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indice er or t i e r ruid io l l r e o t i k a s e ic rial - Dun ho de litar n d o n i i o il 03 -- Editoevistaa - punPunk sra M o eirocio? 04 - Entrrevist grito rashe n Ja Neg ndo 06 - ent - Um a - Th e d mo me 08 - A.S.r evist l el azis eco ck 1 0 - En t r H r a - N 12 14 - $ queo Att 16 - O em 17 - D 18


Editorial Esta edição especial foi construída para ser publicado de forma online, contendo o mesmo conteúdo do impresso mas, com algumas novidades. A intenção é fazer uma publicação com mais qualidade com um layout mais trabalhado para valorizar um pouco mais a luta de se fazer algo independente, mas assim como o impresso, é dedicado exclusivamente ao underground nacional. Com o intuito de levar aos leitores, matérias, resenhas e entrevistas, de bandas oriundas das profundezas do underhell brasileiro, divulgando seus materiais, contribuindo sem medir esforços para ajudar divulgar a verdadeira cena. Este zine não conta com nenhum tipo de patrocínio e nem tem essa intenção, pois este artefato é feito, de forma sincera de Headbanger para Headbanger, mantendo acesa a chama do metal, na luta incessante pelo livre estilo de vida, desapegado do consumismo que nos é imposto pela mídia e pelo sistema, tendo a contra cultura como uma de nossas bandeiras, assim como combater a religião e seus escravizadores de mentes, através de uma ideologia solida e incorruptível. Esta edição é dedicada aos guerreiros bangers que destinam suas vidas a lutar em nome do metal, na realização de eventos, produtores de selos, distros, editores de zine, webzines, e desenhistas. Todos aqueles que de alguma forma fazem de tudo para manter de pé o Heavy Metal nacional. Textos, arte e edição: Romero Marconi romeroattak@gmail.com


Em meados de 2006, recebi um telefonema em casa, de um cara que tinha uma banda de thrash metal aqui no bairro,(Tiago) e eles estavam precisando de outro guitarrista. Fui ao ensaio deles e achei o som muito massa, bem parecido com o DR, mas como eu estava parado há muito tempo, achei melhor não entrar na banda naquele momento. Pouco tempo depois, essa banda acabou, e como já estávamos amigos, e a gente sempre se via em bares e shows, resolvemos voltar o DR. Desde esse volta (+ou- 2007) até hoje, a formação mudou um pouco, mas hoje estabilizamos com (Rivele,Rafael,Roberto, Jonathan) e estamos trabalhando no nosso próximo trabalho, o primeiro full length da banda, que se chamará Unholy Grave, que na minha opinião, é o melhor trabalho da banda até o momento.

Qual

a maior dificuldade encontrada pela banda, que impediram o lançamento de um full length? Comece nos contando um pouco dessa longa jornada da banda, até nos dias atuais. Qual foi o principal fator que manteve a banda inativa por alguns anos ? Rafael Reiter - Bom, mais ou menos em 95, eu (Rafael) e o antigo baterista (André), tínhamos uma banda de thrash metal que viria a ser a base do Dunkell Reiter. Essa banda teve várias formações e nomes, e finalmente em 96/97, conseguimos estabilizar a nossa formação (Rafael, André,Richard,Fábio) e batizamos ela com o nome de Dunkell Reiter. Em meados de 98, o André resolveu deixar a banda, e não conseguimos achar um baterista pra tocar thrash metal,( pois na época, o death metal tava muito em alta e a maioria dos bateristas que conhecíamos não queriam tocar thrash) e como não conseguimos achar um bom baterista para seguir em frente, não teve como manter a banda.

foi

Rafael Reiter - Bom, dificuldades toda banda tem várias..... Principalmente bandas underground... Mas no nosso caso, acho que a maior dificuldade que tivemos até hoje foi manter uma formação sólida por muitos anos..... É difícil achar pessoas que queiram mexer com banda com responsabilidade, profissionalismo e dedicação (pessoas que vão abrir mão de muitas coisas em sua vida durante muito tempo para se dedicar à uma banda), Finalmente conseguimos achar esses caras e estamos firmes com os nossos objetivos..... Talvez essa tenha sido a maior dificuldade da banda até hoje( e acredito que seja a de muitas bandas também).

O que mudou na cena de 96 (quando a banda começou) para os dias atuais? Rafael

Reiter

-

Cara,

o

mundo


mudou bastante..... não só na cena metal, mas em tudo... principalmente com a chegada da internet.... aí sim as coisas mudaram mesmo.... Na cena, Hoje é mais fácil arrumar shows (antigamente era mais difícil, principalmente divulgar-los), divulgar seus trabalhos, comprar instrumentos de qualidade (antigamente quem dominava eram as gianinis, dolfhins, goldens.... etc.... e quem tinha uma Jackson e um metal zone era rei...rsrrsrsrs) Obs: não que a gianini, golden e dolfhin seja ruim, mas não se comparavam com as importadas que estavam bem mais a frente em questão de qualidade. Ficou mais fácil também conhecer novas bandas e conhecer seus trabalhos sem gastar absolutamente nada...... mas isso é uma moeda de dois lados.... o bom e o ruim.... Bom, isso são apenas algumas coisas das muitas que mudaram.... Essas mudanças têm o seu lado positivo e o seu lado negativo..... cabe as bandas antigas se adaptarem a essas mudanças....

A banda está com material novo para ser lançado ? O que a banda poderia nos adiantar? Rafael Reiter - Nosso próximo álbum já está gravado, (fizemos um ótimo trabalho no ESTÚDIO ATTACK, do nosso amigo CRISTIANO) e estamos em fase final de mixagem pra lapidar a gravação, a arte já está pronta e trancada a 7 chaves ( mais uma vez feita pela nossa amiga CARINA ALOK, que fez um excelente trabalho....) e estamos trabalhando muito nesse novo álbum que deve sair no final do ano..... Ele se chamará UNHOLY GRAVE e na minha opinião, é o nosso melhor trabalho, a banda amadureceu bastante e isso poderá ser visto nesse trampo.

Como que o Banger que curti o som da banda, faz para adquirir material da banda ? Rafael Reiter - Quem estiver interessado em adquirir o material da banda, pode comprar diretamente com a gente, fazendo contato no face(facebook/Dunkell Reiter), ou e-mail (rafael.reiter@yahoo.

com.br) (dunkellreiter@hotmail.com ) ou se preferir, na galeria da praça 7, procurar o CLAÚDIO (KILLERS RECORDS) que é nosso amigo, e sempre deu a maior força para a gente.... lá vcs encontram todo o nosso material (camisa, CDs)

Gostaria de agradecer muito por nos ceder esta entrevista e estamos aqui no aguardo por um novo som da banda ? Rafael Reiter - Gostaria de agradecer pela oportunidade de divulgar nosso trabalho no zine Underhell Attack e a todos os bangers que apoiam a cena metal. Valeu demais galera!!!! Contato: w w w. f a c e b o o k . c o m / d u n k e l l . r e i t e r rafael.reiter@yahoo.com.br dunkellreiter@hotmail.com


PD: As mais variadas partindo do saudoso Rock´n´Roll até o Metal Oculto.

Quais bandas da atual cena Heavy Metal de Minas você destacaria? Punho Destruidor: Tenho observado uma grande ascensão de bandas nesse estilo atualmente já que até então a cena sempre foi tomada por bandas de âmbito mais EXTREMO que por sinal são excelentes. Voltado para o Heavy Posso citar: WITCHKROSS, THOTH AMON, METALUST, HELL DARKNESS, INCCESTOR, entre outras. Mais a cada dia pode ser escutar por todo território Brasileiro surgindo o brandir de guitarras e o eco de pensamentos voltados ao ideal Heavy Metálico.

Primeiramente conte nós um pouco sobre a trajetória da banda, do início até os dias atuais. Punho Destruidor: Agradeço primeiramente ao UnderHell Attack Zine pela oportunidade concedida, e parabenizar ao irmão Romero pelo seu trabalho em prol do Underground! O Punho Destruidor iniciou suas atividades no ano de 2007, sua trajetória e decorrente de mentes insanas obcecadas por Metal, dispostos a enfrentar tudo e todos para erguer essa bandeira. E após passarmos inúmeras dificuldades nos vimos forçados a parar as atividades com a banda no ano de 2008, retornando em 2011 com uma formação renovada, e após passarmos por outros problemas, a formação teve que ser alterada novamente, e enfim em 2013 se estabilizando.

Vejo varias pessoas classificando o som da vocês como Speed Heavy, como vocês o classificam? Punho Destruidor: O intuito é tocar Heavy Metal, e algumas músicas acabam ficando com uma pegada bem mais rápida ou às vezes com uma característica mais Heavy. Seguimos assim Misturando peso e velocidade, acho que nossa proposta esta sendo compreendida, se as pessoas que curtem o som nos definirem dessa maneira.

Quais as são maiores influencias da banda?

Qual foi a sensação de ter a musica “Missão Metálica”, regravada pelo Metraliator no novo álbum da banda “Bestial Force” recém lançado? Punho Destruidor: Foi uma excelente forma de observar como tem repercutido o trabalho que temos feito. E um cover vindo de uma banda seria como o Metraliator, demonstra que estamos trilhando o caminho certo dentro do Underground. A sensação foi muito boa de ouvir uma de nossas canções com uma sonoridade forte e única como a dos metralhas e uma qualidade de gravação bem superior a do nosso velho quarto estúdio, aproveito o espaço para agradece-los e gostaria de parebénisalos pelo novo trabalho que realmente ficou Bestial assim como o anterior Satanic Machine.

Quantas formações a banda já teve?Quais foram os


principais motivos de tais mudanças? Punho Destruidor: A primeira formação contava com Luiz nas guitarras, Pedro no baixo, Maineaxe nas baquetas e Infrator nos Vocais, até o término da banda no ano de 2008, algum tempo decorrido depois, quando eu e Maineaxe já arquitetávamos um retorno, não foi possível contar com os demais membros dessa formação, pois já estavam envolvidos em outros projetos e não se habilitaram a reforçar nossa empreitada, contatando então Perverse Fiend para as guitarras, fechando no ano de 2011 como um Power trio, e com essa formação compomos alguns novos sons e fizemos duas apresentações ao vivo, uma no evento Iron on Iron que ocorreu em Novembro de 2012 e outra como banda de abertura para a banda canadense Skull Fist em Janeiro de 2013. logo depois Perverse Fiend começou em enfrentar problemas pessoais, e acabou se afastando da banda. E atual formação conta com Irineu Amaderos nas guitarras, Maineaxe nas baquetas e Infrator no baixo com todos fazendo vocais, novamente como Power trio mais uma vez nos preparamos para fazer apresentações ao vivo, com uma já agendada para o dia 14 de Setembro ao lado de grandes Hordas da cena.

Na sua opinião o que o underground precisa melhorar em termos de união? Punho Destruidor: O que tenho observado é: pequenos grupos isolados de um lado e de outro, ambos que lutam por uma ideal, mais porem cheios de pequenas indiferenças, guerras pessoais, tretas sem fundamento, diferenças préhistóricas que certas pessoas insistem em ficar revivendo, no meu conceito só quando essa rivalidade imbecilica for deixada de lado e todos lutarem em prol de um mesmo ideal, quando levantarem a mesma bandeira, que e bandeira negra do glorioso METAL então nosso Underground vai começar a progredir, e não regredir como muitos falsos almejam se infiltrado na cena se passando por pseudo-bangers, mais que na verdade só causam intrigas e falam tantas mentiras que suas línguas nem cabem mais dentro da boca. Longa vida ao Underground e aos falsos que se fodam e morram

A banda prepara novo lançamento? Pra quando será? Punho Destruidor: Pretendemos entrar em estúdio dentro de alguns dias para dar inicio a gravação do primeiro EP da banda, e pretendemos disponibilizar o material ainda esse ano, a parte gráfica também já está em processo, aguardamos apenas a disponibilidade do estúdio para dar inicio a gravação.

Para os bangers interessados em materiais da banda, o que devem fazer? Endereçar aos cuidados de Punho Destruidor, Rua VC- 3, nº734 – Bairro: Nova Contagem – Cidade: Contagem – MG CEP: 32050-180 – Brasil E-mail: punhodestruidor@hotmail.com

Agradeço muito pela participação da banda no Underhell Attack Zine e aguardamos o novo trampo da banda para resenha aqui na sessão Demo Attack. E um imenso lisonjeio poder contribuir para esse artefato, e pode ter certeza que com o material em mãos não vou hesitar em enviar-lhe uma copia. Grande abraço e nós esbarramos na estrada.

Contato:

punhodestruidor@hotmail.com


UM GRITO PUNK SOLITÁRIO Em meio as ruínas históricas e o conservadorismo da cidade de Ouro Preto, Minas Gerias, surgia em meados 94, a banda Punk , A.S.R, sigla para Anti Sistema Repressor, numa época pós ditadura, em que o país vivia sob inflação, impeachment e escândalos de corrupção (assim como hoje). A banda era a única da cidade, que possuía musicas próprias , enquanto as demais na sua grande maioria, eram covers e principalmente, cover de Ramones, a A.S.R, sempre usou a temática libertaria - anarquista em suas composições, o visual agressivo e polemizado, eram característico dos caras, o que não era nada comum no interior de minas, em plena década de 90 e até começo de 2000, trombarmos com punks de calças rasgadas, moicanos coloridos e levantados, coturnos e jaquetas cheias de arrebites. A banda sempre teve que organizar suas próprias gigs, para que pudessem tocar, pois, na cidade não havia bandas do estilo, assim vinham sempre bandas de outras cidades para compor o cast e dar algo a mais no evento. Inclusive tiveram festivais que chegaram a ter mais de uma edição, como por exemplo o festival “O Libertário”, que agitava a galera. No fim da década 90 e começo de 2000 surgia um espaço, chamado, Rátata , onde ali a A.S.R chegou a fazer vários shows, com eventos quase todos fins de semana, contribui bastante para o surgimento de novas bandas na cidade e até nas cidades vizinhas como por exemplo a cidade histórica de Mariana, onde havia surgido algumas bandas na época. Mas em pouco tempo o espaço foi fechado e a busca por novos espaços era eminente, e para aproveitar toda euforia vivida pela cena local, foram rolando eventos em locais distintos , em alternância entre as cidades de Ouro Preto e Mariana. Onde começava lentamente a surgir algumas bandas de metal também na região. Mas os anos foram passando e a


escassez de eventos se estabeleceria e então a A.S.R testemunhou inúmeras bandas desaparecendo e muitos que se diziam Punks, “roqueiros”ou até mesmo anarquistas, foram escafedendo - se do underground da região. Algumas mudanças de formação foram ocorrendo, mas isso é normal numa banda com quase 20 anos de atividade, shows continuavam rolando com pouca frequência, apresentações em outras cidade foram ocorrendo, como BH, Divinópolis Juiz de Fora e até mesmo no Rio, como no festival Subúrbio Punk, que na ocasião contou com a participação de varias bandas do sudeste. Com um surgimento de uma pequena cena metal na região, a A.S.R foi sendo deixada de lado pelos organizadores de eventos , e a banda foi ficando parada, mas em pouco tempo a cena Banger, foi se desmembrando, restando apenas alguns resistentes espalhados pela cidade, sendo obrigados a se contentar a ir em eventos realizados na Capital Belo Horizonte. Já a A.S.R voltou a organizar suas gigs, como por exemplo o evento chamado “ Dias de Caos em OP”, que reuniu inúmeras bandas, com a participação até de bandas de metal. Teve também “Punx na Lama”, com um palco montado em plena ladeira da tradicional, Rua Direita, situada no centro histórico de Ouro Preto. A banda chegou a participar do evento “Tirando o Mofo”, que foi realizado no Festival de Inverno da Cidade, e foi transmitido ao vivo pela TV UFOP. Nesse embalo a banda gravou sua ultima demo intitulada de “Revolução Amplificada”, com um som bem trabalhado, qualidade sonora bastante aprimorada e um peso, com pegadas de metal e letras como sempre carregadas de protesto e atitudes. Mesmo com todas as dificuldades e problemas corriqueiros, a A.S.R vai resistindo ao tempo, carregando solitariamente a bandeira do underground ouro-pretano, deixando seu grito Punk ecoar pelos casarões do século XVIII. Se um dia houve ou haverá uma cena underground na região muito se deve a A.S.R, e esse é o seu legado, pois, muitas mascaras caíram, muitos não suportaram, mas a banda liderada por Bruno Somalha e Arthur, nem o tempo conseguiu destruir. “Você pode até dizer que tocamos mau, só não pode duvidar de nosso potencial, estamos aqui para passar nossa mensagem e não para falar bobagem “ Anti Sistema Repressor


Em 2013 voltamos a ser apenas eu, Madcrusher e Sutur Impurus e estamos contando com amigos para cumprir nossa agenda de shows. Jane Lemos ( Sakhet ) e Bode de Sade ( Pós Sismo e Praga ) tem segurado a onda nas 4 cordas da banda. As letras do Thrashera é repleta de luxuria, sarcasmo e algumas histórias inusitadas, quem é o responsável pelas letras? Essas histórias são reais? Chakal: Falamos do comportamento humano com os prazeres carnais com uma linguagem muito usada pela malandragem carioca (risos). Muitas histórias são reais e outras são misturas de coisas que aconteceram durante surtos e viagens de nos bêbados ou sob efeito de algum excesso da noite. O sarcasmo é algo bem do carioca. Povo que se fode direto, mas continua sorrindo mesmo estando triste.

O Thrashera com apenas três anos de existência, já possui vários materiais lançados inclusive com selos gringos. Como a banda administra todo esse arsenal que já tem lançado? Chakal: Opa cara! Valeu ai pelo convite para esse bate papo aqui no fodido Under Hell Attack Zine! Esse lance ai de lançamentos e relançamentos em outros formatos é algo bem normal hoje em dia. Tem vários selos pequenos pelo mundo que curtem lançar bandas Underground e a nossa sorte foi ter nosso 2º CD Demo lançado em formato K7 na França. Isso foi logo no inicio da banda com uma gravação bem tosca, ai as outras paradas foram rolando. Administrar é fácil. Até porque, geralmente as quantidades que recebemos desses materiais são bem limitadas. Além do som ter agradado e feito muito banger por ai bater cabeça, a que a banda atribui a procura de tantos selos em lançarem materiais da banda? Chakal: A gente mostra alguns sons para os selos através de links de youtube , reverbnation ou enviamos por carta um cd ou por e-mail mp3. Então surgem as propostas que geralmente fechamos. Os relançamentos acontecem da mesma forma algo que sai em CD tem proposta para sair em cassete e vice versa. Apesar de pouco tempo de estrada, a banda sofreu algumas mudanças na formação, conte um pouco para nós, como é difícil hoje em dia no underground manter um comprometimento mutuo em uma banda? Chakal: Na verdade começamos sendo apenas um trio. Tivemos dois integrantes oficiais que foram Hellbutcher ( 2011 ) e Colt .45 ( 2012 ) ambos contribuíram muito com a banda gravando sons que fizeram parte de quatro lançamentos sendo 3 slits e uma demo cassete.

Geralmente as bandas de Thrash e Speed sempre usam temas como guerras, destruição, desastre nuclear dentre outras coisas do tipo, qual o principal motivo da banda optar por usar uma temática mais Irônica e grotesca. Chakal: Cara. Muitas das coisas que abordamos em nossa temática, foram forjadas em churrascos entre amigos, conversas de boteco, visitas em night clubes e por ai vai. Tinham também outras ocasiões que trocávamos idéias sobre filmes de horror, filmes pornô, bandas, shows, clipes de Heavy e Speed Metal. Nem tudo que fizemos fala de sacanagem ou cachaça (risos). Na verdade nada aqui é uma regra, mas atualmente seguimos falando de bebedeiras, mulheres selvagens que atacam homens em busca de prazer, satanismo libertário e cultura underground! Temos duas músicas que falam de acidentes nucleares e guerra e não descartamos a possibilidade de no futuro abordar outros assuntos. Inclusive temos planos de emusicar lances da literatura underground. Com a inclusão digital e a integração da cena underground nesse universo “cibernético”, tem atraído muitos oportunistas, verdadeiros vermes parasitas. Qual a postura da banda perante ao White Merda e o NSBM? Chakal: A parada é essa! “integração da cena underground” Cara! Não reconhecemos Metal gospel como nada além de uma estratégia ridícula de marketing religioso buscando corromper alguns valores cultivados durante décadas no Metal Underground. Pelo que eu observo na nossa cidade, eles estão conseguindo avançar com suas idéias dentro da tal cena. Por exemplo, hoje temos bandas aqui no RJ que tem integrantes que tocam em bandas gospel integrando bandas que aparentemente abordam


temas até mesmo satânicos. Beira a piada mesmo! Nossa postura é bem simples cara. Não apoiamos e não nos misturamos com essa gente. Já os NSBM? Nazismo no Brasil? Outra piada bem brasileira com certeza. Acredite que já fui chamado de Xiita por alguns babacas que pagam de donos da cena por pensar assim cara. Então vou parar de responder por aqui ta? A quanto andas a produção do primeiro Full Legth da banda “For All Drunks’n’Bitches”? Pra quando está previsto o lançamento? Chakal: Acabamos as gravações em julho cara. Serão 11 sons sendo nove regravações de nossos três demos e dois sons inéditos. O selo alemão Fuck The Mainstream - We Are The Mainstream Records irá lançar uma tiragem de 100 fitas cassete Pro. Aqui no Brasil, o álbum será em formato CD oficial. Estamos na correria agora de produção do encarte e firmando alianças com selos do underground para a conspiração de lançamento. Esperamos que até novembro de 2013 o disco esteja disponível. Fale um pouco do desenho da capa, quem está por traz desta arte profana? Chakal: Essa parada foi uma idéia minha e do Colt .45 ai conversamos com o artista Emerson Maia que captou bem a idéia do desenho adequado ao título. Quem coloriu o desenho foi nosso amigo Bitch Hünter (Flageladör e The Unhaligäst ) que também participou nas gravações das linhas de baixo de todas as faixas do álbum. Chakal, você que já está na cena a um tempo considerável, como você enxerga a cena do Rio de hoje, com o surgimento de inúmeras bandas, shows feito na base do “do-it yourself”, quase todos fins de semana e atraindo bangers de outras cidade e outros estados, colocando o Rio como destaque na cena nacional . A algum tempo não era bem assim ? Chakal: Sim, não era mesmo. Desde o inicio dos anos 90, a cena carioca não tinha um momento como esse que ta rolando mais forte desde 2010. Eu mesmo, não tenho tempo ou recursos para colar em todos os eventos que rolam, mas sempre que posso to indo conferir alguma coisa. O ponto negativo desses eventos ainda é a repetição de casting e aquele velho papinho furado de alguns “produtores” que insistem em chamar as bandas para tocar em eventos que o publico paga ingresso, mas sem oferecer nenhuma ajuda de custo ou percentual dessa bilheteria. Isso ainda existe e ainda tem bandas babacas que fazendo política com esses tais produtores mal intencionados chamam essa pratica de underground ou “do-it yourself” para legitimar essa canalhice. É triste também o público que paga ingresso, acreditar que as bandas recebem algo do tal produtor. A coisa já está tão estabelecida, que

falar no assunto como eu to falando aqui, pode custar um tipo “boicote” em eventos para minha banda. Mas quer saber? Foda-se! Aonde os bangers podem encontrar os materiais do Thrashera e quais ainda estão disponíveis? Chakal: Cara tem vários selos que lançaram e distribuem materiais da banda, pois nessa parada de underground rola muito lance de trocas NÉ? Nos temos algumas unidades aqui. Vamos lá! CD Demo Speed Sex’n’Roll ainda temos disponível algumas cópias, 4way Split cassete ‘Last drinks before the storm’ (Thrashera/Infestator/Rubbish Mob/ Spavaldery) que foi lançado em Setembro 2012 pelo selo australiano Graveyard Shift Records nos ainda temos poucas cópias, 2way Split CD ‘Guerreiros do Álcool’ – (Thrashera & Flagelador) lançado em Setembro 2012 pelo selo Cianeto Discos e parceiros. O selo MVCS Productions lá do Ceará relançou em formato cassete a demo “The Black’n’Roll em Outubro 2012 e tem cópias disponíveis. Estamos com cópias de alguma demos, mas na verdade nem estamos divulgando muito porque vários sons dos demos foram regravados para o “For all drunks’n’bitches”. Agradeço muito a participação da banda aqui na nossa edição especial e estamos aqui aguardando pelo lançamento do “For All Drunks’n’Bitches”. Thrashera: Nos que agradecemos cara! Para nos é uma honra imensa participar de sua publicação underground que com certeza está nesse momento sendo lida por alguém que acredita de verdade nessa cultura que escolhemos. Contato:

www.reverbnation.com/thrashera thrashera666@gmail.com


Hell de Janeiro

levantando a bandeira do underground ! A cena do Rio hoje é sem duvidas uma referência do metal brasileiro, o que vem acontecendo na cidade maravilhosa é semelhante ao que ocorreu em Belo Horizonte na década de 80, com o surgimento de inúmeras bandas de destaque na cena nacional, com eventos constantes, e pessoas interessadas. Quando o assunto é underground o Rio tem dado exemplo, ao invés de esperarem por produtores, os bangers da cidade tem se unido para realizarem eventos totalmente na base do “do it your self”, com preços de entrada bem em conta e cerveja barata. Os selos e distros tem se unidos para lançarem material das bandas promissoras que tem surgido de forma frequente. Os eventos no entanto, não costumam separar estilos, vão do Punk/Crust ao Raw Black Metal, dando uma verdadeira aula para as outras cidades que ainda insistem no separatismo musical. O underground carioca tem atraído bangers de outras cidades e até mesmo de outros estados, mostrando que a proposta “anarcosatânica” do Rio de Janeiro, tem dado resultado. Apesar do calor excessivo da cidade, se comparado com outras capitas brasileiras que possui cenas significativas, não tem impedido o interesse de tais metalheads. As bandas do Rio hoje, são conhecidas dentro e fora do país, como é o caso do Apokalyptic Raids, está a mais de 15 anos na luta, possui vários materiais lançados e em todos os formatos, tem um grande publico no Brasil e um respeito considerável dentro da cena, o Farscape teve grande influência no resgate do Thrash Metal Old Scholl


que houve no país no começo dos anos 2000, o Flagelador e Grave Desecrator que na verdade são da cidade de Niterói, tem o Velho de é de duque de caxias, também são grandes referências, Sodomoizer , Terrostorm, Hellkommander e Imperador Belial também tem propagado o mal por todo território tupiniquim, e não para por ai! Bandas mais recentes que tem marcado seu nome de uma forma bastante significativa, como é o caso do Whipstriker, que apesar do pouco tempo de existência já está no segundo full length, além de outros materiais lançados principalmente na gringa. O Thrashera também não fica para traz, com lançamentos e relançamentos com poucos anos de estra da os caras descem a lenha. Atomic Roar, Diabólic Force, Warkoholik, Pós -sismo, Atomic Bomb, Shorth Thrash, The Unhaligast, Baga, Uzômi, Orrör, Praga e mais uma centenas de bandas que cada uma tem sua importância para existência do submundo da cidade. Este legado que está sendo construído, só tem a somar para o fortalecimento do metal como um todo, por todo país, a iniciativa de se criar um elo entre selos, distros e zines para enraizar um sentimento convicto que o verdadeiro metal é feito por manícos bangers e não por produtores capitalistas e oportunistas. Como já havia sido dito pelo lendário Taurus em meados de 1986, “Todos se unirão ao metal Para assim, termos a glória E construir um império Um império imortal’””


Nazismo

negócio milionário Tudo era para ter acabado em 7 de maio de 1945. A Segunda Guerra então chegara ao fim e entraria para história, tendo como protagonista o regime nazista de Adolf Hitler, pelas mais inimagináveis atrocidades cometidas sob seu comando. Desde então, seria comum que houvessem alguns livros e, até mesmo, filmes documentando tal barbárie, mas o que houve foi uma idolatria imensa por parte de escritores, cineastas, jornalistas, novelistas e até mesmo romancistas pelo tema. O nazismo transformou-se em negócio lucrativo, as publicações sobre o assunto não pararam, praticamente todos os meses aparece algo novo falando sobre “A saga de Hitler”. A indústria transformou o nazismo em algo fascinante, intrigante e interessante, que desperta atenção de pessoas de todas as gerações que, cada vez mais, vão tendo curiosidades sobre o assunto. Podemos, sim, discutir o impacto do nazismo na história mas, daí, colocá-lo como o principal ou maior vilão para abafar as demais perversidades que aconteciam no mundo - como as invasões americanas em países asiáticos, as violações dos direitos humanos que aconteciam na Rússia, os massacres em Sarajevo, o Apartheid na África do Sul, o massacre dos Curdos no Iraque, os massacres em Luanda, e todas as guerras civis ocorridas no Continente Africano, as ditaduras na América do Sul - tudo isso não teve nem um terço da audiência que o campeão de bilheteria, o “Nacional Socialismo e suas curiosidades”, possui, mesmo tendo existido em décadas anteriores, mas nunca tendo saído de cartaz. Talvez o mérito seja de Joseph Goebbels, responsável por arquitetar toda a propaganda nazista nos anos 30 e 40 do século passado - e que possa ter sido influência para futuros produtores de todo o mundo. Mas os Estados Unidos são, sem dúvidas, os maiores beneficiários, além de possuir a maior indústria cinematográfica do mundo, e utilizar bastante o tema para se promoverem como os “heróis” da segunda guerra, ainda são donos das maiores editoras de revistas e livros. As duas bombas atômicas jogadas em Hiroshima e Nagasaki, matando milhares de pessoas, mesmo com os japoneses praticamente rendidos, não impediram o grande salto econômico que aquele país deu após a Segunda Grande Guerra, principalmente emprestando dinheiro para a reconstrução dos países que foram bombardeados durante o conflito. Transformandose como a grande superpotência capitalista, aumentaram gradativamente sua indústria bélica, além de recrutar vários cientistas e engenheiros do 3º Reich Alemão para trabalharem para a NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço), tornando-os imunes ao julgamento de Nuremberg. Assim, fica perceptível a simpatia dos EUA pela suástica e toda sua mística. A formação de grupos neonazistas espalhados por todo o mundo não é de se impressionar, pois, com tanto conteúdo disponível sobre o assunto, com tamanha facilidade de acesso, e mentes alienadas de sobra perambulando por aí, fatalmente haveriam seguidores. Mas a indústria não se preocupa com uma possível ameaça de um ressurgimento nazifascista global, apenas se importa com o quão é lucrativo falar do sofrimento de milhares de famílias que tentam esquecer há mais de 70 anos o calvário vivido pelos seus entes queridos nos anos 1940.


O que recomendo?

Deathraiser Violent Aggression Xtreem Music 2011 Thrash Metal Leopoldina - MG

Slaver Infected By Thrash Violent Mosh Records 2009 Thrash Metal Brasilia - DF

Akerbeltz Coven Rising Brazilian Cogumelo records 2012 Oldschool Black Metal Belo Horizonte-MG

Black Skull Death Deal Kill Again Records 2012 Heavy/Speed Metal Brasilia - DF

Battalion Empire of Dead Kill Again Records 2013 Heavy/Speed Metal CascavĂŠl - SC

Whipstriker Troopers of Mayhem Kill Again Records, Urubuz Records e Hell Music 2013 Dirty Heavy Metal Rio de Janeiro - RJ Akerbeltz

Disgrace and Terror The Final Sentence Distro Rock Records 2013 Thrash/Death Metal BelĂŠm - PA

Metraliator Bestial Force Stell Heavy Metal Rec 2013 Black Thrash Metal Belo Horizonte - MG

Thrash Attack Death Gods Independente 2012 Speed Thrash Metal Belo Horizonte - MG


DIATORT - REHEARSAL

Passos - MG 2013

Essa demo independente em formato CD - R, vem lá de Passos no sul de Minas, onde saiu e ainda sai grandes bandas do cenários nacional, como Human Hate, Corpse Grinder dentre outros. Quando recebi essa demo logo coloquei pra rodar, pois, já tinha ouvido uma música no youtube e estava ansioso para ouvir outras, os caras fazem um Death/Thrash do qual eu rotularia como War Metal, pois é isso que os caras fazem, o trampo já começa com um intro viajante seguido por “Thrash till Death”, que começa com uma metranca com um efeito de metralhadora de fundo mas apenas no inicio, pois logo depois começa a impiedosamente a riferama comer solta, a faixa seguinte “Diatort” da qual é mais cadênciada com uma pegada mais death metal, com passagens bem “porrada” bem ao estilo metal oitentista! a ultima faixa “Mirror of Greed” é a mais longa da demo pois são quase 7 minutos de duração, e a mais violente com bastante variação sem deixar cair o peso, solos ultra velozes e rifs cortantes e repicadas, ingredientes que fazem dessa a melhor desta demo. Pena que são poucas músicas, pois bate aquela vontade de continuar ouvindo, agora basta esperar por um EP, ou até mesmo um Full Leght, pois potencial os caras mostraram que tem de sobra. Altamente recomendável, inclusive na pagina do Facebook dos caras tem um link para download para você dá uma sacada no som maldito dos caras. http://www.myspace.com/diatort

Assim que fiquei sabendo que havia um trampo dos caras surgindo por ai, tive que panhar o meu, recém lançado pelo selo japonês, DeathThrash Armagedon, esse trampo é como se fosse um botleg, pois reúne músicas de gravações de épocas distintas, ao começar da faixa “Metal Mayhem” que além de dar nome ao disco, ela ainda se repete mais duas vezes em três gravações diferentes, seguida por “Eletric Mayhem” cover de um clássico dos ingleses do WARFARE, que sem dúvidas é a principal influência da banda. Da música 3 a 8 contém a demo “School of Lust” completa, primeiro trampo dos caras, lançado em 2006 pelo selo ATOMIC ROAR - METAL MAYHEM holandês, “Final Punishiment Records”, da 9 a 14 temos músicas de ensaios realizados em 2003, quando a banda estava iniciando suas atividades. Rio de Janeiro - RJ Raridade em copias limitadas no Brasil, não perca tempo para adquirir esse fudido play. 2013 Aqui alguns links de contato direto com os membros da banda e até do selo: Facebok: https://www.facebook.com/atomicroar?fref=ts Selo: http://www.deathrasharmageddon.com/

PRAGA - INQUISIÇÃO NEGRA

RIO DE JANEIRO - RJ 2013

Esse precioso artefato chegou em minhas mãos por meio do tão citado, nesta edição, brother “Chakal”, que é um dos responsáveis pelo lançamento dessa demo através de seu selo Metal Reunion. Assim que ouvi repeti várias vezes, pois se trata de um black old school calcado na verdadeira síntese do verdeiro metal negro, com quatro faixas primorosas, que te fazem ouvir repetidamente, trata- se de mais uma fodástica banda carioca, que surgiu diabolicamente causando impacto dentro do underhell nacional. Esse projeto con- ta com membros de outras bandas, como Lucas Sutur (batera do Thrashera) e Bode de Sade (baixista do Posismo).

Contato: pragablackmetal@gmail.com


AGRESSION - FORJA INFERNAL

Campo Grande - MS 2012

Lançado 2012 Gravado no Megafone Estúdio em Campo Grande - MS esse é o primeiro trampo dos caras, traz um Death Metal aniquilador usando elementos de Black Metal Old Scholl, abusando nos riffs e vocal arrastado e direto, solos tocantes, assim é o som desse trio infernal formado por Sparrenberger/ Vocais e baixo, Malfeitor/ Bateria, Caverna/Guitarra. Recentemente a Cianeto Discos com parceria entre varios outros selos relançou esse play, que originalmente foi lançado em 100 copias, agora terá uma tiragem de 1000. Este CD conta com 5 faixas tendo uma temática bastante interessante com influência da cultura indígena, como na faixa “Propiação Guerreira” que se não estou enganado, algumas palavras são em Tupi/Guarani, (ou não) mas o play inteiro é bem direto e fugaz como Jab de direita, bem no meio do seu tímpano. Fico imaginando ao vivo o som desses insanos, músicas como “Seiscentos e sessenta e seis” e “Forja Infernal” devem destruir!!! Esse som é para aqueles que valorizam um metal, sem intros demorados, e sem papagaiadas, sem frescuras!! Gravação muito boa e bem limpa, essa banda é realmente uma das melhores bandas surgidas nos ultimos 2 anos no underground nacional Contato: http://aggresion666.bandcamp.com/

MARTÍRIO - MALEFÍCIOS DA MORTE

Belo Horizonte - MG 2010

Destruidor! Já começa assim, com “Tempos de Violência”, com um Intro profundamente aterrorizante, acompanhado de uma riferama infernal, cantado em português, essa demo traz um Black Thrash, intensamente demoníaco e bem trabalhado. Destaque também para “Forças Diabólicas”, que já começa destruindo, com um dedilhado macabro, acompanhado de um arrastado bem ao estilo “DESASTER”, grande ícone do Black Thrash Alemão, do qual a banda usa como sua principal influência. Apesar de hoje a banda ser um quarteto, essa demo foi gravada com três na formação, na qual o batera “Heyel”, gravou além da bateria, gravou o baixo também, com “From Hell” na guitarra e “Espectro Malévolo” nos vocais. Essa demo é repleta de peso e blasfêmia, com todos elementos necessários para o mais obscuro metal, forjado nas macabras profundezas de Belo Horizonte.

E-mail: martirio666@gmail.com

NECROTRASHERS - PRAZER CADAVERICO

Serra - ES 2013

Recebi essa demo em mãos pelo batera/vocal, o brother, Jonathan Hellthrasher (baixo e vocal do Orgia Nuclear sua outra banda) pouco depois da primeira apresentação da banda que ocorreu no Hell de Janeiro, no evento “O Chamado da Noite Maldita” no mês de julho deste mesmo ano, (2013) em um show devastador, com direito a corpse paint, bracelletes de pregos e muita presença de palco, um pouco breve, mas bastante intenso. O trio capixaba de Serra - ES, formado por Necrowolv no baixo, Necrotrasher no vocals e Batera e Necrodesgracer nas Guitarras, apresentam em sua demo de estreia, bastante originalidade, um som seco e sujo, metrancado cavernoso, com muita influência de grandes nomes do metal arcaico e bestial, você pode perceber influências de Sarcófago, Hellhammer, Bathory, com passangens de punk/crust e com uma base Thrash oitentista, aquela que não pode faltar! A gravação é boa por se tratar da primeira demo da banda, são 4 faixas e mais um bônus “Cripta maldita”, que deixa bem clara a proposta anti mainstream dos caras, com uma obscuridade profunda enraizada no verdadeiro e perverso metal oitentista, pouco mais de 15 minutos, que nos deixa na expectativa do próximo ataque. Contato: E-mail: jonathansouzajaques@hotmail.com http://necrotrashers.bandcamp.com https://www.facebook.com/Necrotrashers?hc_location=timeline


Somos os olhos que enxergam a repressão, a crueldade, a miséri a e a corrupção. Somos testemunhas dos crimes cometidos pela igreja, em séculos e séculos de opressão. Somos o molotov lançado contra as autoridades. o grito dos desesperados contra crueis desigualdades Com toda a fúria carregados de riffis e distorção, de um barulho i nfernal , repletos de heresia e profanação Não menos conscientes que a razão, armados de angústia e revolução. A força para lutar que nos mantém de pé, viver para protestar, sem medo do que ti ver que encarar. A revolta nos fortalece, O ódi o nos contagi a e engrandece. somos a fúri a consciente, Somos o Headbanger, o Punk O ateismo e o anarquismo, blasfemando nesse mundo decadente. SOMOS O UNDERGROUND AO ATTACK . Underhellattackzine@gmail.com

Underhell Attack Zine  

Zine dedicado a cena underground nacional !! Entrevistas com as bandas Thrashera - Punho Destruidor - Dunkell Reiter