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ZINT ⋅ Edição #2: D23 & SDCC

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o ano em que foi projetada, em 1965, séries de fantasia para a família não eram grande sucesso de público na grade televisiva. Ainda na incubadora, Doctor Who já foi recebida como um fracasso, e não era levada a sério. Porém, contrário ao que todos esperavam, o programa acabou se tornando um gigantesco sucesso, não só gerando uma legião de fãs por todo o Reino Unido (e, posteriormente, fora dele), mas durando mais de 50 anos, fazendo da produção a série de maior duração da televisão mundial. Na narrativa, somos apresentados às aventuras de um alienígena do planeta Gallifrey. Com aparência de um humano, o extraterrestre faz parte de uma raça chamada de Senhores do Tempo. Vivendo na Terra sob o título de um professor, o Doutor, único nome no qual é conhecido (e que permanece uma incógnita até hoje), viaja numa espaço-nave pelo tempo e espaço, conhecida como TARDIS (“Tempo e Dimensão Relativas no Espaço”, em português). Ao seu lado, há sempre uma companhia, conhecida como a Companion. Na primeira temporada, a personagem era a sobrinha do Doutor, mas desde então as companhias são (em grande maioria) mulheres que acabam esbarrando com o extraterreste, mergulhando nas aventuras e responsabilidades do alienígena (já houveram, no entanto, duas companions homens). Com uma narrativa criativa, dramática e bastante cômica, o título da série, Doctor Who, faz uma piada com algo que acontece constantemente: o nome não-usual do Doutor gera um certo ruído entre as raças, que sempre estão acostumadas com a ideia de que “doutor” é um título, e não um nome. Consequentemente, sempre que o Doctor se apresenta, a pergunta logo segue: Doutor Quem? Ao longo de seus mais de 50 anos em exibição, Doctor Who trouxe consigo uma mitologia bastante vasta, com inimigos e amigos que sempre aparecem ao longo das temporadas, como os temíveis Daleks, arqui-inimigos declarados do Doctor. Além das personagens, a história sobre os Senhores do Tempo é, no mínimo, interessante: diferente dos seres humanos, os habitantes de Gallifrey tem dois corações. Devido a esta particularidade, Senhores do Tempo nunca morrem; eles se regeneram, ganhando, 52| zint.online

literalmente, um novo corpo. A ideia por trás dessa curiosidade veio, na verdade, de uma necessidade. Nos rascunhos originais de Doctor Who, essa questão da regeneração nunca esteve presente na narrativa. No entanto, a série começou a fazer um gigantesco sucesso, cada vez atraindo mais e mais público. Na época, no entanto, William Hartnell, o ator que fez o Primeiro Doutor tinha uma saúde bastante debilitada, forçando que ele tivesse que sair o programa. Como o cancelamento não era uma opção (afinal: $$$), os Se-

An (re)gene

nhores do Tempo vic ganharam Pela primeira v a habilidade, 50 anos de hi dando início a uma regeneração do uma polêmica vida longa e próspera whovians (fãs de ao Doctor. o público Desde então, o Doutor já passou por doze regenerações. Onze delas foram durante as temporadas seguintes da série, e uma durante um hiatus que aconteceu entre a série original e o seu revival, que na narrativa ficou conhecida como o War Doctor. Os primeiros oito Doutores estiveram na televisão até 1996; sete no programa (em 1989, a série foi cancelada em


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