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BOLETIM INFORMATIVO DA 3ª IDADE JUNHO DE 2011

A INFORMAÇÃO QUE O IDOSO PRECISA Somos um grupo de formandos do curso EFA, Nível B3 de Agentes em Geriatria a decorrer na “Fundação Casa do Paço”, Airão S. João - Guimarães. A ideia deste boletim surgiu no âmbito de uma atividade integradora, na qual foram realizadas várias campanhas de sensibilização sobre os cuidados a ter na 3ª idade. Através deste boletim, pretende-se partilhar conhecimentos adquiridos, assim como divulgar diferentes trabalhos desenvolvidos nos vários módulos. Este boletim é dirigido principalmente aos cuidadores e idosos e tem ainda como objetivo sensibilizá-los

para as seguintes temáticas: Cuidados de higiene;

alimentação saudável; doenças; prevenção e primeiros socorros.


A higiene das mãos Porque é que a higiene das mãos é importante? O contato é a via de transmissão mais comum de germes através das mãos. A maioria dos germes são inofensivos para o homem mas alguns podem provocar doenças, como por exemplo, constipações, gripes, diarreias. Lavar as mãos corretamente com água e sabão é a forma mais simples e eficaz para ajudar a reduzir a transmissão da infeção e proteger-se a si e aos que o rodeiam. É de vital importância que os cuidadores saibam os benefícios e a importância da correta lavagem das mãos. Encorajá-los a lavar as mãos na altura certa vai ajudar a garantir que esta prática se vá tornar um hábito diário. É importante que todas as pessoas que cuidam de amigos ou familiares que perderam essa capacidade apliquem a técnica correta de lavar as mãos nas alturas certas. Desta forma, está a ajudar significativamente a reduzir a transmissão de infeções a pessoas mais suscetíveis à infeção devido ao seu estado de saúde.

Como lavar as mãos? Apenas demora cerca de 60 segundos para lavar as mãos corretamente. É o mesmo tempo que levamos a cantar "Parabéns a você" duas vezes seguidas. Encorajar os cuidadores a lavar as mãos corretamente mostrando como se faz, servindo-lhes de exemplo.

Quando lavar as mãos? Lavar as mãos deve fazer parte da rotina de todos nós, especialmente quando: 

Antes de comer ou manusear os alimentos;

Após ter utilizado a casa de banho;

Após assoar o nariz, tossir ou espirrar;

Após tocar em animais ou nos seus dejetos;

Após manusear resíduos;

Após mudar fralda.

Como cuidadores: 

Sempre que as mãos estejam visivelmente sujas;

Antes e após contatar com as pessoas dependentes;

Após contatos contaminantes (exposição a fluidos orgânicos);

Após contatar com materiais e equipamentos que rodeiam a pessoa dependente;

Antes de técnicas assépticas (recomenda-se a desinfeção das mãos);

Antes e após usar luvas.


Os seus 5 momentos para a higiene das mãos: 1. Antes do contato com a pessoa dependente

Quando?

Higienizar as mãos antes de tocar na pessoa dependente enquanto se aproxima dela.

Porquê?

Para proteger a pessoa dependente de microrganismos que transportamos nas mãos.

Quando? 2. Antes de procedimentos assépticos Porquê?

Quando? 3. Após risco de exposição a fluidos orgânicos

4. Após o contato com a pessoa dependente

Antes de qualquer procedimento envolvendo o contato direto ou indireto com mucosas, pele com solução de continuidade, dispositivo médico invasivo ou equipamentos. Para proteger a pessoa independente de microrganismos que transportamos nas mãos e dos da sua própria flora. Após qualquer procedimento que real ou potencialmente envolva a exposição das mãos a um fluido orgânico, independentemente de se usarem luvas ou não.

Porquê?

Para proteger o profissional e o ambiente da disseminação de microrganismos.

Quando?

Higienizar as mãos imediatamente após ter contatado com uma pessoa dependente, quando deixa o ambiente envolvente do mesmo.

Porquê? Quando?

5. Após o contato com o ambiente envolvente da pessoa dependente Porquê?

Para proteger o profissional e o ambiente da disseminação de microrganismos. Quando o profissional abandona o ambiente envolvente da pessoa dependente após ter tocado em equipamento, pertences pessoais ou outras superfícies inanimadas, mesmo sem ter tocado na pessoa dependente. Para proteger o profissional e o ambiente da disseminação de microrganismos.


Siga os passos correctos de lavagem das m達os


Cuidados de higiene do corpo da pessoa dependente Na vida normal, todos os dias satisfazemos as nossas necessidades de higiene. Durante a doença, ou velhice, problemas como vómitos, diarreia, transpiração excessiva e tempo prolongado na cama podem aumentar as necessidades de higiene, ao mesmo tempo que diminui a capacidade para tomar conta dela. Os cuidados de higiene contribuem para o conforto e relaxamento do idoso, estimulam a circulação, melhoram a auto-imagem e é um meio de tratamento da pele, prevenindo as úlceras de decúbito. Uma higiene completa inclui limpeza do corpo (mãos, olhos, ouvidos, nariz e períneo), a promoção da higiene oral, lavagem e embelezamento do cabelo, cuidados com a face, cuidados dos pés e unhas e mudança de roupa de cama.

No caso de haver sonda nasogástrica/algália, não permitir a desconexão da mesma durante a movimentação do utente. Se esta se exteriorizar parcial ou totalmente não a deve voltar a introduzir, deve chamar o enfermeiro para este o fazer. O interior do nariz deve ser limpo diariamente com um cotonete embebido em soro fisiológico, o adesivo deve ser mudado diariamente, tendo o cuidado de não deslocar a sonda. Mesmo que o doente seja exclusivamente alimentado pela sonda nasogástrica é essencial que preste os cuidados de higiene à boca.

Em caso de existirem feridas, os adesivos das mesmas não devem ser molhados. Não se deve usar álcool ou derivados, pois secam a pele. Caso seja realmente necessário, aplicar imediatamente um creme hidratante. Deve proteger-se o utente das correntes de ar, mantendo-o sempre coberto, incentivá-lo a colaborar no seu banho, tendo o cuidador que prestar especial atenção à sua pele, para diagnosticar precocemente possíveis problemas. O cuidador tem que ter em atenção, que os materiais de higiene sejam exclusivamente de uso pessoal, também deve aproveitar o momento do banho para fazer possíveis correções na postura do utente e seguir sempre as recomendações do médico/ enfermeiro.

O banho é uma atividade muito importante para o bem-estar do utente. Ao preparar o banho, deve ter em atenção todos os pormenores, desde a temperatura da água, à temperatura do ambiente.


Quando o banho tem de ser realizado na cama Deve utilizar uma bacia com água morna, gel de banho ou sabonete de glicerina e duas esponjas. A higiene deve começar pelo rosto e cabelo, seguindo-se o peito, braços e pernas, de seguida lavam-se os genitais com outra esponja e, por fim, vira-se o utente de lado e lavam-se as costas. Após os cuidados de higiene diários, todo o corpo deverá ser massajado com um produto hidratante para que desta forma se possa ativar a circulação sanguínea. O banho é também uma oportunidade para verificar o estado da pele, unhas e cabelos verificando se existem lesões escondidas ou escaras que estão a aparecer, as unhas devem ser cortadas quando necessário, o cuidado com a boca é muito importante, a limpeza dos dentes e língua deve ser realizada principalmente depois das refeições e os cabelos devem ser lavados regularmente.

Após esse procedimento, o cuidador deve passar para o lado oposto e retirar a roupa suja, esticar o lençol lavado da base da cama, para tal é necessário entalar bem a roupa. Posicionar o utente, colocar as almofadas e esticar o lençol de cima colocando em seguida os cobertores e a coberta. Depois de entalar a roupa que colocou em cima do utente, deve puxá-la fazendo uma prega junto dos pés. Isto serve para que diminua a pressão sobre este, ao mesmo tempo que facilita os movimentos.

Como despir e vestir um utente acamado Deve ter sempre em atenção em não expor o seu corpo em demasia.

Para despir:

Mudar a roupa da cama com o utente deitado O cuidador deve reunir todo o material que vai ser usado, colocar uma cadeira aos pés da cama que servirá de apoio para colocar a roupa, desentalar toda a roupa da cama, virar o utente de lado, enrolando o lençol de baixo para junto do utente, tendo o cuidado de o manter coberto com o lençol de cima. Após a higiene, colocar o lençol de baixo lavado na cama, recobrindo a parte do leito que foi descoberto anteriormente, encostando-o bem ao utente, virar o utente para o lado do lençol lavado.

Quando a roupa é em feitio de casaco, desaperta-se e inclina-se o utente para o nosso lado, despe-se a manga do braço que está virado para o cuidador, enrola-se a roupa nas costas, volta-se o utente para o lado oposto e despe-se a outra manga. Para despir as calças do pijama, desapertamse, pede-se colaboração ao utente para fletir os joelhos (se possível) e levantar as nádegas, enquanto se desce a roupa até aos joelhos. Por fim, retiram-se as calças.

Para vestir: Se a roupa for aberta, inclina-se o utente para o nosso lado e veste-se a manga do braço do mesmo lado. Voltar o utente para o lado oposto e vestir a outra manga. Posicionar o utente e verificar se a roupa ficou bem esticada.


Levantar e movimentar o utente acamado O utente acamado necessita de grande ajuda em relação à mobilidade.

No levante

para se movimentarem, como tal estes necessitam que efetue posicionamentos. Os posicionamentos são posições em que se coloca o utente quando este não tem a capacidade para mudar de posição sozinho.

Os posicionamentos têm como objetivos: Quando estiver no levante do utente, mantenha os  Promover o conforto; seus pés afastados e próximos da cama. Mantenha Prevenir posições viciosas; se junto do utente e diga-lhe o que quer que ele fa Prevenir feridas na pele (úlceras de ça. pressão). Neste sentido, o cuidador deverá tentar arranjar alMude-o de posição frequentemente guém para colaborar no levantar do utente. com o apoio de almofadas: Evite sempre puxar o utente pelos braços, mas se Para o lado esquerdo (decúbito lategure-o pelos ombros (omoplatas), pois pode desloral esquerdo); car as articulações.  Para o lado direito (decúbito lateral Demore o tempo que lhe for necessário, nunca pedireito); gue em "peso". Com o levante pode lesionar as su De costas (decúbito dorsal). as costas, tente evitar movimentos de torção. Estes posicionamentos devem ser efetuaAjudar o utente a levantar-se da ca- dos (idealmente) de 2 em 2 horas ou quando o utente manifestar vontade em deira mudar de posição. Se for cadeira de rodas, assegure-se que está trava- As mudanças de posição devem obededa. cer a um plano regular, por exemplo: 9 As cadeiras mais altas e de braços firmes ajudam o horas - decúbito lateral direito; 11 horas utente a permanecer independente mais tempo e levante para cadeirão; 13 horas - decúbifacilitam o procedimento do levante. to lateral esquerdo; 15 horas - decúbito Primeiro encoraje o utente a chegar-se para a beira dorsal; 17 horas - decúbito lateral direito; da cadeira, os pés do utente deverão estar firme19 horas - decúbito lateral esquerdo; 21 mente assentes no chão. horas - decúbito dorsal. Uma maneira de ajudar o utente, se ele consegue Deve colocar um resguardo de pano, ao colaborar é ficar à frente dele e segurá-lo pela cintu- fazer a cama, e utilizá-lo nas deslocações ra com a ajuda de um cinto e os pés a segurar os do utente. Quando se efetuam as mudandele, não deixando escorregar. ças de posição é necessário observar a pele do utente (ver se a pele está muito marcada e vermelha), especialmente nas zonas de proeminências ósseas, onde o risco de surgir úlceras de pressão (escaras) é maior. Sempre que efetuar a mudança de posição deve massajar as zonas que estiveram anteriormente sob pressão, através de movimentos circulares, principalmente se a pele estiver marcada e vermelha. Posicionamentos Os utentes que se encontram, por alguma patologia, com limitação física são dependentes da sua ajuda


A Massagem

Úlceras de pressão

A massagem previne o aparecimento de feridas (úlceras de pressão) para além de proporcionar uma ocasião de aproximação, afeto e conforto ao utente. Procure, sempre que possível, levantá-lo para a cadeira de rodas ou cadeirão, pois também ajuda a evitar o aparecimento de feridas, mas atenção: não o deixe todo o dia sentado! Se estiver muito tempo sentado na mesma posição também existe o perigo de desenvolver feridas em alguns locais de pressão. Evitar massajar nas regiões de proeminências ósseas se observar vermelhidão, manchas roxas ou bolhas, pois isto indica o início da escara e a massagem vai causar mais danos. Massaje apenas a região envolvente. Quando for movimentar o utente, deve levantá-lo, nunca arrastá-lo na cama. Mude o utente de posição de duas em duas horas, utilize almofadas para diminuir a pressão do corpo na cama ou na cadeira, evite que o utente fique sentado num sofá ou cadeira durante muito tempo. Estimule o utente a realizar exercício. Tanto a roupa da cama como a do utente devem estar sempre limpas, secas, sem migalhas e esticadas para não fazer pressão nos pés. A roupa do utente deve ser adequada à época do ano, não deve ser muito justa e não deve ter dobras. Por vezes, e apesar de ter todos os cuidados, as feridas podem surgir. Se verificar que o utente apresenta zonas em que a vermelhidão da pele não passa num período de 24 horas ou que apresenta bolhas, ou até mesmo feridas, deverá contatar o centro de saúde da sua área, para que o enfermeiro observe essas lesões.

As pessoas que não se conseguem movimentar e ficam acamadas ou sentadas por muito tempo na mesma posição, podem apresentar feridas conhecidas por escaras ou úlceras de pressão. Estas feridas aparecem na pele em qualquer idade e em qualquer parte do corpo que tenha uma saliência óssea. As zonas mais comuns são:  Cabeça;  Ombros;  Cotovelos;  No fim da coluna;  Ancas;  Calcanhares. Se a pessoa não tem controlo da urina e fezes, transpira muito, tem excesso de peso ou é muito magra e tem dificuldades para ter uma boa alimentação o problema podese agravar, no entanto podem ser tomadas algumas medidas para evitar esta situação. A pele deve ser bem limpa, retirando todo o suor, urina ou fezes, aplicar pomada protetora nas regiões mais húmidas para proteger a pele, fazer massagens suaves com creme hidratante nas áreas do corpo que sofrem maior pressão, pois além de ativar a circulação, evita que a pele seque.

Assaduras A incontinência, ou seja, a dificuldade em reter fezes ou urina, leva à necessidade do uso de fralda e facilita o aparecimento de assaduras (eritema das fraldas) que pode vir a dar origem a uma escara. Existem alguns cuidados a seguir para o evitar: Mudar a fralda sempre que se encontre suja, passar um pouco de água e sabão da região mais limpa para a região mais suja, secar muito bem a pele depois de lavar com cuidado, aplicar uma espessa camada de pomada protetora na zona coberta pela fralda, de forma a evitar o contato da urina e das fezes com a pele.


Higiene na eliminação 

Quando se colocar a arrastadeira deve-se ter sempre o cuidado de evitar uma exposição do corpo.

Tentar ter privacidade com a pessoa (cobrir a pessoa com um lençol ou uma toalha).

Pedir a pessoa para flectir os joelhos, fazer força com os pés no colchão e levantar as nádegas.

Quem ajuda usa uma mão para a elevação das nádegas e outra para deslizar a arrastadeira debaixo da pessoa. No caso de este não colaborar: 

Pede-se à pessoa para se voltar de lado;

Colocar a arrastadeira firmemente contra as nádegas;

Colocar a palma da mão firmemente na parte da arrastadeira que esta para cima e empurre-a para baixo;

Rode as costas da pessoa em causa contra a arrastadeira puxando a anca na sua direção enquanto segura na arrastadeira.

Após ambos os métodos, eleve a cabeceira da cama ate uma posição de semi-sentado. Esta posição permite a ajuda da gravidade na eliminação.

Finalmente, verifique se a pessoa esta corretamente sentada na arrastadeira para que fique confortável e que não molhe a cama.

Retirar a arrastadeira 

Colocar as luvas, baixar a cabeceira da cama, pedir a pessoa que faça força com os pés de encontro ao colchão e levante as nádegas e de seguida deslizar a arrastadeira para fora.

Outro método, é fazer a pessoa rodar para o lado oposto da cama.

Segurar firmemente a arrastadeira para evitar que a entorne enquanto a pessoa se volta de lado.

Também é necessário limpar a região perianal, por ser difícil a pessoa na cama, alcançá-la.

Reposiciona-se a pessoa em posição de conforto, baixa-se a cama e providencia-se a lavagem das mãos da pessoa dependente, no caso de ter sido ele a limpar-se.


Colocação de um urinol 

Como lavar o cabelo

Os urinóis são usados por homens

A lavagem do cabelo é

que não são capazes de ir a sanita

uma rotina de higiene

urinar.

completa e deve ser re-

Se o urinol é usado na cama, lembre

alizada

à pessoa para inclinar para a parte

quantas

fechada evitando assim derrames.

pelo menos, uma a du-

Se ele não for capaz de o segurar

as vezes por semana,

coloque-o entre as pernas e posicio-

dependendo do grau de

ne o pénis dentro dele.

dependência da pessoa.

tantas

vezes

necessárias,

Deve-se colocar a pessoa de barriga para cima para que a cabeça fique livre. Para isto, deve-se retirar a almofada e colocar alguns lençóis enrolados por baixo dos ombros, para que a pessoa fique mais confortável. 

Providencie privacidade.

É necessário avaliar a pessoa, se

car uma bacia debaixo da cabeça da pessoa.

ela caminha até a sanita ou se trans-

Colocar tampões de algodão nos ouvidos de forma

fere para a cadeira higiénica é es-

a evitar que a água entre nos ouvidos.

sencial providenciar conforto, segu-

Molhar o cabelo com água tépida, aplicar o cham-

rança e reduzir embaraço.

pô e massajar suavemente.

Nunca deixar as pessoas fracas ou desamparadas na arrastadeira por longos períodos de tempo.

Forrar a cama para que não fique molhada e colo-

Secar o cabelo com uma toalha e se for possível usar um secador.

É humilhante, desconfortável, muito

Escovar e pentear o cabelo.

triste e podendo provocar lesões na

No caso de usar adornos (ganchos, elásticos, en-

pele pela pressão.

tre outros), ter em atenção para que não estejam a magoar ou a fazer pressão.


Vestuário da pessoa acamada As pessoas, que são dependentes podem ter diminuição e incapacidade de perceber ou de expressar as sensações de frio ou calor. Por isso é importante que o cuidador fique atento às mudanças de temperatura e não espere que a pessoa manifeste vontade de vestir ou despir agasalho. As roupas devem ser simples, confortáveis e de tecidos próprios ao clima, dando-se preferência aos tecidos naturais, como por exemplo o algodão, as roupas de algodão são melhores e mais práticas, pois são mais resistentes, permitindo melhor ventilação do corpo e podem ser lavadas em altas temperaturas. Sempre que possível é importante deixar a pessoa cuidada escolher a própria roupa, pois isso ajuda a preservar a sua personalidade, eleva a sua auto estima e independência. O uso de chinelo sem apoio no calcanhar deve ser evitado, pois esse tipo de calçado pode fazer tropeçar em tapetes, sair dos pés e provocar quedas. Os sapatos devem ter sola de borracha antiderrapante, com elástico na parte superior, apoio no calcanhar e sempre um número acima, pois não escorregam e são mais fáceis de tirar e colocar. As roupas com botões e presilhas são mais difíceis de vestir, por isso deve dar-se preferência às roupas com abertura na frente e atrás, elástico na cintura e fechadas por velcro. A pessoa que permanece por longo tempo em cadeiras de rodas ou poltrona precisa vestir roupas confortáveis e mais largas na cintura, é preciso cuidar para que as roupas não fiquem dobradas ao sentar, pois isso pode provocar úlceras de pressão.


Musicoterapia ou Terapia dos Sons na Terceira Idade O que é? Para que serve? Quais os objectivos? Quais os benefícios para o idoso? A Música é a arte de combinar sons de forma agradável aos ouvidos. Na Grécia simbolizava a harmonia universal, sendo que através do corpo penetra na alma e em todo o ser. Portanto a Musicoterapia é a terapia que faz uso da música, ou de parte dos seus componentes (melodia, o som, o ritmo e harmonia), com o propósito de alterar positivamente o estado emocional, físico, comportamental e cognitivo através das respostas activadas pela música. O trabalho musicoterápico em geriatria deve ser de certa forma, diferente das outras faixas etárias, tendo por finalidade geral a alteração do comportamento do idoso e a ampliação das suas capacidades. O tratamento musicoterápico oferece à pessoa a oportunidade, num primeiro momento, de estimular as suas actividades mnésicas, atingindo a partir delas, as demais funções cognitivas. O acto de tocar, cantar, improvisar, criar e partilhar experiências, entre outras actividades, propicia a elaboração de conteúdos mentais mais complexos a partir da sua produção sonoromusical. O idoso é desta forma estimulado a retomar movimentos corporais, ao mesmo tempo em que vê a sua memória recuperada como um todo. Além dos estímulos cognitivos, a música pode também proporcionar estímulos fisiológicos, ao influenciar o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea, facilitar a movimentação das extremidades superiores e inferiores do corpo e ao mesmo tempo as fortalecer. Desta forma, exerce ainda uma grande influência sobre a auto-estima, ao trabalhar os aspectos emocionais. No trabalho musicoterápico, é fundamental que o musico terapeuta tenha um conhecimento aprofundado das músicas que fizeram parte da vida da pessoa, com o intuito de criar um ambiente apropriado, de modo a que a linguagem musical flua naturalmente. Os principais objectivos da Musicoterapia na área da geriatria é reforçar ou restabelecer o ritmo da marcha, estimular a fala, a memória, a cognição, a força muscular, a motricidade e prevenir a depressão e a solidão. Por conseguinte, a Musicoterapia tem como função principal, no tratamento da terceira idade, restabelecer a auto-estima do idoso frente às suas potencialidades, no meio que o rodeia e a que pertence. Ao restituir a capacidade de confiança em si mesmo, e o seu potencial como pessoa, o idoso restabelece o seu prestígio diante da sociedade, alterando para melhor o conceito que a sociedade tem dele e o idoso dele próprio.


A expressão corporal como recurso de prevenção junto ao idoso Expressão corporal serve para desenvolver a consciência corporal e ampliar o vocabulário da linguagem, do movimento e estimular o idoso em todos os sentidos. É a manifestação de sentimentos ou de sensações internas, tanto quanto de conteúdos mentais, por meio de movimentos representativos ou simbólicos do corpo. Os instrumentos mais comuns da expressão corporal são: o corpo, a voz, o som, o ritmo, o gesto, a postura, o movimento, o espaço, o tempo. Os problemas e as dificuldades geradas pelo envelhecimento não devem causar impedimentos, ao contrário devem ser solucionados através de estratégias e estímulos, pois esta é uma fase em que se deve gozar ao máximo do prazer que a vida proporciona. Estes recursos terapêuticos de prevenção trazem vários benefícios fisiológicos, psicológicos, físicos e sociais ao idoso. A expressão corporal como recurso auxilia o idoso na tomada de consciência de seu corpo e, consequentemente de si mesmo, possibilitando a liberdade da própria identidade, de novos interesses e maior permissão para a vida. Por meio da expressão corporal liberta-se o ânimo e percebese que a idade não é um fator limitante para se manter ativo, podendo-se realizar atividades adaptadas ao seu tempo e potencialidades, melhorando o desempenho funcional, assegurando independência e autonomia do idoso por mais tempo. Favorece uma melhora do equilíbrio, reflexos e velocidade dos movimentos, melhora das capacidades mentais, fortalecimento dos músculos e ossos, melhora do sono, sensação de rejuvenescimento, proporcionando assim um bem-estar biopsicossocial. Por meio de atividades vivenciais e orientações, favorece-se a preservação dos movimentos necessários para realizar as atividades quotidianas. Por fim, desperta nos idosos a aquisição de mudanças de hábitos e novos projetos de vida. Este é o período que os indivíduos devem dar prioridade ao seu bem-estar físico emocional e psicológico, ou seja, dar vida aos anos adquiridos, possibilitando a promoção de um envelhecimento ativo.


Campanha «Comer bem é mais barato» A alimentação é uma preocupação constante na rotina das pessoas. Actualmente, tem-se o conhecimento sobre a importância de uma alimentação saudável na saúde mas, para além disso, a alimentação constitui uma parcela nos encargos mensais no orçamento familiar. A Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) e a Associação Portuguesa para a defesa dos consumidores (DECO), com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação EDP e SIC, elaboraram um folheto com o objetivo de ensinar as pessoas a controlar os gastos e a qualidade alimentar em todas as faixas etárias, criando a campanha Comer bem é mais barato. Esta campanha pretende demonstrar que a alimentação é muito importante para a nossa vida, afinal de contas é por intermédio dela que extraímos os nutrientes que o nosso corpo necessita, sendo possível ter uma alimentação saudável. Mas, o que muitas pessoas desconhecem é que comer bem não é necessariamente mais caro, porque muitos alimentos que são indicados para nossa saúde possuem um bom preço. Por isso, mesmo que não esteja acostumado a comer alguns alimentos, é essencial que comecemos a adicioná-los na nossa alimentação para que possamos ter uma vida mais saudável. Comer bem e barato é possível. É verdade que se pode comer caro e bem. E que se pode comer barato e mal. Mas é a primeira hipótese que nos interessa mais. O mais importante é que é mesmo possível, de acordo com o que explicam nutricionistas e médicos, que quando falamos em comer bem estamos a referir-nos a vários aspectos, nomeadamente às calorias suficientes para nos darem energia necessária para sustentar o corpo, trabalhar, movimentar-nos, e às vitaminas e aos sais minerais, que são nutrientes muito leves, que não fornecem calorias, mas que são indispensáveis para a vida das nossas células. Para além disso, um aspeto importante é que as refeições tem que ser saborosas para que sentar à mesa não seja uma obrigação, mas sim uma alegria. Agora, será que tudo isto custa dinheiro? É claro que custa! Mas consegue-se que não custe quanto parece, se fizermos boas escolhas. São essas boas escolhas que estão presentes neste documento informativo que permitem a preparação de uma refeição com um custo unitário de 1 euro com sopa, prato e sobremesa, além de conselhos de aproveitamento de sobras e informação sobre os alimentos. Apresentamos dois exemplos de receitas presentes para abrir o apetite e a curiosidade!


Sopa de alho francês + Carne de vaca picada com macarrão cozido + Banana = 1 € Sopa de alho-francês Ingredientes para 4 pessoas: 100g de batata 100g de cenoura 100g de couve branca 140g de alho-francês 20ml de azeite

Modo de confecção: Descasque, lave e corte em pedaços a batata, a cenoura e a couve branca. Coloque todos estes ingredientes numa panela com água previamente aquecida, tempere com pouco sal e deixe cozer em lume brando. Passe a sopa com a varinha mágica. Lave e corte o alho-francês em rodelas fininhas, coloque na base de sopa e deixe cozer. Depois de pronta, coloque o azeite e misture muito bem.

Carne de vaca picada com macarrão cozido Ingredientes para 4 pessoas: 360g de carne de vaca picada 280g macarrão 200g de tomate 80g de cebola 120g de cenoura 80g de pimento 20g de alho 40ml de azeite

Modo de confecção: Descasque, lave e corte em pedaços a cebola, o alho, o tomate e a cenoura. Lave e corte o pimento em tiras fininhas. Numa panela com um pouco de água coloque a cebola, o alho, o tomate, a cenoura, azeite (reserve um pouco para a decoração final. do prato), a carne picada e tempere com pouco sal. Deixe refogar em lume brando até estar cozido. Entretanto coza o macarrão em água previamente aquecida. Quando estiver cozido, coe e está pronto a servir. Sirva num prato o macarrão com a carne picada. Para sobremesa uma banana.


Creme de Cenoura + Sardinha assada com batatas cozidas e brócolos + Pêra = 1€ Receita nutritiva rica em vitamina D e Iodo.

Creme de cenoura Ingredientes para 4 pessoas: 100g de batata 100g de cenoura 100g de cebola 80g de courgette 20ml de azeite

Modo de confecção: Descasque, lave e corte em pedaços a batata, a cenoura, a cebola e a courgette. Coloque todos estes ingredientes numa panela com água previamente aquecida e temperada com pouco sal e deixe cozer em lume brando. Passe a sopa com a varinha mágica. Depois de pronta, coloque o azeite e misture muito bem.

Sardinha assada com batatas cozidas e brócolos Ingredientes para 4 pessoas: 600g de sardinha 760g de batata 240g de brócolos 40ml de azeite

Modo de confecção: Descasque, lave e corte a batata em rodelas. Lave e corte os brócolos em ramos pequeninos. Numa panela com água previamente aquecida e temperada com pouco sal coza a batata e os brócolos. Quando estiverem cozidos, coe e está pronto a servir. Asse a sardinha no forno ou num grelhador. Sirva num prato as batatas, os brócolos e a sardinha assada e tempere com um fio de azeite. Para sobremesa corte a pêra em triângulos (cerca de 160g de pêra por pessoa). Nota: Tenha atenção à cozedura dos brócolos, se estiverem tempo de mais a cozer podem ficar amarelos e em puré. Opte por colocá-los quando a batata estiver um pouco cozida.


Rotulagem O rótulo dos alimentos é a primeira forma de comunicação, em geral visual, entre o consumidor e o produto que está sendo adquirido e que será consumido. Quanto mais souber sobre ele, melhores serão as suas escolhas e mais fácil será ter opções/escolhas acertadas dos produtos alimentares aquando da compra. A rotulagem permite que o consumidor conheça o conteúdo dos alimentos préembalados e saiba o que está a comprar. Esta obrigação legal tem sido sucessivamente alargada a um maior número de alimentos. Também tem aumentado o número de indicações obrigatórias, o objetivo é permitir uma escolha criteriosa e esclarecida, através da informação explícita, legíveis e em português.

Consumidor informado é um consumidor responsável A embalagem pode apresentar também uma componente publicitária. A este nível, podem ser incluídas designações comerciais do tipo “Criado na Quinta”, “Natural”, etc., tendo em atenção que muita da designação poderá induzir o consumidor em erro.

Boas opções e Boas compras


O rótulo de um produto alimentar pré-embalado deverá conter: Designação do produto pelo seu nome (cereais, pescado, fruta, fumados, etc.); Lista de todos os ingredientes que fazem parte do produto e por ordem decrescente quantidade, (isto é, dos que estão em maior quantidade para os que estão em menor), devem também ser indicados os ingredientes considerados alergénicos, quando presentes, por exemplo: ( “contém lactose ”, “contém resíduos de amendoim”, “contém fenilalanina”). Durabilidade mínima (“consumir de preferência antes de…”), que indica o limite até ao qual o produto mantém as suas propriedades nas condições de conservação adequadas; ou a data limite de consumo (“consumir até…”). A partir desta data, os alimentos podem não estar próprios para consumo. Sempre que o produto apresentar a menção “data-limite de consumo”, tem de indicar obrigatoriamente as condições de conservação. É proibida a venda de produtos com data limite de consumo ultrapassada; Quantidade líquida ou de produto contido na embalagem, expresso em volume (litro ou fração/ percentagem) ou massa (quilograma ou fração/percentagem); Lote a que pertence, essencial em caso de reclamação, é também importante para identificar a origem do produto.

Nome, firma ou denominação social e morada do fabricante, embalador ou vendedor. Adicionalmente, a rotulagem poderá conter outras informações úteis: Marca de salubridade comunitária, obrigatória para os produtos de origem animal, com identificação do país da União Europeia e da unidade industrial; Condições especiais de conservação, utilização e modo de emprego, no caso de produtos que necessitem cuidados especiais de conservação ou utilização e o uso apropriado exijam indicações especiais; A região de origem, quando a sua omissão possa induzir o comprador em erro quanto à real origem do produto (por exemplo: biscoitos parisienses, bolachas americanas).


Como deve ser apresentada a rotulagem nutricional? A rotulagem nutricional é facultativa, excepto quando é feita uma alegação nutricional, por exemplo: “magro”, “0% de colesterol”, “sem açúcar”. As informações nutricionais podem ser apresentadas da seguinte forma: Tipo 1: indicação do valor energético, quantidade de proteínas, hidratos de carbono e lípidos; Tipo 2: indicação de valor energético, quantidade de proteínas, hidratos de carbono, açúcares, lípidos, ácidos gordos saturados, fibras alimentares e sódio. A segunda opção é obrigatória sempre que houver alguma referência na rotulagem aos açúcares, ácidos gordos saturados, fibras alimentares ou sódio (por exemplo, pobre em sal ou magro). A rotulagem pode, ainda, incluir a indicação da quantidade de amido, polióis (substitutos dos açúcares), todas as vitaminas e sais minerais presentes em quantidade significativa, ácidos gordos monoinsaturados, ácidos gordos polinsaturados e colesterol. Neste caso, deve ser indicada também a quantidade de ácidos gordos saturados.


Exemplo de como analisar a rotulagem nutricional Em termos nutricionais poderá ser interessante a análise e a comparação da informação nutricional presente no rótulo de forma a ajustar a possíveis objetivos alimentares, as opções de compra e de gastos. Assim apresenta-se uma análise comparativa de três tipos de bolachas. Antes de iniciar a análise será necessário verificar se: As unidades presentes são todas iguais entre os produtos; Se as quantidades ou doses alimentares utilizadas na descrição são iguais entre produtos, por exemplo se está presente por 100g de produto, por unidade ou por outra quantidade.

Bolacha Água e Sal 1

Bolacha Integral 1

Bolacha Maria 2

V.E

100g 413Kcal

25g 3 103,25Kcal

100g 417Kcal

25g 4 104,25Kcal

100g 25g 5 425Kcal 106Kcal

PROT.

9,3g

2,325g

9,2g

2,3g

8,3g

2,1g

H.C

73,8g

18,45g

66,3g

16,57g

76,3g

19,1g

LIP

8,3g

2,075g

11,3g

2,82g

9g

2,3g

FIB.A

2,7g

0,675g

6,8g

1,7g

2,9g

0,7g

0,18g

1,09g

0,27g

0,5g

0,1g

SÓDIO 0,74g

1 - Vieira de Castro

3 - 2,8g cada bolacha

2 - Continente

4 - 0,5g cada bolacha 5 - 6,25 cada bolacha

Análise Comparativa Valor energético – a que tem mais é a bolacha Maria, e a que tem menos é a bolacha água e sal; poderá ser interessante mediante os objetivos a que se propõe; Teor proteico – bolacha água e sal 2,325g, bolacha integral 2,3g, bolacha maria 2,1g; Hidratos de carbono - bolacha água e sal 18,45g, bolacha integral 16,57g, bolacha maria 19,1g; Lípidos – a que tem mais é a bolacha integral, e a que tem menos é a bolacha água e sal; poderá ser interessante mediante os objetivos a que se propõe; Fibras alimentares – bolacha água e sal 0,675g, bolacha integral 1,7g, bolacha maria 0,7g; Sódio – bolacha água e sal 0,18g - sal 0,475g; bolacha integral 0,27g - sal 0,645g; bolacha maria 0,1g - sal 0,3g.


À descoberta da” Yoga do Riso” como actividade de animação No dia 14 de Junho de 2011, nós, os formandos do curso EFA B3 Agente em Geriatria, da Fundação Casa do Paço em parceria com a Winnerges, realizamos uma visita às instalações da Fraterna em Guimarães, para desenvolvermos uma actividade de animação intitulada “Yoga do Riso”. A actividade “yoga do riso” consistiu em juntar um grupo, neste caso, de idosos e de formandos do curso Agente em Geriatria, com o objectivo de compreender, descobrir e praticar os benefícios do riso na vida da pessoa. Esta dinâmica é muito completa, na medida em que estimula de forma física e cognitiva o indivíduo, trabalha os músculos, as articulações, melhora a respiração, alivia o stress, aumenta a auto-estima, promovendo assim uma sensação de bem-estar. Foi notória a participação e entusiasmo dos idosos nesta sessão, denotou-se uma elevada cumplicidade entre os participantes e a terapeuta, visto que se riam de forma descontraída e com bastante facilidade, o que a nosso ver facilitou a nossa interacção na sessão. Toda esta alegria e satisfação foi contagiante. Com esta nova experiência, aumentamos as nossas competências, uma vez que, para nós foi uma mais-valia, como futuros profissionais, de modo a aplicarmos estes mesmos conhecimentos. Chegamos à conclusão, de que com pouca coisa se atinge grandes resultados. Com muitas gargalhadas queremos agradecer a forma carinhosa com que fomos recebidos.


Grupo de Formandos “Querer é Vencer”


Boletim Informativo