q u e du c a p i t a i n e

q u i venait

NORTH,

ROGER

d'ar­

river avec deux navires et u n renfort d ' A n g l a i s (1). NORTH

alla les é t a b l i r e n t r e le M a t a p y et l ' A n a u i -

r a p u c û , sur la rive guyanaise

de l'Amazone

où u n

fort plus solide q u e les p r é c é d e n t s fut c o n s t r u i t . Ce fort anglais, q u e les P o r t u g a i s appelaient P h i -

prise Prise des forts anglais l i p p e , t o m b a e n t r e les m a i n s de J A C O M E R A Y M U N D O D E P de H I L I P P E Philippe et de Cumaú, Noronha, g o u v e r n e u r (capitão-mór) de P a r a , le 1er m a i et de cumaú, sur 2 1 6 3 1 , et fut aussitôt d é m a n t e l é ( ). la rive gauche de l'Amazone Mais d ' a u t r e s A n g l a i s envoyés p a r cette m ê m e (1651 et 1632).

Compagnie q u e présidait le D u c DE BUCKINGHAM avaient c o n s t r u i t le fort de C u m a ú , sur la rive guyanaise

p.

1 1 2 ; NETSCHER, Les

Hollandais

au

Brésil,

de

La Haye, 1 8 5 5 ,

p. 5 0 , 5 1 , 1 7 7 . (1) Relacam Para, P.

de varios

plaquette

Luis FIGUEIRA;

Expeditions

successos

imprimée BERREDO,

into the Valley

à

acontecidos Lisbonne

§§ 5 8 1

à

505;

of the Amazons,

no Maranham

e

en

1 6 5 1 et attribuée

SIR

CLEMENTS R .

Londres,

Gram au

MARKHAM,

1 8 5 9 , p. 5 4 .

( 2 ) BERREDO, § § 6 0 9 à 6 1 9 . 6


82

QUESTION D E FRONTIÈRES

l'Amazone,

deux lieues au Sud du fort a c t u e l de

Macapá. P e n d a n t la n u i t d u 9 j u i l l e t 1 6 3 2 , DE

CARVALHO,

FELICIANO

COELHO

à la tète des troupes de P a r a , enleva

d'assaut cette d e r n i è r e position des A n g l a i s . Le c o m m a n d a n t d u fort,

ROGER

FREY,

était a b s e n t , et le

navire q u i le r a m e n a i t du C a p d u N o r d fut p r i s à l ' a b o r d a g e le CHICHORRO,

14

j u i l l e t p a r le c a p i t a i n e

AYRES DE

SOUZA

envoyé à sa r e n c o n t r e (1).

Se b a s a n t s u r u n e information q u ' i l disait t e n i r des I n d i e n s et du c o m m a n d a n t p o r t u g a i s de C u m a ú ou M a c a p á , le

MARQUIS

DE FERROLLE

a donné à com­

p r e n d r e , e n 1 6 9 8 , q u e les F r a n ç a i s avaient possédé un fort à cet e n d r o i t , et l ' a n n é e s u i v a n t e , à L i s b o n n e , l'Ambassadeur

ROUILLÉ

s'est fait l'écho de cette m é ­

prise d u g o u v e r n e u r d e C a y e n n e (2). (1)

BERREDO, § § 6 1 0 à

MARCKHAM, Expeditions 1859,

6 1 9 ; SOUTHEY, History

into

the valley

of Brazil,

of the Amazons,

Ch. XVIII;

Londres,

p . 1 2 7 , é c r i t ROGER FRÈRE.

(2) Parlant d e la C o m p a g n i e française c r é é e e n 1 6 5 5 , — e t d o n t il sera q u e s t i o n b i e n t ô t , — le MARQUIS DE FERROLLE disait

(Mémoire

du 2 0 j u i n 1 6 9 8 , Voir T o m e II, D o c u m e n t № 4 ) : — « . . . Cette Compa­ g n i e f u t n o m m é e la C o m p a g n i e d u C a p d e N o r d , et c'est elle remment

appa-

q u i s'estoit e s t a b l i e à M a c a p a o u l e s P o r t u g a i s o n t trouvé

4 p i è c e s d e c a n o n e t p l u s i e u r s b o u l e t s e t baies d e m o u s q u e t ,

cette

c i r c o n s t a n c e m e fut c o n f i r m é e n o n s e u l e m e n t p a r l e s I n d i e n s d e s A m a z o n e s , m a i s e n c o r e s p a r l e c o m m a n d a n t de M a c a p a l o r s q u e je f u s le p r e n d r e » ( e n 1 0 9 7 ) . On voit q u e l e s I n d i e n s et le c o m m a n d a n t de C u m a ú o u M a c a p á s e s o n t b o r n é s à dire q u e l o r s q u e l e s Portugais,

e n 1 0 5 2 , o n t pris

cette position,

q u i était u n fort

a n g l a i s , i l s y o n t t r o u v é n a t u r e l l e m e n t d e s c a n o n s ; ils n ' o n t p a s dit q u e l ' a n c i e n fort avait é t é p r i m i t i v e m e n t u n é t a b l i s s e m e n t C'est

l e MARQUIS DE FERROLLE qui l'a s u p p o s é

français.

sans aucune

raison

s é r i e u s e , car p l u s i e u r s d o c u m e n t s français d u x v i i e s i è c l e , m a n u s c r i t s ou i m p r i m é s , m o n t r e n t c l a i r e m e n t q u e tous l e s e s s a i s d e c o l o n i s a t i o n


BRÉSIL

E T GUYANE

FRANÇAISE

83

La Compagnie anglaise r e n o n ç a à ses expéditions à l ' A m a z o n e . Quant à la Compagnie h o l l a n d a i s e des I n d e s O c c i d e n t a l e s , elle envoya en r e c o n n a i s s a n c e u n b â t i m e n t a r m é de vingt c a n o n s qui fut é g a l e m e n t p r i s à l'abordage, p r è s de G u r u p á , p a r le c a p i t a i n e JOÃO PEREIRA DE CACERES

en

1659

(1), a n n é e

dans

laquelle r e n t r a i t à P a r á la g r a n d e expédition p o r t u ­ gaise q u i , sous la c o n d u i t e de remonté

l'Amazone

en

PEDRO TEIXEIRA

avait

1 6 5 7 et était arrivée à

Expédition

de Pedro Teixeira (1637-1659).

Q u i t o (2). PHILIPPE

IV, p o u r lequel l ' a n c i e n désaccord e n t r e

Portugais

et E s p a g n o l s au sujet de l e u r s fron­

t i è r e s en A m é r i q u e n ' a v a i t p l u s d ' i n t é r ê t , p u i s q u ' i l était le souverain des deux R o y a u m e s , avait p r i s la décision d ' a n n e x e r définitivement

au B r é s i l , p a r

Lettres p a t e n t e s du 1 4 j u i n 1 6 5 7 , la p a r t i e des Terres faits par l e s F r a n ç a i s e n G u y a n e a u xvii° siècle o n t porté s e u l e m e n t sur le littoral c o m p r i s e n t r e l ' O y a p o c et le M a r o n i . L'Ambass a d e u r ROUILLÉ, i n d u i t e n e r r e u r , a affirmé en 1699 q u e M a c a p á avait été p r i m i t i v e m e n t u n fort f r a n ç a i s , et BELLIN, e n 1 7 6 5 (Description de la Guyane, p . 2 1 ) . a dit : — « La m ê m e a n n é e 1688, ils (les P o r t u g a i s ) v i n r e n t s'établir à M a c a p a , s u r l e s r u i n e s d'un fort q u e les F r a n ç o i s a v o i e n t a b a n d o n n é , et où ils a v o i e n t laissé q u a t r e p i è c e s de c a n o n , p l u s i e u r s b o u l e t s et d e s balles de m o u s q u e t . Les F r a n ç o i s s'en p l a i g n i r e n t c o m m e d ' u n e u s u r p a t i o n . . . . » (1) Relacion S. Francisco par

del descubrimiento del Rio de las Amazonas, hoy del Quito, 1 6 5 9 , Ms. Bibl. Nat. de P a r i s , § 15 p u b l i é

JIMENEZ DE LA ESPADA : BERREDO, §

746.

(2) « . . . Il partit de P a r a le 28me Octobre 1 6 3 7 , a v e c q u a r a n t e sept c a n o o s d'une g r a n d e u r r a i s o n n a b l e , o n y avoit e m b a r q u é , o u t r e les m u n i t i o n s de b o u c h e et de g u e r r e , 70 soldats p o r t u g a i s , et 1 2 0 0 I n d i e n s a m i s p o u r r a m e r et pour c o m b a t r e qui avec l e u r s f e m m e s et l e s garç o n s de s e r v i c e faisoient 2 m i l p e r s o n n e s . » ( D E GOMBERVILLE, Relation de la rivière des Amazones, t r a d u c t i o n , parfois assez m o d i f i é e , du t e x t e de C. DE ACUÑA, P a r i s 1 6 8 2 , T . III, p. 8 0 ) . C'était d o n c u n e e x p é d i t i o n assez i m p o r t a n t e , s u r t o u t e u égard à l'époque.

Création de la Capitainerie du Cap du N o r d et son annexation définitive au B r é s i l (1637).


84

QUESTION DE FRONTIÈRES

du Cap d e N o r d (nom par lequel on désignait souL vent La G u y a n e ) situées entre la rivière de V i n c e n t Laa rriivviièèrree d e VV i ni n c ecnet n t de P i n ç o n et la rive gauche de l ' A m a z o n e , et d'y créer Pinçon limite la Capitainerie du Cap d e N o r d , dont il fit donation, septentrionale de la de la comme fief h é r é d i t a i r e , à B E N T O MACIEL P A R E N T E en capitainerie c a p i t du ainerie déclarant p l u s i e u r s fois sur ce document qu'il y Cap du Nord. Cap du Nord. a v a i t 50 à 40, ou 55 à 40 lieues de côtes maritimes

e n t r e la rivière de V i n c e n t P i n ç o n et le Cap d e N o r d (Tome I I , Documents, N°3). Ce fut aussi en exé­ cution des ordres réitérés de ce môme Roi, que l'ex­ ploration de l ' A m a z o n e j u s q u ' a u P é r o u lut entre­ prise, et que

PEDRO

TEIXEIRA,

d'après les instructions

qu'il avait reçues, prit possession, le 16 août 1659, de la rive gauche du N a p o , en y établissant la fron­ tière occidentale des territoires de la Couronne de P o r t u g a l au Nord de l ' A m a z o n e . En 1639, En 1639. Lorsqu'il descendait ce fleuve, le Père C H R I S T O V A L les P o r t u g a i s les P o r t u g a i s occupaient occupaient d e ACUÑA, qui l'accompagnait, a pu voir les P o r t u g a i s effectivement la e f frei cvtei vgeamuecnhte occupant effectivement la rive guyanaise de l ' A m a de l'Amazone. la riveFort gauche Desterro. z o n e , car il parle déjà (1659) de la mission p o r t u ­ dede l'Amazone,

gaise de C u r u p a t u b a , aujourd'hui ville de M o n ­ de

Desterro.

t e a l e g r e , et du fort de D e s t e r r o , construit par BENTO

MACIEL

PARENTE,

sur cette rive, six lieues en

a m o n t du confluent du G e n i p a p o ou P a r ú (1). L'acclamation du D U C D E B R A G A N C E comme Roi du (1) P . CHRISTOVAL DE ACUÑA, Nuevo descubrimiento del gran rio de las Amazonas, Madrid, 1641 : « N° 76. — ... Curupatuba. — Un p e u plus de 4 0 lieues du confluent de la rivière des T a p a j o s o s , se trouve celle de Curupatuba, qui se jette dans l ' A m a z o n e du côté du Nord et qui donne son n o m au


BRÉSIL ET

GUYANE

FRANÇAISE

85

P o r t u g a l sous le nom de Dom J O Ã O IV ( 1 Décembre 1 6 4 0 ) est venue trouver l'Etat du M a r a n h ã o agrandi ER

au Nord par les territoires que le Roi d ' E s p a g n e lui avait annexés p e n d a n t 1 union des deux Couronnes, et dont u n e partie, comme on vient de le voir, avait été reprise aux A n g l a i s et aux H o l l a n d a i s , grâce aux seuls efforts des habitants de P a r á ; et l'État du B r é s i l , agrandi au Sud et à l'Ouest, des territoires que les P a u l i s t a s , ou natifs de S a m P a u l o , avaient conquis dans leurs nombreuses expéditions, mais privé de tout le littoral compris entre le C e a r á et le R i o R e a l , occupé p a r les H o l l a n d a i s , sous le gou­ vernement du P R I N C E

MAURICE D E

NASSAU.

Bientôt, en

premier village ou peuplade d ' I n d i e n s qui vivent en paix avec les P o r t u g a i s et s o u m i s à leur Couronne. » « N 77. — Rio Ginipape.— . . . l a rivière de G i n i p a p e coule égal e m e n t du côté du Nord, et débouche dans l ' A m a z o n e soixante lieues en aval du village de C u r u p a t u h a . . . . Les terres arrosées par cette rivière font partie de la Capitainerie de BENTO MACIEL PARENTE, Gouvern e u r du M a r a g n a n . . . . Dans c e l t e capitainerie, sur l ' A m a z o n e , six lieues e n a m o n t du confluent du G i n i p a p e , s e trouve u n fort des P o r t u g a i s , n o m m é D e s t e r r o , ayant u n e garnison de 5 0 soldats et quelques c a n o n s . » o

Texte espagnol : — « N°LXXVI.— Curupatuba. — Apocas m a s de 4 0 leguas de la boca del Rio de los T a p a j o s o s , esta el de C u r u p a t u h a , q u e desaguando en el principal de las A m a z o n a s , a la vanda del Norte, da nombre a la primera poblacion, o A l d e a , que de paz tienen los P o r t u g u e s e s a devocion de su Corona... — N° LXXVII. — Rio Ginipape. — ... el R i o d e G i n i p a p e . . . corriendo por la misma vanda del Norte desemboca en el de las A m a z o n a s , a las sesenta leguas m a s abaxo de la A l d e a d e C u r u p a t u h a . . . . Las tierras que este rio r i e g a , son de la Capitania de BENITO MAZIEL PARIENTE,

Governador del M a r a ñ o n . . . . En esta Capitania, seis leguas de donde desagua G i n i p a p e , el Rio arriba de las A m a z o n a s , está u n fuerte de P o r t u g u e s e s , q u e llaman del D e s t i e r r o , con treinta soldados, y algunas piezas de artilleria »

Le Portugal Le proclame p r o c l a m e son iinnddééppeennddaannccee de l'Espagne.

(1640). (1640).


86

QUESTION DE FRONTIÈRES

1 6 4 1 , ces derniers s ' e m p a r è r e n t de la ville de S a m L u i z de M a r a n h ã o . Les vastes capitaineries brési­ liennes que la H o l l a n d e détenait alors ne p u r e n t être entièrement reconquises qu'en 1654. Traité de de paix La g u e r r e e n t r e le Portugal et l ' E s p a g n e , com­ Traité paix de 1668, entre mencée dès 1640, s'est terminée par le Traité de entre Portugal le Portugal paix signé à L i s b o n n e le 15 février 1668, dans et l'Espagne.

lequel il fut convenu que les forteresses prises de part et d'autre seraient réciproquement restituées, et que les deux Royaumes g a r d e r a i e n t les m ê m e s frontières qu'ils avaient « avant la guerre » (Article 2). Dans ses possessions de l ' A m é r i q u e , le P o r t u g a l a donc gardé comme limite Nord, sur le littoral, la rivière de V i n c e n t P i n ç o n , dont

l'embouchure,

d'après les Lettres patentes du 14 Juin 1637, se trou­ vait séparées du Cap d u N o r d par u n espace de 50 à 40 lieues portugaises de côte Témoignages Témoignages des Portugais, des Anglais et ddes e s Hollandais Hollandais montrant montrant qu'il n'y avait pas Français ndes y avait pas desétablis Français entreétablis l'Oyapoc et l'Amazone. entre l'Oyapoc et l'Amazone.

maritime.

Les P o r t u g a i s de P a r a restèrent ainsi m a î t r e s des deux rives de l ' A m a z o n e et de ses affluents, n'ayant eu à combattre dans leurs campagnes de 1616 à l 6 3 2 , outre certaines tribus indiennes, que les H o l l a n d a i s et les A n g l a i s . Au « Record Office », à L o n d r e s , on trouve u n grand nombre de docum e n t s , résumés en partie dans le Calendar of State Papers,

Colonial Series, au sujet des entreprises an­

glaises s u r la rive gauche de l ' A m a z o n e , de 1610 à 1652. Ils parlent d ' A n g l a i s , d ' I r l a n d a i s , de H o l ­ l a n d a i s et des P o r t u g a i s de P a r a , qu'ils appellent parfois des E s p a g n o l s : ils ne font aucune mention des F r a n ç a i s . Les documents des Archives de la


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

87

Compagnie des I n d e s O c c i d e n t a l e s , et les livres publiés en H o l l a n d e au xviiie siècle, parlent des Hol­ l a n d a i s ou B e l g e s , des A n g l a i s et des I r l a n d a i s , ainsi que de leurs adversaires dans l ' A m a z o n e , les P o r t u g a i s de P a r á : ils ne font jamais mention de F r a n ç a i s , car il n'y en avait, ni dans le bassin de l ' A m a z o n e , ni sur le littoral compris entre l'Oyapo c et le C a p d u N o r d . Les documents des P o r t u g a i s , conformes sur ce point à ceux de leurs adver­ saires, parlent seulement d ' A n g l a i s , de H o l l a n ­ d a i s et d ' I r l a n d a i s : ils ne font mention que d'un seul F r a n ç a i s , resté en 1613 au milieu des I n d i e n s de P a r á , et qui s'était séparé de ses compatriotes p e n d a n t la courte expédition de LA RAVARDIÈRE au Sud, et non au Nord de l ' A m a z o n e . JOHANNES DE LAET,

après avoir dit que des H o l l a n ­

d a i s c o m m e n c è r e n t à fréquenter

ce fleuve avant

1598, s'exprime ainsi : « Il y en eut d'autres qui les années passées d'après e n t r e p r i r e n t d'aller visiter aussi cette grande rivière des A m a z o n e s ,

en

quoi surtout

principalement

p a r u t le labeur et l'industrie des Z e l a n d o i s , de sorte qu'ils ne craignirent point de m e n e r des colo­ nies aux bords de cette rivière et d'y bastir

deux

forts, l'un n o m m é de N a s s a u dans C o y m i n n e , qui est comme u n e Isle (1) séparée du reste de la Conti-

(1) C'était la rive gauche du X i n g ú . Comme, surtout en aval du X i n g ú , il y a un grand nombre d'îles, et c o m m e l ' A m a z o n e se partage en plusieurs branches et canaux, on prenait souvent, à cette époque,


88

QUESTION DE FRONTIÈRES

n e n t e par u n e estroite b r a n c h e de la rivière des A m a z o n e s d'environ LXXX lieuës (1). L'autre qu'ils nommèrent d ' O r a n g e

à environ sept lieuës au-

dessous du p r e m i e r . Enfin, autour des deux, ils s'estoyent employés de tout leur pouvoir à cultiver les c h a m p s et à trafiquer avec les sauvages. « Après cela comme les très-Illustres et Puissans Seigneurs, Messieurs les Estats Généraux des P r o ­ vinces Unies

d e s P a y s - B a s eurent concedé la

navigation vers l ' u n e et l'autre A m e r i q u e à u n e certaine Compagnie : Il en eut d'autres qui sous les auspices et permission d'icelle y envoyèrent des Colonies, et y bastirent en divers endroits des Forte­ resses. Les Anglois

et Hyrlandois

firent

aussi le

mesme presque en mesme temps. Mais tant eux que nos gens, ayans esté inopinément attaqués et chassés par les P o r t u g a i s venans de P a r a , y ont souffert de grandes p e r t e s ; pour lesquelles

recompenser,

et

se vanger des injures receuës, ils se preparent avec plus grand effort de poursuivre ce qu'ils avoyent c o m m e n c é (2). »

pour des îles des e s p a c e s compris entre deux affluents, non explorés, du g r a n d fleuve. (1) Le plus septentrional de ces deux forts, celui de N a s s a u , se trouvait près de V e i r o s , sur la rive opposée, en face du confluent du M a r i o ã . On y voyait encore ses ruines en 1762 (Revue de l'Ins. Hist. du Brésil, Tome IX, p. 5 6 9 ) . (2) J . DE LAET, Histoire du Nouveau Monde, ou Indes Occidentales, L e y d e , E l s e v i e r , 1640, Liv. XVII, Ch. V : Brief discours des choses que les Belges ont faites en ces quartiers, p. 1 7 4 . Le chapitre III a cette inscription : Description de la grande rivière des Amazones selon les observations des Anglois et des Belges.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

Les P o r t u g a i s - B r é s i l i e n s

89

d e P a r a n e s e sont

pas bornés à empêcher, d e 1616 à 1632, l'occupa­ tion d e la rive guyanaise de l ' A m a z o n e p a r l ' A n ­ gleterre

et

la H o l l a n d e . Ils ont fait plus. En 1642,

Expéditions Expéditions des P o r t u g a i s au nombre de plus d e huit cents, sous la conduite Portugais de Para ccoonnttrree des capitaines P E D R O D A C O S T A F A V E L L A , B E N T O R O D R I G U E S ll ee ss Hollandais Hollandais qui aa vv aa ii ee n n tt DE OLIVEIRA e t AYRES D E S O U Z A C H I C H O R R O , q u i , tOUS, qui occupé s'étaient signalés d é j à dans les combats d e l ' A m a l ' l'île île Maranhão z o n e (1), ils allèrent se joindre aux B r é s i l i e n s d e ddee Maranhão (1642-1644). (1642-1644). d

e

s

M a r a n h ã o (1642) q u i défendaient leur patrie contre l'invasion hollandaise, et c o n t r i b u è r e n t ainsi à libé­ rer d e la domination étrangère (1644) cette

partie

d u B r é s i l , q u e , e n outre d e l ' A m a z o n e , Louis XIV,

Les Hollandais Les expulsés m e r d u Roi d e P o r t u g a l . En 1646, ils partirent Hollandais du littoral encore e n expédition, d e B e l e m d o P a r á , sous la d u elni tt rt oer a l le Mayacaré entre Cassiporé c o n d u i t e du g O U V e r n e u r S E B A S T I À O D E LUCENA D E A Z E V E D O , etleleMayacaré par e t l eC a s s i p o r par vers l e Nord cette fois, pour aller déloger les H o l - les P o r t u g aé i s e s P a r á (1646). l a n d a i s d ' u n poste fortifié q u ' i l s occupaient entre l de gais

u n d e m i - s i è c l e plus tard, s e croyait e n droit de récla-

P o r t u

de Pará (1646).

le M a y a c a r é e t l e C a s s i p o r é , ou C a c h i p o u r , s u r (1) Cette expédition s e composait de 1 1 5 P o r t u g a i s , n é s e n E u r o p e o u au B r é s i l , et de 700 I n d i e n s de P a r a . Elle e s t m e n tionnée n o n s e u l e m e n t dans les chroniques brésiliennes et p o r t u gaises de l'époque, m a i s aussi dans les d o c u m e n t s hollandais. COSTA FAVELLA était natif de P e r n a m b u c o ( B r é s i l ) et RODRIGUES DE OLIVEIRA natif de R i o d e J a n e i r o . Les H o l l a n d a i s étaient alors maîtres de tout le littoral du B r é s i l , depuis R i o R e a l , près de B a h i a , jusqu'à M a r a n h ã o . Les B r é s i l i e n s de M a r a n h ã o , aidés s e u l e m e n t par l'expédition de P a r á , o n t été les premiers à expulser, en 1644, les H o l l a n d a i s . Dans les autres parties du B r é s i l - N o r d , la guerre, c o m m e n c é e e n 1624, n e prit fin qu'en 1 6 5 4 .


90

QUESTION DE FRONTIÈRES

le littoral q u e la F r a n c e réclame m a i n t e n a n t du Brésil. Un document français contemporain atteste la présence des H o l l a n d a i s , à cette époque, dans le M a y a c a r é et le C a s s i p o r é (1). Un document por­ tugais postérieur m o n t r e que le poste hollandais attaqué et d é t r u i t p a r

LUCENA

DE

AZEVEDO

se trou­

vait, en effet, clans ces parages. Les soldats de Para a u r a i e n t r e m o n t é l ' A r a g u a r y et son ancien affluent M a y a c a r y ou B a t a b u t o ; ils a u r a i e n t traversé le grand lac d'El Rey, aujourd'hui descendu

L a g o N o v o , et

alors la crique q u i , à travers plusieurs

lacs, m e n a i t au M a y a c a r é

et à la m e r , entre le

Cap d u N o r d et l ' O y a p o c . C'est l'itinéraire q u e , q u a r a n t e a n s après, guidé peut-être p a r u n des soldats de son prédécesseur,

ANTONIO

DE ALBUQUERQUE

suivait pour aller visiter les ruines de l'ancien poste

(1) Bibliothèque Nationale de P a r i s , Collection Clairambault, Manuscrit № 1 0 1 6 (Suite des Voyages de la Compagnie du Cap de Nord en une terre ferme des Indes Occidentales) p . 676 : — « En ce m e s m e temps l e s Hollandois saisirent B e r b i c e , E s s e q u i b e et autres petites rivières qu'ils t i e n n e n t encore. YANSUANDRIZ occupe aussi maintenant Mayacarey et Cassipoury. En 5 5 (1655) GRÉGOIRE Capne leur a m e n a six h o m m e s . » Le premier Mémorandum portugais de 1699 fait m e n t i o n d'un « général BALDEGRUES » qui occupait u n fort au « lac de M a i a c a r i ». DOMINGOS TEIXEIRA (Vida de Gomes Freyre de Andrada, L i s b o n n e , 1727, t. I I , p . 425) parle du fort de M a y a c a r y ou d u général BALDE GRUU » . BERREDO (§ 95S) l'appelle BANDEUGÚS, et, i n t e r p r é t a n t

mal

des

d o c u m e n t s qu'il aura e x a m i n é s à la hâte, croit qu'il s'agit d'une expédition aux environs de G u r u p á . VARNHAGEN, se basant peut-être sur cette dernière transformation, suppose qu'il s'agit d'un VAN DER GOES.


BRÉSIL E T GUYANE GRANÇAISE

91

hollandais, comme le m o n t r e n t les passages suivants de sa lettre en date du 19 juillet 1687, adressée au Roi DOM PEDRO I I

( 1 )

:

« ... Pour m'acquitter de cette mission, ayant 1

( ) Doc. des Archives du Conselho Ultramarino (Conseil d'Outremer), Liasse (Maco) N° 1 0 3 1 , Bibl. Nationale de L i s b o n n e . — Texte portugais des passages c i - d e s s u s traduits : — « ... Em cujo c u m p r i m e n t o , sendo-me dada pelo Governador GOMES FREYRE DE ANDRADA huma ordem pela qual me encarregava que passasse á outra parte do Rio das Amazonas, levando e m m i n h a companhia o Engenheiro d'este Estado, soldados, e mais pessoas praticas, que para esta função havia n o m e a d o , penetrasse os sertões do Cabo do Norte, contratando pazes com algumas nacões do g e n t i o , daquellas que se acham separadas da nossa c o m m u n i c a ç ã o , c h e g a s s e a ver, e examinar os sitios em que estiveram as fortalezas do Torrego, a de Cumaú, e a de Mayacary, todas ganhadas

pelas armas portuguezas;

tanto que do precizo

fui aprestado, dei principio á viagem c o m toda a promptidão, e brevidade possivel, para que Vossa Magestade, nesta m e s m a occasião fosse informado do effeito della, e continuando-a por parles que bem p u dessem examinar e registar as entradas mais patentes do dito Rio das A m a z o n a s , entrei pelo Rio de Araguary, contiguo á ponta do dito Cabo do Norte, a qual não pude passar por ser muito arriscada a navegacão por aquella costa, o que só se faz e m certas m o n ç õ e s . Das cabeceiras deste rio, c o m noticia da m i n h a chegada, desceram a ver-me quantidade de I n d i o s , parle da multidão, que naquelle sertão habita, aos quaes m a n d e i logo fazer as praticas convenientes ao serviço de Deus, e de Vossa Magestade.... Continuando neste meio tempo a penetrar o rio e lagos de Mayacary, aonde vivem muitas nações de gentio, cujos principaes fiz convocar á aldeia sita em o meio de hum grande lago chamado C a m o n i x a r í . . . . E vendo que a falta das aguas m e difficultava a passagem das m i n h a s c a n o a s , e impedia o continuar a dita viagem, penetrando aquelle certão até a costa e paragem aonde houve a dita fortaleza de M a y a c a r í me resolvi a voltar, deixando na dita aldeia de C a m o n i x a r i o missionario que levava em minha companhia, por ser alli mais preciso, e o dito gentio m'o pedir.... He certo, Senhor, que se esta o r d e m de Vossa Magestade chegara mais c e d o , se f i n d a r a ésta diligencia, por que só é franca esta passagem desde o mez de J a n e i r o até o de M a i o . . . . Feitas estas diligencias e vistas estas paragens do rio de Araguary e Lagos de Mayacary, e praticado todo aquelle g e n t i o , despendendo c o m elle largos m i m o s . . . . E voltando pelo rio das Amazonas acima pela parte do C a b o d o N o r t . . . »


92

QUESTION DE FRONTIÈRES

reçu du Gouverneur

GOMES F R E I R E D E ANDRADA

u n ordre

par lequel il me chargeait de passer à l'autre rive du fleuve des Amazones,

ayant en ma compagnie l'ingé­

n i e u r de cet État, des soldats et d'autres personnes pouvant servir de guides, et choisies à cet effet; de pénétrer

l'intérieur

du Cap du Nord

en liant com­

merce avec quelques nations de gentils, de celles qui se trouvent en dehors de notre influence; voir et examiner Torrego,

d'aller

les emplacements où furent les forts de

de C u m a ú et de Mayacary,

par les armes portugaises....

tous gagnés

Sitôt pourvu du néces­

saire, j ' a i commencé le voyage avec toute la dili­ gence et célérité possible afin que Votre Majesté fût dès m a i n t e n a n t informée de son résultat, et faisant ma route par des endroits d'où l'on peut bien exa­ m i n e r et signaler les entrées les plus importantes dudit fleuve des A m a z o n e s , j'entrai d'Araguary

dans la

rivière

voisine à la pointe dudit Cap du

Nord,

laquelle je n'ai pu doubler vu le péril de la

navigation

sur cette côte qui ne se fait qu'à de certaines

saisons( ).

1

Des régions où cette rivière prend sa source, ayant appris mon arrivée, descendirent à ma r e n c o n t r e q u a n t i t é d ' I n d i e n s , partie de la foule de la nation M a r u a n u n s qui habite cet i n t é r i e u r , lesquels j ' a i fait aussitôt e n t r e t e n i r de ce qui convenait au ser­ vice de Dieu et de Votre Majesté.... Continuant

1

cepen-

( ) C'est u n e preuve de plus que le Cap du Nord était pour les P o r t u g a i s c o m m e pour tout le m o n d e , m ê m e au xvii siècle, u n e pointe au Nord de l'Araguary, et non au Sud, c o m m e D'AVEZAC et d'autres F r a n ç a i s l'ont p r é t e n d u de notre t e m p s . e


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

93

dant à pénétrer dans la rivière et les lacs de

Mayacary,

où vivent plusieurs autres nations de gentils dont j ' a i fait convoquer les chefs au village situé au milieu d'un grand lac nommé C a m o n i x a r i . . . Et voyant que la baisse des eaux rendait canots et m'empêchait vers l'intérieur

difficile

le passage de mes

de poursuivre

mon voyage à tra-

du pays jusqu'au

ladite forteresse de Mayacary, retourner,

laissant audit

point de la côte où fut je me suis décidé à

village C a m o n i x a r i

le

missionnaire qui m'accompagnait, plus nécessaire en cet e n d r o i t vu les d e m a n d e s des g e n t i l s . . . . Il est certain, Sire, que, si cet ordre de Votre Majesté était arrivée plus tôt, ma mission a u r a i t été ter­ minée,

car ce passage n'est ouvert que du

mois

de janvier à celui de m a i . . . . Ayant accompli ces choses et visité ces parages de la rivière et des lacs de Mayacary,

d'Araguary

et fait connaissance avec

tous ces I n d i e n s , avec lesquels j ' a i dépensé force cadeaux...

Et au retour,

en remontant

Amazones

du côté du Cap du Nord

le fleuve des 1

» ( ).

Le poste fortifié pris aux H o l l a n d a i s par DE AZEVEDO

LUCENA

se trouvait donc sur le rivage de la m e r ,

à l ' e m b o u c h u r e du M a y a c a r é ou aux environs de cette position. Après l'année 1647, les H o l l a n d a i s

cessèrent

d'aller trafiquer, comme ils le faisaient a u p a r a v a n t , avec les I n d i e n s qui peuplaient les îles des bouches 1

( ) Il remontait

l'Amazone

dire, du côté de la rive gauche,

du

côté du

Cap

du

ou des Terres du Cap

Nord, du

c'est-àNord.


94

QUESTION DE FRONTIÈRES

de l ' A m a z o n e , m a i s ils c o n t i n u è r e n t à envoyer annuellement

au M a y a c a r é des navires

pour la

1

pèche du l a m a n t i n ( ). Les Les missionnaires portugais.

Des religieux portugais travaillaient dès les pre­ m i e r s temps de l'occupation de P a r á à attirer les I n d i e n s à la civilisation. Leurs missions se r é p a n ­ dirent d'abord s u r les p r e m i e r s affluents de la rive droite de l ' A m a z o n e , ensuite s u r les îles et s u r la rive gauche ou guyanaise. Les Franciscains (Capu­ chos) de Saint-Antoine furent les p r e m i e r s à s'éta­ blir à B e l e m d o P a r á , en 1617. Puis, arrivèrent : les Carmes,

en 1 6 2 7 ; les Jésuites, en 1 6 5 6 ; les

Religieux de la Merci (Mercês), en 1 6 5 9 ; les F r a n ­ ciscains de la Pitié (Piedade), en 1 6 9 5 ; et les F r a n ­ ciscains de la Conception de B e i r a et M i n h o , vers la m ê m e a n n é e . Le Père Christoval DE ACUÑA parle de C u r u p a t u b a Établissements des P o r t u g a i s sur la sur la (Monte-Alegre) c o m m e é t a n t s u r la rive Nord de rive g a u c h e rive gdea u c h e l ' A m a z o n e , en 1659, le plus occidental des villages l'Amazone l ' A m a z o n e d ' I n d i e n s soumis au P o r t u g a l ; mais il n'a m e n ­ après après 1626. 1626 tionné q u e ce qu'il avait pu voir au cours de son

voyage sur le fleuve. Plus à l'occident, s u r la rive gauche du T a p u j u s ú s ou S u r u b i ú , se trouvait un village

d'Indiens,

déjà

soumis

aux

Portugais

2

en 1626 ( ), et qui est devenu la mission de S a i n t -

1

( ) L e t t r e d u 2 8 N o v e m b r e 1 6 5 9 d u P è r e ANTOINE VIEIRA, a u

Roi de

Portugal. 2

( ) BERREDO, § 5 6 8 ; C. DA SILVA, § 1 8 8 6 , o ù tion du p a s s a g e de c e t

auteur.

se t r o u v e u n e

traduc­


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

95

A n t o i n e d e S u r u b i ú , et plus tard la ville d ' A l e m quer. Ainsi, il y avait en 1639, dans la Capitainerie du Cap du N o r d , a p p a r t e n a n t à BENTO MACIEL PARENTE, alors gouverneur général de l'État de M a r a n h â o , au moins trois villages d ' I n d i e n s soumis aux P o r ­ tugais

et

fréquentés

par leurs missionnaires :

les villages des T a p u j u s ú s , de C u r u p a t u b a et de Y a u a c u a r a , ce d e r n i e r près du U a c a r a p y et du fort de D e s t e r r o . BENTO MACIEL PARENTE, LICHTHARDT

à Sam

m o u r u t cette

fait prisonnier par l'amiral

L u i z d o M a r a n h â o en 1 6 4 1 ,

même

année au R i o

Grande

do

N o r t e , tandis qu'on le conduisait à M a u r i t s z t a d t ( P e r n a m b u c o ) , capitale du B r é s i l h o l l a n d a i s . Son fils

a î n é , du m ê m e

nom,

lui succéda.

Par

Lettres patentes dn 9 juillet 1645, le Roi DOM JOÀO IV confirma la donation de 1657 (1). Lorsque le Père ALOISIO CONRADO PFEIL,

de la Compagnie de Jésus,

visita en 1680 le village de Y a u a c u a r a , DOMINGOS BARBOSA SYLVA,

agent de VITAL MACIEL PARENTE, troi­

sième seigneur de la Capitainerie du Cap d u N o r d , y résidait. Après la m o r t de ce d e r n i e r , qui n'a pas laissé de successeur, la Capitainerie a fait retour à la Couronne. Avant 1659,

les P o r t u g a i s

de P a r á avaient

visité le Rio N e g r o . En 1645, ils le fréquentaient (1) Archives de Torre do T o m b o , Lisbonne, Liv. ler de la Chanc. de D. Joao IV,fol. 2 8 0 . Ces lettres de confirmation reproduisent intégral e m e n t celles de PHILIPPE III, de 1 6 5 7 .


96

QUESTION DE FRONTIÈRES

déjà (1). En 1657, des misisonnaires de la Compa­ gnie de Jésus c o m m e n c è r e n t

à accompagner

les

expéditions portugaises qui r e m o n t a i e n t a n n u e l l e ­ m e n t cette rivière et à visiter les tribus indiennes qui en habitaient les bords. En 1660, le Père MANOEL 2

DE SOUZA y fondait la première église ( ). Un poste fortifié y était établi aussitôt et u n fort

construit

3

vers la fin du siècle ( ). Occupation du Jary par les

Portugais e n 1654. Importance de c e t t e occupation.

En 1654, u n e expédition composée de 70 soldats et 400 I n d i e n s , sous la conduite du major Joao DE BITANCOR MUNIZ, r e m o n t a i t la rivière J a r y , obtenait l'amitié des A r u a q u i s et les aidait à vaincre leurs e n n e m i s , les A n i b a s

La mission n o m m é e de

J a r y y était fondée quelque temps après par les Jésuites et passait plus tard aux m a i n s des F r a n c i s ­ 5

cains ( ). Elle devint par la suite la bourgade de Fragoso (6), avec u n e église paroissiale, et elle n'a (1) a ... Le R i o N e g r o », écrivait en 1 7 4 5 LA CONDAMNE (Relation de son voyage, p . 1 1 7 ) « est fréquenté par les P o r t u g a i s depuis plus d'un siècle. » (2) P. ANTONIO VIEIRA, Reposta aos capitulos de accusação, que deu contra os Religiosos da Companhia de Jesus ( 1 6 6 2 ) o Procurador do Maranhão, JORGE DE S. PAIO. Bibl. d ' E v o r a , Ms. C X V - 2 - 1 1 , fol. 1 5 2 et suiv. 3

( ) LOURENÇO AMAZONAS, Dicc. topographico, hist., descriptivo da comarca do Alto Amazonas, R i o , 1 8 5 2 , p. 2 1 1 : — « Em 1 6 7 0 , FRANCISCO DA MOTTA FALCÃO fundou a fortaleza de S. J o s é d a B a r r a d o R i o N e g r o , tres legoas acima da sua confluencia. » Ce p r e m i e r poste fortifié n'a pas duré l o n g t e m p s . Il a été rétabli vers . 1 6 9 1 , et en 1 6 9 7 u n fort r é g u l i e r y fut construit à l'occasion de la visite faite à cette rivière par le gouverneur ANTONIO DE ALBUQUERQUE. 4

( )

BERREDO, § 9 9 1 .

5

( ) Le P. JOSÉ DE MORAES, Historia da Companhia de Jesus extincta Provincia do Maranhão e Pará. 1 7 5 9 , Liv. VI, Chap. VII. 6

( ) Le P. J. MONTEIRO DE NORONHA, Roteiro

da viagem

da cidade

da do


BRÉSIL

E T GUYANE FRANÇAISE

97

c o m m e n c é à être abandonnée de ses h a b i t a n t s q u e vers 1833 (1). L'occupation du J a r y par les P o r t u g a i s en 1654 est u n fait i m p o r t a n t , car cette rivière et les affluents de son cours s u p é r i e u r p r e n n e n t leurs sources sur le versant

méridional

des

monts

Tumucumaque

depuis le m é r i d i e n des sources de l ' O y a p o c , o u V i n ­ c e n t P i n ç o n , j u s q u ' à la frontière hollandaise. Et on doit faire r e m a r q u e r que cette occupation du cours inférieur

du J a r y par les P o r t u g a i s en

1654,

quoique très postérieure à leur occupation de la rive gauche de l ' A m a z o n e et du cours inférieur d'autres affluents de cette rive, est encore bien a n t é r i e u r e à l'occupation définitive de l'île de C a y e n n e par les F r a n ç a i s en 1676. Vers 1660, le fort de D e s t e r r o fut a b a n d o n n é , et u n a u t r e élevé par le capitaine FAVELLA sur

l'Ara-

g u a r y , dans le b u t de protéger les missionnaires franciscains qui visitaient a n n u e l l e m e n t ces p a r a ­ ges (2). Ce p r e m i e r poste fortifié sur l ' A r a g u a r y devait être d' u n e construction très légère, puisqu' il n' a pu résister longtemps aux inondations et à l'action du mascaret ou

pororoca.

Pará alé ás ultimas colonias dos Dominios § 41 (Publ. dans le Tome VI des Noticias Royale des S c i e n c e s de L i s b o n n e ) .

Portugueses Ultramarinas,

(1768), de l'Acad.

(1) Accioli, Corographia Paraense, B a h i a , 1 8 5 5 , p. 2 5 7 . ( ) DOMINGOS TEIXEIRA, Vida de Gomes Freyre de Andrada. b o n n e , 1 7 2 7 , T. I I , p . 4 6 8 ; C . DA SILVA, § 8 4 . 2

7

Lis-

Premier P r e m i e r fort portugais sur s u r l'Araguary (1660). l'Araguary


QUESTION DE FRONTIÈRES

98

VII

Les concessions françaises en Guyane. Premiers essais de colonisation des Français, commencés en 1626. Toujours à l'ouest de l'Oyapoc.

On a vu qu'en 1 6 0 5 , u n Roi de F r a n c e , HENRI I V , avait accordé à

LA RAVARDIÈRE

des Lettres patentes le

n o m m a n t son lieutenant-général « ès contrées de l ' A m é r i q u e , depuis la rivière des A m a z o n e s j u s ques à l ' î l e d e la T r i n i t é » , n'ayant d'autre raison pour les accorder

q u ' u n simple voyage, et bien

rapide, fait p a r ce g e n t i l h o m m e , l'année précédente, aux côtes de la G u y a n e , où il fut guidé p a r u n pilote anglais

1

( ). Au m o m e n t où HENRI I V signait ces

Lettres patentes, disposant de territoires qui n'avaient été n i découverts ni explorés p a r ses sujets, et qui a p p a r t e n a i e n t au Roi d ' E s p a g n e et de P o r t u g a l , u n e colonie anglaise était établie depuis u n an s u r la rive gauche de l ' O y a p o c , et les A n g l a i s et les Hollandais

c o m m e n ç a i e n t à p r e n d r e pied dans

l'Amazone. On a vu aussi que

LA RAVARDIÈRE

s'était désisté de

cette concession, en échange d'une a u t r e , qui lui fut accordée en 1 6 1 0 , et qui n'avait plus aucun rapport avec la G u y a n e ou l ' A m a z o n e .

L

( ) MOCQUET, ouvr. c i t é , p . 1 4 8 .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

Par Lettres patentes

du

99

2 7 novembre 1 6 2 4 ,

Louis XIII n o m m a ce m ê m e LA RAVARDIÈRE et M. LOURDIÈRES, « l i e u t e n a n t s - g é n é r a u x du Roi ès pays de l'Amérique,

depuis la

rivière

des

Amazones

jusques à l ' I s l e d e la T r i n i t é », renouvelant ainsi la concession de 1 6 0 5 , à u n m o m e n t où les A n g l a i s et les H o l l a n d a i s essayaient de s'établir sur les côtes de la G u y a n e et où ils étaient effectivement établis sur la rive guyanaise de l ' A m a z o n e , ayant pour adversaires les P o r t u g a i s de P a r a . Les p r e m i è r e s tentatives françaises de colonisation en G u y a n e furent faites à la suite de cette conces­ sion. Un d o c u m e n t officiel écrit en 1 6 8 8 par M. DE FERROLE. alors gouverneur de C a y e n n e , raconte ainsi ces p r e m i e r s essais (1) : « En 1 6 2 6 , quelques m a r c h a n d s de R o u e n , y envoyèrent » (à la G u y a n e ) « u n e colonie de

Premières Premières colonies c o l o n i e s françaises : àfrançaises Sinamary:

2 6 h o m m e s c o m m a n d é s par le Sieur DE CHANTAIL et

(1626), à sinamary et à Conanama Conanama e t à (1628).

par le Sieur CHAMBAUT, son l i e u t e n a n t , qui s'établirent sur les bords de la rivière de Sinamari,

qui entre

dans la m e r par les cinq degrés et demi de latitude. (1) Mémoire contenant les droits de la France sur les pays situés entre la rivière des Amazones et celle d'Orénoc, publié dans la Collection de Mémoires et correspondances officielles sur l ' a d m i n i s t r a t i o n des Colonies, par V. P. MALOUET, ancien administrateur des Colonies e t de la Marine, P a r i s , An X, T. I, p . 111. Ce d o c u m e n t de 1688 a servi de base au premier Mémoire p r é s e n t é e n 1698 au G o u v e r n e m e n t portugais par M. DE ROUILLÉ, Ambassadeur de F r a n c e à L i s b o n n e .


100

QUESTION DE FRONTIÈRES

« En 1628, le capitaine HAUTEPINE mena une nou­ velle colonie de 14 hommes à la rivière près de Sinamary,

Conanama,

et y laissa le n o m m é LAFLEUR

pour c o m m a n d a n t , avec une b a r q u e a r m é e . « En

1650, Le capitaine

LEGRAND y m e n a

50

hommes. «

En

1 6 3 3 , le

capitaine

GRÉGOIRE

y

mena

66 h o m m e s (1). » Ainsi, la p r e m i è r e colonie française en G u y a n e fut établie, en 1626, sur le Sinamary,

très loin de

l ' A m a z o n e , 5 0 lieues à l'Ouest de l ' O y a p o c , sur la rive gauche duquel se trouvaient déjà les H o l l a n ­ d a i s échappés des combats avec PEDRO TEIXEIRA, et où, en 1627, l'amiral LUCIFER, agissant au nom de la Compagnie

hollandaise des I n d e s O c c i d e n t a l e s ,

élevait u n fort. A l'Ouest des deux petites colonies françaises, les A n g l a i s et les H o l l a n d a i s s'établis­ saient à S u r i n a m , B e r b i c e et E s s e q u i b o .

Compagnie Compagnie française du Cap du Nord Nord Cap du ou de la Guyane ou de la Guyane (1633). (1635). Elle Elle n'entreprend rien. rien n'entreprent

« La m ê m e a n n é e 1635 », c o n t i n u e le Mémoire de DE FERROLLE, « plusieurs m a r c h a n d s de N o r mandie

formèrent u n e compagnie et o b t i n r e n t des

Lettres patentes du Roi Louis XIII et du Cardinal DE RICHELIEU, chef et s u r i n t e n d a n t de la navigation de F r a n c e , p o u r faire seuls le commerce et la (1) D'après u n m a n u s c r i t français contemporain (Collon Clairambâult, Ms. 1 0 1 6 , p. 6 5 5 , Bibl. Nationale de P a r i s ) , le capitaine GRÉGOIRE a m e n a s e u l e m e n t 6 h o m m e s . Les 50 h o m m e s du capitaine LEGRAND a b a n d o n n è r e n t presque tous la colonie.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

101

navigation de ces pays-là, qui n'étoient occupés paraucun autre prince c h r é t i e n , et dont les bornes furent m a r q u é e s , dans ces Lettres, par les rivières des A m a z o n e s et d ' O r é n o c , m e s m e cette compa­ gnie fut n o m m é e Compagnie

du Cap Nord,

qui est

celuy qui b o r n e l ' e m b o u c h u r e de la rivière

des

A m a z o n e s du côté gauche ou du Nord.... » Le Père

GEORGES FOURNIER,

dans son

Hydrographie

( P a r i s , 1645), parle ainsi de cette nouvelle conces­ sion française : « Le 27 de Iuin p e r m i t aux sieurs

1655, Monsieur le Cardinal

ROSÉE,

et

ROBIN,

et leurs associez

m a r c h a n d s de R o u e n , et D i e p e d'envoyer au de Nord,

coste de l ' A m e r i q u e ,

depuis

Cap

les trois

degrez trois quarts de Nord jusques aux quatre

degrez

trois quarts y compris, vers la rivière d'avant le vent, et celle de M o r a n i » ( M a r o n i ) « tel n o m b r e de vaisseaux que bon leur semblera, deffendant à tout autre F r a n ç o i s d'y negotier dans dix ans sans l e u r permission. » Les limites de cette concession étaient, donc, à l'Ouest, le M a r o n i , et à l'Est, l ' O y a p o c , dont D E LA BARRE

plaçait encore, en 1666, l'embouchure

5°40' de latitude septentrionale. Le nom — de Nord

par Cap

— y est employé comme synonyme de

G u y a n e (1). (1) Dans l'ouvrage de C. DA SILVA on trouve plusieurs textes çais de c e l t e époque où le n o m de — Cap

de Nord

fran-

— est donné à


102

QUESTION D E FRONTIÈRES

Cette p r e m i è r e Compagnie française du Cap d u N o r d n'a rien e n t r e p r i s . Cependant,

quelques-uns

des colons de S i n a m a r y s'établirent à

Cayenne

en 1654. IInsuccès nsuccès des nouvelles tentatives françaises

Le 26 mai 1640, u n e a u t r e Compagnie du Cap d e N o r d fut autorisée, sous la direction de JACOB BONTEMPS. Elle pouvait créer des

établissements

sur

de colonisation, en

1643 e t 1 6 5 2 .

toutes les terres « situées aux I n d e s O c c i d e n t a l e s , e n t r e les rivières des A m a z o n e s et d ' O r é n o q u e , les dites rivières y comprises ». PONCET DE BRETIGNY, n o m m é

gouverneur

de

la

colonie, d é b a r q u a à C a y e n n e en 1645, à la tète de 500 h o m m e s . Il ne trouva dans le pays que quelques F r a n ç a i s , derniers lons (1).

Les

survivants des

premiers

co­

établissements de S i n a m a r y et de

C o n a m a n a n'existaient plus. Cette p r e m i è r e colonie française à C a y e n n e ne d u r a q u ' u n a n . « La mauvaise conduite de M. DE 2

BRETIGNY », dit TERNAUX-COMPANS ( ),

« et la révolte

des sauvages qui en fut la suite causèrent seules la destruction de la colonie. »

toute la G u y a n e , depuis l ' A m a z o n e jusqu'à l ' O r é n o q u e . Voir cet a u t e u r : §§ 58 à 0 5 ; 1906 à 1 9 1 1 ; 1914 et 1 9 1 5 ; 1916 et 1 9 1 7 ; 1918 et 1 9 1 9 ; 1920 et 1 9 2 1 ; 1 9 2 6 et 1 9 2 7 ; 1 9 5 5 à 1 9 5 5 . (1) A son arrivée, DE BRETIGNY « y trouva six F r a n ç a i s à C a y e n n e , quatre à M a r a o n n y (Marony) et sept à S u r i n a m , s a n s a u c u n e s provisions ny c o m m o d i t e z de F r a n c e , et tous réduits à vivre bestiale m e n l parmy les s a u v a g e s , plus charitables sans comparaison que la Compagnie » (Manuscrit cité, Bibl. Nat. de P a r i s , Collon Clairambault, N° 1 0 1 6 , p . 6 7 6 ) . 2

( ) H . TERNAUX-COMPANS, Notice çaise, P a r i s , 1 8 4 3 , p. 4 7 .

Historique

de

la Guyane

Fran-


B R É S I L ET GUYANE FRANÇAISE

103

Une autre compagnie organisée en 1651 ne fut pas plus h e u r e u s e que les précédentes. Par Lettres patentes de cette a n n é e , Louis XIV avait concédé à l'Isle

DE MARIVAULT, DE

Royville

privilège d'occuper « la Terre Nord en l'Amérique,

et leurs ferme

associés

du Cap

depuis la rivière des

comprise...

de

Amazones

icelle comprise jusques à la rivière d'Orénoque, pareillement

le

icelle

» (1). 2

De 400 à 500 h o m m e s ( ) arrivèrent à C a y e n n e le 29 septembre 1652. En moins d'une année ils étaient p r e s q u e e n t i è r e m e n t exterminés. « P l u s de 400 p e r s o n n e s a v a i e n t d é j à p é r i , e t les autres étaient réduites à la d e r n i è r e extrémité, q u a n d , l e 11 d é c e m b r e 1655, deux b â t i m e n t s , l'un hollandais et l'autre anglais, p a r u r e n t devant C a y e n n e . Le c o m m a n d a n t de ce d e r n i e r offrit au petit n o m b r e de F r a n ç a i s qui se trouvaient dans le fort de C é p e r o u , de les transpor­ ter à S u r i n a m , ce qu'ils acceptèrent avec la plus 3

grande reconnaissance( ). » En l 6 5 6 , C a y e n n e , a b a n d o n n é e , devint u n e colo­ n i e hollandaise. « Pas u n F r a n ç a i s ne se m o n t r a i t dans l a G u y a n e » , dit C. DA SILVA(4), « et e n c o r e , au mois de juillet 1655,Louis XIV octroyait au

DUC D'AMPVILLE

la charge

(1) C. DA SILVA, § 1 9 1 4 , extraits de cette c o n c e s s i o n . ( ) BIET, Voyage de la France Equinoxiale en l'isle de Cayenne, entrepris par les Français en l'année 1 0 5 2 . P a r i s , 1064. p. 8. ( ) TERNAUX-COMPANS, OUV. cité, p. 58-59, r é s u m a n t BIET (OUV. cité) et DAIGREMONT (1654). (4) §§ 90 à 1 0 7 . 2

3

Cayenne colonie hollandaise. de 1650 à 1664.


104

QUESTION DE FRONTIÈRES

de vice-roi de l ' A m é r i q u e ,

avec la totalité de la

G u y a n e depuis l ' A m a z o n e jusqu'à

l'Orénoque.

Cela n'empêcha pas les H o l l a n d a i s de garder en­ core neuf ans la G u y a n e F r a n ç a i s e . Cayenne Cayenne prise prise par les Français les Français en 1664. 1664.

« Les H o l l a n d a i s ne furent délogés que le 15 mai 1664, par le capitaine de vaisseau LE FEBVRE DE LA BARRE. « LA BARRE venait d'arriver à C a y e n n e

comme

lieutenant-général du Roi, à la tête d ' u n e seconde Compagnie de la F r a n c e É q u i n o x i a l e créée au mois d'Octobre 1665 — et n'ayant toujours

pour

bornes que l ' A m a z o n e et l ' O r é n o q u e . « Cependant, sans attendre des nouvelles de cette expédition, Loris XIV, à l'imitation de ce qui avait été fait pour les P a y s - B a s et pour la S u è d e , avait trouvé bon de s u p p r i m e r les compagnies américaines détachées, et de les fondre toutes dans u n e seule; et il avait créé, par édit du 28 Mai 1664, u n e des Indes

Occidentales,

Compagnie

— ne m a n q u a n t pas de

lui a t t r i b u e r toute la G u y a n e « depuis la R i v i è r e « d e s A m a z o n e s j u s q u ' à celle d ' O r é n o q u e . » « La Compagnie Générale continua au m ê m e gou­ v e r n e u r ses pouvoirs dans la G u y a n e . LA BARRE fit à C a y e n n e u n séjour de treize mois, é t u d i a n t soigneu­ sement le pays. Et, revenu en F r a n c e en congé, il s'empressa de p u b l i e r u n ouvrage où il rendit compte de

l'état

de la G u y a n e F r a n ç a i s e ,

le

dernier

Août 1665. « É c o u t o n s ce grave personnage, qui,

lorsqu'il

écrivait, était encore investi de la charge de lieute-


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

105

n a n t - g é n é r a l du Roi dans la F r a n c e É q u i n o x i a l e , — c'est-à-dire dans la F r a n c e bornée par l ' é q u a t e u r , par l ' A m a z o n e . « En dépit de tant de chartes de ses Rois, en dépit du titre pompeux qu'il portait l u i - m ê m e , il ne balance pas à reconnaître que les limites véritables de la G u y a n e

Française

étaient celles qui

lui

avaient été assignées par le cardinal DE RICHELIEU, les limites naturelles du M a r o n i à l ' O y a p o c . « Je transcris les paroles de LA BARRE : « La

Guyane

« Equinoctiale,

Françoise,

proprement

qui contient quelques

France

quatre-vingts

« lieues Françoises de coste, commence par « d'Orange,

le

Cap

qui est une pointe de Terre basse qui se

« jette à la Mer, et dont l'on prend connoissance

par

« trois petites Montagnes que l'on voit par dessus, et « qui sont au delà de la Rivière

Yapoco,

qui se jette

de Marony

mettre les

2

« à la Mer sous ce Cap ( ). » « Et plus loin(1) : « L'on peut à la Rivière « bornes de la Guyane

Françoise.

»

« Pour ce qui regarde les P o r t u g a i s , lesquels, dit-il, « h a b i t e n t le fort de S t i e r r o » ( D e s t e r r o ) , « assis à la bande du Nord de la Ri v i è r e d e s A m a (1) Page 16 de la Description de la France Équinoctiale, cydevant appellée Guyanne, et par les Espagnols, El Dorado, nouvellement remise sous l'obéissance du Roy, par le Sieur LE FEBVRE DE LA BARRE, son lieutenant général dans ce Païs, avec Carte d'iceluy, faite et présentée à Sa Majesté par ledit Sieur DE LA BARRE. P a r i s , 1 6 6 6 . Un fac-similé de cette Carte se trouve dans l'Atlas (2) Page 25 de l'ouvrage c i t é .

brésilien.

Limites de la Guyane, française d'après De La Barre (1666).


106

QUESTION DE F R O N T I È R E S

« z o n e s »,

LA B A R R E

à la pointe de Indienne, comprises

fait t e r m i n e r l e u r d o m i n a t i o n

Macapá;

Guyane

et il appelle

Indépendante,

Guyane

les

terres

e n t r e la pointe de M a c a p á et le C a p

d'Orange. « D'accord avec la conviction

qu'il

avait

sur

l ' é t e n d u e de son g o u v e r n e m e n t , le l i e u t e n a n t - g é n é ­ ral du Roi d a n s la G u y a n e F r a n ç a i s e fit o c c u p e r la M o n t a g n e d ' A r g e n t , la pointe occidentale de la baie d ' O y a p o c ; m a i s il se garda de f r a n c h i r

la

rivière. Cayenne prise prise et incendiée par les Anglais p a r les Anglais (1607). ( 1 6 6 7 )-

« Cayenne

et son ressort p r o s p é r a i e n t

enfin;

m a i s cette q u i é t u d e ne d u r a g u è r e . P e n d a n t l'absence

de

LA B A R R E ,

les A n g l a i s s ' e m p a r è r e n t de la G u y a n e

F r a n ç a i s e en Octobre 1667. « Reconquise au mois de Décembre de la m ê m e Réoccupée p Français para rles les Français à la suite année (1), elle offrit en 1674 u n nouvel exemple du à la suite de la paix paix de la respect q u e l'on y professait p o u r la d é l i m i t a t i o n du de de Bréda Bréda (1067). (1667). grand R I C H E L I E U . Deux m i s s i o n n a i r e s de C a y e n n e , les Pères

GRILLET

et

BÉCHAMEL,

de la Compagnie de

Jésus, font u n voyage s u r le c o n t i n e n t , d a n s le b u t de « découvrir les nations éloignées de la m e r ». Ils p é n è t r e n t d a n s le S u d ; mais ils s'arrêtent Camopi,

au

affluent de la rive gauche de l ' O y a p o c .

« Quelques j o u r s plus t a r d , il l e u r e û t été i m p o s (1) L ' a m i r a l a n g l a i s ,

SIR JOHN HARMON, « p r é v o y a n t bien que c e t t e

colonie serait r e n d u e à la paix g é n é r a l e , . . . fit brûler et ravager tout ce qu'il était i m p o s s i b l e d ' e m p o r t e r , et fit détruire les fortifications ». (TERNAUX-COMPANS, o u v r .

cité, p. 7 2 ) . C a y e n n e

fut

réoccupée

en

D é c e m b r e 1 6 6 7 par le chevalier DE LEZY DE LA BARRE, m i s en liberté par l e s A n g l a i s à la s u i t e de la paix de B r é d a .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

107

sible d'exécuter leur voyage, m ê m e dans l'espace où ils s'étaient circonscrits ; car

à

la fin de

1674

la G u y a n e

F r a n ç a i s e était redevenue H o l l a n d a i s e ( 1 ) .

Cayenne prise par les les Hollandais (1674). (1674). H o l l a n d a i s

« Maîtres de C a y e n n e u n e fois de plus, les H o l ­ l a n d a i s p e n s è r e n t au fleuve où ils avaient eu u n fort un demi-siècle auparavant. Le

juillet

20

1675,

Fort F o r t hollandais sur l'Oyapoc.

les États Généraux décident d'envoyer à l ' O y a p o c sur l'Oyapoc. u n e nouvelle colonie. Trois cent c i n q u a n t e H o l l a n ­ d a i s y arrivent le 4 Mars 1 6 7 7 , sous les ordres de JOHANNES APRICIUS

; et ils c o m m e n c e n t aussitôt sur la

rive gauche, et sur le m ê m e e m p l a c e m e n t autrefois choisi par

LUCIFER,

u n e ville fortifiée,

d o n n e n t le nom de Stadt

Orange,

à

laquelle ils

ville d ' O r a n g e .

« En définitive : « Les B r é s i l i e n s , dès qu'ils eurent pris posses­ sion de la p a r t i e a m a z o n i e n n e de la G u y a n e , s'y étaient m a i n t e n u s constamment, de plus en plus consolidés. Ils avaient fait acte de domination sur la rive gauche du N a p o ; ils fréquentaient le Rio N e g r o depuis plus de trente-deux a n s ; ils avaient depuis trente-neuf ans le fort du P a r ú (2), depuis dix-sept ans le fort de l ' A r a g u a r i ; et ils alléguaient des droits à la rive orientale de l ' O y a p o c (1) Prise de C a y e n n e par l'amiral hollandais JACOB BINKES, 1674. Reprise par les F r a n ç a i s , 18 d é c e m b r e 1 6 7 6 . (2) Le fort de D e s t e r r o , qui existait déjà e n 1 6 3 9 , se trouvait six lieues à l'Ouest du P a r t i ou G e n i p a p o , plus près de l ' U a c a r a p y que du P a r t i . Il fut a b a n d o n n é , c o m m e il a été dit plus haut, vers 1660, au m o m e n t où un premier poste fortifié des P o r t u g a i s était établi sur l ' A r a g u a r y . Le fort du P a r u n e fut élevé par les P o r t u g a i s qu'en 1687. 3

( ) Ils avaient expulsé les H o l l a n d a i s et les A n g l a i s qui occu-


108

QUESTION DE

FRONTIÈRES

« Les F r a n ç a i s , de l e u r côté, avaient souvent é t e n d u leurs p r é t e n t i o n s j u s q u ' à la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e , voire j u s q u ' à la rive droite, — seulement

sur le papier.

mais

Dans le fait, ils n'avaient

j a m a i s mis le pied à l'Est de l ' O y a p o c ; ils n'y avaient pas m ê m e songé. Tout au c o n t r a i r e , u n g o u v e r n e u r de la colonie, h o m m e d ' i m p o r t a n c e , — u n l i e u t e ­ n a n t - g é n é r a l du Roi, — avait d é m e n t i par la presse les exagérations de la m é t r o p o l e . « Les Français

ne s'étaient jamais

établis

l'Ouest de l ' O y a p o c ; et même là, ils avaient cédé toute la place à des envahisseurs. de 1 6 5 4 à 1 6 6 4 , ils n'avaient Guyane;

qu'à

souvent

Pendant dix ans,

rien possédé dans

une seconde fois, pendant

deux mois de Van-

née 1 6 6 7 , rien ; une troisième fois encore, pendant de deux ans, de 1 6 7 4 à 1 6 7 6 , rien Reprise de Cayenne rançais p a r lles e s FFrançais (1676). * (1676).

Le

d é c e m b r e 1 6 7 6 , l'amiral

18

la plus

» D'ESTRÉES

reprend

C a y e n n e aux H o l l a n d a i s , et y laisse comme gouv e r n e u r le chevalier

DE

LEZY

DE

c o m m e aide-major u n j e u n e officier, DE LA VILLE DE

DE FERROLE,

FERROLE

En 1 6 7 7 ,

DE LEZY

qui en 1 6 9 0 fut créé

de l ' A m a z o n e d e p u i s le T a p u j u s ú s , ils avaient expulsé

littoral c o m p r i s e n t r e le M a y a c a r é jusqu'à

MARQUIS

s'empara des deux postes hollandais

jusqu'à M a c a p a ;

effectivement

PIERRE-ÉLÉONOR

et n o m m é g o u v e r n e u r de la colonie.

paient la rive g u y a n a i s e Surubiú,

ayant

LA BARRE,

les H o l l a n d a i s

et le C a s s i p o r é ;

ils

occupaient

la rive guyanaise de l ' A m a z o n e depuis le R i o

l ' A r a g u a r y , qu'ils avaient franchi

que leurs m i s s i o n n a i r e s

visitaient

dès 1 6 5 4 , et y avaient fondé u n e

Negro

les a r m e s à la m a i n , et

d é j à ; ils avaient r e m o n t é mission.

ou du

le J a r y


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

109

de la rive gauche de l ' O y a p o c et de l ' A p p r o u a g u e . L'occupation définitive de la G u y a n e F r a n ç a i s e depuis l ' O y a p o c j u s q u ' a u cette date.

M a r o n i commence

à


110

QUESTION DE FRONTIÈRES

VIII

On vient de voir par la citation d'un passage de

La Guyane indienne d'après d'après De De

La Barre La Barre (1666).

LEFEBVRE DE LA BARRE, que ce « lieutenant-général du Roy dans la F r a n c e E q u i n o x i a l e » d o n n a i t e n i 6 6 6

pour limites à la G u y a n e F r a n ç a i s e à l'Est, la rivière du Cap d ' O r a n g e , — l ' Y a p o c o ou O y a p o c , — et, à l'Ouest, le M a r o n i . Un autre passage de son livre m o n t r e que les F r a n ç a i s ne connaissaient presque rien de ce qu'il appelait « la G u y a n e I n d i e n n e

» ou « G u y a n e

I n d é p e n d a n t e », c'est-à-dire, de la région com­ prise entre l ' A m a z o n e et l ' O y a p o c , où se trouve le territoire actuellement contesté. Le pays le pays « La G u y a n e I n d i e n n e », disait-il, « qui conentre l'Amazone entre l'Amazone et l'Oyapoc etpresque l'Oyapoc t i e n t environ quatre-vingts lieuës françoises, est u n inconnu presque païs fort bas et i n o n d é vers les costes m a r i t i m e s , et aux Français inconnu (1666). aux Français depuis l'embouchure des Amazones jusqu'au Cap de (1666).

N o r d , qui est presque inconnu aux F r a n ç o i s ; depuis lequel jusqu'au Cap d'Orange, quoyque le païs soit de m e s m e n a t u r e , et que l'on ne voye sur ses rivages aucune terre relevée, ni montagne, mais s e u l e m e n t des arbres comme plantez dans la m e r , et diverses cou­ pures de ruisseaux et rivières, qui ne produisent


BRÉSIL E T GUYANE FRANÇAISE

111

d'autre aspect q u e l'objet d ' u n païs noyé; l'on n e laisse pas d'avoir u n e plus g r a n d e connoissance de ces terres, parce que les barques françoises, et hollandaises,

y vont souvent

traitter

angloises,

le

lamentin

ou vache de m e r , q u e les A r a c a r e t s et P a l i c o u r s » (les I n d i e n s n o m m é s Paricuras

p a r les P o r t u ­

g a i s ) « q u i habitent cette coste, leur t r a i t t e n t après les avoir harponez dans les ruisseaux et m a r a i s q u i composent la meilleure

partie de la terre

qu'ils

habitent. « Nous connoissons dans cette coste les rivières d ' A r i c a r y , U n i m a m a r y , & C a s s i p o u r o . . . » (1). Ce n'est qu'à p a r t i r de 1679, que quelques F r a n ­ ç a i s de C a y e n n e c o m m e n c e n t à franchir l ' O y a p o c , soit pour aller trafiquer avec les I n d i e n s et leur acheter des p r i s o n n i e r s , soit pour faire la pèche au l a m a n t i n dans la région des lacs du C a p d u N o r d , ce q u e faisaient depuis longtemps les H o l l a n d a i s et les A n g l a i s des A n t i l l e s et de la G u y a n e (2).

(1) P. 16 et 17 de la Description citée. Voir DE LA BARRE, n° 76 d a n s l'Atlas brésilien.

la Carte de LEFEBVRE

(2) Outre le passage ci-dessus transcrit, de DE LA BARRE, e n 1 6 6 6 , a u sujet d e s barques « françaises, anglaises et hollandaises » qui allaient « s o u v e n t » au M a y a c a r é et aux lacs du C a p d u N o r d , il suffit de citer l e s deux p a s s a g e s suivants, du Père ANTONIO VIEIRA, e n 1639, et d'un Rapport du Conseil portugais d'Outremer, e n 1 6 9 5 ; — Lettre du Père ANTONIO VIEIRA, adressée au Roi de P o r t u g a l , DOM João IV, datée de S. L u i z d e M a r a n h ã o . l e 2 8 n o v . 1 6 5 9 : — « . . . Enfin, l'an 1 6 5 8 , le G o u v e r n e u r

D . PEDRO DE MELLO e s t

arrivé, a p p o r t a n t la

nouvelle de la publication d e la guerre contre l e s H o l l a n d a i s avec l e s q u e l s , depuis l o n g t e m p s , quelques tribus d ' I n d i e n s N h e e n g a h i b a s » (de File d e M a r a j ó ) « faisaient d u c o m m e r c e , é t a n t d o n n é le voisinage e n t r e leurs ports e t ceux d u C a p d u N o r d , où chaque

Les Français commencent à franchir l'Oyapoc en 1679.


112

QUESTION

D E FRONTIÈRES

Bientôt ils c o m m e n c e n t à faire des tournées com­ merciales

dans

l ' A m a z o n e , et ils les poussent

jusqu'aux environs du confluent du J a r y (1), e n t r a n t ainsi en relations avec les I n d i e n s déjà soumis a u P o r t u g a l , qui habitaient les îles de l'embouchure du fleuve et sa rive g a u c h e . Leurs voyages se faisaient, depuis l ' O y a p o c ou Vincent

P i n ç o n , jusqu'à

l'Amazone,

s u r des

pirogues, à travers les terres noyées, ou en suivant des criques, des canaux et des lacs qui reliaient entre

elles toutes

les rivières de la région qui

s'étend du C a p d ' O r a n g e à l ' A r a g u a r y (2). Les a n n é e plus de vingt navires de H o l l a n d e reçoivent d e s c a r g a i s o n s d e l a m e n t i n . » (« . . . Chegou finalmente, n o anno de 1 6 5 8 , o Governador D. P E D R O D E M E L L O , com as novas da guerra apregoada com os H o l l a n d e z e s , com o s q u a e s a l g u m a s d a s nações d o s N ' h e e n g a h i b a s h a m u i t o t e m p o t i n h a m c o m m e r c i o pela visinhança d o s s e u s portos com o s d o C a b o d o N o r t e , e m que todos o s annos c a r regain de peixe boi mais d e vinte navios d e H o l l a n d a — » — Rapport en date du 2 0 décembre 1 6 9 5 , du Conseil « Ultramarino », o u des Colonies, adressé au Roi D O M P E D R O II : — « . . . Que les a g i s s e m e n t s des F r a n ç a i s , et n o n s e u l e m e n t ceux d e s F r a n ç a i s , mais aussi d e s A n g l a i s e t d e s H o l l a n d a i s , étaient les m ê m e s qui o n t é t é f r é q u e m m e n t r a p p o r t é s . . . . » ( « . . . Q u e a s diligencias dos F r a n c e z e s , e n ã o s ó d'elles mas dos I n g l e z e s e O l a n d e z e s eram as m e s m a s de que repetidas vezes s e t i n h a m dado c o n t a . . . »). (1) « . . . Depuis l'année 1 6 7 9 j u s q u ' e n 1 6 8 4 q u e j ' a y c o m m a n d é en chef dans cette colonie j'ay toujours donné d e s passeports a u x F r a n ç o i s pour aller traitter sur la rivière des A m a z o n e s de n o s t r e costé. Ils o n t toujours fait paisiblement leur commerce jusqu'à la rivière d ' Y a r y » (Jary) « 3 0 lieues par de là M a c a p a . . . » Mémoire daté à C a y e n n e , le 2 0 juin 1 6 9 8 , signé — F E R R O L L E . — (2) Au sujet de la facilité de ces voyages sur b a t e a u , entre l ' O y a poc et l'Amazone, à travers les t e r r e s , voir l e s t é m o i g n a g e s cités par

C.

d e G. 1758),

DA SILVA, D E L'ISLE

de

JEAN

§§ 2 4 0 4

(1700),

à

de

BAPTISTE

2421,

de

KEYMIS

LEBLOND

(1596),

de

D'AVITY

(1637),

d u Père B E N T O D AFonseca(vers ( 1 8 0 2 et 1 8 1 4 ) , des commandants

MILHAU(1730),


BRÉSIL

ET

GUYANE

FRANÇAISE

113

officiers et les missionnaires portugais se b o r n e n t d'abord à avertir les voyageurs français de ne plus s'aventurer d a n s les Possessions du Roi de P o r t u g a l et de respecter la limite des Terres portugaises du Cap d u N o r d , établie depuis longtemps à la rivière de V i n c e n t P i n ç o n . Les F r a n ç a i s c o n t i n u e n t à se m o n t r e r , avec des passeports du c o m m a n d a n t

de

C a y e n n e , et alors les soldats portugais q u i , s u r de petites b a r q u e s , faisaient la police du fleuve et visitaient la région du Cap d u N o r d , c o m m e n c e n t à les a r r ê t e r . Ces faits sont portés à la connaissance de la Cour de L i s b o n n e MENEZES,

par

FRANCISCO

DE

Arrestation Arrestation de plusieurs Français parles Portugais.

SÃA E

alors Gouverneur général de l'Etat de Ma-

Mesures

prises

Portugal r a n h à o , et le Roi DOM P E D R O II o r d o n n e , le 24 lévrierparparle lePortugal pour empêcher trafic 1686, au nouveau Gouverneur G O M E S F R E Y R E D E LE leTRAFIC des Français sur les terres A N D R A D A , de faire « bâtir u n e forteresse sur la t e r r e sur les terres du Cap du Nord. ferme, à l'endroit n o m m é T o r r e g o , où les A n g l a i s

en ont eu u n e , que nos armes leur ont enlevée, et de r e c h e r c h e r en m ê m e temps l'amitié des I n d i e n s CH. PENAUD ( 1 8 3 6 ) , REYNAUD ( 1 8 3 9 ) , TARDY DE MONTRAVEL ( 1 8 4 5 et 1 8 4 7 ) et ALFRED DE SAINT-QUANTIN ( 1 8 5 0 et 1 8 5 8 ) . LEBLOND, en 1 8 1 4 , disait : « Depuis la rive droite de la baie

de

l ' O y a p o c j u s q u ' à l ' A r o u a r i , on p e u t aller en canots o u m ê m e e n pirogues d'une rivière à l'autre à travers de g r a n d s lacs dont c e l t e vaste c o n t r é e est r e m p l i e , s a n s avoir a u c u n e c o n n a i s s a n c e de la m e r , dont l e s bords sont c o u v e r t s de forêts de m a n g l i e r s , partout où parv i e n n e n t les m a r é e s , qui sont très fortes sur ces côtes. » REYNAUD, en 1 8 5 9 : «A partir de la rivière de R o u c a o u a » ( A r u c a u á , affluent de l ' U a ç á , mais le n o m français à l ' U a ç â )

est appliqué par cet

officier

« à partir de la rivière de R o u c a o u a ,

Roucaoua

le pays

tout e n t i e r est si peu élevé, que d a n s le t e m p s des pluies il se transforme e n u n lac i m m e n s e

sur lequel l e s c a n o t s des I n d i e n s c i r -

culent s a n s difficulté dans t o u t e s les d i r e c t i o n s . » 8


114

QUESTION DE

FRONTIÈRES

T u c u j ú s , qui habitent ces parages, en employant à cette fin les Pères de Saint-Antoine, qui ont acquis du prestige et de l'influence sur eux (1). » Par u n e autre Ordonnance Royale, en date du 21 décembre de la m ê m e année, DOM PEDRO I I approuve les mesures proposées par

FREYRE DE ANDRADA

dans

le but d'empêcher le trafic des F r a n ç a i s sur les t e r r e s du Cap d u N o r d . 2

« On a vu », dit ce document ( ), « votre lettre

(1) RIVARA , Catalogo dos Manuscriptos da Bibliotheca Publica Eborense, p. 60 : — « . . . Carta Régia ao dito Governador m a n d a n d o fazer u m a fortaleza na terra firme o n d e c h a m a m o T o r r e g o , n o qual sitio tiveram u m a os I n g l e z e s , e foram lançados d'ella pelas nossas armas. Que procure ao m e s m o t e m p o a amizade dos I n d i o s T u c u p á s que assistem para essa parte, e seja pelos Padres de Santo Antonio, que com elles t e e m adquirido opinião e respeito. » 2

( ) Texte portugais des passages ci-dessus traduits : « . . . . Vio-se vossa carta de 25 de Agosto d'este a n n o , e m que m e daes conta do p r o c e d i m e n t o , que tivestes c o m o Governador de C a e n a , e do que elle vos r e s p o n d e o sobre a entrada e c o m m e r c i o que os vassallos de El Rey Christianissimo p r o c u r a m ter nas terras d'esse Estado, que ficam para a parte do Norte, e m a n d a n d o considerar este negocio c o m a attenção que pede a qualidade d'elle, m e pareceo dizer-vos, q u e o e x p e d i e n t e q u e t o m a s t e s , e m m a n d a r o s F r a n c e z e s prisioneiros ao s e u Governador, foi muito acertado, c o m o tem sido todos os do vosso g o v e r n o , e porque o m e i o mais efficaz de se atalhar o i n t e n t o dos F r a n c e z e s são os que c o n t e m a vossa carta, procurareis de os deixar dispostos de m a n e i r a que A R T H U R D E S Á D E M E N E Z E S , que vos vay a s u c c e d e r , os possa conseguir, e executar tão p r o m p t a m e n t e c o m o lhe m a n d o encarregar por outra carta. Para as fortalezas, que he um dos m e i o s que a p o n t a e s , vos t e n h o já mandado passar as o r d e n s n e c e s s a r i a s c o m o primeiro aviso que d'esta materia m e fizestes, dizendo-vos os effeitos de que vos haveis de v a l e r ; e porque tinha só approvado u m a das ditas fortalezas, e no m e i o tempo d'estes avisos podeis ter m u d a d o de parecer sobre o sitio e m que se deve fabricar, podereis escolher de n o v o o que a experiencia vos tiver m o s t r a d o ser m a i s c o n v e n i e n t e , s e m embargo do que dispoem as ditas o r d e n s ; c o m o t a m b e m podereis mandar fazer, não só u m a , mas


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

115

du 25 août de cette a n n é e , dans laquelle vous me rendez compte de la conduite que vous avez tenue envers le Gouverneur de C a y e n n e , et de la réponse qu'il vous a faite s u r

l'entrée

et le

commerce

que les sujets du Roi Très-Chrétien c h e r c h e n t à établir dans les terres de cet État qui d e m e u r e n t du côté du Nord; et ayant fait examiner cette affaire avec l'attention que sa n a t u r e réclame, il m'a paru bon de vous dire, que la m e s u r e , prise par vous, de renvoyer à l e u r Gouverneur les p r i s o n n i e r s français a été fort sage, comme toutes celles de votre gouver-

todas as que julgardes n e c e s s a r i a s , tanto para dominar o gentio da parte do Norte, o qual procurareis persuadir com as dadivas que os c o s t u m a m obrigar, como para impedir quaesquer nações que e n t r e m nas terras d'esta Coroa s e m as condições n e c e s s a r i a s c o m que o d e v e m fazer. E e n t e n d e n d o e u , que n'este principio de se fabricarem as fortalezas póde ser necessaria no certão a assistencia de alguma pessoa que tenha autoridade para tudo o que importar á obra d'ellas, e m e tendes informado do zelo e cuidado c o m que m e serve A N T O N I O D E A L B U Q U E R Q U E C O E L H O , Capitão-Mór do P a r á : — Hey bor b e m vá c o m o e n g e n h e i r o d'esse Estado, e alguns praticos d'aquelle certão, sinalar e dispôr as ditas fortalezas, e vos valereis ao m e s m o t e m p o dos Missionarios Capuchos de Santo Antonio, que t é m as m i s s õ e s do C a b o d o N o r t e , e dos Padres da Companhia de Jesus, que forem mais a proposito a este fim, avisando-os da m i n h a parte do que d e v e m fazer, para conservar s e m desconfiança a sujeição dor I n d i o s das Aldeas, e se tratar e ajustar c o m segurança a paz e amizade do Gentio que nao estiver d o m e s t i c a d o

E aos Padres da Companhia de Jesus

tenho ordenado que façam uma nova m i s s ã o para o C a b o d o N o r t e , e os achareis c o m a disposição que c o s t u m a s e m p r e adiantar o seo zelo nas materias do serviço de Deus Nosso Senhor, e m e u . E para que u n s e outros a façam s e m c o m p e t e n c i a s de jurisdicções, p r o c u rareis dividir as s u a s r e s i d e n c i a s e m i s s õ e s c o m a distinção que seja util, para nao terem duvida no que p e r t e n c e a u n s e outros para a conservação do g e n t i o , e b e m do E s t a d o . . . . » Bibl. Nationale de R i o d e J a n e i r o , Ms. DCCCLXXVI1I, 5 9 - 5 2 , fol. 5 6 - 5 7 . Transcrit par BERREDO,

§

1556.


116

QUESTION DE FRONTIÈRES

n e m e n t . Et attendu que les moyens les plus efficaces pour e m p ê c h e r le projet des F r a n ç a i s sont ceux que votre lettre contient, vous tâcherez de les laisser si bien disposés,

qu'ARTUR

DE

DE

MENEZES,

qui va

vous succéder, les puisse mettre à exécution avec la p r o m p t i t u d e q u e j e lui r e c o m m a n d e par u n e autre lettre. Pour les forteresses, qui sont u n des moyens que vous indiquez, je vous ai déjà fait expédier les Ordre pour Ordre pour la construction la construction de plusieurs de plusieurs forts portugais. forts portugais,

ordres nécessaires dès m'avez

le premier avis que vous

fait à ce sujet, en vous disant quelles sont les

ressources dont vous devez vous servir; et comme il n'y a d'approuvé de T o r r e g o ,

qu'une seule de ces forteresses » (celle Lettres royales

du

24 fév.

1686),

« et il peut se faire q u e , dans l'intervalle, vous ayez changé d'avis sur l'emplacement où elle doit être élevée, vous pourrez,

nonobstant

lesdits ordres,

choisir de nouveau, la place que l'expérience vous aura montré être la plus convenable; vous même faire construire,

pourrez

non pas une forteresse

seule-

ment, mais encore toutes celles que vous jugerez

néces-

saires, tant pour assujettir les sauvages du côté du Nord, que vous aurez soin

de persuader par les

cadeaux auxquels ils sont sensibles, que pour mettre obstacle à toute nation qui e n t r e r a i t dans les terres de ma Couronne sans les conditions requises pour le faire. « Et c o m p r e n a n t que, au c o m m e n c e m e n t de la construction des forteresses, la présence de q u e l ­ q u ' u n qui ait de l'autorité pour tout ce qui regar­ dera ce travail p o u r r a être nécessaire, informé, par


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

117

vous, du zèle et du soin que met à m o n ANTONIO

DE

ALBUQUERQUE

COELHO,

service

Capitaine-Major

du

P a r á : — Je trouve bon de lui prescrire qu'aussitôt qu'il aura reçu vos ordres, il aille avec l ' i n g é n i e u r de l'État, et avec quelques guides de cette partie de l ' i n t é r i e u r , choisir les emplacements et faire con­ s t r u i r e ces forteresses. Et vous aurez r e c o u r s , en m ê m e temps, aux Missionnaires Franciscains » (Ca­ puchos) « de Saint-Antoine, qui ont des Missions au cap du Nord,

et à ceux des Pères de la Compagnie

de Jésus qui seraient les plus aptes à ce service, les prévenant en m o n nom de ce qu'ils doivent faire à fin de m a i n t e n i r la loyauté et l'obéissance des I n d i e n s des Missions (Aldeas), et d'arriver à assurer la paix et l'amitié avec ceux des gentils qui n ' o n t pas encore été soumis.... J'ai ordonné aux Pères de la Compagnie de Jésus d'établir une nouvelle au Cap

du Nord,

Mission

et vous les trouverez dans

la

disposition habituelle à leur zèle dans les matières du service de Dieu notre Seigneur, et du m i e n . Et pour que les u n s et les autres agissent sans se dis­ p u t e r leurs j u r i d i c t i o n s , vous prendrez soin de séparer leurs résidences et leurs Missions, par

des dis-

tances telles qu'ils n'aient point à avoir de doutes sur ce qui revient aux uns et aux autres pour la conserva­ tion des sauvages et pour le bien de l'État.... » Ce fut en exécution de ces ordres que le c a p i t a i n e major ou g o u v e r n e u r de P a r a , QUE,

ANTONIO DE

ALBUQÜER-

Expédition portugaise au N o r d

PORTUGAISE

AU

NORD

de l'Araguary. plus tard (1690) gouverneur général de l'État de l'Araguary.

de M a r a n h ã o . — e n t r e p r i t au mois de mai 1687


118

QUESTION

DE F R O N T I È R E S

le voyage dont il a déjà été question, à l ' A r a g u a r y et aux lacs du Cap

du Nord,

qu'un

nouveau

poste fortifié fut élevé sur la rive gauche de l ' A r a ­ g u a r y et que la construction des forts de C u m a ù (Macapá) et du P a r u fut commencée. Dans sa lettre du 19 juillet Bélem

1687,

do P a r a , et adressée au Roi,

ALBUQUERQUE

écrite

de

ANTONIO DE

donne les r e n s e i g n e m e n t s suivants (1) :

« ... Dans tous ces parages

(au Nord de l ' A r a ­

g u a r y ) je n'ai trouvé aucun e m p l a c e m e n t qui fût avantageux pour l'établissement de forts, et seule­ m e n t au confluent de la rivière M a y a c a r y , qui se jette dans l ' A r a g u a r y

(par où

sortent tous les

F r a n ç a i s qui v i e n n e n t de C a y e n n e à travers lesdits lacs), j ' a i ordonné au

capitaine du génie (2) 3

de dresser le plan d'un b l o c k h a u s ( ) ,

et pour le

(1) « . . . E m todas estas paragens não achei n e n h u m a capaz, n e m sitio algum para fortalezas, e s ó m e n t e na boca do rio de M a y a c a r y q u e s a h e ao de A r a g u a r y (por onde d e s e m b o c a m todos os F r a n c e z e s que v ê m de C a y e n a pelos ditos Lagos) m a n d e i ao capitão e n g e n h e i r o d e s e n h a s s e n'elle u m a caza forte, e por hora se principiou u m a , e m fórma de vigia, para que, sendo c o n v e n i e n t e , se faca c o m a força n e c e s s a r i a , para impedir a entrada aos ditos F r a n c e z e s , que poderá ser com muita facilidade; e supposto que é terra alagadiça, t e m a c o n v e n i e n c i a da visinhança do gentio M a r u a n ũ s para o s u s t e n t o de q u e m assistir n'ella ; e esta n ã o poderá ser expugnada pelos ditos F r a n c e z e s , por navegarem por aquellas partes dos Lagos em c a n o a s limitadas, e facilmente p o d e r á õser rechassados. Feitas estas diligencias e vistas estas paragens do rio de A r a g u a r y e Lagos de M a y a c a r y . . . . » Arch. du Conselho Ultramarino, L i s b o n n e , Liasse 1 . 0 3 1 . 2

( ) 3

P E D R O D E AZEVEDO

CARNEIRO.

( ) Il s'agit de l'ancien affluent de la rive gauche de l ' A r a g u a r y dont il a été déjà parlé : — l'ancien M a y a c a r y ou M a y a c a r é , nommé aussi B a t a b u t o , l e q u e l venait du grand lac O n ç a p o y e n n e .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

119

m o m e n t on y a commencé à en bâtir u n , en

forme

de vigie, qu'on pourra r e n d r e plus i m p o r t a n t pour e m p ê c h e r l'entrée desdits F r a n ç a i s , ce qui serait faisable très facilement.

Et quoique le pays soit

marécageux, on y a l'avantage du voisinage

des

I n d i e n s M a r u a n u n s pour le ravitaillement de la garnison ; et ce blockhaus ne p o u r r a pas être enlevé par lesdits F r a n ç a i s , lesquels p a r c o u r a n t sur de petits canots cette région des lacs, seraient facile­ ment

repoussés.

Ayant

accompli ces

choses

et

visité ces parages de la rivière de A r a g u a r y et des lacs de M a y a c a r y . . . . » P e n d a n t cette expédition,

d'ALBUQUERQUE

rapporte

qu'il a r e n c o n t r é des voyageurs français (1) : ou L a c d'El R e y , c o n n u aujourd'hui s o u s le nom de L a g o N o v o , Ce M a y a c a r y du xviie siècle était considéré c o m m e la continuation de l ' A m a n a h y ( M a n n a y e ) , aujourd'hui T a r t a r u g a l . Au xviiie s i è c l e , cet affluent de l ' A r a g u a r y est d e v e n u u n e simple crique qui est allée en s'obstruant r a p i d e m e n t . (1) « . . . N'este dito rio tive noticias de oito F r a n c e z e s q u e , divididos, andavam, c o m m e r c i a n d o escravos pelo Rio das A m a z o n a s , nas ilhas dos H a r o a n s , nas quaes t é m os Religiosos Capuchos sua m i s s ã o ; e m a n d a n d o - o s logo buscar, se acharam só trez c o m a l g u n s escravos já c o m p r a d o s , e noticia de q u e os mais eram passados para o sertão dos T a c u j u z , pouco distante da fortaleza do G u r u p á , ao m e s m o c o m m e r c i o . E vindos que foram, dei parte ao Governador do Estado, da fórma e m que os achei, c o n t i n u a n d o n e s t e m e i o t e m p o a penetrar o rio e Lagos de M a y a c a r y , aonde vivem outras militas nações de g e n t i o , cujos principaes fiz convocar á aldea sita e m o m e i o de u m grande Lago, chamado C a m o n i x a r i , praticando-os na fórma referida, o que abraçaram) com muito alvoroço, e m o s t r a s do proprio desejo de s e r e m admittidos á c o n v e r s ã o da Fé e nossa a m i z a d e , dando a e n t e n d e r quâo violenta lhes era a dos F r a n c e z e s de C a y e n a , q u e r e p e t i d a m e n t e continuavam aquelles sertões, por ser aquella aldea a sua principal estrada, por onde passam ao dito Rio das A m a z o n a s . Nos m e s m o s Lagos encontrei com outros


120

QUESTION DE FRONTIÈRES

« . . . . S u r cette dite rivière « ( l ' A r a g u a r y ) », j ' a i appris que h u i t F r a n ç a i s faisaient séparément le trafic d'esclaves dans le fleuve des A m a z o n e s , aux îles des A r o a n s , où les Religieux Capucins ont leur mission; et les envoyant c h e r c h e r , on n'en trouva que trois avec quelques esclaves qu'ils avaient déjà achetés, et j ' a i appris que, poursuivant leur com­ m e r c e , les autres étaient passés dans l'intérieur des T a c u j u z . à peu de distance du fort de G u r u p á . Et après leur arrivée, j ' a i fait part au Gouverneur de l'Etat des circonstances où je les rencontrai, conti­ n u a n t cependant à p é n é t r e r dans la rivière et les lacs de M a y a c a r y ,

où vivent

plusieurs

autres

nations de gentils dont j ' a i fait convoquer les chefs au village situé au milieu d'un grand lac n o m m é C a m o n i x a r y . Les ayant e n t r e t e n u s de la façon que j'ai

dit, ils accueillirent avec empressement

mes

propositions et e x p r i m è r e n t le désir d'être admis à la conversion de la Foi et à notre a m i t i é , laissant e n t e n d r e combien

les contrariaient

les relations

F r a n c e z e s e m u m a canoa vindos de C a y e n a , apercebidos de militas ferramentas, e outros r e s g a t e s para o c o m m e r c i o de escravos, a que se dirige a sua entrada, c o m permissão por escripto do s e u Governador PEDRO FERROLLE, os quaes, fazendo alguma r e p u g n a n c i a , que se lhes rebateo, se r e n d e r a m a boa p a z ; depois do que, tratando-os m o d e s t a m e n t e , e fazendo-lhes severas praticas sobre o arrojo que c o m m e t i a m e m entrarem nas terras de Vossa Magestade, advertindo-lhes não q u i z e s s e m ser achados naquellas ou e m outras p a r a g e n s q u e n o s t o c a s s e m , outra vez, c o m c o m m i n a ç ã o de s e r e m por differente estylo tratados, os fiz logo voltar c o m u m a carta ao s e u Governador, cuja copia será c o m esta presente a Vossa Magestade.... » Arch. du Conselho Ultramarino, L i s b o n n e , Liasse N°1031.


B R É S I L E T GUYANE F R A N Ç A I S E

121

avec les F r a n ç a i s qui fréquemment

parcouraient

ces régions et passaient devant l e u r village qui se trouve sur la route qu'ils p r e n n e n t

habituellement

pour aller au dit fleuve des A m a z o n e s . « Sur ces m ê m e s lacs, j ' a i fait la r e n c o n t r e d ' u n canot avec d'autres F r a n ç a i s venant de C a y e n n e , pourvus de q u a n t i t é d'outils et autres m a r c h a n d i s e s pour le commerce d'esclaves, q u i est le b u t de leurs i n c u r s i o n s , et porteurs d ' u n permis p a r écrit de leur gouverneur,

PIERRE

FERROLLE,

lesquels, malgré

leur r é p u g n a n c e , bientôt vaincue, se r e n d i r e n t en bonne paix. Après quoi, les t r a i t a n t avec modéra­ tion, tout en l e u r faisant de sévères r e m o n t r a n c e s sur leur hardiesse d ' e n t r e r ainsi dans les terres de Votre Majesté, et les avertissant de bien

prendre

garde de n e pas être de nouveau r e n c o n t r é s dans ces parages, ou dans d'autres q u i nous a p p a r t i e n ­ n e n t , et cela sous peine d'être différemment traités, je les ai fait aussitôt r e t o u r n e r avec u n e lettre pour leur gouverneur, dont u n e copie sera présentée à Votre Majesté avec celle-ci.... » Dans la région

de l ' A r a g u a r y ,

endroit

Missionnaires portugais n o m m é T a b a n i p i x y , le Père A L O I S I O C O N R A D O P F E I L , auau Nord Nord de l'Araguary. de la Compagnie de Jésus, avait fondé u n e mission. de l'Araguary

Une a u t r e , confiée au Père

ANTONIO

m ê m e Compagnie, fut établie par QUERQUE

à

un

PEREIRA,

ANTONIO

de la

DE ALBU-

le 3 j u i n 1687, s u r u n e île du lac n o m m é 1

alors C a m o n i x a r y ou C a m a c a r y ( ) , et plus tard (1) L e P .BENTODA FONSECA, Maranhão

conquistado

a Jesus

Christo


QUESTION

122

DE F R O N T I È R E S

M a c a r y et C a r a p a p o r i s , aujourd'hui lac da J a c a . Le village où se trouvait cette seconde mission fut pris et brûlé p a r les I n d i e n s M a r a c u r i o s dans le courant de septembre de la m ê m e a n n é e , et les Pères

ANTONIO

PEREIRA

et

BERNARDO

GOMES

assassinés

par ces sauvages. Une expédition composée de sol­ dats et d ' I n d i e n s , envoyée i m m é d i a t e m e n t à ces parages p a r

D'ALBUQUERQUE,

Maracurios

réussit

à

atteindre les

et à les b a t t r e , faisant un grand

n o m b r e de p r i s o n n i e r s (1). Nouveau fort portugais au Nord de l'Araguary.

La construction du blockhaus portugais de l ' A r a 2

g u a r y était t e r m i n é e vers la fin de décembre 1687( ). Aussitôt informé, le gouverneur de C a y e n n e , FRANÇOIS

LEFEBVRE

DE

BARRE,

LA

l i e u t e n a n t général, chargea M.

frère de l'ancien DE FERROLLE

d'aller

faire u n e reconnaissance s u r cette position et s u r le fort de C u m a ú . Reconnaissance de ce fort par les Français (1688). Français(1688).

Le V I C O M T E

D E SANTAREM,

lorsqu'il faisait, vers 1 8 4 0 ,

des r e c h e r c h e s pour son « Tableau des relations politiques et diplomatiques du P o r t u g a l », a vu aux Archives du Ministère de la Marine et des Colo­ nies,

à

P a r i s , le rapport officiel de

son expédition de 1 6 8 8 , e à Coroa de Portugal

peins

DE

FERROLE

sur

revêtu de la signature

Religiosos

da Companhia

de Jesus, Ms.,

Bibliothèque d ' É v o r a , Liv. 1er, Chap. VI. (1) Lettre

du

9

Février

1 6 8 8 , du

Gouverneur

Général

M a r a n h ã o au Roi (Arch. du Conseil Ultramarino, .Ms. 2 7 4 ) ; RIVARA, p . 69 (Lettres du Roi

de

Catalogue

à D'ALBUQUERQUE et au G o u v e r n e u r de

Maranhão). (2) « . . . . Tratara o c a p i t ã o - m ó r de m a n d a r trabalhar na casa forte em A r a g u a r y ,

a qual ficava completa n o s ultimos de Dezembro. »

Rapport (Consulta) du Conseil Ultramarino, en date du 17 Mai 1 6 8 8 .


BRÉSIL

ET GUYANE FRANÇAISE

123

autographe de ce personnage » et, sans copier inté­ gralement le d o c u m e n t , il en a fait l'extrait suivant qu'il c o m m u n i q u a plus tard à Au

CAETANO

mois de j u i n 1688, le chevalier

p a r o r d r e de M. D E

LA

BARRE,

DA SILVA (1) DE

:

FERROLLE,

gouverneur de C a y e n n e ,

se r e n d i t dans l ' A m a z o n e , pour s o m m e r les P o r t u ­ g a i s d ' a b a n d o n n e r les forts qu'ils venaient de bâtir sur la rive gauche de ce fleuve (2), attendu q u e toute la rive septentrionale de l ' A m a z o n e appartenait à Sa Majesté Très-Chrétienne. «

FERROLLE

partit de l ' O u y a , sur u n b r i g a n t i n et

deux p i r o g u e s ; il explora l ' A p p r o u a g u e , l ' O y a p o c et le C a s s i p o u r » ( C a s s i p o r é ) ; « laissa son b r i ­ gantin à l'embouchure du C a s s i p o u r , et contina à longer la côte avec les deux pirogues. « Arrivé au M a y a c a r é , il pénétra,

par cette

rivière, dans le lac M a c a r y ; traversa les noyées; et, toujours e m b a r q u é , parvint, à

Situation situation exacte du fort savanes d'Araguary, d'Araguary, d'après De Ferrolle. la fin dud'après DeFerrolle.

mois, à la forteresse portugaise de l ' A r a g u a r y , qu'il trouva située sur la pointe occidentale de

l'embouchure

(1) C . DA SILVA, §§ 1954 à 1959. (2) Les P o r t u g a i s v e n a i e n t de rebâtir u n fort sur l ' A r a g u a r y , en ayant déjà eu sur cette rivière u n autre, bâti en 1660. Ils v e n a i e n t de rebâtir sur la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e le fort de C u m a ú (Mac a p á ) qu'ils avaient pris aux A n g l a i s en 1652, et de construire celui du P a r ú , six lieues en aval du fort de D e s t e r r o que CHRISTOVAL DE ACUÑA avait vu déjà en 1659, dont le COMTE DE PAGAN, en 1 6 5 5 , et LEFEBVRE DE LA BARRE, en 1666, avaient fait m e n t i o n dans des ouvrages publiés à P a r i s . Les P o r t u g a i s avaient pris des forts et en avaient élevé d'autres sur la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e , bien avant la conquête définitive de l'ile de C a y e n n e par les F r a n ç a i s en 1676.


124

QUESTION DE FRONTIÈRES

de la rivière Batabouto,

affluent de la rive gauche de

l ' A r a g u a r y , et garnie de vingt-cinq soldats et de trois petits canons de fonte. « Il fit sa sommation au c o m m a n d a n t portugais. Réponse Réponse du commandant commandant portugais « portugais la sommation sommation « àà la faite par faite par De F e r r o l l e De Ferrolle « du

« Et le c o m m a n d a n t portugais lui répondit que : En vertu d'une donation faite à les

limites

des possessions

rivière du Cap d'Orange,

« rivière « Oyapoc.

de Vincent

B E N T O MACIEL P A R E N T E ,

portugaises

étaient à la

appelée par les

Pinçon,

et par les

Portugais Français

»

« FERROLLE

le menaça de venir le déloger de force,

s'il ne p r e n a i t pas le parti de décamper volontaire­ m e n t ; et il lui remit u n e lettre de

D E LA B A R R E

pour

le Capitão Mór du Pará. « Une indisposition

l'empêcha

d'aller

jusqu'à

er

M a c a p á , et, le 1 Juillet, il se retira à C a y e n n e , par

l'Araguary,

l'Amazone

et la mer,

passant

entre le continent et l'île de M a r a c á , à laquelle il donnait le nom de C a r a p a p o u r y (1). » (1) ARTHUR, dans son Histoire des Colonies Françaises de la Guiane (Bibl. Nationale de P a r i s , Manuscrits), terminée vers le milieu d u siècle dernier, — bien après le Traité d ' U t r e c h t , — raconte très inexact e m e n t ce voyage de DE FERROLLE, et prétend qu'il n'est pas allé pers o n n e l l e m e n t faire la r e c o n n a i s s a n c e du fort d ' A r a g u a r y . L'extrait du rapport de DE FERROLLE fait par SANTAREM, savant portugais dont la probité est au-dessus de tout s o u p ç o n , rétablit les faits. Le passage suivant d'une information de 1 6 9 5 , du capitaine PEDRO DE AZEVEDO CARKEIRO, m o n t r e que, en effet, DE FERROLLE s'est présenté p e r s o n n e l l e m e n t devant le fort de l ' A r a g u a r y : « Au Cap d u N o r d , sur les bords d'une rivière qu'on appelle A r a g u a r y , j'ai élevé un fort carré de la forme d'une étoile, en u n e position qui c o m m a n d e le c h e m i n par où les F r a n ç a i s o n t a c c o û t u m é d'entrer pour le trafic d'esclaves qu'ils font au fleuve des A m a z o n e s


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

125

Ainsi, ce d o c u m e n t français, daté de 1 6 8 8 , signé par DE FERROLLE et envoyé à P a r i s , m o n t r e

que

Louis XIV et ses m i n i s t r e s , douze ans avant le Traité de 1 7 0 0 , et vingt-cinq avant le Traité d ' U t r e c h t , savaient que la rivière de Vincent

Pinçon,

reven­

diquée comme limite par les P o r t u g a i s , était celle que les Français appelaient Oyapoc, Cap

la rivière

du

d'Orange.

11 m o n t r e encore que le fort portugais d ' A r a g u a r y dont

parlent les Traités de L i s b o n n e ( 1 7 0 0 )

et

d ' U t r e c h t ( 1 7 1 5 ) , — fort que ce d e r n i e r traité p e r ­ mettait au Roi de P o r t u g a l de rétablir, — se t r o u ­ vait sur la rive gauche on septentrionale de

l'Araguary.

DE FERROLLE, n o m m é gouverneur de la G u y a n n e F r a n ç a i s e en 1 6 9 0 , et créé Marquis, c o n t i n u e à travailler pour que Louis XIV assure à la colonie de C a y e n n e la limite méridionale de l ' A m a z o n e . En 1 6 9 6 , à l'occasion de la visite faite à C a y e n n e par l ' i n g é n i e u r FROGER(1), il se préparait déjà pour aller, avec des I n d i e n s de n o s p a r t i s a n s . . . . Le Gouverneur de C a y e n n e , Monsieur D E F E R R O L L E , y étant v e n u u n e fois, escorté d'un capitaine avec sa c o m p a g n i e de plus de trente soldais, d'autres officiers et d ' I n d i e n s de leurs a m i s , il ne se hasarda pas h l'attaquer, d i s s i m u lant son dessein pour n'avoir pas à en courir les r i s q u e s . . . . » (« No C a b o d o N o r t e e m h u m rio chamado A r a g u a r y , fiz h u m forte quadrado na forma de h u m a estrella, e m h u m sitio que fechava o c a m i n h o por onde os F r a n c e z e s costumam entrar para as n e g o c i a ç o e n s que fazem no R i o d a s A m a z o n a s de escravos c o m I n d i o s n o s s o s c o m padres Vindo ahi e m h u m a occasião o Governador de C a y a n a Monsieur D E F E R R O L L E acompanhado de h u m Capitão c o m sua companhia de mais de 30 soldados, e mais officiaes, e I n d i o s s e u s compadres, se não atreveo a asaltala, disfarçando o intento por não exprimentar o p e r i g o . . . . » (1) Relation

d'un

voyage,

fait

en

1695, 1690 & 1097 aux

côtes


126

QUESTION DE FRONTIÈRES

en descendant Je P a r u , s u r p r e n d r e les forts portu­

Carte de la Guyanne Française par De Ferrolle et Froger. (1696.)

gais de la rive gauche de l ' A m a z o n e .

FROGER

alors, sur des données fournies par

FERROLLE,

Carte

du gouvernement

DE

de Cayenne

ou

dressa une

France

A E q u i n o c t i a l e « pour envoyer en Cour(1) ». Cette carte où la rivière du Cap d ' O r a n g e porte le nom de — Oyapoc,

— a eu quatre éditions en 1698 et

1699, et fut c e r t a i n e m e n t consultée

au

moment

de la discussion diplomatique de 1698 à

1700 à

L i s b o n n e . Le R i o N e g r o et le Rio B r a n c o , son affluent, ne figurent pas s u r ce d o c u m e n t . Le t r i b u ­ taire le plus occidental alors par

DE

FERROLLE

à-dire l ' U r u b u ; et

de l ' A m a z o n e

prétendu

était « l ' O r o b o u y », c'est-

FROGER

fait dans la préface de

son livre la déclaration suivante : Texte de Froger.

« Je me suis s u r t o u t appliqué à faire des cartes particulières de l'entrée des ports et des rivières, soit par moy-même lorsque le temps l'a

permis,

comme à G a m b i e , à R i o - J a n e i r o et à la Baye de T o u s l e s S a i n t s , soit par des Cartes ou des Mé­ moires que j ' a y reformez,

comme au Détroit de

M a g e l l a n , au Debouquement des I s l e s A n t i l l e s , et au Gouvernement

de C a y e n n e , qui n'avoit

point

encore parû sous le nom de F r a n c e A E q u i n o c t i a l e avec l'étenduë et les limites que je luy donne. » Et dans le texte de sa Relation il dit (page 172) : d'Afrique, détroit de Magellan, Brésil, Cayenne et Isles Antilles, par une escadre de vaisseaux du Roi, commandée par M. DE GENNES, faite par le Sieur FROGER..., P a r i s , 1698 et 1699. (1) Fac-simile № 85 dans l'Atlas brésilien.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

« Le g o u v e r n e m e n t

de C a y e n n e

127

a

plus

de

100 lieuës de côtes s u r l ' O c é a n , dont il est borné à l'Orient

et au Septentrion : il a à l'Occident la

Rivière de M a r o n y , qui le sépare des terres de S u r i ­ n a m e , occupées par les H o l l a n d o i s , et au Midy le Bord Septentrional des A m a z o n e s , où les gais

Portu-

ont déjà trois Forts sur les Rivières de Par ou

et de Macaba.

On verra par la Carte de ce Gouver-

nement (que j'ay reformée sur les Mémoires de Monsieur pour envoyer en Cour) le chemin qu'on a

DE FEROLES

fait pour

les en chasser. Ce chemin c o m m e n c e à la

Rivière d ' O ü i a , et doit se r e n d r e à celle de P a r o u , q u ' o n descendra ensuite avec des canots.... » Dans u n

autre

passage

de son livre

on lit

(page 166) : « Il se faisoit u n beau commerce d'esclaves, de poisson sec, et de amacs avec les I n d i e n s de la Rivière des A m a z o n e s ; ce commerce enrichissoit beaucoup

la Colonie : mais les P o r t u g a i s

depuis quelques années s'y veulent établir,

qui

font c r u e l ­

l e m e n t massacrer ceux qui auparavant y allaient en toute seureté. Monsieur

DE FEROLES

a fait c o m m e n ­

cer u n c h e m i n pour aller p a r terre à cette Rivière, et p r é t e n d les en chasser; elle nous appartient,

et on

a interest de la conserver, non seulement à cause du c o m m e r c e , niais aussi parce qu'il y a des Mines d'Argent.... » Les renseignements qu'on envoyait de la colonie au Gouvernement F r a n ç a i s , à cette époque, et qu'on répandait dans des livres publiés en F r a n c e ou

Rectifications,


128

QUESTION DE FRONTIÈRES

d a n s le « Mercure Galant », étaient p r e s q u e toujours aussi inexacts q u e ceux q u ' o n vient de lire. « Les P o r t u g a i s

depuis quelques

années

s'y

veulent établir. » En 1 6 9 8 , il y avait 82 a n s qu'ils é t a i e n t très l é g i t i m e m e n t établis d a n s l ' A m a z o n e ; 66 a n s qu'ils avaient complété la c o n q u ê t e , s u r les H o l l a n d a i s et les A n g l a i s , de la rive gauche de ce fleuve; 52 ans qu'ils avaient expulsé les H o l l a n d a i s du littoral e n t r e le M a y a c a r é

et le C a s s i p o r é .

Déjà en 1659, le P è r e CHRISTOVAL DE ACUÑA, avait vu s u r cette rive guyanaise de l ' A m a z o n e u n fort por­ tugais et u n e mission portugaise. A cette date, on n ' a u r a i t pu voir d a n s toute la Guyane, depuis l ' O r é n o q u e jusqu'à

l'Amazone,

qu'une

vingtaine de

F r a n ç a i s , a b a n d o n n é s , sans ressources, vivant au m i l i e u des sauvages, entre C a y e n n e et S u r i n a m . « La rivière des A m a z o n e s nous a p p a r t i e n t , » disait FROGER après la l e c t u r e des Mémoires du MAR­ QUIS DE FERROLLE.

Les p r é t e n t i o n s

du

gouverneur

de

Cayenne,

adoptées par Louis XIV, n'avaient d ' a u t r e s

fonde­

m e n t s que les Chartes octroyées par les Rois de F r a n c e et q u e l q u e s voyages de m a r c h a n d s français de C a y e n n e faits, après 1679, à la région des lacs du Cap d u N o r d et à la rive gauche de l ' A m a z o n e j u s q u ' a u J a r y . Les Rois d ' E s p a g n e , de P o r t u g a l et d ' A n g l e t e r r e et les États Généraux de H o l l a n d e avaient aussi octroyé des Chartes et fait des conces­ sions d a n s lesquelles il était question de

l'Ama­

z o n e et de la G u y a n e . Des A n g l a i s et des H o l l a n -


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

dais

trafiquaient, c o m m e

France,

129

les sujets

du

Roi

de

avec les I n d i e n s d u M a y a c a r é et

de

l ' A m a z o n e . L ' A n g l e t e r r e et la H o l l a n d e avaient possédé des forts et des p l a n t a t i o n s s u r la rive g a u c h e , ou guyanaise, de l ' A m a z o n e bien avant l'ap­ p a r i t i o n des F r a n ç a i s à S i n a m a r y et à C a y e n n e . Et p o u r t a n t ni l ' A n g l e t e r r e , ni la H o l l a n d e ne r é c l a m a i e n t du P o r t u g a l la rive g a u c h e de l ' A m a ­ z o n e , ou les sources des t r i b u t a i r e s de ce fleuve. En ce qui c o n c e r n e l'accusation portée c o n t r e les P o r t u g a i s de m a s s a c r e r des F r a n ç a i s , il suffit de dire que

DE FERROLLE

n ' a j a m a i s formulé cette a c c u ­

sation, et que m ê m e q u a t r e F r a n ç a i s , q u i avaient c o m m i s les plus g r a n d s excès d a n s deux m i s s i o n s portugaises, ont été renvoyés à C a y e n n e par le gou­ v e r n e u r D'ALBUQUERQUE, sans avoir subi a u c u n m a u ­ vais t r a i t e m e n t (1).

(1) Passage d ' u n e l e t t r e du 13 o c t o b r e 1 0 9 1 , d'Antonio en r é p o n s e à u n e a u t r e

QUE,

BAENA,

MARQUIS

p . 2 5 - 2 5 , d a n s sa b r o c h u r e

a intrusão Norte

du

dos

Francezes

de

Cayena

DE

Discurso nas

DE

ALBUQUER-

(publiée

FERROLLE

ou Memoria terras

do

par sobre

Cabo

do

em 1 8 5 0 , M a r a n h ã o , 1846) : — «... Pour c e qui e s t de la

détention des quatre F r a n ç a i s appartenant à votre Gouvernement, l e s q u e l s o n t é t é a u s s i t ô t m i s e n l i b e r t é s a n s avoir e u à s u p p o r t e r de m a u v a i s t r a i t e m e n t s o u de v i o l e n c e s , l e s r a i s o n s qu'il y avait p o u r les

a r r ê t e r n e s o n t pas p a r v e n u e s

Majesté (le R o i d e P o r t u g a l ) État p o u r le P o r t u g a l , Voici

quelles étaient

à la c o n n a i s s a n c e

d e Sa

dite

p a r c e q u e l e s n a v i r e s partis de c e t

p o r t e u r s de c e s n o u v e l l e s , se s o n t p e r d u s .

ces raisons

: ils s'étaient

i n t r o d u i t s d a n s la

m i s s i o n des Pères Capucins chez l e s A r u a n s ; ils o n t c o m m i s

envers

les I n d i e n s de c e district, qui s'en s o n t p l a i n t s , p l u s i e u r s a c t e s de v i o l e n c e ; ils en o n t pris de force q u e l q u e s - u n s p o u r les r é d u i r e e n e s c l a v a g e ; ils e n o n t e x c i t é d'autres à d e s g u e r r e s i n j u s t e s p o u r se procurer

leurs prisonniers...

ils o n t

c o m m i s d'intolérables

9

excès,


130 Expédition Expédition française en 1697, en 1697, contre les Portugais les Portugais, Prise Prise de Macapá p a r les Français par Français

QUESTION DE FRONTIÈRES

Autorisé par Louis

XIV,

en pleine

paix,

à expulser

de la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e les soldats du R o i de

Portugal

facilement

s'empara des forts de C u m a ú ( M a c a p á ) et du (1),

le

MARQUIS D E

FERROLLE

P a r ú , rasa ce d e r n i e r , mit dans l'autre u n e

gar­

nison de 45 officiers et soldats, o u t r e u n d é t a c h e ­ m e n t d ' I n d i e n s , et r e n t r a à C a y e n n e , sans r i e n e n t r e p r e n d r e contre le fort du R i o N e g r o et c o n t r e les a u t r e s

é t a b l i s s e m e n t s portugais situés s u r

la

rive g a u c h e de l ' A m a z o n e ou s u r les affluents de cette rive. Reprise de M a c a p á p a r de M les Paocrat up gápa iasr.

La prise de C u m a ú par D E F E R R O L L E avait eu lieu Portugais, le 31 mai 1697. Un mois après, le 28 j u i n , ce

les

se c o n d u i s a n t en t o u t e s c h o s e s avec un tel m a n q u e d'esprit c h r é tien q u e , v é r i t a b l e m e n t , ils se r e n d a i e n t i n d i g n e s de p o r t e r le n o m de sujets du Roi Très-Chrétien; e t m a l g r é l e s r e m o n t r a n c e s qui leur f u r e n t faites, ils o n t é t é e n s u i t e les p r o m o t e u r s de l'assassinat de d e u x m i s s i o n n a i r e s de la Compagnie de Jésus par u n e tribu d ' i n d i e n s q u e c e s Pères c a t é c h i s a i e n t ; c e s m ê m e s F r a n ç a i s ayant a u p a r a v a n t g r o s s i è r e m e n t m a l m e n é et i n s u l t é c e s d e u x m i s s i o n n a i r e s et e x c i t é les I n d i e n s à c o m m e t t r e ce forfait. Tous ces faits é t r a n g e s n o u s a u r a i e n t j u s t i f i é , m ê m e si n o u s a v i o n s traité c e s F r a n ç a i s avec m o i n s d'urbanité q u e n o u s ne l'avons fait. En ce qui c o n c e r n e les s e p t e s c l a v e s q u ' o n l e u r a pris, ils ont é t é m i s e n l i b e r t é , p a r c e q u e l e s Pères d e la C o m p a g n i e o n t vérifié qu'ils a v a i e n t é t é i n j u s t e m e n t réduits e n s e r v i t u d e . . . . » (1) « ... M . DE FÉROLLES exécuta avec b e a u c o u p de valeur et p e u de t r o u p e s les ordres qu'il reçut de la Cour, d'aller c h a s s e r les P o r t u g a i s des t r o i s forts qu'ils étaient v e n u s c o n s t r u i r e s u r la rive s e p t e n t r i o n a l e d e la r i v i è r e d e s A m a z o n e s , vers s o n e m b o u c h u r e . » (Mercure galant, d'avril 1700.) — « . . . A la fin du xviie s i è c l e , l e s empiètements des P o r t u g a i s sur cette rive et au delà furent réprimés par la force sur l'ordre de Louis XIV.... » (Exposé des motifs, e n date d u 1 " février 1898, rédigé par la C o m m i s s i o n spéciale de la Chambre d e s d é p u t é s de la R é p u b l i q u e F r a n ç a i s e , c h a r g é e d'examiner le Traité d u 1 0 avril 1897 entre le B r é s i l et la F r a n c e ) .


BRÉSIL ET

GUYANE

131

FRANÇAISE

était r e p r i s par le c a p i t a i n e F R A N C I S C O D E

SOUZA F U N D Ã O ,

expédié de G u r u p á , à la tète de 160 soldais et 150 I n d i e n s , p a r

ANTONIO

d ' a r r i v e r d ' u n e visite au

DE ALBUQUERQUE,

fort

qui venait

du R i o N e g r o (1).

Tous ces faits avaient d o n n é lieu d e p u i s q u e l q u e s années

u n é c h a n g e de lettres e n t r e

à

D'ALBUQUERQUE.

DE FERROLLE

et

C Coorrrreessppoonn-dance entre le go ou uv v ee rr n n ee u u rr le g

la G u y a n e Cette c o r r e s p o n d a n c e , q u ' i l serait trèsdedelaGuyane français

i n t é r e s s a n t d ' é t u d i e r , n'a pu ê t r e r e t r o u v é e j u s q u ' i c i d a n s les Archives d u P o r t u g a l , où d ' i n n o m b r a b l e s pièces n e sont pas e n c o r e classées et c a t a l o g u é e s ;

français et et c e l u i de P a r aá sur l a qsuuers t i o n d, el asquestion limites. des

limites.

m a i s aux Archives françaises, où il y a un o r d r e parfait,

il s e r a i t

très facile

de la

trouver,

car

(1) R a p p o r t du 1 7 Sept. 1 6 9 9 du Conseil « Ultramarino » ; BERREDO, § § 1 3 7 7 à 1 3 8 7 ; C. DA SILVA, § § 1 3 8 à 1 4 7 . — s e r g e n t qu'il y avait l a i s s é s

« Deux officiers et u n

avec les 4 0 soldats,

se virent

bientôt

b l o q u é s par 5 ou 600 P o r t u g a i s o u I n d i e n s , qui prirent

d'abord

le Père LA MOUSSE, qui était allé faire u n e e x c u r s i o n chez les I n d i e n s . . . . Il fallut c a p i t u l e r a v e c l e s P o r t u g a i s : c'est c e qu'il fit » (le c o m m a n d a n t f r a n ç a i s ) . « Il rentra à C a y e n n e le 1 6 août a v e c le r e s t e de sa p e t i t e t r o u p e . Nos g e n s p r é t e n d e n t avoir t u é 5 0 ou 6 0 h o m m e s aux P o r t u g a i s ! De l e u r c ô t é ils p e r d i r e n t q u e l q u e s s o l d a t s . Les P o r t u g a i s a u s s y r e n v o y è r e n t le Père LA MOUSSE. » (ARTHUR, Histoire nies françaises

de la Guyane,

des

colo-

Man., Bibl. N a t i o n a l e de P a r i s , p. 2 5 9 . )

« . . . Cet a c t e de v i g u e u r e u t l i e u e n Mai 1 0 9 7 : m a i s le d é t a c h e m e n t q u e l'on put l a i s s e r d a n s la p l a c e était trop faible et n e put s'y m a i n t e n i r p e n d a n t plus d'un m o i s . Il fit, n é a n m o i n s , p a y e r c h è r e m e n t s o n évacuation aux P o r t u g a i s ,

et n e la r e n d i t q u ' a p r è s avoir

perdu

11 h o m m e s p e n d a n t l ' a s s a u t . L ' i s o l e m e n t de c e p o s t e , l e s difficultés qu'éprouvent

l e s n a v i r e s à v o i l e s p o u r r e m o n t e r la c ô t e c o n t r e l e s

c o u r a n t s e t l e s v e n t s d o m i n a n t s , e x p l i q u e n t le s u c c è s d e s r e p r é s a i l l e s d e s P o r t u g a i s . . . . » (A. de SAINT-QUANTIN, c h e f de b a t a i l l o n du g é n i e , Guyane

Française,

ses limites

vers l'Amazone,

Paris, 1858, p.21.)

Ce fort de C u m a ú — il e s t b o n de le r a p p e l e r — avait été bâti e n 1 6 8 7 , par ANTONIO DE ALBUQUERQUE, s u r l e s r u i n e s d u fort du m ê m e n o m , pris a u x A n g l a i s le 9 Juillet 1 6 5 2 , par s o n COELHO DE CARVALHO.

o n c l e FELICIANO


132

QUESTION DE FRONTIÈRES

DE FERROLLE

a « envoyé en Cour » tous ces docu­

ments. Dans u n de ses Mémoires daté de C a y e n n e , le de la Guyane française savait que SAVAIT Q UE le Vincent Pinçon des Portugais était l'Oyapoc.

20 j u i n 1 6 9 8 , p o u r être c o m m u n i q u é à l'Ambassad e u r de F r a n c e

À

Lisbonne,

et que celui-ci a

utilisé en p a r t i e , on lit le passage suivant (1) : « ...J'ay envoyé en Cour l'original des lettres q u e le S

R

capitaine général du

D'ALBUQUERQUE

Maranhom

m ' a escrites s u r ce sujet, et mes responses dans lesil n'y quelles je lui ay fait connoître qu'il se trompoit pour Il n'y avait avait en Guyane qu'une les limittes qu'il marquoit entre la France elle Portuqu'une seule seuie rivière gal prenant un Ouyapoc pour l'autre, car il y en a connue connue sous le nom deux. L'un est dans la Guyanne au deçà sous le nom d'Oyapoc. N o r d à quinze lieues de nos habitations de Cayenne. e

n

L'autre

est une isle assez grande au milieu

des Amazones,

de la

rivière 2

q u i a toujours été prise p o u r b o r n e ( ).

« Les rivières de la G u y a n n e qui d o n n e n t l e u r s noms poc(3),

aux

endroits

La Raouary

qu'elles

a r r o s e n t sont

(4), Merioubo

5

Ouya-

( ), Macapa

(6),

(1) Mémoire concernant la possession de la Guyane par les Français, s i g n é — FERROLLE, — et daté de C a y e n n e , le 20 j u i n 1 6 9 8 . Bibliothèque Nationale de P a r i s , Collection CLAIRAMBAULT, Manuscrits, № 1 0 1 6 , p . 5 1 2 et 5 1 5 . Ce Mémoire se trouve r e p r o d u i t i n t é g r a l e m e n t a u T o m e II, Docu­ ment № 4. (2) On parlera t o u t dans l ' A m a z o n e .

à l'heure de c e t t e p r é t e n d u e île

d'Oyapoc

3

( ) L ' O u y a p o c , O y a p o c , près de C a y e n n e , auquel D'ALBUQUERQUE appliquait le n o m de V i n c e n t P i n ç o n . (4) L'Araguary, s u r lequel les P o r t u g a i s avaient bâti u n fort en 1 6 6 0 , avant la c o n q u ê t e d e C a y e n n e par les F r a n ç a i s . *

(5) Merioubo, Macapá. 6

( ) Le Matapy,

le

Carapanatuba,

près

d u fort p o r t u g a i s de

près duquel se t r o u v a i e n t : - - à l'Est, le fort de

du Cap


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

Yarj

(1),

coua

4

Parou

(2),

(3),

Couroupat-

( ), et a u t r e s plus petites, dont pas une ne s'ap-

pelle du nom de Vincent QUE marque néantmoins poc.

Oroboüy

133

Pinson pour

q u e le S

R

D'ALBUQUER-

bornes vers notre

Ouya-

C'est u n e rivière et u n nom q u e p e r s o n n e n e

nous a appris

q u e luy. Les cartes

géographiques

ni les I n d i e n s d'icy ne la c o n n o i s s e n t point

»

On voit d o n c q u e le BARON HIS DE BUTENVAL, P l é n i ­ p o t e n t i a i r e F r a n ç a i s en 1855 et 1856, se

trompait

en c r o y a n t q u ' à L i s b o n n e , en 1699 et 1700, et à C u m a ú o u M a c a p à , pris aux A n g l a i s par les P o r t u g a i s de P a r á e n 1652, r e c o n s t r u i t par D ' A L B U Q U E R Q U E e n 1687, pris par les F r a n ç a i s le 31 mai 1697 et repris par les P o r t u g a i s le 28 juin 1697 ; à l'Ouest, l e s r u i n e s du fort P h i l i p p e , pris a u x A n g l a i s par les P o r t u g a i s de P a r á en 1 6 5 1 . (1) Exploré e t o c c u p é par les P o r t u g a i s en 1 6 5 4 , et où il y avait une m i s s i o n d e s Jésuites p o r t u g a i s . (2) Parú o u Genipapo, s u r lequel fut bâti e n 1687 le fort de P a r ú , et près d u q u e l (six l i e u e s à l'Ouest) se t r o u v a i e n t le fort port u g a i s de D e s t e r r o , visité par le P. C H R I S T O V A L D E A C U Ñ A en 1659 ( § 7 7 ) , et le village d e Y a u a c u a r a , a n c i e n n e r é s i d e n c e d e s r e p r é s e n t a n t s d e s s e i g n e u r s de la Capitainerie d u C a p d u N o r d . 5

( ) Urubucuara, où se t r o u v a i t u n e m i s s i o n p o r t u g a i s e (plus tard O u t e i r o ) m e n t i o n n é e s u r la Carte de 1691 du Père S A M U E L F R I T Z . ( ) Curupatuba, o ù il y avait déjà e n 1 6 5 9 u n e m i s s i o n p o r t u g a i s e m e n t i o n n é e par le P. C H R I S T O V A L D E A C U Ñ A (§ 76), m i s s i o n qui d e v e n u e la ville de M o n t e - A l e g r e . D E F E R R O L L E n e fait pas m e n t i o n d e s affluents de la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e à l'Ouest d u C u r u p a t u b a , m a i s o u peut le c o m p l é t e r e n i n d i q u a n t ici l e s a u t r e s étab l i s s e m e n t s portugais j u s q u ' a u R i o N e g r o : — s u r le Surubiú ou Curuá ( a n c i e n n e m e n t Tapuyusús), la m i s s i o n de T a p u y u s ú s , village d'Indiens qui déjà en 1626, é t a i t s o u m i s a u x P o r t u g a i s et qui e s t d e v e n u la ville d ' A l e m q u e r ; — s u r le Jamundá ou Nhamundá, la m i s s i o n d e s N h a m u n d á s , qui existait déjà e n 1 6 6 0 , et qui est d e v e n u e la ville de F a r o ; — d a n s la r é g i o n de l'Urubu, les m i s s i o n s de S a r a c á ( S i l v e s ) et M a t a r y ; — s u r le R i o N e g r o , que les P o r t u g a i s f r é q u e n t a i e n t d e p u i s le xvii s i è c l e , le fort de R i o Negro. 4

e


134

QUESTION DE FRONTIÈRES

U t r e c h t en 1 7 1 5 , les r e p r é s e n t a n t s de la F r a n c e n e c o m p r e n a i e n t pas q u e p o u r les P o r t u g a i s le V i n ­ c e n t P i n ç o n , ou O y a p o c , ou J a p o c était la rivière du C a p d ' O r a n g e . Le c o m m a n d a n t d u fort p o r t u g a i s de l ' A r a g u a r y avait r é p o n d u en 1 6 8 8 à DE FERROLLE q u e , « en vertu de la donation faite à BENTO MACIEL PARENTE, les limites des possessions p o r t u g a i s e s é t a i e n t à la rivière Cap d'Orange, de Vincent

appelée par les Portugais

Pinçon,

et par les Français

du

Rivière Oyapoc.

»

Cette déclaration du c o m m a n d a n t p o r t u g a i s se trouve, c o m m e on l'a déjà expliqué, dans le Rapport de DE FERROLLE

s u r son expédition de 1 6 8 8 , d o c u m e n t p a r ­

faitement a u t h e n t i q u e , conservé aux Archives de l'an­ cien Ministère de la Marine et des Colonies, à P a r i s . D'ALBUQUERQUE, d a n s u n e lettre officielle adressée à DE FERROLLE, s'est e x p r i m é avec la m ê m e clarté, p u i s q u e celui-ci a pu très bien c o m p r e n d r e

que

c'était de l ' O y a p o c , près de C a y e n n e , qu'il s'agis­ sait, d ' a u t a n t plus q u e , — c o m m e le constate ce Mémoire de 1 6 9 8 , — il n'y avait pas d ' a u t r e rivière p o r t a n t ce n o m : il y avait alors un rivière,

et u n e p r é t e n d u e île Oyapoc

z o n e , mais c'était d ' u n e rivière

seul

Oyapoc

dans

l'Ama­

qu'il s'agissait d a n s

les lettres e n t r e D'ALBUQUERQUE et DE FERROLLE et d a n s la discussion d i p l o m a t i q u e e n t r e les deux Cours. Un a u t r e d o c u m e n t français, de l'époque, m o n t r e encore que les Ministres de Louis XIV savaient très bien que le V i n c e n t P i n ç o n dont il s'agissait d a n s les négociations en cours à L i s b o n n e

était

bien


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

l'Oyapoc.

Le VICOMTE DE SANTAREM,

135

q u i a vu aux

Archives du Ministère de la Marine, à P a r i s (Docu­ m e n t s h i s t o r i q u e s , G u y a n e , 1644 à 1716) les i n s t r u c ­ tions d u 2 S e p t e m b r e 1690, envoyées au FERROLLE

p a r Louis

PHELYPEAUX,

MARQUIS DE

COMTE DE PONTCHAR-

TfsAIN, alors Ministre de la Marine et des Colonies, e n a fait l'extrait s u i v a n t d a n s son ouvrage s u r les rela­ tions politiques et d i p l o m a t i q u e s d u P o r t u g a l . « Année 1699, s e p t e m b r e , 2 . — D a n s les i n s t r u c ­ tions adressées p a r le G o u v e r n e m e n t F r a n ç a i s au

Instruction française de 1699.

G o u v e r n e u r d e C a y e n n e , il lui a été o r d o n n é de s'informer

dans

le plus

grand

détail

des titres

q u ' a v a i e n t les F r a n ç a i s p o u r pouvoir naviguer s u r l'Amazone,

afin

q u e l'on p û t les opposer aux

P o r t u g a i s , q u i d i s p u t a i e n t à la F r a n c e le droit de n a v i g u e r s u r ce fleuve, limites

prétendant

réduire ses

à l'Oyapoc (1). »

(1) Quadro elementar das relações políticas e diplomaticas de Portugal, par le VICOMTE DE SANTAREM, m e m b r e c o r r e s p o n d a n t d e l'Institut de F r a n c e , t o m e IV, Partie II, P a r i s , 1 8 4 4 , p p . 755 et 7 5 4 : — « An. 1 6 9 9 , S e t e m b r o 2. — Nas i n s t r u c ç õ e s p a s s a d a s pelo Governo F r a n c e z ao G o v e r n a d o r d e C a y e n n a , ordena-se-lhe que se informasse c i r c u m s t a n c i a d a m e n t e q u a e s f o s s e m o s titulos e m favor d o s F r a n c e z e s para p o d e r e m n a v e g a r n o A m a z o n a s , a fim de o s p o d e r e m o p p o r a o s P o r t u g u e z e s , q u e disputavam á F r a n c a o direito de n a v e g a r e m n o m e s m o r i o , pretendendo reduzir os limites ao Oyapoc (Archivos do Ministerio da Marinha d e F r a n ç a , D o c u m . h i s t o r i c o s da G u y a n a , 1644 a 1716). » CAETANO DA SILVA, a j o u t e , e n r e p r o d u i s a n t ce p a s s a g e (§§ 1968 et 1 9 6 9 ) : « Le 2 s e p t e m b r e 1 6 9 9 , le g o u v e r n e u r d e C a y e n n e était e n c o r e le MARQUIS DE FERROLLES, le véritable a u t o u r de la Carte de la France A E q u i n o c t i a l e , d e s s i n é e par FROGER c o m m e n o u s v e n o n s de le v o i r au titre 2 2 » (§§ 1960 à 1960) « . . . le m i n i s t r e de la Marine et d e s Colonies e n F r a n c e , celui q u i dut écrire a u MARQUIS DE FERROLLES, était Louis PHELYPEAUX, COMTE DE PONTCHARTRAIN. Il fut r e m p l a c é , q u a t r e j o u r s

L'Oyapoc.


136 QUESTION DE FRONTIÈRES Le nom Oyapoc appliqué p a r de Ferrolle à une île de l'Amazone.

Eu ce qui c o n c e r n e la p r é t e n d u e île O y a p o c dans l ' A m a z o n e , elle fut inventée en 1 6 9 4 p a r q u e l q u e C a y e n n a i s , q u i , ayant navigué s u r des pirogues en l o n g e a n t la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e pour trafi­ q u e r avec les I n d i e n s , était incapable de

donner

des r e n s e i g n e m e n t s exacts sur ce fleuve et s u r les îles de son e m b o u c h u r e , qu'il a r e p r é s e n t é e s c o m m e des îlots. La lettre de 1 6 9 4 , du

MARQUIS D E

FERROLLE,

au sujet de l'île O y a p o c , a été r e p r o d u i t e en partie dans le passage suivant d ' u n Mémoire de

BUACHE(1) :

« ... Voici d'abord ce qu'on trouve clans une lettre de M. en

DE FÉROLLES,

qui était g o u v e r n e u r de C a y e n n e

1 6 9 4 , et qui

fit

détruire,

quelques

années

après, par o r d r e du Roi, les forts p o r t u g a i s établis au Nord de la rivière des A m a z o n e s (2) : « La rivière des A m a z o n e s , dit M.

DE

FÉROLLES,

« est éloignée de l'île de C a y e n n e de soixante-dix « lieues. Son e m b o u c h u r e est remplie

d'îlots où les

« I n d i e n s sont h a b i t u é s . Le plus grand est nommé « Oyapok,

et situé à moitié c h e m i n du Cap d u

« N o r d à P a r a : il doit faire la séparation « dances de France

et de Portugal.

des dépen-

L'entrée

pour

après, par son fils, JÉRÔME PHELYPEAUX, é g a l e m e n t COMTE DE PONTCHARTRAIN. Et celui-ci garda le portefeuille j u s q u ' a u 51 août 1715, plus de d e u x a n s a p r è s le T r a i t é d ' U t r e c h t . . . . » (1) Considérations géographiques sur la Guiane Française concernant ses limites méridionales, par le citoyen BUACHE, lu le 21 Frimaire An VI, Tome III, p . 15 et s u i v a n t e s , des Mémoires de l'Institut National des Sciences et des Arts, P a r i s , 1797. Le p a s s a g e cité se trouve pp. 52-55. (2) On a vu qu'il avait a t t a q u é , par surprise, en pleine paix, deux de c e s forts, r a s é l'un et fait o c c u p e r l'autre, m a i s que celui-ci fut repris un m o i s après par les P o r t u g a i s .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

« des vaisseaux « Brésil

137

n'y est encore connue que du côté du

: du nôtre il semble que ce ne soit que des

« bancs de sable, ce qui cause u n e b a r r e d a n s les « g r a n d e s m a r é e s , laquelle est si d a n g e r e u s e q u e les « b a r q u e s ou p i r o g u e s a t t e n d e n t les petites m a r é e s « d a n s des culs de sac p o u r y e n t r e r En «

1 6 9 9 , DE FERROLLE

des

principaux

»

a obtenu une

et plus

déclaration

anciens habitants

de

C a y e n n e ayant fait le c o m m e r c e dans la rivière des A m a z o n e s », déclaration datée du 1 4 m a i ,

dans

laquelle ils ont affirmé (1) : « q u e de t e m p s i m m é ­ m o r i a l et par t r a d i t i o n c o n t i n u e l l e ils savent certai­ n e m e n t par eux et l e u r s a u t e u r s , c o m m e ils l'assu­ r e n t , qu'il y a d a n s le m i l i e u de l ' e m b o u c h u r e de la rivière des A m a z o n e s «ne île beaucoup plus que celle de Cayenne,

grande

que les P o r t u g a i s , les I n d i e n s

A r o u a s h a b i t a n t s de cette île, les F r a n ç a i s ,

les

a u t r e s voisins, et aussi les G a l i b i s sous la d o m i n a ­ tion du Roi, o n t toujours n o m m é e Hyapoc,

où tous

les I n d i e n s de C a y e n n e ont p e r p é t u e l l e m e n t avec les n a t u r e l s i n d i e n s d u d i t H y a p o c t r a i t é et trafi­ q u é ; . . . et les n a t u r e l s de la dite c o n t r é e

d'Hyapoc

de la rivière des A m a z o n e s ont de tout t e m p s sans difficulté eu c o m m e r c e avec les h a b i t a n t s de C a y e n n e et les I n d i e n s qui en d é p e n d e n t ». Sans parler de l'inexactitude de la déclaration en ce qui

concerne

l'ancienneté

du

commerce

(1) D o c u m e n t cité par D'AVEZAC, p. 130 et 131 de s e s géographiques sur l'histoire du Brésil, P a r i s , 1857.

des

Considérations


138

Cayennais

QUESTION DE FRONTIÈRES

avec les I n d i e n s de

l ' A m a z o n e , il

suffit de faire r e m a r q u e r qu'il s'agit, d a n s ce docu­ m e n t , de la g r a n d e île de J o a n n e s ou M a r a j ó , qui n'a j a m a i s eu le n o m d ' H y a p o c , et dans laquelle, après le Traité

d'Utrecht,

u n e rivière d ' O y a p o c a

été inventée(1); m a i s , — il convient de bien insister s u r ce p o i n t : — qu'avant les Traités de L i s b o n n e (1700) et d ' U t r e c h t

(1715), les défenseurs

de la

(1) C. D A S I L V A , §§ 173 à 176 : — « Comme le n o m i n d i g è n e de la rivière du c a p d ' O r a n g e se disait i n d i f f é r e m m e n t , o u b i e n Oyapoc o u b i e n Yapoc, F E R R O L L E S , qui e n 1 6 9 4 avait o s é appliquer à l'île de M a r a j ó la p r e m i è r e de c e s d e u x f o r m e s , e u t e n c o r e le c o u r a g e de lui appliquer e n 1 6 9 9 la s e c o n d e , e s p é r a n t éluder ainsi t o u t à fait la p r é t e n t i o n d u P o r t u g a l ; d'autant q u e c'était là u n p o i n t qui n e pouvait être éclairci q u e s u r les lieux. Mais ce m ê m e d o c u m e n t péchait par d e s vices que l'on n e pouvait pas se r i s q u e r à étaler d e v a n t le G o u v e r n e m e n t de D O M P E D R O II. On y affirmait que les c o l o n s de C a y e n n e allaient trafiquer d a n s l'île de M a r a j ó de temps immémorial, ce qui s e m b l a i t vouloir faire e n t e n d r e q u e c'était bien avant l'étab l i s s e m e n t d e s P o r t u g a i s sur l ' A m a z o n e . Mais les P o r t u g a i s é t a i e n t fixés s u r c e t t e rivière à h u i t l i e u e s s e u l e m e n t d e l'île de Mar a j ô , d e p u i s le m o i s de j a n v i e r 1 6 1 6 ; et s a n s c o m p t e r les i n t e r r u p t i o n s q u e n o u s s a v o n s , le Mémoire préliminaire de l ' A m b a s s a d e u r de F r a n c e avait rappelé q u e les F r a n ç a i s n'avaient c o m m e n c é à h a b i t e r la G u y a n e q u ' e n 1 6 2 6 , et à plus de c e n t c i n q u a n t e l i e u e s de l'île de M a r a j ó . Il y avait a u t r e c h o s e d a n s c e n o u v e a u d o c u m e n t . C'est q u e F E R R O L L E S s'y faisait e n c o r e p r e n d r e en flagrant délit d'ignorance sur l'embouchure m ê m e de l ' A m a z o n e , quoique moins matér i e l l e m e n t q u e la p r e m i è r e fois. Dans sa lettre de 1 6 9 4 , l'île i m m e n s e de M a r a j ó , plus de trois fois p l u s g r a n d e que la C o r s e , avait é t é qualifiée par lui d'ilot. Il n e r é p é t a i t plus c e t t e é t r a n g e é n o r m i t é ; m a i s il n e caractérisait e n c o r e M a r a j ó que c o m m e une île beaucoup plus grande que celle de Cayenne; — tandis q u e , s'il avait c o n n u M a r a j ó a u t r e m e n t q u e par l e s rapports t o u j o u r s v a g u e s des I n d i e n s , il s e serait gardé de lui faire l'injure d'une pareille c o m p a r a i s o n : il aurait s u q u e , pour d é p a s s e r de b e a u c o u p l'île de C a y e n n e , il n'était m ê m e pas besoin de l'île de C a v i a n a , et qu'il suffisait a m p l e m e n t de celle de M e x i a n a , plus de cinq fois plus grande que C a y e n n e . . . . »


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

139

cause cayennaise en F r a n c e n ' a v a i e n t e n c o r e i n v e n t é a u c u n e rivière d ' O y a p o c , et q u e la « m u l t i p l i c i t é d ' O y a p o c s » dont parlait le

BARON HIS DE BUTENVAL

en 1856 n'existait pas e n c o r e . En 1699,

1700 et

1 7 1 3 , on ne connaissait sous le n o m d ' O y a p o c q u e la rivière du Cap d'Orange, GER.

Les C a y e n n a i s et

celle de la carte de FRO-

DE FERROLLE

n'avaient p r é ­

t e n d u a p p l i q u e r ce nom q u ' à une île de l ' A m a z o n e , ce q u i n'a a u c u n e i m p o r t a n c e d a n s le d é b a t , p u i s q u e p e n d a n t les négociations de L i s b o n n e et d ' U t r e c h t il s'agissait

d'une

l'Amazone,

laissant au Portugal

du Nord

rivière,

situées dans la

et rivière en

dehors

les Terres du

de Cap

Guyane.

Dans sa l e t t r e de 1694, adressée au Ministre de la Marine, le

MARQUIS DE FERROLLE

disait q u e cette p r é ­

t e n d u e île O y a p o c , d a n s l ' A m a z o n e , devait

faire

la séparation des d é p e n d a n c e s de F r a n c e et de P o r ­ tugal. Dans son Mémoire de 1699, il d é c l a r a i t q u e cette île avait toujours

été prise pour

borne.


140

QUESTION DE FRONTIÈRES

IX

Négociations à Lisbonne a L i sde bonne 1698 700 1698 àà 11700 p oo u p u rr la ccoonncclluussiioonn la d'un ttrraaiittéé d'un de l i m i t e s . de l i m i t e s

Les p r e m i è r e s négociations e n t r e le P o r t u g a l et F r a n c e a u sujet de l e u r s frontières en A m é r i q u e c o m m e n c è r e n t e n 1698 à L i s b o n n e et n ' a b o u t i r e n t q u ' à u n Traité p r o v i s i o n n e l , signé le 4 m a r s 1700. a r r a n g e m e n t provisoire, q u i a eu u n e très c o u r t e d u r é e , est c e p e n d a n t pour

l'intelligence

d'une

importance

capitale

d u Traité de 1 7 1 5 , conclu à

U t r e c h t , et, s u r t o u t , p o u r l ' i n t e r p r é t a t i o n de son article 8. Le P r é s i d e n t d e r à l'abbé

PIERRE

D'ESTRÉES

ROUILLÉ,

q u i venait de succé­

d a n s l'Ambassade de F r a n c e

à L i s b o n n e , fut c h a r g é p a r Louis XIV de r é c l a m e r du P o r t u g a l les deux bords de l ' A m a z o n e et m ê m e le M a r a n h ã o (1). « Cet A m b a s s a d e u r de F r a n c e , » d i t le

VICOMTE D E

(1) « A c e t t e é p o q u e de 1699 o ù le roi Louis XIV s e croyait e n m e s u r e d e parler avec q u e l q u e h a u t e u r , — il avait c h a r g é son Ambassadeur

de réclamer,

l'Amazone

même,

mais

n o n p a s l e Vincent une partie

du Para.

Pinçon,

n o n pas

Le Roi Louis XIV,

p o u r s'assurer l ' A m a z o n e , p r é t e n d a i t s u r le Maragnan!

» Ce s o n t

l e s propres paroles d u BARON His DE BUTENVAL, Plénipotentiaire ç a i s , p r o n o n c é e s le 18 octobre 1 8 5 5 (Voir t o m e III, p. 9 8 ) .

Fran-


BRÉSIL

E T GUYANE FRANÇAISE

(1), « arrivé

SANTARÉM

à Lisbonne

141

le

2

septem­

b r e 1 6 9 7 , a été r e ç u en a u d i e n c e le 50 octobre (2). Le Roi, q u i avait fait faire des r e p r é s e n t a t i o n s

à

Louis XIV au sujet de l'expédition conduite p a r M. DE FERROLLE

a u fleuve des A m a z o n e s ,

fit c e p e n d a n t

u n bienveillant accueil à cet A m b a s s a d e u r . Il s'en suivit e n t r e les deux Cours u n e longue négociation q u i p r i t fin p a r le T r a i t é provisionnel du 4 m a r s 1700, dont nous ferons m e n t i o n plus loin... Vers ce temps-là (1698) l'Ambassadeur e n t a m a la négociation relative a u fort de M a c a p á et a u t r e s t e r r i t o i r e s a u Nord du fleuve des A m a z o n e s . Elle se poursuivit l ' a n n é e d ' a p r è s , 1 6 9 9 , j u s q u ' à ce q u e , les deux Gou­ v e r n e m e n t s s'étant m i s d'accord, Louis XIV d o n n a ses pleins pouvoirs, le

25

octobre, à VI. ROUILLÉ p o u r

c o n c l u r e et signer le Traité provisionnel des l i m i t e s , et le Roi D . PEDRO conféra les s i e n s au DUC DE CADA-

VAL et

aux a u t r e s

Commissaires, le

2 1 novem­

b r e . . . . » (3).

(1) Quadro

elementar

das relações

politicas

e diplomaticas

de

2

( ) Il n e fit s o n e n t r é e publique à L i s b o n n e q u e le 5 f é v r i e r 1 6 9 8 , et n e fut r e ç u e n a u d i e n c e s o l e n n e l l e q u e le 6 ( m ê m e vol. d e S A N T A HEM, p. 759). 5

( ) On voit q u e la q u e s t i o n d e la date des pleins pouvoirs, d o n n e s a R O Q U E M O N T E I R O P A I M et a u x a u t r e s c o m m i s s a i r e s pour la négociation et la signature du Traité, n'a pas l ' i m p o r t a n c e q u e lui a attribuée le B A R O N H I S D E B U T E N V A L (5me s é a n c e , 18 o c t . 1 8 5 5 , T o m e III, Documents, p . 9 6 ) . Avant la n é g o c i a t i o n d u traité, il y a e u débat s u r la q u e s t i o n d e s l i m i t e s , et é c h a n g e de Mémoires. Si les p l e i n s p o u v o i r s d e P A I M p o r t a i e n t la date d u 21 n o v e m b r e 1 6 9 9 , c e u x de l'Ambassadeur R O U I L L É é t a i e n t d a t é s du 21 o c t o b r e . Les m é m o i r e s et tous l e s d o c u m e n t s p o r t u g a i s r e m i s à l ' A m b a s s a d e u r de F r a n c e

Portugal,


142

QUESTION DE

« La négociation Mémoires officielles.

FRONTIÈRES

de ce traité

», ajoute

« a donné lieu à un grand nombre lettres

officielles

SANTAREM,

de Mémoires et de

dont n o u s nous occuperons à la

Section XXVII relative à l ' A m é r i q u e (1) ». Avec la permission du g o u v e r n e m e n t de PHILIPPE,

LOUIS-

ce savant p o r t u g a i s avait p u e x a m i n e r , à

P a r i s , non s e u l e m e n t aux Archives de la Marine et des Colonies, m a i s e n c o r e aux Archives du Ministère des Affaires É t r a n g è r e s , tous les d o c u m e n t s ayant trait à la mission du Président

ROUILLÉ,

et il avait

pu en faire des extraits. M a l h e u r e u s e m e n t ,

SANTAREM

est m o r t sans avoir rédigé et publié la Section XXVII de son ouvrage, et, j u s q u ' à p r é s e n t , on ne sait pas où se trouvent en P o r t u g a l les extraits qu'il a faits et ses notes de travail c o n c e r n a n t celle affaire. Mais, à P a r i s , a u Quai d'Orsay, sont r é u n i s tous les docu­ m e n t s de la mission du P r é s i d e n t b o n n e . Ils f o r m e n t , d ' a p r è s

ROUILLÉ

SANTAREM,

à Lis­

six volumes

de la « Correspondance de P o r t u g a l », n u m é r o t é s de XXX11 àXXXVII(2).

a u sujet du litige e n A m é r i q u e furent r é d i g é s par PAIM d'après le t é m o i g n a g n e de BROCHADO, e t p o u r r é d i g e r des Mémoires il n'avait pas b e s o i n de p l e i n s p o u v o i r s . (1) Texte p o r t u g a i s (Note de SANTAREM, p . CCCLXII du même vol ) : « A n e g o c i a ç ã o d e s t e Tratado c o m p o e - s e de u m g r a n d e n u m e r o de Memorias e Officios dos q u a e s d a r e m o s noticia na Secção XXVII relativa à A m e r i c a ». Dans u n e a u t r e note (p. CCCLX) : — « Outre les d o c u m e n t s dont n o u s d o n n o n s ici d e s extraits a u x p a g e s indiq u é e s , n o u s en p u b l i e r o n s , d a n s la Section relative à l ' A m é r i q u e , p l u s i e u r s autres a y a n t trait à c e t t e i m p o r t a n t e n é g o c i a t i o n . » (2) SANTAREM cite le p r e m i e r v o l u m e , XXXII, en parlant de l'arrivée de l'Ambassadeur ROUILLÉ (p. C C C L X de l'introduction à la Partie II


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

143

Le BARON" His DE BUTENVAL, n o m m e , e n 1 8 5 5 , p o u r

d i s c u t e r avec le VICOMTE DO URUGUAY la question des limites e n t r e le B r é s i l et la G u y a n e

Française,

n'a p a s eu d'abord le temps d ' e x a m i n e r tous les documents

français et p o r t u g a i s

conservés aux

e

Archives, c a r d a n s la 5 séance, le 18 octobre 1 8 5 5 (Voir Tome III, Documents,

p. 98), parlant

d'une

r é p l i q u e p o r t u g a i s e r é d i g é e e n 1 6 9 9 , p a r le Conseil­ l e r ROQUE MONTEIRO PAIM, il a dit au P l é n i p o t e n t i a i r e Brésilien : « . . . Toutes ces suppositions échangés, de débats ouverts,

de Mémoires

a u sujet de l ' i d e n t i t é d u

V i n c e n t P i n s o n ou O y a p o c , ne trouvent torique de la négociation

aucune place,

clans l'his-

je ne dis pas

probable mais possible. » — C e p e n d a n t , le p r é a m b u l e

d u t o m e IV d u Quadro elementar), e t il dit p l u s loin ( p . CCCLXX1X): « La c o r r e s p o n d a n c e d e c e t A m b a s s a d e u r , p e n d a n t l e s s i x a n n é e s d e sa résidence à L i s b o n n e , se compose de 1 0 8 0 d o c u m e n t s , c o m p r e n a n t n o n s e u l e m e n t s a c o r r e s p o n d a n c e avec Louis XIV, M. DE TORCY et différents c o m m a n d a n t s f r a n ç a i s , m a i s , p r i n c i p a l e m e n t , a v e c M. DE PONTCHANTRAIN, Ministre de la Marine (et d e s Colonies). Cependant, parmi c e s d o c u m e n t s il y e n a d e d o u b l e s , d e s n o t e s d e d é p e n s e s , e t c . Le Volume XXXVII, supplémentaire, contient n o n s e u l e m e n t les dépêches originales du Ministre de la Marine, m a i s aussi l e s lettres du S e c r é t a i r e d'État d ' E s p a g n e , DON JOSÉ FEREZ DE PUENTE, c o n c e r n a n t la n é g o c i a t i o n du Traité d u 1 8 Juin 1 7 0 1 , et d e s rapports s u r le Traité d'Alliance ; enfin, dans le volume portant le numéro ci-dessus déclaré, on trouve tes minutes des dépèches de Lotis XIV et tous les originaux des documents adressés à l'Ambassadeur, c e qui parait i n d i q u e r qu'il a r e m i s a u Ministère tous l e s papiers d i p l o m a t i q u e s qu'il avait e n t r e les m a i n s , lorsqu'il r e n t r a en F r a n c e . Les originaux des notes et des lettres du DUC DE CADAVAL et du Secrétaire d'État, MENDO DE Foyos PEREIRA, d e m ê m e q u e l e s o r i g i n a u x d u MARQUIS DE CASCAES e l d e CUNHA BROCHADO,

se t r o u v e n t d a n s l e s v o l u m e s d e la c o r r e s p o n d a n c e d e c e t A m b a s sadeur. »


144

QUESTION DE FRONTIÈRES

du Traité de 1700 m o n t r e q u ' i l y a eu é c h a n g e de Mémoires : « S'Etant m e u d e p u i s q u e l q u e s années en ça d a n s l'Etat du M a r a g n a n q u e l q u e s contestations et diffe­ r e n t s e n t r e les sujets du Roy Très Chrétien et ceux du Roy de P o r t u g a l au sujet de l'vsage et de la pos­ session des T e r r e s du C a p Cayenne

de N o r d situées

et la r i u i e r e des

entre

A m a z o n e s , qui

ont

d o n n é occcasion à p l u s i e u r s plaintes faites à ce sujet par les Ministres de Leurs Majestés et les ordres don­ nez de p a r t et d ' a u t r e , n ' a y a n t pas suffi pour obliger les sujets de l'vne et l ' a u t r e Couronne à viure e n s e m ­ ble d a n s la paix et l'amitié qui ont toujours subsisté e n t r e les Couronnes de F r a n c e et de P o r t u g a l , et y ayant eu aussy de nouveaux sujets de discorde à l'oc­ casion des forts d ' A r a g u a r y et de C u m a u ou Mac a p a csleuez et retablis par les P o r t u g a i s dans les dites t e r r e s ; Leurs Majestés d é s i r a n t les e u i t e r , ont proposé par leurs Ministres de faire connoistre par

des

Mémoires

par

contenant

le fait et le droit, les raisons

lesquelles elles pretendent

la jouissance

et la

propriété

des dites Terres, et c o n t i n u a n t dans l'envie d'esloigner tout ce qui p o u u a i t a l t e r e r la b o n n e j n t e l l i g e n c c

et

la c o r r e s p o n d a n c e qui o n t toujours esté e n t r e les sujets des deux Couronnes, le Sr ROUILLÉ, P r é s i d e n t du g r a n d conseil de Sa Majesté Très C h r é t i e n n e et son A m b a s s a d e u r en cette Cour, ayant demandé des conférences qui lui ont esté accordées, ou y a discuté et examiné les raisons de justice de part et d'autre, et l'on y a veu les autheurs et les Cartes concernant

l'acquisition

et la diui-


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

145

sion des dites Terres, et c o m m e il a p a r u q u e p o u r paru e n i r a la fin et conclusion

d'vne affaire si i m p o r ­

tante, jl falloit de p a r t et d ' a u t r e des pouuoirs s p é ­ ciaux, Le Roy Très Chrétien a enuoyé le sien à son dit A m b a s s a d e u r le SR ROUILLÉ et Sa Majesté Portu­ gaise a d o n n é le sien a D. Nuno ALUARES PEREIRA son c h e r et bien aymé n e u e u Conseiller en ses Conseils d'Etat et de g u e r r e , Mestre de Camp de la p r o u i n c e d'Estramadure,

p r è s la p e r s o n n e de Sa Majesté,

General de la Cauallerie de la Cour,

Président

T r i b u n a l du Dezembargo du Paço &. ; A

du

ROQUE MON­

TEIRO PALM, Conseiller et Secretaire de Sa Majesté GOMES FREIRE DE ANDRADA,

JESTÉ et g é n é r a l de

aussi Conseiller de SA MA-

l'artillerie

du

Royaume

des

Algarues &.a; et a MENDO DE FOYOS PEREIRA aussy Con­ seiller de Sa Majesté et son Secrétaire d'Etat &.a Et ayant fait a p p a r o i r de

p a r t et d ' a u t r e l e u r s

dits

p o u u o i r s , r e c o n n u s p o u r suffisants et valables a l'effet de conferer et c o n u e n i r d'vn Traité s u r la possession desdites Terres Cayenne

du C a p

de Nord

situées

et la rivière des A m a z o n e s , les

entre Confé­

r e n c e s o n t esté c o n t i n u é e s sans en venir a vne d e r ­ n i è r e décision, lesdits Commissaires ne voulant p o i n t de p a r t et d ' a u t r e se d e p a r t i r du droit q u ' i l s souten o i e n t , et c o m m e jl a p a r u q u ' i l estoit necessaire de c h e r c h e r e n c o r e de n o u u e a u x titres, et e n s e i g n e ­ m e n t s o u t r e ceux q u i a u o i e n t desjà esté p r o d u i t s et e x a m i n e z , jl a esté proposé vn projet de Traité p r o u i s i o n e l e t d e s u s p e n s i o n pour auoir lieu j u s q u e s a la decision d u d r o i t des deux Couronnes, et e m p e s c h e r 10


146

QUESTION DE FRONTIÈRES

j u s q u e s là toutes les occasions qui p o u u o i e n t t r o u b l e r et m e t t r e la discorde e n t r e les sujets de l'vne et de l ' a u t r e Couronne, lequel Traité a esté reglé a p r è s vne m e u r e deliberation d'vn c o m m u n c o n s e n t e m e n t et a u e c y n c b o n n e volonté r é c i p r o q u e , d a n s les t e r m e s necessaires pour la s u r e t é

et d u r é e .d'jceluy,

et

c o m m e il a esté r e c o n n u q u e de la p a r t de Sa Majesté Très C h r é t i e n n e c o m m e de celle de Sa Majesté Por­ tugaise, on auoit agy de b o n n e foy et l'on auoit éga­ l e m e n t désiré la paix, l'amitié et l'alliance q u i ont toujours subsisté e n t r e les Seigneurs Roys de l'vne et de l ' a u t r e C o u r o n n e , on a a r r ê t é et l'on est c o n u e n u des articles s u i v a n s — » Ce p r é a m b u l e m o n t r e q u ' i l y a e u , en effet, u n long débat, discussion écrite et orale, avec é c h a n g e de Mémoires et examen de cartes et de d o c u m e n t s . Le BARON His DE BUTENVAL, q u o i q u e l'ayant n i é , a

déclaré à u n a u t r e m o m e n t q u e deux Mémoires du Cabinet Portugais

étaient conservés aux Archives d u

Ministère des Affaires É t r a n g è r e s , mais q u e le sième Mémoire,

troi-

cité p a r le VICOMTE DO URUGUAY, n e

faisait pas p a r t i e « du volume » des Archives q u ' o n avait lieu de croire complet (1). Par le VICOMTE DE (1) Protocole de Tome III, p . 9 6 ) :

la 5me séance,

le 18 octobre

1855

(Documents,

« Le Plénipotentiaire Français n'a pu rien reconnaître e t rien a c c e p t e r c o m m e avéré q u a n t au Projet de Mémoire de M. PAIM et quant à s e s effets, p u i s q u e c e Mémoire, quant à p r é s e n t , n'existe p a s pour lui. Il a déjà e u l ' h o n n e u r de dire à s o n h o n o r a b l e c o l l è g u e q u e toutes les pièces échangées, entre les Plénipotentiaires de Portugal cl M. le Président D E R O U I L L É , en 1699 et en 1 7 0 0 , existent reliées et cotées dans les Archives des Affaires É t r a n g è r e s ; que deux Mémoires du


BRÉSIL

E T GUYANE

FRANÇAISE

147

SANTAREM, on sait q u e les d o c u m e n t s de la mission ROUILLÉ

f o r m e n t six volumes,

BUTENVAL

ce dont le

BARON HIS DE

n ' é t a i t pas informé à ce m o m e n t .

Il est h o r s de doute q u e l'Ambassadeur de F r a n c e a présenté u n p r e m i e r Mémoire; qu'il y a e u u n e r é p o n s e à ce d o c u m e n t , faite p a r le G o u v e r n e m e n t P o r t u g a i s ; et, e n s u i t e , u n e r é p l i q u e de l'Ambassa­ d e u r de F r a n c e , et u n e l o n g u e r é p o n s e du Gouver­ n e m e n t Portugais à cette r é p l i q u e . C'est de ce d e r ­ n i e r d o c u m e n t , rédigé p a r PAIM, q u e p a r l a i t le VI­ COMTE DO URUGUAY.

de l'Ambassadeur

Les o r i g i n a u x des deux Mémoires ROUILLÉ

et les minutes, des deux

réponses portugaises n e se trouvent pas au Ministère des Affaires É t r a n g è r e s à L i s b o n n e . A la Biblio­ t h è q u e Nationale de cette ville il y a u n e copie de la p r e m i è r e réponse p o r t u g a i s e , m a i s elle n'est pas e n t i è r e m e n t conforme à l'original r e m i s à l'Ambas­ s a d e u r , à en j u g e r d ' a p r è s deux passages de ce d o ­ c u m e n t l u s p a r le

BARON

His

DE BUTENVAL

17 n o v e m b r e 1 8 5 5 , t o m e III, Documents,

(séance d u pages 157

à 1 5 9 ) , et d'après u n e t r a d u c t i o n française c o n t e m ­ p o r a i n e , conservée a u Dépôt de Caries et Plans de la Marine, à P a r i s (1). Au fond, et p r e s q u e toujours,

Cabinet portugais y sont conservés avec leur traduction; mais que ce troisième Mémoire, d o n t la Minute e s t d e m e u r é e à L i s b o n n e , n e fait pas partie d e ce v o l u m e d e s Archives, qu'on a lieu d e croire c o m p l e t . » Le Mémoire d o n t parlait le V I C O M T E no U R U G U A Y était la réponse du Gouvernement Portugais à la réplique de l'Ambassadeur R O U I L L É : il n'avait pas parlé d'un troisième Mémoire. (1) Portefeuille 1 4 1 . 2 Pièce 4 . Publiée par M. C H A R L E S d a n s la Marine Française, № 4 5 , d u 10 s e p t e m b r e 1 8 9 0 .

MEYNIARD,


148

QUESTION DE FRONTIÈRES

la t r a d u c t i o n française r e n d assez bien le sens de la copie qui se trouve à la Bibliothèque Nationale de L i s b o n n e , mais parfois, ayant trouvé des difficul­ tés, — car c'est en effet u n d o c u m e n t très difficile à bien t r a d u i r e en français, — le t r a d u c t e u r s'est écarté de la lettre d u texte et en a mal i n t e r p r é t é des passages. D'autre p a r t , c e r t a i n s n o m s que d o n n e celte t r a ­ d u c t i o n , et q u i n e se t r o u v e n t pas d a n s la copie de L i s b o n n e , m o n t r e n t q u e le copiste portugais s'est p e r m i s d ' a b r é g e r la m i n u t e originale et de

modi­

fier d a n s c e r t a i n s e n d r o i t s la rédaction primitive(1). P o u r ce qui est de la réponse du Portugais

à

la

réplique

F r a n c e , il y a à la

de

Gouvernement

l'Ambassadeur

Bibliothèque

Nationale

de de

(1) E x e m p l e s : Ou lit d a n s u n passage de la traduction française c o n t e m p o r a i n e : — « Ils » (les Pères P E D R O L U I Z , G O N Z A L V I et A l o i s i o C O N R A D O P F E I L . , e n 1 6 8 2 ) « ils r e n c o n t r è r e n t c i n q F r a n ç a i s , n o m m é s P I E R R E D U G O T , J E A N R E N É R H O U I L L O N , L O U I S M I T , P I E R R E R O T , F R A N Ç O I S C L A R I E » . Le c o p i s t e de L i s b o n n e a a b r é g é ce p a s s a g e e n disant : — « et ayant r e n c o n t r é cinq F r a n ç a i s , P I E R R E D U G O T et d'autres.... » Le B A R O N HIs D E B U T E N V A L a lu d e u x p a s s a g e s de ce Mémoire (Séance d u 1 7 n o v e m b r e 1 8 5 5 , p . 1 5 8 et 1 5 9 du T. III, Documents). Le p r e m i e r c o m m e n c e : — a E ainda mais claramente se mostra a pouca força que tem estas Patentes para estabelecer o direito da França e esta t a m l o n g e de se i n c l u i r e m — » Les m o t s e n italique n e se t r o u v e n t pas d a n s la copie de L i s b o n n e , o ù ce p a s s a g e c o m m e n c e ainsi : — « Está tão longe de se incluirem— » L'autre p a s s a g e c i t é par l e B A R O N DE BUTENVAL commence : — « E q u a n d o a Nação Franceza queira fazer m i s s õ e s e b u s c a r d e s c o b r i m e n t o s para adquirir n o v o s vassallos e n o v a s Provincias para a Coroa de F r a n c a . . . . » Dans la c o p i e de L i s b o n n e la r é d a c t i o n e s t t r è s différente : — « Se os F r a n c e z e s q u e r e m fazer m i s s õ e s , s e b u s c a m d e s c u b r i m e n t o s , s e i n t e n t a m adquirir vassallos a E l - R e y - C h r i s t i a n i s s i m o . . . . »


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

L i s b o n n e et à celle d ' E v o r a deux copies

149

qui se

c o m p l è t e n t , parce que des passages q u i m a n q u e n d a n s l ' u n e se trouvent d a n s l ' a u t r e , et

que

des

n o m s m a l o r t h o g r a p h i é s , par le m a n q u e de soin des copistes, p e u v e n t être i n t e r p r é t é s par la compa­ raison des deux e x e m p l a i r e s . Ce second Mémoire d o n n e u n r é s u m é de la r é p l i q u e de l'Ambassadeur. C'est s e u l e m e n t à cause des i n c o r r e c t i o n s con­ statées dans les copies de L i s b o n n e q u e ces deux Mémoires du P o r t u g a l ne sont pas p r é s e n t é s i n t é g r a ­ l e m e n t p a r m i les d o c u m e n t s s o u m i s à l'Arbitre, n o n parce qu'ils c o n t i e n n e n t quoi q u e ce soit de con­ t r a i r e aux i n t é r ê t s du B r é s i l . Il a p a r u préférable d'attendre

q u e les q u a t r e Mémoires en

question

soient c o m m u n i q u é s par le G o u v e r n e m e n t F r a n ç a i s , qui possède les m i n u t e s de son A m b a s s a d e u r et les o r i g i n a u x p o r t u g a i s . D'ailleurs, en 1855, le P l é n i p o ­ t e n t i a i r e F r a n ç a i s avait offert à celui du B r é s i l de lui d o n n e r c o m m u n i c a t i o n de ces pièces (1). Toutes celles q u e possède le G o u v e r n e m e n t Brésilien, et qui p o u r r o n t faciliter l ' i n t e r p r é t a t i o n de l'Article 8 d u Traité d ' U t r e c h t , sont à la disposition de l'Arbitre

(1) Protocole de la 4me s é a n c e , 11 o c t o b r e 1855 (Tome III, Documents, p . 85) : « . . . C o m m e ces a r g u m e n t s ont é t é à c e t t e é p o q u e p é r e m p t o i r e m e n t r é f u t é s d a n s les notes verbales ou les Mémoires remis par l'Ambassadeur de France (Mémoires qui ont dû être c o n s e r v é s d a n s l e s Archives p o r t u g a i s e s c o m m e ils l'ont é t é d a n s les n ô t r e s , et dont le Plénipotentiaire Français s'empresserait, d'ailleurs, de mettre la communication à la disposition de son collègue), le P l é n i p o t e n t i a i r e Français pourrait se c o n t e n t e r de se référer s i m p l e m e n t aux d o c u m e n t s sus-mentionnés.... »


150

QUESTION DE

FRONTIÈRES

et du r e p r é s e n t a n t de la F r a n c e . Il est p e u t - ê t r e bon d'ajouter q u e le P o r t u g a l n'ayant a u c u n

intérêt

dans ce débat, tous ses d o c u m e n t s qui ont trait aux négociations de L i s b o n n e et d ' U t r e c h t se trouvent depuis l o n g t e m p s d a n s des Bibliothèques p u b l i q u e s , accessibles à tout le m o n d e . D'après la p r e m i è r e réponse portugaise et d'après certains r e n s e i g n e m e n t s publiés d e r n i è r e m e n t d a n s P P rr ee m m ii ee rr M é m o i r e de ambassadeur l'ambassadeur de FFrraannccee de ((1698). 1698).

la presse française, le p r e m i e r Mémoire de l'Ambass a d e u r ROUILLÉ n'a été q u ' u n e copie modifiée

a u t r e , é c r i t en 1688 p a r

DE FERROLLE

d'un

et inséré d a n s

u n e collection de d o c u m e n t s sur la G u y a n e (1). Il c o m m e n ç a i t ainsi : « Il y a plus de c e n t ans que les F r a n ç a i s o n t c o m m e n c é de faire le c o m m e r c e avec les I n d i e n s de la G u i a n e , ou des pays situés e n t r e la rivière des A m a z o n e s et celle d ' O r é n o c . glais,

LAURENT KEYMIS,

d a n s sa relation r a p p o r t é e

An­

par LAET, dit

q u ' é t a n t en ce pays-là en l'année 1596, il a p p r i t des sauvages q u e les F r a n ç o i s avoient a c c o u t u m é d'y c h a r g e r u n e c e r t a i n e espèce de bois du B r é s i l (2). (1) Collection nistration

de Mémoires

des Colonies

par Y . P. MALOUET, ancien

et correspondances

et notamment administrateur

sur

officielles

sur

la Guiane

l'admi-

Française...

des Colonies et de la

Marine.

P a r i s , a n X, t.I, p p . 111 à 1 1 8 . Les modifications faites par l'Ambassadeur ROUILLÉ d a n s ce Mémoire o n t été i n d i q u é e s p a r M. CHARLES MEYNIARD d a n s le № 4 5 ( 5 La Marine française

m o

série) de

(10 s e p t e m b r e 1 8 9 6 ) .

(2) KEYMIS (fol. B 5) e t LAET (édition française, d e 1 6 4 0 , p . 5 7 9 ) d i s e n t cela en parlant

d ' u n e rivière

à

l'Ouest

de

l'Oyapoc,

la

rivière, de C a w o , K a w o o u K a w , n o m primitif c h a n g é par les F r a n ç a i s e n — C a u x — quoiqu'un C a y e n n a i s

ait fait dire d e r n i è r e -


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE JEAN MOCQUET,

151

d a n s sa Relation, rapporte le voyage

qu'il y fit en 1 6 0 4 , avec le capitaine RAVARDIÈRE, e t de quelle m a n i è r e ils y firent c o m m e r c e avec les I n d i e n s de la rivière d'Yapoco, Cayenne

et la rivière des

située entre l'isle de Amazones....»

Dans le Mémoire d e 1 6 8 8 il y avait « . . . la rivière d ' Y a p o c o , s i t u é e à quatre degrés et demi de la ligne ». L'Ambassadeur de F r a n c e a modifié ce p a s s a g e , p r o ­ bablement, p a r c e q u ' i l n ' é t a i t pas s û r de la l a t i t u d e de cette e m b o u c h u r e . Le MARQUIS DE FERROLLE n e devait pas avoir plus d ' a s s u r a n c e à ce sujet, c a r d a n s la c a r t e dressée p a r

FROGER

s u r ses i n d i c a t i o n s , le c a p

d ' O r a n g e et la rivière d ' O y a p o c se t r o u v e n t , d'après l'échelle, 4 0 lieues a u Nord de l ' é q u a t e u r ,

donc,

par 2 degrés de latitude Nord (Carte ci-jointe № 1 1 ) . Le Mémoire p a r l a i t e n s u i t e d'habitation

française

à C a y e n n e avant 1 6 2 6 , d o n n é e inexacte, c a r ce fut s e u l e m e n t en 1 6 5 4 ou 1 6 5 5 , q u e q u e l q u e s F r a n ç a i s échappés au m a l h e u r e u x essai colonial de S i n a m a r y , se r é f u g i è r e n t d a n s l'île de C a y e n n e . On a déjà m o n t r é q u e la p r e m i è r e tentative fran­ çaise d ' é t a b l i s s e m e n t e n G u y a n e avait été faite, e n 1626, à Sinamary. Après avoir traité des expéditions coloniales d e 1 6 2 6 à 1 6 5 1 , — q u i toutes s'adressaient au littoral à l'Ouest d e l ' O y a p o c , — et de la prise de C a y e n n e s u r les H o l l a n d a i s e n

1664

par

DE LA BARRE,

le

Mémoire p o u r s u i t : m e n t à u n d e s p l u s g r a n d s g é o g r a p h e s c o n n u s q u e la f o r m e çaise avait é t é la p r i m i t i v e .

fran-


[152

QUESTION DE FRONTIÈRES

« Depuis ce temps-là, les F r a n ç a i s sont toujours d e m e u r é s en possession, sans a u c u n trouble, si ce n'est que l'île de C a y e n n e fut pillée par les A n g l a i s en 1667, et prise par les H o l l a n d a i s d u r a n t la d e r n i è r e g u e r r e ; m a i s elle fut reprise s u r eux, l ' a n n é e s u i v a n t e , par M. le Maréchal

D'ESTRÉES;

et la j o u i s ­

sance paisible en a été confirmée à la F r a n c e par le Traité de N i m è g u e . « Durant u n si g r a n d n o m b r e d ' a n n é e s , les F r a n ­ ç a i s ont exercé tous les actes de véritables et légitimes possesseurs (1); ils ont fait c o m m e r c e avec tous les peuples I n d i e n s des e n v i r o n s , chassé s u r l e u r s t e r r e s , pêché s u r toutes les côtes et m ê m e d a n s l ' e m b o u ­ 2

c h u r e de la rivière des A m a z o n e s ( ), fait p l u s i e u r s fois la g u e r r e et e n s u i t e la paix avec les

mêmes

3

I n d i e n s ( ), avec qui ils vivent en b o n n e i n t e l l i ­ gence depuis plus de vingt-cinq a n s ; ils ont défendu cette colonie c o n t r e les A n g l a i s

et les H o l l a n ­

d a i s (4), qui seuls les ont troublés; ils l'ont r e c o n ­ quise s u r ces d e r n i e r s ; ils ont voyagé l i b r e m e n t de tous côtés, dans les t e r r e s ; et, e n t r e a u t r e s , les Pères

(1) A C a y e n n e et s e s e n v i r o n s . (2) Au fleuve d e s A m a z o n e s q u e l q u e s F r a n ç a i s se s o n t p r é s e n t é s après 1G82 p o u r trafiquer avec les I n d i e n s . Des Hollandais et des Anglais o n t fait la m ê m e c h o s e . Aux lacs du C a p d u N o r d , des Français, des Anglais et des Hollandais sont allés aussi faire la p ê c h e d u l a m a n t i n , o u a c h e t e r d e s p o i s s o n s s a l é s et d e s esclaves aux I n d i e n s . 3

( ) Les I n d i e n s qui h a b i t a i e n t le territoire e n t r e l ' O y a p o c et le M a r o n i . 4

( ) L'ile de C a y e n n e , l ' A p p r o u a g u e , M a r o n i et la rive gauche de l ' O y a p o c .

la

rive

droite

du


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

GRILLET

et BÉCHAMEL, Jésuites français,

153

pénétrèrent

en 1664 plus de c e n t lieues d a n s les pays q u i sont au Midi de

Cayenne

(1), chez les p e u p l e s

appelés

N o u r a g u e s et M e r c i o u x , et j u s q u e chez les A c o q u a s , qui h a b i t e n t à l'Ouest du C a p d u N o r d (2), et 5

où j a m a i s a u c u n P o r t u g a i s n'avait m i s le pied ( ); enfin les F r a n ç a i s ont fait des cartes fort exactes de ces pays et des côtes, depuis la rivière des A m a ­ z o n e s j u s q u ' à la rivière de M a r o n i (4). « Après u n e si longue possession de plus de c e n t

(1) Le Journal du voyage qu'ont fait les Pères Jean Grillet et François Béchamel de la Compagnie de Jésus, dans la Guyane, l'an 1 6 7 4 , fut i m p r i m é à la suite de la Relation de la Rivière des Amazones, traduite par feu M. D E G O M B E R V I L L E , de l'Académie Françoise, sur l'original espagnol du P. C H R I S T O P H L E D ' A C U Ñ A , J é s u i t e , P a r i s , 1 6 8 2 , et r é i m p r i m é e n 1857 (Mission de C a y e n n e et de la Guyane Française, du P è r e M. F. D E M O N T E Z O N ) . Ce Journal m o n t r e q u e les d e u x P è r e s n'ont p a s franchi l ' O y a p o c . Ils sont allés jusqu'à l ' I n i p i , tributaire d u C a m o p i , qui e s t u n affluent de la rive g a u c h e de l ' O y a p o c , o u , p e u t - ê t r e , la b r a n c h e principale de l ' O y a p o c . (2) Et à l'Ouest de l ' O y a p o c . (3) Les P o r t u g a i s n ' o n t j a m a i s rien p r é t e n d u à l'Ouest de l'Oyapoc. (4) Les c a r t e s de D E L A B A R R E (1666) e t celle de F R O G E R et de D E F E R R O L L E (1698) s o n t , à c e r t a i n s é g a r d s , bien i n f é r i e u r e s à la carte a n g l a i s e de T A T T O N ( 1 6 0 8 ) . Les c a r t e s f r a n ç a i s e s de la G u y a n e , a u xviie s i è c l e , é t a i e n t plus o u m o i n s d e s c o p i e s d e s c a r t e s h o l l a n d a i s e s . D'ailleurs, D E L A B A R R E a dit, e n 1 6 6 6 , q u e le C a p d u N o r d é t a i t presque inconnu aux F r a n ç a i s . On pourrait r é p o n d r e q u e les c a r t e s p o r t u g a i s e s du xvii s i è c l e é t a i e n t aussi très m a u v a i s e s e n ce qui c o n c e r n e les b o u c h e s de l ' A m a z o n e et la côte de la G u y a n e . Cela e s t v r a i . L e s c a r t e s p o r t u g a i s e s d e c e t t e é p o q u e r e p r é s e n t a i e n t ces p a r a g e s d'après d e s r e n s e i g n e m e n t s d o n n é s par d e s p e r s o n n e s i n c o m p é t e n t e s . On n e dirait j a m a i s , e n voyant la carte des b o u c h e s d e l ' A m a z o n e par João T E I X E I R A , d e s s i n é e e n 1 6 4 0 , q u e les P o r t u g a i s é t a i e n t m a î t r e s d e s d e u x rives de l ' A m a z o n e et p a r c o u r a i e n t librem e n t ce fleuve et s e s affluents. e


154

QUESTION DE FRONTIÈRES

a n s (1), confirmée

par u n e habitation

actuelle

c o n t i n u e de près de soixante-dix ans, fondée

et sur

p l u s i e u r s concessions de nos Roys(2), sans q u e les P o r t u g a i s en aient jamais fait a u c u n e p l a i n t e , et 3

sans q u e m ê m e ils ayent paru sur cette coste ( ), on no comprend pas entrepris la rivière

s u r quel fondement

ils ont

de s'établir sur la coste occidentale des

A m a z o n e s (4), qui

a toujours

de été

comprise dans les b o r n e s de cette colonie française. « Au s u r p l u s , q u a n d la F r a n c e voudra

soutenir

tous ses droits, elle n e s'en t i e n d r a pas à d e m a n d e r la restitution de ce p a y s ; elle portera ses p r é t e n t i o n s j u s q u e s au M a r a g n o n . Les F r a n ç a i s

l'ont occupé

5

les p r e m i e r s ( ), ils y ont c o n s t r u i t le p r i n c i p a l fort

(1) P o s s e s s i o n de l'ile de C a y e n n e et de la côte e n t r e l ' O y a p o c et le M a r o n i . Le seul é t a b l i s s e m e n t français était celui de C a y e n n e . Si l'on p r e n d c o m m e p o i n t de départ l ' a n n é e 1 6 2 6 , date de l'arrivée des p r e m i e r s c o l o n s français à S i n a m a r y , o n n e p e u t c o m p t e r q u e 72 a n s e n 1 6 9 8 . Mais C a y e n n e et la côte e n t r e l ' O y a p o c et le M a r o n i o n t é t é o c c u p é e s t o u r à tour par l e s F r a n ç a i s , les Ho l a n d a i s , les F r a n ç a i s ( 1 6 6 4 ) , l e s A n g l a i s ( 1 6 6 7 ) , l e s F r a n ç a i s de n o u v e a u , l e s H o l l a n d a i s ( 1 6 7 4 ) e t enfin par les F r a n ç a i s ( 1 6 7 6 ) . De 1676 à 1 6 9 8 o n n e c o m p t e q u e 2 2 a n s . (2) Il a é t é m o n t r é déjà q u e les Rois d ' A n g l e t e r r e e t les États Généraux de H o l l a n d e o n t fait a u s s i , à la m ê m e é p o q u e , d e s c o n c e s s i o n s d u territoire c o m p r i s e n t r e l ' A m a z o n e et l ' O r é n o q u e . ( ) On a déjà v u q u e l e s P o r t u g a i s é t a i e n t allés de P a r a , e n 1 6 4 6 , expulser les H o l l a n d a i s établis entre le M a y a c a r é et le Cassiporé. 5

4

( ) Ils a v a i e n t e x p u l s é l e s H o l l a n d a i s e t les A n g l a i s de la rive g u y a n a i s e de l ' A m a z o n e b i e n avant l'occupation de C a y e n n e par les F r a n ç a i s . ( ) Les P o r t u g a i s l'avaient o c c u p é l e s p r e m i e r s . C'était u n territoire i n c o n t e s t a b l e m e n t p o r t u g a i s , et auquel l e s Rois de P o r t u g a l n'avaient pas r e n o n c é . 5


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

155

q u e les P o r t u g a i s o c c u p e n t . Sa d é n o m i n a t i o n

de

fort de S a i n t - L o u i s en est u n e p r e u v e c e r t a i n e , et il est établi p a r les histoires écrites p a r les

Por­

t u g a i s m e s m e s q u e le M a r a g n o n a été p r i s s u r les F r a n ç a i s

sans q u e les

nations

fussent

en

g u e r r e (1). » Ce système d ' a r g u m e n t a t i o n r e v i e n t

à

faire de la

moitié Nord de l ' i m m e n s e bassin de 1 A m a z o n e , o u t r e p l u s i e u r s bassins, côtiers, de s i m p l e s d é p e n -

Ce ce que vaut l'argumentation l'argumentation française française de 1698. d e

1 6 9 8 .

dances où a p p a r t e n a n c e s de l'île de C a y e n n e , où la F r a n c e possédait d e p u i s q u e l q u e s a n n é e s u n e colo­ n i e p e u i m p o r t a n t e , d o n t la population

civilisée

n ' a t t e i g n a i t pas u n m i l l i e r d ' â m e s . C a y e n n e était le seul é t a b l i s s e m e n t français d a n s ces p a r a g e s . Les concessions faites p a r les Rois de F r a n c e du vaste t e r r i t o i r e c o m p r i s e n t r e l ' A m a z o n e et l ' O r é n o q u e sont v e n u e s bien après les n o m b r e u x actes de souveraineté exercés p a r les Rois d ' E s p a g n e , lesquels, en o u t r e , avaient p o u r eux la découverte et la prise de possession. Ils avaient accordé à p l u s i e u r s de l e u r s e

sujets, dès le xvi siècle, des concessions en G u y a n e , et n o m m é des g o u v e r n e u r s , en a s s i g n a n t p o u r l i m i t e s à ce g o u v e r n e m e n t l ' A m a z o n e et l ' O r é n o q u e (Voir au Tome II, Documents,

sous le № 1, q u e l q u e s u n e s

des Lettres p a t e n t e s espagnoles). Et u n Roi d ' E s p a gne,

PHILIPPE

IV, avait mis u n t e r m e , en 1657, au

(1) La F r a n c e n'était p a s n o n plus e n g u e r r e a v e c le P o r t u g a l et l ' E s p a g n e l o r s q u e s o n G o u v e r n e m e n t autorisa la c o n q u ê t e d e c e territoire p o r t u g a i s .

Le t i t r e

portugais. PORTUGAIS.


156

QUESTION DE FRONTIÈRES

différend e n t r e P o r t u g a i s et E s p a g n o l s au

sujet

de l e u r s limites clans la G u y a n e , en a n n e x a n t au B r é s i l les Terres du Cap d u N o r d e n t r e la rivière de V i n c e n t P i n ç o n et l ' A m a z o n e et en i n d i q u a n t a p p r o x i m a t i v e m e n t la distance e n t r e cette rivière et le C a p d e N o r d . Les concessions faites p a r les Rois de F r a n c e n'avaient pas plus de valeur que celles de JACQUES

ER

1 ,

d ' A n g l e t e r r e , et des Etats-Généraux de

H o l l a n d e . Elles ne pouvaient pas invalider l'ancien titre espagnol, q u i , dérivativement, est devenu le titre portugais et le titre brésilien. Premier M é m o i r e du G u vv ee rr n n ee m m ee n n tt G oo u p o r t u g a i s portugais en réponse en réponse à c e l u i de la e . la à cFe lruain cde

On ne d o n n e r a ici q u e quelques extraits de passages essentiels de la réponse du G o u v e r n e m e n t P o r t u g a i s , et en faisant toutes réserves q u a n t à la forme, parce q u e , c o m m e il a été déclaré, le G o u ­ v e r n e m e n t B r é s i l i e n n ' a pu se p r o c u r e r la m i ­ n u t e officielle de ce d o c u m e n t . Le M é m o r a n d u m

portugais c o m m e n ç a i t

question du M a r a n h ã o ,

par la

et faisait ensuite l'histo­

r i q u e de l'occupation portugaise de la partie o r i e n ­ tale du bassin de l ' A m a z o n e , et du t e r r i t o i r e c o m ­ p r i s e n t r e le C a p d u N o r d et la rivière d ' O y a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n (1) : (1) Texte p o r t u g a i s des p a s s a g e s traduits (selon la c o p i e , non officielle, de Lisbonne) : « . . . N o a n n o de 1 6 1 5m a n d o uALEXANDREDE MOURA ao c a p i t ã o FRANCISCO CALDEIRA DE CASTELLO BRANCO para as partes do Para com i n s t r u c çâo q u e fizesse aquella c o n q u i s t a até o R i o d e V i c e n t e P i n ç o n , ou O j a p o c c o m o lhe c h a m ã o o s n a t u r a e s , achando-se t a m b e m n o m e s m o t e m p o o c c u p a d a s aquellas terrras dos Hollandezes e Inglezes com m u i t a s fortificações e f e i t o r i a s ; o que a s s i m obrou e s t e c a p i t ã o ,


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

« ... L'an 1615 capitaine

ALEXANDRE DE MOURA

157

a envoyé le vers

FRANCISCO CALDEIRA DE CASTELLO BRANCO

la région de P a r á avec o r d r e de se r e n d r e m a î t r e du pays j u s q u ' a u R i o d e V i c e n t e P i n ç o n , ou Oyap o c , c o m m e l'appellent les i n d i g è n e s , ces t e r r e s se t r o u v a n t alors occupées aussi par les H o l l a n d a i s et les A n g l a i s qui y avaient p l u s i e u r s forts et factore­ r i e s : ce dont s'acquitta ce capitaine, de 1615 à 1617, d i s c o r r e n d o pelos a n u o s de 1615 até 1 6 1 7 , e s t a b e l e c e n d o a h a b i l a c a o d a cidade de B e l e m d o P a r á , e g a n h a n d o a o s H o l l a n d e z e s o s f o r t e s o

q u e t i n h ã o sobre a e n t r a d a d'aquella barra, c o m o c o n s t a do Livro 1 do Registro Real, q u e está n o Archivo da dita c i d a d e . S u c c e d e u

a

este capitão BENTO MACIEL PARENTE c o m p r o v i m e n t o de Capitão-Mór e m o a n n o de 1 6 1 8 , q u e t o m o u a o s H o l l a n d e z e s

as ilhas dos J o a n e s ,

A r u a n s e d e J e n a c ú , s i t u a d a s na boca do Ri o d a s A m a z o n a s, j u n t o da terra firme do C a b o d o N o r t e . T o m o u - l h e s t a m b e m o

Gorupá

q u e h a b i t a v ã o havia m a i s de doze a n n o s ; e t o r n a n d o a invadir os m e s m o s H o l l a n d e z e s , os desalojou no anno de 1624, e fundou

ali

O

p o v o a ç ã o , c o m o l u d o c o n s t a do Livre 1 acima citado. E s u c c e s s i v a m e n t e por e s t e s a n n o s p a s s o u o dito Capitão-Mór ao C a b o d o N o r t e , sujeitando o g e n t i o á o b e d i e n c i a d'esta Coroa, h u m a s n a ç õ e s c o n t r a c t o da paz, e o u t r a s c o m o poder das a r m a s , Inglezes

e H o l l a n d e z e s as fortificações e h a b i t a ç õ e s q u e

para aquelle rio e

pelo

tomando

aos

tinhão

costa.

« No a n n o d e 1 6 2 9 m a n d o u e s t e Capitão-Mór interprezar o forte do Rio

d o T o r r e g o , a q u e depois c h a m a r ã o o s P o r t u g u e z e s do D e s -

t e r r o , e n c a r r e g a n d o e s t a facção ao Capitão PEDRO TEIXEIRA, q u e n o a n n o de 1 6 2 9 ( c o m o e s t á dito) nao só a c o n s e g n i o , m a s t a m b e m n o a n n o de 1 6 3 0 o b r o u a a c ç ã o de s u r p r e s a r a fortaleza do R i o

de

F e l i p e e a do porto de C a m a ú , q u e t o m o u aos I n g l e z e s , e a do lago de M a i a c a r i q u e o c c u p a v a o g e n e r a l BALDEGRUES, da m e s m a n a ç ã o . E u l t i m a m e n t e , p e l o s a n n o s q u e se s e g u i r ã o , a h m p o u e s t e c e r t ã o e C a b o d o N o r t e , ou C a b o d e H u m o s , como

lhe chamão

alguns

a u t o r e s , l a n ç a n d o d'elle todos os H o l l a n d e z e s e I n g l e z e s até o R i o d e V i c e n t e P i n s o n , o u de O j a p o c , q u e forão as d u a s unicas n a ç õ e s que f u r t i v a e v i o l e n t a m e n t e o c c u p á r ã o e s t a s terras, c o m o l u d o se vé o

e c o n s t a c l a r a m e n t e dos Livros 1 citados. « As m a i s d'estas fortificações

e 2

o

dos R e g i s t o s R e a e s

guarnecerão

os

acima

Portuguezes

por


158

QUESTION DE FRONTIÈRES

en fondant la ville de B e l e m d o P a r a , et en p r e ­ n a n t aux H o l l a n d a i s les forts qu'ils avaient a l ' e n ­ trée de cette e m b o u c h u r e ,

ainsi

qu'il

appert

du

er

Livre I du Registre Royal qui se trouve aux Archives de la m ê m e ville. « A ce capitaine succéda en 1 6 1 8 , avec le titre de Capitaine-Major, BenTO MACIEL PARENTE, q u i prit aux Hollandais

les îles de J o a n e s ,

d ' A r u a n s et de

J e n a c ú , situées à l ' e m b o u c h u r e du R i o d a s

Ama-

z o n a s , près de la t e r r e ferme du C a p d u N o r d . Il l e u r p r i t aussi G o r u p á ,

qu'ils o c c u p a i e n t

plus de douze a n s ; et les susdits H o l l a n d a i s

depuis ayant

l a r g o s t e m p o s , até q u e t e n d o l i m p a a costa d o s i n i m i g o s q u e a i n f e s t a v á o e p o s t o à d e v o ç ã o de P o r t u g a l o s I n d i o s d'aquelles c e r t õ e s , demolirão algumas, como estão testemunhando as suas ruinas nos sitios r e f e r i d o s . « A cauza p o r q u e o s P o r t u g u e z e s deixárão d e passar da outra parte do R i o d e O j a p o c , o u V i c e n t e P i n ç o n , c o m o q u e r e m os C a s t e l h a n o s , o u R i o F r e s c o , c o m o m o s t r ã o m u i t o s roteiros e c a r t a s , foi p o r q u e El Rey F E L I P E IV a s s e n t o u por r e s o l u ç ã o de 15 de Abril de 1 6 3 3 , q u e o Estado do M a r a n h ã o se partisse e m Capitanias, ficando na Coroa d e P o r t u g a l r e s e r v a d a s para c a b e ç a s a d o M a r a n h ã o e a do P a r á , e a s o u t r a s s e d e s s e m , c o m o d e r ã o , a d o n a t a r i o s , s e n d o u m a d'ellas, c h a m a d a a do C a b o do Norte, q u e n o a n n o de 1057 d o o u a B E N T O M A C I E L P A R E N T E , fazendo-lhe m e r c ê d'ella de j u r o e h e r d a d e para elle e todos s e u s d e s c e n d e n t e s com as jurisdições q u e s e c o s t u mão c o n c e d e r e m s e m e l h a n t e s m e r c ê s ; e n a m e s m a Carta l h e demarc o u a s terras q u e havia de p o s s u i r , expressando que lhe dava as 30 ou 40 legoas de districto e costa que se contão do Cabo do Norte alé o Rio de Vicente Pinson, aonde e n t r a v a a repartição das I n d i a s do R e i n o de C a s t e l l a , e p e l a parte d o c e r t ã o lhe a s s i n a l a h u m g r a n d e n u m e r o de l e g o a s , n o m e a n d o n'ellas o R i o d e T o c u j ú s , e d'ali por d e a n t e t u d o q u a n t o p u d e s s e e n t r a r n'aquella c o n q u i s t a a s e u favor. Acha-se e s t a doação registada n o Livro 2° d o s Registos R e a e s da dita c i d a d e d e B e l e m a fol. 131 a t é 1 3 6 , c o m o t a m b e m o a c t o da p o s s e q u e d'esta Capitania t o m o u o donatario R E N T O M A C I E L P A R E N T E a o s


BRÉSIL

ET

GUYANE

FRANÇAISE

159

fait u n e nouvelle invasion, il les délogea l'an 1624 (1), et fonda à cet e n d r o i t u n e b o u r g a d e ; toutes choses consignées a u Livre Ier déjà c i t é . Et d a n s les a n n é e s q u i s u i v i r e n t , ledit Capitaine-Major passa a u C a p d u N o r d , s o u m e t t a n t les gentils à l'obéissance de la C o u r o n n e Portugaise,

les u n s p a r d e s traités d e

paix, les a u t r e s p a r la force des a r m e s , et p r e n a n t aux A n g l a i s et a u x H o l l a n d a i s l e s forts e t les h a b i t a t i o n s qu'ils avaient d e ce côté d u fleuve et de la côte. « E n l ' a n n é e 1629, ce m ê m e Capitaine-Major (2) a fait a t t a q u e r le fort d u R i o d e T o r r e g o , q u e les 5 0 dias do m e z d e Maio d e 1 6 5 9 , q u o se r e g i s t o u n o m e s m o livro a folhas 1 6 4 . « Esta Capitania se d e m a r c o u e dividio c o m m a r c o s d e p e d r a , q u e ha p o u c o s a n n o s e x i s t i ã o n o R i o d e O j a p o c , o u V i c e n t e P i n s o n , t e n d o n a face q u e olhava para as I n d i a s a s a r m a s d e C a s t e l l a , e n a q u e olhava para o B r a z i l , a s d e P o r t u g a l , e h e c e r t o q u e d'aquelle sitio a s tirarão o s I n d i o s , o u a l g u m a n a ç ã o da E u r o p a , d a s q u e o c c u p a l o C a y e n a , e e m q u a n t o viveo S E N T O M A C I E L P A R E N T E a s d e f e n d e o dos inimigos da costa, reduzindo os I n d i o s á s u a obediencia, tanto pelo voluntario das m i s s õ e s , c o m o pelo violento d o s a r m a s . Fez c a b e ç a d'ella o sitio d e C o r u p a t u b a , o n d e f u n d o u h a b i t a ç õ o e m q u e e s t ã o residindo o s m i s s i o n a r i o s da Companhia d e J e s u s ; e x e r c i t o u todos o s a c t o s d e p o s s e e s e n h o r i o a t é q u e por s u a m o r t e e n t r o u n a s u c c e s s ã o s e u fillio V I T A L M A C I E L , q u e por fallecer sem deixar g e r a ç ã o , t o r n o u e s t a Capitania para a Coroa e m q u e s e c o n s e r v a . « O Padre M A N O E L R O D R Í G U E Z , a u t o r c a s t e l h a n o , q u e s e g u e o Padre t a m b e m c a s t e l h a n o , traz n a s u a historia d o M a r a n h ã o e A m a z o n a s , Liv. II, Cap. 2 2 , q u e o R i o G e n i p a p o , q u e corre pela b a n d a do Norte, r e g a a s terras q u e s ã o da Capitania de B E N T O M A C I E L P A R E N T E , fora de s e r s e u districto m a i o r q u e toda H e s p a n h a j u n t a ; e a c r e s c e n t a m a i s q u e p o r aquella parte t é m o s P o r t u g u e z e s m u i t a s aldeas d e I n d i o s á sua d e v o ç ã o . . . . »

ACUÑA,

(1) L'an 1 6 2 5 . ( ) Le gouverneur 2

CARVALHO.

d e l'État d e M a r a n h ã o ,

FRANCISCO

COELHO D E


160

QUESTION DE F R O N T I È R E S

P o r t u g a i s o n t appelé p l u s tard D e s t e r r o ( 1 ) , confiant cette expédition au capitaine

en

PEDRO TEIXEIRA,

lequel n o n s e u l e m e n t réussit dans cette opération en 1629 ( c o m m e il a été dit), mais encore en 1630 s'est e m p a r é de la forteresse d u R i o d e F e l i p e (2), 3

de celle du

port de C a m a ú ( ) ,

qu'il p r i t

aux

A n g l a i s , et de celle du lac de M a y a c a r y , q u ' o c c u ­ pait le général

BALDEGRUES,

de la m ê m e nation (4).

Et enfin, d a n s les a n n é e s suivantes, il dégagea l ' i n ­ t é r i e u r et le C a p d e N o r d , q u e q u e l q u e s a u t e u r s appellent C a p d e H u m o s , en chassant j u s q u ' a u R i o d e V i c e n t e P i n ç o n , ou de O j a p o c (3), tous Hollandais

et les Anglais,

clandestinement ritoires;

les deux seules nations

et par violence,

avaient

les gui,

occupé ces ter-

toutes choses qui sont établies et q u ' o n voit

c l a i r e m e n t d a n s les Livres I

er

d

des Registres

et

entretinrent

et 2

Royaux ci-dessus. « Les P o r t u g a i s

occupèrent

l o n g t e m p s la p l u p a r t de ces forts, j u s q u ' à ce q u e , ayant débarrassé la côte des e n n e m i s qui

l'infes­

t a i e n t , et s o u m i s à l'obéissance du P o r t u g a l Indiens

de ces parages, ils d é m o l i r e n t

(1) C'est u n e m é p r i s e . Le fort de T a u r e g e pris par trouvait au confluent d u M a r a c a p u c ú . (2) En 1 6 3 1 . Ce fort lut pris a u x A n g l a i s par

JACOME

les

quelques

TEIXEIRA

se

RAYMUNDO

DE

Noronha. 3

( ) En 1 6 3 2 . Pris a u x A n g l a i s par F E L I C I A N O C O E L H O D E C A R V A L H O . (4) Cet é t a b l i s s e m e n t h o l l a n d a i s , pris en 1 6 4 6 , par S E B A S T I Ã O D E L U C E N A D E A Z E V E D O , se trouvait s u r le littoral, au Nord du C a p d u N o r d , c o m m e il a é t é m o n t r é . (5) C'est p r o b a b l e m e n t à l'expédition de 1646 que ce p a s s a g e fait allusion.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

161

u n s de ces forts, c o m m e l'attestent

encore leurs

r u i n e s dans les endroits m e n t i o n n é s . « La raison pour laquelle dépassé le Rio de Ojapoc,

les Portugais

ou Vincent

n'ont pas

Pinçon,

comme

l'appellent les E s p a g n o l s , ou R i o F r e s c o , selon plusieurs r o u t i e r s et c a r t e s , fut que le Roi

PHILIPPE

IV,

par une o r d o n n a n c e en date du 13 avril 1 6 5 5 , réso­ l u t d e p a r t a g e r l'Étal de M a r a n h ã o en Capitaine­ ries, celles de M a r a n h ã o et de P a r a r e s t a n t en p r o ­ pre à la Couronne de P o r t u g a l pour être le siège des deux g o u v e r n e m e n t s , et les a u t r e s Capitaineries d e v a n t être a t t r i b u é e s , c o m m e elles le furent en effet, à des d o n a t a i r e s ; q u e p a r m i celles-ci il y en avait u n e , n o m m é e Capitainerie dont il fit donation RENTE,

du Cap

en 1 6 5 7 à

avec le d r o i t de

BENTO

transmission

p o u r lui et tous ses d e s c e n d a n t s ,

de

Nord,

MACIEL

PA-

héréditaire

et les pouvoirs

d'usage d a n s les concessions de ce g e n r e , et q u e d a n s les Lettres de d o n a t i o n il a d é l i m i t é les t e r r e s d o n t il le m e t t a i t en possession, déclarant

expressé-

ment qu'il lui donnait

territoire

les 5 0 ou 4 0 lieues de

le long de la côte depuis le Cap de Vicente

Pinçon,

de Nord jusqu'au

Rio

où se trouvait la d é m a r c a t i o n

des I n d e s d ' E s p a g n e , et vers l ' i n t é r i e u r il lui d o n ­ nait u n g r a n d n o m b r e de lieues, en n o m m a n t le R i o d e T o c u j ú s , et au delà de cette rivière tout ce qu'il pourrait acquérir

par o c c u p a t i o n .

Cette

donation

est e n r e g i s t r é e au Livre second des Registres Royaux de la susdite

ville

de B e l e m , du

folio

1 5 1 au

folio 1 5 6 , ainsi q u e le procès-verbal de la prise de II


162

QUESTION DE FRONTIÈRES

possession de cette Capitainerie p a r le BENTO MACIEL PARENTE

1659,

donataire

le 50° jour du mois de m a i

lequel procès-verbal est e n r e g i s t r é dans le

m ê m e livre au folio 1 6 4 . « Cette c a p i t a i n e r i e a été d é m a r q u é e et délimitée p a r des b o r n e s en p i e r r e q u ' o n voyait il y a q u e l q u e s a n n é e s encore au Rio de O j a p o c , ou V i c e n t e P i n ­ ç o n , ayant s u r la face qui r e g a r d a i t les I n d e s les armes d ' E s p a g n e ,

et s u r celle qui

B r é s i l les a r m e s du

Portugal,

r e g a r d a i t le

et il est

certain

qu'elles o n t été enlevées soit par les I n d i e n s , soit par

quelqu'une

des

nations

d'Europe

qui

ont

occupé C a y e n n e ; et t a n t que vécut BENTO MACIEL PARENTE, il les défendit c o n t r e les e n n e m i s de la côte, en s o u m e t t a n t les I n d i e n s à son obéissance, tant par l'influence des m i s s i o n n a i r e s , q u e p a r la force des a r m e s . Il établit le chef-lieu de cette Capi­ tainerie à C u r u p a t u b a , lieu où il fonda u n e h a b i t a ­ t i o n , résidence des m i s s i o n n a i r e s de la Compagnie de Jésus. Il fit toute sorte d'actes de possession et de s e i g n e u r i e , et, après sa m o r t , son fils et succes­ s e u r VITAL MACIEL é t a n t décédé sans laisser d ' h é r i ­ t i e r s , cette Capitainerie a fait r e t o u r à la C o u r o n n e de P o r t u g a l , à laquelle elle a p p a r t i e n t e n c o r e . « Le Père MANOEL RODRIGUEZ, a u t e u r espagnol, q u i suit le P è r e ACUÑA, Espagnol lui aussi, dit d a n s son histoire du M a r a n h ã o et de l ' A m a z o n e , Livre II, Chapitre 22, que le Rio G e n i p a p o qui coule du côté du Nord, arrose des terres qui font p a r t i e de la Capitainerie de BENTO MACIEL PARENTE, et en o u t r e q u e


BRÉSIL ET

GUYANE FRANÇAISE

163

l ' é t e n d u e de celle-ci est plus g r a n d e q u e celle de l ' E s p a g n e e n t i è r e , et il ajoute q u e les P o r t u g a i s o n t de ce côté u n grand n o m b r e de villages d ' I n d i e n s q u i l e u r sont s o u m i s

»

Quoique d a n s cet exposé h i s t o r i q u e il se soit glissé quelques e r r e u r s de faits et de dates d ' u n e i m p o r ­ tance s e c o n d a i r e , d a n s ses g r a n d e s lignes il est e n ­ t i è r e m e n t conforme à la vérité, et il établit bien q u e les P o r t u g a i s ont très l é g i t i m e m e n t

occupé

les

t e r r i t o i r e s au Nord de l ' A m a z o n e , territoires qu'ils ont pris et r e p r i s aux A n g l a i s et aux H o l l a n d a i s bien avant l'occupation française de C a y e n n e . Ce d o c u m e n t a r a p p e l é en o u t r e à l'Ambassadeur de France PARENTE

q u e la d o n a t i o n de

1657

à

BENTO

MACIEL

avait d é c l a r é e x p r e s s é m e n t que la rivière de

Vincent

Pinçon

est séparée du Cap du Nord par une

étendue de côtes de

50

à

40

toujours le n o m Vincent Il appelle Ojapoc

lieues; et il r é u n i t presque Pinçon

le Yapoco

à c e l u i d'Ojapoc.

du Mémoire français. Il

est donc i n c o n t e s t a b l e q u ' i l s'agissait p o u r tout le m o n d e de l'Oyapoc de la carte de FERROLLE, LEFEBVRE

FROGER

et de

DE

de l'Yapoco de la carte et du texte de DE

de 1 6 9 8 de

LA BARRE, DE FERROLLE,

de

du

Mémoire

c'est-à-dire de la rivière

Cap d'Orange

appelée

Pinçon

les Français

et par

l'Ouyapoc

par les Portugais Oyapoc,

du

Vincent selon la r é ­

ponse du c o m m a n d a n t du fort d ' A r a g u a r y en 1 6 8 8 . Le M é m o r a n d u m cite le Père

CHRISTOVAL

D E ACUÑA

p o u r m o n t r e r q u e les P o r t u g a i s étaient établis

sur

la rive guyanaise de l ' A m a z o n e avant 1 6 5 9 ; il fait

Dans les pièces échangées, la limite réclamée p a r le le Portugal Portugal P a r

de Vincent Pinçon o u d'Ojapoc ou d'Ojapoc, Oyapoc ou Yapoco.


164

QUESTION DE FRONTIÈRES

r e m a r q u e r q u e les expéditions coloniales françaises citées d a n s le Mémoire de l'Ambassadeur

ROUILLÉ

se

sont dirigées vers C a y e n n e et le littoral à l'Ouest de l ' O j a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n , et q u e ce fut d a n s cette partie de la G u y a n e et non sur le t e r r i t o i r e en litige, q u e les F r a n ç a i s e u r e n t affaire aux H o l l a n ­ d a i s et aux A n g l a i s . « Les P o r t u g a i s », dit ce document(1), « ne dis­ c o n v i e n n e n t pas q u e les F r a n ç a i s aillent c o m m e r c e r au R i o d e O j a p o c , ou de V i n c e n t P i n ç o n , ou Rio F r e s c o , qui fait la séparation des terres des I n d e s d'avec celles du B r é s i l , c o m m e il a été m o n t r é ; et m o i n s encore peuvent-ils contester q u e la ville de C a y e n n e n ' a p p a r t i e n n e aux F r a n ç a i s , p a r

une

possession de cent a n s ou par q u e l q u e a u t r e raison plus r é c e n t e , car le territoire que les P o r t u g a i s ont c o n q u i s et défendu, et dont ils se trouvent en pos­ session,est situé s e u l e m e n t e n t r e le R i o d e O j a p o c et le R i o des A m a z o n e s . . . . » « ...Il est hors de doute (2) que cette nouvelle

(1) « . . . Não t é m os P o r t u g u e z e s duvida a q u e o s F r a n c e z e s c o m m e r c e e m no R i o d e O j a p o c , o u de V i c e n t e P i n s o n , ou R i o F r e s c o , por o n d e se dividem as terras de I n d i a s c o m as do B r a z i l , c o m o tica m o s t r a d o ; e m e n o s p o d e m c o n t r o v e r t e r que a villa de C a y e n a , o u seja pela a n t i g u i d a d e de c e m a n n o s , o u por qualq u e r outro principio m a i s m o d e r n o , p e r t e n ç a aos F r a n c e z e s , porque só do R i o d e O j a p o c até o R i o d a s A m a z o n a s inclusive h e o que c o n q u i s t a r a m e d e f e n d e r a m , e de que estão de p o s s e . . . » (2) « . . . Esta n o v a Companhia de 300 h o m e n s restabelecida por m a i s 5 0 0 he s e m duvida q u e não povooa nas terras de que se trata, e que n e m o i n t e n t o u pela occupação que n e l l a s t i n h a m os P o r t u guezes.. »


BRÉSIL

ET

GUYANE

FRANÇAISE

165

Compagnie qui a envoyé 500 h o m m e s et e n s u i t e 500 a u t r e s ne les a pas établis sur les terres dont il s'agit,

et n'a pas m ê m e t e n t é de le faire en raison

de ce qu'elles étaient

déjà occupées p a r les P o r ­

tugais.... » « ...Ce qui a été r é p o n d u aux a u t r e s me

suffit p o u r r é p o n d r e au

7

chefs (1)

parce q u e la concession

faite à cette d e r n i è r e Compagnie, dont il y est p a r l é , est s e u l e m e n t p o u r tout ce q u i était h a b i t é par les F r a n ç a i s , et q u e j a m a i s elle n'est p a r v e n u e , non plus que le Sieur DE LA BARRE, à p r e n d r e possession du C a p d u N o r d , et p r i n c i p a l e m e n t des t e r r e s dont, il est.

question...

« A l'égard de tous les actes de possession q u e l'on dit q u e les F r a n ç a i s ont faits d a n s la suite de cet a r t i c l e , on ne les doit entendre

que par

rapport

à C a y e n n e . La g u e r r e q u i a été faite p a r les F r a n ­ ç a i s aux A n g l a i s et aux H o l l a n d a i s , n'a point été pour ce q u i est depuis la rivière de O j a p o c j u s q u e s 2

à celle des A m a z o n e s ( )

»

(1) « . . . Na r e s p o s t a dos o u t r o s p o n t o s se diz q u a n t o basta para satisfação d e s t e ; porque s e n d o as c o n c e s s õ e s desta u l t i m a Comp a n h i a para t u d o o q u e e s t i v e s s e habitado pelos F r a n c e z e s , n e m a Companhia c h e g o u ao C a b o d e N o r t e , n e m o Sr. D E L A B A R R E t o m o u posse d'elle, p r i n c i p a l m e n t e das terras de q u e f a l l a m o s . . . . » (2) Le p a s s a g e c i - d e s s u s e s t transcrit de la t r a d u c t i o n française au Dépôt des Cartes et Plans de la Marine (p. 2 1 8 de La Marne française, 1896, n° 4 5 de la 5° série). Dans la c o p i e de L i s b o n n e , ce p a s s a g e e s t ainsi rédigé : « . . . T u d o q u a n t o se q u e r dizer n e s t e p o n t o se deve e n t e n d e r de C a y e n a ; porque já se expoz c o m o do R i o d e O j a p o c para o das A m a z o n a s não h o u v e da parte d o s F r a n c e z e s esta g u e r r a com os H o l l a n d e z e s e I n g l e z e s . . . .


166

QUESTION DE FRONTIÈRES

Il y a c e p e n d a n t , d a n s ce M é m o r a n d u m p o r t u g a i s Deux passages du miieerr deux passages qui furent cités en 1855 p a r le Plénidu pprreem M é m o i r M é m o i r ee potentiaire Français, BARON HIS DE BUTENVAL, comme portugais à portugais à expliquer : — e x pLl ai qt iuteurd e: — preuves de ce q u ' i l n e s'agissait pas de l ' O y a p o c du Latitude de l'Oyapoc ; de oc; cap d'Orange. d i s traonycae p de d il'Oyapoc s t a n c e de Les voici: à l'Oyapoc Cayenne. à

cayenne.

« On voit e n c o r e (1) plus c l a i r e m e n t le peu de force q u ' o n t les Lettres (Lettres p a t e n t e s d e Louis XIII) p o u r é t a b l i r le droit de la F r a n c e en ce q u e , bien loin d'y c o m p r e n d r e les t e r r e s du C a p N o r d j u s q u ' à la rivière V i n c e n t P i n s o n , au c o n t r a i r e on les excepte t a c i t e m e n t , et le Roi Très Chrétien, c o m m e le Cardi­ nal,

r e c o n n a i s s e n t que ces pays a p p a r t e n a i e n t aux

P o r t u g a i s , p a r c e qu'ils d é c l a r e n t e x p r e s s é m e n t que ceux qui o b t i e n n e n t ces Lettres p o u r r o n t négocier avec les I n d i e n s du pays depuis le troisième degré et, trois q u a r t s de h a u t e u r j u s q u ' a u q u a t r i è m e degré trois q u a r t s i n c l u s i v e m e n t , et comme le Cap du

Nord

est situé à peine à deux degrés, et la rivière de

Vincent

Pinson

Vincent

» (le texte original dit rivière de

Pinson ou de Oyapoc

— voir le texte portugais d a n s

la note ci-dessous), « à peine à trois degrés, il s'en­ suit é v i d e m m e n t q u ' o n a excepté ces pays du C a p d u (1) T r a d u c t i o n faite par l'Ambassadeur R o u i l l é , folio 5 5 de la Correspondance de Portugal aux Archives du Affaires É t r a n g è r e s d e F r a n c e . Le p a s s a g e c i - d e s s u s d'après la transcription faite d a n s le procès-verbal de 17 n o v e m b r e 1855 (p. 158 d u T o m e III, Documents).

295 du T o m e Ministère d e s e s t reproduit la s é a n c e du

Texte portugais de l'original, transcrit d a n s c e m ê m e verbal (folio 5 0 6 du vol. 5 5 , CORR. du Portugal) : « E ainda m a i s c l a r a m e n t e

se m o s t r a

a p o u c a força

procèsque

tem


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

N o r d j u s q u ' à ladite rivière de Vincent Oyapoc

167

Pinson

ou de

».

« Quand la n a t i o n

française

voudra

faire des

découvertes p o u r a c q u é r i r de nouveaux vassaux e t de nouvelles provinces à la Couronne de F r a n c e , la rivière

d'Oyapoc

ou de Vincent

située à deux degrés cinquante

Pinson

minutes

se

trouve

du côté du

Nord,

et de là à C a y e n n e il y a environ soixante lieues de côtes avec q u e l q u e s ports. 11 y a, o u t r e cela, u n pays infini en e n t r a n t d a n s les t e r r e s . C'est de quoi e m ­ ployer son i n d u s t r i e et sa valeur p e n d a n t n o m b r e 1

d ' a n n é e s ( ). » Le

BARON

His

DE BUTENVAL

a donné une grande im-

e s t a s P a t e n t e s para e s t a b e l e c e r o dircito de F r a n ç a e esta t a m l o n g e d e se i n c l u i r e m n'ellas as t e r r a s do C a b o d o N o r t e a t h e o R i o d e V i n c e n t e P i n s o n , q u e a n t e s pela m e s m a c o n c e s s ã o ficarão e s c l u i d a s e e x c e p t u a d a s , r e c o n h e c e n d o t a c i t a m e n t e el-Rey C h r i s t i a n i s s i m o e o Cardeal q u e e s t a s terras p e r t e n c i ã o a P o r t u g a l p o r q u e declara e x p r e s s a m e n t e q u e poderião c o m e r c i a r c o m o s I n d i o s da t e r r a d e s d e t r e s g r á o s e t r e s q u a r t o s de a l t u r a a t h e quatro g r a o s e t r e s q u a r t o s i n c l u s i v o s , e como o cabo do Norte fica em dous gráos escassos e o Rio de Vincente Pinson ou de Oyapoc em tres escassos, s e g u e - s e e v i d e n t e m e n t e q u e e x c e p t u o u e s t a s t e r r a s do c a b o d o N o r t e a t h e o dito Rio de Vincente Pinson ou de Oyapoc. » (1) T r a d u c t i o n faite par l ' A m b a s s a d e u r du vol. 35. Texte portugais

de l'original

ROUILLÉ,

folio 5 0 5 , v e r s o

(fol. 313 d u vol. 55) :

« E q u a n d o a Nação F r a n c e z a queira fazer m i s s õ e s e b u s c a r d e s c o b r i m e n t o s para a d q u e r i r n o v o s vassallos e n o v a s Provincias para a Corôa de F r a n c a , o Rio de Oyapoc ou de Vincente Pinson se acha situado em dous graos e cincoenta minutos da parle do Norte e d'alli a C a y e n a s e r ã o s e c e n t a l e g o a s de costa c o m a l g u n s p o r t o s e para o interior do c e r t ã o lhe fica b e m e m q u e e m p r e g a r a sua i n dustria e o s e o t r a b a l h o por m u i t o s a n n o s .»


168

QUESTION DE FRONTIÈRES

p o r t a n c e à ces deux passages parce qu'ils d é c l a r e n t q u e la rivière de V i n c e n t P i n ç o n ou d ' O y a p o c se trouve par "2° 5 0 ' d e latitude Nord. 11 en a conclu q u e l ' i n d i c a ­ tion de cette l a t i t u d e m o n t r a i t qu'il ne s'agissait pas de l ' O y a p o c du Cap d ' O r a n g e , niais d ' u n e a u t r e rivière q u i , p o u r lui, et p o u r le

Gouvernement

F r a n ç a i s à cette époque, était le C a r a p a p o r i s . Il a prétendu d'Orange

que la

position

astronomique

du

Cap

et de sa rivière, par le travers du quae

trième degré et demi, n'avait j a m a i s été, au xvi et au xviie siècle, l'objet d ' u n e équivoque (1). L'Ambassadeur

ROUILLÉ,

en 1699, n'a pas relevé

cette question de la latitude de l ' O y a p o c ou V i n ­ c e n t P i n ç o n , et a c o n t i n u é à c o m p r e n d r e , c o m m e le G o u v e r n e m e n t de Louis XIV, qu'il s'agissait du seul O y a p o c e x i s t a n t : — la rivière du C a p

d'Orange.

L'Ambassadeur l u i - m ê m e n'avait pas voulu p r é c i s e r la latitude de cet Y a p o c o ou O y a p o c , car il a r e ­ t r a n c h é le passage du Mémoire de 1688 où la latitude de q u a t r e degrés avait été i n d i q u é e .

(1) 4me Séance, du 11 octobre 1855 (Tome III. Documents, p p . 8 0 81) : — « . . . les positions astronomiques de l'Oyapoc et du Cap Orange, d u V i n c e n t P i n s o n et du C a p N o r d n'ont jamais été au xvie et au xviie siècle l'objet d'une équivoque... ». 11me Séance, 4 janvier 1855 ( m ê m e t o m e , pp. 2 0 1 - 2 0 2 ) : — « . . . Le P l é n i p o t e n t i a i r e Français n e saurait trop insister s u r c e s é q u i v o q u e s , ces h é s i t a t i o n s a u sujet d e l'Oyapoc de VINCENT PINSON » (VINCENT PINSON n'a j a m a i s p r o n o n c é ou écrit le n o m O y a p o c ) « parce qu'elles p r e n n e n t u n e valeur i n c o n t e s t a b l e p o u r le fond m ê m e du débat, q u a n d o n les r a p p r o c h e de la même certitude, de la notoriété acquise, à la même époque, à la position astronomique de notre Oyapoc, par le travers du quatrième degré et demi.... »


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

Si

on p r e n a i t

comme donnée

exacte la l a t i t u d e

de

169

rigoureusement

mentionnée

2°50'

dans

le

M é m o r a n d u m portugais de 1 6 9 9 , il faudrait c o n c l u r e q u e le C u n a n y , dont l ' e m b o u c h u r e se trouve p a r 2°49'07"

de l a t i t u d e Nord selon

2°55'05"

selon

selon

TARDY

COSTA

D E MONTRAVEL,

OU

AZEVEDO,

par

par

2°48'52"

était l ' O y a p o c ou V i n c e n t P i n ­

CARPENTIER,

ç o n dont il s'agissait. Mais

D E FERROLLE,

d a n s son

Mémoire du 2 0 j u i n 1 6 9 8 , écrit à C a y e n n e d a n s le b u t d'éclairer les Ministres de Louis XIV et l'Ambas­ sadeur

avait m o n t r é q u e d a n s la G u y a n e

ROUILLÉ,

il n'y avait q u ' u n e seule rivière désignée sous le nom d ' O y a p o c ;

il avait ajouté q u e cette

rivière

était située près de C a y e n n e ; et il avait r a p p e l é q u e , d'après les lettres qu'il avait r e ç u e s d u gouver­ neur

ANTONIO

et qu'il avait envoyées

DE ALBUQUERQUE,

« en Cour », c'était à cette rivière O y a p o c , près d e C a y e n n e , q u e les P o r t u g a i s a p p l i q u a i e n t le n o m de V i n c e n t P i n ç o n . r a p p o r t de

1688,

Déjà,

aux Archives de la Marine porté à

la

connaissance

Louis XIV qu'il

précédemment,

e x a m i n é p a r le

s'agissait

son

VICOMTE D E SANTAREM

et des Colonies, avait du

Gouvernement

de

de la rivière du C a p

d'Orange. « Le M é m o r a n d u m de SILVA

2505),

1699

», —- dit

q u e les deux passages cités p a r le BUTENVAL,

GAETANO DA

qui n e connaissait de ce d o c u m e n t

— « le M é m o r a n d u m de

fois au n o m de

Rivière

1699

BARON

H I S DE

ajoute deux

de V i n c e n t

Pinçon,

Il s'agissait du seul Oyapoc existant, celui du Cap d'Orange.


170

QUESTION DE FRONTIÈRES

comme

synonyme,

Rivière

de Vincent

d'Oyapoc

celui

d'Oyapoc(1),

Pinçon

ou de Vincent

en

ou d'Oyapoc,

Pinçon

Rivière

Pinçon.

« Quand bien m ê m e le n o m de Rivière cent

disant

de

serait a m p h i b o l o g i q u e , celui

Vind'Oya-

poc ne l'était n u l l e m e n t ; « Car, avant le C a y e n n a i s

D'AUDIFFRÉDY,

avant

l ' a n n é e 1 7 3 1 , p e r s o n n e n'avait j a m a i s appliqué le n o m d'Oyapoc Cap

à a u c u n e a u t r e rivière q u e celle du

d'Orange.

« Et (§ 1 9 8 6 ) q u a n d le C a y e n n a i s

D'AUDIFFRÉDY

avança le p r e m i e r , en 1 7 5 1 , qu'il existait loin C a p d ' O r a n g e u n e a u t r e rivière du nom

du

d'Oya-

p o c , il n e la situa pas s u r la côte m a r i t i m e de la G u y a n e , mais en § 662,

de

dedans

de l ' A m a z o n e

(voir,

CAETANO DA SILVA).

« L ' i n t r o d u c t i o n d ' u n e rivière d ' O y a p o c tout au Nord-Ouest du Cap N o r d , à la place du C a r a p a -

(1) 11 r é s u l t e de l ' e x a m e n des d e u x p a s s a g e s de l'original, cités par le B A R O N HIS D E B U T E N V A L , de celui de la c o p i e p o r t u g a i s e à la Bibliothèque Nationale de L i s b o n n e et de la t r a d u c t i o n c o n t e m p o r a i n e c o n s e r v é e a u Dépôt d e s Cartes et Plans de la Marine, que le p r e m i e r M é m o r a n d u m p o r t u g a i s de 1 0 9 9 fait q u i n z e fois m e n t i o n de la r i v i è r e d ' O y a p o c o u V i n c e n t P i n ç o n e n la d é s i g n a n t , ainsi qu'il suit : 6 fois, Vicente Pinçon ou 4 » Ojapoc ou Vicente 5 » Vicente Pinçon; 2 » Ojapoc.

Ojapoc; Pinçon;

Dans la c o p i e de L i s b o n n e , o n lit Ojapoc; d a n s l'original, a u Ministère d e s Affaires E t r a n g è r e s et d a n s la t r a d u c t i o n au Dépôt, Oyapoc. Dans cette t r a d u c t i o n o n a écrit u n e fois par m é g a r d e — C a p de V i n c e n t P i n ç o n — o u lieu de — r i v i è r e d e V i n c e n t Pinçon.


BRÉSIL E T GUYANE

p o r i , ne date q u e de le Traité de

1700.

171

soixante-trois

BELLIN,

» (Voir

FRANÇAISE

CAETANO

DA

après

ans

SILVA,

à

§§ 451

448.)

On a déjà fait r e m a r q u e r q u ' i l est impossible de r a i s o n n e r avec justesse en se b a s a n t s u r les i n d i c a ­ tions de l a t i t u d e et de longitude q u e p r é s e n t e n t les e

livres et les c a r t e s du xvi et du xviie siècle. L'écart

Fausse latitude donnée à l'Oyapoc. Explication. Cartes du xvie et xviie siècles.

e n t r e la fausse l a t i t u d e d o n n é e par le M é m o r a n d u m portugais à l ' O y a p o c c o n n u e de nos j o u r s

(2°50')

e

latitude

(1) est d'environ

(4° 1 2 ' )

Il a été déjà r a p p e l é q u e M.

et la vraie

GRANDIDIER,

en

1°22'.

étudiant

e

les c a r t e s du xvi et d u xvii siècle, a trouvé e n t r e elles des différences de 1 8 degrés p o u r les latitudes de l'île de M a d a g a s c a r , sans q u e p o u r cela on puisse contes­ t e r l ' i d e n t i t é de cette île. Sur la c a r t e de F r a n c e , p a r u e en NICOLAS

1.658,

œ u v r e de 2

« géographe o r d i n a i r e d u Boy » ( ),

SANSON,

T o u l o n se trouve p a r

41°50',

M a r s e i l l e par

42°09'.

La l a t i t u d e vraie de la p r e m i è r e de ces positions est de 4 5 ° 0 7 ' 17"; celle de la seconde, de 4 5 ° 1 8 ' 2 2 " . Sur cette c a r t e , T o u l o n se trouve d o n c 1 ° 1 7 ' 1 7 " et Marseille

1°09'22"

p l u s au Sud q u e l e u r vraie position.

P e u t - o n en c o n c l u r e q u ' i l s'agissait de villes a u t r e s q u e M a r s e i l l e et T o u l o n , et q u e , au xvii

( 1 ) COSTA AZEVEDO

4°12'21".

CARPENTIER . .

4°05'49".

2

Carte

circomuoisins

. '

générale

du Royaume

par

N . SANSON, Geog.

M. TAVERNIER, graveur 1658.

siècle,

4°15'6".

TARDY DE MONTRAVEL ()

c

et imprimeur

de

France

auecq

ordinaire

du

Roy.

pour

les cartes

tous

les

A Paris

Pays chez

géographiques...

Carte de la France par N. Sanson.


172

QUESTION DE FRONTIÈRES

cette p a r t i e

de

la

France

s'avançait

d'environ

vingt-six lieues d a n s la m e r ? Une des plus belles pièces de la section de Géogra­ Cartes d e 1691 e t 1707 du Père Fritz.

phie à la Bibliothèque Nationale de P a r i s est la carte m a n u s c r i t e du cours de l ' A m a z o n e , t e r m i n é e en 1691

p a r le Père

SAMUEL FRITZ,

missionnaire jésuite,

n é en B o h ê m e , et au service de l ' E s p a g n e : — Mapa Geographica del Rio Marañon par el P.

óAmazonas.

de la Compañia

SAMUEL FRITZ

Hecha

de Iesus Mis-

sionero en este mismo Rio de Amazonas

el Año de

1 6 9 1 (fac-similé intégral dans l'Atlas Brésilien,

for­

S

m a n t les feuilles № 8 6 A et 8 6 B, fac-similé partiel № 1 0 dans le p r é s e n t volume) (1). LA P.

CONDAMINE

parle en ces t e r m e s de la carte du

FRITZ :

« La g r a n d e c a r t e espagnole du cours de cette rivière, qu'il fit à son r e t o u r de P a r a , fut gravée en petit à Q u i t o en 1 7 0 7 , et depuis copiée, en 1 7 1 7 , d a n s le Recueil de Lettres édifiantes et curieuses. Cette carte est u n m o r c e a u précieux et u n i q u e : elle prouve l'habileté de son a u t e u r , vu la disette où il

étoit

d ' i n s t r u m e n s , son infirmité actuelle, et les c i r c o n s ­ tances g ê n a n t e s (1) En b a s

de

de la

la c a r i e

LA CONDAMINE : « Carte du Père

SAMUEL FRITZ, Jésuite le 27 Décembre

voyage

d'Italie.

o n lit c e l l e n o t e ,

de la rivière

Déposée

navigation. L'original écrite

des Amazones

allemand,

levée par

1762 à la Bibliothèque

et s i g n é e

original

de la

du par main

lui en 1 6 8 9et1 6 9 1 . du Roi pendant

mou

»

M. GABRIEL MARCEL, de la Bibliothèque Nationale de P a r i s , a d o n n é u n e n o t i c e s u r c e t t e carte & Globes Paris,

relatifs

1894.

d a n s le v o l u m e Reproductions

à la découverte

de l'Amérique

de

Cartes

du xvie au xviiie siècle,


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

173

P. FRITZ, où les degrés de g r a n d cercle ont près d ' u n p o u c e , m'est tombé h e u r e u s e m e n t e n t r e les m a i n s , à la veille d'être e n t i è r e m e n t c o n s u m é par le t e m p s , l ' h u m i d i t é et les i n s e c t e s , qui d é t r u i s e n t t o u t d a n s les pays c h a u d s ; j ' e n suis redevable au R. P. NICOLAS SINDHLER, j é s u i t e bavarois, s u p é r i e u r des Missions de M a i n a s , dont le zèle et les travaux ont abrégé les j o u r s ; m o n dessein est de le d é p o s e r a la Bibliothèque du Roi, q u a n d j ' a u r a i p u b l i é ma g r a n d e carte (1) ». Le Rio de Vicente

Pinçon,

s u r cette c a r t e , se

trouve par 2° 50' de l a t i t u d e Nord, et, m a l g r é cela, on n e p e u t m a n q u e r de r e c o n n a î t r e , par u n simple coup d'œil, qu'il est i n c o n t e s t a b l e m e n t l ' O y a p o c du 4e d e g r é , la rivière du Cap d'Orange,

p a r c e q u ' i l se

trouve non loin de C a y e n n e , tout près et à l'Est de l ' A p e r u a q u e (Approuague)

et parce q u e e n t r e ce

Rio de V i c e n t e P i n ç o n et le C a p d u N o r d (Cabo d o N o r t e ) , il y a u n e é t e n d u e de côtes assez c o n s i d é ­ rable, — 46 lieues espagnoles, — où se j e t t e n t le M a r i p a n a r i et le Corassini

( C o r r o s u i n e de la c a r t e

de LAET, c'est-à-dire, le Calçoene L'Arouari

(Araguary)

ou

Carsewene).

est figuré s u r cette c a r t e , où

l'on voit aussi les lacs du C a p d u N o r d . Il est impossible de p r e n d r e le V i n c e n t P i n ç o n du P è r e SAMUEL FRITZ p o u r l ' A r a g u a r y et m ê m e p o u r u n e rivière a u t r e q u e l ' O y a p o c .

(1) LA CONDAMINE. l'Équateur, miers

degrés

servant

Journal

du

d'Introduction

du Méridien,

Voyage historique

fait

par

ordre

à la mesure

P a r i s , 1 7 5 1 , pp. 191-102.

du

Roi

des trois

à pre-


! 74

QUESTION DE FRONTIÈRES

On p e u t dire la m ê m e chose d ' u n e seconde carte de ce m ê m e m i s s i o n n a i r e , gravée à Q u i t o en par le Père

JUAN DE NARVAEZ,

et dont u n

1707

fac-simile

partiel est a n n e x é au p r é s e n t volume sous le № 12 (dans l'Atlas, fac-simile complet № 91) : — El Gran Rio Marañon pañia

ó Amazonas

con la Mission

de Iesus, geographicamente

Pe

SAMUEL

I.

de N. Societatis

Missionarius

FRITZ

Missionero Jesu

sculpebat

Quiti

delineado.

continuo

quondam Anno

de la ComPor

el

en este Rio.

P.

in hoc 1707

Marañone (1).

(1) Voir, a u sujet de c e t t e carte, §§ 2 0 0 5 à 2 0 1 5 de C. D A S I L V A , d o n t voici q u e l q u e s extraits : « On p e u t d o n c p o s e r e n c o r e e n fait, avec M. D ' A V E Z A C , q u e F R I T Z introduisit sur sa c a r t e la rivière de V i n c e n t P i n ç o n d'après les r e n s e i g n e m e n t s d e s P o r t u g a i s de P a r a . On doit m ê m e croire q u e c e s r e n s e i g n e m e n t s lui f u r e n t tout s p é c i a l e m e n t fournis par A L B U QUERQUE, p e r s o n n e l l e m e n t e n g a g é d a n s la q u e s t i o n a m a z o n i e n n e d e p u i s 1 6 8 8 . Mais il faut voir d a n s c e s faits tout autre c h o s e q u e ce q u e l'honorable M. D ' A V E Z A C y a v u . Il faut y voir, e n p r e m i e r l i e u , q u e déjà e n 1 0 9 0 , dix a n s a v a n t le Traité de L i s b o n n e , l e s P o r t u g a i s d e P a r á , l e s P o r t u g a i s l e s m i e u x e n état d e savoir a u juste ce q u e c'était q u e la rivière d e V i n c e n t P i n ç o n , a p p l i q u a i e n t ce n o m à la rivière d u C a p d ' O r a n g e . Et il faut r e m a r q u e r , e n s e c o n d l i e u , q u e l'auteur d e la carte de 1 7 0 7 était bien loin d'avoir d e s motifs p o u r se r e n d r e c o m p è r e d e s P o r t u g a i s de P a r á . M. D ' A V E Z A C rappelle l u i - m ê m e qu'à p e i n e arrivé à P a r a , F R I T Z fut a r r ê t é , et d é t e n u p e n d a n t près de d e u x a n s . « Et, q u o i q u e d r e s s é e d è s 1 6 9 0 , la carte de F R I T Z n e c e s s a d'être r e t o u c h é e par s o n a u t e u r j u s q u ' à sa p u b l i c a t i o n ; car LA C O N D A M I N E rapporte que la partie s u p é r i e u r e du c o u r s du M a r ã n o n fut perf e c t i o n n é e en 1 6 9 3 , et la t e n e u r des n o t e s qui a c c o m p a g n e n t la g r a v u r e de 1 7 0 7 prouve qu'elles o n t été écrites dans c e t t e d e r n i è r e a n n é e . Et e n 1 7 0 7 , il y avait q u a t r e ans q u e l ' E s p a g n e , u n i e à la F r a n c e , était e n g u e r r e avec le P o r t u g a l . « Donc, si le Père FRITZ a m a i n t e n u sur sa c a r t e , en 1 7 0 7 , le V i n c e n t P i n ç o n q u e les P o r t u g a i s de P a r á lui avaient i n c u l q u é d i x - s e p t a n s a u p a r a v a n t , c'est qu'il s'est a s s u r é u l t é r i e u r e m e n t , par


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

175

P o u r ce qui est des d o c u m e n t s g é o g r a p h i q u e s s u r lesquels le C a p cent Pinçon,

Fausse Fausse latitude du Cap d ' O r a n g e porte ce n o m , et le V i n - latitude du Cap d'Orange sur plusieurs ceux de W i a p o c o , Y a p o c o , O y a p o c , sur plusieurs cartes cartes du xviie siècle.

et a u t r e s v a r i a n t e s , le

HIS

BARON

BUTENVAL

DE

e

a été

e

mal fondé à croire q u ' a u xvi et au xvii siècle les cartes et les livres

publiés p r é s e n t a i e n t

ce Cap « par le travers du quatrième D'abord,

toujours

degré et demi ».

le n o m i n d i g è n e de la rivière du

Cap

d ' O r a n g e , o r t h o g r a p h i é à l ' a n g l a i s e — Wiapoco,

n'a été c o n n u q u ' e n 1 5 9 6 par Cap d'Orange

KEYMIS,

et le n o m de

n ' a été i n t r o d u i t q u ' e n 1 6 2 5 . De 1 5 9 6

à 1 6 2 5 , ce cap est n o m m é C e c i l , C o n d e , C o r d e , et enfin O r a n g e . Plusieurs cartes et a u t e u r s qui o n t pu ê t r e c o n ­ sultés par le r é d a c t e u r du M é m o r a n d u m p o r t u g a i s de 1 6 9 9 p l a ç a i e n t

ce cap, et

conséquemment

la

rivière voisine, à m o i n s de q u a t r e degrés de l a t i t u d e . Un g r a n d n o m b r e de preuves à l'appui

de

cette

affirmation se t r o u v e n t r é u n i e s d a n s L'Oyapoc l ' A m a z o n e de

CAETANO DA SILVA,

§§ 2 5 1 1

et

et s u i v a n t s ,

et d a n s les notes q u i a c c o m p a g n e n t la troisième é d i ­ tion

de son ouvrage. Il suffit

rapidement quelques-unes

donc d ' i n d i q u e r ici

des

cartes a n t é r i e u r e s

aux Traités de 1 7 0 0 et 1 7 1 5 , où l'on d'Orange

et

l'Oyapoc

voit le C a p

situés à m o i n s

de trois

degrés et d e m i de l a t i t u d e Nord. s e s p r o p r e s r e c h e r c h e s q u e le V i n c e n t

P i n ç o n des P o r t u g a i s

P a r a était bien r é e l l e m e n t celui d e s E s p a g n o l s . de V i n c e n t

Pinçon

à l'Oyapoc,

que ce fût l'intérêt d e s P o r t u g a i s

n o n paice de P a r a . »

de

Il a d o n n é le n o m

que c'était,

mais

quoi-

du xviie siècle,


176

QUESTION DE FRONTIÈRES

E n 1614 : — A m e r i c a e Nova descriptio.

PETRUS KŒRIUS

excudit Amsterodami 1614 (№56 dans l'Atlas Brésilien, № 4 dans le p r é s e n t volume), Cap de la Conde, 5 de­ grés. Vers 1640 : — Carte de l ' A m é r i q u e , de DE JONGHE

(Atlas Br.,

CLÉMENDT

№ 6 5 ; ici, № 5). Cap de la

C o n d e , 5 degrés. En 1655 et 1656 :

COMTE DE PAGAN,

d a n s sa Re-

lation historique

et géographique

des Amazones.

Carte : Magni A m a z o n i i Fluvii in

America

Meridionali

de la grande

nova delineatio

rivière

(ci-joint sous

le № 0). V i a p o g o Fl. et C. d ' O r a n g e , 3° 15'. En 1655, 1664 et 1685 : — L'Amérique le Nouveau

Monde et Indes

VAL d'Abbeville,

Géographe

autrement

Occidentales ordinaire

par P. du du Roy

simile partiel sous le № 7 d a n s ce vol.;

(fac-

fac-simile

intégral, d a n s l'Atlas B r . , N ° 7 7 ) C a p d ' O r a n g e . 5 ° 2 9 ' . En 1670 : — La mer de Nort où sont la France, Isles

la Floride,

la Nouvelle

et la Terre ferme d'Amérique,

Géographe ordinaire

Nouvelle

Espagne,

les

par P. DU VAL

du Roy (fac-simile partiel, № 8

ci-joint; toute la c a r t e , № 79 dans l' Atlas Br.). E m b o u c h u r e de V i a p o c o R . (à l'Est de

l'Aper-

w a q u e R . ) ; 2"50', c o m m e d a n s le M é m o r a n d u m por­ tugais de 1699. En 1685 : — Dans la Description de l'Univers, Allain

MANESSON

MALLET,

Maistre de Mathématiques

Pages de la petite Escurie de Sa Majesté,cy-devant nieur

et Sergeant Major

d'Artillerie

en

par des Ingé­

Portugal,

P a r i s , 1 6 8 5 , tome V,page 551 : — Figure CLI.

Pays


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

des Caribes

et Guiane

(fac-simile

177

№ 9, ci-joint).

R . W i a p o c o , 2° 50', c o m m e dans le M é m o r a n d u m portugais de 1 6 9 9 . En 1698 et 1699 : — Carte du Gouvernement Cayenne FROGER,

de

ou France A E q u i n o c t i a l e , par l ' i n g é n i e u r dans sa Relation

d'un

Voyage fait en 1 6 9 5 ,

1696 et 1 6 9 7 . . . . par une escadre de vaisseaux du Roy, commandée « Cap

par

M.

(fac-simile № 11).

GENNES

DE

d ' O r a n g e » et

e m b o u c h u r e de

l'Oyapoc

R. par 2° (deux degrés) de l a t i t u d e Nord. Les passages où l ' a u t e u r déclare avoir fait cette carte à C a y e n n e s u r les Mémoires du

« pour être

FERROLLE,

MARQUIS DE

envoyée en Cour », ont déjà été r e p r o d u i t s . C'est probablement

p o u r avoir vu le Cap d ' O r a n g e à

q u a r a n t e lieues m a r i n e s de l ' é q u a t e u r s u r cette c a r t e , — faite en collaboration par

et p a r le gou­

FROGER

v e r n e u r de la G u y a n e F r a n ç a i s e — , q u e l'Am­ bassadeur çais

ROUILLÉ

l'indication

a s u p p r i m é d a n s le Mémoire fran­ de

la latitude

du

Yapoco

ou

O y a p o c . Il se sera trouvé e m b a r r a s s é p o u r choisir e n t r e les deux l a t i t u d e s d o n n é e s p a r

DE

FERROLLE

à

l ' e m b o u c h u r e de l ' O y a p o c : — quatre degrés et demi, d a n s son Mémoire de 1 6 8 8 , et deux degrés s u r la carte « envoyée en Cour » en 1696 (1). ( 1 ) CAETANO DA SILVA cite d e u x F r a n ç a i s qui, m ê m e au xviiie s i è c l e , p l a ç a i e n t le C a p d ' O r a n g e par deux M. DE MILHAU, Histoire 1752,

Manuscrit,

5

degrés

de l'isle de Cayenne volumes

(Bibliothèque

de latitude Nord : et Province du

de

Guianne,

Muséum

d'Histoire

Naturelle à P a r i s , 4 7 6 ) ; et PIERRE BARRÈRE, « C o r r e s p o n d a n t de l'Académie Royale des S c i e n c e s de

Paris...

ci-devant

médecin

botaniste

du

Roi

dans 12

l'Isle

de

Le Gouverneur de la Guyane française plaçait en 1696 1606 le d'Orange le Cap Cap d'Orange par deux degrés de latit. Nord.


178

QUESTION DE

FRONTIÈRES

Distance Le M é m o r a n d u m portugais de entre n i e r le P g cité en 1855 p a r le Cap Cap d'Orange d'Orange et Cayenne. et Cayenne. B U T E N V A L , dit que de « la rivière Exagérée » à Cayenne ssur u r des cartes cartes V i n c e n t P i n ç o n françaises 60 lieues de côtes ». de l'époque. a

s

s

a

1699, d a n s le derle

e

BARON

prise

DE

d ' O y a p o c ou de « il y a environ

Cette i n d i c a t i o n est tout b o n n e m e n t u n e inexacte,

HIS

donnée

s u r certaines cartes françaises

l'époque. Les c a r t o g r a p h e s français

SANSON

et Du

de VAL

furent cités d a n s la discussion

de 1699, de m ê m e

C a y e n n e », Nouvelle relation P a r i s , 1 7 4 3 , petit i n - 1 2 . MILHAU, t o m e I, p. 7 0 :

France

de

la

Équinoxiale,

« Ils (les P o r t u g a i s ) o n t toujours g a g n é du t e r r a i n , et n o u s o n t à la fin p o u s s é s j u s q u e s au Cap d'Orange, qui est par les deux degrés de latitude septentrionale. » « Le texte s u i v a n t , p a g e 4 0 du m ê m e t o m e Ier » ajoute CAETANO DA SILVA, « m o n t r e de la m a n i è r e la p l u s c o n v a i n c a n t e que le Cap d'Orange, p l a c é par MILHAU à d e u x d e g r é s , était bien le C a p d ' O r a n g e d'aujourd'hui, à quatre d e g r é s et q u e l q u e s m i n u t e s : « Le douze [août 1 7 2 4 ] n o u s r e c o n n e u m e s le Cap d'Orange, où « n o u s c o m m e n ç a m e s a uoir d a n s les fonds, les Montagnes d'Argent. » BARRÈRE, p p . 1 0 et 1 2 : « Toute la G u i a n e e s t arrosée par u n grand n o m b r e de rivières, dont la plupart n e s o n t n a v i g e a b l e s q u e par d e s petits b à t i m e n s . La plus c o n s i d é r a b l e q u ' o n trouve a p r è s avoir d o u b l é le Cap de Nord, e s t celle de Cachipour. Cette rivière n a î t d e s m o n t a g n e s qui s o n t bien avant d a n s l e s t e r r e s , & v i e n t s e j e t t e r d a n s l'Océan par les deux d e g r é s de latitude s e p t e n t r i o n a l e . Vers sa s o u r c e h a b i t e n t des I n d i e n s P a l i c o u r s , & des N o r a g u e s . Ces d e r n i e r s s o n t , de t o u s les S a u v a g e s , les plus g r a n d s A n t h r o p o p h a g e s . Au-delà de Cachipour, on n e voit plus r i e n sur la côte q u e q u e l q u e s Criques. Mais après cela, e n c ô t o y a n t u n p e u a v a n t , o n r e c o n n o î t le C a p d ' O r a n g e , qui e s t u n e t e r r e assez é l e v é e , & qui s'avance fort p e u dans la m e r . Tout près de ce c a p , on t r o u v e u n e petite rivière qui n e m é r i t e pas b e a u c o u p d ' a t t e n t i o n , & q u e les I n d i e n s appellent Coupiribo. En r a n g e a n t e n s u i t e la côte d e l'Est à l'Ouest, on e n t r e d a n s l ' e m b o u c h u r e d ' O u y a p o k . Ouyapok e s t la plus g r a n d e rivière de toute c e t t e c ô t e ; elle se rend dans la mer par les trois degrés et demi de latitude Nord. »


BRÉSIL

ET

GUYANE FRANÇAISE

179

q u e MORERI, c o m m e on peut le voir d a n s la r é p l i q u e p o r t u g a i s e . GUILLAUME SANSON, d a n s sa carte de 1 6 8 0 (Atlas

Brésilien,

№ 8 0 ) , d o n n e environ 4 0 lieues

m a r i n e s , en ligne d r o i t e , e n t r e le Cap d ' O r a n g e et C a y e n n e , m a i s PIERRE DU VAL, « Géographe o r d i ­ n a i r e du Roi », en d o n n e 6 2 , s u r sa c a r t e de rique,

l'Amé­

publiée en 1 6 5 5 , 1 6 6 4 et 1 6 8 5 ( № 7 d a n s le

p r é s e n t vol., № 7 7 d a n s l'Atlas),

et environ 4 9 l i e u e s ,

e n t r e l ' e m b o u c h u r e du V i a p o c o et C a y e n n e , d a n s sa carte de La Mer de Nort, p a r u e en 1 6 7 9 ( № 8 d a n s ce vol., № 7 9 d a n s l'Atlas). Sur la petite c a r t e de MANESSON MALLET ( № 9

d a n s ce vol.) la distance e n t r e le

Wiapoco et Cayenne est d'environ 1 0 0 lieues. MORERI (Le grand

Dictionnaire

m o t Cayenne)

Historique,

L y o n , 1 6 8 1 , au

dit : « L'isle q u e ce fleuve ( C a y e n n e )

embrasse,

a seize ou dix-huit lieues de t o u r , elle

est b o n n e

et fertile, environ

rivière

des Amazones

à cent

lieues de

qui lui est à midi....

la

» En

r e t r a n c h a n t des 1 0 0 lieues

environ,

données

par

MORERI, les 4 0 lieues p o r t u g a i s e s , q u i , d ' a p r è s les Lettres p a t e n t e s du

1 4 juin

1 6 5 7 , séparaient

le

C a p d u N o r d du V i n c e n t P i n ç o n , on trouve c o m m e d i s t a n c e e n t r e le V i n c e n t P i n ç o n ou O y a p o c

et

C a y e n n e e n v i r o n 6 0 lieues (1). (1) « ... Le M é m o r a n d u m de 1 6 9 9 r e n f e r m e e n c o r e u n e a u t r e i n d i c a t i o n d i r e c t e , à laquelle n e se s o n t arrêtés ni M. D E B U T E N V A L ni M. D ' A V E Z A C , j e n e s a i s p o u r q u o i . C'est la finale d u p a s s a g e allégué par M. D E B U T E N V A L : — « La rivière d ' O y a p o c o u d e V i n c e n t P i n ç o n « s e t r o u v e s i t u é e à d e u x d e g r é s c i n q u a n t e m i n u t e s d u c ô t é du « Nord, et de là à Cayenne, il y a environ soixante lieues de cotes ». « La d i s t a n c e d u fleuve d u C a p d ' O r a n g e à l'île de

Cayenne


180 La rivière La rivière d u Cap d ' O r a n g e

du Cap d'Orange

a été ttrès r è s clairement clairement

le

QUESTION DE FRONTIÈRES

Le fleuve r e v e n d i q u é c o m m e limite p a r le P o r t u a été gal a été douze fois et très c l a i r e m e n t désigné d a M é m o r a n d u m p a r le n o m d'Ojapoc, associé dix

désignée désignée d ans dans lles e s Mémoires Mémoires échangés.

échangés.

fois à celui de Vincent

Pinçon.

On savait très bien

qu'il n'y avait d' a u t r e O j a p o c ou O y a p o c q u e la rivière du C a p d ' O r a n g e :

DE

FERROLLE

l'avait dit

d a n s u n Mémoire qui venait d ' a r r i v e r de C a y e n n e . n'étant, d'après la carte de M. DE SAINT-QUANTIN, q u e de 28 l i e u e s françaises, on dirait, en vérité, q u e cela t r a n c h e la q u e s t i o n e n faveur de la F r a n c e . Et toutefois ce n e serait e n c o r e q u ' u n e c o n c l u s i o n illégitime. « Trois r a i s o n s le d é m o n t r e n t . « Première raison. — L e s P o r t u g a i s n e f r é q u e n t a i e n t point la côte française d e G u y a n e ; la d i s t a n c e de l ' O y a p o c à l'île de C a y e n n e ne p o u v a i t leur ê t r e aussi bien c o n n u e q u e celle de l ' A m a zone à l'Oyapoc. « Deuxième raison. — Au xviie siècle, il n'y avait pas plus d'unan i m i t é sur la d i s t a n c e d u C a p d ' O r a n g e à C a y e n n e q u e sur la latitude d u C a p d ' O r a n g e . Car en 1085, dans sa c a r i e citée tantôt, l ' i n g é n i e u r MANESSON-MALLET m e t t a i t e n t r e le fleuve du C a p d ' O r a n g e et l'île de C a y e n n e la d i s t a n c e d e p l u s d e quatre-vingt-sept lieues portugaises. « Troisième raison. — Au xviie s i è c l e , et m ê m e au s i è c l e xviiie on e s t i m a i t g é n é r a l e m e n t la d i s t a n c e de l ' A m a z o n e à C a y e n n e à cent lieues environ, c o m m e le p r o u v e n t les t e x t e s s u i v a n t s : « BIET, e n 1 6 6 4 e n d é c r i v a n t l'île d e C a y e n n e : « Elle e s t . . . . « é l o i g n é e d e cent lieuës ou enuiron du g r a n d e t f a m e u x Fleuve «des A m a z o n e s » ; « LABAT, e n 1 7 5 0 . . . . : « L'isle ( d e C a y e n n e ) e s t é l o i g n é e d e l'em« b o u c h u r e de la rivière d e s A m a z o n e s d'enuiron cent lieues au « Nord » ; « MILHAU (1752) : « Il y a enuiron « rivière d e s A m a z o n e s ».

cent

lieues

de c e t t e isle, à la

« Dans les L e t t r e s p a t e n t e s de 1657 et de 1 6 4 5 , le G o u v e r n e m e n t P o r t u g a i s avait fixé a u m a x i m u m de quarante le n o m b r e de l i e u e s qu'il fallait c o m p t e r de l ' A m a z o n e a u fleuve du C a p d ' O r a n g e . En r e t r a n c h a n t ce n o m b r e de c e l u i de cent environ, il restait p o u r la d i s t a n c e du fleuve d u C a p d ' O r a n g e à C a y e n n e environ soixante lieues » (CAETANO DA SILVA §§ 2557 à 2 5 4 2 ) .


BRÉSIL

Et l'Ambassadeur lui aussi, passage

ET

GUYANE FRANÇAISE

ROUILLÉ

la rivière

181

désignait très c l a i r e m e n t ,

du Cap d ' O r a n g e d a n s u n

de sa r é p l i q u e q u e

ROQUE

MONTEIRO

PAIM

a

«

r é s u m é ainsi d a n s le second Mémoire, ou r é p o n s e du G o u v e r n e m e n t P o r t u g a i s (1) : « Sixième et dernier chef de la réplique sadeur de France.

Il

de l'Ambas-

— On dit, d a n s ce chef, q u ' i l y a

lieu de r e m a r q u e r qu' on n' a r i e n r é p o n d u aux r a i -

Réépplliiqquuee R de l'ambassadeur l'ambassadeur R Roouuiilllléé en 1699. e n 1699. Un passage i mn p opratsas na tg.e U Il m o n t r e montre qu'il q u ' i l s'agissait des ' a l'Oyapoc gissait ou l'Oyapoc rivière de o u rdu ivière Cap d'Orange. d u

sons qui ont été alléguées p o u r q u e la division des cap d'orange. t e r r e s dont il s'agit n e fût faite a u t r e m e n t q u e p a r la R i v i è r e d e s A m a z o n e s , le partage q u e l'on p r o ­ pose, p a r la Rivière fisant, attendu

d'Oyapoc,étant

que cette rivière

i n u t i l e et insuf­

vient du midi et prend

sa source (— a son origine — ) à la hauteur tude du Cap

du Nord,

ou

lati-

de sorte q u e , q u a n d on a r r i ­

verait à l ' e n d r o i t où elle p r e n d n a i s s a n c e , il

serait

i n d i s p e n s a b l e de c o n v e n i r d ' a u t r e s l i m i t e s , ce qui (1) Texte p o r t u g a i s : « Sexto e ultimo ponto do papel de réplica do Embaixador de França. — N'este p o n t o se diz s e r de n o t a r que se n ã o r e s p o n d e o c o u s a a l g u m a ás razões q u e forain allegadas de se dividirem as t e r r a s , de q u e s e trata, de outra m a n e i r a q u e pelo R i o A m a z o n a s , s e n d o a divisão q u e se p r o p õ e pelo R i o O y a p o c inutil e i n s u f f i c i e n t e , por vir e s t e rio de meio dia, e t e r a s u a origem da altura o u l a t i t u d e do C a b o d o N o r t e ; e q u a n d o c h e g a s s e ao logar o n d e l e m s e u n a s c i m e n t o , h a v e r i a m i s t e r c o n v i r d'outros l i m i t e s , o q u e seria i m p o s s i v e l , e exporia a a m b a s as n a ç õ e s a c o n t i n u a s g u e r r a s . . . . » Le m o t s o u l i g n é — origem — e s t d o n n é ici d'après la l e c t u r e faite par C . DA SILVA sur la copie d e L i s b o n n e , ou sur u n e a u t r e . Dans la copie d ' E v o r a , d'après la r e p r o d u c t i o n faite d a n s la Revista do Instituto Historico e Geog. do Brazil, T o m e VIII, de 1 8 4 8 , p. 1 9 1 , il y a, au lieu d'origem, — viagem — , m o t qui n e pouvait pas se trouver dans l'original.


182

QUESTION DE FRONTIÈRES

serait impossible, et exposerait les deux nations à des g u e r r e s c o n t i n u e l l e s — » L'Arbitre est déjà i n f o r m é q u e le G o u v e r n e m e n t B r é s i l i e n n ' a p u se p r o c u r e r à L i s b o n n e l'original de la r é p l i q u e de l'Ambassadeur BOUILLÉ, ni la m i ­ n u t e officielle de la r é p l i q u e p o r t u g a i s e , écrite p a r MONTEIRO PAIM.

Sur les deux copies de ce second Mémoire p o r t u ­ gais conservées à la Bibliothèque Nationale de L i s ­ b o n n e et à la Bibliothèque d ' É v o r a , les copistes ont lu — viagem

(voyage) — là où, s u r l ' u n e de ces

deux c o p i e s , ou s u r u n e troisième dont il n'a pas i n d i q u é le dépôt, (origine,

CAETANO

DA SILVA

a lu —

origem

source).

Rien de plus facile q u e de confondre d a n s u n e copie m a n u s c r i t e les mots — origem — et —

viagem.

Mais cette m a u v a i s e l e c t u r e — viagem — de la copie portugaise

a induit dernièrement

u n journaliste

français de b e a u c o u p de m é r i t e (1), à t r a d u i r e ainsi le passage e n question : «....

Le partage, q u e l'on propose p a r la rivière

d ' O y a p o c , est i n u t i l e et insuffisant, parce q u e cette rivière vient du Midi et a son parcours hauteur ou latitude du Cap du Nord... Si l ' A m b a s s a d e u r MONTEIRO

— viagem

(1) çaise.

M.

PAIM

ROUILLÉ

(viagem) à la »

avait écrit — parcours

a u r a i t t r a d u i t — percurso

—,

— . Le m o t

— est impossible d a n s ce passage : en

CHARLES

MEYNIARD,

d i r e c t e u r d e la r e v u e La Marine

Fran-


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

183

p a r l a n t du c o u r s , ou de la direction d ' u n e r i v i è r e , on n e d i t , n i e n p o r t u g a i s , ni e n français, q u ' u n e rivière a son voyage d a n s u n e c e r t a i n e d i r e c t i o n . L'in­ t e r p r é t a t i o n d o n n é e a u texte est e n c o r e i n a d m i s s i b l e p a r c e q u e , si cette rivière avait son parcours latitude

du Cap du Nord,

par la

elle suivrait la d i r e c t i o n

d u parallèle qui passe p a r ce C a p ; elle c o u l e r a i t alors d e l'Ouest vers l'Est, et n e p o u r r a i t p a s v e n i r du S u d . On p e u t d o n c d o n n e r c o m m e établi q u e l'Ambas­ s a d e u r ROUILLÉ, d a n s sa r é p l i q u e , a dit q u e l ' O y a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n p r e n d sa s o u r c e p a r la l a t i t u d e du C a p d u N o r d , d a n s les e n v i r o n s du E

2 d e g r é , et q u ' i l « vient du Midi », c'est-à-dire q u ' i l coule d a n s la d i r e c t i o n du Nord. S u r les cartes fran­ e

çaises du xvii s i è c l e ,

ces i n d i c a t i o n s n e peuvent

c o n v e n i r q u ' à l'Oyapoc des cartes suivantes : NICOLAS SANSON, 1 6 5 0 ( W i a c о р о ) . GUILLAUME SANSON, 1 6 7 9

(Wiapoco).

PIERRE DUVAL, 1 6 7 9 ( V i a p o c ) . GUILLAUME SANSON,

.

1680

. . .

«

«

№ 79

«

№ 80

«

№ 84

78

(Yapoque

ou V i a p o c o . COMTE DE PAGAN, 1 6 5 5

Atlas № 7 2

(Viapoco).

.

FROGER (et DE FERROLLE), 1 6 9 6 (Oya№

poc) Et à l ' O y a p o c , l ' A r r a c o w o ( A r u c a u á , c'est-à-dire, l'Uaçá) ou au Cassiporé,

d a n s les cartes suivantes :

NICOLAS

SANSON,

1656

(Wiapoco,

85


184

QUESTION

Arracowo,

DE

FRONTIÈRES

et C a s s i p o u r i ) . . . . 1 6 6 6 ( Y a p o c o , et C a s ­

«

№ 73

«

№ 76

«

№ 77

D E LA B A R R E ,

sipouri) PIERRE

DU

VAL,

1664,

1667

et

1677

( V i a p o c o et Cassipouri)

Ce fut p e n d a n t cette discussion à L i s b o n n e q u e le Ministre de la Marine et des Colonies e n F r a n c e , Louis

PHELYPEAUX,

COMTE

DE

PONTCHARTRAIN,

s'adressa,

le 2 s e p t e m b r e 1699, au g o u v e r n e u r de la G u y a n e F r a n ç a i s e , p o u r lui d e m a n d e r , c o m m e il a été dit, des titres à opposer aux P o r t u g a i s qui d i s p u ­ t a i e n t à la F r a n c e le droit de n a v i g u e r s u r l ' A m a ­ z o n e « prétendant Le Traité Traité de 1700.

de 1700.

réduire ses limites à l'Oyapoc

» (1).

Le 4 m a r s 1 7 0 0 fut signé à L i s b o n n e par les P l é n i p o t e n t i a i r e s du P o r t u g a l et de la F r a n c e le Traité provisionnel dont le p r é a m b u l e a été déjà t r a n s c r i t , et dont voici les clauses : ER

« Art 1 . — L E Roy de Portugal fera e u a c ü e r et d e m o l i r les forts de Araguary ment dit Macapa,

et de Cumaü,

autre­

r e t i r e r les garnisons et g e n e r a l e ­

m e n t tout ce qu'il y a d e d a n s , aussy bien q u e les h a b i t a t i o n s d ' I n d i e n s qui sont p r o c h e s desdits forts, et q u i s e r u e n t a l e u r vsage, et ce d a n s le t e r m e de six mois du j o u r de l'eschange des Ratifications du p r e s e n t Traitté, et en cas qu'il y ait d ' a u t r e s forts

( 1 ) SANTAREM, o u v r . c i t é , T . I V , 2e partie, p . 7 5 3 , c i t a n t la lettre d ' i n s t r u c t i o n s de ce Ministre, a u x Archives des Colonies.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

185

d a n s l ' e s t e n d ü e des Terres, depuis lesdits forts a la riuiere

des Amazones

vers le Cap de Nord,

le long de la coste de la mer d'Oyapoc

dite de Vincent

l e m e n t demolis Cumau

Pinçon,

comme

ou Macapa,

jusques

jusqu'à

la

et

riuiere

ils s e r o n t pareil­

ceux d'Araguary

et

de

dont la demolition est c o n u e n ü e

en t e r m e s exprés (1). « Art. 2e —

Les

François

et P o r t u g a i s

ne

p o u r r o n t d a n s la suite occuper lesdits forts ny en esleuer de n o u u e a u x d a n s les m e s m e s e n d r o i t s ny en q u e l q u ' a u t r e

que

terres marquées dans

ce soit, dans l ' e s t e n d ü e des l'article p r e c e d e n t , dont

la

possession d e m e u r e indecise e n t r e les deux Couron­ nes ; les vns ny les a u t r e s n e p o u r r o n t n o n plus y faire a u c u n e h a b i t a t i o n ny establir a u c u n

comptoir

de q u e l q u e q u a l i t é que ce soit, j u s q u e s a ce qu'il soit décidé e n t r e les deux Roys, a q u i d e m e u r e r a de j u s t i c e et de droit la possession desdites Terres. e

« Art. 3 . — Toutes les

h a b i t a t i o n s et Nations

(1) Le t e x t e p o r t u g a i s de ce Traité s e trouve a u t o m e II, Documents. Voici le t e x t e p o r t u g a i s de cet article 1er, d a n s l e q u e l le n o m Oyapoc e s t écrit Ojapoc : « Artigo I. — Que s e m a n d a r ã o d e s a m p a r a r e d e m o l i r por El-Rey de Portugal o s fortes de Araguary e de C o m a ü ou Massapá e retirar a g e n t e e t u d o o m a i s q u e n e l l e s h o u v e r e as aldeias de I n d i o s q u e os a c o m p a n h a m e f o r m a r a m para o serviço e u s o d o s ditos f o r t e s , n o t e r m o de s e i s m e z e s d e p o i s d e s e p e r m u t a r e m as ratificações d'este T r a t a d o ; e a c h a n d o se mais alguns fortes pela margem do rio das Amazonas para o cabo do Norte e costa do mar até a foz do rio Ojapoc ou de Vicente Pinson, se d e m o l i r ã o i g u a l m e n t e c o m os de Araguary e de Comaü ou Massapá q u e por s e n s n o m e s proprios s e m a n d a r ã o d e m o l i r . »


186

QUESTION DE FRONTIÈRES

d ' I n d i e n s qui se t r o u u e r o n t d a n s l'estendüe des­ dites Terres d e m e u r e r o n t p e n d a n t le temps de la sus­ pension c o n u e n ü e d a n s le m e s m e Etat ou elles sont a p r e s e n t sans p o u u o i r estre p r e t e n d ü e s n'y soumises de p a r t ny d ' a u t r e , et sans q u ' o n puisse aussy part

ny d ' a u t r e faire

commerce

d'Esclaues,

de

mais

elles seront s e c o u r u e s p a r les Missionnaires qui y assistent a c t u e l l e m e n t et au défaut d ' a u c u n d'Eux, ceux qui m a n q u e r o n t s e r o n t remplacez p a r d ' a u t r e s de la m e s m e Nation, et en qu'on

ayt

chassé

desdites

cas qu'il se habitations

trouue quelques

Missionnaires F r a n ç o i s qui y fussent établis p o u r en

prendre

soin,

ils y

seront

retablis

comme

auparavant. e

« Art. 4 . — Les F r a n ç o i s p o u r r o n t s'estendre er

e

d a n s lesdites t e r r e s dont p a r les articles 1 et 2 du p r é s e n t Traitté la possession d e m e u r e indecise, j u s ­ q u ' à la Riuière

des Amazones,

desdits forts de Araguary vers le Cap de Nord

depuis la situation

et de Cumau

ou

et coste de la m e r , et les P o r ­

t u g a i s p o u r r o n t faire de m e s m e j u s q u e s à la d'Oyapoc

ou Vincent

Macapa

Pinson

riuière

vers la coste de la

Mer, d a n s lesquelles terres les F r a n ç o i s n e p o u r ­ r o n t e n t r e r q u e par celles qui sont du costé de Cayenne

et les P o r t u g a i s p a r celles q u i sont le

long de la r i u i è r e des A m a z o n e s , et non a u t r e m e n t et t a n t les vns q u e les a u t r e s se c o n t i e n d r o n t resp e c t i u e m e n t e n t r e lesdites r i u i è r e s cy dessus m a r ­ quées et exprimées q u i font les b o r n e s , les lignes et


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

187

les limites des t e r r e s q u i d e m e u r e n t indecises e n t r e les deux Couronnes « Art. 5e.— Tous les F r a n ç o i s q u i se t r o u u e r o n t retenus

par

les

Portugais

seront renuoyez

a

C a y e n n e auec l e u r s I n d i e n s , leurs m a r c h a n d i s e s et b i e n s ; il en sera vsé de m e s m e a l'esgard des P o r t u g a i s qui p o u r r o i e n t se t r o u u e r r e t e n u s

par

les F r a n ç o i s , lesquels s e r o n t renuoyez a B e l e m de P a r a , et en cas q u e q u e l q u e s P o r t u g a i s et I n d i e n s e u s s e n t esté arrestez p o u r auoir pris le party des F r a n ç o i s , ou q u e l q u e s F r a n ç o i s et I n d i e n s p o u r auoir p r i s celuy des P o r t u g a i s , ils s e r o n t m i s hors des p r i s o n s , ou ils sont d e t e n u s , sans qu'il puisse l e u r estre faist a u c u n c h a t i m e n t . e

« Art. 6 . — Les Sujets de l'vne et de l ' a u t r e Cou­ r o n n e ne p o u r r o n t r i e n i n n o u e r c o n t r e la disposi­ tion du p r é s e n t Traitté p r o u i s i o n e l , mais au c o n t r a i r e

(1) Texte p o r t u g a i s de l'article 4 : « Que o s F r a n c e z e s p o d e r ã o e n t r a r p e l a s ditas t e r r a s q u e n o s a r t i g o s I e II d'este Tratado f i c a m e m s u s p e n s ã o da p o s s e d e a m b a s a s Corôas, a t é á m a r g e m do rio das Amazonas q u e corre do sitio dos ditos fortes de Araguari de Comau ou Massapá para o Cabo do Norte e c o s t a do m a r ; e os P o r t u g u e z e s p o d e r ã o e n t r a r nas m e s m a s t e r r a s até á m a r g e m do rio Ojapoc ou Vicente Pinson, q u e corre para a foz do m e s m o rio e c o s t a d o m a r , s e n d o a e n t r a d a d o s F r a n c e z e s p e l a s ditas terras q u e ficam para a parte de Cayenna e nao por o u t r a ; e a d o s P o r t u g u e z e s pela p a r t e q u e fica p a r a as terras do rio das Amazonas e nao por o u t r a . E t a n t o u n s c o m o o u t r o s , a s s i m F r a n c e z e s c o m o P o r t u g u e z e s ; n ã o p o d e r ã o p a s s a r r e s p e c t i v a m e n t e das m a r g e n s d o s ditos rios a c i m a l i m i t a d a s e d e c l a r a d a s , q u e fazem o t e r m o , raia e limite das t e r r a s q u e f i c a m na dita s u s p e n s ã o da p o s s e de a m b a s as Corôas. »


188

QUESTION DE FRONTIÈRES

c o n t r i b u e r o n t p a r le moyen d'iceluy a c o n s e r u e r la paix, la c o r r e s p o n d a n c e et l'amitié qui ont toujours esté e n t r e les deux C o u r o n n e s . e

« Art. 7 . — Il ne sera fait a u c u n acte d'hostilité p a r t i c u l i e r ; ny p a r l ' a u t o r i t é des Gouverneurs, sans en a u o i r d o n n é

p a r t aux Roys l e u r s Maîtres

qui

feront t e r m i n e r a m i a b l e m e n t touttes les difficultés qui p o u r r a i e n t s u r u e n i r par la suitte sur l'explica­ tion des articles du p r e s e n t Traitté, ou qui p o u r ­ raient

n a i s t r e de n o u u e a u . e

« Art. 8 . — En cas de contestation e n t r e les sujets de l'vne et de l ' a u t r e Couronne, ou par l e u r fait p r o p r e , ou par celuy des G o u u e r n e u r s , ce qui l e u r est p r e c i s e m e n t deffendu, le p r e s e n t Traitté n e sera pas p o u r cela censé r o m p u ny violé, estant fait p o u r a s s u r e r la paix et l ' a m i t i é e n t r e les deux Couronnes, et

si cela a r r i u o i t , les deux Roys c h a c u n a l e u r

esgard, des qu'ils s e r o n t informez du fait, d o n n e ­ ront des o r d r e s pour faire p u n i r les coupables, et r e p a r e r d'vne m a n i e r e j u s t e et c o n u e n a b l e les d o m ­ mages qui p o u r r a i e n t a u o i r esté faits. e

« Art. 9 . — De la p a r t de l'vne et de l'autre Cou­ r o n n e on r e c h e r c h e r a , et on fera venir j u s q u e s a la fin de l ' a n n é e p r o c h a i n e 1 7 0 1 , tous les Titres et Ensei­ g n e m e n t s aleguez d a n s les Conférences, p o u r s e r u i r a l ' e n t i e r e s c l a i r c i s s e m e n t de la possession qui p a r le p r e s e n t Traitté d e m e u r e indecise e n t r e les deux Couronnes, et les p o u u o i r s donnez p a r les deux Roys d e m e u r e n t en leur force, p o u r d a n s led. t e m p s et


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

189

j u s q u e s a la fin de l ' a n n é e 1 7 0 1 , le diferent dont est question estre t e r m i n é definitivement. e

« Art. 10 . — Et c o m m e ce Traitté est s e u l e m e n t prouisionel,

et suspensif,

iceluy

ny a u c u n e

clauses, conditions et expressions y c o n t e n u e s

des ne

d o n n e r o n t a u c u n droit de p a r t n'y d ' a u t r e p o u r la jouissance et la p r o p r i é t é desd. Terres qui p a r led. traitté d e m e u r e n t en s u s p e n d , et en q u e l q u e t e m p s que ce soit on ne p o u r r a se p r e u a l o i r de p a r t n'y d ' a u t r e de ce qu'il c o n t i e n t p o u r la decision du diffe­ rend. e

« Art. 1 1 . — Lesdits Commissaires p r o m e t e n t et s'obligent sous la foy et parole Royalle desdits Sei­ g n e u r s Roys de F r a n c e et de P o r t u g a l , q u e Leurs Majestés ne feront r i e n c o n t r e et au p r é j u d i c e de ce T r a i t t é p r o u i s i o n e l , et ne c o n s e n t i r o n t d i r e c t e m e n t ou i n d i r e c t e m e n t q u ' i l soit r i e n fait, et s'il a r r i u o i t au c o n t r a i r e , d'y r e m e d i e r aussytost, et p o u r l'execu­ tion et s u r e t é de tout ce qui est cy dessus dit et d e c l a r é , jls

s'obligent

en

b o n n e et

deüe f o r m e ,

r e n o n c e a n t s a touttes Loix, stiles, c o u t u m e s , et a tous droits en l e u r faueur q u i p o u r r o i e n t y estre contraires. « ART. 12. — Lesdits Commissaires p r o m e t t e n t en outre respectiuement

q u e lesdits Seigneurs

Roys

l e u r s Souverains ratifieront ce Traitté b i e n et légi­ t i m e m e n t , q u e l'Eschange des Ratifications se fera d a n s deux m o i s , du j o u r de la S i g n a t u r e , et q u e d a n s les deux mois s u i u a n t s les doubles des Ordres n e c e s -


190

QUESTION DE FRONTIÈRES

saires p o u r l'execution des articles cy dessus, seront r e m i s de p a r t et d ' a u t r e . « Touttes lesquelles choses c o n t e n u e s d a n s lesdits articles d u p r e s e n t Traité prouisionel, ont esté accor­ dées et conclues p a r nous Commissaires susdits de Leurs Majestés Tres C h r e t i e n n e et Portugaise, en vertu des p o u u o i r s a nous donnez, dont copies sont y j o i n t e s , e n foy et seureté de quoy, e t p o u r t e m o i ­ gnage d e la v é r i t é , nous auons signé le p r é s e n t acte et y a u o n s fait aposer le cachet d e nos a r m e s . e

« A L i s b o n n e le 4 du mois d e m a r s d e l ' a n n é e mil sept c e n t . » Les deux e x e m p l a i r e s d u Traité d e 1 7 0 0 signés par les P l é n i p o t e n t i a i r e s furent écrits e n p o r t u g a i s . Le texte français q u i vient d'être t r a n s c r i t est celui d ' u n e t r a d u c t i o n officielle,

certifiée conforme, et

p r o b a b l e m e n t faite à l'Ambassade de F r a n c e à L i s ­ b o n n e (1). Examen du t r a i t é de 1700.

Ce t r a i t é , c o m m e on vient de le voir, n e u t r a l i s a i t p r o v i s o i r e m e n t u n e p a r t i e des Terres Nord,

— c'est-à-dire de la Guyane,

du Cap du — ainsi déli­

er

Limites d u territoire neutralisé.

m i t é e (Article 1 ) : — la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e , depuis le fort p o r t u g a i s de C u m a ú , ou M a c a p á , j u s q u ' a u C a p d u N o r d ; et e n s u i t e , « la coste de la (1) § 2 0 3 2 d e C. dA SILVA : — « C o m m e le déclare l e § 1 9 7 8 , c e d o c u m e n t e s t d o n n é d'après u n e c o p i e d u t e m p s , c o n s e r v é e a u M i n i s t è r e de la Marine e t d e s Colonies de F r a n c e . Ladite c o p i e e s t l é g a l i s é e p a r c e s d e u x m o t s : — Collationné — PHELYPEAUX. — JÉROME PHELIPEAUX,

COMTE DE PONTCHARTRAIN, fut

Ministre d e

la Marine et

des

Colonies d e p u i s le 6 S e p t e m b r e 1699 j u s q u ' a u 31 Août 1715 {§ 1 9 6 9 ) . »


191

B R É S I L ET GUYANE FRANÇAISE

mer », d e p u i s le C a p d u N o r d j u s q u ' à la rivière « d'Ojapoc (traduction Pinson

» (texte portugais) ou « d'Oyapoc officielle française)

« dite de

»

Vincent

» (Voir la carte № 5, d a n s le p r é s e n t vol.).

La l i m i t e i n t é r i e u r e n ' é t a i t pas d é c l a r é e , m a i s elle devait s ' e n t e n d r e p a r u n e ligne t r a c é e du fort de M a c a p á à la source de l ' O y a p o c et p a r la c h a î n e de p a r t a g e des eaux d e p u i s cette s o u r c e j u s q u ' à celle du M a r o n i , q u i formait déjà la frontière e n t r e les pos­ sessions de la F r a n c e et celles de la H o l l a n d e . La n e u t r a l i s a t i o n ne s ' é t e n d a i t pas aux t e r r i t o i r e s du bord s e p t e n t r i o n a l de l ' A m a z o n e en a m o n t de M a c a p á , s u r lesquels le P o r t u g a l possédait u n c e r t a i n n o m b r e d ' é t a b l i s s e m e n t s . Le litige se trouvait donc c i r c o n s c r i t e n t r e les l i m i t e s qui v i e n n e n t d'être déclarées (Voir Articles 1, 4 , 9 et 10). Le p r é a m b u l e du Traité m o n t r e , d ' a i l l e u r s , q u e Louis XIV ne poussait pas ses p r é t e n t i o n s j u s q u ' a u R i o B r a n c o , d o n t le bassin n e se trouve pas « e n t r e C a y e n n e et la rivière des A m a z o n e s ».

Le litige circonscrit entre ces limites. Louis XIV ne prétendait pas au Rio Branco.

er

On lit d a n s l'Article 1 : « . . . Depuis lesdits forts » (de C u m a ú , ou M a c a p á , et d ' A r a g u a r y ) « j u s q u e s à la rivière des A m a z o n e s vers le Cap de Nord,et de la coste de la mer jusqu'à de Vincent

Pinson.

la rivière

d'Oyapoc

le long dite

»

L ' O y a p o c , O j a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n d u Traité de 1700 se trouvait donc au Nord du Cap du

Nord,

et séparé de ce cap p a r u n e c e r t a i n e « étendue de coste maritime

», tout c o m m e le V i n c e n t P i n ç o n des

Lettres p a t e n t e s d u 14 j u i n 1657 (Document № 5 au Tome II, Documents),

q u i en était s é p a r é p a r environ

L'Oyapoc dont parle ce traité ne pouvait être q u e la rivière du Cap

d'Orange.


192

QUESTION DE FRONTIÈRES

40 lieues portugaises, de 171/2 au d e g r é , ou 45,7 lieues marines. L'Ambassadeur

a c e r t a i n e m e n t pris

ROUILLÉ

c o n n a i s s a n c e de ce d o c u m e n t , cité d a n s le p r e m i e r Mémoire p o r t u g a i s , et d a n s l e q u e l , p l u s i e u r s fois, il est parlé de rivage de la mer, et de 40 lieues, e n t r e le V i n c e n t

Pinçon

et le C a p d u

Nord.

L ' O y a p o c , O j a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n du Traité de 1700, n ' é t a i t donc pas l ' A r a g u a r y , q u i se trouve au Sud du Cap du Nord,

c o m m e le d é c l a r e le Com­

p r o m i s , et q u i , é t a n t u n affluent de l ' A m a z o n e , n'est s é p a r é de ce cap p a r a u c u n e é t e n d u e de « coste de la mer ». Il convient e n c o r e de faire r e m a r q u e r que dans ce traité le n o m Araguary quatre

fois

à propos

du fort

se trouve écrit

portugais

construit

en 1687 sur la rive gauche ou septentrionale

de cette

rivière(1), et q u e si le Vincent guary

ou

d'Orange,

toute

Pinçon

a u t r e rivière

au

était l ' A r a ­ Sud du C a p

on n e l ' a u r a i t pas appelé

Oyapoc

ou

Ojapoc,

d é n o m i n a t i o n q u i , d'après le

FERROLLE

l u i - m ê m e , n e s'appliquait qu'à la rivière

MARQUIS D E

voisine de C a y e n n e . C ommentaires Commentaires p a r C. d a S i l v a .

Les c o m m e n t a i r e s de

CAETANO DA SILVA

s u r ce traité

(§§ 1979 à 1986) c o m p l é t e r o n t les observations qui v i e n n e n t d'être faites : (1) Dans le préambule : — « . . . à l ' o c c a s i o n d e s forts d'Araguary et de. C u m a u o u M a c a p a e s l e v e z et rétablis par les Portugais d a n s l e s d i t e s t e r r e s . . . . » Dans l'article I : — « Le Roy de P o r t u g a l fera é v a c u e r et d é m o l i r les forts d e Araguary et de C u m a u , a u t r e m e n t dit M a c a p a . . . » « Ils s e r o n t p a r e i l l e m e n t d é m o l i s c o m m e c e u x d ' A r a g u a r y et d e C u m a u o u M a c a p a . . . . » Dans l'article 4e : — « . . . depuis la s i t u a t i o n desdits forts d e Araguary.... » e r


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

193

« Le Traité de 1700 r e n f e r m e q u a t r e é l é m e n t s déterminatifs : « Terres du Cap de

Nord;

« Le long de la coste de la mer ; «

Oyapoc;

« Rivière

de Vincent

Pinçon.

« Etudions-le dans l'ordre m ê m e où ils se p r é s e n ­ tent à nous. «

TERRES DU C A P D E N O R D .

« Le p r é a m b u l e déclare deux fois q u e les du Cap

de Nord,

entre Cayenne

Terres

objet du Traité, étaient situées

et la rivière des

Amazones.

« Ce n ' é t a i e n t donc point les t e r r e s

immédia­

t e m e n t adjacentes au C a p N o r d p r o p r e m e n t dit. « Il est évident que le Traité de 1700 emploie le nom de Cap de Nord

d a n s son acception é t e n d u e ,

c o m m e synonyme de

Guyane.

« Il fait c o m m e Français

et

des

1640, en 1 6 5 1 , en 1674

avaient fait le

auteurs

français

1055, en

Gouvernement en

1654, en

1633, en 1664, en

(1).

« Il fait c o m m e avaient fait

le

Gouvernement

Portugais et u n g o u v e r n e u r portugais, en 1657, en

(1) Lettre

e n 1643 (§ 1 9 0 6 ) ; Louis XIV e n 1651 (§ 1 9 1 4 ) ; de Cayenne, 1 0 5 5 (§ 1 9 1 0 ) ; D A I G R E M O N T , 1654 (§ 1 9 1 8 ) ; P A U L B O Y E R , 1 6 5 4 (§ 1 9 2 0 ) ; A N T O I N E B I E T , 1 6 6 4 (§ 1 9 2 6 ) ; Relation de la Guiane, et de c e q u ' o n y p e u t faire, é c r i t e e n 1 6 6 5 « p o u r i n f o r m e r Monsieur le M A R É C H A L D ' E S T R A D E de c e t t e partie d ' A m é r i q u e » (§ 1935). GEORGES FOURNIER,


194

QUESTION D E FRONTIÈRES

1 6 4 5 , en 1682, e n 1695 «

1686, en 1 6 8 8 , en 1 6 9 1 , en

(1). —

L E LONG DE LA COSTE DE LA MER.

« L'Article I

er

déclare q u e les terres laissées pro­

v i s o i r e m e n t n e u t r e s étaient situées s u r la rive guyanaise de l ' A m a z o n e , d e p u i s M a c a p á j u s q u ' a u Cap du N o r d , et le long de la coste de la mer,

depuis

le Gap d u N o r d j u s q u ' à la rivière p r é t e n d u e p a r le P o r t u g a l c o m m e l i m i t e . « Cette rivière

n'était

d o n c point

le

Carapa-

pori...(2). « —

OYAPOC.

« Le Traité de 1700 a p p l i q u e deux fois à la rivière p r é t e n d u e p a r le P o r t u g a l

c o m m e limite le n o m

d'Oyapoc, « écrit bien correctement

et en toutes lettres »,

p o u r m e servir des p r o p r e s termes de M. le BARON DE

BUTENVAL...«

Mais le p r é a m b u l e du m ê m e Traité déclare q u e ,

d a n s les conférences qui p r é c é d è r e n t la rédaction de cet i n s t r u m e n t , « on a veu les autheurs et les Cartes « concernant

l'acquisition,

« Cap du Nord.

et la diuision

des Terres du

»

(1) L e t t r e s p a t e n t e s d u 14 j u i n 1 6 3 7 , d e P H I L I P P E III de P o r t u g a l , IVe d ' E s p a g n e (§ 1 8 7 4 e t s u i v . de C. D A S I L V A ) ; Lettres Royales d u 0 juillet 1 0 4 5 , d e J E A N IV d e P o r t u g a l (§ 1912) ; g é n é r a l G O M E S F R E I R E DE ANDRADA, en 1 6 9 9 , d'après D O M I N G O S T E I X E Y R A e n 1 7 2 7 (§ 1 7 4 5 ) ; O r d o n n a n c e d u 21 d é c e m b r e 1 6 8 6 , d u Roi D . P E D R O II (§ 1 9 5 6 ) . (2) C. D A S I L V A parlait d u C a r a p a p o r i , au nord du C a p N o r d , p a r c e que d a n s l e s c o n f é r e n c e s d e 1 8 5 5 e t 1 8 5 6 , à Paris, c e t t e rivière était p o u r le G o u v e r n e m e n t F r a n ç a i s le V i n c e n t P i n ç o n o u J a p o c d u Traité d ' U t r e c h t . La r é c l a m a t i o n française a y a n t a v a n c é m a i n t e n a n t vers le Sud, j u s q u ' a u confluent de l ' A r a g u a r y , il n'y a p a s l i e u d e t r a n s c r i r e ici l e p a s s a g e relatif a u C a r a p a p o r i .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

195

« Et ces conférences avaient eu lieu e n t r e les signataires m ê m e s du Traité : d ' u n e p a r t le P r é s i d e n t ROUILLÉ,

Ambassadeur de F r a n c e ; d ' a u t r e p a r t , le

DUC DE CADAVAL, ROQUE MONTEIRO PAIM, GOMES FREIRE DE ANDRADA,

et

MENDO DE

Foyos

PEREIRA.

« Les cinq signataires du Traité de 1700 c o n n a i s ­ saient donc le livre de FROGER... où se trouvait insérée u n e c a r t e de la G u y a n e c o n s t r u i t e à C a y e n n e sous la direction de

FERROLLES,

et q u i , p u b l i é p o u r la p r e ­

m i è r e fois la veille des conférences, avait eu deux a u t r e s éditions p e n d a n t les conférences m ê m e s . « Cette carte devait ê t r e p o u r les signataires du Traité u n d o c u m e n t d ' u n e p u i s q u e le

valeur

MARQUIS DE FERROLLES,

incomparable,

élevé au g o u v e r n e ­

m e n t de C a y e n n e en 1691 et m o r t d a n s ce gouver­ n e m e n t en 1 7 0 5 , . . . était g o u v e r n e u r de la

colonie

française, et lors de la c o n s t r u c t i o n de sa carte et lors du Traité. « Or, de toutes les cartes gravées, celle-ci était la seule q u i p o r t â t le n o m d'Oyapoc, tel q u e l'écrit le Traité de 1700, tel qu'on l'écrit a u j o u r d ' h u i ; et ce nom y était exclusivement a p p l i q u é à la rivière du Cap d ' O r a n g e . « Donc, rivière «

l'Oyapoc

du Cap

du

Traité

de

1700 est

la

d'Orange.

R I V I È R E DE V I N C E N T - P I N Ç O N .

« La rédaction

du Traité de 1700 fut

l'œuvre

« exclusive du Cabinet p o r t u g a i s , le texte français « n ' e n a été que la t r a d u c t i o n . »


196

QUESTION DE FRONTIÈRES

« Ce sont des paroles de M. le

BARON DE BUTEN-

val...(1).

« Et cette g r a n d e révélation est confirmée, en ces t e r m e s , par Brochado, envoyé de P o r t u g a l en F r a n c e à l'époque du Traité de 1700, d a n s u n e lettre du 2

27 août de la m ê m e a n n é e ( ) : « On a déjà fait « corriger les fautes de la traduction

d u Traité provi-

« sionnel s u r les Terres du Cap d u N o r d ; et si « vous e n désirez u n e copie, je vous l'enverrai à « votre d e m a n d e . » « Mais, p u i s q u e le Traité de 1700 a été rédigé par le Cabinet Portugais, Rivière

de Vincent

il est évident que le n o m de Pinson,

d o n n é deux fois d a n s

ce Traité, c o m m e synonyme d'Oyapoc, p r é t e n d u e par le Portugal, m ê m e sens q u e

le Portugal

à la limite

a dans ce Traité

le

avait l ' h a b i t u d e

de

d o n n e r à ce n o m . « Or, d a n s les Lettres patentes de 1637, et d a n s celles de 1645, c o n s t i t u a n t le 1 Brésil, rivière

e r

et le 5e titre du

le Cabinet Portugais avait c a r a c t é r i s é la de Vincent

Pinson

par u n e m a r q u e qui ne

convenait qu'à la rivière du cap d'Orange; sa notification brésilien, le

de 1 6 8 8 , c o n s t i t u a n t c o m m a n d a n t portugais

et d a n s

le 2 1

e

titre

d'Araguary

s'était e x p r i m é de la m a n i è r e la p l u s explicite, en

(1) 8° s é a n c e , 17 n o v e m b r e 1 8 5 5 , III vol., Documents, p. 1 3 0 . (2) « ... Já mandaram reformar o s erros da traducção do Tratado Provisional sobre as t e r r a s do C a b o d o N o r t e e se Vm. quer u m a copia eu a m a n d a r e i c o m aviso s e u . »


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

disant à

FERROLLES

197

q u e , en vertu des Lettres p a t e n t e s

de 1637, les limites des possessions portugaises étaient à la rivière du Cap d'Orange, rivière

de Vincent

appelée par les

Pinçon,

et par

Portugais

les

Français

Oyapoc. « Les signataires du Traité de 1700 avaient vu les a u t e u r s et les c a r t e s c o n c e r n a n t l'acquisition

et la

division des t e r r e s de la G u y a n e (§ 1892). « Ils c o n n a i s s a i e n t d o n c le livre de

LA BARRE,

le

12e titre du B r é s i l . « La connexion de ce livre avec le Traité de 1700 est on ne p e u t p l u s é t r o i t e . « Les négociations de L i s b o n n e v o u l u r e n t laisser provisoirement indécis le droit de possession s u r la portion

de

FERROLLES,

la

Guyane

que

le

prédécesseur

mal i n f o r m é , avait assuré être

de

Indienne,

n ' a p p a r t e n a n t à a u c u n e n a t i o n de l ' E u r o p e , ni à la F r a n c e , ni au P o r t u g a l . c< Mais p o u r q u o i les r é d a c t e u r s du Traité de L i s ­ b o n n e n'ont-ils pas, c o m m e le g o u v e r n e u r français en 1666, n o m m é le C a p d ' O r a n g e ? P o u r q u o i n ' o n t ils pas, c o m m e le c o m m a n d a n t p o r t u g a i s en 1688, r a t t a c h é au C a p d ' O r a n g e

les n o m s d ' O y a p o c

et

Vincent Pinçon? « C'est qu'ils ont bien senti qu'à eux seuls, les noms d ' O y a p o c et Vincent portugaise

aussi

Pinçon

d é t e r m i n a i e n t la limite

mathématiquement

que

deux

points d é t e r m i n e n t u n e ligne d r o i t e . « Car, p o u r le G o u v e r n e m e n t Portugais, il n'y avait j a m a i s eu d ' a u t r e rivière de Vincent

Pinçon

que


198

QUESTION DE FRONTIÈRES

celle du C a p d ' O r a n g e , et pour tout le m o n d e la m ê m e rivière du C a p d ' O r a n g e était la seule q u i eût j a m a i s porté le n o m d'Oyapoc. « J u s q u ' a u 4 m a r s 1700, et encore p e n d a n t trente et un ans, le n o m d ' O y a p o c n e fut j a m a i s a p p l i q u é à a u c u n e a u t r e rivière q u e celle du C a p d ' O r a n g e . . . « Et q u a n d le C a y e n n a i s D'AUDIFFRÉDY avança le p r e m i e r , en 1 7 5 1 , q u ' i l existait loin du C a p d ' O r a n g e u n e a u t r e rivière d u n o m d ' O y a p o c , il n e la situa pas s u r la côte m a r i t i m e de la Guyane, m a i s en d e d a n s de l ' A m a z o n e (§§ 0 6 2 , 1595). « L ' i n t r o d u c t i o n d ' u n e rivière d ' O y a p o c tout au Nord-Ouest du C a p d u N o r d , à la place m ê m e du C a r a p a p o r i ne date q u e de BELLIN, soixante-trois ans après le Traité de 1700 (§§ 451-448) ( ). » 1

(1) A c o n s u l t e r C. DA SilVA.

a u s s i , s u r le Traité de 1 7 0 0 , l e s §§ 1 5 9 à 201 de


BRÉSIL

ET GUYANE

FRANÇAISE

199

\

Après le Traité provisionnel de 1 7 0 0 est v e n u celui d'Alliance e n t r e Louis X I V et D. à L i s b o n n e le 18 j u i n 1701 (1).

PEDRO

II,

signé

Un des articles de ce t r a i t é déclarait définitif celui de l ' a n n é e p r é c é d e n t e :

le

« Article 1 5 . — P o u r faire cesser toute cause de désaccord e n t r e les sujets de la Couronne de F r a n c e et ceux de la C o u r o n n e de P o r t u g a l , e n t r e lesquels Leurs Majestés t i e n n e n t à ce qu'il y ait la m ê m e b o n n e e n t e n t e et la m ê m e a m i t i é qui existe e n t r e les deux Couronnes, laquelle n e

p e r m e t pas

de

laisser se p r o d u i r e a u c u n e occasion de différend et de m é s i n t e l l i g e n c e

qui

puisse

inspirer

à

leurs

e n n e m i s q u e l q u e espoir mal fondé : Leurs Majestés veulent q u e le Traité Provisionnel c o n c l u le 4 m a r s de l ' a n n é e p r é c é d e n t e 1 7 0 0 , s u r la possession des Terres du C a p d e N o r d , confinant à la R i v i è r e d e s A m a z o n e s , soit et d e m e u r e désormais c o m m e Traité définitif et p e r p é t u e l à toujours (2}. » (1) Voir C. DA SILVA, §§ 2 0 2 à 2 1 2 , et §§ 1 9 8 9 à 1 9 9 7 . (2) Le t e x t e

français de ce Traité n'a j a m a i s été publié. La tra-

Question Question de la Ssuucccceessssiioonn dd' 'EEssppaaggnnee Traité de 1701 1701 entre Portugal le Portugal la et et la France. France.


200

QUESTION DE FRONTIÈRES

Mais bientôt D. PEDRO IL r o m p i t ce traité, en p r e Alliance A l l i a n c e n a n t parti p o u r l'ARCHIDUC CHARLES dans l'affaire de dont fait partie dont fait p a r t i e le Portugal le Portugal la succession d ' E s p a g n e , et en s'alliant à l ' A u contre contre Louis XIV. Louis XIV. t r i c h e , à l ' A n g l e t e r r e et à la H o l l a n d e c o n t r e Traité de 1705. a i t é d e 1703. et Philippe V(1) Q uadruple Quadruple

Les

nouveaux

Traités,

signés à L i s b o n n e

le

1 6 Mai 1 7 0 5 , c o n t e n a i e n t cette clause : « Article

2 2 . — On ne p o u r r a pas n o n plus faire

la paix avec le Roi Très-Chrétien s'il ne cède tout le droit qu'il p r é t e n d avoir sur les terres appelées nément du Cap du Nord, Maranhão,

appartenantes

à l'État

et situées entre les rivières des

et de Vincent

Pinçon,

commude

Amazones

n o n o b s t a n t tout Traité provi­

sionnel » (celui du 4 m a r s 1 7 0 0 ) « ou décisif » (le Traité du PORTUGAISE

18

j u i n 1 7 0 1 ) « conclu e n t r e

et ledit Roi

TRÈS-CHRÉTIEN

SA

MAJESTÉ

s u r la possession

2

et sur le droit desdites t e r r e s ( ) . »

duction française de l'Article XV ci-dessus a é t é faite d'après le t e x t e portugais en 20 Articles, publié par BORGES DE CASTRO (Collecção de Tratados... de Portugal, Tome II, p p . 128 à 157). Dans u n Recueil m a n u s c r i t à la Bibliothèque Nationale de R i o d e J a n e i r o , les Articles 6 à 14 de BORGES DE CASTRO m a n q u e n t et son Article 15 devient 6. C'est aussi s o u s le n u m é r o 6 qu'il a é t é cité en 1856 par le Plénipotentiaire Français, M. DE BUTENVAL. (1) Voir C. DA SILVA, §§ 2 1 4 à 2 9 4 , e t 1998 à 2 0 0 2 . (2) « Articulus 22us. — E o d e m m o d o e t i a m pax fieri n o n poterit c u m R e g e C h r i s t i a n i s s i m o , nisi ipse cedat q u o c u m q u e j u r e quod habere intendit in Regiones ad Promontorium Boreale vulgo Caput de Norte p e r t i n e n t e s , et ad d i t i o n e m Status Maranonij s p e c t a n t e s , j a c e n t e s q u e inter fluvios Amazonium et Vicentis Pinsonis, non obstante quolibet foedere sive provisionali sive decisivo inter S a c r a m R e g i a m Majestatem Lusitaniae et i p s u m R e g e m Christianissimum inito s u p e r p o s s e s s i o n e , j u r e q u e dictarum R e g i o n u m . »


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

201

L ' A n g l e t e r r e , l ' A u t r i c h e et la H o l l a n d e s'enga­ geaient ainsi à a s s u r e r au P o r t u g a l , l e u r allié, la p r o p r i é t é de la p a r t i e des t e r r e s appelées d u C a p d u N o r d , n e u t r a l i s é e s p r o v i s o i r e m e n t en 1 7 0 0 et p e r p é ­ t u e l l e m e n t en 1 7 0 1 , c'est-à-dire, les t e r r e s situées entre

l'embouchure

de

l'Oyapoc

ou

Vincent

P i n ç o n et la pointe de M a c a p á , s u r la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e . Deux a u t r e s clauses de l'Alliance g a r a n t i s s a i e n t au P o r t u g a l , en A m é r i q u e , toute la rive s e p t e n t r i o n a l e du R i o d e l a P l a t a , et, en E u r o p e , les places de B a d a j o z ,

d'Albuquerque,

de V a l e n c e et d ' A l c a n t a r a , à l'Est; celles de T u y , de G u a r d i a , de B a y o n a et de V i g o , au Nord (Articles 1 et 2 , secrets). En 1 7 0 9 , l o r s q u e Louis XIV fit aux Alliés d e s o u v e r ­ t u r e s de paix en envoyant à la H a y e le P r é s i d e n t ROUILLÉ,

d'abord, et e n s u i t e le

MARQUIS DE TORCY,

son

Ministre des Affaires É t r a n g è r e s , le Grand P e n s i o n ­ n a i r e de H o l l a n d e ,

ANTOINE HEINSIUS,

par lui-même, par

MARLBOROUGH,

et par le

prince

EUGÈNE,

l e u r r e m i t , signés

pour l ' A n g l e t e r r e ,

p o u r l ' A u t r i c h e , les Articles

P r é l i m i n a i r e s p o u r la Paix g é n é r a l e . Le

20

M E

était ainsi

rédigé : « A l'égard du Roi de Portugal, Sa Majesté Très C h r é t i e n n e consentira q u ' i l jouisse de tous les a v a n ­ tages établis en sa faveur par les traités faits e n t r e lui et ses Alliés. » Et les envoyés de Louis XIV, en faisant des obser­ vations par écrit s u r p l u s i e u r s des c o n d i t i o n s offertes

Négociations qui précédèrent la r é u n i o n du C o n g r è s d'Utrecht.


202

QUESTION DE FRONTIÈRES

p a r les Alliés d a n s ces Articles, n ' o n t r i e n objecté c o n t r e le 2 0

M E

.

« Ces traités faits e n t r e le Roi de P o r t u g a l et ses alliés », dit

CAETANO DA SILVA ( § §

229

et suivants)

« n ' é t a i e n t a u t r e s q u e le triple Traité du 1 6 Mai 1 7 0 5 , lequel, c o m m e n o u s le savons, d é c e r n a i t p e r p é t u e l l e ­ m e n t et exclusivement au P o r t u g a l les t e r r e s dont la possession était d e m e u r é e p r o v i s o i r e m e n t indécise p a r le Traité de 1 7 0 0 et p e r p é t u e l l e m e n t p a r celui de

indécise

1 7 0 1 . Or, t a n t le Traité provisionnel

de 1 7 0 0 q u e le Traité définitif de 1 7 0 1 , avaient été signés par l'un des n é g o c i a t e u r s français de la H a y e , le P r é s i d e n t

ROUILLÉ;

et à l'une et à l'autre de ces

deux é p o q u e s , l ' a u t r e n é g o c i a t e u r français de la H a y e , le

était déjà Ministre des Affaires

MARQUIS DE TORCY,

É t r a n g è r e s . Ils savaient donc p a r f a i t e m e n t tous les deux q u e les p r é l i m i n a i r e s de 1 7 0 9 r é c l a m a i e n t p o u r le P o r t u g a l , e n t r e a u t r e s choses, la propriété p e r ­ pétuelle

et

exclusive

des

terres de la

Guyane

situées e n t r e l a p o i n t e de M a c a p á et le cap d ' O r a n g e . Ils le savaient p a r f a i t e m e n t , et ils l'accordaient sans la m o i n d r e difficulté. « Cette négociation r o m p u e , Louis XIV fit e n c o r e , l'année

suivante,

des

démarches

auprès

de

la

H o l l a n d e . Il envoya à G e r t r u y d e n b e r g le m a r é ­ chal tions

D'HUXELLES

pour

et l'abbé

négocier.

DE POLIGNAC,

avec des i n s t r u c ­

Or, dans ces

instructions,

Louis XIV accordait à l'avance tous les articles des p r é l i m i n a i r e s de 1 7 0 9 , excepté s e u l e m e n t l'article q u a t r e et l'article t r e n t e - s e p t .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

« Le Roi de F r a n c e

203

offrait donc l u i - m ê m e

en

1 7 1 0 ce que l'on avait exigé de lui l ' a n n é e précé­ d e n t e , — la r e n o n c i a t i o n p e r p é t u e l l e , en faveur du P o r t u g a l , à la p r é t e n t i o n qu'il avait eue s u r les t e r r e s de la G u y a n e situées e n t r e le cap d ' O r a n g e et la pointe deM a c a p á . . . .» P e n d a n t les négociations p r é l i m i n a i r e s , le T r a i t é de 1700 fut r a p p e l é d a n s les deux d o c u m e n t s s u i ­ vants c o m m u n i q u é s par l ' A n g l e t e r r e à la F r a n c e : Mémoire

présenté

à

14 décembre 1 7 1 1 , par Portugal

la Reine

d'Angleterre

DOM LUIS DA CUNHA,

le

Ministre

de

à Londres :

« J'ai l'ordre du Roi m o n Maître p o u r p r i e r Votre Majesté

de

recommander

tout

particulièrement,

d a n s les i n s t r u c t i o n s qu'Elle d o n n e r a à ses P l é n i p o ­ t e n t i a i r e s au Congrès d ' U t r e c h t , les points s u i v a n t s : e

« Article 5 . — P o u r ce qui c o n c e r n e le Roi de F r a n c e , ce P r i n c e devra céder aussi au

Roi

de

P o r t u g a l , m o y e n n a n t les vigoureux offices de Votre Majesté, le droit q u ' i l p r é t e n d avoir sur les terres du Cap du Nord

situées entre la rivière des Amazones

celle de Vincent

Pinson,

et

afin q u e le Roi de P o r ­

t u g a l et ses successeurs en j o u i s s e n t à toujours, nonobstant

tout traité provisionnel

Couronnes.

»

Mémorandum l'Évêque

remis

de Bristol,

d ' U t r e c h t , par

DOM

à Londres qui Luis

fait entre les deux

en janvier

se r e n d a i t DA CUNHA :

au

1712 à Congrès


204

QUESTION DE FRONTIÈRES

« On d e m a n d e , q u a n t à la F r a n c e , la cession terres

appelées

Rivières

du

Cap

des Amazones

du

Nord,

des

situées entre

et de Vincent

les

Pinson,

et

a p p a r t e n a n t e s à l'État du M a r a g n a n , d o n t le P o r ­ t u g a l a toujours été en possession, et sur lesquelles on a fait dans l'année 1700 un Traité Provisionnel,

à

l'occasion de q u e l q u e s contestations qui y étaient s u r v e n u e s , p a r suite d u q u e l Traité les ont

démoli

les

forts

qu'ils y avaient b â t i s .

d e m a n d e aussi que la France qu'elle prétend Nord

Les le

cède tout

le

On droit

avoir

sur les dites terres du Cap

du

ainsi que sur

tout autre pays du domaine

du

Portugal C n gg rr èèss C oo n dl '' U Uttrreecchhtt..

Portugais

(1). »

29

séances d u Congrès d ' U t r e c h t j a n v i e r 1712.

Le

COMTE

D E TAROUCA,

s'ouvrirent

p r e m i e r Plénipotentiaire d u

P o r t u g a l , ne c o m m e n ç a à p r e n d r e p a r t aux t r a ­ vaux du CUNHA,

Congrès que le 12 février; DOM Luis D A

second P l é n i p o t e n t i a i r e , le 5 avril.

La F r a n c e y était r e p r é s e n t é e p a r le m a r é c h a l D'HUXELLES

et p a r l'abbé

DE

POLIGNAC

Dans la r é u n i o n g é n é r a l e du 11 février, le p r e ­ m i e r P l é n i p o t e n t i a i r e F r a n ç a i s présenta spécifiée des offres de la France

l'Exposition

pour la Paix

Générale,

c o n t e n a n t l'article suivant : « Les choses s u r le P o r t u g a l seront rétablies, et d e m e u r e r o n t s u r le m ê m e pied en E u r o p e (1) Les a u t r e s paragraphes t u g a l et l ' E s p a g n e .

qu'elles

o n t trait a u x q u e s t i o n s e n t r e le

Por-


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

205

étaient avant, la p r é s e n t e g u e r r e , t a n t à l'égard de la

France

que

de

l'Espagne;

d o m a i n e s de l ' A m é r i q u e , rends

à

régler,

on

et

quant

aux

s'il y a q u e l q u e s diffé-

tâchera

d'en

convenir

à

l'amiable. » Dans la séance du 5 Mars, les r e p r é s e n t a n t s des Alliés opposèrent à Louis XIV leurs Demandes

spécifiques.

Celles p r é s e n t é e s par le

disaient :

COMTE DE TAROUCA

« Sa Majesté Portugaise d e m a n d e : « II. — Que l a F r a n c e lui cède et à tous les Roys de P o r t u g a l après l u i , pour toujours, tout le droit q u ' e l l e p r é t e n d avoir sur les terres appellées nément

du Cap

Maragnan et de Vincent sionnel

de Nord

appartenantes

et situées entre les Rivières Pinson

nonobstant

des

commu-

à l'Etat

du

Amasones,

tout Traité

Provi-

ou Décisif, qu'on peut avoir fait sur la posses-

sion & sur le droit des dites terres;

aussi bien

que

tout a u t r e d r o i t q u e la F r a n c e p o u r r a i t avoir s u r les a u t r e s Domaines de la Monarchie de Portugal(1).» Les P l é n i p o t e n t i a i r e s F r a n ç a i s , c o m m e l'avait fait (1) Texte f r a n ç a i s , i m p r i m é à U t r e c h t e n 1 7 1 2 , a v e c le t e x t e latin : « P o s t u l a t a specifica Serenissimi ac Potentissimi Regis Lusitaniae. — Sacra R e g i a Magestas L u s i t a n a . . . c o n t e n d i t : — . . . . Il. — Quod sibi, coeterisque L u s i t a n i a e Regibus c e d a t u r à G a l l i àin perpet u i m i q u o d c u m q u e j u s , quod h a b e r e i n t e n d i t in Regiones ad Promontorium Boreale vulgo Caput do Norte pertinentes, & ad ditionem statûs Maranonii spectantes, jacentesque inter fluvios Amasonum & Vicentis Pinsonis, non obstante quolibet foedere, sire Provisionali sivc Decisivo inito super possessione, jureque dictarum Regionum : quin e t i a m q u o d c u m q u e aliud j u s , q u o d e a d e m Gallia h a b e r e i n t e n derit i n c a e t e r a s Monarchiae L u s i t a n a e d i t i o n e s . — . . . Dabantur, Ultrajecti ad R h e n u m die 5 Martii 1 7 1 2 . — J. C O M E S D E T A R O C C A . »


206

QUESTION DE

FRONTIÈRES

en 1 6 9 8 à L i s b o n n e l'Ambassadeur

ROUILLÉ,

commen­

c è r e n t par d e m a n d e r la rive g a u c h e de l ' A m a z o n e ; e n s u i t e , ils p r o p o s è r e n t que le Traité provisionnel de 1 7 0 0 r e d e v i n t u n traité définitif. L'accord étant impossible avec les r e p r é s e n t a n t s du P o r t u g a l , de nouvelles i n s t r u c t i o n s furent envoyées de P a r i s , le 1 1 j a n v i e r 1 7 1 5 , aux P l é n i p o t e n t i a i r e s Français(1). conférence Conférence du février 1713. 9 février 1715.

Le 9 février il y e u t , e n t r e les P l é n i p o t e n t i a i r e s du P o r t u g a l , de la F r a n c e et de l ' A n g l e t e r r e u n e conférence p a r t i c u l i è r e au sujet des t e r r e s du C a p d u N o r d n e u t r a l i s é e s par le Traité de 1 7 0 0 . Les passages suivants d ' u n e dépêche en date du 14

février,

DOM

Luiz

DA

adressée par CUNHA

le

COMTE

DE

TAROUCA

et

au Secrétaire d'Etat, ou Ministre

des Affaires É t r a n g è r e s d u P o r t u g a l , r e n d e n t compte de cette conférence (2) : « Nous avons eu d a n s cette conférence u n e g r a n d e discussion s u r les t e r r e s du Cap d u N o r d confinant (1) SANTAREM, ouvr. c i t é , T. V, p . 2 9 , o ù , en n o t e , il y a cette i n d i c a t i o n : « Archives du Ministère de la Marine de France, Regist. des P u i s s a n c e s É t r a n g è r e s , n° 4 0 , f. 9, n° 9 5 . (2) Texte p o r t u g a i s d e s p a s s a g e s c i - d e s s u s traduits : « N'ella ( c o n f e r e n c i a ) t i v e m o s g r a n d e disputa sobre a s terras do C a b o d o N o r t e c o n f i n a n t e s c o m o M a r a n h ã o , e o Abbade de PoliGNAC p r o c u r o u s u s t e n t a r o s e u partido allegando factos n o t o r i a m e n t e f a l s o s , e s e r v i n d o - s e de m u i t o s a r g u m e n t a s s o p h i s t i c o s , até q u e os I n g l e z e s , t e n d o feito até e n t à o m a i s officio de m e d i a d o r e s , q u e de b o n s alliados, s e m e m b a r g o d e lhes l e m b r a r m o s q u e deviam e m p e n h a r - s e n'este n e g o c i o por n o s h a v e r e m p r o m e t t i d o a r e s t i t u i ç ã o d a s ditas terras, p e r g u n t a r a m ao Marechal DE UXELLES se poderia a c h a r - s e a l g u m m e i o de c o m p o s i ç ã o : elle r e s p o n d e u q u e o e x p e d i e n t e seria dividir-se a q u e l l e sitio e n t r e a s d u a s Coroas c o m t a n t o q u e ficasse livre aos F r a n c e z e s a e n t r a d a e n a v e g a ç ã o do R i o d a s A m a z o n a s , e m o s t r o u as s t r u c ç õ e s , e m q u e se lhe o r d e n a v a que i n s i s t i s s e


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

avec le M a r a n h ã o , et l'abbé

207

s'y

POLIGNAC

DE

est

efforcé de s o u t e n i r sa cause en a l l é g u a n t des faits n o t o i r e m e n t c o n t r o u v é s , et en se servant d ' u n g r a n d n o m b r e d ' a r g u m e n t s s o p h i s t i q u e s ; et à la fin les A n g l a i s , q u i j u s q u e - l à avaient plutôt fait l'office de m é d i a t e u r s q u e celui de bons alliés, q u o i q u e n o u s l e u r eussions r a p p e l é q u ' i l s é t a i e n t t e n u s de s ' i n t é ­ resser à cette affaire p a r c e qu'ils n o u s avaient p r o m i s la r e s t i t u t i o n desdites t e r r e s , ont d e m a n d é au m a r é ­ chal

si l'on n e p o u r r a i t t r o u v e r q u e l q u e

D'UXELLES,

moyen d ' a c c o m m o d e m e n t . 11 a r é p o n d u que l'expé­ d i e n t serait de p a r t a g e r e n t r e les deux Couronnes le t e r r i t o i r e en q u e s t i o n , pourvu que l ' e n t r é e et la navigation de la rivière des A m a z o n e s

sobre

a referida

negociação, deixando-nos

admirados

fussent

a

miudeza

d'ellas, e os d o c u m e n t o s e m a p p a s c o m q u e v i n h a m a u t o r i s a d a s . « Agradou m u i t o

aos I n g l e z e s o

arbitrio da d i v i s ã o d a s

terras,

p o r e m c o n h e c e n d o q u e a l i b e r d a d e da n a v e g a ç ã o do r i o , q u e p r e t e n d i a m o s F r a n c e z e s s e r i a m u i prejudicial ao c o m m e r c i o de I n g l a t e r r a , d i s s e r a m q u e p r i m e i r o c u i d a s s e m o s e m r e g r a r a dita d i v i s ã o , e ao d e p o i s t r a t a r i a m o s da o u t r a d e p e n d e n c i a . « Mas a n t e s de referir a Vossa Mercè o m a i s q u e s e p a s s o u

na

c o n f e r e n c i a , d e v e n i o s l e m b r a r - l h e q u e na r e s p o s t a q u e e m Lisboa s e deo ao P r e s i d e n t e ROUILLÉ, q u a n d o Cardeal

allegava

DE RICHELIEU a c o r d o u á Companhia

com a Patente que o c h a m a d a do C a b o

N o r t e , se d i s s e q u e ella e r a c o n t r a p r o d u c e n t e , permissão de

do

p o i s lhe n a o dava

n e g o c i a r m a i s q u e d e t r e s g r á o s e t r e s q u a r t o s até

q u a t r o g r á o s e t r e s q u a r t o s , e q u e o Rio de V i c e n t e P i n ç o n ficava e m t r e s g r á o s e s c a s s o s ; e s e d i s s e t a m b e m q u e n'esta f ó r m a , a s s i m c o n i o lhe n ã o d i s p u t a v a m o s a p o s s e d'aquella d e m a r c a ç ã o , a s s i m pret e n d i a m o s q u e o dito rio fosse o l i m i t e d o s

dois d o m i n i o s . . . .

As

cartas g e r a e s p o r q u e e n t ã o ahi se g o v e r n a v a m c o n v é m n ' e s t e p o n t o , p o r e m em ridos

tres

contenda,

uma grãos

que e tres

os Franceses quartos

mostram

partem

quasi

presentemente, pelo

meio

os

as terras

refeda

de m a n e i r a q u e aquella antiga r e s p o s t a d'essa Corte l h e s

d e u u m n o v o a r g u m e n t o para p r e t e n d e r a p o s s e de parte

d'aquellas

Les Plénipoten­ tiaires propo­ sent u n par­ tage des t e r r e s en litige.


-208

QUESTION

DE FRONTIÈRES

libres aux F r a n ç a i s , et il a m o n t r é des i n s t r u c ­ tions d a n s lesquelles on lui o r d o n n a i t d'insister s u r cette n a v i g a t i o n , et

d o n t nous avons a d m i r é la

rédaction m i n u t i e u s e ainsi que les d o c u m e n t s et les cartes qui les a c c o m p a g n a i e n t . « Cet avis d ' u n p a r t a g e des t e r r e s a plu g r a n d e ­ m e n t aux A n g l a i s , m a i s , c o m p r e n a n t que la liberté de n a v i g u e r s u r ce fleuve, p r é t e n d u e p a r les F r a n ­ ç a i s , s e r a i t très p r é j u d i c i a b l e au c o m m e r c e de l ' A n ­ g l e t e r r e , ils d é c l a r è r e n t qu'il convenait que nous réglions d'abord le p a r t a g e p o u r nous occuper après de l ' a u t r e affaire. « Mais avant de poursuivre la n a r r a t i o n de ce q u i s'est passé dans cette conférence, n o u s devons vous r a p p e l e r q u e d a n s la r é p o n s e que l'on fit à L i s b o n n e

terras q u e s e g u n d o

a d e m a r c a ç ã o da s u a carta c o r r e m d e s d e

g r ã o s e t r e s q u a r t o s até o rio de V i c e n t e

tres

Pinçon.

« N'estes t e r m o s , p o r n o s c o n f o r m a r m o s c o m o p a r e c e r dos Ing l e z e s , l h e s d i s s e m o s q u e n o c a s o de c o n s e n t i r m o s n'essa d i v i s ã o , era n e c e s s a r i o a j u s t a r p r i m e i r o o m o d o de fazel-a, e n ã o approvando o e x p e d i e n t e , que o f f e r e c i a m o s F r a n c e z e s , de q u e f o s s e p o r m e i o de C o m m i s s a r i o s , a fim d e e v i t a r m a i o r e s e m b a r a ç o s

e dilações.

p r o p u z e m o s q u e a dita d i v i s ã o e d e m a r c a ç ã o se r e g u l a s s e p e l o s g r á o s m e n c i o n a d o s na P a t e n t e da m e s m a Companhia do Norte, a saber as terras ficassem parte de

que vão de tres gráos aos

do Rio

Francezes, das

e tres quartos

e as que correm

Amazonas

e Cabo

do

para a parte

desde

os ditos

Norte

fossem

de

gráos para do

que

Cayena a

dominio

Portugal. « Não q u i z e r a m o s Ministros de F r a n ç a convir n ' e s t a fórma de

partilha s e m e m b a r g o do l i m i t o q u e se d i s p u t o u de u m a p a r t e , até q u e o Marechal

DE

UXELLES

e outra

d i s s e q u e era e x c u s a d o altercar

m a i s na m a t e r i a , p o i s o p o n t o principal c o n s i s t i a e m s a b e r se o s F r a n c e z e s d e v i a m t e r livre a e n t r a d a e n a v e g a ç ã o do R i o d a s A m a z o n a s , ao q u e n ó s r e s p o n d e m o s q u e de n e n h u m a m a n e i r a podiam o s c o n s e n t i r n'aquella p r e t e n d i d a l i b e r d a d e . . . »


B R É S I L E T GUYANE FRANÇAISE

au Président

ROUILLÉ,

q u a n d il alléguait les Lettres

patentes accordées par le Cardinal Compagnie

appelée

209

à la

DP: R I C H E L I E U

du Cap d u N o r d , on

a dit

qu'elles m o n t r a i e n t le c o n t r a i r e de ce qu'il voulait p r o u v e r , p u i s q u ' e l l e s ne d o n n a i e n t à la Compagnie q u e la p e r m i s s i o n de négocier depuis trois degrés trois q u a r t s

jusqu'à

q u a t r e degrés

trois

tandis q u e la rivière de V i n c e n t P i n ç o n

quarts, demeu­

rait à p e i n e à trois d e g r é s ; et on a dit e n c o r e q u e , de m ê m e

q u e n o u s n e lui d i s p u t i o n s

d é m a r c a t i o n , de m ê m e

pas

nous prétendions

cette

q u e ce

c o u r s d'eau fût

la frontière e n t r e les possessions

des deux pays

Les cartes générales par lesquelles

on se guidait alors à L i s b o n n e » (ahi, — là bas) « sont d'accord s u r ce p o i n t , mais sur une carte que les Français et trois

montrent

quarts

maintenant

coupent par

les trois

le milieu

degrés

les terres

en

litige, de sorte q u e cette a n c i e n n e r é p o n s e de n o t r e Cour a fourni aux F r a n ç a i s u n nouvel pour

prétendre

d'après

à la

possession

argument

des terres q u i ,

la d é m a r c a t i o n de l e u r c a r t e , se trouvent

e n t r e trois degrés et d e m i et la rivière de V i n c e n t Pinson. « En cet état de choses, p o u r n o u s conformer à l'opinion des A n g l a i s , n o u s avons dit q u e si nous

L e s Plénipoten Plénipoten­ Les tiaires portu­ gais répondent

v e n i o n s à c o n s e n t i r à u n p a r t a g e , il était i n d i s p e n ­

qu'ils n e

sable d ' a r r ê t e r d'abord la m a n i è r e de le faire; et

n i r d'un d ' u n parpar­ nir

n ' a p p r o u v a n t pas l'expédient suggéré par les F r a n ç a i s , q u e c e f û t au moyen de Commissaires, afin d'évi­ ter de g r a n d s e m b a r r a s et des r e t a r d s , n o u s avons 14

vaient tage

pou­

conve­ que

par

le p a r a l l è l e de 3° 4 5 ' N o r d .


210

QUESTION DE FRONTIÈRES

proposé q u e ladite division et d é m a r c a t i o n fût réglée p a r les degrés m e n t i o n n é s d a n s les Lettres p a t e n t e s de ladite Compagnie du Cap d u N o r d , à savoir

que

les terres

qui vont de trois

vers

Cayenne

demeurassent

degrés trois quarts

aux Français,

et que celles qui

vont des mêmes degrés vers la rivière et le Cap du Nord

fussent du domaine

des

Amazones

de

Portugal.

« Malgré u n e longue discussion, les Ministres de F r a n c e n ' o n t pas voulu convenir de cette m a n i è r e de p a r t a g e . Et à la fin, le Maréchal q u ' i l était i n u t i l e de d i s p u t e r

D'UXELLES

a dit

plus l o n g t e m p s là-

dessus, p u i s q u e le p o i n t p r i n c i p a l consistait à savoir si les F r a n ç a i s a u r a i e n t ou n o n la libre e n t r é e et la libre navigation de la rivière des A m a z o n e s ; à quoi nous avons r é p o n d u q u e nous ne pouvions n u l l e m e n t c o n s e n t i r à u n e pareille p r é t e n t i o n

»

C A E T A N O D A S I L V A , qui a t r a d u i t dans son ouvrage la Le parallèle de 3 ° 4 5 ' a v a n t été Plus grande p a r t i e de cette d é p ê c h e , l'a a c c o m p a g n é e 3° 45' ayant été proposé comme des lignes suivantes (§§ 2047 et 2048) : proposé comme ligne trans­ ligne transactionnelle, actionnelle, « Ce d o c u m e n t est d' u n e i m p o r t a n c e i n c o m p a r a b l e , il est vident il estque la En Décembre 1711 et en Janvier 1 7 1 2 , . . . D O M L U I S limite vident que la éclamée l i m i t epar le D A Cunha avait d e m a n d é p o u r le P o r t u g a l les t e r r e s Portugal éclamée par le se trouvait Portugal guyanaises situées e n t r e la rivière des A m a z o n e s et au Nord se trouvait celle de Vincent Pinçon. de cette ligne. au Nord *

de cette ligne.

« Le 5 Mars 1 7 1 2 , . . . le

COMTE

DE

TAROUCA

d e m a n d é é g a l e m e n t p o u r le P o r t u g a l

avait

les terres

guyanaises situées e n t r e la rivière des A m a z o n e s et celle de Vincent

Pinçon.

« Après avoir ainsi p r o c l a m é l'un et l ' a u t r e la tota­ lité de la p r é t e n t i o n portugaise, ce m ê m e

DOM L U I S


BRÉSIL

DA CUNHA

ET

et ce m ê m e

GUYANE

FRANÇAISE

COMTE DE TAROUCA,

211

abandonnés

par les A n g l a i s , faisaient, le 9 Février 1715, u n e concession, q u i , h e u r e u s e m e n t p o u r le B r é s i l , n e fut pas acceptée. « Les deux négociateurs portugais se r é s i g n a i e n t à ce que la F r a n c e , déjà maîtresse d ' u n e g r a n d e p a r t i e de la G u y a n e , possédât encore u n e des terres guyanaises situées Vincent Pinçon

portion

e n t r e la rivière

de

et l ' A m a z o n e .

« Mais ils ne c o n s e n t a i e n t à ce sacrifice qu'à la condition q u ' o n ferait le p a r t a g e par la latitude trois degrés trois

de

quarts.

« Donc, p o u r les deux signataires portugais du Traité d ' U t r e c h t , la rivière de V i n c e n t P i n ç o n , le t e r m e s e p t e n t r i o n a l des terres guyanaises p r é t e n d u e s p a r le P o r t u g a l et définitivement adjugées à celte Couronne le 15 Avril, était au Nord de la de trois degrés trois

latitude

quarts.

« Ce n ' é t a i t donc pas l ' A r a g u a r i , dont la b o u c h e véritable est à 1° 1 0 ' ; et la p r é t e n d u e b o u c h e Nord (le C a r a p a p o r i ) à 1° 4 5 ' ; « Ni le Mapa,

à 2° 9' ;

« Ni le Mayacaré,

à 2° 2 5 ' ;

« Ni le Carsevenne, « Ni le Conani,

à 2° 30' ;

à 2° 5 0 ' ;

« Ni m ê m e le Cachipour,

p u i s q u e le C a c h i p o u r

se trouve j u s t e m e n t à la l a t i t u d e de trois degrés trois quarts,

proposée pour point de p a r t a g e .

« C'était, é v i d e m m e n t , u n e rivière au Nord Cachipour.

du


212

QUESTION DE FRONTIÈRES

« Or, la p r e m i è r e rivière qui existe au Nord du C a c h i p o u r , c'est l'Oyapoc, c'est la rivière du d'Orange

entre le quatrième

latitude septentrionale.

et le cinquième

Cap

degré de

»

Carte ffrançaise rançaise La dépêche du 14 février 1715 prouve, en effet, Carte plaçant l'embouchure que les P l é n i p o t e n t i a i r e s F r a n ç a i s avaient u n e carte l'embouchure de l'Oyapoc l'Oyapoc sur laquelle l ' e m b o u c h u r e de l ' O y a p o c ou V i n c e n t au Nord au Nord du 4e d e g r é . d u 4e d e g r é . P i n ç o n se trouvait placée à u n e latitude assez h a u t e ,

p e u t - ê t r e par 4° 30', car, d'après la d é p ê c h e , le p a r a l ­ lèle de 5° 4 5 ' coupait presque par Ce que deman­ c edaient que les demanPlé­ nipotentiaires français.

en litige.

L'abbé

DE

POLIGNAC

le milieu les terres

voulait d o n n e r

pour

acquis à la F r a n c e ce qui se trouvait e n t r e l ' e m b o u ­ c h u r e de l ' O y a p o c et 3° 4 5 ' , et voulait de plus q u e le t e r r i t o i r e au Sud fût partagé de façon

qu'une

p a r t i e de la rive gauche de l ' A m a z o n e revint à la F r a n c e , ce q u i , n a t u r e l l e m e n t ,

ne pouvait

être

o b t e n u q u e p a r u n e ligne m é r i d i e n n e . Les P l é n i p o ­ tentiaires

Portugais

déclarèrent

alors qu'ils

ne

pouvaient convenir d ' u n partage autre que par le parallèle de 3 ° 4 5 ' . Cette proposition fut repoussée p a r c e qu'elle n ' a t t r i b u a i t l ' A m a z o n e . En e n t e n d a n t CAETANO

D A SILVA(1),

rien

à la F r a n c e

cette

« le m a r é c h a l

sur

proposition,

dit

D'HUXELLES,

qui

était un franc m i l i t a i r e , s'écria, avec la r o n d e u r qui le c a r a c t é r i s a i t , qu'il était i n u t i l e de tant r a b â c h e r s u r ces p a u v r e s t e r r e s ; q u e le point essentiel p o u r la F r a n c e , c'était d ' o b t e n i r la libre e n t r é e et la libre navigation de la rivière des A m a z o n e s ; (1) § 2 5 4 .

q u e c'était


BRÉSIL

ET

GUYANE

213

FRANÇAISE

là ce qui lui était tout spécialement

recommandé

d a n s ses i n s t r u c t i o n s . Et il les m o n t r a . » Le passage suivant des Mémoires CUNHA

(1)

donne

des

de

renseignements

DOM LUIS DA

complémen-

taires sur cette conférence « ... A ce m o m e n t l'abbé

DE POLIGNAC

parla

d'un

p a r t a g e des terres en l i t i g e ; et, c o m m e les A n g l a i s n o u s a b a n d o n n è r e n t en a p p r o u v a n t

immédiatement

cette i n d i c a t i o n , il a fallu e n t r e r dans la discussion et e x a m i n e r la m a n i è r e dont ce partage p o u r r a i t se faire.

UXELLES

Commissaires, accepter,

p r é t e n d a i t qu'on le fit faire p a r des ce

que

nous

n'avons

pas

p o u r éviter q u e la paix ne fût

voulu conclue

avant que cette question e û t été t r a n c h é e ; à cette occasion,

se prévalut

de ce q u e d a n s la

M . DE ROUILLÉ,

lorsque cette m a t i è r e

POLIGNAC

réponse donnée à

(1) Memorias de D. Luis D A C U N H A , 3e p a r t i e , avec u n e d é d i c a c e d a t é e d ' U t r e c h t , le 1 Avril 1715. Bibliothèque du Palais Royal d'Ajuda, L i s b o n n e . (2) Texte portugais du p a s s a g e traduit : er

« § 1 6 6 . — N'estes t e r m o s fallou o Abbade D E P O L I N H A C de se dividir e m as t e r r a s da c o n t e n d a ; e c o m o os Inglezes n o s a b a n d o n a r a m approvando logo este d i c t a m e , foi n e c e s s a r i o e n t r a r na sua d i s c u s s ã o , e n o m o d o de se r e p a r t i r e m . U X E L L E S p r e t e n d e o q u e s e fizesse por C o m m i s s a r i o s , e m q u e t a m b e m nao q u i z e m o s c o n s e n t i r , por nao c a h i r m o s no proprio i n c o n v e n i e n t e de s e c o n c l u i r p r i m e i r o a p a z ; pelo que P O L I N H A C se servio de q u e na resposta q u e e m Lisboa se dera a MR D E R O U I L L É q u a n d o se v e n t i l o u a m e s m a m a t e r i a , e s o b r e ella s e ajustou o Tratado Provisional, c o n f e s s a r a m o s s e u s c o n f e r e n t e s , q u e era livre á Companhia franceza n e g o c i a r d e s d e tres g r á o s e tres q u a r t o s , a que a ajustava u m a Carta g e o g r a p h i c a d'aquelle paiz, a qual por esta d e m a r c a ç ã o partia as ditas t e r r a s ; mas como a nossa, que entendemos ser a mais exacta, põe em tres gráos e tres quartos o Rio de Vicente Pinson, que designa os nossos limites, c o n v i n h a m o s e m que n'esta fórma se r e g r a s s e a p a r t i l h a . . . .


214

QUESTION DE

FRONTIÈRES

fut discutée à L i s b o n n e à l'occasion du Traité provisionnel, les m e m b r e s de cette conférence avaient confessé que la Compagnie française était libre de négocier depuis trois degrés et trois quarts, c o m m e on le voyait par u n e carte g é o g r a p h i q u e de ce pays, q u i , p a r cette d é m a r c a t i o n , partageait lesdites t e r r e s ; mais comme la nôtre, que nous estimions être plus Carte portugaise exacte, place par trois degrés et trois quarts la rivière plaçant l'embouchure l'embouchure de Vincent Pinçon, qui signale nos limites, nous de l'Oyapoc de l'Oyapoc ou Vincentou Pinçon avons été d'accord p o u r régler le p a r t a g e de cette Vincent par 3° 45'Pinçon Nord. par 3 ° 4 5 ' Nord,

manière.... » On voit par ce passage q u ' u n e carte q u e possé­ daient alors les P l é n i p o t e n t i a i r e s Portugais, et qu'ils croyaient exacte, plaçait l ' e m b o u c h u r e de l ' O y a p o c ou V i n c e n t P i n ç o n par

5°45',

et que c'est m ê m e

pour cette raison q u ' i l s proposèrent le partage par ce parallèle, ayant vu sur la carte des P l é n i p o t e n ­ tiaires F r a n ç a i s cette e m b o u c h u r e placée bien p l u s au Nord. Les diplomates, devant des d o c u m e n t s

cartogra­

p h i q u e s aussi c o n t r a d i c t o i r e s que ceux qui ont déjà été cités, avaient

e n c o r e à ce m o m e n t

bien

des

doutes au sujet de la vraie l a t i t u d e de cette e m b o u L'Oyapoc L'Oyapoc ou Vincent Pinçon vincent pinçon par 4 ° 6 ' selon par Pimentel 4°6' (1712). selon Pimentel (1712).

c h u r e , q u o i q u e sachant p a r f a i t e m e n t qu'il s'agissait de

la

rivière

du. C a p d ' O r a n g e . Et c e p e n d a n t le

P r e m i e r Cosmographe du Royaume de MANOEL

PIMENTEL,

(1) Arte de navegar, de cartear pela

Carta

Portugal,

d a n s son Arte de Navegar em que se ensinam plana,

& reduzida,

as regras

(1), p a r u e

praticas,

o modo de graduar

e o

modo

a

Bales-


BRÉSIL E T GUYANE FRANÇAISE

215

en 1712, avait d o n n é , pour certains points de cette côte, les coordonnées géographiques suivantes, qui sont à peu près exactes p o u r les latitudes (pages 209210) : Lat.

Cap do N o r t e de G u i a n a .

.

Maicari Aricari. Cassipur

.

Cap d'Orange Rio

Oyapoc

ou

de

327°

30'

2°22' N.

327°22'

3°44' N.

327°0'

4°4'

N.

326°51'

4° 6'

N.

326° 47'

a u t r e m e n t nom­

mé P r o a q u e

ou R i o d e

Lagartos çais

N.

328°10'

Vicente

Pinson Aperwaque,

Cayena,

1°54'N. 2° 5'

. . ,

Long.

4 ° 2 8 ' N.

326°

15'

4° 56' N.

325°

45'

colonie des F r a n ­

Le 11 m a r s , les P l é n i p o t e n t i a i r e s de l ' A n g l e t e r r e a n n o n c è r e n t à ceux du P o r t u g a l qu'ils v e n a i e n t de recevoir des dépêches de L o n d r e s et de P a r i s ,

Intervention d e la R e i n e d'Angleterre. Transaction arrangée.

d'après lesquelles Louis XIV, cédant à l'intervention de la Reine d ' A n g l e t e r r e , s'était décidé à r e n o n c e r à toutes ses p r é t e n t i o n s s u r le territoire en litige et tilha por via de numeros, & muitos problemas uteis à Navegaçaõ; & Roteiro das Viagens, & Costas Maritimas de Guinè, Angola, Brasil, Indias, & Ilhas Occidentaes, & Orientaes, Agora novamente emendada, & accrescentadas muitas derrotas novas por M A N O E L P I M E N T E L , Fidalgo da Casa de S. Magestade, & Cosmographo Mór do Regno, & Senhorios de Portugal. L i s b o a , Na Officina Real Desland e s i a n a . M. DCCXII. Com todas as l i c e n ç a s n e c e s s a r i a s . — In-folio. Bibliothèques Nationales de R i o d e J a n e i r o , de P a r i s et de L i s bonne.


216

QUESTION DE FRONTIÈRES

à la navigation de l ' A m a z o n e , en é c h a n g e du désis­ t e m e n t q u e le P o r t u g a l Alliés lui avaient

ferait des places que les

garanties

en

E s p a g n e par les

articles secrets du 1 6 Mai 1 7 0 3 . Le 1 5 , ayant r e ç u l e u r s i n s t r u c t i o n s , les P l é n i p o ­ tentiaires Français, Maréchal MESNAGER, DOM

Luis

firent

savoir au

DA CUNHA

D'HUXELLES

COMTE DE

et

NICOLAS

TAROUCA

et à

qu'ils p o u v a i e n t rédiger d a n s ce

sens le projet de t r a i t é . Les P l é n i p o t e n t i a i r e s Portugais le r é d i g è r e n t aussi­ tôt d a n s les deux l a n g u e s , portugaise et et le r e m i r e n t à

LORD STRAFFORD

française,

pour être t r a n s m i s

aux r e p r é s e n t a n t s de la F r a n c e . Traité d'Utrecht entre le P o r t u g a l e t la France.

Les deux textes, portugais et français, du Traité p a r t i c u l i e r signé à U t r e c h t le 1 1 avril 1 7 1 3 e n t r e la F r a n c e et le P o r t u g a l se trouvent i n t é g r a l e m e n t t r a n s c r i t s p a r m i les D o c u m e n t s du Tome II(1). Il est donc suffisant de r e p r o d u i r e ici celles des clauses qui o n t trait aux questions en litige en 1 7 1 5 , c'està-dire les articles 8 à 1 5 . Dans la p r e m i è r e p a r t i e du présent Mémoire

il a déjà

été

montré que

seul

l'article 8 se trouve a u j o u r d ' h u i en v i g u e u r , ayant été revalidé en 1 8 1 5 p a r l'Acte final du Congrès de Vienne. ARTICLE 8 .

— Afin de p r é v e n i r toute occasion de

(1) Sur le Traité d ' U t r e c h t , on p e u t c o n s u l t e r avec profit d a n s l'ouvrage de C A E T A N O D A S I L V A tous l e s p a r a g r a p h e s indiqués à la Table alphabétique s o u s le titre : — Traité du 11 Avril 1715 (Tome II. 3e é d i t i o n , p . 5 0 5 ) .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

217

discorde q u i pourroit n a î t r e entre les Sujets de la Couronne de F r a n c e

& ceux de la Couronne de

P o r t u g a l , Sa Majesté Très-Chrétienne se desistera pour toujours, comme Elle se desiste dés à present par ce Traité, dans les t e r m e s les plus forts & les plus a u t e n t i q u e s , & avec toutes les clauses requises, c o m m e si elles étoient insérées icy, t a n t en son n o m , q u ' e n celuy de ses h o i r s , successeurs et h e r i t i e r s , de tous droits & prétentions qu'Elle peut ou p o u r r a p r é t e n d r e s u r la propriété des terres appellées du Capdu-Nord

& situées entre la riviere

celle de Japoc ou de Vincent

des Amazones,

Pinson,

&

sans se réserver

ou r e t e n i r a u c u n e portion des dites t e r r e s , afin qu'elles soient desormais possedées par Sa Majesté Portugaise, ses hoirs, successeurs & h e r i t i e r s avec tous les droits de Souveraineté, d'absolüe

puissance,

&

d'entier

Domaine, c o m m e faisant partie de ses Etats, & qu'elles lui

demeurent

à perpetuité, sans q u e Sa Majesté

Portugaise, ses h o i r s , successeurs & h e r i t i e r s , puis­ sent j a m a i s être troublez dans ladite possession, p a r Sa Majesté Très-Chretienne, ny par ses hoirs, succes­ seurs et h e r i t i e r s .

«

ARTICLE

9. — En conséquence de l'Article p r é c e ­

dent, Sa Majesté Portugaise p o u r r a faire r e b â t i r les Forts d'Araguari

& de Camau,

ou Massapa,

Aussi-

bien q u e tous les a u t r e s qui ont été démolis, en exe­ cution

du Traité provisionel

fait à L i s b o n n e le

4 Mars 1 7 0 0 , e n t r e Sa Majesté Très-Chretienne, & Sa Majesté Portugaise

PIERRE

II, de glorieuse m e m o i r e .


218

QUESTION

DE

FRONTIÈRES

Le dit Traité provisionel

r e s t a n t n u l , & de nulle

vigueur en vertu de celuy-cy; Comme aussi il sera libre à sa Majesté Portugaise de faire b â t i r dans les terres m e n t i o n n é e s au p r é c e d e n t Article, a u t a n t de nouveaux Forts qu'elle trouvera à propos & de les pourvoir de tout ce q u i sera necessaire pour la deffense des dites Terres. « ARTICLE

10.

Sa

Majesté

Très-Chrétienne

r e c o n n o î t par le p r é s e n t Traité que les deux bords de la riviére

des Amazones,

t a n t le Méridional, q u e

le S e p t e n t r i o n a l , a p p a r t i e n n e n t en toute p r o p r i é t é , Domaine & Souveraineté à Sa Majesté Portugaise, Et p r o m e t t a n t p o u r Elle que p o u r tous ses h o i r s , succes­ s e u r s & h e r i t i e r s , de ne

former

jamais

aucune

p r é t e n t i o n sur la navigation & l'usage de

ladite

Riviere sous q u e l q u e prétexte q u e ce soit. « ARTICLE

1 1 . — De la m ê m e m a n i è r e

que

Sa

Majesté Très-Chretienne se départ en son n o m , & en celui de ses h o i r s , successeurs & h e r i t i e r s , de toute p r é t e n t i o n s u r la navigation et l'usage de la des Amazones,

rivière

Elle se desiste de tout droit qu'elle

p o u r r o i t avoir s u r

quelque

Majesté Portugaise, tant

a u t r e Domaine de Sa

en A m é r i q u e , q u e

dans

toute a u t r e p a r t i e du m o n d e . « ARTICLE

12. — Et c o m m e il est à c r a i n d r e qu'il

n'y ait de nouvelles dissentions, e n t r e les Sujets de la Couronne de F r a n c e & les Sujets de la Couronne de P o r t u g a l , à l'occasion du c o m m e r c e , q u e les h a b i -


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

tants de Cayenne

pourroient e n t r e p r e n d r e de faire

dans le Maragnan, riviere

219

& dans l ' e m b o u c h u r e de la

des Amazones,

Sa Majesté Très-Chretienne

p r o m e t , t a n t pour Elle que

p o u r tous ses hoirs,

successeurs & h e r i t i e r s , de ne point c o n s e n t i r que lesdits habitans

de

Cayenne,

n'y a u c u n s

autres

Sujets de Sa dite Majesté aillent c o m m e r c e r dans les endroits s u s - m e n t i o n n e z , & q u ' i l l e u r sera absolument deffendu de passer la riviere

de Vincent

Pinson,

pour négocier & pour acheter des Esclaves dans les Terres du Cap

du Nord;

Comme aussi Sa Majesté

Portugaise p r o m e t t a n t pour Elle, que pour ses hoirs, successeurs & h e r i t i e r s , q u ' a u c u n s de ses Sujets n'iront commercer à

Cayenne.

« Article 15. — Sa Majesté Très-Chrétienne p r o ­ met aussi en son nom & en celuy de ses h o i r s , successeurs & h e r i t i e r s , d ' e m p ê c h e r qu'il n'y ait des Missionnaires F r a n ç o i s ou autres sous sa protection, dans toutes lesdites terres, censées a p p a r t e n i r i n c o n ­ testablement par ce Traité à la Couronne de P o r ­ tugal,

la

direction

spirituelle

de ces

Peuples

r e s t a n t e n t i è r e m e n t e n t r e les m a i n s des Mission­ naires Portugais, ou de ceux que l'on y enverra de P o r t u g a l (1). » Dans les conférences de P a r i s , en 1855, le P l é n i (1) Article 10 de ce Traité : « Et p a r c e q u e la Tres-Haute, TresE x c e l l e n t e , & Tres-Puissante Princesse la Reine de la G r a n d e - B r e t a g n e , offre d'être g a r a n t e , d e l'entiere e x e c u t i o n de ce Traité, d e sa validité & de sa d u r é e . Sa Majesté Très-Chrétienne & Sa Majesté


220

QUESTION DE FRONTIÈRES

miittee La lliim p o t e n t i a i r e F r a n ç a i s , B A R O N HIS D E B U T E N V A L , a acceptée par la la FFrance (Protocole de la 4 E s é a n c e , 1 1 octobre, p . rance een n 1713 1713 III vol., Documents) : éé tt a a ii tt la la m m êê m m ee rr ee ff u u ss éé ee ppar ar e l l e en 1700. e l l e e n 1700. « Le Plénipotentiaire Français n'a jamais

déclaré 8 4 du

entendu

nier : « Ni que le Traité d'Utrecht Traité provisionnel

ait été un retour sur le

de 1 7 0 0 , retour tout au profit

du

Portugal, « Ni que le territoire

contesté en 1 7 0 0 n'ait été, en

1 7 1 5 , abandonné par la

France,

« Ni que la limite, refusée par elle, en 1 7 0 0 , du cent Pinson,

n'ait été par elle, en 1 7 1 3 ,

Vin-

formellement

acceptée. « Ce que le P l é n i p o t e n t i a i r e F r a n ç a i s nie aujour­ d ' h u i , c o m m e tous les r e p r é s e n t a n t s de la F r a n c e l'ont fait a n t é r i e u r e m e n t et c h a q u e fois q u ' u n e telle assertion s'est p r o d u i t e , c'est que le fleuve que le Plénipotentiaire Vincent

Brésilien

Pinson

désigne aujourd'hui

comme le

ait été, soit en 1 7 0 0 , soit en 1 7 1 5 ,

connu et accepté comme tel. « Ce q u ' i l n i e , c'est q u e j a m a i s , avant 1 8 1 5 , a u c u n Portugaise a c c e p t e n t

la s u s d i t e g a r a n t i e d a n s t o u t e sa force & vi-

g u e u r p o u r t o u s & c h a c u n d e s p r e s e n s Articles ». L'article 24 du Traité

de Paix c o n c l u à U t r e c h t le m ê m e j o u r ,

I l Avril 1713). e n t r e l ' A n g l e t e r r e et la F r a n c e , c o n t i e n t la c l a u s e suivante : « Le Traité de Paix s i g n é a u j o u r d ' h u i e n t r e Sa Majesté Très-Chrét i e n n e et Sa Majesté P o r t u g a i s e fera partie du p r é s e n t Traité, c o m m e s'il estoit i n s e r é icy m o t à m o t , Sa Majesté la R e y n e de la

Grande-

B r e t a g n e d é c l a r a n t qu'Elle a offert sa g a r a n t i e , laquelle elle donne, d a n s les f o r m e s l e s plus s o l e n n e l l e s p o u r la plus e x a c t e observation et e x e c u t i o n de t o u t le c o n t e n u d a n s le dit Traité. »


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

221

d o c u m e n t officiel ait présenté la latitude exacte du fleuve l i m i t e , telle q u e dans l'Acte représentant du Portugal fois,

de Vienne

le

l'a précisée pour la première

c'est-à-dire e n t r e les q u a t r i è m e et c i n q u i è m e

degrés de latitude s e p t e n t r i o n a l e . « C'est cette dénégation m ê m e que son honorable collègue devrait d é t r u i r e par q u e l q u e preuve péremptoire, pour écarter l'objection de fait la plus consi­ dérable au t h è m e qu'il est chargé de s o u t e n i r . » Le Japoc

ou Vincent

Pinçon

du Traité d ' U t r e c h t ,

c o m m e l'a r e c o n n u le P l é n i p o t e n t i a i r e F r a n ç a i s de 1855,

est i n c o n t e s t a b l e m e n t l'Oyapoc,

Vincent

Pinçon

Ojapoc

ou

du Traité de 1700. Et il a été déjà

suffisamment prouvé d a n s le présent Mémoire que cet Oyapoc

de 1700 est la rivière qui se j e t t e à l'Ouest du

Cap d'Orange, DE FERROLLE.

celle de la carte de

FROGER

Cette rivière est donc

et du

MARQUIS

« la limite refu­

sée » par la F r a n c e en 1700 et «

formellement

acceptée par elle en 1713 ». Il n'y avait pas alors d'autre rivière c o n n u e sous les noms d'Oyapoc, du

nom

Ojapoc

géographique

ou Japoc,

suffisait

et l'indication

parfaitement.

La

règle g é n é r a l e , m ê m e dans les conventions i n t e r n a ­ tionales de notre t e m p s , est de ne pas i n d i q u e r les latitudes et les longitudes. On ne le fait qu'excep­ t i o n n e l l e m e n t , pour éviter quelque confusion pos­ sible. En

1815, l'indication

de la latitude

était

nécessaire parce que depuis 1751 des C a y e n n a i s , comme

D'AUDIFFREDY,

OU

des défenseurs de la cause

Le J a p o c ou Oyapoc. c'est-à-dire, la r i v i è r e du Cap d'Orange


222

QUESTION DE FRONTIÈRES

cayennaise,

comme

BELLIN,

appliquaient

le

nom

d ' O y a p o c à d ' a u t r e s rivières. En 1700 et 1713 on ne pouvait se h a s a r d e r à i n d i q u e r , d a n s u n t r a i t é , des latitudes que les docu­ m e n t s c a r t o g r a p h i q u e s de l'époque n e p r é s e n t a i e n t q u e d ' u n e m a n i è r e i n c e r t a i n e et c o n t r a d i c t o i r e . En 1815, il était possible d ' i n d i q u e r avec u n e c e r t a i n e précision la l a t i t u d e du Cap d ' O r a n g e , et, c e p e n ­ d a n t , dans l'Acte de Vienne, on s'est b o r n é à dire que l ' e m b o u c h u r e de l ' O y a p o c se trouvait e n t r e le e

e

4 et le 5 degré Nord. Dans le Traité d ' U t r e c h t Japoc

on trouve les

noms

et A r a g u a r y appliqués à des rivières diffé­

r e n t e s car, dans l'article 8, le Japoc Pinçon

ou

Vincent

est la limite que « la F r a n c e refusait en

1700 et acceptait en 1713 », et, dans l'article 9, le fort d' Araguary

n'est i n d i q u é sous ce nom q u e parce

qu'il se trouvait sur la rivière d'Araguary. Traité de 1700, où la

frontière

r e v e n d i q u a i t était désignée par Ojapoc Pinçon

(texte portugais) et Oyapoc

Dans le

que le

Portugal ou

Vincent

ou Vincent

Pin-

çon (traduction officielle française), on voit le nom Araguary

— écrit quatre fois à propos du fort por­

tugais de la rivière d'Araguary.

Il serait é t r a n g e

q u e d a n s ce m ê m e Traité, voulant désigner

cette

rivière, les n é g o c i a t e u r s portugais et u n Ambassa­ d e u r de F r a n c e se soient servis du n o m Oyapoc, Ojapoc,

ou

n o t o i r e m e n t c o n n u p o u r désigner la rivière

du C a p d ' O r a n g e . Il serait n o n m o i n s é t r a n g e q u ' à U t r e c h t les P l é n i p o t e n t i a i r e s français eussent écrit


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

— Japoc

223

— voulant dire que la limite était l ' A r a -

g u a r y ou toute a u t r e rivière de la région comprise e n t r e l ' A r a g u a r y et l ' O y a p o c , car, toutes, elles avaient des n o m s parfaitement impatronisés d e p u i s u n siècle. 11 y a encore u n e raison p o u r que le Japoc Vincent

Pinçon

ou

de l'article 8 du Traité d ' U t r e c h t ne

puisse pas être l ' A r a g u a r y . Elle se trouve dans la clause suivante du m ê m e Traité, ratifié par le Roi de F r a n c e : « Article 9. — En conséquence de l'article précédent, Sa Majesté d'Araguari

Portugaise

pourra

faire

rebâtir

les forts

& de C a m a u ou M a s s a p a , aussi bien

que tous les autres qui ont été démolis, en exécution du Traité fait à L i s b o n n e le 4 m a r s 1700 entre Sa Majesté Très C h r é t i e n n e , & Sa Majesté Portugaise PIERRE I I

de glorieuse m é m o i r e , ledit Traité provi­

sionnel r e s t a n t n u l , & de nulle vigueur en vertu de celuy-cy; c o m m e aussi il sera libre à Sa Majesté Portugaise de faire b â t i r , d a n s les terres m e n t i o n n é e s au

précédent

article,

autant

de nouveaux

forts

qu'elle trouvera à propos, & de les pourvoir de tout ce qui sera nécessaire pour la deffense

desdites

terres. » Le Roi de P o r t u g a l redevenait donc maître de faire rebâtir le fort d'Araguary blerait. Et u n d o c u m e n t signé

q u a n d bon lui sem­ FERROLLE

— daté

de 1688, et conservé aux Archives de la Marine et des Colonies à P a r i s , m o n t r e que le fort en question


224 Le V i n c e n t P i n ç o n s u r les anciennes cartes.

QUESTION DE FRONTIÈRES

avait

été c o n s t r u i t sur

la

rive

septentrionale

de

l'Araguary. En ce qui c o n c e r n e le nom de Vincent

Pinçon,

il est c e r t a i n q u e , avant 1657, il fut appliqué à plus d'une

rivière.

Le Vincent

Pinçon

primitif

parait avoir été

l'Oyapoc. Le p r e m i e r d o c u m e n t c o n n u qui p r é s e n t e le n o m du célèbre navigateur s u r la côte s e p t e n t r i o n a l e de l ' A m é r i q u e d u S u d est la carte a n o n y m e de T u r i n , de 1525 (№ 2 dans l'Atlas

Brésilien)

(1). On y voit

s u r la côte de la G u y a n e u n e rivière de

Vicetianes,

à l'Ouest et assez loin d ' u n grand fleuve qui n'est pas

nommé,

m a i s qui

est

incontestablement

le

S a n t a M a r i a de la M a r D u l c e , ensuite M a r a ñ o n et A m a z o n e . Le fait que c'est le plus g r a n d fleuve de tout ce littoral et le nom c a r a c t é r i s t i q u e de de Paricura

costa

d o n n é à sa rive gauche suffisent p o u r

l'identifier. La fausse latitude donnée à l'embou­ c h u r e du fleuve n e signifie r i e n s u r u n e carte de Le mot —montagnes — à l'Ouest du Vincent Pinçon suffit p o u r identifier cette rivière avec l'Oyapoc.

cette é p o q u e , c o m m e on l'a déjà d é m o n t r é . A l'Ouest de la rivière de Vicetianes,

on voit un

nom

peu

lisible qui parait ê t r e — motes. — Il y a lieu de croire que p r i m i t i v e m e n t on aurait pu lire — môtes, — c'est-à-dire — montagnes.

— Et les

qu'on trouve en allant de l ' A m a z o n e vers

premières Cayenne

(1) Atlas contenant un choix de Cartes antérieures au Traité conclu à U t r e c h t le 11 Avril 1 7 1 3 entre le Portugal et la France. Cet Atlas a c c o m p a g n e le p r é s e n t Mémoire.


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

225

sont celles qui s'élèvent à l'Ouest de l'Oyapoc et tout près de l ' e m b o u c h u r e de cette rivière (1). Le mot — m o n t a g n e s — à l'Ouest d ' u n e r i v i è r e de cette côte suffit, d o n c , p o u r caractériser l ' O y a p o c , m ê m e si cette rivière, s u r u n e carte a n c i e n n e , est placée tout près de l ' A m a z o n e , ce qui est le cas pour la m a p p e m o n d e de CABOTTO, de 1544 (№6 dans l'Atlas). Diogo

Ribeiro,

en

1527

et

1529

(№

4),

a

été

le

seul c a r t o g r a p h e q u i ait appliqué le n o m « V i n c e t e P i s o n » à u n fleuve à l'Est du M a r a ñ o n ou A m a z o n e . Tous les a u t r e s , et tous les géographes a n t é r i e u r s au Traité d ' U t r e c h t , o n t placé la rivière de V i n c e n t P i n ç o n s u r la côte de la G u y a n e . Dans la carte de 1 5 2 5 , cette rivière est c e r t a i n e ­ m e n t l ' O y a p o c : dans la carte de 1527, de DE MAIOLLO

VESCONTE

(№ 3), le « Rio d e V í s e n t e J a n e s » se

trouve m ê m e

plus

près de l ' O r é n o q u e

que de

l'Amazone. Sur la carte officielle espagnole du Cosmographe Royal

ALONSO DE CHAVES,

mais dont

OVIEDO

description

(2)

de 1 5 3 6 , carte

disparue,

nous a laissé u n e m i n u t i e u s e

rivière de V i n c e n t P i n ç o n , assez

éloignée de la pointe occidentale de l ' e m b o u c h u r e du M a r a ñ o n

( A m a z o n e ) , était i n c o n t e s t a b l e m e n t

l ' O y a p o c . A l'Ouest de ce V i n c e n t P i n ç o n , disait

(1) Voir C A E T A N O D A S I L V A , § 2 5 1 5 , p l u s i e u r s textes c i t é s . (2) La Historia general de las Indias, édition d e 1 8 5 1 , Liv. XXI, c h a p . 4 e t 6. On p e u t voir d a n s l'ouvrage de C. D A S I L V A (§§ 2507 à 2527) les c o m m e n t a i r e s d e c e t érudit Brésilien s u r l e s p a s s a g e s e s s e n t i e l s d'Oviedo, e t la traduction française de c e s p a s s a g e s . 15


226

QUESTION DE FRONTIÈRES

OVIEDO,

se trouvaient les — m o n t a g n e s — : « y mas

acá están las montañas DIOGO НОMEM,

».

s u r deux c a r t e s , de

1558

(№

11

et

1 2 ) , a m ê m e p r é s e n t é s u r cette côte deux rivières de V i n c e n t : l ' u n e , le V i c e n t e P i n t o , à côté des Montagnes, est c e r t a i n e m e n t le V i n c e n t P i n ç o n O y a p o c : l ' a u t r e , plus occidentale, R. de

Vicente

te

(R. de V ), ne p o u r r a i t être identifiée avec précision. A

Mais s u r sa belle carte de 1 5 6 8 ( № 1 7 ) , il s u p p r i m a le — V i c e n t e — occidental, p o u r ne conserver q u e son V i c e n t e P i n t o - O y a p o c . Dans l' Atlas Brésilien,

on s'est attaché à r a s s e m b l e r

s u r t o u t les c a r t e s a n t é r i e u r e s au Traité

d'Utrecht

q u i p r é s e n t e n t u n e rivière de V i n c e n t P i n ç o n en Guyane. Cette collection

p e r m e t d'affirmer

d'une

façon

g é n é r a l e q u e , s u r p r e s q u e toutes les cartes a n t é ­ r i e u r e s à 1 7 1 5 , le V i c e n t e P i n ç o n est u n e rivière assez éloignée de l ' A m a z o n e p o u r qu'il ne soit pas possible de la confondre avec l ' A r a g u a r y qui est u n affluent de ce fleuve. Elle en est quelquefois t e l l e m e n t éloignée q u ' o n

p o u r r a i t m ê m e l'identifier avec le

M a r o n i ou l ' E s s e q u i b o . Dans la plupart des cas elle est l ' O y a p o c , et parfois d ' u n e m a n i è r e i n c o n ­ testable lorsque son n o m se présente à côté de — Montagnes, — et souvent m ê m e sans cette i n d i c a t i o n , comme on le voit très c l a i r e m e n t sur les deux cartes du

P.

SAMUEL FRITZ ( №

S

8 6 et

91).

D'ailleurs la q u e s t i o n du V i n c e n t P i n ç o n p r i m i ­ tif n'a pas d ' i m p o r t a n c e d a n s ce débat. Les Traités


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

227

de 1700 et 1713 ne d é c l a r e n t pas que la frontière doive être établie au V i n c e n t P i n ç o n primitif. Il s'agissait en 1700 et 1713 du V i n c e n t P i n ç o n - Oyap o c , O j a p o c ou J a p o c , séparé du Cap du N o r d par une é t e n d u e de côte maritime

de 30, 53 ou 40 lieues

portugaises, de 17 1/2 au degré, c o m m e l'avaient déclaré les Lettres patentes de 1637.


228 QUESTION DE F R O N T I È R E S

XI

jusqu'à

La cchhaaîînnee La question de frontières e n t r e le B r é s i l et la de pp aa rrttaagg ee ddeess G u y a n e F r a n ç a i s e paraissait définitivement réglée ee aa uu xx par le Traité d ' U t r e c h t . Le J a p o c ou O y a p o c avait la ff oo rr m m aa ii tt la limite été accepté par Louis XIV. Le t r a i t é ne disait r i e n s u r i n tl iém r iiet eu r e depuis depuis la limite i n t é r i e u r e , m a i s on devait c o m p r e n d r e la source la sdoeu r c e q u ' e l l e serait formée p a r la c h a î n e de p a r t a g e des l ' O yde apoc jusqu'à celle l'Oyapoc eaux e n t r e les bassins côtiers et celui de l ' A m a z o n e , du M a du r o n i celle . depuis la source de l ' O y a p o c j u s q u ' a u point de r e n Maroni.

contre de la frontière h o l l a n d a i s e . On devait le c r o i r e , p a r c e q u e Louis XIV avait r e n o n c é à ses p r é t e n t i o n s n o n s e u l e m e n t aux t e r r e s du Cap d u N o r d , aux deux bords et à la navigation de l ' A m a z o n e , m a i s e n c o r e à tout droit

qu'il « p o u r r a i t avoir

sur

quelque

d o m a i n e de Sa Majesté Portugaise, tant en A m é ­ r i q u e , q u e d a n s toute a u t r e p a r t i e du m o n d e ». Les P o r t u g a i s o c c u p a i e n t effectivement la rive septen­ t r i o n a l e de l ' A m a z o n e et le cours i n f é r i e u r de ses principaux

affluents.

Les bassins secondaires du

J a r y , du P a r u , du T r o m b e t a s , du Rio N e g r o fai­ saient donc p a r t i e du d o m a i n e du Roi de P o r t u g a l . La F r a n c e n'avait j a m a i s rien possédé dans le bassin


BRÉSIL E T

de

l'Amazone.

Guyane

Les

GUYANE

FRANÇAISE

229

établissements

français

se trouvant tous s u r le littoral

en

compris

e n t r e l ' O y a p o c et le M a r o n i , le titre français résul­ tant de l'occupation de ce littoral ne pouvait dépasser la ligne de partage des eaux des m o n t s T u m u c u maque. Mais, à C a y e n n e , en 1 7 2 5 , on c o m m e n ç a à soulever des doutes au sujet de la rivière i n d i q u é e l'article

8

du Traité d ' U t r e c h t . Le chevalier

dans

DE MILHAU

déclara qu'elle devait se trouver au Cap d u N o r d . En 1 7 2 9 , un g o u v e r n e u r de la G u y a n e M.

DE CHARANVILLE,

Française,

essaya d'appliquer au M a y a c a r é le

double n o m de J a p o c et V i n c e n t P i n ç o n . En 1 7 4 5 , LA

CONDAMINE,

del Mare de

se basant s u r trois cartes de l'Arcano

DUDLEY

(Atlas B r . ,

S

69

à 7 1 ) , affirma

que — V i n c e n t P i n ç o n et O y a p o c — étaient deux rivières différentes. «L'article du Traité d ' U t r e c h t » , a-t-il dit, « qui paraît ne faire de l ' O y a p o c et de la rivière de P i n ç o n q u ' u n e seule et m ê m e rivière, n ' e m p ê c h e pas qu'elles ne soient en effet à plus de 5 0 lieues l ' u n e de l ' a u t r e . Ce fait n e sera contesté p a r a u c u n de ceux qui a u r o n t consulté les a n c i e n n e s cartes et lu les a u t e u r s originaux qui ont écrit de l'Amérique

Après 1725 on c o m m e n c e , à Cayenne. à déplacer vers le Sud le J a p o c ou Vincent Pinçon d'Utrecht.

avant l'établissement des

au Brésil. » De

l'ISLE,

M. de Charanville invente u n Japoc près du Cap du Nord. La

Condamine fait du Vincent Pinçon-Oyapoc, deux rivières distinctes (1745).

Portugais

s u r u n e carte de 1 7 0 5 (Atlas,

№ 8 9 ) , avait d o n n é u n e baie de V i n c e n t P i n ç o n au Nord du Cap d u N o r d . rivière de V i n c e n t

LA

Pinçon

CONDAMINE

de

y établit la

DUDLEY

(1646),

laquelle, v r a i s e m b l a b l e m e n t , n'était q u ' u n e adoption du V i n c e n t P i n ç o n de

JOÃO TEIXEIRA

s u r sa m a u -

Cartes de Dudley et de Teixeira.


230

QUESTION DE FRONTIÈRES

vaise carte m a n u s c r i t e de 1640, dont il reste encore p l u s i e u r s copies. Un

fac-simile

de cette carte

se trouve

sous le

№ 6 8 , dans l'Atlas annexé (1). L ' a u t o r i t é de

LA CONDAMINE

et l'influence des lec-

(1) Sur la p r e m i è r e carte de l'Atlas de T E I X E I R A (№ 66 de l'Atlas Brésilien) le V i n c e n t P i n ç o n se trouve à 35 l i e u e s m a r i n e s d u C a p d u N o r d . Si l'on p r e n a i t au s é r i e u x les travaux c a r t o g r a p h i q u e s de ce « c o s m o g r a p h e », s o n V i n c e n t P i n ç o n serait le C u n a n y . Sur l'autre c a r t e (№ 6 8 ) , c e t t e rivière s e trouve à 15 1/2 l i e u e s d u C a p d u N o r d . Mais u n rapide e x a m e n m o n t r e que la position du Vincent Pinçon y est aussi fausse que celle du Cap de Nord. En effet, s u r ce cap le c a r t o g r a p h e a écrit : « Cabo do Norte em altura de 2 graos do Norte », c'est-à-dire « C a p d e N o r d à la l a t i t u d e de 2" Nord ». Avec l'échelle d e l i e u e s p o r t u g a i s e s , de 17 1/2 a u d e g r é , t r a c é e s u r la c a r t e , o n vérifie q u e ce c a p , qui devrait se t r o u v e r à 2° Nord, selon l'auteur, n'a é t é d e s s i n é qu'à 12 l i e u e s a u Nord de sa « L i n h a E q u i n o c i a l ». Il se trouve d o n c par 0 ° 4 1 ' 0 8 " , c'est-àd i r e , 1" 18' 52" p l u s au Sud qu'il n e devrait ê t r e . Il n'est d o n c pas é t o n n a n t q u e l'auteur, d a n s le seul b u t d'encadrer la rivière d a n s sa c a r t e , ait fait subir à la l i m i t e du V i n c e n t P i n ç o n , établie par s o n S o u v e r a i n , u n d é p l a c e m e n t d u m ê m e g e n r e , qui confirme plein e m e n t le j u g e m e n t p o r t é , vers la fin d u xviie s i è c l e , par le c o s m o g r a p h e M A N O E L P I M E N T E L s u r l e s t r a v a u x de ce d e s s i n a t e u r . On lit, e n effet, d a n s u n R a p p o r t de P I M E N T E L sur l'Atlas de 1642 au Palais d ' A j u d a , L i s b o n n e : — « . . . Et e n c o m p a r a n t ce livre a v e c les c a r t e s et l e s r o u t i e r s m o d e r n e s , j'ai vérifié qu'en g é n é r a l l e s dist a n c e s et l e s d i r e c t i o n s qu'il d o n n e n e s o n t p a s e x a c t e s , q u o i q u e sur c e r t a i n s p o i n t s il c o n c o r d e avec c e s d o c u m e n t s . » (« . . . E conferindoo c o m as c a r t a s e c o m o s r o t e i r o s m o d e r n o s acho n ã o e s t a r c o n f o r m e c o m a m a i o r parte das d i s t a n c i a s e r u m o s , p o s t o q u e esteja c o n f o r m e e m a l g u m a s c o u s a s . . . »). Et a p r è s avoir m o n t r é l e s fautes c o m m i s e s par J. T E I X E I R A d a n s la p r e m i è r e c a r t e de l'Atlas de 1 0 4 2 , M A N O E L P I M E N T E L ajoute : « J'ai v u u n g r a n d n o m b r e d'autres c a r i e s d e ce m ê m e João T E I X E I R A , et a u c u n e d'entre elles n e p r é s e n t e la précision e t l'exactitude d e celles q u e font m a i n t e n a n t João T E I X E I R A A L B E R N Ã S , c o s m o g r a p h e de Sa Majesté... et d e u x a u t r e s qui ont é t u d i é par ordre de Sa dite Majesté, et qui d r e s s e n t déjà des cartes a v e c perfection. Ce João T E I X E I R A A L B E R N Ã S , qui e s t petit-fils de l'autre João


BRÉSIL E T GUYANE

FRANÇAISE

231

tures françaises au P o r t u g a l comme au B r é s i l ont

Quelques Quelques Portugais acceptent la fait adopter p a r quelques P o r t u g a i s et B r é s i l i e n s acceptent la distinction faite par la distinction créée par D U D L E Y et r é p a n d u e par ledistinctionfaite La Condamine. savant français. Ils c o n t i n u è r e n t , c e p e n d a n t , tous, à La condamine

s o u t e n i r q u e la limite d ' U t r e c h t était la rivière du Cap

d'Orange.

ALEXANDRE

Le

savant

naturaliste

RODRIGUES FERREIRA,

portugais

qui a d m e t t a i t bien u n

V i n c e n t P i n ç o n au Sud de l ' O y a p o c , a écrit, en 1792,

un

Mémoire

pour prouver

que la limite

d ' U t r e c h t était à l ' O y a p o c (1). Même sur u n e carte officielle portugaise, faite à L i s b o n n e en 1749, et dont se sont servis les négo­ ciateurs du Traité de M a d r i d de 1750, qui

fixait

les limites e n t r e les possessions du P o r t u g a l et de l ' E s p a g n e en A m é r i q u e , on voit sur la côte de la G u y a n e , près du Gap d u N o r d , u n e B a i e d e V i n ­ c e n t P i n ç o n . L'original fait partie de la collection géographique du Ministère des Affaires Etrangères de F r a n c e . Le dessinateur portugais a copié, pour toute la partie de l ' A m a z o n e et de la G u y a n e , la carte de LA

CONDAMINE

2

( ), mais il n'a fait a u c u n e indication

TEIXEIRA. a vu a u s s i

ce livre,

et a r e c o n n u t o u t e s les fautes

qu'il

c o n t i e n t , quoique ce livre soit l ' œ u v r e de son g r a n d - p è r e . . . . » Le Rapport t e r m i n e ainsi : « En somme,

je

tures et enluminures.

dirai

que ce livre

ne contient

que de

bonnes

pein-

»

(1) Ce sujet — « Distinction d u V i n c e n t P i n ç o n d'avec l ' O y a p o c admise après

le Traité d ' U t r e c h t par des P o r t u g a i s et par d e s B r é -

s i l i e n s » — a é t é traité par C. DA SILVA d a n s les §§ 2 2 7 4 à 2501 de son o u v r a g e . 2

( ) Dépêche du 8 février 1749, du Ministre des Affaires É t r a n g è r e s , AZEVEDO COUTINHO, à l'Ambassadeur Portugais, à M a d r i d .

Carte Carte portugaise 1749.

de


232

QUESTION DE FRONTIÈRES

de frontière p a r t a n t de cette p r é t e n d u e B a i e

de

V i n c e n t P i n ç o n , et la couleur j a u n e indicative de territoires occupés par les P o r t u g a i s , aujourd'hui pâlie et effacée par le t e m p s , a dû s'étendre p r i m i t i ­ vement j u s q u ' à l ' Y a p o c o ou O y a p o c (1). Limites établies par le Traité d'Utrecht d'après le Gouvernement français en 1776 et 1777.

En 1776

et

1 777, le

(Ministre de la Marine, M.

Gouvernement DE SARTINE)

Français

décide q u ' u n

poste sera établi s u r la rive gauche du « V i n c e n t P i n ç o n », rivière qui devait se trouver « au delà du e

2 degré Nord et à 15 lieues portugaises de la rivière des A m a z o n e s » (2). C'était le M a y a c a r é . poste, disait

MALOUET,

De ce

« Sa Majesté se propose de faire

tirer une ligne droite de l'Est à l'Ouest pour la fixation des limites. Il est alors certain que p l u s i e u r s postes

(1) Le V I C O M T E D O URUGUAY s'est e x p r i m é ainsi en parlant de cette carte (Conférence de P a r i s , 9e s é a n c e , 1er Dec. 1855) : « L'honorable P l é n i p o t e n t i a i r e Français cite la carte m a n u s c r i t e qui a servi au Traité de limites des p o s s e s s i o n s e s p a g n o l e s et portug a i s e s e n A m é r i q u e , s i g n é e à M a d r i d le 12 juillet 1 7 5 1 . « Le Traité de l i m i t e s des p o s s e s s i o n s e s p a g n o l e s et p o r t u g a i s e s est du 15 janvier 1 7 5 0 . Il n'a a u c u n trait, et n e pouvait l'avoir a u territoire de la G u y a n e . Il établit les l i m i t e s des d e u x pays « hasta e n contrar lo alto de la cordillera de m o n t e s que m e d i a n e n t r e el rio O r i n o c o y el M a r a ñ o n ó de las A m a z o n a s , y s e g u i r á por la c u m b r e de e s t o s m o n t e s al Oriente hasta donde se estienda et dominio de una y otra monarquia (art. IX). » « Cette délimitation s'arrêtait donc à l'endroit o ù c o m m e n ç a i t la délimitation avec la G u y a n e . « L'autorité de la carte, faite selon ce Traité, n e peut aller p l u s l o i n . On y aura figuré la G u y a n e pour c o m p l é t e r et arrondir la carte, e n copiant u n e autre q u e l c o n q u e , et s a n s c o n s é q u e n c e . Ce Traité fut a n n u l é par u n autre du 12 février 1 7 0 1 . »

(2) B A R O N

DE BUTENVAL

(Protocoles de la Conf. de Paris,

17 Nov. 1 8 5 5 ) . Voir C. D A S i l V A , §§ 4 9 0 , et 2 1 6 5 à 2 1 6 7 .

e

8 s é a n c e , du


BRÉSIL E T GUYANE FRANÇAISE

233

et missions portugaises se trouveront enclavés dans nos t e r r e s . . . » (1). Nommé o r d o n n a t e u r de la G u y a n e F r a n ç a i s e , Malouet établit (juin 1777) sur la rive gauche du

Deux postes Deux postes français établis e n 1777 établis en 1777 et 1782

u r l e 1782 territoire M a y a c a r é un poste et u n e mission transférés aussi- set o n territoire testé. sur cle

lot après (février

1778)

la rive gauche du C u n a n y

à

contesté,

2

qui devient pour lui la frontière de droit ( ). Le

BARON

DE BESSNER,

nommé gouverneur

de la

G u y a n e F r a n ç a i s e en 1 7 8 1 , avance vers le Sud la frontière « d'après le Traité d ' U t r e c h t ». Pour lui, l'embouchure de la rivière de V i n c e n t

Pinçon

était l'entrée méridionale du canal de M a r a c á ou de C a r a p a p o r i s (laissant à la F r a n c e l'île de M a r a c á ou île du Cap d u N o r d ) ; la frontière devait suivre

Le Carapaporis

Le

était alors pour

le cours du C a r a p a p o r i s ou M a c a r y qu'il croyait

la alors F r a n cpour e était la lla i m i t e France d'Utrecht.

être u n e branche

limite d'Utrecht.

de l ' A r a g u a r y .

Sur la rive

gauche du M a c a r y , il commença en 1 7 8 2 la con­ struction d ' u n poste qu'il nomma « Fort de V i n ­ c e n t P i n ç o n », et qu'il reporta, en 1 7 8 5 , sur le bord septentrional du lac M a c a r y , où il établit en 3

m ê m e temps u n e mission ( ). Le gouverneur SIMON

MENTELLE

BESSNER

charge alors l'ingénieur

La F r a n c e c o m ­ m e n c e e n 1783 La France comà d é s i r e r l'Ara­ mence en 1783 guary et se

« de reconnaître quelle ligne sen- mào ndésirer t r e d i s pl'Araosée à offrir u n e

sible de démarcation pouvait être établie entre la guary et se compensation maoun t rPeo r dt ui sgpaol .s é e

G u y a n e F r a n ç a i s e et les possessions portugaises, à offrir une en partant du point ou la rivière de V i n c e n t P i n (1) MALOUET, Collection de Mémoires c i t é e , I,107. Passage transcrit par C. DA SILVA, § 485. (2) C. DA SilVA, §§ 556

et

(3)

à

C. DA SILVA, §§ 558

557. 577.

compensation au Portugal.


234

QUESTION D E FRONTIÈRES

ç o n , adoptée p o u r b o r n e , cesse de séparer les deux colonies. Il s'appliquera, surtout

si nos limites pourraient

adoptant pour Pinçon,

était-il ajouté, à

bornes l'Arawari

examiner

être simplifiées, au lieu du

en

Vincent

et quel d é d o m m a g e m e n t p o u r r a i t en être

offert aux Portugais » (1). Le c o m m a n d a n t A.

de SaintQuantin sur la prétention française à l'Araguary.

ALFRED D E SAINT-QUANTIN,

en r e p r o ­

duisant ce passage, ajoute : « Il résulte de ces i n s t r u c t i o n s que le but de M.

DE BESSNER

était de faire comprendre le Cap

dans nos possessions,

Nord

ce qui eût été une dérogation

texte du Traité d'Utrecht,

au

et ne pouvait avoir lieu

que d'un c o m m u n accord L ' A r a g u a r y , r e c l a m é m a i n t e n a n t par la F r a n c e , se jette dans l ' A m a z o n e

« au

Sud du Cap

du

N o r d , » c o m m e l'a rappelé dans le Compromis le négociateur français à R i o d e J a n e i r o . « La g u e r r e de l ' E s p a g n e contre le P o r t u g a l », dit

CAETANO D A S I L V A ,

« venait d'être remplacée par

u n e a u t r e g r a n d e préoccupation : u n Traité des limites américaines avait été conclu entre les deux Cou­ r o n n e s ; les commissaires portugais pour l'exécution de ce traité d a n s le bassin de l ' A m a z o n e , étaient débarqués au P a r a au mois de m a r s 1780; et, de­ puis ce m o m e n t j u s q u ' à l'année 1 7 9 1 , la province

(1) Passage du Mémoire de SIMON MENTELLE, cité par le c o m m a n d a n t ALFRED DE SAINT-QUANTIN, Guyane Française, ses limites vers l'Amazone, P a r i s 1858, p . 5 2 - 5 5 . (2) Ouvrage cité, p . 5 2 . — Voir C. DA SILVA, §§ 5 7 8 à 5 8 5 .


235

B R É S I L E T GUYANE F R A N Ç A I S E

du P a r a n'eut des yeux que pour ses frontières cas­ tillanes. « La colonie française ne donnait au P o r t u g a l aucune inquiétude : les gouverneurs de C a y e n n e s'étaient tus depuis longtemps; le Gouvernement Français n'avait jamais soutenu leurs prétentions, n'avait jamais réclamé contre la frontière à l ' O y a p o c . On se reposait sur cette garantie, et s u r celle du Traité d ' U t r e c h t . . . . » A

la mort de

BESSNER

(1785),

les deux peuplades

de C u n a n y et de M a c a r y restèrent sans prêtres et sans soldats. Un nouveau gouverneur de SOUZA C O U T I N H O ,

l'Oyapoc

ParÁ,D0M FRANCISCO

DE

ordonna u n e reconnaissance jusqu'à

(1791),

et découvrit seulement alors les

deux villages indiens de C u n a n y , fondé en

1778,

et

Les LES Portugais Portugais occupent l'Ara­ guary et le Sucurujú (1791). Retrait des deux postes français.

de M a c a r y , fondé en 1 7 8 5 . Immédiatement troislesfrançais. postes portugais furent établis ( 1 7 9 1 ) : le premier sur la rive gauche du F u r o G r a n d e de l ' A r a g u a r y ; les deux autres sur la rive Nord du confluent de cette rivière et sur la rive Nord du S u c u r u j ú . Les deux villages protégés par les C a y e n n a i s

furent

évacués et plusieurs expéditions portugaises a r r i ­ vèrent à la rive droite de l ' O y a p o c et l'occupèrent parfois (1). La Révolution Française avait amené la r u p t u r e des relations entre la F r a n c e et le P o r t u g a l , et ensuite la guerre. Pendant la période agitée qui (1) CAET. DA SILVA, §§ 586 à 6 0 2 .

Guerres Guerres entre le P o r t u g a l e t la France et la France en Europe Europe en


236

QUESTION DE FRONTIÈRES

s'ensuivit, le P o r t u g a l subit, le sort de

presque

toute l ' E u r o p e . Il fut envahi deux fois, en 1801 et en 1807. La Cour de L i s b o n n e se trouva dans la nécessité d'aller s'établir

à Rio d e J a n e i r o . Les

P o r t u g a i s n ' e u r e n t pas m ê m e le choix d'éviter la g u e r r e , et d u r e n t la poursuivre de concert avec l e u r s Alliés j u s q u ' à la c h u t e de

NAPOLÉON.

Ce fut p e n d a n t

cette g u e r r e q u ' u n e expédition partie de P a r á prit C a y e n n e (1809) et occupa toute la G u y a n e F r a n ­ çaise. Traités de Paris de 1797. 1801 et 1802. imposant au Portugal vaincu de n o u v e l l e s limites en Guyane.

Quatre t r a i t é s de paix avaient été passés de 1797 à 1802, traités c o n t e n a n t des clauses relatives à la

délimitation

des

Guyanes

Portugaise

et

Française. Ce

sont

ceux

: de

Paris,

du

10

août

1797

(25 T h e r m i d o r An V); de Badajoz, du 6 j u i n 1801 ; de Madrid, du 29 s e p t e m b r e 1 8 0 1 ; et d'Amiens, du 27 m a r s 1802. Ces traités n ' o n t a u j o u r d ' h u i q u ' u n intérêt histo­ r i q u e , car ils o n t é t é , tous, déclarés nuls et non avenus.

Tous ces t r a i t é s ont été déclarés non avenus.

Il ne s'agissait alors en a u c u n e façon d ' i n t e r p r é ­ ter le Traité d ' U t r e c h t , mais d'imposer au P o r t u ­ g a l vaincu de nouvelles limites en G u y a n e . Clauses relatives à la G u y a n e : 1) Traité de Paris,

du 10 Août

1797 (25 T h e r m i ­

dor An V) (1) :

(1) Ce traité fut confirmé par le Directoire le 11 Août 1797 ; approuvé


BRÉSIL

ET

237

GUYANE FRANÇAISE

« Art. 6. — Sa Majesté Très-Fidèle reconnaît par le présent Traité, que toutes les terres situées au Nord des limites ci-après désignées entre les possessions des deux Puissances Contractantes appartiennent en toute propriété et toute souveraineté à la République Française, renonçant en tant que besoin serait, tant pour Elle que pour ses Successeurs et ayant cause, à tous les droits qu'Elle pourrait prétendre sur les dites terres à quelque titre que ce soit, et n o m m é m e n t en vertu de l'Article VIII du Traité conclu à U l r e c h t le 11 Avril 1715 : réciproquement la République Fran­ çaise reconnaît que toutes les terres situées au Sud de la dite ligne appartiennent à Sa Majesté Très Fidèle, en conformité du même Traité d ' U t r e c h t . « Art. 7. — Les limites entre les deux G u y a n e s F r a n ç a i s e et P o r t u g a i s e seront déterminées par la rivière appelée par les Portugais par

les Français

de Vincent

Pinson,

Calcuenne (1) et qui se jette

dans l'Océan au-dessus du Cap N o r d , environ à deux degrés et demi de latitude septentrionale. Elles suivront la dite rivière jusqu'à sa source, ensuite

par le Conseil des Cinq-Cents, le 13 A o û t ; par le Conseil des Anciens, le 12 Septembre ; et publié dans le Moniteur, avec la ratification du Directoire, le 1 4 Septembre (28 Fructidor An V). Il n'a pas été ratifié par le Portugal et fut déclaré non avenu par arrêté du Directoire en date du 5 Brumaire An VI (26 Octobre 1797). Sur ce traité, voir C. D A S I L V A (§§ 630 à 655, et §§ 2181 à 2194.) (1) « ... Rivière appelée par les Portugais Calcuenne » ( C a l ç u e n n e , C a l ç o e n e ) « et par les Français de Vincent Pinson. » Pour le Gouvernement Français la rivière de V i n c e n t P i n s o n était alors le C a l ç o e n n e .


238

QUESTION DE FRONTIÈRES

u n e ligne droite tirée d e p u i s la dite source vers l'Ouest jusqu'au Rio B r a n c o . « Art. 8. — Les e m b o u c h u r e s ainsi que le cours e n t i e r de la dite rivière C a l c u e n n e ou de V i n c e n t P i n s o n a p p a r t i e n d r o n t en toute propriété et souveraineté à la République F r a n ç a i s e , sans toutefois q u e les sujets de Sa Majesté Très Fidèle établis dans les en virons au midi de la dite rivière, puissent être empêchés d'user l i b r e m e n t et sans être assujettis à a u c u n s droits, de son e m b o u c h u r e , de son cours et de ses eaux. « Art. 9. — Les sujets de Sa Majesté Très Fidèle qui se trouveraient établis au Nord de la ligne de frontière ci-dessus désignée seront libres d'y d e m e u r e r en se s o u m e t t a n t aux lois de la République, ou de se r e t i r e r en t r a n s p o r t a n t leurs biens m e u b l e s et alié­ n a n t les terrains qu'ils justifieraient leur a p p a r t e n i r . La faculté de se r e t i r e r en disposant de l e u r s biens meubles et i m m e u b l e s est r é c i p r o q u e m e n t réservée aux F r a n ç a i s , qui p o u r r a i e n t se trouver établis au midi de la dite ligne de frontière. L'exercice de la dite faculté est d o n n é p o u r les u n s et p o u r les autres à deux a n n é e s , à c o m p t e r de l'échange des ratifi­ cations du p r é s e n t Traité. » 2) Traité de Badajoz,

du 6 juin

1801 (1) :

« Art. 4 . — Les limites e n t r e les deux G u y a n e s

(1) Annulé e x p r e s s é m e n t par le Manifeste du Prince R é g e n t

de


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

239

seront déterminées à l'avenir par le R i o A r a w a r i , qui se jette dans l'Océan au-dessous du Gap N o r d , p r è s de l'Isle N e u v e et de l'Isle de la P é n i t e n c e , environ à un degré et u n tiers de latitude septen­ trionale. Ces limites suivront le R i o A r a w a r i depuis son embouchure la plus éloignée du Gap N o r d , jusqu'à sa source, et ensuite u n e ligne droite tirée de cette source jusqu'au Rio B r a n c o vers l'Ouest. « Art. 5. — En conséquence la rive septentrio­ nale du Rio A r a w a r i depuis sa dernière embou­ chure jusqu'à sa source, et les terres qui se trouvent au Nord de la ligne

des limites fixée

appartiendront en toute souveraineté

ci-dessus, au

Peuple

Français. La rive méridionale de la dite rivière à partir de la même embouchure, et toutes les terres au Sud de la dite ligne des limites, appartiendront à Son Altesse Royale. La navigation de la rivière dans tout son parcours sera commune aux deux Nations. » 5) Traité de Madrid,

du 29 septembre 1801 (1) :

« Art. 4. — Les limites entre les deux G u y a n e s P o r t u g a i s e et F r a n ç a i s e seront déterminées à

P o r t u g a l et du B r é s i l , daté de R i o de J a n e i r o le 1er mai 1808, et par l'article additionnel № 5 du Traité de P a r i s du 50 mai 1814. Voir, sur ce traité, G: DA SILVA, §§ 705 à 759. (1) Les ratifications de ce traité furent é c h a n g é e s à M a d r i d le 19 octobre 1801, mais s i m u l t a n é m e n t — et en exécution de l'article secret additionnel au Traité préliminaire de paix signé à L o n d r e s le 1er octobre entre la F r a n c e et l ' A n g l e t e r r e — par un échange de n o t e s , les Plénipotentiaires français et portugais à M a d r i d déclarèrent que « malgré l'échange des ratifications du Traité de M a d r i d ,


240

QUESTION DE FRONTIÈRES

l'avenir

par

la R i v i è r e C a r a p a n a t u b a ,

qui se

j e t t e dans l ' A m a z o n e à environ u n tiers de degré de l ' É q u a t e u r , latitude s e p t e n t r i o n a l e ,

au-dessus

du F o r t M a c a p a . Ces limites suivront le cours de la rivière j u s q u ' à sa s o u r c e , d'où elles se p o r t e r o n t vers la grande c h a î n e de montagnes qui fait le par­ tage des e a u x ; elles suivront les inflexions de cette chaîne j u s q u ' a u p o i n t où elle se r a p p r o c h e le plus du R i o B r a n c o vers le deuxième degré et u n tiers n o r d de l ' E q u a t e u r . « Les Indiens des deux G u y a n e s , qui dans le cours de la g u e r r e a u r a i e n t été enlevés de

leurs

h a b i t a t i o n s , seront respectivement r e n d u s . « Les citoyens ou sujets des deux Puissances, qui se trouveront compris dans la nouvelle d é t e r m i n a ­ tion de limites, p o u r r o n t r é c i p r o q u e m e n t se r e t i r e r dans les possessions de leurs Etats respectifs; ils a u r o n t aussi la faculté de disposer de leurs biens m e u b l e s et i m m e u b l e s , et ce p e n d a n t l'espace de deux a n n é e s à c o m p t e r de l'échange des ratifications du présent Traité. » 4) Traité d'Amiens, « Art.

du 27 mars 1802 :

7. — Les territoires

et possessions

Sa Majesté Très-Fidèle sont m a i n t e n u s dans

de leur

l'article 4 de ce traité se trouvait remplacé par les articles 4 et 5 du Traité de B a d a j o z . » Ce Traité de M a d r i d , c o m m e le p r é c é d e n t , fut e x p r e s s é m e n t a n n u l é par le Manifeste du Prince R é g e n t de Portugal et du Brésil, daté de R i o d e J a n e i r o le 1er m a i 1808, et par l'article additionnel № 3 au Traité de P a r i s du 5 0 mai 1 8 1 4 .


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

intégrité,

tels

qu'ils étaient

cependant les limites

avant

des G u y a n e s

241

la

guerre :

Française

et P o r t u g a i s e sont fixées à la rivière d ' A r a w a r i , qui se jette dans l'Océan au-dessus du Cap N o r d , près de l ' î l e N e u v e et de l ' î l e de la P é n i t e n c e , environ à un degré un tiers de latitude septentrio­ nale.

Ces limites suivront la rivière

Arawari,

depuis son embouchure la plus éloignée du C a p N o r d jusqu'à sa source, et ensuite une ligne droite tirée de cette source jusqu'au R i o - B r a n c o ,

vers

l'Ouest. « En conséquence, la rive septentrionale de la rivière d ' A r a w a r i , depuis sa dernière embouchure jusqu'à sa source, et les terres qui se trouvent au Nord de la ligne des limites fixées ci-dessus, appar-tiendront en toute souveraineté à la R é p u b l i q u e Française. « La rive méridionale de ladite rivière, à partir de la même embouchure, et toutes les terres au Sud de ladite ligne des limites, appartiendront à Sa Majesté Très-Fidèle. « La navigation de la rivière d ' A r a w a r i ,

dans

tout son cours, sera commune aux deux nations. « Les arrangemens qui ont eu lieu entre les Cours de M a d r i d et de L i s b o n n e , pour la rectifi­ cation de leurs frontières en E u r o p e , seront toute­ fois exécutés suivant les stipulations du Traité de Badajoz. » Le P o r t u g a l n'était pas représenté au Congrès 16


242

QUESTION DE

FRONTIÈRES

d ' A m i e n s et n'a j a m a i s fait acte d'accession à ce traité (1). Documents p po o ss tt éé rr ii ee u u rr ss à à ces traités a ces traites p p rr éé ss ee n n tt éé ss au T o m e II. au T o m e II.

Au tome II se trouvent r e p r o d u i t s , sous les №' 18 25, d o c u m e n t s suivants : Manifeste du P r i n c e Régent de P o r t u g a l et du er

B r é s i l du 1 mai 1808 (N° 1 8 ) ; Article 2 secret du Traité conclu à R i o d e J a ­ n e i r o le 19 février

1810 e n t r e le P o r t u g a l

et

l ' A n g l e t e r r e (№ 19); Différents

articles

des

Traités

de

Paris,

du

50 mai 1814, et de V i e n n e , du 22 j a n v i e r 1815 08

(N 20 et 2 1 ) ; Convention du 12 mai 1 8 1 5 , e n t r e le P o r t u g a l et la F r a n c e , conclue à V i e n n e (№ 22) : Articles 100 et 107 de l'Acte final d u

Congrès

de V i e n n e , en 1815 (№ 2 3 ) ; Convention signée à P a r i s le 28 août 1817 e n t r e la F r a n c e et le P o r t u g a l (№ 2 4 ) ; Quelques d o c u m e n t s au sujet de l'occupation m i ­ litaire du t e r r i t o i r e c o m p r i s

entre

l'Oyapoc

et

l ' A m a p á P e q u e n o (1856-1840) et au sujet de la n e u t r a l i s a t i o n , e n 1 8 4 1 , de cette p a r t i e du t e r r i ­ toire contesté (№ 25) ;

(1) « . . . Il c o n v i e n t de r e m a r q u e r que le Traité d ' A m i e n s

ne

pouvait, en d e h o r s d'une a c c e s s i o n formelle, être obligatoire pour le P o r t u g a l qui ne figurait pas au n o m b r e des parties c o n t r a c t a n t e s et qui par la suite

s'abstint d e faire a c t e d'adhésion » ( E . ROUARD DE

CARD, p r o f e s s e u r à l'Université de T o u l o u s e , d a n s la Revue Droit

International

Public,

1 8 9 7 , p. 2 8 7 ) .

Gén. de


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE 243

Déclaration

dressée à P a r i s , le 2 8 j u i n 1 8 6 2

(№ 2 6 ) .

Au chapitre I du présent Mémoire (pages 4 à 1 1 ) , les clauses essentielles des Traités et Conventions de 1 8 1 5 et 1 8 1 7 ont. chapitre III (pages 4 5

Clauses Clauses essentielles des déjà été reproduites; et auessentielles des traites de 1815 et l 8 l7. et 4 4 ) on a parlé, quoique de1815et 1817.

très sommairement, de l'arrangement de 1 8 4 1 .

Arrangement Arrangement de 1841.

Dans un volume annexé au présent Mémoire se de 1841. trouvent les procès-verbaux des séances dans les­ quelles cette question de frontières a été discutée à P a r i s , en 1 8 5 5 et 1 8 5 6 , entre le et le

BARON

HIS

DE BUTENVAL,

B r é s i l et de la F r a n c e .

Discucussion Discucussion de VICOMTE D E URUGUAY 1855 ET 1856. 1855 et 1856.

plénipotentiaires

du


QUESTION DE FRONTIÈRES

244

XII

Limite maritime.

Les droits du B r é s i l à la frontière de paraissent suffisamment

l'Оуарос

établis par l'article 8 du

Traité d ' U t r e c h t m i s en p r é s e n c e des

différents

articles du Traité provisionnel de 1700, et par les d o c u m e n t s présentés m a i n t e n a n t . Limite intérieure.

Pour ce qui est de la ligne i n t é r i e u r e , le B r é s i l a d e m a n d é celle de la Convention de 1817, parce que c'est la seule limite basée sur u n e stipulation tou­ j o u r s en v i g u e u r . La ligne parallèle à l ' A m a z o n e r é c l a m é e par la F r a n c e n ' a été établie par a u c u n t r a i t é . Ceux qui furent imposés au P o r t u g a l à l'époque du Direc­ toire et du Consulat n ' o n t eu q u ' u n e existence é p h é ­ m è r e . Le p r e m i e r , ne fut m ê m e pas ratifié par le P o r t u g a l ; le d e r n i e r signé d a n s u n Congrès où le Portugal

n'était

pas représenté, ne pouvait être

obligatoire pour cette P u i s s a n c e . Tous ces t r a i t é s , d'ailleurs, furent déclarés n o n a v e n u s . Sur la carte № 3 ci-jointe se trouvent tracées les lignes de ces différents traités. La frontière i n t é r i e u r e , d'après le Traité de 1797, devait être formée p a r u n e ligne droite tirée de la


BRÉSIL ET GUYANE FRANÇAISE

source

du

Calçoène

vers l'Ouest jusqu'au

245

Rio

B r a n c o . Cette ligne, tracée aujourd'hui, s'arrêterait à la frontière hollandaise. La ligne intérieure, d'après les Traités de B a d a ­ j o z (1801) et d ' A m i e n s (1802), partait de la source de l ' A r a g u a r y , mais c'était une ligne droite, qui passerait encore plus au Nord que celle de la Conven­ tion de 1817. La ligne du Traité de M a d r i d , annulé au moment de la ratification, n'était pas non plus u n e ligne parallèle à l ' A m a z o n e . Si le Traité d ' U t r e c h t dans son intégrité, et non l'article 8 seul, était en vigueur, la ligne intérieure devrait être celle du partage des eaux sur les monts T u m u c u m a q u e , depuis la source du J a p o c ou V i n ­ c e n t P i n ç o n jusqu'au point de rencontre de la fron­ tière hollandaise. Le B r é s i l estime que la longue possession qu'il a de la rive gauche de l ' A m a z o n e et du cours infé­ rieur des affluents de cette rive rend indiscutables ses droits à tous les territoires au Sud des monts T u m u c u m a q u e et d ' A c a r a y . B e r n e , l e 4 Avril

1899,


APPENDICE RELATION DES DOCUMENTS P R É S E N T É S DANS LES TOMES I I , I I I , IV ET V E T DANS LES DEUX ATLAS

TOME II. — Lettres Royales, diplomatiques : №

Mémoires,

Traités

et autres

documents

1. Extrait de quelques concessions faites par les Rois d'Es­ pagne concernant le Marañon (après 1542 Amazone) et le territoire compris entre ce fleuve et l'Orénoque, n o m m é plus tard Guayana (Guyane)

4

2. Mémoire présenté au Roi d'Espagne par Bento Maciel Parente, e n 1627 ou e n t r e les a n n é e s 1627 et 1652 :

A). — Traduction du texte espagnol

11

B). — Texte espagnol

20

5. Lettres Royales de Philippe IV d'Espagne, IIIme du n o m en Portugal, en date du 14 juin 1637, reconnaissant la donation qu'il avait faite précédemment de la Capit­ ainerie du Cap de Nord à Bento Maciel Parente : A). — Traduction des passages essentiels

27

B). — Texte portugais

53

4. Mémoire écrit et signé à Cayenne, le 20 juin 1698, par le marquis de Ferrolle, Gouverneur de la Guyane française

5. Traité provisionnel conclu à Lisbonne, le 4 mars 1700,

6. Traité de Lisbonne du 18 juin 1701

75

7. Traité de Lisbonne du 16 mai 1705

75

8. Mémoire présenté à la Reine d'Angleterre, le 14 dé­ cembre 1 7 1 1 , par le Ministre de Portugal Dom Luiz da Cunha

77

entre le Portugal et la France.

47

56


APPENDICE

248 N°

9. Memorandum l'Évêque d'Utrecht,

remis

de

à L o n d r e s , en

Bristol,

par le

qui

Ministre

se

janvier

rendait

1712,

au

à

Congrès

de Portugal à Londres,

D. Luiz da Cunha №

79

10. D e m a n d e s spécifiques d u Roi de Portugal à Utrecht, le 5 mars 1712

81

1 1 . Traité d'Utrecht du 11 avril 1 7 1 3 , entre le Portugal et

la France № 1 2 . Traité définitif de Paix e n t r e la F r a n c e , l'Espagne et la Grande-Bretagne, s i g n é à Paris le 10 février 1 7 6 3 . . .

84 105

№ 1 3 . Traité de Paix e n t r e le Portugal et la France, s i g n é à Paris le 10 a o û t 1797 (25 thermidor An V)

109

№ 1 4 . Traité de Paix e n t r e le Portugal et la F r a n c e , s i g n é à Badajoz le 6 j u i n 1801

121

№ 1 5 . Traité de Paix e n t r e le Portugal et la F r a n c e , s i g n é à Madrid le 29 s e p t e m b r e 1801

127

№ 1 6 . Traité préliminaire de Paix entre la France et la GrandeB r e t a g n e , s i g n é à Londres le 1er octobre 1 8 0 1 .

.

. .

133

№ 17. Traité définitif de Paix conclu à A m i e n s , le 27 mars 1 8 0 2 , e n t r e la F r a n c e , l'Espagne et la République Batave, d'une part, et la Grande-Bretagne, d'autre part . . . № 18. Manifeste d u Prince R é g e n t du Portugal et du Brésil, du 1er m a i 1 8 0 8

135

149

№ 1 9 . Traité de Rio de J a n e i r o , du 19 février 1 8 1 0 , e n t r e le Portugal et la Grande-Bretagne

151

№ 20. Traité de Paix de Paris, du 50 m a i 1 8 1 4 , e n t r e le Prince R é g e n t de Portugal et du Brésil et s e s alliés d'une part, et le Roi d e F r a n c e , d'autre part : A). — Texte original

155

B). — Traduction p o r t u g a i s e

155

№ 2 1 . Traité c o n c l u à V i e n n e , le 22 janvier 1 8 1 5 , e n t r e le Por­ tugal et la Grande-Bretagne

159

N° 2 2 . Convention du 11-12 m a i 1 8 1 5 , c o n c l u e à Vienne, e n t r e les Plénipotentiaires du Portugal et de la F r a n c e , au sujet de la ratification du Traité de Paris du 30 m a i 1814 et de la restitution de la Guyane Française : I. — Note portugaise du 11 mai 1815 II. — Note française du 12 mai 1815 № 2 5 . Acte final d u Congrès d e V i e n n e , du 9 j u i n 1815 . . . № 2 4 . Convention s i g n é e à Paris le 28 août 1 8 1 7 , e n t r e le Por-

161 165 167


APPENDICE

249

tugal et la France pour la restitution de la Guyane française et pour la fixation définitive des limites entre les Guyanes Portugaise et Française

171

№ 25. Occupation militaire du territoire compris entre l'Oyapoc et l ' A m a p áPequeno (Petite Mapa) par la France (1856). — Réclamations du Brésil. — Évacuation du

poste

français (1840). — Neutralisation de cette partie du territoire contesté (1841) : A).

— Extrait d'une lettre en date du 29 août 1836, du Gouverneur de la Guyane Française, adressée au Président de la province de Para

175

B). — Réponse du Président de la province de Pará, en date du 18 octobre 1836

176

C). — Extraits de la Note du 24 avril 1840, adressée au Ministre des Affaires Étrangères du Brésil par le Ministre de France à Rio de Janeiro

179

D). — Extraits de la réponse du Ministre des Affaires Étrangères du Brésil, du 5 juin 1840 E).

181

— Dépêche du 5 juillet 1840, du Ministre des Affaires Étrangères de France, adressée à la Légation Française à Rio de Janeiro

182

№ 26. Déclaration dressée à Paris, le 28 juin 1862, établissant la c o m p é t e n c e des tribunaux brésiliens et des tribu­ naux de Cayenne, pour juger les criminels et les malfaiteurs du territoire de l'Oyapoc qui seraient remis entre les m a i n s de la justice brésilienne ou de la justice française

185

№ 27. Traité d'arbitrage conclu à Rio de Janeiro le 10 avril 1897 entre la République des États-Unis du Brésil et la République Française

TOME III. Mémoires et

et Protocoles

1856, accompagnés

ficatives

190

de la Conférence

de quelques

notes

de Paris

explicatives

en 1855 et

recti-

:

PREMIÈRE PARTIE. Négociation préliminaire. Mémoires : I. — Lettre du Vicomte do Uruguay, en date du 15 juin 1 8 5 5 , adressée au Comte Walewski II. — Mémoire a n n e x é à la lettre du 15 juin 1855 III. — Lettre du Comte Walewski, en date du 5 juillet 1 8 5 5 , adressée au Vicomte do Uruguay

5 4 21


APPENDICE

250 IV. — Réponse let

préliminaire,

annexée

à la lettre du 5 juil-

1855

25

V. — Lettre du Comte W a l e w s k i , en date du 5 août 1 8 5 5 , adressée au Vicomte do Uruguay

DEUXIÈME

28

Protocoles de la Conférence :

PARTIE.

Procès-verbal de la 1RE s é a n c e ( 5 0 août 1 8 5 5 ) — 2E — ( 2 0 sept. 1 8 5 5 ) — 3e — ( 4 oct. 1 8 5 5 ) —

4

E

51 54 52

(11

oct.

1855)

oct. oct.

1855)

87

1855)

100

nov. nov.

1855)

111

1855)

128

5E

(18

6e

(27

7E

(10

_

8E

(17

78

_

10E

_

_

11e

déc. 1 8 5 5 ) ( 1 1 déc. 1 8 5 5 ) ( 4 janv. 1 8 5 6 )

12E

( 2 2 janv. 1 8 5 6 )

224

( 1 9 févr. 1 8 5 6 ) ( 1 7 mai 1856)

234.

9

E

13

E

14E

15E

141

(1ER

(1ER

179

188

257

juill. 1 8 5 6 )

255

TOMES IV ET V : — L'Oyapoc et l'Amazone, par J O A Q U I M C A E T A N O D A S I L V A , troisième é d i t i o n , avec u n s o m m a i r e et p l u s i e u r s n o t e s (Paris, 1 8 9 9 . A. Lahure, i m p r i m e u r - é d i t e u r ) : Préface de la t r o i s i è m e édition

V à VII

Sommaire Dédicace de l'auteur

IX à XXIX XXXIII

Préface de l'auteur — Introduction

XXXV §§ 1 à 8

— Qu'est-ce q u e l'Oyapoc ? — Histoire de la q u e s t i o n d e l'Oyapoc :

§§ 9 à 1 5

De

1604

à

1676

§§

14

De De

1676

à à

1700

§§

109

1715

à

108 201

522

§§

à 202 à

Traité d'Utrecht

§§

265 à

De De

1715

à à

1794

§§

323

1798

§§

607

à à

606

1795

De

1799

à

1815

§§

705

à

859

De

1815

à

1817

§§

860

à

936

De De

1818

à à

1850

§§

936

955

1856

§§

à 954 à

1700

1850

264

704

977


APPENDICE

251

De 1857 à 1840

§§

De 1840 à 1848

. . . . . § §

De 1849 à 1852

9 7 8 à 1047 1046 à 1101

§§ 1102 à 1221

De 1855 à 1856

§§ 1222 à 1259

De 1856 à 1860

§§ 1240 à 1759

— Premières conclusions

§§ 1760 à 1790

— Variations du Gouvernement français au sujet de la limile établie par le Traité d'Utrecht §§ 1769 à 1775 — Le Portugal et le Brésil ont toujours s o u t e n u que la limite stipulée à Utrecht est l'Oyapoc, la rivière du Cap d'Orange. § 1776 — Les défenseurs de la cause cayennaise avant 1 8 6 1 . §§ 1777 à 1790 — Arguments de la France r é s u m é s par l'auteur. §§ 1791 à 1867 — Argumentation brésilienne et titres en faveur du Brésil. §§ 1868 à 2250 — Examen des objections présentées par la France et réponse à ces objections §§ 2251 à 2585 — Conclusion générale : Résumé des allégations de la France et des réponses du Brésil. §§ 2585 à 2627 — Note complémentaire

§ 2628

— Pièces justificatives

§§ 2629 à 2654

— Table alphabétique

in fine.

ATLAS CONTENANT EN CHOIX DE CARTES ANTÉRIEURES AU TRAITÉ CONCLU A UTRECHT LE 11 AVRIL 1715 ENTRE LE PORTUGAL ET LA FRANCE LISTE

DES

CARTES

DE

Le signe * après un numéro indique le signe ** indique

quelle

CET

ATLAS

que la carte est est

coloriée;

enluminée.

J u a n de la Cosa, 1500. Fac-similé d'une partie de la Mappemonde manuscrite, sur parc h e m i n , construite par ce pilote à Puerto de Santa Maria, près Cadix, dans les derniers mois de 1500. Au Musée Naval de Madrid.

\


252

APPENDICE

№ 1 A. V e s c o n t e de M a i o l l o , 1 5 1 9 . Partie de sa carte de l'Amérique construite à Gênes en 1519. Manuscrite, sur parchemin. Bibliothèque Royale de Munich.

№ 2**. Carte de T u r i n , v e r s 1 5 2 3 . Les deux A m é r i q u e s , dans u n p l a n i s p h è r e a n o n y m e à l a B i b l i o ­ thèque Royale d e Turin. Manuscrit, s u r p a r c h e m i n . № 406 d e l'Elenco d ' U z i e l l i e t A M A T . D I S . F I L I P P O ; № 148 (The Turin Map) d a n s la Cartographia Americana Vetustissima d e H . H A R R I S S E (The Discovery of North America, 1 8 9 2 , p . 528 e t s u i v . ) .

N° 3 . V e s c o n t e d e M a i o l l o , 1527. Partie de l'Amérique d a n s u n e carte m a n u s c r i t e , sur p a r c h e m i n , t e r m i n é e à Gènes le 20 d é c e m b r e 1 5 2 7 . № 1 5 3 de l'Elenco d'Uzialli et AMAT D I S. F I L I P P O , et № 173 de H. H A R R I S S E , Cartographia Amer, vet. (Discovery, p p . 5 5 3 - 5 5 5 ) .

№ 4. Diogo Ribeiro. 1529. L'Amérique d u Sud d u g r a n d p l a n i s p h è r e de ce pilote. Manuscrit, sur p a r c h e m i n . Bibliothèque Grand Ducale de Weimar. Décrit par M. C . S P R E N G E L e n 1 7 8 4 . Un b e a u fac-similé colorié et e n l u m i n é de la partie a m é r i c a i n e de c e t t e carte a été publié par K O H L avec u n e s a v a n t e préface : Die Beiden ältesten General-Karten von Amerika. Weimar, 1860. — № 184 de H. H A R R I S S E , Discovery, p. 5 6 9 ,


253

APPENDICE

№ 5. N i c o l a s D e s l i e n s , 1543 o u 1544. L'Amérique de la Mappemonde de D E S L I E N S , datée de Dieppe 1 5 4 1 , mais terminée en 1543 ou 1544, parce qu'elle donne l'Amazone d'après O R E L L A N A . Carte manuscrite à la Bibliothèque Royale de Dresde. Notice par le D S O P H U S R U G E , Die Entwickelung der Kartographie von Amerika bis 1 5 7 0 , Gotha, Justus P E R T H E S , 1892, pp. 61-62. r

№ 6. S é b a s t i e n Cabot, 1 5 4 4 ( g r a v é e 1553). (Sebastiano Cabotto). L'Amérique du Sud de la Mappemonde de SÉBASTIEN CABOT, c o n struite en 1544 : — « Sebastian Caboto capitan, y piloto mayor de la S. C. C. M. de l'Imperador Carlos quinto deste nombre, y Rey nuestro sennor hizo esta figura extensa en plano, anno del nascim° de nro saluador Iesu Christo de MDXLIII annos. » Gravée et publiée à Londres. Novembre 1555. Le seul exemplaire connu se trouve à la Bibliothèque Nationale de Paris.

№ 7. D i e g o Gutierrez, 1550. Partie de l'Amérique du Sud dans un planisphère fait à Séville en 1550.

Manuscrit, sur parchemin. Au Dépôt des Cartes et Plans de la

Marine, Paris. On fac-similé complet de ce d o c u m e n t a été d o n n é par M.

GABRIEL

la découverte

MARCEL,

Reproduction

de l'Amérique,

des cartes et de globes

relatifs

à

Paris, 1 8 9 6 .

№ 8. D i e g o G u t i e r r e z , 1 5 5 0 ( ? ) , g r a v é e 1562. Carte de l'Amérique : — Americae sive qvartae orbis partis exactissima descriptio. Auctore Diego Gvtiero (sic) Philippi

nova et Regis


254 Hisp. || etc. Hieronymus

APPENDICE

Cosmographo. Hiero Cock (sic) excude. 1 5 6 2 . || En bas : Coek excude || cum gratia et priuilegio.

Musée Britannique, Cartes i m p r i m é e s ,

№ 69 810 (18). Au Cata­

l o g u e des Cartes i m p r i m é e s , s o u s le nom GUITEREZ.

№ 9. Pierre Desceliers, 1550. L'Amérique du Sud de la Mappemonde faite à Arques, e n 1 5 5 0 , par P. DESCELIERS. Carte m a n u s c r i t e , sur p a r c h e m i n . Musée Britannique, Additional Manuscripts, № 24 0 6 5 .

N° 10. J a c o p o Gastaldi, 1 5 5 4 . Partie d'une m a p p e m o n d e g r a v é e à Venise en 1554, et é d i t é e par T R A M E Z I N I . Attribuée à J . G A S T A L D I par N O R D E N S K I Ö L D (Atlas, p . 9 4 , 1re c o l o n n e ) . MICHAEL

Bibliothèque Municipale de Turin.

N° 1 1 * * . D i o g o H o m e m , 1558. L'Amérique du Sud. Feuille d'un Atlas m a n u s c r i t , s u r Musée B r i t a n n i q u e , Add. Ms. № 5 4 1 5 * .

№ 12** D i o g o H o m e m , 1558(?). L'Amérique du Sud. Carte m a n u s c r i t e s u r p a r c h e m i n . Bibliothèque Nationale de Paris, Cartes, Inv. 1021.

parchemin.


APPENDICE

255

N° 13*. Carte e s p a g n o l e . Vers 1560. « Mapa de los Rios Amazonas, Esequivo ó Dulce y Orinoco y de las Comarcas Adjacentes ». Carte manuscrite, sans n o m d'auteur ni date. D'après le fac-similé dans les Cartas de Indias, publication officielle espagnole (Madrid, 1877).

№ 14. B a r t h o l o m e u V e l h o , 1561. Partie de l'Amérique du Sud dans la Mappemonde de ce cartographe portugais : « Bartholomevs

Velivs Regivs || Hidrographvs,

Mathematvm || Amator, faciebat Vlisipone || Año ab India

Lvsitanis

ob || seqvente, LXIIII ». Planisphère manuscrit sur parchemin. Bibliothèque de

l'Institut

Royal des Beaux-Arts à Florence.

№ 15**. B a r t o l o m e o O l i v e s , de M a l l o r c a , 1562. Carte de la Terre Ferme, de l'Amazone et du Maranhão. — Manuscrite, sur parchemin. Bibliothèque du Vatican. Codex Urbinas, n° 2 8 5 .

B

№ 16A** e t N° 1 6 * * . Lazaro Luis, 1563. L'Amérique du Sud. Fac-similé

réduit de deux feuilles

Allas, manuscrit sur parchemin. Académie Royale des Sciences de Lisbonne.

de

son


APPENDICE

256

N° 17A * * e t № 17 Diogo H o m e m ,

**.

1568.

L'Amérique du S u d . Deux feuilles de l'Atlas de DIOGO HOMEM, m a nuscrit sur p a r c h e m i n . — Bibliothèque Royale de Dresde.

№ 18A № 18B . Fernão Vaz Dourado, Partie des d e u x A m é r i q u e s . sur p a r c h e m i n . —

1568.

Deux feuilles d'un Atlas

Bibliothèque

manuscrit,

de S . M. le Roi de Portugal, DOM

CARLOS, au Palais d'Ajuda, L i s b o n n e .

№ 19. Gerardus Mercator.

1569.

(Gérard Cremer). Partie des d e u x Amériques g r a v é e à Duysburg en 1 5 6 7 .

d a n s la Mappemonde de ce

maître,

Trois e x e m p l a i r e s c o n n u s : Bibliothèque Nationale de Paris : Bibliothèque Municipale de B r e s l a u ; et Bibliothèque de l'Université de Bâle (découvert e n d é c e m b r e 1898 par M. GABRIEL MARCEL).

20.

Abrahamus Ortelius. (Abraham Ortelz). 1 5 7 0 , 1 5 7 2 , 1 5 7 5 , 1 5 7 4 , 1 5 7 5 , 1 5 7 9 , 1581 et 1 5 8 4 . Typus

Orbis

Terrarum.

Mappemonde

gravée.

Dans le Theatrum Orbis Terrarum, d'A. ORTELIUS, Anvers, d o n t il y a e u , de 1570 à 1 5 8 4 , au m o i n s 1 5 é d i t i o n s (6 éditions l a t i n e s . 2 françaises, 2 a l l e m a n d e s et 1 hollandaise). Cette carte a été modifiée en 1 5 8 7 .


257

APPENDICE

N° 2 1 . Abr.

Ortelius.

1 5 7 0 , 1 5 7 2 , 1 5 7 5 , 1 5 7 4 , 1575, 1579, 1581 et 1 5 8 4 . A m e r i c a e sive || Novi Orbis,

no-\\va descriptio.

Carte gravée, Dans le Theatrum

Orbis

\\

Terrarum.

Elle a e u , c o m m e

la p r é c é d e n t e , au m o i n s , 15 é d i t i o n s . Modifiée en 1587.

№ 22 A ** e t N° 22 B **. Fernão

Vaz

Dourado.

1571. Partie des deux Amériques. Fac-similé réduit de d e u x feuilles

de

l'Atlas de VAZ DOURADO t e r m i n é à Goa en 1 5 7 1 . Manuscrit sur parchemin . Aux Archives de Torre do Tombo, Lisbonne.

№. 23. A n d r é T h e v e t , 1575. Le Novveav

Monde descovvert

et

illustre

de

nostre

temps.

Carte des d e u x Amériques gravée. Dans la Cosmographie

universelle

d'ANDRÉ THEVET, c o s m o g r a p h e du Roy, Paris, 1575.

24.

F r a n ç o i s de B e l l e f o r e s t , Typus

Orbis

Terrarum

— Description

1575.

vniuerselle

Mappemonde gravée. Dans la Cosmographie

de tout le

de Munster,

Monde.

Paris, 1575

17


APPENDICE

258.

№ Jacques

Partie de

25.

de V a u d e c l a y e ,

1579.

la G u y a n e e t l i t t o r a l du Brésil d e p u i s l a G u y a n e j u s q u ' a u

Rio R e a l . Carte m a n u s c r i t e , s u r

p a r c h e m i n , faite à Dieppe.

B i b l i o t h è q u e N a t i o n a l e d e P a r i s . C a r t e s C. 1 5 . 9 5 1 .

N°26A** Fernão

Partie

des

Vaz

et

N ° 2 6 B **.

Dourado.

d e u x A m é r i q u e s . Deux

1580.

feuilles

de l'Atlas de

1580

de

VAZ DOURADO. M a n u s c r i t , s u r p a r c h e m i n . Bibliothèque Royale de Munich.

№ Joan

27**.

Martines,

1582.

M a p p e m o n d e . F e u i l l e d e s o n A t l a s m a n u s c r i t s u r p a r c h e m i n . « Joan Martines.

En Messina

Año

1582.»

Bibliothèque de l'Arsenal, P a r i s .

№ Joan

Partie 1582,

28 * * .

Martines.

de l ' A m é r i q u e du S u d . Feuille

1582.

de l'Atlas, d a t é

de

Messine,

à la B i b l i o t h è q u e de l'Arsenal, Paris. Manuscrit s u r p a r c h e m i n .

N° 2 9 . Giovanni

Americae, Mazza

fece.

|i et

proximar.

Venetiis

j Donati

Battista

| regionvm Rascicotti

Mazza,

1584.

orse \\ descriptio. formis.

\\ Gio.

Bat.


APPENDICE

259

Bibliothèque Royale de la Haye; Bibl. de l'Université de Leide; Collection R. B.

№ 30. Joannes a Doetechum. (Jan van Doet). 1585. Partie de l'Amérique du Sud : « Meridionalis Americae pars.... Joannes

||

à Doetechum fecit. »

Carte gravée. Musée Britannique. S. 10 (1).

№ 31. Abr. O r t e l i u s . 1587, 1 5 8 8 , 1589, 1 5 9 2 , 1 5 9 5 , 1 5 9 5 , 1 5 9 0 , 1398, 1601, 1 6 0 2 , [1605, 1006, 1608, 1 0 0 9 , 1 6 1 2 et 1621. Types Orbis Terrarvm. || Ab. Ortelius describ. cum \\ privilegio decennali, [| 1587. || Cette carte se trouve dans les é d i t i o n s suivantes du Theatrum Orbis Terrarum D'ORTELIUS, Anvers : éditions l a t i n e s , 1 5 9 2 , 1 5 9 5 , 1 5 9 6 , 1 6 0 1 , 1 6 0 5 , 1 6 0 9 , 1 6 1 2 , 1 6 2 4 ; é d i t i o n s françaises, 1587, 1588, 1 5 9 8 ; éditions e s p a g n o l e s , 1588, 1602, 1 6 1 2 ; éditions hollandaises, 1593 et 1598; éditions italiennes, 1589 et 1 6 0 8 ; édition anglaise, 1600. Elle figure, e n outre, dans le HAKLUYT de 1589 et d a n s l'édition anglaise de 1598 du LINSCHOTEN.

№ 32. Abr. O r t e l i u s . 1587, 1588, 1589, 1 5 9 2 , 1 5 9 3 , 1 5 9 5 , 1596, 1598, 1 6 0 1 , 1602, 1 6 0 3 , 1600,

1 6 0 8 , 1 6 0 9 , 1612 et 1 6 2 4 .

Americae sive \\ Novi Orbis, cennali

[| Ab. Ortelius

delineab.

no \\ va descriptio. \\ et excudeb.

(| Cum Privilegio

Cette carte a figuré dans toutes les éditions du Theatrum Terrarum dent.

de­

1587.

parues après 1587 et m e n t i o n n é e s dans le Numéro

Orbis précé"


APPENDICE

260

N° Rumoldus 1587,

1595,

33. Mercator.

1602,

1606,

1607.

Orbis Terrae Compendiosa Descriptio \ \ Quam ex magna vniuersali Gerardi Mercatoris Domino Richardo Garllio, Geographicae ac caeterarimi artium amatori ac fautori summo, in veteris amicilise ac familiariiatis memoriã Rumoldus Mercator fieri curabal N M.D.Lxxxvn. \\ Mappemonde d a n s l'Atlas au

xviiie

de

GER.

MERCATOR,

1595.

Plusieurs éditions

siècle.

34.

Théodore de Bry. 1592,

1595,

1605,

1650.

Carte : — Chorographia nobilis & opu \\ lentae Peruana; Provinciae, [| algue Brasiliae, quas à decimo \ \ ad quintum & quinquagesi \ \ mum fere gradum ultra AE || quatorem in longitudinem || patere diligenti obscrvalionc deprehensum est : ex Aucto [| rum, qui eas Provincias per lustrarunt, script s recens à \\ Theodoro de Bry concinata. \\ Caesarese Matis privilegio \\ ad quadriennium \\ MDXCII. Dans l'Americae Pars III, d e D E B R Y , Francfort-sur-le-Mein, 1 5 9 2 , et d a n s les autres é d i t i o n s d o n t les dates se t r o u v e n t c i - d e s s u s i n d i q u é e s .

35.

C o r n e l i u s d e Judaeis. (Cornelis de Jode). 1595.

Hemispheriv spheriv

ab AEqvinoctiali Linea,

ab AEqvinoctiali Linea,

Dans l'Atlas de C. 1595.

D E JUDAEIS

ad Circulv Poli \\ Arctici;

ad Circvlv

Poli

intitulé Speculum

Ã\\

Hemi-

tardici.

Orbis Terrae, Anvers,


261

APPENDICE

N" 3 6 . C o r n e l i u s de Judeeis. 1 5 9 3 . Brasilia

et Pervvia

\\ Ad Strenuu et Magnificu Dñm. D.

Echter a Mespelbru, Herbipolesi,

primu

Sac. Caes. \\ Maiesti & Reuerediss. a consilijs,

Theodoricu

Principi,

Episc.

&c.

Carte de l'Amérique du Sud, dédiée à T H É O D O R I C E C H T E R V O N M E S P E L Premier Conseiller de l'Empereur et du P r i c e - É v ê q u e de Wurtzburg. Dans l'Atlas cité, Speculum Orbis Terrae, Anvers, 1 5 9 5 .

BRUNN,

№ 37. Petrus

Plancius.

1 5 9 2 , 1 5 9 1 , 1 5 9 6 , 1 5 9 9 , 1 6 0 5 , 1 0 1 0 , 1 0 1 1 , 1 6 2 5 , 1658 et 1 6 4 5 . Orbis Terrarvm Petro Plantio,

Typvs

de integro

multis

in locis emendatus

auctore

1594.

Le p r e m i e r tirage de cette Mappemonde, parue à Amsterdam, est de 1 5 9 2 , le d e u x i è m e de 1 5 9 4 . De 1596 à 1645, cette carte se trouve dans les différentes éditions d e s Voyages de JAN H U Y G H E N V A N L I N S C H O T E N (6 édit i o n s hollandaises, 5 françaises), excepté dans l'édition a n g l a i s e de 1 5 9 8 . On la trouve aussi dans l'édition latine (1599), m a i s sans le n o m de l'auteur et ayant u n e n c a d r e m e n t différent.

38

Théodore de Bry. 1 5 9 4 , 1 6 1 3 et 1 6 4 4 Occidentalis Americae partis, || vel carum Regionum quas Chri || stophorus Columbus p r i m u detexit || Tabula chorographica è multorum || Auctorum scriptis, proesertim vero ex |[ Hieronymi Benzoni (qui totis XIIII || annis eas Provintias diligenter perlustravit) || Historia, \\ conflata et in aes incisa à || T E O D O R O D E B R Y Leod, || Anno MDXC1III. || Carte dans l'Americae Pars IV, de Tu. D E B R Y , Francfort-sur-le-Mein. Quatre éditions de 1 5 9 4 ; deux de 1 6 1 3 ; u n e de 1644.


APPENDICE

262

N° 39 Michael

Mercator

1595, et p l u s i e u r s é d i t i o n s et r e p r o d u c t i o n s a u xviie siècle. Carte d a n s les Atlas de Mercator : America || siue || India Nova, \\ ad m a g n a e Gerardi Merca [| loris aui Vniversalis imitationem in compendi \\ um redacta. [| Per Michaelem Mercatorem || Duysburgensem. \\

N° 40 T h é o d o r e de B r y 1596 1 5 9 7 , 1 6 1 7 , 1619, 1 6 2 5 , et 1 6 2 4 Carte de l'Amérique dans V America; Pars VI, de de BRY, Francfort S M 1 5 9 6 , d a n s l'Americae Pars XII de MÉRIAN, Francfort S / M . 1 6 2 5 , et d a n s les autres é d i t i o n s de ces deux parties des Grands Voyages: America tris pars.

sive Novvs Orbis respectu Europaeorvm

inferior

Globi

terres-

1596.

N° 41 Arnoldus Florentius a Langren. (Arnold Florentin van Langeren) 1 5 9 6 , 1598. 1 5 9 9 , 1 6 0 5 . 1 0 1 0 , 1614, 1 6 1 9 , 1 6 2 5 , 1658 et 1 6 4 5 . Delineatio omnium orarum totius \\ Australis partis Americae, dictae Peruvianae, à R. de la Plata, Brasiliani, Pariam & Cas- \\ tellam auream, uná cúm omnibus Insulis Antillas || dictis, Hispaniolam, item & Cubani comprehendentis. \\ usq. ad promont. Floridae. vulgo Cabo de la Florida : Item || Isthmi inter Panamam & Sombre de dios. Terrae P e r u || auriferae, cum ejus metropoli Cusco, & comodissimo || portu Limae : Orarum etiam Chilae, streti inter terram Pa- || t a g o n u m . & terram del fuego, vulgo Estrecho de Fernan- || do Magallanes. Et omnium portuum, Insularum scopulorum: pulvinorum, & vadorum. tractusq. vento|| rum, ex optimis Lusitanicis cartis hydro|| graphicis delineata atq. emendata. || Hrnoldus Florentius à Langren, Author & Sculptor. Dans l'ouvrage

de

JAN HUYGHEN VAN LISCHOTEN,

Amsterdam.

Six


263

APPENDICE

éditions h o l l a n d a i s e s , 1 5 2 6 (deux), 1 6 0 5 , 1 6 1 4 , 1625 et 1 6 4 5 ; trois éditions

françaises,

1 6 1 0 , 1619 e t

1 6 3 8 ; édition

latine, 1 5 2 2 ;

anglaise, 1 5 9 8 .

N° 4 2 Cornelis Wytfliet 1597, 1 5 9 8 , 1 6 0 5 , 1607 et 1 6 1 1 . Residvvm

|| Continen-

|| tis cvm || adiacentibvs

Carte d a n s l'ouvrage de mentum,

Louvain,

WYTFLIET,

|| insvlis.

Descriptionis

||

Ptolemaicae

Aug-

1597 (2 éditions de c e t t e date), 1598 et 1 0 0 5 ;

et dans l'Histoire Universelle

des Indes

Occidentales

et

Orientales,

Douay, 1607 et 1611.

№ 43. J o d o c u s H o n d i u s ( J o s s e Hond) 1 5 9 7 . Mappemonde : — Typus tiani

militis

certamen

phice

designatur;

à

Totius

Orbis Terrarum,

super terram in pietatis

in quo || &

gratiam

Chris-

studiosi

gra-

\\ id est, \\ Notti

Orbis

lud. Hondio caelatore.

Musée Britannique, cartes i m p r i m é e s , S. 64 (28).

№. 43A. M a t h i a s Quad, 1 5 9 8 , 1 6 0 0 e t 1 6 0 8 . Carte de l'Amérique du Sud : — Pervvia pars

H Meridionalis à prœ \\ stantissima

sic appellata.

eins in Occide \\ tem regione

|| 1598.

Carte d a n s le Geographisch 1600, et dans s o n Fasciculus

Handsbuch,

de

Geographicus,

MATTHIAS

QUAD,

Cologne,

Cologne, 1608.

43B .

B. L a n g e n e s . L ' A m é r i q u e du Sud, carte d e 1 5 9 8 , de B. le Caert

Thresoor,

de

CORNELIS

CLAESZON,

LANGENES,

Amsterdam,

reproduite d a n s 1 5 9 9 et 1 6 0 2


APPENDICE

264

(édition française, Thresor de Cartes) ; dans Tabularum libri

quatuor,

quinque,

1606,

de P. du

BERTIUS,

Tabularum

1600;

geographicarum

geographicarum

m ê m e ; et Tabulae geographicae,

de N.

I.

libri

VISSCHER.

№ 44. Carte a n g l a i s e , v e r s 1 5 9 8 . Manuscrite, sur p a r c h e m i n . Littoral Nord de l'Amérique du Sud à l'Ouest du Maranhão, Antilles, golfe du Mexique et côtes o r i e n t a l e s de l'Amérique du Nord. B

Musée Britannique. Ms. № 1 7 938

45.

Jodocus Hondius, 1598. Carte de la Guyane : — Nieuwe Caerte || van het wonderbaer ende goudrijcke landt Guiana, gele || gen onder de Linie AEquinoctiael. tuschen Brasilien ende \\ Peru : nieuwelick besocht door Sir Water Ralegh Ridder |j van Engelandt, in het jaer 1 5 9 4 - 9 5 ende 1 5 9 6 . \\ De Custen van dese caerte, sijn seer vlietich geteekent op haere hooghten ende waere Streckingen, door een seker stierman die\\dit selve beseilt ende besocht heest, i n d e jaren voormont. || C'est-à-dire : — « Nouvelle carte du m e r v e i l l e u x et aurifère pays de Guyane, s i t u é s o u s la ligne équinoxiale e n t r e le Brésil et le Pérou : n o u v e l l e m e n t exploré par Sir Waller Ralegh, chevalier a n g l a i s , d a n s les a n n é e s 1 5 9 4 , 1395 et 1 5 9 0 . — Les c ô t e s de c e t t e carte ont été fort s o i g n e u s e m e n t d e s s i n é e s , selon leurs latitudes et l e u r s vraies s i t u a t i o n s , par un pilote qui les a visitées et explorées d a n s les a n n é e s s u s d i t e s . » Exemplaire à la Bibliothèque Nationale de Paris, Cartes.

№ 46. Levinus Hulsius, 1599, 1603, 1612, 1663. Carte de la partie s e p t e n t r i o n a l e de l'Amérique du Sud : Nova et exacta delineatio Americae Partis Avstralis, qve est : Brasilia, Cari-


APPENDICE

265

bana, Griana regnum Nouum. Castilia del Oro, Nicaragua. Insulse Antillas et Pere. Et sub Tropico Capricorni Chile, Rio della Piata Patagonv, & Fretv Magellanicvm. || Noribergae per Levinum Hulsiüm, Anno 1 5 9 9 . Dans la Brevis et admiranda descriptio Regni Guianae, Nuremberg, 1 5 9 9 . Éditions a l l e m a n d e s , de N u r e m b e r g , 1 6 0 5 et 1 6 1 2 ; de F r a n c fort-sur-le-Mein, 1663.

47.

T h é o d o r e de B r y , 1599

et

1624.

Carte de la Guyane : — Tabula Geographica nova omnium exibens et proponens verissimam || descriptionem potentissimi feri [| Regni G u i a n a sub linea oeequinoctiali inter \\ Brasiliani sili per nautam aliquem \\ qui Gualthero Ralegh navigatione adfuil delineata.

ocu || lis et auri­ et P e r u || semper

Dans les Grands Voyages de D E Bry, Americae Pars VIII, Francfortsur-le-Mein, 1 5 9 9 , 1RE Édition l a t i n e ; 1 5 9 9 , 1RE édition a l l e m a n d e ; 1 6 2 4 , 2 ° édition a l l e m a n d e .

№ 48. J.-B.

V r i e n t , d'après P. P l a n c i u s . 1599-

Mappemonde : Orbis Terrae compendiosa descriptio Ex peritissimorum totius orbis Gœographorum operibus desumta. Antuerpiae, apud Joañem Baptistam Vrient. Dans l'édition latine de Voyages des de

LINSCHOTEN,

Amsterdam, 1 5 9 9 .

N° 4 9 . Richard Hakluyt.

1599.

Planisphère attribué à E D W A R D W R I G H T , publié par H A K L U Y T . Premier état de la carte. Un fac-similé d u 2E état s e t r o u v e d a n s l'Atlas de NorDENSKIÖLD,

Musée Britannique et Bibliothèque Nationale de Paris,

Cartes.


APPENDICE

266

4 9 A.

Richard

Hakluyt.

S e c t i o n a g r a n d i e de la c a r t e p r é c é d e n t e , c o m p r e n a n t le l i t t o r a l de la G u y a n e et l e s c ô t e s s e p t e n t r i o n a l e s du

N° Gabrieli

Guiana.

Carte m a n u s c r i t e

n a l e de F l o r e n c e , Atlanti,

d'Uzielli

Brésil.

50.

Tatton,

1602.

s u r p a r c h e m i n , à la B i b l i o t h è q u e N a t i o ­

Sez. Palatina,

n° 2 1 . — № 4 5 5 d e

l'Elenco

degli

e t AMAT DI S . FILIPPO.

N° 5 1 . Jodocus

Mappemonde. Gerardo et

Mercatore

recognita.

Hondius

Orbis

d'après

Terroe

nuperrimé

|| I. Hondius

G.

Mercator,

Novissima

Descriptio.

vero iu vta recentiores sculp.

D a n s l e s é d i t i o n s d e l'Atlas

1. Le Clerc

de Mercator

1602.

||

cosmographos

Authore aucta

excu. 1 6 0 2 .

p u b l i é e s p a r JODOCUS HON-

DIUS de 1 6 0 6 à 1 6 1 2 , e t , a p r è s s a m o r t , p a r HENRI HONDIUS. Sur

p r e s q u e t o u t e s l e s é d i t i o n s du M e r c a t o r

de la f a m i l l e

HOND o n

t r o u v e , e n m ê m e t e m p s q u e c e l t e c a r t e , c e l l e s d e RUMOLD MERCATOR e t MICHAEL MERCATOR, nos 33 e t

39.

N° 5 2 . Jodocus

1 5 8 9 j| A m e r i c a e || Novissima Clerc excu.

Hondius.

|| Descriptio

1602.

|| I. Hondius

1 6 0 2 . |[

B i b l i o t h è q u e N a t i o n a l e de P a r i s , C a r t e s , Kl. 5 7 4 .

inuen.

\\ 1.

le


APPENDICE

267

N° 5 3 . Jodocus Hondius, 1606. America

|] Meridio

\\ nalis \\.

Carte dans l e s é d i t i o n s de l'Atlas de Mercator publiées par JOD. HONDIUS et par H. HONDIUS a u xviie siècle. Sur presque t o u t e s l e s éditions de l'Atlas Mercator-Hondius on trouve, e n m ê m e t e m p s q u e cette carte, celles qui portent lesnos33et 39 dans l'Atlas Brésilien.

54**.

Gabriel T a t t o n . 1 6 0 6 Gviana, e t Gviana : pars. Dom. London l| 1 6 0 8 .

— Gabrieli

Talton

made this Platt\\

Ann°

Carte m a n u s c r i t e , s u r p a r c h e m i n , d e s s i n é e d'après l e s d o c u m e n t s fournis par ROBERT HARCOURT et s e s capitaines qui v e n a i e n t de faire l'exploration d e s côtes de la Guyane et de p l u s i e u r s rivières parmi l e s q u e l l e s l'Araguary.

Les l e t t r e s

C.M.H.,

C.E.H.,

С.Т.H.,

et

C.E.F.

i n d i q u e n t l e s n o m s d e s c a p i t a i n e s MICHAEL HARCOURT, EDOUARD HARVEY, THOMAS HARCOURT et EDWARD FISCHER, ainsi q u e le p o i n t t e r m i n a l de l e u r s

explorations. Le fac-similé d a n s l'Atlas e s t de la g r a n d e u r de l'original, a u Musée Britannique, d é p a r t e m e n t d e s Caries m a n u s c r i t e s , № 3 4 . 2 4 0 N.

N° 5 5 . Harmen Janss et Marten Janss, 1610. L'Amérique d u Sud de la carte ayant le titre et l e s indications qui suivent : Nova orbis terrarum geographica ac hydrogr. tabula ex optimis in hoc opere auctoribus descripta. Bij Harmen Ians ende Marten Ians caert schryvers in den Pastcaerte. Tot Edam a° 1 6 1 0 . Carte m a n u s c r i t e , s u r p a r c h e m i n , e n l u m i n é e . Bibliothèque Nationale de Paris, Carles, B. 8 8 4 ( № 1 4 4 du Cata­ logue de l'Exposition d e 1 8 9 2 , organisée par M.

GABRIEL

MARCEL).


APPENDICE

268

№ 56. P e t r u s Koerius (P. K e e r ) . 1614. Americae \\ nova \\ descriptio || Petrus 1614 II Abraham Goos sculpsit.

Kœrius

excudit

Amstelodami

N° 5 7 . Cornelis Claeszon. 1605 e t 1617. Carte dans la description de la Guyane, publiée en hollandais, à Amsterdam.

№ 58. P. B e r t i u s , 1616. America.

Petite carte des deux Amériques.

59.

P. B e r t i u s , 1616. Ame II rica || Meridio

||

nalis.

60.

J o a n n e s de L a e t . 1 6 2 5 , 1 6 5 0 , 1055 et 1 6 4 0 . Carte de la Guyane : — Gvaiana || siue || Provinciae intra || Rio d las Amazonas || atque || Rio de Yviapari || siue || Orinoqve \\. Dans les différentes éditions de la description de l'Amérique par J. D E L A E T (Leyde, E L Z E V I E R ) : Beschrijvinghe van West Indien, 1625 et 1 6 3 0 ; Novus Orbis, 1 6 3 3 ; L'Histoire du Nouveau Monde, 1 6 4 0 .


APPENDICE

269

№ 61 Arnold F l o r e n t i n van Langeren,

1630.

L ' A m é r i q u e du Sud (№ 6 1 ) et la Guyane (S° 61A) d a n s le Globe gravé de 1 6 5 0 , de VAN LANGEREN, à la Bibliothèque de Grenoble : Avtore Arnoldo Florentin à Langrè || Reg : Cat : Ma Cosmographo || et Pensionario, 1650. tis

Dans u n autre e x e m p l a i r e de ce m ê m e Globe, à la Bibliothèque Nationale de Paris, la date se trouve effacée (Cartes, Inv. 5 ; № 2 8 1 d u Catalogue de l'Exposition de 1 8 9 2 , o r g a n i s é e par M. G. MARCEL).

№ 62. G.

Blaeuw.

(Willem Janson Blaeuw) 1631 Carte de la Guyane : — Gviana telodami |{ Guiljelmus Blaeuw ||

|| siue || Amazonum excudit.

|| Regio.

\\ Ams-

Dans les Allas de BLAEUW. Il y a e u p l u s i e u r s t i r a g e s xviie s i è c l e .

de

c e t t e carte d a n s

le courant

du

№ 63. Jodocus Hondius. 1633. Mappemonde : Orbis terrae novissima descriptio. || Authore Mercatore, nupperrimè verò iuxta || recentiores Cosmographos et recognita. \\ I. Hondius, sculp. I. le Clerc excu. 1 6 5 5 .

Gerardo aucta

N° 6 4 . M a t h i e u Merian, 1628 e t 1634. Carte de la Guyane : — Die Landschajft |.j Gvaiana || Inhallende Alle die Pro\\uincien zwischen dem fluss Amazonvm \\ und dem wasser II Yviapari, oder || Orinoque.


270

APPENDICE

Dans la c o n t i n u a t i o n du recueil de D E B R Y (Grands Voyages) par : — Sammlung von Reisen nach den Occidenlalischen Indien, t o m e XIII, Francfort S / M . , 1 6 2 8 ; et Americae Pars XIII, Francfort, 1634. MERIAN

N° 6 3 . Clemendt de Jonghe. L'Amérique, en deux feuilles. ( 1 6 4 0 ? ) . Fac-similé réduit.

Sans lieu

(Amsterdam?)

ni date

Bibliothèque Nationale de Paris, Cartes, Klaproth, 6 4 8 . — Nos 2 1 6 et 217 du Catalogue de l'Exposition de 1802, par M. G A B R I E L M A R C E L .

№ 66. João Teixeira, 1640. Carte du Brésil, m a n u s c r i t e : — Terra Brasil.

de Santa

Crvz

aqve

chamão

P r e m i è r e carte dans l'Atlas de 1640 (copie française) à la Bibliot h è q u e Nationale de Paris (Cartes, Inv. 956). Voir la n u l e page 230 du p r é s e n t v o l u m e .

№ 67 *. João Teixeira, 1642. Carte m a n u s c r i t e du Brésil : — Provinsia de Santa Crvz aqve Vvigarmente chamão Brazil.— Première carte d'un Atlas de 1 6 4 2 , à la Bibliothèque du Palais Royal d'Ajuda, L i s b o n n e . Voir c i - d e s s u s , note p a g e 2 3 0 .

№ 68 *. João Teixeira,

1640.

Carte m a n u s c r i t e du littoral de Pará, b o u c h e s de l'Amazone et c ô t e s de la Guyane P o r t u g a i s e , d a n s l'Atlas de 1 6 4 0 , à la Bibliothèque Nationale de Paris. Voir la n o t e p . 2 5 0 .


271

APPENDICE

69, 70 e t 7 1 .

Nos

Robert Dudley, 1646 et 1661. Cartes dans l'Arcano

del More,

Florence, 1re

édition,

1646, 2me é d . .

1661 : 69) Carta

prima

.A. F. Lucini

fece.

70) Imperio d'Vrbino

Generale

di Gviana,

Granduchessa

di Northumbria 71) Carla

|| d'Affrica

di Toscana

particolare

Principsa

Dvdleo

Duca

L° 6 ° .

dell' Ri° || d'Amazone ca

\ \ La

longitune

D'America

XVI.

|| L° 6° || Questa

della

\\ L° 2° ||

— .1//« Serma Sig

Sva Sigra \ \ D. Roberto

fiume Maranhan. migliore

d'America.

ra

o Walliana

|| Xiiil || d'America.

Carta

è pare.

comin

con

da l'Isola Carla

per

la costa \\ sin

al

di Pico d'Asores.

||

il Rio Amazones

è

precedente.

Ces trois cartes de l'Arcano del Mare sont les s e u l e s , avant le Traité d'Utrecht, p r é s e n t a n t u n e rivière de Vincent Pinçon près du Cap d u Nord et en m ê m e t e m p s l'Oyapoc, au Cap d'Orange. L'auteur a tenu à o r n e r ses cartes d'une riche n o m e n c l a t u r e , et il a pris certainement ce faux Vincent Pinçon dans la carie de 1640 (№ 68) de J. T E I X E R A .

N° 7 2 * . Nicolas Sanson. 1650. Ameriqve

|| Meridionale

Roy H A Paris gues

à l'Espérance.

A. Peyrounin,

|| par N. Sanson a'Abbeville,

chez l'Autheur. \\ Et chez Pierre \\ Auec privilege

Mariette,

du Roy pour

géographe

du

rue S.

lar­

20 ans || 1650 ||

sculp.

N° 7 3 * . Nicolas S a n s o n , 1656. Carte de la Guyane. — Partie et Caribane

|| Augmentée

Par N. Sanson, Chez P. Mariette, pour

de Terre

et Corrigée suiuant\\

d'Abbeville,

géographe

rue St-Iacque

vingt ans. || 1 6 5 6 . ||

Ferme

ordinaire

a l'Esperance

|| ou sont ||

les dernieres du Roy.

Gviane

Relations. || .4 Paris.

|| avecq priuilege

du

j| || Roy


272

APPENDICE

№ 74. Dancker Danckerts, 1660. Mappemonde : — Nova totius terrarum

orbis

tabula

auctore

D. D.

№ 75*. Pierre Du Val. Carte des deux Amériques : — L'Amerique || Autrement \\ Le Novveav Monde | et Indes Occidentales || Par P. du Val d'Abbeuille \\ Geographe Ordinaire du Roy || A Paris \\ Chez l'Autheur, en l'Isle et près \\ le Palais. || Auec Privil. du Roy \\ pour vingt Ans || 1 6 6 4 || P. Lhuillier sculp. Editions de 1 6 5 5 , 1664 et 1665. En m a r g e : Liste \\ des Pais, Forteresses, & autres Lieux qui sont || aux Européens, dans les Indes || Occidentales. || Par P. dv Val, géographe du Roy.

N° 76. L e F e b v r e de la B a r r e . 1 6 6 6 . Carie Novvelle || de la \ \ France Eqvinoctiale \\ Faite et presentée à sa Majesté || Par le Sieur Le Febure de La Barre son lieutenant General en ces Pays || au mois de septembre 1 6 6 5 . || Dressée sur les memoires du Sieur de La Barre || Par le Sieur Mel Geographe. Dans la Description de la France Equinoctiale, cy devant appellée Guyanne, par les Espagnols, El Dorado, par LE FEBVRE DE LA BARRE, Paris, 1 6 6 6 .

N° 7 7 * . P i e r r e D u V a l , 1664, 1 6 6 7 , 1 6 7 7 . Coste. || de \\ Gvayane \\ autrement France Eqvinoctiale || en || la TerreFerme y d'Amérique. || Suivant les dernieres Relations. \\ Par P. dv Val Geographe du Roy \\ A Paris || Chez l'auteur, en l'Isle du Palais, \\ sur le Quay de l'Horloge || Auec Privilege du Roy [| 1 0 7 7 . Éditions a n t é r i e u r e s de c e t t e m ê m e carte : 1 6 6 4 et 1667, et probab l e m e n t d'autres e n c o r e .


APPENDICE

273

№ 78*. Guillaume Sanson, 1679. Amerique

|| Meridionale

Reveüe et changée recents.

|| Par N. Sanson

en plusieurs

[|Par G. Sanson

endroits

Geographe Ordre du Roy. ||

\\suivant

Geogr. Ordinaire

les Memoires

les plus

du Roy. ].AParis || chez

l'Au-theur||a«a;

20 ans || 1679. ||

N° 7 9 * Pierre Du Val, 1679 La Mer de Nort où sont || la Nle France, gne || les Isles et la Terre-Ferme phe ordinaire Palais, lay\\

du Roy H 1679 H- A Paris, du Roy, \\pour

le

la

N

Espa-

Par P. Du Val géogra-

|| Chez l'Auteur,

1| sur le Quay de l'Orloge, proche Auec priuilege

la Floride,

d'Amérique,

en l'Isle du

|| le coin de la Ruë de Haur-

Vingt ans. || Liebaux

sculp.

№ 80. Guillaume Sanson, 1680 Le Cours H de la Riviere du R. P . CHRISTOPH

1E

\\ des Amazones

D'ACUGNA

Gomberville

de

P. Christophle

de la Rivière

l'Academie

d'Acuña....

le S Sanson

d'Abbeville

1860. || Graré par

phe ordre du Roy H Auec priuilege Dans la Relation

|| Dressé sur la Relation

r

II Par

des Amazones

Française,

sur

||

||

Geogra-

Liebaux.

traduite l'original

par feu M. de espagnol

du

Paris, 1682.

81A*

et

N°81B*.

Claes J . V o o g h t . Deux cartes de l'Atlas m a r i t i m e d e J. VAX KEULEN, d'Amsterdam : A

8 1 ) Pas-Kaart \\ van de Zee-Kusten, Cabo Noord, Amsterdam,

en Cabo

de Cuma,

van,

Brazilia,

|] Door C. J. Vooght,

By f| Iohannis van Keulen,

|| Boek,

||

Tusschen,

Geometra,

en Zee-Kaart, 18

T.

verkoo-

Ga


274 per,

APPENDICE

aande

legie,

Niewe-

voor 15 B

8 1 ) Pas-kaart, Cabo Noord dam

[| brugk \\ Van de

en Rio Amano

By II Johannes

Niewe-brugh

Inde

Gekroonde,

Loots-man,

|| Met

Privi­

Iaaren. Zee-Kusten

van || Guiana

||

|| Door C. J. VOOGHT geometra,

van Kenlen

\\ Boek en Zee-Kaart

|| inde Grekroonde

Loots-man.

Tusschen ]| T

verkoper

|| Met Privilegie

||

Amster­ aande voor 1 5

Iaren. Éditions de l'Atlas : 1 6 8 0 , 1 6 8 7 , 1699, 1 7 1 5 , 1750.

№ 82. L e P è r e M. C o r o n e l l i , 1 6 8 8 . America \\ Meridionale \\ Auttore Il P. M. Coronelli M. C. Cosmografo || della Serenissima Repub. di Venetia || Dedicata \\ All' III. et Ecc Sig : Il Sign. Pietro Foscarni.

№ 83. C o m t e de P a g a n . 1 6 5 5 . Magni Amazoni \\ Flvvii \\ in || America || Meridionali \\ noua neatio 1 6 5 5 . |] N. Bes. delin. cum privil. Regis — Matheus, sc. Carte d a n s la Relation historique et géographique de la Rivière des Amazones,par le Comte de Pagan, extraicte de divers Paris, 1 6 5 5 .

deli-

grande auteurs,

№ 84. Manesson Pays

de Caribes\\de\\

Mallet, 1683.

Gviane.

Carle d a n s la Description de l'Univers, par ALLAIN MANESSON MALLET, « Maistre d e M a t h é m a t i q u e s d e s P a g e s d e la p e t i t e Escurie d e Sa Ma­ j e s t é , cy-devant I n g é n i e u r et Sergeant Major d'Artillerie e n Portugal ». Paris, 1683, Tome V, page 351.


APPENDICE

275

№ 85. F r o g e r e t de F e r r o l l e , 1698 e t 1 6 9 9 . Carte

du Gouvernement

de || Cayenne

|| ou || France AEquinoctiale l|.

Dans le livre de FROGER : Relation d'un voyage fait en 1 6 9 5 , 1696 et 1 6 9 7 . . . par une escadre de vaisseaux du Roy, commandée par M. de Gennes.... Paris, 1698 et 1 6 9 9 ; Londres (traduction anglaise), 1698; Amsterdam (texte français), 1699. Voir c i - d e s s u s , page 1 7 7 .

№ 86A

e t № 86B.

Le P è r e S a m u e l F r i t z , S . - J . , 1 6 9 1 . Grande carte m a n u s c r i t e , original de la m a i n du P.

FRITZ

:

Mapa Geographica \\ del Rio Marañon || Amazonas. || hecha por el \\ P. Samuel Fritz || de la Compañía de Iesus |¡ Missionero en este mismo II Rio de II Amazonas || El Año de || 1 6 9 1 . | | Bibliothèque Nationale de Paris, Caries, Inv. Gé., 1 0 6 5 . Voir c i - d e s s u s , p p . 172 et 1 7 5 .

№ 87. G u i l l a u m e de l ' I s l e , 1 7 0 0 . Globe terrestre e n fuseaux : Globe terrestre || Dressé sur les observations de l'Académie || Royale des Sciences et autres memoires || A Son Altesse Royale || Monseigneur le Duc de Chartres \\ Par son tres humble et tres obeïssant \\ Serviteur G. de l'Isle, Geographe. A Paris || Chez l'Auteur sur le || Quai de l'Horloge du Roy || pour vingt ans. || 1 7 0 0 .

|| Avec

Privilege


APPENDICE

276

88*.

G u i l l a u m e de l'Isle, 1 7 0 0 . L'Amérique de l'Academie moires

\\ Meridionale Royale

des

\\Dressée Sciences

sur les Observations

et quelques

|| autres

les plus recens || Par G. de l'Isle, Geographe.

l'Autheur

Rüe

du Roy II pour

des

Canettes

20 ans.

|| préz

de Saint-Sulpice.

de

Messieurs

et sur les Me­

|| A Paris,

\\ Chez

|| Avec

Privilege

|| 1 7 0 0 .

№ 89*. Guillaume de l'Isle, 1703. Carte de la Terre Ferme || du Perou, du Bresil [| et Amazones Dressée sur les descriptions de Herrera || de PP. d'Acuña, et M. Rodriguez et sur plusieurs Relations vations posterieures Par Guillaume de l'Isle Geographe démie Royale des Sciences || A P a r i s || chez l'Auteur rue pres || de St-Sulpice avec Privilege du Roy j| pour 20 ans

du Pays des Laet, et des et || Obser|| de l'Acades Canettes 1705.

№ 90. N i c o l a s de F e r , 1 7 0 5 . La Terre Ferme et le Perou || avec le Pays des Amazones || et le Bresil || Dans l'Amérique Méridionale || Par N. de Fer || Geographe de Monseigneur le Dauphin || Avec Privilege du Roy 1 7 0 5 . || Gravé par Charles Inselin.

№ 91. L e P è r e S a m u e l F r i t z , S. J . , 1 7 0 7 . Carte à gravée à Quito par le Père JUAN DE NARVAEZ (P. J. DE N ) : El Gran Rio || Marañon, o Amazonas || Con la Mission de la Compañia de Iesvs || Geograficamente delineado || Por el Pe Samuel Fritz Missionero conti- \\ nuo en este Rio. |] P. J. de N. Societatis Jesu quondam in hoc Marañone || Missionarius scut pebat Quiti Anno 1 7 0 7 .


APPENDICE

277

A la Catolica Magestad || del Rey N° Sr Dn Felipe V || La Provincia de Quilo de la Compa de Iesvs \\ Ofrece, y Dedica || en eterno reconocimiento j| este Mapa del Gran Rio Marañon \\ con sv Mission Apostolica || como a sv Soberano Patrono, y Mantenedor \\ Por mano \\ de sv Real Avdiencia \\ de Qvito. Voir s u r c e t t e carte, c i - d e s s u s , page 174. Exemplaires à la Bibliothèque Nationale de Paris, Cartes, et au Dépôt Hydrographique de Madrid. Des r é d u c t i o n s de c e l t e carte, plus o u m o i n s m o d i f i é e s , ont é t é publiées en France (Lettres (Carlas

Edificantes),

Édifiantes,

Tome XII, ¡1714), en Espagne

e n Allemagne et e n Angleterre.

ATLAS CONTENANT LES TROIS CARTES SUIVANTES LEVÉES PAR LA COMMISSION BRÉSILIENNE D'EXPLORATION DU HAUT ARAGUARY SOUS LA DIRECTION DU CAPITAINE FELINTO ALCINO BRAGA CAVALCANTE (Échelle 1 : 200 000). 4) Rivière

Matapy

2) Haut Araguary 5) Rivière

Aporema

et section et ses

de

l'Araguary.

affluents.

et lacs entre l'Aporema

et

l'Amapá.


39947. — P A R I S , 9,

RUE

IMPRIMERIE DE

FLEURUS,

9

LAHURE


Frontières entre le Brésil et la Guyane française. Tome premier.  

Auteur : Ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université des Antilles et de la Guyane...

Frontières entre le Brésil et la Guyane française. Tome premier.  

Auteur : Ouvrage patrimonial de la bibliothèque numérique Manioc. Service commun de la documentation Université des Antilles et de la Guyane...

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