ZINT ⋅ Edição #11: Vingadores

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Para Avicii, com toda admiração T E X T O //

ívens barros

d i a g r a m a ç ã o //

E agora, Tim? Não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente, não tive chance de lhe agradecer por tudo o que fez por mim, sem ao menos me conhecer. Infelizmente, não tive o privilégio de um dia te mostrar alguma das minhas produções. E agora, Tim? E agora que um pedaço da minha esperança no cenário musical se esfacelou com a sua partida? Estamos cercados de artistas sem alma, que não se agarram a uma ideia de música e que muito pouco fazem para rebuscar a emoção de um fã.

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vics

Você esteve comigo em todos os momentos da minha vida. Tudo começou quando eu frequentava as famosas festas de 15 anos e, ainda inconscientemente, ouvia Levels e sentia uma emoção diferente. Eu simplesmente não sabia quem havia feito aquela obra de arte (naquela época, eu estava mais interessado por outro gênero musical), mas já sentia uma energia muito boa sempre que te escutava. A minha desatenção com o cenário eletrônico da época trouxe um arrependimento incalculável, pois perdi a chance de tê-lo visto se apresentar em minha cidade, quando você veio fazer um show, em 2013. Ano este em que fiz uma breve visita à casa do meu primo, grande amigo meu, onde ele pegou o notebook para colocar algumas músicas enquanto conversávamos. Era para a música ser mera coadjuvante naquela tarde, mas eu simplesmente não conseguia mais prestar atenção no diálogo, já que aquele som que se expandia na sala de estar me agradava de uma forma inexplicável. Era uma música de progressão gostosa e bem compassada, era um ritmo que me dava uma palpitação diferente no coração e a letra parecia ter sido feita para o momento que eu vivia. Era você, Tim, me pedindo para te acordar quando tudo tivesse acabado, era você me explicando que a vida era um jogo feito para todos e que o prêmio disso tudo era o amor. Foi nesse exato momento em que comecei a querer saber quem era o autor de