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Sabyne Cavalcanti Portfolio


Um mergulho na terra para retirar a venda que a arte nos impôs. A relação da artista com a terra está ligada a procura de um autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, e é através dessa experiência que a sua arte foi se elaborando e apresentando novas possibilidades para o viver e o fazer. Vida e arte se movendo num terreno comum, o que lhe interessa não é simplesmente apresentar uma ação artística, mas agregar a arte, algo que se apresente como um enigma, não para ser desvendado, mas para gerar novos enigmas. A relação alquímica da artista com os elementos da natureza seja o barro, a grama, a ferrugem, tem se revelado uma fonte de potência poética. Criandos ambientes poéticos destinados a ser um espaço para a manifestação da vida, uma abertura no solo, revestido com grama, convida o publico a comunhão com o elemento terra, a um rito, entre o frio e o quente, o vazio e o cheio, a terra é removida do seu espaço, dando lugar a uma cavidade, uma quase moradia. O que a artista propõe é que todos os participantes vivam novas sensações. Podemos pensar esta descida como um encontro entre vida e morte, é só lembrarmos, que para os Astecas, a terra é a mãe criadora, mas também aquela que se alimenta dos mortos, sendo, portanto também destruidora. Através da construção deste sítio específico, Sabyne Cavalcanti, procura expandir a percepção do mundo apreendido e a importância de ser e estar aqui, compactuando este lugar; isso é a vida feito arte. Solon Ribeiro


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Na filosofia chinesa, o mundo é composto por duas forças complementares do Yinyang que oscilam entre noite e dia, bem e mal, prazer e dor, quente e frio, e infinitas dualidades que engendram tudo o que existe. A terceira lei de Newton afirma que o mundo é regido pelas forças contrárias de ação e reação, evidenciando a dualidade presente em cada ato realizado. Esse princípio dialético está presente na idéia de Sabyne: para construir é preciso destruir, para erguer o alto, é preciso erguer o baixo. O homem constrói seu lar a partir da destruição da natureza, extraindo do solo a argila para o tijolo, das árvores a madeira, das entranhas das montanhas o minério; tudo o que é construído pelo homem é extraido da Terra.

É uma verdade óbvia mas que está sedimentada nas sucessivas camadas de artificialidade produzidas pelo homem, e por isso despercebida. A vida contemporânea urbana é industrializada. Em todos os aspectos o homem usa e consome bens industriais, até a alimentação é artificial. A natureza crua está revestida de asfalto, concreto, alumínio, pvc, silicone, e tantas outras peles polimerizadas. Consequentemente, o viver torna-se sintético, um produto de laboratório - corrigido por doses de diazepam. Realizado apenas com terra e grama, o Projeto Casa de Sabyne Cavalcanti expressa numa linguagem clara as forças duais de Yin-yang:os círculos que sobem são os mesmos círculos que descem. Esta proposta descasca o verniz do “progresso”, questionando o poder de transformação da natureza pelo homem. Construir e destruir são faces da mesma moeda, paga pela ambição humana. Artur V. Cordeiro


Regina Vater 4901 Caswell Av Austin Texas 78751 5125240516 hydie@mail.utexas.edu A quem possa interessar, Meu nome e Regina Vater. Sou artista, brasileira, com ativa carreira internacional, vivendo e trabalhando nos Estados Unidos por quase trinta anos, onde me radicalizei depois de ganhar uma Gugggenheim Fellowship por minha obra conceitual na área de instalaçõees e fotos em 1980. Durante a minha vida artística tive também a oportunidade de organizar e curar algumas mostras de arte brasileira e latino-americana nos EUA: 2002 “Brazilian Visual Poetry -The First International Show”, Mexic-Arte Museum 1988 “Ecological Art is Alive and Well in Latin America/, published in the February issue of High Performance 1984 “Latin American Visual Thinking”, Art Awareness Gallery, Lexigton, New York 1983 Latin American Contemporary Art, Flue, a publication of Franklin Furnance Archives, New York, voLlIl # 2 1982 “Spirits of Brazil”, Janapa Gallery, New York Brazilian Super-8 Films, Millennium, New York 1979 “Contemporary Brazilian Works on Paper, 49 Artists/’ Nobe Gallery, New York Escrevo esta carta para recomendar a artista Sabyne Cavalcanti, que tive 0 prazer de conhecer durante a minha estadia de dois meses em Fortaleza, Ceará, em 2003. Naquela ocasião tive a oportunidade de privar de um contacto frequente com esta artista, já que ela me ajudou a montar minhas instalações numa mostra individual que realizei no Museu de Arte do Instituto Dragão do Mar. Neste encontro tive então oportunidade de conhecer mais de perto, não só a prática artística de Sabyne, mas também várias de suas obras. Desde então, me mantenho informada de suas atividades como artista. Todas estas informações ajuntadas ao meu conhecimento pessoal de sua maneira de operar como artista, me deixa a vontade e estimulada para indicar esta artista. Admiro a qualidade de seu talento e o seu caráter e determinação. Sabyne possui algo que muitos artistas perseguem, mas nem sempre alcançam: uma indomável imaginação, tornando-a uma verdadeira força da natureza. Contudo, pelo que posso entrever, 0 ambiente em que ela constrói a sua obra parece carecer de estímulos intelectuais. Estímulos estes que levariam os seus trabalhos a novos platôs e subsidiariam a artista para assumir, sem receios, a sua intrínseca ousadia. Por tudo isto aqui mencionado, recomendo esta artista para qualquer bolsa ou premio que possa estimula-Ia e ampara-Ia na construção de sua obra. Pois confio plenamente que ela, determinada que e, saberá tirar 0 melhor proveito de qualquer oportunidade que se apresente para aumentar a profundidade e qualidade de seu trabalho. Atenciozamente


Sem tĂ­tulo Ponta seca - Dinamarca. 1998


Sem tĂ­tulo Ponta seca - Dinamarca .1998


Sem título Água tinta - Faculdade Gama Filho. 2000


Sem título Água tinta - Faculdade Gama Filho. 2000


Anéis de Saturno Salão de Sobral - 2002


Anéis de Saturno Salão de Sobral - 2002


Finito Fortaleza/2003


Finito Fortaleza/2003


Finito Fortaleza/2002


Marte Fortaleza/2002


Fotossíntese Museu de Arte Contemporânea do Ceará, 2004


Fotossíntese Museu de Arte Contemporânea do Ceará, 2004


Habitar - Deslocamentos de fronteiras II Praรงa da Bandeira -CE, 2008


Desocamentos de Fronteiras Moita Redonda, 2007


Casa Oca Drag達o do Mar, 2010


Casa Oca Drag達o do Mar, 2010


‘Quem de nós, ao caminhar pelo campo, não foi tomado pelo súbito desejo de habitar ‘a casa dos contraventos verdes?’(...) A casa é um corpo de imagens que dão ao homem razões ou ilusões de estabilidade’ Bachelard


Si MAC - Drag達o do Mar, 2010


Território e Lugar

Proposta de projeto para desenvolvimento

‘O importante é saber que a sociedade exerce permanentemente um diálogo com o território usado, e que esse diálogo inclui as coisas naturais e artificiais, a herança social e a sociedade em seu movimento atual.’ Milton Santos


A ação é uma ligação entre as instituições:

Ruas, praças e a sociedade criando elos. Um caminho que normalmente é percorrido, mas nem sempre é percebido, nem habitado. Territórios esses, muitas vezes marginalizados. Um encontro entre sociedades e ideologias...


Praça dos Leões


Galeria Antonio Bandeira


Galeria Antonio Bandeira


Sobrado Dr. José Lourenço


Centro Cultural BNB


Museu do Cearรก


Projetos Executados


Gravura expandida Resumo O projeto “denominado gravura expandida” visa desenvolver uma pesquisa experimental no campo da gravura, da gravura, pensando as relações dessa linguagem com outras modalidades do fazer artístico. Após as experiências desenvolvidas com a gravura clássica, seja a xilogravura, gravura em metal e técnicas mistas. Venho pesquisando novos suportes para a gravura, libertando-a do tradicional, o papel e consequentemente tirando-a da parede. Com o objetivo de experimentar novas possibilidades para o ato de gravar, realizei diversas pesquisas utilizando materiais naturais como terra, minerais e vegetais e através da luz solar obtive imagens na grama, tornando o ato de gravar único. A questão estava colocada tratase de gravura ou de fotografia? Sabemos que foi através deste procedimento que se desenvolveu a linguagem fotográfica. Não é possível desconhecer que a fotografia é além de tudo um desenho, uma imagem obtida através de luz solar. O encontro da gravura com a fotografia parece um bom inicio para o desenvolvimento de uma pesquisa poética visual, com o objetivo de ampliar a concepção de gravura. Buscando um diálogo com outras linguagens artísticas como o desenho, a fotografia, o vídeo, a escultura e outras modalidades. Penso poder desenvolver novas possibilidades do fazer gravura dentro do universo da arte contemporânea. No que poderíamos denominar de gravura impura, gravura-pintura, gravura-escultura, gravura-instalação.


Objetivos Gerais: Realizar pesquisa teórica e desenvolver experimentos com a gravura com o objetivo de encontrar novos suportes, além do suporte tradicional. Com isso expandir o conceito de gravura, buscando um encontro com a fotografia, o vídeo, o desenho e a escultura e outras modalidades. Apresentar um projeto de site specific no espaço urbano de fortaleza. Específicos: - produzir um vídeo documentando as ações desenvolvidas durante a realização do site specific. - Produzir catálogo contendo texto teórico sobre o desenvolvimento da pesquisa e registro fotográfico das ações. Justificativa Sendo, uma das formas mais antigas de representação plásticas, a gravura como linguagem artística autônoma é um fenômeno relativamente novo na arte. Ela que a principio esteve diretamente vinculada á escrita, á ilustração e aos livros, e mais tarde foi utilizada na elaboração e reprodução de mapas, rótulos, cartazes e marcas, foi desvinculando-se pouco a pouco do seu uso funcional, ganhando autonomia artística, isto pode ser claramente percebido através do estudo da história da gravura. A atitude dos gravadores nas últimas décadas tem abalado princípios básicos da gravura, como a reprodutibilidade, imprimindo sobre suas t elas e combinando impressão e pintura a mão, eles atacam, portanto, um problema central da gravura. A autonomia da gravura vai assegurar a ela a possibilidade de dialogar com outras linguagens, Transformando-se mais que uma técnica, uma linguagem. A gravura é um Campo muito fértil para idéias artísticas na atualidade, e a intenção desse projeto é buscar o lugar da gravura na arte atual, possibilitando novas experiências, e abrindo-se a novos meios e questionando seu próprio estatuto.


Projeto Casa Oca Uma abertura no solo, revestido com grama, convida o publico a comunhão com o elemento terra, a um rito, entre o frio e o quente, o vazio e o cheio, a terra é removida do seu espaço, dando lugar a uma cavidade, uma quase moradia. Podemos pensar esta descida como um encontro entre vida e morte, é só lembrarmos, que para os Astecas, a terra é a mãe criadora, mas também aquela que se alimenta dos mortos, sendo, portanto também destruidora. Através da construção deste sítio específico, procuro expandir a percepção do mundo apreendido e a importância de ser e estar aqui, compactuando este lugar. A CASA é formada pela Cavidade e pela sua forma oposta, a Oca. Usando o mesmo procedimento abaixo, é possível aumentar ou diminuir o número de degraus da CASA, mantendo a mesma proporção de degraus escavados e preenchidos, respectivamente na Cavidade e na Oca.


Objetivos Procedimentos de construção da CASA com dois degraus. Cavidade: 1º Marcar um centro no terreno e traçar uma circunferência com 1,2m de raio. 2º Cavar no limite da circunferência um degrau de 30cm de profundidade. 3º Traçar a segunda circunferência de 90cm de raio, a partir do mesmo ponto central. 4º Cavar no limite da segunda circunferência um círculo-degrau de 30cm de profundidade. 5º Plantar na cavidade a grama adequada ao meio-ambiente do lugar. Se necessário usar barro para fixar a grama ao solo. Oca: Fazer a Oca com a terra retirada da Cavidade, no espaço contíguo ou em outro desejado. 1º Marcar o centro e traçar a circunferência de 1,2m de raio. 2º Preencher no limite da circunferência traçada, um degrau de 30cm de altura. 3º Traçar a segunda circunferência com 90cm de raio a partir do centro da Oca. 4º Preencher a segunda circunferência com um degrau de 30cm de altura. 5º Plantar na Oca a grama adequada ao meio-ambiente do lugar. Se necessário usar barro para fixar a grama ao solo. Observação: Quando necessário, usar um suporte para conter a terra dos degraus da Oca, como por exemplo, uma mureta de tijolos; usar massa de barro no perímetro dos degraus para auxiliar na forma e na sustentação.


Laboratório Experimental de Artes Visuais APRESENTAÇÃO Acreditando em outros processos de criação artístico não restrito ao popular ou erudito, estamos propondo a criação do “laboratório experimental de artes visuais” objetivado a promover o encontro entre artesões que vivem na localidade de Moita Redonda, no município de Cascavel no interior do Estado do Ceará, e artistas convidados para desenvolverem ações em conjunto. Os artistas que estamos convidando para desenvolverem ações no povoado de Moita Redonda em conjunto com as griôs são: Breno Silva (MG), Sabyne Cavalcanti (CE), Solon Ribeiro (CE), Yuri Firmeza (SP). Com 870 habitantes, a localidade de Moita Redonda é o principal pólo de produção de artesanato de cerâmica (potes, jarros, e esculturas) de Cascavel. As Artesãs de Moita Redonda há muito abastecem a região com diversos utensílios de cerâmica e são dominadoras de saberes que são transmitidos de geração a geração. Além de cerâmica, há também os móveis fabricados em cipó de fogo e o labirinto. Em Cascavel acontece a Feira de São Bento, a segunda maior Feira Livre do Brasil, depois da Feira de Caruaru, em Pernambuco. Há tres anos, o casal de artistas cearenses Tércio Araripe e Sabyne Cavalcanti estabeleceram residência no povoado de Moita Redonda e sua casa serve de ateliê para diversas experiências artísticas. Há 20 anos, Tércio Araripe se dedica à pesquisa e construção de instrumentos tendo produtos orgânicos como matéria-prima e atualmente é o idealizador do projeto “Grupo Uirapuru”, uma orquestra de barro, contemplado com o Prêmio Interações Estéticas.


A artista visual Sabyne Cavalcanti, há dez anos vem desenvolvendo pesquisas com os elementos da natureza seja o barro, a grama, a ferrugem e da construção de site specific destinados a ser um espaço para a manifestação da vida. Junto à comunidade de Moita Redonda, a Artista tem desenvolvido diversas experimentações, como o “atelier experimental de gravura”. A proposta do casal é expandir as atividades do atelier, tendo como objetivo tornar a casa-atelier um espaço também de residência para artistas que desenvolvem atividades junto a natureza. O laboratório que propomos é antes de tudo, um convite para aventurar-nos sobre a invenção de uma linguagem e procurar elaborar uma reflexão sobre a rigidez do conceito de arte contemporânea, para daí pensá-las como objeto ímpar de uma produção artística. 2. JUSTIFICATIVA: Propomos com o projeto “laboratório experimental de artes visuais” um espaço para a criação, não como um lugar passivo, mas um espaço dinâmico, vivo, pulsante e aberto à experimentação da imaginação poética; onde os artistas possam elaborar outras fabulações, estimulados pelo encontro das diversidades culturais. Para os artistas convidados, a oportunidade de um encontro com a tradição da criação das artesãs, que transformam barro em arte e cultura. Já para as ceramistas é a oportunidade de um exercício experimental, ampliando o uso dos materiais e da técnica como finalidade utilitária para o da expressão. 3. OBJETIVOS: - disponibilizar um sítio com uma extensão de 1000 m² para elaboração de Projetos de site specific, onde a paisagem seja parte integrante da obra. - proporcionar um encontro para o exercício experimental da arte entre as ceramistas de Moita Redonda e os artistas contemporâneos Brasileiros com a intenção de evitar a separação entre as artes. - contribuir para a continuidade e atualização da cultura tradicional do barro objetivando ampliar o conceito de artesanato. - promover junto às escolas publica do povoado de Moita Redonda e do Município de Cascavel ações de arte educação.


4. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO: 4.1. Pré-produção: 4.1.1. Julho Contratação de equipe de produção e execução de projeto. - contratação de fotógrafo. - contratação de videomaker. - contratação de designer gráfico Elaboração e impressão do material de divulgação. Contração de assessória de imprensa. Reuniões com as ceramistas. curso introdutório de arte contemporânea. 4.2. Desenvolvimento: Após a fase de pré-produção iniciaremos o desenvolvimento que se dará dos meses de agosto a dezembro do corrente ano, onde mês a mês, cada artista traçará seu plano de ação tendo como base os seguintes tópicos: Conversa com o artista: - Reunião das ceramistas com o artista convidado. - Oficina de cerâmica. - Elaboração da ação. - Execução da ação. - Conversa com as ceramistas e artista. - Relatório de avaliação do projeto. No mês de agosto o artista convidado é Solon Ribeiro, em setembro Breno Silva, em Outubro Sabyne Cavalcanti e em novembro Yuri Firmeza. Vale salientar que o projeto conversa com o artista é aberto ao publico e todas as etapas do projeto “Laboratório experimental de artes visuais” serão registradas em fotografias e vídeos.


5. PÓS - PRODUÇÃO: Edição do vídeo e do catalogo. Projeção do vídeo e lançamentos do catalogo na comunidade de Moita Redonda. Impressão do material gráfico. 6. PLANO DE COMUNICAÇÃO: Cobertura fotográfica e vídeografica do projeto Produção e distribuição de releases para imprensa e escolas. 100 cartazes A3. 500 convites. 1 000 catálogos (20x20 cm fechado, 4x4 cores no couchê 60 kg) Tiragem de 100 cópias de DVDs. 7. LOCAL PARA REALIZAÇÃO DO PROJETO O Local que sediará o projeto é a residência do casal Tércio Araripe e Sabyne Cavalcanti, localizada no povoado de Moita Redonda. A residência data de 1928, feita de adobe, barro, carnaúba e telhas de barro branco, tendo como vizinhos a comunidade dos ceramistas. O terreno (1000m²) é composto por mangueiras, siriguelas, coqueiros, laranjeiras, limoeiros, horta orgânica com ervas medicinais, água encanada e de cacimba. O rio Mal Cozinhado fica a 1 Km da residência, o oceano atlântico a 13 Km e Fortaleza a 67 Km. A sede do município de Cascavel fica situada há 20 metros de altitude no pé da Montanha da Mataquirí, entre os Rios Choró e Mal Cozinhado. A existência de boas argilas e também do Caulim, que é uma argila branca, deu origem a cerâmica. Herança maior da presença indígena no Ceará, a cerâmica cozida recebeu ainda forte influência de africanos fugidos de antigas fazendas e que foram ficando nessas paragens. Tribos como Anacés, Paiacus, Genipapos, Canindés que habitavam o Rio Choró, utilizando o barro para produzir seus utensílios caseiros e até para enterrar seus mortos em urnas funerárias formadas de potes de barro.


Sabyne Cavalcanti 8831-5441 / 30814973 sabynetom@yahoo.com.br http://projacampamento.blogspot.com Formação: Artes Visuais- FGF –Fortaleza-Ceará. Março/2000 à julho/2005

Residência em Arte Desenho, Gravura, Pintura e Arte Têxtil Kunsthojskolen – Thorstedlund Frederikssund – Dinamarca 20 de abril a 15 de junho de 1998 27 de junho a 10 de julho de 1998 13 de julho a 26 de julho de 1998


Exposições 2010

Pra Começo de Século - Museu de Arte Contemporânea do Dragão do Mar, Fortaleza - CE

2008

Deslocamento - Praça da Bandeira, Fortaleza – CE.

2005

Intervenção Urbana- Guaramiranga – CE.

2004

Equilíbrio - Centro Cultural Banco do Nordeste, Fortaleza – CE.

2003

Experimental. Museu de arte Contemporânea, Centro Cultural Dragão do Mar, Curadoria: Luiza Interling, Fortaleza – CE. Secult, 93 anos do teatro José de Alencar, Interferência nos tapumes da Praça José de Alencar, Curadora: Dodora Guimarães, Fortaleza- CE. Galeria Aldemir Martins, Exposição Acadêmica, Fortaleza-CE

2002

Salão de Arte Contemporânea Sobral – CE.

2001

Novíssimos - Centro Cultural Dragão do Mar, Fortaleza – CE. Gravura em Metal – Casa D’Arte. Fortaleza- CE.


Prêmios 2010

Exposição na Galeria Raimundo Cela Interações estéticas em pontos de Cultura- FUNART- MINC

2009

Exposição Edital de Cultura do BNB – Cotidiano Contemporâneo Secult – Impressão Ancestral – Pesquisa

2008

1º Edital da Artes da SECULTFOR – Pesquisa e Produção

2005

Projeto BNB de Cultura – Experimental de Gravura – outubro de 2005 a abril de 2006.

2001

Salão de Sobral de Artes Plásticas. Sobral – CE


Pressclipping


Revista Bravo Fevereiro 2004


Gazeta Mercantil 14 de setembro de 2001


O Povo 2003


O Povo julho 2002


O Povo 29 de agosto de 2001


Júlia Lopes julialopes@opovo.com.br 08 Fev 2010 - 02h30min

Arte daqui pra frente Para marcar os dez anos do Museu de Arte Contemporânea, a exposição pra começo de século abre, amanhã, reunindo artistas de diversas origens do Brasil e da América Latina Um apanhado diverso, com muitos suportes, ideias variadas, todas sob o imenso & e por vezes mal compreendido & conceito da arte contemporânea. O que pode a arte? Abre amanhã, às 19h, no Museu de Arte Contemporânea (MAC) do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a exposição Pra Começo de Século, com possíveis respostas. A ideia que conduziu a escolha dos 12 artistas convidados, segundo o curador e gestor do Museu, José Guedes, traça um paralelo com os 10 anos de existência do MAC, comemorados este ano: artistas ``que deslancharam nessa virada de século, que abordam muitas questões de expansão das técnicas``. E mais: ``Acredito que o recado que eles estão dando hoje vai contribuir pra construção de um alicerce pras gerações futuras``.


Dos 12, quatro são cearenses, dois vieram de São Paulo, um do Rio de Janeiro e mais um do Distrito Federal. Os últimos quatro são de países da América Latina & Paraguai, Bolívia, Uruguai e Cuba. ``Procuramos, na escolha dos artistas para essa exposição, acompanhar uma linha de trabalho que já desenvolvemos``, coloca Guedes. Ou seja: intensificar o intercâmbio com a América Latina. Ele indica, ainda, outra linha que pode sugerir uma ligação entre os trabalhos. ``Existe uma questão do desenho. Os espinhos do Euzébio Zloccowick, por exemplo, têm um desenho, expandidos para uma amplitude tridimensional``. Mas os trabalhos sempre sugerem diversas leituras. A do próprio artista, por exemplo, aponta para outro caminho. ‘Você está numa sala, dentro de um museu, que é um lugar de proteção. Mas a sala toma sentido contrário: se você vacilar, pode se machucar’, conta Euzébio. Ele teve para si dois espaços do MAC, que encheu de espinhos colhidos no sertão alagoano. ‘No Natal de 2009 fiz a colheita, no sítio em Major Isidoro, pequena cidade de Alagoas. E passei a trabalhar durante um mês’, detalha. O problema da desproteção é recorrente nos trabalhos do artista: estátuas de santos já foram cobertas de espinhos, gaiolas foram forradas deles. Um processo também laborioso foi o de Sabyne Cavalcanti, que escavou uma das entradas de grama da Praça Verde do Dragão, no Projeto Acampamento. O mesmo desenho que foi cavado ficou ao lado do buraco, como uma espécie de bolo de três andares. ‘Podemos pensar esta descida como um encontro entre vida e morte, é só lembrarmos, que para os Astecas, a terra é a mãe criadora, mas também aquela que se alimenta dos mortos, sendo, portanto também destruidora’, escreveu ela no blog que mantém para divulgar o projeto (www.projacampamento.blogspot.com).


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