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Passe no Garten e deixe sua beleza florescer. É diferente. É único. É seu. Lojas abertas de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos, das 14h às 20h. Praça de alimentação aberta todos os dias, das 11h às 23h. Av. Rolf Wiest, 333, Bairro Bom Retiro.

De segunda a sexta-feira, estacionamento gratuito.

www.joinvillegartenshopping.com.br 2

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EXPEDIENTE

www.revistaunit.com.br Diretores Guilherme Brum guilherme@revistaunit.com.br Tiago de Mello tiago@revistaunit.com.br Jornalista responsável Mário Sérgio Brum (DRT/SC 769)

CRÉDITO DE CAPA Modelo Bruna Vanzuita (DF Model) Foto Max Schwoelk Produção de moda Andressa Bebber e Lucimar Reinert Tratamento de imagem Rubens Borba Locação Confraria Club Look Luaruana

Editora chefe Ingrid Passos ingrid@revistaunit.com.br Redação Marjorie Caturani marjorie@revistaunit.com.br Colunistas Camila Rosano camilarosano@revistaunit.com.br Gustavo Piaz gustavo@revistaunit.com.br Hudson Passos contato@hudsonpassos.com.br Bruno Vinícius bruno@revistaunit.com.br Gisele Medeiros gisele@revistaunit.com.br Pedro Guerra pg@mostardafilmes.com.br Revisão Antônio Roberto Szabunia Fotógrafo Max Schwoelk fale@maxschwoelk.com Tratamento de Imagem Rubens Borba Diretor de arte Guilherme Brum Comercial Tiago de Mello Editoração Criacom Comunicação Impressão Tipotil Periodicidade Bimestral Distribuição Joinville Balneário Camboriú Contato Rua Max Colin, 1935 - América CEP 89204-635 - Joinville/SC (47) 3028 5850 contato@revistaunit.com.br

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Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da revista, sendo de inteira responsabilidade de seus autores. As informações contidas nos anúncios e informes publicitários publicados nesta edição são de total responsabilidade dos anunciantes, que responderão pela sua veracidade. É permitida a reprodução total ou parcial de reportagens e textos, desde que expressamente citada a fonte.

A revista Unit é consciente das questões ambientais e sociais, por isso utiliza papel produzido com madeira certificada FSC (Forest Stewardship Council) na impressão deste material. A certificação FSC garante que uma matéria-prima florestal provenha de um manejo considerado social, ambiental e economicamente adequado e outras fontes controladas.


INFORMATION +55 11 2928 - 1700

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ANO 2 - EDIÇÃO 9 - 2011 12 | INVENTE AQUI Entrevista 18 | DESCOBRINDO A MODA Fashion Trends 20 | DOENTE PELO SURF Ocean Side 22 | VENTOS Zeitgeist 26 | PARAQUEDISMO Esporte 28 | ÁFRICA In Out 30 | MY FAIR LADY Editorial 38 | A ARTE DO BEM Cooltura 40 | CÃES Comportamento 48 | MR. CATRA Sintonize 50 | EUROPA Dance Floor 52 | CLOSELY Pipoca 54 | WARM-UP E-music 56 | BROXAR Pergunta 57 | VERÃO 2011 Click Unit 62 | M-E-U-S SOBRINHOS Blá-blá-blá

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UNIT ON-LINE PARTY MONSTER Confira o vídeo teaser do clipe do grupo SevenLox filmados por Max Schwoelk na Moom Art’n Music em Joinville. O vídeo foi produzido pela Mostarda filmes. Fique ligado, mais informações na nossa página do twitter.

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DIRETO DO TWITTER @rafaschaldach A Edição esta ótima! Parabéns a equipe! @binhozitos Até parei um pouco para ler a minha @revistaunit curti a matéria do Mr Hudson Passos e a matéria sobre a Geração Y... Show de bola @nortonZMM @MOOMARTNMUSIC FANTÁSTICA | Parabéns @ revistaunit por mais uma festa de sucesso!!! @heylethicia @revistaunit valeeeu gente, a festa tava demaaais! SUCESSO! @andressalarsen Gostei do vídeo da @revistaunit @lethcarol MUITO BOA FESTA DA @revistaunit! o @maxschwoelk peerdeu! HAHAHA

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EDITORIAL

REFLETIR E

TRANSFORMAR Esta edição da Unit está num clima “vamos lá, que vai dar certo!”. Melhor assim. O ano começou atribulado para cariocas, árabes, japoneses e agora, mais do que nunca, isso tem de ser lema. Afinal, a gente nunca sabe o que pode acontecer, não é mesmo? “Ai, credo. Vira essa boca para lá”, ouvi em algum lugar. Não é ser pessimista, mas é ter a noção de que é difícil fugir ou escapar daquilo que desconhecemos. E por falar no por vir, apresentamos a você, leitor, nossa nova colunista, Gisele Medeiros. Publicitária com vasta bagagem sobre comportamento e consumo, ela nos brinda com um texto inaugural sobre o conceito Zeitgeist – espírito do tempo, que dá nome ao seu espaço. Como refletir sobre previsões, tendências, influências? Vale dar um pulinho e descobrir. Uma olhada rápida pela revista deixa à mostra nosso desejo de lhe deixar ideias interessantes para pensar e executar. Judith Butler (1996), filósofa pós-estruturalista, afirma que EDITORA CHEFE INGRID PASSOS 10

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os discursos (posições, pensamentos, representações) estão por aí: ”Eles se acomodam em corpos; os corpos na verdade carregam discursos como parte de seu próprio sangue. E ninguém pode sobreviver sem, de alguma forma, ser carregado pelo discurso”. Isso significa que, como diria sua avó, “cabeça não é só pra carregar cabelo”. Devemos portar nossas verdades e questionamentos como parte de nossa identidade e encarar novos discursos. E então, já teve uma grande ideia? É esse o questionamento da matéria que nos faz correr para a maleta de ferramentas e ver o que tem de bom por lá. Sabe aqueles inventores descabelados? Pois é, eles estão por aí e costumam publicar seus feitos na internet. Talvez não sejam tão descabelados assim, ou talvez sejam até carecas e você conheça algum. E por isso convido você a conhecer um cara que gosta mesmo é do tal Do it yourself, lema americano para consertar e inventar coisas. Nesse ritmo, o surfista Caetano Vargas

transformou um tratamento para bronquite em profissão. Vá para Ocean Side, confira a história dele e inspire-se! Em Fashion Trends você vai entender que negócio é esse de que talvez você use polainas com lurex. É, amiga leitora, a moda é cíclica e também se reinventa. Você não zoava a sua mãe porque ela usava as famosas calças “centropeitos”? Pois é. Acompanhe-nos em uma breve viagem pela retrospectiva da moda e não duvide de mais nada. Nesta edição, eu mesma quase fiz uma coisa que eu não colocava muita fé, mas sugiro que você leia e encare como uma excelente proposta, na página 26. Além de tudo isso, temos uma matéria especial sobre animais e seus donos, o espaço Cooltura, o Hudson Passos nos contando sobre sua vida na Irlanda, a coluna do Bruno Vinícius mais “cute” do que nunca, editorial de moda e muito mais. Não pule nenhuma informação, porque afinal você nunca sabe quando vai precisar.


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ENTREVISTA

UMA GRANDE

IDEIA Texto Marjorie Caturani Foto Max Schwoelk

Ele não é Thomas Edison, mas tem uma lâmpada como símbolo de sua invenção. Luiz Carlos Chaves Rocha nasceu quando a luz elétrica já existia. Mas, mesmo sem essa autoria, nada impediu que ele também deixasse o seu nome marcado na história, mais precisamente no mundo virtual.

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Você já teve uma grande ideia? O engenheiro da computação Luiz Rocha, 25, sim. Quando ainda estava na faculdade, ele precisou fazer um projeto envolvendo software e hardware. Viciado em internet e tudo que envolve esse universo, Luiz conheceu o site americano instructables que serviu como inspiração para o trabalho. Esse site tem como lema: Do it Yourself (Faça você mesmo). “Diferente do Brasil, os americanos têm o costume de fazer reformas e criações. Como lá não há muitos profissionais como marceneiros e pintores, a solução é comprar a tinta ou o material e fazer”, completa. Quando se deparou com o site americano, ele viu que as publicações só podiam ser postadas em inglês. Foi aí que percebeu a necessidade de um site brasileiro, onde os internautas pudessem postar suas invenções, sejam elas criativas, necessárias ou funcionais. Eis que nasce, em setembro de 2009, o site do Luiz: o “Invente Aqui”,

que nada mais é do que um portal onde as coisas mais malucas e interessantes são mostradas e explicadas, passo a passo. Seja um porta-revistas feito a partir de garrafa pet, seja ímãs de geladeira personalizados. Hoje, o site chega a ter dois mil acessos por dia, totalizando até 50 mil por mês. Mas a aptidão para transformar as coisas só se confirmou na faculdade. Isso porque, desde pequeno, Luiz se recorda de estar sempre mudando, mexendo e transformando. O site abriu links para o joinvilense, que tem o portal como hobby. E ele já colhe bons frutos da sua sacada. Em novembro de 2010, ele apareceu na revista Galileu num espaço voltado a criações inusitadas. Luiz recebeu a Unit em sua casa e, diante de seu fiel escudeiro (um Mac Book Pro), falou e mostrou o que faz. E também contou sobre o seu novo projeto e muito mais.

“O FATO DE TER SAÍDO NA REVISTA GALILEU FOI ÓTIMO. O SITE ACABOU ABRINDO PORTAS PRA EU PODER MOSTRAR O QUE FAÇO” COMO FOI O SURGIMENTO DO SITE? Quando tive que fazer um projeto no curso, pensei: por que não criar um site? Eu já estava no final da faculdade. Imaginei uma lâmpada como símbolo e registrei o domínio. Contratei um designer e um outro programador. Em seis meses, o site estava no ar. Eu sou um cara viciado em internet. Eu conheço tudo que é negócio na web. E essa coisa de pequenos negócios na web sempre me interessou. A internet é viral. ENTÃO, O SITE É UM HOBBY PARA VOCÊ? Sim, é um hobby. Como trabalho em outro lugar, não tenho tempo pra me dedicar a ele. Ainda não ganho com o site como eu gostaria. QUAL A DIFICULDADE? Pelo fato de no Brasil essa cultura de “Faça você mesmo” não ser tão forte, fica difícil traçar um plano de negócio, porque na verdade nunca se sabe se vai dar certo. É por isso que levo o site como um hobby. Aqui no Brasil faltam investidores. E é esse o risco que eu corro. Então, eu prefiro ir levando o meu trabalho e o meu hobby. E POR QUE FAZER UM SITE ASSIM? Porque lá fora, no instructables, tudo que é postado é na língua inglesa. E criando um site desse, aqui no Brasil, eu poderia colocar os meus projetos e os internautas poderiam compartilhar ideias criativas e úteis, também. VOCÊ TAMBÉM COSTUMA POSTAR ALGO? Quando encontro uma ideia massa, faço, mostro o passo a passo e posto. Mas o interessante é que outras pessoas possam mostrar a sua criatividade. VOCÊ SEMPRE FOI CRIATIVO? Sempre gostei de criar coisas. Se eu tinha um objeto que estava parado ou sem utilidade eu transformava em algo. Na infância, eu gostava muito de latinhas, materiais recicláveis. Até porque eu não tinha todo esse acesso à tecnologia (risos). QUAL A COISA MAIS MALUCA QUE VOCÊ CRIOU? A mais maluca foi o site (risos). Às vezes eu aprimoro o que encontro na internet. 14

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DE ONDE VÊM AS TUAS INSPIRAÇÕES? É da necessidade mesmo. Se eu preciso de alguma coisa, eu faço. Às vezes não é preciso comprar. E COMO FOI SAIR NA REVISTA GALILEU? A repercussão que teve foi muito boa. O fato de ter saído na revista Galileu foi ótimo. O site acabou abrindo portas para eu poder mostrar o que faço. É legal, porque ele fornece ideias que podem ajudar em algo no dia a dia das pessoas. AS REDES SOCIAIS TE AJUDAM NA DIVULGAÇÃO DO TEU SITE? Automaticamente, tudo o que é postado no meu site aparece no twitter. O próprio Google fornece essa opção. Na maioria, as buscas vêm do Google mesmo. Se a pessoa digitar a palavra “invente” no campo de busca do Google, a primeira opção é a do meu site. Ou se a pessoa digita, por exemplo, antena de TV, o meu site tem alguma invenção de como fazer uma antena e já aparece como uma opção também. E VOCÊ COSTUMA FAZER PROMOÇÕES NO SITE? Claro! As promoções são para atrair as pessoas. Foi feita uma pesquisa que diz que apenas 7% da web são colaborativos e os demais não colaboram com o site. Apenas leem as informações. Aí, no final do ano passado, coloquei uma promoção que a melhor invenção ganhava uma retificadora (furar, parafusar). Alguém viu e mandou o endereço do meu site para o programa Olhar Digital, da Rede TV. Nesse dia o site teve 7 mil acessos. O site saiu do ar (risos). MAS VOCÊ TEM OUTROS NEGÓCIOS OU SÓ O “INVENTE AQUI”? Tenho sim. Daqui a três meses vou abrir um site novo, chamado “Bate meu preço”, que é um serviço que ajuda você a economizar nas compras. Os preços são inseridos por usuários e quando fazem pesquisas são validadas e inseridas no nosso banco para que sirva como informação para pessoas que buscam o mesmo produto utilizem essa informação. O objetivo é que todos economizem juntos. É um site de busca de preços “colaborativo”, onde quem fornece a informação é o usuário, no momento que ele faz a busca, seguindo a ideia de crowd sourcing. Quer saber mais sobre o site? Então acesse: www.inventeaqui.com.br


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1 - Leonardo C. Rocha (irmão), Luiz Carlos Rocha (pai), Luiz Carlos C. Rocha e Cleusa C. Rocha (mãe); 2 - Luiz com seu pai e irmão; 3 - Luiz comemorando seu aniversário de 3 anos; 4 - Luiz com sua mãe e irmão; 5 e 6 - Fotos para a revista Galileu.

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INVENTANDO

DESIGN

Que tal reunir vários designers para inventar objetos de grande ou nenhuma utilidade? A Fred e friends faz isso e com muito bom gosto. Colheres baquetas

Gelo em forma de dentadura

Garrafa dentro do copo

Protetor de mão

Colher-garfo

Porta-retratos de varal com passarinhos

Porta sal em forma de boneco de neve

Copo com nariz e bigode

Caneca de café com medidor de temperatura

Conheça todo o catálogo em: www.worldwidefred.com 16

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Pilates eu elo s mit: tudo p Sum na

be m-e star.

Para mais informaçþes sobre as aulas, acesse www.summitfitnesscenter.com.br ou entre em contato pelo telefone (47) 3025.2009.

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FASHION TRENDS

DESCOBRINDO A

MODA

Foi por registros em vasos, pedras e paredes que se constatou que o uso de roupas na pré-história possuía apenas funções de proteção contra os fatores naturais, principalmente o frio. A evolução desses trajes feitos a partir de peles de animais, ocorreu de forma natural e óbvia: os caçadores sentiram a necessidade de adaptações para a melhora dos movimentos, e surgiram então a cava e o decote. Assim, ao longo da história, e a partir de necessidades físicas, o vestuário nasceu e permaneceu. Hoje, nos vestimos para revelar o nosso perfil, retratar uma classe social, impressionar, influenciar e, assim como os primitivos, nos proteger contra estes tais fatores naturais. Para entender o que se cria hoje, é necessária uma leitura básica em história e POR CAMILA ROSANO 18

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ter o conhecimento de moda do que se vestia nos anos 20, 50, 70 e 90. Afinal, é através dessas décadas que vivemos hoje: dentro de um supermercado de estilos. Coco Chanel, lendária estilista francesa dizia: “Sou contra a moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora, só porque é primavera.” Poderíamos usar como referência esta frase dita por uma mulher à frente de sua época, afinal, vivemos hoje em sintonia com as mudanças, e em ciclos ditados por tendências. O que se usava há 30, 40, 50 anos, observamos nas passarelas atuais, sendo usado como fonte de inspiração para a criação de coleções. As vestimentas das décadas passadas nos mostram o que de melhor acontecia em seu contexto

histórico. Um exemplo: nos anos 70 o mérito foi para o novo estilo de vida dos jovens que, com suas calças jeans boca de sino, rendas e estampas florais, conseguiram marcar a volta da preocupação com a natureza, o romântico, a paz e o amor, em contraponto à década anterior, em que a jovem geração “sessentista” ostentava uma rotina cheia de consumo, roupas e objetos. Os tecidos mudam, os comprimentos se alternam, as formas se deformam e assim por diante. Considero este o grande desafio da moda: acompanhar as mudanças de costumes, resgatar o passado e criar o novo. Imagino que o futuro da moda seja este uso contínuo de lembranças do que já foi, sendo unido às inovações tecnológicas têxteis. É o que nos espera.


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OCEAN SIDE

DOENTE PELO SURF O que uma bronquite alérgica tem a ver com o surf? Bom, Caetano Vargas foi apresentado ao esporte devido à doença.

Nome: Caetano Vargas Idade: 23 anos Patrocinadores: Oceano Surfwear, Banana Wax Acessórios, Freesurf Wetsuits, Index Krown Surfboards, Andrai Pilates e Marcelo Amin Academia. Prancha Favorita: Index Krown 5’10, prancha que venceu WQS Maresias. Pico favorito: Terceira Pedra, Itapoá. Viagens: Chile, Costa Rica, Fernando de Noronha e, até o fechamento desta edição, Califórnia e Havaí. 20

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Esquerda: passeando por dentro da Cacimba do Padre. Direita: voo noturno em Noronha

O então garoto de Rolândia-PR havia se mudado para Itapoá-SC, com 10 anos de idade, e naquela época ainda não havia escolas de natação na cidade. Com a ajuda de amigos da família, que o incentivaram a ir para o mar, Caetano começou a surfar para amenizar problema de saúde, pegou gosto pelas ondas e, de repente, o esporte havia se tornado sua profissão e o que mais gosta de fazer. O surfista conta que começou a praticar em Itapoá, no pico da Terceira Pedra. Antes de se tornar profissional, participou de praticamente todos os eventos amadores do Brasil. Entre seus títulos amadores mais importantes estão: campeão paranaense iniciante, mirim e junior, campeão pan-americano por equipes e sétimo lugar individual na categoria Open em 2005 e campeão da etapa da Ilha do Mel do Rip Curl Grom Search, um dos campeonatos amadores que mais revelam futuros profissionais do esporte. Após excelentes resultados, o atleta resolveu se profissionalizar em 2005. Em 2010, Caetano já estava participando há algum tempo de circuitos regionais, nacionais e internacionais, porém este ano foi especial para ele. Entrou 2011 treinando forte, dentro e fora da água, para conquistar os melhores resultados em todos os campeonatos de que participasse. “Graças a Deus eu consegui meu melhor resultado em um WQS e ainda fiz parte do circuito SuperSurf Internacional!”, conta empolgado. “Eu procuro treinar na Joaquina todos os dias, local onde moro atualmente, e ainda faço treinamentos na Academia Marcelo Amin e pilates no centro Andrai Pilates. Com certeza essa junção de treinamentos, muito foco e uma boa preparação psicológica foi o que me possibilitou vencer o WQS SuperSurf Internacional em Maresias-SP”, explica o surfista.

Segundo o atleta, a vitória nessa etapa do WQS foi muito emocionante, pois foi a primeira na divisão de acesso do circuito mundial. Porém, Caetano procura não pensar na pressão por resultados similares ou melhores no ano de 2011. Ele conta que vai participar de todos os campeonatos com o mesmo foco e vontade de vencer, transformando suas conquistas em pontos positivos para entrar nas baterias confiante. Ele já viajou a diversos lugares para aprimorar o surf, como Costa Rica, Chile e Peru, e tem data marcada para passar alguns meses na Califórnia e Havaí. O surfista revela que as viagens que mais curtiu foram para a Costa Rica e para o Chile, onde o visual é incrível e as ondas são de muita qualidade. E afirma que é importante ter os amigos do lado numa viagem: “Graças a Deus tive a oportunidade de compartilhar momentos como esses com meus amigos. Em janeiro, estava no Chile com o Rafa e o Renan de Itapoá e o Petterson Thomaz de Joinville. Garantia de bons momentos e altas ondas”. Para a temporada de 2011, Caetano Vargas espera viajar o máximo possível para evoluir no surf, principalmente em ondas grandes, e conquistar vitórias no circuito catarinense profissional e no circuito SuperSurf novamente. Além, é claro, de sagrar-se campeão brasileiro, sonho do atleta.

POR GUSTAVO PIAZ FOTO MARCIO DAVID (www.marciodavid.com.br) revistaunit.com.br

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ZEITGEIST

PARA ONDE LEVAM OS

Ventos

Filmes, músicas, games, notícias e aplicativos surgem de todos os lados e trazem o buzz do momento. Mas será que no meio de tanta informação é possível dar um passo atrás e perceber para onde estes ventos nos levam? Ser estrangeiro do nosso próprio tempo e observar aquilo que os olhos acostumados não veem? Esta é a proposta deste novo espaço na Unit, chamado Zeitgeist. O termo alemão significa espírito do tempo, ou seja, a sensibilidade que caracteriza uma época. Aqui falaremos de consumo, comportamento, comunicação, moda e tudo mais que de certa forma influencia nosso jeito de viver. E para começar, nada melhor que falar da queridinha da inovação, já quase gasta pelo frequente uso nos dias de hoje: a tendência. Decifrá-la certamente não é tarefa fácil. Como ironicamente disse Alvin Toffler, futurisPOR GISELE MEDEIROS 22

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ta norte-americano, “É muito difícil fazer previsões, especialmente em relação ao futuro”. Isto porque, tendência é aquilo que está por vir, é diferente da moda, que acontece agora. É tarefa para especialistas, exige metodologia, repertório e observação constante. Mas assim como fumaça indica fogo, a evolução dos valores e as mudanças numa sociedade também podem ser percebidas pelos seus sinais. Podem ser estilos de música, valores, formas de se vestir, mudanças políticas ou sociais. Todo este conjunto vai se somando até dar corpo a uma tendência, que pode ser macro ou micro. As primeiras são construídas ao longo de muitos anos, têm grande impacto em várias esferas e, realmente, mudam o nosso jeito de viver e de ver as coisas, como a sustentabilidade, por exemplo, que transformou nossa maneira de consumir e planejar o futuro.

As macro-tendências são ainda muito úteis para nos dar pistas sobre os modismos que estão por vir. Perceber esta brisa leve que logo se transformará num vendaval é um trunfo poderoso. Assim, como micro-tendências, poderíamos citar tudo aquilo que a moda considera hype, ou, por exemplo, a mania por cupcakes, frozen yogurts e até mesmo os famigerados adesivos de famílias que passeiam nos nossos carros. Refletir sobre o que veio para ficar e o que está de passagem faz parte da leitura dos sinais. Certamente não é ciência exata, mas quanto mais observamos e tentamos fazer relações com o que já vimos no passado, mais nos tornamos antenados com o que está por vir, seletivos em relação ao que recebemos e, por que não, preparados para soprar novos ventos.


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ESPAÇO PIMENTA ROSA - MODA CULTURA E ARTE

Jaqueta Mob R$ 399,90 Regata Paetê Mob R$ 279,90 Jegging Iódice R$ 179,90 Sapato Osklen R$ 347,00

Básica Mob R$ 139,90 Trench Coat Iódice R$ 369,90 Saia Onça Iódice R$249,90 Sandália Iódice R$ 349,90

TURQUESA

Vestido Iódice R$ 199,90 Short Jeans Iódice R$ 219,90 Sandália Iódice R$ 349,90

Modelo Micaela Silva (DF Model) Foto Max Schwoelk Maquiagem Alana Onofre Tratamento de imagem Rubens Borba Produção de moda Taisa Niemeyer


Blusa Alphorria R$ 319,90 Short Cholet R$ 269,90 Bota Cano Curto Alphorria R$ 479,90

Para marcar esta coleção, a Pimenta Rosa escolheu a cor AZUL TURQUESA, também conhecida com AZUL TIFFANY, por representar a cor da joalheria de luxo mais famosa do mundo.

Vestido Camurça Iódice R$ 289,90 Cinto Iódice R$ 169,90 Bota Alphorria R$ 469,90

Turquesa significa “pedra turca”, pois era levada pelos turcos para a Europa, e é conhecida até hoje como a pedra da SORTE. Unindo Luxo, Sofisticação e Sorte, a Pimenta Rosa inova, trazendo

Vestido Cholet R$ 399,90 Bota Alphorria R$ 469,90 Meia Fio 80 Preta R$ 39,90

o Azul Turquesa para sua fachada, em sinônimo de glamour, e desejando sorte a suas clientes, pois para a Pimenta Rosa, as clientes são a peça mais importante de todas as coleções.

Onde encontrar as peças: Loja Pimenta Rosa • Rua Max Colin, 764 • América • 47 3028-5442 / 3028-5542 Horário: Segunda a sexta das 9h às 19h e sábado das 9h às 13h • Amplo estacionamento.


ESPORTE

O DIA EM QUE EU Nテグ SALTEI DE PARAQUEDAS Texto Ingrid Passos Foto Vertical Speed

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Esquerda: Rafael, Ingrid e Marcelo prontos para saltar. Centro: hora do embarque no Cessna 182. Direita: salto duplo instruído por Marcelo Ricci

Ser radical é muito relativo. Para alguns, pode ser mudar o topete usado desde a quarta série, ou quem sabe arriscar deixar o macarrão instantâneo cinco minutos no fogo, em vez de três. Para outros, ser radical é ir a parques de diversões e desafiar seus medos de altura, velocidade, animais e assombrações. Mas existe outra turma que sente adrenalina ao desafiar a natureza e suas leis. E ser radical pode ser tudo isso mesmo, afinal, é estar distante do que é considerado normal ou natural, mesmo que seja para a própria pessoa. E eu quase radicalizei. Fui para Governador Celso Ramos, município a 30 km de Florianópolis. Às oito e meia da manhã cheguei à Vertical Speed, clube e escola de paraquedismo. Rafael Pinheiro, 28, praticante de paraquedismo desde 2007 e com mais de cem saltos contabilizados, recepcionou minha chegada. “Não sei se tenho sorte ou azar de ter sido designada para esta matéria”, confessei. E ele me respondeu que com certeza era sorte. Logo fui entender o porquê. Marcelo Ricci, 36, proprietário da escola, tem “apenas” 21 anos de experiência. Campeão brasileiro, catarinense, paranaense, gaúcho, sul-americano, recordista, participante de World e Euro Cups, piloto e por aí vai, ele já passou dos cinco mil saltos. Quando me encontrou, perguntou: “E aí, quem é a minha vítima?”, seguida de uma sonora gargalhada. O clima naquele dia estava totalmente imprevisível. Quando cheguei ao aeroporto,

o céu nublado contrastava com espaços de azul brilhante, dando indícios de que o sol queria dar as caras. Enquanto isso, Ricci e os demais instrutores organizavam o material que iria ser utilizado e as outras pessoas reforçavam o café da manhã na lanchonete instalada no local. Rafael já estava inquieto e ansioso por realizar mais um salto. Ele conta sua primeira experiência: “Quando abriu a porta do avião e entrou aquele vento gelado, a mão começou a suar, a boca ficou seca, deu um frio no estômago e o olhar ficou perdido. Aí veio aquela pergunta que não cala: O que estou fazendo aqui? Logo após saltar do avião, a resposta veio com outra questão: Por que não fiz isso antes?” Até hoje Rafael sente esse friozinho na barriga e explica que, mesmo que vá diminuindo com o tempo, é fundamental para que a “brincadeira” tenha graça. E gostou tanto de estar nas alturas que pretende participar de um campeonato em outubro e, para isso, tem nos planos uma viagem aos EUA para treinar com os melhores skydivers do mundo. Por volta de meio-dia, Marcelo chamou os interessados em embarcar no avião que decolaria em breve. Tivemos um mini-curso sobre técnicas de segurança e um boneco articulado de madeira nos mostrava como deveríamos nos portar em todos os momentos. Segundo ele: “As pessoas ficam preocupadas se entrarão em pânico lá em cima, se ficarão com medo, se vai ser ruim... Mas na

verdade, o que acontece é uma surpresa. Sentem-se tão bem que na hora não acontece nada disso”. E se é assim, o jeito é confiar! Outro ponto que o atleta acredita gerar preconceito de leigos é com respeito ao avião. A escola tem dois monomotores Cessna 182 que comportam até cinco pessoas, mais o piloto. “Por ser pequeno, chamam-no erroneamente de teco-teco, mas é um avião de alto desempenho e extremamente seguro”, defende Marcelo. Vesti meu macacão e equipamentos e embarquei com meus colegas de salto no monomotor. Ele pegou velocidade e quando percebi, já estava lá em cima. Meu salto seria duplo, ou seja, Marcelo me acompanharia em todo o trajeto. Nessa modalidade, os saltos são de 10 mil pés (três mil metros) de altura. A curiosidade me fez esticar o pescoço pela janela e eu só confirmei: tive muita sorte de estar ali! A vista da cidade e das praias da região é espetacular. Valeu todo o tempo de espera. Quando já estávamos lá em cima, Marcelo observou uma formação de nuvens suspeita. Para minha tristeza, era uma chuva vindo em nossa direção. A vontade era de ter dito: “Tem problema, não. Não sou de açúcar”, mas a prudência do instrutor evitou um salto conturbado. Ele orientou o piloto a retornar para a base e lá fomos nós. Quando pousamos, a chuva já estava por lá. Dessa vez só radicalizei pela metade, mas saí de lá com a promessa de retornar e radicalizar o restante!

Onde praticar: Vertical Speed, clube e escola de paraquedismo. Como chegar: Em Governador Celso Ramos, pela SC-410, entrando na rua de um posto de combustíveis desativado. Há sinalização. Respostas para dúvidas frequentes, fotos, valores e muito mais em: www.verticalspeed.com.br revistaunit.com.br

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IN OUT

Gisele no Lion´s Head, em Cape Town, ao lado da Table Mountain

NO MUNDO

SELVAGEM Giuliano Vicente e Gisele Medeiros resolveram explorar a África do Sul. E em meio a leões, elefantes e outros predadores que qualquer humano ficaria assustado só de imaginar, os aventureiros não hesitaram em escolher passar um mês num país onde a aventura é peça chave do roteiro. Texto Marjorie Caturani Foto Arquivo pessoal

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Ao contrário de que se pode pensar, a África vai além do mundo selvagem. Os dois se surpreenderam quando chegaram por lá. “Nós temos aquelas imagens pré-concebidas dos lugares, e imaginávamos um lugar selvagem, sem infraestrutura, mas ao chegar lá, encontramos uma segunda Europa”, recorda Gisele. Diferente do que pensavam que iriam encontrar, Giu e Gisele se depararam com uma África, mais especificamente Cidade do Cabo, limpa e bonita. “O mais bacana de tudo é que lá é uma metrópole, com tudo o que uma cidade grande tem, mas ao mesmo tempo cercada de uma natureza estonteante, maravilhosa. Estávamos sempre rodeados de montanhas e mar, paisagens sempre de tirar o fôlego. Lembra muito o Rio de Janeiro neste sentido”, compara Gisele. O casal estudava inglês há um ano e decidiu viajar e colocar em prática o idioma. “Quería-

mos este desafio, saber se conseguiríamos nos virar com o nosso inglês e realmente fazer uma imersão nesta língua”, conta Gisele. Outra motivação foi o primeiro aniversário de casamento dos dois. O preço para ir para a África era mais acessível comparado a outras viagens, e isso também influenciou na escolha. Fazer turismo e praticar a língua inglesa permitiu a eles participar o dia a dia da cidade. “Optamos pela residência estudantil. A preferência foi superacertada, porque moramos por um mês com jovens de todas as partes do mundo, uma troca cultural muito bacana, sem monotonia. E tudo isto alinhado com os programinhas de casal, afinal estávamos comemorando nosso aniversário”, lembra Gisele. Eles alugaram carros nos finais de semana para conhecer o interior do país. “O trânsito era tranquilo, as estradas boas e a infraestrutura, ótima”, lista Giu.

SAFÁRIS O lado aventureiro do casal foi comprovado. Como se não bastasse um, eles fizeram dois safáris. “Atrapalhamos um momento de amor de um casal de elefantes, que ficou furioso e correu atrás do nosso jipe, assim como uma leoa e um búfalo que também não foram muito amigáveis”, ri Giu. Entre tantos momentos inesquecíveis, o casal destaca o de poder tocar nos animais. Alguns deles como os guepardos, conhecidos como cheetas. “Também pude segurar uma cobra gigante, e como mostra a foto, podese ver como a Gi participou desse momento com coragem”, ri o marido. Se você quer ir para África do Sul, mas quer ficar longe do mundo selvagem, a dica do casal é conhecer uma região linda de vinhedos, que fica perto da Cidade do Cabo.

Esquerda: Cape Point, próximo ao Cabo da Boa Esperança. Centro: santuário dos cheetas. Direita: Garden Rout safari

TURISMO NA CIDADE, POR GIU E GISELE Table Mountain: um teleférico com piso giratório nos leva a mais de mil metros de altura, para o topo da Table Mountain. Lá de cima, uma vista espetacular de toda a cidade nos espera, além de café, restaurante e loja. Foram quatro horas de caminhada e vistas incríveis. Victoria & Alfred Waterfront: este lugar, cheio de restaurantes, bares, shoppings e lojas de produtos locais, abriga também o Two Oceans Aquarium. Simplesmente adoramos este passeio e nos impressionamos com o tamanho dos peixes, moreias, arraias e tubarões. Neste aquário dá para mergulhar num tanque gigante com tubarões e ainda tomar

um café da tarde num deck onde descansam os leões marinhos. Riviera da Cidade do Cabo: como é conhecida pelas mansões construídas em suas encostas, guarda praias belíssimas, como Clifton, Camps Bay e Llandudno, esta a mais bela de todas. Todas de água cristalina e geladíssima. A montanha Twelve Apostles e Lion’s Head tornam tudo ainda mais bonito. Robben Island: é de lá que se tem as melhores vistas da Cidade do Cabo. Foi ali também que Nelson Mandela ficou preso por dezoito anos. Quem nos recebe para uma visita guia-

da e nos conta toda a história desta prisão, hoje um museu, é um preso político da época, o que torna o aprendizado sobre a história da África ainda mais marcante. Perto da cidade: Cape Point, ou Cabo da Boa Esperança, lugar maravilhoso, vista inesquecível. Lá vimos muitos babuínos, inclusive invadindo a rodovia. A estrada para a Península do Cabo (Chapman’s Peak) é panorâmica, cortando rochedos com vistas magníficas para o mar. Começamos o passeio por Hout Bay, passando pela colônia de pinguins em Boulders e finalizando com um almoço na encantadora Simon’s Town. revistaunit.com.br

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MY FAIR LADY Em uma viagem aos românticos musicais da Broadway, a Luaruana traz a feminilidade à tona neste inverno. Cintura marcada, rendas, filetes, babados, cortes arredondados, mangas bufantes, peças tradicionais e clássicas. Tudo isso através de uma releitura mais sensual, moderna e ousada, representada pelas peças de silhueta ajustada e materiais sintéticos.

Modelo Foto Maquiagem Produção de moda Tratamento de imagem Locação Onde encontar

Daiane Hoepers e Bruna Vanzuita (DF Model) Max Schwoelk Alana Onofre Andressa Bebber e Lucimar Reinert Rubens Borba Confraria Club Jhope BoardShop - (47) 3029-2904 ou 3029-3904 www.jhope.com.br - contato@jhope.com.br


Saia de Couro Luaruana R$ 147,90 Body Luaruana R$ 173,90 revistaunit.com.br

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Camisete gola padre Luaruana R$ 195,90 Calรงa jeans pantalona Luaruana R$ 209,00


Jaqueta de L達 Luaruana R$ 343,90


Sobretudo Jeans Luaruana R$ 297,00


Jaqueta de veludo cotelê Luaruana R$ 305,90 Calça de veludo Cotelê Luaruana R$ 255,90


Saia de Chloe Luaruana R$ 151,90 Camisete princesa Luaruana R$ 173,90


Trench Coat Luaruana R$ 349,90


COOLTURA

A ARTE

DO BEM Texto Marjorie Caturani Foto Eduardo Matheus

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“Alguns dizem que grafite é sujar, outros dizem que é expressar. Cada um tem sua ótica, mas todos têm o intuito pessoal de mudar algo que se acredita estar errado” Há três anos grafitando, o estudante de design Daniel Gomes, 23, também faz parte de um grupo que customiza roupas: a Hommies Crew. São quatro artistas que se juntaram para trabalhar desde ilustrações a mão em camisetas, até pintura de ambientes. “Tudo que der para ser pintado a gente faz”, diz. O contato com o desenho e o interesse em querer saber mais sobre o grafite fez com que ele se aprofundasse. Em novembro de 2010, Daniel foi para Nova York buscar referências artísticas. Ficou até fevereiro deste ano e agora retorna para NY, onde pretende ficar até março de 2012. “Por ser uma cidade de imigrantes, acaba reunindo centenas de culturas diferentes, fazendo com que o meio tenha que se adaptar a todas. O resultado é uma explosão cultural,

um ótimo lugar para quem é artista, apesar da concorrência”, analisa. Para o estudante, entre o Brasil e os Estados Unidos há semelhanças em relação à qualidade e volume de trabalhos, já que NY foi um dos berços do grafite. “Alguns dizem que grafite é sujar, outros dizem que é expressar. Cada um tem sua ótica, mas todos têm o intuito pessoal de mudar algo que se acredita estar errado”, explica. A maioria das retratações feitas por Daniel são imagens de mulheres, que, segundo ele, são mais expressivas e emocionais quando comparadas aos homens. Apesar de enfrentar preconceito, assim como a grande maioria dos movimentos artísticos, o grafite, para ele, veio como forma de expressão da contracultura.

HOMMIES CREW É a partir do grafite, estêncil, canetas e fotografias que os artistas gráficos dessa comunidade desenvolvem os seus trabalhos. Recentemente, o grupo fez uma ação voluntária, na qual crianças do bairro Morro do Mocotó, em Florianópolis, puderam observar de perto um pouco dessa arte. “Todas as nossas ações voluntárias envolveram crianças. Elas passam sempre muita energia, ao contrário de outros serviços que são estressantes”, explica. Acompanhe o trabalho desse grupo pelo site: http://hommies.tumblr.com/

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COMPORTAMENTO

CARA DE UM, FOCINHO DE OUTRO Texto Lygia Veny Casas Foto Max Schwoelk Tratamento de imagem Rubens Borba

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Segundo bibliografias, os cães domésticos surgiram no continente americano e tiveram como predecessor o Canis familiaris, o “cão pastor” que, após várias seleções e cruzamentos casuais, deu origem à espécie atual. Segundo o livro “Como Adestrar e Cuidar de seu Cão”, o chacal é seu ancestral. No início do relacionamento entre humanos e cães, por volta de 10 mil anos a.C., os animais seguiam as pegadas humanas em busca de comida e, como conseguiam se manifestar rapidamente à presença de alguma ameaça, os humanos entenderam a credibilidade canina no quesito guarda e segurança. Com o tempo, os humanos os perceberam como excelentes companheiros e por isso, até hoje, escutamos que o cão é o melhor amigo do homem.

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Ariane Souza Pereira, 21, estudante de Jornalismo, é uma moça aparentemente tímida. O jeito meigo e discreto dá a impressão de ser uma pessoa de poucas palavras. Mas em alguns minutos Ariane se solta. Ela fala, fala e fala. Conta mil peripécias de Nikki, sua vira-lata de 5 anos, usa gírias em suas narrativas e se mostra muito afetuosa quando fala da cadela. Nikki é uma vira-lata rechonchuda, com quase 9 quilos, dona de uma feição como daqueles cachorrinhos que caíram da mudança. Em especial, quando está deitada em seu travesseiro, debaixo da mesa de vidro da sala, observando a conversa. Ela fica quietinha, com as orelhas baixas, apenas nos olhando enquanto conversamos. A estudante de Jornalismo se mostra dona de uma personalidade forte, com opinião formada ao falar sobre os cuidados com cachorros. Ela conta que, certa vez, flagrou um vizinho de sua avó maltratando o próprio cachorro. Inconformada com a agressão, pediu ao vizinho que desse o animal para outra pessoa, já que não gostava do bichinho. Ele, sem remorso, o entregou para Ariane, que arrecadou dinheiro, levou no veterinário e conseguiu um novo lar para o cãozinho. Ao falar sobre maus-tratos aos animais, Ariane muda o tom da voz. É impositiva e gesticula firmemente com as mãos. Alguns instantes de silêncio. Enquanto anoto algumas informações, Ariane retoma a serenidade e cita a frase de Saramago: “Pena que os cachorros vivam pouco para o amor que temos”.

VIRA-LATA A personalidade de Ariane e Nikki se assemelha em relação à postura com os outros. Ariane e Nikki pareceram, num primeiro momento, tímidas e calmas. Mas no decorrer da entrevista, ambas mostraram personalidade forte e impositiva em alguns momentos. Com a Nikki, a dinâmica da casa é bem definida: o pai de Ariane é quem dita as regras, portanto é o mais respeitado pela cadela, a mãe é a quem recebe carinho incondicional, pelo fato de ficar grande parte do tempo com a vira-lata, e Ariane é como uma irmã mais velha. Após uma hora de conversa, Ariane nos acompanha até o elevador. Nikki nos leva até a porta e por lá fica. Olha para nós duas e abana suavemente o rabo e não late. Acho que era um tchau. 42

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CATTLE DOG Guilherme Felipe Sardagna Maiochi, 21 anos, estudante de Administração, conta que Coca é uma cadela tranquila. Ela foi o último cachorro adquirido entre os quatro que tem: dois border collies e um labrador. O primeiro deles foi o labrador, um cachorro de porte grande e agitado, que Guilherme não conseguia levar para os lugares que frequentava. Coca continua deitada no chão. Até o momento, nada de latido, grunhido ou coisas do tipo. O pelo manchado em tom marrom, bege e branco, e o rosto comprido dão a impressão de ser vira-lata. Particularmente, se eu a visse na rua pensaria isso

e nem imaginaria que era uma raça de fazenda, a australian cattle dog. A sintonia entre os dois é nítida. Coca esboça reação somente ao ouvir Guilherme, que me garantiu não ter adestrado a cadela, apenas ter ensinado algumas coisas como deitar, dar a pata e sentar. Durante a entrevista, ele responde apenas o necessário e não entra em muitos detalhes nas respostas e assim como ele, Coca é comedida. Ambos agem com simpatia e são receptivos. Guilherme me parece disciplinado e objetivo, comportamento que se refletiu na educação de Coca. O estudante de Administração diz que a cadela é muito teimosa,

em especial em ambientes com cavalos. “Ela se transforma e não parece a mesma que está aqui. Coca nasceu com o instinto muito forte e meu trabalho é fazer ela se segurar”, Guilherme comenta sorrindo. Ele conta que ao participar de em uma competição de hipismo, durante a prova. Coca saiu correndo em sua direção e, sem perceber, passou por cima dela com o cavalo. “Achei que tinha matado a Coca. Ufa, ainda bem que foi só um susto e ela não se machucou”, explica aliviado. A companheira de quatro patas adora brincar de bolinha com seu dono e, sempre que pode, Guilherme a leva para passear na fazenda. revistaunit.com.br

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PUG Leila Cristine Luchtenberg, 23, estudante de Arquitetura, não está em casa no horário combinado para a entrevista. “Logo ela chega. Deu uma saidinha, mas já volta. Entrem”, convida o irmão da entrevistada, Jeferson Luchtenberg. O curto caminho do portão até a entrada foi suficiente para notar a movimentação na casa. Além de mim, outros visitantes no local. O entra e sai de pessoas deixa a cadela agitada. O nome dela é Princess Consuela Banana Hancock, vulgo Consuela, uma pug de quase 2 anos. Leila a ganhou de uma amiga com a condição de dar esse nome à cadela, devido 44

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ao seriado Sex In The City. Ela geralmente fica dentro de casa, pois desde pequena foi acostumada a acompanhar o dia a dia da família. Consuela é barulhenta para respirar, característica típica da raça pug. Fica extremamente agitada quando entro na sala e começa a fazer grunhidos. Jeferson nos convida para sentar à mesa e se dispõe a dar informações até que Leila chegue. A cadela é dona de um corpo gordo e de uma expressão facial engraçada. Os olhos parecem esbugalhados, o rosto é amassado, cheio de dobrinhas, e a região do focinho e boca é preta. Típico da raça. Consuela é cari-

nhosa, sentimental, não é acostumada a ficar sozinha e não reage bem a essa situação. A porta da sala se abre bruscamente e Consuela late. Era Leila entrando na casa. Ela conta que a cadela é birrenta quando não fazem o que ela quer. “Parece com alguém que eu conheço”, diz a mãe de Leila, numa rápida aparição na cozinha. Leila explica que não tinha afinidades com essa raça canina. “Nunca imaginei que teria uma pug. Sempre achei horrível esse cachorro de cara achatada. Mas quando ela chegou aqui em casa, me apaixonei. Não vivo sem a Consuela”, afirma Leila.


BULL DOG

André Campos, 24, estudante de Direito e professor de jiu-jitsu, é um cara que curte cachorros, tanto que acabou virando criador de bulldogs ingleses. André me convida para sentar à mesa, enquanto organiza uma pequena bagunça no local. Notebook, cadernos e caneta. Em poucos minutos, entra na sala o cachorro mais mal encarado que já vi na vida. E olha que eu tenho um rottweiler... Esse é o bulldog Make. Os olhos são quase esmagados por tanta pele, as dobrinhas começam na cabeça e param perto da boca, formando duas grandes bochechas caídas e imponentes. As orelhas são pequenas, com uma leve dobra. O focinho é desproporcional ao formato do rosto e a boca também o acompanha nessa simetria desregulada. Não existe “lábio” superior, apenas um contorno preto indicando que ali tem uma boca e quando está aberta, é

possível ver pequenos dentes da arcada inferior, que dão ainda mais charme à expressão mal humorada de Make. Sem contar no tamanho do cachorro... Ele é de baixa estatura, patas curtas e bem encorpado. Percebendo uma agitação na sala, o pai de André senta-se conosco na mesa. Ambos falam pausadamente, gesticulam suavemente com as mãos e explicam os detalhes das histórias com pitadas de técnica de cuidados com cães. Bem coisa de criador. Eles explicam que o primeiro bulldog foi o Bóris, depois vieram o Make, a Megg e a Angel. Os outros dois são filhotes que serão vendidos. Enquanto o pai de André explica o surgimento do canil, André acaricia Make, que está deitado no chão. Aproveito para questioná-los sobre o comportamento de Make. “Ele é tranquilo, pena que é mui-

to preguiçoso, igual ao meu pai”, André comenta rindo e olha para o pai, que complementa a falta de resistência do cachorro em fazer exercício. Ele explica que os bulldogs são calmos e companheiros, apesar de teimosos, e não sobrevivem por conta própria. Tento me aproximar de Make. Ele ainda está deitado no chão e, dessa vez, me deixa passar a mão em sua cabeça sem fazer bagunça. O pêlo é macio e brilhoso. A respiração é quase ofegante, o que me faz lembrar da pug. Até que eles têm algumas coisas semelhantes... O focinho e as dobras se parecem. Chego ao final da entrevista e concluo que tanto André como Make são na verdade pura aparência. André é um cara simpático e calmo, completamente ao contrário do estereótipo de lutador, e Make é carinhoso e sem noção de seu tamanho. revistaunit.com.br

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YORKSHIRE

Avisto de longe uma bela moça, cabelos castanhos claros bem lisos e amarrados, calça jeans, camisete, sapatilhas e bolsa Louis Vitton, traje clássico, estilo moça de família. Em seus braços, uma yorkshire fora dos padrões da raça, no quesito peso e altura, com laços na cabeça. Lúcia Helena Ferretti, 22 anos, é dentista e dona de Cher, a yorkshire mais pesada que já conheci para seus apenas 4 anos de idade. Enquanto sentávamos em um banco no Centro Comercial da Expoville, Lúcia explicava que, após a morte da poodle de 11 anos que tinha antes, não quis ter outro cachorro. Mas acabou ganhando a yorkshire de uma amiga. Cher é companheira e muito carente. “Ela é uma sombra. Por onde andamos em casa, ela vai atrás e às vezes, temos que cuidar para não pisar nela ou tropeçar”, comenta Lúcia. A dentista costuma carregar a yorkshire para todos os lugares. A parceria entre Lúcia e Cher inicialmente não agradou seu atual namorado, que não era acostumado a dividir a atenção da namorada com um cachorro. “Com o tempo ele se acostumou e entendeu que a Cher faz parte da família”, explica sorridente. Ela admite ser preguiçosa e dorminhoca, hábitos que se refletem no porte físico da cadela, pouco incentivada a fazer exercícios. Lúcia comenta que ser ignorada é o que mais a deixa irritada. Com Cher a situação não é diferente. “Ela (Cher) trouxe a bolinha para eu jogar, mas acabei não dando atenção. Nossa, ela ficou muito brava!”, comenta. Ela completa dizendo que Cher não gosta de crianças e já avançou numa, mas não chegou a morder. Nosso papo chega ao fim. Despeço-me da entrevistada e sigo no rumo oposto. Passos adiante noto uma placa “PROIBIDA A ENTRADA DE ANIMAIS”. Ainda bem que só notei isso agora...

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SINTONIZE

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VEM TODO MUNDO! Basta ele aparecer no palco para a multidão ir à loucura. O jeito descontraído, a malícia nas palavras e a maneira como conduz o seu show faz de Wagner de Souza Deulefeu, mais conhecido como Mr. Catra, o cara do funk. As garotas dançam ao embalo das músicas ecoadas por sua voz rouca, e a ideia que se tinha de que só no baile funk do subúrbio a mulherada ia até o chão, já deixou de ser verdade. Texto Marjorie Caturani Foto Max Schwoelk

Conhecido pelo seu famoso bordão “Quer romance? Compra um livro! Quer fidelidade? Compra um cachorro! Quer amor? Volta pra casa da mamãe!”, Catra viu no funk a oportunidade de cantar o que curtia. E desde 1997 tem feito isso. Apesar de não se ver como um representante do funk, Catra chega a fazer mais de três shows por noite, e em um dia no Rio de Janeiro, subiu 18 vezes no palco, do meio-dia às 6 da manhã. No início da sua carreira, as letras das músicas remetiam à ilegalidade, facções criminosas e à favela. Agora, o funkeiro canta sobre sexo e diversão. As letras mudaram, mas a essência continua a mesma: o batidão. Entre os seus hits está “Adultério”, paródia do hit dos anos 80 “Tédio”. Antes de fazer o seu show em Joinville, Catra conversou com a Unit e falou sobre música e como vê o funk no momento.

COMO É CANTAR NUMA BALADA? É casa gringa, né. O funk não tem esse lance de tocar na favela ou numa balada. Ele já perdeu esse parâmetro de que é da favela. Hoje o funk é do Brasil. Não existe mais barreira. DE 1997 PRA CÁ, O QUE MUDOU? Hoje em dia, a sociedade, como um todo, já aceita o funk. E isso é legal, porque faz parte de uma cultura musical e, assim como toda e qualquer cultura, ela não pode ser discriminada. QUAL A DIFERENÇA DO CATRA NO PALCO E O CATRA NO DIA A DIA? Sou eu mesmo. NENHUMA DIFERENÇA? Ah, acho que no palco eu sou mais ousado. Aqui eu sou meio tímido QUAL É A SENSAÇÃO DE SUBIR NO PALCO E VER A GALERA TE ESPERANDO? Parece que é o mesmo tesão da primeira vez. Uma ansiedade bem louca. E, AÍ O QUE FAZ? Canto! (solta uma gargalhada).

Mr. Catra é mais uma das atrações do empresário André Marx, que em 2011 trará atrações consagradas para todo o Sul do Brasil. revistaunit.com.br

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DANCE FLOOR

LEVANTANDO A BANDEIRA VERDE-AMARELA Olá amigos, Escrevo para contar algumas novidades daqui do outro lado do oceano. Como já comentei rapidamente na edição passada, por aqui as baladas começam geralmente pelas 21h e todas terminam às 2h30. As luzes se acendem e os seguranças literalmente colocam o povo para fora. Confesso que é um processo de difícil adaptação, pois nós brasileiros, de todas as regiões, somos acostumados a chegar nas festa após a meia-noite. Atualmente estou tocando no The Morgan Hotel. Trata-se de um dos principais e mais luxuosos hotéis de Dublin, famoso por receber estrelas e personalidades importantes de toda Europa. Há anos desenvolve semanalmente de quinta a domingo noites eletrônicas, nas quais é possível ouvir as principais vertentes da House Music mundial. As minhas apresentações acontecem nas noites de sexta e sábado. Nestas noites há festas com diversos labels importantes da cena House mundial, como SoulHeat, Hed Kandi e Ministry of Sound. É possível encontrar na internet também os três discos “Boutique Collection” já lançados que

seguem a mesma linha dos famosos Buddah Bar, Hotel Costes e Café del Mar compilados por Edison Waters. Estou muito feliz com a oportunidade de levantar a bandeira verdeamarela por aqui, mas também com bastante saudades da Joinvillândia amada. Deixo aqui o convite para os viajantes de plantão que pretendem embarcar para o velho mundo, vir visitar e conhecer um pouco mais desse país incrível que é a Irlanda. A notícia que desanimou foi o veto da lei que regulamentaria a profissão de DJ e técnico de cabine. Questionado, o ex-presidente Lula usou a seguinte justificativa: “A Constituição Federal, em seu art. 5o, inciso XIII, assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo a imposição de restrições apenas quando houver a possibilidade de ocorrer algum dano à sociedade.” Sendo assim, o presidente Lula engavetou a proposta do ex-senador Romeu Tuma que representava a entidade paulista Sindecs (Sindicato dos DJs e Profissionais de cabine de som) A seguir algumas palavras do DJ e blogueiro Camilo Rocha via coluna Bate

Estaca: “A regulamentação da profissão era um assunto altamente polêmico no meio dos DJs. Havia uma séria falta de comunicação entre os autores da iniciativa e a cena como um todo. E, como boa parte dos DJs (e agentes, empresários, donos de casa noturna etc.) sabia pouco sobre o projeto, pairava grande desconfiança sobre as consequências dessa regulamentação. Muitos, como eu, temiam o engessamento e a burocratização de um mercado que há anos funciona bem na base do autogerenciamento. Não parecia haver necessidade de órgãos reguladores e controladores. E outra: quem controlaria os controladores? Os responsáveis pelo projeto sempre insistiram que sua intenção principal era fornecer segurança social a milhares de DJs que trabalham como empregados de casas noturnas. O que é perfeitamente justo e louvável. Mas não é o bastante para compensar a falta de clareza com relação a muitos pontos, a baixa representatividade do Sindecs no meio e os riscos da concentração de poder nas mãos de auto-nomeados reguladores”. Nesta edição fico por aqui, até a próxima.

Ao lado: os três discos “Boutique Collection”. Sites relacionados ao texto: www.hudsonpassos.com, www.themorganbar.com, www.themorganhotel.com, www.edisonwaters.com, www.soulheatrecords.com, www.hedkandi.com, www.ministryofsound.com, www.bateestaca.virgula.uol.com.br.

POR HUDSON PASSOS www.hudsonpassos.com.br 50

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PIPOCA

Are you watching

closely?

Vida longa e próspera! Sejam todos bemvindos à Pipoca com Mostarda, uma coluna superespecial onde vamos trocar ideias sobre tudo que acontece no cinema. Pra quem não me conhece, meu nome é Pedro Guerra e a partir de hoje você tem uma sessão marcada aqui comigo, pra investigarmos o que acontece por trás das câmeras no Brasil e no mundo. Também vamos visitar o passado, lembrando os bons e loucos clássicos, afinal, we all go a little mad sometimes. E aproveitando essa onda das novas mídias, tenho certeza que poderemos dar uma garimpada na internet atrás de vídeos dignos de atenção, seja pra rir ou pra chorar. Por exemplo, se você ainda não viu o clipe de Friday, da adolescente Rebecca Black, não sabe quantas risadas está perdendo. E não venha com frankly, my dear, i don’t give a damn porque POR PEDRO GUERRA 52

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hoje em dia nós precisamos estar ligados em tudo e com todos, fervendo as redes sociais on e offline. E pra quem acha que estamos exagerando, fique sabendo que o Brasil já é o 8º país do mundo em número de internautas e passamos mais de 26 horas conectados por mês, de acordo com a ComScore, empresa de monitoramento de internet. Esse boom na internet se deve principalmente às redes sociais, que angariam cada dia mais usuários, entrelaçando e estreitando nossas relações. O mercado cinematográfico, por exemplo, ganha e perde nesse jogo. As campanhas publicitárias dos blockbusters estão cada vez mais globais, tornando estreias mundiais mais frequentes e aumentando drasticamente o lucro das bilheterias. Por outro lado, é a própria internet o lar do mote sharing is ca-

ring, que auxilia compartilhadores do mundo inteiro a trocar não só ideias, mas filmes, séries, livros, músicas, arte e conhecimento. Hollywood mantem os olhos aguçados em direção ao compartilhamento, mas já procura maneiras de amenizar os prejuízos. Sites especializados em vender conteúdo protegido por copyright já fazem certo sucesso lá fora, como o Netflix. A rede social Mubi ainda permite que usuários possam trocar ideias e comentários sobre filmes, além de liberar material exclusivo de várias produções. Mas tudo isso tem um objetivo bem claro - show me the money! Por enquanto é isso, pessoal. Espero que tenham gostado da nossa companhia. Na próxima edição, esperamos vocês com o ingresso na mão. E enquanto as cortinas baixam, não esqueçam que i’ll be back.


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E-MUSIC

Acesse: www.danielkuhnen.com www.myspace.com/danielkuhnen www.twitter.com/danielkuhnen

O MELHOR WARM-UP DO BRASIL Texto e Foto 3 Plus

De tempos em tempos surgem DJs que subitamente chamam a atenção. Atual residente do mundialmente aclamado Warung Beach Club e produtor e apresentador do Warung Waves, eleito o melhor programa de rádio do Brasil pelos leitores da revista DJ Mag, o catarinense Daniel Kuhnen é um deles. Em 2006 Daniel atraiu as atenções da cena eletrônica ao ser anunciado como novo residente do Warung ao lado de alguns dos melhores e mais premiados DJs da atualidade. Foi indicado ao Cool Awards como DJ revelação no mesmo ano e ao prêmio internacional Ibiza DJ Awards em 2008. Aquecer a pista tornou-se sua especialidade, sendo apontado por muitos como o melhor warm-up do país. “Daniel sabe preparar a pista como poucos”, foi o que disse o argentino Deep Mariano após se apresentar com Daniel pela terceira vez. O DJ gaucho Fabricio Peçanha concorda com ele: “Ele é o DJ da nova geração, tem um feeling apuradíssimo. 54

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Apesar de pouco tempo nas pickups é um DJ que toca música de gente grande. Não é a toa que é o DJ residente do Warung e responsável pelo melhor programa de rádio de Santa Catarina. Já tive a oportunidade de tocar diversas vezes com ele e sempre me surpreende.” Elogios como esses o levaram a dividir o line up com os principais DJs do mundo. Sasha, Hernan Cattaneo, Dubfire, Nick Warren, Danny Howells, Sander Kleinenberg, Satoshi Tomiie, Nic Fanciulli, James Zabiela, Martin Garcia, Phonique, 16 Bit Lolitas, Layo & Bushwacka, Luke Fair, Steve Angello, Miss Nine, Fatboy Slim, Deep Mariano, D-Nox & Beckers, King Roc, Ferry Corsten e Paul Woolford só para citar alguns. A harmonia e sensibilidade de sua música são explicadas pela bagagem que Daniel trouxe para as pistas. Com formação erudita e tocando piano e contrabaixo, teve uma banda na década de 90. Hoje são os samplers, loops e edições originais que se unem para uma sono-

ridade única. Sem fórmulas prontas, seu som é uma fusão de elementos de diversos estilos, sempre na busca utópica da noite perfeita. Nas palavras de Gui Boratto, o maior produtor brasileiro de todos os tempos: “O Daniel tem um bom gosto único e sabe realmente levar a pista. É sempre um prazer tocar ao seu lado!” Daniel também produz e apresenta o premiado Warung Waves, o maior programa de música eletrônica do Sul do Brasil e considerado pela DJ Mag o melhor programa do gênero no país. É transmitido todos os fins de semana para Santa Catarina pela rede Atlântida FM e para Curitiba pela rádio Mundo Livre FM. Além de seu compromisso com o Warung e suas turnês, Daniel se apresenta nos principais clubes e eventos do país. Creamfields, House Ship, D-Edge, Pacha, Anzu, Save, Clash, Hot Hot, Beehive, Liqüe, Vibe, Eon, Confraria das Artes, Ibiza, República de Madras, Kiwi, Chairs, Sunrise Salvador e Carnaval com Fatboy Slim são alguns por onde já passou.


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PERGUNTA

O QUE TE FAZ BROXAR?

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“Acho frustrante quando você fica na expectativa por alguma coisa e ela não se realiza. Uma viagem, um estágio, um jantar.. Você se organiza, planeja, muda horários, marca datas, idealiza, corre atrás de pessoas e no final o que você estava esperando não acontece. É muito desanimador e dá vontade de desistir de tudo.” Mariana Gonzaga, 20 anos, Estudante de Design

“Nada mais desanimador do que esses caras que me aparecem por aí perguntando o que me desanima na vida. Passar 11 horas e 40 minutos repassando todas as coisas que possivelmente te desempolgam, escolher apenas uma, e defini-la em 300 caracteres é um balde de água fria pra qualquer segunda-feira, que por si só já não é lá dos melhores dias.” Lara Grünfeld Starling Jardim, 18 anos, Estudante de Engenharia Civil

“O que mais me desanima é toda vez que o homem deixa de ver o mundo colorido e a vida lhe obriga a perceber a triste realidade de sua hipocrisia. Nosso vício de não assumir o que fazemos, pensamos e, muitas vezes, negamos o que realmente sentimos por achar conveniente e correto faz com que nossa vontade de sempre aparentar uma virtude nos faça viver em constante papel de juízes. Mas isso é reflexo de vivermos em uma sociedade de aparências, oportunismo e ostentação.” Bianca Mirela Klitzke, 23 anos, publicitária

“Gente indecisa, sem atitude ou opinião, além dos que gostam de julgar sem conhecer ou saber argumentar. Ter opinião e atitudes autênticas é fundamental. Não tem como gostar de tudo e de todos!” Evandro Dutra, arquiteto de software, 24 anos

“Nada nessa vida me desanima mais do que bancos. Bancos são o anátema da organização social. Um lugar onde existem oito computadores, oito mesas, oito caixinhas com dinheiro, oito gavetas, oito recipientes com elásticos e dois filhos da p... atendendo.” Thiago Cesar Jasper Moreira, 24 anos, analista de infraestrutura

“Nos dias atuais, tornou-se engraçado a necessidade que as pessoas têm de se expor, de ostentar! Sem falar do glamour e o desejo pelo consumo que também tem se prevalecido. Isso tudo é visto com frequência. Quando você não proporciona ao outro este status, você está fora do jogo! Isso me faz broxar.” Cadu Neves, 34 anos, corretor de imóveis

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CLICK UNIT

BOB STORE Coquetel de lançamento - Joinville Garten Shopping - Joinville - Foto Max Schwoelk 1.

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1. Camila Zanotto e Carlos Boing - 2. Alessandra Lobo, Larissa Zattar, Virginia Zattar, Camila Zanotto e Gerlaine Martins - 3. Rodolfo Schier e Gabriela Nascimento 4. Giulia Nascimento Moraes, Juliana Moraes, Carmen Gonçalves, Karin Inacio, Viviana Nascimento e Gabriela Nascimento 5. Coquetel de inauguração da loja BOBSTORE - 6. Camila Zanotto, Leandro Terra, Luca Terra e Debora Terra - 7. Leticia Stuart Bessa e Marina Stuart Bessa 8. Liza Ephifanio, Karin Inacio, Camila Zanotto, Janaina Cordova e Ana Beatriz Brunato - 9. Camila Zanotto, Gilda S. Zanotto e Carlos Boing 10. Renato Boing, Camila Zanotto, Carlos Boing e Carla Gadotti - 11. Sabrina Eggert, Camila Zanotto, Carlos Boing, Marina Stuart e Débora Krelling

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MOOM Dolce Verano - Joinville 1.

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1. Aldine Garcia e Kamila Cattoni - 2. Cassia Marci贸, Ana Cristina Souza e Heloisa Cordeiro - 3. Ana Paula Ferreira - 4. Bruna Bargen e Ana Paula Ferreira 5. Danieli Antunes - 6. Giovana Braga e Karoline Vieira - 7. Marcela Coimbra e Andressa Bardini - 8. Samantha Ocker - 9. Maria Fernanda Najar 10. Marina Piaz - 11. Paula Catarina - 12. Rafaela Rocha - 13. Viviane, Gabriela, Fernanda, Mariana e Ayla - 14. Thays Estevam, Jenifer Raitz e J茅ssica Soares

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PARADOR Carnaval 2011 - Praia do Estaleirinho - BalneĂĄrio ComboriĂş - Foto Emerson Touche 1.

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1. Alan Utzig e Jordana Zani Ferrari - 2. Amon Lima - 3. Bruna Zan Ferrari - 4. Rita de Cassia - 5. Vitoria Maria - 6. Patricia Valgrande 7. Junior Lima - 8. Lorena Havresco - 9. Marina Zolet - 10. Renata Fukumura - 11. Sayonara Farias e Tomas Almeida 12. Bruna Havresco - 13. Karoline Nascimento - 14. Liliane Gomes - 15. Lis Trentini e Andreia Trentine

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WOOD’S Verão 2011 - Balneário Comboriú - Foto Emerson Touche 1.

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1. Aline Genovez - 2. Daiane Basso - 3. Beatrice Garcia e Rafaela Garcia - 4. Gabriela Packer e Juliana Padilha - 5. Gabriela Souza - 6. Bruna Gallon 7. Jéssica Chiamulera - 8. Carol Drodowski e Anelise Blenke - 9. Giane Radaelli - 10. Marceli M. Rissi e Gabrielli Zanotto - 11. Michele Manfredini 12. Paloma Santos - 13. Pamela Rafagnin - 14. Shirlei Medeiros - 15. Vasti Vier Eich - 16. Larissa Silva e Bianca Fiamoncini

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TAJ Verão 2011 - Balneário Comboriú - Foto Mariana Haag 1.

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1. Juliana Boz e Marcelo Machado - 2. Rafael Yares Emílio Kneipp (gerente) e Michel Teló - 3. Raquel Michaelsen e Scheila Michaelsen 4. Fernanda Porto e Priscilla Monteiro - 5. Nicole Ramos Rodrigues, Camila Bassi e Thaís Barth 6. Thaís Stachewski, Mayara Burtet Tonet, Mariane Nunes e Jessica Pavin - 7. Vanessa Anfonso e Flávia Ferntana - 8. Luciana Brayner e Giovannia Cim 9. Bárbara Kutschal e Daniela Xavier - 10. Clarissa Gribirio, Juliana Thomazoni e Mariana Santos - 11. Taliane Steiner e Mabel da Silva 12. Mariane Bellei e Karen Andrade - 13. Nicole Leite , Cíntia Viegas e Alice Wauskiez

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BLÁ BLÁ BLÁ

M-E-U-S SOBRINHOS Nasceram. Lindos. M-E-U-S sobrinhos. Tudo de bom! O Samuel saiu bem amarelinho, logicamente, puxando o pai (meu irmão), que é verde. Já o Natan é branquinho, como a mãe. E eu sou assim: o tio mais feliz do mundo! Gêmeos como são, esses dois não só prometem, como já cumprem: muitas felicidades e um pouco de insônia, pois se uma fralda suja incomoda muita gente, duas... Que incomoda, que nada! Sem essa de reclamação. Pelo menos para mim, que não vou trocar a fralda de ninguém - o tio só pega a parte boa da história - e vou aproveitar, pois logo passo de titio para papai, e aí vou ficar verde igual ao meu irmão! E como é maravilhoso o dom da vida, o nascimento de duas crianças lindas. Babei quando vi. Peguei no colo e me senti tão responsável, tive a sensação que a vida deles (Jesus Cristo!) estava nos meus braços. Mãe, pega aqui - responsa demais, pelo POR BRUNO VINÍCIUS 62

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menos por enquanto! Agora, cada momento é único! Cada sorriso é um flash! E mesmo dormindo eles são os astros do berço, e nós, marmanjos conscientes, ficamos ali, olhando mais de uma hora eles sonharem, e nós, acordados, fazemos o mesmo! Quando o Gui nasceu, o meu primeiro sobrinho, foi a mesma coisa. Todo mundo lá, vendo, e “pega no colo” daqui, “mas dá uma vontade de morder” de lá. Hoje, cinco anos depois, é ele quem nos morde. A família, vendo por esse ângulo da herança que a vida nos deixa, é uma das coisas mais importantes do mundo, depois do Handebol. Se puxaram o rosto do pai e o cabelo da mãe, do tio puxaram o braço, tão fininho... E como essa dupla recém-nascida é grande. Três quilos e duzentos gramas o Samuel, e o Natan chegou ao mundo com dois e oitocentos. Saudavelmente lindos.

Destinados ao amor sem medida das avós, que só não são mais corujas porque mamãe e papai é que passam a noite inteira em claro para dar de mamar na hora certa para esses dois mocinhos! E a menina, para desespero da minha mãe, parece não vir. Não que a felicidade de ter o Gui, o Natan e o Samuel não seja suficiente, mas com a netinha seria completa. Pois para quem teve três filhos homens, uma menina iria quebrar esse ar de carrinho e robôs e trazer um ar de boneca e vestido cor de rosa. Seria ótimo! E o sonho de vovó parece cada vez mais nas minhas mãos; mas não aceito o desafio antes do tempo. Me passa já o Samuel e o Natan para eu apertar enquanto eles não crescem e apertam o tio – coisa que não me faria nenhum mal, pois o tio, meus sobrinhos, sempre anda apertado! É a vida!


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Revista Unit 09  

Esta edição da Unit está num clima “vamos lá, que vai dar certo!”. Melhor assim. O ano começou atribulado para cariocas, árabes, japoneses e...

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