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Índice

04 Conexão 10 Mercado 14 Por Dentro Frigoríficos 18 Aves 22 Bovinos 26 Ovinos 28 Suínos 32 CAPA: Mais barato que o óleo de soja, sebo bovino reduz custos e tem papel fundamental na produção do biodiesel

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Sustentabilidade - Práticas "verdes" norteiam o planejamento de um número cada vez maior de empresas Proteger, conservar e informar - Parceiras dos frigoríficos, embalagens conservam produtos e protegem consumidores Mapa envia missões para suspender restrições à carne brasileira Acontece Desenvolvimento Pessoal (Artigo)

EDITORIAL

EDITORIAL

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Calendário de Eventos Visão Empresarial (Artigos)

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TEC (Artigo Técnico) Tempinho

DO SEBO BOVINO ÀS QUESTÕES SUSTENTÁVEIS E PROTEÇÃO DO CONSUMIDOR

A produção de biocombustíveis, essencialmente etanol e biodiesel, sempre se encontra envolta por embates sociais e políticos decorrentes de um ponto-chave: utilizar terras agricultáveis para produzir energia renovável e limpa e, assim, proteger a camada de ozônio cada vez mais escassa, ou utilizar essas terras para produzir mais alimentos e minimizar, com isso, os efeitos da fome no mundo? Discussões à parte, uma das alternativas aos combustíveis derivados do petróleo, o biodiesel é produzido em solo brasileiro, atualmente, cerca de 80% a partir de óleo de soja. Levando-se em conta o crescimento econômico do país, o aumento contínuo da frota de veículos e a proporção de biodiesel adicionada ao óleo diesel – que hoje é de 5% (B5) no Brasil –, especialistas acreditam que será necessário ampliar em mais de 50% a produção desse biocombustível até 2020. E é neste momento que o sebo bovino volta a ganhar força como matéria-prima para a cadeia produtiva. Segunda fonte mais utilizada na produção do biodiesel, o sebo bovino pode ser encontrado em grande escala Danielle Michelazzo nas graxarias e em frigoríficos que realizam abates. Mais barato que o óleo de soja, não impinge riscos à Editora de Jornalismo segurança alimentar mundial e não está sujeito às eventuais quebras de safra. Para saber o cenário atual deste subproduto no mercado do biodiesel, a Revista Frigorífico entrevistou o diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Minelli, e o gerente da Unidade de Negócios Soapstock & Acid Oils da Aboissa Óleos Vegetais, Felipe Camargo. E confira ainda uma matéria especial sobre como práticas “verdes” e de produção limpa vêm norteando o planejamento estratégico de um número cada vez maior de empresas e, também, os inúmeros benefícios que as embalagens trazem para a indústria cárnea. Boa leitura!

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Como ficam as exportações após escândalo de adulteração na Europa? Brasil não deve ser tão impactado em função da pouca representatividade da UE entre compradores O escândalo envolvendo a presença de DNA equino em produtos que supostamente seriam feitos apenas com carne bovina começou na Irlanda, em janeiro deste ano, e foi sendo disseminado por vários países da Europa. Supermercados do Reino Unido, França, Alemanha e Suíça já retiraram produtos como lasanhas congeladas, hambúrgueres e massas à bolonhesa de suas prateleiras. Análises comprovaram que o produto vendido como carne bovina continha carne de cavalo. Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, o caso, que pode não ser isolado, está ligado às barreiras impostas à importação de matéria prima pelos países que compõem o bloco. "Passa a haver necessidade da matéria prima, quando se busca o material internamente. Se você vê que o seu negócio está inviabilizado, a alternativa normal é passar para uma composição que seja viável financeiramente. A explicação está aí, faz parte do bloqueio estabelecido desde 2005, onde a Europa conseguiu bloquear o acesso que tínhamos até então", analisa. O caso, que repercutiu em todo o mundo, pode respingar nos negócios dos exportadores brasileiros, e alguns analistas de mercado esperam uma redução nas vendas para União Europeia já a partir do próximo mês. A boa notícia é que, mesmo que isso aconteça, o setor não deve ter grandes prejuízos. "A União Europeia tem uma representação pe-

quena dentro da pauta de exportação do Brasil. Mesmo que o mercado caia, os efeitos sobre as exportações brasileiras devem ser pequenos. Com o tempo, a percepção do consumidor sobre o produto vai se recuperando. Foi assim com a vaca louca e com a gripe aviária. Normalmente, o sistema volta a ter credibilidade", afirma o analista José Carlos Hausknecht. Controle brasileiro - No Brasil, situações como a registrada na Inglaterra também podem ocorrer, afirma Luis Carlo Colella Ferro, especialista em rastreabilidade. Para ele, os instrumentos disponíveis para rastrear o gado são muito eficientes até o momento do abate. A partir daí, faltaria controle. "Todas essas tecnologias e informações não são repassadas ao processo de controle após o abate. Acabamos perdendo todo o investimento em rastreabilidade feito em campo que não conseguimos levar até o nível do consumidor", diz. O presidente da Abiec, porém, considera satisfatório o processo de controle realizado atualmente no país. Segundo Camardelli, o Brasil deve utilizar de maneira positiva o episódio da Inglaterra e mostrar todo o trabalho realizado pelo setor daqui. "Nós já temos o boi verde, não usamos promotor de crescimento, temos preços competitivos, não temos histórico de fraude. O Brasil passa a ser visto como mais um item de exportação para o resto do mundo". Canal Rural, com edição da RF.

Fraude na Europa tende a valorizar carne de cavalo produzida no Brasil O escândalo da carne de cavalo erroneamente rotulada como carne bovina em refeições congeladas começou na Irlanda e se espalhou pela Europa. No dia 25 de janeiro, a gigante sueca Ikea anunciou que retirará de 15 países do continente europeu almôndegas de carne suspeitas de conter carne de cavalo, após análises feitas na República Checa. Para especialistas, o problema está na fraude e não no consumo da carne de cavalo – incomum aos brasileiros, mas saudável e nutritiva e considerada uma iguaria em diversas culturas. Na contramão dos prejuízos das indústrias europeias, a produção de carne de cavalo pode ser valorizada, trazendo vantagens principalmente para o maior frigorífico de abate de equinos em atividade no Brasil, o Foresta, no Rio Grande do Sul. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antô06 4

nio Jorge Camardelli, a valorização tende a ser um reflexo da confiabilidade no sistema brasileiro de inspeção. "O mercado consumidor de carne de cavalo é solidificado. Havendo demanda, optará pelo produto que tem inspeção rigorosa, como o brasileiro". Venda ainda é tratada com reserva - Conforme garante Camardelli, não há risco de o Brasil vender carne de cavalo como sendo bovina porque o sistema de inspeção e fiscalização do país é "extremamente confiável". "O Ministério da Agricultura acompanha o abate, o processamento da carne e os equipamentos usados. Nenhum produto sai do frigorífico para a indústria sem certificação", explica. De origem uruguaia, o Foresta funciona em São Gabriel, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, há 17 anos, e dedica-se exclusivamente ao abate de equídeos (cavalo, jumento e mula). Recebido com


desconfiança pela população, acostumada a tratar dos cavalos com cuidados especiais – o animal é um parceiro do homem do campo –, o frigorífico sentiu que, com o tempo, as pessoas se acostumaram com a ideia. "Perceberam que os animais mais velhos ou sem finalidade, que seriam sacrificados de qualquer forma, poderiam ser uma oportunidade de negócio", diz Marcelo Caleffi, do Foresta. Ainda assim, o assunto é tratado com reserva. Presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Erival Bertolini afirma que a grande maioria dos associados é contra a prática. "O cavalo é o melhor amigo para muitos gaúchos. Quando não tiver mais tempo de cuidar dos meus, não terei coragem de vendê-los". Foco no mercado externo - Como conta o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs), Zilmar Moussalle, não existem criadores de cavalo exclusivamente para abate no Brasil. Além disso, a carne produzida em solo brasileiro é toda para exportação. "Não costumamos comer este tipo de carne, principalmente pelo carinho que temos pelo animal. Países como Japão, Bélgica e França são nossos grandes compradores".

Moussale salienta, no entanto, que o consumo de carne de cavalo não é proibido no país. Por lei, porém, todo produto com o ingrediente deve trazer essa informação na embalagem. Dois frigoríficos em funcionamento no país Conhecido pela relevância nas exportações de carne bovina e suína, o Brasil também tem importância no mercado de carne de cavalo. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o país exporta cerca de US$ 30 milhões por ano. Em 2012, foram 2,3 mil toneladas, alta de 13%. Mas esse volume já foi ainda maior. Em 2004, o país chegou a produzir 20 mil toneladas do produto. A queda seria fruto da cobrança por sanidade, exigência de rastreabilidade e câmbio desfavorável. No auge das exportações, sete frigoríficos estavam habilitados. Hoje, quatro têm autorização, mas só dois funcionam: Foresta, em São Gabriel (RS), e Oregon, em Apucarana (PR). Em janeiro, o Estado registrou o abate de 648 equinos. Como comparação, foram abatidos 60,3 mil bovinos no mês passado. O quilo de carne equina custa entre R$ 0,30 e R$ 0,90. O de carne bovina vale, no mínimo, R$ 3,20. Zero Hora, com edição da RF


Frigoríficos brasileiros são habilitados pela China para exportar carnes De 20 frigoríficos visitados por chineses, foram habilitados 1 de carne suína e 5 de carne de aves Seis frigoríficos brasileiros – um de carne suína e cinco de aves – foram aprovados a exportar para a China. A decisão foi comunicada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) pelas autoridades sanitárias chinesas, dia 22 de fevereiro. Em visita ao Brasil no ano passado, uma missão chinesa visitou 20 frigoríficos e, desses, após análises, optou por habilitar um de carne suína (do Rio Grande do Sul) e cinco de carne de aves (três de Santa Catarina, um de São Paulo e outro do Mato Grosso do Sul). De acordo com o Mapa, visitas para habilitação de frigoríficos são um procedimento corriqueiro de outros países. Antes da vinda dos chineses, eram autorizados a exportar à China 24 estabelecimentos de carne de aves e cinco de suínos. O número de frigoríficos exportadores de carne bovina, no entanto, permaneceu estável em oito plantas, sendo que desde dezembro a China suspendeu as importações temporariamente devido ao caso considerado não clássico de vaca louca que ocorreu no Paraná em 2010

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– e que só foi confirmado no final de 2012. Com as novas autorizações, a expectativa da indústria é que os frigoríficos liberados ampliem os embarques para o país asiático em cerca de 10%. No ano passado, o volume de carne de frango vendido para o mercado chinês cresceu 16,1% e atingiu 382 mil toneladas, enquanto a receita cresceu 16,5%, para 492,8 milhões. No caso da carne suína, foram 3.081 t, volume 120 vezes superior às 24,6 t embarcadas em 2011. A receita foi de US$ 8 milhões, ante US$ 75 mil em 2011. Pendências - Para que o processo de exportação tenha início, a China pediu ao Brasil o envio de uma lista com os nomes dos veterinários oficiais encarregados de assinar o certificado sanitário emitido pelo estabelecimento exportador. O lado chinês, assim que receber o documento, se prontificou a anunciar o início das exportações através de uma publicação no site oficial daquele país. Mapa, Agência Brasil, Agência Estado e Valor Econômico com edição da RF


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OIE faz ressalvas, mas defende o fim de embargos à carne brasileira Brasil conseguiu manter seu status de país com risco insignificante para "doença da vaca louca" O Brasil conseguiu manter seu status de país com risco insignificante para a doença da "vaca louca" – Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) –, o que poderá facilitar a derrubada dos embargos adotados por alguns países contra a carne brasileira depois da confirmação, no fim do ano passado, de um caso atípico do mal no Paraná ocorrido em 2010. O comitê científico da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) anunciou que manteve o status do Brasil, mas recomendou "forte monitoramento" sobre a doença. O comitê sabatinou de perguntas uma delegação do Brasil que esteve no início de fevereiro em Paris, sobre o caso paranaense, tido como a primeira ocorrência de EEB no país. Após "extensiva deliberação", o comitê decidiu não retirar o status de risco insignificante. O comitê também afirmou que a identificação do caso único da doença não está colocando em risco a saude animal ou dos consumidores dos parceiros do Brasil, especialmente porque o animal no Paraná foi abatido e nenhuma parte dele entrou na cadeia alimentar. No entanto, o comitê da OIE notou "com preocupação que houve considerável atraso até que o Brasil enviasse as amostras clínicas para confirmação do diagnóstico para um laboratório de referência da OIE", diz o texto divulgado em 11 de fevereiro na capital francesa. Assim, cobra do Brasil informações mais detalhadas sobre os procedimentos adotados para processar as amostras e medidas para melhorar o sistema de vigilância no país. A OIE informou que seu comitê científico voltará a avaliar a situação brasileira em setembro, com base nas informações adicionais que espera receber de Brasília. Fim do sembargos - Em dezembro, o diretorgeral da OIE, Bernard Vallat, já havia dito que, pelas

normas sanitárias atuais, não seria em razão de um único caso que o Brasil perderia seu status, o melhor possível em relação à doença da "vaca louca". Ele insistiu, ainda, que não há risco em se consumir carne vermelha mesmo quando um país é atacado pelo mal. Há riscos no consumo de alguns órgãos do animal, mas não no caso do músculo. Quanto ao debate sobre o atraso do Brasil em apresentar os testes sobre o caso do Paraná, Vallat foi claro: "É verdade que o Brasil teve um problema de Logística. Mas, se queria esconder alguma coisa, o atraso não teve interferência. O Brasil declarou o caso e é isso que interessa". Para Vallat, os países importadores deveriam retomar as importações da carne brasileira "o mais breve possível". Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ênio Marques admitiu que houve um erro de comunicação na notificação enviada à OIE, que começa mencionando a data de 18 de dezembro de 2010 como se naquele momento o Brasil soubesse que se tratava de "vaca louca". Mas, na verdade, disse, o caso foi identificado somente em junho de 2012. Marques já avisou que agora vai cobrar dos parceiros na Organização Mundial do Comércio (OMC) que suspendam eventuais embargos à carne brasileira. Ele tem insistido que o sistema de vigilância sanitária no Brasil "é muito forte". Ele explicou, em recente passagem por Genebra, que "para [um país] obter status de risco insignificante, é preciso fazer pontuação de 300 mil pontos na vigilância definida pela OIE", e que "o Brasil fez 2 milhões de pontos". Segundo o secretário, o fato de o país ter feito 600% a mais de pontos e o caso de EEB não alteram a estratégia de prevenção do Brasil. Valor Online, com edição da RF

Beef Jerky brasileiro é aprovado por autoridades da União Europeia Autoridades sanitárias da União Europeia (UE) comunicaram o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que o Brasil recebeu autorização do bloco europeu para exportar produtos cárneos secos, fatiados, curados, condimentados e termoestáveis, conhecidos como beef jerky. Isso não era possível desde 2007, por conta da legislação vigente na Comunidade Europeia, que determinava que a matéria-prima cárnea atingisse uma temperatura mínima de 80ºC. A alteração na lei foi possível devido às negocia06 8

ções realizadas entre as autoridades brasileiras e da Comunidade Europeia. As discussões tiveram início em 2010, quando técnicos do Mapa propuseram a mudança junto à UE. Desde então, missões do bloco visitaram o Brasil, percorreram fábricas e conheceram o processo de fabricação. Com a decisão da UE, o Brasil adquire a mesma igualdade no processo de fabricação das matériasprimas de países concorrentes na exportação do produto, como a África do Sul e Uruguai. Mapa, com edição da RF


USDA prevê avanço do Brasil nos segmentos de soja e de carnes Projeções feitas pelo órgão americano, que tem status de ministério, são para a próxima década Prestes a confirmar o posto de maior produtor e exportador mundial de soja em grão, o Brasil é um dos países que mais deverão avançar nesse mercado na próxima década, conforme projeções de longo prazo divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 11 de fevereiro. A soja já é o carro-chefe do agronegócio brasileiro em valor bruto da produção e em exportações. Outro segmento onde o país também se destaca e que poderá brilhar ainda mais na próxima década é o de carnes, conforme as projeções de longo prazo do órgão americano. Carne bovina - Um dos maiores exportadores globais de carne bovina, o Brasil tende a seguir com participação expressiva nesse mercado. Os embarques brasileiros do produto – carne bovina – poderão somar 1,887 milhão de toneladas (equivalentes carcaça) em 2022, ou seja, 19,8% do total que deverá ser exportado pelos principais players desse setor. O USDA calcula as vendas do Brasil no ano passado em 1,394 milhão de toneladas, ou 19,7% do total embarcado pelos maiores exportadores do mundo. Conforme as estatísticas do USDA, o Brasil encerrou 2012 como o segundo maior exportador global de carne bovina, apenas atrás da Índia (1,680 milhão de toneladas) e à frente de Austrália (1,380 milhão de toneladas) e dos Estados Unidos (1,120 milhão). Em 2022, tende a seguir abaixo da Índia (2,865 milhões de toneladas) e à frente de seus principais atuais concorrentes. Carne de frango - No caso da carne de frango, o Brasil tende a ampliar sua liderança nas exportações globais na próxima década. De acordo com o órgão americano, os embarques brasileiros do produto pronto para consumo poderão chegar a 4,765 milhões de toneladas em 2022, ou quase 42% de um volume total de 11,420 milhões de toneladas que deverão ser vendidas pelos principais países exportadores no ano. O USDA calcula as vendas externas do Brasil no último ano em 3,633 milhões de toneladas, ou

38,6% de um total de 0,419 milhões de toneladas. Se nas contas de 2012 a liderança brasileira foi ameaçada de perto pelos EUA, que exportaram 3,616 milhões de toneladas (38,4% do total), em dez anos essa "sombra" tende a ser mais "vacilante", já que a participação dos embarques americanos no volume global tende a recuar para 34%. Outros exportadores que deverão avançar são China e Tailândia. No lado das importações, os destaques das projeções do USDA são as previstas quedas nas compras de Rússia e Japão e os aumentos nos casos de União Europeia, México, China, Oriente Médio e norte da África. Carne suína - Em linha com as perspectivas do setor produtivo nacional, o Brasil poderá ganhar espaço nas exportações mundiais de carne suína na próxima década, de acordo com o cenário de longo prazo traçado pelo órgão americano. Neste setor, os embarques brasileiros poderão chegar a 778 mil toneladas em 2022, ou quase 10% de um volume total estimado em 7,864 milhões de toneladas para os principais países exportadores do segmento. O USDA calcula as vendas externas do Brasil no ano passado em 605 mil toneladas, ou 8,7% de um total de 6,911 milhões de toneladas. O incremento previsto reforça a expectativa de aumento da demanda doméstica brasileira por milho para a produção de rações. À frente do Brasil entre os principais exportadores destacados pelo USDA em 2012 estão, pela ordem, EUA (2,471 milhões de toneladas), União Europeia (2,280 milhões) e Canadá (1,250 milhão) – ordem esta que não deverá mudar nos próximos dez anos. Já no quadro dos importadores, os destaques são os previstos avanços das importações chinesas, de 775 mil toneladas em 2012 para 1,220 milhão em 2022, e mexicanas, de 675 mil para 913 mil toneladas. Por outro lado o volume importado pela Rússia deverá diminuir, passando de 975 mil toneladas em 2012 para 812 mil em 2022. Valor, com edição da RF

Novos dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) apontam que entre 2001 e 2011 o número de cabeças de frango produzidas no Brasil aumentou 9 pontos percentuais acima da média mundial – 46,6% (perto de 4% ao ano) contra uma expansão média mundial de 37,6% (3,2% ao ano). Porém, o mais significativo nos dados da FAO em relação ao Brasil é a evolução do peso médio dos frangos abatidos: em comparação a um incremento médio mundial inferior a 7%, o peso médio do frango brasileiro aumentou quase 21%, passando de 1,784 kg para 2,156 kg. Isso, claro, fez não só com que o volume produzido no Brasil aumentasse bem acima da média mundial – 77,2% contra a média mundial de 46,8% – como também elevou a participação brasileira no volume Portal do Agronegócio, com edição da RF produzido mundialmente – de 10,2% em 2001 para 12,31% em 2011. 06 10


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Compra de carne e soja de propriedades com CAR já é exigência do mercado internacional Com o fim de fortalecer e dar amplitude ao processo de cadastramento dos imóveis rurais, representantes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reuniram-se, dia 4 de fevereiro, com o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral. O objetivo é traçar uma cooperação entre os órgãos, de forma que o produtor rural brasileiro garanta a regularização ambiental. Para ele, as parcerias com a Abiec e Abiove, além de garantir a regularidade ambiental aos seus associados, serão de grande importância para dar amplitude ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) e adequar o mercado brasileiro às exigências internacionais. “O cadastro surge como um novo sistema de gestão ambiental onde todos saem vitoriosos”, diz. “Unindo esforços podemos criar um plano de trabalho adequado às especificidades do mercado e do produtor”, finaliza. MMA, com edição da RF

Mercado de inseminação artificial cresce em ritmo acelerado no Brasil O mercado de inseminação artificial está em ascensão no país. De acordo com dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), no ano de 2011 foram comercializadas mais de 13 milhões de doses de sêmen bovino, sendo 58,89% para gado de corte e 41,11% para gado de leite. Nos últimos cinco anos, a utilização de sêmen cresceu 110% em gado de corte, 35% em gado leiteiro e 72% no mercado geral. Os dados oficiais de 2012 ainda não foram divulgados. Mas, de acordo com a Alta Genetics, que está presente em mais de cem países e se posiciona como uma das maiores empresas de melhoramento genético bovino do mundo, a comercialização da marca em 2012 quase alcançou 3,8 milhões de doses de sêmen – em 2011 foram 3,3 milhões. Para este ano, a estimativa de crescimento da empresa é de 14%. Segundo informa a Alta, a raça com maior representatividade em 2012 foi o girolando. "Não foi a que mais vendeu, porém foi a que mais cresceu no segmento leiteiro. O gado holandês continua detendo 60% de todo o mercado de sêmen das raças de leite. No corte, o angus foi a raça com maior incremento em vendas", pontua o diretor-geral da Alta do Brasil, Heverardo de Carvalho. O dirigente destaca que a inseminação tem um baixo custo. "Um touro bom [sem comprovação genética] custa, em média, entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, dependendo da raça, e emprenha até 30 vacas. Para um rebanho de 300 vacas, há necessidade de pelo menos 10 touros, o que resultaria em um gasto entre R$ 50 mil e R$ 100 mil. Com a tecnologia da inseminação artificial, o criador pode emprenhar estas 300 vacas por cinco anos pelo custo aproximado de R$ 30 mil com touros geneticamente comprovados, que irão dar um retorno infinitamente superior ao pecuarista". Alta Genetics, com edição da RF 06 12


Missões comerciais ajudam a incrementar exportações brasileiras As missões empresariais brasileiras incrementaram em US$ 210 milhões a pauta de exportações do país em 2012. Durante o ano, as comitivas de negócios buscaram estreitar e consolidar relações comerciais no Oriente Médio, na China, América do Sul, Turquia e Leste Europeu. Ao todo, 141 empresas nacionais participaram das rodadas de negócios. Segundo o coordenador de Imagem e Acesso aos Mercados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Vinícius Estrela, no ano passado, o Brasil consolidou negócios feitos em 2011 e ampliou o mercado de exportação. "Reafirmamos negócios e ampliamos pedidos. É importante esse trabalho de aproximar os vendedores brasileiros dos compradores estrangeiros", pontua. Na avaliação de Estrela, o momento econômico de incertezas em relação à crise faz com que o governo federal se interesse cada vez mais pela prospecção de mercados não tradicionais para ampliar os destinos das exportações brasileiras. A pauta diversificada diminui a dependência das vendas para o exterior em mercados tradicionais. "A diversificação de países influencia o aumento da

participação das empresas brasileiras. Conseguimos abordar todo tipo de mercado: de alimentação à máquinas e equipamentos, assim como também autopeças, moda, casa e construção, entre outros". Ele destacou, ainda, que o trabalho de inserção de produtos brasileiros em novos mercados tem rendido negócios positivos. "Em regiões em franco desenvolvimento, o mercado tende a ser menos afetado pelo cenário de crise mundial", pondera. Agenda 2013 - Para este ano, quatro missões comerciais já estão programadas. Ainda este mês, a caravana de empresários brasileiros segue para o Oriente Médio, para visitar compradores de cinco países. Também fazem parte da agenda rodadas empresariais à China, à América do Sul e à África. "Esse trabalho consistente e forte da exportação brasileira é uma pauta política extremamente importante", finalizou o coordenador da Apex-Brasil. Todas as missões empresariais brasileiras são organizadas pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Relações Exteriores e pela Apex-Brasil. Agência Brasil, com edição da RF


Aurora inicia ampliação da indústria de Joaçaba, em Santa Catarina Coopercentral pretende investir R$ 61,5 milhões para reabrir unidade e triplicar produção

A Coopercentral Aurora Alimentos está investindo cerca de 61,5 milhões de reais para reabrir a indústria de Joaçaba, no meio-oeste catarinense, e triplicar a capacidade de abate e processamento de suínos destinados à exportação. A unidade, que estava paralisada desde abril de 2009, teve as obras de reformulação iniciadas em dezembro passado, com prazo de conclusão para dezembro deste ano. “Retomaremos o abate no primeiro dia útil de 2014”, anunciou o presidente da Coopercentral, Mário Lanznaster. O dirigente antecipou que ficará concentrada em Joaçaba a maior parte da produção de carne suína destinada ao mercado externo. Os investimentos em construção civil, máquinas e equipamentos permitirão triplicar a capacidade de abate de 1.000 para 3.000 suínos/dia. Com a ampliação – que representa mais 15.000 m2 de área construída e compreende os setores administrativos, industriais, de tratamento de efluentes e de apoio – o complexo ficará com uma área total de 25.000 m2. Os setores administrativos estarão concentrados em um novo prédio de dois pavimentos e 5.000 m2 de área para abrigar ambulatório, dois refeitórios, quatro vestiários, área de lazer, auditório, Serviço de Inspeção Federal (SIF) e departamentos de Recursos Humanos e Segurança do Trabalho. Já na planta industrial serão construídas sete câmaras de resfriamento de carcaças, sala de cortes com mezanino, túnel de congelamento contínuo e túnel estático de congelamento. Além de alteração de layout interno de vários setores, será construída uma nova fábrica de farinhas e subprodutos e ampliada

a casa de máquinas e de caldeiras. O sistema de tratamento de efluentes será aperfeiçoado com novo tanque de concreto de equalização, novo flotador e nova casa de química. Com os trabalhos supervisionados pela equipe de engenharia da Aurora, chefiada pelo engenheiro eletricista Christian Aluis Klauck, Lanznaster informou que as atividades correm em três frentes. Para cumprir o cronograma físico, a empresa contratada Projetec Construções, de Concórdia, investe fortemente em trabalhadores em campo, a plena carga até o fim do ano. Por outro lado, no campo, a ampliação da base produtiva já foi autorizada, com o alojamento de matrizes e a planificação da produção de suínos que serão fornecidos pelas cooperativas agropecuárias filiadas à Cooperativa Central Aurora Alimentos. A reabertura do frigorífico de Joaçaba gerará 800 empregos diretos e 2.400 empregos indiretos: quatro vezes o número de postos de trabalho que existia quando a unidade fechou, em 2002. A mão de obra será recrutada na microrregião do meio-oeste. Estrutura - O frigorífico ocupa área de 20 hectares do Distrito Industrial de Joaçaba (à margem da rodovia BR-282). Atualmente, constitui-se de planta industrial de 9.000 m2 de área coberta, com capacidade para industrializar 200 suínos por hora ou 1.000 suínos/dia. O complexo inclui portaria, administração, vestiários e refeitório, pocilgas, linha de abate, resfriamento, congelamento, estocagem e expedição. A linha industrial compreende os setores de choque, sangria, escaldagem, depilação e chamuscador. O sistema de tratamento de efluentes compõese de sete lagoas de decantação, peneiras, decantadores e flotadores. Antes da paralisação, a água era captada em riacho e, em poço profundo, armazenada em lago artificial para ser utilizada no processo industrial, após o que era novamente tratada e devolvida ao riacho. MB, com edição da RF

A Prefeitura de Joaçaba e o Governo de Santa Catarina vão apoiar a reabertura da unidade de abate de suínos da Coopercentral Aurora Alimentos em Joaçaba, no Meio-Oeste catarinense. A decisão foi anunciada dia 24 de janeiro, pelo governador Raimundo Colombo ao presidente da empresa, Mario Lanznaster. "Vamos analisar a forma jurídica desse apoio para que os investimentos ocorram o mais rapidamente para atender as exportações", observou governador Raimundo Colombo. O Estado vai investir R$ 8 milhões na perfuração de poços profundos para dobrar a oferta de água potável na indústria e na construção de uma tubulação de canalização em PAD (polímero de alta densidade) de seis quilômetros para o despejo dos efluentes tratados no Rio Caraguatá. Participaram também da reunião o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues; o prefeito de Joaçaba, Rafael Laske; e o vice-prefeito Marcos Weiss. Laske confirmou que convênio com esse objetivo já foi firmado entre o Município e o Estado. Governo de SC, com edição da RF 06 14


JBS aluga instalações da Tramonto e finda aquisição de ativos do Independência A JBS assinou um contrato para alugar por cinco anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco anos, as instalações da Tramonto Alimentos, em Morro Grande (SC). O anúncio do acordo foi feito pela companhia em 31 de janeiro. As instalações incluem uma fábrica para o processamento de até 120 mil aves por dia, em pleno funcionamento e aprovada para os principais mercados de exportação, além de uma fábrica de ração, compatível com a capacidade de processamento da unidade. A companhia pretende incorporar as atividades dessa fábrica a outras unidades de frango localizadas na região sob a bandeira de JBS Aves. Independência - Já no dia 1º deste mês, a JBS informou que foi concretizada a aquisição de ativos do frigorífico Independência, que pertenciam à BNY Mellon Serviços Financeiros Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S/A, na qualidade de agente fiduciária de credores detentores de notas (bonds) emitidos pelo Independência International. De acordo com comunicado, veiculado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), estes ativos haviam sido

dados como alienação fiduciária a referidos credores. Os Ativos incluem quatro unidades frigoríficas em Nova Andradina (MS), Campo Grande (MS), Senador Canedo (GO) e Rolim de Moura (RO); dois curtumes em Nova Andradina (MS) e Colorado D'Oeste (RO); e dois centros de distribuição e armazéns em Cajamar (SP) e Santos (SP). A aquisição foi realizada mediante a alienação de 22.987.331 ações ordinárias de emissão da companhia mantidas em tesouraria. Cade - Pressionada por um parecer emitido na noite de 17 de fevereiro pela superintendência geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a JBS disse que demonstrará ao órgão antitruste que os diversos arrendamentos de frigoríficos realizados nos últimos anos “não ferem nenhuma regra concorrencial”. “As operações de arrendamento ou aluguel de ativos não são de submissão obrigatória ao Cade”, disse o diretor de relações com investidores da empresa, Jeremeiah O’Callaghan, no comunicado protocolado na CVM. JBS, Agência CMA e Valor, com edição da RF

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Ideias com futuro


Cade não vê monopólio da BRF Um ano e meio após a aprovação da compra da Sadia pela Perdigão, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) avalia que a indústria de alimentos, em especial a de frangos e carnes, não se configurou como monopólio sob o domínio da BRF. Ao contrário, o órgão antitruste verificou que, atualmente, há três grandes 'players' disputando o setor de alimentos: a Marfrig, a JBS e a própria BRF. Desde que a compra da Sadia pela Perdigão foi aprovada pelo Cade, em meados de 2011, os movimentos da BRF passaram a ser vigiados. Ainda naquele ano, o órgão antitruste disse à companhia que não aceitaria a aquisição da Doux. A partir daquele episódio, a análise que o Cade fez é a de que a BRF abandonou as pretensões de novas aquisições no setor. Por sua vez, a Marfrig adquiriu os ativos que o Cade mandou a BRF vender, como fábricas, abatedouros e granjas. Nesse movimento, a JBS passou, então, a ocupar o espaço de fazer novas aquisições no setor. A empresa comprou a Doux e outras companhias de frangos do Paraná e de Santa Catarina. "A indústria não está se configurando como monopolista", constatou Ricardo Ruiz, conselheiro do Cade. "Pelo contrário, o mercado está se reconfigurando e estamos vendo três 'players' (competidores) fortes no país", completou. Doux - O veto do Cade à aquisição de ativos de produção e abate de suínos da Doux Frangosul de Ana Rech, pela BRF, gerou apreensão entre representantes do setor no Rio Grande do Sul (RS). Diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado (Sips), Rogério Kerber disse que a grande preocupação é a continuidade da produção. “Não estamos comentando a decisão em si, pois se trata de um assunto restrito às empresas, mas ficamos apreensivos com a situação da unidade, pela sua importância econômica e social. É preciso que sua produção seja garantida”. Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos do RS, Valdecir Folador, caso o veto seja mantido, o processo produtivo da unidade pode ser prejudicado. “Nos preocupa a questão social, com a manutenção da unidade em funcionamento, pois, caso contrário, como iremos nos desfazer de um volume de produção que abate 3 mil suínos ao dia?”, questiona. "Se não for a BRF para administrar, terá que ser outra empresa. É uma situação muito delicada”. Valor Econômico e O Estado de São Paulo, com edição da RF

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Perspectivas para setor avícola é pauta de encontro na sede da Ubabef Representantes de agroindústrias e entidades traçaram cenários e expectativas para a produção Juntamente com membros da diretoria da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), o presidente executivo da entidade, Francisco Turra, participou de encontro com mais de 40 empresários e lideranças estaduais, na sede da associação, em São Paulo (SP), no dia 6 de fevereiro. Durante a reunião, Turra falou do extenso trabalho realizado em 2012 pela entidade máxima do setor avícola, especialmente no apogeu da crise com a alta dos preços dos insumos e, consequentemente, dos custos de produção. Ele destacou, ainda, as conquistas institucionais obtidas pelo setor, como a inclusão da avicultura entre os setores beneficiados pelo REINTEGRA e pela desoneração da Folha de Pagamento. Auxiliado pelos diretores da entidade – Ricardo Santin (de Mercados), Ariel Mendes (de Produção) e José Perboyre (Administrativo e Financeiro) –, Turra detalhou também as estratégias para ampliação e agregação de valor às exportações avícolas do Brasil. De quebra, debateu os cenários de abastecimento de insumos e a escassez de crédito para o setor, que foi um dos principais problemas enfrentados pela avicultura no ano passado. “A crise nos ensinou que um trabalho institucional forte e uma cadeia produtiva unida têm uma capacidade de superação muito mais rápida e eficiente.

É com este foco que o setor avícola deve trabalhar em 2013, com o pé no chão e muita cautela, mantendo a força e a estabilidade dos negócios no mercado interno e externo. Nosso grande diferencial será a busca pela agregação de valor ao produto, tanto para o mercado interno quanto o externo”, destaca. Rio Grande do Sul - Para evitar que um cenário como o de 2012 se repita – quando a alta no preço da soja e do milho determinou redução de 6,71% na produção de frango gaúcha –, a indústria quer uma ação do governo federal que garanta a distribuição dos grãos no mercado interno. A política de abastecimento, já solicitada, é tida como fundamental para ajudar a garantir bons resultados para o setor neste ano. "Se a safra no Centro-Oeste for boa, queremos que o governo faça distribuição do milho para as regiões que mais precisam. Isso evita o pânico de 2012 e pode ajudar nosso setor neste ano", afirmou o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Nestor Freiberger. Com 14,4% do total de aves do país, o Estado ficou como terceiro maior produtor em 2012, atrás de Paraná (29,7%) e Santa Catarina (17,7%). Ubabef e Zero Hora, com edição da RF

Núcleo de inteligência para agregar valor às exportações O presidente da Ubabef informou que a entidade deu início a um trabalho de estudos estratégicos para expansão da receita das exportações, por meio da criação de um Núcleo de Inteligência de Mercado, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX – BRASIL). O desafio, conforme explica Francisco Turra, é agregar valor às exportações brasileiras por meio de uma série de ações junto às empresas associadas e ao mercado internacional. Coordenado pela Diretoria de Mercados da Ubabef, sob a tutela de Ricardo Santin, o trabalho inclui ações estratégicas, como pesquisas de imagem nos mercados-alvo e estudos de comportamento de comércio com projeções de curto, médio e longo prazos, entre outros. De acordo com Turra, embora dinâmicos e altamente organizados, os embarques de carne de frango do Brasil ainda detêm baixo índice de agregação de valor. Segundo levantamentos feitos pela entidade relativos a 2012, apenas 5% dos produtos exportados eram processados, contra 55% de frango em cortes e 35% do produto inteiro. “Para se ter uma ideia, hoje o estado com maior volume de exportação de carne de frango do país é o Paraná, com 28,7% das 3,918 milhões de toneladas embarcadas durante o ano de 2012. Entretanto, a maior receita foi obtida por Santa Catarina, com 28,6% dos US$ 7,703 bilhões gerados pelas exportações do ano passado”, elucida. Além de expandir as divisas obtidas pela avicultura, a agregação de valor às exportações permitiria ao setor avícola elevar os benefícios sociais para o Brasil, com a retenção no país da mão de obra gerada pelo processamento dos produtos. “Como líder mundial com credibilidade suficiente para atuar em mais de 150 mercados, temos potencial para expandir a capacidade processadora de nosso setor, evitando exportar empregos e gerando mais riquezas para nosso país”, destaca Turra. 06 18


Setor debate estratégias para esclarecimentos sobre antimicrobianos O diretor de produção, técnico e científico da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ariel Antônio Mendes, participou de reunião da Câmara de Rações, Insumos Biológicos e Farmacêuticos, na sede da entidade, em São Paulo (SP), no dia 7 de fevereiro. Presidida por Rodrigo de Toledo, da Aurora Alimentos, e com a participação de técnicos das agroindústrias, lideranças setoriais e especialistas de empresas das áreas de nutrição e saúde animal, a Câmara tratou de diversos temas relativos ao uso de antimicrobianos na produção. Um dos tópicos tratados foi a construção de uma agenda estratégica junto ao público formador de opinião, para esclarecer sobre mitos que existem em torno da utilização do insumo. Os técnicos das empresas estarão no foco da ação, retratando a importância da utilização responsável de antimicrobianos. “Essa ação segue em duas frentes: por meio de encontros e palestras, mostrar à classe médica e a profissionais da saúde humana em geral o que é verdade e o que é equívoco em relação aos antimicrobianos; e em workshops específicos, apresentar a técnicos do setor informações relevantes sobre a

legislação que trata desses insumos”, diz Mendes. Outro ponto debatido no encontro foi o suporte da Ubabef em ações conjuntas com as entidades diretamente relacionadas à nutrição e saúde animal, como Sindan, Abiquifi, Alanac e Sindirações, em um trabalho que buscará agilizar processos de registros de novos medicamentos para a saúde animal. “O Brasil é hoje uma plataforma exportadora de insumos para a saúde animal. Neste sentido, queremos contribuir para que o setor consiga otimizar o registro de novos produtos, algo que será relevante, também, para a produção avícola nacional, que contará com novas ferramentas sanitárias”, explica. Outro assunto que esteve na pauta da Câmara foi a intensificação de ações por parte do setor avícola junto ao Codex Alimentarius – braço da Organização Mundial da Saúde para sanidade animal –, especialmente em grupos de trabalhos que tratam do uso de medicamentos veterinários. Por fim, foi apresentada a programação técnicocientífica do 23° Congresso Brasileiro de Avicultura, que acontece no Salão Internacional da Avicultura (SIAV), de 27 a 29 de agosto. Ubabef, com edição da RF


Acordo entre Mercosul e União Europeia pode fortalecer parcerias Brasil pode se beneficiar com maior importação de carne de aves prevista pelo bloco europeu Líderes empresariais brasileiros e europeus se reuniram na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, dia 23 de janeiro, para o 6º Encontro Empresarial Brasil-União Europeia, com o fim de discutir questões relacionadas ao fortalecimento das parcerias entre as duas economias. A cooperação econômica entre Brasil e União Europeia (UE) como meio de contribuir para a retomada do crescimento econômico nos dois lados, bem como as medidas relevantes para estimular o comércio fora do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu, foram temas debatidos na mesa redonda “A visão empresarial das prioridades da agenda bilateral”. Dela participaram o presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, o coordenador da Coalizão Empresarial Brasileira, Carlos Mariani; o vice-presidente da EuroCamaras Brasil, Louis Basire; e o presidente da EUBrasil, Luigi Gambardella. Em sua apresentação, Turra destacou a importância do mercado europeu para a indústria avícola brasileira. “Apesar das dificuldades comerciais enfrentadas nos últimos dez anos, principalmente com a criação de cotas tarifárias para quase todos os produtos da pauta de exportação do setor e com barreiras técnicas ao comércio, o Brasil vem se sustentando como o maior exportador de carne de frango para a UE. Entretanto, ainda assim o Brasil representou somente 5,5% do consumo total do bloco em 2011”, salientou. Em 2012, a União Europeia respondeu por compras de 448,4 mil toneladas, uma redução de 8,2% em relação a 2011. Já a receita cambial foi de US$ 1,184 bilhão, ou seja, 18,3% menor. Outros pontos - Na oportunidade, Turra chamou a atenção sobre a importância de um acordo de associação entre Mercosul e União Europeia envolver, ainda, produtos agrícolas. “Para que se possa chegar a um acordo abrangente, é necessário que ambos os lados façam concessões, para que o comércio bilateral entre os dois blocos possa expandir também nos setores em que há sensibilidade”, afirmou.

Inovação e competitividade, tema que está no centro da agenda de política industrial no Brasil, foi outro tema abordado, quando a publicação virtual “Diálogo Mercosul-União Europeia” foi apresentada ao público pelo presidente da Apex Brasil, Maurício Borges. O 6º Encontro Empresarial Brasil-União Europeia reuniu 130 participantes e foi organizado pela CNI, BusinessEurope e Eurochambres. O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, encerram o evento. UE comprará mais carne de aves - Um dia antes do encontro, a Ubabef recebeu de seu escritório em Bruxelas, um documento da Comissão Europeia intitulado “Perspectivas dos mercados agrícolas e ingressos na UE 2012-2022”. E as projeções são de aumento das importações de carne de aves por parte dos países do bloco europeu, um dos grandes clientes do produto brasileiro. Conforme o estudo, as importações de carne de aves dos países europeus – que decresceram 3% entre janeiro e agosto de 2012, segundo estatísticas da Comissão Europeia – irão aumentar até chegar ao total de 831 mil toneladas em 2022. O consumo per capita, por sua vez, cresceria 4,3%, em média, chegando a 24 quilos também em 2022. De acordo com dados da Ubabef, no ano passado o Brasil embarcou 442 mil toneladas de carne de frango para os países da UE, com uma receita de US$ 1,184 bilhão de toneladas – resultado inferior ao de 2011 devido à retração econômica em várias economias do bloco, mas respondendo pelo segundo maior mercado de destino das vendas brasileiras do produto. “As projeções da Comissão Europeia são animadoras para o Brasil, um tradicional fornecedor de carne de frango para os países da UE. Uma posição, aliás, que eleva o status de grife de nosso produto, já que o mercado europeu é extremamente exigente. E isto nos credencia muito na hora de abrir novos mercados”, destacou Francisco Turra.

O presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, fez um pedido formal ao vice-presidente da República, Michel Temer, pela aceleração da criação de uma área de livre comércio entre os blocos do Mercosul e da União Europeia. O pedido foi feito durante a Reunião Inaugural dos Conselhos Superiores Temáticos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo (SP). O setor avícola brasileiro tem na União Europeia um de seus principais mercados. Ubabef, com edição da RF

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Exportações de carne bovina in natura têm aumento em janeiro Embarques do produto atingiram recorde em receita e volume é o terceiro maior desde 2007 As exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram 89 mil toneladas no primeiro mês de 2013, marca 7% maior que o volume exportado em janeiro de 2012 e 43% maior do que em janeiro de 2011. De acordo com o analista da Equipe BeefPoint, Marcelo Whately, o seguinte volume maior do que o apresentado em janeiro deste ano foi observado em 2008, quando as exportações foram de 92 mil toneladas. Ainda segundo ele, no início de 2007, o volume exportado em janeiro foi de 108 mil toneladas – o maior já registrado. Mas, devido à crise econômica de 2008, o volume exportado teve queda de 48% no ano seguinte, atingindo 57 mil toneladas em janeiro de 2009. Desde lá, o crescimento foi de 58% até janeiro do corrente ano. Já a receita das exportações alcançaram novo recorde neste mês. A quantia total recebida foi de US$ 409 milhões, sendo 36% maior do que a receita de janeiro do ano passado (US%301 milhões). Desde jan/09, pós crise de 2008, a receita teve aumento de 143%, ao passo que o valor recebido naquele mês foi de US$168 milhões. Por outro lado, o preço médio recebido por tonelada exportada teve queda se comparado ao mês de jan/12. Em jan/13, o valor recebido por tonelada foi de US$ 4.575,00, ficando 5% abaixo do valor da tonelada em jan/12. Desde jan/09, quando o valor médio da tonelada exportada atingiu US$2.976,00, a valorização do produto brasileiro foi de 54% até jan/13. Outros índices - Comparando o resultado das exportações com a taxa de câmbio, houve desva-

lorização do dólar, em janeiro último, e consequente valorização do boi gordo brasileiro em dólares. Seria esperado queda das exportações devido à valorização da carne brasileira no mercado internacional. "Ainda, o suposto caso de vaca-louca no final de 2012 e o embargo de mais de 10 países potencializam a queda das exportações", analisa Whately. Porém, apesar do preço do boi gordo brasileiro em dólares ter aumentado, se comparado com o de um ano atrás, o especialista aponta que o produto nacional está 13% mais barato. "Contudo, mesmo com estes fatores negativos para o aumento das vendas brasileiras, a demanda mundial em janeiro foi suficiente para o Brasil vender em maior quantidade e receita do que em 2012", diz. Miúdos - As exportações de miúdos de bovinos começaram 2013 com bons resultados, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em relação a dezembro de 2012, o volume embarcado no mês de janeiro subiu 19,7%, ficando em 11 mil toneladas, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. Além do maior volume exportado, o produto brasileiro ficou mais caro no mercado internacional, o que ocasionou um maior aumento percentual da receita, em relação ao volume. O faturamento, que totalizou US$ 28,8 milhões, aumentou 23,8%, sendo que a tonelada dos miúdos de bovinos ficou cotada, em média, em US$ 2.611,06. Em comparação com janeiro de 2012, volume e faturamento foram 22% e 11,2% maiores, respectivamente. BeefPoint e Scot Consultoria, com edição da RF

Recorde no volume de exportação de bovinos vivos O ano começou com o melhor resultado já registrado para as exportações de gado em pé em janeiro, conforme aponta a Scot Consultoria. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no primeiro mês deste ano foram embarcadas 57 mil cabeças, o que corresponde a um aumento de 112,4% em relação a janeiro de 2012. Este é o maior volume registrado para as exportações de animais vivos no mês desde que o Brasil entrou neste comércio, em 2002. Maior cliente do Brasil, a Venezuela comprou 70% de toda mercadoria que foi embarcada, seguido pela Turquia, que adquiriu 23%. Os dois países são os tradicionais destinos dos animais exportados pelo país. O Líbano completa a lista de importadores. Em 2012, o Brasil exportou 480,2 mil cabeças, uma alta de 19,4% em relação a 2011. O câmbio valorizado e a arroba mais barata favoreceram o resultado. Scot Consultoria, com edição da RF

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Embarques de couro rendem U$S 165 milhões para o setor Em relação a janeiro de 2012, exportações do produto cresceram 17,9% em janeiro deste ano O primeiro mês de 2013 mostrou uma acentuada elevação nas exportações brasileiras de peles e de couros em relação ao mesmo período do ano passado. No mais recente mês de janeiro, as vendas ao mercado externo somaram quase US$ 165 milhões, representando um crescimento de 17,9% em relação a janeiro de 2012, que foi de US$ 139 milhões. “Trata-se de um número a ser comemorado pela indústria, que tem enfrentado uma série de desafios para elevar as exportações de peles e couros mês a mês”, aponta o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Neste ano a entidade pretende promover uma série de ações que forneçam subsídios para que as empresas curtidoras possam superar as dificuldades impostas à indústria, como os problemas de infraestrutura do Brasil, a alta carga tributária trabalhista e a crise em países compradores de couro brasileiro. Ampliar o diálogo com países considerados mercados alvo para o couro do Brasil é uma das tarefas.

Segundo aponta o diretor-executivo do Sindicouro, Alberto Sklitas, a exportação de couro representou 10% do superávit comercial do país, sendo que 2012 foi o pior ano de exportação na balança comercial da última década. O crescimento é considerado ainda mais positivo porque está ligado ao couro acabado. Hoje, o Brasil já consegue exportar 43% da produção em couro acabado, que tem maior valor agregado e garante mais empregos ao País. O couro chamado de wet blue, que é sem processamento, responde por 45% do mercado. O segmento busca, antes de aumentar a quantidade geral, conseguir migrar para o mercado de produto processado. "Este trabalho tem sido feito ao longo do tempo para que se exporte mais com valor agregado e não se faça toda a exportação em uma matéria-prima, que é o wet blue. O couro exportado no blue tem um valor que é praticamente um terço, um quarto ou até um quinto do valor do couro acabado", acrescenta Sklitas. CICB e Canal Rural, com edição da RF

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Governo revisa meta e prevê país livre de febre aftosa em 2015 Para cumprir a nova meta, Mapa pretende atuar em duas frentes, esclarece Plínio Lopes O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) alterou o cronograma de combate à febre aftosa no país, depois de descumprir a meta estipulada pelo ministro da Pasta, Mendes Ribeiro Filho, de tornar o Brasil livre da doença até o fim do ano passado. O Mapa agora prevê que o país será reconhecido pela Organização Mundial de Animal (OIE) como um território livre de aftosa com vacinação apenas em 2015. Atualmente, dez Estados e a porção norte do Pará ainda fazem parte das chamadas "zonas não livres" de aftosa. Juntas, as áreas que ainda não são consideradas livres – com ou sem vacinação – representam 11% do rebanho de bovinos e bubalinos do país, cerca de 25 milhões de cabeças. Para cumprir a nova meta, o ministério pretende atuar em duas frentes, segundo o coordenador de febre aftosa da Pasta, Plínio Lopes. "Tínhamos um planejamento inicial que não conseguimos cumprir. Agora, vamos trabalhar para manter Santa Catarina como livre sem vacinação e levar os outros Estados a uma zona livre com vacinação", afirma. A primeira fase terá caráter estritamente nacional e acontecerá ao longo de 2013, segundo Lopes. Pelo novo cronograma do ministério, as chamadas "zonas não livres de aftosa de médio risco" – Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão e o norte do Pará – serão consideradas regiões "livres da doença com vacinação" no primeiro semestre deste ano. O ministério não registrou mais casos da doença nesses Estados – o último caso no país foi em 2006, em Mato Grosso do Sul –, mas os técnicos da Pasta farão testes no primeiro semestre para verificar se o vírus ainda circula na região. Esta é a última etapa para que a nova classificação de risco seja atingida. As "zonas não livres de aftosa de alto risco", por sua vez, devem se tornar regiões de "médio risco" até o fim de 2013. São os casos de Amazonas, Roraima e Amapá. O aguardado reconhecimento da OIE, contudo, só acontecerá num segundo momento, afirma Lopes. Para os Estados que hoje são considerados de "médio risco", o status de livre de aftosa com vacinação está previsto para 2014. No ano seguinte, o mesmo status seria conferido pela OIE ao Amazonas, Amapá e Roraima. A chancela da instituição, que deve ser acompanhada pelos países-membro da Organização Mundial do Comércio (OMC), é fundamental para que esses Estados ampliem os mercados para os quais podem exportar carne bovina. 06 24

Cenário - Apesar de não ter o mesmo impacto que o status conferido pela OIE, o reconhecimento nacional previsto para 2013 trará benefícios econômicos, garante o coordenador de aftosa do ministério. O principal deles seria a maior facilidade em transportar animais e carne das regiões "não livres" para o resto do país. Hoje, os produtores de gado precisam seguir uma série de recomendações sanitárias, que encarecem o produto. "O animal que está em uma zona não livre, de médio risco ou alto risco, não pode entrar na zona livre, com ou sem vacinação. Para a carne de um animal que estava em uma zona de médio risco entrar em zonas livres, existe a necessidade de diversos processos que encarecem a carne como, por exemplo, a quarentena, exames e o processamento da carne", explica Lopes. Para que um Estado atinja um novo status, o pedido deve partir dele próprio, com a apresentação de um documento que garanta a existência de medidas de segurança adotadas para evitar o contágio. "Em Santa Catarina, o governo construiu 67 postos de fiscalização para evitar trânsito indevido de animais. Na zona livre sem vacinação, o animal não pode ser vacinado. Por isso, devem existir barreiras como os postos de fiscalização", diz Lopes. Atualmente, não existem pleitos nesse sentido, de acordo com ele. Não é prioridade do ministério, por enquanto, expandir o número de Estados que são livres de aftosa sem vacinação, classificação exigida por relevantes importadores de carne bovina, como Japão, Coreia do Sul e Indonésia. Hoje, apenas Santa Catarina detém esse status. O governo entende que essa decisão poderia criar "ilhas" dentro do país, restringindo a movimentação de animais e criando desvantagens econômicas para Estados que fazem fronteira com vários outros, como São Paulo e Minas Gerais. Para o diretor de saúde animal do Conselho Nacional de Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, "falta coragem" para outros Estados seguirem o exemplo dos catarinenses. "Todos querem ser livres sem vacinação, mas falta coragem. Tivemos isso em 2001, no Rio Grande do Sul, e foi um desastre", recorda. Livres sem vacinação naquele ano, os gaúchos viram um surto de aftosa se alastrar a partir da fronteira com o Uruguai. Mesmo não avançando rumo às áreas sem vacinação, o combate à doença cresceu. Em 1998, a campanha de vacinação imunizou 83% das 158 milhões de cabeças pretendidas. Em 2011, essa taxa chegou a 97,9%. Valor Online , com edição da RF


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Programa Mais Ovinos completa dois anos com saldo positivo Produtores aumentam investimentos em ovinos no Rio Grande do Sul e despertam interesse O programa Mais Ovinos no Campo completa dois anos com um saldo positivo. O rebanho gaúcho teve incremento de quase 300 mil cabeças, saltando de 3,73 milhões (registradas no final de 2010) para mais de 4 milhões (registradas em dezembro de 2012). A natalidade também aumentou de uma média de 700 mil cordeiros ao ano para 940 mil. Os incentivos do programa para os produtores que optassem por manter matrizes no campo são apontados como os principais motivadores para esse incremento. “A natalidade aumentou pelo fato de as matrizes terem sido mantidas a campo. A taxa de abate de fêmeas, que há dois anos era 82% maior do que a de machos, caiu para 19% em 2011 e fechou 2012 bem abaixo: foram 92 mil fêmeas para 105 mil machos”, comemora o coordenador do programa, José Galdino. Ação do governo estadual, o Mais Ovinos já beneficiou mais de 1.981 produtores, atingindo o valor de R$ 46,1 milhões, sendo R$ 22,6 milhões para retenção e R$ 23,4 para aquisição de reprodutores. Com estes financiamentos, foram retidas pelos produtores mais de 189 mil fêmeas e adquiridos 99,2 mil animais, totalizando 288,4 animais entre as duas linhas de crédito. “O valor referente à equalização dos juros do programa de retenção de fêmeas ultrapassa R$ 1,8 milhão, valor totalmente aplicado na ovinocultura”, informa o coordenador. Feovelha - Os reflexos desses números são vistos a campo e também nas feiras e remates por todo o Estado. Foi o caso da XXIX Feovelha, realizada de 23 a 27 de janeiro, em Pinheiro Machado (RS), que fechou este ano com um faturamento de R$ 1,54 milhão, enquanto que em 2012 a comercialização alcançou a cifra de R$ 1,15 milhão, o que representa um acréscimo de 33%. “Esses resultados demonstram mais um ano excelente para a ovinocultura, resultado do mercado aquecido, o que tem levado a uma retomada do rebanho, com novos criadores ingressando na atividade pelas boas oportunidades de negócios”, afirma a presidente do Sindicato Rural de Pinheiro Machado – entidade organizadora da Feovelha –, Jaqueline Maciel. As vendas no Rematão registraram 5.484 animais, com média de preços de R$ 188,45. Para Jaqueline, o resultado das vendas também é reflexo do programa Mais Ovinos no Campo, pelas facilidades que oferece para a aquisição de reprodutores. “O foco dos criadores é justamente a compra de 06 26

ventres e reprodutores de alta genética, para garantir resultados positivos a campo”, aponta a dirigente. Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Ovinos (Arco), Paulo Schwab também acredita que o reflexo da procura se deve muito ao trabalho genético que, mesmo nos momentos mais difíceis da atividade, não foi deixado de lado. Tanto que o melhoramento do rebanho já despertou interesse de produtores de outros Estados em animais criados no Rio Grande do Sul. Ele também comemora o resultado do programa, especialmente como uma alternativa para repovoar os campos gaúchos e atender à demanda por carne de cordeiro vinda não só de consumidores gaúchos, mas de todo o Brasil. “Recebemos inclusive ofertas de compradores do Oriente Médio, mas não temos como atender. Eles nos demandaram 500 animais no primeiro ano e 2 mil a partir do segundo ano”, conta Schwab. Ainda segundo ele, desde 1970 o rebanho ovino gaúcho se mantinha com o mesmo número de cabeças, tendo dado um salto depois da criação do Mais Ovinos. “Nos tempos áureos da ovinocultura gaúcha, já tivemos 13 milhões de cabeças. Hoje, passamos dos 4 milhões, mas ainda há muito a ampliar”. Crítica à informalidade - A baixa oferta obriga que os gaúchos importem carne ovina do Uruguai. Conforme Schwab, o rebanho ovino brasileiro é de 17 milhões de cabeças, e o consumo per capita de carne de cordeiro fica em torno de 400 gramas. De acordo com o presidente da Arco, um dos grandes gargalos do setor se concentra no problema da informalidade do abate, processamento e comercialização da carne ovina. O dirigente revela que, no Brasil, 90% do mercado são de abates informais e apenas 10% atuam na formalidade. No Rio Grande do Sul, o cenário é um pouco melhor, mas mesmo assim são 70% de abates informais e 30% por frigoríficos. “Fica difícil convencer o produtor a deixar a informalidade à medida que a remuneração acaba sendo melhor”, avalia. Para o dirigente, seria preciso que houvesse desoneração da atividade, a exemplo do que ocorre com os setores avícola e suinícola, os quais foram desobrigados a contribuir com PIS/Cofins. “São 9,25% desses impostos, um montante bem interessante para os produtores, Além disso, seriam importantes incentivos como redução do ICMS, para a atividade se encaixar,” informa Schwab. Jornal do Comércio e Zero Hora, com edição da RF


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Exportações de carne suína crescem 5,08% no primeiro mês do ano Crescimento das vendas em volume e receita para Rússia, Ucrânia e Uruguai sustentaram resultados Números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) revelam que o Brasil exportou 40.118 toneladas de carne suína em janeiro, um crescimento de 5,08% em relação a janeiro de 2012. Ainda de acordo com a compilação estatística da entidade, em receita, o aumento foi de 7,42% na comparação com igual período do ano passado: as exportações em janeiro resultaram em US$ 104,64 milhões, contra US$ 97,4 milhões registrados anteriormente. Outro indicador que mostrou recuperação foi o preço médio, que teve aumento de 2,22% em janeiro de 2013 sobre janeiro de 2012. O valor atingido foi de US$ 2.068 a tonelada. Compradores de destaque - Em termos de embarques para o exterior que mais cresceram, os destaques positivos em janeiro foram Rússia, Uruguai e Ucrânia. As vendas para a Rússia foram expandidas, chegando a 11.940 toneladas, o que representou um crescimento de 454% ante janeiro de 2012 (2.154 toneladas). O faturamento cresceu 459%, passando de US$ 6,26 milhões para US$ 34,96 milhões. Com relação ao Uruguai, o aumento dos embarques para o país vizinho foi de 47% em volume e 46% em receita. O Brasil vendeu 1.451 toneladas para os uruguaios em janeiro deste ano, em relação a 987 toneladas em janeiro do ano passado. E faturou US$ 4,26 milhões, na comparação com US$ 2,91 milhões em igual período do ano passado. Já as compras maiores feitas pela Ucrânia apontaram um aumento de 29% nos embarques. De

5.138 toneladas em janeiro de 2012 para 6.620 toneladas em janeiro de 2013. Em receita, houve um crescimento de 24%: de US$ 14,46 milhões para US$ 17,93 milhões. Em janeiro, os principais mercados para a carne suína brasileira foram: Rússia (com participação de 29,76%); Hong Kong (21,11%); Ucrânia (16,50%); Angola (7,73%); Singapura (5,05%); Argentina (3,89%); e Uruguai (3,62%) Redução - A queda nas vendas, por outro lado, apresentaram-se para clientes como Argentina, Singapura e Hong Kong. Quanto à Argentina, houve uma retração de 64% nas vendas brasileiras de carne suína. O volume enviado aos argentinos, em janeiro, ficou em 1.562 toneladas, em relação a 4.297 toneladas em janeiro de 2012. Em valor, a queda foi de 63%: passou de US$ 14 milhões em janeiro de 2012 para US$ 5,21 milhões em janeiro de 2013. Sobre Singapura, a redução nos embarques, em janeiro de 2013, foi de 11%. O Brasil vendeu 2.027 toneladas em janeiro deste ano ante 2.280 toneladas em igual período de 2012. Em faturamento, a queda foi de 14%: US$ 5,59 milhões (janeiro/2013) em relação a US$ 6,96 milhões (janeiro/2012). Por último, os números sobre Hong Kong apontam queda de 39% nas exportações. O Brasil exportou 8.469 toneladas de carne suína em janeiro deste ano, em relação a 13.904 toneladas em janeiro de 2012. A queda na receita também foi de 39%: de US$ 33,80 milhões em janeiro de 2012 para US$ 20,60 milhões em janeiro de 2013. Abipecs, com edição da RF

Janeiro de 2013 favorável aos suinocultores Diferente do registrado em anos anteriores, o cenário em janeiro de 2013 esteve a favor dos suinocultores, segundo pesquisadores do Cepea. A elevada venda de animais – inclusive dos mais leves – no final do ano passado reduziu o volume de suínos prontos para abate no mês de janeiro, impulsionando os preços do vivo no mercado brasileiro. Em Santa Catarina, por exemplo, o Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq teve elevação de 2,2% entre 17 e 24 de janeiro, a R$ 3,20/kg. Em Minas Gerais, o preço médio pago ao produtor foi de R$ 3,86/kg, alta de 1% em sete dias. No Paraná, o Indicador esteve, no dia 24 de janeiro, a R$ 3,31/kg, valor igual ao da semana anterior. Já em São Paulo e Rio Grande do Sul, o preço médio do quilo do animal recuou 2,1% e 1%, a R$ 3,67 e R$ 3,02, respectivamente. No segmento de carnes, o preço da carcaça especial negociada no atacado da Grande São Paulo recuou 3,3%, indo para R$ 5,76/kg, no dia 24 de janeiro. A carcaça comum se desvalorizou 2,4% no período, indo a R$ 5,58/kg. Já as cotações dos insumos (milho e farelo de soja) mostraram recuo. Assim, segundo o Cepea, o poder de compra do suinocultor mostrou aumento em relação ao encerramento de 2012. Cepea/Esalq, com edição da RF

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Demandas do setor são apresentadas ao ministro da Agricultura O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, entregou ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, uma série de reivindicações do setor para 2013. A agenda de atividades com as demandas do setor suinícola foi apresentada durante evento promovido pela ABCS, em Brasília, no dia 06 de fevereiro. Oito assuntos foram elencados como prioridade em um documento assinado por Marcelo Lopes e subscrito por presidentes estaduais. Conforme avaliou o vice-presidente da Frente Parlamentar da Suinocultura (FPS) no Congresso Nacional, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB/ SC), também presente na reunião, 2013 é o ano para se buscar resultados. "Em 2012 vivenciamos momento de grande crise, com preços absurdos de grãos refletindo diretamente na produção. Este ano continuaremos nossa luta junto ao Governo Federal solicitando um preço mínimo do suíno e estoques públicos de milho para não enfrentarmos os mesmos problemas de 2013", enfatizou Colatto. Entre as demandas do setor estão a inclusão da

carne suína na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), pleiteada desde 1959; implantação do Sistema de Contrato de Opção de Compra de Milho; e garantia de abastecimento interno de milho através da recomposição dos estoques públicos. Os criadores pedem, ainda, aumento da oferta de milho para venda em balcão e o limite de compra por suinocultor, para atender os pequenos produtores, bem como a renegociação da parcela das dívidas que foram prorrogadas no ano passado e que vencem agora, "pois muitos não têm condições de pagar", diz Lopes. Outras medidas dizem respeito ao aumento da liberação de recursos para o plano de sanidade suína e medidas de apoio aos criadores integrados com as indústrias, que respondem por 75%. Colatto, que foi relator da Subcomissão criada para discutir o sistema de integração entre produtores e indústrias, lembra que será feito um trabalho forte para aprovação dos Projetos de Lei de Integração em tramitação na Câmara Federal. "Precisamos da sensibilidade de todos os colegas para aprovarmos essa importante proposta", afirmou. Assessoria de Imprensa, com edição da RF

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Serviço de Registro Genealógico de Suínos será online ainda este ano A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) está investindo na reestruturação do “Serviço de Registro Genealógico de Suínos do Brasil” (SRGS). Com piloto já em andamento, a expectativa é que o novo formato já passe a operar em dezenas de granjas até o final deste ano. O objetivo do sistema é criar processos dinâmicos e sistêmicos, auditáveis e de baixo custo, aumentando a confiabilidade da origem dos animais de reprodução, todos realizados por meio da internet. “O registro eletrônico tem a finalidade de aumentar a qualidade, exatidão e rapidez perante a obtenção de todos os dados referentes aos animais, assim como a origem dos mesmos e intervenções realizadas no processo de produção, bem como possibilitar a implantação de um sistema de rastreabilidade a partir dos animais de reprodução”, explicou o diretor executivo da ABCS, Fabiano Coser. O novo sistema que será disponibilizado pela entidade às 97 granjas multiplicadoras de genética suína, conterá, eletronicamente, elementos de garantia de origem dos animais e um banco de dados central. A maior mudança prevista com o sistema online é o ganho de qualidade e rapidez na prestação do serviço de registro que, por conta da nova tecnologia, eliminou uma série de retrabalhos tanto para os produtores que realizam o registro, quanto para a equipe da ABCS. “Com o sistema antigo, o produtor chegava a esperar por dias para obter em sua granja o registro dos animais e, com a nova solução, poderá registrar os seus animais instantaneamente, pois a solução é online através da internet”, explica Everton Gubert, sócio e fundador da Agriness, empresa responsável pela criação da gestão da informação do SRGS. Além disso, a ABCS passa a atuar com maior qualidade no controle e garantia de origem dos suínos de reprodução produzidos no Brasil, já que o novo sistema oferece mais aternativas de geração de informações por meio de relatórios e gráficos que acompanham em tempo real o registro de animais em todo o país. O novo modelo facilitará os processos de seleção e possibilitará a emissão online de todos os certificados necessários pelo produtor de genética, permitindo ao comprador de genética também ter uma base de facilidade operacional, podendo acessar pela internet toda a genealogia dos animais que esta comprando, aprofundando cada vez mais as características genéticas de seu rebanho. A primeira etapa já foi realizada no mês de janeiro na sede da ABCS em Estrela/RS, para o alinhamento conceitual sobre o funcionamento do novo sistema, conta o superintendente técnico do SRGS do Brasil, Valmir Rosa. E em março a expectativa da ABCS é que a Granja Miunça, do suinocultor Rubens Valentini, localizada em Brasília e que foi escolhida para iniciar os testes, já passe a realizar a homologação e as emissões de registros pela internet. ABCS, com edição da RF 06 30


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Por Danielle Michelazzo Martins

Mais barato que o óleo de soja, sebo bovino reduz custos e tem papel fundamental na produção do biodiesel

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odo início de ano, quando números e balanços de mercado são divulgados, questões por vezes um tanto polêmicas são reacendidas. Uma delas, talvez a mais relevante por botar em lados opostos da balança dois fatores fundamentais à sobrevivência da humanidade – a necessidade de conservação do meio ambiente e o combate à fome – diz respeito ao biodiesel. Mais precisamente, ao uso de grãos na produção desse biocombustível. Afinal, o que é mais importante: utilizar terras agricultáveis para produzir energia renovável e limpa e, assim, desacelerar os efeitos catastróficos provocados pelos gases que promovem o efeito estufa (GEE), ou utilizar essas terras para produzir mais alimentos e extinguir a desnutrição que se espalha por muitas sociedades? No ano passado, embate similar ganhou destaque na mídia do mundo todo, quando os Estados Unidos (EUA) decidiram fazer uso de boa parte de sua produção de milho para produzir etanol. A intenção dos norte-americanos é reduzir ao máximo a dependência externa que possuem de petróleo e, de quebra, amenizar as críticas constantes da comunidade internacional contra a postura de negar-se a assinar o Protocolo de Kioto. E se nos EUA a adoção do milho na produção do etanol “abalou as estruturas”, no Brasil, o papel de ator principal é ocupado por outra oleaginosa: a soja, ao passo que o biodiesel brasileiro é produzido, atualmente, a partir de quase 80% de óleo de soja. De acordo com levantamento da Companhia Na06 32

cional de Abastecimento (Conab), divulgado dia 7 de fevereiro, a produção do grão no Brasil baterá novo recorde e o país vai colher 185 milhões de toneladas, um crescimento de 11,3% em relação à temporada passada, que foi de 162,1 milhões de toneladas. Segundo aponta a entidade, a produção de soja é de 83,42 milhões de toneladas. Em termos comparativos, a colheita do milho deve somar 35,1 milhões de toneladas. "O Brasil será o maior produtor de soja do mundo pela primeira vez na história, superando os Estados Unidos", aposta o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller. Para o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês), a afirmação de Geller irá se confirmar e o Brasil deve superar não só a produção de soja dos Estados Unidos e ocupar a primeira posição de produtor, mas, também, de maior exportador do grão na safra de 2012/2013. Isso porque a agência americana acredita que a produção do país vai alcançar 81 milhões de toneladas – ante 77,8 milhões de toneladas dos EUA. Já a exportação brasileira deverá atingir 39,1 milhões de toneladas e, a norte-americana, 34,4. As previsões foram divulgadas em recente relatório da oferta e da procura global do Usda. Por sua vez, igualmente otimista, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a produção de soja deve crescer 26,3% em 2013 frente ao ano passado. A estimativa é de que a safra


Gordura animal como fonte de combustível Dono do maior rebanho comercial do mundo, sendo que a população brasileira de bovinos alcançou 212,8 milhões de cabeças em 2011, conforme dados divulgados em outubro último pelo IBGE – perdendo, pois, apenas para a Índia, onde os bovinos não são comerciais –, o Brasil tem tudo para se tornar o destaque mundial na fabricação de biodiesel através da gordura animal (sebo bovino). No entanto, o uso dessa matéria-prima ainda é pouco associado à produção do biocombustível, seja pela falta de cooperação entre as cadeias produtivas, seja pela falta de incentivos governamentais, como ocorre com a soja. Antes descartado pelos frigoríficos, o sebo bovino atende, hoje, de 15% a 18% do total da produção de biodiesel no país, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o último levantamento da ANP, o Sudeste é a região que mais utiliza o sebo bovino na produção de biodiesel, com 40,33% do total, contra 34,47% fabricados a partir da soja. Em seguida vem a região Norte, com 34,39% de participação, enquanto o óleo de soja representa 65,61%. Em contrapartida, o Nordeste é quem menos aproveita o sebo do boi para produzir biodiesel, com somente 4,42% do total. Na região, o óleo de algodão (50,65%), de soja (38,56%) e de palma (6,36%) são os mais usados. Detentor da maior produção de biodiesel do país, o Centro-Oeste faz uso de apenas 6,46% do sebo e, apesar de ter uma grande produção de carne, processa com 87,59% de óleo de soja. E a região Sul, segunda maior produtora de biodiesel, produz 73,48% com o óleo de soja e 23,27% com a gordura bovina. Mas, se mesmo com tantos entraves o sebo bovino já ocupa a segunda posição como matériaprima para a fabricação de biodiesel, no Brasil, por que pouco se fala dessa alternativa como fonte de combustível e quais os motivos que levam as plantas produtoras de biodiesel a não fazerem uso do produto como poderiam?

Mercado em ascensão Diretor superintendente da Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio), Julio Minelli acredita que a participação da gordura animal proveniente dos bovinos na produção de biodiesel poderia ser mais divulgada, até mesmo porque o sebo passou de rejeito para um subproduto importante na indústria da carne. Para ele, o aumento da participação na produção ocorrerá com o aumento na disponibilidade do sebo bovino que acontecerá, por sua vez, com o aumento da produção de carne. “Acredito que não é falado tanto porque o sebo é opcional, assim como os outros óleos e gorduras, e ainda existem indústrias que não trabalham com sebo. Outro ponto é que o principal destino do sebo no Brasil ainda é o mercado de higiene e limpeza, sendo que para este setor o sebo é tido como o principal produto (não se faz sabão sem sebo), sendo que é possível fazer biodiesel com qualquer óleo/ gordura de origem vegetal e animal”, analisa o gerente da Unidade de Negócios Soapstock & Acid Oils da Aboissa Óleos Vegetais, Felipe Camargo. Segundo dados divulgados na última Feira Internacional das Graxarias (Fenagra) pelo diretor do

Felipe Camargo, da Aboissa

Foto: Aboissa

totalize 82,9 milhões de toneladas. A área colhida será 9,7% maior, enquanto o rendimento médio aumentará 15%. Levando-se em conta não as previsões otimistas, mas o fato de o IBGE também destacar que a produção mundial de soja em 2012 sofreu forte queda em decorrência de problemas climáticos em países como Estados Unidos, Argentina e no próprio Brasil – o que reduziu os estoques mundiais –, as atenções mais uma vês se voltam para o uso do grão na produção de biodiesel e, neste momento, um coadjuvante volta a ganhar atenção como alternativa viável: o sebo bovino.

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evento, Daniel Geraldes, 57% do sebo produzido no país é destinado à indústria de higiene e limpeza (sabão). Ao biodiesel, cabe o destino de 24% do sebo. Ele lembra, contudo, que “o país vem aumentando a mistura de biodiesel ao diesel. Já passou de B2 para B5 (de 2% a 5%) e vai chegar ao B20 (20%). Esse é um novo mercado que se abre para a indústria de graxaria”.* “Pode-se dizer que o sebo bovino como matériaprima para a produção do biodiesel já é uma realidade e sua participação tem crescido a cada ano”, concorda Minelli. Contudo, o dirigente alega que para participar deste mercado, é fundamental que as empresas mantenham a qualidade do sebo. “O produto deve ser separado de forma a evitar a contaminação com água e estar isento de restos de proteína, pedaços de osso, cartilagem, etc. A baixa acidez e umidade são características necessárias para um aproveitamento eficiente do sebo bovino na fabricação do biodiesel”, ressalta. Ponto de congelamento merece atenção Diferente do que ocorre em alguns países, no Brasil o sebo bovino não pode ser empregado para fins alimentícios e, portanto, possui preço mais interessante se comparado ao óleo de soja, que tem como principal destino o mercado de alimentos. O sebo chega a ser uma alternativa ótima de renda, já que uma tonelada do material pode valer R$ 2 mil. “O biodiesel é um produto flexível, que permite ser obtido através de diversos óleos e gorduras. A margem de venda do biodiesel é extremamente apertada e, historicamente, o sebo é mais barato que o óleo de soja. Por isso eu acredito que o sebo, por si, só é uma ótima oportunidade para quem produz biodiesel”, conta Camargo. Porém, como esclarece o gerente da Aboissa, à medida que o papel fundamental do sebo na produção do biodiesel é a redução de custos, é preciso atentar ao limite de CFPP (ponto de congelamento), ao passo que o excesso de sebo no biodiesel, dependendo da região/clima, pode alterar a especificação do produto levando-o a não atender à exigência da ANP justamente no item CFPP. “A temperatura de congelamento mais alta é uma desvantagem, o que reduz a participação possível da gordura animal na composição de matérias-primas. Esta restrição é maior para os meses mais frios e para os estados localizados mais ao Sul do país”, confirma Julio Minelli. Benefícios do sebo Além do custo inferior em relação ao óleo de soja e, principalmente, da não competição com a produ06 34

ção de alimentos, a geração do biodiesel a partir do sebo bovino não está exposta a eventuais quebras de safra. Outros benefícios de grande destaque que o dejeto oriundo do abate bovino possui, como afirma Minelli, é que o biodiesel produzido a partir do sebo bovino possui um maior número de cetanos (melhor característica de combustão) e maior estabilidade à oxidação. “Estas características são positivas em comparação com o biodiesel com origem nos óleos vegetais”. Com relação às vantagens ambientais, mais que garantir um “descarte” eficiente ao sebo, há a redução na emissão de gases causadores do aquecimento global. “Ao utilizar matéria-prima de origem vegetal considera-se que o carbono emitido pela queima será reabsorvido. A redução não é de 100%, pois devem ser consideradas as emissões durante a plantação e produção do biodiesel; contudo, esta conta ainda é bastante favorável. Quando o insumo é considerado um resíduo ou subproduto [como é o caso do sebo] a conta fica muito mais favorável”, compara o diretor da Aprobio. “Do nascimento até o abate são consumidos 8 litros de diesel por cabeça de gado. O sebo de um boi pode produzir mais de 20 litros de biodiesel”, complementa. Como lucrar com o sebo Considerado um subproduto do boi, o sebo bovino pode ser encontrado em grande escala nos frigoríficos que realizam abates, assim como nas graxarias que fazem a coleta de ossos nos comércios de carnes. “Esses ossos são destinados a um processo de cozimento a vapor para retirada do sebo que fica retido nas paredes das carcaças”, explica Camargo. Para ele, uma das estratégias que os fornecedores de sebo poderiam adotar para obter melhores resultados – algums já fazem isso –, seria a venda de sebo bovino em grande escala em determinadas épocas do ano, “porque o setor de biodiesel é um dos poucos nichos capaz de absorver grandes quantidades a curto prazo”. A introdução de regras para a padronização do produto poderia aperfeiçoar a coordenação na cadeia produtiva e o preparo do mercado na comercialização do sebo bovino e, com isso, regularizar e expandir a oferta de biodiesel. RF

*A mistura entre o biodiesel e o diesel mineral é conhecida pela letra B, mais o número que corresponde à quantidade de biodiesel na mis tura. Exemplos: se uma mistura tem 5% de biodiesel, é chamada B5; se tem 20% de biodiesel, é B20.


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Por Carolina Sibila

A PALAVRA DE ORDEM NA INDÚSTRIA BRASILEIRA

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termo sustentabilidade é definido, por por uma operação mais sustentável, com foco na muitos, como sendo o conjunto de ações redução e eficiência no uso de recursos naturais e e atividades humanas que visam suprir as energéticos, e no cenário externo, uma diferenciação necessidades das atuais gerações, sem da empresa perante os concorrentes, podendo se comprometer as futuras, por meio da utilização tornar preferência de aquisição em algumas opedos recursos naturais de maneira inteligente. Porações comerciais”, afirma Ávila. rém, nas indústrias, o fator sustentabilidade vem No mesmo sentido, José Marcos Grÿschek, da Diprogressivamente ganhando ares ainda mais visiovisão de Pesquisa, Desenvolvimento de Processos, nários: vem sendo tratado como ideologia. Quanto Sistemas e Equipamentos da Brasmetano, também mais o tempo passa, mais programas são desenafirma que a sustentabilidade é o principal fundavolvidos e mais empresas passam a aderir práticas mento em todas as ações da empresa. Segundo ele, sustentáveis. por atuar em diversos seAdepto da sustentabitores da produção, as orilidade desde sua criação, entações, treinamentos, O benefício de ser sustentável não é só da o Grupo Marfrig faz quesauditorias e as soluções tão de explicitar tanto propostas se apoiam nos empresa, mas também para o planeta e, na visão e na missão do conceitos de produzir mais consequentemente, para as pessoas. Cuidar grupo, quanto em seu cócom menos. do planeta não é uma opção, porque não há digo de ética, a adoção “Minimizar os impactos de conceitos sustentáveis ambientais e sociais com alternativas". José Marcos Grÿschek, da Brasmetano em suas ações. “Em 2010, treinamento de pessoal na Reunião Estratégica do na área de gestão e opeGrupo Marfrig, foi estaração e terceiros; e viabibelecida uma área corporativa de sustentabilidade lizar economicamente ações, projetos e sistemas e delineada uma ação mundial para todas as suas que busquem não só a preservação, como a recuperaempresas. O Grupo Marfrig definiu suas metas de ção dos recursos naturais”, complementa. Sustentabilidade até 2020, e esta base de objetivos Outra ação que também se torna muito comum norteia ações específicas em todos os negócios da entre as empresas para mostrar cuidados com o empresa”, conta o diretor de sustentabilidade da meio ambiente é a criação de selos verdes, como fez companhia, Clever Pirola Ávila. a ebm-papst. Em 2010, a empresa Com ações de âmbito ambiental, social e na lançou o GreenTech que, de acordo cadeia de suprimentos, o Grupo Marfrig foi uma das com a diretora geral da ebmprimeiras empresas do setor alimentício a assinar papst Brasil, Adriana Belmiro o pacto pela pecuária sustentável, do Grupo de da Silva, segue a filosofia de Trabalho da Pecuária Sustentável (GTPS), o que foi que todo produto recentemente um verdadeiro marco na produção bovina no Brasil. desenvolvido deve ser econo“Com essas ações obtivemos muitos benefícios que micamente e ecologicamente estão ligados principalmente à redução de custos superior ao seu antecessor. 06 36


“Nossos materiais, produtos e processos são desenhados com tecnologia e design de última geração e são ecologicamente corretos, tudo isso para que possamos ter um desenvolvimento sustentável. Além disso, a utilização de conceitos de ventilação, ar condicionado e energia ultramodernos resultam em máxima eficiência energética em nossa planta”.

Mesmo com todos os benefícios que a sustentabilidade pode trazer não só ao meio ambiente, mas também para aqueles que a adotam, algumas empresas ainda se recusam a aderir às práticas “verdes” porque seu custo pode sair muito alto. A criação de projetos, implantação de sistemas e a substituição de matéria-prima, entre outras atividades, ainda está fora do alcance financeiro de muitos empreendedores. É o que explica Grÿschek. “Ser sustentável nem sempre é mais custoso, mas, sem dúvida, os investimentos em modernização e em inovação continuam indispensáveis à perenização das empresas e estes, via de regra, custam bastante”. Por outro lado, ele lembra que o consumidor será cada vez mais o fiel da balança na tomada de decisão na hora da compra – ou seja, quem vai determinar a tomada de decisão – e, assim, a melhor ferramenta para o treinamento e consolidação do consumidor consciente é a educação, fato que irá requerer cada vez mais novas atitudes sustentáveis das empresas. “Isso é tão fundamental quanto a participação ativa

Adriana Belmiro da Silva, diretora geral da ebm-papst Brasil

Foto: ebm-papst

Investimentos que valem a pena

de organismos legisladores e, sobretudo, de fiscalização no balizamento da conduta das empresas, para que a sustentabilidade se estabeleça de forma progressiva e definitivamente”, destaca o executivo da Brasmetano. Ele alerta, contudo, que tal aquisição pode sig-

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nificar a sobrevivência de algumas empresas no mercado, pois, apesar dos benefícios, o custo será alto. Por isso, as empresar devem investir seu capital com assertividade e de maneira racionais, uma vez que, caso contrário, poderá haver grande número de falências. “Isto mostra claramente que o estabelecimento de ambientes e processos sustentáveis é um novo capitulo da história, para uma nova civilização. Ela terá que consumir conscientemente. É um processo em lenta progressão, porém, sem retorno financeiro direto”.

Para se ter uma noção de quanto uma empresa gasta anualmente com pesquisas e projetos em práticas sustentáveis, Adriana, da ebm-papst, conta que a companhia investe aproximadamente 60 milhões de euros por ano, mas que o retorno para a empresa é inestimável. “Isso faz parte da filosofia da empresa, pois o benefício de ser sustentável não é só da empresa, mas também para o planeta e, consequentemente, para as pessoas. Cuidar do planeta não é uma opção, porque não há alternativas”. RF

RELATÓRIO DA FFD CLASSIFICA GRUPO MARFRIG COMO LÍDER DO SETOR EM GESTÃO DE RISCOS AMBIENTAIS O Relatório da Forrest Footprint Disclosure (FFD), divulgado em Londres em janeiro de 2013, classificou o Grupo Marfrig como Líder do Setor de Alimentos Embalados e Carnes pelo seu compromisso com as melhores práticas em gestão de riscos ambientais. O estudo avaliou o impacto florestal das operações de 100 grandes corporações em todo o mundo, com base na utilização de cinco commodities: soja, óleo de palma, madeira, produtos de gado e biocombustíveis. Conduzido pela BPC com o suporte do governo da Inglaterra, o Relatório da FFD é o principal e mais completo documento utilizado pelo mercado financeiro para avaliação de riscos ambientais na gestão das empresas, reunindo em um único relatório as melhores práticas mundiais em emissão de carbono, água e florestas. “No ano passado, a Marfrig demonstrou bom entendimento dos riscos relacionados às cinco commodities focos da pesquisa. As ações estão voltadas principalmente para a gestão interna de suprimentos das commodities, com estabelecimento de padrões de suprimentos para garantir que as aquisições sejam feitas com 100% de origem sustentável e certificada, com metas estabelecidas e planos de melhorias”, conta o diretor de sustentabilidade do Grupo, Clever Pirola Ávila. Conquista importante - O FFD é um projeto do Programa Global Canopy (BPC), iniciado em 2008, que tem como objetivo envolver o setor privado na divulgação e compreensão da "pegada florestal" de suas operações e/ou cadeias de abastecimento, com base na exposição a cinco principais commodities com potencial de origem em terras desmatadas: soja, óleo de palma, madeira, produtos de gado e biocombustíveis. Para Ávila, receber o título de líder do setor em Gestão de Risco Ambiental na categoria Alimentos Embalados e Carnes é de fundamental importância diante da relevância econômica e financeira do Relatório Anual da FFD, uma vez que o documento é considerado o mais completo estudo global do impacto das atividades produtivas sobre as florestas tropicais. “Em um mercado globalizado e cada vez mais competitivo, este reconhecimento representa um diferencial em segurança aos nossos investidores e clientes e mostra a excelência na gestão da empresa. Importante ressaltar a participação voluntária do Grupo Marfrig nestas iniciativas”, declara. Em 2011, o Grupo Marfrig já havia ganhado posição de destaque como a empresa que mais avançou na gestão de riscos ambientais. “No relatório de 2012, como líderes do setor, tivemos a comprovação de que a implementação global da estratégia de sustentabilidade da Companhia está trazendo bons resultados e estamos no caminho certo, reconhecido pelos nossos stakeholders”, pontua Àvila. Diretor da FFD, James Hulse esclarece que as empresas líderes que compõem o Relatório Anual 2012 da FFD tem um compromisso em comum: a inovação contínua, viabilizando a perenidade dos negócios e favorecendo a conservação do meio ambiente. Aliança - O FFD é apoiado por mais de 77 instituições financeiras que juntas representam ativos em mais de US$ 7 trilhões. Em junho de 2012, o Carbon Disclosure Project (CDP) e o BPC anunciaram uma aliança estratégica para divulgação conjunta dos relatórios de carbono e clima, água e florestas, resultando em um sistema mundial de informações - maior e mais abrangente - que vai proporcionar às empresas e investidores uma fonte única e integrada de dados para essas questões. 06 38


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Por Carolina Sibila

PROTEGER, CONSERVAR E INFORMAR Grandes parceiras da indústria frigorífica, embalagens conservam produtos e protegem consumidores

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ais do que deixar os produtos atraentes para conquistar os consumidores, as embalagens têm a função de proteger, conservar e conter todas as informações sobre uma determinada mercadoria. Para a indústria cárnea, as embalagens trouxeram inúmeros benefícios, como o aumento do tempo de vida útil dos produtos nas gôndolas de açougues e supermercados. “Além disso, as carnes embaladas apresentam maior vida útil em relação às carnes não embaladas e, por isso, além de terem mais tempo de exposição nos pontos de vendas, também podem ser transportadas para públicos mais distantes”, esclarece o gerente de vendas para o mercado de proteínas da Dixie Toga, Ricardo Pereira de Almeida. Atualmente, diversos são os tipos de embala-gens encontrados no mercado, como, por exemplo, os filmes de PVC, disponibilizados em diversas medidas e espessuras e certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para contatos com alimentos e específicos para frigoríficos. “O filme desenvolvido para frigoríficos possui como característica principal suportar temperaturas de até 50º negativos e alto teor de gordura, evitando, assim, a contaminação do alimento [carne] por microrganismos”, explica o gerente de vendas da Goodfilm Indústria e Comércio de Beneficiamento de Plásticos Ltda., Sérgio Paulo Ribeiro. Segundo Ribeiro, por possuir características de filme esticável, resistente, atóxico, antiembaçante e autoaderente que embala, protege e conserva todos os tipos de alimentos in natura, semielaborados, processados ou mesmo prontos, inclusive os que necessitam de congelamento, a embalagem em PVC reduz desperdícios, proporcionando muito mais higiene e qualidade nos produtos produzidos pelo frigorífico. 06 40

“Sua reciclagem pode ser realizada diversas vezes e nas mais diversas aplicações. Segundo o Instituto do PVC, é o plástico com menor presença, em peso, no lixo urbano, com apenas 0,7%, devido ao longo ciclo de vida útil dos produtos de PVC”, completa. Outro tipo de embalagem também muito utilizado pela indústria frigorífica é a bandeja de poliestireno expandido (EPS). De acordo com a analista de marketing da Spumapac, Aline Molina Costa, quando foram lançadas, as bandejas promoveram grande reestruturação nos pontos de vendas dos grandes varejistas, evitando filas e o manuseio direto do consumidor, trazendo praticidade, higiene e rentabilidade às empresas. “Esse tipo de embalagem contribui para a preservação do produto e atende a rigorosos padrões de qualidade. O uso da bandeja com filme de polietileno ou PVC permite que o consumidor veja o aspecto da carne e o oxigênio armazenado, concedendo-a uma aparência avermelhada e saudável”, pontua a profissional.

A maioria das embalagens de carne é plástica. Para que a reciclagem seja possível, o consumidor deve lavá-las e descartá-las junto com os demais resíduos secos, ou até quando tiver vários fluxos de coleta específicos para diferentes materiais, no lugar específico dos resíduos plásticos.” Teddy Lalande, da Dixie Toga


Reciclar nem sempre é possível Apesar de muitas embalagens serem recicláveis, na indústria frigorífica, porém, nem toda embalagem pode ser reciclada. De acordo com o gerente de sustentabilidade da Dixie Toga, Teddy Lalande, a reutilização é possível quando uma embalagem é utilizada novamente para o mesmo fim, como, por exemplo, no caso das garrafas de vidro retornáveis. Sob esse prisma, para embalagens de carne, a reutilização geralmente não é possível, pois não são produtos que se prestam facilmente à reutilização. “A maioria das embalagens de carne é plástica. Assim, para que a reciclagem seja possível, o consumidor deve lavar e descartar estas embalagens plásticas junto com os demais resíduos secos, ou até quando tiver vários fluxos de coleta específicos para diferentes materiais, no lugar específico dos resíduos plásticos. Aliás, pela política nacional de

Ricardo Pereira de Almeida, gerente de vendas para o mercado de proteínas da Dixie Toga

Foto: Dixie Toga

O reaproveitamento é uma das grandes vantagens do EPS, ainda segundo Aline, já que é um material extremamente versátil e pode ser reutilizado de diversas maneiras, como, por exemplo, na fabricação de blocos e moldados; construção civil (reboque, isolante, concreto leve, pré-moldados); melhoria dos solos (drenagem, substrato para plantas, aeração dos solos, compostagem); geração de energia por combustão; reaproveitamento para produção de embalagens; fabricação de brinquedos etc. Há, também, indústrias que desenvolvem e produzem embalagens em papelão ondulado para os mais variados segmentos, inclusive o frigorífico, como é o caso da MWV Rigesa. “Cada linha de produtos tem especificações diferenciadas para a necessidade a ser atendida: transporte e armazenamento de grandes volumes e acondicionamento de carnes in natura com alta resistência a toda a cadeia”, esclarece a especialista de Produtos da MWV Rigesa – Divisão de Embalagens de Papelão Ondulado, Bárbara Almeida. Ela complementa relatando que toda solução em embalagem da empresa é desenvolvida sempre levando em consideração aspectos essenciais à sustentabilidade. Itens como melhor aproveitamento de matéria-prima, uso de material certificado e reciclável, de tintas à base d´água, controle da geração de resíduos, otimização da cadeia logística, entre outros fatores, são avaliados pela equipe de técnicos durante o processo de desenvolvimento da embalagem. Característica esta que permite que o papelão ondulado seja 100% reciclado, podendo, ainda, ser reutilizado como embalagem de armazenamento de mercadorias em supermercados (especialmente os atacados).

resíduos sólidos, quando há um sistema de coleta seletiva implantado, este descarte diferenciado é hoje uma obrigação legal por parte do consumidor”, orienta. Ações de preservação ao meio ambiente Um dos assuntos que ganham casa vez mais ênfase no mundo, a sustentabilidade é, para a indústria brasileira, um investimento vantajoso. Lalande afirma que, ao contrário da adoção de ações pontuais de controle corretivo, estes investimentos se traduzem em resultados contínuos e perenes. Permitem, por exemplo, obter redução do consumo de matérias-primas e de recursos naturais, reduzir a carga de resíduos gerados e aprimorar a produtividade. Por fim, contribuem significativamente para a manutenção do desenvolvimento social e para a obtenção de benefícios econômicos. Conforme explica o diretor geral da Multivac do Brasil, Michael Teschner, um dos benefícios para as empresas que investem em sustentabilidade é que elas aprendem a equilibrar a convivência entre o lucro e o meio ambiente, compreendendo, pois, as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras. Esse equilíbrio, conforme acredita, pode ser atingido por meio de 41


Foto: Dixie Toga

Teddy Lalande, gerente de sustentabilidade da Dixie Toga ações como, por exemplo, a economia de energia. Aline, da Spumapac, acrescenta que a conservação de energia pode ser realizada pela utilização racional de energia com o uso de motores e equipamentos de alto rendimento e com o uso de eficientes isolamentos térmicos em indústrias e construções residenciais. “Para esclarecer esta e outras questões relacionadas à sustentabilidade, a Spumapac oferece uma vasta literatura de apoio e uma relação de contatos para aqueles que se interessarem em reciclar seus produtos transformando, assim, o lixo cotidiano em uma possível fonte de renda”. A cadeia produtiva do PVC também tem contribuído de maneira significativa para um desenvolvimento sustentável, ao passo que o produto está

completamente inserido nos pilares da sustentabilidade, uma vez que ajuda na conservação dos recursos naturais, melhora a qualidade de vida das pessoas e contribui para o crescimento econômico. Sérgio Paulo Ribeiro, da Goodfilm, destaca algumas características importantes sobre o material. “A principal matéria-prima do PVC é o sal marinho, um recurso natural renovável. Além disso, ele pode ser reciclado várias vezes sem perder as suas propriedades originai e evita a contaminação de alimentos e medicamentos”. Há ainda outros meios que as indústrias podem adotar para preservar o meio ambiente, como cita Bárbara, da MWV Rigesa, tais como alternativas para o reuso da água; redução de energia no processo produtivo; tornar as operações e cadeia de suprimentos mais eficientes; fazer um Manejo Florestal adequado; reduzir as emissões de CO2; cobrar dos fornecedores condutas sustentáveis; operar com segurança e eficiência; produzir embalagens recicláveis/sustentáveis; e desenvolver embalagens que estimulam o consumidor para práticas sustentáveis. “No caso específico da MWV, nosso objetivo é manter os negócios fortes por meio de escolhas eficientes. Por isso, a empresa realiza sistematicamente ações que não só visam a preservação do meio ambiente, mas também realiza ações em prol das comunidades em que está inserida”, finaliza. RF

Por ser um material extremamente versátil e que pode ser reutilizado de diversas maneiras, o reaproveitamento é uma das grandes vantagens do poliestireno expandido (EPS), mais conhecido no Brasil pelos nomes comerciais isopor e estiropor. Por sua vez, o papelão ondulado, além de 100% reciclável, pode ser reutilizado como embalagem de armazenamento de mercadorias em várias situações.

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Mapa envia missões para tentar suspender restrições à carne brasileira Representantes do Ministério visitam 12 países entre os meses de fevereiro e março deste ano Com o objetivo de suspender as restrições temporárias à compra da carne bovina brasileira, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) visitam 12 países entre os meses de fevereiro e março. Essas nações impuseram restrições à carne devido à ocorrência de um caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) ocorrido no Brasil. Apesar das restrições desses países, as exportações de carne bovina em janeiro atingiram a cifra de US$ 409,2 milhões – alta de 36% sobre o mesmo mês de 2012. As vendas para o mercado internacional de bovinos vivos também apresentaram crescimento substancial, de 104,2% no período, somando US$ 65,2 milhões. “As visitas técnicas, no entanto, são importantes para restabelecer o quanto antes as negociações comerciais com países que suspenderam as importações do Brasil, até obterem melhor entendimento sobre o caso”, afirmou o secretário de Relações Internacionais do Mapa, Célio Porto. Peru e Chile já haviam solicitado informações detalhadas e a perspectiva é de que as suspensões em vigor sejam retiradas em breve. Iniciadas as missões do Mapa em 28 de fevereiro, o primeiro grupo formado pelo secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, e pelo diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques, visita Arábia Saudita, Bahrein, Catar e Omã. A outra equipe, constituída pelo diretor do Departamento

de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias, Lino Colsera, e pelo coordenador substituto de Combate às Doenças, Carlos Pizarro, dirige-se ao Egito, Jordânia, Líbano e Kuwait. Célio Porto, acompanhado da Coordenadora-Geral de Combate às Doenças, Denise Euclydes Mariano da Costa, forma a equipe que entre os dias 18 e 22 de março visita o Japão, China e África do Sul. A expectativa do Governo Brasileiro é que as soluções sejam rápidas para os casos a partir dos esclarecimentos e da recente manutenção do status do Brasil como risco insignificante para a EEB, decretado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “É importante esclarecer que o país é o maior produtor de bovinos do mundo com o reconhecimento desse status. E estamos falando de um rebanho de 214 milhões de cabeças”, acrescentou o secretário Ênio Marques. Desde 1990, o Mapa aplica medidas preventivas para evitar a ocorrência da doença, que têm sido constantemente atualizadas de acordo com a informação científica disponível e as recomendações do Código Sanitário de Animais Terrestres da OIE. Entre as medidas de mitigação de risco adotadas no Brasil estão o controle da importação de bovinos e produtos de origem animal, remoção de material de risco potencial nos frigoríficos, controle da alimentação de ruminantes (proibição quanto ao uso de determinados produtos de origem de animal) e vigilância rígida para detecção precoce da doença.

SANIDADE ANIMAL NO PARANÁ É CONSIDERADA EXEMPLO A sanidade animal das propriedades paranaenses foi colocada em xeque no final do ano passado, quando foi anunciado que um agente causador do mal da EEB havia sido encontrado em um animal na cidade de Sertanópolis (Norte), morto em 2010. Apesar da OIE ter classificado o caso como "não clássico" da doença e, portanto, "com risco insignificante", a repercussão foi suficiente para que dez países embargassem a importação de carne bovina brasileira. Na opinião de especialistas e entidades representativas do mercado de carnes do País, a dúvida criada pelos compradores estrangeiros acerca da carne bovina paranaense é infundada. Para eles, o Paraná é considerado modelo em sanidade animal junto com os outros estados do Sul, Sudeste e também o Mato Grosso Sul. Uma das principais justificativas para a boa saúde dos bovinos é que os animais são criados em pastos e só consomem produtos de origem vegetal, além do índice de vacinação contra febre aftosa atingir quase 100% todos os anos. Para o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Bovino de Corte (ANPBC), Alexandre Turquino, o produtor paranaense – e o brasileiro de maneira geral – "faz a lição de casa" quando o assunto é sanidade animal. "O cronograma sanitário é seguido pontualmente. Vermífugos, vacinações contra a aftosa e também contra a brucelose (que atinge apenas fêmeas) são realizadas. O produtor tem medo de perder seus animais e sofrer com um grande prejuízo", salienta Turquino. Folha Web, com edição da RF

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Aurora amplia presença no mercado nacional com 650 produtos Com uma receita operacional bruta de 4,606 bilhões de reais – crescimento de 18,15% em relação ao ano anterior – a Coopercentral Aurora Alimentos encerrou 2012 com forte presença no mercado nacional, onde comercializa 650 produtos alimentícios e é uma das marcas mais lembradas pelo consumidor. As sobras do exercício foram de 4,35%, ou seja, 180,9 milhões de reais. O ano foi, ainda, marcado pela retomada dos investimentos e aumento da produção. Os resultados foram apresentados na primeira semana de fevereiro pelo presidente da Coopercentral, Mário Lanznaster, pelo vice-presidente Neivor Canton e pelo diretor de agropecuária Marcos Antônio Zordan. As vendas no mercado interno representaram 84,23% e totalizaram 3,880 bilhões de reais. Tiveram como destaque as vendas de carnes suínas (2,224 bilhões), de carnes de aves (802 milhões) e derivados lácteos (504 milhões). Outros produtos que contribuíram com o desempenho nas vendas internas foram carnes bovinas, rações suínas, bovinas e de aves, reprodutores, pintos, ovos e matrizes, derivados de massas e derivados de vegetais. Já as vendas no mercado externo representaram 15,77%, atingiram 726 milhões de reais e foram obtidas com a exportação de 471 milhões de reais em carnes de aves e 254 milhões de reais em carnes suínas. Produção - A Coopercentral Aurora Alimentos ampliou em 3,9% o abate de suínos e processou, durante o ano, 3,6 milhões de cabeças. A produção in natura de carnes suínas somou 320 mil toneladas (crescimento de 3,6%) na forma de cortes resfriados, congelados, temperados, salgados e miúdos. A industrialização cresceu 4% e chegou a 291 mil toneladas, em forma de curados, defumados, empanados, fatiados, hambúrgueres, linguiças, mortadelas, presuntaria, refinados, salsichas, porcionados e linha festas. Com expansão de 6,73%, a produção de frango de corte chegou a 152 milhões de aves no ano. Essa matéria-prima permitiu a produção in natura de 299 mil toneladas nas categorias de cortes resfriados, congelados, temperados, frango inteiro e miúdos. A industrialização de carnes de aves cresceu 5,5% para 50 mil toneladas, incluindo linguiças, salsichas, presuntaria, mortadelas, hambúrgueres, fatiados, empanados, defumados, porcionados, linha light e linha festas. No segmento de produtos industrializados de carne bovina, a cooperativa teve um crescimento recorde. 06 44

Da esquerda para a direita: Neivor Canton, Mário Lanznaster e Marcos Antônio Zordan

Na categoria hambúrguer, a produção cresceu 45%; na linha de almôndegas, 37% e de quibes 10%. A industrialização direta e em parcerias totalizou 5,5 mil toneladas. Já o volume de produção de rações em 2012 ultrapassou a marca de 1 milhão de toneladas, embutindo um aumento de 8,37% em relação ao ano anterior. As rações de suínos tiveram incremento de 13,43% e, as de aves, de 7,44% A Aurora também ampliou a produção de massas em 65,2% nas linhas de lasanhas, pizzas, pão de queijo e sanduíches, fechando o ano com 5,3 mil toneladas desses quatro produtos. Por fim, o segmento de lácteos manteve a linha ascendente de evolução. A Aurora recebeu das cooperativas agropecuárias filiadas 443 milhões de litros de leite durante o ano, 11% acima do período anterior. A industrialização cresceu 25% com a geração de leites longa vida (UHT), bebidas lácteas, creme de leite, leite em pó, soro em pó, iogurtes, queijos e requeijão. Investimentos em destaque - Em 2012, a Coopercentral Aurora Alimentos inaugurou a Unidade de Disseminação de Genes (UDG), que permitiu a concentração produtiva e operacional da produção de sêmen do complexo agroindustrial. Adotando o que há de mais avançado em genética suína, a UDG absorveu investimentos da ordem de 2,3 milhões de reais e está localizada no distrito de Marechal Bormann, município de Chapecó. Com 2.400 m² de área construída em área territorial de 202 hectares, a central de inseminação produzirá, este ano, 480 mil doses de sêmen suíno. Com investimentos para reforma iniciados em 2011, a Coopercentral inaugurou em agosto de 2012 a ampliação da unidade de abate e processamento de suínos de São Gabriel do Oeste (MS), que absorveu


investimentos totais da ordem de aproximadamente 100 milhões de reais. A primeira etapa consistiu na ampliação do abate de 1.200 para 2.000 suínos/ dia, sendo que uma segunda etapa de ampliação de abate para 3.000 suínos será iniciada no segundo semestre de 2014, com previsão de conclusão até o final de 2015. Em outubro, a Aurora assumiu as operações da indústria de aves da Bondio Alimentos, localizada no município de Guatambu (SC). A unidade abate 110.000 aves por dia e produz cortes congelados. Outro investimento importante – da ordem de 61,5 milhões de reais – começou a ser realizado em dezembro, para reabrir a indústria de Joaçaba, no meio-oeste catarinense, e triplicar a capacidade de abate e processamento de suínos destinados à exportação. A unidade estava paralisada desde abril de 2009, auge da crise financeira internacional. As obras iniciaram em fins de dezembro passado e têm prazo de conclusão para dezembro deste ano. Os investimentos em construção civil, máquinas e equipamentos permitirão triplicar a capacidade de abate de 1.000 para 3.000 suínos/dia. Com a ampliação – que representa mais 15.000 m² de área construída e compreende os setores administrativos, industriais, de tratamento de efluentes e de apoio – o complexo de Joaçaba ficará com área total de 25.000 m². Ao final do ano, a Coopercentral Aurora Alimentos

anunciou o arrendamento da unidade industrial de abate e processamento de aves pertencente à Massa Falida da Chapecó Companhia Industrial de Alimentos, localizada em Xaxim (SC), por três anos. A Cooperativa Central habilitará a base produtiva de campo que fornecia matéria-prima para a exarrendatária, formada por 600 avicultores com, aproximadamente, 800 aviários. Todo o conjunto produtivo pertencente à Massa Falida da Chapecó Alimentos foi arrendado, o que inclui, além do abatedouro, as seguintes estruturas: fábrica de rações, incubatório, setor de congelamento da unidade industrial, armazéns e granjas-matrizes. Diferenciais - A Coopercentral Aurora Alimentos é uma das poucas grandes empresas de Santa Catarina com capital 100% catarinense. Entre as empresas do segmento de carnes, é a terceira marca mais referenciada em todo o Brasil. Os números da Aurora são grandiosos: possui 17.800 colaboradores e deve chegar a 20.000 neste ano; abate 700.000 aves por dia, mas deve chegar a 1 milhão de aves/dia até o final deste ano; abate 14.500 suínos/dia; processa 1,5 milhão de litros/dia de leite; tem mais de 100.000 clientes em todo o Brasil e exporta para 60 países. Ademais, suas ações sociais/assistenciais atingiram 130.000 pessoas em 2012, sendo que obteve importantes premiações pela sua responsabilidade social e ambiental.

Coopercentral premia técnicos e produtores Reconhecer o trabalho desenvolvido por produtores e técnicos do Suicopper III e incentivar as melhorias da cadeia de produção, buscando sempre a competitividade sob os aspectos social, ambiental e econômico. Estes são os objetivos do Programa Suíno Ideal, da Coopercentral Aurora Alimentos, ao premiar aqueles que apresentam o melhor desempenho na aplicação de técnicas que garantem bons resultados zootécnicos com baixos custos de produção. Assessor de suinocultura da cooperativa, Sandro Luiz Tremea explica que o Suíno Ideal é um processo de melhoria contínua e está sempre voltado para as demandas de mercado, buscando inovações tecnológicas que agreguem valor à cadeia. Ainda segundo reforça Tremea, os consumidores são os que ditam as regras de mercado e estabelecem as exigências e padrões desejados. “Seguramente, só se conseguirá atender as exigências do mercado através da implantação de padrões de manejo e padrões de assistência técnica nas rotinas de produção e é isso que o programa visa em toda a sua integralidade”, afirma. Premiados - Entre os técnicos premiados, os vencedores foram Silvonei Conte (Copérdia/Coperio) e Acenor F. da Silva (Cooperalfa). Como prêmio eles receberam, respectivamente, uma viagem internacional com acompanhante, e uma viagem nacional com acompanhante. Os critérios de avaliação foram a conversão alimentar, mortalidade na propriedade, mortalidade no transporte, resultado DTO, visita produtores e efetividade da aplicação do método. Já os produtores destaque de 2012 foram Agostinho Presotto (Coperdia/Coperio), Gentil Sgnaulin (Cooperalfa) e Dirceu Jaco Hoffman (Cooperalfa). Além dos mesmos critérios de avaliação dos técnicos, os produtores também foram observados pela aplicação do programa De Olho e QT Rural (metodologia do Sebrae) e Suíno Ideal, Infraestrura da propriedade e fidelidade ao Sistema. Os vencedores e acompanhantes foram contemplados com uma viagem à Brasília para conhecer a estrutura da Aurora e passeio turístico. 45


Seara lança novas opções de refeições práticas e individuais O mercado de pratos prontos está em plena expansão. Em um ano, as vendas de refeições individuais prontas e de fácil preparo saltaram de 3.395 para 6.004 toneladas, representando 30% das vendas em volume de produtos congelados no Brasil, de acordo com os dados Nielsen. Segundo o IBGE, 7 milhões de brasileiros vivem sozinhos, e este grupo é o principal consumidor deste tipo de produto. E para atender os consumidores cada vez mais exigentes, a Seara acaba de lançar em todo o território nacional a linha Menu Gourmet, com a ideia de comprovar que é possível preparar alimentos deliciosos e saudáveis em poucos minutos. Elaborados com ingredientes selecionados, os quatro pratos que compõem a linha visam oferecer, sobretudo, sabor diferenciado – além de qualidade e praticidade. Outro ponto alto é que com a linha Menu Gourmet, pratos sofisticados ganham gosto de comida caseira. A Lasanha à Bolonhesa é feita com molho de carne refogada com margarina, alho, cebola e molho de tomate, igual ao tempero caseiro. O Fettucine de Peru com Brócolis é feito com a famosa massa com grano duro e molho branco com especiarias. A combinação de peito de peru com ervilhas e champignon é o acompanhamento perfeito do Penne à Parisiense. A saborosa massa com grano duro também está presente no Fettucine à Bolonhesa, com molho, queijo parmesão e mussarela. As quatro opções são apresentadas em embalagens de 350g. Outros lançamentos de começo de ano da Seara – também na linha de deliciosas e práticas refeições –, desta vez com a cara do Brasil, são o Escondidinho de Calabresa e o Escondidinho de Carne Moída. Sempre pensando na excelência de seus produtos, a Seara selecionou o que há de melhor em ingredientes para oferecer ao consumidor alimentos de alta qualidade, com sabor de comida caseira e agilidade no preparo. As novidades, em embalagens de 600g, servem duas pessoas e são produzidas com a deliciosa calabresa Seara, carne moída macia e ingredientes selecionados e presentes na tradicional receita brasileira do escondidinho. Os novos itens são lançados em um momento de aquecimento no mercado de pratos prontos com forte consumo em produtos rápidos. Segundo dados Nielsen, essa categoria é de grande representatividade, com crescimento de 20% de 2010 para 2011. Sobre a Seara Foods - Segmento de negócios do Grupo Marfrig que desenvolve e produz alimentos à base de carne de aves, suínos e alimentos processados, a Seara Foods é formada pela Seara Alimentos, segunda maior empresa do setor de aves e embutidos do Brasil; pela Moy Park, maior processadora de aves do Reino Unido; e Keystone Foods, uma das maiores empresas globais de produção de alimentos para grandes redes de restaurantes. A Seara Foods processa mais de 1 bilhão de frangos, 6 milhões de perus e cerca de 3 milhões de suínos por ano (dados de 2011). Também, exporta para mais de 160 países e oferece um variado e completo portfólio de produtos que aliam sabor, qualidade, saudabilidade e fácil preparo. Seara é a marca global do Grupo Marfrig e patrocinadora da Copa do Mundo da FIFA 2014 e da Seleção Brasileira de Futebol até 2026. 06 46

Sobre o Grupo Marfrig - O Grupo Marfrig é uma das maiores empresas globais de alimentos à base de carnes de aves, bovina, suína, ovina e de peixes, além de massas, margarina, vegetais e doces. Sua plataforma operacional diversificada e flexível é composta por unidades produtivas, comerciais e de distribuição instaladas em 18 países e em 5 continentes. Considerada uma das companhias brasileiras de alimentos mais internacionalizadas e diversificadas, seus produtos estão presentes, hoje, em 160 países. Com cerca de 90 mil funcionários, o Grupo Marfrig é o maior produtor de ovinos na América do Sul, a maior companhia de carnes na Argentina, o maior produtor de aves no Reino Unido e a maior companhia privada no Uruguai e na Irlanda do Norte. Para mais informações sobre o Grupo Marfrig, acesse www.marfrig.com.br.


Leardini inova com linha Pescados Gourmet Com o lançamento da linha gourmet de congelados de peixe e frutos do mar com a marca Cavalo Marinho, a Leardini consolida a sua proposta de incrementar o consumo de pescados no Brasil, com alimentos de alta qualidade e fácil preparo. As variedades de congelados contemplam peixes nobres como Linguado, Congrio Rosa, Abadejo, Merluza e Pescada cortados em filés sem pele – além de Cação em postas –, cuidadosamente selecionados e acondicionados em embalagens de 500g, facilitando a vida de quem quer trazer os melhores sabores do mar para a mesa, com todos os benefícios saudáveis associados ao consumo de peixes e frutos do mar. Voltada para o segmento de consumidores premium, a linha Cavalo Marinho gourmet – tradicional marca do segmento e que foi adquirida pela Leardini em 2011 – traz, também, quatro variedades de Camarão Rosa (400 gramas - devenados, com ou sem casca), além de moluscos como Mexilhões (desconchado e meia concha), Lulas em anéis ou tubo e Tentáculos de Polvo cozido. Após renovar toda a sua linha de pratos prontos congelados à base de peixes e frutos do mar, a nova linha da Leardini oferece uma opção de pescados gourmet para quem deseja exercitar o seu lado de chef de cozinha com pescados de alta qualidade e segurança, na elaboração de suas próprias receitas. Tortas - Ainda visando expandir o consumo de peixes e frutos do mar no Brasil, a Leardini também apresenta as Tortinhas de Camarão e Tortinhas de

Salmão, duas saborosas opções de entradas para as refeições diárias que trazem o aporte saudável e nutritivo das proteínas dos peixes e frutos do mar, em um alimento com nenhuma gordura trans. Vendidas em unidades de 160g em embalagens individuais congeladas, são recheadas nos sabores camarão com creme ou salmão com creme (fonte natural de ômega 3, que auxilia na redução e manutenção dos níveis de triglicerídios e colesterol, além da prevenção de doenças coronárias). Feitas em massas artesanais pré-assadas de rápido preparo, basta serem retiradas de sua embalagem e levadas para serem aquecidas por dois minutos em forno micro-ondas.

“Rivoluzionaria”: massas frescas Zini em temperatura ambiente Recentemente, quando a Zini Brasil inovou por completo sua linha de massas frescas – até então congeladas – para passar a produtos que se conservam em temperatura ambiente, muitos utilizadores e até profissionais não acreditavam que fosse possível, ao passo que o setor das massas frescas depende por completo, em tese, da refrigeração para a conservabilidade dos seus produtos. Porém, ao aplicar tecnologias desenvolvidas por sua matriz italiana, a Zini simplesmente eliminou o custo da refrigeração. E manter um alimento a –18ºC (congelado) ou até +5ºC (refrigerado) requer uma despesa, fora da fábrica, até maior que o próprio custo de produção. Poucos sabem, por exemplo, que para manter congelado (–18ºC) um vegetal comum como batata

ou espinafre gastase em energia elétrica o valor de matéria-prima. Isto significa que a cada 3 meses de conservação, o produto de base é praticamente jogado fora. Com isso, se cria, no percurso dos produtos refrigerados ou congelados um custo fora de fábrica na chamada “cadeia do frio”, que encarece demais os alimentos. Detalhe: muitos destes custos são suportados pelos próprios clientes na cadeia de distribuição – que nem sempre se dão conta do montante real destes custos porque estão acostumados a ver só a nota fiscal de venda do produto. Mas tudo isso foi resolvido pela nova linha de “massa Rivoluzionaria” da Zini, composta por: foha de lasanha 'versatile', polenta pronta 'lunella', macarrão 'palline', nhoque de batata 'patato' e 'gnocchi alla romana'. 47


Eagle: inspeção por raios-X feita por especialistas ganha reforço

Fornecedor líder de equipamento de inspeção por raios-X em Inspeção de Produtos Eagle, a Eagle marcou um importante passo na implementação da sua estratégia focada no crescimento contínuo. A empresa nomeou especialistas para duas funções recém-criadas para reforçar o seu apoio aos fabricantes de alimentos, bebidas e processadores, bem como a sua rede de distribuidores em todo o mundo. Simon King juntou-se à Eagle como Diretor Global de Vendas, Serviço e Marketing, enquanto Kyle Thomas foi indicado como Gerente de Unidade de Negócios Estratégicos (SBU), Eagle Raio-X. Após um ano de expansão e inovação para a Eagle em 2012, as adições dessa equipe irão ajudar a empresa no foco contínuo da crescente participação em novos e emergentes mercados, além de desenvolver novas soluções em raios-X projetadas para atender às crescentes necessidades de empresas de alimentos e bebidas. Como diretor global de vendas, Serviço e Marketing, Simon King será responsável pelo desenvolvimento de canal de venda direto e através de parceiros, moldando a direção da estratégia de marketing da Eagle para continuar a expandir o alcance global da empresa e atender melhor os clientes através de relacionamentos, como a parceria recentemente anunciada com a Schur no Brasil. Simon traz significativas e relevantes habilidades e experiências para esta função, tendo desenvolvido e trabalhado diretamente com as equipes de vendas, distribuidores e parceiros OEM nos setores de eletrônica e impressão globalmente, mais recentemente como Diretor de Vendas Globais e Marketing 06 48

em uma divisão da Elbit Systems. Antes disso, Simon exerceu uma série de cargos de alto escalão em multinacionais com Domino Printing Sciences. Por seu turno, em sua função como gerente SBU, Eagle Raio-X, Kyle Thomas irá se concentrar na pesquisa e desenvolvimento, expandindo o portfólio de produtos da Eagle para atender às demandas dos clientes existentes e perspectivas no mercado de processamento e fabricação de alimentos e bebidas, com um forte foco no desenvolvimento de tecnologia de análise de gordura Eagle. Kyle e sua equipe irão se aproveitar do sucesso do lançamento do produto da Eagle em 2012, para incluir dois novos sistemas de inspeção por raios-X: o EAGLE ™ Pack 240 XE para pequenas e médias empresas de fabricação e processamento de alimentos; e o EAGLE ™ Pack 400 HC, projetado higienicamente para os setores lácteos, carnes e aves. Kyle traz uma vasta experiência e um elevado nível de perspicácia empresarial para esta função, desenvolvidos ao longo de 28 anos com a Mettler Toledo, que adquiriu a Inspeção de Produtos Eagle no início de 2011. Ele ocupou funções de alto escalão em várias partes da empresa, mais recentemente como Chefe de Marketing da Mettler Toledo Hi-Speed nos Estados Unidos. Para o diretor de Negócios X-ray, Mettler-Toledo, Kristian Laskey, “Este anúncio marca um passo importante no crescimento contínuo da marca Eagle, que tem se tornado cada vez mais forte nos últimos dois anos. Estamos empenhados em continuar a investir no desenvolvimento de canais de vendas e portfólio de produtos da empresa. Simon e Kyle irão ambos desempenhar um papel-chave deste próximo e emocionante capítulo para a Inspeção de produtos da Eagle”. Sobre a inspeção de produtos da Eagle - A linha de inspeção de produtos da Eagle de sistemas de inspeção por raios X avalia, durante o processo e nos produtos acabados, contaminantes como metais, vidro, pedra e osso, tendo também a capacidade de verificar a massa, avaliar o nível de enchimento compartimentado e analisar o conteúdo de gordura. Com sua sede em Tampa, Flórida (EUA), e escritórios espalhados pelo mundo, os sistemas de inspeção de produtos da Eagle atendem às exigências atuais de certificação para análise de riscos e pontos de controle críticos (HACCP) para assegurar que os fabricantes de alimentos e bebidas – e por sua vez seus clientes – estejam bem protegidos. Acesse o site www.eaglepi.com para obter informações mais detalhadas.


Termômetro Portátil com Alarme – AK904 A Akso disponibiliza ao mercado um novo produto: o termômetro portátil com alarme AK904, que possui faixa de medição de -50 a 200°C, registros de máxima e mínima, função HOLD e seleção °C/°F. Os grandes diferenciais do AK904 são: excelente exatidão de ±0.5°C entre -20 e 120°C, alarmes por temperatura alta e baixa configuráveis pelo usuário com aviso sonoro (indicados no visor permanentemente) e capa de proteção emborrachada com suporte para a sonda. Outro ponto forte é seu preço bastante competitivo, proporcionando uma ótima relação custo x benefício quando comparado aos demais modelos disponíveis no mercado. Possui, ainda, sonda de temperatura substituível com conexão via plugue para facilitar a manutenção pelo próprio usuário, além de contar com uma haste de aço inox de 165mm de comprimento e estojo rígido com interior estofado para maior proteção durante o transporte.

Livro sobre embalagem recebe prêmio do 22º Troféu Ricardo Hiraishi O Instituto de Embalagens foi contemplado pelo 22º Prêmio Brasileiro de Embalagem Embanews - Troféu Roberto Hiraishi 2013, na categoria Pesquisa, com o livro "Embalagens: Design, Materiais, Processos, Máquinas e Sustentabilidade". O projeto contou com o patrocínio e apoio de 23 empresas que acreditaram na proposta e coparticiparam com a elaboração do conteúdo: Abralatas, Antilhas, Bispharma, Emplal, Fiberpack, FuturePack, Grupo M&G, Henkel, Ibema, Igaratiba, Krones, Multivac, Novelis, Optima Group, Sig Combibloc, Silgan White Cap, Simbios-Pack, Sleever, Slotter, Starlinger, Viscotec, Stora Enso e Tupahue. O livro possui 62 capítulos de 44 autores especialistas dentro do segmento e da indústria de embalagem. Ainda este ano, o Instituto de Embalagens dará um novo passo com a obra, que ganhará uma versão em inglês, com a meta de se tornar um livro de referência no ramo de embalagem. Saiba mais - O Instituto de Embalagens – Ensino & Pesquisa tem o objetivo de levar conhecimento para o setor, visando o seu avanço e crescimento. Seu trabalho consiste na coordenação e realização de cursos, encontros, treinamentos, publicações técnicas e, sobretudo, no desenvolvimento de todas as categorias de materiais, valorizando cada um individualmente e destacando os seus pontos positivos de aplicação na concepção de embalagens tecnicamente mais adequadas. Ao todo já realizou 44 cursos de embalagens e 57 eventos, atingindo mais de 4550 profissionais. Seu mote é: Embalagem Melhor. Mundo Melhor!

Revestimento sustentável de alta durabilidade é lançado pela NS Brazil Produzido pela NS Brazil, o lançamento Monolith® PUMMA é um revestimento monolítico de alta durabilidade para pisos à base de Poliuréia híbrida, em sistema autonivelante aplicado a frio. Com alta resistência química a ácidos, bases, sais, açúcares, gorduras e sangue, é recomendável para áreas que requeiram baixo V.O.C., tais como indústrias químicas, alimentícias, frigoríficos, laticínios e bebidas – que requerem uma resistência de temperatura de operação entre -30°C e +95°C. Com acabamento liso ou antiderrapante, o revestimento Monolith® PUMMA é um produto que atende 100% a norma LEED, sendo altamente recomendável para construções sustentáveis. O Monolith® PUMMA se caracteriza por ter uma cura rápida a partir de 4 horas e com baixo odor, com isenção de solventes, resistência à abrasão, mecânica e a choque térmico. 49


Kemin apresenta CholiPEARL™ como parte do Programa Total Nutrition™ A Kemin apresenta o CholiPEARL™ para o mercado brasileiro de ruminantes como parte integrante de seu Programa Total Nutrition™ – programa abrangente, composto por três plataformas de produtos que oferecem soluções de segurança, saúde e de eficiência para melhorar a nutrição e produção animal. Através deste programa a Kemin oferece produtos e serviços para attender às necessidades de cada mercado local, com excelente atendimento ao cliente e eficiente suporte técnico a campo. Oferecendo uma gama de ingredients para a criação de animais saudáveis, a Kemin contribui para que os consumidores tenham alimentos seguros em suas mesas. CholiPEARL, é uma fonte de colina encapsulada, protegida da ação ruminal através do processo chamado MicroPEARLS™: encapsulamento por spray-freezing. O encapsulamento pelo processo MicroPEARLS™ confere fluidez e resistência a danos físicos durante o processamento dos alimentos, mistura e peletização, mantendo liberação intestinal, com proteção da ação ruminal. “Nossa tecnologia exclusiva MicroPEARLS™ fornece a proteção necessária para que cada nutriente fornecido ao animal possa efetivamente passar pelo rúmen e chegar ao intestino delgado, permitindo máxima absorção pelo animal,” conta Davi Araújo, gerente de serviços técnicos para ruminantes para a Divisão Saúde e Nutriçao Animal da América do Sul. CholiPEARL™ tem elevada taxa de biodisponibilidade e oferece uma taxa custo x benefício atrativa para inclusão no alimento. Suplementar as vacas com colina durante a fase de transição permite aos produtores melhorar o balanço energético e reduzir o risco de desenvolvimento de doenças metabólicas, especificamente a síndrome do fígado gorduroso. Além do CholiPEARL, a Kemin oferece o LysiPEARL, uma fonte de lisina encapsulada, e MetiPEARL, uma fonte de metionina encapsulada. Todos esses produtos utilizam a tecnologia MicroPEARL™ de spray-freezing. Para conhecer mais sobre as soluções que a Kemin fornece para o mercado de ruminantes ou para receber informações adicinais sobre o produto, visite www.kemin.com.

Tec Print é o novo Distribuidor Markem-Imaje no norte do País A Tec Print, com sede em Manaus, é o mais novo Distribuidor Markem-Imaje para o Amazonas, Acre e Roraima. Inserida na nova política comercial da Markem-Imaje – que criou uma Rede de Distribuidores no país –, a Tec Print passa a ser a responsável pelo atendimento técnico, comercial e fornecimento de peças e consumíveis (tintas, aditivos, ribbons, etiquetas etc.) a todos os clientes da Markem-Imaje na região. Atendendo as exigências como Distribuidor, a Tec Print conta com estoque local de peças e consumíveis, assim como técnicos habilitados a realizar intervenções nas impressoras Markem-Imaje, tanto de manutenção preventiva, como corretiva, instalações de novas máquinas, integrando a Equipe de Confiança para fornecer soluções completas de marcação e codificação de produtos, caixas e pallets. “Como a logística em Manaus é bastante complexa, a nossa atuação como Distribuidor vai tornar muito mais ágil o atendimento à base instalada da Markem-Imaje, além de ampliar a fatia de mercado”, diz o sócio-gerente da Tec Print, Wagner Perez. “Uma mercadoria comprada em São Paulo, por exemplo, demora em média de 20 a 30 dias para chegar a Manaus, entre viagem e desembaraço fiscal; aí está o importante papel do distribuidor local”. 06 50

“A presença local e dedicada no norte do País, em especial a Manaus, através desta nova parceria com a Tec Print, demonstra o compromisso da MarkemImaje em estar próxima aos clientes”, afirma o gerente de Marketing Brasil da Markem-Imaje, Antonio Buccino Neto. “Queremos ser a ‘equipe de confiança’ dos clientes e, para isto, levamos atendimento técnico, fornecimento de consumíveis e peças, juntamente com o desenvolvimento de projetos para perto deles”. Segundo Wagner, a Tec Print é uma empresa tradicional e com experiência no segmento industrial, mas até então voltada a um segmento específico. "A expansão dos negócios, devido à parceria com a Markem-Imaje, nos leva a conhecer novos mercados. Ainda é cedo para definir números, mas o objetivo é, a curto e médio prazo, estar entre os líderes de mercado na região, no segmento de codificação”. A Markem-Imaje fornece aos setores de alimentos, bebidas, cosméticos, farmacêutico, fios e cabos, eletrônico, automotivo, entre outros, uma linha completa de soluções para marcação e codificação, com avançadas tecnologias em jato de tinta, transferência térmica, laser e print & apply, para a marcação de embalagens primárias, secundárias, terciárias, em vidro, papel, papelão, plástico, alumínio, PET, etc.


Empresa brasileira exporta animais para a Bolívia pela primeira vez A Topigs do Brasil exportou no mês de janeiro, pela primeira vez, suínos brasileiros para a Bolívia. Coordenadora de Supply Chain da empresa, Fernanda Monteiro Valerio explica que devido a esse fato inédito, foi necessário firmar um acordo internacional de trânsito de material genético entre os dois países. “Foram exportados 49 avós da raça Large White e 10 machos reprodutores TALENT para a empresa Genetica Porcina Boliviana”, disse Fernanda. Além dela, Ricardo Josué Cogo, gerente de produção da Topigs do Brasil e Nelson Daher, responsável pela corporação boliviana, que esteve no Brasil durante todo o processo, acompanharam a exportação. A coordenadora explicou que, a partir de agora, o canal está aberto para tráfego livre e a Topigs do Brasil está habilitada pelo governo do País Sulamericano para exportar sem restrições. “Há dois anos, os suinocultores bolivianos estiveram no Brasil para um congresso de suinocultura internacional, conheceram a genética Topigs e demonstraram muito interesse no melhoramento genético executado pela empresa no País. A visita do Ministério da Agricultura boliviano (Sanazag), no final do ano passado, também foi necessária para

que a Topigs fosse autorizada a exportar”, explicou Fernanda sobre como aconteceu essa exportação tão importante para o Brasil e para a Topigs. “A Topigs tem grande interesse de ajudar o desenvolvimento da suinocultura na Bolívia, não só com o fornecimento de material genético, mas também com suporte técnico”, finalizou Cogo. A Topigs - Líder na Europa e presente em mais de 50 países, a TOPIGS é uma das maiores empresas de melhoramento genético de suínos do mundo. A atuação global da companhia combinada com a experiência em genética e reprodução permite manter um melhoramento genético contínuo e sustentável, possibilitando aos clientes obter os melhores resultados produtivos e financeiros. São mais de 60 anos a serviço da suinocultura mundial e 18 anos de grandes conquistas no mercado brasileiro. O objetivo da Topigs não é simplesmente produzir o melhor suíno, mas o melhor suíno que ofereça também o menor custo de produção.

Topigs tem mudanças na gestão O atual gerente de marketing da Topigs do Brasil, Kleber Pupo, também passou a assumir a gerência comercial, no mês de janeiro, em substituição a Everaldo de Paula, colaborador que atuou por 17 anos na empresa e atualmente, está se dedicando a projetos pessoais. “Assumir a gerência comercial, após uma das piores crises que a suinocultura nacional já passou, é o principal desafio nessa nova gestão”, afirma. Kleber Pupo, Segundo Kleber, o principal papel da área comercial é mosgerente Comercial e de Marketing trar ao cliente que genética é um investimento fundamental e da Topigs do Brasil que a Topigs do Brasil tem proposta de uma genética balanceada, que garante produtividade e alto desempenho – resultando, no fim, em maiores ganhos econômicos para o produtor. Um ponto importante e extremamente positivo desta nova etapa, de acordo com o gerente, será a integração do marketing com a comercial. “Com as duas áreas, sob a minha responsabilidade, a sinergia será muito maior entre os colaboradores e suas atividades.” Trajetória profissional - Kleber Pupo é formado, desde 2001, em Publicidade e Propaganda pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP-PR) e pós-graduado em Marketing pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Há 12 anos, atua nas áreas de vendas e trade marketing em multinacionais de grande porte. Na Topigs do Brasil, Kleber ingressou em 2011, como gerente de Marketing, passando a ser o responsável pela operação no Brasil. “Esse período gerenciando o marketing foi de muito estudo do mercado e do perfil dos clientes. Como venho de outro setor, o aprendizado foi fundamental para acertarmos no planejamento. Penso que evoluímos muito nesse sentido dentro da empresa e agora é executar nossa estratégia, aproveitando o momento de retomada da suinocultura”. 51


Klimaquip oferece equipamentos e sistemas para congelamento correto dos alimentos Você realiza congelamento de forma correta? O congelamento correto e sustentável possui inúmeras vantagens e, neste sentido, a Klimaquip oferece inúmeras possibilidades: • Equipamentos destinados ao resfriamento e congelamento rápido de alimentos; • Congelamento em até 240 minutos, atingindo -18ºC no núcleo do alimento; • Congelamento diferenciado que evita a formação de macro cristais nos alimentos e a proliferação de bactérias evitando, assim, a contaminação do produto e mantendo as características originais dos alimentos sem perda de água no processo de regeneração; • Controladores de última geração que dão a opção de congelamento/resfriamento por tempo ou por temperatura; • Equipamentos equipados com sonda espeto para monitoração da temperatura no núcleo do produto; • Sistemas Soft (destinado a alimentos leves de baixa textura) e Hard (para alimentos mais densos) que proporcionam congelamento ou resfriamento adequado para cada tipo de alimento; • Degelo a ar forçado com acionamento manual; • Diminuição dos gastos com mão de obra, sendo possível a utilização da cozinha antecipada, onde os alimentos são conge-lados semiprontos e com poucos minutos de aquecimento podem ser servidos aos clientes; • Economia de energia, devido à utilização do poliuretano na produção dos equipamentos que não deixa o calor externo entrar em contato com os alimentos congelados.

Gehaka é destaque com analisadores de umidade por infravermelho Neste mês de fevereiro, a ebm-papst Brasil completa 15 anos no País e faz um balanço de sua atuação no mercado brasileiro neste período. Em sua chegada ao Brasil, em 1998, a empresa se deparou com a dura realidade local: diferentes tributos municipais, estaduais e federais, composição de preços e burocracia. Porém, os desafios foram além. Segundo a diretora geral da ebm-papst no Brasil, Adriana Belmiro da Silva, hoje a empresa divide sua história em quatro fases: “Nos primeiros cinco anos o desafio foi informar ao mercado a chegada da empresa no Brasil; a segunda fase foi marcada pela abertura do mercado de Refrigeração e estruturação da área comercial; e a terceira fase focou o olhar para a segmentação de mercado, quando a empresa passou a conversar com toda a cadeia que faz parte do processo de decisão na escolha dos componentes e equipamentos. Hoje a empresa considera estar na quarta fase, esta dedicada à conquista de novos mercados”. Um dos novos desafios para o time da ebmpapst Brasil é o estudo para que a empresa invista numa linha de montagem no País: “O Brasil faz parte do planejamento de expansão do grupo. É muito provável que nos próximos cinco anos a empresa opere com montagem local”, comenta Adriana. 06 52

Orgulho de ser pioneira - Uma das características mais fortes do grupo ebm-papst é o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento. Hoje a empresa investe mais de 65 milhões de euros nesta área, com mais de 300 engenheiros focados em desenvolver novos produtos, melhores que seus antecessores, especialmente em eficiência e sustentabilidade. Este investimento faz com que a empresa traga ao mercado novas tecnologias, como o desenvolvimento dos motores eletrônicos: “Nossa empresa sempre acreditou no conceito da eficiência energética e desenvolveu há 15 anos, na Alemanha, o conceito do motor eletrônico”. Além do desenvolvimento da tecnologia na Europa, a empresa também é pioneira em trazer a tecnologia para o Brasil. “Hoje somos líderes de mercado na utilização dos motores eletrônicos no segmento de Refrigeração, e estamos levando esta nova tecnologia para novos mercados”. Segundo Adriana, “o segredo da empresa é ter uma equipe que entende o conceito e é perseverante, porque ao longo desses anos pode parecer que não, mas houve um trabalho de perseverança muito grande para desenvolver um mercado que não valorizava os benefícios de ter produtos eficientes, como o mercado europeu”.


JactoClean dispõe de lavadoras para produtores de suínos De acordo com dados da Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína), o Brasil produziu, em 2012, cerca de 3,5 milhões de toneladas de carne suína, 580 mil delas direcionadas à exportação, resultado de técnicas de produção, tecnologia e cuidados na criação dos animais. Ciente de que as condições de higiene são fundamentais para o desenvolvimento do rebanho e do mercado, e conhecedora das necessidades deste segmento, a JactoClean – referência nacional em equipamentos para serviços de limpeza – dispõe de uma linha de lavadoras de alta pressão, que oferece uma lavagem eficiente às propriedades rurais e empresas focadas em suinocultura. As condições sanitárias dos criadouros estão diretamente ligadas à saúde dos animais e à qualidade da carne. A criação de suínos exige a limpeza úmida com água sob pressão de pisos, paredes, divisórias de baias, cortinas de proteção e gaiolas de proteção nas ‘maternidades e creches’ de filhotes – que precisam de maior atenção para a proteção de leitões. As lavadoras fabricadas pela JactoClean podem atender às determinações da portaria 326 da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) quanto à higiene destes ambientes, bem como ao programa de limpeza e desinfecção sugerido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que indica a limpeza da granja com alta pressão combinada com temperatura elevada e aditivos (detergentes), para que a sujeira ressecada ou incrustada seja facilmente removida sem que haja contato humano com o material, reduzindo o tempo de lavagem e aumentando a eficácia e qualidade da limpeza – inclusive em lugares de difícil acesso. A limpeza de cada ambiente pode exigir diferentes níveis de pressão e vazão, mas o consumo de água é bastante relevante para os produtores. As soluções da JactoClean contribuem para diminuir o tempo de execução do trabalho e proporcionam economia de água e de energia elétrica, oferecendo ótima relação entre custo e benefício. “São máquinas que somam qualidade, durabilida-

de e eficiência durante a lavagem, e facilidade na reposição de peças, pelo fato das lavadoras serem fabricadas no Brasil”, conta o diretor geral da JactoClean, Antonio Luis Francisco (PJ). Produtos adequados - Dentre os produtos fabricados, destaca-se o modelo J12000, ideal para uso em granjas com suinocultura e propriedades rurais, pois foi projetado para suportar limpeza pesada e longas jornadas de trabalho. Possui pressão nominal de 2000 lbf/pol² (140 bar ou 14 MPa) e pressão permissível de 3000 lbf/pol² (207 bar ou 20,7 MPa). A vazão máxima é de 20 litros/minuto ou 1.200 litros/ hora – nas versões 220V, 380V e 440V (trifásicos); e o bico da lança é de aço inox com jato do tipo leque, que possibilita varrer a superfície, fazendo uma limpeza completa com economia de água. Outra máquina que proporciona um desempenho superior na lavagem de locais que precisam de limpeza constante é a J7600. Esta lavadora de alta pressão torna mais ágil a remoção de sujeiras, proporcionando redução do tempo de trabalho, economia de água e de energia. Indicada para longas jornadas de trabalho e para varrer a superfície e fazer uma limpeza completa, conta com bico do tipo leque fabricado de aço inox – como item opcional, há o bico turbo, ideal para limpar sujeiras incrustadas. Robusto, o equipamento da JactoClean está disponível nos modelos: monofásico, com tensão de 220 V, motor com potência de 3 CV, pressão nominal de 1550 lbf/pol², pressão permissível de 2325 lbf/ pol² e vazão máxima de 10 litros/minuto ou 600 litros/hora; trifásico, com tensões de 220 V ou 380 V, motor de 4 CV, pressão nominal de 1800 lbf/pol², pressão permissível de 2700 lbf/pol² e vazão máxima de 11 litros/minuto ou 660 litros/hora. Todas as Lavadoras de Alta Pressão da JactoClean estão em conformidade com as exigências da Portaria nº 371 do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que tornou compulsória a avaliação de adequação dos equipamentos para o recebimento do selo de identificação de conformidade de segurança.

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ITAL realiza curso de procedimentos em HACCP Cuidar para que o alimento que chega ao consumidor seja cada vez mais confiável. É este o objetivo central do APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) – ou HACCP, em inglês –, sistema que compreende um conjunto de condutas que visam garantir a segurança do alimento. A aplicação dessas ferramentas foi objeto de interesse, prioritariamente, das empresas exportadoras, o que motivou o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a trazer ao Brasil o Curso de Procedimentos para Implementação do Sistema HACCP na Indústria de Carnes. Desde sua primeira edição, em 1998, as exigências cresceram, bem como o interesse das empresas. Assim, o Centro de Tecnologia de Carnes (CTC-ITAL) ministra a 19ª edição do treinamento entre os dias 06 e 09 de maio. Técnicos do CTC-ITAL foram treinados no sistema pela International Alliance of HACCP com o objetivo de disseminar o conhecimento no Brasil, já que sua aplicação passou a ser um requisito básico para a produção de alimentos inócuos exigidos pelo mercado externo. “Com o advento destas exigências internacionais, também houve regulamentação nacional a respeito e, desde então, tem sido crescente a busca pela certificação na produção de alimentos inócuos, ou seja, que não veiculem perigos físicos, químicos ou biológicos aumentando, com isso, a probabilidade de não afetar a saúde do consumidor", relata o coordenador do curso, Manuel Pinto Neto. No Brasil, a partir de janeiro de 1997, entrou em vigência a implantação do programa de Procedimentos Padrão de Higiene Operacional (PPHO) na indústria de alimentos, que pode ser considerado um programa preparatório para a introdução do APPCC. Este, por sua vez, passou a ser exigido em 1998,

tenco como foco a segurança alimentar durante todo o processamento do alimento. Segundo ainda lembram os coordenadores do evento – Renata Bromberg, Manuel Pinto Neto e Márcia Mayumi H. Haguiwara –, a preocupação com a produção de alimentos seguros era, antes, mais restrita ao mercado externo e às grandes empresas. Mas, atualmente, empresas que trabalham com alimentação comercial têm procurado cada vez mais informações e capacitação de seu pessoal. O curso - O curso ministrado pelo ITAL possui certificado com selo emitido pela Aliança Internacional dos Estados Unidos e permite a aquisição de conhecimento para a compreensão do sistema e para sua implantação em empresas de alimentos, com foco nas regulamentações do USDA (United States Department of Agriculture) e FDA (US Food and Drug Administration), as quais estão sendo exigidas por alguns países importadores. O evento conta, ainda, com a realização de dinâmicas que possibilitam a interação entre os participantes e a fixação dos conceitos adquiridos no curso, por meio de estudo de caso e exposição oral do plano desenvolvido. Destaque para as palestras acrescentadas ao programa original do curso: a primeira delas será ministrada por um representante da indústria, que vai falar de sua experiência de sucesso na implantação e validação do sistema APPCC; a outra será ministrada pelo representante do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), que vai expor as ações do governo relacionadas ao tema. Para outras informações do curso, tais como público-alvo e formas de se inscrever, acessar o site www.ital.sp.gov.br, ou ligar para o telefone (19) 3743-1884.

Encontro de Confinamento da Scot Consultoria acontece em abril O tradicional Encontro de Confinamento da Scot Consultoria, onde um time de ponta de analistas de mercado e de técnicos do setor discutirá o que será possível e o que será impossível para os confinadores nesta temporada, mais uma vez acontecerá em Ribeirão Preto (SP). A edição deste ano será nos dias 3, 4 e 5 de abril. Além do bate papo com analistas, a programação do encontro irá contemplar assuntos diversificados como: expectativas para 2013, novas estratégias

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tecnológicas, nutrição, recuperação de pastagens, futuro dos grãos, custo operacional, operação de hedge, tratamento de dejetos, processamento de grãos, gestão e muito mais. E no dia 5 de abril, a visita técnica (opcional) acontecerá no Confinamento Monte Alegre, mais uma vez vencedor do prêmio Nelson Pineda, com novas estações de visitas. Para inscrições e mais informações, acesse www. scotconsultoria.com.br/encontroconfinamento/, ou entre em contato pelo telefone (17) 3343 5111.


Eventos Paralelos:

06 a 08 de Agosto 2013 São Paulo - Expo Center Norte - 13h às 20h

O EVENTO LÍDER PARA DESENVOLVIMENTO PLETO M O C S I A M A R O G A S O I DE PRODUTOS ALIMENTÍC PONTO DE ENCONTRO ANUAL Em sua 17ª edição a Fi e Hi serão realizadas juntas, proporcionando ao visitante um contato anual com as novas tecnologias e produtos do setor. NUTRACÊUTICOS E SUPLEMENTOS Pela

forte

convergência

entre

as

indústrias

15.000 potenciais visitantes das indústrias Food, Nutraceuticals e Pharma Evento mais completo e abrangente Maior retorno de investimento

farmacêutica e alimentícia, a Fi South America ficará

Conteúdo e Networking

ainda mais completa sendo organizada na mesma

Fi Conferences, Fi Seminar Sessions e Fi Excellence Awards

data e local da CPhI South America, evento que reúne os fornecedores de matérias-primas farmacêuticas, cada vez mais usadas pela indústria alimentícia.

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O manejo alimentar de frangos em seu crescimento No caso do manejo alimentar proposto para o sistema alternativo de criação de galinhas caipiras, há a previsão da integração das atividades agropecuárias, com o aproveitamento de resíduos oriundos da atividade agrícola

O manejo alimentar visa suprir as necessidades nutricionais das aves em todos os seus estágios de desenvolvimento e produção, otimizando o crescimento, a eficiência produtiva e a lucratividade da exploração, já que o custo com alimentos representa 75% do custo total de produção. A nutrição adequada dos frangos de corte, por exemplo, depende de conhecimento técnico sobre nutrientes, energia, aminoácidos, minerais, vitaminas, ácidos graxos e água. Uma coisa importante a se observar é o consumo diário de água, que em caso de a ave diminuir o consumo, pode ser sinal do início de algum problema. Em caso de se considerar o uso de ingredientes como trigo, triticale, triguilho, sorgo, farinhas animais, subprodutos do milho, cevada etc., é preciso estar atento à sua disponibilidade comercial, qualidade e preços relativos aos ingredientes tradicionais, buscando a vantagem no preço, sem nunca desconsiderar a qualidade. Um princípio básico na substituição do milho por ingredientes alternativos é manter equilibrados os nutrientes e energia, produzindo uma dieta mais barata que a convencional. Os alimentos a serem fornecidos devem também atender a alguns princípios de manejo da alimentação e da água para que sejam bem aproveitados e gerem eficácia no desempenho dos frangos. No caso do manejo alimentar proposto para o sistema alternativo de criação de galinhas caipiras, há a previsão da integração das atividades agrope-

cuárias, com o aproveitamento de resíduos oriundos da atividade agrícola. Tal fato não só permite a redução dos custos de produção, mas também a agregação de valores aos produtos, pois assim se usam resíduos agrícolas, como folhas da mandioca, que normalmente são abandonados, transformando-os em proteína animal, bem como é possível utilizar suas raízes, as cascas e crueiras, que são subprodutos da fabricação da farinha e da goma de mandioca. Além disso, pode-se utilizar também o farelo de arroz, que possui teores de proteína bruta de cerca de 15%. Este produto resulta do processo de beneficiamento dos grãos de arroz para consumo, sendo relativamente fácil de ser obtido, principalmente nas unidades agrícolas familiares que adotam o sistema de cultivo do arroz. A dieta da galinha caipira deve ser estabelecida de acordo com a exigência nutricional de cada fase do seu desenvolvimento, sendo que a formulação da ração deve ser feita com base nos teores de proteína apresentados por cada um de seus componentes, na sua eficiência alimentar. Outros produtos também podem ser empregados como fonte alternativa de alimentos para as aves, tais como fenos de feijão-guandu ou leucena, ou vagens moídas de faveira, que é uma espécie abundante no Piauí. No caso de se utilizar qualquer uma dessas fontes de alimento, os seus teores de proteína devem ser considerados, a fim de permitir a formulação correta das rações e proporcionar um desempenho adequado das aves.

SBTE: mercado de genética bovina sofrerá prejuízo Pesquisador da USP fala de retrocesso de 15 anos na pecuária de corte e leite, em razão da novas regras

A Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões (SBTE), entidade que reúne os profissionais da área de biotecnologia da reprodução no País, fez um alerta para o prejuízo econômico e de avanço tecnológico que o mercado de genética bovina de corte e leite terá, como resultado das novas regras aprovadas pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), previstas para entrar em vigor em janeiro de 2014. A imposição de medidas restritivas ao mercado de transferência de embriões determinada por normativa da ABCZ será responsável por causar impacto negativo em todas as conquistas do processo biotecnológico, da transferência de embriões, ferti06 58

lização in vitro, até clonagem e trangênese. "Isso implicará um significativo retrocesso na pecuária brasileira", conclui. Estima-se que 1,1 milhão de transferências de embriões são realizadas no mundo, sendo o Brasil líder desse mercado com 37% de participação. O grande benefício dessa biotecnologia é a utilização de embriões de vacas de alto valor genético em receptoras comuns com o objetivo de acelerar o processo de melhoramento, gerando aumento de produtividade e lucratividade para toda a cadeia de produção de carne e de leite. “Não há justificativa técnica e já alertamos o fato


ao conselho técnico da ABCZ”, ressalta o presidente da SBTE e pesquisador da USP, Pietro Sampaio Baruselli. “Do ponto de vista do mercado de genética o efeito dessa medida será desastroso”. Segundo Baruselli, a restrição de raças das receptoras é inócua porque estas fêmeas são apenas barriga de aluguel. “O indivíduo (embrião) transferido para o útero da receptora já está formado. Do ponto de vista econômico, o criador terá enorme dificuldade para encontrar receptoras zebuínas devidamente registradas pela ABCZ e aptas para receberem um embrião. Acreditamos que seria muito mais importante a ABCZ reforçar os programas de melhoramento que selecionam doadoras elevado mérito genético que, após a multiplicação de seus descendentes pela técnica de transferência de embriões, formarão a base produtiva do nosso rebanho”, afirma. Mercado de TE - Nos últimos 11 anos, o Brasil cresceu sete vezes no volume de transferência de embriões. Dados da SBTE – em números arredondados – mostram que o Brasil realizava 50.000 transferências/ano em 2000, comparando-se com 350.000 TE registradas em 2011. Os resultados de 2012 estão sendo apurados (dezembro está em fechamento), mas calcula-se que a marca atual seja

de 400.000 TE, um salto aproximado de 14%. A SBTE estima que 75% do volume de TE feita no País seja na pecuária de corte e 25% na de leite. Desse total, 85% são de raças zebuínas e 15% de taurinas e mestiças. Nos últimos anos observouse também uma inversão no perfil tecnológico: em 2000 predominava a fertilização in vivo, atualmente dominada pela técnica de fertilização in vitro. Sobre a SBTE - Criada em junho de 1985, a Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões reúne cientistas, pesquisadores, técnicos, educadores e estudantes das diversas biotecnologias reprodutivas. Os estudos são direcionados aos bovinos, pequenos ruminantes, suínos, equinos, animais de estimação, espécies de laboratório e espécies ameaçadas de extinção. A SBTE serve, ainda, como fórum para a troca de informações entre seus membros, criadores e fornecedores de materiais na área de biotecnologia reprodutiva. A entidade tem o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq, Finep, Capes, Conselho Federal de Medicina Veterinária, Embrapa Gado de Leite, Asbia e mais sete organizações, além de um condomínio formado por 15 empresas dedicadas ao setor.

Controle de parasitas na pecuária é alvo de estudo

Bactérias Wolbachia infectam alguns dos principais parasitas dos animais ruminantes, como a mosca-dos-chifres O pós-doutorado de uma das pesquisadoras da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) nos Estados Unidos colocará a Embrapa entre as instituições pioneiras no Brasil nos estudos de controle biológico por meio de bactérias e insetos que se relacionam por simbiose, especialmente as bactérias do gênero Wolbachia. Esses organismos infectam alguns dos principais parasitas dos animais ruminantes, como a mosca-dos-chifres, a mosca-das-bicheiras e os carrapatos de bovinos. Nos Estados Unidos, a pesquisadora Lea Chapaval irá estudar a infestação de mosquitos da malária por Wolbachia, foco do trabalho de sua orientadora, a cientista Sara Lustigman, Ph.D. em parasitologia molecular. Segundo Lea, o objetivo é trazer as técnicas utilizadas lá e adaptá-las para carrapatos e moscas no Brasil. Com essa caracterização inicial será possível identificar, no futuro, linhagens promissoras de Wolbachia para o controle de parasitas na pecuária e definir novas estratégias de controle integrado. Durante três meses, a partir de fevereiro, a pesquisadora será orientada por Sara em uma parceira entre o The Johns Hopkins Hospital e o New York Blood

Center (Centro de Sangue de Nova York). Fundado em 1889, o Johns Hopkins é um dos hospitais mais renomados nos EUA, e foi pioneiro na combinação de atendimento a pacientes, pesquisa e ensino. A identificação da relação entre a Wolbachia e o parasita pode contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de controle parasitário que minimizem a utilização de pesticidas nos sistemas pecuários de produção. Garantindo, assim, alimentos mais seguros para a população, com menos resíduos, e diminuindo as barreiras sanitárias determinadas pela presença de contaminantes pesticidas nos alimentos de origem animal. Apesar de possuir o maior rebanho comercial do mundo, com mais de 200 milhões de cabeças de gado, o Brasil enfrenta problemas de aceitação de sua carne em outros países, principalmente por fatores ligados à sanidade dos animais. "A presença de endo e ectoparasitas está ligada ao menor ganho ou à perda de peso, além da predisposição a outras doenças. Tudo isso gera perdas econômicas, que podem ser evitados com o controle de verminoses", afirma Lea. 59


Lições da vaca louca

Análise: a pujança – força e robustez – da agropecuária brasileira não é vista com bons olhos por muita gente *Por Rodrigo Lima

As barreiras sanitárias contra a carne bovina brasileira por causa de um animal que morreu no fim de 2010 com suspeita da doença da vaca louca não possuem fundamentos científicos e podem ser facilmente questionadas na OMC. O animal não morreu em decorrência da doença. Na realidade, os exames detectaram uma forma de proteína, conhecida como príon, que causa a doença da vaca louca. Na literatura, esses casos são tratados como atípicos, e não justificam restrições ao comércio para proteger a saúde dos animais e dos consumidores. Japão, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, China e Taiwan restringiram a carne de todo o país, enquanto Jordânia e Líbano barraram a carne do Paraná. O Peru adotou uma barreira de três meses e o Chile proibiu a compra de farinha de carne e de osso. Esses mercados representam aproximadamente 5% das exportações e não devem causar impactos significativos, até porque se espera uma solução rápida e consensual. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) seguiu os protocolos internacionais, comunicou o caso à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e agora trata as restrições com o respaldo de manter seu status de risco insignificante para vaca louca. Assumindo que as barreiras serão levantadas e os impactos serão pequenos, quais lições devem ser aprendidas com esse caso? O primeiro alerta é que defesa sanitária não é brinquedo. O país tem regulamentações avançadas, mas precisa investir pesado para controlar certas doenças e manter-se livre de outras (como é o caso da vaca louca), construir laboratórios modernos e investir em pessoal qualificado, ter capacidade de resposta rápida e consistente. A pujança da agropecuária brasileira não é vista com bons olhos por muita gente, e a criatividade de certos países para impor barreiras ao comércio é enorme. Nessa linha, a capacidade de negociar acordos sanitários, de fazer análises de risco, de 06 60

manter adidos agrícolas em países-chave e questionar barreiras injustas são apenas alguns pontos fundamentais para manter esse potencial. O desafio de agregar valor aos produtos do agronegócio por meio da exportação de carnes é outro ponto. O argumento de que poucos países são provedores de proteína animal e, por isso, os compradores precisam do Brasil, cai por terra nas crises sanitárias. Vale lembrar que em 2003 os Estados Unidos exportavam 1,14 milhão de toneladas de carne bovina e o caso de vaca louca derrubou as exportações para meras 209 mil toneladas em 2004. A capacidade de intensificar a produção de carne, liberar pastos para outras culturas, cuidar das questões logísticas, equacionar a demanda por milho e farelo, adotar práticas que permitam aumentar a produtividade e conservar os recursos naturais são desafios da agropecuária brasileira. Mas de nada adianta vencê-los sem investir com a mesma seriedade nas questões sanitárias. Os dados finais de 2012 deverão recolocar o Brasil como maior exportador de carne bovina, na casa de 1,25 milhão de toneladas. Espera-se que o caso atípico de vaca louca sirva de lição. O país felizmente é livre desta e de outras doenças que já devastaram a agropecuária de muitos países, e continuar assim é um desafio constante que dependerá da capacidade brasileira de enxergar e tratar a defesa sanitária como assunto prioritário da agenda agropecuária.

Foto: Arquivo NRF

"Os dados inais de 2012 deverão recolocar o Brasil como maior exportador de carne bovina, na casa de 1,25 milhão de toneladas. Espera-se que o caso atípico de vaca louca sirva de lição."

Rodrigo Lima é advogado, gerente-geral do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone). Fonte: Gazeta do Povo Online


O Vendedor Sustentável *Por Paulo Araújo

"O cliente quer saber o que sua empresa está fazendo a respeito do tema sustentabilidade. E nada de proclamar frases e mais frases como de um belo poema decorado só para impressionar. O cliente quer resultados!"

"A concorrência cada vez mais vai divulgar a plenos pulmões em suas ações de marketing que comprar deles, e não de você, é um bom negócio para o meio-ambiente e para a sociedade. Procure o mais rápido possível implantar em sua empresa um modelo de negócio sustentável." Paulo Araújo é especialista em Inteligência em Vendas

e Motivação de Talentos, diretor da Clientar - Projetos de Inteligência em Vendas, e autor de Paixão por Vender (Ed. EKO), entre outros livros. Informações sobre palestras ou treinamentos de Motivação, Talentos e Vendas pelo telefone (41) 3267-6761, ou pelo site www.pauloaraujo.com.br Twitter: @pauloaraujo07

Vamos direto ao ponto, pois o assunto é longo e as laudas são curtas: a meta hoje é salvar o planeta. Mas nada de políticas utópicas dessas que enchem os olhos, mas são quase impossíveis de se praticar. Também nem pense em salvar o mundo por meio de passeatas, de grandes movimentos que exigem mobilização de pessoas, pois essas estratégias causam muito alvoroço e trazem poucos resultados. Não dá mais para fazer de conta que o assunto não é com você, que o aquecimento global ou o aumento da miséria não afeta a sua vida ou os seus negócios. Afetam, e muito! O cliente quer saber o que sua empresa está fazendo a respeito do tema sustentabilidade. E nada de proclamar frases e mais frases como de um belo poema decorado só para impressionar. O cliente quer resultados! Sustentabilidade é ligação direta com competitividade, redução de custos, aumento de rentabilidade e a equipe de vendas da sua empresa já está sendo questionada e cobrada por produtos ecologicamente corretos. Isso porque a concorrência cada vez mais vai divulgar a plenos pulmões em suas ações de marketing que comprar deles, e não de você, é também um bom negócio para o meio-ambiente e para a sociedade. O planeta está cada vez mais verde e, pelo amor de Deus, entenda que esse novo cliente não quer esmolas ou atos de caridade. Ele quer um planeta com menos desigualdade e mais limpo. Agora chega de conversa fiada e procure o mais rápido possível começar a implantar em sua empresa um modelo de negócio sustentável. Pesquise e aprenda com empresas que já utilizam e reutilizam os recursos naturais de um modo mais racional; economizam energia e usam métodos alternativos; emitem menos gases tóxicos; tomam cuidados especiais com o lixo e resíduos; têm programas de preservação da fauna e da flora; são parceiras em projeto sociais e investem tempo e dinheiro em pesquisas, desenvolvimento e lançamento de produtos e serviços que não agridem o meio-ambiente; são mais econômicas ou de maior valor agregado. Esses foram somente alguns exemplos, pois a lista é grande. O vendedor moderno é aquele que mantêm e aprimora a qualidade do relacionamento com seus clientes. Agora ele tem mais um item em sua agenda – aprender a satisfazer um cliente maior – o planeta Terra. 61


TI & Sustentabilidade Cada vez mais a população mundial se dá conta da importância da erradicação da pobreza e da preservação dos recursos naturais do planeta. De modo geral, as pessoas já sabem que podem adotar ações sustentáveis, como abastecer o carro com combustíveis limpos, como o etanol, aderir à carona solidária ou à bicicleta como meio de transporte, abolir o uso do automóvel para realizar tarefas que podem ser feitas pela internet – como compras de supermercado e transações bancárias –, não jogar lixo na rua, aproveitar ao máximo a luz natural nos ambientes, reduzir o consumo de água, desligar equipamentos quando não estão sendo usados, imprimir somente o que for imprescindível, preferir papéis reciclados, evitar descartáveis plásticos, separar e reciclar o lixo e muito mais. Na esfera corporativa, entretanto, é preciso um esforço maior para estabelecer medidas sustentáveis com base em um trabalho de informação junto aos dirigentes e colaboradores. Na área de TI, por exemplo, ainda há muito que ser feito. Se há poucos anos um gestor de TI decidia seus investimentos com base exclusivamente no desempenho tecnológico e nos custos dos equipamentos e mão de obra, hoje há que se levar em conta o uso racional de energia, suprimentos, espaço e destinação final de equipamentos obsoletos antes de tomar uma decisão. É o que o mercado classifica como ‘TI Verde’. Sustentabilidade, definitivamente, é um tema que participa cada vez mais das decisões nas empresas ecorresponsáveis. E não adianta “parecer verde”. É necessário que a empresa efetivamente assuma um comportamento socioambiental responsável, pois o mercado está muito atento. Outro ponto relevante diz respeito à pegada de carbono. Primeiramente, é preciso entender corretamente do que se trata. De acordo com o Instituto

Carbono Brasil, pegada de carbono é a média do impacto das atividades humanas sobre as emissões de gases do efeito estufa. Ou seja, durante todo o ciclo de vida de um produto, por exemplo, várias etapas liberam esses gases, como extração e transporte de matéria-prima, energia utilizada na fabricação, perdas no processo, transporte do produto final, estocagem e descarte. Para reduzir a pegada de carbono, então, é necessário diminuir o consumo de energia e utilizar fontes renováveis, reduzir o consumo de matériasprimas, eliminar perdas e desperdícios nos processos e endereçar resíduos e produtos obsoletos à reciclagem. Vale ressaltar que a pegada de carbono impacta tanto na obtenção de créditos de carbono – que podem ser negociados no mercado internacional –, como no índice de sustentabilidade empresarial (ISE), que busca estimular a responsabilidade ética nas corporações através de uma análise comparativa com base na eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa de empresas listadas na BM&FBOVESPA. Nesse cenário, é importante que as empresas e as áreas de TI cumpram dois papéis fundamentais: primeiramente, o de adotar ações de responsabilidade socioambiental em todos os seus quadros; depois, o de participar ativamente do desenvolvimento, adoção e aplicabilidade das ferramentas de TI necessárias à medição e análise desses índices (pegada de carbono e ISE), tendo em conta que são processos extremamente volumosos e complexos. Jeferson Mantovani é gerente de negócios da Unione, unidade Campinas-SP. A Unione atua nacional e internacionalmente na área de TI, com forte presença no setor de serviços, telecomunicações, varejo, mercado financeiro, mineração, indústria de processos, de manufatura discreta, alimentícia e farmacêutica.

Empreendedor: como ser bem sucedido Para que um empreendedor tenha sucesso em seus negócios é preciso adotar algumas práticas que o auxiliem nesse processo, mas, embora muitos desses conceitos sejam óbvios, falhamos ao não praticá-los. Quantos empreendedores você conhece que optou por montar o seu próprio negócio sem antes estudar ou entender seu público-alvo? Quantos empreendedores analisam os canais de prospecção, pensam na maneira de abordar, reter e fidelizar seus 06 62

clientes? E apesar de muitos não saberem, quando estes processos não são avaliados e pensados de maneira estratégica, toda e qualquer forma de comunicação se torna falha e ineficiente. Quando sabemos com quem estamos lidando, através de pesquisas de potencialidade, realizadas de acordo com o público-alvo ou com a região que estamos inseridos; estamos exercendo um dos fatores mais determinantes para o sucesso dos investimentos.


Este estudo, quando bem feito, oferecerá respostas que irão direcionar as próximas etapas do seu negócio. Saber usar os diferentes meios de abordagem (prospecção) da clientela é de extrema importância e relevância, até porque, para cada público, é necessário usar um tipo de abordagem diferenciada. Além disso, saber administrar a carteira de clientes através de conceitos de banco de dados pode ser determinante no sucesso. E, muito embora não haja proibições na utilização de mídias (divulgação), existe um meio especifico de atingir seu público, o que difere também no momento de ofertar produtos ou serviços. Todos sabem que devemos nos comunicar da maneira mais adequada possível com o perfil do público-alvo, mas como fazer isso é a dúvida de muitos empreendedores. Além das questões administrativas, um bom negócio precisa de clientes e não adianta apenas trazê-los para o seu estabelecimento, é preciso mantê-los ali, torná-los fiéis ao seu produto. Para isso, ter um banco de dados atualizado com todas as informações dos seus clientes é uma ferramenta poderosa e produtiva que servirá para tomadas de decisões, inserção de novos produtos no mercado e identificação de perfil do público-alvo consumidor. A concorrência está grande, acirrada e transpondo barreiras, e a comunicação e o relacionamento com a carteira de clientes (banco de dados) farão a diferença na oferta de produtos e vendas, já que é sabido que custa mais caro conquistar um novo cliente do que manter o existente. O seu cliente precisa ser o seu maior fã, pois é ele quem irá divulgar seus serviços e produtos e fazer com que o tradicional marketing boca a boca funcione para o seu negócio. Infelizmente, muitos acham que reter ou fidelizar clientes é apenas desenvolver um trabalho promocional da marca, distribuir brindes e adesivos, ou então conceder descontos para aqueles que deixam de ir ao seu espaço. Custo a acreditar que muitos empresários ainda pensam assim, que ainda tenham em mente conceitos errôneo e ultrapassados e, que custam caro. Um cliente fidelizado, conquistado e retido se faz quando o produto ou serviço oferecido é de qualidade, o atendimento é personalizado e o preço é justo. Muitos ainda caem no conceito do que é barato e caro (caro é tudo aquilo que pago não importando o valor e que gera prejuízo / barato, é tudo aquilo que pago não importando o valor, mas que resolve os problemas). É preciso saber que não existirá concorrência capaz de conquistar seus clientes se os três conceitos (qualidade, atendimento e preço justo) forem praticados de forma simples, objetiva e clara. Feito isso, você estará oferecendo um excelente custo benefício para o seu cliente e melhor ainda, se ele for aplicado diretamente ao seu público-alvo. Marcos Alex Rodrigues é diretor comercial da Central Mailing List, empresa provedora de informações dedicadas em soluções de marketing direto. Pioneira no segmento, é responsável pela comercialização de atualizados bancos de dados. (www.centralmailinglist.com.br)

Dica de leitura O número de brasileiros que sonham em ter sua própria empresa cresceu muito nos últimos anos e começa a fazer diferença em qualquer estudo do setor. Por isso o empreendedorismo e as diferentes maneiras de se criar uma startup são o tema central do livro ”Do sonho à realização em 4 passos – estratégias para a criação de empresas de sucesso”, de Steven Gary Blank. Ao expor a metodologia de criação de produtos e empresas chamada Customer Development, a obra oferece ao leitor a oportunidade de aprender passo a passo uma estratégia de sucesso amplamente testada por muitos empreendedores, executivos e líderes em vários países para estruturar vendas, marketing e o desenvolvimento de negócios de um novo produto ou empresa. Blank foi empreendedor em oito startups. Algumas delas não foram bem sucedidas, já que amargou três grandes fracassos, mas todas valeram como experiência e deram a ele embasamento para discorrer sobre o assunto em livros e palestras, bem como ser professor em Stanford (EUA). O autor relaciona modelos de desenvolvimento de produto e de clientes e da estrutura do negócio, e traz uma revisão radical de todo o processo de introdução de novos produtos no mercado. Evidencia que as empresas necessitam de um processo paralelo de desenvolvimento de produto, dedicado a colocar o consumidor e suas necessidades na liderança do processo de lançamentos – "essa é a diferença entre vencedores e perdedores.” Destaque para a sincronia entre os capítulos, já que eles podem ser entendidos independentemente. Título: Do sonho à realização em 4 passos Subtítulo: Estratégias para a criação de empresas de sucesso Editora: Évora Autor: Steven Gary Blank Preço médio: R$ 79,90 N. de páginas: 398

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