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O Jornal Parceiro da Comunidade

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A flor mais deslumbrante da Natureza

Mulher


Março 2014

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Editorial

Mulheres Março é, mesmo, um mês especial. Dedicado às mulheres, é o tempo em que toda a sociedade se enche de orgulho para celebrar as conquistas delas. Algo que deveria ocorrer todos os dias e não somente neste mês, é verdade. Ser mulher nos dias atuais, por si só, já é uma grande conquista. Hoje, a mulher não é mais, simplesmente, aquele ser que Deus criou para fazer companhia ao homem e carregar, em seus ventres, as futuras gerações. Indignadas com a falta de valorização e respeito por parte da sociedade, elas foram à luta, conquistando inúmeros direitos e, principalmente, participando ativamente, com voz e vez, nos rumos da humanidade. Se por um lado, vieram conquistas e reconhecimentos, hoje, o papel da mulher é muito amplo e o fardo pesado, pois ela segue com as funções de antigamente (cuidar da casa, filhos, esposo...) e, ainda, trabalha fora para ajudar no sustento familiar. Muitas vezes, ela conta com o apoio do companheiro em algumas dessas tarefas, mas constantemente, é ela mesma quem toma a frente no trato da casa e da família. Além disso, tem sido cada vez mais frequente o ambiente familiar em que o salário da esposa é maior que aquele recebido pelo companheiro, o que demonstra a importância da mulher trabalhar fora. Há de se referir ainda às mulheres que moram sozinhas ou, apenas, com os filhos, muitas delas verdadeiras mães e pais de família ao mesmo tempo, que incrivelmente conseguem acumular todas as funções necessárias para o bom desenvolvimento de seu lar. É realmente de se impressionar com a capacidade que a mulher tem. Há muito ainda a se conquistar, é verdade. Embora já se reconheça, nas mulheres, muitas capacidades profissionais que os homens não possuem, elas seguem sendo discriminadas quando o assunto é remuneração. Pesquisas recentes apontam que elas chegam a ganhar de 20 a 30% a menos do que os homens no exercício das mesmas funções. Ainda sim, mesmo com tanto direito a se buscar, as mulheres já têm muito que comemorar, tudo frutos de suas próprias lutas. Coisas impensáveis há algumas décadas, hoje a mulher vota, é eleita, se candidata a qualquer trabalho para o qual tenha recebido treinamento, exerce cargos públicos e atua na política. Enfim, exerce o direito de quem é maioria. No Brasil, segundo dados divulgados pelo IBGE em setembro do ano passado (2013), elas somam 51,3% de todo o contingente populacional, o que representa 5,2 milhões de mulheres a mais do que os homens no País. E é nesse contexto que elas se tornam verdadeiras heroínas e merecedoras de toda a nossa consideração e respeito. Por isso, mulheres, é para vocês que dedicamos esta revista especial, uma singela homenagem do Jornal Em Foco a quem torna o mundo muito mais lindo de se viver. Parabéns a todas!

Jornal Em Foco Ltda ME CNPJ: 14.265.035/0001-67 Diretoria Márcia Tavares - Diretora Geral (47) 9984-4999 | marciatavares@jornalemfocosc.com.br Aline Jantara – Diretora Comercial (47) 9926-4368 | alinejantara@jornalemfocosc.com.br Roberto Bicudo - Editor Gráfico Thiago Gusso (6562 DRT-PR) - Jornalista Responsável thiago@jornalemfocosc.com Itapoá/SC - CEP 89249-000 Avenida Brasil, 2666 - Itapoá - Centro fones: 47 3443-6673 e 47 3443-6238 Rua 1970, n° 352 | Bal. Palmeiras Impressão: Press Alternativa - (41) 3047-4511 / 3047-4280

O Jornal Em Foco não se responsabiliza por conteúdos contidos em propagandas, bem como pelos artigos assinados, cujos autores respondem integralmente pelas ideias alí expressadas.


Março 2014

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O mês de março e, mais especificamente, o dia 08 desse mês são um marco na luta pelos direitos das mulheres em todo o mundo. No início do século XX, era impossível imaginar que em 100 anos, as mulheres estariam votando, sendo eleitas, governando, inseridas amplamente no mercado de trabalho, e com uma média de escolaridade maior do que a dos homens. E é exatamente isso a realidade atual. É inegável que houve muitos avanços no que diz respeito às conquistas das mulheres, mas ainda há muito que se buscar. Segundo pesquisa realizada no ano 2000 pela “Comission on the Status of Women” (Comissão de Estudos sobre as Mulheres) da ONU (Organização das Nações Unidas), um terço das mulheres no mundo já foram vítimas de espancamento ou violência sexual. Algo assustador. No Brasil, os números também não animam, pois a cada cinco minutos, uma mulher é agredida. Pior, em cerca de 70% dos casos, quem agride é o próprio marido ou namorado. Apesar de estar prevista na Constituição Federal, a igualdade de gêneros não é garantida, e a maior prova, talvez, seja a diferença salarial entre homens e mulheres que ocupam os mesmos cargos. O PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2007 diz que a equiparação nesse sentido só deverá ocorrer daqui a 86 anos, ou seja, até 2100, a tendência é que os homens sigam recebendo mais do que as mulheres para o desempenho das mesmas funções. Em uma rápida análise sobre o papel da mulher brasileira no decorrer dos últimos 200 anos, é perceptível o protagonismo que ela atingiu. Somente em 1827 as mulheres foram autorizadas a frequentar escola no País, a partir de uma lei do período imperial. No entanto, tal legislação ainda as cesurava, pois a garantia de direito à Educação só valia para as escolas elementares.

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Conquistas

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Mais tarde, na década de 1960, vários acontecimentos culminaram com um movimento feminista mundial que ganhou força e passou a reivindicar mais direitos. O surgimento da pílula anticoncepcional nessa época, por exemplo, foi um marco para a liberdade sexual das mulheres. Até então, as relação eram apenas voltadas ao casamento. Um pouco antes, em 1932, as mulheres haviam conquistado o direito de votar no Brasil. Em 1985, criou-se a primeira delegacia da mulher e quase dez anos depois, a Lei Maria da Penha (nº 11.340), que aumentou o rigor nas punições para a violência doméstica ou familiar. Hoje, os agressores de mulheres podem ser presos em flagrante ou ter prisão preventiva decretada. A Lei também prevê medidas como a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida, bem como dos filhos. É preciso valorizar todo o esforço de milhares de mulheres que lutaram e seguem lutando para que tenham os mesmos direitos dos homens. A Lei já garante isso, mas é sabido que na prática, não é o que ocorre. Todavia, são muitas as conquistas que podem ser celebradas pelo sexo feminino, seja no âmbito pessoal, profissional ou político. Um fato bastante emblemático e que resume bem essa questão foi eleição da primeira presidente mulher do Brasil, Dilma Roussef, em 2010. Deixadas de lado as paixões partidárias e qualquer questionamento político, esse fato histórico é um marco das conquistas feministas no País, que 78 anos depois de garantir os primeiros votos das mulheres em eleições, tem o principal cargo político ocupado por uma delas.

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Clairê Aparecida Cerutti Ser Mulher É viver mil vezes em apenas uma vida.

É ser forte e fingir que é frágil...

É lutar por causas perdidas e sair vencedora.

É tentar recuperar o irrecuperável.

É chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza. É acreditar quando ninguém mais acredita. É cancelar sonhos em prol de terceiros. É esperar quando ninguém mais espera. É estar em mil lugares de uma só vez. É fazer mil papeis ao mesmo tempo.

É saber dar o perdão... É entender o que ninguém mais conseguiu desvendar. É ter a arrogância de viver apesar dos dissabores, das desilusões, das traições e das decepções. É ser mãe dos seus filhos... Dos filhos dos outros. É amá-los igualmente. É entender as fases da lua Por ter suas próprias fases. Adaptação de Flavio Costa.

Uma mulher

de sucesso R Referência quando o assunto é mulher de negócios, Clairê Aparecida Cerutti administra 32 funcionários e uma lista enorme de clientes das suas lojas em Itapoá. Juntamente com a família, ela está à frente das Lojas de Materiais de Construção Realeza. Nascida em Chapecó, Clairê mora em Itapoá há 15 anos. Ela é casada, mãe de Renan e Renata. Graduada em Letras, sempre atuou no comércio, a princípio com sua mãe e, agora, com o seu marido. Clairê considera que o país está passando por uma situação financeira complicada e, diante disso, o seu projeto profissional é manter as lojas que administra com estabilidade. “Sempre estamos querendo fazer alguma coisa diferente, mas acho que diante do que vivemos, precisamos nos manter com uma postura mais segura”, considera. Atuando há 24 anos na área, ela diz que é perfeitamente possível conciliar vida profissional e familiar. “Basta querer! É preciso saber cuidar dos filhos, estar por dentro de aonde eles vão, o que fazem”, explica. Clairê diz nunca ter sido vítima de preconceito por ser mulher à frente dos negócios. “Hoje, as mulheres estão mais admiradas e respeitadas em relação

ao seu trabalho”, diz. Sobre seus projetos pessoais, ela afirma que alcançou praticamente tudo o que desejou. “Não posso reclamar de nada na minha vida. Quero ter mais tempo para mim daqui para a frente, para o meu bem-estar. Pretendo cuidar da minha saúde, viajar e aproveitar um pouco mais”, conta. Ler e praticar exercícios são os hobbies de Clairê, que também não dispensa bons momentos junto aos filhos e demais familiares, geralmente acompanhados de um churrasco. O bom encaminhamento dos filhos na vida é o que ela considera ser sua maior conquista. “Assim, a gente se completa”, explica. “Ser mulher, para mim, é tudo. É gerar um filho, cria-lo, educa-lo, e, ainda, buscar as nossas próprias conquistas. Eu tenho uma mãe que foi exemplar, em quem eu mais me espelho na vida. Eu tive uma base ótima em casa e, até hoje, ela é uma pessoa a se admirar, pelo que ela foi para a gente”, conclui Clairê, que perdeu o seu pai muito cedo, ainda bebê, e teve a mãe assumindo, também, o papel de pai dela e dos quatro irmãos.

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Ana Lucia Garcia Pedriali Nobrega

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“Acho mais difícil para a mulher, a ascensão profissional, em detrimento do sistema familiar funcional”

Ana Lucia Garcia Pedriali Nobrega

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de atitude M

Mulher independente e de iniciativa, Ana Lucia Garcia Pedriali Nobrega possui um cargo de extrema importância no empreendimento que administra juntamente com outros membros de sua família. Com muita sensibilidade e aquele toque que somente uma mulher sabe dar, ela responde pela decoração de um ambiente belíssimo, elogiado por pessoas dos mais variados cantos do mundo. Nascida em Londrina (PR), Ana Lucia frequenta Itapoá desde 1978, sendo que em 2006 passou a ser moradora. “A paixão de minha família por Itapoá, com sua natureza exuberante, e pelas praias de águas límpidas, vem de longa data, e passou a ser destino obrigatório nas férias de verão. O tempo passou, e o amor pela cidade só fez aumentar”, explica. A empreendedora é formada em “Hotelaria e Turismo” e tem especialização em “Aconselhamento Familiar com Princípios Cristãos”. “Sempre me interessei por hospedagem e acho esse segmento promissor”, conta Ana Lucia, que administra, juntamente com a sua família, o Hotel Baití. O empreendimento é fruto da fé que Ana Lucia e os seus familiares sempre tiveram no potencial turístico de Itapoá, que hoje se confirma.

Como forma de rechaçar qualquer preconceito de gênero que possa existir em relação a sua atividade profissional, Ana Lucia defende que homens e mulheres têm a mesma capacidade intelectual, sendo então justa a busca de igualdade no que diz respeito a salários e oportunidades. “Em contrapartida, acho mais difícil para a mulher, a ascensão profissional, em detrimento do sistema familiar funcional”, considera. Entre os projetos profissionais de Ana, está a ampliação do Baití; o investimento na qualidade de vida de sua família; e a continuidade do trabalho voluntário que ela realiza como conselheira familiar. Ana fala sobre o jeito de ser da mulher contemporânea. “Nada é mais elegante e charmoso do que saber conciliar o seu tempo como mulher, mãe, amiga, executiva, profissional, e se dar ao direito de usufruir de sua individualidade em cada contexto que a vida lhe oferece. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir, desde que se lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir dessa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas, espiando a vida pela janela”, conclui.

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Lourdes Maria Alves

“Corra atrás de seus ideais, pois nada vem por acaso” Lourdes Maria Alves

Uma mulher

de determinação M Mulher bem sucedida e com um grande potencial administrativo, Lourdes Maria Alves conduz uma empresa que é destaque no mercado em que atua, muito pela sua coragem, esforço e humildade no trato com os negócios. Ela nasceu no interior do Paraná, em Uraí. Filha de agricultores, não frequentou faculdade, mas os anos de experiência prática a tornaram uma empresária de sucesso. Ainda muito cedo, a família se mudou para Curitiba (PR), e aos 13 anos, Lourdes já trabalhava para ajudar seus pais. O pai dela, aliás, faleceu muito cedo. Mãe de dois filhos, Leandro e Leomir, e três netos, Emannuele (sete anos), Sophia (dois anos e meio) e João Victor (oito meses), Lourdes trabalhou muito para ajudar o seu ex-companheiro, sempre deixando os filhos aos cuidados da avó, tias e, principalmente, em creches. Ela era diarista e fazia cursos de artesanato no período da noite. À época, ainda em Curitiba, o ex-companheiro dela ficou desempregado, e os dois resolveram abrir um bar. Ela fazia seus bolos, salgados, pudins, e vendia no estabelecimento. Também, devido aos seus dotes de artesã, fazia salgados e doces decorados para festas. A satisfação dos clientes fez com que a família resolvesse se solidificar no ramo

de panificação há mais de 27 anos. Em Itapoá, cidade do seu coração, há mais de 20 anos, Lourdes criou os seus filhos e gravou a sua marca na história empresarial da Cidade. Ela é proprietária da Luma Panificadora, empresa em que administra mais de dez colaboradores que, segundo Lourdes, formam a sua segunda família. A demanda do mercado local por um bom atendimento e por produtos de qualidade são fatores importantes para Lourdes. Por isso, tudo o que ela faz, é com muito amor e determinação. Assim como muitas mulheres que resolvem assumir a liderança dos negócios, Lourdes sofreu alguns preconceitos, mas nenhum que tenha atingido a sua autoestima. Seu projeto de vida é o de fazer uma parceria com o filho Leomir, que é arquiteto, e construir imóveis para vender ou alugar. O sonho pessoal dela é poder ficar pertinho da família, principalmente curtir os filhos, os netos e a mãe. Para Lourdes, ser mulher significa ser competente, honesta, ter credibilidade e plena confiança em tudo que se faz. “Essa é a receita de um bom resultado. Corra atrás de seus ideais, pois nada vem por acaso”, conclui.

Homenagem da Panificadora & Confeitaria Luma a todas as Mulheres de Itapoá

Panificadora e Confeitaria Luma | Rua do Comércio 780 | Itapema do Norte | Itapoá-SC


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Iara Cristine de Oliveira Hoepfner

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“Ser mulher significa que você é forte, guerreira, batalhadora.” Iara Cristine de Oliveira Hoepfner

Uma mulher

de garra G

Gaúcha de Passo Fundo (RS), Iara Cristine de Oliveira Hoepfner, mora em Itapoá desde 1997, quando recebeu convite para trabalhar em um escritório de contabilidade. Técnica na área, ela é formada em Gestão Financeira e está prestes a iniciar uma especialização em Mercado Financeiro. Desde 2003, é técnica em contabilidade concursada da Prefeitura de Itapoá e, desde o ano passado (2013), exerce o cargo de diretora executiva do IPESI (Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município de Itapoá), para o qual foi eleita. Ela explica o gosto pela profissão. “Sempre gostei muito de números e o meu primeiro contato com a contabilidade foi no Ensino Médio. Identifiquei-me muito com essa ciência que cuida do patrimônio. A organização de todos os eventos de uma empresa é algo que sempre me chamou a atenção”, conta. Mãe de uma adolescente de 12 anos, Iara tem como um dos seus projetos de vida, a melhor educação possível a sua filha. “Outro projeto meu é a compra da casa própria, que já esta em fase de execução”, conta. Adepta a viagens, passeios, leitura e cinema, Iara é caseira e reservada, mas gosta de estar acompanhada dos familiares e amigos. “O meu projeto profissional, hoje, é terminar o mandato no final de 2014, sabendo que fiz o melhor para o IPESI. Sei da grande importância que o Instituto tem, e quero repassar isso para os demais segurados”, explica ela, que considera sua principal conquista, justamente, ser a diretora executiva do IPESI. “Não pelo fato do cargo

em si, mas por poder fazer e colocar em prática alguns projetos que eu sei que são importantes para todos os segurados”, diz. Iara conta que o seu maior sonho é poder viver bem com a filha, trabalhando corretamente e desempenhando, da melhor maneira possível, a sua função. Ela diz já ter se sentido desconfortável com certa discriminação pelo fato de ser mulher. “Mas isso só me abala no momento. Dou a volta por cima e lembro que sempre devemos cumprir com nossas obrigações da melhor maneira possível”, conta. “Hoje, a mulher tem uma participação importante em qualquer segmento. Ela cresceu muito nos últimos anos. Ser mulher significa que você é forte, guerreira, batalhadora. Na área profissional, ela vai atrás de seus ideais, mostra suas capacidades e não se sente mais ameaçada por homem nenhum”, conclui.


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Eleninha Jansen Gaviorno

“A maior ou a menor felicidade só depende do grau de decisão de ser feliz”

Eleninha Jansen Gaviorno

Uma mulher Focada em seus objetivos, sempre motivada pela razão, mas sem deixar de lado o jeito mulher de ser, Eleninha Jansen Gaviorno é natural de Curitiba (PR) e mora em Itapoá há 17 anos. Casada com Thomaz Sohn, vereador municipal, ainda não tem filhos, apesar de considerar a maternidade uma realização. “Ainda quero realizar o sonho de ser mãe. Acho que gerar uma vida é o dom mais precioso que nos foi dado como mulher, porém é uma realização que deve ser planejada com cuidado e responsabilidade”, considera. Atualmente, Eleninha divide as suas funções no atendimento de uma farmácia com a esforçada vida de estudante universitária, cursando a graduação na área em que atua. Sempre com muita racionalidade, ela segue o que planejou para a sua vida, traçando metas e buscando objetivos. Por esse motivo, a correria do dia-a-dia não deixa muito espaço para o lazer. “Aprecio momentos em família e com amigos. Gosto de ler um bom livro e conhecer diversas culturas. Acredito que o segredo é fazer do seu dever o seu lazer”, conta. Bastante jovem, ela se diz satisfeita com suas realizações pessoais e profissionais até aqui. “Tenho a admiração da minha família, marido e amigos. Por agora, é isso que importa”, diz.

P R O F E S S I O N N E L

Em relação ao preconceito exercido sobre o gênero feminino, Eleninha conta que nunca foi alvo dele, mas reconhece que essa discriminação ainda ocorre com muita frequência. “A mulher em si é discriminada com salários menores ou julgada incapaz de desenvolver um trabalho tal como um homem, ocupando poucos cargos de liderança. O preconceito é indicado em pesquisas como o maior causador de tal fato”, considera. Por outro lado, ela vê avanços nesse sentido. “A mulher do século XXI deixou de ser coadjuvante para assumir um lugar diferente na sociedade. Elas não ficam apenas restritas ao lar, mas comandam variados campos profissionais, a exemplo da presidenta Dilma Roussef, primeira mulher a assumir o cargo mais importante da República”, explica. “Pretendo continuar trilhando uma bela carreira conciliada com estudos e família, o que não é tão simples assim. Fui bem educada e orientada por uma guerreira, que me deu exemplo de bons princípios e amor ao próximo. Encontrei, na vida, um companheiro íntegro, a quem amo e sou amada. Sendo assim, creio que só coisas boas virão, pois a maior ou a menor felicidade só depende do grau de decisão de ser feliz”, conclui.

Daniel Machado

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de razão F


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Luciane dos Santos Batista Marco

“Apesar de ser um pouco estressante, por eu trabalhar com dez homens, o fato de eu ser mulher acaba me rendendo mais respeito” Luciane dos Santos Batista Marco

Uma mulher

de ação E

Excelente mãe, extremamente trabalhadora e muito dedicada à família, Luciane dos Santos Batista Marco atua em uma área dominada pelo sexo masculino. “O destino me fez seguir nessa profissão. Não fazia parte dos meus planos, mas hoje gosto muito do que faço. O fato de eu ter aprendido muita coisa, incentiva. Apesar de ser um pouco estressante, por eu trabalhar com dez homens, o fato de eu ser mulher acaba me rendendo mais respeito”, explica a empresária do ramo de autopeças, que adquiriu muita experiência e conhecimento nos 10 anos em que administra a Autopeças Marco. Apesar de ser uma profissão predominantemente masculina, através do conhecimento que adquiriu, Luciane tem a admiração de seus colaboradores e clientes quanto ao seu profissionalismo e diz que nunca sofreu preconceito pelo fato de ser mulher. Natural de São José dos Pinhais (PR), ela está em Itapoá há 22 anos, sendo que há 10, casou com o seu esposo Rodrigo, com quem tem dois filhos, Murilo (três anos) e Vinícius (seis). “Começamos praticamente do zero. Quando casamos, eu saí do trabalho. Até então, vinha trabalhando desde os 14 anos de idade, e nunca tinha parado.

Auto Elétrica / Auto Peças

Surgiu a ideia de trabalhar com o meu marido. Meu sogro passou uma oficina que tinha para o meu esposo e eu fui ajudar na parte administrativa”, explica. Com o tempo, o casal se mudou e, novamente, contou com a ajuda do sogro para abrir uma autoelétrica e uma autopeças. Hoje, administram um empreendimento muito bem sucedido, mas os planos não param por aí. “Um projeto profissional é aumentar a autopeças, porque nós estamos trabalhando também com peças mecânicas e não somente elétrica como antes. Temos um sítio em Tijucas do Sul (PR). Lá, plantamos de tudo. Um projeto futuro é mexer com isso também. Ainda, pretendo fazer faculdade de Administração assim que as crianças cresçam e possam ficar sozinhas”. Luciane acredita que as mulheres precisam confiar mais em si mesmas e em suas capacidades. “Nós, mulheres, precisamos formar a nossa vida e não depender do marido para a nossa base. Primeiro, precisamos focar no trabalho para, depois, conciliar todo o restante. Então, precisamos acreditar que as coisas darão certo dentro da família. Se você tiver trabalho e dinheiro, mas não conseguir administrar a relação familiar, deixará escapar o fio da meada”, considera.

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Relatório Anual Socioeconômico da Mulher A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) divulgou no último mês de novembro (2013), o RASEAM (Relatório Anual Socioeconômico da Mulher). Trata-se de uma publicação que reúne dados sobre a autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho, saúde, direitos sexuais e reprodutivos, educação, enfrentamento à violência, mulheres em espaços de poder e decisão, comunicação, esporte e cultura com recorte de gênero. Enfim, é um diagnóstico sobre a situação socioeconômica da mulher em todas as regiões do Brasil com o objetivo de subsidiar a elaboração de políticas públicas de gênero e raça. Além disso, a intenção é sistematizar dados e informações sobre a situação da mulher, de forma a permitir mais transparência nas ações do governo federal sobre o tema. Segundo esse relatório, 13,5 milhões de mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de agressão e, infelizmente, houve um aumento na taxa de homicídios de mulheres nos últimos anos, uma vez que entre 1990 e 2000 haviam sido assassinadas 4,3 mulheres para cada grupo de 100 mil. Em 2010, tal taxa foi de 4,6 homicídios, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

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Mas, felizmente, há o que se comemorar no que diz respeito a outros temas importantes. Na educação, por exemplo, a taxa de alfabetização delas já é ligeiramente mais elevada do que a dos homens. Mulheres na faixa etária dos 15 aos 24 anos alcançam uma taxa de 99,1% de alfabetização, enquanto que para os homens de mesma idade, tal índice é de 97,9%. Mudanças que obrigam os partidos políticos a apresentarem percentuais mínimos de mulheres entre os candidatos começam a dar resultados, ainda que o acesso das mulheres a cargos eletivos permaneça baixo. É perceptível um processo de mudança nesse sentido. Também, ainda, é baixo o índice de ocupação de cargos de direção nas empresas privadas. Entre as pessoas com 25 anos ou mais, 5,1% ocupavam cargos de direção ou gerência em 2011, sendo que para os homens esse número é de 5,7%.

Em Itapoá

Em Garuva

No município itapoaense, segundo o último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), em 2010, o número de mulheres é ligeiramente inferior ao número de homens. São 7.316 mulheres (49,56%) contra 7.447 (50,44%) homens.

No município garuvense, segundo o último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), em 2010, o número de mulheres é inferior ao número de homens. São 7.221 mulheres (48,92%) contra 7.540 (51,08%) homens.

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Ângela Maria Piekarski

“Tenho, como princípio, que a vida é movida de sonhos. Por isso, estou sempre os recriando. Hoje, desejo que o Recanto do Farol se projete para toda Santa Catarina. Com isso, quero criar mais empregos e renda para a comunidade do Pontal. Consequentemente, que todas as pessoas que fazem parte desse projeto e suas famílias tenham melhores condições de vida”.

Ângela Maria Piekarski

Uma mulher

de realizações U Um sonho de cada vez é o que vive Angela Maria Piekarski. Assim que concretiza uma realização, a empresária já embarca em outro sonho e, dessa forma, vai acumulando sucesso na vida pessoal e profissional. Nascida em São Bento do Sul, ela investe em Itapoá desde 2004, para onde se mudou em maio de 2012. Sócia das empresas “Restaurante Recanto do Farol” e “Instituto Aprimorar Cursos e Treinamentos Empresariais”, ela conta como se inspirou pela profissão de empreendedora. “Inspirei-me no sonho do amor da minha vida, meu marido, Romário. Ele idealizou a implantação de uma pousada e de um restaurante. Entrei nesse sonho de cabeça e mudei o rumo da minha vida. Escolhemos Itapoá para materializar esse sonho”. O aperfeiçoamento profissional e a união familiar são constantes na vida de Ângela, que considera esses fatos a base para suas realizações. Nas horas de lazer, ela é adepta dos livros, viagens e, principalmente, tours gastronômicos. “Adoro restaurantes”, conta. Fruto de muito trabalho, a implantação do Restaurante Recanto do Farol, em Itapoá, é considerada,

NA VIA GASTRONOMICA COSTA SUL ITAPOÁ Do Pontal à Figueira

por Ângela, como a sua maior conquista. “Tenho, como princípio, que a vida é movida de sonhos. Por isso, estou sempre os recriando. Hoje, desejo que o Recanto do Farol se projete para toda Santa Catarina. Com isso, quero criar mais empregos e renda para a comunidade do Pontal. Consequentemente, que todas as pessoas que fazem parte desse projeto e suas famílias tenham melhores condições de vida”, comenta a empresária. Sobre o significado de ser mulher nos dias de hoje, Ângela considera que elas são as propulsoras do desenvolvimento atual das nações. “Mas, pensar em desenvolvimento não significa desprezar a família, e pensar somente em economia, finanças e trabalho. A família é a base. A mulher é a fortaleza”, alerta. “No campo pessoal e familiar, desejo que todas as mulheres mães cuidem, verdadeiramente, de seus filhos. Quem ama de verdade diz ‘não’ e estabelece limites. O jovem valoriza os pais que estabelecem limites, porque isso é um sinal de cuidado, de amor. Eu acredito nisso. No campo profissional, desejo que as mulheres se libertem das amarras que as impedem de realizar seus sonhos. Desejo felicidades a todas elas”, conclui.

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Um Novo Conceito em Itapoá


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Carolina Orminda Vieira

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“A mulher já deu um grande salto em relação ao passado. Hoje, ela ocupa posição na sociedade e é de fundamental importância. A mulher é o coração e o equilíbrio. Sua inteligência é nata. São verdadeiras guerreiras do mundo, que lutam por seus ideiais e sabem o que, realmente, querem”,

Carolina Orminda Vieira

Uma mulher

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Mãe de dois filhos, esposa, dona de casa e empresária, Carolina Orminda Vieira considera realizado o seu projeto pessoal de sua vida. “Sempre sonhei em administrar o próprio negócio”, conta. Graduada em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Orçamentos, a mineira, da cidade de Areado reside em Itapoá desde o final de 1999. Mulher de fibra e muito batalhadora, Carolina gosta de estar com sua família e amigos ou, então, ler um bom livro, viajar ou pescar. Sobre os projetos profissionais, ela conta que eles existem, tanto os de curto quanto os de longo prazo, e que são muito importantes para ela, mas não revela quais são. “A pessoa humana é um ser aberto a transcendência, a ir além de si mesma, a realizar um desejo de felicidade e plenitude. Aberto ao infinito, como se alguém a chamasse de longe e, ao mesmo tempo, desde o mais profundo de si mesma. O projeto pessoal de minha vida já foi realizado. Sou mãe, esposa, dona de casa e empresária”, revela. Entre suas conquistas, Carolina destaca sua

família e sua profissão. “Ao meu pensar, não existem maiores ou menores conquistas. Tudo o que sou hoje é a somatória de várias conquistas ao longo da minha vida. O importante é o comprometimento com aquilo que se deseja alcançar”. Sonhando com um mundo melhor para todos, ela conta que nunca sofreu preconceitos pelo fato de ser mulher, pelo contrário, sempre foi muito respeitada. “A mulher já deu um grande salto em relação ao passado. Hoje, ela ocupa posição na sociedade e é de fundamental importância. A mulher é o coração e o equilíbrio. Sua inteligência é nata. São verdadeiras guerreiras do mundo, que lutam por seus ideiais e sabem o que, realmente, querem”, diz. Considerando-se realizada e feliz, Carolina conta o que significa ser mulher para ela. “Mulher é um ser que dá conta, que vai além da conta, que multiplica, divide, soma e subtrai, sem perder a conta. Vamos em frente, mulheres. Nós podemos mudar o mundo”, conclui.

Porque nós entendemos vocês como ninguém


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Janaina Resende Nunes

“A minha mensagem para a mulher é que ela continue assim, guerreira e, cada vez mais, dona do seu próprio nariz, para que, se um dia a situação que ela vive não seja mais agradável, ela possa trilhar novos caminhos e buscar a felicidade”.

Janaina Resende Nunes

Uma mulher

de conhecimento M “Mais gaúcha impossível” é o que define Janaina Resende Nunes, nascida em Porto Alegre (RS) justamente no Dia do Gaúcho, celebrado em 20 de setembro. Seguidora das tradições gaúchas, na casa dela, domingo é dia de churrasco e sua mãe aprecia um bom chimarrão. “Na verdade, a tradição gaúcha, é a que mais impera no Brasil. Se você for ver, na maioria das cidades, há um CTG (Centro de Tradições Gaúchas). A cultura do gaúcho é familiar, aliás, não só dele, mas de todo o Sul”, considera Janaina. Com apenas 10 anos de idade, ela se mudou para Foz do Iguaçu (PR), onde morou sete anos, até sair para estudar em Curitiba (PR). Em Itapoá, ela está há três anos. “Eu sempre digo que eu devia ter vindo antes para Itapoá, cidade que me recebeu muito bem, de portas abertas. Vim com o meu filho e com a minha mãe”, conta. Casada com Carlos Eduardo Lacerda, que conheceu logo que chegou à Cidade, a advogada, que já é referência profissional no Município, gosta de aproveitar os seus momentos de lazer com a família. E é, justamente, nela que encontra a sua maior conquista. “Ainda bem que eu tenho o Henrique, porque ele me realizou, me completou”, comenta ela sobre o filho, atualmente com sete anos de idade. Outras conquis-

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tas das quais tem orgulho são o seu relacionamento estável; a sua formação, a aprovação no Exame da OAB, a independência financeira e a segunda pós-graduação, que está em curso. O estudo, aliás, é ponto forte de Janaina. Muito inteligente, o seu empenho é visível assim que se entra no escritório dela, pois são vários os diplomas expostos. “Sempre gostei muito de estudar, então, com 17 anos, passei no meu primeiro vestibular, para o curso de “Rádio, TV e Multimídia”, que eu concluí. Antes de concluir, fiz vestibular de Direito. Também concluí esse curso e já fiz uma pós-graduação. Hoje, estou em minha segunda pós, em Joinville”, explica. Acumulando realizações profissionais, a advogada hoje, é sócia da Itacred Soluções Financeiras, uma empresa de cobrança e recuperação de créditos e já prepara mais dois projetos profissionais que devem entrar em prática logo. Muito guerreira, Janaina acredita que a mulher deve sempre buscar a sua felicidade. “A minha mensagem para a mulher é que ela continue assim, guerreirae, cada vez mais, dona do seu próprio nariz, para que, se um dia a situação que ela vive não seja mais agradável, ela possa trilhar novos caminhos e buscar a felicidade”, conclui.

ADVOCACIA Dra. Janaina Resende Nunes OAB/PR 49012 0AB/SC 30.393-A


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Ilva Poitevin de Aguiar

Uma mulher

de cultura

Minha influência na arte veio da minha mãe, Clara Poitevin, que com maestria desenhava e riscava em vestidos de noivas e debutantes antes de serem bordados. Ao seu lado, eu permanecia olhando, aprendendo e sonhando.

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Ilva Poitevin de Aguiar

Mulher, mãe, artista e escritora, Ilva Poitevin de Aguiar nasceu em Curitiba (PR) e vive um lindo casamento há 53 anos. Admirada pelos seus três filhos, além de excelente artista é professora de pintura desde 1975. Também escreve poemas, versos e prosas desde menina. Ela vive e respira arte. É amante da vida, seguidora de seu coração, sorri por quase nada e acredita que uma vida é pouco para dominar as cores, os pincéis e as tintas. Sua influência na arte veio de sua mãe, Clara Poitevin, que com maestria desenhava e riscava em vestidos de noivas e debutantes antes de serem bordados. Ao seu lado, permanecia olhando, aprendendo e sonhando. Por iniciativa própria, e apoiada por sua mãe, os desenhos de Ilva iam se tornando firmes e equilibrados. Ela conseguia transpor ao papel, não só o que via, mas também o que imaginava e sentia. Daí para as telas, foi um passo rápido. “Apenas coloria o que já fazia”, comenta ela. Em 1975, começou a ministrar aulas de pintura e suas primeiras alunas eram meninas, filhas de suas vizinhas, mas logo seus ensinamentos ficaram conhecidos e o Ateliê Poitevin se tornou um ícone para Curitiba. Centenas de alunas passaram por ele e muitas artistas ali tiveram seu primeiro contato com a arte. Por influência de seu marido, seu maior apoiador

e incentivador, Zeca Aguiar, natural do Rio Grande do Sul, desde cedo se apaixonou por cavalos, seu tema preferido, reproduzidos incansavelmente em suas telas. Em suas frequentes visitas aos pampas gaúchos, mais tarde como criadora das raças árabe e crioulo, mantém até hoje este vínculo com alguns de seus preferidos animais rodeando suas janelas a espera da ração da manhã. Não se sabe quantos quadros foram pintados, mas os números ultrapassam a marca de milhares; mais de cem exposições em dezenas de cidades, além dos Estados Unidos, Paraguai e Argentina; participações em salões de arte; demonstrações ao vivo em faculdades; cursos e televisão. Formou grupos de artistas, exposições itinerantes, estampou sua obra em livros, revistas, jornais e dicionários de arte. Seu contato com Itapoá deu-se ainda no início da década de 1960. Frequentando a cidade cada vez mais, mudou-se definitivamente para o Município ainda na década de 1990, mantendo sempre o vínculo com o círculo cultural e artístico do Paraná e de Santa Catarina. Escreveu e registrou em versos sua vida e suas paixões, hoje se dedica a finalizar um livro que retrata toda a trajetória dessa mulher, mãe, artista e escritora.

Conheça mais sobre as obras de Ilva Aguiar no site: www.ilvaaguiar.com.br


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Marcele Lopes de Oliveira

“Nós, mulheres, ainda que frágeis, devemos ser fortes e corajosas em qualquer situação por uma simples razão: fomos feitas dos ossos das costelas de Adão, e quem nos criou, de tão perfeito, assim também nos fez. Um beijo em cada uma e que Deus abençoe a todas nós”,

Marcele Lopes de Oliveira

Uma mulher

de fé D

Deus, família, trabalho, amigos e lazer, exatamente nessa ordem, são as prioridades na vida de Marcele Lopes de Oliveira. Ela é casada com o empresário Rodrigo Lopes de Oliveira. Nascida no Rio de Janeiro (RJ), ela mora em Itapoá desde 2005, onde atua como advogada e empresária. Marcele explica o que a inspirou para a advocacia. “Acima de tudo, o comprometimento com a verdade, com a ética e com os bons costumes. A certeza de que a verdade, mesmo que doa, deve ser dita, tanto na vida, quanto nos tribunais. Só assim, o resultado vale à pena”, considera. Em seus momentos de lazer, ela gosta de fazer o que uma mulher precisa e, quase sempre, não encontra tempo. Assim, vai levando a sua vida, sempre pautada em sua inabalável fé, que, aliás, é o que não falta a ela. Seu sonho é enxergar mulheres corajosas e, também, cheias de fé. “Minha maior conquista é ter descido as águas do batismo e me tornado templo do Espírito Santo”, conta. Profissionalmente, Marcele diz que pretende moderar as atividades que exerce com o seu dia-a-dia,

otimizando o seu tempo e aproveitando melhor tudo o que a vida proporciona. Sem nunca ter sofrido preconceito em relação a sua posição profissional, ela diz acreditar que a mulher sempre tem a condição de mostrar quem é e por que está ali, seja no trabalho ou em seu próprio lar, sem precisar desprezar ou prejudicar qualquer pessoa. “Ser mulher nos dias de hoje significa uma mescla de fragilidade e coragem. Toda mulher precisa ter a consciência de que, se tiver coragem e fé em Deus, sempre chegará onde quiser”. Marcele se considera uma mulher realizada e credita isso a sua fé. “Quando se busca Deus e a sua justiça, todas as outras coisas são acrescentadas”, considera a empresária, reforçando a sua fé e crença no Criador. “Nós, mulheres, ainda que frágeis, devemos ser fortes e corajosas em qualquer situação por uma simples razão: fomos feitas dos ossos das costelas de Adão, e quem nos criou, de tão perfeito, assim também nos fez. Um beijo em cada uma e que Deus abençoe a todas nós”, conclui.


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Marlene Amâncio

“Eu tive uma vida, desde a infância, que realmente me encaminhou para isso [ser assistente social]. Tive que aprender a cozinhar, lavar roupas e me organizar muito cedo, além de estudar e trabalhar. Isso tudo me levou a essa profissão”,

de afeto P

Protagonista de uma história de vida de bastante dedicação, superação e muito trabalho, Marlene Amâncio, desde jovem, sempre se entrega a fazer o bem. Ela é formada em Assistência Social há 33 anos e sempre se dedicou à área. Hoje, há três anos como presidente da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) de Itapoá, ela credita o interesse pela sua profissão às suas próprias experiências. “Eu tive uma vida, desde a infância, que realmente me encaminhou para isso. Tive que aprender a cozinhar, lavar roupas e me organizar muito cedo, além de estudar e trabalhar. Isso tudo me levou a essa profissão”, comenta. Nascida em Ourinhos (SP), na divisa com o Paraná, ela tinha apenas seis anos de idade quando se mudou para Curitiba (PR) e, no final do ano de 2006, passou a morar em Itapoá. Negra, uma das principais dificuldades que enfrentou e ainda enfrenta é o preconceito de cor. “Ele ainda existe e é forte. É uma realidade. Sua cor é aceita enquanto você está assumindo um cargo inferior. A partir do momento em que você assume um cargo maior, não há aceitação. Sofri muito com isso”, conta. Ela veio a Itapoá quando sua mãe se encontrava em estado bem avançado de uma doença rara e, nes-

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Marlene Amâncio

se período, passou a fazer parte da Diretoria da APAE. Sua mãe faleceu alguns anos depois e Marlene foi chamada para uma reunião. “Em um dado momento, alguém me pediu para assumir a APAE, eu pedi um tempo e me liguei à minha fé. Entrei em contato com o Pai Celestial, e escutei uma voz ‘filha, eles precisam de você’, e isso foi uma ordem para mim”, explica. Ela conta que sua motivação é a família dos alunos da APAE. “Trabalho para fazer com que a família entenda que, embora ele tenha uma deficiência, ele não é incapaz. Quem o dá a condição de incapaz somos nós que estamos fora do problema, porque ele é capaz, mas é limitado”, resume. Marlene também é integrante do Rotary Club de Itapoá, o que ela define como um complemento de tudo. “Acho que a melhor coisa que pode acontecer com uma pessoa que tem a vontade de servir é ir para o Rotary”, diz. Experiente como assistente social, ela considera que há muito a se fazer pela área em Itapoá. “Basta querer. Basta descobrirmos uma forma. Um espaço físico que se tenha”, diz. “Mulher é tudo, mulher é beleza, alma, espírito, ser, grandeza, mulher é homem, é mulher, é fera. Pari, constrói, cria, educa. É um poder maior”, conclui.

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Rosangela Denise Tavares

“Hoje, o mundo virtual está separando as famílias, mas eu quero continuar acreditando nos valores e na união”.

Rosangela Denise Tavares

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de coragem O O amor pela família é a motivação de Rosangela Denise Tavares. Prova disso é que considera as filhas Mariangela e Michele, bem como os netos Caike, Amanda e Emily, e o inseparável esposo Lucas Pacheco, os seus maiores tesouro. Generosa e carismática, Denise agrega características acentuadas de determinação, coragem, responsabilidade e disposição para o trabalho. Desde cedo acostumada a conviver com a união familiar inclusive no campo profissional, Denise acabou optando pela mesma profissão do pai, comerciante do ramo de panificação. Segundo ela, desde os nove anos de idade, o ajudava. Foi quando ela se mudou para Itapoá, recém-separada e com as duas filhas ainda pequenas, que sentiu na pele a responsabilidade de exercer as funções de mãe e pai ao mesmo tempo. “Lembro que passei por poucas e boas, mas superei com a ajuda de meu irmão, Mário Elói Tavares”. Guerreira e corajosa como toda mulher, Denise não se deixou abater. Foi então que conheceu Lucas Pacheco, o seu grande amor. Juntos, eles decidiram recomeçar a vida. Primeiro, abriram uma pequena mercearia e, hoje, administram a Panificadora Doce Tentação, empresa já consolidada no cenário itapoa-

ense e reconhecida pela qualidade e atendimento. Denise diz só se sentir completa quando administra as suas funções profissionais com as de mãe, esposa e avó. Ela nunca deixa a família de lado e sempre consegue um tempo para curti-la, nem que seja para tomar um café na Panificadora. “Meu projeto profissional é me organizar para, daqui a uns cinco anos, não precisar trabalhar tanto. Deixar a empresa redondinha e só administrar. Considero-me uma mulher realizada. Conquistei tudo o que eu quis e sou feliz com o que tenho. O trabalho é crucial, a realização é necessária, porém ter uma família é fundamental para ser feliz. Hoje, o mundo virtual está separando as famílias, mas eu quero continuar acreditando nos valores e na união. Meu projeto pessoal é ver meus netos criados e minha família estabilizada”, resume. Denise conta que passou por muitas coisas na vida, as quais lhe proporcionaram grandes experiências e aprendizados. Acreditando na providencia divina, ela nunca desanimou. Teve a educação como base, valor que procurou passar para as filhas e, agora, os netos. Para ela, ser mulher é ser tudo e, em especial, mãe, dona de casa, esposa e guerreira.

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Maria de Lourdes Tavares

“Considero-me uma mulher realizada. Tudo valeu à pena. Meu marido foi vice-prefeito e prefeito. Ele é muito honesto e me orgulho disso. Quando ele foi prefeito, foi muito bom. Pena que durou pouco tempo”.

de empenho R Responsável pela confeitaria e balcão de uma das empresas mais conhecidas e respeitadas de Itapoá, a empresária Maria de Lourdes Tavares divide com o marido e ex-prefeito de Itapoá, Mário Elói Tavares, a responsabilidade pela conceituada Panificadora e Confeitaria Maykon. Ele é quem cuida da parte financeira e de panificação. Ao todo, administram 17 funcionários, mas esse número chega a 25 no verão. Natural de Araquari, Lourdes tem casa de veraneio em Itapoá há 42 anos, morando na Cidade há 20. “Tínhamos panificadora em Curitiba, mas era muito desgastante. Vendemos lá para vir para cá só passear e curtir. Então, minha filha comprou a panificadora aqui, mas não se acostumou e foi embora. A gente ficou com a panificadora, que funcionava em outro prédio. Vendemos lá e compramos aqui onde funciona hoje. Sempre atuamos nesse ramo. O pai do Mário era panificador desde os nove anos”, comenta. Dificuldade normalmente encontrada pelas mulheres de negócios, Lourdes também teve que aprender a administrar o cuidado dos filhos com as atividades na panificadora. “Eu era confeiteira e tinha que fazer os bolos com as crianças ao lado, balançando o carrinho, pois não tinha como contratar alguém no começo. Então, eu criei os três filhos debaixo de

Uma mulher

Maria de Lourdes Tavares

um forno, sempre juntos comigo”, conta. Trabalhadora desde muito cedo, ela casou quando tinha apenas 20 anos. Largou o seu ofício de escriturária para ajudar Mário no ramo de panificação e, daí em diante, nunca mais deixou de confeitar. “Meu sogro começou a me ensinar na confeitaria, e eu que ensino, agora, os meus confeiteiros”, explica. Empenhada, trabalha muito. “Estou sempre junto, de domingo a domingo, das 07h30min da manhã às 09h00min da noite”, conta. Com pouco tempo para os momentos de lazer, Lourdes costuma ir a Curitiba (PR) e São Paulo (SP) algumas poucas vezes por ano, para se distrair um pouco. “Ano passado, não viajamos além disso. Quero ver se este ano, vou, pelo menos, a Florianópolis, ficar uns dias, mas o Mário não consegue ficar muito tempo longe daqui. Ele fica muito preocupado”, revela. “Considero-me uma mulher realizada. Tudo valeu à pena. Meu marido foi vice-prefeito e prefeito. Ele é muito honesto e me orgulho disso. Quando ele foi prefeito, foi muito bom. Pena que durou pouco tempo”, conta. “É muito bom poder contribuir com o meu papel de mulher na sociedade e no comércio”, conclui.

Uma homenagem da Panificadora & Confeitaria Maykon às mulheres de Itapoá


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Eliane Gnann Guimarães

Uma mulher

de luta

“Para ser honesta, em alguns momentos, revoltome com a cidadã que queimou o sutiã (risos). Hoje em dia, é muito difícil ser mulher, pois temos jornadas quíntuplas, somos cobradas e nos cobramos muito, esquecendo-nos que não podemos dar conta do mundo”.

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Eliane Gnann Guimarães

Realizada em todos os sentidos, Eliane Gnann Guimarães mora em Itapoá desde 2007. Empresária do ramo de engenharia civil, o que a trouxe para essa área profissional foram os caminhos da vida. Bem sucedida, ela explica o caminho que tenta seguir na profissão. “Procuro estar sempre atualizada para melhor servir aos clientes. Acompanhar a evolução da empresa e do mercado é a chave”, conta Eliane que atua como responsável do setor de Administração e Marketing da Lippi Engenharia, renomada empresa itapoaense. A Lippi está em atividade desde 2001 e trabalha na elaboração e execução de projetos residenciais, comerciais e gerenciamento de obras, com mais de 500 projetos executados no Município. Com sede própria, a empresa fica na avenida Celso Ramos, nº 1.639, sala 01, Edifício Costa Marine, em Itapema do Norte. Os telefones são (47) 3443-6725 e (47) 8848-4788. E-mail: lippi@lippiengenharia.com.br . Sobre o fato de ser mulher atuando em uma área predominantemente masculina, ela fala que nunca sofreu preconceito. “Talvez por não ter nenhum tipo de preconceito, nunca permiti acontecer algo nesse sentido comigo”, explica. Na área pessoal, Eliane tem como projeto ser uma boa esposa e mãe. Hoje, ela tem três filhos de coração,

que é como os considera. Além disso, a empresária sonha em se formar na faculdade que está em curso. Longas caminhadas, passeios e viagens a lugares diferentes estão no rol de atividades de lazer de Eliane. “Estar viva e me sentindo com esperanças para renovações de todas as formas é a minha maior conquista”, considera ela, que travou uma grande luta contra o câncer, tendo saído vencedora. Viver feliz e em paz junto daqueles que ama, e que se importam com ela, é o seu principal objetivo e seu maior sonho. Ela conta o que considera ser mulher nos dias de hoje. “Para ser honesta, em alguns momentos, revolto-me com a cidadã que queimou o sutiã (risos). Hoje em dia, é muito difícil ser mulher, pois temos jornadas quíntuplas, somos cobradas e nos cobramos muito, esquecendo-nos que não podemos dar conta do mundo. Muitas vezes, geramos frustrações desnecessárias. O bônus disso tudo é a liberdade e a independência que, na verdade, muitas vezes, nem conseguimos desfrutar”, diz. Eliane deixa uma mensagem para as mulheres. “Nunca percam a fé e a esperança. Primeiramente, acreditem em Deus, depois acreditem em si mesmas”, conclui.


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Andresa Miranda Budaz

“Quero parabenizar todas as mulheres, que são a força de toda a família, essenciais no trabalho e no amor com o qual elaboram tudo. Que elas nunca percam a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa. Deixo aqui essa mensagem para todas, a qual me serviu como lição de vida”,

Andresa Miranda Budaz

Uma mulher

de superação A Andresa Miranda Budaz tem 38 anos, é viúva e mãe de duas meninas, Laís e Ana Manoela, as quais considera sua razão de viver. Natural de Gravatal, cidade localizada ao sul de Santa Catarina, ela mora em Itapoá há 15 anos, sendo atualmente proprietária de um famoso posto de gasolina localizado na avenida André Rodrigues de Freitas em Itapema do Norte, o Posto Miranda, fruto da dedicação dela e do falecido marido. Andresa foi casada com Edson Budaz e levava uma vida muito feliz com o seu esposo e filhas, até ser surpreendida por uma terrível notícia: Edson conduzia uma moto no dia 03 de setembro de 2010, quando próximo à segunda ponte da Estrada Cornelsen, que liga Itapoá a Guaratuba, perdeu o controle, sofrendo uma terrível queda que resultou em morte instantânea. Aquilo foi um choque para ela e toda a família. Inconsolável, Andresa demorou a entender e aceitar tudo o que se passava em sua vida. “Mas chega um momento em que você precisa dizer a si mesma que deve seguir em frente, afinal a vida continua”, explica ela.

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Com muita fé, perseverança, trabalho e o apoio dos amigos e familiares, ela superou todas as dificuldades, principalmente àquelas que surgiram em função da precoce partida de seu marido. “Sou grata a Deus, porque tenho minhas filhas, que são a razão de eu estar aqui. Agradeço a minha família e a todos os meus amigos que me deram muita força. Nunca me esqueço de nenhum deles, pois todos somos uma grande família”, considera. O empenho e dedicação à frente dos negócios, a transformou em profissional de reconhecido sucesso e tato empresarial. Mãe exemplar, Andresa é daquelas que o destino transforma em mãe e pai ao mesmo tempo, exercendo a função dupla com maestria. “Quero parabenizar todas as mulheres, que são a força de toda a família, essenciais no trabalho e no amor com o qual elaboram tudo. Que elas nunca percam a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa. Deixo aqui essa mensagem para todas, a qual me serviu como lição de vida”, conclui.

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Mulher do Futuro Baseando-se no último episódio da série “Correio Feminino”, obra de Clarice Lispector adaptada por Maria Camargo, exibida no programa Fantástico da Rede Globo no final do ano passado (2013), nos despedimos desta edição especial falando da mulher do futuro. A única certeza que temos é a de que será uma mulher diferente, pois qual mulher não está sempre mudando? E assim continuará, certamente. Cada mulher é mulher do seu tempo e do tempo que virá. Cabe só a ela inventar o próprio futuro. O mais perigoso nesse processo é a incessante busca por alegria, pois poucas pessoas vivem, realmente alegres. Dizem que para viver feliz, a mulher só precisa de duas coisas: boa saúde e memória ruim. Calma! Entenda por memória ruim, uma que seja capaz de esquecer tudo o que nos deu desgosto, fazendo-nos lembrar apenas das coisas boas que vivemos. A felicidade e o futuro, mulher, só nós podemos construir progressivamente, dia após dia. Por vezes, deixe as preocupações de lado, elas nos amarram, e caminhar amarrada é bem mais difícil. Sempre que puder, enfrente os fatos. Entenda por fatos, o próprio presente. Lembre-se, sem ele não haverá futuro. Nosso compromisso é com o que vivemos agora. Os verdadeiros tesouros da vida se disfarçam no presente. Os próximos passos, você terá que dar sozinha, mas lembre-se, a felicidade está dentro da gente.

Por isso, pode-se sempre encontra-la de novo. A vida continua e a trajetória não é apenas um modo de ir, mas somos nós mesmas. E assim vamos, virando as páginas como quem vira os meses de um calendário. O futuro virá por si mesmo. Não deixe a esperança para amanhã, pois ela é este momento, é agora, que você lê este texto. Facilite, seja feliz e, sempre, acima de tudo, seja mulher.



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