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ANO LETIVO 2011/2012 - ANO XXV - Nยบ3

A G R U PA M E N T O V E R T I C A L D E L A M E G O

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Índice

EDITORIAL

Este saltarico marca o fim. O fim de

Editorial.................................................................2 A Europa com o Douro/Comenius...................3 à 5

um ciclo. Pela primeira vez com mais de

Dia Mundial da Floresta........................................6

um quarto de século de existência, este

Viva a nossa Escola!..............................................7

número não vai ser impresso, sendo apenas apresentado em formato digital. Não por

As Horas - Os Animais..........................................8 Uma troca de saberes.............................................9 Inglês na Biblioteca do CEL........................10 e 11

motivos relacionados com a evolução

No dia 18 de Maio...............................................12

tecnológica e a adaptação a novas

Visita de estudo a Braga...............................13 e 14

realidades, mas por motivos económicos. A crise chega a todo o lado...

Concursos...............................................................15 Dia Internacional da Família........................16 e 17 Textos e Poemas...........................................18 a 20 Visita de estudo à Quinta de Sto. Inácio..............21

Mas é também de um ciclo no que se

Exposição EVT - EV - ET............................22 à 29

refere à nova realidade da organização

Exposição CEF............................................30 e 31

das escolas. O processo de agregação de

Dia da Educação Física e do Desporto .......32 à 36 Quanto mais dou mais rico estou.........................37

escolas e a criação de megaagrupamentos, vai alterar o campo de intervenção de um jornal escolar como este, obrigando a repensar o seu futuro. Se houver futuro... Adriano Guerra

FICHA TÉCNICA Propriedade Agrupamento Vertical de Lamego Sede Rua de Fafel 5100-143 Lamego Tel.:254 612 023 Email: osaltarico@gmail.com Coordenação e Conselho Editorial Comunidade Educativa do Agrupamento Vertical de Lamego Composição, montagem e paginação António Meireles / Adriano Guerra Capa-Vírginia Migueis Periodicidade Trimestral - Abril-Maio-Junho 2012 - Ano XXV nº3 Issuu-www.issuu.com

SALTARICO

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A Europa com o Douro numa parceria Comenius Lamego-Berlim-Szczecin: um percurso de ouro em que as culturas se cruzam Comenius viveu na Europa renascentista entre os séculos XVI e XVII. A dimensão ecológica foi sempre, para este pedagogo e homem de conhecimento, uma vertente crucial na formação de qualquer cidadão. A sua Didática Magna preconizava incessantemente uma metodologia direcionada para o valor pela natureza, uma educação voltada para todas as coisas que podem tornar um homem sábio, honesto e piedoso. Ensinar para vida é relacionar os conteúdos escolares com o quotidiano. Este professor, cientista e escritor afirmava que “Nas crianças, o amor pelo estudo deve ser suscitado e avivado pelos pais, pelos professores, pela escola, pelas próprias coisas, pelo método, pelas autoridades”, asserção essa que serviu de inspiração à Comissão Europeia quando decidiu criar um programa de aprendizagem ao longo da vida, para intercâmbio de professores, alunos, adultos, saberes, culturas e experiências. O nosso projeto foi um dos contemplados relacionando-se com o estudo das espécies vegetais e animais do Douro, e os seus ritmos de vida, sempre numa perspetiva de comparação e análise em parceria com outros três países da União Europeia e uma outra escola portuguesa, também da zona do Douro. Temos tido o apoio incondicional do Museu do Douro e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com a promoção de conferências, material de investigação e visitas de estudo. Entre os dias 27 de abril e 4 de maio, decorreu o Encontro do Projeto Comenius, em Szczecin, na Polónia. Os parceiros de escolas de França, Espanha e Portugal foram recebidos em Szczecin pelos professores da escola Gimnazjum N.r 6 daquela cidade polaca, no âmbito do Projeto Comenius “A fenologia – os ritmos de vida e a relação com o clima e suas alterações”. Estiveram presentes delegações do Agrupamento Vertical de Lamego (Escola EB 2,3), Agrupamento de Medas (E. B. 2, 3), Escola Candido Lára, em Cómpeta, Espanha, e do Collège de Barétous, em Arette, França. Durante dois dias, os professores Isilda Afonso, Isabel Mirandela, Lurdes Cardoso, Paula Montenegro, Paulo Taveira e Rui Almeida (da E. B. 2, 3 de Lamego) permaneceram em Berlim (a cerca de 200 km de Szczecin – Polónia), onde puderam desfrutar da beleza, monumentalidade e cultura que se respira por toda esta cidade que, para além de capital, continua a ser um marco importante na história europeia. A curiosidade levou-nos aos seus aspetos mais relevantes através das avenidas, museus, muro, monumentos simbólicos e saborear o que de cosmopolita esta cidade nos oferece quando nos misturamos na multidão. 3

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No dia 30 de abril, visitamos a escola polaca parceira e assistimos a algumas aulas/clubes: física, química e fotografia. A comunidade preparou um convívio na escola, com iguarias polacas, canções e um interessante ateliê de artes decorativas relacionadas com flores e animais. Cumprindo o programa previamente elaborado, tivemos oportunidade de visitar o Jardim Botânico de Berlim, assim como o Museu de História Natural da capital alemã. No dia 2 de maio, com o apoio de um guarda-florestal e da sua filha, bióloga, foi possível conhecer melhor a vegetação dominante da floresta próxima de Szczecin (Wkrzańska): pinheiros silvestres, abetos e mirtilos. Nos dias seguintes, embrenhamo-nos nas ruas de Szczecin, nas visitas aos seus monumentos, observação dos seus aspetos arquitetónicos, vegetais e animais, sempre acompanhados pelos colegas polacos que vibravam com o que nos relatavam sobre a sua história, passada e muito sofrida. Uma cidade com mais de 400.000 habitantes, com seis faculdades, vários estabelecimentos de ensino básico e secundário, com vida ligada ao rio e ao mar (o Báltico), indústria e comércio. Foram roteiros que nos proporcionaram uma visão de um povo cuja perspetiva de vida é encarada de forma otimista e ancorada nas tradições e costumes dos seus antepassados. Antes do dia da nossa partida, deslocamo-nos ao mar Báltico, destino programado e que não podia deixar de ser visitado. Aí saboreamos a paz e a doçura de um mar a que não estamos habituados e, claro, procuramos os objetos valiosos de âmbar que aí são procurados por quem aprecia este mineral e se interessa pela sua originalidade e importância no mundo da ciência e geologia. Foi uma semana preenchida, sem tempo para respirar, sem tempo para parar um pouco. Nessa semana os polacos tiveram vários dias feriados, sempre com comemorações relacionadas com a luta social que ao longo dos anos de história tiveram de travar. Nos dias 1e 2 de maio, dia do Trabalhador e dia da Bandeira (respetivamente) todas as casas, estabelecimentos e edifícios hastearam a bandeira polaca, em honra ao trabalhador e houve paradas de militares para fazer lembrar as batalhas e os tempos de sofrimento, num ambiente de silêncio e recolhimento. O grande dia foi o de 3 de maio, dia da Constituição. A Polónia é um país democrático e a primeira constituição democrática na Europa é polaca, aceite em 1791. A SALTARICO

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Constituição polaca de 3 de maio de 1791 é considerada a primeira moderna constituição nacional codificada da Europa, assim como a segunda mais antiga no mundo. Com ela, o povo passou a ter igualdade de direitos em relação à nobreza e as cerimónias invocavam essa luta, essa conquista, apelando a quem hoje aí vive que a vida é feita de pequenas conquistas e que nunca se deve desistir daquilo em que se acredita. Ficamos mais completos ao partilhar os saberes, a cultura, a investigação, através do contacto direto com a Natureza, espécies vegetais e animais, costumes, encontros com a comunidade educativa, passando pela assistência a aulas práticas, passeios pedestres e, sobretudo, as sempre presentes simpatia e hospitalidade dos nossos parceiros desta belíssima cidade da fronteira com Berlim. Este povo sofreu os horrores da guerra, mas nunca desistiu de lutar, de cuidar da floresta, de respeitar os seus costumes e tradições, de reconhecer que a história lhes ensinou a amar o seu país e tudo fazer para que a guerra não se repita. Vivem em estreita ligação com a Natureza, desfrutando dela e transmitindo a todos os que os visitam, ou os desejam conhecer, que vale a pena lutar pela VIDA, vale a pena lutar pela LIBERDADE, o valor mais importante para o ser humano. O trabalho e o esforço, aliados à fé cristã, são as candeias que constantemente os iluminam e, aliados ao amor por tudo o que os rodeia, seguem em frente e transmitem-nos uma sensação de bem-estar e de aceitação de tudo e de todos. Termino com um pensamento do humanista Carlos Bernardo González Pecotchequndo: “O conhecimento amplia a vida; conhecer é viver uma realidade que a ignorância impede de desfrutar”. Só conhecendo os outros e envolvendo-nos noutras realidades podemos construir conhecimento e compreender melhor a humanidade. Isilda Lourenço Afonso Lurdes Cardoso Paula Montenegro Paulo Taveira

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Dia  Mundial  da  Floresta No   dia   21   de   março,   para   comemorar   o   Dia   Mundial   da   Floresta,   decidimos   plantar,   juntamente  com   os  meninos  do  Jardim  de  Infância,  duas  espécies  diferentes  de  árvores,  no   recreio  do  nosso  Centro  Escolar. Plantámos   um   Juniperus,   mais   conhecido   por   cedro   e   dois   Prunus   Laurocerasus   vulgarmente  chamados  por  louro-­‐cereja. São  árvores  de  jardim  que  vão  embelezar  a  nossa  escola  e   que  iremos   tratar   com   todo  o   empenho,  quando  for  necessário. Na  sala  de  aula,  fizemos  aNvidades  de  expressão   plásNca,  vimos  um  filme  sobre  as  várias   formas  de  proteger  a  floresta  e  cantámos  canções  alusivas  à  árvore. Aprendemos  que  as  árvores  são  seres  vivos  muito  importantes,  que  devemos  respeitar  e   cuidar  com  muito  carinho. Desejamos    que  as   nossas   árvores  se  desenvolvam  bem,   para  as   vermos  fortes   e  belas,   pois   elas   dão   vida   e   beleza   à   natureza,   sendo   também   importantes   para   o   nosso   meio   ambiente. Turma  do  1º  Ano  –  CEP  

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Viva  a  nossa  Escola! Eu gosto da minha escola Porque me ajuda a crescer. Tenho lá os meus amigos E estou sempre a aprender. Alice

Estou muito contente Por andar nesta escola. Tenho cá os meus amigos Para poder jogar à bola.

Gosto muito da minha escola E nela sinto alegria. É aqui que eu estudo E trabalho dia a dia. Ana Filipa

Quando chego à escola Estou pronto para trabalhar. Deixo de jogar à bola E na sala vou entrar.

Edgar

Eu gosto muito da minha escola Ensina-me a ler e a bem comportar. Mas o mais importante são os amigos Que nela vim encontrar. Matilde Pedro

Eduardo

A minha escola é encantada Como um conto de fadas! Mas o que mais gosto de ver São as auxiliares zangadas. Matilde Capela

Gosto muito da minha escola Lá aprendi uma lição, Tenho que respeitar as regras Para ter educação. André Daniel

Vou para a minha escola Já aprendi a ler e a escrever, Com a minha professora Graça Muito mais vou aprender… Fábio

Na minha escola tudo se pode fazer Estudar, desenhar e cantar Experiências realizar Nela eu adoro andar. Rafaela

A minha escola É grande e sofisticada. Aprendo a ler e a escrever Mas não brinco quase nada! André Filipe

Gosto muito da minha escola Nela tenho muitos amigos a valer Com quem posso aprender a crescer. No recreio posso saltar, pular e correr. Inês

Que saudades eu já tenho Da minha escola encantada. Espero para o ano cá estar E não me esquecer de nada.

No recreio, vou brincar A seguir, lanchar, cantar e jogar. Entro na sala de aulas Toca a estudar! Andreia

A minha escola é engraçada Ela tem muitos meninos. A minha professora Graça Trata-nos por queridos lindos! Leandro Loureiro

Na escola vou aprender A ler e a escrever. Com a minha professora Muito mais vou saber.

Na minha escola Muito posso saber, E no computador investigar Para melhor compreender. Beatriz

A minha escola é bonita Posso brincar e aprender. Conheço novos colegas É tão bom amigos ter ! Leandro Monteiro

Na minha sala de aula, Aprendo sempre uma nova lição. Com os meus colegas vou participar Sem fazer grande confusão. Rita

É bom ir à escola Tenho muito que aprender. É bom estar com os amigos No recreio a correr. Diogo

Sabemos que para aprender Temos que estar com atenção. Meninos calados! Diz a professora Graça com razão. Mafalda

Da minha escola vou sempre relembrar Os professores e os amigos que cá estão. Juro que não os vou esquecer Irei levá-los a todos no coração. Sara

Raissa

Raquel

Turma do 1º Ano - CEP

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CENTRO  ESCOLAR  DE  PENUDE

As  horas Uma  das  matérias  que  [nhamos  que  estudar  eram  as  horas! Alguns  de  nós  ainda  não  sabiam  orientar-­‐se  pelo  relógio. Então  decidimos  fazer  um  relógio… Materiais: -­‐  Molas  da  roupa; -­‐  cola; -­‐  bogalhos;  

-­‐  verniz;

 

-­‐  desenho  de  um  relógio;

 

-­‐  fio

Mãos  à  obra  e  muita  paciência Tivemos  um   contratempo:   a  cola   não   secava   porque  havia  muita   humidade  no  ar. Mas,  por  fim,  lá  conseguimos. Levámos   cada   um   de   nós   para   as   nossas   mães,   pendurarem   na   cozinha  e  elas  gostaram  muito… Os  alunos  do  2.º  ano  -­‐Prof.  Alberto  de  Jesus  Almeida

Os  animais

Por  estarmos  a  estudar  os  animais  resolvemos  fazer  este  poema. Onde  está  o  cão? Em  cima  do  fogão. Onde  está  o  gato? Dentro  do  prato. Onde  está  a  vaca? Em  cima  da  arca. Onde  está  o  rato? Dentro  do  sapato. Onde  está  o  ouriço-­‐cacheiro? Debaixo  do  pinheiro. Onde  está  a  serpente? Em  cima  do  pente. Onde  está  o  cavalo? Ao  lado  do  galo. E  onde  estás  tu? A  comer  um  peru!     SALTARICO

 

 

 

 

                       Trabalho  realizado  coleNvamente  pelos  alunos  do  2.º  F 8


UMA TROCA DE SABERES PRODUÇÃO DE MATERIAIS DE LEITURA

PROMOÇÃO DA LÍNGUA MATERNA

PARTICIPAÇÃO NA SEMANA DA LEITURA / OS AMIGOS DA BIBLIOTECA

CEL-JI Turma-3 9

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Magia de histórias em Inglês na Biblioteca do CEL «A função socializadora e educativa da escola justifica a sua não restrição às tarefas lectivas curriculares. Importa incrementar e dar intenção às actividades de complemento curricular. Numa lógica mais promocional e preventiva do que paliativa, estes espaços escolares servem a motivação dos alunos, o aprofundamento de assuntos, o trabalho em grupo e a cooperação entre pares e o desenvolvimento de competências para além das cognitivas académicas. Por último, deve o aluno sentir-se na escola a construir e a concretizar um projecto de vida com significado pessoal e mobilizador das suas potencialidades, incentivador do seu trabalho e das suas aprendizagens… Um dos nichos significativos para a criança e para o jovem diz respeito ao espaço e ao tempo das ocupações extra familiares e extra escolares.» Carneiro (2005)

Incluído  no  projecto  “Os  Amigos  da  Biblioteca  Escolar”,  o  Inglês  na  BE  teve  como  desígnio  incenNvar   a  literacia,  a  leitura,  a  escrita,   induzindo  competências  e  comportamentos  de  leitura  nos  alunos,  no  âmbito   da   sensibilização   e   da   aquisição   gradual   de   conhecimentos   da   língua   inglesa,   permiNndo   a   sua   consolidação.  Decorrente  deste  propósito,  a  AEC  de  Inglês  cooperou  conNnuamente  com  a  BE,  propiciando   o   trabalho   colaboraNvo   em   parceria   com   as  Professoras   de   Inglês  intervenientes.   PermiNu  qualificar   e   promover  a  aquisição  de  competências,   fomentando  o  interesse  pela  aprendizagem  deste  idioma  ao  longo   da  vida,  tendo   em  conta  que  «a   aprendizagem  do   inglês  no   1.º   ciclo   do   ensino   básico   deve   ser   considerada  essencial   para   a   construção   de   u m a   c o n s c i ê n c i a   p l u r i l i n g u e   e   p l u r i c u l t u r a l ,   d e   acordo  com  o  quadro   europeu   comum   de   referência,   bem  como   e l e m e n t o   f u n d a m e n t a l   d e   cidadania,   enquanto   d e s e n v o l v i m e n t o   p r e c o c e   d e   competências,   no   quadro   da   crescente   m o b i l i d a d e   d e   pessoas  no  espaço   da   União  Europeia».  (1) A  AEC   de  Inglês  na  BE  centrada  na  cooperação  e  nos  valores  e  apresentada  pelas  Docentes  Sandra   da  Palma  Rodrigues  e  Tânia  Oliveira,   revelou  parNlha  e  muito  empenho,  desenvolveu  um  trabalho  criaNvo,   entusiásNco   e  meritório   e   revelou   grande  valor   e   envolvimento   junto   da  Biblioteca   Escolar   do   Centro   Escolar   de   Lamego.   O   momento   do   Inglês   na   BE   sensibilizou   para   a   diversidade   linguísNca  e  cultural,   enquanto   espaço  de  aprendizagem,  criaNvidade  e  …  emoção!  A  acNvidade  de  enriquecimento  curricular,   nomeadamente  o  ensino  do  Inglês,  com   as  apresentações  de  “Lucy´s  new  pencil  case”  e  “The  very  hungry   Caterpillar”   foi   seguramente   um   recurso   facilitador   entre   os   processos   de   ensino-­‐aprendizagem.   As   histórias   permiNram   às   crianças   voar   para   um   mundo   imaginário   e   interacNvamente   proporcionar   momentos  de  aprendizagem,   ampliando   o   seu  vocabulário.   Foi  necessário   os  alunos  acNvarem   os  seus   conhecimentos  de   Inglês   para  descobrirem  o  senNdo  das  histórias,   bem   como   estarem   concentrados  e   SALTARICO

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parNciparem   em   equipa   para   solucionarem   pequenos   desafios   colocados   pelas   docentes   que   pelos   momentos  de  humor  e  diversão  suscitaram  a  curiosidade  dos  meninos  e  das  meninas.     Assim,  o  Inglês  na  BE  apresentou-­‐se  como  uma  acNvidade  de  interesse  fundamental  que  no  âmbito   da   escola   básica,   com   orientações   pedagógicas  e   didácNcas   adequadas,   proporcionou   a   igualdade   de   oportunidades  para  a  formação  e  para  o  desenvolvimento  pessoal  e  social  nas  crianças.   (1)” Programa de generalização do Ensino do Inglês no 1º CEB, Orientações Programáticas, Materiais para o Ensino e a Aprendizagem”, Ministério da Educação, DGIC,2005,P.9

Cristina Correia (Professora Bibliotecária), Tânia Oliveira e Sandra da Palma Rodrigues (docentes de Inglês)

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NO DIA 18 DE MAIO No Centro Escolar de Lamego Fomos surpreendidos Pelo nosso querido amiguinho, Que era o Médico do Ursinho. Eu digo que o Médico do Ursinho é: Nosso amiguinho Muito queridinho E fofinho. Também a Médica Filipa Tratou muito bem de mim. Fiquei bem surpreendida Quando se dirigiu para mim. Ela pegou no estetoscópio Para ouvir o meu respirar. Disse que não tinha nada Que eu poderia descansar. Também, viu se eu tinha febre E, afinal, estava tudo bem. Fiquei muito contente E a minha mãe também. Gostei muito desta visita Pois assim podemos descansar. Quando estivermos doentes Vamos chamar o doutor Ursinho Para ele nos tratar.  

Jacinta M. Carvalho Granjo – 2º Ano Turma E

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Viagem de estudo a Braga Esta  visita  de  estudo  a  Braga  foi  organizada  pelos  professores  das  disciplinas  de  História     e  História  e   Geografia   de   Portugal   e   o   seu   objeNvo     foi   o   de   nos   enriquecer,   nas   disciplinas   acima   referidas,   nomeadamente  sobre  conteúdos  como:  esNlos  góNco,  renascenNsta,  barroco  e  neoclássico. Saímos  da  nossa  escola,  que  é  a  escola  EB23  de  Lamego  ,  por   volta  das  8:30  da  manhã     e  chegamos  ao   nosso  desNno  pelas  11  horas. Quando  lá  chegamos  fomos  visitar  a  Sé  de  Braga,   onde  estão  enterrados,   D.  Henrique,   D.  Teresa  (pais   de  D.   Afonso  Henriques)   e   S.   Geraldo,   que  era   arcebispo   de  Braga.   Dentro  da  igreja   pudemos   observar   várias  esculturas   pertencentes  ao   clero   e  à   nobreza,   existem   várias  capelas   relaNvas   a  frades   e  padres   importantes.   Determinadas  zonas   da  igreja  possuem  talha  dourada,   azulejos  azuis   e  brancos  relaNvos  à   história  da  Sé  de  Braga.   A  Capela  Mor    está  edificada  com  madeiras  nobres  e  no  centro  pode-­‐se  observar  uma  estante  enorme     que  servia  para  colocar  as  Bíblias  para  que  diferentes  padres  pudessem  ler  e  observar    e  se  olharmos  para  o   teto  vemos  uma  pintura  de  Sta.  Glória  . Em  seguida,    fomos  para  o  museu  da  Sé,  onde  se  pode  presenciar  o  mais  variado  Npo  de  objetos  que   pertenciam  à  igreja  ,  só  que  foram  removidos  para  aquele  museu  por  questões  de  segurança.  Neste  museu   podem-­‐se  ver   estátuas  de  santas,   padres  etc..,   vestuário  dos  bispos,   objetos  de  decoração   com   pedras   preciosas   e   semipreciosas,   etc...   e   no   final   do   museu   é   que   estava     a  sua   "arca   do   tesouro"   pois   aí     permanecia  todo  o  espólio  da  Sé  ,  ou  seja  objetos  de  grande  valor. Por   volta  das  13h,   despedimo-­‐nos  deste  lugar   maravilhoso,   e   dirigimo-­‐nos  para   o   Bom  Jesus,   onde   almoçamos  num  parque.  Alguns  dos  meus  colegas  aproveitaram  também  para  descansar  outros  preferiram     explorar   a  floresta  em  redor   ,   o   que  era  muito  agradável  de  fazer   devido   à  sua  verdura  e  consNtuição   natural  . Logo   após   o   almoço,   fomos   a   pé   até   ao   santuário   ,   situação   essa   que   era   bastante   simples   de   concreNzar,   tendo  em  conta,   que  eram  só   uns  metros  de  floresta     a  percorrer,  além  de  que  andar  a  pé  e   sobretudo  ao  ar  livre  só    nos  faz  bem. Quando  lá  chegamos,  deparamo-­‐nos  com  um    páNo  sem   muros  mas  rodeado  de  fontes  e  estátuas  e   com  uma  vista  magnífica  para  a  cidade.   Depois  de  muito  observarmos  este  lugar   encantador,   descemos     umas  escadas  e  o   que  avistamos   pasmou-­‐nos...   Vimos   uma   enorme   igreja   cercada   por   lindos   jardins   e   estátuas   que   representam   personagens  que  intervieram  na  condenação,  paixão  e  morte  de  Cristo,  e  uma  gruta  que  nos  impressionou,     pois  no   seu  cimo    existe  um  miradouro  de  onde  se  pode  observar   o  Bom  Jesus  e  no  qual  disfrutamos  de   uma    paz  de  espírito  fantásNca. A   igreja  apresenta  uma  planta  na  forma  de  uma  cruz  laNna,  sendo  uma  das  primeiras  construções  em   esNlo   neoclássico,   onde  nos  pudemos   deslumbrar   com   os   belíssimos  vitrais  pintados  com   imagens  de   pessoas  do  clero  .  Esta  igreja  foi  erguida  totalmente    em  1873.   E  para  finalizar,  pudemos  observar  o  famoso   elevador   movido   a   água.   Depois   de  o  vermos,   estávamos  desejosos   de   andar,   mas  foi  impossível   pois   éramos   demasiados  alunos  e  teríamos  que  aguardar   horas  pela  nossa  vez.     Foi  com   grande  pesar   que   Nvemos  de  vir  embora  . Quando  chegamos  à  escola  fomos  logo  para  casa  contar  os  tesouros  que  havíamos  visto  em  Braga...! Trabalho  realizado  por  :João  Francisco  nº9  6º4  /  Jorge  Duarte  nº12  6º4 13 SALTARICO


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«À  Descoberta  de  uma  cidade  escondida  –  Bracara  Augusta» No   dia   19  de   Abril,   a   nossa  turma   do   5º2  assistiu  a   uma  palestra  no   auditório   da   nossa   escola   acerca   da   cidade   de   Braga   no   tempo   dos   romanos.   Mais   precisamente   >icamos   a   saber   como   era   Bracara  Augusta  há  quase  2  mil  anos. A  Dra.   Daniela   projetou  imagens  virtuais  espetaculares  desta  cidade  escondida  debaixo   da  atual  e   que,  lentamente,  tem  visto  um  pouco   da  luz  do  dia  quando  se  procedem  a   escavações  arqueológicas   ou   a  simples  obras  de  construção  ou  reconstrução  de  edi>ícios  ou  ainda  saneamentos,  entre  outras. Nessas   imagens  pudemos  ver   um  fórum,   teatros,  an>iteatros,  termas,  templos,   grandes   casas   dos   senhores   mais   ricos   que   incluíam   também   aposentos   semelhantes   aos   complexos   termais.   Nesta   cidade  romana,   os   prédios   nunca  podiam   ter   mais   de   dois   andares   e   as   aberturas   eram   quase   todas   para  o  interior,  para  um  pátio/jardim  central  para  resguardar  a  privacidade. Infelizmente   acabou   por   tocar   e   tivemos   que   ir   embora.   Adoramos   esta   palestra,   aprendemos   m u i t a s   c o i s a s   n o v a s .   Gostaríamos   de   visitar   todas   estas   ruínas,   especialmente  as   de   uma   casa   com   aposento   que  servia   para  balneário,  que   se  encontra  por  baixo  do   chão   vidrado   e   iluminado   (despesa   feita   pelo  proprietário  da  loja)   da  pastelaria  do  «Cantinho  das   Frigideiras».   Talvez   para   o   ano,  quem  sabe? Turma do 5º 2

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A  nossa  parIcipação  nas  Pré-­‐Olimpíadas  da  MatemáIca Quando   nos   avisaram  acerca  da  realização  das   Pré-­‐Olimpíadas  da  MatemáNca,  ficamos   muito   entusiasmados.   Resolvemos   parNcipar,  para  aprendermos   um   pouco   mais,   para  nos   diverNrmos  e  também,  porque  [nhamos  uma  oportunidade  de  ganhar. A   professora   deu-­‐nos   uma   ficha,   para   nós   treinarmos.   Nos   dias   que   faltavam,   só   falávamos  disso  e  em  casa  treinávamos  imenso. Finalmente,   chegou   o   dia,   nós   estávamos   felicíssimos,   mas   também   muito   nervosos,   pois  nunca  [nhamos  parNcipado  num  concurso  deste  género. Na   sala,   estavam   vários   professores   de   MatemáNca   a   organizar   tudo,   o   que   não   era   nada  fácil,  porque  eram  muitos  alunos  a  parNcipar. Depois  de  fazermos   a  prova,  estávamos   todos  muito  confiantes,   apesar  de   termos   um   pouco  de  receio. No   dia   5   de   Março,  soubemos   que  [nhamos   ganho   um   diploma   e   fomos   recebê-­‐lo   à   biblioteca  da  Escola  E.B.  2,3  de  Lamego. Adoramos  parNcipar  a  para  o  ano  lá  estaremos.  Contem  connosco! Inês  e  Tiago,  5º2

Concurso  de  cartas  de  amor/amizade Quando   me   avisaram   do   concurso   de   cartas   de   amor/amizade,   fiquei   muito   entusiasmada. A  professora  de  português  avisou  a   minha  turma,  e  eu  fui  para  casa  a  pensar.  Lembrei-­‐ me  que  devia  fazer  uma  para  o  meu  irmão,  pois  ele  foi  estudar  para  Lisboa. Quando   estava  a   escrever,  pensei   com   muita  alegria,   emoção   e  carinho  nos   melhores   momentos  que  juntos  passámos. Fui  à  Biblioteca  entregar  a  carta  e  esperei,  esperei… Nunca  pensei  que  ia  ficar  nos   três  primeiros  lugares,  mas  entre  muitos  alunos,  consegui     o  segundo  lugar.  Fiquei  radiante. No  dia  5  de  Março  de  2012  fui  à  Biblioteca  à  entrega  dos  prémios.  Recebi  uma  pen   de  4   GB,  um  livro,  três  marcadores  de  livros  e  ainda  um  diploma. Aconselho    todos,  a  parNciparem  nestes  concursos! Espero  que  para  o  ano  exista  outro  igual  ou  parecido. Eu  irei  concorrer.  E  tu? Beatriz,  5º2 15

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Um encontro, uma partilha familiar, uma reflexão em diálogo O  Dia  Internacional  da  Família  como  momento  de  interação  intergeracional  no  Agrupamento  Vertical  de  Lamego Numa época em que a perda dos valores morais e humanos são os maiores obstáculos para uma vida sã em sociedade, como a ética e a cidadania, tão esquecidos pela família, pela escola ou outra organização social, é reconhecido por todos que cada vez mais é necessária uma articulação e integração destas duas instituições para que se tente resgatar esses valores tão importantes na formação do caráter dos nossos filhos/ educandos. O objetivo principal da educação, hoje, é favorecer uma participação que comprometa a família com a aprendizagem e o sucesso escolar do aluno e se verifique o compromisso da escola com a inserção curricular do ambiente cultural da família e da comunidade. Só assim esta parceria contribuirá, sabemos que com alguns custos, para o pleno cumprimento da função social da escola. No século XXI a escola não pode viver sem a família e a família não pode viver sem a escola, uma vez que só através da interação e conexão desse trabalho conjunto e holístico se poderá alcançar a plena formação cidadã de quem deseja aprender e ser educado. Pensar em educação de qualidade, hoje, é pensar uma interação entre escola e família, constituindo esta última a célula em que se formam os primeiros alicerces sociais de uma criança. Geralmente, a iniciação das pessoas na cultura, nos valores e nas normas da sociedade começa na família. Para que o desenvolvimento da personalidade das crianças seja harmonioso é necessário que o seu ambiente familiar traduza uma atmosfera de crescente progressão educativa. Assim, a escola deve sempre envolver a família dos educandos em atividades escolares. Não para falar dos problemas que envolvem a família atualmente, mas para ouvi-los e tentar comprometê-los em projetos, iniciativas cívicas, apoio em questões problemáticas, em momentos comemorativos, etc. A escola tem necessidade de encontrar formas variadas de mobilização e de organização dos alunos, dos pais e da comunidade, integrando os diversos espaços educacionais que existem na sociedade. Promover a interrelação escola-família de forma mais estreita significa construir e desenvolver comunidades nas quais se pode aspirar a uma melhor qualidade de vida para as gerações futuras. Por outro lado, cada lar, cada casal tem de colocar a família em primeiro lugar, o que pode implicar menos dinheiro, protagonismo e projeção social. É sempre bom ter presente um velho ditado que define bem por que há que priorizar a família: "Nenhum sucesso na vida compensa um fracasso no lar". Contando com tudo o que se consegue superar quando a família está presente, tudo se torna mais simples, mais humano, mais sentido e mais puro. Perante estes e outros pressupostos, e ancorados na vasta experiência com encarregados de educação, o Agrupamento Vertical de Lamego, com pais/encarregados de educação, alunos e professores de algumas turmas, empenharam-se num Encontro no dia 15 de maio, Dia Internacional da Família, que contou com a presença de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Lamego, Senhor D. António Couto. Este pequeno projeto tinha como objetivo primordial aproximar a escola da comunidade, sensibilizar a opinião pública para o importante papel da família e das pessoas idosas na sociedade. Considerando a família a unidade-chave na formação e promoção das nossas crianças e jovens, era este o dia ideal para parar um pouco para ouvir, dialogar, refletir e interagir sobre aspetos fulcrais tão esquecidos e tão necessários a uma comunidade que se deseja transformadora e ativa na formação plena dos seus alunos. O Encontro iniciou-se com a receção a Sua Excelência Reverendíssima pelos alunos mais pequeninos da turma 4 da Educação Pré-Escolar do Centro Escolar de Lamego, com uma canção dedicada à mãe. Foi um momento delicioso não só pela canção como pelo empenho e postura revelados por estes alunos de palmo e meio. No auditório da escola sede, o senhor Diretor, Dr. Carlos Rei, deu as boas-vindas a Sua Excelência,

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pois era a primeira vez que a visitava, sentindo-se honrado por tão ilustre visitante ao ter acedido ao convite para este evento. Já na presença de todos os outros alunos, pais e professores, o Encontro contou com poemas, alusivos ao tema “Família”, ditos por uma avó, uma mãe, um pai e uma aluna da E. B. 2, 3 de Lamego que dedicou ao seu irmãozito recém-nascido. Sua Excelência, Senhor D. António Couto, fez, então, uma reflexão simples, singela e envolvente que a todos fez refletir, pois o seu discurso fluente, enternecedor, realista e apelando à atenção dos alunos não deixou ninguém indiferente, dando-nos a conhecer outros mundos e outras realidades, mas não se cansando de salientar que “a família deve ser unida e a escola deve ser uma casa onde a amizade e o amor nunca podem desaparecer, seja em que circunstância for”. Todas estas ideias e sugestões foram sínteses retiradas de histórias que nos contou sobre o que crianças como as de Moçambique, onde missionou, sofriam para irem à escola. Nada semelhante à nossa, e até as suas casas de colmo (as cubatas), que não têm janelas, com uma só entrada pequenina, essas crianças imaginavam-nas desenhando-as na própria casa, a giz. A propósito, D. António Couto informou-nos que vai haver um sítio interativo, onde qualquer pessoa poderá aceder para participar com as suas ideias e sugestões sobre o lema “Como fazer da nossa Igreja uma casa?”, o tal lugar que é o “ninho” do mundo, onde se constrói aquilo que serão os alicerces do caráter de cada um de nós. O apelo foi mesmo esse: valorizar o que temos e, sobretudo, que os alunos continuem a ter espaço para a criatividade e a evasão. Só assim conseguirão ser felizes e, para isso, os pais e a escola proporcionarlhes-ão todas as condições, sem desdenharem delas, ainda que por vezes algo falte ou não seja possível conseguir. Temos de ter essa capacidade de superação e de caminhar em frente. Foram palavras que tocaram em todos nós e não deixaram alunos e famílias indiferentes. Um momento para não esquecer, um momento de partilha, um momento familiar cuja mensagem cruza com o que Léon Tolstoi preconizava na sociedade do seu tempo, entre os séculos XIX e XX: “A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família”, a tal “casa” de que tanto nos falou D. António Couto. Finalmente, o senhor Presidente do Conselho Geral, senhor Dr. Paulo Taveira, encerrou a sessão dirigindo-se aos encarregados de educação, ao Presidente da Direção da Associação de Pais e Encarregados de Educação do AVL, a todos os alunos e professores, elogiando o comportamento exemplar, o empenho e a atenção que toda a assembleia revelou ao longo desta sessão e, claro, ao Senhor Bispo, D. António Couto, pela gentileza, pelas vivências, pelas palavras oportunas e gratificantes com que presenteou toda a comunidade ali representada. Isabel Mirandela da Costa Isilda Lourenço Afonso

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“A minha irmã” Vou falar um pouco da minha irmã que é uma das pessoas de quem mais gosto; o nome dela é Helena. Ela é bonita, elegante e de estatura média. Tem um lindo cabelo ondulado, castanho escuro, comprido e com franja e as sobrancelhas carregadas. No seu rosto oval tem olhos castanhos em forma de amêndoa e umas pestanas arrebitadas, o nariz é comprido e tem um sinal no lado esquerdo que parece um piercing. Os seus lábios não são muito grossos, nem muito finos e o seu sorriso reluz tal como o brilhante que tem no dente, quando sorri faz uma covinha muito engraçada no lado esquerdo do queixo. A Helena é simpática, paciente, meiguinha e muito, muito amorosa, sempre que é preciso ela está disposta a ajudar. Mas tal como toda a gente também tem alguns defeitos: é mazinha, preguiçosa, bastante teimosa e quando as coisas não lhe correm bem, enerva-se e fica resmungona. Enfim…é por tudo isto que eu adoro a minha irmã. Inês da Silva Ribeiro 5º2

“A  Minha  Mãe” A  minha  Mãe  é  muito,  muito  bonita:  tem  estatura  média,  é  elegante  e  tem  boa   aparência.  O  seu  cabelo  é  comprido,  preto,  e  tão  encaracolado  parecendo  as  ondas  do  mar.   Tem  o  rosto  comprido,  os  olhos  grandes,  amendoados  e  castanhos.  As  suas  pestanas,  são   compridas  e  pretas,  o  seu  nariz  é  comprido,  a  sua  boca  é  pequena  e  os  seus  lábios  são   muito,  muito  finos.  O  seu  tom  de  pele   é  moreno  e  tem  a  pele  fina  e  macia. Ela  é  uma  pessoa  muito  impulsiva,   mas  também  muito  boa.  É  esperta,   amiga  ,  simpáNca  e  preocupa-­‐se  com   todos.  Gosta  de  tudo  direiNnho  e  é   muito  habilidosa.  Adora  fazer  crochet,   ponto  de  cruz,  malha,  arraiolos…  Nos   tempos  livres  aproveita  para  ir  ao   computador,  ler  e  jardinar… E  é  assim  a  minha  mãe  que  eu  adoro… SALTARICO 18


O encanto do mar Estás sempre tão distante Sempre tão perto. Ao alcance De qualquer um Não te deixas enganar. És violento E carinhoso, Respeitas E amas, Odeias E brincas. O teu tom azul Que brilha, À luz do sol, É intenso e verdadeiro. Tão real… És amigo E inimigo.

Confias E sentes receio… Sonhas E sonham contigo. Como eu Que sou uma criança Perdida pelo mar Pelas tuas ondas Que não me largam Não me deixam ir. Vivo de ti Como tu vives de nós. Sonho contigo, Como tu sonhas connosco. Estou presa no teu mundo, No teu espaço, Que invadimos, Destruímos Exploramos, Sem qualquer autorização…

Estou a perder-te A cada minuto que passa. Sou como um pássaro Que voa na tua direção, Que te protege de uns Mas foge de outros… Não sou forte como tu Não vivo como tu. És um mar de esperança, De luta, De amores perdidos, De sonhos esquecidos… Não és meu Nem de ninguém… És um sonho Por desvendar Um mistério Por encontrar… Bárbara C. Rodrigues – 6º 5

O poder de um livro És um mundo És a vida… Cada página Cada verso Cada palavra… É um sonho. Vives o terror E a felicidade, Sentes amor E desgosto. Choras E ris… Sonhas E voas Levas-me contigo A ler o mundo… Ensinaste-me A escrever

Sobre ti, Sobre as tuas viagens. Cada palavra Que aqui digo. Cada gesto que aqui faço São teus… São do teu mundo Que me leva A conhecer A imaginar A viver A verdade, A mentira. Ensinaste-me A escrever a vida… És um livro Pequenino, Mas sabichão. 19

Sabes Amar e odiar Gritar e falar. Em ti vejo verdade, Lealdade, Tudo o que um amigo Tem para dar Para oferecer… Sou como um pássaro, Sigo-te Para onde fores. Imagino O que imaginares, Vivo O que viveres Sem precisar De sair do meu quarto… Bárbara C. Rodrigues – 6º 5 SALTARICO


V.

Um irmãozinho… Desde pequenina Que esperei por ti… Por um irmãozinho com quem pudesse brincar e partilhar os meus segredos. Mas os anos foram passando E apesar desse sonho Nunca ter sido esquecido Ficou perdido No meio de tantos pensamentos. Perdera a esperança Conforme o tempo ia passando. O desejo que tinha Era agora um pequenino ponto. Mas, ao fim de tantos anos, De tanta esperança, De tantos sonhos perdidos Nasceste… Tão pequenino

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Tão fofinho. És um sonho, Em que já não acreditava Com que já não sonhava…

De te abraçar de novo De ver o teu sorriso O teu olhar Que me encantam…

O teu olhar pequenino Que brilha como o sol, Único no mundo… O teu sorriso Tão especial Tão bonito Tão alegre… Uma luz Que preenche o meu coração.

Ás vezes Dou por mim a pensar Se será um sonho… Um desejo que voltou. Mas quando olho para ti Percebo que És mais que um sonho Mais que um desejo.

Todos os dias penso em ti. Lembro-me dos momentos Em família… E todos os dias Quando saio de casa Para ir para escola Já estou cheia de saudades tuas

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És especial Diferente De todos os outros És único, És o meu irmãozinho…

Bárbara C. Rodrigues – 6º 5


Visita  de  Estudo  à  Quinta  de  Santo  Inácio Nós,   os   alunos   da   EB1   de   Cambres,   vamos   parNlhar   convosco   um   passei  inesquecível  que   Nvemos  a  sorte   de  realizar.   Para  esta  aventura   Nvemos   a   grande   ajuda   dos   nossos   pais.   Lembraram-­‐se   de   fazer   rifas   e   conseguimos   vendê-­‐las  todas.

No  dia  6  de  junho  lá  fomos  nós  visitar  a   Quinta  de  Santo  Inácio. Saímos  de  manhazinha.  O  tempo  não   estava  nada  simpáNco,  mas  nem  isso   nos  conseguiu  entristecer.  A  viagem   estava  a  correr  lindamente  até  que   ficámos  cheios  de  vontade  de  espreitar   as  merendas  que  as  mães  nos  Nnham   preparado  e  parámos  em  Penafiel.  Mais   uma  vez  pensámos:  “Os  nossos  pais  são   os  melhores!”.  E  assim,  de  barriga  cheia,   ganhámos  energia  para  conNnuar  a   nossa  viagem.  

Com  moedinhas,  energia  e  vontade,  estávamos   prontos  para  a  visita.  Apertem  os  cintos!

Chegámos  ao  parque  por   volta  das  11  horas  e  

Na   viagem   de   regresso   parámos  

a p e n a s   u m   p e n s a m e n t o   n o s   s u r g i u :  

novamente  em   Penafiel  para  comermos  

“UAUUUU!”.   O   zoo  estava  repleto   de  animais!   Pinguins,   araras,   cobras,   macacos,   crocodilos,  

um   gelado   e   o   que   restava   das   merendas.   Chegámos   a   Cambres   por  

insetos   e   até   duas  zebras  vesNdas   de   pijama  

volta   das   20   horas.   Os   nossos   pais  

como   [nhamos   lido   num   texto.   Quando   as  

esperavam-­‐nos   entusiasmados.   Nós  

vimos   dissemos   logo   “Professora,   olha   as  

cansados,   mas   felizes   e   cheios   de  

zebras   vesNdas   de  pijama!”.   Todos  nos  rimos.  

vontade  de  contar  as  nossas  aventuras.

De   tarde,   Nvemos   a   sorte   de   assisNr   a   dois   espetáculos:  o  primeiro   de  cobras  e  o  segundo   de  aves.  

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CURSO DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO 7º e 8º Anos

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DIA DA EDUCAÇÃO FÍS

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SICA E DO DESPORTO o Junh e d 15 2012

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Quanto  mais  dou  mais  rico  estou Ao   longo   do   ano   leNvo   2011/2012,   as  turmas  do   1º   Ano   do  CEL   fizeram   a  recolha  de  tampinhas  no   âmbito  do  projeto  “Quanto  Mais  Dou  Mais  Rico  Estou”. EsNveram  envolvidos  neste  projeto,   os  alunos,   os  professores   Ntulares  de  turma,   os  encarregados   de   educação  e  a  coordenação  do  CEL. Este  projeto  teve  como  finalidade: -­‐  A  sensibilização  dos  alunos  para  a  importância  da  Reciclagem; -­‐  O  dar  sem  estar  à  espera  de  receber; -­‐  A  parNcipação  aNva  de  todos  na  sociedade; -­‐  A  sensibilização  para  a  protecção  do  Planeta  Azul; -­‐  A  colaboração  para  o  bem-­‐estar  dos  outros; Este  projecto  para  além  da  vertente  ambiental  teve  também  como  finalidade  contribuir  para  a  aquisição   de  material  ortopédico  (cadeiras  de  rodas,  camas  arNculadas,   …)  para  crianças  e  adultos  com  dificuldades   motoras. O  culminar   deste  projecto  sucedeu   no  dia  5   de   junho,   Dia  do   Ambiente,  com  a  entrega  da  recolha  das   tampinhas  efectuada  por  todas  as  turmas  do  1º  ano,  no  Auditório  do  CEL,  ao  senhor  José  Coelho,   elemento   da  nossa  comunidade  que  muito  se  tem  dedicado  a  congregar  o  esforço  dos  Lamecenses  na  dinamização  de   iniciaNvas  similares  a  esta,  e  da  qual  todos  nos  congratulamos  de  ter  parNcipado. O   Coordenador  do  CEL,  professor  Carlos  Azevedo  e  o  senhor  José  Coelho  dirigiram  palavras  de  incenNvo   e  agradecimento  a  toda  a  plateia,   enaltecendo   a   colaboração   e  o  espírito   de  solidariedade  de  todos  os   elementos  envolvidos  neste  projeto.   Para  finalizar,  concluimos  dizendo  “É  com  pequenos  gestos  que  se  constrói  uma  sociedade  melhor”. Até  para  o  ano!  E  um  obrigado  a  todos!

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Número de Junho de 2012