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Tipógrafo

Impressão 3D

Ilustração

Profissão ilustre e desconhecida

Uma nova Tecnologia

As Ilustrações de Alexandre Paz

Ano I - Nº 1 - R$14,90

Portfólio Ricardo Ferna e alguns de seus trabalhos.

Lançamento da T3 da Canon e D5100 da Nikon. O Designer Dieter Rams e seus dez mandamentos para um bom design. Artista de rua recria pinturas renascentistas com pessoas da comunidade.

James Nachtwey Lentes que registram a Guerra


Expediente

Sumário

Idealizador Rangel Sales

Tipógrafo Diagramação e Projeto Gráfico Ricardo Fernandes de Fátima

04 Tipografia

Conheça um pouco mais sobre essa profissão ilustre e não valorizada.

Editorial Editor e Diretor responsável: Valdeir dos Santos Diretora Operacional: Olga Benário Diretora Executiva: Jade Marrie

06 Ilustração

A arte de ilustrar

Diretor Editorial e jornalista responsável: Loki Pacheco Redação: Ana Andrade Chefe de arte: Alexandre Fernandes Revisão de texto: José Expedito

As Ilustrações e outros trabalhos de Alexandre Paz.

08 Arte Urbana

Internet

Yola Kudela

www.artindesign.com.br Programação Web: André Pedro Arte: Solange deffá

Artista de rua recria pinturas renascentistas com pessoas da comunidade.

Publicidade Gerente de Negócios: Jane Priscila Pacheco Gerente Comercial: Aldeíza dos Santos publicidade@ artindesign.com.br

Dieter Rams 10 Design

Um dos designers mais influentes do século XX.

Atendimento ao assinante Venda de edições anteriores sac@artindesign.com.br Telefone: (31) 3634-363*

12 Fotografia

James Nachtwey Suporte Técnico

Com suas lentes ele registra o sofrimento da guerra.

suporte@artindesign.com.br Telefone: (31) 3634-363*

14 A revista artindesign é uma publicação da editora, impressora e distribuidora Disa ltda (ISSN -1991-87504A A editora Disa não se responsabiliza pelo anúncio de terceiros. Os arquivos e reportagens localizados a artindesign são propriedade da Ferna Publish. Brasil, 2011.

Disa Editora

Tecnologia

Canon e Nikon Lançamento da T3 da Canon e D5100 da Nikon.

20 Processos de Impressão

Impressão 3D Já pensou em imprimir peças em casa? Com uma impressora 3D é possivel.

16 Portfólio

Ricardo Ferna Design gráfico, música e fotografia. Existe alguma relação?

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Tipografia

Tipógrafo O Ilustre Desconhecido Por Mario Amaya

O comunicólogo Marshall McLuhan, em seu livro “A Galáxia de Gutenberg”, de 1962, afirmou que a invenção da tipografia foi a grande precursora da industrialização. A gráfica baseada em tipos móveis teria sido, segundo ele, a primeira linha de montagem. De fato, a impressão de livros representava a aplicação prática de uma nova atitude em relação ao conhecimento técnico, que seria uma característica fundamental da civilização ocidental a partir do Renascimento. E o próprio Renascimento foi insuflado pela impressão de livros: a explosão de cultura decorrente varreu a Europa e alterou o mundo inteiro para sempre. Ainda dá para enunciar a mesma coisa de mais uma maneira: a invenção do tipo móvel foi a primeira etapa da conversão do artesanato em automação, a marca da Era Industrial. Hoje, na era Pós-Industrial, a tipografia está aos poucos abandonando o suporte de papel para firmar-se em manifestações efêmeras de letrinhas pixeladas em telas eletrônicas de computadores. Vem aí o papel eletrônico: a própria tinta muda de forma magicamente para gerar páginas inéditas. Ao longo de todo esse panorama histórico, chega a ser curioso como a figura do tipógrafo, o designer responsável por inventar os tipos com os quais nós escrevemos de tudo e sobre tudo, continua sendo uma figura obscura. Isso já valia para o próprio Gutenberg, de quem só sabemos com certeza o

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nome e onde ficava a sua oficina tipográfica. Faltam partes extensas de sua biografia; não se sabe muito bem o que ele imprimiu, além das famosas Bíblias; até os seus retratos foram inventados muito após sua morte. Por outros motivos, o tipógrafo moderno também é uma espécie de artesão obscuro e relativamente anônimo. As criações de mestres como Garamond, Caslon, Baskerville, Didot, Gill, Benton, Zapf, Frutiger, Slimbach e de Marco cercam-nos por toda parte. É impossível viver um dia sem passar os olhos por letras concebidas por essa pouco numerosa e bastante restrita elite de artistas-técnicos com nomes esquisitos. Em páginas de revistas, em cartazes, em logotipos, em sinalização pública, em embalagens de alimentos, em produtos de limpeza, as suas criações alfabéticas simplesmente tomam parte em tudo. A razão dessa presença silenciosamente insidiosa é que os tipos mais populares são tão eficientes e definitivos que tornaram-se “transparentes”: nós não os percebemos conscientemente. Apenas um designer treinado olha para uma embalagem e identifica os tipos usados. Cada estilo tipográfico funciona como um sotaque visual do texto. É por isso que faz bem dispor de um vasto repertório de tipos. Há estilos que pelas formas de suas letras sugerem alegria, tristeza, seriedade, precisão, sarcasmo, juventude, paixão, singeleza, arrogância e uma infinidade de outros contextos emocio-


Diferentemente de designers mais novos, ele insiste em criar os tipos à mão, mas as aparências enganam: ele é mestre em todas as técnicas tipográficas, do metal ao digital.

nais. As pessoas captam esse caráter nas letras de um texto naturalmente, sem necessitar nenhum conhecimento formal de design. É como ouvir música pelos olhos. Desde o princípio da prensa com tipos móveis, a tecnologia que produz textos em massa mudou repetidamente. E embora a criação artística e cultural migre sempre da técnica de cada época para a seguinte, as mudanças estão se acelerando. Finalmente, no começo dos anos 80, chegou a revolução que domina o cenário até hoje: a tecnologia digital. Os primeiros anos da tecnologia digital foram dominados pela recriação, no novo suporte computadorizado, dos tipos mais marcantes do passado. Essa fase está encerrada. Os tipógrafos estão livres para vislumbrar o futuro e criar algo completamente inédito e inesperado. E quem sabe dessa forma eles ainda virem astros da cultura popular. Já fizeram bastante para merecer isso.

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Ilustração

Alexandre Paz A Arte de ilustrar O Ilustre Desconhecido Por Mario Amaya Enquanto outras crianças pediam brinquedos ou guloseimas, Alexandre, de Santa Luzia/MG já pedia ao seu pai revistas em quadrinhos e materiais de desenho como ele conta: “Sempre tive o desenho como uma atividade constante na minha vida. Quando criança era parte das minhas brincadeiras, já na adolescência usava como artifício pra vencer minha timidez e me aproximar das pessoas e agora é minha profissão”. Aos 10 anos de idade já manifestava o interesse de levar o desenho mais a sério, mas como morava no subúrbio e as escolas de desenho ficavam no centro de Belo Horizonte/MG não foi possível que ele entrasse em algum curso, mas mesmo assim fez um curso à distância. Chegando à adolescência era fascinado pelo estilo de desenho dos ilustradores da Marvel como Jim Lee, Mark Silvestri, Roger Cruz, entre outros. Hoje fica impressionado com a qualidade do desenho de

ilustradores que trabalham com quadrinhos mais comerciais, pois reconhece que eles possuem muito conhecimento de anatomia, perspectiva e tratamento de luz que são invejáveis. Quando conheceu os trabalhos de ofi ilustradores como nome e onde ficava a sua cina tipográfi ca. Moebius, Dave Mckean e Kent Willians Faltam partes extensas de sua biografi a; não ele descobriu o deele característica estética que queria se sabe muito bemtipo o que imprimiu, além conferir aosseus seusretratos trabalhos. Com essa das famosas Bíblias; até os de 1998, ele decidiu foram inventados descoberta muito apósnos suaidos morte. prestar vestibular para Escola de Belas Por outros motivos, o tipógrafo moderno Artesde daartesão UFMG,obscuro e durante também é uma espécie e o período que estudou o contato com a obra e artistas relativamente anônimo. As lá, criações de mescomoCaslon, Egos Schiele, Francis Bacon, Lucian tres como Garamond, Baskerville, FreudDidot, entre Gill, muitos outros ampliaram Benton, Zapf, Frutiger, bastante Slimbach seus horizontes no processo de “construção” e de Marco cercam-nos de porimagens. toda parte. É Alexandre considera impossível viverseu umtrabalho dia sem bastante passar osresidual olhos e denso. Gosta de deixar transparecer na imagem por letras concebidas por essa“acabada” pouco nu-uma espécie de registro do processo derestrita criação.elite Mesmo quando utiliza meios merosa e bastante de artistas-técnicos com nomes esquisitos. Em páginas de revistas, em cartazes, em logotipos, em sinalização pública, em embalagens de alimentos, em produtos de limpeza, as suas criações alfabéticas simplesmente tomam parte em tudo. A razão dessa presença silenciosamente insidiosa é que os tipos mais populares são tão eficientes e definitivos que tornaram-se “transparentes”: nós não os percebemos conscientemente. Apenas um designer treinado olha para uma embalagem e identifica os tipos usados. Cada estilo tipográfico funciona como um sotaque visual do texto. É por isso que faz bem dispor de um vasto repertório de tipos. Há estilos que pelas formas de suas letras sugerem alegria, tristeza, seriedade, precisão, sarcasmo, juventude, paixão, singeleza, arrogância e uma infinidade de outros contextos emocio-

“Sempre tive o desenho como uma atividade constante na minha vida...”

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digitais para finalizar uma imagem, ou mesmo quando desenha diretamente no software, não o faz sem antes rabiscar em seu Sketchbook, aliás, Alexandre acha que os sketchbooks dizem muito sobre a personalidade dos artistas. É no momento que se começa a esboçar de maneira despretensiosa as imagens que pretendemos criar, que na maioria das vezes surgem coisas muito mais interessantes do ponto de vista criativo. Às vezes até mais interessantes que a imagem que entregamos pro cliente publicar.

Sua técnica preferida? Ele acha difícil escolher, adora aquarela ou aguada de nanquim, mas também gosta de meios que propiciam um registro mais direto como lápis ou caneta nanquim. Ele diz que se pudesse, só publicaria imagens criadas a partir desse processo.

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Arte Urbana

Jola Kudela Artista de rua recria pinturas renascentistas com pessoas de comunidades por onde passa.

Polonesa formada em Belas Artes na Escola de Cinema de Lodz, Jola (Yola) completou sua formação no departamento de cinema de animação CFT Gobelins, em Paris onde reside e trabalha atualmente como supervisora de efeitos especiais e diretora de composição visual para diversos filmes de animação produzidos na França e no Reino Unido. Também faz parte da “neo-fotografia”, movimento que mistura desenho digital em conjunto com ilustração, fotografia e outros elementos.

Site: http://www.yolart.net

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“Os artistas da Renascença convidavam seus contemporâneos para fazer a modelagem para eles. Daí o meu desejo de incluir os moradores do distrito de Varsóvia em minhas imagens”

Para criar suas obras, Yola convidou pessoas de um centro comunitário localizado na Polônia, local onde instalou suas peças.

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Design

Dieter Rams

UM DOS DESIGNERS MAIS INFLUENTES DO SÉC. XX

Dieter Rams nasceu em 20 de Maio de 1932 em Wiesbaden, Alemanha. Designer industrial alemão intimamente ligado à empresa Braun. Considerado um dos mais influentes designers do século XX. Entre 1947 e 1953, Rams estudou arquitetura na Escola de Wiesbaden e fez cursos de carpintaria. Após ter trabalhado para o arquiteto Otto Apel entre 1953 e 1955, ele passou a integrar o setor de eletrônicas da Braun, do qual ele se tornou diretor em 1961, posição que manteve até 1995. O design de Rams é associado à frase “Weniger, aber besser”, que significa “menos, mas melhor”, um de seus dez princípios do bom design (veja ao lado). Dieter e sua equipe desenharam diversos produtos para a

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Braun, incluindo um famoso toca-fitas chamado SK-4 e um projetor de slides de alta tecnologia, a série ‘D’ (D45, D46). Muitos de seus produtos - ótimas cafeteiras, calculadoras, rádios, equipamentos audio-visuais e produtos de escritório tornaram-se peça fixa de vários museus, incluindo o MoMA, em New York. Por aproximadamente trinta anos, Dieter Rams trabalhou como diretor de design da Braun, até sua aposentadoria, em 1998. Hoje é uma lenda nos círculos de design e mais recentemente trabalhou para a revista Wallpaper. Diz-se que o design de Rams influenciou o de Jonathan Ive, da Apple, designer de produtos como o iMac, o iPod e o iPhone. Jonathan Ive confirma a influência de Dieter em seus trabalhos.


Dez princípios do bom design: 1- Bom design é inovador; 2- Bom design faz um produto ser útil; 3- Bom design é estético; 4- Bom design nos ajuda a entender um produto; 5- Bom design é discreto; 6- Bom design é honesto; 7- Bom design é durável; 8- Bom design se preocupa com os mínimos detalhes; 9- Bom design se preocupa com o meio ambiente; 10-Bom design é o menos design possível. Mobiliário funcional que concebeu a Vitsoe.

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Fotografia

James Nachtwey Lentes que registram a Guerra

Se na fotografia de combate o desafio é chegar mais perto da ação, Nachtwey fez disso sua especialidade. Formado em História da Arte e Ciências Políticas, seu trabalho tem influências claras do trabalho de fotógrafos que registraram a Guerra do Vietnam e o Movimento pelos Direitos Civis nos EUA. Em 1976 conseguiu seu primeiro trabalho como repórter fotográfico num jornal no Novo México. Em 1980 mudou-se para Nova York para começar sua carreira como fotógrafo freelance de revistas. Seu primeiro trabalho no exterior foi cobrir os conflitos na Irlanda do Norte em 1981, no auge das atividades do grupo separatista IRA. Desde então, Nachtwey se dedica a documentar guerras, conflitos sociais e tragédias humanas. Seu trabalho inclui ensaios em diversos países, como El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Líbano, Faixa de Gaza, Israel, etc. Desde 1984 está sob contrato da Time Magazine, e de 1986 a 2001 esteve no corpo de fotógrafos da Agência Magnum. James Nachtwey é considerado por muitos o mais corajoso fotojornalista da atualidade e também o mais ocupado dos fotógrafos profissionais do mundo. Além disso, é tido como um homem

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tímido, empenhado na profissão e que gosta de mergulhar em pensamentos filosóficos, vem usando a fotografia ao longo de sua experiência como uma arma pacífica para documentar desigualdade e conflitos sociais. James Nachtwey reforça a dificuldade que encontra em fazer as pessoas se interessarem por seu objeto de trabalho: “Nos últimos anos, tem sido difícil convencer os editores a publicar fotos de sofrimento no terceiro mundo. Está cada vez mais complicado, pois a sociedade é obcecada por fotos de entretenimento, celebridades e moda...” Ele reconhece que perseguir a dor, a morte e a desgraça alheia pode ser uma forma de exploração e sensacionalismo. Mas a alternativa – permitir que a miséria humana permaneça clandestina e fora do alcance de uma ação – seria ainda pior. Segundo ele , as pessoas enxergavam sua presença como uma possibilidade de mostrar ao mundo o que estava acontecendo naquela região abandonada, quase sempre esquecida e que sempre que era solicitado a não fazer as imagens, não fazia em respeito aos que ali estavam. Muitas vezes ele teve que baixar a camera e tentar ajudar antes de continuar a fazer seu trabalho.


Sobrevivente Hutu, Ruanda, 1994.

Vítima de Tuberculose.

Palestinos lutando contra o exército israelense, West Bank, 2000.

Saqueadores no centro da cidade destruída de Port-au-Prince, Haiti - janeiro/2010.

“Eu tenho sido uma testemunha, e essas imagens são meu testemunho. Os eventos que eu gravei não devem ser esquecidos e não devem ser repetidos.” James Nachtwey

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Tecnologia Fotografia

Canon e Nikon Novidades! Nikon D5100 e Canon T3 vem aí para conquistar amadores e entusiastas Apesar do desastre no Japão, as duas maiores empresas fotográficas não se abalaram e mantiveram o ritmo de lançamentos. Canon e Nikon apresentaram atualizações importantes na linha de DSLRs amadoras com apenas dois dias de diferença. Canon A Rebel T3i (EOS 600D na Europa), anunciada pouco antes do terremoto de março, veio com a intenção de capturar o mercado amador. Seu mix de recursos é atraente para uso geral, ainda que não seja inovador, pois inclui o mesmo sensor de 18 megapixels, sistema de fotometria e foco e captura de vídeo em Full HD (1080p) da antecessora Rebel T2i. Porém, ela ganhou

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uma tela LCD articulada igual à da EOS 60D. Tudo isso cabe num corpo bem pequeno e de linhas arredondadas, com o preço sugerido na faixa dos US$ 1100. Logo a seguir vem a sua irmã caçula, a Rebel T3 (EOS 1100D na Europa), para substituir a Rebel XS (EOS 1000), modelo que já exibia sinais da idade (dois anos). Ela traz várias simplificações técnicas. Seu sensor de 12,2 megapixels tem sensibilidade de ISO 100 a 6400 e captura vídeo em Standard HD (720p). Houve atualização no sensor de fotometria (é o mesmo tipo de 63 zonas de dupla camada da T3i) e no autofoco (9 pontos em cruz). O processador interno de imagens também é novo (DIGIC 4), mas o desempenho da câmera em captura contínua é seriamente limitado em comparação ao de suas irmãs maiores: produz até 7 imagens JPEG sequenciais à taxa de segundo. Além disso, a jane3 por segun la da oocular de pentaespelho é aainda um pouco menor qque a da T3i, que já não é grande. A tela é fixa no ccorpo, com resolução de

230 mil pontos; o da T3i, além de ser articulado, usa um LCD mais nítido, de 1040 mil pontos. Fotógrafos mais técnicos podem achar a T3 muito fraquinha em comparação aos modelos superiores, mas é preciso levar em conta seu preço, muito mais acessível que o da T3i: ela custa somente US$ 600 com a lente do kit, a 18-55 mm f/3.5-5.6 estabilizada. A T3 é uma pedida segura para entusiastas e estudantes de fotografia, tanto quanto já eram suas antecessoras. Nikon A Nikon vendeu, desde 2009 até o começo de 2011, o modelo D5000, seu primeiro a apresentar uma tela LCD articulada, facilitando a captura de vídeo de ângulos difíceis e a fotografia discreta em ambientes públicos. Ela usava o mesmo sensor de 12MP e o mesmo processador de imagem da célebre D90, num corpo reduzido similar ao da D3000. Agora chegou a vez da D5100, que traz atualizações para eliminar todos os pontos fracos da antecessora. Em primeiro lugar, a tela articulada agora tem sua dobradiça pela esquerda, como nas Canons, e não mais por baixo como na D5000. Essa mudança eliminou a dificuldade de ajustar a posição da tela com a câmera montada em tripé, que ocorria com a D5000, e ainda diminuiu a altura do corpo em vários milímetros. Curiosamente, o visual da câmera também está mais parecido com o das Canons; não apenas pela migração dos botões traseiros para a parte direita do


A intenção da Nikon é competir diretamente com a Canon Rebel T3i, só que por um preço sugerido mais baixo: US$ 900 com a lente 18-55 mm f/3.55.6 estabilizada.

corpo, mas também pelo desenho mais curvilíneo na parte da frente. Mas as mudanças vão bem além do estético ou funcional. A D5100 oferece vídeo Full HD (1080p) a 30fps, melhor que o vídeo bastante limitado da D5000, que era Standard HD (720p) a 24fps. A faixa de ISO foi expandida até o equivalente a 25600. O autofoco em Live View, que era praticamente inútil, ganhou um modo AF-F (contínuo) que também funciona ao gravar vídeo. O LCD agora é de 921 mil pontos, o mesmo da D7000, e a câmera ganhou um segundo receptor de controle remoto infravermelho na traseira. O sensor também é novo: 16,2 MP. As mudanças nos botões poderão causar alguma polêmica. A D5100 passou a ter a chave de Live View integrada ao seletor de modos, e o botão para gravar vídeo está numa ótima posição ao lado do disparador, mas só funciona se a câmera já estiver em Live View - o que é perfeitamente lógico numa DSLR, mas pode confundir os mais distraídos. Os botões de zoom na reprodução e de lixeira ficaram reunidos na parte de baixo, parece até que escolheram esse lugar especificamente para a câmera não parecer uma Canon.Para quem quer relaxar e brincar com a câmera foram expandidos os efeitos criativos de imagem (recurso inspirado em câmeras da Olympus que não se acham no mercado brasileiro). É possível fotografar diretamente com os efeitos ou aplicá-los como pós-processamento na câmera. Mais útil é o modo de HDR automático: ponha a câmera no tripé, ative o HDR e ela combinará duas fotos sucessivas da cena obtidas com exposições diferentes. Existe também um efeito

apelidado Night Vision, que expande o ISO para o equivalente a 102.400 (ou seja, dois pontos de diafragma além do limite oficial; não é tanto assim como parece). Existe até mesmo um efeito de miniatura, que desfoca as partes de cima e de baixo da imagem para simular uma captura com lente tilt-shift. 60 milhões O sistema de lentes da Nikon, a baioneta F, foi inaugurado em 1959, junto com a primeira câmera Nikon F. A empresa acaba de comemorar a fabricação de 60 milhões de lentes Nikkor para o seu padrão. Detalhe: a imensa maioria delas é compatível com qualquer DSLR Nikon nova, incluindo as lentes mais antigas que só funcionam em modo manual.

Quem quiser usar Nikons para capturar vídeo agora dispõe de um microfone estéreo opcional, o ME-1, que vai encaixado na sapata de flash e possui isolamento no suporte contra ruídos gerados pelo motor de foco da objetiva.

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Portfólio Fotografia

Ricardo Ferna Os três elementos

Design gráfico, música e fotografia. Existe alguma relação? Sim, e para Ricardo Fernandes de Fátima ou simplesmente Ricardo Ferna de Santa Luzia/ MG isso é claro. A música com suas harmonias, o design com suas formas e tipos, a

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fotografia com suas cores e tons, pra ele tudo se funde em algum momento. Pode-se enxergar música em uma peça, design em uma fotografia e uma bela imagem em uma bela harmonia. Estudante de design gráfico no SENAI/CECOTEG, Ricardo se utiliza dos três elementos mencionados para um me-


Colagem feita com base em cenas do filme Herói do diretor Zhang Yimou. Cada cor, em determinada cena representa um sentimento/estado. A azul representa a fluidez, o equilíbrio e o pensar de forma racional.

lhor resultado. Sempre tenta dar o máximo de dedicação a seus trabalhos, acredita que a hora de buscar o melhor é sempre o agora. Manual: Sketchbooks, Origamis, Luminárias, Costuras japonesa e Copta, Corte e colagens. Softwares: Photoshop, Illustrator, Indesign, Lightroom e CorelDraw.

“A tecnologia leva ao digital, mas o manual é sempre importante, seja para esboço da idéia, seja para a idéia em si”.

Contato: ricardoferna.blogspot.com

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Fotografi Portfólio a

Os três elementos Composição Visual - A proposta do trabalho acima foi de buscar o equilíbrio entre as cores com suas devidas porcentagens na forma sugerida do quadrado, que por si só já possui sua própria força. Respeitando a forma, as cores com suas forças e mantendo a harmonia tanto entre elas quanto entre os quadrados se chegou a essa composição visual. Após roughs feitas, o trabalho foi executado em quadrados 20x20 com todas as cores devidamente recortadas em papel colorplus e coladas.

Tipografia Tétano Tipografia criada em grupo usando-se pregos, compasso e outros materiais enferrujados. Utilização da fotografia, Adobe Illustrator e FontLab para transformação em fonte digital.

Tipografia Fina Tipografia criada através das formas básicas utlizando-se do software Adobe Illustrator, visando uma tipografia séria, sólida e com simplicidade. Em seguida, transformada em fonte digital. Cartaz de apresentação

Sketchbook Sketchbook criado para algumas disciplinas do curso de Design Gráfico em suas “respectivas” cores. Fotografia História do Design Photoshop Illustrator Indesign

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fotografia com suas cores e tons, pra ele tudo se funde em algum momento. Pode-se enxergar música em uma peça, design em uma fotografia e uma bela imagem em uma bela harmonia. Estudante de design gráfico no SENAI/CECOTEG, Ricardo se utiliza dos três elementos mencionados para um me-


Tratamento de imagem

Eventos

Manipulação de imagem

Colagem feita com base em cenas do filme Herói do diretor Zhang Yimou. Cada cor, em determinada cena representa um sentimento/estado. A azul representa a fluidez, o equilíbrio e o pensar de forma racional. Batismos

Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao ato de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos. (Ansel Adams)

Paisagens

lhor resultado. Sempre tenta dar o máximo de dedicação a seus trabalhos, acredita que a hora de buscar o melhor é sempre o agora. Manual: Sketchbooks, Origamis, Luminárias, Costuras japonesa e Copta, Corte e colagens. Softwares: Photoshop, Illustrator, Indesign, Casamentos Lightroom e CorelDraw.

“A tecnologia leva ao digital, mas o manual Fotografia de plantas é sempre importante, seja para esboço da idéia, seja para a idéia em si”.

Contato: ricardoferna.blogspot.com

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Fotografi Processos a de impressão

Ricardo Impressão Ferna 3D Os três elementos Construir peças em casa? Com as impressoras tridimensionais é possivel! Por Igor Pankiewicz

Nós já vimos gráficos, filmes, modelos, áudio e outras tecnologias tridimensionais, mas agora chegou a vez das impressoras 3D, equipamentos que permitem a você imprimir praticamente qualquer coisa, de brinquedos e bonecos até partes de equipamentos industriais, tudo em apenas algumas horas. Quando falamos em “imprimir”, não nos referimos a uma imagem que pode ser visualizada em três dimensões no papel, mas sim a um objeto realmente construído em 3D, como engrenagens, capas para celulares ou até mesmo uma motocicleta em tamanho real! Claro que a moto não seria funcional, mas sim um molde em polímero ou gesso do produto final que será produzido. O equipamento não é novidade para as grandes indústrias, que

já o utilizam na fase de prototipagem há algum tempo, mas é para o consumidor final que está acontecendo uma revolução: se antes a maioria das impressoras girava em torno de trinta mil dólares, hoje algumas companhias já ofertam produtos na faixa dos cinco mil dólares, prevendo para daqui a algum tempo custos inferiores a dois mil dólares. Como funciona Se antes era necessário primeiro desenhar um produto por meio de várias perspectivas, depois projetá-lo em três dimensões para somente então repassá-lo a um artesão especializado, que seria

Jóias criadas com base no sistema nervoso e ramificações de plantas e impresssas em 3D/ Jessica Rosenkrantz and Jesse Louis-Rosenberg

fotografia com suas cores e tons, pra ele tudo se funde em algum momento. Pode-se enxergar música em uma peça, design em uma fotografia e uma bela imagem em uma bela harmonia. Estudante de design gráfico no SENAI/CECOTEG, Ricardo se utiliza dos três elementos mencionados para um me-

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Colagem feita com base em cenas do filme Herói do diretor Zhang Yimou. Cada cor, em determinada cena representa um sentimento/estado. A azul representa a fluidez, o equilíbrio e o pensar de forma racional.

incumbido da tarefa de produzir o primeiro molde hoje é necessário projetar o modelo por meio de um aplicativo que lide com objetos 3D e mandá-lo direto para a impressão. Desta forma, as fabricantes podem testar e visualizar tudo com mais agilidade e precisão, tendo noção exata de proporções, falhas de projeto, questões de conforto e segurança (ou design) e do próprio funcionamento, economizando na prévia do produto e poupando muito tempo, fato que lhes confere uma vantagem competitiva enorme. Outras duas vantagens notáveis são a completa ausência de materiais tóxicos durante a fabricação e também a facilidade de limpeza e acabamento: ao invés da lixa para a eliminação de

excessos e bordas com falhas, é preciso apenas retirar a camada em excesso com uma pinça ou a poeira com uma escova. Muitos métodos de construção O conceito de impressão tridimensional visa sempre a produção de um objeto detalhado com volume e profundidade, entretanto, até mesmo para uma única aplicação existem diversas tecnologias diferentes. 1ª — Consiste na sobreposição de diversas lâminas de polímeros, as quais são coladas por meio do conteúdo de um cartucho especial

Maquetes impressas em 3D - Hotel e Casa/3D Print SI

lhor resultado. Sempre tenta dar o máximo de dedicação a seus trabalhos, acredita que a hora de buscar o melhor é sempre o agora. Manual: Sketchbooks, Origamis, Luminárias, Costuras japonesa e Copta, Corte e colagens. Softwares: Photoshop, Illustrator, Indesign, Lightroom e CorelDraw.

Impressão 3D com aço inoxidável

“A tecnologia leva ao digital, mas o manual é sempre importante, seja para esboço da idéia, seja para a idéia em si”.

Contato: ricardoferna.blogspot.com

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Processos de impressão de cola e cortadas em locais específicos, camada por camada, conferindo a forma final. A cor do material também pode ser escolhida (dentre cerca de cinco opções, incluindo algumas translúcidas), mas deve ser aplicada em toda a peça. Ao término do processo, o usuário precisa apenas destacar as partes remanescentes do bloco principal.

Todo o restante que não foi focado é simplesmente lavado ao fim do procedimento, se desprendendo da peça. Componentes com tamanhos inferiores a 100 nanômetros são facilmente produzidos. Outro exemplo, novamente, são as peças interligadas com partes móveis. A corrida pelos consumidores

2ª - Consiste na aplicação de jatos do material em pó por meio de um cartucho de impressão, que são unidos de forma seletiva por outro cartucho com conteúdo adesivo. Esta é a tecnologia de impressão tridimensional mais rápida existente atualmente, além de ser também a única que permite a aplicação de finalização colorida nos objetos (simulando a pintura). Uma variação da aplicação de cartuchos utiliza fotopolímeros em estado líquido, que são injetados e tratados em camadas por meio de uma lâmpada UV (ultravioleta). Aqui entra a combinação entre as cores preta e branca para a criação de tons de cinza, muito populares entre eletro-eletrônicos. 3ª - A mais recente trabalha com materiais sólidos (chamados de ABS), que são aquecidos em uma câmara e derretidos até o ponto de injeção, sendo aplicado então um método similar ao descrito acima. Por tratar com um calor realmente elevado, o objeto construído é imediatamente depositado em uma câmara com água para ser resfriado e finalizado. Por fim — e voltada especialmente à produção de objetos realmente pequenos — temos a micro-fabricação tridimensional em gel, que utiliza lasers focados em diferentes pontos e distâncias para tratar o material até um ponto em que ele se torne sólido.

Boneco para impressão 3D

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Gêmeos Siameses

Como você já percebeu, há uma enorme vantagem para todas as empresas ligadas à fabricação de equipamentos ou ainda para as grandes indústrias, mas a coisa não fica por aí: o processo está sendo utilizado por terceiras que visam colocar um produto rapidamente no mercado, ou ainda consumido sob demanda. Empresas como a Activision (responsável pelo enorme sucesso que é a franquia Guitar Hero) estão aderindo a esta onda, programando para o próximo lançamento que os jogadores possam criar seus avatares virtuais (personagens fictícios com características próprias) pelo videogame para depois encomendar versões deles em bonecos de plástico, com direito às mesmas roupas, acessórios e tudo mais. As próprias guitarras e controles especiais para os aspirantes a astros do Rock já passam por testes nos modeladores do futuro. Outro exemplo já mais avançado é o da Bandai — a companhia japonesa de desenhos, brinquedos e jogos — que conta com uma série de impressoras 3D de larga escala para fabricar sua linha de bonecos Gundams, os quais são redistribuídos pelo mundo todo. O mais curioso é que os modelos vão desde os tamanhos próximos aos de uma pessoa aos minúsculos, menores que um centímetro, mas ainda assim capazes de reter boa parte de seus detalhes.

Máquinas de impressão 3D



Revista ArtinDesign