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1º SEMESTRE/2012

Eu, digital Como a nova geração interage com a tecnologia


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Av. Ibirapuera, 1858 Tel.: (11) 5051-0381 São Paulo

Rua Padre Chagas, 80 Tel.: (51) 3346-4654

Rua 18, 326 Salas 3/4 - Setor Oeste Tel.: (62) 3093-4353

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SCLN, 211 - Bloco B - Loja 06 Tel.: (61) 3340-2040

Av. Batel, 1.398 Tel.: (41) 3342-3032

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você aprende com o mundo


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Expediente Combinação única de bons valores com excelência. O Grupo Marista conta com milhares de pessoas que diariamente vivenciam e disseminam importantes valores humanos e cristãos, com o compromisso de promover e defender os direitos das crianças e jovens. Faz parte do jeito Marista a busca constante por excelência. Na área da educação, da escola à universidade, formamos pessoas e trazemos resultados comprovados. Em atividades nas áreas de saúde e comunicação, levamos sempre a melhor qualidade para públicos de diferentes condições e necessidades. Em todas essas áreas a ação social está presente com iniciativas alinhadas ao posicionamento institucional, mas também atuamos diretamente, por meio de uma ampla rede de solidariedade. Bons valores com excelência. Nossa missão é proporcionar essa combinação única para a construção de um mundo melhor.

Presidente das Mantenedoras: Ir. Delcio Afonso Balestrin Superior Provincial: Ir. Joaquim Sperandio Superintendente ABEC/UCE: Paulo Serino de Souza Rede de Colégios: Ir. Paulinho Vogel, André Garcia, Isabel Cristina Michelan Azevedo Comunicação e Marketing ABEC/UCE: Fabiane Campana, Patrícia Fatuch, Camila Schmid, Bruno Bonamigo, Tiago Ienkot, Fábio Egg Mais, Patrícia L. Egashira, Kelen Y. Azuma, Silvia S. Tateiva,, Alexandre L. Cardoso Comunicação e Marketing Colégios: Bruna F. Gonçalves, Caroline D. Mertens, Cristiane R. Santos, Eros A. A. Martins, Eziquiel M.

brasília • Colégio Marista de Brasília - Educação Infantil e Ensino Fundamental SGAS 609 CONJ A - Bairro Asa Sul - Brasília - DF - 70200-690 - (61) 3442-9400 Colégio Marista de Brasília - Ensino Médio - SGAS 615 CONJ C - Bairro Asa Sul Brasília - DF - 70200-750 - (61) 3445-6900 CASCAVEL • Colégio Marista de Cascavel - Rua Paraná, 2680 - Centro - Cascavel PR - 85812-011 - (45) 3036-6000 CHAPECÓ • Colégio Marista São Francisco - Rua Marechal F. Peixoto, 550L - Chapecó - SC - 89801-500 - (49) 3322-3332 CRICIÚMA • Colégio Marista de Criciúma - Rua Antonio de Lucca, 334 - Criciúma SC - 88811-503 - (48) 3437-9122 CURITIBA • Colégio Marista Paranaense - Rua Bispo Dom José, 2674 Seminário Curitiba - PR - 80440-080 - (41) 3016-2552

Ramos, Fábio S. Aparício, Guilherme F. Neto, Kely C. de Souza,

Colégio Marista Santa Maria - Rua Prof. Joaquim de M. Barreto, 98 - Curitiba - PR 82200-210 (41) 3074-2500

Luana M. D. dos Santos, Luiza B. Fleury, Mateus Vitor Tadioto,

goiânia • Colégio Marista de Goiânia - Avenida Oitenta e Cinco, n. 1440

Mayara A. Haudicho, Raquel A. Bortoloso, Renato M. Pereira,

St. Marista - Goiânia - GO - 74.160-010 - (62) 4009-5875

Samira D. Dutra, Tatiane Pereira

JARAGUÁ DO SUL • Colégio Marista São Luís - Rua Mal. Deodoro da Fonseca, 520 Centro - Jaraguá do Sul - SC - 89251-700 - (47) 3371-0313 JOAÇABA • Colégio Marista Frei Rogério - Rua Frei Rogério, 596 - Joaçaba - SC 89600-000 - (49) 3522-1144

Rua Imaculada Conceição, 1155 Prado Velho – Curitiba – PR Prédio Administrativo PUCPR – 8º andar CEP: 80215-901 Tel.: (41)3271-6500

LONDRINA • Colégio Marista de Londrina - Rua Maringá, 78 - Jardim dos Bancários - Londrina - PR - 86060-000 (43) 3374-3600 MARINGÁ • Colégio Marista de Maringá - Rua São Marcelino Champagnat, 130 Centro - Maringá - PR - 87010-430 - (44) 3220-4224 PONTA GROSSA • Colégio Marista Pio XII - Rua Rodrigues Alves, 701 - Jardim Carvalho - Ponta Grossa - PR 84015-440 - (42) 3224-0374

www.marista.org.br

RIBEIRÃO PRETO • Colégio Marista de Ribeirão Preto - Rua Bernardino de Campos, 550 - Higienopólis - Ribeirão Preto - SP - 14015-130 - Fone:(16) 3977-1400

Em Família | 9ª Edição | 1º Semestre 2012

SÃO PAULO • Colégio Marista Arquidiocesano - Rua Domingos de Moraes, 2565 Vila Mariana - São Paulo - SP - 04035-000 - (11) 5081-8444 Colégio Marista Nossa Senhora da Glória - Rua Justo Azambuja, 267 - Cambuci São Paulo - SP - 01518-000 - (11) 3207-5866

Capa: Teresa Bernadete Medina Ferreira, aluna do Colégio Marista Paranaense – Curitiba (PR) Foto: Pablo Contreras

Jornalista Responsável: Luís Fernando Carneiro / Registro Profissional MTB Nº 3712 | Diagramação: Clarice Fensterseifer e Maria Andrade | Publicidade: Ariane Rodrigues | R. Casemiro José Marques de Abreu, 706 – Ahú – Curitiba/PR – CEP: 82200-130 – Fone: (41) 3018-8805 | www.editoraruah.com.br | Quer anunciar? Entre em contato conosco pelo fone (41) 3018-8805 ou pelo site www.editoraruah.com.br Periodicidade da publicação: semestral Todos os direitos reservados. Todas as opiniões são de responsabilidade dos respectivos autores.


Primeira impressão

Um Desafio de Valor Por Ir. Paulinho Vogel

P

ermitam-me pais, alunos e professores fazerem-lhes uma constatação: o uso efetivo das tecnologias de informação e comunicação em minhas atividades profissionais e estudantis foi iniciado quando já contava com 21 anos de idade e com 25 passei a usar telefone celular. Todo o meu desenvolvimento físico, mental e espiritual já estava praticamente finalizado quando comecei a ter contato com as novas tecnologias da informação. Hoje fico impressionado, e encantado ao mesmo tempo, quando assisto à integração, quase que natural, dessas e outras novas tecnologias, no cotidiano da vida das crianças em plena fase de desenvolvimento. Outro dia meus dois sobrinhos de 3 anos de idade, falavam-se ao celular. Certamente esta constatação não é uma descoberta só minha e com certeza alguns devem estar mais preocupados e/ou impressionados. Mas a preocupação/encanto/surpresa aumenta na medida em que

nos damos conta das transformações que estão sendo operadas no comportamento de todas as pessoas, impactadas constantemente pelo, já nem tão novo, fenômeno chamado INTERNET (muitos afirmam que não vivem mais sem ele). A internet trouxe mais do que uma revolução tecnológica. A revolução comportamental, advinda da facilidade de comunicação entre as pessoas, cria uma nova percepção relacionada aos saberes, competências e habilidades e tantas outras aplicações das áreas do conhecimento humano. O que a internet proporcionou à humanidade é, sem dúvida, sem precedentes na sua história. A educação, nesse contexto, passa a ser não mais responsabilidade apenas da escola, mas uma tarefa natural da sociedade. Neste sentido, aprende-se em espaços formais, organizados pelo colégio, e em espaços informais que a internet proporciona: Orkut, Facebook, You-

Tube, MSN, em livros impressos e/ou digitais, na televisão, no cinema, no teatro. Aprende-se em todo lugar e de diversas formas, uma vez que se amplia o espaço pedagógico. Esses espaços ampliados de conhecimento possibilitam amplo acesso aos mais variados campos do conhecimento, e de todos os tipos de conhecimento. Mas, pode o aluno, em plena fase de desenvolvimento, ter a sabedoria necessária para verificar de que maneira irá utilizar o que aprender e se tal conhecimento vale à pena? Esse talvez seja o espaço de trabalho da instituição escolar quando, convicta dos valores a que se propõe, ensina e educa seus alunos oferecendo-lhes as condições necessárias para que optem pelos conhecimentos que agregarão valor às suas vidas. Uma boa leitura a todos, na certeza de que podemos nos educar cada vez mais e melhor, para a leitura crítica e atenta dos conhecimentos gerados pela humanidade.

Ir. Paulinho Vogel é Diretor Executivo da Rede Marista de Colégios

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Entrevista


A comunicação na era digital Especialista explica por que as redes sociais e a tecnologia podem ser, com cautela, bons aliados tanto para a educação como para os negócios

A

ndré Telles é pai de aluna Marista, publicitário e especialista em comunicação digital. Foi o primeiro brasileiro a publicar, em 2005, livro sobre marketing nas redes sociais, o “Orkut.com”. Em 2008, lançou o “Geração Digital” e depois “A Revolução das Mídias Sociais”. Acostumado a dar palestras em todo o Brasil sobre as novas tecnologias, nesta entrevista ele fala sobre a relação e os limites entre a era digital e a educação. André tem uma filha na terceira série do Marista e, segundo ele, ela adora jogar os aplicativos do iphone, além de praticar esportes e ser uma ótima aluna. Para ele, na era digital e entre tantos avanços e informações que recebemos diariamente, o segredo está no equilíbrio.

Por que você se interessou por se especializar na área digital? O que te chamou a atenção? Sempre fui um apaixonado por novas mídias, estratégias guerrilheiras de marketing e mídias alternativas. Quando percebi as redes sociais online como uma possibilidade de relacionamento entre consumidores e empresas, além da falta de atenção que se dava ao tema, decidi estudar o assunto e publicar meu primeiro livro sobre o tema, em 2005. Acredito que tenha cumprido a missão que me motivou, contribuindo para abrir um segmento de mercado até então pouco explorado e com poucos profissionais especializados. Hoje, temos cursos

de pós-graduação em marketing digital, um novo mercado para os profissionais de comunicação e as empresas já tem noção da importância de um trabalho profissional de Social Media Marketing nas diversas mídias sociais. Aqui no Brasil este desenvolvimento se diferencia dos outros países? Estamos entre os três países que mais acessam mídias sociais mundialmente. Dos 81,3 milhões de internautas brasileiros, 90% estão presentes em alguma mídia social. Sem dúvida, o brasileiro adora participar de mídias sociais, nossas características de interagir facilmente são transpostas para o mundo virtual.


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Entrevista

E a educação, como pode se beneficiar com a tecnologia? A aprendizagem é um ato fundamentalmente social. Nossa habilidade intrínseca para aprender em conjunto pode ser facilitada pelas tecnologias emergentes que estendem, alargam e aprofundam nosso alcance. As inovações tecnológicas permitem um novo tipo de ecossistema construído no conhecimento e com as pessoas na posição central. Os pais devem dar algum tipo de limite aos seus filhos? Quais? De que maneira? Acredito que tudo que é em exagero é prejudicial. As novas tecnologias podem ser potentes aliados na educação de crianças e adolescentes. Temos aplicativos para dispositivos mobile focados neste público, assim como temos à nossa disposição mecanismos de busca (Google) que substituíram as imensas enci-

clopédias do meu tempo de estudante. Quanto à questão de limite, cada família deve buscar informação sobre como orientar seus filhos para os riscos e benefícios que a internet e novas tecnologias podem proporcionar. Para onde estamos caminhando com a era digital? Surgirão cada vez mais inovações tecnológicas ligadas à geolocalização, realidade aumentada, vídeos e fotos. O compartilhamento destas informações será cada vez mais facilitado por meio dos dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Quais são seus próximos projetos? Algum livro em vista? Sim, há um quarto livro para ser lançado em 2012. Atuo como consultor e professor em pós-graduações ligadas ao Marketing Digital, além de ser sócio da agência especializada em comunicação digital, a Mentes Digitais.

Cada família deve buscar informação sobre como orientar seus filhos para os riscos e benefícios que a internet e novas tecnologias podem proporcionar.


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Capa

Tudo a um toque Adolescentes e crianças nasceram com celulares, notebooks, tablets e uma infinidade de acessórios que sentem que tudo faz parte delas. Qual o limite desta interação? Por Sandra Solda


Adoro acompanhar blogs e sites sobre arquitetura. Adoro tecnologia, mas é preciso ter cuidado para que ela não atrapalhe os estudos e até mesmo o tempo que a gente tem para fazer outras coisas.

É

impossível imaginar, pelo menos para uma pessoa que tenha menos de vinte anos, uma vida sem tecnologia. Não estamos falando de televisão, rádio, eletrodomésticos, mas de computadores, celulares, notebooks, tablets e mais uma infinidade de coisas que a cada dia se multiplica e atrai pessoas de todas as idades. Os pais fazem parte do grupo dos “imigrantes digitais”, aquela geração que apesar de não nascer com esta tecnologia passou a usar e dominar tais equipamentos. Essa turma sempre terá uma certa resistência em algum ponto, algum resquício ou saudosismo de equipamentos – como o fax – que as crianças de hoje não sabem nem o que é. Afinal, elas nasceram em outro momento e utilizam a tecnologia e seus acessórios como uma extensão do seu corpo. E como fica este encontro de gerações? Como fica a situação em casa, na escola, na vida social? Para a Profª Drª Helena Sporleder Côrtes (Faculdade de Educação – PUCRS) a tecnologia como um conjunto de processos e produtos eletroeletrônicos, ágeis e acessíveis a uso, promove cada vez mais o conforto e a interação sociocultural da vida humana. “É parte integrante e indissociável do universo das crianças e adolescentes contemporâneos”, explica. Segundo ela, os chamados “nativos digitais” certamente desenvol-

veram novas formas de aprender, de pensar, de sentir e de perceber o mundo. “O maior desafio educacional dos nossos dias é, tanto em casa como na escola, formar crianças, adolescentes e jovens para que se tornem usuários críticos da tecnologia”, afirma a professora, que acredita que tudo isto está sendo criado pelo homem para seu conforto, para viver melhor e mais facilmente atingir seus objetivos; desde o instrumento mais simples, como um lápis e uma folha de papel, até o computador mais avançado. Para Helena, na essência, a tecnologia por si só não é boa ou má, isso dependo do uso que é feito dela. Educação e Tecnologia Há muita discussão hoje em dia sobre a tecnologia empregada na educação, em até onde ela auxilia, onde pode prejudicar, onde é essencial e como deve ser utilizada em sala de aula, em casa ou em atividades extracurriculares. O que todos concordam é que, por trás de toda tecnologia, deve ter uma boa equipe pedagógica. Caso contrário, ela se torna mais um meio que será inutilizado por não ser bem orientado por profissionais da educação.

Teresa Bernadete Medina Ferreira, Colégio Marista Paranaense – Curitiba (PR)


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Capa

“De acordo com estudos da neurociência, o cérebro estabelece conexões neuronais em frente à tela do computador ou videogame que se diferenciam das conexões que se dão ao escrever ou desenhar no papel. Estes dois tipos de conexão são essenciais para o desenvolvimento do indivíduo e, por isso, deve haver um equilíbrio entre os dois”, explica a supervisora educacional Viviane Marie Truda, da Província Marista do Rio Grande do Sul. Ela afirma também que, em virtude da velocidade de seu avanço, a tecnologia e o mundo digital devem ser vistos como ferramentas de apoio pedagógico e de comunicação, e não uma única condição básica para a educação. Por esta razão, os meios digitais precisam ser considerados meios importantes. É fundamental que os profissionais da educação estejam preparados para lidar com esta tecnologia e adaptar-se à nova realidade. “Se o professor não refletir regularmente sobre suas práticas, para, quando necessário, ajustá-las às necessidades e características do estudante de hoje, ou seja, à sua forma de pensar e de aprender, aumentará o fosso que separa essas gerações. É preciso saber lidar com estas diferenças e encontrar formas eficientes e interessantes de trabalhar em sala de aula”, ressalta Viviane. Por outro lado, os estudantes também precisam ser conscientes e aprender a usar com inteligência tudo

que recebem de inovação. “É um problema quando um estudante acredita que a tecnologia vai resolver todos os seus problemas. Por exemplo, quando ele , em vez de ler um livro, procura o resumo na internet e se dá por satisfeito com isso”, alerta a supervisora. Iniciação ao mundo digital Viviane explica que a criança, adolescente ou jovem, ao ficar na frente de um computador, celular, ou seja qual for o meio, deixa de fazer outras coisas, como brincar, correr, estar com os amigos, praticar esportes, o que é fundamental para a construção do indivíduo. Ela pula etapas. “Acho um problema sério uma criança de quatro ou cinco anos com um celular na mão”.

"É preciso saber lidar com estas diferenças e encontrar formas eficientes e interessantes de trabalhar os conteúdos de ensino." Por outro lado, a supervisora acredita que a tecnologia e a internet, bem utilizadas e na idade recomendada, complementam a educação e a vida e trazem informações rápidas nos ambientes cooperativos e interativos. As redes sociais aproximam as pessoas: muitos pais e filhos só trocam afetividade por

uma conversa online ou mesmo por email, coisas que não conseguem dizer pessoalmente. “A comunicação via internet deve ser só um complemento. As relações pessoais devem existir. As pessoas se comunicam com o mundo, mas não estão mais dialogando. Para tudo na vida existe um tempo e uma hora certa, e com a tecnologia também deve ser assim. O limite deve ser dado aos filhos, e os pais devem ficar atentos porque, principalmente a internet, é um espaço aberto para problemas, como o assédio moral, sexual, e outros crimes que vemos por aí”, pondera Viviane. Para Helena, as chamadas gerações X e Y, filhos diretos da renovação tecnológica que vem arrasando a forma de viver da sociedade atual, seguidamente comportam-se como dependentes desta tecnologia: não vivem mais sem o gadget da hora, passam o dia a enviar/receber mensagens de texto e a tuitar (que já virou um verbo), vivendo muito mais a vida virtual que a vida real. “Independente de uma reflexão mais aprofundada, que investigue os problemas de natureza psicológica e sociocultural que envolvem a questão, talvez o primeiro ponto a destacar seja a falta de limites que a família e a escola têm deixado de estabelecer, no que diz respeito às formas e aos momentos mais indicados para o uso destes artefatos”, enfatiza.


Para mim a internet é como um mundo à parte, onde encontro jogos e uma série de coisas que gosto. Por outro lado, é onde encontro muitas informações que preciso para estudar e conversar com meus amigos. João Francisco Montiel Soares, 11 anos, Colégio Marista Paranaense – Curitiba (PR)


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Capa

Mercado promissor É um caminho que não há volta: a cada dia teremos mais avanços, e isto é fato. Os fabricantes estão cada vez mais apressados em lançar seus produtos ou serviços, assim como os consumidores também estão ávidos por comprar – muitos passam horas e dias em filas para serem os primeiros a ter tal produto e pagam mais caro por isso. É inerente ao ser humano, não adianta querer ignorar, pois isto acontece em todos os setores, em todas as áreas e não só na tecnológica. Uma análise do comportamento de mercado é objeto de estudo de economistas e hoje, mesmo os leigos, são capazes de perceber que as novas ferramentas tecnológicas são responsáveis por um volume enorme de vendas, todos objetos de desejo de consumo dessa geração de adolescentes e crianças.

Isso é muito claro: o Brasil possui hoje mais celulares ativos que seu número de habitantes. Outra informação importante é que o poder aquisitivo das classes mais populares aumentou, que agora têm mais acesso a televisores, notebooks, tablets, mp4, demonstrando que é um mercado cada vez mais promissor.

Como o caminho é este e o avanço deve ser cada vez mais rápido, é fundamental que todos pensem que devem fazer da tecnologia uma aliada, e não ficar dependente dela. Usá-la para estreitar laços, sejam de amizade, profissionais, familiares, e nunca substituir as relações reais pelas virtuais. Não trocar um passeio, uma viagem, uma brincadeira ou conversa por uma atividade online. Tecnologia também é aprendizado, entretenimento e comunicação, mas viver a vida real com pessoas ao lado é muito melhor e mais importante.


A força das redes sociais Os espaços digitais e as redes sociais, se bem utilizadas, tornam-se grandes aliados na comunicação com os jovens. Qualquer empresa, organização ou instituição precisa, basicamente, ter no mínimo um site para começar a relação. Mas só isso não basta, é apenas uma vitrine. Segundo Bruno Bonamigo, analista de Comunicação do Grupo Marista, foi criado, em 2009, um twitter para a comunicação com os estudantes. No ano seguinte foram mais além e criaram uma página no Facebook. “Apenas o site não atraía mais, era muito estático, precisávamos ter uma interação, estar mais próximos dos alunos”, diz. A entrada nas redes sociais foi um sucesso, atingiu muito mais os estudantes, que passaram a usar também como um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Inicialmente foram priorizados o Ensino Fundamental 2 e o Médio, que abrangem estudantes de 11 a 17 anos. “Precisamos sempre nos adaptar à nova realidade, sempre implementando tecnologias que nos aproximem do nosso público, além de ser imprescindível que agreguem conteúdo sempre aliado à área pedagógica”, explica Bruno.

“Gosto muito de ver vídeos, escutar música, usar os aplicativos do iTunes e, principalmente, usar as redes sociais, como o Facebook, o Twitter, o Skype e o Instagram. Atualmente estou me conectando muito mais pelo iPhone, mas também utilizo o meu computador e o Ipad da família. Eu conseguiria ficar sem a internet, mas seria muito difícil. Há um tempo, não conseguia passar muitas horas sem conferir as atualizações do Facebook, sem tuitar ou postar imagens no Instagram. No final do ano passado, percebi que minha diversão tinha se tornado uma obsessão e tomei uma atitude. De lá para cá, só entro na internet quando realmente tenho tempo, ou quando preciso tirar dúvidas e realizar trabalhos.” Nicole Dupont, 13 anos, Colégio Marista Pio XII – Novo Hamburgo (RS)

“Uso a internet pelo notebook, cerca de 2 a 3 horas por dia, durante a semana. Já nos finais de semana, chego a usar mais, de 4, chegando até 7 horas diárias. Não me considero ‘viciada’ e consigo passar alguns dias tranquilamente sem acesso à internet. Acesso as redes sociais (Orkut e Facebook), jogos online e sites de busca para pesquisas, como o Google e Wikipédia. Acho muito boa toda esta tecnologia pelo fato de poder fazer qualquer pesquisa sem necessariamente recorrer a livros. Aproveito também para conversar e ficar mais perto dos meus amigos e da minha família. O que eu mais gosto é conversar com amigos via Facebook e MSN, brincar e fazer pesquisas.” Isabella Decesaro, 11 anos, Colégio Marista Santa Maria – Santa Maria (RS)

“Eu uso notebook, PSP (Playstation Portable) e celular todos os dias. Ainda não tenho iPad, mas espero ganhar no ano que vem. Acho legal por poder baixar mais jogos; é um celular maior e mais moderno. Primeiro uso a internet para ver o Facebook e jogar, além das pesquisas do colégio. Não consigo ficar sem a tecnologia. Quando viajei nas férias, não fiquei um dia sem o PSP. Cheguei a ir numa lanhouse e acessar a internet pelo celular do meu pai para saber o que estava acontecendo. Por outro lado, muitas vezes meu pai reclama: vai ler um livro! Como eu também gosto muito de ler, desconecto do mundo virtual e vou ler.” Alexandre Schawantes Brião, 9 anos, Colégio Marista Rosário – Porto Alegre (RS)


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Dia a dia

Use com moderação Família conta como dosar bem a internet para os filhos e criar um ambiente de interação, segurança e confiança

U

m dos desafios que intriga pais, mães e educadores hoje em dia são os limites que devem ser dados ao uso da internet às crianças e aos adolescentes. Sabemos que não é possível simplesmente proibir, uma vez que a maioria das crianças já nasce falando essa língua. A questão é que é preciso que não façam disso um hábito que não seja saudável, ou mesmo que deixem de fazer outras atividades necessárias para uma boa formação. Por um lado, a internet traz um mundo novo, com pesquisas que são necessárias para o estudo, a comunicação com amigos via chat, a interação nas redes sociais, que pode completar e reforçar algumas amizades já existentes, ou ainda o entretenimento, com jogos que desafiam a memória, estratégia, concentração e outras habilidades positivas, além de trazerem diversão e alegria. Ao mesmo tempo, essa mesma tecnologia pode trazer inúmeros problemas se não for devidamente utilizada. Desde downloads impróprios, que estragam o computador, até sérios casos de pedofilia online, invasão de privacidade, enfim, diversos problemas que já existem na vida real são aumentados na internet devido à possibilidade do anonimato que o mundo virtual permite. Rogerson Luiz de Rossi, pai de dois adolescentes - Fábio, de 13 anos e Alexander de 9 - encontrou um

método simples de proteger a família e, ao mesmo tempo, não deixar os filhos fora desta realidade online que hoje não há volta. “O segredo é criar uma disciplina com responsabilidade. Desenvolvemos uma rotina que deve ser respeitada, o que dá segurança aos meus filhos”, conta.

Regras Em Londrina (PR), na casa de Rogerson e Iris, a mãe, há um ambiente certo para o uso da internet. É um cômodo com dois computadores, que não devem ser retirados de lá. Os filhos têm o acesso ao mundo virtual limitado e, segundo Rogerson, não criam problemas por causa disso. “Eles podem utilizar ao chegar da escola até o horário do almoço, por mais ou menos meia hora, e no fim do dia, depois de feitas as atividades escolares, por mais uma hora”, explica. Aos sábados e domingos, eles acessam a internet por mais uma hora por dia, a regra é clara. “Acreditamos que eles não precisem de mais tempo no computador. Por outro lado, estimulamos e participamos de outros tipos de entretenimento com nossos filhos, dentro e fora de casa, como jogos, conversa, leitura e atividades ao ar livre” comenta Rogerson. “A internet é uma porta aberta para a entrada na nossa casa e na nossa vida. Faço esta comparação com a porta de

casa para que eles entendam que é perigoso deixá-la aberta. Assim como no mundo real, pode acontecer de tudo. Existem inúmeras situações desagradáveis que podem existir e converso abertamente com eles sobre todos os riscos da rede”, pondera.

Exemplo Os filhos de Rogerson e Iris usam mais o computador ou a internet para pesquisas ou jogos. Fábio tem Facebook e e-mail, porém Alexander não está conectado desta maneira, já que os pais acham que ainda não é o momento. Da mesma maneira como ensinam, os pais utilizam a internet apenas para algumas pesquisas ou conversas, muito raras, para trabalho ou com amigos que já conhecem e confiam. Segundo Rogerson e Iris, o segredo da boa convivência com o mundo on-line é resultado de uma boa educação, muita conversa, bons exemplos e amor incondicional que sentem pelos filhos. “É muito importante a consciência que devemos ter da nossa responsabilidade em educar em todos os sentidos: moral, intelectual, espiritual, afetivo, etc. Estamos tentando e até hoje este modelo tem dado certo”. E a família Rossi encontrou um caminho para os limites e necessidades dos filhos que está agradando a todos da casa.


 ê o exemplo a seu filho. Em qualquer D sentido da vida, em qualquer área. Ele, seguramente, irá seguir e repetir o que aprendeu e está acostumado a observar.  Tenha uma relação de confiança e esteja sempre na vida de seus filhos, desde muito pequenos.

Como usar

 Saiba o que ele está fazendo, participe, não tenha medo de perguntar diretamente a ele o que precisa saber.

Confira as dicas da

Converse sobre os perigos que existem no mundo virtual.

uma utilização saudável

Responda claramente sempre o que seus filhos perguntam.

família De Rossi para da internet

 Oriente seus filhos a não conversarem com estranhos na internet, assim como na rua, no shopping ou em qualquer outro lugar.


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Olhar

Todos curtem Facebook tem 845 milhões de usuários no mundo, mas é preciso saber usar Por Sandra Solda

H

oje não há quem não comente, curta ou discuta assuntos via Facebook. Novos amigos são feitos e os antigos são reencontrados, compartilham-se fotos, mensagens, textos, ideias ou mesmo o que se está pensando no momento ou em qual lugar se está. É impossível ficar de fora desta grande rede. Ela está disponível em mais de 70 línguas e, apenas no Brasil, são mais de 30 milhões de usuários ativos. Todos os dias, 483 milhões de pessoas se conectam e, quase metade delas, pelo celular. A atividade mais popular na rede é o

compartilhamento de fotos, o que chega a 250 milhões por dia. Ao mesmo tempo em que é uma ferramenta para entretenimento, pode ser uma porta aberta para qualquer tipo de crime ou violência. É necessário que adultos e crianças fiquem sempre atentos ao utilizar esta rede, e que os pais tenham uma conversa aberta e sincera sobre o assunto com os filhos. Ao lado algumas orientações e dicas para os pais, sugestões de como devem se comunicar com os filhos que estão cada vez mais online e conectados ao Facebook.

Não basta ser pai, é preciso acompanhar • Pode ser difícil acompanhar a tecnologia. Não tenha medo de pedir que seu filho esclareça suas dúvidas. • Caso você ainda não use o Facebook, considere registrar-se. Assim, você poderá entender como ele funciona! • Crie um grupo do Facebook para a sua família para que você tenha um espaço privado para compartilhar fotos e manter contato. • Ensine aos seus adolescentes as noções básicas de segurança online para que eles possam manter seus perfis do Facebook (e outras contas online) privados e seguros.

Como falar com seu adolescente • Você acha que consegue conversar comigo sobre problemas na escola ou online? • Ajude-me a entender por que o Facebook é importante para você. • Você pode me ajudar a criar um perfil do Facebook? • Quem são seus amigos no Facebook? • Quero ser seu amigo no Facebook. Você concorda? O que faria você concordar?

Fonte: Assessoria de imprensa Facebook Brasil


Um novo mundo Ao longo de toda esta edição da sua revista EM FAMÍLIA

utilizadas para complementar uma educação de verdade,

apresentamos discussões sobre as novas tecnologias a

fundamentada em valores éticos, morais e cristãos. Nas

serviço da Educação. Como sempre, educadores, alunos

próximas páginas você encontra as histórias, personagens,

e famílias devem compor um trio em perfeita sintonia

projetos e ideias do Colégio Marista de Frei Rogério. Fique

para que a internet e todas as suas possibilidades sejam

por dentro deste novo mundo em que seu filho vive.


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Com a palavra

Ir. Roque Brugnara, Diretor Geral do Colégio

Cada vez melhor N

em sempre tomamos consciência das dinâmicas que regem a sociedade e influenciam nossos comportamentos. Voltando-nos para o passado percebemos que entre os altos e baixos há uma linha ascendente formada pelos melhoramentos, um processo evolutivo, resultado daquela lei implícita que está em todos nós: cada vez melhor. A dinâmica de fazer sempre melhor gera a evolução social e técnica que conhecemos. O fruto desejado é o conforto crescente – às vezes com custos ambientais irreversíveis. Precisamos melhorar, mas sem gerar consequências impagáveis. A educação está incluída nessa dinâmica. Não faz muitos anos, as crianças iniciavam a vida escolar aos sete anos; agora, começam antes do segundo aniversário. O ano de 2012 abriu-se com boas perspectivas. Além de um leve crescimento numérico, melhoramos a estrutura educativa completando a

instalação de lousas digitais em todas as salas de aula. O estacionamento facilita o acesso dos pais que trazem seus filhos ao colégio e dá mais conforto aos professores e funcionários, uma equipe que se renova naturalmente e busca formação e integração em vista do bom trabalho educativo. Estamos implantando um programa de educação financeira, por meio da metodologia OPEE (Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo) para os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental ao final do Ensino Médio. As famílias serão convidadas a adotar algumas práticas complementares para o efetivo aprendizado. A pastoral escolar vem crescendo a cada ano, sobretudo nas atividades da PJM. Neste ano, damos continuidade ao processo formativo dos alunos com o projeto gentileza, cujo tema é "Gentileza, a linguagem do amor". A frase escolhida pelos alunos é: "Quando se faz o bem, renova-se a esperança".


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Educa�

Educação Infantil

As delícias da descoberta Projeto de investigação coloca as crianças como protagonistas do conhecimento

T

udo aconteceu a partir da empolgação que a turma do Infantil 5 demonstrou ao utilizar sucatas para dar forma a outro objeto, ou seja, a sucata foi usada como base para pintura, (papelão, rolos de papel, tampas, copos plásticos, pedaços de madeira etc) . Assim, estudando os artistas brasileiros descobrimos que Romero Britto também começou a usar sua criatividade e imaginação pintando sucatas, decorrente das circunstâncias modestas de sua vida. Na condição de criança pobre teve contato com o lado mais sombrio da humanidade. Assim, Romero Britto passou a pintar para trazer luz e cor para a vida e uma sequencia de atividades foram surgindo: produção de tinta, técnicas de pinturas, confecção de um carro de madeira para releitura de uma obra do artista. O projeto encantou os alunos pelo fato de Romero Britto utilizar cores vibrantes representando objetos do cotidiano infantil, como; gatos, corações borboletas, flores etc. Tudo foi colocado num caldeirão de conhecimentos e o resultado ficou estampado no brilho dos olhos da crianças que puderam – por elas mesmas! - observar, questionar e experimentar a construção do conhecimento. O projeto de investigação é um tipo de situação de aprendizagem

que ocorre com frequência na Educação Infantil Marista. Segundo Denize Munhoz, assessora educacional da Diretoria Executiva da Rede de Colégios, o ponto forte do dinamismo destes projetos está na determinante participação da criança. Afinal, aqui ela é protagonista das suas aprendizagens. Motivar as crianças a tornarem-se pequenos detetives é o primeiro passo para o sucesso da aprendizagem. “A investigação é fundamentada no encantamento das crianças. Ele é ingrediente indispensável, já que o envolvimento das crianças durante todas as etapas é intenso. O projeto de investigação fascina a criança, e também educadores e familiares que se envolvem no processo, a maravilharem-se por aprender”, explica Denize. Diante de tantas e tantas situações que podem surgir quando se mergulha no mundo do conhecimento, os professores tornam-se mediadores e companheiros de caminhada para que as crianças sensibilizem-se, encantem-se, observem, questionem, estabeleçam relações, formulem hipóteses, posicionem-se e busquem ou construam

verificações para suas hipóteses. “Os educadores, juntamente com os familiares, são grandes aliados para fazer com que as crianças experimentem, comparem, analisem, criem alternativas, antecipem e explorem consequências, citem exemplos, argumentem, escutem, busquem diferentes fontes, expressem ideias e sentimentos por meio de diferentes linguagens, concluam, sintetizem processos percorridos, partilhem aprendizagens e se sensibilizem para entender que seu ponto de vista é apenas um entre tantos possíveis”, finaliza a assessora. Diante das descobertas realizadas pelas crianças ao longo do ano, percebe-se que o rico processo vivido durante o desenvolvimento de um projeto de investigação é até mais importante que o próprio objeto de estudo das crianças. Vale a pena valorizar e incentivá-las!


Como funciona? Conheça o passo a passo do projeto de investigação Mãos à obra

De onde vem a ideia? As crianças investigam soluções para uma situação-problema. O modo como a investigação acontece é planejado e projetado com as crianças. O problema a ser investigado pode surgir da curiosidade de um grupo de crianças, de necessidade das crianças percebida pelos professores ou mesmo ser um desafio proposto pelos professores a fim de contemplar questões previamente planejadas para serem trabalhadas com as crianças durante o ano letivo. Apaixonando-se É essencial que as crianças estejam sensibilizadas e encantadas com o enigma para construírem aprendizagens durante o desenvolvimento do projeto. O objeto de investigação precisa fazer parte de contexto significativo para as crianças e a questão a ser investigada necessita estar clara para que elas possam atuar efetivamente na investigação.

Durante o processo de investigação são explicitadas as noções que as crianças possuem sobre o tema a ser investigado. As crianças levantam possibilidades de soluções para a situação-problema, planejam modos de verificar suas hipóteses e recursos necessários para construírem seus conhecimentos sobre o mistério a ser investigado. A turma negocia quem ficará responsável pelas tarefas a serem realizadas durante a investigação e faz experimentações, observações, comparações, registros em diferentes linguagens, análises e relações para resolver o problema. Hora da colheita Depois de resolvido o problema, rememoram todo o processo vivido por meio dos registros realizados, demarcam as aprendizagens construídas e as socializam.

“Espaçotempo” de investigação Vale lembrar que a investigação faz parte de todos os segmentos da educação marista, pois está relacionada ao perfil do aluno marista: pesquisador, comunicador e solidário. A missão e identidade da educação marista estão configuradas em uma escola que é “espaçotempo” de investigação e produção de conhecimento; de criação; de aprendizado político e ético; de construção de projeto de vida; de articulação de cultura, vida e fé; de formação contínua de profissionais da educação e de avaliação contínua.


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Ser melhor

A era digital a serviço do Reino de Deus “A Igreja é chamada a descobrir na cultura digital, símbolos e metamorfoses significativas que possam ajudar a falar do Reino de Deus ao homem contemporâneo”. (Papa Bento XVI) Por Vanderlei Leria, Agente de Pastoral

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ivemos em meio de um emaranhado de conexões, principalmente quando o assunto é a era digital. Hoje é quase impossível viver sem esta ferramenta que nos facilita a vida e a interação com o mundo globalizado. Utilizar essa ferramenta para anunciar o evangelho pode ser um caminho eficaz principalmente entre as juventudes que permeiam esses espaços de relacionamento. Se um dia o mestre Jesus se beneficiava com o vento a seu favor, para propagar a sua voz e assim fazer chegar à palavra aos ouvidos dos fiéis, hoje temos a internet que pode ser nossa aliada nessa missão. No Colégio Marista Frei Rogério a utilização de sites, blogs e as redes sociais tem sido grandes aliados na evangelização do Colégio, desde a elaboração de um projeto até a divulgação de seus resultados, facilitando a participação e envolvimento de gran-

de número de pessoas. Recentemente os alunos participaram na elaboração do projeto “Gentileza: a linguagem do amor”, escolhendo a música tema e a frase lema, contando com grande participação de pais e colaboradores do Colégio, e também companheiros de missão de outras unidades maristas que temos conectados. Também podemos citar ações como o gentileza virtual que desenvolvemos o ano passado através da internet e que teve como principal objetivo levar a mensagem de amor e gestos de gentileza a um número expressivo de pessoas. A prática tem demonstrado que podemos utilizar esse meio para transmitir mensagens positivas e evangelizar de cima dos telhados como fala o evangelho de Mateus 10, 27. “A Igreja é chamada a descobrir na cultura digital, símbolos e metamorfoses significativas que possam ajudar a falar do Reino de Deus

ao homem contemporâneo”. (Bento XVI sobre o 45º Dia Mundial dedicado aos meios de comunicação digital) Fico imaginando o que seria capaz de fazer hoje nosso pai fundador São Marcelino Champagnat tendo acesso a tecnologia que temos hoje. Se ele deixou-nos um enorme legado de amor e fé, quanto nós não poderemos fazer? Por isso da importância de uma postura ética em frente ao computador. Mais que um testemunho, passamos através das letras todos os nossos sentimentos; que estes sejam de fé, esperança e amor. Se hoje o sensacionalismo do cinema, do crime organizado, da pobreza esta no topo dos acessos e postagens somos chamados a nos levantar e a nos manifestar a favor do bem e ir contra essa maré de negatividade. Nada melhor de nos expressarmos através da linguagem do amor, pois melhor sentimento não há.


Destaque

Expressando sentimentos Dagliê encanta com sua dedicação ao violino Por Raquel Aline Bortoloso, Assistente de Comunicação e Marketing

F

oi após prestigiar uma apresentação de violinos que a aluna Dagliê Pereira dos Santos, da 2ª série B, decidiu que aprenderia a tocar esse delicado instrumento musical. Há seis anos, Dagliê começou a tirar as primeiras notas de seu violino e desde aquele momento soube que nunca mais deixaria de fazer música. De início uma curiosidade pelo instrumento clássico e delicado e, depois de tocar apenas como um hobby, o violino virou sua paixão e instrumento de muita dedicação. Ela conta que o violino vai além da música. “Hoje tenho os amigos do violino, fazemos viagens de grupos, encontros e trocamos conhecimento.” Apesar de acreditar que ainda existe algum preconceito com o violino por ser julgado como instrumento triste e melancólico, Dagliê afirma que a música serve para expressar sentimentos e mos-

trar alegria, por isso prefere tocar músicas populares ao invés do estilo clássico. “Qualquer música pode ser tocada no violino”, finaliza. De aluna, passou a professora e dá aulas de violino para iniciantes com o objetivo de tornar a música tão importante para seus alunos assim como é para ela. “A música faz entrarmos num mundo diferente, parece sonho. É a oportunidade de fugir um pouco da realidade e viver outro mundo”, enfatiza a estudante do Ensino Médio. Embora acredite que tenha muito que aprender e aprimorar, Dagliê já realiza alguns eventos sociais e apresenta-se em casamentos, bodas, etc. Desejamos que a aluna possa emocionar e encantar várias pessoas com o dom da música.

A música é a oportunidade de fugir um pouco da realidade e viver outro mundo.

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Caleidoscópi�

Educação Infantil utilizando os recursos da Tecnologia. Uma aula utilizando a lousa digital

Momento de oração com todos os alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio

Os bebês do Colégio. Educação Infantil 2

Aproveitando o delicioso Bosque do Colégio. Ótimo local para brincadeiras e piqueniques

Formandos do Terceirão 2011. Benção do Barro em comemoração a aprovação no vestibular 2012. Parabéns galera.

Missão Marista. Alunos do Colégio trocaram as férias do início do ano para fazer o bem ao próximo

Alunos do Colégio em uma ação do projeto Gentileza gera Gentileza, visitando hospitais

Educação Física com fitas


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Diz aí

E a vida, como vai? Qual a importância da família, da escola, da religião na sua vida e na sua felicidade?

No mundo atual, estar de bem com a vida é um grande desafio. As pessoas perderam sua qualidade de vida ao tornarem prioridade seu bem-estar financeiro. Mudando essa atitude todos poderemos nos satisfazer em relação ao trabalho, a si mesmo e às pessoas com quem convivemos. Ter um tempo só nosso para pensar em como levamos a vida é de extrema importância! Assim nos tornaremos pessoas mais confiantes e felizes. Quando buscamos melhorar como pessoa, a vida passa a valer a pena! Talvez o grande segredo para estarmos de bem com a vida é ser feliz.

É na família que aprendemos a respeitar, formamos nosso caráter e aprendemos valores para toda vida. Pela necessidade de outros relacionamentos surgem os grupos espontâneos como o da fé e o da escola. A partir da fé vem a religião nos mostrar o caminho do bem: além de nós existe um ser superior que devemos respeitar. Já a escola nos dá conhecimento para enfrentarmos os obstáculos do caminho e nos mostra que cada um tem seu potencial. Eu sou feliz! Tenho uma família maravilhosa, tenho fé, pratico minha religião e adoro minha escola!

A família é um presente muito importante para mim, pois ela me traz muita felicidade. A coisa mais preciosa na minha família é o companheirismo, o amor e a união. Tendo uma convivência sólida na família teremos mais segurança para enfrentar os desafios na escola, sociedade e religião. Religião é uma sequência que se aprende e pratica em família. A escola é um lugar onde se encontram pessoas de diferentes crenças, buscando uma preparação para a vida.

Juniétty Mônica Hugen – 2ª série B

Letícia Pereira Zancanaro – 1ª série A

Welinton Trentin – 1ª série A


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Educa�

Ensino Fundamental

CIBERN(ÉTICOS) Os professores precisam ensinar os alunos a serem bons “cidadãos digitais” Por Raquel Aline Bortoloso

J

á se foi há muito tempo a época em que os professores conseguiam atrair a atenção de uma turma cheia de alunos apenas munidos de giz e livros. Antes as maiores preocupações dos educadores em sala de aula eram as conversas paralelas, os recadinhos em pedaços de papel sendo jogados de um lado ao outro. Atualmente o cenário é outro, e nossos jovens também são outros. A era da tecnologia está presente na vida de todos. Muita informação chega rapidamente para muita gente ao mesmo tempo. É o mundo cibernético dominando nosso dia-a-dia. Hoje é necessário competir com a chegada da mídia social, na qual

todos os aspectos da sociedade são tocados, especialmente, a educação. No meio desse turbilhão de coisas acontecendo e girando em torno da cabeça dos adolescentes, é o professor que tem papel fundamental na vida do aluno, instigando e ajudando-o a construir seu conhecimento na interação com os demais e também com as várias fontes de informação de hoje. No momento, existe enorme confusão entre tecnologia e conhecimento, embora não seja a nova tecnologia que ensina, mas sim o professor; é por esse motivo que o professor sempre será indispensável. A tecnologia é um dos meios

de ensinar e traz sem dúvida, novas possibilidades de trabalhos para os educadores. Com um universo de informação de fácil acesso mudamos a maneira da comunicação e da interação entre professor e aluno. Não há mais um detentor de informação e conhecimento. Professor e aluno produzem juntos novos conhecimentos. Por isso, cada vez mais, educadores têm encontrado recursos interessantes no ambiente virtual e nas redes sociais para tornarem suas aulas mais atrativas e colaborativas. Em uma entrevista na revista “Profissão de Mestre”, Agnaldo Gerson Castanharo, gerente da Unidade


de Inovação e Competitividade do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná, diz que os jogos sociais são muito mais do que um simples entretenimento. “Acredito que os jogos sociais podem incentivar comportamentos a atitudes, como persistência, estabelecimento e cumprimento de metas, noções de planejamento e atividades, criação de estratégias, rotinas e disciplina. Acredito, também, que podem ser usados se o professor estruturar o seu plano de aula e tiver as condições necessárias para aplicar tanto o jogo quanto a reflexão que ele possa trazer”.

Apesar de criarmos uma primeira impressão negativa em relação aos jogos nas redes sociais, o que se tem observado é o contrário. Os jogos modernos têm mostrado conceitos como cooperação e ajuda mútua e podem despertar curiosidade, criatividade e noção espacial, além de agregar valor na aprendizagem das ciências, como biologia, matemática, química e física. Trabalhar com tecnologia em sala de aula não deve ser visto como diferencial para uma instituição de ensino mas como uma necessidade. Falar com o jovem a linguagem atual, educar o jovem

para o mundo em que ele vive, por isso a importância de formarmos “bons cidadãos virtuais”. Não querer privar, mas sim saber preparar e educar essa garotada para esse mundo cibernético.

“Não há mais um detentor da informação. Professor e aluno produzem juntos novos


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Educa�

Ensino Médio

Conexões inteligentes O uso de tecnologias e da internet como ferramentas na educação Por: Rogéria Ramos Monteiro, mãe das alunas Beatriz Monteiro (6º ano EFII) e Julia Monteiro (Ed Inf 5) e Mestre em Ciências da Computação, professora de Engenharia de Software Curso de Engenharia da Computação – Unoesc Joaçaba

A

tualmente estamos cercados de tecnologia. Ela está, direta ou indiretamente, em todos os serviços que utilizamos em nossas atividades diárias, seja na compra de um produto, na produção do mesmo ou na comunicação entre as pessoas. Para os estudantes de Ensino Infantil, Fundamental e Médio não é diferente. Aliás, é neste contexto que vivem desde que nasceram. Aos cinco anos, minha filha mais velha entrou no mundo digital usando o desktop que tínhamos e aprendeu em minutos a acessar o que queria com o mouse. A caçula foi direto ao notebook antes dos cinco anos e navega na internet em busca de jogos de seu interesse com facilidade. Acredito que esta experiência deve ser familiar a muitos outros pais. A sensação é que as crianças de hoje já nasceram com esta habilidade tecnológica! Percebo que muitas escolas já fazem uso de lousa digital associada à Internet e outras contam também com notebooks para cada aluno. As vantagens são muitas, entre elas o acesso a uma infinidade de materiais científicos e conteúdos multimídia que podem facilitar e agilizar o aprendizado. Sendo assim, por que não aproveitar a atração que estas tecnologias exercem sobre os alunos e a intimidade que eles têm com tais recursos para ganhar e manter a atenção deles no

processo de ensino e aprendizagem? Existem vários relatos do sucesso na aplicação destes instrumentos digitais na prática pedagógica. Um deles diz que alunos com mais dificuldade de apreensão do conteúdo participam com naturalidade e integram-se às atividades. O rendimento escolar aumenta e problemas disciplinares diminuem. Também há casos de terminar o conteúdo antes do prazo programado, sobrando tempo para as turmas do Ensino Médio revisarem os tópicos mais importantes de cada matéria. Outra história relata que o fato da lousa possibilitar a projeção de imagens, textos, apresentações de slides, vídeos, softwares educacionais interativos e também acessar conteúdos complementares na internet, deixa uma margem grande de atividades que podem ser aplicadas em todas as disciplinas. Contudo, é responsabilidade do professor planejar e valer-se de sua criatividade para usar a lousa digital aliada a outras tecnologias, como um instrumento que faz parte de uma sequência de práticas didáticas. Não é suficiente ter a tecnologia e não saber como usá-la em favor da aprendizagem do aluno. Para isso, é preciso elaborar atividades com um objetivo claro, no qual a internet e outros recursos sejam

complementares ao jeito tradicional de abordar os assuntos. Adotar projetos com temas desafiadores como a robótica ou a elaboração de um filme usando a câmera de celulares, por exemplo, podem ter efeitos surpreendentes. Além disso, formar pequenos círculos com as carteiras para favorecer trabalhos em grupos diminuem a distância entre aluno e professor, refletindo visualmente a figura do mediador do conhecimento. Outra estratégia é permitir que o aluno interaja com a lousa digital para mostrar como realizou determinado projeto, por exemplo. Para que essas e outras novas práticas pedagógicas possam de fato surtir o efeito desejado é fundamental que os professores recebam orientação e sejam capacitados para planejar suas aulas de forma equilibrada, usando tanto métodos tradicionais quanto ferramentas multimídia e softwares educacionais. Desta forma, com o apoio da administração escolar e o comprometimento entre professores e alunos, é possível adotar práticas didáticas e instrumentos de avaliação inovadores proporcionados por ferramentas digitais cujo objetivo é auxiliar na formação dos futuros profissionais esperados pelo mercado de trabalho. Como diz Lair Ribeiro, “sorte é quando preparação encontra oportunidade”.


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Gente noss�

Lembrarei para sempre! Foram poucos anos no Marista, mas deixaram muita saudade Por Silvia Spagnol Simi dos Santos, graduada em Comunicação Social - habilitação em Publicidade e Propaganda, especialização em Comunicação e Marketing e em Novas Mídias, Rádio e TV. É Mestre em Ciências da Linguagem com foco na linguagem não verbal. Atualmente, atua como Coordenadora dos cursos de Comunicação Social da Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC Câmpus de Joaçaba e também é professora em várias disciplinas dos cursos.

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inha passagem pelo Frei foi curta, de apenas três anos, porém uma das mais complexas. Insegurança, indecisão, medo e cobrança são as palavras que atormentavam a mim e aos colegas nessa fase. Hoje, olho para trás e lembro com saudades de tudo o que passou. O que fica é a lembrança de uma época de decisões difíceis, mas de muita amizade, companheirismo e dedicação. Além do conteúdo, ficam as boas recomendações dos mestres que sempre nos orientaram da melhor forma, com ensinamentos para a vida. Minha

principal lembrança é do Irmão Henrique que com muito carinho sempre nos mostrou o lado humano nas coisas. E do Irmão Délcio, muito cauteloso, embora sempre preocupado com nosso andamento nas aulas. Dos colegas, ficaram os cadernos de bilhetes, as lembranças dos encontros, dos trabalhos em equipe, das festas, da alegria em estar junto... Foram anos memoráveis que hoje lembro com saudades por marcarem minha vida e refletirem na minha profissão, na minha família, enfim, na minha vida!

“O QUE FICA É A LEMBRANÇA DE UMA ÉPOCA DE DECISÕES DIFÍCEIS, MAS DE MUITA AMIZADE,


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Essência

Por que o Marista é o Marista? Convidamos dois irmãos maristas, Ir. João Batista Pereira e Ir. Claudiano Tiecher, para nos contar por que, apesar de mudarem as pessoas e os lugares, o espírito de família sempre faz parte de um colégio Marista

A comunidade como fonte da vida

D

esde a sua fundação, no dia 2 de janeiro de 1817, o Instituto Marista se guia pelo seu carisma, um legado deixado por São Marcelino Champagnat, nosso fundador. É esse carisma que faz com que todas as Unidades Educativas do mundo se pautem em um mesmo perfil, seguindo um mesmo fio condutor. O que chamamos de carisma marista, nada mais é do que o SER (= espírito) e o AGIR (= missão) de uma pessoa e/ou de um grupo. Todos, irmãos e leigos, que estão engajados na obra marista são convidados a viver esse carisma, ou seja, o seu jeito de ser e agir, com um mesmo espírito em vistas de uma única missão: “Formar cidadãos humanos,

éticos, justos e solidários para a transformação da sociedade por meio de processos educacionais fundamentados nos valores do Evangelho, do jeito Marista”. É dessa maneira que se consegue ter essa linha de atuação e essência únicas. Todas as congregações religiosas existentes são desafiadas a viver o seu modo próprio de evangelizar de acordo com a inspiração divina que teve seu fundador. O Instituto Marista, por meio da educação das crianças e jovens, de maneira toda especial os empobrecidos, torna-se único, usando seu carisma, de forma atualizada, em cada realidade inserida nos 5 continentes onde se fazem presentes, colocando dessa forma em prática a missão deixada por São Marcelino Champagnat. São muitos os valores que ali-

cerçam a Obra Marista e que proporcionam a vivência do carisma e nossas ações apostólicas. Destacamos o amor ao trabalho, a simplicidade, a justiça, a presença significativa, a espiritualidade e o espírito de família. O Espírito de Família sempre esteve presente na Instituição Marista desde a sua fundação. O padre Marcelino Champagnat, com este valor, vislumbrava a construção de uma relação de parceria ativa entre as pessoas. Para isso era preciso acolhê-las e compreendê-las como diferentes e complementares. Esse mesmo Espírito de Família valoriza a construção coletiva, a autonomia responsável, a flexibilidade, a ajuda mútua e o perdão. Já na época do Pe. Champagnat e nos dias atuais ousa construir comunidade, com alegria, e fazer dela fonte de vida.”

Irmão João Batista Pereira Grupo Marista


Marista, um centro de fé, cultura e vida

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nossa essência reside em Marcelino Champagnat. Repleta dela, as pessoas, a geografia e a cultura abrem-se para um jeito peculiar de educar, que perpassa gerações e continua sempre atual nos variados contextos e situações em que se encontram as infâncias e as juventudes. Temos em Marcelino – homem que moldou uma educação inovadora para a época, mesclando a formação do cidadão e do cristão – uma personalidade forte, que suportou as adversidades do tempo e da história. Para ele, que tinha uma inteligência prática, a preocupação era formar professores que, antes de ensinarem, recuperassem a dignidade da pessoa, amando-a e preparando-a concretamente para os desafios da vida. Eis a essência do Marista: professores que amam, apaixonados pela missão de educar e evangelizar nos mais diferentes ambientes educativos. Cada estudante é único e respeitado em sua singularidade. Talvez esse seja o elemento-chave quando apontamos uma diferença regional entre os Colégios Maristas e, ao mesmo tempo, nos deparamos com uma igualdade de “espírito”. Impressionante é essa mesma energia contagiar os diver-

sos Colégios Maristas. Podemos afirmar que as pessoas são diferentes, mas o espírito é o mesmo. As atividades podem e devem manifestar a cultura local, mas o que nos envolve e nos faz ser reconhecidos é uma proposta que insiste nos valores de abnegação de si mesmo e abertura aos outros. O que faz um Colégio Marista ser único é a capacidade de se transformar em um centro de fé, cultura e vida. Acredito que a escola Marista é por excelência um movimento intenso de ensino e aprendizagem, em que o educando é o protagonista do próprio futuro. O espírito de família é o que nos diferencia. É feito de amor e perdão, entreajuda e apoio, esquecimento de si, abertura aos outros e alegria. Tudo isso impregna nossas atitudes e nosso proceder, de modo que o irradiamos onde quer que nos encontremos, seja na sala de aula ou em outros ambientes educativos. No dia a dia, construímos tal espírito por meio do amor ao trabalho. Nossas escolas são desafiadas, pelo Projeto Educativo, a serem espaço tempos de construção de relações interpessoais, de confiança recíproca, de perdão, de diálogo, de alteridade e de corresponsabilidade, estabelecendo um elo fraternal, de família, entre os integrantes da comunidade educativa.”

Ir. Claudiano Tiecher | Diretor-Geral do Colégio Marista João Paulo II - Província Marista do Rio Grande do Sul


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Como fazer

Menos ĂŠ mais Movimento sugere que as pessoas diminuam seus ritmos de vida para que o organismo nĂŁo entre em colapso e o planeta seja um ambiente sustentĂĄvel


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iminuir o ritmo para reconectar-se consigo mesmo, com as pessoas e com o ambiente em que se vive. Esse é o objetivo principal do movimento “Slow Life”, que surgiu na Itália, inicialmente conhecido como “Slow Food”, contra as redes de fast food e a produção insustentável de alimentos. Em seguida, vários países uniramse ao movimento e foram ampliando seus objetivos, a ideia era desacelerar não só na alimentação, mas em vários setores: indústria, educação, cultura, tecnologia e em tudo que fosse possível proporcionar ao ser humano menos estresse e ansiedade. “A ansiedade vem de um sentimento de vulnerabilidade. É uma pressão interna que deixa a pessoa acelerada sem um motivo concreto. Estar ansioso sinaliza que ela se sente sob alguma ameaça, que pode vir de dentro ou de fora, de um estado interno que não dá conta ou uma situação que oferece alguma ameaça para ela”, explica a psicóloga Aline Mamede. O ansioso pode se prejudicar no trabalho, nos estudos, na vida afetiva e social. Sua produtividade e rendimento podem cair, sua concentração

pode diminuir e pode vir a ter dificuldades de executar tarefas. “Seu comportamento pode prejudicar não só a si mesmo, como seus colegas de trabalho ou estudo, devido à sua falta de atenção e concentração e seus constantes questionamentos e apreensões”, diz Aline. É extremamente importante desacelerar, principalmente na era digital que todos são bombardeados de informação, tecnologia, trabalho, compromissos e até muito lazer. Tudo para que diminua a ansiedade em relação ao mundo, e, consequentemente, ao estresse. “Não temos como fugir, porque vivemos em um corre-corre incessante que nos traz desgaste e estresse. Trabalhar sistematicamente a ansiedade é fundamental para acalmar nosso corpo nas suas impulsividades”, ressalta a piscóloga. Exercícios físicos, relaxamento muscular, dedicação a atividades que tranquilizam, como escutar música, cuidar de plantas, trabalhos manuais, orações, podem ajudar. É importante que haja esta mudança de hábitos no estilo de vida.

É preciso desacelerar, principalmente na era digital que todos são bombardeados de informação, tecnologia, trabalho, compromissos e até muito lazer.


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Como fazer

desacelere Que tal pisar no freio e viver uma vida mais feliz? dentifique as I fontes do estresse

Defina limites

Tente descobrir os desencadeantes. Você se sente ansioso antes de uma prova? Está com a agenda cheia de compromissos? Talvez você esteja além do limite e se sente irritado e cansado. Após identificar as fontes, tente minimizá-las o máximo possível.

Não tenha medo de dizer “não” antes de assumir um grande número de compromissos, especialmente se você está equilibrando seu tempo entre faculdade, trabalho e atividades extracurriculares. É importante definir as prioridades para não se sobrecarregar. Dizer “não” pode, além de ajudá-lo a controlar o estresse, dar-lhe mais controle sobre sua vida.

Fale e compartilhe

Controle a respiração

Expor os sentimentos sem ser julgado é essencial para manter uma boa saúde mental e lidar melhor com estresse. Converse com amigos sobre como está se sentindo. Explique ao seu professor que está tendo problemas com alguma matéria, por exemplo.

 eserve mais R tempo para você Antes que você chegue ao limite, procure um tempo para ficar só e fazer o que quiser, longe das preocupações e responsabilidades do mundo. Às vezes este tempo precisa ser obrigatório, ou seja, reservado para uma atividade de relaxamento ou lazer.

Respirar pode medir e alterar o seu estado psicológico, fazendo um momento estressante aumentar ou diminuir de intensidade. Preste atenção em sua respiração. Inspirar profundamente e em seguida soltar o ar lentamente é uma excelente técnica para se sentir mais relaxado.

Exercite-se diariamente Exercícios físicos aumentam a liberação de endorfina, substância produzida naturalmente no cérebro que traz sensação de tranquilidade. Estudos mostram que o exercício, juntamente com o aumento da liberação de endorfina, faz aumentar a confiança, a autoestima e reduzir as tensões. Além do mais, se você já andou por vários quilômetros, sabe como é difícil pensar em seus problemas, quando a sua mente está focada em andar.


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Compartilhar

Vida digital Preparamos uma listinha com algumas novidades que podem facilitar sua vida ou deixá-la mais divertida

Software

Áudio-livro

MANUAL DE MÃES E PAIS SEPARADOS (grátis) Educar os filhos não é tarefa fácil, principalmente quando pai e mãe não convivem juntos um com o outro. Esse livro, disponibilizado em áudio para o Windows, foi escrito com o apoio de vários especialistas no assunto – e o mais legal: especialistas brasileiros!

P.O.K. – PROTECT OUR KIDS (grátis)

Sua vida de pai será mais tranquila com esse software instalado no seu Windows. Não é para proibir os filhos de terem relacionamentos com amigos e até com namorado ou namorada, mas para proteger os pupilos diante de ameaças realmente perigosas, como pornografia, abusos e coisas do tipo. Caso, por exemplo, o P.O.K. rastreie uma frase como “Onde você quer me encontrar?”, ele bloqueia a conexão à Internet no computador em que está sendo usado.

Quiz

QUE PAÍS É ESSE? (grátis)

Será que você consegue acertar o nome de cada país recebendo apenas dicas sobre sua história, datas e dados? Junte seu filho, curta um momento ao lado dele e teste seu conhecimento. Quem será que sabe mais?

Aplicativo

BABY MONITOR & ALARM (grátis)

Mamães e papais de todo o mundo que têm smartphone com o sistema Android poderão sair à noite e deixar seus bebês em casa com a babá ou com outro responsável sem dor de cabeça. O aplicativo tem cinco funções, entre elas o “Mum’s Voice”: a mãe grava um recado para o filho e, caso o celular que está próximo à criança reconheça seu choro, o aparelho reproduz a gravação.

Aplicativo

LINA – LOVE IS NOT ABUSE (grátis)

Esse aplicativo para iPad foi criado pensando em esclarecer e educar as pessoas sobre os abusos nas relações digitais, o famoso cyberbullying. Feito especialmente para os pais, o Lina é uma ótima ajuda na hora de identificar esse tipo de problema, geralmente difícil de ser reconhecido.


Prateleira É UM LIVRO Minha primeira indicação é para os pequenos da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. Pequenos Leitores, que tal conferir um divertido livro com o título: É UM LIVRO, da autora LANE SMITH publicado pela editora COMPANHIA DAS LETRINHAS. Dois seres muito inteligentes e curiosos, que se encontram numa divertida

aventura, em torno de um “estranho objeto”, rolando uma página após a outra, deixando-se envolver por um bate-papo que leva a uma fascinante descoberta. Que tal um dowload dessa divertida história?

A INVENÇAO DE HUGO CABRET Que tal conferir também o livro: A INVENÇÃO DE HUGO CABRET, do autor BRIAN SELZNICK, e tradutor MARCOS BAGNO, e conferir os detalhes que o filme não traz, se emocionar com o menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris, esgueirando-se por passagens secretas, descobrir sua principal ocupação e responsabilidades, perceber o que realmente fascina seus olhares. Tudo em busca de desvendar uma comovente história

que exige de Hugo coragem para enfrentar muitos riscos, principalmente quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam seu caminho. Que tal ir já para a estação e tomar esse trem agora? Quem indica: Zeneide de Lima, Biblio-

tecária – Colégio Marista São Luis

CYBERBULLYING E OUTROS RISCOS NA INTERNET DESPERTANDO A ATENÇÃO DE PAIS E PROFESSORES - 2011 Autora: ANA MARIA DE ALBUQUERQUE LIMA Editora: Wak Quem indica: Márcia Regina Savioli, Diretora Educacional – Colégio Marista

Nossa Senhora da Glória

Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação. - 2011 Autor: Ismar de Oliveira Soares Editora: Paulinas Quem indica: Irmão Vanderlei Siqueira dos Santos, Diretor Geral – Colégio Marista Pio XII – Ponta Grossa


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Solidariedade

Um jeito diferente de formar educadores C

om a intenção de contribuir com o acesso à formação de qualidade para todo o território nacional, a Rede Marista de Solidariedade (RMS) lança a Formação a distância para educadores da Primeira Infância. Voltado à extensão e pós-graduação de educadores que atuam na Educação Infantil, o projeto — desenvolvido em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) — faz parte de uma série de iniciativas da RMS no Advocacy da Primeira Infância. As aulas contarão com a tecnologia e a experiência em educação a distância da PUCPR, e foram preparadas para atender a demanda daqueles que não têm graduação, com a modalidade extensão, e aqueles que têm graduação, com a modalidade pós-graduação. Um grande diferencial da formação está na sua proposta de trabalhar o currículo da educação infantil com enfoque em direitos da criança e do adolescente. O principal objetivo da RMS ao desenvolver este projeto na modali-

dade de Educação a Distância (EAD) é ampliar o acesso à formação para públicos de diferentes regiões. Por meio de parcerias, o curso tem custos reduzidos e referentes apenas à sua execução. Os conteúdos estão sendo produzidos por especialistas que são referência nacional e internacional nos temas. Cada aluno terá acesso a ferramentas como correio eletrônico, fórum, material didático-online, chats, filmes, links e videoaulas, além do acompanhamento de um tutor especializado para grupos de 50 alunos. Para a obtenção dos certificados de pós-graduação, os alunos deverão apresentar trabalhos de conclusão de curso nos seminários presenciais. A iniciativa conta com o apoio de outras organizações, como a ONG Criança Segura, e está sendo divulgada a instituições e organizações públicas e privadas. A primeira turma terá início no segundo semestre de 2012 e as vagas são destinadas a pessoas jurídicas, por meio de cotas.

O Advocacy da Primeira Infância O termo Advocacy, ainda sem tradução para o português, significa lutar por uma causa, conscientizando a sociedade, capacitando agentes transformadores, mobilizando a população e acompanhando a atuação do poder público. O advocacy na Primeira Infância é realizado a partir das práticas institucionais. A RMS reconhece a importância da primeira infância para o desenvolvimento integral das crianças ao considerar as culturas infantis nos seus diferentes contextos e a concepção de criança enquanto sujeito de direitos. Para isso, integra as diretrizes institucionais com as políticas sociais de promoção humana e cidadã.


Atuação da RMS na Primeira Infância

Contribuição técnica em documentos relevantes para a área, como o Plano Nacional Primeira Infância.

Realização da Formação a distância para educadores da primeira infância.

Grupos de estudo e sistematização das práticas, tendo como resultado duas publicações: Currículo em movimento na Educação Infantil (parceria com a Rede Marista de Colégios) e Cores em composição na Educação Infantil (práticas dos Centros Educacionais e Sociais).

A Educação Infantil na RMS é desenvolvida em nove Unidades Sociais Maristas, e promove uma educação de qualidade para 1.304 crianças atendidas anualmente nos municípios de São Paulo (SP), Santos (SP), Ponta Grossa (PR), Cascavel (PR), Curitiba (PR) e Samambaia (DF).

Representatividade em espaços como a Rede Nacional da Primeira Infância e o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, na busca por transformações significativas e duradouras para as infâncias e juventudes.

Aprimoramento do processo de avaliação da Educação Infantil.

Desenvolvimento do Programa Itinerários Formativos, com a realização de eventos de formação com o foco no fortalecimento da rede de atendimento à primeira infância. Em 2012, quatro seminários serão realizados buscando potencializar toda a rede de atendimento à primeira infância.


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Solidariedade

Onde estão as crianças? Guia de fontes revela dados sobre as infâncias

C

om a intenção de dar visibilidade à real situação de crianças e adolescentes brasileiros, a Rede Marista de Solidariedade — por meio do Centro Marista de Defesa da Infância e contando com o apoio do Instituto HSBC Solidariedade — sistematizou ao longo de 2011 um documento que possibilita identificar onde estão as informações sobre a infância e adolescência no Brasil. A publicação FONTES SOBRE A INFÂNCIA: Diagnóstico de fontes estatísticas sobre a criança e o adolescente, lançada em abril, compila informações sobre fontes oficiais, instituições de pesquisas, núcleos e observatórios que abordam indicadores referentes à infância no Brasil, especialmente nos Estados da região Sul do país. O documento também traz elementos que contribuirão com a discussão sobre a criança e o adolescente, além de um resgate histórico da infância. Sem o monitoramento de indicadores específicos — que atualmente são pouco conhecidos, compreendidos ou, até mesmo, inexistentes — as iniciativas de incidência nas políticas

públicas voltadas para a criança e ao adolescente acabam fragilizadas. O diagnóstico realizado pelo Centro de Defesa permitirá revelar aspectos como a disponibilidade da informação, as formas que se apresentam os dados, os direitos que são violados, os programas de ação dos governos, entre outros. A ideia é proporcionar insumos importantes para a formulação/reformulação de indicadores de monitoramento. A melhoria das condições atuais das crianças, adolescentes e jovens e a transformação da sociedade brasileira dependem, em muito, de se dar visibilidade à situação em que elas se encontram. A elaboração de um sistema de indicadores sobre a infância com enfoque nos estados permite a construção de um retrato das nossas infâncias e juventudes. Este sistema pode ser usado como subsídio para argumentos e apontamentos sobre fragilidades e potencialidades; num aspecto jurídico, executivo e legislativo, sobre os direitos das infâncias e juventudes brasileiras.

Para Geliane Quemelo, Coordenadora do Centro Marista de Defesa da Infância, “a Sociedade civil tem um papel muito importante neste monitoramento e desta forma poderá contribuir cada vez mais para que o cenário de violação de direitos não se perpetue. A implementação de um sistema de monitoramento é urgente e oportuna”. O Centro Marista de Defesa da Infância compõe a Rede Marista de Solidariedade, assim como outras 23 unidades sociais que atendem cerca de 11 mil crianças e adolescentes, além de suas famílias e as comunidades onde estão inseridos. Diferente das unidades sociais, que promovem o atendimento direto ao público, a proposta do Centro de Defesa — pioneira no Paraná — está diretamente voltada à defesa dos direitos da infância e juventude. Sua finalidade é contribuir com discussões, pesquisas, publicações, acompanhamento das políticas públicas e assessoramento dos profissionais que atuam na área como forma de melhorar o cenário onde os direitos não são garantidos em sua plenitude.

DVD Direito ao Brincar A Rede Marista de Solidariedade lançou o dvd Direito ao Brincar. Com o apoio da Unicef, o dvd traz vídeos com depoimentos de educadores e educadoras e que mostram brincadeiras e atividades realizadas nas unidades sociais Maristas, além de dicas para atividades com crianças com deficiência, cuidados com o meio ambiente e a adoção de brincadeiras lúdicas e colaborativas.

O dvd faz parte da Campanha Marista pelo Direito ao Brincar. Para assistir aos vídeos das 10 iniciativas pelo Direito ao Brincar e conhecer mais sobre a campanha, acesse o site da Rede Marista de Solidariedade, www.solmarista.org.br.


Acesso e qualidade na Educação Infantil: um direito da criança.

Inscrições so para pessoas mente jurídicas, por meio de co tas.

As cotas de alunos podem ser adquiridas por instituições e organizações públicas e privadas para a formação de atores sociais com vistas ao direito das crianças pequenas à educação de qualidade.

apoio

Mais informações: infancia@marista.org.br solmarista.org.br

realização


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Inspiração

A vitória de Marcus Alegria, atividade intensa e carisma de um aluno mais que especial

M

arcus Neto, como é conhecido no Marista de Goiânia, é um menino doce, alegre e descontraído. Faz todas as atividades, pratica esportes e é popular entre os amigos, professores e funcionários. A vida sorriu para ele e ele soube retribuir, depois do revés que passou quando tinha apenas um ano. A família (Marcus, o pai e a mãe) morava nos Estados Unidos quando foi surpreendida por um incêndio na casa que provocou a morte de sua mãe, por insuficiência respiratória, e deixou graves ferimentos no pai e em Marcus, no dia 24 de dezembro de 2002. No mesmo dia, a sua avó, Maria Alzira Matos de Siqueira, foi ao encontro de todos os que estavam na UTI de um hospital (o neto, o genro e a outra filha). Marcus teve 70% de seu corpo queimado, precisou amputar o antepé e ficou quatro meses na UTI. “Trouxe meu neto para o Brasil entubado com

oxigênio e sonda gástrica. Chegando a Goiânia, ele ficou mais um mês hospitalizado e, somente em maio, foi liberado”, conta Maria Alzira. Marcus precisou aprender novamente a andar, falar e teve um amplo acompanhamento médico e psicológico. A mãe de Marcus havia comentado quase uma semana antes do acidente, que, caso morresse, queria que seu filho ficasse com a sua mãe. “Parecia que ela sabia que algo poderia acontecer”, comentou a avó. Desde que veio ao Brasil, Marcus mora com os avós, agora pais para ele, e leva uma vida completamente normal. “Ele é a razão da nossa vida, minha e do meu marido”, diz Dona Maria Alzira. Hoje com 10 anos, Marcus é um menino que, segundo a avó, tem amigos de todas as idades e em todos os lugares. Pratica judô e natação, toca bateria, adora andar de bicicle-

ta, quadriciclo, tomar banho de rio e ver filmes, principalmente da época em que era neném com sua mãe nos Estados Unidos. Marcus usava prótese, mas este mês fez uma cirurgia, e, segundo Dona Maria Alzira, não quis muito ficar se recuperando; insistiu em ir para a casa. “Ele é uma criança maravilhosa, uma pessoa que não reclama de nada na vida, atura muito bem qualquer tipo de dor”, explica. O pai de Marcus também mora no Brasil atualmente e é uma pessoa super presente na vida do filho. Mas quem tem a guarda do neto é a avó. “Eu nunca deixei ‘cair a bola’. Marcus sempre foi uma criança maravilhosa, é um menino super doce, agradável, preocupado com o bem-estar das pessoas. Ele me chama de avó, às vezes de mãe, além de chamar a madrinha dele de mãe também. Somos uma família muito feliz”, finaliza.


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Marista

Grupo Marista: muito mais que um Colégio D

epois de quase 200 anos de história em educação, é natural que o nome Marista faça você pensar numa grande rede de colégios. Mas o Grupo Marista é muito mais que isso. É uma grande família formada por mais de 14 mil colaboradores que atuam não só na educação, mas também, nas

áreas de saúde, comunicação e uma enorme rede de solidariedade. Na área da educação, da escola à universidade, formamos pessoas e trazemos resultados comprovados. Em atividades nas áreas de sa��de e comunicação, levamos sempre a melhor qualidade para públicos de diferentes con-

dições e necessidades. A área de solidariedade atende diretamente crianças e jovens empobrecidos nas unidades sociais e integra a Rede Marista de Solidariedade, que também compreende iniciativas de todas as áreas de atuação na promoção e defesa dos direitos das infâncias e juventudes.

Bons valores com excelência A missão do Grupo Marista é proporcionar essa combinação única para a construção de um mundo melhor. Conheça nossa família:

EDUCAÇÃO

SOLIDARIEDADE

SAÚDE

Educação Básica | Educação Profissional | Ensino Superior | Editorial

Ampla Rede Marista de solidariedade transversal a todos os negócios do Grupo

6 hospitais, 1 plano de saúde

• 24 mil alunos nos 16 colégios •6  2 mil formandos pela PUCPR •3  mil alunos passaram pelo TECPUC •3  4 milhões de livros vendidos em 2011

• 300 mil atendidos

•2  74 mil atendidos pelos planos de saúde e pelo SUS

COMUNICAÇÃO Lumen Comunicação •6  00 mil impactados na rádio e tv Lumen


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