GABRIEL GONTIJO | JOÃO ROBERTO ANTÔNIO
Uma das experiências marcantes na densa carreira do Professor Sampaio foi seu bem aproveitado período como bolsista na conceituada Clínica Mayo, nos Estados Unidos. Outras experiências internacionais marcantes, incluem um período na Europa. Os conhecimentos que adquiriu foram aplicados de forma frutífera no serviço dermatológico do Hospital das Clínicas da FMUSP e multiplicados por seus numerosos discípulos. Tornou-se professor titular em 1960. Sua atividade de pesquisa inclui tese de livre docência sobre o lúpus eritematoso disseminado, doença que, à época, não era conhecida no meio médico brasileiro. Completada em 1950, descreveu, pela primeira vez na Dermatologia, casos desta doença atendidos pelo Dr. Sampaio na Clínica Dermatológica da Santa Casa de São Paulo.
O Serviço do Professor Sampaio, como passou a ser conhecido, ampliou as fronteiras da pesquisa cientifica em Dermatologia e estimulou um ambiente favorável à formação de uma geração de especialistas. Seu envolvimento crescente com atividades de gestão e espírito de liderança, ao lado de uma equipe que se formava, fizeram com que a Dermatologia ganhasse status de departamento na Faculdade de Medicina da USP. Sampaio e seus companheiros entendiam que a especialidade deveria ter perfil diferenciado da clínica médica por ser clínico-cirúrgica. Em sua estratégia para construir a imagem ampla e sólida da Dermatologia, defendia que o dermatologista deveria ser mais atuante na profissão médica. “A Dermatologia mudou muito e evoluiu, assim como toda a Medici-
Professor Sebastião Sampaio e sua esposa, no centenário da Santa Casa SP
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA - 85