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ZINT ⋅ Edição #2: D23 & SDCC

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MCU: a construçã João Dicker

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eja para um fã dos filmes de super-heróis ou para um espectador do chamado “público médio”, aquele que não necessariamente tem um conhecimento prévio a respeito do que é visto nas telas de cinema, a Marvel tornou-se uma marca sinônima de filmes engraçados e com narrativas envolventes. Acima de tudo, o principal trunfo da Casa das Ideias, como é conhecida a editora, foi dar vida aos heróis que havia criado nos quadrinhos nas telas de cinema, transportando-os em um universo compartilhado coeso e plural. Curiosamente, os heróis que hoje são responsáveis pelos sucessos de crítica e pelas bilheterias astronômicas, em sua maioria, não são as principais figuras do universo criado por Stan Lee nos quadrinhos. Homem de Ferro, Capitão América, Hulk, Thor, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, sempre foram personagens um tanto quanto secundários no universo Marvel dos quadrinhos, mas que acabaram por serem os escolhidos da empresa para ganhar vida em longas-metragens. Mas porque isso aconteceu? A crise financeira

Nos anos 90 a Marvel passou pela pior crise financeira de sua história. A década de 90 foi um período em que a indústria de quadrinhos, majo86 | zint.online

ritariamente, passava por um momento estilístico de priorizar o traço as narrativas. Desta forma, as HQs desta época possuíam poucos diálogos e eram repletas de cenas de ação, com lutas mirabolantes e desenhos cada vez maiores, mais coloridos e vistosos. A partir desta tendência, as editoras encontraram um caminho que parecia ser muito próspero para aumentar os lucros com as vendas de quadrinhos: as capas variantes de colecionador. Explorando da devoção dos fãs mais assíduos, a Marvel adotou uma política de vendas de quadrinhos que consistia em publicar a mesma história com diferentes capas desenhas por artistas convidados ou cartunistas consagrados da editora que trabalhavam em outros arcos de personagens. A primeira revista a ser publicada com uma capa variante foi a edição de número #1 dos X-Men, em 1991, com uma capa estilizada desenha pelo lendário desenhista Jim Lee. Essa edição alcançou números expressivos de vendas, confirmando para a editora a possibilidade de ganhar dinheiro com as edições variantes. Contudo, esse mercado implodiu rápido demais, fazendo com que a empresa tivesse um enorme prejuízo devido ao grande número de exemplares produzidos e que não foram vendidos. Como as vendas de quadrinhos já não iam bem antes mesmo


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