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Editorial “Raio de Sol” É o que pretendo transmitir à sua, às nossas vidas. O nascimento desta revista é baseado precisamente na tentativa de ajudar a encontrar a cada um de nós, a melhor maneira de conseguir modificar os seus padrões de vida, de modo a tornarmos esta passagem o mais acolhedora e confortável possível. Ao longo da minha vida, tenho encontrado pessoas de diversas idades sempre à procura. Procuram a felicidade, a alegria, a realização pessoal através do trabalho, da companhia, da riqueza, enfim, muitos passam 70, 80 anos à procura, sem nunca conseguirem encontrar, só que procuram nos sítios errados. E é fácil. E está tão perto. Tão perto, que nem nos apercebemos disso. Tudo o que nós precisamos está dentro de nós. Então porque procuramos fora? Simplesmente porque a maioria de nós não sabe isso. Nunca ouvimos falar disso, antes pelo contrário, nascemos e crescemos a ouvir dizer: Se eu tivesse dinheiro, seria feliz. Se eu tivesse filhos, seria feliz. Se eu encontrasse a pessoa ideal, seria feliz. Se... se... se.... E não é verdade. É para ajudar nessa procura que hoje nascemos. E é a contar com a vossa ajuda também. As experiências de cada um, servirão para nos ajudar a crescer dia após dia. São a melhor escola que existe. Tudo o que vivemos de bom ou menos bom ajudará a crescer interiormente e assim a atingir o que nos propomos: A nossa paz interior. As dificuldades ao longo da nossa “viagem” serão mais facilmente contornadas, com a ajuda e apoio de todos. O seu e o nosso bem-estar são a nossa meta. Ajude a atingi-la. Estamos a nascer num belo e agradável local junto ao rio Tejo, mais propriamente em Alcochete e, com a fantástica equipa que me acompanha neste projecto, temos todos os ingredientes para um risonho e feliz futuro. Não poderia iniciar sem agradecer publicamente a todos os que ajudaram a tornar este sonho uma realidade, assim como ao meu querido amigo e companheiro de jornada, o António Gil, por toda a paciência e amor que partilha comigo. Obrigada. Qualquer nova ideia, sugestão ou crítica, serão sempre bem-vindas. Muita paz e muito amor. Ana Maria Thomä anathomae@gmail.com


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04 BEM-ESTAR Meditação Alimentação Direito

10 SAÚDE Osteopatia Ayurverdica Yoga Medicina oral

18 CULTURA

Educação

01 EDITORIAL 08 PENSAMENTO BUDISTA 32 PARA REFLECTIR


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20 DEPENDÊNCIAS

Droga Apoio às famílias

24 CRÓNICAS Do leitor Cenas do quotidiano Animais

28 LAZER

Recantos da nossa terra Do estrangeiro

Ficha Técnica Raio de Sol Directora: Ana Maria Thomä - Editora: Rotas da Paz, Lda. (rotasdapaz@gmail.com) Colaboradores: Anita, António Fernando Gil, António Sabino do Carmo, Carla Barciela, Hélder Fráguas, Maria José Brilhante, Suria, Valter Cardim, Contactos: Redacção e Publicidade – Apartado 26, 2891-909 Alcochete e-mail: revista.raiodesol@gmail.com Grafismo: Francisco Batarda Tel. 21 215 30 09 - e-mail: franciscojsbatarda@gmail.com Impressão: ESAG – Estúdio de Artes Gráficas, Lda.; Parque Industrial ACIB – Pav. 26, 4750 Rio Covo (Santa Eulália); Telefone: 253 80 93 40 Tiragem: 10.000 exemplares - Número ICS: 124956 - Depósito legal:

SUMÁRIO

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Meditar não é… Um dos temas que iremos abordar nestas páginas são as várias formas de estar na vida e perante a vida.A meditação, por exemplo, é um dos instrumentos capaz de nos ajudar neste percurso. Por isso, nada melhor do que começar por esclarecer algumas ideias préconcebidas sobre esta forma de estar. Meditar não é aplicar um conjunto de técnicas para se atingir um determinado estado de espírito. Isto não quer dizer que não existam certas técnicas que se possam associar com a prática da meditação. Mas é importante compreender que essas técnicas não passam de veículos que nos orientam para modos de estar determinados não só em relação ao momento que estamos a viver, ao nosso próprio ego e mesmo em relação às nossas experiências. Não podemos estar dependentes de nenhum tipo de “bengalas” para conseguir meditar, uma vez que será através da

meditação que conseguiremos atingir um modo diferente de ver o mundo, de conhecer e de amar. Por outro lado, convém também esclarecer que a meditação não é o mesmo que descontrair escrito com outras palavras. De facto, a meditação vem por vezes acompanhada de um profundo estado de relaxamento (descontracção) que conduz a agradáveis sensações de bem-estar. Podemos dizer que a meditação é uma forma de estar que se adapta às circunstâncias em que nos encontramos num determinado momento. Não há dúvida de que a meditação pode ajudar a atingir uma grande descontracção,paz, calma interior e uma nova dimensão da experiência humana. No entanto, na maior parte das vezes as nossas expectativas ficam muito longe da realidade e só com muita prática e determinação se conseguirá encontrar o caminho que nos pode levar a uma maior sabedoria interior. Um outro erro frequente que existe quando se fala em meditação, é julgar que permite controlar os nossos pensamentos ou evitar ter determinadas ideias. Embora esta noção tenha um pouco de verdade em si própria, não existem formas de meditação dirigidas a desenvolver certas formas de estar, como por exemplo ser carinhoso, ter pensamentos positivos,


etc. Muitas vezes, os nossos hábitos de pensamento tornam a prática da meditação mais difícil e impedem-nos de entender o momento presente tal como ele é, forçando-nos a vê-lo mais como gostaríamos que ele fosse. Não estamos perante o agora de coração e espírito abertos. A meditação não é carregar num botão e ser enviado para algures, não é guardar alguns pensamentos e afastar outros.Também não é ficar com a mente vazia. É uma decisão interior que orienta o coração e a nossa mente para uma maior consciência do momento presente tal como ele existe, simplesmente porque está a acontecer naquele momento.Esta aceitação não é fácil de aceitar,especialmente quando o momento que estamos a viver não vai ao encontro das nossas expectativas, dos nossos desejos e fantasias.

Meditar é acima de tudo uma forma de conseguir uma maior

serenidade interior, de ver a vida tal qual ela se nos apresenta evitando cair no mundo da fantasia, das expectativas e dos desejos. Permitindo-nos viver com mais simplicidade.

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BEM-ESTAR

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Nutrição e Bem-Estar Carla Barciela (Formação Macrobiótica, especialista em Nutrição)

É sem dúvida um dos temas mais abordados da actualidade. Todos queremos sentir-nos melhor e ter uma boa aparência, mas as questões persistem. O que comer?..... O que deixar de comer?..... Que quantidades?….. Boa ou má nutrição?.... Dietas?.... Qual a melhor dieta?..... A minha saúde está em risco? ….. O que são suplementos nutricionais? ….. Qual a sua importância?.... Enfim, e por aí fora…são questões que muitos se põem a si próprios e às quais, muito poucos obtêm a resposta que melhor se adequa a si próprio e ao seu estilo de vida. Neste espaço, tentarei dar algumas informações simples e partilhar convosco a minha experiência nesta matéria. Sou uma aluna efectiva e sempre pronta a aprender também. Estou por isso mesmo pronta a responder a algumas questões que me queiram colocar. Agradeço à Ana Thomä o convite para este projecto, o qual aceitei com todo o prazer. Espero não vos desiludir.


Bem-Estar segundo a lei Helder Fráguas Juiz (hjfraguas@hotmail.com)

O bem-estar de todos nós depende, em grande medida, do conhecimento que tivermos dos nossos direitos e das leis que defendem as nossas posições. Em casa, no trabalho, nas férias, nos momentos mais difíceis: podem sempre surgir conflitos ou poderemos somente querer evitálos. Conhecer a lei que nos rege é um passo importante. Poder-se-á concluir que é viável viver com maior qualidade. É o que se procurará fazer neste espaço. A vizinha de cima não se coíbe de fazer ruído durante a noite? O morador da casa ao lado passa a vida a implicar com o nosso cão? Uma colega de trabalho foi atropelada quando se ausentou do escritório para tomar café. O seguro de acidentes de trabalho foi logo accionado e prontamente ela recebeu uma indemnização. Agora, o mesmo sucedeu com um colega que foi adquirir um maço de cigarros e a companhia de seguros recusa-se a satisfazer o respectivo pagamento. Vale a pena instaurar um processo em tribunal? Naquele momento de luto, é-nos apresentada uma factura de um funeral e só nesse momento nos apercebemos que nem sequer falámos no preço. Somos obriga

dos a pagar o que a agência funerária exigir? Após uma longa espera no aeroporto, somos informados de que o avião só partirá no dia seguinte. Nada nos dizem quanto ao alojamento. Poderemos permanecer num hotel e contar com o reembolso da quantia despendida? Se soubermos as repostas, o nosso bem-estar poderá bem ser superior.

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BEM-ESTAR

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Saber perdoar é sinónimo de libertação. O ressentimento que fica no coração causa sofrimento e pode mesmo fazer perder o sono e a alegria de viver. Todos os seus problemas podem ser resolvidos com um único gesto: o perdão. As dúvidas têm um efeito devastador e impedem que a energia seja bem canalizada. Deixe de estar preso(a) ao passado, perdoe e arrisque para que o seu crescimento se torne possível.

(ensinamento budista)


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A Osteopatia Maria José Brilhante Osteopata D. O.

Deriva da medicina dita “Medicina Convencionada ou Alopática”, que se iniciou no século XX, tendo como fundador um médico americano, chamado Dr. Still. Trata-se de um sistema de diagnóstico e tratamento, que dá a possibilidade ao organismo de voltar ao seu funcionamento normal e equilibrado, através de técnicas terapêuticas manuais. O Osteopata é consultado pelos mais diversos problemas: desde dores nas costas, na cabeça, num braço ou numa perna, até tonturas, adormecimentos nos braços ou nas pernas, más digestões, insónias, hérnias discais, entorses, etc. As técnicas usadas são escolhi-


das em função do problema que o paciente apresenta, da sua idade, da condição articular, muscular e psicológica. A Osteopatia, para qualquer diagnóstico que faça, ou qualquer técnica de tratamento que execute, considera sempre o paciente como um todo. A coluna vertebral é sempre analisada com muito pormenor, pois do seu bom funcionamento dependem muitas outras estruturas. Nesta secção irei tratar de temas específicos, assim como procurarei responder a dúvidas que me sejam colocadas.

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SAÚDE

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Ayurvédica – Ciência da Vida Valter Cardim (Swami Gyanesh)* A Ayurveda é um antigo sistema indiano de cura holística que utiliza um modelo que leva em conta a constituição do indivíduo. O seu objectivo é servir de guia no que diz respeito à alimentação e estilo de vida para que os indivíduos saudáveis permaneçam saudáveis e os que tenham problemas possam alcançar a saúde, ou seja, é uma ciência que procura promover a saúde e a felicidade. Há vários aspectos na Ayurveda que são únicos: • As suas recomendações são diferentes para cada indivíduo no que respeita à alimentação e estilo de vida que devem adoptar para que permaneçam equilibrados e com saúde. • Foca-se no estabelecimento e manutenção do equilíbrio das energias da vida dentro de

nós e não só nos sintomas individuais. Na Ayurveda os diagnósticos são confirmados pela observação, análise, exame directo e pelos conhecimentos extraídos dos antigos textos sagrados. Reconhece as diferenças constitucionais de todos os indivíduos, que são únicas, e por isso recomenda diferentes regimes para diferentes tipos de pessoas. Embora duas pessoas possam aparentar ter os mesmos sintomas exteriores, as suas constituições energéticas podem ser diferentes e por isso necessitarem de diferentes tratamentos e remédios. A Ayurveda é um sistema médico completo que reconhece que toda a inteligência e sabedoria flui de uma única fonte Absoluta (Paramatman). A saúde manifesta-se pela graça do Absoluto actuando através das leis da Natureza (Prakriti). A Ayurveda promove a harmonia entre o indivíduo e a natureza, levando-o a viver uma vida de equilíbrio e de acordo com as suas leis. A Ayurveda parte do princípio de que existem forças energéticas que influenciam os seres


humanos. Estas forças são chamadas de Tridoshas e são descritas como as três energias fundamentais que regulam todo o processo natural nos níveis macrocósmicos e microcósmicos. Isto é, as mesmas energias que produzem efeitos nas várias galáxias e sistemas solares estão a operar a nível da fisiologia humana – na sua própria fisiologia. Estas três energias universais são conhecidas como Tridosha. • Uma vez que a Ayurveda relaciona de forma intrínseca o corpo com a mente,ela conjuga ao mesmo tempo uma enorme quantidade de informações sobre esta matéria nos seus diagnósticos e tratamentos. • Os antigos médicos Ayurvédicos compreenderam a necessidade de preservar a aliança entre a mente e o corpo e oferecer à humanidade ferramentas para relembrar e nutrir os aspectos subtis da humanidade.

A Ayurveda busca curar a fragmentação e a desordem do complexo corpo-mente e restaurar a plenitude e harmonia em todas as pessoas. Por isso, a Ayurvédica é muito mais do que um sistema médico, é uma Ciência de Vida. Todos nós somos partes integrantes da Natureza. Tal como os animais e as plantas que vivem em harmonia e utilizam as Leis da Natureza para viverem saudáveis e em equilíbrio. A Ayurvédica, através dos conhecimentos que possui, procura levar os humanos também a viverem de acordo com essas leis e princípios. É, portanto, correcto e justo dizer que a Ayurvédica é um sistema que ajuda a manter a saúde, pois utiliza os princípios inerentes da Natureza. Ela leva os indivíduos a reencontrarem o seu equilíbrio e viverem como seres verdadeiros, de acordo com a sua essência. A Ayurvédica é, assim, uma ciência que existe desde o princípio dos tempos, pois desde sempre fomos governados pelas Leis da Natureza.

* Swami Gyanesh tem-se dedicado ao estudo de técnicas que trabalham o corpo desde 1978. Em 1989 viajou para a Índia onde estudou Ayurvédica com a mestre Kusum Modak. Participou em vários workshops na Rajneesh Foundation International. Especialista em Massagem Ayurvédica, Medicina Ayurvédica, Meditação Osho, Cristalterapia.

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SAÚDE

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YO G A Surya (Directora do Centro de Yoga Sivananda de Lisboa)

O Yoga é uma ciência completa da vida, que teve a sua origem na India à aproximadamente 5.000 anos.

É um sistema de desenvolvimento e evolução pessoal que abrange o corpo, a mente e o espírito. Os antigos yoguis alcançaram uma compreensão profunda da natureza essencial do ser humano e daquilo que ele precisa para viver em harmonia consigo mesmo e com o seu meio ambiente. Para o yoga, o corpo físico é como um veículo, a mente é o condutor e o espírito a verdadeira identidade do homem. A acção, as emoções e a inteligência são as três forças que movimentam o corpoveículo. Para que exista uma evolução integrada, estas três forças devem estar em equilíbrio. Tendo em consideração a relação recíproca entre corpo e mente surgiu este método que mantém esse equilíbrio e que se pode condensar em 5 pontos: •

Exercício adequado: as posições (ásanas) do yoga exercitam todas as partes do corpo, estirando/alongando e tonificando músculos, articulações, coluna vertebral e todo o sistema ósseo. Operam também sobre órgãos internos, glândulas e


nervos, mantendo todos os sistemas orgânicos de excelente saúde. Respiração adequada: são exercícios de respiração yoguica (pranayama). Revitalizam o corpo e ajudam a controlar a mente. Com eles sentir-se-à sereno e renovado. Relaxamento adequado: (Savásana). Liberta a tensão existente a nível psicosomático e repousa todo o organismo, ensinando a renovar e preservar a energia. Alimentação adequada: deve

ser nutritiva, bem equilibrada, com base em alimentos frescos e naturais. Ensina a manter o corpo leve, flexível e a mente calma através da comida. Pensamento positivo e meditação: aumenta a claridade, o poder da mente e a capacidade de concentração.

Om Shanti !

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SAÚDE

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SAÚDE

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Dentes:

de tudo um pouco Sabino do Carmo Dentista

Dentes cuidados compõem o sorriso e contribuem para a expressão facial de cada pessoa ao servirem de suporte aos músculos faciais e também estão associados a aspectos estéticos e à auto-estima dos indivíduos, conferindo à face um “cartão de visita” do indivíduo no seu relacionamento social. Além disso, muitos dos sons produzidos pelas cordas vocais são trabalhados pela interacção da língua com os dentes. Na falta destes, não é possível uma pronúncia perfeita. Mas os dentes também são fundamentais para permitirem a correcta mastigação dos alimentos, preparando-os para que o nosso estômago e intestinos, sem esforço suplementar, retirem dos alimentos, já convenientemente mastigados, os elementos essenciais à vida. A higiene oral é por isso também o principal factor para manter uma saudável cavidade oral. Assim, quase todas as doenças que afectam a boca podem ser travadas através de uma correcta

e eficaz higiene oral, cuja principal função é a remoção da placa bacteriana da superfície dos dentes e que se deve iniciar como hábito diário desde a erupção do primeiro dente do bebé. É que, cuidar bem dos dentes parece que pode ainda prevenir um dos principais sintomas do envelhecimento: a perda de memória - segundo um trabalho publicado na revista britânica “New Scientist”. Por isso devemos ter em conta que uma dieta diversificada e uma boa digestão dependem, em certa medida, de uma dentição em bom estado que resulta sempre de uma boa higiéne oral e que deve ser iniciada regularmente desde a mais tenra idade. Neste nosso espaço procuraremos abordar todas as questões que envolvam este tema e, para tal, contamos convosco e com as vossas questões.


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ABC da Todo o nosso organismo é coberto por uma membrana que protege o corpo, ao qual chamamos pele, como sabe. O que talvez não saiba é que, antes da pele começar a transmitir sinais tais como manchas, rugas, etc., deve começar a ser devidamente tratada, a fim de que esses sinais apareçam o mais tarde possível. No caso das rugas, por exemplo, e contrariamente ao que muita gente pensa, há que começar a tratar da pele bem cedo, a fim de as evitar. Quando aparecem, são para ficar. Deixamos-lhe aqui algumas dicas fáceis, que muito irão ajudar nesse processo de retardamento do envelhecimento da pele: • • • • • •

Boa alimentação Beber minimamente 2 litros de líquido por dia Repousar o suficiente Não fumar e evitar locais com muito fumo Tratar a pele Evitar longas exposições ao sol

Nas próximas edições iremos tentar explicar como preparar a pele antes de sair de casa, a fim de sofrer o menor dano possível.

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Manifesto 2000 Respeitar a vida Rejeitar a violência Ser generoso Ouvir para compreender Preservar o planeta Redescobrir a solidariedade

O Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-Violência foi esboçado por um grupo de laureados com o prémio Nobel da Paz nos finais dos anos noventa. Milhões de pessoas em todo o mundo assinaram esse manifesto e comprometeram-se a cumprir os seis pontos descritos acima, agindo no espírito da Cultura de Paz dentro de suas famílias, no seu trabalho e nas suas cidades. Tornaram-se, assim, mensageiros da tolerância, da solidariedade e do diálogo. A Assembleia Geral das Nações Unidas viria, mais tarde, a declarar o período de 2001 a 2010 a “Década Internacional da Cultura de Paz e Não-Violência para as Crianças do Mundo”.

Respeitar a vida “Observe atentamente o caminho que o seu coração aponta e escolha esse caminho com todas as forças” Provérbio hassídico Rejeitar a violência “O primeiro princípio da acção não-violenta é a não-cooperação com tudo que é humilhante” Mahatma Gandhi Ser generoso “A generosidade – o amor – é o fundamento de toda a socialização porque abre um espaço para o outro ser aceite como ele é. E, a partir daí, podermos desfrutar da


sua companhia na criação de um mundo comum, que é o social” Humberto Maturana Ouvir para compreender “Num diálogo não há a tentativa de fazer prevalecer um ponto de vista particular, mas a de ampliar a compreensão de todos os envolvidos” David Bohm Preservar o planeta “O homem não teceu a teia da vida. Ele é apenas um de seus fios. O que quer que faça à teia, ela faz-lhe o mesmo a si” Chefe Seattle Redescobrir a solidariedade “Quem faz o próximo sofrer, pratica o mal contra si mesmo. Quem ajuda os outros, ajuda-se a si mesmo” Leon Tolstoi

As metas deste Manifesto terminarão em 2010, estamos em meados de 2006, e quantos destes objectivos não foram adiados ou estão mesmo esquecidos? Aqui fica um alerta para que não abdiquemos da sua con-

tinua procura e para que se continue o esforço para difundir o mais possível estes princípios entre todos os cidadãos, nomeadamente entre os mais jovens. Porque não transformar alguns destes princípios (porque não todos…) em matérias aplicáveis nos projectos da Área Escola. Estamos certos que os nossos professores não terão dificuldades em motivar os seus jovens para efectuarem trabalhos onde possam aprofundar estes temas.

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CULTURA

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A droga e o jovem O jovem, desprovido de maturidade emocional, vivendo a complexidade da vida humana, o medo de enfrentar dificuldades, as frustrações e as modas, é um forte candidato à utilização das drogas. Os jovens poderão recorrer às drogas para: • reduzir a tensão emocional ansiedade; • remover o aborrecimento; • alterar o humor; • facilitar o encontro de amigos; • resolver problemas; • seguir colegas; • estar na moda; • expandir a consciência transcender; • buscar o auto-conhecimento; • atingir o prazer imediato; etc., etc. O jovem utilizador de drogas tem dificuldade de formar um “eu”adulto e tem uma sensação de estar incompleto, e, aí a droga age como um cimento nas fendas da parede que

completa o seu “eu” – fase intermédia que o pode diferenciar do toxicómano. A droga aparece para preencher o vazio. O início do uso de drogas é uma lua de mel. Os pais ficam longos anos desconhecendo que o filho as utiliza. Depois da “lua-de-mel” vem o desconforto de estar sem o produto, aumenta a “tolerância” (necessidade de mais doses para o mesmo efeito) e a “dependência” (dificuldade de controlar o consumo). Geralmente, encontramos jovens que usam drogas legais e ilegais nos espectáculos e em festas, mas que não se consideram dependentes delas.“Brincam com fogo” e desprezam toda a informação científica que alerta para os perigos da “tolerância” e da “dependência”. A experiência internacional, divulgada por vários estudos efectuados por especialistas, constata a existência de alguns factores que, juntos, favorecem o desenvolvimento da “toxicomania” ou “dependência química”: o jovem e a sua personalidade e o momento em que ele se encontra no seio da família e da sociedade. O que leva o jovem a fazer uso de droga é a busca do prazer, da alegria e da emoção. No entanto, este prazer é solitário, restrito ao


próprio corpo, cujo preço é a autodestruição. Tudo isto fá-lo esquecer a vida real e afundar-se num mar de sonhos e fantasias. O uso de drogas pode ser uma tentativa de amenizar sentimentos de solidão, de inadequação, baixa autoestima ou falta de confiança, referem vários estudos internacionais. Procura de afirmação Além do prazer, a droga pode funcionar como uma forma de o adolescente se afirmar como igual dentro do seu grupo. Existem regras no grupo que são aceites e valorizadas pelos membros, tais como: o uso de certas roupas, o corte de cabelo, a frequência de certos locais e… a utilização de drogas. É no grupo que o jovem busca a sua identidade, faz a transição necessária para alcançar a sua individualização adulta. Porém, o jovem tem o livre-arbítrio na escolha dos companheiros. O tipo de grupo com o qual se identifica tem muito que ver com sua personalidade. Outra motivação forte para o jovem buscar a droga é a transgressão. Transgredir é contestar, é ser contra a família, contra a sociedade e seus valores. Uma certa dose de transgressão na adolescência é até normal, mas quando ela exige o recurso às drogas, representa a desilusão e o desencanto. Por vezes, os jovens utilizam determinadas drogas para

criticar a incoerência do mundo adulto que usa e abusa das drogas legais como o álcool, os cigarros e os medicamentos. Acreditam que os adultos deveriam ser um “porto seguro”, um referencial da lei e dos limites. No entanto, muitos adultos não param para reflectir sobre os seus comportamentos. O “poder juvenil” é uma característica da adolescência que faz com que o jovem acredite que nada lhe vai acontecer. Pode ter relações sexuais sem preservativo e não vai engravidar ou apanhar SIDA ou DST, pode usar drogas e não se tornará dependente. Os adolescentes são muito influenciáveis pelas modas e pelas subculturas, são contestatários, sofrem conflitos entre a dependência e a independência,

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DEPENDÊNCIAS

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têm uma forte tendência grupal, um desprazer da vida urbana feita de rotina e uma grande ausência de criatividade. Alguns adolescentes fazem mesmo a descoberta do valor da vida em confronto com a morte, através de desportos violentos e até das drogas. Hoje, passada a época dos hippies, 30 anos depois, reconhecemos o grande equívoco dos anos 60 – todas as drogas causam dependência e uma “falsa” sensação de poder. Segundo estudos divulgados em revistas médicas, o desejo de drogas é sempre a busca de algo mais e a sociedade actual tem pouco a oferecer para o jovem até que seja considerado adulto produtivo, a sua vida tem pouco significado e muitas vezes os seus modelos são os heróis intocáveis da televisão. Os jovens precisam de responder à questão “Quem sou eu?” É tão difícil para o jovem ser ele mesmo que acaba representando vários papéis,um em casa,outro com os colegas, outro na escola, esperando ser ouvido. Chegar aos 18 anos não chega, porque o momento em que a sociedade o aceitará e aprovará seus conceitos, pensamentos e criatividade ainda lhe parece estar muito longe.

Os pais não sabem o que fazer com a caótica energia do jovem e a escola muito menos. O jovem vive uma realidade tensa com as notas, provas, semestres... sem encontrar um sentido real para a sua força e valor. Esta separação emocional e intelectual é uma “provocação” podendo conduzir ao “aluno desistente”. Desistir de estudar é sedutor, é uma defesa contra um mundo hostil. As drogas aliviam o desconforto social, funcionam como uma cortina de fumo para disfarçar a sensação de vazio. O que acontece é que as drogas dão uma percepção de realidade passiva. Podem mesmo ser um caminho para a expansão da percepção consciente, porém é um caminho passivo, de fora para dentro, é artificial e causa dependência. A verdadeira dimensão do Homem não é passiva, exige vontade, práticas de respiração, meditação e recolhimento interior. Quando os jovens encontram uma finalidade na vida, reconhecem a força do seu coração e da sua intuição, não sentem necessidade de recorrer às drogas como meio de fuga. Podem sentir a energia criativa que emanam.


Droga nas famílias Anita anita.raiodesol@gmail.com Apartado 26 2891-909 Alcochete

Este tema é de extrema delicadeza e sensibilidade. O que é ter uma pessoa dependente de qualquer tipo de droga na família? Só quem passa ou já passou por isso, é que tem exactamente a dimensão do que isso representa. As noites sem dormir, esperando que essa pessoa chegue a casa. A expectativa de como virá ou se virá.Será que vem embirrar com todos? Será que vai bater em alguém? Será que…………...? Os roubos na família (e não só),os maus-tratos verbais e físicos que geralmente acompanham essas fases em que o nosso marido, o nosso filho, o nosso ente querido, não está consciente do que faz,mas é,isso sim,o resultado do que está a tomar. São tantas as possibilidades que se torna impossível descrevê-las. Claro que, todos sabemos que, quem bebe é porque quer, quem toma outro tipo de drogas é porque quer,mas a realidade é que depois de algum tempo, isso passa

a ser uma doença, e como tal tem de ser tratada. Não nos iludamos no entanto, porque só se consegue tratar, quem quer ser tratado. Só se consegue ajudar, quem quer ser ajudado. Lá diz o ditado: Não ajudes quem precisa,mas sim quem quer ajuda. E é verdade. Pensar o contrário é tentar lutar contra a maré. Até que eles sintam essa necessidade, tentar ajudar as famílias atingidas por esse grande drama, é a nossa finalidade. Existem meios para informar e ajudar a superar melhor essa situação. Entretanto, vamos dar a conhecer a experiência pessoal de cada um, a fim de conseguirmos dar força uns aos outros, porque unindo forças, a meta ambicionada será mais fácil de atingir. Aguardamos a vossa colaboração. Entretanto, recebam um abraço amigo com muito carinho.

Não ajudes quem precisa, mas sim quem quer ajuda.

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DEPENDÊNCIAS

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CRÓNICAS

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… do leitor Sem revistas não há leitores, mas sem leitores também não existem revistas. Para que ambos sejam possíveis e tenham resultados positivos, é necessário que, a atitude de ambos seja activa. Quer isso dizer que, este espaço existe para que nele possa expor todas as suas dúvidas, sugestões, perguntas, esclarecimentos de qualquer ordem, a que nós procuraremos responder com toda a rapidez possível. Conte-nos as suas histórias que, de algum modo possam ajudar os outros. As nossas experiências, apesar de muitas vezes nós pensarmos o contrário, servirão

sempre para que, por esse mundo fora, possam ajudar alguém. Uma história bonita servirá para mostrar que o mundo não é tão mau assim. As histórias menos boas, servirão muitas vezes para ajudar os outros a não cometer os mesmos erros que nós. E é dessa partilha que eu gostaria que tomasse parte activa. Tudo o que se faz sozinho custa muito mais. Ao trocarmos opiniões e experiências, verificamos que não estamos sós e que podemos serão úteis aos outros, assim como eles a nós. É TÃO BOM PARTILHAR COM OS OUTROS ….. PARTICIPE! COMUNIQUE! CONTACTE!

Escreva para: revista.raiodesol@gmail.com ou Apartado 26 2891-909 Alcochete


Cenas do quotidiano Tema: Turismo Procurando no Norte a possibilidade de usufruir duns dias calmos e tranquilos, informaram-me sobre várias alternativas em quintas de turismo rural. Casas maravilhosas que foram restauradas (a maior parte com fundos do estado), e que estariam abertas para receber hóspedes. Felizmente que o governo não permitiu que fossem destruídas casas, que são verdadeiras obras de arte e por isso, também enriquecem o património nacional. Verdadeiramente feliz com a ideia, comecei a procurar pelas localidades que mais me interessariam. E foi uma verdadeira odisseia, a tarefa a que me propus. Primeiramente, os preços que encontrei eram tão elevados que estavam verdadeiramente fora da minha bolsa. Continuei rumo ao Norte, na esperança de que os preços fossem mais razoáveis e aí, veio a continuação do desapontamento. Encontrei várias casas, belas, imponentes (como nos contos de fadas). Deparou-se-me então, outra situação pouco agradável. Umas, apesar de terem carros à porta (2 ou 3 provavelmente dos donos) e dos meus toques insistentes nas campainhas, nem se dignaram a abrir. Outras, encontravam-se fechadas completamente. Já cansada e devido ao tardio da

Rural

hora, resolvi procurar um hotel que pudesse pagar (mesmo assim caro), e no dia seguinte, lá parti rumo à Galiza, onde passei uns dias fantásticos, num local acolhedor e com um preço bastante bom. Sendo verdade que a recuperação da maioria dessas casas foi subsidiada pelo governo, ou seja, com o dinheiro de todos os portugueses, é de facto brutalmente injusto que os preços praticados nas mesmas, seja de tal modo elevado que só possam ser utilizadas por pessoas com muitas posses. Por outro lado, o facto de não as abrirem, de forma a pôr em prática a finalidade pela qual foram recuperadas, mostra-nos que, uma vez mais, são sempre os mesmos a pagar, para que uma minoria viva bem e sem problemas. Será que ninguém se interessa em verificar de que forma os nossos subsídios são utilizados? Não seria altura de se começar a olhar mais para baixo, a fim de evitar que as diferenças continuem a ser sempre maiores? Não terá o povo direito a usufruir daquilo que tanto lhe custa a pagar? Quem sabe irá alguém investigar e não deixa “cair mais uma em saco roto”?

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CRÓNICAS

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ANIMAIS … OS NOSSOS AMIGOS! É interessante ouvir as pessoas falar sobre os seus animais ou sobre os animais em geral. Regra geral, gostam muito. Existem poucas pessoas que tenham coragem de dizer que não gostam de animais. Mas é legítimo e nada nem ninguém tem o direito de condenar tal sinceridade, antes pelo contrário. A mim, o que me parece terrível é que, muitas das pessoas que dizem gostar muito de animais, tenham comportamentos tais que, até quem assume não gostar deles fica chocado. Focarei a seguir alguns desses comportamentos, das pessoas, não dos animais claro,que,a qualquer ser humano deixa apreensi-

vo: • Chegam as férias. Que fazer aos animais de estimação? Abandoná-los é o que fazem muitas pessoas. Como é possível tal situação? Como se pode pôr um animal na rua, depois de ter cuidado dele durante um ano ou até mais? Como se consegue comunicar isso aos filhos? Que adultos estamos a criar? Que valores lhes estamos a transmitir? Eu penso que, quem tem coragem para o fazer, também conseguia abandonar um filho quando este “chateia”. Só que abandonar um filho dá prisão, um animal, ninguém sabe. Ah! Por falar em filhos, será que essas pessoas não pensam no sofrimento das crianças ao perderem um amigo? • Nem sempre acaba aqui o assunto dos que abandonam os seus animais. Ainda pior do que isso é, ao regressar das férias, voltar a comprar um animal, que se abandona nas férias seguintes. Não estejam chocados, existe mesmo. Comentar….. não vale a pena ……fala por si …….


• Uma situação também pouco humana, mas bastante comum, é aquela em que se compra um c ã o bem grande, para ter fechado num andar de 3 assoalhadas sem uma varanda. Para quê? Para mostrar aos vizinhos, naquelas duas vezes por dia em que, a correr traz o desgraçadinho à rua, que tem um cão caro. • Ainda há aqueles que, para o animal não sujar a casa quando não estão, o deixam fechado numa varanda exígua, quer de verão, quer de Inverno. Habitar perto e ouvir dia após dia, o animal uivar, ladrar durante todo o dia, quer com frio, quer

com excesso de calor (quase 40º ao sol), indigna qualquer pessoa, até quem não gosta de animais. Vamos ajudar a que isso não aconteça. Quem sabe se tentarmos conversar com os nossos vizinhos, consigamos resolver os problemas de alguns animais. Já seria bom. Ao mesmo tempo, estaremos fazendo uma tentativa para a consciencialização das pessoas ao nosso redor. Evitemos também que as crianças assistam a essas atitudes, pois isso será utilizado por elas no futuro. Transmitanos aqui a sua opinião e quem sabe, poderemos ajudar a resolver o problema dalguns animais. Eles ainda não falam…

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CRÓNICAS

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RECANTOS DA Nos últimos três anos, tenho viajado um pouco pelo nosso país e confesso envergonhada, ter andado por cá mais de meio século, sem o conhecer minimamente. Por razões profissionais tenho viajado bastante, e finalmente comecei a descobrir belezas escondidas, daquelas que as agências de viagens não exploram, com muita pena minha e dos turistas, que se iriam certamente deliciar. E é simplesmente isso que eu gostaria de poder mostrar: cantos deliciosos, com histórias, monumentos, lendas até, enfim tudo o que for possível, sobre a beleza que o nosso país encerra, sem ser só nas cidades principais.


NOSSA TERRA

Pela minha parte, irei tentar partilhar algumas coisas maravilhosas que já vi e o que por aí irei encontrar ainda. A si, aqui fica o convite: se a sua terra tem algo especial para partilhar connosco, não hesite, só com a sua ajuda conseguiremos enriquecer este recanto e ajudar a divulgar as belezas da sua e da nossa terra. Para tal contacte-nos para: Revista: raiodesol@gmail.com ou Apartado 26 2891-909 Alcochete

Bem hajam!

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LAZER

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DO

ESTRA

Procurar transmitir o que de belo existe por esse mundo fora, é a finalidade deste espaço. Partilhar o que nos é possível com quem não tem essa possibilidade é, na verdade maravilhoso. Com a vossa ajuda, iremos certamente fazer deste espaço um recanto de beleza e de tradições. Contar maneiras de viver e de trabalhar no estrangeiro, procurando transmitir outras formas de estar, diferentes das nossas, acompanhando tudo com algumas fotos que ilustrarão o que pretendemos transmitir. É assim que iremos tornando o desfolhar desta revista num momento de prazer e de lazer também. Deixando voar a imaginação e quem sabe se, de repente, não surge a oportunidade de fazermos a tal viagem de sonho? Querer é poder. É válido para todas as situações na vida. Vamos sonhar e colaborar para ajudar a tornar tudo isto possível. Bem Hajam! Contacte para: revista.raiodesol@gmail.com ou Apartado 26 2891-909 Alcochete


NGEIRO Um dia na Corunha Cidade com cerca de 240.000 mil habitantes, com um enorme património cultural, com as suas Igrejas antigas, belas praças ajardinadas, uma marina recheada de belos barcos, veleiros, onde durante a minha visita até tive a sorte de poder visitar uma feira do livro. O comércio é espantoso pois, à parte dalguns centros comerciais, ainda se encontra acima de tudo, muito comércio local, daquele onde ainda todos se conhecem e cumprimentam. Restaurantes, cafés, cervejarias onde uma única pessoa consegue servir, levantar mesas, preparar bebidas, limpar e ainda tem tempo para um sorriso ou até uma palavrinha simpática aos mais conhecidos. Além da organização e da eficiência, mais uma vez se comprova de que sorrir facilita a vida, além de ajudar a ter um dia melhor. Depois de uma manhã bem movimentada, rapidamente chegaram as 14 horas: fecham as lojas, desaparecem as pessoas e acaba o trânsito, como por encanto. Fiquei surpreendida e pensei – “Meu Deus, para onde foram todos?”. Continuamos a deambular pelas ruas desertas e, de repente, tal como antes, o movimento

recomeçou. Eram 17 horas. De novo, cafés cheios, lojas abertas, as ruas com filas de automóveis, enfim, um fenómeno (para mim), a que eu jamais tinha assistido. Chega a noite e a alegria que se encontra naqueles locais é efectivamente contagiante. Ainda há quem saiba viver… Trabalham, divertem-se e conseguem ter um nível de vida muito bom. Como será que conseguem?

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LAZER

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Para reflectir... Ao ler o que se segue, senti de imediato o desejo de o partilhar convosco. Espero que não faça parte de uma família que vive assim, mas se for, está sempre a tempo de modificar, antes que o seu filho faça uma redacção destas….. A redacção! A professora pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite, corrigindo as redacções, ela deparou-se com uma, que a deixou muito emocionada. O marido que, nesse momento, acabava de entrar, ao vê-la chorar perguntou-lhe o que aconteceu e ela simplesmente disse: - Lê! E deu-lhe a redacção do miúdo: QUERO SER UM TELEVISOR “Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor. Quero ocupar o seu lugar.Viver como vive a TV de minha casa.Ter um lugar especial para mim e reunir minha família ao meu redor...Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. Ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo que esteja cansado. Que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar. E ainda que os meus irmãos “briguem” para estarem comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, que eu possa divertir todos. Senhor, não te peço muito. Só quero viver o que vive qualquer televisor!” Comenta o marido da professora: - Meu Deus, coitado do miúdo. Mas que pais!!!. A professora olha para o marido e diz: - Esta redacção é do nosso filho. Que a paz, o amor e o discernimento inundem o seu coração!


Raio de Sol  

Revista sobre bem estar

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