neuroLume
Lighting for Seniors Por Ruy Soares e Lorí Crízel
Iluminação adaptativa para a longevidade
Com o aumento expressivo da expectativa de vida em todo
Com o envelhecimento da população, a adaptação dos
o mundo, cresce a preocupação com as necessidades espe-
ambientes se torna essencial para garantir a autonomia e a
cíficas da população de maior idade cronológica. Segundo a
segurança dos usuários. Mudanças fisiológicas, como a redução
Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050, o número de
da acuidade visual e maior sensibilidade ao ofuscamento, afetam
pessoas com mais de 60 anos vai dobrar em relação ao ano de
diretamente a maneira como as pessoas interagem com seus
2020, atingindo cerca de 2 bilhões de indivíduos (Figura 1). Esse
ambientes. John P. Eberhard, especialista em neurociência
cenário traz desafios importantes para arquitetos e designers,
aplicada à arquitetura e autor do livro Brain Landscape: The
que precisam repensar os ambientes, levando em conta os
Coexistence of Neuroscience and Architecture, ressalta que
declínios cognitivos, sensoriais e funcionais que acompanham
essas mudanças na visão exigem ajustes específicos nos
o envelhecimento. Dentro desse contexto, surge o conceito
ambientes, especialmente no que diz respeito à iluminação
de Lighting for Seniors, que se refere à iluminação adaptativa
(EBERHARD, 2009), pois a redução do diâmetro pupilar
projetada para atender as necessidades de pessoas que estão
(Figura 2), o amarelecimento de estruturas do olho e a diminuição da
envelhecendo. Mais do que apenas fornecer luz, a ideia é utilizar
transmitância de luz (Figura 3) faz com que, por exemplo, pessoas
a iluminação como uma ferramenta para melhorar a qualidade
com 65 anos de idade necessitem três vezes mais luz que jovens
de vida e o bem-estar das pessoas.
de 20 anos. Segundo ele, níveis mais elevados de luz com contraste
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