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ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

Edição Nº 26 folhadoes.com

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gravação revela compra de voto em mimoso do sul “O ideal é você colocar na prestação de contas no primeiro mês...Eu tenho uma advogada supervisora que faz a prestação de contas dos meus vereadores, a Priscila...Ela te orienta e faz a prestação de contas do carro para você antes de entregar...Ai entrega o carro e pega o outro...Entendeu? Ai você vai ter este legalizado e vai legalizar o outro...” Flávia Cysne (PSB) - Prefeita de Mimoso

“Eu sou um pouquinho mais velho do que você....boca de urna nada mais é do que você comprar o voto no dia da eleição...Você reúne 400 pessoas numa casa e diz: eu vou dar R$ 100 reais agora e mais R$ 100 reais depois de eu ganhar a eleição...às vezes 50 votos vai fazer falta para você depois...” Hercules Maurício Paiva Rocha - Chefe de Gabinete


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ESPECIAL, 10 de Julho de 2013


Os bastidores da campanha da prefeita eleita de Mimoso do Sul-ES, Flávia Cysne (PSB), começam a ser revelados nesta edição da Folha do ES que, na ocasião, já denunciava a compra de votos naquele município. Transcrição de trechos das conversas entre a então candidata à prefeitura e um postulante ao Legislativo mostra a relação ilegal, imoral e distante de qualquer tipo de ética. A situação mostrou a direta intenção em desestabilizar a candidatura do então prefeito Ângelo Guarçoni, o “Jiló”, que tentava a reeleição, ao cooptar um dos integrantes da Coligação do PMDB. A eleição foi pautada por ações judiciais, denúncias ao Ministério Público e até a ordem da Justiça para que material de campanha da atual prefeita ao lado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) fosse recolhida das ruas. Mimoso viveu tempos de tensão quando tudo deveria ser, como se diz no popular, uma festa da democracia. Nas páginas desta revista, o leitor conhecerá o teor das conversas incestuosas.

editorial

Milhares de pessoas tomaram as ruas e não faltaram, é claro, a lembrança sobre a situação caótica do município. Em Cachoeiro de Itapemirim-ES, a quinta-feira (11) foi de protestos em adesão ao Dia Nacional de Greve Geral dos Trabalhadores por melhorias salariais, mais investimentos em Saúde, Educação, entre outros. Milhares de pessoas tomaram as ruas e não faltaram, é claro, a lembrança sobre a situação caótica do município. Alguns manifestantes pediram pelo “impeachment” do prefeito Carlos Casteglione (PT) que, não por acaso, pediu licença do cargo. A voz das ruas continua firme e clamando por mudanças

para “ontem” se possível. Por aqui, o atendimento ao cidadão continua precário, as promessas nunca se cumprem e a população se arrepende da reeleição petista. A classe política anda em baixa constante e o prefeito de Marataízes, Jander Vidal (PSDB), é um desses exemplos: sofreu dois afastamentos consecutivos por improbidade administrativa. Na decisão mais recente, na última terça-feira (9), a juíza da Comarca, em sentença, revelou gastos superiores a R$ 8 milhões em shows e eventos com contratos irregulares. Um absurdo para um município que carece de investimento no social e na infraestrutura. A Promotoria e a Justiça continuam atuando com firmeza, esperamos que isso aconteça em outros municípios capixabas, para banir quem vive da vida pública e não vive para o bem estar da população. É preciso uma depuração total e irrestrita nesse setor que, com raríssimas exceções, envergonha a todos nós.

Diretor Executivo Jackson Rangel Vieira (jacksonrangelvieira@folhadoes.com)

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Série “Bairros”

Política

Geral

Bairro Amaral: A Fazenda do Coronel

Prefeito afastado duas vezes por improbidade

IBGE: O Brasil em Números

colunistas

Conselho Editorial Ailton Weller Jackson Rangel Vieira Colunistas Pedro Valls Feu Rosa Julio Carlos Amorim Francisca Paris Wilson Márcio Depes Design Gráfico Wellington Rody Periodicidade Semanal

Pedro Valls feu rosa francisca paris ailton weller Wilson Márcio Depes Cleben garcia

Conselho Executivo Jackson Rangel Vieira Marcos Tristão

marcos tristão

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Desfolhando

Salmos, 27:14 - Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração / Prefeito Carlos Casteglione (PT) e a secretária de Educação, Cristiane Paris, ambos investigados pelo MP saíram de licença / O fato causou especulação, no mínimo / Bicho pode pegar para a prefeita de Mimoso do Sul, Flávia Cysne (PSB) / Greve geral na última quinta-feira (11) paralisou o Brasil / Justiça de Marataízes-ES atuando em cima do que manda a Lei / Pela segunda vez, o prefeito Jander Vidal (PSDB) foi afastado do cargo por improbidade administrativa / Já o ex-prefeito Alcino Cardoso foi condenado por improbidade pela enésima vez / Vereador José Carlos Amaral (DEM) protocolou projeto para acabar com o voto secreto na Câmara de Cachoeiro-ES / Seguindo a tendência nacional / Votação do Decreto Legislativo que prevê a suspensão da cobrança do pedágio da Terceira Ponte ficou para a próxima segunda (15) / A questão foi estopim para invasão do Legislativo que ficou ocupado por uma semana / PEC do suplente de senador sem voto foi derrubada / Difícil a reforma política Que brilhem como o sol nascente aqueles que amam o Senhor Juízes 5, 31 . 04 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

Ailton Weller ailtonweller@gmail.com

Jaci Colega

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om ele não havia “dia ruim”. O sorriso sempre foi largo, o abraço apertado e a amizade leal. Amizade mesmo, não o coleguismo confundido com o conhecimento diário entre as pessoas. Era capaz de confessar, com jeito de criança à espera de castigo, os pequenos deslizes que cometia. Seu recanto era a Fazenda Alto Morumbia, em Muqui, mas seu mundo era vasto e não havia porto seguro o suficiente para ancorar seu barco. Jaci Lopes Teodoro, o Jaci Colega, que arrastava um grupo de mais “chegados” para as festas do interior do sul do Espírito Santo. O festival de rodeios de Barretos era recorrente em seu roteiro anual de incursões ao estado de São Paulo. Não faltava nem que “chovesse canivete” e com a aproximação da época de um dos mais tradicionais espetáculos, os olhos ganhavam um brilho diferente. O mesmo cintilar quando se tratava do Trio Parada Dura, um dos grupos sertanejos mais famosos das décadas de 70 e 80. Poderia, se quisesse, contratar a banda para se apresentar na sua propriedade, a qual ele denominava seu paraíso na terra. Mas ia empurrando com a barriga, pois

Com ele não havia “dia ruim”. O sorriso sempre foi largo, o abraço apertado e a amizade leal. as vinte e quatro horas do dia eram poucas para tantas atividades. Um dia, o meninão teve uma bela e inesquecível surpresa. Ele mesmo confirmou isso. Numa dessas excursões, os sertanejos foram contratados pela equipe do meu programa, ainda na Rádio Cachoeiro, para três apresentações: Muniz Freire, Castelo e num bailão cachoeirense. Com um pouco de boa vontade e uma recompensa a mais em dinheiro levamos o trio para subir a serra muquiense e chegar ao terreirão de café do Jaci Colega. Noite alta, nosso personagem real preparando para dormir e chegamos. O grandalhão sorriu como um menino e sorveu em goles cada acorde das cordas dos violões e teclas da sanfona. Pronto: Jaci conheceu, em carne e osso, o Trio Parada Dura. Até em seu leito de morte, muitos anos depois, ele me garantia ser o melhor presente que ganhara em toda a sua vida. O gigante com coração e alma de criança se foi e deixou sua marca. O Jaci era realmente o colega que todos gostariam em ter. Fiz parte disso.


#opinião

faleconosco@folhaes.com

SOBRE: - Indignação nacional: Por favor mandem esse texto abaixo para os juízes de todo o país... por que o salário deles também não é baixo. Peço que mandem bloquear também os 70mil reais que os deputados suplentes desse país ganham, mandem também bloquear o auxilio copa entre outros... e direciona todo esse dinheiro para aquele trabalhador rural que se “mata” na roça embaixo de um sol de 40 graus nas costas, para investimentos na saúde e educação.... todo cidadão brasileiro faz parte de uma pirâmide financeira!!! Me ajudem... Excelentíssimos Juízes (as), estou em uma pirâmide financeira e dela não consigo sair! No topo estão a presidente, depois senadores, governadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores e todos eles com um leque enorme de secretariados, comitê de assessorias e muitos outros.. Há a promessa de retorno rápido em hospitais, educação, segurança, sendo que os retornos nunca vemos! O porque que essa pirâmide não é alvo de investigações!... cansa tanta demagogia e tanta hipocrisia!

Fabiane fabiane-venda@hotmail.com

ENTREVISTA DA SEMANA: Essa mulher é um modelo a ser seguido no Brasil. Toda mulher que é atendida por ela aprende admirá-la e todos os homens a respeitá-la. Admiração eu já tinha por ela e agora ainda mais. Parabéns Doutora Ancila!

Assuntos mais comentados *Folha revela o sonho de consumo dos cachoeirenses.... *Assembleia do ES não entende recado das ruas *Política: Imoralidade se faz em casa

SOBRE falta de iluminação pública: Gostaria de pedir a vocês que fizessem reportagem sobre o atraso para troca de lâmpadas nos postes na Rua Nossa Senhora de Fátima, bairro Arariguaba. Tem lâmpadas queimadas há dois meses. Fiz um pedido na Prefeitura dia 10/06/13 Protocolo 18766 e até hoje não foi feita a troca. O quintal da minha casa está sendo usado por usuários de drogas e estamos com muito medo. Eu ligo para a Prefeitura até mais de uma vez e eles não tem previsão para a troca. Da muita revolta, pois, a conta de luz e o IPTU nós pagamos em dia e quando precisamos de um serviço não temos.

Lucimar Ferreira da Costa Oliveira

lulisley@hotmail.com SOBRE abuso dos Guinchos de Cachoeiro: Gostaria de pedir uma matéria sobre o roubo nos guinchos em Cachoeiro de Itapemirim. O carro do meu irmão foi levado com duas motos e mais um carro no mesmo guincho e cobraram uma diária inteira de cada automóvel e moto guinchado. Ele foi ao DETRAN e lá informaram que os policiais estão errados, mas, não ofereceram nenhuma ajuda. O DETRAN o orientou a chamar a mídia.

Maria José Marilza Santana Gomes marry_santana@hotmail.com

SOBRE a Casa do Cidadão: Procurei oque chamamos de “casa do cidadão” para fazer a emissão da carteira de identidade. necessito do RG tanto pra fazer o saque do meu FGTS quanto para a minha admissão em uma nova empresa onde foi solicitado a apresentação do documento. durante os últimos meses tive que retornar varias vezes para retirar as minhas digitais (QUE SEGUNDO ELES TIVERAM PROBLEMAS). Todo os cidadãos que depende do serviço sabem que a casa do cidadão está em péssimo estado de conservação e que o atendimento é péssimo. O trabalhador que precisa trabalhar para o sustento de sua família sabe o quanto é prejudicial as faltas no serviço que fica comprometido. A VERDADE É QUE ESTAMOS NA MÃO DO PALHAÇO!!!

Renan Oliveira

renan.jkd@bol.com.br SOBRE privilégios: Viajo por todo brasil nunca vi uma empresa ser privilégiada como a Real com aquele sinal de trânsito em plena Avenida Jones dos Santos Neves muitas vezes alguém sai com uma moto e fecha o trânsito por beneficio própio.

Carlos repfort@gmail.com

essa tinha que ser a delegada e prefeita de Cachoeiro. Que Deus te proteja sempre bjsss!!

Valdiceia G. Thomaz

Marly Amada

Via Facebook “Jornalismo Livre”

Via Facebook “Jornalismo Livre”

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entrevista

HÉRCULES DA SILVEIRA – DEPUTADO estadual

por Ailton Weller

da sociedade. Um reclame do povo. Na verdade isso não é nenhum favorecimento, o pior é ficar fechado no Legislativo e só deputado ser conselheiro. Isso é que não aceitamos. Primeiro eram apenas três candidatos, mas depois que apresentamos o projeto a Casa teve que abrir para outros e hoje são 22 candidatos.

O deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, Hércules Silveira (PMDB), é o autor do projeto para a criação do Conselheiro Cidadão para o Tribunal de Contas do Espírito Santo. A proposição foi refeita pelo parlamentar após a Procuradoria apontar inconstitucionalidade. No entanto, o deputado apresentou um novo texto e acreditar na aprovação da emenda que está em tramitação. Nesta entrevista exclusiva à Folha do ES ele fala ainda sobre a Comissão da Verdade na Ales e da “importação” de médicos para atuar no Brasil

passado. Esse atual está indo muito bem, mas na verdade nós precisamos quebrar esse monopólio e fazer com que a população também possa se inscrever. Por que só deputado?

- Qual sua avaliação sobre o Conselheiro Cidadão? - Isso é um anseio da população, o Espírito Santo está clamando por isso e agradecemos a Ong Transparência Capíxaba, a Ordem dos Advogados do Brasil, ao Ministério Público, entre outros, por nos ajudar a orientar na condução desse processo. Na verdade, o que nós estamos fazendo hoje não é nenhuma novidade. Estamos apenas quebrando um monopólio

- Como está o trâmite do projeto no Legislativo? - Quando eu recebi a nossa emenda pelo regimento pela Procuradoria dando a inconstitucionalidade, nós apresentamos outro tiramos tudo aquilo que eles arguiram e apresentamos outra emenda. Agora está tramitando essa emenda e temos certeza que mais cedo ou mais tarde vamos vencer.

- O que seria essa prerrogativa exclusiva? - É que só os deputados podem apresentar os candidatos a conselheiro, mas de acordo com a nossa emenda, a Assembleia Legislativa recebe a inscrição de qualquer cidadão que tenha conhecimentos técnicos e que também tenha um passado ilibado.

- Aprovado o projeto, o Espírito Santo seria o primeiro Estado a ter o Conselheiro Cidadão? - Que eu tenha conhecimento, o nosso Estado seria o pioneiro nessa participação de o cidadão comum no Tribunal de Contas.

- O que isso representa para a sociedade capixaba? - Nós queremos um Tribunal de Contas cada vez mais eficaz, mais eficiente, sem qualquer tendência política, igual já foi o TC do 06 > FOLHA,

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- O que representa o apoio popular, nas manifestações das ruas, sobre esse assunto? - Eu fico muito feliz, mesmo porque nós estamos levando para a Assembleia um reclamo

- Como ficou a composição de nomes? - Apenas quatro são deputados, o restante é de fora: pessoas do Ministério Público, policiais federais, contadores, procurador federal, procurador estadual, promotor de justiça, entre outros. Na verdade nós abrimos essa discussão, abrimos essa “caixa preta”. Da minha parte, não aceito que só os deputados possam ser conselheiros. - E sobre seu projeto de criação da Comissão da Verdade na Assembleia? - A gente não quer comissão de perseguição. Nós queremos só ter o direito de pegar os restos mortais e dizer assim: esses são os restos mortais do meu filho, do meu pai, do meu irmão e enterrar dignamente. É isso que a Comissão da Verdade está querendo. - Qual a opinião do senhor sobre a “importação” de médicos? - A preocupação nossa é que está chegando profissional totalmente destreinado e a gente quer que esse profissional passe por um processo de revalidação do seu diploma, ou seja, que ele seja preparado com equipe médica do Brasil para que ele conheça as várias patologias que existem no país, o tratamento e a endemias que nós conhecemos. Não é “importando” médicos que vamos “consertar” a saúde do Brasil. Precisamos é de investir no setor. Priorizar a saúde.


Série história dos

bairros

especial

Amaral

m dos bairros mais antigos e populosos de Cachoeiro de Itapemirim-ES, o Amaral teve seu início ligado com a histórica Coluna Prestes - A Coluna Miguel Costa Prestes -, um movimento liderado por militares que faziam oposição à República Velha e às classes dominantes na época. Teve início em abril de 1925 com aproximadamente mil e quinhentos homens e seus integrantes percorreram 25.000 quilômetros. Durante dois anos e meio atravessou 11 estados brasileiros, entre eles o Espírito Santo. Em Cachoeiro, o Coronel Larama e sua família se assentaram no local onde hoje floresce toda a beleza do local. Isso era em meados

dos anos 1920. Com nascentes, terra boa para o cultivo, a propriedade se expandiu por toda a região hoje conhecida como bairro Amaral. Com o tempo, nos conta o escritor Evandro Moreira, os Larama deixaram o local sem não antes de “rebatizar” a Fazenda Larama que recebeu o nome Amaral, o inverso do nome original. Basta colocar no espelho que LARAMA será lido como AMARAL. Uma prosaica manipulação de letras que deram origem a outra palavra. As primeiras construções, ainda tímidas, apareceram na década de 30 e daí em diante o bairro nunca mais parou de crescer. Hoje é parte importante do desenvolvimento da cidade.

Denomina-se Amaral, o bairro cuja área limita-se com o bairro Alto Amarelo através das ruas Cecília Neves, Luiz Gonzaga Santos e José Lourenço Solino. Sua principal via de acesso é a rua Dr. Deolindo, do bairro Baiminas, que está ligada à rua Professor Gilceu Machado. A ligação com o Bairro Presidente Arthur Costa e Silva acontece com a rua Gilceu Machado, considerada via principal do bairro Amaral. Também a rua José Bonifácio permite acesso ao bairro Baiminas. Suas ruas mais antigas são: José Mancini: Lei 378/55 - Inicia-se na rua Lourenço de Oliveira e termina na rua Hilarina Martins Bueno e Professor Gilceu Machado: Lei 752/61 - Inicia-se na rua Lourenço de Oliveira, terminando no entroncamento da rua Ângelo Bóss com a rua Jorge Marcondes de Souza, do bairro Presidente Arthur da Costa e Silva. ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

.: A região :.

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A fazenda do Coronel

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Sinopse Cultura Em nome da Lei

81 Pesquisa Ibope divulgada pela Ong Transparência Internacional, apura que 81% dos brasileiros consideram os partidos políticos “corruptos ou muito corruptos”, Isso quer dizer que quatro de cada cinco pessoas põem em xeque a base da representação política no País. Os números do levantamento mostra a insatisfação que ficou explícita com a série de manifestações que se alastraram pelas cidades brasileiras. 08 > FOLHA,

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O escritor Evandro Moreira lançou o livro “Em Nome da Lei” que conta a vida do ex-delegado de polícia Francelino Vicente, uma das personalidades mais respeitadas e conhecidas de Cachoeiro de Itapemirim-ES. O homenageado ficou conhecido por ter conduzido com mão de ferro a segurança pública local e por ter introduzido métodos próprios no combate à criminalidade num período de turbulência que a cidade vivia. Na foto, o escritor e o personagem – ao centro – na festa de lançamento, ao lado de amigos. Política

Improbidade

A Justiça de Itapemirim-ES condenou o ex-prefeito Alcino Cardoso por improbidade administrativa. Com a decisão, ele foi sentenciado à perda de função pública, caso exerça atualmente; suspensão dos direitos políticos pelo prazo de 05 anos; fica proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios e incentivos fiscais por igual prazo. “A internet está ajudando a transforma a ciência, a tecnologia, os negócios, a cultura, a espiritualidade, por que só a política deveria ficar imune a essas transformações?”, Marina Silva, da Rede, sobre a reforma política Turismo

Pratos serranos C a s te l o - E S será uma das sedes do II Festival Gastronômico Sabor das Montanhas 2013, que acontece entre até o dia 26 de julho, em oito municípios

capixabas localizados nas regiões das montanhas. No município, o festival é no Casarão da Fazenda do Centro, distante 11 quilômetros do centro da cidade.


João Batista Herkenhoff

Política

Ficou para a segunda

Após um impasse durante sessão na Assembleia Legislativa, na manhã da última quarta-feira (10), antes da votação do Decreto Legislativo que prevê a suspensão da cobrança do pedágio da Terceira Ponte, o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), retomou os trabalhos suspendendo as atividades e declarou que a votação do Decreto ocorrerá na próxima segunda-feira (15). Justiça

Na mira do MP Nove partidos apresentaram irregularidades em suas propagandas eleitorais exibidas no primeiro semestre deste ano. Por isso, o Ministério Público Eleitoral no Espírito Santo propôs representação contra nove partidos: DEM, PT, PR, PMDB, PSDB, PDT, PSB, PSC e PTB. No entendimento da Procuradoria, os partidos ou realizaram propaganda eleitoral antecipada ou promoveram os interesses pessoais de suas lideranças.

Semeadores de livros

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m março passado comemoramos o Dia do Vendedor de Livros. A propósito desse profissional, Monteiro Lobato escreveu: “Suprima-se o livreiro e estará morto o livro.” Ainda Lobato, exaltando o livreiro, doutrinou para a posteridade: “Embora sua mercadoria seja a base da civilização, pois que é nela que se fixa a experiência humana, o livro não interessa ao nosso estômago nem a nossa vaidade. Não é portanto compulsoriamente adquirido. O pão diz ao homem: ou me compras ou morres de fome. O batom diz à mulher: ou me compras ou te acharão feia. E ambos são ouvidos. Mas se o livro alega que sem ele a ignorância se perpetua, os ignorantes dão de ombros, porque é próprio da ignorância sentir-se feliz em si mesma, como o porco com a lama.” A meu ver, os três maiores semeadores de livros são os livreiros, os bibliotecários e os professores. Os três trabalham em comunhão e faltando qualquer deles o livro naufraga. Se o professor indica aos alunos livros que vale a pena ler, mas se não há livreiros para vendê-los ou bibliotecários para colocá-los nas mãos dos leitores, o conselho do professor torna-se inútil. Se uma cidade tem livrarias e bibliotecas mas não tem professores que impulsionem o gosto de ler, ficarão vazias tanto as bibliotecas, quanto as livrarias.

A meu ver, os três maiores semeadores de livros são os livreiros, os bibliotecários e os professores. Castro Alves exaltou em versos imortais todos os semeadores de livros: “Oh! Bendito quem semeia livros, ?Livros à mão cheia, ?E manda o povo pensar! ?O livro caindo n’alma, ?É germe que faz palma, ?É chuva que faz o mar!”. Confessando sua paixão juvenil pelo livro, poetou Clarice Lispector: “Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.” Homenageio todos os livreiros do Espírito Santo e do Brasil relembrando o grande livreiro que foi Nestor Cinelli. Muitos estudantes compraram livros fiado na Livraria Âncora e só saldaram suas contas depois que se tinham tornado profissionais. Advogados, membros do Ministério Público, juízes, médicos, dentistas podem dar este testemunho. Nem juros Nestor cobrava. Devia ser pago o que estava anotado na sua caderneta (eu diria santa caderneta) e a conta estava liquidada. Promissória? Esta palavra não existia no vocabulário desse livreiro ínvulgar. A exaltação dos bibliotecários e professores fica para um artigo futuro. *O autor é juiz de Direito aposentado ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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artigo Pedro Valls Feu Rosa

O tenebroso mundo dos abafadores

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onta-se que há coisa de uns 200 anos uma comunidade de judeus estabeleceu-se na cidade de Vila Rica, em Minas Gerais. Para evitar perseguições religiosas, comuns naquela época, eles decidiram esconder sua origem e credo religioso – deram à comunidade o nome de “Fiéis de Deus”. Segundo consta, quando um membro dessa comunidade caía gravemente doente, os demais ficavam com medo de que ele, às portas da morte, se revelasse adepto do judaísmo. Para evitar que isso acontecesse era logo chamado um abafador. Sobre a função dos abafadores, assim ensina o historiador Elias José Lourenço: “Ele afastava do quarto do doente as pessoas da família, encostava a porta e começava a operação. Punha um crucifixo nas mãos do doente, passava os braços pelas costas e aplicava o joelho contra o tórax. À medida que ia aumentando a compressão contra o peito do moribundo, asfixiando-o, em voz alta, para ser ouvido de fora, ia dizendo: ‘Vamos, meu filho! Nosso senhor está esperando!’ Quando o paciente exalava o último suspiro, o abafador compunha o corpo, chamava as pessoas da família e lhes comunicava que o fulano havia morrido ‘como um passarinho’, isto é, suavemente”. Neste início de milênio, quando já nos preparamos para ir a Marte, soa tenebrosa a idéia de esconder uma verdade usando os serviços de um abafador. Nos dias de hoje, causa-nos repulsa que uma realidade possa ser ocultada ao custo da vida e da dignidade do ser humano. No entanto, apesar de todo esse aparen10 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

te grau de civilização que alcançamos, é nos nossos dias que a atividade de abafador está em seu apogeu! Nunca esse sinistro serviço foi tão utilizado como hoje, sob as nossas vistas. Segundo dados divulgados pela ONU, 1 bilhão de seres humanos não tem o que comer. Esse número confirma um estudo do Banco Mundial, no sentido de que 1,4 bilhão de pessoas vivem (eu disse vivem?) com menos de US$ 1,25 por dia. As consequências deste quadro são chocantes: apenas na África, 7 mil semelhantes nossos morrem por dia, vítimas da desnutrição – o suficiente para lotar uns 23 jatos de passageiros. Esta é uma verdade que incomoda. Afinal, enquanto esses seres humanos estão morrendo por aí, sem assistência nem dignidade, com US$ 1,25 por dia, as estruturas que comandam o planeta seguem firmes na alegre gastança dos nossos recursos. Assim, apenas para ficar em alguns poucos exemplos, ao final deste ano, por dia, cada vaca europeia terá recebido US$ 3 em subsídios, cada cidadão brasileiro terá perdido US$ 1,83 com a corrupção e outros US$ 6,70 em desperdícios diversos, e cada americano terá gasto US$ 7,37 para socorrer bancos e empresas em dificuldades. Essas tristes verdades, e tantas outras mais, causariam escândalo se fossem corretamente expostas aos olhos da humanidade. Assim, há que se solicitar os serviços dos abafadores, que nunca trabalharam tanto! A única diferença é que nos nossos civilizados dias, como não se pode matar por asfixia toda essa massa de miseráveis, os abafadores concluíram ser melhor escondê-la e isolá-la, para que ela padeça e morra sem escandalizar ninguém. Estarei exagerando? Não: contemple a imensa quantidade de barreiras e muros semeados por este mundo que dizemos ser tão globalizado, isolando povos, raças ou classes sociais! *O autor é presidente do Tribunal de Justiça do ES


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Política

Prefeito afastado duas

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VEZES POR IMPROBIDADE

juíza da Comarca de Marataízes-ES, Claudia Cesana Sangali, decidiu pelo afastamento do prefeito Jander Vidal (PSDB) por crime de improbidade administrativa e determinou que ele deve manter-se a uma distância mínima de 150 metros de quaisquer repartições públicas municipais. No último dia 26 de junho, a magistrada já havia decretado a indisponibilidade de bens do prefeito e de outros assessores. Na decisão desta segunda-feira (8), a juíza explica que, após receber três ações civis públicas por improbidade administrativa por fatos cujo modo de agir é o mesmo, constatou a necessidade de determinar o afastamento do prefeito municipal. “Notadamente por vislumbrar o prejuízo à instrução processual na exata medida em que restou evidenciada a exoneração de servidores municipais efetivos em razão de dissenso com a atual administração”, sintetiza Nas ações recebidas pela Justiça da Comarca contam que foram gastos nos últimos três anos R$ 8.253.246,96 (oito milhões, duzentos e cinquenta e três mil, duzentos e quarenta e seis reais e noventa e seis centavos) com contratação de shows musicais. Nos contratos existem indícios de práticas ilegais e o direcionamento de licitações. 12 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

A juíza da Comarca de Marataízes-ES, Claudia Cesana Sangali, decidiu pelo afastamento do prefeito Jander Vidal (PSDB) por crime de improbidade administrativa

Resumo da sentença Dessa forma, com fincas no art. 529 do CPC, exerço o juízo de retratação para reformar a decisão agravada e, com arrimo no art. 20, parágrafo único, da Lei nº 8.429/92, determinar, sem justificação prévia, o afastamento cautelar do réu Jander Nunes Vidal do cargo de prefeito municipal de Marataízes, devendo manter-se a uma distância mínima de 150 (cento e cinquenta) metros, de quaisquer repartições públicas municipais. Oficie-se à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Marataízes, remetendo-lhe cópia desta

decisão para ciência e providências cabíveis. Intime-se, por meio do oficial plantonista, o réu Jander Nunes Vidal da decisão de afastamento cautelar do cargo de prefeito municipal. Intime-se o Município de Marataízes para que, nos termos do art. 6º, §3º da Lei nº 4.717/65, manifeste seu interesse na integração da lide. Intimem-se desta decisão. Comunique-se ao Desembargador Relator do agravo sobre esta decisão. Marataízes-ES, 08 de julho de 2013. CLAUDIA CESANA SANGALI DE MELLO MIGUEL Juíza de Direito.


Geral

IBGE: O Brasil em números

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m estudo inédito do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chamado Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012, traz informações sobre as gestões estaduais a partir de vários temas. Recursos humanos, conselhos e fundos estaduais, política de gênero, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional e inclusão produtiva fazem parte da coleta. Em 2012, todas as 27 unidades da Federação tinham órgão para tratar de política de assistência social, mas oito estados não ofertavam nenhum tipo de serviço nessa área: TO, RN, AL, MG, ES, SP, PR e MT. Todos os estados declararam acompanhar as gestões municipais de assistência social e 10 estados cofinanciavam os serviços socioassistenciais com os municípios. Confira os detalhes no gráfico. ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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Moda & Consultoria por Cláudia Manhães

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Para um casamento majestoso, um vestido à altura: em vez de branco, o estilista propõe o brilho prateado em bordados riquíssimos e fartura de tecido para o véu e a cauda. // Elie Saab

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14 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

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Minimalismo

com vista para o mar

Apartamento em Tel Aviv dialoga com tradição Bauhaus O 22º andar de um edifício de vidro na área mais nobre do sul de Tel Aviv, Israel, abriga um apartamento que reúne o melhor do décor contemporâneo, com a inquestionável influência da Bauhaus presente na arquitetura e no design do país do Mar Mediterrâneo (que, aliás, se avista não apenas dos janelões de vidro, mas também do teto em PVC brilhante que forra o imóvel). A decoração porposta pelos profissionais do estúdio Paritzki & Liani Architects aposta em poucos móveis, que dialogam entre si à beira do minimalismo. Para isso, não faltam ícones modernos, como a poltrona de madeira desenhada em 1958 por Norman Cherner. À frente delas está a cadeira CH07, também em madeira, criada em 1963 por Hans J. Wegner. E, ao lado delas, estão as luminárias de Serge Mouille do final da década de 1950. ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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a l e v e r o ã ç a v Gra

ra e comp v u o h 2 201 ndidata ções de a i c e l a e l s e a p ad ico Na époc de apoio polít ysne (PSB). se via C de voto eita Flá f e r p a a vitorios

16 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013


Política

Compra de votos é confirmada em CD Como denunciou a FOLHA na época das eleições de 2012, em cobertura regional, houve compra de votos e de apoio político pela candidata vitoriosa a prefeita, Flávia Cysne (PSB). Em conversa gravada por uma das testemunhas do flagrante, a socialista oferece vantagens financeiras e de estrutura de campanha ao candidato a vereador José Carlos Hilário, conhecido como “Tentado”, que não se elegeu. A gravidade desse tipo de compra de votos é maior porque o sentido é de cooptação para desestabilizar a coligação contrária, já que o candidato em questão era da Coligação do PMDB, que tinha como concorrente o prefeito Jiló, que tentava a reeleição. A gravação ocorreu na residência de Paulo Roberto de Oliveira, faltando cerca de dois meses do pleito em Mimoso do Sul-ES.

Transação

A

prefeita, na gravação, aceita pagar pensão alimentícia ao candidato, em cerca de R$ 10 mil, além de veículos, gasolina e dinheiro para boca de urna. Apresentou ao cooptado o esquema da Coligação do PSB que ficaria com a responsabilidade de tornar legal a doação ofertada por ela na prestação de contas para esconder do promotor e do Juiz eleitoral a traquinagem ilegal. A denúncia foi formalizada e está em poder da Promotoria de Mimoso do Sul e também no Ministério Público do ES. “Tentado” recebeu a promessa, principalmente cerca de R$ 10 mil que ele alegou ser o valor aproximado de sua dívida com pensão alimentícia. Flávia ainda prometeu locar um caminhão basculante do candidato, ganhando ou perdendo as eleições municipais. O então candidato a vice, Maurício Paiva da Rocha, também participou da reunião, dando instruções sobre como seria a transição do candidato a vereador da coligação oposta. Tanto a prefeita quanto o vice, que ficou ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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inelegível como a FOLHA anunciara na época, citaram a advogada Paula Moraes Soares como “ponte” com uma empresa em Vitória que cuidaria das doações ilegais ao candidato no sentido de esquentar a compra de votos. Mesmo citando a advogada, ela não estava presente e não se sabe do conhecimento dela sobre as promessas e doações feitas pela prefeita no diálogo gravado. A advogada foi descrita pela Flávia Cysne como assessora jurídica da Coligação que cuidava da prestação de contra dos seus candidatos a vereador. Paula, hoje, trabalha na assessoria da Promotoria de Mimoso do Sul. A FOLHA está apresentando nesta edição uma parte da descrição do CD. No todo, o possível ato criminoso é muito mais enfático. O Jornal, sobre compra de votos, em 2012, denunciou a então candidata Flávia Cysne por violar a legislação eleitoral ao oferecer vantagens registradas em ata do PT para ocupação de cargos caso vencesse, como ocorreu. Assim que assumiu o mandato, a prefeita efetivou o compromisso, colocando dois petistas nas Secretarias de Cultura e de Ação Social, mencionadas no documento assinado por ela e demais membros do Partido dos Trabalhadores. A ata não foi, na época, aceita como prova de compra de votos nem pela promotoria e nem pela Justiça. Em tempos de combate à corrupção e políticos ímprobos, Flávia Cysne, mesmo sabendo da inelegibilidade do seu vice, só o trocou no apagar das luzes das eleições, trocando-o pela mãe dele, Leoni Maria Paiva da Rocha. Manobra semelhante à realizada no município de Presidente Kennedy-ES, quando o prefeito Reginaldo Quinta, na impossibilidade de reeleição, uma semana antes do dia da eleição, retirou-se e colocou a sobrinha no seu lugar, Amanda Quinta (PTB), permanecendo o nome do tio e fotografia na urna eletrônica, produzindo a vitória da petebista. Este caso recebeu denúncia do MP. Ou seja, muitos eleitores acharam que estavam votando no Reginaldo. Hoje, a prefeita tem Maurício (Foto), filho da vice, como Chefe de Gabinete, mesmo pela Justiça sendo considerado “ficha suja” e inelegível. Este caso de Mimoso do Sul, que coloca em risco o mandato da prefeita, está com seu destino nas mãos do promotor Rodrigo Monteiro que poderá oferecer a denúncia ao Juízo Eleitoral local. Mais informações sobre este escândalo, na próxima edição. 18 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

Hercules Maurício Paiva Rocha (PV), é o Chefe de Gabinete da prefeita.


transcrição da gravação Transcrição CD de áudio da Flávia Cysne comprando voto e apoio (Parte 1)

Flávia Cysne (3:14) - ...”Tentado”, a gente queria saber qual a sua expectativa...Eu conversei com Moisés e ele me perguntou qual a minha expectativa em relação a eles....não pedi um tostão a ele...mas acho que ele tem condições de estar te ajudando, financeiramente inclusive....Eu senti a vontade do Moisés de te ajudar.. “Tentado” – Eu conheço o Moisés de pouco tempo... Flávia Cysne -   ...Eu estou falando porque várias pessoas ligadas a você, não é o Paulo...A Marly me procurou e disse que era para Moisés conversar comigo para colocar 200 bocas de urna para você no dia... Maurício – Tem que fazer conta disso dai...de R$ 80 a R$ 100 reais (por pessoa).... Flávia – Tô te falando, porque da mesma forma que Israel...de repente ele pode está te dando uma apoio, talvez no combustível.... “Tentado” - ...O que ele me prometeu...Só que tem o “curisco” deste promotor (Rodrigo Monteiro) disse que não pode ter nenhuma boca de urna...então eu tenho que pagar o cara só para votar, não para trabalhar... Maurício - ... Eu tive com o Juiz ontem e ele disse que estas eleições vão ser diferente...Eles vão vigiar, vão colocar Polícia Federal...para dar suporte na cidade três dias antes das eleições...E vão prender mesmo...Vão prender, vão responder processos.. “Tentado” – O cara vai ficar preso, não vai nem votar... Flávia - ...O promotor vai recolher os santinhos dois dias antes de todo mundo....No dia lá, com a metade do dinheiro.. ai você tá lá...se ele pegar qualquer “santinho” no chão”...ele vai em cima do “Tentado”...qualquer santinho do candidato é

de responsabilidade dele... “Tentado” - ...É difícil...eu com santinho dele (Jiló).... Flávia – Eu acho muito difícil ele fiscalizar isto... “Tentado” - então eu vou preso...porque eu vou pedir votos... (risos) Mauricio – Eu sou um pouquinho mais velho do que você.... boca de urna nada mais é do que você comprar o voto no dia da eleição...Você reúne 400 pessoas numa casa e diz: eu vou dar R$ 100 reais agora e mais R$ 100 reais depois de eu ganhar a eleição...às vezes 50 votos vai fazer falta para você depois... “Tentado” - ...Não trata comigo, não! Tratou, tem que cumprir...O negócio é o seguinte, este carro ai, eles me deram...Eles me deram no valor de R$ 2.500,00 (Coligação oposta a da Flávia)... Eu quero um carro com a chave dentro para eu andar... Flávia – ...Este carro é da onde?.... “Tentado” – ...Este carro é de Guarapari...da Locar... Flávia - ...a gente resolve isto... Maurício – A gente conhece gente na Localiza que faz coisa filé...Isto não problema...é tranquilo...(muitos risos)... “Tentado” – Eu não tenho preguiça de andar...Segundo passo: Gasolina. Carro que eu andar não pode faltar...Eu não posso ficar toda hora pedindo...isto está me matando lá ...Tem vez que eles nem atende telefone da gente...É por isso que às vezes eu medo a mão no bolso... eu sou uma besta também... Flávia - ....Vamos fazer o seguindo, a gente faz uma média por mês...e eu já deixo autorizado no posto o valor..Você vai pegar o combustível no nosso nome lá...Você vai assinar...Eu vou pa-

gar o combustível e depois de dou como doação...tudo legalizado...Eu vou arrumar um doador que vai fazer a doação de campanha para você... “Tentado” - ...Eu dou cheque?... Maurício – ...Não precisa... Flávia - ..Não precisa...Precisa sim...o doador dá o dinheiro... ele deposita na conta dele e dá o cheque da campanha dele... “Tentado”...Eu não posso apresentar a conta zerada.... Maurício – Você não pode apresentar a conta zerada... você vai lançar lá, tipo, mil santinho e cem litros de gasolina...Ele não via aceitar ( juiz ou promotor)...Você vai ter de comprovar o gasto do combustível...Você vai ter que comprovar...você tem carro andando...Você vai ter que colocar a coisa legalizada...a gente vai colocar o crédito para você...Não é Flávia?... “Tentado” ...sabe por que?... Eles vão fazer de tudo para me ferrar... Flávia- ...O ideal é você colocar na prestação de contas no primeiro mês...Eu tenho uma advogada supervisora que faz a prestação de contas dos meus vereadores, a Priscila... Ela te orienta e faz a prestação de contas do carro para você antes de entregar...Ai entrega o carro e pega o outro...Entendeu? Ai você vai ter este legalizado e vai legalizar o outro... Maurício – Ela está falando da Priscila, mas ela é uma ponte de uma empresa que nós contratamos em Vitória para fazer este tipo de serviço...para não dá nada errado... Flávia - ...Para não dá nada errado... ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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Concursos e empregos

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ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

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Concursos e empregos

Imóveis (venda)

da 14.999,90 ou 39x de 1.540,00 Contato: denise E-mail: denisealpoim63@ hotmail.com Telefone: 30365980 Valor: R$ 17.000,00 Fiesta 2003,única dona,de gar,duvido igual,pneus novos,(saias tras,diant e lat),reboque,prata,bcos novos,compl,retrov elét,dir hid,vid elét Contato: magno E-mail: belonefarma@hotmail.com Telefone: (28)9955_7980 Valor: R$ 22.500,00 Yamaha mt 03 p660cc ano 08 preta 36000km super conservada.quem ver ver compra.também troco po carro ou terreno. Contato: Sandro E-mail: sandro.monteiro@ msn.com Telefone: (28) 9938-8165 Valor: R$ 35.000,00 Caminhao Toco 1113 Frontal M. Bens (Agregado de Seg a Sab - Cimento Nassau) Motivo: mudança de Cidade (28) 99388165 - Sandro Contato: Zélia Silva E-mail: maraclaudiah@ gmail.com Telefone: 28-99524699 Valor: R$ 8.000,00 Vendo Fusca Origianl, ano 66, na cor cinza claro. Documentação toda em dia. Contato: RONALDO LIMA E-mail: ronaldo-es@ oi.com.br Telefone: 2899249620 Valor: R$ 13.000,00 Gol g3 1.0 2000/2001 8 valvulas pint excelente, vd elet/tv elet/alarme/rodas de liga leve e insulfilm.aceito moto na troca ou terreno. ronaldo Contato: ADALBERTO DE AGUIAR PAULA E-mail: adalbertodeaguiar@gmail.com Telefone: 028 9962 2585 Valor: R$ 19.500,00 VEndo Ford Fiesta Hatch 2007/2008 com ar, roda de liga leve, farol de neblina Otimo estado. Cor Preta 4 portas Contato: ADALBERTO DE AGUIAR PAULA E-mail: adalbertodeaguiar@gmail.com Telefone: 028 9962 2585

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Valor: R$ 19.500,00 VEndo Ford Fiesta Hatch 2007/2008 com ar, roda de liga leve, farol de neblina Otimo estado. Cor Preta 4 portas Contato: guilherme bassini E-mail: comercial@guindar.com.br Telefone: 2788332010 Valor: R$ 155.000,00 MB 1414 1996 TRUCK 340.000 KMS ORIG. é muck desde zero equipado MUCK TM 2008 ( trabalhou POUCO ) MOD. 40.007 ano 2008 ( 4 HIDR E 3 MEC ) Contato: marlucio m da silva E-mail: msm14@live.com Telefone: 28-9969-9462 Valor: R$ 4.950,00 honda biz 125cc ano e modelo 2010 com partida elétrica e injeção eletrônica pneus e kit novos ipva e dpvat 2013 pagos moto nova confira Contato: marlucio m da silva E-mail: msm14@live.com Telefone: 28-9969-9462 Valor: R$ 4.950,00 honda biz 125cc ano e modelo 2010 com partida elétrica e injeção eletrônica pneus e kit novos ipva e dpvat 2013 pagos moto nova confira

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editais e notas

editais e notas

EDITAL DE CONVOCAÇÃO o Sindicato dos Trabalhadores em Água, esgoto e meio ambiente do estado do espírito Santo, SINDAEMA-ES, neste ato representado por seu diretor presidente Leopoldino Batista Neto, no uso de suas atribuições legais e estatutárias, com base nos artigos 13, 63 e 79 do estatuto, convoca todos os funcionários da Foz de Cachoeiro S/A para Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada no dia 17 de julho (quarta-feira) de 2013, na ilha da luz, S/Nº, cachoeiro de itapemirim, eS, em frente ao portão da Foz de cachoeiro, às 17h30min, para deliberarem sobre as seguintes ordens do dia: 1 – autorização ao SiNdaema para celebrar e ratificar, durante ano de 2013/2014, acordo coletivo de Trabalho e aditivos; 2 – autorização ao SiNdaema para suscitar dissídio coletivo de Trabalho de natureza econômica ou jurídica junto ao TrT/17ª região, além de tomar outras medidas júri-políticas que se fizerem necessárias em caso de malogro das negociações; 3 – indicação de membros para formação da comissão de Negociação do acT 2013/2014; 4 – levantamento da pauta de reivindicações referente às cláusulas vincendas em 31 de agosto de 2013, conforme acT 2012/2013 celebrado entre SiNdaema e Foz do Brasil; 5 - Transformação da assembleia Geral extraordinária em assembléia Geral Permanente até o final da campanha Salarial 2013/2014; 6 – assuntos Gerais. cachoeiro de itapemirim - eS, 08 de julho de 2013.

Leopoldino Batista Neto

Presidente do SINDAEMA-ES

Contato: Lelysom E-mail: deboraebmproducoes@hotmail.com Telefone: 2835550485 Valor: R$ 45.000,00 Vendo terreno com 300m², escriturado, na Rua Ladeira da Igualdade em Mimoso do Sul/ES. Preço negociável. Contato: Lelysom E-mail: deboraebmproducoes@hotmail.com Telefone: 2835550485 Valor: R$ 85.000,00 Vendo terreno com 600m²,escriturado, no bairro Serrano em Mimoso do Sul/ES. Preço negociável. Contato: paulo affonso E-mail: pauloosnoffa@hotmail.com Telefone: 2899787284 Valor: R$ 25.000,00 vendo 1 terreno em marataízes no bairro belo horizonte 12x20

COMUNICADO

JULIANO SCHWAN DIIRR, brasileiro, casado, Técnico em Contabilidade, com escritório profissional situado á Rua Av. Carly Levy Ramos 49 — Novo Parque — Cachoeiro de Itapemirim/ES, torna público que a partir de 01/04/2012 deixou de ser responsável técnico da empresa Distribuidora Celta Ltda ME portadora do Cnpj n° 12.929.015/0001-18. Sendo assim deverá o notificado constituir outro Profissional Técnico Contábil dentro do prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de ser comunicado aos órgãos competentes e ao CRC/ES (Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Espírito Santo). ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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AgropecuáriA cArvAlho Britto S.A. - CNPJ 27 .186.915/0001-90 relAtÓrio DA DiretoriA Senhores Acionistas, Atendendo à disposição legais e estatutárias, submetemo-nos à apreciação de V. Sªs. o balanço, as correspondentes demonstrações contábeis do exercício, das mutações do patrimônio líquido, fluxo de caixa e notas explicativas, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012. Colocamo-nos ao inteiro dispor dos Senhores Acionistas para, quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários. Aproveitamos ainda para renovarmos nossos agradecimentos pela confiança depositada.

Balanço patrimonial em 31 de dezembro em reais Nota ATIVO Circulante Caixa e equivalente de caixa Investimentos financeiros Contas a receber Estoques Impostos a recuperar Adiantamentos a empregados Demais ativos circulantes Não circulante Créditos perante empresa ligada Títulos federais I. de renda e C. social diferidos Depósitos judiciais Imobilizado tangível

PASSIVO Circulante Salários e encargos sociais Provisões trabalhistas Contribuições sociais parceladas Obrigações tributárias Impostos parcelados Empréstimos e financiamentos Demais passivos circulantes Não circulante Empréstimos e financiamentos Contribuições sociais parceladas I. de renda e C. social diferidos Impostos parcelados Provisão para contingências

2012

3 4 5 6 7 8

1.128,79 898.256,79 1.600.492,05 6.360.664,80 36.819,84 172.525,57 13.592,57 9.083.480,41

6.861,81 1.724,28 1.635.189,81 5.048.322,09 23.605,57 161.539,06 90.896,94 6.968.139,56

9 10 7 11

28.130.940,29 12.437.175,26 15.588.356,72 660.937,91 171.305.194,91 228.122.605,09 237.206.085,50

32.620.820,32 11.283.802,06 14.413.998,70 407.996,23 171.085.015,53 229.811.632,84 236.779.772,40

Nota

2012

2011

12 12 12 13 13 14

548.853,01 943.330,77 252.530,20 40.271,59 110.493,00 420.327,09 137.310,30 2.453.115,96

514.370,52 789.981,74 234.374,32 40.340,09 109.712,49 585.011,22 223.993,57 2.497.783,95

18.668.208,07 846.027,26 48.154.471,12 64.431,76 438.339,69

14.766.168,77 809.949,78 48.154.471,12 163.565,31 289.430,54

68.171.477,90

64.183.585,52

24.757.273,29 43.126.179,70 98.698.038,65 166.581.491,64

24.757.273,29 46.643.090,99 98.698.038,65 170.098.402,93

237.206.085,50

236.779.772,40

14 12 13 13 15

Patrimônio líquido Capital social Reservas de lucros Ajustes da adoção da Lei 11.638/2007 16

Demonstração do resultado Exercícios findos em 31 de dezembro (reais)

2011

Nota Receita bruta de vendas Cana-de-açúcar Impostos e encargos sobre vendas Custo da cana vendida Pecuária Impostos e encargos sobre vendas Custo do gado vendido Lucro bruto Despesas (receitas) operacionais Administrativas e gerais Honorários dos administradores Despesas Tributárias Financeiras Despesas Receitas Contribuição social sobre o lucro líquido Outras despesas (receitas) operacionais: . Indenização por desapropriação de bens do imobilizado . Valor residual de ativos baixados . Ajuste valor presente - Lei nº 11.638/07 . Receita de royalties . Contingências provisionadas (revertidas) . Eventuais

18 19

Lucro (prejuízo) operacional antes dos efeitos inflacionários Efeitos inflacionários Variações monetárias passivas Variações monetárias ativas Lucro (prejuízo) líquido antes do imposto de renda Imposto de renda Lucro (prejuízo) líquido do exercício

2012

2011

7.390.877,43 -211.440,12 -8.542.210,61

8.727.482,75 -242.692,52 -6.472.827,28

-1.362.773,30

2.011.962,95

1.416.889,58 -40.534,74 -1.408.185,44 -31.830,60 -1.394.603,90

1.602.654,61 -45.711,03 -1.117.754,05 439.189,53 2.451.152,48

1.302.967,28 121.442,62 39.533,27

1.677.074,13 119.863,37 -8.653,86

1.699.891,85 -201.435,54 -310.859,48

1.321.998,78 -176.168,99 -152.716,11

-409.300,00 273.848,19 1.471.507,16 -1.057.405,33 148.909,15 -561,75 3.078.537,42 -4.473.141,32

341.945,52 -1.851.345,26 -160.162,52 177.753,29 -3.993,74 1.285.594,61 1.165.557,87

92.731,49 92.731,49

395.775,26 395.775,26

-4.380.409,83

1.561.333,13

-863.498,54

-472.211,52

-3.516.911,29

2.033.544,65

-126,46

73,12

Lucro (prejuízo) por lote de mil ações do capital no fim do exercício

As notas explicativas integram as demonstrações financeiras

Demonstração do fluxo de caixa Em reais Fluxo de caixa das: Atividades operacionais Lucro (prejuízo) do exercício Ajustes para reconciliar o lucro líquido à geração de caixa: . Depreciação . Valor residual de imobilizado baixado Encargos financeiros de ativos e passivos não circulantes Lucro (prejuízo) ajustado Variações em ativos e passivos operacionais . Contas a receber comerciais . Estoques . Salários e encargos sociais . Impostos a pagar, líquidos de créditos fiscais . Demais ativos e passivos, líquidos Recursos (aplicados) gerados nas operações

As notas explicativas integram as demonstrações financeiras

2.012

2.011

-3.516.911,29

2.033.544,65

1.824.280,42 2.580.467,61

1.423.506,85 6.863.327,56

1.428.228,20

-1.167.962,03

2.316.064,94

9.152.417,03

34.697,76 -1.312.342,71 -61.828,52 -1.301.578,40 128.543,74

-211.953,39 -1.127.320,99 23.169,91 -774.878,31 160.311,80

-196.443,19

7.221.746,05

Atividades de investimento . Investimento financeiro de curto prazo . Aquisição de imobilizado

-896.532,51 -4.624.927,41

-224,28 -9.796.015,97

Recursos (aplicados) gerados nos investimentos

-5.521.459,92

-9.796.240,25

Atividades de financiamento Novos empréstimos e financiamentos Créditos perante partes relacionadas, líquidas

1.144.708,28 4.567.461,81

930.553,84 1.641.149,96

Recursos (aplicados) gerados nos financiamentos

5.712.170,09

2.571.703,80

Aumento (redução) no caixa e equivalentes Caixa e equivalentes no início do exercício

-5.733,02 6.861,81

-2.790,40 9.652,21

Caixa e equivalentes no fim do exercícios

1.128,79

6.861,81

As notas explicativas integram as demonstrações financeiras

Demonstração das mutações do patrimônio líquido em reais

Em 1º de janeiro de 2011 Ajustes complementares Lei nº 11.638/2007 Reversão de reserva Lucro líquido do exercício Apropriação do lucro: . Reserva legal . Reserva para investimentos Em 31 de dezenbro de 2011 Prejuízo líquido do exercício Em 31 de dezembro de 2012

Capital Social 24.757.273,29

Reserva de capital Subvenções para investimento 66,99

Reserva de lucros Legal 2.230.473,97

Para contingências 24.407.603,07

Lucros a realizar

Para reinvestimentos 17.971.402,31

Ajustes da adoção da Lei nº 11.638/2007 98.248.565,21

Lucros (prejuízos) acumulados 0,00

Total 167.615.384,84

66,99 2.033.544,65

2.033.544,65

98.698.038,65

-101.677,23 -1.931.934,41 0,00 -3.516.911,29

170.098.402,93 -3.516.911,29

98.698.038,65

-3.516.911,29

166.581.491,64

449.473,44

-66,99 101.677,23 24.757.273,29

0,00

24.757.273,29

0,00

2.332.151,20

24.407.603,07

1.931.934,41 1.931.934,41

2.332.151,20 24.407.603,07 1.931.934,41 46.643.090,99 As notas explicativas integram as demonstrações financeiras

17.971.402,31

449.473,44

17.971.402,31

Notas explicativas às demonstrações financeiras 1 Contexto operacional A companhia com sede em Perobas, município de Itapemirim – ES, dedica-se à atividade agropastoril, preponderantemente à cultura de cana-de-açúcar e à criação de gado bovino, sendo suas atividades desenvolvidas em fazendas localizadas no Estado do Espírito Santo e Minas Gerais, com área total de 9.747 hectares. A exploração da cultura de cana-de-açúcar é feita de modo integrado com a empresa ligada Usina Paineiras S. A., que absorve a totalidade de sua produção. 2 Apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras são apresentadas em observância às práticas contábeis adotadas no Brasil, baseadas nas disposições da Legislação Societária, em particular a Resolução CFC nº 1.255/2009 que aprovou a NBC TG 1.000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Desse modo, a aplicação na extensão praticável dos dispositivos da referida Resolução assegura a convergência às normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting Standards – IFRS) emitidos pela International Federation of Accountants (IFAC). (a) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações financeiras é necessário utilizar o melhor julgamento possível para determinar, através de estimativas, critérios e valores para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações financeiras da companhia incluem, portanto, estimativas referentes à seleção das vidas úteis e avaliação de valores recuperáveis do ativo imobilizado, ativos biológicos, estoques, avaliação de passivos contingentes e para impostos incidentes sobre as operações e lucros, provisões necessárias para redução de ativos e passivos aos valores de efetiva realização e outras similares. A liquidação de transações envolvendo estas estimativas poderá apresentar variações em relação aos valores originalmente considerados. (b) Apuração do resultado O resultado do exercício é apurado pelo regime contábil de competência de exercícios. A receita de venda de produtos é reconhecida no resultado quando todos os riscos e benefícios significativos inerentes ao produto são transferidos para o comprador. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa quanto à sua realização. As deduções de vendas incluem os impostos incidentes sobre as vendas. (c) Instrumentos financeiros Os principais ativos e passivos financeiros reconhecidos pela empresa são: caixa e equivalentes, investimentos financeiros, contas a receber, adiantamentos a fornecedores, impostos a recuperar, fornecedores e empréstimos a coligadas. Dada à natureza desses instrumentos, para aqueles cuja realização e/ou liquidação estão previstas no curto prazo, os correspondentes saldos contábeis podem ser considerados como próximos aos de mercado. Para aqueles cuja realização e/ou liquidação está prevista para o longo prazo e que se sujeitam a variação cambial e, quando aplicável, a taxas de juros, a correspondente receita ou despesa financeira, assim como a variação cambial ativa ou passiva é contabilizada utilizando-se as taxas efetivas (contratuais ou divulgadas pela Autoridade Monetária), que desconta exatamente os pagamentos e recebimentos futuros de caixa relativo à vida estimada do instrumento financeiro ou em período de tempo mais curto, quando aplicável, ao valor líquido do ativo ou passivo financeiro. (d) Ativos circulante e não circulante Um ativo é reconhecido quando se trata de recurso controlado pela entidade, decorrente de eventos passados e do qual se estiva que resultem benefícios econômicos futuros. O saldo de caixa e equivalentes de caixa, incluem dinheiro em espécie mantido na empresa esaldos de contas bancárias. Os estoques são apresentados ao custo médio de aquisição ou de formação dos ativos biológicos, inferiores aos valores de reposição ou realização. O ativo imobilizado é apresentado pelo valor justo atribuído, apurado com base em avaliação efetuada por peritos avaliadores. A depreciação é apurada pelo método linear e leva em consideração as vidas úteis estimadas descritas na Nota 11, também determinadas com base na já citada avaliaçãopor peritos avaliadores. Os demais ativos são apresentados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos proporcionais auferidos e as variações em indexadores contratuais, além de ajustes aos prováveis valores de realização. (e) Passivos circulante e não circulante Um passivo é reconhecido quando a empresa possui uma obrigação legal ou constituída decorrente de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para a sua liquidação. As provisões são registradas tendo por base as melhores estimativas da administração e de seus assessores legais quanto aos riscos envolvidos. Os demais passivos são registrados por seus valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos, variações nas taxas de câmbio e variações monetárias incorridas, além de eventuais ajustes aos prováveis valores de realização. (f) Demonstração dos fluxos de caixa A demonstração dos fluxos de caixa foi preparada pelo método indireto e está apresentada de acordo com a NBC TG 1.000. 3. Caixa e equivalente de caixa

Caixa Bancos conta movimento

22 > FOLHA,

2.012

Em Reais 2.011

600,00 528,79

623,90 6.237,91

1.128,79

6.861,81

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

São representadas por numerário em contas bancárias e em fundos fixos de caixa destinados a atender a pequenos pagamentos. 4. Investimentos financeiros As aplicações financeiras no mercado aberto incluem os rendimentos auferidos “pro-rata” dia até 31 de dezembro de 2012 e de 2011 e foram efetuadas nas seguintes instituições: Em Reais 2.012 2.011 Bradesco S.A. Sicoob Sul

896.094,22 2.162,57

1.724,28

898.256,79

1.724,28

2.012

Em Reais 2.011

1.600.492,05

1.635.189,81

2.012

Em Reais 2.011

2.833.978,23 3.483.724,93 35.270,27 7.691,37

2.049.542,73 2.943.540,37 30.023,70 25.215,29

6.360.664,80

5.048.322,09

5. Contas a receber

Provisão de folha de cana-de-açúcar conforme ATRX 6. Estoques

Custos agrícolas incorridos a apropriar Gado bovino para corte Almoxarifado Outros

Em atenção ao requerido pelo CPC 29 (IAS 41) Ativo Biológico e Produto Agrícola é apresentada a reconciliação do total contabilizado de custos agrícolas incorridos e rebanho bovino para venda: 2.012 2.011 Custo agrícola Estoque de Custo agrícola Estoque de incorrido gado Total incorrido gado Total No início do exercício Custos do exercício Apropriação por colheita Custo da venda de gado Baixas da lavoura Perdas por morte Transferência p/ imobilizado

9.545.563,56 11.333.152,69 (8.542.210,61) (1.950.782,33)

No fim do exercício

10.329.999,06

(55.724,25)

Composição dos custos Salários e encargos sociais Materiais Serviços de terceiros Depreciação Outros custos

1.945.305,17 2.210.563,23

1.554.694,82 9.545.563,56 (6.472.827,28)

(133.337,58) (128.899,36)

11.490.868,73 13.543.715,92 (8.542.210,61) (1.408.141,73) (55.724,25) (133.337,58) (2.079.681,69)

(2.475.678,11)

(83.555,14) (123.425,10)

3.877.664,31 11.490.868,73 (6.472.827,28) (1.117.754,05) (102.210,26) (83.555,14) (2.599.103,21)

2.485.489,73

12.815.488,79

2.049.542,73

2.943.540,37

4.993.083,10

(1.408.141,73)

(102.210,26)

2.322.969,49 1.945.305,17 (1.117.754,05)

9.802.386,34 1.446.129,13 713.856,63 1.663.402,27 (82.058,45)

7.673.830,87 1.068.309,07 1.213.742,12 441.716,48 1.093.270,19

13.543.715,92

11.490.868,73

7. Impostos a recuperar

Circulante . ICMS a recuperar . Imposto de Renda Retido na Fonte . Parcelamento Lei 11.941/09 pago a maior Não Circulante . Imposto de Renda Pessoa Jurídica diferido . Contribuição Social sobre Lucro Líquido diferido

2.012

Em Reais 2.011

24.890,75 5.329,09 6.600,00

23.513,85 91,72

36.819,84

23.605,57

11.263.665,76 4.324.690,96

10.400.167,22 4.013.831,48

15.588.356,72

14.413.998,70

A companhia vem contabilizando, desde 2000, ativo fiscal diferido relativo ao imposto de renda e contribuição social sobre os prejuízos fiscais e base negativa.


Agropecuária carvalho Britto - 2 8. Adiantamentos a empregados

Adiantamento de férias Adiantamento de salários Convênio Unimed Outros adiantamentos

2.012

Em Reais 2.011

69.763,52 20.171,46 14.651,75 67.938,84

92.565,21 6.245,41 13.937,73 48.790,71

172.525,57

161.539,06

Os adiantamentos a empregados são controlados pelo departamento de pessoal, para posterior desconto em folha de pagamento de salários. 9. Créditos perante empresa ligada 2.012

Em Reais 2.011

28.130.940,29

32.620.820,32

Indexador Ativo não circulante Usina Paineiras S.A.

TR

Os saldos são representados por contrato de mútuo com a empresa ligada Usina Paineiras S.A. Tais mútuos encontram-se devidamente formalizados por contrato e não possuem prazo formal de vencimento. Foram vendidas para a Usina Paineiras S.A. 119 mil (2011 – 116 mil) toneladas de cana-de-açúcar, equivalentes a R$ 7.391 mil (2011 – R$ 8.727 mil). 10. Títulos federais

Certificados do Tesouro Nacional Juros a apropriar

2.012

Em Reais 2.011

13.491.808,82 -1.054.633,56

12.514.207,90 -1.230.405,84

12.437.175,26

11.283.802,06

11. Imobilizado Vida útil-econômica (anos) Terrenos e propriedades (1) Benfeitorias em propriedades rurais (2) Veículos e implementos agrícolas (2) Edifícios e residências (1) Sistema de irrigação Gado (reprodutores e matrizes) Bens dos setores administrativos (2) Imobilizado em Formação

Culturas permanentes . Cana soca . Cana planta

10 5 a 13 10 a 50 10 8 a 10 7a8

2012

Em reais 2011

Líquido

Líquido

Custo atribuído

Depreciação e exaustão acumuladas

156.701.721,28 142.379,58 2.902.681,18 6.611.812,32 207.415,68 1.510.695,22 134.966,89 162.262,37

15.650,72 1.255.912,50 698.024,76 207.225,58 765.686,79 52.348,36

156.701.721,28 126.728,86 1.646.768,68 5.913.787,56 190,10 745.008,43 82.618,53 162.262,37

156.773.403,98 132.238,78 1.837.193,56 6.144.857,86 1.312,70 748.588,92 96.127,17 162.262,37

168.373.934,52

2.994.848,71

165.379.085,81

165.895.985,34

8.183.941,00 2.666.566,74

4.924.398,64

3.259.542,36 2.666.566,74

1.988.563,17 3.200.467,02

10.850.507,74

4.924.398,64

5.926.109,10

5.189.030,19

179.224.442,26

7.919.247,35

171.305.194,91

171.085.015,53

(1) Apresentado ao custo de aquisição acrescido de reavaliações efetuadas em anos anteriores e incluindo o ajuste ao valor justo nos termos da Resolução CFC nº 1.263/2009. (2) Apresentado ao custo de aquisição acrescido do ajuste ao valor justo nos termos da Resolução CFC nº 1.263/2009. Os ativos biológicos que integram o ativo imobilizado da companhia podem ser assim sumariados: a) Gado bovino A parte do rebanho correspondente às matrizes, reprodutores e animais de trabalho, representada por 1.751 (2011 – 1.459) cabeças, está apresentada no ativo imobilizado. O restante do estoque bovino – gado de corte – corresponde a 3.447 (2011 – 3.485) cabeças, sendo apresentado no estoque. Tal rebanho é valorizado conforme critérios descritos na Nota 2(d) deste relatório. Os custos de vendas, assim como a formação dos estoques são apurados mensalmente, segundo sistema de apuração de custos, totalmente integrado com a contabilidade geral. b) Canaviais A empresa mantém sistema de custo integrado com a contabilidade geral para o controle dos custos incorridos com o plantio, manutenção e reforma do canavial, individualizados por quadra de cana plantada. O total dos custos acumulados no período de entressafra com a manutenção do canavial é apropriado ao custo agrícola com base nas informações fornecidas pela gerência agrícola, sobre as quadras do canavial efetivamente colhidas e são apropriados por exaustão com base nos critérios adiante descritos. Os encargos com depreciação e exaustão do exercício totalizaram R$ 1.823.970,40 (2011 – R$ 1.423.506,85), sendo integralmente apropriados ao custo agrícola. A exaustão anual da cana soca é calculada com base nos seguintes percentuais, determinados com base em estudos agrícolas e fundamentados na redução gradual da produtividade da cana por hectare a cada corte. Exautão por safra em % Baixadas e Áreas de Tabuleiros Morros gotejamento 1º Corte 2º Corte 3º Corte 4º Corte 5º Corte 6º Corte 7º Corte 8º Corte 9º Corte 10º Corte 11º Corte 12º Corte 13º Corte

29,40 23,52 19,17 16,16 11,75

100,0

25,65 17,95 15,39 12,82 10,25 8,97 8,97

100,0

10,28 9,75 9,28 8,81 8,34 7,94 7,54 7,21 6,81 6,48 6,14 5,87 5,55 100,0

12. Salários e encargos sociais 2.012

Em Reais 2.011

235.939,00 26.561,60 943.330,77 151.413,83 2.992,11

211.277,61 18.090,96 789.981,74 175.344,26 1.289,45

61.900,42 68.179,53 55,03

48.194,72 58.665,63 1.021,86

191.289,00 308.700,93 1.811,49 598.567,53

271.503,29 427.194,96 486,03 345.625,85

Parcela não circulante

2.590.741,24 -846.027,26

2.348.676,36 -809.949,78

Parcela circulante

1.744.713,98

1.538.726,58

548.853,01 943.330,77 252.530,20

514.370,52 789.981,74 234.374,32

1.744.713,98

1.538.726,58

Salários a pagar Salários não reclamados Provisão de férias Participação nos resultados Pensão judicial Contribuições sociais . INSS . FGTS . FUNRURAL a recolher Contribuições parceladas . INSS - NFLD's . INSS - Lei nº 11.941/2009 Contribuição sindical e outros Contribuição depositada judicialmente

Representada por: . Salários e obrigações a pagar . Provisões trabalhistas . Contribuições sociais parceladas

13. Obrigações tributárias 2.012 (a) Normais Imposto de renda retido na fonte ICMS diferencial de alíquota (b) Decorrentes de avaliação de ativos a valor atribuído Imposto de renda Contribuição social (c) Parcelados Tributos federais–Lei nº 11.941/2009 Parcela não circulante . Impostos parcelados . Decorrentes de avaliação de ativos a valor atribuido Parcela circulante Representada por: . Impostos a pagar . Impostos parcelados

Em Reais 2.011

39.721,59 550,00

40.340,09

35.407.699,35 12.746.771,77

35.407.699,35 12.746.771,77

174.924,76 48.369.667,47

273.277,80 48.468.089,01

-64.431,76 -48.154.471,12 150.764,59

-163.565,31 -48.154.471,12 150.052,58

40.271,59 110.493,00 150.764,59

40.340,09 109.712,49 150.052,58

14. Empréstimos e financiamentos Cláusula de Atualização

Taxa Anual de Juros %

Conta garantida Bradesco S.A. Financiamentos Imobilizado Daycoval Financiamento de Capital de giro Sicoob–contrato 633863 Sicoob–contrato 45891-3 e 45906-6 Sicoob–contrato 593498

Circulante

2011 Não circulante

Circulante

Em reais 2010 Não circulante

150.373,33

50.085,73

219.560,69

583.652,86

228,37 79.135,90

318.306,73

Financiamentos Securitizados Banco do Brasil S.A.–Principal IGP-M Banco do Brasil S.A.–Securitização Commodities Banco do Brasil S.A.–Juros IGP-M

340.962,82

264.196,52

215.748,90 319.176,59

340.962,82

582.503,25

534.925,49

583.652,86

– 420.327,09

12.437.175,26 380.225,78 5.117.930,45 17.935.331,49 18.668.208,07

– 585.011,22

11.283.802,06 380.225,78 2.298.927,38 13.962.955,22 14.766.168,77

6,00 3,00 6,00

Em garantia dos empréstimos e financiamentos da própria companhia e da empresa ligada Usina Paineiras S.A., foram oferecidos (i) avais dos administradores e (ii) hipoteca das Fazendas Muqui (2.669,5 ha), Boa Vista (1.004,44 ha), José Coelho (77,44 ha), Hugo Zago (136,86 ha) e Ouvidor (2.602,73 ha). Nos termos da Resolução 2471 do Banco Central do Brasil, o empréstimo perante o Banco do Brasil S.A. foi recalculado considerando o índice de rendimento de poupança e juros de 12% a.a. O saldo resultante foi consolidado e seu vencimento repactuado para 2.019. Para garantir o pagamento do principal, a companhia adquiriu quantidade equivalente de Certificados do Tesouro Nacional, com deságio em função do vencimento futuro. Isto possibilitou a desoneração de parte das garantias reais que asseguram tal empréstimo. Este mútuo passou a ser atualizado com base na variação do IGP-M e está sujeito a juros anuais de 8%, os quais, em caso de adimplência, serão reduzidos para 6% a.a. 15. Patrimônio Líquido (a) Capital Social O capital social é representado por 27.810.280 ações ordinárias nominativas de valor nominal unitário de R$ 0,89. (b) Direito dos acionistas O estatuto da companhia assegura aos acionistas um dividendo mínimo de 5% do lucro líquido conjugado com o disposto na legislação societária. Existe um acordo de acionistas, firmado em dezembro de 1988, que prevê dividendos de 20% do lucro líquido, ajustado segundo critérios estabelecidos no referido acordo. 16. Seguros A administração, com base em estudos realizados por assessoria em seguros, decidiu estabelecer cobertura para seus bens baseada no conceito de “cobertura a primeiro risco absoluto”. Esse conceito busca estabelecer uma cobertura abrangente para toda a empresa, levando em conta a descentralização de suas atividades. As apólices de seguro mantidas pela empresa proporcionam coberturas para bens administrativos e operacionais, no valor de R$ 4.500.000,00. A administração adota o critério de não contratar seguro para as culturas permanentes. 17. Receitas por desapropriação Em 30 de outubro de 2012, a companhia recebeu da Prefeitura Municipal de Itapemirim, a importância de R$ 409.300,00 como indenização pela desapropriação de área de 30.888 m2 que originalmente integrava a Fazenda Maravilha. 18. Receita de royalties Corresponde à indenização paga por empresa que está explorando atividade de mineração de areia lavada, na área da Fazenda Maravilha, nos termos do contrato firmado com a companhia, que é a detentora dos direitos de propriedade (superficiário). Regis Souza de Carvalho Brito Diretor Presidente

Cláudio de Carvalho Britto Vital Brasil Diretor Superintendente

Alcides Zerbone Soares Contador CRC-ES 002.567/0.6 CPF nº 195.896.977-04

relatório dos Auditores independentes sobre as demonstrações contábeis Aos Administradores Agropecuária Carvalho Britto S.A. Examinamos as demonstrações contábeis da Agropecuária Carvalho Britto S.A. que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da empresa é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos aplicados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da empresa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação das prática contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Agropecuária Carvalho Britto S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Outros assuntos Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente por nós examinados e nosso Relatório, emitido em 29 de maio de 2012não conteve modificações. Vitória, 29 de maio de 2013. C.F.A. Consultoria, Finanças e Auditoria Independente S/S CRC-ES 2.017/O-4

Albert Anthony Sholl Sócio Contador CRC-ES 8.894/O-7

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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Usina Paineiras s.a. - CNPJ: 27.777.903/0001-30 reLaTÓriO Da DireTOria Senhores Acionistas, Atendendo à disposição legais e estatutárias, submetemo-nos à apreciação de V. Sªs. o balanço, as correspondentes demonstrações contábeis do exercício, das mutações do patrimônio líquido, fluxo de caixa e notas explicativas, relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2012. Colocamo-nos ao inteiro dispor dos Senhores Acionistas para, quaisquer esclarecimentos adicionais que se fizerem necessários. Aproveitamos ainda para renovarmos nossos agradecimentos pela confiança depositada.

Balanço patrimonial em 31 de dezembro em reais ATIVO Circulante Caixa e equivalente de caixa Investimentos financeiros Contas a receber Estoques Impostos a recuperar Adiantamentos a empregados Despesas pagas antecipadamente Outros créditos Não circulante Títulos federais Rendas a apropriar de Títulos Créditos fiscais a compensar I. de renda e C. social diferidos Indenização transitada em julgado Depósitos judiciais Investimentos Imobilizado tangível Imobilizado intangível

PASSIVO Circulante Fornecedores Salários e obrigações a pagar Impostos a pagar Impostos parcelados Empréstimos e financiamentos Crédito presumido de ICMS - Dec. 251R Adiantamento de clientes Demais contas e despesas a pagar Não circulante Empréstimos e financiamentos Contribuições sociais parceladas Impostos parcelados Impostos depositados judicialmente I. de renda e C. social diferidos Obrigações perante empresa ligadas Obrigações perante acionistas Crédito presumido de ICMS - Dec. 251R Provisão para contingências Patrimônio líquido Capital social Ajustes da adoção da Lei 11.638/2007 Prejuízos acumulados

Nota 3 4 5 6 7

2012

2011

157.569,77 120.361,48 3.307.388,99 35.436.285,25 6.567.977,03 361.343,12 29.633,49 15.757,82 45.996.316,95

1.265.370,45 1.855.725,83 6.438.878,77 48.288.012,50 8.921.654,68 346.412,06 30.823,11 14.436,02 67.161.313,42

30.191.761,49 -4.720.394,65 6.486.179,27 20.393.284,25 20.479.375,25 390.308,08 38.493,43 198.345.787,46 26.521,11 271.631.315,69 317.627.632,64

28.004.101,25 -5.261.937,97 12.632.220,95 20.393.284,25 17.670.178,35 301.641,06 38.493,43 200.728.905,76 24.713,07 274.531.600,15 341.692.913,57

Nota

2012

2011

11 12 13 13 14 15

15.109.789,92 3.175.613,18 2.707.446,21 6.288.943,43 6.723.290,83 1.748.698,40 1.106.498,69 314.917,11 37.175.197,77

26.223.790,60 3.138.906,59 3.095.429,54 5.955.301,16 6.336.716,40 1.666.106,05 2.086.783,94 392.785,25 48.895.819,53

14 12 13 13 13 16 16 15 17

36.842.294,79 2.182.783,79 55.257.384,20 16.372,32 58.688.819,42 28.130.940,29 58.937,20 1.922.700,09 747.785,00 183.848.017,10

35.997.587,80 2.741.408,51 57.264.589,32 16.372,32 58.688.819,42 32.620.820,32 58.937,20 2.203.750,46 1.013.692,66 190.605.978,01

27.792.586,87 129.819.422,41 -61.007.591,51 96.604.417,77 317.627.632,64

27.792.586,87 129.819.422,41 -55.420.893,25 102.191.116,03 341.692.913,57

8 8 7 7 9 10 10

18

Demonstração do resultado Exercícios findos em 31 de dezembro (reais)

Demonstração do fluxo de caixa Em reais

2012

Receita bruta de vendas Açúcar Álcool Outros produtos

2011

72.836.485,23 67.475.974,97 45.099.360,48 50.586.882,02 1.796.034,84 1.900.459,43 119.731.880,55 119.963.316,42

Deduções de vendas ICMS Outras, principalmente PIS e COFINS

-5.704.396,26 -5.111.325,75 -11.824.104,05 -12.273.468,13 -17.528.500,31 -17.384.793,88 102.203.380,24 102.578.522,54

Receita líquida de vendas Custo dos produtos vendidos Açúcar Álcool Outros Lucro bruto Despesas (receitas) operacionais Administrativas e gerais Honorários dos administradores Comerciais Tributárias Programa de Assistência Social (PAS) Financeiras . Despesas . Receitas Contribuição social sobre o lucro líquido Outras despesas (receitas) operacionais, líquidas Contingências reclamações trabalhistas Valor residual de ativos baixados Ajuste a valor presente - Lei nº 11.638/07 Outras despesas (receitas) Efeitos inflacionários Variações monetárias e cambiais passivas Variações monetárias e cambiais ativas

-50.623.634,67 -38.681.002,97 -1.273.583,58 -90.578.221,22 11.625.159,02

-43.463.072,89 -39.447.562,59 -1.353.398,29 -84.264.033,77 18.314.488,77

6.307.729,27 1.050.054,11 1.026.602,88 155.627,26 689.683,45

6.941.224,79 1.021.594,16 1.318.274,67 46.009,24 498.528,06

8.197.900,64 -4.087.878,35 17.237,24 93.553,84 -265.907,66 -101.183,00 2.916.407,92 257.712,79 16.257.540,39

10.102.248,12 -1.718.657,14 3.388,08 -518.829,54 -939.852,19 451.872,28 -2.521.085,25 194.372,82 14.879.088,10

-1.333.834,90 419.399,23 -914.435,67 -5.546.817,04 -39.881,22 -5.586.698,26

-2.858.929,79 790.997,94 -2.067.931,85 1.367.468,82 14.588,65 1.382.057,47

Lucro (Prejuízo) antes do imposto de renda Imposto de renda Lucro (Prejuízo) do exercício Lucro (Prejuízo) por lote de mil ações do capital social no fim do exercício - R$ -51,48 12,74 As notas explicativas integram as demonstrações financeiras

2.012 Fluxo de caixa das: Atividades operacionais -5.586.698,26 Lucro (prejuízo) do exercício Ajustes para reconciliar o lucro líquido à geração de caixa: 7.383.848,64 . Depreciação 787.727,66 . Valor residual de imobilizado baixado . Ajuste complementar Lei 11.638/2007 Encargos financeiros de ativos e passivos não 11.877.722,70 circulantes

15.385.274,64

Lucro (prejuízo) ajustado

14.462.600,74

24.646.661,72

Variações em ativos e passivos operacionais . Contas a receber comerciais . Estoques . Fornecedores . Salários e encargos sociais . Impostos a pagar, líquidos de créditos fiscais . Demais ativos e passivos, líquidos

3.131.489,78 12.851.727,25 -11.114.000,68 -851.414,70 1.827.729,18 -4.143.441,62

3.782.693,85 -9.551.436,77 -2.398.789,17 -2.695.755,33 43.746,02 1.302.617,88

Recursos (aplicados) gerados nas operações

16.164.689,95

15.129.738,20

Atividades de investimento . Investimentos financeiros de curto prazo . Aquisição de imobilizado

1.735.364,35 -5.790.266,04

4.848.929,11 -4.026.889,11

Recursos (aplicados) gerados nos investimentos

-4.054.901,69

822.040,00

Atividades de financiamento Novos empréstimos e financiamentos Créditos perante partes relacionadas, líquidas

-8.650.127,13 -4.567.461,81

-13.229.800,30 -1.582.212,76

Recursos (aplicados) gerados nos financiamentos -13.217.588,94

-14.812.013,06

-1.107.800,68 1.265.370,45

1.139.765,14 125.605,31

Aumento (redução) no caixa e equivalentes Caixa e equivalentes no início do exercício

2.011 1.382.057,47 7.177.416,50 795.391,51 -93.478,40

157.569,77 1.265.370,45 Caixa e equivalentes no fim do exercícios As notas explicativas integram as demonstrações financeiras

Demonstração das mutações do patrimônio líquido em reais

Em 1º de janeiro de 2011 Ajustes complementares Lei nº11.638/2007 Reversão de reserva Lucro líquido do exercício Em 31 de dezenbro de 2011 Prejuízo do exercício Em 31 de dezembro de 2012

As notas explicativas integram as demonstrações financeiras

Capital Social

Reserva de capital Subvenções para investimento

Ajustes da adoção da Lei nº 11.638/2007

Lucros (prejuízos) acumulados

Total

27.792.586,87

67.239,97

129.912.900,81

-56.870.190,69

100.902.536,96

67.239,97 1.382.057,47 -55.420.893,25 -5.586.698,26 -61.007.591,51

1.382.057,47 102.191.116,03 -5.586.698,26 96.604.417,77

-67.239,97 27.792.586,87

0,00

-93.478,40 129.819.422,41

27.792.586,87 0,00 129.819.422,41 As notas explicativas integram as demonstrações financeiras

-93.478,40

Notas explicativas às demonstrações financeiras 1. Contexto operacional A empresa, com sede em Paineiras, município de Itapemirim - ES, tem por atividades a produção de açúcar cristal, álcool anidro e hidratado. O suprimento de cana-de-açúcar - a matéria-prima utilizada no processo produtivo - é assegurado por (i) lavouras próprias, (ii) lavouras de empresa ligada e (iii) compras efetuadas junto a produtores rurais das regiões sul do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. As ações empreendidas pela empresa no sentido de garantir a continuidade do suprimento de matéria-prima contemplam: (i) destinação de recursos para renovação ou reforma das áreas de lavouras próprias, (ii) manutenção de política de preços justos para a compra de cana-de-açúcar, (iii) investimentos relacionados com a pesquisa de cultivares mais adaptados às condições ambientais locais, bem como, com a prestação de assistência técnica aos produtores das regiões próximas, e (iv) investimento em projeto piloto de irrigação por gotejamento em área de 350 ha, objetivando mudar o perfil do rendimento (colheitas) obtido no plantio. A capacidade nominal de moagem da usina situa-se em 1.200 mil toneladas anuais de cana-de-açúcar, tendo processado, na safra 2013/2012 850 mil (2012/2011 - 935 mil) toneladas. As projeções para a safra 2014/2013 contemplam a moagem de 900 mil toneladas. As operações da empresa, portanto, estão inseridas em contexto macroeconômico que contempla: (i) condições climáticas adequadas ao desenvolvimento e maturação da cultura da cana-de-açúcar, (ii) políticas governamentais quanto ao setor energético e quanto ao financiamento de atividades industriais e agrícolas e (iii) estratégias dos administradores quanto à determinação do momento de negociação de seus produtos, face a tendências de mercado quanto a preços ou outras oportunidades comerciais. 2. Apresentação das demonstrações financeiras As demonstrações financeiras são apresentadas em observância às práticas contábeis adotadas no Brasil, baseadas nas disposições da Legislação Societária, em particular a Resolução CFC nº 1.255/2009 que aprovou a NBC TG 1.000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Desse modo, a aplicação na extensão praticável dos dispositivos da referida Resolução assegura a convergência às normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting Standards – IFRS) emitidos pela InternationalFederationofAccountants (IFAC). (a) Estimativas contábeis Na elaboração das demonstrações financeiras é necessário utilizar o melhor julgamento possível para determinar, através de estimativas, critérios e valores para contabilizar certos ativos, passivos e outras transações. As demonstrações financeiras da companhia incluem, portanto, estimativas referentes à seleção das vidas úteis e avaliação de valores recuperáveis do ativo imobilizado, ativos biológicos, estoques, avaliação de passivos contingentes e para impostos incidentes sobre as operações e lucros, provisões necessárias para redução de ativos e passivos aos valores de efetiva realização e outras similares. A liquidação de transações envolvendo estas estimativas poderá apresentar variações em relação aos valores originalmente considerados. (b) Apuração do resultado O resultado do exercício é apurado pelo regime contábil de competência de exercícios. A receita de venda de produtos é reconhecida no resultado quando todos os riscos e benefícios significativos inerentes ao produto são transferidos para o comprador. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa quanto à sua realização. As deduções de vendas incluem os impostos incidentes sobre as vendas. (c) Instrumentos financeiros Os principais ativos e passivos financeiros reconhecidos pela empresa são: caixa e equivalentes de caixa, investimentos financeiros, contas a receber, adiantamentos a fornecedores, impostos a recuperar, fornecedores, empréstimos de sócios e de terceiros, adiantamentos de clientes e obrigações perante partes relacionadas. Dada à natureza desses instrumentos, para aqueles cuja realização e/ou liquidação estão previstas no curto prazo, os correspondentes saldos contábeis podem ser considerados como próximos aos de mercado. Para aqueles cuja realização e/ou liquidação está prevista para o longo prazo e que se sujeitam a variação cambial e, quando aplicável, a taxas de juros, a correspondente receita ou despesa financeira, assim como a variação cambial ativa ou passiva é contabilizada utilizando-se as taxas efetivas (contratuais ou divulgadas pela Autoridade Monetária), que desconta exatamente os pagamentos e recebimentos futuros de caixa relativo à vida estimada do instrumento financeiro ou em período de tempo mais curto, quando aplicável, ao valor líquido do ativo ou passivo financeiro. (d) Ativos circulante e não circulante Um ativo é reconhecido quando se trata de recurso controlado pela entidade, decorrente de eventos passados e do qual se estima que resultem benefícios econômicos futuros. O saldo de caixa e equivalentes de caixa inclui dinheiro em espécie mantido na empresa e saldos de contas bancárias. Os estoques são apresentados ao custo médio de aquisição ou de formação dos ativos biológicos, inferiores aos valores de reposição ou realização. O ativo imobilizado é apresentado pelo valor justo atribuído, apurado com base em avaliação efetuada por peritos avaliadores. A depreciação é apurada pelo método linear e leva em consideração as vidas úteis estimadas descritas na Nota 10, também determinadas com base na já citada avaliação por peritos avaliadores. Os demais ativos são apresentados ao valor de custo ou realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos proporcionais auferidos e as variações em indexadores contratuais, além de ajustes aos prováveis valores de realização. (e) Passivos circulante e não circulante Um passivo é reconhecido quando a empresa possui uma obrigação legal ou constituída decorrente de eventos passados, sendo provável que um recurso econômico seja requerido para a sua liquidação. As provisões são registradas tendo por base as melhores estimativas da administração e de seus assessores legais quanto aos riscos envolvidos. Os demais passivos são registrados por seus valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos, variações nas taxas de câmbio e variações monetárias incorridas, além de eventuais ajustes aos prováveis valores de realização. (f) Demonstração dos fluxos de caixa A demonstração dos fluxos de caixa foi preparada pelo método indireto e está apresentada de acordo com a NBC TG 1.000. 3. Caixa e equivalentes

2.012 Bradesco S.A. Banco Safra S.A. Banco Rural S.A. Bradesco S.A.–Cachoeiro de Itapemirim Banco Santander S.A. Sicoob Sul

1.054,20 59.819,06 59.488,22 120.361,48

5. Contas a receber Duplicatas a receber Outros títulos - Loteamento Cohab

2.012 3.165.647,75 141.741,24 3.307.388,99

Em Reais 2.011 5.000,00 1.003,41 12.312,75 447.293,96 1.357.783,72 32.331,99 1.855.725,83 Em Reais 2.011 6.438.878,77 6.438.878,77

A administração entende não ser necessária a constituição de provisão para perdas na realização dos créditos em adição às baixas de contas consideradas incobráveis, normalmente efetuadas ao amparo dos dispositivos previstos na legislação tributária. 6. Estoques Açúcar Álcool Melaço Almoxarifado Custos agrícolas incorridos a apropriar Custos industriais incorridos a apropriar Adiantamento a fornecedores Materiais de produção

2.012 7.240.097,54 11.833.065,62 140.933,71 2.049.325,72 2.582.896,14 1.333.303,49 8.748.136,75 1.508.526,28 35.436.285,25

Em Reais 2.011 19.046.620,09 12.316.611,74 80.417,50 1.701.398,55 1.857.613,81 1.472.721,94 10.502.869,11 1.309.759,76 48.288.012,50

Em atenção ao requerido pelo CPC 29 (IAS 41) Ativo Biológico e Produto Agrícola é apresentada a reconciliação do total contabilizado de custos agrícolas incorridos: Custo agrícola incorrido 2.012 2.011 No início do exercício 1.775.986,29 1.534.132,09 Custos do exercício 10.527.791,41 7.700.471,90 Apropriação por colheita (7.894.717,94) (6.422.107,43) Baixas por perdas (50.817,27) (24.432,77) Transferência p/ imobilizado (1.925.295,18) (1.012.077,50) No fim do exercício 2.432.947,31 1.775.986,29 Composição dos custos Salários e encargos sociais 2.812.430,06 2.200.389,36 Materiais 4.428.581,05 3.886.410,21 Serviços de terceiros 1.213.402,19 645.147,90 Depreciação e amortização 1.632.898,33 897.119,55 Outros custos 440.479,78 71.404,88 10.527.791,41 7.700.471,90 7. Impostos a recuperar Contribuição social sobre o lucro a recuperar Imposto de renda a recuperar Crédito de ICMS sobre compras de ativo imobilizado IPI a recuperar PIS Outros Parcela não circulante . Créditos fiscais a compensar Parcela circulante Representada por: . Impostos a recuperar . Créditos fiscais a compensar

2.012 5.819.234,14 16.788.832,68 390.891,10 8.689.285,60 1.754.997,03 4.200,00 33.447.440,55

Em Reais 2.011 5.628.119,97 16.291.083,93 370.153,29 17.942.840,49 1.714.962,20 41.947.159,88

-26.879.463,52 6.567.977,03

-33.025.505,20 8.921.654,68

3.269.978,06 3.297.998,97 6.567.977,03

2.556.176,82 6.365.477,86 8.921.654,68

Os fundos fixos representam disponibilidades para atender a pequenos pagamentos e estão em poder da tesouraria, do escritório e de um funcionário para suprir pequenas despesas fora da área da Usina. O saldo mantido em “bancos conta movimento” é representado por depósitos à vista em instituições financeiras.

Em 24 de março de 1999, foi obtida reforma de sentença judicial que passou a assegurar à companhia o direito de reconhecer a alíquota “zero” de IPI nas suas vendas de açúcar a partir de janeiro de 1992, e que assegurou a antecipação de tutela quanto à compensação dos valores pagos com demais obrigações tributárias federais. Em 2009 foi proferida decisão do TRF, anulando os efeitos da reforma de sentença de 1ª Instância que concedia a alíquota “zero” de IPI. Os autos foram devolvidos à vara de origem para que fosse ouvida a parte contrária e para que o Juiz daquela instância, novamente decidisse sobre a questão da alíquota “zero”. Por conta disso, a empresa reconheceu e incluiu em parcelamentos, todo o IPI não destacado em suas Notas Fiscais de venda de açúcar, no período abrangido pela decisão anulada. O referido julgamento no TRF não contemplou a questão do direito aos créditos reconhecidos pela companhia e sobre a antecipação de tutela quanto à sua utilização, os quais permanecem vigentes. Adicionalmente ao descrito no parágrafo precedente, a companhia ao aderir ao parcelamento previsto pela Lei nº 11.941/2009, optou por também incluir tributos anteriormente compensados com os créditos de IPI, reconstituindo o crédito fiscal.

4. Investimentos financeiros As aplicações financeiras no mercado aberto incluem os rendimentos auferidos “pro-rata” dia até 31 de dezembro de 2012 e de 2011 e foram efetuadas nas seguintes instituições:

8. Certificados do Tesouro Nacional Representam os títulos adquiridos para garantir o pagamento da parcela principal do empréstimo “crédito rural” contratado com o Banco do Brasil S.A., objeto de renegociação em dezembro de 1998 nos termos e condições previstos pela Resolução 2471 do

Fundos fixos Bancos conta movimento

24 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

2.012 2.100,00 155.469,77 157.569,77

em reais 2.011 5.430,96 1.259.939,49 1.265.370,45


Usina Paineiras s.a. - 2 Banco Central do Brasil, líquidos do correspondente deságio auferido em sua aquisição, já proporcionalmente amortizado até 31 de dezembro de cada exercício, assim como os adquiridos para a securitização do empréstimo junto ao Bradesco S.A., objeto de negociação em setembro de 2002. 9. Indenização transitada em julgado Em 10 de setembro de 2009, transitou em julgado em última instância, Ação Ordinária em que a companhia demandava da União, como sucessora do Instituto do Açúcar e do Álcool, indenizações em função de perdas decorrentes de intervenção no domínio econômico, ao amparo da Lei nº 4.870/65. A companhia ajuizou, então, ação de liquidação de sentença, peticionando fosse a mesma liquidada segundo a modalidade de arbitramento, tomando por referência valores apurados em Laudo produzido durante a faze probatória do feito original. Tomando por referência tais cálculos, atualizados até a data de 31 de dezembro de 2009, foi feita estimativa da ordem de R$ 44 milhões a título de indenização. Não tendo o Juiz acolhido o pleito de liquidação por arbitramento, determinou a realização de nova Perícia para a apuração do montante devido, já líquido de eventuais ganhos que a companhia pudesse ter auferido com a compra de matérias-primas de seus fornecedores, por valores também minorados. Os novos trabalhos periciais apuraram o montante já líquido, da ordem de R$ 17,7 milhões. A realização do referido crédito, cuja liquidação dar-se-á mediante a determinação judicial para que a União emita os precatórios, está assegurada pela permissão legal de que, antes da emissão dos precatórios, a companhia possa peticionar pela compensação de obrigações perante a União (inclusive tributos e contribuições). 10. Imobilizado

Imobilizado tangível Terrenos e propriedades (1) Benfeitorias em propriedades rurais (2) Veículos (2) Edifícios e residências (1) Máquinas e equipamentos (2) Destilaria de álcool (2) Bens dos setores administrativos (2) Animais de serviço e semoventes Reflorestamento Imobilizado em formação Culturas permanentes . Cana soca . Cana planta Imobilizado intangível Software

Depreciação e exaustão acumuladas

2.012

Em reais 2.011

Líquido

Líquido

49.898.878,88 4 8.494.109,52 2.660.015,73 20 6.501.038,65 3.295.564,95 4 26.639.573,11 7.810.863,75 10 124.811.894,14 25.707.841,33 10 17.827.829,23 2.942.645,86 10 a 20 1.983.078,73 1.071.243,12 20 51.670,93 47.487,29 89.404,78 1.536.467,92

49.898.878,88 5.834.093,79 3.205.473,70 18.828.709,36 99.104.052,81 14.885.183,37 911.835,61 4.183,64 89.404,78 1.536.467,92

49.898.878,88 6.297.350,07 3.825.765,78 19.845.046,90 101.229.348,47 15.176.845,18 976.633,66 4.183,64 89.404,78 316.032,27

6.387.592,11 4.386.831,78 2.000.760,33 2.046.743,27 2.046.743,27 246.268.281,27 47.922.493,81 198.345.787,46

2.018.698,56 1.050.717,57 200.728.905,76

346.553,95 320.032,84 26.521,11 346.553,95 320.032,84 26.521,11 246.614.835,22 48.242.526,65 198.372.308,57

24.713,07 24.713,07 200.753.618,83

Taxa anual de depreciação %

Custo

(1) Apresentado ao custo de aquisição acrescido de reavaliações efetuadas em anos anteriores e incluindo o ajuste ao valor justo nos termos da Resolução CFC nº 1.263/2009. (2) Apresentado ao custo de aquisição acrescido do ajuste ao valor justo nos termos da Resolução CFC nº 1.263/2009. A exaustão é integralmente apropriada ao custo de produção e a depreciação foi apropriada como segue: Em Reais 2.012 2.011 Custeio da produção Despesas operacionais

5.549.867,22 396.439,27 5.946.306,49

5.005.626,04 415.914,07 5.421.540,11

A exaustão anual da cana soca é calculada com base nos seguintes percentuais, determinados com base em estudos agrícolas e fundamentados na redução gradual da produtividade da cana por hectare a cada corte: Em conexão com a incorporação dos citados ajustes e à revisão da vida útil-econômica dos bens, foram aplicados procedimentos para testar se as operações futuras serão capazes de absorver o encargo adicional de depreciação, sejam aquelas projetadas para o próximo exercício, sejam as operações em condições de normalidade que se estima alcançar em futuro próximo, graças ao conjunto de investimentos e medidas de gestão planejados. Exautão por safra em % Baixadas e Tabuleiros Morros Áreas de gotejamento 1º Corte 2º Corte 3º Corte 4º Corte 5º Corte 6º Corte 7º Corte 8º Corte 9º Corte 10º Corte 11º Corte 12º Corte 13º Corte

29,40 23,52 19,17 16,16 11,75

100,0

25,65 17,95 15,39 12,82 10,25 8,97 8,97

10,28 9,75 9,28 8,81 8,34 7,94 7,54 7,21 6,81 6,48 6,14 5,87 5,55 100,0

100,0

Os ativos biológicos que integram o ativo imobilizado da companhia podem ser assim sumariados: a) Reflorestamento Refere-se a plantio de essências naturais na Fazenda Ouvidor, efetuado já a diversos anos e que, juntamente com a manutenção da mata nativa original, cumpre o objetivo de “compensar” em relação às demais propriedades agrícolas exploradas tanto pela companhia quanto por sua empresa interligada a Agropecuária Carvalho Britto S.A., as determinações estabelecidas pelas autoridades de agricultura e ambientais quanto à manutenção de área mínima de mata nativa em cada propriedade agrícola para fins de preservação. b) Canaviais A empresa mantém sistema de custo integrado com a contabilidade geral para o controle dos custos incorridos com o plantio, manutenção e reforma do canavial, individualizados por quadra de cana plantada. O total dos custos acumulados no período de entressafra com a manutenção do canavial é apropriado ao custo agrícola com base nas informações fornecidas pela gerência agrícola, sobre as quadras do canavial efetivamente colhidas e são apropriados por exaustão com base nos critérios acima descritos. 11. Fornecedores Fornecedores de cana-de-açúcar Fornecedores de serviços e materiais Outros fornecedores

2.012 13.874.028,31 1.215.659,99 20.101,62 15.109.789,92

12. Salários e obrigações trabalhistas e previdenciárias Salários a pagar Provisão de férias Pensão alimentícia Instituto Nacional do Seguro Social - INSS Instituto Nacional do Seguro Social - INSS - Parcelamento Instituto Nacional do Seguro Social - INSS - Produtor Rural Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS Participação nos resultados Salário educação e outros Parcela não circulante . Contribuições sociais parceladas Parcela circulante Representada por: . Salários e obrigações a pagar . Provisões trabalhistas . Contribuições sociais parceladas

2.012 322.290,34 1.257.347,07 6.756,37 348.700,36 2.962.710,89 93.546,59 101.066,40 249.068,73 16.910,22 5.358.396,97

Parcela não circulante . Impostos parcelados . Impostos depositados judicialmente . Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos passivo Parcela circulante Representada por: . Impostos a pagar . Impostos parcelados

Em Reais 2.011 263.544,70 1.056.266,92 4.577,78 414.298,25 3.619.822,61 88.010,50 429.812,45 3.981,89 5.880.315,10

-2.182.783,79 3.175.613,18

-2.741.408,51 3.138.906,59

1.044.792,42 1.257.347,07 873.473,69 3.175.613,18

1.204.225,57 1.056.266,92 878.414,10 3.138.906,59

2.012

Em Reais 2.011

1.388.081,94 43.649,30 7.439,87 529.898,00 180.309,77 135.516,74 56.586,96 292.530,62 36.216,84 37.216,17

1.525.885,22 75.965,99 28.407,56 533.633,44 207.851,20 115.357,10 87.332,51 434.078,83 49.701,52 37.216,17

2.978.533,98 388.547,75 58.179.245,90

3.596.985,47 570.641,48 59.052.263,53

13. Impostos a pagar (a) Normais ICMS a recolher ICMS - substituição tributária ICMS - diferencial de alíquota Imposto de renda retido na fonte - IRRF Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Outros Programa de Integração Social - PIS Contribuição para Financiamento da Seguridade Social - COFINS FUNRURAL CIDE sobre álcool combustível (b) Parcelados ICMS Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI Tributos federais - Lei nº 11.941/2009 (c) Depositados judicialmente COFINS e FUNRURAL (d) Provisões IRPJ - Avaliação Valor Justo CSLL - Avaliação Valor Justo

Em Reais 2.011 24.416.053,05 1.812.577,71 -4.840,16 26.223.790,60

Ao amparo das disposições da Lei nº 11.941/2009, a companhia decidiu aderir ao programa de parcelamento de tributos e contribuições federais, que veio a ser conhecido como REFIS IV. 14. Empréstimos e financiamentos

Financiamentos bancários Banestes S.A. Credpan–Cooperativa de Crédito Sicoob nº 45.900-3 Financiamentos securitizados Banco do Brasil S.A. Banco do Brasil S.A. Bradesco S.A.

Taxa anual de juros–%

Cláusula de atualização CDB

26,7

IGP-M Commodities IGP-M

8,0 3,0 4,8

Financiamentos de imobilizado Netafim Brasil Sist. Irrigação Ltda. Contas garantidas

Circulante

2012 Não circulante

6.215.518,67

5.524.477,15

Circulante

Em reais 2011 Não circulante

5.808.687,77 679,99 107.874,45

10.558.982,36

633.440,98 6.215.518,67

6.157.918,13

5.917.242,21

10.558.982,36

181.339,56 181.339,56

15.031.150,41 380.225,78 14.911.501,26 30.322.877,45

169.301,11 169.301,11

12.124.440,81 380.225,78 12.557.571,05 25.062.237,64

109.853,01

361.499,21

104.000,00

376.367,80

109.853,01 216.579,59 6.723.290,83

361.499,21

104.000,00 146.173,08 6.336.716,40

376.367,80

36.842.294,79

35.997.587,80

Em garantia dos empréstimos e financiamentos foram oferecidos penhor cedular, equipamentos industriais, avaliados em R$ 9,2 milhões; avais dos diretores e acionistas e hipoteca de fazendas: (i) de propriedade da empresa – Limão (656,26 ha), Paineiras (1.643,56 ha) e (ii) fazendas de propriedade da empresa ligada Agropecuária Carvalho Britto S.A. – Boa Vista (1.004,44 ha), José Coelho (77,44 ha), Hugo Zago (136,86 ha), Ouvidor (2.602,73 ha), Coqueiro (46,51 ha), Pedra (379,97 ha) e Barra Seca (659,77 ha). Como conseqüência da Resolução 2471 do Banco Central do Brasil, o débito perante o Banco do Brasil S.A. foi recalculado considerando o índice de rendimento de poupança e juros de 12% a.a. e o saldo resultante consolidado, com seu vencimento repactuado para 2.019, e a empresa adquiriu Certificados do Tesouro Nacional por montante equivalente a cerca de 10,37% do novo montante da dívida, os quais passaram a garantir o pagamento do principal e possibilitaram a desoneração de parte das garantias reais que asseguram tal empréstimo. Este mútuo passou a ser atualizado com base na variação do IGP-M e está sujeito a juros anuais de 8%, os quais, em caso de adimplência, serão reduzidos para 6% a.a. Empréstimo para capital de giro (antecipação de receitas) obtidos perante o Bradesco S.A., foram objeto de operação de securitização de dívida em setembro de 2002. Como resultado o saldo então apurado, da ordem de R$ 8,7 milhões teve seu vencimento repactuado para outubro de 2022, e a empresa adquiriu Certificados do Tesouro Nacional por montante equivalente a cerca de 10,37% do montante da dívida, os quais passaram a garantir o pagamento do principal e possibilitaram a desoneração de parte das garantias reais que asseguram tal empréstimo. Este mútuo passou a ser atualizado com base na variação do IGP-M, limitado à variação máxima estabelecida de 9,5% e está sujeito a juros anuais de 8% sobre o valor do principal até R$ 500 mil, de 9% sobre saldo do principal superior a R$ 500 mil e até R$ 1000 mil e de 10% sobre saldo do principal superior a R$ 1.000 mil, com possibilidade de redução de até cinco pontos percentuais nas taxas de juros descritas, não podendo a taxa efetiva ponderada dos juros, após a redução decorrente do benefício ser inferior a 3,5% a.a. Em 15 de dezembro de 2009 foi proferida sentença na ação revisional que questionava o pagamento em excesso de parcelas de principal e de encargos financeiros em operações de cédula de crédito industrial contratada com o Banco do Brasil S.A. que assegurou à companhia: (a) a redução da taxa de juros ao limite anual de doze por cento; (b) afastar a utilização dos índices IRP, TBF e ANBID; (c) afastar a incidência de comissão de permanência nos contratos em que se apurar, cumulativamente, a cobrança de qualquer fator de correção ou juros moratórios ou juros remuneratórios ou multa; e (d) afastar a incidência da multa prevista no art. 58 do Dec. Lei nº 413/69 e demais encargos de natureza punitiva nos contratos em que se verificar a cobrança de qualquer um dos encargos ilegais acima referidos. Conclui ainda a sentença que os referidos valores excedentes deverão ser repetidos em dobro quando se verificar que o pagamento foi promovido após a vigência do Código de Defesa do Consumidor, ou de forma simples, se antes, cujos cálculos ficam remetidos para a fase de liquidação, a ser deflagrada posteriormente. Tomando por referência os cálculos já efetuados por Assistente Técnico da companhia, em estrita observância aos termos da sentença, foi constatada a existência de haveres em relação à instituição financeira, razão pela qual o saldo do correspondente financiamento foi reduzido a “zero”. 15. Crédito presumido Decreto nº 251-R Em decorrência da edição do Decreto nº 251-R, cujo objetivo era assegurar a competitividade da indústria sucro-alcooleira Estadual – principalmente face aos subsídios financeiros concedidos àquelas indústrias localizadas nos Estados do Nordeste do país, a companhia, pelo período de 60 meses contados à partir de setembro de 2000, teria assegurada a fruição de benefício de crédito presumido de ICMS nas vendas de álcool anidro e hidratado. Findo tal período, iniciar-se-ia um prazo de carência de 36 meses, após o qual seria iniciada a fase de amortização que se estenderia por 96 meses. Em janeiro de 2003, o governo estadual então empossado decidiu pela suspensão de todos os benefícios e incentivos. Não tendo sido restabelecido o benefício, o saldo da fruição gozada pela companhia até aquela data foi, nos termos originalmente estipulados, atualizado com base em fator equivalente a 25% da variação nominal do INPC e calculados os juros previstos de 3% a.a. O período de amortização iniciou-se em setembro de 2008 e, nos termos previstos, deverá se estender até 2016. 16. Operações com partes relacionadas Indexador Obrigações perante empresa ligada Passivo não circulante Agropecuária Carvalho Britto S.A.

TR

2.012

Em Reais 2.011

28.130.940,29

32.620.820,32

Obrigações perante acionistas Passivo não circulante Regis Souza Carvalho Britto Ruy Vital Brasil Filho

57.637,20 1.300,00

57.637,20 1.300,00

58.937,20

58.937,20

Os saldos decorrem de contratos de mútuo celebrados pela companhia com empresa ligada e com acionistas. Durante o exercício foram adquiridas 119 mil (2011 – 116 mil) toneladas de cana-de-açúcar no valor de R$ 7.391 mil (2011 – R$ 8.727 mil), da Agropecuária Carvalho Britto S.A. 17. PatrimônioLíquido (a) Capital social É representado por 108.521.683 ações ordinárias nominativas com valor nominal unitário, por lote de mil ações, de R$ 256,10. (b) Direitos dos acionistas O estatuto da empresa assegura aos acionistas um dividendo mínimo de 5% do lucro líquido, conjugado com o disposto na legislação societária. O acordo de acionistas, firmado em dezembro de 1988, prevê dividendos de 20% do lucro líquido, apurado segundo critérios estabelecidos nesse acordo. 18. Seguros As apólices de seguro mantidas pela empresa propiciam as seguintes coberturas: 2.012

Em Reais 2.011

44.000.000,00 Valor de mercado

44.000.000,00 Valor de mercado

Bens segurados Máquinas e equipamentos industriais, estoques, valores, responsabilidade civíl, etc Automóveis

A administração, apoiada em estudos realizados por assessores da área de seguros, decidiu estabelecer sua cobertura de seguros baseada no conceito de “Cobertura a primeiro risco absoluto”. Esse conceito busca estabelecer uma cobertura abrangente para toda a empresa, levando em conta a descentralização de suas atividades. A empresa adota o procedimento de auto segurar suas culturas permanentes. Regis Souza de Carvalho Brito Diretor Presidente Ruy Vital Brasil Filho Diretor Industrial

Cláudio de Carvalho Britto Vital Brasil Diretor Superintendente Alcides Zerbone Soares Contador CRC-ES 002.567/0.6 CPF nº 195.896.977-04

reLaTÓriO DOs aUDiTOres inDePenDenTes sOBre as DemOnsTrações cOnTáBeis Aos Administradores Usina Paineiras S.A. Examinamos as demonstrações contábeis da Usina Paineiras S.A. que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2012 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis A administração da empresa é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos aplicados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da empresa para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação das prática contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

16.372,32

16.372,32

43.147.190,75 15.541.628,67 122.958.965,58

43.147.190,75 15.541.628,67 125.020.511,76

Opinião Em nossa opinião as demonstrações contábeis acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Usina Paineiras S.A. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

-55.257.384,20 -16.372,32 -58.688.819,42

-57.264.589,32 -16.372,32 -58.688.819,42

Outros assuntos Os valores correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2011, apresentados para fins de comparação, foram anteriormente por nós examinados e nosso Relatório, emitido em 29 de maio de 2012 não conteve modificações.

8.996.389,64

9.050.730,70

2.707.446,21 6.288.943,43 8.996.389,64

3.095.429,54 5.955.301,16 9.050.730,70

Vitória, 29 de maio de 2013.

C.F.A. Consultoria, Finanças e Auditoria Independente S/S CRC-ES 2.017/O-4

Albert Anthony Sholl Sócio Contador CRC-ES 8.894/O-7

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

> 25


Polí

Cachoeiro DIA NACIONAL

O

Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado do Espírito Santo (Sindicomerciários) liderou a manifestação em Cachoeiro de Itapemirim-ES. O principal direcionamento da manifestação foi por: 10 por cento do PIB para a Educação, o mesmo para a Saúde, redução na jornada de trabalho e fim do Fator Previdenciário. 26 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

Segundo o diretor do sindicato no Sul do Estado, Agnaldo Reis, o protesto começou com mil pessoas, mas após o fechamento das lojas e adesão dos trabalhadores o número chegou a cerca de cinco mil manifestantes nas ruas da cidade. “A manifestação foi pacífica e contou com apoio do empresariado do comércio lojista cachoeirense”, contou o sindicalista.

A movimentação: Seguindo a tendência nacional, o protesto começou cedo e o trânsito foi fechado em vários pontos da cidade. Muitas pessoas foram a pé ou de carona para o serviço e outros foram liberados. No bairro Guandu, a maioria das lojas amanheceu fechada. As escolas da rede pública e privada não funcionaram, assim como o Centro Municipal de Saúde Bolívar de Abreu. Já o Pronto Atendimento Paulo Pereira Gomes, localizado


ítica

ro-ES no NACIONAL DE LUTA

no bairro Baiminas funcionou normalmente. Os ônibus da Viação Flecha Branca voltaram a circular a partir do meio-dia, procurando rotas alternativas. Motivos do protesto: Entre os principais motivos que uniram as unidades dos movimentos que representam trabalhadores para esta paralisação foram a redução para as jornadas de tra-

balho – 40 horas por semana ao todo, acabar com o fator previdenciário para valorizar aposentadorias, que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) tenha seu destino a educação, que 10% de toda a receita da União sejam direcionadas aos setores da saúde, da reforma agrária, que acabem os leilões do produto petróleo e que maiores recursos sejam aplicados para tornar os transportes públicos melhores. ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

> 27


O

governador Renato Casagrande (PSB) em solenidade no Município de Apiacá, no último dia 5, pela primeira vez, fez duro discurso contra o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), ao PT e ao deputado petista Rodrigo Coelho. A indignação do Chefe do Executivo Estadual se deve à atitude populista dos protagonistas mencionados em defesa da quebra do contrato de cobrança de pedágio da Terceira Ponte e Rodosol, que envolve a Grande Vitória. O socialista não economizou críticas ao PT e ao Rodrigo Coelho, em especial, lembrando que o parlamentar foi seu secretário de Ação Social, bem recente. Ele entende que o petista está visivelmente se afastando da base aliada, com propósito enigmático: aproximação política com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) para interesses desconhecidos. Além disso, assessores diretos do governador lembra que Rodrigo engaveta projeto de interesse do Governo. O governador tem uma fala bem clara sobre a polêmica. Para ele, a matéria é inconstitucional e caso passe no Legislativo será questionada na Justiça pela empresa responsável. O ponto irrefutável da argumentação de Renato Casagrande faz muito sentido: “ Se lutamos, brigamos para que os contratos dos royalties do petróleo não fossem quebrados e não foram - , como vamos defender a ruptura em situação de direito igual dentro do próprio Estado. Justo é fazer uma auditoria e de modo transparente verificar passibilidade de revisão do pedágio. Menos, populismo 28 > FOLHA,

Palanque

Jackson Rangel

Governador do ES critica falsos aliados oportunista”, defende. Jogo No discurso do governador, entre objetividade e indiretas, quando entregava R$ 3 milhões em maquinário na região eleitoral de Rodrigo Coelho que não apareceu ao evento, Casagrande atribui certa morosidade dolosa do presidente da Assembleia sobre as manifestações sobre o tema com objetivo de desgastá-lo, quando, segundo ele, Ferraço já poderia ter encerrado o protesto que se reveza dentro do seu Gabinete no Legislativo, dentro de conversação honesta com os manifestantes com as vertentes das consequências evidentes. Casagrande, agora, está peregrinando o interior, alertando aos prefeitos que o projeto “inconstitucional” do deputado Euclério Sampaio (PDT) pode ser o caos para os Municípios fora da Grande Vitória. A rescisão do contrato com a empresa responsável pelo pedágio, de acordo com a direção, equivale a quase R$ 1 bilhão. A intenção do socialista é chamar os Chefes de Executivos para sua base de apoio nesta demanda e contra os deputados interioranos na questão posta. Sobre sua insatisfação com o PT em si, pode existir duas motivações: o desgaste do PT no Estado e no Brasil, mais muito mais pelo fato dois petistas fecharem questão em votar a favor o projeto de lei que determina o fim do pedágio da Terceira Ponte. E o pior, não existe previsão para sua votação, lembrando-se do recesso iminente

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

A verdade é que o discurso do Governador... gerou um divisor de água na política capixaba até agora em águas mansas. do Poder Legislativo. Ou seja, Casagrande ficaria por bom tempo com o ônus de não querer o fim o pedágio. “ Eu gostaria de reduzir, acabar com o pedágio, porém não posso me jogar à ilegalidade, tendo a obrigação de ser exemplo para o cumprimento da ordem e do Estado de Direito”, enfatiza. A verdade é que o discurso do Governador, que deverá ser repetido com mais ênfase em outros Municípios gerou um divisor de água na política capixaba até agora em águas mansas. Porém, sabe-se que existem muitas correntezas para passar debaixo da ponte. O fator Magno Malta (PR) não foi colocado no tabuleiro, até porque, mesmo tendo voto, tem tido comportamento incongruente em todas áreas, mesclando equívocos com mentiras em várias áreas da atividade humana. Renato Casagrande está reagindo pelo instinto natural do animal político. Acuado e sofrendo momentâneo desgaste pelo exposto em tela, está mandando recado aos dissimulados: “Eu sou o Governador”. *Jackson Rangel Vieira é jornalista


Saúde

A intolerância ao glúten

A

inda pouco conhecida, os sintomas da doença celíaca podem se confundir com outros distúrbios. A doença é autoimune, sendo causada pela intolerância permanente ao glúten, principal fração proteica presente no trigo, no centeio, na cevada e na aveia. A falta de informação sobre o problema e a dificuldade para o diagnóstico prejudicam a adesão ao tratamento e limitam as possibilidades de melhora do quadro clínico. Pesquisas revelam que a doença atinge pessoas de todas as idades, mas compromete principalmente crianças de 6 meses a 5 anos de idade. O caráter hereditário da doença torna imprescindível que parentes em primeiro grau de celíacos se submetam ao teste para sua detecção. A forma clássica da doença caracteriza-se pela presença de diarreia crônica, em geral acompanhada de distensão abdominal e perda de peso. Os pacientes também podem apresentar falta de apetite, alteração de humor , vômitos e anemia. O tratamento é a exclusão total de glúten da dieta alimentar, abolindo pães, bolos, biscoitos, macarrão, cereais matinais, pizzas, entre outros alimentos que contenham, por exemplo, farinha de trigo. É importante observar os rótulos dos alimentos industrializados e até mesmo de medicamentos.

TRABALHO POR TODA PARTE VARGEM ALTA - SUL

RESTAURAÇÃO DA RODOVIA ES 485: MAIS DE R$ 3 MILHÕES INVESTIDOS E MUITO MAIS DESENVOLVIMENTO PARA A REGIÃO.

> O Governo do Espírito Santo concluiu a restauração do trecho que liga

a Rodovia ES 485 à Rodovia ES 164, em Jaciguá (distrito de Vargem Alta) com extensão de 2,94 Km. Entre as melhorias, estão a pavimentação, instalação de ciclovia e calçada, baias de ônibus, sinalização vertical e horizontal e sistema de drenagem. > São mais de R$

3 milhões em obras, que beneficiam e trazem mais conforto e segurança para os usuários.

w w w. e s . g o v. b r

/GovernoES

@GovernoES

>

Em 2012 foram entregues mais de 216 novos quilômetros de rodovias, que receberam tratamentos de pavimentação, reabilitação e melhorias, ultrapassando a meta prevista de entregar 120 quilômetros por ano até 2014.

É trabalho por toda parte e uma vida melhor para todos os capixabas. ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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Notas por Marcos Tristão

Casa arrumada

Os funcionários públicos municipais participaram da greve geral do último dia 11/07. Após debaterem em assembleia geral, chegaram à conclusão que o fato do prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione (PT), declarar que a casa estava arrumada e depois não oferecer o reajuste dos servidores merece protesto e reivindicação. Foi o que aconteceu! Folga

Em meio a toda turbulência vivida tanto no poder executivo quanto no poder legislativo de Cachoeiro, o prefeito Carlos Casteglione (PT) tirou uma folga. Segundo informações dos bastidores, o prefeito está sofrendo de estress. Deve estar lembrando até hoje da vaia que levou no desfile cívico da cidade. Cara a cara

Na sessão da câmara do último dia 09/07, o vereador Luizinho Terere (DEM) cobrou informações sobre obras paralisadas em Corrego dos Monos ao procurador do município Marco Aurélio Coelho que ignorou o vereador, deu as costas e saiu. Em seguida, o vereador subiu ao plenário e deu um jab de direita no procurador. “O senhor é um mal educado. Um grosso. Não me dirija a palavra nunca mais”, disse Luizinho irado. 30 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

Este é o retrato atual do comércio de Cachoeiro. Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las Voltaire

registro

O diretor da Acisci Francisco Mantovanelli e José Ozório, diretor de mercado da Unimed Sul Capixaba.


cachoeiro

Shopping

O Shopping Cachoeiro se prepara para receber uma nova roupagem em sua estrutura física. O projeto é do arquiteto Gregório Repsold, que recebeu a quantia de R$ 25.000,00 pela realização do projeto arquitetônico. Na verdade, mudar a estrutura apenas, não resolverá. O que deve mudar realmente é o conceito, pois, já não é como antes “onde tudo acontece”. sociedade

Egecon O evento realizado pelo empresário Flávio Sampaio é ousado e demanda um alto investimento. Está na sua segunda edição e este ano será realizado no palácio Bernardino Monteiro, sede do governo municipal no dia 23 de agosto. Várias celebridades estarão presentes e promete parar a sociedade de Cachoeiro. afastado

Justiça

Cláudia Cesana Sangali de Mello Miguel, juíza de direito, afastou o prefeito de Marataízes-ES, Jander Vidal (PSDB), em duas sentenças, com celeridade e eficácia que tanto exige a sociedade no combate à corrupção. Diferente de outros munícipios do estado. Uma pena! Rubem Braga

Destaque

O colunista da Revista Leia, Renato Magalhães e Custódio Murta, titular da Creta Construtora.

Octávio Bastos

Na internet

Mourad`s O mais tradicional ponto de encontro da cidade, o café Mourad`s é palco de exposição em homenagem aos 100 anos de Rubem Braga. As pinturas são de autoria do artista Rudson Costa. A mostra intitulada “Cem anos de Braguidão” homenageia os principais títulos como ‘Sabiá” e outros. Vale a pena!

O casal Edma Cipriano e Carlos Roberto em evento na capital do estado

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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Gente & Gestão por Cleben Garcia clebengarcia@hotmail.com

#FICAADICA

aconteceu no Sul do Estado

A BRHASIL formou 9 grafoanalista nos dias 05 e 06 de Julho através da Dra. Juliana Leal de Minas Gerais.

Dra Juliana Leal instrutora do curso de Grafologia com as repórteres Débora Fernandes e Ana Paula Bonato em entrevista ao ES TV da Gazeta Sul

#NOVIDADE Curso de Grafologia. A BRHASIL esta programando para Agosto nova turma para o curso de Grafologia com a Dra. Juliana Leal – Informações 35225293

#PARAPENSAR Nada do que vivemos tem sentindo, se não tocarmos o coração das pessoas. Cora Coralina 32 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013


Ana Paula Silva Mollino & Márcia Télles Minto Gonçalves

A

#DICADELEITURA

corrida por uma fatia maior do mercado faz com que as empresas mudem suas estratégias e a forma de enfrentar seus concorrentes, a fim de que haja melhoria no atendimento e um aumento das vendas. O crescente número de concorrentes faz com que os clientes sintam-se influenciados a procurar por preços, qualidade e mais informação, já que a tecnologia tem criado novos desafios, onde, a tradicional forma de administração tem mudado os tipos de fazer negócios, mostrando que as organizações devem estudar uma forma de apresentar o seu diferencial ou vantagem, que está à frente no mercado. Uma das formas das empresas demonstrarem seu diferencial competitivo está na capacitação de sua equipe. Será que só os colaboradores precisam ser capacitados? Será que a empresa como um todo necessita ser capacitada frente às mudanças e exigências do mercado? Portanto, é preciso analisar o processo de capacitação da empresa e de seus colabora-

ERA DA INFORMAÇÃO: Necessidade de colaboradores capacitados

dores frente à era da informação, a fim de ajudar no desenvolvimento da mesma. A busca pelo desenvolvimento e a aprendizagem, tem feito com que as organizações

invistam mais na capacitação da equipe de colaboradores; incluindo os gerentes, com a finalidade de melhorar seu relacionamento e a ética em sua gestão.

Time de Basquete da LUSB-Cachoeiro. Sugiro todo empresariado conhecer este trabalho.

#PALESTRA Primeiro lote esgotado para a palestra da Dra. Ana Beatriz - Mentes Perigosas o psicopata mora ao lado. Adquira logo seu Convite no segundo lote. Vendas na BRHASIL e na SÃO CAMILO (campos 1 e 2) ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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Francisca Paris

É preciso saber sobreviver Cidade

Feira de Negócios

Cachoeiro-ES realiza de 23 a 26 deste mês, a Feira de Negócios e Semana do Comércio. O evento será multissetorial, ou seja, voltada para diversos segmentos produtivos do município e da região. A capacitação vai focar temas como: turismo, construção civil, atendimento ao cliente, área jurídica, entre outros.

Economia

Empresas irregulares Mais de 4 mil empresas capixaba deixaram de apresentar documentação à Receita Estadual e agora poderão ter a inscrição estadual suspensa caso não regularizem as pendências até o próximo dia 22. As as empresas ficarão impossibilitadas de obter certidão negativa de débito e de aderir ao Simples Nacional – se já estiverem inscritas no regime, serão excluídas do mesmo. 34 > FOLHA,

N

ós, brasileiros, perdemos mais de 200 jovens na inominável madrugada do dia 27 de janeiro. Outros jovens, muito mais que 700, sobreviveram. Alguns ainda correm risco de morte, outros, parecendo estar bem, necessitam de acompanhamento médico, uma vez que podem desenvolver uma pneumonia química. Os sobreviventes, contudo, viveram com uma dor, um desamparo, talvez uma culpa por terem saído com vida, quando tantos outros, mais ou menos amigos, não conseguiram. É preciso, portanto, aprender a sobreviver. Tarefa difícil, mas possível. Os sobreviventes de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, perderam muito mais do que podemos imaginar. Considerando as relações identitárias, perderam-se juntamente com tantos que não sobreviveram. Outro aspecto a ser considerado é a vivência da tragédia. Os sobreviventes passaram por uma situação-limite: de cara com a morte, salvaram-se. Porém, assistiram à morte daqueles que com eles “badalavam” em uma festa universitária. A trágica experiência vivida pode gerar muitos desconfortos e até transtornos psíquicos que devem ser acompanhados por profissionais, a fim de que não venham a destruir, no futuro, as manifestações naturais da vida. Por fim, necessitamos amparar os sobreviventes no que

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

Muitos poderão viver atormentados por uma culpa inexistente diz respeito à culpa. Muitos poderão viver atormentados por uma culpa inexistente, mas concretamente presente nos seus pensamentos. A culpa pode aprisionar suas emoções, levando-os ao desenvolvimento de depressões e desencantos. Os jovens sobreviventes precisam que os educadores da Universidade Federal de Santa Maria – que perdeu mais de cem estudantes na tragédia – e outros profissionais da comunidade esbocem um trabalho de acompanhamento para que possam elaborar seus lutos. Além da cobrança por maiores responsabilidades políticas e civis, os voluntários podem, à distância, criar uma assistência on line e grupos de apoio aos sobreviventes. Autoridades religiosas podem, também, estabelecer tempos e espaços para acolhida e escuta das angústias dos que ficaram. Enfim, precisamos dar nossas mãos aos jovens para que possam atravessar o túnel escuro e, sobretudo, ajudá-los a perceber que há luz e saída no final. *A autora é pedagoga


Destaques da semana por Wesley Bandeira

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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r o i r e t n a o รฃ รง i d E

36 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013


artigo Wilson Márcio Depes wmd@veloxmail.com.br

Os conselheiros na política cachoeirense

D

ias desses um curioso da história de Cachoeiro, lendo uma dessas crônicas – que faço sem muita pretensão, mas com o compromisso de contar o que vi ou vivi – me perguntou quem era o guru do ex-prefeito e médico Gilson Carone. Fiquei pensando. Mas, a conclusão – constatação diria melhor – foi rápida e ao mesmo tempo mais profunda. Ideologicamente as primeiras influências de Gilson foram de seu irmão, Edson – também médico e falecido prematuramente. Edson possuía formação marxista e um socialista com grande cultura política. Leitor de “O Capital” abriu os caminhos para Gilson iniciar seus caminhos ideológicos. Depois da morte de Edson, Gilson buscou, definitivamente, uma pessoa com que pudesse não só buscar conselhos, mas que substituísse o irmão. Encontrou quase um pai afetivo: Newton Meirelles. Homem de ótima formação filosófica, também marxista, e figura exemplar. Era funcionário do Banco Brasil, com militância política no Partido Socialista junto com Elimário Imperial, Newton Braga, Rage Miguel, professor Deusdedith Baptista, o próprio Gilson Carone, dentre outros intelectuais da época. Formavam um time da intelligentzia – o termo aqui se refere a pessoas engajadas em trabalho intelectual complexo e criativo direcionado ao desenvolvimento e disseminação da cultura, abrangendo trabalhadores intelectuais. O jornal para divulgação: A Época. Daí, portanto, veio a formação de Gilson, tendo como amigo e

guru, Newton Meirelles, o conselheiros dos momentos mais cruciais. Seo Meirelles – como era conhecido – poderia ter sido guru de muita gente e talvez o tenha sido: mas nunca ostentou tal posição. Era modesto e extremamente ético. Dizia, por exemplo, que político precisava ter uma ideologia definida para, afinal, não se perder em oportunismo e não enganar o povo. Talvez seja a raiz de todos os problemas políticos que estão sendo despidos em praças públicas. O livro preferido dele era “Os 10 dias que abalaram o Mundo”, de John “Jack” Silas Reed, que foi um jornalista e ativista norte-americano, famoso pelo seu livro, que em primeira mão narrou os acontecimentos que constituíram a Revolução de Outubro em que os bolcheviques tomaram o poder na Rússia. Ele foi marido da escritora e feminista Louise Bryant. Seo Meirelles nunca pregou, por exemplo, a luta armada. Explicava, com serenidade, que “ se eu não quero violência contra parentes meus, como posso pregar violência contra os outros? Por isso é que político precisa ter ideologia para que possamos saber quem é quem”. Teria motivos para escrever muitas crônicas sobre o assunto, mas o farei no desdobramento delas, pois pessoas como Seo Meirelles foram relevantes na formação histórica de Cachoeiro e do Estado. Em verdade ficam por trás dos grandes fatos históricos e foram conselheiros dos principais políticos de nossa terra. Assim também como Waldemar Mendes de Andrade, que, em determinado momento, foi o alter ego do empresário Camilo Cola. Assim, meu prezado leitor e amigo, posso lhe dizer, respondendo à sua pergunta, que Gilson Carone, nos momentos mais cruciais de sua vida, teve Newton Meirelles como o seu maior e melhor conselheiro. *Wilson Márcio Depes é advogado e jornalista ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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folha de ocorrência Morte na Favelinha

Ameaça e Prisão

A PM prendeu Pablo Machado Caverzan por agredir e ameaçar de morte a esposa Silvia Costa Biassi e os filhos. Na casa do acusado foi encontrado, um revólver calibre 32 com seis munições que de acordo com a vítima era usada para fazer ameaças. O acusado foi encaminhado para o DPJ de Cachoeiro, e autuado na Lei Maria da Penha e porte ilegal de armas. Estando a disposição da Justiça.

Wagner José Menezes, o “Cigano”, foi morto com várias facadas, no bairro Aeroporto, em Cachoeiro-ES, no local conhecido como Favelinha. Ele tentou estuprar a sogra Maria das Graças que pediu socorro a filha e o enteado. Eles entraram em luta corporal com o acusado que foi atingido por dez golpes e morreu na hora. A região é conhecida pelos casos de violência.

Foragido é preso

Imprudência

O caminhoneiro Sebastião Pereira das Neves foi preso por investigadores da Delegacia de Crimes Contra a Vida, de Cachoeiro-ES. Ele estava foragido há mais 20 anos do município de Carangola estado de Minas Gerais, onde ele teria praticado um homicídio. O acusado morava em na cidade a cerca de 10 anos

Assalto e prisão Mais um acidente foi registrado na região serrana, em Marechal Floriano. Lucimar Augusto , conduzia o caminhão Mercedes Benz quando parou o veículo na margem da BR-262 para atravessar a pista. Ele contou que não observou a caminhonete Ford Courier, placas MPT-7527, conduzida por Wesley Zoppi. O choque provocou apenas danos materiais. 38 > FOLHA,

ESPECIAL, 10 de Julho de 2013

João Vítor Anário foi preso por policiais militares próximo ao posto Nogueira, no bairro Guandu, em Cachoeiro. Ele arrombou e furtou a loja Xúa Calçados localizada na rua Coronel Francisco Braga. Do local foram levados calçados e a quantia de R$ 300. Apesar da prisão, o produto do roubo não foi recuperado pela polícia


ESPECIAL, 10 de Julho de 2013 FOLHA

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Edição Nº 26

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