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1º SEMESTRE/2012

Eu, digital Como a nova geração interage com a tecnologia


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você aprende com o mundo


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Expediente Combinação única de bons valores com excelência. O Grupo Marista conta com milhares de pessoas que diariamente vivenciam e disseminam importantes valores humanos e cristãos, com o compromisso de promover e defender os direitos das crianças e jovens. Faz parte do jeito Marista a busca constante por excelência. Na área da educação, da escola à universidade, formamos pessoas e trazemos resultados comprovados. Em atividades nas áreas de saúde e comunicação, levamos sempre a melhor qualidade para públicos de diferentes condições e necessidades. Em todas essas áreas a ação social está presente com iniciativas alinhadas ao posicionamento institucional, mas também atuamos diretamente, por meio de uma ampla rede de solidariedade. Bons valores com excelência. Nossa missão é proporcionar essa combinação única para a construção de um mundo melhor.

Presidente das Mantenedoras: Ir. Delcio Afonso Balestrin Superior Provincial: Ir. Joaquim Sperandio Superintendente ABEC/UCE: Paulo Serino de Souza Rede de Colégios: Ir. Paulinho Vogel, André Garcia, Isabel Cristina Michelan Azevedo Comunicação e Marketing ABEC/UCE: Fabiane Campana, Patrícia Fatuch, Camila Schmid, Bruno Bonamigo, Tiago Ienkot, Fábio Egg Mais, Patrícia L. Egashira, Kelen Y. Azuma, Silvia S. Tateiva,, Alexandre L. Cardoso Comunicação e Marketing Colégios: Bruna F. Gonçalves, Caroline D. Mertens, Cristiane R. Santos, Eros A. A. Martins, Eziquiel M.

brasília • Colégio Marista de Brasília - Educação Infantil e Ensino Fundamental SGAS 609 CONJ A - Bairro Asa Sul - Brasília - DF - 70200-690 - (61) 3442-9400 Colégio Marista de Brasília - Ensino Médio - SGAS 615 CONJ C - Bairro Asa Sul Brasília - DF - 70200-750 - (61) 3445-6900 CASCAVEL • Colégio Marista de Cascavel - Rua Paraná, 2680 - Centro - Cascavel PR - 85812-011 - (45) 3036-6000 CHAPECÓ • Colégio Marista São Francisco - Rua Marechal F. Peixoto, 550L - Chapecó - SC - 89801-500 - (49) 3322-3332 CRICIÚMA • Colégio Marista de Criciúma - Rua Antonio de Lucca, 334 - Criciúma SC - 88811-503 - (48) 3437-9122 CURITIBA • Colégio Marista Paranaense - Rua Bispo Dom José, 2674 Seminário Curitiba - PR - 80440-080 - (41) 3016-2552

Ramos, Fábio S. Aparício, Guilherme F. Neto, Kely C. de Souza,

Colégio Marista Santa Maria - Rua Prof. Joaquim de M. Barreto, 98 - Curitiba - PR 82200-210 (41) 3074-2500

Luana M. D. dos Santos, Luiza B. Fleury, Mateus Vitor Tadioto,

goiânia • Colégio Marista de Goiânia - Avenida Oitenta e Cinco, n. 1440

Mayara A. Haudicho, Raquel A. Bortoloso, Renato M. Pereira,

St. Marista - Goiânia - GO - 74.160-010 - (62) 4009-5875

Samira D. Dutra, Tatiane Pereira

JARAGUÁ DO SUL • Colégio Marista São Luís - Rua Mal. Deodoro da Fonseca, 520 Centro - Jaraguá do Sul - SC - 89251-700 - (47) 3371-0313 JOAÇABA • Colégio Marista Frei Rogério - Rua Frei Rogério, 596 - Joaçaba - SC 89600-000 - (49) 3522-1144

Rua Imaculada Conceição, 1155 Prado Velho – Curitiba – PR Prédio Administrativo PUCPR – 8º andar CEP: 80215-901 Tel.: (41)3271-6500

LONDRINA • Colégio Marista de Londrina - Rua Maringá, 78 - Jardim dos Bancários - Londrina - PR - 86060-000 (43) 3374-3600 MARINGÁ • Colégio Marista de Maringá - Rua São Marcelino Champagnat, 130 Centro - Maringá - PR - 87010-430 - (44) 3220-4224 PONTA GROSSA • Colégio Marista Pio XII - Rua Rodrigues Alves, 701 - Jardim Carvalho - Ponta Grossa - PR 84015-440 - (42) 3224-0374

www.marista.org.br

RIBEIRÃO PRETO • Colégio Marista de Ribeirão Preto - Rua Bernardino de Campos, 550 - Higienopólis - Ribeirão Preto - SP - 14015-130 - Fone:(16) 3977-1400

Em Família | 9ª Edição | 1º Semestre 2012

SÃO PAULO • Colégio Marista Arquidiocesano - Rua Domingos de Moraes, 2565 Vila Mariana - São Paulo - SP - 04035-000 - (11) 5081-8444 Colégio Marista Nossa Senhora da Glória - Rua Justo Azambuja, 267 - Cambuci São Paulo - SP - 01518-000 - (11) 3207-5866

Capa: Teresa Bernadete Medina Ferreira, aluna do Colégio Marista Paranaense – Curitiba (PR) Foto: Pablo Contreras

Jornalista Responsável: Luís Fernando Carneiro / Registro Profissional MTB Nº 3712 | Diagramação: Clarice Fensterseifer e Maria Andrade | Publicidade: Ariane Rodrigues | R. Casemiro José Marques de Abreu, 706 – Ahú – Curitiba/PR – CEP: 82200-130 – Fone: (41) 3018-8805 | www.editoraruah.com.br | Quer anunciar? Entre em contato conosco pelo fone (41) 3018-8805 ou pelo site www.editoraruah.com.br Periodicidade da publicação: semestral Todos os direitos reservados. Todas as opiniões são de responsabilidade dos respectivos autores.


Primeira impressão

Um Desafio de Valor Por Ir. Paulinho Vogel

P

ermitam-me pais, alunos e professores fazerem-lhes uma constatação: o uso efetivo das tecnologias de informação e comunicação em minhas atividades profissionais e estudantis foi iniciado quando já contava com 21 anos de idade e com 25 passei a usar telefone celular. Todo o meu desenvolvimento físico, mental e espiritual já estava praticamente finalizado quando comecei a ter contato com as novas tecnologias da informação. Hoje fico impressionado, e encantado ao mesmo tempo, quando assisto à integração, quase que natural, dessas e outras novas tecnologias, no cotidiano da vida das crianças em plena fase de desenvolvimento. Outro dia meus dois sobrinhos de 3 anos de idade, falavam-se ao celular. Certamente esta constatação não é uma descoberta só minha e com certeza alguns devem estar mais preocupados e/ou impressionados. Mas a preocupação/encanto/surpresa aumenta na medida em que

nos damos conta das transformações que estão sendo operadas no comportamento de todas as pessoas, impactadas constantemente pelo, já nem tão novo, fenômeno chamado INTERNET (muitos afirmam que não vivem mais sem ele). A internet trouxe mais do que uma revolução tecnológica. A revolução comportamental, advinda da facilidade de comunicação entre as pessoas, cria uma nova percepção relacionada aos saberes, competências e habilidades e tantas outras aplicações das áreas do conhecimento humano. O que a internet proporcionou à humanidade é, sem dúvida, sem precedentes na sua história. A educação, nesse contexto, passa a ser não mais responsabilidade apenas da escola, mas uma tarefa natural da sociedade. Neste sentido, aprende-se em espaços formais, organizados pelo colégio, e em espaços informais que a internet proporciona: Orkut, Facebook, You-

Tube, MSN, em livros impressos e/ou digitais, na televisão, no cinema, no teatro. Aprende-se em todo lugar e de diversas formas, uma vez que se amplia o espaço pedagógico. Esses espaços ampliados de conhecimento possibilitam amplo acesso aos mais variados campos do conhecimento, e de todos os tipos de conhecimento. Mas, pode o aluno, em plena fase de desenvolvimento, ter a sabedoria necessária para verificar de que maneira irá utilizar o que aprender e se tal conhecimento vale à pena? Esse talvez seja o espaço de trabalho da instituição escolar quando, convicta dos valores a que se propõe, ensina e educa seus alunos oferecendo-lhes as condições necessárias para que optem pelos conhecimentos que agregarão valor às suas vidas. Uma boa leitura a todos, na certeza de que podemos nos educar cada vez mais e melhor, para a leitura crítica e atenta dos conhecimentos gerados pela humanidade.

Ir. Paulinho Vogel é Diretor Executivo da Rede Marista de Colégios

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Entrevista


A comunicação na era digital Especialista explica por que as redes sociais e a tecnologia podem ser, com cautela, bons aliados tanto para a educação como para os negócios

A

ndré Telles é pai de aluna Marista, publicitário e especialista em comunicação digital. Foi o primeiro brasileiro a publicar, em 2005, livro sobre marketing nas redes sociais, o “Orkut.com”. Em 2008, lançou o “Geração Digital” e depois “A Revolução das Mídias Sociais”. Acostumado a dar palestras em todo o Brasil sobre as novas tecnologias, nesta entrevista ele fala sobre a relação e os limites entre a era digital e a educação. André tem uma filha na terceira série do Marista e, segundo ele, ela adora jogar os aplicativos do iphone, além de praticar esportes e ser uma ótima aluna. Para ele, na era digital e entre tantos avanços e informações que recebemos diariamente, o segredo está no equilíbrio.

Por que você se interessou por se especializar na área digital? O que te chamou a atenção? Sempre fui um apaixonado por novas mídias, estratégias guerrilheiras de marketing e mídias alternativas. Quando percebi as redes sociais online como uma possibilidade de relacionamento entre consumidores e empresas, além da falta de atenção que se dava ao tema, decidi estudar o assunto e publicar meu primeiro livro sobre o tema, em 2005. Acredito que tenha cumprido a missão que me motivou, contribuindo para abrir um segmento de mercado até então pouco explorado e com poucos profissionais especializados. Hoje, temos cursos

de pós-graduação em marketing digital, um novo mercado para os profissionais de comunicação e as empresas já tem noção da importância de um trabalho profissional de Social Media Marketing nas diversas mídias sociais. Aqui no Brasil este desenvolvimento se diferencia dos outros países? Estamos entre os três países que mais acessam mídias sociais mundialmente. Dos 81,3 milhões de internautas brasileiros, 90% estão presentes em alguma mídia social. Sem dúvida, o brasileiro adora participar de mídias sociais, nossas características de interagir facilmente são transpostas para o mundo virtual.


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Entrevista

E a educação, como pode se beneficiar com a tecnologia? A aprendizagem é um ato fundamentalmente social. Nossa habilidade intrínseca para aprender em conjunto pode ser facilitada pelas tecnologias emergentes que estendem, alargam e aprofundam nosso alcance. As inovações tecnológicas permitem um novo tipo de ecossistema construído no conhecimento e com as pessoas na posição central. Os pais devem dar algum tipo de limite aos seus filhos? Quais? De que maneira? Acredito que tudo que é em exagero é prejudicial. As novas tecnologias podem ser potentes aliados na educação de crianças e adolescentes. Temos aplicativos para dispositivos mobile focados neste público, assim como temos à nossa disposição mecanismos de busca (Google) que substituíram as imensas enci-

clopédias do meu tempo de estudante. Quanto à questão de limite, cada família deve buscar informação sobre como orientar seus filhos para os riscos e benefícios que a internet e novas tecnologias podem proporcionar. Para onde estamos caminhando com a era digital? Surgirão cada vez mais inovações tecnológicas ligadas à geolocalização, realidade aumentada, vídeos e fotos. O compartilhamento destas informações será cada vez mais facilitado por meio dos dispositivos móveis, como tablets e smartphones. Quais são seus próximos projetos? Algum livro em vista? Sim, há um quarto livro para ser lançado em 2012. Atuo como consultor e professor em pós-graduações ligadas ao Marketing Digital, além de ser sócio da agência especializada em comunicação digital, a Mentes Digitais.

Cada família deve buscar informação sobre como orientar seus filhos para os riscos e benefícios que a internet e novas tecnologias podem proporcionar.


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Capa

Tudo a um toque Adolescentes e crianças nasceram com celulares, notebooks, tablets e uma infinidade de acessórios que sentem que tudo faz parte delas. Qual o limite desta interação? Por Sandra Solda


Adoro acompanhar blogs e sites sobre arquitetura. Adoro tecnologia, mas é preciso ter cuidado para que ela não atrapalhe os estudos e até mesmo o tempo que a gente tem para fazer outras coisas.

É

impossível imaginar, pelo menos para uma pessoa que tenha menos de vinte anos, uma vida sem tecnologia. Não estamos falando de televisão, rádio, eletrodomésticos, mas de computadores, celulares, notebooks, tablets e mais uma infinidade de coisas que a cada dia se multiplica e atrai pessoas de todas as idades. Os pais fazem parte do grupo dos “imigrantes digitais”, aquela geração que apesar de não nascer com esta tecnologia passou a usar e dominar tais equipamentos. Essa turma sempre terá uma certa resistência em algum ponto, algum resquício ou saudosismo de equipamentos – como o fax – que as crianças de hoje não sabem nem o que é. Afinal, elas nasceram em outro momento e utilizam a tecnologia e seus acessórios como uma extensão do seu corpo. E como fica este encontro de gerações? Como fica a situação em casa, na escola, na vida social? Para a Profª Drª Helena Sporleder Côrtes (Faculdade de Educação – PUCRS) a tecnologia como um conjunto de processos e produtos eletroeletrônicos, ágeis e acessíveis a uso, promove cada vez mais o conforto e a interação sociocultural da vida humana. “É parte integrante e indissociável do universo das crianças e adolescentes contemporâneos”, explica. Segundo ela, os chamados “nativos digitais” certamente desenvol-

veram novas formas de aprender, de pensar, de sentir e de perceber o mundo. “O maior desafio educacional dos nossos dias é, tanto em casa como na escola, formar crianças, adolescentes e jovens para que se tornem usuários críticos da tecnologia”, afirma a professora, que acredita que tudo isto está sendo criado pelo homem para seu conforto, para viver melhor e mais facilmente atingir seus objetivos; desde o instrumento mais simples, como um lápis e uma folha de papel, até o computador mais avançado. Para Helena, na essência, a tecnologia por si só não é boa ou má, isso dependo do uso que é feito dela. Educação e Tecnologia Há muita discussão hoje em dia sobre a tecnologia empregada na educação, em até onde ela auxilia, onde pode prejudicar, onde é essencial e como deve ser utilizada em sala de aula, em casa ou em atividades extracurriculares. O que todos concordam é que, por trás de toda tecnologia, deve ter uma boa equipe pedagógica. Caso contrário, ela se torna mais um meio que será inutilizado por não ser bem orientado por profissionais da educação.

Teresa Bernadete Medina Ferreira, Colégio Marista Paranaense – Curitiba (PR)


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Capa

“De acordo com estudos da neurociência, o cérebro estabelece conexões neuronais em frente à tela do computador ou videogame que se diferenciam das conexões que se dão ao escrever ou desenhar no papel. Estes dois tipos de conexão são essenciais para o desenvolvimento do indivíduo e, por isso, deve haver um equilíbrio entre os dois”, explica a supervisora educacional Viviane Marie Truda, da Província Marista do Rio Grande do Sul. Ela afirma também que, em virtude da velocidade de seu avanço, a tecnologia e o mundo digital devem ser vistos como ferramentas de apoio pedagógico e de comunicação, e não uma única condição básica para a educação. Por esta razão, os meios digitais precisam ser considerados meios importantes. É fundamental que os profissionais da educação estejam preparados para lidar com esta tecnologia e adaptar-se à nova realidade. “Se o professor não refletir regularmente sobre suas práticas, para, quando necessário, ajustá-las às necessidades e características do estudante de hoje, ou seja, à sua forma de pensar e de aprender, aumentará o fosso que separa essas gerações. É preciso saber lidar com estas diferenças e encontrar formas eficientes e interessantes de trabalhar em sala de aula”, ressalta Viviane. Por outro lado, os estudantes também precisam ser conscientes e aprender a usar com inteligência tudo

que recebem de inovação. “É um problema quando um estudante acredita que a tecnologia vai resolver todos os seus problemas. Por exemplo, quando ele , em vez de ler um livro, procura o resumo na internet e se dá por satisfeito com isso”, alerta a supervisora. Iniciação ao mundo digital Viviane explica que a criança, adolescente ou jovem, ao ficar na frente de um computador, celular, ou seja qual for o meio, deixa de fazer outras coisas, como brincar, correr, estar com os amigos, praticar esportes, o que é fundamental para a construção do indivíduo. Ela pula etapas. “Acho um problema sério uma criança de quatro ou cinco anos com um celular na mão”.

"É preciso saber lidar com estas diferenças e encontrar formas eficientes e interessantes de trabalhar os conteúdos de ensino." Por outro lado, a supervisora acredita que a tecnologia e a internet, bem utilizadas e na idade recomendada, complementam a educação e a vida e trazem informações rápidas nos ambientes cooperativos e interativos. As redes sociais aproximam as pessoas: muitos pais e filhos só trocam afetividade por

uma conversa online ou mesmo por email, coisas que não conseguem dizer pessoalmente. “A comunicação via internet deve ser só um complemento. As relações pessoais devem existir. As pessoas se comunicam com o mundo, mas não estão mais dialogando. Para tudo na vida existe um tempo e uma hora certa, e com a tecnologia também deve ser assim. O limite deve ser dado aos filhos, e os pais devem ficar atentos porque, principalmente a internet, é um espaço aberto para problemas, como o assédio moral, sexual, e outros crimes que vemos por aí”, pondera Viviane. Para Helena, as chamadas gerações X e Y, filhos diretos da renovação tecnológica que vem arrasando a forma de viver da sociedade atual, seguidamente comportam-se como dependentes desta tecnologia: não vivem mais sem o gadget da hora, passam o dia a enviar/receber mensagens de texto e a tuitar (que já virou um verbo), vivendo muito mais a vida virtual que a vida real. “Independente de uma reflexão mais aprofundada, que investigue os problemas de natureza psicológica e sociocultural que envolvem a questão, talvez o primeiro ponto a destacar seja a falta de limites que a família e a escola têm deixado de estabelecer, no que diz respeito às formas e aos momentos mais indicados para o uso destes artefatos”, enfatiza.


Para mim a internet é como um mundo à parte, onde encontro jogos e uma série de coisas que gosto. Por outro lado, é onde encontro muitas informações que preciso para estudar e conversar com meus amigos. João Francisco Montiel Soares, 11 anos, Colégio Marista Paranaense – Curitiba (PR)


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Capa

Mercado promissor É um caminho que não há volta: a cada dia teremos mais avanços, e isto é fato. Os fabricantes estão cada vez mais apressados em lançar seus produtos ou serviços, assim como os consumidores também estão ávidos por comprar – muitos passam horas e dias em filas para serem os primeiros a ter tal produto e pagam mais caro por isso. É inerente ao ser humano, não adianta querer ignorar, pois isto acontece em todos os setores, em todas as áreas e não só na tecnológica. Uma análise do comportamento de mercado é objeto de estudo de economistas e hoje, mesmo os leigos, são capazes de perceber que as novas ferramentas tecnológicas são responsáveis por um volume enorme de vendas, todos objetos de desejo de consumo dessa geração de adolescentes e crianças.

Isso é muito claro: o Brasil possui hoje mais celulares ativos que seu número de habitantes. Outra informação importante é que o poder aquisitivo das classes mais populares aumentou, que agora têm mais acesso a televisores, notebooks, tablets, mp4, demonstrando que é um mercado cada vez mais promissor.

Como o caminho é este e o avanço deve ser cada vez mais rápido, é fundamental que todos pensem que devem fazer da tecnologia uma aliada, e não ficar dependente dela. Usá-la para estreitar laços, sejam de amizade, profissionais, familiares, e nunca substituir as relações reais pelas virtuais. Não trocar um passeio, uma viagem, uma brincadeira ou conversa por uma atividade online. Tecnologia também é aprendizado, entretenimento e comunicação, mas viver a vida real com pessoas ao lado é muito melhor e mais importante.


A força das redes sociais Os espaços digitais e as redes sociais, se bem utilizadas, tornam-se grandes aliados na comunicação com os jovens. Qualquer empresa, organização ou instituição precisa, basicamente, ter no mínimo um site para começar a relação. Mas só isso não basta, é apenas uma vitrine. Segundo Bruno Bonamigo, analista de Comunicação do Grupo Marista, foi criado, em 2009, um twitter para a comunicação com os estudantes. No ano seguinte foram mais além e criaram uma página no Facebook. “Apenas o site não atraía mais, era muito estático, precisávamos ter uma interação, estar mais próximos dos alunos”, diz. A entrada nas redes sociais foi um sucesso, atingiu muito mais os estudantes, que passaram a usar também como um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Inicialmente foram priorizados o Ensino Fundamental 2 e o Médio, que abrangem estudantes de 11 a 17 anos. “Precisamos sempre nos adaptar à nova realidade, sempre implementando tecnologias que nos aproximem do nosso público, além de ser imprescindível que agreguem conteúdo sempre aliado à área pedagógica”, explica Bruno.

“Gosto muito de ver vídeos, escutar música, usar os aplicativos do iTunes e, principalmente, usar as redes sociais, como o Facebook, o Twitter, o Skype e o Instagram. Atualmente estou me conectando muito mais pelo iPhone, mas também utilizo o meu computador e o Ipad da família. Eu conseguiria ficar sem a internet, mas seria muito difícil. Há um tempo, não conseguia passar muitas horas sem conferir as atualizações do Facebook, sem tuitar ou postar imagens no Instagram. No final do ano passado, percebi que minha diversão tinha se tornado uma obsessão e tomei uma atitude. De lá para cá, só entro na internet quando realmente tenho tempo, ou quando preciso tirar dúvidas e realizar trabalhos.” Nicole Dupont, 13 anos, Colégio Marista Pio XII – Novo Hamburgo (RS)

“Uso a internet pelo notebook, cerca de 2 a 3 horas por dia, durante a semana. Já nos finais de semana, chego a usar mais, de 4, chegando até 7 horas diárias. Não me considero ‘viciada’ e consigo passar alguns dias tranquilamente sem acesso à internet. Acesso as redes sociais (Orkut e Facebook), jogos online e sites de busca para pesquisas, como o Google e Wikipédia. Acho muito boa toda esta tecnologia pelo fato de poder fazer qualquer pesquisa sem necessariamente recorrer a livros. Aproveito também para conversar e ficar mais perto dos meus amigos e da minha família. O que eu mais gosto é conversar com amigos via Facebook e MSN, brincar e fazer pesquisas.” Isabella Decesaro, 11 anos, Colégio Marista Santa Maria – Santa Maria (RS)

“Eu uso notebook, PSP (Playstation Portable) e celular todos os dias. Ainda não tenho iPad, mas espero ganhar no ano que vem. Acho legal por poder baixar mais jogos; é um celular maior e mais moderno. Primeiro uso a internet para ver o Facebook e jogar, além das pesquisas do colégio. Não consigo ficar sem a tecnologia. Quando viajei nas férias, não fiquei um dia sem o PSP. Cheguei a ir numa lanhouse e acessar a internet pelo celular do meu pai para saber o que estava acontecendo. Por outro lado, muitas vezes meu pai reclama: vai ler um livro! Como eu também gosto muito de ler, desconecto do mundo virtual e vou ler.” Alexandre Schawantes Brião, 9 anos, Colégio Marista Rosário – Porto Alegre (RS)


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Dia a dia

Use com moderação Família conta como dosar bem a internet para os filhos e criar um ambiente de interação, segurança e confiança

U

m dos desafios que intriga pais, mães e educadores hoje em dia são os limites que devem ser dados ao uso da internet às crianças e aos adolescentes. Sabemos que não é possível simplesmente proibir, uma vez que a maioria das crianças já nasce falando essa língua. A questão é que é preciso que não façam disso um hábito que não seja saudável, ou mesmo que deixem de fazer outras atividades necessárias para uma boa formação. Por um lado, a internet traz um mundo novo, com pesquisas que são necessárias para o estudo, a comunicação com amigos via chat, a interação nas redes sociais, que pode completar e reforçar algumas amizades já existentes, ou ainda o entretenimento, com jogos que desafiam a memória, estratégia, concentração e outras habilidades positivas, além de trazerem diversão e alegria. Ao mesmo tempo, essa mesma tecnologia pode trazer inúmeros problemas se não for devidamente utilizada. Desde downloads impróprios, que estragam o computador, até sérios casos de pedofilia online, invasão de privacidade, enfim, diversos problemas que já existem na vida real são aumentados na internet devido à possibilidade do anonimato que o mundo virtual permite. Rogerson Luiz de Rossi, pai de dois adolescentes - Fábio, de 13 anos e Alexander de 9 - encontrou um

método simples de proteger a família e, ao mesmo tempo, não deixar os filhos fora desta realidade online que hoje não há volta. “O segredo é criar uma disciplina com responsabilidade. Desenvolvemos uma rotina que deve ser respeitada, o que dá segurança aos meus filhos”, conta.

Regras Em Londrina (PR), na casa de Rogerson e Iris, a mãe, há um ambiente certo para o uso da internet. É um cômodo com dois computadores, que não devem ser retirados de lá. Os filhos têm o acesso ao mundo virtual limitado e, segundo Rogerson, não criam problemas por causa disso. “Eles podem utilizar ao chegar da escola até o horário do almoço, por mais ou menos meia hora, e no fim do dia, depois de feitas as atividades escolares, por mais uma hora”, explica. Aos sábados e domingos, eles acessam a internet por mais uma hora por dia, a regra é clara. “Acreditamos que eles não precisem de mais tempo no computador. Por outro lado, estimulamos e participamos de outros tipos de entretenimento com nossos filhos, dentro e fora de casa, como jogos, conversa, leitura e atividades ao ar livre” comenta Rogerson. “A internet é uma porta aberta para a entrada na nossa casa e na nossa vida. Faço esta comparação com a porta de

casa para que eles entendam que é perigoso deixá-la aberta. Assim como no mundo real, pode acontecer de tudo. Existem inúmeras situações desagradáveis que podem existir e converso abertamente com eles sobre todos os riscos da rede”, pondera.

Exemplo Os filhos de Rogerson e Iris usam mais o computador ou a internet para pesquisas ou jogos. Fábio tem Facebook e e-mail, porém Alexander não está conectado desta maneira, já que os pais acham que ainda não é o momento. Da mesma maneira como ensinam, os pais utilizam a internet apenas para algumas pesquisas ou conversas, muito raras, para trabalho ou com amigos que já conhecem e confiam. Segundo Rogerson e Iris, o segredo da boa convivência com o mundo on-line é resultado de uma boa educação, muita conversa, bons exemplos e amor incondicional que sentem pelos filhos. “É muito importante a consciência que devemos ter da nossa responsabilidade em educar em todos os sentidos: moral, intelectual, espiritual, afetivo, etc. Estamos tentando e até hoje este modelo tem dado certo”. E a família Rossi encontrou um caminho para os limites e necessidades dos filhos que está agradando a todos da casa.


 ê o exemplo a seu filho. Em qualquer D sentido da vida, em qualquer área. Ele, seguramente, irá seguir e repetir o que aprendeu e está acostumado a observar.  Tenha uma relação de confiança e esteja sempre na vida de seus filhos, desde muito pequenos.

Como usar

 Saiba o que ele está fazendo, participe, não tenha medo de perguntar diretamente a ele o que precisa saber.

Confira as dicas da

Converse sobre os perigos que existem no mundo virtual.

uma utilização saudável

Responda claramente sempre o que seus filhos perguntam.

família De Rossi para da internet

 Oriente seus filhos a não conversarem com estranhos na internet, assim como na rua, no shopping ou em qualquer outro lugar.


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Olhar

Todos curtem Facebook tem 845 milhões de usuários no mundo, mas é preciso saber usar Por Sandra Solda

H

oje não há quem não comente, curta ou discuta assuntos via Facebook. Novos amigos são feitos e os antigos são reencontrados, compartilham-se fotos, mensagens, textos, ideias ou mesmo o que se está pensando no momento ou em qual lugar se está. É impossível ficar de fora desta grande rede. Ela está disponível em mais de 70 línguas e, apenas no Brasil, são mais de 30 milhões de usuários ativos. Todos os dias, 483 milhões de pessoas se conectam e, quase metade delas, pelo celular. A atividade mais popular na rede é o

compartilhamento de fotos, o que chega a 250 milhões por dia. Ao mesmo tempo em que é uma ferramenta para entretenimento, pode ser uma porta aberta para qualquer tipo de crime ou violência. É necessário que adultos e crianças fiquem sempre atentos ao utilizar esta rede, e que os pais tenham uma conversa aberta e sincera sobre o assunto com os filhos. Ao lado algumas orientações e dicas para os pais, sugestões de como devem se comunicar com os filhos que estão cada vez mais online e conectados ao Facebook.

Não basta ser pai, é preciso acompanhar • Pode ser difícil acompanhar a tecnologia. Não tenha medo de pedir que seu filho esclareça suas dúvidas. • Caso você ainda não use o Facebook, considere registrar-se. Assim, você poderá entender como ele funciona! • Crie um grupo do Facebook para a sua família para que você tenha um espaço privado para compartilhar fotos e manter contato. • Ensine aos seus adolescentes as noções básicas de segurança online para que eles possam manter seus perfis do Facebook (e outras contas online) privados e seguros.

Como falar com seu adolescente • Você acha que consegue conversar comigo sobre problemas na escola ou online? • Ajude-me a entender por que o Facebook é importante para você. • Você pode me ajudar a criar um perfil do Facebook? • Quem são seus amigos no Facebook? • Quero ser seu amigo no Facebook. Você concorda? O que faria você concordar?

Fonte: Assessoria de imprensa Facebook Brasil


Um novo mundo Ao longo de toda esta edição da sua revista EM FAMÍLIA

utilizadas para complementar uma educação de verdade,

apresentamos discussões sobre as novas tecnologias a

fundamentada em valores éticos, morais e cristãos. Nas

serviço da Educação. Como sempre, educadores, alunos

próximas páginas você encontra as histórias, personagens,

e famílias devem compor um trio em perfeita sintonia

projetos e ideias do Colégio Marista Arquidiocesano. Fique

para que a internet e todas as suas possibilidades sejam

por dentro deste novo mundo em que seu filho vive.


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Com a palavra

Ascânio João (CHICO) Sedrez

- Diretor Geral

Gente, recursos, aprendizagens! U

m ano letivo correndo veloz... Tivemos um período de férias de verão com qualificação dos espaços educativos, especialmente um grande investimento na infraestrutura elétrica e tecnológica. Reformamos 36 salas de aula, as salas de música, os camarins do Salão Nobre, a portaria da Afonso Celso, além de outras pequenas e grandes manutenções. Esse empenho não tem outra finalidade senão permitir que eduquemos mais e melhor e que os nossos estudantes tenham melhores condições para aprendizagem. Contudo, os especialistas têm afirmado que os recursos tecnológicos inseridos na vida escolar ainda não se tornaram garantia de um aprimoramento nas aprendizagens dos alunos.

Conscientes deste limite, nosso investimento constante na formação dos professores, em aquisição de equipamentos e o permanente incentivo ao uso dos recursos dos novos portadores de conteúdos e dos ambientes virtuais de aprendizagem com certeza aumenta as possibilidades de um aprendizado mais significativo, amplo e participativo dos estudantes e de seus educadores, eternos aprendizes. As aprendizagens não acontecem de forma unidirecional. Somos todos interlocutores, e não destinatários, neste processo de sempre aprender. As trocas, a interação, a colaboração qualificada de todos os personagens desta aventura educativa são fundamentais para criar sujeitos comprometidos com sua aprendizagem,

como pesquisadores, que se tornam portadores de conhecimento e, por isso, comunicadores solidários de boas notícias, de valores Maristas e de conhecimentos. É maravilhoso observar o brilho nos olhos das crianças e adolescentes, dos pais dos estudantes – muitos deles antigos alunos Maristas do Arqui e de muitas escolas de nosso grupo, em todo o país –, além do especial brilho que caracteriza um educador engajado no Projeto Marista de Educação. Somos artífices de novas possibilidades, de mundos novos para nós próprios e para a humanidade: educar(-se) para ser e construir o bem! Estamos juntos para crescer! Contem conosco.


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Educa�

Educação Infantil

Conexão total Arqui integra tecnologia e autonomia no aprendizado das crianças Por Equipe de Tecnologia Educacional

A

sociedade passa por uma revolução da informação e da comunicação sem precedentes. Novas formas de agir e interagir estão surgindo para integrar as potencialidades das tecnologias às práticas pedagógicas. Na Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental não poderia ser diferente; busca-se a formação integral das crianças ao organizar espaços tecnológicos que abordem múltiplas linguagens e respeitem os desejos que os alunos manifestam de seu modo próprio, ativo e diversificado de se relacionar com o mundo que os cerca. No Arqui, a educação tecnológica acontece de forma integrada ao currículo, permitindo que a criança utilize o seu modo de falar, ver, ouvir, interpretar e representar o mundo visando construir seu pensamento e desenvolver a capacidade de aprender em ambientes diversificados. Para isso, há no Colégio o Laboratório de Informática, o Laboratório de Robótica, o Planetário Móvel e a presença do computador nas salas de aula da Educação Infantil.

Na sala de aula o computador é uma poderosa ferramenta que, por estar conectada à internet, possibilita a realização de pesquisas, permite a utilização de jogos relacionados com os temas estudados em grupo e auxilia no desenvolvimento de projetos. A equipe de Tecnologia Educacional cuida da qualidade, interatividade e conteúdo dos programas utilizados pelas crianças e orienta os professores com relação à segurança e escolha de sites com informações confiáveis e adequadas à faixa etária para a pesquisa. Utiliza-se o Laboratório de Informática semanalmente para diversificar a oferta de possibilidades aos pequenos alunos. Nas atividades, é feito uso da lousa digital e as crianças trabalham em duplas, interagindo ao mesmo

tempo com o colega e com o virtual. É nessa interação que são estimuladas a buscar informações em lugares distantes de onde estão. O mundo passa a ser a sala de aula; viabiliza-se um aumento de informações estruturantes ao visitar museus, zoológicos e centros de ciência e pesquisa, assistir a vídeos de fenômenos e experimentos, consultar e conversar com especialistas para sanar dúvidas e enriquecer os conhecimentos. Trabalha-se para que todas as crianças desenvolvam e interajam com os jogos e atividades propostas ao mesmo tempo. Outro ambiente que oferece a possibilidade de desenvolvimento de várias linguagens é o Laboratório de Robótica. Nas aulas de Educação Tecnológica/Robótica, foi criada


uma comunidade de investigação na qual a ação da criança é protagonista e ativa. Por meio da aprendizagem lúdica, os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental utilizam apostilas de passo a passo e kits Lego Duplo, que permitem desenvolver diversas montagens e criar projetos. Os encontros fazem parte do planejamento mensal e são desenvolvidos coletivamente, com colaboração direta de cada aluno do grupo. Dos diversos projetos realizados, dois se destacaram pela emoção e

envolvimento dos alunos: “Caminhão de Bombeiro” e “Teleférico”. Nas duas montagens, o grupo foi dividido e o sucesso e a conclusão só se tornaram possíveis por meio da partilha, colaboração e empenho de toda a equipe. O levantamento de hipóteses e a problematização fazem parte da metodologia adotada nas atividades desenvolvidas no Laboratório de Robótica, abrindo espaço para desenvolver a criatividade, a investigação e a pesquisa. Estas atividades constroem

valores, estimulam o pensamento na descoberta de novos conhecimentos e propiciam o trabalho em grupo, levando os alunos a perceber que suas teorias estão em contínuo processo de negociação e construção. Com a estrutura pedagógica oferecida e investimento na preparação de professores, as tecnologias oferecidas pelo Arquidiocesano vêm para enriquecer e colaborar no processo de aprendizagem, colocando as crianças em contato com o mundo da tecnologia, da autonomia e da convivência.


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Ser melhor

Elogio à Tecnologia Ciência e tecnologia andam de mãos dadas em favor da melhoria da existência humana Por Geraldo Magela Luz Frade

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esde os tempos mais remotos, a humanidade desenvolve sua habilidade de fazer coisas. Iniciou-se quando os humanos perceberam que poderiam criar utensílios que pudessem melhorar e facilitar sua existência. Dos artefatos mais simples até as máquinas de tecnologia sofisticada, tudo isso passou e passa pela condição humana de recriar o mundo de modo que a existência possa ser mais aprazível. Com o advento e o progresso das ciências modernas, os artifícios tornaram-se cada vez mais aprimorados. Quando o simples domínio de fazer coisas não bastava mais, a técnica se associou ao conhecimento científico, assimilando seu saber. Desde então, a técnica atingiu seu ápice, tornando-se um poderoso instrumento do conhecimento: a tecnologia. Esta associação

foi tão benéfica que, hoje, ciência e tecnologia não se separam, andam de mãos dadas. Ambas se dirigem em favor da melhoria da existência humana. Em todos os lugares são vistas marcas de um mundo construído pela potencialidade tecnológica. Quando se vê jovens estudantes que não se contentam com realidades de sofrimento e, indignados, organizam-se buscando olhar para novos horizontes, é possível vislumbrar uma tecnologia autêntica a favor da humanidade. Além de viver no mundo da técnica, é condição humana viver entre os humanos. Ninguém está sozinho, lançado ao mundo; vivemos em uma realidade na qual precisamos uns dos outros. O apelo à face do outro toca nossa existência e somos impelidos à solidariedade. O Arqui vem estabelecendo uma

parceria nova com a ONG “Um Teto Para Meu País”. Aquilo que é chamado de “prática solidária” apresenta-se envolto numa organização de tecnologias que se desdobram nas enquetes aplicadas com as famílias, passando pela divulgação do projeto aos jovens e chegando à construção de casas emergenciais. No processo, pode ser vista uma juventude engajada, consciente, organizada e que sabe utilizar os recursos da tecnologia a seu favor. É um grande exemplo de que não devemos nos afastar dos novos avanços e descobertas, não podemos nos desvincular da força propulsora que as novas tecnologias têm e exercem sobre nós, mas também devemos nos apropriar dessa dádiva divina dada aos humanos. Saiba mais sobre a ONG acessando umtetoparameupais.org.br.


Destaque

Entardecer Ao longe o céu azul

Gerando recordações

O som do mar, E eu aqui parado A te desejar Ouvir tua voz,

Em seu blog, Gustavo Enrico Scatigna escreve sobre o cotidiano de quem cursa o Terceirão

Te ver chegar

Por Renato Mobaid

Entardecer no céu,

“M

eus textos são pedaços de mim”. Com essas palavras, Gustavo Enrico Scatigna deixa transparecer sua forma de arte preferida – e seu maior talento. O estudante, que veio para o Arqui cursar o Ensino Médio, escreve textos, contos, crônicas, prosas e poesias desde 2006. Em 2011, começou a publicá-los em seu blog, o verotextos. blogspot.com. O endereço conta com uma intensa produção literária: Gustavo escreve, em seus diversos estilos, sobre o cotidiano, atualidades, episódios de sua vida, amor e tantas outras coisas que povoam a mente de quem cursa a terceira série da etapa final do colégio. Segundo o aluno, a vantagem de manter um blog é a visibilidade alcançada: as pessoas leem, partilham sentimentos, divulgam, trocam pareceres. Os textos contam, inclusive, com olhar crítico dos professores de Redação do

Nós dois a sós, Só quero te amar Entardecer no mar

Arqui, como Silvio e Cristina, que têm total liberdade para opinar, corrigir e orientar. Para Gustavo, a constante troca de opiniões é muito benéfica, pois ajuda na melhoria da qualidade, estilo e técnica do que escreve. O aluno afirma ainda que um dos diferenciais da educação oferecida pelo Colégio é o tratamento humano e atencioso por parte dos professores, que procuram, além de ensinar a matéria, compreender os talentos e anseios de cada aluno para assim melhor conhecê-lo e, consequentemente, educá-lo. “Aqui, há liberdade para conversar”, diz. Os concursos de Poemas e Crônicas realizados no Colégio em 2010 e 2011, homenageando, respectivamente, Adoniran Barbosa e Cecília Meireles, contaram com a participação de Gustavo que, em ambas as edições, teve seus textos entre os mais votados pela comissão julgadora.

Em palavras ao léu Não consigo parar de cantar Gustavo Enrico Scatigna

Entre os muitos planos para o futuro, há o desejo de cursar Publicidade e Propaganda e de trabalhar com música, na produção de eventos. Algum gênero, alguma restrição? Não. A ideia é trabalhar com cultura, promover a diversidade de estilos e opiniões. A arte, entre seus muitos propósitos, serve para ajudar as pessoas a expressarem o que sentem, utilizando, para isso, diversas técnicas. Seja por meio de texto, música, pintura ou qualquer outro método, é sempre gratificante ver frutos da Educação Marista mostrando sua sensibilidade e vontade de participar ativamente na melhoria da sociedade.

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Caleidoscópi�

Quanto lixo uma escola é capaz de produzir em um dia? Os alunos puderam desenvolver sua consciência ambiental atuando no projeto Saber Cuidar.

Alunas com roupas típicas portuguesas enriquecem o Desfile de Trajes Religiosos e Culturais realizado no Pátio Central.

Crianças da Educação Infantil provam que a interação com tecnologia em suas novas interfaces acontece com naturalidade e rapidez.

Alunas do Canto Coral e Dança Criativa mostrando talento para as artes desde pequenas!

Você sabia que o Arqui possui seu próprio planetário? Nele, os alunos aprendem com entusiasmo sobre estrelas, espaço, constelações...

Em constante procura por ideias sustentáveis, estudantes mostram na Feira de Ciências projeto de meio alternativo para aquecer alimentos.

Acompanhando o avanço tecnológico, professores e alunos se envolvem com os conteúdos oferecidos pelas lousas digitais das salas de aula.

A Chácara do Colégio é local de descontração e brincadeira. Na foto, o escorregador é posto à prova!


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Diz aí

E a vida, como vai? Qual a importância da família, da escola, da religião na sua vida e na sua felicidade?

Vai muito bem minha vida. Minha família é muito importante e me deixa feliz, pois eles me apoiam e brincam comigo. Ela é a base de minha formação e a principal responsável pelo meu crescimento humanitário e emocional. Assim como a família, outra base minha é a escola, lugar em que posso, além de aprender conhecimentos das matérias básicas, me desenvolver enquanto ser humano, por meio de ações como doações de livros e alimentos ou visitas a outras culturas e realidades. Também é muito bom poder encontrar meus amigos e fazer novas amizades. A religião me completa, pois é uma forma de confraternizar e participar de atividades engrandecedoras com um objetivo comum: participar de ações sociais nas quais possamos ajudar a melhorar a vida das pessoas mais carentes. Sou muito feliz!

A família, a escola e a religião são meus grandes pilares de sustentação. Minha família é a responsável por minha educação, inclusive a religiosa, fundamental para a formação do caráter, trabalhado junto com a escola, na qual aprendemos a ter autonomia e a respeitar opiniões diferentes da nossa. A felicidade também é parte do meu cotidiano na escola; lá não apenas estudo, mas também crio laços de amizade para a vida. Religião não é só ir à missa todos os domingos, mas também aprender a partilhar. Faço da religião uma maneira de me divertir e ajudar o próximo, participando de movimentos de jovens como a PJM (Pastoral Juvenil Marista). Aproveito para agradecer à minha família, minha escola, minha religião e também aos meus amigos por fazerem parte desta bela trajetória que chamamos de vida!

Quando pensamos em felicidade, o que vem primeiro às nossas cabeças é a família, pois é onde podemos ser nós mesmos. Já a religião é o nosso segundo pilar, seja ela qual for, pois com ela pensamos como um todo e no bem de todos. É por meio dela que podemos pensar em nós de um modo diferente. Os alicerces se completam com a presença da escola, pois é onde fazemos amigos e aprendemos. Aqueles que dão importância à família, à religião e à escola são os que vão ajudar os necessitados, que vão fazer parte do grupo de jovens da escola e da igreja, que dão importância a um simples sorriso de uma criança. Podemos concluir que tanto a família quanto a escola e a religião são importantes para a sermos completos. Quem possuir esses pilares sempre terá por onde buscar sua felicidade.

Lucas de Camargo Mainente – 8ºF

Ana Flávia de Queiroz Pereira – 8ºG

Ana Carolina Avamileno – 2ªG


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Educa�

Ensino Fundamental

Conexões inteligentes O uso de tecnologias e da internet como ferramentas na educação Por Equipe de Tecnologia Educacional

P

ais e professores vivenciaram a aceleração tecnológica do último século e passaram a discutir a importância da utilização destas tecnologias para auxiliar no desafio de formar sujeitos críticos, capazes de interagir, aprender e compreender a realidade em que vivem, bem como preparar para a formação em vista de uma cidadania consciente. O Arquidiocesano possui uma equipe de Tecnologia Educacional que, junto aos professores, é responsável pela elaboração de projetos e atividades diversificadas, empregando diferentes estratégias e recursos tecnológicos, que vão além da informação e apresentam desafios para estimular o aprendizado em um ambiente colaborativo. Os educadores têm preocupação constante em aproveitar os recursos

da internet e seus benefícios, orientando os estudantes na exploração de links variados e identificação de fontes seguras para que não se apropriem de informações fragmentadas ou incorretas. Com objetivo de orientar os alunos na utilização da internet, desenvolveu-se junto ao 5º ano do Ensino Fundamental o projeto “Como é viver com o mínimo?”, que contemplou a área de Matemática. Nele, os estudantes realizaram atividades em sala e pesquisa na rede sobre salário mínimo e cesta básica e, a cada visita ao laboratório, alguma orientação nova era passada, como a correta utilização de palavras-chave e a procura por sites confiáveis e baseados em dados científicos. A turma do 8º ano se envolveu com o projeto “Mural de notícias no Facebook”, no qual os professores montaram um mural de notícias e os

alunos, separados em grupos, inicialmente trouxeram recortes de jornal ou revista com notícias condizentes com o tema proposto. Elas eram apresentadas e debatidas em sala de aula. Em um segundo momento, inovou-se ao levar o projeto ao mural de noticias da rede social, com o objetivo de inflamar as discussões sobre as reportagens e permitir que os alunos relacionassem outras informações ao tema. Além dos textos das matérias e comentário inicial do aluno, a possibilidade de disponibilizar links, imagens e vídeos auxiliava no entendimento da notícia. TRAVEL DIARY e fotografia Há também projetos que incentivaram o aprendizado por meio do uso de softwares específicos, como o “Travel Diary”. O projeto consistiu na produção de um vídeo sobre uma via-


gem que fosse marcante para os alunos do 8°ano. Os estudantes deveriam descrever a viagem em uma linha do tempo diária, utilizando a língua inglesa, selecionar fotografias e imagens digitais para a montagem do vídeo e escolher uma trilha sonora. Ao final, o vídeo deveria ser editado e, para isso, realizou-se uma oficina do software “Movie Maker”, utilizado no desenvolvimento do trabalho. Outro projeto, intitulado "Fotografia", procurou desenvolver a capacidade criativa dos estudantes do 5º ano por meio da fotografia digital e da edição de imagens.

Os alunos utilizaram fotos de cenários do teatro, produzidos por eles mesmos e tendo a mitologia grega como tema, para elaborar fotomontagens com softwares disponíveis na internet, como o “Photofunia”, “Fun photo to Box”, “Photo505” e o “Dumpr”. Dando continuidade, foi feita uma saída fotográfica na Chácara do Colégio, onde os alunos foram desafiados a fazer fotos de paisagens, jogos de perspectiva e macrofotografia. Ao final, aprenderam a editar as imagens digitalmente, utilizando para isso o programa “Microsoft Office Picture Manager”. O

trabalho gerou a oportunidade para que os estudantes desenvolvessem sua criatividade e produzissem suas próprias imagens. Com o exercício de fotografia, as crianças deram voz às suas mensagens e mostraram seu olhar particular, tornando-se, com isso, agentes culturais de seu tempo. A utilização de tecnologias potencializa a aprendizagem ao permitir que os estudantes analisem criticamente diferentes textos, utilizem recursos tecnológicos, expressem-se em diversas linguagens, enfrentem desafios, opinem, criem e sejam autônomos.


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Educa�

Ensino Médio

Órbitas concretas e virtuais Projeto apresenta ambientes urbano e virtual como espaços educativos Por Michael Gonçalves da Silva

T

odos os anos, os professores do Ensino Fundamental e Médio do Arquidiocesano buscam organizar um estudo de meio que represente uma experiência de aprendizagem cujo conhecimento seja resultado das relações mediadas do grupo de estudantes com um determinado ambiente considerando as suas peculiaridades. O desafio é ofertar experiências viáveis, férteis em conhecimento e atraentes para a comunidade escolar (estudantes, família, professores). Em 2011, o grupo da 2ª série do EM ousou ao propor o projeto Órbitas Urbanas. Partiu-se da ideia de organizar uma experiência de aprendizagem na qual a visita a campo fosse uma das partes do estudo, além de um momento para testar os conhecimentos prévios e de "provar" um pouco do que o ambiente tem a oferecer, traduzindo todo este

conhecimento em manifestações artísticas e políticas. Pensou-se no centro de São Paulo como ambiente a ser visitado e estudado e, também, nas possibilidades de combinar a materialização do universo cosmopolita paulistano com a imaterialidade de outro tipo de ambiente: o virtual. Certamente, foi um grande passo! Foi utilizada a simbologia das órbitas dos olhos, que são também a porta para o ambiente virtual. O projeto foi iniciado com os professores convidando os alunos a conhecerem o grupo Órbitas Urbanas no Facebook e a usarem a hashtag #orbitasurbanas no Twitter para despertar a curiosidade dos estudantes. Todo o estudo aconteceria em apenas uma semana; logo, o período de aula foi utilizado exclusivamente para o projeto e preenchido com apresentações, saídas das turmas ao centro da

cidade, debates, tempo para a preparação de formas de expressão do vivido e a própria exposição dos resultados. Enquanto tudo acontecia, os estudantes eram estimulados a utilizar seus celulares para tuitar e dinamizar o conteúdo junto com os professores; debates online ocorriam nos períodos fora da aula, quando os estudantes e professores levantavam questões no grupo do Facebook que renderam dezenas de comentários. O debate em ambiente virtual mostrou-se uma forma eficaz de produção de conhecimento. Toda a mobilização serviu para pensar os ambientes urbano e virtual como espaços a serem ocupados e significados pela comunidade escolar de modo a tirar deles o máximo de proveito. A utilização das tecnologias de comunicação ajudou os estudantes e professores a se relacionarem de um modo diferente e muito significativo.


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Gente noss�

Sempre juntos Acompanhamento é uma das melhores ferramentas educacionais Por Núbia Oliveira

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esde 2008, o Arquidiocesano mantém parceria com o Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (ISMART) para concessão de bolsas de estudos integrais a jovens provenientes de escola pública e concluintes do Ensino Fundamental (9º ano). Portanto, trata-se de concessão de bolsa para o Ensino Médio. Tendo em vista que as parcerias são constituídas a partir do reconhecimento de incompletudes e anseios por respostas a demandas emergentes, o contato com o ISMART foi realizado para auxiliar no processo de captação, seleção, acompanhamento e avaliação dos futuros alunos beneficiários de bolsa social (filantrópica) no Colégio. De todas as ferramentas educacionais colocadas à disposição e utilizadas por esse grupo de alunos bolsistas (plantão de dúvidas, atendimento individual e em grupo,

suporte para compra de alimentação, transporte e livros, provas unificadas, etc.), avalia-se que o acompanhamento e a escuta sejam as mais efetivas para o sucesso do projeto. De fato, a parceria vem apresentando resultados extremamente satisfatórios, descobrindo alunos de qualidade e destaque nos campos acadêmicos e humanitários. Tanto o Arqui quanto o ISMART disponibilizam equipe de profissionais para acompanhar de perto o processo de inserção, adaptação e desenvolvimento dos alunos bolsistas, principalmente pela mudança de contexto vivenciada por esses jovens. Conta-se, também, com o apoio das famílias e, sobretudo, com disponibilidade e comprometimento dos alunos, sem os quais o projeto não seria viabilizado. Exemplos? Há vários, entre os quais Priscila Akemi (aluna bolsista

de 2008 a 2010), aprovada em Engenharia na Escola Politécnica da USP e em Medicina na Santa Casa e que, atualmente, cursa o 2º ano de Medicina. O ano seguinte contou com Ariane Emy Sato Rodrigues Alves (aluna bolsista de 2009 a 2011), aprovada em Química na UNIFESP, em Ciências Biomédicas na UNESP, campus Botucatu e em Medicina Santa Casa de São Paulo e na PUC-SP, campus Sorocaba. O sucesso nos vestibulares é apenas a etapa final do processo; a jornada do aluno pelos três anos do Ensino Médio é fruto de empenho e solidariedade por parte de todos, que se esmeram para oferecer condições adequadas de adaptação e ensino. A cada ano o Arqui sente mais e mais orgulho dessa iniciativa! Chega-se à conclusão de que o que diferenciará a inserção social desses novos atores sociais é a educação de qualidade recebida.


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Essência

Por que o Marista é o Marista? Convidamos dois irmãos maristas, Ir. João Batista Pereira e Ir. Claudiano Tiecher, para nos contar por que, apesar de mudarem as pessoas e os lugares, o espírito de família sempre faz parte de um colégio Marista

A comunidade como fonte da vida

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esde a sua fundação, no dia 2 de janeiro de 1817, o Instituto Marista se guia pelo seu carisma, um legado deixado por São Marcelino Champagnat, nosso fundador. É esse carisma que faz com que todas as Unidades Educativas do mundo se pautem em um mesmo perfil, seguindo um mesmo fio condutor. O que chamamos de carisma marista, nada mais é do que o SER (= espírito) e o AGIR (= missão) de uma pessoa e/ou de um grupo. Todos, irmãos e leigos, que estão engajados na obra marista são convidados a viver esse carisma, ou seja, o seu jeito de ser e agir, com um mesmo espírito em vistas de uma única missão: “Formar cidadãos humanos,

éticos, justos e solidários para a transformação da sociedade por meio de processos educacionais fundamentados nos valores do Evangelho, do jeito Marista”. É dessa maneira que se consegue ter essa linha de atuação e essência únicas. Todas as congregações religiosas existentes são desafiadas a viver o seu modo próprio de evangelizar de acordo com a inspiração divina que teve seu fundador. O Instituto Marista, por meio da educação das crianças e jovens, de maneira toda especial os empobrecidos, torna-se único, usando seu carisma, de forma atualizada, em cada realidade inserida nos 5 continentes onde se fazem presentes, colocando dessa forma em prática a missão deixada por São Marcelino Champagnat. São muitos os valores que ali-

cerçam a Obra Marista e que proporcionam a vivência do carisma e nossas ações apostólicas. Destacamos o amor ao trabalho, a simplicidade, a justiça, a presença significativa, a espiritualidade e o espírito de família. O Espírito de Família sempre esteve presente na Instituição Marista desde a sua fundação. O padre Marcelino Champagnat, com este valor, vislumbrava a construção de uma relação de parceria ativa entre as pessoas. Para isso era preciso acolhê-las e compreendê-las como diferentes e complementares. Esse mesmo Espírito de Família valoriza a construção coletiva, a autonomia responsável, a flexibilidade, a ajuda mútua e o perdão. Já na época do Pe. Champagnat e nos dias atuais ousa construir comunidade, com alegria, e fazer dela fonte de vida.”

Irmão João Batista Pereira Grupo Marista


Marista, um centro de fé, cultura e vida

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nossa essência reside em Marcelino Champagnat. Repleta dela, as pessoas, a geografia e a cultura abrem-se para um jeito peculiar de educar, que perpassa gerações e continua sempre atual nos variados contextos e situações em que se encontram as infâncias e as juventudes. Temos em Marcelino – homem que moldou uma educação inovadora para a época, mesclando a formação do cidadão e do cristão – uma personalidade forte, que suportou as adversidades do tempo e da história. Para ele, que tinha uma inteligência prática, a preocupação era formar professores que, antes de ensinarem, recuperassem a dignidade da pessoa, amando-a e preparando-a concretamente para os desafios da vida. Eis a essência do Marista: professores que amam, apaixonados pela missão de educar e evangelizar nos mais diferentes ambientes educativos. Cada estudante é único e respeitado em sua singularidade. Talvez esse seja o elemento-chave quando apontamos uma diferença regional entre os Colégios Maristas e, ao mesmo tempo, nos deparamos com uma igualdade de “espírito”. Impressionante é essa mesma energia contagiar os diver-

sos Colégios Maristas. Podemos afirmar que as pessoas são diferentes, mas o espírito é o mesmo. As atividades podem e devem manifestar a cultura local, mas o que nos envolve e nos faz ser reconhecidos é uma proposta que insiste nos valores de abnegação de si mesmo e abertura aos outros. O que faz um Colégio Marista ser único é a capacidade de se transformar em um centro de fé, cultura e vida. Acredito que a escola Marista é por excelência um movimento intenso de ensino e aprendizagem, em que o educando é o protagonista do próprio futuro. O espírito de família é o que nos diferencia. É feito de amor e perdão, entreajuda e apoio, esquecimento de si, abertura aos outros e alegria. Tudo isso impregna nossas atitudes e nosso proceder, de modo que o irradiamos onde quer que nos encontremos, seja na sala de aula ou em outros ambientes educativos. No dia a dia, construímos tal espírito por meio do amor ao trabalho. Nossas escolas são desafiadas, pelo Projeto Educativo, a serem espaço tempos de construção de relações interpessoais, de confiança recíproca, de perdão, de diálogo, de alteridade e de corresponsabilidade, estabelecendo um elo fraternal, de família, entre os integrantes da comunidade educativa.”

Ir. Claudiano Tiecher | Diretor-Geral do Colégio Marista João Paulo II - Província Marista do Rio Grande do Sul


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Como fazer

Menos ĂŠ mais Movimento sugere que as pessoas diminuam seus ritmos de vida para que o organismo nĂŁo entre em colapso e o planeta seja um ambiente sustentĂĄvel


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iminuir o ritmo para reconectar-se consigo mesmo, com as pessoas e com o ambiente em que se vive. Esse é o objetivo principal do movimento “Slow Life”, que surgiu na Itália, inicialmente conhecido como “Slow Food”, contra as redes de fast food e a produção insustentável de alimentos. Em seguida, vários países uniramse ao movimento e foram ampliando seus objetivos, a ideia era desacelerar não só na alimentação, mas em vários setores: indústria, educação, cultura, tecnologia e em tudo que fosse possível proporcionar ao ser humano menos estresse e ansiedade. “A ansiedade vem de um sentimento de vulnerabilidade. É uma pressão interna que deixa a pessoa acelerada sem um motivo concreto. Estar ansioso sinaliza que ela se sente sob alguma ameaça, que pode vir de dentro ou de fora, de um estado interno que não dá conta ou uma situação que oferece alguma ameaça para ela”, explica a psicóloga Aline Mamede. O ansioso pode se prejudicar no trabalho, nos estudos, na vida afetiva e social. Sua produtividade e rendimento podem cair, sua concentração

pode diminuir e pode vir a ter dificuldades de executar tarefas. “Seu comportamento pode prejudicar não só a si mesmo, como seus colegas de trabalho ou estudo, devido à sua falta de atenção e concentração e seus constantes questionamentos e apreensões”, diz Aline. É extremamente importante desacelerar, principalmente na era digital que todos são bombardeados de informação, tecnologia, trabalho, compromissos e até muito lazer. Tudo para que diminua a ansiedade em relação ao mundo, e, consequentemente, ao estresse. “Não temos como fugir, porque vivemos em um corre-corre incessante que nos traz desgaste e estresse. Trabalhar sistematicamente a ansiedade é fundamental para acalmar nosso corpo nas suas impulsividades”, ressalta a piscóloga. Exercícios físicos, relaxamento muscular, dedicação a atividades que tranquilizam, como escutar música, cuidar de plantas, trabalhos manuais, orações, podem ajudar. É importante que haja esta mudança de hábitos no estilo de vida.

É preciso desacelerar, principalmente na era digital que todos são bombardeados de informação, tecnologia, trabalho, compromissos e até muito lazer.


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Como fazer

desacelere Que tal pisar no freio e viver uma vida mais feliz? dentifique as I fontes do estresse

Defina limites

Tente descobrir os desencadeantes. Você se sente ansioso antes de uma prova? Está com a agenda cheia de compromissos? Talvez você esteja além do limite e se sente irritado e cansado. Após identificar as fontes, tente minimizá-las o máximo possível.

Não tenha medo de dizer “não” antes de assumir um grande número de compromissos, especialmente se você está equilibrando seu tempo entre faculdade, trabalho e atividades extracurriculares. É importante definir as prioridades para não se sobrecarregar. Dizer “não” pode, além de ajudá-lo a controlar o estresse, dar-lhe mais controle sobre sua vida.

Fale e compartilhe

Controle a respiração

Expor os sentimentos sem ser julgado é essencial para manter uma boa saúde mental e lidar melhor com estresse. Converse com amigos sobre como está se sentindo. Explique ao seu professor que está tendo problemas com alguma matéria, por exemplo.

 eserve mais R tempo para você Antes que você chegue ao limite, procure um tempo para ficar só e fazer o que quiser, longe das preocupações e responsabilidades do mundo. Às vezes este tempo precisa ser obrigatório, ou seja, reservado para uma atividade de relaxamento ou lazer.

Respirar pode medir e alterar o seu estado psicológico, fazendo um momento estressante aumentar ou diminuir de intensidade. Preste atenção em sua respiração. Inspirar profundamente e em seguida soltar o ar lentamente é uma excelente técnica para se sentir mais relaxado.

Exercite-se diariamente Exercícios físicos aumentam a liberação de endorfina, substância produzida naturalmente no cérebro que traz sensação de tranquilidade. Estudos mostram que o exercício, juntamente com o aumento da liberação de endorfina, faz aumentar a confiança, a autoestima e reduzir as tensões. Além do mais, se você já andou por vários quilômetros, sabe como é difícil pensar em seus problemas, quando a sua mente está focada em andar.


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Compartilhar

Vida digital Preparamos uma listinha com algumas novidades que podem facilitar sua vida ou deixá-la mais divertida

Software

Áudio-livro

MANUAL DE MÃES E PAIS SEPARADOS (grátis) Educar os filhos não é tarefa fácil, principalmente quando pai e mãe não convivem juntos um com o outro. Esse livro, disponibilizado em áudio para o Windows, foi escrito com o apoio de vários especialistas no assunto – e o mais legal: especialistas brasileiros!

P.O.K. – PROTECT OUR KIDS (grátis)

Sua vida de pai será mais tranquila com esse software instalado no seu Windows. Não é para proibir os filhos de terem relacionamentos com amigos e até com namorado ou namorada, mas para proteger os pupilos diante de ameaças realmente perigosas, como pornografia, abusos e coisas do tipo. Caso, por exemplo, o P.O.K. rastreie uma frase como “Onde você quer me encontrar?”, ele bloqueia a conexão à Internet no computador em que está sendo usado.

Quiz

QUE PAÍS É ESSE? (grátis)

Será que você consegue acertar o nome de cada país recebendo apenas dicas sobre sua história, datas e dados? Junte seu filho, curta um momento ao lado dele e teste seu conhecimento. Quem será que sabe mais?

Aplicativo

BABY MONITOR & ALARM (grátis)

Mamães e papais de todo o mundo que têm smartphone com o sistema Android poderão sair à noite e deixar seus bebês em casa com a babá ou com outro responsável sem dor de cabeça. O aplicativo tem cinco funções, entre elas o “Mum’s Voice”: a mãe grava um recado para o filho e, caso o celular que está próximo à criança reconheça seu choro, o aparelho reproduz a gravação.

Aplicativo

LINA – LOVE IS NOT ABUSE (grátis)

Esse aplicativo para iPad foi criado pensando em esclarecer e educar as pessoas sobre os abusos nas relações digitais, o famoso cyberbullying. Feito especialmente para os pais, o Lina é uma ótima ajuda na hora de identificar esse tipo de problema, geralmente difícil de ser reconhecido.


Prateleira É UM LIVRO Minha primeira indicação é para os pequenos da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. Pequenos Leitores, que tal conferir um divertido livro com o título: É UM LIVRO, da autora LANE SMITH publicado pela editora COMPANHIA DAS LETRINHAS. Dois seres muito inteligentes e curiosos, que se encontram numa divertida

aventura, em torno de um “estranho objeto”, rolando uma página após a outra, deixando-se envolver por um bate-papo que leva a uma fascinante descoberta. Que tal um dowload dessa divertida história?

A INVENÇAO DE HUGO CABRET Que tal conferir também o livro: A INVENÇÃO DE HUGO CABRET, do autor BRIAN SELZNICK, e tradutor MARCOS BAGNO, e conferir os detalhes que o filme não traz, se emocionar com o menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris, esgueirando-se por passagens secretas, descobrir sua principal ocupação e responsabilidades, perceber o que realmente fascina seus olhares. Tudo em busca de desvendar uma comovente história

que exige de Hugo coragem para enfrentar muitos riscos, principalmente quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam seu caminho. Que tal ir já para a estação e tomar esse trem agora? Quem indica: Zeneide de Lima, Biblio-

tecária – Colégio Marista São Luis

CYBERBULLYING E OUTROS RISCOS NA INTERNET DESPERTANDO A ATENÇÃO DE PAIS E PROFESSORES - 2011 Autora: ANA MARIA DE ALBUQUERQUE LIMA Editora: Wak Quem indica: Márcia Regina Savioli, Diretora Educacional – Colégio Marista

Nossa Senhora da Glória

Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação. - 2011 Autor: Ismar de Oliveira Soares Editora: Paulinas Quem indica: Irmão Vanderlei Siqueira dos Santos, Diretor Geral – Colégio Marista Pio XII – Ponta Grossa


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Solidariedade

Um jeito diferente de formar educadores C

om a intenção de contribuir com o acesso à formação de qualidade para todo o território nacional, a Rede Marista de Solidariedade (RMS) lança a Formação a distância para educadores da Primeira Infância. Voltado à extensão e pós-graduação de educadores que atuam na Educação Infantil, o projeto — desenvolvido em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) — faz parte de uma série de iniciativas da RMS no Advocacy da Primeira Infância. As aulas contarão com a tecnologia e a experiência em educação a distância da PUCPR, e foram preparadas para atender a demanda daqueles que não têm graduação, com a modalidade extensão, e aqueles que têm graduação, com a modalidade pós-graduação. Um grande diferencial da formação está na sua proposta de trabalhar o currículo da educação infantil com enfoque em direitos da criança e do adolescente. O principal objetivo da RMS ao desenvolver este projeto na modali-

dade de Educação a Distância (EAD) é ampliar o acesso à formação para públicos de diferentes regiões. Por meio de parcerias, o curso tem custos reduzidos e referentes apenas à sua execução. Os conteúdos estão sendo produzidos por especialistas que são referência nacional e internacional nos temas. Cada aluno terá acesso a ferramentas como correio eletrônico, fórum, material didático-online, chats, filmes, links e videoaulas, além do acompanhamento de um tutor especializado para grupos de 50 alunos. Para a obtenção dos certificados de pós-graduação, os alunos deverão apresentar trabalhos de conclusão de curso nos seminários presenciais. A iniciativa conta com o apoio de outras organizações, como a ONG Criança Segura, e está sendo divulgada a instituições e organizações públicas e privadas. A primeira turma terá início no segundo semestre de 2012 e as vagas são destinadas a pessoas jurídicas, por meio de cotas.

O Advocacy da Primeira Infância O termo Advocacy, ainda sem tradução para o português, significa lutar por uma causa, conscientizando a sociedade, capacitando agentes transformadores, mobilizando a população e acompanhando a atuação do poder público. O advocacy na Primeira Infância é realizado a partir das práticas institucionais. A RMS reconhece a importância da primeira infância para o desenvolvimento integral das crianças ao considerar as culturas infantis nos seus diferentes contextos e a concepção de criança enquanto sujeito de direitos. Para isso, integra as diretrizes institucionais com as políticas sociais de promoção humana e cidadã.


Atuação da RMS na Primeira Infância

Contribuição técnica em documentos relevantes para a área, como o Plano Nacional Primeira Infância.

Realização da Formação a distância para educadores da primeira infância.

Grupos de estudo e sistematização das práticas, tendo como resultado duas publicações: Currículo em movimento na Educação Infantil (parceria com a Rede Marista de Colégios) e Cores em composição na Educação Infantil (práticas dos Centros Educacionais e Sociais).

A Educação Infantil na RMS é desenvolvida em nove Unidades Sociais Maristas, e promove uma educação de qualidade para 1.304 crianças atendidas anualmente nos municípios de São Paulo (SP), Santos (SP), Ponta Grossa (PR), Cascavel (PR), Curitiba (PR) e Samambaia (DF).

Representatividade em espaços como a Rede Nacional da Primeira Infância e o Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, na busca por transformações significativas e duradouras para as infâncias e juventudes.

Aprimoramento do processo de avaliação da Educação Infantil.

Desenvolvimento do Programa Itinerários Formativos, com a realização de eventos de formação com o foco no fortalecimento da rede de atendimento à primeira infância. Em 2012, quatro seminários serão realizados buscando potencializar toda a rede de atendimento à primeira infância.


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Solidariedade

Onde estão as crianças? Guia de fontes revela dados sobre as infâncias

C

om a intenção de dar visibilidade à real situação de crianças e adolescentes brasileiros, a Rede Marista de Solidariedade — por meio do Centro Marista de Defesa da Infância e contando com o apoio do Instituto HSBC Solidariedade — sistematizou ao longo de 2011 um documento que possibilita identificar onde estão as informações sobre a infância e adolescência no Brasil. A publicação FONTES SOBRE A INFÂNCIA: Diagnóstico de fontes estatísticas sobre a criança e o adolescente, lançada em abril, compila informações sobre fontes oficiais, instituições de pesquisas, núcleos e observatórios que abordam indicadores referentes à infância no Brasil, especialmente nos Estados da região Sul do país. O documento também traz elementos que contribuirão com a discussão sobre a criança e o adolescente, além de um resgate histórico da infância. Sem o monitoramento de indicadores específicos — que atualmente são pouco conhecidos, compreendidos ou, até mesmo, inexistentes — as iniciativas de incidência nas políticas

públicas voltadas para a criança e ao adolescente acabam fragilizadas. O diagnóstico realizado pelo Centro de Defesa permitirá revelar aspectos como a disponibilidade da informação, as formas que se apresentam os dados, os direitos que são violados, os programas de ação dos governos, entre outros. A ideia é proporcionar insumos importantes para a formulação/reformulação de indicadores de monitoramento. A melhoria das condições atuais das crianças, adolescentes e jovens e a transformação da sociedade brasileira dependem, em muito, de se dar visibilidade à situação em que elas se encontram. A elaboração de um sistema de indicadores sobre a infância com enfoque nos estados permite a construção de um retrato das nossas infâncias e juventudes. Este sistema pode ser usado como subsídio para argumentos e apontamentos sobre fragilidades e potencialidades; num aspecto jurídico, executivo e legislativo, sobre os direitos das infâncias e juventudes brasileiras.

Para Geliane Quemelo, Coordenadora do Centro Marista de Defesa da Infância, “a Sociedade civil tem um papel muito importante neste monitoramento e desta forma poderá contribuir cada vez mais para que o cenário de violação de direitos não se perpetue. A implementação de um sistema de monitoramento é urgente e oportuna”. O Centro Marista de Defesa da Infância compõe a Rede Marista de Solidariedade, assim como outras 23 unidades sociais que atendem cerca de 11 mil crianças e adolescentes, além de suas famílias e as comunidades onde estão inseridos. Diferente das unidades sociais, que promovem o atendimento direto ao público, a proposta do Centro de Defesa — pioneira no Paraná — está diretamente voltada à defesa dos direitos da infância e juventude. Sua finalidade é contribuir com discussões, pesquisas, publicações, acompanhamento das políticas públicas e assessoramento dos profissionais que atuam na área como forma de melhorar o cenário onde os direitos não são garantidos em sua plenitude.

DVD Direito ao Brincar A Rede Marista de Solidariedade lançou o dvd Direito ao Brincar. Com o apoio da Unicef, o dvd traz vídeos com depoimentos de educadores e educadoras e que mostram brincadeiras e atividades realizadas nas unidades sociais Maristas, além de dicas para atividades com crianças com deficiência, cuidados com o meio ambiente e a adoção de brincadeiras lúdicas e colaborativas.

O dvd faz parte da Campanha Marista pelo Direito ao Brincar. Para assistir aos vídeos das 10 iniciativas pelo Direito ao Brincar e conhecer mais sobre a campanha, acesse o site da Rede Marista de Solidariedade, www.solmarista.org.br.


Acesso e qualidade na Educação Infantil: um direito da criança.

Inscrições so para pessoas mente jurídicas, por meio de co tas.

As cotas de alunos podem ser adquiridas por instituições e organizações públicas e privadas para a formação de atores sociais com vistas ao direito das crianças pequenas à educação de qualidade.

apoio

Mais informações: infancia@marista.org.br solmarista.org.br

realização


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Inspiração

A vitória de Marcus Alegria, atividade intensa e carisma de um aluno mais que especial

M

arcus Neto, como é conhecido no Marista de Goiânia, é um menino doce, alegre e descontraído. Faz todas as atividades, pratica esportes e é popular entre os amigos, professores e funcionários. A vida sorriu para ele e ele soube retribuir, depois do revés que passou quando tinha apenas um ano. A família (Marcus, o pai e a mãe) morava nos Estados Unidos quando foi surpreendida por um incêndio na casa que provocou a morte de sua mãe, por insuficiência respiratória, e deixou graves ferimentos no pai e em Marcus, no dia 24 de dezembro de 2002. No mesmo dia, a sua avó, Maria Alzira Matos de Siqueira, foi ao encontro de todos os que estavam na UTI de um hospital (o neto, o genro e a outra filha). Marcus teve 70% de seu corpo queimado, precisou amputar o antepé e ficou quatro meses na UTI. “Trouxe meu neto para o Brasil entubado com

oxigênio e sonda gástrica. Chegando a Goiânia, ele ficou mais um mês hospitalizado e, somente em maio, foi liberado”, conta Maria Alzira. Marcus precisou aprender novamente a andar, falar e teve um amplo acompanhamento médico e psicológico. A mãe de Marcus havia comentado quase uma semana antes do acidente, que, caso morresse, queria que seu filho ficasse com a sua mãe. “Parecia que ela sabia que algo poderia acontecer”, comentou a avó. Desde que veio ao Brasil, Marcus mora com os avós, agora pais para ele, e leva uma vida completamente normal. “Ele é a razão da nossa vida, minha e do meu marido”, diz Dona Maria Alzira. Hoje com 10 anos, Marcus é um menino que, segundo a avó, tem amigos de todas as idades e em todos os lugares. Pratica judô e natação, toca bateria, adora andar de bicicle-

ta, quadriciclo, tomar banho de rio e ver filmes, principalmente da época em que era neném com sua mãe nos Estados Unidos. Marcus usava prótese, mas este mês fez uma cirurgia, e, segundo Dona Maria Alzira, não quis muito ficar se recuperando; insistiu em ir para a casa. “Ele é uma criança maravilhosa, uma pessoa que não reclama de nada na vida, atura muito bem qualquer tipo de dor”, explica. O pai de Marcus também mora no Brasil atualmente e é uma pessoa super presente na vida do filho. Mas quem tem a guarda do neto é a avó. “Eu nunca deixei ‘cair a bola’. Marcus sempre foi uma criança maravilhosa, é um menino super doce, agradável, preocupado com o bem-estar das pessoas. Ele me chama de avó, às vezes de mãe, além de chamar a madrinha dele de mãe também. Somos uma família muito feliz”, finaliza.


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Marista

Grupo Marista: muito mais que um Colégio D

epois de quase 200 anos de história em educação, é natural que o nome Marista faça você pensar numa grande rede de colégios. Mas o Grupo Marista é muito mais que isso. É uma grande família formada por mais de 14 mil colaboradores que atuam não só na educação, mas também, nas

áreas de saúde, comunicação e uma enorme rede de solidariedade. Na área da educação, da escola à universidade, formamos pessoas e trazemos resultados comprovados. Em atividades nas áreas de saúde e comunicação, levamos sempre a melhor qualidade para públicos de diferentes con-

dições e necessidades. A área de solidariedade atende diretamente crianças e jovens empobrecidos nas unidades sociais e integra a Rede Marista de Solidariedade, que também compreende iniciativas de todas as áreas de atuação na promoção e defesa dos direitos das infâncias e juventudes.

Bons valores com excelência A missão do Grupo Marista é proporcionar essa combinação única para a construção de um mundo melhor. Conheça nossa família:

EDUCAÇÃO

SOLIDARIEDADE

SAÚDE

Educação Básica | Educação Profissional | Ensino Superior | Editorial

Ampla Rede Marista de solidariedade transversal a todos os negócios do Grupo

6 hospitais, 1 plano de saúde

• 24 mil alunos nos 16 colégios •6  2 mil formandos pela PUCPR •3  mil alunos passaram pelo TECPUC •3  4 milhões de livros vendidos em 2011

• 300 mil atendidos

•2  74 mil atendidos pelos planos de saúde e pelo SUS

COMUNICAÇÃO Lumen Comunicação •6  00 mil impactados na rádio e tv Lumen


A FTD tem livros de literatura tão envolventes, que você corre o risco de ficar mil e uma noites lendo sem parar.

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• Assessoria Pedagógica • Assessoria Comercial • Portal – www.ftdsistemadeensino.com.br Conteúdos multimídia para o Fundamental I e II e Ensino Médio • Banco de Questões para o Fundamental II • Desafio on-line – Português/Matemática do Ensino Fundamental II e todas as disciplinas do Ensino Médio

• Redação para o Ensino Médio – coleção em 3 volumes com vários gêneros textuais • GPS – software com diversas questões: 14000 de Matemática/Português 13000 de Física/Química/Biologia/História 12000 de Geografia 8000 de Inglês 6000 de Espanhol • Bem Lembrado – material desenvolvido para consultas rápidas e estudos de revisão • Enem: Simulados e Caderno Enem

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Em Família | Arquidiocesano  

Edição | 1º semestre 2012

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