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Ă­ndice

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editorial Agronegócio brasileiro mostra sua força ao mundo

“O setor mostra, mais uma vez, porque ĂŠ fundamental na economia brasileiraâ€?. Assim começou uma nota divulgada pelo MinistĂŠrio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento (Mapa), no dia 8 de julho, para expressar o momento pelo qual passa o agronegĂłcio brasileiro. No texto, o ministro da pasta, AntĂ´nio Andrade, relata o fato do crescimento das vendas externas dos principais complexos agropecuĂĄrios, entre eles as carnes, terem aumentado 115% na temporada 2012/13. Ainda de acordo com a nota, as vendas internacionais ultrapassaram, pela primeira vez na histĂłria, a cifra dos US$ 100 bilhĂľes de dĂłlares anuais, tendo o Brasil exportado o equivalente a US$ 100,61 bilhĂľes em produtos agropecuĂĄrios durante o perĂ­odo de julho de 2012 a junho deste ano. Um crescimento de 4,2% em relação ao mesmo perĂ­odo da safra anterior. E mais: o superĂĄvit comercial do setor tambĂŠm atingiu um novo recorde, somando US$ 83,91 bilhĂľes, segundo informaçþes divulgadas no mesmo dia pela Secretaria de Relaçþes Internacionais do AgronegĂłcio do Mapa (SRI/Mapa). Outro fator bastante comemorado no Ăşltimo mĂŞs foi a alta do dĂłlar que, ao favorecer os embarques do Brasil, tambĂŠm acabou por dar mais            purrĂŁzinho ao faturamento das agroindĂşstrias e das cooperativas exportadoras, que viram sua receita ampliar. CenĂĄrio este que promete se prolongar com o “ciclo de valorização do dĂłlarâ€? no qual entrou o PaĂ­s, segundo aponta o presidente da JBS, Wesley Batista. Para o presidente da gigante global de proteĂ­na animal, a alta do dĂłlar ĂŠ â€œĂłtimaâ€? para o Brasil e para a JBS, e trata-se de um movimento        por um dĂłlar mais forte, o produto brasileiro se torna mais competitivo no mercado global e promete trazer bons frutos colhidos ao setor. E se para a JBS a valorização do dĂłlar promete ter um efeito positivo sobre a margem da empresa, o forte movimento de desvalorização do real diante da moeda americana tambĂŠm ĂŠ visto com bons olhos pela BRF, a principal exportadora de carnes de frango e suĂ­na do Brasil. “Bas       !"  

     ##&     ' Elcio Ito. Assim, se por um lado grandes potĂŞncias mundiais demonstram !     *  internos causados, principalmente, pela

#+        em expandir mercados, ainda que nem   7 *  ;     coisas precisam – e devem – ser melhoradas, vivemos em um período em que nosso agronegócio se mostra fortalecido. Em fase de crescimento e líder absoluto no comÊrcio mundial em muitos segmentos de produtos, o agronegócio brasileiro Ê o sinal mais forte de que o Gigante pode, sim, acordar! Boa leitura!

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conexĂŁo Barreiras comerciais caem e impulsionam exportação de aves e suĂ­nos Segundo semestre promete ser mais promissor para a balança comercial de aves e suĂ­nos O segundo semestre promete ser mais promissor para a balança comercial de aves e suĂ­nos. AlĂŠm da expectativa de haver aumento lento no consumo per capita de carnes suĂ­na e de frango no mundo, os ex      ras sanitĂĄrias em alguns mercados pode impulsionar as vendas para o mercado externo e, assim, garantir ao menos o mesmo nĂ­vel de exportação destas carnes alcançado no ano passado. De acordo com o presidente da UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, a avicultura nacional deu um passo concreto apĂłs o MĂŠxico aceitar, no dia 24 de julho, as garantias sanitĂĄrias para liberar a importação de frangos e ovos fĂŠrteis. A decisĂŁo foi tomada apĂłs representantes daquele paĂ­s realizarem visitas a oito plantas brasileiras, localizadas principalmente no Sul. Por sinal, o setor avĂ­cola do MĂŠxico passa por uma crise por causa da gripe aviĂĄria que acometeu os frangos do paĂ­s neste ano. Segundo Turra, uma possibilidade ĂŠ que as plantas brasileiras visitadas pela delegação mexicana recebam autorização para exportar aves e ovos fĂŠrteis para o mercado mexicano. Outra opção, sugerida pelo Brasil, ĂŠ a de que as autoridades mexicanas habilitem as plantas que jĂĄ tĂŞm autorização para exportar para a UniĂŁo Europeia (UE) e para o CanadĂĄ. â€œĂ‰ um volume grande de frango que o MĂŠxico precisa importar e, para atender         !    emergencial, sĂł tendo muita planta habilitadaâ€?, argumenta. Turra calcula que o Brasil possa exportar atĂŠ 200 mil toneladas de frango das 300 mil toneladas que o =!   !   > balança comercial brasileira, esse nĂşmero deve apenas garantir estabilidade nas exportaçþes frente ao volume exportado no ano passado, de 3,918 milhĂľes de toneladas, e reverter a queda de 5,7% no volume exportado no primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e junho, o setor avĂ­cola do PaĂ­s exportou 2,987 milhĂľes de toneladas. FĂ´lego para suinocultura - TambĂŠm envolta por perspectivas otimistas estĂĄ a suinocultura. Isso porque os mercados ucraniano e japonĂŞs, reconquistados em junho, representam mercados permanentes, que podem impulsionar as exportaçþes de suĂ­nos no longo prazo.

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>     @ HK   L    7 ' + reativou as exportaçþes. O paĂ­s europeu comprou 288 toneladas do produto brasileiro no Ăşltimo mĂŞs, o equivalente a apenas 2,41% do volume registrado em junho do ano passado. Ao longo do semestre,     HK     ;  25,385 mil toneladas, 60,82% menos do que no mesmo perĂ­odo do ano anterior. Ainda assim, o mercado ucraniano continua entre um dos maiores mercados consumidores da carne suĂ­na brasileira. AtĂŠ junho, o paĂ­s foi o destino de QVXXY   #&   @ nas da RĂşssia e de Hong Kong. No cĂ´mputo geral, o Brasil exportou 240,515 mil toneladas de suĂ­nos no primeiro semestre, 10,52% menos do que o mesmo perĂ­odo de 2012. Para representantes do setor, a queda registrada no primeiro semestre tambĂŠm deve ser revertida, como no setor avĂ­cola, e pode atĂŠ superar as exportaçþes do ano passado. Segundo o presidente da Associação Brasileira da IndĂşstria Produtora e Exportadora de Carne SuĂ­na (Abipecs), Rui Vargas, a reabertura do mercado con   HK  @        to. “Nos nĂşmeros deste mĂŞs nĂŁo sei se vai ter um impacto completo, mas uma parte deverĂĄ aparecer nos nĂşmeros de julho. Espera-se que em agosto os nĂşmeros apareçam de forma sĂłlidaâ€?, atesta Vargas. Outro alento deste ano foi a abertura do mercado 7 ]  #+ L   ^  Catarina. Segundo relatĂłrio do Rabobank divulgado em julho, os embarques ao JapĂŁo podem alcançar 100 mil toneladas no longo prazo. Mais cauteloso, Vargas prefere ainda nĂŁo fazer projeçþes. “Esperamos que o mercado japonĂŞs se abra gradativamente e assim consigamos enviar algum percentual da nossa produçãoâ€?, conta. Ele calcula que as exportaçþes de suĂ­nos possam crescer atĂŠ 2% e alcançar 600 mil toneladas neste ano. Ele defende, porĂŠm, que essa elevação nĂŁo se

]          no, que jĂĄ consome 2,9 milhĂľes de toneladas ao ano. “Hoje temos um consumo interno de 14 a 15 quilogramas per capita [por ano]. PoderĂ­amos chegar atĂŠ 100 quilogramas [per capital por ano] se puder. NĂŁo podemos retirar essa fatia do consumidor brasileiroâ€?, atesta o presidente da Abipecs. DCI, com edição da NRF


Abertura do mercado mexicano para a carne de frango do Brasil pode elevar em atĂŠ 4% as exportaçþes do produto O MĂŠxico aceitou as garantias sanitĂĄrias do Brasil e, pela primeira vez, o paĂ­s vai exportar carne e ovos fĂŠrteis de frango para aquele mercado. A documentação que viabiliza a relação comercial foi enviada pelos mexicanos no dia 24 de julho, para o Departamento de SaĂşde Animal do MinistĂŠrio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento (Mapa). “Com essa documentação reconhecendo as garantias sanitĂĄrias brasileiras, jĂĄ poderemos começar a exportar. A previsĂŁo ĂŠ que, nos prĂłximos dias, a Secretaria de Defesa AgropecuĂĄria do Ma   w   ^  @ {     Sistema de Informaçþes Gerenciais dos Sistema

{ #+| }^{~^{|   da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento, AntĂ´nio Andrade, logo apĂłs o comunicado. H         @ ser preenchido pelas empresas, os estabelecimentos aptos poderĂŁo exportar os produtos. As negociaçþes com os mexicanos fazem parte da estratĂŠgia do governo federal para a abertura de novos mercados na AmĂŠrica Latina para produtos do agronegĂłcio brasileiro. Segundo declarou o diretor de mercados da UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef), Ricardo Santin, a abertura do mercado mexicano para a carne de frango do Brasil pode elevar em atĂŠ 4% as exportaçþes do produto neste ano, em comparação com as 3,917 milhĂľes de toneladas embarcadas em 2012. w " ^    "L  um da Seara e outro da Tyson, ambos em Santa Catarina, jĂĄ foram aprovados pelo governo do MĂŠxico. Ele calcula que o Brasil pode vender atĂŠ 120 mil toneladas se as sete plantas visitadas pelos mexicanos forem habilitadas. “Entre os paĂ­ses pelos quais temos batalhado para abrir o mercado, o MĂŠxico ĂŠ dos que tĂŞm maior potencial. Embora em carĂĄter emergencial, vamos negociar para que essa abertura seja permanente, trabalhando com foco na complementaridade e em parceria com os produtores mexicanosâ€?, destaca o presidente executivo da entidade. Valor Online, Mapa e Ubabef, com edição da NRF


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China quer aumentar leque de fornecedores brasileiros de carne bovina, e Abrafrigo e CNA discutem ampliação da participação no mercado chinĂŞs Uma inĂŠdita parceria entre produtores, pecuaristas e a indĂşstria para criar uma agenda positiva em favor da pecuĂĄria brasileira – principalmente com vis  #+   '     cional – começou a ser estabelecida em 9 de julho passado, quando a diretoria da Associação Brasileira

|L ‚"ƒ    da Confederação da Agricultura e PecuĂĄria do Brasil (CNA), senadora KĂĄtia Abreu, na sede da entidade, em BrasĂ­lia. Na ocasiĂŁo, a senadora KĂĄtia Abreu defendeu uma maior promoção comercial da carne bovina brasileira com o objetivo de ampliar as exportaçþes para potenciais mercados consumidores, como a China, e convidou os participantes para o seminĂĄrio que a CNA irĂĄ promover no paĂ­s asiĂĄtico, em setembro, com o objetivo de aumentar o comĂŠrcio entre os dois paĂ­ses. A Confederação inaugurou recentemente o seu escritĂłrio na China. “NĂłs estamos vendo com muita satisfação esta

movimentação da CNA e queremos participar delas porque recebemos informaçþes da senadora KĂĄtia Abreu de que as autoridades chinesas estĂŁo com a intenção de aumentar o leque de fornecedores brasileiros de carne bovina e, com isso, poderemos in „  "L entre os que exportam para aquele paĂ­s, alĂŠm de ampliar as vendas brasileirasâ€?, comentou o presidente executivo da Abrafrigo, PĂŠricles Salazar. PGA - Ainda durante o encontro, a senadora falou sobre a Plataforma de GestĂŁo AgropecuĂĄria (PGA), um banco de dados desenvolvido com o MinistĂŠrio da Agricultura, que vai reunir de forma integrada todas as informaçþes referentes ao rebanho bovino brasileiro. Ela informou ainda que a CNA estĂĄ discutindo com o Governo a elaboração de um novo modelo de defesa agropecuĂĄria para fortalecer o sistema de sanidade animal e vegetal no paĂ­s. CNA e Portal do AgronegĂłcio, com edição da NRF


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Bovinos da raça nelore sĂŁo enviados a SĂŁo TomĂŠ e PrĂ­ncipe para a melhora da genĂŠtica do rebanho local Em uma operação que movimentarĂĄ US$ 1,2 milhĂŁo, 110 bovinos da raça nelore mocho – 20 touros e 90 fĂŞmeas – foram embarcados para SĂŁo TomĂŠ e PrĂ­ncipe, na noite do dia 17 de julho, saĂ­dos em um voo fretado do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, interior de SĂŁo Paulo. Os animais serĂŁo utilizados para a melhora da genĂŠtica do rebanho local, na primeira operação feita para o pequeno paĂ­s insular africano pela Alvo Consultoria e AgronegĂłcios, de Uberaba (MG). A empresa jĂĄ enviou por aviĂŁo mais de 1,5 mil cabeças de gado para paĂ­ses da AmĂŠrica do Sul e Ă frica. Segundo o proprietĂĄrio da Alvo, Marcelo Eduardo Guandalini, o uso dos aviĂľes, pelo custo de US$ 10 H^†‡V#  !L para o transporte de gado de elite. ~            tados anteriormente pela empresa estĂŁo, inclusive, matrizes de gir leiteiro, de propriedade do ministro da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento, AntĂ´nio Andrade, tradicional criador da raça. Os animais, exclusivamente criados para abate, sĂŁo transportados

normalmente por navios. No caso dos enviados para SĂŁo TomĂŠ e PrĂ­ncipe   ' "            ciamento do Banco Africano de Desenvolvimento. A operação teve inĂ­cio com a assinatura de um protoco   @ L     #+    entre os ministĂŠrios da Agricultura dos dois paĂ­ses e incluiu um perĂ­odo de quarentena no aeroporto paulista. Segundo explicou Guandalini, o fato de Viracopos ter um curral e a preferĂŞncia das empresas de cargas facilitou a operação. “A exportação poderia ter sido feita por BrasĂ­lia, Belo Horizonte ou atĂŠ mesmo por Uberaba, mas a facilidade logĂ­stica de Viracopos facilitou a operaçãoâ€?. Os animais foram embarcados em baias montadas dentro de um cargueiro McDonnell Douglas MD11 para chegar a SĂŁo TomĂŠ e PrĂ­ncipe na manhĂŁ seguinte, dia 18, no horĂĄrio local. Segundo Guandalini, de tĂŁo importante, a recepção de gala previa a presença atĂŠ do presidente do paĂ­s. AgĂŞncia Estado, com edição da NRF

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FrigorĂ­ficos dĂŁo inĂ­cio a embarques de carne suĂ­na in natura para o JapĂŁo PaĂ­s asiĂĄtico ĂŠ, atualmente, o maior comprador mundial de carne suĂ­na in natura A BRF e a Seara alimentos realizaram os primeiros embarques de carne suĂ­na com destino ao JapĂŁo, mercado que abriu as portas para o produto brasileiro em maio deste ano, apĂłs sete anos de negociaçþes. O paĂ­s asiĂĄtico ĂŠ, hoje, o maior consumidor mundial deste tipo de carne, com demanda total estimada em mais de 1,8 milhĂŁo de toneladas ao ano, sendo quase metade de produtos importados. A Seara Alimentos – que ainda pertence ao Grupo =" @   #+  venda para a JBS – fez o embarque de carne suĂ­na in natura no sĂĄbado do dia 13. O contĂŞiner, com 21 toneladas de diversos cortes da proteĂ­na, partiu do porto de Navegantes (SC), com previsĂŁo de chegada a TĂłquio em 26 de agosto. Os produtos embarcados para o JapĂŁo foram produzidos na unidade de Seara (SC). De acordo com o =" "LL  &  qualidade e alimento seguro, o que possibilitou sua habilitação para exportaçþes ao JapĂŁo, um dos paĂ­ses com os mais rĂ­gidos controles sobre carne suĂ­na no mundo. Pioneira na exportação de carne suĂ­na cozida para o JapĂŁo – comercializada desde 2007 –, a Seara tambĂŠm vende outros produtos industrializados e alimen     L^  do o presidente da Seara Brasil, David Alan Palfernier, o forte relacionamento da empresa com clientes locais, como o McDonald’s, foi fundamental para que o primeiro embarque pudesse ser feito em pouco mais de um mĂŞs apĂłs a habilitação. “O intenso trabalho dos nossos clientes no JapĂŁo contribuiu para a aprovação das plantas e para aprovação da documentação necessĂĄria, entre outros entraves tĂ­picos da abertura de novos mercadosâ€?, ressalta o CEO. Por sua vez, a BRF enviou aos japoneses cortes de !         ƒ L  A primeira carga de carne suĂ­na da empresa – foram 20 toneladas de produto embarcado – saiu do Porto de ItajaĂ­, no domingo do dia 14 de julho. A mercadoria foi produzida em Campos Novos (SC), uma das duas unidades da companhia habilitadas para expor  L A encomenda da BRF ĂŠ da Mitsubishi, um dos maiores negociadores do setor de carne que atua no JapĂŁo. A relação comercial entre a empresa japonesa ;ˆ|#   !  Q‰‰V 

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solidou nos últimos três anos, com o fornecimento de cortes de frango. AlÊm de Campos Novos, a unidade da BRF de Herval D’Oeste estå habilitada para o abate e a produção de carne suína para a exportação ao mercado japonês. Segundo informou a Seara em nota, os itens foram produzidos na unidade de Seara (SC). Desde 2007, a empresa vende carne suína cozida ao país e atualmente tambÊm exporta carne de aves ao mercado. Nova era da agroindústria catarinense - O sinal positivo do governo japonês em receber carne suína brasileira abriu um leque de oportunidades para o país. Só nas primeiras transaçþes foram 41 toneladas de produto embarcado, tendo a carga dado início a uma nova era da agroindústria. Foram quase 10 anos de negociaçþes para Santa Catarina entrar no mercado japonês. O Estado Ê o único do Brasil livre de aftosa sem vacinação, status que foi determinante para a liberação das exportaçþes catarinenses. A expectativa Ê que este aquecido mercado se torne, de fato, um dos principais compradores de suínos para que este segmento da economia catarinense continue crescendo. O Estado de Santa Catarina sempre foi reconhecido pelos padrþes sanitårios praticados em suas plantas de abate de frangos e de suínos, sendo esta uma

 &           ranking nacional de exportação deste tipo de mercadoria. 2 mil contêineres por mês - O Japão Ê atualmente o maior comprador mundial de carne suína in natura, tendo em 2012 importado o equivalente a R$ 5,2 bilhþes desse produto. O valor representa 31% das compras mundiais. Fontes do setor estimam que o Japão tem potencial de comprar 500 mil toneladas de suínos por ano, o que geraria um volume adicional (em contêineres) nos portos catarinenses de cerca de 2 mil unidades por mês. A projeção do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados em Santa Catarina (Sindicarne) Ê que a produção catarinense aumente 30% atÊ 2017. SC  "L'  Š+ Agência Estado, Marfrig e Diårio Catarinense, com edição da NRF


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Criadores de ovinos iniciam contatos com a Inglaterra em busca de melhorias no rebanho suffolk no Brasil O presidente da Associação Brasileira dos Cria  ‹ ^ÂŒÂ? ‚;w‹^ƒ; ~= reira, esteve na Inglaterra para conhecer e manter     ÂŒÂ? L!   '^ÂŒÂ?^'^  ‘#+   ÂŒÂ?  O objetivo da aproximação entre os criadores dos dois paĂ­ses ĂŠ manter relaçþes para a melhora do re '  ÂŒÂ?  ; H "        "#&! !  ÂŒÂ? e suas principais caracterĂ­sticas. A compra de sĂŞmen dos animais ingleses deve estar mais acessĂ­vel e os preços devem girar em torno dos praticados nos Ăşltimos anos. “Estamos trabalhando para que esses custos possam ser mais atra   = Durante a viagem foram visitados seis rebanhos ingleses, nos quais os animais vivem em seu habitat natural, e pĂ´de ser constatado que as condiçþes brasileiras para criação desses animais ĂŠ bem favorĂĄvel. ‹ ÂŒÂ? !  #    „   

adapta muito bem a qualquer tipo de campo. O Brasil, por ter um pasto muito extenso, ĂŠ ideal para o manejo

ÂŒÂ?    ‚;w‹^ Ele conta que esse foi o primeiro contato com criadores ingleses, e que a ABCOS estĂĄ trabalhando para #&  L   â€œĂ‰ um passo muito importante para que haja a troca de informaçþes, tanto nas experiĂŞncias que temos aqui no Brasil, e principalmente, na tradição que    #+ ÂŒÂ? sobretudo para garantir as caracterĂ­sticas principais dos animais e de uma carne cada vez mais saborosa e competitivaâ€?, salienta. A Royal Highland Show Sheep 2013, que aconteceu de 20 a 23 de junho, tambĂŠm foi um dos destaques da visita, no qual o presidente da ABCOS pĂ´de conferir um dos mais importantes eventos da ovinocultura mundial, principalmente o julgamento da raça ÂŒÂ?{!    estabelecer melhor as regras para os julgamentos no Brasilâ€?, diz Moreira. ABCOS, com edição da NRF

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mercado Abrafrigo cria selo de qualidade para carne bovina comercializada no mercado interno Expectativa ĂŠ que o selo ajude o consumidor a decidir sobre a compra com certificação ‚‚#+; |L ‚"ƒ estĂĄ preparando o lançamento de um selo de qualidade para a carne bovina vendida no paĂ­s. Segundo o presidente executivo da entidade, PĂŠricles Salazar, a ação deve ter grande respaldo e serĂĄ consolidada atĂŠ      Segundo ele, este trabalho ĂŠ uma sequĂŞncia das campanhas que a Associação estĂĄ produzindo desde   “VQ“     destino no paĂ­s, que ainda representa quase 30% do mercado. Ainda conforme o presidente da Abrafrigo, o selo irĂĄ ajudar o consumidor a decidir por adquirir um pro   #+  

requisitos da legislação sanitĂĄria brasileira, alĂŠm de      '  vigentes. Salazar ainda explicou que, mesmo que existam    "L '     normas, ĂŠ preciso ir alĂŠm da inspeção sanitĂĄria. “Ao longo do tempo, a carne bovina brasileira tem sido tratada como um produto que ĂŠ comercializado principalmente em supermercados sem         #&  rastreabilidade e qualidade. Com o selo nĂłs passaremos a dar uma garantia ao consumidor do que ele estĂĄ comprando e isso estarĂĄ bem visĂ­vel nas embalagensâ€?, disse. Abrafrigo e RuralBR, com edição da NRF

Sistema criado para rastrear produtos da fazenda atĂŠ o supermercado impulsiona a qualidade do agronegĂłcio brasileiro Saber a fazenda de origem de uma peça de carne, o nome do produtor e se o gado foi criado em  #&   @    ‹  +  onde foi cultivada uma fruta ou hortaliça, ver fotos

L      + ] resĂ­duos de agrotĂłxicos acima dos limites aceitĂĄveis. Essas informaçþes jĂĄ estĂŁo disponĂ­veis para carne bovina, frutas, verduras e legumes vendidos nas 615 lojas PĂŁo de Açúcar e Extra espalhadas pelo paĂ­s. Para checar o histĂłrico dessas mercadorias, basta o comprador baixar um aplicativo no celular e escanear o cĂłdigo de barras dimensional da embalagem do produto. Ou entĂŁo entrar no hotsite do PĂŁo de Açúcar e digitar o cĂłdigo do produto. “Para o consumidor, o produto rastreado se traduz em um alimento mais seguroâ€?, diz o diretor comercial do Grupo PĂŁo de Açúcar, Leonardo Miyao. O ĂŞxito desse programa pioneiro, lançado em 2008, ĂŠ medido pelo aumento de quase 20% nas vendas de frutas, legumes e verduras rastreados entre 2010 e 2012. Mas os ganhos vĂŁo alĂŠm. O rastreamento permite monitorar pontos crĂ­ticos na cadeia        '   "  dores e sugerir melhorias. ApĂłs a adoção do programa, a devolução de mer         

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Em dois anos, a rede varejista deve estender o programa de rastreamento para carnes de porco, frango e pescados. Outras vantagens - O produtor que adere ao programa também tem vantagens. Apesar de não pagar prêmio em dinheiro, o Pão de Açúcar faz mais negócios com os melhores fornecedores. De 40 produtores de morango do sul de Minas Gerais que abasteciam a rede, 28 foram descredenciados por ultrapassar o limite de resíduos de agrotóxicos. Os 12 que restaram entregam hoje volumes bem maiores ao grupo. Outro benefício é que o rastreamento se torna uma ferramenta de gestão, já que obriga o produtor a registrar seus passos: datas e formas de plantio, aplicações de adubos e defensivos, colheita, embalagem, transporte. O produtor deve obedecer a  & @ L  as exigências sanitárias. {7  *  na qualidade e na produtividade. Além disso, o pro         "     notas de qualidade atribuídas pelo Pão de Açúcar. Assim, ele pode monitorar seu desempenho e comparar com o de outros fornecedores. Exame, com edição da NRF


mercado

Mercado brasileiro de couro comemora bom momento do setor O mercado brasileiro de couros e peles vive um bom momento, principalmente com as exportaçþes. SĂł em junho deste ano, o paĂ­s somou US$ 196 milhĂľes em exportaçþes de couros e peles, 8,4% a mais do que o alcançado no mesmo perĂ­odo de 2012. No acumulado do primeiro semestre do ano, o crescimento foi de 16,9% em relação ao mesmo perĂ­odo do ano passado, com receita de mais de US$ 1,189 bilhĂŁo. ‹ ;    K       mercado de couro: ĂŠ o segundo maior exportador do mundo. Do total produzido, 70% ĂŠ destinado ao mer     ‹   ‡VY   L   20% utilizado apenas na indĂşstria do calçado. “O consumo de calçados, artefatos e couros estĂĄ crescendo. O setor de curtume no Brasil estĂĄ bem preparado para atender essa demanda, porque fornecemos para os principais paĂ­ses do mundo (Estados Unidos, ItĂĄlia, China, VietnĂŁ, Taiwan), somando mais de 80 paĂ­ses. EntĂŁo, nĂŁo teria problemas em abastecer o mercado localâ€?, explica o presidente do Centro das IndĂşstrias de Curtumes do Brasil (CICB),

JosĂŠ Fernando Bello. A empresa de curtume Fuga Couros possui indĂşstria em quatro Estados brasileiros e exporta mais de 70% do que produz. O couro ĂŠ 100% bovino. “Hoje, o couro bovino estĂĄ mais escasso, houve redução do abate, mas ĂŠ um produto que tende a ser mais nobre. Investimos nele, embora, em nosso mercado, para agregar valor, fazer o manufaturado, conseguir exportar o couro acabado ou o sapato e a bolsa, o custo ĂŠ muito alto, sendo que 70% da nossa produção ĂŠ exportada em matĂŠria-prima, em wet blue curtidoâ€?, destaca o gerente comercial da Fuga Couros, Nikolas Fuga. JĂĄ a empresa de couros Natur investe em verniz e textura, mas divide o que produz entre os mercados nacional e internacional, preferindo nĂŁo exportar mais para nĂŁo sentir os efeitos da oscilação do dĂłlar. “Apesar de o mercado externo estar bem aquecido, no mercado interno a gente desenvolve mais, buscando outras alternativas para conseguir manter os dois mercados“, diz Deisiane Melo, do departamento comercial da Natur. Canal Rural, com edição da NRF


mercado

AgropecuĂĄria do Mercosul defende rĂĄpida conclusĂŁo das negociaçþes comerciais com a UniĂŁo Europeia Diante do grande potencial do mercado europeu, o setor agropecuĂĄrio do Mercosul adotou um posi      K   "    comercial entre os dois blocos. A informação estĂĄ no “Manifesto Buenos Airesâ€?, elaborado pela Federação das Associaçþes Rurais do Mercosul (FARM), fĂłrum supranacional que reĂşne as entidades rurais dos paĂ­ses fundadores do Mercosul (Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina), alĂŠm do Chile e da BolĂ­via. “Enquanto o setor privado do Mercosul alcançou o      ! com a UniĂŁo Europeia, nossos governos estĂŁo longe

 #     w  federação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente pro tempore da FARM, Carlos Sperotto. A inserção internacional é um dos temas prioritários para os produtores rurais do Mercosul. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), os quatro países fundadores do bloco responderam por 16% das exportações globais de alimentos em 2010 e por 14% da produção agropecuária mundial em 2011. O docu-

mento da FARM destaca o papel fundamental do bloco do Cone Sul como “provedor competitivo e con@     @ K  regional e mundialâ€?. ^   ]     ção, jĂĄ que os europeus estabeleceram o mĂŞs de      #+ " tas de liberação comercial. “O que percebemos ĂŠ que os governos correm o risco de nĂŁo cumprir o prazo, ameaçando o sucesso dessa negociação que ĂŠ fundamental para o setor agropecuĂĄrio e para a economia regionalâ€?, completou. A necessidade de impulsionar e aprofundar o diĂĄlogo entre os governos e os setores produtivos tambĂŠm foi apontada, visando melhorar as polĂ­ticas pĂşblicas para a consolidação do desenvolvimento sustentĂĄvel e para a maior inserção internacional do Mercosul. AlĂŠm das questĂľes comerciais, no documento foi      K        mocrĂĄticas, os direitos individuais, a propriedade privada, as instituiçþes, os princĂ­pios de livre iniciativa e liberdade do comĂŠrcioâ€?. CNA, com edição da NRF


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mercado

Alta do dĂłlar ĂŠ Ăłtima para o Brasil e favorece a receita da JBS A alta do dĂłlar ĂŠ â€œĂłtimaâ€? para o Brasil e para a JBS e ĂŠ um movimento que vai persistir pelos prĂłximos anos, avalia o presidente da gigante global de proteĂ­na animal, Wesley Batista. Para o empresĂĄrio, o ciclo de valorização do dĂłlar no qual o Brasil entrou ĂŠ, re*  #+     em decorrĂŞncia da melhora na balança comercial e da mudança da matriz energĂŠtica dos Estados Unidos (EUA), entre outros fatores. “Foram 10 anos de perda de valor do dĂłlar em relação a outras moedasâ€?, observa Batista. Nesse perĂ­odo em que o dĂłlar perdeu terreno, os EUA ganharam competitividade – o que permite a atual recuperação – enquanto os paĂ­ses emergentes, entre ; @ A JBS, que anunciou em junho a compra da Seara Brasil, da Marfrig, aproveitou justamente o perĂ­odo em que o dĂłlar estava fraco e fez aquisiçþes importantes nos EUA, como a Swift Foods em 2007 e a Pilgrim’s Pride em 2009. “Talvez tenha sido um pouco de sorte. Compramos ativos que estavam se depre @" Dessa forma, como boa parte das operaçþes da Š;^ H‚"    ! da, um dado favorĂĄvel em tempos de alta da moeda americana. Hoje, segundo Batista, 65% das receitas da companhia sĂŁo em dĂłlar. O Ă­ndice inclui as expor #&"   ; ! mais competitivas, lembra o empresĂĄrio. Mas, se por um lado a alta do dĂłlar favorece a receita, tambĂŠm tem impacto nas dĂ­vidas em moeda americana, o que no caso da JBS alcança 70% do endividamento lĂ­quido, que era de R$ 15,678 bilhĂľes       w @  que parece nĂŁo incomodar a JBS. “Temos polĂ­tica de hedge. Considero que temos uma boa gestĂŁo sobre a exposição cambial do grupoâ€?, assevera o presidente da JBS. A empresa, aliĂĄs, foi questionada recentemente pela ComissĂŁo de Valores MobiliĂĄrios (CVM) sobre o elevado volume de operaçþes com derivativos no mercado. Sobre o tema, Wesley Batista diz que “a JBS continuarĂĄ com a polĂ­tica de administração de riscos, utilizando instrumentos que o mercado ofereceâ€?. Aquisição da Seara - A mudança no cenĂĄrio do K +!„    presĂĄrio, que comandou a JBS USA, nos Estados Unidos, entre 2007 e o inĂ­cio de 2011. A recente aquisição da Seara Brasil por meio da assunção de dĂ­vidas de R$ 5,85 bilhĂľes da Marfrig – que elevarĂĄ o faturamento anualizado da JBS a R$ 100 bilhĂľes – virou um

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dos temas mais importantes no dia a dia de Batista. A compra da companhia amplia a alavancagem (relação entre Ebitda e dĂ­vida lĂ­quida) da JBS, e Batista acredita na valorização dos papĂŠis da empresa      mentos de baixa do mercado que se seguem a aquisiçþes. â€œĂ€ medida que [o investidor] vai entendendo o    *   #&    otimista o empresĂĄrio, que tem reiterado o compromisso de desalavancagem da JBS. O indicador era de ‡”        alcança 4,4 vezes atualmente, conforme relatĂłrio do Bradesco sobre o setor de alimentos. A JBS jĂĄ informou que buscarĂĄ renegociar as condiçþes da dĂ­vida da Marfrig que assumiu junto a bancos. BRF na concorrĂŞncia - Convencer o investidor de que a Seara ĂŠ um bom negĂłcio ĂŠ sĂł mais um dos

 ‹  "! "   corrente BRF. No mercado, fala-se que a Seara nas mĂŁos da JBS deve ser uma empresa muito mais forte e competitiva do que era quando estava sob o controle da Marfrig. Mas Wesley Batista nĂŁo ignora a força da con   " K  tem. “Estaremos muito focados em operar a Seara com nĂ­vel alto de competitividade. Em produzir bons               e enxuta, e em oferecer um alto nĂ­vel de serviço aos clientes. O resto ĂŠ consequĂŞnciaâ€?, argumenta. “Nosso foco nĂŁo ĂŠ a BRF, somos nĂłs mesmosâ€?. Questionado se a empresa pode disputar de igual para igual com a BRF no mercado domĂŠstico, onde        ;   ma que “toda empresa, de qualquer setor tem potencial para ganhar espaço de outraâ€?, mas isso â€œĂŠ fruto do que se faz todos os dias. NĂŁo ĂŠ de um dia para outro que se conquista o consumidorâ€?. E acrescenta, "  ;ˆ| +!    que se monta a plataforma de distribuição que a empresa construiuâ€?. No mercado externo, porĂŠm, a JBS consolida sua posição como a maior exportadora de carne de frango do mundo apĂłs a aquisição da Seara e vai usar sua ampla plataforma internacional para comercializar os produtos da empresa. Com a aquisição da Seara, a JBS terĂĄ mais 39 unidades de produção no Brasil, entre frango, peru, suĂ­nos e alimentos processados. O nĂşmero eleva a cerca de 120 o total de plantas da empresa sĂł no paĂ­s. Valor EconĂ´mico, com edição da NRF


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frigorĂ­ficos Frigobom ĂŠ 13Âş frigorĂ­fico a aderir Ă  regularização socioambiental proposta pelo MP MPF recebeu primeiros manuais de procedimentos feitos por empresas que assinaram o TAC =   "L      pela sustentabilidade da pecuĂĄria de corte em Mato Grosso. A empresa Bombonatto IndĂşstria de Alimen  –   |L |ƒ "  Q‡—   em Mato Grosso a assinar o acordo proposto pelo MinistĂŠrio PĂşblico Federal (MPF) para a regularização socioambiental da cadeia produtiva da carne, uma iniciativa que atinge todos Estados que integram o bioma amazĂ´nico. Segundo o MPF/MT, a empresa tem duas unidades em Mato Grosso. Em Sinop (500 km ao norte da capital w@ƒ             industrialização da carne. Em VĂĄrzea Grande, vizinha a CuiabĂĄ, estĂĄ instalada a unidade responsĂĄvel pela distribuição. O abate diĂĄrio atual do Frigobom ĂŠ de 250 animais. Com a inauguração da nova planta do "L   ˜VV  >  7L   "L – ^! Rossi disse ao MPF/MT que as clĂĄusulas do acordo proposto sĂŁo passĂ­veis de serem cumpridas e que a empresa tem interesse em regularizar a sua atuação. ‹    ˆ„ | ;   que, paralelamente ao diĂĄlogo com outras empresas interessadas em aderir ao acordo, o MPF estĂĄ atento  #+     @   belecidas no termo de ajustamento de conduta (TAC). >      "L 

o compromisso de não comprar animais de propriedades cuja produção está associada ao trabalho es    ] @

    ‚  #+  !  que produzam sobre terras indĂ­genas, unidades de conservação, ĂĄreas pertencentes a comunidades quilombolas e terras devolutas. O MPF jĂĄ recebeu os primeiros manuais de procedimentos elaborados pelas empresas que assinaram o TAC, detalhando as açþes que serĂŁo adotadas para   @  regularização socioambiental da cadeia produtiva da carne. No caso do Frigobom, a partir da assinatura do acordo a empresa terĂĄ 90 dias para elaborar o manual

    ‹ "L  7@   o acordo com o MPF/MT foram os seguintes: Navi Carnes IndĂşstria e ComĂŠrcio de Alimentos; Agra Agroindustrial Alimentos S/A; Carnes Boi Branco Ltda; Vale Grande IndĂşstria e ComĂŠrcio de Alimentos S/A (Frialto); Plena Alimentos Ltda; SĂŁo JosĂŠ do Ma  '+ –   =š Š;^›|š |L ˆ  š | |L – š |L  Âœ@ ~  Eireli (FrigovĂĄrzea); Superfrigo IndĂşstria e ComĂŠrcio S/A; BRF Brasil Foods S/A: e agora a Bombonatto IndĂşstria de Alimentos Ltda - ME (Frigobom). AgĂŞncia Estado, com edição da NRF

Abrafrigo e CNA querem suspender campanha de mĂ­dia do JBS A presidente da Confederação da Agricultura e PecuĂĄria do Brasil (CNA), senadora KĂĄtia Abreu, em reuniĂŁo com a diretoria da Associação Brasileira de |L ‚"ƒ " #+ com a campanha de marketing que o JBS Friboi colocou nos meios de comunicação por entender que ela “representa uma ameaça ao equilĂ­brio do mercado de carne bovina no Brasil, ao divulgar que sua marca ĂŠ a Ăşnica com atributos de qualidadeâ€?. Presidente da Abrafrigo, PĂŠricles Salazar informou que a entidade estuda medidas legais cabĂ­veis contra esse tipo de publicidade que julga ser “antiĂŠtica e enganosaâ€?. A Abrafrigo jĂĄ entrou com uma representação junto ao Conselho Nacional de Autorregulamentação

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PublicitĂĄria (Conar) pedindo medidas urgentes. “Queremos a suspensĂŁo desta campanha publicitĂĄria por         Â?     Salazar. Durante o encontro realizado no dia 9 de julho,      wž‚    ‚"   para que a entidade participe de uma campanha de marketing cujo objetivo ĂŠ divulgar o agronegĂłcio. KĂĄtia Abreu destaca que a marca que vale ĂŠ a do Sistema de Inspeção Federal, Estadual ou Municipal. Na ocasiĂŁo, entre outros assuntos abordados, a presidente da CNA entregou para a Abrafrigo proposta para que a entidade participe de uma campanha de marketing cujo objetivo ĂŠ divulgar o agronegĂłcio. CNA, com edição da NRF


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Cowpig inaugura boutique de carnes em shopping de SP w              de seus produtos, principalmente das carnes bovina, L      „"  |L wÂ&#x;>  Boituva, interior de SĂŁo Paulo, inaugurou sua boutique de carnes no dia 2 de julho, no shopping center Alpha Square Mall em Alphaville, SĂŁo Paulo. A loja oferece vĂĄrios tipos de cortes, entre eles premium, do dia a dia, embalados a vĂĄcuo, resfriados, congelados, temperados, porcionados e salgados, alĂŠm de uma ampla variedade de outros produtos. O serviço de delivery tambĂŠm ĂŠ oferecido. O shopping de Alphaville foi escolhido para sediar  7       ;  ^+ >  outras cidades vizinhas, que congregam clientes da CowPig interessados em qualidade e novidades em gastronomia, pela segurança e fĂĄcil estacionamento. HĂĄ 20 anos os irmĂŁos Sebastiani, fundadores do |LwÂ&#x;> ]   #+ no segmento alimentĂ­cio, contando com uma estrutura de produção e abate para diversos tipos e portes de animais – bovinos, ovinos, suĂ­nos, bubalinos e

avestruzes – em sua fazenda em Boituva. Localizado estrategicamente próximo aos grandes  "L   ' com marca própria, grandes distribuidores de alimentos e restaurantes de renome na capital e interior. TambÊm possui uma boutique de carnes na entrada da cidade de Boituva. E Ê com base nessa procura que a marca iniciou um projeto hå aproximadamente dois anos para abrir  7       de São Paulo, oferecendo produtos que chegam direto da fazenda para a mesa do consumidor. A cidade escolhida foi Barueri, tambÊm pela proximidade com a sede da empresa em Boituva e pela concentração de um público que opta por produtos de qualidade e jå procura por cortes de carnes premium para a elaboração de seus pratos. E tanto a região de Barueri como a cidade de São Paulo reúnem restaurantes e bares para os quais a CowPig presta atendimento mais råpido e personalizado. APCS, com edição da NRF


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Coopercentral Aurora inicia embarques para o JapĂŁo â€œĂ‰ preciso calma para conquistar credibilidade              mercado japonĂŞs de carne suĂ­naâ€?. A recomendação ĂŠ do gerente geral de exportação da Coopercentral Aurora Alimentos, Dilvo Casagranda, que anuncia para agosto os primeiros embarques de cortes suĂ­nos da empresa para o JapĂŁo. Sem afobação, a equipe de exportação da Aurora trabalha em conjunto com as ĂĄreas de qualidade, planejamento da produção e indĂşstria, sob orientação

    #+   & dos cortes e das embalagens de acondicionamento do produto. “Estamos tratando de uma produção especĂ­  '   ]   atĂŠ alcançar o produto demandado pelo mercado japonĂŞsâ€?, esclarece Casagranda. “Temos que ter em mente que, com esse paĂ­s – o principal importador mundial de carne suĂ­na –, as coisas acontecem a seu tempo, e paciĂŞncia ĂŠ fundamental. Precisamos construir, para a carne suĂ­na, a mesma credibilidade conseguida com a carne de frango: ĂŠ preciso trabalho e dedicação para atender as exigĂŞncias daquele mercadoâ€?, preleciona executivo. O presidente MĂĄrio Lanznaster observa que o Brasil tem poder competitivo lastrado em sanidade, plantas industriais modernas, preço, qualidade e tradição de pontualidade, comprovada no fornecimento de carne de frango hĂĄ mais de 30 anos. A unidade FACH1 da Aurora, em ChapecĂł, jĂĄ estĂĄ habilitada para exportar para o JapĂŁo. A Coopercentral estĂĄ se preparando em todos os setores, para atender os requisitos do mercado. Casagranda realça que o JapĂŁo nĂŁo aumentarĂĄ o volume de importaçþes apenas porque abriu o mercado para o produto brasileiro. O Brasil terĂĄ que disputar o fornecimento para o mercado japonĂŞs, hoje

abastecido por Estados Unidos, CanadĂĄ, Dinamarca, =!   w'   #+ @     aspectos tĂŠcnicos de atendimento aos padrĂľes exigidos, o cumprimento de prazos e demais condiçþes estabelecidas nas negociaçþes. Outro ponto ĂŠ o preço, que nĂŁo serĂĄ o fator decisivo, pois para proteção da produção domĂŠstica de suĂ­nos o JapĂŁo estabeleceu o sistema gate price. Ele     @  #+  do com o preço de chegada do produto importado, o que equaliza os preços de importação com aqueles do produto nacional japonĂŞs e o de outros paĂ­ses exportadores. Assim, prevalecerĂŁo os fatores qualitativos. Carne congelada - Outro aspecto que o gerente geral esclarece ĂŠ sobre a amplitude do mercado japonĂŞs. O paĂ­s importa cerca de 1,2 milhĂŁo de toneladas de carne suĂ­na por ano, mas o Brasil participarĂĄ da disputa apenas da fatia de carne congelada, hoje em torno de 500 mil toneladas/ano. A parcela da carne cozida (em torno de 400 mil toneladas anuais) ainda ĂŠ muito incipiente no conceito produtivo brasileiro. Por isso, a China e outros paĂ­ses asiĂĄticos continuarĂŁo os principais fornecedores. Por outro lado, Estados Unidos, CanadĂĄ e Chile continuarĂŁo fornecendo 300 mil toneladas de carne resfriada, demanda que o Brasil nĂŁo estĂĄ apto a atender por questĂľes de logĂ­stica de entrega: espe   K ;Š+ Casagranda alerta ainda que, apesar da abertura de novos mercados mundiais, os efeitos econĂ´micos serĂŁo lentos e gradativos. “Essa nova situação nĂŁo altera de imediato o mercado, que continua estĂĄvel em consumo, restrito em negociaçþes comerciais e necessitando de muito empenho de todos os elos da cadeia suinĂ­cola, para obtermos melhores resultadosâ€?.

Aurora aumenta o abate industrial em Xaxim A Coopercentral Aurora Alimentos amplia lentamente o abate e o processamento de aves na unidade         = |   w' Companhia Industrial de Alimentos, localizada em Xaxim (SC), que foi arrendada em dezembro passado pelo prazo de três anos. O processo industrial foi retomado em abril com o abate de 60 mil frangos/dia, cresceu em julho – para 90 mil – e chegarå, em dezembro, em 150 mil cabeças/dia, de acordo com o presidente da Coopercentral, Mårio Lanznaster. A capacidade må-

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xima de abate, avaliada em 238 mil a 240 mil frangos por dia (em dois turnos) serå atingida em março de 2014, conforme divulgado pela empresa. O diretor de agropecuåria Marcos Antônio Zordan informa que o processo de organização da produção a campo estå concluído para que o abate e o processamento sejam ampliados paulatinamente e atinjam a capacidade plena instalada de 5 milhþes de frangos por mês em 2014. O mix de produtos Ê formado, inicialmente, por cortes e salgados de frango. Aurora, com edição da NRF


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Plano de Abílio Diniz para a BRF inclui corte de custos e redução do capital investido O plano do empresårio Abilio Diniz e do novo conselho de administração para a BRF estå quase pronto. Ainda não foi batido o martelo, mas estão em anålise mudanças na organização da empresa – que surgiu da fusão entre Sadia e Perdigão –, na equipe de vendas, corte de custos e redução do capital investido. O objetivo da reestruturação Ê elevar a lucratividade da BRF e melhorar o retorno para os acionistas. Com apoio dos fundos Tarpon e Previ (fundo de pensão dos funcionårios do Banco do Brasil), Abilio assumiu a presidência do conselho da BRF no início de abril, substituindo Nildemar Secches. Na Êpoca, contratou a Galeazzi & Associados e deu um prazo de cem dias para a reestruturação da gigante de alimentos, expirado em julho. TambÊm trabalham no projeto BCG (Boston Consulting Group) e McKinsey. As mudanças devem ser analisadas pelo conselho e concluídas atÊ o mês de agosto. A anålise dos novos gestores da BRF Ê que a empresa tem uma estrutura organizacional muito hierarquizada, com a existência de presidente e vicepresidentes. Estå em anålise uma estrutura matricial, organizada por åreas e regiþes. Uma opção Ê criar os postos de presidente executivo global e presidentes executivos regionais, abandonando a divisão entre mercado interno e externo.

O assunto foi tema de reunião do comitê executivo da BRF, formado por Abílio e pelos conselheiros SÊrgio Rosa (Previ), Pedro Faria (Tarpon), e Valter Fontana (ex-Sadia). TambÊm Ê possível que ocorram mudanças na equipe de vendas, conforme relatório publicado em 15 de julho pelo Bank of America, com base em conversa que analistas tiveram com a direção da BRF. A BRF possui cinco times de vendas, divididos pelas marcas. A avaliação Ê que uma divisão por tipo

  ^  ria abrir espaço para demitir vendedores, o que nĂŁo ocorreu apĂłs a fusĂŁo ou apĂłs a venda de ativos para a Marfrig. Na ĂŠpoca, a BRF quis evitar que a “inteligĂŞnciaâ€? de vendas fosse para a concorrĂŞncia. A empresa tambĂŠm estuda cortes de custos, com  ]   "@       tribuição, e redução de investimentos. Para 2013, a projeção ĂŠ investir R$ 1,5 bilhĂŁo, abaixo dos R$ 2 bilhĂľes do ano anterior. Outra foco de atenção ĂŠ reduzir o capital imobilizado. Uma hipĂłtese ĂŠ vender as granjas de matrizes de frango, onde sĂł nascem os pintinhos que serĂŁo engordados por terceiros. Na antiga Sadia, 100% das granjas de matrizes eram prĂłprias. A ideia ĂŠ estimular os criadores a se tornarem donos das matrizes. Folha de SP, com edição da NRF

Receita da BRF cresce 11,8% no 1º semestre No acumulado do ano, a receita líquida da BRF chegou a R$ 14,7 bilhþes, crescimento de 11,8% em comparação ao primeiro semestre de 2012. As vendas chegaram a três milhþes de toneladas, na soma dos negócios de carnes, låcteos, processados e demais produtos comercializados pela companhia. O lucro líquido foi de R$ 567 milhþes, aumento de 255%. O lucro bruto no período totalizou R$ 3,6 bilhþes, 26,2% superior ao primeiro semestre de 2012, favorecido pela melhor performance dos mercados e arrefecimento da pressão de custos. O EBITDA ajustado alcançou R$ 1,8 bilhão, aumento de 61%, com margem de EBITDA de 12% ante 8,3% ao exercício anterior. No mercado interno, as receitas atingiram R$ 6,2 bilhþes, crescimento de 4,2%, mesmo com os efeitos do TCD, e o lucro operacional chegou a R$ 642,3 milhþes, avanço de 37,9%. No período, as exportaçþes somaram R$ 6,5 bilhþes, evolução de 24,7%. E os

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volumes embarcados totalizaram 1,3 milhĂŁo de toneladas. Destaque no perĂ­odo para o crescimento do valor de mercado da companhia, que foi de 59,6% em relação ao primeiro semestre de 2012, chegando a R$ 42,3 bilhĂľes. No primeiro semestre deste ano, o desempenho das açþes, com valorização de 14,8%,    {  #+   ““QY "  ;ˆ| melhor rentabilidade entre as empresas mais lĂ­quidas do Ibovespa no ano. Entre os fatores que contribuĂ­ram para o bom desempenho destacam-se a recuperação gradual das exportaçþes no segundo trimestre de 2013, com o equilĂ­brio oferta/demanda; desvalorização do real frente ao dĂłlar; evolução de resultados nos segmentos de food service e lĂĄcteos; e lançamento de 70 produtos, contemplando diversos segmentos. BRF, com edição da NRF


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Ubabef pede ao ministro Andrade agilização do RIISPOA e do novo Plano Agrícola e Pecuårio

Foto: Divulgação

O presidente executivo da UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, reuniu-se com o ministro da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento, AntĂ´nio Andrade, na sede do MinistĂŠrio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento (MAPA), em BrasĂ­lia (DF), no dia 23 de julho. Durante o encontro, Turra pediu a agilização dos processos para atualização do Regulamento da Inspeção Industrial e SanitĂĄria de Produtos de Origem ‚  ˆƒ Q‰X“ !'7 #&   de produção das cadeias de cĂĄrneos, ovos, leite e outros alimentos de origem animal. “A atual legislação tem mais de 60 anos e estĂĄ muito aquĂŠm das novas caracterĂ­sticas da cadeia de produção animal. É preciso uma legislação que es 7      >     nistro para que seja agilizado esse processoâ€?, destaca Turra. Ainda durante o encontro, o presidente da Ubabef solicitou ao ministro o retorno do antigo limite de crĂŠdito para custeio disponibilizado ao produtor avĂ­cola, que foi reduzido de R$ 150 mil para R$ 80 mil. A preservação do status sanitĂĄrio da avicultura brasileira tambĂŠm foi discutida no encontro entre Turra e o ministro. Na reuniĂŁo, o presidente da Ubabef pediu  ‚      #+  #&  =    L   antecede e durante os eventos internacionais no Brasil, para evitar que o paĂ­s seja exposto a riscos sanitĂĄrios. O dirigente aproveitou a oportunidade para convidar o ministro para a solenidade de abertura do SalĂŁo Internacional da Avicultura (Siav), evento que a Ubabef promoverĂĄ entre os dias 27 e 29 de agosto, no Anhembi, em SĂŁo Paulo. “O ministro garantiu que estarĂĄ conosco neste que ĂŠ o mais importante encontro

    ÂŁ Outra solicitação dirigida ao ministro foi para que as conquistas para o setor avĂ­cola no novo Plano AgrĂ­cola e PecuĂĄrio do Mapa, como os recursos disponi    {  +        7 de fato, ofertadas a quem demanda. O assunto jĂĄ havia sido colocado em pauta no dia 17 de julho, quando Turra participou de reuniĂŁo com o secretĂĄrio de PolĂ­tica AgrĂ­cola do Mapa, Neri Geller, durante encontro do Departamento de AgronegĂłcios da Federação das IndĂşstrias do Estado de SĂŁo Paulo (Deagro/ Fiesp), em SĂŁo Paulo, do qual tambĂŠm participaram representantes da Abipecs, Abrafrigo, Sindileite e outras entidades. Na oportunidade, Geller destacou os avanços do Plano, com a destinação de    "L    de grĂŁos e investimentos em tecnologias inovadoras. Ele ressaltou, ainda, o trabalho que a Secretaria de PolĂ­tica AgrĂ­cola do Mapa vem promovendo para garantir o abastecimento dos polos produtivos da avicultura e outras atividades que dependem de insumos como o milho. “Temos recursos jĂĄ disponibilizados e que serĂŁo ofertados rapidamente, se necessĂĄrioâ€?, destacou o secretĂĄrio do Mapa. Ubabef, com edição da NRF

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Exportaçþes de carne de frango crescem 7,9% no 1º semestre Produção nacional ficarå entre 12,3 milhþes e 12,5 milhþes de toneladas este ano As exportaçþes brasileiras de carne de frango totalizaram US$ 3,851 bilhþes no primeiro semestre, alta de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com o MinistÊrio da Agricultura, Pecuåria e Abastecimento (Mapa), em volume, houve redução de 5,1%, passando de 1,90 milhão de toneladas para 1,81 milhão de toneladas. ‹#!  L H^†“Q‡“   elada, crescimento de 13,7%. O principal item exportado pelo setor, com 94,4%

 #+"  "      lizando o semestre com US$ 3,64 bilhþes (+9,4%) e 1,73 milhão de toneladas embarcadas (-4,5%). Compensando a queda da quantidade negociada, o preço mÊdio apresentou crescimento de 14,5%, passando de US$ 1.836 para US$ 2.101 por tonelada. Os três principais destinos das exportaçþes brasileiras de carne de frango permaneceram inalterados entre o primeiro semestre de 2012 e os seis meses iniciais de 2013. Em primeiro lugar, destacaram-se as vendas para a Aråbia Saudita, com a cifra de US$ 751,49 milhþes ou 19,5% do total exportado. Em seguida, o Japão, com 14,2% das exportaçþes de carne de frango, e a União Europeia (UE-28), com 8,4%. Produção anul - A União Brasileira de Avicultura (Ubabef) projeta que a produção nacional de carne

 "  @   Q“‡ '&  Q“X '& de toneladas este ano, um pouco abaixo das 12,6 milhþes de toneladas de 2012, em função do menor

alojamento de matrizes de corte no ano passado. Para o presidente da entidade, Francisco Turra, o aumento sazonal do consumo de carne de frango no segundo semestre nos mercados interno e externo, combinado com uma expansĂŁo menos intensa da oferta, tende a deixar o mercado mais “enxutoâ€? 7     ‹   +  " "     sado, nem os importadores devem esperar entregas a preço vilâ€?, disse o executivo. Segundo Turra, o cenĂĄrio deve contribuir para a recuperação da rentabilidade de produtores e indĂşstrias, comprometida pela alta dos preços do milho e do farelo de soja no ano passado. Por sua vez, o diretor de mercados da Ubabef, Ricardo Santin, disse que a recomposição “tardiaâ€? das margens perdidas  „ “VQ“7@*    #& no primeiro semestre. No perĂ­odo, o preço mĂŠdio da carne de frango exportada subiu 12,7% ante igual intervalo de 2012, para US$ 2.166 a tonelada. No mercado externo, o crescimento da demanda deve ser puxado pela China, pela esperada recuperação – ainda que modesta – da economia europeia e pela abertura do MĂŠxico, acrescentou Santin. “Com ' #+7   

     Segundo ele, a produção de aves natalinas, que    ÂĽV   @   ‡X  ”“ dias dos frangos, tambĂŠm contribui para a redução da oferta neste semestre. Mapa e Valor, com edição da NRF

Do orgulho com Paranå à mågoa com IndonÊsia O Paranå segue na liderança entre os maiores Es-tados exportadores de carne de frango do País. Entre janeiro e junho as vendas externas paranaenses cresceram 3,64% ante os seis meses de 2012, passando de US$ 1,040 bilhão para US$ 1,078 bilhão. O volume, porÊm, apresentou queda de 8,18%, recuando de 585.067 toneladas para 537.190 toneladas na mesma base de comparação. Os números são do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paranå (Sindiavipar). De acordo com dados da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), o Paranå representou 28,3% do volume total exportado pelo País nos primeiros seis   ž] ^ w   (com 24%, receita de US$ 10,97 bilhão e volume de 454.554 toneladas); Rio Grande do Sul (18,7%, com

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US$ 746,530 milhĂľes e 352.613 toneladas); Mato Grosso (5,9%, US$ 245,916 milhĂľes e 112.379 toneladas) e SĂŁo Paulo (5,9%, US$ 213,772 milhĂľes e 112.238 toneladas). IndonĂŠsia - Com relação ao mercado externo, a Ubabef informou que estĂĄ preparando a abertura de um painel contra a IndonĂŠsia na Organização Mundial de ComĂŠrcio (OMC) para questionar a resistĂŞncia do paĂ­s em abrir o mercado para a carne de frango do Brasil. A entidade jĂĄ contratou advogados para preparar o processo, que deve ser apresentado pelo =  ! ˆ#&  =ˆƒ !  ano. A resistĂŞncia ao produto brasileiro ĂŠ atribuĂ­da a interesses de setores do governo local. AgĂŞncia Estado e Valor Online, com edição da NRF


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Percentual inspecionado de carne de frango jĂĄ chega a 95% da produção ‚ #+  #+     #+ sugere que a quase totalidade da carne de frango produzida no Brasil provĂŠm de estabelecimentos sob inspeção – federal, estadual ou municipal. Mais: a proporção de produto inspecionado vem crescendo continuamente desde o ano passado. Os nĂ­veis atuais, superiores a 95% da produção estimada, talvez jĂĄ podem ser considerados representativos da produção comercial    @ #  #+QVVY inspecionada – seja porque as dimensĂľes continentais e as prĂłprias  #&  7'+ nas criaĂ��Ăľes de subsistĂŞncia alheias a questĂľes de inspeção sanitĂĄria. Essa proporção foi atingida rapidamente, em pouco mais de um ano. Nos anos que antecederam 2012, o volume inspecionado variou entre 85% e 90% do total produzido, apresentando incrementos ou *  "     De janeiro de 2012 para cĂĄ esse crescimento foi praticamente contĂ­nuo, sĂł apresentando sensĂ­vel redução no mĂŞs de dezembro. ž     +      ]     inspeção. Contraditoriamente, o nĂşmero de empresas informantes do sistema vem diminuindo. ÂŚ {;~   “VQV    ƒ"  436 o nĂşmero de empresas informantes do abate inspecionado. JĂĄ     “VQQ „' ”QÂĽ empresas. No Ăşltimo levantamento, o do primeiro trimestre de 2013,  #+  ”V§ÂĽY  em 2010. E isto quer dizer que menos empresas, jĂĄ inspecionadas, estĂŁo abatendo mais. Avisite, com edição da NRF

MĂŠtodo para avaliar teor de ĂĄgua em carcaças resfriadas de aves ĂŠ publicado ‹!     K  #+  teor total de ĂĄgua em carcaças resfriadas de frangos, galinhas, aves    "    Q‰  7'  ÂŚ@ ‹  H + (DOU). A Instrução Normativa nÂş 25 do MinistĂŠrio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento (Mapa) atualiza a norma anterior ao tema. ‚ @+"     sibilidade de sobrepeso desses produtos devido ao excesso de ĂĄgua. “Essa ĂŠ mais uma forma de proteção aos direitos do consumidor,   +@#      Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa, Judi NĂłbrega. O aperfeiçoamento dos controles no paĂ­s estĂĄ entre os fatores para o aumento da oferta de carne de frango com mais qualidade e elevação da produção avĂ­cola nacional nas Ăşltimas trĂŞs dĂŠcadas, tornando o Brasil um dos principais produtores mundiais. Em 2012, foram produzidas 12,65 milhĂľes de toneladas do produto, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Mapa, com edição da NRF

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Reconhecimento nacional do Pará como Estado de zona livre de aftosa ocorre ainda neste mês A Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Pará (SFA-PA), representantes do governo do Estado e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) discutiram, na última semana de julho, o Plano de Avanço de à rea para Febre Aftosa. Foi levantada a necessidade de reforçar a implementação das medidas que ainda faltam na busca pelo reconhecimento nacional e internacional do Estado como área livre da doença. Ainda este mês, serão declarados livres de aftosa o Pará e mais sete Estados do Nordeste. |      §  +  las do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) será repassada para análise da comissão de servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará). Depois, o documento será encaminhado para a Assembleia Legislativa do Estado em forma de projeto de lei. O diretor Mário Moreira, que vem acompanhando todas as etapas cumpridas, disse que a data para encaminhamento do PCCR ao legislativo estadual é até o

“V  ‚   ! #+ >wwˆ ‚ as propostas sejam colocadas em prĂĄtica a partir do ano de 2014. Esta ĂŠ uma    @   '  " @ >@ O Mapa dispĂľe do Plano Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa  >ž|‚ƒ  + @#  @    capacitados e aptos para detecção e adoção precoce das medidas de controle   #+   #      "      „  pĂşblica, controle dos riscos em toda a cadeia alimentar, assegurando a oferta de alimentos seguros e do bem estar animal. Em sintonia com a Organização Mundial de SaĂşde Animal (OIE), que reconhece os serviços veterinĂĄrios como um bem pĂşblico mundial, o serviço veterinĂĄrio brasileiro, responsĂĄvel pela condução da polĂ­tica de saĂşde animal, compartilha com o setor privado as responsabilidades para aplicação das medidas preventivas e de erradicação de doenças.

Foto: Divulgação

Investimentos - Hoje, o rebanho do ParĂĄ ĂŠ de 19.483.636 de bovinos e bubalinos, distribuĂ­dos por 108.412 propriedades rurais. O Estado tem 15 mata "L^{| ^# { #+| ƒQ“  "L SIE (Serviço de Inspeção Estadual), 26 laticĂ­nios SIF e 23 SIE. Para erradicar a febre aftosa do territĂłrio paraense, sĂł em 2012 a AgĂŞncia de Defesa AgropecuĂĄria do ParĂĄ (AdeparĂĄ) investiu na melhoria da saĂşde ani   ˆ† ÂĽÂĽVVVV "    ]      =  !  Agricultura, valor acrescido dos 10% de contrapartida estadual. Em 2011, o repasse foi de R$ 10.780,00 totalizando em dois anos mais de R$ 17.400,00. Mapa e Ag.ParĂĄ, com edição da NRF

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Exportação de carne bovina tem valor recorde de US$ 3 bilhĂľes no primeiro semestre Estimativa ĂŠ que o setor encerre o ano com faturamento superior a US$ 6 bilhĂľes O Brasil manteve os nĂşmeros recordes de exportação de carne bovina no primeiro semestre de 2013, ultrapassando a marca de US$ 3 bilhĂľes em faturamento, superando em 14,6% o resultado do mesmo perĂ­odo do ano passado (US$ 2,632 bilhĂľes). De acordo com o MinistĂŠrio da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento (Mapa), os nĂşmeros mostram que o setor estĂĄ no caminho certo para fechar o ano com um faturamento superior a US$ 6 bilhĂľes. O volume exportado no perĂ­odo foi de 679,9 mil toneladas, resultado tambĂŠm bastante positivo, o que corresponde a um aumento de 22,1% em comparação com igual intervalo de 2012, quando foram exportadas 556,8 mil toneladas. Segundo a Associação Brasileira das IndĂşstrias      w   ‚ƒ  "L  leiros tĂŞm conseguido compensar a queda na variação do preço mĂŠdio da carne com a conquista de novos mercados e a ampliação da quantidade de

carne exportada. Neste sentido, trabalhos vêm sendo feitos para ampliar a fatia de negócios em regiþes importantes como Europa, à sia e Oriente MÊdio. A ampliação das exportaçþes para Hong Kong – líder do ranking de compradores internacionais da carne bovina brasileira – Ê um exemplo dos esforços que têm sido feitos pela Abiec e seus associados para elevar as vendas. As exportaçþes para a região cresceram 68,7%, subindo de 103 mil toneladas no primeiro semestre de 2012 para 172,8 mil toneladas nos primeiros seis meses deste ano. Irã, com 98,5% de crescimento, e ArgÊlia (60,8%) tambÊm representaram importantes conquistas de mercado para o setor. A carne bovina in natura Ê a principal categoria de produto exportada pelo Brasil, totalizando faturamento de US$ 2,4 bilhþes e volume exportado de 524,9 mil toneladas. Mapa e Abiec, com edição da NRF

Aumentos da demanda, preço e custo da carne bovina exige ganhos de produtividade Para continuar ocupando posição de destaque no mundo, a pecuĂĄria de corte brasileira tem como de         ‚    #+ + !     dade de converter essa recomendação em prĂĄtica a mantĂŠm na pauta das principais discussĂľes mundiais, como atestam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP, que representaram o paĂ­s na 11° ConferĂŞncia de Ovinos e Bovinos do Agri Benchmark, na Inglaterra, em junho. Segundo o professor da Esalq/USP e coordenador dos projetos de pecuĂĄrias do Cepea, Sergio De Zen, e da analista de mercado do Centro, Mariane Crespolini dos Santos, o preço da carne bovina teve aumentos considerĂĄveis na Ăşltima dĂŠcada, principalmente nos paĂ­ses em desenvolvimento. No Brasil e na Argentina, por exemplo, as altas foram de cerca de 150%, enquanto que na China chegaram aos 400%. Dados apresentados na ConferĂŞncia revelam que os custos tambĂŠm tiveram elevação, mas em Ă­ndices menores. No Brasil e na Argentina, o crescimento foi de 100% entre 2005 e 2012. Em paĂ­ses desenvolvidos, como Alemanha, ItĂĄlia, Reino Unido e outros europeus, o encarecimento da produção se limitou ao

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intervalo de 10% a 20%. AustrĂĄlia e EUA registraram aumento de 30% e 50%, respectivamente. Em valores reais, o custo de produção da carne brasileira ainda ĂŠ muito competitivo – em 2012, o custo para se produzir 100 kg de carcaça na China foi quase trĂŞs vezes superior ao do Brasil. Na Europa, duas vezes maior e, nos Estados Unidos, uma vez e meia. No entanto, essa vantagem vem diminuindo, sinalização evidente de que ĂŠ preciso elevar a produtividade do segmento “dentro da porteiraâ€?. De acordo com De Zen, o mundo precisa cada vez mais de alimentos, e a carne, no Brasil, concorre em ĂĄrea com culturas como cana-de-açúcar, soja e milho. >    ]       produtor brasileiro precisa tambĂŠm adequar seus sis    #+ ‚#+ que tem de um lado a necessidade de se elevar a produção de alimentos e de outro certas restriçþes de espaço volta a ser solucionada pela via do ganho de produtividade. Mariane explica que com tĂŠcnicas como rotação de pastagens e suplementação alimentar bem feita ĂŠ possĂ­vel aumentar a produção de carne bovina por ĂĄrea sem elevar muito os custos. Cepea no BeefPoint, com edição da NRF


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Exportaçþes de carne bovina mostram alta de 26% em julho As exportaçþes brasileiras de carne bovina in natura em julho superaram em 26% as vendas do mesmo mĂŞs do ano passado em quantidade, com 105 mil toneladas ante 83,3 mil em 2012. Os dados foram divulgados pelo MinistĂŠrio do Desenvolvimento, IndĂşstria e ComĂŠrcio (MDIC) no dia 1Âş de agosto. Em receita, os embarques do produto registraram elevação de 22,7% ao arrecadar US$ 464 milhĂľes, enquanto o mesmo mĂŞs do ano passado atingiu US$ 377 milhĂľes. Š@#!     H^†””Q‡ queda de 2,7% em comparação com preço de julho de 2012, de US$ 4.537. Entretanto, a moeda norteamericana era avaliada em R$ 2,0490, enquanto hoje a moeda atingiu R$ 2,30, valorização de 12% no perĂ­odo, o que garante melhores resultados para os "L Na comparação com junho, as vendas externas de carne bovina tiveram alta de 19,8% em receita e de “VY #    @‹  " *   pelo nĂşmero de dias Ăşteis nas bases de comparação.

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O mĂŞs passado teve 23 dias Ăşteis; junho, 20 dias Ăşteis e julho de 2012, 22 dias Ăşteis. Nelore - Analistas da Scot estimam que, devido ao aumento no abate de fĂŞmeas este ano, o Ă­mpeto de crescimento nas vendas de sĂŞmen de corte no paĂ­s pode ser menor em 2013 em relação aos anos anteriores. Segundo dados da Associação Brasileira de Inse #+‚  ‚ƒ#ž  a 44,6% da comercialização. Os nĂşmeros se referem a 2012, quando foram comercializadas 7,44 milhĂľes doses de sĂŞmen de bovinos de corte, um aumento de 6,1% em relação a 2011. Do total, 3,32 milhĂľes de doses foram da raça nelore (incluindo mocho), o que corresponde a 44,6% do total vendido das raças de corte. A raça Angus estĂĄ com 2,88 milhĂľes de doses vendidas ou 38,7% do total. Em seguida, estĂĄ a Brahman, que teve 177,77 mil doses comercializadas, o que representa 2,4% das vendas de bovinos de corte. DBO, Ag.Estado e Scot Consultoria, com edição da NRF


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Parceria entre Raça Araguaia e ABCZ Ê consolidada Em reunião com a superintendente da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), Gleida Marques, Raul Almeida Moraes Neto, criador da Raça ‚    ' !    uma parceria entre a Raça e a Associação. O encontro aconteceu no dia 28 de junho, na sede da entidade em Uberaba, Minas Gerais. ž               de 2 de julho, a ABCZ passa a acompanhar a genea  ‚ ww~w  

w  ~ ¨    a origem e a pureza do rebanho.   "  #+ ˆ#‚ e a parceria ĂŠ uma etapa muito importante para a propagação dos animais em vĂĄrias regiĂľes do paĂ­sâ€?, explica o criador. Ele disse ainda que a parceria com a ABCZ se deve           ‚#+ w  base da genĂŠtica Araguaia ĂŠ zebuĂ­na e sabemos da seriedade, experiĂŞncia e excelĂŞncia da Associação,    ‚;wŠ #+    =ž  Raça Araguaia - ‹   ˆ#‚ começou hĂĄ 12 anos e tem na composição o Nelore (ZebuĂ­no), Caracu (Europeu) e Blonde D’Aquitaine (Europeu). “Do Caracu, a raça Araguaia herdou a adaptação altas temperaturas, rusticidade, habilidade materna e o pelo curto. Do Blonde D’aquitaine, a musculatura forte e a pelagem clara, o que ajuda a minimizar a sensação tĂŠrmica do calor, e do Nelore, o acabamento

de gorduraâ€?, explica o geneticista Gismar Silva Vieira. A intenção era conseguir um animal bem adaptado          dade de carne. A nova raça superou as expectativas e  '  ‚'  + onde foi desenvolvida, em TorixorĂŠu, Mato Grosso. O Araguaia tem porte mediano, pele escura e pelos curtos e claros, o que ajuda a se adaptar bem ao calor da regiĂŁo. É dĂłcil, rĂşstico e tem extraordinĂĄria '     @   fĂŞmeas produzem bastante leite e os bezerros desmamam bem mais pesados. Os machos sĂŁo desmamados com 305 kg e as fĂŞmeas com 270 kg. Isto equivale a, em mĂŠdia, a 3@ a mais do que a mĂŠdia nacional. Outra caracterĂ­stica d araça ĂŠ a precocidade sexual, ao passo que a novilha Araguaia entra em reprodução com 14 meses. A nova raça, por ser sintĂŠtica, ĂŠ adaptada ao clima quente e seco dos trĂłpicos, melhora e barateia os programas de cruzamentos industriais. Isso porque        #+  a cobertura ĂŠ realizada por monta natural. Estudos realizados com animais cruzados F1 Nelore x Araguaia obtiveram 2@ a mais que animais Nelore a campo. AlĂŠm de serem mais produtivos, possuem excelente qualidade de carcaça e elevado      ‹   ! uma carne magra, saborosa, suculenta e macia, segundo comprovaram pesquisadores da Universidade |  HK  H|Hƒ      "L  Š;^       ;  Garças /MT. Assessoria de Imprensa, com edição da NRF

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Castrolanda e produtores se articulam por uma ovinocultura de resultados no ParanĂĄ >   + w~  #+   de cordeiro da Castrolanda – “Cordeiro Castrolandaâ€? –, hĂĄ seis anos serve a mesa dos paranaenses e desfruta de boa comercialização na regiĂŁo e na capital do               ÂŚ acordo com a empresa, a conquista sĂł aconteceu apĂłs a conjugação de esforços de diversos setores envolvidos no agronegĂłcio, coordenados pela Emater, atravĂŠs do Programa de Estruturação da Cadeia Produtiva de Ovinos e Caprinos do ParanĂĄ, conduzido pelo mĂŠdico veterinĂĄrio CĂŠsar Amin Pasqualin. Exploração pecuĂĄria de relativa expressĂŁo econĂ´mica, geralmente desenvolvida em sistemas extensivos e com baixo nĂ­vel de tecnologia, a ovinocultura constitui boa fonte de renda para os pequenos e mĂŠdios produtores rurais. O maior interesse do ParanĂĄ reside na exploração de cordeiros para abate, cujos animais sĂŁo oriundos de criaçþes de pequeno e mĂŠdio porte, com plantĂŠis compostos  „    ‚     ! @  exploração de outras espĂŠcies animais, especialmente a bovina.

Foto: Divulgação

Foco no crescimento - As cooperativas estĂŁo tornando a ovinocultura paranaense cada vez mais competitiva. Na Castrolanda, por exemplo, o agronegĂłcio

 @       #+ dos custos atravĂŠs da compra de insumos mais baratos, da padronização dos rebanhos e dos abates, alĂŠm da negociação direta com o mercado consumidor. “Estamos acreditando muito no potencial de crescimento do consumo de carne ovina no Brasil. Nossos produtores tĂŞm disponibilidade e gosto pela produção, e estamos estruturando seu negĂłcio. Para atender o que se tem de expectativa e para viabilizar qualquer negĂłcio precisamos ampliar com rapidez nosso plantel de      #+ "L informa o gerente da ĂĄrea de NegĂłcios Carnes, Mauro CĂŠsar de Faria. Atualmente, cerca de 30 cooperados trabalham com ovinocultura na Castrolanda. SĂŁo produtores que investem constantemente em genĂŠtica especializada para carne e que adotam um rigoroso controle sanitĂĄrio e nutricional, obtendo cordeiros de alto padrĂŁo de carcaça e de cortes especiais e, assim, um diferencial no mercado. â€œĂ‰ uma atividade que promove agregação de valor na propriedade, principalmente para os agricultores que tĂŞm ĂĄreas ociosas no inverno. É transformar pastagens em carneâ€?, diz Tarcisio Bartmeyer, coordenador do setor. Com um plantel que soma por volta de 7.000 matrizes, para atender a demanda regional a Castrolanda necessitaria, hoje, de 15 mil matrizes para suprir  w"   #+     +   ' !  L  #& ]  tĂŠcnica especializada para dar suporte ao produtor no campo. “Quanto maior for a escala de produção em torno de uma cooperativa, menores serĂŁo os custos para todosâ€?, diz Bartmeyer, citando Pasqualin. Castrolanda, com edição da NRF

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Mapa firma convênio com universidade alagoana para conservação de material genético de caprinos e ovinos Muitas raças estão ameaçadas de extinção devido à seca no semiárido brasileiro Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas (CECAUFAL) assinaram, dia 15 de julho, um termo de cooperação para a conservação e o melhoramento de espécies com risco de extinção. Pelo acordo, serão conservados os materiais genéticos de caprinos das raças Marota e Moxotó e da espécie ovina das raças Rabo Largo e Cara Curta. Os caprinos e ovinos tiveram origem no Nordeste, região do Semiárido brasileiro, onde muitas raças es +#    #+   «  dever dedicar esforços para que as raças originadas na região mantenham-se conservadas, não apenas para um possível uso futuro, mas, principalmente,    #+        

 @ ÂŚ  ‚@ e Cooperativismo do Mapa, Caio Rocha. De acordo com Rocha, a substituição das raças      "     peciais para seu uso sustentĂĄvel e conservação, proporcionando aos criadores o apoio adequado. “Para o bem das futuras geraçþes, os recursos genĂŠticos vegetais e animais devem ser considerados como um dos maiores patrimĂ´nios histĂłricos, culturais e ambientais da regiĂŁo Nordesteâ€?, diz Rocha. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geogra  L  {;~ƒ“VQQ ' de ovinos era de 17,6 milhĂľes de cabeças, e o de caprinos, de 9,38 milhĂľes de cabeças. O paĂ­s ĂŠ o oitavo maior criador desses animais no mundo. Mapa, com edição da NRF

Governo do RS apresenta medidas para retomada do desenvolvimento da ovinocultura O Governo do Estado do Rio Grande do Sul anunciou uma parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). Ao todo, cinco projetos no valor de R$ 1,3 milhĂŁo passam a integrar o Programa de Desenvolvimento da Ovinocultura GaĂşcha. O anĂşncio foi feito pelo governador Tarso Genro e pelo secretĂĄrio da Agricultura, PecuĂĄria e AgronegĂłcio, Luiz Fernando Mainardi, dia 5 de julho, durante a abertura do 5Âş SeminĂĄrio “O Pampa e o Gadoâ€? realizado no Sindicato Rural de Lavras do Sul. =        '   tambĂŠm serviu para comemorar a marca de quatro milhĂľes de cabeças de ovinos, nĂşmero que, hĂĄ dois anos, era de 3,6 milhĂľes. “E isso se deve, em muito, ao Mais Ovinos no Campoâ€?, explicou. “Com a uniĂŁo entre Governo, entidades, produtores e a iniciativa privada estamos implementando um conjunto potente de açþes que devolverĂŁo a ovinocultura ao ciclo de desenvolvimento que experimentou anos atrĂĄs. Em breve chegaremos aos cinco '& #=   Sarna ovina - As visitas tĂŠcnicas da Secretaria da Agricultura, PecuĂĄria e AgronegĂłcio (Seapa) a municĂ­pios de fronteira onde hĂĄ maior incidĂŞncia de focos de sarna ovina estĂŁo sendo retomadas. Embora

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no mutirĂŁo realizado em maio o Ă­ndice de cura tenha chegado a 100%, a revisĂŁo ĂŠ necessĂĄria, assegura o tĂŠcnico Ivo Junior, do Serviço de Doenças ParasitĂĄrias e Programa Estadual de Sanidade Ovina da Seapa. RegiĂľes como Livramento, QuaraĂ­ e Dom Pedrito     '      tirĂŁo a ação em setembro. “Por ser ĂŠpoca de parição de ovinos, o manejo com os animais pode ser tornar perigoso e causar perdas de cordeirosâ€?, alerta. Em função da demanda, tĂŠcnicos de outras supervisĂľes se deslocam e ajudam no diagnĂłstico e controle da parasitose. AtĂŠ agora, jĂĄ foram visitadas mais de 30 propriedades, totalizando 12 mil ovinos tratados e curados. HĂĄ trĂŞs anos começaram a surgir      #& O trabalho ĂŠ feito em parceria com o MinistĂŠrio da Agricultura do Uruguai, onde a doença tambĂŠm estĂĄ presente e vem sendo combatida. A sarna causa coceira, enfraquecimento e queda da lĂŁ, e feridas na pele, alĂŠm de ser extremamente contagiosa. ‚  #+ !   ÂŚ   

             lã nas cercas, que os animais estiverem se coçando (movimento de pedalar), esfregando-se nas paredes e cercas, houver perda de lã e feridas em forma de crostas secas e úmidas. FarmPoint, com edição da NRF


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Mercado espera cenĂĄrio positivo para exportaçþes de suĂ­nos no segundo semestre O Rabobank prevĂŞ um cenĂĄrio positivo para o setor de suĂ­nos brasileiro no segundo semestre deste ano e no inĂ­cio de 2014. A reversĂŁo do embargo         Š+    L       ^  w   vĂŁo impulsionar os embarques da proteĂ­na brasileira, avaliam em relatĂłrio os analistas do Rabobank, Albert Vernooij, Guilherme Melo e Chenjun Pan. O principal banco do mundo especializado em alimentos e agronegĂłcio   ; "     anunciado em junho, depois de manter suspensas as compras do produto brasileiro desde maio. Com relação aos custos de produção, os especialistas do Rabobank aguardam valores mais baixos por causa do aumento da oferta de milho e soja nos Estados Unidos e da safrinha do cereal brasileiro. Eles tambĂŠm citaram que o recente anĂşncio da compra da Seara, da Marfrig, pela JBS, consolidou a companhia como o segundo maior player de suĂ­nos no Brasil, atrĂĄs da BRF, e pode apoiar a posição do Brasil como exportador da proteĂ­na nos prĂłximos anos. O Rabobank tambĂŠm traçou um cenĂĄrio para o mercado global de carne suĂ­na no segundo semestre e inĂ­cio de 2014. Os analistas aguardam um crescimento da oferta e provĂĄvel aumento de demanda pela proteĂ­na na China atĂŠ o perĂ­odo festivo no paĂ­s. AlĂŠm disso, aponta vantagem comparativa ante as carnes bovina e de frango, cujos preços estĂŁo sustentados. Mas o aumento das cotaçþes dos produtos serĂĄ limitado pelo efeito da crise econĂ´mica sobre a demanda, principalmente em mercados desenvolvidos. Com a queda dos custos de alimentação resultantes de boas colheitas, um aumento de preço moderado vai apoiar a recuperação de margem muito necessĂĄria em todo o mundo, explicaram os analistas. “No entanto, em virtude da lentidĂŁo do aumento de preços dos suĂ­nos e do declĂ­nio dos custos da alimentação, !  @     "  no primeiro semestre de 2013â€?, completaram. O Brasil ĂŠ, hoje, o quarto maior exportador de carne suĂ­na do mundo, atrĂĄs dos EUA, UniĂŁo Europeia e CanadĂĄ, segundo a Associação Brasileira da IndĂşstria Produtora e Exportadora de Carne SuĂ­na (Abipecs).

Foto: Divulgação

Cepea - Para ao menos repetir o desempenho do ano passado, considerandose apenas a carne in natura, é preciso que as exportações do segundo semestre sejam 46% maiores que as do primeiro, chegando a 296 mil toneladas. Para o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - Cepea/Esalq, alcançar  7  + @ "@           HK   julho, a possível habilitação de novas plantas para exportar para a Rússia e o avanço do comércio com o Japão podem ser considerados trunfos para se atingir o objetivo. Agência Estado, Reuters e Cepea/Esalq, com edição da NRF

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Setembro terĂĄ abates e produção de produtos diferenciados Ação visa a fabricação de embutidos similares aos produzidos por antepassados Uma pesquisa para melhorar a qualidade da carne suĂ­na, com cruzamento de raças, estĂĄ sendo realizada e coordenada pela Embrapa. Um dos objetivos do trabalho ĂŠ melhorar o marmoreio, que ĂŠ a quantidade de gordura entre os mĂşsculos do animal. Entre as raças suĂ­nas, destaca-se 60% entre as raças Duroc e Moura e 40% entre as raças large White e landrace. O grande objetivo deste cruzamento, alĂŠm de ter uma genĂŠtica mais rĂşstica em nĂ­vel de produtor, ĂŠ tambĂŠm para que os embutidos fabricados a partir desta carne possam ser o mais semelhante possĂ­vel aos produtos feitos artesanalmente pelos antepas ¨    "]  para a regiĂŁo. CritĂŠrios de industrialização de produtos a partir do abate de suĂ­nos que estĂŁo sendo criados de forma diferenciada e com genĂŠtica envolvendo vĂĄrias raças "       +    ”  7'        TecnĂłlogo em Alimentos do Instituto Federal Catarinense (IFC), Embrapa SuĂ­nos e Aves e responsĂĄveis    "L {    Nacional da Carne SuĂ­na (INCS). O abate serĂĄ no inĂ­cio de setembro, sendo que     "L ¨ |  ‚" Âœ  | ¨@# 

zir, cada um a sua forma, linguiça colonial. ApĂłs a produção, serĂŁo feitas anĂĄlises sensorial e microbiolĂłgica destes e outros produtos fabricados a partir da matĂŠria-prima tradicional para saber se hĂĄ diferença, quais, e o que se pode melhorar, atĂŠ se chegar num embutido diferenciado, com qualidade e sabor padronizado. O responsĂĄvel pela produção do Frigolaste, Ricardo Dale Laste destacou o interesse em participar do projeto-piloto, tanto na fabricação destes produtos quanto no experimento dos animais que estĂŁo sendo criados na Embrapa. “Com esta novidade, poderemos quem sabe diminuir a quantidade de aditivos em função do aumento

          ‚     ĂŠ que os animais sejam abatidos com mais de 100 quilos, a exemplo dos animais que eram engordados para fazer salame antigamente. Antes do abate, um grupo tĂŠcnico envolvendo {|w     

  #+  '" mas de apresentação. Neste período o analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Fabiano Luis Simioni, deverå passar em cada abatedouro para co '     #& INCS, com edição da NRF

Granjas do centro-oeste de Minas Gerais recebem certificado de Qualidade Total Rural Cerca de 100 produtores e colaboradores de granjas do Centro-Oeste de Minas Gerais estiveram reunidos na sede do Sindicato Rural de Parå de Minas,   ‰  7'        Programa de Qualidade Total Rural (QT Rural). O Programa aconteceu por iniciativa do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS) realizado na região, atravÊs da soma de esforços da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Cooperativa dos Granjeiros do Oeste de Minas (Cogran), Cooperativa dos Produtores Rurais do Oeste de Minas (Cooperoeste), ABC Supermercados, Adeel Alimentos, ArapÊ Agroindústria e Sebrae Minas, e contou com o apoio do Sindicato Rural de Parå de Minas e Associação Empresarial de Parå de Minas (Ascipam). O QT Rural oferece aos proprietårios rurais a

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auto implementação de um Sistema de GestĂŁo da Qualidade, com o uso de ferramentas que possibilitam melhorias na gestĂŁo dos negĂłcios. ‚!           cipante, todos nĂłs ganhamos com a convivĂŞncia e troca de experiĂŞncias durante o cursoâ€?, contou o instrutor do programa, Leonardo Leite. “Foram 12 meses de muito aprendizado que, colocados em prĂĄtica, levam melhorias diretas ao nosso negĂłcio. Foi muito proveitoso o cursoâ€?, disse o empresĂĄrio rural VinĂ­cius Calixto. Durante a cerimĂ´nia os presentes puderam conhecer, ainda, o Programa de GestĂŁo Avançado da Suinocultura (PGA). Homenagens pĂłstumas a Osvaldo Gomes Martins e Geraldo Xavier de Faria, que muito   "“VQ“ tambĂŠm foram realizadas. Asemg, com edição da NRF


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suĂ­nos

Acre entra na lista de Estados considerados como livre de peste suĂ­na clĂĄssica O ministro da Agricultura, PecuĂĄria e Abastecimento, AntĂ´nio Andrade, assinou Instrução Normativa que inclui o Acre entre as Unidades da Federação que sĂŁo consideradas zonas livres de peste suĂ­na clĂĄssica. A medida foi anunciada ao governador do Acre, TiĂŁo Viana, no dia 17 de julho, durante encontro com o ministro, em BrasĂ­lia. A norma foi validada no dia 19 do mesmo mĂŞs, data de publicação do decreto no ÂŚ@‹ H + Œ‹Hƒ “A partir da publicação dessa normativa, o Acre poderĂĄ exportar carne suĂ­na sem restriçþes sanitĂĄrias. Essa conquista serĂĄ fundamental para a economia do estadoâ€?, explicou o ministro. Atualmente, alĂŠm do Distrito Federal, mais 14 estados integram a zona livre de peste suĂ­na clĂĄssica no Brasil. SĂŁo eles: Bahia, EspĂ­rito Santo, GoiĂĄs, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, ParanĂĄ, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, RondĂ´nia, Santa Catarina, SĂŁo Paulo, Sergipe e Tocantins. Peste suĂ­na clĂĄssica - A peste suĂ­na clĂĄssica ĂŠ uma enfermidade contagiosa causada por vĂ­rus que

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pode ser fatal aos suínos. A doença causa sÊrios prejuízos pela facilidade de disseminação e alto índice de mortalidade. Os principais sintomas são depressão e febre alta, hemorragias e regiþes avermelhadas, entre outras. Em alguns casos, estå diretamente relacionada a distúrbios reprodutivos em suínos. Peste suína africana na Rússia - O Serviço de Inspeção Agrícola e de Criação de Gado (SIAG) da Rússia descobriu um foco de peste suína africana na +  ;   "    HK  ‹ veterinårios russos detectaram o vírus nos animais mortos de uma criação particular de gado. O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, admitiu que a disseminação ativa da doença tornouse um problema real para a economia. Segundo autoridades russas, a proibição total de granjas de suínos privadas – hipótese que vem sendo considerada – reduziria os surtos da doença na Rússia. No entanto, a implementação de tal medida vai custar ao país cerca de 30% de todo o estoque de suínos. Mapa e Pig Progress, com edição da NRF


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Por Danielle Michelazzo Martins e Alyne Martinez

Caldeiras garantem produção de energia, ågua quente e vapor para a indústria frigorífica

E

ssenciais para as indústrias que em seus processos envolvam sistemas de aquecimento, as caldeiras são responsåveis por fornecer energia tÊrmica de forma segura e podem ser um escape para quem busca baratear custos. Por se tratarem de recipientes cuja função Ê a produção de vapor a partir do aquecimento da ågua que alimentam as måquinas tÊrmicas, autoclaves para esterilização de materiais diversos, cozimento de alimentos, calefação ambiental e outras aplicaçþes

 +  K   „     ‚      "L  +"L K "L            corte das carnes, entre muitos outros fatores? “A caldeira ĂŠ um equipamento indispensĂĄvel nos "L "@    L jĂĄ que proporciona maior agilidade nos setores que utilizam calor. O equipamento ĂŠ responsĂĄvel pela geração de vapor, que ĂŠ a principal fonte de energia na produção de produtos mais diversosâ€?, acentua o diretor comercial da Icaterm, Juliano Batista. Ele ressalta o fato de o vapor ser utilizado em todo o setor produtivo. “Na sala de abate, nos esterilizadores, graxaria, entre outros. O vapor tambĂŠm ĂŠ utilizado nos equipamentos que fazem o cozimento dos subprodutos. A falta de vapor aumenta o       *    consumo de energia elĂŠtrica e horas extras, alĂŠm

             ‚   ras são responsåveis ainda pelo vapor utilizado na lavanderia, refeitório, sala de desossa e limpeza geral

"L AlĂŠm de fornecer ĂĄgua quente e vapor para limpar e esterilizar e para ser utilizado no cozimento dos digestores, na lavanderia, refeitĂłrios, sala de desossa e limpeza geral, as caldeiras tambĂŠm sĂŁo capazes de possibilitar o uso de vĂĄrios tipos de combustĂ­veis (sĂłlido, lĂ­quido ou gasoso) para produzir a energia

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usada nas linhas de produção, o que gera o funcionamento de todo o setor, sendo utilizada desde a  #+  "L  !  "     mĂĄquinas como picadores, ensacadeiras e esteiras, entre outras. Sistemas existentes TrĂŞs sĂŁo os tipos de caldeiras que sĂŁo designadas para o setor, porĂŠm, com aplicabilidade diferente decorrente da capacidade de pressĂŁo de cada uma. SĂŁo estas: Flamotubulares – tambĂŠm chamadas de fogotubulares ou fumotubulares –, aquatubulares ou   *  ƒ w *    + deiras para queima de combustĂ­veis fĂłsseis como gĂĄs e Ăłleo, pois sĂŁo caldeiras onde o fogo circula por dentro dos tubos. Caldeiras aquatubulares sĂŁo as de circulação de ĂĄgua por dentro dos tubos, e sĂŁo aplicadas para geração e co-geração de energia, ou seja, sĂŁo caldeiras com grandes vazĂľes e pressĂľes do vapor. JĂĄ as caldeiras mistas sĂŁo caldeiras de baixas pressĂľes e vazĂľes de vapor, sendo normalmente uti  "LÂŁ!+   para pequenas geraçþes e co-geraçþes de energiaâ€?, descreve Batista. HĂĄ, ainda, as caldeiras elĂŠtricas, que sĂŁo equipamentos de concepção bastante simples, sendo compostos por um vaso de pressĂŁo onde a ĂĄgua ĂŠ aquecida por eletrodos ou resistĂŞncias. De acordo com o gerente comercial da Arauterm Equip. Termo Metal. Ltda., Jorge Alberto Rosa da Silva, a escolha da caldeira se dĂĄ dependendo da planta "L  #+  #     ‚ os tipos de caldeiras atendem satisfatoriamente a qualquer tipo de planta, as diferenças sĂŁo de carĂĄter !      #+       ainda na fase do projetoâ€?, explica. ž+     


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Foto: Icaterm

tomåtica, geralmente caldeiras de combustíveis líquidos e gasosos. Segundo o item 13.1.9, que estå inserido na NR13 ¨     L  @   zes acerca de caldeiras e vazos de pressão –, as caldeiras são divididas em três categorias (A, C e B), conforme a classe de pressão. Enquadram-se na categoria A caldeiras que a pressão seja igual ou superior a 1960 KPa (19.98 Kgf/cm2); na categoria C, aquelas cuja pressão de operação Ê igual ou inferior a 588 KPa (5.99 Kgf/cm2) e o volume interno seja igual ou inferior a 100 (cem) litros; e, na categoria B, todas as caldeiras que não se enquadram nas categorias anteriores. Combustíveis como matriz energÊtica

 * +  7 pacidades (produção de vapor ou pressĂŁo) permitem que sejam construĂ­dos na fĂĄbrica, reduzindo os trabalhos na obra. Por outro lado, os equipamentos de conceito aquatubular sĂŁo usados em produtos cujas     ¨ + ¨ que estes sejam construĂ­dos na fĂĄbrica. >            ceito “mistosâ€? sĂŁo uma combinação, sendo uma cal    *  ante fornalha de construção aquatubular. “Assim, efetivamente, o tipo de equipamento a ser fornecido      "   JĂĄ para o diretor tĂŠcnico da Ecal Caldeiras e Aquecedores, Fernando Luiz de Souza, as caldeiras aquatubulares e as mistas se propĂľem a atender grandes vazĂľes e altas pressĂľes, nĂŁo sendo, portanto, as mais indicadas para aplicação em   "L ‚       fogotubularesâ€?, pontua.     

‚   +       tomatização e classe de pressão. Seguindo este critÊrio, dividem-se as caldeiras em manuais, semiautomåticas e automåticas. Enquanto os modelos manuais são aqueles cuja alimentação de combustíveis e ågua Ê totalmente manual, com sistema de bomba da ågua ligado e desligado manualmente, as caldeiras semi-automåticas são aquelas cuja alimentação de combustíveis Ê manual, porÊm, a alimentação de ågua Ê automåtica. E as automåticas são aquelas cuja alimentação de combustíveis e ågua são realizadas de forma au-

Referente aos combustĂ­veis utilizados nas caldeiras – lĂ­quidos, sĂłlidos ou gasosos –, de uma maneira geral, a matriz energĂŠtica da absoluta maioria das caldeiras industriais no Brasil ĂŠ de combustĂ­veis sĂłlidos, independente do conceito da caldeira. Isso porque conforme ressalta Silva, como jĂĄ dito, o tipo da caldeira depende mais da capacidade da caldeira (produção de vapor ou pressĂŁo) e da capacidade do fabricante. Ainda segundo observa o gerente comercial da Arauterm, nĂŁo hĂĄ diferença para as caldeiras aqua   *   7   sideradas diferentes, ambas caldeiras podem usar qualquer tipo de combustĂ­vel. As mistas, porĂŠm, tĂŞm  LL “Por conceito, as caldeiras do tipo mistas sĂŁo para combustĂ­veis sĂłlidos, visto que dispĂľem de uma ante-fornalha onde se processa a combustĂŁo, jĂĄ os de        * ƒ  teoria, podem ser para qualquer tipo de combustĂ­velâ€?, analisa. Igualmente indagado se os tipos de combustĂ­veis variam de acordo com o modelo de caldeira adota  *   ƒ     LLŠ no Batista, ainda que no mesmo sentido, foi ainda mais sucinto. “NĂŁo exige. Num projeto de caldeira, quando projetado, ĂŠ levado em consideração o tipo do combustĂ­vel a ser queimado. Ademais, muitas caldeiras podem sofrer alteraçþes para a substituição ou complementação do combustĂ­velâ€?, relata o diretor comercial da Icaterm, explicando que esta ĂŠ justamente uma das especialidades da empresa, especialista na queima de biomassa. Batista lembra, tambĂŠm, que o combustĂ­vel sem-

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Fernando Luiz de Souza, diretor TĂŠcnico da Ecal Caldeiras e Aquecedores

sistemas de segurança e, no caso dos Ăłleos pesados, sistema de aquecimento, para os reservatĂłrios de armazenagem linhas de transferĂŞncia e tanques de serviçoâ€?, explica Fernando Luiz de Souza. “JĂĄ os sĂłlidos, como lenha carvĂŁo, briquetes e outros, exigem grandes espaços para armazenagem e uma operação mais assistida, ao passo que os gases, GLP e GĂĄs Natural, tĂŞm sido os mais utilizados pela facilidade de obtenção, custo operacional mais baixo e por serem os menos poluentesâ€?, complementa o diretor tĂŠcnico da Ecal, ressalvando que os sistemas de lĂ­quidos e sĂłlidos exigem lavadores de gases – o  *    #+ Para facilitar ainda mais a escolha do combustĂ­vel certo a ser usado na caldeira, Silva, da Arauterm, lista alguns fatores determinantes que podem ajudar. “Disponibilidade na regiĂŁo onde a caldeira serĂĄ instalada; possibilidade de queima sem comprometimento das emissĂľes atmosfĂŠricas; preço do combustĂ­vel; e custo da instalação (preço da caldeira e equipamentos complementares)â€?, aponta. Ele lembra, ainda, que as empresas fornecedoras de caldeiras podem auxiliar os usuĂĄrios em toda a

 #+ 7         das necessidades tĂŠrmicas da planta, passando pela sugestĂŁo do tipo de caldeira mais adequado, pela escolha do combustĂ­vel mais barato e pelo dimensiona    *L '  !@

]  !  7  “O mercado Brasileiro possui muitos fabricantes de caldeiras e, logicamente, com diferentes graus de competĂŞncia e com produtos com diferentes graus de ] ‚ "  dor reconhecido pelo mercado e com um portfĂłlio de produtos instalados em condição satisfatĂłriaâ€?, dĂĄ a dica.    

 !              no local de instalação do equipamento. “Pois o vapor produzido ĂŠ um dos principais custos da produçãoâ€?, diz. Assim, tem-se que a escolha do combustĂ­vel ĂŠ a parte principal para que as caldeiras possam gerar energia necessĂĄria para as mĂĄquinas e lavagem de   "L= #+ deve-se levar em conta a oferta e o preço desta fonte de energia, bem como onde serĂĄ realizado o projeto e a demanda de custo e instalaçþes, entre outros pontos. “Os tipos de combustĂ­vel variam de acordo com a disponibilidade local, com o custo operacional e de implantação e com a proteção do meio ambiente. Os lĂ­quidos, que sĂŁo os Ăłleos combustĂ­veis, como diesel, BPF e outros derivados, exigem locais adequados,

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Com a aplicabilidade do vapor em toda a indĂşstria "L"     caldeiras sĂŁo grandes aliadas do setor. Podem nĂŁo sĂł dar suporte na execução dos projetos, mas, tambĂŠm,     !  contratantes, uma vez que cada vez mais o setor industrial estĂĄ disposto a investir em sustentabilidade. Ou seja, as caldeiras podem contribuir – e muito – neste sentido, uma vez que cada dia mais unidades   "   "   cipalmente em relação ao uso da energia e da ĂĄgua, visando melhorar sua imagem pĂşblica e agregar valor para seus produtos. “Os fabricantes de caldeiras estĂŁo comprometidos em fornecer o melhor produto para os clientes. Assim, todos tĂŞm interesse em auxiliar os compradores


capa   #& 7  ! + que envolve inicialmente uma anålise da relação custo x benefício e, desta forma, o próprio cliente deve

     vação ambientalâ€?, aponta Silva. Juliano Batista ressalta que, hoje, os projetos de caldeiras estĂŁo muito mais desenvolvidos tec    #+    "  vinte anos atrĂĄs. Ele cita, por exemplo, o fato de atualmente a Icaterm desenvolver caldeiras com fornalhas e sistema de queima que atendem todas as exigĂŞncias ambientais no Brasil e no mundo, com particularidades em seus projetos que dĂŁo total garantia de baixas emissĂľes de gases e particulados para a atmosfera, utilizando como combustĂ­veis os mais diversos resĂ­duos renovĂĄveis, deixando totalmente de lado a queima de combustĂ­veis fĂłsseis como gĂĄs e Ăłleo, entre outros. “A Icaterm tambĂŠm fabrica equipamentos como queimadores, ou seja, geradores de gĂĄs quente a serem adaptados em caldeiras jĂĄ instaladas nas unidades, equipamento este totalmente automatizado, que vem atender as vĂĄrias necessidades dos clientes em melhorar o rendimento da caldeira, proporcionar a queima de combustĂ­veis com alto teor de umidade (atĂŠ 60%) e garantir as emissĂľes de gases e particulados, respeitando as exigĂŞncias ambientaisâ€?, continua. Batista explica ainda que, atualmente, devido ao custo elevado do combustĂ­vel, as empresas compradoras de caldeiras estĂŁo procurando equipamentos que apresentem maior rendimento tĂŠrmico. Segundo ele, esta produtividade se traduz, basicamente, como sendo a diferença entre a maior quantidade de energia liberada na combustĂŁo – maior temperatura dos gases resultantes da queima do combustĂ­vel dentro da fornalha – e a menor quantidade de energia perdida pelos gases eliminados pela chaminĂŠ e as perdas atravĂŠs do isolamento da caldeira, sendo que outros "  !   K  para se obter o melhor rendimento possĂ­vel. Neste sentido, empresas vĂŞm investindo em equipamentos como: grelhas mĂłveis para queima do combustĂ­vel, para queima de combustĂ­veis com atĂŠ 60% de umidade; prĂŠ-aquecedores de ar, equi       #+       " @ * ' obtendo uma melhora no rendimento da caldeira; e projetos das fornalhas que contribuem para a Ăłtima queima dos combustĂ­veis. “Com estas economias, consequentemente os processos se tornam mais  @   Outro importante detalhe a ser observado para que as caldeiras trabalhem em boas condiçþes, ĂŠ a necessidade da realização rotineira de limpeza quĂ­mica

dos equipamentos. Tal medida ĂŠ necessĂĄria porque @ "L    caldeiras seja bem tratada, ela acumula quantidade        @     vĂŠs do tempo. É, pois, a partir da limpeza quĂ­mica que pode-se observar o desaparecimento de problemas de corrosĂŁo, limpeza esta que se feita regularmente, pode melhorar o funcionamento das caldeiras, reduzindo o consumo em atĂŠ 20%. CĂłdigo ASME e NR-13 No Brasil, ainda nĂŁo existe uma norma espe          projetos, fabricação e inspeção de caldeiras e vasos de pressĂŁo. Contudo, conforme apontam especialistas do setor, existe um acordo implĂ­cito pelo qual os usuĂĄrios aceitam que os fabricantes observem uma norma internacional reconhecida pelo mercado brasileiro: o CĂłdigo ASME (American Society of Mechanical Engineers). “A maioria dos fabricantes de caldeiras no Brasil segue o cĂłdigo ASME. AlĂŠm disso, existem as normas +   #+   mas de combustĂŁo, tiragem dos gases, segurança, instalaçþes e monitoramento de funcionamentoâ€?,  |  – ^   !   Ecal. De origem americana, tal norma ĂŠ bastante criteriosa por, entre outras regras, determinar que desde o projeto atĂŠ a expedição as caldeiras sejam avaliadas por um inspetor credenciado por este ĂłrgĂŁo. O que torna a normativa “quase impossĂ­vel de ser atendidaâ€?, de acordo com o gerente da Arauterm, pelo fato de haver muitos poucos tĂŠcnicos ASME no Brasil. ­@      #+   alĂŠm do que com isso o custo destas inspeçþes invia     ÂŚ " do aceita que os fabricantes observem as orientaçþes gerais do CĂłdigo sobre critĂŠrios de seleção de materiais, projeto, processos de fabricação e testes, dispensando a exigĂŞncia das inspeçþes descritaâ€?, relata Jorge Alberto Rosa da Silva. Seguindo este critĂŠrio, apesar de todos os fabricantes de caldeiras terem o cĂłdigo ASME para atender, Juliano Batista, da Icaterm, lamenta que ainda hoje muitos fabricantes nĂŁo utilizam o cĂłdigo, o que muitas vezes pode resultar em prejuĂ­zos para o cliente que adquirir um equipamento em nĂŁo conformidade com a regulamentação americana. “Por isso todos os compradores de caldeiras devem exigir que os fabricantes comprovem que utilizam e seguem o cĂłdigo para a fabricação, o que ajudarĂĄ para que todos os equipamentos sejam fabricados com segurança e seguindo padrĂľes de

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capa qualidade rigorososâ€?, salienta. Vale ressaltar que para a instalação das caldeiras e vasos de pressĂŁo ĂŠ necessĂĄrio, tambĂŠm, estar em conformidade com a NR-13, que atribui responsabilidades ao engenheiro inspetor, incluindo o restante de obrigaçþes descritas nesta norma. VĂĄlvulas de segurança Colocadas todas as instruçþes em prĂĄtica, a responsabilidade, que antes era da caldeira, passa para as vĂĄlvulas de segurança. “As caldeiras respeitam normas construtivas conforme a ASME, cabe entĂŁo ao dispositivo de segurança proteger a caldeiraâ€?, destaca o engenheiro de aplicação da ValvugĂĄs, SĂŠrgio Souza. VĂĄlvulas de segurança e alĂ­vio – ou mais comumente chamadas de PSV (do inglĂŞs Pressure Safety and Relief Valve), sĂŁo um dispositivo automĂĄtico de alĂ­vio de pressĂŁo que pode ser usado como uma vĂĄlvula de alĂ­vio ou de segurança, dependendo da aplicação. Uma vĂĄlvula de segurança ĂŠ usada para proteger colaboradores e equipamentos, impedindo o acĂşmulo excessivo. “Os vasos possuem uma pressĂŁo mĂĄxima, dita PMTP ou PMTA (pressĂŁo mĂĄxima de trabalho admissĂ­vel), acima da qual se rompem. Para evitar o rompimento por uma variação eventual de processo ou desvio, a PSV ĂŠ instalada para aliviar a pressĂŁo do sistema an-tes de seu rompimentoâ€?, elucida o engenheiro. Assim, as vĂĄlvulas de segurança sĂŁo de extrema  K   "         ao passo que sem elas – devidamente aferidas e calibradas –, o equipamento nĂŁo deve entrar em operação. “Pois a vĂĄlvula de segurança deve atuar no caso de uma sobrepressĂŁo na operação do equipamento, abrindo automaticamente e aliviando a pressĂŁo da caldeira, evitando, assim, algum acidenteâ€?, aponta Juliano Batista, da Icaterm. É importante ressaltar que mais do que proporcionar segurança para as caldeiras, esses dispositivos oferecem segurança quando do manuseio dos equipamentos, como explica Silva, da Arauterm. “Como o prĂłprio nome diz, estas vĂĄlvulas tĂŞm por      #   consequĂŞncia, tambĂŠm dos operadores e patrimĂ´nio. Estas vĂĄlvulas sĂŁo selecionadas pelo fabricante da

caldeira, considerando a mĂĄxima produção de vapor do projeto, e sĂŁo reguladas para abrir na mĂĄxima pressĂŁo admissĂ­vel no equipamento, liberando o vapor para a atmosfera, eliminando eventual situação de riscoâ€?. Acionadas automaticamente, as vĂĄlvulas de segurança operam assim que a pressĂŁo estimada ĂŠ atingida, sempre que a caldeira ultrapassar a pressĂŁo de trabalho. “As vĂĄlvulas de segurança sĂŁo elementos instalados para garantir a descarga de vapor automaticamente no caso de falha do sistema de controle de pressĂŁo de um equipamento, quando ultrapassada a pressĂŁo mĂĄxima de trabalhoâ€?, conta Fernando Luiz de Souza, da Ecal. w #+     #+  @  segurança, o ciclo de manutenção varia de um fornecedor para outro, mas a recomendação ĂŠ que seja feita juntamente com a inspeção da caldeira, segun žˆQ‡    #+ da pressĂŁo de abertura da vĂĄlvula (Set Point) – que ocorre devido a acionamentos frequentes das vĂĄlvulas, o que nĂŁo ĂŠ comum nem recomendado. “As caldeiras sĂŁo divididas em categorias conforme NR-13, e recomenda-se que na inspeção do equipamento conforme sua categoria sejam inspecionadas tambĂŠm as vĂĄlvulas de segurança da caldeiraâ€?, orienta SĂŠrgio Souza, da ValvugĂĄs. “As manutençþes de-vem ser feitas sempre que necessĂĄrio, e este diagnĂłstico ĂŠ revelado nos momentos de ins-peção, inspeção esta que deve ser realizada a cada 12 messes de acordo com as normasâ€?, concorda Juliano Batista, da Icaterm. ž '^  qualquer tipo de ocorrĂŞncia que provoque vazamento de vapor pelas vĂĄlvulas, devem elas ser inspecionadas anualmente, por ocasiĂŁo da inspeção periĂłdica da caldeira. “Nessa inspeção as vĂĄlvulas sĂŁo aferidas e,  @  JĂĄ Silva ressalta que caso nĂŁo se note alteração da pressĂŁo de abertura (Set Point), ĂŠ recomendado que a cada dois anos seja procedida uma manutenção ordinĂĄria nas vĂĄlvulas, com limpeza dos internos e aferição da pressĂŁo de abertura. “A manutenção deve  "   "@  @     reconhecida por estas, e ĂŠ muito importante que nĂŁo seja alterada a pressĂŁo de abertura da mesmaâ€?, diz.

A escolha do combustĂ­vel ĂŠ a parte principal para que as caldeiras possam gerar energia necessĂĄria para as mĂĄquinas e lavagem de equipamentos nos frigorĂ­ficos

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geral

Por Danielle Michelazzo Martins e Alyne Martinez

PotĂŞncias do agronegĂłcio Com apoio de ChapecĂł, Santa Catarina domina a indĂşstria agropecuĂĄria nacional

S

egundo Estado com maior participação da indĂşstria no PIB, Santa Catarina – unidade federativa localizada no centro da regiĂŁo Sul do paĂ­s – ĂŠ reconhecida pelo importante parque industrial que possui, ocupando posição de destaque no Brasil. Na indĂşstria alimentar, segundo a Federação das IndĂşstrias de Santa Catarina (Fiesc), o Estado ĂŠ considerado o maior produtor brasileiro de carne suĂ­na e o segundo de frangos. É, ainda, destaque no segmento de pesca, e uma das potĂŞncias nacionais nas exportaçþes de frango e de suĂ­nos. ‚            regiĂŁo Sul, com apenas 95,4 mil km², ĂŠ o quinto maior produtor de alimentos do paĂ­s, reunindo os maiores plantĂŠis de aves e com grande destaque tambĂŠm na        "   agroindĂşstrias na produção de aves e suĂ­nos. ž   @ "L   ] papel fundamental para a economia, devido ao alto custo que envolve suas transaçþes e investimentos, alĂŠm dos lucros que geram, que sĂŁo muito altos. As grandes empresas que atuam no agronegĂłcio, se nĂŁo ]  ]   ^  Catarina, o que faz com que a credibilidade do Estado, no setor, seja cada vez mais valorizada, tornando-o referĂŞncia para diversos paĂ­ses. Considerada, assim, uma gigante do agronegĂłcio brasileiro tanto no mercado interno quanto externo, Santa Catarina acaba de dar um novo grande pas   #+      "L =!       timentos que vem realizando em infraestrutura na produção e controle sanitĂĄrio da cadeia produtiva da carne. ApĂłs sete anos de negociaçþes com o JapĂŁo que               carnes para o paĂ­s asiĂĄtico, Santa Catarina serve de exemplo para muitos estados, pelo reconhecimento de sua carne mundialmente atravĂŠs do status ĂĄrea livre de aftosa sem vacinação. “Investimentos pĂşblicos e privados ao lado da abertura de mercados internacionais para produtos catarinenses mostram que Santa Catarina estĂĄ no caminho certoâ€?, avalia o presidente da Federação da Agricultura e PecuĂĄria do Estado de Santa Catarina (Faesc), JosĂŠ Zeferino Pedrozo. Os embarques de carne suĂ­na para o JapĂŁo ini-

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ciados em julho, o envio dos primeiros containers do produto para os Estados Unidos a partir deste mĂŞs,     HK  o interesse da RĂşssia que esteve recentemente em Santa Catarina para habilitar mais plantas industriais para exportação. “O futuro ĂŠ promissor para o agronegĂłcio catarinenseâ€?, observa Pedrozo. Eventos agropecuĂĄrios De janeiro a junho deste ano, foram realizados no territĂłrio barriga-verde aproximadamente 40 eventos no segmento agro, entre feiras, exposiçþes e leilĂľes. Por meio dos encontros, os visitantes tiveram excelentes oportunidades para adquirir conhecimento e    ‚ !  “VQ‡+ movidos mais de 80 eventos em Santa Catarina. “A Faesc apoia a realização desses eventos, com o intuito de desenvolver o segmento catarinense e fortalecer a integração do homem ruralâ€?, enfatiza o vice-presidente da Federação. >   ^   ˆ     Federação da Agricultura e PecuĂĄria do Estado de Santa Catarina (Faesc), com apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC) e de outras entidades ligadas ao setor, os eventos agropecuĂĄrios catarinenses geraram, no primeiro semestre deste ano, mais de R$ 15,8 milhĂľes em negĂłcios com a comercialização de terneiros, terneiras, bois, vacas, novilhas e reprodutores. “O desempenho foi excelente e superou as expectativas, ultrapassando o registrado no mesmo perĂ­odo do ano passado, de R$ 12,4 milhĂľes. Neste perĂ­odo o destaque foi o valor mĂŠdio do quilograma do animal vivoâ€?, conta JosĂŠ Zeferino Pedrozo. De acordo com levantamento da Federação, neste primeiro semestre foram comercializados R$ 7.081.522,48 em terneiros, R$ 4.649.515,00 em terneiras, R$ 1.812.633,06 em bois, R$ 1.294.630,13 em novilhas, R$ 912 mil em vacas e R$ 67,3 mil em reprodutores. A movimentação em negĂłcios no semestre foi de R$ 15.817.600,67. Para o presidente da Faesc e o vice-presidente da entidade, Nelton RogĂŠrio de Souza, o destaque dos resultados do primeiro semestre dos eventos agropecuĂĄrios no territĂłrio catarinense ĂŠ o valor mĂŠdio do quilograma dos animais vendidos. “Com R$ 4,42


geral para terneiros, R$ 4,24 para terneiras, R$ 3,98 para novilhas, R$ 3,83 para bois e R$ 3,35 para as vacasâ€?, ressaltou. Os terneiros foram os animais mais comercializados no semestre, com 7.655 cabeças vendidas. Na ]       XX˜§ƒ   (1.518), as novilhas (1.246), as vacas (705) e os reprodutores (12). O que totalizou no semestre 16.723 animais comercializados nos eventos agropecuĂĄrios no Estado. Com base no valor mĂŠdio de vendas, os destaques foram os reprodutores, com uma rentabilidade de R$ 5.375. Na sequĂŞncia aparecem as vacas, com R$ 1.466,11; os bois, com R$ 1.189,13; as novilhas, R$ 1.105,91; os terneiros, R$ 906,11; e as terneiras, com R$ 832,21. As vacas comercializadas tinham peso mĂŠdio de 445kg, os bois 323kg, as novilhas 284kg, os terneiros 207kg e as terneiras 199kg. ChapecĂł: capital brasileira da agroindĂşstria Por falar em potĂŞncia do agronegĂłcio brasileiro, nĂŁo ĂŠ apenas o Estado de Santa Catarina que se destaca. O municĂ­pio catarinense de ChapecĂł ĂŠ tido como a capital brasileira da agroindĂşstria – tĂ­tulo conquistado pelo fato de a cidade comportar grandes processadoras de suĂ­nos e aves da AmĂŠrica Latina, entre elas plantas industriais da Sadia e da Coopercentral Aurora Alimentos. Situada no Oeste Catarinense, ChapecĂł possui boas perspectivas quando se trata de condição para a agropecuĂĄria. Localizada ao centro do Mercosul, um dos seus benefĂ­cios ĂŠ estar prĂłxima de grandes centros como SĂŁo Paulo, Buenos Aires, MontevidĂŠu,

entre outras. Como não poderia deixar de ser, detém cerca de 37% das empresas de exportação que têm correlação com indústrias de máquinas e equipamen   "L        nocultura de leite e, ainda, laboratórios de medicamentos para o setor. Em decorrência do ótimo setor pecuário, o turismo de negócios na cidade está cada vez mais em alta, com a realização de importantes feiras agropecuárias no município, aumentando, com isso, a rotatividade de pessoas de fora da cidade e gerando ainda mais renda. Diretor de Feiras e Eventos da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Vincenzo Francesco Mastrogiacomo considera essencial a realização de melhorias na infraestrutura local, além

 #+         7@ instaladas no municĂ­pio, para a atração de novos empreendimentos e consolidação. “ChapecĂł serĂĄ       !  L Â?@ Para saber um pouco mais sobre o agronegĂłcio em ^ w  w'    tas realizadas pelo jornalista Marcos Bedin, uma com o presidente da Federação da Agricultura e PecuĂĄria do Estado de Santa Catarina (Faesc), JosĂŠ Zeferino Pedrozo, que tambĂŠm ĂŠ presidente do conselho de administração do Senar/SC e vice-presidente de secretaria da Confederação da Agricultura e PecuĂĄria do Brasil (CNA), e outra com o empresĂĄrio Vincenzo Francesco Mastrogiacomo, diretor de feiras e eventos da Associação Comercial e Industrial de ChapecĂł (ACIC) e sĂłcio da Safrio Serviços de Armazenagem | 

Entrevista JosÊ Zeferino Pedrozo Vinculado ao associativismo hå mais de 35 anos, JosÊ Zeferino Pedrozo Ê graduado em Administração de Empresas. Presidiu o conglomerado Coopercentral Aurora Alimentos, o Sindicato Rural de Joaçaba, a Cooperativa Tritícola Rio do Peixe e o Sindicarnes. Exerce atualmente o cargo de presidente da Federação da Agricultura e Pecuåria do Estado de Santa Catarina (Faesc), presidente do conselho de administração do Senar/SC, e de vicepresidente de secretaria da Confederação da Agricultura e Pecuåria do Brasil (CNA), alÊm de ser conselheiro de diversas entidades. Foi deputado estadual por duas legislaturas. 55


geral        No dia 24 de maio, o Governo catarinense e o MinistĂŠrio da Agricultura   Š+    suĂ­na produzida no Estado, depois de sete anos de negociaçþes. O que permitiu a abertura desse mercado tĂŁo importante? Pedrozo - O fator determinante foi a estrutura de produção e de controle sanitĂĄrio da cadeia produtiva da carne em Santa Catarina. Temos um status sanitĂĄrio Ăşnico porque somos ĂĄrea livre de aftosa sem vacinação. A qualidade da carne catarinense ĂŠ reconhecida mundialmente. Os produtores rurais, as agroindĂşstrias e o Governo trabalharam em sintonia para chegar a esse resultado. NRF - A abertura do mercado japonĂŞs “muda a suinoculturaâ€? no PaĂ­s, jĂĄ que deve alavancar as vendas da carne suĂ­na produzida em Santa Catarina? Pedrozo -ž+    no caminho certo, o caminho da qualidade, do rigor   @ #+      produtiva. NRF - Existe uma expectativa de qual serĂĄ a demanda pela carne suĂ­na apenas para os japoneses? Pedrozo - A capacidade potencial do mercado japonĂŞs em comprar carne catarinense ĂŠ grande, pois trata-se do maior importador de carne suĂ­na do mundo com produtos de valor agregado. Acreditamos que o Brasil fornecerĂĄ aproximadamente 15% das importaçþes daquele paĂ­s asiĂĄtico em 2013 e 2014. O JapĂŁo importa anualmente cerca de 800 mil toneladas do produto, representando cerca de US$ 5,5 bilhĂľes. Os principais fornecedores sĂŁo Estados Unidos e CanadĂĄ. Atualmente, o Brasil ĂŠ o maior exportador de carne de aves in natura congelada para o JapĂŁo, com quase 90% de participação. NRF - Quais setores da agricultura e da pecuĂĄria catarinense despertam mais otimismo na Faesc em 2013? Por quĂŞ? Pedrozo - É inegĂĄvel que, nesse momento, o segmento da carne esteja impregnado de otimismo. ‚!   „          JapĂŁo para a carne suĂ­na catarinense, produtores e empresĂĄrios estĂŁo otimistas para o segundo semes    HK   ˆ„  +   carne para suprir o consumo da população no rigoroso inverno europeu. Outro fator importante no mercado ĂŠ o MĂŠxico. Problemas sanitĂĄrios naquele paĂ­s determinaram a redução da produção interna e, por isso, comprarĂĄ carne de frango catarinense. Os Estados Unidos abriram o mercado no ano passado, mas somente agora fecharam acordo com o ;+ w  ^  @ ]

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plantas catarinenses foram aprovadas para exportar. Por outro lado, a Coreia do Sul, cuja missão esteve em Santa Catarina para conhecer as indústrias e o sistema produtivo agroindustrial, pode ser um grande comprador a partir do segundo semestre. NRF - O que o Sr., como presidente da Faesc, acha da polêmica aprovação da MP dos Portos? Existe algum ponto que o desagrada enquanto dirigente da Faesc? E quais os pontos positivos da MP? Pedrozo - A medida provisória que trata da reforma e da abertura do sistema portuårio brasileiro Ê fundamental para o nosso futuro, porque a situação do Brasil Ê dramåtica. Num ranking sobre qualidade

 Q”“L    Q‡V— #+  "     ÂŁ –   ­  da Venezuela, do TajiquistĂŁo e de mais alguns paĂ­ses de economia modesta. Desde a abertura dos nossos portos ao comĂŠrcio internacional em 1808, o Brasil ainda nĂŁo foi capaz de construir estruturas portuĂĄrias adequadas. A operação portuĂĄria no Brasil estĂĄ mui      "]     ]       ‚=> >  @ ]  da LogĂ­stica portuĂĄria principalmente pela maior participação da iniciativa privada nas operaçþes. O elemento fundamental ĂŠ a quebra da dependĂŞncia das empresas aos portos pĂşblicos. Portanto, aumentar a oferta nos terminais privados ĂŠ estimular a concorrĂŞncia. NRF - É possĂ­vel modernizar os portos brasileiros e, por consequĂŞncia, diminuir os custos da logĂ­stica nacional, apenas com os investimentos da MP dos Portos? Ou para isso sĂŁo necessĂĄrias melhorias na infraestrutura e uma desburocratização do Brasil enquanto instituição? Pedrozo - Os terminais privados trabalham com capacidade ociosa em alguns meses do ano; os terminais pĂşblicos trabalham alĂŠm da capacidade em todo o ano, justamente pela histĂłrica falta de investimentos,    ]   A MP ĂŠ o inĂ­cio da desconcentração portuĂĄria. Podese formar uma rede de portos interconectados e, ao       um maior aproveitamento do potencial brasileiro nessa ĂĄrea e uma formação de corredores, logĂ­sticos globais a partir do interior do PaĂ­s. NRF - ÂŽ   K   |  {  gração para o oeste e o leste catarinense? Pedrozo - A economia catarinense precisa de duas ferrovias. A primeira ĂŠ a norte-sul, ligando ChapecĂł ao centro-oeste do PaĂ­s. Ela ĂŠ essencial para transportar as 2,5 milhĂľes de toneladas de milho e soja que Santa Catarina importa de Mato Grosso do


geral Sul e Mato Grosso. A proposta do Governo é uma ferrovia que ligue Panorama (SP) ao Porto de Rio Grande (RS) passando por Chapecó (SC). A segunda é a Ferrovia da Integração, também conhecida como Ferrovia do Frango, ligando o Oeste de Santa Catarina ao Porto de Itajaí (SC). Essas duas obras são essenciais para a competitividade mundial das agroindústrias.

Entrevista Vincenzo Francesco Mastrogiacomo

Nascido na Itália em 4 de outubro de 1944, Vincenzo Francesco Mastrogiacomo naturalizou-se brasileiro em 198, e reside em Chapecó desde 1989. Engenheiro químico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é sócio da Safrio Serviços de Armazenagem Frigorificada. O empresário, que já presidiu a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), é hoje diretor de Feiras e Eventos da entidade. Também é coordenador da Mercoagro, Feira Internacional de Processamento e Industrialização da Carne, realizada bienalmente em Chapecó.

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NRF - Nesse momento da trajetĂłria econĂ´mica, L '  w'!  para atingir o pleno desenvolvimento? Mastrogiacomo - Considero essencial um planejamento de mĂŠdio e longo prazos, prevendo o desenvolvimento urbano e a mobilidade, bem como aumento da infraestrutura. NRF - Na sua opiniĂŁo, qual ĂŠ o principal fator que 7   # w'   sul do Brasil? Mastrogiacomo - É um municĂ­pio que tem um poder econĂ´mico muito bom, devido ao modelo econĂ´mico baseado no agronegĂłcio. Isso deu muita visibilidade. Os pequenos e mĂŠdios negĂłcios que surgiram para atender a demanda das indĂşstrias da        K       NRF - Qual ĂŠ a real vocação de ChapecĂł? Tornar-se polo de serviços, centro do agronegĂłcio, centro comercial? Mastrogiacomo - ChapecĂł jĂĄ e um centro do   ! '   vido a alta dos insumos que temos de trazer para manter a produção, como o milho. O agronegĂłcio ainda ĂŠ o sustentĂĄculo da economia municipal e estadual. As exportaçþes das carnes suĂ­nas e de aves sustentam boa fatia da economia catarinense e mantĂŞm nosso parque agroindustrial. As amplas cadeias produtivas da carne, grĂŁos e leite mantĂŞm e dinamizam os polos de serviços e comĂŠrcio. NRF - ChapecĂł manterĂĄ essa diversidade econĂ´mica ou se especializarĂĄ em uma ĂĄrea da ativi   › tos municĂ­pios-polos do PaĂ­s? Mastrogiacomo - Eu acredito que ChapecĂł ainda vai manter essa atividade econĂ´mica por vĂĄrios anos, porque nĂŁo se desmonta um parque industrial do dia para a noite. Ele ainda ĂŠ sustentĂĄvel, devido ao seu modelo de pequenas propriedades, mas muito   ž+        vĂ­nhamos crescendo, devido aos custos de transportes para trazer os complementos de alimentação, como milho e soja. Como nĂŁo vamos crescer muito, as indĂşstrias tendem a se especializar produzindo produtos de maior valor agregado e mais automação, atendendo mercados mais exigentes e com resultados melhores. NRF - Quais sĂŁo as obras de infraestrutura regional mais importantes e que devem ser priorizadas pelos governos federal e estadual?

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Mastrogiacomo - SĂŁo as estradas e a ferrovia da integração. Necessitamos criar novas alternativas de escoamento da produção e trazer os insumos necessĂĄrios para a cidade. Criar a ferrovia ligando aos portos e ao centro produtor de grĂŁos. Melhores condiçþes para o municĂ­pio atrair novos investimentos, como mais energia, subestaçþes, abastecimento de ĂĄgua, tratamento de esgoto, tratamento do lixo. Mais hospitais, melhoria crescente no aeroporto, tornando-o mais moderno e efetivo para atender a passageiros e cargas, sendo um aeroporto regional com infraestrutura para tal. Criar um plano de mobilidade para atender o crescimento da população e da economia da regiĂŁo, em face do aumento do nĂşmero de carros de passeio num horizonte de mĂŠdio e longo prazos. O municĂ­pio deve reivindicar obras de am#+       #+    crĂ­ticos e gargalos da cidade. É urgente modernizar o transporte urbano, para diminuir os congestionamen  *   @" NRF - ChapecĂł preservarĂĄ sua vocação para sediar grandes exposiçþes e feiras? Nesse caso, necessitarĂĄ de um novo centro de exposiçþes? Mastrogiacomo - ChapecĂł, alĂŠm de todos os atributos levantados anteriormente, pode se consolidar como uma cidade de promoção de feiras e eventos. Com a construção do moderno Centro de Cultura e Eventos PlĂ­nio Arlindo De NĂŞs, temos atraĂ­do cada vez mais seminĂĄrios, congressos, teatros e apresentaçþes das mais variadas para um pĂşblico crescente. ž K     "  w' 7@  move em seu parque de exposiçþes, vemos que a estrutura existente jĂĄ estĂĄ esgotada, sem condiçþes de manter ou ampliar as feiras que foram se criando ao longo de dĂŠcadas, como a Mercoagro, MercomĂłveis, –L = K = "  outras. Falta espaço para estacionamento, estrutura para realização de conferĂŞncias, rodadas de negĂłcios e alimentação. As vias de acesso sĂŁo muito requisitadas e causam congestionamentos. Por isso, a ACIC vem propondo ao MunicĂ­pio um estudo para a localização e construção de um novo parque, um Multiparque que possa abrigar com uma estrutura adequada todas as necessidades para atrair eventos e manter os eventos existentes. O plano inicial de estudos estĂĄ pronto. w     7   o Poder PĂşblico e empresarial tomarem a decisĂŁo de realizar essa ideia que, sem dĂşvida, farĂĄ de ChapecĂł um centro de feiras, congressos, seminĂĄrios, eventos automobilĂ­sticos, hotĂŠis, centro de encontros empresariais, ĂĄreas de lazer como parque pĂşblico, melhoria da qualidade de vida dos cidadĂŁos, tudo isso num sĂł espaço – o Multiparque.


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Programas de carne premium Angus e Wagyu compartilham honras em prĂŞmio na AustrĂĄlia Pontas de alcatra produzidas por medalhista da JBS Australia podem chegar ao Brasil As marcas de carne bovina de alta qualidade de Manning Valley animais alimentados com grĂŁos representando as Naturally, sendo o genĂŠticas Angus e Wagyu receberam as principais grande campeĂŁo na honras na premiação Royal Melbourne Fine Food premiação de carne Awards (RMFFA) dentro da competição de carne bovibovina com marca na com marca julgada na penĂşltima semana de julho. de Brisbane no mĂŞs Usando um sistema de julgamento similar ao da passado. A Manning indĂşstria de vinho, onde os participantes ganham Valley Naturally medalhas baseadas no alcance de certos nĂ­veis de terminou com uma escores de pontuação, a competição de carne bovimedalha de prata na com marca de Melbourne, na AustrĂĄlia, forneceu em Melbourne. nesse ano trĂŞs medalhas de ouro, trĂŞs de prata e quaO Angus Retro de bronze entre 27 participantes em cinco classes. serve, da Oakey, Conduzido pela Royal Agricultural Society of VicĂŠ baseado em um toria (RASV), o programa Spring RMFFA celebra os programa exclusivo    Âœ    L!  Angus, com o gado siderado como um dos principais eventos de alimende engorda obti   ‚ @ do da regiĂŁo norte O sĂŠtimo RMFFA reuniu sua equipe mais forte de de New South Wales e do sul de Queensland, e alijuĂ­zes com representação dos principais chefs de co    QXV      zinha, tecnĂłlogos de alimentos, pessoas que escrevem to Whyalla, da Nippon, prĂłximo a Texas na fronteira sobre alimentos e representantes comerciais. com New South Wales. Os animais sĂŁo introduzidos Os vencedores de medalha de ouro desse ano aos 18 meses de idade ou menos, produzindo escores foram: Oakey Holdings, Queensland, por seu produto de marmoreio de 2+ e pesos mĂŠdios de carcaças de Oakey Angus Reserve, competindo na classe de carne 390-400 quilos. de animais alimentados com grĂŁos com padrĂľes Meat Desde que o programa foi lançado em 2010, os nĂşStandards Australia (MSA); JBS meros de bovinos em engorda Australia, por seu produto Riverina Gerente geral da Oakey, Pat dobraram e agora representam Gleeson, com o cartĂŁo da Oakey Angus Beef, tambĂŠm competindo Angus Reserve na planta. 450 cabeças por semana. De na classe de carne de animais aliacordo com o gerente geral da mentados com grĂŁos com padrĂľes Oakey, Pat Gleeson, a demanda MAS; e Andrews Meat Industries,         por seu produto Tajima Wagyu sua consistĂŞncia e qualidade. puro sangue, competindo na classe O produto vai para uma sĂŠrie de carne bovina Wagyu. de mercados internacionais que buscam produtos premium, particularmente para uso em food service, e tambĂŠm ĂŠ forOakey Angus Reserve necido ao programa da marca Kirkland, do Costco Australia. O medalhista de ouro, Oakey A rede Costco, com seu Holdings, continuou uma forte modelo internacional de grande sequĂŞncia recente de resultados armazenamento de produtos no em competiçþes de testes de savarejo, tem um requerimento bor para sua companhia matriz, mĂ­nimo de qualidade da carne Nippon Meats Australia, que

#+w'ÂŚ incluiu o programa de animais partamento de Agricultura dos criados a pasto da companhia,

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geral Estados Unidos (USDA), sendo equivalente ao escore de marmoreio 2 do AusMeat. Os requerimentos do Costco estão crescendo e a companhia recentemente anunciou planos para uma sÊtima megaloja na Austrålia a ser construída. Excepcionalmente, a Costco planeja vender a carne Oakey Angus Reserve com rótulo próprio, ao invÊs do familiar símbolo Kirkland. O produto Oakey Angus Reserve tambÊm ganhou sua classe de carne de animais alimentados com grãos nos padrþes MSA em uma competição de carne bovina de marca de Sydney no ano passado, e foi vice-campeã na mesma competição em Melbourne em 2012, mostrando um alto grau de consistência. Riverina Angus Beef

O medalhista de ouro de Melbourne para carne bovina com marca da JBS Australia, Riverina Angus Beef, teve uma vitĂłria similar apenas hĂĄ um mĂŞs em Brisbane, onde o mesmo produto foi julgado campeĂŁo na categoria de animais alimentados com grĂŁos com MSA. Uma das principais marcas de carne produzida com grĂŁos da JBS Australia, a Riverina Angus Beef ĂŠ        ›   Riverina Beef da companhia, prĂłximo a Yanco, no sul de New South Wales. O produto vencedor mostrou todas as caracterĂ­sticas que se esperaria de associadas com seu programa de engorda de 120 dias – escore de marmoreio de 3+, alĂŠm de uma boa gordura branca, coloração brilhante da carne e grande tamanho da porção de     !ƒ O programa Riverina conta com gado Angus de alto desempenho obtido principalmente da regiĂŁo Riverina, no sul de New South Wales, processado no   Š;^ˆ      mento integrado. Cerca de metade dos cortes que sĂŁo extraĂ­dos para o programa vĂŁo para destinos domĂŠsticos de food service de alta qualidade, principalmente restaurantes e hotĂŠis que estĂŁo buscando um maior tamanho de porção, com o resto indo para restaurantes e hotĂŠis de qualidade em uma ampla variedade de mercados de exportação. ÂŚ    !         

qualidade do produto fornecido pela marca Riverina Angus ĂŠ um considerĂĄvel avanço da carne bovina genĂŠrica de animais alimentados com grĂŁos por 100 dias. O programa visa um escore de marmoreio mĂ­nimo de 2, que vem sendo obtido em um programa de 120 dias. Anteriormente, esse desempenho de marmoreio somente era alcançado principalmente em gado engordado por 150-180 dias, mas a melhora na alimentação, na nutrição, no manejo do gado e na genĂŠtica melhorou o desempenho geral ao ponto onde estĂĄ agora consistentemente fornecido em 120 dias em engorda no Riverina. O programa Riverina Angus foi lançado hĂĄ 12 meses e, atualmente, representa cerca de 700 carcaças semanalmente. Os pesos das carcaças sĂŁo tipicamente de 370-380 quilos. Esse alto volume de produção dĂĄ aos clientes domĂŠsticos e internacionais a ga    *      produtos disponĂ­veis o ano todo, dentro de #&  ;   ÂŁ   Š;^   queriam desenvolver uma marca e um programa que fosse adequado para uma sĂŠrie de mercados. Anteriormente, cortes de um programa como esse iriam exclusivamente para JapĂŁo e Coreia. Segundo ele, hoje, o JBS quebrou essa barreira, com 85-90% desse produto indo para outros mercados  +"Š+w‚'@  mais trabalho envolvido para fazer isso, mas que faz    #+    Tatt disse que pontas de alcatra podem chegar ao Brasil e steaks e cortes dianteiros a restaurantes cinco estrelas em Moscou, Oriente MĂŠdio, China ou Sul da Ă sia. Alguns itens sĂŁo usados dentro do mercado domĂŠstico. Muitas pessoas tambĂŠm disseram ao JBS que nĂŁo havia um mercado para esse tipo de carne    ‚ @¨ sa estĂĄ mostrando que hĂĄ. Tajima Wagyu Beef O gerente da rede fornecedora, exportadora e atacadista de Sydney, Andrews Meat Industries, somou ao seu recente prĂŞmio de carne bovina com marca Wagyu em Brisbane, hĂĄ dois meses, outra medalha de ouro na competição de Melbourne realizada em julho. Os programas de carne bovina de alta qualidade desenvolvidos pela Andrews estĂŁo provando ter desempenhos consistentes em competiçþes de carne bovina de marca baseada em testes de sabor, tendo tambĂŠm ganhado o Grande PrĂŞmio do Show de Brisbane no ano passado.

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geral Embora a companhia tambĂŠm produza a marca Shiro Kin separada para gado Wagyu puro sangue, foi 'L ÂŁ7    petição de Melbourne ganhando a medalha de ouro na categoria Wagyu. O coordenador do departamento de exportaçþes da Andrews, Kylie Schuller, disse que antes da separação no ano passado, as carnes de animais puros e hĂ­bridos eram embaladas sob a mesma marca. A Andrews desenvolveu um contrato colaborativo de programas de ceia para seu negĂłcio de hĂ­bridos Wagyu com a grande cadeia de gerenciamento de fornecimento Wagyu, Security Foods, com muitos dos bezerros obtidos de rebanhos leiteiros holandeses do sul de Victoria, usando sĂŞmen Wagyu fornecido pela Tajima. SĂŁo esses animais, junto com alguns bezerros comprados sob       #+    mĂŁes Angus, que representam a espinha dorsal do programa da marca Tajima da Andrews. Os bovinos sĂŁo alimentados por um mĂ­nimo de 400 dias sob arranjos customizados de alimentação no con     Âą  žÂ&#x; ^ ' Âł  ICM Peechelba, em Victoria, ou no Macquarie Downs, em Queensland.

No total, cerca de 250 híbridos por mês são abatidos, produzindo pesos de carcaças de 400-420 quilos e escores de marmoreio de 4 a 9+. As carcaças são cortadas e vendidas em partes a uma ampla variedade de mercados, incluindo Coreia, China, Estados Unidos e Sudeste da à sia. Alguns poucos cortes selecionados são usados no mercado domÊstico de food service, com clientes como Crown Casino, em Melbourne, usando o produto em quatro locais de refeição dentro do complexo. O Hamilton Island resort, em Whitsundays, e a churrascaria, Sydney’s Chop, são outros que usam o produto. Medalha de prata Os medalhistas de prata da competição de carne bovina de marca nesse ano em Melbourne foram: Hopkins River Beef, de Victoria, por seu programa de animais alimentados com grãos por 100 dias com MSA, Coles Finest; HW Greenham & Sons, com a carne natural Cape Grum, da Tasmania, na classe de gados criados a pasto com MSA; e Wingham Beef Exports, com a carne bovina Manning Valley Naturally, de New South Wales. Reportagem do Beefcentral.com, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint, com edição da NRF

JuĂ­zes das carnes bovinas com marca de Melbourne, a partir da esquerda, Kerr Griffin (Castricums), Adrian Richardson (La Luna), Peter Bouchier (Bouchier Butchers) e Cam Smith (3 RRR)

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Mapa vai aprimorar inspeção em produtos de origem animal compartilham honras em prêmio na Austrålia Com o objetivo de agilizar a equivalência de sistemas de inspeção em produtos de origem animal com o serviço federal, representantes do MinistÊrio da Agricultura, Pecuåria e Abastecimento (Mapa) e

 #            a serem adotadas pelo governo federal. As açþes "     “” 7'    Evolução dos Serviços Equivalentes de Inspeção de Produtos de Origem Animal, que ocorreu no mesmo mĂŞs, em BrasĂ­lia. |        trĂŞs eixos com necessidades de mudanças. Primeiro, ĂŠ preciso agilizar o processo de adesĂŁo ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). Segundo, padronizar os critĂŠrios tĂŠcni L        ^  “AlĂŠm disso, tambĂŠm ĂŠ necessĂĄrio viabilizar a estruturação dos serviços de inspeçãoâ€?, explica a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa, Judi NĂłbrega. Para resolver essas questĂľes, serĂŁo adotadas medidas pela Secretaria de Defesa AgropecuĂĄria (SDA/

Mapa) nos prĂłximos meses, como atualização do ÂŚ  ´ X§”Q›VÂĽ       +   ^ H   ‚  #+  ^    ‚@  ^ƒ    ^ bi-POA faz parte. Outras açþes envolvem instalar e estruturar a coordenação do Sisbi-POA, repassar recursos para fortalecer os serviços de inspeção nos estados equiva        LaboratĂłrios Nacionais AgropecuĂĄrios (Lanagros). Os estados equivalentes tambĂŠm deverĂŁo adotar #&                + ^ ^@ @ ainda, elaborar planos de ação para avaliar esses lo  #+      de equivalĂŞncia. O Sisbi-POA padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar. Com a adesĂŁo, os produtos podem ser comercializados em todo o territĂłrio nacional. Mapa, com edição da NRF

Articulação entre Governo e Estados define prioridades para serviços de inspeção Uma articulação entre o governo federal, Bahia, Minas Gerais, ParanĂĄ, Rio Grande do Sul e Distrito Federal – intermediada pela representação do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Brasil – deve melhorar os serviços de inspeção de alimentos de origem animal nestas unidades federativas. O objetivo ĂŠ promover a equiva]     #+ cação do sistema, com a descentralização e o repasse sustentado dos recursos. Os estados participantes foram escolhidos por jĂĄ terem aderido ao Sisbi-POA. Segundo o representante do IICA no Brasil, Manuel Otero, os esforços de articulação dos estados com o Sisbi “fortalecem a sanidade animal e a inocuidade

      qualidade dos produtos exportados�. Articulação entre instituiçþes As demandas para melhoria do sistema foram debatidas por representantes dos estados e do MinistÊrio da Agricultura, Pecuåria e Abastecimento (Mapa), de

10 a 12 julho, na sede do organismo internacional. ‚              das necessĂĄrias, elaborado pelos participantes da reuniĂŁo, foi encaminhado ao ministro da Agricultura, AntĂ´nio Andrade. “O conjunto de açþes que estamos desenvolvendo entre as instituiçþes de todos os nĂ­veis vai culminar no fortalecimento do Sistema Brasileiro de Inspeção. Pela extensĂŁo territorial e diversidade do paĂ­s nĂŁo hĂĄ outra saĂ­da alĂŠm da descentralização e equivalĂŞncia dos serviços nos estadosâ€?, declarou a coordenadora de Sanidade Animal e Inocuidade dos Alimentos (Saia), no IICA, LĂşcia Maia. O representante de Minas Gerais no encontro, Altino Rodrigues Neto, diretor-geral do Instituto Mineiro de AgropecuĂĄria (IMA), resumiu o papel do sistema e as necessidades para seu aperfeiçoamento. “O Sisbi ĂŠ a grande solução para o desenvolvimento da inspeção de produtos de origem animal no Brasil. Deve       ] L   "      IICA no AgriPoint, com edição da NRF

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Criação de peixe ganha espaço no Paranå Com potencial elevado, Estado terå dez novas åreas para a produção pescados

Foto: Reprodução

O Estado do Paranå terå dez novas åreas para a produção de pescados. O edital, publicado pelo MinistÊrio da Pesca e Aquicultura (MPA), no dia 18

 7' " QV‰‰ '   K  Âľ@ no litoral e no Norte do estado, na regiĂŁo do Vale do Paranapanema, divisa com SĂŁo Paulo. A maior parte delas estĂĄ em reservatĂłrios de hidrelĂŠtricas. Com as outorgas, o ParanĂĄ terĂĄ potencial para elevar o cultivo de peixes em mais de 3 mil toneladas por ano, um aumento de 7,5% na produção paranaense, que hoje soma 40 mil toneladas. Outras 13 mil toneladas sĂŁo geradas atravĂŠs de extrativismo. O estado tem planos de dobrar o volume atual nos prĂłximos dois anos. “O produtor terĂĄ atĂŠ trĂŞs anos para atingir o mĂĄximo da produção que estĂĄ outorgada em cada ĂĄrea e o pagamento pode ser parcelado [em semestres]â€?, disse a secretĂĄria nacional de Planejamento e Ordenamento do MinistĂŠrio da Pesca e Aquicultura (MPA), Maria Fernanda Nince. Os valores mĂ­nimos variam conforme o tamanho e a localidade das ĂĄreas. Segundo Maria Fernanda, a exploração de 0,95 hectare de ĂĄguas marinhas, na BaĂ­a de Pinheiros, em Guaraqueçaba, exigirĂĄ lance a partir de R$ 605. O lance inicial mais caro ĂŠ de R$ 9 mil, referente a uma ĂĄrea de 3,13 hectares no reservatĂłrio da HidrelĂŠtrica de Chavantes, no Norte do ParanĂĄ. Os interessados em participar das licitaçþes devem enviar ao MPA uma proposta de valor e forma de pagamento para a ĂĄrea desejada e aguardar a abertura dos envelopes no dia 19 de agosto. Para o coordenador estadual de Aquicultura e Pesca da Emater, Luiz Danilo Muehlmann, deve haver demanda para todas as ĂĄreas licitadas, mas ĂŠ difĂ­cil prever se a disputa pelos lotes serĂĄ acirrada, jĂĄ que

o processo ĂŠ caro. Segundo ele, somente a taxa de vistoria cobrada pela Marinha varia de R$ 700 a R$ 1 mil. O interessado precisa desembolsar esse valor sem ter a garantia de que poderĂĄ usar a ĂĄrea para a produção de pescados. AlĂŠm dos valores de outorga, ĂŠ preciso investir na compra de equipamentos. Hoje o produtor desembolsa de R$ 1,5 mil a R$ 2 mil para comprar um tanque-rede, principal equipamento usado nas ĂĄguas. Cada compartimento tem capacidade para produzir 600 quilos de peixe. Consumo sustenta aumento de produção A produção paranaense de pescados tem potencial para alcançar 80 mil toneladas atĂŠ 2015. O aumento ĂŠ sustentado principalmente pelo apetite da população, sendo que o consumo de peixe cresce a taxas    #+ Hoje, cada pessoa consome em mĂŠdia 9,9 quilos da proteĂ­na por ano, e a tendĂŞncia ĂŠ de que a mĂŠdia chegue a 12 quilos atĂŠ 2020. Com uma demanda de 94 mil toneladas por ano, o ParanĂĄ importa de outros estados – e tambĂŠm de fora do paĂ­s – quase metade do que consome. “O nosso potencial ĂŠ muito alto. Temos mais de 600 mil hectares de ĂĄguas represadas. SĂł no Lago de Itaipu sĂŁo 135 mil hectares, que poderiam render 220 mil toneladas de tilĂĄpia a mais por anoâ€?, calcula o coordenador tĂŠcnico do ministĂŠrio da Pesca e Aquicultura no ParanĂĄ, Luiz de Souza Viana. ‹   +  #+  Viana, estĂŁo na demora de liberação de licenciamen       Âœ  >   ! “fantĂĄsticoâ€?, por conta da quantidade de represas de hidrelĂŠtricas instaladas na regiĂŁo. “Temos oito usinas, alĂŠm de pequenas centrais de abastecimento que poderiam se transformar em parques aquĂ­colas. Se pudĂŠssemos usar 1% das ĂĄguas represadas, serĂ­amos o maior produtor do Brasil e deixarĂ­amos de ter um

!   #      A rentabilidade oferecida pelo cultivo de pescados ! @  #+‹  lo de tilĂĄpia produzido em tanque-rede varia de R$ 0,80 a R$ 1, considerando um desembolso de R$ 3 a R$ 3,20 e venda a preço mĂŠdio de R$ 4 por quilo. A espĂŠcie ĂŠ a principal aposta da piscicultura nacional, porque tem ciclo curto e baixos custos de produção. Rural Centro, com edição da NRF

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geral

Cooperação inĂŠdita entre Faesc, Sindicarne, Acav e Senar capacitarĂĄ criadores de aves e suĂ­nos Ação conjunta visa elaborar material audiovisual instrucional que serĂĄ disponibilizado aos produtores rurais Uma cooperação inĂŠdita entre o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC), o Sindicato da IndĂşstria de Carnes e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), a Associação Catarinense De Avicultura (Acav) e a Federação da Agricultura e PecuĂĄria do Estado de Santa Catarina (Faesc) vai viabilizar o treinamento de 17 mil criadores de aves e suĂ­nos integrados ao sistema agroindustrial catarinense. O acordo – com vigĂŞncia pelo perĂ­odo de dois anos ¨"     7'   JosĂŠ Zeferino Pedrozo (Faesc e Senar), Clever Pirola Ă vila (Sindicarne) e Luiz Adalberto Stabile BenĂ­cio (Acav). A ação conjunta tem como escopo a elaboração de material audiovisual instrucional, de conteĂşdo programĂĄtico, que serĂĄ disponibilizado aos produtores e trabalhadores rurais, integrados das agroindĂşstrias,    |^  ‚ O objetivo ĂŠ capacitar e aperfeiçoar os conhecimentos e as prĂĄticas desses produtores nas ĂĄreas de biosseguridade, gestĂŁo empresarial dos estabelecimentos agrĂ­colas, meio ambiente, ambiĂŞncia e controle ambiental da propriedade, processos de produção e neutralização de “lendas urbanasâ€?, como as inverdades sobre hormĂ´nio em

frango e cisticercose em suíno. Responsabilidades - O Sindicarne e a Acav disponibilizarão o conteúdo tÊcnico para elaboração

       L        +       + acompanhamento e supervisão técnica durante as   +    das empresas associadas. Por sua vez, a Faesc fará a divulgação do material produzido junto aos Sindicatos Rurais, bem como a mobilização dos produtores para que permitam o acesso em suas propriedades para a gravação de imagens e depoimentos. Já ao Senar caberá selecionar e contratar a empresa que produzirá os audiovisuais instrucionais, além de acompanhar e supervisionar as atividades, disponibilizando posteriormente o material resultante

     produtores e trabalhadores rurais via web. Esta Ê a primeira vez que as principais entidades de organização, defesa e capacitação dos agentes econômicos que participam do agronegócio catarinense se unem, em uma ação articulada de natureza educacional. O valor do investimento não foi informado.

JosĂŠ Zeferino Pedrozo, presidente da Faesc e Senar

Clever Ă vila, presidente do Sindicarne

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acontece Tecnologia EC da ebm-papst reduz em atÊ 50% o consumo de energia dos equipamentos de refrigeração A ebm-papst irå destacar na Tecnocarne 2013, sua linha de ventiladores e motores com a tecnologia Green Tech EC – Eletronicamente Comutado, que permite reduzir em atÊ 50% o consumo de energia (se comparada aos tradicionais) nas aplicaçþes de equipamentos, como evaporadores e condensadores, instalados em centros L  "L K  conservação e outros sistemas do segmento. Com o uso de ventiladores EC, os sistemas de ventilação e refrigeração ganham durabilidade atÊ 4 vezes maior que os encontrados no mercado, garantem baixa geração de ruídos – principalmente em re-

gime de rotação reduzida e controlada – e sĂŁo isentos de manutenção. Esses ventiladores geram pouco calor, consomem menos energia elĂŠtrica e diminuem o tamanho da instalação (painel elĂŠtrico), sem gerar custo adicional para o sistema de refrigeração. Com isso, as indĂşstrias e pontos comerciais podem reduzir custos e, principalmente, entrar para o rol das sustentĂĄveis, diminuindo substancialmente a agressĂŁo ao meio ambiente. “Esta primeira participação na Tecnocarne nos dĂĄ a oportunidade de mostrar aos clientes, projetistas, consultores e fabricantes, os detalhes construtivos e a operação dos ventiladores com a tecnologia EC“, explica Jonathan Pretel, coordenador de vendas do Segmento Refrigeração da ebm-papst.

Porteiras abertas: Bela Alvorada participa do Circuito Road in Farm Mais de 70 pessoas estiveram na Fazenda Bela Alvorada em Guararapes/SP, em visitação realizada durante o circuito Road in Farm, que fez parte da programação da Expô Araçatuba, que aconteceu entre os dias 9 a 13 de julho. De acordo com o pecuarista e proprietårio da seleção, Flåvio Aranha, entre os visitantes presentes estavam fazendeiros da região, investidores em gado Nelore, tÊcnicos de diversos programas de melhoramento genÊtico e parceiros do Nelore Zan. Na ocasião, alÊm do almoço servido aos participantes do evento, ele e Adriana Zancaner Aranha apresentaram as novidades do plantel para o segundo semestre de 2013. Entre elas as novas doadoras

 ^#+      '   Avesso, uma estrela do plantel. Os visitantes tambĂŠm puderam conhecer as matrizes que seriam ofertadas no dia 18 de julho no LeilĂŁo Virtual Nelore Mater, e conferir os touros e as doadoras provadas que serĂŁo levadas ao LeilĂŁo Bela Alvorada - Nelore Zan & Convidados na tarde de 31 de agosto, na prĂłpria fazenda. Ambos remates transmitidos pelo Canal do Boi.

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“Tivemos uma tarde bastante produtiva. Nossos visitantes apreciaram especialmente os touros e doadoras que levaremos a leilĂŁo no dia 31 de agosto, ! ]  ~  ; ~    Bela, ou seja, abrimos nossas porteiras para que todos pudessem comprovar nossos produtos e a seriedade do nosso trabalho com melhoramento genĂŠtico na pecuĂĄria do Nelore!â€?, comemorou FlĂĄvio Aranha. Road in Farm - O Road in Farm ĂŠ um “tour pecuĂĄrioâ€? realizado nos principais criatĂłrios de seleção em Nelore da regiĂŁo de Araçatuba/SP. O evento foi organizado pela Central LeilĂľes e Siran, com o objetivo de ressaltar o melhoramento genĂŠtico na pecuĂĄria

       K        @ O plantel Bela Alvorada – Nelore Zan, que soma experiência e excelência em seleção genÊtica da raça Nelore, participou do evento juntamente com a Fazenda Bonsucesso, ocupando o pavilhão 16 do Recinto Clibas de Almeida Prado, local onde ambos expuseram touros das respectivas fazendas contratados por Centrais de coleta de sêmen.


acontece

Topigs desenvolve pacote genĂŠtico de alto rendimento Os suinocultores sempre estĂŁo atrĂĄs do melhor material genĂŠtico para suas granjas e, para acompanhar a demanda do mercado, a Topigs, empresa internacional de melhoramento genĂŠtico de suĂ­nos presente em mais de 50 paĂ­ses, desenvolveu um pacote genĂŠtico de ponta para a cadeia de produção de suĂ­nos do Brasil: o Talent x Topigs20. O produto terminado do cruzamento deste pacote resulta em um suĂ­no de alto rendimento e de baixo custo de produção. Segundo o geneticista da Topigs do Brasil, AndrĂŠ Costa, o resultado do pacote genĂŠtico Talent x Topigs 20 ĂŠ de um animal que possui alto desempenho, tanto na fase de creche, quanto na fase de terminação. “Junto com uma excelente conversĂŁo alimentar, os animais apresentam Ăłtimo ganho de peso diĂĄrio, menor espessura de toucinho, melhor qualidade de carne e menor mortalidade (cerca de um ponto percentual menor), quando comparado com outros pacotes genĂŠticos do mercado brasileiroâ€?, explica. Ele esclarece, ainda, que o impacto econĂ´mico dentro das granjas ocorre devido ao maior nĂşmero de animais entregues/fĂŞmea/ano, menor consumo de ração e maior receita ao abate devido ao melhor   "L Em nĂşmeros, as fĂŞmeas Topigs20 apresentam cerca de 0,7 leitĂľes nascidos a mais por parto que as fĂŞmeas Topigs40, que era atĂŠ entĂŁo a fĂŞmea mais L  ­7   7 com Talent x Topigs20 que estĂŁo com mais de 32 leitĂľes desmamados/fĂŞmea/ano. “Estes leitĂľes na terminação alcançam conversĂŁo alimentar aos 100 kg de 2,15, com ganho de peso diĂĄrio acima de 900 g/dia. SĂŁo animais de excelente qualidade de carcaça, mesmo abatidos com pesos mais elevados (acima de 120 kg), apresentando es-

pessura de toucinho cerca de um milĂ­metro menor que outros produtos no mesmo pesoâ€?, relata Costa. Um diferencial da genĂŠtica Topigs ĂŠ a maior robustez dos animais. No caso da fĂŞmea Topigs20, isso representa menor taxa de reposição da fĂŞmea, o que permite que um percentual maior de fĂŞmea atinja o pico de produção, bem como menor mortalidade de animais em todas as fases de produção, o que resulta em um menor custo de produção para o produtor. Transição da fĂŞmea - A mudança da fĂŞmea Topigs40 para a fĂŞmea Topigs20 representa um salto tecnolĂłgico para a cadeia de suĂ­nos. “A fĂŞmea Topigs20 ĂŠ ainda melhor que a fĂŞmea Topigs40 em termos de produtividade, alĂŠm de apresentar uma maior produção de leite, fazendo com que seus leitĂľes sejam desmamados com maior peso. AlĂŠm

  '   #+  &'

 "] ÂŁ“V ! '    '  fĂŞmeas Topigs40, principalmente em termos de conversĂŁo alimentar e qualidade de carcaçaâ€?, concluu o geneticista. Melhoramento genĂŠtico - No Brasil, o melhoramento genĂŠtico da Topigs ĂŠ feito em conjunto com as demais granjas nĂşcleos Topigs ao redor do mundo. Todas as granjas estĂŁo conectadas a uma Ăşnica base de dados chamada Pigbase, mantida pela empresa na Holanda. Atualmente, esta base apresenta mais de 300.000 matrizes ativas em produção e cerca de 26 milhĂľes de animais com dados avaliados, o que          “Os valores genĂŠticos dos animais sĂŁo gerados atravĂŠs desta base, sendo que hoje os computadores da Topigs geram mais de 7.000 valores genĂŠticos/ segundo. AlĂŠm disso, os plantĂŠis estĂŁo conectados aos plantĂŠis das demais granjas nĂşcleos da Topigs, por meio da importação regular que fazemos de sĂŞmen congelado dos melhores machos de cada linha. Hoje importamos sĂŞmen congelado do CanadĂĄ e Espanha e em 2013 faremos a primeira importação da Holandaâ€?, explica AndrĂŠ Costa. A Topigs possui granja experimental em Holambra e na Universidade Federal de Viçosa. Nessas granjas ĂŠ avaliado o desempenho dos produtos do    !  "L    volvido protocolos de manejo e nutrição. Hoje, a Topigs20 representa mais de 50% do plantel Topigs no Brasil.

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acontece

Intermec lança leitores de códigos de barras compactos e robustos

A Intermec, empresa especializada no desenvolvimento de soluçþes de transmissĂŁo de dados, lança os leitores de cĂłdigo de barras SF61B e SR31T, soluçþes que garantem menor tempo de leitura para cĂłdigo de barras 2D e alto desempenho. O modelo SF61B ĂŠ compacto e proporciona mobilidade ideal para os centros de distribuição e ĂĄreas como transporte e logĂ­stica, serviços de campo e operaçþes da saĂşde. JĂĄ o SR31T se destaca por sua robustez, sendo adequado para aplicaçþes em ambientes industriais leves. De acordo com o gerente geral de Operaçþes de Captura de Dados da Intermec, David Downey, o lançamento do SF61B e SR31T demonstra o compromisso contĂ­nuo da empresa em fornecer produtos best-in-class para apoiar as diferentes necessidades corporativas. >7          desempenho, os leitores sĂŁo opçþes excelentes para empresas que precisam capturar dados em constante mudança a partir de uma tecnologia lĂ­der de mercadoâ€?, declara Downey. De acordo com o gerente de Canais da Intermec, Reinaldo Andrade, o lançamento destes produtos vem ao encontro da grande demanda do mercado nacional por leitores de alta performance e excelente ROI. “Esta ĂŠ uma expectativa que toda a rede de   {         Andrade.

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SF61B para trabalho em campo - O SF61B ĂŠ uma solução compacta e mĂłvel. Ao contrĂĄrio dos tradicionais leitores em formato de arma – nĂŁo projetados para os trabalhadores em campo –, o SF61B possui formato de lanterna e um sistema de liberação magnĂŠtico para que o dispositivo seja rapidamente acessado ou arrumado como necessĂĄrio, dando agilidade e segurança ao trabalhador. O bluetooth integrado ao SF61B, com alcance de 100m, permite acesso dos usuĂĄrios aos dados em seu tablet ou smartphone, que operam com Android, iOS e Windows Mobile, jĂĄ implantados no serviço de campo, no atendimento ao cliente ou em aplicação mĂłvel no ponto de venda. O SF61B integra o mecanismo EA30/31,        K            K   movimentos de atĂŠ 12.7m/seg. Ele possui bateria de longa duração e substituĂ­vel, capaz de durar um turno de oito horas, mesmo com aplicaçþes de leitura intensiva. É resistente a repetidas quedas de atĂŠ dois metros           #+ de proteção IP65 (Ingress Protection), que ga       jatos de ĂĄgua. SR31T para mĂŠdio alcance - O SR31T foi projetado para maximizar a produtividade do usuĂĄrio, fornecendo alto desempenho, durabilidade e facilidade de uso em uma variedade de aplicaçþes de lei   >        atuais e futuras, o SR31T pode ler os tradicionais cĂłdigos 1D, PDF, 2D, simbologias postais e tambĂŠm cĂłdigos com leitura a partir de smartphones, tablets ou monitores de computador. O equipamento   #+  #+{>X‡         absorção de ĂĄgua, e ainda suporta quedas de atĂŠ 1,8m. Este equipamento ĂŠ ideal para uso no varejo, escritĂłrios e ambientes industriais leves, porque tambĂŠm integra o mecanismo de leitura EA30/31, trazendo nĂ­veis altos de desempenho de leitura. Tem como diferencial a disponibilidade de um tubo de luz de LED maior para fornecer retorno de leitura de 360Âş, em qualquer condição de iluminação.


acontece

NOVUS conquista prĂŞmio de exportação Reconhecer o esforço das empresas gaĂşchas que realizam exportação de bens ou produtos ĂŠ o objetivo principal do PrĂŞmio Exportação, evento que ocorreu na noite do dia V˜ 7'> ‚›ˆ^‚”Q— #+ ] ado pela ADVB/RS buscou valorizar empreendimentos que incentivam a competitividade para alcançar um crescimento sĂłlido e o reestabelecimento frente aos seus concorrentes. Entre as empresas vencedoras, a NOVUS recebeu junto  #&]  ÂŚ#+ de Mercado, destacando-se pelo nĂşmero de paĂ­ses para os quais exporta. De acordo com os critĂŠrios da comissĂŁo julgadora, ĂŠ considerada a ideia de que as empresas premiadas nesta modalidade mostraram maior capacidade de promover a desconcentração das exportaçþes, sem depender de apenas um mercado, mas tambĂŠm de se destacar em mercados emergentes. A NOVUS, que jĂĄ trabalhava em mais de 60 paĂ­ses, conseguiu no ano passado abrir mercado em outros 12, es'              preencher lacunas que ainda nĂŁo haviam sido exploradas pela empresa. “Este resultado foi devido ao fato da NOVUS desenvolver produtos globais, modernos, altamente competitivos e inovadoresâ€?, aponta a empresa.

;„|L;+ comercializados com a marca Pastre ‹„"L; a partir de julho, a ser comercializados com a marca Pastre. O anĂşncio foi feito pela empresa apĂłs a aquisição total da Boreal, concluĂ­da em setembro de 2012. Com esta medida, a Pastre espera fortalecer ainda mais a sua marca, explorar um crescente  ! ;„|L conhecida em mais uma linha de produtos. ‚    “VV˜{ „  MetalĂşrgica Pastre Ltda. – tradicional fabricante de implementos rodoviĂĄrios, que estĂĄ prestes a completar 40 anos de atuação no mercado – adquiriu uma parcela das açþes da Boreal IndĂşstria ComĂŠrcio Importação e Exportação de FurgĂľes Ltda., passando a gerir a empresa em sociedade. Muitos investimentos foram feitos de lĂĄ pra cĂĄ e, em setembro passado, a Pastre concluiu a aquisição total da Boreal. A partir de agora, alĂŠm de oferecer ao mercado Caçambas Basculantes Sobre Chassi; Semirreboques, Bitrens e Rodotrens Basculantes; Semirreboques Carrega Tudo; Semirreboques Carga Seca e ExtensĂ­vel; Semirreboques para Transporte de Boti-

jĂľes; Porta ContĂŞineres, entre outros, a Pastre inclui     w|L { !  !  ^ |L cos. “O antigo cliente Boreal e o futuro cliente Pastre contarĂŁo, agora, com um maior suporte comercial, pois a Pastre possui mais de 30 representantes comerciais espalhados por 20 estados brasileiros e Mercosul. TerĂŁo !   #+   suporte de pĂłs-venda – hoje sĂŁo mais de 50 casas de assistĂŞncia tĂŠcnica homologadas em todo Brasil –, alĂŠm de equipes capacitadas de Engenharia, Controle de Qualidade e P&D, que juntas garantem uma melhoria contĂ­nua em todos os produtosâ€?, explica o diretor Industrial da Pastre, Lauro Pastre Junior. “Estamos muito felizes com mais este passo dado em nossa caminhada rumo ao crescimento. Acreditamos que teremos uma boa receptividade do mercado, quando nossos clientes souberem que a mesma qualidade que ele hoje encontra em nossas tradicionais linhas produtos, poderĂĄ ser encontrada tambĂŠm   ' ;„|L

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acontece

AB VistaŽ abre novo canal de comunicação no Brasil

A AB VistaÂŽ, fornecedora global da nova geração de micro ingredientes para a indĂşstria de ração an     #+ de seus clientes um novo canal de comunicação com a empresa, criado especialmente para o Brasil. O e-mail marketing.br@abvista.com estĂĄ pronto para receber sugestĂľes e apresentar soluçþes para as dĂşvidas que possam aparecer sobre os produtos. Todo o retorno serĂĄ feito em portuguĂŞs, facilitando a tomada de decisĂľes e a melhoria de interação entre empresa e cliente. “Estamos criando novos canais de comunicação para melhorar nossa parceria com clientes antigos e tambĂŠm gerar novas parcerias. O e-mail do Brasil ĂŠ o primeiro passo para que possamos atingir um nĂşmero cada vez maior de pessoasâ€?, conta o gerente de marketing das AmĂŠricas, Saint Clair Martins Filho. A AB Vista ĂŠ a divisĂŁo de ingredientes para alimentos da AB Agri, o braço agrĂ­cola da Associated British Foods (ABF), grupo internacional produtor de alimentos, ingredientes e produtos para o mercado consumidor com vendas globais acima de 19 bilhĂľes de dĂłlares, contando com mais de 106.000 colaboradores ao redor do globo.

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TendĂŞncia de hĂ­bridos para  ]    e redução de custos na produção animal O desenvolvimento de novas tecnologias em sementes de milho deve considerar as demandas do setor de produção de proteĂ­na animal, defendeu o engenheiro agrĂ´nomo e Diretor Superintendente da Biomatrix, ClĂĄudio Zago, na abertura do I SeminĂĄrio de Silagem de alta qualidade, promovido pela empresa no dia 10 de julho. “O hĂ­brido deve ser capaz de contribuir com redução de custos para o setor de produção de proteĂ­na animal, alĂŠm de aumen              #+    ou leite pela produção de silagem de alta qualidade, com ampla janela de colheita e alta digestibilidade por parte dos animaisâ€?, avalia. Alta produção de matĂŠria seca, nutrientes digestĂ­veis, alto potencial produtivo de grĂŁos dentados ou semi-dentados, ampla adaptação em ĂŠpoca de plantio, grĂŁos dentados e profundos,    "      "   potencial de consumo sĂŁo as principais caracterĂ­sticas defendidas    ]   produção de carnes e leite. “O hĂ­brido deve ser capaz de produ       conversĂŁo do alimento em leite ou carneâ€?. Zago explica que a empresa investe em programas de pesquisa intensivos para o desenvolvimento de linhagens de hĂ­bridos prĂłprios para posterior uso como sementes geneticamente    ž          des em diferentes ambientes climĂĄticos e ampla rede de ensaios com foco nos principais mercados. Para isso, temos parceria com empresas pĂşblicas e privadas no Brasil e no exterior com o objetivo de fortalecer nosso germoplasma e desenvolver hĂ­bridos               encerrou o especialista. O I SeminĂĄrio de Silagem de alta qualidade reuniu os principais produtores de carne e leite de SĂŁo Paulo e Minas Gerais para debater os principais de       da atividade. Com cerca de 200 participantes, o evento se consagra jĂĄ na primeira edição pelo elevado nĂ­vel tĂŠcnico.


acontece

­ "  K      = "L Sempre focada no desenvolvimento de soluçþes de alto valor agregado e qualidade reconhecida, a Heatcraft tem investido fortemente nos processos produtivos visando a satisfação total dos clientes. Entre os investimentos realizados estĂĄ o desenvolvimento de K    "L Plug-in, que simula todas as condiçþes que o equipamento serĂĄ submetido em campo. De acordo com o coordenador da engenharia de >   w ~  K oferece relatĂłrios detalhados do funcionamento do equipamento. “SĂŁo testadas todas as funçþes do equipamento, inclusive com simulação de funcionamento e carga tĂŠrmica, garantindo que o cliente receba um produto pronto para ser instalado de     Nos testes que sĂŁo realizados com os Plug-ins +       K ¡ + temperatura de sucção, descarga e linha de lĂ­quido, funcionamento de vĂĄlvulas e pressostatos, carga de gĂĄs, regulagem do controlador, pressĂŁo de descarga e sucção, temperatura de condensação e evaporação, superaquecimento e sub-resfriamento. ÂŁ!       K estabilizar e testamos o degelo e o pressostato de alta. Conferindo assim, toda a operação do equipamentoâ€?, explica Guazzelli.

Sobre o Plug-in - ‹ "L>  atĂŠ 16HP combina evaporador e unidade condensadora em uma Ăşnica unidade, dispensando o uso da casa de mĂĄquinas, proporcionando menor tempo de instalação e reduzindo a quantidade de refrigerante no sistema. “O Plug-in estĂĄ totalmente preparado para ser instalado, pois ĂŠ fornecido com carga de gĂĄs refrigerante e testado na fĂĄbrica. Nenhum trabalho ou componente adicional ĂŠ necessĂĄrio. Basta instalar e usarâ€?, relata o responsĂĄvel pelo departamento de Marketing e Desenvolvimento de Produtos (R&D) da Heatcraft, Alexandre Donegatti. ¸            de aço, o produto ĂŠ mais resistente e robusto. Ele ainda conta com compressor com proteção de sobrecarga, quadro elĂŠtrico protegido contra curto circuito dos compressores e de todos os componentes elĂŠtricos e disjuntores individuais de cada circuito, o que possibilita a execução de manobras, facilidade na manutenção e segurança. ‹    K !#+ de multicompressores hermĂŠticos, com circuitos independentes, que possibilita o controle ajustĂĄvel de capacidade que garante menor consumo energĂŠtico quando nĂŁo ĂŠ requerida toda a capacidade do sistema.

Empresa deixarĂĄ de usar a marca McQuay para posicionar a BOHN como linha premium Âœ     #+    do, a Heatcraft deixou de utilizar a marca McQuay no Brasil. Desde 1Âş de julho, todos os produtos desta linha premium passaram a ser produzidos com a marca BOHN, jĂĄ reconhecida mundialmente. “Os produtos serĂŁo os mesmos, apenas irĂĄ mudar o logotipo que vai no equipamento. AlĂŠm disso, teremos as etiquetas e manuais conjugados e bilĂ­ngues, alĂŠm de uma maior padronização das  #&        ƒ   Alexandre Donegatti, responsĂĄvel pelo departamento de R&D da Heatcraft. Atualmente a BOHN ĂŠ a Ăşnica marca da Heatcraft presente em todos os paĂ­ses onde a empresa atua, jĂĄ estando presente no mercado da AmĂŠrica do Sul e, principalmente, no mercado nacional de Cold Storage.

“Foi essa presença e reconhecimentos mundiais que nos levaram a optar pela manutenção da BOHN em   #+ =ÂŽ‘  ÂŚ   Nomenclaturas de produtos - Segundo esclarece a empresa, todas as nomenclaturas de produtos tinham um cĂłdigo Bohn e McQuay. ApĂłs um L    #+¨@     Febrava 2013, que ocorrerĂĄ entre os dias 17 e 20 de setembro – os materiais de comunicação serĂŁo assinados somente com o logo Bohn e Heatcraft. AtĂŠ lĂĄ, todos os produtos trarĂŁo o selo da transição. Existem ainda exemplos em que o cĂłdigo Bohn aparece como nacional e exportação. Neste caso tambĂŠm serĂĄ mantida somente uma nomenclatura. O objetivo ĂŠ facilitar o inventĂĄrio dos produtos e a   #+      

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acontece

MĂĄrio Lanznaster e Neivor Canton, da Aurora, recebem “TĂ­tulo de CidadĂŁo Xaxinenseâ€? >   #          š ›^w  presidente da Coopercentral Aurora Alimentos MĂĄrio Lanznaster e o vicepresidente Neivor Canton receberam o “TĂ­tulo de CidadĂŁo Xaxinenseâ€?, con    wK  Âœ   š    +    sede do Legislativo realizada no inĂ­cio de julho. A homenagem surgiu em função da atitude que a Aurora tomou em dezembro de 2012 ao arrendar pelo prazo inicial de trĂŞs anos a indĂşstria de     š ¨   =|   antigo Grupo ChapecĂł. Para recolocar em pleno funcionamento a unidade, a Aurora investirĂĄ R$ 60 milhĂľes, admitirĂĄ 2.200 empregos diretos e habilitarĂĄ mais de 600 avicultores. ‹    #+      wK ‚  ˆ          K   ‚ ^     comparação a tamanha honra em presidir essa sessĂŁo, voltada a reconhecer o papel da cooperativa, que foi fundamental para a salvação humanaâ€?, enfatizou. Roncaglio tambĂŠm ressaltou o destaque econĂ´mico e social proporciona ‚  L=       L   +      L ž         Âť      Âľ w isso surgiu uma nova era, a pĂĄgina dourada. A cidade ressurge mais forte, com a população mais feliz, tranquila e seguraâ€?, desabafou. Para o prefeito de Xaxim, Idacir Antonio Orso, Lanznaster e Canton sĂŁo grandes homens que passam a fazer parte da histĂłria do municĂ­pio. “A homenagem ĂŠ mais do que justa, ĂŠ um reconhecimento pela luta em reer  š ž   ]    população e no potencial da cidadeâ€?, destacou. De acordo com o prefeito, atualmente, Xaxim respira novos ares porque “pessoas de bem apostaram na retomada de uma atividade econĂ´mica importanteâ€?. “Espero que essas homenagens sirvam de inspiração para continuar lutando pelo municĂ­pio e pela regiĂŁo. Saibam que nĂłs admiramos vocĂŞsâ€?, complementou. Homenageados - Neivor Canton realçou que recebeu a homenagem com entusiasmo e humildade. “Essa foi uma generosidade excessiva do Legislativo de Xaxim. Essa honraria faz com que tenhamos a exata dimensĂŁo de nossa responsabilidade, nos enche de desejos e soma-se a    "#+     #+     o vice-presidente da Aurora tambĂŠm ressaltou os princĂ­pios e valores do        "L “O cooperativismo no oeste de Santa Catarina tem dado bons exemplos, demonstração de um trabalho sĂŠrio e comprometido, que tem gerado resultados. Nosso estilo ĂŠ bastante rĂ­gido, pois somos compelidos a trazer resul       =@–    Segundo ele, o sistema busca um crescimento homogĂŞneo e a coope        todos os produtores, porque o caminho ĂŠ retidĂŁo e respeito ao consumidorâ€?, realçou. Lanznaster antecipou que o intuito ĂŠ ampliar o abate na unidade de Xaxim, bem como o nĂşmero de funcionĂĄrios. “Pretendemos continuar no municĂ­pio por muitos anos, esta homenagem ĂŠ muito importante e      

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18ª FEIRA INTERNACIONAL DE REFRIGERAÇÃO, AR CONDICIONADO, VENTILAÇÃO, AQUECIMENTO E TRATAMENTO DO AR

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Colaboradores:

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Organização e Promoção:

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calendĂĄrio de

eventos ITAL promove cursos de embutidos cĂĄrneos O instituto de tecnologia de alimentos (ITAL), em conjunto com o Centro de Tecnologia de Carnes (CTC), realizarĂĄ entre os dias 09 e 11 de outubro um curso teĂłrico e prĂĄtico sobre frescais, emulsionados e fermentados, cujo tema principal a ser abordado serĂĄ â&#x20AC;&#x153;PrincĂ­pios do Processamento de Embutidos CĂĄrneosâ&#x20AC;?. Os cursos tĂŞm como objetivo abordar os principais        Â&#x201E; "L"   dos conhecimentos teĂłrico-prĂĄticos. A parte teĂłrica @   Â&#x2030; Â&#x2DC;' QÂ&#x2DC;'Â&#x2021;V'  parte prĂĄtica ministrada nos dias 10 e 11, com inĂ­cio Â&#x2DC;'Â&#x2021;V !  QÂ&#x2DC;'VV Na parte teĂłrica os assuntos a serem abordados +¡#+   @ Â&#x161;  K      !@ 

no processamento de embutidos frescais; ingredientes nĂŁo cĂĄrneos e aditivos no processamento de embutidos cĂĄrneos; embutidos cĂĄrneos emulsionados; defumação; embutidos cĂĄrneos fermentados; e o impacto da redução de sĂłdio na elaboração de embutidos cĂĄrneos. JĂĄ na parte prĂĄtica, o curso ensinarĂĄ a elaboração dos alimentos â&#x20AC;&#x201C; como linguiça cozida e linguiça frescal â&#x20AC;&#x201C;, a demonstração prĂĄtica de tripas, defumação, salsichas, salsichas com redução de sĂłdio, mortadelas e produtos fermentados. Nesta etapa tambĂŠm serĂĄ feita a apresentação dos produtos. Mais informaçþes podem ser obtidas no site www. ital.sp.gov.br, ou diretamente pelo e-mail eventosctc@ ital.sp.gov.br.

Manejo e nutrição serĂĄ um dos destaques do SIAV O SalĂŁo Internacional da Avicultura (SIAV), promovido pela UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef), entre 27 e 29 de agosto de 2013, no Anhembi, em SĂŁo Paulo (SP), vai agregar em sua programação o 23Âş Congresso Brasileiro de Avicultura, que reunirĂĄ os maiores nomes do setor para discutir as novas tendĂŞncias da cadeia avĂ­cola nacional e as principais questĂľes do setor. Neste evento serĂĄ apresentado o painel Manejo e Nutrição, que serĂĄ um dos destaques do encontro. Para abordar o assunto foram convidados o veterinĂĄrio e professor da faculdade de Medicina VeterinĂĄria da Universidade de Iowa, Scott Hurd, que vai focar o tema â&#x20AC;&#x153;AnĂĄlise de risco para o uso prudente de antimicrobianos na alimentação animalâ&#x20AC;?, e o diretor global de Tecnologia na Ă rea de Avicultura da Cargil, o holandĂŞs Henk Enting, que falarĂĄ sobre           #&  uso de aditivos. Segundo o vice-presidente da Phibro, Stefan Mihailov, que serĂĄ o moderador do painel, o pĂşblico receberĂĄ importantes informaçþes de como os EUA e outros paĂ­ses da Europa e de outros lugares do mundo procedem quanto ao uso dos aditivos antimicrobianos em especial. Ele explica que os norte-americanos sempre se embasaram na ciĂŞncia para a tomada de posiçþes para a anĂĄlise de risco, e que essa deve ser a tĂ´nica da palestra de Scott Hurd, que foi subsecretĂĄrio de Segurança Alimentar no Departamento

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de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglĂŞs). â&#x20AC;&#x153;Ele vai abordar a pressĂŁo polĂ­tica que o Food and Drug Administration (FDA) vem sofrendo, e que afeta decisĂľes governamentais, muitas vezes deixando de   L "=' O moderador do painel tambĂŠm esclarece que a palestra ministrada por Henk Enting vai apresentar a visĂŁo dos paĂ­ses que colocaram restriçþes ao uso de    L! H +      L  ]    produzir proteĂ­na de origem animal compatĂ­vel com o poder aquisitivo dos paĂ­ses menos desenvolvidos. â&#x20AC;&#x153;Os impactos na produtividade e nos custos da produção decorrentes da proibição dos aditivos, quais as alternativas e o as soluçþes nos paĂ­ses que nĂŁo tĂŞm subsĂ­dios oferecidos aos produtores certamente serĂŁo os temas centrais dessa palestraâ&#x20AC;?, informa o executivo da Phibro. â&#x20AC;&#x153;Valor agregado: novos caminhos para a inovação avĂ­colaâ&#x20AC;? serĂĄ o tema geral do SIAV. Paralelamente, acontecerĂĄ a maior feira do setor avĂ­cola brasileiro, com mais de 100 empresas expositoras das ĂĄreas de     #&    logĂ­stica, agroindĂşstrias produtoras e exportadoras, entre outras. Saiba mais pelo site da Ubabef, o www.ubabef. com.br/siav.


calendĂĄrio de eventos

6Âş Congresso Internacional de Food Service zarias, sorveterias, vending, cafeterias, clĂ­nicas e hospitais, catering aĂŠreo, merenda escolar, lojas de conveniĂŞncia etc).

Presidente da Abia, Edmundo Klotz

Programação - Ao longo de todo o dia, apĂłs a abertura realizada pelo presidente da Abia, Edmundo Klotz, juntamente com o consultor do Grupo de Food Service da entidade, Pedro Amaro dos Santos, serĂŁo debatidos os temas: Mudança x Motivação, pelo antropĂłlogo, consultor e professor Luiz Marins; Brasilidade e Impactos esperados da Copa do Mundo no Brasil, pelo diretor do Instituto AnĂĄlise, Alberto Â&#x201A; Â&#x161; Â&#x201A; ¨ ÂŚ          trada de marcas internacionais de restaurantes do Brasil, pelo diretor geral da Alsea Brasil, Fernando Cardoso; Para onde vai a alimentação e seus impactos no food service â&#x20AC;&#x201C; do mundo ao Brasil, pelo expert e member do Food Minds, Jose Cubillos e pela diretora tĂŠcnica da RG Nutri, Heloisa Guarita; Atendimento ao Canal de HotĂŠis e Restaurantes, pelo diretor proprietĂĄrio da Horeca Broker, Rodrigo Moreno; Starbucks, desenvolvendo a prĂłxima geração de lideres, pelo presidente da Starbucks, Norman H. Baines; e NRA Insights 2013 â&#x20AC;&#x201C; TendĂŞncias em conceitos, pela proprietĂĄria da Galunion Consultoria e ~ + ^  ~  Â&#x2039;    @  cargo do Consultor do Grupo de Food Service da Abia, Pedro Amaro dos Santos.

Foto: Divulgação

O desenvolvimento da urbanização e das deman               mente os hĂĄbitos de consumo alimentar, estimulando o crescimento marcante do consumo de alimentos industrializados. Por conta dos novos hĂĄbitos dos consumidores que buscam a alimentação fora do lar, o food service vem cada dia mais se tornando um canal de vendas da indĂşstria da alimentação que cresce acima da taxa da economia brasileira. Para se ter uma dimensĂŁo mais exata do que este segmento de mercado representa, o faturamento da indĂşstria de alimentos para 2012 foi de R$ 431,6 bilhĂľes, tendo sido a venda para os canais de food service responsĂĄvel por R$ 100,5 bilhĂľes. Na Europa e nos EUA, o segmento food service ĂŠ responsĂĄvel por 50% a 60% do consumo de alimentos e, no Brasil, representou 34% em 2012. No Brasil, mais de 30% das vendas da indĂşstria de alimentos no mercado interno sĂŁo direcionados atualmente ao Food Service, que continua crescendo a taxas superiores a 13% ao ano nos Ăşltimos 10 anos. Consciente da responsabilidade frente a um setor que representa cerca de 9% do PIB brasileiro, a Associação Brasileira das IndĂşstrias da Alimentação (ABIA) realizarĂĄ em 04 de setembro o 6Âş Congresso Internacional de Food Service. O evento acontece no SENAC â&#x20AC;&#x201C; Av. Engenheiro EusĂŠbio Stevaux, 823, Santo Â&#x201A;^+>¨ Â&#x2DC;'VV Q§'VV  tarĂĄ com a presença de cerca de 500 congressistas, entre fabricantes de alimentos, operadores de food service, indĂşstria de serviços, entidades de classe e mĂ­dia especializada. Os objetivos do encontro sĂŁo: incentivar a troca de experiĂŞncias entre a indĂşstria e os operadores do "       '7  '    tividade e rentabilidade para os players; discutir as oportunidades que existem entre o setor industrial e a cadeia operadora do food service, diagnosticando hĂĄbitos e atitudes do consumidor brasileiro; e, por  Â&#x2018;  "  ampliar conhecimento internacional, nacional e regional. O congresso da Abia tem como pĂşblico-alvo for    +    @ da indĂşstria da alimentação, indĂşstria de serviços (logĂ­stica & transporte, cartĂľes de alimentação, embalagens, higiene & limpeza, equipamentos e tecnologia) e os operadores de food service (restaurantes (desde serviço limitado como o fast food, atĂŠ serviço completo, como o casual dining e restaurantes de alta gastronomia), delivery, hotĂŠis, lanchonetes, bares, restaurantes empresariais, rotisserias, padarias, piz-

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tecnologia & ciĂŞncia

tec Avanços na produção de sĂŞmen trazem melhoras Ă  inseminação artificial dos suĂ­nos Â&#x201A;  #+  {Â&#x201A;Â&#x192;L   #

    Â&#x201E;  Â&#x2039;'  todo o mundo, o uso de IA em paĂ­ses com produção   L ! @  75% dos acasalamentos durante o perĂ­odo de 2000 e 2005. Hoje, a proporção ĂŠ certamente maior. NĂłs estimamos que em muitos lugares tenha crescido para mais de 95%. Outra diferença importante refere-se ao nĂşmero de espermatozoides presente em uma dose tĂ­pica de sĂŞmen suĂ­no para inseminação. Quando o suĂ­no comercial de IA começou na dĂŠcada de 1970, eram normais doses de sĂŞmen conter entre 3-4 bilhĂľes de espermatozoides. Em vĂĄrias partes do mundo estes nĂşmeros caĂ­ram ao longo do tempo, para em torno de 2 bilhĂľes por dose, e a tendĂŞncia global para um menor nĂşmero de espermatozoides tende a continuar nos prĂłximos anos. O ponto importante para cada granja de suĂ­no ĂŠ que uma alta taxa de desempenho reprodutivo estĂĄ sendo mantida, apesar da redução do nĂşmero de espermatozoides. Por exemplo, Varkens K.I. Nederland, uma empresa irmĂŁ da TOPIGS na Holanda, tem usado menos de 2 bilhĂľes de espermatozoides viĂĄveis por dose desde 2005, e nos Ăşltimos anos tem sido capaz de implementar novas reduçþes sem comprometer a fertilidade. Nossa pesquisa mostra que concentraçþes tĂŁo baixas quanto 1,2 bilhĂľes de cĂŠlulas mĂłveis por dose ainda nĂŁo afetam a fertilidade na granja. Na verdade, espera-se que atĂŠ mesmo este nĂŁo serĂĄ o limite crĂ­tico inferior e que, com os mĂŠtodos de produção de sĂŞmen bem controlados e momento correto para in #+#+ #+ L   gem de espermatozoides podem cair um pouco mais.    Por que granjas de fĂŞmeas gostariam de receber doses com um menor nĂşmero de espermatozoides? Por que pagar o mesmo dinheiro por menos, na forma de um produto mais diluĂ­do? A resposta ĂŠ que as granjas tendem a ganhar com  '  ]    #+  ]   centro IA. Mesmo com 2 milhĂľes de espermatozoides por dose, aproximadamente 2.500 doses podem ser produzidas anualmente a partir de um macho da central. O nĂşmero sobe para cerca de 3.200 doses, se cada

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uma contiver 1,5 mil milhĂŁo de espermatozoides. Mas a implementação de uma contagem de espermatozoides de 1,2 bilhĂŁo de cĂŠlulas mĂłveis por dose sig   Â&#x201D;VVV '  central por ano. Notavelmente, esse potencial de produção adicional permitiria a utilização de um nĂşmero consideravelmente menor de machos que no presente, para inseminar o mesmo nĂşmero de porcas. Portanto, o centro de IA poderia ser ainda mais seletivo na escolha de machos com o valor genĂŠtico mĂŠdio mais elevado, para benefĂ­cio direto de cada cliente.

Hanneke Feitsma DVM ĂŠ gerente de pesquisa da TOPIGS Centro de Pesquisa - IPG


tec

Importância da biossegurança no transporte de suínos Ê ressaltada em palestra da Agroceres PIC O transporte de suínos se tornou um fator de risco importante na disseminação de diversos agentes patogênicos na suinocultura. O grande ponto crítico são as falhas nos procedimentos de biossegurança e de higienização dos caminhþes utilizados para deslocamento dos animais. Hoje, hå diferentes estratÊgias para a descontaminação de veículos, inclusive com novas tecnologias em processo de validação de campo. No entanto, os procedimentos-padrão nem sempre são executados

     ! mesmo de forma rotineira, impedindo a completa inativação de possĂ­veis patĂłgenos presentes nas carretas. â&#x20AC;&#x153;A contaminação de suĂ­nos durante o transporte ĂŠ um fato. NĂŁo pode ser relegado. Diversos agentes infecciosos como Brachyspiras, CoronavĂ­rus, RotavĂ­rus, Mycoplasmas, Lawsonia e vĂ­rus da Febre Aftosa sĂŁo @ !K   L  transmissĂŁo indireta durante o transporteâ&#x20AC;?, reforça Daniel Linhares, mĂŠdico veterinĂĄrio e gerente de Serviços TĂŠcnicos da Agroceres PIC. O assunto foi foco da palestra â&#x20AC;&#x153;AnĂĄlise do papel dos caminhĂľes e do transporte de animais na transmissĂŁo de doenças: novos conceitosâ&#x20AC;?, ministrada por Linhares, no dia 10 de julho, dentro do VIII SimpĂłsio Internacional de Suinocultura (Sinsui). Organizado pelo Setor de SuĂ­nos da Faculdade de VeterinĂĄria (Favet), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o evento aconteceu entre os dias 09 e 12 de julho, em Porto Alegre (RS). Durante a palestra, Linhares apresentou dados levantados por mĂŠdicos veterinĂĄrios da PIC nos Estados Unidos. Ao longo de quatro anos, eles acompanharam 35 granjas que se infectaram com o vĂ­rus da SĂ­ndrome Reprodutiva e RespiratĂłria dos SuĂ­nos (PRRSv, na sigla em inglĂŞs). O estudo concluiu que 17% dos surtos estavam associados a falhas na biossegurança durante o transporte de suĂ­nos, ressaltando a im K      + Similarmente, levantamentos recentes nos EUA mostraram que carretas contaminam-se nos "L     >Â&#x2C6;Â&#x2C6;^ ÂŁ~  >ÂŚ e permanecem contaminadas caso nĂŁo sejam devidamente lavadas, desinfetadas e secas. â&#x20AC;&#x153;EvidĂŞncias apontam que a disseminação de patĂłgenos via carreta ĂŠ um fenĂ´meno que ocorre com certa frequĂŞncia, mas que ainda nĂŁo recebe a devida atenção dentro da suinoculturaâ&#x20AC;?, alerta Linhares. Falhas na biossegurança - Um exemplo pode

Estudos tĂŞm demonstrado a viabilidade de agentes infecciosos em matĂŠria orgânica, evidenciando o risco de transmissĂŁo indireta durante o deslocamento dos animais. ser dado a partir da prĂłpria suinocultura norte-americana. Estudo apontou que metade dos veĂ­culos utilizados no transporte de suĂ­nos nĂŁo era lavada e desinfetada apĂłs todas as cargas. Na Dinamarca, um grupo de pesquisa acompanhou o transporte de 400 mil suĂ­nos. O levantamento indicou que o mesmo caminhĂŁo era usado para mais de uma carga, sem higienização entre elas, em quase 80% dos casos. Em determinadas situaçþes, o mesmo veĂ­culo foi utilizado em mais de dez cargas antes de ser desinfetado. No Brasil, segundo Linhares, apesar de nĂŁo haver levantamentos publicados desta natureza, relatos de motoristas, veterinĂĄrios e             #+ de prĂĄticas de biossegurança de transporte. Atualmente, os protocolos para inativação de patĂłgenos em veĂ­culos se baseiam na remoção de  !K     alta pressĂŁo com secagem e desinfecção quĂ­mica. HĂĄ ainda a utilização do chamado Thermo-assisted drying and decontamination (TADD), que consiste em um tĂşnel de secagem em alta temperatura seguido de vazio sanitĂĄrio de duas horas. Novas tecnologias tambĂŠm estĂŁo em processo de  #+    Â&#x203A; de luz ultravioleta em substituição aos desinfetantes. â&#x20AC;&#x153;A biossegurança no transporte de suĂ­nos ĂŠ uma questĂŁo que deve ser levada a sĂŠrio; pelo impacto que causa, este ĂŠ um tema que ganharĂĄ      K  cia dentro da suinoculturaâ&#x20AC;?, conclui Linhares.

Daniel Linhares, gerente de Serviços TÊcnicos da Agroceres PIC

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tec

SIAV foca as recentes pesquisas para a sustentabilidade da produção Painel vai apresentar as inovaçþes tecnológicas para o desenvolvimento da avicultura

Â&#x201A;    "    #& tecnolĂłgicas para o desenvolvimento da avicultura serĂŁo abordadas durante os painĂŠis tĂŠcnicos que vĂŁo acontecer no SalĂŁo Internacional da Avicultura (SIAV), promovido pela UniĂŁo Brasileira de Avicultura (Ubabef), entre 27 e 29 de agosto, no Anhembi, em SĂŁo Paulo (SP). Um dos destaques serĂĄ a apresentação do mĂŠdico veterinĂĄrio e mestre em Nutrição de Aves pela Universidade Federal de Pelotas (RS), Fernando Rutz, que vai abordar a aplicação da nutrigenĂ´mica na avicultura. O estudo visa um melhor aproveitamento dos ingredientes das raçþes, que representam um percentual considerĂĄvel nos custos de produção. As informaçþes obtidas podem orientar para a elaboração

     L      poderĂĄ proporcionar melhores respostas metabĂłlicas e, consequentemente, de produção. Segundo Rutz, nutrigenĂ´mica ĂŠ o estudo da relação entre dieta, genes, função e saĂşde. â&#x20AC;&#x153;O uso estratĂŠgi    L    promover o ganho de peso dos animais, melhorar o estado sanitĂĄrio do lote e a qualidade dos produtos. O entendimento da relação nutriente com os genes propiciarĂĄ novos padrĂľes de exigĂŞncia nutricional. NĂŁo ĂŠ somente uma alteração na formulação das dietas; trata-se de uma maneira distinta de trabalhar com estratĂŠgias na alimentação animalâ&#x20AC;?, explica. O painel, que terĂĄ moderação do diretor da Aviagen, Ivan Lauandos, vai contar tambĂŠm com a presença do pesquisador Michael Czarick, que focarĂĄ sua apresentação nas novidades da tecnologia para melhorar a ambiĂŞncia dos galpĂľes. â&#x20AC;&#x153;A avicultura estĂĄ em constante evolução, visando sempre a uma produção sustentĂĄvel, com segurança sanitĂĄria, e que ofereça melhoria da competitividade. Por isso, a expectativa ĂŠ de que os temas abordados durante esse painel sejam dos que mais atraiam o interesse dos participantes do eventoâ&#x20AC;?, ressalta o diretor de Produção da Ubabef e coordenador da programação do Congresso, Ariel Mendes. Manejo e nutrição - O painel Manejo e Nutrição tambĂŠm serĂĄ um dos destaques do SIAV. Para abordar o assunto foram convidados o veterinĂĄrio e professor da faculdade de Medicina VeterinĂĄria da Universidade de Iowa, Scott Hurd, que vai focar o tema â&#x20AC;&#x153;AnĂĄlise de

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Aditivos antimicrobianos serĂŁo o foco do painel, que reunirĂĄ dois dos maiores especialistas do assunto no mundo risco para o uso prudente de antimicrobianos na alimentação animalâ&#x20AC;?, e o diretor global de Tecnologia na Ă rea de Avicultura da Cargil, o holandĂŞs Henk Enting,  "@           das restriçþes do uso de aditivos. De acordo com o vice-presidente da Phibro, Stefan Mihailov, que serĂĄ o moderador do painel, o pĂşblico receberĂĄ importantes informaçþes do que ocorre nos EUA, na Europa e em outros paĂ­ses do mundo quanto ao uso dos aditivos antimicrobianos em especial. Ele explica que os norte-americanos sempre se embasaram na ciĂŞncia para a tomada de posiçþes para a anĂĄlise de risco, e que essa deve ser a tĂ´nica da palestra de Scott Hurd, que foi subsecretĂĄrio de Segurança Alimentar no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglĂŞs). â&#x20AC;&#x153;Ele vai abordar a pressĂŁo polĂ­tica que o Food and Drug Administration (FDA) vem sofrendo, e que afeta decisĂľes governamentais, muitas vezes deixando de   L "^ "  O moderador do painel esclarece que a palestra de Henk Enting, por outro lado, vai apresentar a visĂŁo dos paĂ­ses que colocaram restriçþes ao uso de aditi¨ L¨! H +      L  ]    produzir proteĂ­na de origem animal compatĂ­vel com o poder aquisitivo dos paĂ­ses menos desenvolvidos. â&#x20AC;&#x153;Os impactos na produtividade e nos custos da produção decorrentes da proibição dos aditivos, quais as alternativas e o as soluçþes nos paĂ­ses que nĂŁo tĂŞm subsĂ­dios oferecidos aos produtores certamente serĂŁo os temas centrais dessa palestraâ&#x20AC;?, conta Mihailov. SIAV - O SIAV proporcionarĂĄ um momento para

 #+    ]     L nacional. Com o tema â&#x20AC;&#x153;Valor agregado: novos caminhos para a inovação avĂ­colaâ&#x20AC;?, o evento somarĂĄ em sua programação, paralelamente, a realização do 23Âş Congresso Brasileiro de Avicultura e a maior feira do setor avĂ­cola brasileiro, que contarĂĄ com a presença dos maiores players do setor.


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I SeminĂĄrio Farmabase de Avicultura: especialistas ressaltam a importância da genĂŠtica, ambiĂŞncia e integridade intestinal Com quase 20 anos de participação nos mercados de suinocultura e avicultura industrial e de contribuição para a produção de animais saudĂĄveis e alimentos seguros, a Farmabase promoveu nos dias 27 e 28 de junho o I SeminĂĄrio Farmabase de Avicultura, evento realizado no Hotel Premium, em Campinas (SP). O ^ @     #&   nais renomados que abordaram temas sobre potencial genĂŠtico, ambiĂŞncia, produção, desempenho de frango de corte e integridade intestinal, e reuniu clientes do ParanĂĄ, SĂŁo Paulo e Minas Gerais. Abrindo o evento, o gerente comercial da Farmabase, Vitor Franceschini, apresentou a nova identidade visual da empresa e as novas embalagens dos produtos. Em seguida, o mĂŠdico veterinĂĄrio e consultor de produção avĂ­cola da Froilano Consultoria, Antonio Froilano, abordou o tema â&#x20AC;&#x153;Estamos explorando todo o potencial genĂŠtico do frango atual?â&#x20AC;?. |  ! "    K   qualidade inicial dos pintos de corte nos Ă­ndices de produção. â&#x20AC;&#x153;Testes realizados demonstraram que aves gnotobiĂłticas apresentaram um desempenho superior e um maior desenvolvimento das vilosidades in      * normalâ&#x20AC;? contou. JĂĄ o tema â&#x20AC;&#x153;Impacto da qualidade do ar no desempenho de frangos de corteâ&#x20AC;? foi debatido na palestra ministrada pela profressora e pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Dra. Ire  Â&#x201A; Â&#x17E;ŸŸ" K  de se ter um ambiente de alojamento adequado na produção de aves. â&#x20AC;&#x153;Frangos de corte expostos a altas temperaturas alteram seu comportamento normal, procuram locais onde haja temperaturas mais ame    #+ ]  !  expĂ´s. Outros temas â&#x20AC;&#x201C; Dando continuidade ao seminĂĄrio, o mĂŠdico veterinĂĄrio e consultor da Farmabase, JosĂŠ Severino Neto, falou sobre â&#x20AC;&#x153;Aspectos prĂĄticos de farmacologia e manejo que interferem nos programas de medicação em frangos de corteâ&#x20AC;?. Ele apresentou os conceitos corretos da medicação via ĂĄgua de bebida. â&#x20AC;&#x153;Alguns dos cuidados importantes para esse tipo de medicação sĂŁo a temperatura da ĂĄgua, a estabilidade da solução medicada e o tempo diĂĄrio de medicaçãoâ&#x20AC;?, disse. â&#x20AC;&#x153;Integridade intestinalâ&#x20AC;? foi o tema apresentado " H   |  HK  (UFU), Dr. Paulo Lourenço. â&#x20AC;&#x153;Muitos fatores podem afetar a integridade da mucosa intestinal das aves, entre

eles agentes I SeminĂĄrio Farmabase de Avicultura patogĂŞnicos como vĂ­rus, bactĂŠrias e protozoĂĄrios; micotoxinas; aditivos na ĂĄgua e na ração; tipo e qualidade de nutrientes da ração; equilĂ­brio da microbiota; manejo e ambiĂŞncia, entre outrosâ&#x20AC;?, enumerou. Por sua vez, o professor da Universidade de SĂŁo Paulo (USP), Dr. Antonio Piantino, palestrou sobre â&#x20AC;&#x153;As  Â?        tinalâ&#x20AC;?. De acordo com ele, meio ambiente, alimento, nutrientes e ĂĄgua sĂŁo os aspectos mais impactantes no desenvolvimento das aves. â&#x20AC;&#x153;Quando esses fatores nĂŁo estĂŁo bem conectados, o impacto econĂ´mico das  "   !!  O mĂŠdico veterinĂĄrio e consultor da Farmabase, JosĂŠ Severino Neto, abordou o assunto â&#x20AC;&#x153;Conceitos terapĂŞuticos para maximizar o controle de infecçþes entĂŠricasâ&#x20AC;?, e mostrou como pode ser feito o controle da coccidiose e da clostridiose atravĂŠs do uso sobreposto do diclazuril e da amoxicilina respectivamente. Â&#x2039;   !      e temos que valorizar as ferramentas que contribuam para a manutenção de sua integridade. A coccidiose e   + "#&     Â?  Â&#x201E;  "     Atualização - >  |   K  do evento ĂŠ levar temas atualizados aos clientes e convidar palestrantes que abordam temas do dia a dia deles. â&#x20AC;&#x153;O I SeminĂĄrio Farmabase de Avicultura veio como uma resposta das demandas dos clientes. A rotina da produção ĂŠ tĂŁo pesada que muitas vezes ĂŠ difĂ­cil recorrer ao livro ou artigos publicados e, para a Farmabase, ĂŠ fundamental disponibilizar informaçþes !      dora de avicultura da empresa, Ă&#x2030;rica De Lucca. Segundo RogĂŠrio Iuspa, gerente nacional de avicultura da Agroceres Multimix, empresa parceira da Farmabase, os palestrantes para o SeminĂĄrio foram muito bem escolhidos. â&#x20AC;&#x153;SĂŁo palestrantes que trazem experiĂŞncias de campo de diferentes regiĂľes do paĂ­sâ&#x20AC;?,   | =  Â&#x2039; #& |  tambĂŠm elogiou o evento. â&#x20AC;&#x153;Os conteĂşdos apresentados sĂŁo bem atuais e os palestrantes convidados sĂŁo muito conceituadosâ&#x20AC;?, contou.

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tempinho

Vamos dar um tempinho? Quais sĂŁo as funçþes da ĂĄgua no corpo humano? A ĂĄgua nĂŁo ĂŠ apenas importante, mas indispensĂĄvel para a vida humana, representando cerca de 60% do peso de um adulto. Nos bebĂŞs, a proporção ĂŠ ainda maior: 70%. Ela ĂŠ o elemento mais importante do corpo, o principal componente das cĂŠlulas e um solvente biolĂłgico universal, por isso todas as nossas reaçþes quĂ­micas internas dependem dela. A ĂĄgua tambĂŠm ĂŠ essencial para transportar alimentos, oxigĂŞnio e sais minerais, alĂŠm de estar presente em todas as secreçþes (como o suor e a lĂĄgrima), no plasma sanguĂ­neo, nas articulaçþes, nos sistemas respiratĂłrio, digestivo e nervoso, na urina e na pele. Ela ĂŠ encontrada atĂŠ mesmo onde pouca gente imagina, sendo responsĂĄvel, por exemplo, por 20% dos ossos. Por tudo isso, a gente se ressente imediatamente da falta dela no organismo. H  '          alimentos, mas passar de trĂŞs a cinco dias sem ingerir lĂ­quidos pode ser fatal. Os especialistas recomendam o consumo de no mĂ­nimo 2,5 litros por dia. â&#x20AC;&#x153;Quando a pessoa estĂĄ com sede ĂŠ porque jĂĄ passou do ponto de beber ĂĄguaâ&#x20AC;?, diz a pneumologista Juliana Ferreira, do Hospital das ClĂ­nicas, em SĂŁo Paulo. Em dias muito quentes, ou quando a pessoa faz

exercĂ­cios intensos, essa ingestĂŁo pode atĂŠ superar os 6 litros, principalmente porque o suor â&#x20AC;&#x153;desperdiçaâ&#x20AC;? muito lĂ­quido na tentativa de manter a temperatura do corpo num nĂ­vel adequado. â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; preciso se hidratar corretamente, caso contrĂĄrio o organismo gasta mais ĂĄgua do que absorveâ&#x20AC;?,     {~   doutorado na ĂĄrea de hidratação e esporte. Veja alguns dos fatores que tornam este lĂ­quido " "      ] ¡ Suco digestivo - A ĂĄgua ĂŠ o principal componente dos sucos gĂĄstricos, pancreĂĄticos e da bile, sub K      +    Â?  K Â&#x201A;#+ L !"    processo de digestĂŁo dos alimentos; Sangue azul - A rapidez no transporte de nutrientes pelo sistema sanguĂ­neo depende da ĂĄgua, responsĂĄvel por 95% da composição do plasma, a chamada parte lĂ­quida do sangue; CĂŠrebro protegido - As meninges (membranas  !Â&#x192;+  *  !@7         "@   K  7 deslocado. Fonte: mundoestranho.abril.com.br

Pense nisso...

â&#x20AC;&#x153; â&#x20AC;&#x153;

Se quiser ter uma boa ideia, tenha uma porção de idĂŠias.â&#x20AC;? (Thomas Edison)

Criatividade consiste no total rearranjo do que sabemos com o objetivo de descobrir o que nĂŁo sabemos.â&#x20AC;? (George Kneller)

â&#x20AC;&#x153;Ă&#x201C; Deus! Recompensa aqueles que tudo suportam com paciĂŞncia em Teus dias, e fortalece seus coraçþes para que andem sem desvios no caminho da Verdade.â&#x20AC;? O BĂĄb, do livro A Divina Arte de Viver

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visĂŁo

empresarial Storytelling no ambiente corporativo â&#x20AC;&#x201C; decifrando uma das maiores tendĂŞncias da prĂłxima dĂŠcada Claro que jĂĄ sabemos que hĂĄ quatro geraçþes trabalhando juntas... que cada geração possui carac L    #+    sa sociedade vem mudando muito rapidamente...e por aĂ­ vamos! Mas, vocĂŞ jĂĄ ouviu falar do conceito de storytelling aplicado no ambiente empresarial? Esta tĂŠcnica estĂĄ em alta exatamente por conta

     '  transformação que a tecnologia nos trouxe (ĂŠ a nova tendĂŞncia para os prĂłximos anos, para os quais devemos nos preparar). Quanto mais utilizarmos mĂ­dias sociais, mais necessitaremos incorporar tĂŠcnicas de storytelling para motivar, liderar e trabalhar com as novas geraçþes. EntĂŁo vamos ver, de forma bem resumida, como podemos entender esta nova tendĂŞncia no mundo corporativo. Vamos começar pelo termo storytelling, que signi   #+     histĂłrias. Esta â&#x20AC;&#x153;contaçãoâ&#x20AC;? de histĂłrias deve ser feita de uma tal forma que consiga envolver o interlocutor no assunto que estamos abordando. Ela ĂŠ aplicada, de forma natural, desde que fomos socializados, lĂĄ na  "K Â&#x201A; " #! +    ta de que, se estudarmos o storytelling de uma forma mais estruturada, conseguimos obter maiores resultados quando tivermos que conversar, convencer ou compartilhar algo com outra pessoa. Storytelling           uma pessoa, ou de um grupo, em transmitir eventos em narrativa na forma de sons, palavras, imagens, com o objetivo de compartilhar, consolidar ou ensinar elementos importantes de sua cultura. Ă&#x2030; uma das competĂŞncias mais antigas da humanidade, presente em todos os grupos de seres humanos, desde as cavernas atĂŠ o â&#x20AC;&#x153;clipâ&#x20AC;? com o qual aprendemos o que   "Â? H  +   balho possuem uma narrativa estruturada e conseguem envolver o pĂşblico participante como mecanismo de educação, entretenimento, preservação da cultura e como meio para incutir valores morais. Cada histĂłria possui elementos obrigatĂłrios: contexto (cenĂĄrio), enredo e personagens, bem como o ponto de vista narrativo. Numa histĂłria geralmente encon     " "L  ser realizada) que ĂŠ enfrentado por um personagem

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Todo lĂ­der moderno necessita incluir no seu processo de desenvolvimento as tĂŠcnicas de storytelling. LĂ­deres que sabem utilizar essa ferramenta conseguem maior eficĂĄcia porque engajam o outro atravĂŠs da histĂłria contada. extraordinĂĄrio, num determinado contexto. Este personagem envolve o interlocutor porque demonstra comportamentos marcantes (emocionantes) que o farĂŁo lembrar desta â&#x20AC;&#x153;histĂłriaâ&#x20AC;? por muito tempo. Por exemplo, no ambiente de trabalho, vocĂŞ jĂĄ vivenciou alguma situação na qual passou ao colega uma â&#x20AC;&#x153;listaâ&#x20AC;? do que deveria ser feito, mas ele nĂŁo conseguiu realizar o trabalho de forma adequada? O que aconteceu ĂŠ que o storytelling nĂŁo foi aplicado, isto ĂŠ, a falta de uma â&#x20AC;&#x153;narrativaâ&#x20AC;? nĂŁo gerou o engajamento do seu colega e, neste caso, ele terĂĄ menos chance de lembrar-se e, provavelmente, nĂŁo conseguirĂĄ se â&#x20AC;&#x153;envolverâ&#x20AC;? nem repetir comportamentos adequados para a realização daquele trabalho. ConclusĂŁo: com '   "  +! ciente! Por outro lado, quando contamos fatos para um colega de tal forma a explicar um procedimento e damos como exemplo uma situação que aconteceu, digamos, semana passada, estamos nos valendo do storytelling para enriquecer e consolidar tal fato. Isto ĂŠ storytelling! O colega lembrarĂĄ dos comportamentos que contamos, se envolverĂĄ com a â&#x20AC;&#x153;histĂłriaâ&#x20AC;? e conseguirĂĄ repetir os comportamentos â&#x20AC;&#x153;aprendidosâ&#x20AC;? porque eles vieram juntos com a emoção na narrativa, possibilitando um resultado satisfatĂłrio. Se conseguirmos criar um marco emocional na outra pessoa de tal forma que ela consiga vivenciar e memorizar, atravĂŠs


visĂŁo empresarial

do exemplo, o procedimento que deve ser adotado no ' +  storytelling. De forma prĂĄtica, estamos falando de uma poderosa ferramenta para compartilhar conhecimento, que vem sendo utilizada pelo ser humano muito antes do que qualquer mĂ­dia social. Mas, em tempos de conectividade, sai na frente quem melhor engajar seu interlocutor â&#x20AC;&#x201C; entĂŁo vocĂŞ e eu necessitamos conhecer mais â&#x20AC;&#x201C; usando tais tĂŠcnicas. Por isso o lĂ­der moderno necessita incluir no seu processo de desenvolvimento as tĂŠcnicas de storytelling â&#x20AC;&#x201C; tenho feito isto na maioria dos programas de treinamento que realizo. Um bom lĂ­der que consiga envolver e explicar ao seu liderado como deve ser feito um determinado procedimento, ou como deve agir diante de determinadas situaçþes, e, ao invĂŠs de usar uma lista de açþes que devem ser feitas, usa um exemplo (uma histĂłria) na qual aqueles procedimentos foram aplica  @@ 7  atravĂŠs da histĂłria. Narrativa bem contada w      storytelling estĂĄ publicada no idioma inglĂŞs, vou explicar um detalhe para que nĂŁo haja confusĂŁo: existem duas pala¨' Â&#x2018; Â&#x2018;¨   "  A primeira estĂĄ relacionada com fatos histĂłricos e descreve fatos passados (como o descobrimento do Brasil, ou, na empresa, o lançamento de produtos no ano passado). Entretanto, a segunda palavra (story) !               #+  +  Â&#x192; que pode retratar algo que ainda vai acontecer quanto algo que jĂĄ aconteceu. Em portuguĂŞs, depois da "  @    !  '  para ambos os casos. O mais importante aqui ĂŠ entender que no ambiente corporativo, quando usamos uma narrativa, tanto poderemos estar contando algo do passado, para que ele sirva de modelo para o futuro, quanto poderemos estar contando histĂłrias para criar um novo futuro. No ambiente empresarial as histĂłrias devem ser bem coerentes e bem contadas â&#x20AC;&#x201C; senĂŁo passa a valer o dito popular â&#x20AC;&#x153;quem conta um conto aumenta um pontoâ&#x20AC;?. Numa empresa, a cultura ĂŠ passada de funcionĂĄrio "  @ ! '   adaptam, ganham força e constroem a percepção de      "     Minhas dicas sobre storytelling no ambiente corporativo: - HistĂłrias sĂŁo tĂŁo fortes (e lembradas) que passam a ser repetidas e orientam o dia a dia empresarial: por isso o lĂ­der precisa saber e cuidar das histĂłrias

que passam de pessoa em pessoa; - Se contar uma histĂłria ĂŠ encadear eventos de maneira lĂłgica, ĂŠ importante criar espaços de troca e compartilhamento entre as pessoas, para que elas contribuam com o conhecimento coletivo de forma positiva; - Uma boa histĂłria no ambiente de trabalho, que deve ser repetida, precisa ser coerente, retratar â&#x20AC;&#x153;personagensâ&#x20AC;? que possuam caracterĂ­sticas do grupo e geralmente estĂĄ relacionada a um processo de mudança, uma quebra de rotina bem sucedida; - Um bom lĂ­der valoriza as histĂłrias da sua equipe, estimulando o compartilhamento, mas valoriza *     @ tados satisfatĂłrios. Ă&#x2030; melhor repetir poucas histĂłrias

     as histĂłrias de fracasso (elas poderĂŁo ser mais lembradas do que as positivas...); - Cuidado para nĂŁo exagerar, e contar apenas histĂłrias nas quais os protagonistas nĂŁo tĂŞm nada a ver com os membros da equipe â&#x20AC;&#x201C; parecerĂĄ impossĂ­vel obter os resultados extraordinĂĄrios descritos nestas histĂłrias, jĂĄ que os personagens nĂŁo serĂŁo reconhecidos pelo grupo; - Valorize as histĂłrias da prĂłpria empresa. Cuidado com a citação da concorrĂŞncia (ou de antagonista que pode ser visto como um super vilĂŁo, estereotipado), porque o grupo poderĂĄ memorizar o que â&#x20AC;&#x153;nĂŁo fazerâ&#x20AC;?, ao invĂŠs de vivenciar o que deve ser feito;  H '        conter elementos que estĂŁo presentes tambĂŠm nas '  #+ ! #   L  expectativa e emoção. Uma das grandes diferenças, no entanto, ĂŠ que a histĂłria corporativa pode contar com o â&#x20AC;&#x153;personagem corporativoâ&#x20AC;?, que nĂŁo ĂŠ um ser humano, mas possui valores e uma missĂŁo a buscar. No mais, o componente emocional deve existir, pois ĂŠ isto que gera envolvimento e comprometimento das pessoas que ouvem a histĂłria e aplicam seus ensinamentos no dia a dia corporativo. Portanto, ĂŠ hora de começar a conviver com o â&#x20AC;&#x153;Era uma vezâ&#x20AC;? no seu ambiente de trabalho de forma mais       w  virtuais cheias de histĂłrias, games e aventuras, serĂĄ impossĂ­vel trabalhar sem se tornar um bom contador de histĂłrias. VocĂŞ estĂĄ pronto? Alfredo Castro!   >  com formação em Engenharia e pĂłs-graduação em Finanças, ĂŠ Lead Assessor da ISO 9000 e possui especialização em Qualidade >  ]  Â&#x2039;    ÂŚÂŚ{ Â&#x201A;  ^ Institute e Euroquest (EUA). Atua tambĂŠm como professor de cursos de MBA da FIA/USP, palestrante e escritor, alĂŠm de prestar consultoria pela MOT â&#x20AC;&#x201C; Treinamento e Desenvolvimento Gerencial, da qual ĂŠ diretor-sĂłcio.

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visĂŁo empresarial

As vantagens de um vendedor â&#x20AC;&#x153;sem salĂĄrioâ&#x20AC;? Como manter uma equipe motivada a atingir metas e cumprir com os objetivos traçados? Certamente, esta ĂŠ uma questĂŁo bastante presente no dia a dia do gestor de vendas. Muitas vezes, um vendedor sem incentivos pode, simplesmente, acomodar-se e pou      ]= qual a solução para manter todos os membros de um time energizados e focados em concretizar cada negociação? Com base em mais de 20 anos de experiĂŞncia no     7 ¨      + !  Â&#x201E;  ¨   tar o descompromisso ĂŠ o pagamento de um salĂĄrio   "           #+ das condiçþes bĂĄsicas de trabalho e da boa aparĂŞncia do vendedor. Digo isso, pois a maior parte da renda      &  #&    Embora boa parte das empresas acerte ao adotar esse mĂŠtodo, outras ainda cometem o erro de deixar seus colaboradores â&#x20AC;&#x153;acomodadosâ&#x20AC;? com o bom rendimento garantido e acabam obtendo um efeito contrĂĄrio ao esperado: vendedores desmotivados no dia a dia e sem comprometimento com as metas da

dica de leitura

equipe. Â&#x2039;           estabelecidas pela empresa e determinar suas prĂłprias metas. Ao compreender que ĂŠ dali que @   +@    perĂ­odo de trabalho e terĂĄ seus procedimentos diĂĄrios      "  para cumprir seu compromisso. Este ĂŠ o bom pro   " se destacar em uma ĂĄrea tĂŁo concorrida. PorĂŠm, conforme citei no inĂ­cio, o salĂĄrio nĂŁo ĂŠ o Ăşnico fator determinante para a motivação de um grupo. Um lĂ­der bem treinado e capaz de repassar seu conhecimento, um bom planejamento para a execução dos processos de EstratĂŠgia, TĂĄtica e Operaçþes, e o reconhecimento ao trabalho bem realizado ! + "        esteja sempre determinado a dar o mĂĄximo de sua capacidade. Marcelo Ortega ĂŠ vendedor, treinador, consultor e palestrante internacional. Autor de diversos livros, entre eles o best-seller â&#x20AC;&#x153;Sucesso em Vendasâ&#x20AC;?, lançado pela editora Saraiva, em 2006. Site: www.marceloortega.com.br

O Significado da Marca

Por muitos anos, o consultor Mark Batey dirigiu agĂŞncias de publicidade em diferentes lugares do mundo e desenvolveu estratĂŠgias de marketing muito bem sucedidas, baseadas na experiĂŞncia e observação das relaçþes entre as empresas e os seus consumidores. Batey defende que embora as empresas criem identidades de mar       !     Â&#x2039;    !              @     #+   #+  Â&#x2039; ^    = ; Â&#x2018;   "     de ĂĄreas como marketing, publicidade e psicologia para elaborar uma anĂĄlise rica e abrangente dos fatores conscientes e inconscien      Embora uma empresa decida por um determinado posiciona    !   ! @    w    #&    &  ! @ para fortalecer o marketing de qualquer empresa. ÂŤL        #+   ! sĂ­vel entender a motivação do consumidor sem entender a motivação humana â&#x20AC;&#x201C; as necessidades que queremos resolver, os valores que nos inspiram e nos guiam e as aspiraçþes que nos movemâ&#x20AC;?, explica. Mark Batey tambĂŠm explica de forma concisa de que maneira elementos conscientes ou inconscientes rel        '  Â&#x2039;^   =   +   po assimilam e sĂŁo dotadas de um sentido. No Brasil, o livro foi publicado pela Editora Record.

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desenvolvimento

pessoal Por Marcos Gross

LĂ­deres de verdade inspiram as pessoas AlĂŠm de gerenciar equipes, uma importante função de um lĂ­der ĂŠ inspirar as pessoas. A inspiração ĂŠ uma forma de estĂ­mulo que pode ser utilizada com inteligĂŞncia por gerentes de qualquer organização. Jesus, MoisĂŠs e Gandhi foram mestres na comunicação junto aos seus seguidores, pois alteraram os seus estados emocionais, motivaram grupos e deram-lhes direção em momentos turbulentos por meio de palavras, imagens e tons de voz inspiradores. Â&#x2039;  L "   atia, a indiferença e a desmotivação de grupos e comunidades atravĂŠs da comunicação motivadora. Nas corporaçþes atuais hĂĄ carĂŞncia de â&#x20AC;&#x153;gestores inspiradosâ&#x20AC;?; boa parte deles trabalha a gestĂŁo de pessoas no â&#x20AC;&#x153;piloto automĂĄticoâ&#x20AC;?. A Segunda Guerra Mundial tornou conheci   "    o lĂ­der Winston Churchill exibe, com seus dedos, o famoso â&#x20AC;&#x153;Vâ&#x20AC;? de vitĂłria. A imagem representa atĂŠ '7    K  ca em meio a intensos ataques aĂŠreos alemĂŁes. A ideia era incentivar os ingleses a resistir e se mante            K  Â&#x201A; "     7   !  ' a missĂŁo de inspirar os liderados e virou sĂ­mbolo de uma mensagem de força e resistĂŞncia. Que estĂ­mulos, em forma de mensagens, poderĂŁo ser utilizados pelos lĂ­deres da atualidade para inspirar colaboradores em momentos de crise e mudanças? AbraĂŁo mobilizou seu povo situado na Meso K    {Â&#x192;     QVVV quilĂ´metros atĂŠ CanaĂŁ (atual Israel), enfrentando

     '  terreno hostil. Ele conseguiu cativar seus seguidores para o longo percurso atravĂŠs de uma frase inspiradora: â&#x20AC;&#x153;CanaĂŁ, para onde iremos, ĂŠ onde corre o leite e o melâ&#x20AC;?. O patriarca ofereceu, em forma de metĂĄfora (leite e mel), a mensagem de que a vida em CanaĂŁ valeria "L   "  

no deserto. A lição transmitida por AbraĂŁo, adaptada aos dias atuais, diz que um lĂ­der deve oferecer um â&#x20AC;&#x153;norteâ&#x20AC;? aos seus colaboradores. Um lĂ­der inspirado convence seu â&#x20AC;&#x153;timeâ&#x20AC;? de que valerĂĄ a pena os esforços para atingir a â&#x20AC;&#x153;nossa CanaĂŁâ&#x20AC;?, uma terra onde poderemos conquistar a felicidade e nossos desejos mais profundos. Hoje, muitas pessoas que ocupam cargos de che            funcionĂĄriosâ&#x20AC;?. Agem mecanicamente e cobram obsessivamente as metas de produção com seus â&#x20AC;&#x153;chicotes verbaisâ&#x20AC;?. A comunicação desses â&#x20AC;&#x153;chefesâ&#x20AC;? ĂŠ fria, distante e agressiva, desanimando os funcionĂĄrios. O resultado ĂŠ queda na qualidade de produtos e serviços. Em situaçþes desa    L  sabem o que se passa â&#x20AC;&#x153;dentroâ&#x20AC;? dos colaboradores e conseguem, por meio de palavras e gestos, â&#x20AC;&#x153;acender a chamaâ&#x20AC;? da inspiração de seus colaboradores. SĂŁo mensagens cheias de â&#x20AC;&#x153;leite e melâ&#x20AC;?. Fim da mensagem.

Hoje, muitas pessoas que ocupam cargos de chefia se contentam em serem somente â&#x20AC;&#x153;capatazes de funcionĂĄriosâ&#x20AC;?. Agem mecanicamente e cobram obsessivamente as metas de produção com seus â&#x20AC;&#x153;chicotes verbaisâ&#x20AC;?. A comunicação desses â&#x20AC;&#x153;chefesâ&#x20AC;? ĂŠ fria, distante e agressiva, desanimando os funcionĂĄrios. O resultado ĂŠ queda na qualidade de produtos e serviços

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Marcos Gross ĂŠ mestre em GestĂŁo de Comunicação e autor do livro â&#x20AC;&#x153;Dicas prĂĄticas de comunicação: boas ideias para os relacionamentos e os negĂłciosâ&#x20AC;?, da Trevisan Editora


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Revista Frigorífico Ago13