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Editorial

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primeira impressão de algo novo é o medo. Medo de não saber o que é e de achar que pode ser algo

ruim.

Poderia ter acontecido isso na primeira edição da Rock Meeting. Em um mês de existência, o espaço que esta revista vem alcançando é imensurável. Algumas mudanças foram feitas, novos colaboradores estão fazendo parte da nossa equipe e, cada vez mais, temos a preocupação de fazer o melhor. O mais importante é o reconhecimento desta revista para um cenário zumbi e que tenta ressurgir a cada dia. Durante as entrevistas sentimos que o nosso segmento é fragmentado e desunido. Precisamos nos unir. Esta é a mensagem que queremos compartilhar. Não temos como fugir de uma realidade tão presente e as forças dos que lutam para manter algo sucumbirão para nunca mais voltar. Este é o temor e por isso que estamos vivos para denunciar este processo gradual e ativo.

Expediente Texto e revisão: Pei Fang Fon Diagramação:Isabella Pedrosa Lucas Marques Pei Fang Fon Yzza Alburqueque Capa: Lucas Marques Fotografia: Pei Fang Fon Isabela Pedrosa

Índicie 2 - Espaço Boteko

3 - Review Metal Monsters 5 - World Metal 7 - As Mulheres do

Rock

11- Metal é a Lei

13 - Eu estava lá

14 - Perfil RM

Contato: contato.rockm@gmail.com Produção: Daniel Lima Isabela Pedrosa Lucas Marques Pei Fang Fon Yzza Albuquerque

Rock Meeting


Espaço Boteko

Rock: uma revolução cultural - Parte II Almir Lopes - Blog Boteko do Rock http://boterock.blogspot.com Chegando aos anos de 1960, novos personagens dentro do cenário do Rock and Roll começaram a dar as caras, o que mais vem a se destacar é Bob Dylan que, com sua poesia basicamente de protesto, movida por um idealismo revolucionário e também com fortes apelos políticos, neste momento a cultura rock toma outra direção, conseguindo atingir uma esfera poderosa da sociedade americana, chegando até as camadas mais afortunadas e seus políticos, época em que particularmente os Estados Unidos passavam por uma atribulada guerra com os vietnamitas, e o preconceito racial ainda levava os negros ao segundo plano de uma sociedade que pregava a liberdade de expressão. Em 1963, Dylan, junto com Joan Baez, uma cantora de ascendência mexicana que também carregava a bandeira de protesto junto com Dylan. Os dois estavam na Marcha dos Direitos Civis sobre Washington, ao lado do líder negro Martin Luther King. Diante dessas atitudes e por bradar por uma América mais justa e humana, Dylan ganha a simpatia de intelectuais que poeticamente o chamam de “apanhador nos campos de centeio”. A música de Dylan e Baez era a chamada folk song. Chega à era do Flower Power e todo seu lado Psicodélico Na segunda parte dos anos de 1960, as drogas começam a ter um peso fundamental para o movimento que surgia junto à efervescência psicodélica que começava a se desenhar a partir do movimento Hippie, que tinha como seu celeiro o estado da Califórnia (EUA), os protestos se intensificaram e a palavra “contracultura” estava em voga, em toda sua plenitude. Os Beatles por sinal, já vinham se destacando no cenário Rock'N'Roll, quando em 1966, lançam o álbum intitulado Revolver, com esse álbum os Beatles chegam ao seu amadurecimento artístico, elevando ainda mais toda sua obra e os deixando como ícones únicos do movimento beatnik sendo que, com Revolver, os Beatles conseguem brilhantemente atingir outro patamar na sua obra e direcionar toda genialidade do (“Fab Four” como eram chamados), para entrarem fundo no mundo espiritual, via psicodelismo e LSD´s em uma fase regada de criatividade próspera e drogas.

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Nessa época (1967) a cidade de São Francisco na Califórnia já era a capital do mundo, cultural e contra-culturalmente falando. O ano de 1967 vinha também a revelar, via Festival de Monterey, o surgimento uma nova estrela que teria seu nome gravado na história do rock, uma cantora de voz negra que respondia pelo nome de Janis Joplin. Essa branca do Texas, que passou a adolescência ouvindo cantoras negras de blues como Bessie Smith e Billie Holliday. Também nesse mesmo ano outra figura vem se destacando no cenário, nada menos que Jimi Hendrix o (The Best) se tratando de guitarrista. Autodidata, Jimi Hendrix, até os tempos atuais, é fonte de inspiração para muitos, virtuoso como ninguém, psicodélico como muitos de sua época, Hendrix deu outra dimensão para o uso da guitarra, a transformando em símbolo máximo dentro da cultura Rock. Hendrix abusou de seu instrumento de trabalho, e também inovou, foi o primeiro guitarrista a ousar distorção nunca audível em nenhum outro concerto de rock, também ousava em suas performances, usando e abusando do sensualismo com sua guitarra, era como se entrasse em transe quando estava em cima do palco, com seu visual psicodélico e extravagante, Hendrix veio a falecer por suposto abuso de drogas em 1972. O ciclo de criatividade daquela segunda parte dos anos de 1967, também tirou do anonimato outra grande estrela, Jim Morrison, vocalista e líder do The Doors. Morrison abusava nas suas performances, diferente de Hendrix, Morrison só dominava o microfone, nem por isso deixava de demonstrar sua sensualidade diante de suas performances. O The Doors também é lembrado como uma banda que privilegiava a poesia e o jogo de cena de Morrison o levava a interpretar com nuances corporal suas músicas. Morrison não diferente de Hendrix, também faleceu no fatídico ano de 1972. Outro fato em destaque deste ano foi também a trágica morte de Janis Joplin, sucumbida por uma overdose de heroína. A fase psicodélica também tem nomes que merecem destaque além dos já citados, são eles: The Grateful Dead, Buffalo Springfield, The Byrds, The Mamas and Papas (autores da clássica California Dreamin').


Metal Monster I Metal Monsters Tribute O tributo às maiores bandas de Thrash e Heavy Metal

Daniel Lima No dia 20 de setembro, aconteceu o I Metal Monsters, no Orákulo Chopperia, um festival que trouxe os covers de algumas das maiores bandas da história do Thrash e do Heavy Metal. As bandas que participaram foram: Indyproject (Iron Maiden), Hellbound (Pantera), Anesthesia (Metallica) e Mastermind (Megadeth).

O Show O primeiro show começou por volta das 16h com a banda Indyproject, tocando clássicos do Iron Maiden. A banda era composta por Espanhol (bateria), Brown (guitarra), Bueno (Guitarra), Marlus (guitarra), Jeferson (baixo) e Daniel (vocal). Eles começaram com Acess High e em seguida veio uma chuva de músicas que os fãs do Iron Maiden conhecem muito bem. Com um show instigante, a banda deixou a galera animada e pronta para as bandas que viriam. Em seguida veio a banda Hellbound, fazendo cover do Pantera. Um show que fez qualquer Headbanger mostrar o real sentido do título, e para aqueles que não conheciam o som do Pantera, foi uma oportunidade para ouvir as

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principais músicas da banda. Com João (guitarra), Canuto (baixo), Dey Matos (bateria) e Vitor (vocal), Hellbound conquistou a galera tocando 5 Minutes Alone, Walk, New Level, entre outros clássicos. Já a banda Anesthesia mostrou para a galera como é que se faz um cover do Metallica de verdade. Chamando a galera para cantar junto, Anesthesia deixou todo mundo delirando enquanto tocavam Master of Puppets, Sad But True, entre outras músicas que os fãs vêm ouvindo desde a década de 1980. E finalizando a noite, Mastermind (cover do Megadeth), a b a n d a m a is e s p e ra d a . Tr ê s integrantes da Hellbound tocam na Mastermind e, mesmo depois de se apresentarem, eles não deixaram a galera ficar parada, para os que ainda se encontravam no local. Os fãs do Megadeth saíram satisfeitos com a apresentação do cover que encerrou o Metal Monsters. Este festival foi organizado pelas bandas e mostrou que, apesar das dificuldades enfrentadas, existem fãs que acreditam no futuro do Metal em solo alagoano. O que falta é apenas incentivo e espaço para que se possa mostrar o trabalho daqueles que não estão nas mídias.


Metal Monster I Metal Monsters FOTOS O tributo Ă s maiores bandas de Thrash e Heavy Metal

LiLa Pedrosa

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WorldMetal

Notícias e Curiosidades Angra: compondo novo álbum

Guns N’ Roses e Metallica: empresários tentam trazer bandas

A banda paulistana Angra, que voltou recentemente às atividades, encontra-se compondo para seu novo álbum de estúdio, sucessor de “Aurora Consurgens”(2006). “Já começamos a compor as músicas do novo álbum do Angra e posso afirmar que estão ficando bem legais! Todos estão se empenhando em apresentar idéias e logo teremos material para ensaiar juntos e planejar a pré-produção. Estou bem animado por conta do astral do grupo estar bem positivo e propício para grandes idéias.”, afirmou o guitarrista Rafael Bittencourt Em paralelo a banda continua sua turnê ao lado do Sepultura.

O produtor cultural e diretor da Malab Produções, Aluizer Malab, informou ao portal mineiro UAI.com.br que a baixa do dólar possibilita a negociação com grandes bandas de rock. Conforme Malab,está em negociação a vinda de artistas como Paul Mccartney, Beyoncé, Guns N’ Roses e Metallica para o primeiro semestre do ano que vem. Ainda segundo ele, o cachê dos artistas representam um terço de toda produção e todos os artistas possuem cachê acima de US$ 250 mil.

letras e fotos. Lokikirja significa algo como "Diário de Bordo". Para quem deseja garantir o seu Box Lokikirja, é só ir dar uma espiadinha no nwshop.fi . O box já está na pré venda e está disponível em duas versões: sozinho ou acompanhado de uma camiseta exclusiva (masculina ou feminina). O box custa 40,99 € (cerca de R$ 107,00) e o pacote acompanhado da camiseta sai por 56,99 € (cerca de R$ 147,00), sem contar as despesas de envio. Fonte: nightwishbrasil.com

Nightwish: Pré-venda do Box Natalino Quem achou que esse ano ia ficar sem nenhuma novidade do Nightwish para dar (ou ganhar) de Natal já pode comemorar. Dia 11 de novembro será lançado o Box Lokikirja, contendo os álbuns Angels Fall First, Oceanborn, Wishmaster, Over The Hills And Far Away, Century Child, Bless The Child - The Rarities, Once e Dark Passion Play. Além dos CD's o box também conterá um livreto com as

Countdown: Slash: falta apenas uma música para o novo álbum solo O guitarrista da Velvet Revolver/ exGuns N’ Roses, Slash, tem apenas uma faixa restante a ser gravada em seu álbum solo, que será lançado em fevereiro/ março sob seu nome “Slash & Friends”. Slash já gravou 18 músicas para seu LP solo, incluindo “Sahara” (com a participação de uma dupla japonesa) e uma versão do clássico do GN’R “Paradise City” , com a participação de Cypress Hill e Fergie, do Black Eyed Peas.

A maior parte do álbum foi gravada com o ex-baterista do Nine Inch Nails, Josh Freese e o exbaixista do Jane’s Addiction, Chris Chaney. Outros convidados foram confirmados até agora são Ozzy Osbourne, o vocalista do Avenged Sevenfold e Chris Cornell (Audioslave). O CD foi produzido por Eric Valentine (Queens of the Stone Age, Good Charlotte) e tem uma série de participações especiais.

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WorldMetal

Notícias e Curiosidades Em entrevista recente a Mike Devlin, do jornal canadense The Vancouver Sun, o vocalista do SLIPKNOT, Corey Taylor diz acreditar que a banda tem ainda mais um disco importante pela frente, mas que após a gravação será difícil afirmar o futuro da banda. “Eu definitivamente acho que nós temos pelo menos um álbum essencial para fazer. Eu conheço a mim mesmo e conheço a mentalidade de muitos dos caras da manda. Nós nunca queremos chegar a um ponto onde estejamos fazendo álbuns como desculpa para sair numa turnê. Se não estamos produzindo nada novo, ou pelo menos tentando crescer musicalmente, qual é o ponto?”, indagou Taylor que também canta em Stone Sour e tem o p ro j e t o s o l o T h e J u n k B e e r K i d n a p B a n d . A entrevista também aborda os shows da banda, que tem a reputação de ser violenta no palco.”Há uma certa vibe caótica que você pode esperar de um show do Slipknot, mas você pode fazer isso sem trazer bastões de beisebol e matar uns aos outros”, diz o vocalista lembrando de uma turnê que teve que ser interrompidahá alguns anos devida uma séria contusão do percussionista S h a w n C r a h a n l .

Slipknot: O FIM? “Eu digo meio brincando que nós gastávamos mais com bandagens e Band-aids do que lavando nossos uniformes. Tínhamos tantas dores nas costas e pomadas antibióticas. Cara, nós estávamos ficando detonados com aquilo.”

MEGADETH: “Endgame é melhor que Death Magnetic” Em entrevista para uma rádio americana, o líder do Megadeth, Dave M u s t a i n e fa z comparações entre o novo álbum da banda e o último do Metallica, “ D e a t h M a g n e t i c ”. O guitarrista mostrou-se surpreso ao ouvir alguns dizendo que o último álbum do Megadeth , “Endgame”, estava melhor que o ú l t i m o d o M e t a l l i c a

Quando perguntado a Mustaine qual o melhor álbum, o músico afirmou que é o seu: “Isso não é uma ofensiva ao Metallica, é apenas como eu me sinto”, explica O ex-guitarrista do Metallica e fundador do Megadeth ainda complementa: “Eu sei que eles têm registro muito melhores do que o material recêm-lançado (”Endgame”), não todos, e certamente esse não foi o que fiz com eles (Metallica), dispara o músico.

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Esquisitices:lAlgumas exigências bizarras feitas por artistas do rock e do metal ° KORN - advogado, médico, dentista °POISON - intérprete para fãs surdos

°GORGOROTH - 50 cabeças de ovelhas, 200 metros de arame farpado, 1 carpinteiro, papel higiênico rosa extra macio °LIMP BIZKIT - Lâmpadas Fluorescenes 06


As Mulheres do Rock Pei Fang Fon | Yzza Albuquerque

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m dos grandes clichês – se não o maior de todos eles – da história da música, é o mito de Sexo, Drogas e Rock 'N' Roll. Como dizem por aí, todo clichê só se torna mesmo um clichê porque tem um pouco de verdade; e, é claro – e é esta a parte mais lamentável deste aqui, em particular –, sexo, drogas e, principalmente, o Rock 'N' Roll são práticas tipicamente masculinas, correto? A Rock Meeting tem o imenso prazer de mostrar que você está redondamente enganado. Temos no cenário musical atual uma quantidade grande de mulheres participando ativamente do Rock, independente da categoria em que ele se encaixe – Heavy Metal, Metal Sinfônico, Metal Gótico, Punk Rock, Rockabilly, Hardcore, Metalcore –, e é muito bom ver que isso também tem acontecido dentro do nosso Estado. Diante dos mais variados estilos, trouxemos para esta edição três grandes exemplos de que o rock pode ser feito por mulheres. Kedma Villar, Suellen S. e Larissa Lima. Mulheres que representam o Rock em Alagoas nos seus mínimos detalhes e opiniões impressionantes.

O que acha do rock: Eu não gosto muito de modinha, tem gente ouve o que está na moda. Eu acho uma idiotice, estraga a banda, você não curtem o que gosta, mas o que as pessoas gostam. Eu não toco para ganhar, tem gente que monta uma banda com o intuito de ganhar dinheiro.

Quando iniciou: Eu vim de uma família evangélica, mas não gostava muito da igreja, gostava de rock. Uma vez minha mãe chegou a dizer que se eu ouvisse rock eu levava uma “pisa”. Passei um ano muito difícil devido a minha decisão. Minha mãe chegou até quebrar um cd meu, que ganhei.

Tattoos:

Eu sempre gostei de tattoo. Eu sigo uma linha oriental, minha mãe não gostou muito dessa ideia.Quando fiz 18 anos, fiz a minha primeira, o restante iniciou em julho e vou terminá-la em dezembro. E vou começar uma na perna.

Baixo: Eu nunca gostei de baixo. Era um instrumento que não pensava em tocar. Mas um dia estava na rua e ouvi um som e perguntei qual era, e me disseram que era baixo. Decidi tocar baixo, pedi para a minha mãe, ela recusou no início, mas acabou me dando um.

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As Mulheres do Rock

Quando: Eu descobri sozinha ouvindo Beatles, a minha família não gostava muito. Ouvia Nirvana, Pearl Jam, algo mais grunge e dos anos de 1980. Hendrix e Janis Joplin. Quando você é mais novo você só conhece o que está sendo ouvido e por indicação de amigos. O canto: Eu sempre gostei de cantar, mas eu só descobri que gostava de cantar aos 16 anos. Eu já toquei violão, guitarra, mas não consigo manter uma constância. E por acaso um dos meus melhores amigos me ouviu cantar, ele nunca tinha me ouvido antes, e sempre me dizia que queria fazer um teste comigo e quando fiz o teste ele ficou surpreso. E a minha primeira banda foi Taxi Lunar de Pop rock. Bandas femininas: Eu sempre procurei bandas com mulheres no vocal na internet. Nessa minha busca por vocal feminino encontrei o Nightwish, tinha uma amiga que gostava e acabei comprando o cd Century Child, e vi que era aquilo que gostava. Por várias tentativas de encontrar mais bandas, conheci Épica, After Forever e outras. Por acaso eu achei a minha banda pelo orkut. Eles estavam procurando por uma vocalista, a que eles tinham acabou saindo. Temos hoje 3 anos de banda. Familia: A minha família não conhece o pessoal da banda, nem nunca viu um show meu, O medo deles é que eu fosse me desvirtuar dos objetivos profissionais e viver de algo que não tem sustentabilidade. Mas é uma preocupação normal dos pais.

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Vestes:Eu nunca precisei usar os adereços típicos do rock como tatuagem ou piercings. Lá no mestrado mesmo, que eu já comentei que gostava de Rock, Heavy Metal e eles não acreditam, dizem que nunca imaginariam que eu gostasse de rock. Eu acho que para ser do Rock não é preciso você usar o que os outros usam, muitas vezes o que você usa já indica a sua personalidade, os seus gostos. Por conta do estereótipo as pessoas julgam sem antes conhecer e eu já corrigi uma pessoa no trabalho, pois ela comentou que havia um rapaz que era desleixado com o trabalho e ela ainda retrucou 'ah, só podia ser roqueiro', então chamei a atenção dela. Disse que não concordava e que o rapaz pode ser daquele jeito mesmo, e não era por consequência do que ele ouvia. Universo feminino: Hoje têm muitas bandas em São Paulo, Rio e até em Recife. As mulheres chegaram num patamar incrível. A minha geração já foi educada para ser independente. Por consequência dessa posição que buscamos, temos que ser boa em tudo: ser mãe, esposa, profissional, dona de casa e ainda cuidar de si. Preconceito? Preconceito pela minha pessoa não, mas a minha família ainda não aceitaa banda, mas respeita as minhas decisõe; o que antes era difícil, ia ensaiar escondido. O rock para mim é um hobbie, é uma maneira de tirar o stress do dia-a-dia. Alagoas: Eu acho que caiu muito a produção cultural no Estado e que a população não reconhece. A cultura de massa é o que a população gosta. Hoje em dia você não vê mais um show de Pop rock e até esse segmento está sendo afetado, imagine o Metal. Em Alagoas tudo é difícil em qualquer forma de expressão artística, por mais que o Metal não seja nosso, não quer dizer que não podemos ter uma cena. Para se criar uma cena aqui depende da consciência de cada pessoa. É importante apoiar a iniciativa das pessoas que tentam produzir algo.


As Mulheres do Rock interesse em vários instrumentos, mas nunca fui uma grande instrumentista, eu executo as coisas, mas virtuosa não sou, vi que não daria muito certo, apesar de tocar por muito tempo. Descobri que o eu gostava mesmo de vocal... vocal gutural.

Banda: A minha primeira banda foi Eu tinha Quando: O meu pai sempre gostou de Beatles e algumas bandas brasileiras como a Blitz e um pouco de progressivo: Led Zeppelin, Pink Floyd. Mas eu não convivi com meus pais por muito tempo, daí a minha tia me adotou e ela era evangélica. Eu sou de Campina Grande, na Paraíba, e naquele período a sociedade era extremamente machista, fanática religiosamente e tudo isso problema para o crescimento do metal.

Metal:

Eu comecei a entrar mesmo no Heavy Metal com o Rock and Rio I, havia uma difusão maior das bandas pela TV. Para mim era muito difícil, minha tia tinha medo pela associação que o rock tinha com as drogas e antigamente era muito pior. E o meu gosto musical sempre foi o Heavy Metal. O meu primeiro disco foi 'Show no mercy” do Slayer e aquilo me tocou, esse era o som que eu procurava, para a minha atitude de vida, para a minha essência. Sofri alguns preconceitos até dos próprios meninos, e fui aos poucos quebrando os paradigmas e que não estava ali para namorar um cabeludo (risos) e mostrei que tinha interesse no som.

13 anos, em 1986. A minha segunda banda foi a Hóstia Podre, era baixista e fazíamos um Black Metal em português. Saímos na Rock Brigade, pois era uma coisa bem exótica, as letras era bem anticristãs, mas eu não sou anticristã, ainda toquei por um ano. Depois conheci a Edvânia e formamos uma banda feminina e que ainda é muito conhecida, que é a Mortífera. Na época tinha outras bandas femininas no Brasil como Vocan, mas elas tinham sempre um baterista, daí resolvi tocar bateria. Montamos a banda numa linha meio Possessed meio Destruction e a galera sempre comparava. Edvania cantava e tocava, tinha uma garota no baixo, a Rose. Tocávamos em Campina Grande e em cidades circunvizinhas. E foi ai que a Rock Brigade fez uma matéria conosco e nos deu uma projeção enorme, disse que éramos a primeira banda de Death Metal do mundo (risos) que até então não se tinha notícia. Tocamos ao lado de grandes nomes do metal nacional. A banda foi de 1988 até 1992, se dissolvendo por conta de interesses, viagens, faculdades.

Code: Eu continuei tocando e tive outra banda Formação musical:

A minha formação musical foi por conta da igreja, quando era criança frequentava e, nesse sentido, foi muito importante, me deu um suporte musical enorme. Meu primeiro instrumento foi um cavaquinho que ganhei aos 6 anos, não foi um instrumento que eu poderia possuir... Mas hoje eu poderia ter sido a Kedma do cavaco (risos). E depois eu tive um acordeom, depois comecei a me interessar por violão, baixo, instrumento de percussão, bateria. Tive

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e era mista, se chamava Mindgrind, eu fazia vocal,pois os músicos eram muito bons. Depois fui morar em João Pessoa para fazer mestrado e montei outra banda com a galera de lá. Vim para Maceió, há 11 anos e formamos a Code, que não é uma banda que vocês podem ver com frequência. A galera tem cobrado muito, a banda tem 11 anos e só fizemos 11 shows (risos). Mas é por que somos muito ocupados, cada um tem a sua função profissional e é difícil marcamos ensaios.


As Mulheres do Rock 7 de Agosto | 2009: No show do Sepultura e Angra, fazíamos um ano e meio que não tocávamos, só ensaiamos por três horas. Temos muita afinidade e todo mundo é meio macaco velho. O baixista era da Avoid, Yuri que é o guitarrista – que por acaso é meu marido –, ele era de uma banda muito importante da Paraíba e o Tássio que tocou no Nevasto – e para mim é a maior banda do Nordeste de todos os tempos, então somos uma galera experiente, tocamos para nos divertir e quem gostar de Death/Thrash também se diverte. Eu gostaria de tocar numa frequência maior, mas nem sempre é como gostaria que fosse.

Shows:

alimentação, transporte, hospedagem, som, local.

Tattoos:

Eu sempre gostei, acho que é um adorno que ele tem tudo a ver com a atitude do rock'n'roll. E eu passei muito tempo para fazêla. Ela tem cinco anos. Eu não quis fazer tão jovem, e quando um garoto vem e fala de tatuagem eu falo que 'se faz quando a gente pode pagar por ela'. Acho que você tem a maturidade para escolher algo, e vai ser eternizado na sua pele e que não seja algo que possa ser odiado, além de que tem que ser bem feito. A minha tatuagem é um resumo de anime de um amigo meu que mora em Boston. São guerreiras japonesas. A luta, a morte e a reflexão sobre a morte e o período de paz. Tem um ideograma no meio – peacemaker – que significa pacificadora, que é a moral da estória do anime.

Está para vir o Krisiun aí, e já nos convidaram para tocar. Eu já toquei com Krisium duas vezes, e eu os trouxe pra cá pela primeira vez. Isso foi em 1999 e em 2002, aconteceu no Antigo Marquês. Eu também já trouxe o Torture Squad, duas vezes, o Malefector e essas bandas começaram a vir dentro da nossa organização. Mas ai eu cansei a fazer esse movimento, você começa a perder dinheiro, não que eu quisesse lucrar com isso, mas são muitos gastos para ativar uma cena.

me conhecem, profissionalmente nunca tive. Mas como é nas costas não dá para ver. E só depois do meu trabalho é que vão descobrir que tenho banda, tatuagem e, de certo modo, ajudei a quebrar paradigmas.

Há união entre a galera Underground?

Bandas femininas:

É muito triste você ver a desunião da galera do underground, apesar de eu não gostar de metal melódico, mas eu vou sempre para os eventos. Eu sei como é difícil organizar um evento e quando você participa desses eventos um dia alguma banda que goste vem para cá. Mas ai a galera vai para os eventos e fica mendigando uma entrada. Ai, eu vejo esses eventos de sertanejo e afins, muitas vezes se paga muito caro, mas a galera economiza e vai. Por que não podemos fazer isso também? 'Ah, mas eu sou estudante', mas guarda uma grana e economiza em outras coisas e se você realmente gosta vai poder fazer isso. Temos que ter a consciência que para fazer um evento é muito caro e não se consegue patrocínio para Rock nem tampouco para Metal. Você não conta com o patrocínio só com o dinheiro dos ingressos para custear passagens,

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Preconceitos? Eu sofro com pessoas que não

Eu acho ótimo a presença feminina em todas as áreas, inclusive na música. Hoje em dia não acho tão excepcional, mas acho legal ver cada vez mais mulheres tocando e cantando, desde que seja por amor mesmo sem qualquer tipo de interesse, assim como os homens.

Cena de metal em Alagoas é uma utopia? Nunca vai ser utopia quando se tem gente que gosta. Foi ótimo a manifestação das bandas covers no Metal Monsters, a iniciativa dos caras; alugaram o som, o local e fizeram um ótimo evento. Utopia mesmo seria achar que há uma cena aqui, com uma sequência grande. E aproveitar para parabenizar a iniciativa da Rock Meeting, pois eu acho que esse iniciativa vai ajudar muito o Metal alagoano.


Metal é a Lei Metal é a Lei Lula Mendonça Ouça a rádio http://www.rockfreeday.com.br - Programa Metal é a Lei aos fins de semana nos três horários. Adicione no msn: programametalealei@hotmail.com

HIBRIA participa de Festival japonês

Chipset Zero: grupo lança o novo clipe, " M e n t a l Cage"

Os gaúchos do HIBRIA confirmaram participação no tradicional festival japonês Loud Park, que será realizado nos dias 17 e 18 de Outubro no Makuhari Messe, em Tóquio. O evento contará com cerca de 30 bandas, entre elas Slayer, Judas Priest, Anthrax, Rob Zombie, Megadeth e outras. O festival marca o retorno da Hibria ao continente asiático após sua passagem em Maio, quando realizou cinco shows, sendo dois no Japão, em divulgação do álbum "The Skull Collectors", lançado pela gravadora japonesa Spiritual Beast.

O CHIPSET ZERO lança seu novo clipe: "Mental Cage", música extraída do álbum "Red-O-Matic", lançado de forma independente em 2008. A banda, que neste ano completa 12 anos de estrada, continua divulgando seu CD, e se tudo correr como previsto em breve vai lançar um DVD contando toda essa história. SITE: www.chipsetzero.com.br

CLAUSTROFOBIA em nova turnê europeia

SITE: www.hibria.com

Repetindo o feito de 2 0 0 7 , o Claustrofobia está de malas prontas para sua nova turnê europeia. Após o show de lançamento de seu novo trabalho, I See Red, que aconteceu no Hangar 110, no último dia 02/10, o conjunto paulista embarcará novamente para o velho continente. Há dois anos a banda fez sua primeira viagem para a Europa, quando se apresentou em vários países, dentre eles Alemanha, Áustria e Holanda. Em sua nova excursão, o quarteto já tem confirmados shows em 11 países, e tocará pela primeira vez em lugares como Grécia, Bulgária França, Suíça, Lituânia, Finlândia, Holanda, Eslovênia, Polônia, Latvia, Romênia entre outros. SITE: www.myspace.com/claustrofobia

Darkest Seed: show de lançamento do novo álbum em Caxias do Sul A banda de heavy/hard DARKEST SEED recentemente lançou seu primeiro álbum de estúdio, intitulado "The Scars That Never Heal", posterior ao EP "The Seed is Rising", lançado em 2007. O primeiro show de lançamento do novo material aconteceu nesta terça-feira, dia 13 de outubro, no Teatro São Carlos, em Caxias do Sul. Amostras do álbum "The Scars That Never Heal" podem ser conferidas na página da b a n d a n o M y S p a c e e m http://www.myspace.com/darkestseed SITE: www.darkestseed.com

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Metal é a Lei Ancesttral anuncia nova parceria A banda paulistana Ancesttral está com nova parceria, tratase da HelloCases, empresa situada em Guarulhos / SP que f a b r i c a e comercializa hardcases para diversos tipos de equipamentos. Buscando sempre qualidade, variedade e preços atrativos, a Hellocases vem se consolidando como referência na área de soluções para transporte de equipamentos de áudio, vídeo e instrumentos musicais. www.ancesttral.com

D y n a h e a d selecionada para coletânea de rádio dos EUA

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Dancing Flame libera música inédita para download A música de trabalho "Sleepless N i g h t s " , pertencente ao homônimo debut álbum da banda Dancing Flame, foi disponibilizada para download no MySpace oficial do grupo. "Resolvemos soltar a música para sentir melhor a reação dos fãs. Filmamos o vídeo de “Sleepless Nights” e optamos por ela para ser nossa canção de trabalho, pelo simples fato dela conseguir sintetizar todo o nosso trabalho. A música é bem diversificada e possui um ótimo refrão, sendo assim, ela foi meio que uma escolha óbvia", afirmou o guitarrista Emerson Mello. "Dancing Flame", o álbum, tem previsão de lançamento para o final do ano corrente. http://www.myspace.com/dancingflameb and

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A banda brasileira Dynahead, que se encontra em processo de divulgação do debut álbum Antigen, foi selecionada para integrar o novo volume da colêtanea da Hard Rock Radio Livre, uma das dez maiores rádios de Rock do mundo. "Ficamos muito felizes por termos sido selecionados para esse lançamento em CD da Hard Rock Radio Live. Isso apenas mostra que estamos no caminho certo com o direcionamento artístico que adotamos em Antigen", afirmou o vocalista Caio Duarte. A música selecionada foi "Do You Feel Cleansed?", que fazia parte de uma lista de mais de 400 bandas de todo o mundo, onde apenas 16 foram agraciadas com as v a g a s d i s p o n í v e i s . www.dynahead.com.br

Shaman: nova música do baixista Fernando Quesada Está disponível no You Tube a mais nova música de F e r n a n d o Quesada, baixista do Shaman. Na canção intitulada "Never", Quesada toca todos os intrumentos, canta, e também assina a produção do material. O vídeo promocional da composição foi lançado na edição deste ano da Expomusic, maior feira de música da América Latina, ocorrida em São Paulo, capital. www.fernandoquesada.com.br


Foto RM, EU ESTAVA LÁ Se você foi para um show e gostaria de mostrar suas fotos, chegou a sua oportunidade. Reúna as suas fotos e faça um texto, de apenas um parágrafo, explicando suas impressões do show. Envie para contato.rockm@gmail.com. Maceió Cycle 2009. Dia 17. Fotos de Daniel Lima.

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Perfil RM

Perfil RM Uma das entrevistas mais intrigantes e reveladoras. Saiba tudo sobre Cléber Moura, dono da antiga loja Paranoid Metal Rock. Ele é o perfilado do mês.

violão, não de estudar apenas de tirar as músicas. Depois eu me converti à Igreja Evangélica e foi onde surgiu à vontade de estudar a música. Em 1995 foi o ano que me converti, e foi nesse período que eu parei mesmo para estudar a música. Naquele período era muito escasso, hoje é mais fácil, com o advento da internet, você encontra estudos em banca de revista.

Quem é você? Cleber de Alcântara Moura, nascido em Maceió, no Hospital Paulo Neto (hoje o Hospital Sanatório), tenho atualmente 32 anos, tenho um filho maravilhoso chamado Mateus, e é só (risos).

Como se interessou pelo rock? Em 1988, após o lançamento do cd do Iron Maiden (Somewhere in Time). Nesse período existiam outras influências como o Europe... Em 1985, algumas coisas do White Snake começando, então já curtia, mas metal mesmo partindo para o heavy metal, só em1988 com o álbum do Iron Maiden... Tinha onze anos.

Sobre a loja... Eu tinha muita sede de fazer uma coisa diferente. O Rock é muito segmentado, têm suas particularidades, a exemplo do Gothic Metal, o pessoal gosta de se vestir, ouvir e usar coisas do gênero. A minha intenção não era apenas uma loja que vendesse CD ou camisa, mas que oferecesse outros produtos como uma caneca, algum material de resina, um cinto, um acessório e DVD. Existe a mentalidade hoje que é apenas na venda, mas eu tinha um pensamento de mostrar o que está surgindo em Alagoas, as bandas que estão gravando um CD e querem se mostrar. A exemplo do DarkTale, Agônnya, The Other Side, Abismo, Goreslave e outros. O meu intuito era ter as coisas antigas e não só as novidades.

Qual o seu interesse pelo rock? Cite bandas. No começo eu ia muito pelo som, gostava muito da criação, a composição geral da coisa... A junção da melodia vocal, com a melodia da guitarra, casada com a bateria, mesmo sendo barulhenta – como muita gente dizia – eu achava parecido com música clássica. Eu ouço Mozart, Bach... Então, depois veio o Metal. Quem viveu os anos 80 sabe quanto foi massivo o Hard Rock como Europe, Poison, Whitesnake, Kiss, Scorpions. Mesmo nas propagandas de cigarros só eram músicas de Hard Rock, então ai você conhecia sem querer e procurava saber de quem era o som daquele comercial.

Produção de eventos... Outra coisa é a própria loja produzir alguns eventos, coisa que antes não existia. Os produtores levavam as propostas até aos pontos de vendas com a fachada da loja, mas de uma loja fazer isso meter a cara, fazer e acontecer e como o dono da loja, produtor, o cara que assina o contrato, essas coisas é a primeira vez.

Guitarra... É meio que um paradoxo. Eu comecei a tocar quando eu frequentava um grupo jovem de uma Igreja Católica, tocando

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Perfil RM condições financeiras não estão boas, a loja não tinha nenhuma condição de assumir Primeiro que nós tivemos um contato algum risco. Ficamos um tempo batalhando com o pessoal de fora e foi surpreendente. uma proposta favorável. Primeiramente, o Lá em Caxias do Sul, o nome da loja já pessoal já sabia que não íamos fazer mais estava sendo falado e através do pessoal do show. Enviamos contrapropostas, mas Burning in Hell (Power Metal Melódico), com nenhuma delas foi aceita e não aceitamos as o baterista Marcelo Moreira, atual baterista que eram feitas por eles. Passado esse do Almah e já fez teste para o Epica. Foi uma tempo, a produtora entrou em contato grande supresa! Ele na região Sul ouviu falar conosco no dia 14 (setembro) para fazer um da nossa loja e isso foi até empolgante, após show no dia 10 (outubro). Entramos em um o contato e muita conversa o trouxemos para acordo, corri atrás de espaço para a cá. E que nos rendeu a vinda do Almah, realização. depois o Violator, que foi um boom que nos O meu principal contato, o Jaraguá abriu muitas portas. E o pensamento era que Tênis Clube, não aluga mais para evento que sempre uma banda de Alagoas abrindo os tenha bilheteria, só para casamentos, shows, depois disso houve o Paranoid Metal aniversários e coisas do tipo. O gerente foi Fest. tentar com a diretoria uma resposta positiva, mas não foi possível, além de um som decente para o pessoal. O Torture Squad Excursão estava muito a fim de tocar aqui, Nós éramos meio cedeu o sábado para nós. E por loucos. “Vai ter evento na Não adianta nada você esta razão não queríamos Paraíba, vamos firmar raízes está na multidão e estar oferecer qualquer espaço e no Nordeste”. No caso das amargurado, esse é o som, nem sujar o nome da excursões foi quando Recife p r i m e i r o m o t i v o . O organização começou a trazer as grandes segundo foi às baixas bandas, pela primeira vez no vendas, em todo o Centro. cenário nordestino, algo que O mercado do Rock hoje vem acontecendo de uns e s t á p a u t a d o n o s Fechamento da loja... quatros anos para cá. Desde 1995, eu me tornei adolescentes. S c o r p i o n s , G a m m a r a y, cristão. Quando abri a loja me Symphony X, Helloween, afastei do Evangelho, da minha Nightwish, Iron Maiden, Krisiun em Aracaju. razão de viver. A loja era conhecida em Já levamos para Campina Grande, Caruaru muitos lugares do país, havia pessoas que e um monte que nem lembro mais (risos). vinham aqui só para conhecer a loja, isso me deixava feliz, mas não estava completamente. Cenário alagoano... Há um ano voltei para a igreja, foi em Eu enxergo como uma utopia. Eu 25 de setembro do ano passado e foi quando espero que melhore mesmo. Aos guerreiros me determinei. Não adianta nada você está que estão nos estúdios gastando dinheiro, na multidão e estar amargurado, esse é o tempo, para fazer o metal acontecer, o parto primeiro motivo. O segundo foi às baixas de uma música, é como se fosse uma criança. vendas, em todo o Centro. O mercado do Cada vez mais está surgindo bandas com Rock hoje está pautado nos adolescentes. músicas próprias e Alagoas precisa muito Aqui tem público de todos os gêneros, mas disso, precisa aparecer. são eles que movimentam o comercio. A minha vida hoje está focada em outras coisas, principalmente para as coisas que Cancelamento do Torture Squad vem do Alto. A proposta foi lançada há quatro meses, mas como todos veem que as

Shows...

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Revista Rock Meeting N° 2  

Nessa segunda edição, você vai conferir a matérias com As Mulheres do Rock, Perfil RM com Cléber Moura, Review Metal Monsters Tribute.

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